ARTIGO Leia “Midsommar: o mal não espera a noite” Pág. 2 De Felipe Camargo de Paula
jornal barão de mauá Curso de Comunicação Social - Hab. em Jornalismo Centro Universitário Barão de Mauá
Ribeirão Preto - SP 4º bimestre/2019
ARTES PLÁSTICAS - Macalé virou artista ao pintar com a filha
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Batalhas de MC’s em Ribeirão Preto dominam espaços públicos, parques, calçadas e outros locais da cidade. Muitas estão vivas bem antes da popularização dos duelos na internet, principalmente no Yutube. Se destacam pela troca de sentimentos entre Mc’s e pla-
Foto: João Victor Marques
Foto: Anna Carvalho
MC’s travam duelo de rimas em ruas de Ribeirão Preto e na internet
teia, trazendo conhecimentos e experiências através de palavras rimadas de improviso. Em outubro de 2019 a Batalha da UBS, que acontece toda terça-feira na Praça do Japão, no bairro Vila Virgínia, zona oeste de Ribeirão Preto, completou dois anos de Pág. 10 muita luta e resistência.
Crescimento da frota de motos provoca 25 mortes no trânsito de Ribeirão Preto Foto: Vinícius Coró
Cidade registrou um acidente fatal com motociclista a cada dez dias no período entre janeiro e agosto deste ano
Motociclistas na avenida Fábio Barreto, na região central de Ribeirão Preto: trânsito matou 25 jovens entre janeiro e agosto de 2019
Alunos utilizam plataformas na internet para reforçar estudos
Jaboticabal recolhe bichos abandonados para serem doados
Uma escola na zona leste de Ribeirão Preto segue os princípios do indiano Sathya Sai Baba, que fundou sua primeira unidade de ensino em 1968. Atualmente, são 150 escolas com essa filosofia espalhadas por 35 países. A unidade de Ribeirão Preto atende famílias com alto índice de vulnerabilidade social. O projeto é totalmente gratuito, não há qualquer cobrança dos alunos e de suas famílias e depende exclusivamente de doações. Pág. 4
Estudantes de Ribeirão Preto estão utilizando plataformas de streaming, como o Youtube e Spotify, para melhorar seu desempenho escolar, seja em vestibulares seja para reforçar os conteúdos de faculdade. Gabriela Kitanishi, 22, diz que uma das vantagens de utilizar plataformas nos estudos é a facilidade em buscar o mesmo conteúdo em vários canais e com abordagens diferentes, enriquePág. 4 cendo a informação.
Jaboticabal está recolhendo animais que vivem nas ruas para doação. Antes de ganharem um lar, os bichos passam por uma quarentena, na qual são castrados, vacinados e recebem um chip. Atualmente o canil conta com cerca de 30 animais, dos quais 20 deles são idosos ou agressivos e os outros dez são transitórios. O canil conta com o apoio de voluntários, que realizam feiras de doação, palestras e serviPág. 8 ços veterinários.
EDUCAÇÃO Estudantes que prestam vestibular precisam lidar com a ansiedade Pág. 5
ESPORTES Morador de Brodósqui vence 35 anos de dependência química com a corrida Pág. 9
Ribeirão-pretano tem opção de tomar café a céu aberto Tomar café da manhã em barraquinhas são opções mais baratas para quem passa todos os dias pelo centro de Ribeirão Preto. Vendedores preparam todos os produtos antes de amanhecer e se dirigem para o centro logo pela manhã, diariamente. Para trabalhar nesse ramo,
os trabalhadores não podem ultrapassar o horário determinado pela Prefeitura de Ribeirão Preto. A quantidade de clientes é grande, bem como a variedade de produtos oferecida. As cafeterias a céu aberto na região central de Ribeirão Preto foram impulsionadas pelo desemprego. Pág. 7 Foto: Álvaro Momenso
Escola de Ribeirão segue princípios indianos e acolhe jovens carentes
O trânsito de Ribeirão Preto matou um motociclista a cada dez dias entre janeiro e agosto de 2019. A maioria das vítimas são jovens com idades entre 18 e 24 anos. Levantamento do governo do Estado aponta que o número de motocicletas na cidade cresceu 60% nos últimos dez anos. O crescimento da frota de motos está associado à facilidade de locomoção e aquisição dos veículos. Para Delcides Araújo, gerente de educação da Transerp, a autarquia de trânsito de Ribeirão, o número de mortes pode cair com mais fiscalização e educação por parte dos motociclistas. Pág. 3
SERRA AZUL Voluntários criam ONG para ajudar bichos doentes e abandonados Pág. 8
Consumidores tomam café em barraca de dejejum na região central
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CIDADES/OPINIÃO
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Moradores reclamam de descaso da população com a praça Luís de Camões THIAGO MOKWA
Moradores de Ribeirão Preto estão incomodados com a falta de infraestrutura na Praça Luís de Camões, uma das áreas mais tradicionais da cidade. Esse descaso que ocorre com um dos patrimônios de Ribeirão faz com que alguns cidadãos das redondezas fiquem muito irritados com a situação. Contudo, o descuido com a praça, inaugurada em 1937, não é culpa da prefeitura, mas sim da própria população. “As pessoas aqui parecem porcos, todos os dias jogam lixo no chão, na grama, picham e vandalizam nossa cidade. Muitas vezes vejo a prefeitura limpando, mas no dia seguinte, os jovens principalmente, sujam tudo de novo”, declara Élcio Lopes, aposentado de 67 anos e residente nos arredores da praça. A dona de casa Givanilda Maria afirmou que seu cachorro já se cortou diversas vezes com cacos de vidro no chão e se sente muito constrangida com tantas pichações e lixo no chão. “Me sinto morando na favela”, afirmou Givanilda. Contudo os mais prejudicados são os médicos e pacientes do hospital Beneficência Portuguesa, localizado ao lado da praça.
“A população tem que ter mais consciência e ver que essa falta de higiene perto de um hospital pode acarretar em alguma situação muito desconfortável, como uma infecção generalizada, trazida por vírus e bactéria de animais que são atraídos pela sujeira, como ratos, baratas, entre outros”, afirmou a médica Gelse Campos. Alguns vizinhos da praça estão pensando em algumas “estratégias” para melhorar o estado do local e, de acordo com o músico, Lindolfo Fernandes, os moradores estão planejando colocar placas, além de outros materiais, para evitar o acúmulo de lixo. Porém, a falta de dinheiro por parte dos moradores acaba afetando essa iniciativa, e o projeto provavelmente não sairá do papel. Fernandes está convencendo alguns moradores para irem com ele até a prefeitura para que a instituição possa aplicar punições ou semelhantes para quem sujar ou vandalizar a praça. A Prefeitura de Ribeirão Preto foi procurada pela reportagem, houve tentativas de contato por meio de telefonemas, WhatSapp, cartas, e-mail, entre outros meios, porém não houve retorno.
