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// Editorial

EDITORIAL

de escola. Quais foram as melhorias que  conseguiu obter com o seu  trabalho? Ao  longo  deste  tempo,  todos  nós  (escola)  tivemos  pequenas  vitó­    rias,  uma  delas  e  a  mais  recente  foi  a  integração  de  mais  4  turmas  no  agrupamento,  "se  tiverem  que  vir, as turmas que venham".          Antes de se tornar diretor, que  função desempenhava? Em  1990,  trabalhei  numa  escola  do Porto como professor de portu­  guês/francês. Só depois, em 1994,  é  que  me  intregaram  no  Agrupa­  mento de Escolas do Castêlo.        

Os direitos humanos  e a educação Somos Jornal

A Declaração Universal dos  Direitos  Humanos,  no  seu  Preâmbulo,  reser­  va  à  educação,  em  todos  os  seus  níveis,  papel  especial:  "A  Assem­  bleia  Geral  proclama  a  presente  Declaração  Universal  dos  Direitos  Humanos como o ideal comum a ser  atingido  por  todos  os  povos  e  todas  as  nações,  com  o  objetivo  de  que  cada  indivíduo  e  cada  órgão  da  sociedade,  tendo  sempre  em  mente  esta  Declaração,  se  esforce,  através  do  ensino  e  da  educação,  por  promover  o  respeito  a  esses  direitos  e  liberdades,  e,  pela  adoção  de  medidas  progressivas  de  caráter  nacional  e  internacional,  para  asse­  gurar o seu reconhecimento e a sua  observância  universal  e  efetiva  (...).  Com efeito, com o intuito de celebrar  o  dia  10  de  Dezembro,  que  ficou  marcado  como  o  dia  em  que,  em  1948,  foi  adotada  pelas  Nações  Unidas  a  Declaração  Universal  dos  Direitos  Humanos,  a  escola  tem  desenvolvido reflexões e exposições,  ao  longo  dos  anos,  já  publicadas  no  “Somos Jornal”, no sentido de relem­  brar que, para manter o respeito por  estes  direitos,  temos  de  cumprir  os  nossos  deveres  e  agir  em  comu­  nidade  para  haver  um  jogo  de  igualdade entre os seres humanos e  evitar as atrocidades do passado, do  presente e do futuro. Nos Direitos do  Leitor,  é  admissível  o  direito  de  não  ler, mas, no caso dos Direitos Huma­  nos, não pode ser permitido o direito  de  não  respeitar  esses  mesmos  direitos.  E,  em  jeito  de  conclusão,  não nos cabe a nós destacar nenhum  desses  direitos,  porque  a  igualdade  entre  direitos  é  aquela  que  deve  acontecer entre os filhos dos homens  e  as  escolas,  que  os  educam  em  liberdade, devem valorizar essa mes­  ma igualdade fraterna.                  

                                           

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                         Marco Marques, Diretor

Os 25 anos da Escola Secundária  do Castêlo da Maia                                    Vanessa Ferreira, 11.º I

O

diretor do  Agrupamento  de Escolas  do  Castêlo  da  Maia,  Marco  Marques,  sente­se  or­ gulhoso  pelos  25  anos  de  existência  da  Escola  Secun­  dária, afirmando que "hoje temos  uma  maior  felicidade,  a  escola  ganha  maturidade".            Como  foi  o  percurso  escolar  ao  longo  dos  25  anos?                          Iniciei a minha atividade na escola  a  partir  de  2012  e  recordo­me  de  contarem  que  quando  esta  escola  começou  a  funcionar  só  existia  a  secundária.  Tinha  quatro  turmas  de  10.º  anos,  com  cerca  de  80  alunos.  Com  o  decorrer  dos  anos  sentimo­nos  orgulhosos  por  termos  mais  de  1300  alunos,  com  o  total  de  70  turmas.  Tem  sido  uma  tarefa  complicada,  mas  estamos  a    conseguir  atingir  os  nossos  objetivos.                   

Como se comemora os 25 anos?   Os 25 anos são, sem dúvida, uma  data  muito  importante  que  reúne  ex­alunos,  ex­professores  e  ex­funcionários,  assim  como,  toda  a  comunidade  escolar.        Para  mim  como  para  professores    e  funcionários, a escola é como se  fosse  uma  família.              Qual  a  importância  deste  dia? Não  só  este  dia  como  todos  os  outros  dias  são  importantes,sendo  que,  hoje  temos  uma  maior  felicidade,  a  escola  ganha  uma  maior  maturidade.                          . Há  quanto  tempo  exerce  a  função  de  diretor?                    Exerço  esta  função  apenas  há  4  anos. Em 1994, comecei por fazer  parte  do  Agrupamento  de  Esco­ las  do  Castêlo  da  Maia,  no  ano  2000,  fiz  parte  da  direção  e,  em  meados  de  2013,  fui  escolhido  para  exercer  a  função  de  diretor   

Emília Cabral, Presidente do  Conselho Geral 

Direitos humanos,  hoje A 10 de dezembro de 1948, a  Assembleia  Geral  das  Nações  Unidas  aprovou  a  Declaração  Universal  dos  Direitos  do  Homem  –  hoje  Declaração  Uni­  versal  dos  Direitos  Humanos  (DUDH)  ­  com  a  intenção  de  clarificar  aqueles  que  são  considerados  os  direitos  funda­  mentais  e  inalienáveis  de  cada  um de nós. Passados quase 70  anos,  ainda  há  seres  humanos  sem  “direito  a”,  situação  inacei­  tável  numa  sociedade  que  se  diz evoluída. Hoje, mais do que  nunca,  impõe­se  um  esforço  coletivo  para  que  a  DUDH  se  torne  efetivamente  universal.    Não hesitemos!                      


// Direitos Humanos

Testemunhos Daniel Pereira, 10.º E

António Sérgio, importante pensador  português do século XX, é o exemplo  pleno  de  alguém  que  combateu  marioritariamente toda a sua vida por  ideais  muito  à  frente  do  seu  tempo.  Ao  longo  das  suas  obras,  o  escritor  defende  que  é  no  indivíduo  que  a  unidade da consciência se manifesta:  «caminhe­se para a liberdade através  da  liberdade».                            Contudo,  passadas  décadas  até  aos  dias  de  hoje,  o  que  podemos  constatar  é  que,  de  facto,  essa  “liberdade”  nem  sempre  é  assumida  nem  aplicada.    As  desigualdades  entre  os  Homens  são  ainda  muito  visíveis  na  sociedade  atual! Ora,  no  sentido  de  assegurar  universalmente  os  direitos  e  liberdades  fundamentais  dos  cida­  dãos,  foi  redigido  um  documento  onde  estão  declarados  todos  os  Direitos  do  Homem.  Considerado  o  direito base para a boa comunicação  interpessoal,  foi  colocado  em  maior 

evidência o  seguinte  direito:  “Todos  os  seres  humanos  nascem  livres  e  iguais  em  dignidade  e  em  direitos.  Dotados  de  razão  e  de  consciência,  devem  agir  uns  para  com  os  outros  em  espírito  de  fraternidade”.  A 

questão é  que  “…  a  atual  orientação  polí­  tica  e  económica  dominante  no  plano    mundial  [acarreta]  milhões e milhões de  excluídos,  isto  é,  cerca  de  dois  terços  da  população  sobre­ vivem,  levando  uma  vida que não se pode  designar  mininamen­ te  humana”.              Ora, ao testemunhar­ se  esta  situação,  em  pleno  século  XXI,  é  necessário  compre­ ender­se  que  esta  problemática  tende  a  agravar­se  e  que  é  necessário atuar ra­   

mundo em  que  todo  o  ser  humano,  independentemente  da  raça,  da  cor,  do  sexo,  da  língua  ou  da  religião,  goze  plenamente  dos  direitos  consagrados  na  Declaração  Uni­  versal dos Direitos Humanos.      Um desses exemplos é a Associação  de  Defesa  dos  Direitos  Humanos  (ADDHU),  uma  organização  não  governamental.

pidamente! De  facto,  ao  longo  dos  anos,  vários  países  (sobretudo  ocidentais)  têm  trabalhado  em  defesa  dos  Direitos  Humanos.  Inúmeras  instituições  têm  surgido  também  com  vista  num 

A nova  Associação  de  Estudantes  da  ESCM  promete  ajudar  no  que  estiver  ao  seu  alcance  durante  este  ano  letivo.   A  lista  vencedora  afirma  que  são  capazes  de  “fazer  algo bom em prol da escola”.          

Uma ilusão real

Ana Filipa Sousa, 12.º D

Através de  redes  sociais,  montras  de  lojas  e  até  mesmo  programas  de  entretenimento, é possível aferir que,  de facto, existe um padrão quanto ao 

estilo e  forma  física  das  pessoas.  Não será, decerto, a primeira vez que  aparece  um  caso  de  bullying  devido  ao excesso de peso (ou falta dele) de  alguém,  assim  como  a  exclusão  social  provocada  quando  alguém 

desafia a  forma  de  vestir  estandardizada,  recorrendo  a  estilos    completamente  alternativos  e  cho­  cantes.  Se  as  regras  impostas  pela  sociedade  não  forem  cumpridas,  haverá  punição.  Se,  por  um  lado,  a 

LISTA C VENCE AS ELEIÇÕES

questão da  aparência  afeta  a  vida  social,  não  deve  ser  esquecido  o  fator profissional, que tanto sofre com  o  preconceito  instalado.                  Numerosos  são  os  casos  em  que  alguém não consegue o emprego por  fugir  à  ilusão  criada  pela  sociedade  sobre  o  que  é  “parecer  bem”  e  “parecer  mal”.  Desde  tatuagens,  passando  por  piercings  e  terminan­  do  nas  imperfeições  naturais  com  que  a  pessoa  já  nasceu.                Já  foram  vários  aqueles  que  tiveram  de  esconder  o  seu  próprio  estilo  e  renunciar  da  sensação  de  conforto  com a sua aparência para  permane­  cer  ou  conseguir  empregos.          Enfim,  se  a  aparência  física  das  pessoas que constituem a sociedade  moderna  não  estiver  de  acordo  com  os parâmetros incutidos pela mesma,  a  vida  tornar­se­á  bastante  mais  complicada,  chegando  mesmo  a  afetar  as  relações  sociais  e  profissionais. maio 2018 | 3


