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Revista gratuita trimestral, setembro 2019 Diretor: José Alberto Magalhães

SUPER BOCK ARENA A renovada pérola do Porto

CARTEIRO 219 anos de história

ANTÓNIO DE SOUSA PEREIRA O rosto da U.Porto

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16/09/2019 12:48


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Fernão de Magalhães, o português magnífico Nasceu, de acordo com investigações recentes, na tripeiríssima freguesia da Sé do Porto, oriundo de uma família fidalga com uma casa apalaçada em Sabrosa, localidade que também reclama a sua origem a par de Ponte da Barca. Fernão de Magalhães, o português mais conhecido e respeitado em todo o mundo, especialmente entre historiadores e académicos, foi no século XV (1519-1522) quem mais contribuiu para um enorme avanço na concepção que então existia sobre a Terra, dando também novos mundos ao mundo. Ao serviço do rei de Espanha, depois de se ter zangado com o monarca português D. Manuel I viveu a sua adolescência e juventude em Lisboa onde durante duas décadas navegou ao serviço do rei português o que explica as suas extraordinárias capacidades de comando e conhecimentos científicos -, projetou e executou a primeira viagem de circum navegação brutalmente interrompida pela sua morte, numa peleja fútil com indígenas de uma ilha das Filipinas. A viagem viria a ser terminada pelo espanhol Sebastião Elcano, que apenas trouxe de regresso a Espanha 18 dos 270 tripulantes iniciais, mas os créditos da circum navegação são mundialmente reconhecidos a Fernão de Magalhães. Foi graças à sua expedição há 500 anos que a Europa confirmou que a Terra era de facto redonda e maior do que então se pensava e que possuía um outro enorme oceano, o Pacífico. A primeira circum navegação do globo é o maior feito de navegação da história da Humanidade e Magalhães foi o maior navegador português e internacional de todos os tempos. Pena que o período final da sua vida, toda ela magnífica, tenha sido – ainda que fundamentalmente por razões económicas ao serviço do rei de Espanha...

O navegador, que morreu com 41 anos, tem o seu nome em diferentes espécies de fauna e flora, universidades, regiões, crateras lunares, constelações e naves espaciais. Com a designação Magalhães foram batizados uma nebulosa, uma sonda espacial, um estreito entre dois oceanos, uma baía, um sistema GPS, uma cratera em Marte e um modelo de computador, entre outros. O Pinguim-de-magalhães recebeu o seu nome como homenagem, já que Magalhães foi o primeiro europeu a ter visto um. As aptidões de navegação de Fernão de Magalhães também foram reconhecidas na nomeação de objetos associados à astronomia, incluindo as Nuvens de Magalhães, as crateras lunares de Magalhães, as crateras marcianas de Magalhães e a sonda espacial da NASA Magellan. As comemorações da viagem de Magalhães começaram este ano e prolongam-se até 2022, em Portugal e em muitos outros pontos do mundo que o navegador português "uniu de ponta a ponta". Um dos sonhos dos programadores é levar o Papa Francisco à Baía de San Julián, na Argentina, em abril de 2020, para celebrar uma missa, 500 anos após a primeira aí rezada pela expedição de Magalhães. Os 500 anos da primeira viagem completa em torno do globo, concretizada entre 1519 e 1522, têm comemorações à escala global e contam com a parceria da NASA, numa perspetiva de partilha de conhecimentos. A agência espacial norte-americana quer voltar a Vénus com Fernão de Magalhães, dando o nome do explorador português a uma nova missão aquele planeta.

José Alberto Magalhães Diretor de Informação


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S U M Á R I O

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O QUE É FEITO DE? PA U L A GUEDES

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PERFIL ANTÓNIO DE SOUSA PEREIRA

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FIGURA TERESA MORAIS

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REQUALIFICAÇÃO RIO LEÇA

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DESCOBRIR LOJAS HISTÓRICAS

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A T R AV É S D O S T E M P O S A EVOLUÇÃO DO TELEMÓVEL

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E XC E L Ê N C I A CLUBE PORTUGUÊS DE AUTOMÓVEIS ANTIGOS

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METROPOLIS MATOSINHOS


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ÍNDICE 03 Edito r ial 20 C lín ica M é d i ca da F oz 24 CARTE IR O 38 Zo u r i S ho e s 44 S u pe r Bo c k A r en a 50 Co m e s & Be b es

Revista gratuita trimestral, setembro 2019

FICHA TÉCNICA Propriedade de: ADVICE - Comunicação e Imagem Unipessoal, Lda. Sede da Redação/Editor: Rua do Almada, 152 - 2.º - 4050-031 Porto NIPC: 504245732 Tel: 22 339 47 50 - Fax: 22 339 47 54 advice@viva-porto.pt adviceredacao@viva-porto.pt www.viva-porto.pt Gerência Eduardo Pinto Diretor de Informação José Alberto Magalhães

6 0 Os A z e ito n a s

Redação Maria Inês Valente

6 8 P o rto Can al

Fotografia Inez Cortez Sérgio Magalhães

70 FC P o rto 76 Fe stivais 86 D icas Saú de 9 0 P o rto fó lio 96 M e tr o p o lis : Pa r a n h os 98 Hum o r

Marketing e Publicidade Eduardo João Pinto advicecomercial@viva-porto.pt Célia Teixeira Produção Gráfica Diogo Oliveira Impressão, Acabamentos e Embalagem Multiponto, S.A. R.D. João IV, 691-700 4000-299 Porto Distribuição Mediapost Tiragem Global 120.000 exemplares Registado no ERC com o nº 124969 Depósito Legal nº 250158/06 Direitos reservados Estatuto editorial disponível em www.viva-porto.pt Lei 78/2015


P E R F I L

Reitor da U.Porto aposta na internacionalização e na investigação Texto: Maria Inês Valente Fotos: Marta Santos


ANTÓ N I O D E SOU SA P E R E I RA

Um ano volvido desde a sua posse, António de Sousa Pereira, o novo reitor da Universidade do Porto, assentou parte do seu trabalho, com reconhecido sucesso, na internacionalização e investigação. Com 31309 alunos, dos quais 5918 internacionais, e mais de 240 cursos disponíveis, no ano letivo 2018/2019, aquela que é considerada uma das mais prestigiadas universidades do país, procura assumir, cada vez mais, um percurso que vá muito para além da sua dimensão nacional. Exemplo disso foi a sua candidatura, recentemente aprovada pela Comissão Europeia, para criar uma das primeiras 17 alianças de Universidades Europeias, a iniciativa comunitária que pretende ser o primeiro passo na construção de um Espaço Europeu da Educação.

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VIVA! esteve à conversa com António de Sousa Pereira, que, gentilmente, nos abriu “as portas da sua casa” e falou sobre as importantes conquistas deste último ano, traçou os planos para o futuro e abordou, ainda, as grandes vantagens da U.Porto…

Ser hoje reitor de uma universidade tão prestigiada como a do Porto presumo que seja muito diferente e muito mais exigente do que era no passado, porque as próprias universidades mudaram. São hoje mais dinâmicas, mais atrativas e com uma clara aproximação à sociedade académica. Como vê essa transformação? As universidades hoje não podem ficar resignadas a ter apenas um papel regional. Acho que o grande desafio é dar este salto e pôr, quer as faculdades, quer os serviços administrativos, a pensar que o objetivo é sermos uma universidade internacional. Claro que o panorama regional é obviamente importante porque a universidade tem que ser um fator de desenvolvimento regional e local. Agora, também o será tanto melhor quanto mais forte for, também, a sua rede de relações internacionais. De que forma é que a U.Porto abre as portas da sua casa para receber os seus alunos, nacionais e estrangeiros? A U.Porto tem feito um investimento muito grande na captação de estudantes internacionais. E isso tem-se traduzido naquilo que é o fator mais óbvio, o aumento de alunos. Acho que foi a vinda de estudantes estrangeiros para o Porto, e o “passa a palavra” que eles fizeram, que foi o indutor de transformação que a cidade sofreu e a causa da imensidão de turistas que hoje estão no Porto. E, portanto, estes estudantes estrangeiros contribuem muito para aumentar a qualidade de vida dentro da cidade. Torna a cidade mais cosmopolita, mais diversa, mais uma cidade do mundo e não tanto uma cidade fechada sobre si mesma. E como é que a U.Porto encontra soluções para alojar os novos estudantes? Não tivemos grandes apoios da parte do Governo na atribuição de edifícios que fossem passíveis de ser utilizados para construir residências universitárias, mas encontramos outras alternativas. REVISTAVIVA,SETEMBRO 2019


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Fizemos parcerias com a Messe dos Sargentos, com a Misericórdia, e com outras entidades para aumentarmos a oferta de alojamento a estudantes bolseiros. Além disso, o mercado privado de habitação para estudantes no Porto cresceu muito, de forma que este ano letivo a cidade vai ter, seguramente, para cima de 1500 camas, e no início do próximo mais de 2500, relativamente às que existem hoje no mercado. Além da chegada dos alunos estrangeiros, a internacionalização faz-se, também, de parcerias, como é exemplo o programa das “Universidades Europeias”. Que impacto teve, e terá, essa seleção para a universidade? Vai ter um impacto muito grande, porque vai instituir com um intercambio que é mais largo que aquilo que era habitual no Programa Erasmus. Vamos ter intercâmbio de estudantes, de professores, de pessoal administrativo e, além disso, queremos que os estudantes incorporem a ideia de que entram numa universidade para

circular entre os vários campus e contactar com realidades diferentes daquelas que há no país onde estão. Por isso, acho que vai ter um impacto fundamental na vida da universidade e espero que, daqui por uns anos, ela esteja realmente diferente daquilo que é hoje. O fluxo de mobilidade será, então, ainda maior… O objetivo é que, daqui por três anos, 50% dos estudantes das cinco universidades do consórcio [U.Porto, Universidade Paris-Saclay (França), LMU Munique  (Alemanha), Universidade de Lund (Suécia) e Universidade de Szeged (Hungria)] estejam em mobilidade. Isto não significa que todos os estudantes tenham que ir para os outros países, mas que os estudantes contactem com professores dos outros países. Continuaremos a estimular a mobilidade física de estudantes, professores, técnicos e ‘staff ’, e vamos, inclusive, reforçar o financiamento disponível para essa mobilidade, mas temos formas inovadoras


ANTÓ N I O D E SOU SA P E R E I RA

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“Foi a vinda de estudantes estrangeiros para o Porto, e o «passa a palavra» que eles fizeram, que foi o indutor de transformação que a cidade sofreu”

que visam que o estudante contacte com outros ambientes de ensino.

termos de dimensão, de importância, e até mesmo do resultado obtido na avaliação da FCT. Portanto, o nosso objetivo, agora, é reorganizar algumas delas e penso que, ainda este mês, vão ter notícias de três grandes laboratórios da universidade que se vão fundir para instalar um ainda maior.

A par disso, a universidade destaca-se, também, pelos brilhantes resultados das suas unidades de investigação. Quarenta das suas 49 unidades tiveram as classificações máximas de “excelente” ou “muito bom” na mais recente Essa é uma das perspetivas para o futuro? avaliação plurianual da Fundação para a Ciên- Sim. O futuro passa por reorganizar a rede, facia e Tecnologia (FCT). Qual é a importância zer economias de escala, juntar unidades de desses resultados para a universidade? maneira a obter massa crítica e trabalhar para Demos início, neste último ano, a um trabalho que estas se posicionem cada vez melhor nos de reorganização de rede de investigação que ‘rankings’ e sejam cada vez mais competitivas começa a dar resultados. Nós temos 49 unidades na angariação de projetos, sejam eles nacionais de investigação, que são muito assimétricas em ou internacionais. REVISTAVIVA,SETEMBRO 2019


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”Os alunos formados na nossa universidade têm uma enorme aceitação, não só no mercado de trabalho nacional, mas também no internacional”

Em relação à entrada dos alunos no mercado de trabalho, considera que os que se formam nas universidades portuguesas são bem preparados? Os alunos formados na nossa universidade têm uma enorme aceitação, não só no mercado de trabalho nacional, mas também no internacional. E, portanto, quero crer que eles têm uma formação muito boa, porque se não tivessem isso não acontecia. Basta olharmos para a enorme quantidade de jovens que frequentaram as universidades portuguesas, e a do Porto em particular, e que se encontram espalhados pelo mundo e a ocupar posições de destaque, para deduzirmos que a qualidade da nossa formação é muito boa.

As universidades estão, então, a preparar bem os estudantes para o mercado de trabalho? Estão, mas isso é um assunto que é complicado. Preparar bem hoje não significa preparar bem para amanhã. Atualmente as coisas evoluem a uma velocidade tal, que aquilo que nós estamos a fazer bem hoje, se fizermos da mesma forma daqui por dois ou três anos, provavelmente será mau. Acho que mais importante do que ficarmos satisfeitos com o facto de, agora, estarmos a fazer bem, é termos a preocupação de nos adaptarmos constantemente às suas exigências e ter a capacidade para modificar os nossos métodos de ensino e os objetivos para nos adaptarmos às suas necessidades em cada momento, que hoje variam muito rapidamente.

“As universidades hoje não podem ficar resignadas a ter um papel regional. O objetivo é sermos uma universidade internacional e que quer estar nos panoramas internacionais”


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E quais são as grandes vantagens da U.Porto em relação às restantes universidades do país? A U.Porto é, neste momento, uma universidade internacional, que tem investigação de elevada qualidade e que procura ter um relacionamento com a envolvente local e regional, determinante para fazer a integração dos estudantes. Como é que gostaria de ver a universidade daqui por três anos quando terminar este seu primeiro mandato? Gostava de ver consolidado este projeto de internacionalização, e, sobretudo, a reorganização da nossa rede de investigação e um maior comprometimento entre esta e a rede de ensino. Acho que são aspetos que vão ser determinantes nos próximos anos.

“A universidade não é apenas um local de aprendizagem. É, também, um local onde os alunos podem evoluir como cidadãos plenos, do ponto de vista cultural, do ponto de vista social e do ponto de vista desportivo” Iniciou-se um novo ano letivo. As portas da universidade voltaram a abrir-se para milhares de estudantes. Que mensagem gostaria de lhes deixar? De que a universidade não é apenas um local de aprendizagem. É, também, um local onde eles podem evoluir como cidadãos plenos, do ponto de vista cultural, do ponto de vista social e do ponto de vista desportivo. Portanto, deve ser encarada como um veículo para formar melhores cidadãos e, da

nossa parte, vamos fazer isso. Vamos procurar dar-lhes uma formação integral. Não apenas uma formação académica, porque isso é o mais fácil, mas procurar formá-los como cidadãos em todas as vertentes. É essa a mensagem que eu acho que temos que lhes deixar, além de lhes garantir que a universidade se orgulha deles e tem a noção que tem uma enorme responsabilidade ao receber uma grande parte dos melhores alunos do país.

