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EDIÇÃO ESPECIAL COVID-19

N.º

6 janeiro › março 2020 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL | GRATUITA

O processamento mental da Covid-19 10

Novas regras para cumprir pela saúde de todos 15 Numa altura em que as regras mudaram e o risco aumentou, pois já não estamos confinados, é determinante manter as regras que irão ser explicadas no artigo.

Não leve o vírus para casa 17 Saiba que cuidados deve ter depois de ir às compras, passear o cão ou quando regressa do seu dia de trabalho.

Medicina Dentária Pós-Pandemia 22 A nível nacional foram estipuladas uma série de medidas rigorosas entre a Ordem dos Médicos Dentistas, a DGS e o Ministério de Saúde que visam diminuir o risco de contágio 20

Grande Entrevista

Dra. Sofia Lourenço Silva


PUB VITORINOS


ÍNDICE N.º

6 janeiro › março 2020 PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL | GRATUITA

Índice e Ficha Técnica....................................................................................................................................................................................................................3 Editorial | Dr. António José Henriques ................................................................................................................................................................................. 4 Cultura | Notas sobre o ar e a saúde pública: Os cemitérios no Séc. XIX | PhD António Delgado ...............................................6 Gestão | “Não quero ver ninguém triste” | Henrique Alves Henriques...........................................................................................................8 Saúde | Psicologia | O Processo Mental da Covid-19 | Dra. Carla Ferreira ................................................................................................... 10 Saúde | Medicina Geral e Familiar | Pandemia: Novas regras para cumprir pela saúde de todos | Dra. Fátima Lorvão .........15 Saúde | SSTSA | Covid-19. Não leve o vírus para casa | Liliana Ribeiro ....................................................................................................... 17 Grande Entrevista | Dra. Sofia Lourenço Silva, Colaboradora da Farmácia Alves ................................................................................. 20 Saúde | Estomatologia | Medicina Dentária Pós-Pandemia | Dr. João Cardigos ................................................................................... 22 Saúde | Farmácia Alves | A Farmácia Alves e a Covid-19 | Dra. Sofia Lourenço Silva ..........................................................................23 Patologia Clínica | Disruptores Endócrinos | Dra. Ivone Mirpuri ......................................................................................................................24 Saúde | Dermatologia | O cancro de pele. O mais frequente de todos os cancros | Dr. César Martins .................................. 28 Pessoas & Animais | Os nossos animais em tempo de pandemia ...............................................................................................................30 Breves .............................................................................................................................................................................................................................................. 32 Especialidades Médicas, Terapias e contactos.......................................................................................................................................................33 Todas as imagens são propriedade da Towerelephant | A publicação não respeita as regras do AO90 no entanto cada autor é livre de o respeitar ou não.

FICHA TÉCNICA Director: António José Rodrigues Henriques Nº de Registo: 127210 Propriedade: Grupo H Saúde - Policlínica Central da Benedita S.A. NIF- 501348786; Entrecolunas, Unip. NIF-507269543 - 86,11%; Presidente do Conselho de Administração: Dr. António José Rodrigues Henriques; Vogal: Dr. Nuno Miguel Alves Henriques; Registado na ERS - Entidade Reguladora da Saúde com nº E111471 Sede do Editor: Avenida Estados Unidos da América, nº72, 8ºDto, 1700-158- Lisboa Tiragem: 5000 exemplares Distribuição: Gratuita Impressão: Relgráfica, Artes Gráficas Lda, Benedita, Alcobaça, 2475-011 Algarão

Gabinete de Comunicação e Relações Públicas: Henrique Alves Henriques Colaboradores na edição: Dr. António José Henriques | PhD António Delgado Henrique Alves Henriques | Dra. Sofia Lourenço Silva Dra. Fátima Lorvão | Dra. Carla Ferreira | Dr. César Martins Dra. Ivone Mirpuri | Dr. João Cardigos | Liliana Ribeiro Sede da Redacção: Towerelephant, Lda - Rua Palmira Bastos, 7, 7.ºA, 2810-268 Almada e.mail: redaccao.revistasaudehoje@gmail.com Gabinete de Imagem: Dots of Light, Lda Publicidade e Marketing: Media Style/ mediastyle.ca@gmail.com Periodicidade:Trimestral

ESTATUTO EDITORIAL A publicação periódica Grupo H Saúde adopta claramente um estatuto editorial que abordará temas sobre saúde destinados aos utentes e público geral, com o objectivo de informar sobre a temática da saúde/sua prevenção/novas técnicas clínicas e inclui o compromisso de assegurar o respeito pelos princípios deontológicos e pela ética profissional dos jornalistas/médicos/opinion makers, assim como pela boa fé dos leitores.

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l a i r o t i Ed

Não deixe as suas doenças nas mãos da Covid-19* A fase que a humanidade hoje atravessa é sinistra e abalou a vida e projectos de todos, de modo imprevisível. Aprendemos juntos uma séria lição já esquecida: a que dependemos uns dos outros, porque esta doença caminha através de nós e é através de nós que contamina e se espalha. Num mundo em que cada vez mais se sentia o individualismo e que a liberdade como expoente máximo de concretização pessoal, acontece esta pandemia e lá vão as certezas, as férias marcadas e tantos planos agendados. Surgiram palavras novas no léxico do nosso quotidiano, quarentena e confinamento. Inundaram as notícias novos protagonistas da DGS, da OMS, também estes muitas vezes à deriva de aconselhamentos contraditórios onde ficaria melhor assumirem que simplesmente não sabiam o que fazer. Abalou estruturalmente o planeta humano até nas suas relações familiares. E agora, por causa de uma economia também ela em crise, somos forçados a deixar a reclusão, porque o país não possui mais recursos para continuar a apoiar esta paragem para evitar a doença, para que a avalanche de casos seja suportada pelo SNS e outros privados.

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Mas as instituições ligadas à Saúde como o Grupo H nunca pararam. Nem podiam. Os utentes tiveram à sua disposição um número gratuito para onde poderiam telefonar 24h x 7 dias, consultas em tele-medicina para não permitir algum desleixo em relação a patologias crónicas e outras, o Centro Médico de Diálise continuou a funcionar, bem como a Farmácia Alves, que passou a entregar medicamentos ao domicílio com grande regularidade. As restantes unidades adaptaram-se às necessidades com horários mais reduzidos. Infelizmente, o aparecimento deste novo vírus não veio substituir as doenças que já existiam nem a importância de as controlar. Quem era hipertenso , diabético, com problemas cardíacos e tantas outras enfermidades não ficou curado, continua a precisar de controlar esses problemas, para que não se agravem de modo irrecuperável. A Covid19 é apenas mais uma, à qual precisamos de sobreviver e de nos adaptar. Não deixem por isso as vossas doenças na mão deste vírus, elas prosseguem o seu curso muitas vezes devastador na ausência de tratamento, agravando o estado de quem padece.

Todas as mudanças e adversidades encerram em si próprias a possibilidade de alterarmos a nossa vida para melhor. Neste caso podemos aprender que a nossa liberdade depende da do outro, como dizia Sartre. Podemos aprender que somos todos chamados a parar esta pandemia. Neste número encontrarão diversos conselhos dados pelos profissionais de Saúde do Grupo H. A eles e a todos os que estiveram na linha da frente, o meu sentido agradecimento. A todos vós ; cumpram com o uso de máscaras e distanciamento social.. É o único caminho para erradicarmos juntos este invisível inimigo n *Covid -19 é um acrónimo que significa Corona virús desease (corona virus doença) 19 porque surgiu em 2019.

Dr. António José Henriques Director Editorial redaccao.revistasaudehoje@gmail.com


Cultura

PhD António Delgado Docente Universitário Investigador no CIEBA- U.Lisboa

Notas sobre o ar e a saúde pública

Os cemitérios no Séc. XIX Philippe Aries escreveu que em finais do século XVIII: “num lapso de cerca de três décadas verteram-se hábitos milenares e a principal razão que os contemporâneos apresentaram para esta mudança foi o carácter infeccioso dos cemitérios tradicionais e os perigos que eles representavam para a saúde pública”. Esta citação reflete o despertar para uma nova consciência que a ciência do período das Luzes lançou para a Saúde Pública, na qual o “ar” que se respirava era visto na opinião de médicos, físicos, biólogos… como o principal transmissor das epidemias que afligiam a sociedade de então, devido a males diretamente relacionados com as sepulturas dos mortos no interior das cidades. Para a ciência, os mortos tinham o “poder da infestação contagiosa” e as “sepulturas formavam gases tóxicos geradores de pestes”, realidades que atormentavam as sociedades. No Séc. XVIII, os odores eram um problema comum com graves repercussões na saúde pública e em cada estação mais quente, a questão assumia proporções desmesuradas, dada a quantidade de resíduos e dejetos que se acumulavam nas ruas das cidades e aldeias como consequência da falta de esgotos, coleta de lixos, escoamento de águas residuais e da prática comum, em todo o Ocidente, de lançar detritos e dejetos na rua, tornando os espaços públicos insalubres. O aviso “ lá vai água” registado em muitos livros de viagens do século XVIII apesar de conhecida, era temida (de dia ou de noite), pelos transeuntes, por razões óbvias. No entanto foi a morte e o hábito de enterrar os defuntos em meios urbanos, no interior das igreja, seus espaços envolventes e os odores de putrefação dos corpos, que levou a ideia da preservação do “ar” a adquirir dimensões de cruzada, porque os mortos eram a parte mais visível desta realidade, que os higienistas censuravam. A familiaridade com os mortos era tão comum e banal que facilmente 1

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qualquer transeunte, ao passar nos arredores de uma igreja daria com falecidos, ossos caveiras cadáveres de indigentes pelas ruas ou outros expostos à porta das igrejas. “Em 15 de junho de 1575, um homem foi encontrado na porta da igreja e seu nome não é conhecido (...) Ele morreu como resultado de um golpe na cabeça. Arrastava de uma perna e tinha um olho vazado. Foi enterrado no adro. “ Lê-se num assento de um livro de Óbitos de uma das freguesias de Lisboa. Nos átrios das igrejas ou às suas portas eram expostos cadáveres durante vários dias, e a seu lado uma bandeja para a recolha de esmolas, a fim de pagar os serviços religiosos que o padre se recusava a realizar quando um falecido não tinha dinheiro suficiente, para pagar as taxas que cobrava pelos seus serviços. Uma realidade que chocou os estrangeiros que visitaram Portugal, sobretudo Calvinistas, Luteranos, Protestantes, deixando-nos claros relatos desta presenciada ocorrência (Fig. 1 e Fig. 2). Havia ainda corpos, deixados ao abandono, alguns em monturos, onde cães vadios os dilaceravam (Fig. 3). Dentro dos templos, a realidade não era visualmente mais amena: cadáveres eram vistos ora Selo abatimento da terra das sepulturas ora porque, ao abrir-se uma nova, o anterior cadáver não havia sido consumido pela terra. Estes factos resumidamente contados, engrossavam as razões pelas quais os “Higienistas”, colocaram os mortos como prioridade para retirá-los dos centros urbanos. A associação visual com o olfacto não foi difícil para os cientistas do século XVIII, justificarem as suas teorias, perante um costume tolerado durante séculos do mesmo modo que as administrações (França, Itália, Espanha…) não hesitaram em incluir como assunto prioritário na melhoria da salubridade pública. 2