O jornal barão de mauá é uma publicação produzida pelo curso de Jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá. REITORA
Praça Luís de Camões, no Centro, preocupa moradores de Ribeirão Preto pela falta de infraestrutura
Profª. Dra. Dulce Maria Pamplona Guimarães
ARTIGO
VICE-REITOR
Midsommar: o mal não espera a noite
Prof. João Alberto de Andrade Velloso PRÓ-REITORA DE ENSINO
Profª. Ma. Valéria Tomás de Aquino
FELIPE CAMARGO
PRÓ-REITORA DE PÓS-GRADUAÇÃO, EXTENSÃO E INICIAÇÃO CIENTÍFICA
Profª. Dra. Joyce Maria Worschech Gabrielli PRÓ-REITOR DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Prof. Dr. Dyjalma Antonio Bassoli PRÓ-REITOR ADMINISTRATIVO
Antonio Augusto Abbari Dinamarco DIRETORAS INSTITUCIONAIS
Prof.ª Maria Debora Vendramini Durlo Prof.ª Meire Aparecida Pedersolli Thiago Henrique de Moraes
COORDENADOR DO CURSO DE JORNALISMO
Prof. Dr. Sebastião Geraldo
REPORTAGEM, FOTOJORNALISMO E DIAGRAMAÇÃO
Alunos do curso de Jornalismo
PROFESSORES RESPONSÁVEIS EDIÇÃO, COORDENAÇÃO E REVISÃO DE TEXTOS
Prof. Me. José Antonio Bonato
PROJETO GRÁFICO E EDIÇÃO DE ARTE
Prof. Me. Alberto G. P. Oliveira EDIÇÃO DE FOTOGRAFIA
Prof. Me. Jefferson Barcellos
EXPEDIENTE
PRÓ-REITOR DE GRADUAÇÃO
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Com meu crescente interesse por histórias de terror, ano passado eu saí à procura de me aprofundar nas obras audiovisuais do gênero. E como muitos devem imaginar eu me deparei com uma avalanche de filmes sem um bom desenvolvimento, profundidade, enredo e mais algumas variedades de fragilidades em suas estruturas. Mas o que mais me frustrava era que na maior parte eu não sentia um real mergulho na trama, sentia que eram filmes vazios com sustos baratos e desnecessários. E um filme que nadou contra essa correnteza foi “Hereditário” de Ari Aster, durante todo o filme você não leva “sustos”, mas eu garanto que no final você estará de cabelos em pé. Eu me peguei realmente apavorado e boquiaberto. Mas não é sobre esse longa que venho falar aqui, e sim do mais novo filme desse mesmo diretor: Midsommar De fato, eu comecei a assistir com as expectativas no teto, e durante todo o percurso eu presenciei uma enorme gama de sentimentos passando por mim. Mas vamos por partes. O
longa conta a história de alguns pós-universitários visitando um pequeno povoado na Suécia para um evento anual lá realizado. E é aí que se encontra nossa protagonista, uma formada em psicologia atormentada por um grande trauma na sua vida. Uma das peculiaridades desse filme que podem atrair a curiosidade de alguns é que ele se passa quase todo na luz do dia, por essa região da Suécia numa época do ano sofrer com o efeito de “Sol da Meia-Noite”. Serei sincero, a história não é mirabolante, é um enredo simples, com algumas decisões até contentáveis de alguns personagens. Porém, é aí onde se encontra a cereja do bolo, Ari Aster tem total ciência dessa fragilidade e mostra como se deve contar uma história, como fazer pequenos detalhes soarem importantes, comunicar através de imagens e não por diálogos expositivos, uma calibragem precisa nos movimentos de câmera, cortes e fotografia. E acima de tudo isso está a crítica feita à nossa intolerância cultural, principalmente à povos que estão distantes de nosso cir-
culo midiático. Como certos costumes podem nos ser estranhos e até primitivos, esquecemos que os nossos também podem ser muitas vezes mal interpretados por outros povos. Outro ponto a se elogiar é a atuação, todos os atores se mantêm e convencem como um todo, exceto a protagonista, interpretada por Florence Pugh, ela vai muito além. A verdade por trás de suas expressões, de suas falas, de seu comportamento exprime como ela está ruída por dentro. E uma vez que é exposta aos acontecimentos do filme deixa escapar como está quebrada, até chegar no clímax. Quando os créditos começaram a rolar eu estava perdido em pensamentos, me perguntando o que tinha acabado de assistir. Uma reflexão filosófica sobre a vida e a morte. Uma experiencia inesquecível que vou levar para a vida toda. Ari Aster nasceu em Nova York, 1988. Roteirista e cineasta norte-americano. Felipe Camargo é estudante do 4º semestre do curso de Jornalismo da Barão de Mauá.
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CIDADES
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Trânsito mata um motociclista a cada 10 dias Foto: Vinícius Coró
É o que revela levantamento feito pela Transerp entre janeiro e agosto; maioria são jovens e do sexo masculino
ESPAÇO ENTRE ELEMENTOS DA MATÉRIA
Motociclistas na Avenida Francisco Junqueira, na região central de Ribeirão Preto: acidentes no trânsito matou um condutor a cada dez dias entre janeiro e agosto de 2019
Um motociclista morreu a cada dez dias entre janeiro e agosto deste ano no trânsito de Ribeirão Preto. No período foram registrados 55 acidentes com moto, dos quais 25 com vítimas fatais, segundo a Transerp (Empresa de Transporte Urbano de Ribeirão Preto). Uma das explicações para as mortes, segundo Delcides Araújo, gerente de educação de trânsito da Transerp, é o alto número de motos em circulação na cidade. Segundo levantamento do governo do estado de São Paulo, chamado Infosiga, o número de motocicletas em Ribeirão Preto cresceu 60% nos últimos dez anos. Passou de 91.548 para 145.536 unidades. Para efeito de comparação, o número de carros aumentou 45,5% no período. “A motocicleta é um modal mais barato, que consome pouco combustível em comparação com os demais veículos. E nos últimos anos houve incentivos federais mediante redução de impostos para aquisição de veículos automotores”, afirma Araújo. Jovens com idades entre 18 e 24 anos e do sexo masculino são a maioria dos envolvidos nos acidentes. E o período noturno é o que concentra a maior parte das ocorrências. Para Araújo, a redução do número de acidentes com motos é um trabalho em três etapas. “Entendo ser necessária a curto prazo a adoção de fiscalização de trânsito rigorosa por parte das entidades executivas de trânsito.”
No médio prazo, segundo o gerente, é necessária a implementação de ações de educação e conscientização em parceria com diversos segmentos da sociedade, com o objetivo de alcançar um trânsito mais seguro. Por fim, a longo prazo ele entende ser necessário a inserção do conteúdo de educação de trânsito nas escolas como tema transversal a ser trabalhado desde o ensino infantil até o ensino superior. Jean Junio Garcia, 42, faz parte das estatísticas de acidentes com motos em Ribeirão Preto. Ele sofreu um acidente com sua Biz na rua Javari no Ipiranga, na zona norte, em 2017. A moto teve perda total, Garcia passou por duas cirurgias complexas na perna direita e correu o risco de perda do membro inferior. Foram sete meses sem poder andar. “A única coisa que eu consegui pensar no momento foi na minha esposa e na minha filha de três anos, na hora parecia que eu estava morrendo e naquele momento recorri a minha fé. Esta é uma situação que não desejo a ninguém. É um sentimento horrível e de total desespero.” Das 460 mil vítimas ou parentes de pessoas mortas em acidentes de trânsito nos últimos dez anos no Estado de São Paulo, 250 mil são motociclistas que se acidentaram e ficaram inválidos, com sequelas permanentes que os impedem de trabalhar, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada no dia 12 de novembro.
Modores do bairro Cristo Redentor têm problemas com o transporte NÍKOLAS GUERRERO
Moradores do Cristo Redentor, bairro da zona noroeste de Ribeirão Preto, estão com problemas com o transporte público. Desde a inauguração do bairro, em dezembro de 2018, eles reclamam de superlotação e dos horários dos ônibus. Para a área onde residem aproximadamente 30 mil pessoas, foi destinada apenas uma linha, que possui o mesmo nome do bairro. Os ônibus partem do Cristo Redentor e têm como ponto final
no terminal Dra. Evangelina de Carvalho Passig (avenida Gerônimo Gonçalves), com passagem na avenida Dom Pedro I, no Ipiranga. Por conta da linha única e o longo trajeto, um grande número de pessoas embarca nas viagens. Situação que é agravada em horários de pico. Formou-se no Facebook um grupo dos moradores do bairro onde discutem algumas questões, dentre elas a do ônibus. Dentre as principais reclamações estão a superlotação, os intervalos longos entre um ônibus e outro e o trajeto dentro do bairro.
Para os membros do grupo deveria ter outra linha para passar passar por um caminho diferente. Isto porque muitas casas ficam distantes dos pontos. Segundo uma pesquisa da revista Revide, 10% das reclamações do transporte público em Ribeirão Preto são referentes a linha do Cristo Redentor. As queixas são feitas à ProUrbano. Em resposta à pesquisa, a Transerp afirmou que o transporte é monitorado, com vita em adequar conforme a demanda registrada, conforme os moradores estão ocupando as casas. Foto: Níkolas Guerrero
VINÍCIUS CORÓ
Passageiros aguardam a entrada no ônibus; superlotação é frequente na linha do bairro Cristo Redentor
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CIDADES
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Plataformas viram ‘trampolim’ para alunos Jovens de Ribeirão Preto reforçam estudos com aulas no YouTube e Spotify para tentar vagas em universidades LUIZA ARAUJO
As plataformas de streaming, como Youtube e Spotify, mostram cada vez mais suas capacidades no que diz respeito à difusão de informação. Em pesquisa realizada pelo App Annie, companhia de análise do mercado mobile, entre 2016 e 2018 os brasileiros estavam em 6° lugar entre os maiores usuários de streaming do mundo. Esse potencial faz com que muitos estudantes, como Gabriela Kitanishi, 22 anos, de Ribeirão Preto, passem a utilizá-las como principal meio para auxiliar os estudos. Para a vestibulanda, uma das vantagens de utilizar plataformas de streaming nos estudos é a facilidade em buscar a mesma informação em vários canais e com abordagens diferentes, enriquecendo a informação. “Quando eu preciso ver vídeos, busco aqueles que possuem uma boa didática e que não tornam a aula algo cansativo”, afirma Gabriela. A estudante afirma que graças ao método, no ano passaso conseguiu, pela primeira vez, passar para a segunda fase da Unesp em medicina veterinária, um dos cursos mais concorridos da universidade. A graduanda em direito pelo Centro Universitário Barão de Mauá, Adriana Aparecida da Costa Martin, 21, de Ribeirão Preto, costuma estudar por um
Foto: Luiza Araujo
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O sentido das informações, da vida e do mundo é preenchido em aula
Gabriela Kitanishi estuda para o Enem por meio do YouTube
aplicativo da constituição federal e pelos podcasts “Amo Direito” e “Direito ao Ponto”, disponíveis no Spotify. Ela utiliza os streamings para revisar a matéria dada em classe. Desde a sua passagem pelo cursinho, presta muita atenção nas fontes antes de escolher uma plataforma de estudos. A jovem diz que muitos estudantes costumam cair na tentação de se basear no primeiro item que aparece nos resultados
de busca, aumentando as chances dos alunos aprenderem conteúdos falsos. Para Adriana, em uma pesquisa é preciso checar as informações em diversos locais e contar com ajuda do professor. “Na faculdade a fonte tem um peso muito importante, passei a dar valor a buscar a doutrina certa com autores e fontes confiáveis”, diz a aluna. Sérgio Kodato, mestre em Psicologia Escolar e do Desen-
Escola indiana na zona leste de Ribeirão fornece cardápio vegetariano aos alunos JAMIELE CAVALCANTE
Sathya Sai Baba foi um educador e reitor da Índia. Ele fundou diversas escolas gratuitas, que seguem o Programa Sathya Sai de Educação em Valores Humanos (PSSEVH). No Brasil há apenas três escolas Sathya Sai: em Ribeirão Preto, Rio de Janeiro e Goiás. Dalton de Souza Amorim se uniu a um grupo de educadores para fundar uma escola Sathya Sai em Ribeirão Preto. O local para a fundação da escola deveria ser em áreas da cidade, em que ela pudesse atender principalmente famílias em situação de vulnerabilidade e risco social. A escola poderia, assim proteger as crianças, e gerar um lugar seguro para elas ficarem. Em princípio a escola começou a funcionar no prédio cedido pela Associação de Moradores do Complexo do Ribeirão Verde, onde funcionou durante dois anos, até sua transferência para o prédio próprio, que foi construído em área doada pela prefeitura, onde também funciona a sede da Associação Mantenedora e um instituto que oferece cursos gratuitos sobre os princí-
volvimento Humano pela Universidade de São Paulo, diz que as plataformas ajudam muito no aprendizado, pois os alunos podem voltar o conteúdo e checar dados por conta própria.
