__MAIN_TEXT__
feature-image

Page 1

Nº8 Maio 2021

Sobre o tema em destaque, 3-9 Sensações da pandemia, 12 e 13 Projetos, 15-18 Homenagem, 19

Direção: Cândida Moreno, Abílio Calheiros e José Nuno Araújo | Edição Gráfica: José António Moreira | Capa: Joana Inocêncio


2

EDITORIAL ||| SOMOS JORNAL

EDITORIAL

Igualdade de género e de oportunidades Um sobrinho meu, quando tinha três anos, tentou provar que já dominava a diferença de género, afirmando: “Eu não sou feminina, sou feminino”. Com efeito, a desigualdade de género, a existir, deveria ser apenas uma discordância gramatical. Ou seja, a garantia da igualdade de género e de oportunidades deve, efetivamente, estar no mesmo patamar de todos os direitos humanos conquistados, corajosamente e arduamente, ao longo de eras que já lá vão. No tempo da minha escola primária, as turmas eram “unisex”, mas não no sentido atual do vocábulo inglês. Significava, isso sim, o “apartheid” de género, já que o termo, atrás utilizado, remetia para a segregação racial que, nessa altura, era a imagem de marca, em ternos negativos, do regime político da África do Sul. Felizmente, essas duas variedades de discriminação já não vigoram, oficialmente, nos dias de hoje. No entanto, a dita “igualdade de género e de oportunidades” apresenta muitas desigualdades, basta atentar na diversidade social, étnica, cultural e religiosa do mosaico policromático da humanidade, que ilustra o quão difícil será conseguir, para depois de amanhã, uma, efetiva, real e total, uniformidade no tema do presente número do nosso jornal escolar. Também foi difícil e demorado eliminar as sociedades esclavagistas, de direito e de facto, mas, agora, é um facto consumado. Falta consumar, efetivamente, plenamente e universalmente, a igualdade de género e de oportunidades. Na minha opinião, essa caminhada, na obtenção da igualdade de género e de oportunidades, terá mais hipóteses de sucesso, se for uma aposta séria e consistente da Educação, em geral, e das escolas, em particular. Pois, só assim, se conseguirá atingir a alteração das mentalidades e dos valores que possam permitir a tão sonhada e almejada igualdade de género e de oportunidades. Assim seja, “ámen” (sem conotações religiosas ou de género). A equipa do “Somos Jornal”, a uma voz, sem distinção de género. Equipa do “Somos Jornal”

A superação das barreiras é uma missão diária de todos e de cada um de nós

E

MARCO MARQUES Diretor Agrupamento de Escolas de Castêlo da Maia

xpressões como “No contexto da pandemia” e “Neste ano tão atípico” são ainda utilizadas no atual ano letivo 2020/2021, confirmando que, entre avanços e recuos, estamos a viver dias de incerteza e receios vários. E apesar disso, a escola resiste e a nossa comunidade educativa, em esforço, é certo, supera-se, porque todos acreditamos que a educação e a formação são ferramentas de vida e para a vida não só das pessoas, como também de uma nação. Apostados numa educação de qualidade para todos, em que a superação das barreiras é uma missão diária de todos e de cada um, assumimos que as questões relacionadas com a promoção da igualdade de oportunidades e a igualdade entre homens e mulheres são também questões centrais para o exercício de uma cidadania que se quer digna e dignificante.

A igualdade de oportunidades também como resposta a questões sociais

Q

ue bom seria a existência universal da igualdade de oportunidades e de género. Sabemos que ainda há muito caminho a percorrer na sociedade global, contudo nem tudo vai mal. Nas escolas, por exemplo, constata-se a existência deste valor, quer no acesso, quer no tratamento, quer nas oportunidades e essa é uma mais valia da sociedade atual. Com efeito, uma coisa é igualdade e isso, por si só, não existe, outra, muito distinta, é a igualdade de oportunidades para dar resposta a questões sociais e isso já depende das opções que forem tomadas. Sobrelevemos a aposta na Educação.

EMÍLIA CABRAL Presidente do Conselho Geral Agrupamento de Escolas de Castêlo da Maia

Junho 2021


3

SOMOS JORNAL ||| TEMA DE CAPA

A pior forma de desigualdade é tentar fazer duas coisas iguais, mas de modos diferentes Em teoria, as necessidades de cada pessoa têm igual importância. Em teoria, todas as pessoas devem ter as mesmas oportunidades de participação ativa, nas relações interpessoais. Em teoria, a identidade humana é um bem maior que justifica o respeito pela liberdade interna de cada um. Em teoria, a defesa da igualdade de género é apanágio dos cultos e dos evoluídos. Na prática, o respeito pelas necessidades de cada pessoa está na relação direta com os interesses económicos. Na prática, a participação ativa nas relações

interpessoais está definitivamente catalogada por estereótipos. Na prática, a identidade humana é conceito poético/filosófico, que veste muito bem o discurso da conveniência coletiva, mas fica muito aquém da valorização e do respeito de cada um de nós, entendido como Pessoa. Na prática, a igualdade de género está, em muitos domínios, esquartejada de princípios que pouco mais são do que simples expectativas. Porquê? De que igualdade falamos? Talvez queiramos dizer, igualdade de oportunidades nos diferentes géneros. Porque, no

dizer de Aristóteles, A pior forma de desigualdade é tentar fazer duas coisas iguais, mas de modos diferentes. Vermo-nos no mundo em comunidade, com respeito pelas diferenças de cada um constitui talvez a melhor forma de dignificarmos a igualdade de oportunidades e de género. Que essas diferenças dignifiquem o Homem, valorizando o que nos eleva e denunciando o que nos despe da nossa identidade.

graças a esta geração, essa diferença está a diminuir e estamos cada vez mais perto de conseguir obter a tão es-

perada igualdade de género.

Marinela Guimarães Professora

Os Direitos Humanos "básicos" são violados todos os dias Desde pequenas, as mulheres estão sempre a ouvir que há certas coisas que não deviam fazer, certos trabalhos que não deviam escolher, não por não serem capazes, mas, sim, pelo simples facto de serem mulheres. Este fator é muito evidente, especialmente, no mundo laboral, em que há salários diferentes para o mesmo trabalho. Os Direitos Humanos "básicos" são violados todos os dias. To-

dos os dias, há mulheres no mundo que são violadas e, quando têm coragem de prosseguir medidas legais, elas é que são as “culpadas”, porque não deveriam ter vestido algo tão curto, porque não deviam ter andado sozinhas, porque elas podiam simplesmente ter dito que não. Desde pequenos que rapazes e raparigas são ensinados de forma diferente, mas agora,

Beatriz Sofia Campos Barroso 12.ºC

COSTA FERREIRA

Joaquim da Costa Ferreira & Filhos, Lda.

Viajar Connosco é bom... Rua Cesário Verde nº 225 • 4475-522 Silva Escura Maia Tel:. 229448043 • Fax:. 229481721 • Tlm:. 962737282 • costaferreirabus@gmail.com • www.costa-ferreira.com Junho 2021


4

TEMA DE CAPA ||| SOMOS JORNAL

LICÍNIA MARTINS, DOCENTE DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CASTÊLO DA MAIA

“Da Hipática de Alexandria à Ana Maria Silva de Coimbra” Quem não conhece Pitágoras, Platão, Euclides e Arquimedes? Mas já alguém ouviu falar da Hipática de Alexandria? A primeira mulher matemática de que se tem conhecimento? E o que aconteceu a esta mulher erudita, professora, conferencista, filósofa, que defendia o raciocínio como lógica de pensamento? Foi assassinada por fundamentalistas cristãos, uma multidão que a atacou com violência até à morte. Inacreditável, não é? Se calhar todos nós deveríamos saber a história de Hipática, como sabemos a de Galileu, igualmente injustiçado. E o exemplo de Stamata Revithi que insistiu em correr a distância da maratona nos I Jogos Olímpicos da era moderna? As mulheres foram proibidas de participar, mas ela correu na mesma, de forma não oficial, no dia seguinte e perante testemunhas, o que foi um grande feito. Só em 1984, a maratona feminina começou a fazer parte dos Jogos Olímpicos e foi criada a oportunidade para, quatro anos mais tarde, a nossa Rosa Mota ganhar o ouro. Obrigada Stamata, pela persistência. O nome, Lorde Byron, diz-vos alguma coisa? Esse grande poeta inglês, símbolo do romantismo. Pois fiquem a saber que ele foi pai de Ada Lovelace, pioneira em programação informática. Desenganem-se se pensam que foi um pai babado. Quando ela nasceu, ficou extremamente desapontado por não ser um menino e comparou o nascimento de Ada a um instrumento de tortura da sua vida. Que comentário ternurento, não acham? Descansem, que a menina foi educada por sua mãe, longe do pai

maluco, e tornou-se um génio na matemática e lógica, tendo concebido o primeiro algoritmo para ser processado por uma máquina. Prossigo agora com uma jovem promessa: Ana Maria Silva. Poderia ser a excelente professora de Português deste agrupamento de escolas, mas não. Refiro-me à sua homónima cientista, que ganhou o Prémio de Jovem Investigadora em 2015, pelo seu “Contributo do metabolismo das células ósseas na osteoporose após menopausa”. Não posso deixar de saudar esta jovem por estudar o que explica os estalidos dos meus joelhos ou o triste desfecho que pode acontecer se me estatelar ao comprido. Bem hajas Ana Maria. Gosto de saber tudo sobre declínios metabólicos. E, apesar destas senhoras e de

muitas outras pessoas, o caminho para a igualdade de oportunidades e de género é lento. Ainda estamos longe: na Europa ocupamos o 16º lugar no Índice Europeu da Igualdade de Género 2020, abaixo da média da União Europeia. A pandemia ainda piora a situação, porque vítimas e agressores confinados em casa não pode dar resultados felizes. A crise económica e o desemprego também são cenários que não ajudam. Mas, há que ter esperança. A minha mãe precisou de autorização para casar. Eu casei com um jovem divorciado, pelo registo civil, sem a bênção de alguns moralistas. Devo acrescentar que não tive vestido de noiva, nem fotografias da cerimónia, porque alguém se esqueceu de ligar o flash da máquina fotográfica. A rebeldia deu frutos: 32 anos de casamento, sem

