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EDITORIAL

M

ais um ano que chega ao

vivem os pais e a família. Há desempre-

fim. Um ano que foi, para

go. Há medo. E um aumento de tensões

os alunos, rico em aventu-

que dispersam a atenção e a concentra-

ras, em alegrias e tam-

ção dos alunos. A isso junta-se o núme-

bém, às vezes, em insucessos. E que foi,

ro daqueles que têm, na escola, os pou-

para os professores e funcionários, rico

cos momentos de uma alimentação equi-

em peripécias, tanto mais que a crise

librada ou até, em certos casos, as úni-

chegou em força à Escola, tomando mui-

cas fases do dia em que comem.

tas formas e qualidades. Desde logo, o

Para além destas variantes, acrescem

aumento do número de casos de alunos

as de sempre, seja o caso de famílias

com problemas. Problemas económicos

desestruturadas que não sabem ou não

e sociais, aumento dos défices de fraco aproveitamento e dos de mau comportamento. A escola nunca está isolada da sociedade e sempre refle-

conseguem “A crise também chegou à escola em força. Inevitavelmente, os resultados escolares fraquejam...”

acompanhar

aqueles que têm a seu cargo, seja o dos muitos problemas comportamentais que os alunos transportam de casa e do

te os problemas que a

ambiente em que vivem

assolam. Para os alunos

para a escola.

que estão em anos terminais de ciclo

Felizmente, a escola ainda vai conse-

isso constata-se através de maus resul-

guindo equilibrar as coisas, seja pelo

tados, seja na avaliação interna, seja na

modo como a todos bem acolhe, seja

externa. Quando escrevo estas linhas

pelas muitas atividades letivas e paraleti-

são já conhecidos os resultados das pro-

vas que leva a efeito, proporcionando

vas finais de Português e Matemática do

momento de bem-estar e alegria a todos

4.º ano, que deixaram a nossa Escola

esses jovens.

num problemático meio da tabela. Ape-

O próximo ano afigura-se substancial-

sar do empenho e do profissionalismo

mente mais complexo, fruto de um agra-

dos professores, um número substancial-

vamento da conjuntura económica e

mente alto de alunos não conseguiu

financeira do país e da região. E cá esta-

resultados positivos nem a Português

remos todos para tentar minorar os efei-

nem a Matemática. São idades particu-

tos nocivos sobre os mais desprotegidos.

larmente sensíveis aos problemas que

PISCADEGENTE |2

Carlos Bessa Coordenador do jornal

VERAO |2013


VISITA À CASA VITORINO NEMÉSIO NÉLIA FURTADO

PROFESSORA DE HISTÓRIA

N

autor. Observamos fotografias e o âmbito da dis-

objetos ligados à vida e à obra

ciplina de Histó-

do autor, nomeadamente o seu

ria,

berço, em madeira de nogueira

de

e de fabrico americano, os seus

maio de 2013, a visita de

livros, uma secretária, fotogra-

estudo

fias e outros elementos que

à

no

realizou-se

Casa

dia de

27

Vitorino

Nemésio, onde nasceu o notá-

compuseram

vel escritor terceirense, com a

daquele que é considerado um

turma B do 7º ano, organiza-

dos grandes escritores açoria-

da pela docente Nélia Furtado.

nos, bem como uma cozinha

o

quotidiano

tradicional dos Açores e o quintal, requalificado. Foi uma agradável visita pois proporcionou

aos

alunos

um

contato direto com um espaço museológico, um maior conhecimento do património local e do espólio de utensílios que fizeram parte do dia-a-dia de Vitorino Nemésio.

A Casa Vitorino Nemésio localiza-se na freguesia de Santa Cruz, Praia da Vitória, edifício histórico do século XVII, situado na rua de São Paulo, onde o escritor nasceu, a 19 de Dezembro de 1901. Atualmente é um espaço museológico interpretativo e de estudo da vida e obra do PISCADEGENTE |3

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VISITA DE

BEATRIZ MACHADO

ESTUDO À RTP

6.º C

fomos visitar) e outra na Horta (Faial). De seguida, entrámos no estúdio que é onde se gravam os programas. Eu pensava

que

o

estúdio

seria

muito

maior, mas afinal era um pouco pequeno. O guia disse que era pequeno com-

N

parado com outros, mas dava para as mesmas coisas dos outros estúdios. o dia 5 de junho de 2013,

