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MARÇO 2019 - #07

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NOVA ESTAÇÃO DE TREM DA MOOCA + GINÁSIO DE COMPETIÇÕES AQUÁTICAS Carolina Pereira Ferreira Catharine Luzie Heloísa Teixeira CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC SANTO AMARO (SÃO PAULO - SP)

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POA EXPO - CENTRO DE EXPOSIÇÕES PORTO ALEGRE Deivid Ferreia PUCRS (PORTO ALEGRE - RS)

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CENTRO DE RECICLAGEM

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CONCURSO DE IDEIAS

Keity Francine Trapp FACULDADE LEONARDO DA VINCI (TIMBÓ - SC)

Luan Soares Da Silva UNIMAR - UNIVERSIDADE DE MARILIA (MARÍLIA - SP)

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ACESSE https://hotm.art/blender 5


PROJETO ALUNAS CAROLINA PEREIRA FERREIRA | CATHARINE LUZIE | HELOÍSA TEIXEIRA PROFESSORES ARTUR KATCHBORIAN| MORACY AMARAL E ALMEIDA CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC SANTO AMARO (SÃO PAULO - SP)

NOVA ESTAÇÃO DE TREM DA MOOCA + GINÁSIO DE COMPETIÇÕES AQUÁTICAS

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Projetar um novo edifício para a estação de trem da Mooca, com uma plataforma que interliga os dois lados do bairro divido pelos trilhos. Criar um complexo para competições aquáticas, composto de ginásio e alojamentos. Além disso, as construções históricas e galpões já existentes são uma importante característica local que precisa ser valorizada. Essa era a proposta da disciplina Projeto de Arquitetura Infraestrutura Urbana, do Centro Universitário Senac Santo Amaro, com o Professor Artur Katchborian e o Professor Moracy Amaral e Almeida. As estudantes Carolina Pereira Ferreira, Catharine Luzie e Heloísa Teixeira desenvolveram um projeto que levou a ideia da natureza para o local, uma carência identificada pelo grupo em seus estudos. A área a ser trabalhada no projeto de infraestrutura urbana é composta por dois terrenos divididos pelos trilhos do trem. A sudoeste, na Avenida Presidente Wilson, está o acesso à Estação da Mooca, com um grande terreno que se expande linearmente ao longo dos trilhos. A noroeste, o menor terreno fica na esquina da Rua Borges de Figueiredo e a Rua Monsenhor João Felipo. A região possui muitos

edifícios e galpões históricos que, aliados ao intenso fluxo de veículos e edifícios residenciais e comerciais característicos de São Paulo, formam uma paisagem urbana com grandes potenciais e desafios para a arquitetura.

árvore, direcionando um fluxo de pedestres em direção ao ginásio e outro para a estação. Na proposta, a maioria dos galpões existentes foi removida, restando o único grande galpão reaproveitado agora como parte do complexo. O edifício recebeu bilheterias e um conjunto de lojas, lancherias e cafeterias típicas de uma boa estação de trem.

Assim, as estudantes identificaram uma carência de natureza no local. As formas orgânicas e o formato de folhas de árvores foram adotados como conceito para os principais elementos do projeto.

O partido do novo edifício da estação, com acesso pela Rua Borges de Figueiredo, foi inspirado pelo formato de uma folha. Na planta de dois pavimentos, o núcleo da circulação vertical, as escadas rolantes e elevadores, ficou no centro. Todos os demais ambientes, lojas, sanitários, bilheterias e setores administrativos, foram dispostos ao redor.

Os eixos de circulação foram os elementos determinantes do partido. Os novos edifícios e trajetos seguiram a disposição ao longo dos trilhos na área da Avenida Presidente Wilson. Enquanto a conexão com o lote da Rua Borges de Figueiredo definiu o segundo eixo.

A cobertura da nova plataforma é o destaque da estrutura, mostrando a toda inspiração nas formas da natureza. Ela se projeta ao longo dos trilhos como se fossem os galhos entrelaçados de uma árvore.

A fluidez da paginação do piso consolida a circulação natural das pessoas através do complexo. Assim, a nova passarela da estação, por exemplo, é disposta de forma oblíqua à linha do trem. As estudantes, percebendo o potencial com a proximidade do edifício da faculdade FAM, implantaram uma segunda passarela conectando o projeto com a faculdade. Essa passarela elevada, ao atravessar os trilhos, se abre como os galhos de uma

O partido arquitetônico do ginásio acompanha a paginação do piso e da nova passarela da FAM em sua fluidez, gerando um formato levemente curvo. O edifício abriga as piscinas de competições. Chama

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atenção pelos brises da fachada, gerados pelo conceito da folha, terminando no desenho da cobertura que, com as conexões entre as folhas das fachadas, cria um lindo efeito de luz natural no interior. Já o edifício dos alojamentos, apesar de possuir um partido mais regular que, sabiamente, deixa o protagonismo da arquitetura para o ginásio, mantém a fluidez dos desenhos orgânicos nas sacadas projetadas na fachada. Seus dois pavimentos recebem luz natural da zenital da cobertura, iluminando o jardim interno da área de convivência e circulação. Assim como as folhas são a parte final da estrutura de uma árvore, levando nutrientes a partir das raízes e do tronco e exalando oxigênio, os brises do ginásio e a claraboia dos alojamentos foram projetadas de forma a atuar como calhas para a drenagem, levando a água da chuva diretamente para o sistema pluvial. As estudantes, com essa estratégia, apresentam um ótimo exemplo de como a criatividade do conceito pode ser aproveitada em diversos elementos de um projeto, fugindo do convencional e explorando novas soluções.