Junho 2021

acrescentar nome do marido, porque tenho o meu próprio e não jurei nem juro obediência a ninguém. Deparei-me com discriminações laborais, o que ditou o meu futuro como professora, mas sempre acreditei na tolerância e na justiça. Quanto à sigla LGBTIQ, só me faz impressão se disser respeito a Lesmas (causam-me grande repulsa), aos que só têm Garganta, aos Brutos (outro nome para cobardes), aos Tiranos (ou fracos com poder), aos que se dizem Importantes (os que o são realmente não precisam de o anunciar) e aos palermas Quanto baste, que se julgam os maiores Quando decidem que os outros não prestam, mas no fundo têm cérebros do tamanho de Quarks. Licínia Martins Professora


5

SOMOS JORNAL ||| TEMA DE CAPA

ANA LUÍSA MELO APOSTA NA SENSIBILIZAÇÃO

O olhar dos alunos pelas "desigualdades sociais" No âmbito da área de Cidadania e Desenvolvimento e da disciplina de Filosofia, as turmas B e C do 11º ano, trabalharam o tema das desigualdades sociais. No contexto desse trabalho, foi visualizado um documentário e, a partir do mesmo, desenvolvido um trabalho de investigação, análise e reflexão sobre o assunto. Desse trabalho, salienta-se a sensibilização de todos para o problema e uma declaração de intenções e compromisso que se consubstancia em comentários que apresentaram. Alguns excertos desses trabalhos são aqui convocados, tornando visível a todos o impacto e a vontade futura de contribuir para minimizar o problema. Para ajudar a minimizar as desigualdades, gostaria de, no futuro, vir a fazer voluntariado e ajudar aqueles que mais precisam. Também gostaria de fazer doações para ajudar as crianças mais desfavorecidas a terem uma melhor educação. Ana Vieira, 11ºB No nosso país, 11% da população vive no limiar da pobreza o que quer dizer que o seu rendimento é pobre e, mesmo trabalhando, o seu salário é, na prática, inferior a 501€. (…) o sistema educacional deveria optar pela meritocracia. Ariana Ferreira, 11ºB Será que o país onde nascemos nos garante as oportunidades para sermos o que quisermos ser? Uma das desigualdades apontadas no

documentário é a desigualdade de género. (…) o que mais me chocou foi saber que segundo o Fórum Económico Mundial seriam necessários 257 anos para que homens e mulheres tenham salários semelhantes. Catarina Oliveira, 11ºB 2020 foi um ano diferente (…) que agravou ainda mais as desigualdades sociais. Uma das situações que me chocou mais foi o número de gerações necessárias para que uma família possa ascender de classe. Comprometo-me a doar dinheiro a associações que favoreçam a educação àqueles que não a têm. Gabriel Braga, 11ºC O problema que mais me choca (…) é o facto da lotaria social, natural e geográfica ainda ter influência no futuro académico (…) não têm uma chance e isso, é comovente. (…) O meu compromisso de intenção é fornecer a formação necessária para que pessoas que não tiveram tanta sorte possam ascender socialmente. José Pedro Santos, 11ºC Ana Luísa Melo Professora Junho 2021

A Mulher e a Sociedade A Mulher e a Sociedade Para o homem Estudar, trabalhar e votar São coisas naturais Já a mulher tem de lutar Para ter direitos iguais Houve um tempo Em que a mulher nascia predestinada Pensava no marido, no lar e nos filhos Não podia fazer mais nada O marido mandava A esposa fazia A mulher era moldada Para ter a cabeça vazia Mas com o passar do tempo Graças a mulheres independentes As ideias tornaram-se diferentes. Se quiser pode casar Se quiser pode votar Se não quiser Ninguém a pode obrigar. Atualmente Há motivos para sorrir A mulher finalmente Pode decidir. Mas ainda existem desigualdades Ainda há muito para alcançar Para conquistar a igualdade Ambos os géneros têm de trabalhar. Original Alexandre, Catarina Azevedo; Maria Silva; Ricardo, Sara Silva e Sofia Tavares Psicologia B 12º B/E


6

TEMA DE CAPA ||| SOMOS JORNAL

O papel da mulher nos anos 50/60 O trabalho colaborativo, desenvolvido na área da Cidadania e Desenvolvimento, pelos alunos do 12ºAno de Psicologia B, foi “A igualdade de oportunidades e de género”. Neste contexto, os alunos visualizaram o filme “O sorriso de Mona Lisa” (2004, Mike Newell) e, a partir daí, fizeram um trabalho de pesquisa e reflexão sobre o papel da mulher nos anos 50/60, versando a sua função, estatuto e modus vivendi, pelo que se apresentam estes trabalhos. A professora, Cândida Moreno.

O papel da mulher na sociedade sempre foi muito estereotipado. Embora esta ideia esteja cada vez mais dissipada, ainda a encontramos presente na mentalidade das gerações mais antigas e mesmo nas mais jovens. Com o visionamento do filme “O Sorriso de Mona Lisa”, conseguimos perceber o quanto o casamento era essencial e exigido, principalmente para o sexo feminino, para que este fosse visto com dignidade. O conceito sempre foi transmitido de geração em geração, sendo que, desde muito novas, as meninas eram educadas para saberem cuidar da casa, das crianças, do marido e até mesmo do seu próprio comportamento. O desenvolvimento da inteligência era como declarar “guerra ao sagrado sacramento do casamento”. Tendo em conta que “o dever das mulheres era recuperar o seu lugar no lar”, o seguimento dos estudos nem sequer era ponderado. Já o divórcio não foge às expectativas, era visto de forma inconveniente e imoral, mas, atualmente, é mais frequente e

é visto como a imediata solução para a fuga de um casamento. Em suma, no filme, foi percetível a notória, mas ainda não suficiente, evolução dos papéis que a mulher deve desempenhar. Ana Santos, Beatriz Ribeiro, Ivone, Flávia, Lara e Mariana Fernandes 12º A/C.

Entre os anos 50 e 60, a sociedade era extremamente conservadora, tradicionalista e machista, e prezava pelos “chamados bons costumes”, em que a única e principal função da mulher limitava-se a ser mãe,

esposa e dona de casa, tendo em conta que, na maioria dos casos, não tinham vontade própria, voz, formação profissional ou mesmo escolhas. As mulheres desta época acreditavam que o sucesso delas dependia do casamento, cuidar da casa e dos seus futuros filhos, sendo o homem a dar uma espécie de “nota” ao esforço delas. Na atualidade, a maior parte das mulheres tem liberdade de escolha e de oportunidades, embora nalguns casos existam mulheres que prefiram submeter-se ao casamento e aos seus maridos. Estatísticas compro-

Junho 2021

vam que existe um elevado e significativo número de mulheres a frequentar universidades e mestrados, tudo na expectativa de conseguir um lugar de destaque, num mundo em que há poucos anos atrás, pertencia exclusivamente ao homem. Assim sabendo que todos temos o direito de ser quem queremos ser, sem exceções, apela-se às mulheres para que lutem pelo seu lugar e para que se orgulhem de si próprias. Daniela Silva, Inês Braz, Inês Rocha, Jéssica e Sara Sofia 12º DLH e SE.


