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LEIA, COMPARTILHE, ENSINE “Quando compartilhamos nosso processo criativo, nossos desaos e decisões de projeto, a obra ganha sentido... outro sentido.” Não cursamos a faculdade para apenas receber um conhecimento vindo dos nossos professores e mestres. A faculdade nos capacita para nos tornarmos geradores de conhecimento. Ao encararmos um novo projeto, estamos prestes a despertar uma nova habilidade, estimulada pela orientação dos professores. Ela nos capacitará a resolver a questão que nos é apresentada mediante estudo, reexão, horas e horas de muitos rascunhos e pesquisas. Durante o percurso, descobrimos uma série de técnicas diferentes, estratégias utilizadas em casos semelhantes e problemas que não estavam previstos. No nal, o projeto será apenas uma parcela de todo o conhecimento que agora possuímos. A habilidade de resolver determinado problema arquitetônico não é apenas a repetição de uma mesma estratégia sempre que ele se apresentar, mas saber que existem muitas soluções para o mesmo problema e saber selecionar aquela que melhor se adapta ao contexto. No nal, seja qual for o nosso desempenho, sempre aprendemos quando nos propomos o desao de projetar. Se todos tem algo a ensinar, todo o projeto reete uma parcela do conhecimento de seu arquiteto. Quando nos propomos a falar sobre nosso processo criativo, sobre as estratégias de projeto, sobre a composição arquitetônica, além de ensinar estamos aprendendo ao encarar novamente aquele desao sob uma nova perspectiva. Todo o projeto tem algo a ensinar... Bem vindos à revista Genoa.estudantes!

Leonardo Juchem


FEVEREIRO 2016 - #01 04

PROJETO Habitação Mínima Temporária, por Amanda Griebeler Unisinos (RS)

12

PROJETO Mecanismo de Proteção Solar, por Arthur Röhsig Unisinos (RS)

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PROJETO Museu Júlio de Castilhos, por Alexandre Höllermann Univates (RS)

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PROJETO Projeto em CAD, por Débora Ribeiro Unip (SP)

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PROJETO Habitação Mínima Temporária, por Jéssica Garcia de Ávila Unisinos (RS)

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INTERCÂMBIO Inglês em Dublin, Entrevista com William Rupphenthal Unisinos (RS)

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INICIATIVA Andréia Moreira - Projetos, Entrevista com Andréia Moreira Unic (MT) imagem de capa: Museu Júlio de Castilhos. Autor: Alexandre Höllermann


PROJETO Residência Mínima Temporária Amanda Griebeler Unisinos - São Leopoldo (RS) 2015/02 Aproveitando a declividade de terreno, estudante cria um partido decomposto para alojar programa dentro de uma residência minimalista à beira de rio sujeito a enchentes periódicas.

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PROJETO


PROJETO

0

IMPLANTAÇÃO

O projeto do consiste em uma residência minimalista temporária que c o n t e m p l e p e r  s va r i a d o s d e moradores. O tema do exercício nal da disciplina de Atelier de Projetos I, da faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Unisinos (São Leopoldo, RS), também é conhecido como Casa do Biólogo. O programa prevê um espaço para escritório ou estudos, sala de estar, cozinha, banheiro e dormitório em uma área de em torno de 70 m². O terreno do projeto ca localizado próximo a um rio, que corre ao sul. Ao norte ca a rua que dá acesso ao lote de 600 m², sendo 20 m de largura por 30 m de comprimento. Não há árvores dentro do terreno, elas podem ser implantadas pelo aluno. Sua topograa é composta por 04 curvas de nível de 1 m de altura descendo até a margem do rio que, durante as estações frias e de chuvas intensas, costuma transbordar. Ainda assim, ele se congura como a melhor visual oferecida nesse contexto. A estudante Amanda Griebeler cursou a matéria no segundo semestre de 2015, com orientação da professora Gladys Neves. Como referência, além do construtivismo, utilizou a Residência Pedroso, projeto edic ado na Argentina, em 2012, de autoria da arquiteta Diorella Fortunati. Com uma diferença de nível de 2,50m entre cada extremidade, a residência possui um espaço de uso comum com a cozinha integrada. Amanda trabalha as curvas de nível do terreno como platôs onde pode implantar um partido decomposto. Cada bloco de concreto retangular é colocado em um nível do terreno, sendo que o segundo sofre um deslocamento para leste que proporciona dinamismo à composição. A comunicação entre os

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5

10m

dois volumes acontece através de uma faixa de vidro, com cobertura diagonal, abrigando dois pequenos jardins internos. Todo o programa é organizado e m u m ú n i c o pav i m e n t o , m e s m o apresentando pisos com alturas diferentes. Desta forma, a estudante evitou grandes escavações e o projeto se adequou à paisagem e à topograa. Para o acesso à residência, Amanda fez uso de decks modulares de madeira para marcar um caminho que liga a rua até a varanda. Uma árvore de porte médio foi implantada próxima à fachada norte e duas no platô mais baixo. Os fundos da residência, onde está a grande visual para o rio, recebeu um deck com pergolado e piscina innita, construído e nivelado na mesma altura do pavimento do segundo volume. Isso garante uma fuga das ocasionais enchentes, cria uma integração com a casa e uma área grande de lazer externa. Por ser mais baixa que o nível da rua e protegida pelos volumes que compõem a residência, esse deck possui oferece muita privacidade. No primeiro volume, no platô mais alto, está a zona social, com sala de estar ao oeste e escritório ao leste. Os dois ambientes são separados pela circulação gerada pelo alinhamento da porta de entrada da varanda com a escada que leva à cozinha, já no segundo bloco. A iluminação natural entra pelas janelas da fachada norte e dos jardins internos, protegidos pela cobertura de vidro. Ao passar pela escada do jardim, chega-se à cozinha que, assim como o dormitório da residência, possui saída para o deck externo. Sala de estar, escritório, cozinha e dormitório, possuem proporções similares. No segundo bloco da composição, o dormitório é separado da cozinha pelo banheiro, que ajuda a delimitar uma circulação linear perpendicular à

Prancha de referência: Residência Pedroso. "É uma residência de 95 m² projetada pela arquiteta Diorella Fortunatti, na Argentina, em 2012. É utilizada no verão e, às vezes, no inverno. Possui dois quartos e um espaço de uso comum com cozinha integrada. Possui uma abrupta diferença de nível entre as duas extremidades (2,50m)."


PROJETO PLANTA BAIXA

0

5

10m

circulação social. O deslocamento do segundo volume proporciona privacidade ao dormitório, que não possui comunicação com os jardins internos. A organização em faixas dos dois volumes de concreto da residência se repete no deck externo. Uma área vazia cria um possível ambiente para lazer e conversas antes de chegar a uma segunda faixa onde estão a piscina innita e o pergolado. As fachadas foram resolvidas com concreto e vidro. Externamente, predomina a fenestração por perfuração, com exceção da abertura da sala de estar, na fachada norte, e os f e c h a m e n t o s d o ja r d i m i n t e r n o envidraçado. Por causa deles, a área social e a cozinha apresentam aberturas em planos para receber sua iluminação natural e belo visual.

