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Nesta edição: Editorial

2

Manuel Buíça e Alfredo Costa

3

D. Carlos I

4

A I República

5

Maios na nossa Escola

6

Oficina de Teatro em Língua Inglesa

7

Dia Mundial da Criança

8

Os direitos das crianças

10

Textos de alunos

11

Preciosa - uma história de ...

12

Um dia em Angra do Heroísmo

13

Poema

14

Página da Matemática

15

Página de Inglês

16

Feira da Ciência

17

Uma visita à Universidade

18

Texto de aluno

18

Clube da Fotografia

19

Página de Educação Física

20

Dia Mundial do Ambiente

22

Jogos tradicionais de HGP

22

Simulacro

22

Semana da Educação Física

23

Estudar a paz pela consciência da...

24

Capa da Prof. Anabela Ribeiro Página 2

Monumento a José Silvestre Ribeiro no Jardim Municipal da Praia da Vitória

Editorial Para o ano há mais. Agora é tempo de arrumar papéis velhos, pôr uns quantos para a reciclagem e esperar que o sol confirme que já é Verão. Para o ano há mais. Agora é tempo de descansar. Foi um ano e peras. Certamente que não por ser o ano do centenário da República Portuguesa. A crise fala mais alto. Toca-nos a todos. Quanto aos ideias republicanos, esses cada vez mais parecem coisa para os discursos e para dar um certo ar à legislação. Mas no que toca à realidade, continuamos a passo de caracol, dei-

xando um rasto que de moderno só tem as tecnologias. Foi um ano mais calmo quanto à educação, depois da troca de ministras. No entanto, continua a haver um fosso entre a vontade estatística e a igualdade de oportunidades. E cada vez mais é dado como inevitável aquilo que deveria ser motivo de protesto e acto de cidadania. Nós continuamos a deixar registo para memória futura. Com muitas imagens, com muito horror ao vazio. Boas férias. Pisca de Gente


Manuel Buíça e Alfredo Costa

C

orria o ano de 1908. Estava-se no mês de Fevereiro. O dia 1 calhou a um sábado. Nesse dia, pelas cinco da tarde, o Terreiro do Paço, está cheio de gente. O povo aguarda a chegada d’el-rei D. Carlos, que regressa de férias de Vila Viçosa. O país está em crise, vive debaixo de uma ditadura e há muitos revoltosos a desejar o fim da monarquia, a culpar o rei e os seus governos pelo estado do país. Eis que surge a comitiva real. Vem no landau guiado pelo cocheiro Bento Caparica. O rei está sentado à

esquerda da rainha. Em frente, o seu filho mais velho, D. Filipe, ao lado o filho mais novo, D. Manuel. Atrás da carruagem régia, vem a da casa civil. De repente, do lado da praça, quase em frente do Ministério da Fazenda, ouve-se o estalido seco dum tiro. É o Manuel Buíça com a sua Winchester, que se

Pisca de Gente

colocou por trás da carruagem, a cerca de oito metros de distância, e dispara sobre o rei. Logo ao primeiro tiro acerta no pescoço de D. Carlos, quebrando-lhe a coluna vertebral e matandoo instantaneamente. Outros tiros soam pelo Terreiro do Paço, que se transforma num campo de batalha, enquanto Buíça continua a disparar. O segundo tiro atinge o ombro esquerdo do monarca, que cai sobre a rainha. Logo, outro homem, com uma Browning FN, de calibre 7,65 em punho, corta o cordão de curiosos e polícias, põe o pé no estribo do lado esquerdo da carruagem real e dispara duas vezes sobre D. Carlos, já sem vida. É Alfredo Costa. Apavorada, a rainha usa o ramo de flores para atingir a cabeça do homicida, que procura alvejar de novo o seu marido. Que confusão ali vai. Ouvem-se gritos. E o príncipe D. Luís Filipe levantase e aponta o seu Colt, de calibre 38. Mas Costa abre fogo sobre ele, atingindo-o no pulmão. O príncipe consegue ainda disparar quatro tiros sobre o regicida, que caiu por terra, onde

é morto à espadeirada e a tiro pela polícia. Entretanto, Buíça continua a disparar, revelando uma pontaria espantosa. Atinge o príncipe na cabeça. A bala atravessa-lhe a face esquerda, saindo-lhe pela nuca. O príncipe tomba na bancada da frente. D. Manuel, ao amparar o irmão, é atingido num braço por um projéctil. A rainha esforça-se por acudir aos filhos, recebendo nos braços o cadáver do marido. O cocheiro, ferido numa das mãos, lança os cavalos à desfilada. Manuel Buíça, professor primário expulso do Exército, e Alfredo Costa, empregado do comércio e editor, acabaram de desferir um rude golpe na monarquia portuguesa. Buíça e Costa foram logo imediatamente assassinados. Dois anos e meio depois, a monarquia acaba por morrer e é implantada a República. Corria o quinto dia de Outubro do ano 10 de mil e novecentos.

