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J o r n a l

III Feira Agrobrasília

Edição N.º 03

Fevereiro de 2010

■■Agrobrasília expõe tecnologias agrícolas para o mundo DÂMARES VAZ

O

Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) têm planos de levar ministros da Agricultura de 53 países africanos à Agrobrasília 2010, que ocorrerá em maio, no Parque Ivaldo Cenci, com apoio da Secretaria de Agricultura e Pecuária do DF (Seapa), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) e da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF). A visita faz parte das parcerias de cooperação técnica para desenvolver a agricultura familiar nos países africanos. Na Agrobrasília, as atenções do grupo deverão se concentrar

Divulgação/Emater-DF

no Espaço de Valorização da Agricultura Familiar, que este ano terá 38 mil m², o maior que a Feira já abrigou nas duas edições. Palestras técnicas voltadas ao pequeno produtor, máquinas e políticas públicas para a agricultura familiar também merecem destaque. O presidente da EmaterDF, Dílson Resende, pontua que o sistema de agricultura familiar é a realidade desses países. “A expectativa é que essa visita à Agrobrasília gere demandas positivas para o Brasil, em áreas em que o País é referência, como geração de tecnologias agrícolas, extensão rural e capacitação técnica”, diz. Resende adianta que há planos para que técnicos agrícolas africanos sejam capacitados

Divulgação/Emater-DF

Representantes do Itamaraty, Seapa, Emater, Coopa-DF e Agrobrasília planejam a visita da comitiva de ministros africanos

Ministro da ABC, Marco Farani, recebe presidente da Emater-DF, Dilson Resende

Agrobrasília 2010 A Grande Feira do Cerrado Brasileiro

11 a 15 de maio

entrada franca

61.3339.6516 - agrobrasilia@agrobrasilia.com.br

em solo nacional e depois levem a tecnologia para seus países de origem. “O dia na Agrobrasília servirá para que os ministros possam conhecer os trabalhos desenvolvidos pela Emater, Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e todas as possibilidades de negócio e tecnologias exibidas na Feira”, completa o diretorexecutivo da Emater-DF, Lúcio Valadão. Para discutir a vinda da comitiva africana, no último dia 2 foi promovida reunião entre os embaixadores Pi-

ragibe Tarragô e Fernando Simas Magalhães, o terceirosecretário do Departamento da África do MRE, Marcelo Costa, o secretário de Agricultura do DF, Wilmar Luís da Silva, o presidente da Emater-DF, Dílson Resende, e o diretor-executivo, Lúcio Valadão, o presidente da Coopa-DF, João Carlos Werlang, o coordenador-geral da Agrobrasília, Ronaldo Triacca, além de produtores, técnicos e assessores da Emater. O embaixador Piragibe Tarragô informa que a visita é parte da programação do

encontro entre ministros da Agricultura brasileiros e africanos, com data para 10,11 e 12 de maio. “É uma grande oportunidade para que os ministros tenham contato direto e para que sejam mostradas as ações que garantiram a segurança alimentar brasileira.” Ele explica que, no encontro, serão discutidos os fatores que fizeram a agricultura no Brasil dar certo, como os investimentos em assistência técnica e tecnologia, as linhas de crédito, as políticas públicas e a ênfase em preservação ambiental.

Ponte tecnológica Alagoas-DF contribui para desenvolver agricultura familiar Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil), em Alagoas, assina termo de cooperação técnica com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater) para intercâmbio tecnológico. Agricultores e técnicos da cooperativa conhecerão modelo de agricultura familiar desenvolvido aqui

PRISCILA NASCIMEnTO

pág 04

Conheça mais a Agrobrasília2010

www.agrobrasilia.com.br


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JORnAL AGROBRASÍLIA - FEV2010