pios educacionais de Educação em Valores Humanos. A entidade oferece como sua atividade principal Educação Infantil e séries do 1º ao 5º anos do ensino fundamental; crianças de 4 a 11 anos, todas residentes no bairro. Há alguns critérios para ser um estudante da escola. É necessário residir no bairro, alunos com irmãos que estudam na escola têm preferência e ainda há acompanhamento da renda per capita familiar da criança para seguir as exigências federais de Filantropia. “Meditação, harmonização, canto e citações durante a aula são algumas técnicas que os professores aplicam em sala, para que os alunos se acalmem e consigam entrar em sintonia”, afirma a diretora. A escola é totalmente vegetariana, embora pessoalmente cada um tenha suas próprias escolhas alimentares, e possui uma horta própria. Participa ainda do Projeto Mesa Brasil do Sesc, onde todo alimento que possa ser descartado por supermercado e que ainda está no prazo de validade é doado para a instituições Filantrópicas. Para ser um funcionário(a) da escola, deve-se fazer um cur-
so básico oferecido pela instituição Sathya Sai, sobre Educação em Valores Humanos (EVH). A associação mantenedora da Escola Sathya Sai é uma instituição filantrópica por oferecer gratuitamente aos seus usuários serviços educacionais, culturais e assistenciais. Todos os diretores são voluntários e a escola depende exclusivamente de doações. Muitas das doações que a escola recebe são anônimas. O número da conta para doações fica exposto no site da escola. É possível também adotar um único aluno, onde o doador deposita um valor que corresponde ao custo mensal de um estudante na escola. Além de doações particulares da Mantenedora, a escola possui convênio com a prefeitura, que cobre parte dos custos da Educação Infantil e dos 1º e 2º anos do Ensino Fundamental. Convênios também com a Fundação Waldemar Barnsley Pessoa, do grupo São Francisco e com a fundação Educandário, que têm sido parceiros excepcionais no progresso da Escola. As doações podem ser mensais, anuais ou apenas uma vez.
Antes de pensar nos streamings para estudar, Kodato afirma que os alunos precisam pensar em um método de estudo, para facilitar a obtenção de informação e evitar que o estudante se perca em tanta informação disponível. “As tecnologias vieram para agregar mais pensamento e inteligência para os processos educacionais e comunicativos”, diz Sérgio Kodato. ALIADO DA EDUCAÇÃO Apesar de reconhecerem o potencial digital na educação, Gabriela e Adriana reconhecem que a internet não substitui uma aula presencial, onde os alunos podem tirar suas dúvidas de forma mais direta e o professor adaptar sua explicação para melhor entendimento da lição. “A aula prática da uma responsabilidade de aprendizado. A pessoa já tem que ter essa res-
ponsabilidade e dedicação ao estudo”, diz Adriana. O especialista concorda que apesar dos streamings serem muito úteis para transmitir informação, para um aprendizado de qualidade eles, por si só, não são o suficiente. Agora, o professor precisa estar conectado com essas novas mídias e tecnologias, gerir o conhecimento na sala de aula e favorecer o aprendizado dos alunos estimulando a autonomia de pensamento deles. Esse desenvolvimento, segundo Kodato, só é possível em aulas presenciais. Onde ocorre a articulação entre o fato, a emoção e a troca de experiências entre alunos e professores. “A videoaula, por exemplo, só transmite os significados dos conteúdos e temas que estão sendo debatidos. O sentido das informações, da vida e do mundo é preenchido quando se agrega o fator subjetivo”, declarou o especialista em educação. Para uma educação efetiva, é necessário que o aluno esteja bem disposto para aprender, esteja familiarizado com a linguagem que a informação será transmitida e não desconsidere seu estado mental. Gabriela diz que o foco e determinação são essenciais nos estudos. Lembrar que “conhecimento nunca é demais e é algo que nunca vão tirar de você” ajudam muito a manter o foco e a motivação nos objetivos.
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CIDADES
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Vestibulandos sofrem ansiedade pré-prova Fase de preparo para o ingresso em universidades leva estudantes a apresentarem perda de peso e cansaço frequente
Passar no vestibular é considerado de forma geral um grande momento. Todo o esforço durante um ano ou mais de estudo intenso precisa ser recompensado com a vaga no curso dos sonhos. Mas essa é apenas uma parte da jornada. A necessidade de organização e disciplina frente às dificuldades, inseguranças, estresse, medo da reprovação e expectativas também são parte dessa competição em que há mais concorrentes do que vagas para ingressar nas universidades. É a primeira vez que a jovem Samanta Tainá Rossi, 18, vai prestar o vestibular para o curso de nutrição. Samanta sempre estudou em escolas da rede pública. Terminou o ensino médio em 2018 e teve oportunidade de sair de seu primeiro emprego e utilizar o ano de 2019 para se dedicar e se preparar para as provas. “Tive alguns altos e baixos. Nos primeiros seis meses do ano me preparei bastante. De julho em diante a correria do dia a dia aumentou e eu tento ao máximo estar atualizada e fazer alguns exercícios no celular mesmo”, afirma. Samanta contou ainda que mesmo saindo de seu emprego, ela precisou buscar por outro, para que não prejudicasse a situação financeira de sua família, fato esse que tomou tempo de estudo da vestibulanda. Os principais vestibulares públicos do país, Unicamp, Unesp, USP, Unifesp, ITA e a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que acontecem em novembro e dezembro, já se aproximam. A tendência é que os vestibulandos fiquem ainda mais tensos nessa fase, mesmo com consciência do próprio esforço para alcançar a vaga na universidade. Afinal, além da auto cobrança, muitas vezes, o estudante sofre pressão externa da família e colégio. “A reta final, pra mim sempre é mais difícil. Geralmente rola aquela pressão psicológica e eu costumo ficar bem ansiosa”, afirma Samanta.
