Arauto - julho 2021

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Boletim Informativo da Casa

do Povo de Vilarandelo - Concelho de Valpaços

Direct. Edit.: DIREÇÃO DA CASA DO POVO DE VILARANDELO - Comp. Luís Cancelinha | Imp. Gráfica Sinal - Chaves

JULHO 2021 |

II SÉRIE

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NÚMERO 67

Carnaval no ERPI

ARAUTO com Nova Imagem

página 8

Festa de São João no Centro de Dia página 9

Editorial

É com muito gosto que apresentamos esta nova edição do Arauto. Esperamos que a informação que aqui vão encontrar seja do interesse de todos e contribua para manter e fortalecer os laços entre todos os amigos de Vilarandelo, quer sejam naturais, residentes, ou que de qualquer forma contribuam para a prosperidade desta terra. Vivemos tempos conturbados, com mais dúvidas do que certezas, onde as mudanças ocorrem diariamente e afectam significativamente as nossas vidas, criando medos e desconfianças. Estamos já a meio do ano de 2021 e o ansiado retorno à normalidade das nossas actividades e convívio sociais tarda em acontecer. Mas ainda não vai ser este vírus que vai derrotar a Humanidade. Muito em breve vamos poder conviver sem receios e o distanciamento social passará a ser uma vaga memória.

Rancho Folclórico página 6

continua pág. 2

Tradição mantem-se página 13

Romance

“A Casa da Cruz” página 14

Aventura pela Nacional 2 página 5

De regresso às raizes página 13

O TANOEIRO página 13


ARAUTO

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Editorial

Informação

continuação da pág. 1

Apesar de todas as restrições que nos têm sido impostas pela pandemia de Covid, as actividades de apoio social da Casa do Povo de Vilarandelo foram realizadas, mantendo o zelo e qualidade nos serviços prestados aos utentes das diversas valências de apoio à infância e terceira idade. O empenho acrescido da maioria dos funcionários foi a chave para o sucesso da instituição nestes tempos de pandemia. E sei que não é fácil a tarefa e que o esforço acrescido que foi necessário nesta fase exigiu muito empenho e abnegação, tendo sempre em mente a defesa do bem-estar dos nossos utentes que será sempre a nossa prioridade. O papel central da Casa do Povo na vida quotidiana de Vilarandelo reveste uma importância significativa não só pelos apoios que presta à infância e terceira idade, como por acolher e acarinhar as diversas iniciativas de carácter cultural, desportivo e recreativo e pelo peso que representa em termos de postos de trabalho. A Casa do Povo de Vilarandelo é uma instituição das pessoas e para as pessoas, com uma abordagem humanista, que se pretende próxima e benéfica para os cidadãos, sobretudo, para os que vivem em situações de maior fragilidade social. Não nos podemos esquecer que esta Casa é do Povo, ou seja de todos nós, e existe para nós, para os nossos filhos, os nossos netos, os nossos pais e avós, familiares ou conhecidos e para nós próprios. A Casa do Povo de Vilarandelo está presente nos nossos primeiros passos, acompanha os nossos idosos, quando necessário e serve de casa para festas e actividades desportivas e culturais. Em janeiro deste ano de 2021, tomou posse a nova Direcção eleita da Casa do Povo de Vilarandelo, consciente de que não é fácil manter em funcionamento esta instituição, mas estamos convictos de estar à altura do desafio. Estamos a proceder a algumas mudanças de forma a tornar mais sustentável a instituição, que tem vindo a ter prejuízos nos últimos anos, facto que se reflecte no endividamento. É que, apesar de não existir o objectivo ou fim de obtenção de lucro, o facto é que a Casa do Povo de Vilarandelo tem que angariar os meios necessários para cobrir as despesas necessárias ao seu bom funcionamento e o Estado apenas comparticipa com uma verba de aproximadamente 57%. Como estamos na era do digital, temos vindo a aumentar as nossas publicações no Facebook da Casa do Povo de Vilarandelo, permitindo assim aos familiares dos nossos utentes e à população em geral ir acompanhando um pouco as actividades que vão sendo desenvolvidas na instituição, convictos que esta ferramenta será útil para encurtar distâncias e reforçar laços de confiança e carinho. O sítio da internet da Casa do Povo de Vilarandelo foi renovado e está disponível em http://casapovovilarandelo.com onde se disponibiliza a informação relevante e actualizada, pelo que passará a ser usado como veículo privilegiado de consulta. As contas do ano de 2020 da Casa do Povo de Vilarandelo, de acordo com as exigências legais e estatutárias, foram aprovadas em Assembleia Geral e encontram-se publicadas no sítio da internet. Votos de uma boa leitura. E protejam-se porque o perigo ainda espreita. A Presidente da Direção da Casa do Povo deVilarandelo Isabel Sequeira

Caríssimos leitores Como é do conhecimento público, foi eleita uma nova direcção da Casa do Povo de Vilarandelo. Consequentemente alguns procedimentos habituais virão a ser alterados, numa tentativa de melhoria contínua, aproveitando as críticas construtivas, ideias e opiniões emanadas por quem assim o entender. O jornal Arauto, idolatrado por alguns e criticado por outros, mudou em alguns aspectos, como se pode verificar já pelo seu formato e conteúdo. O intuito passa por criar novos temas e artigos que despertem o interesse dos leitores. Visto o “Arauto” não ser gratuito e a Instituição necessitar de todas as ajudas possíveis, solicitamos que os solidários com esta instituição se façam sócios. Os que já o são, que saldem as cotas em atraso e dentro das disponibilidades financeiras de cada um que façam donativos. São mais de quatrocentos jornais que são enviados por correio, quer para Portugal quer para o Estrangeiro, sendo que muitos destinatários não fazem qualquer doação à Instituição e assim sendo, ao receberem jornais na sua residência, acresce o custo de dobragem, plastificação e de envio. Esse procedimento vai acabar já na próxima edição, porque infelizmente para além de não ser justo para com os que contribuem assiduamente para a continuidade desta publicação, acaba por ser incomportável financeiramente. Em suma, com excepção de instituições /associações com quem temos algum tipo de parceria ou trabalho, deixar-se-á de enviar o Arauto, quer seja por falta de pagamento de cotas, donativos ou moradas erradas (onde o arauto tem retornado ao remetente, por falta de actualização das mesmas).Estamos a informar antecipadamente sabendo, contudo, que podemos correr o risco de falhar em algumas situações pontuais. Para evitar essas situações erróneas, agradecemos aos interessados - com residência fora da localidade de Vilarandelo -em receber o jornal na sua residência, que o façam presencialmente na secretaria da Casa do Povo de Vilarandelo, através do contacto telefónico: 278 740 010 ou ainda, através do correio electrónico: arauto2005@gmail.com. Para poder usufruir desse benefício, forçosamente terá que ter uma ligação à Instituição, quer seja sendo sócio com cotas actualizadas, quer seja na qualidade de colaborador ou através da doação de verbas (de acordo com as possibilidades de cada um). Acrescentamos ainda a informação para os interessados em colaborar na publicação, no Arauto, de artigos relacionados com a Vila de Vilarandelo, ou de outro teor (desde que susceptível a avaliação temática), que o poderão fazer através do correio electrónico acima mencionado. Estamos cientes que percebem a implementação desta medida e na certeza de podermos contar com o vosso apoio, deixamos um enaltecido agradecimento a todos que contribuem para a continuidade do Arauto e da Casa do Povo de Vilarandelo em Geral. Gratos pela atenção e compreensão. Pela direção Tiago Barreira

ERPI - Respeito pelos Idosos

Inúmeras vezes, a sociedade discrimina os idosos sob formas desumanas que desprezam a dignidade física, social e psicológica. É importante relembrar que estes idosos no passado tiveram um trabalho, uma profissão, um grupo de amigos, uma família, acima de tudo uma história. Estes têm de ser respeitados na sua autonomia, na gestão da sua vida e na capacidade de tomarem decisões sobre escolhas do dia-a-dia. Não devemos presumir que idade significa incapacidade e que consequentemente temos livre-trânsito para fazer escolhas sobre a vida destas pessoas. Idade significa muito mais do que isso, significa sabedoria, experiência e maturidade emocional. É nesta fase do ciclo de vida que se fazem balanços e retrospectivas sobre tudo o que foi vivido. Se essa retrospectiva for positiva a pessoa experiencia bem-estar e tranquilidade na terceira idade, adquire um sentimento de dever cumprido perante a vida e apresenta uma postura de serenidade e bom relacionamento interpessoal com os pares. Na eventualidade dessa retrospectiva ser menos positiva, a pessoa vivencia sentimos de revolta e conflitos entre os demais, por sentir que não viveu à medida das suas expectativas. O resultado dessa ponderação desencadeia emoções que podem ser difíceis de gerir e é importante ficarmos atentos a esses aspetos que podem comprometer a saúde mental. Nesta resposta social, remamos em conjunto para que todos possamos oferecer uma vida com dignidade e respeito a estes idosos. Urge a necessidade de mudar mentalidades e começar a vê-los como pessoas e que independentemente da idade são seres humanos com direitos. Diretora Técnica Bárbara Cardoso


ARAUTO JUNTE-SE A NÓS NO CENTRO DE DIA Se tem mais de 65 anos, mora numa das seguintes freguesias: Vilarandelo, Santa Valha, Sonim e Barreiros, Tinhela e Alvarelhos, Ervões e gostaria de preencher o seu tempo, o Centro de Dia da Casa do Povo de Vilarandelo é o local ideal. Aqui no Centro de Dia promove-se o envelhecimento ativo-saudável através de convívio social, combatendo assim o isolamento dos nossos idosos. De segunda a sexta promovemos as seguintes atividades: - Refeições (pequeno-almoço, almoço, lanche e jantar); - Cuidados de higiéne, imagem e conforto pessoal; - Tratamento de roupa de uso pessoal do utente; - Acompanhamento à saúde (marcação e acompanhamento a consultas médicas/exames, cuidados em situação de emergência e assistência medicamentosa). - Transporte Temos ainda um conjunto de atividades de animação que proporcionam momentos de convívio, confraternização e alegria: - Jogos de estimulação mental; - Trabalhos manuais; - Cantigas Populares; - Atividades desportivas; - Comemoração de dias festivos;

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Serviço Apoio Domiciliário da Casa do Povo Vilarandelo- (SAD) A Alegria que entra todos os dias em casa dos nossos Utentes. Diariamente as Equipas do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD) entram em casa dos utentes, capazes de prestar não só um serviço importante para o seu bem-estar e qualidade de vida, mas também como fonte de alegria e boa disposição de que eles tanto necessitam. Adaptamos as formas de atuar em função das circunstâncias, mas continuamos a servir quem mais precisa…. Neste período de calamidade em que vivemos, as colaboradoras do SAD não param…. Todos os dias vão para o terreno em rotinas alternadas, assegurar as atividades e tarefas do dia-a-dia de cada utente, que esperam ansiosamente por esta ajuda. Entregam refeições, prestam cuidados de higiene e conforto pessoal, higiene habitacional, aquisição de bens e serviços, tratamento de roupa, assistência medicamentosa. São muitos km percorridos, num sobe e desce que começa das 8H e termina ao final do dia, para conseguirem chegar aos utentes numa área geográfica que abrange as seguintes freguesias: Sonim e Barreiros, Santa Valha, Ervões, Tinhela e Alvarelhos e Vilarandelo. O SAD da Casa do Povo de Vilarandelo presta ainda os serviços de Animação Sociocultural e Apoio Psicossocial aos utentes. Através da rede Solidária de Cantinas Sociais, também fornecemos diariamente refeições a agregados familiares carenciados, distribuídos pela nossa área de ação. “Apoiar e ser Apoiado são as duas vertentes deste Serviço e para ambos os casos, o retorno para as suas vidas pessoais é de enorme Valor.” A equipa técnica do SAD

“Um Homem não envelhece quando se lhe enruga a pele do rosto, mas sim quando se lhe enrugam os Sonhos e as Esperanças…” A equipa técnica do Centro de Dia

JUNTA DE FREGUESIA DE VILARANDELO Permitam-me em primeiro lugar saudar todos os Vilarandelenses. Queria deixar-vos uma palavra de preocupação relativamente ao Corona Vírus (COVID19). Esta pandemia instalou-se nos últimos tempos no nosso concelho e nos concelhos vizinhos e está presente na comunidade em número considerável. É IMPORTANTE, portanto cumprir as indicações da DGS, o uso da máscara sempre que possível e o distanciamento social. Qualquer um de nós pode ser um possível infetado e um possível transmissor do Vírus. Alertamos para a importância de se cumprirem o máximo possível as regras, essencialmente nesta época de férias que se aproxima. O mês de Julho e de Agosto é uma época de recebermos os nossos familiares vindos de todo o país e do estrangeiro e será importante cumprir as regras da Direção Geral de Saúde e fazer cumprir o máximo possível o distanciamento social. Queria pedir a colaboração de todos na limpeza e asseio da nossa Vila.Tem existido pontualmente um ou outro local onde aparecem monos (sofás, televisores, cadeiras, móveis, entre outros). No âmbito do serviço de recolha e transporte de resíduos sólidos urbanos, o Município de Valpaços disponibiliza um serviço GRATUITO de recolha porta-a-porta

de resíduos elétricos e eletrónicos e de monos e monstros (colchões, frigoríficos, máquinas de lavar, televisões, etc.) Basta para isso ligar o Nº Verde (gratuito) - 800 910 608 e combinar a data da respetiva recolha. Peço também mais uma vez a colaboração de todos osVilarandelenses para situações anómalas, como sendo exemplo: falta de uma lâmpada, ou alguma zona que esteja sem luz nos postes de iluminação pública, falta de água ou fuga de água na rede que informem o mais rapidamente possível a Junta de Freguesia, de forma a conseguirmos solucionar os problemas de uma forma rápida. (278749525) Informamos que estão a realizar-se as seguintes obras na nossa Freguesia: - Construção de Parque Infantil e Ginásio ao ar Livre no jardim do Toural - Obras de pavimentação em vários arruamentos da Freguesia - Obras de Requalificação na Escola Professor José Ribeirinha Machado com retirada do amianto, bem como a remodelação do Ginásio desportivo da mesma escola. Mais uma vez deixo o apelo a que cumpram as regras da DGS, porque esta pandemia da COVID19 ainda não acabou. O Presidente da Junta de Freguesia de Vilarandelo Luís Miguel Pessoa da Rosa


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ARAUTO

Comunicado do Presidente da Junta de Freguesia Caríssimos amigos, Com 28 anos comecei a minha vida política, sem nunca ter pensado em andar pela Política e muito menos em ser Presidente de Junta de Freguesia. Ser Presidente de Junta de Freguesia é uma Função Nobre, é ajudar as pessoas, sentir os anseios de toda a população como os nossos próprios. É sentir nos ombros o peso de as nossas decisões afetarem (para bem ou para mal) algumas pessoas ou até mesmo toda a população. Foram 8 anos com Alegrias, mas também de noites sem dormir, de muitas horas a pensar em soluções, de muito trabalho e esforço. Foram anos de dedicação à causa pública onde de consciência tranquila posso afirmar que dei o que tinha e o que não tinha, dei o melhor de mim em todos os momentos. Sempre lutei pelas ideias ou decisões que entendi serem as melhores para Vilarandelo e para os Vilarandelenses. Junto da Câmara Municipal de Valpaços, sempre pedi apoio para a Freguesia e para as pessoas, sempre com educação, mas sem deixar de pedir e reivindicar para Vilarandelo. Uns pedidos foram aceites e concedidos e outros não, mas nunca desisti de tentar melhorar as condições dos nossos cidadãos e da nossa Linda Vila de Vilarandelo. Este executivo a que eu presidi durante os 8 anos (2 Mandatos) realizou várias obras que passo a citar: •Pavimentação em vários arruamentos. •Reparação da cobertura da Casa Mortuária. •O Pavilhão das Atividades sociais de Vilarandelo. •As obras em duas Fases da Rua Professora Amélia Castelo com renovação das redes de abastecimento de Água, Saneamento, Águas Pluviais, Rede de Telecomunicações, Rede elétrica entre outros. •Obras de requalificação exterior do Santuário do nosso Sr. Dos Milagres •A retirada da cobertura de Amianto da Escola Professor José Ribeirinha Machado e recuperação do Ginásio afeto à mesma. •Recuperação da cobertura e do lagar de azeite, cujo telhado tinha caído. •Demolimos a Casa Social que estava em risco de queda. •Construção de um parque Infantil e ginásio ao ar Livre no Jardim do Toural. •Construção de Instalações Sanitárias Públicas no Jardim do Toural (edifício da Junta de Freguesia) •Demolimos a Antiga Leitaria onde irá surgir o Parque da Rua da Boavista. • Recuperação do tanque do Lameirinho. • Requalificação da cobertura do edifício da Junta de freguesia que estava a cair e adicionamos-lhe o espaço do cidadão que hoje já serve e ajuda muita gente em Vilarandelo e nas freguesias vizinhas. •Criámos o projeto Férias em Grande em Vilarandelo e Ervões que ainda hoje se mantém vivo. Para além destas obras tratámos dos ativos da Junta de Freguesia com reparações do dia-a-dia, limpezas das ruas urbanas, limpeza e arranjo dos caminhos agrícolas, cuidamos do Jardim do Toural, das fontes e arruamentos. Todos os anos foram limpos e roçadas as ruas de Habitação, alguns anos mais que uma Vez, bem como tivemos que optar pela aplicação de Herbicidas. Houve, no entanto, projectos que ficam por cumprir como a abertura da Avenida da Caixa Agrícola até à Casa Mortuária e o projeto da recuperação e remodelação da antiga escola primária que são obras de necessidade para a nossa freguesia. Durante estes 8 anos fui Pai de uma menina que vai fazer 5 anos e esperamos, eu e a minha esposa Carla, outra menina para os finais do

mês de Agosto. Por isso precisarei de dedicar mais tempo à minha família que também precisa de mim. Privei muitas vezes e por muitas horas a minha família da minha presença para poder exercer a nobre função de ser Presidente de Junta de Freguesia. Foram 8 anos cansativos para mim e para o meu executivo e por esse motivo preciso também descansar um pouco e ter mais tempo para mim próprio. A Freguesia de Vilarandelo necessita de muito tempo para ser dedicado, para resolver problemas da população e da própria Freguesia. Por estes motivos comuniquei ao Presidente do PSD Valpaços que não seria o candidato às próximas eleições autárquicas em Vilarandelo. Espero que esta minha decisão seja entendida por todos. Muitas vezes na política, assim como na vida, temos que parar um pouco e pensar. Não tem obrigatoriamente que ser um adeus, pode ser um até já. Não estou preso a nada nem a nenhum cargo na política. Gosto de Política e gosto de ajudar o próximo, gosto de ajudar as pessoas e a Freguesia que me viu nascer, a Freguesia de Vilarandelo, a Freguesia do Meu Coração. Quero deixar um agradecimento sincero a todos os membros da Assembleia de Freguesia, todos me ajudaram a crescer e a resolver os problemas da minha Freguesia. A todos o Meu Muito Obrigado! Quero agradecer também à Dona Manuela e ao Hugo por me terem acompanhado nesta caminhada com algumas pedras no caminho, mas que de uma ou de outra forma fomos ultrapassando. Ao Sr. Mário e à Sofia, Funcionários da Freguesia quero deixar o meu agradecimento pela forma como sempre me aturaram, ajudaram e alertaram. A disponibilidade, a vontade de ajudarem, muitas vezes fora de horas e até em dias de folga, é sinal da sua dedicação e merecedora do meu muito obrigado! Não quero esquecer todas as pessoas que de uma ou de outra forma colaboram com a Junta de Freguesia e com este Executivo. Deixo aqui também um agradecimento público à Camara Municipal, ao Sr. Presidente Dr. Amilcar Almeida, ao Sr. Vice-Presidente Eng. António Medeiros, aos Srs. Vereadores, Chefes de Departamento e a todos os funcionários do Município de Valpaços, que de uma ou de outra forma se cruzaram comigo e me ajudaram. Ganhei muitos amigos na política que vão com certeza manter-se para o resto da minha vida. Agradeço também a todas as entidades religiosas, civis e militares que enquanto Presidente de Junta de Freguesia, me apoiaram, me ajudaram a resolver problemas e a dar o melhor à população de Vilarandelo. Agradeço também a todas as instituições de Vilarandelo (Rancho Folclórico, Banda Musical, Grupo Coral Alcinha, Grupo de Carnaval “os Malteses”, Clube de Caça e Pesca de Vilarandelo, Grupo TT Usprigozus, Clube automóvel de Vilarandelo, Futsal da Casa do Povo de Vilarandelo) pela forma como me receberam e como trabalharam comigo enquanto presidente de Junta de Freguesia. Deixo também o Meu Obrigado à Casa do Povo de Vilarandelo, ao Agrupamento de Escolas, ao Centro de Saúde, à GNR de Valpaços, aos Bombeiros Voluntários de Valpaços e a todas as instituições com quem tive o prazer de trabalhar para resolver problemas da nossa Freguesia. Quero deixar um agradecimento especial à minha Esposa Carla, à minha filha Margarida, aos meus Pais, à minha irmã, aos meus Tios e à Minha Família, porque tantas vezes os deixei sozinhos para poder representar a nossa freguesia ou para resolver problemas de âmbito público. Por último e não menos importante quero agradecer a todos os Vilarandelenses, a possibilidade e o orgulho que me deram de me elegerem por dois mandatos e assim poder exercer a nobre função de ser Presidente de Junta de Freguesia da minha bela Vila de Vilarandelo. Com as Eleições Autárquicas que se avizinham, espero que tudo decorra pela normalidade, com respeito característico da democracia e que o próximo Executivo da Junta de Freguesa de Vilarandelo tenha a melhor sorte do mundo no comando da nossa Vila. Estarei disponível para ajudar, em tudo o que eu souber ou puder, o novo executivo quando assim o solicitarem, porque o meu lema continua a ser o mesmo “Por Vilarandelo”. Obrigado a todos do fundo do Coração. Luís Miguel Pessoa Rosa


ARAUTO Usprigozus-Grupo TT

Aventura pela Nacional 2

em “cinquentinhas”

No dia 10/06/2021, um grupo de sócios dos Usprigozus-Grupo TT de Vilarandelo decidiu percorrer a mítica estrada nacional N2 de Chaves a Faro em 3 etapas, mais um dia para o regresso. Iniciámos a 1ª etapa (270km) pelas 07:00H no marco do quilómetro 0 com destino a Góis.Ao Km 70 surgiu o 1º percalço com o despiste de um dos participantes, causando-lhe algumas lesões que o impediram de chegar a Faro na sua máquina. Após algumas paragens para reabastecimentos, quer das máquinas, quer dos pilotos, chegamos a Tondela para o primeiro almoço do passeio. Já um pouco tarde embevecidos pelas deslumbrantes paisagens do Douro. Continuando a nossa viagem em direção a Góis, mais um abandono, desta vez com um motor partido, mais tarde solucionado com uma cinquentinha de reserva. Chegados a Góis dirigimo-nos ao ”Góis Moto Clube”, ao qual agradecemos a excelente recepção e disponibilização das suas instalações para pernoitarmos no final da primeira etapa. Fomos recebidos calorosamente pelo Paulinho, colaborador do clube que nos acompanhou ao jantar. Segundo dia, 2ª etapa (290Km) iniciada pelas 06:30h, percorrendo as belas Serras da Beira Interior com paragem para almoço em Pontede-Sor. Seguimos em direção a Montemor-o-Novo, primeira escolha para pernoitar, mas devido à falta de alojamento, o grupo teve que prosseguir para Évora, onde jantamos e dormimos. Nesta etapa tivemos a última desistência com um motor partido, que impediu o seu condutor de chegar ao objetivo final. A 3ª etapa (210Km) iniciou-se mais uma vez pelas 06:30h com destino a Faro percorrendo as paisagens alentejanas e as suas longas rectas. Apraz registar a pontualidade de todo o grupo, nestes 3 dias, apesar do desgaste físico imposto pelos imensos quilómetros percorridos. Foi em Almodôvar que parámos para reabastecer os nossos estômagos pelas 13h. Seguiu-se a última parte da etapa final passando pela bonita Serra do Caldeirão. Em S. Brás de Alportel estava à nossa espera o Daniel Lomba, um elemento do grupo “Volta à Europa em 800 horas 50cc” que sabendo da nossa aventura fez questão de fazer a reportagem da chegada à rotunda onde se encontra o marco dos 738 Km. Após as fotos da praxe quer do grupo, quer individuais para os nossos álbuns de memórias, um elemento do “Moto Malta de Faro” levou-nos até às suas instalações onde nos esperava um magnífico jantar, (uma bela sardinhada e um churrasco) preparado amavelmente por um grupo de sócios. Após um belo convívio na sede do clube, com troca de lembranças entre os dois grupos, deixámos as nossas motos guardadas nas suas instalações e fomos finalmente repousar para o hotel, para repor energias para o regresso. Não podíamos deixar também de agradecer aos 4 sócios, que nas carrinhas de apoio nos acompanharam pacientemente ao longo destes três dias, para um regresso em segurança. Parabéns a todo o grupo pela participação e por todos os momentos que partilhamos. Finalmente chegamos ao fim desta aventura! Até à próxima. Direção Usprigozus

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Clube Automóvel de Vilarandelo O Clube Automóvel de Vilarandelo deseja a todos votos de boa saúde. Infelizmente, enquanto não nos livrarmos de vez deste vírus que parou as nossas vidas, dificilmente voltaremos às Provas que deram vida ao nosso Clube. Saudoso o tempo em que desfrutávamos de uma tarde bem passada ao som dos ruidosos motores nas várias Provas que realizámos, sobretudo no caso das Perícias Automóveis, em que o nosso Clube atingiu o escalão mais alto. Falo-vos do Campeonato de Portugal de Perícias da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), em que já organizámos duas Provas Anuais: Vilarandelo e Valpaços, de entre um calendário de dez Provas a nível Nacional. Tudo isto aconteceu graças à força e união de um grupo de amigos que compõem o Clube Automóvel de Vilarandelo e que sempre se esforçaram, por fazer mais e melhor e que conjuntamente, com o apoio da Junta de Freguesia de Vilarandelo, da Junta de Freguesia de Valpaços, do Município de Valpaços, de Entidades Privadas e, principalmente, com o apoio, motivação e demonstração de carinho do Povo de Vilarandelo, que sempre nos incentivou e que sempre esteve presente nos nossos eventos. A todos, o nosso muito obrigado! Quando estes tempos complicados passarem, contem connosco, pois temos os “motores preparados para acelerar a fundo”. Saudações automobilísticas. Presidente do Clube Automóvel de Vilarandelo, Carina Cavalheiro Silvério

Rancho Folclórico da Casa do Povo de Vilarandelo “a dualidade gesto-som: um diálogo intercultural”

No passado dia 11 de Junho de 2021 reunimos no Salão de Festas da Casa do Povo. Foi para nós uma noite em que matamos saudades de trajar, de cantar e dançar, na companhia de um casal simpático de investigadores do folclore, a Drª Slavisa Rupar Lamounier van Lammeren e o seu marido André Lamounier (músico). É sempre motivo de orgulho quando o nosso grupo é matéria de um estudo para um pós doutoramento sobre “a dualidade gesto-som: um diálogo intercultural”, na qual se debruçam sobre a evolução da dança e qual a relação e influência das danças tradicionais portuguesas nos povos africanos e brasileiros. Bem haja a todos que puderam estar neste serão rico em partilha folclórica. Direção do Rancho Folclórico


ARAUTO

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Rancho Folclórico da Casa do Povo Vilarandelo Quando há pouco mais de um ano fomos confrontados com esta pandemia e que a partir daí as nossas vidas mudaram radicalmente, tudo ou quase tudo parou. Na cultura e nomeadamente a música e o folclore pararam completamente, não houve festivais, festas nem animações. Foram e continuam a ser tempos muito complicados. Felizmente começamos a ver uma luz ao fundo túnel, não será ainda o desejável mas vai-nos dando alguma esperança. Sendo assim, e enquanto não há notícias importantes do nosso rancho a serem divulgadas, foi-nos proposto pela nova Direção que falássemos um pouco do rancho propriamente dito, dos seus personagens, das danças e cantares entre outras curiosidades! Por isso decidimos começar por um personagem que nos é muito querido, o(a) segador(a) e o malhador. Antes da invenção e proliferação das malhadeiras e segadeiras, o trabalho das segadas e malhadas do trigo e centeio era efetuado de forma braçal. Naquela época o valor do pão era infinitamente superior ao de hoje, e não estou a falar no valor monetário, mas no valor e na importância que tinha como base na alimentação dos nossos antepassados.As gerações mais jovens não têm a noção do trabalho hercúleo que tinham os nossos avós em todo o ciclo do pão até chegar à mesa da refeição:

Segadas:

Na aldeia anda tudo atarefado, é cedinho, ainda o sol não se levantou

Duas filas de homens dispõem-se de um e do outro lado do monte de molhos de pão e, toca a bater com o malho, tudo feito com sincronia, primeiro os de um lado, depois os de outro, sem erro, pois levar com um malho na cabeça dá direito a uns dias de baixa! Trabalho árduo, ainda por cima com malhos que pesavam em média 8 kg e com um calor de derreter qualquer coisa. Continuando com as malhadas, o trabalho sofre um interregno por parte dos malhadores, para descansarem e, principalmente, para chamarem as mulheres: - “À eeeira!”. Esta expressão é dita em uníssono por todos os malhadores, para que as mulheres virem a palha e cheguem o vinho da cabaça aos homens. Depois deste pequeno intervalo, volta-se novamente a malhar, tudo continua como dantes, o calor aperta, o suor corre cada vez mais pelos rostos destes bravos homens e mulheres. No final, ouve-se uma gargalhada geral e, apesar de cansados, a boa disposição impera e ainda há uma réstia de forças para dançar e cantar, para se festejar a boa colheita! As mulheres trazem à cabeça as gigas com a merenda farta de coisas boas que a terra dá. Um povo simples, que para viver recorria às coisas mais simples da vida. Um povo que conseguia viver em perfeita simbiose com o seu semelhante, em comunidade e com a natureza. O Rancho Folclórico de Vilarandelo tem tentado ao longo destes já longos anos de existência demonstrar em palco um pouco deste ciclo do pão. Através de quadros teatrais procuramos transmitir essa realidade aos mais jovens e recordar aos menos jovens as vivências e convivências dos nossos antepassados.

e já se estão a fazer os almoços e merendas para as segadas. Preparam-se os carros de bois e...toca a andar. Amigos e familiares dão início a uma peregrinação em direção ao campo dourado, pontinho para ser segado. Durante o caminho, canta-se, a música é arrastada, lenta (pois as segadas ainda estão por fazer): “…Quem me dera que viera ó linda morena… o tempo que há-de vir! ó linda morena ó morena linda!…” O caminho costuma ser longo, mas logo se chega à seara.A vontade não será muita, mas o trabalho tem de ser feito. Ouve-se uma voz, é o patrão: - “Bamos lá ó pessoal! Que hoje o dia bai quecer!”. (diz o outro) - “Cantemos uma cantiguinha a ber se isto anima”. A música, o pão, o vinho da cabaça e a água da remeia passavam de boca em boca, para matar a sede e dar coragem a estes bravos homens e mulheres. O povo transmontano gosta de cantar e à medida que vão segando ouvem-se dois solistas a cantar, alternadamente, cada um canta uma quadra de uma espécie de romances, histórias de amor e desamores antigas, que de vez em quando têm o seu teor picante e de maldade! – É p’ra animar! Dizem eles, há uma gargalhada geral e voltam ao trabalho. Terminada a segada, e depois de se ter almoçado, procede-se à acarreja. Os molhos, já previamente atados, são carregados em carros de bois, levados em seguida para a eira, onde serão depositados para a formação da meda.. Poucos dias depois, quando o pão já estiver bem seco, dá-se passo às malhadas. Agora, o local de trabalho passa da seara para a eira, que depois de borrada, estará pronta para receber os molhos de pão, que vão ser posteriormente malhados.

Malhadas:

Paulo Pascoal Rancho Folclórico de Vilarandelo


ARAUTO CP VILARANDELO

RENDIMENTO SOCIAL DE INSERÇÃO

FUTSAL

Caros leitores do arauto Esperamos que se encontrem bem de saúde. É com satisfação que informamos que a família CPV futsal se encontra bem de saúde até ao presente momento. Como todos vós sabeis, têm-se vivido dias de muita incerteza e medo, pois esta ameaça mundial (COVID-19) veio colocar à prova o ser humano, atacando de forma silenciosa e letal um dos pontos imprescindíveis que é a saúde de cada um de nós, daí ser importante a união e o cumprimento obrigatório das regras impostas. Passando uma retrospectiva resumida da passada época 2020/2021, em que tivemos em competição as equipas feminina/masculina no escalão sénior, sublinhamos que foi difícil a gestão das mesmas no âmbito da competição, pois exigiu maior flexibilidade e esforço, no sentido de conciliar a prática desportiva agregada ao cumprimento das normas exigidas pela (DGS), bem como a realização de treinos para a manutenção física dos nossos atletas. Esta situação, conjuntamente com a falta de treinos, incompetência em muitos jogos, falta de jogadores a jogos e treinos (por motivos de isolamento devido a contacto com pessoas infectadas) e a falta dos nossos adeptos, ditou em muito a classificação das equipas. Mas sendo que o nosso principal objectivo era a participação nas competições, não desistimos, honrando e dignificando sempre o nome de Vilarandelo, cumprindo com mestria todas as imposições, chegando ao final da época sem eventos negativos no que toca à saúde de todos os intervenientes do CPV futsal. Em breve teremos o gimnodesportivo cito na escola E.B 2,3 Prof. José Ribeirinha em Vilarandelo remodelado, pelo que consistirá numa motivação extra para manter vivo o clube. Assim, a direcção do futsal pretende continuar a escrever história com a mesma garra e determinação que tem tido até agora, projectando para a próxima época participar com as camadas seniores masculinos e femininos, juvenis, amadores, veteranos e a criação das camadas jovens, petizes, traquinas e benjamins, dentro das possibilidades do clube e da angariação de colaboradores e atletas. Resta agradecer a todos, em geral, pelo apoio, em especial aos nossos atletas e restante staff, pela dedicação e atitude demonstrada na defesa dos interesses do clube, à Câmara Municipal de Valpaços, à Junta de Freguesia de Vilarandelo e a todos os patrocinadores que têm permitido, muitas vezes com muito esforço, que o clube sobreviva. Bem-haja a todos P.S: (A UNIÃO NÃO SE VÊ, SENTE-SE)

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A medida do Rendimento Social de Inserção tem como princípio de base o combate à pobreza através de mecanismos que assegurem às pessoas e às suas famílias recursos que contribuam para a satisfação das necessidades mínimas e para o favorecimento de uma progressiva inserção quer social quer profissional. DEFINIÇÃO E ENQUADRAMENTO LEGAL Com vista à execução da medida no concelho de Valpaços foi celebrado um Protocolo de Cooperação entre o Instituto de Segurança Social, I.P/ Centro Distrital da Segurança Social de Vila Real e a Casa do Povo de Vilarandelo, do qual resultou a criação de uma equipa de trabalho. CONSTITUIÇÃO DA EQUIPA DO PROTOCOLO DO RSI 4 Técnicos Superiores (2 Psicólogas e 2 Assistentes Sociais) 6 Ajudantes Ação Direta PÚBLICO-ALVO Esta medida foi criada para apoiar as pessoas ou famílias que se encontrem em situação de grave carência económica e em risco de exclusão social e reúnam os requisitos e condições de atribuição do RSI. OBJETIVOS A equipa visa garantir a intervenção psicossocial junto das famílias beneficiárias do RSI, criando condições de autonomia, através do seu acompanhamento permanente e, tendo em vista: A potenciação dos fatores de proteção de cada família/ indivíduo, enquanto estratégia de prevenção; A intervenção precoce enquanto estratégia eficaz para minimizar situações de risco ou perigo; A abordagem local e comunitária, através de iniciativas e serviços locais, centrados na comunidade e promotores do desenvolvimento social. EIXOS DE INTERVENÇÃO Os agregados familiares beneficiários do RSI obtêm apoio nas seguintes áreas: Educação; Formação profissional; Emprego; Saúde; Ação social; Habitação. ÁREAS DE TRABALHO DISPONIBILIZADAS Informação sobre a natureza da medida do RSI, direitos e deveres dos beneficiários RSI, requisitos e condições de atribuição. Atendimento e acompanhamento social. Acompanhamento familiar através de visitas domiciliárias, entrevistas e ações pedagógicas. Ações de sensibilização e de caráter formativo dirigidas aos beneficiários do RSI.

CONTATOS Tel.: 278740014 | Tlm. 925009480 E-mail: rsivalpacos@gmail.com


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O Carnaval é uma efeméride com muita tradição na localidade de Vilarandelo. O povo Vilarendelense vive esta quadra com muito entusiasmo e os nossos utentes não são excepção. Apesar de todas as contingências este ano também brincámos ao Carnaval. Sandra Oliveira Técnica Superior de Desporto

DIA DA MULHER Ser mulher é ser mais... É ser luz e beleza nos dias mais difíceis, é ter sensibilidade e força. É não se esquecer de viver e amar. Ser mulher é ser feliz… Neste dia da mulher, (8 de Março de 2021) as nossas utentes tiveram um dia muito feliz lembrando o seu valor e a sua grande sabedoria. Animadora Sociocultural Irmã Alice

DIA DA MÃE

Apesar da data “festiva” ter sido efetivamente ao domingo, para que se tornasse possível realizar esta actividade foi escolhido o dia 03/05/2021, com a ajuda da diretora técnica e animadora, uma vez que nem todas as utentes sabem ou conseguem ler! O desafio foi lançado a todos os familiares... consistia em serem os filhos a escreverem cartas para eternizar este momento que é tão deles. Obrigada por isso a todos os familiares que proporcionaram momentos de felicidade e alegria neste tempo que é tão apreciado pelas nossas utentes. Muito “OBIGADA”, pois foram momentos que já mais serão esquecidos… Animadora Sociocultural Irmã Alice


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Dia 24 de Junho os utentes do ERPI e do Centro de Dia comemoraram o São João. Atendendo às contingências impostas pela situação pandémica que vivenciamos, os festejos tiveram de ser mais comedidos que o habitual. Foi uma tarde muito divertida, onde não faltaram as marchas populares, sardinha, fêvera, caldo verde e a boa disposição. Sandra Oliveira Técnica Superior de Desporto

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Natal O Natal dos nossos utentes foi muito diferente do Natal que todos nós gostaríamos. Reforçámos os contactos com a família através de videochamadas para que os idosos pudessem sentir-se um pouco mais próximos dos seus e realizámos a nossa festa com cânticos alusivos à quadra natalícia. Os utentes tiveram a sua ceia de Natal com todas as iguarias e receberam os presentes da instituição e respectivos familiares. Sandra Oliveira Técnica Superior de Desporto


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ARAUTO CLDS 4G Valpaços “Igualdade para a inclusão”

O CLDS 4G Valpaços “Igualdade para a inclusão”, projeto social que está a ser promovido pela Casa do Povo de Vilarandelo em parceria com o Município de Valpaços, iniciou a 1 de julho de 2020 e, apesar de todas as limitações originadas pela Pandemia COVID 19, muitas foram as ações já dinamizadas. Sendo um projeto marcado por uma intervenção de proximidade realizada em parceria com os diversos agentes locais, foram estabelecidas parcerias formais e informais que têm permitido assegurar a realização de várias ações, cumprindo todas as normas de segurança, decorrentes do Plano de Contingência específico aprovado pelo ACES Tâmega e Barroso. As ações desenvolvidas distribuem-se pelos seguintes eixos de intervenção: Eixo 1: Emprego, formação e qualificação: • Encontra-se aberto o Gabinete de Apoio à Inserção, encaminhando e orientando os desempregados na procura ativa de emprego e/ou na promoção da sua qualificação profissional, divulgando ofertas de emprego e /ou formação, medidas ativas de emprego, apoio na elaboração do CV, cartas de apresentação, preparação para entrevistas de trabalho, entre outros. • Foram dinamizados dois eventos on-line sobre empreendedorismo e criação do próprio emprego com os alunos dos cursos profissionais dos 10º e 11ºanos, os alunos das turmas do 12º ano, dos cursos Científico-Humanísticos Ciências e Tecnologia, bem como os diretores de turma e outros docentes, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Valpaços e com o Millenium BCP- área Microcrédito. Eixo 2: Intervenção familiar e parental, preventiva da pobreza infantil: • Acompanhamento até ao momento de 11 agregados familiares com o objetivo de dotar e/ou reforçar as competências parentais, pessoais e sociais, tendo em conta os seus fatores de vulnerabilidade, em articulação com as Juntas de Freguesia, CPCJ de Valpaços, Cruz Vermelha, Serviço Local da Segurança Social e Município de Valpaços. • Dinamização de várias ações online e presenciais direcionadas para as crianças dos 5 aos 10 anos promovendo temáticas como a igualdade de género, responsabilidade ambiental, pobreza, exclusão e igualdade social, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Valpaços, Município de Valpaços, Rede Europeia AntiPobreza (EAPN) de Vila Real e projeto “Dá a mão à floresta” da The Navigator. Eixo 3: Promoção do envelhecimento ativo e apoio à população idosa: • Realização de acompanhamento social às pessoas idosas em situação de isolamento e solidão presencialmente em cada aldeia, de forma individual ou em pequeno grupo, através de visitas domiciliárias efetuadas pelas técnicas do projeto e por voluntários(as), onde se pretende promover dinâmicas ao nível da estimulação cognitiva, processos de envelhecimento, atividade física e cultural, que promovam o envelhecimento ativo e autonomia das pessoas idosas, bem como ações de cariz cultural (teatro, cinema, leitura de contos e lendas) e tradicional (jogos, cantigas, ditados populares, adivinhas, costumes e receitas). • Durante o período de confinamento foi efetuado, em estreita articulação com as juntas de freguesia e com a GNR, um acompanhamento social das pessoas idosas, desenvolvendo ações de promoção de saúde mental, escuta ativa e promoção de acesso a serviços, minimizando o isolamento e a solidão sénior via telefone, aferindo as suas necessidades e apoiando no acesso a bens e serviços, como requisição de receitas médicas, marcação de consultas, pagamento de serviços, encaminhamento para respostas/apoios sociais, etc. • Estas ações realizam-se em parceria com o Município de Valpaços, GNR, Juntas de Freguesia, Serviço Local da Segurança Social, Centro de Saúde, entre outros parceiros formais e informais, estando atualmente a ser acompanhados(as) 143 idosos(as) em 23 aldeias do concelho de Valpaços. Desta forma, o envolvimento, a parceria e a cooperação de todas as entidades locais na dinamização das ações do CLDS 4G Valpaços torna-se essencial, intervindo como agentes facilitadores das atividades a desenvolver, tendo como objetivo comum a procura de soluções para as diferentes problemáticas dos cidadãos do concelho. Marta Coroado Alves Coordenadora Técnica CLDS 4G Valpaços “Igualdade para a Inclusão”

Recordações Quantas recordações vividas Eu tenho da minha aldeia Elas são tantas e tantas Uma delas é a candeia Que saudades que eu tenho Dessa luz tão pequenina Ela iluminava tanto Essa geração antiga À noite ela iluminava Ela dava tanta alegria Quer ao rico quer ao pobre Ela fazia companhia Era uma luz tão pequenina Mas que tanto iluminava A família reunida Que serões com ela passava Saudades também tenho Daqueles velhos caminhos Que eram tão tortuosos... Que eram tão estreitinhos... Mas o que neles havia Era um colorido natural Onde eu para casa levava Um raminho sem igual Era nesse jardinzinho Que flores eu colhia Para levar um raminho Mas que feliz que eu ia... Mas o que também havia Era um colorido de flores Quer lilases amarelas Eram de todas as cores Foram esses caminhos Que tantas vezes passei Que marcaram minha infância Que jamais esquecerei Néné

AGRADECIMENTO Não podendo deixar de estar muito grata à antiga direcção, a quem todos nós também devemos muito, começo por agradecer e dar as boas-vindas à nova direção. Desejo-vos um bom trabalho e muita coragem para orientar a Casa do Povo de Vilarandelo, que trabalha para que esta causa seja uma realidade nas nossas vidas. E onde vos passo a dar também as boas vindas em nome de todos os utentes, técnicas, colaboradoras, médica, enfermagem e todo o restante pessoal que trabalha no ativo nas diferentes e restantes

modalidades. O Senhor Covid-19 tenha lá santa paciência porque está na hora de nos deixar livres para o retorno às nossas origens e ocupações diárias. Isto para dizer que já é tempo de nos deixar circular pelos caminhos do sucesso e do sossego. E aqui faço um apelo às nossas consciências: que devemos cumprir com todas as regras impostas pelos responsáveis da saúde e dos governantes a nível social, nacional e mundial. Carminda Fidalgo Utente da ERPI da Casa do Povo de Vilarandelo


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ANIVERSÁRIOS

Conceição Morais 11/12/1930 Vilarandelo

Maria da Conceição Martins 15/12/1933 Barreiros

Albertina Ramos 17/12/1936 Vilarandelo

Nelson Nogueira 30/12/1932 Vilarandelo

Maria Luisa Pires 01/01/1963 Bustelo (Chaves)

Armando Pessoa 22/01/1926 Sonim

Henrique Leite 23/01/1927 Justes (Vila Real)

Emília Lopes 28/01/1925 Santa Valha

Judite Morais 29/01/1931 Sá

Maria Teresa Teté 02/02/1945 Vilarandelo

Narcisa Mairos 09/02/1933 Vilarandelo

Lídia Gomes 12/02/1928 Vilarandelo

Maximina Serra 15/02/1918 Sonim

Dulcina Madureira 17/02/1951 Sá

Etelvina Jesus 20/02/1938 Vilarandelo

Leonilde Olaia 20/02/1933 Vilarandelo

José Silvino 05/03/1936 Alvarelhos

Amélia Coroado 11/03/1926 Vilarandelo

Ana Florêncio 19/03/1932 Vilarandelo

Fernando Sousa 20/03/1953 Santa Valha

Francisco Perdigão 21/03/1932 Deimãos

Maria Conceição Moreira 25/03/1938 Valpaços

Carminda Fidalgo 02/04/1960 Sá

Maria Frade 04/04/1928 Sá

António Teixeira 07/04/194 Sá

Cândida Abelha 08/04/1938 Vilarandelo

Maria de Lurdes Polónio 09/04/1944 Vilarandelo

Maria das Dores Nogueira 11/04/1930 Vilarandelo

Palmira Melo 14/04/1921 Vilarandelo

Amélia Rodrigues 18/04/1936 Vilarandelo

Olimpia Teixeira 18/04/1961 Vidago

Josefina Nogueira 21/04/1923 Vilarandelo

Natália Magalhães 27/05/1939 Vilarandelo

António Rato 28/05/1942 Vilarandelo

Fernando Santos 15/06/1959 Barreiros

Mário Pimenta 18/06/1929 Ervões

Albina Ramos 27/06/1933 Vilarandelo

Adélia Silvério 30/06/1950 Vilarandelo

José Ferreira 20/06/1937 Valpaços

Rosa Polónio 17-01-1931 Vilarandelo


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Conversas de café (30 Junho 2021) (Como mandam as regras neste Ano 2 da pandemia, esta conversa deve ser lida com a máscara bem colocada na sua cara) Portugal zero - Bélgica um Fim do jogo O silêncio instalou-se na esplanada. O friozinho parecia mais irritante agora. - Sabeis de quem é a culpa? - Minha não é... - Se a bola não tem batido no poste a esta hora estávamos a dizer que Portugal ia ser campeão... - Oh pá! Não brinques comigo... O Fernando Santos é um cagarola, sempre na retranca... - Pois... mas foi assim que fomos campeões em 2016! - E daí? Não ganhámos um joguito... - Estás a brincar ou já estás com a alemã na tola? Ganhámos ao País de Gales e à França! - Até parece que os galeses são uma potência do futebol... Quanto à final... ainda hoje acho que ganhámos porque o Ronaldo não jogou... - Vai-te catar! Tu és mesmo maluquinho... - Boa malha! Mas afinal quereis ou não quereis saber de quem é a culpa? - Quero lá saber de quem é a culpa... - Olhai que até é bom Portugal ter sido eliminado... - Para o negócio não é nada bom. Num jogo da seleção a minha esplanada fica cheia mesmo que esteja frio como hoje. - Daqui a dois dias volta o calor e a tua esplanada volta a estar cheia de gente mesmo sem futebol! - Pois... Só espero que o pessoal tenha juízo que isto está a ficar perigoso... - Perigoso? Porquê? - Oh pá! Vocês só pensam na bola! Ainda não reparaste que a COVID voltou com força ? - Bô! Isso é lá para baixo, para os meninos de Lisboa. - Fia-te na Virgem e não corras... Mais dia, menos dia chega cá. - Lá vem a conversa da pandemia... Já não há pachorra p’ra isso. - Também acho... Mas afinal quereis saber... - Por falar nisso... alguém ouviu falar de um caso positivo no Lar? - Só nos faltava essa! - A minha mulher não sabe de nada... Quem foi que te disse? - Lá vem o raio da COVID outra vez à baila... Ainda não estais fartos disso? Mas afinal quereis ou não quereis saber de quem foi a culpa de termos perdido?... - Bota lá! Sempre quero ver o que sai dessa cabecinha pensadora... - O Ferro Rodrigues bem nos avisou... - O quê? - Ele disse para irmos em massa para Sevilha. O pessoal acagaçou-se... não apareceram e... pimba! Ganharam os belgas... Ah, pois é! Ninguém ouve o que o cota diz e depois queixam-se... José António Doutel Coroado

Eutanásia

Se ninguém pede para nascer, também não deve pedir para morrer.Então, teremos que viver harmoniosamente e com dignidade nesse intervalo. Se não tivermos o que queremos, temos que viver com o que tivermos. É inacreditável? Estamos em plena pandemia, milhares de pessoas travam uma luta terrível por uma reste de vida e no Parlamento esfolam-se pela legalização da eutanásia. Todos sabemos que há horas terríveis em certas situações e, até pensar numa morte assistida. Mas pela nossa força e força da natureza, vem uma esperança de vida e então aí concluímos: - olha, se o tivesse feito, já não havia retorno… Ainda há pouco tempo, um dos nossos insignes heróis da morte legalmente assistida, fez campanha em todos os órgãos da comunicação social e foi à Suíça gastar uma fortuna para que o matassem. Mas chegamos à conclusão que morreu e acabou. Esse herói, nem luta mais pela assistência em vida, nem pela morte assistida. Os pobres não metem requerimentos para essas mordomias, três metros de corda chegam e ainda sobra corda. Quem será mais corajoso, o que tem coragem de enfrentar a vida com todos os seus males e defeitos? Ou o que tem coragem de por termo à vida, livrando-se de todas as maleitas? Matar só Deus e os de Abaças, mas com ordens dos de Guiães…Isto é repetido vezes sem conta, nas terras do nosso estimado vizinho: Miguel Torga. A tia Bernarda velha, era assim que carinhosamente a tratávamos em Vilarandelo, acumulava o peso de cento e tal anos, tinha os dedos dos pés e das mãos todos torcidos das artroses. Era vizinha dos meus pais e, sentada na escada de pedra onde havia sempre dezenas de crianças do bairro, as pessoas que passavam falavam-lhe: - Oh tia Bernarda, ainda está bem jeitosa! E ela meio zangada respondia: - Deus já se esqueceu de mim… mas ninguém passa de velho e a morte chegará na hora certa!... A eutanásia dá aso a quem queira desfazer-se da sogra da maneira hábil e legal. Basta declarar que ela está moribunda, faz um pacto com o diabo e despacha-a para o céu, para os anjinhos. Nem é tanto a lei da eutanásia que me preocupa, mas sim os abusos macabros que daí advêm!... Resumindo: com uma boa dose de auto-estima, com muita fé e esperança, respeitando a vontade de cada um, até fechar as persianas. Eduardo Ferreira da Costa

Curiosidades sobre a Vila Cantinhos renovados No passado dia 08 de maio de 2021 o nosso conterrâneo Rui Cancelinha deu, mais uma vez, largas à sua imaginação e do velho criou novo. Os vasos situados no largo da Caixa Agrícola, junto ao multibanco, tinham como destino o lixo e a sua substituição, devido ao seu mau estado de conservação. O Rui decidiu reciclar e dar-lhe um pouco de vida. Após as devidas autorizações, recriou e brindou-nos com a sua criatividade. As imagens falam por si. Antes

Depois


ARAUTO Entretanto a Junta adquiriu dois novos vasos. E mais uma vez o Rui decorou, usando materiais recicláveis e brindou-nos com a sua arte manual.A decoração floral e sua manutenção tem sido da responsabilidade da conterrânea Lurdes Moura, que abrilhanta estes vasos com o colorido de diversificadas espécies de plantas.

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A tradição mantem-se Neste final de mês de Junho, alturas dos Santos Populares, a rapaziada da vila manteve a tradição: “… era o ir de alguns “malandros” pela calada da noite à procura de vasos floridos pelas varandas e parapeitos das janelas e muito silenciosamente os surripiarem e, com todo o cuidado para não os estragar, os trazerem para as escadas da mesma Capela de São Sebastião, onde na manhã seguinte as donas de tais vasos os iriam recuperar. (O mesmo acontecia noutros bairros, pois que me lembro de também os ver expostos nas escadas da Igreja).”in O Pimpão, de José M. Sequeira Cancelinha. Tal e qual! Quem seria a rapaziada deste ano? Alguém reconhece as suas plantas?

De regresso às Raízes Nair Cristina Teté, de 46 anos, nascida em Angola, filha de Adérito Florêncio Teté (natural de Vilarandelo) decidiu, no ano transacto, largar a vida de piloto de linha aérea e dedicar-se à produção natural, de forma tradicional, de sabão de azeite, inteiramente botânico. Para tal, veio de malas e bagagens para a nossa Vila, terra que visitava em criança e que sempre a encantou. Deitou as mãos “ao azeite” e começou a criar os seus produtos localmente. Para poder escoar a sua produção, criou a marca: “Terra Rústica” e uma loja on-line: www.terra-rustica.pt. Arranjou também uma loja física, no toural, onde se pode apreciar a criação e confecção artesanal dos seus sabões. Da sua loja exalam aromas diversos e lá dentro pode assistir-se ao fabrico artesanal passo-a-passo dos seus produtos, organizados num colorido próprio.

Lembrais-vos de mim? Manuel Ferreira Pinto - O Tanoeiro! Nasceu em Maceda, Concelho de Ovar, Distrito de Vila Real a 30 de Janeiro de 1921.Antes de fazer a tropa veio com seu pai, de mesmo nome, para Vilarandelo, exercendo o ofício de tanoeiro, na Levandeira. Casou, em Vilarandelo, dia 13 de Maio de 1943, com Carminda dos Reis Coroado, nascida em Vilarandelo a 04 de Outubro de 1919, com quem veio a ter sete filhos, dos quais quatro ainda vivos: Lurdes, António, Ângelo e Armindo. Fez a tropa, já casado. Após um incêndio na oficina de tanoaria, por volta dos anos 50, construiu casa e oficina na “Bobeleira”, (actual Av. Da Liberdade), onde residiu e trabalhou na arte. Tirou o curso de Adegueiro em Mogofores e trabalhou na Adega Cooperativa de Bragança. Em 1960, partiu sozinho para Angola e após se estabelecer como comerciante, mandou ir a família. Em 1971 voltou para Vilarandelo e retomou a arte de tanoaria até à sua morte, em 28 de Junho de 1981.

Nova(s) vida(s) na antiga Escola Primária Através do financiamento por fundos europeus do Programa Operacional Regional Norte 2020, o Município de Valpaços iniciou o processo de remoção de amianto nas escolas públicas do seu território. Assim sendo, no período de 26 a 30 de Abril, decorreram as operações de desmontagem e remoção de materiais contendo amianto na Escola Professor José Ribeirinha Machado. Atendendo que o amianto é uma fibra mineral que larga pó e que o corpo humano não é capaz de expelir as partículas inaladas do material, portanto, comprovadamente perigosa para a saúde, decidiram, por questões de segurança, tirar todas as crianças que frequentam o primeiro ciclo – duas turmas- dessa escola e realocá-las durante esse período na antiga Escola Primária, no sentido de lhes proporcionar a continuidade da aprendizagem presencial. Para as crianças foi uma aventura engraçada, para a população, em geral, foi uma alegria voltar a ver vida(S), sorrisos, pulos, corridas e barulhos próprios de brincadeiras dos mais novos. E certamente para todos foi um alívio e uma lufada de “ar fresco”!

O tanoeiro tem um papel essencial na produção de vinho, pois é o construtor e reparador de pipas, de balseiros, de barris, de dornas e de tonéis, entre outros recipientes de madeira, onde o precioso líquido se preserva e ganha sabor. São considerados verdadeiros “cirurgiões da madeira” pelo modo como a tratam e reparam para acolher o vinho.Tratase de uma arte secular, que está em vias de extinção.

Casa e oficina de tanoaria em 1972

Manuel Pinto e Carminda Coroado


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Amélia do Vale

Amélia do Vale deixa-nos uma saudade do tamanho da nossa terra de Vilarandelo. Contadora de histórias genial, é muito difícil que nas novas gerações alguém a substitua nas conversas, longas e sedutoras, dos anoiteceres cálidos do Verão. Firme, íntegra, esforçada e tranquila, a ordem da vida da aldeia era-lhe íntima, perene e indiscutível. Nos olhos de Amélia do Vale viviam todos os céus do campo e as sombras sóbrias das fragas e das casas do Outeiro, antes de terem sido caiadas. Atenta e solidária com as desgraças, tinha e teve no Bem o único caminho. Um exemplo de seriedade, ternura e distinção é o que nos deixa, para além dos filhos: Francisco, como o pai e José Manuel, a quem abraçamos. Tiveram a dita de uma mãe centenária.Tivemo-la todos nós, neste século de tamanhas mudanças, mas que não a abalou.Vê-la-emos como de sempre, lembraremos dela os pães centeios redondos, os folares, “o burro de modos desusados”, as cabaças luminosas, as cantigas de Natal e Reis, a alegria da Festa do Senhor dos Milagres. Vilarandelo de ontem e do futuro. Um bem-haja, Amélia, por ter estado connosco nesta terra que afinal não a perde, porque espera ver Amélia do Vale, nas nuvens e nas estrelas a olhar cá para baixo, a sorrir e a contar aos netos as histórias dos anjos. António Augusto Santos Carvalho

Amadeu dos Santos Alves

Cumpre-nos prestar homenagem ao Sr. Amadeu dos Santos Alves que nos deixou no passado mês de maio. Homem que desempenhava com verdadeira autenticidade o papel de segador e malhador, sabia cantar as modas das segadas como ninguém, tinha o saber de experiência feita, foi, noutros tempos, também segador e malhador profissional, num tempo em que ainda não havia muitas segadeiras andava ele e outros (mulheres e homens) à jeira por essas searas transmontanas! Quando entrou para o rancho, foi naturalmente ocupar o lugar de segador, fazendo dupla a cantar a moda das segadas com o Sr. Amândio Mesquita. Para além de cantador, o Sr Amadeu também foi, muitas vezes, tocador de bombo. Nos milhares de quilómetros que fizemos em actuações pelo país e além fronteira, este homem estava sempre pronto e solícito para desempenhar o seu papel como rancheiro nas centenas de festivais e animações que fizemos. Que Deus o tenha em eterno descanso. A direção do Rancho

Romance

“A Casa da Cruz”

de José M. Sequeira Cancelinha Capítulo Um Na década de 90 do século XIX era casa de lavrador, uma das mais fartas da aldeia. Chamavam-lhe “A Casa da Cruz”. Já tinha sido casa de padres, de Reitores, pois que aquela freguesia de Vilarandelo, com mais de 300 fogos e os cerca de 1200 habitantes, era um reitorado. Ainda por lá andam dentro dum baú os velhos missais e breviários e na grande sala da casa existia, até um oratório: pequeno altar com retábulo e com pia da Água-benta tudo talhado num único bloco de granito e embutido na parede, dela fazendo parte . A casa encontra-se num amplo largo, com cruzeiro no meio e que é donde lhe advém o nome, ao largo e à casa, e que outrora teria sido, com certeza, o adro da capela que se encontra de fronte e cuja chave a família sempre a teve em custódia. Capela que foi construída em 1583, como assinala a data gravada no campanário da mesma, em honra de São Sebastião, homónimo do Jovem Rei caído, cinco anos antes, em terras do Norte de África na célebre e triste batalha dos três reis, a de Alcácer Quibir. Nada, ou quase nada, que servisse para o governo da casa ali entrava que não fosse da própria produção. As terras eram fartas e generosas. O vinho que em casa se consumia era feito no lagar com capacidade para duzentos almudes que em ano normal não bastava para toda a colheita tendo que se utilizar por mais uma ou duas vezes. Vinho este que depois era envasilhado nos grandes tonéis de cem almudes cada, alinhados na fresca e escura adega; existia também, na casa, um lagar de azeite onde a azeitona era desfeita pelas mós, enormes rodas de granito puxadas por uma possante junta de bois, para depois ser fabricado o doirado líquido que, ainda impuro, escorria das seiras de esparto para as tanhas quase repletas de água quente onde era decantado, ali deixando as impurezas. Ao de cima apenas ficava o verde-oiro que, em fio, escorria para o cântaro que só era utilizado para o azeite. Até mesmo a água-ardente ali era produzida num velho alambique de cobre, provavelmente ainda do tempo em que os Reitores ali habitavam. E quando chegava a época da matança, em Dezembro ou Janeiro, anos havia em que cinco cevas iam à faca. O centeio era colhido nos Estruganos, Carris e Marinhanos que enchiam as tulhas do grão que serviria para abastecer a casa com o pão que quinzenalmente era cozido no velho forno comunitário que existia ali, mesmo ao lado da Capela. Do centeio se aproveitava também a palha com que se fazia a cama aos animais e na primavera se enchiam os enxergões em cima dos quais se dormiam depois os bons e merecidos sonos reparadores, se sonhava e se faziam e pariam, também, os filhos. Dos Estruganos, Navalho Covo e Cividade vinha a castanha, suplemento essencial para os meses de inverno, quer fossem cozidas ou assadas ou até mesmo rilhadas, principalmente quando já estavam aveladas o que as tornava mais doces e apetitosas. Com elas também, nos últimos meses de engorda, se cevavam os porcos e que muito iriam contribuir para dar aquele sabor, tão especial e característico, que é o do presunto da Região do Alto Tâmega. O tão conhecido “Presunto de Chaves”. O renovo era cultivado na Cortinha, extenso quintal que se alongava pelas traseiras da casa por quase uma centena de metros e onde era mais fácil, por ser mais perto, ir buscar, por exemplo, uma cebola, pepino ou tomate ao respectivo talho e utilizá-lo imediatamente. Nada de mais fresco e ecológico, que aquilo, se podia comer. Algum vinha também de Rilobos. A fruta e o vinho eram fabricados um pouco por todas as propriedades sendo a vinha mais importante, talvez, a da Lama Cerdeira, por ser a maior. As terras que tinham água, baldeada ou pelo pé, eram aproveitadas para a produção da batata, milho, feijão e outras culturas de regadio. A lenha, essa, vinha essencialmente do Rebentão onde, em profusão, cresciam pinheiros, giestas e carvalhos, ou era, então, o produto do abate de algum castanheiro ou doutra árvore assim como, da limpeza primaveril dos pomares e soutos. Já as primícias provinham do Fojo por causa do seu excelente microclima e da fartura de água. Dali vinha, por exemplo, o melhor agrião que invariavelmente acompanhava o assado do almoço do Domingo de Páscoa. O azeite, esse, vinha das várias oliveiras espalhadas pelas vinhas e, a maior parte, do olival existente no Salto que em sendo tempo da apanha da azeitona, nos dias gelados de Janeiro, era sair de casa por volta das cinco da manhã para chegar lá ao romper do dia e fazer o trabalho enquanto houvesse a luz do Sol, porque a chegada a casa seria quando já fosse de noite de tão longe que ficava esta propriedade. Situava-se já no termo de Fornos do Pinhal. Nos grandes lameiros colhia-se o feno que serviria de forragem para os animais durante os duros invernos que sempre se faziam sentir por aquelas paragens e onde durante os meses mais amenos indolentemente pastavam tanto os bois como o cavalo ou mesmo a burra, existentes em casa. Era ali que, nos ancoradouros da água dos pequenos regatos que os atravessavam, se colhiam também, no fim do Inverno, início da Primavera, as merujas que, em salada, faziam a delícia das merendas nas tardes ensolaradas, temperadas que eram com o bom azeite e vinagre e onde não faltava, também, a saborosa cebola assim como, umas azeitonas. Combinavam perfeitamente com uma boa pratada de bacalhau cru, desfiado, quando o havia. Era um regalo comê-las. Pena que durassem tão pouco. O seu fim coincidia com a chegada do cuco. Por lá se diz quando já não se podem comer: -“As merujas não prestam porque já o cuco cagou nelas!” Ao longo duma das paredes da Cortinha, aquela virada a nascente, existia o colmeal constituído por cerca de vinte cortiços que produziam um saborosíssimo mel que dava para o consumo da casa e a maior parte era vendido juntamente com a cera. As alvas toalhas que cobriam as mesas, na sala ou na cozinha e até mesmo as do altar da Capela, assim como os lençóis das camas eram feitos com o linho produzido nos diversos linhares como o da Cortinha, por exemplo, e trabalhado, depois de um longo e laborioso processo, no tear contíguo ao grande pátio da casa. A família era constituída pelo casal, Manuel e Rita, e pelos filhos que Deus lhes tinha dado e sobrevivido, cinco: Valentim, Calisto, João, Rosa e Palmira, em casa também havia sempre feitor e paquete. Era a família Portelinha. Manuel, honrado homem com quem todos se gostavam de aconselhar, era até jurado ou membro do júri dos homens bons que se reuniam em conselho de justiça sempre que era preciso fazê-la e, por isso mesmo, muito respeitado por toda a gente. Foi ele o único herdeiro dos “tios padres”. Havia, também, outra casa poderosa em Vilarandelo. Poderosa mas pouco séria, que tudo fazia para destruir a serenidade daqueles cuja mais-valia, não eram os bens materiais que possuíam mas sim os princípios morais e éticos pelos quais se regiam. Era a casa de Alípio Fragoso. Temido por todos e respeitado por poucos, pois que usava sempre de manhas e artimanhas para se apropriar de tudo que lhes desse mais jeito, bastava que não fosse dele. Alípio vivia num casarão com a mulher, já meia demente e velha, tendo sempre ao serviço dois criados, mais um feitor. Os filhos tinham partido para longe e nunca mais se viram por ali. Dizia-se que não queriam saber do pai por causa do mau feitio dele. NOTA:

Este romance será publicado, por capítulos, em Arautos posteriores. Não perca os próximos “episódios”!

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26/01/2021 Mestre Alimentar 27/01/2021 Talhos Eduardo 28/01/2021 Odete Aleixo 14/06/2021 Matilde da Rosa

A todos o nosso Muito Obrigado

Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós! Agradecimento A família de Mode sto de Mo rais Abel ha ve m, muito sensib ilizada, agradecer as inúmeras p rovas de pe sar e carinho que lhe foram manifestadas aquando das exéquias fúnebres do seu ente querido.

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Saudade … é o amor que fica de quem não pode ficar…


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A Educação na Infância

A Creche Nos primeiros três anos de vida na Creche, as crianças vão descobrindo e conquistando o mundo que as rodeia, através das suas próprias ações. É sobretudo nesta etapa que as crianças dependem completamente dos adultos e precisam de se sentir seguras do afeto e da atenção destes. Dado que a criança é única e, como as diferenças é aquilo que as carateriza, devem respeitar-se as suas potencialidades e limitações, a sua maneira de ser e ritmo de aprendizagem, para que vão formando o seu caráter de uma forma o mais equilibrada possível e seguras de si mesmas. Faz todo o sentido, transcrevermos um poema, de autor desconhecido, sobre esta etapa da vida. Crescer na Creche O ninho é um lugar muito caloroso e seguro. Aqui, um dia, abriste os olhinhos e, ao assomares-te, descobriste que lá fora havia um lindo céu azul. Começaste a agitar as tuas asas …, e também aprendeste a cantar. Foste crescendo … crescendo …, e as tuas asas tornaram-se cada vez maiores e mais fortes. Por fim, encheste-te de coragem e saltaste de ramo em ramo. Com um enorme desejo de conhecer o que havia mais além, começaste a esvoaçar em volta do ninho. Todos os dias te foste afastando um bocadinho mais, mas regressavas sempre ao teu ninho seguro e caloroso. Percebeste que não estavas só, que havia muitos passarinhos que também estavam a aprender a voar e a cantar, como tu; então sentiste-te muito feliz porque com eles podias partilhar as tuas brincadeiras e as tuas ânsias de crescer. Hoje já sabes que há um mundo muito grande por descobrir.As tuas asinhas estão fortes para poderes voar muito mais longe. A todas as crianças da nossa creche, as colaboradoras desejam as maiores felicidades sentindo-se felizes por tê-las ajudado a aprender a voar. A Diretora Técnica Margarida Silva

O Pré-escolar

A educação pré-escolar, apesar de não ser obrigatória é a primeira etapa da educação básica. É um tempo propício ao despertar da vida e um espaço para por em prática novas experiências, onde jogar e brincar representam situações de aprendizagem para o futuro de cada criança. É através do jogo que a criança compreende e assimila o mundo que a rodeia, o que contribui para o seu desenvolvimento integral harmonioso. Para além de potenciar e desenvolver as capacidades da criança, a educação pré-escolar permite, com os meios e os recursos adequados, atingir o sucesso e o desenvolvimento de muitas competências, mediante múltiplas formas de representação como a expressão corporal, verbal, plástica, dramática, musical, etc. As salas estão divididas por áreas: a das trapalhadas, onde as crianças brincam ao faz de conta; a casinha das bonecas, onde meninas e meninos imaginam, sob a forma de jogo, situações do dia a dia; a garagem onde podem fazer construções e recreações do quotidiano; a da matemática, na qual se encontram uma série de jogos estruturados como o tangram, blocos lógicos, blocos padrão e outros feitos pelas próprias educadoras, todos eles estimuladores de competências cognitivas e sociais. Para alguns é o fim de um ciclo pois irão continuar as suas aprendizagens noutra escola. Para outros, apenas a mudança para outro espaço, onde vão continuar a crescer, com novos amigos e educadores. Todos os colaboradores do Jardim de Infância da Casa do Povo de Vilarandelo, desejam os maiores sucessos e muitas felicidades, a todas as crianças, esperando ter contribuído para a sua formação pessoal e social. As Educadoras: Margarida, Daniela e Cátia