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PAULO JALECO Clube de Rugby de Juromenha 2012


FICHA TÉCNICA EDIÇÃO: Clube de Rugby de Juromenha TÍTULO: Clube de Rugby de Juromenha: 15 Anos de Histórias AUTOR: Paulo Jaleco REVISÃO EDITORIAL, PAGINAÇÃO: Bruno Rondão DESIGN CAPA: Hangar Criativo 1.ª Edição LISBOA, JULHO 2012 IMPRESSÃO E ACABAMENTO: Agapex ISBN: 978-989-20-3209-2 DEPÓSITO LEGAL: 346941/12 © PAULO JALECO PUBLICAÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO Sítio do Livro, Lda. Lg. Machado de Assis, Lote 2, Porta C 1700-116 Lisboa www.sitiodolivro.pt


PREFÁCIO JUROMENHA TERRA DE SONHOS E DE RUGBY A vida das instituições como aliás a vida dos homens, é feita muito mais pelas histórias que protagoniza do que pela mera soma dos anos que vão passando. Há quinze anos atrás nasceu em Juromenha um Clube de Rugby. Quinze anos depois um dos seus principais senão principal mentor, Paulo Jaleco meteu mãos à obra e decidiu escrever sobre a década e meia do Clube de Rugby de Juromenha. Paulo Jaleco tinha duas formas de perpetuar os quinze anos do clube. Descrevia de forma cronológica a atividade do clube ao longo dos anos ou então optava por simplesmente contar as histórias que fizeram do clube uma agremiação que foi muito para além daquilo que seriam os objetivos de um clube desportivo. Em boa hora optou pela segunda forma de contar a história dos quinze anos do clube, aliás esta obra é bem o exemplo daquilo que esteve não só na origem da fundação do clube, mas principalmente no que foi todo o seu percurso até aqui. É que, convém dizer que fundar um Clube de Rugby numa localidade como Juromenha e transformar esse clube numa espécie de embaixador não só do Rugby alentejano como inclusivamente português é algo que só mesmo vendo é que se acredita. Por isso quando Paulo Jaleco nos conta com maestria as histórias onde os realizadores são muitos, mas o ator principal é o Clube de Rugby de Juromenha, percebemos que os quinze anos que se comemoram têm muito pouca importância face ao muito que foi feito, sobre o muito que representa para a localidade, para o Alentejo, para Portugal e obviamente para todos aqueles que de todo o país, e também os nosso vizinhos de Espanha, sentem orgulho em vestir a camisola do Clube de Rugby de Juromenha, que é como quem diz a camisola de Juromenha e do Alentejo. Ao lermos esta obra ficamos a perceber as razões porque um dia há quinze anos atrás um grupo de pessoas aderiu à ideia de Paulo Jaleco de fazer em Juromenha um clube que partisse do Rugby para chegar a outras modalidades. O Clube de Rugby de Juromenha surgiu não para ser mais um clube desportivo, surgiu para provar que tudo mas tudo é possível, desde que haja pessoas que sonhem e gostem da localidade que no caso do autor adotou como sua, até mesmo criar um Clube de Rugby.


E, se sonhar é fácil e concretizar também não é difícil, provar que se tem razão quando se diz e pensa que não há sonhos impossíveis é bem mais complicado. Pois bem nesta obra estão descritas algumas das muitas histórias do clube que provam como Juromenha foi elevada a um expoente máximo, que provam como uma pequena e bela localidade escondida entre Portugal e Espanha consegue ombrear com metrópoles como o Rio de Janeiro ou Buenos Aires e consegue ser reconhecida sem exagero nos quatro cantos do mundo. E, tudo isto graças a um Clube de Rugby que surgiu numa localidade que nem campo de Rugby tinha, cuja população é pouca e envelhecida, cuja modalidade o Rugby possivelmente era conhecido há quinze anos por uma minoria da sua população, que no entanto acarinhou e apoiou o clube e todos aqueles que com orgulho se sentem como atletas do Clube de Rugby de Juromenha. É possível concretizar o sonho impossível estas histórias mostram isso, é possível ser grande entre os grandes mesmo sendo pequeno, é possível ir onde os outros com maiores posses podem ir, é possível fazer o que de bom os outros fazem, é possível tudo desde que se sonhe desde que se acredite desde que haja amor e vontade de retribuir aos outros o bem que nos fazem. Tudo isto pode ser percebido ao lermos esta obra, tudo isto pode ser percebido ao sabermos o que é o Clube de Rugby de Juromenha enfim tudo isto é possível porque Paulo Jaleco teve a coragem de unir vontade em torno de uma ideia e uma localidade e agora teve a arte de saber contar todas estas histórias, que com muita simplicidade nos mostram que os portugueses grandes e heróis não fazem só parte do passado.

