Page 1

cmyk

Não são de pedra as nossas casas, mas de mãos...

- 2013

II SÉRIE

ANO VIII

NÚMERO 39

H Festas de Vilarandelo 2013

à cerca de um ano atrás, um grupo de pessoas nomeada para o efeito, aceitou o desafio de levar a cabo a realização das Festas de Vilarandelo. Assim, nascem os comissários 2013. Sem medos ou anseios, este grupo de jovens sem qualquer experiência nestas andanças atirou-se ao trabalho para poder proporcionar aos vilarandelenses momentos de festa e convívio social.

Editorial

S Leia na pág. 11

Índice

Pág.

Donativos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

2

Recordar é Viver - O Ensino em Vilarandelo. . . . .

3e4

Dia do Idoso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

5

Ser Emigrante. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

5

Festas de Vilarandelo 2013. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 e 7 Nota de Agradecimento. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 Passeios para o Exterior. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

8

XXIX.º Festival de Folclore de Vilarandelo. . . . . . 9 A Partilha do Burro. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

10

Recordar velhos hábitos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 Resultados das Autárquicas 2013. . . . . . . . . . . . . . 11 Informação Paroquial. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

11

Baú dos Sonhos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

12

Mensagem do Pres. Junta Freg. Vilarandelo. . . . .

12

Aniversários Lar de Idosos e Centro de Dia. . . . . 13 Jardim de Infância - Sala Amarela . . . . . . . . . . . . .

14

Leia nas págs. 6 e 7

O Verão quente de 2013

em dúvida que a época estival que acaba de terminar, contrariou, em absoluto, as teorias propaladas que apontavam para “o Verão mais frio dos últimos 200 anos”. De facto não aconteceu e, segundo comentam os especialistas, as temperaturas médias ter-se-ão situado acima do normal. Talvez por este facto, mas não só, mais uma vez o nosso território nacional foi devastado por grandes, pequenos e médios incêndios, foram já mais de 19000 ocorrências no corrente ano, que tornaram mais triste as nossas paisagens, mais pobre o nosso património e, pior que tudo, ceifaram algumas vidas de briosos e corajosos portugueses que, em prol dos outros se sacrificaram até ao limite. Aos bombeiros portugueses, presto a minha homenagem e, muito reconhecido pelo serviço prestado, deixo aqui o meu muito obrigado a todos, nomeadamente, àqueles que, combateram as chamas que assolaram a nossa freguesia e que reduziram a cinzas mais uma parte significativa da nossa mancha verde. Dos criminosos incendiários não falo, mas os políticos legisladores têm obrigação de falar e agir e a “justiça” tem obrigação de funcionar. No contexto actual, não estou muito crente nem em relação aos políticos nem em relação à justiça, mas tenho esperança que, um dia, a situação vai melhorar. Mas também foi quente no aspecto político. Tivemos eleições autárquicas, e por conseguinte longa pré-campanha e campanha aguerridas. O nosso país apareceu engalanado com grandes placares,

com rostos mais e menos simpáticos, de cores vivas e muito apelativas e “chavões” de índole política muito imaginativos. De norte a sul do país foram muitos os que prometeram omeletas, muitas omeletas, algumas recheadas a preceito e ao gosto dos destinatários mas, o que é absolutamente certo, é que os portugueses vêm a cesta dos ovos vazia. E então, dou comigo a pensar neste dilema e desabafo à moda de um amigo meu, que Deus tenha em bom lugar, “ COMBERSA………..” É verdade, há muita conversa, mas, “democracia” também é isto. Por ventura, algumas promessas até terão subjacente a boa intenção de cumprir, mas faltarão os meios. Contudo, tenho para mim que, a democracia no seu pior, não está no âmbito das promessas. Mais grave e escandaloso do que prometer e não cumprir, é mentir descaradamente, para atingir objectivos eleitorais, é denegrir a imagem daqueles que, desinteressadamente, trabalham para dotar as suas terras de infra-estruturas capazes de proporcionar melhor qualidade de vida e bem-estar à população como, felizmente, tem acontecido na nossa freguesia, nomeadamente nos últimos anos. Termino, com um pensamento, que justifica alguma meditação. A gratidão é um fruto de grande cultura; não se encontra entre gente vulgar (Samuel Johnson) António José Garcia Ferreira Secretário da direcção


2

Donativos DONATIVOS ARAUTO Joaquim Alves ferreira .................................................................... 40,00 € Lídia Alves Ferreira Pires ............................................................... 40,00 € Adelino de Almeida Polónio ........................................................... 10,00 € Marília Afonso Teixeira Lopes ......................................................... 10,00 € Pe Amadeu Nogueira Olaia ............................................................ 25,00 € Valdemar Mairos da Rosa ............................................................... 20,00 € Pedro Miguel Batista Rosa .............................................................. 20,00 € Manuel Terra .................................................................................... 10,00 € Maria de Lurdes Avelelas B. da Rosa Ferreira .............................. 10,00 € Maria da Conceição Polónio ........................................................... 10,00 € Pedro Vilardouro Nogueira ............................................................ 20,00 € Maria Amelia Polónio Borges ........................................................... 5,00 € José Manuel Piralhas Mano ............................................................. 50,00 € João do Nascimento Rebelo ........................................................... 20,00 € Pedro Miguel Garcia Taveira ........................................................... 20,00 € António Lage ................................................................................... 50,00 € Marília Alves Lima ........................................................................... 30,00 € Emília Nogueira Rosa Garcia ......................................................... 20,00 € José Garcia Magalhães .................................................................... 40,00 € Pedro Abílio ...................................................................................... 10,00 € José Luís Santos da Rosa ................................................................ 10,00 € Anonima ........................................................................................... 20,00 € Aida Teixeira Lopes Bandeira ......................................................... 10,00 € Samuel José Magalhães Medeiros .................................................. 25,00 € José Manuel Brandão Almeida ....................................................... 15,00 € Adelaide Batista de Morais Machado ............................................ 25,00 € Maria Cândida Vieira Fidalgo ......................................................... 10,00 € Carlos Vilardouro Nogueira ........................................................... 20,00 € Eduardo Pinto .................................................................................. 20,00 € José Maria Codinha Verdingola ...................................................... 20,00 € José Carvela Pina ............................................................................. 30,00 € Maria Guilhermina Malta Anselmo Baia ....................................... 25,00 € Paula Baia ......................................................................................... 25,00 € Maria de Lurdes Nogueira da Rosa ............................................... 15,00 € Maria Adelaide Nogueira da Rosa ................................................. 10,00 € Manuel Melo Pascoal ....................................................................... 40,00 € Judite Medeiros Bandeira Teixeira ................................................. 11,00 € Isabel Fernanda Almeida Gonçalves .............................................. 20,00 € Marisa Gonçalves ............................................................................ 20,00 € Manuel Joaquim da Costa Marques ................................................. 5,00 € Paulo António da Rosa Magalhães ................................................. 20,00 € Adélia Almeida Lopes Cramoisin..................................50 Libras Inglesas

