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você vai entrar nesse jogo? hugo bastos universidade LIVRE de teatro vila velha

PROGRAMAÇÃO

JUNHO TEATRO VILA VELHA 1964 - 2014


EDITORIAL No mês da Copa, convidamos a cidade a vir ao teatro. O Teatro Vila Velha mantém-se aberto. Foi assim durante a greve da polícia militar, em abril, quando o Vila manteve sua programação, o seu público, disse “não” ao terror, à violência, ao medo como forma de manipulação. Outra vez, em junho, escolhemos não parar. Escolhemos, sim, pois, se já não é simples manter um teatro em funcionamento normalmente, a tarefa torna-se ainda mais complicada num período em que todas as atenções estão voltadas para um só lugar. Mas resolvemos apostar. Acreditamos que a arte tem papel inegociável na formação de um povo e na vida de uma cidade. Há 50 anos, existimos para fazê-la, defendê-la e ser defendidos por ela. Em junho, seguimos abertos. E, para isso, contamos com a parceria de artistas e produtores que compartilham essa vontade. Agora, a nossa luta é contra o discurso único, contra a hegemonia do futebol, e a favor da diversidade, da polifonia, da liberdade de escolha. Acreditamos que a população tem o direito de decidir. Tem o direito de escolher ir ao teatro, se esse for o caso. E tem também o direito de escolher o que vai assistir. Hoje, as políticas culturais estão tirando do público e transferindo para o setor privado o poder de definir o que vai ser produzido. Através das leis de incentivo, empresas decidem o que o dinheiro público vai financiar. Para completar, as políticas do “de graça” ou “a um real” não estão formando público, mas o deformando, acostumando-o a um preço que não corresponde à realidade de uma produção, tornando desleal a competição com projetos e espaços que dependem da bilheteria, ou seja, do público, para se manterem funcionando. Por isso, insistimos:


DE GRAÇA NÃO TEM GRAÇA. A nossa luta é também contra o aluguel do país a uma instituição privada. E perguntamos: VOCÊ VAI ENTRAR NESSE JOGO? O Teatro Vila Velha escolheu jogar o seu próprio jogo. Aqui, jogar é questionar, propor, não parar. É assim desde 31 de julho de 1964, exatos quatro meses após o primeiro de uma série de golpes contra os direitos e a liberdade da população brasileira. O Vila sempre jogou limpo. Jogou a favor da democracia. Jogou a favor da sociedade. Em junho de 2014, convidamos você a jogar conosco. A jogar em defesa da arte. Jogar pela nossa cidade. E o time nunca está completo! Neste mês, temos o prazer de inaugurar o CINEVILA, projeto que surge a partir da Oficina de Audiovisual da universidade LIVRE de teatro vila velha e conta com a importante parceria da 3a Bienal da Bahia. O cineclube passa a acontecer mensalmente, incluindo em sua programação filmes indicados pela Bienal e produções próprias do Vila, acompanhados de debates e intervenções cênicas. Recebemos, no nosso palco, o espetáculo Saluba.Medeia, montagem do ator e diretor Celso Jr. em parceria com o Grupo Caixa Cênica (SE), que chega pela primeira vez a Salvador. O solo Joelma traz a discussão de gênero através da história da primeira transexual baiana, interpretada pelo ator Fábio Vidal. O Vila recebe ainda a Anti Status Quo Companhia de Dança, de Brasília, que investiga a relação do corpo com a cidade. O Bando de Teatro Olodum apresenta a segunda mostra da Oficina de Performance Negra, que reúne música, dança e teatro, sempre com um olhar atento àquilo que nos rodeia. Neste mês, também tem espaço pra música. O forró pé-de-serra do Trio Virgulino dá o tom da festa. Em junho, o Teatro Vila Velha não para. O convite já está feito. Só falta você chegar!


