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Jornal do AECM | Edição nº 9 | maio/2022

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Em destaque nesta edição: Tema de capa: Fake News, textos de alunos e professores

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Acontece no AECM Agrupamento de Escolas do Castêlo 10 a 15 da Maia 4 Projetos Europeus

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Atividades de ofertas formativas diversificadas no Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia

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Editorial

Mensagens

Narrativas

Alguém disse que a verdade, antes de uma eleição, durante uma guerra e depois de uma jornada de caça ou pesca, é destratada impiedosamente. No entanto, mais preocupante é o facto de, todos os dias, surgirem, em todos os lugares (plataformas digitais ou não), várias narrativas que desrespeitam a verdade dos factos. Democraticamente, são admissíveis várias narrativas de acordo com as perspetivas. É óbvio, porém, que convém não exagerar. Mantendo a compostura, mas sem deixar de usar a ironia, gostaria de acrescentar que a máxima popular “Quem conta um conto, acrescenta um ponto” tem sido levada demasiado a sério, pois, infelizmente, é frequente acrescentar-se um ponto, dois pontos e vários pontos e vírgulas. Será urgente e necessário colocar um ponto final, além das reticências e dos pontos de interrogação, nas narrativas que maltratam a verdade, verdade essa extremamente essencial, numa comunidade escolar, em particular, e numa comunidade social, em geral.

O direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações é um garante da democracia vertido na Constituição da República Portuguesa.

Em suma, não haverá formação sem notícias verdadeiras e não existirão notícias verdadeiras sem formação. A Direção do jornal

Ficha Técnica Direção: Abílio Calheiros e José Nuno Araújo. Capa: Cláudia Ormonde, com as ilustrações dos alunos Afonso Azevedo e Maria Cardoso, ambos do 9.ºE. E-mail: somosjornal@aecastelomaia.pt Tiragem: digital.

FAKE NEWS. Quem nunca ouviu falar? Praticamente todos nós já ouvimos falar na expressão “Fake News”, expressão essa que se refere a toda a informação falsa que circula no espaço virtual (internet, redes sociais, entre outros), produzida com o propósito de enganar, distorcer, manipular e desinformar, e que, por vezes, é difícil identificar a origem do conteúdo.

Nestes nossos dias, percebemos que a informação como direito e valor do indivíduo e das sociedades é alvo de inúmeros e violentos ataques. Gerir a quantidade de informação, que circula a velocidade estonteante, é um processo complexo, contudo, mais complexo é lidar com conteúdos que veiculam informação falsa, pouco clara ou não validada, impedindo o acesso aos factos. Todo o exercício de análise, avaliação e produção de opinião, que se quer fundamentado, bem como o debate livre e informativo ficam seriamente comprometidos. O direito à informação exige um combate sério a este fenómeno que, comummente, chamamos de Fake News. O Diretor, Marco Marques

Cabe-nos a todos, contrariar esta “nova praga” que tem vinda a ganhar espaço de notoriedade nos últimos anos, recomendando que se tenha sempre uma postura crítica face aos conteúdos com que nos deparamos no espaço público. É muito importante prestar especial atenção à autoria, data de publicação e fontes dos conteúdos publicados e tentar perceber as potenciais motivações da partilha dessa informação. Sugere-se, adicionalmente, que os utilizadores recorram a ferramentas de factchecking, no sentido de verificarem a informação publicamente divulgada. O “Polígrafo” (projeto jornalístico online – SIC/SAPO), é excelente exemplo de conteúdo informativo ao nosso dispor, que tem como principal objetivo apurar a verdade no espaço público. Em suma, tenha sempre muita atenção onde recolhe a informação! O Presidente do Conselho Geral Daniel Prata


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Número 9, Maio 2022

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Tema de Capa: Fake News

Fotografia de Sílvia Pereira, 12.ºD

O mundo das notícias Sílvia Pereira, 12.ºD

Inês Patrício, 12.º F

A longínqua realidade Muitas das vezes vemos aquilo que queremos Queremos e não gostamos As falsas aliadas da vida Deixamo-nos influenciar por tudo o que tem, imagem ou letra Como se tudo o que real fosse não tivesse pequena mentira Nos pormenores escondidos reside o falso alarme e vemos na internet o desarme duma sociedade perdida Lutamos por um futuro melhor prestes a ingressar Mesmo sabendo a volta que o mundo está a dar

Pois será aquela celebridade culpada do que a acusaram? Ou terá sido vítima de uma tentativa de difamação? Será que aquele acidente foi como contaram? Ou não passou de exageros para chamar à atenção? Então e aquela pessoa terá dito realmente o que escreveram? Ou distorceram as suas palavras? Terá tudo então acontecido como as pessoas leram? Ou estamos em frente de uma moeda com duas caras? Pois este novo mundo da informação Ajuda-nos muito no nosso dia-a-dia Mas também pode ser uma falsificação Da pouca verdade que ainda existia Sempre houve este exagero por parte dos jornalistas Que na verdade tentam fazer o seu trabalho Mas agora, se formos realistas


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OBRIGADO, Cândida Moreno! 8 anos na Direção do Somos Jornal, de 2013/2014 a 2020/2021.

Logotipo do Somos Jornal, de 2013/2014 a 2020/2021

Ana Luísa Melo questiona: Estamos a salvo de acreditar em Fake News?

As notícias invadem-nos. Com uma guerra na Europa, somos inundados pelas notícias que procuramos, na ânsia de sabermos mais e melhor o que está a acontecer. Procuramos ler, ouvir, ver para compreender o que acontece. Mas não é fácil saber com verdade o que está a acontecer. A verdade depende muito do veículo que escolhemos para a apresentar.