Busto do Prof. Ribeirinha José Manuel Piralhas Mano ............................................................. 50,00 € Emília Nogueira Rosa Garcia ......................................................... 20,00 €

Casa do Povo Mário Frade Lopes ........................................................................ 100,00 € Anónimo .......................................................................................... 20,00 €

Lar

Sócio Nome 1049 – Jaime de Magalhães Sequeira 1050 – Cremilda Gomes Alvites 1051 – José Venâncio Sarmento Gonçalves 1052 – Luciano Esteves Nogaró 1053 – Fernando Ferreira Nogueira 1054 – Manuel Jorge Pinto dos Santos Carvalho 1055 – Maria Teresa Gonçalves Leite 1056 – Maria da Graça Pinto dos Santos Carvalho 1057 – António Augusto Pinto dos Santos Carvalho 1058 – Manuel Maria Santos Carvalho Sobral 1059 – Vanda Raquel Carvalho Morais Reis 1060 – Sandra Raquel Barreira Oliveira 1061 – Vera Lúcia Charrua Cavalheiro 1062 – Hugo Jorge Carvalho Pascoal 1063 – Maria Isilda de Morais Carriço

Donativos em Géneros Data 20-07-2013 27-07-2013 04-08-2013 06-08-2013 06-08-2013 07-08-2013 07-08-2013 08-08-2013 09-08-2013 13-08-2013 16-08-2013 16-08-2013 18-08-2013 22-08-2013 22-08-2013 26-08-2013 26-08-2013 28-08-2013 28-08-2013 28-08-2013 29-08-2013 02-09-2013 02-09-2013 03-09-2013 03-09-2013 03-09-2013 05-09-2013 05-09-2013 07-09-2013 08-09-2013 09-09-2013 09-09-2013 12-09-2013 13-09-2013 16-09-2013 17-09-2013 17-09-2013

Doador António Delgado Alexandre Miguel da Cruz Araujo Usprigozus Amândio Pascoal José David Silva Alcina Machado Pinto

Doação Roupa e Calçado de Senhora Roupa e Calçado de criança 400 moletes 29 kg de corgetes 3,315 kg de pepinos 12 Nestum, 1 cerelac Tutifruti 1 Baloiço para exterior e 1 casa para brincar Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora no exterior Roupa e calçado Ana Maria Macedo Roupa, calçado e brinquedos Videira Serralheiro 3,8kg de pepinos e 3,3 kg de corgetes José David Silva Brinquedos e livros Leticia Lagarelhos Brinquedos e roupa Céu Soares 1 duzia de ovos Fátima Guedes 5,45 kg corgetes Maria do Céu 9 kg de Palhada, 53 kg de cebolas Adelaide Tété Polónio 9 lt de leite José Cancelinha 1 cadeira de carro(0v0, 1 espreguiçadeira Elizabete Madureira Fernandes 1leite Nan 3, 3 papa milupa, 3 leite Aptamil, 6 Antiqueda Capilan, 9 Cleanance incolor, 4 Farmácia wells Modelo- Chaves Água Termica, 2 creme ppele, 1 creme p/ Roupa Vera Cruz 1 torre do computador, 1 monitor, 1 José pinto teclado, 1 impressora, 1 scaner, 1 par de l d 70l kg de batatas Augusto Teixeira Loja Rox Valpaços (Maria Emília Pimenta G. Roupa e material desportivo no valor de 4.151,53€ Rente) 10 kg de batata Fátima Guedes 7,44 Feijão Catarino Helder Cruz - Lamas de Ouriço 7,44 Feijão Frade Marta Alves Roupa e calçado Rosalina Almeida 4,055 kg de tomate Adelaide Tété Polónio Roupa e calçado Helena maria de Sousa 9,14 kg de tomate Amélia Carneiro Mitras 8,7 kg de figos e 40 gr de Salsa Amélia Martins Coroado Machado Adelaide Polónio 2 kg de Pimentos, 9 kg de tomates 15 kg de tomate Julia Reis 4 kg de uvas Anónimo 8,48 kg de tomate Isabel Cavalheiro 4 kg de Figos Elvira Barreira 1,38 kg de Feijão verde e 5,3 kg de tomate José Dadide da Silva 23 kg de Tomate Amândio Teixeira

A TODOS OS NOSSOS AGRADECIMENTOS

Francisco Nogueira Magalhães Ruivo ......................................... 100,00 €

CAT Amandio Francisco Xavier Cancelinha ........................................... 5,00 € Clinox - Equipamento Hoteleiro ................................................. 250,00 € Loja Rox Valpaços (Maria Emília Pimenta G. Rente) Roupa e material desportivo no valor de .................................................4.151,53€

Agradecimento A família de António João Teixeira Lopes, vem agradecer a todos que estiveram presentes nas exéquias fúnebres. Pela manifestação de carinho, respeito, apoio e conforto recebidos durante um momento tão difícil, vivido pela perda da alegria da nossa família, mas o abraço de cada um tem-nos ajudado a alivia-la. Agência Funerária Mariana Lino Lda. - Vilarandelo

Agradecimento A família de Maria Alice Nogueira vem, muito sensibilizada, agradecer as inúmeras provas de pesar e carinho que lhe foram manifestadas aquando das exéquias fúnebres do seu ente querido.

Agência Funerária Mariana Lino Lda. - Vilarandelo

Agradecimento A família de António José Alves Rodrigues vem, muito sensibilizada, agradecer as inúmeras provas de pesar e carinho que lhe foram manifestadas aquando das exéquias fúnebres do seu ente querido.

Agência Funerária Mariana Lino Lda. - Vilarandelo


3

Recordar é Viver... Por: António José Garcia Ferreira

O Ensino em Vilarandelo Agradeço a colaboração do Eng. Vieira, responsável pelo departamento de acção social,educação,cultura e desporto da Câmara Municipal de Valpaços, das professoras Júlia Reis e Olímpia Pires, do professor Abel, director do agrupamento de Escolas de Valpaços, do nosso conterrâneo Adérito Mesquita e de outros vilarandelenses que, de qualquer forma colaboraram, para que este testemunho pudesse ser a evidência, tão próxima quanto possível, do que foi o desenvolvimento da actividade escolar na nossa Vila e seus principais agentes formadores.