// Direitos Humanos

Direitos Humanos Altino Duarte, avô do aluno Tomás  Oliveira, 11.º A

Direitos humanos  (básicos,  natu­  rais,  civis,  políticos...)  são  deno­  minações utilizadas com frequência e  o  próprio  documento  citado  não  prefigurando  o  conceito  de  Tratado,  antes  ficando  pela  designação  de  Declaração,  abriu  um  amplo  campo  para  a  consagração  e  adoção  pelos  Estados  membros  de  preceitos  legais.  Desde  1948,  muitas  Constituições  nacionais  adotaram  ou  foram  influenciadas  pelos  princípios  nele  consagrados,  bem  assim  como  muitos  Tratados  Internacionais,  Leis  e  Organismos  foram  criados  para  promoção  e  proteção  de  direitos e liberdades fundamentais.   Podemos,  contudo,  ter  consciência,  passadas  que  foram  tantas  décadas  até  ao  presente,  quanto  os  direitos  básicos  das  populações  são  tantas  vezes  violados  em  amplos  espaços  planetários.  Lemos,  ouvimos  e  chegam­nos  imagens,  como  nunca  antes  tivemos  possibilidade  de  ver, 

as discriminações  que  persistem  e  mesmo  concordando  que  ao  nascer  somos  livres  e  iguais,  uma  completa  relação  de  fraternidade  não  está  definitivamente  alcançada  mesmo  nas  comunidades  mais  avançadas  e  de  que  fazemos  parte.              Porventura  permanecem  questões  que  não  ultrapassamos  e  que  nos  devem  obrigar  a  alterar  atitudes  e  conceitos.  O  Ensino  e  a  Educação,  não só podem ajudar a defender tudo  quanto  foi  alcançado  de  positivo  no  que  diz  respeito  aos  direitos  humanos  como  poderão  contribuir  para  o  seu  aperfeiçoamento.          E  é  um  dever,  parece­me,  que  seja  devidamente explicado aos jovens de  hoje que o caminho percorrido, tendo  atingido  o  patamar  de  Liberdade  e  Direitos  que  agora  usufruímos,  foi  penoso  e  difícil.  O  espaço  que  ocupamos  enquanto  cidadãos  de  um  mundo  de  relativo  bem­estar  foi  obra  de gente que se sacrificou, combateu  e  até  morreu  para  que  aqui  chegássemos.  Cabe,  por  isso,  aos  mais novos prosseguir essa caminha­  da.  Há  ainda  muito  que  fazer  e  não 

pode a sociedade atual ficar à espera  que  uma  qualquer  entidade  se  encarregue de atingir o que a ela diz  respeito.  A  data  de  10  de  Dezembro  é  aquela  que  está  consagrada  como  Dia  Internacional  dos  Direitos  Humanos  desde  1950,  ano  em  que  a  Assembleia  da  ONU  aprovou  que  fosse  assim  proclamado.              Reconhecendo  a  importância  dessa  deliberação,  a Assembleia  da  Repú­  blica de Portugal aprovou igualmente,  em  1998,  uma  deliberação  consa­ 

grando o mesmo como Dia Nacional  desses  direitos.  Se  os  dias  consi­  erados como comemorativos servem  para  lembrar  datas  importantes,  é  justo  que  o  10  de  Dezembro  seja,  para  o  nosso  país,  um  dos  mais  relevantes.

texto adaptado

Refugiados Inês Pinho, 12.º D

Desde

2015, têm  chegado  à  Europa  um  número  bastante  significativo  de  refugiados  que  tentam fugir das situações de conflito  armado  e  ameaças  nos  países  de  onde  são  originários  e  a  verdade  é  que  a  Europa  tem  auxiliado  na  construção  de  soluções  para  este  problema,  no  entanto  não  nos  podemos  preocupar  com  o  facto  de  apenas  os  recebermos  mas  sim,  de  lhes conceder uma qualidade de vida  digna  de  qualquer  ser  humano.              Todos  os  dias,  em  todos  os  países  integrantes da  UE, a Declaração dos  Direitos  Humanos  é  violada  no  que  toca a este assunto. Por exemplo, na  Grécia,  os  refugiados  encontram­se  maio 2018 | 4

num cenário desumano, uma vez que  estão  alojados  em  tendas  sem  qualquer  tipo  de  condições.  Noutros  países,  como  é  o  caso  de  Portugal,  estas  pessoas  têm  de  esperar  tempos  infinitos  para  garantirem  o  estatuto  de  refugiado  e  só  com  ele  têm  a  oportunidade  de  reconstruir  a  sua  vida  (até  lá,  estão  dependentes  da  ajuda  do  país  onde  estão  inseridos).  Por  causa  disto,  são  frequentemente  sujeitos  a  comentários/atitudes  xenó­  fobas,  tais  como  acusações  de  quererem  apenas  usufruir  dos  benefícios socais do país onde estão,  ou  até  de  organizarem  células  terroristas  e  realizarem  atentados.  Por  outro  lado,  países  como  a  Hungria,  a  Polónia,  a  República 

Checa e  a  Eslováquia  construíram  estas  pessoas  o  que  realmente  muros com arame farpado para evitar  merecem  enquanto  seres  huma­  a  entrada  destes  migrantes.  Viver  nos!                uma vida pacífica é um direito do ser  humano  e  ajudar  é  um  dever!              E  como  dizia  Frank  Zappa,  "sem  o  desvio da normalidade, o progresso é  impossível",  sendo  assim  viremos  as  costas  à  normalidade  de  estarmos  sentados  no  sofá  a  lamentar  esta  situação enquanto vemos o telejornal  e  façamos  alguma  coisa  para  dar  a 


// Direitos Humanos

A Sétima Arte e os Direitos Humanos

André Sousa, 12.º E

Os

grandes realizadores,  os  grandes  atores,  os  grandes  guio­  nistas quiseram e querem continuar a  denunciar  e  a  contar  histórias  que  nos  fazem  emocionar  e  pensar  no  quão  cruel  pode  ser  a  humanidade.  Existe,  no  entanto,  um  estigma  de  que os únicos filmes que tratam esta  temática são pesados, complicados e  um  pouco  longos.                                Por esse mesmo motivo, decidi reunir  uma lista de três filmes que abordam  a temática, de uma forma agradável e  fácil  de  assistir,  mesmo  tratando  te­  mas  tão  delicados:  Quando  se  fala  em filmes sobre os direitos humanos,  é impensável não mencionar aqueles  que  trataram  o  holocausto.        No entanto, “O Rapaz do Pijama às  Riscas” é um filme com muito mérito  por  ser  relativamente  curto  e  prazeroso  de  se  assistir,  pois  o  tema  é  tratado  com  a  inocência  e  ingenuidade  que  caracterizam  o  próprio  protagonista,  Bruno  (Asa  Butterfield),  filho  de  um  oficial  nazi,  Ralf (David Thewlis), que se muda da  capital  para  o  campo,  por  causa  da  promoção  do  pai.                                    Logo,  a  criança  irá  se  aperceber  da  existência  de  uma  “quinta”  habi­ tada  por  pessoas  de  pijama  e  irá  ter  curiosidade  em  explorar  o  local,  sem  nunca  perceber  o  que  é  aquilo,  na  realidade.                    O filme mostra também a forma como  os  alemães  lidavam  com  os  campos  de  concentração,  mostrando  até  as  duas faces da moeda, ou seja, os que  concordavam  e  os  que  se  opunham. 

Quando se  fala  em  filmes  sobre  o  racismo,  "Foge"  não  é  certamente  o  primeiro  que  nos  vem  a  cabeça,  até  porque  é  um  filme  recente.  Realizado  pelo  estreante  Jordan  Peele  e  protagonizado  por  Daniel  Kaluuya,  esta  é  a  história  de  Chris,  um  jovem  negro  que  tem  medo  de  conhecer os pais da namorada Rose  (Alison  Williams),  já  que  ela  nunca  namorou  outro  negro.  No  entanto,  esta  conforta­o  e  assegura­o  de  que  o  pai  até  é  apoiante  de  Obama.          Todavia, Chris vai se deparar com um  clima  de  estranheza  e  um  pouco  assustador  que  o  vai  conduzir  numa  jornada  em  que  o  único  objetivo  é  descobrir  o  que  se  passa  naquela  casa  e  fugir  dali.              Apesar  de  estar  catalogado  como  "terror",  esta  é  uma  designação  bastante minimalista de um filme que  usa  o  suspense  e  o  medo  para  jogar  com  as  emoções  do  público,  além  de  pontuais  momentos  de  humor,  drama  e  romance.          Já a questão do racismo é abordada  através  de  falas  mínimas,  gestos  simbólicos  e  momentos  que  plantam  uma  crítica  social  afiada,  que  por  mais  sublime  que  seja,  nunca  deixa  de  acertar  no  alvo.  Do  realizador  de  "O Silêncio dos Inocentes" chega­nos  "Filadélfia",  um  filme  polémico  que  conseguiu  trazer  o  tema  da  SIDA  para  discussão,  numa  altura  em  que  era  tabu.                                    O filme trata também a discriminação  do  emprego  e  problematiza­a,  de  uma  forma  corajosa.                Este  narra  a  história  do  brilhante  advogado  Andrew  Beckett  (Tom  Hanks  no  papel  que  lhe  deu  o  seu 

primeiro Óscar)  que  ao  ser  pautado  por  atuações  memoráveis  diagnosticado  com  SIDA  é  demitido  dos  seus  protagonistas.                    do  escritório,  onde  trabalha.                             Por  esse  motivo,  este  contrata  um  advogado  negro  e  homofóbico,  Joe  Miller  (Denzel  Washington),  para  defender  a  sua  causa.    Filadélfia" é um filme de visualização  obrigatória  para  todos  os  cinéfilos,  mas  também  para  aqueles  que  gostam de um boa história, em geral.  Já  que  é  um  filme  com  uma  linguagem  simples,  um  guião  bem  estruturado  e  direto,  além  de  ser 

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// Direitos Humanos

Um novo mundo Teresa Barbosa, professora

A universalidade  da  Declaração      Universal  dos  Direitos  Humanos  inspirou­nos,  para  construirmos  um  mundo  fundado  nos  ideais  de  liberdade, justiça e paz para a família  humana. Contudo, a cada minuto que  passa,  assistimos  à  violação  dos  direitos  mais  fundamentais  de  cada  homem.  A  nossa  insensibilidade  pe­  rante  o  descalabro  da  fome  e  das    guerras  no mundo, ou o nosso  des­ 

conhecimento   do  conteúdo  de  tão  fundamental documento tem atestado  a  ineficácia  e  a  inépcia  dos  sistemas  educativos, apesar do artigo 26.º de­   clarar que “A educação deve visar [...]  ao  reforço  dos  direitos  do  homem  e  das  liberdades  fundamentais  e  deve  favorecer  a  compreensão,  a  tolerân­  cia  e  a  amizade  entre  todas  as  na­  ções  e  todos  os  grupos  raciais  ou  religiosos  [...]  para  a  manutenção  da  paz.” As  nossas  pequenas  grandes  ações 

pedagógicas no  sentido  da  defesa  dos  Direitos  do  Homem  têm  sido  fundamentais  para  que  a  barbárie  não  se  instale  definitivamente  no  mundo.  Mas  as  nossas  es­  colhas  para  os  cargos  de  liderança  terão  de,  futuramente,  ser  muito  mais  esclarecidas  e  exigentes.  Nunca  será  demais  a  informação,  desde  que  seja  isenta  e  verdadeira.  Mas  não  basta  dar  a  conhecer  os  30  artigos  da  Declaração  Universal  do  Direitos  Humanos.  Precisa­  mos  de 

refletir sobre  cada  um  deles  com  os  nossos alunos, ligando­os ao mundo  atual. Esta reflexão tem de caber nas  escolas,  onde  a  informação  não  pode  desligar­se  do  seu  papel  formativo.  É  aqui  que,  se  queremos  caminhar  para  um  mundo  melhor,  não  podemos  falhar.                       