Foto: Arquivo Pessoal
VITÓRIA PIERRI
Neste ano, Samanta Rossi dedicou suas horas vagas estudando para passar no vestibular; para a jovem, a ansiedade aumenta na reta final
PROFISSIONAIS Professor de biologia do Colégio Anglo Ribeirão e do Colégio Picasso, em Sertãozinho, Marcelo Nunes Mestriner, 57, considera que as maiores dificuldades dos alunos na fase pré-vestibular são a ansiedade e as indecisões. “Para ajudá-los trabalhamos estimulando a autoestima deles e trazendo as informações necessárias que os auxiliem a tomar decisões. Nos casos mais críticos, fazemos o papel de confidentes e orientadores no sentido de acalmá-los e trazê-los novamente ao controle”, afirma. Mestriner recomenda aos estudantes que procurem ajuda de um psicólogo, de preferência especializado em atendimento a vestibulandos. “Na impossibilidade, a procura de professores mais chegados ou de alguém da família que possua ou já passou por alguma experiência com vestibulares e/ou universidades”, diz o educador. Além dos vestibulandos de
primeira viagem, tem aqueles que estão tentando realizar o sonho de entrar para a universidade há bastante tempo. A jovem N.P., 22, presta o vestibular para medicina. “A rotina de um vestibulando de medicina é muito severa. Minha carga horária de segunda a sexta é das 7h15 às 19h15, fora os plantões e horas extras depois disso. De sábado, aulas das 7h15 às 17h30, além de simulados aos domingos. Manter o emocional é realmente muito difícil”, conta N.P., que faz curso pré-vestibular para medicina há quatro anos. No Brasil, o curso de medicina é o mais concorrido. Em 2018, no vestibular da USP que selecionou os ingressantes para 2019, a relação de candidato/ vaga para medicina na unidade de São Paulo foi de 115,2. Para a unidade de Ribeirão Preto foi de 108,65 e para a cidade de Bauru, de 86,9. Além do apoio do professor, há outro profissional que faz gran-
de diferença na preparação para as provas do vestibular: o psicólogo. Marcelo Cappato Filipecki, 41, está no atendimento especializado a vestibulandos há 17 anos. Durante todo esse tempo de contato com os alunos, o psicólogo conseguiu encontrar uma explicação do porquê de os vestibulandos ficarem tão nervosos nessa época e alguns chegarem a desenvolver transtornos mentais, como a ansiedade. “Em geral, as alterações emocionais acontecem em função de um conjunto de pensamentos disfuncionais que o jovem tem sobre desempenho e sobre si mesmo, nesse período caracterizado por intensa tensão e competição. É muito comum que ele, equivocadamente, insista em uma visão emocional do processo do vestibular, visão essa permeada por conceitos morais em nada técnicos ou analíticos”, afirma Filipecki. A jovem N.P. contou que decidiu frequentar um terapeuta
para acompanhá-la nessa fase de sua vida. “No começo, quando ouvia casos de vestibulandos que desenvolveram algum tipo de problema emocional, achava que eram casos específicos. Porém, no meu 4º ano de cursinho, percebi que é muito fácil você desenvolver isso.” A estudante já teve sintomas físicos, como a ansiedade. “Diversas vezes emagreci cinco quilos por conta da ansiedade que, no meu caso, refletia no meu estômago e não conseguia comer nada, e quando comia, não parava no estômago.” O psicólogo ainda explicou que o desenvolvimento dos transtornos emocionais é um processo de construção. Porém, a fase do vestibular, especialmente no final do 3º ano do ensino médio, o quadro se torna mais agudo. Filipeck faz atendimento a vestibulandos no Colégio Anglo Ribeirão, na escola Criar Redação e em sua clínica particular.
Porto Ferreira combate número de furtos no período de 1 ano GABRIELA BRUNO
No estado de São Paulo as ocorrências de roubos de celulares ocupam quase metade da porcentagem dos números no ano de 2019 no site oficial do governo. Dados atualizados mostram que o período de férias escolares tem os maiores índices, com 33% de ocorrências. Em comparação com o ano anterior, as porcentagens estão crescendo, e isso causa preocupação geral em toda a população. Em uma realidade mais próxima, a situação da cidade de Porto Ferreira não é diferente. O delegado de polícia
Eduardo Henrique Palmeira Campos mostrou que na cidade as maiores ocorrências são de furtos de celulares, e não roubos. Pois só é considerado roubo quando o crime é seguido de violência. “Nós não temos um controle dos furtos somente de aparelhos celulares aqui, pois as ocorrências são feitas contando o número total de objetos levados”, diz o delegado. Sendo assim, em 2019 existe um total de 402 ocorrências de furtos até agosto, 73 casos a menos que o ano de 2018. Segundo o delegado, essa
redução se deve pelo maior número de rondas e turnos dos policiais pela cidade, diminuindo a ação dos infratores na cidade. Porém os dados são diferentes no período de julho desse ano. “O motivo são as férias escolares, época em que as pessoas saem mais para descansar e passear, com uma preocupação menor, pois as crianças e os jovens não precisam ir à escola e a rotina torna-se mais leve.” A base da Polícia Militar informou como ocorre a maioria dos furtos. “São pessoas que na maioria das vezes estão distraídas
na rua, com os celulares e objetos na mão, bolsos ou até mesmo mochilas. O infrator marca esse tipo de pessoa e em questão de segundos levam suas coisas.” As abordagens são rápidas e algumas vezes imperceptíveis, como contou a estudante de biologia Maria Eduarda Barbiéri Machado. “Tenho conhecidos que já foram assaltados. Sei de situações que pegaram o celular da mão da pessoa sem ela perceber e já vi pegarem de surpresa também”, afirmou sem dar muitos detalhes. Em um caso mais extremo, a estudante de direito Adriene
Bertolini disse que foi abordada por três rapazes. “Eles me pararam em uma rua próxima a minha casa, em torno das 18h, e depois de me ameaçarem levaram o meu celular. ” Para evitar essas situações, além de contar com uma equipe que trabalha para deixar a cidade cada vez mais segura, os policiais deram algumas dicas básicas como evitar andar com o celular ou objetos de valor nas mãos ou em lugares visíveis, carregar a bolsa sempre bem à frente do corpo e não transitar em ruas vazias, principalmente após o anoitecer.
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CIDADES
4º bimestre/2019
Conheça os ‘4Ds’ do comportamento suicida MARIA CAROLINE FRANCISCO
O índice de suicídio entre os jovens brasileiros vem aumentando nos últimos anos. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essa é a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos. Porém existem medidas que podem ser tomadas para mudar esse cenário. É possível identificar o comportamento daqueles que são propensos a tal ato, e a população pode contribuir para a transformação desse quadro. Segundo o psicólogo Águiner Willian Rodrigues, pós-graduado em saúde mental e neuropsicologia, formado pela universidade Unifafibe da cidade de Bebedouro, é possível perceber quando o comportamento de uma pessoa indica propensão ao suicídio. “Características como depressão, desesperança, desespero e desamparo são sinais que ajudam a identificar.” Os fatores que contribuem para a persistência do suicídio podem ser tanto externos como biológicos. “Às vezes a pessoa terminou um relacionamento ou foi demitida do emprego e isso afeta de maneira grave. Já em re-
lação à genética, alguns pais trazem consigo transtornos mentais não tratados”, afirma. Muitas vezes os indivíduos se isolam quando estão depressivos. A falta de confiança em outras pessoas bem como a falta de perspectiva de vida são um dos fatores que permeiam os pensamentos de quem está em depressão.
recebidas, você consegue observar um humor mais deprimido. O apoio da família e dos amigos é de extrema importância nesses casos. Rodrigues ressalta que a relação com as pessoas ao redor também são relevantes. “Os vínculos são muito importantes, é necessário dar atenção. O mais importante é ser ouvinte, acolher e não fazer julgamentos.” Dessa forma, a sociedade pode contribuir para a diminuiOs vínculos são ção dos casos de suicídio com muito importantes, pequenas ações no dia a dia ou então ligando para o Centro de é necessário Valorização da vida (188). dar atenção Nesse local, existem profissionais preparados para atender os necessitados. Seja no círculo Dessa forma, fica fácil fazer familiar ou com trabalhos volunuma análise de determinada pes- tários em instituições, todos posoa quando ela apresenta estra- dem colaborar. nheza no comportamento. Se é alguém de um círculo social próSETEMBRO AMARELO ximo, todos que estão ao redor O “Setembro Amarelo” podem notar alguma diferença é uma campanha nacional de se já conhecem a pessoa. conscientização sobre a prePara detectar ainda mais si- venção do suicídio. Criada pelo nais, basta ter uma conversa com CVV (Centro de Valorização da a pessoa em questão e fazer per- Vida) de Ribeirão Preto, o moguntas simples e diretas. Assun- vimento dissipa discursos sobre tos como fé e perspectiva de vida este assunto e também realiza são boas estratégias. O psicólogo ações em instituições para atinafirma que mediante as respostas gir os jovens. O psicólogo Águiner Willian Rodrigues: o suicídio pode ser evitado
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Foto: Kelly Fardin
Uso excessivo de aparelho celular pode prejudicar crianças
O uso do celular pode atrasar o desenvolvimento social da criança
JULIANO GONÇALVES
Uma pesquisa da revista “The Lancet Child & Adolescent Health” mostrou um estudo com 4.500 crianças de 8 a 11 anos de idade, avaliando os hábitos do uso do celular. Apenas 37% conseguiram utilizar o aparelho no máximo duas horas. O termo “nomofobia” foi adotado para designar o medo em não ter o celular por perto, ou se sentir incapaz de usá-lo por motivos de sinal ou carga de bateria. Em Sertãozinho (SP) a psicóloga Jéssica Caroline Frazão diz que o uso exagerado do celular por crianças pode trazer prejuízos no desenvolvimento cognitivo e social, além de não conseguir lidar com situações do dia que envolva interação. “Com o uso do celular a criança não é forçada a pensar, já que a tecnologia vem com a finalidade de ser facilitadora das nossas ações”, destaca. Ela descata a exploração do ambiente por parte da criança. “É através da exploração do ambiente que a criança aprende e desenvolve habilidades motoras, além de ter o poder de criar e raciocinar”, afirma Jéssica.
Ainda segundo a psicóloga, o uso excessivo do celular pode gerar dependência da tecnologia, dificuldades de aprendizagem déficit de atenção, além de que crianças que usam antes de dormir podem apresentar privação do sono, dentre outros prejuízos. Para ela, o uso precoce pode despertar comportamentos ansiosos e problemas em falar sobre os medos, além de dificuldades de interação com outras crianças e o comportamento sedentário, trazendo prejuízos físicos.