Manuel dos Reis da Silva Buíça

Alfredo Luís da Costa

Pisca de Gente Página 3


D. Carlos I D

. Carlos I foi o penúltimo rei de Portugal. Chamava-se Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon Saxe-Coburgo-Gotha. Nasceu no dia 28 de Setembro de 1863 e morreu no dia 1 de Fevereiro de 1908. O seu reinado foi difícil. E acabaria por ser assassinado.

M

aria Amélia de Orleães nasceu em Inglaterra, a 28 de Setembro de 1865 e morreu em França, a 25 de Outubro de Página 4

Gostava de pintar, da fotografia, do que estava ligado ao mar (oceanografia) e aos pássaros e ave (ornitologia). Filho primogénito do rei D. Luís I e da rainha senhora D. Maria Pia de Sabóia, casou em Lisboa, a 22 de Maio de 1886, com a princesa senhora D. Maria Amélia Luísa Helena de Orléans. Teve dois filhos, D. Luís Filipe e D. Manuel. Subiu ao trono a 19 de Outubro de 1889, sendo

1951. Foi a última rainha de Portugal. Depois da implantação da República foi para Inglaterra e de lá passou a França.

aclamado, com todo o cerimonial do estilo, a 28 de Dezembro desse mesmo ano. Visitou os Açores em Junho de 1901. A rainha D. Amélia acabaria por dar o nome a um famoso doce da ilha Terceira, feito à base de muitos ovos, manteiga, farinha de milho, passa de uva, sal, canela em pó, nozmoscada, cidra e raspas de limão, adoçados com açúcar e mel de cana. PG

Regressou ao nosso país, em1945, a convite de Salazar, por quem tinha uma declarada admiração. PG Pisca de Gente


N

o dia 5 de Outubro de 1910 foi proclamada a República Portuguesa dos Paços do Concelho em Lisboa.

O último rei de Portugal, D. Manuel II, partiu para o exílio em Inglaterra, na companhia da família real. O primeiro presidente foi Teófilo Braga. Presidente do Governo Provisório até às eleições. Após as eleições, a Assembleia da República elegeu Manuel de Arriaga como primeiro Presidente de Portugal. Teófilo Braga e Manuel de Arriaga eram ambos açorianos. O primeiro, natural de S. Miguel. O segundo, natural do Faial.

Após a aprovação da Constituição, a 21 de Agosto de 1911, a AssemPisca de Gente

A I República

bleia Nacional Constituinte elegeu o primeiro Presidente da República por sufrágio secreto e transformouse no Congresso da República, desdobrando-se na Câmara dos Deputados e no Senado, nos termos previstos nas disposições transitórias do texto constitucional de 1911. Os 71 senadores foram assim eleitos de entre os deputados constituintes, maiores de 30 anos, num sistema de eleição por listas, de forma a procurar assegurar a representação de todos os distritos. Os restantes 152 membros da Assembleia Constituinte constituíram a Câmara dos Deputados. O mandato destas duas Câmaras terminou com a eleição, em 1915, do Congresso da República nos moldes previstos na Constituição. A primeira Constituição da República marca o regresso aos princípios liberais de 1820-1822, nomeadamente a consagração do sufrágio directo na eleição do parlamento, a soberania da Nação e a separação e divisão tripartida dos poderes políticos. A vida da I República foi marcada por muita agitação

social e política, agravada pela I Guerra Mundial e pelos desentendimentos entre os partidos políticos de então. A República mudou muita coisa no nosso país. A bandeira, a moeda, as leis. A passagem do real para o escudo foi em 1911. A moeda do escudo era apenas em prata e foi cunhada no ano de 1915. A primeira nota imitada pelo Banco de Portugal em escudos aconteceu em 1913 e começou a circular no ano seguinte. Tinha o valor de 5 escudos e a imagem de Alexandre Herculano. A I República acabou no dia 28 de Maio de 1926, com a instauração de uma ditadura militar que levaria à criação do Estado Novo e nos distanciaria da Europa durante quase 5 décadas.