MEMÓRIA O Curta Vila surgiu em 95 com o intuito de incentivar a produção audiovisual local. Criado por Marcio Meirelles, o evento acontecia uma vez ao mês no Cabaré dos Novos. Joana Fialho, Kau Rocha e Naum Bandeira capitanearam o projeto sob a produção de Marisia Motta. Com marca criada pelo publicitário João Silva, foram realizadas quatro edições, com exposições de fotos, instalações multimídia e mostras Marca do projeto Curta Vila criada em de filmes regionais e 1995 por João Silva nacionais. A exemplo de Abracadabra, de Araripe Júnior, Superoutro, de Edgar Navarro, video instalação de Marcondes Dourado, uma séria de curtas do Animamundi e de vídeodocs sobre a China, de Lucélia Santos. Na época, a ideia foi perfeita para os estudantes da Facom que estavam no auge da produção de vídeos. No Curta Vila, os jovens assistiam, antecipadamente, alguns dos curtas que concorriam ao Festival 5 Minutos. As edições criaram um frenesi no cenário local, permitindo o diálogo entre profissionais da área de audiovisual e mobilizando produtores, cineastas e público para o Vila. “Foi um espaço importante pelas discussões que aconteciam depois dos filmes, com a presença dos diretores, e por criar um espaço de exibição para as produções locais”, comenta Marisia Motta.


No texto clássico de Samuel Beckett, Vladimir e Estragon aguardam chegada de Godot, um homem de quem se sabe muito pouco, e que não chega nunca. A montagem de Marcio Meirelles lança mão de recursos tecnológicos para abordar os temas existenciais evocados pelo texto. Com Celso Jr., Claudio Simões, Igor Epifânio e Tiago Querino.

foto: João MIlet Meirelles

ESPERANDO Godot

01 a 08/06 | sex e sáb : 20h | dom: 19h R$30 e R$15

“O Último Godot” narra o inusitado encontro entre o escritor Samuel Beckett e seu personagem Godot. O texto do dramaturgo romeno Matéi Visniec faz uma reflexão sobre o lugar do teatro na sociedade contemporânea. Com direção de Marcio Meirelles, os atores Leno Sacramento e Vinicius Bustani.

03 e 04/06 | ter e qua | 20h R$20 e R$10

foto: João MIlet Meirelles

O Último Godot


CINEVILA

VILA

O Cine Vila é o mais novo projeto da universidade LIVRE de teatro vila velha, que passa a acontecer mensalmente na sala principal do teatro. Tendo como referência o Curta Vila, projeto realizado pelo Teatro Vila Velha em 1995, o cineclube abre espaço para produções externas e produtos audiovisuais próprios do teatro. Entre junho e setembro, através da parceria com a 3ª Bienal da Bahia, o Cine Vila exibe também filmes selecionados pela curadoria da Bienal. Além dos filmes, acontecem intervenções cênicas e discussões.

Toda a memoria do mundo (FRA, 1956, 22 min) Título Original: Toute la mémoire du monde Diretor: Alain Resnais Gênero: Documentário Sinopse: Nas entranhas da Biblioteca Nacional, quem sabe qual será, amanhã, o testemunho mais confiável de nossa civilização? De corredor em corredor, de livro em livro, desdobra-se o labirinto. Rocha que Voa (BRA/CUB, 2002, 94min) Diretor: Eryk Rocha Gênero: Documentário Sinopse: O exílio de Glauber Rocha em Cuba de 1971 a 1972 coincide com um período de grande euforia e discussão em torno do papel das artes na revolução social e política dos países da América Latina e do Terceiro Mundo. Glauber propõe o cinema como o principal instrumento cultural e político para a promoção da unidade latinoamericana, servindo como fio condutor para a reconstituição do Cinema Novo brasileiro e do Cinema Revolucionário cubano.

