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ANTÓNIO CRUZ


ANTÓNIO CRUZ


“ PREFÁCIO DE UMA VIDA”

Escrevi num mês distante, trinta e tantos, poemas a fio sem parar, numa espécie de êxtase. E hoje, é um dia triunfal da minha simples existência, nesta minha vida. O que se seguiu depois de alguma tinta ser gasta e muito papel ter sido utilizado; só sobrou um cesto de papéis cheio, foi o aparecimento de um novo “Poeta – Escritor”. Tudo isso, se verificou no continuar do pequeno Sonho de Criança que há muito tempo vinha a desenvolver no meu interior, utilizando pequenas rimas ou alguns pensamentos muito sugestivos da minha maneira de ser. E de ter vivido quando criança e também algumas situações, já como adulto. Desculpem – me, o absurdo da frase; mas apareceu em mim um enorme desejo de transcrever para o papel algo com sentido ou mesmo sem! Era simplesmente aquilo que vindo do meu eco interior ou directamente da minha mente, ditava por palavras ou frases simples, numa leitura rápida, e a minha mão escrevia para um bocado de papel. A expressão que sobressaia no meu rosto era a de um pequeno sorriso esboçado quando terminava mais um tema, mesmo que esse não tivesse muito sentido! Mas, era como se tivesse restituído alguma vida aos mais simples “poemas” ou “contos”, que eram para mim algo profundo mas muito belas. Só que por vezes, bastava unicamente o esboçar de um sorriso para me agradar e aquilo que acabava de transcrever logo por si existiria numa folha de papel sentindo toda a sua magia sem sequer poder falar! E, num certo dia, à noite quando relia tudo aquilo que já havia escrito em simples rascunhos, por vezes, revia ali a minha própria sombra retractada. Eram, e são, simplesmente memórias, brincadeiras, ou mesmo chamadas de atenção para o mundo em que vivemos. Sei que um dia alguém as vai poder ler e as irá existir na prateleira da sua biblioteca para quando este ser já ter abandonado o planeta Terra. Um simples risco da minha curta vida ficará lá conservada, para sempre todo o sempre como sinal da minha pequena existência terrena! E, só assim poderei viver eternamente, por milhares de anos a fio, recordando a Alegria, a Tristeza, o Amor, a Solidão e tudo aquilo que tiver dado a este Mundo! Mas, uma coisa Eu sei, que serei alguém que existiu um dia neste “Universo da Escrita”!... E essa recordação ficará para sempre nas memórias de todos, sendo como aquele que deixou um “Verso” quando morreu, e talvez seja a “Profecia” de uma vida!...

Mozelos, 2000 / 10 / 10 TONY CRUZ


TITULO

LOCAL / DATA

0

PREFÁCIO DE UMA VIDA

MOZELOS, 2000 / 10 / 10

1

CINZAS

MOZELOS, 2001 / 05 / 11

2

DEZOITO ANOS

ESPINHO, 2008 / 09 / 22

3

SEM PONTO FINAL

MOZELOS, 2006 / 05 / 20

4

DIA "M"

MOZELOS, 2006 / 03 / 08

5

DE VOLTA À ESCOLA

MOZELOS, 2007 / 08 / 09

6

RENASCER DAS CINZAS

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2009 / 02 / 01

7

ANDAVA CEGO MEU AMOR

SILVALDE, 1990 / 08 / 25

8

CORAÇÃO VAGABUNDO

VILA NOVA DE GAIA, 1988 / 05 / 30

9

TEU DOCE DESPERTAR

SÃO JOÃO DA MADEIRA, 2008 / 08 / 25

10

ATÉ QUANDO

PAÇOS DE BRANDÃO, 2006 / 07 / 06

11

RENASCER

SILVALDE, 2007 / 05 / 10

12

PODER DO AMOR

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2006 / 06 / 08

13

ESPERANÇA ESCONDIDA

ARCOZELO, 2007 / 04 / 28

14

AS SAUDADES

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2009 / 01 / 26

15

CARREGO AS SAUDADES

SÃO PAIO DE OLEIROS, 2008 / 09 / 05

16

DONZELA DE S. VALENTIM

MOZELOS, 2000 / 02 / 14

17

AMOR SOLTO

MOZELOS, 2006 / 05 / 07

18

TATUAGENS

PORTO CÔVO, 2007 / 08 / 20

19

HÁ PALAVRAS

ANTA, 2009 / 02 / 02

Em "Renascer das Cinzas" eu escrevo Que carrego as saudades em busca de um trevo Pois é bem grande o poder do amor Se não encontrar o ponto final para esta dor. Passarei esta minha vida andando sempre cego Só com o despertar consigo juntar as cinzas tipo lego Ao seres a minha a minha bela donzela de São Valentim Vais fazendo renascer o meu amor por fim. Há palavras que são como as tatuagens Que vão relembrando as saudades como as imagens E de volta à escola aprendi a viver de novo o mundo Assim também escrevo o que vai neste coração vagabundo. Santa Maria de Lamas, 2009 / 07 / 07 TONY CRUZ


“CINZAS”

Daquele nosso amor de fogo Já só as cinzas nos restam E neste momento também só desejo Que a terra simplesmente se abrisse Ou mesmo que avança-se sobre o Tejo.