PG

Página 5


Maios na nossa escola

O

Página 6

s

Maios

bonecos

são

Os Maios

um costume tradicional.

impávidos e serenos ao

em

Os Maios surgem qua-

longo do dia, para que

tamanho de gente e vesti-

se misteriosamente com

todos possam ver as figu-

dos como pessoas, que se

o amanhecer do dia 1 de

ras e ler os dizeres que

apresentam isolados ou

Maio de todos os anos,

muitas vezes as acompa-

em grupo e que ora dão

às portas das casas, nas

nham.

corpo a uma crítica social

janelas, nos balcões, nos

e política, ora exaltam

passeios,

mantendo-se

O grupo de HGP Pisca de Gente


OFICINA DE TEATRO EM LÍNGUA INGLESA N

o Dia 1 de Junho de 2010, a Oficina de Teatro em Língua Inglesa da nossa Escola “READERS’ THEATER - Readers on stage”, estreou a peça de teatro “Check under the bed” de Judy Mecca. A história conta-nos o mistério de um cheque desaparecido no Hotel da sentimental Miss Peabody, em que todos os intervenientes são suspeitos do seu desaparecimento. Foi interpretada por alunos que frequentam o sexto ano, embora tenha sido escrita para alunos que têm o Inglês como língua materna. Do elenco fizeram parte: Ana Carolina Barcelos (Margaret Maloney, escri-

Pisca de Gente

tora em apuros por falta de inspiração para os seus policiais); Eduardo Espínola (Dr. Brockett, cientista, inventor um pouco preguiçoso, com falta de dinheiro e com um fraco pela Miss Peabody), Beatriz Pinheiro (J. T. Maloney, a filha da escritora com ambições a detective), Carolina Batista (Carlotta Vanderpepper, actriz tresloucada a caminho de Hollywood), Joana Almeida (Miss Peabody, a proprietária do Hotel com problemas financeiros e apaixonada pelo Dr. Brockett) e Melissa Brito (Jane Crumb, empregada com a mania das limpezas). Ainda fizeram parte desta equipa Leandra Fagundes, Carolina Pereira, Jurema Teixeira, Fabiano Silva e Diogo Ávi-

la. Amigos como a Ema Reis, o Emerson e o Tiago Silva também deram uma ajuda. Todos subiram ao palco com a encenação da Professora Maria João Vieira. Foi uma experiência única, que superou as expectativas de toda a equipa e despertou a criatividade dos alunos. À professora Maria João Vieira um obrigado muito especial de todos os que participaram nesta peça, pela ajuda e paciência que teve para com todos. OBRIGADA PROFESSORA!!!

Joana Almeida 6º 11ª

Página 7


Dia Mundial da Criança na Escola

Actividades realizadas pelas docentes do 3ºCiclo do Grupo 600 Anabela Ribeiro e Patrícia Lopes.

Página 8

Pisca de Gente


Dia Mundial da Criança nas Fontinhas No dia 1 de Junho de 2010, os alunos das escolas das Fontinhas foram comemorar o Dia da Criança, para o Pavilhão Desportivo das Fontinhas. Tinha jogos da Ciência Divertida, da Matemática a Brincar, de Expressão Plástica e de Educação Física. Os jogos preferidos da nossa turma foram o da corda e o da serpente, mas gostámos de todos, pois rimos, cozinhámos, puxámos, saltámos, pintámos… Depois almoçámos todos juntos. Cada um trouxe comida saudável, porque na nossa escola preocupamo-

nos com a alimentação. Quando acabámos de comer, estivemos a brincar um bocadinho no Pavilhão e, por volta das 14 horas, tivemos uma grande surpresa: houve uma demonstração de Capoeira. Alguns meninos puderam participar e todos cantaram e bateram palmas. No fim, a nossa professora deu-nos um cartão, para prendermos na porta do nosso quarto. Nós adorámos este dia!

Pisca de Gente

Dia Mundial da Criança nas Fontinhas

Alunos do 3º e 4º ano, da EB1/JI de Areeiro - Fontinhas

Página 9


3.Todas as crianças têm direito a uma boa saúde.

2. Todas as crianças têm direito a uma boa alimentação.

4.Todas as crianças têm direito ao lazer.

5.Todas as crianças têm direito de ir à escola.

6.Nenhuma criança deve ser vítima de guerra.

7.Nenhuma criança deve se vitima de abusos sexuais.

8.Todas as crianças podem-se expressar livremente.

9.Todas as crianças podem praticar a sua religião.

10.Todas as crianças podem se unir a outras crianças.

Página 10

Turma 4.º 1.º da EB1,2,3/JI Francisco Ornelas da Câmara

1. Todas as crianças têm direito a atenção e amor.

Pisca de Gente


Uma jarra de porcelana

Q

uando alguém ler

Na

primeira

máquina

moça jovem me viu.

este texto, já sou

fizeram o meu molde com

Sem saber para onde ia,

eu muito velha.

duas flores, uma de cada

fui dar comigo num restau-

Mas por agora, no tempo

lado, na segunda máquina

rante.

em que estou, sou uma

pintaram-me

linda jarra de porcelana.

cores alegres, muito cuida-

Talvez

saiba

dosamente, por fim, na

E acho que, quando olha-

como nasci, mas eu ainda

terceira máquina deram os

rem, bem, vão descobrir

me lembro.

retoques finais e poliram-

talvez uma casita velha, sei

me muito bem.

lá eu, com uma jarra meia

ninguém

Nasci numa fábrica com

com

umas

Fui

muito

utilizada,

durante longos anos.

o nome de Pinhol. Lá den-

Depois de empacotada,

partida e sem cores que em

tro estive em várias máqui-

fui para uma loja onde fui

outros tempos foi uma

nas.

logo vendida, mal uma

linda jarra de porcelana.