UNISINOS - São Leopoldo (RS) 2015 / 02 Disciplina: Atelier de Projetos I Prof.: Gladys Neves Aluna: Amanda Griebeler Contato: mandygriebeler@gmail.com

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PROJETO CORTE BB

CORTE AA

08

0

5

10m

0

5

10m


PROJETO FACHADA NORTE

FACHADA LESTE

FACHADA SUL

FACHADA OESTE

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10m

0

5

10m

0

5

10m

0

5

10m

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PROJETO


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PROJETO


PROJETO Mecanismo de Proteção Solar Arthur Röhsig Unisinos - São Leopoldo (RS) 2015 / 01 A capacidade da natureza de providenciar seus próprios meios de proteção inspirou estudante na criação de um sistema de brises que bloqueasse totalmente a entrada dos raios solares em sala de estudos, garantindo a vista para o exterior.

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PROJETO

Na disciplina de Conforto Ambiental I, na Unisinos, o projeto do semestre é um mecanismo de proteção solar para uma sala de estudos na fachada norte de uma residência localizada na região de Porto Alegre. Os alunos, no início do semestre, recebem um diagrama solar da capital e, com o uso das técnicas estudadas em Geometria Descritiva e Expressão Gráca, fazem simulações em fachadas voltadas para diferentes pontos cardeais. Após isso, com o assessoramento do professor, começam o projeto do mecanismo. O objetivo é que a sala não receba nenhuma incidência solar direta e que o máximo da vista para o exterior seja preservado. Além disso, a estrutura deve ser de fácil limpeza e manutenção. O estudante Arthur Röhsig, orientado pelo Professor Julian Grub, desenvolveu sua ideia conceitual através da analogia dos brises com as orestas. As árvores, além da função de puricar a atmosfera, servem como reguladoras naturais de temperatura, seja através da manutenção da umidade do ar, seja gerando sombra para o solo. Isso possibilita com que as orestas possuam temperaturas mais amenas que as regiões abertas ou rochosas. Para o conceito do estudante, a oresta funciona como o grande mecanismo de proteção solar da natureza. Para trabalhar esse conceito, Arthur traçou uma linha através das copas das árvores de uma oresta. As variadas alturas e larguras gerou um desenho orgânico. Variações desse perl foram utilizadas para criar as 17 placas que compõem o projeto. No nal, o conjunto deveria causar uma sensação de movimento, como acontece com a vegetação sujeita aos ventos.

Foto Ilustrativa do conceito. Arquivo do alundo.

Perl formado pelo desenho das copas das árvores.

Cada peça do mecanismo foi instalada com 10 cm de espaçamento na altura de um para outro. Outra estratégia que o estudante adotou foi deslocar levemente cada lâmina para reforçar o movimento do conjunto. Esse espaçamento foi determinado de acordo com estudo de insolação de inverno, às 8h30. Quanto aos materiais e a estrutura, Arthur optou por trabalhar com madeira cedro, chapas de aço dobradas em “U”, parafusos e barras roscadas. Para o estudante, prever os materiais a serem utilizados foi uma parte importantíssima do aprendizado que o projeto proporcionou. “Foi a etapa de procurar soluções que viabilizassem o projeto, de provar que o que foi pensado é possível de ser criado”. A madeira de cedro é uma madeira leve, de tratamento fácil. Para evitar que as placas de madeira de 2cm de espessura empenem com a ação do clima e do Sol, foram instaladas as chapas de aço em “U”, xadas com parafusos. Todo o sistema foi instalado na parede utilizando as barras roscadas de 8mm de diâmetros.

Rascunhos do projeto.

A avaliação nal do projeto acontece através das pranchas, assessoramentos e de testes realizados n o h e l i o d o n d o L a b o rat ó r i o d e Conforto Ambiental da universidade, onde é constatado se o mecanismo de proteção solar realmente funciona para todas os horários e estações do ano. Para isso, é desenvolvida uma maquete da parede da sala de estudos na fachada norte, encaixada em maquete préexistente no laboratório. Para a execução da maquete, Arthur utilizou PS (poliestireno) com corte a laser para simular as 17 peças do mecanismo. Elas foram desenhadas no computador em formato DWG na escala 1/20 e enviado para uma empresa especializada no recorte.

Projeto nal.

13


PROJETO

O protetor solar é composto por 17 placas de madeira de cedro tratada e pintada, com 2cm de espessura. O Cedro é uma madeira leve, com processo de tratamento fácil de ser realizado. As placas possuem comprimento variado. São espaçadas em 10 cm, de acordo com o estudo do ângulo solar na fachada norte, às 8:30h do inverno (22ºC), como demonstrado no corte AA. Possuem um rebaixo de 2 mm de cada lado e furos de 8 mm para o encaixe do sistema de xação na parede.

1

2m

0

1m

0

0

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1

2m


PROJETO

Detalhamento dos componentes do protetor solar.

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PROJETO

0

1

0

0,5

1m

0

0,5

1m

As peças que compõem o protetor solar são de madeira de cedro, trata e pintada, com espessura de 2 cm e comprimento variado. Para evitar o empenamento, são encaixadas placas de aço, com 2 mm de espessura, em perl U, xadas com parafusos união, de chave allen (corte BB). Para a xação nal na parede, são utilizadas barras roscadas de 8 mm de diâmetro, chumbadas com resina química e instaladas com parafusos de pressão (corte AA).

16

2m


PROJETO 1 - Madeira de cedro, tratada e pintada com 2 cm de espessura, comprimento variável. Utilizada como peças do protetor solar. Cedro é uma madeira leve, fácil de ser tratada e trabalhada. 2 - Chapa de aço sobrada em perl U e pintada - com 2 mm de espessura. Utilizada como elemento de reforço estrutural das peças do protetor solar. 3 - Parafuso União - cabeça Allen e diâmetro de 7 mm. Utilizado para xação das chapas de aço nas placas de madeira de cedro. 4 - Parafuso de Pressão - cabeça Allen de 7 mm de diâmetro. Utilizado para xação das placas de cedro nas barras roscadas. 5 - Barra Roscada - diâmetro 8 mm e 45 cm de comprimento. Utilizada para xar as peças do brise na parede.

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PROJETO 18

Inverno, 8h30

Inverno, 15h30

Equin贸cios, 8h

Equin贸cios, 16h

Ver茫o, 8h

Ver茫o, 17h

Perspectiva

Persepctiva


PROJETO Maquete

Maquete

Visibilidade Interna

Unisinos - Sรฃo Leopoldo (RS) 2015 / 01 Disciplina: Conforto Ambiental I Prof. Julian Grub Aluno: Arthur Rรถhsig Contato: arthurrohsig@hotmail.com

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PROJETO

Museu Júlio de Castilhos Alexandre Höllermann Univates - Lajeado (RS) 2013 / 02

fachada norte

Para manter antigo edifício histórico como protagonista da nova arquitetura, estudante adota estratégias como circulação em loop, recuos de volumes, exploração de materiais com os tons de cores existentes na fachadas original e criação de pátio interno.

0

fachada leste

fachada sul

fachada oeste

20

10

0

0

20m

10

10

0

20m

20m

10

20m


O museu está localizado em um contexto urbano extremamente consolidado na capital, próximo à Praça d a M at r i z , r o d e a d a d e e d i f í c i o importantes, como o Teatro São Pedro, a Catedral Metropolitana, o Palácio Farroupilha, entre outros. As quadras vizinhas do terreno possuem prédios com alturas entre 10 e 13 pavimentos a norte, leste e oeste. A Rua Duque de Caxias é muito arborizada e o terreno onde será a ampliação é ocupado atualmente por um estacionamento.

