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05 Painel digital

S UMÁRI O

06 diretoria 07 editorial 08 charge 09 entrevista 12 Fala, indústria 22 giro da indústria 54 dicas 56 cultura da indústria 57 gadgets 60 quanto você pagou? 62 artigo capa

28 década de ouro Indústria de Mato Grosso do Sul tem crescimento de 254,3% no período de 2009 a 2019 e projeta expansão de 26,36% nos próximos quatro anos

14 inovação Senai oferece consultoria na Metodologia 5S, ajudando empresas a melhorarem organização e produtividade

24 geral Indústrias apresentam novidades em calçados infantis e adultos durante a 10ª Feicc-MS

46 iel O IEL está com 1.300 novas vagas de estágio abertas em Mato Grosso do Sul

61 quem te conhece que te compre Linha da Dale Sorvetes é fabricado com leite de vacas holandesas

50 sesi 4º Seminário de Educação inicia atividades pedagógicas da Rede de Ensino

42 senai 18 fco 100% Setor produtivo projeta utilizar os R$ 2,017 bilhões neste ano em MS

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Na Showtec Senai apresenta portfólio de inovações e tecnologias para a agroindústria

58 radar industrial Fique por dentro dos indicadores do setor industrial de MS


PAINEL DIGITAL

SISTEMA FIEMS NA REDE Fique por dentro dos nossos destaques nas redes sociais

A Segurança e Saúde do seu Trabalhador é com o SESI. Estamos prontos para criar um plano personalizado e reduzir os custos e acidentes, aumentar a produtividade e o bem-estar do seu negócio. Saiba mais: 0800 723 7374 #sousesi #fiems #sesigestaosst

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De acordo com levantamento do Radar Industrial da Fiems, na última década, o PIB Industrial de Mato Grosso do Sul apresentou um extraordinário aumento de 254%, saltando de R$ 6,21 bilhões em 2009 para R$ 22 bilhões em 2019. Fiems 40 anos. Indústria que transforma vidas. #fiems #industria #radarindustrial #industriapresente A indústria está presente em tudo, sempre levando todos os sabores da culinária regional para o público brasileiro e também internacional. #sfiems #dianacionaldoturismo

Vem para o Senai, bb! #sfiems #meme #senaims Conheça as soluções do LabSenai Cerâmica: 0800 70 70 745.

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D I RET ORI A

S IS TE MA F I E M S Diretor Corporativo: Cláudio Jacinto Alves Diretor Executivo: Anatole Verlaine Etges Superintendente do Sesi/MS: Bergson Henrique S. Amarilla Diretor Regional do Senai/MS: Rodolpho Caesar Mangialardo Superintendente do I EL/MS: José Fernando Gomes do Amaral

Revista da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul Diretor de Comunicação: Robson Del Casale (DRT/MS 064) Chefe de Redação: Daniel Pedra (DRT/MS 088) Jornalistas: Flávia Melo (MTB/MS 1032) Zana Zaidan (MTE/MS 1255) Tatiana Pires (MTB/SP 41473) Fotos: Dicom/Fiems Endereço: Avenida Afonso Pena, 1.206 - 2º Andar Bairro Amambaí - Campo Grande/MS - 79.005-901 E-mail: dicom@sfiems.com.br Site: www.fiems.com.br Fone: (67) 3389-9017 As opiniões contidas em artigos assinados são de total responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente o posicionamento do Sistema Fiems Revista Mensal - 10 mil exemplares

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Presidente: Sérgio Marcolino Longen 1ª Vice-pres.: Claudia Pinedo Zottos Volpini 2º Vice-pres.: Alonso Resende do Nascimento 3º Vice-pres.: José Francisco Veloso Ribeiro 1º Vice-Pres Regional: Luiz Claudio Sabedotti Fornari 2º Vice-Pres Regional: Roberto José Faé 3º Vice-Pres Regional: Romildo Carvalho Cunha 4º Vice-Pres Regional: Francisco Giobbi 5º Vice-Pres Regional: Lourival Vieira Costa 6º Vice-Pres Regional: Gilson Kleber Lomba 1º Secretário: Silvana Gasparini Pereira 2º Secretário: Antônio Carlos Nabuco Caldas 3º Secretário: Zigomar Burille 1º Tesoureiro: Altair da Graça Cruz 2º Tesoureiro: Edis Gomes da Silva 3º Tesoureiro: Nilvo Della Senta Diretores: João Batista de Camargo Filho Antônio Breschigliari Filho Julião Flaves Gaúna Marcelo Alves Barbosa Edemir Chaim Asseff Alfredo Fernandes Marcelo De Carli Ferreira Cláudio George Mendonça Marismar Soares Santana Regis Luís Comarella Walter Ferreira Cruz Walter Gargione Adames Vagner Rici Silvio Roberto Padovani Omildson Regis Guimarães José Eduardo Maksoud Rahe Conselho Fiscal: Efetivos: Milene de Oliveira Nantes Ivo Cescon Scarcelli Lenise de Arruda Viegas Suplentes: Egon Hamester Edson Luiz Germano de Souza Irma Tinoco Atagiba Asseff Delegados Suplente junto à CNI: Efetivos: Sérgio Marcolino Longen Claudia Pinedo Zottos Volpini Suplentes: Roberto José Faé José Francisco Veloso Ribeiro


ED ITOR I A L

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A DÉCADA DA INDÚSTRIA

última década pode ser classificado como extremamente positiva para o setor industrial de Mato Grosso do Sul. De acordo com levantamento do Radar Industrial de Fiems, na última década, o PIB Industrial (Produto Interno Bruto da Indústria) de Mato Grosso do Sul apresentou um extraordinário aumento de 254,3%, saltando de R$ 6,21 bilhões em 2009 para R$ 22 bilhões em 2019. Na prática, a considerável alta pode ser creditada, em parte, à política de incentivos fiscais adotada pelo Governo do Estado, que acabou por motivar uma explosão de investimentos de empresas do setor industrial. Os dados só demonstram que Mato Grosso do Sul vem se destacando na consolidação da indústria. A industrialização do Estado está sendo muito bem construída, a diversidade da matriz industrial está muito bem distribuída nos municípios e, dessa forma, passamos do tempo do desenvolvimento da indústria sucroenergética, inclusive na evolução desse segmento, na contratação, na produção e até mesmo no número de empresas na exportação, e fomos para o segmento da indústria frigorífica, tanto de bovinos e suínos, quanto de frangos e peixes, como a tilápia. Esses 10 anos foram muito importantes para a consolidação da atividade industrial e entendo que os números estão aí e é importante destacar o trabalho do Sistema Fiems para um setor de extrema importância para o desenvolvimento do Estado. Quando se fala em mudança na geração de empregos e mudança na geração da base da economia, a indústria veio para ficar e ela está se consolidando ano a ano, quer na geração de empregos, quer no aumento de empresas, quer no PIB, porque 254% em 10 anos é um número muito significativo, praticamente um índice

de crescimento de países asiáticos. Mato Grosso do Sul é isso e é nessa linha o nosso trabalho. Desde o momento em que chega ao Mato Grosso do Sul, a indústria busca informação de oportunidades, de que forma é possível exportar e para onde vender seu produto. Normalmente, trabalhamos com o Governo do Estado, quanto a incentivos fiscais, com o Banco do Brasil, com o FCO que é uma grande ferramenta que temos e que tem nos ajudado muito na captação de empresas para investimentos em Mato Grosso do Sul, e também nas prefeituras, com incentivos regionais, muitas vezes com imóveis, aterros, ISS da obra. Isso tem feito a diferença em Mato Grosso do Sul, então a Fiems fez sua parte, além da qualificação profissional para todos os segmentos. Quando você puxa os dados dos trabalhadores da indústria aqui do Estado, é muito difícil não ver a maioria deles com qualificação do Sesi ou do Senai. A modernização do setor industrial é um grande desafio. O Senai vem mudando todo o seu perfil de atendimento para as empresas e de certa forma as indústrias precisam se adaptar para a competitividade de seus produtos, mas entendo como positiva nossas ações e estamos preparados para atender os números de 2020. A expectativa é que ao fim de 2020 os números sejam ainda melhores do que os que foram projetados.

SÉRGIO LONGEN Presidente do Sistema Fiems

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ENTREVISTA

JAIME ELIAS VERRUCK SECRETÁRIO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE, DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, PRODUÇÃO E AGRICULTURA FAMILIAR (SEMAGRO) “Em 2019, das 7.087 empresas abertas, as indústrias correspondem a 4,35% ou 308 empresas”

O

economista, mestre em economia rural e doutor em Desenvolvimento e Planejamento Territorial, Jaime Elias Verruck, ocupa o posto de secretário estadual de

Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro). Exdiretor corporativo do Sistema FIEMS (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do MS INDUSTRIAL | 2020 • 9


Sul), foi responsável pela gestão estratégia do SESI, SENAI, IEL e FIEMS. Também foi Diretor Regional do Senai/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de Mato Grosso do Sul). Jaime Verruck, em entrevista exclusiva para a revista MS Industrial, fala sobre o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul, destaca as políticas de incentivo fiscal e projeções do setor industrial. Quais são as políticas de incentivo do governo estadual para atrair novas indústrias em MS? Principal política de incentivo do Governo do Estado para atrair novas indústrias é a lei do MS Empreendedor (lei complementar 93/2001), que é a base legal que permite o Governo do Estado conceder incentivos fiscais com segurança jurídica, pois está convalidada no Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). Atualmente qualquer indústria que não esteja no Simples Nacional e venha implantar, expandir ou reativar ou relocalizar seus investimentos podem ter incentivos fiscais de ICMS. Nossa lei de incentivos e termos de acordo estão todos convalidados no Confaz e pelo convênio 190/2017, podendo estender os benefícios nas mesmas condições para novas indústrias. Os benefícios estão vigentes até 2032, baseado em compromissos de investimento, crescimento e geração de emprego que o empresário faz com o Estado. É uma política de troca de impostos por emprego. O Governo tem uma política maior de atração de investimentos em que os incentivos e o FCO fazem parte e cujo objetivo é promover a expansão industrial do Estado e diversificar a matriz econômica, gerar emprego, novos investimentos. Porém a política de desenvolvimento industrial vai além da lei, para atrair novos investimentos existe um conjunto de ações como a divulgação e venda do Estado para fora, proporcionar um 10 •

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ambiente de negócios interessante e segurança jurídica. Mato Grosso do Sul inovou com a criação do Fadefe, feito para trazer tranquilidade e regularização não só para as novas, como para as indústrias já instaladas. Todas as ações são feitas para gerar crescimento de PIB (Produto Interno Bruto) e gerar novos empregos. Quantas e quais indústrias estão previstas para se instalar no Estado? Painel de Investimentos em que são colocadas todas as demandas de indústrias para o Estado, desde quem solicita informação até quem assina termo de acordo, dessa forma hoje esse in-

strumento conta com R$ 15 bilhões previstos de investimentos, podendo gerar até 24,7 mil empregos. Não significa que todos vão se consolidar, mas mostra que o Estado caminha para agregar valor à matéria-prima com destaque para celulose, industrialização de carne suína e avícola, processamento de soja e milho, internamente a aposta no RenovaBio para aumento do etanol. Em um ano de ações para a simplificação de processos, a Jucems ( Junta Comercial de Mato Grosso do Sul) teve, em 2019, o melhor número de abertura de empresas dos últimos seis anos. Foram 7.087

“Principal política de incentivo para atrair novas indústrias é a lei do MS Empreendedor, que permite o Governo do Estado conceder incentivos fiscais. É uma política de troca de impostos por emprego.”