Mário Simões


INTRODUÇÃO Mais do que escrever a história dos 15 anos da vida do Clube de Rugby de Juromenha, pretendo com esta modesta obra, deixar o registo de algumas das histórias mais relevantes vividas neste período, todas elas relacionadas com o Rugby, naturalmente a modalidade principal do Clube e a razão da sua existência. O título do livro tenta reflectir isso mesmo, pois o que aqui está documentado não é a história do Clube, mas umas quantas histórias, que fizeram parte dessa história. Muitas ficaram por contar, algumas talvez com a mesma importância do que aquelas que aqui estão descritas, como a do jogo de apresentação do Clube de Rugby de Borba, para o qual tivemos a honra de ser convidados, e que se realizou em S.Tiago de Rio de Moinhos, terra onde nasceu o meu querido e saudoso pai, ou do torneio do nosso 10º aniversário, entre outras, mas isso também revela a riqueza do que foram os primeiros 15 anos da vida do Clube de Rugby de Juromenha. Quero deixar um agradecimento a todos os que, de alguma forma, principalmente à minha família por todo o apoio e compreensão pelos longos momentos em que estive ausente, ajudaram a manter o sonho vivo dum Clube de Rugby em Juromenha e me acompanharam nestes fantásticos 15 anos da minha vida, com uma referência especial aos que infelizmente já partiram, pedindo também as minhas humildes desculpas a todos aqueles, que foram muitos, que não estão referenciados neste livro, e que também deram o seu contributo para que isto fosse possível. Não estão esquecidos todos os que estiveram ligados às outras modalidades do Clube, Andebol, Atletismo, BTT, Futebol e Futsal, que tanto engrandeceram a sua história, mas a opção por escrever apenas sobre o Rugby teve a ver, como é natural, com o que determinou a criação do Clube de Rugby de Juromenha, exactamente a prática do Rugby, modalidade que todos sabem ser uma das grandes paixões da minha vida, e que me permitiu, ao longo dela, granjear tantos e tantos amigos por esse Mundo fora. Poder tê-lo feito com o símbolo do Clube de Rugby de Juromenha ao peito é algo de tão extraordinário, que não encontro no meu vocabulário, palavras para descrevê-lo…


COMO TUDO COMEÇOU Como tudo na vida, a ideia de formar o Clube de Rugby de Juromenha também teve a sua história. Nos meses de Março, Abril e Maio de 1997, realizei um estágio de Cirurgia Vascular, no Hospital Infanta Cristina, em Badajoz, no âmbito do meu internato de Cirurgia Geral. Pela proximidade geográfica, e muito também por ser ali que tínhamos encontrado o nosso espaço, numa fase da vida onde ainda havia algumas feridas por sarar, eu e a minha mulher, recentemente casados, optámos por estabelecer-nos em Juromenha. Nessa altura representava o Rugby Clube de Montemor, e numa bela tarde de sábado, dirigi-me àquela cidade, para disputar um encontro, com uma equipa cujo nome agora não recordo. Esta equipa faltou ao jogo, o que me deixou bastante desagradado, pois fizera quase 100 Km em vão, e ainda tinha o mesmo caminho de regresso para percorrer. Nesta viagem de regresso vim a pensar em variadas coisas, e ao entrar em Juromenha, quando vi o seu campo de futebol abandonado, surgiu-me a ideia de criar um Clube de Rugby, nesta histórica vila alentejana. Pensei em conjugar duas coisas que me eram e são muito queridas, Juromenha e Rugby, e com a introdução da modalidade e a criação do Clube, tentar promover a vila de Juromenha. No dia seguinte, fui recolher o meu amigo António Galhardo, também residente em Juromenha, para irmos a uma corrida de toiros em Cabeço de Vide, onde o Grupo de Forcados Amadores de Évora, ao qual ambos pertencíamos, ia actuar. Apresentei-lhe a minha ideia, que acolheu com entusiasmo. Havendo um grande contingente de Elvas no Grupo, e estando o Rugby inactivo naquela cidade, apesar de ter ali uma grande tradição e história, imaginei que esse facto pudesse ajudar nos meus objectivos, como se viria a verificar. Abordei o tema ao de leve, na fardação, para não perturbar esse momento de concentração, e após a corrida, quando estávamos todos mais descontraídos, com a satisfação do dever cumprido, falei então com os elementos do Grupo mais ligados ao Rugby e à região, e tive uma resposta que me sensibilizou bastante. Inclusivamente o nosso cabo, João Pedro Oliveira, também se quis associar ao projecto, vindo a integrar posteriormente a equipa. Como é fácil de imaginar, este tema foi nota dominante no jantar, e após a sua conclusão, na viagem de regresso a Juromenha, eu e o Galhardo, ainda fizemos uma paragem no Bar Kahlua, em Elvas, propriedade do seu cunhado, Paulo Trinidad, que se prontificou a ajudar-nos na aquisição de equipamentos, tornando-se 09


