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Revista Grupo H Saúde Nº10

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N.º

> Março 2021 10 Janeiro PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL | GRATUITA

O que é um AVC? 13 Um AVC é uma doença do cérebro que acontece quando o sangue numa artéria cerebral é interrompido (AVC isquémico) ou se espalha, quando uma artéria do cérebro se rompe (AVC hemorrágico).

Do outro lado da Pandemia 20 Mais de um ano iniciado em Pandemia com muitos fatores nefastos a prejudicarem a saúde colectiva.

Hormonas e controlo do peso 16

Serenar após o Covid 22 Vivemos por estes anos uma provação intensa. Naturalmente e dada a natureza humana, necessitamos de a compreender, de a explicar, de encontrar origens e direcções


A SUA SAÚDE EM BOAS MÃOS, 24 HORAS POR DIA O serviço de apoio domiciliário por nós prestado é uma resposta social que consiste na prestação de cuidados alargados a quem deles necessite, no seu próprio domicílio. Mais informações 961357034 | ama@grupoh.pt | grupoh.pt

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ÍNDICE N.º

> Março 2021 10 Janeiro PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL | GRATUITA

Índice e Ficha Técnica....................................................................................................................................................................................................................3 Editorial | Dr. António José Henriques ................................................................................................................................................................................. 4 Cultura | Amuletos guardiões do corpo | PhD António Delgado .......................................................................................................................6 Gestão | Os outros também somos nós | Henrique Alves Henriques............................................................................................................. 10 Saúde | Farmácia Alves | Qualidade de vida e um sono reparador | Dra. Sofia Lourenço Silva .......................................................11 Saúde | Neurologia | O que é um AVC? | MD e PhD Isabel Lestro Henriques ............................................................................................ 13 Academia H Saúde | Covid-19 – O empurrão na formação à distância | Dr. Francisco Gonçalves .............................................. 14 Saúde | Patologia Clínica | Hormonas e controlo do peso | Dra. Ivone Mirpuri ........................................................................................... 16 Saúde | Nutrição | A alimentação saudável também tem mimos | Dra. Maria Gama ........................................................................ 18 Saúde | Medicina Geral e Familiar | Do outro lado da Pandemia | Dra. Fátima Lorvão .............................................................................20 Saúde | Psicologia | Serenar após o Covid | Dra. Carla Ferreira ....................................................................................................................... 22 Gestão | RH | A Formação é o caminho para o Sucesso | Dra. Raquel Estevão .......................................................................................24 Breves ................................................................................................................................................................................................................................................26 Pessoas & Animais | A paixão pelos tubarões | Rae du Plessis ........................................................................................................................28 Especialidades Médicas, Terapias e contactos.......................................................................................................................................................33 Todas as imagens são propriedade da Towerelephant | A publicação não respeita as regras do AO90 no entanto cada autor é livre de o respeitar ou não.

FICHA TÉCNICA Director: António José Rodrigues Henriques Nº de Registo: 127210 Propriedade: Grupo H Saúde - Policlínica Central da Benedita S.A. NIF- 501348786; Entrecolunas, Unip. NIF-507269543 - 86,11%; Presidente do Conselho de Administração: Dr. António José Rodrigues Henriques; Vogal: Dr. Nuno Miguel Alves Henriques; Registado na ERS - Entidade Reguladora da Saúde com nº E111471 Sede do Editor: Avenida Estados Unidos da América, nº72, 8ºDto, 1700-158- Lisboa Tiragem: 5000 exemplares Distribuição: Gratuita Impressão: Relgráfica, Artes Gráficas Lda, Benedita, Alcobaça, 2475-011 Algarão

Gabinete de Comunicação e Relações Públicas: Henrique Alves Henriques Colaboradores na edição: Dr. António José Henriques | Henrique Alves Henriques Dra. Sofia Lourenço Silva | PhD António Delgado MD e PhD Isabel Lestro Henriques | Dr. Francisco Gonçalves Dra. Ivone Mirpuri | Dra. Maria Gama | Dra. Fátima Lorvão Dra. Carla Ferreira | Dra. Raquel Estevão | Rae du Plessis Sede da Redacção: Towerelephant, Lda - Rua Palmira Bastos, 7, 7.ºA, 2810-268 Almada e.mail: redaccao.revistasaudehoje@gmail.com Gabinete de Imagem: Dots of Light, Lda Publicidade e Marketing: Media Style/ mediastyle.ca@gmail.com Periodicidade:Trimestral

ESTATUTO EDITORIAL A publicação periódica Grupo H Saúde adopta claramente um estatuto editorial que abordará temas sobre saúde destinados aos utentes e público geral, com o objectivo de informar sobre a temática da saúde/sua prevenção/novas técnicas clínicas e inclui o compromisso de assegurar o respeito pelos princípios deontológicos e pela ética profissional dos jornalistas/médicos/opinion makers, assim como pela boa fé dos leitores.

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l a i r o t i Ed

Sobre a evolução O ser humano chegou a Marte. E isto é motivo de regozijo para uma certa pequena parte do planeta. Essa conquista, a 55 milhões de quilómetros de distância, poderia induzir a quem lesse a notícia, de outro planeta, que tudo vai bem no nosso. Que a evolução tecnológica acompanha finalmente as mentalidades, que temos a nossa casa limpa e em ordem e que resolvemos ir passear e espreitar outros planetas. Que as guerras, a fome, a doença, a poluição, o devastamento dos recursos ambientais e extinção das espécies, entre tantas outras coisas …. como a corrupção na agenda do dia..., são temas do passado. Mas não é assim, infelizmente, como todos sabemos. A nível global, fomos vítimas da Covid, sempre uns mais do que outros. Sempre os mais desfavorecidos e os mais frágeis a pagar a incúria dos governos e das más decisões, a pagar pelo desrespeito pelas espécies selvagens e corrida ao lucro fácil, atropelando regras básicas de bom senso. Em todas as reformas que se poupam hoje por óbito, perdeu-se o saber, a experiência, o pilar familiar dos mais velhos, dos avós que já se visitavam pouco porque era mais empolgante passar a tarde a olhar para o smartphone a contar os likes das selfies.

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Tantas palavras novas que entraram no quotidiano do nosso léxico já tão rico, neste atabalhoamento em que ficou a língua portuguesa depois do Acordo Ortográfico feito para unir os países de expressão portuguesa que nenhum dos outros países assinou. Estamos mais pobres mas chegámos a Marte. E tudo vai mal, tudo por resolver, tudo por decidir, as guerras não cessam, as de caneta e discursos e as das balas, êxodo e migrações em massa. Pensamos o futuro com reservas. Podemos continuar o nosso caminho, a olhar para o chão, sempre convencidos de que são os outros que devem resolver o que está mal e sem sequer aproveitarmos a vantagem que as democracias nos conferem: o voto. Ou podemos passar a perceber que a grande lição que o corona vírus nos ensinou é que não estamos nem estaremos a salvo e que o problema é

comum mesmo que não pensemos a essa escala. Cabe a cada um de nós cumprir o seu papel: ser solidário, consciente, responsável, preocupado com a sua pegada ecológica e com a capacidade de mudar o mundo. Em suma com as suas obrigações e deveres humanos. Comecem hoje a formular a pergunta: Que devo eu fazer para construir um futuro melhor? E podem crer que esse futuro estará mais perto dos nossos sonhos. A resposta, da “verdadeira” evolução está sempre nas mãos de todos nós n

Dr. António José Henriques Director Editorial redaccao.revistasaudehoje@gmail.com


N OVOO S E RVI Ç

Academia H Saúde

O seu parceiro de crescimento A Academia H Saúde é um projeto idealizado e promovido pelo Grupo H e tem como objetivo desenvolver formação profissional de excelência, com base na promoção do desenvolvimento e da qualificação dos recursos humanos das empresas. Entidade formadora certificada nas seguintes áreas: • Comércio

(341); • Terapia e Reabilitação (726); • Trabalho Social e Orientação (762); • Serviços de Transporte (840); • Segurança e Higiene no Trabalho (862).

Diagnosticamos, Estruturamos, Implementamos e Avaliamos o seu Plano de Formação. Empresa certificada pela DGERT com o nº de certificado 1706/2015. Contactos | Lisboa, Leiria e Alcobaça | Tel.: 914 185 756 | E-mail: formacao@policlinicabenedita.com


Cultura

PhD António Delgado Docente Universitário Investigador no CIEBA- U.Lisboa

Medicina e magia

Amuletos guardiões do corpo Introdução

As Belas Artes têm muitas ramificações em termos de especialidades e desde os campos maiores, Pintura, Escultura, derivam outras especialidades tidas como menores, mas de onde derivam jóias e amuletos que não são menos importantes para entender o pensamento humano e a cultura que ele produz em termos de símbolos e representações. A sua existência, no presente, como em épocas mais recuadas, por vezes de forma indireta como vemos no Retrato de Ana Maurícia a filha primogénita de Felipe III (FIG.1) e de Margarita de Áustria, nascida a 1601, retratada pelo pintor do rei, Juan Pantoja de la Cruz. Mas também Filipe Próspero de Áustria (FIG. 2), primeiro filho do rei Filipe IV de Espanha e de Ana Maria de Austria, são disso um exemplo. Em ambas as pinturas, vemos uma série de amuletos. Estes documentos visuais contam-nos uma série de factos , associadas à saúde dos retratados, mas também propiciam uma pequena indação aos primórdios da medicina.