- JAIME ELIAS VERRUCK Secretário estadual Semagro


novos empreendimentos em doze meses, montante 11,43% superior que os 6.360 registrados em 2018. Desse total, quantas são indústrias? Em 2019, das 7.087 empresas abertas, as indústrias correspondem a 4,35% ou 308 empresas. O mês com maior abertura de indústrias registradas na Jucems foi julho e março, com 36 respectivamente. Quais os benefícios da erradicação da Febre Aftosa e da não obrigatoriedade da vacina para a economia estadual? Estamos tentando fazer o país livre de aftosa e qualquer Estado que não conseguir se inserir nessa lógica vai ter perdas econômicas significativas e é por isso que precisamos avançar com o PNEFA (Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa). O Brasil conseguindo isso, muda o status de exportação. Santa Catarina é hoje o exemplo disso, pois consegue acessar muitos mercados internacionais de suinocultura, enquanto nós só comercializamos no mercado interno. O Governo do Estado está trabalhando ativamente para a retirada da vacinação contra a febre aftosa em Mato Grosso do Sul, com 43 ações sendo desenvolvidas dentro do PNEFA. Todos devem estar cientes dos benefícios para a cadeia produtiva, que afeta diretamente não só o produtor rural, mas toda a economia, do mercado, dos frigoríficos e toda estrutura que envolve essa cadeia. Esse processo de defesa e erradicação da Aftosa em Mato Grosso do Sul é um jogo que o conjunto da economia ganha, ganha o produtor rural e principalmente passamos a ganhar mercado, por isso a responsabilidade tem que ser compartilhada entre os órgãos. Qual foi o impacto na economia dos incêndios que consumiram 1,3 milhão hectares de florestas no Pantanal, no segundo semestre do ano passado? O maior impacto se deu na pecuária na região do Pantanal,

o Governo do Estado tomou uma série de medidas, como postergação de financiamento para retenção de matrizes. Para esse ano estamos antecipando o Prevfogo e viabilizando um Plano de Combate aos incêndios e isso implica no manejo integrado de fogo, vamos fazer ações para evitar o mesmo dano. Vamos fazer um manejo preventivo. Que pé que está a Rota Bioceânica? Quais os próximos passos? Ponto fundamental da Rota Bioceânica é que ela depende de uma ponte que ligue o Brasil ao Paraguai e está em andamento. O comitê internacional (Brasil/ Bolívia) que trata da ponte internacional de Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta (PY) realizou oito reuniões até o momento, na última, em novembro, informou sobre o lançamento da licitação para o projeto da ponte em dezembro, com previsão de estar pronto no primeiro semestre de 2020, para que a licitação para construção da ponte seja lançada em outubro deste ano. As obras devem ser iniciadas em janeiro de 2021. Na mesma reunião o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) anunciou também para início de 2020 a licitação para projeto e obra do acesso da BR-267 até a ponte. O Comitê também afirma sobre a importância de o Centro integrado da alfândega ser construído do lado brasileiro da ponte. Em fevereiro está previsto para ser inaugurado mais 40 km da rota em Porto Murtinho, o que mostra que Mato Grosso do Sul está sendo beneficiado e trabalhando efetivamente para a consolidação da rota bioceânica, que já conta com recursos garantidos, local e projetos definidos. No dia 14 de fevereiro embaixadores asiáticos irão conhecer o projeto da Rota Bioceânica. Eles começam a enxergar a possibilidade de o Brasil atender o mercado asiático via rota. Vemos a dimensão do projeto quando a demanda começa a olhar como algo significativo.

“O processo de defesa e erradicação da Febre Aftosa em Mato Grosso do Sul é um jogo que o conjunto da economia ganha, ganha o produtor rural e principalmente passamos a ganhar mercado.” MS INDUSTRIAL | 2020 • 11


FALA, INDÚSTRIA

Não tenho dúvida que será um ano de elevação da empregabilidade. Já sentimos que o ânimo é muito grande no setor. No ano passado, tivemos um crescimento de 1,2% em relação a 2018, mas tenho visto em nossa base vários empresários lançando edifícios e obras” A M AR I L D O MI R A N DA M E LO presidente do Sinduscon-MS (Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul)

Hoje, as pessoas têm buscado investir cada vez mais no online, o que não significa que o uso do papel ou que as gráficas acabarão. Na verdade, estamos passando por um momento de transição, mas precisamos nos atualizar e inovar” JUL IÃ O F L AV E S GA Ú N A presidente do Conselho Diretivo da Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica Nacional)

Vamos ofertar uma metodologia com base no desenvolvimento de competências, ambientes colaborativos e flexíveis, ensino por áreas de conhecimento, teoria aplicada à prática, vinculada principalmente com as questões socioemocionais dos alunos. Todos atualizados em relação ao mercado, incentivados a serem empreendedores, uma formação que desenvolva a autonomia do aluno” B E R GS O N A M A R I L L A superintendente do Sesi, sobre o Novo Ensino Médio

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Então está sepultado qualquer possibilidade de taxar energia solar” JA I R ME S S I A S BOLSON A RO presidente da República

Além dos cursos tradicionais do Senai, que temos o compromisso de manter em nosso portfólio, estamos lançando novos cursos atrelados à Indústria 4.0. Fizemos um levantamento no Estado tentando entender quais formações teriam maior aderência para o mercado e para a indústria” RODOL PHO CAESAR MANGI AL ARDO diretor-regional do Senai

Esperamos aumentar os atendimentos com relação à estágio e na parte empresarial e também estamos elaborando uma série de novos cursos para atender as empresas com relação à internacionalização. Um grande sucesso em 2019 foi o Programa Plano de Voo, oferecido pelo IEL em parceria com o Sebrae e Fundação Dom Cabral, e pretendemos repetir a oferta esse ano” JOSÉ FERNANDO DO AMARAL superintendente do IEL

Na indústria de Mato Grosso do Sul, que é voltada para a agroindústria, com serviços mais pesados, a gente vê o predomínio da mão de obra masculina mesmo, então ver que o número de mulheres cresceu nos últimos anos é um motivo para comemorar” CL ÁUDI A PI NEDO ZOTTOS VOLPI NI vice-presidente da Fiems

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I N O VA Ç Ã O

ORGANIZAÇÃO JAPONESA Senai oferece consultoria na Metodologia 5S, criada no Japão ao final da Segunda Guerra Mundial, e que ajuda empresas a melhorarem organização e produtividade

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Q

uase todo mundo, em algum momento da vida, já ouviu falar na metodologia 5S, criada no Japão ao final da Segunda Guerra Mundial como forma de reconstruir o País que foi destruído, e associa a ferramenta a um programa de organização, mas também se refere à recuperação de uma economia e tem sido buscada por diversas empresas que desejam melhorar os índices de produtividade. Segundo a consultora do IST (Instituto Senai de Tecnologia) de Alimentos e Bebidas de Dourados, localizado em Dourados (MS), Poliane Alves de Oliveira, a metodologia, que é oferecida pelo Senai em Mato Grosso do Sul, tem como foco a eliminação de desperdícios e aumento de produtividade de uma empresa. “Ela ficou conhecida mundialmente em 1980, quando o Japão passou a ser uma das potências econômicas do planeta”, destaca. O método é baseado na aplicação de cinco princípios, representados pelas palavras japonesas: Seiri, Seiton, Seiso, Seiketsu e Shitsuke. Em português os 5S foram traduzidos como: senso de utilização, senso de organização, senso de limpeza, senso de normatização e senso de autodisciplina. “O foco da ferramenta 5S são as pessoas e não o ambiente, porque sem a mudança dos envolvidos não existe manutenção dos padrões que foram estabelecidos e acordados”, explica Poliane. RESULTADOS Como o objetivo principal é a contribuição para mudanças profundas de comportamento tanto dos colaboradores quanto da empresa, o 5S auxilia na organização dos fluxos e processos, além de melhorar as metas das empresas, para, consequentemente, seguirem um caminho mais produtivo e rentável. A implantação do 5S melhora a funcionalidade dos ambientes de trabalho, o que resulta em um aumento na produtividade, eficiência, segurança, como também na motivação dos colaboradores, o que torna um grande

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SAIBA COMO FUNCIONA O PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA METODOLOGIA PELO SENAI NAS EMPRESAS

Inicialmente, o consultor faz o levantamento de todas as áreas da empresa e audita para avaliar o estado atual de cada área.

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Após a equipe treinada, realiza-se o Dia D para aplicação da metodologia.

Posteriormente, realiza-se a sensibilização da alta e média diretoria e define-se um Comitê de Auditores, que são capacitados pelo consultor, para que realizem as auditorias internas em 5S.

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Por final, é realizado um workshop com a equipe para mostrar a evolução já obtida com a realização do Dia D e elabora-se o plano de ação para identificar, planejar e registrar as demais oportunidades de melhorias que o setor possui.

Vale destacar que as melhorias devem partir dos próprios funcionários. O consultor orienta a equipe através de treinamentos, porém quem deve colocar em prática o 5S são os colaboradores. A implantação desta ferramenta explora três dimensões: física (layout), intelectual (realização das tarefas) e social (relacionamentos e ações do dia a dia). E, por exigir grandes transformações, é necessário o engajamento de diretores e colaboradores, para que seja conquistado o bom funcionamento do 5S.


SIGNIFICADO DOS 5S

Seiri

SENSO DE UTILIZAÇÃO

Seiton Seiso

SENSO DE ORGANIZAÇÃO

SENSO DE LIMPEZA

Seiketsu

Shitsuke

SENSO DE NORMATIZAÇÃO

SENSO DE AUTODISCIPLINA

aliado dos requisitos para uma certificação ISO. “Além disso, proporciona grande melhoria na qualidade da cultura organizacional, redução de desperdícios, melhor aproveitamento de materiais e equipamentos, redução dos custos operacionais, melhoria do moral e uso eficiente do tempo, melhoria do ambiente de trabalho e conscientização em relação ao meio ambiente e a cidadania”, detalha Poliane. CASO DE SUCESSO A implantação da metodologia 5S pelo Senai apresentou grandes resultados pelo Grupo GMais, que conta com dois supermercados em Bonito e Jardim e um atacado em Bonito. A consultoria oferecida pelo IST Alimentos e Bebidas foi contratada em 2018, foi renovada em 2019 e em 2020. “Já tinha ouvido falar da ferramenta e sempre acreditei que ela seria capaz de desenvolver uma cultura organizacional para a construção de uma empresa de sucesso. Considero o 5S a espinha dorsal das minhas instituições”, declara o empresário Genilson Peres Santos. Para ele, a assessoria do Senai permite realizar uma melhoria contínua, o que resulta em colaboradores mais engajados, motivados e maior produtividade. “Como o Senai atua em rede, temos acesso a profissionais extremamente qualificados. Além disso, recentemente realizamos uma consultoria em parceria com o IST Alimentos e Bebidas e o IST Logística de Produção, localizado em Itajaí (SC), que permitiu identificar pontos fortes já consolidados e pontos de melhorias a serem trabalhados. Nossa meta é implantar um modelo de excelência na gestão”, completa.