O Carolina Almeida 5.º 10ª Pisca de Gente

Beatriz Arede 5.º 10ª

Uma vida de caneta lá, eu sou a

de e tem umas pequenas

guardam as letras como se

caneta Maria e

bolas cor-de-laranja. Na

fossem jóias.

vivo na bolsa

parte de dentro é toda cor-

Também já conheci marca-

da Carla. Vivo com lápis,

de-rosa.

dores de várias cores, lápis

borrachas, lapiseiras, afias e

Também vivem lá os meus

de colorir e réguas de varia-

canetas.

amigos que são a borracha

díssimos tamanhos desde as

A Carla, minha dona, é

Joana, o afia Pedro, a lapi-

grandes às mais pequenas.

uma menina de dez anos.

seira Rita e o lápis Rui.

A vida de caneta pode pare-

Ela é muito inteligente e

Também eles ajudam a

cer desinteressante, mas na

também é boa rapariga.

Carla nos seus trabalhos.

verdade é uma grande aven-

Sou eu que a ajudo a fazer

Eu já vi muitos livros,

tura!

os testes, trabalhos de casa,

cadernos e salas. As salas de

textos, etc.

aula são grandes, os livros

A bolsa onde eu vivo é ver-

são sábios e os cadernos Página 11


Preciosa – Uma História de Esperança

N

Título original: Precious (Baseado no romance Push de Sapphire) Género: Drama Duração: 1h50 Ano de lançamento: 2009 Realizador: Lee Daniels Guião: Geoffrey Fletcher, a partir do livro de Sapphire Produção: Lee Daniels, Gary Magness e Sarah SiegelMagness Música: Mario Grigorov Fotografia: Andrew Dunn

Página 12

o âmbito do projecto “Clic Mudança”, dia 26 de Março, final do 2º Período, pelas 9h35, todas as turmas dos 9ºs anos, assistiram a um filme imperdível, “Preciosa – Uma História de Esperança”, acompanhados por alguns professores e pelo professor Nelson e professora Graça Trindade. O filme retrata na realidade a vida de uma jovem de 16 anos, Claireece Jones, que passou por problemas familiares e sociais. No ambiente familiar, Claireece, também tratada por Preciosa, desde os 3 anos, era abusada pelo seu próprio pai, e a mãe davalhe maus tratos constantes, tratando-a como uma simples empregada. O seu quarto, um 2º andar era como um cativeiro. Toda a casa não tinha claridade, mas sim, sempre um aspecto de escuridão. O relacionamento com a mãe, não era de conformidade porque a mãe tinha ciúmes de Preciosa, por achar que o pai a preferia e que ela o tinha conquistado. Preciosa, teve 2 filhos do pai. A primeira, já crescida, estava por conta da avó, porque a criança tinha Síndrome de Down. Ao engravidar a 2ª vez,

foi expulsa da escola. Lá sofria descriminação por ser negra, analfabeta e obesa. Com a ajuda da Directora da sua escola, Preciosa foi encaminhada para uma escola especial, onde recebeu também a ajuda da Assistente Social, Srª Weiss, e a professora Rain. Essa escola Preciosa considerou-a a sua 2ª casa, com uma realidade diferente,

aprendendo a escrever e a ler. Nas aulas, todos os dias tinha que escrever no diário algo que tivesse marcado o seu dia, sendo esta uma forma de desabafar. A meio da sua recuperação, Preciosa descobriu que o pai morreu com SIDA, e ao fazer os testes, descobriu que era seropositiva. A mãe pensava não ter contraído a doença, pois segundo ela, esta só era transmitida por sexo anal. Preciosa tinha sonhos, sempre quis ter um namorado branco e com um bonito cabelo. Também sonhava dançar e cantar para que o público a ado-

rasse, e criar e ficar com os filhos, pois apesar das situações da sua vida, amava-os como uma mãe verdadeira. Mesmo com sua a vida num inferno, Preciosa teve forças para mudá-la para melhor. Conseguiu ter uma família que a amava como era, e não teve mais ligações nem contactos com sua vida anterior. Este filme é chocante, e não deve ser visto como um mero filme de entretenimento, mas sim com seriedade. Tem como função mostrar a realidade da vida como ela é, por mais dura que seja. Todos nós podemos tirar uma lição deste filme, pois muitas vezes, guardamos segredo de sérias situações que acontecem com algum familiar ou mesmo amigo(a). Ao fazermos isso, só estamos a contribuir para que essa pessoa continue infeliz e a passar por problemas. Devemos ganhar coragem e oferecer ajuda pessoalmente, e mesmo que esta não seja aceite, não desistamos. A ajuda por mais pequena que seja, é sempre importante e pode mudar muito a situação vivida. Queremos contribuir para isso!