Da incontornável “hipocrisia” dos Direitos Humanos Marinela Guimarães, professora

O

critério da  Razão  está  tão  distante  do  “bom  senso”,  que  continuamos  inertes  em  ato,  embora  ativos  em  potência  (o  que,  por  natureza,  é  contraditório),  diante  de  tantas  ameaças  à  integridade  humana, diluídos que ficam, o sentido  de  partilha,  o  repartir  dos  afetos  e  o  respeito  pela  identidade  de  cada  UM.                Se  nos  esforçássemos  por  ser  “positivamente”  racionais,  todas  as  intolerâncias,  todas  as  ameaças  à  integridade  e  à  felicidade,  consti­  maio 2018 | 6

tuiriam um  repúdio  radical. Ao  invés,  parasitamos  viciosamente  nos  labi­  rintos  analíticos  dos  raciocínios  inferenciais,  esquecidos  que  esta  estamos  de  que  a  Razão  Humana  brilharia  diáfana  e  cristalina  se  nos  questionássemos  emocional  e  afetivamente,  acerca  do  que  importa  fazer  para  que  o  Outro  seja  efetivamente  feliz.                      Perguntamo­nos  se  cada  um  ador­  mece  tranquilamente  nas  noites  frias? Se cada criança se aconchega  nos  braços  da  sua  mãe?  Se  cada  mãe se realiza,  nos afagos ternos a  cada  um  dos  seus  filhos?           

Apelamos ao  diálogo  intercultural  e  permanecemos  “adormecidos”  num  relativismo  que  confunde  tolerância  com  indiferença,  fechados  que  estamos nos “guetos” cristalizados do  nosso egoísmo. Mas, “de consciência  limpa”,  repetimos  sempre  a  solene  hipocrisia das “mentes pensantes”.   


// Direitos Humanos

Como se encara a igualdade de género  na atualidade Diogo Romano, 7.º B

A luta pela igualdade de género tem  resultado.  Há  30  anos,  se  a  popu­  ação  empregada  em  Portugal  fosse  de 100 pessoas, seriam 60 homens e  40  mulheres.  Hoje,  segundo  o  portal  estatístico  PORDATA,  quase  metade  das pessoas empregadas são mulhe­  res.  São  49  em  cada  100  trabalha­  dores.  Mas  a  igualdade  de  género  ainda  está  longe  de  ser  totalmente  verdade.  Em  casa  e  no  trabalho  muitas  mulheres  não  têm  todos  os  direitos  que  muitos  homens  têm. Se  olharmos  para  aos  salários  podemos  dizer  que  em  2013  os  salários  não  estavam  justos.  Os  homens  recebiam,  em  média,  964  euros  enquanto  as  mulheres  se  ficavam  pelos  791,  continuando  com  ordenados  mais  baixos  que  os  homens.  Em  casa,  as  diferenças 

continuam. Segundo  as  conclusões  do  Inquérito  Nacional  dos  Usos  do  Tempo  de  Homens  e  de  Mulheres  (INUT), a desigualdade entre homens  e mulheres no que respeita ao tempo  dedicado  a  tarefas  domésticas  e  cuidados a  terceiros continua injusto. As raparigas, com idades entre os 15  e  os  24  anos,  trabalham  mais  1h21  por  dia  que  os  rapazes  e  as  tarefas  domésticas e trabalhos de cuidados a  crianças,  jovens  ou  adultos,  em  situação  de  necessidade  ocupam­ lhes  em  média  4h23  por  dia.  Já  os  homens  gastam  uma  média  de  2h38  diárias. Na  saúde,  os  portugueses  também  não  são  todos  tratados  da  mesma  forma.  De  acordo  com  o  Relatório  de  Primavera  2016,  do  Observatório  campo  são  os  com  menos  dinheiro,  Português  dos  Sistemas  de  Saúde  as crianças, os idosos e as mulheres.  (OPSS),  os  mais  fragilizados  neste  Nas  áreas  da  política,  tecnologia  e 

A crise humanitária dos  refugiados; uma vertente negra  dos Direitos Humanos

António M. Peres, professor

Apoiando­nos na  informação  dispo­  nibilizada  pela  ACNUR  (Alto  Co­  missariado  das  Nações  Unidas  para  os  Refugiados),  organismo  especia­  lizado  da  O.N.U.,  os  valores  acumu­  lados  em  anos  de  movimentação  de  migrantes já rondam, neste momento,  os  60  milhões,  um  número  que  ultrapassa  muito  o  total  dos  refugiados,  computados  por  estimati­  va,  durante  a  Grande  Guerra  (1914­ 18) e a 2ª Guerra Mundial (1939­45). Este número assustador evidência as  vítimas dos conflitos armados e das 

perseguições políticas,  não  incluindo  aqui  os  fenómenos  naturais  demoli­  lidores  (ex:  ciclones,  terramotos,  etc.),    a  fuga  à  miséria  ou  à  fome.  Os   focos mais marcantes deste fluxo  migratório  podem  sintetizar­se  no  seguinte: 1.  Na  Síria,  país  do  Médio  Oriente  que  vive  uma  guerra  fratricida  e  sanguinária,  responsável  pelo  au­  mento  maciço,  recentemente  regista­  do; 2.  No Afeganistão,  país  asiático  que  tem  mais  de  2.5  milhões  dos  seus  cidadãos  fora  do  país,  a  grande  maioria  no  Paquistão;          3.  Em  África,  onde  se  juntaram  os  conflitos  no  Sudão  do  Sul,  na  República  Centro  Africana  e  a  violência  crescente  na  Nigéria;      4.  Em  Myanmar  (antiga  Birmânia),  onde  uma  horrorosa  campanha  militar  tem  conduzido  à  perseguição  da  minoria  “rohingya”,  confirmando­ se  uma  violência  indescritível  sobre 

650 mil  pessoas.  Este  é  a  descrição  sucinta,  mas  objetiva  e  fria,    da  realidade  que  enforma  a  crise  humanitária  dos  refugiados.  É  neste  contexto  real  que  os  atentados  aos  direitos  humanos  adquirem  relevân­  cia,  e  são  muitos:  a  perda  da  identi­  idade  nacional,  a  perseguição,  a  violência  verbal  e  física,  as  viola­  ções  de  cariz  sexual,  a  injustiça  social,  a  fome  e  a  miséria,  a  opressão,  a  tortura,  o  racismo,  a  xenofobia  e  a  intolerância  ­  enfim,  um  rol  de  atrocidades  e    de  vitu­  périos  lançados  contra  seres  humanos.

Termino, parafraseando Moliére, dra­  maturgo  francês;  “Não  só  somos 

responsáveis pelo  que  fazemos,  mas  também  pelo  que    não  fazemos".   

desporto, é  onde  se  vê  mais  desigualdade.  Mas  tem  havido  melhorias.                         

cientes das nossas limitações, pode­  mos ter atitudes conducentes a alter­  ar este "status quo".     Proponho: 1. Praticar a tolerância, a todos os  títulos, para com estes povos,mesmo  sendo bastante diferentes de nós em  termos de padrões culturais; 2. Sermos solidários, com apoio  mo­  ral e material, com todos os organis­  mos  e  agências  que  trabalham  no  terreno,  quase  sempre  em  situações  adversas  (ACNUR,  P.A.M.,  A.I.,  O.N.G.);   3.  Lutarmos,  por  todas  as  formas  possíveis,  contra  a  ininsensibilidade  absoluta  como  al­  guns  líderes  polítí­    cos  enfrentam  o  fenómeno,  raiando,  amiúde,  atitudes  de  "transparente"  movimento  de  ódio”  ou  de  “demonização  política”,  nas  expressões  contundentes,    mas  jus­  as,  do  Secretário  Geral  da  Amnistia  Internacional,  Salil  Shetty.             

É nestas circunstâncias que, mesmo  maio 2018 | 7


// Professor e Artista

“To live or not to live… just one life” aventurou­se no mundo da música e,  desde  2005,  é  o  criador  de  um  blog  dedicado  à  sua  própria  poesia:  Poesia  para  quem  quiser.                   

Somos Jornal

Jorge Simões,  nascido  no  Porto  em  1962,  licenciado  em  Línguas  e  Literaturas Modernas pela Faculdade  de  Letras  da  Universidade  do  Porto,  tem  feito  da  sua  vida  uma  experiência  recheada  de  vivências  únicas.  Além  da  docência,  quase  sempre  no  ensino  secundário,  este  nosso professor foi jornalista da área  económica,  escritor  de  alguns  romances como Ghost Dance (1998)  e  O  Rodopio  do  Escorpião  (2014), 

Quando surgiu este despertar para  a  escrita?  Como  se  passa  de  uma  área  jornalística  focando  assuntos  económicos  para  a  escrita  de  um  romance  de  ficção  científica?      Bom,  sempre  tive  nota  máxima  nas  composições  –  ou  redações  –  escolares.  Recordo­me  bem  de,  nem  sei  que  idade  tinha,  era  certamente  novinho,  já  ter  tentado  escrever  uns  poemas,  poemas  que  o  meu  pai  trazia na carteira e que mostrava, por  vezes,  a  amigos.  Foi  depois  de  ele  me  ter  oferecido  um  livro  com  poemas  para  crianças.  Há  também  quem  tenha  jeito  para  consertar  máquinas e mexer em roldanas, para  desenhar  e  pintar,  para  jogos  de  guerra  etc.  Portanto,  nunca  tive  que  me  esforçar  particularmente  para  aprender a escrever.  Depois, trata­se 

de um  percurso  feito  de  vivências,  leituras  (ficcionais  e  científicas,  considerando­se também as ciências  humanas,  claro),  filmes,  viagens  e  imaginação  natural.  Evolui­se  diariamente  e,  ao  longo  de  muitos  anos,  somam­se  dias…  A  ficção  científica  (se  é  que  é  exactamente  isso  que  esta  distopia  é)  é  uma  possibilidade, não uma característica  óbvia. O jornalismo, que exerci cerca  de  uma década, foi acidental. Estava  de regresso da Grécia, onde lecionei  Inglês,  preparando  alunos  para  os 

"O jornalismo que exerci  há cerca de uma década,  foi acidental" exames de Cambridge, e de França,  onde  só  não  fiquei  a  trabalhar  como  músico  na  Eurodisney  (mais  tarde,  Disneyland  Paris)  que,  em  breve,  abriria  portas,  porque  portugueses  e  espanhóis  ainda  necessitavam  de  um  visto  de  trabalho.  Fui  contratado 

e não  contratado  logo  de  seguida.  Estava  de  regresso  e  os  antigos  miniconcursos  já  tinham  passado.  Respondi  a  um  anúncio  e  por  lá  fiquei.  Gostei.  Foi  uma  experiência  excelente  que,  além  do  mais,  me  abriu  novas  portas  de  conhecimento  fora  da  minha  área  de  formação. Durante  grande  parte  desse  período,  leccionei  a  adultos.                 