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ENTREVISTA Conte-nos um pouco sobre como eram as aulas na disciplina Projeto de Arquitetura - Infraestrutura Urbana. Como é a metodologia do professor? Como foram trabalhadas as etapas do projeto e como foi a organização em grupo? As aulas da disciplina de projeto de arquitetura foram divididas de forma que, primeiramente, foram mostrados projetos de infraestrutura urbana relacionados com o projeto proposto, ou seja, projetos com centros esportivos aquáticos e estações de metrô. Após algumas semanas de referências específicas, foi pedido um estudo de caso para os grupos, com diferentes estruturas, de modo que essas pudessem abrir os horizontes, para serem usadas nos projetos de formas diferentes. A partir disso, as demais aulas, os grupos traziam suas dúvidas, e também desenhos, na sua maioria em papel manteiga, para auxílio do professor, por meio de atendimentos, coletivos e também nos grupos de trabalho específicos. Especialmente nas disciplinas de projeto, são ensinadas aos estudantes novas ferramentas para auxiliar o processo de

criação. Por exemplo: composição de formas e volumes; análise do contexto; análise da legislação local e normas de acessibilidade, etc. Qual foi o foco principal da disciplina de Infraestrutura Urbana? Quais os novos critérios e ferramentas ela proporcionou a vocês para projetar?

bem e percebe-se como o projeto consegue respeitar os fluxos naturais. A passarela integrando a FAM com o Ginásio de Competições Subaquáticos foi uma escolha particular de vocês ou uma orientação do professor? Foi uma escolha particular do grupo. O grupo antes do projeto procurou estudar o histórico do bairro, e com isso encontrou a construção dessa faculdade, já que na visita, pelo fato do espaço ser cercado por muros, não foi possível observar.

O foco da disciplina foram os estudos de caso de outras estruturas que não necessariamente fossem correspondentes ao programa proposto, e também o foco foi a horizontalidade do projeto, de modo que os três programas inseridos, conversassem e se interligassem no longo terreno.

As escolhas por desenhos orgânicos na paginação de piso e nos partidos arquitetônicos e o paisagismo com árvores de grande porte levam a natureza ao contexto urbano. Como você comentou, é algo que o local carece muito. Poderia nos descrever um pouco do processo compositivo? A ideia da folha presente em partidos e elementos arquitetônicos e paisagísticos e que acabou gerando um belo efeito com a luz no interior do ginásio, especialmente.

Quais foram as referências estudadas para compor o projeto? O que elas ensinaram que ajudou o grupo no seu processo de composição? Centro Aquático de Londres, da Zaha Hadid, foi uma das referências estudadas, para ajudar na questão dos fluxos dos nadadores, e a proximidade com os banheiros e etc…

Durante as pesquisas de estruturas feitas pelo grupo, encontramos um projeto com brises em forma de diamante, porém o grupo já havia composto o piso e queríamos seguir no mesmo enfoque do orgânico, então

Pela área de projeto da disciplina nota-se que um dos principais objetivos era integrar os dois lados dividido pelos trilhos do trem. O grupo fez isso muito

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começamos as experimentações com as curvas. Essas folhas então foram permeando o projeto, tanto no teto do ginásio com as aberturas que enfatizam ainda mais a presença dos brises. Quais foram os grandes desafios e aprendizados do projeto? O que foi o mais legal de trabalhar nessa proposta? O grande desafio do projeto foi a questão dos fluxos. Pensar nos fluxos dos visitantes e também atletas dos ginásio, para chegarem até o vestiário, e também o fluxo da estação de trem, foram questões que determinaram o caminho do projeto. Esses desafios mostraram a importância de uma visita direcionada nos espaços, para que antes do projeto, aquele espaço mostre a sua necessidade, e ela seja atendida. Quais são os conselhos que vocês dariam aos demais estudantes quando forem criar projetos de Infraestrutura Urbana? Que visitem os espaços a serem projetados, e que andem pela cidade com o olhar aguçado para a identificação de potencialidades e defeitos dos espaços urbanos. Para que então o projeto seja efetivo.