As imagens são, por si só, muito reveladoras, mas as palavras são, também, um poderoso veículo da verdade. É sobre estas que faço esta reflexão. Sendo indissociáveis do pensamento, as palavras têm um imenso poder. Mostram-nos uma realidade na perspetiva de quem as pronuncia, expressam um ponto de vista, definem uma verdade. É por isso que as competências ligadas à linguagem e à comunicação são muito, muito importantes. Refiro-me, em primeiro lugar, a saber usar com proficiência a linguagem nas suas múltiplas expressões, quer dizer, sermos capazes de ler, interpretar, analisar e, ainda, expor as nossas opiniões e conclusões. Refiro-me, também, a sermos capazes de usar um pensamento crítico que seja capaz de analisar com rigor, identificar premissas e variáveis, estabelecer e antecipar cenários, convocar conhecimentos e referências diversas, construir, claramente, um ponto de vista fundamentado. É, pois, fundamental, que procuremos usar com destreza estas capacidades. É na escola que estas competências podem ser adquiridas e cumpre-nos a nós, professores e alunos, trabalhá-las em con-

junto. Este trabalho é a melhor garantia de que, quaisquer que sejam as notícias, podemos sempre pensar sobre elas, entendê-las, discuti-las e construir, nós mesmos, pontos de vista ancorados em conhecimento mais esclarecido. Estamos a salvo de acreditar em fake news? Não. Mas a escola poderá oferecer-nos algo que nos ajude a lidar com isso: ajuda-nos a conhecer e a aprender a pensar. Só assim estaremos capazes de pensar a verdade. Ana Luísa Melo, Professora de Filosofia

Ilustração de Inês Teixeira, 9.ºE


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Licínia Martins preocupada com a guerra Não ando bem. Ultimamente vários colegas têm constatado que não ando bem. E não ando, de facto. Ontem foi o dia do Pai. E muitos filhos pensaram numa forma especial de homenagear essa figura de referência numa família. Nas revistas não faltam sugestões: para os pais aventureiros, para os pais boémios, bons garfos ou amantes da cultura. Assim, tal e qual, como li na revista Evasões. Mas esperem. Lembrei-me agora. Os filhos da Ucrânia não podem escolher. Não há sugestões para Pais em Combate. Não ando bem. Muita gente me diz. Não te deixes obcecar pela guerra. Não estejas sempre a ver televisão. Discordo. Tenho que ver, tenho que saber, para continuar incomodada. Chocada. Os jornalistas que não param de relatar os horrores, as atrocidades, o desrespeito pelos direitos humanos, são os meus heróis. Estão a cumprir a sua missão de nos manter despertos para o que está a acontecer. Vejam, sintam, percebam o desespero. Lembrem-se dos anos 40, quando a ambição e a loucura de um homem, foram capazes de dizimar pessoas, famílias, crianças. Mortos. Em campos de concentração. Mas a forma como terminou essa guerra horrenda não foi melhor que isso. Entre duches de gás oferecidos a judeus ou radioatividade em cidades do Japão, venha o diabo e escolha. Seria de pensar que seríamos melhores depois disto. Só que não. Vejo as caras das pessoas, homens, mulheres, velhos e novos, com o medo estampado. Vejo imagens de hospitais a tratar feridos, estropiados, até irem pelos ares também.

Não ando bem. Porque não sei como ajudar. Não me sinto capaz de ir para as linhas da frente, para as fronteiras, como alguns. Admiro todas as pessoas que o fazem. Que largam tudo pelos outros. Que não são comodistas nem egoístas. Que vão e pronto. Exatamente quando a pandemia estava quase a deixar de nos assustar, veio a guerra. Quando vejo as imagens de bombardeamentos, quando nos ecrãs surgem olhos tristes de meninos e meninas que se despediram dos pais, que deixaram de ter casa, família, país, que sentido faz ter que explicar a pais, todos os procedimentos que elaborei aquando dos isolamentos dos filhos, que perderam aulas durante uns dias? E, no entanto, tive todos os cuidados. Dei aulas de laboratório, coloquei vídeos e fotografias de apoio, os guiões de aulas no Teams estão atualizados, com aprendizagens, estratégias, links, fichas, apresentações. Mas há quem se queixe. Os meninos da Ucrânia, nem casa, nem escola. Nem sequer têm o direito a ser. Porque lhes foi tirado o direito de serem meninos. Não ando bem. Porque me sinto impotente. Porque para mim não foi nada contribuir com algumas coisas que seguiram para a Ucrânia e fazer um minuto de silêncio na escola, pela paz nesse país. Nós somos todos uns cobardes (eu incluidíssima) e estamos a ver na varanda a guerra a acontecer e um povo a ser sacrificado porque, de outro modo, pode acontecer a terceira guerra mundial.

Não gosto de fazer parte desta plateia que não bate palmas, mas também não assobia com força e deixa o espetáculo prosseguir. Não ando bem. Tomara eu ter a tua coragem, Carolina. De arranjar tempo para ajudar efetivamente, de estar com ucranianos, de chorar com eles, de testemunhar a sua dor. És uma heroína também, para mim, especialmente porque não fazes alarde disso. Não ando bem. O tema é “Fake News” e eu, sinto-me uma fraude de pessoa, não tenho palavras para dizer. Mas agora a minha energia, a minha alegria, tem sido sugada aos poucos. Acho que muitos alunos não andam bem. Acho que todos os professores andam mal. Para além de “estranhos, no bom sentido”, citando Eduardo Sá. Talvez um dia alguém repare nisto. Talvez um dia a gente deixe de esconder a cabeça debaixo da areia a ver a guerra passar … Não ando nada bem. Ainda que nem sequer tenha o direito de o dizer. Porque ainda tenho tudo. AVISO: Este texto contém palavras, ideias, associadas a violência, horror, desespero. Licínia Martins, Professora de Físico-Química