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Portugal é parco em documentação entre higienização e urbanismo desta época, mas a escassa documentação oficial, mostra a existência do problema e a apreensão com que o tema era visto. No final do século XVII, foi desativado por dois anos o cemitério do Hospital dos Soldados de Lisboa, porque numa inspeção ordenada pelo Senado da Cidade foi indicado no relatório que muitas doenças surgiam naquela área da cidade. A inspeção concluiu que “muitos corpos haviam sido enterrados no cemitério do Hospital dos Soldados estavam tão à superfície da terra que poderiam resultar em danos à saúde”. Por prevenção os agentes da saúde ordenaram derramar cal nas sepulturas e aumentar a distância e o isolamento entre os cadáveres no solo. Método parecido seguiu Francisco Ribeiro Sanches, no ano de 1765 na Costa da Caparica ao detectar um foco epidêmico naquela zona. Proibiu-se que mais corpos fossem enterrados dentro do templo no município e ordenou cobrir o chão da igreja com “cal e uma camada de gesso”. E proibiu ainda que na região os corpos fossem enterrados unicamente nos átrios até novo aviso. No início do século XIX ainda era comum o ar de Lisboa ser purificado pela queima de grandes quantidades de Alecrim em pontos estratégicos da cidade (terá a rua do Alecrim a haver com isto?). Em séculos anteriores, derramava-se enormes quantidades de vinagre pelas ruas e disparavam-se tiros de canhões para o cheiro da pólvora purificar o ar. Grosso modo era esta a realidade das cidades europeias, no entanto em finais do século XVIII inicia-se uma nova realidade urbana que no caso Português, é assumida na arquitetura da Baixa Pombalina: ruas abertas, largas, perpendiculares onde a Luz e o Ar circulam abundantemente, ao contrário do urbanismos orgânicos e irregulares de cariz medieval, definido na estrutura dos antigos bairros de Lisboa, pela zona do Castelo. A catástrofe de 1755 vem ajudar a impor esta realidade. O “ar” e a sua relação com a Saúde Pública, originou ainda a criação do cemitério nos moldes em que hoje os conhecemos, fora dos meios urbanos, em espaços altos e arejados e «Ensinou-nos» a olhar a morte, 4

através de múltiplos ângulos, entre eles o da inclusão social pois a sua instituição promoveu o direito à sepultura individual para todos. Esta estrutura ajudou igualmente a olhar a Natureza e os sinais que foram deixados nela pelo ser humano, porque os primeiros cemitérios públicos, foram criados em ruínas de antigos espaços sagrados como mosteiros e igrejas abandonados na paisagem. Realidade que pinturas do período romântico bem nos mostram (fig. 4 fig.5) e se encontram nos processos de muitos cemitérios. A ruína, além de simbolizar a Morte, é um dos sinais que a História nos dá, sobre a impossibilidade de tudo o que é de concepção humana resistir ao tempo e ser igualmente provisório como o próprio ser. Outro preceito foi irmanar os cemitérios (agora públicos) com a ideia de “Natureza e Artifício”, convertendo-os numa espécie de Eliseu, onde o ponto de vista dos vivos era tido em conta. Seria um lugar para passear e educar como “Museu de Arte e Virtudes Cívicas” ao ar livre, onde as sepulturas com os epitáfios lembravam a probidade dos falecidos (fig.6) incitando o passeante à imitação dessas qualidades. O monumento funerário assumiria o espírito da estatuária comemorativa das praças, jardins e parques públicos, exposta pelas cidades, com a qual se construía a ideia da nossa história e sua memória em imagens, como foi iniciado em Portugal pelo monumento a Luís de Camões, no Chiado. ( Fig.7) Além das variantes Escultóricas e Epitáfios, o cemitério também passa a ser um microcosmos da cidade e o espelho da sua organização urbanística e arquitetónica, pela conformação de ruas, praças, avenidas…não apenas reproduzindo modelos arquitetónicos em miniatura em diversidade e género, mas originando centralidades e periferias, zonas ricas e pobres como na cidade dos vivos. Tornando-se um lugar onde se expõem as contradições existentes na cidade dos vivos, e num espaço de distinção e estratificação social pela arte funerária. A ideia muito arreigada, dos anos 60, 70 e 80 do séc. XX: ter uma segunda habitação para descanso e férias na praia ou no campo é em termos simbólicos a substituição da ideia de possuir um jazigo no cemitério como segunda habitação…para o “descanso eterno” e bem descrita na novela “ O Primo Basílio” de Eça de Queiroz, pelo conselheiro Acácio assumindo o desejo de ter um no Cemitério do Alto de S. João n 5

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Henrique Alves Henriques Director Executivo do Grupo H Saúde

“Não quero ver ninguém triste” Quero agradecer, especialmente nesta edição dedicada ao Covid-19, a todos os colaboradores do Grupo H Saúde. O meu coração está preenchido, não há nele outro sentimento que não seja, amor à família H Saúde.

disponíveis 24 horas, 7 dias por semana, 365 dias por ano. E já com 38 anos de história assim permanecemos, firmes nas nossas missões. Não é, por tudo o que foi mencionado, o momento para estarmos tristes mas orgulhosos e de coração unido.

Pela profunda gratidão, a todos os que na fileira da frente, estiveram ao meu lado sem lamurias ou cansaços. É para eles que me quero dirigir e agradecer o desempenho, esforço e dedicação que souberam demonstrar perante todas as adversidades. É também de louvar a facilidade com que todos se adaptaram a esta nova realidade.

Protejam-se! Todos os cuidados são poucos! Precisamos de si! Contamos consigo! n

Este sempre foi o nosso propósito: servir a população e é para isso que existimos. Através da sua equipa jovem , dinâmica e coesa , o grupo H Saúde atingiu e atinge com elevado esmero, espírito de sacrifício e humildade , o impossível. É nos momentos em que somos postos à prova que nos destacamos, por isso um “bem hajam” a todos os colaboradores. Convosco criamos o primeiro centro de testes Covid-19 do Distrito de Leiria, junto à Clínica das Olhalvas, dias depois alargamos o centro de testes até Cidade de Alcobaça realizando um protocolo entre o Município da Nazaré e Alcobaça. É mais uma prova da nossa responsabilidade social, de estarmos ao lado quem nos procura, de praticarmos o bem. Esse é nosso caminho! Para os utentes, reservo também umas palavras, um agradecimento especial, por nos acompanharem, confiando a sua saúde nas mãos dos nossos profissionais, nunca deixando de preferir os nossos serviços: É graças a Vós e por Vós que mais de duas centenas de profissionais vestem a camisola, estando

Alguns dos nossos heróis em teletrabalho

Medidas Covid-19 implementadas pelo Grupo H • Criação de novos circuitos de entrada e saída • As encomendas são rececionadas no exterior e devidamente desinfectadas

• Sanitas automáticas, com lavagem automática, desinfecção e secagem a cada utilização

• Televisores no exterior da unidade para • Foram colocados acrílicos para protecção visualização do número da senha no atendimento dos utentes • Criação de sistema de senhas por SMS

seguro distanciamento entre cadeiras • Higienização intensificada dos espaços comuns • Aumentámos o intervalo entre as consultas para evitar tempos de espera, caso a consulta demore mais tempo do que o previsto.

• Medição de temperatura automática com • Consultas em Tele-medicina reconhecimento de máscara • Reforçamos o Equipamento de Protecção • Pagamento em numerário em • Dispensadores automáticos de álcool gel equipamento automático e sem contacto Individual (EPI) dos profissionais de saúde para quem vai todo o nosso • Torneiras de água quente com sensor e • Pagamento com MBway e ContactLess respeito e gratidão por estarem na linha amigas do ambiente da frente. • Salas de espera mais amplas e com

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Restaura a função intestinal em doentes com SII, com hipersensibilidade intestinal ou após a ingestão de medicamentos1

Ação mecânica2

Destina-se ao alívio e prevenção de diarreia crónica ou recidivante1 Normaliza a permeabilidade intestinal2 Melhora os sintomas de tensão abdominal, dor, 1 inchaço e flatulência NOVA APRESENTAÇÃO

NOVA

APRESENTAÇÃO

15 cápsulas

60 cápsulas CN: 185221.2

15 cápsulas CN: 192592.3 Indicação. GELSECTAN® destina-se a restaurar a função intestinal naqueles doentes que sofrem alterações, devido ao Síndrome do Intestino Irritável (SII), hipersensibilidade intestinal ou após ingestão de alguns medicamentos para alívio e prevenção de sintomas como diarreia crónica ou recidivante, tensão abdominal, dor, inchaço e flatulência. Apresentação. Blister com quinze ou sessenta cápsulas para uso em adultos. Composição. Xiloglucano, Proteína de Ervilha e Extrato de Grainha de Uva, Xilooligossacarídeos, Estearato de Magnésio (origem vegetal) e Sílica Precipitada Amorfa. Instruções de utilização. Ingerir a cápsula com líquidos. Dose. 1 ou 2 cápsulas, dependendo da gravidade dos sintomas, duas vezes ao dia (de manhã antes do pequeno-almoço e à noite antes do jantar) durante 2 a 4 semanas. O tratamento pode ser mantido se necessário. Advertências. • A consulta com um profissional de saúde antes de utilizar o produto não é necessária. No entanto, essa consulta é aconselhável em caso de sintomas graves ou persistentes ou quando há dúvidas sobre o diagnóstico, principalmente em idosos. • Este dispositivo médico não é um tratamento farmacológico. Se tal tratamento for recomendado por um profissional de saúde, este dispositivo médico pode ser administrado simultaneamente. • Embora não se conheçam efeitos secundários, recomenda-se que o produto não seja utilizado durante a gravidez ou nos primeiros meses de amamentação, salvo indicação em contrário de um profissional de saúde. • Não utilize o produto após ultrapassado o prazo de validade impresso na embalagem. • Não utilize o produto se o blister estiver aberto ou danificado. • Não conservar acima de 25°C. Não congele. • Mantenha o produto fora do alcance das crianças. Contraindicações. O GELSECTAN® não deve ser utilizado em doentes com hipersensibilidade conhecida a xiloglucano ou a qualquer outro ingrediente do produto listado na sua composição. Não deite este dispositivo médico na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora o que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

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Rev.04: 02.05.2017

1. Instruções de utilização do Gelsectan®. 2. Balboa A, Ciriza C, Delgado-Aros S, et al. Documento de actualización de la Guía de Práctica Clínica sobre el síndrome del intestino irritable. Asociación Española de Gastroenterología. IMC International Marketing & Communications 2017:3-4. GELSECTAN® cumpre a legislação em vigor em matéria de produtos de saúde. PT/GEL/1217/0012a. Data de Revisão do material 04/02/2019 GELSECTAN é uma marca comercial da Noventure S.L., utilizada sob licença pelo grupo de empresas Norgine. NORGINE e o respetivo logótipo são marcas registadas do grupo de empresas Norgine. Material destinado a utilização exclusiva por profissionais de saúde.


Carla Ferreira Diretora de Recursos Humanos

O processamento mental da Covid-19 No séc. XXI e no meio ocidental, o ser humano existe numa conjuntura económica global, que pauta condutas, acções, percursos de vida e emoções subjacentes a uma vida movimentada em permanente evolução e mutação. O papel activo é de todos, porque a sociedade assim o exige: as crianças vão para a escola desde cedo, porque as mães e os pais trabalham fora de casa, fazendo juz ao necessário para o sustento da família, e os avós, por sua vez, são muitas das vezes o suporte necessário para colmatar a falta de tempo dos progenitores. São muitas vezes eles que levam as crianças à escola, às actividades desportivas e que asseguram grande parte da dinâmica e logística familiar, em muitas frentes de necessidade. Sabendo nós que o ser humano é de hábitos, não é difícil concluirmos que estamos focados na acção permanente como forma de existirmos. Desde cedo, na entrada por vezes precoce em sistemas formatados de aprendizagem e desenvolvimento, até ao final do ciclo de vida, passando por todas as fases, mas sempre subjacentes ao movimento, à evolução, à aprendizagem. Muitas vezes, neste constante e imperativo fio condutor, desaprendemos até de parar e olhar para nós, tornando-se essa a falta mor que a modernidade nos ofereceu. Neste momento, e na sequência do covid-19, o que é posto em causa acompanha todas estas dimensões do ser humano. O que nos foi inicialmente pedido, em termos de segurança e combate à doença, foi essencialmente Isolamento, incluindo familiar, e distância física. Em termos de gestão de stress e capacidade de acção, a exigência tem sido enorme, pois toda a realidade do momento se afasta do que conhecemos, tornando a actualidade numa fonte de alguma insegurança e medo, capaz de nos trazer desconforto, incerteza, necessidade de reorganização. O requisito que nos tem sido pedido é por isso exigente. O que nos solicitam, em nome da saúde pública, é uma grande adaptação e um desafio à nossa capacidade de mudança, pela nossa segurança e em nome de todos nós. Sabemos que é difícil, por isso estamos ao seu lado, disponíveis: para ajudar a normalizar o inevitável impacto interno, desta profunda e necessária mudança. 10


As diversas fases da vida A pandemia não afecta de igual forma todas as idades. Devido a isso, tentaremos explicitar algumas especificidades, com vista a um melhor entendimento e adaptação de cada faixa etária. Começando com as crianças em idade escolar, sabemos que as mesmas têm sido muito afectadas por esta situação. O seu ritmo foi abruptamente quebrado devido à medida do fecho das escolas a partir de dia 16 de Março, com poucas alterações até à data presente.

