Revista FAMASUL - Ano 1 - Nº 1 - maio a julho 2022

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Ano 1 - Nº 1 - maio a julho 2022

de OLHO no

futuro

Para atender Agro 4.0, Senar/MS capacitou um em cada dez sul-mato-grossenses

Roda de Tereré Agro ganha destaque nas exportações

Dedo de Prosa Entrevista com a ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina Leia mais em nosso site



Editorial DAS RAÍZES AO FUTURO DO CAMPO!

E

MARCELO BERTONI Presidente do Sistema Famasul

m 2022, a Famasul completa 45 anos. Temos uma sólida trajetória construída lado a lado com Mato Grosso do Sul, também criado em outubro de 1977, irmão de sementes, raízes e frutos. Neste ano tão marcante, lançamos a Revista Famasul. Queremos compartilhar com todos a contribuição da Famasul ao agro do estado e sua empreitada nessas mais de 4 décadas: desafios, superações e especialmente conquistas. Para a primeira edição, a entrevista especial é com a deputada federal Tereza Cristina sobre seu trabalho nos 3 anos em que esteve à frente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Uma prosa realmente inspiradora, inclusive para outras reportagens. Fomos em busca de dados e análises sobre a presença da mulher no mercado de trabalho, empreendedorismo e incentivo a novas lideranças e qualificação, afinal, o agro 4.0 já é uma realidade. Sustentabilidade e muita tecnologia também estão presentes nas próximas páginas. Além, claro, das ações do Senar/MS, uma verdadeira escola da terra. A Assistência Técnica e Gerencial, novas modalidades de ensino, medicina preventiva e responsabilidade social estão gerando emprego, renda e melhorando a qualidade de vida de milhares de pessoas das áreas rurais. São mais de 31 mil atendimentos no programa Saúde do Homem e da Mulher Rural, e quase 283 mil certificados entregues por meio da Formação Profissional Rural e Promoção Social. Estamos falando de novas fronteiras para quem vive e trabalha no campo; estamos falando de dedicação àqueles que cultivam e alimentam o amanhã. Com pesquisa e comprometimento, buscamos informação, histórias e emoções, para proporcionar a vocês, leitores, um mergulho nos horizontes e nas dinâmicas do agro de Mato Grosso do Sul, uma terra de oportunidades, dia após dia. Boa leitura!

QUEREMOS COMPARTILHAR COM TODOS A CONTRIBUIÇÃO DA FAMASUL AO AGRO DO ESTADO E SUA EMPREITADA NESSAS MAIS DE QUATRO DÉCADAS: DESAFIOS, SUPERAÇÕES E, ESPECIALMENTE, CONQUISTAS.

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Sumário/ /Expediente

Presidente: Marcelo Bertoni Vice-Presidente: Mauricio Koji Saito Diretor Secretário: Claudio George Mendonça - Diretor Tesoureiro: Frederico Borges Stella - 2º Secretário: Fábio Olegário Caminha - 3º Secretário: Massao Ohata - 2º Tesoureiro: André Cardinal Quintino - 3ª Tesoureira: Stéphanie Ferreira Vicente

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Capa Para atender Agro 4.0, Senar capacitou 1 de cada 10 sul-mato-grossenses

16 5 Agronews

Dedo de Prosa Entrevista com Tereza Cristina

7 - Edição 2022 do Prêmio Agrociência

campo à gestão da propriedade

Meio Ambiente 8 - Com sistemas integrados,

MS assegura sustentabilidade e diversificação

Tendências de Mercado 10 - Panorama e tendências

da agricultura e pecuária

Roda de Tereré 11 Agropecuária se diversifica e ganha ainda mais destaque nas exportações

MEMBROS DO CONSELHO DE REPRESENTANTES (CNA) Efetivo: Marcelo Bertoni - Mauricio Koji Saito - Suplentes: José Vanil de Oliveira Guerra Antonio Ferreira dos Reis

Mercado 14 - Seguro rural protege desde

Inova Agro 6 - Senar On conecta produtor e

está com inscrições abertas

SENAR/MS - Administração Regional do Estado de Mato Grosso do Sul - Conselho Administrativo - Dirigente: Marcelo Bertoni | Membros titulares: José Pereira da Silva | Marcio Margatto Nunes | Valdinir Nobre de Oliveira | Daniel Kluppel Carrara | Suplentes: Mauricio Koji Saito | Janes Bernardino | Honório Lyrio | Thaís Carbonaro Faleiros Zenatti | Maria Helena dos Santos Dourado Neves | Luciano Muzzi Mendes | Conselho Fiscal: Paulo César Bózoli | João Batista da Silva | José Martins da Silva | Suplentes: Rafael Nunes Gratão | Moacir Reis | Orélio Maciel Gonçalves | Superintendência: Lucas Duriguetto Galvan

Transformando Vidas 21 - Senar/MS capacita da lida no Assistência Técnica 27 - ATeG muda a realidade de 168 ovinocultores

Projetos Especiais 28 - Saúde do Homem e da Mulher já fez mais de 31 mil atendimentos

30 Famasul em Ação 32 Agro Agenda Fala, Técnico! 38 Sistema Famasul prepara nova ICONS

MEMBROS SUPLENTES DA DIRETORIA Paulo Renato Stefanello - Janes Bernardino Honório Lyrio - Alessandro Oliva Coelho Yoshihiro Hakamada - Bedson Bezerra de Oliveira - Lucicleiton Cirino da Rocha - Hilies de Oliveira - Durval Ferreira Filho - Vilson Mateus Brusamarello - Valter Dala Valle - Florindo Cavalli Neto - Herminio Pitão - Severino José da Fonseca - Antonio Gisuatto - Edson Bastos - Romeu Barbosa de Souza - Hudson Amorim de Oliveira MEMBROS DO CONSELHO FISCAL Efetivos: Jefferson Doretto de Souza Henrique Mitsuo Vargas Ezoe - Telma Menezes de Araújo - Suplentes: Jesus Cleto Tavares Deny Meirelles Nociti - Fábio Carvalho Macedo

safras até a vida do produtor

trabalhador rural ao conhecimento

CONSELHO DE VICE-PRESIDENTES Antônio de Moraes Ribeiro Neto - Antonio Silvério de Souza - Dario Antonio Gomes Silva - Manoel Agripino Cecílio de Lima - Luciano Aguilar Rodrigues Leite - Leandro Mello Acioly - Rodrigo Ângelo Lorenzetti - Alexandre de Paula Junqueira Netto - Roberto Gonçalves de Andrade Filho

&

S OCI AL

geração de empreendedores e líderes

REVISTA FAMASUL Gerente de Comunicação, Marketing e Eventos: Anahi Gurgel | Coordenação de I CONS & S OCIAL MEDI A LO GOS F OR BUS IN ES S Comunicação: Camilla Jovê | Coordenação de Marketing: Flávio Gutierrez | Equipe: Vitor Ilis | Ellen Albuquerque | João Carlos Castro | Leandro Abreu | Mariana Mota | Estagiários: Gabriel Garcia | Giovanna Welter | Redação, revisão, projeto gráfico, edição e diagramação: A2L Comunicação | Fotos da edição: Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul | Freepik Casa Rural: Sede da Famasul e do Senar/MS Rua Marcino dos Santos, 401 - Cachoeira II Campo Grande/MS Famasul - Tel.: (67) 3320-9700 M E D I A L OSite: G O sistemafamasul.com.br S F OR BUS I N ES S CAR D Senar/MS - Tel.: (67) 3320-6900 Site: senarms.org.br ICONS

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Agronews

PATRULHAMENTO RURAL

Mais segurança no campo O campo está mais seguro em Mato Grosso do Sul. A Polícia Militar do estado recebeu em março mais 27 viaturas para fazer o patrulhamento nas áreas rurais de 20 municípios: Campo Grande, Sidrolândia, Ribas do Rio Pardo, Dourados, Maracaju, Nova Andradina, Amambai, Naviraí, Fátima do Sul, Ponta Porã, Três Lagoas, São Gabriel do Oeste, Paranaíba, Chapadão do Sul, Bataguassu, Coxim, Aquidauana, Corumbá,

Jardim e Bonito. O reforço no policiamento faz parte do projeto Campo Mais Seguro, lançado pelo governador Reinaldo Azambuja, o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, e o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Paulo. “Enquanto produtor rural, afirmo que a iniciativa é um dos atos mais

importantes para o setor, porque traz segurança para conseguirmos focar na produção. As entregas mostram a preocupação com a população que mora e trabalha no campo, que gera emprego e renda e contribui para o avanço do estado. Agradeço por esse apoio integral, envolvendo as secretarias e forças policiais, que atendem sempre nossas demandas da maneira mais coerente possível”, avalia Marcelo Bertoni.

AFTOSA

RECORDE

MS livre de aftosa sem vacinação

VBP histórico

A partir de 2023, Mato Grosso do Sul vai alcançar status de área livre de febre aftosa sem vacinação. O anúncio foi feito em abril, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). O presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, destacou que o resultado foi conquistado em razão do empenho, dedicação e responsabilidade dos produtores rurais com a sanidade dos rebanhos, além da parceria com entidades públicas e privadas e do trabalho do serviço veterinário oficial do país. Ele ressaltou que foram realizadas amplas ações pela instituição para compartilhar informações e desenvolver projetos visando atingir a nova condição sanitária. “Representa a abertura de importantes e exigentes mercados mundiais, impulsionando a economia e a competitividade do estado”. A última vacinação do rebanho bovino e bubalino será em novembro deste ano.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022 deve chegar a R$ 82,5 bilhões em Mato Grosso do Sul. Com aumento de 10,2% frente a 2021 (R$ 74,9 bilhões). É o maior já obtido na série histórica, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). As lavouras devem resultar em R$ 61 bilhões, o equivalente a 73,9% do total, e a pecuária, em R$ 21,5 bilhões, ou 26,1% do indicador. As lavouras aumentaram seu faturamento em 17,26% em relação ao ano passado, enquanto a pecuária deve recuar em 5,86%. A soja representou 60,5% do valor das lavouras, com R$ 36,9 bilhões, e o milho, com 23,6%, equivalendo a R$ 14,4 bilhões.

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Inova Agro INICIATIVA CONECTA PRODUTOR E TRABALHADOR RURAL AO CONHECIMENTO, INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

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projeto Senar On já tem mais de 60 polos instalados em Mato Grosso do Sul. Lançada em agosto do ano passado, a iniciativa leva ao produtor e ao trabalhador rural conhecimento, inovação e tecnologia, por meio da conectividade com a internet. “O projeto é desenvolvido em parceria com os sindicatos rurais. Eles viabilizam o espaço físico e o mobiliário, enquanto o Senar/MS entra com os equipamentos eletrônicos e o custeio mensal da internet”, explica o coordenador do projeto, Wellington Matsumoto Ramos. Cada sala conectada conta com internet via satélite, modem, roteador, televisão e notebook. “A nossa missão é levar educação profissionalizante de forma gratuita à população rural. Com esse trabalho, atingimos locais estratégicos, alguns com dificuldades de acesso, como assentamentos, propriedades e escolas rurais”, comenta. Wellington explica que, mais do que oferecer cursos e capacitações tanto de maneira online quanto presencial, o projeto aproxima a internet de comunidades rurais que ainda viam a tecnologia como algo muito distante. A iniciativa oferece 117 cursos online. São 17 da plataforma do Senar Mato Grosso do Sul e 100 do Nacional. Para 2022, uma das novidades é o programa Despertando. “É uma ação voltada à alfabetização de jovens e adultos no meio rural. Vai funcionar nos polos em formato híbrido - presencial e a distância”, revela.