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Paula Guedes e a dádiva de ser atriz

Estava uma tarde de calor tórrido no dia em que, muito descontraída, conversou connosco numa das várias esplanadas junto ao areal da praia de Matosinhos. Local que lhe diz tanto, não fosse ela uma apaixonada pelo mar, claro, mas, principalmente, pelas pessoas. “O que eu gosto mesmo é das pessoas. Elas são o meu foco, cada vez mais”, disse, logo, sem papas na língua. Afinal, é assim que é Paula Guedes, uma verdadeira mulher do norte, sem necessidade de qualquer representação. Estreou-se em 1976 com a peça “A Barraca Conta Tiradentes”, de Augusto Boal, o seu primeiro mestre de teatro de interpretação, e que continuou a sê-lo durante vários anos. Mas, curioso, embora seja filha do ator e encenador João Guedes, e, desde nova, estivesse

Já fez bodas de prata com o teatro e espera, ainda, fazer as de ouro. Atriz de tantos e conceituados palcos, neste momento, não tem dúvidas: foi o teatro que se apaixonou por ela e ela por ele. Há 30 anos a viver em Lisboa, Paula Guedes confessa que o coração, esse, está sempre em Matosinhos, a sua terra natal. A atriz esteve à conversa com a VIVA! e recordou como começou esta paixão, quais as peças que mais a marcaram e revelou, ainda, os nomes dos palcos que pisará daqui em diante assim como o projeto que a fará entrar regularmente em casa dos portugueses, já a partir de outubro. Texto: Maria Inês Valente

habituada a esta profissão, que diz ser uma dádiva, e a acompanhá-lo ao Teatro Experimental do Porto (TEP), onde gostava de fazer os trabalhos da escola, a verdade é que nunca pensou “ser atriz de facto”. “Por isso é que eu digo que acho que o teatro se apaixonou por mim e eu apaixonei-me por ele”, frisa, com o brilho no olhar. O curso de interpretação, em Lisboa, surgiu de uma forma muito natural na sua vida, já depois de ter tirado a aptidão em Histórico-Filosófica, algo que sempre adorou. E aí, a atriz Maria do Céu Guerra foi a grande responsável de se


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ter tornado profissional, garante, recordando esse momento: “Eu estava no Príncipe Real e ela disse-me «Logo na Barraca às 21h00». Eu fui e, quando cheguei, estava a companhia toda à minha espera no palco para me fazerem a peça que eles iam fazer porque tinha saído uma atriz, e o Augusto Boal disse «Paula Guedes, agora vamos fazer a peça para você». Eles fizeram, os papéis deles e o meu, e quando terminaram o Boal perguntou «você entendeu alguma coisa?» e eu respondi «não, eu não percebi nada». E

“O teatro para mim é o meu marido, o cinema é a minha paixão/o meu amante e a televisão, que eu adoro fazer, é aquilo a que, atualmente, se chama uma amizade colorida”.

aí ele disse «então você vai para o palco e eu vou dirigir você». E foi assim que eu me estreei…” Ainda que, já com algum ‘knowhow’ na bagagem, uma vez que já tinha tido outras experiências de palco e, inclusive, integrado o elenco do filme “O Rei das Berlengas”, com realização de Artur Semedo, na altura

confessa ter sentido “um grande medo”. E esta é uma sensação que a acompanha até aos dias de hoje, pelo respeito imenso que tem pelo público, porque esse, repete incessantemente, “é extraordinário” assim como o é “poder senti-lo”. “Eu adoro estar em palco com o público de frente. Eu acho que é maravilhoso. É

estar viva todos os dias”, diz Paula Guedes, para quem “o teatro e os atores são uma, verdadeira, dádiva”. Com um leque invejável de interpretações no seu currículo, j á a p r e s e n t o u e g r avo u histórias que, de certeza, são incontornáveis na vida de muitos portugueses. Na televisão, REVISTAVIVA SETEMBRO 2019


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por exemplo, fez parte da primeira novela portuguesa emitida pela RTP, “Vila Faia”, e de “Origens” e “Lusitana Paixão”, transmitidas no mesmo canal. Participou na série alemã “Darkness Covers the Earth” de Stannislav Barabas e, já em outras estações de televisão portuguesas, fez parte do elenco de “Floribela”, “Chiquititas”, “Dancin’Days”, “Jardins Proibidos” e, recentemente, “Ouro Verde”. Por sua vez, no cinema deu cartas em “Kilas o Mau da Fita”, “A Culpa”, “Encontros Imperfeitos”, Capitães D’Abril”, “O Delfim”, “A Mulher que Acreditava ser a Presidente dos EUA”, “Anita”, “Land of my dreams”, “Benoît Brisefer - Les Taxis Rouges” e muitos

outros. E, embora adore fazer tanto cinema como televisão, Paula Guedes confessa que o teatro é, efetivamente, o que a faz vibrar. “É a grande escola do ator”, explica. A viver, atualmente, entre Lisboa e Matosinhos, a sua terra natal, e para onde pensa um dia voltar,

Paula Guedes revela que os momentos do dia em que gosta mais de fazer teatro são “de manhã e à noite”. Já a tarde, confessa, acha-a uma chatice. “Gosto de representar de manhã e à noite, porque eu acordo muito cedo e gosto da manhã. Gosto da luz da manhã e gosto do fim

da tarde”, vinca. Apreciadora assumida da cozinha tradicional portuguesa, e de tudo o que envolve a sua confeção – algo que a relaxa imenso -, conta que, quando está em época de estreia, “bate” o seu texto a cozinhar. Passado esse período, as tardes, quando tem “a sorte de estar


PAU LA G U E D E S

em Matosinhos”, são passadas a olhar o mar e a passear pelo paredão da praia da sua infância, a de Matosinhos, local onde tem oportunidade de encontrar aquilo que mais a cativa, as pessoas. “Eu adoro estar com os jovens, porque acho que são fascinantes, como adoro estar com as pessoas mais velhas do que eu, porque acho que são sábias e dão-me uma certa tranquilidade”.

As peças que ficarão para sempre na memória

“Ficam várias”, disse, logo, sem hesitar. Mas, rapidamente, iniciou uma viagem pelas quatro dezenas de peças de teatro que já fez, a par dos 27 filmes e 23 telenovelas em que já participou, e, segundos depois, enumerou algumas que lhe ficaram “particularmente”. “A Balada do Café Triste” de Carson McCullers. “O meu personagem era dificílimo e foi extraordinário. Adorei fazer essa peça. Marcou-me

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imenso”, nota. Já pelos palcos portuenses, recorda com carinho “O Estranho Caso do Trapezista Azul”, de Mário Cláudio, peça de abertura do “palco grande” do Teatro Campo Alegre, onde estreou todas as salas, assim como “À Beira do Fim” de Thomas Bernhard, apresentada no mesmo local. “Essas três marcaram-me até hoje. São peças extraordinárias!”, afirmou, acrescentando que a “Clarabóia”, de José Saramago, com encenação de Maria do Céu Guerra, no Teatro A Barraca, também é uma peça que jamais esquecerá. “A peça é fantástica. Adorei fazer. Além de que contracenar com a minha madrinha de teatro é sempre um privilégio”, concluiu.

Próximas cenas

Algumas televisões têm-na deixado um bocadinho no esquecimento, mas Paula Guedes continua viva e a encher palcos de norte a sul do país. Há quatro anos que está em cena com a peça “A Farsa de Inês Pereira” de Gil Vicente, com encenação de Maria do Céu Guerra, no Teatro Cinearte, dirigida às escolas de todo o país. Com espetáculos às segundas e terças-feiras, às 10h00 e às 11h30, esta tem sido uma peça que lhe tem dado muito gozo fazer e, por isso, lembra, entre risos, um momento caricato em que, no final da apresentação, ouviu um jovem dizer à professora “Se eu soubesse que o seu Gil Vicente era como este da Maria do Céu Guerra, eu nunca tinha faltado às suas aulas de português”. No último trimestre deste ano e durante 2020, a atriz vai estar envolvida em diversos projetos, contudo, à data de fecho da edição da VIVA!, nem todos podiam ser tornados públicos. O mês de outubro marca o seu regresso à RTP1 com “uma série bestial” de Ivo Ferreira, intitulada “Sul”. Já no início do próximo ano, daquilo que, por agora, é possível avançar, saiba que Paula Guedes será protagonista de uma exposição fotográfica de José João Silva, que estará patente em Lisboa, e estará, também, envolvida num novo projeto teatral. REVISTAVIVA SETEMBRO 2019


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E D I C I N A

Clínica Médica da Foz estabelece protocolo com Hospital Lusíadas

Paulo Amado e Edmundo Ribeiro

Com uma história que ultrapassa os 30 anos, a Clínica Médica da Foz, também conhecida como Médicos em Casa, é, há já muito tempo, uma unidade de referência da cidade do Porto. Sempre atenta à evolução tecnológica e empenhada em tratar o melhor possível os seus doentes, a clínica estabeleceu, recentemente, uma parceria única com um dos maiores grupos de saúde do mundo, o Hospital Lusíadas Porto, juntando-se, assim, à sua Rede Associada.


C LÍ N I CA M É D I CA DA FOZ

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Clínica Médica da Foz estabeleceu, recentemente, uma parceria com o Hospital Lusíadas Porto, passando, assim, a integrar a Rede Associada desta unidade de saúde, através de um protocolo que prevê a disponibilização de um conjunto de serviços complementares entre as duas entidades. Significa isto que, caso haja necessidade de exames auxiliares de diagnóstico, consultas de especialidade e atendimento urgente, para adultos e crianças, o internamento e as cirurgias podem ser asseguradas pelo Hospital Lusíadas Porto, que vem complementar o serviço da clínica com diversas consultas de especialidade e exames de diagnósticos não existentes até então, nomeadamente Cirurgia Plástica, Cirurgia Cardio-Torácica e Radiologia, entre outras. Como explica Paulo Amado, diretor clínico da Clínica Médica da Foz, esta parceria tem tudo a ver com aquilo que se chama, atualmente, uma medicina moderna. “Uma medicina em que o médico, estando a dar consultas e vendo a necessidade de ter que recorrer a exames clínicos mais sofisticados, tem a hipótese de fazer o mais rápido possível, às vezes, até, no mesmo dia, qualquer um desses exames e ter logo o feedback online, através de um sistema informático, que já estamos a introduzir”, sublinha. Significa isto, segundo o responsável, que os doentes que utilizam a clínica vão fazer exames ou ser tratados num local em que têm a possibilidade de “trocar impressões” sobre o seu estado clínico. Com este protocolo, os médicos da Clínica Médica da Foz podem pedir, também, o internamento dos seus doentes para o Hospital Lusíadas mais próximo, onde ficam sob a orientação do seu médico de família. Em conversa com a VIVA!, Paulo Amado destacou que nesta parceria, que significa um enorme up-grade e uma mais valia para os associados da Clínica Médica da Foz, “ninguém vendeu nada a ninguém”. “O grupo Lusíadas continua a ser independente e nós continuamos a ser,

“O doente está centrado na Clínica Médica da Foz e só pontualmente, para coisas que necessitemos, é que é encaminhado para o Hospital Lusíadas, sendo que temos possibilidade de trocar impressões com o colega que ficou responsável pelo seu processo” - Paulo Amado, diretor clínico REVISTAVIVA SETEMBRO 2019


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E D I C I N A

Especialidades

também, independentes e proprietários da nossa clínica. Por isso, acho que é uma mais valia. Estamos todos muito motivados, sobretudo os colaboradores que fazem domicílios, porque sentem que estão ainda mais apoiados”, conclui.

A Clínica Médica da Foz disponibiliza uma variedade de serviços, proporcionando aos seus doentes uma “vivência plena de saúde e bem-estar”: Análises Clínicas Cardiologia Cirurgia Geral Cirurgia Vascular Cirurgia Pediátrica Dermatologia Doenças Infeciosas Ecografia Endocrinologia Fisiatria Gastrentorologia Geriatria Ginecologia Imunoalergologia Medicina Dentária Medicina Desportiva

Medicina Geral e Familiar Consulta do Viajante Neurocirurgia Neurologia Oftalmologia Ortopedia Otorrinolaringologia Pediatria Pedopsiquiatria Pneumologia Psiquiatria Reumatologia Medicina da Dor Nutrição Urologia

Rua de Sobreiras 636, Porto Telefone 226 178 917


C LÍ N I CA M É D I CA DA FOZ

Domicílios Médicos

Os domicílios médicos estão na génese do nascimento da Clínica Médica da Foz e são uma aposta para continuar no futuro, incluindo ainda mais valências, realça Edmundo Ribeiro, presidente do Conselho de Administração da clínica. A vertente de enfermagem, fisioterapia, colheitas sanguíneas, apoio domiciliário e, mais recentemente, hospitalização domiciliária, com acompanhamento monitorizado 24 horas por dia, apresentam-se como um dos grandes sucessos de crescimento desta rede hospitalar, que é, também, pioneira no setor privado da cidade do Porto no que respeita a este último serviço. “Conseguimos estar mais perto das famílias e dar o conforto da hospitalização em casa”, explica o responsável, acrescentando que, através de um sistema de envio de dados online, a clínica consegue acompanhar o doente e, sempre que os valores saem da normalidade ou da prescrição médica, soa um alarme que, imediatamente, faz sair um médico ou enfermeiro em seu auxílio. Outra das mais valias deste sistema é a câmara que tem incorporada e permite, a qualquer momento, visualizar o estado do doente. “Caso o cuidador ou enfermeiro tenham alguma dúvida, ligam a câmara, mostram ao médico o que está a acontecer e este, por visualização do doente, pode ajudar a resolver alguns problemas”, salienta. Nesse sentido, é importante referir, também, que mesmo no apoio domiciliário básico, toda a estrutura está sustentada na supervisão médica. Segundo destaca Edmundo Ribeiro, todos os colaboradores têm a linha direta do médico que está de serviço, de forma a que este possa ajudar a resolver qualquer “problema pontual”. Todo este apoio próximo com o doente, e respetivas famílias, em casa, principalmente, tem contribuído para o crescimento da Clínica Médica da Foz e para o prestígio destes mais de 30 anos. O futuro, acrescenta o presidente do Conselho de Administração, passa por potenciar, cada vez mais, o conforto dos doentes nas suas casas. “Ainda hoje somos conhecidos como Médicos em Casa, foi isso que nos fez chegar até aqui e é isso que queremos continuar a fazer”, acentuou.

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“Costumamos dizer que não temos utentes, temos amigos que nos reconhecem como tal e nos obrigam a inovar e a acompanhar a evolução do mercado” - Edmundo Ribeiro, presidente do Conselho de Administração

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219 anos de uma profissão repleta de história

Já não se enviam cartas de amor, fala-se pelo telemóvel e as empresas comunicam por e-mail. Mas, os carteiros continuam a ter um lugar especial no coração de todas as pessoas que, ainda hoje, recordam a felicidade sentida ao avistá-los, sinónimo de notícias chegadas de todo o lado. E, apesar da evolução tecnológica, isso não mudou. Não pelos mesmos motivos, é certo, mas porque, para muitas delas, estes homens e mulheres, podem ser, ainda, a única pessoa que veem e com quem conversam durante o dia. O problema é que esta pode ser uma profissão em vias de extinção… Texto: Maria Inês Valente Fotos: CTT

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aça chuva ou faça sol, saem à rua todos os dias, prontos para levarem notícias a mais uma família. Agora, mais beneficiados pelo meio de transporte que utilizam para fazerem a distribuição da correspondência, a verdade é que nunca sabem se as novidades que levam são, efetivamente, boas, razão pela qual, há muito tempo, que vêm sido alertados pela população. “Não me traga más notícias”, dizem, entre risos. É que, para alguns, os anos de profissão já são tantos que os laços de amizade com a população vão ganhando alguma forma. Sabem de cor todas as ruas, os números das portas, e, muitas vezes,


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conhecem até os filhos e netos – se for o caso - a quem a correspondência é endereçada. A relação com os cães, essa há muito que é conturbada porque, sempre que estes os sentem a aproximar-se, ladram até à exaustão. E, nem uma pequena festa, quando é possível, os consegue acalmar. “Bom dia para cá”, “Bom dia para lá”, “Tenho isto para si”, “Hoje não veio nada”, “Vemo-nos amanhã”, vai dizendo, enquanto, a bom ritmo, coloca as cartas nas caixas de correio. Entretanto, segue para a carrinha ou para a mota. Pega noutro molho. Pára. Sai e corre até à próxima caixa do correio. Volta, arranca e, cem metros à frente, um novo molho de cartas. É assim um dia normal na vida de um carteiro, uma profissão que nasceu

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precisamente há 219 anos, pelo menos no papel, uma vez que só em 1821 é que a distribuição domiciliária, em Lisboa, começou a funcionar. Segundo reza a história, a falta de identificação das ruas terá sido um entrave à rápida aplicação do diploma que originou o serviço de correios. [Ler caixa intitulada “A origem do serviço de correios] Nos grandes centros urbanos, a relação afetiva entre carteiros e população nunca é tão próxima. A banda sonora dominante, composta pelos motores dos carros e a azáfama de quem passeia pelas ruas da cidade, muitas vezes não permite que notem a sua presença. São tantas as atracões que a presença de alguém fardado de cinzento e vermelho, com um saco às costas, a distribuir a REVISTAVIVA, SETEMBRO 2019


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E M Ó R I A S

A origem do serviço de correios A história dos Correios de Portugal é muito antiga. De acordo com os registos, a primeira versão daquilo que são hoje os CTT remonta a 1520, ano em que o rei D. Manuel I terá criado o Correio Público e nomeado Luís Homem para o cargo de CorreioMor. Desde então que o serviço foi sendo melhorado, permitindo a troca de correio para os territórios do império português. Para este efeito, foi criado, em 1657, o cargo de Correio-Mor das Cartas do Mar para os domínios de África e da

América. A designação de carteiro, como hoje conhecemos, surge apenas em 1800, quando o, na altura Correio-Mor, Mascarenhas Neto, criou o diploma referente à distribuição domiciliária de correio em Lisboa. Com este diploma, foram criados 17 distritos postais e identificadas ruas e números de casas, mas não só. Foi, também, através deste documento que se estabeleceu a necessidade de se contratar “portadores”, “moços vigorosos e fiéis” para levarem a correspondência à casa das pessoas.


