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RIBATEJO Agosto 2021 • Ano VI • Nº71

Fusion-Fuel

investe na produção de hidrogénio verde em Benavente P. 19

Governo lança concurso público para reconversão da Central a carvão do Pego P. 16

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ÍNDICE

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Desenvolvimento Regional

Viver o Tejo

05 Notícias

10 Poder Local

28 Décima edição de “7 Maravilhas de Portugal” tem como tema “Nova Gastronomia”

14 União Europeia

Empreendedorismo e Inovação

12 Nacional

16 Governo lança concurso público para reconversão da Central a carvão do Pego

19 Fusion-Fuel investe na produção de hidrogénio verde em Benavente 20 Chamusca e Coruche integram 2.ª fase de implementação de Rede Nacional de Teletrabalho no Interior

22 Vinomatos lança marca própria de tratores agrícolas

Informação e Apoio 24 Governo apresenta programas de recuperação económica e capitalização empresarial 27 Primeiro Aviso de concurso PRR para Áreas de Acolhimento Empresarial

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30 Notícias 40 Tomar vai ter nova empresa tecnológica e garante Softinsa por mais dez anos 42 Vomera Building Solutions inova no setor da construção e engenharia

Internacionalização 46 Notícias 54 Mocapor participou em feira do setor da construção no Egipto 56 Digidelta Internacional recebe visita da Mimaki Europe 58 Comércio entre a UE e a República da Coreia cresce duas vezes mais rapidamente ao abrigo de acordo comercial 60 Fiscalidade: Acordo mundial histórico para garantir uma tributação mais justa das empresas multinacionais

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ABERTURA

Leu a última edição da revista? Não? Então leia aqui. Aceda às últimas edições da Ribatejo Invest pelo site da NERSANT, pela página da NERSANT na plataforma Issuu ou pelo link abaixo.

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FICHA TÉCNICA Diretor: Domingos Chambel Conselho Redatorial: Cláudia Monteiro Elsa Duarte ribatejo.invest@nersant.pt

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Publicidade: Maria João Rodrigues maria.joao@nersant.pt Propriedade: NERSANT, AE. Várzea de Mesiões - Apartado 177 2354-909 Torres Novas Tel.: 249 839 500 | Fax: 249 839 509 www.nersant.pt

Periodicidade: Mensal Tiragem: 250 exemplares

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Isento de registo na ERC ao abrigo do decreto regulamentar 8/99 de 9/6 artigo 12.º, n.º 1 a)

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Silvex e Novo Verde lançam campanha de sensibilização protagonizada pelo chef Chakall A empresa de Benavente Silvex, em conjunto com a Novo Verde - Sociedade Gestora de Resíduos de Embalagens, acaba de lançar uma campanha de sensibilização ambiental, alertando para a importância do correto encaminhamento e gestão dos resíduos que são produzidos todos os dias, nos estabelecimentos do canal Horeca. Com o cotado Chefe Chakall como rosto de uma campanha, a Silvex e a Novo Verde pretendem alertar para os grandes prejuízos ambientais que podem advir de uma incorreta separação e encaminhamento de resíduos, gerando uma onda de sensibilização que tem como objetivo mudar os comportamentos em restaurantes, bares e outros estabelecimentos similares. Com o mote “Quando os resíduos s ã o b e m t r a t a d o s v o l t a m s e m p re ” como pano de fundo, a campanha tem um passatempo onde os estabelecimentos apenas têm de provar que encaminham corretamente os seus resíduos, através de uma fotografia criativa, a submeter na landing page

dedicada à iniciativa. Os 50 estabelecimentos que apresentarem fotografias mais criativas serão premiados com ecopontos e produtos 100% reciclados da Silvex. Esta campanha arrancou no dia 6 de julho, sendo comunicada nos

Grupo Filipe Faria lança nova marca O grupo Filipe Faria, de Torres Novas, anunciou o lançamento de uma nova marca no mercado. Trata-se da Decor Steel, uma linha de soluções em aço para fachadas ventiladas, mobiliário urbano e elementos decorativos. A nova marca, avançou a empresa, é fruto “da experiência acumulada ao longo dos últimos anos”, proporcionando “soluções que se ajustam às necessidades de cada projeto, com a possibilidade de serem personalizadas, atribuindo-lhes um carácter de exclusividade”.

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Um dos modelos em destaque no catálogo desta nova marca é o Decor Corten, fabricado com aço corten - utilizado desde os anos 30 pela indústria ferroviária, tendo a arqui-

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canais digitais (redes sociais e landing page), com destaque para a página Instagram do Chefe Chakall, onde este dá a conhecer a campanha e as vantagens de tratarmos bem os nossos resíduos para voltarem sempre ao ciclo da economia circular.

tetura passado a usar este material pela sua beleza e resistência - e disponível em sete categorias. Instalação rápida, ausência de manutenção ou pintura, alto grau de resistência e durabilidade, resistência a agentes corrosivos, sustentabilidade do material (100% reciclável) e design diferenciado e contemporâneo são algumas das vantagens enunciadas pela Grupo relativamente a este modelo. O catálogo pode ser consultado em https://primetool.pt/catalogo/576/decor-steel. De referir que o Grupo Filipe Fa r i a s e d e d i c a , d e s d e 1 9 8 2 , a o desenvolvimento de soluções integradas de comunicação.

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Concorrência valida aquisição da Micronipol pelo Explorer IV A Autoridade da Concorrência acaba de dar luz verde à aquisição da empresa Micronipol, localizada em Freixianda, concelho de Ourém, pelo Explorer IV Fundo de Capital de Risco. A operação de concentração entre a empresa Micronipol - Micronização e Reciclagem de Polímeros, S.A. (empresa adquirida) e o Explorer IV - Fundo de Capital de Risco (empresa adquirente), obteve decisão de não oposição por parte da Autoridade da Concorrência, divulgou a mesma entidade. “Nenhuma das empresas controladas pela Notificante exerce as mesmas atividades que a Adquirida, nem em qualquer mercado vizinho ou verticalmente relacionado com aquelas atividades. Deste modo, a operação não dará origem a qualquer alteração na estrutura de oferta, resultando apenas numa mera transferência de quotas de mercado. Em face do exposto conclui-se que a operação de concentração em análise não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efetiva no território nacional ou em parte substancial deste. Face ao exposto, em 08 de junho de 2021, o Conselho de Administração da Autoridade da Concorrência, no uso da competência que lhe é conferida pela alínea d) do n.º 1 do artigo 19.º dos Estatutos, aprova-

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dos pelo Decreto-Lei n.º 125/2014, de 18 de agosto, delibera adotar uma decisão de não oposição, à presente operação de concentração, nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 50.º da Lei da Concorrência, uma vez que a mesma não é suscetível de criar entraves significativos à concorrência efetiva no mercado nacional”, leu-se na comunicação da AC. A Micronipol é uma empresa ativa no setor de micronização e da reciclagem de produtos plásticos, incluindo a importação, exportação e comercialização dos produtos plásticos, bem como operações de gestão de resíduos. Dedica-se em especial à valorização e transformação de resíduos plásticos em pellets reutilizáveis de plástico, principalmente para as indústrias de extrusão de tubos e filme. Tem sede em Freixianda, concelho de Ourém. Quanto ao Explorer IV, trata-se de um fundo de capital de risco com investimentos em pequenas e médias empresas nos setores de atividade de indústria, energia, construção, comércio, turismo, transportes/logística e serviços. É gerido pela Explorer Investments, sociedade que gere e assessora fundos em quatro áreas de negócio: (i) private equity, (ii) capital de expansão, (iii) imobiliário e (iv) turismo.

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Primetool responsável pela imagem de cinco novos postos BP no Pingo Doce O projeto de mudança de imagem dos postos de combustível do Pingo Doce para a sua representante BP está a ser levado a cabo a nível nacional, tendo a Primetool, empresa pertencente ao Grupo Filipe Faria, de Torres Novas, sido selecionada para proceder a esta mudança em cinco postos de combustível em simultâneo. A intervenção da Primetool aconteceu em diversos pontos do país, nomeadamente em Monção, Lousada, Fafe, Estremoz e Grijó, avançou a empresa, acrescentando que “numa primeira fase procedemos à mudança da imagem Pingo Doce com a execução de novas telas com decoração em vinil para os reclamos luminosos das platibandas e aplicação de logótipo BP moldado, bem como pintura dos pilares a ser executada no local, novas decorações de tampas de bomba, novos reclamos luminosos e reclamos em chapa metálica e ainda placas em PVC com decoração em vinil autocolante”. O próximo passo, avançou a empresa “é voltar a estes cinco locais distintos e em simultâneo, de modo a proceder à mudança da imagem da BP, com o mesmo profissionalismo de sempre”.

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Entogreen distinguida como “Empresa Agrícola que Marca” A Entogreen, empresa com um investimento em curso de 10 milhões em Santarém para a produção de proteína para alimentação animal proveniente de insetos, foi distinguida

como “Empresa Agrícola que Marca” no âmbito dos Prémios Vida Rural 2021. Os vencedores foram revelados durante a 8.ª edição do AgroIN, evento da revista Vida Rural que se realizou no dia 30 de junho, em formato híbrido, e onde foram distinguidos ainda o “A g r i c u l t o r que Marca”, “Prémio Investimento que Marca”, “Prémio Organização de Produtores que Marca”, “I&D que Marca” e “Prémio Personalidade Arman-

do Sevinate Pinto”. Para além destes, foi ainda atribuído o prémio especial “Guardião da Biodiversidade Doméstica”, em parceria com a SPREGA (Sociedade Portuguesa de Recursos Genéticos Animais) em que os leitores da revista puderam votar no seu nomeado favorito. “Para nós um prémio muito sentido e que nos traz um sentimento de reconhecimento e valorização no setor que tanto estimamos e pertencemos, e queremos cada vez mais c o n t r i b u i r, p a r a o s e t o r a g r í c o l a . Trabalharemos cada vez mais e com mais empenho em contribuir para a sustentabilidade agroalimentar”, referiu a empresa Entogreen na sua página da rede social Facebook, em relação à conquista deste prémio.

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Campanha de verão em parceria com as Aldeias do Zêzere

GM2E - facility management oferece estadia na compra de ar condicionado

A empresa GM2E - facility management está a promover uma campanha de verão em parceria com as Aldeias do Zêzere. Até 30 de setembro, os clientes – particulares ou empresariais – que adquiram um equipamento de ar condicionado, recebem um voucher de oferta de estadia de duas noites, em dias seguidos, para duas pessoas, num dos alojamentos das Aldeias do Zêzere, em Aldeia do Mato, Abrantes. “As parcerias fazem parte da estratégia desta empresa”, refere Rui Santos, Senior Maintenance Manager na GM2E, acrescentando que “foi nesse

sentido que quisemos também dar a conhecer um espaço único na nossa região”. Segundo Catarina Faria, Operations Manager das Aldeias do Zêzere, “é gratificante receber novos desafios e parcerias como estas. E é também uma oportunidade de dar a conhecer o nosso projeto, a região e as nossas unidades de alojamento que acompanham o Rio Zêzere. A

zona de Aldeia do Mato é extraordinária, pois permite um conjunto de experiências únicas e diversificadas.” Os clientes interessados em aderir à campanha de verão podem contactar diretamente a empresa GM2E - facility management ou aceder ao portal da empresa, em www.gm2e. pt. De referir que a GM2E tem sede em Alferrarede, Abrantes, e escritório no Entroncamento.

Sociedade Panificadora Costa & Ferreira de portas abertas A Sociedade Panificadora Costa & Ferreira, conhecida por produzir o famoso Pão de Rio Maior, está de portas abertas. A empresa convida todos os interessados a realizar uma visita à empresa para conhecer o processo de fabrico e degustar os seus produtos. “Abrimos as portas das nossas instalações para que venha conhecer o processo de fabrico do nosso Pão de Rio Maior, fazer degustação dos nossos produtos e desfrutar da fantástica paisagem para as Serras de Aire e Candeeiros”, comunicou a empresa, acrescentando que as visitas “serão realizadas seguindo todas as normas de higiene e segurança da DGS, garantido assim a proteção dos visitantes”.

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A empresa sediada em Rio Maior deixou ainda o contacto para a realização de marcações de visitas (visitas@paoderiomaior.pt). De referir que a Sociedade Panificadora Costa & Ferreira é uma indústria de panificação tradicional portuguesa especialista no fornecimento de produtos de panificação tradicional. Instalada num complexo com mais de 70.000m2, tem atualment e n o s e u q u a d ro c e rc a d e 2 5 0 colaboradores e 100 viaturas a distribuir produtos de panificação. Produz o conhecido Pão de Rio Maior, amplamente conhecido e consumido em Portugal, com mais de 5.000 clientes por todo o país, sendo o primeiro pão certificado em Portugal.

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Compal é a 4.ª marca mais relevante para os portugueses

De acordo com o estudo “Meaningfull Brands 2021” do Havas Group, a Compal continua a ser uma das marcas com maior importância para os consumidores em Portugal, avançou a Sumol+Compal, empresa dedicada à produção de bebidas não alcoólicas com fábrica em Almeirim.

“Este resultado reflete o esforço feito pela marca para continuar a oferecer produtos de qualidade reconhecida e ao mesmo tempo trabalhar de forma genuína para afetar de forma positiva os lares dos portugueses, nomeadamente apoiando a economia nacional e fomentando

a produção local, tornando a sua oferta e cadeia de valor cada vez mais sustentáveis”, referiu a Sumol+Compal na sua página de LinkedIn, agradecendo ainda o “reconhecimento a esta marca que há várias gerações mantém o seu propósito de estar ao lado dos portugueses”.