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Além da difusão do conhecimento, o coordenador relata que as unidades do projeto ainda servem de base de apoio para as comunidades rurais e os técnicos da entidade. Um exemplo é Eldorado, onde estão dois polos. Um, no assentamento Floresta Branca, que usa a sala de um colégio desativado, e outro na fazenda Junqueira, uma propriedade rural com localização privilegiada, de fácil alcance para áreas vizinhas e a comunidade do Morumbi. Juntos, beneficiam quase 1,5 mil pessoas. Instaladas em março, as unidades estão transformando vidas. “Caso alguém precise utilizar a internet, pode ir a um dos polos e usufruir gratuitamente. Também são realizados treinamentos do Senar/MS e reuniões de grupos da região. No assentamento temos uma parceria com a Associação de Mulheres. Elas usam a sala para os encontros e capacitações”, ressalta o presidente do Sindicato Rural de Eldorado, Alexandre de Paula Junqueira Netto. Alexandre aponta o Senar On como mais um dos projetos “estruturantes” da instituição com os sindicados rurais. “Um feedback que recebíamos sempre era da dificuldade para o deslocamento até a cidade para a participação nos treinamentos. O projeto resolve isso. Outro aspecto é a melhoria da qualidade de vida das comunidades. Internet de boa velocidade, acesso a conhecimento e a capacitação possibilitam uma expansão da visão de mundo dessas pessoas.” Encarando os polos como extensões que ampliam a capilaridade do sindicato, o presidente adianta que, para este ano, a meta é ampliar os treinamentos e capacitações e manter os grupos de estudos de Ensino a Distância (EaD), além de transformar as unidades em pontos de encontro para a discussão de demandas e apresentação de projetos.


Inova Agro

Pesquisadoras recebem certificados de participação no Prêmio Agrociência 2021

PRÊMIO AGROCIÊNCIA Edição 2022 está com inscrições abertas

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Sistema Famasul está com inscrições abertas para o Prêmio Agrociência 2022. A iniciativa está em sua terceira edição. Foi criada em 2020 e tem duas categorias: graduação e pós-graduação. Seu objetivo é premiar revisões bibliográficas, produzidas por estudantes, que tragam conteúdos ou inovações sobre o agro. As inscrições vão até o dia 30 de junho e são feitas pela internet, na página da entidade. Nesta edição, a apresentação e defesa dos trabalhos serão presenciais, diante de uma banca julgadora. Os vencedores vão ganhar certificados de barras de ouro. O documento poderá ser trocado por dinheiro em uma instituição bancária. “Foi uma forma que o Sistema Famasul encontrou para valorizar a produção acadêmica e o trabalho científico das universidades e, em simultâneo, favorecer o compartilhamento das informações técnicas. Nestes dois anos temos premiado bons estudos voltados ao desenvolvimento da nossa agropecuária, que abordam aspectos como a sustentabilidade, redução de custos de produção e elevação dos índices de produção, entre outras”, explica o coordenador do projeto, Clóvis Tolentino. O professor da UFMS, mestre em

Agronegócios e doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento, Victor Fraile Sordi, orientou os trabalhos que venceram as duas edições na categoria graduação. “Nosso diferencial foi tratar de temas atuais e extremamente relevantes, com revisões de trabalhos nacionais e internacionais. Sintetizamos o conhecimento disponível e desenvolvemos novos conteúdos que podem subsidiar políticas públicas e ações da iniciativa privada na agricultura e pecuária.” Ele destaca que a premiação é muito importante para estimular os estudos e as pesquisas, ainda mais em um cenário de dificuldades para a realização dos trabalhos por conta da escassez de tempo e de recursos. “Precisamos de mais iniciativas como esta, para oferecer oportunidades para os alunos com vocação para a pesquisa e ciência, nos diferentes níveis, tanto na iniciação científica na graduação quanto na pós-graduação. Participar do prêmio é uma experiência única”. Com a orientação de Sordi, o estudante de Administração da UFMS Rogério da Silva Santa Ana, de Naviraí, venceu a categoria graduação em 2021. No estudo “Rumo a uma pecuária 4.0”, ele tratou das fazendas inteligentes. “Os resultados in-

dicam que as mudanças estão apenas começando. Muitas tecnologias já até fazem parte do nosso dia a dia, como sensores de sons, câmeras e drones. É como olhamos para elas que determina o quanto queremos evoluir”. Na mesma edição, o primeiro lugar em pós-graduação ficou com a médica veterinária, fiscal agropecuária e aluna da UFMS, Giuliana Nogueira. Ela fez um estudo sobre a priorização de áreas de vigilância e riscos com a presença do javali, com orientação da professora Aiesca Pellegrin. “O projeto faz parte da rede de pesquisa e inovação para o manejo e controle adaptativo do javali em Mato Grosso do Sul, coordenado pela Embrapa Pantanal. Teve objetivo de gerar dados para dar suporte a estratégias para a vigilância epidemiológica de doenças de suínos no estado, evidenciando o papel do risco representado pelo javali asselvajado. O estudo não está concluído ainda, é um processo de aprimoramento contínuo”, ressalta. O coordenador do Prêmio Agrociência avalia que os resultados da iniciativa têm sido muito positivos e atingiram os objetivos do Sistema Famasul, que eram aproximar a pesquisa universitária e a acadêmica do setor produtivo. MAIO A JULHO 2022 • REVISTA FAMASUL • 7


Meio Ambiente COM SISTEMAS INTEGRADOS, MS ASSEGURA

SUSTENTABILIDADE DO AGRO E DIVERSIFICAÇÃO DA PRODUÇÃO

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agropecuária de Mato Grosso do Sul é uma das mais sustentáveis do país. Utiliza técnicas e práticas que conciliam produção e proteção ao meio ambiente. Entre os principais instrumentos estão os sistemas integrados. São estratégias que associam diferentes atividades, como a agricultura, a pecuária e o cultivo de florestas em uma mesma área. Não é por acaso que Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de uso da integração. Segundo a Rede ILPF – associação formada por empresas e pela Embrapa para difundir esses sistemas,

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o estado tem 3,169 milhões de hectares ocupados com esse modelo de produção. Representa 18,1% da área com integração no país, que chega a 17,431 milhões de hectares. Nos últimos seis anos, o espaço ocupado pelos sistemas cresceu 58% no território sul-mato-grossense. O estado expandiu sua produção agropecuária baseada na conversão de áreas, principalmente em espaços que eram ocupados antes somente por pastagens. A mudança no uso e ocupação do solo impulsionou as atividades e a própria economia de Mato Grosso do Sul e, ao mesmo tempo, garantiu o

cumprimento de metas ambientais. O consultor técnico do Senar/MS Clóvis Tolentino aponta que a integração oferece uma série de vantagens aos produtores, como: otimização do uso da terra, aproveitamento de todo o potencial do solo e combinação de vários modelos e culturas, em apenas um espaço. Ele explica que a intensificação, dependendo da modalidade adotada, possibilita a produção em uma mesma área de: grãos, fibras, madeira, energia, leite ou carne. Além disso, a associação pode ser feita de forma consorciada, em sucessão ou em rotação.


Modalidades de integração Existem várias possibilidades de combinação entre os componentes agrícolas, pecuários e florestais da integração. Mas, antes de optar por um deles, o produtor deve procurar orientação técnica especializada para analisar a viabilidade do sistema. Atualmente são quatro modelos: • Integração lavoura-pecuária (ILP) • Integração lavoura-floresta (ILF) • Integração floresta-pecuária (IFP) • Integração lavoura-pecuária- floresta (ILPF)

REALIDADE NA PRÁTICA O produtor rural Moacir Reis adota a ILP em suas propriedades em Ribas do Rio Pardo desde 2006. Ao todo, são mil hectares com a atividade consorciada e os resultados são muito positivos. “A longo prazo, a integração entre as culturas apresenta muitas vantagens, principalmente em adubação, mas também a interação dos animais com as árvores. O bem-estar animal é o principal ganho com o projeto”, detalha. Da área intensificada, ele explica que 40% são dedicados ao cultivo de eucalipto e 60% para pastagens. “Temos uma interação de floresta e pastagem, os animais têm uma interação com as árvores e há o ganho, isso é fato. Quando observamos, a questão da temperatura média é o que mais sentimos. É mais estável. A floresta dá uma estabilizada nas temperaturas extremas. No frio, nunca estará tão frio; no calor, nunca estará tão quente”, comenta. Com a mão na terra e de olho no rebanho, Moacir vê o sistema como uma grande alternativa para reduzir os riscos

do empreendimento rural. “Quando você pensa na questão da integração, você pensa na diminuição de risco. Pensamos em duas culturas que podem assegurar duas fontes de renda. O ganho por hectare até pode ser menor, mas quando olhamos a longo prazo, o risco é muito menor, assim a receita se sobressai. Se você tem só uma cultura, o investimento é maior e o risco também. O gado faz muito bem para a floresta, e a floresta faz bem para pastagem e para os animais. Um ganho para os dois lados. As duas atividades são beneficiadas e o produtor tem menos riscos dentro do projeto”, ressaltou. Além dos benefícios citados por Moacir, o consultor do Senar/MS cita o ganho ambiental, principalmente a melhoria da qualidade do solo, como outra vantagem dos sistemas integrados. “A presença de diferentes espécies vegetais na mesma área possibilita o aumento de matéria orgânica, como folhas e raízes, que, por sua vez, favorece a vida de minhocas, besouros e outros pequenos organismos. Estes pequenos animais ajudam a decompor os restos de plantas, fazem galerias no solo e, com isso, melhoram a infiltração de água, reduzindo também o risco de erosão”, relata. CARNE CARBONO NEUTRO O consultor do Senar/MS diz que o produtor que cria gado de corte em consórcio com o cultivo de florestas pode ter ainda um benefício a mais: agregar valor à proteína destes animais e certificá-la com o selo “Carne Carbono Neutro”. O selo é uma marca conceito desenvolvida pela Embrapa. “A Carne Carbono Neutro é um exemplo. Já é comerciali-

zada e com valor diferenciado em vários centros, porque sua produção neutraliza as emissões dos gases do efeito estufa por meio do crescimento de árvores no sistema integrado”. Clóvis destaca que o Senar/MS e o Sistema Famasul desenvolvem várias ações de capacitação para o uso dos sistemas de integração e que a iniciativa requer planejamento. “É necessário avaliar as demandas de máquinas e equipamentos que a nova atividade tem e se vai ser necessário alugar ou contratar alguém que faça o serviço. Outro exemplo: o cultivo de grãos precisa de máquinas específicas, que geralmente o pecuarista não tem. Um outro aspecto fundamental é a disponibilidade e qualificação de mão de obra. Neste ponto em especial, é onde o Sistema Famasul atua fortemente, qualificando gratuitamente trabalhadores e produtores”, finaliza.

O consultor técnico do Senar/MS ressalta que a abrangência da integração é enorme, porque possibilita o desenvolvimento simultâneo de várias atividades e também a aplicação em propriedades rurais de todos os portes: pequenas, médias e grandes. “Há muito tempo ouvimos que a diversificação da produção favorece a estabilidade da propriedade. Somado a isso, há uma busca cotidiana pela produção sustentável. A produção integrada consegue contemplar estas duas perspectivas. É um caminho sem volta”, expressa.