Vânia Freitas 9º 3ª

Pisca de Gente


Um dia em Angra do Heroísmo

Na terça-feira, dia 15 de Junho de 2010, nós, os alunos da escola do Areeiro, e os da escola Irmãos Goulart fomos a Angra do Heroísmo, fazer uma visita de estudo. Fomos num autocarro da EVT, financiado pelo projecto “Experiências na Hora Certa”. Primeiro parámos no

Pisca de Gente

Jardim Duque da Ilha Terceira: estava lá uma senhora à nossa espera, para nos guiar pelo jardim e para nos explicar várias coisas. Subimos até à Memória e tivemos a oportunidade de ver paisagens maravilhosas sobre a cidade de Angra do Heroísmo. Também vimos o Castelo de S. João Baptista e ficámos a saber que a sua muralha mede 5 Km de comprimento. Depois fomos para o Teatro Angrense: uma senhora esteve a mostrar os

camarotes e sentámo-nos lá; estivemos em cima do palco e também vimos os camarins. A seguir fomos à Biblioteca de Angra do Heroísmo e estivemos a ouvir várias histórias. Depois fomos a pé até aos serviços de Acção Social de Angra do Heroísmo para almoçarmos. Este dia foi muito divertido e interessante porque aprendemos coisas novas.

Alunos do 3º e 4º ano, da EB1/JI de Areeiro Fontinhas

Página 13


Poema

U

m dia imaginei que tinha encontrado um grande amor. Com ele me casei e vivíamos juntos, com muito amor. Os dias foram-se passando e esse sonho continuava comigo, de noite sonhando e de dia pensando naquele amigo. Mas de vez em quando me perguntava, será que isso algum dia vai acontecer? Será que vou encontrar a minha verdadeira paixão? De seguida a resposta eu encontrava, sem me aperceber. Esse dia chegou então… sem saber porquê, pulou meu coração e percebi logo que amava você com amor e emoção. Mas… será que ele sentia o mesmo por mim? Naquele instante, seu olhar se cruzou com o meu os meus olhos brilhavam bastante e sem saber como, aconteceu… Aconteceu o que há muito esperava, um beijo seu e poder lhe abraçar. Por fim descobri que o amor não vem quando mais ansiamos mas sim quando menos esperamos. Pois também temos que o sentir, querer, deixar florir e esperar para que possam corresponder.

Ana Gonçalves, 9º1ª Página 14

Pisca de Gente


A evolução do ensino da Matemática 1960 Um camponês vende um saco de batatas por 100 escudos. As suas despesas de produção elevam-se a 4/5 do preço de venda. Qual é o seu lucro?

1970

Um camponês vende um saco de batatas por 100 escudos. As suas despesas de produção elevam-se a 4/5 do preço de venda, ou seja 80 escudos. Qual é o seu lucro?

1980

Um camponês troca um conjunto B de batatas por um conjunto M de moe-

das. O cardinal do conjunto M é igual a 100. Desenha 100 pontos que representem os elementos do conjunto M. O conjunto C dos custos de produção compreende menos 20 elementos que o conjunto M. Representa o conjunto C como subconjunto do conjunto M e responde à seguinte pergunta: Qual o cardinal do conjunto L do lucro (representa-o a vermelho)?

1990

elevam-se a 80 escudos e o lucro é de 20 escudos. Trabalho a realizar: Sublinha a palavra batatas e discute-a com o teu colega de carteira.

2000

Um campunez enriquesse em 20 francos num çaco de batatas, analisa u texto e procura us erros de contíudo de gramatica, durtugrafia. De puntuassão e em ceguida dis u que penças desta maneira dinrequesser.

Um agricultor vende um saco de batatas por 100 escudos. Os custos de produção

A escolha do chefe

N

ove miúdos da Escola estão dispostos em círculo. P a r a escolherem um chefe do jogo, contam até 5, no sentido dos ponteiros do relógio, a partir de um deles, e o quinto sai do círculo.

Depois, contam novamente até 5, a partir do seguinte, e esse quinto sai do cír cu lo . E assim sucessivamente. O último a ficar no círculo será o chefe. André é quem conta e quer aproveitar-se

disso para ser o chefe. Chamemos, aos seus camaradas, B, C, D, E, F, G, H e I, no sentido dos ponteiros do relógio. A partir de quem deve o André começar a contar para ser ele o chefe?