Só assim poderia me afundar Pois nesta vida e no principio Nadava nas águas profundas Como um submarino navegando Explorando o mundo sem mudas.

Era um mundo subaquático belo Tentando encontrar uma nova vida Cheia de amor e também de paz Mas tu preferes morrer ao renderes À nossa louca paixão e isso não se faz.

Pois já não o consigo perceber O porquê da existência de um problema Que só tu o colocas hoje, aqui e agora Sabes bem que a nossa paixão Para nós foi bem elevada e sem demora.

Sentimos um prazer elevado ao céu E que fez da sua existência uma luta Imposta seriamente pelo nosso louco amor Ah! Meu Deus como é fatigante para mim Estar sempre abandonado por ti com esta dor.

Sabes bem que és a minha mulher A mulher do meu desejo intenso e frenético Estando eu sem saber p que fazer Na altura certa vou levando uma vida Que se tornou solitária para o meu pobre ser.


E nesta minha breve mas longa existência Neste mundo louco por vezes sem sentido Já por não saber o que devo fazer Ou qual a razão de haver tanto barulho Quando no fundo só desejo o amor e prazer.

Já não consigo viver em paz comigo Ao viver esta nossa paixão “imaginária” Com um único sentido a de ser suicida Pois é um amor real o que eu vivo E diariamente sonhando enquanto andas perdida.

Tudo isto é como se uma flecha Estivesse apontada ao meu pobre coração Por isso me diz por favor agora O que tenho que fazer para tu viveres O fogo intenso do amor louco sem demora.

Só assim conseguiremos juntos varrer Todas as cinzas para o espaço sideral Sem que algum dia tenha o seu retorno Nem a publicação deste meu amor Mas que foi criado por ambos num Outono.

Sei que não era ainda bem Outono Em certa altura da nossa vida Que poderia nos levar a viver Em harmonia e cheios de amor Só que tu o despejaste sem saber.

Tu pareces querer apagar a fogueira Que outrora foi acesa por nós Será que te encontras nas tintas Para esta mesma paixão que nos ligou E que em tempos foi bem vivida e não mintas.


Nada do que possas ainda dizer Poderá contrariar o argumento deste filme Pois ele foi realizado com intensa paixão Sendo um trabalho de sete anos seguidos Que já não te parece interessar sinto a desilusão.

A esta altura do nosso campeonato Estou cada vez mais desiludido contigo Pela tua atitude que revela a fraqueza E que te quer levar à desistência De um amor cego não tendo tu a destreza.

Tudo começou com uma pequena fogueira Logo se foi propagando até aos nossos corações Levando a que o fogo ficasse intenso e cheio Cheio de amor e prazer perante o mundo Que se encontra louco e bastante feio.

Por favor sê positiva mulher minha Pois o meu “ódio” está crescendo aos poucos Mas o nosso amor ainda pode raiar É que o Sol pode chegar ao coração Basta para isso que possamos nos amar.

É que nas nossas vidas terrenas A união pode ser bem forte com a paixão Basta para isso que ouças a voz A voz da razão que por si só Se tornou uma luta viva para nós.

E de campo em campo seguimos Por batalhas longínquas sem poderes escolher O teu verdadeiro horizonte para a paixão Por favor recolhe as cinzas da destruição Seguindo em frente até descobrires o coração.


Vêm mulher que por mim há muito desejada Dá-me a tua mão e estarás segura Assim poderás vencer essa tua guerra Em que as “rosas” cheias de espinhos Cresceram com paixão nesta nossa terra.

Vêm, vêm e ama sem parar Este meu coração sem medo do fogo Pois nele arde a tua chama com paixão Não deixes abafar essa mesma chama intensa E que se torne num amor cheio de cinzas “furacão”.

Assim tu pareces neste momento mulher Mas a acalma esse teu nobre coração E ama sem medo este teu aprendiz Pois a nossa vida é bem curta E as cinzas varrem sê então feliz.

Mozelos, 2001 / 05 / 11 ANTÓNIO CRUZ


“DEZOITO ANOS”

Os versos que te fiz São lindos e alguns deles raros Aquilo que da boca sai São escritos e não os aparos.

Sejam em folhas aos bocados Ou talhados em mármore cinzelados Por mim são escritos com um fim Neles vive o amor dos apaixonados.

Ofereço em todas as palavras O meu coração solitário mas apaixonado Já que me custa o dizer abertamente As linhas escritas, o deixa descriminado.

Tens a tolerância de veludo raro Como as sedas pálidas é o teu ser Vives com paixão e ternura sempre E dentro de ti o teu coração está arder.