A

história do ensino primário na nossa terra, remonta, ao que apurámos, ao último quarto do séc. XIX e era ministrado pelo pároco da freguesia. Recordamos aqui o nome do padre Guilherme que, em 1876, ministrava já o ensino primário a rapazes e as aulas decorriam no edifício, anexo ao adro da igreja, que é hoje propriedade dos herdeiros de D. Adozinda. O ensino oficial, em teoria obrigatório, só acontece após a implementação da república em 1910. O ponto 11 do artigo 3º do título II - Direitos e Garantias Individuais, da Constituição Portuguesa de 1911, expressava objectivamente que “O ensino primário elementar será obrigatório e gratuito”. Segundo dados históricos, em 1911, da população portuguesa com mais de 7 anos, 70% eram analfabetos. Do que nos foi possível apurar, da documentação compulsada, a escola primária oficial em Vilarandelo, inicia-se em 1914, com as professoras Maria Amélia Castelo, para os rapazes e Maria Piedade Morais para as raparigas.

No espaço onde está hoje instalado o talho, funcionou a primeira escola, pública, para rapazes.

Edifício da “escola do adro”. A minha escola primária onde frequentei a 1ª e 2ª classes (1955/56 e 1956/57), com o professor Rua.

Edifício onde funcionou a primeira sala de aulas destinada a raparigas.

Presume-se que entre 1920 e 1930, atendendo ao elevado número de crianças, com turmas de mais de 60 alunos, é construído o edifício sito no adro da igreja, onde passa a funcionar mais uma sala do ensino primário para rapazes, tendo como primeiro mestre o professor Montalvão. Ao que apurámos, por incapacidade em manter a ordem e a disciplina na sala de aulas, apenas terá estado um ano lectivo, sendo substituído pelo professor Miranda.

É-nos, absolutamente, impossível por falta de informação disponível, apesar das diligências desenvolvidas junto dos mais diversos organismos que tutelam o ensino em Portugal, referir com rigor o nome e o período temporal de todos os professores que passaram pela nossa terra. Foram, garantidamente, largas dezenas e a todos queremos prestar a nossa homenagem através deste escrito, independentemente de serem ou não expressamente identificados. Vamos divulgar o que foi possível apurar. No ano lectivo de 1934/35 ainda leccionavam Amélia Castelo e Maria Piedade, agora acompanhadas por Artur Fidalgo Fernandes; Em 1943/44, ano em que Amélia Castelo se aposentou, eram mestres António Alexandre Trigo, Deolinda da Encarnação Ferreira e Maria Dionísia dos Santos Martins (regente); Em 1948/1949, surge o nome de Aurora da Cunha Andrade, alegadamente, em substituição de Maria Dionísia. Continua na página seguinte

PETRO VILARANDELO Combustíveis e Lubrificantes, Lda Estrada Nacional, 213 • 5430-633 Sá Vilarandelo

Tel. 278 749 509 • Fax 278 749 303


4

Recordar é Viver... Continuação da página anterior

Já em 1950/51 surgem Mário Virgílio Gomes e sua esposa Adelina Moreira da Costa e em 1955/56, para além destes, temos mais Abílio dos Santos Rua e Maria de Lurdes Vieira Neves, supostamente, em substituição de outros cujos nomes não foi possível identificar. Nos anos de 1960/61/62, foram docentes Maria José Pereira Morais, Francisco Orlando de Carvalho, Maria Gonçalves Pires Fontes, Maria Alice Sousa Gomes Vieira, Albina Fontes Letra Carvalho Figueiredo, e Ana Maria Alves (regente). Já nos anos de 1963/64/65/66….. surgem nomes que se mantiveram durante vários anos em Vilarandelo e recordamos Maria Elizabete Martins Morais (até 1977), Manuel Bernardino (até 1987), Agripina Cadavez, Maria Manuela Magalhães Lopes e Maria Gonçalves Pires Fontes;

Edifício escolar do plano centenário inaugurado no ano lectivo de 1957/1958. Preparatória de Vilarandelo. Em 1986 passa a escola C+S, ministrando os ciclos preparatório e secundário. Partes do registo biográfico de Elizabete Morais e Amélia Castelo. O nosso conterrâneo Prof. José Teixeira Bandeira, foi o primeiro presidente deste estabelecimento de ensino, cujo patrono é José Ribeirinha Machado. Recordamos outros professores, alguns dos quais exerceram funções de gestão, Graça André, Olímpia Pires, Júlio Fernandes, Joaquim e José António. Em 2006/07, politiquices caseiras e orientações governamentais, mais economicistas que pedagógicas, alegando falta de “massa critica” mas, na minha modesta opinião, foi mais falta de “massa monetária e cinzenta”, provocaram o encerramento da EB2/3. Indubitável, foi o prejuízo para a freguesia, potenciando ainda mais a desertificação e as excelentes e dignas instalações servem agora e até ver, os alunos da EB1, o primeiro ciclo, e um centro de apoio a crianças deficientes.

Registo biográfico de Mário Gomes e documento exarado aquando da tomada de posse de Maria Fontes Letra. Já na década de setenta, recordamos Fernanda Columbano, Mercedes e Teresa Saraiva. Nos anos oitenta e noventa lembramos Helena Bandeira, Júlia Reis, Céu Lino, Alice e Conceição Garcia, Aristides, Lurdes Louro, Amália, Julieta Lino, Manuela Migueis, Albertina e, certamente, alguns mais. Nos primeiros anos do presente século, ficaram na memória Pires Brás, José Carlos, Cidália, Arminda Mesquita, entre outros que ainda estão no activo. Mas a dinâmica que, naturalmente, emerge deste povo, suscita sempre nalgum dos seus elementos vontade de crescer e também na área do ensino assim aconteceu. Estávamos no ano lectivo de 1962/63, quando surge, por iniciativa de José Ribeirinha Machado o ensino particular do então chamado ciclo preparatório, hoje 5º e 6º anos. Pelo mesmo entusiasta, acontece no ano de 1965/66 o início do curso unificado da telescola. Neste tipo de ensino, cumpre-nos referir alguns nomes, que foram marcantes para os jovens de então. Para além do Prof. Ribeirinha, recordamos Elizabete Morais, Manuel Bernardino, Agripina Cadavez, Carolina, Alzira e Adélia Pascoal, Armanda Figueiras, Augusta Secundino e Olímpia Pires. Lembrando-se José Ribeirinha do velho ditado “é de pequenino que se torce o pepino”, dá início, no ano de 1981, ao ensino pré-escolar. Logo em Outubro de 1982, depois de anos de uma luta titânica, que só a vontade indómita de José Ribeirinha conseguiu vencer, abre as portas para servir os jovens vilarandelenses e das freguesias vizinhas, a Escola

Vista parcial das dignas instalações da Escola C+S. Eu já o questionei no passado e reitero a questão: aquelas excelentes instalações não serviriam para ministrar o ensino técnico-profissional, que muito útil seria para os jovens do concelho de Valpaços? Sem dúvida que é mais fácil o “bota abaixo” do que construir algo positivo.

