Ribatejo Invest - Outubro 2022

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RIBATEJO Outubro 2022 • Ano VIII • Nº85

NERSANT denuncia interesses instalados e corta mensalidade de 2.635 € ao jornal O Mirante P.05

Pacote Energia para Avançar

mobiliza 1400 milhões para apoiar empresas P.32

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EDITORIAL

Domingos Chambel

O

Presidente da Direção da NERSANT

s países só são autónomos na sua democracia política e económica quando não dependem de outras economias, longe de compromissos coletivos que a troco de contrapartidas financeiras ficam subjugados a outros interesses externos. Esta abordagem vem a propósito de quem nos governa e quem manda em nós. Com a adesão à CEE, e à posterior na U.E, Portugal deu um grande passo em frente, entrou no mercado comum Europeu com mais 400 milhões de

FICHA TÉCNICA Diretor: Domingos Chambel Conselho Redatorial: Cláudia Monteiro Elsa Duarte ribatejo.invest@nersant.pt

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consumidores, deixou de ter moeda própria e em contrapartida beneficiou da livre circulação de pessoas, mercadorias, bens, serviços e capitais. Mas num mundo cada vez mais globalizado, todos dependem de todos, só que há uns que dependem mais que outros, tudo depende da balança de pagamentos, da sua dimensão económico e o inseparável fatal poder político. Não há almoços grátis, os biliões que temos recebido ao longo dos anos e que continuamos a receber têm um preço, e esse preço tem sido demasiado elevado para o nosso desenvolvimento económico. A legislação comunitária que nos iguala a potências como a Alemanha ou França, não tendo em conta a nossa dimensão nem a velocidade que nos desenvolvemos, tem sido por isso um elemento redutor do nosso desenvolvimento económico, as quotas nos setores primários e concertações estratégicas sobre políticas de alinhamento, obriga-nos a custos acrescidos difíceis de suportar. Tudo isto se passa já muito longe do nosso Parlamento, já não somos nós que decidimos o nosso futuro. O caso mais evidente pôde-se verificar nas opções estratégicas da Comissão Europeia face à invasão da Ucrânia pela Rússia, sanções e mais sanções, armas e mais armas, num frenético fomento belicista onde todos se gladiam pelo pódio da capacidade

Publicidade: Maria João Rodrigues maria.joao@nersant.pt Propriedade: NERSANT, AE. Várzea de Mesiões - Apartado 177 2354-909 Torres Novas Tel.: 249 839 500 | Fax: 249 839 509 www.nersant.pt

militar. A U.E, deveria ter aqui um papel fundamental, promover e forçar a paz, a qual se vai inevitavelmente verificar à mesa de negociações, os interesses da U.E, nem sempres são coincidentes com outras grandes potências, entretanto o erro estratégico já produziu os seus efeitos, as alterações climáticas deixaram de ser prioridade, as economias de Portugal e da Europa estão mais pobres, os custos energéticos reduziram a nossa capacidade competitiva com reflexos sociais devastadores. Com esta guerra fratricida todos estão a perder a nível da Europa, exceto as grandes potências no exterior. Produtoras de armamento, gás e do petróleo, controlam a sua produção no sentido da escassez, elevando os seus lucros para patamares nunca alcançados, para esses blocos a guerra não é só um caso ideológico, ou uma violação de território alheio, é uma oportunidade que é preciso alimentar. Se é fora das nossas fronteiras que se define o nosso futuro, a U.E, mesmo que una e solidária, mas longe de uma solução federativa, tendo em consideração que já se concluiu que nenhuma das partes ganha a guerra no terreno, deveria ser consequente nos resultados “boomerang” dentro do seu território. Os interesses da U.E por várias e complexas razões não são sincrónicos, mas concorrentes com outros blocos.

Periodicidade: Mensal

Isento de registo na ERC ao abrigo do decreto regulamentar 8/99 de 9/6 artigo 12.º, n.º 1 a)

Tiragem: 2.000 exemplares

Capa por: Letícia Ribeiro (Pexels)

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Desenvolvimento Regional

Viver o Tejo

05 NERSANT denuncia interesses instalados e corta mensalidade de 2.635 € ao jornal O Mirante 08 Notícias 14 Poder Local 18 Nacional 22 Grupo Os Mosqueteiros investe mais de 28 milhões de euros em Portugal em 2022 24 Mosquitec apresenta solução inovadora para controlo de insetos ao ar livre 26 Filipe Faria Group celebra 40 anos de história

34 Panteão dos Almeida distinguido com Prémio de Ouro nos Muse Design Awards 2022

Informação e Apoio 28 T-Invest é o mais completo portal com informação sobre os municípios 30 Liderança Positiva e Felicidade 5.0 32 Pacote Energia para Avançar mobiliza 1400 milhões para apoiar empresas

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Empreendedorismo e Inovação 36 Notícias 40 MEDWAY vai desenvolver vagões inteligentes para transporte de mercadorias 42 Nova empresa de intermediação de crédito e seguros instala-se na Startup Ourém 44 Politécnico de Santarém e MI.BO assinam um acordo de cooperação para a inovação e o desenvolvimento 46 EMPREENDE XXI: Desempregados podem criar empresa com apoio ao investimento de 85% 47 Startup Santarém com maior ocupação de sempre

Internacionalização 48 Notícias 52 Daimler Truck celebra a estreia europeia do novo Fuso eCanter na IAA Transportation 2022 56 Comitiva internacional visita unidade I&D da ENTOGREEN

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NERSANT denuncia interesses instalados e corta mensalidade de 2.635 € ao jornal O Mirante Joaquim Emídio retalia no seu jornal O Mirante e provoca prejuízos à NERSANT, denegrindo a sua imagem e órgãos sociais com mentiras e trapalhadas. NERSANT clarifica gestão e desmonta todas as mentiras publicadas pelo jornal O Mirante.

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m conferência de imprensa, a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém reuniu com a comunicação social regional para clarificar o seu modelo de gestão, e a motivação do jornal O Mirante na publicação de todas as mentiras sobre a NERSANT. A Direção da NERSANT reuniu no dia 11 de outubro, pelas 17:00, com a comunicação social regional, com o objetivo “da clarificação e transparência da gestão da NERSANT, do

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trabalho desenvolvido, da sua situação financeira e dos objetivos alcançados”, em resposta às trapalhadas e falsas notícias publicadas pelo jornal O Mirante. Na reunião o Presidente da Direção, Domingos Chambel começou por explicar que “não estou aqui para auditar nem criticar os meus antecessores presidentes. Dentro da conjuntura económica que cada um enfrentou, o Eng.º José Eduardo Marçal, o Dr. José Eduardo Carvalho e a Dr.ª Maria Salomé geriram esta casa

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o melhor que puderam e souberam, dando parte da sua vida à NERSANT e contribuindo decisivamente para o desenvolvimento regional”. “A estratégia desta direção passou pela nomeação de três vice-presidentes com o objetivo de descentralizar e delegar competências para uma gestão mais participativa”, enunciando de seguida “o trabalho exemplar” de cada um no âmbito da representação da NERSANT nos diversos organismos dos quais faz parte, como a CIP, Agrocluster Ribatejo, Garval, Tagusvalley,

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Nerventure, Parque Almourol entre outros, desmentindo categoricamente a inatividade dos vice-presidente publicada pelo jornal O Mirante, “a qual só tem um objetivo, dividir a Direção e denegrir a sua imagem”. Quanto à recusa em “pedir financiamentos e em assinar responsabilidades na gestão de Maria Salomé Rafael”, o Presidente da Direção afirma que tal facto é mais uma notícia falsa de O Mirante, uma vez que “a NERSANT, com esta direção, já fez dois financiamentos em dois anos” e, na anterior direção, a 3 de julho de 2015, assinou, “na qualidade de vice-presidente, juntamente com o tesoureiro, na ausência da Presidente da Direção, o refinanciamento de 1.500.000,00€, dos quais já amortizámos 90%”. O Presidente da Direção garantiu ainda que, ao contrário do que diz o jornal O Mirante, maliciosamente, “a NERSANT não está prestes a fechar”. Quanto ao pagamento dos ordenados “fora de prazo”, como O Mirante anuncia falaciosamente, Domingos Chambel assegurou que “os vencimentos aos colaboradores da NERSANT foram sempre pagos até ao último dia útil do mês a que respeitam. “Só alguém de má fé como o Sr. Joaquim Emídio n’ O Mirante, num claro desrespeito e descrédito da NERSANT, ressabiado por lhe tirarem as mordomias que recebia sem trabalho e sem esforço, usa a mentira e a infâmia publicando no seu pasquim a difamada notícia.” Na abordagem financeira da NERSANT, face à notícia de O Mirante, “NERSANT afundada em dívidas”, o Presidente Domingos Chambel argumentou: “quanto a dívidas, temos algumas como qualquer organização congénere, para as quais faz questão de honrar os seus compromissos como sempre tem feito, no entanto, temos que reconhecer que O Mirante e o Sr. Joaquim Emídio tem grande responsabilidade na situação financeira da NERSANT, pois quem subtrai todos os meses 2.635€ à NERSANT sem fazer qualquer trabalho ou esforço num descarado oportunismo, não tem qualquer legitimidade para se pronunciar sobre a situação financeira da NER-

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SANT”. Lembramos, que O Mirante desde 2011, já faturou à NERSANT mais de 300.000 € ao abrigo de um protocolo da participada do Joaquim Emídio, Terra Branca, com a NERSANT para serviços de assessoria de comunicação social, nunca existentes, emitindo “faturas de 144 assinaturas”, caso a ser resolvido nas instâncias judiciais. Em resposta à falta de tempo e preparação do Presidente da Direção para gerir a NERSANT, Domingos Chambel afirmou “que não me cabe a mim julgar as minhas capacidades, pelo que iremos apresentar todo o trabalho que uma vasta e competente equipa, Direção e Presidente desenvolveram nos seus dois anos de mandato, quer no campo dos eventos, empreendedorismo, formação, internacionalização e startups”. A apresentação, elencada por António Campos, Presidente da Comissão Executiva da NERSANT, deu conta da atividade da associação, contrariando assim a notícia do jornal O Mirante, que diz que a associação “desapareceu do mapa da região”. O Presidente da Direção da NERSANT focou-se, de seguida, no esclarecimento da situação financeira da NERSANT. “Quando nos apresentámos a sufrágio em plena pandemia em 2020, tínhamos a consciência das dificuldades que iríamos enfrentar: empresas paradas, a trabalhar parcialmente, sem informação, sem apoio, com cadeias de abastecimento quebradas, conjuntura negativa mundial e crédito fechado. Perante tal quadro, seria mais fácil desistir e invocar motivos pessoais e virar as costas, mas todos os membros da direção aceitaram o desafio: se as empresas precisam de nós, não é agora que a NERSANT vai fraquejar. Superámos todas as expetativas, quer no apoio direto ou indireto, através dos vários Ministérios, com a CIP e a AIP. Face ao chumbo do orçamento, seguiu-se uma gestão orçamental do Estado em duodécimos, com pagamentos sem qualquer previsão, acompanhada de uma guerra devastadora que empurrou a economia da Europa a tanger a recessão, numa completa imprevisibilidade de crescimento mundial. Foi nesta difícil

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conjuntura que a NERSANT desenvolveu todos os projetos apresentados, conseguindo mesmo assim recuperar financeiramente em relação ao início do seu mandato”, registou Domingos Chambel. “Criticar depreciativamente a situação financeira da NERSANT e não ter em conta todo este contexto, não pode ser uma abordagem séria, nem aporta credibilidade a quem a difunde”, fez saber o Presidente da Direção da NERSANT, acrescentando que a motivação de todos estes “ataques à NERSANT, Direção, seu Presidente e Vice-Presidentes, só tem uma justificação: a decisão da Direção da NERSANT, num ato de legítima e boa gestão, denunciar o protocolo existente com a empresa Terra Branca, participada do Joaquim Emídio dono d’ O Mirante”, sendo estes “ataques”, “uma atitude persecutória e de represália pelas mordomias agora perdidas”. Continuando, “o Sr. Joaquim Emídio e O Mirante fazem parte do problema, enxovalham e espezinham autarcas, empresários, empresas e instituições que trabalham dia e noite em prol dos seus concidadãos, dos seus trabalhadores, das suas gentes e região. O Sr. Joaquim Emídio e O Mirante só visam o lucro, só o lucro, e perseguem quem lhe tira o dízimo, prestando-se a tudo para vender jornais e publicidade”. Por este comportamento que prejudica “gravemente a NERSANT”, Domingos Chambel avançou que “a Direção da Associação deliberou entrar em blackout total com o Jornal O Mirante até este formalizar um pedido de desculpas à NERSANT, ou ter um comportamento digno na sociedade regional.” O Presidente da Direção frisou ainda na conferência que “a NERSANT não visa o lucro, não distribui dividendos e tem como seu objeto o apoio às empresas, empresários, desenvolvimento económico regional e bem-estar social. Os seus diretores não auferem qualquer vencimento ou qualquer regalia, subtraem às suas empresas e famílias, milhares de horas e euros, pagando tudo do seu bolso, a bem do interesse coletivo catalisador do desenvolvimento regional”. 

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Marca Torres Novas expõe no Colombo A marca de têxteis Torres N o v a s , re l a n ç a d a e m 2 0 2 0 , está agora a expor os seus produtos no Centro Comercial Colombo, em Lisboa. “A Torres Novas chegou ao Colombo! Nesta nova pop up store no centro de Lisboa pode descobrir as nossas coleções e conhecer todas as novidades Torres Novas. Quer seja para encontrar o complemento perfeito para a sua casa-de-banho ou para oferecer a quem mais gosta, a nossa equipa está pronta a aconselhar a toalha ideal”, referiu a empresa na sua página da rede profissional LinkedIn. O espaço, informou a marca, é inspirado no castelo da cidade de Torres Novas, contando ainda com detalhes “de azulejos bem portugueses, da histórica Viúva Lamego”. Torres Novas é uma marca portuguesa de toalhas de banho premium

desde 1845, através da Companhia Nacional de Fiação e Tecidos de Torres Novas, falida em 2011. Em 2020, uma nova geração relança a marca “Torres Novas” com o apoio do accionista de referência e antigo Administrador da Companhia de Torres Novas, Adolfo de Lima Mayer, suportando-se em todo o legado e know-

-how adquirido desde a fundação da fábrica no século XIX, mantendo as características de qualidade e design que sempre caracterizaram a marca e procurando adaptar-se às necessidades do consumidor do agora. O objetivo mantém-se o mesmo: oferecer produtos de alta qualidade que atravessem gerações.

Renova estreia vídeo-bailado na RTP2 A RTP2 exibiu no dia 1 de outubro o vídeo-bailado da empresa de Torres Novas, Renova, que conta com as duplas de músicos e coreógrafos Carlos Zíngaro e Paula Pinto, Edward Ayres d’Abreu e Fernando Duarte, Nuno da Rocha e Margarida Belo da Costa. A iniciativa foi concebida a partir do desafio lançado pela Renova durante o confinamento para a criação de um bailado com coreografia e música originais a partir da palavra “renova”. Com a realização de Gonçalo Perestrelo e curadoria de Martim Sousa Tavares, este vídeo-bailado teve como palco a fábrica da Renova em Torres Novas. O vídeo-bailado pode ser visualizado em https://youtu.be/1Hz_YRILWBY. O bailado Renova dá continuidade ao programa de comissões de Arte “Renova Art Commissions”, uma celebração Renova da arte e da criatividade.

