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ISSN 2448-1254

Ainda nesta edição: O Cérebro e a Transformação


Sumário

Editorial

Editorial...................................................................................... 2 Parênteses – Regato, Deserto, Vento......................……………….. 4 Palavra da Escola – Escola e vida............................................... 6 Acontece – La vita en plein air................................................... 8 Acontece – Se essa praça, essa praça fosse minha................... 10 Acontece – Otium letterario...................................................... 12 Acontece – Momento da Escolha Profissional.......................... 14 Acontece – Afriche..................................................................... 16 Acontece – La mostra culturale alla Scuola dell’Infanzia........... 18 Acontece – In bocca ai lupi!....................................................... 24 Nossa gente – Eduardo Souza.................................................... 26 Da sala de aula – Asante sana - Projeto Áfricas na Infância...... 28 Da sala de aula – Tornando eternos os bons momentos!......... 30 Pedagogicamente Falando – Ninguém nasce pronto............... 32 Pedagogicamente Falando – O cérebro, o homem e uma sociedade em constante transformação.................................... 34 Parênteses – Sempre nos resta a Esperança...........……………….. 38 Você sabia que – Le Metamorfosi in Natura……........................ 39 Você sabia que – La Metamorfosi nella Letteratura.................. 42 Você sabia que – As transformações de uma Grande Cidade... 44 Acontece – Prima Comunione................................................... 48 De onde viemos – L’Italia e il Brasile......................................... 50 De onde viemos – La mia storia………………………........................ 52 De onde viemos – Dagli USA fino in Brasile………...................... 54 Meninos de Ouro – Scuola d’oro, ragazzi d’oro......................... 56 Meninos de Ouro – Come il capitano di una nave……............... 58 Meninos de Ouro – So, che alla fine, me la caverò!.................. 60 Mural dos pais – La nostra esperienza in Brasile…………………… 62 Mural dos pais – ...una bellissima esperienza sudamericana... 64 Parêntese Artístico – Michelangelo…........................................ 66 Parênteses – Testimonianze di un intercambio......................... 70 A última palavra – Il mito di Clizia……………………………….………… 72

Bollettino informativo e culturale On-line della Scuola Italiana “Eugenio Montale” N. 12 – Dicembre 2017 ISSN 2448-1254 Direzione: Victor Vallerini Revisione dell’italiano: Victor Vallerini Revisione del portoghese: Fabiana Infante Composizione grafica: Fabiana Infante Contatti: victor@montale.com.br / fabiana.infante@montale.com.br Websites: www.girasoleonline.com.br / www.montale.com.br 2 IL GIRASOLE ON-LINE DICEMBRE 2017

di Victor Vallerini

La leggenda indiana dell’Aquila Cari Lettori, siamo giunti all’ultima edizione di questo anno scolastico. Siamo grati per quanto abbiamo fatto insieme e, con speranza, ci rivolgiamo al nuovo anno con rinnovato entusiasmo. Come diceva un antico filosofo greco di nome Eraclito: “Panta rei”, cioè, “Tutto scorre!”. Nella vita, tutto passa e tutto si trasforma. Arrivare alla fine di un ciclo significa anche aprirne un altro, ed è per questo che abbiamo voluto dedicare a questo numero delle riflessioni sul tema della Metamorfosi (Trasformazione). Una leggenda indiana dice che l’aquila viva fino a 70 anni, ma perché ciò accada, intorno ai 40 anni, dovrà prendere una decisione difficile.


A questa età i suoi artigli sono lunghi e flessibili, e non riescono più ad afferrare le prede di cui si nutre. Il suo becco, allungato e appuntito, si incurva. Le ali, invecchiate e appesantite dalle penne assai ingrossate, puntano contro il petto. Volare è ormai difficile. L’aquila ha solo due alternative: lasciarsi morire, o affrontare un doloroso processo di rinnovamento, lungo ben 150 giorni. Volerà allora in cima a una montagna, si ritirerà su un nido inaccessibile, addossato a una parete rocciosa, un luogo da cui potrà fare ritorno con un volo piano e sicuro. Trovato questo luogo, l’aquila comincerà a sbattere il becco sulla parete fino a staccarlo, affrontando con coraggio il dolore di tale operazione. Passate alcune settimane, le ricrescerà un nuovo becco. Con questo, strapperà uno a uno, incurante del dolore, i vecchi artigli.

