N.º
ESPECIAL VERÃO 11 EDIÇÃO PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL | GRATUITA
Maya Gabeira Recordista mundial feminina da maior onda surfada
“A atitude perante a vida define quem somos e o nosso trajecto”
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Melhorar as nossas defesas 11
Para melhorar a imunidade é importante mudar o estilo de vida, incluindo a actividade física e melhorar os hábitos alimentares,
Tiroide e depressão 20 A depressão é um sintoma, e não uma doença. Pode estar relacionada com imensas situações e é assim que a devemos pensar para não estar a corrigir um sintoma, mas se possível corrigirmos a doença, a causa que motivou esse sintoma.
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Ansiedade dos sintomas ao tratamento 24 Aprenda a reconhecer os principais sintomas de ansiedade e como actuar, prevenir ou procurar o melhor tratamento.
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Alcobaça* | Benedita | Pataias | Leiria
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ÍNDICE N.º
ESPECIAL VERÃO 11 EDIÇÃO PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL | GRATUITA
Índice e Ficha Técnica....................................................................................................................................................................................................................3 Editorial | Dr. António José Henriques ................................................................................................................................................................................. 4 Cultura | Corpo são em mente sã | PhD António Delgado .....................................................................................................................................6 Gestão | Há mar e mar, há ir e voltar | Henrique Alves Henriques.................................................................................................................. 10 Saúde | Farmácia Alves | Melhorar as nossas defesas | Dra. Sofia Lourenço Silva ..................................................................................11 Gestão | RH | A valorização e o conhecimento | Dra. Raquel Estevão ...........................................................................................................13 Entrevista | A atitude perante a vida define quem somos e o nosso trajecto | Maya Gabeira ....................................................14 Academia H Saúde | A Formação é o caminho para o Sucesso | Dr. Francisco Gonçalves .............................................................. 16 Saúde | Nutrição | A alimentação saudável em férias| Dra. Maria Gama ................................................................................................... 18 Saúde | Patologia Clínica | Tiroide e depressão | Dra. Ivone Mirpuri ................................................................................................................20 Saúde | Fisiatria | Mesoterapia em Patologia Musculoesquelética | Dra. Diana Ascenso .....................................................................23 Saúde | Psiquiatria | Ansiedade - Dos sintomas ao tratamento | Dra. Ana Rosário Fonseca ...........................................................24 Saúde | Psicologia | Sobre o amor| Dra. Carla Ferreira ..........................................................................................................................................26 Breves ................................................................................................................................................................................................................................................28 Pessoas & Animais | Histórias com pêlo/O Buda | Maria do Rosário Pedreira/Luís Pedro Nunes/Paulo Cardoso .............30 Especialidades Médicas, Terapias e contactos.......................................................................................................................................................33 Todas as imagens são propriedade da Towerelephant | A publicação não respeita as regras do AO90 no entanto cada autor é livre de o respeitar ou não.
FICHA TÉCNICA Director: António José Rodrigues Henriques Nº de Registo: 127210 Propriedade: Grupo H Saúde - Policlínica Central da Benedita S.A. NIF- 501348786; Entrecolunas, Unip. NIF-507269543 - 86,11%; Presidente do Conselho de Administração: Dr. António José Rodrigues Henriques; Vogal: Dr. Nuno Miguel Alves Henriques; Registado na ERS - Entidade Reguladora da Saúde com nº E111471 Sede do Editor: Avenida Estados Unidos da América, nº72, 8ºDto, 1700-158- Lisboa Tiragem: 5000 exemplares Distribuição: Gratuita Impressão: Relgráfica, Artes Gráficas Lda, Benedita, Alcobaça, 2475-011 Algarão
Gabinete de Comunicação e Relações Públicas: Henrique Alves Henriques Colaboradores na edição: Dr. António José Henriques | Henrique Alves Henriques | Dra. Sofia Lourenço Silva | PhD António Delgado | Dra. Raquel Estevão | Maya Gabeira | Dr. Francisco Gonçalves | Dra. Maria Gama | Dra. Ivone Mirpuri Dra. Diana Ascenso | Dra. Ana Rosário Fonseca | Dra. Carla Ferreira | Maria do Rosário Pedreira | Luís Pedro Nunes | Paulo Cardoso Sede da Redacção: Towerelephant, Lda - Rua Palmira Bastos, 7, 7.ºA, 2810-268 Almada e.mail: redaccao.revistasaudehoje@gmail.com Gabinete de Imagem: Dots of Light, Lda Publicidade e Marketing: Media Style/ mediastyle.ca@gmail.com Periodicidade:Trimestral
ESTATUTO EDITORIAL A publicação periódica Grupo H Saúde adopta claramente um estatuto editorial que abordará temas sobre saúde destinados aos utentes e público geral, com o objectivo de informar sobre a temática da saúde/sua prevenção/novas técnicas clínicas e inclui o compromisso de assegurar o respeito pelos princípios deontológicos e pela ética profissional dos jornalistas/médicos/opinion makers, assim como pela boa fé dos leitores.
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l a i r ito
Ed
Nullius in verba A Pandemia, ao que parece, deixou o mundo de pernas para o ar, ou então, apenas realçou o que a humanidade tem de menos bom. Aspecto que vem sempre à tona nas alturas de crise. Vamos então, por momentos, esquecer os obscurantistas, que nesta altura ainda protestam contra a vacinação e os maldizentes, que estão sempre do lado das críticas por ser mais simples do que posicionarem-se do lado das soluções.
Lema, este, que norteia todos os meus passos e o que considero ter realmente valor: • a honestidade - lido muito mal com a corrupção, • a solidariedade - não consigo deixar de ajudar quem precisa, • a resiliência - não desisto das minhas convicções e vou à luta, custe o que me custar, • o trabalho - nada se alcança sem ele • e a liberdade - penso de acordo com o que acredito, não sou ou serei um Yes man.
Aproxima-se velozmente o dia em que podemos, novamente, dar uso à liberdade para escolher as pessoas que melhor poderão representar e defender os nossos direitos, na nossa autarquia. Que o façamos pois, sem abdicar deste direito. Que o façamos sem deixar que a decisão fique por mãos alheias. Que o façamos sem esquecer o legado de todos os candidatos, a obra realizada, as batalhas que têm encabeçado, mais do que as suas palavras.
Por isto também, apelo ao voto, porque é a altura de em democracia, dizermos em quem acreditamos. De uma maneira séria e deixando pelo caminho as guerras e insultos das redes sociais.
Há um lema que tenho abraçado na vida, da Royal Society de Londres de 1663, Nullius in verba, que significa : As palavras não contam e não são confiáveis pois são fáceis de proferir.
casa. As nossas acções, mesmo as que não praticamos, às vezes sobretudo essas, têm consequências de importância maior do que a que lhes atribuímos ou conseguimos visualizar. A crise climática que atingiu a Europa , com imagens de cheias que inundaram os nossos écrans e incêndios impossíveis de controlar, foram mais exemplos de que o futuro chega sempre mais cedo, de que o respeito que devemos à natureza e a este planeta que a todos pertence começa nos simples gestos de não poluir, de diminuir a nossa pegada ecológica e de apostar na sustentabilidade. Abracem os valores e mais do que os direitos, os vossos deveres n
Sendo estes valores universais e que conjugados e seguidos, em muito beneficiariam o estado da Nação e do Mundo. O coronavírus também nos ensinou a pensar à escala global. A percebermos que as nossas acções não se extinguem no patamar do prédio onde moramos, quintal ou jardim de
Dr. António José Henriques Director Editorial redaccao.revistasaudehoje@gmail.com
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Cultura
PhD António Delgado Docente Universitário Investigador no CIEBA- U.Lisboa
"Corpo são em mente sã" Mens sana in corpore sano ou Orandum est ut sit mens sana in corpore sano. Não é correto atribuir esta frase a Platão ou a outros pensadores gregos, na verdade ela é do poeta Romano Decimus Junius Juvenalis, simplesmente conhecido por Juvenal, a quem devemos a sua autoria. E hoje, a frase serve-me de mote para expor a relação da Medicina com as Belas Artes e como esta afirmação assenta em bases de uma espiritualidade pretendida que foi primeiramente anunciada na prática e no Ocidente pela cultura Grega, apesar de nos dias que correm, estar tão afastada daquele nobre princípio. A sua alusão é pertinente dado terem decorrido, neste Verão algumas competições desportivas de enorme relevo internacional como foram o Campeonato Europeu de Futebol entre seleções e os Jogos Olímpicos no Japão. E, em ambos os eventos existirem sérios sinais de como a saúde "mental dos atletas" os afecta determinantemente. Revelando ser uma questão particularmente sensível a todas as modalidades e um campo bastante obscuro que a «Indústria desportiva» omite indiferente a esta complicada vulnerabilidade. Afinal a citação latina "corpo são em mente sã" que há séculos faz a alegria das Academias, do desporto e ginásios, não é verdadeira. Até porque ter uma mente brilhante
não é sinónimo de possuir um corpo são nem o contrário é correto. (recorde-se por exemplo o cientista britânico Stephen Hawking ou o imperador Cláudio) À luz dos Jogos Olímpicos de Tóquio, alguns atletas fizeram manifestações públicas assinalando a sua vulnerabilidade física numa perspectiva muito concreta: o da Saúde Mental. Admitindo a necessidade de ajuda psicológica como fez a atleta Simone Biles. A sua entrevista teve um grande impacto na imprensa mundial sendo unânime a conclusão de que poderá ajudar muitas vidas.. A ginasta desistiu mesmo de participar numa prova referindo que "estar bem consigo mesmo é mais importante do que ganhar medalhas". De facto, as multidões que enchem os estádios e muitos dos telespectadores que seguem as competições olímpicas e desportivas pela televisão esquecem ou talvez não imaginem que para além das enormes pressões e cargas emocionais associados ao acto de competir, também existem por detrás destes atletas histórias pessoais e muitas delas dramáticas: com casos de rejeições, passados familiares degradantes, de abuso, adição e até crime. E ainda outros fatores que ofendem a dignidade humana como a exclusão
Fig. 1 - A liberdade no mundo Ocidental
Fig. 2 - Imagem da mulher no Afeganistão.