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Marinela Guimarães, docente do AECM Da postura acrítica, à consciência ativa da necessidade de formarmos seres humanos autênticos e esclarecidos. O lugar das fake news, num mundo em turbilhão O ser humano tem a capacidade de pensar, mas também a de imaginar. Estamos rodeados de plúrimas informações que, por sensacionismo, se entrecruzam, num painel de verdades e mentiras, acantonadas em egos piedosos de si próprios e indiferentes ao Outro. O encanto da capacidade imaginativa do ser humano, que nos transporta aos sonhos da infância, cede lugar às visões míopes de uma sociedade cansada, que facilmente deturpa as mensagens e as realidades focada que está em alimentar-se e alimentar-nos de pensamentos fast food, que nos arrastam para inércia e nos esvaziam por dentro, como se todo o relacionamento interpessoal não passasse de uma doentia forma de nos sobrepormos uns aos outros, em requintes de malvadez, quando o lado mau da racionalidade nos domina, porque uma mentira muitas vezes proferida instala-se como uma verdade, nas mentes menos esclarecidas. Sabemos todos que as notícias falsas interferem pela negativa em todos os setores da sociedade, e proliferam em todas as faixas etárias, nos agentes de socialização, na política e na saúde. Estamos em segurança? Podemos considerar que a democratização na informação, tem sempre uma dimensão construtiva? Como, se naturalmente se

confundem as mentiras com as verdades? Criam-se redes de mentiras que envolvem pessoas reais. Despem-se deste modo as identidades, arquitetam-se visões destruidoras da pessoalidade de cada um e manipulam-se os mais débeis, os menos esclarecidos. Instala-se o medo, a insegurança e o malestar no relacionamento com os outros. Como combater as fake news? Desenvolvendo o espírito crítico, exigindo de nós o aperfeiçoamento interno, construindo o nosso ideal de vida na busca da verdade, da autenticidade, da vontade de aprender cada vez melhor. Como profere José Tolentino Mendonça: a visão torna o mundo uma janela, mas percebemos que há outras dimensões igualmente fulcrais no olhar. A começar pela dimensão da reflexividade; o nosso corpo que olha todas as coisas, pode também olhar-se; ele é ao mesmo tempo vidente e visível.

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Marinela Guimarães, Professora de Filosofia

Autoras das ilustrações I1 Dália Ernesto, 9.ºE I2 Vitória Lima, 9.ºE

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Vox Pop Fake News Na minha opinião as Fake News trazem consequências bastante negativas e é importante conseguir identificá-las, denunciar e partilhar as notícias que temos a certeza da sua veracidade porque estas induzem ao erro e à mentira podendo prejudicar pessoas comuns, celebridades, políticos e empresas, etc.

Ilustração: Maria Cardoso, 9.ºE

Ana Francisca Sousa, 12.ºB Sarah Maia, 12.ºG

Nos dias de hoje, apresentamos uma elevada dependência no que toca à tecnologia e aos meios de comunicação. Tal facto permite que seja possível encontrar informação que não seja fidedigna em meios como a televisão, os jornais e especialmente nas redes sociais.

As Fake News são prejudiciais na medida em que podem ser extremamente persuasivas no que toca a distorcer determinadas notícias em favor de algo ou alguém. É crucial que saibamos analisar bem as notícias que recebemos e lemos, principalmente pelas redes sociais, que é algo a que agora, toda a gente tem acesso.

Mafalda Gonçalves, 12.ºG

Sandra Soares, A. O. Para mim as Fake News são notícias criadas com um interesse prévio, associado a provocar o conflito de ideias e a discórdia.

O impacto das correntes de desinformação é facilmente demonstrável: pense-se nas consequências destruidoras para a vida de uma pessoa, de um mero boato, ou de um falso testemunho e logo se deduz o quão impactante pode ser um furo noticioso de veracidade duvidosa para as instituições públicas, não esquecendo a perturbação que exerce, por conseguinte, sobre os cidadãos, a sua consciência e participação democrática que exercem. Isabel Ricardo, A. O.

As Fake News constituem um fenómeno de desinformação que afeta de modo negativo a sociedade atual. Põe em causa a credibilidade da informação da chamada comunicação social e prejudica seriamente o debate livre e independente tor- Rosalina Moura, PQE nando mais frágil a vida democrática.

As Fake news correspondem pratica eficaz, porque atrativa, de desinformação, com consequências perigosas, de que a adoção de uma atitude reflexiva e crítica Diamantina Correia, PQE (filosófica), nos pode ajudar a proteger. Nota: a seleção dos intervenientes e a recolha das intervenções nesta página Vox Pop foram efetuadas pelo aluno Bruno Martins, do 12.º G.


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Solidariedade com as crianças Ucranianas Os alunos dos quintos e sextos anos tiveram a oportunidade de expressar a sua solidariedade, elaborando cartões com mensagens escritas, em inglês, para algumas crianças ucranianas, juntamente com a doação de uns “miminhos” em forma de guloseimas (chupas e rebuçados,) que foram entregues num gesto de caridade e apoio para com estes meninos e meninas que tanto estão a sofrer. Esta atividade foi dinamizada pela docente Ana Esteves e teve a colaboração das professoras de inglês Clara Mendes, Dolores Aparício, tal como das professoras de Educação Visual Sara Guimarães, Ana Pitta e Cristina Santos, e contou ainda com a participação da docente Helena Fernandes e o seu grupo de voluntários que contribuíram de forma a que os presentes chegassem à Ucrânia. Ana Esteves, Professora de Inglês


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Prevenção da violência no namoro No âmbito do projeto PES (Projeto de Educação para a Saúde), durante o mês de março, os alunos do 8.º ano assistiram a sessões de sensibilização sobre “Prevenção da violência no namoro”. As sessões foram dinamizadas pelas Sras. Enfermeiras Amélia Maia e Lucinda Ramos, da UCC do Castelo da Maia e tiveram como objetivos alertar, para todas as formas de violência no namoro usadas como estratégias de controlo, refletir sobre os mitos e perceções acerca deste tema, assimilar a importância de prevenir e responder a este tipo de situações, através da procura de ajuda.

Visita a Serralves As turmas do 8º e 9º anos de escolaridade, nos dias 4 e 29 de março e 1 de abril, visitaram o Parque e Museu de Arte Contemporânea de Serralves, uma iniciativa do grupo de Artes Visuais da Escola Secundária do Castelo da Maia. Esta atividade demonstrou ser pertinente e fundamental na medida em que permitiu enfatizar o alargamento e o enriquecimento das experiências visuais e plásticas, contribuir para o desenvolvimento da sensibilidade estética e artística bem como despertar, ao longo do processo de aprendizagem, o gosto pela apreciação e fruição da Arte Contemporânea. Para além da visita guiada às exposições temporárias do museu e esculturas expostas ao ar livre, os discentes tiveram igualmente o privilégio de usufruir do espaço e da paisagem natural do Parque de Serralves, nomeadamente através da experiência do “TreeTopWalk”, e de um salutar convívio proporcionado pelo almoço/partilha realizado ao ar livre.