No romance O Rodopio do Escorpião,  o que há de factual e de fictício neste  romance?  O Rodopio do Escorpião foi escrito a  duas  velocidades.  Parei  um  par  de  anos(  comecei  a  escrevê­lo,  talvez,  em  1998)  e  finalizei­o  posterior­  mente.  Acho  que  um  leitor  mais  atento  consegue  percebê­lo.  É  uma  obra  de  ficção.  Alguns  locais  são  “factuais”  de  acordo  com  a  minha  visão  subjetiva.                            O  resto  é,  obviamente,  ficção.  A  docência  é,  atualmente,  a  sua  principal  atividade.                   

"...o meu fascínio hoje está na Matemática" Somos Jornal

José Manuel  dos  Santos    47  anos,  residente  em      Labruge,    mas      originário  da  Venezuela,  embora  de  família  portuguesa,  licenciado  e  mestre  em  Ensino  da  Matemática  pela FC­UP, autodidata em relação as  Artes,  25  anos  como  professor  de  Matemática  e  30  como  pintor.            Quando  e  como  começou  a  sua  atividade  de  pintor?            Bom… responder a esta questão não  é fácil sem contar uma breve história.  Remonta  já  a  setembro  de  1981,  estando a chegar a uma nova escola  “Liceo  Roberto  Castillo  Cardier”,  o  primeiro  ano  da  minha  escolaridade  secundária,  o  equivalente  ao  atual  sétimo ano, numa disciplina intitulada  “Educação  e  Artes  Visuais”,  o  professor  distribuiu  as  técnicas  que  os  alunos  teriam  que  apresentar  à  classe.  Cada  um  de  nós  escolheu  uma  técnica,  eu,  aventureiro,  escolhi  a  técnica  a  óleo  e  assim  foi...  Com  ajuda  da  mãe  de  um  colega  meu,  maio 2018 | 8

fazia os  meus  trabalhos,  com  suportes  e  técnicas  pouco  dispendiosas.  De  facto,  pintar,  digo  representar  imagens  em  suportes  “bidimensionais”,  era,  e  ainda  é,  apenas  um  hobby.  No  seio  da  minha  família,  estes  trabalhos  não  passaam  de  coisas  “bonitas”;  na  verdade,  eu  nunca  as  levei  muito  a  sério,  nunca  pensei  em  usar  esta  minha  capacidade  como  forma  de  “ganhar  a  vida”,  sempre  quis  ser  “Doña  Toña”,  que  tinha  “jeito”  para  professor. pintar  a  óleo  e  a  têmpera,  pois  em  minha  casa  ninguém  me  poderia  É fácil ou difícil conseguir conciliar  ajudar,  a  não  ser  com  o  básico  da  a  profissão  docente  (professor  de  aritmética  e  da  língua  lusa,  passei  Matemática) com a pintura?          umas  tardes  a  aprender.  Neste  No  início  da  minha  carreira  como  tempo,  manuseava,  cuidadosamen­  professor,  foi  sendo  possível  con­  te,  as  espátulas  emprestadas;  com­  ciliar  o  trabalho  com  a  pintura;  no  punha  tintas  com  os  odores  carac­  entanto,  com  o  passar  do  tempo,  a  terísticos dos óleos e da aguarrás, lá  conciliação  tornou­se  bastante  mais  fiz  o  meu  primeiro  quadro  –  Um  difícil.  A  falta  de  disponibilidade  de  Araguaney  –  enquadrado  numa    tempo  não  é  a  única  variável  a  savana  com  os  morros  ao  fundo,  considerar,  na  realidade,  hoje,  antes  paisagem  típica  da  terra  que  me  viu  de  fazer  um  trabalho,  teorizo  muito,  nascer  (Venezuela).  Depois  desta  leio  e  faço  pesquisas,  não  deixo  de  primeira  experiência,  timidamente  consultar  a  minha  cópia  do  códice 

Ambrosiano, de  forma  a  ver  se  encontro  alguma  nota  do  “mestre”,  mas,  muitas  vezes,  me  detenho,  ao  espelho,  nas  interpretações  mate­    máticas  dos  escritos  de  Leonardo. Alguma das características da sua  pintura (técnicas, temas recorren­  es) advém da sua formação acadé­  mica ligada às ciências?  A  pintura,  as  suas  técnicas  e  a  geometria fazem­me trabalhar, mas o  meu  fascínio  de  hoje  está  na  Matemática. Houve uma fase em que  me  dediquei  muito  a  trabalhos  muito  abstratos,  cheios  de  teorização  geométricas, utilizando técnicas muito  diversificadas.  Atualmente,  e  graças  aos  momentos  de  partilha  no  atelier  do  meu  colega  Gil  Maia,  voltei­me  para  o  figurativismo,  realizando  trabalhos de pintura mais académicos  que,  sem  a  sua  ajuda,  não  os  teria  iniciado.  Em  suma,  hoje  represento  mais  a  realidade,  tendo  realizado  inúmeros  retratos  de  amigos  e  de  família. 


// Opinião

O que é que eles dizem? Jéssica Alexnadra, 11.º J

Isabel Ricardo

Luísa Romano

Maria Moreira

Rosário Martins

Direitos humanos é ter liberdade  de expressão, ou liberdade de  fazer o que nos compete, mas  com os devidos limites e regras.  Todos temos direitos, contudo  todos temos deveres também. todos temos deveres também.

Acho que os efeitos que os  direitos humanos deviam ter na  sociedade não têm. Os direitos  são um bem necessário, mas  ainda está longe de abranger as  necessidades de toda a gente.

Os direitos humanos para mim  são bastante importantes. Mas  acho que há pessoas com mais  direitos do que outras. 

Os direitos humanos confirmam  uma faculdade da qual todos nós  fomos dotados: o livre arbítrio.

Sandra Cardoso

Simone Fernandes

Os direitos humanos são  aplicados para todo o ser  Humano ser respeitado pelas  suas crenças, direitos, religiões,  escolhas, pensamentos e pelas  liberdades de expressão.

Para mim, os direitos humanos  significam igualdade em todos os  aspetos: liberdade de escolha,  religião, pensamento, expressão  e direitos.

Florbela Soares Os direitos humanos deviam ser  avaliados com mais importância  na sociedade porque nem todos  os respeitam.

Fernando Correia Os direitos humandos para mim  são o poder de liberdade de  escolha/ expressão e religião.

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// Acontece

"Sempre tive o sonho de ser jogador" Leandro  Fernandes partilha a sua experiência enquanto jogador de  futebol e aluno do 9.º ano da ESCM. em  casa,  é  equipa  muito unida  e lutamos  todos  pelo  mesmo.     De  que  forma  geres  o  teu  tempo  entre  a  escola  e  o  futebol? Dou  sempre  priori­  dade  aos  meus  estudos.      Tento organizar­me de  forma  a  ter  sempre  tudo  pronto,  desde  os  trabalhos  de  casa,  estudar  para  os  testes,  antes  de  ir  Jéssica Silva, 11.º I para os treinos ou jogos. Só assim é  possível obter bons resultados, tanto  Há quanto tempo praticas futebol? na  escola  como  no  futebol.  É  um  Pratico  futebol  desde  os  meus  4  esforço,  sem  dúvida,  requer  muita  anos,  ou  seja,  há  10  anos.              dedicação,  mas  no  fim  compensa.               Já praticaste mais algum desporto?  Sim.  Pratiquei  natação  durante  10  Pretendes  fazer  carreira  com  o    futebol? anos. Sim.  Seria  um  sonho!  Desde  cedo  Atualmente jogas em alguma equipa? que  gostava  de  ser  jogador  Neste  momento,  jogo  no  Sport  Club  profissional,  mas  estou  consciente  Castêlo  da  Maia,  Sub­15.  Sinto­me  que  tenho  que  estudar,  porque  no 

futuro, independentemente de conse­  guir ou não concretizar o meu sonho,  preciso  de  ter  uma  "profissão".      Todos sabemos que a carreira de um  jogador dura em média, até 35 anos,  daí considerar importante seguir uma  carreira  académica.                                  O que te levou a optar pelo futebol  e não por outro desporto? Eu adoro desporto. Mas o futebol é o  desporto que me faz sentir realizado.  Como  disse  anteriormente,  pratico  desde  os  meus  4  anos,  e  isso  pode  ter  sido    um  "empurrão"  para  que  hoje seja o meu desporto de eleição.  Os  teus  pais  aceitaram  a  tua  escolha? Sim.  Sempre  tive  o  apoio  dos  meus  pais,  família  e  amigos.  Gostam  de  me  ver  feliz.                                   

torna mais  responsável  em  termos  de  cumprimento  de  objetivos.  Isso,  naturalmente  contribui  para  um  bom  desempenho  escolar.                    Há alguma situação escolar em que  eles não te deixem ir aos treinos? Sim.  Na  altura  em  que  estou  sobrecarregado  de  testes,  trabalho,.  tenho  que  ficar  em  casa  a  estudar.  Já  sei  as  regras,  logo  apesar  de  gostar  muito  dos  treinos,  sei  que  há  momentos  que  não  posso  estar  presente. Achas  que  o  futebol  interfere  nas  tuas  notas?                      Não.  Nem  pensar.  O  "acordo"  é  exatamente  esse,  conseguir  tirar  boas  notas,  para  continuar  a  fazer  aquilo  que  mais  gosto.  Prefiro  não  correr  esse  risco!                                 