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Bolsa de Emprego do Compro no Ribatejo com nova área para candidatos A NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém, através do seu portal de negócios Compro no Ribatejo, encontra-se a promover a empregabilidade na região de Santarém através da melhoria da sua Bolsa de Emprego, que contempla agora, para além das ofertas de emprego das suas empresas associadas, uma nova área para candidatos. A promoção do emprego no distrito de Santarém é uma d a s p re o c u p a ç õ e s d a N E R SANT, com o objetivo de, por um lado, assegurar a produtividade e competitividade das empresas da região e, por outro, de garantir uma economia regional saudável e equilibrada. Neste sentido, a NERSANT implementou no seu portal de negócios – Compro no Ribatejo – uma Bolsa de Emprego, onde tem vindo a divulgar as ofertas de emprego das suas empresas associadas e onde estão já

em promoção anúncios em diversos setores de atividade. Esta Bolsa de Emprego contempla agora uma área dedicada aos candidatos, pelo que os interessados em encontrar emprego na região de Santarém podem criar o seu perfil, disponibilizando-o às empresas do distrito. Os anúncios e candidatos podem ser consultados no portal Compro no Ribatejo, sem qualquer necessidade

de registo, em https://compronoribatejo.pt/bolsa-emprego/. As empresas associadas que pretendam divulgar as suas ofertas de emprego podem contactar o Departamento de Associativismo, Marketing e Eventos da NERSANT através dos contactos dame@nersant.pt ou 249 839 507. A divulgação das ofertas de emprego, bem como dos candidatos, é inteiramente gratuita.

PetMaxi lança plataforma para visita virtual à fábrica A petMaxi, empresa portuguesa de alimentos para animais de companhia, acaba de lançar uma plataforma para visita virtual à fábrica, situada em Ferreira do Zêzere. “Nas últimas maiores feiras do setor pet, Zoomark e Interzoo, os visitantes demonstraram bastante interesse na

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visita 3D à fábrica através de uns óculos virtuais. Nesse sentido, a petMaxi decidiu avançar com uma visita virtual, sempre disponível através qualquer computador ou telemóvel, nos idiomas português e inglês”, comunicou a empresa, informando que a visita virtual pode ser realizada em vr.petmaxi.pt. De refe-

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rir que a petMaxi é uma empresa 100% portuguesa, localizada em Ferreira do Zêzere (Santarém), que fabrica alimentos para cães e gatos. Inaugurada em fevereiro de 2015, a petMaxi está vocacionada sobretudo para o fabrico de alimentos premium e super premium, com introdução de ingredientes frescos.

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Ecodepur® fornece equipamentos para remodelação do Aeroporto de Ponta Delgada Na sua página da rede profissional LinkedIn, a Ecodepur ® - Tecnologias de Protecção Ambiental informou que a ANA Aeroportos está a investir “30 milhões de euros na remodelação da sala de embarque, ampliação da plataforma de estacionamento de aeronaves e construção de um caminho paralelo de circulação no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada”, nos Açores. No âmbito desta renovação, a empresa dedicada a sistemas de tratamento, reutilização, elevação e armazenamento de águas e efluentes com sede em Seiça, Ourém, “fornece os sistemas com reatores anóxicos e biológicos com nitrificação, para parte desta remodelação das águas residuais provenientes do Aeroporto de Ponta Delgada”.

Lomm e Lusocolchão equipam residência do Politécnico de Lisboa Numa parceria entre a Lomm e a Lusocolchão, foram equipados os quartos de três pisos da residência para estudantes Maria Beatriz, dos Serviços de Ação Social do IPL - Instituto Politécnico de Lisboa. A empresa equipou a residência com “centena e meia de estrados metálicos, com pés, e igual quantidade de colchões, modelo ortopédico”. “Com uma oferta total de 200 camas, a residência de estudantes tem vindo a sofrer várias intervenções desde 2019, durante o período de pausa letiva, recebendo obras de beneficiação e conser vação nos quartos e nos espaços comuns, tendo já recorrido às soluções

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Lomm e Lusocolchão, em anos anteriores” informou a Lomm no seu portal. “Com o novo ano letivo à porta, os estudantes vão encontrar quartos reno-

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vados com todo o conforto e ergonomia das bases Lomm e colchões Lusocolchão”, fez saber a marca, que integra o Grupo J.J. Louro, de Amiais de Cima.

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EPSM e Grupo J.J. Louro assinam protocolo O Grupo J.J. Louro assinou um protocolo de colaboração com a Escola Profissional de Salvaterra de Magos (EPSM) que prevê o desenvolvimento de relações de cooperação entre as empresas do Grupo e os alunos e ex-alunos desta instituição de ensino. Através do acordo, os alunos da EPSM terão apoio em atividades formativas e a possibilidade de realização de estágios nas empresas que compõem o Grupo J.J. Louro. A parceria prevê também o desenvolvimento de sinergias para promoção do emprego de alunos e ex-alunos desta escola. O protocolo destina-se a alunos

dos Cursos Profissionais de Técnico de Informática de Gestão; Técnico de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade; Técnico de Eletrónica, Automação e Comando; e do Curso de Educação e Formação de Eletricista de Instalações. Criada em 1990, a Escola Profissional de Salvaterra de Magos tem como objetivo, de acordo com a direção do estabelecimento, formar quadros técnicos altamente qualificados, capazes de integrar o mercado de trabalho de forma proativa, contribuindo para o aumento da competitividade das empresas da região onde está inserida.

Riomagic distinguida pela Hipoges como a melhor imobiliária do distrito de Santarém A Riomagic – Sociedade de Mediação Imobiliária, Lda., com sede em Rio Maior, foi distinguida pelo fundo de investimento imobiliário Hipoges, como a melhor imobiliária do distrito de Santarém. A cerimónia de entrega do prémio “TOP BROKER” decorreu no Convento do Beato, em Lisboa, tendo o evento premiado, para além da Riomagic, as melhores imobiliárias de todos os distritos de Portugal Continental e Ilhas. De referir que a Hipoges é uma das plataformas líderes na gestão de ativos na Península Ibérica com mais de 30 mil milhões de ativos sob gestão.

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Equipas da All House visitam J.J. Louro Duas equipas de vendedores das lojas All House de Coimbra e Tomar e de Leiria estiveram em julho na J.J. Louro para visitar as unidades produtivas do Grupo e receber formação sobre os diversos artigos ali fabricados. Para alguns foi a primeira visita às instalações do Grupo, em Amiais de Cima, mas para outros foi um voltar à casa que acompanha a All House mesmo antes de esta nascer como marca. A relação comercial do Grupo J.J. Louro com a All House surgiu quando esta empresa nasceu, em 1977, na altura denominada A Feira Móveis, e manteve-se até à sua transformação, em 2016,

para All House. Além das unidades produtivas de Amiais de Cima, as equipas de vendedores, conduzidas pelo diretor comercial e por uma promotora do Grupo, visitaram também o showroom, onde receberam formação sobre toda a gama de produtos que comercializam. O processo produtivo dos sofás, que começa, literalmente, na transformação dos toros de madeira, foi uma das etapas preferidas pelos visitantes. Destacaram ainda o método de construção dos colchões, referindo que com estas ações se sentem mais bem preparados para ajudar os clientes nas escolhas e para esclarecer qualquer dúvida.

Arroz Bom Sucesso é Escolha do Consumidor O Arroz Bom Sucesso, marca da Orivárzea, empresa produtora de arroz com sede em Salvaterra de Magos, foi eleito Escolha do Consumidor pelo 10.º ano consecutivo. A “Escolha do Consumidor” é um sistema de avaliação e classificação de marcas com base na satisfação e aceitação que geram junto dos consumidores, com o único objetivo de determinar o grau de satisfação e aceitabilidade dos consumidores em relação a um produto ou serviço, ajudando-os a fazer uma compra consciente. Com nota global de 84,22%, esta é a 10.º eleição consecutiva do Arroz Bom Sucesso, que tem feito parte do grupo de premiados desde 2013. Lançada em 2012, a iniciativa Escolha do Consumidor tem vindo a conquistar os portugueses. Desde 2014, lidera os índices de

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notoriedade dos prémios em Portugal, sendo a sua metodologia e a credibilidade das avaliações amplamente reconhecidas, o que culminou em 2019 com a atribuição da certificação de gestão da qualidade ISO 9001: 2015.

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EntoGreen eleita membro da direção da Portugal Insect A EntoGreen, empresa que investiu mais de 10 milhões de euros na instalação de uma bioindústria em Santarém que vai usar moscas soldado-negro para transformação de desperdícios vegetais em proteína para alimentação animal e fertilizantes, foi recentemente eleita como membro da Direção da Portugal Insect, a associação portuguesa que se dedica à promoção deste novo setor em Portugal e que reúne as empresas e promotores que estão a criar as fundações para este novo setor nacional. A Portugal Insect foi fundada em 2018 e desde então já conseguiu contribuir para grandes desenvolvimentos para este setor a nível nacional, onde se destaca a colaboração com as entidades legais, que permitiu a criação de documentos informativos e até mesmo a abertura do mercado do consumo de insetos no nosso país. Esta associação tem planos claros de promoção do setor sendo uma ferramenta chave no futuro.

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PODER LOCAL

“RESTOLHO - uma Segunda Colheita para que nada se perca” Município da Chamusca associa-se a ação de Responsabilidade Social no combate ao desperdício alimentar O Município da Chamusca associou-se uma vez mais à ação de Responsabilidade Social “RESTOLHO uma Segunda Colheita para que nada se perca”, uma iniciativa promovida e dinamizada numa parceria conjunta entre a AGROMAIS (Cooperativa de Agricultores), a AGROTEJO (Associação de agricultores), a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome (FPBACF) e a ENTRAJ U DA ( A s s o c i a ç ã o p a r a o A p o i o a Instituições de solidariedade social),

num projeto totalmente diferenciador no combate ao desperdício alimentar. O Município da Chamusca consciente desta realidade a nível mundial juntou-se à Agromais na concretização desta ação de Restolho, com o apoio na realização do transporte deste tubérculo para o Banco Alimentar Contra a Fome de Abrantes, que mais tarde o distribuirá pelas IPSS da região e pelas famílias que lhes estão

associadas. A iniciativa decorreu no dia 02 de setembro, no âmbito do Dia Solidário da Universidade Católica, e contou com a colaboração de cerca de 200

mentais na promoção de uma política industrial para o hidrogénio verde”. Ao longo de 6 meses, cada área metropolitana e comunidade intermunicipal recebem o Roteiro do Hidrogénio, através da realização de sessões de divulgação e de sensibilização, destinadas a empresas, autarquias, instituições de ensino superior, técnicos, estudantes e outros agentes do território. Estas sessões contam com a participação de especialistas nacionais e internacionais e de empresas com experiência no desenvolvimento e na

aplicação de sistemas e tecnologias relacionadas com o hidrogénio verde. O Roteiro do Hidrogénio visa estimular o interesse e o conhecimento científico e tecnológico do vetor hidrogénio junto de diferentes players (empresariais, institucionais, investigadores e técnicos, entre outros), assim como posicioná-lo como elem e n t o f u n d a m e n t a l n o n o v o p a r adigma energético mundial e nacional, atraindo e dinamizando o tecido empresarial e industrial para uma trajetória de maior valor acrescentado em produtos verdes e inovadores.

Santarém recebeu Roteiro do Hidrogénio O Convento de S. Francisco, em Santarém, acolheu dia 20 de setembro, o Roteiro do Hidrogénio, promovido pela Associação Industrial Portuguesa - AIP, pelo Instituto Politécnico de Portalegre - IPP e pela Academia para o H2. Estas três entidades lançaram esta iniciativa, apoiada pelo Ministério do Ambiente e Ação Climática, e estão a realizar 23 sessões de sensibilização em vários pontos do país, ao longo de 6 meses, com o objetivo de promover uma política industrial em torno da produção de hidrogénio verde. Ricardo Gonçalves, Presidente do Município de Santarém participou na sessão de abertura, que também contou com a participação de Jorge Gaspar, Diretor da Consulting by AIP – Unidade de Consultoria da AIP. O Presidente da Câmara de San tarém considera que “esta iniciativa é fundamental para os empresários locais, tendo em conta que promove uma ação de proximidade, integrada na visão estratégica de apoio empresarial e atratividade económica, funda-

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novos alunos da mesma instituição, que em cerca de três horas apanharam duas toneladas de batatas numa parcela de terreno na freguesia do Pinheiro Grande, no concelho da Cha-

musca, onde este produto foi deixado pelo produtor por ter menor calibre, ligeiros defeitos e consequentemente falta de valorização comercial. Importa referir, que o sucesso des-

te projeto só é possível quando se juntam vontades e se mobilizam parceiros na recolha e no transporte da produção que fica nos campos depois de realizada a colheita pelo produtor, retomando assim uma prática ancestral conhecida como “restolho” ou “rabisco”. Refira-se, que segundo dados da Organização das Nações Unidas Para a Alimentação e a Agricultura (FAO), todos os anos um terço da produção alimentar no mundo é deitada fora, “cabendo-nos a todos nós ajudar a contrariar esta realidade, com pequenos gestos diários, que podem marcar a diferença, contribuindo igualmente para uma agricultura mais sustentável e para um mundo com menos desperdício alimentar e consequentemente menos fome”, comunicou o Município.

Torres Novas e Alcanena unidos pela valorização do azeite e pela criação de complexo industrial sustentável Na reunião camarária de 31 de agosto foram aprovados dois protocolos de colaboração entre o Município de Torres Novas e o Município de Alcanena com vista à implementação do projeto “Ouro Líquido” e à criação de um complexo sustentável integrado de instalações industriais e logísticas. O primeiro protocolo, referente ao projeto designado “Ouro Líquido”, tem como principal objetivo a promoção e valorização a nível nacional e internacional do azeite produzido na região, através do desenvolvimento de iniciativas conjuntas, nomeadamente eventos e projetos. Com este protocolo pretende-se ainda organizar, investigar e desenvolver todos os processos associados à produção do azeite, produzido através da azeitona galega, predominante na região. De referir que os concelhos de Torres Novas e de Alcanena têm mais de 20% do seu território composto por olival, o que evidencia a importância

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desta atividade, e que a variedade de azeitona galega, predominante no território em árvores com várias dezenas de anos, produz um azeite com elevado valor acrescentado e com potencial no mercado nacional e internacional. O segundo protocolo entre os dois municípios, referente ao projeto de criação de um complexo sustentável integrado de instalações industriais e/ou logísticas, tem como objetivo a criação de infraestruturas e demais condições para potenciar a atração e instalação de novos projetos empresariais no território, num terreno contíguo ao nó da A1 com a A23. Esta medida pretende acelerar as dinâmicas de criação ou relocalização de empresas, prospeção de novos mercados e vocação para a internacionalização, bem como a captação de investimento e criação de emprego qualificado. Com este

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protocolo caberá ainda, aos municípios de Torres Novas e Alcanena, promover a instalação de empresas com as condições infraestruturais necessárias à mesma; desenvolver ações para atração de novos investidores, em particular investimento externo; elaborar propostas de cooperação para o desenvolvimento de iniciativas de dinamização da atividade do território à escala local, nacional ou internacional, e coordenar/participar no desenvolvimento de iniciativas conjuntas, nomeadamente eventos e projetos.