Quando ricresceranno i nuovi artigli, con questi e con il becco, strapperà dal suo corpo tutte le penne, una ad una. E quando rinasceranno le nuove penne la nuova aquila si lancerà sicura nel volo di rinnovamento e ricomincerà a vivere per altri 30 anni. La leggenda dell’Aquila ha molte attinenze con la nostra vita. Anche noi, molto spesso, nel corso della nostra vita ci troviamo

“Tutto scorre” – πάντα ῥεῖ (panta rei), Eraclito di Efeso

Nessun uomo entra mai due volte nello stesso fiume, perché il fiume non è mai lo stesso, ed egli non è mai lo stesso uomo. Io stesso muto nell’istante in cui dico che le cose mutano. Per quanto tu cammini, e anche percorrendo ogni strada, non potrai raggiungere i confini dell’anima: tanto è profonda la sua vera essenza.” (Eraclito di Efeso, 535 a.C. – 475 a.C.)

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a dover affrontare dure ma necessarie decisioni che ci guidano alla necessità di fare un processo di rinascita. Intraprendere sfide e cambiamenti non è mai un compito facile. La transizione, da uno stato all’altro, è raramente privo di sforzi ed alcune volte è molto doloroso. Ma senza questo cambiamento, noi non potremmo crescere e diventare ciò che intendiamo essere.


Regato, Des

Copa do mundo Parênteses

Uma história de por Victor Vallerini Um regato, vindo de sua fonte nas longínquas montanhas, passando por todos os tipos e espécies de regiões, finalmente alcançou as areias do deserto. Da mesma forma como atravessou todas as outras barreiras, tentou atravessar esta também, mas se deu conta de que ao entrar em contato com a areia, suas águas desapareciam. Estava convencido, contudo, que seu destino era atravessar este deserto, mas não havia como. Uma voz oculta, vinda do próprio deserto, sussurrou: "O vento atravessa o deserto, e da mesma maneira o regato pode fazê-lo". O regato objetou que estava investindo contra a areia, e tudo que obtinha era ser absorvido; que vento podia voar e por isso podia atravessar um deserto. "Você não pode atravessar abrindo caminho de sua maneira costumeira. Você ou desaparecerá ou se tornará um pântano. Você precisa permitir que o vento o carregue a seu destino“. "Mas como isso pode acontecer?" "Permitindo-se ser absorvido no vento”.

Esta ideia não era aceitável para o regato. Afinal de contas, ele jamais fora absorvido antes. Ele não queria perder sua individualidade e, uma vez perdida, como saber se ela poderia um dia ser readquirida? "O vento", disse a areia, "executa esta função. Ele ergue a água, carrega-a sobre o deserto e então a deixa cair novamente. Caindo como chuva, a água de novo se torna um rio“. "Como posso saber que isso é verdade“? "É assim, e se não acreditar, você não poderá passar de um lamaçal, e mesmo isso poderia levar muitos e muitos anos; e certamente um lamaçal não é o mesmo que um regato“. "Mas não posso permanecer o mesmo regato que sou hoje”? "Em nenhum dos casos você pode permanecer assim", disse o sussurro. "Sua parte essencial é levada para longe e novamente forma um regato. Você se chama pelo que você é hoje porque não conhece qual é sua parte essencial“. Quando ele ouviu isso, certos ecos começaram a surgir em seus pensamentos. “Nós, as areias, nos estendemos da margem do rio até a montanha”.

E o regato disse: "Sim, agora descobri minha verdadeira identidade”.

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serto, Vento

e Transformação gravar mais fortemente em sua mente os detalhes da experiência. Ele refletiu: "Sim, agora descobri minha verdadeira identidade". O regato estava aprendendo. Mas as areias sussurraram: "Sabemos, pois vemos isto acontecer todos os dias; nós, as areias, nos estendemos da margem do rio até a montanha". E é por isso que se diz estar escrito nas areias o caminho pelo qual o curso da vida deve continuar sua jornada.