CARTEIRO

Apesar da carga da correspondência ter diminuído, a visita do carteiro continua a fazer parte da rotina de muitas pessoas.

correspondência, pode passar despercebido. A verdade é que grande parte da população aparenta viver cada vez menos dependente da distribuição feita pelos carteiros. A possibilidade de enviar mensagens, fazer chamadas e trocar correspondência de forma eletrónica, aliados ao conforto e rapidez na obtenção de resposta, vieram, de certa forma, tirar o ‘glamour’ desta ‘mui’ nobre profissão. Os dados disponibilizados pelos CTT apontam para uma quebra de 50% de volume de correio endereçado desde 2001. Nessa altura, revelam, o volume atingia 1,4 mil milhões de correio endereçado para alcançar, em 2018, apenas 0,7 mil milhões.

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As populações do meio rural parecem ser aquelas que têm um vínculo maior a estes homens, ou mulheres, que lhes levam, e muitas vezes, até, trazem, a correspondência. Exemplo disso são as emotivas declarações recolhidas numa reportagem, recentemente emitida pela SIC, que dão conta do quão importante é, para elas, a visita do carteiro. “Traz-nos a carta da luz, da água, do telefone”, “as contas do banco, as reformas” e, ainda que hoje em dia muito raramente, uma ou outra notícia “de quem está longe”, dizem. E, questionados, com a mítica, mas, cada vez mais, possível, pergunta se “se imaginariam sem carteiros”, a resposta é óbvia, e sai de forma muito rápida, “não”. Porquê? É simples! “Eles fazem muita falta”. Além de que, acrescentamos nós, são parte da nossa tradição. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2019


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E Q U A L I F I C A Ç Ã O

Rio Leca GANHA NOVA VIDA

Nasce em Santo Tirso, passa por Valongo e pela Maia e desagua em Matosinhos. Em tempos, foi um dos rios mais poluídos da Europa, mas, em breve, as suas margens vão conhecer uma outra realidade, com a construção de um corredor verde ao longo de 18 dos seus quase 45 quilómetros de extensão. Referimo-nos, claro, ao rio Leça, e contamos-lhe tudo sobre a sua nova vida. Texto: Maria Inês Valente Fotos: CM Matosinhos

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reze hectares de novos espaços verdes, 820 novas árvores, quatro novas pontes, sete quilómetros de ciclovia e de percursos pedonais e mais de 500 mil habitantes beneficiados. São estes os números que resumem a requalificação do Corredor Verde do Rio Leça, um projeto da Câmara Municipal de Matosinhos, que envolve os municípios da Maia, Valongo e Santo Tirso, e que é um dos mais ambiciosos a nível de valorização ambiental em curso na região e no país. Orçada em 19,7 milhões de euros, dos quais

85% são fundos comunitários e 900 mil são reservados à aquisição de terrenos adjacentes ao rio, a intervenção irá decorrer em três fases ao longo de 18 quilómetros de extensão, entre o Parque das Varas, em Leça do Balio, até à foz do rio Leça, no Porto de Leixões. A primeira etapa deverá arrancar este mês e representa um investimento de 7,2 milhões de euros. Corresponde ao troço entre a Ponte de Moreira e a Ponte da Pedra, incluindo a ligação de Picoutos, num percurso de 6,9 quilómetros, e deverá prolongar-se por 18 meses,


R I O LEÇA

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Trata-se de um corredor verde e de circulação nas margens do rio, que contará com várias intervenções no que diz respeito às acessibilidades, biodiversidade e espaços de lazer. estando concluída em fevereiro de 2021. De acordo com a Câmara de Matosinhos, será “apenas o primeiro passo para a completa despoluição do curso fluvial e para a valorização paisagística das margens do rio, transformando-as numa área de lazer e devolvendo-as à fruição da população”. Da intervenção, desenhada por Laura Roldão, arquiteta e uma das responsáveis pelo projeto, vão nascer quatro novas pontes pedonais, essencialmente de metal, mas desenhadas com formas arredondadas para remeterem para a história, como referiu o jornal Público numa das suas edições, e sete passadiços, que se juntam, assim, às cinco pontes que já fazem parte deste percurso e que serão requalificadas. De forma a criar uma nova paisagem e permitir uma maior biodiversidade naquela zona, a área verde passará dos atuais 17 hectares para 30, o que corresponde a um aumento significativo de 13 hectares. Paralelamente ao rio, serão, ainda, plantadas 820 árvores autóctones – sobreiros, amieiros e carvalhos –, que irão oferecer à população zonas de estar para piqueniques e diversas áreas com sombra. REVISTAVIVA SETEMBRO 2019


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E Q U A L I F I C A Ç Ã O

Para que este espaço seja usado durante o ano inteiro, será, também, feito um investimento forte na iluminação do corredor, que terá acessos a partir da rede viária. De acordo com o órgão de comunicação citado, as “zonas de estadia” junto ao rio e as ciclovias serão construídas em betão permeável e pedra de granito, sendo essa uma forma de evitar as cheias que, por vezes, ocorrem em algumas zonas do percurso. Entre muitas outras valências, esta fase da obra vai permitir melhorar a visibilidade do rio Leça e dos seus focos de poluição, promovendo um maior contacto com a natureza e novas oportunidades de mobilidade ao longo do rio. Na apresentação do projeto, na Câmar a Municipal de Matosinhos, Laura Roldão destacou a importância desta

13 hectares de área verde 820 novas árvores 4 pontes 7 km de ciclovia e de percursos pedonais 500 mil habitantes beneficiados obra para a Área Metropolitana do Porto, que vai permitir obter um espaço público qualificado e que, ao todo, vai abranger mais de 500 mil pessoas. Esta é uma “requalificação que estimula a relação com os transportes públicos - metro e linhas de autocarro -, e que pretende tornar o Leça um eixo de utilização, mas também um eixo de mobilidade, que promove o uso da bicicleta, da trotinete, entre outros”, referiu. A construção deste troço, que compreende a Ponte da Pedra e a Ponte de Moreira, vai ainda

promover a utilização de parques já existentes como o Parque da Paz, o Parque das Varas ou o Parque de Picoutos, uma vez que o projeto tem uma linguagem desenhada de acordo com as pré-existências e as memórias do local. “Depois de tantos anos de perda de contacto com o rio, é chegado o momento de recuperar o Leça, o Leça água, o Leça margens, o Leça e a sua relação com as populações”, sublinhou a arquiteta. O mesmo considera António Correia Pinto, vereador do Ambiente de Matosinhos, que,


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REVISTAVIVA SETEMBRO 2019


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E Q U A L I F I C A Ç Ã O

em declarações recentes à Time Out, referiu que é importante a população entender que “o Leça é um ativo ambiental que lhes pertence, cuja conservação e renovação depende de todos e não apenas das entidades públicas” que lá estão a intervir. “Este investimento só faz sentido se, todos juntos, formos capazes de manter o

Leça vivo e útil para a vida das populações da região”, reforçou. Importante referir que durante o período de execução da primeira fase da intervenção é possível que sejam lançadas a concurso as restantes etapas do projeto de requalificação do Corredor Verde do Rio Leça.


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I G U R A

”UM PASSO MAIS„ no combate à violência doméstica

«Um Passo Mais» é um projeto único e inovador na cidade do Porto, que constitui uma solução integrada para a investigação dos crimes de violência doméstica, visando, sobretudo, a sua celeridade e a proteção das vítimas. Teresa Morais, procuradora do Departamento de Investigação de Ação Penal (DIAP) do Porto, é a mentora deste projeto, e revelou à VIVA! como tudo se processa, partilhou algumas opiniões e falou, ainda, do seu livro “Violência Doméstica – o reconhecimento jurídico da vítima”, publicado recentemente, onde desvenda novas formas de combate a este crime. Texto: Maria Inês Valente


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Como surgiu o projeto «Um Passo Mais»? De uma natural e constante insatisfação, que nos levou a procurar formas mais rápidas e eficazes, quer na vertente da proteção da vítima, quer, também, numa vertente de prevenção especial, quanto ao «agressor», e geral, porque as mensagens de celeridade e eficácia também têm impacto no meio envolvente. Como é que tudo se processa neste projeto? A ideia fundamental baseia-se na tentativa de encurtar os prazos de uma resposta inicial à vítima. Assim, a primeira equipa especializada, o Gabinete de Apoio e Informação à Vítima, foi preparada para atender a vítima, receber a queixa e, em casos complicados, poder chamar uma procuradora da 1.ª secção do DIAP a qualquer hora do dia ou da noite. Durante a manhã, entrega as participações à segunda equipa, especializada em investigação criminal, que faz logo uma primeira filtragem dos casos mais graves e que, de imediato, são remetidos ao DIAP. A partir daí tudo se processa como um trabalho conjunto, com esta equipa de polícia a atuar no terreno e efetuar diligências muito céleres, com os funcionários de justiça a agilizar procedimentos e efetuar diligências e as magistradas também. Tudo isto, visando, num primeiro momento, a rápida detenção do «agressor» a fim de ser presente a interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.


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I G U R A

E se a vítima recusar falar? O que se deve fazer? Trata-se de uma questão complexa. Por um lado, não se deve responsabilizar a vítima com o ónus da produção da prova e, por outro, existe uma multiplicidade de fatores que a impedem de falar, ou até que a impedem de prestar um depoimento coerente. Não podemos esquecer que muitas destas vítimas vivem, quotidianamente, sob um sentimento de medo pela iminência de um qualquer episódio violento, podendo desenvolver a chamada «síndrome de stress pós-traumático», que tem reflexos ao nível cognitivo ou de memória. Mas, também esse sentimento de medo pode obstar à liberdade do depoimento, em face de uma previsível represália. Por outro lado, podemos estar perante factos de tal modo graves e de tal modo lesivos que a vítima não é capaz de os verbalizar perante terceiros. Deste modo, e considerando a multiplicidade de fatores, a investigação não pode limitar-se ao que a própria vítima possa vir a fornecer, mas deve assumir a responsabilidade de procurar outras provas e, nomeadamente, a prova sobre o porquê de cada um desses silêncios. Publicou recentemente o livro "Violência Doméstica - o reconhecimento jurídico da vítima", que revela novas formas de combate ao crime de violência doméstica, colocando sempre “o foco na vítima”. Essa pode ser a solução? O papel da vítima deve ser cada vez

mais valorizado? A vivência do dia a dia dos processos fezme levantar uma série de questões e procurar aproximações a respostas, nomeadamente, sobre o interesse jurídico que o tipo de crime protege, sobre a não unicidade do ilícito perante vários episódios de violência distinguíveis, o concurso do crime quanto aos filhos menores que presenciam violência interparental, a necessidade de a denúncia não ficar exclusivamente a cargo da vítima, a abordagem ao suicídio, a especificidade da violência doméstica em relação a pessoas idosas, mas, também, a aspetos ligados com o próprio processo e a sua tramitação. Todas as questões


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colocadas se ligam ao modo como esta é encarada, quer em termos da construção jurídica do crime, quer em termos processuais. E, portanto, pareceme evidente que a vítima tem, cada vez mais, de ser efetivamente considerada como alguém com direitos e expectativas concretas e não, como até há pouco tempo, como uma «mera testemunha». Daí que tenha apresentado novas propostas de abordagem dentro do quadro legal já existente, mas também algumas de alterações legislativas. Entre as propostas apresentadas está, também, a possibilidade de serem tomadas declarações para memória futura às vítimas de violência doméstica… Esta questão está intimamente ligada à do silêncio da vítima, mas também à questão da sua revitimização decorrente do processo. Tenhamos em vista que, normalmente, as vítimas de violência doméstica desenvolvem aquilo que alguns autores chamam de «impotência assimilada». Ou não se percecionam como vítimas ou, quando ultrapassam essa fase, sentem não serem capazes de quebrar esse ciclo de violência. E, como já referi, estamos face a pessoas em estado de grande vulnerabilidade. Então, se as tratarmos como meras testemunhas (que têm de fornecer a prova), obrigando-as a descrever os factos, uma, duas, três vezes, perante entidades distintas, que serviço lhe estamos a prestar? E que resistência psicológica estamos à espera que a mesma tenha? A lei prevê essa possibilidade de produção antecipada da prova, ou seja, a vítima prestar um só depoimento, perante o juiz de instrução e com garantias do contraditório, que a desobriga a ir à sala de audiências. E assim

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se evitarão algumas situações de silêncio, outras tantas de lapsos de memória ou maior fragilidade do depoimento, a exposição pública da vítima e dos factos que sofreu e, sobretudo, a respetiva revitimização. O que mais se pode fazer para minimizar o problema da violência doméstica? Ter noção que a mesma é um problema e uma responsabilidade de todos, não o compartimentando. Reparemos, por exemplo, na reciclagem, em que foram as crianças que «obrigaram» os pais a este novo procedimento. Com as devidas distinções, porque não começar a intervir em idades mais precoces? Aproveitando-se assim a audácia inocente das crianças para uma cada vez maior exteriorização da intolerância à violência. Seis anos após a criação de «Um Passo Mais», que balanço faz deste projeto? Os resultados orgulham-nos, mas não nos descansam, responsabilizam-nos mais. O grande desafio é manter a forte motivação existente de todos os intervenientes e ir tentando encontrar novas formas de reação ao crime e de respostas às vítimas. E isso já está a ser pensado e trabalhado. Esta poderia ser uma iniciativa a replicar por todo o país? Não sei se poderia ser replicada, tal como está, em todo o país e essa avaliação terá de ser feita a um nível diferente. Mas, existem outros projetos, com resultados igualmente bons. A complementaridade entre todos é, normalmente, o melhor caminho. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2019


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s a i a r p s a d o Plástico d a ç l a c m e o d a m r o f s n tra O nome pode soar estranho a muitos, mas, os mais “in” e preocupados com as questões ambientais, certamente já ouviram falar da Zouri Shoes, uma marca portuguesa, com pouco mais de dois anos de vida, e que está a conquistar o mundo. Pela estética do seu calçado, mas, principalmente, pela história gravada em cada par. Compostos por produtos 100% ecológicos e sustentáveis, os Zouri são produzidos no Norte do país, e as suas solas são fabricadas a partir de plástico recolhido nas praias. Texto: Maria Inês Valente Fotos: Zouri Shoes