É uma chama que não se consome Assim queres que o seja no momento Deixas-me quase sempre pronto a endoidecer E isso escrevo nos versos, com sentimento.

A minha boca tem para te dizer Que a verdade existe sempre com amor Por entre versos e prosas reescritas sem fim Terão sempre o ponto da paixão e a dor.

Meu amor se alguma coisa não te disse Foi porque o guardo nalgum verso meu A tua boca de mulher é linda como flor O teu coração desejo e também o corpo teu.


Amo-te tanto mesmo antes dos dezoito anos Num beijo teu procuro relembrar o início Daquele que continua a ser o nosso amor E ao guardar nestes versos será o meu princípio.

Espinho, 2008 / 09 / 22 ANTÓNIO CRUZ


“SEM PONTO FINAL”

Aprendi a amar quando despertei Dos meus sonhos perdidos no tempo Pois tinha medo de amar simplesmente A morte falava comigo muito abertamente.

Mas não conseguia viver esse amor Entre sonhos descritos em versos Suas marcas ficavam vincadas em mim E só no papel consigo esse desabafo por fim.

Talvez tentando obter um simples resposta O que os meus olhos não conseguiam ver O teu amor me tinha posto cego E decidido que tu eras o meu único ser.

O desejo surgiu sem um aviso Quando eu menos o esperava De repente só queria amar-te sem fim Eras o contraste de mim como o desejava.

Assim o quisera para aprender a amar Por entre cartas fui descrevendo o meu amor Estando cansado de para ti eu não existir Ou mesmo de chegar ao ponto de sentir a dor.

Só penso se não sou ninguém Pois para mim és a paz Que tanto procurei pelo mundo fora E sem desencanto busquei como se faz.

Como uma criança que viva livremente Sinto-me um anjo pronto para te amar Não quero deixar morrer a tua flor Que em ti existe minha autora sem parar.


Pois ao ter-te conhecido ansiosamente Foi esta experiencia maravilhosa por si Nada de melhor me podia ter acontecido Esse sentimento foi tão forte que quase morri.

Ao denotar a sensualidade da tua boca Respeitante aos meus sentidos de felino Levando o bater do meu coração ao ser forte Sentindo o meu sangue correr num acto masculino.

Só procurava consolidar o meu amor Que foi crescendo como as belas rosas Sendo lúbrico, voluptuoso e algo lascivo Desejando que fosses só minha num termo decisivo.

Mozelos, 2006 / 05 / 20 ANTÓNIO CRUZ


“DIA M”

Hoje é o teu dia mulher E nua só te desejo ver, És a minha bela flor E a pétala do meu amor És a vida que se transforma em festa À luz e à sombra com ardor Eu te absolvo no que me resta Se não sabes perdoar a tua dor És uma mulher de adorável ironia Vêm minha querida amada simpatia Pois surgiu o milagre do amor À luz do nosso olhar com furor E à cor dos meus olhos és minha mulher És também um anjo e um demónio Ou eu não me chamo António Passo a vida a sonhar Sobre um fundo azul de algo indigno de descer Entre os beijos que me ofereces mulher És a minha calmaria das velhas lembranças O teu canto de mulher – sereia e já não danças Vais fazendo o meu coração doer Entre desatinos e dói de mais no meu ser Nas difíceis escolhas que então tomei O teu corpo e o teu amor sempre desejei, Pois só assim a minha alma então voa E na Primavera o teu belo nome ecoa És a minha menina – mulher É que para mim mais és – me impossível Minha encantadora de almas inesquecível Em ti eu creio ser possível o meu amor Não dando ao meu tempo perdido mas sim alguma cor…

Mozelos, 2006 / 03 / 08 ANTÓNIO CRUZ


“DE VOLTA À ESCOLA”

Vou estar de volta à escola Preciso de aprender o que está esquecido E o que não aprendi, vou sem sacola Foram tempos de alegria e o meu preferido.

A vida me ensinou tudo o que me faltou Entre a aprendizagem verbal e gestual Senti fluir em mim a criança que se aposentou Nada era mais do que um adulto no seu geral.

Percorri as estradas do destino com medo Os livros foram a minha companhia na solidão Aprendi com o sofrimento sobre a vida dedo a dedo Por longe ficou a alegria que encheu o meu coração.

É que o mesmo me fez sofrer Quando comecei a descobrir a nobre paixão Páginas foram mais de mil que ficaram por ler A minha vida ainda é curta sofre ainda o meu coração.

Vou regressar à escola ainda hoje Preciso de renascer, de novo com amor, Nas histórias dos livros nada me foge Basta de solidão e desta minha nobre dor.

Mozelos, 2007 / 08 / 09 ANTÓNIO CRUZ


“RENASCER DAS CINZAS”

Preciso de renascer das cinzas E viver uma nova vida por agora A solidão que me devastou em tempos Peço a Deus que se vá agora embora.