“HÁ UMA BUSCA COTIDIANA PELA PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL. A PRODUÇÃO INTEGRADA CONSEGUE CONTEMPLAR ESTAS DUAS PERSPECTIVAS. É UM CAMINHO SEM VOLTA” Clóvis Tolentino, consultor técnico do Senar/MS MAIO A JULHO 2022 • REVISTA FAMASUL • 9


Tendências de Mercado Os analistas técnicos do Sistema Famasul, Eliamar José de Oliveira e Jean Carlos da Silva Américo, retratam o panorama atual de produtos do agro e as tendências baseadas nos principais indicadores e previsões de mercado. Confira:

SOJA

CARNE SUÍNA

MILHO

Segue com viés de alta. A quebra de safra provocada pelas condições climáticas reduz disponibilidade do produto na América do Sul. O quadro, somado a elevação da demanda mundial e aos bons preços no mercado externo reforçam a tendência de subida das cotações internas. Nos primeiros cinco meses de 2022, o preço médio da saca em Mato Grosso do Sul valorizou 2,02% ao mês.

O panorama é desafiador. Registra aumento expressivo de produção e, ao mesmo tempo, custo elevado. Com ampliação da oferta ocorreu a queda de preços. A menor remuneração reduz o poder de compra do produtor. A tendência é que os custos para a criação permaneçam elevados, em especial com a alta nos preços dos grãos. Precisa ampliar consumo interno e exportações.

Os preços cederam. Em maio a cotação média para o cereal no MS foi 8,4% menor que o valor de janeiro. A desvalorização no período sofreu influência da expectativa de maior oferta e da desvalorização do dólar frente ao real. Porém, o cenário de custo elevado com insumos, demanda em alta e preços valorizados no mercado externo devem limitar a pressão de baixa sobre os preços no mercado doméstico.

FRANGO DE CORTE

As cotações no atacado reagem. O preço do animal abatido valorizou 0,94% em maio frente ao valor de janeiro. No acumulado de 2022 a alta foi de 21,82% em relação a 2021. Isso é reflexo do aumento do custo de produção, principalmente com ração. Cenário futuro indica gasto maior com energia. Condição econômica dificulta repasse ao consumidor, mas o bom desempenho do mercado externo garante a manutenção de bons preços.

CARNE BOVINA

A remuneração ao produtor desvalorizou. Em maio, a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 290,75 representando queda de 7,74% frente a janeiro. Houve aumento de abates, em especial do abate de fêmeas, pressionando as cotações para baixo. A reposição merece atenção. Valor dos bezerros caiu. A expectativa é que o período de entressafra e a grande procura externa neutralizem a pressão negativa sobre os preços. Consumo doméstico deve continuar arrefecido.

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Roda de Tereré

“made in ms” Agro se diversifica e ganha ainda mais destaque nas exportações nacionais

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Roda de Tereré

M

ato Grosso do Sul é um dos principais produtores A piscicultura, uma das cadeias que despontam neste e exportadores do agro brasileiro. A carne bovi- novo contexto, é um exemplo. As iniciativas vão desde na e os grãos, como a soja e o milho, “Made in as direcionadas para atividade, como o programa de AsMS”, sempre figuraram no top cinco da comercialização in- sistência Técnica e Gerencial (ATeG), até cursos voltaternacional do país. Nos últimos anos, entretanto, o cenário dos para a gestão, manejo, processos, uso de máquinas, mudou. Graças à diversificação, outras cadeias produtivas educação, saúde e segurança no trabalho, entre outras. também ganharam destaque. O coordenador técnico do Sistema FamaO estado fechou 2021, segundo o Ministério sul, André Nunes, explica que a atividade da Economia, como o principal exportador está em processo de expansão, tanto brasileiro de celulose de fibra curta e de filé para pequenos e médios produtores, de tilápia fresco, refrigerado ou congelado, que focam no mercado local, quane, ainda, como o quarto maior de açúcar. to para os grandes, que exportam Manteve a relevância nas vendas interpara outros países e também atennacionais de soja (quinto do país), de midem outros estados. lho em grãos (quarto), de carne desossada “Identificamos um aumento de e congelada de bovinos (quinto), de pedaços produção, de 10% a 15%, de cada André Nunes, e miudezas, comestíveis e congelados de aves produtor e também um crescimento coordenador técnico do (sexto) e de carne congelada de suínos (sexto). da quantidade de pessoas trabalhanSistema Famasul Mesmo com a diversificação, a China contido com a atividade”, aponta. nua sendo o principal parceiro comercial de Mato Segundo a Secretaria de Estado de Meio Grosso do Sul. Dos US$ 6,894 bilhões em produtos emAmbiente, Desenvolvimento Econômico, Produbarcados no ano passado, US$ 3,131 bilhões, 45,41%, foram ção e Agricultura Familiar (Semagro), Mato Grosso do das vendas de 28 tipos de mercadorias para o país asiático. Sul possui atualmente 1.338 piscicultores, 2.500 hectaApesar da grande participação chinesa no comércio ex- res de tanques escavados, 860 hectares desativados ou terior sul-mato-grossense, o estado também diversifica suas sem exploração comercial, 1.767 unidades de tanquesparcerias comerciais. Em 2021, embarcou produtos para 144 -rede, 28 produtores de alevinos e 102 estabelecimentos destinos, de um total de 195 países no mundo. “pesque pague”. Em 2021, a produção sul-mato-grossense foi de 34,3 FOMENTO mil toneladas de tilápia e 1,9 tonelada de peixes nativos. O Sistema Famasul e o Senar/MS têm um papel fundaCom o ATeG e capacitações, André afirma que o mental no processo de diversificação do agro sul-mato-gros- Senar/MS atende quase um quarto de todos os piscisense. As ações são voltadas, sobretudo, para capacitar pe- cultores do estado. “Estamos com números recordes. quenos, médios e grandes produtores, de modo que possam Nunca foi assistido tanto [produtores de tilápia], 300, trabalhar com outras atividades. entre pequenos, médios e grandes. Antes, era no máximo 200”. Entre os produtores atendidos está Sandro Shiquenobro More, de Aparecida do Taboado. Ele trabalha com a atividade há seis anos, tem 70 tanques e um total de 36 mil peixes. O aquicultor diz que, com a orientação técnica do ATeG e as capacitações que particiSandro Shiquenobro More, piscicultor

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Roda de Tereré pou, conseguiu ampliar significativamente sua produção e melhorar a gestão do empreendimento. Além do apoio do Senar/MS, Sandro cita como outro fator que vem estimulando o crescimento da atividade no estado a simplificação do processo de licenciamento ambiental, que possibilita que fiquem isentos do procedimento projetos com até dois hectares de lâmina de água. O coordenador técnico destaca que a atividade ainda tem alguns desafios a serem superados para ter um crescimento ainda maior. Um dos principais é o alto custo de produção, especialmente da tilápia, principal espécie para atender a indústria e as exportações. “Esse peixe tem um custo altíssimo, depende de energia elétrica e

100% de ração. Um desafio é encontrar soluções de baixo custo na atividade”. Para reduzir esse valor, ele aponta como alternativas: um maior investimento em pesquisas, por meio de parcerias entre instituições de ensino e o setor privado; melhoria na distribuição de energia elétrica e ainda ampliação da oferta de ração, com a instalação de novos fornecedores. Assim como na piscicultura, o Sistema Famasul e o Senar/MS têm uma série de ações voltadas à cadeia produtiva de florestas plantadas (celulose), de cana-de-açúcar (açúcar), da suinocultura e da avicultura, da carne e dos grãos, entre outros.

Destaque nacional do agro “Made in MS” Valor US$*

Posição no ranking nacional de exportações*

1,4 bilhão

Filé de tilápia fresco, refrigerado ou congelado

4,4 milhões

Filé de tilápia congelado

1,3 milhão

119,3 milhões

2,3 bilhões

Carne de suíno congelada

31,3 milhões

Pedaços e miudezas de aves congelados

150,7 milhões

Produto Celulose

Milho em grão Soja

* Dados de 2021. Fonte: Ministério da Economia

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Mercado

seguro

rural Conheça as modalidades que protegem desde safras e rebanhos até a vida do produtor

O

seguro rural é um das mais importantes ferramentas de política agrícola. Uma de suas modalidades mais conhecidas permite ao produtor proteger a sua atividade agrícola contra perdas, principalmente decorrentes de fenômenos climáticos adversos. Entretanto, o leque de coberturas é bem mais amplo. Pode, dependendo da modalidade escolhida, cobrir a atividade pecuária, o patrimônio, os produtos, o crédito para comercialização destes produtos e até mesmo a vida do produtor. “O seguro é a forma que ele tem de minimizar os riscos que as adversidades climáticas causam sobre a atividade. A produção ao ar livre está sujeita a todos os efeitos climáticos e quanto mais adversos eles são, mais aumenta o risco do produtor. A forma de se proteger de prejuízos causados pelas intempéries é aderir ao seguro. Por meio do seguro, ele pode minimizar suas perdas

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ao recuperar o capital investido na atividade”, explica a analista técnica do Sistema Famasul, Eliamar Oliveira. A adesão às várias categorias de seguro rural cresce ano a ano. Entre as safras de 2020 e 2021, por exemplo, o número de contratações entre os produtores de soja e milho do país cresceu 16%. CONTRATAÇÃO E ABRANGÊNCIA Para escolher a forma de cobertura, são disponibilizadas duas opções de contratação: seguros multirriscos e seguros de riscos nomeados. A primeira opção de contratação prevê cobertura de diversos tipos de riscos climáticos, como chuva excessiva, seca, geada, granizo, raio e incêndio, como destaca a analista técnica do Sistema Famasul. Já o seguro de riscos nomeados é voltado para coberturas específicas e pode

ser aplicado entre distintas culturas. Esta alternativa de contratação é mais conhecida como seguro de interesse, em que os riscos cobertos mais comuns são os de granizo, geada ou incêndio. “Quando destinado a culturas de grãos e cana-de-açúcar, a indenização em caso de sinistro costuma basear-se na proporção da área atingida pelo evento em relação à área total segurada. Em alguns casos pode se basear também na perda de produtividade. Nas culturas de frutas e hortaliças, as perdas podem ser contabilizadas pela análise da redução da produção e depreciação da qualidade, conforme as condições contratadas”, afirma Eliamar. A contratação é simples. O produtor rural que tiver interesse em algum tipo de seguro rural pode procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize a apóli-


ce. No Brasil, atualmente, conforme os dados repassados pela analista técnica do Sistema Famasul, são 15 seguradoras habilitadas para operar o prêmio do seguro rural. Tudo está incluído em uma sequência de trâmites, necessários para garantir a lisura ao processo. Após a demonstração de interesse, a proposta do seguro rural é enviada ao Ministério da Agricultura,

Pecuária e Abastecimento para análise. Neste momento será feita uma revisão “sobre o pagamento da subvenção econômica ao prêmio do seguro. Após validação, o produtor terá parte do prêmio de seguro rural custeado pelo ministério”, detalha Eliamar. A subvenção econômica (subsídio governamental) é uma política adotada pelo governo federal para tornar o seguro rural

mais acessível aos produtores. Eliamar ressalta que os percentuais de subvenção estão definidos no Programa de Seguro Rural e podem variar de 20% a 40%, dependendo da cobertura que vai ser contratada. O Sistema Famasul divulga regularmente, por meio de seus diversos canais de comunicação, dados sobre o seguro rural, detalhando informações sobre contratação, prazos, subvenção e pareceres técnicos.

Confira as oito modalidades de seguro rural: Seguro Agrícola Cobre as explorações agrícolas contra perdas decorrentes principalmente de fenômenos meteorológicos. Tem cobertura, basicamente, durante a vida da planta, da sua emergência até a colheita. Cobre contra a maioria dos riscos de origem externa, como incêndio, raio, tromba d’água, ventos fortes, granizo, geada, chuvas excessivas, seca e variação excessiva de temperatura.