PROJETO

A proposta da Univates para os alunos era uma ampliação do Museu Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, u m a e d i  c a ç ã o d e i m e n s o va lo r histórico, patrimonial e cultural para o estado do Rio Grande do Sul. Devido à sua importância, o prédio, que abriga o museu mais antigo do estado, deveria ser respeitado pela nova arquitetura. A ampliação em terreno adjacente ao edifício histórico precisaria abrigar um programa composto por área de exposição de 1000 m², biblioteca, auditório, bar/café, estacionamento, área de acervo técnico e área para carga e descarga.

funcionalidade

estacionamento

O estudante Alexandre Hollermann desenvolveu o trabalho, da disciplina Projeto de Arquitetura VII, com orientação da Professora Katia Ferreira de Oliveira. Seu projeto tem como objetivo exaltar a importância do edifício do Museu Júlio de Castilhos. “O anexo foi projetado com a principal intenção de ser um prédio dependente do antigo museu, não sendo justicável a permanência do novo sem o antigo”.

circulacao

auditorio cafe

expo temporaria

biblioteca

expo permanente

O conceito adotado foi o de um percurso em loop: o visitante inicia o passeio pelo museu no prédio histórico; através de uma ligação, segue pela nova arquitetura; e encerra sua visita novamente no edifício antigo. O partido arquitetônico, dessa forma, resultou em dois blocos paralelos, revestidos de aço e vidro. O primeiro possui um recuo em relação ao antigo edifício, na fachada norte, junto à Rua Duque de Caxias. O segundo está implantado nos fundos do terreno. Ambos são mais baixos que o prédio existente graças a um desnível de 2 m do lo t e e m r e l a ç ã o à r ua , o q u e p r o p o r c i o n a m o n u m e n ta l i d a d e à construção. Os três edifícios são conectados por passarelas cobertas nas periferias do lote. Como resultado, abriu-se um grande pátio interno envolvido pela arquitetura nova e antiga.

O percurso ocial da visitação se inicia no prédio histórico do Museu Júlio de Castilhos. O edifício possui dois pavimentos. O hall de entrada leva o visitante ao pavimento térreo, por meio de uma escada, onde estão o antigo acervo técnico e a administração. Outra escada leva para o

Av. Borges de Me deiros

A passarela que une o edifício antigo ao novo tem o objetivo de preservar os jardins e a vegetação existente nos fundos do prédio. Seu permeabilidade visual permite que as pessoas possam contemplá-los durante sua visita pelo museu.

R. Duque de Caxias

R. Espírito Santo

Esse pátio interno, localizado no pavimento térreo, acabou tornandose uma área de exposição externa para esculturas e outras obras de arte que possam receber incidência solar. Foram implantados canteiros, com vegetação rasteira e iluminação por balizadores, com desenhos geométricos respeitando os principais uxos dos visitantes do museu, que podem acessar as instalações descendo pelas escadas e rampas no recuo da fachada para a rua. Essa é uma forma alternativa de acesso, que leva diretamente ao café, à loja do museu e ao pátio, através de uma área aberta abaixo do segundo pavimento.

do Machado R. Coronel Fernan

21


PROJETO segundo pavimento onde está a antiga área de exposição permanente. A partir dessas salas, o percurso segue pela passarela onde, conforme comentado, tem as visuais para o jardim antigo e o pátio interno novo. Essa primeira passarela leva at é a n o va á r e a d e e x p o s i ç õ e s permanentes, medindo 527,3 m², localizada no segundo volume da ampliação. Esse volume abriga, além das exposições no segundo pavimento, o auditório para 130 pessoas e a bibliotec a no pavimento térreo, acessados através de uma escadaria central. O trajeto do visitante continua nas das duas passarelas que ligam o bloco das exposições permanentes ao bloco das exposições temporárias. Essa área possui 571,2 m² e se comunica com o edifício antigo, marcando o m do percurso. Por meio de elevadores, as pessoas podem descer novamente ao pavimento térreo para visitar o café, a loja e o pátio interno.

22

No subsolo foi criado um estacionamento com 92 vagas, área de carga e descarga e novas dependências para o acervo técnico, próximo ao edifício original. Na composição das fachadas, Alexandre colocou o prédio histórico c o m o p r o ta g o n i s ta . A s n o va s dependências não ultrapassam a altura do frontão do museu. O recuo das novas volumetrias em relação à original reforçou a hierarquia e possibilitou a criação das rampas e escadas de acesso ao café, à loja e ao pátio. Como as fachadas do Museu Júlio de Castilhos são compostas por cores e texturas em tons de vermelho e bege e materiais com pedras e madeira, o estudante trabalhou o revestimento externo utilizando placas perfuradas de aço corten avermelhadas e diversos tipos de m a d e i ra s r e g i o n a i s n o s p i s o s e revestimentos internos. As placas perfuradas permitem a entrada de luz natural ltrada para o interior das áreas de exposições. À noite elas criam um jogo de luz, permitindo que a

iluminação interna atinja as regiões externas, proporcionando uma paisagem de alta qualidade para o contexto urbano de Porto Alegre. Alexandre adotou uma modulação estrutural que dialogasse com o edifício antigo, visando não ultrapassar sua altura. Dessa forma a modulação resultou em uma estrutura metálica medindo 5m x 5m x 4,5m. O estudante trabalhou com estrutura Steel Deck para o piso dos pavimentos e da cobertura. Pensando na climatização, a cobertura dos dois novos volumes recebeu espelhos d'água. Além de minimizar as trocas de temperatura entre interior e exterior, os espelhos servem como bacias de amortecimento com a possibilidade de utilização das suas águas para os vasos sanitários e manutenção dos canteiros.


PROJETO Acima: as placas de aço corten perfuradas permitem a iluminação da fachada à noite e a percepção da modulação estrural. Abaixo: Perspectivas internas destacando as visuais para os jardins.

Univates - Lajeado (RS) 2013/02 Disciplina: Projeto de Arquitetura VII Prof.: Katia Ferreira de Oliveira Aluno: Alexandre Höllermann Contato: (quais as formas de contato posso publicar? e-mail, telefone, website, etc..)

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0

10

20m

a

b

acesso veículos

5 rampa I=18%

PROJETO

subsolo

6

d

4

d

3

6 5

- 92 vagas 3

2

-7.07m

1

c

c

a

b 1 2 3 4 5 6

controle da entrada estacionamento escadas para o pavimento o térreo área de carga e descarga acervo técnico elevadores

8.5m² 3089.9m² 21.1m² 42.2m² 69.4m² 20.2m²

térreo

0

10

20m

a

b

acesso veículos 0.00m

rampa I=8%

1

2

-1.05m

rampa I=18%

rampa I=8%

d 3

d

6

4 7 projeção pavimento superior

projeção passarela

5 -2.10m

projeção passarela

0.00m

7 8

12

c

11

9

10

7

- 160 lugares a

b 1 hall de entrada 2 acervo técnico 3 administração 4 café e loja 5 área aberta 6 caixa 7 banheiros 8 controle 9 biblioteca 10 acervo restrito 11 foyer 12 auditório