Vagamente, se lembrou de um estado no qual ele - ou seria uma parte dele? - foi erguido nos braços de um vento. Lembrou-se também - será mesmo? - que esta era a coisa real, mas não necessariamente o óbvio a ser feito. E o regato ergueu seu vapor, nos receptivos braços do vento, que gentil e facilmente o transportaram para cima e adiante, deixando-o cair suavemente tão logo eles alcançaram o topo de uma montanha, muitos quilômetros além. E porque teve suas dúvidas, o regato foi capaz de lembrar e

“E o regato ergueu seu

vapor, nos receptivos braços do vento, que gentil e facilmente o transportaram para cima e adiante”.

"

Mas não posso permanecer o mesmo regato que sou hoje”? "Em nenhum dos casos você pode permanecer assim", disse o sussurro. "Sua parte essencial é levada para longe e novamente forma um regato. Você se chama pelo que você é hoje porque não conhece qual é sua parte essencial“.

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Escola e processos de consta

Copa dodamundo Palavra Escola

por Silvia

A escola é propriamente a vida. Algumas concepções de escola vinculam a vida escolar como um preparo para a vida, porém, preferimos nos apoiar nas concepções que defendem que a escola é a própria vida que vai acontecendo, dia após dia, ano após ano, como um tecido que se borda, detalhe por detalhe, a cada minuto. A criança chega à escola, ainda pequena, cheia de curiosidades e potencialidades e, na Escola da Infância, esta magia e encantamento pelo mundo ganha cores e formas através dos projetos desenvolvidos. Nesta etapa, a criança também vive a ampliação do seu mundo social através do contato com outras crianças e adultos, que até o momento, eram apenas os da sua própria família. Este enorme salto no mundo social é talvez uma das maiores contribuições que a escola, nos dia de hoje, pode dar a uma criança e ao jovem. Os conhecimentos e as informações estão cada vez mais acessíveis, ao toque de uma tecla, mas o saber viver em grupo, o saber se reconhecer num grupo, numa sociedade, esta vivência e aprendizagem não seriam possíveis sem espaços que privilegiam a troca. Conforme o bordado da vida segue seu detalhe, a criança chega ao Ensino Fundamental.

Sua passagem para o 1º ano é sempre uma grande alegria. As crianças continuam plenas de curiosidades e o currículo escolar, que ganha forma mais delineada, vai, gradualmente, promovendo o contato com os saberes e conhecimentos que a humanidade nos reservou, sem nunca perder o ideal de que há ainda muito para ser criado e aprimorado neste mundo. A sistematização da escrita e a consolidação da leitura são uma das maiores conquistas das crianças nesta passagem. Para nossa escola, alia-se ainda o desenvolvimento do italiano e, também gradualmente, o inglês. Aprender outra língua e aprender através de outra língua é uma transformação enriquecedora, que certamente contribui para uma formação mais ampla e única em cada indivíduo.

“Escola e vida, uma única roda”

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O Ensino Fundamental é um percurso longo e complexo, que vai ampliando e aprofundando o currículo e acompanhando o crescimento social, cognitivo, emocional e até físico de cada criança. É a vida, mais uma vez, que se faz viva e plena com o passar dos anos escolares. As responsabilidades e as exigências vão crescendo com as crianças, na medida em que se tornam cada vez mais autônomas. Vale um destaque aqui para esta questão da autonomia: esta transformação que segue o indivíduo e que o acompanhará para a vida adulta de forma tão determinante. A autonomia real, a verdadeira emancipação responsável de cada um, não é algo simples ou meramente aplicável. É um processo de construção completo e muito gradativo.