Crianças

O ensino à distância é um desafio fechado e com interacções limitadas, muito pouco positivo quando o foco é o desenvolvimento e aprendizagem. Na prática, há uma transmissão de conteúdos objectivos, sem corpo e sem cheiro, que a criança apreende mecanicamente, se conseguir estar atenta ao que se passa. Os pais, por sua vez, são chamados a exercer uma profissão para a qual não estão preparados, em paralelo com todas as outras do seu dia a dia e ainda com o exercício normal da paternidade. O grau de exigência é elevado e a normalização e respeito pelos limites das crianças e de quem as cuida é essencial. Cumprir com programas pode ser um objectivo a atingir, mas deveremos estar atentos aos custos. Se o trajecto iniciar caminhos de dificuldades fortes para além das impossíveis de evitar, como o isolamento e a falta de contacto e interacção com os amigos, pode ser necessário procurar ajuda. Não se esqueça que o seu filho é quem mais alterações está a ter com este processo e quem menos estrutura tem para as enfrentar. Medo de sair à rua, dificuldades de sono ou apetite, desenvolvimento de comportamentos

não habituais, devem ser avaliados com a devida cautela.

Jovens

Os Jovens, por sua vez, são uma população especial, com muitas competências para atravessarem períodos de crise. Ainda assim e porque todos têm as suas particularidades, podem surgir desadaptações e ansiedade quanto ao futuro, principalmente nos que se aproximam da entrada na faculdade, sendo necessário termos alguma atenção. O isolamento e a diminuição das interacções é uma ambição elevada, numa altura da vida em que o contexto social é o lugar onde existimos com mais intensidade. É inevitável e até benéfico, que possam recorrer às tecnologias para manterem os contactos, pois desta forma

conseguem manter activas as amizades e as relações de diversas ordens: o que até agora poderia ser considerado excesso, por parecer comprometer as ligações presenciais e sadias, é actualmente o melhor recurso de que dispõem para poderem manter essas mesmas ligações. Teremos de o permitir e aguardar que a serenidade do processo nos possa transportar de novo para uma maior moderação. A tendência poderá ser ir para o quarto e interagir pouco com os membros da família, como forma de reorganização. A atenção dos adultos da casa é importante na monitorização dos exageros, na atenção a alguma desregulação emocional, no surgimento de algum sofrimento.

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“O fecho dentro de si próprio, torna-se sempre num lugar de solidão”

Idosos

Por último e falando dos idosos, sabemos desde o início que são a população mais sensível à doença, ou seja, é nos idosos que os efeitos da mesma são sentidos com maior dimensão e risco de vida. Motivo por si só suficiente para gerar agitação e medo, que necessita de ser atendido e acautelado. Porém, paralelamente e dependendo da estrutura mental de cada um, poderão também daqui decorrer outro tipo de dificuldades na protecção dos próprios. Já viveram uma vida, já escalaram muitas dificuldades e essa mesma experiência pode causar resistência aos cuidados agora exigidos, pois a sensação que já viveram muitas coisas pode colocá-los num nível falso de protecção.

A dificuldade de acompanhamento poderá residir na dubiedade dos sinais. Nesta faixa etária nem sempre são claros e objectivos, o que pode suscitar confusão em quem está perto. O diálogo, a presença, o respeito pela individualidade, a liberdade de expressão emocional são fundamentais para o bom desenrolar do processo.

que podem até agravar nas mais diversas formas, nomeadamente nas situações mais desestruturadas. É aqui que a busca de orientação pode também ela ser essencial, porque muitas vezes pode ser necessário um ajuste para se recuperar alguma normalidade, que pode por sua vez permitir baixar a ansiedade e seguir em frente.

Adultos

Se por qualquer razão fizer parte de algum grupo de maior risco, em termos de situação doméstica, económica, saúde ou qualquer outra situação, lembre-se de que há estruturas de apoio para intervir. O fecho dentro de si próprio, torna-se sempre num lugar de solidão. E se o encontro consigo próprio pode ser um passo fundamental na sua evolução pessoal, tal não é verdade quando existem riscos que podem colocar em causa a sua integridade global.

Já na idade adulta, a faixa etária que tem como função dar alguma protecção aos mais frágeis, os efeitos de tudo isto são essencialmente no peso geral dessa mesma função, ou seja, na gestão do quotidiano. De repente há crianças em casa para ensinar, pais e avós para proteger, empregos para manter, se tudo correr bem, ou para procurar, quando algo correu mal. Há famílias para gerir, com todos os problemas que já existiam antes e

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Para eles seguiremos as mesmas directrizes, embora adaptadas a uma fase da vida usualmente mais serena. O diálogo sobre as dúvidas que possam surgir, é importante. A manutenção da rotina, do exercício físico, do cuidado com a alimentação e com a saúde, recorrendo a ajuda profissional, sempre que necessário pois não deixaram de existir as patologias pré-existentes ao novo estado. Devem ainda gerir com cautela a informação diária que consultam. Sendo usualmente pessoas com mais tempo, é fácil assimilarem informação a toda a hora, o que se pode traduzir numa sobrecarga impossível de suportar, até nos que evidenciam uma estrutura mais segura. É por isso, muito importante que procurem outros interesses de ocupação, que podem ser os que já existiam antes ou, na impossibilidade de tal ocorrer, outros. Em todas as fases, aceite e acolha o seu processo interno.


Dificuldades do novo desafio

O ser humano está preparado para lidar com adversidades. Para isso possui um precioso recurso interno: as suas defesas. São elas que nos salvam dos acontecimentos que nos põem em risco, no nosso dia a dia: choques, traumas, perdas, várias adaptações a que somos sujeitos, quando algo acontece e nos desvia da normalidade. Na maioria das vezes, actuando na exacta medida das nossas necessidades, permitem que consigamos enfrentar os desafios com a capacidade necessária, no entanto outras vezes, quando a exigência se afigura elevada, podemos não conseguir manter o equilíbrio, o que nos poderá transportar para situações de sofrimento elevado. O momento que vivemos é difícil e exige de nós um esforço enorme para nos adaptarmos. Surgem inúmeras dificuldades de gestão global, familiar, económica e emocional e não há quem passe incólume a esta situação. O primeiro passo para que tudo possa correr de forma mais evolutiva, é interiorizar as alterações e deixar que os hábitos novos tomem lugar. Sem darmos por isso estaremos adaptados. É importante sabermos escutar o que sentimos e nunca descurar às mensagens que o nosso corpo nos vai transmitindo. Fingir que não estamos a sentir e ignorar esses sinais é um passo para agigantar de sintomatologias que queremos controlar.

Poderão surgir inúmeras pequenas dificuldades, mas dado o carácter da pandemia, existem determinados tipos de manifestações que poderão ser mais frequentes. Iremos falar sobre algumas delas.

Síndrome de cabana

O termo remonta a 1900, nos Estados Unidos, e foi usado para identificar alguma repulsa de regresso à civilização, experimentada pelos caçadores que passavam longas temporadas nas cabanas. Há uma retirada drástica do contacto com as outras pessoas, sendo que o regresso pode ser acompanhado de sintomas de stress e ansiedade. Presentemente muitas pessoas passam por esta situação, manifestando, aquando do desconfinamento, sinais diversos como: • Alterações de humor e do estado anímico; Perda de memória e concentração; • Sensação de frustração; • Alterações dos padrões do sono; • Distúrbios alimentares; • Ansiedade, inquietação, irritabilidade. COMO ACTUAR? Encarar esta dificuldade como transitória e entender o distúrbio como passageiro e não estrutural. Existem algumas estratégias de actuação imediata que poderão ser seguidas por forma a reverter o processo com a naturalidade possível.

Por exemplo, iniciar o desconfinamento de forma gradual e progressiva não esquecendo as regras de protecção aconselhadas. Não será sensato nas primeiras saídas ir a locais muito populosos ou barulhentos, será melhor começar praticando actividades mais perto da sua zona de conforto e mais serenas, pois são menos exigentes e mais toleráveis. Não se esqueça de que o controlo está nas suas mãos. QUANDO PROCURAR AJUDA? Se os sintomas se prolongarem por mais de duas ou três semanas, deverá procurar ajuda. Se a dificuldade em sair de casa se tornar impossível de transpor, ao ponto de o limitar, utilize a modalidade de teleconsulta, que poderá ser um bom início de intervenção especializada, quer na adequação de estratégias à situação particular de cada pessoa, quer na prescrição de um fármaco ansiolítico, caso se verifique essa necessidade. Não adie a solução. O prolongamento da sintomatologia sem ajuda especializada pode rigidificar o medo e o comportamento, sendo mais complexa a sua resolução.

Transtornos obsessivos

O transtorno obsessivo-compulsivo é caracterizado por obsessões, compulsões,

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Manter o seu foco direccionado ao que mais importa na sua vida é um bom princípio o desenvolvimento de sofrimento e insegurança, que pode atingir muitas pessoas.

ou ambas em conjunto. Ao obsessões são ideias ou impulsos recorrentes e persistentes, e as compulsões (ou rituais), são as acções que a pessoa se sente impelida a fazer, para tentar diminuir a ansiedade causada pelas obsessões. A maioria dos casos de comportamentos obsessivo-compulsivos está relacionada com o medo e a preocupação excessiva, com danos ou riscos, nomeadamente no campo da saúde e da integridade física. Um meio ambiente mais assustador, pode elevar a ansiedade de pessoas que usualmente não apresentem a perturbação e nesse seguimento desenvolver sintomatologia obsessiva, devido ao excesso de pressão a que está sujeita. Este transtorno é transversal a todas as idades, e pode surgir desde as crianças, passando pelos jovens, até à idade adulta. Se esta situação se pode manifestar em pessoas usualmente mais tranquilas, o problema agrava-se se a pessoa já sofria previamente da doença, uma vez que vai sentir mais pressão e descontrolo. COMO ACTUAR? Na medida do possível, rodei-se de calma. Evite a exposição excessiva às notícias e mantenha-se actualizado uma vez por dia, não é necessário mais. Os dados fornecidos pela Direcção Geral de Saúde são actualizados apenas a cada 24 horas, e visualizar em excesso as diversas notícias que focam o assunto, vai fazer com que o contacto com a doença seja mais permanente e desinquietante.

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Tente seguir as regras de higiene recomendadas, sem ir além disso. A lavagem das mãos, por exemplo, é fundamental, mas se estiver em casa e não tiver contacto com o exterior, deve fazê-lo com razoabilidade, e não com frequência excessiva. A sua pele necessita, também ela, de estar saudável. Sinta empatia e respeito por si próprio. Todos estamos em dificuldades, todos estamos a passar pela mesma situação. Se almejarmos a perfeição, estamos a ser inimigos de nós próprios e a forçar os nossos limites, logo, aceitar que a situação é difícil é o melhor caminho para nos sentirmos mais tranquilos. QUANDO PROCURAR AJUDA? Deverá procurar ajuda com um psicólogo, psiquiatra, ou médico de família, se o sentimento de obsessão/compulsão, começar a invadir a sua existência de uma forma mais descontrolada e a sensação de medo e insegurança estiver a ultrapassar os níveis do razoável. Se previamente já sofria do transtorno, deve consultar orientações de acção o quanto antes, com o profissional que usualmente o acompanha.

Stress/Dificuldades de gestão do dia a dia

A sujeição a uma situação completamente nova e inesperada de pandemia, com regras apertadas e dificuldades de gestão global do dia a dia, colocanos perante um desafio que se afigura difícil em todas as dinâmicas da vida. Neste sentido é frequente a sensação de desorganização mental, uma vez que o usual planeamento do nosso quotidiano futuro se encontra suspenso e sujeito a directrizes das organizações de saúde. Esta ausência de fio condutor é um terreno fértil para

COMO ACTUAR? Manter o seu foco direccionado ao que mais importa na sua vida é um bom princípio para se ir sentindo mais cómodo. Se não conseguimos planear com exactidão uma merecida viagem em família, pode ser que consigamos pensar num plano mais simples, como alguns dias num sítio onde se possa descansar e conviver, longe das tensões que actualmente viajam pelos aeroportos, pelas praias e pelos ambientes nocturnos. Olhar por si e pela a sua família com redobrado respeito e cuidado. Todos estão a ser sujeitos a este inesperado, e não poderemos esperar perfeição de ninguém, sob pena de aumentarmos a nossa frustração e ansiedade. Baixe as expectativas e certifique-se de que não exige, nem de si nem de ninguém, mais do que aquilo que é realmente necessário. Mantenha os seus hábitos dentro das possibilidades. A nossa zona de conforto é a nossa casa e as nossas rotinas, a manifestação da nossa individualidade. Deveremos alterar apenas o que for imperativo,nesta fase de adaptação. QUANDO PROCURAR AJUDA? Deveremos procurar ajuda quando a dificuldade se começa a manifestar sobre a forma de desconforto forte, que pode surgir de diversas formas: irritabilidade, sensação de descontrolo, crises de pânico, mudanças severas do estado anímico. Os sinais podem ser inúmeros, e na dúvida, se sente que o sofrimento está de alguma forma instalado no seu dia a dia, peça aconselhamento a um profissional de saúde. O adiamento desta solicitação poderá ser prejudicial, como sempre em qualquer desordem interna, com agravamento inevitável da sintomatologia inicial. Sentir desconforto ou medo, é normal e humano. Aceitar e aprender a lidar, é um acto de inteligência e um passo para a resolução n


Dra. Fátima Lorvão Médica de Medicina Geral e Familiar na Policlínica da Benedita

Pandemia

Novas regras para cumprir pela saúde de todos Numa altura em que as regras mudaram e o risco aumentou, pois já não estamos confinados, é determinante manter as regras que irão ser explicadas no artigo. Estamos a voltar pouco a pouco à normalidade e é fundamental ter presente a ideia de que somos potenciais portadores da doença Covid-19, que desta vez não é só a nossa saúde que está em causa mas a do próximo com quem nos relacionamos e que confia em nós. Estamos a regressar

gradualmente à normalidade, as medidas de proteção que tomarmos individualmente são da maior responsabilidade para nós mesmos e para os outros. Nunca estivemos tão dependentes uns dos outros, pelo impacto que as medidas têm as nossas ações e socialização.