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FIEMS

FCO 100% 18 •

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Setor produtivo projeta utilizar os R$ 2,017 bilhões do Fundo disponíveis para Mato Grosso do Sul neste ano

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O

setor produtivo de Mato Grosso do Sul dispõe de R$ 2,017 bilhões para operações do FCO (Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste) neste ano de 2020 e a expectativa do presidente da Fiems, Sérgio Longen, é de utilização de 100% desses recursos. Ele destaca que esse montante é importante, tanto para o agronegócio, quanto para a indústria do Estado, cabendo aos empresários dos setores rural, industrial e comercial realizarem projetos que contemplem o uso desses recursos. “Em 2019, Mato Grosso do Sul utilizou todos os recursos disponibilizados via FCO nos 79 municípios. Isso representa um avanço para o Estado, pois fizemos com maestria no ano passado e pretendemos repetir o feito em 2020. Desses R$ 2 bilhões, metade é destinada ao agronegócio e a outra metade ao setor industrial, então, temos R$ 1 bilhão à disposição para investimentos em melhorias, máquina e equipamentos, ou seja, um recurso de extrema importância para a indústria”, afirmou Sérgio Longen. Na avaliação do superintendente do Banco do Brasil no Estado, Sandro Jacobsen Grando, os números de 2019 merecem ser comemorados e repetidos. “Ao aplicarmos 100% dos recursos destinados a Mato Grosso do Sul, temos a certeza de que atingimos o principal objetivo do FCO, que é trabalhar o desenvolvimento do Estado. Isso significa um aquecimento da economia e uma análise positiva do nosso empresário, que busca um financiamento para melhorar seu negócio”, destacou. MELHORA DA ECONOMIA Ainda conforme Sandro Jacobsen Grando, a grande surpresa de 2019 foi a utilização de 100% dos recursos disponibilizados pelo FCO pelo setor produtivo. “Pelas informações que temos, foi um dos únicos anos em que aplicamos todos os recursos destinados ao empresarial. Tivemos uma procura muito grande das indústrias e do comércio. A prestação de serviço também aumentou, principalmente dentro do setor do turismo, que era um projeto que tivemos junto com o Sebrae”, explicou. Os investimentos, de acordo com o superintendente do Banco do Brasil, demonstram que o empresariado acredita na melhora da economia. “Quando falamos do FCO Rural, falamos apenas de investimentos, mas quando se trata do FCO Empresarial, falamos de investimentos e capital de giro e tivemos uma boa procura nessas duas opções. Somando todo o FCO,

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“Em 2019, Mato Grosso do Sul utilizou todos os recursos disponibilizados via FCO nos 79 municípios. Isso representa um avanço para o Estado, pois fizemos com maestria no ano passado e pretendemos repetir o feito em 2020”

- S ÉRGI O LONGEN

Presidente do Sistema Fiems


fizemos 6.329 operações em 2019, ou seja, foram 6.329 clientes, resultando numa estimativa de 18 mil empregos gerados”, acrescentou. Para 2020, a meta é novamente aplicar a totalidade do recurso e atender os 79 municípios do Estado. “Os recursos já estão disponíveis, as linhas operacionais do FCO estão todas abertas e estamos com uma demanda grande de procura. Continuando na velocidade que foi esse mês de janeiro, os recursos deverão ser gastos antes de dezembro. Isso significa que o empresário está antecipando os investimentos e isso é muito bom para o Estado”, completou. REGULAMENTAÇÃO No mês passado, o CEIF/FCO (Conselho Estadual de Investimentos Financiáveis pelo FCO) reuniu-se na Semagro (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) para adequação da regulamentação do Conselho às normas nacionais e já aprovou 50 cartas-consulta que somam R$ 19 milhões em empreendimentos do setor empresarial e R$ 166 milhões do setor rural. “O FCO é um instrumento fundamental para a política de desenvolvimento do Governo do Estado. O volume de projetos apresentados nesta primeira reunião do CEIF demonstra o nível de confiança do empreendedor na economia de Mato Grosso do Sul e sinaliza uma aceleração no ritmo de contratações que pode antecipar nossa meta de atingir 100% do recurso destinado ao Estado”, comentou o secretário Jaime Verruck, que também preside o CEIF/ FCO. Para o ano de 2020, o CEIF/ FCO manteve a regra para apresentações de projetos e todas as operações de até R$ 500 mil podem ser feitas diretamente no banco, enquanto aquelas acima desse valor devem passar pela aprovação do Conselho. “A regulamentação foi adequada à norma nacional, com apenas alguns ajustes. Havia uma previsão legal de que até 50% dos recursos disponíveis em cada linha poderia ser usado para capital de giro e custeio. Nós reduzimos esse percentual para 40%, pois entendemos que a lógica do Fundo é o financiamento de novos investimentos”, explicou Jaime Verruck.

“Somando todo o FCO, fizemos 6.329 operações em 2019, ou seja, foram 6.329 clientes, resultando numa estimativa de 18 mil empregos gerados” - SANDRO JACOBSEN GR AND O Superintendente do Banco do Brasil

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GIRO DA INDÚSTRIA

A H O R A E A VE Z D O GÁ S N A T UR A L Com um mercado consolidado em Campo Grande e Três Lagoas, a MS Gás, distribuidora de gás natural do estado, formalizou o início de estudos que vão analisar a viabilidade comercial da instalação de um ramal de gás natural nas cidades de Dourados, Maracaju, Sidrolândia, Aquidauana e Anastácio.

I N C EN T I VOS PA RA O GÁ S Ao mesmo tempo, representantes da Assembleia Legislativa – com apoio do comando da MS Gás – estão mobilizados para conseguir a aprovação de uma lei que prevê um programa de incentivos, com isenção tributária e concessão de benefícios, a quem comprar ou converter o veículo para o gás natural.

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“CPF NA NO TA?” O governador Reinaldo Azambuja está dando pulos de alegria com o programa “Nota MS Premiada”, que prevê prêmios em dinheiro ao consumidor que colocar o CPF na nota fiscal no ato da compra. Segundo ele, o sucesso já é maior do que a iniciativa pioneira, do Estado de São Paulo, onde comerciantes já cumprem o ritual de perguntar “CPF na nota?” desde 2007.

“SUP R ESSÃ O V E G E TA L” Pelo jeito, a polêmica em torno da construção de um estacionamento e novas sedes para secretarias no entorno do Parque dos Poderes está só começando. A questão envolve abaixo-assinado de entidades ambientalistas, passa por especulação imobiliária e já mobilizou também ala de deputados estaduais que, via projeto de lei, tenta proibir qualquer tipo de supressão vegetal.

FÔLEGO Os números da arrecadação estadual, divulgados pela Secretaria de Fazenda, apontam que antes mesmo de o programa completar um mês, a arrecadação estadual subiu 12%, um fôlego de R$ 133,5 milhões aos cofres públicos.

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G ERAL

NO VI DA DES

Indústrias apresentam novidades em calçados infantis e adultos durante a 10ª Feicc-MS

EM CALÇADOS

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esign inspirado nos blocos de montar e acompanhado de um brinde do jogo, solado em 3D e tecnologia que garante maior capacidade de amortecimento inicial durante 800 quilômetros de uso. Essas são algumas das novidades apresentadas durante a 10ª Feicc-MS (Feira de Calçados, Couros e Acessórios de Mato Grosso do Sul), que foi realizada entre os dias 26 e 28 de janeiro, no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco. O evento, voltado exclusivamente para os lojistas de calçados, couros e de acessórios do Estado, contou com a participação de 50 empresas expositoras, representando 175 marcas. Com opções para os meninos e para as meninas, o tênis Blocks Mania promete conquistar a criançada com um design não só inspirado nos blocos de montar, como também acompanhado de um brinde do jogo. “O solado é lúdico e com o QR Code é possível baixar o jogo no smartphone ou tablet, tanto no sistema IOS, quanto no Android”, demonstrou o representante da Kidy Calçados, Geraldo Silva Nogueira. Ainda para as crianças, a Klin oferece modelos com formato anatômico e design que acomoda os pezinhos. “A tecnologia usada nesses calçados é o EVA expandido, que é o mais leve do mercado e garante conforto, amortecimento e estabilidade. Os calçados da Klin são 100% anatômicos aderindo em toda a curva dos pés, não apenas a palmilha”, afirmou Samuel da Silva, representante da

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marca. O representante da Mizuno, André Sena, enfatizou que a marca esportiva investe em tecnologia para oferecer conforto, sustentação e estabilidade durante as passadas. “O sistema, que oferecia capacidade de amortecimento de 500 quilômetros passou para 800 quilômetros. É um modelo feito para quem não abre mão do conforto e proteção durante a prática esportiva”, explicou. Há 25 anos no comércio e com duas lojas em Dourados (MS), Juliana Correia contou que estava à procura de novidades para abastecer seus estoques. “Agora é hora de comprar sapatos de inverno, mas acredito que estes tênis irão fazer sucesso com as crianças, tudo que envolve personagens, jogos, luzes atraem a atenção e se tornam desejo deles”, avaliou. FORTALECER O MICROEMPREENDEDOR Com o foco voltado para incentivar e fortalecer o microempreendedor, a 10ª edição FeiccMS (Feira de Calçados, Couros e Acessórios de Mato Grosso do Sul) recebeu mais de 250 lojistas dos 79 municípios sul-mato-grossenses, contribuindo com a divulgação das indústrias já instaladas no Estado e das que participaram do evento. “Nosso foco, agora, está no pequeno empreendedor, aquele que tem cinco funcionários se tiver incentivos e fortalecer o seu negócio, ele irá gerar mais empregos e também investir em tecnologia, maquinário, movimentan-

do assim toda a cadeia produtiva e movimentando a economia do Estado”, disse o empresário João Batista de Camargo Filho, presidente do Sindical/MS. O diretor da Fiems e superintendente do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça, destacou a oportunidade de integração de negócios. “Reunimos os lojistas de todo o Estado e os fornecedores daqui e de fora, fortalecendo assim o pequeno empresário, tanto o da ponta como também o produtor que tem a oportunidade de comercializar diretamente com o lojista”, pontuou. Após fazer a abertura oficial da 10ª Feicc o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, visitou os estandes e destacou a importância de os pequenos empresários investirem em atrativos


aos clientes. “A Prefeitura apoia o evento por acreditar que é um caso de sucesso. Nós também incentivamos que os empreendedores lancem mão de iniciativas para seduzir os clientes. Hoje, vivemos em uma era em que o comércio online está cada vez mais fortalecido e, por isso, a importância de qualificação dos trabalhadores para o atendimento ao público”, declarou. Já o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Elias Verruck, acrescentou que 2020 iniciou com grande expectativa de aquecimento da economia de Mato Grosso do Sul. “O atendimento à empresas na Semagro nestes primeiros dias de 2020 já é maior do que todo o 2º semestre do ano passado. O nível de otimismo está maior, percebemos claramente que lojistas e industriais têm se movimentado neste sentido de procurar a Semagro e sinalizar um nível de confiança no País e de retomada de investimento. Isso é fundamental para a criação de novos empregos”, afirmou. PARTICIPANTES Neste ano, a feira de calçados, que é realizada duas vezes por ano pelo Sindical/MS em parceria com os empresários Alan Augusto Brilhador, Francisco de Sales Garcia Borges, Reinaldo de Oliveira Ney, André Arruda e Marcelo de Oliveira Adão, contou com os patrocínios da Marfil Móveis, VitLog Transportes e

Café 3 Corações e apoio da Fiems, Senai, Sebrae/MS, Governo do Estado, Prefeitura de Campo Grande, Mega Stands e Berthô Brasil. Durante a Feira, o estande do Senai Empresa ofereceu ao público soluções em inovação com foco na redução de custos e aumento de eficiência. “No nosso estande, levamos ao conhecimento dos visitantes os programas oferecidos aos empreendedores. Nosso portfólio envolve todos os setores da cadeia produtiva, desde a indústria atacadista até as áreas de suporte como a logística e o comércio em si. Um dos produtos é o CTV que atende a indústria promovendo soluções e melhorias nas operações, abrangendo gestão de portfólio e coleção, designer e PCP (Planejamento e Controle de Produção)”, explicou Thales Saad, gerente do Senai Empresa. LOJISTAS A Feicc aproxima as fábricas dos varejistas. É na feira de calçados que o lojista define o que os seus clientes encontrarão nas prateleiras nas próximas temporadas. Para as marcas, são eventos para mostrar coleções, tendências, materiais e tecnologia. No ramo de calçados há 30 anos nas cidades sul-mato-grossense de Deodápolis e Rio Brilhante, a lojista Sandra Nunes é frequentadora assídua de feiras do setor e disse que tem a expectativa de fechar bons negócios. “Embora as feiras realizadas em São Paulo sejam maiores, aqui estou otimista que será uma boa oportunidade porque facilita a nossa participação pela proximidade e oferece preços com descontos”, falou. Lojista também em Deodápolis (MS), Célia Martins compartilha da mesma expectativa. “É mais tranquilo para fazer as compras, uma vez que temos uma variedade de expositores reunidos no mesmo local”, contou. Pela primeira vez na Feicc, a lojista Adenilza Pereira dos Santos conta que irá garantir o estoque das duas lojas sediadas em Caarapó (MS). ”Recebemos o convite e esse ano viemos conhecer para garantir novidades aos nossos clientes”, concluiu. MS INDUSTRIAL | 2020 • 27