24

25.3m² 65.4m² 79.2m² 242.5m² 2382.9m² 26.5m² 26.5m² 13.9m² 230.4m² 141.3m² 67.8m² 224.6m²

c


0

10

PROJETO

segundo pavimento

20m

a

b

acesso veículos 0.00m

1

+2.43m

d

d

6 8

4

-2.10m

5

5

2

+2.43m

7

3

c

a

b 1 2 3 4 5 6 7 8

c

4

exposições permanentes passarela sobre o jardim exposições permanentes banheiros passarela sobre a aérea aberta exposições temporárias escada para biblioteca circulação vertical

331.8m² 103m² 527.3m² 50m² 229.4m² 571.2m² 45.8m² 21.4m²

cobertura

0

10

20m

a

b

acesso veículos 0.00m

6

d

+7.43m

1

3

d

4

-2.10m

5

5

2 +7.43m

1

c

espelho d’agua passarela sobre o jardim acesso a cobertura caixa d’agua passarela sobre a aérea aberta prédio histórico

c

a

b 1 2 3 4 5 6

4

3

748.3m² 103m² 4.7m² 28.8m² 229.4m² 430m²

25


PROJETO

11.48m

7.43m

2.43m

0.00m -2.10m

-7.07m

corte a-a

0

10

20m

11.48m

7.43m

2.43m

0.00m -2.10m

-7.07m

corte b-b

0

10

20m

11.48m

7.43m

2.43m

0.00m -2.10m

-7.07m

corte c-c

0

10

20m

11.48m

7.43m

2.43m

0.00m -2.10m

-7.07m

corte d-d

26

0

10

20m


PROJETO det 1

det 1

det 2

det 3 det 2

corte de pele 0

2

fachada

fachada 0

4m

2

0

2

4m

det 3

4m

suporte painel metálico

painel metálico

piso industrial matálico perfil «caixão» perfil «c» estrutural

fixação do contraventamento

localização da seção

ampliação

localização da seção

corte de pele 0

2

4m

rufo metálico

fixação metálica

contraventamento

impermeabilização

suporte metálico

azulejo

cobertura de vidro temperado 8mm painel metálico perfurado

contraventamento metálico painel metálico perfurado

steel deck

perfil «c» metálico

fixação do revestimento

viga perfil «I» perfil «c» metálico

revestimento de concreto

gesso tensor

viga perfil «i»

suporte metálico

fixação perfil «L» caixilharia

caixilharia de rolamento

contraventamento

vidro temperado 8mm

pilar metálico

det 1

det 1 0

60

0

120cm

vidro temperado 8mm

contraventamento

60

120cm

contraventamento metálico painel de madeira

contraventamento metálico vidro temperado 8mm painel metálico perfurado

caixilharia painel

fixação piso industrial piso industrial

painel metálico perfurado

contraventamento

piso de madeira laminada contrapiso

pingadeira em granito revestimento de concreto

concreto luminária

perfil caixão metálico perfil caixão metálico estrutural

viga perfil «I»

viga perfil «i»

perfil «Caixão» metálico tensor

fixação do revestimento

gesso

perfil «C» metálico engastado

perfil «C» metálico engastado

pilar metálico

fixação perfil «L»

pilar metálico

det 2

det 2 0

contraventamento metálico

60

0

120cm

guarda corpo metálico

60

120cm

acabamento superior em madeira impermeabilização

suporte metálico painel metálico perfurado

vidro temperado 8mm

composto de terra e adubo composto de terra e adubo

vidro temperado 8mm

manta de bidim piso de concreto

fixação piso industrial

piso industrial

manta anti raiz proteção mecânica

impermeabilização concreto

regularização 2%

steel deck

perfil caixão metálico

manta anti raiz steel deck

perfil «caixão» metálico

perfil «c» metálico

det 3

det 3 0

60

120cm

0

60

120cm

27


PROJETO

9,66 4,70

4,61

Através de seu canal no YouTube, Débora Ribeiro Lopes ensina outros estudantes a trabalhar em AutoCad, por meio de um programa de vídeo-aulas criadas por ela mesma que tem o objetivo de mostrar o passo-a-passo do desenho arquitetônico. Nesta matéria podemos conferir o projeto que a estudante desenvolveu na disciplina de CAD na faculdade.

2,88 3,17

3,27 3,00

2,1 3,17

2,88

4,29

3,46 1,30 3,95

3,00

PLANTA DE HUMANIZADA 0 28

5

PROJETO DE CAD DÉBORA RIBEIRO UNIP - BAURU (SP) 2015/02

10m


PROJETO

A estudante Débora Ribeiro Lopes estuda Arquitetura e Urbanismo na UNIP – Universidade Paulista - desde 2015. Em paralelo com as aulas da faculdade, Débora criou o canal Arquitentando, no YouTube, onde cria e compartilha vídeo-aulas ensinando como trabalhar no software AutoCad. Os vídeos são voltados para o desenho arquitetônico auxiliando, assim, colegas e demais estudantes a tirar dúvidas sobre o funcionamento do programa. Débora compartilhou com a Genoa.estudantes o projeto que desenvolveu na disciplina de Informática Aplicada à Arquitetura, com orientação do professor Fabrício Mesquita Aro. Trata-se de uma residência em um terreno de 220 m². O programa é composto por dois quartos, uma suíte, sala de estar, sala de jantar, cozinha e varanda. Os desenhos foram organizados de forma a simular o padrão de projeto para aprovação da obra na prefeitura.

ELEVAÇÃO POSTERIOR 0

5

0

10m

5

10m

O terreno de 21,68 m x 10,13 m é plano, sem vegetações, localizado na cidade de Arealva, em São Paulo. A residência existente precisou ser medida e, posteriormente, desenhada no computador. O partido é resolvido através da conexão de dois volumes térreos de alvenaria, formando um T. O primeiro bloco da casa está posicionado no alinhamento com a rua. Dessa forma o segundo bloco está centralizado no terreno. Isso cria duas circulações lineares, que levam até a área de lazer localizada nos fundos do terreno, a partir da varanda na fachada frontal.

0

5

10m

A área de lazer foi desenvolvida por Débora. Nesse ambiente, a estudante optou por dispor uma mesa com poltronas, cadeiras de bar e vegetações, criando um setor de convivência próximo à churrasqueira, e ao ofurô. A va ra n d a é o p r i m e i r o ambiente da residência, com acesso pela fachada frontal ao norte, ocupando totalmente o primeiro bloco da edicação. Ela direciona três tipos de uxos diferentes, sendo dois para a varanda e outro para o interior da casa.

0

O arranjo de planta baixa é linear. A oeste está a zona social, composta por sala de estar, sala de jantar e cozinha. O banheiro separa as duas salas, assim, a sala de jantar está integrada à cozinha. Na porção leste estão os dois dormitórios e a suíte.

10m

As fachadas são em alvenaria com pintura. A cobertura, com inclinação de 30%, recebeu telhas cerâmic as. A fenestração é por perfuração, sendo distribuídas uma janela por ambiente.

0,97

ENTRADA PEDESTRE E VEICULAR

I=30% TELHA CERÂMICA

5

SOLO ACIMENTADO

10m

N

0

3,42

TELHA CERÂMICA I=30%

1,58

A expressão grác a do projeto foi toda desenvolvida no software AutoCad. O trabalho de Débora pode ser conferido através das vídeo-aulas do Arquitentando. Basta acessar e inscrever-se no canal pelo site do YouTube. Débora ensina o passo-apasso para a criação de projetos arquitetônico, desde os primeiros passos no AutoCad, passando pelo desenho de linhas, conguração de layers e cores, até o desenho de cortes.