assim, o primeiro patrocinador do Clube de Rugby de Juromenha. A partir desse momento, foi pôr mãos à obra e estabelecer todos os contactos necessários, com as entidades competentes, para conseguir pôr de pé este projecto agora iniciado. Foi, entretanto, também criado o símbolo do Clube, obra do conceituado artista Costa Araújo, meu particular amigo, que deu a honra de nos obsequiar com mais uma obra de arte, que conjuga, de uma forma sublime, os elementos que lhe tinham sido pedidos, a Fortaleza de Juromenha, o Rio Guadiana, os postes e a bola de Rugby. Cerca de um mês depois do lançamento desta ideia, surgiu o primeiro convite, para participarmos no Torneio da Queima da Fitas, organizado pela Associação de Estudantes da Universidade de Évora. Ainda sem equipa formada, e sem equipamentos, enderecei convites a alguns amigos, e foi assim possível reunir a primeira equipa do Clube de Rugby de Juromenha, que se apresentou com o equipamento do Club de Rugby Universitario de Badajoz, clube com o qual mantivemos sempre uma privilegiada relação de amizade, que tem perdurado até aos dias de hoje. Para a história ficam os seus nomes: Angel Marquez, Antonio Rodriguez, Eduardo Rodriguez, Francisco del Arco e Reyes Longares do C.R.U.Badajoz, Armando Chouriço, Hugo Couto, João Pedro Rosado, Joaquim Jorge Ferreira, Manuel Couto e Pedro Oliveira do C.R.Évora, João Banha, João Baptista Malta e João Luís Sampaio do R.C.Montemor, Luís Carvalho, Nuno Carvalho e Rui Sequeira, de Elvas, que se juntaram a mim, na altura também atleta do R.C.Montemor, para constituir a primeira equipa que jogou pelo Clube de Rugby de Juromenha. Como disse atrás, foram entretanto iniciadas as diligências para a constituição do clube, com a sua apresentação na Federação Portuguesa de Rugby, que estranhamente colocou, numa fase inicial, algumas reticências, talvez por não interessar, na altura, o aparecimento de clubes novos!? Recordome bem, de uma das vezes que lá me desloquei, de estar presente o Xico Martins, actual manager da selecção nacional de sevens, na altura em representação do Técnico, e de este se mostrar incrédulo com a posição da Federação, acabando por dar um importante voto de confiança, lembrando-os que estariam na presença de alguém com algumas provas dadas no Rugby nacional. Bem, o que é um facto, é que o Clube andou mesmo para a frente, com a colaboração duma empenhada população de Juromenha, que apesar de praticamente desconhecer a modalidade, não regateou esforços, todos querendo ajudar com o que podiam, dos mais novos aos mais idosos, associando-se duma forma invulgar à criação do Clube. Depois de uns melhoramentos no campo e balneários, as tardes de sábado passaram a dar uma vida e um colorido diferente a Juromenha, quando dezenas de jovens de toda a região, ali se deslocavam para participar nos treinos, ministrados pelo Armando Chouriço, entretanto nomeado treinador da equipa. Era assim criado um verdadeiro ambiente festivo, com autênticas peregrinações de gente, jogadores ou não, que enchiam a vila de animação, que terminava inexoravelmente no Bar “Pata Larga”, a altas horas da madrugada. 10


No dia 7 de Junho de 1997, realizou-se o primeiro encontro de Rugby em Juromenha, num encontro que opôs o Clube de Rugby de Juromenha ao R.C.Montemor, que deu a honra da sua presença, neste inesquecível dia de pura amizade e de tão gratas memórias. No dia de estreia dos equipamentos arlequinados azul e amarelos, jogaram pelo CRJ Armando Chouriço, Bernardino Rodrigues, Francisco del Arco, Duarte Mira, Hugo Couto, João Paulo Henriques, João Pedro Rosado, Júlio Chouriço, Luís Barrinha, Manuel Bastos, Manuel Couto, Nuno Carvalho, Paulo Jaleco, Reyes Longares, Rui Perdigão, Rui Sequeira, Vasco Abreu, António Galhardo e Sérgio Velez, estes dois últimos naturais e residentes em Juromenha, que fizeram o seu primeiro jogo de Rugby. Estiveram presentes muitos dos jogadores fundadores do Clube, aos quais há que juntar João Banha, João Baptista Malta e João Luís Sampaio, que alinharam pelo R.C.Montemor, equipa por quem joguei os últimos cerca de 20 minutos da partida, facto que deixou estupefactas a grande maioria das pessoas, que encheram literalmente o campo de jogos de Juromenha, pouco habituadas a estas manifestações de “fair Play”, que, felizmente, são apanágio do nosso tão nobre desporto.