Elementos escolares fundamentais nos tempos de outrora.


5

Centro de Dia e Lar de Idosos

D

Dia do Idoso

ia 1 de Outubro de 2013 celebrou-se o Dia Mundial do Idoso. Este dia foi instituído em 1991 pela (ONU) Organização das nações Unidas e têm como objectivo sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e a necessidade de proteger e cuidar da população mais idosa. Para assinalar este dia os utentes do Centro de Dia e Lar de Idosos receberam a visita das crianças do pré-escolar do Jardim de Infância da Casa do povo de Vilarandelo. As crianças apresentaram várias danças e canções e ofereceram um postal que continha a seguinte mensagem: “Envelhecer é uma dádiva que deve ser encarada não como uma perda de habilidades, mas como uma oportunidade para transmitir os conhecimentos adquiridos ao longo da vida.” Pretendemos com estes encontros intergeracionais, consciencializar os mais novos para a importância de cuidar da pessoa idosa, e desde cedo encarar o processo de envelhecimento como um processo natural e não decadente. Sandra Oliveira Técnica Superior de desporto

Ser emigrante... Muitas pessoas pensam que a vida de emigrante é muito simples, que se chega ao seu país de acolhimento e se enriquece de um dia para o outro. A verdade é outra, integrar-se num país que não é seu não é fácil, tem de se lutar para ter um trabalho, lutar para ser aceite pelo povo. Mas para quê? Isso são esforços desnecessários, nunca se é considerado cidadão do país, nem do país que nos acolhe, nem do nosso país de alma. Afinal um emigrante é uma pessoa sem país fixo, sem identidade nem nacionalidade.

Chega agosto, e com ele chegam os emigrantes espalhados pelo mundo fora. Esse mês, é um mês de alívio para cada um de nós, é a época onde se mata as saudades da família e dos amigos, é a época do divertimento e da alegria onde se esquece os problemas. O regresso a uma vida diferente recomeça. Mas infelizmente o dia do “regresso” chega, aí a realidade cai

novamente. Somos e não somos desse país por mais que custe, mas uma coisa que cada emigrante tem no coração é o amor por Portugal e particularmente pela sua aldeia, no meu caso por Vilarandelo. Como se costuma dizer para o ano se Deus quiser estarei aqui novamente. Jil Medeiros

(Monumento do Emigrante - Valpaços)


6

A

R

A

U

T

O

Festas de Vilarandelo 2013

O

primeiro evento “Feira dos Santos” realizado alguns dias depois de tomarmos posse, ainda fresquinhos, mas com a força de quem acaba de chegar e quer dar o seu melhor, traduziu-se num sucesso, o que nos deu confiança para prosseguir. A partir desse momento o grupo de trabalho, já não era só uma equipa com uma missão, mas sim um grupo de AMIGOS com grande espírito de interajuda e com objetivo definido. Foi aí que a máquina começou a trabalhar a todo o vapor. Realizamos vários eventos no decorrer do ano, para podermos angariar fundos, para que as contas da Comissão de Festas tivessem sempre boa saúde, e assim foi. Fizemos o peditório do Vinho de Santa Bárbara, Magusto, uma Feira de Cousas Antigas, Festas dos Santos Populares, e chegados ao Verão preenchemos um calendário de quinze dias com eventos onde se destaca: o Torneio de Futsal, Paintball, Feira da Caçónia, Festival de Folclore, Prova de Motocross (Usprigozus), Jogos Populares, Noite Brasileira, Noite de Magia, Gala 30 anos Musikschule Osnabrück, Torneio de Pétanque, Autocross (Clube Automóvel). Chegado ao fim, sentimo-nos recompensados, pois o enorme esforço que cada um de nós fez foi retribuído pelo sucesso dos eventos e acrescento económico que fizemos refletir na conta da Comissão de Festas, só com o nosso trabalho não teríamos conseguido, assim sendo o nosso maior agradecimento vai para o povo de ViIarandelo, que em cada momento nos ajudou, tanto nas generosas mandas como na forma que sempre fomos recebidos, pela coragem que nos incutiram, pelos momentos de boa disposição que nos proporcionaram. Mas seria injusto não mencionarmos aqueles que nos momentos de difícil decisão de disponibilizaram, assim obrigado aos membros das anteriores comissões que nos alertaram e aconselharam, obrigado à Junta de Freguesia que sempre se disponibilizou, obrigado à Câmara Municipal de Valpaços pela porta aberta que sempre teve e pelo generoso patrocínio “novo bar da Comissão de Festas”. A todos o nosso muito obrigado. Tendo em conta o saldo líquido apurado, resultado do BOM trabalho, realizado por nós e pelas últimas comissões, decidimos juntamente com a comissão fabriqueira e com a Câmara Municipal de Valpaços que mais uma vez nos vai ajudar, fazer mais uma obra de cariz urgente no Santuário do Nosso Senhor dos Milagres. Votos de que próxima Comissão de Festas tenha muito sucesso. Contem conosco. Boa sorte. Comissão de Festas de Vilarandelo 2013

Francisco A. Tété PROMOTOR • MEDIADOR Rua Prof.ª Amélia Castelo, 18 - 5430-659 VILARANDELO Telem: 963 154 893 • Email: franciscotete@iol.pt


A

R

A

U

T

O

7

Comissão de Festas de Vilarandelo Exercício 2012/2013 Bares e Festas Publicidades Merchandising Promessas e Andores Capela Manda para o Fogo Vinho Stª Bárbara Manda N.º Sr.º dos Milagres Bazar Diversos

Receitas

Total Receitas

17 505,30 € 1 905,00 € 1 639,00 € 6 445,00 € 3 716,92 € 7 500,00 € 2 263,50 € 13 782,85 € 389,84 € 374,16 €

55 521,57 €

Despesas

Bandas de Música Andores e Fardas Fanfarra Bebidas e Comidas Iluminação Conjuntos EDP GNR Licenças e Seguros Fogo Licença de Diocese e Pregador Tipografia Despesas Diversas Merchandising Donativo Banda Musical de Vilarandelo Donativo Rancho Folclórico C.P. Vilarandelo Donativo Clube Futsal Vilarandelo Donativo Clube Automóvel de Vilarandelo

Total de Despesas Saldo 2012/13 Saldo Anterior

Saldo Total

Patrocínio da Câmara Municipal de Valpaços para a construção do Bar da Comissão de Festas