editorial

vitrine

Agrobrasília, portas abertas para o mundo

A

Agrobrasília, em seu terceiro evento, prepara-se para viver uma edição histórica: devemos receber a visita de 57 Ministros da Agricultura oriundos de outros continentes. Para nós, trata-se da consagração de dois princípios que nortearam a criação da Feira e ajudaram a definir os conceitos que a orientam: a)A proximidade com a Esplanada dos Ministérios nos credencia como instrumento de articulação de políticas federais estratégicas. b)A proximidade com as Embaixadas abre, para os expositores, excelente perspectiva de negócios no plano internacional. Estamos muito orgulhosos, sim. Uma coisa é a vocação natural de uma Feira de Tecnologia e Negócios localizada a 60 km do coração do poder da república. Outra coisa é conseguirmos, todos juntos, explorar devidamente estes trunfos de maneira tão rápida e eficiente. A Agrobrasília, em sua terceira edição, já vai ser a anfitriã de uma ampla e representativa comitiva internacional, que traz ao Brasil enorme leque de possibilidades de negócio, embora o principal objetivo da visita seja a transferência de tecnologia. Nesse momento, os organismos do governo federal responsáveis pela missão organizam seus detalhes finais. Da nossa parte, precisamos nos preparar. Vamos nos reunir com a Abimaq, a Anfavea e com as lideranças do setor de insumos para criar condições que potencializem ao máximo os desdobramentos econômicos, comerciais dessa visita.

E vamos ter muito o que apresentar. Faltando três meses para a Feira, os números do ano passado já começam a ser superados. Já temos a confirmação de mais de 200 expositores. Devemos alcançar a marca de 250 participantes em 2010, contra 100 expositores na primeira edição e 195 na segunda. Quanto ao público, com a mudança de data (não mais coincide com a Feira da Granja do Torto, nem com a colheita), esperamos bater a marca de 40 mil visitantes. Nos negócios, as ótimas previsões para a colheita e a oferta de linhas de financiamento a juros bastante razoáveis sinalizam operações para além da marca dos 100 milhões de reais. Com o apoio do MDA, esperamos repetir na Agrobrasília o sucesso dos programas de Agricultura Familiar na Expointer-RS. Ou seja, mais espaço para o Programa Mais Alimentos e para os negócios que representa na área de máquinas e implementos. Já está em curso uma ambiciosa estratégia de mobilização, em cinco estados (GO, BA, MG, TO e DF), coordenada pela Emater-DF, pelo MDA e pela Coopa-DF. Temos muito trabalho ainda pela frente, mas já começamos a pensar 2011 em função das responsabilidades que chegam como conseqüência de todos esses acontecimentos. Para nós, muito além do orgulho, significa, principalmente, que estamos no caminho certo, em direção ao desafio a que nos propomos: AGROBRASÍLIA, A GRANDE FEIRA DO CERRADO BRASILEIRO.

Ronaldo C.Triacca

Grupo Smaff leva veículos com até 15% de desconto para a Agrobrasília 2010 DÂMARES VAZ

A concessionária multimarcas Smaff, de Brasília, se prepara para seu segundo ano na Agrobrasília, a grande feira de tecnologia agrícola do Cerrado brasileiro. O grupo comemora os bons resultados conseguidos no evento em 2009, em que o volume de negócios chegou a R$1,8 milhão. “Além das unidades vendidas na Feira, fizemos bons contatos que renderam frutos ao longo do ano passado”, contou o gestor de vendas diretas da Smaff, Ricardo Rimolo. Para 2010, a Smaff pretende levar ao Parque Ivaldo Cenci modelos utilitários e de passeio da Ford e da General Motors. A meta do grupo é superar os bons resultados de 2009. Os modelos da Ford terão descontos até 15%. Já a GM tem planos especiais para produtores, com parcelas trimestrais ou semestrais, que permitem planejar o pagamento de acordo com os rendimentos da colheita. Há planos voltados ainda para as empresas participantes da Agrobrasília, com descontos

Coordenador-geral da Agrobrasília

Publicação oficial da AGROBRASÍLIA Presidente João Carlos Werlang Vice-presidente Leandro Maldaner Diretor-secretário Derci Cenci Coord. geral do Evento Ronaldo Triacca Coord. do Parque Carlos Vitor Silva Gerente Emater-PAD-DF Marconi M. Borges Coord. de marketing Fernando Barros telefone 61.3339.6500 site www.agrobrasilia.com.br e-mail agrobrasilia@agrobrasilia.com.br

Produção Vincere Consultoria e Editora Ltda Edição Lydia Costa Redação Dâmares Vaz • Neyfla Garcia • Priscila Nascimento Diagramação Lucivam Costa Comercialização Carlos Lages • Taine Corte Endereço P/ correspondência BR 251 - Km 06 - PAD-DF Caixapostal - 063 - 70.351-970 Brasília-DF

variados, de acordo com o modelo do veículo. “Vamos levar para a Feira modelos utilitários, como a Ford Ranger, S10, F250, Montana, Courier, e ainda modelos de passeio. Queremos atender produtores do DF e Entorno. E as oportunidades são imensas, já que há várias cidades celeiros próximas ao Parque, como Cristalina, Unaí e Formosa”, pontuou Rimolo.