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Neste jogo, prestou-se também uma homenagem ao meu querido irmão Pedro, que falecera há menos de um ano, com a disputa da “Taça Pedro Jaleco”, que seria ganha pelo C.R.Juromenha, que venceu o encontro por 47-21. Foram-se então preparando os últimos detalhes, como criação de estatutos, de forma a poder fazer-se a escritura pública de constituição do Clube de Rugby de Juromenha, que ocorreu no dia 25 de Julho de 1997, no Cartório Notarial de Vila Viçosa. Estiveram presentes os nove sócios fundadores do Clube, António Galhardo, Armando Chouriço, José Maurício, Maria Manuela Jaleco, Moisés Jaleco, Paulo Infante, Paulo Jaleco, Sérgio Velez e Vitor Caeiro, que numa primeira Assembleia, nomearam os Corpos Sociais do Clube. Paulo Jaleco, sócio nº.1, foi empossado como Presidente da Direcção, Paulo Infante, sócio nº.4, Presidente da Assembleia Geral e António Galhardo, sócio nº.7, Presidente do Conselho Fiscal.

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OS PRIMEIROS ANOS Apesar da ideia inicial ser fazer apenas uma equipa de convites e participar em algumas iniciativas pontuais, a proximidade com Elvas, cidade com muita tradição no Rugby, mas que na altura não apresentava nenhum clube em actividade, levou a que aparecesse muita gente interessada em praticar a modalidade. Optou-se, então, por inscrever o C.R.J. na Federação Portuguesa de Rugby, processo que passou por alguma dificuldade, como já foi referido, e acabámos por participar, logo nesse ano, no Campeonato Nacional da 2ª Divisão. Para a homologação do campo de jogos, deslocou-se a Juromenha, o Director Técnico Nacional, Tomaz Morais, que sensível aos nossos argumentos, concordou com a mesma, mediante a execução de algumas obras, que, com algumas dificuldades, conseguimos efectuar. O nosso primeiro encontro foi com o C.R. Évora, no campo do Bairro de Santo António, curiosamente onde efectuáramos o primeiro jogo do Clube. Foi no dia 12 de Outubro de 1997 e o resultado foi de 419, com 12-6, ao intervalo, favorável ao CRÉ, tendo alinhado pelo nosso Clube, Filipe Cadete, Gil Rosmaninho, Gonçalo Roxo, Hugo Moreira, Humberto Renga, João Carlos Almeida, João Pedro Calado, João Pedro Oliveira, José Eduardo Candeias, Luís Brito, Luís Carvalho, Luís Franco, Nuno Carvalho, Nuno Duarte, Paulo Jaleco, Rui Pingarilho, Rui Sequeira, Vasco Abreu e Vitor Conceição.

