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Transporte coletivo na área rural é inadequado

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Distrito Federal e Entorno

Ano II N.º 11

Março de 2010

R$ 1,00

Adasa dá prazo para que usuários de canais regularizem uso da água Página 03

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Enquanto integradoras prosperam, avicultores entram em crise

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CIRCULAÇÃO DO DINHEIRO NO COMÉRCIO DO FRANGO

Funcionários Investimentos Impostos

Consumidor

Mercado

Integrador

Avicultor

Os bons preços do frango nas gôndolas dos supermercados, a qualidade do produto e o consumo elevado dão a sensação de que tudo vai bem na cadeia produtiva de aves. Mas avicultores alertam para o crescente endividamento do produtor e a diminuição drástica da remuneração. Eles apontam a falta de regulamentação do sistema de integração como um dos maiores gargalos do processo produtivo página 05 Conheça Leni Cruz, criadora de búfalos do Núcleo Rural Boa Esperança, em Ceilândia

Tecnologia social para agricultura orgânica integra missão internacional

Fossas sépticas biodigestoras são opção barata e eficaz para saneamento rural

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Dia de Campo promovido pela Cultivar levou os lançamentos das indústrias agroquímica e sementeira para a próxima safra aos mais de 100 produtores, engenheiros agrônomos e técnicos que participaram do evento. Encontro é a oportunidade ideal para que não haja surpresas na hora do plantio Dâmares Vaz

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classificados: (61) 3447-1998

assinatura, atendimento ao leitor e anunciante: (61) 3039-1258

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Tribuna Rural Março de 2010

editorial

charge

A recente eleição na Federação da Agricultura e Pecuária do DF deu bons sinais de que o setor agropecuário da região está amadurecendo e buscando maior organização política. Foi um processo democrático limpo, uma concorrência sadia que apenas contribui para o fortalecimento dos produtores e para a ampliação do espaço de discussão de diferentes pontos de vista. E é sobre organização política que queremos falar. A mais recente e grandiosa conquista do setor rural do DF dá uma ideia da importância da mobilização política: a regularização das terras rurais. Os produtores se uniram, reivindicaram seu direito sagrado de ser donos de fato da terra que eles mesmos tornaram produtiva, e alcançaram a garantia da titulação das suas propriedades. Para que outras questões sejam resolvidas, é fundamental

que caminho semelhante seja trilhado. O campo ainda sofre com problemas como a falta de segurança, a degradação ambiental, a falta de um seguro de renda para o produtor e a precariedade de serviços públicos como educação, saúde e transporte coletivo. Nesse sentido, cooperativas e associações são bons modelos de organização para serem seguidos. Em áreas, setores e regiões bem-sucedidos, é possível perceber que produtores se uniram e disseram um basta à situação desfavorável. Torçamos para que esse movimento tome corpo no País e na região. Talvez é o que precise em alguns dos fatos que trazemos nessa edição, como a situação dos avicultores do DF e a dos moradores de áreas rurais que dependem de transporte coletivo.

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Mobilização e união são importantes para desenvolvimento do setor rural

Interatividade Qual é o fator de sucesso principal do modelo de produção de trigo no Centro Oeste?

O

Centro Oeste produz 5% de todo o trigo do país. O destaque da região não é o voluTribuna Rural

campo em foco

me, mas a produtividade por hectare - até sete toneladas, contra uma média nacional de 2,4 t. Para

descobrir o motivo do sucesso, o Tribuna Rural pergunta a produtores e pesquisadores:

A tecnologia é fundamental para o Centro Oeste, principalmente para o PAD-DF, que é um dos principais produtores de trigo da região.

É um dos instrumentos para que o produtor faça um plantio adequado, amplie a produção e, por consequência, tenha maior rentabilidade.”

tribuna rural

Alan Carlos Magrini Gomes, técnico agropecuário e consultor de vendas da Agrosyn Tribuna Rural

O problema com a brusone no ano passado dá a dimensão de como dependemos de tecnologia. Apesar das técnicas já aplicadas, em 2009 tivemos uma produção baixíssima por causa de uma doença que apareceu

em um momento em que não esperávamos. A retomada da produção somente será possível quando forem descobertas outras variedades mais resistentes, e isso somente é possível por meio de pesquisas.”

Sebastião Conrado de Andrade, engenheiro agrônomo e produtor rural Tribuna Rural

Atualmente a tecnologia é fundamental para a produção de qualquer cereal, principalmente o trigo, que é uma cultura extremamente produtiva,

desde que conduzida adequadamente. Nós, produtores do PAD-DF, temos conseguido bons resultados porque adotamos tecnologia de ponta.”

Paulo Roberto Bonato, produtor rural Tribuna Rural

Árvore faz história em meio a criação de búfalos na Fazenda Babaçú, no Núcleo Rural Boa Esperança, em Ceilândia. Com 120 anos, a árvore Pau-d’óleo, de onde é extraído o óleo de copaíba, embeleza a fazenda e mostra que é possível encontrar plantas históricas em meio ao Cerrado brasileiro.

EXPEDIENTE Elo entre o campo e a cidade

uma produtividade de sete toneladas por hectare, rendimento sonhado pelos produtores do Sul. É o testemunho mais evidente e claro de que a tecnologia, quando aplicada devidamente, pode render bons resultados.”

Márcio Só e Silva, pesquisador da Embrapa Trigo Subeditora Dâmares Vaz Projeto Gráfico Elisângela Nunes

Diretora Executiva Lydia Costa

Diagramação Lucivam Queiroz

Diretor Comercial Carlos Fernando

Jornalista responsável Lívia Rospantini - DRT/DF 4649/08-50

Editora Lydia Costa

O pacote tecnológico para o trigo é o que viabiliza a cultura técnica e economicamente. O produtor do Centro Oeste tem toda a tecnologia disponível para ter produtividade bastante elevada. Em 2008, por exemplo, foi verificada

Redação Dâmares Vaz Neyfla Garcia Priscila Nascimento Revisão Luiz Alberto Guimarães Comercial Taine Côrte - (61) 8529-1328 comercial@tribunarural.com.br Administrativo Kelly Campelo

Impressão F Câmara Circulação Distrito Federal e Entorno

Endereço para correspondência SCLN 406 Bl. E - Sala 201 2º Andar - Asa Norte - Brasília - DF Cep: 70.847-550 Tel.: (61) 3039-1258 Telefax: (61) 3447-1998

Tiragem 20.000 exemplares

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Editado por Vincere Editora Ltda

É permitida a reprodução parcial ou total das matérias desde que citada a fonte. Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.


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política

Produtores usuários de canais têm prazo para regularizar uso da água Agricultores que dependem de canais para irrigação devem procurar a Adasa nos próximos dias. Intenção da agência reguladora é evitar prejuízos à vazão de rios e também resolver conflitos entre usuários Lydia Costa

Dâmares Vaz

O

s mais de 500 produtores rurais no Distrito Federal que dependem de canais de irrigação e adução têm 180 dias para procurar a Agência Reguladora de Águas e Saneamento Básico do DF (Adasa) a fim de regularizar o uso da água. O prazo foi estabelecido pela Resolução nº 001, publicada em 1º de fevereiro de 2010, que define diretrizes e critérios gerais para a regularização dos usuários, concessão de outorga prévia e outorga do direito de uso de recursos hídricos superficiais por meio de canais. De acordo com o coordenador de outorgas da Agência, Rafael Melo, há sete processos de regularização em andamento, que representam mais de 300 produtores. Cerca de 200 utilizam os canais do Rodeador e o do Jatobazinho-Capão Comprido, ambos na Bacia do Des-

coberto. Para se adequarem às normas da resolução, eles terão que seguir as indicações técnicas para a construção, manutenção e uso da água. De acordo com Melo, a medida é importante porque há situações em que a captação inadequada compromete a vazão remanescente dos cursos d’água. “Há canais que secam rios, o que ocorre por causa da ineficiência da infraestrutura. Muitos deles não são revestidos, alguns são simples cortes na terra, e outros têm topografia inadequada”, explica. Além do comprometimento da vazão, há ainda conflitos entre os usuários, principalmente nos meses de seca – setembro, outubro e novembro. De acordo com a Adasa, as divergências ocorrem menos pela falta ou escassez da água do que pela falta de senso de compartilhamento e harmonia entre os que usam o canal.

Conheça os pontos principais da Resolução nº 001, de 1º de fevereiro de 2010, que estabelece normas para o uso coletivo dos canais. A Adasa fará o monitoramento a partir de um ponto de controle, coincidente com o ponto de captação ou de desvio do curso d’água •  O canal deverá possuir ao longo de todo o trecho estruturas de saídas equipadas com medidores ou registros que possibilitem a cada usuário fazer a retirada de água correspondente à sua demanda, evitando as perdas; •  É vedado o acesso de animais ao canal, sendo necessária a construção de estrutura paralela para atender a demanda de dessedentação animal; •  É vedado interceptar os canais e formar lagoas, para garantir a chegada da água a todos os usuários do canal; •  É vedado permitir a passagem do canal em currais, criadouros e outros ambientes que possam poluir as águas

Os pontos mais críticos estão na Bacia do Preto, na comunidade do Barro Preto; e na Bacia do São Bartolomeu, no Núcleo Rural Pipiripau. No núcleo, o canal Santos Dumont é alvo de disputas entre irrigantes e a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), que tem uma captação na área. Outras questões que preocupam são a poluição dos recursos hídricos, a erosão das margens e a contaminação por agrotóxicos. ■■ Organização

A Agência informa que, antes de editar a resolução, foram realizados vários encontros com usuários, assim como campanhas de conscientização, palestras e levantamento de dados por meio de medições de vazão, para resolver conflitos e problemas de uso incorreto dos canais. Melo destaca que é preciso que os usuários de canais se organizem em associações ou condomínios e que outorgas a usuários individuais não serão concedidas. “O prazo de 180 dias é para que os usuários procurem a Adasa, que então dará instruções para a melhoria da eficiência de cada canal a partir

Produtores do Rodeador, em Brazlândia: canal apontado como modelo pela Adasa

de análises individuais.” No DF há mais de 100 canais, que devem atender cerca de mil usuários, estima o coordenador de outorgas. Ele cita que alguns são modelo, como o Canal do Rodeador e do Jatoba-

zinho-Capão Comprido. “Esses cursos são geridos por associações que investem em infraestrutura, realizando melhorias como o manilhamento, além de terem registros individuais para os usuários”, completa.