e vida, ante transformação

ia Adrião

E na escola este processo ganha ainda mais importância. Paulatinamente a criança vai saindo de uma heteronomia acompanhada para uma autonomia relativa, até atingir sua maior consistência, já no Ensino Médio, onde é esperado, dos jovens, total autonomia e responsabilidade. Este processo, que é fundamental, passa por diversos desafios, não como metáfora, mas como a própria vida que se molda a cada experiência. Os pequenos conflitos, numa disputa por um brinquedo, os entraves da convivência em grupo, as dificuldades e superações para conhecer e reconhecer as diversidades, a descoberta das afinidades e também dos primeiros amores, enfim, todas estas etapas são parte estrutural da conquista da autonomia e estão presentes no cotidiano escolar. O conhecimento, que é uma ferramenta libertadora, é também instrumento de extrema relevância para a aquisição da autonomia responsável. Mais uma vez, se faz determinante o papel da escola neste caminhar. Onde mais, senão na escola, o outro deixa de ser um estranho e passa a ser um indivíduo também reconhecido como alguém de direitos e deveres, assim como eu?

“Onde mais, senão na escola, o outro deixa de ser um estranho e passa a ser um indivíduo também reconhecido como alguém de direitos e deveres, assim como eu?”

E voltando ao tecido da vida que se borda nos anos da escola, chegamos ao Ensino Médio. O período de maior aprofundamento da reflexão. Nesta fase, a escola consolida seu projeto, mas para o aluno é apenas o começo de uma vida que desejamos ser longa e muito transformadora. Nesta etapa o aluno é convidado a escavar o conhecimento em todas as suas dimensões e alcances, até o limite de onde os olhos possam ver e a mente

escola é a própria vida que vai acontecendo, dia “Aapós dia, ano após ano, como um tecido que se borda, detalhe por detalhe, a cada minuto.” escola, alia-se ainda o desenvolvimento “Paradonossa italiano e, também gradualmente, o inglês. Aprender outra língua, e aprender através de outra língua é uma transformação enriquecedora, que certamente contribui para uma formação mais ampla e única em cada indivíduo.”

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pode sonhar. Se na escola a vida se fez viva, o jovem está pronto para seguir vivendo sua jornada, agora com passos próprios. E para nós da escola, que aqui escolhemos fazer a nossa própria vida, é sempre uma enorme satisfação reencontrar nossos ex-alunos, homens e mulheres feitos, que nos reportam a nostalgia dos bons tempos de escola, onde a vida se fazia complexa, mas, para os olhos de meninos, mais doce e mais suave.


La vita en

Acontece Copa do mundo

Gli alunni della Montale sono stati invitati a fare una presentazione di musica il giorno 6 agosto 2017, in occasione dell’inaugurazioni della Piazza “Imigrante Italiano”. L’evento faceva parte del progetto “ITALIA PER SAN PAOLO - Monumentando e Restaurando a Cidade” ideato dal Consolato Generale d’Italia a San Paolo e dall’ITA – Italian Trade Agency, con l’appoggio dalla Prefettura di San Paolo e degli sponsors - ventiquattro aziende italiane e rappresentanti della comunità italo-brasiliana a San Paolo.

La piazza, come luogo fondamentale dell’incontro e dello scambio, in cui si intrecciano cultura e storia, simboli e tradizioni, ha trovato soprattutto in Italia una realizzazione eminente e privilegiata. Infatti, la storia italiana indica con tutta evidenza l’importanza della piazza quale centro vitale della città, sorta di palcoscenico dell’identità e del senso di appartenenza di una comunità, che permette la manifestazione quotidiana della collettività e del potere cittadino. La piazza italiana, dunque, si propone come una inesauribile rappresentazione della vita

A cura di Vic en plein air, una messa in scena “teatrale” concepita per accogliere la folla delle feste, dei mercati, delle celebrazioni religiose. Va sottolineata la matrice originaria della piazza italiana, risalente al Foro romano: in quel “sontuoso interno a cielo scoperto” che era a Roma il Foro, si entrava come in uno spazio protetto, circondati dalle colonne e dalle mura dei templi, per essere cittadino e uomo devoto, per conversare e trattare gli affari, per incontrare gli altri e farsi vedere.