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Apenas 37% conseguiram utilizar o aparelho no máximo duas horas
Já para a pedagoga Lidiane Mesquita, de Pontal (SP) o uso do celular em sala de aula pode ser um aliado no processo de aprendizagem. “O acesso à comunicação e à tecnologia evoluíram muito. Nessa perspectiva, fica claro que somente o quadro, o caderno e a caneta não são mais suficientes
para manter os alunos interessados em aprender.” Lidiane afirma que vê vantagens em mobilidade, interatividade, silêncio e inovação com o uso do celular. CASO REAL A moradora de Sertãozinho Sonia Lima é mãe da Ester, de sete anos, e diz que a filha não consegue largar o celular. “Na hora de comer apenas se tiver o celular por perto. Antes de dormir e na hora de acordar para ir para escola tem os minutos que ela fica no celular”, destaca. Segundo Sonia Lima, ela já tentou tirar ou estabelecer horas de uso, porém sua filha vence pelo choro e gritaria. A psicóloga dá dica para tentar evitar que o uso excessivo do celular não atrapalhe a criança. “Uma dica é usar o celular após a primeira infância, depois dos seis anos e ainda sim com o controle dos pais, verificando os conteúdos e com limites de uso diário”, afirma. Ela destaca o que não pode interferir com o uso diário do celular. Não podendo na hora de comer, brincar e não deixar substituir atividades em grupos.
Foto: Maria Caroline Francisco
Organização Mundial da Saúde afirma que jovens entre 15 e 29 anos estão mais propensos a retirar a própria vida
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ECONOMIA
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Barracas de cafés atraem clientes no centro
Vendedores acordam às 2 horas para preparar os produtos e iniciam as vendas antes de amanhecer em Ribeirão Preto Foto: Álvaro Momenso
ÁLVARO MOMENSO
Barracas de café da manhã localizadas em diversos pontos do centro de Ribeirão Preto atraem quem passa por lá todos os dias. O preço dos produtos são mais baratos, o que garante grande quantidade de clientes. Antônio Veloso, 30, vende café e outros produtos no ponto de ônibus localizado na rua Duque de Caxias, em frente a uma loja. Veloso exercia a profissão de extrusor, mas hoje sua única fonte de renda vem dos cafés da manhã. A casa própria e um carro já foram conquistados somente com o lucro obtido.
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Aqui eu sirvo café e também sou psicóloga para quem precisa
Em outro ponto da mesma rua Duque de Caxias, Adriel Ferreira, 28, acorda às 2h para preparar os produtos e começar a vender às 5h30. Tatiane Cardoso, 35, e Enio Raul, 39, começaram a trabalhar na esquina da avenida Francis-
Vendedores servem cafés da manhã diariamente: pães de queijo e bolos são os produtos mais vendidos
co Junqueira com a Barão do Amazonas em junho. Enio ainda procura outro emprego para complementar a renda. O local onde Tatiane e Raul trabalham é descoberto o que atrapalha um pouco quando chove, pois os equipamentos têm que ser levados para outro lugar, com cobertura. Na barraca próxima ao terminal de ônibus na praça das Bandeiras, na região central, Maria Cleonice, 51, serve cafés,
bolos e biscoitos. Era vigilante, mas após ser demitida não conseguiu novo emprego. Maria está no local há quatro anos. Segundo ela, o segredo para os clientes preferirem os cafés das barracas é o preço e o atendimento diferenciado. “Aqui eu sirvo café e também sou psicóloga para quem precisa, procuro sempre ajudar.”, afirma Maria em tom descontraído. Ela mantém a casa somente com a venda dos produtos.
NEGÓCIO DE FAMÍLIA O local onde Veloso serve os cafés já era ponto de venda de seu sogro há muito tempo, mas disse que assumiu as vendas há três anos. Veloso conta ainda que sua mulher também trabalha servindo cafés no centro, o ponto dela está localizado na rua Cerqueira César e o movimento diário só aumenta. Segundo Ferreira o ponto de venda onde ele está localizado
possui quase trinta anos, onde o dono anterior era seu pai, que ficou 5 anos, após assumir o lugar de um amigo. A barraca onde Tatiane e Raul vendem os cafés anteriormente pertencia à prima de Tatiane, mas após as obras na avenida, eles assumiram o negócio. FUNCIONAMENTO Fiscais da prefeitura permitem as barracas de café somente até as 9h, enquanto o comércio ainda está fechado. Maria disse que a prefeitura distribuiu os pontos de venda e coletes para os vendedores do centro, mas ela não foi informada desta ação do governo municipal de Ribeirão Preto. Para Maria, ter o ponto regularizado é uma segurança de poder trabalhar tranquila. Os entrevistados servem café de segunda a sábado e oferecem grande variedade de produtos com preços acessíveis. São vendidos cafés, leites, refrigerantes, pães, salgados e roscas. Maria afirma que o café vendido por ela é o mais barato do centro da cidade, os valores começam por cinquenta centavos que, segundo ela, atrai a clientela que passa pela região.
ALIMENTAÇÃO
VICTÓRIA MERIGUE
De alguns anos para cá houve um aumento expressivo de pessoas que se tornaram veganas. Elas se baseiam numa opção não apenas alimentar, mas num estilo de vida que restringe completamente tudo que venha de animais, uma alimentação mais saudável e uma preferência por orgânicos. Restaurantes, mercados e grandes empresas já vêm atualizando seus menus para opções mais saudáveis e sem nada de origem animal. De acordo com uma pesquisa realizada pela APAS (Associação Paulista de Supermercados) em parceria com o Ibope Inteligência, o comportamento de compra vem mudando junto com o mercado. Cerca de 46% dos consumidores consideram muito importante a oferta de produtos orgânicos e naturais nos supermercados, assim como nas lojas especializadas em alimentos saudáveis. A estudante Marjory Victória Frojoni, 19, é vegetariana faz cinco anos e se tornou vegana há um ano. “Depois de estudar sobre a causa, eu percebi que não fazia mais sentido na minha vida consumir o que a indústria da carne nos oferece. No veganismo eu aprendi que comer é um
ato político. Eu sou vegana pelos animais, pela natureza, pelo planeta e por mim. Me faz bem estar em paz com o que como, visto, uso, sou e me posiciono. O que mais me motiva é saber que eu causo impacto e vejo o movimento crescer.” Maria Eduarda Perce, 19, é uma estudante e tem passado pelo processo de se tornar vegana. Maria consome produtos orgânicos todos os dias. Para ela, mudar sua alimentação para uma sem nada de origem animal tem sido um desafio: “É bem difícil este processo de transição. Estou tirando o leite do meu dia a dia e derivados de animais e tenho substituído o requeijão por maionese de avocado (abacate), mas é uma luta constante porque geralmente quando eu vou para outros lugares as opções de lanches são de queijo ou milk-shake”. Ela vê um cenário de mudanças positivas nas ofertas de alimentação no país em razão do veganismo. “Eu acredito que isso vai mudar. A indústria de leites vegetais está crescendo muito e vem oferecendo mais opções aos consumidores, como por exemplo, os novos leites produzidos a partir de castanhas. Vale ressaltar que o veganismo tem como objetivo acabar com todas as formas de exploração animal.”
Foto: Victória Merigue
Veganos e orgânicos: um estilo de vida que ganhou espaço
A indústria alimentícia e sua sessão de hortifruti: produtos com agrotóxicos ainda são maioria no mercado
DICA DA ESPECIALISTA Apesar de se tratar de uma alimentação que promete ser mais saudável, será que essa dieta possui restrições? Beatriz Souza, 23, é formada em nutrição pela Unaerp (Universidade de Ribeirão Preto) e pós-graduada em nutrição esportiva e obesidade. Beatriz atua na área da saúde fazendo consultas para pacientes na área da alimentação vegana/vegetariana. Ela costuma indicar sempre para seus pacientes uma dieta rica em ali-
mentos orgânicos, e ainda cita os benefícios desta alimentação: “Sempre que possível incentivo ao consumo de alimentos orgânicos, pois além de ser livre de agrotóxicos, são muito mais saborosos, e nos oferece mais nutrientes que um alimento industrializado.” Ainda segundo Beatriz, a produção de orgânicos respeita o meio ambiente, pois o solo não é contaminado. Também é uma forma de incentivar a produção local e os pequenos produtores. A nutricionista é especiali-
zada no assunto e atende diversos veganos. O medo de muitos é que uma dieta vegana não possua os nutrientes necessários para uma alimentação saudável e equilibrada, e que possuam algumas restrições. “Geralmente não há restrições de alimentação. Porém existem casos onde não é possível atingir a recomendação de nutrientes, então é feito o uso de uma suplementação dos nutrientes necessários, mas isso não é uma regra, varia de caso para caso” expõe a nutricionista.