CRÉDITOS CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC SANTO AMARO (SÃO PAULO - SP) 2018/02 DISCIPLINA PROJETO DE ARQUITETURA – INFRAESTRUTURA URBANA PROFESSORES ARTUR KATCHBORIAN| MORACY AMARAL E ALMEIDA ALUNAS CAROLINA PEREIRA FERREIRA | carolpf40@hotmail.com CATHARINE LUZIE | catharine.luzie@hotmail.com HELOÍSA TEIXEIRA | heloteixeira7@gmail.com

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ACESSE https://hotm.art/cursoarchicad 31


PROJETO ALUNO DEIVID FERREIRA PROFESSOR RENATO MARQUES PUCRS (PORTO ALEGRE - RS)

POA EXPO - CENTRO DE EXPOSIÇÕES PORTO ALEGRE

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Na disciplina de Atelier de Arquitetura 5 a proposta foi projetar um centro de exposições no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, também conhecido como Parque Harmonia, em Porto Alegre (RS). No entanto, pela primeira vez os estudantes precisaram fazer uso do aço na estrutura do prédio, sendo uma das partes mais desafiadoras do semestre. O programa de necessidades incluía áreas de exposições temporárias e permanentes, auditório, espaços para oficina, áreas administrativas e áreas técnicas, como espaço para geradores e transformadores. O Poa Expo foi a proposta do estudante Deivid Ferreira, orientado por Renato Marques, professor do Atelier 5. O Parque Harmonia é um ponto turístico importante de Porto Alegre, próximo ao Lago Guaíba. Lá são realizados grandes eventos culturais. O centro de exposições ocuparia uma pequena área na extremidade leste do parque, próximo à Avenida Augusto de Carvalho, tendo como vizinhos os edifício do Centro Administrativo do Estado e o Ministério Público Federal. A topografia plana do parque e a arborização do local foram importantes para que Deivid pudesse definir o conceito para o edifício. A ideia era que a

arquitetura fosse leve, que flutuasse entre as árvores mantendo a permeabilidade visual do local. Permeabilidade é a palavra chave do conceito. A estrutura metálica em treliça foi definida de forma a manter essa visibilidade. O visitante no parque deveria ser capaz de ver as atividades que ocorressem no interior do prédio do Poa Expo.

exposições coberta, com 600 m², convidativa para a população. Logo no desembarque do acesso de veículos, na fachada leste, a principal, estão a loja, com 58 m², e a recepção. Toda a área técnica e acesso secundário dos funcionários foram dispostas na fachada voltada para o interior do parque, próximas ao estacionamento dos ônibus. A circulação vertical foi organizada no eixo central da conexão entre os dois blocos volumétricos principais. O pé direito duplo da recepção proporciona visuais avantajadas para o exterior. No pavimento intermediário estão a sala da oficina, de 30 m², e o depósito.

“O desejo de uma forma leve, que parecesse flutuar em meios as árvores, foi o norte para a escolha da treliça, uma estrutura ‘leve’, capaz de vencer grandes vão sem a necessidade de elementos que atrapalhem a permeabilidade visual e espacial, tanto no interior quanto no exterior da edificação.”

O segundo pavimento é dedicado às exposições. A estrutura de aço em treliça permite vencer grandes vãos, mantendo uma leveza. Com isso toda a planta dessa área é livre, mantendo um volume para circulação vertical e sanitários no eixo central.

O partido arquitetônico consiste em um volume retangular, horizontal e elevado, sustentado por um bloco térreo na metade norte. Um pequeno volume também foi adicionado na cobertura, para o espaço social do café.

O espaço de exposições, com 600 m², repetindo a área aberta no térreo, Possui pé direito duplo. Assim, o terceiro pavimento ocupa a metade norte do volume. Os espaços do auditório (hall, foyer e auditório em si) estão dispostos em “L” entorno do núcleo da circulação vertical, sendo contemplados com a vista para o Centro

Na área externa, o estudante propôs um acesso de veículos pela Avenida Augusto de Carvalho e um estacionamento para ônibus. Aproveitando o espaço coberto gerado pela elevação do volume principal, Deivid conseguiu criar uma área de

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Administrativo do Estado. No lado oposto está a sala da gerência. As escadas e elevadores servem como um elemento de divisão de grande eficácia entre a circulação social (o público do auditório) e o setor administrativo. Finalmente, na cobertura temos um volume para o café e uma grande área aberta na porção sul com mesas e áreas de estar. Esses espaços ganharam as melhores visuais da região, contemplando um pouco do pôr-do-sol do Lago Guaíba, a paisagem arborizada do Parque Harmonia e a arquitetura de alguns dos edifícios mais importantes de Porto Alegre. Deivid trabalhou as fachadas do centro de exposições com o uso da estrutura em treliça branca e o vidro, cumprindo com o objetivo da permeabilidade visual do conceito arquitetônico. “O sistema construtivo em aço permite liberdade no projeto de arquitetura, maior área útil, flexibilidade, compatibilidade com outros materiais, menor prazo de execução, racionalização de materiais e mão-de-obra, alívio de carga nas fundações, garantia de qualidade, maior organização nos canteiros de obras e precisão construtiva.”.


