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palavra do presidente Caro leitor, O setor supermercadista mantém números positivos de crescimento, mostrando como o segmento tem parcela importante na economia brasileira. Segundo dados da Apras/Nielsen, no período que vai do dia 3 de janeiro a 22 de maio de 2011, a Grande Curitiba cresceu 1,6% em termos reais, comparado com o acumulado em 2010. O índice é excelente. Entretanto, vivemos profundas transformações em nosso setor. O sucesso dos últimos anos, com crescimento real de, em média, 7,5% desde 2007, deve-se, sobretudo, ao fortalecimento da economia, com distribuição de renda e pleno emprego, inclusive no Paraná, onde temos tido dificuldade nas contratações, ainda que com salários 15% maiores nos últimos anos. Estivemos navegando num mundo de turbulências financeiras que culminaram na maior crise bancária internacional desde a grande recessão em 1929. Foram anos bons para nós brasileiros, em que o governo de esquerda focado no social, teve o mérito de distribuir renda e melhorar os indicadores sociais do país. Atualmente, observamos a preocupação da indústria, sufocada pela taxa cambial e pela concorrência dos produtos importados, de um comércio e algumas áreas do serviço que começam a apresentar problemas com endividamento e margens, renegociando com as financeiras ou bancos, para terem acesso a um custo menor ou prazo mais longo. Temos uma sociedade critica com a iniciativa privada, mas descrente e conformada com os serviços públicos de um estado que caminha para arrecadar a metade da riqueza gerada pelo país (hoje 38% do PIB) e distribui tão pouco à sociedade com saúde, educação e segurança. Vejamos o Paraná, reconhecido como um dos estados onde o empresário é mais cobrado. Na Região Sul, temos a Assembléia Legislativa mais atuante – produziu mais de 503 leis e aprovou 70, enquanto o Rio Grande do Sul produziu 222 e aprovou 42, e Santa Catarina, 248 e 46 –, muitos desses atos legislativos vinculados aos supermercados. Nossos municípios também são exímios legisladores. Isto nos faz vivenciar grandes dilemas, influenciados pela tendência em busca de populismo, às vezes, esquecendo o verdadeiro significado da Lei: melhores serviços aos consumidores. Relata-se que, como não existe tanto espaço para legislar, buscam-se setores que atendam uma parcela maior da sociedade. Como presidente desta entidade, trago estas reflexões porque estou seriamente preocupado com o pequeno e médio varejo, os que mais empregam neste país, e poderíamos assim estar saindo de um ciclo virtuoso de pleno emprego. Será que não estamos, inclusive, vivendo uma inversão de valores na sociedade, a partir do momento em que alteramos demasiadamente o código penal. Justifico minha afirmação: há sete anos, pessoas de meu convívio foram abordadas por assaltantes armados e fizeram-nas reféns para roubar 100 mil reais. Até hoje, o caso não foi julgado e os bandidos estão impunes. Entretanto, um único produto vencido nas gôndolas, situação que ocorre em todos os supermercados do mundo, é suficiente para levar o gerente de uma loja a ser preso em flagrante, com julgamento em dois anos, em média. Ambas as situações oferecem ameaças, mas por que apenas o gerente da loja é punido? Outro ponto de destaque nestes últimos dias tem sido a pretensa fusão do Carrefour e do Grupo Pão de Açúcar. Creio que não é saudável para a livre concorrência uma empresa dominar 27% do mercado brasileiro. Os fornecedores serão pressionados a baixar preços e não temos certeza de que serão repassados aos consumidores. Ou pior, no curto prazo se repassa e inviabiliza a operação de muitos concorrentes e, na sequência, aumenta margens, prejudicando exponencialmente o consumidor. Para finalizar, o Brasil vai sediar dois eventos de repercussão mundial: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. São episódios que podem incluir de forma definitiva nosso país no rol dos desenvolvidos, além de torná-lo um ótimo destino turístico. Ainda é tempo dos Governos Federal e Estadual, dos empresários e dos trabalhadores unirem forças para buscarem juntos, um País mais competitivo, com serviço público mais eficiente e socialmente mais justo.

Reflitam sobre isso e bons negócios! Boa Leitura!

Pedro Joanir Zonta

Presidente da Apras


sumário

NOTíCiAS

(08)

suporte jurídico

(36)

perfil

(20)

aconteceu comigo

(40)

índice de vendas

(30)

Academia apras

(42)

artigos

(32)

espaço apras

(48)

16

lançamentos

(50)

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matéria de capa

entrevista

VAREJO

A presença cada vez maior das mulheres em todas as áreas do mercado

Com otimismo, Shinyashiki destaca as características de um vencedor

Supermercadista precisa aprimorar o atendimento para agradar os emergentes

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A EVOLUÇÃO DO VAREJO CHEGA TAMBÉM À LONDRINA

CALENDÁRIO

Tecnologia

EVENTOS

Novas tecnologias podem atrair as crianças para os brinquedos tradicionais

Vantagens da etiqueta eletrônica vão além dos benefícios ao consumidor

Supernorte quer repetir o sucesso da Mercosuper agora em Londrina


editorial DIRETORIA EXECUTIVA TRIÊNIO 2009/2012

Caro Leitor Posso até me incluir como exemplo da matéria de capa da edição 135 da revista Supermix. Diria que é um tema muito relevante dado o cenário atual: a primeira mulher eleita presidente no Brasil, multinacionais com mulheres em cargos estratégicos anteriormente ocupados apenas por homens, mulheres dirigindo táxis, ônibus, caminhões e, inclusive, preenchendo os quadros nos canteiros de obras. Parece-me que de alguma forma a sociedade está de fato evoluindo. Estou até numa posição complicada para falar sobre as mulheres no mercado de trabalho e devo cuidar para não me tornar um tanto quanto feminista demais. A verdade é que, mesmo com todas as conquistas, não existe explicação plausível para grandes diferenças salariais. Planos de cargos e salários, pelo que sei, levam em conta a escolaridade, o desempenho, e não gênero. Entretanto, não vou fazer análises e avaliações profundas sobre sociologia, afinal, a revista traz muitas outras reportagens que merecem atenção. Os anseios das classes emergentes e como as lojas estão se preparando para atendê-los. Será mesmo que os supermercados têm ambientes adequados para receber este público? Em tecnologia, o advento das etiquetas eletrônicas, suas vantagens e desafios. O autosserviço brasileiro vai conseguir se adaptar? E os consumidores? Dia das Crianças se aproximando e quais são as brincadeiras das novas gerações e como as empresas têm trabalhado para manter vivos os brinquedos tradicionais. Além do mais, uma reportagem vai tratar sobre mais esta edição da Supernorte – Feira e Convenção Regional de Supermercados. Confira quem será o palestrante deste evento e quais as novidades que Apras preparou especialmente para seus visitantes. Boa leitura para todos os gêneros! Camila Manssour Tremea Coordenadora de Comunicação

Presidente Pedro Joanir Zonta (Condor Supermercados) Primeiro Vice-Presidente Luiz Mauricio K. Hyczy (Supermercados Superpão Ltda.) Vice-Presidente Financeiro Daniel Kuzma (Kusma & Cia LTDA) Vice-Presidente de Patrimônio João Jacir Zonta (Comercial Alimentos Zonta) Vice-Presidente de Capacitação Mauricio Bendixen da Silva (Walmart Brasil.) Vice-Presidente de Relações Públicas José Eduardo Muffato (Irmãos Muffato & CIA LTDA) Vice-Presidente Segurança Luiz Alberto Leão (Condor Supermercados) Vice-Presidente Eventos Everton Muffato (Irmãos Muffato & CIA LTDA.) Vice-Presidente Expansão Alceu Breda (Fadaleal Supermercado LTDA) Vice-Presidente de Segurança Alimentar Nelvir Rickli Junior (Supermercado Rickli) Vice-Presidente Relações Sindicais Ademar Vedoato (Supermercados Viscardi) Vice-Presidente Adjunto Paulo Beal (Supermercado Beal) Vice-Presidente Adjunto Celso Luiz Stall (Supermercado Stall LTDA) Vice-Presidente Adjunto Silvio Koltun Alves (Mercantiba Supermercado LTDA.) Vice-Presidente Adjunto Alceu José Tissi (Supermercados Tissi LTDA) Vice -Presidente Adjunto Cezar Moro Tozetto (Tozetto & Cia LTDA) Conselho Fiscal Efetivo Rodolfo Pankratz Haroldo Antunes Deschk Dercio Domingos de Costa Conselho Fiscal Suplente João Batista Moreira dos Santos Edson Zamprogna Claudia Maria Dalmora Presidente Regional Sul - Ponta Grossa Sergio Jasinski (Supermercado Jasinski) Presidente Regional Norte - Londrina Valdeci dos Santos Galhardi (Irmãos Muffato & Cia LTDA) Presidente Regional Oeste - Cascavel Luciano Fabian (Supermercado Fabian) Presidente Regional Sudoeste - Panto Branco Vinicius Lachman (Nestor Lachmann & Cia LTDA) Presidente Regional Noroeste - Maringá Roberto Burci (Supermercado Bom Dia Burci) Presidente Regional Norte Pioneiro - Jacarezinho Luiz Yoneo Ueda (Supermercado Ueda Bandeirantes) Presidente Regional - Irati Paulo César Ivasko (Supermercado Ivasko) Presidente Regional - Guarapuava Daniel V. Hyczy (Supermercado Superpão) Conselho Permanente Everton Muffato Pedro Joanir Zonta Ruy Senff Sidney Schnekemberg Eduardo Antonio Dalmora Romildo Ernesto Conte Roberto Demeterco Superintendente Valmor Antônio Rovaris Diretor Comercial Walde Renato Prochmann

Vice-Presidente de Relações Públicas José Eduardo Muffato Diretor Comercial Walde Renato Prochmann Conselho Editorial Camila Manssour Tremea, José Eduardo Nasser e Isabelle Rocker Departamento Comercial Khailany Cardoso e Walde Renato Prochmann Fone: (41) 3362-1212 – Fax: (41) 3362-8513 E-mail: supermix@apras.org.br Projeto Gráfico Zeh Henrique Rodrigues (Brainbox Design Estratégico) Diagramação Samuel Rodrigues / Luís Junior Revisão Paulo Roberto Maciel Santos Fotos Alex Santos Pré-Impressão (CtP) e Impressão Maxi Gráfica e Editora Ltda. Tiragem 13.000 exemplares Distribuição Nacional Enviada aos supermercados e atacadistas do Brasil. A revista Supermix é patrimônio da APRAS – Associação Paranaense de Supermercados – e também seu órgão oficial de divulgação. Avenida Souza Naves, 535 – CEP 80045-190 Fone: (41) 3263-7000 – Fax: (41) 3362-8513 – Curitiba – PR supermix@apras.org.br / www.apras.org.br/supermix Os artigos assinados são de total responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião da revista. Todos os direitos reservados.

Impressão A Apras, consciente das questões ambientais e sociais, utiliza papéis com certificação FSC ( Forest Stewardship Council) na impressão deste material. A certificação FSC garante que uma matéria-prima florestal provém de um manejo considerado social, ambiental e economicamente adequado. Impresso na Maxi Gráfica e Editora Ltda. - certificada na cadeia de custódia - FSC


NOTÍCIAS Baixas temperaturas, vendas em alta

redes supermercadistas, e também de festas populares de São João, no Nordeste, o que leva a empresa a esperar um

( Se por um lado o inverno é sinônimo de baixas

consumo muito bom para as marcas de destilados e vinhos.

temperaturas no sul do Brasil, por outro lado, ele representa

Entre as novidades estão o lançamento da edição especial

a possibilidade de esquentar as vendas do segmento

da Absolut Illusion – são apenas duas mil garrafas da vodka

de bebidas. É nesta época do ano que muitas empresas

que traz um diferencial multidimensional na sua embalagem

aproveitam para lançar novos produtos que prometem

–, e a edição limitada do uísque escocês Passport, que

esquentar os termômetros, e conquistar os consumidores

ganhou garrafas assinadas pelo artista urbano Flavio Samelo

em todas as estações.

– a arte está aplicada sobre toda a superfície da garrafa

O gerente nacional da Famiglia Zanlorenzi Grupo Vinícola, Teodósio Piedrahita, confirma que a empresa trabalha

através de uma película (sleeve) que conta ainda com tecnologia de tinta que brilha quando exposta à luz negra.

pautada pelos ciclos do inverno e do final de ano, quando

Já a Diageo, apesar de não considerar tão expressiva a

ocorre um aumento no consumo de bebidas, e nesta época

comercialização das suas marcas no inverno – o maior

em especial, de vinhos. “Nossos investimentos em produção

aquecimento na venda de destilados da marca é no final

e marketing se concentram nessas duas ondas”, diz. Para a

do ano por conta do período de festas e férias – a empresa

estação as apostas da empresa são o Campo Largo Vintage

apostou na realização de mais uma edição do Uísque

e o Quentão Campo Largo. “O Vintage é um lançamento

Festival. Segundo a gerente de comunicação da Diageo,

efetuado em 2011 para comemorar os 70 anos da marca

Maria Teresa Orlandi, a promoção foi realizada nos meses de

Campo Largo e se trata de um vinho de mesa que segue

maio e junho em cinco capitais brasileiras como forma de

um conceito acolhido em todo o mundo para designar

impulsionar as vendas no início da estação. “A programação

produtos que marcam época. Já o Quentão é produzido à

incluiu atrações musicais escocesas, cardápios especiais nos

base de vinho e pronto para o consumo, bastando apenas

principais bares, jantares harmonizados com uísque além de

esquentar”, destaca o gerente.

uma forte visibilidade e comunicação nos pontos de venda”,

Para a Vinícola Aurora, o período de maio a dezembro

disse.

representa 80% do volume de vendas. Segundo a gerente

E para dar um toque mais “cremoso” ao inverno e agradar as

de marketing da empresa, Lourdes Conci da Silva, o inverno

mulheres, a Campari do Brasil ampliou a linha Dreher com

sempre é um bom momento para o setor. “Este inverno é

o lançamento de um novo produto: o Dreher Cremoso,

especialmente bom, em função da melhora na economia,

um bebida encorpada com toque de chocolate e creme

do crescimento e consolidação do consumo nas classes

irlandês. A gerente de marketing da empresa, Ana Maura

C e D, aliado ao inverno com frio continuo nas regiões

Martins, comenta que o produto foi desenvolvido a partir de

Sul e Sudeste”, comenta. Segundo Lourdes, a Aurora está

uma ampla pesquisa e vai agradar em todas as estações do

trabalhando com diversas novidades para a estação, tais

ano. “A partir de agora a consumidora passa a ter uma opção

como, a campanha para os vinhos Marcus James, buscando

mais atraente entre as bebidas alcoólicas mistas”, finaliza. Fonte: Da Assessoria)

estabelecer uma relação com três pilares: a comunicação tradicional, a interação com as mídias sociais e o ponto de venda. Quem também está apostando na estação mais frio do ano para esquentar as vendas é a Pernod Ricard Brasil. A gerente de off trade da empresa, Melissa França, afirma que, apesar de não poder quantificar as expectativas de forma numérica, a Pernod esta participando de feiras de inverno das maiores


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comprometimento com a empresa e este prêmio reconhece a competência desse profissional que também se tornou um amigo para todas as horas”, conclui. Fonte: WBC Comunicação)