7

SOMOS JORNAL ||| TEMA DE CAPA

Desigualdade entre géneros no desporto A “Igualdade de Género”, inserida no desporto, nos Jogos Olímpicos e na Educação Física, foi o tema abordado no trabalho colaborativo, no âmbito da disciplina de Educação Física, no 12º ano. Este conceito define a busca da equivalência social entre homens e mulheres. Deste trabalho, destaca-se que, antigamente, eram colocadas às raparigas limitações rigorosas quanto à prática de desporto, pelo que não poderiam de maneira alguma participar em competições desportivas por causa dos ideais da época. Para além disso, na Educação Física, a desigualdade entre os géneros sempre foi justificada através da diferença de fisiologias. Relativamente aos Jogos Olímpicos, tem havido um grande esforço ao longo dos últimos anos para equilibrar a disparidade do número de

atletas masculinos e de atletas femininas, pelo que a presença das mulheres nas modalidades olímpicas foi gradativa, tal como é possível observar sucintamente na tabela que se segue. Fonte: COI (Comité Olímpico Internacional) Alexandre Claro, Nickolas Grothe, Paulo Freitas, Rafael Carvalho, Tiago Araújo 12.º ano

Ano

Número de modalidades olímpicas

% de mulheres

1900

2

2,2

1904

1

0,9

1908

2

1,8

1972

8

14,6

1976

11

20,7

1992

19

28,8

1996

21

34

2008

26

42,4

2012

26

44,2

2016

28

45

A exclusão desnecessária da mulher no meio social A participação das mulheres nos Jogos Olímpicos ao longo do tempo retrata uma infeliz realidade da história da nossa sociedade, através da exclusão desnecessária da mulher no meio social. Assim, os homens apresentavam argumentos frágeis e dificultaram a participação destas em diversas modalidades. No início, as mulheres não competiam oficialmente, mas sim como participantes. Desta forma, não ganhavam medalhas, apenas certificados. Apenas em 1936 foram consideradas atletas oficiais dos Jogos Olímpicos. As primeiras modalidades femininas inseridas foram o ténis, tiro com arco, natação e o hipismo, sendo este último ainda misto. Ao longo dos eventos Olímpi-

entre atletas masculinos e femininos tem sido reduzida ao longo do tempo, como se pode verificar no gráfico 1. Como consequência deste aumento, nos próximos jogos Olímpicos, que terão lugar em Tóquio, a percentagem de participação de mulheres é de 48,8%. Contudo, este problema da desigualdade de género ainda é, infelizmente, bastante atual. Este trabalho foi desenvolvido no âmbito do trabalho colaborativo na disciplina de Educação Física, no 12ºB, sob o tema Igualdade de Género no Desporto e na Educação Física, em geral, e em particular nos Jogos Olímpicos.

cos, houve um aumento gradual da percentagem de participa-

ção de atletas femininas. Assim, a grande diferença percentual

Junho 2021

Beatriz Novais, Daniela Ferreira, Gonçalo Teixeira, Joana Cruz, Renata Ferreira 12.º ano


8

TEMA DE CAPA ||| SOMOS JORNAL

A luta contra um sistema de castração da sua liberdade Vivemos, ainda hoje, movidas/os pelos cordéis que a desigualdade tão agilmente manipula. O mundo continua longe de ser um lugar socialmente justo, designadamente, para as mulheres. Apesar de todo o caminho de luta contra um sistema de castração da sua liberdade, continuam ceifadas no alcance do seu pleno potencial. Antes mesmo de nascermos, as nossas vidas já se encontram submetidas a expectativas em torno dos papéis associados ao nosso sexo. Hoje, no nosso país, as mulheres já podem votar, conduzir, escolher casar, ter filhos, e tantas outras coisas que são um direito próprio. Os homens já participam mais naturalmente nas

tarefas domésticas, partilham a gestão do dia-a-dia, a educação das crianças e expressam, mais facilmente, os seus sentimentos e fragilidades. Há um caminho trilhado, de facto, mas insuficiente e a avançar em diferentes velocidades pelo Mundo. Há países onde ainda se proíbem as mulheres de estudar, sobrecarregam-se homens com a responsabilidade do sustento da família e até, onde se defende que as mulheres não podem conduzir, por causar infertilidade. Em Portugal, apesar dos firmes passos dados para a igualdade, que permitem, por exemplo, às mulheres serem livres de decidir sobre serem mães, subsiste uma pressão social para que tal se concretize, e uma desaprovação generalizada sobre os casais que optam por distribuir o peso

dos cuidados com as crianças de forma diferenciada do modelo tradicional, permitindo à mulher investir na sua carreira ou ao progenitor assumir preponderantemente os cuidados - uma gestão que deveria pertencer somente ao casal, mas que ainda passa pelo escrutínio público, arrastando mulheres e homens para situações de não realização pessoal. Nas últimas décadas, as mulheres apostaram na sua qualificação possuindo, genericamente, níveis de formação e resultados melhores do que os homens. No entanto, estes dados não se refletem na nomeação para os lugares de topo/decisão das instituições – um dado estatístico que está intimamente relacionado com o facto de serem mulheres e, portanto, socialmente antecipado que

se afastem dos compromissos laborais pelas situações já discutidas. O caminho pela igualdade já vai longo, longo demais para a urgência que existe em Ser. Este é um momento determinante para o mundo, é a altura de todas as pessoas se envolverem de corpo e alma na luta pela igualdade de género, porque, afinal, esta não é uma questão apenas de mulheres: é uma questão de direitos humanos. Joana Torres ex-aluna do AECM (2008 –2009)

A Camélia Branca Muitas vezes, não nos apercebemos do efeito que podemos gerar no mais pequeno gesto, junto de Outrem. Sem darmos conta, fazemos esboçar o sorriso mais aberto numa boca desbotada, causamos um brilho imenso num olhar perdido e enrugado e fazemos brotar uma alma tão anulada. Sim! Senti tudo isto numa hora e meia, mais, precisamente, uma Hora e 15 Minutos! As regras são muitas e o controle policial está lá! Há 4 anos, fiz parte de um projeto educativo, o qual consistia em levar Leituras a mulheres...não umas mulheres quaisquer. Mulheres, de idades diferentes, que estão presas, na área do Porto, mas,

essencialmente, aprisionadas aos seus pensamentos. O meu dia chegou! Numa manhã de fevereiro, levantei-me cedo e, para além de palavras, cortei camélias brancas e, quando lá cheguei, coloquei uma em cada cadeira acompanhada por uma frase de Florbela Espanca. Sim...Levei poesia de uma mulher que, também ela, sempre viveu presa aos seus ideais e não conseguiu ser feliz. Esta “pseudo” aula foi mágica! A interação foi magnífica. Com a leitura de diferentes poemas, abri o coração de algumas destas mulheres. Estas, de alguma forma, sentiram-se invadidas e evadidas pelas palavras que eu ia soltando, tocando-lhes no coração. O Tempo, embora cronometrado, esvoaçou e fez-lhes

viver e reviver. Numa mistura de música que fiz ouvir “Ser poeta é ser mais alto, é ser maior” com lágrimas de vida, acabei a minha intervenção, consciente de aquele momento iria ficar comigo e com elas: a serenidade e a transparência estavam bem simbolizadas por um gesto de agradecimento verbalizado e gestualmente olhado. Eu vim embora! Vim para o

Junho 2021

Mundo cá fora, mas deixei-lhes Beleza e Verdade...deixei-lhes uma Camélia Branca que perdurou durante algum tempo na sua memória, porque iam perguntando: quando vem cá a professora das camélias?! Nunca mais lá voltei!...mas sei que Fiquei! Emília Magalhães Professora


9

SOMOS JORNAL ||| TEMA DE CAPA

Vox Pop Igualdade de género

Isabel Moreira Chefe dos Assistentes Operacionais

Diana Gomes Assistente Operacional

Simone Minguta Assistente Operacional

Muito se tem falado sobre a igualdade de oportunidades e de género, mas, enquanto não se mudarem certas mentalidades e comportamentos desadequados, que conduzem à discriminação, à exclusão e até à violência, ainda temos um longo caminho a percorrer. Temos que acabar com certas crenças e muitos preconceitos, que já estão enraizados, sobre as diferenças entre homens e mulheres.

A igualdade de género traduz-se no respeito pelos outros independentemente do sexo, do modelo de sociedade, da condição económica ou da figura humana. Cada um deve crescer livre, fruto do seu trabalho e da sua própria vontade. O julgamento deve ser como forma de punição do crime e não como arma de arremesso pessoal.

A igualdade de oportunidades deve fundir-se na igualdade de género, não desconsiderando que homem e mulher são fisicamente diferentes mas intelectualmente iguais e potenciadores da mesma energia. É importante sabermos aceitar as diferenças dos outros, respeitando os demais como nós mesmos gostamos de ser respeitados.

Escola Inclusiva >>> Objetiva (não) mente

Sugestões de leitura e de cinema

Nestes difíceis tempos de pandemia que estamos a atravessar, debater o tema da igualdade de género é vita,l porque é uma questão de direitos humanos, porque só assim se consegue alcançar a justiça social. Desta forma, gostava de sugerir o livro “Mujeres del Alma Mía” (2020) da talentosa escritora chilena Isabel Allende. Trata-se de uma obra autobiográfica, onde ela nos vai contando, num tom intimista, como o feminismo a marcou desde tenra idade. Não se trata aqui de um certo feminismo que deseja subjugar os homens, mas, sim, da necessidade de lutar pela igualdade entre os géneros. Para os amantes de cinema, deixo aqui também uma sugestão: o documentário “Woman” (2015) de Yann Arthus-Bertrand e Anastasia Mikova. Os relatos intimistas de mulheres de todas as idades, credos e etnias levam a uma profunda reflexão sobre o que é ser mulher hoje. Durante cerca de dois anos, foram entrevistadas 2000 mulheres de 50 países. Este filme é a prova viva de que, infelizmente, a luta pela igualdade da mulher está longe de ser ganha, de que todos e cada um de nós tem um papel a desempenhar para que a sociedade seja mais justa, não relegando para segundo lugar uma parte muito significativa da população mundial. Cátia Valente Professora.