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Ministro da Administração Interna visitou Ourém O Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, afirmou, em Ourém, que o Governo irá antecipar o pagamento a corpos de bombeiros antes do final do período dos incêndios rurais, assim que a certificação das despesas seja efetuada. Essa antecipação irá abranger determinadas condições já definidas com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), nomeadamente o número de efetivos mobilizado para as ocorrências e a duração das mesmas. “Este foi um dos temas que foi objeto do diálogo que tivemos aqui com os senhores comandantes e com as associações humanitárias. Está, neste momento, a decorrer um processo de certificação da despesa, porque ela tem que ser validada, atendendo a que se trata de recursos públicos que são objeto do escrutínio das autoridades competentes”, afirmou José Luís Carneiro, após uma reunião com o presidente da Câmara Municipal de Ourém, na qual participaram também o presidente da ANEPC, o Comandante Distrital e representantes das estruturas nacionais, distritais e locais de bombeiros. Assim que “esta validação seja feita, há uma orientação” para ser dada “toda a celeridade ao procedimento, para que o próprio Ministério das Finanças possa autorizar a antecipação da despesa”. José Luís Carneiro afirmou que o Governo decidiu “não

aguardar pelo terminus deste período do dispositivo de combate aos incêndios rurais” e “antecipar o pagamento das despesas realizadas com os incêndios”. “Disponibilizámos, inclusivamente, se for necessário, o apoio técnico para que essa validação da despesa possa ocorrer de forma célere, para que o processamento do financiamento possa ser feito antecipadamente, como assumido por mim, quer no âmbito das declarações que fiz na Proteção Civil quer também no âmbito das declarações que fiz na serra da Estrela”, acrescentou. A situação ficará resolvida, sublinhou o Ministro, assim que as faturas emitidas por parte dos fornecedores sejam validadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil e enviadas para o Ministério das Finanças. APOIOS APÓS ESTRAGOS CAUSADOS POR FOGOS José Luís Carneiro afirmou, também, que o Município de Ourém se enquadra nos critérios definidos pelo Governo para receber apoio para a reconstrução dos prejuízos dos incêndios, estimados em seis milhões de euros. Com o diplo-

ma que definiu estes critérios, o Governo quis “criar condições para que outros municípios, onde os níveis de destruição ambiental, tendo sido graves, não tiveram” a “gravidade de destruição do património classificado”, que se verificou na Serra da Estrela. O Ministro referiu que o relatório que elenca os prejuízos verificados em Ourém vai ser apreciado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro. Esta Comissão irá apresentar ao Governo, de forma que o Ministério da Coesão Territorial lhe possa dar o devido desenvolvimento em termos de apoio e de solidariedade. PLANOS MUNICIPAIS ATUALIZADOS José Luís Carneiro enalteceu, ainda, o Município de Ourém por ter o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil “aprovado e atualizado”, assim como o Plano Municipal de Defesa da Floresta contra Incêndios. “É importante termos estes instrumentos permanentemente atualizados, porque são eles que definem e que fazem o diagnóstico das necessidades e dos meios necessários para enfrentar estes desafios”, concluiu.

Município de Abrantes na inauguração da loja Be a Kid O Presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, a Presidente da Junta de Freguesia do Pego, Bia Salgueiro, o Vereador Luís Dias e a Chefe da Divisão do Desenvolvimento Económico, Ana Paula Grijó, estiveram na reabertura da loja Be a Kid no dia 10 de setembro, a convite da empresária Marta Grácio. De acordo com o Município de Abrantes, a loja Be a Kid, “mudou de instalações, continuando na Praça Barão da Batalha, em Abrantes, reabrindo agora no número 11”. Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal de Abrantes felicitou os empresários pela aposta na recuperação de um edifício do centro histórico e desejou os maiores sucessos e felicidades nesta nova etapa.

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NACIONAL

Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional afirma que Programa de Valorização do Interior está “a fazer a diferença” O P r o g r a m a d e Va l o r i z a ç ã o d o Interior (PVI), criado em 2018, está a fazer a diferença nos territórios interiores do continente e vai evoluir para programas específicos em cada região, disse a Secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira. “O PVI não é um programa que se esgotou em quatro anos nem se esgota. Temos de continuar estas medidas, mas tem de ser cada vez mais trabalhado com capilaridade local. O que estamos a fazer, neste momento, através das CCDR (Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional), é o que vamos chamar de PVI nas regiões: ver dentro da estratégia de cada região quais são os projetos mais relevantes para valorizar os territórios do interior”, disse Isabel Ferreira numa declaração à agência de notícias Lusa. A Secretária de Estado afirmou que estes “programas regionais que estão a ser trabalhados e que têm como prioridade e valorização dos territórios do interior”, acrescentando que este “é um trabalho de proximidade para que os fundos possam ser utilizados para alimentar estratégias que perdurem”. Isabel Ferreira referiu ainda “os mais de cinco mil milhões de euros consignados pelo Governo ao programa nos últimos quatro anos - oriundos de financiamento europeu, do Orçamento do Estado ou do Fundo Ambiental - investimento este que,

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nos próximos quatro anos, será dessa ordem”. “O que nos apercebemos no terreno é do impacto que essas medidas têm tido no território. O desenvolvimento dos territórios do interior é uma prioridade, está no programa deste Governo e os recursos financeiros estarão disponíveis”, frisou a Secretária de Estado. A Secretária de Estado deu o exemplo do investimento na contratação de recursos humanos altamente qualificados que, na modalidade anterior, se situava “nos 28% em relação ao total”, acrescentando que, “com a abertura em exclusivo para os territórios do interior - candidatura que esteve aberta mais de dois anos, quer para empresas, quer para entidades do sistema científico e tecnológico - o peso passou a ser 60%”. “Há medidas que mudam a realidade dos números e têm impacto real na vida das pessoas e no desenvolvimento das regiões”, disse ainda. O PVI, que sucedeu ao Programa Nacional para a Coesão Territorial, criado em 2016, integra medidas que incidem primordialmente sobre as pessoas, o investimento empresarial e a valorização do território.

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No primeiro destes itens, inclui programas que “incentivem a mobilidade das pessoas para o interior”, apoio à contratação e criação de postos de trabalho qualificados. Dá ainda ênfase aos chamados “serviços de interesse geral”, como sejam o acesso à educação, saúde ou cultura, que Isabel Ferreira nomeou como “fatores determinantes quando se escolhe o local onde se quer viver”. INVESTIMENTO EMPRESARIAL No eixo do investimento empresarial, Isabel Ferreira disse que o Governo quer manter no próximo quadro comunitário de apoio “candidaturas dedicadas em exclusivo para os territórios do interior, abertas em continuo, em diferentes modalidades”, como sejam a inovação produtiva, a investigação e desenvolvimento tecnológico, internacionalização e qualificação, entre outras. “Temos de ter os diferentes instrumentos disponíveis para que as empresas os utilizem quando precisam e não porque um aviso está aberto num determinado momento e fecha depois. Esta permanência é muito importante”, declarou a Secretária de Estado.

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Primeiro-Ministro destaca os apoios às empresas para as ajudar a superar a crise

Primeiro-Ministro e líder da oposição definem metodologia para escolher local do aeroporto de Lisboa O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que a avaliação ambiental estratégica do novo aeroporto de Lisboa, feita por uma comissão técnica independente e seguida por uma comissão de acompanhamento, deverá estar concluída até final de 2023. António Costa fez uma declaração após uma reunião sobre a metodologia para a construção do novo aeroporto com o líder da oposição, o Presidente do PSD, Luís Montenegro, em que esteve também presente o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, na qual foi combinada a metodologia para definir um local de construção. O Primeiro-Ministro tem afirmando frequentemente que as grandes obras públicas devem ser definidas por acordo entre, pelos menos, os dois maiores partidos, para evitar alterações de orientação que prejudicam o desenvolvimento do País. António Costa afirmou a sua satisfação com a convergência alcançada com o PSD, acrescentando que “agora, que temos acordo com o PSD, falaremos com as outras entidades. Os portugueses têm bem a noção da necessidade de haver uma decisão sobre esta matéria”. “Todos percebem que precisamos do mais vasto acordo político possível e que precisamos de ter a solidez técnica e científica que conforte uma decisão política”, sublinhou. COMISSÃO TÉCNICA INDEPENDENTE Assim, o Conselho de Ministros poderá aprovar nas próximas semanas a Resolução que criará a comissão técnica independente sobre o novo aeroporto de Lisboa e que o Primeiro-Ministro nomeará o seu coordenador geral. “Haverá um coordenador geral que

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será nomeado por mim, sob proposta das entidades. Mas as entidades ainda terão de ser contactadas para se saber se estão de acordo em participar nesta solução”, disse. A criação de uma comissão técnica independente dará “confiança a todos sobre a solidez técnica e científica das decisões relativas à avaliação, tendo em vista a existência de uma conclusão sustentada”. No plano legislativo, haverá uma Resolução do Conselho de Ministros, que deverá ser apreciada muito brevemente, e que identificará as opções que deverão ser avaliadas na localização do novo aeroporto. “Se tudo correr bem, num dos dois próximos Conselhos de Ministros, o Governo aprovará essa Resolução. A solução encontrada prevê a constituição de uma comissão técnica independente que é designada de uma forma plural por um conjunto de entidades” e “a comissão de acompanhamento envolverá também um conjunto vasto de entidades”, referiu. O Primeiro-Ministro afirmou também que “numa fase – que espero que seja muito rápida – em que as obras de melhoria do aeroporto da Portela tenham lugar, vamos ter de utilizar também outras soluções aeroportuárias, desde logo na região, como seja, por exemplo, o aeródromo de Cascais”, “que pode ter capacidade para utilizar jatos privados, descomprimindo a Portela”. Este é também um ponto em que há acordo com o PSD no sentido de “fazer avançar desde já, por parte da concessionária [a ANA], as obras que são já necessárias e possíveis de fazer na Portela” e logo que a negociação em curso com a ANA esteja concluída “as obras poderão avançar”, disse ainda.

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O Primeiro-Ministro António Costa visitou a empresa de cerâmica Margres, em Ílhavo, afirmando o seu reconhecimento a “todas as empresas industriais, em particular da cerâmica, que estão a sofrer um fortíssimo impacto do aumento da energia em resultado da guerra da Rússia contra a Ucrânia”. “É uma situação muito difícil e temos de fazer um esforço conjunto para manter esta atividade e a economia em funcionamento, para encontrar clientes que comprem os produtos e manter a capacidade de produção”, disse. Para isto, o Governo adotou o pacote Energia para Avançar, que não visa eliminar o aumento do custo da energia, mas mitigá-lo no que é possível, destacando as medidas para acelerar a transição energética em todas as empresas. ESFORÇO CONJUNTO Antes, na conferência Millenium Talks, também em Ílhavo, o Primeiro-Ministro disse que “em parceira com o sistema financeiro e com a solidez, a determinação, a criatividade, a resiliência e a capacidade de se reinventar do nosso tecido empresarial, iremos conseguir” ultrapassar esta crise. António Costa referiu que “os fatores de incerteza são grandes e é fundamental, para combater essa incerteza, introduzir certeza e, para isso, a credibilidade internacional do Estado e da sua condição financeira são essenciais. O facto de só este mês, duas agências de rating terem revalorizado o rating da dívida portuguesa, é um sinal muito importante”. E sublinhou a importância de o país se “manter firme” na trajetória de crescimento económico, repartição de riqueza e redução da dívida pública, “porque é ela que permite que o diferencial das taxas de juro pagas pelas empresas portuguesas, relativamente à paga pelas empresas alemãs, seja metade do que tínhamos em 2015”. “Temos de continuar a avançar com

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passadas seguras, nunca dando um passo maior do que a perna”, tendo consciência que, “tal como na pandemia, ninguém vai poder enfrentá-la sozinho”, acrescentou. Para “enfrentar a situação de rutura das cadeias de abastecimento e de inflação, temos de ir ao limite das capacidades no apoio às empresas e às famílias, mas sem nos desviarmos dos objetivos estruturais em matéria de crescimento de rendimentos e, sobretudo, de dívida pública”, afirmou, referindo as medidas dos programas Famílias Primeiro e Avançar com Energia, e destacando, entre elas, as medidas relativas ao gasóleo e à gasolina e ao gás. CRESCIMENTO, RENDIMENTOS E DÍVIDA No seu discurso perante os cerca de 500 empresários da conferência Millenium Talks, o Primeiro-Ministro lembrou o triplo objetivo que o Governo assinalou para a legislatura que se estende até 2026. O primeiro objetivo, “é prosseguir uma trajetória de crescimento contínuo acima da média europeia” e, “este ano, não só vamos convergir como, de acordo com as previsões da Comissão Europeia, seremos o país da União que terá crescimento mais forte”. Este crescimento, disse, “tem

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de assentar num novo modelo de desenvolvimento baseado na inovação e nas qualificações, que são o que garante a competitividade das nossas empresas. O motor deste crescimento tem de ser o aumento das exportações”, para as quais foi fixada uma meta ambiciosa, mas alcançável, “de chegar ao final de década com um peso de 53% das exportações no Produto Interno Bruto”. O segundo objetivo, “é convergir com a União também quanto ao peso dos salários no PIB, que é cerca de 45% e na União Europeia é de 48%. Se queremos reforçar a coesão social e atrair e manter talento, temos de ter maior justiça na repartição da riqueza produzida”, disse. O terceiro objetivo, “é chegarmos ao final da legislatura com a dívida pública abaixo dos 100% do PIB, o que é fundamental para o Estado, para as empresas e para as famílias”. INSTRUMENTOS António Costa apontou os “dois i n s t r u m e n t o s p a r a p ro s s e g u i r estes objetivos”. Um, “na Concertação Social, é a assinatura de um Acordo para a produtividade e os rendimentos que fixe para os próximos quatro anos as políticas públicas, desde a fiscal, à de qualificação, ao apoio ao investimento e a evolução para a convergência do peso dos salários no PIB”. Outro, “é a conjugação do PRR com o PT2030, que são fundamentais para a mudança estrutural da nossa economia”, destacando que “há um aumento de 90% das verbas destinadas exclusivamente ao tecido empresarial” em relação ao PT 2020, passando de 5,7 mil milhões para 11 mil milhões de euros. Para além destes dois grandes instrumentos, “o País tem de prosseguir as reformas necessárias para responder às necessidades de financiamento da economia”, apontando as alterações legislativas relativas à entrada e fixação de nova mão-de-obra e o pacote Simplex para agilização do licenciamento ambiental, designadamente na área da energia.

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Governo pretende transição suave e sem interrupções para o quadro comunitário do Portugal 2030 A Ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, disse que o Governo pretende efetuar uma transição suave entre o quadro comunitário do Portugal 2020 para o Portugal 2030, que está em fase final de negociação com a Comissão Europeia. “O nosso objetivo é iniciar o próximo ano com abertura de concursos, mas queria chamar a atenção que já estão a ser abertos concursos no âmbito do Portugal 2030, precisamente para garantir que esta transição entre os dois quadros pode ser feita de forma suave”, disse Mariana Vieira da Silva.A Ministra, que falava no final de uma reunião com a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), sublinhou que “a preocupação do Governo foi garantir que não havia um momento de passagem entre dois quadros com interrupções”. Apesar de Portugal ainda se encontrar na fase final de negociação dos diferentes programas nacionais e regionais com a Comissão Europeia, Mariana Vieira da Silva avançou que já estão a ser abertos concursos para fundos do quadro comunitário Portugal 2030. Segundo a Ministra, os municípios nacionais podem esperar do Portugal 2030 “um programa que reforçou as verbas destinadas aos territórios e aos programas regionais e que alinhou as competências dos municípios com essa fonte de financiamento”. “Isso permitirá que cada território se desenvolva de acordo com as suas necessidades e objetivos e que encontre neste quadro e junto das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), os meios e o financiamento que os prepare para essa utilização”, realçou. De acordo com Mariana Vieira da Silva, a lógica é que a política nacional seja financiada nos programas nacionais e a política regional ou local seja financiada nos programas regionais que também foram apresentados à ANMP, “que representa um passo muito significativo neste quadro”. A reunião contou ainda com a presença da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e dos Secretários de Estado do Planeamento, Eduardo Pinheiro, e do Desenvolvimento Regional, Isabel Ferreira.

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Grupo Os Mosqueteiros investe mais de 28 milhões de

O Grupo Os Mosqueteiros realizou, desde o início de 2022, um investimento global de 28,5 milhões euros em Portugal, através da abertura de seis novos pontos de venda e da renovação da maior loja Intermarché.