Filipa Silva, 9.ºE


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Parlamento dos Jovens

Alunos do ensino básico na final nacional, na Assembleia da República Os alunos Mariana Teles e Bernardo Pinto, do 9.C, representaram o AECM na sessão nacional do Parlamento dos Jovens, que decorreu na Assembleia da República, em Lisboa, nos dias 9 e 10 de maio. A aluna Carolina Ribeiro, do 6.C, participou como jornalista para candidatar-se ao prémio "Reportagem Parlamento dos Jovens". Na sequência dos atos eleitorais para as sessões escolares, realizados no dia 9 de dezembro, os deputados eleitos nos ensinos básico e secundário representaram a escola nas respetivas sessões distri-

tais, em Ermesinde e em Vila Nova de Gaia. Os deputados da ESCM foram eleitos nas sessões escolares e representaram a escola nas sessões distritais, a saber: Bruno Martins, 12.ºG, Mafalda Silva e Marta Faria, 12.ºB, no ensino secundário; os alunos Mariana Teles e Bernardo Pinto, 9.ºC e Carolina Ribeiro, 6.ºC, no ensino básico. Para candidatos às mesas das sessões distritais foram eleitos os alunos Inês Patrício, 12.ºF, no ensino secundário e José Morais, 9.ºC, no ensino básico.

Medidas propostas pelos alunos da ESCM As medidas propostas pelos deputados do ensino básico foram:: 1. Identificar as fontes pelo autor da notícia, uma vez que as notícias falsas e/ou distorcidas baseiam-se em fontes não fidedignas ou fictícias. No caso de dever deontológico de proteção da fonte, a necessidade de o autor confirmar que a mesma é de carácter fidedigno. 2. Fomentar campanhas educativas destinadas a sensibilizar a população em geral para o tema das notícias falsas e o que lhes dá origem de forma a combater a desinformação. 3. Criar associações que eduquem para o bom uso das redes sociais responsáveis pela organizam de debates e campanhas pedagógicas em relação aos temas das notícias falsas entre outros.

Divulgam-se as medidas propostas pelos deputados do ensino secundário: 1. Criar uma disciplina que promova o espírito de discernimento cívico-democrático da comunidade estudantil. 2. Aplicar sanções com uma penalização efetiva sob pena de multa ou mesmo prisão (esta em casos mais gravosos). 3. Criar um selo estatal identificador para acreditação das fontes noticiosas, facilitando a rotulação e escolha feita pelo cidadão.


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Associação de Estudantes Presidente revela atividades de interesse para a comunidade A Associação de Estudantes da Escola Secundária do Castêlo da Maia (AEESCM), constituída pelos alunos Mafalda Silva, Eduarda Paixão, Eduardo Maia, Afonso Paiva, Beatriz Ribeiro, Mariana Ferreira, Inês Leão, Miguel Andrade, Tomás Peixoto, Diogo Ribeiro, Maria Teles, Marta Faria e Martim Lemos tem vindo a desenvolver ao longo do ano atividades de muito interesse para a comunidade escolar. No primeiro período, contribuiu na divulgação da recolha de alimentos no âmbito do Projeto SOLcastêlo. No segundo período, organizou uma recolha de ração de cães e gatos e dinamizou uma atividade de São Valentim, na qual foi pedido aos alunos que escrevessem cartas de amor/amizade que, posteriormente, foram entregues, nas

salas, pelos alunos da Associação de Estudantes. A AEESCM organizou ainda uma palestra sobre Violência no Namoro e Violência Sexual, com oradoras da Liga Feminista do Porto, e dinamizou um Concurso de Talentos. Também no segundo período, colocou caixas com produtos de higiene feminina nas casas de banho que foram disponibilizadas com o lema “Tira se precisares, adiciona se puderes!”. No terceiro período, a AEESCM tem como objetivo preparar uma “Noite de Karaoke” e também planear um Baile de Finalistas para os alunos finalistas.

Como Presidente da Associação de Estudantes, orgulha-me saber que contribuímos positivamente para a comunidade escolar através da organização de atividades distintas que permitiram aos alunos o desenvolvimento das suas capacidades e também o alargamentos dos seus horizontes. Mafalda Silva, Presidente da AEESCM

Reconhecimento da Associação de Estudantes Está em curso o processo de reconhecimento da Associação de Estudantes da Escola Secundária do Castêlo da Maia, sem personalidade jurídica, pelo Ministério da Educação.

Orçamento Participativo das Escolas “Educação ambiental na escola - Horta pedagógica” A Proposta vencedora da Escola Secundária do Castêlo da Maia foi “Educação ambiental na escola Horta pedagógica” da aluna Mafalda Silva e tem como objetivo a instalação de um tubo de água, tanto como uma torneira ao lado do portão e também a colocação de 2 pontos de água juntos à horta da escola, para que a esta possa ter irrigação de água. Este

projeto é do maior interesse para a Escola, uma vez que permitirá assegurar o bom funcionamento da horta, proporcionando diversas experiências formadoras a todos os estudantes. O Orçamento Participativo das Escolas é uma iniciativa que tem como objetivos despertar a curiosidade dos jovens e motivá-los a terem uma participação democrática ativa, adquirindo conhecimento prático de mecanismos básicos da vida democrática. Além disso, este projeto visa incenti-

var os jovens a partilharem as suas opiniões e também leválos a desenvolver capacidades de argumentação, reflexão e de mobilização coletiva. Outro objetivo é o combate à desconfiança nas instituições democráticas, tanto como o afastamento dos jovens da vida política. Finalmente, esta atividade pretende não só estimular os jovens a participar nas atividades escolares, mas também reforçar a gestão democrática das escolas.