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ENTREVISTA Conte-nos um pouco sobre como eram as aulas na disciplina Atelier de Arquitetura 5. Como é a metodologia do professor? Como foram trabalhadas as etapas do projeto e como foi a organização na turma? Depois de termos conhecido o local do projeto e o tema, cada turma tinha seu professor orientador e trabalhávamos em forma de ateliê durante as aulas, os assessoramentos eram feitos em grupo e as orientações eram individuais. As etapas foram: Estudo do local; Apresentação de Conceito; Partido Geral; Estudo Preliminar; Ante Projeto; Detalhamentos; e Entrega Final. Ah uma coisa interessante também foi o seminário de maquetes. Todos os alunos executaram as maquetes estruturais para fazer análises então ficou muito claro onde tínhamos problemas e o que era preciso melhorar. Quais foram as referências arquitetônicas que você estudou e quais foram as estratégias de composição e técnicas que elas ensinaram você? A minha referência mais icônica foi o MASP (Museu de Arte Moderna de São

Paulo) porque ele retrata tudo o que eu desejava no meu projeto: um lugar que servisse de abrigo e sombra para os visitantes do parque e mesmo assim não fosse uma barreira física e visual. E a busca por referências que trabalharam no mesmo material construtivo foi através de concursos. Uma dica muito boa porque em concursos se encontra muito material gráfico, cortes, plantas, estratégias de projeto, que, nesse momento, é tudo que precisamos. As técnicas que eu usei baseado nessas pesquisas foram ater-se às modulações. Trabalhando isso você consegue criar o que quiser. Muitos estudantes, principalmente no início do curso, têm dificuldade com o conceito, uma importante ferramenta. Na sua apresentação você conseguiu trabalhar um conceito bem definido e conseguiu demonstrar como ele determinou as suas escolhas. Conte um pouco sobre como é o seu processo de composição e definição de conceito.

definição. Nesse caso, nosso terreno para a proposta era o Parque Maurício Sirotsky Sobrinho (famoso Parque Harmonia), que é um lugar tradicional da cidade de Porto Alegre. Então decidi deixar o parque como protagonista e o projeto ser um ponto para contemplação desse local que é tão privilegiado na cidade.

O projeto do Centro de Exposições Porto Alegre foi um desafio constante, o tema pedia um projeto que fosse icônico e ao mesmo tempo que respeitasse a hierarquia do lugar. Mas acredito que, depois de todas as etapas bem definidas, montar a maquete e ver que a proposta funciona é a melhor parte.

Você comentou que essa foi a primeira vez que trabalhou com sistemas em aço e foi um dos desafios na hora do detalhamento. O resultado final do projeto, mostra que você conseguiu vencer muito bem essa dificuldade e produzir uma ótima apresentação. Conte sobre como você superou essa barreira.

Quais são as dicas que você pode dar aos estudantes que estão prestes a trabalhar com sistemas em aço e outros materiais préfabricados? Onde buscar material e informações?

Acho que grande parte dos estudantes sentem dificuldades em detalhamentos, mesmo na construção convencional. Mas o aço possui muitas outras peças estruturais secundárias o que deixa o trabalho duplamente difícil. Para vencer essa barreira busquei livros na biblioteca sobre o assunto, desenhos e cortes de pele.

Acredito que uma boa estratégia para se chegar ao conceito é estudar o lugar que o projeto será inserido. É assim que começo meu processo de composição e

Qual foi a parte mais legal de desenvolver o Centro de Exposição Porto Alegre?

CRÉDITOS PUCRS (PORTO ALEGRE - RS) 2018/02 DISCIPLINA ATELIÊ DE ARQUITETURA 5 PROFESSOR RENATO MARQUES ALUNO DEIVID FERREIRA | de-ividferreira@hotmail.com

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Não se conformem. Não é porque é um material préfabricado que ele necessite ser de determinada forma. Atente às modulações e esbalde-se na criatividade. Consegui ótimos materiais no site da Gerdau, disponibilizados para download gratuitamente. Vale a pena a leitura, bem ilustrados também. Outra dica é conversar muito com o seu professor orientador e entender que além de professor, nesse momento do projeto, ele é seu cliente. Você precisa vender seu "peixe" e defender suas ideias.


ACESSE https://hotm.art/construtor 51


PROJETO ALUNA KEITY FRANCINE TRAPP PROFESSORA CAMILA ZIRR PASSOLD FACULDADE LEONARDO DA VINCI (TIMBÓ - SC)

CENTRO DE RECICLAGEM

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A partir da Lei Federal 12.305/2010 – Política Nacional de Resíduos Sólidos - a responsabilidade no tratamento do lixo ficou a cargo dos municípios que devem proporcionar uma gestão ambientalmente adequada, promovendo a extinção dos lixões e aterros clandestinos. Um centro de reciclagem tem como objetivos a proteção do meio ambiente, a reeducação da população e a reciclagem dos materiais da forma correta. Sua implantação traz o desenvolvimento social, a educação ambiental, a qualificação profissional com geração de emprego, o aumento da vida útil dos aterros sanitários e a diminuição de matériaprima que é retirada da natureza. Implantar um Centro de Reciclagem em Blumenau (SC) foi a proposta que Keity Francine Trapp desenvolveu no seu Trabalho Final de Graduação pela Faculdade Leonardo da Vinci, em Timbó (SC), com orientação da Professora Camila Zirr Passold. Keity escolheu um terreno de 30,5 mil m², na esquina da Rodovia SC 108, também nomeada Rua Dr. Pedro Zimmermann, uma via arterial, e a Rua Ricardo Georg, uma via coletora, no bairro Itoupava Central, próximo à Rodovia BR 470, em Blumenau (SC). A região tem uma predominância de residências. Na Pedro Zimmermann e vias principais da área há o uso industrial, misto e de prestação de serviços. O novo Terminal Urbano