FIG. 1 - Pintura a óleo; Autor: Juan Pantoja, 1602. Retrato Infanta Ana de Áustria

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O uso daqueles adornos de caráter mágico e religioso foi aconselhada pelos astrólogos e religiosos da corte, os coaching de então. Feita esta clarificação e havendo amuletos começo com a seguinte pergunta: Afinal quem gosta de ir ao médico? Pessoalmente, suponho que ninguém, senão vejamos! Só a ideia de nos sentarmos na sala de espera é suficiente para nos sentirmos ansiosos. Começamos a pensar no que o médico irá dizer ou encontrar e no que dirá desta vez sobre as análises. Depois também imaginamos estar mais doentes do que estamos e até nos interrogamos “ E se for necessário fazer um tratamento difícil…ser operado, extrair um orgão?” Esperamos sempre o melhor, mas preparamo-nos para o pior. No entanto quando muitos se desenganam com as ações dos médicos, deixam de acreditar na ciência reanimam-se nos “paliativos” da religião e superstição. Por isso, não deixa de ser curioso o fascínio que exercem sobre nós,

FIG. 2 - Pintura a Óleo, 1659; Diego Velasquez. Retrato de Filipe Próspero, filho de Filipe IV de Espanha e III de Portugal.

histórias de médicos, pacientes e doenças, mas também os seus tratamentos e todo o tipo de fantasias sobre e para elas. Ouvir as conversas das pessoas nos seus momentos mais triviais é entrarmos num amplo índice de temas, fobias e crenças, sobre saúde e suas curas. Mas não é menos curioso constactar que, apenas em casos muito extremos visitamos o médico: será porque subsiste em nós a ideia que são Xamãs, Feiticeiros ou Mágicos que nos livram da dor ou da doença no imediato quando os consultamos? Um comportamento espontâneo que parece dar corpo a uma certa ideia da medicina associada à ideia de magia e/ou em crenças religiosas. Nas sociedades muito arcaicas tanto o Xamã como o Feiticeiro eram os únicos especialistas onde apenas havia divisão de trabalho. As medicinas populares (folk-medicines), muitas delas, interpretam as doenças com base em fenómenos mágicos e religiosos e os doentes são embruxados ou possuídos por um diabo de espírito imundo. Nestas

FIG.3 - Estátua de Asclépio. s/d; Autor desconhecido; Mármore; Teatro do Museu de Epidauro Grécia


curas combinam-se métodos mágicos e religiosos (feitiços, encantamentos, exorcismos, orações, ritos penitenciários). Realidades residuais das medicinas muito arcaicas associadas ao empirismo e às crenças mágicas. Numa pequena restrospectiva histórica, sabemos que, na Mesopotâmia os médicos pertenciam à classe sacerdotal. Faziam adivinhações, pelo voos de aves e ou a leitura das entranhas de animais e interrogatórios rituais aos pacientes. No período heróico da Grécia, existiam terapias semelhantes mas relacionadas com o culto a Asclépio que muitos doentes peregrinavam. Este culto tinha santuários consultórios situados em lugares de clima agradável e com um belo enquadramento paisagístico dispondo de alojamentos e instalações recreativas e desportivas além de banhos e massagens (os actuais SPA). No entanto num período já mais recente, Hipócrates (Sec. IV, A.C.) que é considerado o “ Pai da Medicina” dizia que a doença surgia “ quando a natureza está em desequilíbrio físico ou psíquico”. Renunciando à superstição e às práticas mágicas da “saúde” primitiva associadas ao mito e culto de Asclépio (FIG. 3). Este personagem originário do período heróico grego foi o verdadeiro precursor

FIG. 4 - Bastão (detalhe da estátua de Asclépio).;

da medicina grega, da qual deriva a europeia. Foi também para os gregos a personificação do Deus da medicina, com o mesmo nome. A imagem do seu bordão foi adotada como símbolo grafico da Organização Mundial de Saúde (OMS), é representasa por uma cobra enrolada a um bastão (FIG.4). Estes répteis eram consagradas a Asclépio devido à superstição de que elas possuíam a capacidade da juventude, advinda da sua troca de pele, anualmente. No entanto este símbolo do bastão e da serpente seria já muito comum na zona do Mediterrâneo e Oriente, pois é visto em muitas estátuas desta zona de eras arcáicas assim como a serpente e a história do homem na Bíblia tem uma como protoganista. Também é na Biblia ( A.T.) que se relata uma história em que um bastão e uma serpente, semelhante ou não, aparece associada a Moisés relacionada com uma cura (FIG. 5). Será ele a primeira pessoa, na Bíblia, a realizar um acto de cura ( Num. 21, 4-9). Esta descrição é a razão pela qual ele é considerado o predecessor de todos os médicos na Bíblia. Mas a descrição reforça outra ideia, a de que o Mágico, Médio, Sacerdote e guia politico estavam reunidos numa só pessoa e o símbolo do bastão poder estar associado desde tempo muito arcaicos e pré-históricos à ideia de medicina e seus símbolos, dado existirem alguns encontrados em grutas pré-históricas.

FIG. 5 - Pintura a Óleo sobre tela; 207 x 234 cm. 1618 - 1620, Autor: Anton Van Dyck, A cobra de metal, Museu do Prado

Um símbolo ao contrário de um signo, não pode ser entendido fora do seu contexto religiosa, cultural e até metafisico, razão pela qual é impossível reduzir o seu significado a uma definição verbal. É necessária uma exploração das suas origens e uma descrição da sua evolução. Ao contrário do signo, o símbolo tem uma dimensão espiritual que o une a um contexto cultural e religioso e o signo apesar de ser uma imagem da realidade invisível e interior é a forma de entender essa realidade e recordála sem a transcender. A história do simbolismo demonstra-nos que se trata de um fenómeno sincrético e origina-se necessariamente de uma única fonte, mas que pode adaptar-se a épocas, religiões, cultos, culturas e civilizações distintas.

Amuletos

Um amuleto é um tipo de objecto, com determinada forma e material, é visto como algo que encerra um poder mágico, realizando simbolicamente uma relação mágica entre quem o usa e as forças que ele representa. Atribuemse supersticiosamente virtudes que afugentam os maus espíritos, desgraças e protegem seus donos de doenças. Segundo as crenças, um amuleto concentra e fixa forças que agem em planos cósmicos, colocando o homem que o usa no centro dessas forças de protecção. É neste ponto que as pinturas referidas, são excelentes documentos que nos permitem fazer uma pequena viagem na sua relação com a história da medicina testemunhando, não apenas a rica relação das Belas Artes com a Saúde, mas sobretudo na produção destes símbolos na forma de amuletos. São chaves para abrir portas e espreitar indícios também do conhecimento ontológico do ser e aspectos da cultura humana muito distantes. Como a ideia da conceção mágica do mundo como primeiro caminho proposto pelo pensamento humano no seu lento despertar onde a ideia do numinoso era dominante e todavia subsiste.

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Apesar do Rei Filipe IV de Espanha, viver rodeado das mais altas individualidades Eclesiásticas e Médicas que poderiam existir na época, a pintura de Filipe Próspero de Áustria mostra-nos, além do afecto paternal para salvar filhos, uma fé abalada e uma descrença na medicina de então, ao envolver o seu filho com todos aqueles amuletos protetores (FIG.2). Desviando, neste caso, a sua fé na devoção oficial, para crenças alheias ao cristianismo ao centrá-la no apoio de objetos mágicos com supostas qualidades profiláticas. (FIG. 6, 7, 8) A corte espanhola no tempo dos reis Filipe III e IV, por razões diferentes usaram estas práticas associadas à Magia. Elas foram a esperança no caso de Filipe IV, a forma para tentar salvar um filho débil de nascença: O príncipe Felipe Próspero retratado por Diego Velásquez em 1659 (FIG. 2). Nas minhas aulas de “História da Moda” costumo dar o exemplo desta pintura no tema “Amuletos, Adornos”, seguindo a ideia de que, estes elementos além de adornos estéticos, são passiveis de dar conforto psicológico a quem os usa em termos de saúde e também proteção contra o maligno. São objetos que dadas as suas supostas propriedades, são apaziguadores das muitas fobias que muitos têm ao passar o limiar da porta para a rua: esse mundo de incertezas e falta de proteção onde o «mal habita». E, quem viaje de transportes públicos ou vá à praia, não será difícil reparar, o uso na zona do pescoço e pulsos, de amuletos sob as mais diversas formas e metais preciosos ou pedras: crucifixo, cruz, figa, cinco saimão, meias luas, mexas de cabelo, incrustadas em corações de prata com pequenas viseiras, dentes encastrados em ouro, pedras preciosas e semi-preciosas de variadas formas

representado elementos vegetais, como trevos. Tudo oculto na forma de adorno mas são amuletos. Regressando à pintura sempre foi percebido nos círculos da corte espanhola, que o filho varão de Filipe IV, teria fortes probabilidades de ter uma vida curta e falecer cedo. Para contrariar habladurias, a corte a conselho de astrólogos e religiosos fez anexar ao corpo da criança, um conjunto de amuletos diversos que tinham por missão protegê-lo, porque era o herdeiro da coroa Espanhola. O reino passava por um momento grave: perdia sucessivamente poder à escala global. E uma monarquia sem um rei herdeiro era vulnerável. As inúmeras alianças diplomáticas de casamentos, punham-no em perigo, semelhante ao experimentado a 1580 em Portugal. A situação era por isso de desespero. Um retrato que representa uma pessoa pode provocar comoção na sensibilidade de quem o vê, dificilmente atribuível à recordação; porque ele não é a substituição da pessoa, mas o que impacta num retrato é a presença dos rasgos dela perante o olho do expectador. Todo o retrato funciona assim. É o poder da imagem que tende a fazer considerar realidade o que é simplesmente aparência: é este o poder mágico das imagens!