7 650,00 € 4 000,00 € 950,00 € 8 876,19 € 4 500,00 € 6 425,00 € 874,00 € 875,42 € 594,80 € 7 000,00 € 500,00 € 216,33 € 740,15 € 1 440,00 € 1 250,00 € 500,00 € 250,00 € 300,00€

46 941,89 € 8 579,68€ 13,075,01€

21 654,69 € 3 922,31€

PROJECTAMOS E INSTALAMOS Av. Eng.º Adelino Amaro da Costa - R/C • 5430-421 Valpaços Tel. 278 729 830 - Fax 278 729 408 - e-mail:clinox@iol.pt

Cozinha Industriais e Lavandarias Cafés e Restaurantes Ar condicionado e ventilação mecânica Frio comercial e industrial Mobiliário metálico

ASSEGURAMOS UMA EFICAZ ASSISTÊNCIA TÉCNICA NO MÁXIMO EM 24 HORAS


A

8

R

A

U

T

O

Centro de Dia e Lar de Idosos

Passeios para o Exterior

A

liadas as atividades desportivas e socioculturais praticadas diariamente, a Casa do Povo de Vilarandelo proporcionou aos utentes do Lar de Idosos e Centro de Dia passeios para o exterior, durante o mês de Agosto. Com estes passeios pretende-se não só sair da rotina diária, mas também aguçar a sensibilidade dos utentes para a história local e regional num ambiente de convívio. 7/08/2013, 28/08/2013 – Passeio Zona verde Mirandela 14/08/2013 – Visita Museu de Azeite Vilarandelo 21/08/2013 – Passeio Chaves (Caldas) Dos passeios realizados o que suscitou maior curiosidade foi a visita ao Museu de Azeite, dado que os utentes “reviveram” a forma tradicional de fazer azeite. Agradecemos a disponibilidade e empenho do Sr. Francisco Moura que gentilmente nos recebeu. Sandra Oliveira Técnica Superior de desporto

G

ostaria de dirigir o meu sincero reconhecimento a todos os elementos que constituem a Casa do Povo de Vilarandelo e que tornam esta instituição tão especial, particularmente a todos os que por algum motivo se cruzaram comigo no meu período de estágio de natureza profissional/prática de Mestrado na área de Educação Pré-escolar, bem como, agradecer a atenção incalculável dos membros da direção que ao solicitar este aprendizado me atenderam atenciosamente. Sobretudo aos colaboradores que constituem o jardim-de-Infância S. Francisco de Assis, sem exceção desde as auxiliares de serviços gerais à diretora técnica, pois foram estas que me acolheram durante este etapa e destas fui “aprendiz”, agradeço a amizade, o auxílio, a disponibilidade e a compreensão prestada, pela troca de conhecimentos imprescindíveis para o meu enriquecimento pessoal e profissional. O trabalho desenvolvido foi muito enriquecedor, pois permitiu que tivesse um grupo de crianças à minha responsabilidade, tendo assim a oportunidade de descobrir as melhores maneiras de lecionar e inspirar nas crianças aprendizagens significativas, motivando-as e despertando nelas o maior interesse em aprender, de dia para dia constatei que evoluí bastante, tanto na preparação de planificações, na sua execução e na interação com o grupo. Com este estágio constatei que é na infância que se desenvolve a pessoa humana e que é, também, nesta fase que se inicia a socialização que prossegue na adolescência para a aquisição da consciência moral. Pitágoras proferiu, que é necessário educar as crianças, para que não seja inevitável castigar os homens. Também, Jean Piaget transmitiu que a meta primordial da educação é criar homens que sejam competentes de fazer coisas novas e não meramente repetir o que outras gerações já fizeram, homens, estes, que sejam criadores, inventores e descobridores. Pois a segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe. Concluo, dizendo que a criança tem que tirar o máximo partido da escola, isto é, cabe ao educador proporcionar-lhe as condições necessárias, para que este obtenha um futuro promissor. Foram estes os princípios através das quais eu me regi para incrementar esta caminhada, agradeço assim mais uma vez, a oportunidade que me foi concedida de cumprir esta fase tão importante numa organização tão acarinhada. A Educadora Andreia Vieira


9

Rancho Folclórico de Vilarandelo N

o passado 17 de Agosto aconteceu no palco do Toural o XXIX.º Festival de Folclore de Vilarandelo com os seguintes grupos de Folclore:

- Rancho Folclórico de Alviobeira – Tomar:

Serrada da Velha:

A Serrada da Velha é uma tradição antiga, que ocorria no meio do período quaresmal. Juntavam-se grupos de pessoas, principalmente jovens, munidos de latas e chapas que rascavam pelas paredes, dirigiam-se em grande algazarra a casas onde morassem mulheres mais velhas avós à pouco tempo e cantavam umas quadras jocosas (a dizer mal). Muitas velhas quando ouviam as latas, ao longe, vinham à porta e ofereciam doces, um copo de vinho ou outra iguaria, dispensando assim ouvir a dita cantoria, outras vezes proferiam palavrões: Ou “Serra a velha, serra a velha “Rapa a velha, rapa a velha, Do cortiço prá panela, No cortiço da panela Rututu, rututu, minha avozinha Óh minha avozinha Quem te pariu que te beije no cu.” Meta-se no caixote da farinha”

Partilha do Burro:

- Rancho Folclórico de s. Pedro de Roris – Stº Tirso:

A PARTILHA DO BURRO era uma tradição que se realizava durante a noite, numa quarta-feira, no meio da quaresma. Nessa noite, os rapazes divididos pelos lugares mais altos de cada bairro da aldeia disparavam contra o ar, como se tivessem morto um burro; ouvia-se o zurrar e era dada a notícia que o burro morreu. Seguia-se a “partilha/divisão do burro” feita através da récita das quadras, onde atribuíam um órgão, do hipotético burro, que tinha sido morto e desmanchado. Para o efeito, usavam-se vários funis do vinho, conhecidos por embudes, a servir de altifalantes. Os restantes rapazes, respondiam, no final da quadra, imitando o zurrar: “- É verdade companheiros! Muito bem empregue está!” Para quem não esteve no festival deixamos aqui algumas quadras da partilha do burro. Não estão as quadras todas porque as restantes também estão publicadas neste Arauto no artigo (também sobre este tema) do Sr. Eduardo Ferreira Costa, sendo que essas quadras são de sua autoria e ao qual lhe agradecemos desde já a colaboração com o grupo folclórico.Agradecemos também a colaboração do Profª. Patrícia Doutel que nos ajudou na montagem e ensaios destes dois “quadros” (Serrada da Velha e Partilha do Burro) Aproveitamos para agradecer também os apoios do INATEL, Casa do Povo de Vilarandelo, Câmara Municipal de Valpaços e a todos que direta ou indiretamente ajudaram e a ajudam a que o nosso rancho continue a realizar festivais de qualidade e a trabalhar em prol do folclore da nossa região. O burro que nós partimos Isto é no bairro do Outeiro Começamos no fundo do povo Acabamos ao pé do cruzeiro!