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Indústria de Mato Grosso do Sul tem crescimento de 254,3% no período de 2009 a 2019 e projeta expansão de 26,36% nos próximos quatro anos

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s anos de 2009 a 2019 foram muito positivos para a indústria de Mato Grosso do Sul e podem ser classificados como a “década de ouro” do setor no Estado graças aos avanços da produção das indústrias de celulose e frigorífica. As indústrias apresentaram um crescimento vertiginoso, sobressaindo onde antes quem se destacava como principal matriz econômica estadual era o setor agropecuário. De acordo com levantamento do Radar Industrial da Fiems, na última década, o PIB Industrial (Produto Interno Bruto da Indústria) de Mato Grosso do Sul apresentou um extraordinário aumento de 254,3%, saltando de R$ 6,21 bilhões em 2009 para R$ 22 bilhões em 2019. Na prática, a considerável alta pode ser creditada, em parte, à política de incentivos fiscais adotada pelo Governo do Estado, que acabou por motivar uma explosão de investimentos por empresas do setor industrial. Para o presidente da Fiems, Sérgio Longen, os dados só demonstram que Mato Grosso do Sul vem se destacando na consolidação da indústria. “A industrialização do Estado está sendo muito bem construída, a diversidade da matriz industrial está muito bem distribuída nos municípios e, dessa forma, passamos do tempo do desenvolvimento da indústria sucroenergética, inclusive na evolução desse segmento, na contratação, na produção e até mesmo no número de empresas na exportação, e fomos para o segmento da indústria frigorífica, tanto de bovinos e suínos, quanto de frangos e peixes, como a tilápia”, exemplificou. Para o empresário, os 10 anos foram muito importantes para a consolidação da atividade industrial. “Entendo que os números estão aí e é importante destacar o trabalho do Sistema Fiems para um setor de extrema importância para o desen-

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volvimento do Estado. Quando se fala em mudança na geração de empregos e mudança na geração da base da economia, a indústria veio para ficar e ela está se consolidando ano a ano, quer na geração de empregos, quer no aumento de empresas, quer no PIB, porque 254% em 10 anos é um número muito significativo, praticamente um índice de crescimento de países asiáticos. Mato Grosso do Sul é isso e é nessa linha o nosso trabalho”, afirmou. Sérgio Longen entende que, desde o momento em que chega a Mato Grosso do Sul, a indústria busca informação de oportunidades, de que forma é possível exportar e para onde vender seu produto. “Normalmente, trabalhamos com o Governo do Estado, quanto aos incentivos fiscais (com o Banco do Brasil) com o FCO que é uma grande ferramenta que temos e que tem nos ajudado muito na captação de empresas para investimentos em Mato Grosso do Sul, e também nas prefeituras, com incentivos regionais, muitas vezes com imóveis, a terros, ISS da obra. Isso tem feito a diferença em Mato Grosso do Sul, então a Fiems fez sua parte, além da qualificação profissional para todos os segmentos. Quando você puxa os dados dos trabalhadores da indústria aqui do Estado, é muito difícil não ver a maioria deles com qualificação do Sesi ou do Senai”, pontuou. Já o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, classifica o aumento como extraordinário para qualquer padrão de crescimento industrial no mundo. “Mostra que Mato Grosso do Sul tem ca racterísticas competitivas bastante fortes para atração de indústrias. Os fatos que explicam, sejam fatores internos e externos que propiciam essa capacidade: é fundamental a política de incentivos fiscais para o Estado”, reforçou. Ele completa que o Governo do Estado tem um posicionamenMS INDUSTRIAL | 2020 • 33


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CAPA to justamente sobre as limitações que Mato Grosso do Sul tinha, inicialmente, sobre a mão de obra e a logística, que não seria compensada sem o incentivo fiscal. “Gosto de chamar ‘competitividade fiscal’ e, se não tivéssemos essa política consistente, atrelada à segurança jurídica, muitas dessas indústrias não viriam ao Estado ou fechariam as portas, e o que a gente observa no PIB é justamente o contrário, vemos uma maturidade de crescimento e do processo industrial”, analisou. Jaime Verruck acrescenta que outro fator importante é que no Estado o empresário encontra um ambiente de confiança, extremamente favorável para os negócios, que é demonstrado pelo indicador que coloca Mato Grosso do Sul como 5º Estado mais competitivo do Brasil, com um atendimento desburocratizado e eficaz em razão de uma sólida parceria entre o Governo do Estado e a Fiems para a qualificação da mão da obra por meio do Senai. “O esforço que foi feito para criar uma rede de qualificação da mão de obra no Estado foi substancial, com um papel determinante da Fiems na capacitação dos instrutores”, destacou. O secretário ressalta que os desafios continuam. “Buscamos hoje uma indústria totalmente tecnológica, 4.0, diversificada, que busca atrair novos segmentos, criar mercados e que, além do incentivo fiscal, aprimore também a infraestrutura logística, com investimentos nas ferrovias, hidrovias e melhorias das rodovias, lembrando que internamente temos um mercado pequeno, mas somos grandes exportadores, tornando a logística fundamental para que possamos competir no mercado nacional e internacional”, finalizou. PRÓXIMOS QUATRO ANOS Após crescer 254,3% no período de 2009 a 2019, o setor industrial encerrou o ano passado com alta de 7,84% em comparação com 34 •

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PROJEÇÕES 2020 CONSTRUÇÃO CIVIL DE MATO GROSSO DO SUL TEM EXPECTATIVA DE CRESCER ATÉ 2% NESTE ANO Alavancada pela retomada da economia, a indústria da construção civil de Mato Grosso do Sul espera crescer até 2% neste ano no valor bruto da produção (VBP), que encerrou 2019 em R$ 3,20 bilhões e, com a projeção, pode chegar a R$ 3,26 bilhões em 2020. A estimativa é do presidente do Sinduscon-MS (Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção de Mato Grosso do Sul), Amarildo Miranda Melo, que projeta um ano positivo para o segmento em todo o Brasil. Ainda de acordo com o líder empresarial, hoje a indústria da construção conta com 1.938 estabelecimentos, que juntos empregam 19.585. “A nossa expectativa para este ano é de que o número de trabalhadores do segmento chegue em dezembro com 24.585 empregados com carteira assinada, representando a abertura de 5 mil novas vagas”, declarou. Amarildo Miranda Melo afirma que a construção civil está trazendo bons

CRESCIMENTO NESTE ANO


resultados desde o ano passado e a expectativa é de que este ano seja ainda melhor. “Não tenho dúvida que será um ano de elevação da empregabilidade. Já sentimos que o ânimo é muito grande no setor. No ano passado, tivemos um crescimento de 1,2% em relação a 2018, mas tenho visto em nossa base vários empresários lançando edifícios e obras”, afirmou. Os empresários que atuam neste segmento se mostram otimistas e planejam crescer junto com o segmento. O avanço do PIB da construção neste ano será puxado, essencialmente, pela autoconstrução e reformas, que seguirão liderando a recuperação, aliadas às atividades empresariais. “A previsão de alta da construção será composta por autoconstrução e reformas, serviços especializados para obras novas e edificações”, assegurou o presidente do SindusconMS. Ainda de acordo com ele, a expectativa é que o poder público invista em infraestrutura. “O setor da construção civil precisa que o poder público ajude, investindo em saneamento, construção civil, edificação. Porque, infelizmente, o Brasil hoje

ainda depende muito do setor público porque está começando a dar os primeiros passos para se tornar um país de economia aberta”, analisou. No ano passado, o resultado positivo colocou fim a um ciclo de retração que perdurou entre 2014 a 2018, quando o PIB da construção encolheu 30%. “A percepção é de que a crise do segmento ficou para trás, mas, para que as perspectivas se consolidem, o governo federal terá que dar condição jurídica e melhoria na concessão de crédito. A Reforma da Previdência sinalizou aos investidores que o país tem tomado as atitudes que precisam ser tomadas”, pontuou o líder empresarial. Neste ano, conforme ele, a expectativa é pelas reformas tributárias, tanto federal, quanto municipal e estadual, além das privatizações, que fazem com que haja aumento nos investimentos. “Também o anúncio recente do presidente da Caixa Econômica Federal nos reporta que a partir de abril teremos uma nova modalidade de financiamento, com juros zero e prestação fixa, o que deve impulsionar muito a indústria da construção civil”, comemorou.

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PROJEÇÕES 2020 INDÚSTRIA FRIGORÍFICA DE MATO GROSSO DO SUL PROJETA CRESCIMENTO DE 5% Impulsionada pelo aumento da produção das principais proteínas de origem animal – bovina, suína, ave e peixes – graças ao aquecimento das exportações para a China, a indústria frigorífica de Mato Grosso do Sul projeta um crescimento de até 5% neste ano no valor bruto da produção (VBP), que no ano passado encerrou em R$ 14,2 bilhões e, com a estimativa, pode chegar a R$ 15 bilhões em 2020. Segundo o presidente do Sicadems (Sindicato das Indústria de Frios, Carnes e Derivados de Mato Grosso do Sul), Sérgio Capucci, em um cenário extremamente positivo em que a epidemia do novo tipo de coronavírus na China esteja controlada e o mercado chinês volte a importar as proteínas animais, o crescimento do segmento pode até alcançar um avanço de 20%. “Estamos extremamente otimistas caso o mercado chinês volte a importar dos nossos frigoríficos. Para se ter uma ideia, o mercado chinês representa 50% da produção do meu frigorífico, o Naturafrig”, revelou. 36 •

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Sérgio Capucci completa que, se a China voltar à normalidade de compra, a projeção de crescer até 20% é muito provável, mas, caso isso não ocorra, o aumento será mais tímido, algo em torno de 5%. Atualmente, quatro frigoríficos de Mato Grosso do Sul estão habilitadas para exportar para a China pela AdministraçãoGeral de Aduanas da China: Naturafrig, de Rochedo (MS); Frigosul, de Aparecida do Taboado (MS); AgroIndustrial Iguatemi, de Iguatemi (MS); e o Grupo JBS. Ainda de acordo com o presidente do Sicadems, uma diminuição da demanda do gigante asiático no mercado internacional pode resultar em queda de preços e, caso ocorram outros fatores negativos, o ano de 2020 pode se tornar mais difícil para quem exporta. “Nosso mercado está atrelado ao comércio com a China, eles voltando a comprar, com certeza, será um ano muito bom para o segmento”, reforçou. Em todo o Estado, há 110 empresas de proteínas de origem animal, responsável pelo emprego de 27.213 mil trabalhadores. A receita obtida de janeiro a dezembro de 2019 com as exportações foi de US$ 1 bilhão, aumento de 17% em relação ao mesmo período de 2018, sendo que 42,7% do total alcançado é oriundo das carnes desossadas congeladas de bovino, que totalizaram US$ 431 milhões. Os principais compradores foram Hong Kong com US$ 168,24 milhões, Chile com US$ 143,91 milhões, Emirados Árabes Unidos com US$ 84,19 milhões, China com US$ 81,91 milhões, e Egito com US$ 52,46 milhões.