FIG. 6,7,8 - Amuletos (Cruzes, Figas, Poma,…); Detalhe da pintura de :Diego Velasquez , 1659

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Em muitos casos o retrato tem caráter propiciatório, a imagem do retratado tem sempre qualquer coisa da presença do retratado. Algumas práticas mágicas como o Vudu propicia supostamente forças ou energias más sobre a pessoa, cujo retrato é utilizado. E, mesmo sem atender ao recurso do Vudu a fúria de uma pessoa, sobre outra, através do um retrato, rasgando-o em “mil fanicos” é um bom exemplo de passar supostamente toda a sua ira ao sujeito real. No caso deste príncipe retratado e nascido dois anos antes, em 1659, é manifesto que a série de elementos no quadro tem como missão a sua proteção e foi elaborado com fim profilático para poder estar em lugar público. Aí absorvia a energia coletiva do povo e a sua comiseração perante a desgraça da criança real: era uma espécie de Ex-Voto. Retratar o príncipe e adornálo com aqueles objetos, manifestava a vontade real de evitar a sua morte e envolver ao máximo todas as energias possíveis naquela vontade. Vê-se um poma de bom cheiro para prevenir infeções e vários amuletos para o mau olhado ( Lopez Rey, José 1963-116). Diz-se ainda que a cadela (uma pincher anã) foi “inserida deliberadamente” por Velásquez para servir igualmente como outro assessório profilático. Aos olhos da corte a convicção era evidente; os elementos que ajudavam o príncipe no retrato, ajudavam o Príncipe na sua vida real. Apesar da bem intencionada acção feita ao Jovem Príncipe de Astúrias, este faleceu em 1661, antes de cumprir quatro anos. No entanto foi clara a intenção por parte de quem mandou fazer o retrato real e é demonstrativo como as pessoas, no campo da saúde facilmente despem a sua veste cientifica quando esta se manifesta incapaz para ir vestir os adereços da magia e da religião, como vemos em muitas igrejas e santuários de Portugal, através de ex-votos n


Henrique Alves Henriques Director Executivo do Grupo H Saúde

Os outros também somos nós Quando em Março de 2020 nos deparámos com a Pandemia, não houve aviso prévio. Era algo que pensávamos que estava a acontecer a alguns confortáveis Kms de distância. É sempre como assistir a um filme, quando estas coisas passam no Telejornal: os mais sensíveis impressionam-se mas a nossa segurança não é beliscada. Podemos voltar às nossas vidas e rotinas, logo a seguir, não é connosco e está a acontecer longe. Desta vez porém, foi diferente, China, Itália, Reino Unido, Estados Unidos da América, Alemanha, India.....Portugal....o Mundo Inteiro foi afectado. Estima-se que 6,9 milhões de pessoas tenham morrido até hoje por causa da Covid-19. E ainda não é passado... Mais uma vez a história da humanidade passou a ser fatalmente comum, não permitindo que nos comportemos com a

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ideia de que somos seres independentes e que o traçado da nossa vida não implica com as demais. Ao Grupo H e a todos os seus colaboradores, por operar no ramo da saúde, acresce a responsabilidade e o compromisso para com a população que serve. Somos nós quem as pessoas procuram quando adoecem, quando querem controlar as suas doenças crónicas e precisam de seguimento e apoio nas mais variadas áreas da Medicina. E isto faz com que todos nós estejamos do lado da solução que os utentes procuram e necessitam. Quando menciono todos, quero dizer mesmo TODOS. Cada um no seu lugar, desde quem atende as pessoas numa marcação telefónica ou presencial, até quem é responsável pelos stocks, passando pelos médicos, pelos Recursos Humanos, por todos os cantos deste

Grupo, estamos todos do mesmo lado, o lado de quem se espera que ajude! E quantas vezes temos de deixar a nossa vida privada lá fora para podermos, empenhados, dar mais do que o nosso melhor? Por isso desde o início deste texto NOS menciono no plural, como uma força única e unida, uma só filosofia, um só credo: o da responsabilidade técnica e humana. É assim que vejo o Grupo H, como uma mão enorme que ajuda e luta contra o mal comum que é a doença. Nós estamos orgulhosamente nos dedos dessa mão, do lado do bem e unidos no mesmo e único objectivo. Somos todos insubstituíveis e necessários, por isso a aprendizagem será sempre no sentido da responsabilidade conjunta e da união transversal n


Dra. Sofia Lourenço Silva Farmacêutica

Qualidade de vida e um sono reparador No ano passado, foi impossível não detectar o aumento da procura de auxiliares para o sono, desde a solicitação ao balcão de produtos naturais à prescrição a utentes que nunca tinham tomado medicamentos para o efeito. Podemos assumir que estas alterações estão relacionadas com o novo coronavírus e com o novo estilo de vida que impôs. Passamos mais tempo em casa, os níveis de stress e ansiedade aumentaram, sentimos a diminuição da fluidez financeira, a solidão, o receio de sermos infectados ou de alguém próximo ser infetado, tudo isto leva a alterações devastadoras no sono.

Quando temos dificuldades em dormir, começamos a ficar preocupados e ficamos ansiosos com o facto de não estarmos a descansar o suficiente. Como consequência, a nossa saúde pode piorar devido à falta de sono. Podemos sentir-nos mais irritados, mais deprimidos, mais ansiosos e com falta de concentração e atenção. É aconselhado ir ao médico ao fim de quatro semanas com tratamentos naturais ou quando a insónia interferir com a qualidade de vida.

De quantas horas de sono necessito?

A maioria das pessoas precisa de 7 a 9 horas de sono por noite, mas não somos

todos iguais. Ao longo dos anos vamos necessitando de dormir menos horas: dos 3 aos 12 anos de idade – 10 horas; dos 13 aos 18 anos – 10 horas; dos 19 aos 55 anos – 8 horas e com mais de 65 anos – 6 horas.

Ansiolíticos

A utilização de ansiolíticos, desde que prescritos pelo médico, é uma forma de normalizar o ciclo do sono. Deve ter sempre em conta a posologia e a duração do tratamento indicada pelo médico. Segundo o relatório do Conselho Nacional de Saúde, Portugal é um dos países com maior consumo de ansiolíticos, hipnóticos e sedativos. O relatório revela a elevada utilização de benzodiazepinas, bem como duração

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A maioria das pessoas precisa de 7 a 9 horas de sono por noite, mas não somos todos iguais. Ao longo dos anos vamos necessitando de dormir menos horas

de tratamento superior ao recomendado. A sua utilização prolongada, nos casos em que não é indicada, é preocupante pelo risco de dependência e síndromes de privação, para além de estar associada a uma diminuição da capacidade motora e uma maior propensão para quedas, em particular nos mais idosos.

Produtos Naturais

Têm a vantagem de não causar dependência, no entanto o seu consumo deve ser sempre moderado. Devido à falta de estudos de segurança, geralmente devemos usar com precaução durante a gravidez e amamentação. As mais usadas são: • Valeriana - Possui propriedades ansiolíticas e sedativas, em estudos revela ser eficaz nas insónias ligeiras a moderadas. A valeriana deve ser utilizada com precaução em pessoas com problema no fígado. Lúpulo; • Erva Cidreira e Passiflora - A acção destes produtos está relacionada com a sua capacidade de impedir a degradação do GABA, uma substância que ajuda no relaxamento do sistema nervoso, além de melhorar a acção da melatonina; • Melatonina - É um tipo de hormona

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produzida pelo nosso organismo, é a principal hormona responsável pelo sono. Além das medidas farmacológicas, existem medidas não farmacológicas que podem ajudar a regular o sono.

O sono e o stress

1. Durante os períodos de stress é normal sentir alterações no sono, ou que não é de boa qualidade; 2. O sono pode ajudar no stress. Ao dormir, o nosso corpo relaxa e a mente fica em paz; 3. Melhore a sua disposição para diminuir o stress; 4. Stress, se não puder evitar, durante o dia, em vez de à noite. Reserve um tempo durante o dia para se sentar e escrever o que lhe causa stress. Assim poderá encontrar soluções e quando for a altura de adormecer estar mais sereno e não se preocupar com o assunto pois já meditou sobre o mesmo anteriormente n Fontes: apsono.pt; metis.med.up.pt; portal-chsj.minsaude.pt; infarmed.pt

Regras de higiene do sono

Este termo é usado para descrever os bons hábitos de sono: • Dormir apenas o número de horas necessárias; • Evitar sestas em caso de dificuldade em adormecer; • Horário regular para dormir e acordar, independente de ser fimde-semana ou não; • Evite exercício vigoroso 3 a 4h antes de deitar; • Evite excesso de líquidos à noite; • Evite cafeína, nicotina e álcool 4 a 6h antes de ir para a cama, e minimize o seu uso diário; • Evite refeições muito pesadas à noite, mas não vá para a cama com fome; • A cama não deve ser utilizada para trabalho intelectual ou de lazer; • Se não for capaz de adormecer após 15/20 minutos, não permaneça na cama! Levante-se, saia do quarto e faça alguma coisa que o relaxe. Volte para a cama quando sentir sono outra vez; • Evite fazer atividades estimulantes ao deitar (ex. ver filmes de ação, usar computador/telemóvel); • Evite olhar constantemente para as horas ao deitar; • Evite um ambiente ruidoso. Manter um ambiente calmo, escuro, seguro e confortável no quarto; • Antes de dormir, faça alguma forma de relaxamento (ex: música calma, ler um livro, um banho quente ou meditar)


Isabel Lestro Henriques MD, PhD, Neurologist

O que é um AVC? Um AVC é uma doença do cérebro que acontece quando o sangue numa artéria cerebral é interrompido (AVC isquémico) ou se espalha, quando uma artéria do cérebro se rompe (AVC hemorrágico). O cérebro contém muitas células nervosas, as mais conhecidas são os neurónios mas estas estão englobadas numa enorme rede de artérias cerebrais que permitem que o cérebro funcione. Como o sangue é essencial para o funcionamento cerebral (pois as células cerebrais não produzem a sua própria energia), a interrupção do sangue para uma zona do cérebro faz com que as funções de comando que essa zona do cérebro exercia deixem de se fazer. Assim, se faltar sangue em zonas responsaveis pela fala, o doente deixa de falar, se faltar sangue onde o cérebro comanda a força de um braço ou perna esses deixaram de funcionar adequadamente. Com efeito, dependendo da localização no cérebro das artérias que se obstroem (entopem) ou rompem, assim o doente terá sintomas diferentes, conforme o local do cérebro que é afectado.