Norte será implementado em breve próximo ao local. A topografia do terreno apresenta um aclive na porção norte e ainda há uma APP (Área de Preservação Permanente) de cerca de 6,2 mil m².

quanto à reutilização dos materiais. A arquitetura trabalhou o conceito de CICLO como “renovação de forma constante”, a ideia da integração dos ambientes em forma de um ciclo para demonstrar a evolução de uma matéria descartada em algo reutilizável.

Nas suas pesquisas, a estudante analisou como referência a Estação de Tratamento de Resíduos Los Hornillos, do arquiteto Israel Alba, em Valência, na Espanha. “Este projeto é um equipamento público que incorpora um centro de visitação e educação para mostrar a sua FUNÇÃO e conscientizar as pessoas através de áreas abertas que aproveitam a iluminação natural, laboratórios de pesquisa e salas de palestra.”

O partido arquitetônico valoriza a posição do edifício em relação à esquina da importante rodovia e convida as pessoas a conhecer os trabalhos do Centro de Reciclagem através do uso de uma parede curva com painéis de vidro espelhado fumê. Todos os demais blocos são articulados nesse volume principal. Aproveitando a área de preservação ao norte no aclive, Keity projetou uma continuidade da vegetação existente ao longo da nova calçada com ciclofaixa visando o conforto dos pedestres que passam por ali. Hoje não há calçada no local e as pessoas precisam caminhar pelo acostamento. Implementar uma calçada e ciclofaixa trará, além de conforto, segurança para os moradores.

Outro projeto analisado por Keity foi o Centro de Referência em Educação Ambiental (CEREA), do arquiteto Décio Tozzi, em São Paulo. “O local surgiu com o objetivo de preencher o vazio urbano e dar mais enfoque na importância ambiental através de espaços destinados para a divulgação de material educativo e interação com os usuários. O uso do concreto aparente é exagerado, mas que conflita com o crescimentos das cidades sem a importância ao meio ambiente. O uso da sustentabilidade também foi de importância na concepção do projeto.”

O acesso dos visitantes ao setor educacional foi implantado na esquina, marcado pela paginação de piso e pela própria curva da fachada. Os veículos para descarga de materiais tem acesso pela Rua Ricardo Georg, com menos trânsito que a rodovia, para onde foi destinado o acesso dos carros e motos.

Utilizando plataforma BIM, no Revit, o projeto do Centro de Reciclagem foi idealizado por Keity para a conscientização das pessoas

Os fluxos foram muito bem trabalhados no projeto,

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fruto de intensa pesquisa. Os caminhões ao chegar no complexo, são pesados nas balanças. Logo após, são direcionados para a área de manobras da unidade de produção e pátio de compostagem. O trajeto completo ainda leva à lagoa de tratamento e ao transbordo. O setor educacional, implantado junto à esquina, é o volume de maior destaque na estrutura. A ampla área de circulação de pé direito duplo recepciona os visitantes. O edifício conta com área de exposição, pátio aberto, canteiro para horta, salão de restaurante, salas para palestras e salas de ateliê no pavimento térreo. Para chegar ao segundo pavimento é necessário usar a rampa que contorna o pátio aberto. O eixo principal de circulação leva aos demais ambientes do setor educacional: auditório; biblioteca; salas de estudos; e laboratórios. Neste pavimento também estão as salas do setor administrativo, bem separadas do fluxo de visitantes. O edifício da área de produção é dividido em três grandes setores: e-lixo; reciclado; composto; e, ainda, o pátio de compostagem. Possui alguns ambientes para auxiliar na sua administração, como uma pequena sala de palestras, sala de reuniões, salas dos supervisores, vestiários e sala de lazer.


O design prático e funcional do centro de reciclagem promove sustentabilidade tanto na construção quanto no dia-a-dia, inclusive com a fabricação dos próprios materiais. A estrutura dos prédios busca refletir uma arquitetura econômica fazendo uso do concreto reciclado nas paredes, vigas e lajes. Na cobertura foi utilizada uma laje impermeabilizada, com iluminação zenital e horta comunitária. A cobertura

verde auxilia no controle do calor e no conforto térmico dos ambientes.

40x40cm e a cobertura verde direciona a água da chuva à cisterna, com capacidade de 86 mil m³, onde será reutilizada no edifício.

A fachada é composta por pilares de aço inclinados e pele de vidro. Nas paredes da área educacional foi usado o tijolo plástico reciclável. Na parte do sistema de reciclagem é usado painel pré moldado alveolar, de fácil instalação e execução.