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PODER LOCAL

Município de Abrantes aprova expansão da empresa Detalhe Automóvel para o Parque Industrial

A empresa Detalhe Automóvel, situada em Alferrarede, Abrantes, vai expandir o negócio para o Parque Industrial. A empresa na área da manutenção e reparação de veículos automóveis, vai investir na aquisição de dois lotes no Parque Industrial de Abrantes - Zona Industrial Norte, com área total de 3.000 m² e área máxima de construção de 1.350 m², após

aprovação da aquisição pelo Município, em reunião de Câmara do dia 30 de junho, avançou a Rádio Hertz. A candidatura à alienação de terrenos no Parque Industrial enquadra-se no programa municipal de incentivo à venda e instalação de lotes ou parcelas nos parques industriais de Abrantes. De acordo com o meio de comunicação,

o investimento da empresa tem como objetivo “ter uma visibilidade acrescida, expandir a sua atividade e aumentar o número de postos de trabalho”. Para além disso, avança a mesma notícia, “o promotor pretende ainda explorar o setor desta atividade económica através da aquisição de equipamentos ecológicos de lavagem automática de viaturas”.

Torres Novas adjudica empreitada “Zona Industrial de Riachos – II Fase” A Câmara Municipal de Torres Novas aprovou a adjudicação, na reunião camarária de 29 de junho, da empreitada “Zona Industrial de Riachos – 2.ª Fase” à empresa Joaquim Rodrigues da Silva e Filhos, Lda., pelo valor global de 1.749.505,34 €, acrescido de IVA à taxa legal em vigor, e prazo de execução de 360 dias, informou a Câmara Municipal de Torres Novas. Com esta empreitada, o Município torrejano pretende “dotar toda a zona industrial de infraestruturas necessárias e adequadas para garantir as melhores condições de funcionamento e de acessibilidade às empresas lá implantadas e às futuras empresas que se poderão implementar no local”, entre as quais “redes de abastecimento de águas e de combate a incêndio, de esgoto doméstico e pluvial, de gás, de distribuição de energia em baixa tensão e iluminação pública, bem como infraestruturas de telecomu-

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nicações em urbanizações e loteamentos”. A intervenção, refere ainda a Câmara Municipal em comunicado, “inclui a implantação de uma faixa de rodagem com 9m, com 4,5 em cada sentido da via de trânsito, com a via a ser complementada por bermas, valetas de betão e uma zona de passeio. Nesta sequência será construído no local uma estação elevatória para a drenagem dos esgotos industriais assim como a implantação de um projeto de requalificação ambiental de cerca de 4 hectares correspondentes a uma floresta existente, maioritariamente de sobreiro”. Esta empreitada, acrescentou o Município, “prevê ainda a criação de bacias de retenção de águas da ribeira da Cova do Minhoto e a reflorestação de vazios com espécies autóctones, prevendo-se que no total o espaço florestal integrante da zona industrial retenha cerca de 50 toneladas de CO2 anualmente”.

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Chamusca: jovens licenciados desenvolvem projetos inovadores no Município Está a decorrer desde 1 de junho o Programa Municipal de Formação e Ocupação em Contexto de Trabalho, promovido pelo Município da Chamusca. Este programa destinou-se aos jovens residentes no concelho da Chamusca, detentores de grau académico de Licenciatura, Mestrado, Doutoramento ou de Curso Técnico Profissional (CTeSP), que foram desafiados a apresentar um projeto inovador e pertinente para implementar na Chamusca. Nesta fase, seis jovens licenciados apresentaram propostas de projeto que estão a desenvolver nas áreas de Zootecnia, Igualdade de Género,

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Tecnologias de Informação, Criação de Laços Intergeracionais e Criação e Divulgação de Roteiros Turísticos. Os jovens encontram-se em fase de formação ministrada em parceria com a Hivework Social, incubadora de inovação social, promovida pela Associação Tempos Brilhantes e com o apoio do Município da Chamusca. O Programa tem a duração de um ano, durante o qual os jovens licenciados terão oportunidade de desenvolver diversas atividades e frequentar programas de formação por forma a consolidarem os seus projetos, permitindo assim a sua aplicação no âmbito dos serviços e das atividades

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direta ou indiretamente desenvolvidas pelo Município da Chamusca. Os jovens são desafiados a fazerem a caraterização do concelho, de modo a utilizar essa informação no desenvolvimento dos seus projetos. “São um grupo muito coeso, estão a trabalhar de forma muito motivada, colaborativa. Embora sejam jovens provenientes de diversas áreas de formação, estão a aprender uns com os outros”, sublinha a Vice-Presidente Cláudia Moreira. “O que se pretende é que no final do ano os projetos sejam aplicados pelos nossos jovens. É esse o objetivo do Programa”, reforça.

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NACIONAL

Apoios diretos às empresas podem ascender a 7.300 milhões de euros O Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, afirmou que os apoios diretos ao tecido empresarial no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência vão atingir 3,4% do Produto Interno Bruto. “Correspondem a 4.900 milhões de euros que comprometemos no âmbito do PPR, mas também mais 2.300 milhões de euros que o País sinalizou à União Europeia e que, em função da procura do setor privado por fundos, poderão ser acedidos através do mecanismo de empréstimos”, referiu. Pedro Siza Vieira, que intervinha na conferência “Os novos Programas Europeus e a Transformação da Economia Portuguesa”, organizada pela Confederação Empresarial de Portugal e pela CGD, acrescentou que Portugal poder “sinalizar à União Europeia que o Estado português está disponível para ir buscar mais 2.300 milhões de euros em empréstimos para os transferir para o setor privado, seja com incentivos a fundo perdido ao investimento empresarial, seja para apoiar mecanismos de capitalização”. “Não se trata de pedir empréstimos para emprestar dinheiro às empresas, como faz, por exemplo, a Grécia, mas trata-se de o Estado pedir empréstimos para os transferir para as empresas, a fundo perdido”, para apoiar investimento em inovação, disse. APOIOS ÀS EMPRESAS O Ministro afirmou que, no total, “o PRR pode chegar a cerca de 11.000 milhões de euros de nova procura dirigida às empresas, entre os apoios diretos que se transferem e tudo aquilo que são apoios indiretos”. No caso dos apoios diretos, apontou como exemplos os apoios ao investimento e à inovação empresarial, à capitalização, o financiamento às empresas e às qualificações e competências dos ativos, o apoio à descarbonização da indústria, ao

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desenvolvimento de novos materiais à volta da bioeconomia, à eficiência energética de edifícios empresariais, à produção de gases renováveis e à digitalização das empresas. Nos mecanismos de apoio indireto, Pedro Siza Vieira apontou “apoios que significam a capacidade de melhor responder às solicitações das empresas”, designadamente infraestruturas adequadas ao transporte de mercadorias, qualificações e competências dos recursos humanos ou uma administração pública “mais eficaz, eficiente e transparente, particularmente no que ao sistema de justiça e ambiente de negócios diz respeito”. AGENDAS MOBILIZADORAS O Ministro destacou “três programas que apoiam este movimento de transformação” da economia portuguesa: as agendas mobilizadoras, o financiamento das empresas e a descarbonização. “Nas agendas mobilizadoras, temos 930 milhões de euros - que podemos reforçar - em subvenções dirigidas ao investimento produtivo das empresas. Basicamente, trata-se de apoiar investimentos de forma colaborativa, no desenvolvimento de novos produtos dirigidos ao mercado, incorporando inovação, associando grandes e pequenas ou médias empresas, juntamente com entidades de nosso setor científico e tecnológico, para permitir orientar para os mercados externos produtos e serviços de maior valor acrescentado”, referiu. CAPITALIZAÇÃO No financiamento das empresas, apontou a criação do Banco Português de Fomento, cujo capital acaba de ser reforçado para “dotar o País de uma fonte de capital para reforçar a capitalização das empresas”, e “1.300 milhões de euros estarão, desde já, disponíveis para constituir um fundo de capitalização, que será geri-

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do pelo Banco Português de Fomento e que poderá contribuir para a resolução da subcapitalização de empresas e para suprir falhas de mercado no acesso a capital no futuro”. “O fundo vai poder investir juntamente com investidores privados, vai poder investir em operadores de capital de risco que pretendam mobilizar outros recursos privados e selecionar empresas onde investir e vai poder, também, investir diretamente em empresas com maior dimensão”, disse, acrescentando que o fundo de capitalização “poderá tomar firme determinadas operações em mercado de capitais para as empresas que pretendam sair ao mercado”.

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Programa Apoiar já fez chegar às empresas 1,1 mil milhões de euros nos setores mais afetados pela Covid-19

Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, na conferência “Os novos Programas Europeus e a Transformação da Economia Portuguesa”, Lisboa, 5 julho 2021 Siza Vieira sublinhou que “tudo isto vai mudar significativamente, com uma escala nunca vista e inédita no conjunto de todos os países que já apresentaram os seus PRR, para permitir reforçar o capital das nossas empresas”. DESCARBONIZAÇÃO DA INDÚSTRIA O terceiro programa destacado pelo Ministro foi o de descarbonização da indústria, designadamente da indústria pesada e dos grandes consumidores de eletricidade, que “vão ter que fazer grandes esforços de investimento à volta da des-

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carbonização de processos e da eficiência energética” de forma a cumprirem o objetivo de redução de emissões de CO2 em 55% em 2030. Este programa tem incentivos a fundo perdido que, dependendo dos casos, podem variar entre os 25% e os 70% do investimento a realizar, pelo que têm de ser “acompanhados por um esforço muito grande de investimento do setor privado”, afirmou, acrescentando que “quanto mais disponibilidade do setor privado tiver na realização destes investimentos mais apoios será possível mobilizar”.

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Lançado no final novembro de 2020, o programa Apoiar constituiu um instrumento de apoio à tesouraria das empresas de setores particularmente afetados pelas medidas de combate à pandemia da doença Covid-19, assegurando e preservando a sua liquidez no mercado e a continuidade da sua atividade económica durante e após o surto pandémico. O instrumento envolvia diferentes apoios, cobrindo as necessidades que os setores mais afetados pela pandemia sentiam a cada momento. Um programa dinâmico, que se ajustou às diferentes realidades, apoiando mais de 106.000 projetos de empresas, com um volume de financiamento de cerca de 1,2 mil milhões de euros, através de fundos da União europeia canalizados para mitigar o esforço das empresas e garantir a manutenção de postos de trabalho (dados a 30 de junho de 2021). Em prazo recorde, nunca vivido no contexto dos Fundos Europeus, foi possível aprovar candidaturas em 20 dias úteis e efetuar, até ao final do 1.º semestre de 2021, pagamentos superiores a 1,1 mil milhões de euros, correspondendo a cerca de 95% do financiamento atribuído. A última medida implementada, o Apoiar Rendas, foi lançada em fevereiro de 2021 e veio mitigar o impacto das quedas de atividade e o peso dos custos fixos das empresas, apoiando o pagamento das rendas não habitacionais devidas. No âmbito do Apoiar Rendas foram apoiados cerca de 25.000 projetos, correspondendo a mais de 66 milhões de euros de financiamento, dos quais foram já pagos cerca de 75%.

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UNIÃO EUROPEIA

Fórum Industrial da UE promove agenda da estratégia industrial A Comissão Europeia realizou a 30 de junho a segunda reunião do Fórum Industrial da UE, um órgão consultivo aberto e inclusivo que apoia a Comissão na execução da Estratégia Industrial. O Fórum reuniu-se para debater as ações previstas na Estratégia Industrial Europeia, atualizada em maio, em especial o desenvolvimento de vias de transição para ajudar a acelerar as transformações ecológica e digital da nossa indústria, aumentando, simultaneamente, a sua resiliência, e apoiar uma análise mais aprofundada das dependências estratégicas da Europa. O debate centrou-se no ecossistema do turismo e no programa de trabalho do Fórum para os próximos anos. A Vice-Presidente Executiva Margrethe Vestager e o Comissário Thierry Breton participaram no Fórum Industrial. O Fórum foi composto por um vasto leque de partes interessadas, incluindo a indústria - PME e grandes empre-

sas, Estados-Membros, ONG, instituições de investigação e parceiros sociais que representam diferentes ecossistemas industriais. O objetivo do Fórum foi aprofundar as análises sistemáticas dos ecoss i s t e m a s i n d u s t r i a i s a p re s e n t a d a s na Estratégia Industrial atualizada e identificar as necessidades de investimento transfronteiras e interecossistemas e as oportunidades de cooperação. O Fórum teve por objetivo ajudar a Comissão a concretizar percursos de transição em diferentes ecossistemas, começando pelos prioritários identificados pela Comissão, nomeadamente o turismo, as indústrias com utilização intensiva de energia, os ecossistemas de construção e de mobilidade. Além disso, o Fórum visou apoiar uma melhor compreensão das dependências e vulnerabilidades estratégicas da economia da UE, tirando parti-

do dos conhecimentos especializados de todos os seus membros. Para o efeito, a Comissão está a criar um espaço de trabalho online colaborativo aberto e específico, convidando todas as partes interessadas a apresentarem contributos relevantes para os trabalhos do Fórum.