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Para a semana seguinte estava agendado o jogo de estreia em Juromenha, que se encheu de gente para o evento, mas a equipa da Agronomia B, fez falta de comparência , ficando essa estreia adiada para 2 semanas depois, novamente com o R.C.Montemor. Antes deste jogo o C.R.J. deslocou-se a Loulé, levando também uma equipa de juvenis, que tinha a particularidade de incluir todos os jovens, sem excepção, residentes em Juromenha, facto digno de registo e, quiçá, de merecer honras de figurar no “Guiness”. Os jogos efectuados em Juromenha eram realizados em ambiente de festa, com uma assistência a fazer inveja a outros campos onde a modalidade tinha outra dimensão, fruto, por um lado, de ser novidade e arrastar pessoas das povoações vizinhas e, por outro, da franca mobilização da população local, que apesar de não conhecerem a modalidade, não perdiam um encontro ali efectuado. Desta forma, acompanhados ou não da sua cadeirita, lá estavam na assistência o Ti Zé da Bica, Ti Caetano, Ti António Ferrugento, Ti Chico Cascalhais, Ti Rabito, o Domingos Pinto, o João Pinéu, o Manel Sapateiro, o Canas, o Joaquim Mauricio, o Zé Alves, o Joaquim Galhardo, a apoiarem a equipa, ostentando o cartão de sócio, que mostravam com orgulho aos jogadores das equipas adversárias, nas 3ª. partes que se seguiam, e às quais se associavam sempre. Os resultados iniciais não foram naturalmente os melhores, mas foram melhorando ao longo da época, que terminou com algumas moralizadoras vitórias, na fase final da competição. Durante o ano de 1998, além da participação no C.N. da 2ª. Divisão, o C.R.J. organizou, em Juromenha, um Torneio de Sevens, no final de Janeiro, e a I edição do River Rugby, competição inserida no programa da “Semana do Guadiana”, e que teve lugar no dia 7 de Junho, precisamente um ano após a realização do primeiro jogo de Rugby em Juromenha. Nestas competições, estiveram envolvidos muitas dezenas de atletas de todo o país e da vizinha Espanha, e os vencedores foram, respectivamente, o C.R. Évora e o Café Central, de Juromenha. Em termos desportivos há ainda a destacar a presença no Torneio Nacional de Sevens de Juvenis, disputado em Lisboa, no Estádio Nacional, no dia 31 de Maio. Participámos, ainda, no Torneio de Carnaval de Rugby de 10, em Montemor, e no Torneio Internacional de Sevens de Vendas Novas, ambas as competições organizadas pelo R.C. Montemor. No Verão, o C.R.J. participou, com uma equipa reforçada por alguns jogadores do CRÉ, Loulé e Badajoz, no I Circuito Nacional de Rugby de Praia, que se disputou em 3 etapas, na Costa da Caparica, Praia do Guincho e Carcavelos, onde teve um óptimo desempenho, classificando-se à frente de várias equipas e fazendo excelentes jogos com grandes equipas, como o Técnico, CDUL, Arquitectura de Madrid, Benfica e Belenenses.

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Na época de 1998/99, participámos novamente no C.N. da 2ª Divisão de Rugby. Como o campo de jogos de Juromenha não foi homologado, tivemos de efectuar os nossos encontros em Elvas, o que só foi possível graças à boa vontade da Câmara Municipal de Elvas, a quem muito o Clube de Rugby de Juromenha ficou grato. No aspecto desportivo houve uma nítida evolução competitiva, com a obtenção de alguns bons resultados, de que destacamos a vitória sobre Agronomia B, que se apresentou em Elvas, com uns quantos jogadores da sua equipa principal, entre eles o nosso amigo Pedro Vieira “Godzilla”, que nos acompanhou durante o jantar, em Juromenha. 15


No Carnaval de 1999, voltámos a participar no Torneio de Rugby de 10 de Montemor, e em Abril, organizámos em Juromenha, um Torneio na mesma variante, que teve como vencedor o R.C. Loulé. Em Junho teve lugar a II Edição do River Rugby. Por ocasião da Feira de S. João, e a convite do Club de Rugby Universitário de Badajoz, participámos, naquela cidade, no Festival de Encerramento da época de 1998/99. Em Agosto, correspondendo a um honroso convite da Câmara Municipal da Praia da Vitória, a nossa equipa de Rugby deslocou-se à Ilha Terceira, para participar num Torneio de Rugby de Praia e num jogo de Rugby de 15, inseridos no programa de festas daquela cidade açoriana. Foi a primeira vez que uma equipa de Rugby se deslocou àquela região, onde fomos recebidos duma forma extraordinária. Na época de 1999/2000, e após contactos estabelecidos entre o nosso clube e o R.C. Elvas, que decorreram sempre da forma mais cordial possível, este clube decidiu o regresso à actividade, colocando-se a possibilidade do C.R.J. não participar no Campeonato Nacional e passar a dedicar-se a uma actividade não regular, como aliás tinha sido pensado na altura da criação do Clube. No entanto, face à pressão de alguns atletas, maioritáriamente da região de Évora, mas também alguns de Elvas que quiseram continuar no C.R.J., acabámos por inscrever o Clube no Campeonato Nacional da 2ª Divisão. Fomos, uma vez mais, obrigados a mudar de casa, e a solução encontrada foi o campo de jogos do C.D. Sto. António, em Évora, campo habitualmente utilizado pelo C.R.Évora, clubes a quem muito agradecemos a possibilidade que nos deram em participar no campeonato. Àquele pela cedência do seu campo de jogos e ao C.R.É. por toda a disponibilidade, como empréstimo dos postes e, por vezes, de jogadores... Foi uma época de altos e baixos, que se caracterizou pela dificuldade em arranjar atletas, e que viria a condicionar o abandono das competições oficiais no final da época. 16


Clube de Rugby de Juromenha 15 Anos de Histórias