Maneira de descobrir a idade de alguém

E

is uma maneira engenhosa de saber a idade de alguém: Pedes a qualquer pessoa que, sem te dizer, efectue as seguintes operações: 1. Multiplique o pri-

Pisca de Gente

meiro dígito da sua idade por 5. 2. Adicione 3 ao resultado. 3. Multiplique esse resultado por 2. 4. Adicione o segundo dígito da idade e te diga o número a que

chegou. Agora é fácil. Basta diminuir 6 ao resultado e obténs a idade dessa pessoa!

P Á G I N A D A M A T E M Á T I C A Página 15


The Patrobot The Patrobot is a police robot. He protects its family day and night. Its robot panels absorb the light of the sun and the moon force. During the day, with the energy from the sun it can move and patrol the house. At night it can move by the moon force. It has got very fast wheels to chase the bandits. It has got big pistols. They can destruct a house from one shot!

Nothing in the world has more power than it. Its arms have got one million of different metals for the maximum power! All robots have a bad point. Its bad point is the TV. This is bad because sometimes the TV waves disable its radar.

Its weapons

Its fireproof wheel This arm has got one million of different metals for the maximum power! Its bad point - TV waves disable its radar

The robot panel José Pereira, 6.º 10ª

Elizabeth II Elizabeth II (Elizabeth

Grenada,

on 21st April in 1926.

Solomon Islands, Tuvalu,

studied

Saint Lucia, Saint Vincent

constitutional history with

and the Grenadines, Belize,

Henry

Marten,

Vice-

1947.

Antigua and Barbuda, and

Provost of Eton College.

Just before the wedding,

She

modern

Philip was created Duke of

languages, and still speaks

Edinburgh and granted the

French fluently.

style

learned

the 1st Buckingham Palace Company,

was

of

His

Royal

Highness. Elizabeth II is the queen

formed

regnant of 16 independent

specifically so Elizabeth

sovereign states known as

Saint Kitts and Nevis.

could socialise with girls

the Commonwealth realms:

Bibliography:

the

http://people.lulu.com/storage/ users/826/24826/images/47865/ Her_Majesty_Queen_Elizabeth_II.jpg

her own age. Elizabeth married

Página 16

Bahamas,

Papua New Guinea, the

A Girl Guides company,

The Queen’s Personal Flag

the

Alexandra Mary) was born Elizabeth

Princess Elizabeth, 1929

Philip on 20 November

United

Kingdom,

Canada, Australia,

New

Zealand, Jamaica, Barbados,

Project by Pedro Santos - 6.º 10ª

Pisca de Gente


Feira da Ciência De 5 a 11 de Fevereiro

A experiência do telefone,

das. Pegou-se em cada uma

do presente ano, ocorreu a

como o próprio nome indi-

das bolas e colocou-se

Feira da Ciência, na escola

ca, assemelha-se às funções

sobre a saída de ar do seca-

Francisco

intrínsecas do meio de

dor. Deste modo, as bolas

comunicação. Para realizar

ficaram suspensas, por cau-

esta

sa da saída do ar do seca-

Ornelas

da

Câmara. A actividade foi organiza-

experiência

foram

da pelos Grupo de profes-

necessários dois copos de

sores de Ciências Fisico-

plástico atados por uma

Nós, alunos do 7º 5ª,

Químicas e contou com a

corda. Quando um aluno

participámos em todas as

colaboração dos alunos do

falava por um dos copos,

experiências e gostámos de

3º ciclo e OPIII.

com a corda esticada, ouvia

todas, principalmente das

-se no

areias movediças, uma vez

outro

que consideramos interes-

copo.

sante o facto de o objecto

O

s

dor.

se manter estático.

alunos

No nosso ponto de vista,

ficaram

com as experiências apren-

s u r -

de-se muito, pelo que esperamos que para o próximo

Ao longo desta semana,

preendidos

e

agradados

ano lectivo a iniciativa se

foram feitas várias expe-

com a experiência das areias

repita e que nós tenhamos

riências, tais como: a expe-

movediças. Esta consiste na

mais

riência do telefone, o vai e

junção de farinha Maizena

para participar nela.

vem azul, o astronauta, o

com água. Colocando um

disco de Newton, a coluna

objecto nessa mistura, torna

de espuma, a campainha, o

-se difícil movimentá-lo.

electroíman, o banco de

A experiência o astronau-

óptica, o desaparecimento

ta foi feita com um secador

mágico e as areias movedi-

ligado à electricidade e

uma

oportunidade

ças, com o objectivo de permitir aos alunos contactar com novas actividades e enriquecerem o conhecimento na área das ciências.