ZOU R I SH O E S

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Porque não usar o plástico das praias para fazer calçado?”. Foi esta a ideia que, durante anos, burilou na cabeça de Adriana Mano e que só se tornou possível com a ajuda de toda a equipa e parceiros envolvidos neste projeto amigo do ambiente, contanos a responsável e líder da Zouri, que não esconde a sua vontade em, diariamente, encontrar soluções, e inspirar outros a fazê-lo, para que seja possível “salvar o planeta”. E os Zouri Shoes são um exemplo claro dessa ambição. “Concorremos a um prémio da Universidade do Minho, ganhámos, e eu acho que foi aí que sentimos aquele «empurrãozinho» para avançar. Inicialmente queriamos fazer o sapato todo com plástico, mas depois percebemos que não era assim tão fácil e acabamos por concluir que o mais indicado seria colocá-lo na sola”, revela. O projeto e as soluções para concretizá-lo o mais sustentável e ecologicamente possível, pois, de outra forma, “não faria sentido” para a mentora, foram ganhando forma nos diversos contactos com a indústria, nomeadamente para encontrar um parceiro que ficasse responsável pelo transporte do plástico recolhido, pela sua trituração bem como pela produção das próprias solas. “Foi todo um desafio para criar este processo industrial”, explica, mencionando, ainda, a parceria importante que conseguiram estabelecer com a Câmara Municipal de Esposende. “Questionamo-la sobre a possibilidade de, nas recolhas que já costumavam fazer com as escolas e com a comunidade, nos integrarmos como parceiros, e desafiamos a que, durante a limpeza, as pessoas tivessem dois sacos

e pusessem o plástico num e o resto dos resíduos noutro. Depois nós ficávamos encarregues do resto”, continua. No âmbito desta parceria, a Zouri já conseguiu recolher, até ao momento em que a VIVA! conversou com a responsável, cerca de duas toneladas e meia de plástico, unicamente em praias portuguesas, uma vez que não utilizam nas suas produções “plástico das cidades”. “A nossa ação é muito focada nos oceanos”, reforça Adriana. Após a recolha, o plástico é transportado para a Ecoibéria, em Vila Nova de Famalicão, onde é triturado e lavado, e depois segue para Felgueiras, para uma empresa “que o mistura com borracha natural” e produz as solas, terminando a viagem, em Guimarães, onde o produto é finalizado. Um processo que, no seu total, atendendo aos ‘timings’ de cada uma das empresas, demora cerca de três meses. Cada par de sapatilhas tem o equivalente a seis garrafas de água, de 33cl, e no caso das sandálias equivale a cerca de oito garrafas, uma vez que a sola é mais grossa. “Até a engrossamos exatamente porque percebemos que conseguíamos incorporar mais plástico e, ao mesmo tempo, não ficava muito REVISTAVIVA SETEMBRO 2019


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pesado”, explica a responsável, alertando que o número de garrafas que leva cada sola depende, evidentemente, dos tamanhos. “Estes dados são referentes a um tamanho médio, que é um 38”. Os restantes componentes do calçado são feitos com outros materiais sustentáveis, como o pinatex - criado a partir de folhas de ananás -e o algodão orgânico, um dos produtos mais vendidos, que chegam, respetivamente, de um “Cada par de parceiro espanhol e alemão. “O sapatilhas tem pinatex é um material que tem, o equivalente a depois, uma aparência muito seis garrafas de semelhante à pele, só que é água e no caso três vezes mais caro”, explica a responsável. das sandálias A componente ecológica do equivale a projeto já valeu à Zouri algumas distinções, nomeadamente cerca de oito ser uma das 15 finalistas ao garrafas, Prémio Europeu de Inovação porque a sola é Social, que engloba empresas de todos os países da União mais grossa”, revela Adriana Europeia, e cujo vencedor será conhecido em outubro, numa Mano, mentora cerimónia que terá lugar em da Zouri Shoes. Dublin. Sobre o futuro, como diz o ditado, ninguém sabe, mas a vontade da equipa é “tentar crescer a Zouri” o mais que for possível. A marca deu, recentemente, o passo do online para o retalho e, neste momento, o seu calçado já pode ser encontrado, entre outros, em locais como Aveiro, Paredes de Coura, Guincho, Sagres, Lisboa, Barcelona, Marselha e Paris. Curiosamente, ainda não conseguiram encontrar um parceiro na cidade do Porto, mas esperam fazê-lo brevemente. Os preços das sapatilhas variam entre os 83 e os 142 euros e os dos chinelos e sandálias rondam os 70 euros, mas Adriana afirma que só não estão à venda por um preço mais baixo porque é “mesmo impossível”. “Nós produzimos tudo em Portugal, só usamos materiais sustentáveis e isso leva os preços para níveis mais altos”, reforça, acrescentando que “as pessoas têm que ter em conta que estão a pagar um produto real”. “É preciso que se perceba minimamente de materiais, como acontece com a comida hoje em dia. Se tu queres comprar algo que não é nocivo para ti tens que perceber o que é que está lá dentro. E esse é o caminho que todos nós vamos ter que fazer. É de sermos críticos e procurarmos informação para sermos compradores conscientes”, conclui.


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A Zouri já recolheu, só em praias portuguesas, cerca de duas toneladas e meia de plástico. As campanhas

As campanhas em que a Zouri participa costumam ser organizadas pelas Organizações Não Governamentais (ONGs) e pelas câmaras municipais. A marca faz a sua própria equipa e apela à comunidade a juntar-se a estas ações de recolha. Participam em todas, sejam de maior ou menor dimensão, nas praias ou na cidade, como é exemplo uma que decorreu no início de setembro a nível nacional, porque, como explica Adriana Mano, “é um trabalho de sensibilização” no qual querem “sempre estar presentes”. A par disso, a Zouri faz, também, um ‘roadshow’ pelas várias escolas do concelho de Esposende para alertar para a problemática do plástico nos oceanos.


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E S T A Q U E

Projeto Monte Pedral

A RENOVADA PÉ RO L A

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PORTO

A inauguração do Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota está prevista para outubro e, nesta edição, a VIVA! conta-lhe tudo o que mudou na vida daquele que é um dos edifícios mais icónicos da cidade do Porto. Alvo de um plano de intervenção minucioso ao longo de dois anos, está, agora, dotado, de todas as características acústicas, térmicas e de versatilidade que o fazem estar à altura das mais prestigiadas salas de espetáculo internacionais. Texto: Maria Inês Valente Fotos: Central de Informação e Inez Cortez


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em disponíveis 5500 lugares sentados, mas consegue acolher até um máximo de 8 mil pessoas, mediante a utilização de bancadas retráteis, que vão permitir personalizar os eventos de acordo com o conceito que for delineado e o número de pessoas que esteja previsto. E foi com esta polivalência que foi pensada toda a reconversão desta estrutura, agora batizada de Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, que manteve intocável toda a arquitetura exterior, mas que renasceu, e muito, interiormente, estando, agora, capaz de garantir o acolhimento de qualquer tipo de evento, desde espetáculos culturais, desportivos a empresariais.

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Uma das novidades, e grande “mais-valia para a cidade” do novo Rosa Mota, na opinião de Filipe Azevedo, da empresa de construção Lucios que, em conjunto com a PEV Entertainment, compõe o consórcio Círculo Cristal, entidade responsável por esta intervenção, e a quem a Câmara concessionou a exploração do pavilhão nos próximos 20 anos, está no piso -1 que, antes, era, essencialmente, utilizado para arrumos e casas de banho e que alberga, agora, o centro de congressos e aquele que considera ter sido “um dos maiores desafios” da intervenção, o auditório, com capacidade para 500 pessoas, e possível, apenas, depois de “seis meses de escavação REVISTAVIVA, REVISTAVIVA SETEMBRO MARÇO 2019


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O Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota conta com uma bancada retrátil, que garante a capacidade para 5500 pessoas sentadas, mas que, se for recolhida, faz crescer a lotação para 8 mil. A isto juntam-se duas tribunas, localizadas nos pisos 1 e 3, 23 camarotes, um elevador para pessoas com mobilidade reduzida e oito camarins e balneários para os artistas, no backstage. em rocha”. Neste local, existem, ainda, mais quatro salas, cada uma com capacidade para 100 pessoas, uma zona de exposição com 600 metros quadrados, balneários, camarins e salas de apoio, que também serão “personalizados de acordo com cada evento”. Outra das valências deste piso é o seu restaurante, com um espaço interior e esplanada de 300 e 400 metros quadrados, respetivamente, vista para o lago e para os Jardins

do Palácio de Cristal, totalmente renovados, e um food court, “aberto todos os dias”. A arena, no piso principal, tem nas bancadas retráteis uma das principais valências, mas estas não são o seu único atributo. O Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota é, ainda, dotado de tribunas, localizadas nos pisos 1 e 3, e 23 camarotes, cada um com capacidade para 16 pessoas, que estão situadas no segundo piso. Neste sentido, importante referir, também, os lugares disponíveis para pessoas de mobilidade reduzida que, de acordo com os administradores, ultrapassa o número que é estabelecido por lei. Na cúpula do edifício, formada por 768 óculos, está, talvez, aquele que foi o maior desafio


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em todo este processo de reabilitação. Para assegurar a componente acústica, fator indispensável para garantir a versatilidade da sala e a sua adaptação para todo o tipo de eventos, foi necessário proceder-se à substituição dos vidros existentes por um vidro duplo e aplicar, ao longo de toda a estrutura da cúpula, “uma cama de lã de rocha com mais de 40 centímetros” e uma tela acústica. Significa isto que os 768 óculos estarão tapados em “99% dos eventos”, fazendo com que a sala fique totalmente às escuras. Tudo “soluções de engenharia essenciais” para garantir o conforto necessário à realização de qualquer evento, uma vez que grande parte deles “exige que não haja luminosidade natural nenhuma”, alerta Filipe Azevedo. Mas, se, porventura, algum espetáculo obrigar à presença de luz natural, os óculos serão abertos um a um, uma vez que

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não existe, ainda, nenhum mecanismo automático para esse efeito. No entanto, a grande surpresa do novo Rosa Mota, acreditamos, está na possibilidade de o público poder realizar visitas à cúpula do edifício, o que, através de um cenário privilegiado de “360 graus”, permitirá “ter uma noção exata do que é o Porto”, como salienta Jorge Silva, da PEV Entertainment. Para o responsável, esta visita será “uma experiência radical”, “totalmente segura” e que irá provar “toda a multifuncionalidade” do pavilhão. Olha para esta intervenção como “aquilo que o Porto não tem há muitos anos” e que irá orgulhar não só “as gentes do Porto”, mas de todo o Norte. Recorde-se que o investimento inicial REVISTAVIVA, SETEMBRO 2019


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previsto variava entre os 8 e os 8,5 milhões de euros, um valor que foi largamente ultrapassado “devido às melhorias que foram introduzidas ao longo do projeto” como é exemplo, entre outros, os requisitos referentes à acústica, explicam os administradores. Importante destacar, ainda, que toda a área envolvente ao Super Bock Arena - Pavilhão Rosa Mota foi, também, intervencionada. Os Jardins do Palácio de Cristal, considerados dos mais bonitos jardins românticos da Europa, estão, agora, rejuvenescidos, mantendo, no entanto, todas as suas características e autenticidade. O espaço recebe, diariamente, centenas de visitantes e é palco dos mais diversos eventos, como são exemplo os vários concertos de verão que decorreram no mês de agosto e a Feira do Livro, certame organizado pela autarquia desde 2014, e que terminou a edição 2019 no passado dia 22 de setembro.

História

Inaugurado em 1865, o Palácio de Cristal, assim era designado antigamente, foi construído à imagem do Crystal Palace, em Londres. Em 1951 foi demolida a construção original para dar lugar a um novo recinto, com a assinatura do arquiteto José Carlos Loureiro, que, ao longo dos anos, foi palco de muitos eventos desportivos, como o Mundial de Hóquei em Patins e várias atividades recreativas e culturais. Em 1991, passou a adotar o nome de Pavilhão Rosa Mota, em homenagem a uma das maiores desportistas do país, natural do Porto.

Acessibilidade e Estacionamento

A localização privilegiada do Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota, além de permitir uma grande rede de transportes públicos nas proximidades,


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garante, também, uma enorme facilidade de acesso e estacionamento a quem se dirigir a este espaço em veículo próprio. À porta dos Jardins do Palácio de Cristal existem paragens de autocarro para vários destinos dentro da Área Metropolitana do Porto. A cerca de 1500 metros encontram-se as estações de Metro da Casa da Música ou da Trindade e, de acordo com informação avançada pela Central de Informação, surgirá, em 2022, uma nova linha de Metro, o que irá diminuir, ainda mais, a distância aos acessos, com uma das novas estações a localizar-se a 300 metros do Super Bock Arena e a outra a apenas 100 metros. Para quem viajar de comboio ou de avião, saiba que a emblemática Estação de São Bento fica a cerca de 20 minutos a pé e que existem ligações diretas, de autocarro e metro, para o Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Já quem optar por veículo próprio para se deslocar,

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não sentirá dificuldades em estacionar. O Parque Subterrâneo do Palácio de Cristal tem capacidade para 453 lugares e, a menos de um quilómetro, existem mais 4400 disponíveis. Só bons motivos para que visite muito em breve esta, agora renovada, maravilha portuense.

A programação

O Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota conta já com vários espetáculos e eventos na sua agenda. Dos poucos que já foram oficializados, há a confirmação do WordCamp Europe 2020, um evento que reúne profissionais e serviços do universo Wordpress, e que escolheu a nova arena do Porto para a edição que decorre entre 4 e 6 de junho do próximo ano. Além disto, estão, também, confirmados os concertos de  Amar Amália, Alexandre Pires e Marília Mendonça. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2019


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Comes & Bebes

Um percurso gastronómico pelo Grande Porto Textos: Maria Inês Valente Fotos: Inez Cortez e Ricardo Baptista

TABERNINHA DO MANEL

Comida tradicional portuguesa Avenida de Diogo Leite 308, Vila Nova de Gaia Telefone 223 753 549 O nome, certamente, é-lhe familiar. Assim como o são, todos os petiscos, que, por lá, se confecionam. Na Taberninha do Manel, serve-se à mesa a cozinha tradicional portuguesa e, sempre que possível, produtos locais. Quem o garante é o responsável pelo espaço, André Carvalho, que cresceu ao sabor desta casa, aberta, “na altura certa”, pelo pai. Com 33 anos de história, tem o chouriço assado como rei da carta desde o primeiro dia. Os famosos bolinhos de bacalhau, as moelas, os queijos e o pica-pau são, também, alguns dos petiscos que deixam qualquer cliente a salivar. Mas, o leque de iguarias vai muito além. Destaque para a bochecha de boi maronês, estufada em vinho do Porto e vinho tinto, o mais recente ‘ex libris’ da casa, que “tem sido um sucesso muito grande”, e para o polvo grelhado, o bacalhau de meia cura islandês assim como para o costeletão maronês maturado. Entre as várias especialidades da casa, estão, claro, as sobremesas, caseiras, receitas de uma tia, agora reformada. Há desde baba de camelo com um crocante de presunto de porco preto, natas do céu, mousse de chocolates branco, negro e leite com bolachas oreo, cheesecake de frutos silvestres e muito mais. Aliada ao bom servir, está a esplanada com uma vista soberba sobre o rio Douro, que, de facto, convida, qualquer pessoa a sentar-se e deliciar-se. Horário: De terça-feira a domingo das 11h00 à 00h00. Encerra à segunda-feira.

É com uma boa dose de “água na boca” que lhe apresentamos os oito restaurantes que “degustamos” nesta edição. Entre sugestões salgadas, doces, crocantes e, até, picantes, esta viagem foi uma autêntica explosão de sabores. Todos receberam nota 20, claro, afinal, aliada à “boa mão para a cozinha” têm os produtos com o selo de qualidade da marca Recheio... As ementas vão ser servidas. Prepare-se e desfrute!