Junho 2021


10

TEMA DE CAPA ||| SOMOS JORNAL

Dia internacional da pessoa com deficiência, 3 de dezembro

A minha mão vais ter, seja qual for a situação, levanta-te e vais ver que valeu a força e a dedicação. Debaixo da minha capa, tu sempre vais ter abrigo. Isto é apenas uma etapa, confia em mim, teu amigo. Henrique Alves Francisco 11.ºH

Somos Todos Iguais Independentemente da condição, Temos todos sentimentos e emoções. Merecemos ser tratados com amor no coração E nunca com desprezo e rejeições. Para estarmos todos unidos, Precisamos de total inclusão e aceitação. A todos devemos “dar ouvidos”, Para, no fim, haver felicidade e diversão. Nuno Santos 11.ºHr

Junho 2021


11

SOMOS JORNAL ||| OPINIÃO

SOMOS UMA SOCIEDADE GREGÁRIA E POR ISSO DEPENDEMOS TODOS UNS DOS OUTROS

A importância do nosso contributo para uma sociedade equilibrada É uma verdade que os seres humanos não conseguem viver isolados, é necessária interação humana para sobrevivermos. Com isto, e apesar das diversidades culturais, estatutos sociais diferentes e muitos outros fatores que nos tornam tão distintos, todos nós dependemos uns dos outros e, por isso, vivemos em sociedade. Consequentemente, temos uma certa responsabilidade para contribuirmos para uma sociedade melhor, mais equilibrada. Como cidadãos, cumprir as leis, votar, respeitar todos os outros cidadãos, contribuir para a manutenção e proteção do ambiente, são alguns dos vários direitos e deveres que nos são

atribuídos. No entanto, nós, acima de cidadãos, somos seres humanos racionais, somos pessoas. Pessoas com sentimentos, emoções, opiniões e ideias

que podemos utilizar a nosso favor, não só para praticar mudanças positivas, mas também influenciar os outros a fazer o mesmo. Mas, tendo em conta

que nós somos apenas uma, entre as mais de 7 biliões de pessoas que habitam este planeta, será, o nosso contributo, realmente importante? (...) Em suma, qualquer contributo positivo, mesmo que seja tão pequeno como uma conversa com um conhecido, pode ter um grande impacto na sociedade. Cada um de nós tem um papel importante na contribuição para uma sociedade mais equilibrada e, a meu ver, não estamos tão conscientes disso como devíamos. Acima de tudo, é importante manter o respeito pelo próximo e praticar o bem. Marta Faria 11ºB

A humanidade é um pedaço do mundo Cada um de nós é a humanidade. A humanidade é um pedaço do mundo. Por mais estranho que possa parecer, somos um pedaço do mundo. Ser a humanidade requer cautela. Somos o que fazemos. E a humanidade é o que cada um de nós faz. (…) O mundo já viu sucessos, guerras e revoluções. Já viu a morte sobre a vida, e vida sobre a morte. O mundo já sofreu e já sorriu com as ações dos antepassados. O mundo sofre e sorri com as nossas ações. O equilíbrio do mundo passa pelas nossas mãos. É uma das nossas responsabilidades. Mas não temos coragem para o assumir. Ainda que, por vezes, nos passe pela cabeça tal responsabilidade, deixamo-la de parte, porque estamos ocupados com o

nosso ego e outras vezes, porque temos medo. Há que reconhecer que o mundo é de todos. Reconhecer que o medo nos impede de avançar e não nos deixa ver o mundo como é. É importante contri-

buir para uma felicidade máxima. Porque felicidade gera felicidade. Coisas boas originam coisas ainda melhores. Com a contribuição de todos, a harmonia é possível. Mas é importante salientar que a

Junho 2021

falha está sempre presente. E ainda bem. As pessoas não acreditam que a felicidade é um processo. Errar faz parte de qualquer caminho. E nós somos as nossas falhas. Porque as falhas ensinam-nos mais do que o próprio sucesso. Uma falha requer posteriormente tentativas. Requer mudança. E a mudança é um processo essencial. Somos, também, o que fazemos para mudar o que somos. Mudar é crescer. Crescer prepara-nos e leva-nos mais longe. Em suma, o futuro é nosso, enquanto cá estivermos. Há que saber sentir a humanidade, nunca esquecendo que errar é viver e mudar é viver. Nada é mais humano do que viver. Joana Pereira 11.ºB


12

COVID 19 ||| SOMOS JORNAL

Como gerir emoções em tempo de pandemia? A pandemia COVID-19 fez-nos alinhar prioridades, sentimentos, emoções e, também, mobilizar as palavras que nem sempre estão connosco. Aqui ficam as minhas dez palavras e verbos favoritos deste último ano: saúde, abraços, saudades, amigos, casa, família, sentir, partilhar, estar e viver Neste interminável inverno das nossas vidas, destaquemos 3 aspetos positivos: Finalmente a humanidade padece de um mal comum, tão democrático quanto contagioso; Não há lugar como a nossa casa; Findo este inverno, daremos valor ao que parecia não tê-lo

Ana Luísa Melo professora

Marinela Guimarães professora

Mudança de paradigma e adaptação semântica

Paulo Azevedo professor

A “adaptação” define a maior demonstração de inteligência A história tem-nos ensinado que é nos momentos mais críticos que a humanidade revela o melhor de si. A adaptação e reinvenção são características

Confinados, pomos à prova a consciência dos nossos limites. (…) Quando nos deparamos com o isolamento imposto, temos saudades dos momentos de isolamento reflexivo, que buscávamos, como forma de encontrarmos o equilíbrio dos nossos estados de alma. Éramos livres de nos isolarmos, somos agora reféns, concentrados em deveres de inter-relacionamento, à distância, pobres de trato emocional, carentes de contacto.

demonstrativas das capacidades que temos demonstrado no contexto em que vivemos. Águeda Silva professora

Os tempos provocaram inúmeras alterações na vida das famílias e da sociedade em geral. Da correria diária passou-se para a correria do medo de nos cruzarmos com o vírus invisível que não escolhe idade nem género. O ano de 2020, atípico e memorável, permitiu a comemoração do centenário da matriarca da família. E, também por isso, as palavras ausência, prudência, resiliência, paciência, sapiência, aguardar, remediar, ouvir, ver e cantar passaram a fazer todo o sentido.

Cristina Ferreira professora

(in)Sanidade Mental Na madrugada da segunda quinzena deste mês, despediu-se de todos nós o professor Joaquim Anjos, vítima de doença prolongada. Era docente aqui na escola, há muitos anos. Mas para além de ensinar, o “mestre” de religião e moral era também um arquétipo construtor de pontes e de amizades. Era uma luz para os seus alunos; era um amigo para os demais colegas; era um verdadeiro patriarca da família; era um homem bom, justo e generoso que jamais será esquecido. Nesta altura da vida, difícil para todos os que sentiram de tão perto a dor desta partida, o AECM expressa publicamente o que já em privado

demonstrou: a mágoa pela perda mas também a disponibilidade para ajudar a remar em frente. Porque este não foi apenas mais um dia qualquer, um ano qualquer, num mundo qualquer... ficará para todos na memória das nossas lembranças como uma luz que nos guiará pelos caminhos do bem.

Feito sem apresentações, nem demoras, de forma súbita e mundial, eis que nos deparamos com este vírus devastador, tão silenciosamente se propaga, como ruidosamente se expressa física e psicologicamente nas nossas vidas. Borboletas (ou morcegos) a bater asas do outro lado do planeta fizeram as peças do dominó mundial mexer-se, pandemicamente, como se da Teoria do Caos se tratasse. O caos torna-se em esperança quando todos trabalham para o mesmo fim: a Saúde. A interdependência social é a receita para a nossa sanidade mental, porque hodiernamente todos sentimos os efeitos adversos da ansiedade,

Junho 2021

mais presente do que nunca nas nossas vidas. Mais perto agora da sanidade do que há um ano atrás, a melhor vacina já existe desde sempre. Chama-se altruísmo. Com um abraço saudável me despeço, Alexandre Areosa psicólogo


13

SOMOS JORNAL ||| COVID 19

Vox Pop As implicações da Pandemia

Celeste Gomes Assistente Operacional

Simone Minguta Assistente Operacional

Nuno Filipe Gomes Santos 11.ºHr

Maria José Silva Assistente Operacional

No ano 2019, mais propriamente vindo da cidade de Wuhan (na China), como foi relatado na comunicação social, falou-se de um vírus. Não se deu grande importância, mas como se veio a comprovar é muito perigoso. Rapidamente se propagou por todo o mundo. Em 2020 chegou a Portugal e os primeiros casos chegaram de Milão. No início de 2021, o caso complica-se com muitas mortes e infetados. Os prejuízos a nível económico, social e cultural, bem como a economia são afetados. Ainda não se vê o fim da pandemia, veio para ficar, mesmo com a criação de vacinas ainda não se vê o fim. Teremos de aprender a viver em sintonia com o vírus.