Nesta noite de inferno sofro muito Tenho que renascer para o amor Preciso de sentir o calor no meu coração Afastando de mim esta forte dor.

Chove lavando o meu rosto sofrido É que a dor em mim é bem forte Levando-me a chorar sobre as cinzas Que o amor outrora levou-me à morte.

Ainda existe uma réstia de paixão Para a minha vida de hoje e agora E ao renascer para o amor verdadeiro Conseguirei sair da casca da solidão para fora.

Quero sentir a liberdade ao acordar de manhã Como se trata-se de um simples milagre Pois preciso urgente de renascer das cinzas Vivendo à luz do amor e que não me largue.

Sei que o amor será o meu sinal Fazendo-se voltar à vida sem demora Só assim serei feliz para sempre Gozando o meu renascer bem por ora.


E nestas palavras que então escrevo Uma aliança pretendo fazer simplesmente, Procuro na voz de Deus descobrir a luz Que me possa devolver à vida eternamente.

São Paio de Oleiros, 2009 / 02 / 01 ANTÓNIO CRUZ


“ANDAVA CEGO MEU AMOR”

Vou no autocarro pela manhã Sonhando através da sua janela Mas a realidade surge e eu fico Tentando ver-te minha flor tão bela.

Vou então sempre tentando mudar Os meus pensamentos velhos por momentos Para que o nosso amor assim consiga Vencer as nossas dificuldades e os tormentos.

E para que não se cometa erros Na relação deste nosso amor Vamos juntos lutar nesta difícil vida Para que nunca possamos sentir a violenta dor.

Mas com as nossas pequenas coisas Vamos tentando construir uma casa no ar Do fruto deste nosso imenso trabalhar É que é preciso também saber amar.

Pois andava cego para contigo simplesmente E na minha vida já nada procurava Ou talvez algo que parecia não existir Porque não via o que então me cegava.

E que então me cegava na altura Era simplesmente um amor sem resposta Para ser visto no olhar por um outro ser Mas por fim fui então bater à tua porta.

Até que fui gastando e gastando Metade desta minha pobre vida À procura do teu louco amor Que para mim serás como uma flor.


Uma flor simples como tu Em que mostras muitas vezes o amor Pois eu queria e simplesmente me recusavam Mas por ti quero afastar esta minha dor.

E um gato Eu te ofereci, Como um presente de uma simples lembrança Miava, miava e miava suavezinho Como a nossa voz livre da esperança.

E nesta nossa aventura pelo deserto Ao longe uma sombra nos surgiu Caminhavas então para junto de mim Mas será que ainda ninguém te viu?

Silvalde, 1990 / 08 / 25 ANTÓNIO CRUZ


“CORAÇÃO VAGABUNDO”

Sou um ser em batalha Por entre fogos distintos Para o qual não fui programado Nem mesmo com uns copos de tintos.

É uma batalha bem difícil A qual me deixará de rastos Pois a mesma não foi construída Assim descrevemos todos os factos.

Existem dois seres nesta vida Que me têm deixado sem saber O que fazer nesta minha batalha Entre dois fogos poderei não sobreviver.

Ou poderei sobreviver obtendo alguns ferimentos Pois o mais certo é fazer uma aliança Com um esquadrão aliado passando a fronteira Que o universo programou com alguma esperança.

Conseguindo atingir o meu alvo certo Nesta batalha na qual ainda jovem ser Eu sou e quase não conseguindo sobreviver Estando a chegar ao ponto fatal sem querer.

Como um falcão que procura a sua presa Embora seja pouca neste tempo de caça O meu ser não consegue mesmo assim parar Seja o momento certo ou não é da raça.

Sem pensar qual é o meu alvo Ou mesmo tomar um novo rumo Sigo a linha do horizonte nesta vida Como se fosse um simples fio-de-prumo.


Mas que dura batalha vai no meu ser Para o meu interior é dura bem de mais Meu coração palpita longamente sem parar Entre o bem e o mal como jamais.

É que ao mesmo tempo nesta vida Estou andando perdido na imensidão do deserto Sem saber como regressar à minha base Pois não sei qual é o caminho certo.

Nesta batalha já perdi o meu avião O mesmo foi abatido sem eu o saber Estando eu já prevendo uma singular vitória Mas me saiu com sabor a derrota ao meu ser.

E porque havia de surgir esta batalha Entre dois seres ligados por laços sentimentais É que há muito já estavam a ficar interligados Só que as suas vidas estavam presas até demais.

E como um sinal para isto O meu coração parece um míssil Estando apontando a um desses dois seres Só me falta orientar o automático “vil”.

Só assim poderei acertar o alvo Mas que dia tenho tido eu Sendo um experiente piloto fui logo abatido É ainda madrugada neste horizonte meu.