Qual a  opinião  dos  teus  pais  em  relação  à  escola  e  futebol?                Consideram  que  o  desporto  está  interligado  com  a  escola,  e  que  me 

"A educação trabalha com o coração" Joana Silva, 11.º J  Mariana Santos, 11º I

A 11.°  edição  da  Qualifica  2018  decorreu  entre  os  dias  1  e  4  de  março, na Exponor, e teve como mote  “Love  the  Planet”,  que  pretendia  sensibilizar  os  jovens  para  as  necessidades  de  preservar  e  ter  práticas  ambientais  corretas.        A  Qualifica  tem  como  objetivo  ajudar  os  jovens  do  terceiro  ciclo  a  terem  oportunidades  para  estudar  no  estrangeiro,  conhecer  ofertas  das  universidades,  participar  em  jogos,  assistir  a  desfiles  e  a  entrar  noutras  atividades. Mais  uma  vez,  a  Câmara  Municipal  da  Maia  marcou  presença  e  consigo  os alunos das escolas, Secundária do  Castêlo  da  Maia,  Profissional  Novos  Horizontes  de  Moreira  de  Maia,    maio 2018 | 10

Secundária da  Maia,    Secundária  de  Águas  Santas  e  a  nova  Escola  da  Maia  Salto  ­  International    Circus      School.  Cada  escola  apresentou  algumas  atividades,  destacando  a  ESCM  com  várias  demonstrações  de  show  coo­  king,  feitos  pelos  alunos  do  curso  Profissional  Técnico  de  Cozinha  e  Pastelaria.  Marcaram  também  presença  ele­  ementos  da  Câmara  Municipal  da  Maia,  na  qual  Emília  dos  Santos,  vereadora  com  o  Pelouro  da  Educação,  mencionou  que  “a  educação  trabalha  com  o  coração.”  Em  conversa  com  o  chefe  de  divisão  da  educação  da  Maia,  Júlio    Guimarães,  referiu  que  a  presença  em  eventos  como  este,  são  muito  importantes  na  medida  em  que  “promovemos    a  oferta  formativa  do 

nosso concelho”.                      Relativamente  à  educação  na  Maia  considera  que  se  tem  “feito  um  trabalho  muito  bom,  muito  positivo,  há  um  investimento  muito  grande  da  parte  do  presidente  da  Câmara  da  Maia  e  também  da  nova  vereadora, 

por isso  estamos  a  trabalhar  todos  em conjunto, e em articulação com os  nossos  parceiros  para  que  a  educação  na  Maia  evolua  cada  vez  mais,  e  que  possamos  dar  um  futuro  risonho  aos  nossos  jovens  e  crianças"         


// Acontece

Ensino Secundário

Cursos Profissionais

Olimpíadas Nacionais  de 

Informática

Diogo Rodrigues,  do  12.º  B,  foi  selecionado, entre os 8 primeiros, na  Final  das  Olimpíadas  Nacionais  de  Informática  2018.  Decorreu  no  dia  7  de  maio,  no  Departamento  de  Ciência  de  Computadores  da  Fa­  culdade  de  Ciências  da  Universi­  dade do Porto.                             

                             .

E tu, serás capaz?

Somos Jornal

Os Cursos  Profissionais 

Superior.     São organizados: Por  módulos,  que  permitem  uma  maior  flexibilidade  no  ritmo  de  aprendizagem,  com  uma  duração  total  de  3  anos  letivos;                Em  três  componentes  de  formação  sócio­cultural;    científica; tecnológica.

cons­   tituem  uma  das  modalidades  de  formação  do  nível  secundário,  sendo  caracterizados por uma ligação direta  ao mercado de trabalho. Atendendo a  um  determinado  perfil  profissional,  valorizam  o  desenvolvimento  de  compe­  tências  necessárias  para  o  exercício  de  uma  profissão,    dinamizando  uma  estreita  articulação  Técnico de Desporto com  empresas  e  instiuições  parcei­ É um profissional que… ras.                                          Participa  no  planeamento,  na  Destinam­se aos alunos:                   organização  e  no  desenvolvimento  treino  de  modalidades  Que  concluíram  o  3º  ciclo  do  Ensino  do  desportivas,  individuais  ou  coletivas,  Básico; bem  como  na  organização  e  Pretendem  uma  formação  mais  dinamização  de  atividades  físicas  e  prática  e  orientada  para  o  mercado  desportivas  em  contexto  de  de  trabalho;                                      Colocam  a  hipótese  de  prosse­  ocupação de tempos livres, animação  guimento  de  estudos.                            e  lazer.                                                  Têm  como  objetivos:                        O  desenvolvimento  de  compe­  tências  pessoais  e  profissionais  para  o  exercício  de  uma  determina­ da profissão. Privilegiar  as  ofertas  formativas  que  correspondem  às  necessi­ dades  de  trabalho  locais  e  regionais,  contribuindo  para  o  acesso  ao  mercado  de  trabalho;              Preparar  para  o  acesso  a  formações  pós­secundárias    (Cursos  de  Espe­    cialização Tecnológica – CET; Cursos  Técnico  Superiores  Profissionais  –  CTeSP  assim  como  para  o  Ensino 

Pode trabalhar em… Ginásios;  Clubes  desportivos;                  Associações.

Pode trabalhar em… Restaurantes / Pastelarias;  Empresas de Catering;   Restauração hospitalar;   Unidades hoteleiras.  Técnico Auxiliar de Sáude É  um  profissional  que…        Auxilia  na  prestação  de  cuidados  de  saúde  aos  doentes,  na  recolha  e  transporte de amostras biológicas, na  limpeza,  higienização  e  transporte  de  roupas,  materiais,  equipamentos  e  espaços  e  no  apoio  logístico  e  administrativo  das  diferentes  unida­  des  e  serviços  de  saúde,  sob  orientações  do  profissional  de  saú­  de. Pode trabalhar em… Hospitais  (públicos  e  privados)            Unidades  de  Saúde  Familiar;              Lares  de  idosos;                    Clínicas  privadas.                                Técnico de Cozinha/Pastelaria

É um  profissional  que…        Realiza  de  forma  autónoma  ou  Técnico de Gestão e Programação  integrado numa equipa, atividades de  de Sistemas Informáticos conceção,  especificação,  projeto,  implementação,  avaliação,  suporte  e  manutenção  de  sistemas      informáti­  É um profissional que… Planifica  e  dirige  os  trabalhos  de  cos  e  de  tecnologias  de  processa­      cozinha,  prepara  e  confecion  produ­  mento  e  transmissão  de  dados  e  tos alimentares e refeições regulares  informações.                ou  num  enquadramento  de  especia­  lidade,  respeitando  as  normas  de  Pode trabalhar em… higiene  e  segurança  alimentar.            Empresas  (públicas  e  privadas)           

Os alunos,  Gonçalo  Rodrigues  e  Diogo  Rodrigues,  do  12.ºB  conquis­,  taram  o  9.º  lugar  num  total  de  236  equipas  na  competição  mat12,  nas  Competições  Nacionais  de  Ciências  (CNC)  de  Aveiro.            A prova decorreu, no dia 26 de abril,  na  Universidade  de  Aveiro,  e  reuniu                      alunos de todo o país.                      

                   

Outubro Rosa

A  ESCM vestiu­se de rosa no dia 30  de outubro.  Sempre preocupada em  formar  jovens  informados  e  críticos  sobre  o  que  os  rodeia,    aderiu  à  campanha  Onda  Rosa,  em  que  a  temática  central  foi  a  prevenção  do  cancro  da  mama.                                          Os  alunos  do  curso  profissional  Técnico  Auxiliar  de  Saúde,  junta­  jmente  com  os  professores  Joana  Barbosa  e  César  Brás,  desenvol­  veram  várias  atividades  com  o  intuito de angariar fundos a favor da  Liga Portuguesa Contra o Cancro.       Foram  distribuídos  flyers  informa­      tivos  à  comunidade  escolar,    artigos  de  merchandising  para  quem  qui­  sesse  contribuir  e  ainda  colocadas  várias faixas rosa nos corrimões das  escadas.  Neste  gesto  de  alerta  e  sensibilização por uma causa nobre,  todos  colaboraram  no  desafio.              maio 2018 | 11


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Mostra de  projetos Somos Jornal

I. Projetos no âmbito da  cidadania  1. Sol Castêlo: 1.1 Solidariedade com crianças e  famílias; 1.2 Corrida solidária; 1.3 Voluntariado IPO;  1.4 Refeições para famílias  carenciadas locais; 1.5 Campanha Dia do Não Fumador  e Onda Rosa;  1.6 Campanha de solidariedade num  lar de idosos. O nosso agrupamento decidiu facultar  apoio social às famílias residentes na  área  de  implantação  das  escolas  do  agrupamento  que  tem  como  princípios  a  gratuitidade  e  solidarie­  dade.    A  mudança  de  hábitos  pode  mudar  o  mundo.                                .

II. Projetos no âmbito da saúde,  ambiente e comunicação   1. Saúde e ambiente  Presse;  1.1 Eco­Escolas / Lipor­ Geração +; 1.2 Desporto Escolar; 2. Comunicação 2.1 Banco de livros; 2.2 Projeto de leitura;  2.3 Jornal escolar; 2.4  SeguraNet; 2.5 Clube de Línguas e DELF. Todas  as  escolas  do  AECM  estão  certificadas  com  “Coração  Verde”,  sendo  a  escola  sede  reconhecida  com  a  Bandeira  Verde  Eco­Escolas.  Colabora,  ajudando  a  melhorar  o  espaço  escolar,  pois  ao  mesmo 

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tempo ajuda  a  Preservar  e  a  Conservar  o  Ambiente.              O AECM  aderiu  ao  Projeto    "Lipor  Geração+",  uma  oferta  facilitadora  de  práticas,  que  suportam  a  melho­  ria.                  O  nosso  agrupamento  decidiu  criar  um  banco  de  livros  escolares  que  tem  com  lema  poupar,  partilhar  e  ser  amigo  do  ambiente.  Todos  podemos  beneficiar.                            Constituindo  parte  integrante  do  projeto  educativo  do  agrupamento  e  do  plano  anual  de  atividades,  o  Clube  de  Desporto  Escolar,    existente  neste  Agrupamento  desde  1995,  promove  o  gosto  pela  prática  regular da atividade física e assegura  a  compreensão  da  sua  importância  enquanto  fator  de  saúde  e  componente de cultura, na dimensão  pelo  Ministério  Francês  da  Educação  individual  e  social.                      Nacional,  para  certificar  das  compe­  tências  em  francês  dos  candidatos  O  “PRESSE”  é  o  Programa  estrangeiros.  Regional  de  Educação  Sexual  em  O nosso agrupamento tem levado nos  Saúde  Escolar,  promovido  pela ARS  últimos  oito  anos  muitos  alunos  a  Norte,  I.P.,  através  do  seu  realizar  este  exame  de  proficiência:  Departamento  de  Saúde  Publica  em  A1,  A2,  B1,  B2  e  C1.  Mais  de  150  parceria  com  a  DREN.                  alunos  já  o  conseguiram,  sendo  a  Ao  desenvolver  o  programa  e  incluí­ grande  maioria  situada  no  nível  A2,  lo  no  seu  Projeto  Educativo,  as  embora  o  nível  B1  esteja  a  ganhar  escolas do Agrupamento do Castêlo  grande  adesão.                        da  Maia,  são  consideradas  escolas  PRESSE. III. Projetos internacionais  Este  Clube  de  Línguas  foi  criado  em  1999,  ainda  na  Escola  Secundária,  num espaço bastante reduzido, junto  ao  polivalente  dos  Alunos.                . O DELF é um diploma oficial emitido 

1. Erasmus; 2. Intercâmbio com a Dinamarca. O  projeto  neste  momento  em  funcionamento no AECM ­ People on  the  Move:  Turning  changes  into  chances  ­  visa  conhecer  o  fenómeno 

das migrações,  suas  causas  e  efeitos;  compreender  as  condições  de  vida  dos  migrantes  e  propor  políticas sociais inclusivas; analisar o  impacto  das  migrações  na  Europa;  conhecer  e  compreender  as  diferenças e desenvolver a tolerância  e  o  respeito  por  outras  culturas;  desenvolver  competências  em  línguas;            desenvolver  a  capacidade  de  tra­  balhar  em  equipa,  através  de  uma  aprendizagem cooperativa, partilhan­  do conhecimentos e experiências.    