San Paolo, Piazza dell’Immigrato (dettaglio)

8 IL GIRASOLE ON-LINE DICEMBRE 2017


n plein air

ctor Vallerini

Piazza dell’Immigrato Italiano

Il coro composto dagli alunni della Montale durante l’inaugurazione della Piazza dell’Immigrato Italiano

L’Ambasciatore, Antonio Bernardini, e il Conosole Generale, Michele Pala, presenti all’inaugurazione della Piazza dell’Immigrato Italiano

Il Sig. Paolo Papaiz, uno dei responsabili del progetto, durante l’inaugurazione

Il Sindaco della città di San Paolo, João Doria, l’Ambasciatore, Antonio Bernardini e Paolo Papaiz al momento del taglio della fascia che inaugura la Piazza

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Acontece Copa do mundo

Se essa praça, essa p

de Karine Ly

Brincar na praça é liberdade!

A Scuola Media também foi à praça!

Dias diferentes e divertidos

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praça fosse minha...

yziane Freitas Era um dia de sol intenso e a escola fervilhava com a novidade do recreio na praça. A turma que iria inaugurar o projeto não conseguia disfarçar a ansiedade e já se amontoava em torno da porta que a levaria ao paraíso! Nome por nome se enfileiraram. Os professores passaram as regras do passeio. Coraçõezinhos batendo acelerados. Começou a aventura. “Andem pela calçada!”, alertavam os professores. A chegada à praça foi comemorada com gritos e gargalhadas! Correria, pegapega, esconde-esconde,

“Maestro, me ajuda a subir na árvore”?, pula corda, “Maestra, encontrei um pé de amora!”, “Daí a gente corria e se escondia na floresta”, “Dá dois nós no meu tênis pra eu correr?”, “Pega mais amora, Maestra! Tem uma ali em cima bem roxinha!!” “Bambini, torniamo!” Levar a galerinha de volta para a escola foi uma tarefa hercúlea: “Maestra, posso levar minha espada?” (mostrando um galho de árvore), “Maestro, tô levando um buquê para minha mãe!” (florezinhas silvestres), “Guardei essa amora para minha irmã!” (uma minúscula amora em uma mãozinha em concha), “Maestra, você me viu lá em cimão da árvore?”.

Nome por nome se enfileiraram, mais uma vez, agora rumo à escola. Exaustos, a caminhada ficou mais lenta… Durante o percurso da volta se faziam ouvir os planos para o próximo recreio na praça: “Na próxima vez, a gente traz a bola!” Ao chegarem à escola, a turminha teve uma recepção digna de exploradores de outro mundo! Foram cercados pelos outros alunos que, embevecidos, escutavam atentamente e não perdiam nenhum detalhe das peripécias e reinações da aventura na praça. Se gostaram da experiência? “Maestra, eu AMO a praça!”

“Esperamos poder voltar a brincar na praça em breve”! A maestra Karine com as crianças da Seconda Primaria

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Otium le

Acontece Copa do mundo

A cura di Adriana Gra Anche quest’anno, gli alunni del III e IV anno della Sc. Secondaria di II grado hanno partecipato all’Otium letterario: l’esperienza di appartarsi dalla vita pratica quotidiana per dedicarsi all’attività intellettuale, all’aria aperta e a contatto con la natura. Per lo studio della letteratura, la serenità e l’armonia del contesto naturale consentono una maggiore introspezione e una comprensione più profonda del messaggio poetico. Per queste ragioni, si è proposto agli alunni di uscire dalle aule canoniche per trascorrere una mattinata outdoor, passeggiando, leggendo e interpretando testi di letteratura italiana, latina ed inglese. Quest’anno è stato scelto il Parco Burle Marx per la sua esuberante vegetazione e per il suo valore astistico, ma soprattutto per la possibilità di godersi e di appropriarsi di uno spazio che appartiene al quartiere della nostra comunità scolastica. L’esperienza dal punto di vista degli alunni:

Parque Burle Marx (Morumbi)

In my opinion, the otium letterario was a good way to escape from the mundaneness of school life and learn in a new, fresh and relaxing way. It is something that I am sure will stay in our memories for a long time. I can say that I greatly enjoyed the experience.” Breno Pinho – III Liceo Gli alunni del Liceo durante l’attività al Parco Burle Marx