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NONNA PIAZZA Sabores italianos e portugueses Praça de Parada Leitão 37, Porto Telefone 222 005 474 O número 37 da Praça de Parada Leitão, no Porto, durante muitos anos ocupado por um bar universitário, deu, recentemente, lugar a um restaurante que delicia os clientes com o melhor da cozinha italiana e da cozinha tradicional portuguesa, o Nonna Piazza. O nome faz, de imediato, referência a um dos ‘ex libris’ da casa, e pelo qual é muito afamado, as suas pizzas, cuja receita da massa, fina e crocante, vem da Bonn Leça, outro espaço de referência da família. Luís Gonçalves, um dos proprietários, conta que o ‘best seller’ é, sem dúvida, a Siciliana, acompanhada pela Margherita e pela pizza de Pepperoni, adicionada à lista por ser um pedido frequente entre os estrangeiros que os visitam. “Eles adoram”, reforça. Mas, a verdade é que no Nonna Piazza as sugestões vão muito além. O almoço é uma das fortes apostas da casa, pelo que há sempre muitas e variadas “sugestões do dia”. E aí entra, entre outras opções, o “bacalhau à brás”, as “lulas grelhadas com molho verde e batata a murro”, o “risotto de beterraba” ou, por exemplo, o “salmão grelhado com risotto de lima”. Ainda antes do prato principal, os clientes podem degustar quatro tipos de pães de alho – “o simples, o de mozarela, o de cogumelos e tomate cherry e o de bacon” -, croquetes de alheira e, se for em grupo, uma “semea recheada” que, além do miolo do pão, leva salsa, mozarela e chouriço. E, se ainda houver espaço, os mais gulosos têm ao dispor sobremesas caseiras, das quais se destacam o tiramisù e o cheesecake de maracujá. Horário: De segunda-feira a sábado do 12h00 à 00h00. Encerram ao domingo.


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CISMA

Requinte máximo R. Roberto Ivens 1273, Matosinhos Telefone 224 951 503 Nasceu de uma cisma entre Miguel Ferreira e a esposa, Carolina Sá, e levou cinco anos até abrir portas ao público exatamente da forma que ambos sonhavam. Aconteceu a 6 de novembro de 2018 e, mesmo sendo, ainda, um espaço muito recente em Matosinhos, está já repleto de histórias para contar. O Cisma é, essencialmente, feito de relações. De amor e de amizade. Tanto no prato como em todo o espaço envolvente. É que a decoração foi feita por uma amiga do casal e, assim que terminou a obra, casaram aqui. Para a carta optaram por uma comida de fusão, inspirada nas suas viagens, que privilegia os ingredientes frescos da época, e que é alterada “de acordo com as estações do ano”. Mas, independentemente das propostas apresentadas, que deixam qualquer um a salivar, a garantia é que há sempre pratos de carne, peixe, vegetarianos, vegan e, também, pratos tradicionais portugueses. Desta forma, “conseguimos que num grupo de quatro ou 20 pessoas todos tenham algo com que se identifiquem”, explica Miguel. De facto, todo o Cisma foi pensado ao pormenor e transmite, de imediato, uma sensação de conforto e de “querer estar aqui”. A oferta está muito acima da média, tanto no que toca às entradas, pratos principais e sobremesas, e com preços que permitem a visita de todas as carteiras. Da nossa parte, garantimos que vale cada cêntimo! Horário: De terça-feira a sábado das 12h00 às 16h00 e das 19h30 à 00h00. Encerram ao domingo e segunda-feira.


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CASA NANDA A cozinha de excelência Rua da Alegria 394, Porto Telefone 225 370 575 É um negócio familiar, com certeza! Fernanda Sousa, a proprietária, gere a Casa Nanda há 42 anos, e há dois que a filha e o genro a acompanham neste desafio. E “aqui é tudo bom!”. Quem o garante é a própria que mal avista um novo cliente dá, de imediato, o recado. Restaurante bem conhecido dos portuenses, tem o dom de reunir gerações, para um almoço, ou jantar, onde a cozinha tradicional portuguesa é sempre a rainha. Da ementa fazem parte as iguarias que estão na memória de todos os portugueses, sendo que todas elas têm dia certo para chegar. À terça-feira há bolinhos de bacalhau com arroz de feijão, à quarta-feira, no inverno, cozido à portuguesa e ao sábado é dia de tripas à moda do Porto. A vitela assada, os filetes de polvo com arroz do mesmo e os filetes de pescada, acompanhados por um arroz malandro ou uma salada russa, também, têm lugar nesta afamada casa, que, há muitos anos, ocupa um lugar especial no coração de todos os que a visitam… até mesmo dos estrangeiros, que “chegam sempre com um bilhete escrito a dizer salada de pêssego” e saem a salivar, revela, satisfeita, Fernanda Sousa. Esta sobremesa é, realmente, o grande destaque da Casa Nanda, “não há [salada] igual em lado nenhum” e a VIVA! comprovou isso mesmo. Quem conhece sabe que só está disponível nos meses de verão, mas garantimos que a aletria, o leite-creme, as tartes de maçã, limão e amêndoa assim como o pudim abade de priscos também são de comer e chorar por mais. Horário: De terça-feira a sábado das 12h00 às 15h00 e das 19h00 às 22h00 e ao domingo das 12h00 às 15h00. Encerra ao domingo à noite e segunda-feira.


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BACALHOEIRO O rei do bacalhau!

Avenida de Diogo Leite 74, Vila Nova de Gaia Telefone 223 759 408 Nasceu com o objetivo de dar destaque a um dos produtos por excelência da cozinha portuguesa, o bacalhau, e por isso tinha, naturalmente, que se chamar “Bacalhoeiro”, nome do barco da pesca do bacalhau. Mas, a homenagem não fica só pelo nome. Além do bacalhau ser a estrela da mesa desta casa, tudo nela aponta para o barco que envolve a sua pesca, como os bancos e os candeeiros amovíveis, no primeiro andar, e a estrutura em ferro e os quadros que retratam a pesca deste peixe e que saltam, de imediato, à vista no segundo piso. A paisagem é um dos ‘ex libris’ assim como o facto de estar frente a frente com o Muro dos Bacalhoeiros. “Quisemos criar este contexto todo à volta do bacalhau e a ideia era especializar-nos neste produto e mostrar a portugueses e estrangeiros a riqueza do peixe e a sua versatilidade”, conta Catarina Pereira, diretora geral do espaço. E a verdade é que essa ambição tem sido comprovada com as inúmeras sugestões, muitas delas inovadoras, que apresentam na carta, como é exemplo o hambúrguer de bacalhau – marca registada desde 2015 -, que “sai com cebola caramelizada e vinho do Porto” e acompanhado por “uns chips de batata doce”, ou a favada de bacalhau. Para quem tiver medo de arriscar, a experiência de bacalhau, entrada composta por bolinhos de bacalhau, pataniscas, um torricado, bruschetta de bacalhau e um mini hambúrguer, será, certamente, a solução ideal. “Recomendamos sempre porque são várias maneiras da pessoa experimentar o bacalhau num único prato”, sublinha Catarina Pereira, acrescentando que o cardápio é, também, composto pelas receitas tradicionais, como o “bacalhau com broa”, “bacalhau à Zé do Pipo”, “à brás e com natas” e, para quem não gosta de bacalhau há, claro, outras opções. Horário: Aberto todos os dias das 12h00 às 23h00.

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MARISQUEIRA ANTIGA Tradição e inovação

Rua Roberto Ivens 628, Matosinhos Telefone 229 380 660 “Toda a variedade que existe de marisco está na Marisqueira Antiga”. Palavras do proprietário, Carlos Miranda, que conhece muito bem os cantos a esta casa, aberta desde 1957. O cardápio é a própria montra, que fica frente a frente com os clientes assim que estes atravessam a grandiosa, e histórica, porta de entrada. Desde lagosta, lavagante, sapateira, santola ou lagostim, são muitas as opções que têm ao seu dispor… E, se antigamente, se partia, apenas, o marisco e este ia diretamente para a mesa, hoje em dia já não é assim. “Há outros cuidados”, explica o responsável. A sapateira e o lavagante, por exemplo, já vão para a mesa descascados, primeiro porque “é mais fácil para comer” e depois porque acaba por ser uma forma de atrair, também, “malta mais jovem”. Esta é, de facto, uma grande preocupação da casa, que para variar, ainda mais, as propostas, passou a incluir, entre outros pratos, o arroz de lavagante, os risottos e o creme e açorda de santola. No que respeita às sobremesas “deve ser dos restaurantes que melhores sobremesas tem a nível nacional”, sublinha, orgulhoso, Carlos Miranda. Há trouxas de ovos, pão de ló de Ovar, tarte de amêndoa, cheesecake, quindim e muito mais, tudo confecionado no próprio restaurante. Os mais gulosos vão, certamente, perder-se neste momento, afinal, além de serem sempre caseiras, “todos os dias há sobremesas diferentes”. Horário: Todos os dias das 12h00 à 01h00.


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O RÁPIDO

Um fenómeno de popularidade Rua da Madeira 194, Porto Telefone 222 054 847 Fica junto à Estação de São Bento e é fenómeno de popularidade entre os clientes, que chegam de norte a sul do país. Com a capacidade da sala sempre lotada, o segredo parece estar no espaço, bastante acolhedor, aliado à simpatia dos proprietários e à qualidade dos pratos que, diariamente, servem, com destaque para a gastronomia portuguesa e, particularmente, a portuense. Outrora batizado de “O Arsenal do Marisco”, adotou o nome “O Rápido”, cuja inspiração vem do antigo comboio que fazia a ligação entre Porto e Lisboa, quando, em 1988, Francisco Norte passou a gerir o negócio. “Eu mudei um bocadinho a estrutura da casa, fiz alguns melhoramentos significativos e alterei bastante a carta”, conta o atual proprietário, salientando que passou a dedicar-se mais à confeção de pratos com carne, toda ela oriunda da zona de Mirandela. Mas, independentemente disso, n’O Rápido há tudo aquilo que “existe na cozinha dos portugueses”, como, por exemplo, o polvo, a pescada e o bacalhau, este último “muito procurado pelos espanhóis”. “Fazemos dois tipos de bacalhau, o ‘À rápido’, que é um bacalhau frito com uma cebolada por cima, e o bacalhau à espanhola, que poucas casas hoje em dia fazem, que é um bacalhau mais à moda antiga, com azeite, tomate, cebola e pimento”, explica. Este prato é servido às segundas-feiras e “esgota sempre”. Já às terças, quintas e sábados, o destaque vai para as tripas à moda do Porto, consideradas pelos clientes uma das melhores, e apreciadas, inclusive, por vários “chefs Michelin”. “Vêm comer as minhas tripas e às vezes levam para os restaurantes deles”, revela. Sem poupar elogios aos “matateus”, uma das sobremesas mais famosas da casa, feitas com coco, amêndoa, chila e massa folhada, e que deixa “os turistas delirados” e a pedir a Francisco Norte para que “lhes venda”, confessa que o segredo do sucesso d’O Rápido está, acima de tudo, na qualidade e nos “preços muito acessíveis”, o que deixa todos os clientes surpreendidos. Horário: De segunda a sexta-feira, e sábado, das 12h00 às 22h00. Encerra ao domingo.


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OSTRAS & COISAS A frescura na mesa Rua da Fábrica 73, Porto Telefone 918 854 709 É um restaurante que tem vindo a crescer de ano para ano. E, se quando abriu portas, em 2014, não teve a visibilidade esperada, agora, tem “casa cheia todas as noites”, revela o proprietário, Marco Ferreira, responsável por preencher “uma lacuna” que existia na cidade do Porto. É que, se pensarmos bem, os grandes restaurantes de peixe encontravam-se todos em Matosinhos… até abrir o Ostras & Coisas! Logo na entrada, a atraente montra com os peixes do dia a brilhar em cama de gelo, colocada, propositadamente, naquele local para mostrar que “não existem só ostras”, fazem as delícias de quem passeia na rua. “Nós até costumamos dizer que «é quase a Livraria Lello do marisco»”, confidencia o responsável, notando que é “impressionante a quantidade de pessoas que param para a fotografar”. Com uma carta “constituída 99% por elementos do mar”, apenas tem duas referências que não o são - o prego no pão e a picanha –, para que quem não aprecie o ‘best seller’ da casa tenha outra opção. A carta de vinhos tem uma variedade notória, apresentando “mais de 100 referências”, e que abrangem todas as regiões do país. Uma diversidade que é igualmente sentida no “vinho a copo”, diariamente, com dez referências, desde brancos, tintos a espumantes. O objetivo, brinca Marco Ferreira, é que o cliente não consiga chegar à sobremesa. Mas, caso ainda tenha barriga para isso, o cheesecake de requeijão com doce de abóbora e o brownie de chocolate com sabor a laranja, acompanhado de gelado, são os clássicos da casa. Horário: De terça a quinta-feira das 18h00 às 23h00. Sexta-feira, sábado e domingo das 12h00 às 24h00. Encerra à segunda-feira.


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OS AZEITONAS NO COLISEU DO PORTO São “um verdadeiro fenómeno de culto em Portugal”, como afirmava, em 2010, a revista Blitz. Volvidos quase dez anos, e com muitas, e significativas, aventuras durante a viagem, a premissa mantém-se. A banda portuense, composta por Mário Marlon Brandão, Luísa Nena Barbosa e João Salsa Salcedo, atua a 12 de outubro, às 22 horas, numa casa que lhe é muito especial, o Coliseu do Porto, para apresentar ao vivo os temas do novo álbum, intitulado “Banda Sonora”. Nesta edição da VIVA!, recordamos como tudo começou… Fotos: Carlos Dias


OS A Z E I TON A S

Formada em 2002, numas férias de amigos, “num misto de displicência e paixão pósadolescente”, como indica a nota biográfica d’Os Azeitonas, foi com bastante surpresa que a banda, e o país, viu as suas canções irem sendo acolhidas pelo público. Na altura, uma maqueta com algumas músicas caiu nas mãos de Rui Veloso, que gostou da sonoridade, e com a sua recém-formada editora, a Maria Records, decidiu lançar o álbum. “Um Tanto ou Quanto Atarantado” estreou em 2005, mas foi somente no final do ano de 2007, com o segundo disco, editado indepentemente, e que incluía temas como “Quem És Tu Miúda” e “Nos Desenhos Animados Nunca Acaba Mal”, que “as coisas começaram a mudar”.