Pandemia e que correspondem a um decréscimo em : • taxa de contágio por cada infectado; • taxa de hospitalizações ; • percentagem de ocupação nos Cuidados Intensivos Hospitalares; • incidência acumulada de casos de doença.

A decisão das autoridades de saúde para estas `medidas mais permissivas `estão relacionadas com factores de ordem técnica, a ter em conta nesta fase da

Há um conjunto de práticas e de recomendações pelas quais nos devemos guiar e que importa cumprir para prevenir ou evitar o contágio.

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Os elementos e práticas de proteção necessárias a esta Pandemia têm a ver com a alta contagiosidade de propagação do vírus, a transmissão através de gotículas a partir da boca e nariz, a alta probabilidade de ser transportado pelas mãos não desinfectadas, através da mucosa oral, nasal, e ocular e à capacidade de resistência do vírus em diferentes superfícies.

As principais formas de proteção

• O uso de máscara quando estamos em contacto com outros e quando estamos em espaços fechados; • O uso de máscara é desaconselhado quando se faz exercício físico; • Não se deve colocar máscaras em crianças com menos de 4 anos de idade; • Deve lavar as mãos antes de colocar a máscara e depois de a retirar; • Sempre que for possível, deve usar-se proteção ocular, ou viseira de protecção; • Manter o distanciamento físico, de 1,5m a 2m - distância de segurança e evitar aglomerações e a permanência em lugares fechados e muito ocupados; • Lavar frequentemente as mãos com água corrente e sabão. Usar unhas curtas. Evitar o uso de acessórios. Quando se lavam as mãos não é necessário usar a seguir gel desinfectante; • Evitar levar as mãos ao rosto, olhos e nariz;

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• Usar gel desinfectante nas mãos, com frequência sempre que se manuseiam objectos comuns no exterior, em espaços públicos e quando se toca em dinheiro; • Sempre que possível usar vestuário para o exterior e mudar de roupa em casa. Não entrar com os sapatos em casa; • Manter desinfectadas com regularidade as superfícies em que toca, como: bancadas, pegas de portas, e outras onde tocamos.

Recomendações acrescidas ao uso de máscara

Existem vários tipos de máscaras, as de tipo cirúrgico, as higiénicas reutilizáveis e não reutilizáveis e as filtrantes. As cirúrgicas são sempre descartáveis, protegem o entorno de dentro para fora, isto é, protegem mais o próximo do que quem a usa. As higiénicas, também designadas de barreira ou são não reutilizáveis de uso único ou reutilizáveis e devem-se lavar e desinfectar, segundo as recomendações do fabricante. As filtrantes têm alto poder de proteção de fora para dentro. As FFP2 têm uma capacidade para filtrar vírus, bactérias e partículas de 92% e as FFP3 têm uma capacidade de 98%. O uso frequente de máscara ou o uso contínuo, não é fácil nem agradável e pode trazer problemas e incómodos à respiração, ao nariz e boca, bem como desidratação.

“Deve lavar as mãos antes de colocar a máscara e depois de a retirar”

Recomenda-se fazer com regularidade, pelo menos ao acordar e ao deitar uma higiene com água quente e sal, com lavagem da boca e nariz, bochecho e gargarejo, que se pode repetir várias vezes ao dia. Mantém a limpeza e hidratação das mucosas, contribui para um melhor olfacto e paladar e melhora a voz . Com o uso de máscara é necessário reforçar a ingestão de líquidos n


Liliana Ribeiro Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho e Segurança Alimentar

Enquanto existe o risco de ficar infectado com COVID-19 há um conjunto de medidas a que se deve habituar, e interiorizar, para que continue protegido e seguro. Saiba que cuidados deve ter depois de ir às compras, passear o cão ou quando regressa do seu dia de trabalho.

Covid-19

Não leve o vírus para casa Há gestos e rotinas essenciais para reduzir o risco de uma contaminação que pode trazer-lhe muitos problemas e até ser fatal, cuidados básicos para se proteger e proteger os seus familiares ou outras pessoas com quem co-habita. Comece por organizar a entrada de casa e cumprir algumas regras:

Estabeleça zonas suja, intermédia e limpa

Estabeleça um espaço à entrada de casa, ao pé da porta, onde possa despir o casaco, deixar as chaves de casa/carro, descalçar-se e guardar os sapatos (cujas solas convém desinfetar). Não é preciso ser um espaço muito grande, basta organizá-lo numa “zona suja”, uma “zona intermédia” e uma “zona limpa”.

• Na “zona suja”, tenha sempre um tapete estendido no chão, um cabide para pendurar a mala e o casaco, um balde de lixo de pedal, uma embalagem de desinfetante ou lixívia diluída (20mL lixívia em 980mL água) e um rolo de papel descartável. • Para maior conforto e facilidade nas operações que vai executar, pode ter aqui também uma cadeira: Em cima do tapete, limpe as solas dos sapatos com o desinfetante/lixívia diluída usando o papel descartável (que colocará no balde do lixo, cujo saco tem de ser depois fechado e enfiado dentro de um segundo saco, igualmente fechado). Guarde os sapatos nesta zona ou em cima do tapete, que deve ser posteriormente lavado. • Na “zona intermédia”, tenha sempre

gel alcoólico (colocado em cima de um banco ou pequeno armário) para proceder à desinfeção das mãos. • Na “zona limpa” tenha os chinelos ou outro calçado com o qual vai andar depois em casa.

E ao passear o cão?

• Se tem um cão, deve igualmente higienizar as patas do animal após cada ida à rua. • Use um pano ou toalhitas humedecidas com gel desinfetante ou lave as patas do cão com sabão azul e branco. • Não use álcool nem lixívia para higienizar as patas do cão, é prejudicial à sua saúde.

Cuidados com o telemóvel • O telemóvel acompanha-nos para todo o lado e é um dos objetos mais utilizados ao longo do dia. Como tal, devemos adotar

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e das máquinas de lavar, fogão e respetivos comandos, lava-louça, torneira e ralo. Deixe secar ao ar e abra as janelas para ventilar o espaço. • Para mobiliário e equipamentos, use uma solução de água morna com um pouco de detergente adequado ao tipo de superfície e material. Esfregue com um pano macio e seque de imediato. No caso de teclados, comandos, telefones e telemóveis, o ideal é confirmar nas instruções se o fabricante sugere limpar com toalhetes humedecidos em desinfetante ou em álcool a 70º. Evite partilhar a utilização de telemóveis, auscultadores ou teclados. Se não for possível, desinfete-os antes e depois de cada utilização. Agora mais do que nunca, o uso de uma capa lavável ou de uma simples película de plástico é uma excelente opção. • Para alcatifa, tapetes e cortinas, use produtos de limpeza ideais para estas superfícies. Depois de limpar, lave segundo as instruções do fabricante. Se possível, regule a água para temperatura mais elevada e seque completamente.

Lavagem da roupa algumas regras na forma como usamos o telemóvel e também com a sua limpeza. • Sempre que possível, lave as mãos antes de pegar no telemóvel; • Enquanto está a fazer uma chamada ou a mexer no telemóvel, evite tocar na cara com as mãos, em especial nos olhos e na boca; • Prefira usar um auricular para falar ao telemóvel; • Evite partilhar o telemóvel com terceiros ou deixá-los mexer no ecrã touch; • Limpe o seu telemóvel frequentemente, bem como os respetivos acessórios (auriculares e carregador, por exemplo). Atenção: antes de limpar, verifique as especificações de limpeza do seu telemóvel, variáveis consoante as marcas e modelos; • De modo geral, para limpar o ecrã e os acessórios, pode usar toalhetes com 70% de álcool ou um pano microfibra humedecido com líquido desinfetante, não abrasivo; • Faça esta operação com o telemóvel desligado e tenha cuidado para não limpar dentro dos orifícios das ligações, pode estragar o equipamento; • Para que a limpeza do seu telemóvel seja mais segura e efetiva, remova primeiro as capas protetoras e limpe-as também. Adapte também estes conselhos para o tablet e computador.

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Limpeza de superfícies

O coronavírus é um dos tipos de vírus mais fáceis de matar com o produto certo. Tem uma capa de gordura à sua volta que se funde com outras células, infetando-as. Assim que quebramos esta capa, o vírus deixa de estar activo. • Limpe as superfícies com detergente e água, antes de desinfetar. Esfregue energicamente, se a superfície permitir, sem esquecer cantos, curvas e ranhuras. • Para desinfetar, use soluções diluídas de produtos com poder biocida. Siga as instruções do fabricante para aplicar e garantir uma ventilação adequada. A solução só será eficaz quando diluída na proporção correta. • Na casa de banho, use um detergente com desinfetante na composição (lixívia ou peróxido de hidrogénio, vulgo àgua oxigenada, por exemplo). A aplicação torna-se mais fácil. Comece pelas torneiras, lavatórios e ralos, passando depois ao mobiliário, banheira ou duche, bidé e sanita. O chão é o último a ser lavado, devendo ventilar o espaço e deixar secar ao ar. • Na cozinha, comece por lavar a loiça à mão ou na máquina, usando água quente e detergente. Recomendamos limpar com água e detergente e desinfetar depois as portas dos armários e puxadores, bancadas, portas e puxadores do frigorífico

Ainda não há certeza sobre o tempo de sobrevivência do SARS-CoV-2 nos diferentes materiais da roupa. Contudo existem certos cuidados que pode ter para prevenir a possível transmissão através destes meios: • Evitar sacudir a roupa suja; não se esqueça que se o virús pairar no ar você pode respirar e ficar contaminado. • Lavar preferencialmente na máquina, com a maior temperatura possível pelo menos a 60.ºC durante 30 minutos ou entre 80-90. ºC, durante 10 minutos para descontaminar através da temperatura); • Caso não seja possível lavar a altas temperaturas e precise de descontaminar a roupa, use um produto desinfetante próprio para roupas (como por exemplo, lixívia). Existem produtos desinfetantes próprios para roupas com cor. Atenção! Só é necessário descontaminar a roupa nos seguintes casos: Doente com COVID-19; Cuidador de pessoas doentes com COVID-19; Profissional de saúde; Outras pessoas que possam ter estado em contacto com pessoas ou superfícies contaminadas.

Ir às compras

PREPARE A LISTA DE COMPRAS, O TEMPO QUE VAI GASTAR E DISTÂNCIA AO LOCAL DA COMPRA • Defina para quantos dias vai comprar alimentos; • Crie um menu de refeições e faça uma lista. Compre apenas o necessário;


• Decida quando vai às compras e procure ir sozinho, a menos que acompanhe uma pessoa dependente; • Lave as mãos antes de sair de casa; • Procure fazer as suas compras quando houver menos pessoas; • Fique sempre a 2 metros de distância de qualquer pessoa. • Enquanto aguarda a sua vez na rua mantenha sempre 2 metros de distância da pessoa à sua frente. • Se tiver de apanhar um elevador ou circular em escadas rolantes para aceder ao supermercado, mantenha a mesma distância de segurança e não toque no corrimão. O QUE DEVE FAZER NO SUPERMERCADO • Certifique-se que os corredores estão limpos e os trabalhadores da loja estão protegidos; • Faça as compras no menor tempo possível; • Prefira usar o seu saco em vez dos cestos ou carrinhos dos supermercados. Se tiver de os usar, procure desinfetar as zonas onde tiver de tocar com as mãos; • Não deve tocar nos alimentos sem luvas; • Lembre-se que após entrar no supermercado ou loja, não deve tocar no seu rosto, nariz ou olhos até chegar a casa e desinfetar as mãos; • Procure não falar junto aos alimentos frescos para não transmitir gotículas; • Se tossir, faça-o para o antebraço e afaste-se dos alimentos para não os contaminar; • Não humedeça os dedos com os lábios para abrir sacos de plástico. Friccione os sacos até os conseguir abrir; O MOMENTO DE PAGAR AS SUAS COMPRAS • Na fila da caixa para pagar, lembre-se que deve manter a distância de 2 metros das outras pessoas e também do operador da caixa; • Repare se os operadores de caixa higienizam os tapetes das caixas onde colocam e passam as compras para pagamento; • Tente não usar dinheiro. As moedas são um meio de transmissão de microrganismos. O novo coronavírus sobrevive cerca de quatro horas nas moedas; • Use o seu cartão de débito ou crédito para pagar o que compra; • Coloque as suas compras nos sacos que levou de casa, lembre-se de que não deve tocar no rosto; • Saia, mantendo a distância de 2 metros das outras pessoas.