Diretor do Condor é homenageado pela Câmara Municipal de Curitiba ( O diretor do Condor Super Center, Wanclei Said, recebeu a Distinção Honorífica denominada “Mérito Operário Padrão”, 2010 e 2011, em uma Sessão Solene na Câmara Municipal de Curitiba realizada no dia 30 de junho. A homenagem foi proposta pelo vereador João Luiz Cordeiro. O título é destinado às personalidades que se destacaram durante o ano em trabalhos na indústria ou no comércio. No cargo de diretor administrativo e financeiro desde 2000, Said vem contribuindo para o crescimento e fortalecimento da rede Condor. “Receber esta homenagem é muito gratificante. Este reconhecimento é fruto de um trabalho em conjunto com os sete mil colaboradores da rede e pela confiança que recebo do nosso presidente, Pedro Joanir Zonta, para desenvolver um trabalho com metas concretas e que possibilita essa constante expansão”, diz. “Tenho acompanhado o trabalho do Wanclei Said à frente do Condor. Ele é um executivo de muitas qualidades, uma pessoa que se destaca pelo profissionalismo e, principalmente, pela humildade com que trata todas as pessoas”, afirmou o vereador Cordeiro. Para o presidente do Condor, Pedro Joanir Zonta, a rede é privilegiada por contar com um diretor como Said. “A forma com que Wanclei administra o Condor demonstra o seu

Walmart inaugura mais um supermercado no litoral do Estado ( O Walmart Brasil inaugurou em Paranaguá mais um supermercado TodoDia, o segundo empreendimento da rede no litoral paranaense. A nova unidade gerou 50 empregos diretos para o município, com o quadro formado por moradores da região. O formato conhecido como “loja de vizinhança” prioriza a otimização de custos e repassa essa economia para o consumidor final. Com foco no crescimento do poder aquisitivo das classes C, D e E, as unidades TodoDia alcançam um diferencial de preços de 10% em relação ao praticado pela concorrência. “Queremos ser a melhor opção de compras para o cliente neste tipo de mercado. A classe C está crescendo bastante em todo o estado e no TodoDia este cliente encontrará a variedade completa para as necessidades do dia a dia”, afirma Flávio Rois, Diretor de Operações do TodoDia no Paraná. Além das tradicionais seções como mercearia, laticínios, açougue, padaria, congelados, hortifruti, peixaria, perfumaria e limpeza, o supermercado conta com produtos de bazar e eletroeletrônicos, e caixa eletrônico bancário. Em breve, também terá a comodidade de uma Drogaria TodoDia


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dentro do prédio do supermercado. Esta é a segunda unidade TodoDia aberta em 2011, e a sétima loja da bandeira no Paraná. O novo supermercado faz parte do plano de investimento da rede para o Paraná em 2011, que já trouxe para o Estado um hipermercado BIG em Umuarama e um TodoDia em Araucária. O Walmart Brasil opera em 12 cidades paranaenses e somando as unidades abertas no país, este é o TodoDia número 135. Fonte: Da Assessoria)

propósito do Super Muffato de retribuir a confiança dos consumidores e o compromisso de gerar empregos e desenvolvimento nessa região que já faz parte da nossa história”, enfatizou Éderson. Além de Toledo, mais quatro hipermercados serão inaugurados neste ano, contemplando as cidades de Cambé, Apucarana, Paranavaí e Cascavel. O investimento na segunda loja de Toledo faz parte da política proposta pela empresa, em investir cada vez mais no estado do Paraná. “O objetivo é contribuir para o desenvolvimento da cidade. Na nova loja de Toledo oferecemos mais de 300 empregos e a prioridade para contratação foi dos moradores da região”, informou Ederson Muffato. Fonte: Da Assessoria) Assegurada validade de autuação do Ibama contra supermercados baianos

Super Muffato inaugura loja em Toledo ( Toledo ganha mais um Super Muffato para realizar suas compras. O novo hipermercado fica em frente ao Parque Temático das Águas e se destaca pelo projeto arquitetônico arrojado, com inspiração europeia, que ocupa mais de 10 mil metros quadrados de área construída. Segundo Ederson Muffato, diretor do Grupo, o hipermercado foi concebido dentro do que há de mais moderno no processo de construção civil. “É uma inovação para Toledo. O objetivo foi trazer um diferencial para cidade, que tem comprovado um alto potencial no comércio”, diz. De sua fachada até a decoração, a loja apresenta um design sofisticado que agrada pelo conforto e comodidade, oferecidos pelas 300 vagas rotativas de estacionamento, esteira rolante, além das práticas sustentáveis como sistema de ar condicionado e refrigeração que não prejudicam a camada de ozônio. Os consumidores também poderão contar com um centro comercial com 14 lojas, que oferece serviços indispensáveis em um só lugar. O diretor do grupo informou que a decisão de investir na nova loja levou em conta o sucesso da primeira unidade, que foi instalada há menos de três anos e obteve uma importante receptividade do consumidor toledano. “Essa nova loja representa o

( A Advocacia Geral da União (AGU) garantiu, na Justiça, a validade das penalidades aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) contra supermercados baianos que comercializavam pescados, pneus e produtos de panificação sem autorização, oferecendo risco ao meio ambiente e aos consumidores. Em outubro de 2010, os fiscais do Ibama autuaram o Bompreço Bahia Supermercados e G Barbosa porque estes estabelecimentos foram flagrados comercializando pescados, pneus, lubrificantes e produtos de panificação sem estarem inscritos no Cadastro Técnico Federal (CTF). Diante das irregularidades, os fiscais, além de aplicarem multa, apreenderam quase três toneladas de pescados, 386 unidades de óleo lubrificante e 169 pneus. Insatisfeitas, as empresas entraram com mandados de segurança alegando que o comércio dos produtos fiscalizados na operação do Ibama não está previsto na Lei nº 6.938/81, que estabelece as atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos ambientais. A Procuradoria Federal no Estado da Bahia (PF/BA) e da Procuradoria Federal Especializada (PFE) junto ao Ibama esclareceram, entretanto, que o Cadastro Técnico Federal, instituído pela Lei nº 6.938/81, abrange toda a cadeia de atos que envolvem desde a extração até a comercialização de produtos perigosos ao meio ambiente, além dos produtos e subprodutos da fauna e flora. Segundo os procuradores federais, o comércio de lubrificantes e pneus deve ser registrado por tratarem-se, respectivamente, de produtos químicos, óleos vegetais e subprodutos confeccionados com borracha natural


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(derivado do látex da seringueira) ou de petróleo (quando o pneu é produzido com borracha sintética). A atividade panificação também deveria ser registrada no CFT, já que está prevista na lei federal sob a especificação de “fabricação de produtos alimentares”. Quanto à comercialização de pescados, a AGU lembrou que a Lei nº 11.959/2009, que trata da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, estabeleceu expressamente o registro dessa atividade no Cadastro Técnico Federal, compreendidos os processos de pesca, exploração, cultivo, conservação, processamento, transporte, comercialização e pesquisa dos recursos pesqueiros. Os procuradores também reforçaram que a atuação do Ibama neste caso foi amparada pela lei, não havendo motivos para que a Justiça anulasse as penalidades aplicadas aos supermercados. Os magistrados da Seção Judiciária da Bahia acolheram estes argumentos e mantiveram as autuações. Fonte: JusBrasil (14.06.11)) Índice Nacional de Crédito ao Consumidor cresce 6,3% ( O Índice Nacional SCPC de Crédito ao Consumidor (INCC) – elaborado com base no movimento de consultas dos mais de 2200 SCPC’s e SPC’s de todas regiões do Brasil – atingiu 131,6 em maio, com crescimento de 6,3% em relação a igual mês do ano passado, e 11,2% sobre abril último, mostrando que continua positivo o desempenho do varejo neste ano, embora com taxa de expansão menor do que a observada em 2010. “A desaceleração da taxa de crescimento é explicada por diversos fatores, entre os quais se pode destacar o aumento da inflação, corroendo parcela maior da renda do consumidor; as medidas “macroprudenciais” adotadas pelo Banco Central no final do ano passado, e as sucessivas elevações da taxa SELIC, o aumento do IOF sobre operações financeiras promovido pelo Ministério da Fazenda, que encareceram o custo do crédito, e a menor expansão dos gastos públicos”, declara o economistachefe da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Marcel Solimeo. Por região, o Nordeste foi a região que apresentou maior expansão, com 17,9%, seguido do Centro-Oeste, com 6,6% e pelo Sul com 6,4%. O Sudeste registrou aumento de 4,6%; e o Norte, de 4,2%. O aumento do número dos registros negativos tem sido compensado parcialmente pela recuperação do crédito (registros cancelados) pelo que a inadimplência se acha

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sob controle, embora em patamar superior ao do ano passado. “A expectativa para o segundo semestre ainda é de crescimento da economia, expansão do crédito e aumento das vendas, mas com taxas de expansão mais moderadas do que as observadas no segundo semestre de 2010 e primeiros meses deste ano”, comenta o economista. De acordo com Solimeo, com relação à inadimplência, espera-se um aumento na segunda metade do ano – mas não explosivo, porque a principal causa do não pagamento dos débitos pelas pessoas físicas é o desemprego. “Como se espera que o mercado de trabalho continue forte no segundo semestre, esse fator não deverá ter forte impacto sobre a capacidade de solvência dos consumidores”, explica o especialista. Ainda segundo Solimeo, deve-se destacar que o consumidor parece começar a se preocupar com sua situação financeira, pois o Índice de Confiança do Consumidor IPSOS/ACSP mostrou queda em maio, embora ainda esteja em patamar superior ao de 2009, por ocasião da crise. Fonte: Tamer Comunicação Empresarial) Grupo Muffato investe em comércio eletrônico ( A cada dia cresce a procura pelas compras on-line através das ferramentas de comércio eletrônico. Atento a estes números, o Grupo Muffato entrou na rede com o site shopfato.com. Há dois meses no mercado, o site já tem mais de 15 mil produtos cadastrados e está preparado para atender uma alta demanda de pedidos por dia. Com 36 anos de atuação no mercado varejista, o Grupo aliou a experiência bem sucedida para se instalar no comércio eletrônico. “Nosso foco sempre foi atender à necessidade dos consumidores; por isso, investimos neste novo segmento, que visa atender um público diversificado que procura comodidade e segurança para realizar suas compras”, declarou o diretor Everton Muffato. O Shopfato oferece uma grande variedade de produtos com todas as informações necessárias para que o consumidor possa realizar suas compras sem precisar sair de casa, garantindo toda segurança quanto à entrega. Outra vantagem do comércio eletrônico é a disponibilidade de compra 24h. No Shopfato o consumidor também encontra um canal de atendimento on-line e telefônico para tirar suas dúvidas. “Estes canais foram criados justamente para que o consumidor não tenha dificuldade em realizar suas compras e para auxiliar aqueles que não têm o hábito de comprar via internet”, comentou o gerente de marketing do Shopfato,


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Marcelo Pitta. Ele ressaltou que a nova loja virtual do Grupo Muffato possuí uma estrutura tecnológica extremamente avançada, que garante a segurança das compras e agilidade na entrega. O Grupo Muffato reflete a força da oitava maior rede varejista do Brasil, e entrou no mundo virtual com o objetivo de conquistar um grande público e posicionar-se entre as cinco maiores players de e-commerce do mercado nacional em pouco tempo. “Desde que iniciamos o projeto vimos a possibilidade de crescimento neste setor, investimos em um grande mix de produtos e a cada dia buscamos novas ferramentas que possam atender cada vez melhor os consumidores”, informou Pitta. Fonte: Da Assessoria) Cooperativas de consumo se unem para ganhar força no varejo ( Acaba de ser criada a primeira Central de Cooperativas de Consumo do País – a Coopbrasil. O empreendimento foi formado inicialmente por sete cooperativas, que apresentaram faturamento de R$ 2,265 bilhões em 2010. Com a central, o grupo pretende ganhar força e buscar novos negócios, inclusive internacionais. Além da Coop, de Santo André (SP), a maior cooperativa de consumo do país, que ocupa o 13º lugar no ranking de supermercados da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), a Central conta com as cooperativas Consul de Ipatinga (MG), Cooperouro de Ouro Preto (MG), Cooper de Blumenau (SC), CoopBanc de Araçatuba (SP), Coocerqui de Cerquilho (SP) e Coopercica de Jundiaí (SP). Segundo Marcio Valle, vice-presidente da Coop – e agora também presidente da Coopbrasil –, o objetivo é melhorar o poder de negociação com fornecedores por meio da maior escala da operação, desenvolver produtos de marca própria e produtos importados, além de ganhar estrutura logística no país. “Temos muito a desenvolver, a começar pelo número de filiadas, que precisa ganhar representatividade nacional e crescer no negócio de varejo de autosserviço”, ressalta. Para ele, a possibilidade de ganhar escala maior, por exemplo, oferece melhores oportunidades de negócios. A Central quer ainda aumentar a troca de experiência e informações, que já é feito hoje em menor intensidade. Edivaldo Del Grande, presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), explica que a central permite ainda a integração de projetos de marketing e tecnologia. “O primeiro passo foi dado para buscar a redução de custos operacionais. Agora, a central pode avançar com o desenvolvimento de projetos tecnológicos

e também de marketing, o que pode inclusive padronizar a identidade visual da marca”, afirma. Fonte: Assessoria de Imprensa do Ocesp) “Quando investi em 1999, o Grupo Pão de Açúcar era um negócio medíocre” ( Com expressão quase serena, que raramente denuncia o tom indignado que pontua sua descrição da estratégia do empresário Abilio Diniz para unir Pão de Açúcar e Carrefour no Brasil, Jean-Charles Naouri, diretor-presidente do Grupo Casino, não hesita em classificar o movimento de seu sócio brasileiro como uma ‘expropriação’ de sua empresa. Para Diniz, o sócio francês ‘falta com a verdade’. Palavras fortes como ‘traição’, ‘manipulação’ e ‘medíocre’ fluem naturalmente no discurso em que Naouri lembra que pagou caro pelo direito de assumir o controle do Pão de Açúcar, em 2012. Na empresa resultante da fusão com o Carrefour, que Naouri define como um ‘erro estratégico’, o Casino teria seu poder de decisão igualado ao de Diniz. A entrevista ao Estado ocorreu um dia depois do encontro com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, no qual Naouri centrou sua argumentação no perigo de o governo brasileiro apoiar uma ação ilegal. Declara que seu sócio violou mais do que um acordo de acionistas e recorre ao Código Civil brasileiro para acusar Diniz de má-fé. Um sinal de que a disputa, que já está na segunda rodada de uma arbitragem internacional, pode terminar na Justiça.) Por que o senhor veio ao Brasil? ( Vim para encontrar o presidente do BNDES. Dei a ele uma visão da situação e das minhas preocupações com um projeto que parece ter sido elaborado em contradição com os acordos (de acionistas) e que, em primeira análise, não está no interesse social (do banco). Encaramos isso como uma forma de expropriação do Casino, cujos direitos haviam sido estabelecidos em contratos em 2005. O senhor Luciano Coutinho manifestou a mesma posição do comunicado (que condiciona o apoio do banco a um consenso entre os sócios) que tinha feito há alguns dias. Saí muito satisfeito desse encontro.) Há possibilidade de acordo ou o senhor manterá posição contrária à fusão com Carrefour? ( A posição formal do Casino será comunicada. Preciso fazer algumas observações, já que eles negam o direito de


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controle do Casino sobre as atividades. É uma negociação muito complexa a ser feita e nos parece que está sendo assentada numa base estratégica errada..)