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o âmbito da sua aposta multi-insígnias – Intermarché, Bricomarché e Roady –, o Grupo construiu mais de 10 mil m2 em pontos de venda e criou mais de 230 novos postos de trabalho, nas várias regiões, contribuindo para aumentar a oferta de produtos assim como o envolvimento direto com a população circundante das suas lojas. “Em 2022 temos vindo a reforçar a aposta no posicionamento de valor do Grupo em Portugal. Como podemos verificar, só até ao dia de hoje, colocámos à disposição dos consumidores seis novos postos de venda e um totalmente renovado. Em Portugal as nossas insígnias continuam a crescer e estes resultados são sinónimo de confiança no nosso modelo de negócio e da

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preferência dos nossos clientes. Estou tremendamente satisfeito com o trabalho que concretizámos neste primeiro semestre de 2022.”, explica Laurent Boutbien, Presidente do Grupo os Mosqueteiros em Portugal. A título de exemplo, refere ainda a nota, “a insígnia Intermarché abriu as lojas de Alter do Chão, de Cuba, de Miranda do Douro e renovou a loja de Abrantes, o seu maior posto de venda em Portugal. Já a insígnia Roady abriu o novo espaço em Tomar, e o Bricomarché acaba de assinalar a abertura da loja do Fundão, que se junta ao posto de venda de Lisboa (Arco do Cego)”. SOBRE OS MOSQUETEIROS O Grupo Os Mosqueteiros é um dos maiores grupos de distribuição mundiais multi-insígnia que opera em

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quatro países europeus, entre os quais Portugal, atuando com um posicionamento muito particular, único mesmo num setor de atividade tão moderno e criativo, já que a sua gestão global é partilhada pelo conjunto dos proprietários de cada uma das lojas em cada país. Esta estrutura organizativa peculiar determina que o Grupo assuma como característica fundamental da sua missão a máxima proximidade com as comunidades onde está implantado, dado o envolvimento direto da sua gestão com a realidade circundante das respetivas lojas. Em Portugal, o Grupo Os Mosqueteiros conta com 345 pontos de venda das três insígnias: Intermarché, supermercados especialistas em produtos frescos, que se adaptam às realidades dos locais onde se localizam; Bricomarché, que integra cinco áreas dentro do mesmo espaço (decoração, bricolage, materiais de construção, jardinagem e produtos para animais de estimação); Roady, um centro-auto especialista na manutenção, equipamento, reparação, acessórios e peças para automóvel. 

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euros em Portugal em 2022

Bases logísticas do Grupo Os Mosqueteiros priorizam redução do impacto ambiental em Portugal Só entre 2020 e 2021, o Grupo Os Mosqueteiros, com as insígnias Intermarché, Bricomarché e Roady, reduziu o seu consumo energético global em 9,74% nas bases de Alcanena, Paços de Ferreira e Cantanhede, através da adoção de medidas que pretendem priorizar a redução do impacto ambiental do Grupo em Portugal. Na área da logística, o Grupo implementou iniciativas que permitiram a redução do consumo de energia, nomeadamente através da adoção de sistemas de iluminação inteligentes, equivalente a uma redução de 85% do consumo, e através da instalação de várias unidades de produção fotovoltaica para autoconsumo, em Alcanena e Paços de Ferreira, que permitiu uma redução de 13% e 23%, respetivamente.

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Na unidade de Paços de Ferreira foi ainda efetuada a remodelação das câmaras de frio, com separação das zonas de expedição e receção das zonas de armazenagem, permitindo a redução do consumo de energia dos equipamentos de produção de frio industrial para segurança dos diversos alimentos. Quanto às emissões de CO2, o Grupo prevê uma redução de 3.350 toneladas de CO2 no espaço de três anos no conjunto das instalações em Alcanena e Paços de Ferreira. Neste sentido, o Grupo aderiu ainda ao Programa Lean & Green, que tem como principal objetivo a redução de emissões de CO2 em 20%, num prazo máximo de 5 anos. O programa em questão define-se como a maior plataforma europeia

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de colaboração especialmente dirigida para a redução das emissões de CO2 associadas à cadeia de abastecimento, incentivando as empresas, no âmbito da logística, a alcançar um nível de sustentabilidade mais elevado. O Grupo Os Mosqueteiros pretende ainda avançar com a expansão da Unidade de Produção para Autoconsumo na base de Alcanena, que permitirá gerar cerca de 30% de energia através da produção fotovoltaica, representando uma redução de 2.500 toneladas de CO2 por ano. O objetivo será a ampliação do parque fotovoltaico, usando a zona de estacionamento da Base, em que o parque de estacionamento será coberto na totalidade com painéis solares. O arranque da produção está previsto para o início de 2023.

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CMJ Jardins localiza-se em Valada do Ribatejo, Cartaxo

apresenta solução inovadora para controlo de insetos ao ar livre Localizada em Casal Fidalgo, Valada do Ribatejo, encontra-se a CMJ Jardins – Arranjos Exteriores, Lda. dedicada inicialmente a atividades de plantação e manutenção de jardins. A empresa do concelho do Cartaxo aposta atualmente no fornecimento, instalação e assistência técnica de sistemas automáticos de controlo de insetos ao ar livre, sendo para o efeito detentora da marca Mosquitec, com larga aceitação no mercado.

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Ribatejo Invest falou com o sócio-gerente da empresa, Francisco Seabra, com o objetivo de ficar a conhecer melhor a CMJ Jardins. “A empresa nasceu em 2013, altura em que o sócio fundador levou à prática a ideia de trabalhar por sua conta, em vez trabalhar para empresas de construção de espaços verdes, à data mergulhadas em grandes dificuldades”, começou por explicar. O empresário, acrescentou, recorreu aos serviços de apoio ao empreendedorismo da NERSANT para a constituição da sua empresa: “nessa altura, a NERSANT foi essencial, elaborando um projeto em conjunto com o promotor, que levou ao nascimento da atual empresa, que se dedicou nos primeiros anos à construção e manutenção de jardins e que agora aposta fortemente no controlo automático de insetos ao ar livre, aumentando drasticamente a qualidade de vida em muitos locais com problemas de melgas e moscas, entre outros.” Com o objetivo de lançar este novo ramo de negócio, que se tornou, entretanto, na principal atividade da

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empresa, a CMJ Jardins criou a marca Mosquitec, através do qual comercializa os seus sistemas automáticos de controlo de insetos. Francisco Seabra explicou à Ribatejo Invest que estes sistemas “são totalmente inovadores em Portugal, embora tenham nascido há mais de 25 anos nos Estados Unidos da América”. “Somos o terceiro país europeu a introduzir este sistema, depois de Itália há 5 anos e da França, logo a seguir”, complementou. Para o efeito, esclareceu o empresário, “a empresa estabeleceu, em finais de 2021, parceria com a MistAway Systems Inc., de Houston, Texas, a empresa líder mundial deste tipo de equipamento, através de um contrato de longa duração para a distribuição exclusiva dos equipamentos em Portugal”, assinatura esta que constituiu um marco histórico para a empresa. “Com esta parceria, apostámos claramente numa área mais especializada, muito exigente em know-how mas que requer menos quantidade de mão-de-obra embora mais qualificada e responsável”, referiu Francisco Seabra. A inovação destes sistemas tem sido uma vantagem competitiva no merca-

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do português, avançou ainda o empresário. “Em Portugal o que se tem feito para controlar insetos nos jardins é pulverizar abundantemente, manualmente e periodicamente as zonas a proteger. A mecanização e o automatismo do nosso sistema representa um salto gigantesco semelhante à diferença entre regar à mangueira e rega automática. Os ganhos são visíveis em eficácia, em comodidade e em segurança”, fez saber, acrescentando que o sistema é eficaz “porque se fica com um sistema automático que faz perdurar a ausência de insetos no jardim enquanto se justificar; cómodo, por ser automático, não sendo necessário qualquer esforço; e seguro, porque utiliza inseticidas não tóxicos e em doses absolutamente ínfimas comparadas com o método tradicional manual. Existem até opções com inseticidas orgânicos. Produtos sempre aprovados por DGS”, fez saber. O sucesso da empresa pressupõe o seu crescimento a nível nacional. “A expansão da atividade para todo o território nacional é um objetivo para os próximos anos”, revelou, acrescentando que para isso, a empresa prevê

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investir “em stocks de equipamentos e em equipas de montagem treinadas e bem equipadas”. Para isso, a empresa admite recorrer a apoios do estado e comunitários. O negócio corre bem, potenciado pelo calor que se tem feito sentido, que aumenta a incidência de mosquitos e moscas. “Os nossos objetivos totais de vendas para 2022 já foram atingidos”, referiu a Mosquitec, acrescentando que nas zonas da Comporta e Algarve, por exemplo, “as negociações com grandes players no desenvolvimento de resorts tem obtido sucesso, resolvendo grandes incómodos com mosquitos e moscas com os nossos sistemas automáticos MistAway instalados em jardins e esplanadas.” No entanto, existem ainda alguns entraves ao negócio: “a resistência à mudança por parte dos clientes e a necessidade de ter o cash flow necessário para ter em stock os equipamentos que vendemos”. Para além disso, admitiu ainda Francisco Seabra, “gostaríamos que a TSU, bem como toda a carga fiscal que nos consome a liquidez e margem de lucro, fosse mais conveniente, para podermos contratar”. 

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Filipe Faria Group celebra 40 anos de história 1982 “

O Filipe Faria Group, grupo empresarial posicionado no ramo da comunicação institucional com sede em Torres Novas, está a celebrar 40 anos de história. Em ano de aniversário, a empresa anunciou a sua consolidação através da reorganização e construção de armazéns, ampliação e otimização da área de produção, investimento em eficiência energética e ainda a entrada em novos segmentos de mercado.

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o ano de 1982, José Filipe Faria dos Santos iniciou a sua atividade de desenvolvimento de reclamos luminosos, em Torres Novas, numas pequenas instalações alugadas. O espírito de empreendedor que o caracterizou desde cedo, levou a um rápido crescimento do negócio e resultante reconhecimento do mercado e dos stakeholders locais”, revelou o grupo empresarial em comunicado, alusivo à celebração dos seus 40 anos, acrescentando que foi a 14 de dezembro de 1987, que o fundador decidiu “criar a empresa Filipe Faria, Lda., mudando-se para umas instalações próprias na Zona Industrial de Torres Novas”. O sucesso da empresa no mercado “impulsionou o crescimento da equipa e a necessidade de ampliação das instalações, tendo este sido um processo contínuo e desenvolvido em várias etapas”. O ano de 2003 foi especialmente marcante para o negócio. O grupo passou por “uma reestruturação e reorganização interna, baseada num modelo de gestão moderno e eficiente”, o que lhe permitiu aumentar quota de mercado e número de clientes, “passando assim a empresa a abranger todo o território nacional.” No ano de 2009, foi criado o Filipe Faria Group, “resultado de uma estratégia de gestão dinâmica e global, perspetivando uma visão de expansão e de serviço integrado, dando


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origem à criação das atuais empresas Filipe Faria SGPS, Ficeinvest, Primetool e Upbrand”. Mais tarde, em 2017, foi criada a empresa Lastpower, que se dedica aos serviços de exteriores. De acordo com o Filipe Faria Group, 2021 foi um ano marcante para a empresa, pelo arranque do projeto de inovação produtiva UPBRAND - Capacitação da impressão Inteligente 4.0, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional e Portugal 2020. “O projeto permitiu apostar na aquisição de equipamentos produtivos tecnologicamente avançados e softwares de desenho de modo a industrializar-se e a revitalizar-se o processo produtivo nos segmentos de impressão e gravação”, fez saber o grupo empresarial, acrescentando que “com a concretização deste projeto, o Filipe Faria Group pretende entrar em novos segmentos de mercado como prototipagem e fabricação aditiva, assente em realidade aumentada, ao serviço da impressão e do desenvolvimento de novos produtos 100% customizados, de acordo com as necessidades dos clientes, e ainda na produção de lonas para painéis publicitários, montras e outros fins que carecem de suportes impressos maleáveis”. No ano de comemoração dos seus 40 anos de história, o Filipe Faria Group sentiu necessidade de “concretizar a maior consolidação do grupo, com o início de

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uma transformação que se traduz não só a nível organizacional, mas também e principalmente a nível do seu espaço físico, com a mudança do armazém de consumíveis e matérias-primas para um único espaço, de forma a facilitar e agilizar toda a gestão de stocks”. As obras de consolidação compreendem também “a ampliação do gabinete de produção e preparação de obra e ainda a otimização de toda a área de produção com a reorganização de toda a serralharia, com vista à colocação de monocarris para agilizar o transporte dos materiais e produtos para as várias secções, facilitando e melhorando todo o processo produtivo”. Para além disso, “o projeto de consolidação compreende também a construção de novos espaços de armazém para produto acabado, com uma área estimada de 500 m2 e ainda a construção de uma nova fachada ventilada e decorativa com sistema de sombreamento para todo o edifício. A fachada será aplicada sobre o atual edifício do Filipe Faria Group e surge com o objetivo de criar um espaço agradável, minimizando as variações térmicas e assinalar uma significativa poupança no consumo energético, contribuindo assim também para um baixo impacto ambiental”. O Filipe Faria Group reflete, assim, uma dedicação e empenho para enfren-

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tar novos desafios, com uma evolução firme e notória no ramo da comunicação e imagem para empresas. Com uma identidade própria, a empresa transfere a sua paixão e dedicação para tudo o que faz e preocupa-se em apresentar soluções integradas e sustentadas pela sua experiência. Excelência, profissionalismo, entrega e vontade de fazer mais – são os traços característicos da sua história. “Partilhar a história do Filipe Faria Group é partilhar um património único no mundo da publicidade e comunicação. O mundo do Filipe Faria Group é uma experiência que fica para sempre através da sabedoria e paixão dos nossos artesãos. É uma cultura de conhecimento que combina as mais avançadas tecnologias do presente com o património iniciado nos anos 80. A equipa Filipe Faria Group é feita de pessoas persistentes que todos os dias assumem um papel central na missão do grupo: dar continuidade a uma cultura de excelência, iniciada há já quatro décadas”, lê-se ainda no comunicado. Para o fundador do grupo, José Filipe Faria, “a excelência faz parte integrante de todas as funções e atividades dos negócios do Filipe Faria Group, no qual a constante estabilidade, competência e inovação nas soluções, nos permite desenvolver com distinção negócios competitivos e criar valor para todos os nossos stakeholders.”

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INFORMAÇÃO&APOIO

Sessão de apresentação da plataforma

T-Invest é o mais completo portal com informação sobre os municípios Foi lançada oficialmente, no Auditório da DireçãoGeral do Território, a plataforma T-Invest, uma nova ferramenta ao serviço de cidadãos e empresas, e que disponibiliza informação sobre os incentivos e apoios concedidos nos diferentes municípios do País. Tratase de informação oficial, atualizada e comparável.

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oje é um momento de grande satisfação pelo lançamento desta plataforma, que é um projeto de coesão territorial. As equipas dos municípios têm aqui uma montra, um espaço único para divulgarem aquilo que fazem pelas suas gentes, pelos seus territórios”, disse a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, na sessão de apresentação. A Ministra afirmou que “este é um instrumento fundamental de planeamento do nosso desenvolvimento regional, mas também de planeamento para utilizarmos os fundos europeus”. O T-Invest é de “simples acesso porque temos numa única plataforma, num único visualizador, informação atualizada. Não só para cidadãos e empresas, mas também para quem faz planeamento, quem quer captar investimento para o território, disponível às instituições de ensino, que são absolutamente determinantes nas nossas estratégias de desenvolvimento regional,

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e às associações empresariais, aos municípios e freguesias”, destacou. Ana Abrunhosa assegurou que “o T-Invest está preparado para crescer, evoluir, prestar mais informações e para tratar o território de forma mais sistémica” e referiu que, a breve prazo, “será alargada à Madeira e aos Açores”. “Trata-se de um projeto que promove a própria concorrência e comparação entre os municípios, o que é bom porque serve também como fonte de inspiração para fazer mais e melhor”, disse a Ministra. “Decidir onde viver, trabalhar ou investir deve ser uma decisão informada e esta

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plataforma ajudará a tomar decisões acertadas”, concluiu. PORTAL T-INVEST: TUDO O QUE PRECISA DE SABER SOBRE INCENTIVOS E APOIOS “Esta plataforma surgiu da constatação de que, apesar de existirem instrumentos a nível regional que permitiam às empresas e aos empreendedores conhecerem a realidade empresarial de cada região, não havia nenhuma ferramenta a nível nacional que agregasse toda essa informação” explicou o Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Carlos Miguel.