// Acontece

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// Acontece

9.ª Gala da Educação no fórum da Maia

Beatriz Pinho, Inês Neves, Sara Gomes, 11.º J

A Câmara Municipal da Maia volta a  distinguir  os  alunos  que  se  destaca­  ram  no  plano  académico,  do  ano  letivo 2016/2017, ao premiar o mérito  e  a  excelência  escolar  de  crianças  e  jovens  que  frequentam  o  1.º  ciclo  do  ensino  básico  até  ao  superior.             A  Gala  da  Educação  da  Maia  é  um 

espaço de  reconhecimento  de  talen­  tos,  não  só  escolares,  mas  também  de  outras  atividades  igualmente  enriquecedoras.  Pais, alunos e professores assistiram  a  várias  atuações,  desde  dança  e  música.  Dos  36  alunos  homenageados,  5    alunos  pertencem  ao AECM. A  aluna  Isabel  Soares  Oliveira  do  1.º  ciclo,  Diogo  de  Freitas  Costa,  do  1.º 

ciclo, Henrique  Afonso  de  Carvalho  convívio  entre  a  comunidade  escolar  Araújo Barros, do 2.º ciclo, Ana Marta  e  as  famílias,  dos  alunos  que  fre­  Gomes  Mendes,  do  3.º  ciclo  e  Pedro  quentam  as  escolas  da  Maia.              Miguel  Alves  Moreira,  do  ensino  secundário.                O  evento  contou  com  a  presença  de  António  Silva  Tiago,  presidente  da  Câmara  Municipal  da  Maia  e  Emília  Santos,  vereadora  com  o  pelouro  da  educação. Foi  um  momento  de  descontração  e 

A Voz das Línguas ­ 2.ª Fase Sónia Peixoto, 11.º I

A

2.ª fase  da  eliminatória  do  concurso de leitura, realizou­se entre  os dias 6 e 7 de março, na biblioteca  da ESCM, que teve como objetivos a  promoção  da  leitura  e  o  desenvol­  vimento da leitura expressiva em voz  alta.Os  alunos  vencedores  na  leitura  em  Português  foram:  Lara  Sofia 

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Santos (7.º  I),  Mariana  Mendes  (8.ºF),  Rúben Alexandre  Silva  Rocha  (9.ºE),  Vanessa  Ferreira  (11.ºI),  Mariana  Campos  (12.ºD).                              Na  língua  estrangeira  destacaram­se  os  alunos:  Matilde  Novais  (7.ºK)  ,  Maria  Rita  Lopes  (8.ºJ),  Nickolas  Grothe  (9.ºD),  Beatriz  Carvalho  (10.º  E),  Vanessa  Ferreira  (11.ºI).         


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Melhores alunos do AECM foram distinguidos Os Quadros de Excelência e de Mérito visam premiar os alunos não só pelos bons resultados, mas também estimular o gosto por aprender e a  vontade de se superarem. Curso de Comunicação Social

Durante dois  dias  decorreram  as  cerimónias  de  entrega  de  diplomas  a  cerca de 300 alunos dos vários  níveis  de ensino. O diretor da ESCM, Marco  Marques,  elogiou  os  alunos  pelo  esforço  e  dedicação,  relembrando  que  "mais  tarde  esse  esforço  iria  ser  recompensado". No  primeiro  dia  foram  entregues  os  diplomas  DELF,  os  diplomas  aos  alunos  do  3.º  ciclo  e  do  ensino  secundário,  e  aos  adultos  do  Centro  Qualifica. Paulo  Macedo,  aluno  premiado  do  12.º A, referiu que "este evento é uma  excelente  iniciativa  da  escola  que  serve  para  os  alunos  terem  o  reconhecimento  do  seu  próprio  esforço".  O  nervosismo  e  ansiedade  eram  notórios  em  todos  os  alunos  que  aguardavam  pelo  seu  diploma.    Gabriela  Amorim,  aluna  do  4.º  ano,  não  era  exceção  afirmando  "sinto­me  feliz e honrada por poder estar aqui".  No  último  dia  e  na  presença  de  membros  da  direção  da  escola,  e  da  vereadora  da  Educação  da  Maia, 

Emília Santos,  assistiu­se  à  entrega  dos  diplomas  aos  alunos  do  1.º  e  2.º  ciclos.  Em  ambiente  de  festa  e  descontração,  a  felicidade  transbor­  dava  no  auditório  da  escola.         

Meta Desportiva Cristiana Correia, Joana Azevedo, 11.º I

Mais uma vez,o AECM promoveu,  no  dia  15  de  dezembro,  o  corta  mato  escolar.  Esta  atividade  desportiva  decorreu  durante  a  manhã,  e  apesar  do  tempo  não  ser  o  mais  convidativo  devido  ao  frio  que  se  fazia  sentir,  contou  com  a  participação de cerca de 500 alunos  distribuídos  pelos  vários  escalões. A  organização  ficou  a  cargo  dos  professores  de  Educação  Física,  e  contou  com  ajuda  da  CMM  para  a  autorização  do  corte  temporário  da  rua  da  escola,  da  PSP  e  dos  Bombeiros  Voluntários,  para  que  todos  estivessem  em  segurança. O  corta  mato  apurou  os  seis 

primeiros classificados  por  escalão/ sexo  que  irão  competir  no  Campeonato Distrital, representando  o  Agrupamento  no  Corta  Mato  da  CLDE  Porto.                        Foi  uma  excelente  jornada  de  promoção  do  atletismo,  de  hábitos  saudáveis  e  da  prática  desportiva  para  todos.                                     

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Natal das línguas: Partilha em Festa & Cultura Rosa Amaral, professora

O Natal,  momento  por  excelência  de  partilha,  símbolo  de  união,  de  esperança,  vem  sendo  comemorado  no  nosso  Agrupamento,  em  geral,  e  na  Escola  Secundária,  em  particular,  com  atividades  integradoras  de  toda  a  comunidade,  atividades  essas  centradas  nos  alunos.  Neste  sentido,  cumprindo  com  esse  princípio  e  procurando  fixar  uma  tradição,  renovando­a,  a  15  de  dezembro,  último  dia  do  1º  período  escolar,  o  Departamento  de  Línguas  voltou  a  trazer  os  sentidos  e  os  sabores  do  Natal.  Sobre  a  atividade  na  ESCM,  podemos dizer que envolveu mais de  60  turmas  e  professores,  tendo­se  inaugurado,  desta  vez,  mais  uma  vertente  associada  à  «Festa  da  Partilha»:  a  da  partilha  cultural. Tudo começou umas semanas antes,  quando foi lançado o desafio a outros  grupos  disciplinares  de  outros  departamentos  dinamizassem  um  conjunto  de  atividades,  desafio  que  resultou  no  concurso  de  enfeites  natalícios  realizados  pelos  alunos  de  7º Ano de Matemática e de 8º  Ano de  Geografia. Houve, ainda, a criação de  marcadores  de  leitura  levada  a  cabo por  alunos  do  Ensino  Secundário  na  disciplina  de  Português.              No  dia,  as  atividades  culturais  desenvolvidas  iniciaram  pelas  10.05h  (salas  de  aula  e  auditório). Assim,  a  partir  do  segundo  tempo  da  manhã,  começaram  as  movimentações  e  aumentavam as expectativas. Grupos  de alunos haviam preparado, com os  seus  professores,  cânticos  natalícios, 

declamação de poemas, narração de  contos  de  Natal  e  de  outros  textos  igualmente  significativos,  «quiz»  em  línguas  estrangeiras,  leitura  de  excertos  narrativos  acompanhada  de  projeção  de  um  filme  sobre  a  pesca  do  bacalhau  (em  aulas  de  Ciências  Naturais)…  Enfim,  que  vozes,  que    declamações,  que  professores,  revelaram  os  nossos  alunos!  Nas  salas  de  aula,  ansiosos,  divertidos,  os  alunos  do  7.º  ao  12.º  anos esperavam que grupos de seus  colegas  os  viessem  visitar  com  a  partilha  cultural  (alguns  tiveram  a  sorte  de  receber  mais  que  a  mão  cheia  de  visitas!).  Olhos  vivos  que  perscrutavam  os  corredores  no  encontro  de  outros  vivos  olhos  que  procuravam  portas,  salas… A  partir  das  dez  horas,  no Auditório,  com o patrocínio da Editora Leya, foi  possível  a  um  grupo  de  turmas  do  Ensino  Secundário  ouvir  e  falar  com  Sandro  William  Junqueira,  o  escritor de  «Quando  as  girafas  baixam  o  pescoço». Já agora, é bom ficar­se a  saber  que  o  autor  e  este  seu  livro  estão  nomeados  para  o  «Melhor  Livro  de  Ficção  Narrativa»,  na  categoria  Literatura,  dos  Prémios  Autores  2018,  da  Sociedade  Por­  guesa  de Autores.  Os  nossos  alunos  do  Curso  Científico­Tecnológico  de  Comunicação  Social  além  de  participarem  ativamente  na  ativi­  dade,  ainda  fizeram  a  reportagem!    O  ponto  culminante  da  nossa  atividade é, sem dúvida, a tradicional  mostra gastronómica para a qual        contribuem os alunos e suas famílias:  «Festa  da  Partilha»  de  iguarias 

Bronze no AECM Somos Jornal

Tiago Araújo (9.º B), Nickolas Carlos  Grothe  (9.ºD),  Marco  Pereira  (9.  G)  –  alcançaram  a  medalha  de  bronze  nas Olimpíadas de Física, escalão A  (básico),  na  fase  regional,  no  dia  4  de  maio  de  2018,  passando,  assim,  à  fase  nacional,  a  realizar  no  dia  2  de  junho.                                            maio 2018 | 16

natalícias. No  entanto,  tal  como  também  vem  sendo  tradição,  os  alunos  do  Curso  Profissional  de  Técnico  de  Restauração  deliciaram­ nos,  mais  uma  vez,  com  as  suas  confeções  (do  peru  ao  bolo­rei,  do  presépio  à  casa  e  bolachas  de  gengibre,  entre  outros)!                            O  balanço  é  excelente,  pelo  que  os  alunos  que  intervieram  estão,  sem 

qualquer dúvida,  de  parabéns.  No final da atividade, as iguarias que  sobraram  foram  oferecidas  à  empresa  «Refood»  para  a  sua  reutilização  e  distribuição.  Não  resta  mais que deixar a promessa de que,  para  o  ano,  há  mais!                                  Bem  hajam  todos!                   