Para a acessibilidade, as calçadas possuem piso tátil e direcional e os demais acessos à edificação possuem rampas com piso emborrachado. O tema da reciclagem de materiais é um assunto de extrema importância. A pesquisa feita por Keity traz

Quanto à drenagem pluvial, na área externa, foi colocado piso drenante

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alguns dados alarmantes sobre o lixo produzido diariamente na cidade de Blumenau. No entanto esses dados refletem a realidade de todas as cidades. Projetar espaços para promover uma melhor qualidade de vida das pessoas que trabalham com materiais reutilizáveis e integrar esses centros de reciclagens à rotina das cidades é um importante papel da arquitetura para o bem estar social.


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ENTREVISTA O TCC é a oportunidade do aluno criar a sua obra-prima acadêmica. Aquele projeto que vai mostrar o conjunto das suas habilidades, estilos, referências e personalidade. No início do curso alguns estudantes planejam no seu projeto de conclusão criar uma escola de dança, por exemplo. No entanto, ao longo dos semestres, lidando com diversos temas, acabam mudando para algo completamente diferente, como um parque. Como você definiu o Centro de Reciclagem para ser seu trabalho de conclusão? No início do curso você já se imaginava com esse tema ou ele mudou ao longo do caminho? No início da faculdade, eu não imagina o quão longo é o percurso do aprendizado, seja ele projetual como também pessoal. Em se tratando do TCC, muitas foram as ideias, os estudos e os projetos, até chegar ao projeto final. Eu tinha em mente, algo grandioso sem deixar de ser realista; algo inovador mas ao mesmo tempo necessário e, que me desse prazer e satisfação em seu desenvolvimento. Cresci no interior, em meio a natureza, aprendi a ama-la e respeitá-la e sempre fui muito preocupada com a questões ambientais. Desde muito cedo, tinha o costume de fazer a separação do lixo, seja ele comum, orgânico ou reciclado. Após conviver com diferentes culturas, analisei sua rotina e observei que esta simples atitude não fazia parte do cotidiano da grande

maioria. Foi ali que eu pensei "se mais pessoas fizerem isso, menos lixo seria gerado e despejado em locais inapropriados e no final todos ganham pois o ato de separar, não gera muito trabalho, basta um pouco de tempo e um pouco de força vontade”. Busquei referências de projetos semelhantes, mas o que existia, eram projetos de reciclagem de papel e seus derivados, assim como alumínio. Em nossa cultura, não é comum a reciclagem de material orgânico. Ali estava o tema do meu TCC.

do local ter um pé direito excelente para a questão de circulação de ar e trocas de calor através da ventilação cruzada e a iluminação natural. Já na área educacional, onde funcionam oficinas, salas de estudos, o auditório, restaurante e espaço de visitação, o sistema de fechamento lateral adotado foi o tijolo de plástico reciclável onde, através de um processo de extrusão, o plástico é derretido e preenchido num molde final. O tijolo encaixado recebe uma liga composta por cimento, isopor e água, este cimento leve aumenta o isolamento térmico acústico da construção. A intenção no projeto foi de trabalhar com materiais reciclados, por isso o material das lajes piso são em concreto reciclado que tem resultado semelhante à forma convencional.

Seu projeto lida com problemas de grande complexidade, tanto sociais quanto arquitetônicos. O volume de material reciclável gerado diariamente por uma cidade é muito grande. Você precisou lidar com materiais que geram odores, além de processos e maquinário que geram ruídos. Como você trabalhou essas questões no seu projeto? Além dessas questões, quais foram os grandes desafios que você enfrentou?

O maior desafio foi trabalhar com a parte de logística do veículos pesados, devido às áreas de manobra que os mesmos necessitam para transitar no local. Quando se trabalha apenas com veículos menores, como os carros, tudo se resolve mais facilmente. Agora quando se trabalha com caminhões com eixos é sempre mais difícil.

Realmente uma cidade gera grande volume mas com uma logística bem aplicada, tudo funciona da forma correta. Na área da produção onde acontecem todos os processos, foram pensados em sistemas construtivos que permitissem o isolamento térmico e acústico para a questão dos ruídos e também para os dias de frio e calor, como o painel préfabricado alveolar, sem função estrutural, que oferece esse resultado. Além

O projeto do Centro de Reciclagem chegou a ser divulgado ou apresentado à comunidade? Alguns projetos acadêmicos acabam virando matérias em jornais locais devido à importância do tema e o seu nos pareceu