social ou racial ou a de refugiados políticos e emigrantes. Muitas vezes estes desportistas são antes de mais sobreviventes e só depois campeões. Muitos deles ao não conseguirem a vitoria do país que representam sofrem vilipêndios humilhantes como os sofridos pelos jogadores negros da selecção inglesa que falharam penáltis o que teve como consequência a eliminação de Inglaterra. Por isso e para muitos deles a pressão emocional e psicológica é imensa ao ponto da própria Simone Biles interrogar-se na entrevista supracitada que "fora do ginásio, quem sou eu? Ainda estou a descobrir-me?” Uma questão que denota a falta de vivência: da vivência de um mundo real, que não é proporcionada a uma criança superdotada na área desportiva e que é deste modo absorvida pela engrenagem desta "indústria” de alta competição que depois sobre ela exerce toda a sua tecnologia e doutrinação que a esteriliza do mundo real e transforma o seu corpo e mente numa espécie de ciborgue desportivo, mediante a implantação de tecnologias apropriadas das quais fazem parte a alimentação, suplementos, manutenção do corpo através de máquinas e apropriados aditivos alimentares, que os privam de vidas
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normais, tal como os animais de aviários são privados, para nutrir a indústria alimentar de que somos dependentes. Poucos de nós, consumidores passivos e massivos do "Desporto Industrial" e simples mortais, adoradores destas "máquinas humanas", teremos consciência dos demónios que os atletas têm de vencer dentro de si e outros igualmente associados à competição por ordem prescritiva de todos os géneros ora ditados pela medicina desportiva e negócio em que o desporto se transformou: contratos de patrocinadores, publicidade das marcas; dos suplementos alimentares juntando-se ao desfile as perseguições políticas e falta de apoios e condições na preparação e treino. À "indústria desportiva" só lhe interessa um corpo máquina duradouro e sempre pronto a responder à competição e a vencer. Não lhe interessa o indivíduo, a pessoa do atleta, as suas inquietações , as suas dúvidas, as suas emoções, sobretudo agora que entramos na rápida obsolescência dos bens de consumo, onde o corpo pelo desporto parece ganhar estatuto de objeto a um ritmo semelhante àquele com que hoje trocamos de computador, carro ou telemóvel…até o corpo voltar a um ponto de partida e o atleta ser vítima dessa indústria remetendo-o à sua "querida mediocridade", num usar e deitar fora, não com o estatuto de Deuses do Olimpo mas como simples mortais. Talvez por dar-se conta de como foi enganado por esta indústria, o campeão olímpico Michael Fred Phelps depois de ganhar 23 medalhas de ouro e deixar a alta competição tornou-se um ativista da "Saúde Mental" ao admitir lutar há décadas "contra a ansiedade, a depressão e pensamentos suicidas". Muitos poderiam ser os exemplos a apresentar sobre desportistas que entraram num beco sem saída. Angústias existenciais que desvelam que
Fig. 3 - Diana, a deusa da Caça. A caça é uma actividade os gregos deram-lhe corpo de mulher.
o nosso conhecimento sobre estes atletas é mais idealizado do que real e fabulado num suposto mito do Olimpo em que vivem. De facto o campeonato europeu de Futebol e os Jogos Olímpicos no Japão ensinaram-nos a ver a precária "Saúde Mental" de alguns atletas e quando o jogador dinamarquês caiu inanimado em pleno estádio (outros chegam a morrer....) apercebemo-nos do que representa em termos sociais e culturais e sobretudo éticos toda a farsa em que a indústria desportiva se transformou com a nossa cumplicidade. Talvez tivéssemos percebido afinal que o mantra " mente sã em corpo são" é um mito sem correspondência com a realidade e que requer uma nova ordem ética na sociedade. No entanto, espreitemos, em linhas gerais, algumas ideias feitas pela cultura em relação ao nosso corpo. Para a sociedade Ocidental, a ideia de corpo, refere-se constantemente a um padrão onde confluem aspectos tanto de carácter físico e estético como culturais e espirituais. O conceito de corpo não é um facto objetivo e imutável, mas antes uma realidade produzida tanto pelo tempo como pela história pessoal do sujeito e pela envolvência física e cultural na qual se desenvolve a sua existência. O corpo evidencia a insistência de todos os momentos da vida (sofrimento, hedonismo,trabalho, saúde…) e a forte impressão simbólica que pode chegar a ter, não apenas como objeto natural, mas campo de transformações e invenção (máscaras, maquilhagens, magia, esculturas, tatuagens, cirurgias plásticas…) como campo de representação das diferentes culturas no mundo e também como campo das diferentes e as mais diversas pulsações e/ou como sujeito da sexualidade. Cria-se assim o corpo, como um claro produto sócio-cultural do qual se desprendem diversas visões e imagens que o
Fig. 4 - Vaso ático de figuras negras representando Synthos, Deméter, Hermes e o barqueiro c.535-540 aC
sujeito terá, dependendo igualmente da sua própria situação na escala social e da ideologia que professe. Em tudo isto também sobressai de forma evidente o desejo constante de todas as sociedades no controlo do corpo, ora exaltando-o (Fig 1) ora anatomizando-o (fig 2) Deste modo o corpo humano converteu-se no sujeito central que impregna toda a vida quotidiana e histórica no Ocidente. No entanto tudo o que é Grandioso e Belo, nesta cultura, tem os seus fundamentos na Cultura Grega Clássica. E o corpo como ideal de Beleza e o recurso ao exercício físico para atingi-lo não foge a esta regra. Na antiga Grécia a exercitação do corpo constituía o meio para a formação do indivíduo e do seu Espírito. Platão referia a ginástica para o "aperfeiçoamento do pensamento elevado e justo". E as ideias de Sócrates, como as obras de Platão, Aristóteles e outros filósofos gregos, atestam o valor da Educação Física entre os gregos, para adquirir factores de eficiência Educacional, Filosófica, Terapêutica, Estética e Moral tendo em vista a formação integral do cidadão. Toda a Grécia era por assim dizer um campo de práticas desportivas e estas muito influenciadas pela mitologia. As admiráveis estátuas, pintura e decoração dos vasos de cerâmica revelamnos uma enorme e variada gama de atividades desportivas, acentuadamente de carácter competitivo que tinha nos Jogos Olímpicos a síntese mais elevada e com carácter religioso. Para o Ocidente o seu ideal de Beleza Corporal, nasceu nos locais desportivos da Grécia. Onde tanto as práticas dos exercícios como as manifestações artísticas eram considerada irmãs, por uma simples e determinante razão: todo o sentido da unidade do espírito e do corpo, além de ser a mais familiar de todas as características gregas, manifesta-se no seu dom de conceber ideias abstratas de uma
FIG. 5 - Dorifero de Policleto. Acredita-se que esta estátua seja a ilustração das regras sobre harmonia e proporções do corpo humano estabelecidas. Policleto no seu tratado teórico intitulado Canone. A obra original — de bronze — está perdida, foram encontradas apenas cópias em mármore realizadas durante o período helenista e na Roma. A cópia de melhor conservação está exposta no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles.
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Fig. 9 - A ideia de matemática associada à proporção corporal está representada nestas duas esculturas cujos autores já mencionámos. Mostra que, apesar do canone se caracterizar por regras estritas para a Arte na sua definição da beleza, a verdade é que já na antiguidade suscitava falta de consensualidade.
forma sensível e tangível de forma bem humana. Esta lógica é conduzida sob forma visível e na sua aparência os deuses são confundidos normalmente como semi-familiares dos seres humanos - uma criada, um pastor ou um primo distante; as florestas , os rios e até os seus ecos são representados tanto na escultura como na pintura com presenças corpóreas, sólidas e protagonistas vivos e, muitas vezes até com maior proeminência (fig.3). Nesse sentido as esculturas gregas mais que formas humanas :"são todas elas representações de existências espirituais, de deuses imortais, diretamente destinadas aos mortais, transitório órgão de vista: e, não obstante, são concebidas e organizadas em sólidos mármores". Esta ideia foi expressa por William Blake. Uma estátua, era segundo este ponto de vista um complexo repositório de ideias que absorvia: ali estava o corpo humano mas também a crença nos deuses e o amor pela proporção racional. Por isso o sentido de unidade da imaginação grega alcançou a união destes diferentes elementos num único símbolo: O Corpo Humano, onde todas estas ideias existiam. Para despojar o corpo humano de qualquer artifício que não seja o próprio corpo em si e na sua própria nudez,
até S. Francisco de Assis se apresentou ao Papa nu (qual Adão a tapar o seu corpo por vergonha). Era deste modo que a Beleza na Grécia conquistava o seu valor perdurável, conciliando diversos estados contrários: era a materialização do objeto mais sensual e de maior interesse representativo situando este para além do «TEMPO» e do «DESEJO», dotando-o da noção mais puramente racional de que a humanidade é capaz de formular, a Matemática, para fazer com ela um encanto para os sentidos, através da Norma e do Cânon em que a Escultura e por simpatia a Arte em todo o seu ideal de beleza é mais o completo exemplo da transmutação da matéria em forma. (FIG.4, FIG.5, FIG.6, FIG.7). Para os gregos os vagos receios do desconhecido , adoçavam-se mostrando que os deuses são como os homens que podem ser adorados pela sua beleza Criadora e Ética através dos seus heróis, em vez de o serem pelos seus poderes mortíferos. Por isso não é por acaso que na actual vivência, que a imagem dos atletas mais mediáticos, é vista, junto das crianças como modelos de virtudes. Indo esta ideia ao encontro dos antigos princípios gregos que associavam A Educação Física com os princípios mais elevados na educação integral do indivíduo.