TELHA CERÂMICA I=30%

RUA PEDRO CAMPESI

MEIO-FIO

A circulação nos ambientes internos é denida no eixo central da casa. A partir da varanda, segue-se em através de um corredor até a cozinha, pa ss a n d o p e l a s a l a d e e s ta r e dormitórios, onde se pode sair para a área de lazer externa.

5

29


PROJETO

21,68

0,15

3,17

4,29

3,80

0,25

J04

P04

3,46

3,95 3,00

P01

P01

Cozinha 11,85 m²

0,15

P03

3,35 J03

0,25

N

0,25 1,93

J04

1,93

J04

D

P01

Sala de jantar 09,10 m² 2,10

J06

Sala de estar 12,51 m²

3,00

P01

WTC 02,61 m²

0,15

3,46

WTC 04,50 m² 1,30

3,27

3,46

Suite 15,50 m²

Quarto 09,12 m²

P01

P01

3,00

P02

2,88

J05

2,88

2,88 0,15

4,29

3,17

Quarto 09,12 m²

Varanda 44,94 m²

0,15

0,15 1,30 0,15

J02 J01

J01 3,17

C

0,15

4,70

3,00

10,13

3,17

4,61

0,25

4,70

0,15

3,27

0,15 1,34 0,15

3,37

0,15

3,95

0,15

3,80

0,25

21,68

0

PLANTA BAIXA

5

TABELA DE ESQUADRIAS

30

COD.

DIMENSÃO

SISTEMA

MATERIAL

PEITORIL

J01

1,10 x 1,00m

Abrir\/Corre

Ferro

1,10m

J02

1,10 X 1,49m

Correr

Ferro

1,10m

J03

1,10 x 1,30m

Correr

Ferro

1,10m

J04

1,10 x 0,80m

Basculante

Ferro

1,10m

J05

2,40 x 1,30m

Vitrine

Vidro

0,30m

J06

1,10 x 1,20m

Correr

Ferro

1,10m

P01

2,10 x 0,90m

Abrir

Ferro

P02

2,70 x 3,20m

Correr\/4fl

Vidro

P03

2,70 x 1,78m

Correr

Ferro

P04

2.10 x 0.90m

Sanfonada

Plastico

10m

10,16

0,15

0,15 0,82 0,25

4,70

P01

9,66

0,15 1,40 0,25

0,25


PROJETO 0,71 0,40

0,30

1,10

3,25

3,47

1,10

3,00

2,89

3,05

2,40

4,30

0,80

0,55

0

5

0,70

0,75

10m

4,30

2,70

3,00

1,23

0,55

0,50

1,07

2,83

3,25

0,40

0

10m

0,95

5

0,40

3,40

1,10

0,30

1,30

2,85

UNIP - Bauru (SP) 2015/02

2,15

3,00

1,00

0,88

0

5

10m

disciplina: Informática Aplicada à Arquitetura Prof.:Fabrício Mesquita Aro Aluna: Débora Ribeiro Lopes Contatos: YouTube: Arquitetando deeboraribeiroo@gmail.com arquitentando8@gmail.com

31


PROJETO

PAGINAÇÃO 0 32

2,5

5m


PROJETO

0,45

1,04

0,89 0,41

2,5

1,59

0,41 0,49 0,56

5m

2,52

0,58

0,48

0,70

2,58

1,15

0,70

1,50

0,75

0,86

0,90

2,16 0,85

0

DETALHAMENTO

0,45

0,45

DETALHAMENTO

0,45

0

2,5

5m

33


PROJETO Residência Mínima Temporária Jéssica Garcia de Ávila Unisinos - São Leopoldo (RS) 2014/02 Trabalhando o concreto como uma superfície plana, estudante cria coberturas, paredes e pisos "dobrando" o material em forma de caixas que interseccionam-se, fechando-as com madeira e vidro.

34


PROJETO IMPLANTAÇÃO

0

5

10m

Em 2015, a estudante Jéssica G a r c i a d e Á v i l a l a n ç o u o b lo g Desenhando Like a Boss, onde publica periodicamente os trabalhos que desenvolve na faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Unisinos. Juntamente com os projetos, Jéssica escreve artigos e grava vídeos ensinando técnicas de expressão gráca, como o desenho de árvores por exemplo, disponibilizando inclusive materiais para download. A estudante cursou a disciplina de Atelier de Projetos I em 2014, quando recebeu a orientação da professora Daniele Tubino. O projeto nal desse atelier é uma residência de habitação temporária, medindo em torno de 70 m². O terreno onde o projeto será edicado é próximo ao Rio do Sinos, em São Leopoldo, que corre ao sul do lote. A via de acesso ca ao norte, cerca de 25 m de distância da margem. No inverno, em épocas de chuvas intensas, o ria costuma alagar e seu nível sobe consideravelmente, ainda assim é a melhor visual do contexto. A região mais alta da topograa está 4 m acima da água e não há vegetação na área do projeto. Na busca por referências, Jéssica selecionou a Residência Las Delícias, projeto do Fwap Arquitetos. A edicação está localizada em Córdoba, na Argentina, em um terreno de esquina. Possui um partido longitudinal, com a circulação principal alongando-se no eixo da volumetria de dois pavimentos. A composição das fachadas é formado por grandes planos de concreto, madeira e vidro. O pa r t i d o d o p r o j e t o arquitetônico de Jéssica consiste em dois blocos de concretos que se interseccionam, sendo um mais alto que o outro. Com um leve deslocamento, cria-

35


PROJETO

PLANTA BAIXA

36

0

5

10m


PROJETO

se o acesso principal da residência. O elemento compositivo de maior destaque são as lajes de cobertura. A estratégia da estudante foi pensá-las em forma de planos de concreto que se dobram para congurar paredes e lajes de piso, gerando uma “caixa” que, posteriormente, foi fechada com planos de madeira e vidro. A residência foi implantada na r e g i ã o a lta d o te r r e no a  m d e potencializar a visual para o Rio dos Sinos, gerando uma sensação de amplitude. Para aproveitar essa vista, dois decks de madeira foram projetados ao sul, um correspondente ao uso comum e outro com uso mais privativo para o dormitório. O deslocamento dos volumes de concretos proporciona total privacidade para esse deck. O deck social serve como forma de acesso ao rio, sofrendo um grande rebaixo para facilitar a caminhada até a margem. O acesso principal é marcado por um trajeto de madeira a partir da via pública. As árvores plantadas ao oeste servem como ltro para o sol poente que adentra a zona social. Já as árvores do leste, além de ltro solar, cria uma proteção visual para o deck íntimo.

0

CORTE AA

5

10m

A circulação principal foi desenhada como um eixo que cruza a casa de norte a sul, dividindo as áreas de uso comum, ao oeste, da área íntima, ao leste. Cozinha, sala de jantar e sala de estar estão conjugadas no mesmo ambiente, no volume mais baixo da composição. A partir do estar é possível sair para o deck, passando por uma pequena varanda protegida pela cobertura de concreto. A zona íntima, formada pelo dormitório e banheiro, está localizada no volume mais alto e deslocado para o norte. Possui uma planta compartimentada. O quarto de casal está ao sul, comunicando-se com o deck í n t i m o . O b a n h e i r o c o n ta c o m hidromassagem, aproveitando um pequeno recorte na planta, pensado para abrigar a máquina de lavar roupa, num armário entre os dois ambientes. As fachadas foram resolvidas em madeira, concreto e vidro. Na fachada norte, um grande plano de madeira reveste a parede cega do acesso. Na leste, as únicas aberturas são as janelas funcionais do banheiro, colocadas ali para não prejudicar a composição da fachada principal. Ao sul, as portas duplas de vidro garantem o visual para o exterior e a entrada da luz difusa. Já na fachada oeste, Jéssica criou jogo compositivo em uma fenestração por perfurações. As janelas são de dimensões variadas criando uma irregularidade que proporciona o visual interessante externamente da casa e fazendo a luz entrar de forma mais dinâmica na zona social.