Ao ir parar mesmo no centro Deste campo de batalha pela vida Aquando se deu entrada neste preciso momento O “Rei” na cidade “Santa Jerusalém” já esquecida.


O seu povo já aclamava ás “Glórias” Pela vinda do mesmo â terra É nesse preciso momento que o meu coração Conhece o sabor amargo vindo da serra.

Ao provar uma vitória bem esquisita Quando fiquei a saber ainda que vai começar A disputa talvez nunca chegue a saber De que lado do campo da batalha, vou amar.

É que o meu amor caiu prostrado Ao sentir o meu coração semi – dividido Vou tentando de uma forma esquisita encontrar Bem lá no fundo do meu ser estando perdido.

Qual será a minha margem de erro Só desejo obter um simples sorriso seu Vindo de um grito de amor no horizonte Porque não é fácil procurar no ser meu.

É que sigo por entre a multidão Procurando encontrar uma nova força Para poder sobreviver a um novo amor Restando-me tentar descobrir neste tempo a certa moça.

Porque o amor é como uma doença Que aos poucos se vai apegando Entre um ser e o outro ser sucessivamente Não dando nenhuma oportunidade ao meu legado.

E para que surja uma cura A sua morte por vezes é bastante dolorosa Depois de tantas esperanças de amores perdidos E nem único jardim consigo encontrar uma rosa.


Já tenho um saco cheio de ilusões Só não sei como posso atirar meu coração É que da minha próxima vez que surgir Pois ainda não quero deixar de sentir paixão.

Talvez chegue a embarcar no “Space Shuttle” Para que consiga numa das minhas viagens Deixar nalgum cometa perdido de preferência A dor que o amor causa sou como as vagens.

Embora esteja ainda algo verde Preciso de deixar o mais longínquo possível Esta minha dor será que vale a pena sonhar? E valerá a pena sofrer o que estou sofrendo? É bem visível.

Pois estou me tornando num ser maldito O meu “coração vagabundo” está entre dois amores Será essa a verdadeira questão deste meu problema Nesta minha batalha procurando fugir aos horrores.

Só que devo nesta batalha da vida Atingir o coração fixando o seu alvo certo Estando cheio de tantas guerras perdidas Só quero sentir que o amor anda bem perto…

Vila Nova de Gaia, 1988 / 05 / 30 ANTÓNIO CRUZ


“TEU DOCE DESPERTAR”

Foi um doce despertar Ao acordar ao teu lado E ver um sorriso de felicidade Em pleno sono levemente descansado.

É que só os teus lábios Conseguem dizer palavras doces E essa tua serena presença Livra o meu coração de todas as dores.

Vou espreitando pela janela E vejo o Sol reflectindo no mar Os teus olhos brilham simplesmente Mostrando que sabes como se amar.

A paixão existe dentro de ti Essa traz a felicidade bem demonstrada Ao ofereceres o teu coração abertamente Só me pediste para seres sempre amada.

Vejo ao longe numa árvore Um passarinho poisando num ramo Que vai cantando um alegre hino ao amor Que no ar circula e assim eu também te amo.

Os meus umbrais vou mandar pintar, Pois nesta manhã descobri a paixão E esse teu doce despertar me encantou Com uma certa magia ficará no meu coração.

São João da Madeira, 2008 / 08 / 25 ANTÓNIO CRUZ


“ATÉ QUANDO”

Eu não sei até quando O meu coração continuará gelado Simplesmente ficarei ao teu lado Quieto no meu canto e parado.

É Inverno frio e intencionado Meu corpo gela de solidão Já se vai fragmentando aos pedaços Pois está cristalizando no meu coração.

Não sei até quando resistirei Está ficando em pedra fria o coração E deixou d palpitar e latejar actualmente Ficando gelado por sofrer de paixão.

A minha alma está enregelada Ao sentir o vento soprando Ficando entorpecido e sem sangue em si Procuro no escuro o teu amor desejado.

Peço-te que me aqueças o coração Incendiando a chama da louca paixão Vou ardendo no meu interior com solidão Mas não quero que tenhas compaixão.

Vou vivendo em chamas ardentes Onde o desejo se sobrepõe friamente Entre o fulgor de a qualquer momento Poder beijar a tua boca intensamente.

Só quero poder olhar os teus olhos Sem ter que dizer que te adoro E que o desejo te faça compreender O amor que corre em mim pois coro.


Sabes bem o que te amo E nem um só beijo te peço, Procura em ti a verdade do amor Pois não sei até quando me ofereço.

Meu coração se encontra gelado Com simples medo de te perder E no revelar deste meu sentimento Só posso de momento até o escrever.

Não me deixes sozinho neste inverno Sabes bem quanto custa a solidão Procura ser a minha alma perdida E viver comigo um pouco mais esta paixão.

Paços de Brandão, 2006 / 07 / 06 ANTÓNIO CRUZ


“RENASCER”

Quero dançar agora meu amor Pois já fui um jovem sem fim Há cerca de um ano sofri de dor Até parecia uma eternidade para mim.