Num lado da sala tinha um cenário para

os alunos da Turma+ de

um programa e no outro lado da sala

Português, grupo B, foram

tinha outro. E ainda dava espaço para

visitar a delegação da RTP

as câmaras e para um pano verde que

Açores em Angra do Heroísmo.

era onde iam buscar os cenários digi-

À uma hora da tarde entrámos no

tais.

autocarro que ia dar a Angra do Heroís-

Depois fomos à régie. Mal entrámos,

mo. Foi uma longa viagem… Pelo cami-

vi que estava muito frio. O guia reparou

nho vimos uma das primeiras casas do

que estávamos todos cheios de frio e

povoamento, os Ilhéus das Cabras e

explicou que era por causa do calor que

muitas coisas mais.

as máquinas faziam e sem o ar condicio-

Mal o autocarro parou, começámos a caminhar para podermos chegar a tempo. Tivemos de andar muito e depressa.

nado nós estaríamos com imenso calor e se calhar até as máquinas avariavam. Ele disse que era na régie onde con-

Aí, eu fiquei um pouco cansada. Quando chegámos, ficámos à espera do nosso guia. Não esperámos muito por ele. A primeira coisa que ele disse foi que a RTP Açores principal encontrase em S. Miguel e que existem duas delegações, uma PISCADEGENTE |4

em

Angra

(a

que VERAO |2013


VISITA DE ESTUDO À RTP

trolavam tudo. É onde escolhem qual vai

Por fim, estivemos a experimentar

ser a câmara que vão mostrar, escre-

tudo o que estava no estúdio (as câma-

vem as legendas a dizer os nomes das

ras, as notícias que passam num ecrã,

pessoas entrevistadas e, principalmente,

etc.). Também perguntámos algumas

onde o realizador dá as ordens. Ao pé da

coisas, como por exemplo qual era o

porta

programa mais visto e o guia respondeu

tinha

um

painel

com

muitos

botões que é onde vão buscar as imagens a outros lugares do planeta. Ao lado da régie existia uma pequena sala onde se fazem

que era o telejornal da manhã. Depois disto tudo, fomos embora da mesma maneira que viemos. Foram

muito

as montagens dos

simpáticos, porque

vídeos ou entrevis-

nos

tas. Estas podiam

mexer

ter sido filmadas de

tudo e ainda nos

manhã, montadas à

deram uma revista

tarde e mostradas à

a contar mais sobre

noite!

a RTP Açores.

A seguir subimos umas

escadinhas

que foram dar ao sítio onde transmitem

deixaram em

quase

A visita foi interessantíssima! Adorei a visita de estudo à RTP Açores!

a Antena 1. Estivemos a experimentar os microfones (com eles desligados, claro), e foi divertidíssimo! PISCADEGENTE |5

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POEMAS VISUAIS ALUNOS DO 7.ยบ E

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ALUNOS 7.ยบ E

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POEMAS VISUAIS

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POEMAS VISUAISALUNOS 7.ยบ E

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ALUNOS 7.ยบ E

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POEMAS VISUAIS

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POEMAS VISUAISALUNOS 7.ยบ E

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ALUNOS 7.ยบ E

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POEMAS VISUAIS

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POEMAS VISUAISALUNOS 7.ยบ E

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ALUNOS 7.ยบ E

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POEMAS VISUAIS

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TRABALHOS DE EVT

DESENHO GEOMร‰TRICO

ALUNOS DO 5.ยบ F / PROF. HELENA LOURO

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DESENHO TRABALHOS DE EVT GEOMÉTRICO ALUNOS DO 5.º F / PROF. HELENA LOURO MÓDULO / PADRÃO Módulo - É um elemento ou motivo (desenho ou imagem) que se toma como unidade de referência, para se constituir um padrão. Padrão - É a representação ou organização de um módulo (que pode ser bi ou tridimensional), repetindo-se segundo determinadas regras; isto acontece tanto nas formas da natureza como nas criadas pelo Homem. Padrão (repetição por Translação) - Resultante da deslocação repetitiva de um elemento (módulo), paralelamente a si próprio. Padrão (repetição por Rotação)- Conjunto / padrão resultante de um módulo em movimento de rotação. Padrão (repetição por Alternância)- Resulta da distribuição alternada das cores ou de pelo menos dois módulos distintos. (exemplo, alternância com dois módulos podia ser com o mesmo módulo, mas alternando ou invertendo as cores.