Fatores de risco

Dentro dos factores de risco modificáveis mais conhecidos para AVC incluiu-se: • hipertensão arterial; • diabetes; • tabagismo; • dislipidemias (colesterol ou triglicerídeos elevados); • obesidade.

O sinais de alarme para a ocorrência de um AVC são a presença de diminuição de força num braço, dificuldade em falar ou o doente apresentar assimetria da face (a chamada “boca ao lado”)

existe um aumento de AVC nos jovens, mas julga-se que os AVC podem ter sido subdiagnosticados em doentes jovens. Actualmente existe uma maior atenção a este grupo etário pois muitas vezes, pelo preconceito de que o AVC é uma doença só de pessoas idosas, a presença de sinais de alarme em doentes jovens é desvalorizada e não associada a possibilidade de ocorrência de um AVC.

Qual o procedimento adequado?

Medidas a adoptar para a prevenção de um AVC

O controlo destes factores de risco permite diminuir o risco de AVC ( bem como de outras doenças vasculares) e a sua recorrência.

Sinais de alarme

Neste caso deve-se imediatamente telefonar para o n.º 112 e explicar o que o doente está a sentir pois trata-se de uma suspeita de AVC. Não é correcto ir a correr para o Hospital mais próximo, pois este pode não ter capacidade para tratar AVC na fase aguda. Assim o gesto mais indicado, se aparecerem estes sinais de alarme, é telefonar para o 112 para não se perder tempo com uma deslocação desnecessária. Esta chamada activa uma Via Verde que permite a comunicação e transporte dos doentes com suspeita de AVC para o local correcto.

Em que faixa etária é mais frequente?

Os AVC são mais prevalentes em doentes idosos mas podem ocorrer em qualquer idade até mesmo em crianças e no período da gestação.

Os casos têm aumentado na faixa etária dos 18-35 anos? Não há dados que permitam saber se

O controlo dos factores de risco modificáveis e a adopção de estilos de vida saudáveis que incluam actividade física são a abse da chamada prevenção primária, isto é a prevenção antes da ocorrência de um AVC.

Sobre o tratamento

O tratamento dos AVC isquémicos na fase aguda pode incluir a retirada do trombo que o causou. O tratamento na fase aguda inclui tambem o internamento em unidades de AVC de modo a estabilizar o doente e a estudar a presumivel causa do AVC, passo fundamental para evitar a repetição de um AVC pela mesma causa. Posteriormente e de acordo com a causa provavel do AVC isquémico, é instituido um tratamento de prevencao secundária ou seja para evitar novos AVC. Deste faz parte o controlo dos factores de risco modificaveis bem como fármacos que alteram a capacidade de formação de trombos dentro das arterias, os chamados anticoagulantes e antiagregantes n

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Dr. Francisco Gonçalves Gestor de Formação da Academia H Saúde

Covid-19 – O empurrão na formação à distância As empresas formadoras sempre tiveram de aplicar estratégias que lhes permitisse chegar às empresas clientes, destacando as mais valias que a frequência da formação profissional tem para o aumento das competências dos seus colaboradores e consequente aumento da produtividade.

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Atualmente, neste período pandémico, com o teletrabalho e todas as restrições impostas em todos os setores de atividade, as empresas formadoras tiveram, tal como outras, de se reinventar, criando e adotando novas estratégias de a aproximação às empresas clientes, prosseguindo com o trabalho de

desconstrução da ideia ainda enraizada de que a formação profissional é um entrave à produtividade e um custo que são obrigados a suportar, mas também quanto à forma como desenvolvem a formação. A imposição de distanciamento social e


Na Academia H Saúde para além da formação presencial dispomos também de uma plataforma de ensino à distância que nos permite apresentar qualquer tipo de solução formativa.

física, mantendo o distanciamento social exigido. As empresas de formação adaptaram-se rapidamente, algumas já vinham a percorrer esse caminho, a um mercado de trabalho diferente nos atuais tempos, mas que será também o futuro da formação profissional. O paradigma educacional está em constante transformação e inovação, há que aproveitar sempre os aspetos positivos das adversidades. Olhar para a situação que a pandemia nos colocou e transformá-la em oportunidade. restrição quanto ao número de pessoas dentro de um espaço fechado, afetou inevitavelmente a modalidade presencial. Tornou-se impossível, durante os períodos de confinamento reunir uma turma dentro de uma sala de formação. Mas era e é fundamental continuar a promover o desenvolvimento do know how dos trabalhadores. Dessa forma imediatamente se substituiu a formação presencial pela formação online através de plataformas que permitem a formadores/as e formandos/as interagirem como se estivessem numa sala de formação

A formação online é muito eficiente pois garante o distanciamento social e permite a presença de colaboradores que noutras circunstâncias não poderiam comparecer na formação por motivos de incompatibilidade de horários com a sua atividade produtiva. Este sistema reduz quase por completo as limitações de espaço e disponibilidade das equipas, sem quaisquer quebras na produtividade. No entanto a implementação de uma formação online exige não só uma adaptação por parte dos formandos, ao nível do manuseamento das ferramentas online, mas também da equipa pedagógica, que tem de estar preparada para transmitir os conhecimentos através de atividades, meios

e metodologias completamente dispares dos utilizados na formação presencial. A Covid-19 veio apressar o desenvolvimento de uma mudança há muito prevista, falada e trabalhada, que efetuava o seu caminho a uma velocidade reduzida, fruto também da resistência por parte tanto das empresas, como dos formandos em aderirem e acreditarem na qualidade e eficácia da formação à distância. Recordo-me que numa reunião de trabalho em 2004, fazendo parte da equipa técnica nacional que integrava um projeto Europeu EQUAL – “RH XXI – Recursos Humanos para o Séc. XXI”, (estudo que pretendia determinar o posicionamento das PME e trabalhadores na economia digital e determinar diferentes ações e percursos formativos que possibilitassem a competitividade das empresas e a manutenção do emprego e do capital humano através da adaptabilidade às novas tecnologias de informação e comunicação (TIC), e pretendia estimular e aprofundar dinâmicas ao nível do e-learning e formação à distância, numa reunião europeia), fiquei surpreendido quando os parceiros ingleses nos apresentavam soluções de formação que tinham implementadas em que, por exemplo, já conseguiam naquela altura, enviar conteúdos aos formandos para a PlayStation Portable, enquanto por cá falar de e-learning era quase uma utopia. Hoje em dia a formação à distância está aí, implementada, cada vez mais sofisticada e capacitada de todas as ferramentas que permitem a formadores e entidades formadoras construírem conteúdos motivadores e inovadores para que os formandos possam adquirir as competências necessárias ao seu desenvolvimento. Ela já aqui estava, levou foi o empurrão que nunca tinha levado. Na Academia H Saúde para além da formação presencial dispomos também de uma plataforma de ensino à distância que nos permite apresentar qualquer tipo de solução formativa. Estamos ao seu dispor n

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Dra. Ivone Mirpuri Médica Patologista Clínica especialista em Modulação Hormonal | Certificação em Medicina Anti-Envelhecimento pelo CENEGENICS, Las Vegas | Especialista em Medicina Anti-Envelhecimento e Modulação Hormonal pela WOSAAM e International Hormone Society

Hormonas e controlo do peso Haverá uma forma ideal de perder peso para cada um? Sim, claramente e dado que a obesidade e o excesso de peso dependem de múltiplos factores, temos de “ajustar” o programa a cada indivíduo. Estão na génese da obesidade/excesso de peso, factores genéticos, metabólicos, ambientais e comportamentais. Devido à génese multifactorial, a idade, o sexo e o metabolismo têm muita importância. Sem termos em conta os cinco pilares fundamentais para a manutenção da nossa