Fig. 6 - Apoxyomenos, escultura de Lisipo (Séc. III A. C.). Como a anterior escultura, o original perdeu-se a apenas conhecemos réplicas romanas. O tema é dos convencionais da escultura votiva grega antiga; representa um atleta, no conhecido ato de tirar suor e poeira de seu corpo com o pequeno instrumento curvo que os romanos Chamavam de strigil
Fig.7 - O Discóbolo , lançador de disco em grego. É uma estátua do escultor grego Miron. (Século IV A.C.) Representa um atleta, momentos antes de lançar o disco. Talvez seja a estátua de um desportista em acção mais famosa do mundo. O original também se perdeu e é conhecida pelas réplicas romanas produzidas na roma Antiga
Mas a beleza a que os gregos se referiam era a uma beleza interior feita de modelos morais associados à justiça e ao bem comum, na qual as implicações espirituais estão sempre associadas ao físico e nesse circuito vivem indissociáveis como um sistema fechado. Este ponto leva-nos a outro que transforma a beleza numa viagem sinónima da «História do Desejo» como memoriza o primeiro nu integral da história da humanidade: a “Vénus de Cnido" (FIG 8) de Praxiteles. Segundo conta Filóstrato nas suas crónicas, esta célebre escultura foi inspirada numa prostituta de nome Phryné que conquistou o coração de um homem, que o deixou totalmente fora de si e a quis desposar, mas esta "nem uma palavra lhe concedeu" acabando o apaixonado a gritar com despeito, o que deitaria sobre ela a mais estremecedora maldição feita aos seres belos "desejo-te que envelheças". Praxiteles tinha o dom de retratar a beleza nas suas criações e com ela conseguia o objetivo dos grandes artistas: comover e criar paixões. Mas não deixa de ser estranho que o mecanismo que logra que um objeto belo nos comova também conduza à perda da razão? Não é uma pergunta fácil de responder tendo em conta que, ao longo da história se ensaiou uma ideia aberta e tremendamente relativa sobre a Beleza. Para Albert Einstein a "beleza reside no coração de quem a vê". Uma ideia que, muito antes David Hume terá constatado por estas palavras algo semelhante " A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla". Talvez por estas razões a Beleza sirva para definir a obra de Arte mas também quem a contempla. Por isso a «História da Beleza» não é somente uma «História dos Objetos Belos» é, antes de mais, a « História do Nosso Olhar» sobre as coisas. Um olhar que no Classicismo Grego vinculava a Beleza à Proporção, à Simetria e à Matemática (FIG. 9) mas na unidade do Espírito com o Corpo de forma indissociável, tão contrária à ideia dos nossos dias n
Fig.8 - Vénus de Knidos de Praxiteles. Escultura clássica realizada no Século IV AC. É uma das primeiras representações de um nu femenino em tamanho natural na história grega. Exibida como ideia alternativa à nudez heroica masculina.
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Henrique Alves Henriques Director Executivo do Grupo H Saúde
Há mar e mar, há ir e voltar O Verão costumava ser apenas sinónimo de férias. Planos e malas feitos e por momentos em nada mais se pensava, deixando na empresa/ local de trabalho, todas as preocupações e tarefas. No entanto, num ano marcado pela pandemia, a apreensão da maioria de nós é sinal de consciência justificada. Todas as precauções ficaram deitadas ao lado da toalha de praia ou ao lado da cadeira no campo. Há,no entanto, quem tenha re-aprendido a viver. A andar mais a pé para equilibrar o tempo passado à secretária ou no sofá.
Aprendido o valor imenso de um encontro com amigos, o valor de um abraço, de um olhar, e tantas e tantas coisas que antes nos passavam ao lado.
negligenciar ou pôr em causa, que passou a viajar connosco para onde quer que nos dirijamos.
Ficou claro nas nossas mentes a importância da segurança. A ideia de que corrermos riscos pode afectar todos os que contactam connosco - família, amigos e colegas - cuja segurança depende do nosso cuidado.
Tal como o Slogan “Há Mar e Mar, Há ir e Voltar”, também eu desejo que vão em segurança e regressem revigorados para a segunda jornada deste ano.Prontos para novos desafios, prontos para ousar mudar para melhor, para ousar limar arestas e criar novos e melhores caminhos.
E no meio da ideia libertária das férias, da ausência de horários e compromissos por que tanto ansiamos, esta é uma preocupação que não podemos
Estamos ligados e dependeremos sempre uns dos outros para alcançarmos as metas a que nos propomos, a nível pessoal e profissional n
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Dra. Sofia Lourenço Silva Farmacêutica
Melhorar as nossas defesas As “nossas defesas” como vulgarmente chamamos, são na verdade o nosso Sistema Imunitário ou a nossa Imunidade, autênticos heróis imunológicos, que destroem aquilo que poderia ser nocivo ou mesmo mortal. A imunidade pode ser dividida em imunidade inata e imunidade adquirida. A imunidade inata é aquela com a qual nascemos, ou seja, aquela que os indivíduos ou espécies possuem em condições naturais. Por exemplo, os cães são imunes à febre tifóide. Na imunidade adquirida existe uma resposta do organismo ao ataque infeccioso. Pode ser dividida em humoral, que é mediada por anticorpos produzidos pelos linfócitos-B, e em celular, responsável por destruir os microrganismos e é mediada pelos linfócitos-T.
Além de nos proteger contra agentes que causam doenças, como vírus, bactérias e fungos, o sistema imunitário também defende o organismo contra o cancro, pois consegue identificar as células estranhas, como as mutantes e destruí-las.
Situações que podem baixar a imunidade:
• Doenças, como Diabetes, Lúpus, Doenças Cardiovasculares ou Cancro; • Gravidez; • Medicamentos, como os corticosteróides, imunossupressores e antibióticos; • Falta ou excesso de actividade física; • Tabagismo; • Alcoolismo; • Não dormir bem; • Stress; • Alimentação pouco saudável.
Sinais e Sintomas de Imunidade baixa: Quando a nossa imunidade está baixa, o nosso organismo fica mais propenso a ficar doente e podem surgir alguns sintomas, esteja atento e contacte o seu médico se necessário. • Infecções recorrentes, como amigdalite, infecção urinária, herpes, aftas; • Doenças simples, mas que demoram mais tempo a passar ou que agravam facilmente, como a gripe; • Cansaço excessivo; • Queda acentuada de cabelo;
Melhorar o Sistema Imunitário
Para melhorar a imunidade é importante mudar o estilo de vida, incluindo a actividade física e melhorar os hábitos alimentares, dando preferência a alimentos que
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estimulem o sistema imunológico, como alimentos ricos em ómega-3, selénio, zinco, probióticos, vitaminas A, C e E, já que favorecem a produção das células de defesa do organismo de forma mais eficiente.
Alimentos que aumentam a imunidade
(alguns exemplos, organizados pelo seu componente principal) • Ómega-3: sardinha, salmão, atum, sementes de chia e nozes; Selénio: trigo, arroz, gema de ovo, sementes de girassol, frango, queijo, repolho; • Zinco: ostras, camarão, carne de vaca, frango, peru, peixe, fígado, grãos integrais e frutos secos; • Vitamina C: laranja, tangerina, limão, morango, melão, manga, kiwi, brócolos, tomate e melancia; • Vitamina E: sementes de girassol, avelã, amendoim, amêndoas, manga, azeite, molho de tomate e nozes; • Vitamina A: cenoura, batata doce, manga, espinafre, melão, acelga, pimento vermelho, brócolos, alface e ovo; • Probióticos: iogurte natural, leite fermentado.
Exercício Físico
A prática de atividade física, para um resultado eficaz, deve ter uma duração de 30 minutos diários com uma intensidade moderada. O excesso de exercício pode ter um efeito prejudicial no sistema imunitário.
Os suplementos alimentares não devem ser tomados como substituto de um regime alimentar equilibrado e de um estilo de vida saudável
Suplementos alimentares
Quando só as alterações do estilo de vida não são suficientes, podemos complementar com alguns suplementos. Todos combinados, vitaminas, polifenóis e minerais, ajudam na defesa do corpo humano. Os suplementos alimentares não devem ser tomados como substituto de um regime alimentar equilibrado e de um estilo de vida saudável
• Vitamina C: Desde que foi isolada pela primeira vez por volta de 1930, a vitamina C tem sido usada no tratamento de infeções respiratórias. Tornou-se bastante popular na década de 1970 quando o detentor do prémio Nobel, Linus Pauling concluiu, que a vitamina C poderia prevenir e melhorar as constipações e gripes. • Vitamina D: aumenta a liberação de moléculas importantes para a activação das células do sistema imunitário. • Selénio: tem propriedades antiinflamatórias e imunoestimulantes e destaca-se por contribuir para a proteção das células contra as oxidações indesejáveis. • Cobre: é importante para as necessidades do sistema imunológico na realização de várias funções. • Equinácea: é uma planta que ajuda a combater as infecções, bem como a acelerar a sua recuperação, uma vez que estimula o Sistema Imunitário. Extrato de própolis: Possui efeitos imunomoduladores, uma vez que é conhecido por estimular as células do sistema imunitário. • Probióticos: regulam a flora intestinal e têm acção imunomoduladora. A flora intestinal e o sistema imunitário estão interligados e influenciam-se mutuamente. Muitos estudos relacionam a constituição da microbiota com as mais variadas doenças. Ajudam a reequilibrar a flora intestinal após ou durante a toma de antibiótico n
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Raquel Estevão Diretora de Recursos Humanos
A valorização e o conhecimento As acções de formação que começaram em Abril continuam a realizar-se e continuarão até Outubro. Tal como já mencionado na edição anterior e porque o Grupo H Saúde, considera importante a valorização profissional dos seus colaboradores, na medida em que tal contribui de modo decisivo para um melhor desempenho nos vários lugares que ocupam dentro da Organização. Módulos sobre Comunicação, Relacionamento Interpessoal, Língua Inglesa no atendimento, Motivação, Liderança e trabalho em Equipa, Gestão de Conflitos e Stress, Segurança e Higiene no Trabalho, Primeiros Socorros e SBV, vão sendo administrado aos colaboradores sempre no sentido de melhorar e aperfeiçoar os seus conhecimentos e a resposta interna e externa a todas as diferentes solicitações. A formação é o mais importante pilar no percurso profissional de cada um e qualifica os recursos humanos do Grupo H, proporcionando aos seus quadros e colaboradores a aquisição e a actualização de conhecimentos. Colaboradores mais qualificados, inovadores e criativos contribuem para que o Grupo H continue a destacar-se no mercado dos serviços e cuidados de saúde português ao mesmo tempo que cria novas possibilidades de desenvolvimento pessoal . O Grupo H agradece novamente a todos os colaboradores/equipas, o esforço diário e dedicação na participação activa nas acções de formação; ao Francisco Gonçalves, Gestor de Formação na Academia H Saúde pela sua excelente coordenação e implementação das acções de formação e à Dr.ª Maria de Lurdes Pedro, Presidente da Junta de Freguesia da Benedita, pela disponibilidade e cedência de um espaço físico que contribuiu para a realização destas acções n
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Entrevista
“A atitude perante a vida define quem somos e o nosso trajecto” Maya Reis Gabeira é uma surfista profissional brasileira nascida a 10 de Abril de 1987 no Rio de Janeiro. Uma big rider bastante conhecida pelos muitos troféus conquistados ao redor do mundo. Filha do ex-deputado federal Fernando Gabeira e da estilista Yamê Reis. Em fevereiro de 2020, bateu o recorde mundial feminino de maior onda surfada. O que se sente ao encarar o Canhão da Nazaré? A Praia do Norte é muito especial . A onda mais poderosa que já surfei. Respeito muito aquele mar.