Comissão de Agricultura do Senado promove audiência sobre trabalho rural A Comissão de Agricultura e Reforma Agrário do Senado (CRA) discutiu, no último dia 23, a modernização e adequação das normas reguladoras do trabalho rural às leis trabalhistas vigentes no país. O debate ocorreu em audiência pública, de que participaram integrantes do Ministério

do Trabalho, Tribunal Superior do Trabalho (TST), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). Para o senador Gilberto Goellner, vice-presidente da CRA e autor do projeto, a pro-

posta é dar dinamismo ao setor primário para que mais empregos e oportunidades possam ser criados. “A intenção é proporcionar qualidade de vida ao trabalhador rural e seus familiares, bem como possibilitar a plena regularização dos contratos de trabalho rural”.

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política Abandono

Moradores das áreas rurais sofrem com a falta de transporte público Baixa densidade demográfica do campo desestimula empresas a oferecer o serviço nas áreas rurais do DF. Além disso, linhas que operam não atendem necessidades de quem depende do transporte coletivo divulgação cootransp

Neyfla Garcia

Q

uem depende de transporte público no Distrito Federal conhece bem as dificuldades de se pegar ônibus velhos e que não passam na hora certa. Mas e para quem mora na área rural? Essa é uma questão um pouco mais difícil, já que, devido ao número de moradores e à distância do centro da capital federal, as empresas de ônibus não se interessam em manter linhas operando nesses lugares. Dados da Secretaria de Transporte apontam que, atualmente, 250 mil pessoas da zona rural dependem de ônibus. Para atender às necessidades dessa população, desde 1992 a Secretaria passou a licitar as linhas, sendo que os participantes são pessoas físicas. Ao todo, 100 ônibus operam nas 60 linhas que atendem as áreas rurais do DF. A criação de novas rotas de ônibus é uma das principais reivindicações de quem mora na zona rural. Segundo o técnico em planejamento do Transporte Urbano do DF (DFTrans) Márcio Antônio Ricardo de Jesus, recentemente foi realizada uma nova licitação com base em estudo realizado pela instituição para conhecer as necessidades das áreas que vão receber as novas linhas. “As linhas rurais existem no sistema há anos. Mas, devido ao reduzido número de linhas, as empresas não têm interesse em cobrir. Uma alternativa que

encontramos, e que tem dado certo, é a licitação com pessoas físicas. Assim, quem tem ônibus pode participar, o que torna muito mais fácil o atendimento das necessidades, devido ao contato diário”, explica. Márcio Antônio ressalta que, antes, as empresas não atendiam às necessidades da população. Às vezes os horários das linhas não coincidiam com os períodos de maior movimento. “A licitação rural é feita por linhas. Já estamos na quarta licitação para melhorar a qualidade do serviço. Com essa iniciativa melhoramos a qualidade dos veículos e o número de horários. Dessa maneira temos retorno dos resultados e da satisfação dos moradores”, pondera. ■■ Demanda

Atender toda a área rural não é fácil. Um dos maiores obstáculos é a distância. Segundo o presidente da Cooperativa de Transportes (Cootransp), Marcos José Alves Pinto, a demanda neste setor é bem menor que na área urbana, mas isso não é motivo para não prestar um serviço de qualidade. “Desde 1992, quando foi designado a operadores individuais ganharam o direito de concessão para atender essas linhas, nós representamos 90% das linhas rurais nas regiões administrativas do DF. As linhas com maior demanda têm horários frequentes, para outras cujas distâncias são grandes ofertamos

Marcos Alves, presidente da Cootransp, que opera as linhas das áreas rurais desde 1993

três horários: manhã, tarde e noite”, explicou Marcos José. Apesar da escolha regular de novos permissionários para operar as linhas, nem todos os ônibus que operam são novos. Mas, de acordo como DFTrans, mesmo os carros que não são novos, e que estão dentro da idade limite da Secretaria de Transporte, que é de no máximo oito anos, podem circular normalmente. Apesar de alguns ônibus não serem zero quilômetro, o DFtrans realiza vistorias em todos os veículos que irão operar. ■■ Insatisfação

Para a moradora do Núcleo Rural Jardim II, Maura Pereira

dos Santos, a realidade é bem diferente. “Já dependi muito de ônibus para trabalhar, e confesso que passamos muita raiva. Os ônibus andam lotados, quebram facilmente, e quando isso acontece ficamos no meio da estrada sem nenhum tipo de suporte”, conta. Maura Santos explica que só existe uma linha que opera na região e liga o núcleo rural ao Paranoá. Mas o ônibus passa apenas em dois horários, sendo um pela manhã para quem vai e outro à tarde para quem volta. “É um absurdo isso. Quando temos uma consulta chegamos à cidade e temos que passar o dia todo lá, para esperar o ônibus do

fim da tarde. Na verdade os donos da linha só visam o dinheiro, as nossas necessidades não interessam”, reclama. A moradora chega a relembrar os tempos em que operava a empresa Transporte Coletivo de Brasília (TCB), que disponibilizava três horários para a população. Hoje, quem cuida do transporte no Jardim II é a Cootransp, com dois horários. “Já procuramos a Secretaria de Transportes para reclamar, mas o que temos em troca são apenas promessas. Enquanto isso, ficamos a mercê do descaso das autoridades e do serviço que é insuficiente para atender a nossa realidade”, desabafa.

Cooperação Brasil e Inglaterra capacita pesquisadores na área de biocombustíveis de segunda geração

E

stá aberto, até 19 de março, o processo seletivo para o aperfeiçoamento de curta duração no Reino Unido, que faz parte do projeto “InglaterraBrasil: pesquisa com biocombustíveis de segunda geração”, aprovado em 2009, entre a Empresa Brasileira de Pesqui-

sa Agropecuária (Embrapa) Agroenergia e universidades e centros de pesquisa do Reino Unido. Podem participar analistas e pesquisadores da Embrapa e instituições parceiras do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA). O projeto

consiste na seleção de até 15 profissionais, para desenvolvimento de pesquisas em laboratórios britânicos, pelo período de seis meses. Na primeira etapa do edital, foram selecionados quatro pesquisadores que, a partir desse mês, viajam para a Inglater-

ra e Escócia. A acadêmica da Embrapa Agroenergia, Cristina Machado, representa o grupo selecionado. “A Inglaterra tem demonstrado interesse em executar pesquisas com a Embrapa, na área de biocombustíveis, especialmente para o etanol”, ressalta Cristina.

Os profissionais interessados no intercâmbio podem obter mais informações na página da Embrapa Agroenergia www. cnpae.embrapa.br ou pelo telefone (61) 3448-1582. Fonte: Mapa


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economia

Avicultores encurralados Com dívidas cada vez maiores, criadores integrados reivindicam regulação para o setor Dâmares Vaz

Dâmares Vaz

A

falta de regulação para o sistema de integração preocupa avicultores. No Distrito Federal, onde as exportações de frango e ovos férteis respondem por 80% de tudo o que vai para fora, a situação é crítica. Os criadores de frango da região alertam para a diminuição da renda do produtor e o crescente endividamento do setor. De acordo com o Sindicato de Avicultores do Distrito Federal (Sindiaves), até 2005 não havia avicultores inadimplentes. A partir daquele ano, muitos produtores não têm mais conseguido saldar financiamentos. Proposto em 1998, o projeto de lei nº 4378 está parado na Subcomissão de Avicultura, da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. Seria uma solução para o setor. Atualmente, boa parte dos avicultores está inserida no sistema de integração. Funciona assim: os produtores criam as aves e então vendem a produção para grandes empresas responsáveis pelo

abate e comercialização. No sistema de integração, os avicultores têm que seguir uma série de normas técnicas para garantir a qualidade do produto, no caso, o frango. O problema é que melhorias nas instalações, assim como fornecimento de insumos e transferência de novas tecnologias e equipamentos, antes responsabilidade das empresas, passaram a ser custeadas pelos integrados. No entanto, a remuneração paga aos produtores não aumentou. “Embora o preço nas gôndolas do supermercado tenham só melhorado, os ganhos não chegam ao produtor, que continua produzindo com qualidade, mas sem remuneração”, diz o avicultor Luís Gonzaga, um dos representantes do Sindiaves. Para ele, não há solução para a questão se não houver uma lei específica para o setor. O avicultor Elias Marchese pontua que o sistema de integração foi o responsável pelo desenvolvimento da avicultura e também pela geração de empregos. Mas como está hoje, não há sustentabilidade. “Tem havido um

Avicultores discutem cenário crítico do sistema de integração: renda do produtor vem sendo eliminada

ciclo contínuo de eliminação de renda. Assim os avicultores vão morrer de inanição.” ■■ Riqueza

Os avicultores do DF têm uma certeza. A riqueza na cadeia produtiva de aves vem crescendo, em razão da qualidade elevada do produto, aumento do consumo e preços

melhores. E muito desse cenário favorável é responsabilidade do produtor, que tem feito cada vez mais investimentos. Com remunerações cada vez menores, no entanto, a equação do setor não fecha. A pergunta que não pode deixar de ser feita é por que, com todos os fatores adversos, os avicultores continuam produzindo.

A resposta leva o nome de capital específico. Frangos, granjas e ovos férteis não são facilmente transformados em negócios mais lucrativos. Se não forem vendidos para a integradora, não servem mais para nada. A diversificação de atividades também é difícil, já que muitos avicultores têm todo o capital investido na criação de frangos.