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etterario

asso e Claudia Affonso

“ “

The proximity to nature and culture amidst such a stressful time delighted me. I’m very glad to have been part of it.” Beatriz Toro – IV Liceo

From the pleasure of leaving the classroom to the many great readings that we did, the otium letterario was a delightful experience in our school time.” Gianluca Allodi – IV Liceo

L’otium letterario è stata un’esperienza unica. Leggere e discutere fuori dalle aule scolastiche consente di imparare di più e da una prospettiva diversa.” Carolina Bugelli – IV Liceo L’otium letterario l’ho trovato interessante e rilassante. Studiare in mezzo alla natura mi ha dato un certo effetto di pace e concentrazione che non ho mai provato prima d’ora.” Matteo Russo – IV Liceo

Gli alunni delle classi Terza e Quarta del Liceo Scientifico

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Momento da Esco

Copa do mundo Acontece

Normalmente, a escolha de uma carreira profissional é um momento de muita dúvida e ansiedade. Esta escolha pode ter como influências a família, amigos, professores, a escola, vocação, ganhos financeiros, status social ou ainda porque certa profissão é aquela que “está na moda”. Não é tarefa fácil para o estudante que está neste momento de decisão de vida tão importante, afinal, após a escolha de uma carreira, ele terá sua identidade profissional. Trata-se de um momento em que a razão e a emoção se misturam. Algumas atitudes podem fazer com que este estudante possa se definir melhor. Teste vocacional e orientação profissional com

por Claudi especialistas contribuem muito para definir melhor a escolha. Neste momento, avaliar aspectos como satisfação do trabalho e remuneração financeira tornam-se fatores de decisão. Há pessoas que se sentem indecisas por conta da diversidade de opções como também há aquelas que não demonstram vontade por nenhuma carreira. Por isso, antes da escolha, recomendase procurar conhecer a profissão. Isto pode ser feito a partir de uma conversa com um profissional da área desejada ou mesmo assistindo a uma aula em uma faculdade que ofereça o curso pretendido. Há pessoas que já sabem, desde criança, o que

querem ser “quando crescer”. É natural que à medida que o tempo passa, as escolhas vão se alterando de acordo com a experiência de cada momento. Outra dica importante é saber separar o que será hobby do que será, efetivamente, a carreira profissional. Para ajudar nesta escolha, os alunos do III e IV Liceo foram visitar a “Feira de Profissões” da USP no dia 24 de agosto. A feira tinha como objetivo apresentar os cursos que a USP oferece e estimular os alunos a seguir os estudos naquela universidade. Na feira haviam dois pavilhões. Um dedicado à área de humanas e outro dedicado às áreas de exatas e biológicas.

Além das profissões tradicionais como Engenharia, Direito ou Administração, havia a oferta de novas carreiras como a de “Ciências Moleculares”. Ao final da visita, os alunos apresentaram suas impressões sobre a feira:

Os alunos Percario (à esquerda), Belatto, Tonon e Santos na Feira das Profissões (USP)

As alunas Martina Ferri (à equerda) e Mariana Funari 14 IL GIRASOLE ON-LINE DICEMBRE 2017


olha Profissional

io Bezerra

“ “ “

Tenho quase certeza que vou para a Poli. Talvez eu faça Computação.” Gianluca Alodi, IV Liceo

A Feira foi motivadora para sabermos o que queremos fazer. Eu, pessoalmente, gosto de exatas e biológicas. Vou fazer algo nesta área.” Breno Pinho, III Liceo Amanda Tonon e Maria Luiza Piergallini

“ Tive uma explicação melhor sobre o curso de Psicologia e essa deverá ser minha opção. Eu acho que trabalharia com RH porque gosto de grande empresa e também quero fazer trabalho voluntário.” Maria Luiza Piergallini, IV Liceo

Eu estava pensando em fazer Jogos Digitais, mas me interessei por Arquitetura porque gosto de desenhos e História da Arte.” Vinicius Torres, IV Liceo