2018 e projeta expansão de até 5% neste ano de 2020 e de 26,36% até 2023, conforme projeções do Radar Industrial da Fiems. No comparativo de 2009 a 2019, o PIB Industrial saltou de R$ 6,21 bilhões para R$ 22 bilhões (254,2%), enquanto de 2018 a 2019 a elevação foi de R$ 20,4 bilhões para R$ 22 bilhões (7,84%), de 2019 para 2020 vai sair de R$ 22 bilhões para R$ 23,1 bilhões (5%) e de 2019 a 2023 sairá de R$ 22 bilhões para R$ 27,8 bilhões (26,36%). “A atividade industrial vem mostrando números satisfatórios que merecem não só serem visualizados, mas também comemorados”, disse o presidente da Fiems. Ele completa que a indústria vem se consolidando de maneira muito positiva e, cada vez mais, conseguimos apoiar as ações do setor, quer com o Sistema Indústria, por meio do Sesi, Senai e IEL, quer por meio do Governo do Estado, que trabalha diretamente nessa linha de trazer a indústria como mola propulsora do Estado. “Os bons números refletem a implementação da Indústria 4.0 pelas empresas do Estado, que possibilita uma melhoria na competitividade dos produtos, mas ainda é tímida”, disse. Sérgio Longen ressalta que a modernização do setor industrial e um grande desafio. “O Senai vem mudando todo o seu perfil de atendimento para as empresas e de certa forma as indústrias precisam se adaptar para a competitividade de seus produtos, mas entendo como positiva nossas ações e estamos preparados para atender os números de 2020”, completou. Ainda conforme o líder industrial, a expectativa é que ao fim de 2020 os números sejam ainda melhores do que os que foram projetados. “Tecnicamente, precisamos transferir para a sociedade números consolidados e esses números trazem confiança porque temos um histórico de avaliação do Radar Industrial da Fiems, mas o que ficou muito claro é que a indústria hoje é uma grande força na economia de Mato Grosso do Sul, responsável por 22% do PIB de Mato Grosso do Sul, que hoje está em R$ 109,6 MS INDUSTRIAL | 2020 • 37


CAPA bilhões”, destacou. Nesse cenário, o secretário Jaime Verruck destacou a importância do Fadefe (Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Econômico e de Equilíbrio Fiscal do Estado), desenvolvido em conjunto entre o setor industrial e o Governo do Estado. “O que temos consolidado, hoje, é que mais de 497 empresas aderiram, assinaram seus termos de acordo com o Estado e assumiram a partir daí uma série de compromissos. Esses compromissos, hoje, sinalizam R$ 16 bilhões de investimentos até 2032 e, adicionalmente em relação à situação apresentada em 2018, mais 12 mil empregos na economia sul-mato-grossense”, ressaltou. Para Jaime Verruck, foi um projeto extremamente positivo tanto para o Estado como para o empresário. “O Fadefe representa a sinalização de novos investimentos, novos empregos e nova arrecadação. E acho que esse tipo de projeto permite criar uma pauta econômica e reforçar o desenvolvimento industrial do Estado. E aí temos as perspectivas de novos empreendimentos no Estado”, finalizou.

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PROJEÇÕES 2020 INDÚSTRIA MOVELEIRA DE MS COMEÇA 2020 OTIMISTA E PROJETA CRESCIMENTO DE ATÉ 20% NA PRODUÇÃO

DÉCADA DA INDÚSTRIA

Em um momento em que a economia brasileira dá sinais de melhora, a indústria moveleira de Mato Grosso do Sul projeta um crescimento de até 20% no valor bruto da produção (VBP) para 2020, que encerrou 2019 em R$ 205,5 milhões e, com a projeção, pode chegar a R$ 246,6 milhões. A afirmação é do presidente do Sindmad/MS (Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Móveis em Geral, Marcenarias, Carpintarias, Serrarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas e Laminadas, Aglomerados e Chapas de Fibras de Madeiras, de Cortinados e Estofados de Mato Grosso do Sul), Antônio Carlos Nabuco Caldas.

De acordo com levantamento do Radar Industrial de Fiems, na última década, além de o PIB Industrial de Mato Grosso do Sul ter apresentado um extraordinário aumento de 254,3%, as exportações de industrializados cresceram 139,33%, saindo de US$ 1,50 bilhão para US$ 3,59 bilhões. O número de estabelecimentos industriais também cresceu 41,53% na década, indo de 4.226 para 5.981, enquanto a quantidade de trabalhadores aumentou em 21,02%, saindo de 103.302 para 125.015. No comparativo de 2018 com 2019, as exportações, no mesmo período, tiveram aumento de 1,13%, elevando-se de US$ 3,55 bilhões para US$ 3,59

Segundo Antônio Carlos Nabuco Caldas, a indústria moveleira está bastante atrelada ao segmento da construção civil, que projeta crescimento de 2% para este ano. “Até ano passado a economia ainda estava estagnada e as marcenarias ficaram bem ociosas. Agora, com uma boa expectativa da construção civil, acreditamos que a nossa produção deve aumentar consideravelmente porque, geralmente, quem investe em imóveis acaba investindo em móveis para mobiliar esses imóveis também”, explicou.

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Ainda conforme o líder empresarial, nos últimos anos o segmento moveleiro de Mato Grosso do Sul passou por momentos de grandes dificuldades. “Os últimos três anos foram de estagnação e muitas empresas, se não demitiram funcionários, trabalharam com seu quadro bastante ocioso. Esse foi meu caso como empresário. Não demiti quase ninguém em 2019, mas tivemos dias em que a marcenaria praticamente não trabalhou, porque não tinha pedidos. A partir de dezembro, vimos um movimento grande e a expectativa é boa. É por isso que projetamos um crescimento grande. São 20% de aumento, mas em um segmento que só vinha caindo”, detalhou. Para o presidente do Sindmad/MS, um dos grandes desafios é estruturar melhor o segmento moveleiro em Mato Grosso do Sul. “O que mais temos são pequenas marcenarias, que muitas vezes atuam na informalidade. Então o grande desafio do sindicato é fortalecer o associativismo para unir o segmento e poder fazer esses levantamentos de forma mais precisa e até conhecer melhor as dificuldades dos empresários para termos mais força na hora de apresentar nossas demandas para o setor público”, finalizou. Atualmente, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems, a indústria moveleira de Mato Gross do Sul conta com 372 estabelecimentos industriais, que juntos empregam 2.702 trabalhadores. O salário médio do segmento é de R$ 1.488,00, o que representa uma massa salarial de R$ 48,2 milhões e a indústria moveleira representa 0,6% do valor bruto do setor industrial sul-mato-grossense.


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PROJEÇÕES 2020 EM ANO DE ELEIÇÕES MUNICIPAIS, INDÚSTRIA GRÁFICA DE MS PROJETA CRESCIMENTO DE 3% Empresários da indústria gráfica de Mato Grosso do Sul estão confiantes com as eleições municipais deste ano e já projetam crescimento de até 3% no valor bruto da produção (VBP), que encerrou 2019 em R$ 86,30 milhões e deve fechar 2020 em R$ 88,88 milhões. De acordo com o presidente do Sindigraf/MS (Sindicato das Indústrias Gráficas de Mato Grosso do Sul), Altair da Graça Cruz, a expectativa é que esse aumento seja alavancado por uma maior produção de panfletos e santinhos com as informações dos candidatos à prefeitos e vereadores nos 79 municípios do Estado. “Em um momento em que a economia do Brasil dá apenas pequenos sinais de melhora e em um segmento que vem sofrendo dificuldades com a transformação digital, esse número é bastante significativo. Essa projeção de crescimento de 3% é reflexo do otimismo dos empresários, que iniciaram 2020 mais esperançosos e empenhados em desenvolver cada 40 40• •MSMS INDUSTRIAL INDUSTRIAL | 2020 | 2020

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vez novos produtos”, afirmou Altair da Graça Cruz. Ele acrescenta que para março deste ano está prevista uma missão de cerca de 30 empresários de Mato Grosso do Sul à Expo Print Digital, uma feira de impressão digital que será realizada em São Paulo (SP). “É importante que haja esse otimismo para buscarmos novas alternativas e oportunidades para diversificar os produtos que oferecemos”, completou, informando que hoje o Estado tem 306 empresas gráficas e emprega 1.279 trabalhadores. Na mesma linha, o presidente da Abigraf/MS (Associação Brasileira da Indústria Gráfica em Mato Grosso do Sul), Julião Flaves Gaúva, ressalta a necessidade da diversificação de produtos gráficos diante das novas transformações digitais. “Hoje, as pessoas têm buscado investir cada vez mais no online, o que não significa que o uso do papel ou que as gráficas acabarão. Na verdade, estamos passando por um momento de transição, mas precisamos nos atualizar e inovar”, comentou. Nesse cenário, ele apontou que cartões pessoais com tecnologia QR Code, em que é possível abrir uma nova apresentação pelo celular ou tablet, têm sido um diferencial. “Outra aposta da indústria gráfica são as embalagens de papel. Na era do ecologicamente correto com o plástico como vilão, esse mercado tem crescido bastante e indústrias aqui de Mato Grosso do Sul já começaram a investir nessa área”, finalizou.

bilhões, enquanto a quantidade de trabalhadores teve salto de 0,45%, indo de 124.452 para 125.015 e o número de estabelecimentos industriais cresceu 1,10%, aumentando de 5.916 para 5.981. Já de 2019 para 2020, as exportações terão alta de 4,18%, saindo de US$ 3,59 bilhões para US$ 3,74 bilhões, enquanto os estabelecimentos industriais aumentarão 1,55%, saindo dos atuais 5.981 para 6.074 e o número de trabalhadores crescerá 1,0%, indo de 126.100 para 127.170. Para os próximos quatro anos, ou seja, de 2019 a 2023, as exportações no período terão alta de 11,7%, pulando de US$ 3,59 bilhões para US$ 4,01 bilhões, o de estabelecimentos industriais crescerão 5,05%, indo de 5.981 para 6.283 e o número de trabalhadores terá aumento de 2,97%, saltando de 126.100 para 129.850. Para o presidente Sérgio Longen, os dados só demonstram que Mato Grosso do Sul vem se destacando na consolidação da indústria. “A industrialização do Estado está sendo muito bem construída, a diversidade da matriz industrial está muito bem distribuída nos municípios. Nosso principal segmento hoje é dos frigoríficos e carnes, com 27.213 trabalhadores, e aí não entram só bovinos, mas uma grande diversificação, como aves, suínos, peixes e jacaré. Em seguida temos a indústria sucroenergética, com 20.500 trabalhadores e indústria do papel e celulose, com 6.374 trabalhadores”, detalhou. Ele reforça que os últimos 10 anos foram muito importantes para a consolidação da atividade industrial. “Entendo que os números estão aí e é importante destacar o trabalho do Sistema Fiems para um setor de extrema importância para o desenvolvimento do Estado. Quando se fala em mudança na geração de empregos e mudança na geração da base da economia, a indústria veio para ficar e ela está se consolidando ano a ano, quer na geração de empregos, quer no aumento de empresas, quer no PIB, porque 254,3% em 10 anos é um número muito significativo, praticamente um índice de crescimento de países asiáticos”, finalizou. MS INDUSTRIAL | 2020 • 41


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SHOW Senai apresenta portfólio de inovações e tecnologias para a agroindústria 42 •

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onsiderado o maior evento agropecuário de Mato Grosso do Sul, o Showtec contou com um stand onde o Senai apresentou alguns dos serviços de inovação e tecnologia disponibilizados para as agroindústrias do Estado. Durante a feira tecnológica, os visitantes que passaram pelo stand do Senai tiveram a oportunidade de conhecer todo o portfólio da instituição voltado para esse segmento produtivo. A edição do Showtec 2020 foi realizada no Espaço da Fundação MS, em Maracaju (MS), em janeiro. “Temos uma parceria muito forte com a Fundação MS, realizadora do Showtec, para fomentar o agronegócio na parte de inovação e tecnologia e esse

evento é uma vitrine para apresentarmos o que temos a oferecer para grandes produtores rurais”, afirmou o diretor-regional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, destacando que o objetivo foi mostrar que a instituição pode ajudar na melhoria do processo de produção em todas as etapas do processo produtivo. “Podemos atuar em diversas áreas, desde o plantio, ração de animais e colheita até o final da produção, tanto na indústria como na parte de armazenamento em silos. Enfim, auxiliamos todo o processo, oferecendo soluções que melhoram a redução de custos e o aumento de produtividade”, completou Rodolpho 44 •

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Mangialardo. O presidente da Fundação MS, Luciano Muzzi Mendes, ressaltou que o Showtec 2020 reuniu em um único lugar produtores rurais, indústrias, empresas e instituições de pesquisa e serviços. “A ideia é difundir conhecimento, apresentar inovações tecnológicas que vão melhorar a produtividade do agronegócio. Vale destacar a presença do Senai, que vem realizando um trabalho estreito com a Fundação MS quanto à qualificação profissional, soluções digitais para agilidade dos processos e que conta agora com um laboratório de análise de sementes, serviço fundamental, porque nós produtores fazemos questão de plantar sementes de qualidade”, destacou.