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CONVÍVIO DO

5.º J

PROFESSORA CLÁUDIA PALMEIRA

espaço pelos alunos e docentes Madalena Pereira e Cláudia Palmeira, à área de produção de plantas, ao centro de divulgação flo-

N

restal e a todo o espaço envolvente. o passado dia 12 de junho, os alunos do 5.º J e professoras Madalena Pereira, Joana Gaspar, Paula Moniz e Cláudia Palmeira,

confraternizaram num clima profícuo e salutar,

O guarda-florestal, José Nunes, que nos acompanhou nesta visita, salientou o trabalho que os serviços florestais têm desenvolvido na arborização, um pouco por todo o arquipélago.

no Parque de Merendas de São Brás, espaço de recreio e de lazer, comemorando, deste modo, o final do ano letivo. Realizaram um almoço-convívio com apetitosos petiscos, salgados e doces, e saborosas bebidas a acompanhar, seguido de jogos diversificados, promovendo o convívio entre os vários intervenientes da comunidade escolar e fomentando no grupo os valores de partilha, solidariedade e respeito mútuo. De seguida, realizaram um percurso pedestre até ao Viveiro Florestal de Espécies Autóctones, tendo sido feitas visitas guiadas àquele

Vimos viveiros e ficamos a conhecer espécies endémicas como o Pau Branco, Sanguinho, Urze, Louro, Ginjeira Brava, Cedro do Mato, Azevinho, entre outras e ficamos a saber que essas espécies podem nascer ou de sementes ou de estacas. Conhecemos, ainda, a linda e simpática mascote “Vivota”, junto da qual tiramos a foto do grupo. Em suma, a animação, partilha e boa disposição foram, sem dúvida, os ingredientes principais desta atividade de final de ano letivo, tendo ainda proporcionado ocasiões de descoberta e de exploração de novos conhecimentos, fomentando ainda o espírito de grupo e respeito pelos outros.

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O ROBÔ COM SENTIMENTOS

N

&

A ARCA DE NOÉ

TEXTOS DE IARA COSTA E ANA SILVA E ANA FAGUNDES

um

fim-de-

semana, um casal

começou a chorar, então o robô

ram,

decidiu ir ao cine-

decidiu pegar nele e protegê-lo.

aéreos. Entre girafas, hipopóta-

ma ver um filme

Passado umas horas chegaram os

mos, pavões, tigres e zebras, sal-

sobre robôs. Este casal tinha

bombeiros e começaram a retirar

tam cangurus, correm manadas

um filho chamado Pedro com

as pessoas das suas casas. Che-

de búfalos, nadam baleias, fogem

dois anos de idade, durante a

garam à casa do casal e encon-

crocodilos e bramem elefantes.

ida ao cinema resolveram deixá

traram o robô com o bebé nos

Existem

-lo ao cuidado dos avós.

braços, se não fosse ele o bebé

cores e raças: negros, amarelos e

Eles adoraram o filme e vieram

teria morrido. Todos ficaram sur-

índios, das mais variadas regiões

durante a viagem para casa a

preendidos, porque aquele robô

do planeta. São generosas e bon-

pensar na possibilidade de jun-

era especial era um robô com

dosas, empenham-se em abrigar

tos virem a construir um robô.

sentimentos.

todos os animais na arca.

No dia seguinte decidiram avan-

marinhos,

pessoas

terrestres

de

e

diferentes

A arca descansa no azul mar,

çar com esta ideia. Puseram

Iara Costa, 6.º I

nesse mar que é acolhedor, qui-

mãos à obra para construir o

mérico e profundo. O mar reflete

robô, utilizando materiais usa-

o céu. O céu é distante, também

dos de um antigo computador e de outros materiais dados por

A Arca de Noé

ele azul, é suave e brilhante, nele mergulham aves e borboletas. A

Passado um ano, ficaram cada

E

cores, está envolta de árvores de

brisa suave que se mexe com as

vez

no

belos frutos: laranjeira, macieiras

folhas das árvores.

robô, ele era como um membro

e pereiras. Em seu redor existem

Estas árvores resplandecem vida.

da

familiares. Assim foram construindo, construindo até que chegou a uma altura em que o robô estava pronto. com família

mais e

confiança puseram-lhe

o

sua simplicidade e pureza fazem i-la

no

meio

v egetação

duma

com que o sol radiante ilumine a

densa,

terra.

exótica

Na terra tudo é colorido e fantás-

que, pintada de mil

tico. A mãe Natureza respira uma

abundante

e

flores das mais preciosas espé-

Estas árvores cobrem o céu e

nome de Roboláxia.