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Cresço a plantar: um projeto sustentável, colaborativo e inclusivo Educação Visual, TIC e Educação Especial, Curso Profissional de Cozinha e Pastelaria) e com várias parcerias (Unidade de Educação e Formação Ambiental, da Quinta da Gruta, Junta de Freguesia, Lipor, ASPEA). Embora ainda pontual e a necessitar de maior integração curricular, o trabalho dos nossos alunos - este ano das turmas 8º A e 8º H, dos alunos da Educação Inclusiva (turmas do 7º ano A e C, do 8º D, I e L, do 9º F e I, do 11º F e do 12º G)

Com início no ano letivo 2018/2019, o projeto Cresço a Plantar, que vem no seguimento do Clube de Jardinagem, incide sobre três vertentes distintas: um “Jardim de Aromáticas”, as “Hortas Pedagógicas” e o “Adota uma Árvore”. Este projeto, inserido no PAA da BEESCM, tem-se destacado pela dimensão inclusiva e colaborativa das atividades que vem desenvolvendo nas áreas exteriores da ESCM, nomeadamente no espaço contíguo à BE (as plantas aromáticas) e nas áreas onde se encontram as hortas (hortas pedagógicas) e as árvores de fruta (adotadas pelos nossos alunos).

Tem contado com a participação de vários grupos disciplinares (Ciências Naturais,

e da Unidade de Ensino Estruturado (11º D e 12º D) - a orientação dos docentes envolvidos e o apoio material da biblioteca escolar constituem o suporte deste projeto, que tem o nobre objetivo de promover o cuidar das nossas plantas, para além de fazer nascer nos nossos alunos um enraizado amor pela Natureza. Ao longo destes anos, muitas e muito diversificadas foram já as ações dinamizadas, entre as quais destacamos: visitas ao Complexo Ambiental da Quinta da Gruta (com a

confeção de Pizza saudável com produtos das hortas e visitas guiada às espécies florais); o cultivo e a manutenção das hortas em parceria com a Quinta da Gruta (“Uma horta em cada escola”, projeto ambiental do Pelouro do Ambiente da CMM); a plantação de árvores de fruta e a manutenção das já existentes, em parceria com a Junta de Freguesia, e a adubagem das mesmas com o nutriente biológico disponibilizado pela Lipor; workshops de culinária na cozinha pedagógica

da escola secundária, utilizando os produtos das nossas hortas (para os alunos da Educação Inclusiva e da UEEA); atividades para o desenvolvimento da literacia científica, nomeadamente a elaboração de folhetos informativos sobre as potencialidades das ervas aromáticas na culinária e na saúde, promovendo receitas biológicas e


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saudáveis; a confeção de compotas, marmelada, bolachas, bolos, manteiga e pizza, também com os nossos produtos; o apadrinhamento responsável pelos alunos de uma árvore do

limonete, limonete, salvia,…); execução de um herbário com diversas plantas aromáticas e saquetas com aromáticas para oferta (apresentado no Dia Aberto das Ciências).

pomar da escola (após a reabilitação das árvores frutícolas); catalogação científica das árvores de fruto e aromáticas com a colocação de uma etiqueta com o nome científico e o nome comum, feitas em impressora 3D (em parceria com o Clube de Robótica da EB2,3); visitas guiadas aos jardins e ao pomar da escola; pequenos vasos com plantas (salsa, alecrim,

O desenvolvimento de competências nas áreas das literacias da informação, científica, da leitura e digital tem andado de mãos dadas com a formação prática dos destinatários sobre a formação do solo, desenvolvimento das espécies botânicas, reprodução e plantio (desde a sementeira à poda) e a confeção gastronómica a partir dos produtos da horta,

a biocompostagem e vermicompostagem, com a recolha dos resíduos verdes da cantina da escola e, mais ultimamente, a adesão ao projeto “Literacia para a Floresta” uma parceria do ICN e a Câmara Municipal da Maia. A cooperação entre todos traduziu-se num excelente resultado, extensível à comunidade escolar, havendo uma participação cada vez mais ativa dos alunos do ESCM.

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Desta forma, com o coração pintado de verde, propomo-nos continuar a abraçar esta elevada causa de proteger o meio ambiente, promovendo uma escola de maior qualidade e de referência para todos.


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Porto Bom colabora com a Quercus “A Reutilização do Vidro com Cortiça” Cabe à escola, como lugar privilegiado da participação das crianças, promover aprendizagens com vista à defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania, visando a construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, responsabilidade, solidariedade, democracia e justiça social. Neste sentido, durante este período letivo, os alunos da EB de Porto Bom, desde o pré-escolar até ao 4.º ano, abraçaram o desafio lançado pelo Green Cork, projeto da Quercus de recolha de rolhas de cortiça para reciclagem: “A reutilização do vidro com cortiça”, com muito empenho e dedicação. Cada turma reutilizou o seu recipiente de vidro e partiu para a decoração do mesmo, colando rolhas cortadas e depois pintando-as com cores vivas e coloridas ou deixando-as com a cor natural da cortiça.

Através da rede social Facebook, toda a comunidade escolar pode apreciar as fotos destes trabalhos e votar, de acordo com o seu gosto. Ao mesmo tempo, permitiu refletir sobre a importância da reutilização do vidro e da reciclagem para salvar a Humanidade no nosso planeta. No final, foi muito agradável para a escola ter alcançado o segundo lugar com 673 “gostos”, mas acima de tudo, muito importante por ter contribuído para promover valores, mudar atitudes e comportamentos face ao ambiente, de forma a preparar os alunos para o exercício de uma cidadania consciente, dinâmica e informada face às problemáticas ambientais atuais.


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Ferronho vence desafio nacional da Green Cork Quercus com projetos de reutilização de vidro As seis turmas da Escola Básica de Ferronho, desde o préescolar até ao 4.º ano de escolaridade, viram os seus trabalhos distinguidos, a nível nacional, ao vencerem o segundo desafio consecutivo do projeto Green Cork, da Quercus. Depois de vencerem o desafio das decorações de Natal com reaproveitamento de rolhas de cortiça, desta feita a vitória dos seis projetos foi conseguida com trabalhos em torno da reutilização do vidro com cortiça. Neste projeto, que procura sensibilizar os alunos para a importância da reciclagem e reaproveitamento de materiais, a Quercus sugeriu que cada turma reutilizasse um ou mais recipientes de vidro, que poderiam ser enfeitados com rolhas de cortiça usadas. Com as fotografias dos trabalhos desenvolvidos, criou-se uma galeria no Facebook da Quercus (https://www.facebook.com/media/set/?vanity=greencork&set =a.7950692478281601) onde foi possível apreciar os trabalhos criados por todas as escolas aderentes, bem como refletir sobre a importância da reutilização do vidro e da reciclagem para salvar a Humanidade e no nosso planeta. No final de todas as votações, foram somados os votos, tendo a Escola Básica de Ferronho conquistado o primeiro lugar com um total de 1.667 votos. Apesar da alegria com esta conquista, mais importante foi a mensagem que se procurou transmitir a toda a comunidade escolar: Quanto mais rolhas reciclar mais árvores autóctones iremos plantar.