O gestor destacou ainda que o evento não é apenas um parque de negócios, mas um espaço de tecnologia e capacitação do produtor rural. E explicou o que é necessário para agricultores que queiram adquirir veículos novos: “Para as empresas, basta levar o CNPJ. Os produtores precisam levar o RG, CPF, comprovante de endereço e comprovante de produtor rural, como o ITR ou a inscrição estadual.”

gente que faz

expediente Instituição Responsável COOPA-DF

Rimolo, da Smaff, aposta nas oportunidades de negócio na Agrobrasília

Atualmente, o cenário para produtores de grãos, principalmente de milho, não é muito otimista para investimentos. Apesar da boa produtividade, não temos bons preços para a safra deste ano. Acredito que a Agrobrasília irá superar as expectativas. Com o avanço da tecnologia e melhoramento genético para grãos, conheceremos novos produtos. Acho que ela vai ser melhor do que as outras. A organização e o apoio do governo trarão maiores benefícios e produtos para os produtores. O ideal seria que nós, produtores, tivéssemos melhores condições de investir, mas a produção não pode parar e o investimento é sempre uma boa opção para qualificar mais o produto que oferecemos no mercado.”

dIVULGAÇÃO

Valdemar Cenci, produtor no PAD-DF

Tenho uma expectativa muito boa para a Feira deste ano. A do ano passado foi muito boa, superou e muito as minhas expectativas. Para os produtores da região, com uma feira dessa magnitude não há mais necessidade de sair do estado para buscar novas tecnologias e maquinários. Além de bons negócios e boas compras, a Agrobrasília 2010 dará visibilidade à região e mostrará o desenvolvimento e as tecnologias implantadas no setor. A tendência desse evento é crescer e se consolidar na região. Para quem acredita que a agricultura praticada aqui é feita do modo antigo e mostraremos o potencial da região e a excelência em produtos e tecnologia.” Luiz Fiorese, produtor em Água Fria - GO

dIVULGAÇÃO


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FEV2010 - JORnAL AGROBRASÍLIA entrevista

■■ Centro Tecnológico do PAD-DF começa a ser implantado no parque da Agrobrasília PRISCILA NASCIMENTO

NEY fLA G ARCIA

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Centro Tecnológico do PAD-DF, em construção no Parque Ivaldo Cenci, na região do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF), poderá ser conhecido na 3° edição da Agrobrasília. Parte da estrutura já estará disponível para instrutores, produtores rurais, tratoristas, operadores de máquinas, dentre outros, receberem cursos de capacitação e qualificação para melhorar a produção. E é sobre essa conquista que o secretário de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, Joe Valle, fala em entrevista ao Jornal Agrobrasília. Jornal Agrobrasília: O que a criação do Centro Tecnológico do PAD-DF representará para a comunidade? Joe Valle: Nós temos no PAD-DF uma situação muito interessante. Temos demanda por pessoas qualificadas, entre eles tratoristas e operadores de máquinas. Temos um desenvolvimento econômico aparente, mas com desenvolvimento social deixando a desejar. O que significa isso? Eu tenho tratores, às vezes, de R$ 1 milhão sendo operados por tratoristas que não têm nem o primeiro grau ou que não têm informação para fazer aquela operação. O Centro Tecnológico é um programa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) que já possui mais de 400 unidades no país. Ele serve justa-

mente para juntar essas duas coisas; pegar os talentos que estão ali latentes, dar as oportunidades e colocálos no mercado de trabalho de uma forma mais qualificada para que ele consiga melhorar a renda. JA: Como será o Centro? JV: O Centro será um espaço, um equipamento que dará apoio às cadeias produtivas que já trabalham na região, que são as cadeias de grãos e outras Joe Valle ressalta a importância da culturas próprias criação de um espaço para qualificação da agricultura de trabalhadores e produtores rurais familiar. A comunidade terá tudo que precisa para se restabele- conquistando o desenvolvimencer no processo de qualificação to econômico junto com o deda mão de obra, que poderá senvolvimento social. entrar no mercado de trabalho. JA: Esses cursos serão gratuitos? JA: Que cursos serão ofeJV: Todos os cursos serão recidos? gratuitos, porque isso é uma das JV: Serão oferecidos cursos coisas fundamentais. Quer dizer, para tratorista, operador de máo recurso público, a verba públiquinas, cursos de pulverização, ca tem como objetivo chegar à e também aquelas que são ativicomunidade, já que esse recurso dades do setor, como para mecânicos de tratores, pintores, ele- é do povo. Ele vem dos impostos, tricistas. Ou seja, tudo o que for então deve retornar para o povo necessário para que os arranjos num formato que melhore a sua e as cadeias produtivas da região qualidade de vida. se desenvolvam com qualidade,