SENAI OFERECE CURSOS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL


PRODUTOS E SERVIÇOS

O governador Reinaldo Azambuja também defendeu a importância da presença de instituições para o desenvolvimento tecnológico e com soluções que melhoram a produtividade no campo. “Se o Brasil galgou patamares importantes no agronegócio, devemos isso às instituições que dão suporte ao produtor rural. Então é fundamental a presença das instituições de pesquisa e também daquelas que desenvolvem soluções inovadoras para o agronegócio aqui”, declarou. A senadora Soraya Thronicke, que também preside a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, elogiou a organização do evento e garantiu trabalhar pelo desenvolvimento do agronegócio. “Como

presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, defendemos o que é interessante para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária do nosso País, mas também das agroindústrias. Para isso, precisamos cada vez mais investir em tecnologia e, por isso, esse evento é tão importante”, considerou. Já o prefeito de Maracaju, Maurílio Azambuja, disse ter ficado honrado por participado de mais um Showtec. “Encerro meu mandato agora em 2020 e estou muito feliz por ver o desenvolvimento desse município. A realização desse evento aqui reforça a relevância de Maracaju para o agronegócio, que gera emprego e renda para a nossa população”, finalizou.

O Senai Irá oferecer cursos de qualificação profissional para cooperados e associados do Sistema OCB a partir de março. Convênio nesse sentido foi assinado entre o diretorregional do Senai, Rodolpho Caesar Mangialardo, e o presidente do Sistema OCB, Celso Régis, durante o Showtec, evento agropecuário realizado no Espaço da Fundação MS, em Maracaju (MS). Segundo Rodolpho Mangialardo, a plataforma desenvolvida para esse convênio envolve cursos de aprendizagem, técnico, aperfeiçoamento e quali-

ficação. “Temos um portfólio de mais de 800 cursos tanto na modalidade presencial como na modalidade EAD (Educação a Distância) que podem ser ofertados num convênio como esse”, afirmou. Na avaliação de Celso Régis, o convênio firmado entre o Senai e o Sistema OCB é motivo de comemoração. “Estamos muito honrados com essa parceria com o Senai por seus indicadores de credibilidade no mercado, sua performance que temos observado nos últimos tempos. Não tenho dúvidas de quem ganhará com isso serão

Para isso, o stand do Senai contou com duas unidades móveis, uma de multiuso e outra de mecânica de máquinas agrícolas, além dos serviços desenvolvidos pelo Senai Empresa em realidade aumentada, que permitem que o cliente possa ter uma apresentação em 3D a partir de um documento plano e os serviços de energias renováveis, alternativa limpa para reduzir os gastos com conta de energia. Já o IST Alimentos e Bebidas (Instituto Senai de Tecnologia em Alimentos e Bebidas), localizado em Dourados (MS), levou o laboratório de análise de alimentos, com equipamentos utilizados para medir o PH dos alimentos, desde água até sólidos, identificar polímeros como glicose e sacarose, para medir a atividade da água nos alimentos e para calcular a quantidade de gordura presente em alimentos e rações. O IST Alimentos e Bebidas também apresentou aos visitantes do Showtec o laboratório de análise de sementes, credenciado pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) a exercer a atividade de análise em sementes de soja e milho. Para a feira foram levados equipamentos como o germinador de sementes, mostruário de sementes, quarteador de sementes e homogeneizador de amostras. nossos cooperados e associados, porque nosso objetivo, tanto do Sistema OCB como do Senai, é promover o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, salientou. Ele explicou que incialmente os cursos ofertados serão voltados para o agronegócio. “Nos interessamos por cursos que ajudem a desenvolver os produtores, como classificação de grãos, mas também de gestão, energias renováveis e outros, conforme a demanda dos associados e das cooperativas”, finalizou.

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IEL

Chegada A HORA O IEL estรก com 1.300 novas vagas de estรกgio abertas em Mato Grosso do Sul

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início do ano é propício para estudantes que estão à procura da primeira oportunidade de ingressar no mercado de trabalho e estagiar para garantir experiência no currículo. Para atender essa demanda, o IEL está com 1.300 novas vagas de estágio abertas em Mato Grosso do Sul para serem preenchidas no primeiro trimestre do ano. O IEL tem como missão ser a ponte entre as empresas e os interessados em conseguir uma vaga de estágio. No entanto, a instituição tem um cuidado com a capacitação desses jovens. A coordenadora de desenvolvimento de carreira do IEL, Rosângela Ramos, destaca que são realizados treinamentos para esclarecer as dúvidas sobre os direitos e deveres de acordo com a Lei do Estágio 11.788/2008. “O objetivo da Lei de Estágio é garantir os princípios referentes ao ‘ato educativo escolar supervisionado’ de modo a evitar que a prática abra qualquer brecha à exploração da mão de obra ou exploração do trabalho. Informações importantes sobre a Lei de Estágio foram compartilhadas com os estagiários, como: da duração do tempo de estágio dentro da empresa, que poderá ser de até 2 anos, no caso de pessoas portadoras de deficiência o prazo pode ser estendido; recesso remunerado, sendo assegurado ao estagiário, sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a um ano, período de recesso de 30 dias, preferencialmente durante suas férias escolares”, declarou Rosângela Ramos. O IEL também orienta os estagiários a respeito da importância de adotar uma postura profissional correta. “Algumas dicas foram compartilhadas, como vestir-se adequadamente, ser pontual, manter o bom humor, ter bons relacionamentos, levar o seu trabalho a sério, entre outras dicas, sendo um diferencial no ambiente de trabalho”, disse. A estagiária Priscila Baio Costa comentou que as orientações do IEL foram importantes para esclarecer suas dúvidas sobre a legislação do estágio.

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As vagas de estágio disponíveis são para jovens com idade mínima de 16 anos e devem cursar uma instituição de educação. O técnico de relações de mercado do IEL, Thiago Irala Capilé, explica que, normalmente, nesta época do ano a oferta de vagas é maior em função do fim de contratos de estágios, que ocorre duas vezes no ano - julho e dezembro. “No início do ano é a melhor época para se conseguir uma vaga de estágio, pois a geração de vagas acontece devido ao encerramento de contratos e há uma lacuna deixada das férias até o retorno das empresas no ano seguinte. Isso permite que as vagas fiquem ativas e prontas para os estudantes que estão iniciando um curso”, explicou Thiago Capilé. Em 2019, o IEL inseriu mais de 4 mil estudantes no mercado de trabalho de Mato Grosso do Sul, realizando o atendimento de 250 empresas e ainda foram firmados cerca de 3 mil termos de compromisso. “O IEL oferece vagas para estágio de várias áreas do conhecimento e em vários municípios do Estado. As áreas em que há mais oportunidades são as de Administração, Ciências Contábeis, Finanças, Engenharia,

Direito e Pedagogia”, enumerou a coordenadora de área de desenvolvimento de carreira do IEL, Rosângela Ramos. Ela orienta aos estudantes que para se diferenciar no mercado de trabalho e assim conquistar uma vaga de estágio é preciso ir além do conhecimento das salas de aula. “Hoje o empresário está mais criterioso no momento da contratação e essa exigência tem se estendido também aos estagiários. O estudante deve fazer cursos de qualificação e partici-

4 MIL

Foi o número de estudantes que o IEL inseriu no mercado de trabalho no estado em 2019


par de treinamentos para apresentar um currículo atualizado”, informou. Cursando o 7º semestre do curso de Educação Física a acadêmica Janaína Katsumata, 35 anos, está em busca de aperfeiçoar seus conhecimentos e se preparar para o mercado de trabalho. “Já atuou com recreação de crianças, mas gostaria de adquirir mais experiência atuando em áreas como musculação”, disse a estudante, acrescentando ainda que a bolsa-auxílio seria

250

Empresas foram atendidas pelo programa de estágio do IEL

usada para ajudar a complementar sua renda. Para se cadastrar, tanto o empresário, quanto o estudante podem enviar um e-mail para vagas@ielms.com.br. Para outras informações, os interessados devem entrar em contato pelos telefones (67) 3044-2111 ou (67) 3044-2119 ou ainda no site www.ms.iel.org. br. Além disso, o estudante pode procurar a sede do IEL, que fica na Avenida Afonso Pena, 1.031, no Bairro Amambaí, em Campo Grande (MS).

3 MIL

Termos de compromisso foram fixados em 2019

“O IEL oferece vagas para estágio de várias áreas do conhecimento e em vários municípios do Estado.” - ROSÂNGELA RAMOS COORDENADORA DE DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA DO IEL

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FOR TALE CI MENTO

4º Seminário de Educação inicia atividades pedagógicas da Rede de Ensino

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om o objetivo de reunir a equipe pedagógica e alinhar as estratégias de ensino da Rede Sesi de Ensino em Mato Grosso do Sul, foi realizada, entre os dias 21 e 23 de janeiro, a 4ª edição do Seminário de Educação. O evento que aconteceu na Escola do Sesi de Três Lagoas contou com a parceria com a instituição “Somos Educação” e presença de 187 professores e 25 equipes pedagógicas. Além do planejamento estratégico, os três dias proporcionaram oportunidade de formação continuada dos professores. O Sesi trabalha as formas de como melhor preparar os alunos para o Enem e como elevar a proficiência de língua portuguesa e matemática frente a Prova Brasil, um dos nossos indicadores nacionais. A Rede Sesi segue e precisa posicionar o trabalho educativo em cada escola para que possa elevar o nível de educação e a qualidade de excelência que é um diferencial das escolas. Durante o Seminário, palestrantes especialistas em educação debateram temas que norteiam o processo de ensino e aprendizagem das escolas do Sesi. Entre eles, a inteligência artificial, leitura de mundo, competências socioemocional, além de questões legislativas relacionadas à violência autoprovocada, as relações do professor em sala de aula, a postura dialógica. Também faz parte da pro-

gramação a participação dos parceiros responsáveis pelas plataformas utilizadas na estrutura pedagógica que farão revisão dos projetos. A implantação do Minecraft e de todo o pacote da Microsoft que favorece a aprendizagem colaborativa entre os alunos e entre os alunos e professores. Para a diretora do Sesi de Três Lagoas, foi gratificante sediar o 4º Seminário de Educação da Rede Sesi de Educação. “O seminário é de extrema importância para nutrir nossos educadores de conhecimentos e trocas de experiências, por meio do compartilhamento de boas práticas. Iniciarmos o ano letivo de 2020

WORKSHOPS MOVIMENTAM O SEMINÁRIO O Seminário de Educação da rede de Escolas do Sesi de Mato Grosso do Sul contou com 37 workshops. Os temas foram escolhidos afim de atualizar os profissionais de educação envolvidos com a rede presente em sete cidades do Estado: Campo Grande, Três Lagoas, Dourados, Maracaju, Aparecida do Taboado, Corumbá e Naviraí. Entre as temáticas abordadas “Competências socioemocionais: contação de história”, no qual esteve à frente a formadora Beatriz Myrrha. “O encontro está sendo 52 •

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bastante envolvente com objetividade da prática para enxergar a contação de histórias e se possa aplicá-las com os alunos. A Beatriz transmite muita credibilidade no que faz”, disse a professora Heloísa Canto, que participou do workshop. Para o diretor da Escola do Sesi de Campo Grande, Murilo Augusto de Oliveira Junior, o workshop “Competências socioemocionais” é a principal chave para aumentar o empenho nas avaliações externas. “O item bem elaborado, além de propi-

com entusiasmo e alegria para continuar fazendo a diferença na vida de nossos alunos, através de uma educação inovadora e de qualidade, que é a marca do Sesi”, disse. A diretora do Sesi de Navirai, Paula Nudimila de Oliveira Silva, compartilha o mesmo sentimento. “É um momento único de atualizar nossos conhecimentos, de trocarmos experiências, de melhorar a qualidade e a eficiência do nosso trabalho. Isso nos motiva a ser melhores a cada dia e garante a qualidade do nosso trabalho ao longo do ano. Equiparando nosso trabalho e garantindo a perenidade dos nossos resultados”, afirmou.