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O senhor foi procurado para rever o acordo que prevê a transferência de controle para o Casino?

( Não é um objetivo, é o contrato. O objetivo é fazer o Pão de Açúcar crescer de maneira proveitosa e rentável, em favor dos acionistas, dos clientes e dos fornecedores, com grande respeito pelo Brasil. Nos comprometemos que a gestão continuará brasileira. A reação do Casino foi muito contundente, inclusive recorrendo a arbitragem, sob acusação de negociação secreta. Mas Abilio Diniz nega ter havido descumprimento legal do acordo. A negociação secreta foi um ato ilegal. Naturalmente, não está em conformidade com as boas práticas e a ética nos negócios. Contradiz a seção 2.1.1 do acordo, que diz que os acionistas não podem tomar nenhuma ação que resultaria em mudança do controle. Também é contrária ao Código Civil brasileiro, que diz que se deve agir de boa fé, o que foi violado nessa negociação bilateral. Por isso pedimos a arbitragem.)

( Há dois anos, Diniz disse que gostaria de renegociar o acordo. Respondi que, entre parceiros, tudo é possível de ser conversado. Ele indicou, sem ser muito preciso, que era uma questão de ‘manutenção de imagem’, que gostaria de manter o seu status, a posição elevada que havia conquistado no Brasil. Eu disse que, nesse campo, diria sim a tudo. Há um ano, Diniz me disse finalmente que gostaria que eu não tomasse o controle em 2012 e que ficássemos como está. Eu lhe disse que seria muito difícil aceitar, depois de ter investido US$ 2 bilhões, esperado 13 anos e pago duas vezes o prêmio de controle. Disse que não era possível, mas que estaria aberto para conversar sobre todo o resto. Houve em seguida muitas reuniões entre os assessores, mas ele insistia sempre repetitivamente: diga sim ou não. Senão, em tom de ameaça e sem ser mais preciso, disse que teria outras alternativas. Mantivemos nossa posição. O clima ficou difícil até a reunião em que pedi ao Diniz que dissesse com quem negociava. Ele se negou e disse que não tinha outra escolha a não ser brigar.)

Por que o senhor não recebeu Diniz em Paris na semana passada? Há a possibilidade de encontro no Brasil?

Que contrapartidas Diniz ofereceu para que o Casino desistisse do controle?

Assumir o controle é o seu principal objetivo?

( Diniz deu uma visão deformada sobre sua visita a Paris. Eu o vi dezenas de vezes, muitas a pedido dele mesmo. Na última vez que o vi, em 15 de abril, surpreso com sua presença em Paris, perguntei se ele estava negociando alguma coisa e, em caso positivo, com quem. E ele me respondeu formalmente que não tinha nada a dizer. Entre esse dia e o vazamento da negociação, em 22 de maio, houve numerosas discussões. Nas semanas que se seguiram até antes do anúncio (da proposta de fusão), os assessores se falaram. Os meus pediram aos dele um encontro e os dele disseram que não tinham nada a dizer. Eu havia aceito, a pedido de Diniz, um encontro no dia 4 de julho. Havíamos acordado essa data em correspondência. Diniz alegou que não poderia ir a Paris antes porque estava muito estressado com as discussões, que precisava descansar. Eu soube que ele estava em Paris na segunda-feira (27/06) à noite para assistir à reunião do conselho do Carrefour aprovar essa negociação e entendi claramente que havia uma manipulação. Então disse que não era oportuno que nos encontrássemos na manhã seguinte, quando eu nem mesmo tinha conhecimento do projeto de negociação. Estou disposto a ver Diniz, mas na reunião formal do conselho.)

( Ele sempre evocou compensações e a ideia de comprar a nossa participação. Eu disse que essa proposta era insultante. Não somos um sócio financeiro. Somos uma empresa internacional de distribuição de alimentos, temos uma estratégia e queremos continuar com ela.) O senhor se arrepende de ter feito negócio com Abilio Diniz? ( Não. Considero que fiz muito bem em investir em 1999, quando o Brasil ainda não era o que é hoje em dia e o Grupo Pão de Açúcar era um negócio medíocre, que saía de uma quase falência. Quando Diniz procurou no mundo inteiro investidores, eu fui aquele que aceitou. Fiz essa aposta e estou muito contente com o desenvolvimento do Pão de Açúcar e do Brasil..)

Fonte: Reportagem editada do texto de Marcos de Paula/AE


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em 2011, mostra que as empresas brasileiras têm qualidade e estão sendo reconhecidas no exterior”, relata o diretor de vendas da Eletrofrio, Marco Antonio da Costa. Outro diferencial da Eletrofrio que tem chamado a atenção dos empresários é a preocupação com o meio ambiente. A empresa tem lançado equipamentos ecologicamente corretos que une economia de energia e preservação da camada de ozônio. Uma das tecnologias aplicadas é a utilização do glicol, capaz de reduzir em média 80% dos gases poluentes. Fonte: Da Assessoria)

Eletrofrio exporta US$ 20 milhões para países da América Latina ( Consolidando a sua participação de mercado na América Latina, a Eletrofrio Refrigeração continua ampliando o fornecimento de equipamentos frigoríficos para supermercados no exterior. Contratos na ordem de US$ 20 milhões foram fechados com clientes de vários países da América Latina, entre eles: Chile, Argentina, Venezuela, Uruguai, Paraguai, Nova Guiné, República Dominicana, Peru e Colômbia. Com 65 anos de história e instalada em uma área de 90 mil metros quadrados, a Eletrofrio é líder nacional no segmento de refrigeração e está conquistando os países da América Latina por desenvolver equipamentos apropriados para as mais severas condições de uso, com qualidade e economia de energia. A empresa investe fortemente em pesquisa e desenvolvimento de produtos com tecnologia avançada e de última geração. Uma equipe de engenharia é colocada a disposição do empresário para desenvolver e implantar um projeto inteligente e adequado para cada espaço e região. Por disponibilizar soluções aprimoradas tanto na instalação dos gabinetes refrigerados como na casa de máquinas, os empresários de fora do Brasil também estão encontrando na Eletrofrio a garantia e segurança de excelente desempenho. O crescimento nas exportações é o resultado de um trabalho realizado nestes últimos 10 anos em busca da qualidade total. “Ser escolhido por países exigentes como o Chile, onde fechamos um contrato para equipar as 24 lojas do SDS – Supermercados Del Sur, que serão inauguradas

Consumo de saudáveis embalados cresce 136% em cinco anos no Brasil ( Com mais dinheiro no bolso e buscando opções mais saudáveis – sem abrir mão de praticidade e sabor – o brasileiro está consumindo mais alimentos saudáveis em embalagens, categoria que expressa algum nível de industrialização nos produtos. O valor das vendas desse tipo de alimento (sem incluir bebidas) no País passou de US$ 6,26 bilhões em 2005 para US$ 14,8 bilhões em 2010, de acordo com um estudo do Euromonitor. O estudo inclui alimentos embalados diet e light; funcionais fortificados; orgânicos; os naturalmente saudáveis; e os específicos para intolerância alimentar. O Euromonitor ainda estima um mercado de US$ 21 bilhões para esse segmento no Brasil até 2015. Para efeito comparativo, o segmento de alimentos embalados em geral cresceu apenas 44% neste mesmo período: 2005 a 2010. Segundo o Euromonitor, um dos fatores a impulsionar esse mercado é o fortalecimento da classe média. Empresas que antes focavam alguns consumidores no sul e no sudeste estão ampliando vendas para outras regiões e oferecendo produtos de maior valor agregado a uma população com maior poder de compra. O espaço é crescente também para as FLV, mas os industrializados ajudam a aproximar aqueles que querem melhorar os hábitos alimentares, mas não podem ou não querem sempre abrir mão da praticidade e de outras características dos alimentos tradicionais considerados menos saudáveis. Fonte: Texto editado da Primeira Página - Assessoria de Comunicação e Eventos)


entrevista Quais são as principais dificuldades que a maioria das pessoas têm para superar suas “barreiras internas” de crescimento?

( Uma das principais dificuldades é superar a acomodação e os comportamentos no “piloto automático”, superar hábitos repetitivos de comportamento e também de pensamento. Sem tempo para prestar atenção no que estamos realmente fazendo, sentindo, querendo, sem tempo para se questionar e refletir se as nossas condutas automáticas e distraídas se tornaram uma constante na nossa vida, podemos nos encontrar prisioneiros dos nossos hábitos mecânicos e inconscientes e afetados negativamente em nossa saúde, família e realização. Outra dificuldade é acreditar no enorme poder pessoal que há dentro de cada um de nós e acreditar que a mudança seja realmente possível e assim persistir no que se quer e não desistir. ) Hoje em dia há mais liberdade para falar de fraquezas e buscar o crescimento?

Além das habilidades técnicas específicas, se conhecer melhor e fazer uso consciente das emoções são diferenciais para o sucesso.

O poder do autoconhecimento e da superação na busca do sucesso Conhecer a si próprio, enfrentar obstáculos, vencer desafios, acreditar na superação pessoal que cada um é capaz e equilibrar todos os aspectos da vida. Muito resumidamente, estas são algumas das principais mensagens de Eduardo Shinyashiki, palestrante e consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos, colabora periodicamente com artigos e entrevistas para revistas e jornais. É autor dos livros Viva como Você Quer Viver e A Vida é Um Milagre, e concedeu a seguinte entrevista à revista Supermix.

( Infelizmente não. A dificuldade continua e hoje em dia muitas pessoas se escondem por trás de uma falsa arrogância, da insegurança e do medo. Não reconhecem os seus pontos fracos e não criam um verdadeiro comprometimento com as mudanças. Muitas pessoas não fazem a escolha de mudar, elas se encontram diante de uma situação que as obriga a mudar para continuar dentro do cenário, outras pessoas mesmo diante desta situação não mudam e colocam a culpa nos outros, no cenário econômico, político e não assumem a responsabilidade de criar o resultado a partir de uma atitude que precisa se iniciar dentro de cada um. Além das habilidades técnicas específicas, se conhecer melhor e fazer uso consciente das emoções são diferenciais para o sucesso. ) Mesmo as pessoas tendo bastantes particularidades e sendo distintas entre si, podemos traçar diferenças claras entre homens e mulheres na forma como lidam com desafios?

( Sim, é preciso considerar as particularidades entre as pessoas e os fatores e paradigmas sociais e culturais. Podemos dizer em um sentido geral, que as mulheres lidam com os desafios de uma forma mais flexível, inovadora, compartilham mais as dificuldades e as dúvidas, criam cooperação, utilizam melhor a comunicação, a empatia e a mediação, entrando em acordos. Os homens, em geral, têm uma maior capacidade de atenção e foco, de avaliação


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das situações concretas e de planejar e construir projetos, utilizando um pensamento mais ligado a estratégias e procedimentos.) Quais as características de um vencedor?

( Pessoas focadas em vencer e realizar criam uma mentalidade vencedora. Reconhecem o poder da atenção, usam a concentração focada como instrumento para direcionar a mente nos objetivos e intentos importantes, sem se distrair e agir de forma improdutiva. Concentrados no presente estão constantemente aprendendo com o passado e tendo a visão do futuro. As pessoas focadas em vencer desafios cultivam as qualidades de tenacidade, persistência, expandindo a capacidade de superar os obstáculos e de não sucumbir às dificuldades. Elas têm consciência que não bastam os dons naturais, os talentos e potenciais se não forem aperfeiçoados, direcionados e colocados a serviço de um objetivo.) Como buscar a superação e olhar para o futuro de forma positiva?

( É importante se “livrar” de velhos hábitos limitantes, manter a própria identidade, aprofundar o autoconhecimento e a inteligência emocional e ter claros os objetivos da sua carreira e prioridades pessoais, construindo as competências e a consciência das próprias potencialidades e habilidades. Precisamos reconhecer que nós, seres humanos, temos o privilégio de fazer escolhas e tomar decisões.) Quais os riscos de focar somente no sucesso profissional?

(A vida é como uma grande balança, na qual os pesos e as medidas devem se equilibrar. Por algum motivo, separamos nossas vidas em âmbitos, setores independentes entre si, e não percebemos que são interligados ,e o que afeta uma das partes acaba por influenciar as outras também. Nossas vidas afetiva, social, profissional e espiritual estão conectadas, e ao sacrificar uma ou várias delas, prejudicamos o todo. As outras áreas da vida, além da profissional, dão significado ao trabalho e ao sucesso que, sem elas, perde significado e sentido. As pessoas com alto rendimento reconhecem e trabalham para atingir equilíbrio entre todos os aspectos da vida, como um recurso essencial para criar uma vida pessoal e profissional de sucesso.) Quando o otimismo ajuda e quando atrapalha?

( Albert Einstein dizia: “prefiro ser otimista e errar a ser

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pessimista e acertar”. Quando sentimos segurança em nós mesmos e confiança no futuro, criamos um sentimento indispensável para agir e iniciar a realização de nossos objetivos: o otimismo. Podemos ter o carro e o destino de viagem, porém, precisamos de gasolina. O otimismo atrapalha quando se torna uma atitude ingênua e desconectada da realidade e que gera ilusões e o risco está em não cuidar dos pontos fracos.) Dê um exemplo de comportamento de alguém que você conhece ou conheceu e que age de forma equivocada para atingir seus objetivos.

( Um exemplo de comportamento inadequado para atingir os objetivos é manter o foco só nos problemas, nas dificuldades e nas adversidades. Isso cria um clima na empresa pesado e que pode afastar os talentos. ) Dê um exemplo de comportamento de alguém que você conhece ou conheceu e que age de forma correta para atingir seus objetivos.

( Um exemplo de comportamento adequado para atingir os objetivos é focar nas soluções. Isso permite pensar em alternativas de ação e incentiva o envolvimento das pessoas, criando equipes fortes e comprometidas com o resultado. Quem está focado nas soluções sabe: “que os pássaros da preocupação e tensão voem ao redor de sua cabeça, isso você não pode mudar. Que eles não façam ninhos em seus cabelos, isso você pode impedir”, diz um provérbio chinês.) Para finalizar, qual o segredo do sucesso?