CORTE BB

0

5

10m

Prancha de referência.

Unisinos - São Leopoldo (RS) 2014/02 Disciplina: Atelier de projetos I Prof. Daniele Tubino Aluna Jéssica Garcia de Ávila Contato: jsk.pel@gmail.com Blog: desenhandolikeaboss.wordpress.com

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PROJETO FACHADA NORTE

0

5

10m

0

FACHADA LESTE

FACHADA SUL

FACHADA OESTE

38

0

5

5

10m

10m

0

5

10m


39

PROJETO


40

PROJETO


41

PROJETO


INTERCÂMBIO Inglês em Dublin William Ruppenthal é estudante de Arquitetura e Urbanismo da Unisinos, em São Leopoldo. Buscando viver a experiência de estudar na Europa, embarcou em um intercâmbio para estudar inglês em Dublin, na Irlanda. Conciliando as horas no curso de inglês às tardes, o trabalho de manhã e algumas noites, William pode aproveitar as folgas para conhecer o país e, ainda estudar com pessoas de várias nacionalidades.

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A escolha por Dublin como destino do meu intercâmbio é uma longa história. Vou tentar resumir. O desejo de fazer um intercâmbio começou quando conheci um programa de bolsa de estudos em universidades dos EUA através do esporte. Como sempre joguei futebol, tentaria uma bolsa através desse esporte para jogar pelo time de uma universidade americana e conseguir uma bolsa de estudos através disso. A partir daí comecei a levar o inglês a sério e me organizar. Mas depois aconteceu um problema que como eu já estava fazendo faculdade no Brasil, a liga universitária americana não iria aceitar que eu recebesse bolsa de estudos (outra longa história). Mas aí eu já estava decidido por ter essa experiência de intercâmbio e foi aí que fui buscar outros meios de realizar isso. A opção que surgiu foi a de fazer algum curso no exterior, recebendo através do curso o visto de estudante que me permitiria morar e trabalhar no país. Mas nem todos países permitem isso. As opções na época foram Austrália, Nova Zelândia e Irlanda. Irlanda (Dublin) logo de cara me chamou mais atenção por ser na Europa. Mas logo perdeu força por conta do clima: dias cinzas, pouco sol, frio e muita chuva. Foi então que comecei a pesquisar mais sobre a Austrália, o que casou perfeitamente com meu gosto pelo verão. Porém o valor do mesmo tipo de intercâmbio na Austrália era 3 vezes maior que o valor de um na Irlanda. Fora o fato de a burocracia ser muito maior na Austrália. Foi então que voltei para a primeira opção, que seria a Irlanda. Aí restava saber qual cidade da Irlanda eu iria. Essa escolha foi fácil de fazer após algumas pesquisas e também uma conversa com uma amiga que morava em Dublin. As cidades mais de "interior" da Irlanda apresentam muitas paisagens bonitas e uma vivência melhor da cultura do país, porém é em Dublin onde tudo acontece, onde há mais opções de escolas, onde você tem acesso à tudo e onde vai conhecer muitas pessoas de diferentes nacionalidades. Foi então que consegui decidir que seria em Dublin, na Irlanda, que eu iria para realizar meu intercâmbio. Quando você viajou? Quanto tempo de intercâmbio está previsto? Embarquei no Brasil no dia 28 de julho. Viajei com uma companhia aérea que faria escala em Paris. Em vez de fazer somente escala em Paris, comprei as passagens para fazer parada lá. Fiquei na capital francesa do dia 29 ao dia 31 (realmente só para ter o gostinho de conhecer um dos lugares que eu mais queria conhecer na vida), e no dia 31 embarquei para Dublin, chegando no mesmo dia no destino que seria minha casa a partir dali. Meu planejamento era de 1 ano de intercâmbio. Comprei um pacote de uma escola de inglês para 6 meses, o que me dá um visto de estudante de permanência no país por 12 meses com direito a trabalhar meio turno. Mas como todo intercâmbio reserva muitas mudanças, vou voltar para o Brasil no início de maio (o que vai dar quase 9 meses e meio no total) para o casamento da minha irmã. Um bom motivo! Como é a rotina de estudos do curso? Qual o tempo que você tem para estudar, trabalhar e conhecer novos lugares? Também tem férias no curso? Faço curso de inglês aqui. Estudo de segunda à sexta no período da tarde, das 12:45 até 16:00. Inicialmente estudava de manhã, mas precisei trocar após conseguir um emprego nesse horário. Meu dia aqui começa bem cedo. Acordo as 4:30 para sair por volta das 5:00/5:10 para ir trabalhar. Assim como muitas pessoas, meu transporte básico aqui é minha bicicleta. Pedalo por volta de 40 minutos até chegar na faculdade onde trabalho de cleaner.

INTERCÂMBIO

Porque escolheu viajar para Dublin?

Meu expediente é das 6:00 até 9:00 da manhã. Depois do trabalho, tenho tempo para vir para casa, fazer meu homework, resolver alguma coisa que eu tenha para resolver, preparar o almoço, almoçar e ir para o curso. Algumas sextas e sábados também trabalho em um Night Club, à noite. Resta então durante o dia nos nais de semana para passear pela cidade. Estamos no inverno agora, então não tenho saído muito para rodar a cidade. Mas aproveitei bastante nos primeiros meses para fazer isso, quando era verão e o clima era melhor para isso. Tive férias de inverno no curso. Da metade de dezembro até a metade de janeiro. Aproveitei essa época para trabalhar mais horas. Pois nesse período o visto de estudante permite que você trabalhe turno inteiro. Onde você está morando? Está em casa de família? Albergue de estudantes? Morando sozinhos? Foi fácil encontrar lugar para car? Moro em um at com duas amigas. É na parte central da cidade. Mas esse é o segundo lugar que moro aqui. Quando cheguei morei em uma casa numa região mais afastada do centro, onde dividia a casa com mais 6 pessoas. Essa moradia consegui no terceiro dia que eu estava aqui em Dublin. Foi razoavelmente fácil achar. Consegui através de um grupo do facebook onde o pessoal anuncia as vagas, marquei de ir olhar a casa e quei com a vaga.

Página 44: Castelo de Malahide, vilarejo próximo a Dublin, Irlanda. Acima: Museu do Louvre, Paris, França. Abaixo: Torre Eiffel, Paris, França.

