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A PÉROLA DE ÁGUA

A pérola de água Antónia Palmeiro

É Verão; na praia, Beatriz delicia-se com os magníficos dias de sol, até ser surpreendida por uma chuvada inesperada que abandona, num búzio, uma indefesa aventura improvável até se tornarem amigas.

Antónia Palmeiro

gotinha de água. Dali em diante, as duas viverão uma

Cátia Palmeiro

Cátia Palmeiro


Edição: Berbequim das Letras Título: A Pérola de Água Autora: Antónia Palmeiro Ilustrações: Cátia Palmeiro 1ª Edição Lisboa, Maio 2013 Impressão e Acabamento: Agapex ISBN: 978-989-98251-2-3 Depósito Legal: 358689/13 Publicação e Comercialização: Sítio do Livro, Ldª Av. de Roma nº 11, 1º Dtº, 1000-261 Lisboa www.sitiodolivro.pt


A pérola de água Texto de Antónia Palmeiro Ilustrações de Cátia Palmeiro


uece. q a e brilha o. t s i s a o g Sol m s... em A o o s h e o c i u r m a em q s cap s u Estáv ê e s m s o o onha s é i m r ê o t a t s enin bém m m E Ago a a t m s mese riz, u t s a o e s B Ma ntra a e sto. o e g u osta A q g i s e i u d a q Éa ue m o Sol q o o m d o azul. aia; re c r r g a p e l a m a e r no ias, n a r é h f n i e p ad e cha a Estav i e r a ar na c n i r éb


Porém, naquela manhã, o maroto do Sol teimava em esconder-se por detrás de umas nuvens que a Beatriz observava, com curiosidade. Recortadas no céu, umas mais claras, outras mais escuras, umas maiores, outras mais pequenas, faziam lembrar formas que a Beatriz bem conhece... cavalinhos a voar e castelos suspensos no céu. Mas uma delas, a maior, parecia o rosto de um homem velho, de cabelos compridos e longas barbas brancas.


Era por detrás dessa que o Sol se escon

e qual não foi a surpresa, quando essa

dia

grande

nuvem cinzenta-esbranquiçada despejou

a Terra milhares e milhares de gotas de

que depressa fizeram com que a Beatr

voltasse para dentro de casa.

sobre

água

iz

Pois é, chovia no mês em que o Sol ma

e aquece.

is brilha

– Um belo dia de praia perdido – penso

u Beatriz.


No dia seguinte, mal acordou, foi à janela, para ver como estava o tempo. O Sol voltara a brilhar com a alegria que lhe é característica. – Que bom! Já posso ir à praia – exclamou a Beatriz. E assim foi. Lembrou-se de construir um castelo de areia e apanhou uma mão cheia de conchas, para enfeitar a torre.


Já estava a dispor as conchas sobre o castelo, quando reparou num búzio pequenino que lhe pareceu ter qualquer coisa de estranho. Os adultos diriam de magia. De repente, ouviu uma vozita, como que assustada, a chamá-la: – Psst!....Psst!... Olhou para todos os lados, mas a voz vinha de dentro do búzio. Colocou-o ao ouvido e ouviu novamente a voz trémula que lhe chamara a atenção: – Psst!....Psst!...


Olhou para d entro d não qu o pequ eria ac eno bú reditar zio e a uma go no que Beatriz ta de á e s t a v a gua, m a acon uma p uito tr tecer. V érola. M anspar iu e a n s t e o , mais e que pa que a v xtraord recia ozita a inário, ssustad era a d foi ape a que a a gota rcebert i n ha cha de águ se mado a. antes,


– Olha, perdi-me das minhas irmãs, estou com medo e frio – disse a gota. Passada a surpresa do momento, a Beatriz logo arranjou maneira de confortar a gotinha. – Tenho uma ideia! – disse ela. Vou tirar-te daí e pôr-te ao sol, para aqueceres. – Ai não! Não me faças isso! O sol logo me seca e eu morro – respondeu a gota.


A PÉROLA DE ÁGUA

A pérola de água Antónia Palmeiro

É Verão; na praia, Beatriz delicia-se com os magníficos dias de sol, até ser surpreendida por uma chuvada inesperada que abandona, num búzio, uma indefesa aventura improvável até se tornarem amigas.

Antónia Palmeiro

gotinha de água. Dali em diante, as duas viverão uma

Cátia Palmeiro

Cátia Palmeiro


A pérola de água