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“Quem És Tu Miúda” tornou-se o primeiro grande sucesso radiofónico da banda, sendo, nessa altura, que os concertos, timidamente, começaram a aparecer. Espetáculo após espetáculo, Os Azeitonas conseguiram afirmar-se como um verdadeiro fenómeno de atração, apoiados sempre pelas canções, que iam encontrando no público o seu verdadeiro eco. No álbum seguinte, “Salão América”, lançado em 2009, foi com “Anda Comigo Ver os Aviões” que a banda atingiu verdadeiramente o merecido estatuto de banda pertencente aos lugares cimeiros no panorama da nova música nacional. De 2010 a 2012, entre queimas das fitas, festivais e concertos de verão, o grupo terá


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dado, seguramente, mais de 100 concertos, sempre perante grandes multidões. E, em 2013, com o disco “AZ”, surgiu o grande reconhecimento! Os singles “Ray-dee-oh” e “Tonto de Ti” tornam-se das canções mais tocadas em rádio e, em novembro desse ano, os Azeitonas esgotaram os Coliseus do Porto e Lisboa. De facto, “são muito poucas as bandas do passado recente português que terão arriscado, em nome próprio, enfrentar as míticas salas, e Os Azeitonas fizeram história em duas noites verdadeiramente memoráveis, com mais de 40 músicos em palco em cada noite, numa reprodução fiel e irrepetível do ambicioso «AZ»”. Foi, inclusive, deste espetáculo que surgiu o trabalho “Serviço Ocasional”. O registo ao vivo do concerto no Coliseu do Porto, editado em CD e DVD, saiu em março de 2015 e entrou diretamente para o primeiro lugar do top nacional de vendas - mais um feito inédito a marcar a história da banda. O single “Nos Desenhos Animados Nunca Acaba Mal”, sucesso imediato desde o seu lançamento, continua, ainda hoje, a fazer vibrar os portugueses. Esta versão ao vivo, abrilhantada por um quarteto de cordas, integra a playlist das principais rádios

nacionais, e o vídeo atingiu, no primeiro ano, o meio milhão de visualizações no Youtube. Em 2015, recorde-se, a banda percorreu o país com a tournée “Serviço Ocasional”, que terminou em janeiro do ano seguinte, num Coliseu do Porto completamente esgotado. Já em abril de 2016, Os Azeitonas apresentaram o single “Cinegirasol”, que teve como inspiração uma reportagem que a banda viu sobre o cinema itinerante Girasol e o seu proprietário, António Feliciano, que levava o cinema a vários pontos do Alentejo. O vídeo, com argumento de Nuno Markl e produção do Colectivo de Animação e EasyLab (Col.A), é uma animação em stop motion, que ultrapassou, na primeira semana, as 100 mil visualizações no Youtube. Seis meses depois, a banda anunciou a saída de Miguel Araújo, que passou a dedicar-se exclusivamente à sua carreira a solo. A digressão 2017 passou um pouco por todo o país e incluiu, também, a sua estreia em Macau. No fim desse ano, Os Azeitonas deram dois concertos em formato acústico com banda completa, e encheram a Sala Suggia da Casa da Música e o grande auditório do Centro Cultural de Belém, com


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espetáculos que contaram com a participação de convidados como António Zambujo, Tatanka, Tiago Nacarato e Luísa Sobral. Os Azeitonas estão, agora, na estrada com “Banda Sonora”, o quinto álbum de originais, lançado em maio 2018, e o primeiro a ser editado enquanto trio – Marlon, Nena e Salsa -, que tem como inspirações o cinema e os filmes e onde cada música “conta com um videoclipe que funciona como episódio de um grande filme”. “Cinegirasol”, “Fundo da Garrafa”, “Efeito do Observador”, e “Pessoas” são alguns dos temas que fazem parte do mais recente trabalho discográfico da banda portuense, e que sucede a “Um Tanto Ou Quanto Atarantado” (2005), “Rádio Alegria” (2007), “Salão América” (2009) e “AZ” (2013). Depois de dois concertos tão memoráveis no Coliseu do Porto, este, de 12 de outubro, será, certamente, um espetáculo a não perder… REVISTAVIVA, SETEMBRO 2019


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Estão de portas abertas há décadas e fidelizaram gerações e gerações de clientes. O aspeto, visivelmente histórico, de ambas é uma das suas imagens de marca, mas a qualidade dos produtos apresentados é, de facto, o grande ex libris das duas casas que recordamos nesta edição – o Armazém dos Linhos e A Sementeira. Embarque connosco em mais uma viagem entre o passado e presente destas importantes relíquias portuenses, contempladas pelo programa “Porto de Tradição”. Texto: Maria Inês Valente Fotos: Inez Cortez

ARMAZÉM DOS LINHOS

Corria o ano de 1905 quando esta pérola da cidade do Porto abriu as portas ao público, pela primeira vez. Durante vários anos, dedicou-se, exclusivamente, à reprodução de tecidos estampados com desenhos tradicionais portugueses. Até que em 2011, altura em que o comércio estava fraco, os turistas ainda eram poucos e o negócio familiar não tinha seguidor, poderia ter encerrado, se as irmãs Filipa e Leonor Pinto Basto não se tivessem encantado por esta casa centenária. Assim, rapidamente, puseram de lado a Arquitetura e embarcaram nesta aventura, acrescentando, desta forma, um novo capítulo à história do Armazém dos Linhos. Sem remodelarem, praticamente, nada do espaço, uma vez que o interesse era mantê-lo “como era originalmente”, fizeram, apenas, pequenas obras de melhoramento e de manutenção, frisa Leonor. A ideia central do projeto foi “recuperar” os padrões das chitas tradicionais portuguesas, através da reprodução de antigos padrões e da procura de novas e contemporâneas aplicações para estes tecidos.


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“Nós não podíamos excluir as chitas, porque fazem parte da nossa cultura, da nossa identidade, e, por isso, fazia todo o sentido manterem-se, pelo que vai ser sempre uma prioridade”, salienta. “Para que as pessoas não vejam a chita apenas associada a um tecido de cortinado ou a uma colcha de cama, por exemplo”, diversificaram a aplicabilidade dos tecidos, de forma a que os clientes percebessem que esta “também funciona bem numa toalha de mesa ou numa peça de roupa”. “No fundo, demos uma modernização ao conceito”, reforça. E a grande mudança surgiu, efetivamente, no que diz respeito à oferta de produtos, que, assim, gozou de um aumento bastante significativo. Desde logo entenderam que, chamando-se a loja

Armazém dos Linhos, fazia todo o sentido focaremse, também, nesse produto, razão pela qual passaram a deter um leque grande de linhos. A rápida evolução e sucesso do negócio levou as duas irmãs a explorarem uma coleção de sacos e carteiras, linha de cozinha, mesa e casa da marca Armazém dos Linhos e a apostarem na confeção de tecidos de moda infantil, onde procuram, sobretudo, estabelecer um equilíbrio entre passado e presente e entre tradição e tempos modernos. Sendo obrigatória uma porta para o exterior que não fosse somente física, estrearam, também, a loja online, uma forma de assegurarem a comunicação com os estrangeiros que, diariamente, visitam o espaço.

É que o Armazém dos Linhos não é apenas ponto de passagem para os turistas que estão de visita ao Porto, é, também, uma das atracões que os traz à cidade, assim como aos inúmeros clientes de Norte a Sul de Portugal, fiéis à marca. Como explica Leonor, neste espaço respira-se história e, por isso, “devia ser considerado um museu”, afirma, enquanto sorri, contando que há toda uma maquinaria inerente à abertura, em 1905, que ainda preservam e que não há outro lugar na Europa que tenha uma loja com esta escala. E a VIVA! confirmou isso mesmo. De facto, o Armazém dos Linhos é único e só quem atravessa a sua majestosa porta de entrada se apercebe de toda a magia que lá existe. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2019


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A SEMENTEIRA Data de 13 de janeiro de 1933. Contas feitas, celebra 87 anos de vida já no início do próximo ano e, passadas tantas décadas, podemos dizer que tudo, e ao mesmo tempo nada, mudou n’A Sementeira. O nome, esse, é familiar a qualquer pessoa que o ouça e há até quem se espante quando sabe que “ainda são vivos”, conta Pedro Dias, membro da terceira geração envolvida na gestão da casa. O negócio nasceu na Rua de Mouzinho da Silveira, através de uma sociedade entre o seu avô e tio, com um pacto que “não deve haver dois iguais no mundo”. É que, apesar do capital ter sido 80-20, a remuneração era 55-45, relembra, orgulhoso. Como o próprio nome faz imaginar, A Sementeira dedica-se ao comércio de sementes e plantas para agricultura e jardim assim como equipamentos e utensílios de jardinagem, sendo o paraíso dos apaixonados por tudo o que envolve a mãe natureza. A qualidade dos seus produtos, aliada à excelência do bem servir, rapidamente levaram o bom-nome da casa de Norte a Sul do país. Os clientes vinham de todos os locais, o


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que, consequentemente, aumentou a procura e obrigou a uma expansão do negócio. A Sementeira passou, assim, a estar presente tanto no Porto como em Vila Nova de Gaia, mais concretamente em Arcozelo, local onde, neste momento, “está o negócio principal”. O espaço conta com 6 mil metros quadrados e dispõe, também, de uma loja aberta ao público. Ao longo do tempo, as três gerações tiveram que ir acompanhando tanto as necessidades do cliente como a própria evolução do mercado. E, por isso, ainda que, o relógio, os vitrais e os armários sejam os mesmos da abertura, o leque de produtos que, atualmente, é possível encontrar n’A Sementeira é muito mais alargado. Prova disso é, por exemplo, a criação de uma linha de arbustos, capazes de sobreviver em varandas – uma aposta que surgiu mediante o reconhecimento da forte adesão que existe no que respeita à produção nesse local, e que evidencia como a empresa se tem profissionalizado cada vez mais, seja através de parcerias com outros países como com

agricultores nacionais experientes. Como explica Pedro Dias, neto e sobrinho dos fundadores, “é um negócio dinâmico, que não tem fronteiras, mas que requer algum conhecimento”. E conhecimento é, de facto, semente que não escapa a esta casa. Pelos anos de experiência, pela evolução e expansão, pelos clientes fidelizados, pela firmeza em manter o espaço aberto “numa cidade que deixou de ser comercial e passou a ser turística”, o que desde logo, entende Pedro Dias, constitui “um grande desafio”, mas, acima de tudo, pela qualidade dos produtos que vendem. Há quem entre n’A Sementeira recomendado por um familiar ou amigo. Outros para pedir meras informações. E há, até, quem o faça por curiosidade em conhecer e fotografar um pouco mais desta relíquia. Mas, uma coisa é certa: ninguém fica indiferente a esta maravilha portuense, que espelha história em todos os seus cantos. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2019


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e m o t r i v i “Dtrabalhar„ a

É um dos rostos mais acarinhados do Porto Canal. Atualmente, está no comando do programa N’Agenda, mas não é só aí que se sintoniza. Rute Braga é o exemplo perfeito daquilo que retrata uma “verdadeira mulher do norte”. Vive cada dia como se fosse o último e nunca diz não a um bom desafio. Sorridente, abriu-nos as portas da sua casa, com uma vista deslumbrante sobre o Douro, e recebeu-nos com a naturalidade e boa disposição que lhe são características. Texto: Maria Inês Valente Fotos: Ricardo Baptista

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prendeu, desde nova, a tratar as câmaras por tu, mas, a verdade, é que as de televisão nunca foram uma ambição. A paixão, desde pequenina, era ser manequim, revela Rute Braga, que concretizou o sonho com muito sucesso. A televisão foi um amor que surgiu mais tarde, já depois de ter terminado os estudos de Design de Comunicação. “Surgiu um casting no Porto Canal e uma pessoa que me conhecia aconselhou-me a ir”. Arriscou, ficou e foi aí que começou “a descobrir que gostava de comunicar e que gostava de fazer aquilo”. Deu o pontapé de saída com o “Destino Norte” e, desde então, tem tido um percurso notável dentro do canal, trabalhando com vários registos, desde repórter a pivô principal. Atualmente, é a cara do N’Agenda, um programa que, semanalmente, apresenta sugestões e novidades do meio cultural do Porto e norte do país, e que lhe está a dar “muito prazer fazer”.“Gosto imenso. Acho que saio de casa, não para trabalhar, mas para me divertir a trabalhar”, reforça. Outro projeto pelo qual tem um especial carinho é o programa que fez com


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O grande sonho No momento em que lhe perguntamos pelo grande sonho da sua vida, Rute Braga não teve qualquer dúvida na resposta. Gostava de viajar pelo mundo de autocaravana, acompanhada pelas suas duas filhas e pelo marido. “Acho que é assim o meu maior sonho. Eu gostava de ter tempo, dinheiro e saúde para conhecer o mundo”, explica. Já no que respeita ao campo profissional, o desejo era ter um programa seu, ligado ao desporto ou à moda, por exemplo, “que fosse pensado do início ao fim” pela própria. E se pudesse ser no Porto, seria o ideal, confessa, afinal, é aqui que pertence e é aqui que está o seu coração. cães que, curiosamente, representou uma grande superação individual. “Quando me sugeriram fazer esse programa, eu tinha medo de cães, mas disse logo que sim. «Sim, vamos lá», sem hesitar. Só que depois pensei «Ai, eu tenho medo de cães. Como é que eu vou apresentar um programa de cães?»”, conta, entre risos, revelando que foi a partir daí que perdeu o medo. Entretanto, já fez muitas outras coisas que nunca imaginou fazer na vida, confessa, como saltar de paraquedas e fazer uma aula de surf, desafios que surgiram no âmbito de um programa gravado no Alentejo e que será emitido em 2020. E o bom da profissão, garante, são estes desafios. Raros são os dias que conseguem ser iguais na vida de Rute Braga e isso acaba por ser aquilo que mais a fascina. Embora, tenha uma clara preferência pelos programas em direto, sabe que “o facto de estar disponível para fazer coisas pontuais” lhe permite a concretização de mais projetos. E, por isso, “está sempre disponível para ir para o Alentejo três dias ou quatro dias gravar, para poder substituir a Rafa no Consultório, o Ricardo no Alô Ricardo, etc.”, o que gosta muito. “São outras regalias”, nota, sublinhando que lhe facilitam no trabalho como mãe. E esse, como orgulhosa revela, é a sua profissão maior. “Antes mesmo de ser apresentadora acho que é ser mãe, depois apresentadora e, agora quase em último lugar, ser manequim”, conclui. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2019


FC PORTO

O NOVO CANAL DOS DRAGÕES A FC Porto TV, novo meio de comunicação do clube azul e branco, nasceu há pouco mais de dois meses e já tem disponíveis centenas de horas de conteúdos com a marca dos dragões, nomeadamente jogos míticos, reportagens sobre o universo FC Porto e entrevistas, entre outros. Francisco J. Marques, diretor de comunicação do clube, é o responsável desta nova aposta e explicou à VIVA! o seu funcionamento e quais os planos para o futuro. Texto: Maria Inês Valente

Para já, trata-se de um canal disponível através de uma aplicação que pode ser instalada em dispositivos móveis Android ou iOs e que já é possível ver, também, na televisão através de chromecast, mas, no futuro, haverá, uma app disponível para este meio, sublinha Francisco J. Marques, responsável pela FC Porto TV, destacando o arranque positivo do novo canal junto da comunidade portista. “Temos constatado acessos dos mais variados locais do planeta, o que demonstra a importância deste projeto para os nossos adeptos”, afirma. A FC Porto TV facilita o acesso aos conteúdos FC Porto e cumpre, segundo o responsável, o desejo de proporcionar o seu visionamento aos adeptos que estão fora do país e sem facilidade de acesso, por exemplo, ao Porto Canal, onde é feita a transmissão de muitos jogos dos dragões. Nesse sentido, recorde-se a primeira grande transmissão da FC Porto TV, o jogo de apresentação frente ao Mónaco, que foi vista por um total de 108 países, divididos pelos cinco continentes.


FC PORTO TV

Segundo Francisco J. Marques, o objetivo é transmitir o maior número de jogos do FC Porto, nas mais diversas modalidades. "Ao contrário do que acontecia até aqui, em que muitas vezes tínhamos que optar por transmitir um jogo de andebol, por exemplo, em detrimento de outro de basquetebol, que decorria ao mesmo tempo, agora damos os dois ou os três que se disputem em simultâneo. Cabe, depois, aos adeptos escolherem qual querem ver”, realça. O futuro passa, também, por incluir um conjunto de conteúdos premium, que serão pagos, visando, assim, complementar a oferta de matérias relacionadas com o clube que estão disponíveis gratuitamente em meios como o site, o Porto Canal e a própria FC Porto TV. De acordo com o diretor de comunicação do clube, esta aposta aproxima, ainda mais, “o FC Porto dos adeptos”, sendo este “um trabalho de décadas”. “Há um site, há o Dragões Diário, há o Porto Canal, há agora o canal OTT FC Porto TV, o que faz do FC Porto o maior grupo media fora da capital”.

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“O objetivo é transmitir o maior número de jogos do FC Porto, nas mais diversas modalidades” afirma Francisco J. Marques

Recorde-se que o FC Porto é um dos primeiros clubes europeus a disponibilizar um canal OTT [conteúdos distribuídos pela internet sem a mediação de um operador] e a promessa, deixada por Francisco J. Marques, é que o clube continuará a evoluir “de forma a poder proporcionar aos adeptos um acompanhamento da vida do clube com a paixão que caracteriza os portistas”. REVISTAVIVA SETEMBRO 2019


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A EVOLUÇÃO DO

TELEMÓVEL

Podemos sair de casa sem casaco, deixar o guarda-chuva, as chaves do carro ou até mesmo a carteira. Mas, há uma coisa da qual raramente nos esquecemos: o telemóvel. Está no bolso, na mão ou até mesmo no pulso. Em quase 50 anos evoluiu de uma forma absolutamente estrondosa. Tornou-se um claro exemplo de uma extensão do nosso corpo e é essa mesma evolução que recordamos agora.