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ser um desses casos. Qual foi a repercussão do seu trabalho? Neste caso em específico, o meu projeto não foi a diante. Tive a opção de divulga-lo somente agora, após saber da procura da Revista GENOA para divulgação de trabalhos acadêmicos. Irei buscar incentivadores para dar andamento nesse projeto que tem função social e educativa, além de ser necessário para atender a demanda de uma sociedade consumista, onde o adequado descarte de materiais rejeitados e inutilizados, não é realizado adequadamente. Como escolheu a sua professora orientadora? Como foram os assessoramentos? Os desafios e a aprendizagem? A escolha se deu devido ao fato da orientadora ter conhecimento nos sistemas que fazem parte da sustentabilidade, visto que o tema é totalmente voltado a este assunto. Os assessoramentos tinham um fator importante no desenvolvimento do projeto, pois sempre que trazido uma ideia ou um sistema construtivo, trocávamos opinião sobre os mesmos, ou ainda na parte projetual da volumetria, seguida dos fluxos e acessos ao local. Os desafios eram integrar uma arquitetura funcional e realista, o meio urbano com a edificação, que ainda fosse convidativa para que a população buscasse mais conhecimento sobre o tema e conviver no espaço, sendo que ele oferece diversas


atividades para a comunidade e população. A escolha ocorreu devido ao fato da orientadora a Camila Zirr Passold ter amplo conhecimento sobre os sistemas de Sustentabilidade, visto que este tema é totalmente voltado ao assunto do TCC. Os assessoramentos tiveram um fator importante e decisivo no desenvolvimento e na evolução do projeto, pois sempre que levantada uma ideia ou um novo sistema construtivo, trocávamos opinião e informação, além de discutir cases e outros projetos relacionados a esta temática. O mesmo ocorria na parte projetual da volumetria, seguida dos fluxos e acessos ao local. Os desafios de integrar uma arquitetura funcional e

realista, o meio urbano com a edificação e ainda por cima tornar o projeto convidativo para que a população buscasse mais conhecimento sobre o assunto e se interessasse em conviver no espaço, sendo que ele oferece diversas atividades para a comunidade e população, foram as principais causas das explanações.

indicados pela orientadora que se aplicaram na proposta e que serve também para o dia a dia na carreira profissional. E o que mais aprendi é que você nunca sabe o suficiente, sempre tem algo a mais para agregar. Sempre buscar informações e experiências é de muita valia. Na arquitetura informação certa nunca é demais.

Trabalhar com um professor orientador é trabalhar diretamente com um arquiteto de grande experiência e conhecimento. Quais foram as principais lições que você aprendeu com a sua orientadora que você vai levar para sua carreira como arquiteta?

Após um projeto complexo como o Centro de Reciclagem, quais são as lições que você aprendeu e quais as dicas para os estudantes que vão começar o seu TCC? Além da dedicação, será necessário gostar da temática escolhida e se aprofundar no assunto, visto que você ficará pelo menos um ano se dedicando e

Eu posso dizer que aprendi muito com esse trabalho, absorvi todas as informações e conceitos

CRÉDITOS FACULDADE LEONARDO DA VINCI (TIMBÓ - SC) 2018/01 DISCIPLINA TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO PROFESSORA CAMILA ZIRR PASSOLD ALUNA KEITY FRANCINE TRAPP

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trabalhando em cima dele! Para ter um resultado que agrade a você, seu orientador e principalmente a banca examinadora e os jurados, deve-se ter paixão além de uma dose reforçada de persistência, para desenvolver seu trabalho de forma harmoniosa e defendê-lo com segurança. Também é preciso pensar em todas as possíveis perguntas que possam ser feitas pela banca e ter discernimento para com as respostas. Após conquistar mais esse degrau, outros desafios virão e muito maiores que um Trabalho de Conclusão de Curso. Aproveite cada ensinamento, ouça cada profissional da área e pesquise muito, saia da zona de conforto e se arrisque com algo diferente.


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ACESSE https://hotm.art/curso_revit 83


INICIATIVA ALUNO LUAN SOARES DA SILVA UNIMAR - UNIVERSIDADE DE MARILIA (MARÍLIA - SP)

CONCURSO DE IDEIAS Na universidade, os estudantes aprendem a projetar museus, escolas, parques, memoriais, enfim, projetos de variadas proporções e naturezas. No início da carreira, logo após a formatura, pode levar um certo tempo para surgirem oportunidades de trabalho para esses tipos de empreendimentos. No diaa-dia a maioria dos clientes estão buscando um projeto para suas casas e empresas. Assim, os concursos de arquitetura são a forma perfeita de manter as habilidades de projeto afiadas, além de enriquecer o portfólio profissional. E o melhor é que é possível participar de concursos de

arquitetura como estudante, ainda na faculdade.

A proposta de Luan foi de trabalhar a construção modular, o que permite que as edificações sejam construídas em diferentes fases de acordo com a necessidade. Ao todo, o projeto ofereceu 20 consultórios médicos.

Em 2017, Luan Soares da Silva participou do Concurso de Ideias SAU com a proposta de um conjunto de clínicas médicas para locação no Lar São Vicente de Paulo, em Marília (SP). Na época, como estudante da Unimar, Universidade de Marília, Luan aproveitou a oportunidade para experimentar os conhecimentos e habilidade ensinadas na faculdade de arquitetura. Era um dos primeiros projetos que iria realizar completamente sozinho.