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Acreditação Erasmus Candidatura do AECM reconhecida A candidatura do AECM no âmbito do Programa Erasmus+ à Ação-Chave 1 Ensino Escolar (Candidatura 2021-1-PT01-KA120-SCH000045480) foi Aprovada, em X de março, por deliberação do Comité de Avaliação, sendo a acreditação válida até 2027. O Grupo de Projetos Europeus (GPE) submeteu a candidatura em outubro, O Plano Erasmus pode ser consultado na página do AECM, em "Documentos Estruturantes" / "Outros”.

Projeto Erasmus Critical Thinking O projeto, a desenvolver nos anos letivos de 2020/21 e 2021/22, tem como finalidade o desenvolvimento de competências sociais e cívicas, bem como do pensamento crítico. Este projeto engloba 5 países, sendo que foram efetuadas três mobilidades, uma a Eslovénia, outra a Turquia e Portugal. A ESCM recebeu 24 alunos estrangeiros, entre os perto de 70 participantes envolvidos em todo o projeto. No próximo ano letivo realizar-se-ão as duas mobilidades em falta, designadamente, a Lituânia e a Estónia.

tendo definido como principais objetivos: 1. Adotar pedagogias inovadoras conducentes à melhoria da qualidade do sucesso escolar, tendo em vista o desenvolvimento integral do aluno. 2. Promover a capacitação digital generalizada do pessoal docente, não docente e discente.

3. Aumentar a criatividade, o espírito crítico e a inovação, através da utilização eficiente de ambientes digitais. 4. Fomentar uma mudança de atitudes e de comportamentos, no âmbito da cidadania para o desenvolvimento sustentável.


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Projeto Erasmus IT4CD – Information Technology for Citizenship and Democracy Após quase dois anos de projeto, em que os encontros de trabalho com a Croácia, França e Polónia foram desenvolvidos à distância, através da plataforma Zoom, foi finalmente possível concretizar alguns dos principais objetivos a que nos tínhamos proposto: aprender sobre a democracia, comparando diferentes sistemas e organizações políticas na Europa; refletir em conjunto sobre os valores da UE; desenvolver competências em línguas estrangeiras; e aprender a conviver com a diferença, entre outros. A primeira mobilidade do projeto teve lugar em novembro de 2021, em St. Jean d’Angély, França. Além das visitas culturais, os 6 alunos e 2 professoras do AECM tiveram a oportunidade de debater com os seus colegas estrangeiros os desafios que a imigração coloca à UE, bem como a relação dos jovens com a política, nomeadamente no que diz respeito ao voto e à abstenção. Em março de 2022, tivemos o prazer de receber no

AECM os professores e alunos dos três países referidos. Entre visitas e wokshops, os participantes trabalharam temas como o que significa ser cidadão europeu e como é que a Escola pode ajudar a desenvolver a cidadania europeia e global. O programa da visita incluiu também um encontro com uma deputada do Parlamento Nacional, que abriu o debate sobre os sistemas políticos dos diferentes países envolvidos e as razões pelas quais os jovens não se interessam pela política e de uma jornalista do Jornal de Notícias, que abordou temáticas relativas a

fake news. No passado mês de abril, ocorreu a mobilidade à Croácia. Durante uma semana intensa de visitas culturais e de trabalho, os alunos tiveram oportunidade de aprender como fazer um discurso e de preparar uma campanha eleitoral para a eleição do presidente da câmara de uma cidade imaginária.


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Projeto Erasmus “How to become a green entrepreneur” No âmbito do projeto Erasmus+ “How to become a green entrepreneur”, decorreu o intercâmbio entre quatro países europeus, sendo estes: Portugal, Espanha, Itália e Holanda (infelizmente os alunos holandeses não puderam participar no intercâmbio devido às restrições do Covid-19). A participação de Portugal contou com 9 alunos/ as e 3 professoras da nossa escola, entre os dias 13 a 19 de março de 2022, em Zamora - Espanha. O Colegio Medalla Milagrosa foi a escola anfitriã desta semana e os alunos ficaram em casa de famílias de acolhimento. No primeiro dia fizeram-se pequenas apresentações dos diferentes países e escolas. Logo de seguida iniciou-se a descoberta de Zamora através de um jogo didático onde os alunos começaram a conhecer melhor a cidade e à tarde houve uma visita guiada pela mesma. O segundo dia foi passado em Puebla de Sanabria, com a visita ao Centro del Lobo Iberico e o almoço foi no Lago Sanabria, onde alguns corajosos, apesar do frio, foram dar um mergulho, seguindo-se uma caminhada pelas montanhas com algu-

mas peripécias como uma breve desorientação e alguns desequilíbrios que, com a ajuda uns dos outros, foram sendo ultrapassados. Passada a noite num hostel, o terceiro dia começou

com uma aventura pelas árvores (arborismo), e para descansar do exercício físico dos dias anteriores, tivemos o prazer de ser deslumbrados pelo Castelo de Sanabria, mandado construir por uma família portuguesa (a família Pimentel) no século XV. Na quinta-feira, uma exprofessora, dona de um hotel rural, veio partilhar connosco um pouco sobre como começar um negócio sustentável. Da parte da tarde os alunos fizeram uma rota turística de comboio que atravessou o Douro e deu para ver a bela cidade de Zamora com os seus tons pastéis. No último dia, fizeram-se as apresentações dos projetos de ecoturismo iniciados

no dia anterior e o grupo vencedor teve a honra de o apresentar na Câmara Municipal de Zamora. Durante esta semana os alunos desenvolveram várias competências: a língua ingle-

sa, a comunicação, a cooperação, a tolerância e o respeito, mas acima de tudo, aprenderam a adaptar-se às circunstâncias com a ajuda das professoras que os acompanhavam. O resultado desta semana foi muito enriquecedor a todos os níveis para estes aventureiros/as que tiveram a oportunidade de viver uma cultura tão próximas de nós, mas, ao mesmo tempo, tão diferente. Filipa Santos, 11ºA (texto adaptado)