Pisca de Gente

várias bolas leves e colori-

7.º 5.ª

Página 17


A visita à Universidade Como estamos no Ano Internacional da Biodiversidade, decidimos visitar a Universidade dos Açores, na Terra-Chã. Fomos recebidos pela Dra. Rosalina Gabriel, que nos levou a um laboratório. Estivemos a conversar um bocadinho, vimos insectos grandes dentro de paralelepípedos de plástico, observámos formigas ao microscópio…

Também fomos ao jardim, onde estava o Dr. Paulo Borges que nos mostrou vários bichinhos que viviam nas árvores e nos arbustos. Aprendemos várias coisas sobre a Biodiversidade: todos os seres vivos têm uma função na natureza, só no planeta Terra é que há vida, todos os animais e plantas devem ser respeitados e protegidos, o priolo é

um pássaro que só existe no Nordeste de S. Miguel… No fim, a Dra. Rosalina ofereceu-nos um livro, sobre a Biodiversidade dos Açores. As pessoas que nos receberam na Universidade foram muito simpáticas e tornaram esta visita muito agradável! Alunos do 3º e 4º ano, da EB1/JI de Areeiro Fontinhas

A riqueza das árvores As árvores são uma beleza Que vem da natureza. É delas que vêm as madeiras E das madeiras, as cadeiras. Com as árvores fazem o papel Onde podemos desenhar… e dar largas à nossa imaginação. Desperdiçá-las não tem graça, Plantá-las graça tem. Os frutos vêm delas Ai! Como me sabem bem. O oxigénio é fortuna delas Que o mundo inteiro pode ter Se cuidar delas.

Carolina Toledo 5º 11ª Página 18

Pisca de Gente


Clube de fotografia

Diogo Valadão

Diogo Valadão

Bernardo Sousa

Pisca de Gente

Página 19


Torneio de Basquetebol – EBI Praia da Vitória – 2009/2010 Foi no último dia de

sobre uma tabela. Foi

petição. Destacamos ain-

e competir com os alu-

aulas do 2.º Período, dia

grande a adesão por parte

da a participação de qua-

nos do segundo terceiro

26 de Março, que decor-

dos alunos, tanto ao nível

tro equipas do 4.º Ano,

ciclos. Fica Aqui a tabela

reu o torneio de Basque-

de equipas inscritas, bem

do primeiro ciclo, duas

com as equipas vencedo-

tebol da nossa Escola,

como devido ao elevado

masculinas e duas femini-

ras, nas várias categorias:

mais propriamente na

número de alunos e pro-

nas, que tiveram assim a

variável de Street Basket,

fessores

oportunidade de interagir

ou seja três contra três,

bancada a assistir à com-

presentes

na

Grupo de Educação Física

Infantis Femininos

Infantis Masculinos

XPTO

Dream Team

Iniciados Femininos

Iniciados Masculinos

9.º 4.ª

Vitorinos

Juvenis Femininos

Juvenis Masculinos

Talhoas

Os Mata…

Saudações desportivas!

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VI MEGA SPRINTER E III MEGA SALTO ESCOLAR DA TERCEIRA No passado dia 10 de Março de 2010, teve lugar no Complexo Desportivo da Escola Secundária Vitorino Nemésio, o VI Mega Sprinter e III Mega Salto escolar da Ilha Terceira, com a participação de cerca de 230 alunos das escolas Básica Integrada de Angra do Heroísmo, Básica Integrada dos Biscoitos, Básica Integrada da Praia da Vitória, Básica e Secundária Tomás de Borba, Secundária Vitorino Nemésio da Praia da Vitória e Colégio de Santa Clara. Este evento desportivo visa, entre outros objecti-

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vos, detectar jovens talentos na modalidade de Atletismo no que diz respeito à corrida de Velocidade e ao salto em comprimento. Os alunos inscritos realizaram duas eliminatórias de 40 metros planos e dois saltos, contando sempre o melhor tempo e/ou a melhor marca. A nossa escola compareceu na referida prova, após uma fase de escola que decorreu ao longo do 1º período, com 28 alunos distribuídos pelos escalões de Infantis A (1999/2000), Infantis B (1997/1998) e Iniciados

(1995/1996), tanto do género feminino como do masculino. Os resultados obtidos por todos os alunos participantes foram ordenados num ranking regional e a partir dessa relação de alunos foram seleccionados os melhores atletas que realizaram a fase regional do mesmo evento no dia 14 de Abril de 2010. A fase regional decorreu no complexo desportivo da Escola Básica e Secundária Tomás de Borba nos dias 13 e 14 de Abril. No dia 13 foi realizado um estágio técnico com os professores

Hugo Bernardo e Ricardo Matias. E, no dia 14 foram realizadas as provas de 40 metros e Salto em Comprimento. A nossa escola participou na fase regional com 12 alunos que obtiveram bons resultados nas provas em disputa, ficando apurados para a Fase Nacional dois alunos da nossa escola, o Fábio Ferreira do 8º4ª e a Andreia Borges do 6º 9ª. Alguns dos alunos medalhados na fase regional.