sonhos. Sempre sonhei em surfar a maior onda e por ser mulher entrar para o Guiness. Quando surfei na Nazaré sabia que ali seria o local para realizar o meu sonho. Por isso apesar do começo difícil não pude desistir.
Como encarou a ideia de depois do acidente, voltar a tentar? O que eu não queria era desistir dos meus
Havia uma forte pressão familiar para não o fazer? Não. Minha família sempre ficou com
medo e apreensiva mas nunca deixaram isso passar para mim e sempre me apoiaram. Como conseguiu ultrapassar o medo, quer falar-nos desse período de convalescença física e psíquica? Treinando. Ficando . E permitindome muito tempo para que tudo fosse
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superado. Os traumas fossem superados e novas experiências ocupassem minhas memórias da Nazaré. Quais as principais características para ser uma big rider (uma surfista de ondas grandes)? Amar o mar. E gostar de desafios. Adrenalina e superação. Que velocidade máxima atinge quando está a surfar uma destas ondas? Cerca de 70km/h nas maiores. Sentiu que tinha de voltar ali para continuar o seu caminho e continuar a surfar? Porquê? Com certeza senti que tinha que voltar a surfar na Nazaré. Depois do acidente aquilo só me deixou mais obcecada pela onda e todos os desafios a serem superados.
Quando se apaixonou pelo surf e pelas ondas grandes em particular? Comecei a surfar aos 14 anos no Rio de Janeiro. Apaixonei-me pela modalidade de imediato. Não pensava em nada além do surf. As ondas grandes entraram na minha vida quando me mudei para o North Shore no Hawaii com 17 anos. Há muitas mulheres a surfar ondas grandes ? Hoje em dia já há algumas. Vem crescendo bastante a modalidade no feminino Sente alguma descriminação por ser mulher ou o tratamento, número de torneios e prémios são iguais? Actualmente os campeonatos e premiações são iguais. Foi uma grande vitória. Ainda existem algumas barreiras
a serem quebradas, mas estamos com certeza no caminho certo para acabar com as desigualdades no surf. E como encaram os seus pais esta sua paixão tão perigosa? Eles apoiam-me. Preocupam-se mas confiam em mim. Quando recorreu à Policlinica da Benedita e porque razão ? Já recorri algumas vezes. Para exames de lesão , sinusite e mais recentemente para fazer o teste à Covid-19. Tem algum comentário sobre os seus profissionais e modo como foi atendida? Sempre fui muito bem atendida. A equipe é nota 10 n
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Dr. Francisco Gonçalves Gestor de Formação da Academia H Saúde
A formação contínua é o caminho para o sucesso Todos estamos, cada vez mais, conscientes de que é essencial aprender ao longo de toda a carreira. O mercado de trabalho está a todo vapor e cada vez mais os profissionais estão a especializarem-se e a atualizarem-se para garantir o melhor posicionamento. Neste panorama, a formação continua surge como uma das principais ferramentas de sucesso no aumento das competências e dos níveis de produtividade e rentabilidade. Para além disso, manter os profissionais atualizados sobre as mais recentes tendências, legislação, tecnologias e exigências práticas para as suas funções profissionais, contribui de forma positiva para a capacidade de inovação, adaptação ou até mesmo para incentivar a interação de grupo entre os colaboradores, fatores que se têm revelado verdadeiramente cruciais para as empresas.
O investimento no desenvolvimento das suas competências e nas competências dos seus colaboradores, coloca-o na rota do sucesso através de uma melhoria significativa de desempenho a vários níveis. Ao recorrer a uma formação profissional eficiente e eficaz no seio da própria empresa, os gestores vão conseguir melhores resultados, quer ao nível da qualificação, quer ao nível da produtividade.
dos recursos humanos é apostar na principal área chave para a competitividade. Sem trabalhadores qualificados não há empresas de sucesso. O investimento permanente em formação profissional contínua dos colaboradores deve ser encarado como uma necessidade intrínseca (colaboradores formados são colaboradores preparados para dar resposta às necessidades e constantes mudanças do mercado global).
As empresas que apoiam e investem na formação da sua força de trabalho ganham uma vantagem competitiva no que diz respeito à captação e retenção de talento de profissionais, já que demonstram um compromisso genuíno para com os seus empregados.
Portugal é um dos países da União Europeia com a taxa de qualificação mais baixa. Este número tem impacto a nível socioeconómico, nomeadamente, nos níveis de produtividade e rentabilidade das empresas nacionais. A formação profissional apresenta-se como a resposta adequada que permite colmatar esses baixos níveis de produção aumentando os conhecimentos e competências do capital humano que se mostram insuficientes ou desajustados.
A formação profissional contínua tem um papel crucial no desenvolvimento da carreira de qualquer profissional. Apostar na formação
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Incentive os seus colaboradores a adquirir novas competências, como ferramenta para se destacarem
Assim, a formação profissional é essencial para que as empresas e os colaboradores possam ter acesso a informação mais atual. Em cada ano, as organizações devem assegurar formação contínua a pelo menos 10% dos trabalhadores da empresa e, cada trabalhador tem o direito a um número mínimo de 40 horas de formação contínua, por ano. Promova a qualificação dos seus colaboradores.
A realização de ações de formação contínua permite aos colaboradores terem a oportunidade de obter novos conhecimentos e adquirirem novas ferramentas que lhes permitem estar preparados para um contexto cada vez mais exigente no qual a inovação, a criatividade, a necessidade de mudança e a competitividade são uma constante. A formação profissional apresenta-se, assim, como uma oportunidade para os colaboradores adquirirem competências conducentes à execução de um trabalho de excelência. Deve, por isso, ser encarada como uma oportunidade de evolução e não um encargo. No âmbito profissional verifica-se, por diversas vezes, que as técnicas de trabalho tomadas como certas e eficazes, tornam-se, apressadamente, obsoletas e substituíveis.
A Academia H Saúde é o parceiro que necessita para planear e organizar o seu plano de formação anual ou plurianual. Confie nos nossos serviços para aumentar as competências e valorizar os seus colaboradores e serão eles que farão aumentar os seus resultados. Temos vindo a trabalhar com diversas empresas, a quem agradecemos a confiança depositada, no aumento das capacidades e aptidões dos seus colaboradores, desenvolvendo com eles diversas ações de formação onde tentamos, sempre que possível, implementar uma vertente muito prática nas sessões, como por exemplo: • Línguas estrangeiras; • Primeiros Socorros e SBV (Suporte Básico de Vida); • Segurança e Higiene no Trabalho; • Prevenção e Combate a Incêndios; • Segurança na Condução de Empilhadores; • Comunicação Assertiva e Relacionamento Interpessoal; • Motivação, Liderança e Trabalho em Equipa; • Gestão de Conflitos e Stress n
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Dra. Maria Gama* Nutricionista
A alimentação saudável em férias Não sei se já andam todos a pensar nas férias ou não, mas acho que partilhar estas dicas pode dar jeito. Seja de que forma for, é sempre bom pensarmos como é que podemos tentar manter uma alimentação saudável nas férias… claro que, com alguns deslizes, que fazem parte.
1. Manter os hábitos: Na minha opinião não é por irmos de férias que temos de alterar TUDO… Ou seja, deixar de lado os hábitos que temos diariamente. Aquele pensamento de ´como vou de férias é para aproveitar´, para mim não faz sentido. Porquê? Na verdade podemos aproveitar sempre que quisermos, independentemente de estarmos de férias ou não, mas claro, de forma equilibrada. Ou seja, nas férias, podemos continuar a comprar os mesmos alimentos, fazer várias refeições no dia-adia, fazer sopa, fazer legumes… não é por irmos de férias que isso deve acabar.
2. Sopa e legumes: Este hábito, se for visto como um hábito, não faz sentido ter de ficar em stand by apenas porque vamos de férias. Por isso, deve continuar a fazer parte das nossas refeições principais. Por exemplo, mas minhas férias os legumes fazem parte da minha lista de compras para conseguir cozinhar sopa e legumes. No entanto, claro está, que não quero que passem o dia na cozinha durante as férias, pois o objetivo é descansar… mas sempre que estiverem em casa ou a almoçar/jantar, porque não aproveitar o tempo?