( O segredo do sucesso nos dias de hoje com muitas pressões, exigências e incertezas é ter uma clara direção – o sonho; uma sólida bússola – os valores; e etapas no decorrer do caminho – os objetivos. Resumindo, viver de acordo com os próprios sonhos e aspirações e criar relacionamentos interpessoais verdadeiros e profundos.)


matéria de capa

A hora e a vez das

Mulheres

A presença da mulher em todas as áreas do mercado de trabalho é incontestável e a tendência é que esta posição fique cada vez mais consolidada no futuro Há um bom tempo já não é mais novidade que a participação da mulher no mercado de trabalho é cada vez mais importante e cresce significativamente. Se no Brasil a política ainda era um território menos desbravado, hoje vemos uma grande representação feminina no governo central do país, em cargos do executivo, legislativo e judiciário. Pouco a pouco, as mulheres estão passando a atuar nos mais diferentes tipos de ocupação, influenciando o mercado de trabalho e a gestão pública. Segundo dados do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, sobre o perfil social, racial e de gênero das 500 maiores empresas do Brasil, o quadro executivo – que envolve diretorias, vice-presidências e presidências – apresentou desde o início da pesquisa em 2001, aumento de 8% nessa participação. Naquele ano, 6% dos executivos das organizações eram mulheres, e em 2010 este percentual subiu para 14%. Em cargos de gerência, o índice é um pouco menor, subiu de 18% para 22%. Isto pode ser observado no Brasil e no mundo inteiro – até em países com economias não desenvolvidas ou muito pobres. Para Marcelo Linguitte, engenheiro civil e consultor da Terra Mater Empreendimentos Sustentáveis, de São Paulo, o ponto importante é onde as mulheres têm se posicionado, “porque não adianta colocar as mulheres em níveis hierárquicos maiores, mas em áreas que não impactam o dia a dia da empresa” afirma. Observando o papel das mulheres nas empresas, Linguitte constatou que as áreas de negócios onde são gerados resultados, como vendas, por exemplo, onde que era necessário fazer planejamento estratégico, desenvolver relação com fornecedores e outras ações, ficavam nas mãos de homens. E nas áreas menos estratégicas, “era aplicada a máxima do ‘a gente deixa nas mãos das mulheres’ e a divisão estava feita”, enfatiza o consultor. Espaços antes ocupados e considerados marginais estão sendo preenchidos pelas mulheres. Mas este avanço ainda é inferior àquele na área da formação, onde as mulheres lideram em termos de educação formal. Como a sociedade está mudando, está aceitando mais as mulheres que têm estas características, a mudança vem ocorrendo também com os gestores e com os processos de gestão.


preciso debater quais são as políticas públicas necessárias para que as mulheres possam entrar e permanecer no mercado de trabalho. Saber qual é a proteção que homens e mulheres podem ter no trabalho para que suas tarefas pessoais, em relação às suas famílias e sua vida pessoal, não constituam discriminação no trabalho. [Solange Sanches do Padro]


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No Paraná Na avaliação do economista Sandro Silva, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), desde 1990 a participação das mulheres no Paraná vem crescendo em relação aos empregos formais. O índice era de 34,43% e em 2010 chegou a 43%. O fato de uma economia que não cresceu somada a taxa de desemprego forçou as mulheres a ingressarem no mercado de trabalho. Houve também uma ampliação do número de mulheres chefes de família, mães solteiras ou sozinhas. Segundo a supervisora de Documentos e Disseminação de Informações, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do Paraná, Yara Araújo Siqueira Ceccatto, o percentual de mulheres chefes de família apresentou um aumento significativo. Em 2001, era de 25% contra 75% de homens. Em 2009, este número cresceu para 32% contra 68% de homens. Há uma diferença muito grande ainda em relação aos salários, especialmente nos segmentos na área de alimento e vestuário. Segundo o Dieese, o varejo apresenta baixa salarial para as mulheres, em torno de 46%. Quanto mais aumenta o grau de escolaridade, aumenta também a diferença salarial. No Paraná este índice representa 18,63%. É em torno de 43% o índice de empregos para as trabalhadoras com ensino superior completo, o que cria uma dificuldade para que as mulheres consigam avançar nas empresas. No Brasil, a participação da mulher no mercado de trabalho é de 48%, com uma diferença salarial de 16% a menos que dos homens. O estudo do Dieese mostrou que no comércio varejista de hiper e supermercados, a participação das mulheres é 2% menor que a dos homens com relação aos empregos formais no Brasil. Invertendo-se os números no Paraná e com uma diferença de 8% a favor das mulheres na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). As mulheres recebem em média 16% a menos que os homens no Brasil e no Paraná, e a diferença é ainda maior na RMC.

Trabalho e sociedade A presença das mulheres nos trabalhos fora de casa expôs a questão da igualdade de oportunidades e de posição entre homens e mulheres na sociedade. Isto passou a ser debatido não só no mercado de trabalho, mas também em outras esferas da vida social e política. Para Solange Sanches do Prado, socióloga especialista em Trabalho e Gênero, da

Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Santiago, no Chile, “a mulher está fazendo parte das estruturas de comando da sociedade, o que traz o debate importante da vida pessoal, da vida privada e doméstica, para a cena pública”. Solange diz que “é preciso debater quais são as políticas públicas necessárias para que as mulheres possam entrar e permanecer no mercado de trabalho. Saber qual é a proteção que homens e mulheres podem ter no trabalho para que suas tarefas pessoais, em relação às suas famílias e sua vida pessoal, não constituam discriminação no trabalho”. Todas estas questões foram e continuam sendo objeto de discussão, de negociação coletiva e de regulamentação, para proteger o direito das mulheres de ter seus filhos e dos filhos de terem o cuidado de suas mães.

Mulheres de Sucesso Cíntia Fernandes Leite coordenadora de Marketing (Rivoli) Formei-me em Psicologia e no terceiro ano me interessei por comportamento do consumidor. Acabei a faculdade e fui fazer uma pós-graduação em marketing. Procurei emprego, mas esbarrava na questão da experiência. Iniciei, junto com a pós, o curso de Administração. Trabalhei na Exxon Mobil, na área de recursos humanos, mas visando a área de marketing. Saí para buscar o que eu queria, e a dificuldade novamente foi pela questão da experiência. Fui adquirindo experiência na área de analista de marketing. Os homens estão percebendo que as mulheres conseguiram demonstrar força no mercado de trabalho. Acho que em razão deste histórico de várias mulheres construindo carreiras de sucesso, nós estamos colhendo esses frutos.

Avani Tortato Slomp Rodrigues empresária (Tecnotelas) Sempre acreditei no empreendedorismo e tenho plena consciência que esta é uma forma de contribuir com a área econômica e com o


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crescimento do país. Aos 25 anos, abri a primeira empresa em sociedade com meu noivo, hoje meu marido. Formei-me em Psicologia, me especializei na área organizacional e fiz pósgraduação em Finanças. Hoje a maioria dos pequenos empreendimentos é dirigida por mulheres e isso é uma conquista. Quando os filhos vieram sempre tive a sorte de ter pessoas que me ajudaram. Mas sempre levava para a escola, era ‘mãetorista’. Mas não vi dificuldade, sou virginiana e a organização e planejamento estão em mim. Entreguei o cargo da Associação Comercial do Paraná em agosto e nunca deixei de trabalhar na empresa, que hoje são três lojas e uma indústria. Joy Lady Michels Rossi gosta de ser chamada de ‘trabalhadora’ (Infralux) Morava em Francisco Beltrão. Fui professora por três anos, passei mais três anos no Banco do Brasil e em seguida casei. Meu marido pediu para eu trabalhar com ele no financeiro da empresa e depois viemos para Curitiba, onde continuei no setor. Fiquei com ele até 2005. Comecei Zootecnia, mas parei. Acho que nos últimos 10 anos a mulher evoluiu muito e me parece que gosta mais de estudar que os homens. Entre minhas funcionárias, tenho várias mulheres chefes de família, e são elas que têm carregado a família nos ombros. A mulher tem muita coragem e, no Brasil, está concorrendo igualmente com os homens, pois a mulher tem tanto potencial como eles. Outro dia me perguntei o que mais gosto de fazer; pensei e cheguei à conclusão que é trabalhar. Fui presidente da Câmara da Mulher Empreendedora, ligada à Fecomércio e saí há um ano e meio.

Maria Cristina de Carvalho e Silva Diretora de RH do Grupo Bourbon Iniciei a vida profissional em consultoria e já era formada em Psicologia. Trabalhei no Lembrasul por 16 anos. Fiz duas pós-graduações, tive dois filhos e conciliei bem a casa, filhos e trabalho. Depois disso, vim para a Rede Bourbon, onde estou há 10 anos. No hotel existem funções que antes eram exclusivas de homens e hoje já são ocupados por mulheres em iguais condições, salariais inclusive. Tenho pessoas na minha equipe que não têm marido, e conseguem conciliar as funções. Vejo que vem crescendo o número de mulheres chefes de família. Nenhuma mulher jamais se recusou a fazer um trabalho por ser considerado masculino. Mas já vi muito homem recusar por ser ‘serviço de mulher’.

Regiane Ferreira Bento microempresária (Belara Stilo) Comecei como secretária e por incentivo do médico com quem eu trabalhava fui fazer o curso de instrumentadora cirúrgica, onde fiquei por sete anos. Casei aos 23 anos de idade e fui promotora de eventos por dois anos, engravidei e fiquei cinco anos cuidando do meu filho. Nesse meio-tempo, engravidei de novo. Meu filho tinha nove meses quando abri a loja de roupas e estou no ramo há dois anos. Nunca senti discriminação por parte dos homens, mas sim, por parte das próprias mulheres, por serem muito competitivas. Acredito que por ser inocente, no começo da carreira, fui assediada. Comecei muito nova, com apenas 14 anos.

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perfil

Selmi: receita de tradição e profissionalismo Uma história de 123 anos. O Grupo Selmi, que começou sua trajetória em 1887 como uma pequena fábrica de massas vendidas nas ruas de Campinas, é hoje um dos principais fabricantes do produto no país, com duas unidades fabris: uma em Londrina e outra em Sumaré. Mais de 20 países compartilham com os brasileiros o sabor das linhas Selmi, que exporta por ano mais de cinco mil toneladas de massas e bolos. Ricardo Selmi, presidente atual do Grupo e quarta geração dos Selmi no comando da empresa, credita este sucesso ao empenho pessoal de cada membro da família em sua época de atuação. “Cada geração abraçou a empresa, teve uma ligação forte com o seu desenvolvimento”, diz ele. Um dos maiores propósitos de Ricardo é a longevidade da marca e para isto aposta na profissionalização contínua e na busca permanente por melhoria e superação de obstáculos.

Ricardo construiu sua liderança na empresa a partir de muito trabalho cotidiano e de persistência em realizar o que se propunha a fazer. “Desde jovem me dedico muito a fazer as coisas acontecerem”, conta. A obstinação aliada à objetividade e planejamento, herdados da formação em engenharia mecânica, foram essenciais, segundo ele, para determinar sua forma de administrar. “A engenharia enfatiza o raciocínio lógico, poder de análise, e isto é essencial ao negócio”. Entre os aprendizados, lembra de uma experiência que teve em que divergiu muito do pai em uma questão, resistindo de forma incisiva em ceder aos seus argumentos. “Naquele episódio aprendi o valor da experiência. Com o decorrer do tempo observei que a posição dele acabou se confirmando. É preciso ouvir quem tem experiência e saber aliar com a vontade de fazer de quem está chegando”. Entre os desafios que enfrentou foi o próprio cenário no qual a empresa estava inserida, na década de 90. O valor do trigo era determinado pelo governo, o que interferia

na rentabilidade do setor. “Era difícil pagar bons salários e conquistar talentos. Tive que colocar a ‘mão na massa’ para realizar o que queríamos e superar esta fase”. Há seis anos, a Selmi mudou a sua composição, inaugurando uma gestão compartilhada com um novo sócio. Da família, ficou o próprio Ricardo, que acompanha muito de perto todos os passos do empreendimento. “Estamos em crescimento. Entre janeiro e junho de 2010 e o mesmo período de 2011 crescemos 22%”, conta. Dando continuidade à postura empreendedora do pioneiro Afonso Selmi, Ricardo leva a cabo o seu objetivo de garantir o bom desempenho da produção e vendas e manter as bases para o futuro. A marca Selmi oferece ao consumidor diversos tipos de massas, farinhas especiais, bolos, bolinhos, mistura para bolos, além de café, queijo ralado, azeite e biscoitos – por meio das marcas Renata e Galo. São centenas de toneladas de macarrão por dia, mantendo a receita da legítima massa italiana, que era seguida por Adolfo Selmi, o fundador da


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companhia. A empresa possui hoje maquinário e engenharia de produção de primeiro mundo – com a capacidade de expandir sua estrutura física, sem interromper a produção. São 51 mil metros quadrados de centros de distribuição, que recebem produtos diariamente.

Linha do Tempo: 1887 O italiano Adolfo Selmi desembarca no Brasil. Indo direto para Campinas, funda uma pequena fábrica de massas. Nesse início, a produção é de 4 a 9kg de macarrão produzidos manualmente e vendidos nas ruas da cidade pelo próprio Adolfo para outros imigrantes italianos. 1900 Adolfo estabelece sociedade com Hugo Gallo e vai para a Itália tratar de negócios. Na volta ao Brasil, Adolfo desfaz a sociedade. As massas são preparadas em marombas, movidas a tração animal e secadas ao sol ou em quartos de descanso, com o auxílio da queima de carvão. Todo o processo mantém o contato manual. 1911 Quando a energia elétrica chega a Campinas, a produção das massas passa a ser feita em masseiras: máquinas importadas da Itália semelhantes às usadas em padarias. A secagem, porém, continua sendo ao sol ou em quartos de descanso. 1944 A produção de macarrão ultrapassa uma tonelada por dia. Começa o processo semi-automático e a secagem passa a ser feita por meio de secadores elétricos. A manipulação da massa tem contato manual somente no empacotamento. 1961 É instalada uma nova unidade de produção em Londrina, o que facilita o abastecimento do sul do país. O Pastifício passa a ter reconhecimento internacional, a partir da participação em uma exposição sediada na Itália - ONAR. 1964 Com a inauguração do moinho é lançada a Farinha de Trigo Renata. Um ano mais tarde, a produção passa a ser realizado durante 24 horas ininterruptas, em um processo totalmente automatizado (nenhum contato manual) e contínuo.

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1970 É lançado o Macarrão Renata. Três anos mais tarde, são implantadas as equipes de vendas. O Pastifício Selmi chega a 68 vendedores, distribuídos por Campinas e região, Belo Horizonte, Bauru, São Paulo e Londrina. 1989 Ganha troféu e diploma no XII Prêmio Internacional de Alimentos e Bebidas, na Alemanha (Düsseldorf ). É a consagração pública, local, nacional e internacional. Década de 90 Inicia um grande processo de desenvolvimento, com investimentos em máquinas, equipamentos de última geração, treinamento de pessoal, pesquisa e tecnologia. Adota a política “investir para competir”. Com um investimento de cerca de US$ 12 milhões, prepara-se para concorrer com as empresas multinacionais, principalmente a indústria italiana presente no mercado nacional. Inicia a produção de bolo pronto da marca Renata, na moderna fábrica de Sumaré que, com uma área de 225.000 metros quadrados, é doze vezes maior que a anterior. Anos 2000 Inicia a fabricação de massas na unidade de Sumaré, fábrica considerada a mais moderna da América do Sul, estando entre as mais modernas do mundo. A linha produção de espaguete instalada nessa fábrica produz 4.500kg/h. Começa a funcionar a maior máquina de talharins do mundo, com alta produtividade e qualidade incomparável. Também adquire a maior máquina de massa cortada da América do Sul, com produção de 4.500 kg/h, tempo de secagem de 3 horas e altíssima tecnologia, considerada uma das mais modernas do mundo. Instala uma nova máquina de macarrão instantâneo para atender o grande aumento de demanda. Com capacidade de 3.000 kg/h essa máquina apresenta um sistema de empacotamento dos mais automatizados em níveis mundiais. O Pastifício Selmi completa 120 anos. Para comemorar, o grupo lança uma campanha nacional com nove filmes para TV e anúncios na Revista Caras, entre outras peças e ações de marketing. O mote: “Selmi 120 anos. A sua emoção é o nosso alimento” reflete a dedicação com a qual o pastifício desenvolve e produz os seus produtos.