Eu me interesso muito por Economia e Relações Internacionais. Visitei o estande e falei com algumas pessoas. Deverei fazer Relações Internacionais.” Marco Rimoldi, III Liceo

Tive explicação sobre o curso de Publicidade e Propaganda e isso me estimulou, mas acho que vou continuar preferindo Direito ou Psicologia.” Amanda Tonon, IV Liceo As minhas opções, junto com Letras, são Artes e Música.” Helena Toro, IV Liceo O que mais me surpreendeu foi Letras e Geologia. Eu não esperava que fosse curtir tanto Geologia. Quando eu era criança, queria ser paleontólogo ou astronauta.” Niccoló Zunino, IV Liceo 15 IL GIRASOLE ON-LINE DICEMBRE 2017


Afri

Copa do mundo Acontece

di Ingrid

Gli alunni della Scuola Secondaria di Primo Grado durante lo spettacolo teatrale “Ubuntu – somos todos Kiriku”

All’inizio dell’anno i professori e la direzione scolastica si runiscono per discutere quali potrebbero essere gli argomenti interessanti su cui lavorare. Nel 2017 l’oggetto di studio scelto è stato l’Africa. Lo scopo del gruppo era ed è, visto che si tratta di un tema che non si esaurisce mai, quello di provare a scoprire e capire un po’ delle particolarità e delle caratteristiche politiche, sociali e culturali del continente africano cercando di conoscerlo aldilà degli stereotipi esistenti. Il progetto è stato intitolato: Afriche.

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I professori hanno cercato di coinvolgere gli studenti con vari video, letture, musiche, visite al museo Afro e altre attività; così, ogni classe, ha svolto dei lavori multidisciplinari che, alla fine, sono stati esposti alla Mostra Culturale. Il 21 ottobre si è tenuta la mostra della Media e del Liceo alla Montale. Un giorno prima, c’è stata la cerimonia di apertura con lo spettacolo teatrale “Ubuntu – somos todos Kiriku” nel quale gli attori e cantanti erano i propri studenti. Il giorno successivo sono stati esposti diversi lavori che


iche

Nardelli facevano vedere, agli spettatori, l’Africa sotto vari punti di vista. I visitatori hanno avuto l’opportunità di osservare mappe dell’Africa fisica e politica costruite dagli allievi, di riflettere sui problemi politici che esistono lì leggendo dei testi elaborati dopo lunghe discussioni tra alunni e professori,

ascoltare favole tipiche di questo continente, vedere personaggi caratteristici, pensare agli aspetti della religione africana, tra tanti altri lavori che rivelavano aspetti sconosciuti e dimenticati di questo continente importantissimo. È stato un momento importante per la diffusione della conoscenza.

Alcuni lavori degli alunni, esposti alla Mostra del Sapere 2017

Alunni della Scuola Secondaria di Primo Grado

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Acontece Copa do mundo

La Mostra Culturale è un momento in cui gli alunni della scuola hanno l’opportunità di condividere i loro lavori con gli altri. Ogni Sezione della Scuola dell’Infanzia ha svolto un progetto di studio. Quest’anno i temi scelti erano legati alla Natura ed è stato interessante osservare il percorso che ogni sezione ha fatto per poter esplorare e approfondire questo argomento così importanti per tutti gli esseri umani. Lo spazio della scuola ha contribuito molto per arricchire i diversi temi sulla Natura perché tutte le volte che i bambini andavano nel giardino della scuola per giocare, trovavano delle cose interessanti, piano, piano si sono resi conto che il giardino della scuola funzionava come un grande laboratorio, pieno d’informazioni. Alla fine il risultato di questa esplorazione è stato sorprendente per tutti i bambini e per i maestri della scuola dell’Infanzia.