*Licenciada em Ciências da Nutrição, é responsável pelo projeto Põe-te na linha que tem como objetivo promover a adoção de uma alimentação e estilos de vida saudáveis. Além de consultas de nutrição, desenvolve diversos workshops e palestras. No âmbito do projeto dinamiza também o blog Põe-te na linha no qual partilha diversos conteúdos relacionados com o seu estilo de vida, nomeadamente receitas e dicas. Pode conhecer o seu trabalho no site www.poetenalinha.pt, instagram @poete.nalinha ou facebook.
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‘perdido por 100 perdido por 1000’.
3. Compras: Assim que chegarem ao vosso local de férias, uma das primeiras coisas a fazer, na minha opinião, será ir às compras, de forma a começarmos as férias organizados e não pensamos mais nisso. Parece-me que é essencial e é das primeiras coisas que faço quando chego ao meu destino de férias. Por isso mesmo, façam uma lista de compras para vos ajudar, que na verdade, não deve variar muito da vossa lista de compras geral.
5. Fazer receitas: Se tiverem nas vossas férias vários alimentos de que gostam, fica tudo mais fácil. É importante que o façam no vosso destino de férias para que consigam também, fazer determinadas escolhas. Quem sabe se fizerem por exemplo umas panquecas, se conseguem resistir ao croissant ou folhado do pequeno-almoço.
4. Erros alimentares: Fazem parte, claro. No entanto, não é por estarmos de férias que temos de deixar os nossos hábitos de lado, como manter a sopa ao almoço e ao jantar, manter os legumes às refeições principais, fazer várias refeições ao longo do dia, beber água… ou seja, deixem de lado o pensamento
6. Levar comida: Ovos cozidos, frutos secos, queijo da vaca, fruta e panquecas são alguns dos alimentos que costumo levar sempre comigo e que pode ser uma ideia para colocarem em prática. Ora se viaja de carro, ora se viaja de comboio ou de avião, é importante que não saia de casa sem nada n
“Nas férias, podemos continuar a comprar os mesmos alimentos, fazer várias refeições no dia-a-dia, fazer sopa, fazer legumes… não é por irmos de férias que isso deve acabar.”
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Dra. Ivone Mirpuri Médica Patologista Clínica especialista em Modulação Hormonal | Certificação em Medicina Anti-Envelhecimento pelo CENEGENICS, Las Vegas | Especialista em Medicina Anti-Envelhecimento e Modulação Hormonal pela WOSAAM e International Hormone Society
Tiroide e Depressão A depressão é um sintoma, e não uma doença. Pode estar relacionada com imensas situações e é assim que a devemos pensar para não estar a corrigir um sintoma, mas se possível corrigirmos a doença, a causa que motivou esse sintoma. Desde longa data que sabemos haver uma ligação entre tiróide e depressão. Já nas faculdades nos ensinaram que um dos sintomas de hipotiroidismo é a depressão. Sabemos que doentes com depressão
e hipotiroidismo apresentam sintomas similares: fadiga, tendência para engordar, problemas gastrointestinais, ansiedade, dores de cabeça. Sabemos que os sintomas depressivos podem ser muitas vezes eliminados com hormonas tiroideias. Mesmo sem doença tiroideia há quem trate a depressão com T3, a hormona activa. Sabemos que as hormonas tiroideias podem ser dadas mesmo sem outro tratamento antidepressivo em casos de depressão. Sabemos que as hormonas tiroideias influenciam a produção de serotonina no
cérebro, actuando nos mesmos receptores de outros antidepressivos. Sabemos que a baixa da serotonina estimula a TRH (Thyroid Releasing Hormone), que por sua vez aumenta a produção de TSH (Thyroid Stimulating Hormone) e das hormonas tiroideias como mecanismo compensador e a elevação da serotonina tem exactamente o mecanismo inverso, havendo pois uma conexão indiscutível entre humor, serotonina e hormonas tiroideias. Assim na presença de uma depressão,
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há que verificar a função tiroideia, pois pode ser tratada e melhorar a depressão, escusando-nos a um tratamento que causará dependência e malefícios num futuro não longínquo ao nosso doente. As medicações anti-depressivas a longo prazo estão relacionadas com falta de memória, mais doenças neurológicas, distúrbios do sono, necessidade de medicação acessória, etc.
Depressão como manifestação de outra doença
“A depressão pode, pois, ser causada por uma multiplicidade de factores, que há que identificar e corrigir, antes de iniciar o utente em antidepressivos”
Como referi, a depressão é um sintoma, por isso há que pensar em possíveis etiologias, que devem cuidadosamente ser eliminadas, para que o tratamento seja melhor orientado. Pode haver sempre um factor genético. Pode haver uma disfunção hormonal (tiroide, menopausa, testosterona,…), muitas vezes com a idade, uma multiplicidade de disfunções, onde a correcção levará automaticamente à melhoria do sintoma depressão e humor. Podemos ter uma deficiência de factores nutricionais como B12, folatos, B6, ferro, zinco, selénio e outros como os Omega 3 que tão conhecidamente também melhoram o sintoma depressão, pois sendo antiinflamatórios naturais, tratam a inflamação muitas vezes associada a esta situação. Também problemas intestinais como a disbiose intestinal, a síndrome do intestino irritável, o aumento da permeabilidade intestinal, podem estra na origem da depressão, pois é a nível intestinal que cerca de 20% da hormona tiroideia inactiva T4, se converte em hormona activa T3. A depressão pode, pois, ser causada por uma multiplicidade de factores, que há que identificar e corrigir, antes de iniciar o utente em antidepressivos. Era bom que todos pensassem assim.
Como tratar o doente?
muitas vezes identificamos um hipotiroidismo, e tratamo-lo, mas o doente continua com depressão. Em casos de depressão a terapêutica tiroideia que melhor faz a correcção da depressão é a Hormona T3, a hormona activa. Isto porque se o utente não for capaz de
Temos de estar atentos a múltiplas situações que podem estar a acontecer, e que aliás estão indirectamente relacionadas com a função tiroideia, pelo que de novo chamamos a atenção para olhar e ver o doente e não as análises. Por exemplo, lembrar que sem selénio, ferro, vitamina C e B12, zinco, não há função tiroideia boa, logo tratar a tiroide passa por tratar as deficiências nutricionais previamente. Na presença de uma anemia perniciosa por exemplo, tem de corrigir previamente a falta de B12. E não de forma oral, obviamente. Sempre injectável nesta situação. Lembrar que pode estar a fazer tratamento com levotiroxina, T4, mas que se houver uma disfunção de órgão, como hepática, onde cerca de 60% da T4 é convertida em T3, ou intestinal, onde cerca de 20% da T4 é convertida em T3, não está a tratar convenientemente o doente.
converter a hormona inactiva (que produz ou lhe damos para o tratar), em hormona activa, o que acontece em cerca de 1220% da população pela presença de um polimorfismo na enzima DIO2, não estaremos a tratar de nada e eventualmente a causar “mal” ao doente. Assim num doente com hipotiroidismo, em que o sintoma depressão não consegue ser corrigido, há que pensar em dar directamente T3, pois as células cerebrais não estão a converter a T4 em T3. 5-10 ug de T3 farão uma diferença substancial no utente sem qualquer efeito adverso. Infelizmente a maioria dos médicos não está habituado a manejar a T3 e não sabe, corrigir este sintoma sem ser com antidepressivos, com todas as consequências negativas que poderão ter no utente a longo prazo, como já vimos. Existem muitas situações em que o utente está medicado, não tem o polimorfismo da DIO2 e por isso converte a T4 em T3 e, no entanto, mantém o sintoma da depressão.
Daí que “tratar o intestino” é uma das premissas importantes para tratar da função tiroideia. Lembrar de todas as interferências medicamentosas que vão levar à baixa da função tiroideia como Estatinas, opiáceos, beta bloqueantes, lítio, amiodarona (pelo conteúdo em iodo)… Lembrar que o consumo de álcool, o stress, a falta de sono, tudo isto pode levar à baixa da função tiroideia. Então, como eu costumo dizer, tratar tiroide não é dar um comprimido. Tratar da tiroide é tratar do intestino, da alimentação, eliminando todos os possíveis disruptores endócrinos, verificar a inter relação entre as hormonas, eliminar toxinas, corrigir o sono e então eventualmente dar um comprimido. Devemos sempre ter a abordagem de tratar pelas “bases”: alimentação, exercício físico, suplementação nutricional, modulação hormonal (que significa tirar o melhor partido das nossas hormonas, melhorandoas naturalmente, e só se necessário suplementando-as), e estilos de vida saudáveis, antes de tratarmos de qualquer
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“A presença dos anticorpos antitiroideus não estão só a danificar a tiroide, mas também outros órgãos como o cérebro”
outra forma o nosso doente. Quem assim olhar para a medicina, verá que muito pouca coisa fica para ser tratada depois de corrigidos estes pilares. Quando sabemos que a maior causa de hipotiroidismo é uma doença autoimune, a tiroidite de Hashimoto, (que na verdade na maioria das vezes conduz a um hipotiroidismo, mas às vezes a função pode estar normal ou haver mesmo um hipertiroidismo ou mesmo ser oscilante), temos de pensar na teoria de que para haver uma doença autoimune tem de haver 3 coisas: um trigger (factor desencadeante que pode ser uma infecção, EBV por exemplo, Helicobacter pylori, Bastocistis hominis, um momento de stress elevado…), aumento da permeabilidade intestinal (presença de disbiose, intestino irritável, doença inflamatória intestinal…), e a predisposição genética. E tal como um banco de 3 pernas, se cortarmos uma…ele cai. Daí que todos devemos saber da importância da alimentação e tratamento intestinal nas doenças autoimunes, para poder facilmente compreender a depressão como sintoma de qualquer desequilíbrio corporal terá de começar a ser tratada exactamente por estas “bases”. Podemos num Hashimoto identificar o trigger e tratá-lo, corrigir a permeabilidade intestinal, embora nada possamos fazer para a predisposição genética, mas a vitamina
D controla 10% do genoma humano e tudo pode ajudar em conjunto. Sabemos hoje que a presença dos anticorpos anti tiroideus e anti tireoglobulina presentes tantas vezes no hipotiroidismo, só por si são capazes de causar depressão. Parece haver uma reacção cruzada destes anticorpos com algumas células cerebrais, neurotransmissores, ou algo que ainda não sabemos. Já agora…também há uma relação maior do cancro da mama com a presença de anticorpos antitiroideus. Daí a importância de corrigir a alimentação eliminando o glúten, cujos anticorpos anti gliadina apresentam reactividade cruzada com componentes celulares da tiróide. Logo pensar que a presença dos anticorpos antitiroideus não estão só a danificar a tiroide, mas também o nosso corpo em outros locais como o cérebro. Entre as armas ao nosso alcance para reduzir os anticorpos e a depressão, temos, além do tratamento das bases e dos pilares de que já falámos, a vitamina D, a LDN, o Ashwagandha, as próprias hormonas tiroideias.