REACT-EU: 1.500 milhões de euros para Portugal em apoio do sistema de saúde, PME e investimentos em competências e empregos A Comissão concedeu um total de 1.500 milhões de euros a Portugal, distribuídos entre o Continente e os Açores, e em complemento do financiamento atribuído à Madeira a 4 de junho. A comissária da Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, afirmou: “Estou satisfeita com o facto de, por toda a Europa, incluindo as suas regiões ultraperiféricas, os Estados-Membros estarem a tirar partido do apoio de emergência da Comissão para lutar contra a pandemia e para dar início a uma recuperação a longo prazo.” Em Portugal Continental, serão utilizados 1.430 milhões de euros e 96 milhões nos Açores para reforçar o sistema de saúde e a capacidade de testagem das escolas, proporcionar capital de exploração às pequenas e médias empresas (PME) mais afetadas, aumentar a formação profissional e os recursos humanos nas escolas e apoiar processos de produção respeitadores do ambiente. Estas alterações seguem-

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-se à aprovação, em 4 de junho, de um apoio equivalente à Madeira, onde estão a ser agora investidos 64 milhões de euros para facilitar a recuperação da região, apoiando a manutenção de postos de trabalho e a criação de emprego para os desempregados e os jovens, bem como o sistema de saúde. O financiamento provém da iniciativa REACT-EU e é implementado através da alteração de dois programas operacionais que combinam o Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e o Fundo Social Europeu. A REACT-EU faz parte do NextGenerationEU e concede 50,6 mil milhões de euros de financiamento adicional (a preços correntes) aos programas da política de coesão ao longo de 2021 e 2022. As medidas centram-se no apoio

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à resiliência do mercado de trabalho, no emprego, nas PME e nas famílias com baixos rendimentos, bem como na criação de bases orientadas para o futuro para as transições ecológica e digital e para uma recuperação socioeconómica sustentável. O financiamento agora aprovado corresponde à dotação portuguesa para 2021. As dotações para 2022 serão conhecidas no outono quando estiverem disponíveis os dados estatísticos pertinentes.

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Segurança e saúde no trabalho: Comissão adota quadro estratégico da UE para a saúde e segurança no trabalho 2021-2027 A pandemia de Covid-19 demonstrou quão crucial é a saúde e segurança no trabalho (SST) para proteger a saúde dos trabalhadores, o funcionamento da sociedade e a continuidade das atividades económicas e sociais críticas. Neste contexto, a Comissão Europeia está a renovar o seu compromisso de atualizar as regras de segurança e saúde no trabalho, tendo adotado no dia 28 de junho, o quadro estratégico da UE para a saúde e a segurança no trabalho 20212027. A referido quadro estratégico define as principais ações necessárias para melhorar a saúde e a segurança dos trabalhadores nos próximos anos, centrando-se em três objetivos transversais: gerir as mudanças decorrentes das transições ecológica, digital e demográfica, bem como das mudanças no ambiente de trabalho tradicional; melhorar a prevenção de acidentes e doenças; e aumentar a preparação para eventuais crises futuras.

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Governo lança concurso público para reconversão da

Atendendo à necessidade de assegurar uma transição justa, salvaguardar os postos de trabalho e de desenvolver um projeto em linha com as metas climáticas do país, o Ministério do Ambiente e da Ação Climática irá lançar, em setembro, um procedimento concursal com vista à atribuição do ponto de injeção na Rede Elétrica de Serviço Público (RESP) atualmente ocupado pela Central Termoelétrica a carvão do Pego, avançou o Governo em comunicado. O procedimento concorrencial terá como objeto a adjudicação de um projeto exclusivamente focado na produção de energia de fontes renováveis.

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endo em conta a cessação do Contrato de Aquisição de Energia da Tejo Energia, S.A. a 30 de novembro, o que designa “a caducidade das licenças correspondentes e a subsequente perda da capacidade de injeção na RESP, importa proceder à atribuição deste ponto de injeção, mediante um procedimento concorrencial aberto, transparente e não discriminatório”, informou o Governo de Portugal. No comunicado, o Governo fez saber que “o Ministério do Ambiente e da Ação Climática está em conversações com o Município de Abrantes, com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e com os representantes dos trabalhadores, de forma a acautelar as diversas preocupações na preparação do procedimento concorrencial”, tendo estas entidades um papel “fundamental no âmbito da Comissão de Avaliação, a ser constituída com representantes do município, da região, dos trabalhadores e do Estado,

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para a adequada avaliação e apreciação dos projetos submetidos a concurso com vista à subsequente adjudicação”. “O procedimento concorrencial terá como objeto a adjudicação de um projeto exclusivamente focado na produção de energia de fontes renováveis, que poderá apresentar diversas soluções: a produção de eletricidade renovável, a produção de gases renováveis, a produção de combustíveis avançados e/ou sintéticos, ou um mix destes, sendo ainda valorizada a inclusão de soluções de armazenamento de energia”, informou o Governo, acrescentando que “serão valorizadas as propostas que se distingam ao nível da criação de valor económico para a região, que criem novos postos de trabalho no médio-longo prazo e que impliquem um menor hiato temporal entre o término da atividade da atual Central a carvão e a implementação do novo projeto. Para tal, será obrigação do adjudicatário fixar a sua sede social no concelho de Abrantes, valorizar do

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ponto de vista energético os recursos endógenos renováveis e a manutenção dos postos de trabalho existentes”. O comunicado enviado pelo Governo, refere ainda que “constituirá, ainda, encargo do adjudicatário a implantação de uma zona piloto destinada à experimentação em ambiente real de novas tecnologias de I&D no âmbito das energias renováveis” e que “as peças do procedimento serão elaboradas tendo em consideração os princípios da Transição Justa, sendo objetivo do Ministério do Ambiente e da Ação Climática que o projeto a ser desenvolvido contribua para uma economia que se sustente nos recursos endógenos renováveis, mediante a sua utilização eficiente, que garanta uma transição justa entre setores e regiões e que fomente, gere riqueza e pugne pelo desenvolvimento daqueles territórios”. 

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Novas instalações visam aumentar capacidade produtiva da empresa

Fusion-Fuel investe na produção de hidrogénio verde em Benavente A Fusion-Fuel adquiriu uma nova unidade de produção em Benavente, uma fábrica com 14.333 m2. Com esta aquisição, a empresa portuguesa especializada na produção de hidrogénio verde reforça a sua capacidade operacional em Portugal. A transação foi assessorada pela Savills.

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s novas instalações industriais vão ser totalmente remodeladas e automatizadas, garantindo a capacidade necessária para produzir eletrolisadores e assim desenvolver parques de produção que permitam produzir um cada vez maior volume de hidrogénio verde. O atual mercado mundial de hidrogénio cifra-se em cerca de 150 mil milhões de euros, e estima-se que o mesmo seja sete vezes superior dentro de vinte anos. A UE ambiciona adquirir, só por si, cerca de 40 GW de eletrolisadores instalados até 2030, e neste âmbito a empresa portuguesa prevê chegar a 2026 com capacidade instalada capaz de produzir mais de 100 mil toneladas de hidrogénio verde por ano, cerca de 550 megawatts de energia limpa por ano, por via da sua tecnologia revolucionária de eletrolisadores Hevo-Solar.

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Para Samuel Lima, Senior Consultant do departamento de Industrial e Logística da Savills, “é muito gratificante acompanhar empresas portuguesas com esta importância, que contribuem para um planeta mais sustentável, reduzindo a pegada ecológica a nível mundial. Por outro lado, apraz-nos colocar o nosso know-how do mercado ao serviço dos investidores e operadores, permitindo encontrar as soluções mais exigentes e específicas, como é exemplo este processo”. Fundada em 2018, e sediada no concelho de Sintra, a Fusion-Fuel começou por desenvolver a tecnologia Hevo-Solar, um gerador de hidrogénio verde fotoquímico, que permite a produção descentralizada de hidrogénio verde a partir de energia solar. Com esta tecnologia disruptiva e em linha com o seu objetivo de alcançar um rápido crescimento, a empresa portuguesa efetuou um proces-

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so de fusão com o fundo norte-americano HL Acquisitions (SPAC). Por via desta transação, foi criado o grupo Fusion-Fuel, cuja holding passou a ser cotada na Bolsa de Wall Street, no índice Nasdaq (HTOO), em dezembro de 2020. Miguel Lourenço, Head of Business Management da Fusion-Fuel, afirma que “esta operação, em conjunto com o aumento de capital realizado simultaneamente, permitiu uma capitalização inicial de cerca de 60 milhões de euros, sendo que um valor a rondar os 30 milhões de euros se destinam a investimento com o propósito de dotar a empresa com uma capacidade de produção de eletrolisadores à escala industrial, fruto da conceção e desenvolvimento, já em curso, de linhas de produção altamente robotizadas. O grupo Fusion-Fuel planeia efetuar um volume de investimentos total de cerca de 570 milhões de euros até 2025”. 

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Ministras na cerimónia de alargamento da Rede Nacional de Teletrabalho e Coworking, Lisboa, 30 junho 2021

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medida de alargamento do acesso aos funcionários públicos, sem quaisquer custos acrescidos para os órgãos ou serviços a que pertencem, insere-se no programa de incentivos à fixação de trabalhadores do Estado no Interior, previsto no Decreto-Lei n.º 40/2020, de 17 de julho. Em simultâneo, otimiza e amplia a utilização e funcionalidade desta Rede Nacional, que passa também a integrar um total de 88 municípios. O s E s p a ç o s d e Te l e t r a b a l h o e Coworking são disponibilizados pelas autarquias, devidamente equipados com computadores, impressoras e acesso à Internet, sendo divididos em áreas de diferentes tipologias que contemplam zonas privadas para videochamadas, áreas para reuniões e locais para a realização de apresentações ou ações de formação. As Câmaras Municipais são responsáveis pela divulgação dos Espaços através das respetivas páginas e redes sociais,

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permitindo a realização de visitas virtuais por parte de eventuais interessados, bem como toda a informação relativa às características do espaço, condições de utilização, calendário anual, horário de utilização e custo associado. De acordo com a portaria que determina o valor da compensação pecuniária do Programa de Incentivos à Fixação de Trabalhadores do Estado no Interior, os trabalhadores com vínculo de emprego público das carreiras gerais que integrem este programa irão receber uma compensação pecuniária de 4,77€ por dia, o que corresponde à duplicação do subsídio de refeição. Este incentivo é devido enquanto perdurem as condições de trabalho que determinaram a sua atribuição e, no máximo, durante três anos. A portaria operacionaliza o Decreto-Lei n.º 40/2020, que define a atribuição dos incentivos aos trabalhadores com vínculo de emprego público integrados nas carreiras gerais, de natureza pecuniária e não pecuniária, nas situações

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de mudança ou alteração temporária do local de trabalho para uma área geográfica de baixa densidade, como estabelecido na Portaria n.º 208/2017, de 13 de julho. O Governo também lançou, em agosto de 2020, o programa Emprego Interior MAIS, que atribui um apoio inicial de até 4.827 euros para os trabalhadores que decidam mudar-se para os territórios do Interior. Até ao momento foram apresentadas 460 candidaturas, relativas a um total de mais de 820 pessoas (incluindo candidatos e respetivos elementos do agregado familiar). As candidaturas para este programa continuam abertas no IEFP e destinam-se a trabalhadores desempregados ou empregados à procura de novo emprego. Está também abrangida a criação do próprio emprego. A maior parte dos processos apoiados são de pessoas que se mudaram da região de Lisboa para a Região Centro (23% do total) e 28% das candidaturas aprovadas são de pessoas que criaram o seu próprio emprego.

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Rede Nacional de Teletrabalho no Interior alargada a 88 municípios e aberta aos funcionários públicos

Chamusca e Coruche integram 2.ª fase de implementação de Rede Nacional de Teletrabalho no Interior A Rede Nacional de Espaços de Teletrabalho ou Coworking no Interior entrou dia 30 de junho na sua 2ª fase, com o alargamento do número de municípios onde estarão disponíveis estes espaços - entre os quais Chamusca e Coruche, no distrito de Santarém - e com a abertura de portas aos trabalhadores com vínculo de emprego público, cuja portaria que define o valor da compensação financeira foi já publicada em Diário da República. Através das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), o Governo está comprometido em apoiar a contratação e mobilidade de trabalhadores e comparticipar a adaptação física dos Espaços de Teletrabalho, bem como a aquisição de mobiliário e equipamento informático. Ao contribuir para a redução de assimetrias geográficas e para a democratização das oportunidades profissionais, o teletrabalho e o coworking assumem particular importância para os territórios do Interior. A Rede Nacional de Espaços de Teletrabalho e Coworking, criada pelas áreas governativas da Coesão Territorial e do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, integra o Programa de Estabilização Económica e Social (PEES). Contribui para a fixação e atração de pessoas e empresas, diminui a necessidade de deslocações e a consequente pegada carbónica, e melhora a qualidade de vida das populações do Interior, promovendo a conciliação entre vida profissional e

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familiar. Está ainda alinhada com os objetivos do Programa de Valorização do Interior. A Assinatura dos Protocolos de Adesão do MMEAP e dos Acordos de Cooperação com 31 novos municípios decorreu dia 30 de junho, em Lisboa, com a presença das Ministras da Modernização do Estado e da Administração Pública, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e da Coesão Territorial. LISTA DOS 31 NOVOS MUNICÍPIOS QUE PASSAM A INTEGRAR A REDE “TELETRABALHO NO INTERIOR. VIDA LOCAL, TRABALHO GLOBAL” Norte: Baião, Celorico de Basto Centro: Oleiros, Góis, Penacova, Tábua, Vila Nova de Poiares, Guarda, Sabugal, Pinhel, Sátão, São Pedro do Sul Alentejo: Odemira, Serpa, Vidigueira, Chamusca, Coruche, Castelo de Vide, Avis, Crato, Elvas, Fronteira, Nisa, Borba, Moura, Gavião, Viana do Alentejo, Castro Verde Algarve: Lagos, Aljezur, Vila do Bispo

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LISTA DOS MUNICÍPIOS QUE JÁ INTEGRAVAM A REDE “TELETRABALHO NO INTERIOR. VIDA LOCAL, TRABALHO GLOBAL” Norte: Amares, Arcos de Valdevez, Bragança Cinfães, Macedo de Cavaleiros, Melgaço, Miranda do Douro, Mirandela, Monção, Mondim de Basto, Paredes de Coura, Terras de Bouro, Valpaços, Vila Flor, Vila Nova de Cerveira, Vila Pouca de Aguiar, Vila Verde, Vimioso Centro: Abrantes, Aguiar da Beira, Arganil, Carregal do Sal, Castelo Branco, Condeixa-a-Nova, Covilhã, Figueira de Castelo Rodrigo, Fundão, Idanha-a-Nova, Lousã, Mação, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Ourém, Pampilhosa da Serra, Penamacor, Penela, Proença-a-Nova, Santa Comba Dão, Sever do Vouga, Soure, Vila de Rei, Vila Nova da Barquinha, Vouzela Alentejo: Alter do Chão, Alvito, Vendas Novas Algarve: Albufeira, Alcoutim, Castro Marim, Faro, Loulé, Monchique, Olhão, Portimão, São Brás de Alportel, Silves, Tavira. 