Seguro Aquícola Prevê indenização por morte ou outros riscos a animais aquáticos, em consequência de acidentes e doenças.

Seguro de Penhor Rural Este tipo tem por finalidade cobrir danos causados aos bens diretamente relacionados às atividades agrícola, pecuária, aquícola ou florestal oferecidos em garantia de operações de crédito rural. É o seguro daquilo que foi penhorado.

Seguro de Vida É destinado exclusivamente ao produtor rural, devedor de crédito rural, e tem sua vigência limitada ao período de financiamento.

Seguro Pecuário Tem por objetivo cobrir os danos diretos ou indiretos ao animal destinado ao consumo e/ ou produção. Este tipo de seguro engloba as fases de cria, recria e engorda, como também aos animais de trabalho destinados à sela, trabalho por tração e transporte no manejo da propriedade rural.

Seguro de Benfeitorias e Produtos Agropecuários É mais específico, pretende cobrir perdas ou danos causados aos bens, diretamente relacionados às atividades agrícola, pecuária, aquícola ou florestal, que não tenham sido oferecidos em operações de crédito rural.

Seguro de Florestas Tem o objetivo de garantir pagamento de indenização pelos prejuízos causados nas florestas seguradas, identificadas e caracterizadas na apólice, desde que tenham decorrido diretamente de um ou mais riscos cobertos.

Seguro de Cédula do Produto Rural - CPR Tem por objetivo garantir ao produtor que contratar o pagamento de indenização, na hipótese de comprovada falta de cumprimento, por parte do tomador, de obrigações estabelecidas na CPR.

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Dedo de Prosa

TEREZA CRISTINA AGRICULTURA BRASILEIRA É UMA DAS MAIS SUSTENTÁVEIS DO MUNDO!

U

nanimidade. A palavra resume o que representa a deputada federal Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias (PP-MS) para o agro e no governo do presidente Jair Bolsonaro, onde ocupou até março o cargo de ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O reconhecimento é em razão do seu dinamismo, visão empreendedora, competência técnica e disposição de trabalhar pelo setor. Campo-grandense, ela é engenheira agrônoma e tem um histórico familiar de trabalho pelo estado. É bisneta de Pedro Celestino Corrêa da Costa e neta de Fernando Corrêa da Costa, ex-governadores de Mato Grosso, quando o estado ainda era um só. Atua no setor desde que se formou. Destacou-se e foi convidada para atuar em associações e conselhos do agro, como a Famasul. Foi secretária estadual de Produção e está no segundo mandato consecutivo como deputada federal. Em 2019, foi indicada pela Frente Parlamentar do Agronegócio para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Na pasta, trabalhou pela abertura de novos mercados e pela melhoria do ambiente para a produção. Nesta entrevista à Revista Famasul, Tereza Cristina fala sobre sustentabilidade do agro brasileiro, diversificação de atividades, abertura de novos mercados, fertilizantes e dos 45 anos da Famasul. Confira: Em um mundo globalizado cresce a preocupação com a sustentabilidade. Quais os grandes exemplos que o agro brasileiro tem para mostrar que produz seguindo esse pilar? Tereza Cristina – Primeiro, nós temos o programa de Agricultura de Baixo Carbono, o ABC, que já tem dez anos. Ou seja, faz uma década que estamos implementando várias ações de descarbonização da agricultura. Agora, temos um avanço, o ABC+, que acrescenta seis novas ações à relação de iniciativas do programa original. Além disso, o Brasil tem um Código Florestal que é um dos mais rígidos do mundo. Ele estipula que cada produtor tem que proteger de 20% a 80% de sua área, dependendo do bioma em que está localizada. Podemos citar também a implementação crescente dos sistemas integrados no país, como o Lavoura-Pecuária-Floresta [ILPF] e ainda a Fixação Biológica de Nitrogênio no solo com o uso de bactérias [FBN], que fez com que praticamente deixássemos de usar o nitrogênio químico. Outro aspecto importante é o poupa solo. Temos o cul-

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tivo de duas ou até três culturas — dependendo do uso da irrigação, na mesma área e no mesmo ano. Aumentamos a eficiência. Produzimos mais e no mesmo lugar, preservando a vegetação nativa. Trabalhamos muito também a questão dos bioinsumos. No Ministério da Agricultura tive a oportunidade de ajudar a construir uma política nacional de bioinsumos, de modo a estimular um uso ainda maior dos defensivos e fertilizantes desenvolvidos com a biotecnologia. No Brasil, temos um programa chamado Águas do Agro. É voltado para a conservação da água nas propriedades, por meio da implementação de curvas de nível, de pequenos barramentos e de açudes para reservar a água de chuva, enfim, uma série de tecnologias e de práticas que fazem o manejo sustentável do solo e da água das nossas microbacias. No país, temos ainda a recuperação de pastagens degradadas. Fazemos o plantio onde falta, onde no passado a situação era outra. Os produtores seguem trabalhando para resguardar a sua Área de Preservação Permanente (APP), a sua Reserva Legal. Acredito que, no futuro,


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Dedo de Prosa

O agro brasileiro passa por um momento de diversificação. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, várias cadeias produtivas ganham espaço: celulose, piscicultura, cana-de-açúcar, entre outras, passam a dividir espaço com os grãos e a carne. É possível projetar o que espera o segmento nos próximos anos? Tereza Cristina – A diversificação do agro é um dos assuntos que mais trabalhei no ministério. Nós temos que diversificar cada vez mais. O Brasil tem muito potencial para a produção de diversos produtos, tanto para o mercado interno quando para o externo. A diversificação é salutar, não somente na base da nossa produção, mas em relação aos mercados para onde exportamos. Temos que diminuir a dependência em relação a um ou dois países. Nós nunca vamos conseguir exportar para quem não tem necessidade dos nossos produtos. E quem tem mais necessidade dos nossos produtos? Aqueles que têm mais gente, como a China, a Índia e outros países asiáticos, como o Vietnã e a Indonésia. Alguns, como a Indonésia, também são grandes 18 • REVISTA FAMASUL • MAIO A JULHO 2022

produtores, mas temos muito a trocar, a comercializar com essas nações. Eu acredito que o alimento, o agro, vai ser muito demandado nos próximos anos. Temos poucas áreas no mundo ainda com possibilidade de expansão e, o Brasil, sempre considerando a preservação dos seus biomas, ainda tem. Agora, estamos vendo a insegurança alimentar rondar muitos países da Europa. Estão falando em adiar processos que estavam nessa direção. Estão colocando terras

o trabalho de preservação ambiental a que produtor se dedica hoje, sem receber nada por isso, as suas expensas, será mais uma atividade na sua propriedade. Com a nova legislação vindo aí, ele vai poder receber por essa conservação, ter uma nova fonte de renda. Trabalhamos para isso acontecer o mais rápido possível, o pagamento por serviços ambientais e por serviços florestais. Ninguém pode negar que nossa agricultura, se não é a mais sustentável, é uma das mais sustentáveis do mundo. Nós tivemos a oportunidade de na COP26 [Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada em Glasgow, na Escócia, em novembro de 2021] levar todos esses cases e mostrar para o mundo o que não falamos. Tem muita gente, muitos países, que falam de sustentabilidade, mas não praticam. O Brasil é um país continental, temos problemas para resolver e, já estamos trabalhando para isso, mas temos uma agricultura e uma pecuária muito sustentáveis e em todo o nosso território.

“VEJO QUE O BRASIL CONTINUA A SER O CELEIRO DO MUNDO, MAS UM CELEIRO COM POLÍTICAS DE AGRICULTURA ALTAMENTE SUSTENTÁVEIS”

que estavam em pousio, o que seria semelhante às nossas APPs, em produção por conta desse risco. Vejo que o Brasil continua a ser o celeiro do mundo, mas, um celeiro com políticas de agricultura altamente sustentáveis. Da mesma forma é a nossa energia, a nossa produção a partir da biomassa. Somos campeões nisso e, graças a esses compromissos, vamos crescer cada vez mais. A safra de soja foi muito afetada pela estiagem em vários estados do país, inclusive, Mato Grosso do Sul. Isso trouxe à tona, novamente, a questão da importância do seguro agrícola. Como ampliar o acesso do produtor brasileiro? Tereza Cristina – Nós ampliamos muito o acesso nestes três anos de Ministério da Agricultura. Saímos de uma subvenção do PSR [Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural] de R$ 400 milhões para R$ 1,2 bilhão e, neste ano, queremos chegar próximo a R$ 1,5 bilhão. Temos ainda espaço para crescer, mas o produtor precisa se informar, observar a sua necessidade, especialmente em um ano como este, em que a seca atingiu do Rio Grande do Sul ao nosso Mato Grosso do Sul. Em momentos em que ocorre uma estiagem severa, como essa, é que percebemos a


importância do seguro. Mas o produtor precisa estar bem informado, porque não adianta fazer o seguro e depois tomar um susto na hora em que precisar utilizá-lo. Tem de saber o que está assinando. Por isso, é importantíssimo o papel do Sistema Famasul e do Senar/MS na qualificação, no esclarecimento do agricultor. Ele precisa saber como tomar e fazer um seguro bem-feito para sua lavoura. Temos muito a aprender. O ministério pensa não somente na subvenção, mas estuda também voltar a contar com o Fundo de Catástrofe. É uma alternativa interessante. Está se estruturando esse fundo para ver, se é possível, trabalhar com ele novamente. Isso daria segurança não somente às seguradoras e resseguradoras, mas também aos produtores. Nos já caminhamos muito, mas ainda não o suficiente para o que consideramos ser o melhor, como fazem hoje os Estados Unidos e países da Europa, que possuem uma curva de proteção muito mais ampla. Atualmente, a pecuária não está beneficiada e temos criadores, como os do Rio Grande do Sul, querendo essa cobertura. Esse é outro setor que estamos trabalhando para ser incluído, assim como a fruticultura. Enfim, temos ainda que andar e, algumas coisas a alinhar, para fazer um seguro melhor e mais abrangente para a agricultura brasileira. Recentemente a senhora esteve no Irã, trabalhando pela ampliação do comércio, especialmente, no agro entre os dois países. A abertura de novos mercados e a ampliação das relações comerciais foi uma das marcas de sua gestão no ministério? Tereza Cristina – Isso foi uma das prioridades desde o início da minha gestão, a ampliação de mercados, o acesso a novos compradores. Tínhamos meta de 200 mercados e já abrimos 202 [até o fim de março]. No fim destes quatro anos de governo do presidente Jair Bolsonaro vamos chegar a uma marca significativa. Já ultrapassamos a meta, mas o ministério tem ainda alguns meses pela frente para aumentar esses acessos. Desde que chegamos ao Mapa, mais de 2 mil habili-

tações para a exportação foram feitas. Eu tenho certeza que isso terá continuidade, porque o Brasil é um país que produz muito, tanto que atendemos o nosso mercado e ainda exportamos o excedente. As exportações são muito importantes, porque dão equilíbrio à nossa produção, asseguram preço aos nossos produtos e ainda geram emprego no país. As nossas agroindústrias são grandes empregadoras, principalmente no interior. Então, vamos continuar a trabalhar de maneira muito efetiva por essas aberturas. Em razão do conflito entre Rússia e Ucrânia, a comercialização mundial de fertilizantes foi afetada. O Brasil ainda depende da importação desse insumo fundamental para o agro. Como reduzir isso?