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O primeiro objetivo foi disponibilizar “em qualquer ponto do território, em qualquer município do País, que áreas de localização empresarial existem, quais são os lotes livres e que áreas têm, qual é a infraestruturação existente, se há escolas de formação profissional naquela zona, a que distância ficam de nós rodoviários, aeroportos e portos”. Num segundo momento, a ferramenta - que inicialmente se dirigia apenas às empresas - passou a incluir informação útil para todas as pessoas e famílias, que “poderão ver o que cada município lhes pode oferecer ao nível da habitação, programas de apoio social, preço da água praticado, pequenas coisas que podem ajudar o nosso dia-a-dia, e, sobretudo, permite fazer opções de forma informada, caso, por exemplo, queiram mudar de município”, disse o Secretário de Estado. Carlos Miguel disse ainda que esta plataforma pode ser usada para dar visibilidade “aos territórios, mostrando a sua atratividade, e que apesar de estar dirigida às empresas e aos empreendedores, às pessoas e às famílias, vai seguramente servir o Governo, as CCDR, as CIM, os municípios e todos quantos a queira usar”. O Secretário de Estado frisou ainda que a ferramenta foi construída prevendo que possa ter mais funcionalidades no futuro: “esta chave de fendas tem todas as possibilidades para se transformar num canivete suíço”. Dos 278 municípios do Continente, 260 aderiram já à plataforma, “mas só ficaremos satisfeitos quando tivermos os 278 e chegarmos aos 30 das Regiões Autónomas”, disse Carlos Miguel. “O nosso trabalho para o futuro será o de cativar e mobilizar os municípios para a plataforma, no sentido de a atualizarem, em parceria com as CCDR, para ser um instrumento vivo”, concluiu. O projeto do T-Invest foi coordenado pelo Ministério da Coesão Territorial, dinamizado em estreita articulação com a AD&C – Agência para o Desenvolvimento e Coesão, as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, e com as Câmaras Municipais do continente. Contou com o financiamento da AD&C – Agência para o Desenvolvimento e Coesão, através do Portugal 2020. Consulte o portal em: https://tinvest. pt/home. 

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LIDERANÇA POSITIVA Nunca pensámos que o Curso Online de PósGraduação em Liderança Positiva e Felicidade 5.0 tivesse tanto sucesso. 25 alunos inscritos na 1.ª edição, que vieram de várias regiões do planeta: Angola, Madeira, Faro, Vila Nova de Famalicão, Caldas da Rainha, Alcanena, Benvente, etc., e estavam a trabalhar em diferentes organizações: Leroy Merlin, Lidl, BA Glass, Auchan, Macro Group, Rovensa, Instituto dos Registos e do Notariado, Centros de Saúde, Magis Quialis, Repartições de Finanças, Associação Slow Movement, ONG The Big Hand, Santa Casa da Misericórdia, Biblioteca Municipal, Escolas do Ministério da Educação.

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s professores deste curso têm experiência e conhecimento nas suas áreas de atuação. Nos últimos anos, os nossos professores têm desenvolvido ferramentas portuguesas para trabalhar os temas de forma mais adequada à realidade do nosso país. Para os seminários temos convidado especialistas de elevado valor: Happienss Manager da SONAE, Wellbeing Coordinator da EDP, Presidente da Comissão Técnica 219 “Bem-Estar e Felicidade Organizacional” da Associação Portuguesa de Ética Empresarial e Executive Director da M&A Worlwide. Neste artigo, gostariamos de partilhar com o leitor uma das experiências que tivemos. Foi na conferência em formato híbrido que realizámos no passado dia 27 de maio no auditório do ISLA Santarém. Eram 16h15 quando começámos a mesa redonda sobre “Felicidade e Liderança nas Instituições”. O moderador foi o professor Jorge Humberto Dias, coordenador científico do curso. As oradoras convidadas foram a Dra. Irene Vieira Rua, diretora de pessoas e cultura organizacional na

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empresa Doutor Finanças e a Dra. Paula Dinis, Chief Happiness Officer da empresa Loba. A primeira oradora começou por questionar o significado da Felicidade 6.0, na sequência do artigo científico escrito pelo professor Jorge Humberto Dias com o título “Revolução Felicitária, Happiness Manager e Felicidade 5.0”, publicado no volume 2 do projeto de investigação “Perspetivas sobre a Felicidade. Contributos para Portugal no World Happiness Report da ONU”. A Dra. Irene Vieira Rua considerou que o essencial no futuro vai ser a autenticidade e o bom líder vai ser um profissional que ilumina os outros, que olha para dentro, apesar de todos sabermos que não existem receitas. Para a Dra. Irene, a felicidade é uma responsabilidade pessoal intransmissível, tendo recordado a fórmula científica da professora americana Sonja Lyubomirsky, que considerou que 50% da felicidade humana é influenciada pela genética, 10% pela circunstância e 40% pelas ações intencionais da pessoa. A Dra. Irene considerou que deveríamos investir a nossa atenção nestes 40%.

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A segunda oradora falou na importância de saber gerir as pessoas e as empresas de forma orgânica e sem o peso dos departamentos. A Dra. Paula Dinis recordou uma das principais tendências da atualidade e que está a procupar muitos CEO’s: a enorme rotatividade de profissionais e a escassez de talento. Posto isto, a Dra. Paula partilhou com o público que o trabalho da Chief Happiness Officer na empresa Loba conseguiu reduzir essa rotatividade. Os profissionais começaram a querer ficar mais naquela empresa. Esta é talvez uma das principais razões que explica o facto de estar a aumentar o número de empresas que contrata Happiness Managers. E por isso as Universidades estão a oferecer cursos de Pós-Graduação sobre felicidade, bem-estar,

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Foto: Tima Miroshnichenko no Pexels

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saúde mental, inteligência emocional, etc. Depois destas duas comunicações, o moderador passou a palavra para o público, que de imediato quis fazer várias questões. A Dra. Mónica Penilo, gestora na empresa Leroy Merlin, e que frequentou esta Pós-Graduação, perguntou às oradoras quais eram as estratégias que as suas empresas usavam para reduzir o turnover. A Dra. Paula Dinis foi a primeira a responder, dizendo que a sua empresa criou um plano de carreira, investigou os processos que existiam para os poder melhorar e aperfeiçoaram a avaliação de desempenho. A Dra. Mónica colocou ainda outra questão: Como aumentar as taxas de participação? A Dra. Paula disse que seria importante ter um atendimento cada vez mais personalizado. A Dra. Irene

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Vieira Rua também respondeu às questões, dizendo que na sua empresa avaliam o clima organizacional com uma periodicidade semestral e depois partilham os resultados. Em tom irónico disse que ter mesas de ping-pong nas empresas já não serve a felicidade de ninguém. Referiu que é importante ter horários flexíveis e que clima é diferente de cultura. O clima é a parte mais visível, enquanto que a cultura é a parte mais invisível. Para a Dra. Irene é fundamental ter consistência, desvaloriza as redes sociais e considera que os clientes não devem ser contactados à meia-noite. É também essencial ter segurança psicológica e ter a liberdade para poder confrontar os líderes. A Dra. Irene partilhou com o público o emplower branding da sua empresa: “Aqui tu podes ser o que tu quiseres”, considerando que a diversidade tráz mais valor e criatividade. A segunda questão do público veio da Happiness Manager da Macro Group, Isabel Pereira, que também frequentou esta Pós-Graduação: Ouvi dizer que a empresa Doutor Finanças faz entrevistas de recrutamento na rua… é verdade? A Dra. Irene Vieira Rua disse que sim, pois valoriza-se a naturalidade. Foi ainda partilhado que o CEO Rui Bairrada tem um projeto que consiste em trazer convidados especiais para almoçar na empresa e partilhar as suas ideias. A terceira intervenção do público veio de várias pessoas: a Dra. Beatriz Madureira, que é Happiness Manager na empresa Lapa, fez um comentário: “Sinto que as pessoas precisam de ser ouvidas.” A Dra. Mónica Penilo referiu que na sua empresa faz de coach, diretora, psicóloga, etc. E

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por isso perguntou às oradoras: “Como ouvir melhor as pessoas?” A engenheira Liliana Sequeira, que é docente convidada nesta Pós-Graduação, perguntou se a auditoria interna deixa liberdade aos colaboradores. Na reação às intervenções do público, a Dra. Irene Vieira Rua disse que a sua empresa também tem auditores externos e que ainda está a aguardar o relatório do Great Place to Work. A Dra. Paula Dinis disse que têm investido bastante nos atendimentos personalizados aos colaboradores. Depois deste intenso debate, e estando nas 17h30, o professor Jorge Humberto Dias teve de encerrar a conferência, referindo que o ISLA está já a trabalhar na 2.ª edição da Pós-Graduação, que deverá começar em outubro próximo. Está também a ser pensada a possibilidade de ser criado um Mestrado sobre estes temas, para que as centenas de profissionais com Pós-Graduação realizada possam ter a oportunidade de adquirir um grau académico e realizar um trabalho/projeto mais aprofundado. Por fim, dizer que os trabalhos finais dos alunos da 1.ª edição foram altamente impactantes para as suas vidas e organizações, tendo explorado temas que aprenderam neste curso, como Felicidade 5.0 – A Nova Revolução Laboral, Escolas Felizes, História de vida de um investigador, Plano de Felicidade para uma empresa de seguros, Entrevistas a Happiness Managers, Estudos-de-Caso sobre empresas que investem em Felicidade, Aplicação de ferramentas de medição da felicidade dos profissionais de saúde num Unidade Orgânica do Ministério da Saúde, etc. “Escolhe um trabalho que gostes e jamais terás de trabalhar um dia na tua vida.” (Confúcio)  Jorge Humberto Dias e Luís Jacob Coordenadores da Pós-Graduação Liderança Positiva e Felicidade 5.0

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INFORMAÇÃO&APOIO

Pacote Energia para Avançar mobiliza 1400 milhões para apoiar empresas

O Conselho de Ministros aprovou um pacote de 1400 milhões de euros de apoio às empresas e à economia social para combater o aumento dos preços da energia e para mitigar dos efeitos da inflação, decorrentes do atual contexto geopolítico, anunciou o Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, em conferência de imprensa em Lisboa.

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Ministro, que estava acompanhado pelos Secretários de Estado dos Assuntos Fiscais, Mendonça Mendes, da Economia, João Noves, e do Trabalho, Miguel Fontes, começou por sublinhar que “a economia portuguesa, em 2022, tem tido um comportamento notável. O crescimento do nosso País este ano vai ser na ordem dos 6,4%, o maior da União Europeia”. António Costa Silva disse que “para isso, há um fator muito importante, que não podemos deixar de valorizar, que é a procura externa líquida e a contribuição significativa de setores como o turismo, a metalo-mecânica e outros setores, estão a ter para a performance da economia portuguesa”. Exemplificando, referiu que “o setor do calçado, no primeiro semes-

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tre deste ano, bateu todos os recordes semestrais de exportação, e estamos a pensar que irá bater o recorde global anual”, o mesmo se estando a passar na metalomecânica. Porém, “o grande contribuinte é sem dúvida o setor do turismo, que tem este tipo de performance devido à qualidade e excelência dos operadores, das empresas e das políticas públicas», disse, acrescentado que «é este ecossistema que temos de reproduzir em todos os outros vetores da economia nacional para fazer face aos desafios que temos à nossa frente”. ENERGIA PARA AVANÇAR No quadro do Plano Extraordinário de Apoio às Empresas, intitulado Energia para Avançar, o Ministro informou que haverá um primeiro componente de “apoio alargado à

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Foto: João Bica

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indústria transformadora e agroalimentar, com aumentos retroativos para as empresas que entraram no programa Apoiar Gás. Na totalidade temos aqui um pacote de 230 milhões de euros”, disse. O “segundo grande componente é uma linha de crédito no valor de 600 milhões de euros para as empresas afetadas por perturbações, quer nos preços da energia ou das matérias-primas, quer na cadeia de abastecimento e suas perturbações. A linha de crédito é abrangente, é para todos os setores, vai ser operacionalizada pelo Banco de Fomento e esperamos que esteja no terreno na segunda quinzena de outubro”, referiu. “O terceiro grande componente – que é a medida mais estrutural do programa – é acelerar a transição energética e a eficiência energética”,

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o que “é absolutamente vital para o nosso País e para o tecido produtivo. A descarbonização não só é um elemento crucial para fazer face à ameaça climática, mas é absolutamente determinante para assegurar a competitividade das empresas no futuro. Temos uma linha de cerca de 290 milhões de euros para acelerar esta transformação”, disse. Estes componentes têm de ser desenvolvidos “em articulação com os programas que o Governo tem para transformar as empresas, escolas e instituições em comunidades autossustentáveis em termos de energia, comunidades de autoconsumo, diminuindo a dependência do gás, das energias fósseis e de todo o conjunto de energias que hoje tem um preço proibitivo”, afirmou Costa Silva. OUTRAS MEDIDAS O Ministro referiu que “um outro elemento deste pacote respeita ao emprego ativo, à formação qualificada dos trabalhadores no contexto da produção, no local de trabalho, para as empresas contribuírem para a exportações”. É um pacote de 100 milhões de euros. Outro aspeto “é a internacionalização. Vamos lançar um aviso de 30 milhões de euros para promover a internacionalização das empresas, a sua presença nas feiras internacionais e a diversificação das exportações. Este elemento é decisivo porque 60% das exportações do País vão para a União Europeia. Se tivermos um abrandamento da economia europeia, como se prevê, é muito importante a diversificação dos mercados para fazer face a essa contingência”, afirmou. Costa Silva referiu também uma “medida para as empresas de transporte ferroviário de mercadorias, para compensar a situação de diferenciação que está a ser criada pelas medidas de apoio ao setor rodoviário”, pois “é muito importante manter este setor competitivo. A subvenção será de 15 milhões de euros”. O Plano inclui igualmente a prorrogação, “até junho de 2023, do meca-

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nismo extraordinário de revisão de preços dos contratos públicos, para dar serenidade às nossas empresas na execução dos vários projetos que estão em curso no País”. SETOR SOCIAL O Ministro referiu uma “linha de financiamento, de 120 milhões de euros, para o setor social, para as IPSS fazerem face às suas necessidades e aos programas que estão a executar, sobretudo os no âmbito do PRR, com duração até 31 de dezembro de 2023”, bem como “uma comparticipação financeira para o setor social fazer face ao aumento dos preços do gás, no valor de 5 milhões de euros”. Há ainda um programa de “formação e requalificação em competências verdes para trabalhadores e desempregados, ligada à transição energética e à sua preparação para enfrentarem novas tarefas. É um programa de 20 milhões de euros”, disse. MEDIDAS FISCAIS O Plano inclui ainda a “suspensão temporária do imposto sobre produtos petrolíferos e da taxa de carbono sobre o gás natural, sobretudo o usado na produção de eletricidade e cogeração, e a majoração no IRC em 20% dos gastos com eletricidade e gás natural e com fertilizantes, rações e outra alimentação para a produção agrícola, entrando em vigor imediatamente”. Inclui igualmente “a prorrogação do mecanismo do gasóleo profissional extraordinário, até final do ano, e a prorrogação da redução temporária do ISP aplicável ao Gasóleo Agrícola, também até final do ano”, disse Costa Silva. Estas medidas são cumulativas com as medidas atualmente em vigor, nomeadamente de carácter fiscal, de apoio à inovação e à mitigação do aumento dos preços dos combustíveis. “Vamos, no Ministério da Economia, que é a casa de máquinas do País, vamos” manter o contacto com as empresas “para monitorizar as medidas”, corrigindo “as que não tenham o efeito desejado”, concluiu. 