E usar t3 (não t4) na depressão mesmo sem doença tiroideia?
Penso que talvez seja o mais licito dadas as complicações a longo termo do uso dos SSRI, embora reconheça que alguns utentes melhoram substancialmente as suas vidas com esta medicação. Mas tentar uma
pequena dose de T3 (5 a 10 ug) é lícita em algumas situações pois pode mudar a vida do doente para melhor e com muito menos riscos. A T3 em doses terapêutica comuns, sem excesso, não causará qualquer mal, nem hipertiroidismos ou suas consequências conhecidas no excesso como arritmias cardíacas, osteoporose, imunossupressão, etc… O doente deve ser sempre monitorizado no entanto com análises e exames e avaliação clínica regular. Há muitos estudos onde a utilização de 50150 ug de T3, acompanhados ao longo de dois anos não mostraram alteração a nível ósseo. Muitas vezes 5-10 ug chegam para fazer a diferença. Com este pequeno artigo, o que eu quero é chamar a atenção dos colegas/leitores para o facto de que tratar uma depressão, deve começar por tratar das bases: alimentação, exercício físico, suplementação, modulação e estilos de vida saudáveis. Tratar do hipotiroidismo uma causa frequentemente ligada à depressão é, relembro então, tratar do intestino, da alimentação, eliminar toxinas, corrigir o sono, verificar a inter-relação com as demais hormonas e então eventualmente dar um comprimido e neste caso tentar a T3 n
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Dra. Diana Ascenso Médica Fisiatra/Especialista em Medicina Física e de Reabilitação na Policlínica da Benedita e na Clínica das Olhalvas
Mesoterapia em Patologia Musculoesquelética A mesoterapia é uma técnica minimamente invasiva que consiste na aplicação de microinjeções ao nível intradérmico (dentro da pele). São usadas misturas de 2 ou 3 medicamentos, escolhidos em função da patologia e do efeito que se pretende obter, que depois são aplicados com agulhas muito finas e curtas. A associação de fármacos mais utilizada contém anestésico local, antiinflamatório e relaxante muscular. Estas infiltrações repetidas são efetuadas com a ajuda de uma pistola de injeção (ou manualmente com uma seringa e agulha), com a profundidade de apenas alguns milímetros, diretamente na região a tratar. O número de sessões a realizar é variável e será definido em conjunto com o médico, pois dependerá de vários fatores, nomeadamente da patologia em causa
bem como da evolução clínica. Geralmente são realizados cerca de 3 a 5 sessões, com periodicidade semanal ou quinzenal. Esta técnica permite a deposição do medicamento no local da lesão, com uma duração do efeito mais prolongada e com uma probabilidade de efeitos secundários reduzida. A execução da mesoterapia é rápida e muito bem tolerada, indolor ou causando apenas um leve desconforto, visto serem usadas agulhas de muito pequenas dimensões. Este tratamento tem diversas aplicações, particularmente no controle da inflamação e dor, aguda ou crónica, com origem no aparelho musculoesquelético. A mesoterapia pode ser usada isoladamente ou de forma complementar o restante tratamento efetuado no âmbito da dor,
nomeadamente em associação com o plano de fisioterapia. É utilizada no tratamento da dor relacionada com: • Contraturas musculares; • Artrose, designadamente da coluna vertebral (cervicalgias, dorsalgias, lombalgias), acrómio-clavicular, ancas, joelhos e tornozelos; • Tendinites/ tendinopatias (ombro, cotovelo, tornozelo, pé) e roturas tendinosas; • Tenosinovites, bursites; • Sequelas traumáticas de entorses e lesões musculares; • Fibromialgia. As contraindicações para o tratamento são: reação alérgica/hipersensibilidade aos medicamentos, infeção ou alteração da integridade da pele do local a tratar, gravidez, aleitamento materno, crianças e cancro ativo n
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Dra. Ana Rosário Fonseca Médica Psiquiatra na Clínica das Olhalvas e Policlínica da Benedita
Aprenda a reconhecer os principais sintomas de ansiedade e como actuar, prevenir ou procurar o melhor tratamento.
Ansiedade
dos sintomas ao tratamento A ansiedade é uma reacção normal de todos nós, sobretudo quando expostos a situações stressantes (como por exemplo: problemas laborais, exames, entrevistas de emprego, quando temos de tomar decisões importantes), sendo caracterizada por palpitações, sentimento de preocupação, medo, sudação, boca seca, tonturas ou tremores. Quantos de nós, mediante uma avaliação, já não sentimos o coração a bater aceleradamente?
Mas, quando essa reacção é demasiado intensa, desproporcional ao estímulo e prolongada no tempo, poderá acabar por interferir negativamente com a capacidade de desenvolver as actividades diárias, causando sofrimento. Nestas, a ansiedade poderá preencher os critérios para Perturbação de Ansiedade, isto é, doença, podendo assumir diferentes formas, tal como: • Perturbação de Ansiedade Generalizada;
• Perturbações de Pânico, Fobias ou Ansiedade Social; • Perturbação de Stress Pós-Traumático; • Perturbação Obsessivo-Compulsiva; A prevalência global da perturbação de ansiedade é alta, estimando-se afecte cerca de 3,6% da população (dados de 2015), sendo mais comum entre as mulheres. É também estimado que cerca de um quarto da população venha a apresentar uma
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“É estimado que cerca de um quarto da população venha a apresentar uma Perturbação de ansiedade ao longo da vida”
a múltiplos sintomas físicos, podendo estes variar na intensidade, apresentação, frequência. SINTOMAS PSICOLÓGICOS: • Medo • Angústia • Apreensão • Inquietação • Sensação de “nó da garganta” • Incapacidade de relaxar, de se acalmar • Insónia (sobretudo em iniciar o sono) • Dificuldade de se concentrar • Sensação de estar “no limite” • Preocupações com o futuro • Pensamentos catastróficos, de ruína ou de doença SINTOMAS FÍSICOS: • Sudorese • Falta de ar • Hiperventilação • Sensação de formigueiros • Tremor • Boca seca • Náuseas • Sensação de calor ou Calafrios • Tensão muscular • Dor no peito • Taquicardia (aumento da frequência cardiaca) • Palpitações • Sensação de desmaio • Urgência nas idas à casa de banho • Alterações gástricas (cólicas, flatulência, etc)
Perturbação de ansiedade ao longo da vida. Apesar da crescente sensibilização para a saúde mental, a procura por ajuda especializada é muitas vezes corrompida, quer por factores culturais, quer pelo estigma da doença mental. Quantas vezes não ouvimos dizer “eu sempre fui nervosa”, “a minha mãe também já o era”, “isto não é doença, na minha família somos todos assim”.