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udo começou a 3 de abril de 1973, com uma chamada telefónica de Martin Cooper, na altura, engenheiro sénior na Motorola. Um acontecimento histórico que ocorreu em plena Sexta Avenida, em Nova Iorque, perante a admiração dos milhares de transeuntes que nunca tinham visto alguém passear na rua com um telemóvel da mão. “Era só para informar que te estou a ligar de um telefone celular, um pessoal, móvel, de andar na mão”, disse ao seu concorrente Joe Engel,

O Motorola Dynatac 8000X tinha uma dimensão altamente monstruosa comparada com as dos modelos que existem atualmente. Media cerca de 25 cm de altura, por 3,8 cm de largura e 7,6 cm de espessura.

Em 1986, a empresa cria o Motorola 4500X, um telefone que se incorporava nos automóveis e pesava 3,5 kg, sendo a maior parte do peso gerado pela bateria.

da empresa AT&T, enquanto segurava um protótipo com mais de um quilo. No entanto, foi preciso esperar 10 anos para que o Motorola Dynatac 8000X, que oferecia uma agenda telefónica digital com 30 números e cujo tempo de bateria não excedia os 20 minutos, chegasse ao mercado, com um preço de 4.000 dólares, o que corresponde a cerca de 3.500 euros. A partir daí, o setor não mais parou de crescer e, acima de tudo, de evoluir.


EVOLU ÇÃO D O T E LE M ÓV E L

Lançado em 1992, o Motorola International 3200 foi o primeiro telemóvel que os utilizadores puderam segurar confortavelmente na mão. Embora o seu ecrã fosse muito limitado e o design nada inovador, este aparelho conseguiu destacar-se pela sua fácil portabilidade.

Volvido quase meio século é este o panorama com que nos defrontamos diariamente. A palavra “telemóvel” transformouse em “smartphone” e pôs, assim, fim a uma era em que vigoravam os famosos “tijolos”, limitados pelas mensagens de texto e chamadas. Aparentemente, a grande mudança parece estar na estética – telemóveis muito mais leves, finos e com ecrãs de dimensões bastante significativas -, mas a mais importante evolução aconteceu nas suas “definições” e em todos os serviços que,

IBM Simon. Foi o primeiro telemóvel a ter um ecrã ‘touch’ e aplicações. Chegou ao mercado em 1994, com um preço próximo dos 800€, e estava apenas disponível nos Estados Unidos da América.

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Em 1989 não havia, no mercado, telemóvel mais pequeno e leve do que o MicroTAC 9800X. Possuía uma tampa, onde estava colocado o microfone, que abria e fechava, deixando o teclado totalmente tapado quando não fosse necessário. Além disso, tinha, ainda, uma antena de plástico, que não realizava qualquer função. Estava presente, apenas, por questões estéticas.

A produção em série permitiu a criação de telemóveis mais baratos e com ecrãs digitais e a Nokia foi uma das primeiras marcas a tirar proveito desta transição, com o seu modelo 1011, que tinha capacidade para 99 contactos.

Com um aspeto aparentemente normal por fora, o Nokia Communicator foi completamente revolucionário. Além de ter um teclado ‘qwerty’ e um ecrã LCD tão grande quanto o próprio dispositivo, possuía, ainda, uma ligação, muito limitada, à internet. Corria o ano de 1996 quando chegou ao mercado.


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atualmente, oferecem. Desde Wi-Fi, conector USB, bluetooth, GPS a resolução da câmara, memória, processador, capacidade de armazenamento, entre muitos outros. Este crescimento foi de tal forma significativo, rápido e surpreendente, que levou à dependência do ser humano. A curiosidade fez com que explorasse incessantemente todas as suas capacidades e quisesse sempre mais. Hoje, levámo-lo para todo o lado. São uma clara extensão do nosso corpo e assusta-nos a ideia de viver sem eles. Afinal, é neles que depositamos toda a nossa vida. Fotografias, vídeos, músicas, contactos, compromissos do dia a dia,

T E M P O S O Kyocera VP210, lançado em 1999, foi o primeiro telemóvel do mundo a permitir realizar chamadas de vídeo. Possuía já um ecrã a cores, mas acabou por não ter a fama desejada, uma vez que estava limitado ao mercado nipónico. Foi o primeiro dispositivo a ser designado como “smartphone”. De pequena dimensão e extremamente leve para a época, o Ericsson R380 foi o primeiro a utilizar o sistema Symbian OS. Foi lançado em 2000.

Nokia 3310, o verdadeiro clássico. Famoso pela enorme resistência e pela durabilidade da bateria, ajudou a Nokia a estabelecer-se como líder na indústria e fez dela a rainha das telecomunicações.


O Samsung SPH-M100 Uproar foi o primeiro telemóvel a incluir um sistema MP3. Mas, atenção, só durava uma hora.

EVO LU ÇÃO D O T E LE M ÓV E L

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2007 marca o início de uma nova era no mundo da tecnologia, com o lançamento do primeiro iPhone, que se destacou pelo seu design atrativo e pela interface intuitiva. Foi o primeiro ‘smartphone’ a usar o ecrã tátil como principal meio de interação. A Google abandonou a marca Nexus e substituiu-a pela Pixel, lançando dois ‘smartphones’: o Pixel e o Pixel XL, ambos muito focados em experiência fotográfica. Foram produzidos para concorrer com o iPhone 7 e iPhone 7 Plus, lançados em 2016.

O Samsung Galaxy S foi o primeiro dispositivo da terceira série de Androids e o primeiro a conseguir fazer frente ao império Apple. Surgiu em 2010.

No ano em que celebrava 10 anos de iPhone no mercado, a Apple lançou o iPhone X, marcando, assim, a sua adesão à tendência do design com ecrã de molduras reduzidas e ao carregamento sem fios.

Além de ter sido o ‘smartphone’ com o maior ecrã de sempre desenvolvido pela Huawei foi, também, o mais rápido da sua geração, graças ao processador Kirin 980. Equipado com três câmaras, uma das novidades da gigante chinesa no lançamento dos ‘smartphones’ P20 e o P20 Pro, o Huawei Mate 20 Pro foi considerado o melhor ‘smartphone’ lançado em 2018. 2019 é o ano da mudança do conceito do que é um ‘smartphone’ com a aposta das grandes marcas nos ‘smartphones’ dobráveis. É o caso da Huawei e da Samsung, por exemplo, que a 24 de fevereiro e 26 de abril de 2020, respetivamente, vão lançar o ‘smartphone’ que vai revolucionar o mundo digital.

‘passwords’, e-mails, tudo e mais alguma coisa. São um verdadeiro computador a andar de mão em mão, o cofre do século XXI. Em 2019 estamos assim e, naturalmente, a pergunta que se impõe é “como será o telemóvel daqui a mais 50 anos”? Martin Cooper, o pai desta criação, responde. “Talvez um brinco. Mais cedo ou mais tarde, será implantado próximo do ouvido e conterá um computador muito potente. E quando eu quiser falar com alguém, apenas direi o nome e o computador fará a ligação”, perspetivou, em outubro de 2017, ao jornal Público, indo, ainda, mais longe na sua antevisão: “num dia qualquer do futuro, apenas terei de pensar nisso, nem precisarei de dizer as palavras”. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2019


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Alguns dos melhores momentos do MEO Marés Vivas, Nova Era GALP Beach Party e do inédito Unite With Tomorrowland Porto Fotos: Sérgio Magalhães


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X C E L Ê N C I A

O CLUBE

das “máquinas que movem sonhos” Foi criado com o objetivo principal do culto do automóvel antigo, ou seja, promover o estudo e a preservação das “máquinas” de modo a atrair novos entusiastas. Corria o ano de 1965, quando os irmãos Francisco e Fernando Cardoso Lima, em conjunto com um grupo de amigos, começaram a aquecer os motores e criaram, no Porto, o Clube Português de Automóveis Antigos (CPAA), outrora designado por Clube Portuense de Automóveis Antigos. Texto: Maria Inês Valente Fotos: CPAA


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o longo dos seus 54 anos de existência, o Clube Português de Automóveis Antigos (CPAA) protagonizou vários episódios, dignos, não só de umas breves referências, mas sim de um livro de epopeias, como refere a direção. Era comum desde o início da atividade realizar concentrações de automóveis antigos e angariar vários associados para participarem em eventos organizados por outros clubes, nomeadamente de cariz internacional, que tinham uma grande adesão. No entanto, só em 1967 é que o Clube realizou o seu 1.º Rali de Automóveis Antigos, às Caldas de Vizela, prova que registou um enorme sucesso. “A ideia partiu do facto de ter sido a Vizela que se fez a primeira viagem em automóvel efetuada no Norte do país, em 1897, por Alberto Andresen, num Decauville, o segundo veículo importado para Portugal”, explicam os responsáveis. Em abril do ano seguinte, em parceria com o clube espanhol “Amigos de Los Coches”, o CPAA organizou aquele que viria a ser um dos mais extensos ralis para automóveis antigos realizados na Europa. Com partida de Barcelona e chegada a Lisboa, “num percurso de estrada de cerca de 1700 quilómetros”, a prova foi ganha pelo português António Castro Lopes, ao volante de um “De Sotto”, de 1930. Outro acontecimento relevante ocorreu em agosto de 1969, quando o CPAA realizou o primeiro “Concurso de Elegância de Espinho”, onde marcaram presença cerca de 50 viaturas “dignas de um elevado estado de conservação ou restauro”. Já em 1971, o clube foi responsável pela organização da primeira “Exposição de Automóveis Antigos”, em Portugal. O, agora designado, Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota foi palco deste certame que, durante 10 dias, encheu de vida a cidade do Porto, com a visita de mais cem mil pessoas.

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Desde 1994 que o Governo atribui ao CPAA competência para classificar os automóveis fabricados antes de 1960 como antigos, de modo a dispensá-los das inspeções periódicas obrigatórias, que desde 1 de janeiro de 2018 foi abrangida pela Lei 144/2017 a todos os veículos com mais de 30 anos, desde que devidamente certificados por uma das entidades competentes. Desde então que o CPPA foi conquistando uma legião, cada vez maior, de adeptos, cresceu a olhos vistos e assume-se, hoje, como “uma entidade de referência a nível nacional”, que promove a “preservação e conservação dos automóveis”. “Queremos contribuir para a história da humanidade através destas máquinas que movem sonhos”, destacam. O Clube atingiu as 10 mil homologações em julho passado, sendo o veículo homologado mais antigo de origem francesa, “da marca HURTU, modelo Dos-a-Dos, ano 1899”, e conta, até ao momento, com 2916 sócios inscritos, dos quais 2225 estão ativos. A marca Mercedes-Benz é, efetivamente, aquela que mais sobressai no espólio de viaturas homologadas pelo CPAA, com cerca de 1100 unidades. “Destaca-se das restantes 401 marcas registadas”, afirma a administração do clube, sublinhando que “é de enorme prestígio e fiabilidade, com uma presença muito elevada desde sempre no nosso país, e, por isso, com enorme procura no universo dos veículos antigos”. “Tanto mais por ter sido a MercedesBenz a ter construído, em 1886, pela primeira vez no mundo, um automóvel com combustão a gasolina, considerado como o início da era moderna”, completa. O CPAA conta, neste momento, com 28 carros em nome pessoal, todos eles doados por sócios, nove dos quais estão totalmente restaurados e prontos a serem utilizados. Encontram-se guardados entre a atual sede do clube, na Rua do Duque de Saldanha, a Casa da Música e o Museu Automóvel de Fafe, mas, muito em breve, poderão estar expostos na nova sede, situada no n.º 520 da Rua de Serpa Pinto, que o CPAA vai abrir em fevereiro do próximo ano.

Importante referir, ainda, que o CPAA é membro efetivo da Fédération Internationale des Véhicules Anciens (FIVA) desde 1969, entidade que considera um veículo histórico “um veículo rodoviário de propulsão mecânica fabricado há pelo menos 30 anos, preservado e mantido em estado historicamente correto, que não é utilizado como meio de transporte diário, e que faz parte do património técnico e cultural”.


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Ser sócio do CPAA

Para ser sócio do CPAA é preciso, antes de tudo, ter “um gosto muito grande pelos automóveis, em particular pelos antigos, e as suas histórias”, sublinham os responsáveis, alertando que não é obrigatório ser possuidor de um automóvel antigo. O clube tem preparado um KIT CPAA, que contempla toda a documentação necessária para ingressar no cube, inclusive informações sobre os seguros para veículos clássicos e pré-clássicos. Atualmente, o clube mantém duas apólices, uma para veículos antigos e clássicos com mais de 30 anos e outra para pré-clássicos, ou seja, veículos entre os 25 anos e os 30 anos, onde entram os veículos que, não tendo atingido a idade para serem homologados como antigos, estão num estado de conservação e originalidade que lhes permite estar num período de pré certificação.

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Agenda de eventos

O Clube Português de Automóveis Antigos organiza, anualmente, diversos ralis, encontros com associados e passeios temáticos. Para o último trimestre de 2019 destaca-se a realização do “Passeio de São Martinho”, marcado para 1 de novembro, as “48 Horas do Alentejo”, que acontecem de 8 a 10 do mesmo mês, e, já no final do ano, a 14 de dezembro, haverá o já tradicional “Jantar de Natal”, que acontece, em simultâneo, na sede e delegação. Embora o calendário de 2020 ainda não tenha sido apresentado, o CPPA adiantou que já tem confirmado a realização de mais um “Norte Classic”, em abril, o “Rally Vale do Tejo”, em maio, o “Algarve Classic Cars”, em julho, as “48 Horas do Alentejo”, novamente em novembro, e a presença habitual nos três salões mais importantes que se realizam no país: o “AutoClassico”, no Porto, em outubro, o “Automobilia de Aveiro”, em maio, e o “MotorClassico” em Lisboa, em abril. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2019


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Cinco conselhos para um coração saudável

É o músculo mais importante do nosso corpo, composto por duas bombas musculares, do lado direito e do lado esquerdo, que batem em simultâneo. As doenças cardíacas e cardiovasculares são das principais causas de morte em todo o mundo. Para evitá-las, é preciso manter um coração saudável. Saiba como.


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Todos sabemos que uma alimentação saudável e a prática de exercício físico são benéficas para a saúde. No entanto, quantos de nós por vezes nos esquecemos destes conselhos vitais? Não existe um truque de magia para ter – e manter – um coração saudável, mas sim cinco conselhos que, se forem seguidos à risca, podem ajudar e prevenir problemas cardíacos/cardiovasculares. Uma regra que já sabe à partida é não fumar ou deixar de fumar. Passemos aos outros conselhos dados por José Alves Nascimento, cardiologista e diretor clínico da Clínica Cintramédica.

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1 .Controlar a hipertensão A circulação do sangue implica alguma pressão sobre as paredes das artérias sendo esse processo que origina a “tensão arterial”. A hipertensão acontece quando há um excesso de pressão, situação que pode ter origem genética ou ambiental. Por ser uma doença inicialmente silenciosa, o diagnóstico pode tardar demasiado. Segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia, dois milhões de portugueses são hipertensos, ainda que só metade o saiba e apenas 25% esteja medicado. Perante este cenário, José Nascimento aconselha que a medição da pressão arterial seja feita com regularidade. “Uma pessoa de 40 anos e que não sofra de hipertensão deve fazer a medição duas a três vezes por ano. Já alguém que tenha um historial de hipertensão na família deve fazê-lo de dois em dois meses”, esclarece o cardiologista.

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2. Medir os níveis de colesterol regularmente Estima-se que mais de um terço das pessoas em todo o mundo tenha níveis de LDL elevados no organismo. Quando os níveis de colesterol LDL – vulgarmente conhecido como “mau colesterol” – estão elevados, começa a haver deposição de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, formando placas de gordura (placas de aterosclerose) que, com o tempo, podem dificultar a passagem do sangue e levarem a um enfarte agudo do miocárdio ou a um acidente vascular cerebral (AVC). Para uma análise global, José Alves Nascimento aconselha que seja medido o colesterol total, ou seja, aquele que engloba o LDL, mas também o HDL, o “bom colesterol”, que impede o mau colesterol de se alojar na parede das artérias. “Para quem não sofre da patologia, o controlo deve ser anual. Já para aqueles com fatores de risco e à medida que a idade vai avançando, devem consultar um médico que, tendo em conta todo o historial, indicará qual a periodicidade com que deve medir esses valores”, refere.