Dia Mundial da Água Ana Rita, Cátia Barros 11.º I

No Dia  Mundial  da  Água,  os  alunos  do 5.°ano, assistiram a uma palestra   sob o tema "Água ­ como poupar um  recurso  tão  precioso".              O  evento  contou  com  a  presença  de  Cláudia  Carvalho,  voluntária  da    Quercos. Alertou os presentes que a   a Água é um bem essencial à vida no  nosso  planeta Terra.                                     


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Agente por um dia

Dia da Filosofia Filipa Nogueira, Sónia Peixoto, 11.º I

O EB de Porto Bom

A escola Básica de Porto Bom em  parceria com a GNR / Escola Segura,  dinamizou a atividade “Agente por um  dia”.  Os  alunos  uniformizados  com  “mini  fardas  da  GNR”,  acompanharam  os 

militares, na  abordagem  aos  condutores,  promovendo  uma  jornada  de  sensibilização  para  a  importância  de  uma  condução  mais atenta e segura.

Dia Mundial  da  Filosofia  é  comemorado  todos  os  anos  na  Escola  Secundária  do  Castêlo  da  Maia  e  este  ano  não  foi  exceção. O  dia  foi  assinalado  com  a  entrega  de  marcadores  de  página,  com  diferentes  pensamentos  de  vários  filósofos, a todos os professores para  que  em  conjunto  com  os  alunos  fizessem  uma  breve  reflexão.

Na organização  esteve  envolvido  o  grupo  de  docentes  de  filosofia,   Ana  Luísa  Melo,  Cândida  Moreno,  Marinela Guimarães, Amélia Castro e  Diamantina Correia.                  Este  dia  foi  criado  pela  UNESCO,  em  2002,  com  o  objetivo  de  “…  enaltecer  a  importância  da  Filosofia  na  vida  do  homem  e  na  vida  em  sociedade. Este é um dia de reflexão  e  de  questionamento.”                             

Semana da alimentação  em Porto Bom EB de Porto Bom

A Escola  Básica  de  Porto  Bom  celebrou  “O  Dia  Mundial  da  Alimentação”,  durante  a  semana  de  16  a  20  de  outubro,  dinamizando  várias  atividades  entre  as  quais 

realizou na  sala  de  aula  um  pequeno­almoço  saudável  e  a  construção  de  uma  mega  roda  gigante  dos  alimentos  (com  alimentos  reais).                            .

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// Acontece

“A internet não é uma ameaça, é um  privilégio”

Filipa Nogueira, 11.º I

Catarina Santos  partilhou  com  os  alunos  do  curso  Cientifico­Tecnológi­  co  de  Comunicação  Social  a  sua  experiência  enquanto  jornalista  da  Rádio  Renascença.          Num  discurso  informal  e  tímido,  iniciou  a  conversa  relembrando  o  gosto  que  tem  pela  escrita  e  da  vontade  que  sempre  sentiu  de  mostrar  as  suas  histórias.  Ainda  estudante  de  jornalismo  na  Universidade  do  Porto,  começou  a  fazer pequenos trabalhos, e desde aí  nunca  mais  parou.                      Em  2014,  venceu  o  prémio  Gazeta  Multimédia  com  a  reportagem  "A  Sul  da  Sorte",  que  retrata  “o  drama  dos  migrantes  que  tentam  chegar  à  Europa fugidos da Líbia, da Síria ou  de  outras  terras  onde,  há  muit­  to,  nada  se  espera”.                Foi  a  reportagem  que  mais  lhe  marcou pelo tema, pelo tempo que lá  permaneceu,  pelas  pessoas  e  as  suas  respetivas  histórias.  Durante  uma  semana  conseguiu  entrar  nas  suas  vidas  e  quebrou  a  visão  das  taxas e estatísticas. Tocou­lhe o facto  maio 2018 | 18

de muitas  pessoas  não  contarem  as  suas histórias para não as reviverem,  e  por  acreditarem  que  os  jornalistas  não  são  capazes  de  perceber  essa  realidade. Em  2016  volta  a  vencer  o  prémio  Gazeta Multimédia com a reportagem  “20 anos são dois dias”, que retrata a  Bósnia  e  Herzegovina,  feita  20  anos  depois  do  massacre  de    Srebrenica.  Esta  reportagem  surgiu  da  curiosidade de como estaria a Bósnia  20 anos após a guerra. Partiu sozinha  nessa  aventura  com  todos  os 

rivalidade. A  jornalista  considera  que  em  Portugal  se  faz  bom  jornalismo,  apesar  das  condições  que  "nos  são  dadas  para  trabalhar".  Acrescentou,  ainda  que,  um  "jornalista  que  trabalhe  em  condições  precárias  corre o risco de não ser um jornalista  totalmente  livre,  porque  nem  sempre  estará  em  condições  de  exercer  a  profissão  de  forma  ética  e  deontologicamente  correta".                Sublinhando  que  "esse  é  um  perigo  que  decorre  das  dificuldades  de  um  modelo  de  negócio  que  "Um jornalista que trabalhe  em  se esgotou, e que tem de  condições precárias corre o risco  encontrar  novas  formas  de não ser um jornalista totalmente  de  ser  sustentável." Referiu  que  existem  livre" jornais  no  estrangeiro  que  são  financiados  "Não há mau jornalismo" pelos  seus  leitores  como  forma  de  preservação  da  equipamentos,  câmara,  tripé,  profissão. gravador,  aproveitando  para  fazer  a  Para  Catarina,  não  há  "mau  cobertura  do  Papa  antes  de  chegar  jornalismo"  desde  que  se  respeite  o  ao  seu  destino.          código  deontológico.  "O  que  não  o  As  diferenças  culturais  ficarão  para  fizer  será  outra  coisa  qualquer,  mas  sempre  na  sua  memória.  Três  não  jornalismo".            nacionalidades,  e  cada  um  aprende  Aconselhou  os  estudantes  a  serem  as  histórias  de  forma  diferente,  um  "canivete  suíço",  ou  seja,  criando  entre  o  povo  muita  capazes  de  estar  em  qualquer 

plataforma e conseguir trabalhar com  vídeo,  áudio  e  escrita.                    Não  vê  “a  Internet  como  uma  ameaça,  mas  como  um  privilégio  de  ser mais uma forma de comunicar”.  

People on the Move Seis  alunos  e  duas    professoras  do  AECM,  participaram  na  segunda  Mobilidade  do  projeto  People  on  the  Move  a  Deva,  na  Roménia.  Foi  uma  semana  intensa  de  atividades  educativas,  culturais  e  sociais.


// Acontece

Dia Aberto das Ciências Curso de Comunicação Social

No decorrer do 2.º período, a ESCM  abriu  mais  um  ano  as  portas,  às  atividades  do  Dia  Aberto  das  Ciências.  Foram  realizadas  32  atividades  e  estiveram  envolvidos  na  concretização  do  dia,  mais  de  90  professores  e  cerca  de  180  alunos,  quer  do  ensino  Básico  e  Secundário,  como  também  as  turmas  do  Ensino  Profissional  e  do  Curso  Científico  Tecnológico. Todas  as  salas  estavam  organizadas  por  atividades,  que  se  encheram  de  vida,  satisfazendo  a  curiosidade  de  muitos  visitantes.                            As  salas  que  serviam  de  “mini­ laboratórios”  para  as  experiências  de  química  e  física,  os  torneios  de  xadrez  e  quartô  que  mostraram  grande  afluência,  os  planetas  e  vulcões  contruídos  pelos  alunos  que  vieram dar cor à escola, o ginásio que  se transformou num espaço de dança 

de Hip  Hop  sob  a  orientação  do  professor  Rui  Maia,  a  sala  de  geografia  que  convidou  os  alunos  a  “orientarem­se”  através  de  uma  bússula,  a  sessão  de  cinema,  a  cantina que passou a ser uma sala de  rastreio  de  sangue,  e  sem  esquecer  os  pequenos  chefes  que  nos  presenciaram  com  várias  iguarias,  foram  algumas  das  atividades  que  assistimos  neste  dia  inesquecível  para  toda  a  comunidade  escolar. Pela primeira vez, as atividades cien­  íficas  desenvolveram­se  a  par  de  outras  dinâmicas  das  áreas  de  Filosofia,  Geografia  e  História. Tanto  do  básico,  com  visitas  orientadas  pelos  professores,  como  do  secundário  que  visitaram  em  regime  livre,  foram  muitos  os  alunos  que  presenciaram  e  participaram  nas  diferentes  experiências.                Segundo  a  professora  Graça  Mota,  responsável  pela  organização,  o  objetivo  deste  dia  foi  “um  sucesso,  conseguimos  concretizar  todas  as 

atividades pretendidas  e  o  programa  cumpriu­se  sem  incidentes  de  maior.  Acredito,  também,  que  teve  um  impacto  significativo  em  muitos  dos  nossos  alunos.                                  maio 2018 | 19


// Acontece

Como aprender línguas estrangeiras “sem esforço” Cátia Valente, professora

Atualmente, saber  várias  línguas  estrangeiras  é  uma  das  ferramentas  mais  importantes  na  obtenção  de  sucesso,  tanto  no  âmbito  pessoal  como  profissional,  e  são  muitas  e  variadas  as  formas  de  aprender.  A  mudança  também  consiste  em  entender  que,  num  mundo  cada  vez  mais  globalizado  e  plural,  saber  comunicar  com  o  outro  é  uma  necessidade  incontornável.            5 dicas infalíveis para falares como  um  nativo:                                  1.  Ouvir  música  latina,  ¡claro! 2.  Ver  filmes,  curtas­metragens  e  séries  espanholas,  ¡  por  supuesto!  como  o  recente  êxito  mundial  La  Casa  de  Papel.                          3. Fazer jogos e ouvir podcasts. Visita  as  seguintes  páginas:              http://www.ver­taal.com/    https://aprenderespanol.org/! 4.  Fazer  um  “intercâmbio  linguístico”  na  internet  com  outros  hispano­  falantes  (nas  redes  sociais,  nos  chats,  etc.),  algo  prático  e  gratuito! 5.  Mudar  a  língua  do  telemóvel,  do  email  e  até  do  Facebook.           

¡Qué guay  es  aprender  español!  ­  algumas  atividades  dinamizadas: Día  de  la  Hispanidad,  no  dia  12  de  outubro  de  2017,  relativo  à  chegada  de  Cristóvão  Colombo  à  América. Día  de  Los  Muertos,  em  novembro,  celebração comemorada no México e  noutros  países  da  América  Central,  bem  como  em  algumas  regiões  dos 

Estados Unidos.                        Natal  das  Línguas,  onde  se  provaram  polvorones,  roscón  de  reyes  e  guacamole,  entre  outras  delícias. 4º Concurso de Coronas de Reyes,  em  que  não  faltaram  os  tão  desejados  “caramelos”  trazidos  pelos  Reis  Magos.                                 

Día de  San  Valentín,  com  a  construção de leques com o seguinte  mote:  “Diz­lhe  o  que  sentes  em  Espanhol”:  Mi  curri,  mi  Dulcinea,  Mi  Quijote,  Mi  pedacito  de  melón,  Chatito,  Te  echo  de  menos…

Bonjour, mes amis!        