EM CASA COMO ARRUMAR AS COMPRAS? • Lave bem as mãos e retire os alimentos dos sacos para uma superfície limpa e desinfetada, de preferência com um pouco de lixívia diluída em água; • Os sacos de compra reutilizáveis devem ser também higienizados; • Se vai congelar alimentos, faça-o rapidamente para evitar a propagação de bactérias; • Lave sempre frutas e legumes com água corrente. Se usar líquido desinfetante para alimentos, lembre-se que depois terá de os passar por água corrente para eliminar resíduos. • Cozinhar bem os alimentos é uma das formas mais seguras de evitar contágios por microrganismos. • Ao manipular alimentos crus é muito importante que as mãos e as superfícies sejam limpas antes e depois de manusear e que nunca fiquem expostas a contaminação. O mesmo vale para o pão colocado sobre uma mesa ou a fruta disposta numa fruteira que deve ser coberta. E QUANTO ÀS COMPRAS QUE ENCOMENDEI ONLINE? • É preciso ter os mesmos cuidados observados na manipulação de sacos com compras ou pacotes de encomendas (o novo coronavírus permanece ativo no cartão durante 24 horas) e manter a distância de 2 metros da pessoa que entrega as compras; • Verifique também se quem entrega as compras está protegido com luvas e máscara e se tem gel alcoólico desinfetante.

cor. Recomenda-se a utilização do simples sabão em barra e água para limpar manchas e sujidades no couro. Se o carro tiver estofos em tecido, não abuse da água, nem do detergente. O objetivo não é fazer muita espuma. Pior: se for absorvida em grande quantidade e ficar depositada nas almofadas interiores, pode deixar um cheiro a mofo e criar bolores e humidade. A solução é limpar os tecidos com uma pequena quantidade de água e detergente para roupa. Na limpeza das superfícies, use um pano de microfibras. Este captura e varre as partículas de poeira e sujidade, antes de poderem riscar ou arranhar os plásticos delicados ou brilhantes. Importante: Lave as mãos antes e depois de conduzir. Quando for atestar o carro de combustível, use um lenço ou guardanapo de papel para segurar na pistola da mangueira. Lembre-se que não há protecção a 100 % mas quanto mais se aproximar deste número mais seguro está e mais seguras estarão as pessoas que o rodeiam n

Limpeza do automóvel

Para matar o coronavírus no automóvel sem estragar os materiais, limpe as superfícies tocadas com frequência, incluindo volante, puxadores da porta, alavanca das mudanças, botões, ecrã tátil, comandos do limpa parabrisas e piscas, apoios de braços de porta e regulações dos bancos, com soluções que contêm pelo menos 70% de álcool. Dentro do automóvel, poderá limpar a maioria dos materiais com álcool isopropílico. Não use lixívia ou água oxigenada dentro do carro. Pode danificar os estofos. Evite também produtos à base de amoníaco no ecrã tátil: destroem o revestimento antirreflexo e de proteção. BASTA UMA LAVAGEM VIGOROSA COM ÁGUA E DETERGENTE SUAVE PARA DESTRUIR O CORONAVÍRUS. A maioria das peles e couros de imitação tem um revestimento de borracha para proteção. É seguro limpar com álcool. Porém, com o tempo, pode deixar marcas e fazer perder a

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Grande Entrevista Fomos para fora cá dentro, como aconselham que se faça este ano. A escolhida para esta entrevista é uma colaboradora da Farmácia Alves: a Dra. Sofia Lourenço Silva. Onde nasceu e cresceu? Nasci e cresci na Benedita. Estudei em Coimbra e depois regressei a casa (Benedita) Porque motivo escolheu Farmácia? A partir de que momento escolheu essa profissão? Inicialmente a escolha do curso de ciências farmacêuticas começou pelo facto de se tratar de uma área multidisciplinar, que envolve várias ciências como por exemplo química, biologia, matemática e física. Todos esses conhecimentos estão aplicados nas ciências farmacêuticas. Ao longo do curso sempre senti interesse pela parte laboratorial, na vertente de investigação e pela da indústria farmacêutica. No final do curso como é obrigatório o estágio curricular numa farmácia comunitária, acabei por me aperceber da vertente humana associada ao desempenho da profissão. Ajudar os utentes passou a ser o objectivo e o corolário. A satisfação de chegar ao final do dia e saber que a minha presença fazia a diferença na vida de quem precisa de um conselho, de quem confunde os seus medicamentos, em suma a saber que tinha ajudado directamente alguém, levou-,me a optar pela carreira de farmácia comunitária. Ainda hoje, continua a satisfazer-me mais conseguir ajudar os utentes: saber que vão para casa compreendo a função da medicação, o esquema terapêutico (que nem sempre é simples), a importância de tomar a medicação de forma correcta e que é prejudicial tomar medicamentos sem indicação do médico. Fale-nos do seu percurso profissional, dos seus sonhos e projectos? Tenho um percurso profissional bastante curto. Além dos trabalhos de verão que fui tendo, assim que terminei o curso comecei a trabalhar na Farmácia Alves onde gosto muito de desempenhar as minhas funções. Já tenho por isso o meu emprego de sonho. Faço parte de uma excelente equipa quer em termos profissionais, quer humanos e posso confessar que me sinto a fazer parte de uma família. Nada é estático na vida e no futuro gostaria de implementar outros e novos tipos de serviços na farmácia, como por exemplo a

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“Lentamente vamos ser capazes de nos adaptar, aprender a lidar, com esta nova realidade, aceitar que as coisas vão ser diferentes, continuando a viver as nossas vidas” consulta farmacêutica. Possamos todos ter disponibilidade para nos envolvermos em novos projectos. Há quanto tempo está na Farmácia Alves? Há 10 anos que trabalho na Farmácia Alves, o tempo passa sempre muito rápido quando estamos bem! Gosto de fazer sempre o meu melhor, contudo fico sempre com a sensação de que poderia fazer mais. É o facto de sermos exigentes connosco próprios em vez de acomodados, que nos dá energia e impele o alcance da excelência. De que maneira a afectou a pandemia? A todos os níveis: profissional e pessoal. A nível profissional foi difícil e desafiante, inicialmente pouco se sabia sobre este novo vírus e poucas certezas podiamos dar aos utentes. Tínhamos de ir gerindo e tendo as informações sempre actualizadas. Alguma medicação começou a ficar esgotada. Houve uma maior procura dos nossos serviços. A Saúde 24 não conseguiu ter capacidade de resposta e era à farmácia a que os utentes recorriam. Alterámos os procedermos para que os utentes se sentissem em segurança para se deslocar às nossas instalações. A nível pessoal foi muito difícil manter o distanciamento com a família, mas o contacto com público conjugado com o nível de incerteza sobre quem pode estar infectado em que vivemos, fazem com que seja a melhor a opção.

Que conselhos gostaria de dar aos leitores? É necessário saber lidar com a situação, devemos ter todos os cuidados recomendados e não facilitar: utilizar a máscara de forma correcta, manter a distância de segurança e lavar as mãos com maior frequência e sempre que se toca em algo que pode estar infectado. É importante não entrar em pânico, revelar um medo excessivo e acreditar em toda a informação que surge nas redes sociais. Lentamente vamos ser capazes de nos adaptar, aprender a lidar, com esta nova realidade, aceitar que as coisas vão ser diferentes, continuando a viver as nossas vidas. Como encara agora o futuro? Com mais apreensão. Deveremos tirar muitas lições. Uma delas é que não podemos ter certezas ou garantias quando planeamos algo na vida. Que devemos cuidar da nossa saúde por nós e por todos os outros que nos rodeiam. Ou seja ser sempre solidários. Que faria se ganhasse o euromilhões ? O futuro vai ser diferente daquilo que anteriormente pensamos, as coisas não vão voltar a ser iguais. Se ganhasse o euromilhões, como tenho dito sempre, gostaria de continuar a trabalhar, com um projecto próprio e sempre na mesma profissão. Quais os pilares que considera mais relevantes na vida? A honestidade e a perseverança são pilares fundamentais, tendo como base estes princípios de vida, conseguimos atingir os nossos sonhos e o que desejamos para as nossas vidas. Como gostaria de ser recordada? Tenho 33 anos, ainda não pensei bem neste assunto. Penso que gostaria de recordada por ter vivido de acordo com os meus princípios, uma pessoa honesta que sempre lutou pelos seus objectivos. Numa palavra como se define ? Persistente n

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Dr. João Cardigos Médico Dentista na Policlinica da Benedita

“A nível nacional foram estipuladas uma série de medidas rigorosas entre a Ordem dos Médicos Dentistas, a DGS e o Ministério de Saúde que visam diminuir o risco de contágio”

© fotografia: Luís Neves

Medicina Dentária Pós-Pandemia 2020 está a ser, para todos nós, um ano completamente atípico e fora da normalidade. Num abrir e fechar de olhos estamos a meio do ano e olhando para trás, passaram-se 6 meses do ano. Desses 6 meses, passámos, todos, sem excepção, no mínimo cerca de 2 meses e meio em casa. Sem contacto físico com amigos e familiares mais próximos. Por medo de um inimigo invisível e que a todos meteu medo. No que à Medicina Dentária diz respeito, vimo-nos forçados a fechar portas ainda antes do despacho do governo que obrigou ao encerramento de todas as clínicas de

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medicina dentária a nível nacional, por risco acrescido de contágio e transmissão do vírus Covid-19 através dos aerossóis libertados pelos instrumentos rotatórios, vulgo turbina. Sendo a boca, a porta de entrada do organismo e mais concretamente do sistema digestivo e levantada a medida de encerramento obrigatório por parte do governo, há ou não risco de se remarcar consulta de medicina dentária? A resposta é não. A nível nacional foram estipuladas uma série de medidas rigorosas entre a

Ordem dos Médicos Dentistas, a DGS e o Ministério de Saúde que visam diminuir o risco de contágio/propagação do vírus entre os profissionais de saúde, nomeadamente, recepcionistas, médicos dentistas, assistentes e pacientes. Após tantos dias de confinamento, o número de urgências dentárias inadiáveis e não inadiáveis disparou, o que faz com que consultas de manutenção/ higienização, entre outras, se tornem fundamentais para despiste de problemas orais (cáries, fraturas dentárias, etc.) que possam ter surgido durante o tempo de isolamento n


Dra. Sofia Lourenço Silva Farmacêutica

A Farmácia Alves e a Covid-19 A pandemia do novo coronavírus afectou a vida de milhões de pessoas e obviamente o funcionamento da farmácia. As incertezas deste novo paradigma levaram a alterações na procura de material de protecção, levando à ruptura de muitos produtos. Desde o início que aumentámos os esforços para ter em stock todos os equipamentos de proteção para os nossos utentes. Desenvolvemos ainda outros serviços para fazer face à nova realidade: • Aceitando e respondendo a pedidos via email,sms e whatsapp • informando os nossos clientes via sms quando a encomenda estivesse completa, para evitar saídas do domicílio e deslocações desnecessárias; • Providenciando entregas ao domicílio. Para facilitar a ida à farmácia aconselhamos estes novos procedimentos

de modo a organizar-se melhor: • Faça uma lista da medicação que precisa; • Caso não seja utente habitual, traga os nomes do laboratórios que prefere, ou parte das caixas; • Não deixe terminar a sua medicação, porque poderemos ter de pedir aos laboratórios e isso pode demorar; • Organize as suas receitas; • Faça uma lista das receitas que precisa de pedir. Agora, mais do que nunca, queremos agradecer aos nossos utentes todo o cuidado demonstrado, porque a saúde de cada um de nós depende da saúde de todos e a confiança que souberam continuar a depositar nos nossos desempenhos. Estaremos sempre nos nossos postos para vos atender, aconselhar e servir. Obrigada! n