A escola, assim como tudo o resto, sofreu várias mudanças para se ajustar a estas novas circunstâncias. Consequentemente, sendo uma assistente operacional que trabalha neste estabelecimento, sinto que, tanto a nível profissional quanto pessoal, apesar de todos os aspetos negativos que vivenciamos, esta provocou uma melhoria relevante na minha capacidade de adaptação.

Atualmente, o mundo inteiro enfrenta uma pandemia, designada por Covid-19, que está a causar imensas pessoas infetadas e muitas vítimas mortais, sendo que já paralisou o mundo, bem como o setor da restauração. (...) assistimos a uma reinvenção de vários setores, nomeadamente o setor de restauração. Todos os restaurantes e cafés foram forçados a fechar portas. Porém, como havia pessoas dependentes das refeições que estes serviam, foram instituídas exceções. Exemplificando, as refeições de levar para fora, conhecidas como “take-away”. Mesmo assim, este setor enfrenta agora uma enorme crise.

Ninguém contava com isto, ninguém a convidou, nem sequer foi bem-vinda, mas o certo é que a Pandemia (Covid19) está a mudar a vida de todos nós. Perante o alastrar do problema vive-se uma sensação de impotência, de desespero, de ferida… de luto, pois todos nós somos familiares de alguém que padeceu, vítima desta doença.   Se alguma coisa podemos tirar de positivo, no meio deste flagelo, é que, aos olhos deste problema, somos todos iguais. Independentemente da raça, da etnia, do credo ou mesmo do estatuto social. Só venceremos este vírus se nos unirmos. Afinal trata-se de uma luta sem precedentes que continua a matar milhões de pessoas no mundo. (…) A vida transformou-se, mas temos de ser resilientes. Não é fácil - eu sei- mas também não é impossível”.  

Junho 2021


14

ACONTECE ||| SOMOS JORNAL

ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES

A oportunidade de fazer algo diferente Ser presidente da associação de estudantes é uma responsabilidade que eu enfrento com toda a ponderação, embora esteja ciente da complexidade daquilo que me espera. A minha candidatura surgiu devido ao que há muito me acompanha, o poder e a oportunidade de fazer algo diferente. Apesar deste ano atípico, esta associação e todos os que dela fazem parte carregam juntos a

missão de servir e lutar por um melhor futuro a nível escolar. Esta associação e eu, pessoalmente, trabalhamos para que todos os alunos se sintam bem e completamente integrados no ambiente escolar, tentando ao máximo representar e defender os seus interesses. A associação está disponível a todos os alunos que a procurem, independentemente do pretexto em que surja essa mesma pro-

cura. Até ao final deste ano letivo, ambicionamos corresponder às expectativas depositadas nesta associação.

Gonçalo Teixeira presidente da Associação de Estudantes

Orçamento participativo das escolas No âmbito do OPE (Orçamento Participativo das Escolas) foi apresentada uma proposta, “mesas de piquenique”, no cumprimento no estabelecido na convocatória / regimento eleitoral, elaborado para o efeito, a qual deu entrada no volvido dia 25 de fevereiro.

Atendendo ao contexto de pandemia, a proposta foi subscrita, digitalmente, por 68 alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário. O OPE pretende dar voz aos estudantes e dar resposta às suas necessidades e interesses, promovendo o sentido de

responsabilidade, bem como valores e práticas indispensáveis à vida democrática. Este processo envolve a comunidade escolar como um todo, já que o desenvolvimento da participação cívica é um desígnio central do nosso sistema educativo.

Junho 2021


15

SOMOS JORNAL ||| ACONTECE

PARLAMENTO EUROPEU PROMOVE CIDADANIA E PARTICIPAÇÃO JOVEM

"Qual o papel das novas tecnologias?" O AECM voltou a candidatar-se, pela segunda vez consecutiva, a este programa criado pelo Parlamento Europeu, com as alunas do ensino secundário, Mafalda Maria Ferreira da Silva e Mara dos Santos Lopes, atualmente no 11.ºB. Em 2020, com a temática “Valores europeus também são os teus?”, o AECM foi o vencedor na fase distrital e obteve o 7.º lugar na Sessão Nacional deste programa. Em

2021, subordinada ao tema “Cidadania e participação jovem, qual o papel das novas tecnologias?”, foi apresentada a candidatura e os resultados estão por apurar. Neste contexto, é desenvolvido o Euroscola nacional, organizado pelo Instituto Português do Desporto e Juventude e pelo Gabinete de Ligação do Parlamento Europeu em Portugal, com a participação da Assembleia da República.

Valores europeus, também são os meus!

O papel dos jovens nas novas tecnologias? “Hoje, é comum dizer-se que há uma crise de valores, ou seja, uma desorientação ou falta de algumas referências. Vive-se uma fase de transição de valores, uma fase confusa, em que as referências não são claras, no entanto, na sociedade europeia, o conflito de valores surge por se considerar que a educação tradicional é compatível com a democracia. É certo que (…) importa considerar alguns valores fundamentais, tais como aqueles que são comuns aos países que compõem a UE: Dignidade do ser humano, Liberdade, Democracia, Igualdade, Estado de Direito, Direitos humanos. (…) Como exemplo, temos a nossa escola, Escola Secundária do Castêlo da Maia, que participa ativamente em iniciativas de caráter formativo para o desenvolvimento dos valores, direitos e deveres humanos essenciais”.

“Com a afluência das novas tecnologias, nasceu também uma nova forma de participação na vida política e pública de uma comunidade. Comecemos por esclarecer o conceito de cidadania digital, também referenciada como “digitania”. Esta define-se pela ação de cidadãos no meio virtual, que respeitam os diversos deveres e direitos de cada um, bem como as normas de conduta estabelecidas, porém, vem acompanhada de vantagens e desvantagens. (…) É nossa opinião que as TIC conseguem aproximar

pessoas de todo o mundo e, dessa forma, aquelas que defendem as mesmas causas conseguem fazer passar a sua mensagem de uma forma mais incisiva. (…) Em suma, urge que os jovens recebam estímulos positivos, a fim de se tornarem cidadãos ativos e responsáveis, capazes de fomentar a sociedade, nunca esquecendo que as tecnologias são de assaz importância, servindo como meio para atingir esse fim”. Mafalda Silva e Mara dos Santos Lopes 11.ºB Junho 2021

Parlamento dos Jovens A iniciativa da Assembleia da República, Parlamento dos Jovens, com o tema “A violência doméstica e no namoro”, contou com a participação de alunos do AECM, nas sessões distritais, as quais foram realizadas por videoconferência. Os alunos Luís Henrique Silva e Simão Pedro Vergueiro, atualmente no 9.º ano de escolaridade, representaram o AECM, no ensino básico, e as Mafalda Silva e Mara Lopes, do 11.º participaram na sessão do ensino secundário.


16

ACONTECE ||| SOMOS JORNAL

AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE CASTÊLO DA MAIA ENTRE OS PARTICIPANTES

Projeto de Cidadania e da Democracia Este projeto tem como finalidade o desenvolvimento de conhecimento e competências interdisciplinares tendo por base temáticas como a UE, a democracia, a cidadania ativa e responsável e as competências digitais. Para mais informações, pode ler o resumo do projeto e consultar a sua página no site do GPE. Além do AECM, escolas de Split (Croácia), Krapkowice (Polónia) e St. Jean d’Angely (França) que decidiram, problematizar a importância das TIC no mundo atual e, mais concretamente, na vida dos jovens. Todos pretendem pensar em formas concretas de colocar o seu potencial ao serviço do desenvolvimento da Cidadania e da Democracia. Neste momento, estão agendadas alguma atividades à distância, designadamente, uma visita virtual guiada e comentada à Assembleia da República, enquadrada por uma conversa com a Sra. Deputada Márcia Passos, bem como um encontro virtual via Zoom com todos os alunos e docentes envolvidos no projeto. “Eu inscrevi-me no projeto Erasmus, assim que soube que ia acontecer, pois adoro viajar e conhecer países novos e a cultura de cada um. No entanto, acabamos por

não viajar devido a esta situação (pandemia) e isso acabou por me desanimar um pouco. Mesmo assim, decidir continuar, porque, para mim, não é só viajar que faz parte deste projeto, mas também a aprendizagem de uma outra cultura (…). Posso não ter conseguido participar neste projeto, como estava inicialmente previsto, mas participei nele e só isso já é suficiente e encoraja-me a participar noutros”.