05/06 | qui | 20h gratuito


BAZAR DA LIVRE Roupas, calçados, acessórios, livros, CDs e vinis estão entre os produtos à venda no Bazar da LIVRE, com preços que variam de 5 a 35 reais. Durante o evento, integrantes da LIVRE realizam performances e música ao vivo. Misturados ao público, os atores irão brincar com as diferentes situações surgidas ao longo do evento, a partir de improvisações que explorem o contexto de feira-mercado-brechó. O bazar, que conta ainda com estandes de lanche, tem o intuito de arrecadar fundos para o projeto, além de criar contato com o público interessado em conhecer a universidade LIVRE de teatro vila velha.

06 e 07/06 | sex e sáb | 14h às 20h gratuito

Fora de Casa

foto: Marcio Meirelles

Duas desconhecidas passam uma noite na sala de ensaio de um teatro interditado: uma é atriz experiente e esnobe e outra, uma jovem aspirante à cantora que gosta da MPB e do RAP. Brigas, jogos, discussões e confissões farão que elas terminem compartilhando aquilo que as motivou nessa excursão fora de casa. Com direção de Martin Domecq e, no elenco, as atrizes Sonia Leite e Cris Vieira.

07/06 | sáb | 19h R$30 e R$15


PROGRAM SEGUNDA

02

TERÇA

QUARTA

O ÚLTIMO GODOT TEATRO 20h | cabaré dos novos

O ÚLTIMO GODOT TEATRO 20h | cabaré dos novos

03

04

QUINT

CINE VI CINECLU 20h | sala pr

05

MOSTRADA OFICINA DE PERFORMANCE NEGRA 19h | sala mário gusmão

09

10

11

12

CORPUS CH

16

17

18

TRIO VIRGUL

SÃO JOÃO

23

24

19

MÚSIC 19h | sala p

25

26

CONHEÇA OS 50 ANOS DO TEATRO VILA VELH


AMAÇÃO

QUINTA

NE VILA NECLUBE sala principal

PUS CHRISTI

TRIO GULINO

MÚSICA sala principal

SEXTA

SÁBADO

DOMINGO ESPERANDO GODOT

TEATRO 19h | sala principal

01

BAZAR DA LIVRE 14h às 20h | foyer do teatro

ESPERANDO GODOT 20h | sala principal

BAZAR DA LIVRE

14h às 20h | foyer do teatro

FORA DE CASA

19h | sala joão augusto

ESPERANDO GODOT 20h | sala principal

06

07

SALUBA.MEDEIA TEATRO 20h | sala principal

SALUBA.MEDEIA TEATRO 20h | sala principal

13

DANÇA 20h | sala principal

20

TEATRO 19h | sala principal

08

15

14

CIDADE EM PLANO (DF)

ESPERANDO GODOT

CIDADE EM PLANO (DF)

DANÇA 20h | sala principal

CIDADE EM PLANO (DF)

DANÇA 19h | sala principal

22

21

JOELMA

JOELMA

JOELMA

TEATRO 20h | sala principal

TEATRO 20h | sala principal

TEATRO 19h | sala principal

27

28

29

VELHA E VENHA PARTICIPAR DOS PRÓXIMOS.


II Mostra da Oficina de Performance Negra

foto: Marcio Meirelles

Os 36 novos atores da oficina realizada pelo Bando de Teatro Olodum mostram o resultado do processo de aprendizagem, dirigidos por Leno Sacramento e Merry Batista; Ednaldo Muniz e Cell Dantas; Geremias Mendes e Sérgio Laurentino; e Rejane Maia e Arlete Dias. A coordenação é de Valdinéia Soriano e a assistência de produção de Ednaldo Muniz. Supervisão geral do músico Jarbas Bittencourt, do coreógrafo Zebrinha e do diretor Márcio Meirelles. A oficina conta com apoio da Funceb por meio do Edital Setorial de Teatro.

11/06 | qua | 19h gratuito

OFICINA MÚSICA DA CENA - O CORPO MUSICAL Voltada para atores, diretores, músicos e bailarinos a partir de 16 anos, a oficina parte da prática desenvolvida pelo Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (RN) em sua pesquisa musical, dialogando com os princípios básicos da Atuação Polifônica. Serão trabalhadas estruturas coreográficas, desenhos rítmicos, de exercícios vocais, pequenas canções, do canto coral e de jogos teatrais com foco na percepção do corpo a partir da transposição de elementos da composição musical.