Então e quais os sintomas da ansiedade? Os sintomas desta doença são muito heterogéneos, muitas vezes confundindose com doenças orgânicas. Estes podem ir desde sensações subjectivas de medo
Em ternos de diagnóstico este é clinico, mediante o preenchimento de critérios de diagnóstico específicos, por um especialista em Psiquiatria. Contudo também é importante a realização de exames complementares de diagnóstico para despiste de alguma doença orgânica. O tratamento da ansiedade é amplo, sendo a combinação dos vários a chave do sucesso: • Psicoterapia. • Terapias complementares, como o treino de respiração, mindfulness, meditação, yoga • Psicofármacos. • Hábitos saudáveis de vidas (alimentação saudável, exercício físico) n
CONVIDO-O/A A LER AS SEGUINTES AFIRMAÇÕES E, NO CASO SE IDENTIFICAR COM A MAIORIA DELAS, SUGERIMOS QUE CONTACTE UM ESPECIALISTA EM PSIQUIATRIA. LEMBRANDO-LHE QUE UMA ACTUAÇÃO PRECOCE PODERÁ MELHORAR A SUA SAÚDE, A SUA QUALIDADE DE VIDA. • Sinto que me canso muito facilmente. • Tenho apresentado dificuldades em adormecer ou manter o sono. • Tenho dificuldade em conseguir relaxar. • Tenho dificuldade em parar ou controlar as preocupações. • Sinto-me facilmente irritado ou chateado. • Sentimento de medo ou preocupação que algo de mau possa acontecer. • Dificuldade em ficar parado devido a preocupações. (≥ 5 PODERÃO INDICIAR NECESSIDADE DE CONSULTAR UM ESPECIALISTA EM PSIQUIATRIA)
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Carla Ferreira Médica Psicóloga na Clínica de Olhalvas e Policlínica da Benedita
Sobre o amor Não me lembro da primeira vez que o senti, talvez por isso o considero quase inato, associado à evolução do nosso eu. Lembro-me de chorar quando me morreu o Piruças, um pequeno cão que brincava comigo tardes a fio, fizesse chuva ou fizesse sol, por baixo da oliveira mais velha e torta da aldeia. O cão significava-me companhia, dedicação, brincadeira e o camião que o matou, passou a ser, naquele exacto instante, o meu pior inimigo. Não sei se até à sua morte tinha a noção do quanto o amava e é por isso que associo o nosso processo de pensamento como parte integrante deste processo essencial do ser humano. O Amor é um dos conceitos para o qual não existe dicionário, a não ser nos nossos afectos e na nossa concepção interna de ligação a outro ser. Já o tentaram descrever em poesia e em melodias (quem sabe as mais tristes acertam um ou outro verso, mas desconfio sempre dessa possibilidade), já foi rodado
em romances de cinema, onde os beijos escaldantes prometem entreter os espíritos inquietos e curiosos, é falado, muitas vezes levianamente, nas bocas do mundo, como se tratássemos um conceito inferior, quando na realidade falamos do que o mundo pode ter de maior. Para o sentirmos em plenitude, necessitamos de o pensar, sob pena de na ausência de concepção não conseguirmos abranger a sua intensidade. Não que o sentir não seja o bastante para o considerarmos enorme, ou não fora o mesmo residente permanente dos afectos internos inexplicáveis e ruidosos, mas na realidade parece-me que carece de intelecto, para que saibamos da sua dignidade e da sua nobreza. Somos seres complexos, associamos pensamento a sentimento e creio que quem nos criou o tenha ordenado com o objectivo categórico do encaixe perfeito, que apenas nasce na
fusão dos dois. Não julgo o amor animal um amor menor do que o nosso, pelas diferentes aptidões, jamais o faria. Encontro nesses seres verdadeiras provas de maternidade, de paternidade, de grupo, de dedicação, mas a nossa faculdade pode ir muito além desta ligação congénita ao ser vivo, se conseguirmos olhar para nós e para o que nos une ao outro, sem medo do que poderemos encontrar. Falo nas mais diversas vertentes que possamos discorrer, embora todas tenham as suas particularidades. Desde as ligações de amizade, que nascem na mais tenra idade, às relações mais maduras que construímos com o crescimento, passando pelas uniões familiares, e ainda pelas paixões urgentes, dirigidas a alguém que naquele preciso momento reúne o suficiente para nos arrancar do chão e nos colocar erguidos acima do solo, num mundo onde o coração
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acelera, o corpo rejuvenesce e a alma parece pulsar vida e emergência. Curioso este fenómeno da paixão, contraditório, também ele difícil de explicar. Vem submerso em antagonismos e mistérios, forças que nos agarram o corpo e o tornam na mesma exacta medida, mais forte e mais fraco, mais atento e mais distraído, mais impaciente e mais sossegado, mais intenso e mais sereno. Olho ao meu redor e tento descobrir que outro propósito nos poderá trazer por cá. Respeito quem com consciência escolha outras vertentes da existência, mas honestamente sinto alguma compaixão de quem escolhe fugir desta essência que nos impulsiona desde que nascemos até que partimos e que será tanto mais plena quanto mais de perto a conseguirmos consciencializar, na sua imensa inconsciência. Olhar as ligações humanas com a nossa
intelectualidade desperta, pode impelir o nosso caminho para uma evolução em potência, para descobertas perfeitas e imperfeitas, para corações plenos e corações partidos, até a um lugar onde nenhum foguetão e nenhuma ciência nos conseguirá transportar. Não deveremos esquecer o nosso amor inicial, connosco próprios. O respeito com que olhamos o nosso ser embate num confronto directo com o que conseguimos dar e serve de uma base perfeita para outras formas de amar. Parece tão simples, mas na verdade talvez percamos muito tempo em esforços rudimentares, direcções erradas e caminhos desconexos, procurando por nós em outro alguém, que poderá nunca chegar. O móbil é sempre o mesmo: A plenitude, o preenchimento do nosso eu, o fechamento de um círculo que internamente se afigure perfeito, imune ao sentido estético e
aos destinos errantes, muito mais inteiro do que qualquer história que consigamos delinear num papel, numa tela, num quadro ou em qualquer outra obra de arte. Só quem já se despojou de ideais pré-concebidos, se libertou de preceitos e preconceitos e se procurou a si próprio com algum tormento, pode almejar entrar no território da excelência, imperfeita e inacabada, que estas ligações mais puras podem alcançar. O resto? É grito, é dependência, é corpo, é pouca ambição, é uma vida perdida num inglório fogo fátuo, um móbil que parece ter engolido o mundo, mas que há-de morrer. Nada neste processo é imediato, o caminho é longo, pode cansar. Mas vale cada passo, cada dia, cada noite, cada pedra, cada queda, cada palavra nova que internamente procuremos construir, sem que a consigamos realmente encontrar n
PME EXCELÊNCIA 2020 POLICLÍNICA CENTRAL DA BENEDITA, S.A.
É com grande honra que distinguimos o nosso Cliente Policlínica Central da Benedita, S.A., pela sua solidez financeira, qualidade e excelência de gestão. Candidatura apoiada pelo Crédito Agrícola.
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Breves
NOVA ESPECIALIDADE
A Oncologia é a especialidade médica que trata os doentes com cancro , faz o planeamento e acompanhamento dos tratamentos dos utentes, além da vigilância posterior aos mesmos.A Policlínica da Benedita disponibiliza consultas de Oncologia com o Dr. Vasco Fonseca, médico oncologista no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Representante Nacional da Sociedade Internacional de Oncologia Geriatrica em Portugal (SIOG) e doutorado em Administração Pública em Saúde na Universidade de Lisboa. Médico pela Faculdade de Medicina de Lisboa e Oncologista Médico pelo Instituto Português de Oncologia de Lisboa n
RECEBEMOS O CAMPEÃO TIAGO SANTOS
Grupo H Saúde é parceiro oficial em serviços médicos do Alcobaça Clube de Ciclismo Recebemos o Campeão Tiago Santos do Alcobaça Clube de Ciclismo, com a camisola do Grupo H Saúde . Um atleta que conta já com o inevejável curriculo: • Campeão Nacional de Contra-Relógio • Medalha de Bronze no Campeonato Nacional de Fundo • Vencedor da Volta a Portugal de Cadetes • Vencedor da Volta a Portugal de Cadetes Os sentidos parabéns do Grupo H, as melhores e maiores felicidades desportivas! n
CENTRO DE ESTÉTICA DO GRUPO H
Tratar de si é vital. Consulte os nossos tratamentos e venha fazer uma avaliação. Ficará surpreendido/a com as maravilhosas soluções de rosto e corpo, num ambiente tranquilo e com total privacidade. A nossa equipa técnica garante um alto nível de qualidade e rigor na prestação de cuidados de estética, sempre personalizados e adaptados às diferentes necessidades. Venha descobrir como obter os melhores resultados e como pode esquecer-se de todos os momentos de stress, má postura, acumulação de líquidos, celulite e tantas outras preocupações da vida mundana n
PARABÉNS DR. ANTÓNIO JOSÉ HENRIQUES É preciso muita resiliência para estar ao leme de um barco do tamanho do Grupo H. Atravessar crises, problemas, concretizar objetivos e ultrapassar as pedras que vão surgindo no caminho. É preciso saber não desmoronar e continuar a ser inspirador. É preciso saber ser solidário nos momentos que o exigem. Perceber com clareza qual a melhor estratégia, reconhecer as prioridades e
ESTAR PRESENTE. No dia 8 de Junho, os colaboradores uniram-se numa pequena surpresa para em uníssono desejarem ao seu administrador que continue a caminhar pelo mais iluminado caminho. Que continue a ser O exemplo de tenacidade, responsabilidade, honestidade, sabedoria e humildade. As imagens falam por si, dessa alegria que juntou em cada colaborador um amigo n
O GRUPO H SAÚDE APOIA O DESPORTO
O Grupo H Saúde esteve pelo 2..º ano consecutivo presente na fase de qualificação para o Campeonato Mundo de Futebol Praia, que decorreu entre 17 e 27 de junho na praia da Nazaré, como parceiro em Serviços Médicos Oficiais n
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DIA 1 DE JUNHO CELEBRÁMOS O DIA MUNDIAL DA CRIANÇA Este Dia foi criado em 1950, alguns anos após o fim da II Guerra Mundial, para sensibilizar a comunidade internacional para os problemas que atingiam e continuam a atingir tantas crianças no mundo. Para salvaguardar esses direitos à segurança,ao amor e à educação foi proclamada a Declaração Universal dos Direitos das Crianças. Princípios esses que as guerras, a pobreza e exclusão social deixam por cumprir. O Grupo H Saúde juntou-se a estas celebrações, recebendo nas suas instalações estes, quem sabe, futuros profissionais de saúde .O tempo passou depressa na alegria contagiante que as crianças proporcionam. Entre mimos, guloseimas e aprendizagem, para que estes adultos de amanhã aprendam sobre a importância dos sentimentos, das boas ações e da ajuda ao próximo n
Veja o vídeo do evento
RELEMBREMOS A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS: 1. Todas as crianças têm o direito à vida e à liberdade. 2. Todas as crianças devem ser protegidas da violência doméstica. 3. Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importa a sua cor, sexo, religião, origem social ou nacionalidade. 4. Todas as crianças devem ser protegidas pela família e pela sociedade. 5. Todas as crianças têm direito a um nome e nacionalidade. 6. Todas as crianças têm direito à alimentação e ao atendimento médico. 7. As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito à educação e cuidados especiais. 8. Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade. 9. Todas as crianças têm direito à educação. 10. Todas as crianças têm direito de não serem violentadas verbalmente ou serem agredidas pela sociedade.
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Pessoas & Animais
Histórias com pêlo Maria do Rosário Pedreira Editora, escritora, poetisa e letrista portuguesa. Responsável editorial do Grupo Leya.
Os canis estão, como sabemos, cheios de animais para adopção (embora se diga que agora, como passear o cão é uma das poucas razões para se poder ir à rua, aumentaram as adopções oportunistas, mas espero que seja boato porque isso pode significar um abandono posterior). Antes, receber um rafeirinho encontrado na rua ou comprar um cão de raça a um criador eram as opções ao dispor, mas hoje existem muitos animais abandonados que precisam de dono e farão as delícias de adultos e crianças que possam e queiram cuidar deles. Para tornar mais fácil fazer chegar ao público esta possibilidade (e urgência), os voluntários das Histórias com Pêlo, Rita Dias e Ricardo Silva, tiveram uma ideia muito feliz: pedir a escritores e personalidades públicas que baptizem e escrevam sobre um destes «órfãos» a partir de uma fotografia e de alguns elementos do seu carácter e assim chamem a atenção do público para a necessidade de dar amor e uma casa a tantos animais que entristecem todos os dias na Casa dos Animais de Lisboa.