ras, aprender novos idiomas, tornar-me numa pessoa mais madura e responsável, mais completa, com mais experiências. Fui aceite. Portanto, comecei a envolver-me no projeto e a realizar as mais diversas atividades que nos eram propostas. Começamos por nos apresentarmos. Cada um dos alunos dos 4 países envolvidos gravou um pequeno vídeo sobre si mesmo e partilhámo-

Eliana Pereira 12.ºA

“No 10º ano, surgiu a possibilidade de participar num dos projetos Erasmus ao qual a escola pertence. Não pensei duas vezes. Pedi a folha de inscrição e preenchi-a. Ansiava pela resposta. Sabia que, se entrasse nesse projeto, muita coisa ia mudar. Era uma experiência única. Podia conhecer novas pessoas, novas cultu-

-los na plataforma eTwinning. (…) Mais tarde, numa altura em que a COVID-19 era assunto principal, escrevemos um pequeno texto a falar sobre os desafios de estarmos fechados em casa. O que havíamos feito e quais as principais dificuldades ao tentar viver o “novo” normal (…). A última atividade que fizemos até ao momento foi uma troca de prendas. Entramos no espírito natalício e demos uma pequena prenda (algo simbólico) a um colega de outro país. Tive a possibilidade de provar chocolates croatas e são deliciosos! O que mais posso dizer sobre este projeto? Simplesmente, estou a adorar e é uma oportunidade única pela qual todos devíamos passar”. Ania Cardoso Pereira 11ºC

Projeto KA2 “Critical Thinking” O projeto, a desenvolver nos anos letivos de 2020/21 e 2021/22, tem como finalidade o desenvolvimento de competências sociais e cívicas, bem como do pensamento crítico. Para mais informações, pode ler o resumo do projeto e consultar a página do projeto Erasmus “Encouraging Critical Thinking and active citizenship globally and locally” No site do GPE (Gabinete dos Projetos Europeus).

É (também) na escola que se aprende a ser Cidadão Europeu Desde 2018 que o GPE (Gabinete de Projetos Europeu) coordena a organização, planificação, execução, monitorização e avaliação de projetos Erasmus+, no Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia (AECM), dando cumprimento ao seu Plano de Desenvolvimento Europeu.

Apesar das condicionantes impostas pela pandemia, neste momento, encontram-se em desenvolvimento, no agrupamento, três projetos Erasmus+ de cooperação internacional destinados a alunos e docentes: “Young Green Entrepreneurs” (2019-22); IT4CD “Information Technology for Citizenship and DemoJunho 2021

cracy” (2019-22); “Encouraging critical thinking and active citizenship globally and locally” (2020-22). Neste momento, estes projetos envolvem diretamente 10 professores e cerca de 50 alunos do AECM, no entanto, o impacto esperado ultrapassa em muito aqueles que fazem parte das equipas Erasmus+.


17

SOMOS JORNAL ||| ACONTECE

Projeto Erasmus + “How to become a green enterpreneur” Assim foi a.C (antes do Covid)… No dia 16 de fevereiro de 2020, os 18 alunos portugueses selecionados para o projeto receberam em suas casas os alunos de Itália, Holanda e Espanha. A semana anterior à chegada dos mesmos foi marcada por conversas de corredor da escola entre os jovens portugueses que partilharam expectativas, nervosismo, ânsia, assim como, ideias para a concretização dos trabalhos relativos ao subtema português “Um oceano de oportunidades”. A timidez marcou o primeiro contacto, mas também foi notável constatar os sorrisos entusiasmados e curiosos para começar a grande semana. Foi um momento de ativação do inglês resguardado, que permitiu a comunicação nos restantes dias. O primeiro dia foi passado na escola, com a apresentação da mesma, a realização de ativi-

dades para nos conhecermos todos melhor e uma palestra da companhia Zouri. O segundo e o terceiro dias foram sem dúvida os preferidos. Visitámos o Sealife com as variadas espécies marinhas, o Pavilhão da Água e a deslumbrante Baixa do Porto. Conhecemos, também, o CIIMAR que certamente inspirou muitos jovens a seguirem a carreira de biólogos marinhos e

o Farol de Leça da Palmeira que conquistou a adoração de todos pela extraordinária vista do topo do farol. Para além disso, fizemos a recolha de lixo na praia que se revelou um momento divertido, de aproximação assim como de cooperação. Seguidamente, foi dedicado um dia às artes plásticas. Esperou-se que os alunos unissem a sua imaginação e concebessem algo impressio-

Junho 2021

nante utilizando o lixo recolhido no dia anterior. Claramente, foram bem-sucedidos! Afinal de contas, trabalho colaborativo não poderia ter originado nada mais admirável que os trabalhos finais. (…) Por fim…um momento de despedida marcado por muitos abraços e conselhos. É importante destacar o papel dos professores que acompanharam os alunos, assim como o papel dos encarregados de educação que se aventuraram com os jovens neste projeto totalmente enriquecedor, pelas amizades criadas, experiências partilhadas, conhecimento adquirido e melhoria e valorização da língua inglesa que foi fundamental neste projeto. Foi mais um grande projeto no âmbito do Erasmus + na ESCM e que dada a situação atual, se prolongará até ao final do próximo ano … d.C (depois do Covid). Joana Pereira 11º B


18

ACONTECE ||| SOMOS JORNAL

AECM certificado com o Selo EQAVET O AECM está certificado com a atribuição do Selo de Conformidade EQAVET (Quadro de Referência Europeu de Garantia da Qualidade na Educação e Formação Profissional – 2020), reconhecido pela garantia da qualidade na formação e educação profissional, dinamizado pela ANQEP (Agência Nacional para a qualificação e ensino profissional). Este Quadro foi concebido para melhorar a educação e formação profissionais (EFP), no espaço europeu, colocando à disposição das autoridades e dos operadores ferramentas comuns para a gestão da qualidade, a aplicar no âmbito da legislação e das

práticas nacionais. Ademais, o projeto “Garantia da Qualidade na Educação e Formação

Profissional” visa apoiar os operadores de Educação e Formação Profissional (EFP)

na construção de um sistema de garantia da qualidade alinhado com o EQAVET.

e com 1 ciclo de formação os cursos de Técnico de Higiene e Segurança do Trabalho (THST), Técnico de Apoio à Gestão Desportiva (TAGD) e de Técnico/a de Desporto (TD).

Nota: Colocar uma fotografia de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos + uma fotografia de Técnico de Cozinha / Pastelaria

Cursos profissionais Os Cursos profissionais constituem uma das modalidades de formações do nível secundário, sendo caracterizados por uma ligação direta ao mercado de trabalho. Atendendo a um determinado perfil profissional, os cursos profissionais valorizam o desenvolvimento de competências necessárias para o exercício de uma profissão, dinamizando uma estreita articulação com empresas e instituições parceiras.

Atendendo ao histórico da Escola Secundária do Castêlo da Maia, os cursos de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos e de Técnico de Cozinha / Pastelaria, num total de 11 ciclos de formação, são os que mais nos têm acompanhado. Com 5 ciclos formativos, segue-se o curso profissional de Técnico de Auxiliar de Saúde. Depois, com 2, os cursos de Técnico de Processamento e Controlo da Qualidade Alimentar (TPCQA) e de Técnico de Energias Renováveis - Sistemas Solares (TERSS),

Junho 2021


19

SOMOS JORNAL ||| ACONTECE

OURO PARA O AECM

HOMENAGEM

Olimpíadas Nacionais de Física 2020

Um pensamento especial para ti...

Os alunos Pedro Coelho (9º A), Alexandre Imperadeiro (9º D) e Gonçalo Oliveira (9º C), que atualmente estão em turmas de 10º ano, 10º D e 10º B, ganharam a medalha de Ouro, na fase na-

Não chegamos a dizer obrigado. Mas, vamos guardar dentro de nós a competência, a disponibilidade, a paciência, a alegria, a simpatia, de uma pessoa, que fará sempre parte da nossa escola e dos nossos corações. Saudades, Ana.

cional das Olimpíadas de Física 2020 (escalão A). É com enorme orgulho que divulgamos os resultados e felicitamos os alunos, bem como as suas famílias, e a respetivas professoras.

(adaptado da homenagem prestada no Sarau da AECM em junho de 2020)

PRATA PARA O AECM

Olimpíadas Regionais de Física 2020 A equipa do 9º ano que concorreu às Olimpíadas Regionais de Física (Escalão A) ganhou a medalha de prata! Estão de parabéns os alunos Alexandre Im-

peradeiro (9º E), Pedro Coelho (9º A) e Gonçalo Oliveira (9º C). Para aceder aos resultados usar o seguinte link: http://spf. pt/Junho 2020

OURO E PRATA NO AECM

Pangea 2020 O Agrupamento de Escolas Castêlo Maia felicita todos os participantes do Concurso de Matemática Pangea, especialmente os vencedores, aproveitando a oportunidade para se juntar à alegria por todos sentida. O aluno Pedro Coelho, do 9ºA, obteve a medalha de Ouro e o aluno Alexandre Imperadeiro, do 9ºE, a medalha de Prata, a nível nacional. No 10º ano,

duas alunas posicionarem-se no TOP10 da região Norte. A aluna Ania Pereira, do 10º C, obteve um honroso 5º lugar e a aluna Maria Silva, do 10ºB, ficou em 8º lugar. No 7º ano, também ficaram colocados no TOP10 da região Norte, dois alunos. A aluna Ana Alves, do 7ºA, ficou em 8º lugar seguida do aluno Martim Silva, do 7ºG, em 9º lugar. Julho 2020

Quadros de Excelência e de Mérito Neste ano, a entrega dos diplomas dos quadros de Excelência e de Mérito foi efetuada na sala de aula pelos diretores de turma. O Quadro de Excelência foi constituído por 447 alunos, assim distribuídos: 91 alunos do 1.º ciclo, 107 alunos do 2.º ciclo, 244 alunos do 3.º ciclo e ensino secundário. O Quadro de Mérito integrou 41 alunos.