Tereza Cristina – Com produção própria, mas isso não é da noite para o dia. Quando cheguei ao Ministério da Agricultura esse foi um dos temas que coloquei na mesa e começamos a trabalhar. Envolvemos a Presidência da República e a Casa Civil. A Secretaria de Assuntos Estratégicos pegou esse assunto e nos ajudou a elaborar uma política nacional para os fertilizantes. Esse plano foi entregue em fevereiro deste ano. Ele mostra como somos dependentes. Dependemos em mais de 95% do nosso potássio, em mais de 80% da nossa ureia e em quase 80% do fósforo. O Brasil tem no subsolo grandes jazidas de potássio, no norte do país, principalmente no Amazonas. Hoje, produzimos pouquinho, uma parte do que consumimos, em uma mina no Sergipe, que já é explorada há muito tempo, mas tem MAIO A JULHO 2022 • REVISTA FAMASUL • 19


Dedo de Prosa

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um potencial maior. Precisamos trabalhar a questão da ureia, que tem como matéria-prima o gás. Mas o gás era muito caro no Brasil, foi feito então um marco regulatório. Com isso, esperamos que essa utilização possa acontecer. Agora temos o gás, mas precisamos fazer com que ele chegue até às unidades de produção, que o preço seja competitivo, caso contrário, sempre vai ser mais barato importar. Temos ainda várias minas e jazidas de potássio e fósforo que podem ser exploradas em todo o país. Outra alternativa são os biofertilizantes. Esses produtos agora estão aparecendo em grande quantidade. Temos mineralizadores também trabalhando com isso, além de novas tecnologias de produção de fertilizantes com mais eficiência. Com essa crise vão aparecer em quantidade. Bioinsumos e biofertilizantes representam uma nova etapa, uma nova realidade, que vai se consolidar diante desse problema exposto ao Brasil. Antes, poucas pessoas conheciam o problema, a não ser os agricultores e quem trabalha com os fertilizantes. Os consumidores em geral não sabiam desse assunto. Agora, ele está sendo debatido em todos os lugares. Pontos de ônibus, restaurantes e até postos de gasolina. Todo mundo tem falado

“PARABENIZO A FAMASUL PELOS SEUS 45 ANOS. QUE ELA CONTINUE POR MAIS 45 ANOS DESENVOLVENDO ESSE TRABALHO BRILHANTE QUE FAZ”

e reconhecido que é muito importante, porque afeta a segurança nacional, a segurança alimentar do país. A Famasul completa 45 anos em 2022. Como a senhora, que já foi diretora da entidade, avalia a importância da instituição para o fortalecimento do agro em Mato Grosso do Sul e no país? Tereza Cristina – A CNA, que é a

Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil, e as federações, no nosso caso a Famasul, são importantíssimas, porque elas são a representação institucional do agro, da agropecuária brasileira. Vemos muito em Brasília, o trabalho da Famasul, representando o produtor sul-matogrossense. Muitas vezes, o produtor até desconhece o trabalho que as federações desenvolvem no Congresso Nacional, junto à Frente Parlamentar da Agropecuária. Sempre trazendo as inquietações da classe, seja sobre assuntos como o Código Florestal ou, ainda, leis que não estejam em conformidade com o que o setor precisa. Então, a importância das federações é enorme, ainda mais porque o Brasil é um pais tão grande, tem uma dimensão continental e, é tão diverso, que as pautas que Famasul defende são diferentes das federações de outros estados e regiões. Então, é muito importante o fortalecimento das federações. Eu parabenizo a Famasul pelos seus 45 anos. Acompanho a entidade há mais de 30 anos e conheço o trabalho fantástico que a instituição desenvolve pela agropecuária do estado. Que ela continue por mais 45 anos desenvolvendo esse trabalho brilhante que faz.


Transformando Vidas

DA LIDA NO CAMPO À GESTÃO

TRABALHO DO SENAR/MS MUDA A REALIDADE DO AGRO

O

conhecimento transformou a vida de dona Rosa. Foi também o que deu confiança para o seu Sivaldo continuar a tirar do campo o sustento da família. E eles são apenas dois exemplos do que a orientação técnica do Senar/MS tem feito pelos produtores de Mato Grosso do Sul. Em todos os cantos do estado, quem vive da produção no campo pode contar com esse apoio. O trabalho é feito por especialistas, que repassam orientações e indicam rumos para melhorar desde o dia a dia da produção até a gestão do empreendimento, considerando a realidade de cada um. A capacitação tem material didático especialmente desenvolvido para atender do trabalhador ao produtor rural. A linguagem é simples, direta e objetiva. “Comecei do zero. Depois, conheci o Senar/MS e foi isso que mudou a minha vida”, resume a produtora Rosa Maria Sales Costa. Aos 60 anos, ela deixou Campo Grande e foi para o sítio, em Terenos. Rosa e o marido são fruticultores e, com os ensinamentos adquiridos com especialistas, têm conseguido produzir e vender limão, goiaba e manga, de maneira mais organizada e rentável. “O técnico vem todos os meses. Esse acompanhamento, para mim, é fundamental”, fala Rosa, que, por 40 anos foi contadora na cidade. Agora, no campo, tem no apoio do Senar/MS o que precisa para seguir com o sonho de viver da produção. “Estou caminhando. Já tive a primeira colheita e é gratificante”. Aliar a lida na terra com a orientação técnica e capacitação fez Sivaldo Cavalcanti, de 52 anos, desenvolver toda a cadeia de produção e venda das hortaliças que ele cultiva, em Dourados.

Produtor Sivaldo Cavalcanti, de Dourados

“AUMENTOU MUITO A MINHA EXPECTATIVA DE ACREDITAR QUE É POSSÍVEL VIVER BEM COM A MINHA FAMÍLIA AQUI NO SÍTIO, COM A RENDA QUE TENHO HOJE”. Sivaldo Cavalcanti, produtor rural em Dourados

“Melhorou a produção; o controle das finanças e de vendas; a organização e controle dos custos; a logística de entrega e o escalonamento dos plantios e colheitas, para não faltarem os produtos”, explica. Com as melhorias alcançadas devido ao acompanhamento do Senar/MS, seu Sivaldo passou a ter resultados financeiros mais positivos. “Aumentou muito a minha expectativa de acreditar que dá para viver bem com a minha família aqui no sítio, com a renda que tenho hoje”, destaca. A mudança na perspectiva de seu Sivaldo mostra que o acompanhamento do Senar/MS com pequenos produtores vai muito além de ensinar a melhorar a produção, a venda, o lucro: ajuda no desenvolvimento de comunidades, transforma a vida das pessoas. Essa iniciativa leva conhecimento técnico a pessoas que, muitas vezes, têm a experiência da prática aprendida ao longo de anos e precisam de orientações essenciais para que o que já é bom se torne ainda melhor. MAIO A JULHO 2022 • REVISTA FAMASUL • 21


Porteira do Conhecimento

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prontos para o

agro 4.0

Para atender às demandas da revolução tecnológica, Senar/MS capacitou 1 de cada 10 sul-mato-grossenses nos últimos seis anos

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Porteira do Conhecimento

N

os últimos 6 anos, 1 de cada 10 nize seus processos e aplique, cada vez sul-mato-grossenses particimais, novas tecnologias para essas pou de capacitações produções, o que vem condo Senar/MS. Entre 2015 tribuindo para o sucesso e 2021, 282.440 foram da propriedade rural”. qualificados pelos cursos de FormaPERFIL ção Profissional E nesses seis Rural (FPR) e Proanos quem mais moção Social (PS) buscou capacitaoferecidos pela ção no campo foentidade. ram as mulheres. O número é Segundo o Senar/ equivalente à poMS, elas representaSuperintendente pulação de Douraram 51,4% do públido Senar/MS, dos (227,9 mil habico qualificado. Quase Lucas Galvan tantes) e de Maracaju metade dos participantes (48,9 mil) somadas. A médos cursos, 47,1%, tinha entre dia, nesse período, foi de 1 pessoa 25 e 45 anos. Essa faixa etária foi seguida capacitada a cada 11 minutos, o equivapelos de 46 a 64 anos (25,6%) e pela dos lente a 130 por dia. 18 aos 24 anos (19,3%). O esforço da instituição visa preparar Em relação à escolaridade, na Formao trabalhador e o produtor rural para a ção Profissional Rural, 40,5% dos partirevolução tecnológica que está ocorrendo cipantes estudaram somente até o ensino no agro. “Vivemos o ‘Agro 4.0’, ou seja, o fundamental e 41,9% até o ensino médio. uso de tecnologias cada vez mais moderSomente em 2021, a instituição oferenas que auxiliam no monitoramento de ceu 4.100 cursos. Foram mais de 22 mil produção. Nesse sentido, a capacitação pessoas capacitadas na modalidade de de profissionais é essencial para o deFPR e mais de 6 mil em PS. senvolvimento do setor e também para o “Esses números mostram a preocupaconsumidor final, que pode ter a certeza ção do trabalhador do campo em se aprida qualidade do produto e da segurança morar profissionalmente e acompanhar alimentar”, explica o superintendente do o mercado. Claro, sempre há o que avanSenar/MS, Lucas Galvan. çar, até porque as tecnologias também Ele aponta que o campo exige um evoluem a cada dia. Por isso, o Senar/ novo perfil de trabalhadores. “A tecnoMS traz um leque de capacitações atualilogia veio para ajudar na precisão no zado, com instrutores qualificados, para campo e no trabalho do profissional qualevar conhecimento por meio de um porlificado. Quem está atualizado em relatfólio com mais de 270 cursos para todo ção às tecnologias tem vaga garantida no o estado, durante todo ano. Os interessamercado”, ressalta. dos em obter mais informações podem A gerente educacional do Sistema Faprocurar sempre o Sindicato Rural de masul, Luciana Baumhardt Beretta, reseus municípios”, detalha Lucas Galvan. força essa avaliação. “A crescente demanda da população por uma produção com mais qualidade e segurança alimentar, PANDEMIA tanto para a saúde, quanto para o meio Nem a pandemia de Covid-19 conambiente, exige que o campo moder- seguiu impedir o trabalho de capacita-

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ção desenvolvido pelo Senar/MS. Pelo contrário, incentivou a entidade. Da superintendência até os técnicos, todos buscaram novas maneiras de levar conhecimento à população do campo. “Uma dessas iniciativas foi acelerar o processo de implantação da nossa plataforma EaD. As pessoas podem encontrar 17 opções de cursos, 100% virtuais. As capacitações são nas áreas de Agricultura de Precisão, Inovação, Gestão, Empresa Rural e Produção Vegetal. Desde julho de 2020, quando iniciamos o método, até agora, são mais de mil concluintes em 143 turmas. O resultado foi positivo e, claro, continuará porque facilita que as pessoas que vivem em áreas rurais possam se capacitar. É mais um fator facilitado por meio da tecnologia”, afirma o superintendente do Senar/MS. A gerente educacional da entidade ava-


lia que o ensino a distância é uma das maiores tendências do século XXI. “Vem ganhando espaço, credibilidade e possibilitando que muitas pessoas adquiram conhecimento e invistam em educação continuada. O Senar/MS inovou, oferecendo cursos no formato EaD, porque são uma ótima alternativa para trabalhadores, produtores e seus familiares, que dispõem de pouco tempo para buscar maior qualificação. Assim, eles conseguem acessar todo o conteúdo do curso escolhido, no computador ou no celular, com maior flexibilidade de horário, local e ritmo de estudos.” Além do ensino a distância, o Senar/ MS oferece, desde o ano passado, cursos no formato híbrido, ou seja, as aulas teóricas são online e as práticas são feitas presencialmente, com a equipe técnica da entidade. Lucas Galvan comenta que não somen-

te o Senar/MS, mas também o agro conseguiu obter um desempenho muito favorável na pandemia, sendo um dos pilares para o país superar a adversidade. “Mesmo diante de um cenário difícil, o Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária em Mato Grosso do Sul teve uma variação positiva de 10,93% em 2021. META Para 2022, o superintendente do Senar/ MS adianta que a meta da instituição é oferecer 4 mil cursos de Formação Profissional Rural e 1 mil de Promoção Social, com uma estimativa de capacitar 60 mil pessoas nas duas modalidades. “Os dados sobre o crescimento do agro no ano passado e sobre a demanda da nossa população nos mostram a necessidade de capacitar profissionais continuamente, mesmo em períodos desafiadores”, conclui.