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saúde não teremos um corpo são numa mente sã. Estes pilares são: • A nutrição, fundamental (e eu atrever-meia a dizer que o mais importante de todos, pois nenhum dos outros poderá funcionar bem sem este pressuposto); • O exercício físico (adaptado à condição física da pessoa e à idade, e objectivos pretendidos); • A suplementação alimentar (dado que os alimentos não conferem tudo o que deveriam dar-nos); • A modulação hormonal (que faz A

diferença, sobretudo em idades a partir dos 40 anos); • A mudança dos estilos de vida, onde o sono desempenha um papel fundamental. O stress é um factor primordial pois elevará a insulina e o cortisol, o que provoca uma diminuição da secreção de todas as outras hormonas, inclusivamente da melatonina e da Hormona de crescimento, que estão na relação inversa com esta hormona. Por isso o sono é importante. Durante o sono o corpo está a desenvolver inúmeros


processos metabólicos, e não está “em descanso”. Estarmos acordados, fará com que tenhamos mais fome e levará ao consumo de alimentos num período de todo desejável. E alimentos de má qualidade dado o estímulo da insulina, que consequentemente levará à “compulsão” por hidratos de carbono “maus”. Tal como referi, os 5 pilares de que falei, são igualmente importantes para emagrecer e mantermos o peso ideal. Todos estão interligados. Não podemos ter boas hormonas sem bons nutrientes. Mesmo que as hormonas em falta sejam corrigidas, se não tiver vitaminas, minerais e substractos necessários ao seu funcionamento, não só não estamos a fazer nada de bom, como eventualmente a fazer “mal” ao utente. Daí que o equilíbrio hormonal, ou melhor dizendo a “modulação hormonal” que consiste em optimizar as nossas hormonas dependa destes cinco pilares. Muitas vezes me perguntam se é mais difícil para uma mulher perder peso e porquê. O equilíbrio e a modulação hormonais são fundamentais num programa de perda de peso. Algo está mal, decerto, entre a alimentação e as hormonas, passando pelos estilos de vida. Há que verificar todos os pilares, e corrigir o que estiver mal. Suplementar adequadamente com o que for necessário, e estimular muitas vezes indirectamente o corpo, sem necessidade de recorrer a hormonas o que só fazemos nos mais velhos, quando o corpo já não pode ser estimulado, pois não as produz. Nas mulheres eu diria que sim, é mais difícil, dada a complexidade hormonal e a “cascata” de regulação que isto implica, pois mexer numa hormona, implica ter o conhecimento da interrelação entre todas e de como este equilíbrio é fundamental. As hormonas desempenham um papel fundamental na nossa saúde, e sem o seu equilíbrio gera-se a doença. Não são elas que fazem “mal”, mas o desequilíbrio entre elas. Por exemplo: a mulher mais velha, está sempre em dominância estrogénica, pois perde toda a sua

Haverá uma forma ideal de perder peso para cada um? Sim, claramente e dado que a obesidade e o excesso de peso dependem de múltiplos factores, temos de “ajustar” o programa a cada indivíduo.

progesterona, que é diurética, e apenas vai baixando os seus níveis de estradiol. Sobretudo no excesso de peso o estradiol está sempre elevado, pela conversão no tecido adiposo da androstenediona, produzida na glândula supre-renal em estradiol. Por isso ao começarem a perder as hormonas as mulheres “alargam”, engordam e ficam “Balzaquianas” com as mamas maiores. Esta dominância estrogénica não é de todo saudável, pois este desequilíbrio entre o estradiol e a progesterona gera patologia mamária e uterina. Enfim, tudo está relacionado, podendo eu dar mil e um exemplos. No homem, o equilíbrio é mais rapidamente alcançado do que numa mulher, mas o objectivo em ambos os casos é alcançável, desde que o utente esteja motivado. Por isso também, há que ter tempo para explicar todos estes factores e como é importante ter em conta os cinco pilares para o alcance do objectivo pretendido. Como costumo dizer, não podemos dizer ao utente que “não pode

fazer isto ou aquilo”. Só vivemos uma vida e não deve ser de sacrifício. Penso eu. Mas se eu lhe explicar PORQUE não gostava que ele fizesse, isso, o que vai acontecer, e explicar exactamente tudo, a pessoa motivase e fará tudo bem sem qualquer sacrifício. E se fizer tudo direitinho em 2-3 meses o objectivo está cumprido e a motivação levará a manter o programa de vida saudável, que o fará manter o peso. As hormonas são fundamentais para a manutenção da nossa saúde e do nosso peso. Eu não trato crianças, por isso falarei apenas da idade adulta, depois da puberdade pelo menos. Todo o equilíbrio hormonal é fundamental como vimos. São hormonas importantes no controlo do peso…todas. Mais especificamente, o cortisol e a insulina (daqui a importância do controlo do stress e do sono), os estrogénios e a progesterona (daqui a importância da preparação da menopausa e tratamento hormonal na menopausa, se possível), da tiróide, em qualquer idade, mas perceber que não se dá tiróide para perder peso, aliás não se dá nenhuma hormona para perder peso, mas para manter a saúde e consequentemente o peso. A hipofunção tiroideia associada à idade (por falta de secreção da TSH, menos número de receptores, mais fraca conversão da T4 em T3) só é responsável por 4-5 kg, do excesso de peso corporal. Não pelos 20-30 que muitas vezes a pessoa tem a mais e por isso temos de ter em conta muitos factores e os genéticos. Outras hormonas fundamentais na manutenção do nosso peso, são a testosterona e a hormona de crescimento. Não esquecer a importância da água que devemos beber e a sua qualidade e a elevadíssima importância da disrupção endócrina na génese da obesidade e da doença na nossa sociedade. Todos os programas de controlo de excesso de peso, começam por elucidar MUITO BEM o utente sobre a disrupção endócrina, que é um tema sobre o qual já falámos num número anterior desta revista n

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B

Dra. Maria Gama* Nutricionista

A alimentação saudável também tem mimos O Excesso de Peso e Obesidade é um tema atual e de grande pertinência, uma preocupação constante e que se deve ser tida em conta. Por isso mesmo, é fundamental uma alimentação saudável diária, desde o pequeno-almoço até ao jantar e/ou ceia. Por vezes pode parecer difícil, mas na verdade, o que é necessário, na realidade, são algumas alterações no nosso dia-a-dia, que nos podem levar tanto a melhorar a nossa alimentação, como a prevenir e/ou

combater a obesidade e excesso de peso. Sendo Maio o mês do coração, e sendo a obesidade um fator de risco para as doenças Cardiovasculares, é fundamental começar desde já a agir. Apenas tem de fazer alterações e adaptações na sua alimentação, consoante o seu dia-adia e as suas preferências. Uma alimentação saudável sugere hábitos alimentares saudáveis, e não, passar fome ou comer

apenas peixe cozido/bife de peru grelhado, como se ouve diversas vezes. É importante a consciencialização dos erros alimentares que muitas vezes cometemos, no sentido de podermos mudar comportamentos, adquirindo o hábito de comer de tudo, mas de forma saudável e equilibrada, sem exageros. Por isso mesmo e de forma a conseguir ajudar, aqui ficam duas receitas que pode fazer para um lanche diferente ou até para um aniversário. n

*Licenciada em Ciências da Nutrição, é responsável pelo projeto Põe-te na linha que tem como objetivo promover a adoção de uma alimentação e estilos de vida saudáveis. Além de consultas de nutrição, desenvolve diversos workshops e palestras. No âmbito do projeto dinamiza também o blog Põe-te na linha no qual partilha diversos conteúdos relacionados com o seu estilo de vida, nomeadamente receitas e dicas. Pode conhecer o seu trabalho no site www.poetenalinha.pt, instagram @poete.nalinha ou facebook.

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AR SEM AÇÚC A J N A R A L BOLO DE

INGREDIE

NTES

Bater as claras

4 ovos das ras parteuriza 100 ml de cla anja + Laranja lar a um de Raspa a de arroz 60 g de farinh a de aveia 40 g de farinh e sopa de azeit de s re lhe 3 co el emesa de m br so de r 1 colhe bolos mento para fer de á ch l) 1 colher de ilha (opciona un ba de ia sênc 1 gota de es

em castelo

r de m processado redientes nu mogénea. os outros ing a mistura ho um Juntar todos ar fic triturar até alimentos e volver bem. evagar) e en do anterior (d ara ep pr ao ras Juntar as cla minutos. ºC cerca de 25 quecido a 190 é-a pr no for Levar ao

QUEQUES

INGREDI

DE AVEIA E CENOU RA

ENTES

Farinha de aveia (1 cháv ena almoçad Cenoura (1/ eira | 150g) 2) Laranja (ra spa e sumo) Mel (1 colher de sopa) Fermento (1 colher de ch á) Ovos (3) Azeite (1 co lher de sopa )

Pré-aquece r o forno a 20 0ºC. Começar po r bater as cla ras em caste Triturar a ce lo. noura num processado gemas e o r de alimen mel, mexen tos e juntar do Misturar a fa até ficar ho as mogéneo, e rinha e o fe rmento ao por fim o az Devagar, en preparado eite. volver as cla anterior. ras em caste lo ao prepar ado anterio Distribuir po r. r formas de silicone e lev cerca de 25 ar ao forno minutos. a 180ºC dura nte

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Dra. Fátima Lorvão Médica de Medicina Geral e Familiar na Policlínica da Benedita

Do outro lado da Pandemia Mais de um ano iniciado em Pandemia com muitos fatores nefastos a prejudicarem a saúde colectiva. Grande parte de nós está mais inactivo fisicamente, muitos em teletrabalho, o que provoca alterações nos nossos comportamentos diários e promove muitas vezes a adição para compensar e a ingestão de alimentos em excesso e com elevado teor de açúcar. São alimentos que encontramos facilmente à nossa disposição e cujo consumo não é benéfico.

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“É um vício físico real e a indústria alimentar esforça-se por nos tornar viciados em açúcar. Usa e abusa do teor de açúcar nos alimentos, alterando subtilmente o paladar e condicionando-nos.”