“A planta baixa tem o seguinte plano de necessidades: hall de entrada sendo coberto com pergolado, recepção, duas salas em cada parte dos módulos com banheiro para os médicos, copa, uma pia para desinfetar utensílios se for o caso, um (banheiro) PNE e uma sala de espera.”

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Piso tátil e totens interativos em braile, oferecem acessibilidade para deficientes visuais. Há lugares para cadeirantes e até mesmo as mesas possuem 90 cm de altura para que seja possível se aproximar e conversar com médicos e recepcionistas. O projeto de Luan ficou entre os melhores no Concurso de Ideias, o que deixou o estudante muito feliz. Nessa entrevista, Luan contou um pouco sobre sua experiência e a importância dos concursos de arquitetura para treinar suas habilidades.


Como você ficou sabendo da do Concurso de Ideias para o Lar São Vicente de Paulo? A faculdade divulga com frequência e os professores incentivam a participação? Fiquei sabendo 1 mês antes da semana de arquitetura e urbanismo da minha faculdade que seria feita nesta semana de arquitetura a entrega das premiações dos melhores colocados. Os professores incentivaram a participação no concurso dizendo que seria uma oportunidade de empregar os nossos conhecimentos acadêmicos de forma prática e funcional. O concurso era individual ou em equipe? Poderia fazer em grupo, mas optei por participar sozinho. O que motivou você a participar do concurso? O que mais me motivou foi que era um dos primeiros projetos que realmente poderia fazer com apenas meus próprios conhecimentos, sem palpites externos, sendo que realizei sozinho, sem ajuda de professores. Você costuma participar de muitos concursos? Já chegou a receber premiações e menções honrosas? Sempre que posso eu participo de concursos de arquitetura e urbanismo. A maioria que participei foi da própria faculdade. Eu, no concurso do lar São Vicente, fiquei entre os 5 melhores. Fui chamado no palco para fazer a revelação dos

ganhadores. Infelizmente não ganhei em primeiro lugar. Mas para mim a experiência de estar entre os melhores foi de uma satisfação pessoal muito grande. Geralmente, na faculdade, cada estudante segue seu ritmo, uns conseguem estudar mais matérias que outros. Como seria possível gerenciar essas diferenças? Como trabalhar as ideias dentro de uma equipe quando cada um tem suas próprias concepções de arquitetura? No meu caso fiz o concurso sozinho. Mas posso dizer em relação a grupos de faculdade que devemos ter empatia e um bom diálogo com as outras pessoas pois isso é a base para que os trabalhos consigam ser realizados da melhor forma possível. Esse tema de divisão de tarefas em trabalhos de arquitetura é bem controverso. Houve muitos pedidos para a coordenação da faculdade e à reitoria para que os trabalhos fossem realizados separadamente. A faculdade alegou que temos que trabalhar em grupo para desenvolver a coletividade que a profissão demanda algumas vezes. Mas a minha turma alegava que os projetos ficavam parecendo "um monstrinhos", que cada pessoa tinha ideias peculiares e próprias para o projeto. A solução ideal nesses trabalhos era uma boa conversa com todos do grupos, priorizar o diálogo.

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E com relação ao professor orientador. Qual o nível de participação do professor na elaboração do projeto para o concurso? Neste concurso não poderia ter orientadores pois a base do concurso era dar uma oportunidade dos alunos fazerem por seus próprios conhecimentos adquiridos na faculdade, estágio e em suas próprias pesquisas. Como foram os prazos de entrega no concurso? Como você conseguiu conciliar o projeto do concurso junto com as entregas de trabalhos da faculdade? O prazo de entrega foi 3 dias antes de começar oficialmente a semana da arquitetura. Foi feita a entrega na secretaria do bloco. Tive que conciliar os meus trabalhos de faculdade, meu estágio e minha vida pessoal. Primeiramente tive que ter foco na realização do projeto para o concurso para cumprir o meu objetivo e fazer o melhor possível.

Além de da participação no concurso e as aulas da faculdade, muitas vezes os

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estudantes precisam se organizar também com as horas de estágio ou trabalho. Os arquitetos supervisores de estágio apoiaram essa iniciativa? Foi possível conversar com eles para trocar ideias e dicas? Como relacionar atividades do estágio com a participação no concurso? No meu estágio, que estava fazendo em um escritório de arquitetura, eu não cheguei a comentar com o arquiteto responsável. Já a conciliação de tempo com as demais atividades que eu tinha que realizar eu tive que ter foco nos meus objetivos e pensar que este concurso era a oportunidade perfeita em Qual foi o maior desafio do projeto? Qual foi o aprendizado e as lições que essa experiência te ensinou? Meu maior desafio foi realizar sozinho sem a ajuda de outras pessoas. Minha principal lição foi que eu consegui fazer sozinho, o que foi de muita satisfação pessoal.


Quais as dicas que você pode dar para os estudantes que pretendem participar de concursos durante a faculdade? Tenha foco e saiba que esses concursos são perfeitos para treinar para o mercado de trabalho.

CRÉDITOS LUAN SOARES DA SILVA | luansoarezzz@hotmail.com

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ACESSE https://hotm.art/TourVR 89


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