Grupo de Educação Física

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Dia Mundial do Ambiente

Jogos Tradicionais de História Os Jogos Tradicionais realizam-se todos os anos, no âmbito da programação da disciplina de História e Geografia de Portugal, tendo como público alvo os alunos do 5.º ano. Constam dos seguintes jogos: tracção à corda, corrida de sacos,

cabra-cega, jogo da colher e jogo da malha. Participaram equipas de todas as turmas do 5.º ano. Cada equipa era composta por seis elementos, três rapazes e três rapari-

gas. A equipa vencedora foi “Os Imbatíveis”, formada pelos alunos do 5.º 9.ª .

Os Imbatíveis em acção

Simulacro realizado na Escola

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Semana da Educação Física De 25 a 28 de Maio decorreu na nossa escola a Semana da Educação Física. Este projecto que visa proporcionar aos alunos o contacto com modalidades alternativas que fomentam sempre grande motivação e entusiasmo em todos os intervenientes. Ao lado, no cartaz, podem ver a tabela com o calendário, as modalidades e entidades que as promoveram. Nesta semana os alunos deixaram de ter as aulas regulares de Educação Física integrando-se, de acordo com o seu horário, nas modalidades supracitadas. Assim, no primeiro dia do evento, o Ténis de Mesa foi a modalidade escolhida, através do Grupo Desportivo Cultural e Social do Juncal.

O Kickboxing foi a modalidade escolhida para o terceiro dia. A Associação Desportiva e Recreativa Escola da Praia da Vitória (ADREP) trouxe até nós momentos de espectacularidade.

Na Ginástica de Manutenção os alunos, ao som de música pop, realizaram várias coreografias utilizando os steps. Esta acção foi, também, ministrada pela ADREP.

No último dia do evento, através Clube de Golfe da Ilha Terceira (CGIT), muitos alunos contactaram pela primeira vez com a modalidade de golfe. No segundo dia o Judo foi bastante entusiasmante para todos. A sua abordagem foi da responsabilidade do Mestre José Prenda, do Clube de Judo Ramo Grande.

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matérias e modalidades foram abordadas, por estações, sob a orientação permanente dos professores de Educação Física. O balanço desta semana foi bastante positivo. Congratulamo-nos com a grande adesão e participação entusiástica dos alunos. Agradecemos a colaboração das várias entidades envolvidas, pois estas contribuíram de forma excepcional para o sucesso alcançado e sem elas este evento não era possível. Departamento de Educação Física

Para além destas modalidades, os alunos puderam ainda usufruir de uma grande diversidade de actividades, tais como: Voleibol, Basquetebol, Escalada, Patinagem e Saltos no Minitrampolim. Todas estas

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Estudar a Paz pela Consciência da Guerra

A

guerra é uma

exemplo, do mundo huma-

realidade sobre

nizado, de um território

a

não

que não sabe o que é a paz.

temos uma noção completa.

África é um lugar de terror

Indiscutivelmente, o culto

e violência.

qual

da paz requer valores sólidos

e

um

Os conflitos que conhe-

espírito

cemos são poucos e insigni-

de sacrifício que muitos

ficantes na grandeza da sua

Homens não são capazes

realidade absoluta. A falta

de

Veja-

de paz está relacionada com

mos quantos, no mundo,

o egoísmo e a ânsia de pra-

ainda não experimentaram

zeres

os benefícios de uma paz

Homem faz degenerar em

duradoura e vão sucumbin-

falsas razões as suas justifi-

do perante as mutilações de

cações para a ausência de

uma violência que teima em

paz.

assumir.

reinar um pouco por todo o lado. Quise ra m

superficiais.

Os alunos conheceram a realidade,

os

O

explicaram-na

a lu-

aos colegas e foram solidá-

nos perceber os diferentes

rios com o sofrimento.

modos de ser da guerra e os

Aprenderam que a paz é

motivos que os fundamen-

um valor universal que deve

tam, embora sem razões

ser vivenciado por todos os

aceitáveis.

Seres Humanos.

Propusemo-nos estudar a paz, mas pela consciência da sua ausência, e criamos uma onda de solidariedade com aqueles que sofrem. Por isso, estudámos os conflitos que ocupam uma considerável parte dos territórios do globo terrestre. África é o mais incrível

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Prof. Nelson Lourenço

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ESCOLA EB

1,2,3 / JI

FRANCISCO

ORNELAS

DA CÂMARA

Pisca_verao_2010  

Clube da Fotografia 19 Maios na nossa Escola 6 xando um rasto que de moderno só tem as tecnologias. Foi um ano mais calmo quanto à educação,...

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