Refiro-me ao açucar e também ao amido, composto por hidratos de carbono de rápida absorção. Estima-se que em média um adulto ingira 13% de açucar a mais na sua dieta diária e tal constitui um grave problema de saúde pública. Não sei dizer quantas vezes já ouvi um doente referir dizer que gostaria de ter força de vontade para poder desistir do açúcar alimentar . É um vício físico real e a indústria alimentar esforça-se por nos tornar viciados em açúcar. Adoça tudo cada


vez mais, usa e abusa do teor de açúcar nos alimentos, alterando subtilmente o paladar e condicionando-nos. Esse é o resultado da quantidade de açúcar e farináceos que consumimos , o que leva no organismo à elevação da glicose e da insulina e que vai criando a longo prazo, um terrível efeito dominó.

Resistência à insulina

Em consequência de tudo isto, a nível de ambos os sexos e em idades cada vez mais precoces, a maior alteração hormonal que atualmente enfrentamos é a da resistência à insulina, o que leva à situação clínica de Pré-Diabetes e Diabetes .

Consequências da adição de açúcar no organismo

A adição de açucar conduz à resistência à insulina o que desencadeia vários processos nefastos, tais como a retenção de sódio, o que leva à hipertensão arterial. Tem ainda outro efeito nefasto, o de impulsionar o excesso de calorias para as células de gordura , que depois, produzem uma espécie de mensageiros para aumentar a sensação de fome. Por sua vez o metabolismo lento, a ausència de exercício, evita a queima de gorduras o que causa a inflamação crónica. Nas mulheres o excesso de insulina transforma os estrogénios em testosterona. A testosterona, hormona predominantemente masculina, provoca de entre outras, queda de cabelo, pelo facial e infertilidade. Enquanto nos homens a testosterona em excesso é convertida em estrogénios , hormona predominantemente feminina, razão pela qual os homens tendem a ter um grande abdómen, aumento das mamas e perda de pelos no corpo. Em ambos os sexos, a dieta rica em açúcares e amido também aumenta o cortisol e a adrenalina ; hormonas ligadas ao stress. Quando se faz uma dieta carregada de açúcar e amido o corpo

literalmente entende-a com um stressor, tal como se se fosse perseguido por uma fera. Aumentam, tanto a adrenalina como o cortisol, provocando de imediato a resistência à insulina e fazendo aumentar os desejos de açúcar e de amido.

Razão para contrariar os excessos

Deve então aumentar-se a ingestão de alimentos ricos em fibras não processadas e beber mais de 1,5l de água diariamente bem como reduzir drasticamente o amido. Ingerir todo o tipo de vegetais e gorduras saudáveis, como nozes, azeite, abacate, frutos secos e sementes e preferenciar carnes de animais de pasto. Se reduzir a carga glicémica e de hidratos de carbono da alimentação diária, reduz até 20% as alterações androgénicas e reduz significativamente os estrogénios.

Devemos ter mais consciência dos nossos hábitos alimentares O plano é conhecer o índice glicémico dos alimentos e optar conscientemente pela ingestão de dieta de baixo índice de açúcar. Limitar por dia a quantidade de açúcar adicional.

Fruto da investigação dos últimos anos e cada vez com mais adeptos pelos benefícios metabólicos que traz a curto e longo prazo, é fazer o jejum intermitente regularmente, que tem acção imediata na redução da inflamação crónica.

Razão para contrariar os excessos

A grande notícia é que com força de vontade, podemos repor a nossa bioquímica e resistir aos desejos de açúcar e recuperar a nossa saúde. Quanto mais evitarmos açúcares e hidratos de carbono refinados (que simplesmente se transformam em açúcares no nosso corpo) mais o nosso corpo reconhece a doçura natural dos alimentos saudáveis. A sensação de fadiga e as alterações endócrinas (hormonais) vão-se desvanecendo n

Índice glicémico dos alimentos (IG) corresponde à capacidade que um alimento tem de aumentar a quantidade de açúcar no sangue quando ingerido.

• Baixo índice glicémico alimentos com índice glicémico inferior a 55. São os mais saudáveis. • Índice glicémico moderado alimentos que têm índice glicémico entre 56 e 69. • Indice glicémico elevado alimentos com índice glicémico superior a 70 , devem ser evitados.

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Carla Ferreira Médica Psicóloga na Clínica de Olhalvas e Policlínica da Benedita

Serenar após o Covid Vivemos por estes anos uma provação intensa. Naturalmente e dada a natureza humana, necessitamos de a compreender, de a explicar, de encontrar origens e direcções, e mais do que tudo, descobrir soluções que nos devolvam a normalidade do quotidiano, do nosso quotidiano. Têm surgido inúmeras justificações e análises, mais cientificas, mais banais, mais dogmáticas. Os mais crentes, por exemplo, podem encontrar a segurança da salvação no paralelo com as pragas bíblicas, os mais cépticos, concluem a circunstância casual de um golpe de azar, os mais especulativos, encontrarão por certo uma teoria da conspiração, erguida a rigor num laboratório clandestino, subordinado ao poder do mal. Seja qual for a vertente em que se encontra, o certo é que a senda se afigura longa, persistente, como que a querer confrontar a humanidade com a sua própria pequenez, perante o poder da natureza e a ausência de respostas. O nosso mote, como em qualquer adversidade sentida pela espécie humana, é a luta e a vontade de vencer, porém a

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mecânica não é a nossa melhor faculdade, pelo contrário. Somos seres vagamente metódicos, pouco programáveis, somos mutantes, voláteis, sobrevivemos indexados ao ambiente num estilo inesperado, quase impossível de prever. E perante adversidades maiores, formatamos o método imperfeito e procuramos o ajuste mais perfeito para nós próprios, na consciência de que os caminhos se subjugam ao imprevisível. Paradoxalmente, é contra esta imprevisibilidade que lutamos desde que nascemos. Mesmo os mais corajosos, mesmo os que voam mais alto e arriscam quedas soltas, esperam ao final do dia a recompensa da zona de confronto, da voz que lhes embala o berço, do cheiro que permite repousar em sossego: ninguém existe em segurança sem rotina. Esta era, acabou por desafiar os nossos passos. Àqueles que são caminhantes vencedores, aos que no dia-a-dia procuram o encontro, aos frágeis, aos fortes, aos hesitantes e aos certeiros. Desafiou as escolhas, os planos, as festas de família e as

reuniões de amigos, os momentos de partilha e, importantíssimo, desafiou a capacidade de nos encontrarmos com o nosso eu. O nosso eu mais puro, mais verdadeiro, aquele que tantas vezes escondemos na correria das horas e que usualmente desconsideramos porque nos afronta, nos confronta com a nossa realidade mais inconsciente, nos transporta para o que não queremos olhar, não queremos sentir, não gostamos de encontrar. Mas é exactamente aqui, que poderemos dar início à recuperação mais desafiante da história global presente. O tempo com que a generalidade das pessoas passou consigo própria, é superior ao anteriormente conhecido. Por certo neste caminho de ausências, limitações e provações, todos encontraram impaciências, medos, ansiedades, zangas e tristezas, desesperos e desmotivações, os opostos à busca da felicidade. Mas também todos descobrimos recursos que nos salvaram do estado mais negativo, que provavelmente se encontravam escondidos nas malhas despercebidas do nosso interior.


Reaprendemos a ler, a cultivar, a cozinhar, a sobreviver longe de quem amamos, a valorizar esse amor e essa presença, como uma das prioridades da nossa vida. Não há como não encarar a pandemia como uma ocorrência nefasta. Não ouso falar em ensinamentos, em partes boas, não consigo considerá-la como algo de positivo, dada a dimensão da catástrofe. Mas sinto que cada um de nós pode perscrutar dentro de si os pequenos ganhos que neste momento ainda não se tornaram conscientes. Aproveitar a simplicidade da vida. Aproveitar o amor ao próximo. Valorizar o encontro, a refeição em família. Conseguir inserir no nosso dia-a-dia estes pequenos nados que valem tudo, e recuperar com outra avidez o que a sociedade capitalista estava a deixar morrer devagarinho. A nossa força interna permite tudo isto e o nosso maior erro é continuadamente não

Aproveitar a simplicidade da vida. Aproveitar o amor ao próximo. Valorizar o encontro, a refeição em família.

abrirmos o nosso foco para este facto. A nossa excessiva volatilidade e a nossa necessidade de segurança, tolda-nos tantas vezes as acções. Estancamos submersos em imensidões de pormenores e não olhamos para a grandiosidade das nossas capacidades, que quase esmorecem diante das grandes batalhas. Mas o que serão as mesmas senão a nossa derradeira oportunidade de superar o que já conhecemos de nós? De que valerão se nos deixarmos cair no cansaço sem procurar cá dentro o que nos pode fazer vencer os nossos medos mais escondidos? Olhar para dentro com coragem, é o conselho que vos deixo, como o vosso maior aliado para atribuir o vosso próprio significado a esta história ruim. É o melhor caminho para um final sereno, porque talvez não deva dizer feliz n

PME EXCELÊNCIA 2020 POLICLÍNICA CENTRAL DA BENEDITA, S.A.

É com grande honra que distinguimos o nosso Cliente Policlínica Central da Benedita, S.A., pela sua solidez financeira, qualidade e excelência de gestão. Candidatura apoiada pelo Crédito Agrícola.