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DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Ourém

Vinomatos

lança marca própria de tratores agrícolas Uma nova marca de tratores agrícolas acaba de nascer em Caxarias, concelho de Ourém, pelas mãos da Vinomatos. Definidos pela empresa como “de excelente qualidade, económicos e fiáveis”, os veículos são especialmente adequados para pequenas explorações agrícolas.

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Vinomatos, líder mundial nomia, excelente manobrabilidade, e na plantação mecanizada design elegante e atraente”, garante com sede em Caxarias, a empresa. concelho de Ourém, acaOs tratores Vinomatos estão dispoba de lançar no mercado níveis para venda no showroom da a sua própria marca de tratores comempresa em Seiça, Ourém, sendo que pactos agrícolas, comunicou a emprea empresa dispõe de diversas opções de sa, acrescentando que os mesmos são financiamento para a aquisição quer “especialmente adequados para pequedos tratores agrícolas, quer de outros nos agricultores que equipamentos. precisam de um traEm comuniO âmbito de atuação da c a d o , a V i n o tor de qualidade a matos refere um preço reduzido”. Vinomatos desenvolveque “ouviu e De acordo com a se em três grandes respondeu às Vinomatos, “a maioáreas: desenvolvimento ria dos modelos de solicitações dos e fabrico de máquinas tratores Vinomatos seus clientes e estão equipados de plantação; prestação criou soluções com os reconhecidos de serviços de plantação ft ion ae nf icciaazme es nemotores Yanmar de mecanizada por GPS; exclusivas para última geração, sendo que dois modelos o financiamento e comercialização dispõem de potentes a 100% da aquide máquinas e sição do seu tramotores HM”. equipamentos tor ou de outros Com potências de profissionais e tratores equipamentos 25 cv, 40 cv, 48 cv e e máquinas” 55 cavalos, os tratoagrícolas. res agrícolas Vinovendidos pela matos “são adequaempresa. dos para o seu dia-a-dia de trabalho na A empresa avançou ainda que dispõe agricultura, unindo qualidade a baixos de quatro formas de pagamento: pronto preços e características técnicas difepagamento; ao final de 1 ano, com 0% renciadoras: baixas emissões de CO2 de juros; financiamento até 96 meses, (Fase V), origem japonesa, instrumentos com pagamento a partir do primeiro modernos e funcionais, elevada ergomês; financiamento até 96 meses, com

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um ano de carência, crédito amortizável sem penalização, sendo o valor negociável ao final do período de carência. De referir que a Vinomatos tem mais de 40 anos de experiência no mercado. Instalada em Portugal, mas com atuação no mundo inteiro, para além de ser conhecida pelos serviços de plantação mecanizada, a empresa é especialista na venda de máquina e equipamentos agrícolas, comercializando marcas de renome, como Massey Ferguson, Fendt, VBC, Liugong, Hikoki (antiga Hitachi), Nilfisk, Niubo, BlueBird, Del Morino, KPC, SECO, Dagnaud e Husqvarna. Na Vinomatos, em Ourém, pode encontrar equipamentos agrícolas, tratores novos e usados, equipamentos de jardinagem e equipamentos industriais. 

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EMPRESA PROCURA CONCESSIONÁRIOS PARA TRATORES No âmbito do lançamento da marca própria de tratores compactos, a Vinomatos encontra-se à procura de empresas no mercado nacional para representarem os tratores Vinomatos em Portugal, através do título Concessionário dos Tratores Vinomatos. Os interessados em representar a nova marca podem preencher o formulário online disponibilizado pela empresa no seu portal, em https:// www.landing.vinomatos.com/concessionario-tratores-vinomatos/ ou contactar a mesma através do envio de um email para concessionario@ vinomatos.com.

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INFORMAÇÃO&APOIO

Governo apresenta programas de recuperação económica e capitalização empresarial

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I&A

O Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, apresentou as medidas para a recuperação económica e capitalização empresarial, após uma “quebra económica sem precedentes” provocada pela pandemia.

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Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, apresenta as medidas de recuperação económica, Matosinhos, 13 julho 2021 (Foto: Fernando Veludo/Lusa)

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urante a sua intervenção na Porto Business School, no Porto, Pedro Siza Vieira começou por referir “as novas medidas para a recuperação transversais aos diversos sectores”, previstas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR): O aumento do capital do Banco Português do Fomento (BPF), em 250 milhões, e do Fundo de Capitalização, em 1.300 milhões. O Ministro disse também, a propósito do BPF, que o mesmo “constitui a pedra angular para a transformação da economia portuguesa” e que “desempenhará um papel fulcral na implementação do PRR, através da execução de investimentos e do apoio a financiamento de projetos do setor privado nas dimensões verde, digital e resiliência”. Assim, sobre o aumento de capital do BPF (250 milhões), Pedro Siza Vieira disse que o mesmo visa o aumento da sua capacidade “para o pleno desenvolvimento do programa InvestEU”, devendo incidir sobre “quatro janelas de investimento estratégico nacional e europeu, com mobilização esperada de cerca de 9 mil milhões de euros”: infraestruturas sustentáveis; investigação, inovação e digitalização; investimento social e competências; pequenas e médias empresas. Relativamente ao Fundo de Capitalização e Resiliência (1.300 milhões), o Ministro afirmou que esta medida tem como missão “promover o continuado esforço de capitalização e o acesso a financiamento para empresas não financeiras, com particular ênfase no necessário reforço de solvência para o período de recuperação e relançamento da economia”. PROGRAMAS RETOMAR E REFORÇAR Pedro Siza Vieira referiu ainda, na sua intervenção, o programa Retomar

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- dirigido ao crédito em moratória - e o programa Reforçar, que constitui um “incentivo à capitalização de micro e pequenas empresas”. A propósito do programa Retomar, o Ministro disse que este tem como objetivos: • “libertar liquidez para a recuperação da atividade económica através do alívio das obrigações financeiras”; • “incentivo público à renegociação de termos do crédito em moratória bancária nos setores mais afetados pela crise pandémica”; • “garantia pública de até 25% sob créditos já existentes, assegurando novo período de carência e extensão de maturidade”; e • “comissão de garantia nos níveis mínimos autorizados pela Comissão Europeia”. Sobre o programa Reforçar, Pedro Siza Vieira referiu que o mesmo consiste em: • “promover a redução do endividamento das micro e pequenas empresas”; • “amortização de dívida com garantia pública contraída pelas micro e pequenas empresas, para fazer face à Covid-19”; • “ s u b v e n ç ã o p ú b l i c a q u e acompanha a capitalização realizada pelos sócios de empresas com maior quebra de faturação (superior a 40 %), dos setores mais afetados”; • subvenção “de um euro público por cada euro privado”; e • “atribuição de subvenção sob a forma de reembolso às prestações que primeiro se vencem”. 

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I&A

Primeiro Aviso de concurso PRR para Áreas de Acolhimento Empresarial Foi já lançado o primeiro Aviso de concurso do PRR - Plano de Recuperação e Resiliência, dedicado às Áreas de Acolhimento Empresarial de Nova Geração (AAE). Pretende-se promover a atração e fixação de empresas em diversos pontos do país, para um desenvolvimento mais equilibrado do tecido produtivo, uma reindustrialização desconcentrada no território e uma otimização das cadeias logísticas.

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os termos do Aviso publicado, a submissão eletrónica de candidaturas de “manifestação de interesse” decorre entre 10 de agosto e 15 de setembro. A intervenção em Áreas de Acolhimento Empresarial (AAE) existentes tem como objetivo criar espaços piloto e de demonstração suscetíveis de criar condições que contribuam para a melhoria da competitividade das empresas instaladas. Em linha com as novas agendas climáticas e digitais, serão testadas soluções integradas, que mobilizem para uma agenda de mudança sobre o papel destes espaços e a sua articulação com a estruturação de clusters e cadeias de valor de especialização produtiva, escaláveis no futuro para outras áreas.

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O investimento a realizar compreende as seguintes intervenções: • Soluções de auto produção de energia renovável, consolidando e aperfeiçoando o conceito de Comunidade de Energia Renovável (CER) Energética associado a Dispositivos de Armazenamento de Energia; • Ilhas de Qualidade Energética A+ em AAE, com maior densidade de consumidores; • Soluções de carregamento de viaturas elétricas e abastecimento a hidrogénio; • Cobertura de Banda Larga Rápida (5G) em AAE em áreas do interior (com comprovada falha de mercado) para suporte a desenvolvimentos pioneiros sobre a nova tecnologia;

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• Soluções de resiliência ativa a Incêndios. • O processo de seleção das AAE a intervir envolve duas fases: FASE 1: Concurso para a submissão de “manifestação de interesse”, aberto e competitivo (até 15 de setembro); FASE 2: Processo concursal limitado aos promotores dos projetos identificados na fase 1, conforme metodologia de seleção consagrada para o Investimento 1 da Componente 7 (AAE) do PRR.  CONSULTE: AVISO PRR AAE 2021: HTTPS:// WWW.CCDR-ALG.PT/SITE/SITES/DEFAULT/ FILES/INLINE-FILES/20210630_PRR_AVISO_AAE_29_06_2021.PDF FONTE: PORTUGAL 2020

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VIVER O TEJO

Décima edição de

“7 Maravilhas de Portugal”

tem como tema “Nova Gastronomia”

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epois da nossa História, da Natureza, da Gastronomia, das Praias, das Aldeias, da Mesa, dos Doces e Património Cultural ….. a 10.ª edição das 7 Maravilhas de Portugal® é dedicada à Nova Gastronomia. As categorias a concurso são: Petiscos, Pratos Vegetarianos, Pratos Veganos, Peixe e Marisco, Pratos de Carne, Cozinha Molecular e Doçaria. Os programas exibidos na RTP voltam a ser apresentados por Catarina Furtado e José Carlos Malato. “A edição deste ano vai continuar este trabalho de divulgação da excelência dos produtos que estão na base da nossa alimentação tradicional, em diálogo com abordagens mais contemporâneas de nutrição. Imagino uma edição cheia de imaginação, bom gosto e, até, mais poética”, disse Malato sobre o projeto. Já Catarina completa: “Hoje mais do que nunca temos de saber dizer ao mundo que Portugal é o lugar onde melhor se come! Nesta edição ninguém fica esquecido! Temos comida vegetariana, vegana, molecular sem nunca abandonar as nossas tradi-

ções e os nossos produtos da terra e do mar, petiscos e doces.” Segundo José Fragoso, Diretor da RTP1 e RTP Internacional, “no ano mais duro de sempre para a restauração e o turismo em Portugal, a RTP1 e as 7 Maravilhas associam-se à vontade de recuperar este setor e partem desta vez à procura da Nova Gastronomia Nacional.” FINALISTAS REGIONAIS Com a colaboração das entidades de turismo e dos municípios, a Organização das 7 Maravilhas de Portugal recebeu a indicação de 1.147 restaurantes de todo o território nacional, cuja prática se pode aproximar do conceito de Nova Gastronomia, estabelecido para o concurso das 7 Maravilhas em 2021. Um Painel de Especialistas composto por 140 individualidades com indiscutível sabedoria nas áreas da Gastronomia, Restauração, Turismo, Nutrição, Sustentabilidade e Produção Agrícola, composto por 7 elementos de cada um dos 18 distritos e 2 regiões autónomas, foi identificado pelo Conselho Científico

do projeto e teve a missão de efetuar a primeira seleção dos estabelecimentos, reduzindo a lista para 7 estabelecimentos candidatos por distrito e regiões autónomas em cada uma das 7 categorias. A Gala da Declaração Oficial está prevista para 4 de setembro e contará com a dupla de embaixadores como anfitriões 