“SOFÁ TALK” DEBATE, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO A realização do “Sofá Talk”, em que foi discutido temas relacionados à tecnologia, inovação, novas metodologias e futuro, e a palestra do professor doutor Ivo Leite que abordou o tema “Iniciação Científica: Como eu posso procurar problemas intrigantes?”, encerraram a 4ª edição do Seminário de Educação da rede de

ciar para o professor um maior controle no momento de atribuir uma nota ou uma menção para o aluno, possibilita que o professor faça utilização desse item para averiguação do próprio trabalho e que ele possa dar um melhor retroativo para o aluno e também possibilita que o aluno se adapte, criando uma maior facilidade na hora de resolver as questões de avaliações externas”. Outro workshop teve como tema “Elaboração de itens”, do professor mestre em educação Jesus Lopes, e contou com a mediação dos diretores Paula Nudimila, da

Escolas do Sesi de Mato Grosso do Sul. O “Sofá Talk” contou com os convidados Ronaldo Sotrate e Hélio Vieira Dos Santos, que tiveram 25 minutos para falar sobre os temas propostos. O coordenador pedagógico da Escola do Sesi de Campo Grande, Marcelo Giordano Jeffery, afir-

Escola do Sesi de Naviraí, e Murilo Augusto, da Escola do Sesi de Campo Grande. “O objetivo era construir itens (questões) para avaliar os alunos de forma mais justa possível, possibilitando identificar alunos com dificuldades rasas ou mais profundas e, se necessário, criar um plano de recuperação ao longo das aulas ou paralelamente”, explicou o diretor Murilo Augusto. O professor Vinicius Agostini Machado, de Aparecida do Taboado, disse que o tema é muito relevante porque, segundo ele, a construção de itens deveria estar presente tanto na aval-

Doutoranda em educação, a professora do Sesi de Naviraí, Adriana Horta, tem participado de muitos eventos na área e afirma que o Seminário de Educação do Sesi é um exemplo de como a educação de sucesso deve ser trabalhada. “Participar do Seminário é uma grande oportunidade de aperfeiçoamento dos saberes, para na prática assegurar uma educação significativa. Tenho orgulho de participar dessa equipe”, ressaltou. A diretora Jaqueline afirmou que o momento foi de muito aprendizado e trocas de experiências para todos os colaboradores do Sesi. “Todos ganham muito e isso tudo é realizado para atender os alunos com excelência”, argumentou.

mou que o evento proporciona, a cada edição, crescimento pessoal e profissional. “A roda de conversa foi muito interessante no quesito de a gente compreender que nosso trabalho dentro da escola do Sesi está caminhando e alinhando cada vez mais com a educação que está em transformação com o Brasil.

iação externa quanto interna. “O diálogo entre essas duas avaliações é muito importante para o professor, haja vista que ele forma o aluno para o mundo e no mundo haverá muitas provas para os alunos, pautadas em critérios, numa teoria mais anglo saxônica. Ajuda muito o professor no dia a dia, na elaboração de provas e no plano de ensino, também auxilia com que ele tenha uma coerência na correção, na métrica de notas. É um item que faz com que o professor a avaliação de aprendizagem seja mais justa, adequada e coerente”.

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DICAS

NOVOS MERCADOS

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Centro Internacional de Negócios dá dicas para internacionalização de empresas

Muitas empresas passaram a enxergar os mercados internacionais como saída para a crise econômica do país. No entanto, um dos grandes problemas que os empresários encontram na hora de internacionalizar seus produtos, ainda, é a falta de informação. Para ajudar nesse processo, o CIN (Centro Internacional de Negócios) do IEL atua como um grande facilitador e orientador, oferecendo cursos, estudos de mercado e consultorias na área. Segundo a coordenadora do CIN, Nathália Alves, o Centro já atendeu 778 empresas entre 2011 e 2019. “O serviço vai desde estudos de mercado e capacitações, que visam preparar o empresário para negociar no comércio exterior, por meio de planejamento personalizado e o aprendizado de conceitos fundamentais, até a consultoria completa de um processo e a disponibilização de documentos chave que visam a competitividade de sua empresa no mercado externo. Não preparamos apenas para a negociação, mas acompanhamos todo os processos”, detalhou. Ela destaca ainda que a decisão de exportar um produto ou serviço deve ser tomada com bastante cuidado e atenção. “Por isso, é necessário que o empresário esteja devidamente preparado, conheça os processos internos e externos, o mercado que deseja inserir, seus concorrentes e potenciais clientes e as características deles”, reforçou, elencando os principais passos a serem tomados na hora de buscar a internacionalização das empresas.


CONFIRA ABAIXO QUATRO PASSOS PARA INTERNACIONALIZAR UMA EMPRESA:

1

PLANEJAMENTO

Essa fase contempla a preparação da empresa para exportação. Nesse momento, é importante fazer uma pesquisa de mercado, definindo qual país tem maior potencial para a compra do seu produto, depois é necessário analisar esse mercado, público alvo e qual o melhor caminho para se inserir nesse mercado, checando também a legislação brasileira vigente. “É interessante verificar necessidades de adequação do produto para entrada no mercado externo e procurar avaliar concorrentes externos e internos, analisar hábitos e costumes do mercado alvo, identificar potenciais clientes no exterior, classificar corretamente a mercadoria e formar o preço de exportação do produto”, comentou Nathália Alves.

3

NEGOCIAÇÃO

Depois de já estar devidamente preparada sobre o processo de exportação, a empresa já pode começar a entrar em contato com os potenciais importadores, negociando questões como frete, seguro, local de embarque e desembarque e desembaraço aduaneiro. Também é nesse momento que a empresa deve ajustar com o potencial cliente a modalidade de pagamento, as necessidades de adequação do produto, entre outros pontos que sejam necessários.

Serviço - Mais informações sobre os serviços do CIN pelo telefone (67) 3389-9254 ou cin@ fiems.com.br

2

PREPARAÇÃO

“Formar o preço de exportação do produto é muito diferente do que transformar o valor do produto comercializado no Brasil em real pela moeda vigente do país de destino ou por dólar”, alertou a gerente do CIN. Essa é só uma das confusões comuns entre as empresas na hora de realizar a primeira exportação. Por isso, é fundamental se preparar para esse momento, participando de cursos relacionados à área de comércio exterior ou contratando consultoria especializada. Também vale a pena conversar com parceiros que podem ajudar nesse contato com o comércio exterior e preparar um material de comunicação para negociação com um potencial comprador, com informações sobre o serviço e lista de preços. “Além disso, o empresário não pode se esquecer de requerer junto à Receita Federal a Habilitação de Radar. No caso de indústrias de Mato Grosso do Sul, é preciso solicitar regime especial de exportação junto à Sefaz (Secretaria Estadual de Fazenda)”, detalhou Nathália Alves. Ainda na fase da preparação, a empresa deve definir se a exportação será realizada diretamente ou indiretamente, ou seja, via comercial exportadora, trade compay, entre outras modalidades, é importante verificar também se há necessidade de liberações junto aos outros órgãos para realizar as exportações.

4

FORMALIZAR A NEGOCIAÇÃO

Agora é preciso anotar tudo o que foi negociado com o importador e transcrever para a fatura proforma ou proforma invoice, formalizando a negociação. Essa fatura é como um pré-contrato e deve conter informações sobre o importador, o exportador, descrição da mercadoria, peso líquido e bruto, quantidade, preço unitário e total, condição de venda, modalidade de pagamento, meio de transporte, tipo de embalagem, informações bancárias, entre outras informações que se fizerem necessárias.

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C U LT U R A D A I N D Ú S T R I A LIVRO

“O INVESTIDOR INTELIGENTE”, DE BENJAMIN GRAHAM

Maior consultor de investimentos do século XX, Benjamin Graham ensinou e inspirou milhares de pessoas ao redor do mundo. Seu conceito de “valor de investimento” protege os investidores de cometer erros substanciais e os ensina a desenvolver estratégias em longo prazo. Isso fez com que O investidor inteligente se tornasse a bíblia do mercado de ações desde sua primeira publicação, em 1949. A partir daí, as evoluções do mercado provaram a sabedoria das estratégias de Graham. Esta edição conta ainda com atualizações e apontamentos do jornalista Jason Zweig, além de prefácios de Warren Buffett e Armínio Fraga. LIVRO

LIVRO

“CRIAÇÃO DE RIQUEZA”, DE PAULO VIEIRA Dinheiro é algo que tira o sono das pessoas: tanto de quem tem muito quanto de quem não tem nada. E Paulo Vieira sabe exatamente o que é estar nessas duas posições. Depois de incontáveis fracassos, o ponto da virada aconteceu quando Paulo Vieira se deu conta de que era ele próprio o responsável pelo destino que construía. Ao ingressar no universo do Coaching Integral Sistêmico, passou a analisar as situações e a tomar decisões de maneira equilibrada, contemplando razão e emoção. Depois de anos de dedicação, encontrou as variáveis para o verdadeiro enriquecimento e nesta obra, de forma mais direta possível, transmite seus conhecimentos.

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OPORTUNIDADES DISFARÇADAS - HISTÓRIAS REAIS DE EMPRESAS QUE TRANSFORMARAM PROBLEMAS EM GRANDES OPORTUNIDADES, DE CARLOS DOMINGOS Em momentos de crise, o melhor a fazer é não se arriscar, certo? Errado. Essa é a hora de sair à procura de boas oportunidades de ganhar dinheiro. Oportunidades disfarçadas é um verdadeiro catálogo de ideias criativas e soluções originais para as mais variadas dificuldades vividas por empresas de todos os tamanhos. Resultado de sete anos de pesquisa, este livro reúne 200 casos reais de companhias e pessoas que transformaram grandes problemas nas melhores chances de suas vidas. Esta é uma leitura obrigatória para executivos, empresários e todo profissional que busca sobreviver à crise financeira e vencer no mundo competitivo em que vivemos.

O D I S C U R S O D O RE I

O filme conta a história real de o rei da Inglaterra George VI, pai da atual rainha Elizabeth II. Ele sofria de uma gagueira que o impedia de discursar para grandes públicos, até conhecer o terapeuta Lionel Logue. A relação entre os dois traz grandes ensinamentos para empresários e administradores de empresa. Uma delas é a importância de os líderes saberem se comunicar com eficiência e eficácia. Outra lição deste filme é a de que servir não significa dizer “sim” a tudo. Apesar de estar atendendo ao Rei, Lionel mantém uma postura firme e exigente.

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S OME THI NG V E NT UR E D

O documentário foi lançado em 2011 e premiado no South by Southwest Film Festival no mesmo ano. O longa conta a história de alguns dos principais investidores do Vale do Silício, incluindo suas participações em gigantes da tecnologia, como Apple, Intel e Cisco. Um prato cheio para quem quer entender o processo e o surgimento do capital de risco nos Estados Unidos.

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GADGETS

Uma caneca que aquece os líquidos e que é capaz de recarregar seu smartphone graças à base com tecnologia sem fio. Lançada pela a Xiaomi, a Warm Cup pode manter uma temperatura constante de 55°C e isso é realizado em um procedimento parecido com o carregamento por indução. Tudo o que você precisa fazer é colocar a caneca na base de carregamento e deixá-la o tempo que quiser.

CANECA QUE ESQUENTA CAFÉ E AINDA PODE CARREGAR CELULAR

A multinacional chinesa afirma que o aquecimento é diferente de produtos convencionais, como cafeteiras elétricas, que fazem uso da energização por fio de resistência e esquentam a plataforma. Na Warm Cup, segundo a fabricante, o método é mais seguro e estável, o que permite, depois de esquentar o líquido, mantê-lo em uma temperatura consumível.