JA: Esses cursos serão mi-

nistrados por quem? JV: A partir do momento que se tem equipamentos, que é um auditório com salas de aula, você tem o espaço para qualquer instituição ministrar cursos lá. Exemplos disso são cooperativas e empresas que podem usar o espaço como centro de qualificação para os seus funcionários ou qualquer outra ação. O importante é que tenha sustentabilidade de uso o tempo inteiro. Então, se for preciso, o Ministério investe também na questão do recurso para qualificação. É importante firmar parcerias com instituições como Senai, Sebrae, Senar, Sescoop, a Emater que têm experiência nesta área. JA: Qual o investimento total para a criação do Centro? JV: O MCT investiu R$ 500 mil para a construção. Além disso, a Coopa-DF, a Secretaria de Agricultura e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) estão participando com outros custos. JA: Por que o Centro será criado no Parque Ivaldo Cenci, no PAD-DF? JV: O Parque está em uma área especializada e que tem muita produção de soja e de outros grãos. Então, no PAD-DF certamente está a maior demanda, mas nada impede que produtores de outras áreas rurais do DF e do Brasil tenham acesso às atividades nele reali-

zadas. Em Brazlândia, temos o centro tecnológico do morango, por ser a região central de produção do morango. Atendendo esse mapeamento de produção, que já existe naturalmente no DF, estamos colocando os equipamentos necessários para melhorar a produtividade e a produção nesses arranjos produtivos no local onde eles acontecem. JA: Quem será responsável pela administração do Centro? JV: A responsabilidade será da Coopa-DF e da administração da Agrobrasília. Nós queremos é cada vez mais colocar equipamentos à disposição para que a gente melhore a qualidade de vida das pessoas que vivem lá. JA: A Agrobrasília é importante para a divulgação do Centro Tecnológico do PAD-DF? JV: Sim. Por isso, estamos torcendo para que pelo menos as bases da construção sejam vistas na próxima Agrobrasília. A Feira é muito nova ainda, mas já aparece para o país como uma das maiores do agronegócio. O Centro Tecnológico está sendo trabalhado no PAD-DF, num parque que já é um exemplo para o país. Não podia deixar de ser diferente, Brasília tem essa vocação, mas precisa exercê-la. A minha expectativa é que a Agrobrasília se torne a melhor Feira do Brasil.

Dirigentes e técnicos do MCT e do MDA conhecem núcleos rurais do DF A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF) promoveu visita de dirigentes e técnicos dos ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Ciência e Tecnologia (MCT) à região leste rural do Distrito Federal, na primeira quinzena de janeiro. Compuseram a comitiva o secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do MCT, Joe Valle, o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural do

MDA/SAF, Argileu Silva, e o chefe de Gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Territorial do MDA, Reinaldo Lopes, acompanhados pelo presidente da Emater, Dilson Resende, e o diretorexecutivo, Lúcio Valadão. Participaram ainda do grupo extensionistas rurais da Emater e técnicos das instituições convidadas. A primeira parada foi na Cooperativa Agropecuária de São Sebastião (Copas). Depois, os visitantes foram

ao escritório da Emater no PAD-DF, onde se reuniram com dirigentes da CoopaDF. Mas o grande destaque foi a parada no Espaço de Valorização da Agricultura Familiar, no Parque Ivaldo Cenci, onde será realizada a Agrobrasília 2010. A área foi ampliada para 20 mil m², com apoio do MDA, e apresentará tecnologias voltadas à agricultura familiar. Fonte: Assessoria de Comunicação Seapa/Emater-DF

pRISCILA nASCIMEnTO

Representantes da Emater, MDA e MCT visitam Parque da Agrobrasília 2010


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JORnAL AGROBRASÍLIA - FEV2010