3. Controlo da diabetes O cardiologista considera que o controlo da diabetes é um dos pilares fundamentais para manter uma boa saúde do coração. Mas antes, vale a pena recordar do que se trata. A diabetes acontece quando existe excesso de açúcar – a glicose – no sangue. Isso acontece quando o pâncreas – responsável por ajudar a glicose a passar do sangue para o interior das células – não é capaz de produzir insulina em quantidade suficiente. Quando isso acontece, o organismo entra em hiperglicemia, ou seja, a glucose acumula-se no sangue, deteriorando progressivamente os vasos sanguíneos. Por esta razão, as doenças como a angina de peito, o enfarte agudo do miocárdio e a morte cardíaca súbita são mais frequentes em doentes diabéticos. “É importantíssimo que sejam feitas análises pelo menos uma vez por ano”, lembra o especialista, deixando como indicação a avaliação da hemoglobina glicada (HbA1C), uma análise ao sangue que possibilita determinar os valores médios de açúcar no sangue nos últimos dois a três meses. Para o especialista, este é um dos instrumentos mais importantes para avaliar o controlo glicémico da pessoa com diabetes e, também, para confirmar o diagnóstico de diabetes ou de pré-diabetes.


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4. Comer de forma saudável Neste ponto não há dúvidas. “Uma dieta rica em fruta e legumes vai ajudar o organismo a funcionar melhor, ao contrário do consumo de fritos e de gorduras, por exemplo”, esclarece José Alves Nascimento. O médico aconselha um consumo mais regular de peixe e defende que a carne deve ser ingerida mais esporadicamente, uma vez que o peixe gordo pode ajudar a reduzir o risco de doenças do coração e melhorar as hipóteses de sobrevivência após um ataque cardíaco. “Em Portugal não se come mal”, lembra, “mas falta reduzir as quantidades de sal utilizadas”. O consumo diário de sal por português estará acima de 10 gramas, quando a recomendação da Organização Mundial da Saúde aponta para cinco gramas diários.

5. Praticar exercício físico Segundo dados da Fundação Portuguesa de Cardiologia, dois em cada três portugueses são sedentários e 67% da população pratica menos de uma hora e meia de atividade física ao longo da semana. Isto acontece quando está cientificamente provado que a atividade física reduz o risco de ataques cardíacos em mais de 30%. O cardiologista José Alves Nascimento defende a prática de atividade física para manter o coração em forma, “mas sem excessos”. Exercícios de manutenção na passadeira ou bicicleta serão os mais indicados. No entanto, alerta para a importância da realização prévia de exames para perceber se está ou não apto para a prática de atividade física, assim como para saber qual grau de intensidade mais indicado. “A partir dos 30 anos e sem historial clínico, uma prova de esforço e um ecocardiograma são essenciais”, salienta. O cardiologista José Alves Nascimento agrega assim os pilares que considera fundamentais para promover a saúde cardiovascular: uma alimentação saudável, exercício físico regular e o controlo de patologias como a hipertensão, a diabetes e os níveis elevados de colesterol. (AdvanceCare) REVISTAVIVA, SETEMBRO 2019


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O R T O F O L I O


É urgente inventar a alegria, multiplicar os beijos, as searas, é urgente descobrir rosas e rios e manhãs claras.

Foto: Rui Oliveira (arquivo)

Eugénio de Andrade


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E T R O PO LI S

LUĂ?SA SALGUEIRO

"Temos que ser capazes de dar resposta a todas as pessoas"


M ATOSI N H OS

A meio de um mandato impactante à frente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro conversou com a VIVA! sobre aqueles que considera serem pontos fortes do seu executivo: a preocupação constante com os matosinhenses e a clara ambição em proporcionar ao concelho uma boa qualidade de vida. A autarca admite que ainda há muito por fazer, até porque, como sublinha, em momento algum uma autarquia pode dar o seu trabalho por concluído, e mostra determinação, força, garra e persistência em fazer crescer, e principalmente desenvolver, cada vez mais, o município.

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Matosinhos é um concelho que se destaca significativamente na Área Metropolitana do Porto. Tem pujança económica, dimensão, inovação e cresce a olhos vistos, fruto das várias iniciativas dinamizadas pelo atual executivo municipal socialista, liderado por Luísa Salgueiro. Grandes empresas mundiais, como a Sodexo, a Xing, a Cofco, e, mais recentemente, a Revolut escolheram o concelho para se instalar, o que demonstra uma clara eficiência do trabalho desenvolvido pela autarquia e vontade em levar cada vez mais cidadãos até aquela que é internacionalmente conhecida como a terra de Siza Vieira. “Isso acontece porque Matosinhos preenche uma série de requisitos em termos de localização geográfica. Estamos perto de tudo e é fácil entrar e sair do concelho. As pessoas gostam de vir viver para cá porque tem boa qualidade de vida, boa restauração, bons acessos e boa mobilidade”, explica Luísa Salgueiro. Para a autarca, o aumento do turismo a que Matosinhos tem assistido “significa um novo tempo” que está a viver e, por isso, tem reforçado, também, a sua aposta nessa área, quer através da participação em feiras, nacionais e internacionais, como na realização de iniciativas próprias, como é exemplo o Festival do Peixe e Marisco, que visa aumentar a visibilidade da marca Matosinhos World’s Best Fish. Só na primeira edição, o evento recebeu a visita de 30 mil pessoas e, este ano, quase triplicou, atingindo as 80 mil. Já no mês passado, a iniciativa “Os Hospitalários no Caminho de Santiago” recebeu 120 mil visitantes. Números que orgulham, e muito, a autarca, porque, como sublinha, o objetivo é cativar os turistas, fazer com que visitem o concelho, o conheçam melhor e invistam nele.

Texto: Maria Inês Valente Fotos: Ricardo Baptista

REVISTAVIVA,SETEMBRO 2019


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E T R O PO LI S

“Não queremos só crescer. Queremos desenvolver o nosso concelho em várias frentes”

Outra das áreas importantes para Matosinhos, acrescenta, é o turismo religioso, quer com as Festas do Senhor de Matosinhos, considerado “o momento alto”, em que recebe mais de um milhão de visitantes, mas também com a passagem dos peregrinos. “Em 2017, tivemos 9300 peregrinos nos nossos postos, em 2018, 11100 e, este ano, até ao mês de agosto, já tínhamos tido 11400”, indica Luísa Salgueiro, explicando que, atendendo a este número crescente, vão incluir, nas obras de requalificação da orla costeira, equipamentos próprios para os peregrinos e, também, proceder à construção de um albergue.

Preocupação com a habitação

A qualidade de vida e o bem estar dos cidadãos estão no topo das prioridades da Câmara de Matosinhos, que, por isso, apresenta uma preocupação clara com o acesso à habitação dos seus munícipes, que, ainda hoje, se apresenta

como uma dificuldade para muitas famílias do concelho. Através do Programa Municipal de Apoio ao Arrendamento, em que, todos os meses, paga a renda de vários imóveis, a autarquia já conseguiu ajudar mais de dois mil agregados familiares. A par disso, e tendo em conta o aumento de preço por metro quadrado, começou, também, a desenhar a sua nova estratégia municipal de habitação, “recuperando casas degradadas, adquirindo terrenos para construir e criando financiamento para que os particulares possam reabilitar”. No que respeita à população idosa, a câmara aprovou, recentemente, novas medidas de reforço nas habitações das casas das pessoas com mais de 65 anos que não podem custear as obras que sejam necessárias. “Faremos essas obras, substituindo janelas, portas e caixilhos, por exemplo”, explica a presidente, salientando que serão, também, criados serviços de teleassistência para que, em caso de necessidade, durante a noite, soe um alarme e as pessoas tenham cuidadores a quem recorrer.


M ATOSI N H OS

Acesso à educação

De acordo com Luísa Salgueiro, não é possível ter “uma sociedade justa, desenvolvida e com os olhos postos no futuro se a educação não for um dos pilares principais”. E, nesse sentido, o seu executivo tem sido pioneiro. Exemplo disso é o programa de combate ao abandono escolar, designado “Segunda Oportunidade”, criado pelo Governo com inspiração numa iniciativa matosinhense. O combate ao insucesso escolar e ao absentismo são uma das prioridades de Matosinhos, motivo pelo qual tem “reforçado essa intervenção”, através da criação de um observatório municipal de educação, de uma rede própria de oferta formativa, que não incida somente na tradicional, e na criação de um “currículo local”, que relaciona os estudantes e professores com Matosinhos, explica. “Queremos alunos com boas ferramentas para irem para o mercado de trabalho, mas que não se desenraízem e criem ligações cada vez mais fortes às suas origens”.

Futuro

Mais do que novos empreendimentos, aquilo que a presidente de Matosinhos pretende é qualidade de vida para todos os seus habitantes. Com a certeza de que o trabalho de uma câmara nunca está concluído e que há sempre muita coisa por fazer e ultrapassar, Luísa Salgueiro garante que, antes de tudo, é preciso “ser capaz de dar resposta a todas as pessoas”. “Queremos que o nosso concelho seja um lugar em que as pessoas têm apoio desde que nascem até que morrem e que saibam que a autarquia está ao lado delas para responder aos seus problemas”, realça. A câmara apresentou, este ano, o perfil de saúde do município, que

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Mais do que novos empreendimentos, aquilo que a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos pretende é qualidade de vida para todos os seus habitantes.

tem “características próprias”, como “muita hipertensão, diabetes, colesterol e obesidade infantil”, algo que pretende combater através de um programa inédito de prescrição de exercício físico, com a Matosinhos Sport. “Os cidadãos são acompanhados pelos seus médicos de família, a unidade local de saúde interage connosco e fazemos a prescrição de exercício físico para combater os problemas de saúde”. “Há imensos problemas para resolver na vida das pessoas”, destaca, salientando que, além do plano de investimentos na mobilidade que tem, considera que mais importante ainda é “mexer a vida das pessoas, independentemente do investimento físico”. REVISTAVIVA,SETEMBRO 2019


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E T R O PO LI S

o ã ç e t o r p a n ost a p a s o h n a r a P l a m i n a o ã ç e i n t e g ra A Junta de Freguesia de Paranhos, sempre “um passo à frente” no que respeita a iniciativas de cariz social, tem vindo a potenciar diversos projetos que envolvem animais e que pretendem traduzirse numa ajuda direta aos seus habitantes, quer financeiramente quer a nível de saúde e bem-estar. O acesso gratuito à esterilização e a terapia assistida por animais são exemplos disso mesmo e ambas as iniciativas se têm revelado um verdadeiro sucesso. Texto: Maria Inês Valente Fotos: J.F. Paranhos

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izem que os animais são “os melhores amigos do Homem”, e, por isso mesmo, estão, também, no cerne das prioridades da Junta de Freguesia de Paranhos, que desde 2017, em parceria com a “Associação Miacis – Protecção e Integração Animal”, disponibiliza esterilizações gratuitas a animais de estimação de paranhenses. O projeto é destinado a famílias economicamente carenciadas e, desde a sua génese, já conseguiu ajudar 91 famílias, esterilizando um total de 31 cães e 85 gatos. Para beneficiarem deste apoio,

os interessados devem dirigir-se ao Gabinete de Serviço Social da junta de freguesia, onde é avaliada a situação sócio-económica do agregado familiar e, depois, é feito o encaminhamento para o respetivo tratamento. Importante referir que o registo é obrigatório para todos os cães e para os gatos com identificação eletrónica (microchip), necessitando, para isso, de todos os documentos que são discriminados na caixa que publicamos ao lado. A licença é obrigatória para todos os cães, devendo ser renovada, anualmente, no mês de registo do canídeo, na junta de freguesia.


PA RA N H OS

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REGISTO OBRIGATÓRIO DE ANIMAIS Documentos necessários:

Terapia assistida por animais

O projeto da terapia assistida por animais, realizado, desde 2017, em conjunto com a Associação Ladra Comigo, encontra-se, neste momento, em funcionamento na unidade de multideficiência do Agrupamento de Escolas Pêro Vaz de Caminha e na Escola da Areosa, do Agrupamento António Nobre. Dinamizadas quinzenalmente, em cada uma das escolas, as sessões são realizadas por duas duplas, a psicóloga Catarina Cascais, acompanhada pelos cães terapeutas Miles e Safira, e a gerontóloga Clara Cardoso, que faz dupla com as cadelas Milú, Laika e Gemma. De acordo com o executivo liderado por Alberto Machado, o resultado que lhe chega das profissionais de saúde tem sido muito positivo, notando-se uma evolução em cada um

•Boletim sanitário de cães e gatos ou passaporte de animais de companhia, com a vacinação anti-rábica válida •Duplicado da ficha de registo do microchip entregue pelo veterinário •Cartão de contribuinte do proprietário •Bilhete de identidade/cartão de cidadão do proprietário •Termo de responsabilidade do detentor* •Registo criminal do detentor* •Seguro de responsabilidade civil válido* •Exibição de carta de caçador atualizada (cães de caça) •Declaração de bens a guardar, assinada pelo detentor ou pelos representantes (cães de guarda) •Comprovativo de aprovação em formação para a detenção de cães* * Exigível no caso de cães perigosos e potencialmente perigosos. O detentor tem que ser de maior idade para tal. O canídeo de categoria de cão potencialmente perigoso, não sendo de raça pura, terá de ser castrado.

dos casos assistidos. Com esta nova terapia, houve, inclusive, crianças que conseguiram superar o medo que tinham de cães. Neste momento, um total de 15 crianças beneficia deste projeto, que continuará em vigor durante este ano letivo. REVISTAVIVA, SETEMBRO 2019


H U M O R

Expulso da Universidade

Pouco tempo

Encontram-se dois amigos e um deles estava visivelmente triste, pergunta o outro: - Então o que se passa? E responde o primeiro: - É que fui expulso da universidade… - A sério?! Então porquê? – pergunta o segundo. E diz o primeiro: - Sei lá! Já não vou lá há meio ano…

Uma mulher pessimista vai ao posto de saúde, é atendida e pergunta para o médico: - Doutor, quanto tempo eu tenho? O médico responde: - Você tem pouco tempo. - Então quer dizer que eu posso morrer a qualquer momento? - Não, é que eu tenho outras pessoas para atender.

Consegues ver?

Uma anedota sem graça

Um bêbedo pergunta ao outro: - Estás a ver aquela floresta? - Não, aquelas árvores estão à frente!

O diretor de uma empresa contou uma anedota e todos riram à gargalhada, menos um dos presentes. - Não gostaste da anedota? – perguntou-lhe o diretor. - Não…não! Eu não trabalho aqui.

Ausências Diz um chefe para a sua nova secretária particular: - Espero que, nas minhas ausências esporádicas, a senhora não fique para aí de braços cruzados. A funcionária: - Ah, não senhor! Isto agora com os telemóveis nunca nos aborrecemos…

Tropa O sargento diz aos recrutas: - Hoje quero-vos ver a todos de camisa mudada! - Mas... meu sargento... nós só temos uma camisa cada um... - Não quero saber, trocai-as uns com os outros!

Equívoco

Deus é que sabe

A oral

Na sala de espera de um grande hospital, o médico chega junto do genro muito nervoso e diz: - Tenho uma péssima notícia para lhe dar… A cirurgia que fizemos à sua mãe… - Ah! Ela não é minha mãe… é minha sogra, doutor! - Nesse caso, então, tenho uma boa notícia para lhe dar!

Um homem pergunta a deus: - Porque fizeste a mulher tão bonita? - Para que gostasses dela! - E porque é que a fizeste parva? - Para gostar de ti!

No exame oral: - Como é o seu nome? - José Carlos Tavares respondeu o aluno. - Sim... mas porque é que está a rir? - estranha o professor. - Porque estou contente. Respondi certinho à primeira pergunta.


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Revista VIVA! - edição setembro 2019  

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