O Buda Por Luís Pedro Nunes
Isto é rápido porque é inevitável. Sou Buda, e aguardo que o Destino conduza até mim o “meu” Humano. Temos uns bons anos pela frente para desfrutarmos do que temos para dar um ao outro. Está escrito. Buda, quer dizer “aquele que desperta”. Dizem que tenho esse efeito nas pessoas. Mas não é por ser eu. Aliás, que raça sou? Nem sei bem. Sou todos os cães, sou o cão: incondicional, eterno, total. Um cão como os outros. Deixem-me falar da minha filosofia e de como é simples: vivo sem rancor do sofrimento, não guardo mágoa do que dizem que me fizeram e me deixou a coxear desta patinha da frente. Nada disso. Mas descubro num som, num cheiro, numa voz que surge, a possibilidade de um recomeço imediato, de um volte-face que me tire daqui, que me dê aquela coçada forte no lombo e todos os dias só tenha que retribuir dormindo e fazendo tolices. Por momentos inquieto-me perante essa possibilidade estar mesmo a acontecer para regressar a uma espera que sei que se dará. Tenho 8 anos. Mais coisa menos coisa. Não vivo em sobressalto, atenção. Vivo o momento. Mas guardo em mim o melhor para
provar que saberei saber ser reconhecido, como dizem que os cães seniores resgatados são – não faço ideia se é assim. Nos passeios curtos que daremos. Nos dias longos de cumplicidade em que me deitarei de barriga para me deixar coçar. Nos momentos em que a minha energia boa irá sugar esse stress mau. Em que o meu olhar de parvalhão derrotará esse drama do quotidiano, em que tentarei não ser irónico e dizer “o pior era cair de uma ponte e partir uma pata”. Em que a minha cauda mostrará que não vale a pena esconder quando se está feliz porque quando se está feliz se deve deixar essa bunda abanar, rodopiar e dar uma corridinha curta. E sentar e olhar para o humano com ar de “e agora?” E cederás ao meu olhar e à minha queda para ser guloso. Sou Buda. Um cão sénior, coxo, que alguém decidiu atirar de um viaduto. Ou Buda, o melhor amigo, a peça que falta nessa tua vida, esse vácuo que irá ser atafulhado de ternura e abrir tantas possibilidades que a nossa história, a de nós dois, será refeita como se não houvesse hipótese de ter sido outra. Como se tudo tivesse acontecido para ter caminhado para este encontro que se vai dar. Em breve. Aguardo. Tranquilo n
Eu já estou na calha para me associar a um destes cães, esperando que o meu texto o ajude a chegar a um bom destino. Vale a pena ver o vídeo que vos deixo abaixo, em que várias pessoas que conhecem apoiam a iniciativa e se ouvem excertos de alguns dos respectivos textos. Ajudemos os animais com literatura, grande ideia! n
Veja o vídeo
Luís Pedro Nunes foi fundador do Público, ganhou o Prémio Gazeta Revelação com a reportagem com as crianças na Roménia. Em 1997, mudou-se para o Independente, onde esteve dois anos como repórter, e, posteriormente, como chefe de redação. Seguiu para o universo das dot.com, onde elaborou diversos sites para grandes grupos económicos. Diretor do Inimigo Público, suplemento satírico que fundou. Comentador do programa Eixo do Mal na SIC Notícias, tem uma crónica semanal no Expresso.
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Veja o vídeo
O Buda fotografado por Ricardo Silva, um dos impulsionadores do projeto “Histórias com pêlo”
Ricardo Silva e Rita Dias estiveram no Esta Manhã da TVI a falar sobre o projeto “Histórias Com Pêlo” Veja o vídeo
E esta história teve um final feliz:
O Buda foi adoptado!
Tivemos conhecimento do Buda através de uma publicação no Facebook das Histórias com Pelo, escrita pelo Luís Pedro Nunes. A partir desse momento começou o processo de adopção. Primeiro fui conhecê-lo sozinho e seguidamente levei a minha esposa. Entre uma coisa e outra tivemos de esperar pelo “sim” da CAL, foram dias de formigueiro na barriga, porque já estávamos muito entusiasmados e ansiosos por ter o Buda entre nós. Chegou finalmente o telefonema da Rita Beleza, que acompanhou todo o processo e que ficou uma amiga para a vida. A sensação de ficar com o BUDA foi
simplesmente brutal, sorrisos de orelha a orelha, Simplesmente isto, por um animal que ninguém queria, porque era velho e tem vários problemas de saúde. O Buda, o tal bebé grande, mimado, comilão, pastelão mas com um coração gigante e com uma vontade de viver enorme. Para fazer companhia ao Buda temos o velhinho Cajú um gato amarelo tigrado com 15 anos, o louco do Elvis um papagaio africano, e a mais recente chegada, a LIRA uma gata albina e surda que tem o diabo no corpo, ahahahah. (Ver foto). A gratidão que um animal sénior demonstra ao ter uma segunda oportunidade não tem
preço, enche a casa, enche os nossos corações de amor. O Buda é um cão diferente, pela sua história e passado, pela sua personalidade e por tudo isto vale a pena todos os dias. A quem está a pensar em adotar, comprar, que tenham a noção que os animais crescem, roem as coisas, partem algumas, precisam de fazer as suas necessidades, precisam de tempo, atenção e a única coisa que eles nunca vão precisar ou pedir é para serem abandonados ou maltratados. Simplesmente, Buda, obrigado por todas estas emoções boas e por estares connosco e fazeres parte da família n Paulo Cardoso
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Restaura a função intestinal em doentes com SII, com hipersensibilidade intestinal ou após a ingestão de medicamentos1
Ação mecânica2
Destina-se ao alívio e prevenção de diarreia crónica ou recidivante1 Normaliza a permeabilidade intestinal2 Melhora os sintomas de tensão abdominal, dor, 1 inchaço e flatulência NOVA APRESENTAÇÃO
NOVA
APRESENTAÇÃO
15 cápsulas
60 cápsulas CN: 185221.2
15 cápsulas CN: 192592.3 Indicação. GELSECTAN® destina-se a restaurar a função intestinal naqueles doentes que sofrem alterações, devido ao Síndrome do Intestino Irritável (SII), hipersensibilidade intestinal ou após ingestão de alguns medicamentos para alívio e prevenção de sintomas como diarreia crónica ou recidivante, tensão abdominal, dor, inchaço e flatulência. Apresentação. Blister com quinze ou sessenta cápsulas para uso em adultos. Composição. Xiloglucano, Proteína de Ervilha e Extrato de Grainha de Uva, Xilooligossacarídeos, Estearato de Magnésio (origem vegetal) e Sílica Precipitada Amorfa. Instruções de utilização. Ingerir a cápsula com líquidos. Dose. 1 ou 2 cápsulas, dependendo da gravidade dos sintomas, duas vezes ao dia (de manhã antes do pequeno-almoço e à noite antes do jantar) durante 2 a 4 semanas. O tratamento pode ser mantido se necessário. Advertências. • A consulta com um profissional de saúde antes de utilizar o produto não é necessária. No entanto, essa consulta é aconselhável em caso de sintomas graves ou persistentes ou quando há dúvidas sobre o diagnóstico, principalmente em idosos. • Este dispositivo médico não é um tratamento farmacológico. Se tal tratamento for recomendado por um profissional de saúde, este dispositivo médico pode ser administrado simultaneamente. • Embora não se conheçam efeitos secundários, recomenda-se que o produto não seja utilizado durante a gravidez ou nos primeiros meses de amamentação, salvo indicação em contrário de um profissional de saúde. • Não utilize o produto após ultrapassado o prazo de validade impresso na embalagem. • Não utilize o produto se o blister estiver aberto ou danificado. • Não conservar acima de 25°C. Não congele. • Mantenha o produto fora do alcance das crianças. Contraindicações. O GELSECTAN® não deve ser utilizado em doentes com hipersensibilidade conhecida a xiloglucano ou a qualquer outro ingrediente do produto listado na sua composição. Não deite este dispositivo médico na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora o que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.
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1. Instruções de utilização do Gelsectan®. 2. Balboa A, Ciriza C, Delgado-Aros S, et al. Documento de actualización de la Guía de Práctica Clínica sobre el síndrome del intestino irritable. Asociación Española de Gastroenterología. IMC International Marketing & Communications 2017:3-4. GELSECTAN® cumpre a legislação em vigor em matéria de produtos de saúde. PT/GEL/1217/0012a. Data de Revisão do material 04/02/2019 GELSECTAN é uma marca comercial da Noventure S.L., utilizada sob licença pelo grupo de empresas Norgine. NORGINE e o respetivo logótipo são marcas registadas do grupo de empresas Norgine. Material destinado a utilização exclusiva por profissionais de saúde.
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Exames e Outros Seviços Centro de Enfermagem Centro de Fisioterapia Analises Clinicas Serviço de Médico Permanente
Exames
Exames Auditivos ECG - Electrocardiograma EEG - Electroencefalograma EMG - Electromiografia Exames de Gastrenterologia Polissonografia (Estudo do Sono) Provas Funcionais Respiratórias Testes Cutâneos de Alergias Teste Rápido COVID-19 IgG/IgM Teste Rápido COVID-19 TRAg
Clínica das Olhalvas
Rua das Olhalvas, Olhalvas Park, 1.º 2410-198 Leiria t. 244 843 720 · tm. 967 386 480 · f. 244 843 729 e. geral@clinicadasolhalvas.com 2.ª a 6.ª - 08h00 às 20h00 Sábado - 08h00 às 18h00
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