- Rancho Folclórico da Nogueira – Lousada:

Ao burro tirámos o olho Ao César lho vamos dar, Para o rapaz ver bem Uma moça pra casar!

E os intestinos do burro A quem os vamos dar? Ao rancho folclórico Pra fazer um cordão e no bombo segurar!

O focinho tem de ser entregue A alguém que o use bem Entreguem-no à viúva, Pra que não fique só pra mãe! As patas de trás Vão decerto pro tocador Que se queixa não ter paz Queixa-se de muita dor!

Ao nosso S. Sebastião Que anda sempre em porretinhas Deixemos-lhe um bocado de pele Pra fazer umas calcinhas! Ao Sr. Mestre da banda Já faz tempo que não come Demos-lhe o lombo do burro Pra ver se mata a fome!

E os pulmões do animal? Vão para o apresentador Para não perder o fôlego Na apresentação e no amor! - Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo – Valpaços – Trás-osMontes:

E aos máscaros, O que lhes havemos de dar? Como são amigos do riso, damos-lhes os dentes do burro Para ganharem juízo!

E o “coiso” do burro A quem o vamos entregar? A alguma moça virgem, Que nos possa escutar!

Jogos tradicionais

No final pusemos à disposição de quem quis, alguns utensílios de jogos tradicionais (cordas, peão, o aro) com a ajuda dos elementos do rancho, o palco passou a ser um espaço para brincadeiras de outros tempos. Miúdos e graúdos puderam experimentar e brincar à maneira dos nossos avós.

Este ano, o tema proposto foi “Jogos e brincadeiras de crianças e adultos”. Nesse contexto, convidamos os outros grupos de folclore a apresentarem quadros sobre esta temática ao qual alguns deles acederam e deslumbraram o público com muitas brincadeiras de crianças. No final da sua atuação, o grupo Folclórico de Vilarandelo apresentou alguns quadros representativos do que se fazia antigamente ao nível das brincadeiras para crianças e adultos.

ps: (As fotos são da autoria de João Monteiro e José Coroado, obrigado) Até para o ano! P’la Direcção Paulo Pascoal


10

A Partilha do Burro

Centro de Dia e Lar de Idosos

Recordar Velhos Hábitos

U

m simples embude, uma pessoa bemfalante, um sítio estratégico para se fazerem ouvir bem e na calada da noite, no meio da Quaresma, fazia-se a partilha do burro, como mandava a tradição em Vilarandelo. A brincadeira consistia na atribuição de cada parte do burro aos contemplados e a piada vinha no dia seguinte com a reação de cada um. Felizes os contemplados, porque só se atiram pedras às árvores que dão bons frutos…

«Ao Sr. Mestre da banda, Já faz tempo que não come, Damos-lhe o lombo do burro, Para ver se mata a fome.

À nossa cabeleireira, Para manter os modelos Damos-lhe o rabo do burro P’ra sacudir os cabelos.

Ao Padre da freguesia, E ao dedicado sacristão, Damos-lhe o badalo do burro, Para fazer dlim-dlão.

As patas do burro, P’ra não arranjar sarilhos, Deixamo-las ao lar Para fazer andarilhos.

Ao diretor do Arauto, Digníssimo Tó Zeca, Damos-lhe o pêlo do burro, Para tapar a careca.

Há muita gente sem dentes, Diz que é de tanto mentir. Damos-lhe os dentes do burro Para poderem sorrir.

Ao Presidente da Junta, Mui insigne senhor Damos-lhe os tomates do burro, Para manter o vigor.

Damos os olhos ao Papa Porque ele não está a ver bem O burro sempre fez parte Do presépio de Belém!...

Para o Presidente da casa do povo, Todos os mimos são poucos, Damos-lhe as orelhas do burro, P’ra fazer ouvidos moucos

Assumo o atrevimento Sou o Eduardo Costa Fico com a cabeça do burro Porque sei que ninguém gosta

Homenagem ao dito cujo Há o burro de Miranda E a burrinha de Belém Com a crise que aí anda Vai dar jeito a quem o tem.

Todos me chamam de burro Mas não sou tão burro assim Anda p’raí muito pulha Ainda mais burro que a mim.

Na parada o burro é rei Macho com mula não pega Venha a égua e eu direi Este burro nunca nega.

Quando chegou o trator Já o burro cá andava Coitado do lavrador Que com ele se governava.

Se a burrice fosse um posto Não faltavam Generais Como não paga imposto Então cada vez há mais.

P’ra manter o equilíbrio Por causa da extinção O burro tem subsídio E o ser humano não.

Há o burro do Moleiro E há os do Parlamento Disputam quem está primeiro Se é Belém ou S. Bento.

O Burro que aqui defendo Está em vias de extinção Só o partilho, não vendo Assim reza a tradição.

C

om o somar dos anos, algumas atividades tradicionais do dia-a-dia, vão sendo pouco vivenciadas pelos idosos. Contudo, numa tarde de Setembro, no Lar de Idosos, desenvolvemos a atividade de “arranjar feijão- frade”, propiciando ao grupo de idosos reviver este trabalho que faziam habitualmente nas suas vidas. Esta atividade teve como objetivo relembrar vivências antigas, que consideramos de extrema importância para manter acesa as tradições que vivem na memória dos idosos, aumentando a auto-estima e a valorização do idoso. Assim, saberá que está a compartilhar as suas lembranças e histórias vividas, e que não ficaram perdidas, o que acreditamos ser de grande valia para o idoso. Os utentes do Lar de Idosos envolveram-se na atividade com muita diversão, relatando acontecimentos antigos das suas vidas. O entusiasmo na atividade permitiu reviver hábitos antigos, que ainda se lembravam bem... “Recordar é Acordar a memória” Vera Cavalheiro Téc. Animador Sociocultural

A N E D O T A

U

ma senhora, com um burro carregado com uns alforges, vendia bananas perto da universidade. Passa um estudante e querendo gozar com a senhora perguntou-lhe: – A senhora vende bananas ao metro? Ela na sua simplicidade respondeu-lhe: – Não meu menino vendo ao Kg!... O estudante: – Então porque tem o metro debaixo da barriga do burro? A senhora olhou, viu o burro com a espada desembainhada e sem papas na língua disse-lhe: – Este malvado, fica sempre assim quando vê um maricas!… Eduardo Ferreira da Costa