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VIVER O TEJO

Abrantes

Panteão dos Almeida

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distinguido com Prémio de Ouro nos Muse Design Awards 2022

projeto de requalificação do Panteão dos Almeida re c e b e u a d i s t i n ç ã o d e “Gold Winner” na categoria de “Interior Design – Exhibits, Pavilions & Exhibitions” nos “Muse Design Awards 2022. O júri considerou a “condução do visitante por um caminho imersivo e transparente, quase irreal, onde podemos cruzar camadas de informação, entre

o presente e o passado, ambos servindo de complemento à mesma exposição e informação”, relevando a “subtileza alusiva ao sagrado, uma simplicidade da lógica construtiva”. A intervenção esteve a cargo da spaceworkers e foi concebida para ser “completamente reversível e minimalista, evitando competir com a grandeza histórica do existente”. De referir que os Muse Design Awards decorrem nos Estados Unidos e contaram nesta edição com mais de 6 mil trabalhos a concurso, vindos de todo o mundo.

Saiba mais em: https://www.museusdeabrantes.pt/ panteao/panteao.html

Fotos: Museu de Abrantes

SOBRE O PANTEÃO DOS ALMEIDA A Igreja de Santa Maria do Castelo é também o Panteão dos Almeida, com nova musealização desde 2021, que substituiu, 100 anos depois, o Museu D. Lopo

de Almeida, criado em 1921 como museu regional. D. Diogo de Almeida, alcaide-mor, reconstruiu a igreja no século XV e transformou-a em panteão. Entre as muitas personalidades que contribuíram para a glória portuguesa dos séculos XV e XVI, contam-se os membros da “Casa dos Almeida de Abrantes”, muitos deles sepultados nesta igreja. A par do rico tumulário, no interior da igreja, constituem património relevante os azulejos sevilhanos de corda-seca, os vestígios de frescos e a moldura do políptico manuelino. 

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Bio Thomar abriu no Mercado Municipal Foi inaugurada, na manhã do dia 1 de setembro, na presença da Vereadora da Câmara Municipal de Tomar, Filipa Fernandes, a loja Bio Thomar, no n.º 13 do Mercado Municipal. Reforçando os objetivos de inovação e diversidade de oferta ao público no Mercado Municipal, a Bio Thomar é uma mercearia que apresenta um leque variado de produtos biológicos, vegan ou sem glúten. Distingue-se das demais não só pelos seus serviços de cafetaria e cozinha macrobiótica, mas também através de terapias e workshops sobre diversos temas, sempre na perspetiva da alimentação saudável. Para além de um conceito e uma imagem diferenciadora, Domingos Mendes (sócio-gerente) conta com uma equipa especializada no segmento, apostando na formação dos seus colaboradores, assegurando um serviço personalizado e conhecimento do produto. A Bio Thomar pode ser visitada no n.º 13 do Mercado Municipal de terça a sábado, das 8:00 às 14:00.

O ensaio de arroz com rega gota-a-gota que a Magos Irrigation Systems, Rivulis e Orivárzea se propuseram a realizar continua a decorrer, informou a empresa Magos na sua página da rede profissional LinkedIn. As fases decisivas do ciclo da cultura - germinação, afilhamento, floração e aparecimento de panículas - decorreram normalmente e de forma similar à produção do arroz na modalidade convencional, avançou ainda. De acordo com a Magos Irrigation Systems, “à entrada na maturação em curso”, dia 22 de setembro, e 4 meses após a sementeira, “a poupança de água cifra-se em 48% quando comparado com o sistema convencional, não se visualizando diferenças significativas”. Quanto à colheita,

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Foto: Pixabay

Ensaio de rega gota-a-gota na cultura do arroz revela poupança de 48% de água

verifica-se um produto normal, “sem qualquer diferença para o modo convencional”. A empresa com sede em Salvaterra de Magos informou ainda na sua

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publicação que planeia realizar a 15 de novembro “a apresentação dos resultados finais obtidos”, onde vai também facultar informação sobre “a condução e evolução da cultura durante o projeto”.

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Sumol+Compal investe 3 milhões em central fotovoltaica na fábrica de Almeirim A Sumol+Compal anunciou na sua página da rede profissional Linkedin que continua a “apostar em energias renováveis”. A empresa dispõe de uma nova central fotovoltaica na sua unidade de Almeirim, projeto de investimento que ronda os 3 milhões de euros. “Está concluída e em funcionamento, a 1.ª fase do projeto que visa tornar a fábrica de Almeirim mais sustentável do ponto de vista energético, com a produção de energia renovável para autoconsumo. Este projeto visa atingir a potência instalada de 3MWp e terá continuidade ainda este ano. No âmbito da nossa Agenda de Sustentabilidade, este é mais um importante passo rumo à descarbonização, à diversificação e independência energética, e à melhoria da eficiência dos custos energéticos. Se esta energia fosse produzida através de energias fósseis, seriam emitidas cerca de 984 toneladas de CO2 por ano, o que é equivalente à captação de CO2 por 44.643 árvores”, avançou a empresa, acrescentando que com este impor-

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tante passo, a empresa passou “a produzir cerca de 15% das nossas necessidades de energia elétrica de Almeirim”. O Presidente da Câmara Municipal de Almeirim, Pedro Miguel Ribeiro, congratulou a iniciativa da Sumol+Compal: “as questões da energia são cada vez mais fundamentais, quer por questões ambientais quer por questões económicas. Com o custo da energia a disparar 3 a 4 vezes e com o gás em alguns casos a multiplicar por 10, garantir fontes alternativas, estáveis e limpas é garantir o futuro das empresas. É isso que a Compal está a fazer em articulação com a Câmara. O caminho é este, garantir uma independência cada vez maior das nossas empresas. A possibilidade de os excessos de produção serem ainda disponibilizados à comunidade é algo que também merce o nosso comentário altamente positivo. Agora é encontrar a forma de o fazer na prática, algo que pode passar por mudanças legislativas. Mas estou certo que terá um final feliz”.

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Portugal e Comissão Europeia intensificam parcerias pelo desenvolvimento da ciência

BAU Special Solutions aposta na qualidade A BAU Special Solutions, uma empresa de Torres Novas especializada na aplicação de materiais e sistemas de impermeabilização, reabilitação, reforço e manutenção de estruturas, concluiu no dia 14 de setembro a auditoria de acompanhamento da Norma IPAC-NP EN ISO 9001:2015 por parte da TÜV Rheinland Europe com um resultado extremamente positivo para a empresa. A aposta nesta Norma, que implementa e certifica o sistema de gestão da qualidade, é uma prova dada de qua a BAU se encontra comprometida em desenvolver a sua atividade e prestar os seus serviços, munida de procedimentos que vão ao encontro da qualidade e satisfação do cliente. De referir certificação ISO 9001 ajuda as organizações a desenvolver e melhorar o desempenho, demonstrando altos níveis de qualidade. A certificação ocorre após uma conclusão bem-sucedida de uma auditoria da norma ISO 9001 e permite à organização operar com mais eficiência cumprir requisitos legais e regulatórios, alcançar novos mercados e identificar e solucionar riscos.

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Portugal está comprometido com o desenvolvimento da investigação e inovação no espaço europeu. A mensagem foi transmitida pela Ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato, à Comissária Europeia para a Inovação, Investigação, Cultura, Educação e Juventude, Mariya Gabriel, com quem esteve reunida em Bruxelas. Elvira Fortunato destacou o alinhamento de Portugal com as prioridades da Comissão Europeia no que diz respeito à ciência e deu como exemplo desse compromisso nacional, as Agendas Mobilizadoras, afirmando que se trata de uma iniciativa de sucesso na colaboração e transferência de conhecimento entre instituições académicas e científicas e as empresas. A Comissária Europeia manifestou interesse no programa e adiantou que gostaria de apresentar, na Cimeira do Conselho Europeu de Inovação, em dezembro, as Agendas Mobilizadoras como um caso de sucesso. A Ministra Elvira Fortunato e a Comissária

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Mariya Gabriel concordaram que as parcerias entre as regiões e a Comissão Europeia e entre instituições científicas e a indústria “deveriam sair do papel”. Para tal acordaram no apoio mútuo em diversas iniciativas. A Comissária congratulou a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia pelo forte papel que teve na promoção das carreiras dos investigadores junto da nova agenda europeia para investigação. Nesse sentido a Ministra reafirmou o apoio que Portugal dá à continuidade que a Presidência Checa está a dar a esse trabalho, que se traduz também nas iniciativas checas sobre as sinergias com fundos estruturais e as infraestruturas de investigação. A reunião incidiu ainda sobre a importância da investigação científica para a energia, microeletrónica, clima e saúde, sobre o desenvolvimento das carreiras científicas e o reforço do apoio aos investigadores e a manutenção do investimento em infraestruturas de investigação científica.

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Projeto na área da saúde

!mpulso - Equipa Terapêutica de apoio ao desenvolvimento infantil nasce em Fátima Em Fátima desde início de setembro, a !mpulso – Equipa Terapêutica inaugurou oficialmente dia 18 de setembro um espaço e projeto inovador transdisciplinar nas áreas da terapia ocupacional, psicomotricidade, terapia da fala e musicoterapia. De forma pioneira, pela criação de duas salas preparadas para integração sensorial, a !mpulso possibilita uma resposta terapêutica mais direta e próxima de apoio às Perturbações do Desenvolvimento. Localizado no número 812 da Avenida dos Pastorinhos, a !mpulso surge como um projeto novo na área da saúde embora as suas proprietárias – Andreia Inácio, de Leiria; Marise Gonçalves, da Caranguejeira/Leiria a residir em Ourém; e Soraia Vicente, de Fátima – se conheçam e tenham experiência de trabalho em conjunto nas mesmas valências há vários anos. As três proprietárias têm formação nas áreas em que a !mpulso

abre portas [Andreia – terapia ocupacional; Marise – psicomotricidade e Soraia – terapia da fala e musicoterapia], mas a equipa multidisciplinar da !mpulso integra outras profissionais nas áreas da terapia de fala, psicomo-

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Obras Públicas e Particulares Infraestruturas Viárias; Redes de Saneamento; Construção Civil; Reabilitação Urbana.

Ambiente Limpeza de terrenos, valetas e linhas de água; Recolha e tratamento de resíduos.

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A Ecoedifica - Ambiente e Construções, S.A. surgiu em 1995, em Torres Novas. Através de planeamento, gestão de recursos humanos e equipamentos próprios, a Ecoedifica promove a eficiência operacional, reforçando em simultâneo os critérios de sustentabilidade ambiental.

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tricidade e também psicologia, num total de nove profissionais de saúde e uma funcionária administrativa. A novidade da !mpulso prende-se com o facto de ser na região o único espaço com salas de integração sensorial, a que se junta uma sala de snoezelen, equipamentos considerados fundamentais nas áreas da terapia ocupacional e da psicomotricidade. “Somos uma equipa transdisciplinar que trabalha várias problemáticas relacionadas com o neurodesenvolvimento. Propomo-nos ajudar a criança e a sua família”, referem as proprietárias que destacam que, embora o projeto seja mais diretamente direcionado à infância e adolescência, também trabalham com a população adulta. Na área da psicomotricidade, a experiência de Marise Gonçalves em várias instituições de Ourém e Fátima, nomeadamente em creches, estará também ao serviço das famílias e alargar-se-á a médio prazo com um projeto para grávidas, como investimento na intervenção e sensibilização para a necessidade da terapêutica precoce e preventiva.

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EMPREENDEDORISMO&INOVAÇÃO

Projeto “Smart Wagons” é uma das Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial

vai desenvolver vagões inteligentes para transporte de mercadorias A MEDWAY, através de um consórcio formado por 10 entidades, vai desenvolver uma estratégia para recuperar a indústria ferroviária de fabrico de vagões em Portugal, com o intuito de devolver capacidade produtiva ao país, com a criação de vagões inteligentes para mercadorias – “Smart Wagons”.

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azem parte deste consórcio cinco empresas (MEDWAY Maintenance & Repair, MEDWAY Terminals, MEDWAY Operador Ferroviário de Mercadorias, Nomad Tech e EVOLEO Technologies), quatro ENESIIs (Entidades Não Empresariais do Sistema de Investigação e Inovação – Instituto Superior Técnico, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, INEGI - Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial e ISQ) e o cluster para a competitividade, a Plataforma Ferroviária Portuguesa, capaz de produzir um produto de elevado valor acrescentado, com a incorporação de

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tecnologia, conhecimento técnico-científico e produção industrial, cobrindo todo o ciclo de vida do vagão. Bruno Silva, Diretor Geral da MEDWAY destaca que “este consórcio, do qual a MEDWAY faz parte, pretende transformar o perfil português, potenciando a capacidade produtiva de vagões para mercadorias e de sistemas de sensorização, bem como a implementação de metodologias de manutenção preditiva, reduzindo desperdício e aumentando a disponibilidade deste ativo. Além do impacto no perfil de especialização da economia portuguesa, este investimento também permitirá recuperar a indústria ferroviária de Portugal e inverter a balança comercial do país, substituin-

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O projeto “SmartWagons” vai permitir a criação de 65 postos de trabalho diretos, na região do Médio Tejo, colmatando o recente desafio de gerar novos postos de trabalho em compensação pelo encerramento da Central Termoelétrica do Pego. do importações por exportações.” O desenvolvimento dos “smart wagons” terá ainda um impacto significativo na redução das emissões carbónicas, diminuindo em 55% as emissões de CO2 durante o processo produtivo, uma vez que, além de uma manutenção mais eficiente, a produção recorrerá a energias renováveis e irá incorporar materiais reciclados. Paulo Duarte, Diretor Executivo da

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Foto: Rodrigo Antunes - Lusa

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Plataforma Ferroviária Portuguesa refere que “é uma oportunidade irrecusável para demonstrar a nossa capacidade produtiva industrial, aliada às tecnologias inovadoras e de alto valor acrescentado e diferenciadoras no mercado ferroviário, mostrando os resultados que é possível efetuar, num trabalho de equipa e de valorização nacional, a partir do Cluster Ferroviário”. Este investimento vai permitir a criação de 65 postos de trabalho diretos, na região do Médio Tejo, colmatando o recente desafio de gerar novos postos de trabalho em compensação pelo encerramento da Central Termoelétrica do Pego. O projeto “Smart Wagons” foi uma das 18 novas Agendas Mobilizadoras contratualizadas com o Estado português, no âmbito do PRR. O projeto foi apresentado pelo Diretor Geral da MEDWAY, Bruno Silva, no dia 17 de setembro, em Lisboa, no evento Agendas Mobilizadoras e Agendas Verdes para a Inovação Empresarial, onde foram assinados estes 18 novos contratos, “que irão gerar 9077 postos de trabalho, dos quais 6230 altamente qualificados, com

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um investimento associado de 1,3 mil milhões de euros em áreas tão diversas como saúde, automóvel aeronáutica e espaço, economia do mar ou fabricação aditiva, entre outras”. “Este programa é um verdadeiro trampolim para a transformação da economia portuguesa. Hoje foram assinados 18 novos contratos que, somados aos 13 já em marcha, envolvem 756 empresas e 86 entidades do sistema científico”, disse o Primeiro Ministro António Costa, que presidiu à assinatura do novo lote de contratos, acompanhado pelo Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, e pelo Secretário de Estado da Economia, João Neves.