Categoria

Concelho

Iguaria

Autor

Estabelecimento

Petiscos

Almeirim

Pezinhos de Leitão de Coentrada

Alexandre Albergaria Diniz

Cisco

Vegetariana

Santarém

Salada da Lezíria

João Pedro Vieira

Eva.pecadonatural

Vegana

Santarém

Salada da Terra

João Pedro Vieira

Eva.pecadonatural

Peixe e Marisco

Torres Novas

Bacalhau à Papa Figos

André Pinto Alves

Papa-Figos

Carne

Santarém

Bode capado no forno

Rodrigo Castelo

Ó Balcão

Cozinha Molecular

Santarém

Fataça na Telha

Cláudio Correia

Blackfrog

Doçaria

Abrantes

Monte Abrantino

Víctor Felisberto

Casa Chef Víctor Felisberto

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VT

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EMPREENDEDORISMO&INOVAÇÃO

Tetra Pak e Healsi apresentam nova embalagem de cartão para água A Tetra Pak, em conjunto com a Healsi, marca de água do segmento premium produzida em Ulme, concelho da Chamusca, acaba de anunciar o lançamento de uma campanha conjunta, que tem como mote “A proteção natural que faltava à água”. De acordo com a empresa, o objetivo da campanha é “dar a conhecer que a água também se encontra disponível agora em embalagens de cartão da Tetra Pak, que a Healsi, neste caso, elegeu para reforçar o seu compromisso com o planeta”. “As duas marcas unem-se no sentido de colocar à disposição do mercado nacional uma água com alto nível de sílica, cuja embalagem é feita na sua maioria a partir de cartão produzido a partir de árvores, que não só se regeneram naturalmente na natureza como absorvem CO2 à medida que crescem, tendo um impacto positivo no meio ambiente, tornando o cartão num material mais sustentável. Também a tampa que sela esta novidade é feita com plástico proveniente de cana de açúcar, produzida de forma sustentável e certificada pela Bonsucro”, referiu a Helsi Water no seu portal, acrescentando que “cada embalagem Healsi/Tetra Pak desta linha é composta por 67% de material renovável, reduzindo assim a pegada de carbono, mesmo comparando com as embalagens standard da Tetra Pak”. A água Healsi caracteriza-se por ser uma água mineral premium com características raras, possui uma elevada concentração em sílica e pH neutro, o que exige da embalagem uma constituição que garanta a pureza e o valor nutricional da bebida. A água flui a vários metros de profundidade, numa pura e intacta nascente portuguesa, com um processo de captação que a mantém estável até ao embalamento. A embalagem da Tetra Pak em cartão, especialmente desenvolvida para a Healsi, permite manter o sabor e a frescura do produto por mais tempo. De referir que a Healsi é a única marca portuguesa, até ao momento, a disponibilizar água em embalagem de cartão no mercado. A marca é produzida pela empresa Aguarela do Mundo, em Ulme, concelho da Chamusca.

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E&I

PRR com concurso aberto para ideias inovadoras O Plano de Recuperação e Resiliência (PPR) abriu um concurso de ideias inovadoras para aumentar a competitividade e a resiliência da economia portuguesa, através de produtos mais verdes e inovadores. As candidaturas estão abertas até 30 de setembro. Este concurso de ideias visa identificar as reais oportunidades de investimento e capacidades de execução, bem como os pactos de inovação e os projetos mobilizadores a apoiar no âmbito da Componente 5 - Capitalização e Inovação Empresarial. As Agendas Mobilizadoras ou Agendas Verdes para a Inovação Empresarial visam consolidar e expandir sinergias entre o tecido empresarial e o sistema científico e tecnológico em Portugal, contribuindo para o incremento da competitividade e resiliência da economia portuguesa, com base em I&D, na inovação e na diversificação e especialização da estrutura produtiva. Até 2030, as Agendas Mobilizadoras ou Agendas Verdes para a Inovação Empresarial deverão contribuir de forma efetiva para a alteração do perfil de especialização da economia portuguesa, para o aumento das exportações de bens e serviços, para o incremento do investimento em I&D e para a redução

das emissões de CO2. Em causa estão 930 milhões de euros de incentivos não reembolsáveis, dirigidos a Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial (558 milhões de euros) e a Agendas Verdes para a Inovação Empresarial (372 milhões de euros). As propostas a apresentar deverão ser desenvolvidas por consórcios, que poderão incluir empresas, associações empresariais, entidades do sistema de investigação e inovação, entidades da esfera municipal, instituições académicas, entre outras. As propostas devem enquadrar-se, pelo menos, numa das seguintes áreas e respetivas sub-áreas: 1) Tecnologias Transversais e suas aplicações (Energia; Tecnologias de Informação e Comunicação; Matérias-primas e Materiais), 2) Indústrias e Tecnologias de Produção (Tecnologias de Produção e Indústrias de produto; Tecnologias de Produção e Indústrias de processo), 3) Mobilidade, Espaço e Logística (Automóvel, Aeronáutica e Espaço; Transportes, Mobilidade e Logística), 4)

Recursos Naturais e Ambiente (Agroalimentar; Floresta; Economia do Mar; e Água e Ambiente), 5) Saúde, Bem-Estar e Território (Saúde; Turismo; Indústrias Culturais e Criativas e audiovisual; Habitat). Até 2030, as Agendas Mobilizadoras ou Agendas Verdes para a Inovação Empresarial deverão contribuir de forma efetiva para a alteração do perfil de especialização da economia portuguesa. Devem, assim, contribuir para o aumento das exportações de bens e serviços, para o incremento do investimento em inovação e desenvolvimento e para a redução das emissões de CO2.

J.J. Louro assina protocolo com Escola Profissional de Rio Maior A J.J. Louro recebeu recentemente a visita da turma do 1.º ano de Manutenção Industrial da Escola Profissional de Rio Maior (EPRM). A visita de estudo surgiu no seguimento do protocolo assinado entre a J.J. Louro e a EPRM e que estabelece as condições para o desenvolvimento de relações de cooperação entre ambas as instituições. Através deste protocolo, os alunos terão o apoio da J.J. Louro em atividades formativas, nomeadamente com a possibilidade de realização de estágios. O mesmo documento prevê também a criação de sinergias para a promoção do emprego de alunos e ex-alunos, resumindo uma verdadeira relação de parceria. As duas dezenas de alunos, acompanhados pelos professores Cláudia Solange,

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diretora de curso, e Luís Serra, responsável oficinal, foram recebidas e conduzidas numa visita às diversas unidades de produção da J.J. Louro por Liliana

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Fraústo, técnica de Recursos Humanos, Ricardo Pinto, diretor de produção na área dos estofos e Fernando Silva, encarregado-geral.

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EMPREENDEDORISMO&INOVAÇÃO

Politécnico de Tomar integra Pólo de Inovação Digital... O Instituto Politécnico de Tomar (IPT) integra o Pólo de Inovação Digital - PTCentroDiH que foi reconhecido como Pólo de Inovação Digital para integração na Rede Nacional e designação para candidatura de acesso à Rede Europeia, através de concurso específico a abrir pela Comissão Europeia no âmbito do Programa Europa Digital. O objetivo primordial do PTCentroDiH é contribuir para a transformação digital e modernização do tecido empresarial, governamental e humano da Região Centro, e conta com a participação de 21 entidades no seu consórcio: Cluster Engineering & Tooling, Cluster Habitat Sustentável, InovCluster, TICE.PT, AEMITEQ, AIBILI, BLC3, CENTIMFE, CTCV, Instituto de Telecomunicações, Instituto Pedro Nunes, Instituto Politécnico da Guarda, Instituto Politécnico de Castelo Branco,

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Instituto Politécnico de Coimbra, Instituto Politécnico de Leiria, Instituto Politécnico de Tomar, Instituto Politécnico de Viseu, Itecons, Universidade da Beira Interior, Universidade de Aveiro e a Universidade de Coimbra. O profundo conhecimento dos membros do consórcio sobre o ecossistema digital da Região Centro a que pertencem, permite que o PTCentroDiH atue como um veículo de ligação entre os fornecedores de serviços existentes na Região e as empresas que necessitem de adquirir serviços de transformação digital de modo a tornarem-se mais competitivas e, desse modo, contribuírem para o aumento da competitividade da Região Centro. Apesar de ter um âmbito de atuação transversal, a atividade do PTCentroDiH centra-se particularmente nas agendas transformadoras da RIS3 Centro (soluções industriais sustentáveis; valorização

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dos recursos endógenos; tecnologias para a qualidade de vida e inovação territorial) e nos seus domínios prioritários (materiais, tooling e tecnologias de produção; saúde e bem-estar; tecnologias digitais e do espaço; cultura, turismo e criatividade; energia e clima; recursos naturais e bioeconomia). De referir que os Polos de Inovação Digital são redes colaborativas que incluem centros de competências digitais específicas, com o objetivo de disseminação e adoção das tecnologias digitais por parte das empresas e da administração pública, contribuindo para o aumento da competitividade dos seus processos, produtos e serviços. A rede de Polos de Inovação Digital reconhecidos estará interligada com a Rede Europeia de Digital Innovation Hubs a dinamizar pela Comissão Europeia no âmbito dos programas-quadro europeus para 2021-2027.

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… e lança MOOC em Turismo Sustentável O Instituto Politécnico de Tomar lançou dia 13 de julho, através do seu Laboratório de Inovação Pedagógica e Educação a Distância (LIED.IPT), um curso em Turismo Sustentável no formato MOOC (Massive Open Online Course). Trata-se de um curso aberto e acessível a todos através da plataforma NAU, gerida pela Unidade FCCN da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT): https://www.nau.edu.pt/pt/curso/ turismo-sustentavel/. De acordo com Maria Rita Nunes, promotora do MOOC, este curso pretende responder às novas exigências do mercado turístico, procurando dar conhecer alternativas sustentáveis para o desenvolvimento do turismo. O curso está disponível até dia 28 de dezembro e tem uma duração aproximada de 29h sendo as atividades totalmente assíncronas permitindo aos interessados aceder aos conteúdos a qualquer hora, em qualquer lugar e ao seu ritmo. O MOOC em Turismo sustentável conta já com mais de 500 inscritos

e teve a colaboração dos docentes em Turismo, Eunice Ramos Lopes e João Tomaz Simões, bem como, dos membros do LIED.IPT, Ana Marta Rodrigues e Hélder Pestana. Em breve será também lançado o MOOC em Introdução à Programação que visa transmitir competências ao nível da resolução de problemas computacionais através de algoritmos, da representação de algoritmos com fluxogramas e pseudocódigos e da produção de aplicações em linguagens de alto nível. Para António Manso e Paulo Santos, promotores do curso, estas competências abrem uma nova janela de oportunidades profissionais, numa sociedade cada vez mais digital. O MOOC em Introdução à Programação conta já com mais de 1500 inscrições, tem a duração aproximada de 128h e vai ficar disponível até 30 de novembro. Tal como o MOOC em Turismo Sustentável, este curso é gratuito e as atividades são assíncronas. Os interessados podem inscrever-se em https://www.nau.edu.

pt/pt/curso/introducao-a-programacao/. De acordo com Célio Gonçalo Marques, Diretor do LIED, os MOOCs promovem a democratização do ensino e desempenham um papel importante na requalificação e aprendizagem ao longo da vida. Através destes dois MOOCS, o Instituto Politécnico de Tomar reforça ainda mais a sua missão de expansão do acesso ao saber em benefício das pessoas e da sociedade. Célio Marques referiu ainda que o LIED.IPT já está a trabalhar em novos MOOCS, sendo também possível encontrar vários tutoriais em vídeo no canal do YouTube do laboratório: https://rb.gy/uhtvd4.

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EMPREENDEDORISMO&INOVAÇÃO

Renova acolheu filmagens de três bailados Durante o mês de julho, a empresa Renova - Fábrica de Papel do Almonda, com localização em Torres Novas, transformou-se num palco de bailado. A fábrica da empresa acolheu os ensaios e gravações de três coreografias que integram o programa Renova Art Commissions. “Depois de meses de intensa preparação começámos hoje as filmagens de três bailados. Não é inédito a fábrica da Renova ser visitada e interpretada por bailarinos mas desta vez fomos mais longe e juntámos no nosso palco preferido três coreografias com música original que farão parte integrante do programa de comissões de arte Renova Art Commissions”, comunicou a empresa na sua página da rede social LinkedIn. Com curadoria de Martim Souza Tavares, a obra é uma criação com música inédita de Edward Ayres d’Abreu, Nuno da Rocha e Carlos Zíngaro, interpreta-

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da pelos bailarinos Ângelo Neto, Beatriz Mira, Carlota Rodrigues, Eliana Carvalho, Elson Ferreira, Ester Gonçalves, Gonçalo Reis, Joshua Feist, Margarida Trigueiros, Pedro António Car valho, Rafael Pinto, Tiago Barreiros, Valentina Codinha e Valter Fernandes, coreografados por Fernando Duarte, Solange Melo, Margarida Belo Costa e Paula Pinto. Participam também como intérpretes os músicos André Hencleeday, Alvaro Rosso, David Alves, Fernando Brites, Ulrich Mitzlaff e Daniel Rondulha em mapeamento de video e Isabel Peres nos figurinos. “A ideia nasceu em março de 2020 durante o primeiro confinamento, num momento em que marcas e instituições se uniram para apoiar o setor da cultura e que se materializou na plataforma online Portugal Entre em Cena”, referiu ainda a empresa, na mesma publicação.