VAREJO

Classes emergentes: como vender para elas Uma pesquisa elaborada pelas empresas Nielsen e Kantar mais, impactando diretamente a forma como ele se relaciona WorldPanel e divulgada no início deste ano mostra que o com as lojas, e, consequentemente, potencializando o receio consumo das classes D e E no varejo (renda familiar média de adquirir algo novo. O estudo aponta que até 25% dos até R$ 680), em 2010, cresceu mais que o das classes C e consumidores da classe C, D e E admitem falta de confiança AB. Segundo o estudo, o consumo das classes D e E no ano diante de uma compra. A principal queixa desses clientes é a passado cresceu 16% em valores, enquanto as classes C e AB de que são mal recebidos por pertencerem a um grupo de permaneceram em 13%. A previsão do segmento é que em baixa renda. Essa percepção é de 50% e 51%, respectivamente, 2011 a alta continue vindo das faixas de renda mais baixas. entre os clientes C e D, e ultrapassa o índice de 56% entre os Em 2010, a alta no consumo de 139 categorias de produtos consumidores E. (alimentos e bebidas, higiene, saúde e limpeza) veio das Durante a pesquisa realizada com 1,6 mil consumidores nas classes C1 e C2 (renda familiar de R$ 962 a R$ 1.459). Em 2011, cidades de São Paulo e Recife, os consumidores relataram virá da C2 e DE, enquanto em 2012 será basicamente da DE, casos em que sentiram desconforto ao perceber, por conforme aponta a pesquisa exemplo, que eram acompanhados “Mudanças no Mercado Brasileiro Muitos desses consumidores muito de perto por atendentes ou 2011”, também realizada pela seguranças em seções como bazar trabalham em serviços Nielsen. e eletroeletrônicos. A pesquisa O setor já vem percebendo pesados diariamente ou aponta ainda em quais pontos essa mudança e tem buscado o setor varejista precisa ajustar passam a semana toda se adaptar. Grandes redes a forma de atendimento. Lojas de supermercados têm feito servindo outras pessoas lotadas, com serviço lento e filas transformações, como o grupo e, na ida ao supermercado enormes nos checkouts causam Pão de Açúcar, que converteu grande descontentamento em 65% querem ser bem atendidos. CompreBem e Sendas em Extra da classe C, 61% da D e 59% da E. Supermercado, que possui mais [Luciana Aguiar] A antropóloga responsável pelo variedade de produtos e serviços. estudo, Luciana Aguiar, diz que Já o Carrefour tem diversificado o a tática de reduzir atendimento modelo de negócios como parte das estratégias para atender e serviços, adotada por algumas redes interessadas em esse público. No Brasil, a empresa tem em seu portfólio os baratear custos, pode prejudicar a avaliação deste público. formatos Hiper, Bairro, E-commerce, Atacadão e Dia%. A pesquisadora lembra que muitos desses consumidores Ainda assim, especialistas do setor consideram que os trabalham em serviços pesados diariamente ou passam supermercadistas precisam aprimorar o atendimento para a semana toda servindo outras pessoas e, na ida ao agradar o público emergente. De modo geral, o comércio supermercado querem ser bem atendidos. Para agradá-los, ela varejista não oferece bom atendimento aos consumidores afirma que alguns serviços básicos já bastam. Disponibilizar das classes C, D e E, de acordo com estudo da consultoria empacotadores, prática cada vez menos comum, é um deles. Plano CDE. Segundo o levantamento, a deficiência é comum Outro exemplo é entregar as compras em casa. Boa parte para quase todas as classes, mas que, no caso da clientela desse público não possui automóvel próprio. popular, a auto-estima do consumidor é influenciada ainda


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Stella Kochen Susskind, presidente da consultora Shopper Experience, destaca outras falhas no atendimento, como a abordagem inexistente ou inadequada, a falta de proximidade no atendimento e a falta de interesse nas reais necessidades do cliente, gerando o “empurrômetro”. Para ela, é preciso “humanizar” o atendimento porque, muitas vezes, no momento mais crítico, o funcionário nem ao menos olha para o cliente. Ela considera que o grande diferencial é que estas classes querem saber com clareza o que estão comprando, quais implicações existem nos contratos e nos financiamentos. Ou seja, necessitam de atenção redobrada e transparência e muitas vezes os próprios funcionários não conhecem as condições dos contratos, nem mesmo os produtos. Isso gera insegurança nos clientes e, consequentemente, perda nas vendas. Stella ressalta que os empresários do setor precisam estar atentos à seleção e ao treinamento dos funcionários. A melhor estratégia, segundo ela, é contratar consultores especializados em varejo e, principalmente, adequado ao público brasileiro. “A humanização nada mais é do que evitar treinamentos enlatados e evitar a robotização dos funcionários. Tem que haver naturalidade, boa vontade, disponibilidade em atender e interesse no cliente”, explica.

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Crescimento nas vendas Ainda pensado em agradar o público emergente, vale lembrar quais os produtos mais consumidos por eles. De acordo com a pesquisa da Nielsen e Kantar WorldPanel o consumo de bebidas não-alcoólicas, que havia crescido 2% em 2009, avançou 9,6% em 2010. Para bebidas alcoólicas, o crescimento passou de 2,9%, em 2009, para 7,9% no ano passado. Nos perecíveis, a alta foi de 9,3% em 2010 contra 4,6% um ano antes. O estudo mostrou que a venda de produtos de higiene e beleza também cresce mais nas classes D e E. O volume médio comprado por essas duas classes em 2010 teve alta de 8% contra um crescimento de 7% nas classes C e AB. Além disso, o número médio de vezes que o consumidor vai ao supermercado por ano avançou de 106 em 2008 para 123 em 2010, o que representa uma média de três vezes por semana. A pesquisa mostra ainda que 80% dos lares optam por mais de três lojas diferentes para se abastecer. A pesquisa foi realizada com uma amostra de 8,2 mil lares de todas as classes sociais, em cidades acima de 10 mil habitantes. O questionário foi aplicado em junho de 2010.


CALENDÁRIO

Crianças: presentes tradicionais e do mundo digital iPad

Telefones celulares, laptops, câmeras digitais e players de MP3 estiveram entre os presentes de Natal mais procurados em 2010 pelo público ainda em idade pré-escolar. Estas informações dão o tom do que pode vir no Dias das Crianças de 2011. De laptops infantis a aparelhos eletrônicos sofisticados, os passatempos da meninada de hoje em dia são cada vez mais avançados tecnologicamente. Segundo fabricantes e lojistas especializados em brinquedos, a intenção é suprir consumidores mirins que querem imitar os pais. Mas mesmo com a modernização e adaptação necessárias para atender os anseios das crianças de hoje, certos brinquedos nunca perdem o charme e a originalidade. Por isso, os fabricantes continuam apostando neles, permitindo que os pais brinquem com seus filhos com novas versões de bonecos e jogos de tabuleiros de sua própria infância. “Para entrar no mundo infantil não basta apenas agradar aos pequenos, é preciso saber conquistar os pais, aqueles que, no

final, vão pagar a conta”, lembra o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista, que prevê um faturamento de R$ 3,5 bilhões em 2011 para o setor – com pelo menos 40% das vendas previstas para o Dia das Crianças, principal data para o segmento. Ícone nos anos 1980, o Playmobil ainda hoje permite que as crianças montem os bonequinhos em diferentes paisagens e situações, mas a Sunny apresenta agora versões com novos dispositivos e tecnologias, como lançador de água, barquinhos que flutuam e submarinos com motor à fricção. Na linha dos tabuleiros, o Super Banco Imobiliário, da Estrela, agora conta com cartões de débito no lugar das pequenas cédulas de papel. Já no Banco Imobiliário Corinthians, os participantes podem comprar, vender e trocar os jogadores do Timão para garantir lucros e saírem vencedores. Outros brinquedos clássicos da Estrela reaparecem com um dos principais atributos atuais desta indústria: o licenciamento. O famoso


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bagunça em suas lojas. Entre seus principais clientes estão os pais de classe média alta que têm o costume de levar seus filhos para as lojas e estimular neles a vontade de manusear e de passar o tempo com um brinquedo diferente dos tradicionais. “Nossa sala fica uma confusão. Os pequenos tocam em todos os produtos e ficam deslumbrados com tanta novidade”, completa. Deixar a criança mexer em tudo e descobrir ali o prazer do novo brinquedo são apenas algumas das armas de conquista. “Fazemos oficinas com nossos brinquedos e já fizemos até um festival de cinema infantil. Queremos tirar o melhor de cada criança e fazer com elas descubram o prazer em pequenas coisas”, contam Flávia Oliveira e Flávia Klinger, sócias do ateliê Enfim Enfant, no Rio de Janeiro. Pião, marionete e fantoches são algumas das atrações da loja, que trabalha basicamente com produtos importados. “Muitas crianças que entram aqui estranham no início. É um universo diferente, longe da televisão e de todo o eletrônico que os cerca”, declara Flávia Oliveira.

Elaine Mandado burrinho Pinote, que dá coices à medida que os jogadores tentam equilibrar objetos sobre ele, é agora o personagem equivalente da premiada animação Shrek. O Pula-Shrek foi adaptado do Pula-Pirata. A Estrela também trouxe de volta o Ferrorama, totalmente remodelado, o produto inclui uma locomotiva com farol, som característico e dois vagões de passageiros. O Mr. Potato Head (Cabeça-de-Batata), da Hasbro, é representado por conhecidos personagens como Homem-Aranha e Darth Vader. Outro destaque da empresa são as novas versões da boneca Moranguinho e nova linha de produtos My Little Pony com DVDs domésticos, livros, videogames e peças de decoração. “Os pais já estão reconhecendo mais o valor do brinquedo educativo e as crianças estão mais seduzidas por esses produtos. Nossa prioridade é estimular o desenvolvimento da criança com nosso produto. Queremos resgatar o valor do brinquedo de madeira, da matéria simples que pode acalmar e dar um prazer imenso à garotada”, diz o proprietário da Dicá, fabricante de brinquedos educativos. Para ele, a era dos jogos eletrônicos e do computador 24 horas por dia está acabando. O proprietário da Dumbo – que vende exclusivamente brinquedos educativos –, Henrique Heinrich, é defensor da

A PB Kids que vende desde brinquedos educativos até eletrônicos também estimula que seus pequenos clientes mexam e descubram os produtos expostos na prateleira. “Temos materiais abertos para demonstração e nossos funcionários são treinados para mostrar aos clientes como funcionam. Muitas vezes são os pais que vêm aqui e compram um presente para seus filhos”, comenta Maria José dos Santos, gerente da PB Kids. Para ela, os brinquedos comuns ainda têm mais saída que os educativos, principalmente quando um super-herói está em ação nas telas de cinema. “É impressionante ver como a garotada fica louca quando um filme como Homem-Aranha ou Batman chega aos cinemas”, comenta. E para quem não quer abrir mão da tecnologia e mesmo assim atrair os pais, a dica vem da gerente de serviços a marketing da Faber Castell, Elaine Mandado. Em 2008, empresa desenvolveu o Clubinho Faber. “Lidar com crianças é difícil. Elas são sinceras e falam tudo o que têm na cabeça. É importante estar de bem com a vida e fazer tudo com o coração”, atesta o presidente da Abrinq que também faz uma ressalva: “todo brinquedo deve ter a certificação do Instituto Brasileiro de Certificação e Qualidade (IBCQ), órgão autorizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro)”, conclui.


tecnologia

Tecnologia aliada ao varejo Imagine ir a um supermercado ou a uma loja de departamentos sem precisar enfrentar filas no caixa. Imagine pegar o carrinho de compras e ver em um monitor as ofertas do dia, e mais, já calculando todos os produtos que você está comprando sem a necessidade de passar tudo pelo caixa. Isso é possível? Sim, e já está sendo testando em países como Estados Unidos, Alemanha e Brasil. O responsável por essa revolução é a tecnologia RFID (RadioFrequency Identification), que significa identificação por frequência de ondas de rádio. A chamada etiqueta eletrônica deverá substituir o código de barras, sistema que foi implantado nos Estados Unidos na década de 1970, e no Brasil dez anos mais tarde. Mas as vantagens do RFID vão muito além dos benefícios para o consumidor. Regiane Relva Romano, presidente da Vip-Systems Informática, empresa de São Paulo que presta consultoria e desenvolve sistemas para controle de acesso, comenta que a tecnologia pode auxiliar no armazenamento e leitura de dados como lotes, validade, localização dentro da loja, estoques, logística, entre outras possibilidades. “Ao contrário do código de barras, esse sistema via rádio frequência não precisa ser visado, e é possível ler e escrever dados nas etiquetas sem a necessidade de tirar os produtos das embalagens. Além disso, dentro da fábrica, é possível fazer inventário, rastrear o produto e até mesmo utilizar informações para fazer campanhas promocionais de produtos que estão vencendo”, comenta Regiane. Redes mundiais de supermercados como o MetroGroup, na Alemanha, e o Walmart, nos Estados Unidos, estão investindo em pesquisas tecnológicas para substituir o código de barras atual pela tecnologia RFID em todos os departamentos das lojas. Segundo Regiane, o Walmart já está usando o sistema na gestão de produtos têxteis nos supermercados. Já o Metro criou, em 2008, uma loja

conceito para apresentar e testar todas as tecnologias melhorando a gestão e a experiência de compra do consumidor. Regiane adiantou que no Brasil existem várias empresas atuando no desenvolvimento de etiquetas eletrônicas, e que a Vip-Systems desenvolveu uma solução de ponta a ponta que, inclusive, será implantada em uma loja de roupas, que irá testar a ferramenta na área têxtil e, na sequência, no setor de eletroeletrônicos. Desafios Na avaliação de Regiane, o RFID ainda precisa vencer alguns desafios para ser amplamente utilizado, pois a tecnologia tem problemas quando entra em contato com a água e com o metal – a água absorve as ondas de rádio e o metal reflete as ondas de rádio. “O Brasil, desde 2009, vem investindo e disponibilizando recursos públicos para o desenvolvimento

O sistema poderá ter reflexo direto no custo Brasil, com a rastreabilidade de impostos, além do impacto na mão de obra. Alguns postos de trabalho sumirão, mas outros exigirão maior preparação, semelhante ao que aconteceu com a automação bancária.