Elisabete Oliveira, professora

Se

entendeu esta  saudação,  já  percebe  o  quão  fácil  é  falar  Francês. Todos nós usamos no nosso quotidien  palavras  e  expressões  francesas  como  toilette,  abat­jour,  croissant,  mousse, la crème de la crème, le fait­ divers,  en  passant….  Logo,  a  estranheza  da  língua  nem  se  faz  sentir.                                    Os  alunos  de  Francês  vivem  momentos  de  estudo  sério  e  de  pesquisa  regular,  mas  também  se  divertem,  ora  cantando,  dançando  ao  som  de  grupos  e  cantores  francófonos  da  atualidade,  ora  vendo  filmes  interessantes  e  cómicos,  ora  participando  em  várias  atividades  do  nosso  agrupamento,  como  lanches,  maio 2018 | 20

espetáculos e  viagens.                Nos  nossos  dias,  escusado  será  lembrar  a  importância  da  aprendi­  zagem  desta  língua.                Sempre  foi  considerada  a  língua  da  cultura,  da  arte,  da  moda  e  do  amor.  Hoje, também é a língua do trabalho.  Se  passearmos  pelas  cidades  de  Lisboa e do Porto, percebemos que o  turismo  vive  muito  dos  visitantes  franceses, logo para servir à mesa ou  num balcão, nunca foi tão necessário  falar  francês;  em  França,  no  Luxemburgo,  na  Suíça,  na  Bélgica,  no  norte  de  África,  muitos  são  os  portugueses  licenciados  ou  não  que  ali encontram trabalho; o Francês é a  língua  oficial  de  muitas  organizações  mundiais e internacionais…          O  Francês  é  fácil  e  divertido,  mas  requer  estudo  e  dedicação.                 


// Acontece

Visita ao Parlamento demonstrando  interesse,  tal  como  todos  os  outros,  mas  sendo  participativo,  completando  as  ideias  da  guia.  O  salão  nobre  inspira  uma  forte  conetividade  com  os  grandes  feitos dos Portugueses, uma vez que  nas  suas  paredes  estão  pintados  episódios  históricos  sobre  os  "Descobrimentos”.  Contamos, ainda, com a participação  da  Senhora  deputada  Emília  Santos,  natural  da  Maia,  e  Vereadora  da  Educação na Câmara Municipal, que  complementou  a  visita  e  nos  falou  sobre  o  seu  percurso  profissional  na  vida  politica.Penso  que  falamos  por  todos  os  nossos  colegas,  afirmando  que  sem  dúvida  esta  visita  será  sempre  marcada  nas  nossas  memórias, não só pela parte do lazer  e convívio, mas, também, porque nos  proporcionou  uma  nova  perspetiva  acerca  da  gestão  do  nosso  país.       

Gonçalo Magalhães, João Dias, 10.º D

Os alunos  dos  10ªs  D,  E  e  F  de  Humanidades,  no  dia  8  de  feve­  reiro,  tiveram  a  oportunidade  de  se  deslocar  a  Lisboa  para  visitar  o  Parlamento. Quando  lá  chegaram  foram  dirigidos  para  um  local  que,  num  contexto  histórico,  terá  sido  o  refeitório  do  Mosteiro  de  São  Bento  da  Saúde,  onde  os  monges  beneditinos  tinham  as  suas  refeições.  Seguido  de  uma  explicação  feita  pela  guia,  dirigiram­ se  para  o  interior  do  palácio.  Lá  puderam  vislumbrar  a  escadaria  principal,  assim  como  várias  estátuas,  entre  elas  a  estátua  do  famoso Rei do regicídio, D. Carlos I.  A guia, que nos acompanhou, levou­ nos  até  uma  sala  onde,  na  atualidade,  decorrem  reuniões  internacionais, sessões solenes e, no  ponto de visita de todos os alunos, é  lá que decorre um dos eventos mais  enriquecedores  anível  académico,  o  Parlamento  dos  Jovens.  Esta  sala  denomina­se  sala  do  senado.    Acomodamo­nos  nas  cadeiras  e  ouvir uma explicação acerca da sala.  Seguimos  para  o  salão  nobre,  onde  um  aluno  do  10ºD  se  destacou, 

Bibliotecas Escolares AECM ­ projetos e atividades Teresa Barbosa, professora

As 4 bibliotecas escolares do AECM  (  EB  de  Mandim,  EB,  EB2,3  e  ES  do  Castêlo  da  Maia)  têm  dois  grandes  objetivos:  contribuir  para  a  formação  integral  dos  alunos  e  servir  a  comunidade  educativa.  Todas  as  suas  ações  se  orientam  em  torno  destas  duas  linhas.            Dos  projetos  mais  voltados  para  o  apoio  à  família,  destacamos  o  Banco  de  Livros  Escolares,  que,  existindo  desde  2014,  tem  já  um  muito  acentuado  movimento,  ajudando  as  famílias  a  economizar  nas  verbas  destinadas  à  aquisição  dos  livros  escolares.  Ainda,  neste  âmbito,  mas  com  a  vertente  de  desenvolver  competências  de  trabalho  autónomo 

nos nossos  alunos,  adquirimos    a    ferramenta  digital  Escola  Virtual,  de  utilização  gratuita  em  contexto  de  biblioteca escolar, que serve todas as  escolas  do  nosso  agrupamento.  Os  nossos  projetos  passam  ainda  pela  participação  dos  nossos  alunos  em  concursos  de  leitura  e  escrita,  quer  dinamizados  internamente,  quer  em  parceria  com  a  Rede  das  Bibliotecas  Escolares,  o  Plano  Nacional  de  Leitura,  ou  a  Biblioteca  Municipal  da  Maia, como é o caso do já tradicional  concurso  de  leitura  “A  Voz  das  Línguas,  o  Concurso  Nacional  de  Leitura,  ou  o  Leituras,  Sentidos  e  Saberes, entre inumeráveis atividades  e  projetos  desenvolvidos  sistema­  ticamente  pelas  nossas  bibliotecas.  Todos  os  nossos  utentes  podem  contar,  por  exemplo,  com  a  Feira  do 

Livro, diversas  exposições  temáticas,  que  têm  a  parceria  dos  nossos  departamentos  curriculares,  encon­  tros  com  autores  e  a  comemoração  de efemérides várias,  como é o caso  da  semana  da  Leitura.                     

Estamos abertos  à  comunidade  educativa  com  a  criação  de  um  catálogo concelhio em rede e a nossa  política de atuação promove a partilha 

e a poupança, disponibilizando gratui­  tamente todos os nossos documentos  e  equipamentos.                        Melhorar  sempre  os  nossos  serviços  e  alargar  o  número  de  utentes  está  sempre  no  nosso  horizonte  e  conta­  mos, para isso, com a  boa  colaboração  e  particiação  de  todos  os  elementos  da  comunidade  educa­ tiva,  a  quem já esta­  mos  profundadamente  gratos  pelo  muito  que  já alcançamos.         

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// Acontece

Escola de Pais

famílias e  tentando  mudar  menta­  idades,  permitindo  assim  que  a    o seu quarto ano de existência o  relação  família­escola  seja        incenti­  projeto  “Escola  de  Pais”,  continua  a  vada,  propiciando  uma  relação  mais  apostar  que  uma  boa  relação  escola­ cooperante  e  próxima.            família  e  a  consequente  participação  parental  são  essenciais  na  formação  Temas abordados no 1.º Período dos  alunos  e  contribuem  para  a  12/10/2017.  “O  papel  dos  pais  no  motivação  e  interesse  dos  mesmos  acompanhamento  escolar  dos  nas tarefas escolares. No entanto, na  filhos”;  Conferencista  convidado  Dr.  maioria  dos  casos,  a  qualidade  desta  Alberto  Santos  da  FAPEMaia  e  relação  ainda  se  encontra  aquém  do  presidente da CONFAP Jorge Manuel          que era expectável. Com este projeto  Ascensão.  a  escola  pretende  promover  e  23/11/2017.  “Comer  bem  para  melhorar  a  qualidade  da  relação  pensar melhor”; Conferencista  con­  existente, visando o envolvimento das  vidada  Nutricionista  Rita  Giro.              Somos Jornal

N

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15/3/2018. “Workshop  de  primei­  14/12/2017.  “Concerto  de  natal”  Com o Coral Vox Cantabile e outros –  ros  socorros";  Convidada    Joana  Maestro  Samuel  S.  Santos.              Barbosa (docente da nossa escola).   Temas abordados no 2.º Período    25/1/2018.  Mostra  de  projetos:      projetos  AECM  e  Oferta  do  ensino  secundário  – sentido de pertença da  escola;                          Professores,      alunos,  funcionários  e  exalunos  da  ESCM,  atualmente  na  universadade: Alexandre  Paiva,  João  Marques  e  Teresa  Castro.          22/2/2018.  “A  educação  nos  dias  de  hoje”;  Conferencista  convidado  Professor David Justino.             

Temas abordados no 3.º Período 26/4/2018. “Festival da canção”     24/5/2018.  Workshop  de  cozinha  –  (concurso  de  equipas)  “o  meu  filho  cozinha  melhor  que  o  teu"  Convidado Paulo Correia (docente da  nossa  escola).                       


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Centro Qualifica do AECM  supera os objetivos  da CIM e da NUT I I

Daniel Prata, coordenador do Centro  Qualifica

O Programa Qualifica, destinado à  Educação e Formação de Adultos, foi  lançado  há  pouco  mais  de  um  ano  e  conta com mais de 150 mil inscrições  na  rede  de  300  Centros  Qualifica  existentes  em  vários  pontos  do  país,  revelam  fontes  oficiais.                        Segundo  os  dados  (plataforma  do  Sistema  Integrado  de  Informação  e 

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Gestão da  Oferta  Educativa  e  Formativa  ­  SIGO),  registaram­se  ainda 115 mil encaminhamentos para  ofertas  formativas  e  processos  de  reconhecimento,  validação  e  certifi­  cação  de  competências  (RVCC).              No  que  ao  Centro  Qualifica  do  Agrupamento  de  Escolas  do  Castêlo  da  Maia  diz  respeito,  o  seu  nível  de  execução  foi  ainda  superior  aos  resultados  das  áreas  geográficas  onde  o  mesmo  se  encontra  inserido 

(CIM / NUT II).                               A  atestar  tal  facto  e  apurados  as  percentagens  de  execução  em  2017  ao  nível  da  CIM  e  da  NUTS  II,  no  nosso  Centro  verificaram­se  os  seguintes resultados:  * ver tabela          Em  suma,  estes  excelentes  resulta­  dos  permitiram  um  maior  reforço  no  comprometimento  com  a  população  adulta  do  concelho  da  Maia,  em  atividades  de  aprendizagem  ao  longo  da  vida,  nas  modalidades  de  RVCC 

Escolar (Básico e Secundário, laboral  e pós­laboral) e Cursos de Educação  e  Formação  de Adultos  Escolar  (com  4  turmas  de  nível  Secundário  em  regime  pós­laboral).                    Fontes: SIGO; ANQEP, Agência Lusa

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Jornal do AECM - Edição nº 5 - maio 2018  

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