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ULMA Packaging desenvolve embalagem sustentável para produtos fatiados A ULMA Packaging, empresa com instalações em Benavente dedicada à produção de soluções integrais de máquinas de embalagem, desenvolveu uma nova solução de embalagem sustentável para produtos fatiados. “Na ULMA Packaging procuramos o desenvolvimento de projetos e aplicações sustentáveis para a nossa ampla gama de máquinas de embalagem”, começou por referir a empresa em comunicado publicado no seu portal, acrescentando que uma das suas mais recentes inovações “é a solução de embalagem chamada LeafMap™, que se destina a qualquer tipo de produto fatiado em que o plástico estrutural da embalagem é substituído por uma estrutura de fibra de papel”. A solução, desenvolvida no âmbito do projeto #ULMAweCare, “foi projetada para produzir embalagens com atmosfera modificada (MAP), garantindo condições totalmente higiénicas e preservando as propriedades dos alimentos embalados até ao momento da abertura e consumo”. O suporte utilizado pela solução de embalagem, disse ainda a empresa, “é baseado em bandejas de papelão plano 100% reciclável que permitem reduzir o uso de plástico até 80%”. As mesmas, referiu a ULMA Packaging, permitem ainda “a impressão frente e verso, o que confere à embalagem amplas possibilidades de comunicação visual”. A empresa destacou ainda outro aspeto em termos de sustentabilidade desta nova solução de embalagem: “as características que foram agregadas para facilitar os processos de reciclagem”. “A embalagem é composta por funcionalidades que facilitam tanto a abertura quanto a separação dos materiais que a compõem”, informou a empresa.

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COMUNITÁRIA

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OBSTÉTRICA

> GESTÃO DAS ORGANIZAÇÕES

> ENGENHARIA AGRONÓMICA

DESPORTIVAS

> GESTÃO DE EMPRESAS (REGIME DIURNO E PÓS-LABORAL)

> GESTÃO DE UNIDADES DE SAÚDE > GESTÃO DE ORGANIZAÇÕES DE ECONOMIA SOCIAL

> GESTÃO DE MARKETING

> RECURSOS DIGITAIS EM EDUCAÇÃO

> INFORMÁTICA

> NEGÓCIOS INTERNACIONAIS

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> ENFERMAGEM DE SAÚDE MATERNA E

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> TECNOLOGIA ALIMENTAR

> PRODUÇÃO MULTIMÉDIA EM EDUCAÇÃO

> TREINO DESPORTIVO

HUMANA

MESTRADOS QUE HABILITAM PARA A DOCÊNCIA

AGROINDUSTRIAL

> EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR E ENSINO DO

> TECNOLOGIA E GESTÃO

ANIMAÇÃO TURÍSTICA

> CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO /

ADMINISTRAÇÃO EDUCACIONAL

> EDUCAÇÃO AMBIENTAL E TURISMO DE

> QUALIDADE ALIMENTAR E NUTRIÇÃO

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EMPREENDEDORISMO&INOVAÇÃO

Tomar vai ter nova empresa tecnológica e garante Softinsa por mais dez anos A Câmara Municipal de Tomar comunicou a assinatura, no dia 01 de julho, no salão nobre dos Paços do Concelho, de dois protocolos de cooperação tripartidos que preveem a continuidade da empresa Softinsa em Tomar por mais dez anos e a instalação de uma nova empresa, a Kyntech Services, Lda., também por dez anos.

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a prática, o Município e o Instituto Politécnico de Tomar renovam o protocolo de cooperação estabelecido com a Softinsa, que garante atualmente cerca de 400 postos de trabalho no CENIT (Centro de Inovação e Tecnologia), espaço que vai acolher também a Kintech, igualmente uma empresa do universo IBM,

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que começará a funcionar em setembro, prevendo chegar aos cem postos de trabalho no próximo ano. Fundamental neste processo, como referiu a presidente da Câmara, Anabela Freitas, é o espírito de parceria desde logo entre a autarquia e o IPT, e destes com as empresas. É possível, assim, que a instituição de ensino superior responda às solicitações

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daquelas, que por seu lado garantem a manutenção dos alunos em Tomar após a sua formação. Salientou ainda que o Município está atento também à necessidade de garantir arrendamento acessível para permitir a fixação dos jovens quadros qualificados. E o resultado de quase uma década de Softinsa em Tomar, segundo Henrique Mourisca, diretor da empresa,

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é que este é um dos melhores centros do género em Portugal, afirmação mensurável em números: os pouco mais de uma centena de trabalhadores iniciais, já são agora quatro centenas. Sucesso que Francisco Caeiro, que assinou o protocolo em nome da Kintech, espera vir a ultrapassar, tanto mais que as duas empresas tecnológicas não são concorrentes, mas sim complementares. Para José Eduardo Fonseca, que esteve na sessão em representação da IBM, Tomar é um excelente exemplo do resultado destas parcerias, tendo enfatizado a importância de manter na cidade aqueles que aqui fazem a sua formação. Um compromisso com o qual João Coroado, presidente do Instituto Politécnico se compromete, afirmando que aquele estabelecimento de ensino superior continuará a cooperar no sentido de atrair para o concelho alunos e empresas.

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SOFTINSA ALCANÇA RECONHECIMENTO DE IDONEIDADE NA PRÁTICA DE ATIVIDADES DE I&D A Softinsa acaba de alcançar o Reconhecimento de Idoneidade que certifica as suas competências na realização de atividades de I&D em Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para Empresas e Administração Pública, informou a empresa em comunicado publicado no seu portal. Este reconhecimento, válido por um período de 8 anos, junto da Agência Nacional de Inovação (ANI), permite destacar a Softinsa face às restantes empresas de TI nacionais e é um fator de diferenciação e valorização, comprovando a nossa competência para a realização de atividades de I&D. “Este é mais um marco da Softinsa

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no que diz respeito ao seu compromisso no seguimento dos mais altos standards do mercado e de obter as ferramentas necessárias para continuar a entregar serviços de excelência e cada vez mais inovadores aos seus clientes. Os nossos clientes podem agora contar com a Softinsa como seu parceiro preferencial nos projetos submetidos no SIFIDE – Sistema de Incentivos fiscais à I&D Empresarial, garantindo que os honorários relativos à prestação de serviços que envolvam atividades de I&D sejam elegíveis no âmbito da sua candidatura”, lê-se na informação. Henrique Mourisca, Diretor Geral Adjunto da Softinsa realça que “é um orgulho para a Softinsa ter obtido o Reconhecimento de idonei dade na prática de atividades de I&D. Este importante feito foi apenas possível com o empenho dos nossos profissionais que trabalharam em equipa para a concretização deste objetivo comum”. 

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EMPREENDEDORISMO&INOVAÇÃO

Vomera Building Solutions inova no setor da construção e engenharia A Revista Ribatejo Invest foi até Santarém conhecer a Vomera Building Solutions, empresa criada em 2019 por Sérgio Santos e Delphine Gerardo dedicada à prestação de serviços de construção e engenharia. A inovação faz parte do ADN da empresa e é o trunfo para marcar a diferença no mercado nacional.

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érgio Santos e Delphine “O mercado da construção em Portugal sofreu uma evolução muito caracteGerardo partilham, para rística nos últimos 10 ou 12 anos, onde além do casamento, mais de se destaca a falta de mão-de-obra qualiuma década de trabalho no ficada. Em cerca de 12 anos, o mercado mercado internacional. Ele perdeu metade daquilo que era o teciengenheiro civil, ela ligada à área dos do empresarial. Houve muita gente a recursos humanos, ambos laboraram emigrar e a refornuma multinacional portumar-se. As escolas Com sede guesa na área formaram menos. da construção A própria formaem Água Travessa, ção nos estaleiros e engenharia concelho de Abrantes, de obra deixou de em Cabo Verde onde estão localizados acontecer à escae decidiram, os estaleiros centrais, la que acontecia. face “à paixão Não há pedreiros, por Portugal e a Vomera é gerida nem serventes”, a um mercado a partir dos escritórios constatou Sérgio da construção de Santarém. Santos, acrescenem expansão tando “com a ligano país, fechar o ção a Cabo Verde e com a oportunidade ciclo do internacional e regressar com de trazer pessoas desse país para cá, o objetivo de criar a própria empresa”.

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EMPREENDEDORISMO&INOVAÇÃO

percebemos que poderíamos, de facto, çamos a desenvolver o trabalho de ser diferenciadores dos players do merorçamentação”, começou por dizer, cado, através da formação de equipas declarando que a empresa trabalha de excelência”, contou Sérgio Santos posteriormente na orçamentação de à Ribatejo Invest. forma “bastante criteriosa”. “Vimos essa oportunidade e jun“Não damos preço sem que haja tou-se o útil medições concretas e o envolao agradável”, “Em 2020 faturámos oito vimento de todos constatou.A Vo m e r a n a s c e , vezes mais do que em 2019 os parceiros que vão trabalhar no assim, a 29 de e a carteira de negócios projeto. Lemos agosto de 2019, para 2021 já vai quase no e e s t u d a m o s o com o objetivo dobro do que fizemos em p r o j e t o a f u n de dar resposta do antes de dar a um mercado da 2020, mas o nosso foco qualquer orçaconstrução “cada não será só a faturação, mento”, revelou vez mais exigenporque esse é uma te, mais inovador Sérgio Santos, e acima de tudo a c re s c e n t a n d o consequência, o nosso mais responsável foco será essencialmente que “os nossos pela qualidade e orçamentos não a diferenciação pela ambiente”. são uma folha qualidade do nosso “Em função A4, mas sim um daquilo que era o dossier com 40 produto, a inovação no nosso know-how ou 50 páginas”. setor da construção e e o nosso conhe“Há que precriação de condições cimento nacional parar todo e internacional, o projeto de de trabalho de valor pretendemos acrescentado a quem nos investimento do introduzir na cliente com uma Vomera algumas acompanha neste projeto.” o r ç a m e n t a ç ã o variáveis difecriteriosa para SÉRGIO SANTOS renciadoras que que se evitem Sócio-gerente percebemos não surpresas desneda Vomera cessárias”, disse e x i s t i r n o m e rcado português. ainda, enunciando que este é um trabalho que “aumenNão somos, de todo, apenas mais uma ta a qualidade do serviço e a satisfação empresa de construção e engenharia. do cliente”. Quando pegamos num produto – e é “Os nossos técnicos estão constanAceite o orçamento, é hora de celeessa a nossa essência – queremos introduzir não só engenharia, mas novas brar contrato e, temente a ser atualizados sobre cada proideias e novos métodos…. É nesse senneste ponto, a Fundada a 29 tido, o da diferenciação, que caminhajeto do cliente, com Vo m e r a m a r c a mos”, fez saber Sérgio Santos, acresinformação em papel de igual modo a de agosto de 2019 centando que o objetivo da empresa é, ou tablet. Temos reudiferença, com com seis pessoas, niões semanais com assim, “acrescentar valor ao produto o processo a ser a Vomera apresenta o envolvimento de da construção”. acompanhado atualmente uma toda a equipa que Rigor e profissionalismo são, desde pelos advogados trabalha em deterlogo, dois fatores distintivos do servida empresa. equipa de 28 ço da empresa e que começam a ser minado projeto, onde Quanto à prescolaboradores diretos tação do serviço notados pelo cliente logo no momento discutimos o planeae outros tantos mento e propomos propriamente da orçamentação. soluções”, revelou d i t a , a Vo m e r a “Antes de darmos um orçamento, em regime de Sérgio Santos. distingue-se pela reunimos sempre com a pessoa ou outsorcing. “Gostamos de qualidade da sua grupo que quer investir. Explicamos ouvir toda a escala equipa técnica e o projeto, a nossa maneira de estar de desenvolvimento de determinada pelos métodos de trabalho implemenno negócio e tentamos perceber a sua tados na empresa. projeto para que no fim esse trabalho expetativa. Só a partir daqui come-

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Assente num projeto de “vida”, dos seus sócios Sérgio Santos e Delphine Gerardo e, consolidado com os respetivos conhecimentos académicos e de 15 anos de experiência no setor de construção, a Vomera tem como objetivo responder a um mercado cada vez mais exigente, mais inovador e acima de tudo mais responsável pela qualidade e ambiente.

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convirja num produto melhor”, assegurou. Embora tenham alvará para obras particulares e obras públicas, a Vomera trabalha, essencialmente, no mercado habitacional da construção, em particular no segmento premium, onde a sua aposta na inovação e diferenciação continua bem marcada. Sérgio Santos revelou à Ribatejo Invest que a empresa “está a investir nas tecnologias mais modernas” para acrescentar valor ao produto final. “Estamos a apostar muito em revestimentos acústicos e térmicos, que se traduzam em efeitos energéticos muito mais satisfató-

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rios e em novas técnicas de construção, como o aço leve, o betão leve, rebocos, entre outros. Estamos em constante inovação”, concluiu o empresário, acrescentando que para acompanhar estas novas tendências, é necessário um investimento constante da empresa na formação dos seus colaboradores. A comemorar dois anos de existência, e mesmo com o atraso na vinda de colaboradores estrangeiros e ao aumento das matérias-primas face à pandemia do Covid-19, o balanço é bastante positivo. “Em 2020 faturámos oito vezes mais do que em 2019 e a carteira de negócios para 2021 já vai quase no dobro do que fizemos em 2020”, deixou escapar o empresário. 