Agora só quero ganhar neste mundo Algum tempo para viver algo real Já chega de sofrimento sempre profundo Que a minha vida foi levando sem sinal.

É que me faltou sempre um sinal Para puder viver sem alguma dor E já que a Lua espreitou por final Resolvi nascer de novo para o amor.

A vida para mim é um mistério A qual está cheia de segredos Sinto o seu poder bem a sério Sem um tempo definido para estes medos.

Por vezes a meio da noite Sinto que o seu poder está a crescer E quando estou sozinho e a monte Procuro descobrir onde para o meu ser.

É que para lá desta minha fobia Quero voltar de novo a sentir o amor E só penso em viver um novo dia, Sem ter que recordar outra vez a dor.

Quero acrescentar a essa nova vida Que sejas tu a musa do mistério E tornar verdadeiro o amor por ti, querida Ao ver que tudo pode ser bem sério.


E como uma oração és tu Assim a tua voz me pode guiar Levando para longe a dor de “cu” Podendo viver e sabendo então como te amar.

É só isso que preciso para agora Ao poder dançar contigo meu amor Sentindo que a solidão se foi embora Acrescentando a esse saco também a dor.

Silvalde, 2007 / 05 / 10 ANTÓNIO CRUZ


“PODER DO AMOR”

Esta minha paixão parece fogo Sabendo que estou apaixonado por ti Vou sonhando como os anjos Até o meu pobre coração sorri.

Os sonhos afastam os meus pensamentos Pois este meu amor é a luz Que me afasta das trevas. Livrando-me do peso da minha cruz.

Estou apaixonado loucamente por ti Chegando ao ponto de magoar a alma Só quero atingir a meta do amor E poder dar descanso ao coração, na calma.

Tens o poder do amor Nessa tua força vinda de dentro Só tu conseguirás limpar a minha alma Abrindo o caminho a este meu tormento.

A chama que me queima de desejo Neste amor com línguas de fogo Esperando libertar e purificar a alma E faz que o teu amor seja a meta logo.

Só assim poderei proteger-te do demónio Afastando os vampiros da tua porta E quando estiveres por baixo lá estarei Bem perto do teu coração que me suporta.


Com a minha suspeita de imortalidade Desafiando sozinho a morte e o mal Só com o amor que sinto por ti Não terei medo ou algo sendo bem natural.

O “Power of Love” estará presente Não deixando a inveja te magoar Sê tu mesma meu ser maravilhoso Vou pedindo sempre a Deus poder te amar.

És para mim um amor cintilante Flor e pérola para os homens bonitos Tendo eu o amor como simples energia Correndo em mim até aos confins dos infinitos.

Sinto o poder do nosso amor crescendo Com uma força que vêm de dentro Limpando a minha alma suja pela vida Desejando ser amado por ti ao metro.

Pois a chama que me queima É o desejo de ter sempre o amor Só que desta vez iremos com calma Como amantes abraçaremos juntos esta dor.

Para que o nosso amor dure Não se tornando perigoso para os nossos seres Existindo acima de tudo um bom prazer Com as nossas línguas em fogo basta quereres.


O amor é apenas o meu único tesouro Sabendo que estou apaixonado por ti E não querendo magoar as nossas almas Fazendo do amor a nossa meta por favor sorri.

Assim desejo vencer com o “Power of Love” Sendo tu a minha única força interior Purificando o meu pobre coração amargurado Protegendo-me também do demónio do mal meu amor!

São Paio de Oleiros, 2006 / 06 / 08 ANTÓNIO CRUZ


“ESPERANÇA ESCONDIDA”

Deixo o meu corpo seguir a corrente Algo me diz que nada sei É que o amor precisa de uma semente Para sobreviver a esta vida dura como pensei.

Também já percebi que nada é Tudo aquilo que já tinha percebido Não passa de um sonho real sem pé Neste universo espiritual mas também bandido.

Vou tentando secar as minhas lágrimas Só para poder ser humanamente feliz Não vai ser fácil desistir sem rimas Nesta minha vida amargurada desde petiz.

Pois é que já tive tantas vidas Desde criança que luto pelo amor E ninguém me ensinou a viver com as feridas Neste mundo cão cheio de muita dor.

Vivo rodeado por armadilhas bem reais Ás vezes nas melhores noites consigo dormir, Vou caminhando sobre o abismo de “Tais” Entre o paradoxo da solidão tudo parece ruir.

Não quero o mal social de ninguém Só desejo viver uma vida melhor Em que o amor possa existir também Já estou farto deste mundo de dor.

Pois vivo numa gaiola de luz A mesma passa por entre as suas grades São pintadas de branco como a cruz Que revestem a minha solidão das tardes.


Só quero dançar com o amor A musica que toca enche-me de felicidade Sei que sou um D.J. ultrapassado pela dor Mas sinto a paixão do futuro com intensidade.