Junho 2021


20

ACONTECE ||| SOMOS JORNAL

AECM PRESENTE NO PROJETO EUROPEU ETWINNING “COLORES DE HISPANIDAD”

¡Qué guay es aprender español! Num mundo cada vez mais global e exigente, as docentes de Espanhol do AECM têm apostado no desenvolvimento de competências comunicativas e em projetos e atividades desafiantes para os alunos. Efetivamente, dominar corretamente não só o inglês como o espanhol, duas das línguas mais faladas no mundo, é sem

dúvida um trunfo na formação dos jovens. Nesse sentido, o Agrupamento proporciona a oportunidade de aprender espanhol num contexto dinâmico e motivador, em atividades dentro e fora da sala de aula, nas quais os alunos desenvolvem a sua criatividade, espírito crítico e tolerância. Consideramos que o contacto

com jovens oriundos de outros países é primordial para os nossos alunos, pelo que no ano letivo 2020/2021, todas as turmas de 9º de Espanhol participam no projeto europeu eTwinning “Colores de Hispanidad”. Somos 28 professores e mais de 900 alunos de Portugal, Espanha, Itália e Polónia. Pretende-se promover e valori-

Concurso Spelling Bee O concurso Spelling Bee é já uma tradição no nosso agrupamento e abrange os 2º e 3º ciclos. Os alunos desenvolvem a sua capacidade de soletrar em Inglês. Depois de efetuadas as eliminatórias em cada turma, realiza-se a final para apurar os vencedores

em cada ano de escolaridade.

Sugestões de filmes Gifted Hands - Mãos Dotadas (2010) Green Book - Um Guia Para a Vida (2018) A História de Irena Sendler filme documentário

Sugestões sites com livros/ contos/ poemas em Inglês https://readwj.wordpress.com/ category/ways-of-thinking/

Junho 2021

Susana Moreira Professora.

zar o espanhol como meio de comunicação, utilizando as TIC e desenvolvendo valores de tolerância e respeito por outras culturas. Concluído o projeto, os alunos receberão também um importante diploma para o seu currículo. Cátia Valente e Joana Silva Professoras


21

SOMOS JORNAL ||| ACONTECE

"Parti um dente, parti o nariz..." “Parti um dente, parti o nariz, ralei a mão toda, o braço também… o joelho… No peito, tenho um corte aqui [faz um gesto exemplificativo com a mão] e depois na cara [apresenta cicatrizes], que foi o pior.” No âmbito do trabalho colaborativo (Educação Ambiental; Segurança Rodoviária) e da disciplina de português, a turma 7ºL entrevistou Tiago Jerónimo, aluno do 10ºJ (Curso Profissional de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos), da ESCM, vítima de um acidente de bicicleta do qual quase não tem memória. 7ºL – Soubemos que sofreste um acidente de bicicleta. Podes falar-nos sobre o que aconteceu? Tiago – Eu estava a andar de bicicleta, vinha sozinho, vinha sem capacete e… não me lembro de muito mais… Caí sem capacete, vinha um bocado rápido... Depois fui para o Hospital, chamaram a ambulância. Foi isso. 7ºL – Foste atropelado ou caíste sozinho? Tiago – Não sei. Só tenho uns

flashbacks de algumas coisas que aconteceram, mas disso não. 7ºL – Costumas vir de bicicleta para a escola? Tiago – Costumo. Eu vinha de autocarro, mas, como ainda não tinha passe, vinha de bicicleta para a escola. Às vezes, venho de bicicleta. Quando está a chover, não. 7ºL – Alguém o testemunhou o acidente? Tiago – O acidente foi no dia 23 de setembro, na rua da es-

cola, ao voltar para casa. Algumas pessoas dizem que me viram a ir para a escola; depois ouviram-me a berrar e a pedir ajuda e foram acudir-me, mas ver mesmo o acidente, ninguém viu. 7ºL – Quem te auxiliou depois do ocorrido? Tiago – Foi uma senhora, de quem por acaso tenho o contacto, e um senhor também. Depois questionei-os para saber mais sobre o acidente, mas eles não sabem muita coisa, só

me viram a descer a rua e mais nada. Eles ajudaram-me, ligaram ao meu irmão e à minha mãe e depois à ambulância. 7ºL – Quais foram as consequências do acidente? Tiago – Parti um dente, parti o nariz, ralei a mão toda, o braço também… o joelho… No peito, tenho um corte aqui [faz um gesto exemplificativo com a mão] e depois na cara [apresenta cicatrizes], que foi o pior. 7ºL – Costumas andar de bicicleta porque gostas ou é apenas um meio de trans�porte? Tiago – Eu andava de bicicleta basicamente para tudo… qualquer coisa que tivesse de fazer. Era tipo um hobby. 7ºL – Quando te deslocas de bicicleta nunca usas proteção? Tiago – Antes não, mas aprendi da pior forma… Agora não sei se vou começar a andar de bicicleta, mas se começar, vou sempre usar algum tipo de proteção. 7ºL – Porque é que dizes que não sabes se vais voltar a andar de bicicleta? Ficaste… Tiago – … com um trauma. 7ºL

Maia, uma visão de Futuro Ao longo do 1º Período, os alunos do 3º ano da Escola Básica de Gestalinho trabalharam os domínios de Educação Ambiental e Desenvolvimento Sustentável na disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, respondendo à proposta da Câmara Municipal da Maia “Maia City Vision 2050”, no âmbito do Projeto Escola Cívica. Para os alunos, o desafio era simples: se todos fizéssemos um esforço para acabar com a poluição do ar, como imaginariam a Maia

em 2050? Os alunos escreveram textos, conheceram fontes de energia limpas e desenharam uma cidade mais limpa e mais verde, mas acima de tudo alteraram a forma de vida dos maiatos. Construíram uma página de jornal interativa que, de futuro, poderá estar disponível gratuitamente nas laterais das paragens dos autocarros. Os aviões do Aeroporto Francisco Sá Carneiro serão fabricados na Maia, criar-se-ão mais empregos e os condutores pagarão menos im-

postos. Em 2050, será encerrada a última estação de serviço, pois nenhum veículo precisará de combustíveis fósseis. Os transportes públicos e privados funcionarão com a energia do sol, do vento e até da água. Poderão ser reabastecidos na nossa própria casa ou gerar energia, enquanto se mantêm em movimento. As crianças terão aulas na Escola de Gestalinho com mesas “tecnológicas” para estudarem Português, Ciências e Artes durante a manhã ou a tarde,

Junho 2021

consoante o horário de trabalho dos pais. No outro turno do dia, nem os pais estarão ocupados com as suas profissões, nem as crianças terão aulas. O tempo será dedicado às atividades domésticas, desportivas e brincadeiras, sempre em família. Afinal, em 2050, estas crianças irão crescer e os sonhos de hoje bem podem ser promessas para o Amanhã. Carolina Lucas Professora


22

ACONTECE ||| SOMOS JORNAL

Humor Professor também sabe brincar… Por Abílio Vassalo Calheiros, professor

Aulas presenciais

Aulas à distância (E@D)

Aluno desinteressado, na sala de aula.

Teams (conversa): ”O meu microfone não funciona”.

Aluno distraído.

“A Net está a falhar, não se importa de repetir a questão.”

Aluno completamente desinteressado do trabalho desenvolvido, na sala de aula.

Eu gostava de asistir às aulas, a Net é que nunca funciona.

Copiar.

Partilhar as respostas “on line”.

T.P.C.

Trabalho para copiar (“on line”, claro!)

Momentos de avaliação formal.

Momentos em que tudo funciona (Net, microfone…)

Todo o mundo a falar (pandemónio).

Toda a gente a mandar mensagens (pandemónio digital).

PROJETO DE EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE

Miguel Santos Correia vence concurso PES do AECM O logotipo do Projeto de Educação para a Saúde (PES) do AECM é da autoria do aluno Miguel Santos Correia, atualmente no 10.ºC. O júri do concurso considerou que o logotipo apresentado pelo aluno, expressa simbolicamente as diferentes áreas temáticas concorrentes para a promoção da Educação para a Saúde.