A CAPACITAÇÃO DE PROFISSIONAIS É ESSENCIAL PARA O DESENVOLVIMENTO DO SETOR E TAMBÉM PARA O CONSUMIDOR FINAL, QUE PODE TER A CERTEZA DA QUALIDADE DO PRODUTO E DA SEGURANÇA ALIMENTAR” Superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan

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Formação Profissional Rural

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INFORMÁTIC A BÁSIC A E INTERMEDIÁRIA

Além do processo de modernização das práticas agropecuárias, como a inserção de maquinários nos sistemas produtivos, a informática tem sido cada vez mais uma aliada do produtor rural.

2

NOÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS

3

NR 31.8

Esse conhecimento contribui para salvar vidas e manter o ambiente de trabalho seguro e resguardar a saúde dos colaboradores. Assim, as propriedades rurais estão demandando capacitações aos colaboradores, para realizarem procedimentos básicos de socorro emergencial, em casos de necessidade.

O curso auxilia os participantes a reconhecerem os riscos das atividades ligadas à manipulação de defensivos agrícolas no meio rural, segundo os preceitos da NR 31.7, bem como cuidar da saúde e segurança de todos.

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5

FABRICAÇÃO DE DERIVADOS DO LEITE

O curso de Fabricação de Derivados de Leite vem numa crescente nos últimos anos, levando aos produtores técnicas de beneficiamento e normas rígidas de higiene e manipulação, que contribuem para a entrega de produtos de boa qualidade.

NR 35

As normas regulamentadoras devem ser cumpridas por todos os empregadores e são obrigatórias tanto para as empresas privadas quanto para públicas. Desta forma, além de cumprir com a legislação, o empregador oferece capacitação sobre medidas de proteção e segurança para o trabalhador.

Promoção Social

1 Cursos mais procurados no Senar/MS

3

PRODUÇÃO DE PÃES E SALGADOS

Capacitação com enfoque educativo. Possibilita a aquisição de conhecimentos para a produção de pães e salgados, para o consumo familiar, seguindo orientações básicas sobre educação alimentar, nutrição e higiene. Contribui para melhorar a qualidade de vida e a participação na comunidade, além de auxiliar no complemento da renda. 26 • REVISTA FAMASUL • MAIO A JULHO 2022

REL AÇÕES INTERPESSOAIS

Trabalhadores e empregadores que possuem um bom relacionamento interpessoal e que se adaptam às novas situações são mais motivados, conseguindo assim a realização de suas tarefas com maior eficiência. As empresas rurais exigem que seus colaboradores desenvolvam estas habilidades, com o objetivo de melhorar a produção em equipe.

4

PROCESSAMENTO DE CARNE DE FRANGO

Curso da área de alimentação voltado para o preparo artesanal de produtos derivados do frango, seguindo orientações sobre educação alimentar, nutrição e higiene. Fornece as ferramentas para a melhoria da qualidade de vida e no campo e uma maior participação na comunidade, além de representar uma alternativa de renda para as famílias.

2

PRODUÇÃO DE BOLOS E BISCOITOS

Assim como outros cursos da área de alimentação, tem o enfoque educativo. Qualifica para a produção de biscoitos, bolos, recheios e coberturas, propondo a criação de produtos de qualidade tanto para o consumo familiar quanto para uma suplementação de renda.

5

FAMÍLIA E CONTROLE DE ORÇAMENTO

O público rural vem se conscientizando sobre o conceito de família, buscando uma melhora na qualidade de vida e se preocupando em aprender a controlar e gerenciar a renda e o orçamento doméstico. Estes aprendizados contribuem para o bem-estar físico, mental e social da população rural.


Assistência Técnica

NOVO PATAMAR ATeG muda a realidade de 168 ovinocultores

A

criadora Juci Mari Parro se dedica há oito anos à produção de ovinos em Tacuru. Apesar do empenho, enfrentava muitas dificuldades para fazer a atividade deslanchar. A reviravolta veio com a oportunidade de participar do programa de assistência técnica do Senar/MS. O trabalho foi árduo, mas graças a orientação que recebeu, já está rendendo frutos. “A ajuda de uma técnica me instruindo e auxiliando no manejo foi sem dúvida um divisor de águas. Apesar de criar ovinos há muitos anos, não possuía o conhecimento necessário para o sucesso do empreendimento. Sempre me via envolta em muitas dúvidas. Mesmo que buscasse informações novas, nada se compara às orientações que recebi”. As ações implementadas na propriedade de Juci Mari fazem parte das ferramentas disponibilizadas aos produtores pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Ovinocultura. Somente na

atividade são atendidos 168 criadores em 26 cidades do estado. A coordenadora da ATeG em Ovinocultura, Janaina Menegazzo Gheller, comenta que, nos últimos anos, a assistência técnica do Senar/MS ajudou a alavancar a atividade. “Em 2020, por exemplo, os abates de ovinos dos produtores atendidos pelo programa representaram 23,6% do total do estado. Nas propriedades atendidas houve melhora de diversos indicadores, como a mortalidade de animais com até 90 dias, que caiu 40%, em média”, analisa. Janaina explica que a maioria das propriedades atendidas, cerca de 54% do total, é de pequeno porte. “São realidades muito distintas, mas aplicamos toda a metodologia do programa. Tudo começa com um diagnóstico produtivo individualizado para cada produtor, depois é elaborado um planejamento estratégico para a propriedade que pode passar por adequações tecnológicas

para fomentar a produção. Além disso, os produtores recebem capacitação profissional complementar por meio de cursos e oficinas e com essas etapas funcionando, conseguimos realizar uma avaliação sistêmica dos resultados e promover uma melhoria contínua”. Com a ATeG oferecendo orientação gratuita a um número crescente de produtores do estado, o Senar/MS está melhorando a qualidade de vida no campo e ajudando a mudar a realidade de milhares de famílias em Mato Grosso do Sul. “Nós conseguimos ver a diferença não somente na propriedade, mas na vida dos produtores rurais. Eles conseguem produzir mais e utilizam melhor os recursos que dispõem. Da falta de perspectiva, ganham condições de realizarem seus sonhos. É uma revolução. A aplicação, na prática, do nosso lema. Vemos isso se realizando, todos os dias. O Senar/MS transformando vidas”.

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Projetos Especiais

FOCADO NA MEDICINA PREVENTIVA,

SAÚDE DO HOMEM E DA MULHER FAZ MAIS DE 31 MIL ATENDIMENTOS EM MS

A

prevenção é um dos principais recursos da medicina. Impede que a doença aconteça, ou, se tiver acometido o paciente, possibilita com o diagnóstico precoce, a melhoria da qualidade de vida e da eficácia de tratamento. Voltado para levar o atendimento médico preventivo ao campo, demanda de trabalhadores e produtores rurais, o Senar/MS desenvolve, desde 2016, o pro-

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grama especial Saúde do Homem e da Mulher Rural. Promovido em parceria com sindicatos rurais e prefeituras, oferece atendimentos gratuitos em urologia, ginecologia, dermatologia e oftalmologia à população do campo. Um dos principais focos da ação é a prevenção ao câncer. No entanto, também são disponibilizados exames, aplicação de vacinas, preventivo, testes rápidos e outros serviços sociais e de saúde.


EM SEIS ANOS DE PROGRAMA E 75 EDIÇÕES, MAIS DE 21 MIL PESSOAS FORAM BENEFICIADAS COM MAIS DE 31 MIL ATENDIMENTOS

“Viabilizamos acesso mais fácil para realização de exames. Observamos a carência e a falta das especialidades nos municípios. As palestras ajudaram as pessoas a entenderem a importância do diagnóstico precoce, da higiene e da alimentação saudável”, explica a analista educacional e coordenadora da iniciativa, Pauline Cury. Nestes seis anos de programa foram 75 edições, em 44 municípios. Mais de 21 mil pessoas beneficiadas e mais de 31 mil atendimentos realizados. O alcance da iniciativa é tão grande que supera, por exemplo, o número de consultas, atendimentos e acompanhamentos na atenção básica, efetuados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no município de Três Lagoas, um dos maiores do

estado, em janeiro deste ano (21.469). “O objetivo do programa é criar a oportunidade de educar e fazer a prevenção e o diagnóstico de doenças. Isso possibilita o cuidado da saúde integral do homem e da mulher rural e contribui para aumentar sua autoestima, além de melhorar a qualidade de vida”, comenta Marcelino Chehoud Ibrahim, médico urologista do programa. Em 2022, o calendário do Saúde do Homem e da Mulher foi aberto no município de Miranda, em fevereiro. A edição trouxe uma novidade: ações do Senar/ MS e do Sistema Famasul voltadas para desmistificar e orientar a população do campo sobre educação sanitária. Entre os atendidos está a produtora Ana Carla Queiroz. Ela aguardava há

mais de três anos pela consulta com um oftalmologista. Em sua chácara, era o filho quem tomava conta das criações e da pastagem, porque ela não tinha condições de ajudá-lo nos afazeres. “Eu estava com meus óculos quebrados e não conseguia fazer um novo porque não tinha um médico especializado. Para mim foi excelente”. Depois da consulta, óculos novos e agora ela está enxergando tudo perfeitamente. Para Ana, o atendimento melhorou a qualidade de vida. “O Senar/ MS e a Famasul estão de parabéns pelo atendimento. Faz a diferença na vida da gente”, disse. Em 2022, a programação prevê a realização de mais 27 edições do Saúde do Homem e da Mulher Rural no estado.

MAIO A JULHO 2022 • REVISTA FAMASUL • 29


famasul em Famasul emação Ação

famasul inicia comemorações dos 45 anos

30 • REVISTA FAMASUL • ABRIL A JUNHO 2022

A

Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) comemora 45 anos em 2022. Para marcar essa data especial, o presidente da instituição, Marcelo Bertoni, lançou em abril uma série de ações que serão desenvolvidas durante o ano em todo o estado. “São 45 anos trabalhando junto com o homem do campo, valorizando nossas raízes e alimentando o nosso futuro”, explica o presidente sobre o conceito da campanha publicitária, que é uma das principais iniciativas das comemorações. A campanha mostra a relevância da entidade e faz um paralelo entre o passado e o futuro, colocando o homem do campo como o grande protagonista desta história, já que é a partir dele e para ele que a Famasul dedica sua trajetória de conquistas. Marcelo Bertoni e toda a diretoria apresentaram em primeira mão para os colaboradores do Sistema Famasul a identidade da celebração. “Cada integrante da equipe da Casa Rural é fundamental na construção do enredo desta história de sucesso e merece esse reconhecimento”, afirma. A campanha destaca a sincronia perfeita da relação entre a tradição e a tecnologia no campo sulmato-grossense e, como essa interação garante a sinergia necessária para que o agro cresça cada vez mais, unindo a força do seu passado e o potencial dos novos recursos. “A Famasul entra nessa trama como uma valiosa companheira de estrada, que serve de ligação entre as forças temporais opostas e complementares, que nos fazem tão exitosos no agro”, conclui Marcelo Bertoni.