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INTERNACIONALIZAÇÃO

Potencial económico do Ribatejo promove-se no Uruguai e em Macau em setembro A NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém vai promover o potencial económico do Ribatejo nos mercados do Uruguai e de Macau. A associação vai dinamizar dois roadshows digitais onde vai apresentar perante uma plateia online de empresários locais, as oportunidades de negócio e investimento na região. Com o objetivo de aumentar a competitividade das empresas da região nos mercados externos, a NERSANT define anualmente um plano de internacionalização onde, entre outras atividades, está contemplada a realização de diversas ações de promoção do Ribatejo além-fronteiras. Uma destas ações é a realização de roadshows promocionais em diversos mercados, onde a associação apresenta a região aos mercados externos, enfatizando as suas oportunidades de negócio e investimento. Em setembro, a NERSANT dá conti-

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nuidade a esta estratégia com a realização de dois roadshows promocionais, o primeiro junto do mercado do Uruguai, no dia 8 de setembro, e o segundo, direcionado ao mercado de Macau, no dia 15 de setembro. Estas ações de promoção da economia regional acontecem em modo online, através da realização de um evento internacional digital para cada um dos mercados, nos quais estão já inscritos dezenas de empresários locais. Os principais objetivos destas ações são a promoção da imagem, capacidades e potencialidades do Ribatejo junto de importadores e subcontratantes, permitindo aumentar as exportações e subcontratos por via do reconhecimento da qualidade da oferta de produtos e serviços do Ribatejo. Nos eventos, que contam com parceiros locais para a dinamização e divulgação no terreno, a NERSANT apresentará, desta forma, as vantagens

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competitivas da região do Ribatejo, ao mesmo tempo que dá a conhecer a oferta empresarial regional, indicando oportunidades de negócio e convidando ao investimento externo. Ambos os roadshows digitais agendados para setembro são uma iniciativa do Ribatejo Business Intelligence, projeto financiado pelo Alentejo 2020 e que tem como objetivos melhorar o reconhecimento da região no exterior e melhorar o posicionamento das empresas/entidades no mercado global, permitindo que estas iniciem exportações ou reforcem o seu potencial exportador, consolidando quotas de mercados ou diversificando os seus mercados. Para mais informações sobre o apoio à internacionalização da NERSANT, os interessados devem contactar o Departamento de Apoio Técnico, Inovação e Competitividade da associação através dos contactos datic@nersant.pt ou 249 839 500.

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INTERNACIONALIZAÇÃO

Candidaturas abertas aos Troféus Luso-Franceses 2021 Estão abertas até 20 de setembro as candidaturas aos Troféus Luso-Franceses 2021, uma iniciativa da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa (CCILF) apoiada pelo IAPMEI, que distingue as melhores empresas sediadas em Portugal e em França, de todas as dimensões e em diversos setores de atividade. Esta, que é já a 27.ª edição do concurso visa, mais uma vez, incentivar as trocas comerciais entre Portugal e França distinguindo o esforço e o sucesso obtidos pelas empresas no desenvolvimento de estratégias e investimentos em ambos os mercados. Os Troféus Luso-Franceses 2021 são compostos por seis categorias: Investimento, Exportação, PME, Desenvolvimento Sustentável, Inovação e Startup. Um sétimo prémio, o Troféu do Júri, distingue uma empresa francesa

ou portuguesa que se tenha destacado num dos dois mercados. As candidaturas decorrem até 20 de setembro. Qualquer empresa, portuguesa ou francesa, pode inscrever-se, independentemente da área de atividade ou dimensão e sem obrigação de ser

associada da CCILF. Os interessados podem consultar mais informações na página da iniciativa, em https://www.ccilf.pt/pt/eventos/concurso-dos-trofeus-luso-franceses-2021.html. Os vencedores serão conhecidos a 28 de outubro.

União Europeia e Reino de Marrocos desenvolvem esforços no sentido de uma “parceria ecológica” O Vice-Presidente Executivo Frans Timmermans, responsável pelo Pacto Ecológico Europeu, e Olivér Varhélyi, Comissário responsável pela Política de Vizinhança e Alargamento, e Virginijus Sinkevičius, Comissário responsável pelo Ambiente, Oceanos e Pescas, representaram a Comissão Europeia, dia 29 de junho, num evento virtual de alto nível com o Reino de Marrocos, em que ambas as partes anunciaram a sua intenção de estabelecer uma Parceria Verde. Marrocos esteve representado nesta reunião pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e dos marroquinos residentes no estrangeiro, Nasser Bourita, o Ministro da Economia, das Finanças e da Reforma Administrativa, Mohamed Benchaâboun e o Ministro da Energia, Minas e Ambiente, Aziz Rebbah. Debateram a forma de reforçar a sua cooperação na luta contra as alterações climáticas e a sua colaboração para fazer avançar a transição energética,

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proteger o ambiente e estimular a economia verde. A Parceria Verde com Marrocos terá por objetivo fazer avançar a aplicação do Acordo de Paris. No contexto da cooperação reforçada, a União Europeia e Marrocos anunciaram o desem-

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bolso de 12 milhões de euros ao abrigo do Programa Competitividade e Crescimento Verde, que apoia as reformas da transição ecológica para as indústrias e a convergência regulamentar. Anunciaram igualmente a assinatura de um acordo de financiamento para um programa de desenvolvimento rural para o qual a UE irá contribuir com um investimento de 20 milhões de euros e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) com um empréstimo de 150 milhões de euros. Para o próximo ciclo de programação (2021-2027), cerca de 30% do orçamento da UE para o Instrumento de Cooperação Externa (NDICI-Europa Global) será dedicado à luta contra a atenuação das alterações climáticas e a adaptação às mesmas. A futura cooperação com os países parceiros será orientada pelo Plano Económico e de Investimento (PIE) para a Vizinhança Meridional, anunciado em fevereiro de 2021, num montante máximo de 7 mil milhões de euros.

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INT

Vinho Casal da Coelheira recebe Medalha de Ouro em concurso mundial belga A Quinta Casal da Coelheira, empresa com sede no Tramagal (Abrantes) dedicada à produção de vinhos, anunciou na sua página da rede social Facebook, mais uma Medalha de Ouro para os seus vinhos. “Foi no Concours Mondial de Bruxelles 2021 que o nosso Mythos 2019 conquistou uma das 10 Grande Medalha de Ouro atribuídas a Portugal. Orgulho de toda a equipa por estarmos entre os melhores de Portugal e do Mundo!”, revelou a empresa. Esta Medalha de Ouro junta-se assim a um conjunto alargado de prémios já recebidos pela empresa de Tramagal. “O objetivo principal do Casal da Coelheira passa por oferecer ao consumidor vinhos consistentes, com a garantia da melhor qualidade ao melhor preço. O nosso empenho permanente pela qualidade tem sido reconhecido pelo consumidor, com o crescimento constante do mercado, e através das várias distinções obtidas em concursos nacionais e internacionais de grande referência”, refere a empresa no seu portal.

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Produtos/Serviços Pedra para Fins Industriais (Certificação CE): A Brifat - Britas e Transportes,

Britados;

Lda., localizada em Fátima, dedica-

Tout-venants;

se à extração e transformação de

Filler.

matéria-prima das jazigas de pedra calcária. A empresa implementouse

no

mercado

objetivos

nacional

bem

Pedra Ornamental:

com

definidos,

Blocos;

procurando ser competitiva, com preços acessíveis, produtos de alta qualidade

certificados

Pedra decorativa;

e

capacidade de entrega imediata. Nos últimos 20 anos, tem apostado

Vazadouro Autorizado para

na expedição e transporte dos seus

Receção de RCD;

produtos para o mercado nacional. Com vista à inovação, os objetivos

Transportes e Transportes

passam pela internacionalização,

Especiais.

garantindo um maior dinamismo e qualidade de serviço.

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INTERNACIONALIZAÇÃO

Sete missões empresariais virtuais e dois roadshows online em calendário

NERSANT ajusta agenda internacional para o segundo semestre de 2021 Com o objetivo de apoiar a internacionalização das empresas da região, a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém ajustou a sua agenda internacional para o segundo semestre de 2021. Até ao final do ano, realizar-se-ão missões empresariais à Eslováquia, Moçambique, Canadá, Marrocos, Vietname, Macau e Costa do Marfim, e roadshows promocionais da região no Uruguai e em Macau. O incentivo às exportações das empresas da região, no sentido de aumentar a sua competitividade, é uma das prioridades da NERSANT, que prepara anualmente um calendário de eventos internacionais com vista ao arranque ou reforço da internacionalização do tecido empresarial da região. Para o segundo semestre, a NERSANT ajustou a sua agenda internacional, estando agora em calendário ações de prospeção de negócios e promoção da região do Ribatejo, suas empresas, produtos e serviços, um pouco por todo o mundo. No total, são sete missões empresariais virtuais e dois roadshows online de apresentação do potencial eco-

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nómico do Ribatejo aos mercados externos em agenda e nos quais as empresas da região poderão participar com financiamento comunitário. A primeira ação internacional da NERSANT no segundo semestre acontece de 20 a 24 de setembro, com a realização de uma missão empresarial à Eslováquia. Segue-se, de 27 a 30 do mesmo mês, uma missão empresarial a Moçambique. Em outubro, realizam-se missões empresariais ao Canadá (de 04 a 08), a Marrocos (de 11 a 15) e ao Vietname (25 a 29) e em novembro, a Macau (02 a 05) e à Costa do Marfim (15 a 19). Estas ações de internacionalização contam com o apoio técnico da NERSANT, pelo que as empresas participantes em cada uma das missões terão a oportunidade de reunir com a associação para a realização de um diagnóstico de necessidades e interesses, trabalho que será essencial para o serviço de consultoria especializado de prospeção e seleção dos contactos no mercado, de acordo com os objetivos e perfil definido pelas empresas participantes, contactos estes que serão posteriormente valida-

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dos pelas empresas participantes. A participação nas missões empresariais virtuais engloba ainda o agendamento de 6 a 8 reuniões B2B, por videoconferência, a partir das empresas nacionais ou a partir das instalações da NERSANT, sempre que solicitado. Está garantido, ainda, o acompanhamento dos negócios durante e após a ação. Do plano de internacionalização para o segundo semestre, consta ainda a realização de dois roadshows online de promoção das potencialidades do Ribatejo, um deles junto do mercado do Uruguai (08 de setembro), e outro junto do mercado de Macau (15 de setembro). De referir que as ações em agenda para o segundo semestre contam com financiamento comunitário, podendo as empresas participantes beneficiar de apoio a fundo perdido para a prospeção de negócios nos mercados internacionais. As missões empresariais são financiadas ao abrigo do projeto Negócios no Mundo, que garante às empresas elegíveis acesso a um apoio de até 50%, no âmbito do Compete 2020 / Portugal 2020. Os roadshows são uma ação do projeto Ribatejo Business Intelligence - Promoção e internacionalização da Região do Ribatejo de forma inteligente, financiado pelo Alentejo 2020 / Portugal 2020. Os interessados em pré- i n s c re v e r - s e n a s a ç õ e s internacionais em calendário, podem fazê-lo na área de agenda do portal da NERSANT, em https://www. nersant.pt/agenda/. Para mais informações sobre a oferta internacional, as empresas interessadas devem contactar o Departamento de Apoio Técnico, Inovação e Competitividade da associação através dos contactos datic@nersant.pt ou 249 839 502.

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Portugal destaca importância do acordo de mobilidade aprovado pela CPLP O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, afirmou que o acordo de mobilidade aprovado no Conselho de Ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada a 16 de julho, “foi o passo mais importante até agora porque se trata de facilitar sistematicamente a circulação no espaço da comunidade”. “No que diz respeito a Portugal, terá uma consequência evidente que é facilitar a concessão de visto e autorizações de residente a nacionais da CPLP para efeitos de estudo, de trabalho ou residência em Portugal”, referiu no final da reunião de Con-

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selho de Ministros que decorreu em Luanda, Angola. Augusto Santos Silva frisou que este acordo, assinado a 17 de julho, vai mudar “e muito” o regime de vistos nacionais, facilitando a sua obtenção por parte de nacionais da CPLP, e acrescentou que alcançar este objetivo foi um grande legado deixado pela presidência cabo-verdiana da CPLP. Na reunião foram também apresentadas as prioridades da presidência angolana e o foco que quer dar à cooperação económica. “Depois de anos em que consolidámos a CPLP como organização intergovernamental, chegamos à altura

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em que podemos, e devemos, consolidar a CPLP como uma comunidade de pessoas para além de Estados, nos quais facilitam a vida às pessoas”, disse. Na sessão foi também aprovado o plano de atividades para promover e difundir a língua portuguesa para os próximos anos. Augusto Santos Silva destacou neste âmbito o projeto financiado pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que visa a elaboração do primeiro dicionário de português de Moçambique, ou seja, o primeiro dicionário de uma variedade africana da língua portuguesa.

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Viagem de negócios no âmbito do projeto BOW - Business On the Way, da AEP

participou em feira do setor da construção no Egipto

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A Mocapor, empresa dedicada ao fabrico de artigos de mármore e rochas similares com sede e fábrica em Pé da Pedreira, Alcanede, foi uma das cinco empresas a integrar a comitiva que a AEP - Associação Empresarial de Portugal levou à BIG 5 Construct Egypt, a mais importante feira da região para o setor da Construção e Materiais de Construção, Pedras e Rochas Ornamentais, Tecnologias e Ambiente.