desenvolvimento tem de ser feito pelo setor privado”. No seu discurso, o Primeiro Ministro explicou que o fulcro das agendas mobilizadoras “é precisamente termos criado condições para que fosse essencial a criação de consórcios que, em primeiro lugar, dão escala e ajudam a resolver um dos problemas que temos no nosso tecido empresarial. Aqui temos centenas de empresas, grandes, pequenas e médias empresas que se associaram”. Em segundo lugar, António Costa realçou a importância de pôr definitivamente a trabalhar em conjunto o tecido empresarial com as instituições do sistema científico e tecnológico. “Neste aspeto, o programa tem sido um sucesso. A dotação inicial eram 930 AS AGENDAS MOBILIZADORAS milhões de euros, a dotação final são “O que estas agendas permitem é 3 mil milhões de euros. Tivemos que que em cada uma destas novas atividades acrescentemos valor onde não mais do que triplicar a dotação para tínhamos valor, e nas atividades que já dar resposta à enorme mobilização que desenvolvíamos, acrescentemos valor o tecido empresarial e o sistema científico tiveram para nos apresentarem um ao valor que já produzimos. E é isso conjunto de projetos que significam um que nos permite aproximarmo-nos dos investimento de mais de 7 mil milhões países mais desenvolvidos”, disse o de euros na ecoPrimeiro-Ministro, nomia portuguesa, acrescentando que entre 2022 e 2026”. “se queremos ter “Através de um “E mais importanconvergência com consórcio, a MEDWAY te do que este invesa União Europeia, vai desenvolver timento, é o efeito no peso dos salários reprodutivo que e na riqueza naciouma estratégia para nal e termos mais este investimento recuperar a indústria e melhor emprego, vai ter, porque vai ferroviária de fabrico temos de ter empreser feito para que sas com produtos e de vagões em Portugal, as novas fábricas, serviços de maior equipamentos, com o intuito de valor acrescentado, produtos e serviços devolver capacidade porque só assim é existam, mas depois produtiva ao país, com de existirem é que que o emprego é sustentável e o efetivamente a ecoa criação de vagões nomia vai crescer aumento dos saláinteligentes.” rios é também posmais porque signisível”. fica que vamos ter António Costa prosseguiu, referindo bens e serviços de maior valor acrescentado”, concluiu o Primeiro-Ministro. que “se queremos que isto tudo aconteça numa trajetória onde o Estado vá Com as 18 novas agendas contratualizadas, ficam a faltar cerca de 20 prosaneando as suas finanças públicas e jetos. Todos os investimentos previstos onde cheguemos ao final da legislatura das agendas mobilizadoras têm de estar com o peso da dívida do produto abaixo concluídos e com resultados concretidos 100%, temos mesmo de fazer crescer zados até ao final de 2025. De referir a nossa economia com base naquilo que que a MEDWAY é uma empresa que é fundamental: o investimento no tecido oferece serviços logísticos multimodais empresarial, o investimento privado e integrados. Dispõe de um terminal para o qual o Estado pode e deve ajudar situado em Riachos e Entroncamento.  a alavancar, mas em que o core desse

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NOVA EMPRESA DE INTERMEDIAÇÃO DE CRÉDITO E SEGUROS INSTALA-SE NA

STARTUP OURÉM

A Startup Ourém, incubadora de empresas criada pela NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém e pelo Município de Ourém, acaba de acolher uma nova empresa. Trata-se da RS Solutions, empresa especializada na prestação de serviços de intermediação de crédito e prestação de outros serviços de consultoria na área dos seguros de vida.

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riada há dois anos, a empresa Rita Alexandra Silva, Lda., que adotou a designação comercial RS Solutions, é a última empresa a juntar-se aos negócios incubados na Startup Ourém. Intermediação de crédito, consultoria na área dos seguros de vida e prestação de serviços administrativos, somam as atividades dinamizadas pela empresa, cuja promotora é Rita Silva. Com esta empresa, são já 8 as empresas instaladas na Startup Ourém, entre incubação física e incubação virtual. Na incubadora, para além desta empresa, está ainda alojada uma empresa dedi-

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cada ao transporte de passageiros, uma empresa de consultoria na área da gestão, uma agência de comunicação, design, desenvolvimento de marcas e marketing digital, um negócio dedicado ao desenvolvimento de veículos motorizados de aventura personalizados e ecologicamente sustentáveis, uma empresa de prestação de serviços relacionados com fotografia aérea e consultoria técnica, uma empresa no setor da restauração e ainda uma empresa prestadora de serviços web, nomeadamente criação de sites e e-commerce para médias e grandes empresas. De referir que a Startup Ourém é uma infraestrutura de apoio à comunidade

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empresarial que tem como funções dinamizar o empreendedorismo através do apoio a empreendedores que queiram criar a sua empresa, prestar aconselhamento e apoio técnico aos empreendedores e às empresas do concelho de Ourém nas mais diversas áreas, disponibilizar espaço para a instalação de empresas recém-constituídas ou em fase de desenvolvimento, criar um canal facilitado para processos de licenciamento de cariz empresarial e desenvolver ações para atração de novos investidores, em particular investimento externo. A infraestrutura é fruto de uma parceria entre a NERSANT e o Município de Ourém e resulta da requalificação do ex-edifício do CRIO - Centro de Recuperação Infantil Ouriense. A NERSANT é a responsável pela gestão do espaço. Para mais informações sobre a Startup Ourém, os interessados devem consultar o portal do espaço em http://startup-ourem. nersant.pt/. A incubadora pode ainda ser contactada através dos contactos 249 409 651 / 932 961 713 ou startup.ourem@nersant.pt. 

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Politécnico de Santarém e MI.BO assinam um acordo de cooperação para a inovação e o desenvolvimento O Presidente do Instituto Politécnico de Santarém, João Moutão e o empresário Aseem Gupta formalizaram no dia 19 de setembro um amplo acordo de cooperação com vista ao desenvolvimento conjunto de sistemas e plataformas digitais destinados a promover a saúde e o bem-estar dos utilizadores. Também presente na sessão esteve o Diretor da Escola Superior de Gestão e Tecnologia do Politécnico de Santarém, em articulação com o qual foram desenvolvidas as primeiras iniciativas conjuntas.

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empresa MI.BO é uma das entidades incubadas na Startup Santarém, infraestrutura gerida pela NERSANT, e a iniciativa empresarial é o resultado do investimento direto estrangeiro do seu fundador Aseem Gupta, no âmbito do Startup Visa, programa de acolhimento de empreendedores estrangeiros. O investidor possui experiência profissional de relevo no desenvolvimento tecnológico, inovação e empreendedorismo. A empresa MI.BO dedica-se ao desenvolvimento de tecnologias, produtos

e serviços inovadores, com aplicação nas áreas da saúde e bem-estar, contribuindo para a promoção de estilos de vida saudáveis, como resultado do seu posicionamento e missão empresarial. Alguns dos seus produtos de engenharia utilizam técnicas de eletroestimulação muscular e outros recursos tecnológicos para melhorar a coordenação da resposta psicomotora. Recentemente, a empresa desenvolveu uma solução que utiliza sensores e outros recursos analíticos para recolher dados de saúde combinados com a utilização de inteligência artificial para prever 95% dos

principais riscos de saúde e fornecer aos utilizadores uma solução personalizada de cuidados preventivos. Como resultado desta parceria, o Politécnico de Santarém e as suas instituições de ensino superior, através dos seus professores e estudantes, estão empenhados em realizar investigação aplicada em vários campos científicos (principalmente em Tecnologias, Ciências do Desporto e Saúde) em estreita colaboração com a iniciativa empresarial e os produtos de engenharia desenvolvidos pela empresa MI.BO.  Foto: IP Santarém

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SE RVI ÇO ES PEC IAL IZ A D O D E . ..

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- F A ZEM O S G E STÃO C O M ERCI A L, EX ECUT ANDO PR O S P EÇ ÃO A TI VA DE NO VOS CL IEN TES E GEST ÃO D E E QU I P AS C OME RC IA I S E O BJ E CTIVOS - F A Z EM O S GE STÃO F I NAN CE I R A, R E N EG O C I ANDO CR É DI TO S, ANA L ISAN DO C U S TOS , G ER I NDO ATI V O S - F AZ EM O S GE STÃO E STR A TÉ GI CA, DESENHA MOS E S T RAT É GI A S DE C RE SC I ME NT O E EX ECUTA NDO AÇÕE S P AR A A LC ANÇ AR O S OBJ ECT IVOS E MU I TO M AI S . ..

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EMPREENDE XXI

Desempregados podem criar empresa com apoio ao investimento de 85% Terminou no dia 27 de setembro, em Ourém, o ciclo de três sessões de esclarecimento sobre o Empreende XXI, programa que deverá abrir até ao final do ano e que vai financiar até 85% a criação de empresas por desempregados inscritos no IEFP, com um investimento total até 175 mil euros.

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objetivo da NERSANT com estas sessões, dinamizadas em Torres Novas, Santarém e Ourém foi “antecipar todo o trabalho de construção do plano de negócios, nomeadamente o estudo de viabilidade económico-financeira do projeto, de forma a que os empreendedores elegíveis da região estejam preparados para apresentar num curto de espaço de tempo, as suas candidaturas, após a abertura do aviso, que se prevê que aconteça até ao final do ano”, esclareceu Pedro Félix, Vice-Presidente da Comissão Executiva da NERSANT e responsável pela área de empreendedorismo. O responsável da associação empresarial referiu ainda que a NERSANT “vai apoiar as candidaturas da região, auxiliando os empreendedores no processo de construção do modelo de negócio e na composição do plano de viabilidade necessário, bem como na própria submissão da candidatura, sem qualquer custo para os empreendedores elegíveis, verifique-se – ou não – a aprovação da candidatura”. O programa Empreende XXI vai finan-

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ciar até 85% a criação de empresas por desempregados inscritos no IEFP, com ou sem subsídio de desemprego – são estes os empreendedores elegíveis para o projeto – com um investimento total até 175 mil euros. O apoio divide-se na atribuição de um subsídio não reembolsável até ao limite de 40% do investimento elegível e um empréstimo sem juros, até ao limite de 45%. São enquadráveis no programa Empreende XXI, investimentos em máquinas e equipamentos, mobiliário e outro equipamento de escritório, investimentos em equipamento informático e software, investimentos na área da transição digital (websites, lojas online, gestão e dinamização de redes sociais), despesas com obras de adaptação e remodelação das instalações, aquisição de viaturas (caso sejam indispensáveis para a implementação do projeto) e fundo de maneio referente ao projeto, até 50% do investimento elegível (com o limite de 4.432,00€). Para além da ajuda financeira para a criação de empresas e à criação do próprio emprego, os beneficiários do programa

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receberão formação profissional, mentoria e consultoria especializadas na área do empreendedorismo e terão a possibilidade de se instalarem em incubadoras, se necessário. Tendo em conta o interesse registado pela NERSANT no programa Empreende XXI – estiveram presentes mais de 100 empreendedores no conjunto das três sessões de esclarecimento já realizadas – a associação decidiu realizar uma nova sessão de esclarecimentos, desta vem em modo online, e que contou com a presença de cerca de quatro dezenas de participantes. Os empreendedores interessados em começar a preparar a sua candidatura ao Empreende XXI podem submeter a sua ideia de negócio no portal Sítio do Empreendedor, de modo a que a equipa de apoio ao empreendedorismo possa iniciar os trabalhos de apoio ao desenvolvimento do projeto e candidatura. O portal Sítio do Empreendedor está disponível em http://sitiodoempreendedor. nersant.pt/. Mais informações podem ser obtidas através dos contactos sitiodoempreendedor@nersant.pt ou 249 839 500. 

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E&I

STARTUP SANTARÉM com maior ocupação de sempre

Dois anos e meio após a ampliação, a Startup Santarém, incubadora de empresas gerida pela NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém, regista a maior ocupação de sempre. No total, são 68 os negócios incubados no espaço, incluindo 20 projetos empresariais criados no âmbito do Startup Visa, programa de acolhimento de empreendedores estrangeiros.

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naugurada a 19 de março de 2017, a Startup Santarém é uma iniciativa da NERSANT e do Município de Santarém que pretende dar resposta às intenções de empreendedorismo e investimento na região. Instalado num dos edifícios principais da antiga Escola Prática de Cavalaria de Santarém após obras de requalificação, o espaço é dotado de condições únicas

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para o acolhimento de empreendedores, Entre os 68 negócios incubados na Startup Santarém, encontram-se ainda 20 instalação, incubação e aceleração de projetos empresariais empresas, tendo sido fruto de investimennecessário efetuar to estrangeiro e que obras de ampliação Inaugurada estão a ser apoiados desta incubadora a 19 de março pela Startup Santarém para uma nova ala, de 2017, a Startup no âmbito da sua acreconcluídas em fevereiro de 2020. ditação para acomSantarém é uma Neste momento, panhar negócios do iniciativa da NERSANT Startup Visa, progracerca de dois anos e e do Município ma de acolhimento meio após a inauguração deste novo setor, de empreendedores de Santarém que a Startup Santarém pretende dar resposta estrangeiros do IAPMEI. Entre as empreregista a maior ocupaàs intenções de ção de sempre, totalisas incubadas, estão zando 68 negócios insnegócios nas áreas da empreendedorismo talados: 42 empresas programação infore investimento mática e desenvolviem incubação física na região. mento de software, e 26 empresas em consultoria empreincubação virtual, sarial, tecnologias da restando apenas um espaço para incubação informação e comunicação, marketing física e quatro espaços para digital e publicidade, animação turística incubação em regime de e agências de viagens, seguros e sistemas de segurança, mediação e gestão coworking. de obras, arqueologia, solicitadoria, engenharia, imobiliária, negócios de importação, entre outros. Os interessados em obter mais informações sobre a Startup Santarém podem fazê-lo através do portal da incubadora, em https://startup.nersant.pt/startup/santarem/. Estão ainda disponíveis os contactos 243 321 999 e startup.santarem@nersant.pt. 

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11 empresas de Alcanena em feira do couro em Milão A Indústria de Curtumes e a Fileira do Couro portuguesa esteve presente na LINEAPELLE - Feira Internacional de Couro, Acessórios e Componentes que se realizou de 20 a 22 de setembro, em Milão. A representação portuguesa contou com uma forte participação de empresas de Alcanena, entre as quais os Curtumes Fonte Velha, Marsipel, Inducol, Indutan, Boaventura, DERMA-LEATHER- Comércio e Indústria de Peles, Curtumes Ibéria, Curtumes Pião, Pionier, Softleather, e a Lamifil, num total de 11 empresas presentes.

Digidelta promove Mimaki e Decal® em Madrid A e m p r e s a d e To r r e s N o v a s Digidelta, dedicada a soluções de comunicação visual, informou no seu blog que voltou a marcar presença na Digicom, em Madrid, com os equipamentos Mimaki e os consumíveis Decal ® , “uma dupla com novidades e produtos de qualidade comprovada que marcam as tendências atuais do mercado e que os visitantes vão querer (re) encontrar”. O certame, realizado no Ifema - Parque Ferial Juan Carlos I, em Madrid, entre 20 e 22 de setembro, a empresa apresentou “as novidades e os produtos de qualidade comprovada de ambas as marcas q u e m a rc a m a s t e n d ê n c i a s d a comunicação visual e da decoração na impressão digital”.

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Indústria da Pedra Natural portuguesa apresenta-se na Marmo+Mac 22 A AEP – Associação Empresarial de Portugal, em parceria com a ANIET - Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora, organizou a participação coletiva de 17 empresas nacionais na edição 2022 da maior feira de pedra natural do mundo – Marmo+Mac – que se realizou em Verona, Itália, entre 27 e 30 de setembro. Com esta apresentação na Marmo +Mac, a maior feira de Pedra Natural do mundo e o principal polo internacional de todos os protagonistas e players do setor, as empresas pretendem reforçar o seu posicionamento mundial, alicerçado sobretudo na qualidade dos seus produtos e na arte do saber-fazer português consubstanciado pelas linhas estratégicas que têm orientado o setor – a inovação e sustentabilidade. A participação nacional organizada pela AEP, em parceria com

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a ANIET, no âmbito do projeto BOW, foi constituída por 17 empresas expositoras, algumas delas com sede no distrito de Santarém. Para Luís Miguel Ribeiro, presidente da AEP, “a participação portuguesa no maior evento internacional dedicado à pedra natural, tecnologias de processamento, tecnologias para aplicações de pedra em arquitetura e design e formação é uma oportunidade muito importante para alavancar novos negócios para as empresas do setor em Portugal”. “Este é um certame de referência para as empresas nacionais e uma plataforma de apresentação dos seus mais recentes desenvolvimentos na área”, complementa. Nascida num dos principais distritos italianos para a extração e processamento de pedra natural, a Marmomac é hoje o principal hub internacional dos protagonistas

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do setor, uma plataforma dedicada a toda a cadeia produtiva da pedra, da pedreira ao produto processado, das tecnologias e máquinas às ferramentas e um local privilegiado de inovação e formação. Integraram a comitiva nacional de empresas organizada pela AEP/ANIET, diversas empresas do distrito de Santarém, entre as quais Frazão Rochas (Alcanede), Mocamar - Mármores de Alcanede, Special Probably (Fátima) e Telmo Duarte - Comércio de Pedras Naturais (Fátima). De referir que o projeto BOW - Business on the Way é desenvolvido pela área internacional da AEP, no âmbito do Portugal 2020 e do Compete 2020, Programa Operacional da Competitividade e Internacionalização, Eixo II – Projetos Conjuntos – Internacionalização.