Alguns estudantes acabam fazendo amizade com outros estudantes brasileiros que também estão fazendo intercâmbio. Mesmo sendo legal, isso deve ser um problema para aprender uma nova língua, ou mesmo fazer amizade com o povo local, sendo necessário sair sempre em companhia do mesmo grupo de amigos. No seu caso, é um intercâmbio para estudar inglês especicamente. Como é o perl dos seus colegas? São de várias partes do mundo? São todos brasileiros? É fácil fazer amizade com os irlandeses? Dublin está cheia de brasileiros. É muito comum tu ouvir muito português sendo falado nas ruas, no centro da cidade. Minhas turmas na escola de inglês sempre tiveram mais brasileiros, mas também já estudei com pessoas de vários lugares, como franceses, russos, coreanos, etc. Com certeza conviver com brasileiros aqui atrapalha no teu aprendizado da língua inglesa. Pois por mais que tu queira falar inglês mesmo com teus amigos brasileiros, tu logo abre mão disso e volta para o bom e velho português. Mas isso não me incomoda muito, convivo com bastante brasileiros, e aproveito para praticar o inglês com os amigos estrangeiros que conheci na escola, no trabalho e através de outros amigos. Tenho contato maior com os irlandeses no trabalho, pois o centro de Dublin é tomado muito mais por estrangeiros do que nativos. Mas os irlandeses que conheço são pessoas bem educadas e amigáveis. Gostam de conversar, mesmo o sotaque deles sendo algo bem difícil de entender. Recentemente ocorreram os ataques terroristas à Paris, que abalaram o mundo pela ousadia dos atiradores. Os refugiados da Guerra da Síria que chegam à Europa são uma questão social difícil no continente. Como a Irlanda encara essa situação e, de alguma forma, ela afetou a relação sua relação com as pessoas aí? Não percebi nenhum tipo de diferença na minha relação com as pessoas após os ataques. A Irlanda do Sul é um dos poucos lugares da Europa que ainda p o s s u i a s p o r ta s a b e r ta s pa r a estrangeiros. Claro que há bastante regras para que isso seja possível, mas existe a possibilidade. Então é um país acostumado a receber pessoas de

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INTERCÂMBIO

diferentes nacionalidades e isso faz com que todo mundo seja bem aceito. Após os ataques, eles aumentaram os cuidados com a chegada de novas pessoas e a scalização, mas não vi as coisas mudarem no geral. Qual a maior diculdade em morar na Europa? Algum momento ruim, algum imprevisto que queira comentar? Não por ser Europa, mas a maior diculdade com certeza é o fato de sair da sua zona de conforto e morar sozinho em um local diferente, onde há uma grande variedade de costumes e culturas. Porém esse é o grande valor de um intercâmbio. Com certeza é difícil, mas te faz evoluir diariamente. O clima aqui também faz com que tu leve algum tempo para se acostumar. No verão a temperatura não passa dos 17 °C. Um intercâmbio é feito de imprevistos e momento ruins superados. A grande maioria deles vira motivo de risada após algum tempo em uma roda de amigos bebendo algumas pints de Guiness. Acredito que tenho boas histórias para contar daqui já. O fato de não dominar a língua te coloca muitas vezes em condições não muito boas no seu começo aqui. Na busca por emprego, após enviar e entregar currículos, por diversas vezes recebia ligações para entrevistas onde era um "seja o que Deus quiser". Pelo fato da pessoa no outro lado falar normalmente rápido, tu cava sem entender algumas coisas e por querer demonstrar um inglês razoável, muitas vezes tu não queria car perguntando toda hora o que não havia entendido. Já aconteceu de após a ligação eu saber que eu tinha alguma entrevista marcada, mas não sabia o local e nem tinha certeza do horário.

Acima: Arco do Triunfo, Paris, França. Abaixo: Cliffs de Howth, Dublin, Irlanda.

Quais são os lugares mais legais que você conheceu? Conheceu algum edifício ou lugar importantes na história da arquitetura? Como foi a experiência? Antes de chegar em Dublin, tive a oportunidade de conhecer Paris. Lugar que com certeza dispensa comentários. Mas a Europa em si, tanto França como Irlanda, que são os dois países que conheci até agora, possui uma riqueza arquitetônica muito grande. Há muitos prédios históricos em qualquer rua que você andar. Muitas vezes são os pequenos detalhes que te fazem parar e analisar melhor cada situação. Porém a característica da monumentalidade da arquitetura europeia é o que mais chama a at e n ç ã o , c o m t o d a c e r t e z a . Principalmente Paris. Por mais clichê que muitos lugares possam ser, chegando lá e vendo eles pessoalmente você entende facilmente como esses lugares nunca caem no esquecimento. Arco do Triunfo, Catedral de Notre Dame e Torre Eiffel estão com certeza entre os melhores lugares que conheci. Qual a visão que da Irlanda sobre o Brasil? Há notícias daqui nos principais veículos de comunicação? Os Irlandeses com quem eu tive mais contato gostam do Brasil. Tem bastante curiosidade sobre como são as coisas lá e a maioria tem vontade de visitar. É muito comum encontrar artistas de rua tocando ou cantando pelas principais ruas da cidade. A alguns dias atrás, saí para dar uma volta à noite e ir em alguns bares. Passei por um irlandês que estava cantando sozinho em uma dessas ruas. Eu e um amigo paramos para ouvir. Quando ele terminou conversamos com ele. Ele logo percebeu que éramos brasileiros e perguntou se conhecíamos Jorge Ben. Aí começou a cantar a música "Agora ninguém chora mais" dele. Depois ele comentou com a gente que tinha vários amigos brasileiros, que eles tinham ensinado ele algumas músicas e que ele gostava muito do Brasil. São coisas desse tipo que fazem muitas vezes a troca de experiências de um intercambio ter

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tanto valor. Não acompanho muito os meios de comunicação aqui da Irlanda. Mas com certeza o que mais se repercutiu foi a luta entre McGregor e José Aldo. Os irlandeses gostam muito de luta. Mas foi tudo uma brincadeira saudável entre nós brasileiros e eles, cada um defendendo o lutador de sua nacionalidade, onde infelizmente levamos a pior e tivemos que aceitar as brincadeiras deles. Porém até nisso pudemos ver a educação deles. Fui preparado para no dia seguinte ouvir muitas piadinhas e eles pegando no meu pé o dia inteiro. Mas isso não aconteceu como eu estava acostumado. Alguns deles até vinham conversar sobre a luta e perguntar se eu tinha olhado ela. Mas não vinham em tom irônico e a grande maioria dizia que havia sido sorte e que o José Aldo era um grande lutador também. Um tanto quanto diferente das provocações e brincadeiras costumeiras no Brasil para esse tipo de situação. Como é a cultura local? Quais são as principais opções de lazer nos nais de semana ou programas culturais? Alguma diferença do que você costumava fazer no seu tempo livre aqui? Acho que as duas grandes paixões dos irlandeses são esportes e cerveja. A tradição de bares e de diferentes marcas de cervejas daqui com certeza é uma marca registrada da cultura deles. O número gigantesco de bares espalhados pela região é a grande prova disso. Eles também possuem bastante orgulho da sua cerveja Guiness. A famosa cerveja escura comercializada no mundo inteiro. Vir para Dublin e não provar uma Guiness é o mesmo que ir para Paris e não visitar a Torre Eiffel. O lazer ca em sua grande parte voltado para os pubs da região, que são inúmeros, para todos os gostos e sempre cheios. Porém eles também gostam muito de esportes. As opções de esportes são várias, desde esportes de luta até esportes desconhecidos por nós no Brasil com o Futebol Gaélico (que provavelmente nunca vou entender como funciona), sem esquecer é claro do adorado Rugby. Aqui eu costumo ir de vez em quando para alguns pubs com meus amigos, mas principalmente gosto de aproveitar para fazer alguns passeios pelos parques e pontos turísticos da cidade. As opções de parques daqui são b e m m a i o r e s e va l e m m u i t o u m a caminhada. Quais conselhos você, agora que está em intercâmbio, pode dar para os estudantes que pretendem viajar no futuro? Como eles podem aproveitar o máximo dessa experiências e evitar situações complicadas? Com certeza o primeiro passo é se programar bem. Pesquisar o máximo de informações possíveis sobre o lugar, a cultura, o clima, o custo de vida e as leis é muito importante. Outra coisa é se preparar para se adaptar às diversas mudanças que vão acontecer dali pra frente. É claro que você não vai estar pronto pra tudo que vai acontecer, até porque não é possível prever tudo, mas é para isso mesmo que encaramos um desao desses que é o intercâmbio. O mais importante é estar pronto para encarar coisas novas e superar as diculdades. Por m vir com a cabeça aberta para conhecer novas culturas, novas pessoas e estar disposto a aprender com as diversidades.