Utilizar uma tomada inteligente pode ser interessante principalmente para economizar energia, já que é possível desligar um aparelho mesmo longe de casa. Outra possibilidade é programar uma tomada para ligar em determinado horário, permitindo ao usuário preparar um café na cafeteira antes mesmo de acordar. O plugue inteligente da Vetti é um modelo bivolt com suporte para carga máxima de 2.500 Watts. De acordo com o fabricante, para que seja possível controlar o plug via Wi-Fi, é necessário possuir a central de controle, que custa cerca de R$ 780. Cada acessório funciona como repetidor do sinal para outros plugs que estejam mais afastados da central. O modelo pode ser adquirido de forma independente no site da fabricante por valores a partir dos R$ 180.

ESTABILIZADOR PARA CELULARES OSMO MOBILE 3

TOMADA INTELIGENTE DA VETTI

A nova aposta da DJI para o mercado de eletrônicos: o Osmo Mobile 3 é um estabilizador de smartphones dobrável que promete uma safra de recursos, além de ser portátil. A ideia é que os usuários tirem fotos e gravem vídeos usando recursos inteligentes pertencentes ao aplicativo DJI Mimo. O Osmo Mobile 3 está disponível em duas versões, a Padrão e a Combo (que inclui tripé e estojo de armazenamento). O Osmo Mobile 3 conta com uma bateria que dura 15 horas e também um mecanismo de trava. Além disso, uma das principais propostas é que o novo produto também seja portátil. O usuário pode controlar o movimento do estabilizador e acessar recursos por meio de botões presentes no punho. Outra característica é a Inversão Rápida, que muda de retrato para paisagem pressionando o botão Modo (M) duas vezes sem a necessidade de remover o dispositivo móvel, e o controle do zoom que pode ser acessado na lateral do produto.

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RADAR INDUSTRIAL E M P R E GO O setor industrial de Mato Grosso do Sul, que é composto pelas indústrias de transformação, de extrativismo mineral, de construção civil e de serviços de utilidade pública, obteve, no período de 2017 a 2019, um saldo positivo de 4.695 novos postos de trabalho, o que representa um crescimento de 4% em dois anos. Em 2017, as indústrias estaduais empregavam um contingente total de 120.320 trabalhadores com carteira assinada, enquanto em 2019 esse volume subiu para 125.015 operários, conforme aponta levantamento realizado pelo Radar Industrial da Fiems. Na prática, o ano de 2019 foi o 2º consecutivo com ampliação de vagas após uma sequência de quedas entre 2013 e 2017 e o montante demonstra que as contratações feitas pela indústria estadual estão em expansão, de acordo com análise do coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da Fiems, Ezequiel Resende. Ele completa que a atividade industrial responde por 19% de todo o emprego formal existente no Estado. “A indústria fica atrás dos setores de serviços, que emprega 194.619 trabalhadores e tem participação de 29,6%, administração pública, com 141.575 empregados (21,5%), e comércio, com 129.803 empregados (19,7%)”, acrescentou.

E X P O R TA Ç Ã O Os grupos “Celulose e Papel” e “Complexo Frigorífico” alavancaram as exportações de industrializados de Mato Grosso do Sul em 2019, que fecharam em US$ 3,59 bilhões, um crescimento de 1,5% em relação a 2018, quando alcançou US$ 3,54 bilhões, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems. De janeiro a dezembro de 2019, os dois grupos juntos foram responsáveis por uma receita de US$ 3,03 bilhões, ou seja, 84,4% do total comercializado para o exterior pelo setor industrial do Estado. Apenas o grupo “Celulose e Papel” obteve receita de US$ 2 bilhões, enquanto o grupo “Complexo Frigorífico” chegou a US$ 1 bilhão, respondendo, respectivamente, por 56% e 28% do total exportado pelas indústrias sul-mato-grossenses. Ainda de acordo com o Radar Industrial da Fiems, quanto à participação relativa no ano, a indústria respondeu por 69% de toda a receita de exportação de Mato Grosso do Sul.

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PROD UÇÃ O IN D UST RIAL O ano de 2019 terminou com a produção estável na maior parte das indústrias de Mato Grosso do Sul, de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da Fiems junto a 66 empresas no período de 6 a 17 de janeiro deste ano. Em dezembro do ano passado, 48,5% das empresas do Estado apresentaram estabilidade na produção, no mês anterior, ou seja, em novembro de 2019, esse resultado era de 48,4%. As indústrias que apresentaram crescimento responderam por 22,7% do total, contra 29,0% no último levantamento, indicando, desse modo, uma acomodação no ritmo da atividade industrial na passagem entre os meses de novembro e dezembro de 2019. Esse desempenho se refletiu no índice de avaliação da produção, que fechou o mês em 50,1 pontos. Na prática, na média geral, a produção industrial sul-mato-grossense se manteve estável na comparação com o mês anterior.

D E S E MP E N H O IN D UST RIA L Há 19 meses consecutivos o IGDI (Índice Geral de Desempenho Industrial) de Mato Grosso do Sul, que foi criado pelo Radar Industrial da Fiems e é calculado com base nas pesquisas de Confiança e Sondagem Industrial, está positivo, ou seja, acima dos 50 pontos. Na prática, o Índice está nesse patamar desde junho de 2018, quando alcançou 50,4 pontos, e, de lá para cá, sempre ficou acima desse número, chegando a 57,4 pontos em julho de 2019. Em dezembro de 2019, o IGDI somou 56,2 pontos, indicando relativa estabilidade na comparação com novembro do ano passado, quando chegou a 56,9 pontos. Esse foi o melhor resultado já obtido para o mês de dezembro desde quando o Índice foi criado em 2017. O IGDI ficou 8,8 pontos acima da média histórica apurada pelo indicador para os meses de dezembro, já em dezembro de 2017 foi de 52,1 pontos e em dezembro de 2018 somou 51,1 pontos. Na passagem de novembro para dezembro do ano passado, ocorreram aumentos nos índices de intenção de investimento e confiança. MS INDUSTRIAL | 2020 • 59


QUANTO VOCÊ P A G O U ?

Fonte: Portal Transparência MS e SEFAZ/MS. Elaboração; SFIEMS COEP

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Quem te conhece LINHA MESTRE SORVETEIRO, DA DALE SORVETES, É FABRICADO COM LEITE DE VACAS HOLANDESAS E CONTA COM CINCO SABORES DIFERENTES Com receitas exclusivas e secretas, a Dale Sorvetes vem se consolidando no mercado sul-matogrossense com diversas delícias que envolvem sorvetes de pote e picolés. Nessa gama de produtos, merece destaque a linha Mestre Sorveiteiro, que conta com cinco sabores: chocotella (com calda de chocolate com creme de avelã), abacaxi francês (com pedaços de abacaxi mesclado com calda saborizada de vinho tinto), torta de limão (com mesclas de chocolate branco, cookies e cobertura de limão), mousse de maracujá (com doce de maracujá com polpa da fruta) e torta alemã (com mescla de chocolate e pedaços de chocolate ao leite e amendoim. A sobremesa é apresentada em um pote de dois litros transparente, que permite que o consumidor veja os ingredientes existentes em cada sabor. No entanto, um dos grandes diferenciais não pode ser visualizado: os sorvetes da Dale são fabricados com leite proveniente de vacas holandesas com dieta balanceada, acomodadas em ambiente climatizado, com estrutura moderna e equipada para garantir a

qualidade tipo A, dando textura, cremosidade e sabor incomparável. Além disso, a trajetória da Dale Sorvetes traz uma lição de persistência de quem não abre mão de oferecer um produto de qualidade e se tornar a número um na preferência dos sul-mato-grossenses. A empresa nasceu em 1996 da união dos sonhos e esforços dos irmãos Ademir José Boeri e Sandro Luiz Boeri que deixaram a cidade natal Cascavel, no Paraná, para produzir sorvete em Campo Grande. A marca foi a primeira a comercializar sorvete em copo na Capital. No primeiro ano do novo formato, foram vendidos mais de 20 mil copos e três anos depois já eram 300 mil ao mês. O formato era prático para o cliente, mas exigiu tecnologia para oferecer um produto saudável. O foco deixou de ser os copos para ser a indústria de sorvetes do Estado de Mato Grosso do Sul e a busca constante por qualidade nunca deixou de ser o desafio que move a Dale Sorvetes.

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A RT IG O

2020 TEM TUDO PARA SER O ANO DA REAÇÃO DA INDÚSTRIA - ROB SON BRAGA DE ANDRADE Presidente da CNI

Há mais de 300 anos, Isaac Newton ensinou ao mundo que para toda ação existe uma reação. Quando um país toma a necessária decisão de promover uma reforma no sistema previdenciário para evitar o colapso das contas públicas, passa um recado claro ao mundo. Ao sancionar uma medida provisória para desburocratizar e simplificar processos para empresas e empreendedores, o governo faz um aceno ao setor produtivo. Ao reduzir juros para os menores patamares da história, mantendo a inflação controlada, a autoridade monetária cria um terreno adequado para o Brasil voltar a crescer. O cientista inglês ficaria satisfeito em constatar, no Brasil de 2019, que a terceira lei de Newton pode ser extrapolada da física para a economia. Fechamos o ano passado com sinais claros da reação do mercado às ações do governo e do Congresso Nacional. O crescimento do PIB acima do esperado; a criação de mais de 800 mil empregos formais; o aumento, por cinco meses seguidos, do faturamento industrial; e os sucessivos recordes da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que, pela primeira vez, ultrapassou os 110 mil pontos, são provas de que os agentes de mercado respondem positivamente quando estimulados. Indicadores econômicos e pesquisas retratam um país que começa a se reerguer, uma nação que pouco a pouco res-

gata a confiança e reencontra o caminho do desenvolvimento. De acordo com sondagem realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice de Confiança do Empresário Industrial ficou em 62,5 pontos em novembro, 7,9 pontos acima da média histórica. Para 75% dos quase 2.000 empresários ouvidos em pesquisa realizada entre 2 e 10 de dezembro, as ações e políticas do governo do presidente Jair Bolsonaro contribuíram para a melhoria da economia. Caminhamos para ter um 2020 melhor que 2019. Os acordos comerciais entre Mercosul e União Europeia, em um cenário mais amplo de abertura comercial gradativa, melhoram ainda mais as perspectivas para o ano que está começando. Segundo a pesquisa, 57% dos empresários consideram que o ambiente hoje é mais ou muito mais seguro para tomar decisões de negócios que em dezembro de 2018. Como para toda ação existe uma reação, 84% dos empresários industriais pretendem investir nos seus negócios no próximo ano. O índice é o maior dos últimos cinco anos. Pela projeção da CNI, a indústria vai puxar o crescimento do Brasil em 2020. O Produto Interno Bruto (PIB) do país deve crescer 2,5%, mais que o dobro do aumento estimado para 2019. Enquanto os setores industriais cresceram apenas 0,7% nos últimos 12 meses, a projeção para 2020 é um avanço de 2,8%. Os índices ganham mais relevância

se levarmos em consideração que a cada R$ 1 produzido na indústria, são gerados R$ 2,40 na economia brasileira. A título de comparação, em agricultura, em comércio e serviços os valores são, respectivamente, R$ 1,66 e R$ 1,49. O dado mostra o poder de alavancagem do setor industrial. Para o crescimento ser sustentado, no entanto, é preciso tornar o ambiente de negócios mais amigável ao empresário, com modernização das relações de trabalho, reformas tributária e administrativa, melhoria da infraestrutura e ampliação dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação. Ao tornar o serviço público mais eficiente, reduzir a burocracia e simplificar a tributação, o país permitirá que o empresário se dedique ao seu negócio. Ao aprimorar a infraestrutura, o governo vai permitir que o escoamento da produção seja feito de modo mais eficiente. Entre as medidas defendidas pela indústria está o fortalecimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com a manutenção da atual destinação de parcela do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Para adequar as empresas nacionais aos acordos internacionais e, consequentemente, ampliar as exportações, é fundamental investir na modernização da estrutura produtiva. Sem apoio à inovação, o Brasil não estará preparado para enfrentar os desafios da Quarta Revolução Industrial, que já está em curso. Só com ações adequadas teremos as reações desejadas.

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