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Equipa italiana Skyward é a grande vencedora da 3.ª edição do EuRoC A equipa italiana Skyward Experimental Rocketry sagrou-se a grande vencedora da terceira edição do European Rocketry Challenge – EuRoC. A cerimónia de encerramento e a entrega de prémios da terceira edição do EuRoC tiveram lugar em Ponte de Sor, no dia 18 de outubro. A competição de lançamento de foguetes foi criada pela Agência Espacial Portuguesa e destina-se a estudantes universitários europeus. A equipa italiana foi a grande vencedora da terceira edição do EuRoC, ao arrecadar três prémios: Prémio EuRoC, Prémio do melhor relatório Técnico e o Prémio ANACOM para a melhor ocupação espectral. A equipa austríaca ASTG – Aeroespace Team Graz conquistou o Prémio New Space e o Prémio de Equipa. Por sua vez, a equipa britânica Endeavour venceu o Prémio Playload, patrocinado pela Agência Espacial Europeia. Relativamente aos prémios destinados às diferentes categorias de motores em prova, sagraram-se campeãs as seguintes equipas: Prémio motor sólido 3 000 metros – RED | Rocket Experimental Division (Portugal); Prémio motor

líquido 3 000 metros – TU Wien Space Team (Áustria); e, por fim, Prémio motor sólido 9 000 metros – EPFL Rocket Team (Suíça). Durante a cerimónia de encerramento, Eduardo Ferreira, Vice-Presidente da Agência Espacial Portuguesa, destacou “a clara importância desta iniciativa para promover as tecnologias aeroespaciais na Europa”. “É importante dar espaço às vossas ambições enquanto futuros profissionais do setor, bem como à nossa missão enquanto Agência Espacial. Estou certo de que juntos, no futuro, iremos fazer história no contexto europeu e também mundial. Desde 2020, é notória a forma como evoluímos e isso só é possível graças a todas as pessoas envolvidas na organização deste concurso, mas, obviamente, graças ao vosso empenho e dedicação. Parabéns a todos vós. A partir de amanhã estaremos a preparar a próxima edição para sermos ainda melhores e esperamos voltar a ver-vos em 2023”, disse. Por sua vez, Marta Gonçalves, Gestora de Projetos Educativos da Agência Espacial Portuguesa e responsável pela organização do EuRoC, reforçou

que “nos últimos meses, todas as equipas enfrentaram diversos desafios para estarem aqui hoje e concretizarem, com sucesso, o grande objetivo deste concurso: lançar foguetes nos céus portugueses”. “Desde a última edição, a competição cresceu e amadureceu, tanto ao nível da organização, como também no número de equipas que se inscreveram e que se mostraram cada vez mais profissionais, mais preparadas, mais ambiciosas e mais decididas do que nunca. No próximo ano, esperamos ainda mais e melhor. Do nosso lado, iremos trabalhar arduamente para garantir que está tudo a postos para vos receber na 4.ª edição do EuRoC, em 2023”. Para além da cerimónia de encerramento e da entrega dos prémios, que se realizou durante a tarde, o período da manhã ficou marcado pela partilha de experiências das equipas quanto ao processo de desenho, construção e lançamento dos seus rockets. Decorreu também uma talk promovida pela ESA – Agência Espacial Europeia – sobre a exploração espacial e as oportunidades de carreira no setor aeroespacial.

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Foto: EuRoc

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ECODEPUR® promove-se em Marrocos A ECODEPUR® - Tratamento de Águas Residuais, com sede em Ourém, esteve presente na GLOBAL GREEN EVENT By POLLUTEC Maroc, com o objetivo de reforçar a estratégia de promoção da marca e excelência dos produtos e serviços no norte de África. Esta foi a 12.ª edição da exposição GLOBAL GREEN EVENT By POLLUTEC, a Exposição Internacional de Equi-

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pamentos, Tecnologias e Serviços para o Meio Ambiente, Transição Energética e Desenvolvimento Sustentável, que se realizou em Marrocos de 14 a 17 de setembro. De acordo com uma comunicação da ECODEPUR ®, publicada no portal da empresa, a empresa “não poderia deixar de estar presente neste grande certame para demonstrar o seu caráter inovador

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e empreendedor, pelo que é reconhecida desde 2002 em Marrocos”. D e re f e r i r q u e a E C O D E PUR® é uma empresa de atuação internacional, cujo âmbito de atividade assenta no projeto, fabrico, comercialização, instalação e manutenção / exploração de sistemas de tratamento, reutilização, elevação e armazenamento de águas e efluentes.

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CELEBRA A ESTREIA EUROPEIA DO NOVO FUSO ECANTER NA IAA TRANSPORTATION 2022 Mais potente, mais eficiente e com mais alcance e com uma grande variedade de aplicações. Esta é a essência do novo eCanter da FUSO apresentado no IAA Transportation 2022. A fábrica da FUSO no Tramagal (Abrantes) será uma das produtoras do novo veículo.

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esde o lançamento do eCanter em 2017, a FUSO, subsidiária japonesa da Daimler Truck, tem sido considerada pioneira e líder em camiões elétricos, estando a trabalhar consistentemente na implementação de soluções de transporte sustentáveis e neutras em CO2. Atualmente existem mais de 450 eCanter FUSO em operação diária de clientes na Europa, Japão e Estados Unidos, bem como na Austrália e Nova Zelândia. A distância total coberta pela frota global eCanter em modo totalmente elétrico e, portanto, localmente livre de emissões, é de mais de seis milhões de quilómetros. Esta história de sucesso foi agora levada a outro nível com o lançamento do eCanter de próxima geração. Karl Deppen, CEO da Daimler Truck Asia afirmou que “na FUSO, somos líderes na eletrificação de veículos comerciais. Desde a introdução da pequena série FUSO eCanter há cinco anos, ganhámos ampla experiência e feedback valioso dos clientes que conduzem os camiões

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em operações diárias. Com o eCanter next generation, estamos agora a oferecer aos nossos clientes soluções de e-Mobility sob medida para uma ampla gama de aplicações. Ao dar o próximo passo – ampliar o nosso portfólio de produtos e entrar na produção em larga escala – continuamos a liderar o transporte sustentável do futuro.” PRONTO PARA UMA OPERAÇÃO AINDA MAIS ECOLÓGICA E ECONÓMICA Para atender ainda mais às necessidades dos clientes, a FUSO fez vários ajustes no eCanter de próxima geração. Enquanto o camião elétrico atual estava disponível anteriormente apenas como um 7,49-tonner com uma distância entre-eixos de 3.400 milímetros, os clientes têm agora uma escolha de seis distâncias entre-eixos entre 2.500 e 4.750 milímetros e um peso bruto permitido do veículo de 4,25 a 8,55 toneladas. A capacidade de carga do chassi é de até 5 toneladas. O eCanter de próxima geração é alimentado por um motor elétrico de 110 kW (variantes com pesos

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brutos de 4,25 e 6 toneladas) ou 129 kW (variantes com pesos brutos de 7,49 e 8,55 toneladas) com uma linha de transmissão otimizada e 430 Nm de torque; a velocidade máxima é de 89 km/h. Dependendo da distância entre-eixos, estão disponíveis três baterias diferentes: S, M e L. As baterias utilizam tecnologia de células fosfato de ferro de lítio (LFP), caracterizados, sobretudo, por uma longa vida útil e energia mais utilizável. A bateria da variante S tem uma capacidade nominal de 41 kWh e permite um alcance de até 70 quilómetros. Na variante M, a capacidade nominal é de 83 kWh e o alcance é de até 140 quilómetros. A variante L, como o pacote mais potente, oferece uma capacidade nominal de 124 kWh e um alcance de até 200 quilómetros. A recuperação pode aumentar ainda mais o alcance, o que, ao mesmo tempo, minimiza as quebras de carregamento. Em comparação, o eCanter só tinha, até agora, uma opção de bateria com capacidade nominal de 81kWh e um alcance de até 100 quilómetros. No que diz respeito ao carregamento da bateria, o eCanter de próxima geração é compatível com todas as principais tensões nos principais mercados. A unidade de carregamento suporta o carregamento com corrente alternada (AC) e corrente direta (DC). O CCS do sistema de carregamento combinado é o padrão de carregamento, e o carregamento é possível com até 104 kW. O carregamento rápido dc para 90% da capacidade é possível em aproximadamente 36 (S), 44 (M) e 75 minutos (L), dependendo da bateria. O carregamento CA (11 e 22 kW) leva entre quatro e seis horas, dependendo da bateria. ASSESSORIA COMPETENTE PARA A MOBILIDADE ELETRÓNICA SOB MEDIDA Como a mobilidade eletrónica é mais do que apenas uma nova unidade, a FUSO integra o eCanter de próxima geração em um ecossistema de negócios que também inclui ferramentas e serviços de consultoria para alta utilização de veículos e otimização do

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Custo Total de Propriedade. Através de uma análise especial do custo total de propriedade, os revendedores FUSO podem oferecer a cada cliente um cálculo completamente individual para operar o eCanter. Com a ajuda da Ferramenta de Incentivo ao Camião da Daimler, também é possível obter uma visão geral de incentivos e benefícios, como subsídios governamentais específicos para

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veículos ou infraestrutura de cobrança, bem como reduções de impostos ou isenções de portagem. Por meio de uma parceria estratégica com a Siemens Smart Infrastructure e a ENGIE, os clientes podem também obter conselhos abrangentes sobre o tema da infraestrutura de carregamento dc e receber um pacote completo de serviços. Desde a tecnologia de carregamento e

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instalação até a coordenação com o operador de rede. VERSÁTIL, CONFORTÁVEL E SEGURO O eCanter de próxima geração, que está disponível em duas variantes de cabine (Standard = 1,7 metros de largura e Comfort = 2 metros de largura), é caracterizado não apenas pelo seu conceito ecológico e económico global, mas também pela sua versatilidade. O camião elétrico da FUSO é compatível com muitas aplicações corporais, o que o torna o companheiro ideal para uma ampla gama de aplicações - seja para a entrega de carga geral em curtas distâncias e para pedidos de e-commerce, para transporte de bebidas e gás industrial, para serviços de reboque, recolha de lixo, indústria da construção ou horticultura. Inúmeros recursos e dispositivos garantem um alto nível de conforto para o motorista e segurança viária para todos os envolvidos. Os destaques de série incluem o volante multifuncional com botões para controlar o cluster de instrumentos LCD totalmente digital, faróis LED 30% mais brilhantes que os modelos de halogénio para maior visibilidade, a função Autolight para controlar os faróis, dependendo das condições de iluminação, e o Intelligent Highbeam Assist. Em termos de segurança, as baterias são montadas sob a estrutura do chassi do veículo com um suporte de aço altamente rígido que também serve como proteção de impacto para a bateria em caso de colisão frontal ou lateral. Em caso de acidente, um sensor de colisão desativa automaticamente o sistema de alta tensão. Para uma melhor perceção acústica por peões ou ciclistas, por exemplo, o eCanter de próxima geração é equipado com um sistema externo de alerta de veículos acústicos (AVAS) de série. Para maior segurança ao virar à direita, o Active Side Guard Assist também é equipado de série. Além disso, o Active Brake Assist de quinta geração com deteção de peões, que também é padrão, pode reduzir o risco de colisão no tráfego longitudinal. 

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Visita realizou-se no âmbito do encontro anual da Associação Europeia de Ciência Animal

Comitiva internacional visita unidade I&D da

ENTOGREEN

As instalações da Unidade de Investigação e Desenvolvimento da EntoGreen, em Santarém, abriram as suas portas no dia 9 de setembro, a 60 investigadores e cientistas internacionais para uma visita técnica no âmbito do encontro anual da Associação Europeia de Ciência Animal.

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o âmbito do encontro anual da Associação Europeia de Ciência Animal, a unidade de I&D da EntoGreen, recebeu a visita de mais de 60 congressistas que tiveram a oportunidade de conhecer e compreender como funciona o processo de produção industrial de produtos derivados de inseto, nomeadamente, da Mosca Soldado Negro, informou a EntoGreen, em comunicado, acrescentando que a demonstração do processo pro-

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dutivo presenciado pela comitiva, “representa apenas um octogésimo do que será a produção da sua primeira unidade fabril, e que começará a laborar no último trimestre deste ano, em Santarém”. Durante a visita, a comitiva teve “a oportunidade de ver por dentro, e na sua esmagadora maioria pela primeira vez, uma unidade de bioconversão de subprodutos vegetais com recurso a insetos, num processo que transforma desperdícios em novas soluções nutricionais em poucos dias, gerando proteína e

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óleo para a alimentação animal e fertilizante orgânico para os solos”. “O projeto visitado no âmbito deste evento envolve um investimento total de cerca de 13,7M€, dos quais cerca de 1M€ na unidade de I&D que recebeu os investigadores internacionais. Este projeto empresarial visa ainda continuar a investir em I&D contando já com três investigadores doutorados e sete mestres na sua equipa. Porém, encontram-se abertas candidaturas para mais duas posições de nível Doutor e duas de nível mestre,

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demonstrado a forte aposta em inovação”, complementou ainda. De acordo com a empresa, “o programa de atividades do encontro anual da Federação Europeia de Ciência Animal incluiu no seu conjunto de visitas técnicas, pela primeira vez em mais de 70 edições, o setor da produção de produtos derivados de inseto”, pelo que a EntoGreen foi, desta forma, “a primeira empresa a nível internacional a abrir as suas portas para receber a visita de diversos cientistas e elementos de outras empresas de várias partes do mundo”. De acordo com a EntoGreen, “esta visita representa para Portugal um marco importante para toda a área científica das Ciências Animais, mas principalmente para um setor em desenvolvimento como o dos insetos. É um contributo muito significativo na medida em que traz ao nosso país os principais cientistas internacionais do setor e ainda nos permite mostrar

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de perto o que de melhor se faz por cá nesta nova vertente produtiva”. “Foi fundamental puder receber os cientistas mais destacados deste setor e mostrar de perto as valências e potencialidades do nosso processo e da nossa unidade de I&D, almejando assim alargar os nossos horizontes tecnológicos e aumentar as parcerias internacionais”, mencionou a empresa. Nesta visita a EntoGreen contou ainda com a presença da Thunder Foods, empresa dedicada à produção de produtos derivados de outra espécie de inseto, o Tenebrio molitor, e que tem focado o seu desenvolvimento na criação de farinhas proteicas à base deste inseto e destinadas à alimentação humana. Assim, foi no âmbito da presença da Thunder Foods que no final da visita se apresentaram alguns bolos com incorporação destas farinhas. De referir que o encontro anual da Associação Europeia de Ciência Animal realizou-se este ano em Portugal, na

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Alfândega do Porto, entre os dias 5 e 9 de setembro, tendo contado com a presença de cerca de 1400 congressistas de mais de 60 nacionalidades. A organização nacional do evento ficou a cargo da Associação Portuguesa de Engenharia Zootécnica em parceria com o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e contou com o alto patrocínio do Presidente da República Portuguesa. Para além disso, a organização do evento contou ainda com estreita colaboração de outras instituições portuguesas, tais como laboratórios colaborativos e várias universidades e institutos politécnicos portugueses, sendo de realçar ainda a cooperação de empresas, entre as quais a EntoGreen, empresa que utiliza subprodutos alimentares para produzir alimentação animal e adubo orgânico, com sede em Santarém. Portugal teve assim um dos maiores congressos da área no seu território e marcou para sempre este setor, elevando a fasquia para edições futuras. 

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