William Ruppenthal Contato: williamru92@gmail.com


INTERCร‚MBIO acima: Samuel Beckett Bridge, projeto do arquiteto Santiago Calatrava, em Dunblin, Irlanda. ao lado: Catedral de Notredame, Paris, Franรงa.

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INICIATIVA Andréia Moreira - Projetos Andréia Moreira é estudante de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Cuibá (UNIC), de Mato Grosso. Em 2015, criou no Facebook a página Andréia Moreira Projetos, onde compartilha os trabalhos que vêm desenvolvendo como projetista de móveis planejados. Junto com as imagens de suas perspectivas eletrônicas, Andréia compartilha dicas de decoração, projetos que admira e assuntos de interesse para colegas, outros estudantes de arquitetura e prossionais da área. Seu foco são os projetos de interiores e de construção. Nessa entrevista, ela conta um pouco mais sobre seu trabalho, como surgiu a ideia da criação da página e alguns desaos que enfrenta.

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Sempre me interessei por decoração e assuntos relacionados a arquitetura, mas a decisão por fazer o curso foi após realizar uma reforma na minha casa, me envolvi com tudo e vi que realmente aquilo me realizava, foi então que decidi iniciar o curso. Logo que iniciei trabalhava em outra área, mas percebi a necessidade de mudar, procurar um estágio ou emprego relacionado ao curso, onde eu pudesse aprender mais. Fiz um estágio em um escritório de arquitetura e logo surgiu a oportunidade de trabalhar com móveis planejados, onde estou até hoje, o que me traz uma experiência muito boa com projetos de interiores. As áreas que mais me interesso são interiores e construção (obras). Os maiores desaos que encontro no curso é a conciliação do trabalho com o estudo, pois o curso de arquitetura nos exige bastante tempo d i s p o n í v e l pa r a o s t r a b a l h o s extraclasse. O objetivo da página Andréia Moreira – Projetos é divulgar o seu trabalho na empresa ou conseguir trabalhos de forma autônoma? Como surgiu a ideia da criação da página? A ideia para a criação da página foi tornar conhecido o meu trabalho, tanto o realizado na empresa, quanto como estudante. A página é voltada a arquitetura, onde posso compartilhar assuntos relacionados ao curso, imagens de trabalhos, informações, etc. Qual é o seu público alvo? Seu foco são prossionais que precisam de auxílio para nalização de projetos? Ou são proprietários de imóveis e lojas que procuram um projeto planejado? Pretende incluir outros tipos de públicos como projetos de colegas da faculdade ou ilustrações publicitárias, por exemplo? Como a intenção é tornar visível o trabalho, o público alvo são amigos, colegas de curso, prossionais da área, pessoas que se interessem pelo desenvolvimento de projetos e de assuntos relacionados a arquitetura. E como a página é nova, ainda não incluí projetos da faculdade, mas acho a ideia muito boa, inclusive de colegas e outras ilustrações... Nos projetos, você costuma trabalhar e m pa r c e r i a c o m a l g u m o u t r o prossional, arquiteto ou engenheiro? Algumas vezes sim, isso depende do cliente. Alguns vem direcionados com arquiteto, que desenvolvem ou auxiliam o projeto, neste caso o que faço é adequar o projeto aos móveis e acompanhar até o nal, que é a execução e montagem. Em outros casos eu faço todo o trabalho, projeto, execução e nalização. A página do facebook apresenta projetos de interior e comerciais. Como é seu sistema de prospecção de novos clientes? Como ocorre o primeiro contato?

Como os clientes transmitem as informações de projeto para você? Eles te procuram com um projeto DWG pronto (no caso de arquitetos) ou pedem para que você desenvolva o projeto primeiro? Das duas maneiras, tanto através de plantas DWG, quanto através de medidas in loco e desenvolvimento de layout. Quando há arquiteto envolvido, geralmente eles já denem o projeto.

INICIATIVA

Fale um pouco sobre você: os estágios e trabalhos que realizou; como decidiu estudar arquitetura; qual a área da arquitetura que mais gosta; quais os maiores desaos que tem enfrentado.

Há um cuidado na relação do papel de parede com os objetos de ambientação das cenas. As escolhas decorativas vieram especicadas no projeto ou são sugestões e simulações compostas por você? Normalmente são sugestões e simulações compostas por mim, mas se o arquiteto acompanhar ele que dene com o cliente. Procuro entender o perl, o seu gosto e fazer a decoração que mais se ajuste a sua personalidade. Qual é o seu sistema de trabalho? Como você concilia o trabalho na empresa com a faculdade e a iniciativa de trabalho de forma autônoma? Trabalho durante o dia e estudo a noite, é bastante cansativo, dia de semana quase não consigo fazer os trabalhos exigidos pela faculdade, então me organizo para fazer nos nais de semana. Só mesmo quem estuda arquitetura entende a quantidade de projetos e trabalhos que precisamos apresentar. É uma época de muita dedicação e não tem como ser diferente.

Há quanto tempo você trabalha nesse sistema? Nessa área de trabalho há aproximadamente um ano e meio. Qual o projeto mais complexo com o qual você já trabalhou? Como foi esse trabalho? E qual foi o que mais gostou de trabalhar? Esse trabalho exige muita atenção, pois trabalhamos com milímetros, às vezes as paredes do local do projeto apresentam muitas deformidades, o que exige um trabalho maior para sua correção. Os mais complexos costumam ser esses. Geralmente todos os projetos são graticantes, pois se trabalha com a realização de sonhos. Para mais informações sobre o seu trabalho, quais são as formas de entrar em contato com você? Algum comentário que queira fazer? Acho muito bacana a proposta da Revista Genoa, ela incentiva os estudantes e oferece uma troca de informações muito válida! Parabéns pela iniciativa! E convido a todos que conheçam a página Andréia Moreira - Projetos e deixem suas sugestões. A página é nova, mas com o tempo serão postados mais trabalhos. Os contatos podem ser através de mensagens na própria página ou através de envio de e-mail no endereço andreia.moreira.nascimento@hotmail.com.

No meu caso, que trabalho em loja, o cliente me procura no ambiente de trabalho ou é prospectado através de contatos, relacionamentos e indicações. Os projetos mais executados são os residenciais, mas também há procura por comerciais. Andréia Moreira Contato: Facebook: Andréia Moreira - Projetos andreia.moreira.nascimento@hotmail.com

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Genoa estudantes #1  

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