Ministrante: Marco França, Clowns de Shakespeare (RN) 09 a 11/06 | seg a qua | 18h às 22h | R$ 120,00


foto: Victor Balde

SALUBA.MEDEIA (SE)

O espetáculo do Grupo Caixa Cênica, de Aracaju, é uma versão contemporânea da tragédia grega escrita por Eurípides. Como tema central, estão as deformações da ideia do amor desmedido de uma mulher. As suas ações funestas provocam a morte de seus próprios filhos, como meio de atingir o exmarido que a abandonou em troca de um casamento mais promissor. Os atores se revezam nos papéis da tragédia e se dividem na composição do coro. O espetáculo tem texto e direção de Celso Jr. e, no elenco, os atores Denver Paraízo e Diane Veloso, além do próprio Celso.

13 e 14 de junho | sex e sab | 20h R$ 30 e 15


foto: Débora Amorim

Cidade em Plano (DF)

Criação em dança contemporânea da Anti Status Quo Companhia de Dança, investiga a relação do corpo com a cidade de Brasília. O grupo, com 25 anos de trabalho, é um dos mais atuantes do Centro-Oeste, com 9 espetáculos criados e dirigidos por Luciana Lara. Misto de artes visuais, performance e teatro, ao som de trilha quadrifônica especialmente composta para o espetáculo, bailarinos flutuam no desenho da cidade, vestem seu skyline, viram cerrado, reveem a história de sua construção e criticam seus cartões-postais. No dia 20, 18h, lançamento de “Arqueologia de Um Processo Criativo Um livro coreográfico”.

20 a 22 | sex e sáb: 20h | dom: 19h R$10 e R$5


foto: Divulgação

TRIO VIRGULINO

O Trio Virgulino comanda o Forró Comendo no Centro, que acontece no Teatro Vila Velha. A promessa é que o Teatro ganhe ares de arraiá e o arrasta-pé não deixe ninguém parado a noite toda. Esse é clima do forró pé-de-serra do trio que está na estrada há 34 anos, com dez discos e um DVD lançados, tendo à frente os veteranos Enok Virgulino (sanfona), Adelmo Nascimento (triângulo) e Roberto Pinheiro (zabumba). O grupo teve seu talento e autenticidade reconhecidos dentro e fora do Brasil, em turnês por países com França, EUA, Inglaterra, Espanha e Suíça.

26/06 | qui | 20h R$30 e R$15


foto: Alessandra Nohvais

JOELMA

A peça conta a história de uma das primeiras transexuais do Brasil, através do encontro entre a linguagem do teatro e do audiovisual. O mais novo solo do ator-performer, encenador e autor Fábio Vidal sela a parceria com o diretor Edson Bastos, que assina conjuntamente a direção e a dramaturgia do espetáculo. Joelma fala da inadequação de uma mulher nascida no corpo de um homem. Para além dos aspectos sobre sexualidade e gênero, a narrativa também apresenta a trajetória religiosa da personagem, que hoje, aos 69 anos, vive numa casa que é um misto de centro espiritualista e igreja.

27 a 29/06 | sex e sáb: 20h | dom: 19h R$30 e R$15


Cultura Gastronomia Lazer Serviรงos Salvador Bahia

2014


PATROCINADORES DO TEATRO VILA VELHA Patrocínio: O teatro Vila Velha é mantido com o apoio do Fundo de Cultura do Estado da Bahia:

O teatro Vila Velha foi contemplado no Edital FUNARTE de Doação de Equipamentos de Iluminação Cênica 2011

AMIGOS DO VILA

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Informações 71 3083-4600 www.teatrovilavelha.com.b r blogdovila.blogspot.com.b r


Agenda do Vila - Junho/2014