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CIDADES
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Canil de Jaboticabal tem cães para adoção
Animais, filhotes ou adultos, são entregues aos interessados com microchip e castrados a oferta ocorre em feiras Foto: Layne Mauricio
LAYNE MAURICIO
A cachorrinha idosa, vovó pode ser adotada no canil de Jaboticabal
O Canil Municipal de Jaboticabal tem o intuito de acolher animais que precisam passar por uma quarentena por suspeita de alguma zoonose. Além de zelarem pela proteção, os animais resgatados nas ruas são acolhidos, castrados, vacinados e microchipados. O canil conta com auxílio de feiras de adoção, palestras de conscientização e veterinário. Atualmente no canil se encontram cerca de 30 animais, sendo 20 deles idosos e também os que foram acolhidos por histórico de mordedura porque são agressivos. Esses dificilmente são adotados. Os outros dez animais são transitórios, entre eles filhotes, animais saudáveis e que não tenham nenhum tipo de deficiência. Esses têm a possibilidade de adoção. A adoção de animais é feita através de feiras que acontecem geralmente nas praças da cidade, onde ocorrem palestras sobre guarda responsável para prevenir o abandono. As adoções podem ser feitas também por pessoas que visitam o Canil Municipal. O animal já sai com a castração agendada e microchipado. O processo de inserção do microchip, no dorso do animal, é gratuito e disponibilizado pela Prefeitura de Jaboticabal. O microchip contém um código de barras no qual estão ca-
dastrados todos os dados da pessoa. Além da microchipagem, é feito também um contrato de adoção, o qual é assinado por duas testemunhas. “A intenção do microchip é proteger e identificar os bichos, isso acaba sendo muito bom porque previne a questão do abandono”, diz a diretora do Departamento de Proteção Animal de Jaboticabal, Valéria Barbieri. De janeiro a outubro, centenas de animais foram doados pelo Canil Municipal, entre eles adultos e filhotes. “O fluxo de adoção é intenso. Somente nesta última semana foram adotados cerca de 12 animais aqui do canil: seis adultos e seis filhotes”, afirma. Segundo Valéria, em pesquisa feita pelo serviço de zoonose de Jaboticabal estima-se que haja cerca de 2 mil animais abandonados, dentre eles cães e gatos. “Os animais não podem servir como comércio somente para beneficiar o bolso de alguém. Adotar significa salvar vidas. Quando alguém adota um animal, significa que haverá espaço para outro que será salvo”, declara a diretora da Proteção Animal.
mo que digam que são bem tratados, há uma exploração muito grande na venda desses animais. Muitas vezes eles são forçados a terem uma cria atrás da outra. Isso virou um comercio”, afirma. Atualmente Nathalia tem três cachorros, pegos na rua ou abandonados pelos donos e que sofreram maus-tratos. Um deles um pit bull de nome Thor, que foi abandonado e chegou pesando apenas oito quilos. Hoje, tem 20 quilos a mais. “A adoção é um ato de amor maravilhoso, desde que feita com o coração e responsabilidade. Os cachorros são tão puros e pedem tão pouco de nós. Por mim teria a casa cheia deles”, declara a moradora.
FAMÍLIA Na família da moradora de Jaboticabal Nathalia Longanezi, a compra de animais não é bem-vinda. Todos os que ela possui são adotados. “Tenho o sonho de ter várias raças de cachorros, mas sei que teriam que ser comprados. Mes-
Funcionamento de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30 Endereço: Esplanada do Lago Carlos Rodrigues Serra, 160, Vila Serra Telefone: (16) 3203-2487 ou (16) 3202-8320 (Zoonoses)
ADOÇÃO Os interessados em adotar animais do canil municipal podem entrar em contato com o departamento pelo telefone (16) 3203-2487 ou com o setor de Zoonoses pelo (16) 3202-8320.
ATENDIMENTO Canil de Jaboticabal
SOLIDARIEDADE
LUANA CAMARGOS
Voluntárias de Serra Azul realizam bazares, rifas, feiras, bingos e outros eventos para arrecadar dinheiro para uma associação que cuida de animais doentes e abandonados. Batizada de Anjos de 4 Patas, a associação reúne oito mulheres e vive de arrecadação própria, sem ajuda do poder público. Caroline Spadoni de Assis é assistente de Controladora de Programação de segunda a sexta-feira. Mas, nas horas vagas e nos finais de semana, ela é responsável pelas mídias sociais e tesoureira da associação. Para conseguir verba, diz ela, são realizados bazares de roupas novas e usadas, feiras de doces, rifas, bingos, venda de pizza e produtos para a arrecadação de valores, além de pedidos de ajuda financeira nas redes sociais. A associação Anjos de 4 Patas surgiu há três anos e é composta, além das voluntárias, por amantes dos bichos. Todos trabalham no intuito de ajudar os animais sem donos, uma causa que não tinha adeptos até então.
“Começamos com um caso sério de uma cadelinha com um enorme tumor na vulva. Uma das meninas ficou sabendo, se sensibilizou, e teve a ideia de ajudar”, afirma Caroline. Segundo ela, foi criado um grupo no WhatsApp para levantar fundos para o tratamento. “Conforme foram aparecendo novos casos, escolhemos o nome para o grupo. Depois disso, criamos uma página no Facebook”, declara a voluntária. Ainda de acordo com ela, são prestadas contas dos gastos aos colaboradores e dadas informações de como o animal ficou. Tendo as redes sociais como a maior forma de divulgação do grupo, as voluntárias alcançam simpatizantes até de outras cidades, que divulgam e ajudam com o voluntariado e também conseguem ter conhecimento de novos casos. A Anjos de 4 Patas não recebe nenhuma ajuda do poder público e ainda não é considerada ONG, pois para isso precisaria de um numero maior de participantes, criação de um código de conduta, participantes com cargos
e funções definidas, CNPJ, conta bancária de pessoa jurídica e tudo isso registrado em cartório. “Até tentamos, mas nunca tivemos o número de pessoas dispostas suficiente e muito menos verba para concretizar isso. Infelizmente para receber recursos do governo, obrigatoriamente teríamos que preencher esses requisitos. Por enquanto somos uma associação sem fins lucrativos”, afirma Caroline. Para poder ajudar, além de poder depositar qualquer valor em conta corrente de uma das voluntárias, as pessoas podem doar: - Medicamentos (novos ou usados); - Roupas, sapatos e acessórios para o bazar (novos ou usados em bom estado); - Ração de cachorro ou gato (adulto ou filhote); - Qualquer produto que possa ser rifado ou qualquer serviço que possa servir de prêmio para rifas ou bingos; - Casinhas, cobertores, caminhas; - Coleiras, coletinhos, guias, cones de pescoço e roupinhas ciFilhotes de cachorros abandonados são resgatados pela associação rúrgicas (novos ou usados).
Foto: Reprodução
Associação de Serra Azul ajuda animais abandonados
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CIDADES
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Ex-viciado troca dependência por maratonas Morador de Brodowski vence 35 anos de consumo de drogas e conquista títulos internacionais de corridas de rua Foto: Acervo Pessoal
nunca mais usaria drogas. No mesmo dia saiu para caminhar e percorreu cerca de 22km de distância. Após dois meses praticando caminhada todos os dias, Arilson parou de mancar e começou a correr. “A corrida entrou por acaso na minha vida. Eu corria todos os dias e meus amigos sempre comentavam: nossa você correu tudo isso? Isso foi me incentivando e me dando forças a correr cada vez mais.”
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O meu exemplo pode salvar outras vidas e ajudar as pessoas a não usarem drogas
Arilson recebendo troféu de campeão da maratona de 24 horas da Rio Ultra, disputada no Rio de Janeiro AMARILDO PIZZI
Após 35 anos de dependência química, Arilson Silva, 49, morador de Brodowski, trocou o vício em crack pelas pistas de atletismo e se tornou ultramaratonista. Este ano foi vice-campeão da maratona mundial na Grécia
e em maio quebrou o recorde sul-americano de 48 horas com a marca de 371km percorridos, o recorde anterior durava 20 anos. A história de Ariman, como é conhecido, é digna de um enredo de filme. O apelido veio após ele cair de um andaime e sofrer uma
fratura múltipla do fêmur e colocar uma placa de titânio na perna esquerda. Foi no dia 16 de janeiro de 2016 que Arilson colocou um ponto final no vício do crack. Era aniversário de seu irmão e após cantar parabéns ele prometeu para a mãe e para si mesmo que
A primeira corrida disputada por Arilson foi quatro meses após abandonar o vício, na maratona de 100 km de Franca (SP) a Rifaina (MG). “Foi aí que eu descobri o que era um ultramaratonista porque até então eu não sabia que isso existia. Após terminar a prova o pessoal chegou falando ‘você é um ultra, você é um ultra’.” Hoje Arilson vive da corrida, tem patrocinadores e também é palestrante. Uma das palestras é motivacional e fala sobre a superação. A outra é sobre o risco do álcool e das drogas. “O meu exemplo de vida pode salvar outras vidas, ajudar pessoas
a não entrar e também a sair desse mundo das drogas e do álcool.” Apesar de estar há 3 anos e 11 meses limpo, Silva não se considera curado, pois para ele “não há cura para o dependente químico”. “Foram muito mais anos usando drogas do que sem elas. É uma luta diária”. Os resultados mais importantes da carreira de Ariman foi o vice-campeonato mundial de maratona na Grécia disputado em janeiro deste ano. Em maio quebrou o recorde sul-americano que durava 20 anos percorrendo 371km em 48 horas. Recentemente foi campeão da Rio Ultra na prova de 24 horas disputada no Rio de Janeiro e em 2017 fez o maior percurso em pista de atletismo ao correr 508 km durante 72 horas em Brodowski. Ele ainda sonha em ser o número 1 do mundo nas maratonas de 48 horas. Atualmente é o 3°. Também sonha ir para as olimpíadas em 2020 e correr uma maratona por dia durante 30 dias. Além disso pretende continuar palestrando, levando sua experiência para quem é dependente e quem é jovem não entrar na dependência. “Hoje eu me sinto mais importante como um palestrante do que como um atleta porque eu posso mostrar para eles que é possível sim viver sem drogas e sem álcool e ter uma qualidade de vida boa. Tudo que plantar hoje você vai colher lá na frente.”