Famasul em Ação

Marcelo Bertoni, Sérgio Longen (presidente Fiems), Eduardo Riedel (ex-secretário de Infraestrutura), Marcelo Vinhaes (presidente da Energisa MS), governador Reinaldo Azambuja e Jaime Verruck (secretário de Produção)

Presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni, e presidente Jair Bolsonaro

Marcelo Bertoni recebe Harley Nonato de Oliveira e Auro Akio Otsubo, chefe-geral e o adjunto de transferência de tecnologia Embrapa Agropecuária Oeste

Presidente da Famasul com Jorge Antônio Ferreira de Lara e Thiago Nery da Cunha Coppola, chefe-geral e adjunto da Embrapa Pantanal

Na inauguração do Bioparque Pantanal, André Dobashi (presidente da Aprosoja/MS), Marcelo Bertoni e Frederico Borges Stella (diretor-tesoureiro da Famasul)

Presidente Marcelo Bertoni, deputada federal Tereza Cristina e superintendente do Senar/MS, Lucas Galvan

Diretoria do Sistema Famasul e chefe-geral da Embrapa Gado de Corte, Antonio do Nascimento Ferreira Rosa, na formatura do curso técnico em Agropecuária


Agro Agenda Conheça os presidentes dos Sindicatos Rurais do Estado Sindicato Rural de Água Clara

Sindicato Rural de Alcinópolis

Sindicato Rural de Amambai

Presidente: Moacir Reis

Presidente: Daniel Cochito

Presidente: Rodrigo Angelo Lorenzetti

Av. Júlio Maia, 1027 - Sobreloja - Sala 01 - Centro - CEP: 79680-000

Av.Virgílio José Carneiro, 1632 Manoel Domingues - CEP: 79530-000

Rua da República, 3141 - Centro CEP: 79990-000

(67) 3239-3430

(67) 3260-1235 / 1380

(67) 3481-1093

sraguaclara@gmail.com

sindruralalcinopolis@hotmail.com

sramambai.sramambai@outlook.com

Sindicato Rural de Anastácio

Sindicato Rural de Anaurilândia

Sindicato Rural de Angélica

Presidente: Bedson Bezerra de Oliveira

Presidente: Luciano Pompilio Brescansin

Presidente: Antônio Gisuatto

BR 262, KM 483, Zona Rural - Caixa Postal 30 - CEP: 79210-000 (67) 99933-1359 sindruralanastacio@yahoo.com.br

Lote B - Quadara W - Rua Uruguaiana x Kassussique Umada - S/N - Pq. Exposições José Maurício Tomazini - CEP: 79770-000

(67) 3445-1578 sranaurilandia@uol.com.br

Av. Esmênia da Silva Martins, 171CEP: 79785-000 (67) 3446-1055 sindicatoruralangelica@bol.com.br sindicatoruralangelica@hotmail.com

Sindicato Rural de Antônio João

Sindicato Rural de Aparecida do Taboado

Sindicato Rural de Aquidauana

Presidente: Roseli Maria Ruiz

Presidente: Eduardo Antonio Sanchez

Presidente: Paulo Ricardo Pereira Chedid

Rodovia Antônio João - Ponta Porã; - km 1 - Pq. de Exposições Antônio Remo Penzo- CEP: 79910-000

Av.Presidente Vargas, 4.387 - Centro CEP: 79570-000

R. Antônio Campello, S/N - Parque de Exposições - CEP: 79200-000

(67) 3565-1288 / 1766

(67) 3241-2826

administrativo@sindicatoruraldotaboado.com.br

sr.aquidauana@gmail.com

(67) 3435-1144 srantoniojoao@gmail.com

Sindicato Rural de Aral Moreira

Sindicato Rural de Bandeirantes

Sindicato Rural de Bataguassu

Presidente: Edson Bastos

Presidente: João Nelson Lyrio

Presidente: Manoel Agripino Cecílio de Lima

Rua 7 de Setembro, 1817 - Jd. Ouro Verde - CEP: 79930-000

R. Drª Jacira Honório Lyrio, 1187 Centro - CEP: 79430-000

Rua São José, 460 - Jd. São Francisco - CEP: 79780-000

(67) 3488-1307

(67) 3261-1251

(67) 3541-1387

sraralmoreira@gmail.com

srbandeirantes@famasul.com.br

sind.bataguassu@uol.com.br

32 • REVISTA FAMASUL • MAIO A JULHO 2022

Atualizado em 31 de maio de 2022


Sindicato Rural de Batayporã

Sindicato Rural de Bela Vista

Sindicato Rural de Bonito

Presidente: Altamir José Ramos Fonseca

Presidente: Leandro Mello Acioly

Presidente: Jefferson Doretto de Souza

Av. Brasil, 3000 - Centro CEP: 79760-000

R. Antônio Maria Coelho, 594 Centro - CEP: 79260-000

Rodovia do Turismo - Km 1 CEP: 79290-000

(67) 3443-1388

(67) 3439-1460 / 1244

(67) 3255-1615 / 99986-3860

sindruralbata@gmail.com

sindicatoruralbelavista@gmail.com atendimento@sindicatoruraldebelavista.com.br

srbonito@bonitonline.com.br

Sindicato Rural de Brasilândia

Sindicato Rural de Caarapó

Sindicato Rural de Camapuã

Presidente: Fábio Toledo Leite da Silva

Presidente: Carlos Eduardo Macedo Marquez

Presidente: Antonio Silvério de Souza

R. Ídolo Guastaldi, 458 - Centro CEP: 79670-000

Av. Pres. Getúlio Vargas, 575 - Caixa Postal 054 - Centro - CEP: 79940-000

R. Ferreira da Cunha, 269 - Vila Diamantino - C.P. 20 - CEP: 79420-000

(67) 3546-1270

(67) 3453-1362 / 1853

(67) 3286-1168

srbrasams@hotmail.com

sindcaar@hotmail.com

sindicatoruraldecamapua@hotmail. com

Sindicato Rural de Campo Grande

Sindicato Rural de Caracol

Sindicato Rural de Cassilândia

Presidente: Alessandro Oliva Coelho

Presidente: Fernando Ortiz Moura

Presidente: Cilas Alberto de Souza

Av. Raul Pires Barbosa, 116 - Miguel Couto - CEP: 79040-150

Av. Brasil, 441 - Centro CEP: 79270-000

Rua Laudemiro Ferreira de Freitas, 436 - Centro - CEP: 79540-000

(67) 3341-2696 / 2151

(67) 3495-1159 / 99814-9611

(67) 3596-1391

srcg@srcg.com.br Site: www.srcg.com.br

sindicaracol@terra.com.br sindicatocaracol@hotmail.com

srcassilandia@hotmail.com

Sindicato Rural de Chapadão do Sul

Sindicato Rural de Corumbá

Sindicato Rural de Costa Rica

Presidente: Roberto Gonçalves de Andrade Filho

Presidente: Gilson Araujo de Barros

Presidente: Hilies de Oliveira

Rua Brasil Leste – 853 – Flamboyant CEP: 79560-000

Av. Gal. Rondon, 1.033 - CEP: 79300020

R. Dimas Gomes Filho, 295 - CentroCEP: 79550-000

(67) 3562-1443 / 1633

(67) 99854-8883

(67) 3247-1172 / 1711

sindrural@outlook.com.br

srcpantanal@hotmail.com Site: www.srcpantanal-ms.com.br

sinrural@net11.com.br

Atualizado em 31 de maio de 2022

MAIO A JULHO 2022 • REVISTA FAMASUL • 33


Agro Agenda Conheça os presidentes dos Sindicatos Rurais do Estado Sindicato Rural de Coxim

Sindicato Rural de Deodápolis

Sindicato Rural de Dois Irmãos do Buriti

Presidente: Mário da Fonseca Pires da Silva

Presidente: Paulo Cardim

Presidente: Hermínio Pitão

Rod. MS 217 KM 02 - Parque de Exposições Carlos Simão Introvini - C.P 91 - CEP: 79400-000

R. Projetada, S/N - Pq. de Exposições CEP: 79790-000

Av. Reginaldo Lemes da Silva, S/N Centro - Caixa Postal 48 CEP: 79215-000

(67) 3448-1482 (67) 3291-1453

(67) 3243-1273 sindicatodeodapolis@uol.com.br

sindicato.rural.coxim@hotmail.com

sindiruraldib@hotmail.com

Sindicato Rural de Douradina

Sindicato Rural de Dourados

Sindicato Rural de Eldorado

Presidente: Cláudio Pradella

Presidente: Angelo Cesar Ajala Ximenes

Presidente: Alexandre de Paula Junqueira Netto

Av. Presidente Vargas, 1225 - Centro CEP: 79880-000

R. Valério Fabiano, 100 Jd. Alhambra CEP: 79843-035

(67) 3412-1137

(67) 3424-6686 / 3424-5039 (fax)

sindiruraldouradina@hotmail.com

ruralddosrd@gmail.com Site: www.sindicatoruraldedourados. com.br

Rod. BR. 163 Km. 38, Parq. Exposições João Turquino - Caixa Postal 40 CEP: 79970-000 (67) 3473-1191 sindicatoruraleldorado@hotmail. com

Sindicato Rural de Fátima do Sul

Sindicato Rural de Figueirão

Sindicato Rural de Glória de Dourados

Presidente: João Francisco Antunes

Presidente: Antonio Azevedo Nabhan

Presidente: Marcos Acacio de Souza

R. Cristobalina Ruiz Cabelo, 915 Centro - CEP: 79700-000

Rua Figueira, 1105 - Residencial Figueira - CEP: 79428-000

R. Bento Machado Lobo, 1715 Centro - CEP: 79730-000

(67) 3467-2440

(67) 3274-1445

(67) 99612-2401

sindicatofatimasul@hotmail.com

sindrural.figueirao@hotmail.com

sindgloriadedourados@hotmail.com

Sindicato Rural de Guia Lopes da Laguna

Sindicato Rural de Iguatemi

Sindicato Rural de Inocência

Presidente: Jesus Cleto Tavares

Presidente: André Pititto Scanavaca

Presidente: Ivan Leal de Paula

Rua Visconde de Taunay, 1387 Centro - CEP: 79230-000

Rua Alcides Fernandes Nogueira, s/n - Vila Marisa - CEP: 79960-000

R. Duca Valadão, 881- Jardim Bocaina CEP: 79580-000

(67) 3269-1280

(67) 3471-2005 / 99971-8028

(67) 3574-1377

sindruralgll@hotmail.com

sindrural_iguatemi@hotmail.com

sindrural.inoc@gmail.com

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Atualizado em 31 de maio de 2022


Sindicato Rural de Itaporã Presidente: José Assis de Lara

Sindicato Rural de Ivinhema e Novo Horizonte do Sul Presidente: Milton Wanderley Capuci

Sindicato Rural de Jaraguari Presidente: Durval Ferreira Filho

R. Presidente Juscelino K. de Oliveira, 759 - Centro - CEP: 79890-000

Rua Francisco Pieretti, 11 Guiray CEP: 79740-000 - Ivinhema

Rua Isolino Alves Pereira, 300 - Centro CEP: 79440-000

(67) 3451-1357

(67) 3442-2002 / 4074 (fax)

(67) 3285-1122

sruraltapora@gmail.com

sindruralivinhema@hotmail.com

sindicatojaraguari@hotmail.com

Sindicato Rural de Jardim

Sindicato Rural de Jateí

Sindicato Rural de Juti

Presidente: Helio Tadeu Ruiz

Presidente: José Pereira da Silva

Presidente: Antônio Aurico Flores

Rodovia BR 267 - KM 486 - Zona Rural - Parque de Exposição do Sind. Rural de Jardim - CEP: 79240-000