cies: roseiras, tulipas, margari-

fazem sombra à mais bela arte

Certo dia, aconteceu uma tragé-

das, narcisos e hortências.

construída por Noé. A arca.

dia, houve um grande terramo-

As cores elaboradas misturam-se

to, o casal ficou preso na cozi-

com os animais. Animais selva-

nha e o bebé estava no quarto a

gens, oriundos de todos os luga-

dormir com o robô.

res da terra, cada um mais dife-

Entretanto, o bebé acordou e

rente do outro; todos se mistu-

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Ana Silva e Ana Fagundes, 6.º E

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PROJETO EMPREENDADORISMO PROFESSORA ELISABETE MACIEL

N

o passado dia 7 de Junho,

nanda Leal e coordenado pela professo-

sexta feira, no âmbito do

ra Helena Amaral. No concurso regional,

projeto Empreendedorismo,

na ilha de São Miguel, o referido projec-

as alunas Inês Oliveira e

to “Flores e Companhia” representante

Leonor Viveiros, do 5º ano turma C,

da EBIPV, ganhou o honroso 3º lugar.

acompanhadas pela professora Elisabete Maciel, deslocaram-se à ilha de São Miguel para apresentarem o projecto vencedor da Escola. O projecto intitulava-se “Flores e Companhia” o qual tratavase de um negócio de franchising de artesanato regional de qualidade e modernizado. Este projeto foi desenvolvido nas aulas de Cidadania com as professoras Elisabete Maciel e FerPISCADEGENTE |18

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PROFESSORA MARIA JOÃO VIEIRA

C

SPELLING CONTEST

omo já vem sendo tradição, os alunos da nossa Escola que se apuraram na segunda fase do Concurso de Spelling

associaram-se a outros alunos concorrentes de todas as escolas da Terceira para disputarem a terceira fase deste concurso. Desta feita o concurso teve lugar na Escola Tomás de Borba, no passado dia 5 neo com todas escolas da Terceira. Os alunos participantes tiveram oportunide Junho, quarta-feira, pelas 14 horas. À dinâmica deste concurso, criado pelo dade de, para além de participarem no grupo de Inglês para o 2º ciclo, está sub- concurso, desfrutar de momentos musijacente o domínio do oral e envolve cais preparados pelo Conservatório da simultaneamente alunos dos 5.º e 6.º Escola Tomás de Borba. concurso A aluna Raquel Roxo, do 5.º ano da nosconstitui uma atividade trimestral, inte- sa escola, obteve o 3.º lugar no concurgrada no PAA, que acontece em simultâ- so. anos

de

escolaridade.

PISCADEGENTE |19

Este

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JOGOS DESPORTIVOS ESCOLARES 2012 / 2013 PROFESSORA ANA FERREIRA

A

nossa escola participou na XXIV edição dos Jogos Desportivos Escolares 2012/2013 do 2º Ciclo, que decorreram na EBI Roberto Ivens, Ilha de S. Miguel entre os dias 28 e

31 de Maio. O tema/lema dos jogos foi,“ Juventude, Desporto e Ética”. Os 24 alunos que integraram a nossa comitiva revelaram, durante o decorrer dos jogos, grande entusiasmo, empenho e espírito desportivo.

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ALUNOS DO 8.º B

Je vois la Maison de mes Rêves avec les meilleures décorations du monde…

LA MAISON DE MÊS RÊVES … Un jardin magnifique, un camp de foot, une salle de jeux et une grande piscine.

Fátima Vieira

Simão Fonseca

  La Maison de mes Rêves a tous les meubles automatiques: le frigo automatique, le WC automatique, les portes automatiques, …

… Une belle, grande et moderne maison!

Francisco Sousa Cátia Mendes

  La Maison de mes Rêves… une grande piscine au chocolat. Hugo Sousa

La Maison de mes Rêves est une villa avec trois étages, une grande terrasse, un beau jardin, une piscine et un parc … Rêver c’est bon, mais c’est difficile de réaliser nos rêves!

La Maison de mes Rêves… avec beaucoup d’animaux et un salon seulement pour les animaux! Inês Costa

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Daniela Enes

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Pisca de Gente

Pisca de Gente piscadegente@gmail.com Jornal da EBI da Praia da Vitória

Periodicidade Trimestral Direcção,

Boas Férias

Paginação, maquetização e capa de Carlos Bessa

Boas Férias


Pisca verao 2013