panorama

■■ Carpil e Emater-DF assinam acordo para intercâmbio tecnológico NEY fLA GARCIA

A

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (EmaterDF) organizou na última sextafeira (5) uma visita à Fazenda Malunga e ao Núcleo Rural Capão Seco, para a Cooperativa Agropecuária Regional de Palmeira dos Índios (Carpil), de Alagoas, encerrada com um Dia de Campo no Parque Ivaldo Cenci. Na ocasião foi assinado um termo de cooperação técnica entre a Carpil e a Emater para transferência de tecnologia para a agricultura familiar. O termo de cooperação técnica entre a Emater-DF e a Carpil tem como objetivo promover intercâmbios com a vinda de agricultores e técnicos de Alagoas para conhecerem as atividades que são desenvolvidas no DF. E, da mesma forma os técnicos da Emater-DF darão assistência as atividades que estão crescendo em Alagoas. O evento é uma parceria da Emater-DF, Fazenda Malunga, Coopa-DF, Secretaria de Agricultura (Seapa), Ministério de Ciências e Tecnologias (MCT) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Ao todo, 106 produtores da agricultura familiar conferiram de perto os trabalhos realizados

pela Emater-DF. Segundo o diretor-executivo da instituição, Lúcio Valadão, a proposta de trazer esses produtores surgiu com o objetivo de que eles conheçam o que é desenvolvido aqui, para que possam adaptar a realidade deles. “Preparamos esse dia que envolveu a visita à Fazenda Malunga, para conhecer a produção de produtos orgânicos e também uma visita a área de pastagem irrigada no Capão Seco. No Parque foi realizado um Dia de Campo especial para que pudessem conhecer o espaço de valorização da agricultura familiar, no local em que ocorre a Agrobrasília”, explicou Valadão. O Dia de Campo teve cinco estações. Os produtores foram divididos em grupos e receberam palestras sobre produção de estufa, construção de reservatório de a água de baixo custo, floricultura, agrofloresta, associação de produção de hortaliças, árvores frutíferas e outras plantas e agregação de valor aos produtos da agricultura familiar. Para Joe Valle, produtor e Secretário de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), esse intercâmbio é muito saudável para todas as partes, sempre se aprende com

PRISCILA NASCIMEnTO

quem visita “a nossa casa”. “Temos oportunidade de mostrar o que está sendo feito para que sirva de experiência para outros produtores. Como proprietário da Fazenda Malunga esse trabalho entre a Carpil e a Emater-DF tende a con- Produtores de Palmeira dos Índios (AL) assiste às palestras da Emater-DF tribuir para troca de experiências”, ressalta. sidente da Carpil a princípio é gias existentes aqui no DF para O presidente da Carpil, Lu- estar presente na Agrobrasília agricultura familiar. Para ele ciano Monteiro trabalha com para aprender técnicas de con- as técnicas aprendidas e adapagricultura familiar há muitos servação de pastagem e supor- tadas a nossa região proporanos e busca modelos de trei- te às plantações. “Esse inter- cionarão resultados nas safras namento e capacitação que se câmbio proporciona troca de seguintes. “Sou produtor há mais de adequem à realidade do agres- conhecimento e cultura. O que falta é recurso para implantar 15 anos, cultivo milho e mante de Alagoas. “A Agrobrasília nos estados esses trabalhos que dioca, e visitas como esta protrouxe para nós uma expeca Emater-DF desenvolve aqui, porcionam conhecimentos tativa de ver a céu aberto tecnologias apropriadas para o e que são importantes para a para trabalharmos o plantio em nossas lavouras de maneira crescimento e fortalecimento agricultura familiar”, ressalta. O produtor e vice-presidiferente. Temos casos de proda agricultura familiar”, disse. dente da Federação das Assodutores que antes produziam Agrofloresta, conservação ciações Comunitárias de Pal30 sacas de milhos por hectare, de nascentes e trabalhos com meira dos Índios, Manoel da e que hoje, por meio de orienestufa são algumas das alternaSilva, analisa que a visita ao tações chegam a produzir mais tivas que podem ser implantaParque Ivaldo Cenci possibilita de 90”, ponderou. das em Alagoas. A ideia do preo conhecimento das tecnolo-