de pesquisas nesta área. Acredito que estamos em uma fase semelhante ao que ocorreu com o código de barras que no início não se aplicava a todos os produtos, mas essa dificuldade foi superada”, avalia. Regiane acrescenta que hoje em dia, com a tecnologia do RFID disponível, já é possível aplicar a solução sem problemas em setores como têxtil, eletro, bebidas e outros produtos de maior valor agregado – como protetor solar – que acabam ficando fora da área de compras e do alcance do consumidor. Outro desafio importante para a disseminação da etiqueta eletrônica, comenta a presidente da Vip-Systems, é a necessidade de um processo de cooperação entre a indústria e o varejo, pois os ganhos serão muito maiores e os investimentos menores. “Nos Estados Unidos, o Walmart chamou os principais fornecedores para que agilizassem o processo de implantação para continuar atendendo as lojas da rede. Já na Alemanha, o MetroGroup está dividindo os custos com a indústria. Eu entendo que esse deve ser mesmo o caminho, pois precisa ser um processo onde todos ganham”, destaca. Segundo ela, “já passou da hora” do RFID estar sendo utilizado, pois o sistema irá trazer inúmeras vantagens, reduzindo inclusive problemas atuais que o País enfrenta. “O sistema poderá ter reflexo direto no custo Brasil, com a rastreabilidade de impostos, além do impacto na mão de obra. Alguns postos de trabalho sumirão, mas outros exigirão maior preparação, semelhante ao que aconteceu com a automação bancária”, pondera. Em relação aos rumores de que o sistema RFID poderia ter influência direta na privacidade, já que com essa nova etiquetagem, as informações obtidas pelo varejo são mais eficazes e de maior controle, a partir do monitoramento feito pelo dispositivo, a presidente da Vip-Systems afirma que a informação não procede. Isso porque o chip utilizado no sistema é passivo, ou seja, precisa de uma antena para ser energizado. “A identificação que fica é a do produto e não a do consumidor”, pondera. Segundo ela, as pessoas precisam se preocupar com a violação de privacidade que ocorre nas redes sociais quando os usuários expõem dados pessoais. Assim como, na biometria facial das câmeras de vídeo. “Isso sim é violação de privacidade, pois a biometria facial não pede licença para rastrear”, destaca.


eventos

A EVOLUÇÃO DO VAREJO CHEGA TAMBÉM À LONDRINA

Tudo pronto para a Supernorte Fortalecimento. Essa é a palavra-chave do setor supermercadista no panorama atual. O setor, que emprega mais de um milhão de pessoas e que faturou no passado cerca de R$ 200 bilhões, está otimista que para 2011 os números podem ser ainda melhores. E é neste positivo cenário que será realizada nos dias 18 e 19 de julho a 9ª edição da Supernorte (Feira e Convenção Regional de Supermercados), que tem como sede o Centro de Exposições e Eventos de Londrina. O evento, promovido pela Associação Paranaense de Supermercados (Apras), tem como proposta aproximar toda a cadeia que abastece o varejo, principalmente, do pequeno e médio empresário, além de proporcionar um ambiente favorável para negócios e atualizações. Este ano é muito especial para o evento. Com o aniversário de 40 anos da entidade, as projeções se mantêm positivas para uma edição de comemorações. De acordo com Pedro Joanir Zonta, presidente da Apras, para manter uma entidade atuante e fortalecida no Paraná, é preciso que as atividades estejam consolidadas nas regionais. “Entre nossas prioridades como representantes de classe sempre esteve a ampliação das ações da Associação no interior do Estado, inclusive com

cursos e treinamentos realizados por meio da Academia Empresarial Apras, o que temos honrado com grande êxito”, conclui. O presidente da Regional Norte da Apras, Valdecir dos Santos Galhardi, comenta que a feira supermercadista deve superar todas as expectativas dos organizadores, e reunir nos dias de feira um público superior a oito mil visitantes. “Estamos bastante entusiasmados com os preparativos. Temos a confirmação da participação de empresas de toda a cadeia, o que certamente irá tornar a Supernorte mais atrativa e mais profissional”, comenta. O diretor comercial da Apras, Walde Renato Prochmann, confirma que todos os espaços da feira foram comercializados, e o evento deve reunir cerca de 90 empresas oriundas dos três estados do Sul do Brasil, e especialmente, da região Norte do Paraná. “Teremos a participação de muitas empresas que estarão pela primeira vez na feira, além de muitas novidades”, disse. Entre elas está o segmento de hortifruti, que por meio de uma parceria com instituições como o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), irá reunir diversas empresas de agricultores familiares.


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Agenda

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fortalecendo a motivação e o

dos Santos. Já no dia 19, às 18h00, o

relacionamento, assim como,

tema SPED Fiscal volta a ser discutido

transformar palavras em ações que

seguido da palestra “Gestão de

gerem resultados positivos.

Pessoas”, com Cristiane Pasquinelli.

que será proferida no dia 19, às

Outra novidade nesta edição será a

E como acontece em todos os anos,

14h00, por Eduardo Shinyashiki,

Oficina do Conhecimento que dará

o projeto Apras Mulher – braço de

consultor organizacional, escritor e

oportunidade aos participantes para

responsabilidade social da entidade

especialista em desenvolvimento das

atualização em temas pertinentes

–, em parceria com os expositores, irá

Competências de Liderança,. Autor

ao setor. No dia 18, às 18h00, está

promover a arrecadação de doações

dos livros Viva como Você Quer Viver

programado o tema “SPED Fiscal

das vitrines de feira. O material

e A Vida é um Milagre, Shinyashiki

- Dúvidas e Sugestões”, que será

recolhido será repassado para

irá propor aos participantes como

coordenado por Viniccius Feriato; e

instituições beneficentes da região de

expandir a postura de criador de

às 19h00 será a vez do tema “Padaria

Londrina.

contextos, elevando a autoconfiança,

- diferencial de uma loja”, com David

A programação da Supernorte 2011 contará com a palestra “Vencendo desafios e construindo o futuro”,

Serviço 9ª Supernorte – Feira e Convenção Regional de Supermercados Dias 18 e 19 de julho, das 14h00 às 23h00 Local: Centro de Exposições e Eventos de Londrina Rodovia Mábio Gonçalves Palhano, 3333

Patrocínio

Realização


índice de vendas

Limpeza, Mercearia e Bebidas foram as cestas que cresceram no período apresentou o maior crescimento, devido às vendas mais altas de roupas e calçados com a chegada do inverno.

Na análise do acumulado 2011 versus 2010 (períodos 1 a 5), Curitiba apresentou um crescimento nominal de 7,8%, inferior à média Brasil de 8,9%. Considerando a inflação de 6,11% no período, o crescimento real de Curitiba foi 1,7% e do Brasil foi 2,7%. Ainda no acumulado, todas as cestas apresentaram crescimento, com destaque para o consumo local (16,9%). No comparativo do período 05 (entre 25 de abril e 22 de maio) em relação ao período anterior (entre 28 de março e 24 de abril), as vendas do setor de autosserviço em Curitiba apresentaram uma queda nominal de 13%, superior a queda da média Brasil que foi de 10,6%. A cesta de Mercearia teve a maior retração com variação nominal maior que no Brasil (-42,3% x -33,1%), em função do retorno aos patamares normais, após os efeitos de sazonalidade da Páscoa. Enquanto a cesta de Têxtil

Metodologia utilizada A metodologia utilizada para coleta dos dados pela Nielsen é a chamada scantrack, que realiza a captura semanal de dados provenientes dos caixas de supermercados colaboradores (leitores ópticos do autosserviço). Possibilita uma análise detalhada das categorias de produtos, semana a semana. O ano scantrack é dividido em 13 períodos de quatro semanas cada. Isso significa que, na maioria das vezes, as informações não são referentes ao mês fechado.

Curitiba

Interior do Paraná

Variação Nominal

Variação Real**

Variação Nominal

Variação Real**

-13,0%

-13,4%

-10,6%

-11,1%

PERÍODO 05 x MESMO PERÍODO DE 2010

4,9%

-1,4%

6,0%

-0,4%

ACUMULADO 2011 versus 2010

7,8%

1,6%

8,9%

2,7%

Período de Análise – 25/04/2011 a 22/05/2011 PERÍODO 05 x PERÍODO 04

*Números de Curitiba e Região Metropolitana com amostragem concentrada nas grandes redes. **Real – deflacionado desde janeiro de 2001 pelo IPCA do IBGE


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Importância Per - 28/03/11 a 27/04/11

Brasil

Paraná

Período 5 25/04/11 a 22/05/11

Variação em relação ao acumulado

Curitiba

Brasil

anterior (2011x2010)

Variação em Variação em

relação ao

relação ao perío-

mesmo

do anterior

período do ano

(04x03)

anterior (o4/11x04/10)

Variação em

Variação em Variação em rela-

relação ao mesmo

acumulado

ção ao período

período do ano

anteior

anterior (04x03)

relação ao

anterior (04/11x04/10)

(2011x2010)

VENDAS TOTAIS

100%

100%

7,8%

-13,0%

4,9%

8,9%

-10,6%

6,0%

BEBIDAS

31,5%

31,0%

8,6%

-9,4%

10,5%

9,7%

-13,5%

8,0%

CASA

21,0%

20,7%

8,4%

15,6%

7,8%

9,0%

19,4%

7,7%

CONSUMO LOCAL

9,8%

9,7%

16,9%

-3,4%

17,4%

8,1%

-4,3%

7,3%

ELETRONICOS

11,2%

10,7%

7,0%

5,4%

-12,5%

9,8%

6,8%

-5,5%

LIMPEZA

7,5%

7,8%

9,9%

3,4%

14,1%

8,6%

1,7%

10,5%

MERCADORIA GERAL

6,1%

4,0%

5,0%

-3,7%

1,9%

9,9%

-6,0%

6,3%

MERCEARIA

3,7%

5,7%

9,1%

-42,3%

8,6%

7,9%

-33,1%

6,2%

OUTROS

4,0%

4,0%

3,8%

2,5%

17,4%

73,1%

-2,7%

92,7%

PERECIVEIS (FRESCOS)

4,3%

3,8%

7,8%

-3,4%

6,6%

6,9%

-6,4%

5,0%

PERFUMARIA

0,5%

2,3%

6,9%

2,9%

8,7%

7,4%

0,6%

8,2%

TEXTIL

0,2%

0,2%

2,0%

37,0%

-2,3%

5,3%

28,2%

3,2%


artigos

Andréa Luy é psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), pós-graduada em Gestão de Pessoas pela Faculdade Estudos Sociais do Paraná (Fesp) e em Gestão Estratégica do Varejo pela USP/ Provar. É gerente de treinamentos da Academia Empresarial Apras.

A profissão que não tem gênero Ao analisar o comportamento da força de trabalho feminina no Brasil nos últimos 40 anos, o que chama a atenção é o vigor e a persistência do seu crescimento. A participação feminina no mercado de trabalho brasileiro foi uma das mais marcantes transformações ocorridas no país desde os anos setenta. O Ano Internacional da Mulher, decretado m 1975 pela ONU (Organização das Nações Unidas), dá um forte impulso à organização e aparecimento destes grupos. Várias são as razões para explicar o ingresso acentuado das mulheres no mercado de trabalho a partir de então. A necessidade econômica, que se intensificou com a deterioração dos salários reais dos trabalhadores, obrigando-as a buscar uma complementação para a renda familiar, é um dos grandes fatores para a inclusão da mulher no mercado de trabalho. Outras causas também explicariam o novo comportamento feminino. Profundas transformações nos padrões de comportamento e nos valores relativos ao papel social da mulher, intensificadas pelo impacto dos movimentos feministas, pela presença feminina cada vez mais atuante nos espaço público e também a falta de profissionais no mercado de trabalho facilitaram a oferta de trabalhadoras. As mulheres representam mais de 40% da força de trabalho no país, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Porém, esta inserção ainda é preponderante nas ocupações e ofícios que guardam correlação direta com as funções que elas desempenham no espaço doméstico, tendo menor status social e demandando menor qualificação formal; conseqüentemente auferindo menor renda. Muitas são as barreiras, visíveis e invisíveis que mantém as mulheres mais distantes de cargos que até então foram denominados como sendo masculinos. Mas a necessidade e principalmente a luta feminina para conquistar seu espaço profissional têm levado as

mulheres a desempenhar funções diferenciadas muito bem. Muitos trabalhos já estão sendo feitos com grande qualidade e já não são mais vistos por consumidores e clientes como profissões masculinas. Para podermos visualizar melhor o trabalho de mulheres em cargos até então ditos como masculinos, fomos ver de perto o trabalho de uma açougueira e uma auxiliar de pedreiro, ambas profissionais na cidade de Curitiba. Pedimos a elas que nos contassem brevemente sua história. Confira: Auxiliar de pedreira Sandra de Souza Silva de Jesus, 37 anos, tem dois filhos, é formada em magistério (nível médio) e é costureira, função esta que desempenhou por pouco tempo. Trabalha com o marido, José do Carmo de Jesus, há mais de 10 anos fazendo pintura, rejunte, quebra de paredes, preparando argamassa, usando ferramentas como martelos, alicates, pincéis, pás, enxadas, marretas, trenas e outros instrumentos da construção civil. Faz um excelente acabamento nas obras e tem um excelente reconhecimento no setor. Como o próprio marido disse:


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“Gosto do trabalho da minha mulher por ela ser mais delicada e paciente, tendo uma atenção melhor no que faz, é bem detalhista”. Conte-nos sua história de como foi trabalhar como servente de pedreiro? [Sandra] Comecei ajudando meu marido em casa. Eu levava a janta para ele, que sempre trabalhou no período noturno na construção de prédios e sobrados. Interesseime por ajudá-lo e dei início a um trabalho como auxiliar de pedreiro, trabalhando com ele à noite também. Dizem que a mulher é mais frágil e vaidosa. Como fica isto diante da sua profissão? [Sandra] Acho que a mulher cresce tendo força de vontade, não vejo grandes empecilhos para ela quando deseja fazer alguma coisa. Você já recebeu críticas ou ouviu piadinhas? [Sandra] Já me chamaram de “maluca” por ter que trabalhar no período noturno. Mas meu marido me incentiva e diz: “Gosto do trabalho da minha mulher por ela ser mais delicada e paciente, tendo uma atenção melhor no que faz, é bem detalhista”. O que você sonha para um futuro próximo? [Sandra] Meu sonho é trabalhar em conjunto com alguns familiares, quem sabe uma sociedade entre nós, pois o pai do meu marido também é pedreiro. Açougueira Berenice Rodrigues Januário, 30 anos, tem três filhos. Trabalha com desossa, abastece loja com bandejas de carne, atende muito bem os clientes, ajuda com pedidos e também faz toda a higienização do setor, usando instrumentos como facas, serra-fita, moedores e entre outros. Segundo seu líder de setor, Marcos da Silva, faz um excelente trabalho. Conte-nos sua história de como foi trabalhar como açougueira? [Berenice] Iniciei no supermercado como zeladora e então vi uma vaga em aberto no setor. Perguntei ao líder se era difícil trabalhar em açougue e pedi uma oportunidade. Ele me disse que eu faria um teste durante uma semana treinando com os cortes de temperados. Passei nesta avaliação e então fui efetivada no setor, passando por treinamento. Dizem que a mulher é frágil e vaidosa. Como fica isto

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diante da sua profissão? [Berenice] Mulher também consegue fazer trabalhos mais difíceis, não é só homem que tem força para esta profissão e consegue carregar caixas com carnes. Pedem cortes especiais para mim, eles pedem pelo meu corte de carnes e dizem: “Berenice, faz daquele jeitinho que você sabe”. Você já recebeu críticas ou ouviu piadinhas? [Berenice] Recebo críticas, inclusive de colegas homens. Escuto piadinhas como, por exemplo, “você não tem força para carregar uma carcaça”. Mas penso que não precisa carregar carcaça para ser uma boa açougueira. O que você sonha para um futuro próximo? [Berenice] Meu sonho é crescer na empresa onde trabalho. Tenho uma relação muito boa com o meu líder e ele me incentiva a crescer e construir carreira. Com dedicação e profissionalismo, a mulher tenta conquistar o padrão de perfeição no trabalho, em especial pela capacidade empreendedora e a seriedade com que enfrenta os desafios que se apresentam. A inserção feminina no mercado de trabalho tem sido competitiva, pois a sua presença frente a esse novo cenário contribui para o sucesso dos negócios dando um toque especial às organizações. Referência Bibliográfica CABRAL, Márcia Regina; Trabalho de Monografia, O mercado de trabalho na década de 90. Um mundo em transformação. p. 63,1999,Itajaí-sc


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*Bernt Entschev é fundador e presidente do Grupo De Bernt, colunista da Gazeta do Povo, Revista Supermix e La Nación, comentarista nas rádios CBN Curitiba e 91 Rádio Rock, e autor do livro Executivos, Alfaces & Morangos.

O ano das mulheres

P

ouco mais de seis meses passados da presidente Dilma ter tomado posse, o que se percebe é a confiança nas mulheres crescer vertiginosamente. Além de ocupar o principal cargo do País, Dilma Roussef escolheu dez mulheres para ajudá-la a comandar o Brasil nos quatro anos de seu mandato, a última delas a integrar a cúpula foi a curitibana Gleisi Hoffmann, que assumiu a Casa Civil. Não à toa, com todo o rebuliço que a posse da presidente causou, não seria diferente o comentário principal para as mulheres, em 2011: “este será o ano das mulheres”. Engana-se quem pensa que elas comandam apenas no Governo

Federal. As empresas têm buscado cada vez mais mulheres para ocuparem cargos estratégicos, de nível gerencial para cima. Não é de hoje que percebemos esse movimento. Estudos já comprovaram que a mulher tem conseguido nos últimos anos, em média, um nível cultural mais elevado que os homens. Além, é claro, das múltiplas competências que elas, naturalmente, possuem. O fato de a mulher conseguir executar várias tarefas simultaneamente, por exemplo, faz com que ela consiga ter uma visão holística das organizações, o que é muito útil em cargos estratégicos. Hoje em dia, um profissional precisa dominar o negócio, entender a sua essência, mas, principalmente, saber lidar com diferentes conflitos ao mesmo tempo – característica nata da maioria das mulheres também. Esse movimento que já vinha acontecendo nos últimos anos se fortalecerá ainda mais no Brasil com o

país sendo presidido por uma mulher. Já podemos observar uma confiança maior na capacidade das gestoras, por parte das empresas que atendemos. Porém, o que ainda preocupa é a disparidade de salários entre homens e mulheres. Mesmo elas sendo capazes de fazer seu trabalho tão bem quanto, ou melhor que, os homens, elas ainda saem perdendo no quesito salário. Entretanto, isso é apenas uma questão de tempo. A abertura para as mulheres em níveis de alto escalão já é um grande passo. O próximo, certamente, será equiparar as remunerações. A mulher não precisa perder sua feminilidade no mundo corporativo. Mas, controlar suas emoções e evitar levar as coisas para o lado pessoal serão atitudes fundamentais para permiti-las dominar o mercado de vez.


suporte jurídico

Curitiba faz pesquisa inédita para avaliar adequação à lei sobre glúten Apras quer aprimorar legislação estadual para evitar perdas aos supermercados e ao consumidor A Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Curitiba acaba de divulgar os resultados de uma pesquisa, inédita no Brasil, desenvolvida para avaliar a adequação dos supermercados à Lei Federal nº 10.674, de 16 de maio de 2003, que obriga os fabricantes de alimentos a incluir nos rótulos dos produtos as inscrições “contém glúten” ou “não contém glúten”. De acordo com a pesquisa, iniciada em setembro de 2009, dos 579 produtos analisados em 27 supermercados da capital, 63 (11%) apresentaram irregularidades. Outros 20 produtos (3,45%) poderiam causar problemas, caso fossem ingeridos, aos celíacos – portadores da doença caracterizada pela intolerância ao glúten. Os resultados da pesquisa, coordenada pela nutricionista Sabrina Vianna Mendes, foram encaminhados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e à Secretaria Estadual de Saúde, que determinou aos fabricantes dos produtos com

Sabrina Vianna

consumidor”, explica Sabrina. Solução pelo diálogo

irregularidades o cumprimento da lei. Já os supermercados tinham até 19 de junho para retirar as mercadorias das prateleiras, sob pena de sofrerem as sanções legais, caso não cumpram a determinação. “O problema é dos dois. Se o supermercado compra produtos com irregularidades do fabricante, é co-responsável pela venda e pelas conseqüências que isto pode trazer ao

A pesquisa reacende o debate iniciado no ano passado com a entrada em vigor da Lei Estadual Nº 16.496/2010, que obriga os supermercados a terem espaço próprio para expor produtos alimentícios para pessoas com diabetes, intolerantes à lactose e com doença celíaca (leia quadro). Por enquanto, os técnicos da Vigilância Sanitária da Prefeitura de Curitiba e do Governo do Estado ainda não estão fiscalizando o seu cumprimento. “Nós estamos esperando a lei ser regulamentada”, explica a chefe do setor em Curitiba, Ana Valéria de Almeida. A Associação Paranaense dos Supermercados (Apras), contudo, já tem posição clara sobre o assunto. Respeita os portadores destas restrições alimentares e está decidida a encontrar uma solução de comum interesse para o impasse, mas defende um ajuste na lei para evitar prejuízos a todos os segmentos envolvidos no


debate. Com este objetivo, a Diretoria e o Departamento Jurídico da Apras estão dialogando com o Governo do Estado e, ao mesmo tempo, concluindo a preparação de uma minuta contendo propostas de adequações ao projeto original. O documento será encaminhado à Assembléia Legislativa. “Não queremos briga. Só queremos prateleiras com produtos para celíacos”. Se depender da Associação dos Celíacos do Paraná (Acelpar) será possível a construção de um acordo com os supermercados e a Vigilância Sanitária do Paraná para garantir o cumprimento da lei sem prejuízos a nenhum dos segmentos envolvidos na questão. “Não queremos brigar com ninguém. Só queremos o cumprimento da lei”, esclarece a presidente da Acelpar, Solange Cristina do Nascimento. Ela não considera necessário que os supermercados construam grandes espaços físicos destinados aos portadores da doença. “Nós só queremos prateleiras que contenham uma identificação clara de que contêm produtos para os celíacos. Se existem prateleiras com produtos para diabéticos, por que não fazem o mesmo em relação a nós?”, questiona. Por este motivo, Solange avalia que a expressão “espaço único, específico e Ana Valéria de Almeida

de destaque”, contida na Lei Estadual Nº 16.496/2010, precisa ser regulamentada. A presidente lembra que benefício semelhante já é oferecido por redes de supermercados como o Angeloni e o Hippo, em Florianópolis (SC), que possuem panificadoras específicas para celíacos. Solange também defende uma


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maior oferta de produtos para os portadores da doença, o que reduziria os custos das mercadorias. “A Schär (rede surgida na Itália há trinta anos, líder no mercado europeu) só fabrica produtos para celíacos. Pena que eles não atuem no Brasil”, conclui. A própria Apras, por meio de suas discussões e da revista Supermix, procura incentivar e, até mesmo, propor para a indústria que seja observada nas pessoas com doença celíaca uma oportunidade de mercado e, para os empresários, que se especializem ou passem a importar estes produtos para atender a este mercado. Cliente pode pagar a conta O superintendente da Apras, Valmor Rovaris, explica. “Para implantar a lei, nós teríamos que dobrar o espaço físico das lojas, o que implicaria em um aumento médio de 15% dos preços para os consumidores. Isto inviabilizaria o negócio na maioria das lojas, sobretudo as mais antigas e menores, que não têm condições de fazer a ampliação do espaço exigida pela lei”, afirma. “Isto talvez explique o motivo pelo qual o Paraná é o único Estado brasileiro onde existe uma lei como esta”. Rovaris afirma que, em média, 46% dos produtos vendidos nos supermercados não contêm glúten. “Isto significa que, se seguirmos rigorosamente a lei, teremos que construir uma loja própria para celíacos dentro da loja”, opina. Por isso, ele acredita que uma tendência é a criação de lojas especializadas para atender a estes públicos específicos. “Com o número de pessoas com doença celíaca, seriam necessários 12 supermercados pequenos no Paraná e quatro na Grande Curitiba para atender esta demanda”, conclui. Solange

Quadro Doença afeta 45 mil no Paraná Não há estatísticas oficiais sobre o número de indivíduos que possuem a doença celíaca no Brasil, mas a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (Fenacelbra) estima a existência de um portador para cada grupo de 214 habitantes. Isto equivale a cerca de um milhão de pessoas no Brasil e 45 mil no Paraná. Trata-se de uma intolerância permanente ao glúten (proteína encontrada no trigo, centeio, cevada, aveia e malte), que dificulta a absorção de nutrientes. O intestino delgado é o principal órgão afetado pela doença, que pode ou não apresentar sintomas. Entre eles, estão: diarréia crônica ou prisão de ventre, inchaço e flatulência, vômitos, irritabilidade, e pouco ganho de peso. Os pacientes podem apresentar ainda atraso de crescimento, anemia, osteoporose, esterilidade, abortos de repetição, erupção e coceira na pele ou complicações como o câncer de intestino. Fonte: Acelpar

O que dizem as leis Lei Estadual nº 16.496/2010 Art. 1º. Os mercados, supermercados, hipermercados ou estabelecimentos similares que mantenham mais de três caixas registradoras para atendimento aos consumidores deverão acomodar, para exibição em espaço único, específico e de destaque, produtos alimentícios recomendados para pessoas com diabetes, intolerantes à lactose e com doença celíaca. Lei Federal nº 10.674/2003 Art. 1º. Todos os alimentos industrializados deverão conter em seu rótulo e bula, obrigatoriamente, as inscrições “contém Glúten” ou “não contém Glúten”, conforme o caso. Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ leis/2003/l10.674.htm


ACONTECEU COMIGO

Pedagogos, psicólogos e educadores vivem dizendo que o ser humano aprende mais com exemplos do que com palavras. Pensando nisso, decidimos reunir aqui, na revista Supermix, histórias reais de situações de vendas que, acreditamos, podem nos ensinar muito sobre o que fazer – e o que não fazer – no relacionamento com clientes, fornecedores, colegas e chefes. Com estórias narradas por Adriane Werner, jornalista e palestrante na área de Comunicação e Relacionamento com o Cliente, a seção Aconteceu comigo é uma forma divertida de aprender com os próprios erros. As confusões do troco de R$ 0,01 Em todo o país, pipocam reclamações de consumidores que exigem receber seu troco até o último centavo. É claro que esse é um direito do consumidor, afinal, com dinheiro não se brinca. Por outro lado, dezenas de histórias de intolerância mostram que o cliente muitas vezes está mais estressado do que o necessário. O maior problema, sem dúvida, é quando a empresa precisa entregar

ao cliente um troco de apenas R$ 0,01. A moeda de um centavo está em falta no mercado. Segundo o Banco Central, o motivo de haver poucas moedas circulando é que muitas pessoas perdem ou guardam em casa suas moedas. Há até empresas que fazem estoques de moedas de um centavo para evitar essas situações constrangedoras. Mas, quando não há moeda, o que fazer? Apelar para o troco em balinhas? Não! A substituição é totalmente desaconselhada pelo

PROCON e pelas delegacias de Direitos dos Consumidores. Então está posto o dilema. Os PROCONs de todo o Brasil orientam que, quando a empresa não tem um centavo para dar de troco, deve dar cinco centavos, assumindo o prejuízo, ao invés de prejudicar o consumidor. Mas o caso real que vamos relatar a seguir demonstra que há clientes que parecem mesmo querer causar confusão.


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Aconteceu em um varejo conhecido de Curitiba. A atendente do caixa, percebendo que não tinha uma moeda de um centavo para dar ao cliente, deu-lhe uma moeda de cinco centavos, para evitar qualquer problema. No entanto, a confusão estava apenas começando. Por incrível que pareça, o cliente sentiu-se humilhado ao receber um troco maior do que o que teria direito. E bradou: “Não quero esmola! Quero apenas o meu troco de um centavo!” E em seguida desfilou uma série de insultos para a atendente, chamando a atenção de todos os clientes da loja. O gerente precisou intervir para negociar um “deixa disso”. Agora, passada a confusão, outro questionamento se apresenta: Por que as empresas insistem em anunciar

preços como R$ 1,99, ao invés de fazerem preços redondos para facilitar seus próprios trocos? O motivo é simples: provocar no consumidor a sensação de estar pagando menos. O efeito psicológico faz o cliente achar que paga “um real e pouco” e não “quase dois reais”. O que propomos aqui, então, é um consenso entre Banco Central, Comerciantes e Clientes. Se não há moedas circulando, se não há previsão de produção de novas moedas de um centavo, e se o cliente tem todo o direito de exigir seu troco, por que, então, o elo dessa cadeia tem que ser o maior prejudicado? Os comerciantes são pressionados pelos órgãos de defesa dos consumidores e pelos próprios clientes, mas não têm de onde

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tirar moedas. A única coisa que podem fazer – com um pequeno risco de prejuízo de marketing – é arredondar seus preços. E os consumidores, por sua vez, também devem ter a consciência de colocar em circulação as moedas que porventura estejam guardadas.

Se você também viveu ou presenciou uma história que pode ser um exemplo para outras pessoas que trabalham no varejo, compartilhe conosco! Escreva para adriane@adrianewerner.com.br


ACADEMIA EMPRESARIAL APRAS

Nesta edição:

Como a Academia Empresarial Apras pode te ajudar Formação Básica: Matemática Básica e Financeira

Matemática Básica e Financeira. Veja como a educação corporativa pode ajudar sua loja a aplicá-lo ou melhorá-lo.

Entre os diversos cursos que a Academia

Isto acontece na sua loja?

e Alta Gestão) está o de Matemática Básica e

Funcionários que:

Empresarial Apras oferece nas diversas linhas (Formação Básica, Formação Específica, Gestão Financeira. O curso tem o objetivo de fornecer informações fundamentais sobre a firmeza em cálculos, tornando o colaborador apto a executar, com precisão, cálculos básicos de matemática que auxiliem os serviços de loja. Ministrado em 12 horas. Conteúdo Programático: • Elementos básicos – multiplicação, divisão, soma, subtração e porcentagem; • Capitalização simples; • Juros, taxas de juros, capital e montante; • Descontos: racional, comercial, bancário, taxas

• Demonstram muita dúvida quando

equivalentes, nominais e efetivas;

precisam fazer contas básicas;

• Capitalização Composta; • Juros, taxas de juros, capital, montante;

• Têm formação deficitária em

• Taxas equivalentes, taxas nominais e efetivas;

matemática;

• Data focal;

• Já demonstraram erros constantes

• Capitais equivalentes;

em situações que exigem raciocínio matemático;

• Valor do dinheiro no tempo; • Anuidades; • Sistemas de amortização;

• São habilidosos, mas precisam de

• HP.

estímulo.

Público: Colaboradores e comunidade. Mais informações pelo telefone: (41) 3263-7000.


“A Segurança das Lojas e a Redução das Perdas”

No último dia 15 de junho, os associados da Apras e convidados do setor de varejo curitibano estiveram na sede da entidade para ouvir palestra de Carlos Eduardo Santos, diretor da Plastrom Sensormatic e executivo de varejo nas áreas de Auditoria, Riscos e Prevenção de Perdas, e professor de cursos de extensão de Prevenção de Perdas do Provar/ FIA e do MBA de Segurança Empresarial da FECAP/Brasiliano & Associados. Ele falou sobre conceitos e modalidades de perdas, estatísticas e o principal macro processo gerador de perdas no recebimento, estoque, área de vendas e frente de caixa. Estiveram presentes aproximadamente 60 pessoas, entre empresários e profissionais da área de segurança, e todos puderam tirar suas dúvidas logo após a exposição.

“SPED - Sistema Público de Escrituração Digital, Caminhos e Soluções”


ACADEMIA EMPRESARIAL APRAS

No mês de junho, mais duas cidades puderam participar da palestra informativa sobre o SPED Fiscal. Foz do Iguaçu contou com a presença do professor e empresário Viniccius Feriato, sócio-proprietário da Controlsul Consultoria Empresarial. A Apras teve o apoio da Associação Comercial de Foz do Iguaçu (ACIFI). A cidade de Guaratuba recebeu o professor e empresário João Gelásio Weber, sócioproprietário da Trier Consultoria e Contabilidade e vicepresidente da Câmara de Registro (contadores de Curitiba). A palestra recebeu aproximadamente 60 empresários e contadores da cidade e da região do litoral. A Apras agradece também, em especial, à Câmara Municipal de Guaratuba, na pessoa do presidente, Paulo Araújo, pela recepção de nossos convidados e também à Associação Comercial de Guaratuba, na pessoa do presidente, Fausto André da Mota, pelo apoio e divulgação do evento.

Administração do Capital de Giro A cidade de Irati recebeu, no dia 14 de junho, o empresário e professor Christian Nogarotto, diretor da Câmara de

Consultoria e Treinamento empresarial e consultor na área de administração empresarial. Ele trouxe aos comerciantes a palestra “Administração do Capital de Giro – A teoria na prática”. Ele abordou o assunto sob enfoque da estrutura do balanço, ciclo financeiro, fatores geradores da falta de capital de giro, entre outros. Aproximadamente 40 empresários estiveram presentes e puderam tirar suas dúvidas em meio a uma palestra participativa junto com o professor. A Apras agradece a Associação Comercial Industrial e Agropecuária de Irati (ACIAI) na pessoa de sua presidente, Maria Fátima Jenczmionki, por receber os convidados e também à Câmara de mulheres de Irati e ao jornal Folha de Irati pela divulgação e apoio. Os empresários, inclusive, pediram um curso para melhores esclarecimentos do assunto e isto já está sendo providenciado. Mais informações com Simone na ACIAI pelo telefone (42) 3423-1091 ou com Andréa, na Apras, pelo (41) 3263-7000.

GESTÃO Curso Gestão da Informação (TI) – 40h/aula A Apras está lançando um novo curso na Academia: Gestão da Informação. Um curso que visa capacitar profissionais em organização interna das empresas, no controle de produtos desde o momento de compra, entrada em loja, estoque, venda e saída final do produto, levando em conta a Tecnologia de Informação. Um trabalho que será feito para auxiliar as empresas no funcionamento do SPED Fiscal. O curso vai trabalhar com módulos na área econômica, fiscal, gestão e controle operacional, contabilidade e controladoria, classificação de produtos e precificação, e centro de processamento de dados (CPD). Novas turmas em julho e agosto nas cidades de Curitiba, Cascavel, Londrina e Maringá.

Curso Formação Gerencial no Varejo – 200h/aula A Apras de Maringá deu inicio à turma 36 e Londrina deu início à turma 37 do curso de Formação Gerencial no Varejo, com um grupo de aproximadamente 20 alunos. Eles estão tendo a oportunidade de se profissionalizar e se requalificar depois de alguns anos. Um curso que tem chamado a atenção de gestores (gerentes e encarregados) e também de


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empresários. A próxima turma terá início em Foz do Iguaçu e novas turmas já estão abertas para inscrição no estado. Novas turmas em julho e agosto nas cidades de Ponta Grossa, Cascavel, Curitiba e Maringá.

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A Academia Empresarial Apras está com as inscrições abertas para o curso de Gestão Técnico-operacional de Loja. O curso tem como objetivo desenvolver funcionários que já atuam nas lojas, formando-os técnico e operacionalmente para tornarem-se encarregados e líderes de setor. Conteúdo programático: Visão Econômica do Varejo; Gestão Operacional; Gestão Comercial; Gestão Administrativofinanceiro; Gestão de Perecíveis; Gestão de Frente de Caixa; e Gestão de Pessoas Novas turmas em julho e agosto nas cidades de Curitiba, Londrina, Pato Branco, Maringá e Ponta Grossa.

FORMAÇÃO ESPECÍFICA Curso Básico de Cartazista – 08h/ aula Curso de Gestão TécnicoOperacional de Loja – 80h/aula

No dia 16 de junho foi ministrado mais um curso de Comunicação Visual I: Básico em Cartazista. A nova turma de cartazistas foi treinada pelo professor Anselmo dos Santos


ACADEMIA EMPRESARIAL APRAS no dia 14 de junho. Os alunos aprenderam as técnicas de confecção de cartazes utilizando um material de qualidade, entre eles tintas da empresa Metiq e os cartazes da Casa do Cartazista. Agradecemos a vocês pela parceria! Novas turmas em julho nas cidades de Cascavel, Maringá, Londrina e Curitiba.

Curso Básico de Padaria e Confeitaria – 20h/aula A sede da Apras de Londrina e seu laboratório de Padaria Tia Ofélia estão programando novas turmas para formação em Padaria e Confeitaria em diversos níveis. Informe-se sobre as datas e inscrições. Público de colaboradores do setor de padaria, confeitaria, comunidade e interessados que não conhecem o setor.

SOB MEDIDA Varejo procura aulas adaptadas às necessidades do empresário

Empresas varejistas estão buscando o trabalho da Academia Empresarial Apras e pedindo cursos que sejam trabalhados na modalidade in company. É um novo trabalho que tem como objetivo proporcionar ações mais dirigidas e atendendo as particularidades do empresário, com datas, horários e locais programados, disponibilizando seus profissionais em momento e tempo adequado à sua agenda. A Casa China, empresa varejista, buscou um curso da Apras que foi realizado exatamente nesta modalidade in company – o curso de Atendimento ao Cliente, ministrado pela empresária e professora Adriane Werner (especialista nas áreas de comunicação, oratória, comunicação para vendas e postura profissional). Os profissionais também fizeram o curso Técnicas de Vendas, ministrado pelo consultor e professor Nelson Guimarães (Liderança, Administração e Marketing de Vendas). Ao todo, foram treinados 53 alunos entre profissionais do setor operacional e de gestão de loja. Os alunos saíram muito satisfeitos e a empresa diz estar aplicando o curso em loja. Procure a equipe da Apras para pedir os cursos que poderão ser realizados na sua cidade e também na sua loja!


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Parceria Academia Empresarial APRAS e Faculdades do Paraná A Academia Empresarial Apras tem buscado parcerias com universidades e faculdades em Curitiba e em todo o Paraná a fim de proporcionar ao associado varejista e fornecedor cursos dirigidos, buscando atender suas necessidades básicas. Algumas delas já estão solidificadas e outros cursos estão sendo lançados no ano de 2011. A Apras vem anunciando aos seus associados o curso do EAD – Educação à Distância da Uninter. São cursos de qualidade oferecidos nas modalidades presencial e semipresencial. A Uninter tem uma excelente estrutura de Comunicação à Distância e conta com uma forte equipe de professores. A academia está elaborando novos cursos e também vem atendendo às necessidades do varejo. Mais uma forma que a Apras encontrou para atender os municípios do Estado que precisam de educação e formação profissional sem tirálos de suas cidades. Participe de nossas reuniões e venha conhecer melhor o EAD. O Corpo Docente será composto por professores das universidades parceiras e professores convidados especializados no setor supermercadista.

Curitiba Tecnologia em Gestão Comercial - Universidade Positivo Novo vestibular agendado até dia 24 de julho de 2011 Informações no Centro Tecnológico Positivo (41) 3322-8944

Comitê de Recursos Humanos A Apras Curitiba teve sua reunião do comitê de RH no dia 8 de junho. Neste encontro, estiveram reunidos empresários, profissionais de RH e do Departamento Pessoal, que representaram empresas supermercadistas. A reunião contou com a presença de Dórian Bachmann, sócio-proprietário do Centro de Pesquisas Bachmann & Associados, que apresentou os índices de rotatividade de 2010 da classe supermercadista. O principal objetivo da reunião foi trazer mais informações sobre a NR12, uma normativa que teve alterações em dezembro de 2010 e que pontua maiores cuidados com equipamentos utilizados nas lojas de supermercados. A Apras contou com o auxílio de

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Kleber de Souza Moura, técnico de Segurança no Trabalho, e de Jefferson Krainer, advogado trabalhista. Foi feita uma explanação da NR12, mostrando a todos os maiores problemas com a manipulação de máquinas que causam perigo ao trabalhador, bem como as ações jurídicas como conseqüência da falta de cuidados com o colaborador. A Apras agradece a todos os profissionais que trouxeram informações neste momento!

Se a sua empresa, fornecedor ou supermercadista, tem interesse em patrocinar a Academia Empresarial Apras, por favor entre em contato com o departamento comercial e informe-se sobre as modalidades de patrocínio. Em breve, a programação completa dos cursos da Academia Empresarial Apras estará disponível no site: www.academiaapras.com.br Londrina (43) 3323-7935 londrina@apras.org.br Maringá (44) 3031-6622 maringa@apras.org.br Curitiba (41) 3263-7000 fernanda@academiaapras.com.br Pato Branco (46) 3224-5495 patobranco@apras.org.br Ponta Grossa (42) 3236-3077 pontagrossa@apras.org.br Foz do Iguaçu (45) 3223-9995 cascavel@apras.org.br Cascavel (45) 3223-9995 cascavel@apras.org.br


ESPAÇO APRAS

Londrina prepara costela em fogo de chão “Churrasco, bom chimarrão, fandango, trago e mulher [...]”. Foi no ritmo gaudério da música “É disso que o velho gosta”, do Gaúcho da Fronteira, que a regional da Apras em Londrina promoveu a Costela de Chão, no Clube de Tradição Gaúcha no dia 26 de junho. Com salão lotado – aproximadamente 1100 pessoas participaram do almoço – e embalado pelos passos da típica dança gaúcha, o Padre Silvio abençoou todos os presentes que saborearam deliciosas costelas de boi assadas em fogo de chão. O almoço foi patrocinado por Casa Conti [refrigerantes]; Copacol [lingüiças defumadas]; Sadia [bacon]; Tio João [arroz]; Itaipava [cerveja]; Nestlé [água mineral] e Yoki [farofa] e teve a degustação das seguintes empresas: Sávio [sorvetes]; Itamaraty [café]; Chá Mate 81 [chimarrão] e Cia. Melhoramentos [papel toalha]. A regional oferece um agradecimento especial aos diretores e companheiros que trabalharam no evento, desde a preparação até o final da festa!


Lançamentos Turma da Mônica apresenta linha para cabelos cacheados A Kimberly-Clark Brasil, multinacional do segmento de higiene pessoal e doméstica, criou sua linha de produtos Huggies Turma da Mônica Cacheados. O personagem Anjinho é o protagonista da linha composta por shampoo, condicionador e anti-frizz. Os produtos possuem ativos emolientes e hidratantes, que auxiliam na manutenção dos cachos e toda a linha possui fórmulas testadas dermatológica e oftalmologicamente.

Rexona Women lança antitranspirante refrescante A novidade chega para complementar a linha Intensamente Cremosa de Activia, lançada em novembro de 2010 para incentivar o consumo de produtos lácteos para além do café da manhã: o novo sabor Creme de Maracujá. A linha, que possui outros dois sabores – Papaya com Cassis e Torta de Limão – contém o exclusivo probiótico Dan Regularis, baixo teor calórico e estão disponíveis em bandeja de 200 gramas.

Seda lança linha com extratos de origem natural Os benefícios cosméticos dos ingredientes naturais potencializados por uma moderna tecnologia no cuidado com os cabelos. Essa é a proposta da nova linha Seda Pro-Natural, que chega ao mercado em três variantes e fragrâncias inspiradas nos ativos naturais. Co-criados pelo expert internacional Jamal Hammadi, os produtos possuem em sua formulação micromoléculas que permitem melhor penetração dos nutrientes nos fios.

Zaeli amplia linha de sobremesas e lança Figo em caldas Alimentos Zaeli apresenta mais uma novidade no segmento de doces e festas, o Figo em Calda. Muito apreciado na culinária de diversos países, o figo é uma fruta energética, rica em fósforo, potássio e cálcio. Disponível na versão de 450g – com preço médio de R$ 8,35 – um dos diferenciais do produto é o sabor doce e agradável, além do tamanho pequeno e uniforme, o preferido pelos consumidores.


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Bombril lança produto para acabar com sujeiras e manchas dos carpetes A Bombril acaba de incrementar sua cesta de limpeza com mais uma inovação na linha Vantage, reconhecida como aliada na retirada de manchas em diversos tecidos. Tratase do Vantage Karpet, produto formulado para acabar com a sujeira dos carpetes e tapetes. Seus diferenciais são a eficiência em retirar as manchas mais difíceis, inclusive as secas, fácil aplicação e qualidade. Está disponível em embalagens de 500ml.

Activia intensamente cremoso agora no sabor creme de maracujá Atenta à crescente demanda dos consumidores por alimentos completos e práticos, a Tirol apresenta ao mercado a linha de Leites Premiare em embalagens Tetra Pak com tampa de rosca. São três novos produtos integral com adição de ferro e vitaminas; semidesnatado com baixo teor de lactose; e desnatado com cálcio - comercializados nos principais pontos de vendas na versão de um litro.

Nestlé traz Kit Kat para o Brasil O chocolate da Nestlé mais vendido no mundo chegou ao Brasil. Atendendo aos pedidos dos consumidores, a Nestlé inicia a venda de Kit Kat no mercado brasileiro. Estará disponível inicialmente na versão “Four finger” (45g), formada por quatro pequenas barras, no tradicional sabor chocolate ao leite com wafer crocante. O preço médio sugerido de cada item será R$ 2,50.

Palmolive Naturals Kids apresenta novas embalagens A líder no segmento Kids para cuidados com os cabelos foi ouvir o que as crianças tinham a dizer para desenvolver as novas caras para as embalagens de suas linhas de shampoos, condicionadores e cremes para pentear. A opinião dos pequenos ajudou a criar frascos mais divertidos, com tampas coloridas e personagens mais humanizados em seus rótulos. A promoção é por tempo limitado.


ESPAÇO DO LEITOR

Prezado leitor, Mande suas dúvidas e críticas. Para a equipe da revista Supermix é muito importante ouvi-lo.

Envie sua correspondência para: Av. Senador Souza Naves, 535 – Cristo Rei Curitiba/PR – CEP 80045-190 E-mail: comunicação@apras.org.br

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