Junho 2021


23

SOMOS JORNAL ||| PUBLICIDADE

Campus Académico da Maiêutica

Ano Letivo 2021/2022 INSTITUTO UNIVERSITÁRIO DA MAIA - ISMAI Departamento de Ciências da Educação Física e Desporto

Departamento de Ciências Sociais e do Comportamento

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO

ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS SOCIAIS, EDUCAÇÃO E DESPORTO

LICENCIATURAS (1.º CICLO)

LICENCIATURAS (1.º CICLO)

1.º CICLO - LICENCIATURAS

1.º CICLO - LICENCIATURAS

› Educação Física e Desporto

› Criminologia

Desportivo; Exercício Físico e Saúde; I de treinador de Futebol, entre outras

Polícia, Prevenção e Segurança.

› Psicologia Clínica Forense

MESTRADOS (2.º CICLO)

- Intervenção com Agressores e Vítimas

› Ciências da Educação Física e Desporto

› Psicologia Clínica e da Saúde (2)

- Especialização em Exercício Físico e Saúde

(Confere Grau II/III de treinador de Futebol,

› Psicologia - Especialidade de Psicologia Clínica

entre outras modalidades *)

› Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário

Departamento de Ciências da Comunicação e Tecnologias da Informação

› Observação e Análise de Jogo em Futebol (4) › Gestão do Desporto

LICENCIATURAS (1.º CICLO)

DOUTORAMENTO (3.º CICLO)

› Arte Multimédia

Especialidades: Exercício e Saúde; Rendimento Desportivo.

* Consultar modalidades em www.ipmaia.pt

› Tecnologias de Informação, Web e Multimédia

Opções: Marketing; Finanças;

Novo

› Condução de Obra e Reabilitação (1)

Ramos: Solicitadoria Empresarial;

› Design e Inovação Industrial

Solicitadoria de Execução.

Humanos

CURSOS TÉCNICOS SUPERIORES

› Manutenção Industrial (1)

PROFISSIONAIS - CTeSP

› Relações Públicas e Gestão da Comunicação (3)

Novo

› Cinema e Cultura Digital

Novo

› Informática (4)

› Marketing Digital › Produção Multimédia e Jogos Digitais › Redes e Sistemas Informáticos › Tecnologias e Programação de Sistemas de Informação

› Gestão de Empresas › Gestão Estratégica de Recursos Humanos (1) (3)

› Acompanhamento de Crianças e Jovens › Desporto e Turismo de Natureza › Lazer Desportivo › Serviço Familiar e Comunitário › Serviços Jurídicos › Treino Desportivo de Jovens (Confere Grau I de Treinador através de uma dupla

(1)

certificação *)

› Jornalismo em Ambientes Multiplataforma (1)

MESTRADOS (2.º CICLO)

› Solicitadoria (1)

› Contabilidade e Gestão

MESTRADOS (2.º CICLO)

Contabilidade; Gestão Industrial.

› Condição Física no Desporto e Exercício

› Gestão Industrial (1)

› Tecnologias de Comunicação Multimédia

› Gestão de Empresas (2)

2.º CICLO - MESTRADOS

PROFISSIONAIS - CTeSP

Jornalismo; Marketing e Publicidade.

Cibersegurança; Business Intelligence. Novo

CURSOS TÉCNICOS SUPERIORES

› Gestão Comercial e Vendas

Ramos: Computação Móvel; Redes e

› Energias Renováveis

› Transformação Digital

outras modalidades*)

Marca (2)

Ramos: Comunicação Organizacional;

› Informática (2)

Departamento de Ciências Empresariais

› Turismo

(Confere Grau II de Treinador de Futebol, entre

› Produção Digital em Comunicação de

› Gestão Administrativa de Recursos

› Ciências da Comunicação

› Ciências do Desporto

› Gestão de Recursos Humanos

› Treino Desportivo

› Negócios e Comércio Internacional

DOUTORAMENTO (3.º CICLO)

- Especialização em Treino Desportivo

› Gestão de Marketing

(2)

› Psicologia Escolar e da Educação (2)

› Ciências da Educação Física e Desporto

LICENCIATURAS (1.º CICLO)

Novo

› Educação Social › Solicitadoria

Industrial (1)

Ramos: Justiça Penal;

› Gestão do Desporto

Novo

› Gestão da Manutenção e Segurança

› Criminologia (1)

modalidades*)

› Desporto, Condição Física e Bem-Estar

› Desenvolvimento de Jogos Digitais

MESTRADOS (2.º CICLO)

Atividade Física Adaptada. (Confere Grau

Novo

› Contabilidade

› Psicologia (2)

Opções: Ensino da Educação Física; Treino

Novo

I NST I T U TO P OL I T É CN ICO DA MAIA - I P MAIA

* Consultar condições e modalidades em www.ipmaia.pt

› Tecnologias da Informação, Comunicação e Multimédia (1) Ramos: Informática e Segurança da Informação; Produção Multimédia; Telecomunicações.

› Turismo, Património e Desenvolvimento

(1)

(2) Diurno e Pós-laboral. Curso submetido a acreditação prévia à A3ES Curso em EAD submetido a acreditação prévia à A3ES

Pós-laboral.

(3) (4) *

(1)

(1)

Pós-laboral.

(2)

Curso submetido a acreditação prévia à A3ES

Consultar detalhes em: http://www.ismai.pt/pt/unidades-de-apoio/gabinetes/gaft

FALA CONNOSCO

FALA CONNOSCO 808 202 214

www.ismai.pt

fb.com/ismai.pt

info@ismai.pt

808 203 710

Junho 2021

www.ipmaia.pt

fb.com/ipmaia.pt

info@ipmaia.pt


Edição e Impressão Agrupamento Escolas do Castêlo da Maia Rua Prof Idalina Santos Telhas, Castêlo da Maia 4475-640 Maia

Site:www.aecastelomaia.pt Email: secretaria@aecastelomaia.pt Telefone: 22 982 06 41

Centro Qualifica do AECM em tempo de Pandemia A partir de meados de março de 2020, encerradas as escolas, assistimos a um esforço intenso e generalizado de todos na reação rápida a uma situação totalmente imprevista. Com espírito de entrega, criatividade e alguma dose de improviso, o Centro Qualifica (CQ) do Agrupamento de Escolas do Castêlo da Maia (AECM) encontrou diversas formas de continuar a manter a ligação com os adultos, envolvendo as Técnicas de Orientação, Validação e Certificação, Professores, Mediadores e

outros de modo a minimizar as consequências que esta situação pandémica provocou na vida de todos. Foi dada continuidade a todas as valências que o nosso CQ disponibiliza (Acolhimento, Diagnóstico, Informação e Orientação, Encaminhamento, modalidades de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências [escolar – básico e secundário] e Cursos de Educação e Formação de Adultos [escolar – secundário]), garantindo assim a execução do trabalho de forma remota e segura. Ferra-

mentas digitais como o Teams, Zoom, E-mail, WhatsApp, e outras disponíveis no Office 365, possibilitaram a oferta contínua de aprendizagem e educação indispensáveis para a qualificação dos nossos adultos. Embora estejamos novamente confinados, volvido já um ano após o 1º confinamento, e apesar de termos ainda usufruído de um período de aparente “normalidade” entre junho/2020 a janeiro/2021, todos somos obrigados a reconhecer as fragilidades destas respostas, umas mais manifes-

tas do que outras, entre elas: a dificuldade de acompanhamento das tarefas escolares e a ausência de computadores em muitos lares; a grande pressão vivida por muitas famílias confinadas, dada a sobreposição das tarefas de trabalho e de estudo; as diferentes competências digitais dos adultos, etc. Conhecedores do efeito do período de desconfinamento que em breve acontecerá, interrogamo-nos sobre o que vai acontecer nesse período bem mais dilatado, dando por certo serem grandes os riscos e maiores os desafios. Se alguma coisa de positivo desta crise emergirá, sem sombra de dúvida que será a importância da dimensão social da educação e da escola como instância de integração social e como espaço para aprender em conjunto e para crescer. Daniel Prata Coordenador do Centro Qualifica

A UAARE existe para te apoiar a seres aluno(a) e atleta de excelência Mantém-te ativo(a), sê resiliente, solidário(a) e nunca desistas dos teus sonhos. Encara o período de confinamento como um obstáculo que vais superar. Não estás só. A Equipa UAARE do AECM está pronta para te ajudar a superar mais este desafio.

Agora, como no anterior período de confinamento, a sala SEAM (sala de estudo aprender +) e o apoio psicopedagógico continua a desenvolver o seu trabalho no regime de E@D. Temos uma equipa multidisciplinar para te apoiar!

Somos todos UAARE! https://uaare-aecm.webnode.pt/

Maria Manuela Vale Professora acompanhante UAARE do AECM

Profile for nprata

Jornal do AECM | Edição nº 8 | maio/2021  

Edição do SomosJornal do AECM - 2021

Jornal do AECM | Edição nº 8 | maio/2021  

Edição do SomosJornal do AECM - 2021

Profile for nprata
Advertisement

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded