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ISSN

0261-6661

Publicação mensal • Julho 2018 • Edição nº4 • Ano 01 • 200 mt • www.xonguila.co.mz

À conversa com Talking with

MINISTRO SILVA

DUNDURO 1 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

MOREIRA CHONGUIÇA

Músico e saxofonista moçambicano

PAULO CHIBANGA REINATA SADIMBA


Rubrica - Relaxe

2 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Rubrica - Relaxe

Bem-vindo à Pérola do Oceano Índico!

3 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

condida atrás de casuarinas, é um belo lugar que promete ser diferente de qualquer outro no país. Os hóspedes benef iciam de vista para o mar a partir dos quartos. As suítes são climatizadas e incluem um mini-bar, chuveiro ao ar livre, piscina de mergulho, uma área de estar e muitas outras comodidades de luxo.

Fotografia: White Pearl

O

White Pearl oferece o melhor em luxo de praia em Áf rica. Este resort f ica situado na Ponta Mamoli, na costa sudeste de Moçambique, cerca de 100 km a sul de Maputo, e 25 km a norte da f ronteira entre a baía de Kosi e a Áf rica do Sul. Com a sua sublime fachada oceânica de mais de 2 km, esta praia, que se pode dizer quase intacta, es-


Rubrica - Relaxe

Aqui todos os detalhes são importantes para o fazer sentir-se bem. Experimente a reputada cozinha moçambicana com assinatura personalizada. Jantares exclusivos, tapas rústicas e sobremesas celestiais oferecem uma experiência gastronómica única. O resort proporciona oportunidades ímpares de mergulho, com avistamentos de tubarões, multidões de peixes e corais vibrantes. Explore a paisagem natural a cavalo ou dê um passeio na idílica praia, lar de uma infinidade de criaturas marinhas como golfinhos, baleias e tartarugas que visitam a praia para depositar seus ovos. Relaxe e reviva, registando memórias que ficam para toda a vida. Sim, isto é Moçambique!

4 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Rubrica - Relaxe

Fotografia: White Pearl

Fotografia: White Pearl

Fotografia: White Pearl

Relaxe White Pearl

5 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Rubrica - Relaxe

Welcome to the Indian Ocean’s Pearl! White Pearl offers the best in beach luxury in Af rica. This resort is situated in Ponta Mamoli, on the southeast coast of Mozambique, about 100 km south of Maputo, and 25 km north of the border between Kosi Bay and South Af rica. With its sublime oceanic facade of over 2 km, this beach, which can be said almost intact, hidden behind casuarinas, is a beautiful place that promises to be unlike any other in the country. Guests enjoy ocean views f rom the rooms. The suites are air conditioned and include a mini bar, outdoor shower, diving pool, a seating area and many other luxurious amenities. Here, all the details are important to make you feel good. 6 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

Experience the renowned Mozambican cuisine with a personalised signature. Exclusive dinners, rustic tapas and heavenly desserts offer a unique gastronomic experience. The resort offers unparalleled snorkelling opportunities, with shark sightings, throngs of f ish and vibrant corals. Explore the natural landscape on horseback or take a stroll on the idyllic beach, home to a multitude of sea creatures like dolphins, whales and turtles that visit the beach to lay their eggs. Relax and relive, making memories that will last a life time. Yes, this is Mozambique!


Rubrica - Relaxe

Fotografia: White Pearl

Fotografia: White Pearl

White Pearl

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Rubrica - Relaxe

8 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Fotografia: White Pearl

Rubrica - Relaxe

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Sumário

SUMÁRIO CONTENTS

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FRESH AIR

A Fortaleza de Maputo, um monumento histórico de Moçambique The Fortress of Maputo, a historical monument of Mozambique

À CONVERSA COM / TALKIN WITH

Ministro da Cultura e Turismo, Dr. Silva Dunduro, fala dos desafios do sector Minister of Culture and Tourism, Dr. Silva Dunduro, talks about the challenges of the sect

YOU'RE INVITED

VIP Grand Maputo, o hotel que fala o seu idioma VIP Grand Maputo, the hotel that speaks your language

INVESTIR NO TURISMO EM MOÇAMBIQUE O novo regime cambial The new exchange rate regime

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SONS DA ALMA / SOUNDS OF THE SOUL

Tudo sobre Moreira Chonguiça, o ícone do Jazz All about Moreira Chonguiça, the jazz icon

FICHA TÉCNICA Propriedade: Veludo & Mentol, Sociedade Unipessoal Lda • Administração: Nuno Soares, Omar Diogo, Mariano Silva • Director: Nuno Soares • Colunistas: Malaika Ribeiro, Neide Ussiana, Gonçalo Mendes, Mafalda Henriques, Ana Gomes Pinto, Tininha, Hussein Hassan • Capa: Mariano Silva (Fotografia), Nuno Azevedo (Ilustração) • Fotografia: Mariano Silva, Rui Lousã, White Pearl • Revisão linguística (Português): Fátima Ribeiro • Tradução (Inglês): Filipa Carreira • Paginação: Omar Diogo • Ilustração: Ana Gomes Pinto • Marketing: Omar Diogo, Nuno Soares, Ana Piedade, Nuno Lopes • Digital - Jorge Oliveira • Departamento Comercial: +258 84 295 39 07, geral@xonguila.co.mz • Registo de Propriedade Industrial: 3 5 0 6 5 / 2 0 1 7 - 3 5 0 6 6 / 2 0 1 7 ( 1 5 /0 1 / 2 0 1 8 ) • ISSN - 0261 - 661 • Registo:02/Gabinfo-dec/2018 Os artigos com assinatura reflectem a opinião dos autores e não necessariamente da revista. Toda a transcrição ou reprodução, parcial ou total, requer a autorização expressa da empresa titular da revista.

10 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Sumário

SHAPE YOUR WEDDING

Dicas sobre etiqueta no casamento Wedding etiquette tips

CINEMA 35MM

Virgem Margarida, um drama histórico Virgem Margarida, a historical drama

ARTE DAQUI/ ART FROM HERE As mãos de barro de Reinata Sadimba The clay hands of Reinata Sadimba

PALADARES À SOLTA / PALATES ON THE LOOSE

Bel Piatto: bom ambiente, hospitalidade e os sabores de Itália Bel Piatto: good atmosphere, hospitality and the flavors of Italy

SABIAS QUE...

/ DID YOU KNOW...

A lenda do samurai negro The legend of the black samurai

RELAXE / RELAX

White Pearl, uma referência no luxo de praia White Pearl, a benchmark in beach luxury

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100

16 74 86 90

Nos bastidores do AZGO/

Backstages of Azgo festival

Entrevista com o director Paulo Chibanga Interview with director Paulo Chibanga

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BIOS Property: Veludo & Mentol, Sociedade Unipessoal Lda • Administration: Nuno Soares, Omar Diogo, Mariano Silva • Director: Nuno Soares • Columnists: Malaika Ribeiro, Neide Ussiana, Gonçalo Mendes, Mafalda Henriques, Ana Gomes Pinto, Tininha, Hussein Hassan • Cover: Mariano Silva (Photography), Nuno Azevedo (Illustration) • Photography: Mariano Silva, Rui Lousã, White Pearl • Copy Editing (Portuguese): Fátima Ribeiro • Translation (English): Filipa Carreira • Page make-up: Omar Diogo • Illustration: Ana Gomes Pinto • Marketing: Omar Diogo, Nuno Soares, Ana Piedade, Nuno Lopes • Digital - Jorge Oliveira • Commercial: Department: +258 84 295 39 07, g e r a l @ x o n g u i l a . c o . m z • Pr o p e r t y R e g i s t r a t i o n I n d u s t r y : 3 5 0 6 5 / 2 0 1 7 - 3 5 0 6 6 / 2 0 1 7 ( 1 5 /0 1 / 2 0 1 8 ) • I S S N - 0 2 6 1 - 6 6 1 • Registo: 02/Gabinfo-dec/2018 The articles reflect the authors opinion, and not necessarily the magazine opinion. All transcript or reproduction, partial or total, requires the authorization of the company that owns the magazine

11 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Editorial

Do Director / From the Director Estimados leitores,

Dear readers,

hegámos à edição número 4 da nossa revista e trazemos um reportório de artigos que cremos que serão do vosso agrado.

C

W

Moçambique é um país lindo, a que o reputado órgão de informação britânico Daily Mail conferiu, em 2017, o atributo de Nova Riviera Africana, e o nosso propósito é dar a conhecer todo o seu esplendor, dessa forma contribuindo para a sua divulgação entre os que nele residem e mundo fora. Por isso, o grande destaque desta tiragem é a entrevista com Sua Excelência o Ministro da Cultura e Turismo, o Dr. Silva Dunduro, que analisa algumas das acções do governo já realizadas e nos revela as que estão previstas para dinamização do sector.

Mozambique is a beautiful country, in 2017, the renowned British news agency Daily Mail conferred our beautiful country the attribute of New Af rican Riviera. At Xonguila our purpose is to show case it in its full splendour among residents and visitants the world over. For this reason, the main highlight of this edition is the interview with His Excellency the Minister of Culture and Tourism, Dr Silva Dunduro, who dissects some of steps already taken by government to boost the sector as well as the steps to follow.

Deixe-se encantar com a matéria que preparámos sobre o célebre músico, compositor, produtor e instrumentista de jazz Moreira Chonguiça. Não perca o artigo sobre a prestigiada escultora maconde Reinata Sadimba, conhecida internacionalmente pelas suas bizarras esculturas de barro e grafite. Neste número, vamos ainda descortinar o AZGO pela voz do seu director e trazer um pouco mais da história e produção deste festival de referência.

Let yourself be enchanted by the story of the famous composer, producer and jazz musician, Moreira Chonguiça. Do not miss the article about the prestigious Maconde sculptress Reinata Sadimba, known internationally for her bizarre sculptures of clay and graphite. In this issue, we will still unveil AZGO, a national music festival of reference through the voice of its director who will tell us a little more of its history and production.

Já ouviu falar do White Pearl? Sim, fica em Moçambique. Aprecie a nossa rubrica Relaxe e fique a conhecer o que lhe oferece este resort de luxo exclusivo. A Xonguila é tudo isto, e muito mais. Leia e releia, a revista pede! Votos de uma óptima leitura.

e have reached issue number 4 of our magazine and we bring a repertoire of articles that we believe will be to your liking.

Ever heard of White Pearl? Yes, it is in Mozambique. Enjoy our Relax article and get to know what this exclusive luxury resort can offer you. The Xonguila is all this, and more. Read and reread, who can resist!

Nuno Soares Director

12 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


13 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Entrevista realizada na Fatelli & Fatelli

Vestido por Fatelli & Fatelli

Rubrica - Sons da Alma

Sons da Alma MOREIRA CHONGUIÇA

14 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Sons da Alma

15 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Rubrica - Sons da Alma

M

oreira Chonguiça nasceu na Matola, nos arredores de Maputo, a 13 de Fevereiro de 1977. Depois de ter frequentado, desde menino, a Escola Nacional de Música de Maputo, a única de música em Moçambique, mudou-se para a Cidade do Cabo, na África do Sul. Formou-se no South African College of Music, com uma licenciatura em performance de jazz, e obteve um diploma de honra em etnomusicologia. É músico de jazz, compositor, produtor, etnomusicólogo e empreendedor social. Lançou seis álbuns, vencendo três SAMA (South African Music Awards): melhor produtor logo no primeiro álbum, melhor álbum de jazz contemporâneo e melhor capa de álbum para o segundo. O seu trabalho mais recente, lançado no Cape Town International Jazz Festival 2017, é uma colaboração com o saxofonista camaronês Manu Dibango intitulada “M&M - Moreira Chonguiça and Manu Dibango”. Chonguiça escreveu música para filmes e documentários e produziu para Simphiwe Dana e Afrikannitha, entre outros artistas africanos. Foi nomeado embaixador cultural pelo Ministério da Cultura e Turismo com a atribuição do selo “Orgulhosamente Moçambicano”. Foi-lhe conferido o estatuto de “superbrand” como individualidade de destaque por dois anos consecutivos, e, pela sua contribuição na música jazz, recebeu a distinção de ordem de mérito das mãos do Presidente da República de Portugal. Gere actualmente uma empresa de produção, a More Promotions, responsável pelo bem-sucedido Morejazz Series, actualmente Festival Internacional de Jazz de Maputo – Morejazz Series, cujos concertos são anuais e ocorrem entre Outubro e Novembro. É considerado uma das referências do jazz no continente e, nos últimos 12 anos, participou em quase todos os festivais de topo da região da África Austral, como o Cape Town International Jazz Festival (2007, 2012, 2017) e o Joy of Jazz (2009, 2016) para mencionar apenas alguns. Moreira Chonguiça não é apenas um artista consumado. Está fortemente envolvido na promoção da saúde e da educação. Ajudou a reabilitar uma escola, orienta workshops para as comunidades e há vários anos que está envolvido em acções de combate ao HIV/SIDA, particularmente com as Nações Unidas. Discografia: • • • • • • •

The Moreira Project: Vol 1 – The journey (2006) The Moreira Project: Vol 2 – Citizen of the world (2009) Khanimambo – Moreira Chonguiça pays tribute to mozambican legends – Vol 1 (2011) MP: Reloaded (2013) Sensasons (2014) Moreira Chonguiça – Live at Polana Serena Hotel (2015) M&M: Moreira Chonguiça and Manu Dibango (2017)

16 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Rubrica - Sons da Alma

Fotografia: Mariano Silva

17 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Entrevista realizada na Fatelli & Fatelli

Vestido por Fatelli & Fatelli

Rubrica - Sons da Alma

Sons da Alma

SOUNDS OF THE SOUL

MOREIRA CHONGUIÇA 18 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Sons da Alma

19 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Rubrica - Sons da Alma

Sons da Alma SOUNDS OF THE SOUL

MOREIRA CHONGUIÇA

M

oreira Chonguiça was born on 13 February 1977 in Matola, in the outskirts of Maputo. Chonguiça attended the National School of Music in Maputo, the only music school in the country, from an early age. Chonguiça graduated from the South African College of Music, with a BA in jazz performance, and a honors degree in ethnomusicology. He is a jazz musician, composer, producer, ethnomusicologist and social entrepreneur. He released six albums, winning three SAMA (South African Music Awards): best producer for his first album, best contemporary jazz album and best album cover for the second. His most recent work, released in Cape Town International Jazz Festival 2017, is a collaboration with Cameroonian saxophonist Manu Dibango entitled "M & M - Moreira Chonguiça and Manu Dibango." Chonguiça wrote music for films and documentaries and produced for Simphiwe Dana and Afrikannitha, among other African artists. He was appointed cultural ambassador by the Ministry of Culture and Tourism and awarded the label " Orgul-

hosamente Moçambicano" (Proudly Mozambican). He was awarded the status of "superbrand" as a prominent individual for two consecutive years, and the distinction of order of merit from the President of Portugal for his contribution to jazz music. He currently runs a production company, More Promotions, responsible for the successful Morejazz Series, currently the annual International Jazz Festival of Maputo – Morejazz Series, that takes place between October and November. Chonguiça is considered a reference of the jazz in the continent and, in the last 12 years, participated in almost all the top festivals in Southern Africa, including the Cape Town International Jazz Festival (2007, 2012, 2017) and Joy of Jazz (2009, 2016) to mention just a few. Moreira Chonguiça is more than an accomplished artist, he is heavily involved in the promotion of health and education. He has helped to rehabilitate a school, oversees workshops for communities and for several years has been involved in actions to combat HIV / AIDS, working with the United Nations.

Discography: • The Moreira Project: Vol 1 - The journey (2006) • The Moreira Project: Vol 2 - Citizen of the world (2009) • Khan mambo - Moreira Chonguiça pays tribute to Mozambican legends - Vol 1 (2011) • MP: Reloaded (2013) • Sensasons (2014) • Moreira Chonguiça - Live at Polana Serena Hotel (2015) • M & M: Moreira Chonguiça and Manu Dibango (2017) 20 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Fotografia: Mariano Silva

Entrevista realizada na Fatelli & Fatelli Vestido por Fatelli & Fatelli

Rubrica - Sons da Alma

21 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Sons da Alma

SOUNDS OF THE SOUL

MOREIRA CHONGUIÇA 22 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

Fotografia: Lupe Arce

Entrevista realizada na Fatelli & Fatelli

Vestido por Fatelli & Fatelli

Rubrica - Sons da Alma


Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Sons da Alma

23 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


You’re Invited VIP GRAND MAPUTO

24 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - You’re Invited

25 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Rubrica - You’re Invited

You’re Invited

VIP GRAND MAPUTO

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VIP Grand Hotel Maputo encontra-se convenientemente localizado numa das mais prestigiadas avenidas comerciais da cidade, a Av. 25 de Setembro, somen-

26 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

te a 15 minutos do Aeroporto Internacional de Mavalane. Aqui encontrará 198 quartos duplos modernos e 6 confortáveis suítes, totalmente


Fotografias: Mariano Silva

Rubrica - You’re Invited

equipadas com as mais recentes tecnologias para quem esteja em viagem de lazer ou negócios. Este hotel de 5 estrelas dispõe de um restaurante com serviço de qualidade e prestígio, dois bares, uma piscina externa e um lounge onde poderá desf rutar de momentos bastante agradá27 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

veis. Inclui também um centro de conferências e um business center, com Wi-Fi e estacionamento gratuitos. Os serviços premium oferecidos por este hotel proporcionam aos seus visitantes uma experiência deslumbrante.


Rubrica - You’re Invited

You’re Invited

VIP GRAND MAPUTO

T

he VIP Grand Hotel Maputo is conveniently located on one of the most prestigious commercial avenues in the city, 25 de Setembro Avenue, only 15 minutes from Maputo International Airport. Here you will find 198 modern double rooms and 6 comfortable suites, fully equipped with the latest technologies for those on a leisure or business trip.

This 5-star hotel features a restaurant with quality and prestigious service, two bars, an outdoor pool and a lounge where you can enjoy quite pleasant moments. It also includes a conference centre and a business centre with free Wi-Fi and free parking. The premium services offered by this hotel provide visitors with a stunning experience.

28 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4 Fotografia: Mariano Silva


Rubrica - You’re Invited

O Chef sugere INGREDIENTES: • • • • •

1 galinha 1 coco 3 dentes de alho 2 limões 1 colher de chá de pimenta • Sal q.b.

Galinha à zambeziana Tempere a galinha com sal, sumo de limão, alho e pimenta, e deixe ficar em repouso durante 1 hora. Rale o coco, misture com uma chávena de água morna e coe para extrair o leite. Grelhe a galinha em fogo lento, pincelando constantemente com o leite de coco. Sirva com salada e arroz branco ou batatas fritas. Mucapata, outro prato zambeziano, é também um óptimo acompanhamento.

Chef’s suggestion Zambezian chicken Season the chicken with salt, lemon juice, garlic and pepper, and let it rest for 1 hour. Grate the coconut, mix with a cup of warm water and strain to extract the milk. Grill chicken over low heat, brushing constantly with coconut milk. Serve with salad and white rice or fried potatoes. Mucapata, another Zambezian dish, is also a great side dish. 30 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

INGREDIENTS: • • • • • •

1 chicken 1 coconut 3 cloves of garlic 2 lemons 1 teaspoon pepper Pinch of salt


Rubrica - Arte Daqui

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A

r.

33 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


DESTAQUE - À conversa com

À conversa com

MINISTRO SILVA DUNDURO

O nosso país tem um enorme potencial turístico. Qual o real impacto do turismo na sua economia? O nosso país tem, efectivamente, um grande potencial. O turismo foi definido como a quarta área prioritária para a diversificação da nossa economia neste ciclo de governação. Em 2015 encontrámos o primeiro plano estratégico de turismo praticamente a expirar. Tivemos que pegar naquilo que eram os principais objectivos e passar para o segundo plano estratégico. Na altura, seriam 13 os destinos a serem promovidos. Nós reduzimos para cinco, sem de forma alguma excluir algum. Era mais uma questão de concentração. Associado a isso, surge o problema mundial de recessão económica, não sendo possível continuar-se com os índices anteriores quanto à contribuição referente aos cofres do estado. Em 2010, atingimos o pico, 5,6% do PIB; em 2011, começámos a descer; em 2012, 2,2%, e ficámos por aí até 2016, ano em que estes números começaram a subir e registámos 2,4%. Na verdade, estamos a trazer contribuições agora com mais rigor, tendo, no entanto, dificuldades em realizar estatísticas. Deixe-me referir que em 2016 contribuímos para os cofres do estado com 107,9 milhões de USD. É pouca coisa, mas foi algo significativo tendo em conta a conjuntura internacional e os conflitos que estavam a acontecer particularmente na zona centro do país. No ano passado, crescemos em 36,9%, não em relação ao PIB, mas no que diz respeito ao encaixe financeiro nos cofres do estado. É importante perceber que muitas vezes as análises do PIB no referente ao turismo parecem ser depreciativas em virtude de a sua contribuição ser de 2,3%, mas este valor não se conjuga com 2,3% no contexto global de contribuição de outras áreas. Temos a área da agricultura, das infra-estruturas, que são áreas económicas; nós somos uma área social. No ano passado subimos a nossa contribuição para 150 milhões de USD. Comparativamente ao ano anterior, crescemos expressivamente. Estes dados são publicados pelo Banco de Moçambique, representam uma contribuição real. Há, no entanto, uma grande dispersão no que diz respeito a dados. Muitos dos indicadores que temos não são precisos, mas temos consciência de que a nossa contribuição está muito acima daquilo que estamos a referir. Estamos a desenvolver uma conta satélite que nos permite, de forma isolada, medir o real contributo. Através deste mecanismo podemos constatar que contribuímos aproximadamente com 4,2% para o PIB nacional, o que acreditamos 34 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

estar muito próximo da realidade. Podemos aqui assegurar que o sector está de facto a crescer e temos expectativas de que irá ser uma das áreas importantes para equilibrar a nossa economia e as nossas contas nacionais. O turismo está a crescer em Moçambique, mas ainda há muito a fazer. Quais os desafios a serem vencidos? Estamos a trabalhar de forma a ultrapassar alguns desafios. Quando entrámos no nosso período de governação, em 2015, uma das grandes barreiras chamava-se vistos de fronteira. Vir a Moçambique era um problema. Aqueles que não tivessem uma representação moçambicana, teriam de se deslocar a uma cidade ou país próximos para o obter. Decidimos trabalhar nesse sentido e introduzir o visto de fronteira com a duração de 30 dias. Significa que o turista que vem a Moçambique pode ir à África do Sul, ao Kruguer Park, a Victoria Falls, e regressar. Juntamente com o Ministério do Interior, conseguimos abrir mais 44 postos fronteiriços, facilitando a entrada no nosso país. Dados recentes referentes ao primeiro trimestre deste ano revelam que houve um crescimento nas áreas do alojamento e restauração. Outra barreira que estamos a tentar superar diz respeito à conectividade aérea. Estamos a trabalhar de forma a obter mais companhias aéreas. O fim do conflito militar vai permitir mais facilidade de circulação das pessoas. O nosso calcanhar de Aquiles é, no entanto, a formação. Convidamos todos os intervenientes da área a colaborarem connosco, porque o maior promotor de turismo é o próprio turista. Outro grande desafio diz respeito à classificação dos hotéis. Queremos que os padrões correspondam aos de outros países e que um hotel de 5 estrelas em Moçambique tenha condições semelhantes às de outro com a mesma qualificação noutras partes do mundo. Neste ciclo de governação houve uma grande aproximação junto do sector privado. Criámos o fórum do turismo para debater os grandes problemas desta actividade no nosso país. Queremos perceber com eles como maximizar os investimentos feitos pelo sector privado e, desta forma, obter mais retorno. Estamos também com um projecto que iremos iniciar junto do fórum para requalificação dos espaços do nosso país. São vários os desafios. Acreditamos que estes constituem o foco para podermos ficar mais competitivos. Graças a estas medidas, subimos no ranking dos destinos turísticos para a 122ª posição. Quando chegámos estávamos no 138º lugar.


Fotografia: Mariano Silva

DESTAQUE - À conversa com

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DESTAQUE - À conversa com

Somos mais acessíveis do que os países vizinhos? Não éramos, mas, com as recentes medidas, acredito que estejamos mais próximos. Não nos podemos comparar com a África do Sul, pois são o maior ponto de chegada da África Austral devido à robustez que têm na aviação e nas vias de acesso, mas, como já havia referido, subimos no ranking global. Reduzimos o valor do visto, conseguimos equiparar-nos ao valor praticado na região. Penso que estamos num bom caminho, até porque temos mais opções a oferecer a quem nos visita do que muitos países à nossa volta. Temos 2 700 km de costa, com águas quentes todo o ano, reservas de uma beleza incrível e uma diversidade cultural que conjuga a Europa, a Ásia e o povo bantu. A oferta de hotéis tem vindo a crescer em dezenas de unidades por ano. É sustentável continuarmos a este ritmo? É preciso fazer-se um trabalho em conjunto com o sector privado com o intuito de perceber quais os segmentos do turismo onde deve haver uma maior aposta. Temos uma série de hotéis, resorts e residências. É necessário perceber o que procura quem nos visita e adequar a oferta, encontrar outros segmentos e ver que tipo de infra-estruturas podemos fazer. Existem zonas como, por exemplo, Nampula, em que podemos fazer construções de hotelaria e restauração focadas em determinados mercados, nomeadamente o asiático. Temos o aeroporto internacional de Nacala, que, a ser maximizado, pode ser um grande ponto de chegada para grandes grupos de turistas. Não somos nós, governo, quem decide onde devem ser construídos os hotéis. De acordo com os interesses e projectos dos investidores, poderá haver uma maior ou menor concentração de unidades hoteleiras. Imaginemos agora os projectos que estão a surgir em Cabo Delgado. Palma, por exemplo, poderá vir a ser uma grande referência para o turismo tendo em conta todos os investimentos que estão a ser lá realizados. Trazer eventos de magnitude internacional para Moçambique é uma estratégia inteligente para influenciar a vinda de turistas ao nosso país? Sim, entre os destinos que elegemos, decidimos que Maputo seria o de eventos e negócios. Queremos, no entanto, expandir e decidimos que a Ilha de Moçambique seria uma referência no que diz respeito ao turismo cultural, por ser considerada património da humanidade protegido pela UNESCO desde 1992 graças a toda a sua riqueza histórica. Temos também a Gorongosa, como local onde vai ocorrer o turismo de aventura e científico. Referimos tudo isto como locais para eventos culturais de investigação e de pesquisa. Temos património subaquático na 36 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

Ilha de Moçambique; na Gorongosa, pesquisa, história e conhecimento da ciência e investigação nos campos de botânica e outras ciências; Maputo como palco de grandes acontecimentos e negócios. Estamos a criar um bureau para grandes eventos, um grupo que vai participar em concursos com o propósito de trazer a Moçambique grandes eventos nas áreas científicas, política, económica. Os festivais estão a ser potenciados. Queremos aqui enaltecer o trabalho que tem sido desenvolvido pelos jovens promotores, mais focados na música e cultura actualmente, mas acredito que num futuro próximo também apostem nas áreas que referi. O que está a ser feito para levar as pessoas a conhecerem as províncias e para combater a sazonalidade? Ao nível das províncias, têm sido promovidos grandes eventos, sobretudo festivais. Antigamente eram muito isolados, mas hoje nascem uns atrás dos outros e existe uma grande competitividade. A única província que não tem um festival cultural e turístico é Sofala, mas tudo indica que também será introduzido este ano. Tem havido uma grande dinamização por parte dos municípios para que estes festivais sejam uma referência da região e combatam a sazonalidade. Um desafio que temos é como potenciá-los, como organizar e fazer com que possam gerar mais receitas e obtenham resultados mensuráveis para as comunidades. Às vezes não temos a dimensão daquilo que está a acontecer no país. Está a ser feito um grande trabalho referente à promoção do turismo doméstico. Queremos que os moçambicanos saibam aquilo que têm e não procurem alternativas nos países vizinhos. É possível viajar dentro do nosso país para locais bastantes interessantes, a preços relativamente económicos. Qual é a origem dos turistas que mais visitam Moçambique? Temos em média 1 milhão e duzentos mil turistas por ano. A África do Sul é o maior ponto emissor de visitas ao nosso país. A Ponta do Ouro, Ponta Malongane e Bilene são locais de turismo em massa para os sul-africanos. Temos bastantes visitantes do Zimbabué, da Suazilândia, do Malawi e outros países de África, que contribuem com aproximadamente 100.000 visitas por ano. Ao nível das Américas, os EUA ocupam o lugar mais elevado, contribuindo com aproximadamente 35.000 visitas por ano. Acreditamos que, com a plataforma que estamos a desenvolver para obtenção de vistos online, este número irá aumentar. No que diz respeito à Europa, Portugal, Inglaterra e Alemanha são os que vêm mais a Moçambique. Gostaríamos de chegar a novos mercados, como, por exemplo, a Rússia ou a China, visitantes que procuram um turismo de altos padrões.


Fotografia: Mariano Silva

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Fotografia: Mariano Silva

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Com a recente abertura do novo casino ou das estâncias de luxo no arquipélago de Bazaruto, nas Quirimbas e outras, começamos a ter uma oferta focada nestes segmentos. O nosso objectivo é chegar à média de 2 milhões de turistas nos próximos 3 ou 4 anos. É preciso elevar o standard. Existe algum caminho a percorrer para melhorar a oferta? Qual? Estamos a trabalhar na maximização, classificação, requalificação e formação de todo o sector. A expansão dos hotéis de luxo sem estas componentes pode não significar muito para o país, e estamos a debater todas estas questões. O sector privado tem que estar envolvido em todo o processo, pois é um ponto fundamental para o seu sucesso. Estamos a contribuir com incentivos fiscais para pessoas que possam trazer investimentos para as zonas de interesse turístico. Temos acções conjuntas com o INATUR, nosso braço direito para a promoção do país. A nível da SADC, seria bastante interessante a implementação de um visto semelhante ao Schengen para a região da África Austral, com o qual o turista pudesse circular facilmente e usufruir de um pacote único aqui na região. Mas, para que isto acontecesse, seria necessário existirem padrões semelhantes em toda a zona, portanto, algum equilíbrio em toda a oferta. Como estamos a apostar na formação para este sector? Temos alguns centros de formação espalhados por todo o país. Existe uma escola de hotelaria e turismo em Inhambane. O Ministério da Ciência e Tecnologia está a desenvolver acções para a criação de hotéis-escola para 3 regiões do país. Para nós, a preocupação não é somente a formação. Muitos dos operadores não procuram pessoas formadas, pois pagariam provavelmente mais pelos seus serviços, e acabam muitas vezes por recrutar jovens e dar-lhes um treinamento básico. Devido a este tipo de acções, acabamos por encontrar bastantes dificuldades e erros no processo de prestação de serviços desses mesmos jovens. Iremos criar um instrumento de obrigatoriedade e controlo de quem são as pessoas que trabalham nesse tipo de estabelecimentos. Aí a formação profissional baseada em conhecimento científico irá ter muito peso e a qualidade será garantida. Não queremos afirmar com isto que só serão admitidas pessoas com licenciaturas ou níveis médios. Queremos assegurar é que as pessoas tenham uma formação estandardizada de qualidade, e que façam actualizações ao longo do seu percurso, o que se aplica também às pessoas que já estão em exercício. Existirá um controlo para verificar se todas estas situações estão a ser cumpridas. 39 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

Estamos neste momento a enviar pessoas da área para o estrangeiro para receberem formação de formadores e depois multiplicarem aqui os seus conhecimentos por mais pessoas. Temos consciência que estas são as maiores apostas para obtermos a qualidade necessária. Já olhou para Moçambique como um turista? Qual a sua visão a partir dessa perspectiva? Eu sou suspeito para responder a essa pergunta. É como se estivesse a jogar e fosse árbitro ao mesmo tempo. Mas posso dizer que já viajei pelo país todo. Penso que me sentiria feliz e satisfeito tendo em conta a diversidade cultural que Moçambique tem, a sua beleza natural e toda a singularidade e diversidade de possibilidades que oferece. Viria cá, sem dúvida, muitas vezes. Em relação aos transportes e acessos, existe algum plano para melhorar e facilitar a circulação de turistas no nosso país? Estamos a trabalhar com o Ministério dos Transportes e Comunicações. Já foi feito algo em relação à aviação civil. Estamos a trazer mais companhias aéreas de forma a melhorar a circulação e tornar os preços mais competitivos. Estamos a desenvolver uma outra iniciava, que é o comboio turístico, envolvendo excursões pelo país para apresentar Moçambique a um público de diferentes idades. Queremos criar a cultura de as pessoas sentirem necessidade de viajar dentro do seu próprio país. Em muitos países, como a China, o Brasil ou até Portugal, o turismo doméstico é que mais contribui para a economia nacional. Os medidores quando se referem ao contributo da actividade para a economia de Moçambique não estão a contabilizar a componente interna. Se utilizassem estes dados iriam constatar que esta actividade tem um impacto muito maior, na realidade. Queremos saudar a iniciativa do Sr. João das Neves pelo projecto Tiende, que significa ‘Vamos’ e tem como objectivo movimentar o turismo dentro do próprio país, algo que é realmente fundamental. Quais são as metas para o futuro? Queremos estar presentes no mapa global do turismo e ser uma referência na região. Às vezes, dizemos que gostaríamos que Moçambique fosse o país mais exótico de África. Gostaríamos de receber mais visitantes e alcançar os 4 milhões de visitas em 2022 ou 2025. Quase como uma certeza, afirmo que Deus, quando começou a construir o mundo, começou por aqui. É que, de facto, temos tanta coisa bonita! Temos uma singularidade única, somos dos poucos povos africanos cuja convivência é pacífica, e quem chega aqui sente-se imediatamente em casa.


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TALKING WITH MINISTER OF CULTURE AND TOURISM, DR SILVA DUNDURO Our country has a great potential as a tourism destination. What is the real impact of tourism on the economy? Our country has, in fact, great potential. Tourism was defined as the fourth priority area for the diversification of our economy in this cycle of governance. In 2015, we found the first strategic tourism plan almost at its end. We had to take what were the main objectives and pass the second strategic plan. At the time, 13 destinations were being promoted, of which we have reduced to five, without neglecting the rest while refocusing on these. In addition, we were impacted by the global recession rendering it impossible to continue with the previous indices regarding the sector’s contribution to the state coffers. In 2010, we reached the peak, 5.6% of GDP; in 2011, it began to decline reaching 2.2% in 2012, were it remained until 2016, when these figures started to rise, and we registered 2.4%. In fact, we are now making more stringent contributions, but we have difficulties in producing statistics. Let me note that in 2016 we contributed 107,9 million USD to the state’s budget. It is not a high figure, but it was significant considering the international situation and the conflict particularly in the centre of the country. Last year, we grew 36.9%, not in relation to GDP, but in regard to the contribution to the state coffers. It is important to realize that often the analysis of GDP as regards tourism seems to be derogatory due to its 2.3% contribution, but this figure does not reflect 2.3% in the global context of contribution from other areas. Sector like agriculture, infrastructures, which are economic areas; we are a social area. Last year we raised our contribution to USD 150 million. Comparatively in the previous year, it grew significantly. This data was published by the Bank of Mozambique and represents the real contribution. There is, however, a great dispersion with regard to data. Many of the indicators that we have are not accurate, but we are aware that our contribution is far above what we are referring here. We are developing a satellite account that allows us, in isolation, to measure 40 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

the real contribution. Through this mechanism we can see that we contribute approximately 4, 2% to the national GDP, which we believe is very close to reality. Here we can ensure that the sector is indeed growing, and we expect that will be one of the important areas to balance our economy and our national accounts. Tourism is growing in Mozambique, but much remains to be done. What are the challenges to be overcome? We are working to overcome some challenges. When we entered our governance period in 2015, the greatest barrier was the border visas. Entering Mozambique was a problem. Those who did not have an embassy or consulate in the country would have to go to a neighbouring city/country to get a visa. We decided to work along these lines and introduce the 30-day border visa. It means that a tourist who comes to Mozambique can go to South Africa, to the Kruger Park, Victoria Falls and back. Together with the Ministry of the Interior, we managed to open 44 more border posts, making it easier to enter our country. Recent data for the first quarter of this year show that there has been growth in accommodation and catering. Another barrier we are trying to overcome concerns air connectivity. And we're working to get more airlines. The end of the military conflict will allow people to move more easily. Our Achilles heel is training. We invite all stakeholders in the area to collaborate with us, because the biggest tourist promoter is the tourist himself. Another major challenge concerns the classification of hotels. We want standards to correspond to those of other countries and that a 5-star hotel in Mozambique has conditions similar to another with the same qualification in another part of the world. In this governance cycle there was a great rapprochement with the private sector. We called the tourism forum to discuss the major problems of this sector in our country. We want to figure out with them how to maximize the investments made by the private sector and thus obtain more return. We are also working on a project that we will start with the forum


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for the requalification of spaces in our country. There are several challenges. We believe that these are crucial so that we can become more competitive. Due to these measures, we climbed in the ranking of tourist destinations to the 122nd position from 138th. Are we more accessible than the neighbouring countries? We were not, but with the recent measures, I believe that we are becoming more accessible. We cannot compare with South Africa, they are the main point of arrival of Southern Africa due to their strong aviation and road access, but as already stated, we went up in the global ranking. We reduce the visa cost, so it is compatible with prices practiced in the region. I think we are on a good track, as we have more tourism options to offer to those who visit us than many of our neighbours. We boat 2 700 km long coastline with warm water all year around, natural reserves of incredible beauty and cultural diversity that combines Europe, Asia and the Bantu people. The hotel offer has been growing in dozens of units per year. Is it sustainable to continue at this rate?

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We need to work together with the private sector to understand which segments of tourism require greater investment. We have many hotels, resorts and residences. We must understand what our visitors are looking for and tailor our offer accordingly, find other segments and see what kind of infra - structures is required. There are areas such as, Nampula, where we can market hotels and restaurants to niche markets, particularly Asia. The international airport of Nacala, which is to be maximized, can be a major point of arrival for large groups of tourists. It is not us, the government who decides where hotels must be built. Depending on the interests of investors and projects, there may be greater or smaller concentration of hotels. Let us now imagine the projects that are emerging in Cabo Delgado. Palma, for example, could turn out to be a great reference for tourism considering all the investments that is being made there. Is bringing events of international magnitude to Mozambique a smart strategy to influence the arrival of tourists to our country? Yes, among the destinations we chose, we decided that Maputo would be the one for events and business. However, we intend to expand and


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decided that the Island of Mozambique would be a reference in regard to cultural tourism, as it is considered a humanity heritage site protected by UNESCO since 1992 thanks to its historic wealth. We also have Gorongosa, as an adventure and scientific tourism destination. We refer to these as locations for cultural, research and scientific research events. We have underwater patrimony on the Island of Mozambique; in Gorongosa, research, history and knowledge of science and research in the fields d and botany and other sciences; Maputo as a stage of great events and business. We are setting up a bureau for large events, a group that will participate in competitions with the purpose of bringing to Mozambique major events in the scientific, political and economic areas. The festivals are being boosted. We want to praise the work that has been developed by the young promoters, more focused on the music and culture today, but I believe in the near future they will also bet in the areas referred to before. What is being done to get people to know the provinces and to combat seasonality? At the provincial level, major events, especially festivals, have been promoted. Formerly they were very isolated, but today they are take place one after the other and there is a great competitiveness. The only province that does not have a cultural and tourist festival is Sofala, but everything indicates that it will also be intro42 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

duced this year. There has been a great dynamism on the part of the municipalities so that these festivals are a reference of the region and combat seasonality. One challenge we have is how to empower them, how to organize, and how to generate more revenue and measurable results for communities. Sometimes we do not have the dimension of what is happening in the country. Great work is being done to promote domestic tourism. We want Mozambicans to know what they have instead of looking for alternatives tourism destinations in neighbouring countries. It is possible to travel within our country to quite interesting places, at relatively cheap prices. What is the origin of the tourists who visit Mozambique? We have an average of 1.5 million tourists a year. South Africa is the largest point of origin visit to our country. Ponta do Ouro, Ponta Malongane and Bilene are mass tourism sites for South Africans visitors. We have quite a few visitors from Zimbabwe, Swaziland, Malawi and other African countries, contributing approximately to 100,000 visitors per year. Regarding the Americas, the USA occupies the highest place, contributing approximately 35,000 visitors per year. We believe that with the platform that we are developing to obtain visas online, this number will increase. As far as Europe is concerned, most visitors come from Portugal, England and Ger-


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many. We would like to reach new markets, such as, Russia or China, visitors looking for a high standard tourism. With the recent opening of the new casino or luxury resorts in the Bazaruto Archipelago, in the Quirimbas and others, we began to have an offer focused on these segments. Our goal is to reach an average of 2 million tourists in the next 3 or 4 years. It is necessary to raise the standard. Is there any way to go to improve supply? We are working on the maximization, classification, re-qualification and training of the whole sector. The expansion of luxury hotels without these components may not mean much to the country, and we are debating all these issues. The private sector must be involved in the whole process as it is a key to its success. We are contributing tax incentives to people who can bring investments to areas of touristic interest. We have joint actions with INATUR, our right arm for the promotion of the country. At SADC level, it would be very interesting to implement a Schengen-like visa for the Southern African region with which the tourist could circulate easily and enjoy a unique package. For that to happen, there needs to be similar standards across the area, therefore, some balance in every supply. How are we investing on training for this sector? We have some training centres spread all over the country. There is a hotel and tourism school in Inhambane. The Ministry of Science and Technology is developing actions for the creation of hotel-schools for 3 regions of the country. For us, the concern is not just training. Many of the operators do not seek educated people probably because they would have to pay more for their services, and often end up recruiting young people and giving them a basic training. Hence, we end up having difficulties and mistakes in the service delivery of these same young people. We will create a compulsive instrument and control over who works in this type of establishments. Vocational training based on scientific knowledge will be very important and quality will be guaranteed. We do not want to say that only people with degrees or technical certificates will be admitted. We must ensure that people have standardized quality training and that this is updated along their professional trajectory, which applies also to people who are already working. There will be a protocol in place to assure standards are being met. We are currently sending people from the sector abroad to receive training for trainers and 43 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

so they can spread their knowledge here training more people. We are aware that these are the biggest investments necessary to get the necessary quality. Have you looked at Mozambique as a tourist? What is your view f rom this perspective? I am may be biased in my answer. It is like being a player and referee at the same time. But I can say that I've traveled all over the country. I think I would feel happy and satisfied as a tourist considering the cultural diversity that Mozambique has, its natural beauty and all the uniqueness and diversity of possibilities it offers. I would come here, no doubt, many times. In relation to transport and access, do you have a plan to improve and facilitate the circulation of tourists in our country? We are working with the Ministry Transport and Communications. Steps have been taken in relation to civil aviation. We are bringing more airlines to improve circulation and make prices more competitive. We are developing another initiative, which is the tourist train, including tours throughout the country to introduce Mozambique an audience of different ages. We want to create the culture that people feel the need to travel within their own country. In many countries, such as China, Brazil or even Portugal, domestic tourism was the greatest contributor to the national economy. When referring to the contribution of the sector to the Mozambican economy the indicators do not take the domestic component into account. If these indicators were considered, the data would show that in fact this activity has a much greater impact. We wish to welcome the initiative of Mr. João das Neves for the project Tiende, which means 'Vamos' (going) and aims to promote tourism within the country, something that is fundamental. What are the goals for the future? We want to be present on the global tourism map and be a reference in the region. Sometimes we say that we would like Mozambique to be the most exotic country in Africa. We would like to receive more visitors and reach 4 million visits by 2022 or 2025. I can affirm with certainty that when God began to build the world, he began here. We have so many beautiful things. We have a unique singularity, we are of the few Af rican peoples whose coexistence is peaceful, and whoever arrives here feels immediately at home.


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Entrevista realizada no Polana Serena Hotel

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A

praia de Santa Maria é um excelente destino para umas férias em família, assegurando uma fuga idílica da vida real para areias brancas praticamente inexploradas. Este pedaço de terra selvagem que se projecta no Oceano Índico f ica situado no lado oriental da Baía de Maputo, no canal de Santa Maria, um acidente geográf ico com 500 metros de lar46 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

gura que separa a península de Machangulo da ilha da Inhaca. Aqui poderá praticar mergulho e explorar as profundezas dos maravilhosos recifes de coral, deliciar-se com pesca de classe mundial, ou, em alternativa, aventurar-se nas belas florestas af ricanas intocadas e contemplar a sua biodiversidade, nomeadamente dedicando-se ao avistamento de aves.


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Fotografias: Rui Lousã

Rubrica - Areias de Sonho


Rubrica - Areias de Sonho

DREAM SANDS

SANTA MARIA BEACH

T

he Santa Maria Beach is a great destination for a family holiday, ensuring an idyllic escape f rom real life to practically unexplored white sands.

Here you can dive and explore the depths of the wonderful coral reefs, delight in world class f ishing, or alternatively venture in beautiful unspoiled Af rican forests and contemplate its biodiversity, especially bird watching.

Fotografias: Rui Lousã

This piece of wild land in the Indian Ocean is located on the eastern side of Maputo Bay, on the Santa Maria channel, a 500-meter-wide geographic accident that

separates the Machangulo peninsula f rom the Inhaca Island.

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Fotografias: Rui Lousã

Rubrica - Areias de Sonho

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Rubrica - Arte Daqui

Arte Daqui

REINATA SADIMBA

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Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Arte Daqui

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Rubrica - Arte Daqui

Fotografia: Mariano Silva

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Rubrica - Arte Daqui

Arte Daqui

REINATA SADIMBA

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einata Sadimba é uma ceramista moçambicana originária do planalto de Mueda, em Cabo Delgado, província do norte de Moçambique. Começou a fazer as suas peças ainda muito nova, com a mãe. Panelas de barro e outros utensílios como forma de sustento da família. A Tanzânia, onde residiu um longo período nos difíceis anos da guerra no país natal, acabaria por traçar o seu destino como ceramista. Maxi, um senhor que conheceu e se tornou seu amigo, levou-a para lá, onde iniciou a vertente artística do seu trabalho. Deixou as formas sóbrias dos utensílios domésticos e enveredou por esculpir mulheres, moldando-as no estilo muito característico pelo qual as suas peças são conhecidas. Na condição de artista ceramista, os seus trabalhos vieram pela primeira vez a público em Mombaça, onde realizou as primeiras exposições individuais. Mais tarde, surgiu a oportunidade de se mudar para Maputo. Os primeiros tempos de Reinata na capital moçambicana foram

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vividos de forma muito precária, não tendo sequer onde viver. Apercebendo-se das condições menos dignas em que ela se encontrava, Joaquim Chissano, então Presidente da República, providenciou para que lhe fosse entregue uma casa, onde ainda hoje reside, facto pelo qual se sente profundamente agradecida. Paralelamente, foi-lhe disponibilizado um pequeno espaço no Museu de História Natural, onde mantém o seu estúdio até aos dias de hoje. Reinata sempre trabalhou o barro. Nunca colocou a hipótese de se expressar de qualquer outra forma, porque, ressalta, foi este o ofício que aprendeu com sua mãe. Quando chegou a Maputo constatou que os colegas artistas que se dedicavam à pintura e outras artes plásticas eram muitos e muito bons, facto que lhe deu ainda mais força para continuar a processar o barro com as suas mãos, pois seria este o veículo que a podia diferenciar dos demais no meio artístico.


Rubrica - Arte Daqui

A matéria-prima de Reinata, o barro, proveniente de Boane, ganha formas únicas através das suas mãos. O processo criativo não segue uma linha criteriosa de procedimentos. É f requente fazer várias peças em simultâneo, pois à medida que as ideias surgem inicia uma nova, para que a inspiração não se desvaneça. O estado de espírito molda-lhe a inspiração. Os dias maus são sinónimos de dias perdidos, enquanto os bons trazem-lhe obras bem conseguidas e inspiradas, das quais muito se orgulha. Algumas possuem as tatuagens que lhe enfeitam o rosto. Na cultura do seu povo, a etnia maconde, quem não as tivesse não casaria. Diz serem hoje o que melhor a distingue como artista e que a representa, pois tenta pôr as linhas e padrões do seu rosto nas es-

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culturas que elabora. São sobretudo de mulheres as que mais gosta de moldar, relegando a representação do homem para segundo plano, em parte devido ao seu infortúnio na vida amorosa. Gostaria de ver concretizado o sonho de, antes de deixar de moldar o barro, poder transmitir os seus ensinamentos a jovens ceramistas numa escola dedicada à sua arte. Reinata é, sem dúvida, a ceramista de maior renome em Moçambique. A sua carreira é repleta de sucessos, e as suas obras estão espalhadas pelo mundo, um pouco por toda a parte. O talento e a fama permitiram-lhe visitar um vasto leque de países e apresentar-se em várias exposições individuais e inúmeras colectivas.


Fotografia: Mariano Silva

Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Arte Daqui

Arte Daqui

REINATA SADIMBA

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Rubrica - Arte Daqui

Arte Daqui

ART FROM HERE

REINATA SADIMBA

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einata Sadimba is a Mozambican potter from the Mueda plateau in Cabo Delgado, northern Mozambique. She began to make her pieces while still very young, with her mother. Clay pots and other utensils to support the family. Reinata’s destiny as a potter can be traced back to Tanzania where she lived for a long period of time during the long years of civil war in her home country. Maxi, a man she met and

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became her friend, took her there, where she began the artistic side of her work. Leaving behind the elegant design of the household utensils and began sculping women, moulding them in a style that has become her work signature for which she is known. As a ceramist artist, her works first came to public in Mombasa, where she held her first solo exhibitions. Later, the opportunity arose to move to Maputo.


Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Arte Daqui

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Fotografia: Mariano Silva

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Rubrica - Arte Daqui

good, which gave her greater motivation to continue to work on clay with her hands, as this would be the vehicle that could differentiate her from the others in the artistic world. Reinata’s raw material, the clay, comes from Boane, gains unique forms in her hands. The creative process does not follow a judicious line of procedure. She frequently makes several pieces simultaneously as the ideas arise a new sculpture begins, so that the inspiration does not fade. The state of mind shapes inspiration. The bad days are synonymous to lost days, while the good ones bring about well-conceived and inspired works of art, of which she is very proud. Some have tattoos that adorn their faces. In the culture of her people, the Maconde, women who did not have

Fotografia: Mariano Silva

At first when Reinata moved to the Mozambican capital she lived very precariously, not even having a place to live. Realizing the less dignified conditions in which she found herself, Joaquim Chissano, then President of the Republic, arranged for a house to be given to her, where she still lives today, for which she is deeply grateful. At the same time, she was given a small space at the Museum of Natural History, where her studio is still located to this day. Reinata has always worked on clay. She never considered the possibility of expressing herself through any other medium, as she points out, this was the skill she learned from her mother. Once in Maputo she found that fellow artists who dedicated themselves to painting and other fine arts were many and very

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these distinctive markings would not marry. Today the Maconde tattoos best distinguishes and represents her, the reason why her sculptures support the same lines and patterns on the faces she sculpts. Reinata prefers to sculpt female figures relegating the representation of man to the background, partly due to her misfortune in love. She dreams of transmitting his teachings to young potters in a school specialized in her art before retiring from her art form. Reinata is undoubtedly the most renowned ceramist in Mozambique. Her career is full of successes, and he works are scattered around the world. Talent and fame allowed her to visit a wide range of countries and be presented in several solo exhibitions and numerous collective ones.


Rubrica - Paladares à solta

PALADARES À SOLTA

BELL PIATTO

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restaurante Bel Piatto é sinónimo de qualidade nos seus produtos, atendimento, ambiente e instalações, uma referência na cidade de Maputo. Trata-se de um espaço agradável, onde a cozinha italiana é a contemplada e que pos-

60 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

sui uma grande variedade de vinhos para acompanhar as massas, carne ou peixe. Localizado numa das principais avenidas da cidade, a Julius Nyerere, é muito utilizado para reuniões de negócios, jantares de grupo ou convívios familiares onde pessoas de


Rubrica - Paladares à solta

Fotografia: Mariano Silva

Fotografia: Mariano Silva

todas as idades se sentem confortáveis e divertidas. Este espaço amplo, moderno, versátil e com bonitos recantos prima por uma decoração simples e original, que se revela numa atmosfera bastante acolhedora, ocasionalmente com música ao vivo. Venha conhecer. Sente-se, relaxe e desf rute!

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"O restaurante reproduz o típico ambiente de uma tasca com óptima comida caseira"


Rubrica - Paladares à solta

PALADARES À SOLTA

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family gatherings where people of all ages feel comfortable and have fun. This spacious, modern, versatile space with beautiful nooks and crannies exudes a simple and original decoration, which reveals itself in a very welcoming atmosphere, occasionally hosting live music. Come visit us, sit back, relax and enjoy!

Fotografia: Mariano Silva

he restaurant Bell Piatto is synonymous with quality in its products, service, ambiance and facilities, a reference in the city of Maputo. It is a pleasant space that contemplates Italian cuisine with a wide variety of wines to accompany the pasta, meat or f ish. Located on one of the main avenues of the city, Julius Nyerere , is widely used for business meetings, group dinners or

Fotografia: Mariano Silva

BEL PIATTO

PALATES ON THE LOOSE

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Rubrica - Paladares à solta

63 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Entrevista realizada no Botanica Lounge

Rubrica - Nos Bastidores do AZGO

64 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Nos Bastidores do AZGO

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Rubrica - Nos Bastidores do AZGO

NOS BASTIDORES DO AZGO Paulo Chibanga

O que mudou desde a vossa primeira edição até aos dias de hoje? Muita coisa mudou. Em 2011 começámos com um formato bastante simples, num espaço chamado Mafalala Libre, com capacidade somente para 200 pessoas. Fizemos as apresentações durante um mês, todas as quintas, sextas e sábados. Na altura o objectivo era a colaboração de artistas e intercâmbio cultural. Na segunda edição mantivemos esta base, mas já ocupámos vários locais na cidade. O formato de festival, no seu verdadeiro sentido, aparece a partir da terceira edição, que já contou com 2 dias e foi no Matchiki Tchiki, onde permanecemos por 2 anos. Nessa altura já tínhamos diversas áreas, tais como feiras de gastronomia, artesanato, workshops e o festival escolar denominado Azgozito, com o objectivo de incutir a cultura nos mais novos. A partir da quinta edição, no âmbito de uma parceria com a Universidade Eduardo Mondlane para formação, e com o propósito de aproximar o festival ainda mais dos estudantes, mudámos para o campus universitário, onde continuamos até aos dias de hoje. Penso que a principal mudança é a forma bastante positiva com que o nosso evento tem vindo a ser acolhido, tornando-se parte da agenda dos maputenses e habitantes de arredores, assim como dos países vizinhos e outros fora do continente que visitam a cidade nesta altura. É claro que a nossa marca cresceu em oferta e qualidade, conquistando a confiança dos nossos parceiros e do público em geral. Este ano o Azgo teve a abertura oficial da oitava edição, inaugurada pela governadora da cidade, Sua Excelência a senhora Yolanda Cintura, o que vem reforçar a consolidação do Azgo. Qual é o perfil do público deste festival? O nosso público é pensante e crítico, por isso faz todo o sentido realizar o Azgo na universidade, 66 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

onde podemos estimular ainda mais a massa estudantil e formadores de pensamento. O nosso público tem gostos próprios de música, arte, dança, gastronomia e artesanato. Posso afirmar que temos o evento mais multicultural e diversificado de Moçambique, uma verdadeira miscelânea de etnias, cores e idades. Existe também um número considerável de turistas a vir para o Azgo que simultaneamente acaba por visitar a cidade de Maputo. Na última edição contámos com 500 turistas provenientes da África do Sul, Swazilândia, Austrália, Portugal e até do Japão. Quantos espectadores tiveram na última edição? Este ano tivemos mais de 6 000 visitantes nos diversos eventos do Azgo, durante os 4 dias de festival. Sentes a área dos festivais de música em Moçambique como uma indústria madura actualmente? Eu penso que a indústria começa a amadurecer com os festivais anuais regulares que têm feito parte do calendário de eventos da cidade de Maputo, começando a demostrar mais robustez e qualidade semelhante à de alguns eventos internacionais. Já temos em Moçambique condições para produção, tanto a nível de equipamento como de técnicos, para responder a um público exigente. O que falta no momento é um pouco mais de confiança por parte das marcas e instituições no que diz respeito a financiamentos, e recursos humanos para produção e administração cultural, entre outros. O que pensas que é preciso ser feito? Eu penso que o Ministério da Cultura e Turismo, o Município de Maputo, instituições de ensino e parceiros têm um papel importante no que respeita ao melhoramento do ambiente de negócios para as indústrias criativas. Deveriam ser criados mais incentivos e ser promovidas maiores oportunidades para este sector. O festival Azgo tem um impacto bastante positivo na economia moçambicana, criando directa ou indirectamente oportunidade de trabalho para mais de 400 moçambicanos. Quais são os critérios na escolha dos artistas participantes? A nossa equipa de programação definiu que deveríamos ter no festival uma quota de 60%

Entrevista realizada no Botanica Lounge

Podes contar-nos como surgiu a ideia de criar o festival AZGO? O festival Azgo nasce em 2011, da necessidade de se criar um evento com um programa diversificado de música de qualidade, cinema e dança para a cidade de Maputo. Tornou-se uma celebração contemporânea de artes e cultura, com forte enfoque em artistas de Moçambique, de todo o continente africano e do mundo. Uma plataforma onde os artistas emergentes e aclamados podem colaborar e conhecer novos públicos.


Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Nos Bastidores do AZGO

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Rubrica - Nos Bastidores do AZGO

de artistas locais e 40% de internacionais. Temos, no entanto, a preocupação de criar um evento eclético com músicas do mundo. Os critérios de seleção dos artistas passam pela excelente capacidade de execução e de proporcionar um bom show à audiência. Os artistas devem ter produtos consolidados e estar estabelecidos no mercado para que a sua presença seja justificada. Temos, contudo, uma quota também para apresentação de novas tendências. Que iniciativas a marca AZGO acolhe para além da música? Acolhemos várias iniciativas para além do festival propriamente dito. Reconhecemos a importância de envolver as crianças nas artes desde a mais tenra idade. Temos um festival escolar chamado “Azgozito”, com uma zona dedicada especialmente às crianças, que visa inspirar os jovens e as suas mentes criativas. Envolvemos músicos estrangeiros que actuam no festival e alguns artistas de Moçambique. Nesta edição, Yola Semedo, Hot Blaze, Roberto Chitsondzo e Yolanda, da Banda Kakana, participaram em workshops com crianças em algumas escolas primárias.

O Azgo Art and Design Bazar é uma exposição que se realiza dentro da área onde decorre o festival, visando dar oportunidade a todos os artistas e criadores de todo o país. É um espaço onde o melhor da arte contemporâ-

Fotografia: Mariano Silva

Desenvolvemos também um programa de diálogos e workshops centrado na gestão

artística e cultural, o Azgo Dialogar. Esta iniciativa realiza-se no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) e na Universidade Eduardo Mondlane (UEM). Consiste numa série de workshops com artistas, gestores e produtores de eventos internacionais e nacionais. Estes workshops são uma plataforma para desenvolvimento artístico e cultural, intercâmbio de música entre artistas locais e internacionais e promoção não só do património cultural e artístico moçambicano, mas também de oportunidades de profissionalização da indústria da música em Moçambique. Temos tido convidados de luxo, como o José da Silva, presidente da Sony West Africa e fundador da Lusafrica discográfica, que descobriu a Cesária Évora e, localmente, uma das maiores bandas locais, os Kappa Dech. Tivemos também oradores como Ben Oldfield, Vice-presidente da The Orchard, uma das maiores distribuidoras de conteúdos digitais a nível mundial, e Sven Kuhn, Embaixador da União Europeia em Maputo, entre muitos outros, com a intenção de discutir a monetização das indústrias culturais.

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Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Nos Bastidores do AZGO

nea moçambicana é exposto. Com curadoria do Azgo, tem o objectivo de aprimorar a criatividade com materiais como madeira, têxteis, cerâmica, missangas, palha, ferro, entre outros. Muito mais do que somente um espaço, este bazar é uma nova maneira de ver a arte e o design moçambicano. O Festival Azgo faz parte da Af rican Music Festival Network (AMFN). É também membro fundador do Circuito de Festivais de Música da África Austral (Igoda), que engloba o Bassline Fest (Áf rica do Sul), o Bushfire Festival (Swazilândia), o Zakifo (Áf rica do Sul) e o Sakifo (Ilha da Reunião), o que viabiliza a participação de artistas moçambicanos em festivais internacionais. Este ano fizeram parte do circuito IGODA as bandas moçambicanas Kappa Dech, Timbila Muzimba, participando do Festival Bushfire na Swazilândia, e Ghorwane. De fora, recebemos no Azgo os seguintes artistas: Flávia Coelho, do Brasil; Natalie Natiembe, da Ilha da Reunião; Sipho Hotsix Mabuse, D j Lag da Af rica, Manu Sija, da Argentina, e a cabo-verdiana Elida Almeida, que participou de todo o roteiro, que terminou na Ilha da Reunião no Festival Sakifo. O que podemos esperar para as futuras edições? A consolidação completa do Azgo como o 69 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

melhor festival de artes e cultura em Moçambique. BIOGRAFIA Paulo Chibanga é um jovem empreendedor moçambicano, f ilho de Mário Paulo, o primeiro engenheiro negro a trabalhar na Hidroeléctrica de Cahora Bassa, e Violante Magaia. É sobrinho de Ricardo Chibanga, o primeiro toureiro negro do mundo, que inspirou Picasso. Frequentou escolas de Maputo e a St. Martins School de Johannesburg, onde terminou o ensino secundário. Em seguida, iniciou a sua formação em arquitectura na Wits Teknikon, onde fundou uma das bandas mais icónicas do seu tempo, os 340ml, e, mais tarde, os Tumi and the Volume. No seu primeiro álbum, Moving, os 340ml arrecadaram 2 prémios, o “Best alternative”, no SAMAS (South Af rican Music Awards) e o “Best reggae”, no Mozambique Music Awards. Após vários tours internacionais, cansado de estar fora do seu país de origem, decide, em 2010, voltar para casa e contribuir com os conhecimentos que foi obtendo. Em 2011 lança o Festival Azgo através da sua empresa Khuzula (editora e distribuidora digital de conteúdos). Adicionalmente, lidera a Enserve, uma empresa ligada a engenharia e manutenção industrial.


Entrevista realizada no Botanica Lounge

Rubrica - Nos Bastidores do AZGO

AZGO BEHIND THE SCENES Paulo Chibanga

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Rubrica - Nos Bastidores do AZGO

What has changed since your first edition to the present day? Much has changed. In 2011, we started with a very simple format, in a space called Mafalala Libre, with capacity for only 200 people. We did the presentations for a month, every Thursday, Friday, and Saturday. At the time the goal was the collaboration of artists and cultural exchange. In the second edition we kept this base, but we had already occupied several places in the city. The festival format, in its true sense, appears from the third edition, a 2-day event held in the Matchiki Tchiki, where we stayed for 2 years. At that time, we already had several areas, such as gastronomy fairs, handicrafts, workshops and the school festival called Azgozito (little AZGO), with the aim of instilling the importance of culture in the youngest. From the fifth edition, in a partnership with Eduardo Mondlane University for training, and with the purpose of bringing the festival closer to the students, we moved to the university campus, where we continue to the present day. I think that the main change was the very positive way in which our event has been welcomed, becoming part of the agenda of the Maputo residents and inhabitants of the surrounding areas, as well as the neighbouring countries and others outside the continent that visit the city at this time. Of course, our brand has grown in supply and quality, winning the trust of our partners and the public. This year Azgo celebrated its eighth edition and was inaugurated by the governor of the city, Her Excellency Mrs. Yolanda Cintura, which reinforces the consolidation of the Azgo.

71 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA Š ™ Ed. 4

What is the public profile of this festival? Our audience is thoughtful and critical, so it makes sense to do the Azgo at the university, where we can further stimulate the student masses and thought leaders. Our audience has its own tastes of music, art, dance, gastronomy and handicrafts. I can say that we have the most multicultural and diversified event in Mozambique, a true mix of ethnicities, colours and ages. There is also a considerable number of tourists coming to the Azgo that simultaneously end up visiting the city. In the last edition we counted on 500 tourists coming from South Africa, Swaziland, Australia, Portugal and even Japan. How many viewers did you have in the last edition? This year we had more than 6 000 visitors at various Azgo events during the 4-day festival. Do you feel the area of music festivals in Mozambique as a mature industry these days? I think the industry begins to mature with the regular annual festivals that have been part of Maputo's event calendar, starting to show more robustness and quality similar to some international events. We already have conditions in Mozambique for production, both equipment and technical, to respond to a demanding public. What is missing now is a little more confidence on the part of brands and institutions with regard to funding and human resources for cultural production and administration, among others. What do you think needs to be done? I think the Ministry of Culture and Tourism, the Municipality of Maputo, educational institutions and partners have an important role in regards to improving the business environment for the creative industries. There should be more incentives and greater opportunities should be promoted for this sector. The Azgo festival has a very positive impact on the Mozambican economy, creating direct or indirect job opportunities for more than 400 Mozambicans.

Fotografia: Mariano Silva

Can you tell us how the idea of creating the AZGO festival came about? The Azgo festival was born in 2011, from the need to create an event with a diverse program of quality music, film and dance in Maputo. It has become a contemporary celebration of arts and culture, with a strong focus on Mozambican artists, and from all over Africa and the world. A platform where emerging artists and acclaimed ones can collaborate and meet new audiences.


Rubrica - Nos Bastidores do AZGO

What initiatives does the AZGO brand welcome beyond music? We welcome various initiatives beyond the festival itself. We recognize the importance of involving children in the arts from an early age. We have a school festival called "Azgozito”, with an area dedicated especially to children, which aims to inspire young people and their creative minds. We include foreign musicians on the festival and some artists from Mozambique. In this edition, Yola Semedo, Hot Blaze, Roberto Chitsondzo and Yolanda, Band Kakana participated in workshops with children in some primary schools. We have also developed a program of dialogues and workshops focusing on artistic and cultural management, Azgo Dialogar. This initiative is held at the Franco-Mozambican Cultural Center (CCFM) and Eduardo Mondlane University (UEM). It consists of a series of workshops with artists, managers and producers of international and national events. These workshops are a platform for artistic and cultural development, exchange of music between local and international artists and promotion not only of Mozambican cultural and artistic heritage, but also of professional opportunities in the music industry in Mozambique. We had exclusive guests such as José da Silva, president of Sony West Africa and founder of record Lusafrica who discovered Cesaria Evora and, locally one of the biggest local bands, Kappa Dech. We also had speakers like Ben Oldfield, Vice President of The Orchard, one of the largest distributor s of digital content worldwide, and Sven Kuhn, Ambassador the European Union in Maputo, among many others, with the intention of discussing the monetization of cultural industries. The Azgo Art and Design Bazar is an exhibition that takes place at the festival, aiming to give opportunity 72 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

to all artists and creators from all over the country to showcase their work. It is a place where the best of Mozambican contemporary art is exhibited. Curated by Azgo it aims to improve creativity with materials such as wood, textiles, ceramics, beads, straw, iron, among others. Much more than just a space, this bazaar is a new way of seeing Mozambican art and design. The Azgo Festival is part of the African Music Festival Network (AMFN). He is also a founding member of the Circuit Festivals Southern African Music (Igoda), which includes the Bassline Fest (South Africa), the Bushfire Festival (Swaziland), the Zakifo (South Africa) and Sakifo (Reunion Island), which enables the participation of Mozambican artists in international festivals. This year IGODA circuit bands included Mozambican bands like Kappa Dech, Timbila Muzimba, who participated in Bushfire Festival in Swaziland, and Ghorwane. Azgo welcomed the following foreign artists: Flavia Coelho, Brazil; Natalie Natiembe, Runion Island; Sipho Mabuse Hotsix, Dj Lag Africa, Manu Sija, Argentina, and Elida Almeida, Cape Verde; who participated in the whole tour, which ended in Reunion Island Sakifo Festival. What can we expect for future editions? The complete consolidation of Azgo as the best festival of arts and culture in Mozambique. BIOGRAPHY Paulo Chibanga is a young Mozambican entrepreneur son of Mario Paulo, the first black engineer working on Hydroelectric Cahora Bassa, and Violante Magaia. The nephew of Ricardo Chibanga, the world's first black bullfighter, which inspired Picasso. Chibanga attended schools in Maputo and St. Martins School in Johannesburg, where he finished high school. He then began his architectural training at Wits Technikon, where he founded one of the most iconic bands of their time, 340ml, and, later, Tumi and the Volume. In its first album, Moving, the 340ml scooped two awards, the "Best alternative" at the SAMAS (South African Music Awards) and "Best reggae" at the Mozambique Music Awards. After several international tours, tired of being out of his home country, in 2010, he returns home and gives back by spreading the knowledge he obtained abroad. In 2011, Chibanga launched Azgo Festival through his company Khuzula (publisher and digital content distributer). Additionally, he leads Enserve, a company engaged in engineering and industrial maintenance.

Entrevista realizada no Botanica Lounge

What are the criteria in choosing the participating artists? Our programming team has defined that we should have at the festival a share of 60% of local artists and 40% of international artists. However, our main concern of creating an eclectic event with world music. The selection criteria of the artists include the excellent execution capacity and provide a good show to the audience. Artists must have consolidated products and be established in the market so that their presence is justified. Having said that we also have a quota for presenting new trends.


Fotografia: Mariano Silva


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Rubrica - Fresh Air

FRESH AIR

A FORTALEZA DE MAPUTO 76 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Fresh Air

77 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Rubrica - Fresh Air

FRESH AIR Fortaleza de Maputo, localizada junto ao Porto de Pesca, na Praça 25 de Junho, é um dos principais monumentos históricos da

De planta quadrangular, possui apenas um portão de acesso que se abre para um pátio central. Nele se podem ver painéis que representam as ofensivas coloniais contra o império de Gaza e a prisão de Ngungunhane, o imperador, bem como duas estátuas, de Mouzinho de Albuquerque e António Enes, seus grandes oponentes; ao centro, vários canhões

78 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

e uma réplica dos padrões utilizados na expansão portuguesa. O pátio, por sua vez, dá para várias salas, numa das quais estão os restos mortais de Ngungunhane, transladados dos Açores, onde cumpriu pena de prisão e exílio. O local onde se encontra edificada a Fortaleza é de conturbada história, ilustrando as ofensivas e resistências oferecidas neste pedaço de terra. Por ele passaram holandeses, ingleses, austríacos, franceses e portugueses. Começou por ser uma feitoria erguida

Fotografia: Mariano Silva

A

cidade.

A FORTALEZA DE MAPUTO


Rubrica - Fresh Air

por holandeses que, vindo em expedição da Cidade do Cabo, alcançaram a baía em 1721 e construíram um pequeno forte de madeira. Com dificuldades de toda a ordem, em poucos meses a maior parte deles morreu, principalmente vítima de malária.

Fotografia: Mariano Silva

Logo no ano seguinte, o forte – conhecido como Forte Lagoa – foi bombardeado e capturado por piratas ingleses que operavam nas águas do canal de Moçambique com um efectivo de 900 homens. A presença inglesa durou apenas dois meses. Seguiram-se forças austríacas, que ergueram um novo forte, o Forte São José, mas que também acabaram por ser desalojadas, em 1781, por uma expedição portuguesa vinda de Goa. O local passou a ser um “presídio” português, um estabelecimento de colonização militar, tendo então surgido o

79 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

Forte de Nossa Senhora da Conceição. Com poucos homens a protegê-lo, este pequeno forte foi conquistado, saqueado e incendiado em 1796, agora por corsários franceses. Para recuperar a posição destruída, foi enviado da Ilha de Moçambique um destacamento que, em 1805, ergueu uma pequena habitação fortificada para quartel de tropa e feitoria. Numa época já mais recente, por volta de 1946, foi construída, sobre as fundações do forte primitivo, a fortaleza actual, e o edifício foi requalificado como museu, função que continuou a manter no Moçambique independente. Hoje a Fortaleza de Maputo abre as suas portas a múltiplas realizações sociais e culturais, constituindo igualmente um importante atractivo turístico da cidade. Oferece visitas guiadas, consultas no seu centro de recursos e programas culturais diversos.


Rubrica - Fresh Air

FRESH AIR

THE FORTRESS OF MAPUTO 80 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4 Fotografias: Mariano Silva


Rubrica - Fresh Air

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he Fortress of Maputo, “Fortaleza”, is located next to the Fishing Port, on the 25 de Junho Square, is one of the city’s main historical monuments.

Forte Lagoon - was bombed and captured by British pirates operating in the Mozambique channel with a crew of 900 men. The British presence lasted only two months.

It has a quadrangular plan, with only one access gate that opens to a central patio. In it you can see panels representing the colonial offensives against the empire of Gaza and the prison of Ngungunhane, the emperor, as well as two statues, of Mouzinho de Albuquerque and António Enes, its great opponents; to the centre, several cannons and a replica of the flags used in Portuguese expansion. The patio leads to several rooms, one of which is home to Ngungunhane’s remains, repatriated from the Azores, where he served his prison and exile.

Austrian forces followed, erecting a new fort, Fort St. Joseph, they were also eventually dislodged in 1781 by a Portuguese expedition from Goa. The place became a Portuguese "prison", an establishment of military colonization, and then the Fort of Nossa Senhora da Conceição emerged. With few men to protect it, this little fort was conquered, ransacked and burned down in 1796, by French corsairs. To recover the destroyed position, a detachment was sent from the Island of Mozambique, which, in 1805, erected a small fortified dwelling of troop barracks and trading post.

The place where the Fortaleza is built is of troubled history, illustrating the offensives and resistances offered in this piece of land. It was under the Dutch, English, Austrian, French and Portuguese. It began as a factory erected by the Dutch who, on an expedition from Cape Town, reached the bay in 1721 and built a small wooden fort. In the face of great challenges, in a few months most of them died, mainly of malaria.

Fotografia: Mariano Silva

Fotografia: Mariano Silva

Soon the following year, the fort - known as

81 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

Around 1946, the present fort was built on the foundations of the primitive fort, and the building was reclassified as a museum, and it has remained so in independent Mozambique. Today, Fortaleza de Maputo opens its doors to multiple social and cultural achievements, constituting also an important tourist attraction of the city. Offers guided tours, consultations at its resource centre and various cultural programs.


Rubrica - Investir no Turismo

A hotelaria e o turismo receitas através de con comerciais a operar em obtidas por intermédio de

Investir no turismo em Moçambique POR MALAIKA RIBEIRO, MXR - SERVIÇOS JURÍDICO-FISCAIS

O

O novo Regime Cambial de Moçambique

Regime Cambial em vigor em Moçambique é regulado, especialmente, pela Lei nº 11/2009, de 11 de Março (Lei Cambial), e pelo Aviso do Banco de Moçambique (BM) nº 20/GBM/2017, de 27 de Dezembro (Regulamento Cambial). Nos termos da referida legislação, as operações cambiais estão todas sujeitas a registo e classificam-se em (i) transacções correntes (e.g. pagamentos relacionados com o comércio externo, remessa de valores para despesas familiares, etc.) e (ii) operações de capitais (e.g. empréstimos e créditos financeiros, investimento directo estrangeiro, abertura de contas bancárias no exterior, etc.). Abaixo um resumo das alterações mais relevantes para o sector do turismo: 1. Serviços de Hotelaria e Turismo • Os residentes operadores de hotelaria e turismo devem receber as suas receitas através de contas bancárias em bancos comerciais a operar em Moçambique, ainda que obtidas por intermédio de representantes no exterior. • As entidades prestadoras de serviços de hotelaria e turismo podem exercer o comércio parcial de câmbios, mediante autorização prévia do BM, devendo depositar

82 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

os respectivos valores num banco comercial dentro de 48 horas. 2. Investimento Directo Estrangeiro (IDE) • Está autorizado o IDE em Moçambique, que deve ser registado junto do banco comercial respectivo, excepto quando feito mediante importação de bens e equipamento e realizado através do direito de utilização de marcas e patentes, casos em que é registado no BM. • O registo deve ser efectuado dentro de 90 dias após a entrada dos fundos. A falta de registo de IDE decorridos 3 anos após a entrada dos fundos implica a não exportação de lucros ou dividendos e a não reexportação do capital investido. 3. Conta Específica de Receita (CER) • A CER, em moeda estrangeira, deve ser aberta por exportador ou investidor, e é destinada a receber receitas de exportação, de rendimentos de investimento no exterior e fundos sob a forma de investimento estrangeiro ou crédito externo. • A CER pode ser livremente movimentada em transacções com o exterior, sendo a movimentação nas transacções internas limitada a (i) amortização de créditos em moeda estrangeira, (ii) aprovisionamento de CER em outro banco comercial, (iii)


Rubrica - Investir no Turismo

o devem receber as suas ntas bancárias em bancos m Moçambique, ainda que e representantes no exterior constituição de depósito a prazo e (iv) encerramento de conta. 4. Contas Bancárias • Está autorizada a abertura de contas bancárias em moeda estrangeira em Moçambique por residentes no país que tenham uma relação comprovada com o exterior ou com entidades não residentes (e.g. exportadores, empresas ou organizações, trabalhadores de empresas ou organizações internacionais, outras entidades geradoras ou receptoras de divisas). • A abertura de contas bancárias de residentes em instituições financeiras no exterior está sujeita à autorização do BM e à apresentação de (i) informação sobre o número e domicílio da conta e (ii) extractos bancários trimestrais. • Carece ainda de autorização do BM a abertura de contas bancárias em moeda nacional no país, por entidades não residentes, quando relacionadas com operações de capitais. 5. Créditos e Suprimentos • Está autorizado o recebimento de suprimentos ou créditos de entidade relacionada não residente (i) até ao montante equivalente a USD 5.000.000,00, desde que contraído a uma taxa de juro inferior à taxa de referência (base lending rate), com maturidade superior a 3 anos e livre de comissões ou encargos; ou (ii) sem limite de valor, desde que sem juros, com maturidade igual ou superior a 3 anos e livre de comissões e encargos. • Está ainda autorizada a contracção de crédito financeiro no estrangeiro, até ao montante equivalente a USD 5.000.000,00, desde que a taxa de juro não seja superior à taxa de referência (base lending rate) da 83 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

moeda de denominação do crédito, acrescido de 4 pontos base e tenha maturidade igual ou superior a 3 anos. 6. Importação e Exportação • Sempre que seja iniciada uma importação ou exportação de bens deve ser emitido um Termo de Compromisso, processado via Janela Única Electrónica (JUE). • As receitas de exportação devem ser repatriadas para Moçambique no prazo de 90 dias e depositadas numa CER, nos termos indicados no ponto 3 acima. Penalizações por incumprimento • Contravenções - multa de 10.000 Mt a 100.000 Mt (pessoa singular) e de 40.000 Mt a 400.000 Mt (pessoa colectiva); • Contravenções especialmente graves – multa de 20.000 Mt a 200.000 Mt (pessoa singular) e de 100.000 Mt a 1.000.000 (pessoa colectiva); • Penas acessórias – suspensão (total ou parcial) das autorizações para o exercício parcial de câmbios, com ou sem encerramento do estabelecimento; • Penas criminais • Responsabilidade solidária entre as pessoas colectivas e seus representantes ou funcionários. **** Disclaimer A informação contida neste artigo não consubstancia um parecer jurídico-fiscal, tem um carácter meramente informativo e a sua aplicação prática não dispensa o aconselhamento jurídico-fiscal de advogado ou outro profissional devidamente qualificado. A MXR Serviços Jurídico-Fiscais, seus sócios e trabalhadores não poderão ser responsabilizados por qualquer procedimento adoptado com base na informação aqui exposta.*****


Rubrica - Investir no Turismo

Invest in tourist activity in Mozambique BY MALAIKA RIBEIRO, MXR - TAX & LEGAL SERVICES

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The new Mozambican Foreign Exchange Regime

he Foreign Exchange Regime in Mozambique is regulated especially by Law No. 11/2009 of 11 March (Foreign Exchange law), and the notice of the Bank of Mozambique (BM) No. 20 / GBM / 2017 of 27 December (Foreign Exchange Regulation). Pursuant to said legislation, foreign exchange transactions are all subject to registration and are classified as: (i)current transactions (e.g. payments related to foreign trade, remittances for family expenses, etc.) and (ii) capital transactions (e.g. loans and financial credits, foreign direct investment, opening of foreign bank accounts, etc.). Below is a summary of the most relevant changes for the tourism sector: 1. Hotel and Tourism Services • Residents of hotel and tourism operators should receive their income through bank accounts at commercial banks operating in Mozambique, even if obtained through representatives abroad • The entities that provide hotel and tourism services may engage in partial foreign exchange trading, with the prior authorization of the Bank of Mozambique, and must deposit their respective amounts in a commercial bank within 48 hours. 2. Foreign Direct Investment (FDI) • FDI is authorized in Mozambique, and must be registered with the respective commercial bank, except when done through the importation of goods and equipment and carried out through the right of use of trademarks and patents, in which case it is registered with the Bank of Mozambique. • Registration must be done within 90 days after the entry of the funds. The lack of registration of FDI three years after the entry of the funds implies the non-exportation of profits or dividends and the non-re-export of the invested capital. 3.Specific Revenue Account (SRA) • The SRA, in foreign currency, must be opened by an exporter or investor, and is intended to receive export earnings, foreign investment income and funds in the form of foreign investment or external credit. • The SRA may be operated in foreign transactions, with transactions in domestic transactions being limited to (i) amortization of credits in foreign currency, (ii) provisioning of CERs in another commercial bank, (iii) constitution of term deposits and (iv) account closure. 4. Bank accounts • Foreign currency bank accounts may be opened in Mozambique by residents of the country who have a proven relationship with 84 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

foreign countries or non-resident entities (e.g. exporters, companies or organizations, workers of international companies or organizations, other entities that generate or receive foreign currencies). The opening of bank accounts of residents of financial institutions abroad is subject to the authorization of BM and the presentation of (i) information on the number and domicile of the account and (ii) quarterly bank statements. The BM still has to authorize the opening of bank accounts in national currency in the country, by non-resident entities, when related to capital transactions.

5. Credits and Shareholders Loans • It is authorized the receivable of shareholders loans or credits from non-resident related entity (i) up to the amount equivalent to USD 5,000,000.00, provided that it is contracted at an interest rate lower than the base lending rate, with a higher maturity to 3 years and free of commissions or charges; or (ii) without limit of value, provided that interest free, with a maturity of 3 years or more and free of commissions and charges. • The contracting of financial credit abroad is also authorized up to an amount equivalent to USD 5,000,000.00, provided that the interest rate does not exceed the base lending rate of the credit denominated currency plus 4 basis points and has a maturity of 3 years or more. 6. Import and Export • Whenever an import or export of goods is initiated, a Term of Commitment, processed through the Single Electronic Window (JUE), must be issued. • Export earnings must be repatriated to Mozambique within 90 days and deposited in a SERA, under the terms indicated in point 3. above. Penalties for non-compliance • Contraventions - fines ranging from 10,000 MT to 100,000 MT (natural person) and from 40,000 MT to 400,000 MT (legal entity); • Especially serious contraventions - fines from 20,000 MT to 200,000MT (natural person) and from 100,000 MT to 1,000,000 MT (legal entity); • Supplementary penalties - suspension (total or partial) of aprovals for the partial exchange exercise, with or without closure of the establishment; • Criminal penalties • Joint and several liabilities among legal persons and their representatives or employees. ***** Disclaimer The information contained in this article does not constitute a legal or tax opinion, as is merely informative and its practical application does not exempt the legal and tax advice from a lawyer or other suitably qualified professional. MXR Serviços Jurídico-Fiscais, its partners and employees cannot be held liable for any procedure adopted based on the information set forth herein.*****


Rubrica - Investir no Turismo

85 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


DOLCEVITA SURPRISE

RECEITA / RECIPE 1 dose de After Shock 1 dose of After Shock

1 dose de Amarula 1 bola de gelado de baunilha 1 scoop of vanilla ice cream

1 pauzinho de canela 1 stick of cinnamon

88 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

Fotografia: Mariano Silva

Seja responsável, se conduzir não beba.

1 dose of Amarula


REGISTE-SE

E HABILITE-SE A PRÉMIOS* FÁCIL, RÁPIDO E MAHALA

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As nossas províncias

Gu

Our provinces

Zambézia • • • •

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A Zambézia é uma província situada na região centro de Moçambique. Está limitada, a norte, por Nampula e Niassa; a leste, pelo canal de Moçambique, no Oceano Índico, e, a sul, pela província de Sofala. A oeste, tem o Malawi e a província de Tete. A capital é a cidade de Quelimane, localizada cerca de 1 600 quilómetros a norte de Maputo. Com uma área de 105 008 quilómetros quadrados e uma população de 5 110 787 habitantes em 2017, é a segunda província mais populosa do país. 52,7% da sua população é do sexo feminino e 47,3% do sexo masculino. Está dividida em 22 distritos e possui seis municípios: Alto Molócuè, Gurúè, Maganja da Costa, Milange, Mocuba e Quelimane. Os Chuabos e os Macuas constituem as etnias mais representativas da província, que é fortemente marcada por uma grande diversidade linguística. 37,1% da população fala elomwe; 23,5%, echuwabo; 9,2%, português, 8,2%, cisena; 5.1%, lolo/malolo e 2.0%, emakhuwa. O clima é tropical húmido. As principais produções são coco, arroz, milho, chá, mandioca e cana-de-açúcar. No que diz respeito a minerais, tem tantalite, columbite e microlite, lepidolite, pedras preciosas e semipreciosas O que hoje chamamos de província da Zambézia, foi outrora o distrito de Quelimane, criado em 1817, extinto e incorporado no de Sena em 1829, e reposto novamente em 1853. O topónimo Zambézia foi criado em 1858 por decreto régio, abrangendo as capitanias de Quelimane e Rios de Sena. A Zambézia é uma província muito particular, um território de miscigenação com grande diversidade sociocultural onde se encontram diversos traços crioulos, fruto do cruzamento de tradições africanas, árabes e portuguesas. Devido a esta grande mistura, e à maneira extrovertida da sua população, muitos se referem, sobretudo à sua capital, como “pequeno Brasil”. Com efeito, uma das suas grandes tradições é o famoso carnaval de Quelimane. A gastronomia zambeziana é por muitos considerada património nacional. É variada, e os condimentos locais associados ao leite de coco dão-lhe um toque ímpar. Alguns dos pratos mais conhecidos são o frango à zambeziana, a mucapata, o mucane, o caril de camarão com quiabos, feijão nhemba com camarão e, para adocicar a boca, as famosas patanícuas. Quando visitar esta província, não deixe de conhecer a Reserva Nacional de Gilé, as cascatas do Gurúè, o Monte Socone, as grutas do Monte Molumbo e as lindas praias de Zalala e Pebane.

Namarr Milange

Lugela

Morrumbala

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Zambézia is a province in the central region of Mozambique. It is bordered, to the north, by Nampula and Niassa; east by the Mozambique Channel in the Indian Ocean, and on the south by the province of Sofala. To the west is Malawi and the province of Tete. The capital is the city of Quelimane, located about 1,600 kilometres north of Maputo. With an area of 105 008 kilometres square and a population of 5 110 787 inhabitants according to 2017 data, it is the second most populous province in the country. 52.7% of the population is female and 47.3% male. It is divided into 22 districts and has six municipalities: Alto Molócuè, Gurúè, Maganja da Costa, Milange, Mocuba and Quelimane. The Chuabos and Macuas constitute the most representative ethnic groups of the province, which marked by a great linguistic diversity. 37, 1% of the population speak elomwe; 23, 5%echuwabo; 9, 2%, Portuguese, 8, 2% Cisena; 5.1%, lolo / mabolo and 2.0% emakhuwa. The climate is tropical humid. The main productions are coconut, rice, corn, tea, cassava and sugar cane. Regarding minerals, it is rich in tantalite, columbite and microlite, lepidolite, precious and semi-precious stones What we now call the province of Zambézia, was once the district of Quelimane, created in 1817, extinct and incorporated in the Sena district in 1829, and replaced again in 1853. The toponym Zambézia was created in 1858 by royal decree, covering the captaincies of Quelimane and Sena Rivers. Zambézia is a very particular province, a territory of miscegenation with great socio-cultural diversity with many Creole traits, the result of amalgamation of African, Arab and Portuguese traditions. Due to this great mixture, and in the extroverted nature of its people, many refer, especially to its capital, as "small Brazil". Indeed, one of its most famous traditions is great Quelimane Carnaval. Zambezi gastronomy is considered by many to be national heritage. It is varied, and the local condiments associated with coconut milk give it a unique touch. Some of the most popular dishes are the Zambezi chicken, mucapata, mucane, shrimp curry with okra, nhemba beans with shrimp and, to sweeten the pallet the patanicuas. When visiting this province, be sure to visit the National Gile Reserve, the Gurue waterfalls, Mount Socone, the caves of Mount Molumbo and the beautiful beaches of Zalala and Pebane.


Rubrica - Acontece

ACONTECE

Fotografia: Mariano Silva

Intervenção de conservação e restauro do mural de Malangatana “O Homem e a Natureza” Museu de História Natural

92 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Acontece

(RE)LEMBRAR - Mistery of Foreign Affairs Camões - Centro Cultural Português 93 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Rubrica - Acontece

Fotografia: Mariano Silva

Lançamento do livro Missa Pagã de Fernando Manuel Fundação Fernando Leite Couto

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Rubrica - Acontece

Apresentação do documentário Geração da Independência Cinema Scala 95 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


A LENDA DE YASUKE Diz-se que Yasufe, ou Issufo, chegou ao Japão nos finais do séc. XVI como servo de missionários jesuítas oriundos da Índia que visitavam o país nipónico. O físico e a força do escravo, supostamente um makua deportado da Ilha de Moçambique, terão chamado a atenção do senhor da guerra Oda Nobunaga, que o comprou e lhe atribuiu o nome de Yasuke. Após um intenso treinamento de técnicas de guerra e artes marciais, Yasuke lutou em diversas batalhas ao lado do seu senhor como um verdadeiro samurai. Num violento combate contra as forças de Akechi, o exército de Nobunaga foi derrotado. No entanto, Yasuke sobreviveu. Entregou a sua espada ao inimigo, a tradição ocidental, e aguardou que o seu destino fosse decidido. Akechi não lhe concedeu a honra do seppuku, ritual samurai de suicídio honroso após derrota em batalha, e entregou-o à igreja dos jesuítas em Quioto para que os religiosos tomassem conta dele. Não se sabe o que aconteceu posteriormente. Alguns afirmam que voltou para a sua terra natal e passou os seus conhecimentos ao seu povo; outros dizem que se juntou a uma das comunidades crescentes de estrangeiros nas cidades portuárias do Japão. As maiores possibilidades apontam, contudo, para que tenha ficado sob tutela dos jesuítas e tenha sido enviado para Goa ou outro local na Ásia. Apesar da pouca informação de que se dispõe, e da impossibilidade de alguns episódios que lhe são atribuídos serem comprovados, a sua imagem é representada em diversas gravuras de épicas batalhas japonesas. Esta é a história do primeiro samurai negro. Um samurai supostamente de Moçambique.


THE LEGEND OF YASUKE It is said that Yasufe, or Issufo, arrived in Japan in the late sixteenth century as a servant of Jesuit missionaries f rom India who visited country. The physique and strength of the slave, supposedly a Macua deported f rom Mozambique Island, called the attention of the master of the Oda Nobunaga war, who bought him and named him Yasuke. After intense training in warfare techniques and martial arts, Yasuke fought in several battles alongside his master as a true samurai. In a violent battle against Akechi's forces, Nobunaga's army was defeated. However, Yasuke survived. He gave his sword to the enemy, the oriental tradition, and waited for his fate to be decided. Akechi did not grant him the honour of seppuku, an honourable suicide samurai ritual after defeat in battle, and delivered him to the Jesuit church in Kyoto for the missionaries to take care of him. We do not know what happened after. Some claim that he returned to his homeland and shared his knowledge with his people; others say that he joined one of the growing communities of foreigners in the port cities of Japan. Most likely, however, is that he remained under the tutelage of the Jesuits and was sent to Goa or another place in Asia. Despite the little information that is available, and the myth surrounding him, his image is the represented in several Japanese prints of epic battles. This is the story of the f irst black samurai. A samurai supposedly f rom Mozambique.


Permito-Me!!! Ser coragem... Quero Viver!!! Quero Viver... Minha Vida!!! Hรก... a Vida!!! Que os Outros... Esperam... De Mim... Sou Coragem... De Viver... A Minha Vida!!! Sou Coragem... De Sentir... Meus Verdadeiros Sentimentos!!! Sou Coragem... De Expressar... Falar... Escrever... Pintar... Danรงar... Permito-Me Ser Coragem de Viver!!! SOU Albertina Santos - Tininha


Rubrica - Shape Your Wedding

Shape Your Wedding Etiqueta no casamento A etiqueta no casamento tem vindo a mudar muito, e coisas que antes eram inaceitáveis agora são mais permitidas. Ainda assim, existem princípios que muitos nubentes e convidados não podem deixar de conhecer. Os convites de casamento indicam o estilo do casamento. O convite mostra se o casamento será uma festa pomposa ou mais simples. Por exemplo, um convite com muitas rendas ou pedras pode mostrar que a cerimónia será romântica e cheia de glamour, mas um convite mais simples, com conchas, por exemplo, pode indicar um casamento mais descontraído. Convém ler onde será o local para “casar” a informação.   Branco não é para os convidados.  Sim, todos vimos, no casamento do Príncipe William com a Kate, a sua irmã vestida de branco, mas esta regra só tem excepção quando for a própria noiva a convidar um ou mais convidados a fazerem-no, como a Kim Kardashian. Caso contrário, um convidado vestido de branco pode ser considerado ofensivo pela noiva, e o mesmo se diga para tons similares a branco.   Vestido de noiva branco.  Esta é daquelas regras de etiqueta que já não existem. O branco é o tradicional, mas as noivas têm cada vez mais personalidade e há noivas que ousam casar com outras cores. Aí o que importa é a personalidade da própria noiva. Responder ao convite que recebeu.  É de bom-tom felicitar os noivos e dar a conhecer 100 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

aos mesmos a sua disponibilidade para a data. Caso o convite venha com um número determinado de lugares, cumpra o indicado. É constrangedor para os noivos por vezes ter que deixar pessoas em pé por uma gafe de um convidado. Os casamentos estão cada dia mais caros e cada lugar foi um custo para os noivos e suas famílias. Alguém ficou de fora para que um convidado recebesse um convite, por isso seria muito deselegante não dar uma resposta aos noivos de modo a eles poderem substituir o seu lugar caso não possa comparecer. A cerimónia. Os lugares da frente, quer do casamento religioso quer do civil, são dos familiares directos dos noivos. Lembre-se de lhes deixar esses lugares livres, pois, afinal, é um momento de particular importância para os noivos e seus familiares directos.   No final, tudo depende do bom senso tanto dos noivos como dos convidados. Os noivos devem apenas lembrar-se de que é o dia deles, e, acima de tudo, aproveitar cada momento dos preparativos para a cerimónia. Quanto aos convidados, devem lembrar-se de que estão ali para homenagear os noivos e a sua família. Autor: Neide Ussiana (Wedding Planner by Maktub)


Rubrica - Shape Your Wedding

Shape Your Wedding Wedding Etiquette Wedding etiquette has been changing over the years, and things that were once unacceptable are now more permissible. Still, there m principles that many couples and guests cannot dismiss. Wedding invitations indicate the wedding style. The invitation shows whether the wedding will be a pompous or simpler party. For example, an invitation with lots of lace or stones indicates that the ceremony will be romantic and glamorous. While a simple invitation, with shells, for example, may indicate a more relaxed ceremony. It is advisable to read the location to better "marry" the information. White is not for the guests. Yes, all saw in Prince William's wedding to Kate, where her sister dressed in white, but this rule’s only exception is when the bride herself invites one or more guests to do so, Kim Kardashian also followed in this example. Otherwise a guest dressed in white can be considered an offense by the bride, the same applies to different shades of white. White wedding dress. This is one of those etiquette rules that no longer applies. White is the traditional bridal colour, but brides increasingly express their personality, some daring to marry in other colours. What matters is the personality of the bride herself. Respond to the invitation. It is good manners to congratulate the couple and let

102 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

them know your availability on the date. If the invitation comes with a certain number of seats, comply it. It is embarrassing for the bride and groom to leave people standing due to a guest’s faux pas. Weddings are ever more expensive, and each guest represents a cost to the newlyweds and their families. Someone was left out so that each guest received an invitation, so it is rude not to reply to the couple, so they may invite other in your place if you cannot attend the ceremony. The ceremony. The front seats of both the religious and civil ceremony, are reserved to the direct relatives of the bride and groom. Remember to leave these seats free because, after all, it is a time of importance to the couple and their immediate families. In the end, everything depends on the good sense of both the bride and groom and the guests. The couple should only remember that it is their day, and, above all, enjoy every moment of preparing for the ceremony. As for the guests, they must remember that they are there to celebrate the bride and groom and their family. Author: Neide Ussiana (Wedding Planner by Maktub)


CINEMA

35MM

VIRGEM MARGARIDA

M

Sugestão Xonguila

oçambique torna-se um país independente no ano de 1975, após vários séculos de colonização portuguesa. O novo regime tem como objectivo eliminar a prostituição das ruas do país. Desta forma, umas quinhentas prostitutas são capturadas à força e enviadas para um centro educacional algures no meio do mato. Aqui são obrigadas a aprender novos comportamentos e regras para que possam redescobrir o seu papel na nova nação. Margarida é uma jovem de dezasseis anos inocente, que, quando tentava comprar o enxoval para o seu casamento, é confundida e acaba por ser também levada, por engano. A viverem

um inferno, as mulheres unem-se num plano para conseguirem escapar daquele lugar. Margarida torna-se a representação de pureza e liberdade num local onde “o camarada é pior que o colono”, segundo uma das personagens. “Virgem Margarida” foi realizado pelo cineasta moçambicano Licínio Azevedo e teve a sua estreia no prestigiado Festival Internacional de Cinema de Toronto, contando agora com a presença em diversos festivais internacionais, onde conquistou vários prémios. O seu elenco é formado por Hermelinda Cimela, Sumeia Maculuva, Odília Cossa, Ana Maria Albino, Rosa Mário, Iva Mugalela e Ilda Gonzales.


CINEMA

35MM

VIRGEM MARGARIDA

M

Xonguila suggestion

ozambique become an independent country in 1975, after several centuries of Portuguese colonization. The new regime aimed to eliminate prostitution f rom the streets of the country. In this way, some f ive hundred prostitutes were forcibly taken and sent to re-education camps somewhere in the bush. Here they were forced to learn new behaviours and rules so that they can discover their role in the new nation. Margarida was an innocent sixteen-year-old girl who was buying her wedding dress and was mistaken for a prostitute and taken away. The women lived in hell

and decided to unite in a plan to get away f rom that place. Margarida becomes a symbol purity and f reedom in a place where "the comrade is worse than the colonizer," according to one of the characters. "Virgin Margarida" was made by the Mozambican f ilmmaker LicĂ­nio Azevedo and premiered at the prestigious Toronto International Film Festival, now with a presence in several international festivals, where he won several awards. The cast is made up of Hermelinda Cimela, Sumeia Maculuva, Odilia Cossa, Ana Maria Albino, Mario Rosa, Iva Mugalela and Ilda Gonzalez.


75 - Maio/May 2018• REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 2


Rubrica - Saúde e Bem-Estar

SAÚDE E BEM-ESTAR Exercício Físico Por Gonçalo Mendes - Fisiologista de Exercício Caro(a) leitor(a)

U

ma vez que adquira regularidade e disciplina no treino, é natural que se comece a questionar sobre qual a melhor forma de dividir os músculos a abordar em cada treino ao longo da semana. Tendo em conta o conceito de amplitude que tratámos na edição anterior, é importante referir que temos exercícios que envolvem mais que uma articulação, pelo que estimulam várias massas musculares. É nesses que devemos concentrar a nossa atenção.

Fotografia: Mariano Silva

Assim, tendo sempre em conta a simetria do corpo, é aconselhável que procuremos trabalhar as maiores massas musculares (membros inferiores, costas, peitoral e ombros) contando com as pequenas como principais ajudantes (bicípite, tricípite e gémeos). A grande maioria dos objectivos a atingir passa por reduzir a massa gorda e estimular (ou preservar) a massa magra. Quanto maior o aporte de oxigénio, maior a fadiga criada, o que conduzirá a uma recuperação mais evidente e, em suma, uma melhor evolução. A utili-

108 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

zação de grandes massas musculares implicará um aumento do seu ritmo cardíaco e força no seu batimento – incremento da fadiga a cada exercício, a cada série, a cada repetição. O somatório ditará uma agressão que levará o corpo a ressintetizar energia para o fazer recuperar no período pós-treino. Sempre dentro da margem de segurança, quanto maior a fadiga criada, maior a superação do organismo. É na recuperação dos estímulos, quando o corpo está em repouso, que se dá o maior consumo de gorduras (lípidos), dado que é nos ritmos cardíacos baixos que é possível usar essa fonte energética como principal. Aconselharei sempre que procure um bom profissional (que realmente goste do que faz, com formação académica, estudioso e interessado no seu caso) para elaborar o seu esquema de treino: quanto mais específico para si, melhores e mais seguros resultados terá! Bons treinos! Gonçalo Mendes


Rubrica - Saúde e Bem-Estar

109 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


SAÚDE E BEM-ESTAR Nutrição Por Mafalda Henriques - Heal th Coach

Olá, gente activa! Depois das receitas que vos trouxe nas edições anteriores com ingredientes da terra (moringa, batata-doce, óleo de

coco e piripiri), está na altura de fazermos algo muito popular na alimentação moçambicana: um caril!

Fotografia: Mafalda Henriques

Caril de camarão light Ingredientes:

• 500 g de miolo de camarão • 1 cebola média • 1 dente de alho • Sal e pimenta q.b. • 1 colher de chá de pó de caril • 1 colher de chá de óleo de coco • 1 colher de chá de sementes de mostarda • 1 colher de chá de raspas de gengibre fresco • 2 tomates médios pelados e moídos • 1 lata de leite de coco light • Coentros q.b.

Modo de preparação:

R

efogue no óleo de coco a cebola, o alho, as sementes de mostarda, o caril e o gengibre. De seguida, acrescente o tomate e deixe refogar mais um pouco. Passe o camarão no preparado sem mexer muito e adicione o leite de coco e os coentros. Ferva em lume brando e, depois de pronto, sirva com arroz Até breve! Mafalda Henriques

110 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

basmati ou integral e vegetais. Como alternativa pode substituir o camarão por vegetais. É importante referir que o molho que vos apresento tem menos gordura que as receitas habituais e é igualmente delicioso.

Fotografia: Mariano Silva

Rubrica - Saúde e Bem-Estar


Rubrica - Saúde e Bem-Estar

111 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


Rubrica - Saúde e Bem-Estar

SAÚDE E BEM-ESTAR

HEALTH AND WELLNESS

Physical exercise by: Gonçalo Mendes - Exercise Physiologist Dear reader

O

nce acquired the regularity and discipline in training, it is natural to begin to question how best to divide the muscles to be addressed in each workout throughout the week. Considering the concept of amplitude that we treated in the previous edition, it is important to note that we have exercises that involve more than one joint and therefore stimulate various muscle masses. It is in these that we must focus our attention. Thus, having in mind the body’s symmetry, it is advisable that we try to work the largest muscular masses (lower limbs, back, chest and shoulders) counting on the small as the main helpers (biceps, triceps and calves). The great majority of goals to achieve is to reduce fat mass and stimulate (or preserve) lean body mass. The greater the oxygen supply, the greater the fatigue created, which will lead to a more evident recovery and, in short, a better evolution. The use of large muscle masses

will imply an increase in your heart rate and strength the heart beat - increasing fatigue with each exercise, with each set, with each repetition. The sum of these will dictate an aggression that will cause the body to resynthesize energy to make it recover in the post-training period. Always within the margin of safety, the greater the fatigue created, the greater the overcoming of the organism. It is in the recovery of the stimuli, when the body is at rest, that the greatest consumption of fats (lipids) takes place, since it is in the low heart rhythms that it is possible to use this as the main energy source. I will always advise you to look for a good professional (who really likes what he does, with academic training, studious and interested in your case) to elaborate your training scheme: the more specific you are, the better and more reliable results you will get! Good training! Gonçalo Mendes

Nutrition by: Mafalda Henriques - Heal th Coach Hello, active people! After the recipes that I brought you in previous editions with earth ingredients (moringa, sweet potato, coconut oil and chilli), it's time to do something very popular in Mozambican cuisine: a curry!

Curry Ingredients: • • • • • • • • • • • •

500 g of shelled shrimp 1 medium onion 1 clove garlic Salt and pepper 1 tea spoon curry powder 1 teaspoon of coconut oil 1 teaspoon mustard seed 1 teaspoon fresh ginger 2 medium peeled and ground tomatoes 1 can of light coconut milk Coriander

112 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

Preparation: Fry the onion, garlic, mustard seeds, curry and ginger in coconut oil. Then add the tomatoes and let it cook some more. Add the shrimp without stirring much and add the coconut milk and the coriander. Boil on low heat and, when ready, serve with basmati or whole grain rice and vegetables. Alternatively, you can replace the shrimp with vegetables. It is important to note that the sauce I present you has less fat than the usual recipes and is equally delicious. See you soon!


HORÓSCOPO JULHO CARNEIRO

Não se meta em aventuras pois corre riscos. Clarifique tudo com os seus colegas de trabalho.

TOURO

Programe a sua vida para que tudo fique resolvido. Fase de bons resultados profissionais.

GÉMEOS

Deve apostar mais na vida sentimental. Progressos profissionais e económicos à vista.

CARANGUEJO

Cuidado com o que disser pois estará sujeito a críticas contundentes.

ANUNCIE AQUI ESTE ESPAÇO PODE SER SEU

LEÃO

Verdades ser-lhe-ão ditas. Aceite e ultrapasse.

VIRGEM

Para obter os resultados desejados as suas atitudes devem ser racionais e bem medidas.

BALANÇA

Evite atitudes obsessivas e aceite críticas com bom-senso.

ESCORPIÃO

Aja com rigor e objectividade e terá resultados incríveis.

SAGITÁRIO

A sua vida sentimental está iluminada e promissora. Boa fase para enfrentar exames ou entrevistas

CAPRICÓRNIO

Os acontecimentos tendem a evoluir de forma lenta, sobretudo no que diz respeito aos assuntos económicos.

AGUÁRIO

As suas iniciativas deixarão todos encantados à sua volta. Transmita ideias a colegas e superiores.

PEIXES

Para mais informações: geral@xonguila.co.mz 114 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

Não permita que indecisões se arrastem por muito tempo. Mostre-se mais interessado no trabalho..


81 - Maio/May 2018• REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 2


HOROSCOPE JULY ARIES

Do not get into adventures you may be at risk. Clarify everything with your co-workers.

TAURUS

Schedule your life so that everything is resolved. Phase of good professional results.

GEMINI

You must invest more on your sentimental life. Professional and economic progress in sight.

CANCER

Be careful with what you say because you will be subject to strong criticism.

LEO

Truths will be told to you. Accept and move on.

VIRGO

To achieve the desired results your attitudes must be rational and well measured.

BALANCE

Avoid obsessive attitudes and accept criticism with good judgment.

SCORPIO

Act with rigor and objectivity and you will have incredible results.

SAGITTARIUS

Your sentimental life is enlightened and promising. Good stage to face exams or interviews

CAPRICORN

Events tend to evolve slowly, especially in economic matters.

AQUARIUS

Your initiatives will leave everyone enthralled around you. Convey ideas to colleagues and superiors.

PIECES

Do not allow indecisions to drag on for too long. Show more interest in your job.

116 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


franco-moรงambicano

centro cultural


Moztoon

118 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


· Português para Estrangeiros · Tradução · Edição & Revisão Linguística · Aperfeiçoamento em Língua Portuguesa

119 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4

(+258) 21492479 (+258) 823170470 contacto@tvcabo.co.mz Rua de Tchamba, nº 49, 1º dto Maputo - Moçambique


INFORMAÇÕES ÚTEIS USEFUL CONTACTS Precisa de alguma informação?

Nesta secção irá encontrar contactos que lhe poderão ser bastante úteis.

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Polícia - Police

Hospitais - Hospitals

Rent-a-Car

Polícia Fixo 119

Hospital Central de Maputo Av Eduardo Mondlane, Maputo +258 21 320 828

Hertz Rent-a-car Av. Julius Nyerere, Hotel Polana +258 21 494 473 www.hertz.co.mz

Instituto do Coração Av. Kenneth Kaunda, Nº: 1111 +258 21 411 000

Imperial Car Rental Aeroporto Internacional de Maputo +258 21 465 250 www.imperialcarrental.co.mz

Polícia Celular 112 Polícia Machava +258 21 751 412 Polícia Sala de Operações Maputo +258 21 325 031 PRM +258 21 311 195

Bombeiros - Fire Department Bombeiros - Chamadas de socorros 197 Bombeiros +258 21 322 222 | +258 21 322 334

Transportes - Transport Taxi Novo 843 275 000/863 275 000/823 275 000 Taxi Marcelo 847 575 758

Picket Águas/Water Águas da Região de Maputo +258 21 308 855

Hospital Privado de Maputo Rua do Rio Inhamiara, nº 1100 +258 21 488 600 | +258 843 012 711 Clínica Sommershield Rua Pereira do Lago, nº 52 ,Sommerschield, Maputo +258 21 493 924/5/6 Hospital Psiquiátrico de Infulene +258 21 470 623 Hospital Geral da Machava +258 21 758 147 Hospital Geral de Chamanculo +258 21 400 094 | +258 21 400 086

Avis Maputo Av. Mao Tse Tung, nº 1 +258 21 321 243 www.avis.com/ EuropCar Av. Julius Nyerere, nº 1418 +258 21 497 339 www.europcar.com RentMaputo +258 829 162 320 | +258 43 352 880 www.rentmaputo.com Sixt Car Rental Aeroporto Internacional de Maputo +258 21 465 250 | +258 21 465 250 www.sixt.com

Hospital Geral José Macamo +258 21 400 045/6

Win Car Rental Av. Guerra Popular, nº 1666 +258 829 162 320 | +258 843 162 320 info@win.co.mz www.win.co.mz

Centro de Saúde Shifaa Av. Maguiguane, nº 1949 +258 21 407 903 | +258 829 632 330

Car Premium Aeroporto Internacional de Maputo +258 21 401 713 www.carpremium.co.mz

120 - Julho/July 2018 • REVISTA XONGUILA © ™ Ed. 4


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Câmbio - Exchange houses SA Câmbios Avenida Kwame Nkrumah, nº 501. +258 21 488 830 Africâmbios Avenida 25 Setembro, nº 1339 R/c +258 21 428 605 Mundial Câmbios Avenida 24 Julho, nº 1830 +258 21 310 867 Acácio Câmbios Avenida Patrice Lumumba, nº 658 - R/c +258 21 312 263 Coop Câmbios Lda Avenida Maria J Albuquerque, nº 70 - R/c +258 21 414 357 Executivo Câmbios Lda Avenida Samora Machel, nº 26 - R/c +258 21 310 432 Manusso Câmbios Lda Rua Consiglieri Pedroso, nº 79 +258 21 325 303 Mundo de Câmbios Lda Avenida Mao T Tung, nº 278 +258 21 499 995

Aeroportos - Airports Aeroporto de Inhambane Avenida OJM-Inhambane, nº 509 +258 29 320 312 Aeroporto Internacional da Beira Rec Aeroporto-Beira +258 23 301 071/2 Aeroporto Internacional de Maputo Aeroporto Mavalane-Maputo +258 21 465 827/8 Aeródromo de Pemba Aeroporto de Pemba, Cabo Delgado +258 27 220 312 Aeródromo de Inhambane Cidade de Inhambane +258 29 320 312 Aeroporto Internacional de Nampula Avenida do trabalho A, 418, Nampula +258 6 213 133/213 100 Aeroporto de Angoche Ilha de Angoche Aeroporto de Cuamba Aeroporto de Cuamba, Cuamba Aeroporto de Nacala Aeroporto de Nacala, Avenida do trabalho A, 418, Nampula +258 26 213 100 Aeródromo de Tete/Chingodzi Unidade Albano, Chingozi Estrada Nacional 7, Tete +258 522 312

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Aeródromo de Quelimane TM 146, Quelimane +258 24 213054 Aeródromo de Chimoio TM 200, Chimoio +258 25 122 242 | +258 82 598 162 Aeródromo de Lichinga Lichinga +258 27 120 127 | +258 27 121 594 | +258 826 401 776 Aeródromo de Vilankulo Cidade de Vilankulo, Inhambane +258 23 822 07

Bancos - Banks Banco de Moçambique Sede: Av. 25 de Setembro, nº 1679 2º +258 21 354 683/4 Millennium BIM Sede: Rua dos Desportistas, nº 873/879, 6º Andar +258 21 350 035 Moza Banco SA Sede: Rua dos Desportistas, Jat 5.3 +258 21 342 000 BCI Sede: Av. 25 de Setembro +258 21 353 700 Banco Único SA Sede: Av. Julius Nyerere, nº 585 +258 21 488400 Banc ABC Sede: ABC House, Avenida Julius Nyerere, nº 999 +258 21 482 100


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Revista Xonguila Nº4  

A Xonguila é uma revista que tem como foco a divulgação turística e cultural de Moçambique.

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