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mercado

Criação de búfalos no DF é insuficiente para atender mercado consumidor Lydia Costa

Neyfla Garcia

C

riar búfalos pode ser uma atividade prazerosa e rentável. A criação de bubalinos está sendo desenvolvida no Brasil desde a década de 60. Atualmente, mais de 50% da criação de búfalos estão localizados na região Norte, porém a criação vem se ampliando em todas as regiões do país. A bubalinocultura brasileira já é uma realidade, apresentando um efetivo de 3 milhões de cabeças, de acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), o que torna a criação de búfalos no Brasil como a mais importante localizada fora do continente asiático. O país conta com 450 mil cabeças na região Sudeste, 420 mil na região Nordeste, 360 mil na região Centro-Oeste e 270 mil na região Sul. Atualmente, o búfalo é considerado como uma grande opção para a pecuária nacional, pois fornece produtos similares aos dos bovinos, como carne, leite e subprodutos em condições mais econômicas. Segundo o presidente da ABCB, Otávio Bernardes, o comércio de búfalos passou a ter importância econômica no Brasil a partir dos anos 80. Hoje, o país chega a exportar 200 mil cabeças para as Filipinas. “Há dois anos, nos tornamos um dos maiores exportadores de búfalos. Além das Filipinas, exportamos também para a Venezuela. O crescimento foi muito expressivo no período de 1961 a 2005”, disse. Hoje, existem búfalos espalhados por todos os estados brasileiros. Bernardes explica que, no Sul, há saída e crescimento do mercado. O rendimento industrial recebe em torno de 80

a 100% de retorno dos produtos derivados do leite. O crescimento anual da produção de leite de búfala está em torno de 30%. ■■ Pioneirismo

No Distrito Federal, o mercado é pequeno, mas apresenta momentos de crescimento. Muitos produtores têm procurado saber sobre a atividade, garante Leni Candido da Cruz. Pioneira no DF, Leni Cruz é proprietária da Fazenda Babaçu, localizada no Núcleo Rural Boa Esperança, em Ceilândia. Criadora há 12 anos, ela conta que a iniciativa surgiu na tentativa de se livrar dos carrapatos que atacam o gado. “O búfalo não pega carrapato, diferente do gado. Então resolvi criar búfalos porque a informação que tive era que não tinha problemas com essa praga. Criava gado nelore e girolando; assim, parti para a criação de bubalinos”, conta. Para Leni, criar búfalo não é mais caro que o gado. “O búfalo come mais que o gado, em torno de 25% a mais, mas em compensação, para sobreviver, tem uma alimentação mais simples. Eles comem, por exemplo, certos tipos de capins e plantas”, explica. Um búfalo, atualmente, custa em média de R$ 3 a 4 mil reais. Ele possui uma gama diversificada de produtos para atender às mais diversas necessidades, como mussarela de búfala, queijo, leite e derivados e carne. Leni comercializa leite e carne. A propriedade possui 300 cabeças, no entanto, o rebanho é insuficiente para atender à demanda do DF. “Nós não temos condições de oferecer o produto no mercado porque não temos produ-

tos em grande escala. O leite, por exemplo, é entregue em Brazlândia, e não atende nem 1% do mercado. O leite na minha porta custa R$ 1,00, bem mais caro que o leite de vaca que custa R$ 0,56”, explica. A búfala chega a produzir 400 litros de leite por ano, o que é muito pouco para atender à clientela. O ideal seria, no mínimo, 6 mil litros, mesmo não sendo o suficiente ainda. A qualidade do leite de búfala está em sua matéria seca. Para A criadora Leni Candido da Cruz em meio a suas pérolas negras se ter uma ideia, com algumas coisas, por exemplo, Ainda não existe em Brasília 10 litros de leite de vaca se pronão pode faltar sombreamento um selo de qualidade dos produduz 1kg de queijo tipo mussae água”, ressalta. tos, mas a Associação já desenrela, enquanto que com 6 litros Um búfalo chega a consu- volveu um selo de pureza para de leite de búfala se faz 1kg de mir, por dia, 60 litros de água, e o leite que é o 100% Búfalo. mussarela, que custa até duas pode chegar a pesar, em média, Este selo foi desenvolvido com vezes mais que a mussarela de uma tonelada, mas para cor- objetivo de evitar que se tenha vaca. A produção de queijos é te pode-se retirar para o abate o produto misturado com leite bem maior, quase 100% a mais com 450kg. Para atender ao de vaca. “Este selo é uma proque a de vaca e de altíssima mercado, o DF tem contado vidência muito respeitada. Aqui qualidade. com o apoio de Minas Gerais, no DF não tem porque o custo que envia unidades de queijo. é muito alto e o laticínio ainda ■■ Dificuldades Mesmo assim é pouco. A venda não se interessou, acha que não O maior problema do setor de carne é realizada para os res- convém, embora a legislação do é a falta de animais na região. taurantes da cidade; no DF não Ministério da Agricultura e PeNo Distrito Federal existem existe produção suficiente para cuária (Mapa) permita essa misatender o mercado. tura de até 25%”, esclarece Leni. apenas seis propriedades que criam búfalos. Leni Cruz explica que um Tabela comparativa da composição nutricional de várias espécies animais dos maiores motivos da criação ser pequeTipo de carne Colesterol Gordura Lipídios na é a falta de espaço (100g) (mg) Saturada (g) (g) físico. “As propriedaBúfalo 61 0,6 1,8 des rurais no DF são Carne Bovina 90 8,13 20,69 pequenas e demandariam uma área bem Galinha – Carne Branca 85 1,27 4,51 maior. Ou seja, em Galinha – Carne Escura 93 2,66 9,73 um espaço que você Peru – Carne Branca 69 0,93 2,92 cria uma vaca e meia, Peru – Carne Escura 88 2,34 6,98 vai se criar um búfaFonte: Universidade da Flórida – Gainville /USDA/ Agência Americana de Controle de Alimentos lo. Além do mais, o búfalo é exigente em

Wenderson Araújo

Série de indicadores de custos de produção da CNA evidencia diferenças de remuneração ao produtor

Índices divulgados pela CNA fornecerão ao produtor rural parâmetros sobre o custo real da produção, a fim de garantir maior segurança ao gerenciamento da atividade agrícola

L

ançada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em 10 de fevereiro, a série de indicadores dos custos de produção da agropecuária é um conjunto de dados que vai promover o aperfeiçoa-

mento da gestão das atividades no meio rural. De acordo com a CNA, o principal objetivo do novo estudo é fornecer ao produtor rural um índice de referência sobre o custo real da produção, com o

objetivo de garantir maior segurança no gerenciamento da atividade agrícola. Os dados também permitirão à sociedade comparar os valores que o homem do campo recebe pela produção agrícola e quais são os preços cobrados pelos alimentos nas cidades. As tabelas serão atualizadas sempre no dia 15 de cada mês, trazendo os preços e custos vigentes no mês anterior, formando um histórico de dados. As informações do boletim vão ser transmitidas ininterruptamente em monitores de vídeo instalados na sede da CNA, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Os primeiros produtos monitorados são o feijão, o leite, o milho, a soja, o arroz e o boi gordo. Ao longo do ano, novos itens serão incorporados ao estudo, como algodão, café, frutas e trigo. ■■ Realidades diversas

A primeira série do boletim CNA - Custos & Preços revelou realidades diversas, com situações de promissora rentabilidade ou descapitalização de acordo com o tipo de atividade e região. “Os números comprovam que o produtor rural precisa ter uma boa gestão de sua atividade”, diz a coordenadora da área de Estudos Econômicos da CNA, Rosemeire dos Santos.

A diferença entre lucro, equilíbrio nas receitas e despesas ou prejuízo pode ser muito tênue e ocorrer até mesmo em regiões produtoras que ficam próximas umas das outras. Condições do solo, distância dos pontos de escoamento e logística também afetam a rentabilidade do produtor. A pesquisa é realizada em parceria com o Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Agronegócio (Pecege) e com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ligados à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP); e com a Universidade Federal de Lavras (UFLA). Fonte: CNA


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tecnologia

Dia de tecnologia em Tabatinga Promovido pela Cultivar, Dia de Campo reuniu mais de 100 pessoas entre agricultores, engenheiros agrônomos e técnicos interessados em novas tecnologias agrícolas, no Núcleo Rural Tabatinga, em Planaltina, DF Dâmares Vaz

U

Dâmares Vaz

m dia para que o produtor rural conheça novas tecnologias em sementes, fertilizantes, aminoácidos e defensivos agrícolas na prática, para que não haja surpresas na hora do plantio. Para tanto, a Cultivar realizou, no último dia 5, Dia de Campo no Núcleo Rural Tabatinga, em Planaltina, Distrito Federal. O evento técnico reuniu mais de 100 pessoas, entre agricultores, engenheiros agrônomos e técnicos, em torno dos lançamentos

das indústrias agroquímica e sementeira para a próxima safra. O Dia de Campo atraiu produtores do DF e de cidades do Entorno, como Formosa, Cabeceiras, Planaltina de Goiás, Cristalina, Luziânia, Padre Bernardo, Unaí, Buritis, Formoso de Minas e outras. “Nossa percepção é a de que o agricultor tem mais facilidade em acreditar que um cultivar de soja ou um híbrido de milho, por exemplo, têm mesmo as características que as empresas falam quando as veem no campo”, explica o diretor de fi-

Produtores acompanham a demonstração de novos produtos

Dâmares Vaz

nanças e de marketing da Cultivar, Eunimar Corrêa de Araújo. Participaram do Dia de Campo, além da Cultivar, mais seis empresas parceiras. A italiana Sipcam-Isagro apresentou defensivos agrícolas. A Juma-Agro, de origem nacional, mostrou aminoácidos. Também brasileira, a Produquímica levou aos produtores fertilizantes Empresas de vários segmentos apresentaram insumos para a próxima safra foliares. Já a australiana rketing da Cultivar destaca que a po é uma boa oportunidade de Nufarm é especializada em agroprincipal vantagem dos eventos é conhecer novas tecnologias para químicos para lavouras e pastatransmitir credibilidade aos pro- aumentar a produtividade. “O gens. dutores. “Não saberia mensurar o evento é uma vitrine. E também Na área de sementes os paraumento nas vendas, mas posso é essencial para que o produtor ceiros foram a Nidera e a Agrogarantir que o Dia de Campo so- adote materiais mais resistentes a men Tecnologia, do grupo Dow lidifica o nosso trabalho, dando pragas e doenças para a próxima Agrosciences. Destaque aos culcredibilidade ao agricultor para safra, para evitar prejuízos”, diz. tivares de soja e híbridos de mique ele faça suas escolhas da lho da Nidera e aos híbridos de Serviço melhor forma possível. Isso milho da Agromen com a tecnoporque são usados aqui os A Cultivar realizará mais dois dias de campo logia Herculex. materiais mais promissores, e em março. No dia 26, o evento será em São que se adaptam melhor à nos■■ Credibilidade João da Aliança, em Goiás. No dia 31, o dia sa região.” Embora não seja possível trade campo será em Buritis, Minas Gerais. Mas Para o produtor Genésio duzir em números os negócios informações no tel: (61) 3642-1777 e no Muller, de Tabatinga, em Plagerados a partir de dias de camsite: www.cultivarnet.com.br naltina (DF), o Dia de Campo, o diretor de finanças e de ma-

Empresas participantes avaliam a importância de eventos como os dias de campo

“S

omos uma cadeia. Assim, os dias de campo são importantes para o produtor, para a indústria e para o fornecedor. O sucesso do setor depende de todos os elos. O agricultor que comparece ganha em informação e tecnologia. Cada empresa prepara o melhor produto para que o produtor conclua se certa tecnologia é ou não a mais adequada.” Alaor Rossi, da JumaAgro

“D

ias de campo são uma forma de difusão de tecnologias. Vários produtores já executam muitas das tecnologias mostradas, mas sempre existem pessoas que estão aprendendo. Mas nunca é demais repetir. A agricultura funciona apenas com a massificação de tecnologias. Eventos do tipo são o espaço para que as inovações circulem pela cadeia produtiva agrícola.” Marcos Souto, da Produquímica

“O

papel principal desses eventos é mostrar tecnologias novas ao produtor e soluções para as lavouras. É uma das formas mais eficazes de fazer que esse elo da cadeia veja os resultados. E o agricultor tem um pouco de São Tomé – só acredita vendo. E ele gosta de ver as soluções em campo.” Juliano Lagares, da Sipcam

“O

s dias de campo trazem uma forma de avaliação diferenciada de sementes porque oferecem um resumo do que as empresas têm em tecnologia. É a síntese dos resultados, o que, no caso das sementes, é fundamental. Para a região, os eventos são interessantes porque são usados materiais adequados a cada uma.” Marcelo Grespan, da Nidera Sementes

“D

ou nota dez ao Dia de Campo. Nas lavouras da Agromen, por exemplo, o produtor pôde conhecer, na prática, como se comporta o nosso novo milho transgênico. Esses eventos são fundamentais para que o agricultor se atualize e escolha materiais mais adequados e resistentes a pragas e doenças, o que significa redução de custos.” João Cortez, da Agromen Tecnologia

“D

ias de campo são importantes para que o produtor veja quais serão as opções em defensivos, sementes e outros produtos agrícolas para a próxima safra. Ele poderá escolher o que for melhor, para aumentar a produtividade e evitar pragas e doenças. Para as empresas que participam, é uma ótima oportunidade para fazer negócios.” Reiller Franco, da Nufarm


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tecnologia

Centros digitais contribuem para promover inclusão em núcleos rurais do DF Núcleo Rural Tabatinga é mais uma comunidade no DF a abrigar o espaço. Meta dos parceiros é alcançar outros núcleos em 2010 Dâmares Vaz

Dâmares Vaz

O

Núcleo Rural Tabatinga, em Planaltina, Distrito Federal, faz parte da série de comunidades rurais que vão receber um centro digital em 2010. O espaço, inaugurado em 11 de fevereiro, é promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Sindicato Rural do DF, Federação da Agricultura e Pecuária do DF (Fape), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e Ministério das Comunicações. O objetivo da ação é garantir o acesso de produtores e trabalhadores rurais a informações disponíveis na internet sobre clima, cotações e notícias agrícolas. A meta é que sejam atendidas 500 pessoas por ano em Tabatinga. A sala é formada por 10

computadores e dois notebooks, que exigiram o investimento de R$60 mil, aportado pelo Senar, que também será o responsável por promover a capacitação dos participantes e a manutenção dos computadores. As atividades serão dirigidas por um instrutor do Serviço, chamado multiplicador, que vai treinar jovens da comunidade para dar continuidade ao trabalho. Os ministérios são os encarregados em prover internet não só para o centro, mas também para a escola e o escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF) em Tabatinga. Outros parceiros do projeto são a Universidade de Brasília, a Emater-DF e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

O secretário de Inclusão Social do MCT, Joe Valle, explica que os centros digitais suprem a necessidade de inclusão digital do campo. “Na sociedade em que vivemos, a informação é um insumo fundamental para garantir qualidade de vida a produtores e trabalhadores rurais.” O presidente da Associação dos Produtores de Tabatinga (Agrotab), Genésio Müller, pontua que a comunidade considera o centro extremamente importante. “Filhos de trabalhadores rurais que não têm recursos terão acesso gratuitamente a internet. Fico emocionado pelo que está acontecendo no nosso núcleo, que se destaca no DF pela organização”, diz. Müller conta ainda que o centro digital é apenas uma das

Comunidade de Tabatinga conhece o centro de inclusão digital: maiores beneficiados serão filhos de trabalhadores rurais

ações de promoção social em Tabatinga. “Faremos também o lançamento da sexta edição do livro de receitas da Agrotab, já investimos na construção de

Tecnologia social brasileira ganha espaço internacional Neyfla Garcia

A

tecnologia social Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS) foi selecionada para integrar a missão humanitária a El Salvador. Além desse país outro a ser beneficiado será o Haiti. O PAIS busca trabalhar a questão da segurança alimentar que está aliada à formação de crianças e jovens. O PAIS é um modelo circular de agricultura orgânica e difundido pela Fundação Banco do Brasil desde 2005. No Brasil, existem seis mil unidades implantadas ou em fase de implantação, Devido aos resultados alcançados com a tecnologia, como garantia da subsistência de agricultores e preservação ambiental. O eixo da missão humanitária a El Salvador será a educação. A ideia é que políticas brasileiras bem-sucedidas sejam implantadas em uma escola, que será construída nesse ano para estudantes salvadorenhos. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) disponibilizou 50

mil dólares para a construção da instituição, que deverá ser erguida segundo um modelo de segurança do Banco Mundial. Para o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena, essa tecnologia social pode ser trabalhada em diferentes regiões e adaptada a diferentes realidades das comunidades. Ele enfatiza que seja na zona rural da cidade de São Paulo, ou em municípios do Norte, Nordeste ou Centro-Oeste, existe essa profunda necessidade de segurança alimentar, acesso a alimentos de produção local e geração de trabalho e renda. “Portanto, essa assimilação possibilita qualquer comunidade, por mais simples que seja, de qualquer lugar produzir alimentos”, pondera. ■■ Experiência

O produtor rural, Paulo Manoel de Andrade, de João Pinheiro (MG), utiliza o PAIS em sua propriedade há um ano. Paulinho, como é conhecido, cultiva alface, couve, cenoura e abóbora em sua propriedade que possui menos de meio hectare.

uma pracinha, e ainda ocorre aqui a oficina de papel reciclado, que representa uma chance para que as mulheres do núcleo possam elevar a renda familiar.”

Saiba Mais FBB

PAIS

Com a ajuda da tecnologia PAIS Paulinho Andrade, hoje, consegue tirar da plantação o sustento da família

“Por meio dessa tecnologia, obtive bons resultados para a minha propriedade. Parei de trabalhar para os outros e hoje tenho meu próprio negócio, pequeno, mas é meu”, comemora Paulinho. Além de alimentar a família, o excedente é vendido para três restaurantes da localidade e tem clientes assíduos nas vendas em casa (porta em porta). Paulinho conta que seus planos

para este ano é aumentar a produção. “Tenho duas hortas, mas quero mais. O difícil é arrumar pessoas que dêem conta do serviço. Também incentivo parentes e amigos a mudarem de vida como eu, e adotar o PAIS em suas propriedades. Hoje produzo com responsabilidade e tenho sempre alimentos para serem vendidos. Foi uma questão de aprendizado”, disse.

A técnica do PAIS é simplificada e exige uma área de apenas 0,5 hectare. A produção é montada em um sistema de anéis destinados a culturas diferentes e complementares. O centro do círculo é utilizado para a criação de pequenos animais, como galinhas e patos. O esterco é utilizado para adubar as plantações que estão nos anéis e as sobras dos plantios servem de alimentos para os bichos. Já a irrigação da plantação é feita por gotejamento. Ao redor da unidade, pode ser criado o quintal agroecológico, que serve para reflorestamento, cultivo de frutas e de espécies nativas e comerciais. Entre 2005 e 2009, a Fundação Banco do Brasil investiu R$ 26,8 milhões na implantação de unidades.

Produtores rurais e técnicos da Emater-DF e Seapa fazem curso na Flórida Neyfla Garcia

N

o dia 6 de fevereiro, 15 produtores rurais e 10 técnicos de diversas áreas foram para um treinamento na Flórida, nos Estados Unidos. Esse curso tem como propósito aprender novas técnicas de manipulação de produtos in natura para comercialização. Além disso, outro objetivo do

grupo é estudar metas que facilitem o trabalho de regularização da segurança alimentar nas agroindústrias de alimentos in natura do DF. A segurança alimentar é um conjunto de normas de produção, transporte e armazenamento de alimentos para consumo. Para o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Ema-

ter-DF), Dílson Resende, esta ação veio em boa hora, uma vez que a Emater-DF passará a fazer parte do processo de compra de alimentos para a merenda escolar junto com a Embrapa Hortaliças. Dílson ressalta que a principal atividade será conhecer e aprender novas técnicas de manipulação, que vão desde o plantio até o preparo dos alimentos para a venda

dentro da propriedade. “Um dos propósitos da visita é o conhecimento do processo de limpeza dos alimentos, com objetivo de aprender a trabalhar a higienização dos produtos. Como deve ser é feita a higienização antes do colocálos disponíveis na agroindústria”, disse. O presidente da EmaterDF adianta que para dissemi-

nar o aprendizado, será realizado um seminário para que se possa divulgar e transmitir o conhecimento adquirido neste treinamento. Para ele o seminário servirá para democratizar a informação. Essa viagem é uma parceria entre a EmaterDF e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).


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entrevista

Tecnologias sociais ganham espaço no cenário brasileiro e internacional FBB

Neyfla Garcia

des cidades, pois temos sempre a necessidade de produzir alimentos. Outra característica é a geração de trabalho e renda. É uma tecnologia simples que oferece maior possibilidade de assimilação por comunidades das mais simples de qualquer lugar. Produzir alimentos na zona rural é algo que vai ao encontro de uma experiência de conhecimento, o que tem de novo são as técnicas que vem dentro do PAIS que configuram a tecnologia social.

O

Brasil nos últimos dez anos, tem se destacado no apoio a países que enfrentam problemas socioambientais. Essa aparição surge com a oferta de soluções que foram aplicadas aqui e obteve resultados positivos no enfrentamento de entraves para o desenvolvimento, como a desigualdade social, o acesso à educação e oportunidades de trabalho. Os avanços se devem a uma série de iniciativas feitas pelas próprias comunidades que buscam beneficiar pequenos grupos de famílias que se expandiram e melhoraram as condições de vida de centenas de pessoas e reforçaram as políticas públicas. É sobre esse importante aspecto da atuação do país e do desenvolvimento das tecnologias sociais, que o presidente da Fundação Banco do Brasil (FBB), Jacques Pena, fala nesta entrevista exclusiva ao Tribuna Rural. Tribuna Rural: O senhor está há oito anos à frente da FBB, e como presidente vivencia todas as tecnologias sociais que surgem anualmente no Brasil, com o intuito de mudar a realidade das famílias que vivem no campo ou na cidade. A que se devem os avanços tecnológicos sociais que têm ocorrido no país nos últimos anos? Jacques Pena: A questão dos avanços das tecnologias sociais no Brasil se deve a sua disseminação. O conceito foi criado e utilizado de maneira pouco mais abrangente, além de umas poucas pessoas do mundo acadêmico que contribuíram para o desenvolvimento das mesmas. Nós, da Fundação, estamos há pouco mais de dez anos cumprindo com esse papel de divulgar e disseminar o conceito e as experiências, e não é só o nosso trabalho, mas de uma série de outros atores, sejam do meio acadêmico ou do terceiro setor que têm feito com que as tecnologias sociais sejam difundidas de uma maneira muito forte. TR: Muitas tecnologias sociais surgem, mas não obtêm êxito. Que experiência teve esse sucesso? JP: Nós temos uma experi-

TR: Quais as mudanças que o PAIS promove nas comunidades brasileiras?

Jacques Pena, presidente da Fundação Banco do Brasil

ência no Brasil que é o programa Um Milhão de Cisternas. Quando ele foi lançado já havia algumas dezenas ou centenas de experimentos. E dentro desse contexto, desses dez anos de crescimento das tecnologias sociais, de debates e discussões, essa é uma iniciativa que cresceu muito. O que significa que o conceito foi disseminado. Hoje, a mídia, as organizações da sociedade civil e o próprio governo federal utilizam essas tecnologias. TR: A FBB está diretamente inserida na vida das comunidades. Qual o papel da instituição junto a elas? JP: A Fundação tem trabalhos de naturezas diferentes. Quando nós realizamos um dos mais divulgados e bem sucedidos prêmios que reconhece essas tecnologias sociais, estamos fazendo parte do nosso trabalho, que é conhecer experiências e valorizálas. Ao valorizarmos e reconhecermos contribuímos para sua divulgação. Existem algumas tecnologias que temos investido recursos em parcerias com outras organizações, contribuindo para que tenhamos essas tecnologias não só nos seus lugares de origem, mas em vários municípios e estados brasileiros, para que haja um debate e uma maior assimilação sobre o conceito. TR: O que levou a FBB a disseminar essas tecnologias sociais bem como apoiar o desenvolvimento de novas?

JP: Investir em projetos sociais faz parte da nossa missão. Nossa compreensão é que esses projetos podem ser os mais variados. Eles quando pensado no seu conteúdo, existência e inclusão, cria condições e maior perspectiva de sucesso dos projetos. Assim, os projetos incorporados a essas tecnologias sociais fazem com que tenhamos cuidados para que eles possam crescer e obter o sucesso absoluto. Por isso, nós procuramos apoiar essas tecnologias junto a projetos e programas. TR: Uma dessas tecnologias bem sucedidas é a tecnologia Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS), amplamente apoiada pela FBB. Por que apoiar essa em especial? JP: Quando se busca definir em que atuar num país tão grande e diverso como o nosso, você percebe como as realidades são diferentes. Boa parte dos projetos que se implementam nessas diferentes regiões tem características particulares e poderão ou deverão ser projetos distintos. Quando trabalhamos com a tecnologia social PAIS, estamos buscando atuar com uma mesma em todas as regiões do Brasil. E por que essa tecnologia se adéqua as diferentes regiões do país? Primeiro, ela tem duas características básicas; uma é a questão da segurança alimentar, seja no campo ou na periferia das gran-

JP: Muitas comunidades rurais têm um grande desafio, talvez o primeiro e o principal, definirem a sua vocação. Decidir se é uma comunidade que vai trabalhar com pecuária, agricultura ou com fruticultura e com que tipo de produto e produção. Então o PAIS tem contribuído para isso, a necessidade de produzir alimentos é muito grande seja para consumo ou para comercialização do excedente. O PAIS aponta para o produtor a necessidade dele não só produzir, mas também comercializar e dominar as regras de funcionamento do mercado local ou da feirinha da sua comunidade. Ou seja, o PAIS leva não só o produtor a determinar sua vocação, e sim a produzir com mais qualidade e regularidade, que essa é uma das coisas que impõe e ensina o produtor. TR: Como surgiu essa possibilidade de transferir tecnologia social para outros países como El Salvador e Haiti? JP: A experiência do PAIS começou a gerar um interesse da mídia, de muitas organizações e órgãos do governo federal, a receber atenção de embaixadas que ficam em Brasília, e até mesmo de organizações internacionais que trabalham em apoio aos projetos. Então tem havido, principalmente, da América Central e da África demonstração de interesse de que a tecnologia possa ser implementada em outros países. Porque nesses lugares existem uma necessidade de produção para segurança alimentar. As pessoas percebem no PAIS uma solução que é bastante simples na sua visão mais imediata. Mas que, quando você

vai verificar ela não é assim tão simples, mas nada de complexo que não possa ser compreendido, assimilado e executado por um pequeno produtor em qualquer lugar do mundo. TR: Como a Fundação Banco do Brasil apóia a transferência de tecnologias? JP: As tecnologias sociais que buscamos disseminar no Brasil nós apoiamos com recursos da Fundação e de parceiros. Fora do Brasil a FBB não investe, o que fazemos é contribuir, primeiro, para que o PAIS possa ser divulgado internacionalmente e com a certeza de que irá colaborar para o desenvolvimento dos países. Ajudamos a apresentar a tecnologia, leválas às organizações, governo de outros países para que possam conhecer o projeto, publicar e produzir o conteúdo do material como cartilhas e vídeos em outras línguas seja inglês, espanhol e francês. Para que esse material possa ser acessível aos países de outras línguas, particularmente dessas três, que são os idiomas de maior penetração e conhecimento do mundo afora. TR: Sabemos que a segurança alimentar é um problema no mundo. Ao lidar com diferentes realidades, para o senhor, como deveria ser a atuação do Brasil quanto às questões socioambientais? JP: O Brasil tem uma imagem internacional, até recentemente, como o país do futebol, do samba e da floresta. A nossa economia e cenário político têm feito com que o país seja conhecido e reconhecido no mundo. Cada diversidade e a dura história de pobreza e exclusão que tem o nosso país produziram experiências muito ricas. Então eu acho que essa é uma das contribuições que podemos oferecer, e as tecnologias sociais servem exatamente para isso. Para demonstrar o nível de conhecimento de experiência que sejam os movimentos sociais, as experiências de gestão pública municipal. O Brasil é um país rico em quantidade de experiências, e nós só temos a contribuir cada vez mais com as tecnologias sociais brasileiras que podem ser úteis em muitos lugares do mundo.


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eventos

I GVS Tec foca aumento da produtividade

Mapa de acesso ao primeiro GVS Tec, entrada pela rodovia GO 436

verá um debate sobre “MofoBranco”, doença grave que está afetando a produtividade das lavouras.

Movimento buscará fomentar o conceito de agricultura familiar, agronegócio e meio ambiente

Serviço

A

www.sigmaac.com.br (61) 3601-1556.

Fórum nacional do milho ocorre em março

A

cidade de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, recebe a segunda edição do Fórum Nacional do Milho, em 15 de março. Organizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Milho, o evento é constituído por palestras

sobre tecnologias de produção e perspectivas de mercado. O fórum é sediado na Expodireto Cotrijal (Cooperativa Tríticola de Não-Me-Toque), feira que reúne mais de 120 mil pessoas em torno de tecnologias, produtos e serviços agrícolas.

A abertura do evento será feita pelo presidente institucional da Abramilho, João Carlos Werlang e durante o fórum serão discutidos assuntos como perspectivas de produção e mercado e avanços biotecnológicos.

Campeonato Brasiliense de Provas Funcionais para Quarto de Milha

2ª ETAPA 10 de ABRIL 13h – 03 tambores 15h – Laço de bezerro

11 de ABRIL 13h – work penning 15h – Team penning Local: Parque de Exposições da Granja do Torto

3ª ETAPA 15 de MAIO 13h – 03 tambores 15h – Laço de bezerro Local: A definir

LEILÃO DOS PRODUTORES RURAIS Parque de Exposições Agropecuárias Vitalino Fonseca Melo RODOVIA MG 400 KM 01

26 de Março Sexta-feira 19h

divulgação

divulgação

A

GVS – Centro de Tecnologia e Pesquisa Agrícola promoverá no dia 20 de março, a partir das 7 horas, o I GVS-Tec com um dia de campo inovador na sede da empresa, em Cristalina (GO). O acesso à GVS se dá pela rodovia GO 436, que está localizada no Km 51, à margem esquerda d via, em frente à Goiás Verde Alimentos e a 1 km do trevo de acesso à Luziânia (GO) pela rodovia GO 010. O evento técnico abordará assuntos sobre as culturas de verão cultivadas no cerrado brasileiro. O objetivo é trazer para os produtores rurais a possibilidade de estarem próximos das melhores alternativas desenvolvidas no mercado para maximizar a produtividade. Além da demonstração das empresas, durante o evento ha-

Caminhos de Santa Luzia

BURITIS - MG

INFORMAÇÕES: (61) 9978 4866 e 9984 4866 com Anderson Lima (38) 3662 1655 com Ester - Sindicato Rural

Gado de Corte Cria, Recria Engorda

Assessoria Técnica: Zaqueu Moreira (38) 3663 2016 e 9979 8497 Paulo Pichione (38) 3662 3222 e 9987 3708

Promoção:

Apoio:

Central de Associações do Pequeno Produtor Rural de Luziânia (Caprul) realizará a 1° Marcha da União da Agropecuária Regional, no dia 27 de março a partir das 10h. A cavalgada terá início na Fazenda Contendas e circulará pelo centro de Luziânia, chegando ao Parque de Exposição onde haverá almoço, sorteios e show sertanejo com a dupla Henrique e Ruan. O movimento é a favor do agronegócio, da agricultura familiar e do meio ambiente. Segundo o coordenador da cavalgada, Jorge Meireles, a Marcha

é impessoal e suprapartidária. “A ideia é que esta 1ª Cavalgada seja precursora de um projeto para torná-la permanente e definitiva a cada ano no município de Luziânia”, afirmou. O roteiro a ser percorrido pela cavalgada foi batizado como Caminhos de Santa Luzia em alusão a Santa padroeira da cidade. A iniciativa deste acontecimento é da AUD, ACIL, Caprul e Ong Pró-Virude. As inscrições para a cavalgada e ingressos para o evento já estão disponíveis na Caprul e principais casas de produtos agropecuários da cidade.

Meio Ambiente Instalação de três comitês será concluída em 22 de março

N

o próximo dia 22, Brasília contará com três Comitês de Bacias Hidrográficas (Paranoá, Maranhão e Preto) para a gestão e proteção dos recursos hídricos do Distrito Federal (DF). A escolha dos membros dos três comitês será em 15 de março, a partir das 9 horas, na Universidade Corporativa dos Correios (L4 Norte, SCEN Trecho 02 - Lote 04 Brasília-DF, próximo ao Campus da UnB, salas 03, 06 e 08 da Coordenação Nacional II, no Bosque do Conhecimento). No dia 17 de março, também no mesmo local e horário, ocorrerá nova reunião para posse dos membros eleitos e eleição da diretoria do Comitê. No dia 22, “Dia Mundial da Água”, no Auditório e Foyer da Universidade dos Correios, às 9 horas da manhã, será empossada a primeira diretoria eleita de cada comitê, encerrando-se definitivamente o longo processo de instalação dos mesmos. Os comitês atuarão de forma tripartite e proporcional – poder público, usuários das

bacias e sociedade civil – na gestão dos recursos hídricos do Distrito Federal. O Comitê do Paranoá, idealizado pela Agência Reguladora de Águas (Adasa) em parcerias com outros órgãos, além de ser pioneiro no DF é balizador dos demais comitês (Maranhão e Preto). É considerado o primeiro passo para a construção do “pacto das águas”, apontado como uma alternativa para manutenção do nível de quantidade e qualidade dos recursos hídricos da região. Para o Comitê do Paranoá serão eleitos 23 membros – sete representantes do poder público); sete das organizações civis voltadas para a proteção do meio ambiente ou a gestão dos recursos hídricos; e nove dos usuários das águas dessa bacia. O Comitê do Maranhão terá 17 membros – seis postos para representantes do poder público, seis para os usuários da bacia e cinco cadeiras para organizações civis. Fonte: Adasa


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associativismo e cooperativismo Crescimento

Vilson Oliveira permanece na presidência da Afeprace Neyfla Garcia

Neyfla Garcia

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o dia 27 de fevereiro, foi realizada uma votação que manteve a Associação dos Feirantes, Produtores Rurais e Atacadistas da Feira de Ceilândia e Entorno (Afeprace), à frente da gestão da Feira de Atacadistas de Ceilândia, por mais três anos. Em seu segundo mandato, Vilson José de Oliveira se orgulha de mais uma vez poder dirigir a Feira e realizar todos os trabalhos e metas já conquistadas por todos osassociados. A instituição reúne 700 associados, dentre agricultores, comerciantes e atacadistas do Distrito Federal e Entorno. Ao todo 181 associados votaram na esperança de que a diretoria dê continuidade aos trabalhos que beneficie o crescimento da Feira. Segundo Vilson Oliveira, foi uma eleição muito tranqüila. “Fiquei satisfeito, pois mostra que estamos no caminho certo e realizando um trabalho bem feito. Mas, recebemos seis votos em branco, ainda é um sinal de que precisamos melhorar para conquistar esses seis votos”, disse. Oliveira ressalta que uma das metas para 2010 é a construção de um novo galpão, para acabar com os problemas que a chuva trás. Outra prioridade, se-

gundo o presidente, é conquista da escritura dos imóveis que são ocupados pela Feira. “Hoje, nós temos um termo de permissão de uso, mas que estamos buscando junto ao governo para que sejamos os donos. Queremos uma garantia de que onde estamos investindo e construindo, com recursos próprios, tanto da associação quanto do feirante um dia vai ser nossa”, pondera. Vilson destaca que um fator negativo para a Feira é a não participação dos feirantes nas assembleias, que são de suma importância para discutir melhorias para todos. “Fizemos um trabalho de buscar os feirantes para votarem, só que muitos não vieram, o que é esperado, pois o feirante não participa ativamente de atividades assim”, ressalta. ■■ Capacitação

Além de vender produtos e amparar o produtor rural, a Afeprace tem investido em projetos sociais. Ao todo são três projetos bem sucedidos que estão transformando a vida de várias famílias. Recentemente o programa Desperdício Zero foi premiado pelo trabalho que realiza no DF. “Fomos agraciados com o prêmio Betinho. Além desses três, estamos trabalhando, agora, no lançamento de um quarto projeto”, adianta Oliveira.

O programa Desperdício Zero visa combater o desperdício de alimentos. Ele recolhe a mercadoria que o produtor rural e o atacadista doam para ser distribuído para as famílias carentes. Hoje, o projeto atende em média 100 famílias diariamente e mais de 25 creches, asilos, hospitais e igrejas. Outro projeto também fornecido pela Associação é a Escolinha de Futebol que atende crianças carentes adjacentes à Feira e os filhos dos feirantes. Essa escolinha é totalmente de graça, a Afeprace oferece o uniforme, lanche e o acompanha o rendimento da criança junto à escola. Também em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF), a Associação oferece aos produtores rurais e seus filhos aulas de informática, com o objetivo de dar mais condições e conhecimentos aos usuários do serviço. O quarto projeto que será implantado dentro de quatro meses é o Centro de Atendimento ao Feirante. Vilson Oliveira explica que o Centro oferecerá assistência médica, odontológica, jurídica e contábil. “Essas ações mostram a importância de atender as necessidades dos nossos associados. Pois trabalhamos para melhorias da Feira

Para Vilson, permanência na presidência é resultado de seu compromisso com a Feira

e porque não dar condições e apoio ao nosso associado”, disse. ■■ Feira

A Feira de Atacadista da Ceilândia existe desde 1972. Funcionava no centro da ciDiretoria Presidente Diretor Administrativo Diretor Financeiro Diretora de Assuntos Comerciais e Sociais

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA DA COOPERATIVA AGROPECUÁRIA DA REGIÃO DO DISTRITO FEDERAL LTDA – COOPA/DF O Presidente da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal Ltda – COOPA/ DF -, CGC nº 00.518.969/000159, na forma do Estatuto Social, e por deliberação do Conselho de Administração, convoca os senhores associados, em nº de 101 nesta data, para se reunirem em Assembléia Geral Ordinária a ser realizada no dia 26 de março de 2010, nas dependências do CTG Sinuelo da Saudade, sito no módulo 14 área A do PAD/ DF, Rodovia BR 251 KM06 em Brasília DF, em primeira convocação às 15 (quinze) horas, estando presentes metade e mais um dos associados, em segunda convocação às 16 (dezesseis)

horas estando presentes 2/3 dos associados e em terceira e última convocação as 17 (dezessete) horas estando presentes no mínimo 10 (dez) dos associados para deliberarem sobre o seguinte: ORDEM DO DIA: 1. Prestação de Contas do Conselho de Administração acompanhado do Parecer do Conselho Fiscal compreendendo: a)Relatório da Gestão; b)Balanço; c)Demonstrativo das sobras apuradas ou das perdas decorrentes da insuficiência das contribuições para cobertura das

despesas da sociedade; d)Parecer do Conselho Fiscal; e)Plano de Atividades da sociedade para o exercício seguinte com o respectivo orçamento da receita e despesa; 2. Destinação das sobras apuradas ou rateio das perdas decorrentes da insuficiência das contribuições para cobertura das despesas da Sociedade, deduzindo-se no primeiro caso as parcelas para os fundos obrigatórios estatutários; 3. Eleição dos componentes do Conselho Fiscal; 4. Fixar honorários, gratificações e cédula de presença dos componentes do Conselho de Administração e Conselho Fiscal,

pelo comparecimento às reuniões; 5. Autorizar o Conselho de Administração promover as ações necessárias e contratar assessoria jurídica para defender a mesma junto a Previdência Social; 6. Autorizar o Conselho de Administração para abertura da filial no Estado de GO; 7. Quaisquer assuntos de interesse social, excluído os enumerados no Artigo 29º deste Estatuto. Brasília (DF), 11 de março de 2010. João Carlos Werlang Presidente

dade e, há dez anos, foi transferida para o lugar que ocupa até hoje. Por mês, são comercializados de 14 a 16 mil toneladas de hortaliças e frutas. O comércio gera cerca de 1,5 mil empregos diretos e 3,5 mil indiretos. Atual Vilson José de Oliveira José Soares Pereira Ernesto Yuwao Kawashima Joana Guedes

OCB propõe melhorias às leis de trabalho rural Nove entidades que mantêm aliança estratégica com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) formaram um grupo de discussão com o objetivo de propor melhorias aos projetos de lei para regulação do trabalho rural em tramitação no Congresso Nacional, além de novas matérias que possam favorecer o setor agropecuário brasileiro. Em 10 de março, ocorreu a primeira reunião do fórum, na sede da OCB, em Brasília (DF). O encontro teve como objetivo agrupar sugestões para o texto do Projeto de Lei (PLS) nº 458/2009, do senador Gilberto Goellner. O PLS altera a Lei nº 5.889, de 8 de junho de 1973, que estabelece normas reguladoras do trabalho rural. O assunto foi escolhido por ser consenso no grupo a necessidade de adequação das normas trabalhistas à realidade do campo, de forma atualizada, já que a lei é da década de 70. Fonte: OCB

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radar Saúde

meio ambiente

Calor intenso acende alerta contra a desidratação

ANA dá início às celebrações do Dia Mundial da Água

A desidratação, além de ser uma doença séria e grave, pode matar. Na época de calor intenso, medidas para prevenção devem ser redobradas Priscila Nascimento

T

odos os anos, crianças e idosos morrem por desidratação. Considerada uma doença grave, ela, no entanto, é de fácil prevenção, diagnóstico e tratamento. A desidratação tem várias causas. Além dos problemas gastrointestinais, como diarreia e vômitos, causados por vírus e bactérias de alimentos mal conservados, outros fatores são a exposição prolongada ao sol e trabalhos braçais excessivos que favoreçam o aumento de suores. O corpo humano é composto por 60% de água. Em média expelimos 2,5 litros por dia, seja pela urina, fezes, suor ou até mesmo pela respiração. O ideal é que uma pessoa beba o mesmo volume de água que perde. Facilmente diagnosticado, o principal sintoma é a sede fisiológica. Ela é estimulada por mecanismos de regulação, com o objetivo de manter, dentro de intervalos, a concentração de solutos no plasma sanguíneo.

Além de apresentar mucosas secas, a desidratação pode ser constatada quando a boca fica sem saliva. Olhos fundos e ressecados e pele mais seca com formas de “pregas” quando pinçadas também são sintomas. A doença provoca diminuição da secreção salivar, muito importante para neutralizar os ácidos da placa bacteriana, o que causa mau-hálito, cárie e erosões dentárias. Outro fator ligado a falta de líquido no corpo é a obstipação. A desidratação pode afetar ainda o sistema renal, já que a pouca ingestão de líquidos ou a perda excessiva dele podem causar insuficiência renal crônica e infecções urinárias. O baixo volume de urina é também um fator de risco para a formação de cálculos nos rins.

deira e observar a sua data de validade; lavar bem as mãos antes de preparar qualquer alimento; lavar frutas e vegetais antes do consumo; vestir roupas leves, de preferência de algodão; e evitar roupas com poliéster ou fibras sintéticas que impeçam a transpiração normal da pele. Caso a doença já esteja instalada, a ingestão de líquido é recomendada e o uso do soro caseiro pode auxiliar. Além de ser uma solução prática e econômica, o soro recupera os sais perdidos. Mesmo com a ingestão de líquido e o uso do soro caseiro de 20 em 20 minutos, se os sintomas persistirem é recomendada orientação médica. Fonte: Instituto de Hidratação e Saúde (IHS)

Soro caseiro

■■ Cuidados Importantes

Para evitar a doença, é necessário tomar medidas de prevenção. São ações simples, como beber líquidos; conservar os alimentos perecíveis sempre na gela-

Dilua em 1 copo d’água filtrada e fervida 1 pitada de sal e 3 pitadas de açúcar e misture bem.

A Agência Nacional de Águas (ANA) lançou, em 1º de março, o hotsite Águas de Março 2010 (www.ana.gov. br/aguasdemarco/2010) para divulgar as celebrações do Dia Mundial da Água, comemorado todos os anos em 22 de março. Esta é a quarta edição do portal que divulga o calendário das atividades dedicadas ao Dia Mundial da Água em todo o Brasil. Todos os anos, a ONU escolhe um tema que orienta as discussões sobre o dia Mundial da Água. Em 2010, o tema do Dia Mundial das Águas é “Água Limpa para um Mundo Saudável” (http:// www.worldwaterday2010. info/). O hotsite da ANA ficará no ar durante todo o mês de março e também reúne informações sobre recursos hídricos relacionadas ao tema determinado pela ONU. Órgãos de governo e instituições que fazem parte do Singreh (Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos) podem cadastrar seus

eventos no site, basta clicar na opção Cadastro de Eventos, na página principal. A ONU criou o Dia Mundial da Água em 1992 e a data vem sendo comemorada desde 1993, de acordo com as recomendações do capítulo 18 da Agenda 21. (http://www.mma.gov.br/sitio/ index.php?ido=conteudo.mont a&idEstrutura=18&idConteu do=861), definida pela Conferência Nacional das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Pnuma). A agenda determina ações voltadas para a proteção dos recursos hídricos, da qualidade da água e dos ecossistemas aquáticos, abastecimento de água potável e saneamento, água e desenvolvimento urbano sustentável. No Brasil, a adesão partiu do Congresso Nacional com a Lei nº 10.670, de 14 de maio de 2003, que instituiu o Dia Nacional da Água, também comemorado no dia 22 de março de cada ano. Fonte: ANA

mercado Triplica tomada de crédito para aplicação em agricultura sustentável

A

tomada de crédito para investimentos em agricultura sustentável triplicou na primeira metade da safra agrícola 2009/2010, em relação ao mesmo período do ciclo anterior. O Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa), instrumento de apoio do Plano Agrícola e Pecuário

(PAP), passou de R$ 46 milhões, em 2008/2009, a R$ R$ 164 milhões, nesta safra. O Produsa oferece linha de crédito para investimento em sistemas de produção agropecuária que respeitam a legislação ambiental, como o de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o de produção de ali-

mentos orgânicos. Os limites de crédito chegam a R$ 400 mil, com juros que vão desde 5,75% a 6,75% por beneficiário. O prazo de reembolso varia de cinco a oito anos, chegando até 12 anos no caso de florestas plantadas. No total, o programa já aportou R$ 1,5 bilhão para o produtor nesta safra.

De acordo com o chefe da Divisão de Agricultura Conservacionista do Ministério da Agricultura, Maurício Carvalho, o Produsa libera recursos a taxas e prazos compatíveis com a atividade agrossilvipastoril, incentivando a geração de renda para o produtor e mais empregos no campo. “O programa estimula a

adequação da propriedade rural ao novo sistema de produção, de acordo com a capacidade de uso do solo, além de corrigir sua fertilidade, que é um dos aspectos mais caros e limitantes da produtividade”, explica. Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

economia Publicação do Ipea defende classificação de propriedades agrícolas de acordo com adoção de tecnologia

P

ublicação bimestral do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), produzida pela Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura (Diset), o Boletim Radar traz uma crítica ao recorte metodológico do Censo Agropecuário 2006, em artigo que defende que as políticas públicas de fomento ao setor definam a propriedade agrícola mediante seu grau de modernização tecnológica, e não a partir de seu tamanho. O estudo chega à conclusão de que, como as políticas públicas de apoio ao setor agrícola são baseadas na classificação antiga de propriedade familiar (baseada em módulos rurais), alguns problemas podem surgir na alocação dos recursos públicos, e gerar ineficiência e desperdícios. O texto chama a atenção

para a necessidade de uma nova classificação dos produtores agrícolas. Ao contrário de uma divisão por tamanho, as políticas públicas devem focar no modo de produção atrasado, pois é a tecnologia que vai inserir economicamente tanto os produtores pequenos quanto os mais atrasados, sejam eles grandes ou não. A partir desta nova classificação, será mais fácil enquadrar os agricultores nos eixos de planejamento do governo, é o que afirma o estudo. O Boletim Radar contém ainda avaliações do mercado de trabalho nas áreas de engenharia no Brasil e da evolução dos incentivos fiscais promovidos pelo capítulo da Lei do Bem que trata do estímulo à pesquisa e à inovação tecnológica no Brasil. Fonte: Ipea

Produção de grãos é de quase 144 milhões t

A

safra de grãos 2009/10, divulgada no último dia 9 pela Conab, foi estimada em 143,95 milhões de toneladas. O resultado do sexto levantamento do ano continua como o segundo melhor da história e 6,5% superior às 135,13 milhões t da última temporada. O recorde da produção é do ciclo 2007/08, que chegou a 144,1 milhões t. Boa produtividade e estabilidade das chuvas nas áreas de maior produção são as responsáveis pela melhor avaliação desta edição. A soja foi beneficiada pelo clima e deve alcançar 67,57 milhões t, 18,2% ou 10,40 milhões t a mais que o período anterior, de 57,16 milhões t. A colheita nos estados de maior produção, como Mato Grosso, Goiás e Rio Grande do Sul, já supera os 50%. O milho segunda safra também registra aumento, graças ao crescimento da produtividade de 9,7%. No total, o mi-

lho cresceu 0,7%, com 379 mil t a mais que a safra passada. Outras culturas também ganharam com o clima. O feijão primeira safra teve aumento de 10,6% e produção de 142,1 mil t, e o algodão cresceu 2,1%, o equivalente a 40 mil t. A área total plantada é de 47,65 milhões de hectares, inferior 19,3 mil ha à anterior. A soja e o feijão primeira safra tiveram aumento de área, ao contrário de outras culturas como o algodão (-25,6 mil ha), o arroz (- 113,9 mil ha), o milho primeira safra (-1,11 milhão ha) e o milho segundo safra (-164,2 mil ha). Para reajustar os números os técnicos da Conab conversaram com representantes de cooperativas e sindicatos rurais, órgãos públicos e privados, no período de 22 a 26 de fevereiro. Fonte: Conab


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produtos & serviços

Linguiças Guimarães se destaca no mercado do DF Neyfla Garcia

A

umentar a produção e conquistar cada vez mais o mercado de carnes do Distrito Federal é a meta da empresa EV Maia & Cia, mais conhecida como Linguiças Guimarães. Esta empresa foi construída através da força e determinação do Sr. José Guimarães Maia e da Sra. Elza Vieira Maia há 11 anos. A cada ano, essa marca se consolida no mercado. Segundo a diretora do grupo, Juliana Regina de Menezes

Maia, além dessas metas, a empresa está trabalhando, no momento, na ampliação do espaço físico para que possa receber maiores quantidades de suínos para o abate. A empresa também tem investido em contratações de funcionários qualificados. Hoje, a rede conta com 16 profissionais que estão ajudando a fazer a história das Linguiças Guimarães no DF. Juliana Maia ressalta que o sucesso da marca está na qualidade dos produtos oferecidos pela empresa. “Nossa maior pre-

ocupação é atender com qualidade e eficácia ao nosso cliente. Acompanhamos de perto todo o processo, desde a origem do suíno até o controle de qualidade pós-venda”, enfatiza. Localizada no Núcleo Rural Casa Grande, no Gama, as Linguiças Guimarães buscam agora, a expansão no setor, priorizando a rede de mercados do DF. Os produtos oferecidos pelo frigorífico incluem além das linguiças de frango, peito de frango e pernil, todos os cortes suínos resfriados, congelados e ou sal-

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Tribuna Rural Março de 2010

variedades culinária

COMO Cultivar

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O aroma doce e o azedinho do maracujá conquistaram o Brasil, que hoje é o maior produtor da fruta

ingredientes

preparo

Massa

Massa

•  6 ovos •  7 colheres de sopa de açúcar •  5 colheres de sopa de farinha de trigo peneirada

Creme •  1 embalagem de 200ml de leite de coco •  ½ xícara de manteiga derretida •  ½ xícara de suco de maracujá •  ½ xícara de chá de água •  ½ xícara de chá de leite •  5 colheres de sopa de amido de milho •  1 xícara de chá de açúcar •  1 embalagem de creme de leite fresco

Calda •  1 xícara de chá de polpa de maracujá com as sementes •  2 xícaras de chá de água •  1 xícara de chá de açúcar •  2 colheres de sopa de amido de milho

divulgação

Bata as claras em neve, misture as gemas e o açúcar, continue batendo, acrescente a farinha de trigo, batendo sempre. Coloque em uma forma desmontável untada e polvilhada, asse em forno moderado, espere esfriar e reserve.

Creme Misture os ingredientes, menos o creme de leite. Cozinhe mexendo até engrossar. Bata o creme de leite e misture com o creme de maracujá frio. Espalhe 1/3 do creme numa parte do bolo. Cubra com a outra e espalhe o creme. Coloque na geladeira enquanto prepara a calda.

Calda Numa panela, misture o maracujá, 1 xícara de água, o açúcar e a amido de milho. Leve ao fogo até engrossar. Retire, junte o restante da água, misture e deixe esfriar. Despeje sobre o bolo. Devolva-o à geladeira e retire 15 minutos antes de servir.

Fonte: http://soalagoasculinaria.blogspot.com/ divulgação

Núcleo Rural Santos Dumont, Chácara 45 Planaltina/DF - DF-250 Km 21 à esquerda (61)3501.0526 / 9968.0219 / 8162.9969 contato@rsflorestal.com.br www.rsflorestal.com.br Viveiro credenciado no Registro Nacional de Sementes e Mudas - RENASEM do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA.

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Priscila Nascimento

O

maracujazeiro é uma planta trepadeira muito conhecida em todo o Brasil, tanto pelo fruto quanto pela flor. O Brasil é o berço da diversidade do maracujazeiro, com várias espécies nativas, apresentando condições ideais para o seu cultivo em todas as regiões. Atualmente, o país é o maior produtor de maracujá do mundo. Somente no Distrito Federal são produzidas mais de 70 toneladas do fruto por hectare.

■■ Semeaduras

Para fazer a seleção das sementes, é preciso escolher frutos de maior tamanho e que apresentem casca fina e lisa, bem maduros, preferencialmente, de coloração amarelo-intensa e de diferentes plantas. Deve-se esfregar a poupa em uma peneira de arame para retirar as sementes, processo que possibilita a liberação das sementes para a secagem. O viveiro para as semeaduras precisa ser localizado longe de plantios comerciais, para evitar contaminação e pragas. A semeadura pode ser feita em bandejas de isopor de 72 células ou sacos de plástico preto. Quando as mudas estiverem crescidas, apresentando o segundo par de folhas definitivos, é hora de fazer o transplantio. As mudas para o transplantio devem atingir entre 15 a 25 cm de altura. O transplante deve acontecer no final da tarde e em seguida é necessária a irrigação das plantas. É importante, também, que se faça a adubação das covas com dois meses de antecedência.

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Apiário dos Sonhos do produtor ao consumidor

Por se tratar de uma planta herbácea e trepadeira, o maracujazeiro deve ser conduzido em estruturas formadas por estacas e arames chamados de espaldeira. Com isso, o produtor deve definir o sistema de condução do maracujá antes da abertura das covas. No Distrito Federal, a época mais propícia para o plantio em sequeiro do maracujazeiro é no início do período chuvoso, de outubro a dezembro. Em cultivo irrigado, o plantio deve ser feito entre os meses de junho e julho, para o início da colheita acontecer em dezembro. ■■ Poda e polinização

É importante eliminar todas as brotações laterais, a partir da segunda semana de plantio, deixando apenas a haste principal, que deve ser conduzida até ultrapassar o fio do arame da espaldeira. Depois da produção da primeira safra, tendo em vista que o maracujazeiro só frutifica em ramos novos, é necessário eliminar todos os ramos a partir de 40 cm dos fios de arame. Os ramos com doenças devem ser eliminados sempre. A polinização do maracujazeiro é muito importante, pois dela depende a produtividade, a rentabilidade da polpa e o aspecto final dos frutos produzidos. A polinização natural do maracujá é feita, fundamentalmente, pelas abelhas do grupo das mamangavas. No entanto, onde a incidência desses insetos é baixa, pode-se adotar a polinização manual, a fim de transportar o pólen das flores de uma planta para outra. Fonte: Emater-DF

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meio ambiente

Tecnologia Social para saneamento básico rural chega a Vargem Bonita Fossas sépticas biodigestoras exigem baixo investimento e são opção eficaz para o tratamento das águas negras no campo Divulgação Ecooideia

Dâmares Vaz

A

té setembro de 2010, o Núcleo Rural Vargem Bonita, no Park Way (DF), terá recebido 100 fossas sépticas biodigestoras (FSB) que deverão atender cerca de 500 moradores da região. Tecnologia Social premiada em 2003 pela Fundação Banco do Brasil (FBB), a FSB é uma alternativa de saneamento rural de baixo custo e de fácil instalação. A ação é feita pela Embaixada do Japão, que doou os equipamentos, num investimento de US$ 80 mil; a FBB, que fará a sensibilização e educação ambiental da comunidade, e a Ecooideia, cooperativa de serviços am-

bientais executora do projeto. O presidente da Ecooideia, Jorge Artur Oliveira, conta que em Vargem Bonita as águas negras (fezes e urina) são frequentemente lançadas em fossas comuns sem nenhum tipo de impermeabilização. O objetivo da instalação da FSB é substituir as fossas negras, evitando a contaminação dos recursos hídricos e a propagação de doenças causadas pelo consumo de água inapropriada. “Os lençóis freáticos em Vargem Bonita são aflorantes e há risco de contaminação em razão da alta permeabilidade do solo da região”, diz. Desenvolvida pela Embrapa Instrumentação Agro-

pecuária, em São Carlos (SP), a FSB é composta de três caixas d’água de mil litros cada, que são enterradas no solo. São feitas de fibra de vidro, cimento ou manilhas de concreto, materiais que suportam altas temperaturas e apresentam maior durabilidade. A primeira caixa recebe os dejetos diretamente do vaso sanitário. Logo depois da instalação, deve ser despejada uma mistura de dez litros de água com dez litros de esterco bovino ou caprino fresco. A cada período de 35 dias, o procedimento tem que ser repetido, com uma quantidade de cinco litros de água com cinco de esterco. A mistura é a responsável

pela biodigestão das fezes humanas, eliminando 70% das bactérias nocivas. O restante será eliminado na segunda caixa. O material que chega à terceira caixa é um biofertilizante de boa qualidade. Cada FSB gera mil litros de fertilizante. A economia com o insumo pode chegar a 4,5 mil quilos por ano. A instalação do sistema tem o custo de R$ 1,3 mil, inclusos material e mão de obra. Além de Vargem Bonita, a tecnologia está presente em Planaltina (DF), Cristalina, Cidade Ocidental, Corumbá e Padre Bernardo (GO) e em Paracatu (MG).

Tecnologia FSB transforma águas negras em biofertilizante de boa qualidade

Projeto Biomas pretende ser um marco para o País nas áreas de proteção ambiental e produção de alimentos

A

preservação do patrimônio ambiental e a produção de alimentos baratos e de qualidade são exigências da sociedade atual. Com o objetivo de oferecer uma solução prática que permita ao produtor rural atender, simultaneamente, a essas duas demandas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) uniram forças e firmaram parceria para desenvolver o Projeto Biomas. Lançado no último dia 24, as ações do Biomas devem durar nove anos, com investimentos iniciais de R$ 20 milhões e envolvimento de mais de 240 pesquisadores. Serão realizados estudos específicos que atenderão todos os seis biomas brasileiros – Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, em locais com elevada representatividade social e ambiental (clima, rocha, relevo, solo e cobertura vegetal).

Caprul implanta projeto educativo ambiental em Luziânia

divulgação

Wenderson Araújo

A proposta é criar modelos, a partir de bases científicas, que permitam ao produtor rural unir capacidade de produção à preservação ambiental, levando em consideração potencialidades e fragilidades de cada área. A unidade Embrapa Florestas, de Colombo (PR), liderará as pesquisas. “Com este projeto poderemos chegar a um consenso técnicocientífico para não inviabilizar a atividade”, disse o chefe da Embrapa Florestas, Helton Damin da Silva. Além de instalar redes de pesquisa, o projeto vai contar com um componente de capacitação técnica para produtores, técnicos e pesquisadores, de forma a viabilizar diversificação de renda, fixação de mão-de-obra e ganhos ambientais. O projeto prevê ainda o atendimento das demandas legislativas nacionais, com ações voltadas ao componente arbóreo – árvores – em Áreas de Preservação Permanente (APPs), especialmen-

Lixo mostra descaso e abandono nas áreas rurais

Projetos Biomas: proposta é criar modelos, a partir de bases científicas, que permitam ao produtor rural unir capacidade de produção à preservação ambiental em todos os biomas do País

te as fluviais, bem como em áreas de Reserva Legal (RL) ou de uso alternativo do solo (AUA). ■■ Aplicação

De acordo com a CNA, as unidades de experimentação funcionarão como uma vitrine tecnológica, com soluções apropriadas para conjugar produção e preservação em cada bioma. O produtor poderá visitar as unidades de

estudo do Projeto Biomas e conhecerá as soluções mais apropriadas para cada região, para copiar e aplicar em sua propriedade. Os primeiros resultados práticos começarão a ser apresentados dentro de sete meses, ressaltou o pesquisador Gustavo Curcio, da Embrapa Florestas. “Teremos respostas de curto, médio e longo prazos”, afirmou o pesquisador. Fonte: CNA

A Central de Associações de Pequenos Produtores Rurais de Luziânia (Caprul), o grupo Cultura da Cooperação, as Associações Rurais de Mato Grande, Retiro, Sarandi e Indaiá II, se reuniram no dia 26 de fevereiro para discutir os impactos do lixo na área rural, que destrói a vegetação e contaminam o solo. Na ocasião foi implantado o Projeto Educativo Ambiental, com o objetivo de fiscalizar e combater o problema do lixo que é jogado às margens das estradas, lagos e dentro das matas, principalmente, na região da Usina de Corumbá IV. Quem sofre com a ocupação desordenada às margens do lago, por pessoas oriundas de cidades próximas e de todos os níveis sociais e educativos, são as comunidades ribeirinhas. Além disso, elas enfrentam a falta de segurança.


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Tribuna Rural Março de 2010

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Tribuna Rural 11 - Mar2010