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Dra. Ivone Mirpuri Médica Patologista Clínica especialista em Modulação Hormonal | Certificação em Medicina Anti-Envelhecimento pelo CENEGENICS, Las Vegas | Especialista em Medicina Anti-Envelhecimento e Modulação Hormonal pela WOSAAM e International Hormone Society

Disruptores Endócrinos Vivemos num mundo tóxico onde os chamados disruptores endócrinos interferem com o normal funcionamento das nossas hormonas. Sou médica há mais de 34 anos. Os últimos mais de dez anos da minha carreira profissional foram dedicados à Modulação Hormonal e Medicina Anti-Envelhecimento. E muita coisa mudou nestes últimos dez anos. Podemos constatar isto verificando o que nos rodeia, e o que vemos hoje nas consultas que não víamos há dez anos atrás. Eu via a menopausa aparecer aos 50 anos, e hoje vejo que cada vez mais cedo a mulher entra em menopausa. A maioria que me chega está na década dos 40 e algumas até mais cedo, mesmo sem perturbação genética como é o caso da Síndroma do X fragile, uma das causas da menopausa precoce. A puberdade e a menarca (início da primeira menstruação) eram comuns no meu tempo aos 14 anos e no da minha avó aos 16 anos. Agora vemos meninas de 8-10 anos a menstruarem. O cancro tornou-se uma “epidemia”. Alguns deles são 4 vezes mais comuns do que há 50 anos atrás, como os cancros de testículo, mama, próstata ou tiróide. Em 1900, o cancro não constava da lista de “doenças comuns” nos EUA, e o Enfarto Agudo do Miocárdio foi descrito pela primeira vez em 1933 na literatura médica por um médico americano Paul Dudley White. E em 1960, 30 anos depois, doenças cardiovasculares e cancro são a primeira e segunda causa de morte no mundo ocidental. O que mudou? A industrialização da alimentação, a agricultura, o boom do pós-guerra, a utilização da “pílula”, a emancipação das mulheres, e a necessidade de consumir tudo mais facilmente preparado, processado. O uso de plásticos teve o seu maior desenvolvimento durante este período também. As empresas petroquímicas no pós guerra em 1945, desenvolveram-se imenso e sempre com mais e novos produtos no mercado. Começámos a criar mais e mais disruptores endócrinos. E o plástico é sem dúvida o maior disruptor endócrino, pois podemos considerar que estamos na “era do plástico”. E todos os disruptores endócrinos nos vão matando lenta e silenciosamente.

As hormonas são como vimos mensageiros químicos, secretados principalmente pelas glândulas, que chegam às células onde actuam em receptores, “viajando” através da corrente sanguínea.

sangue, a fertilidade, a função imunológica, o nosso humor e emoções, a nossa qualidade de sono, o nosso teor de água, o nosso nível de cálcio, a água que bebemos, a urina que excretamos ... todas as funções metabólicas destinadas a manter-nos saudáveis são controladas pelo sistema hormonal.

Elas controlam como vimos todas as funções do nosso corpo: a pressão arterial, os batimentos cardíacos, o açúcar no

As hormonas dizem às células o que fazer, ligando-se a receptores específicos nessas células.

Disruptores Endócrinoso que são?

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É como uma chave numa fechadura: a hormona A encaixa no receptor para a hormona A, e a hormona B, não se encaixará nesse mesmo receptor. EDCs (Endocrine Disrupting Chemicals) são produtos químicos que podem imitar a forma da hormona e podem actuar no receptor em vez da hormona. Os disruptores endócrinos ao ligarem-se ao receptor da hormona podem imitar o seu


efeito, ou bloqueá-lo e originar processos anómalos. Isto pode levar a consequências muito graves à nossa saúde por interferência hormonal.

O plástico é o disruptor endócrino principal

Isto porque tem em sua composição substâncias semelhantes ao estradiol, como o bisfenol A (BPA), que assim actua no receptor do estradiol, interferindo com o seu normal funcionamento.

“Comece desde já a recusar sacos de plástico e a reutilizar os que já tem. Use de preferência sacos de pano”

Substâncias como o Bisfenol A, que actuam de forma semelhante ao estradiol e podem ocupar o seu receptor nas células são chamadas de xeno estrogénios. O plástico e xenoestrogênios podem ser encontrados em várias coisas que usamos na nossa vida diária. O revestimento das latas (BPA), Plásticos, “Fragrances”, Detergentes, Perfumes, Champôs, Sabonetes, Pesticidas, Insecticidas, Herbicidas, Produtos químicos de limpeza a seco, Panelas antiaderentes ( químicos perfluoretados), Produtos de higiene pessoal, Metais, Químicos industriais, Medicamentos farmacêuticos, Hormonas não bioidenticas... Mesmo sem o BPA, os plásticos têm na composição outros EDC como formaldeído, ftalatos, benzeno, dioxina e cloreto de vinil, entre outros. Na verdade, existem mais de 100.000 EDC já conhecidos, e podemos encontrá-los por toda parte. O nosso corpo tem cerca de 200 produtos tóxicos em cada momento e eles podem perturbar o nosso sistema endocrinológico. E se pensarmos que pequenas doses não nos afetam, e apenas grandes doses podem ser um problema, não poderíamos estar mais errados, dados os efeitos acumulativos dos diferentes tóxicos que temos concomitantemente. Comece desde já a recusar sacos de plástico e a reutilizar os que já tem. Use de preferência sacos de pano. Um saco de plástico está em média 12 minutos nas nossas mãos e permanecerá eternamente na natureza destruindo-a.

Os impactos negativos na nossa saúde são observados assistindo-se assim a imensas alterações consequentemente. A fertilidade diminuiu em 50% nos últimos 50 anos, devido não apenas à baixa qualidade do esperma, mas também devido à endometriose, síndrome dos ovários poliquísticos, abortos. As anormalidades do trato reprodutivo masculino e feminino duplicaram nos últimos 50 anos. Casos de intersexualidade ou genitália ambígua são cada vez mais frequentes. São situações em que ao nascimento não sabemos se se trata de rapaz ou rapariga. Alterações entre as relações de hormona masculina/hormona feminina, entre os sexos, faz-nos ver de forma crescente homens com corpos efeminados e a mulheres com corpos e traços masculinizados. Também obesidade, diabetes e problemas cardíacos aumentam a cada ano. Uma em cada 5 crianças nos EUA é obesa e 1/10 adultos é obeso. A diabetes aumentou mais de 5% ao ano em alguns países. Costumávamos classificar a diabetes tipo 2 como uma “doença de início em adultos”, e agora vemos crianças com 5 anos com diabetes tipo2. A doença cardíaca e o cancro são as duas causas mais frequente de morte no mundo civilizado, o que significa em países onde há mais disruptores endócrinos.

A puberdade precoce é outro problema. As primeiras menstruações apareciam no tempo das nossas avós aos 16 anos e hoje em dia vemos meninas de 8 e 9 anos a menstruarem! Estamos a esquecer-nos do que é “normal”. E a puberdade precoce está ligada a alguns problemas sérios, como problemas psicológicos, depressão, baixa estatura e mais cancro de mama. Também o cancro, por baixa dos nossos sistemas imunitários é um problema que cada dia nos preocupa mais. Cancros de mama, próstata, tireóide e pâncreas estão entre os mais frequentes nas populações ditas “civilizadas”. O cancro do testículo aumentou cerca de 400% desde 1943 e é o tumor mais frequente entre adultos jovens. FACTORES DE RISCO PARA O CANCRO DO TESTÍCULO Testículos que não desceram, pénis pequenos e distância anogenital reduzida. E nós podemos causar tudo isso em animais de laboratório usando ftalatos, um dos componentes dos plásticos. Parece existir uma ligação direta. Também laboratorialmente podemos ligar a asma ao bisfenol A, outro componente do plástico. E assistimos a muito mais problemas cognitivos, comportamentais e outros problemas no desenvolvimento do cérebro. Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma “doença” que eu não estudei quando estava na universidade. É uma doença “nova”. As crianças estão a ser cada vez mais medicadas com todas as perturbações que daí advirão. E o risco maior é durante o desenvolvimento pré-natal e pós-natal imediato, quando os órgãos e o sistema neurológico se estão a desenvolver. Poderíamos dizer que o maior perigo se encontra no recém nascido. Eles têm no seu corpo centenas/milhares de produtos químicos. Embora uma determinada dose de um produto químico disruptivo possa não afetar significativamente a mãe adulta, a mesma dose pode causar danos substanciais num feto em desenvolvimento. Estudos de amostras de sangue do cordão umbilical de recém nascidos mostram a presença de BPA e ftalatos. Os produtos químicos estão associados a doenças do fígado, infertilidade, cromossomopatias fetais, entre outras.

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“Pense em deixar um Mundo melhor para as gerações futuras. O futuro da humanidade encontra-se em risco. Há que agir já”

E 9 em cada 10 americanos têm BPA no sangue. Há estudos que referem que 99% das mulheres grávidas estudadas tinham PFC (produtos químicos Perfluorinados utilizados em panelas antiaderentes) e PBDE (polibrominated diphenil eters, utilizados em retardadores de fogo) no sangue! Não devemos esquecer a ameaça que os plásticos representam para a humanidade. Alguns especialistas afirmam que em menos de 200 anos a humanidade pode ser extinta.

De onde vêm os disruptores endócrinos (EDCs)?

Eles podem vir de qualquer lugar. Da comida que comemos, da água que bebemos, do ar que respiramos, da pele, da mãe para o feto através da placenta… Os produtos que usamos diariamente podem conter EDCs: plásticos, móveis, revestimentos, papel, copos e latas (são revestidas por substância que contém Bisfenol A (BPA) ENTRE OS TÓXICOS QUÍMICOS MAIS COMUNS TEMOS: • Formaldeído- presente nas carpetes, tintas, lã de vidro, cerveja, vinho, colas sintéticas, vernizes e outros polimentos, cosméticos, shampoos, pasta de dentes e elixires bucais, etc;

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• Compostos organo-cloretos- Presentes nos pesticidas, solventes de gorduras, resinas de plásticos (PVC,polivivilcloreto; PCB, policloretobifenil, ambos potentes carcinogénicos usados em materiais plásticos e equipamentos eléctricos); • Penta-cloro-fenol- proibido para uso doméstico mas com permissão na indústria e utilizado para revestimentos de madeira, colas, tintas e impregnações de cabedal. São inúmeros os poluentes e tóxicos com que contactamos diariamente. Estão cerca de 120.000 já identificados, pelo que é inevitável a nossa exposição diária a eles. Fiquei muito surpreendida ao descobrir que os pacotes de chá e recibos de “papel” contêm plástico. Os recibos de papel térmico comumente usados em mercearias e restaurantes têm o papel comumente revestido com substância que contém BPA para poder ser impresso. E mais uma vez relembrar que a comida é a maior fonte de produtos químicos talvez, no nosso corpo, pois no processo de armazenamento, transporte, cozinhamento e processamento do alimento, mesmo no utensílio utilizado para ser cozinhado, se libertam substâncias que entrarão na nossa circulação. Todos estes produtos químicos terão um impacto nos receptores, secreção, transporte e metabolismo das nossas hormonas.