Licínio Pina Presidente do Conselho de Administração Executivo Grupo Crédito Agrícola

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Raquel Estevão Diretora de Recursos Humanos

A Formação é o caminho para o Sucesso O Grupo H Saúde, considera importante a valorização profissional dos seus colaboradores, na medida em que tal contribui decisivamente para um melhor atendimento dos seus utentes. Empreendeu para tal, várias acções de formação que decorrem de Abril a Outubro, da qual fazem parte vários módulos sobre Comunicação, Relacionamento Interpessoal, Língua Inglesa no atendimento, Motivação, Liderança e trabalho em Equipa, Gestão de Conflitos e Stress, Segurança e Higiene no Trabalho, Primeiros Socorros e SBV. - sempre no sentido de melhorar e aperfeiçoar os

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conhecimentos dos seus profissionais e a resposta interna e externa todas as diferentes solicitações. Só a formação, pilar importante e fundamental no percurso profissional de cada um, qualifica os recursos humanos de uma empresa, proporcionando aos seus quadros e colaboradores a aquisição e a actualização de conhecimentos. O actual investimento realizado nas acções de formação proporcionará um maior desenvolvimento pessoal e profissional, valorização esta que contribui

numa crescente autoconfiança das equipas de trabalho. Com colaboradores mais qualificados, inovadores e criativos, o Grupo H Saúde continua a distinguir-se no mercado dos serviços e cuidados de saúde português ao mesmo tempo que cria novas possibilidades de desenvolvimento pessoal (interno). Considera que a formação contribui para conseguir equipas mais focadas, direccionadas, eficientes, inovadoras, consistentes e responsáveis. A participação e o envolvimento de todos, fortalece o trabalho


Legenda Raquel Estevão ( Recursos Humanos) e Francisco Da esquerda para a direita: Susana Batista(farmácia); Gonçalves ( Academia) Co-autores do artigo. Eduardo Santos (SHST); Ana Maria Mendes (farmácia) Isabel Monteiro (fisioterapia); Sofia Silva (farmácia); Anita Gonçalves (formadora); Liliana Ribeiro (SHST); Tiago Silva (farmácia)

em equipa, as relações interpessoais e com isto, procura o Grupo H, garantir um serviço de qualidade e excelência ao utente. Os valores que incute aos seus colaboradores e que acredita serem a chave de um bom desempenho dos seus profissionais nas diferentes áreas de actuação são: a MOTIVAÇÃO, a VALORIZAÇÃO e o ENVOLVIMENTO . Um forte e sentido agradecimento a todos os colaboradores/equipas, pelo esforço diário e dedicação na participação activa nas acções de formação; ao Francisco Gonçalves,

O caminho da aprendizagem e do conhecimento é o caminho da inovação e do sucesso

Da esquerda para a direita: Soraia Calhas (recepção); Mariana Fialho (dentária); Tânia Diogo (recepção); Vânia Silva (recepção); Catarina Honorio (recepção); Rute Sousa (recepção); Teresa Sousa (recepção); Sara Martinho (dentária); Anabela Azevedo (recepção); Cláudia Gonçalves (dentária); Susi Oliveira - formadora

Gestor de Formação na Academia H Saúde pela sua excelente coordenação e implementação das acções de formação e à Dr.ª Maria de Lurdes Pedro, Presidente da Junta de Freguesia da Benedita, pela disponibilidade e cedência de um espaço físico que contribuiu para a realização destas acções. O caminho da aprendizagem e do conhecimento é o caminho da inovação e do sucesso, é este o trajecto, que os nossos profissionais percorrem diariamente para garantir SEMPRE um melhor serviço n

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Breves

O dia 8 de Março no Grupo H No Dia Internacional da Mulher o Grupo H homenageia, como todos os anos, as suas colaboradoras, celebrando com isso os direitos conquistados, às vezes ainda perseguidos, de igualdade, de não descriminação, de liberdade, de luta contra o preconceito seja ele racial, sexual, político, cultural ou económico. Numa altura em que por todo o mundo várias mulheres se têm unido para

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denunciar crimes de assédio e abuso num movimento denominado Me too, é sempre importante recordar todas as batalhas travadas , toda a coragem que foi precisa para que nos dias de hoje e na maioria dos países civilizados , a mulher tenha direito ao voto, possa trabalhar, possa erguer-se contra as ainda tantas injustiças de que é alvo. Dia de reflexão para todos, homens e mulheres, sobre o progresso dos direitos humanos, dia de enaltecer a coragem e

determinação das mulheres que ajudaram e ajudam a redefinir as regras de um mundo mais justo. Que o Dia da Mulher seja sempre celebrado em nome de todas as que se sacrificaram e sacrificam para que o mundo mude e os crimes sejam punidos. Cabe a todos os nós a tarefa de não olharmos para o lado e de os denunciarmos n


A sustentabilidade responsável Apesar da pandemia, o Grupo H Saúde não só acompanhou as novas exigências e realidade, tendo no dia 12 de abril completado um ano de Centro de testes COVID-19 Drive-Thru em Alcobaça, como continuou a oferecer um serviço de excelência como os prémios atribuídos à Policlínica Benedita o evidenciam. Prémio Cinco Estrelas, na categoria “Clínicas Médicas”, única no distrito de Leiria pelo 2.º ano consecutivo, cuja metodologia se pode adaptar a todos os sectores de atividade, com o objectivo de avaliar as 5 principais variáveis que influenciam a escolha de um consumidor.

São elas: • satisfação pelo serviço obtido; • relação preço qualidade; • recomendação; • confiança; • inovação. E PME Excelência, atribuído pelo IAPMEI num justo reconhecimento pelo seu mérito e contributo para os resultados da economia, sendo este estatuto particularmente relevante e diferenciador como garantia de solidez e idoneidade. O Grupo H Saúde associou-se também, numa acção de consciencialização/informação, a um semanário de grande impacto na região

“As relações de proximidade com as comunidades envolventes são essenciais para um desenvolvimento sustentável.”

Henrique Henriques

Director Executivo do Grupo H Saúde

de Alcobaça, Região de Cister, oferencendo aos leitores uma máscara hospitalar que oferece mais de 90% na capacidade de filtragem, KN95, para melhor se protegerem do carona vírus n

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Pessoas & Animais

Rae du Plessis | Mergulhadora gozo-azul.co.za raeduplessis@gmail.com

A paixão pelos tubarões Esta rubrica destina-se à relação que os seres humanos mantêm com os outros habitantes do planeta. A começar pelos que temos em casa e que tanto estimamos até aos que habitam as savanas, a selva ...o mar.... Nesta edição falámos com Rae du Plessis, conhecida por encantar um dos seres mais temíveis dos oceanos: os tubarões. Sobre eles abundam filmes de terror que nos fazem recear, mesmo agarrados à almofada, a hipótese improvável de um dia estarmos defronte de um. 28

Revista do Grupo H (RGH) - Gostaríamos de lhe fazer algumas perguntas sobre a sua vida e sobre o que a levou a nadar com tubarões. Rae du Plessis (Rae): Tentarei responder o melhor possível. Quando se trata do mar creio que nunca consigo encontrar as palavras certas que transmitam tudo o que ocorre na minha mente, todas as recordações que são invocadas, todo o fascínio. RGH- Comecemos então por apresentá-la: Onde nasceu e de onde surgiu esta paixão pelo mergulho? Rae: Tenho 38 anos. Nasci na África do Sul, numa cidade chamada Rustenburg. Vivi a maior parte da minha vida na costa de Durban, onde passei dias intermináveis na praia e na água. A sul de Durban há uma cidade pequena chamada Umkomaas, foi lá que comecei a mergulhar e onde despertou mais seriamente o meu amor pelo mar e por todas as suas criaturas. RGH – Foi então a passagem por Umkomaas decisiva no apelo do mar? Rae- Sempre fui apaixonada pelo mar. Há 12 anos quando comecei a mergulhar, senti claramente que o meu caminho era esse. Umkomaas é muito conhecida pelo seu Aliwal Shoal – Recife rochoso – foi onde me apaixonei por esses seres magníficos que são os tubarões. Aliwal Shoal é conhecido por ser a capital dos


tubarões da África do Sul. Consegue-se com facilidade encontrar 8 espécies diferentes nas diferentes estações do ano: tubarão tigre (tiger shark), tubarão cabeça-chata (bull shark), tubarão-gralha-preta (blacktip shark), tubarão martelo (hammerhead shark), o grande tubarão branco (great white shark), tubarão negro (dusky shark), tubarão-de-pontas-brancas-de-recife (whitetip reef shark) e o tubarão mangona (ragged tooth shark). Para não mencionar tudo o que se consegue ver no Recife, a bio-diversidade de um número incontável de espécies que são estonteantes e nos fazem pensar que estamos a sonhar, tal a beleza inimaginável. Dos pequenos aos grandes, bonitos ou assustadores, tudo pode ser encontrado em Aiwal Shoal. RGH- E como chegou a guia de mergulho? Rae- Em sete meses e com 8000 mergulhos consegui atingir o nível de Divemaster (profissional de mergulho) que tem a responsabilidade de ensinar e supervisionar um grupo de mergulhadores e ser o guia. Fui treinada para ser uma Guia de tubarões. O que significa que sei atrair os tubarões com um isco. É a minha especialidade e é o que mais gosto de fazer, porque consigo trazê-los para muito mais perto do que num mergulho normal, em que estão sempre mais distantes. Ter mais de 40 tubarões à volta graças a um isco e saber que eles não representam

Eles não são de facto comedores de seres humanos. É maravilhoso saber que muitos mergulhadores entendem a importância do papel que os tubarões desempenham nos oceanos e são verdadeiros embaixadores e defensores destes animais.

qualquer perigo para os mergulhadores presentes é espantoso. RGH- Mas não é mesmo perigoso? Rae- Não. Há até muita gente que não concorda com o uso desta técnica de atrair tubarões pois estes tornam-se condicionados e podem correr riscos e ser facilmente mortos mas na minha opinião é bastante positivo porque me ajuda a conhecer melhor estes animais e a deixar que o medo (às vezes pânico) que as pessoas sentem, desapareça por completo. RGH- Esse medo é certamente potenciado pelo cinema mais do que pelas experiências. Rae- Claro que sim. Aposto que qualquer pessoa que viu o filme “Jaws – Tubarão” ficou com uma falsa precepção acerca dos tubarões. Eles não são de facto comedores de seres humanos. É maravilhoso saber que muitos mergulhadores entendem a importância do papel que os tubarões desempenham nos oceanos e são verdadeiros embaixadores e defensores destes animais. Durante os meses de inverno o ragged tooth shark migra para norte da costa da Africa do Sul para dar à luz as suas crias, é outra das maravilhas a que podemos assitir. Chegam imensos e quando nos cruzamos durante um mergulho é outra das experiências incríveis que recordamos.