RAFAEL RABELLO
É a primeira vez na história do Brasil e na América Latina que médicos colocam em prática o tratamento feito com células reprogramadas do próprio paciente. Os médicos e os integrantes da CTC (Integrantes do Centro de Terapia Celular) começaram a usar o método chamado de terapia celular CAR-T, que consiste em combater células cancerígenas de linfoma. Esse procedimento já é usado nos Estados Unidos para tratar linfomas e leucemias avançadas. No mês de setembro, o aposentado Vamberto Castro, de 62 anos, iniciou o tratamento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, no interior paulista. O paciente apresentava o quadro com linfoma em estado grave e estava sem resposta a tratamentos convencionais para a doença. Desde 2017, ele já havia passado por radioterapia e quimioterapia, sem sucesso. Como último suspiro, os médicos conseguiram autorização para tentar uma nova terapia, que enfim deu um passo gigantesco para Vamberto e para a medicina no Brasil, sendo pri-
meiro paciente da América Latina tratado com células CAR T. Após os 20 dias de tratamento, a resposta foi positiva e muito promissora, mostrando que as células cancerígenas desapareceram. “Foi incrível, em um mês a resposta veio rápida e eficaz, por enquanto, existem experiências americanas que mostram o índice é superior a 80% de cura. Pacientes que estavam condenados, como esse do nosso caso, têm 80% de chance de cura com uma única aplicação desse tratamento”, destaca o médico. O aposentado será acompanhado por uma equipe médica, por pelo menos 10 anos, para que se saiba a efetividade do procedimento. “O paciente tinha um câncer em um estágio terminal, já tinha sido submetido a quatro tipos diferentes de tratamento, sem resposta. E todas as respostas aos tratamentos foram ruins e sem sucesso. Veio justamente para fazer o CAR T-cell”, conta Renato Cunha, médico que cuida do caso em Ribeirão Preto. O médico Dimas Tadeu Covas, coordenador do Centro de Terapia Celular (CTC) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, juntamente com Renato Cunha, estão desenvolvendo uma
plataforma brasileira de terapia com células CAR T no CTC. “Desenvolvemos uma tecnologia toda nossa, dentro de um instituto público, dentro de um hospital público, apoiado pela USP, pela Fapesp, pelo CNPq [Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico] e pelo Ministério da Saúde. Portanto, é um tratamento que se destina aos nossos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e é um dos mais promissores que e xistem no momento, disponível em poucos países”, completa o professor. Segundo Covas, nos EUA, a produção das células e as despesas hospitalares, juntas, chegam a custar US$ 1 milhão (mais de R$ 4 milhões, na cotação atual). Porém, afirmou que que a plataforma brasileira poderá baratear o tratamento em até 20 vezes, na comparação com o custo de um produto comercial. Além disso, podendo abrir um protocolo de produção de células CAR-T e que permita os demais laboratórios a produzirem e cuidando de mais pacientes. “Isso é um feito muito grande. Um avanço gigantesco em relação à esse tratamento. Com o tempo e a melhora dos méto-
Foto: Hugo Caldato/Hemocentro RP
Tratamento faz câncer terminal regredir em paciente na USP
O paciente Vamberto Castro em tratamento inédito contra o câncer
dos, podemos oferecer isso, daqui a algum tempo, para a nossa população”, comemora o coordenador do CTC. Antes de ser disponibilizado no SUS, o procedimento deverá cumprir os requisitos regulatórios da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pesquisa deverá incluir mais 10 pacientes nos próximos seis meses, mas ainda não há prazo para que o tratamento seja feito em larga escala.
Com isso, a ideia é que seja uma vez por mês. “Olha, estamos demonstrando que dominamos a tecnologia, porque o paciente respondeu, então, ela funciona, o produto atingiu o que se esperava dele. Agora é o seguinte: isso é produzido em um laboratório, nós temos capacidade de produção, de tratamento, de um por mês, porque ele é um processo laboratorial”, concluiu o médico e coordenador Dimas Covas.
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CULTURA
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Batalhas de rima conquistam Ribeirão Preto
Os encontros de MC´s comandam praças, calçadas e outros espaços públicos muito antes da popularização na internet Foto: João Victor Marques
JOÃO VICTOR MARQUES
As batalhas de rima estão cada vez a populares. Com a chegada da internet, existem canais no YouTube com esse tipo de conteúdo que possuem mais de 1 milhão de inscritos. Em Ribeirão Preto as batalhas dominam as praças, calçadas e outros espaços públicos muito antes dessa popularização na internet. Hoje existem pelo menos cinco batalhas de rima em diferentes locais da cidade. Em outubro de 2019 a Batalha da UBS, que acontece toda terça-feira na Praça do Japão, no bairro Vila Virgínia, zona oeste de Ribeirão Preto, completou dois anos de muita luta e resistência. COMEMORAÇÃO A comemoração do aniversário foi com uma edição de batalha de duplas com um pocket show dos próprios MC´s que participam da batalha. Brayan Novaes, 20, conhecido como “Jimmy”, é organizador e apresentador da UBS e acredita no poder que o hip hop tem em despertar vários sentimentos no público e o impacto que a batalha causa no bairro e na cidade. “O hip hop é maravilhoso porque ele tira sorrisos das histórias mais tristes. Já sorri e fiz sorrir e isso é o que mais me motiva. O bairro nunca teve uma batalha de rima acontecendo semanalmente com esse aspecto de compromisso. Acredito que cada vez que acontece a batalha o público sai mais informado e ambientan-
Os apresentadores da batalha Jimmy (de boné cinza) e Mariana Botta com o campeão da noite segurando a ‘folhinha’ e Coquin no canto esquerdo
do com a cultura”, declara Jimmy. Assim como a Batalha da UBS outras estão se espalhando pela cidade. No Ribeirão Verde, zona norte de Ribeirão Preto, em 2019 foi criada a Batalha do Céu. TRANSFORMAÇÕES No momento a batalha não está ativa por falta de apoio da prefeitura e do espaço onde acontece. Apesar de todos os contras, a batalha já vem mudando a vida de MC´s que começaram a batalhar através dela.
Breno Pompolo, 16, conhecido nas batalhas como “Gordinho”, apesar da pouca idade já é um dos maiores campeões da Batalha do Céu. Gordinho esteve em quase todas as edições da batalha. Começou a frequentá-la após se inspirar em outra batalha famosa de Ribeirão Preto. “Aprendi a rimar em 2018 e me interessei quando vi os outros MC´s na batalha da 7 que tinha na praça Sete de Setembro no centro da cidade. Apenas neste ano com a criação da Batalha do
COMUNICAÇÃO
Céu eu tive coragem de pôr a cara e tentar participar. Minha família ainda sente um pouco de medo quando vou nas batalhas, pois a imagem do MC e das batalhas é muito marginalizada. O pessoal acha que é rolê e palco de drogas, mas a gente só quer disseminar a cultura do hip hop, nada além disso”, afirma Pompolo.
gerações lutassem bastante. Um dos percursores das batalhas de rima em Ribeirão Preto foi o arte educador Fabricio Bispo, que teve uma trajetória de respeito nas batalhas e no hip hop em geral, Bispo vê uma grande mudança nas Batalhas de rima atualmente. “Na época em que comecei, os MC´s tinham mais responsabilidade no que iam falar na hora MUDANÇAS de rimar, hoje é diferente porque Para todo esse pessoal es- o pessoal não vê o peso que suas tar levando a cultura do hip hop palavras podem ter sobre as ouadiante foi preciso que outras tras pessoas”, comenta Bispo.