Dia Mundial dos Oceanos O Projeto Erasmus+ "How to become a Green Entrepreneur” celebrou o Dia Mundial dos Oceanos. Realizamos uma vídeo conferência com os nossos parceiros de Espanha, Holanda e Itália, onde os alunos interagiram e testaram a sua literacia do Oceano. Com a colaboração dos professores de Educação Visual, Oficina de Artes e Geografia, os alunos invadiram a escola de imagens e mensagens tão interessantes e relevantes para transmitir a importância da conservação dos nossos oceanos, contribuindo, assim, para sensibilizar a comunidade escolar a assumir atitudes informadas e responsáveis sobre os oceanos. Para mais informações, pode ser consultada a página da internet: How to become a Green Entrepreneur.


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eTwinning Atividades da disciplina de Espanhol As professoras de Espanhol do AECM continuam a apostar fortemente na aprendizagem efetiva e afetiva do espanhol pelos alunos. Este objetivo tem sido alcançado graças a um trabalho muito prático em sala de aula, com enfoque no uso de metodologias ativas e na participação em projetos e atividades. Enquanto segunda língua mais falada no mundo, o espanhol permitirá aos nossos alunos trabalhar e aprender livremente em toda a Europa, percebendo melhor outros países e culturas. Este ano letivo tem trazido muitas alegrias e desafios. Em novembro, a participação na 2ª Edição do Concurso CatrinArte, com a colaboração dos professores de Oficina de Artes, teve destaque nacional ao conseguir o 1º lugar na categoria de 8º ano; depois, os alunos de 7º fizeram um intercâmbio de postais de Natal com várias escolas europeias.

Além disso, os discentes de 9ºano que participaram em 2020/2021 no projeto eTwinning “Colores de Hispanidad”, pertencente ao Erasmus+, obtiveram o Selo Nacional de Qualidade e o Selo Europeu – uma distinção para professores e escolas com excelentes projetos que primam pela qualidade e abertura do trabalho colaborativo europeu. Foi com um orgulho enorme que o Agrupamento recebeu estes dois prémios. Após o sucesso assim alcançado, as professoras desafiaram os alunos do 7ºA e do 7ºD a participar em dois novos projetos eTwinning: entre outras atividades, conversaram em simultâneo através de videochamada com os seus colegas de Espanha, Alemanha, Itália, França, Suécia e Turquia. Foi uma experiência incrível, a repetir!

Por último, é com muita alegria que anunciamos a realização de uma visita de estudo a Madrid, Salamanca e Segóvia dias 8, 9 e 10 de abril. Estamos todos ansiosos por poder de novo viajar para Espanha. Nesta época tão conturbada que vivemos, estas atividades são cada vez mais importantes, pois permitem desenvolver a tolerância, o respeito pelo outro e variadíssimas aprendizagens únicas e inesquecíveis.

Cátia Valente e Fátima Moreira, professoras de Espanhol

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Ensino Profissional Mentes empreendedoras A turma do ensino profissional do 12.º H, cursos de técnico de cozinha e pastelaria e de técnico de gestão e programação de sistemas informáticos, no início do seu ciclo formativo, em 2019, aderiu ao programa “Mentes Empreendedoras”. A participação da turma neste programa fica marcada na ESCM com a colocação de quatro bancos de madeira no espaço exterior, elaborados num workshop realizado no dia 16 de março.

Visita de Estudo ao Porto Os alunos do 12.º ano do ensino profissional dos cursos de TGSI e TCP realizaram uma visita de estudo ao Porto, no volvido dia 15 de março, no âmbito das disciplinas de Português e de Educação Física. A deslocação dos alunos entre a escola e o Porto foi de metro e alguns leram em

voz alta, durante a viagem, textos relativos a escritores estudados durante o ciclo de estudos na disciplina de Português. Na cidade invicta, os alunos deram um verdadeiro abraço a Garrett e três chegaram mesmo a cumprimentálo pessoalmente. Os locais visitados foram a Biblioteca Almeida Garrett, o Museu da Fotografia (antiga Cadeia da Relação), a Praça dos Leões junto à reitoria da Universidade do Porto, a Casa Museu Guerra Junqueiro e a estação de S. Bento. A visita terminou com uma deambulação pela cidade até à escultura de Almeida Garrett, na Avenida dos Aliados.

Este projeto envolveu todos os alunos da turma e alguns professores, tendo sido dinamizadas várias sessões ao longo do ciclo formativo, em que os jovens foram desafiados a desenvolver “competências de liderança, autonomia, talento e superação e ainda, a construir uma atitude de cidadãos ativos e com impacto na comunidade”, integrando um Clube de Mentes Empreendedoras. “Eu quero! Eu posso! Eu faço!”


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Ensino e Educação de Adultos Turmas EFA visitam Biblioteca Municipal do Porto No dia 26 de março, os alunos das turmas EFA A1, A2 e C do AECM, ensino secundário de adultos, acompanhados dos respetivos professores, realizaram uma visita guiada à Biblioteca Pública Municipal do Porto (BPMP), fundada em 1833 por ordem de D. Pedro IV e instalada no antigo Convento de Santo António da Cidade, desde 1842. A visita começou por uma apresentação histórica do local na área do claustro, tendo prosseguido com um percurso que abarcou as principais áreas de funcionalidades da instituição, designadamente os locais de encadernação e conservação das inúmeras publicações recebidas desde o século XIX, a Sala do Catálogo,

as salas de Leitura Infantojuvenil, de Leitura e de Leitura Geral, assim como a Sala de Coleções Especiais Eugénio de Andrade, assim nomeada em reconhecimento do importante poeta portuense, e a vasta Biblioteca Sonora. De salientar a beleza intocada do espaço, na qual se inclui uma belíssima coleção de azulejos rodeando o claustro. Tratou-se indubitavelmente de um importante momento de conhecimento deste serviço público,

numa era digital em que mui-

tos jovens nunca frequentaram bibliotecas da dimensão e importância histórica e cultural da BPMP.