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RGH- Onde vive agora, sem ser no fundo do mar? Rae- Vivo há dois anos na Ponta do Ouro , a sul de Moçambique, que é também um dos mais especiais destinos de mergulho do mundo. Onde se situa uma Reserva Marinha, onde não é permitido atrair tubarões com iscos, o que também não é preciso pois jã foram identificadas 19 espécies diferentes. Mergulhar na Ponta do Ouro é o sonho para qualquer mergulhador pela quantidade de espécies diferentes que pode ver.

para uma experiência segura e inesquecível.

RGH- Como podem fazer os interessados em experimentar ? Há escolas de mergulho? Rae- Há 2 escolas que recomendo pelo profissionalismo e qualidade/segurança do serviço prestado. Em Aiwall shoal Blue Ocean Dive Resort e na Ponta do Ouro Gozo Azul,

RGH- Estou a ouvi-la falar e não me imagino a ter coragem para mergulhar para ver tubarões e como eu, se calhar a maioria dos leitores Rae- É natural. Todos os que viram os tubarões no cinema têm deles a pior das imagens, de nos atacarem e comerem, de

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RGH – Qual o seu animal preferido? Rae- Sem dúvida o tubarão tigre. A sua presença é muito sazonal e só aparece nos meses de verão (de Novembro a Março). É uma criatura deslumbrante, com riscas a cobrirem o seu corpo e um comprimento que pode atingir os 4 metros. Encontro-me com eles muitas vezes e estou completamente apaixonada pela sua beleza e pelo seu comportamento.

serem assassinos. Eu até consigo ouvir ainda a musica do filme Tubarão dunn...dunn...dunnn. Só posso afirmar que tudo é falso. Os seres humanos não fazem parte do menu dos tubarões. Eles gostam de peixes de sangue frio e nós somos mamíferos de sangue quente. Se nos mordem é por engano e não continuam a comer-nos, largam-nos porque não reconhecem o nosso DNA. RGH- Alguma vez foi mordida? Rae- Duas vezes e sobrevivi. A primeira dentada foi profunda e sangrei muito e nesse momento estava rodeada por umas cinco dezenas de tubarões e nenhum deles se aproximou para acabar comigo. Nós sabemos a porco e eles só comem peixe. Não há porcos no mar. Não gostam. Depois desta experiência entendi melhor o seu lugar nos oceanos e em vez de ter ficado assustada fiquei mais humilde.


RGH- Porque razão os tubarões são importantes nos oceanos? Rae- Os tubarões preservam o equilíbrio do ecossistema. Eles são os vértices predadores no ecossistema marinho. Comem os peixes doentes, feridos ou fracos. Devíamos protegê-los mais em vez de os matarmos às centenas. 500 a 700 por ano morrem apanhados pelas redes. São mortos aos milhares por causa da famosa sopa de barbatana de Hong Kong e atirados para o fundo do mar para morrerem sem as cobiçadas barbatanas. A morte dos tubarões representa também a morte de muitas aves marinhas que se alimentam de peixes pequenos que os tubarões empurram para a superfície. São animais que toleram muito bem a nossa presença, principalmente quando usamos fato de mergulho. São muito curiosos e aproximam-se para nos

ver melhor. O equipamento de mergulho faz muito barulho debaixo de água quando respiramos, parecemos astronautas. Os tubarões são sensíveis ao som e à vibração através de uma linha que percorre o seu corpo. Sabem o que se passa à sua volta. Há certos ruídos que eles associam a comida e são caçadores muito espertos.

RGH – E agora com a Pandemia e com as restrições, como correm os mergulhos? Rae – Em 2020 não nos foi permitido mergulhar entre Março e Outubro. Foi muito mau para mim, pois o meu trabalho depende principalmente do turismo e não ganhei nada nesses meses. Espero que tudo isto se resolva rapidamente.

RGH – Podem ser amistosos ? Rae- Não lhes chamaria isso. São animais selvagens, caçam por instinto. Não me importaria nada de ter um como animal de estimação que pudesse abraçar sem o assustar. Quando os atraio com isco, eles ficam muito perto e penso que sim, poderiam passar a confiar em nós. A maioria dos ataques ocorre quando estamos a nadar à superfície ou a praticar surf. A razão é simples: confundemnos com a comida que consomem.

RGH – Algum sonho na gaveta? Rae- Sim,claro. Viajar mais. A minha curiosidade aumenta com a idade. Gostava de estudar e conhecer mais e mais o maravilhoso mundo subaquático. Saúdo todos os leitores que se depararem a 8500kms de distância com esta entrevista e imagens. Agradeço ao Grupo H o interesse e a forte consciência ecológica demonstrados. São todos bem vindos. Apareçam! n

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Restaura a função intestinal em doentes com SII, com hipersensibilidade intestinal ou após a ingestão de medicamentos1

Ação mecânica2

Destina-se ao alívio e prevenção de diarreia crónica ou recidivante1 Normaliza a permeabilidade intestinal2 Melhora os sintomas de tensão abdominal, dor, 1 inchaço e flatulência NOVA APRESENTAÇÃO

NOVA

APRESENTAÇÃO

15 cápsulas

60 cápsulas CN: 185221.2

15 cápsulas CN: 192592.3 Indicação. GELSECTAN® destina-se a restaurar a função intestinal naqueles doentes que sofrem alterações, devido ao Síndrome do Intestino Irritável (SII), hipersensibilidade intestinal ou após ingestão de alguns medicamentos para alívio e prevenção de sintomas como diarreia crónica ou recidivante, tensão abdominal, dor, inchaço e flatulência. Apresentação. Blister com quinze ou sessenta cápsulas para uso em adultos. Composição. Xiloglucano, Proteína de Ervilha e Extrato de Grainha de Uva, Xilooligossacarídeos, Estearato de Magnésio (origem vegetal) e Sílica Precipitada Amorfa. Instruções de utilização. Ingerir a cápsula com líquidos. Dose. 1 ou 2 cápsulas, dependendo da gravidade dos sintomas, duas vezes ao dia (de manhã antes do pequeno-almoço e à noite antes do jantar) durante 2 a 4 semanas. O tratamento pode ser mantido se necessário. Advertências. • A consulta com um profissional de saúde antes de utilizar o produto não é necessária. No entanto, essa consulta é aconselhável em caso de sintomas graves ou persistentes ou quando há dúvidas sobre o diagnóstico, principalmente em idosos. • Este dispositivo médico não é um tratamento farmacológico. Se tal tratamento for recomendado por um profissional de saúde, este dispositivo médico pode ser administrado simultaneamente. • Embora não se conheçam efeitos secundários, recomenda-se que o produto não seja utilizado durante a gravidez ou nos primeiros meses de amamentação, salvo indicação em contrário de um profissional de saúde. • Não utilize o produto após ultrapassado o prazo de validade impresso na embalagem. • Não utilize o produto se o blister estiver aberto ou danificado. • Não conservar acima de 25°C. Não congele. • Mantenha o produto fora do alcance das crianças. Contraindicações. O GELSECTAN® não deve ser utilizado em doentes com hipersensibilidade conhecida a xiloglucano ou a qualquer outro ingrediente do produto listado na sua composição. Não deite este dispositivo médico na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora o que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

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0476

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1. Instruções de utilização do Gelsectan®. 2. Balboa A, Ciriza C, Delgado-Aros S, et al. Documento de actualización de la Guía de Práctica Clínica sobre el síndrome del intestino irritable. Asociación Española de Gastroenterología. IMC International Marketing & Communications 2017:3-4. GELSECTAN® cumpre a legislação em vigor em matéria de produtos de saúde. PT/GEL/1217/0012a. Data de Revisão do material 04/02/2019 GELSECTAN é uma marca comercial da Noventure S.L., utilizada sob licença pelo grupo de empresas Norgine. NORGINE e o respetivo logótipo são marcas registadas do grupo de empresas Norgine. Material destinado a utilização exclusiva por profissionais de saúde.


Especialidades Médicas e Terapias Acupunctura

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Medicina Geral e Familiar Dr. Dmytro Sychov PCB Dr. Joaquim Antunes PCB Dr. José Gomes PCB Dr. José Tomás PCB Dr. Osvaldo Parreira CMP Dra. Dina Ruivaco CMP Dra. Fátima Lorvão Figueiredo PCB Dra. Maria Ivone Cruz CO CMP

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Psicomotricidade Dra. Sofia Ferreira CO PCB

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Reumatologia Dr. Jorge Silva PCB

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Farmácia Alves

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