Comer e beber de latas aumenta a exposição ao BPA em até 1600%. Até mesmo a água, a “fonte da vida”, pode ser um cocktail tóxico se for engarrafada e exposta ao calor. Um único copo de água da torneira pode conter mais de 2500 diferentes contaminantes químicos. A “fonte da vida” está a matar-nos como uma epidemia silenciosa. Um bom filtro de água pode reduzir a exposição ao chumbo na água potável. O chumbo é muito tóxico para o cérebro e pode levar à perda de QI e danos cerebrais irreversíveis. Mas mesmo a utilização de um “bom” filtro não vai retirar “todos” os tóxicos eventuais. Deve ser efectuada uma limpeza de manutenção para que não sejam fontes de outros problemas, como bactérias indesejáveis. Sobretudo a grávida deveria pensar nisto, pois é o único momento em que pode alterar as condições de formação do seu bebé, que ficará formado para o resto da sua vida. As mulheres grávidas deveriam estar bem elucidadas sobre este problema e ter ainda mais cuidados. Mas ninguém as esclarece e a grande maioria nem pensa nisto. Somos todos responsáveis e, portanto devemos agir n


O que podemos fazer? • Verifique os rótulos e evite produtos que contenham EDCs que conheça (vai ser difícil, pois são milhares, e se existe rótulo, a grande maioria das vezes são diminutos, com letras tão pequenas que não as conseguimos ler e incompreensíveis para a população em geral). • Coma alimentos orgânicos e não processados. A minha regra de ouro, a número 1. Alimentos processados são todos aqueles que já passaram por um processo de alteração. Exemplo é ir a uma loja de produtos naturais, onde observa meia dúzia de alimentos naturais, crus, e depois tem uma imensidão de “pacotes de…” . E tudo o que está dentro de “pacotes” já sofreu processo de alteração. Como por exemplo as bolachas de água e sal (um nome enganador para um alimento processado, havendo quem acredite que é de água e sal maioritariamente), as bolachas de milho, sem glúten, a soja quase toda geneticamente modificada, as carnes processadas (fiambres, etc), as gelatinas 0 % , os alimentos sem gorduras, açúcares, os iogurtes armazenados nas embalagens de plástico e todos os outros que estão em plástico, que é poroso e liberta substâncias químicas para o alimento, etc… imagine TUDO o que tem de ter estabilizante, aditivo, conservante, para se manter num “pacote” e ser conservado. E imagine que além destes aditivos e estabilizantes e conservantes, tem mais mil e um disruptores endócrinos que se libertaram durante o processo do transporte e armazenamento do pacote onde está inserido e da máquina onde foi processado. • Faça um esforço para proteger sua família e os seus filhos contra produtos de risco (por exemplo, brinquedos de plástico). • Seja mais atento durante a gravidez • Limite seus resíduos de plástico para garantir que as toxinas não sejam libertadas. • Reduza a utilização de plástico na sua vida • Leis que obriguem a testes rigorosos de todos os produtos antes de entrarem no mercado seriam úteis e ajudariam a reduzir a nossa exposição. • Mas muitas vezes, estes estudos efectuados e testes desenvolvidos, não refectem o que acontecerá num futuro próximo, dado não serem na maioria dos casos estudos efectuados a longo prazo, e onde não podemos ter em consideração os efeitos cumulativos como já referido atrás. • É muitas vezes a verificação empírica que nos elucida. • Precisamos de uma reação política, pra tentar “travar” o que já se está a passar. Talvez seja tarde demais para mudar o rumo à história da humanidade mas temos de continuar a tentar para que deixemos um legado válido às gerações futuras. • É impossível saber se há ftalatos nos chinelos que usamos, PBDE no controle remoto da nossa TV, BPA nos produtos odontológicos utilizados pelo seu dentista. • Alguns especialistas acreditam que em 200 anos a espécie humana pode ser extinta. E 200 anos não é nada. Pense nos seus filhos e nos netos deles. • Pense em deixar um Mundo melhor para as gerações futuras. O futuro da humanidade encontra-se em risco. Há que agir já. E talvez já seja tarde demais. Não temos o direito de matar a natureza e consequentemente a humanidade. E essa mudança está nas nossas mãos e nas nossas consciências.

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César Martins Dermatologista na Policlínica Central da Benedita

O cancro de pele

O mais frequente de todos os cancros A principal causa do cancro de pele é o sol. Este pode exercer o seu efeito sobre a pele de duas formas: • Ao longo de toda a vida, sendo que esta exposição crónica e mantida durante anos condiciona o aparecimento já em idade tardia de um tipo específico de neoplasia designada de basalioma. As profissões que têm maior probabilidade de desenvolverem este tipo de patologia são aquelas que obrigam a uma grande exposição solar, designadamente a agricultura, a pesca e a construção civil. Outro tipo de tumor, mais agressivo, que pode estar relacionado com esta forma de exposição solar é o carcinoma espino-celular;

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• A exposição ao sol de forma intensa, embora ocasional, que provoca queimadura solar, com vermelhidão e ardor, é responsável pelo aparecimento de outro tipo de cancro designado melanoma. O melanoma surge, portanto, nos indivíduos que costumam apanhar “escaldões” quando vão para a praia. É um tumor extremamente agressivo e pode matar se não for detetado numa forma inicial. Pode surgir em pele sã ou sobre sinais de nascença ou outros sinais escuros que apareçam na adolescência ou mesmo na idade adulta. O basalioma aparece como um pequeno nódulo do tamanho de um bago de arroz, na cabeça,

pescoço ou mãos (Fig.1), áreas habitualmente expostas á radiação solar.Trata-se do tumor mais frequente, atingindo sobretudo as pessoas de pele clara e olhos Claros, com mais de 40 anos de idade.Desenvolve-se lentamente formando, numa fase já tardia, uma crosta ou ocasionando hemorragia. Embora este cancro não se dissemine pelo restante organismo, processo denominado metastização, invade as estruturas subjacentes, podendo atingir o osso (Fig.2). Quando localizado junto de estruturas anatómicas nobres, como por exemplo o globo ocular, pode condicionar prejuízos funcionais importantes, neste caso condicionando cegueira.


O diagnóstico é fácil, sendo o seu tratamento, quando detectado numa fase inicial, simples. Pode ser excisado sob anestesia local ou destruído pelo frio – método designado criocirurgia – ou pelo calor através da electrocirurgia ou do Laser. Os doentes que tiveram um basalioma tem maior predisposição para o desenvolvimento de uma nova neoplasia, pelo que devem ser controlados periodicamente. O carcinoma espino-celular (CEC) aparece sobre a forma de um nódulo ou de uma mancha vermelha com descamação, afetando sobretudo pessoas na 5.ª década de vida (Fig. 3). Trata-se do segundo tipo de cancro de pele mais frequente, afetando novamente indivíduos de pele clara com história de exposição ao sol, aos alcatrões ou a produtos contendo arsénio. Surge habitualmente nas orelhas, face, lábios e boca, e pode dar origem rapidamente a grandes tumores. Se não for tratado no seu início pode metastizar. Por outro lado, quando o tratamento é realizado de uma forma precoce a probabilidade de cura é de 95%. Além do efeito do sol, a existência de lesões ditas pré-cancerosas – queratoses actínicas (Fig.4) - é de especial importância pois estas se não forem submetidas a tratamento originam tumores invasivos. As queratoses actínicas são usualmente lesões múltiplas, em áreas expostas ao sol, em pessoas de meia-idade sobretudo as de pele clara. Excessiva exposição à luz solar ao longo de muitos anos e proteção inadequada constituem os fatores predisponentes essenciais. As queratoses actínicas são vistas mais frequentemente na face e dorso das mãos bem como nas áreas calvas do couro cabeludo em homens. 1

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Outra lesão pré-cancerosa é a queilíte actínica, que se manifesta pelo aparecimento de forma mantida de gretas ou fissuras dos lábios, por vezes recobertas de crostas (Fig.5). A queratose actínica e a queilíte actínica podem transformar-se em CEC, mas a incidência desta transformação é difícil de se determinar, pois a linha de fronteira entre as diferentes entidades não é nítida. O tratamento do carcinoma espino-celular é semelhante ao do basalioma, embora as cicatrizes das cirurgias sejam habitualmente maiores, pois a excisão do tumor faz-se envolvendo uma maior margem de segurança. Quanto às lesões pré-cancerosas, são de fácil tratamento optando-se principalmente pela criocirurgia ou pelo Laser. O seguimento dos doentes com carcinoma espino-celular deve ser rigoroso, devido ao potencial metastizante da neoplasia, obrigando a consultas de rotina com uma maior periodicidade. O melanoma maligno é o mais mortal de todos os tumores de pele, aparecendo nos indivíduos entre os 30 e os 50 anos de idade. Pode aparecer sem qualquer sinal de aviso numa pele em tudo normal ou instalar-se sobre um sinal de longa duração. O melanoma origina-se nos melanócitos, que são as células que produzem a melanina, substância que dá a cor á pele. Deste modo, o tumor é habitualmente escuro: preto, castanho ou constituído por várias cores simultaneamente (Fig. 6). As queimaduras solares na infância são o principal factor de risco para o melanoma. No entanto, existe um certo grau de hereditariedade, principalmente se na família alguém teve um melanoma ou sinais atipicos. 3

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As alterações dos sinais que constituem um alerta para a necessidade de consultar o médico dermatologista são (Fig. 7): • Assimetria: o sinal não é simétrico; • Bordo irregular: a periferia do sinal não é bem delimitada; • Cores diferentes: existe mistura de várias cores nomeadamente castanhos, preto e mesmo branco e vermelho; • Diâmetro superior a 7 mm; • Evolução: o sinal mudou de aspeto. O tratamento do melanoma só é possível quando o tumor é detetado no início. Obriga normalmente a intervenções cirúrgicas complexas sob anestesia geral, dando origem a cicatrizes grandes. Quando o tumor já se encontra disseminado a probabilidade de cura é baixa. Desta forma a prevenção é o passo mais importante para que qualquer um destes cancros possa ser evitado. A principal medida preventiva é a evicção solar. Deve-se evitar a exposição entre as 11h00 e as 16h00, quando as radiações são mais intensas. O vestuário deve ser apropriado cobrindo bem a superfície corporal e recomenda-se o uso de chapéu de aba larga. A aplicação de protetores solares deve ser feita de acordo com o tipo de pele de cada indivíduo e consequentemente após recomendação do médico dermatologista. As crianças devem também ser protegidas do sol pois calcula-se que 80% da radiação solar é contraída antes dos 18 anos de idade. As crianças com menos de 6 meses não devem ser expostas ao sol. A maneira mais fácil de descobrir alterações da pele é realizar auto exames periódicos em casa. Esta é a forma mais eficaz de nos familiarizarmos com os nossos sinais e mais facilmente reconhecermos a mudança num deles ou o surgimento de um novo n 5

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Pessoas & Animais

Os nossos animais em tempo de pandemia Numa fase complicada de afastamento social, os nossos animais de estimação constituem a certeza de um abraço e carinho intactos e sem risco de contágio. Não entrem em pânico devido a notícias falsas e amplificadas pelas redes sociais. Muito menos pensem em abandonar os vossos animais ou entregá-los nos abrigos. Não virem as costas a quem nunca o fará. É muito importante que continuem a cuidar bem deles e a desfrutar da sua companhia. Em tempos difíceis, como os que enfrentamos hoje de confinamento social e em estado de emergência, os animais de companhia desempenham um papel muito benéfico, proporcionando companhia e alegria. Há no entanto cuidados que deve ter. OS ANIMAIS DE COMPANHIA, NOMEADAMENTE CÃES E GATOS, PODEM INFETAR-SE E TRANSMITIR O CORONAVÍRUS SARS-COV-2? Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (O.I.E.) e a Associação Mundial de Médicos Veterinários de Animais de

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Companhia (WSAVA), não há evidência científica de que os cães e os gatos, ou outros animais de companhia, transmitam o novo coronavírus.

rotinas, porque lhes transmitem segurança. Por isso crie e mantenha uma rotina de passeios curtos e de brincadeiras em casa, e cumpra esses horários.

HÁ CASOS DE ANIMAIS DE COMPANHIA INFETADOS POR COVID-19? Foram divulgados relatos esporádicos de um cão em Hong-Kong, de gatos na China e na Bélgica, e de um tigre num zoo nos E.U.A., mas importa referir que estes animais nunca exibiram sinais clínicos.

OS TUTORES DOS ANIMAIS DEVEM TER ALGUM CUIDADO ESPECIAL? • Não toque em animais na rua, porque caso os seus tutores estejam infetados, o pelo desses animais pode estar conspurcado com o vírus;

POSSO CONTINUAR A PASSEAR O MEU CÃO? Ter um animal de companhia não é um fator de risco da COVID-19. Pode continuar a levar os animais à rua, em passeio, desde que, nesse percurso, cumpra os cuidados gerais de prevenção amplamente divulgados: manter distância de 2 metros das outras pessoas; tossir ou espirrar para um lenço descartável ou para o cotovelo, não tocar na cara, boca ou olhos. Os animais gostam de

• Lave muito bem as mãos depois de interagir com os seus animais; • Não deixe os seus animais lamberem-lhe o rosto, nem dormir nas camas das pessoas; • Passeie o seu animal duas vezes por dia ou mantenha o ritmo a que ele está habituado; • Evite contactos com outras pessoas e animais durante os passeios;


• Após cada ida à rua, limpe as patas do animal, assim que chegar a casa. Para isso, use um pano ou toalhitas humedecidas com gel desinfetante ou lave-lhe as patas com sabão azul e branco. Não use álcool ou lixívia. No final, lave e desinfete sempre as suas mãos; • Como os passeios têm que ser curtos, faça jogos em casa para exercitar os seus animais como esconder grãos de ração ou brinquedos para irem procurar, atirar bolas, etc; • Ajuste a quantidade de alimento para que os animais não desenvolvam excesso de peso ou obesidade devido a menos atividade. Em caso de dúvida telefone ao seu médico-veterinário; • Só em caso de urgência ou de atos médicos inadiáveis é que deve levar os seus animais ao veterinário. Telefone ou envie um email antes de ir e cumpra as regras de segurança do Centro de Atendimento Médico-Veterinário que visitar. EXEMPLOS DE URGÊNCIAS SÃO Falta de apetite por mais 48 horas. Perda de peso em poucos dias. Alteração do estado de consciência. Perda de sangue por qualquer cavidade natural ou presença de equimoses (“nódoas negras”) pequenas ou grandes na pele. Dificuldade urinária ou urina com sangue. Dificuldade respiratória ou tosse frequente. Vómitos frequentes com mais 24 horas. Tentativas de vómito repentinas sem sucesso e aumento rápido do volume abdominal. Dificuldade respiratória ou tosse frequente. Dilatação abdominal acentuada. Dor intensa com dificuldade em movimentar o pescoço ou a coluna lombar. Incapacidade repentina do animal se mover. Intolerância ao movimento com fraqueza acentuada. Episódios de convulsões em animais não medicados ou convulsão muito longa. Tenha uma alternativa planeada caso se infete, para algum familiar ficar com o seu cão ou o seu gato, ou para o passear.