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Em destaque Ouro: Alunas - atletas UAARE do AECM Ouro em competições internacionais para Ana Rita Teixeira e Ema Sousa

Ana Rita Teixeira, alunaatleta UAARE do Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia, alcançou, no decorrer deste ano letivo, 5 medalhas de ouro Ginástica Acrobática, nos Campeonatos do Mundo e da Europa, em Baku, Azerbaijão (março 2022) e em Pesaro, Itália (outubro 2021), respetivamente. Ema Sousa, também aluna -atleta UAARE do AECM, participou no Campeonato da Europa (outubro 2021), em Riccione, Itália, tendo-se sagrado campeã da Europa de Patinagem Artística na disciplina de Dança, tendo alcançado a respetiva medalha de ouro.

Competições nacionais Ana Rita Martins, Nicole Garcia - Maria Soares e Leonor Faria fazem parte do grupo júnior e sagraram-se campeãs nacionais no dia 24 de abril de 2022, no Campeonato Nacional Base de Ginástica Aeróbica que decorreu em Águeda. As ginastas da Academia de Ginástica do Castêlo da Maia (AGCM), alunas UAARE do AECM, obtiveram os seguintes

Pedro Coelho medalhado com prata e bronze

resultados na Taça de Portugal de Ginástica Aeróbica, que decorreu nos dias 5 e 6 de março de 2022: Ana Rita Martins, Nicole Garcia, Maria Soares, Leonor Faria e Ana Carolina Gomes (Equipa, Divisão Base); Leonor Faria e Ana Carolina Gomes (Trio Feminino, Juvenil, Divisão Base); Ana Rita Martins, Nicole Garcia, Maria Soares (Trio Feminino,

Júnior, Divisão Base); Ana Rita Martins, Nicole Garcia, Maria Soares e Leonor Faria (Grupo, Júnior, Divisão Base). No campeonato Distrital de DMT (Duplo Minitrampolim) classificaram-se em 1º lugar as ginastas do AGCM e alunas UAARE do AECM Leonor Schurmann (Juvenil, 1.ª Divisão) e Matilde Oliveira (Júnior, Elite), nos dias 9 e 10

de abril, em Loulé. Inês Faria, atleta UAARE de nível II e pertencente ao escalão Elite júnior sagrou-se campeã nacional no exercício de equilíbrio, no campeonato nacional da 1.ª Divisão que decorreu nos dias 26 e 27 de fevereiro no Seixal.

O aluno Pedro Coelho, do 11.º C, conquistou uma medalha de prata, no dia 23 de abril, sendo apurado para a fase nacional das Olimpíadas da Física. Entre 7 e 10 de abril, conquistou uma medalha de bronze nas XL Olimpíadas Portuguesas de Matemática, realizadas, nas Caldas da Rainha. Nas Olimpíadas da Física, o aluno Pedro Coelho alcançou a segunda melhor classificação de entre 144 alunos. No dia 23 de abril, realizou-se a prova regional das Olimpíadas

da Física, do escalão A e escalão B, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. O AECM esteve orgulhosamente representado por uma equipa de três alunos do 9° ano: Samuel Martins (9E) Martim Silva (9G) e Bernardo Pinto (9.ºC); e ainda por três alunos do 11° ano: Diogo Pinheiro (11A); Gonçalo Oliveira (11B) e Pedro Coelho (11C), que participaram individualmente.


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Centro Qualifica Dinâmicas de intervenção O Centro Qualifica (CQ) do AECM, em funcionamento desde 04/02/2014, tem contribuído para aumentar a qualificação dos adultos e combater o défice estrutural de qualificações existente no nosso país, e em especial, no concelho da Maia, proporcionando, por essa via, condições para o aumento da empregabilidade e da participação em atividades de formação, numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida. Garantir a quem nos procura, em qualquer altura e contexto de vida, oportunidades de educação e formação de qualidade, é um dos nossos objetivos primordiais. Assim sendo, temos vindo continuamente a reforçar a garantia da qualidade na qua-

lificação de adultos tendo como preocupação responder, em primeiro lugar, às pessoas. Numa perspetiva de intervenção educativa “mais formal”, temos dinamizado inúmeras atividades com os adultos a frequentar as ofertas formativas por nós ministradas, a saber: Processos de RVCC de nível básico e secundário; Cursos EFA escolar secundário (tipologias A, B e C). A título de exemplo, as atividades dinamizadas no último ano, tiveram como principal propósito elevar os hábitos de leitura e as competências de literacia dos nossos alunos. Neste sentido, a 2ª edição do Concurso de Leitura de Poesia dos alunos dos Cursos EFA ocorrida em

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Inscreve-te no nosso Centro Qualifica. PROJETA O TEU FUTURO! 22/06/2021, é disso um exemplo. Organizada pelo CQ do AECM, em colaboração com os Professores dos Cursos EFA, este evento teve também o apoio de outras estruturas educativas, a saber: Biblioteca da ESCM (Dr.ª Teresa Cardoso), Departamento de Línguas (Dr.ª Rosa Fernandes), Plano Nacional de Leitura 2027 (Dr.ª Isabel Marques), ANQEP (Dr.ª Georgina Lopes) e Câmara Municipal da Maia (Dr.ª Sandra Pascoal). Outro exemplo desta dinâmica, foi a visita que os alunos das turmas EFA fizeram no passado dia 26 de março, à Biblioteca Pública Municipal do Porto (S. Lázaro). Acreditamos que são experiências como estas que

devem ser fomentadas e dinamizadas e que conduzem, naturalmente, a um encorajamento, reconhecimento e reforço do trabalho de cada adulto, quando toma a corajosa decisão de voltar a investir na sua formação e consequente qualificação. Completar trajetórias interrompidas, há mais ou menos tempo, por circunstâncias de vida particulares que não foram favoráveis à conclusão de percursos de formação escolar, é um enorme desafio que devemos saudar fazendo todos os esforços que estiverem ao nosso alcance para não os deixar desistir. Daniel Prata Coordenador do CQ


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Jornal do AECM | Edição nº 9 | maio/2022 by nprata - Issuu