COMÉDIA
Alunos criam produtora audiovisual a Humorista une fãs e críticos de Jair Bolsonaro na internet partir de projeto gerado em faculdade MARIA VITÓRIA TRINTIM
No primeiro ano dos cursos de comunicação da Universidade Barão de Mauá de Ribeirão Preto, o audiovisual é uma das matérias que consta na grade dos alunos. A proposta do professor é que esses jovens criem curtas para que possam entender as técnicas de produção, desde a elaboração de roteiro à captação de imagens. Muitos desses alunos acabam descobrindo a paixão pelo cinema logo no início, o que foi o caso do estudante Bruno Henrique Gomes, 19, que atualmente cursa Publicidade e Propaganda na instituição e acabou criando um canal no YouTube com seus colegas de sala voltado para essas produções audiovisuais. Em seu canal KEOS Produções ele atua como roteirista e diretor, onde conta histórias como “Doses de amor”, que aborda desilusões amorosas e a dificuldade em lidar com um término. Atualmente produzindo
um documentário sobre a arte no interior de São Paulo, o jovem promete trazer informações sobre museus e artistas. Segundo ele, a importância de realizar esses curtas é compartilhar um pensamento ou uma sensação. “O motivo de continuar produzindo, basicamente, é levar uma ideia a todos, transbordar sentimentos da obra em copos alheios e saber que sempre vai existir uma ideia que pode ser contada.” Por conta da popularização das plataformas digitais e do sucesso do streaming, o modelo tradicional de fazer filme ficou no passado e esses novos serviços são vistos como uma forma de renovar a indústria cinematográfica. Foi assim que o roteirista descreveu a preferência do Youtube como meio para compartilhar seu trabalho. “A escolha da plataforma online vem da ideia de visualizar o conteúdo com mais facilidade. Além disso, adotamos
esse método pela praticidade de expressar a arte criada, ou seja, disponibilizando uma melhor interação e feedback com o público”, afirma o estudante. Quando não se tem o apoio do governo ou de empresas que investem em cultura, é possível afirmar que essas produções vão ficando para trás. A falta de verba, equipamentos e ideias podem dificultar o trabalho, porém o acadêmico não pretende deixar isso atrapalhar. “É um desejo de sempre estar criando, sabe? Então, é algo maior que eu, é uma maneira de me autossuprir, é um jeito de produzir uma visão, é criar e também tentar inovar.” Além do Bruno, a produtora conta com Isabella Giolo como diretora de fotografia, João Vitor Freitas e Thais Miranda operando câmera e áudio. O objetivo da equipe é exatamente o que a sigla da produtora traz: Kriar, Expressar, Ouvir e Suprir a arte na comunicação.
ROBERT SIQUEIRA
unido apoiadores e opositores do presidente da República. “Eu não esperava [tanta repercussão]. Sabia do potencial do vídeo, mas não esperava que seria tão compartilhado e repercutido. E fez sucesso tanto com quem gosta do Bolsonaro, quanto quem não gosta do Bolsonaro. A galera que estava dividida acabou se unindo porque gostou do vídeo”, comemorou o humorista.
Nos últimos meses, Carlos Eduardo de Páscoli, mais conhecido como Cadu, 32, se viu em inúmeras páginas do Facebook e recebeu seus próprios vídeos nos grupos em que estava no WhatsApp por conta de uma imitação do presidente Jair Bolsonaro cantando a música “Vida Loka - Parte 2”, do grupo de rap Racionais MC’s. Esse vídeo, em páginas do DICAS Facebook, já soma mais de 4 miPara o comediante, o suceslhões de acesso. so de seus vídeos se dá pelo fato de ir por outro caminho, difeREPERCUSSÃO rente das imitações convencio“Começou com o Vesgo [ex- nais. Segundo Cadu, imitar uma -repórter do Pânico], comparti- personalidade fazendo algo que lhando na página dele, e depois jamais foi imaginado é a chave várias pessoas começaram a para “viralizar”. compartilhar. No YouTube, está “Eu tento falar o que o Sílvio com mais de 500 mil visualiza- Santos, por exemplo, jamais fações. No Facebook, está com laria. Então eu fiz ele lendo a bímais de 4 milhões de visualiza- blia, cantando músicas que ninções”, disse Cadu. guém imaginaria, assim como O humorista revela que não o Bolsonaro. Eu tento fugir do esperava tanta repercussão de padrão de todas as imitações”, seus vídeos e se orgulha de ter revelou o humorista Cadu.
CULTURA
11 Fotos: Anna Carvalho
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Aos 78 anos, Macalé ainda expoe em casa as suas obras artísticas
Pintor ribeirão-pretano Macalé faz sucesso com pinturas sem seguir regras acadêmicas ANNA CARVALHO
Jaime Domingos Cruz, popularmente conhecido por Macalé, 78, é um dos artistas negros pioneiros a liderar o movimento artístico em Ribeirão Preto. De maneira muito natural, o gosto pela pintura veio para o artista quando ainda era jovem. Entretanto, conseguir visibilidade no meio artístico não foi fácil. Macalé era atleta nos anos 60 e, por problemas financeiros na família, precisou parar de competir. Foi no ano de 1965 que começou a ensinar a filha, na época, com 5 anos, a brincar com tintas e tomou gosto pela pintura quando começou, por conta própria, a expressar o que sentia nas telas produzidas com instrumentos reciclados. No começo, suas pinturas eram colocadas nas paredes da sala da casa de Macalé e demoraram a serem conhecidas. Em uma visita à casa do artista, um de seus amigos o auxiliou a expor e vender as pinturas na Praça XV em Ribeirão Preto, na Feira Hippie que acontece semanalmente na cidade. O trabalho, apesar de simples, deu resultado. O dinheiro arrecadado ia para a compra de materiais para as pinturas. No início, o artista sofria preconceito por ser um dos poucos artistas negros participantes do movimento artístico. Mas o racismo em sua vida está presente desde sempre. O artista, que veio de Orlândia para Ribeirão Preto, conta que em brincadeiras de criança nunca era convidado por sua etnia. “Em alguns antigos clubes esportivos da cidade, eu mal era convidado para limpar a piscina, menos ainda para participar das atividades”, disse.
Apesar disso o artista não desistiu. “Preconceito não leva a nada. Eu queria trabalhar e mostrar o potencial que eu tinha. Na minha infância, eu não podia entrar nem no Theatro Pedro II. [Eu] não podia porque sou negro. Hoje apresento as minhas obras lá dentro”. Agora o artista precisa lidar também com outras dificuldades: a conquista por seu espaço. Para Macalé, falta de reconhecimento e apoio das galerias locais. “Muitas portas se abriram para mim desde os anos 60. Mas são poucas. Falta muito espaço para a arte.” O professor e artista plástico Cleido Vasconcelos, de Ribeirão Preto, conheceu o trabalho de Macalé há alguns anos, quando acompanhava as exposições pela cidade. “O processo artístico do Macalé é diferente. É simples. Não segue regras acadêmicas”, contou. Além disso, Vasconcelos ainda explicou um pouco sobre o processo criativo do artista: “[As obras] têm um estilo naïf – que, em francês, significa ingenuidade - com uma inclinação para o estilo africano”, expôs o professor. Para ele, Macalé é um pintor para se admirar. “Tudo que ele aprendeu, foi sozinho, vivendo sua vida e retratando isso nas pinturas.” Atualmente, Macalé não está trabalhando com exposições, mas os planos ainda são altos. “Estou catalogando as minhas obras há anos. Meu sonho é fazer um leilão.” Além disso, o pintor também está ajudando a restaurar as obras do Theatro Pedro II, no centro de Ribeirão Preto. Para o artista, a satisfação é grande. “Fico muito feliz em poder participar desse movimento agora. Antes nem me deixavam entrar lá. É uma felicidade.”
O pintor apresenta com orgulho suas obras mais simples, carregadas de muitas histórias e significados
Todos os instrumentos de trabalho de Macalé são feitos manualmente e a maioria à partir de reciclagem
Professor universitário consegue 34ª cadeira da Academia de Educação ISABELLY MOREIRA
Aconteceu em setembro, na noite de sexta-feira (18), na Faap (Fundação Armando Alvares Penteado), a cerimônia onde o professor Wlaumir Doniseti de Souza tomou posse da 34ª cadeira da Academia Ribeirão-pretana de Educação (ARE). A Academia Ribeirão-pretana de Educação é responsável pela ampliação e aperfeiçoamento da educação, tendo como lema: “In totum hominem promovere” (promover o homem integralmente). Além da avaliação do currículo lattes, para se ocupar uma
cadeira da academia é necessário que o patrono tenha falecido ou entregado o posto, só então que é aberta vagas para que outra pessoa integre o time. Ao ser convidado para se candidatar à academia, foi considerado o fato de constar em seu currículo sua graduação em filosofia e pedagogia, mestrado em história e doutorado em sociologia, que foram critérios fundamentais para que o professor pudesse ocupar a cadeira, como também a recente publicação da segunda edição do seu livro “Versos e Reversos do Amor”. Mensalmente, são realizadas reuniões onde se discutem
Foto: Acervo Pessoal
Artista supera dificuldades e ganha destaque no meio cultural
O professor Wlaumir Doniseti de Souza ocupa a cadeira nº 34 da ARE
os principais desafios da educação brasileira, como também o processo de formação do profissional da educação e a construção da docência. O seu papel ocupando esse posto é de grande relevância social, já que a academia desenvolve projetos para a implementação da educação e isso acontece através de palestras, feiras, oficinas e círculos literários. Além disso, segundo o professor Wlaumir, fazer parte desse time de docentes que zelam pelo ensino é uma realização e reconhecimento. Por conta disso, já tem em mente um projeto para o enriquecimento educacional, no caso uma palestra realizada para os alunos do ensino médio e aberta aos estudantes de escolas públicas. ‘VERSOS E REVERSOS DO AMOR’ Após o sucesso do primeiro livro, “Versos e Reversos do Amor”, o professor Wlaumir foi convidado pela editora a lançar sua segunda edição, o que aconteceu na tarde do dia 24 de agosto, sendo uma obra lírica que reflete sobre a vida e as idas e vindas do amor. O docente destaca que esse sentimento pode ter múltiplos significados e enfatiza a importância de uma frase de Chico Xavier para a construção da Obra: “ódio, que poderias chamar de avesso ao amor, nada mais é que o amor que adoeceu”.