Rua da Cerca, n.º 29 • 5430-649 VILARANDELO EMAIL: joaomairosrosaefilho@gmail.com Telemóvel: João Mairos: 968 637 700 • Luis Pessoa: 917 196 013 Alvará de Construção: 67448 Execução de Projectos e Técnicas de Engenharia Civil, Execução de Moradias, Armazéns, Muros de Suporte, Acabamentos, Pinturas, Impermeabilizações e Assentamentos


11

Resultados das

Assembleia de Freguesia de Vilarandelo

PPD/PSD

49,63% 336 Votos

PS

43,43% 294 Votos

EM BRANCO

3,25% 22 Votos

NULOS

3,69% 25 Votos

Mandatos- 5 Mandatos- 4

Assembleia Municipal de Valpaços

PPD/PSD

59,88% 6.994 Votos

PS

30,67% 3.582 Votos

PCP - PEV

2,69% 314 Votos

EM BRANCO

4,38% 512 Votos

NULOS

2,38% 278 Votos

Informação Paroquial

Mandatos- 17 Mandatos- 9

Câmara Municipal de Valpaços

PPD/PSD

62,49% 7.295 Votos

PS

28,47% 3.324 Votos

CDS-PP

2,24% 262 Votos

PCP - PEV

1,70% 198 Votos

EM BRANCO

2,72% 317 Votos

NULOS

2,38% 278 Votos

Mandatos- 5 Mandatos- 2

Baptizados: • Em 15 de Junho foi baptizado Gabriel Teixeira Teté, filho de Sérgio Teté e de Maria Letícia Teixeira. • Em 16 de Junho foi baptizada Lia Magalhães Nogueira, filha de João Nogueira e de Cármen Magalhães Nogueira • Em 2 de Agosto foi baptizada Érika Penso da Rosa, filha de Pedro da Rosa e de Marina Penso da Rosa. • Em 8 de Agosto foi baptizada Inês Morais Magalhães, filha de Pedro Magalhães e de Carolina Morais Magalhães. • Em 10 de Agosto foi baptizada Eva Maria Ferreira Rodrigues, filha de Mário Rodrigues e de Sandrina Ferreira. • E Théo Araújo, filho de Rui Araújo e de Marisa Polónio. • Em 16 de Agosto foi baptizada Leonor Fernandes Pascoal, filha de Paulo Pascoal e de Lígia Fernandes Pascoal. • Em 17 de Agosto foi baptizado Artur Ferreira Serra, filho de Artur Serra e de Elsa Ferreira. • Em 18 de Agosto foi baptizado Rafael Borges Marques, filho de Manuel Joaquim Marques e de Amélia Borges Marques. Casamentos: • Em 8 de Junho casaram catolicamente Idálio da Rocha Soares e Mónica Morais Garcia. • Em 9 de Junho casaram catolicamente Óscar Lopes Coelho e Raquel morais Garcia. • Em 10 de Agosto casaram catolicamente Alberto Silvério Alpande e Isabel Maria Alves Rodrigues Alpande. • Em 22 de Agosto casaram catolicamente Paulo Miguel Lage Lopes e Sara Coelho Pereira. Óbitos: • Em 25 de Junho faleceu Piedade dos Anjos Parauta, com 78 anos, natural de Agordela, viúva de Adérito Alvarelhos. • Em 26 de Junho faleceu Maria Adelaide Teixeira Lopes, com 75 anos casada com Augusto Lopes. • Em 7 de Agosto faleceu António João Teixeira Lopes, com 37 anos, solteiro. • Em 26 de Setembro faleceu António José Alves Rodrigues, com 37 anos, solteiro.

Exposição de Arte Sacra “testemunhas da fé” na Biblioteca Municipal de Valpaços Para marcar o Ano da Fé, irá realizarse a partir de 22 de Outubro até meados de Dezembro uma exposição de algumas peças de arte sacra das nossas paróquias. Organizada pelos párocos do nosso Arciprestado da Terra Quente, a mostra será motivo de reflexão acerca da fé cristã e da sua presença e acção no mundo (especialmente na nossa região) ao longo de séculos. No dia 3 de Novembro realizar-se-á também a grande celebração de encerramento do Ano da Fé com a presença e presidência do Senhor Bispo da Diocese, D. Amândio Tomás. Pe. Jorge


12

B

S s o o n d h ú os a

de o r t Cen mento lhi ário o c A or p m Te

G

ostaríamos de agradecer a todos os estabelecimentos que de alguma forma contribuíram para o projecto “Pulseira Solidária” através da realização de donativos ou constituindo-se como um ponto de doação. Estas ajudas são cruciais para o sucesso do nosso projecto, possibilitando assim mais facilmente a aquisição de bens importantes no crescimento e desenvolvimento das nossas crianças.

Lar de Idosos À Dr.ª. Marta Quando estamos no mundo alguém nos ensina A viver a vida com seriedade Em marcha para um mundo novo Somos peregrinos e emigrantes de um só povo Que engloba toda a humanidade Todos unidos pelos laços da amizade A caminho do bem e da realidade Doutora Marta, é simpática e belo o seu sorriso Só quer o nosso bem-estar e o nosso paraíso Hoje, aqui, nesta folhinha de papel faço este registo Para lembrar ao mundo que ainda existo Senhora doutora, obrigada pelo bem recebido Por ser bem estimada dentro deste jardim florido Esta é a nossa casinha amarela Confortável, linda e bela Onde habitam e brilham estrelas E a doutora é de todas a mais linda e bela Que zela bem pelas nossas vidas E que todas elas sejam lindas roseiras floridas O nosso Lar é um hotel de cinco estrelas A nossa mais linda e bela moradia Onde há muita diversão, paz e harmonia Há luz plena do nosso dia após dia Onde entre os utentes se festejam aniversários Com muito carinho e amor sem mais comentários Juntos todos somos uma família unida E a doutora é a nossa ama querida Que nos dá saúde, paz, alegria e vida. Carminda Fidalgo (Utente do Lar de Idosos) Vilarandelo, 18-09-2013

OBRIGADA!!!! Começamos as obras num dos quartos e já encomendamos camas novas… prometemos fotografias!!