Também sei que devo olhar bem Para o amor de vários ângulos constantemente Porque o mesmo circula em meu redor também Tenho esperança de encontrar a sua semente.

Ainda tenho dentro de mim energia Que precisa de ser libertada com amor E que em tempos vivi a vertigem do dia Por isso continuo a pagar essa mesma dor.

A escolha foi minha para esta solidão Só queria arder no inferno por ora Pois falta-me o esplendor da verdadeira paixão Mas esse amor, sei que não se foi embora.

Agora sei que preciso de uma nova vida Para poder avançar neste tempo de escroto Porque a paixão ainda reside estando escondida E ainda não perdi a esperança até estar morto.

Arcozelo, 2007 / 04 / 28 ANTÓNIO CRUZ


“AS SAUDADES”

Se as minhas saudades matassem Já tinha há muito morrido Não existe neste meu tempo Pois estou algo ainda ferido.

Estou ferido no meu coração A minha infância foi então roubada Ficando ainda perdido nesse tempo Não consegui simplesmente encontrar a fada.

Sim, a fada para o meu amor A mesma que me podia salvar A minha alma que anda triste Desta agonia que ainda me vai matar.

Sofro neste meu pouco saber Sobre as saudades vou então revendo E nada mais me magoa hoje Talvez por isso vou sempre escrevendo.

Ao escrever apago certos momentos Momentos de falta de alguma felicidade Procuro nas minhas palavras esquecer Uma infância curta e sem igualdade.

Pois se as minhas saudades matassem Já tinha morrido várias vezes Outras vidas teria vivido em medo, Por não ter conquistado isso em meses.

Não procuro fechar a minha porta As saudades da minha pobre infância Porque a verdade nela ainda reside Ao ser roubado por ultima instancia.


Não quero continuar a sofrer Por isso a palavras vou utilizando Podendo sempre apagar aos poucos E ao mesmo tempo vou também rezando

Vou rezando simplesmente deixando de sofrer A alegria quero conquistar novamente, Já que pouca recebi sendo ainda criança Assim vou continuando até que cresça essa semente.

Será a semente de um novo futuro Onde as saudades têm alguma esperança Deixando de lado as mágoas algo esquecidas Crescendo em mim uma nova criança.

São Paio de Oleiros, 2009 / 01 / 26 ANTÓNIO CRUZ


“CARREGOS AS SAUDADES”

Vou carregando as saudades E sinto que por ora essa vida Sei que a mesma ainda conserva Os meus passos em memoria sem “sida”.

Procuro sem tirar os olhos Uma linha no horizonte viva Vejo tudo em meu redor E cada local novo me cativa.

Não tires os olhos de mim Pois viajo por montes de areia Neste mundo cheio de aventuras Tu vida por favor afasta-me desta poeira.

Naturalmente caminho sem encontrar fim Por entre trajectos e alguns bem escuros Pendurado sigo com um sentido Mas ninguém me Pará mesmo sendo obscuros.

A única coisa que sei É que sigo sempre em paz As emoções guiam a minha vida Aos sons da paixão e zás.

É que a paixão me alimenta Vou contra as regras do dia Ao fim de mais uma noite Só do amor que não me esquecia.

E num novo começo do dia Carrego a minha sombra morta A mesma serpenteia no asfalto quente E o seu voo, ninguém me conta.


Carrego as saudades por ora Mas sem medo continuo em frente Preciso de encontrar a paixão da vida Mesmo que a morte me passe rente.

São Paio de Oleiros, 2008 / 09 / 05 ANTÓNIO CRUZ


“DONZELA DE SÃO VALENTIM”

Por tanto tempo que dediquei a amar E mais nada consegui fazer Sempre que surgia uma nova visão Logo nada mais me dava tanto prazer.

Era a visão de mais uma “donzela” Que no seu castelo se encontrava presa E para que nada de mal possa acontecer A minha vela ficou toda a noite acesa.

Eram noites de batalhas loucas por prazer E olhando para as coisas que ganhei Foram vitórias em que os louros eram a dor Nem dei conta do que até agora chorei.

Por favor minha “donzela” diz-me agora O que faço a este meu fogo Que arde na fogueira do amor E me vai consumindo sem razão logo.

Para quê tantos estragos causados Se não tenho mais o teu corpo O qual poderia ser por mim abraçado Onde paras tu minha “donzela” perdida no topo.

O que faço eu por agora Com os meus olhos sem brilho O brilho da paixão enquanto te olhava E na minha cama deixaste-me bem sozinho.

E os meus beijos cheios de carinho Que por ora não os te posso dar Mesmo assim após algum tempo só querem A tua boca sensual para a beijar.


Mas agora é um amor inútil Sem tu estares ainda perto de mim Para que possa amar-te toda a vida E não deixar nada para o fim.