■■ Instituições de crédito se preparam para Agrobrasília NEYfLA GARCIA

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altam apenas três meses para o início da 3° edição da Agrobrasília e instituições financeiras se preparam para oferecer as melhores linhas de crédito para produtores e empresários da região e Entorno. A Feira, considerada uma das melhores do país, é caracterizada pela exposição de novas tecnologias para o campo. A Agrobrasília é uma ótima oportunidade para adquirir máquinas e insumos agrícolas. Mas, para isso, é necessário que o produtor rural esteja atento a data do vencimento de sua linha de crédito, concedida pelo banco em que possui conta. A renovação do cadastro deve ser feita com antecedência para que possam aproveitar oportunidades como o Programa Mais Alimentos e as linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES). Para o gerente da Superintendência de Varejo do Distrito Federal do Banco do Brasil, Hugo Gaspar de Andrade, as feiras agropecuárias são importantes para o produtor rural, pois constituem um canal de promoção para o próprio banco. “O Banco

do Brasil é a instituição do agronegócio brasileiro, pois ajuda a definir novas tecnologias além de estimular a vocação agrícola da região”, afirma. O fato de o produtor estar em dia com o seu cadastro ajuda os bancos a agilizarem o processo de aprovação do crédito. Outra oportunidade é o Programa de Sustentação do BNDES (PSI), com juros de 4,5% para aquisição de máquinas. A prorrogação do PSI segue até 30 de junho e é pouco tempo para as instituições financeiras entrarem com o pedido de recursos. Hugo Gaspar explica que essa prorrogação é importante para o produtor. “A nossa preocupação é que a linha termina em junho, e até o final do prazo o banco tem que fazer o pedido de recurso ao BNDES. Para que isso ocorra as operações realizadas na Agrobrasília deverão ser protocoladas até o dia 25 de maio. Se o produtor já chega aqui com a linha de crédito autorizada, tudo fica mais fácil”, explicou. Presente desde a primeira edição da Feira, o Banco do Brasil pretende este ano aumentar em 30% o volume de vendas em relação ao ano passado. “A prorrogação do PSI

será um dos atrativos a mais. Em 2009, conseguimos fechar mais de 50% das 153 propostas acolhidas, que resultaram em mais de R$ 8 milhões, em negócios”, disse Gaspar. Segundo o presidente da Coopa-DF, João Carlos Werlang, a participação das instituições de crédito na Agrobrasília é fundamental, e sem elas a Feira não teria êxito, pois o expositor precisa do banco para financiar seus produtos. “A Cooperativa já está alertando os associados e amigos para verificar a situação do seu cadastro junto ao banco, para não correr o risco de no dia do evento não ter o limite aprovado”, pondera. Outra instituição de crédito que está de olho na Agrobrasília 2010 é o Banco de Brasília (BRB), que já está preparando um novo estande para receber melhor o produtor rural. Para a gerente de crédito rural do BRB, Patrícia Melo, a Feira é uma grande coluna de vendas. “Em 2009, fechamos cerca de R$ 8 milhões em negócios. Esse ano, com a prorrogação do PSI e a regularização das terras rurais, dobra-se esse canal de vendas, pois não é só máquinas, há ainda o custeio

TRIBUnA RURAL

Produtores devem ficar atentos com sua situação bancária para aproveitar as linhas de financiamento de máquinas e implementos agrícolas

de implementos e a comercialização de serviços”, ressalta. Patrícia Melo adianta que para este ano o BRB trará linhas de crédito específicas para cada produtor, investimentos e prazos diferenciados para satisfazer o cliente e dar mais agilidade nos processos para que sejam protocolados com antecedência por conta da prorrogação do PSI. Já a Cooperativa de Crédito Rural de Brasília (Sicoob Credibrasília) está no momento ajustando os recursos para saber quanto será disponibilizado durante a Agrobrasília. Segundo o presidente da Sicoob Credibrasília, Antonio Mazurek,

não se sabe ainda exatamente o volume que estará disponível para que os associados possam adquirir máquinas e implementos agrícolas. Mazurek garante que a instituição já está preparando as linhas de créditos, as possibilidades e facilidades de pagamento, tudo para ajudar o cooperado a efetuar a compra. “A Agrobrasília é um show de tecnologia e uma oportunidade para o produtor conhecer os avanços e os recursos tecnológicos que aparecem no setor. Não é só negócios que são firmados, mas a fusão de conhecimento também”, afirma.


Jornal Agrobrasília 2010 Ed.03