Av: Bernadete Santos Leite, 533 Centro - CEP: 79720-000

Rua Donizete Ferreira da Costa, 592 Centro - CEP: 79955-000

(67) 3465-1194

(67) 98482-3746

sindicatoruraljatei@hotmail.com

sindjuti@hotmail.com

(67) 99986-2482 sindicatoruraljardim@gmail.com

Sindicato Rural de Laguna Carapã

Sindicato Rural de Maracaju

Sindicato Rural de Miranda e Bodoquena

Presidente: Fabiano Nava

Presidente: Fábio Olegário Caminha

Presidente: Massao Ohata

Rua Lídio Vilhalba Espíndola, 513 Centro - CEP: 79920-000 (67) 3438-1359 / 99976-6061

Av: Waltrudes Ferreira Muzzi, 686 Pq. de Exposição - Cx. Postal 121 CEP: 79150-000 (67) 3454-2565

R. Marechal Deodoro da Fonseca, 22 - Centro - Cx Postal 115 CEP: 79380-000 - Miranda (67) 3242-1266

sindicatorurallagunacarapa@hotmail.com

sind.mju@terra.com.br sindicatomaracaju@terra.com.br Site: www.sindmaracaju.com.br

Sindicato Rural de Mundo Novo

Sindicato Rural de Naviraí

Sindicato Rural de Nioaque

Presidente: Edílson Santos Pontelli

Presidente: Alexander Lira

Presidente: Cláudio Antônio Straliotto

sindruralnovamirandabodoquena@ gmail.com

Av. Juscelino Kubitschek, 786 Centro - CEP: 79.980-000

Av. Amélia Fukuda, 661 - Centro Caixa Postal - 19 - CEP: 79950-000

Av. XV de Novembro, 778 - Centro CEP: 79.220-000

(67) 98163-9453

(67) 3461-2195

(67) 3236-1306

sindicatomn@hotmail.com

sirunav@uol.com.br sind_navi@hotmail.com

snioaque@terra.com.br

Atualizado em 31 de maio de 2022

MAIO A JULHO 2022 • REVISTA FAMASUL • 35


Agro Agenda Conheça os presidentes dos Sindicatos Rurais do Estado Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul

Sindicato Rural de Nova Andradina

Sindicato Rural de Paranaíba

Presidente: Telma Menezes de Araújo

Presidente: Marcus Vinicius Godoy Garcia Junior

Presidente: Fábio Carvalho Macedo

R. Odete Tambini Colatto, 69 – Zona Rural - CEP: 79140-000

Rodovia MS 134 - Km 55 - Pq. Expo. Henrique Martins - Cx Postal 107 CEP: 79750-000

Pq. Exposições Daniel Martins Ferreira - Bairro Santo Antônio CEP: 79500-000

(67) 3441-1014 / 99668-5917

(67) 3668-1017

sindicatoruralnovaandradina@gmail. com

sindpba@terra.com.br

(67) 3456-1733 / 98123-6571 sindnova@outlook.com.br

Sindicato Rural de Paranhos

Sindicato Rural de Pedro Gomes

Sindicato Rural de Ponta Porã

Presidente: Edir Pereira Ratier

Presidente: José Roberto Scalabrini

Presidente: Guilherme Leite Cabral de Jesus

Rua Jorge Pereira, 767 - Centro CEP: 79925-000

Av. Manoel Alves de Morais Júnior, 246 - Centro - CEP: 79410-000

(67) 99916-1616

(67) 99958-4128

contador.edir@gmail.com

sindicatoruralpgms@gmail.com

R.: Coronel Ponce, S/N - Parque de Exposições Alcindo Pereira - Caixa Postal 303 - CEP: 79906-006 (67) 99923-9035 atilize_srpp@hotmail.com

Sindicato Rural de Porto Murtinho

Sindicato Rural de Ribas do Rio Pardo

Sindicato Rural de Rio Brilhante

Presidente: Romeu Barbosa de Souza

Presidente: Robson Velos Ribeiro

Presidente: Leandro Fabricio Martins Aléssio

R. Capitão Cantalice, 435- Bairro Florestal - CEP: 79280-000

R. Carlos Anconi, 560 - Jardim Vista Alegre - CEP: 79180-000

(67) 3287-1334

(67) 3238-1395

sindicatoruralportomurtinho@gmail. com

sindicatoruralribasdoriopardo@ gmail.com

Rua Trajano Roberto, s/n - Parque Industrial - Caixa Postal 65 CEP: 79130-000 (67) 3452-7320 / 2917 ruralrb@hotmail.com

Sindicato Rural de Rio Negro

Sindicato Rural de Rio Verde de Mato Grosso

Presidente: Henrique Mitsuo Vargas Ezoe

Presidente: Severino José da Fonseca

R. Sete de Setembro, 250 - Bairro Alto - CEP: 79470-000

Av. Barão do Rio Branco, 130 - Centro CEP: 79480-000

(67) 3278-1011 / 1300

(67) 3292-1428

srrionegro@hotmail.com

sindicatoruralrv@hotmail.com

36 • REVISTA FAMASUL • MAIO A JULHO 2022

Atualizado em 31 de maio de 2022


Sindicato Rural de Santa Rita do Pardo

Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste

Sindicato Rural de Sete Quedas

Presidente: José Renato Cavalli Sofia

Presidente: José Aloísio Rohr

Presidente: Cinésio Buss

R. Dep. Júlio César Paulino Maia, 1845 - Centro - CEP: 79690-000

Rua Pernambuco, 1073 - Centro CEP: 79490-000

Av. Dom Pedro II, 1679 - Centro CEP: 79935-000

(67) 3591-1201

(67) 3295-1663

(67) 3479-1171 / 99646-7878

sind.srp@uol.com.br

srsgo@terra.com.br

sindicatorural7quedas@gmail.com

Sindicato Rural de Sidrolândia

Sindicato Rural de Sonora

Presidente: Paulo Renato Stefanello

Presidente: Silmara Régia Bonfim de Oliveira

R. Pernambuco, 360 Cx. Postal: 31 Centro - CEP: 79170-000

Av. Marcelo Miranda Soares, 506 Centro - CEP: 79415-000

(67) 3272-1131

(67) 3254-4196

sindicatoruraldesidrolandia@gmail. com

sindicatorural_sonora@hotmail.com

Sindicato Rural de Tacuru Presidente: Maria Neide Casagrande Munaretto

Sindicato Rural de Taquarussu

Sindicato Rural de Terenos

Presidente: Claudinet Vicente Crivelli

Presidente: Lucicleiton Cirino da Rocha

Avenida José de Lapaz Ortis, 1400 Centro - CEP: 79975-000

Av. Getulio Vargas, 384 - Centro CEP: 79765-000

Rua Dr. Ari Coelho de Oliveira, 451 Centro - CEP: 79190-000

(67) 3478-1070

(67) 3444-1399

(67) 99998-3312 / 99996-3292

srtacuru@hotmail.com

taquarussusindicatorural@hotmail. com

sind.terenos@senarms.org.br

Sindicato Rural de Três Lagoas

Sindicato Rural de Vicentina

Presidente: Kennides Martins Batista Filho

Presidente: Valter Dalla Valle

Av. Ranulpho Marques Leal, 1850 Jd. Alvorada - CEP: 79610-100

R. Carlos Farinha 1533 CEP: 79710-000

(67) 3521-4049 / 98121-8900

(67) 99602-2782

contato@srtl.com.br

sindvicentina@hotmail.com

Atualizado em 31 de maio de 2022

MAIO A JULHO 2022 • REVISTA FAMASUL • 37


Fala, Técnico! SISTEMA FAMASUL PREPARA NOVA GERAÇÃO DE EMPREENDEDORES E LÍDERES DO AGRO

38 • REVISTA FAMASUL • MAIO A JULHO 2022

MS, eventos da Famasul e a assistência técnica também contribuem”, detalha. O agrônomo e produtor rural Leôncio de Souza Brito Neto participou do CNA Jovem e do Líder MS. Ele conta que as iniciativas o auxiliaram a suceder o pai, Leôncio de Souza Brito Filho (ex-presidente da Famasul), na administração da fazenda Laudejá, em Bonito. “Tenho duas irmãs, Beatriz, administradora, e Laiz, advogada, mas fui o único que foi para a área de agrárias. Além disso, elas foram morar em outros estados. Isso facilitou a escolha dos nossos pais, que já tinham resolvido fazer a sucessão, e também a nossa decisão, de nos mantermos no negócio”. Brito Neto explica que durante a sucessão houve um período de transição e ainda uma mudança da cultura no gerenciamento. Sócios se tornaram acionistas e membros de um conselho

N

o agro, a maior parte das empresas é familiar. Por isso, uma sucessão planejada, feita com antecedência necessária e a preparação adequada é fundamental para garantir uma transmissão consciente e segura da gestão. Isso assegura a manutenção do negócio e preserva as relações parentais. “O Sistema Famasul encara com muita seriedade o assunto, até porque o vivenciamos nos próprios processos sucessórios da instituição. Entendemos que, quando capacitamos a juventude para dirigir os empreendimentos familiares, estamos estimulando o surgimento de novas lideranças. Um jovem consciente e preparado vai ter mais segurança para ocupar os espaços e assumir a liderança na sua empresa ou em uma instituição”, analisa o gerente técnico do Sistema Famasul, José Pádua. Pádua explica, entretanto, que uma sucessão eficiente requer alguns cuidados. “É preciso sempre buscar o diálogo e os envolvidos precisam ter empatia e receptividade. Capacitação é outro ponto. Os sucessores têm de estar bem preparados. O terceiro aspecto é a escolha do melhor momento. Cada empreendimento tem a sua hora e deve definir os gatilhos para iniciá-lo”. O Sistema Famasul oferece várias ferramentas para auxiliar os produtores. “O Líder MS foi criado em 2003. Prepara novas lideranças para os negócios familiares e instituições. Da mesma forma, o CNA Jovem, realizado desde 2015, em uma parceria com a Confederação. Outra ação é o Famasul Jovem. É fruto dos outros projetos e atua na mobilização, difusão de conhecimento sobre o sistema sindical e engajamento”. Além das iniciativas diretas, o gerente comenta que ações transversais auxiliam no processo. “Cursos do Senar/

“UM JOVEM CONSCIENTE E PREPARADO VAI TER MAIS SEGURANÇA PARA OCUPAR OS ESPAÇOS E ASSUMIR A LIDERANÇA NA SUA EMPRESA” José Pádua, gerente técnico do Sistema Famasul

diretivo. Um conselheiro externo foi contratado. Foram criados departamentos para cuidar das diferentes áreas. Isso aumentou a eficiência e possibilitou a ampliação da área de grãos, do confinamento e a implantação de um sistema de terminação de gado para terceiros (boitel). Além de Brito Neto, a importância do trabalho de preparação de lideranças feita pelo Sistema Famasul pode ser atestada pela extensa lista de dirigentes sindicais e da entidade que já participaram: Marcelo Bertoni (presidente Famasul) Mauricio Saito (ex-presidente), Eduardo Riedel (ex-presidente), Ruy Fachini Filho (ex-diretor), Frederico Stella (diretor), Roberto Gonçalves de Andrade Filho (presidente do Sindicato Rural de Chapadão do Sul) e Alexandre de Paula Junqueira Netto (presidente do Sindicato Rural de Eldorado), entre outros.


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