Diz-me minha bela “donzela” por favor Qual é a saída para este sofrimento Se eu fiz tudo milimetricamente nesta paixão Para que nós os dois vivesse-mos o momento.

E recordando as coisas que fizemos Certo dia colhi a tua flor de jardim Entre promessas em desalinhos profundos Como provas de amor em dia de São Valentim.

Choro hoje as saudades do passado Já que tu me deixaste simplesmente sozinho Visando os tempos de folia em conjunto Em que tu eras a “donzela” cheia de carinho.

Carinho esse que durou muito pouco Pelos vistos foste mais uma das novas visões Em que eu ofereci-te tudo o que tinha E Tu “donzela” de São Valentim, apenas feriste, corações.

Mozelos, 2000 / 02 / 14 ANTÓNIO CRUZ


“AMOR SOLTO”

Esta estrada do amor Só tem um único sentido Penso que nasci para deambular Pelas estradas estando sempre perdido.

Vou sentindo-me ferido no orgulho Já não sei que bicho me mordeu A este meu pobre coração sentimental Até chego a dizer que o mesmo faleceu.

Tenho andado por ora cego Procurando como sinal uma luz Que surja ao fundo do túnel que me rodeia Onde possa orientar os meus passos nesta cruz.

Andei arremessado por mares gelados Faltando-me aprender muita coisa ainda Sendo culpa do meu coração mentiroso Tendo a solidão por companhia que não finda.

Pois falhei no teste da solidão Quase sempre quando gostamos dessa pessoa Ao tentar mostrar aquilo que sinto Para conseguir obter um vida boa.

É que o amor foi a primeira coisa Que certo dia me fez sentir Quando vi a tua imagem à minha frente Meu coração palpitou fortemente não querendo mentir.


Levaste-me ao sentimento de loucura O que quase me é impossível de descrever Pois foi forte tudo aquilo que senti E quando não consigo te ver sinto morrer.

O teu me apanhou de surpresa Ficando cheio de medo até hoje Já não sei se de verdade és tu Ou se é o teu fantasma que foge.

Não consigo comparar este amor É que o teu corpo faz parte de mim E a minha imaginação me priva solenemente De conseguir obter as tuas carícias por fim.

Talvez me tenha esquecido simplesmente Onde pára o meu poder de amar Só quero ainda hoje poder te mimar O mais que poder e nada me fará calar.

Só desejo ser homem da tua vida Já tenho saudades tuas minha flor E tu ainda não te foste sequer Quanto ao sexo segue várias vezes com dor.

É difícil para ti recordar Como eram as coisas no passado Onde residia a paixão e o amor Mas deixaste-me só e estou algo cansado.


Chegou altura certa para semear Preciso que pares de falar Deixa o teu coração sentir a vida A tua boca sensual desejo poder beijar.

Estas quadras são algo soltas, Mas demonstram tudo aquilo que sinto O meu amor por ti é único querida, E aquilo que escrevo é certo e não minto.

Mozelos, 2006 / 05 / 07 ANTÓNIO CRUZ


“TATUAGENS”

Sou um homem das tatuagens Tatuagens que a vida transformou Levo esta vida a coleccionar Já são centenas e nada mudou.

Já que algumas têm alto-relevo Pois são as mais distintas Marcaram a minha curta vida Renovando as suas escuras tintas.

Essas cores vão mudando o tempo Conforme a vida que levo Passo a passo tatuo o corpo Com passagens formando algum relevo.

Por entre uma infância triste E uma adolescência com alguma solidão Procurei então no casamento a felicidade Tatuando sempre o amor e a paixão.

Essa alegria foi a primeira Que Deus por bem me ofereceu Depois vieram as belas crianças E o meu pobre coração também as recebeu.

Mas continuo à procura de mais algumas Estas tatuagens garantiram-me a vida Espalhando felicidade pelo meu corpo Reproduzindo o amor da flor querida.


Essa é a minha flor de corpo Que há dezassete anos transporto, Mas é com uma alegria imensa Que a tatuei até me sentir morto.

Porto Covo, 2007 / 08 / 20 ANTÓNIO CRUZ


“HÁ PALAVRAS”

Há palavras que não direi Por mais que tente dizer Faltam sempre alguns pontos nos “is” E nada mais sei, o que fazer.

São palavras difíceis de dizer Assim o tempo o diz simplesmente É que a minha língua se trava No momento certo para mim infelizmente.

E por mais que o tente Não consigo as palavras certas arrancar Minha matriz não se encontra programada Para dizer como é fácil te amar.

São palavras difíceis para mim Desde criança que ficaram bem cravadas E o meu coração bem as tenta bombear Mas me falta a magia das belas fadas.

Por mais que tente as dizer O chip salta fora facilmente Faltando-me as palavras certas pró momento Ficando pelo caminho e espalhando-me automaticamente.

Anta, 2009 / 02 / 02 ANTÓNIO CRUZ


Renascer das Cinzas 019  

APRENDIZ DE POETA

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