NÃO SE ESQUEÇA QUE: • Não deve adiar as primovacinações dos cachorros e dos gatinhos, nem as revacinações dos cães adultos para a leptospirose, leishmaniose, tosse do canil e raiva, nem as revacinações dos gatos adultos de vida semilivre para a leucemia felina; •

• •

Não ofereça da sua comida e tenha cuidado com sobras dos pratos. A indiscrição alimentar constitui a principal causa de diarreia aguda nos cães; Guarde bem os chocolates, pois poderão ser tóxicos para os seus animais; Arrume a roupa, pois a ingestão de meias ou outras peças de vestuário, ou de pequenos brinquedos das crianças, é a principal causa de corpos estranhos; Dê um banho com shampoo ao seu cão por semana, a não ser que ele tenha contraindicação médica.

COMO PROCEDER COM O ANIMAL DE COMPANHIA SE ALGUÉM EM CASA É SUSPEITO OU UM CASO CONFIRMADO DE INFEÇÃO? • Não deixe que o animal fique junto da pessoa infetada; Se tal não for possível, as pessoas que estiverem infetadas, com ou sem sinais clínicos, ou mesmo suspeitos, devem usar máscaras sempre que contactem com os animais; • O ideal é que seja alguém da casa não infetado a tratar dos animais; • Tenha em casa alimento para os animais para um período de 15 dias; • Caso o seu animal seja um doente crónico, tenha em casa medicação para um período de 15 dias; • Se for imprescindível uma ida ao médico veterinário, este deve ser previamente avisado de que o tutor do cão ou familiares estão infetados. Fonte : Faculdade de Medicina Veterinária

Nunca abandone o seu amigo

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Breves

POLICLÍNICA DA BENEDITA E FARMÁCIA ALVES SÃO PME LÍDER UNIRAID, UM RALLY SOLIDÁRIO

Um grupo de amigos de Alcobaça e Benedita, participou este ano na grande aventura humanitária que começou logo na inscrição. Os participantes tiveram de angariar patrocínios que lhes permitiram estar 9 dias no deserto de Marrocos seguindo rotas do Dakar, levando numa 4L, carro com mais de 20 anos, 40 Kg de material escolar para distribuir pelas crianças das aldeias, dos quais fizeram parte computadores, chupetas, mochilas, sapatos de crianças e cadeiras de rodas. O UNIRAID não é um Rally ou uma prova de

velocidade mas uma viagem-aventura em que os participantes devem completar 6 etapas navegando com um road book, ultrapassando todo o tipo de obstáculos, desafios e testes, com o objectivo de atravessar Marrocos de norte a sul num gesto humanitário que mede mais de 5 mil Km. Vemos nas imagens Henrique Henriques, o Dir. Executivo do Grupo H para quem a motivação de aderir à experiência esteve desde o início associada à necessidade de colaborar na acção solidária que mais do que mudar a sua perspectiva do mundo mudou certamente a vida de muita gente n

18.º ANIVERSÁRIO DA FARMÁCIA ALVES

A Farmácia mais bonita do mundo completou mais um ano a servir com excelência os seus clientes. Ostentando linhas de decoração estrutural inovadoras e modernas, reabriu a 22 de Março de 2019 com uma nova e atraente

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imagem. O tempo é sempre a prova na permanência do que tem qualidade. Estão de parabéns todos os que dia-a-dia fazem parte da profissional equipa da Dra. Manuela Alves n

O estatuto PME Líder é um selo de reputação de empresas criado pelo IAPMEI para distinguir o mérito das PME nacionais com desempenhos superiores e é atribuído em parceria com o Turismo de Portugal, um conjunto de bancos parceiros e as Sociedades de Garantia Mútua, tendo por base as melhores notações de rating e indicadores económicofinanceiros. Para as empresas do setor do Turismo, a gestão é assegurada pelo Turismo de Portugal. O estatuto tem associado um conjunto de benefícios, como o acesso em melhores condições a produtos financeiros e a uma rede de serviços, a facilitação da relação com a banca e um certificado de qualidade para as empresas na sua relação com o mercado. Faz ainda parte dos objetivos deste programa estimular a eficiência do processo de intermediação bancária e potenciar o alargamento do mercado de capitais a empresas de dimensão intermédia n fonte: https://www.iapmei.pt/ PRODUTOS-E-SERVICOS/QualificacaoCertificacao/PME-Lider/PME-Lider.aspx


Especialidades Médicas e Terapias Acupunctura

Dr. Francisco Fernandes CO Dra. Sylvia Silva CMP

Alergologia

Dr. Camilo Leite CO Dra. Manuela Fernandes PCB

Cardiologia

Dr. Davide Severino PCB Dr. Lourenço Coelho PCB Dr. Sidarth Pernencar CO Dr. João Cristóvão CMP

Cirurgia Geral

Dr. Franz Walter Boensch CMP CO PCB Dr. Amândio Matos PCB

Cirugia Vascular Dra. Viviana Mateus PCB

Dermatologia

Dr. César Martins PCB Dr. Lima Bastos CO Dra. Martinha Henrique CMP

Electromiografia Dr. Pedro Velho PCB

Endocrinologia

Dra. Ana Cristina Ribeiro CMP Dr. Nuno Vicente Rodrigues PCB CO Dra. Diana Martins CO

Estética Facial Dr. David Angelo CO

Estudo do Sono

Dr. José Carlos Boavida PCB

Gastroenterologia Dra. Cátia Quintela PCB Dr. Pedro Russo PCB CO Dr. Samuel Fernandes PCB Dr. Rui Mesquita PCB CO

Ginecologia

Dr. Gonçalo Moura Ramos CMP CO Dra. M. Isabel Riscado PCB Dr. Rui Lagarto PCB Dra. Andreia Antunes CO Dra. Paula Retroz PCB

Hematologia

Dr. José Pedro Carda PCB Dra. Tabita Maia CO PCB

Massagens

Neurologia

Dr. Joaquim Cândido PCB CO Dra. Marlene Carvalho CO Dr. Peter Grebe PCB Dra. Pureza Dias CMP

Dra. Ana Pereira CO Dra. Carla Paulino PCB

NeuroPsicologia

Medicina Dentária

Nutrição

Dr. André Gil CO Dra. Ana União PCB Dra. Elisabete Sousa CMP Dra. Joana Filipa Cunha PCB Dr. João Cardigos PCB Dr. João Castro PCB Dra. Liana Fernandes CO Dra. Margarida Mendes CO Dra. Mariana Bárbara CO Dra. Marta Oliveira CO Dra. Patrícia Carvalho CO Dra. Raquel Balbino CO Dra. Sónia Rita PCB Dra. Rita Carreira PCB

Medicina Geral e Familiar Dr. Adérito Vaz PCB Dr. Dmytro Sychov PCB Dr. Emanuel Simões CO Dra. Joana Cebola CO Dr. Joaquim Antunes Santos PCB Dr. José Cordeiro Gomes PCB Dr. José Gabriel Tomás Silva PCB Dr. M. João Lameiras Figueiredo CMP Dr. Osvaldo Parreira CMP Dra. Fátima Lorvão Figueiredo PCB Dra. M. Ivone Cruz CO CMP

Medicina no Trabalho Dra. Gabriela Texeira PCB Dr. Silvestre Agostinho PCB Dr. Manuel Rafael PCB Dr. José Luis Brandão PCB Dr. Emanuel Simões PCB Dra Vania Coelho PCB Dra. M. Ivone Cruz PCB

Nefrologia

Dra. Helena Pedrosa CO

Dra. Alexandra Xavier CMP Dra. Ana Bogalho CO

Obstetrícia

Dr. Gonçalo Moura Ramos CMP CO Dr. Rui Lagarto PCB Dra. Andreia Antunes CO Dra. Paula Retroz PCB

Oftalmologia

Dr. Carlos Aguilar CMP PCB Dr. Luís Miguel Violante PCB Dra. Ana Fernandes CO Dra. Paula Castela PCB

Ortopedia

Dr. Carlos Cruz PCB Dr. Ciro Costa PCB Dr. José Mouzinho CMP Dr. Sérgio Martins PCB

Otorrinolaringologia

Dr. António Marques Pereira PCB Dr. Carlos Araújo Nabuco PCB Dr. José Oliveira CO Dr. Mário Santos CMP Dra. Raquel Bento CMP

Pediatria

Dra. Luísa Bernardino PCB Dra. Margarida Santos PCB Dr. Vitor Gomes Povoa CO

PedoPsiquiatria

Dr. Pedro Henriques Santos CO

Pneumologia

Dra. Cristina Cândido CO PCB

Dr. Camilo Leite CO Dra. Manuela Fernandes PCB

Neurocirurgia

Podologia

Dr. Eduardo Bernardo CMP CO PCB

Dr. Cristovão Polónio CMP CO PCB

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Provas Funcionais Respiratórias

Reumatologia

Dr. Pedro Custódio PCB

Dr. Jorge Silva PCB Dra. Sara Serra CO

Psicologia

Terapia da Fala

Dra. Carla Ferreira PCB Dra. Cláudia Vitorino CO Dra. Filipa Vaz CO Dra. Helena Pedrosa CO Dra. Luísa Morgado CMP Dra. Paula Cardoso CMP Dra. Susana Henriques CO PCB

Psiquiatria

Dr. Cláudio Laureano CMP PCB Dr. Mário Simões CO Dr. Sérgio Martinho PCB

Ama Care - Apoio Domiciliário Av. Estados Unidos da América 8ºB nº72 1700-178 Lisboa t. 262 925 610 tm. 961 357 034 e. ama@grupoh.pt

Dra. Margarida Cunha PCB Dra. Sandra Coelho CMP

Urologia

Dr. António Oliveira CMP PCB Dr. Ricardo Borges CMP CO CMP - Centro Médico de Pataias CO - Clínica das Olhalvas - Leiria PCB - Policlínica Central da Benedita

Centro Médico de Pataias

Av. da Lagoa, nº 21, 2445-202 Pataias t. 244 585 040 · tm. 967 388 689 · f. 244 585 041 e. geral@centromedicopataias.com 2ª a 6ª - 08h00 às 20h00 Sábado - 08h30 às 13h00

Exames e Outros Seviços Centro de Enfermagem Centro de Fisioterapia Analises Clinicas

Exames

Exames Auditivos ECG - Electrocardiograma EEG - Electroencefalograma EMG - Electromiografia Exames de Gastrenterologia (Endoscopia Alta e Colonoscopia, biopsias) HOLTER MAPA Polissonografia (Estudo do Sono) Provas Funcionais Respiratórias Testes Cutâneos de Alergias

Policlínica Central da Benedita

Rua da Policlínica s/n, 2475-151 Benedita t. 262 925 610 · tm. 969 655 534 · f. 262 925 619 e. geral@policlinicabenedita.com Horário: 2ª a 6ª - 08h00 às 21h00 Sábado - 08h00 às 13h00 Domingos e Feriados - 09h00 às 12h00

Farmácia Alves Centro Médico Diálise da Benedita Rua da Policlínica s/n 2475-151 Benedita t. 262 925 615 e. geral@grupoh.pt

Clínica das Olhalvas

Rua das Olhalvas, Olhalvas Park, 1º, 2410-198 Leiria t. 244 843 720 · tm. 967 386 480 · f. 244 843 729 e. geral@clinicadasolhalvas.com 2ª a 6ª - 08h00 às 20h00 Sábado - 08h00 às 18h00

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