Clinox,Lda*Armazens de tecido CatonhoTonho *Pereira & Ribeiro* Clínica Médica e Dentária de Valpaços* Korpus Perfec* Segurchaves* Bar de Academia* Casa dos enxovais* Opticalia* o’colors* Lumiclinica* Clinica Sra da Saúde* Quiosque Intermarche* Academina “Crescer a Aprender”* Tony Taveira Contabilidade* Iochabel Ferreira Diretora Técnica CAT

Mensagem do Presidente da Junta de Freguesia de Vilarandelo Permitam-me em primeiro lugar saudar todos os Vilarandelenses. Queria agradecer a todos, por terem participado de forma activa nas ultimas Eleições Autárquicas, que decorreram no passado dia 29 de Setembro. Queremos, como Junta de Freguesia, elevar o nome de Vilarandelo, e acima de tudo procurar o bem estar dos Vilarandelenses e lutar pelo desenvolvimento da nossa terra. Serei presidente de junta de TODOS OS VILARANDELENSES e estou disponível para ouvir e ajudar todos por igual. Queria também informar os Vilarandelenses da nova constituição dos orgãos da Freguesia. Executivo da Junta Presidente - Luís Miguel Pessoa da Rosa Secretário - Mário Teixeira da Silva Tesoureira - Maria Manuela da Silva Lopes Mesa da Assembleia de Freguesia Presidente - Fátima Teresa Gonçalves Couto Reis Pereira 1º Secretário - Hugo Miguel Vieira Ribeiro 2º Secretário - Sónia Crisálida Alvarelhos Barreira Membros da assembleia de Freguesia José António do Vale Martins Coroado Francisco Manuel Amaro Medeiros Maria Helena dos Santos Videira Adelino Domingos Filipe Miranda Pinto Albino da Rosa Afonso Cunha Maria Manuela Teixeira Mesquita O Presidente da Junta de Freguesia de Vilarandelo Luís Miguel Pessoa da Rosa

Superloja Zemag

Comércio de Eléctrodomésticos, Lda. Tel./Fax 278 74 97 88 - Rua D. Amélia Castelo, 46 • 5430-659 VILARANDELO visite-nos em www.superlojazemag.com


13

A N I V E R S Á R I O S

Arlete Pereira, nascida a 12-08-1936, natural de Vilarandelo

Ester da Conceição, nascida a 17-09-1926, residente em Barreiros

Luís Carvela, nascido a 27-09-1931, natural de Vilarandelo

Alcina Sousa, nascida a 22/09/1930, 83 anos, natural de Ervões.

Maria da Natividade, nascid a 08-08-1923, residente em Sá

Álvaro Xavier, nascido 04/09/1936, 77 anos, residente em Sá.

José Moreno, nascido a 1/10/1932, 81 anos, natural de Vilarandelo.

José Silvino, nascido a 05-09-1939, residente em Alvarelhos

Matilde Gonçalves, nascida a 10-09-1925, residente em Moreiras

António Teixeira, nascido a 17/08/1928, 85 anos, natural de Barreiros.

Manuel Vaz, nascido a 6/10/1927, 86 anos, natural do Gorgoço.

Laureano Guera, nascido a 05-08-1927, residente em Barreiros

José Lopo, nascido a 27/08/1953, 60 anos, natural de Vilarandelo.

Maria de Lurdes Gonçalves, nascida a 16/08/1938, 75 anos, natural de Santa Valha.


cmyk

A

14

R

A

U

T

O

Jardim de Infância S. Francisco de Assis

Sala Amarela Olá amigos do arauto Nós somos o grupo da sala amarela. No total, oito meninos e duas meninas com idades compreendidas entre os quatro e os doze meses e permanecemos no berçário até mais ou menos à idade da marcha. Somos acompanhadas diariamente pela Educadora Margarida e as Ajudantes de Acção Educativa Carla e Helena. Chamamo-nos: Leonor Ana Filipa Iker Denis Rafael Alexandre Ricardo José Vicente Rafael Borges Simão Martim Rafael Garcia Na creche importa garantir que as experiências e rotinas diárias da criança assegurem a satisfação das suas necessidades. Desde o nascimento até cerca dos 9 meses de idade a criança necessita antes de mais de experienciar segurança. A criança necessita de cuidados calorosos que se estabelecem no seio de uma relação próxima com um adulto. É através de interacções positivas com os pais e outros adultos significativos que as crianças entendem o mundo como um local seguro, interessante e previsível, onde se sentem compreendidas e as suas acções geram prazer nos outros e em si próprias. O papel do adulto é aprender os ritmos de sono e alimentares do bebé, perceber o seu comportamento perante novas pessoas e objectos, perceber as suas preferências na forma de ser alimentado, posto a dormir ou confortado, perceber, enfim, aquilo que a criança comunica. Tudo isto exige um sistema individualizado de cuidados que promova a proximidade e intimidade entre o adulto e a criança. À medida que o adulto se torna capaz de prever as necessidades da criança e a forma como responderá a diferentes formas de estímulos, a criança conhece estabilidade emocional, aprende um sentido de segurança e confiança relacionado com o sentimento de que as pessoas e o mundo são previsíveis e oferecem experiencias interessantes. O dia de um bebé organiza-se em torno de experiências e de cuidados diárias como a muda da fralda, vestir, comer e dormir. Os cuidados de rotina são momentos importantes oferecendo oportunidades únicas para interacções didácticas para aprendizagens sensoriais

e comunicacionais. Quando as rotinas são agradáveis as crianças aprendem que as suas necessidades e os seus corpos são importantes. Os bebés necessitam de amplas oportunidades para experimentar uma variedade de experiencias sensoriais e motoras. Antes de conseguir arrastar-se ou caminhar os bebés dependem dos adultos para os levarem até às coisas e para lhes apresentarem um objecto ou actividade interessante. Um ambiente bem organizado, onde objectos estimulantes estão acessíveis e onde há uma variedade de escolha e desafios visuais, tácteis e motoras que chamam a atenção da criança encoraja a curiosidade, a exploração, e permite que cada criança estabeleça uma relação com o mundo ao seu próprio ritmo. Por volta de um ano de idade e à medida que a criança se torna mais activa na sua mobilidade e capacidades manipulativas, a necessidade de exploração cresce,

alargando a sua curiosidade e actividade começando a construir uma identidade enquanto exploradora, providenciando nos adultos apoio, segurança e encorajamento através de olhares, conversas e gestos. Sob um olhar atento e caloroso a criança desenvolve sentimentos de confiança e competência, nesta fase a criança necessita de praticar a independência, mas também necessita muito do adulto confiável enquanto base segura de apoio. Enquanto brinca procura a segurança que lhe é conferida pelo adulto através de um contacto visual, de uma vocalização ou gesto. Depende por isso de adultos atentos e capazes de criar um ambiente de exploração convidativo e seguro. O Educador demonstra o seu interesse em compreender a criança, escutando, observando e fornecendo-lhe palavras. Os espaços e equipamentos desafiam a criança na sua mobilidade crescente e fornecem novas perspectivas do mundo promovendo a sua autonomia e o seu interesse pelas rotinas bem como a sua capacidade de se envolver num leque cada vez mais diversificado de actividades.

Arauto OUTUBRO 2013 casa povo vilarandelo  

ARAUTO OUTUBRO-2013- CASA DO POVO DE VILARANDELO

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you