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urante a deslocação ao feira e para os expositores e visitantes. certame, que aconteceu Em 2021, esta foi a quinta participação presencial que a AEP organiza em entre 26 e 29 de junho, as mercados externos. As duas primeiras empresas participantes foram, em fevereiro, ao Dubai (feira tiveram a oportunidade GulfHost e Feira Gulfood), a terceira, de apresentar as suas propostas de cooperação empresarial a um conjunto de em abril, à Rússia (feira MosBuild) e empresários egípcios, num encontro a quarta, em junho, foi novamente ao organizado pelo Egypt Portugal BusiDubai para participar na feira Arab ness Council, do qual a AEP é parceira Health. em Portugal. Para além da O programa da empresa Mocapor, A Mocapor, missão contou ainintegraram a deleda com a visita da gação empresarial com sede em Pé Embaixadora de da AEP as empreda Pedreira, sas Safina (tapetes Portugal no Egito, Alcanede, dedica-se e carpetes), Ilmar Manuela Franco, (máquinas para a que teve a oportuniao fabrico de artigos dade de esclarecer de mármore e rochas indústria de materiais de construas empresas partisimilares. cipantes e potenciar ção, cerâmica e o seu sucesso neste vidro), Metalcértima (projetos para a indústria cerâmimercado. ca estrutural) e PS Protseg (material Devido à pandemia, a participação de proteção pessoal). física na feira obrigou a AEP elaborar um conjunto de procedimentos A participação da comitiva no certame realizou-se no âmbito do projeto de segurança, por forma a permitir BOW - Business On the Way, projeto a participação segura das empresas e desenvolvido pela AEP para apoiar a comitiva: equipamento de proteção a internacionalização das empresas individual, contratualização de dois portuguesas, no âmbito do Portugal tipos de seguros associados a cada 2020 e do Compete 2020, Programa participante e os necessários testes Operacional da Competitividade e PCR para entrada e saída do Egito. Internacionalização, Eixo II – ProjeA organização da feira e a AEP, na tos Conjuntos – Internacionalização. qualidade de organizadora da participação portuguesa, têm vindo a acomApesar de ser a primeira vez que a panhar o evoluir da situação pandémiAEP organiza a participação portuca e estabeleceram, em conjunto com guesa na BIG 5 Construct Egypt, desde as entidades governamentais locais, 2010 que a AEP desenvolve ações no um exigente processo de medidas de Egito, um mercado que apresenta um segurança e higiene para o espaço da vasto leque de oportunidades. 

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Digidelta Internacional

recebe visita da Mimaki Europe A Digidelta Internacional, empresa de Torres Novas que trabalha na área da Comunicação Visual, recebeu a visita da Mimaki Europe, marca que representa no mercado português e espanhol. A visita teve como objetivo o reforço da parceria empresarial entre as duas empresas.

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visita aconteceu nos dias 17 e 18 de junho, com a presença do novo Managing Director da Mimaki Europe, Takahiro Hiraki. A empresa torrejana revelou que a visita “ajudou a enriquecer a parceria enquanto revendedores da marca em toda a Península Ibérica”, tendo ainda acrescentado que, durante a visita, a empresa teve a oportunidade de dar a conhecer o seu trabalho, “apresentar as instalações e mostrar quem somos e o que fazemos além da Mimaki”. A re c e ç ã o d a M i m a k i , re v e l o u a empresa, “foi um momento alto para a empresa, que correspondeu a todas as expetativas. Conhecer o terreno e adaptar diferentes culturas é uma ótima maneira para que no futuro possamos desenvolver e cumprir melhor a nossa missão: a de nos afirmarmos no mercado, mostrarmos experiência e soluções eficazes. Com esta visita houve essa oportunidade: a de reforçar todo o trabalho e planeamento feito até aqui e perceber que com o novo Managing Director, no futuro, a visão e a estratégia continuam coordenadas e o trabalho terá sempre os mesmos interesses”, revelou a empresa torrejana. Segundo Armando Mota, COO da Digi-

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delta, que recebeu a comitiva japonesa com Rui Leitão, CEO da empresa, “estamos a reforçar o conhecimento, a posição e o alinhamento comum da Mimaki com o novo Managing Director. No final do dia saímos mais próximos, unidos e com uma visão de futuro igual. Isto faz com que as relações sejam objetivamente mais próximas, seguras e tranquilas, o que no futuro se irá traduzir em bons resultados entre as empresas”. Durante a visita, a Mimaki deu ainda a conhecer algumas novidades previstas para o período pós-verão, nomeadamente “a nova Mimaki JFX600, que será apresentada ao público em setembro, na feira Digicom”. De referir que a Digidelta é uma empresa com sede em Torres Novas que trabalha para o mercado da Comunicação Visual. É distribuidora oficial de impressoras digitais de grande formato da marca Mimaki para o mercado português e espanhol. Para além disso, é fabricante e distribuidora de duas marcas próprias: a DECAL, de consumíveis para as máquinas de impressão digital de grande formato e a NETSCREEN, de painéis LED Digitais para a Comunicação Outdoor e Indoor. A empresa acaba de comemorar 35 anos de atividade. 

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Foto: Digidelta Internacional

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Comércio entre a UE e a República da Coreia cresce duas vezes mais rapidamente ao abrigo de acordo comercial O décimo aniversário do Acordo Comercial entre a UE e a República da Coreia faz-se acompanhar de um crescimento notável do comércio bilateral superior a 50 %, que ultrapassa os 110 mil milhões de euros. O comércio de mercadorias cresceu 46 % entre 2010 e 2020, quase o dobro do comércio da UE com países que não têm um acordo comercial com a UE. O crescimento do comércio bilateral de bens e investimento resultou num aumento da procura de serviços especializados transfronteiras. O comércio de serviços registou um crescimento significativo de 86 % em 2019, em comparação com 2010, atingindo 20 mil milhões de euros.

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acordo UE-República da Coreia, o primeiro acordo comercial da UE com um capítulo sobre sustentabilidade, também desempenhou um papel importante na melhoria dos direitos dos trabalhadores, incluindo a ratificação pela República da Coreia de três convenções fundamentais da Organização Internacional do Trabalho. Valdis Dombrovskis, Vice-Presidente Executivo e Comissário responsável pelo Comércio, declarou que “temos muito a celebrar por ocasião do 10.º aniversário do acordo comercial entre a UE e a República da Coreia, que deu um grande impulso ao nosso comércio bilateral; na realidade, o comércio duplicou. Isto demonstra que vale muito a pena negociar e aplicar os acordos comerciais e que eles são vitais para a nossa recuperação:

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cada mil milhões de euros de exportações apoia 13.000 postos de trabalho na UE. O acordo mostra igualmente que a UE caminha a par dos direitos dos trabalhadores, uma vez que utilizámos com êxito este acordo para apelar à ratificação pela República da Coreia das principais convenções internacionais em matéria de trabalho.” A UE continua a ser a maior fonte de investimento direto estrangeiro (IDE) na República da Coreia, representando 37 % do volume total de IDE do país. O investimento da UE na República da Coreia aumentou 39 % desde 2010, atingindo 44 mil milhões de euros em 2019. Por sua vez, os investimentos da República da Coreia na UE aumentaram uns impressionantes 151 % durante o mesmo período e atingiram 29 mil milhões de euros em 2019. Os Países Baixos foram o

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maior investidor na República da Coreia, representando 33 % do volume total de IDE da UE, seguidos da Alemanha (23 %), da França (9 %) e da Hungria (8 %). Do mesmo modo, os Países Baixos foram o principal destino do IDE da República da Coreia na UE (23 % do total das existências), à frente da Alemanha (21 %), da Hungria (10 %), da República Checa (10 %) e da Eslováquia (10 %). CRIAR OPORTUNIDADES PARA OS AGRICULTORES DA UE Em abril deste ano, a UE e a República da Coreia chegaram a acordo sobre a prorrogação da lista de indicações geográficas protegidas pelo Acordo Comercial UE-República da Coreia. Este aditamento acrescenta 43 novos produtos da UE e 41 produtos da República da Coreia à lista das IG protegidas, incluindo as natas irlandesas Irish Cream, o azeite Kalamata e o queijo Pecorino Toscano. O acordo já tinha protegido 163 IG da UE e 63 IG da República da Coreia. O acordo também ajudou os produtores agroalimentares da UE a aumentar as suas exportações: • As exportações de vinho triplicaram. • As exportações de azeite, que mais do que duplicaram. • As exportações de queijo foram multiplicadas por seis. BENEFÍCIOS PARA AS EMPRESAS DA UE, GRANDES E PEQUENAS Embora o acordo comercial UE-República da Coreia tenha fomentado o crescimento do comércio bilateral em geral, o comércio continuou concentrado em setores como as máquinas, o equipamento de transporte e os produtos químicos, responsáveis, em conjunto, por três quartos das importações da UE provenientes da República da Coreia e por dois terços das exportações da UE para esse país. No entanto, alguns setores de menor dimensão registaram um crescimento particularmente impressionante: • As exportações de calçado e de chapéus multiplicaram-se cinco vezes. • As exportações de têxteis aumentaram para mais do dobro. • As exportações de madeira triplicaram. HISTÓRIAS DE EMPRESAS O acordo comercial reduziu os direitos aduaneiros aplicáveis aos automóveis

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importados da UE para a República da Coreia, passando de 8% em 2010 para 0% atualmente. A eliminação dos direitos de importação e a redução bem-sucedida dos entraves técnicos ao comércio beneficiaram o setor automóvel. Um exemplo é a empresa alemã Mercedes-Benz, cujas exportações para a República da Coreia passaram de 16.000 automóveis em 2010 para mais de 75.000 automóveis em 2020. A Le Cellier é um importador de vinhos franceses e italianos na República da Coreia. Graças à eliminação dos direitos aduaneiros através do acordo comercial UE-República da Coreia, os vinhos europeus tornaram-se mais competitivos em termos de preços, o que pode ter estimulado um aumento da procura. Segundo a Business France Korea, em 2019 e 2020, as exportações de vinhos franceses para a República da Coreia aumentaram 26 % em volume. A Maersk é uma companhia marítima dinamarquesa integrada e constitui a maior companhia marítima de contentores e operadora de navios do mundo. O acordo comercial permitiu à República da Coreia e à UE comercializar mais facilmente e a Maersk tem apoiado esse crescimento com os seus serviços logísticos. Em 2021, a Maersk espera que o nível de mercadorias transportadas por contentores entre a UE e a República da Coreia seja 40% mais elevado do que em 2011. DEFESA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES A República da Coreia ratificou três convenções fundamentais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), alterou a sua legislação e adotou diretrizes destinadas a tornar a sua legislação sindical conforme com os princípios fundamentais da OIT. A República da Coreia está também a trabalhar no sentido da ratificação da quarta convenção fundamental sobre a abolição do trabalho forçado. A UE congratula-se com estas ações, que demonstram o empenho da República da Coreia nas disposições em matéria de sustentabilidade previstas no acordo, que se seguem a um litígio iniciado pela UE, que confirmou que a República da Coreia havia violado os seus compromissos em matéria de trabalho ao abrigo do acordo. Ambas as partes continuam a debater e a acompanhar o cumprimento das recomendações do painel de peritos. 

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Fiscalidade: Acordo mundial histórico para garantir uma tributação mais justa das empresas multinacionais A Comissão Europeia congratula-se com o acordo mundial histórico aprovado dia 10 de julho pelos Ministros das Finanças e pelos Governadores dos Bancos Centrais do G20, que trará justiça e estabilidade ao quadro internacional do imposto sobre as sociedades. Este consenso sem precedentes marcará o início de uma reforma completa do sistema internacional de tributação das sociedades. A reforma incluirá uma reafetação dos direitos de tributação, o que significa que as maiores empresas do mundo terão de pagar impostos onde quer que desenvolvam as suas atividades. Ao mesmo tempo, uma taxa de imposto efetiva mínima a nível mundial não inferior a 15 % ajudará a reduzir o planeamento fiscal agressivo e a pôr termo ao “nivelamento por baixo” do imposto sobre as sociedades.

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Comissário Europeu responsável pela Economia, Paolo Gentiloni, que participou nos debates em Veneza, declarou que “o G20 aprovou um acordo mundial sem precedentes sobre a reforma do imposto sobre as sociedades e que é agora apoiado por 132 jurisdições. Foi dado um passo audaz, um passo que poucos imaginavam possível há apenas alguns meses. Trata-se de uma vitória para a justiça fiscal, a justiça social e o sistema multilateral. Mas o nosso trabalho não está terminado. Temos até outubro para finalizar este acordo. Estou convencido de que durante este período poderemos também chegar a um consenso entre todos os Estados-Membros da União Europeia sobre esta

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questão crucial.” Os trabalhos levados a cabo sob os auspícios do Quadro Inclusivo da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Económicos (OCDE) centram-se em duas questões principais: • A d a p t a r a s re g r a s internacionais sobre a forma como a tributação dos lucros das empresas é partilhada entre os países para refletir a natureza mutável dos modelos de negócio, incluindo a capacidade de as empresas desenvolverem a sua atividade sem presença física. Segundo as novas regras, uma parte dos lucros excedentários das maiores empresas multinacionais mais rentáveis será redistribuída pelas jurisdições de mer-

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cado onde se encontrem os consumidores ou os utilizadores. • Garantir que as empresas multinacionais estejam sujeitas anualmente a um nível mínimo de tributação efetivo sobre todos os seus lucros. Esta taxa mínima não será inferior a 15 % e aplicar-se-á a todos os grupos multinacionais que gerem mais de 750 milhões de euros de receitas financeiras combinadas. Os pormenores técnicos do acordo serão negociados nos próximos meses, a fim de levar os 139 membros do Quadro Inclusivo a um acordo final em outubro. Logo que exista um acordo mundial consensual sobre ambos os pilares, a Comissão avançará rapidamente com propostas de medidas para a sua aplicação na UE, em consonância com a agenda fiscal da UE e as necessidades do mercado único. 

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Profile for NERSANT Associação Empresarial

Ribatejo Invest - Agosto 2021  

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