La mostra culturale al Tutte queste scoperte sono state presentate durante la Mostra Culturale in vari modi come: pannelli, plastici, giochi, video, libri di storia, sculture, alcuni esperimenti, ecc. Oltre il tema della Natura è stato esplorato alcune particolarità sull’Africa, tema proposto dall’Unesco, che ha dato ai bambini l’opportunità di conoscere un’altra cultura. La Mostra è stata organizzata per sezione e ogni gruppo aveva il suo proprio spazio per esporre i propri lavori. Il tema della sezione A era “Sottosuolo, un mondo da esplorare”: i bambini hanno riprodotto il sottosuolo, ricco di informazioni dove si poteva osservare le radici, le formiche, ecc. I visitanti potevano entrare in un tunnel, immaginare e avere la sensazione di stare in un mondo sottoterra. Hanno presentato alcuni esperimenti con le piante fatti durante il loro progetto e la costruzione di un mostro per giocare, l’obiettivo era spaventare gli altri.

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di Carla La sezione B ha presentato “La storia di un giardino”, dove i personaggi erano gli animali che il gruppo aveva scoperto nel giardino della scuola. I bambini hanno creato una storia e riprodotto il loro ambiente, hanno fatto gli animali e costruito un giardino. C’erano esposti alcuni animali trovati durante il percorso del loro progetto, anche due angoli di giochi per i visitanti della mostra, uno per il gioco della memoria degli animali e l’altro un tappeto con i personaggi della loro storia. I bambini hanno esposto delle maschere che hanno creato per fare una danza “Africana” e c’era anche un video della loro danza. La sezione C ha presentato “Le persone della Savana”; hanno costruito un plastico ricco di dettagli rappresentando una tribù africana dove c’erano delle case fatte di fango e paglia, alcuni animali e gli abitanti.


lla Scuola dell’Infanzia

a Passeto Hanno presentato un pannello del continente africano e hanno esposto alcuni modelli di vestiti africani che hanno fatto. Le sezioni D e E hanno presentato il tema “La natura sensibile”. Hanno esposto alcuni animali, un formicaio gigante, alcuni pannelli creati attraverso dei loro esperimenti fatti con alcuni elementi della natura come ghiaccio, foglie, terra, ecc. I visitanti hanno potuto giocare con gli animali e vivere alcune delle sensazioni esplorate durante il percorso del loro progetto.

È stato presentato un video contenendo alcune delle attività dei bambini fatte durante i momenti di Educazione Fisica . La Mostra Culturale è stata un successo, sopratutto perché ha dato la possibilità ai visitanti di conoscere e seguire il processo di ogni progetto svolto. Ogni sezione ha presentato La documentazione del percorso del proprio progetto. È stata molto bella la nostra Mostra, i bambini sono stati bravissimi!

Sezione A

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Sezione B

20 IL GIRASOLE ON-LINE DICEMBRE 2017


Sezione C

Educazione Fisica

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Sezioni D e E

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Sezioni D e E

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In bocca

Acontece Copa do mundo

di Leticia Santos, III Liceo

La cerimonia dell’ In bocca ai lupi, per i ragazzi che si dovranno sottoporre alle prove di Maturità e all’Esame di Stato per la Terza Media, non è soltanto un augurio scherzoso per quest’unica occasione, ma anche un augurio all’ingresso nella società, alle scelte che si faranno, alla presa di responsabilità vere e proprie, eccetera. Per i ragazzi coinvolti, prepararsi per un passaggio come questo, significa mettere insieme tutto quello che si è imparato durante il percorso scolastico e dare il meglio di se stessi. Questo momento però comporta molto stress, tensione, paura, e proprio per questo si festeggia, l’In bocca ai lupi, tra amici, parenti e docenti, per liberarsi da quella tensione pre-maturità e per sfogarsi un po’.

L’esperienza è il tipo di insegnante più difficile. Prima ti fa l’esame, poi ti spiega la lezione.” Oscar Wilde La classe IV del Liceo Scientifico

Una vita senza studio, ricerca ed esami, non vale la pena di essere vissuta.” Socrate 24

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a ai lupi! In bocca ai lupi è un rito conosciuto da tanto tempo ed è, sostanzialmente, un augurio di buona fortuna che si rivolge a chi sta per sottoporsi ad una prova difficile e che sta per finire un ciclo della vita, in procinto di iniziarne uno nuovo. I ragazzi in queste ultime settimane sono molto sensibili e con tutte le emozioni, il nervosismo, la paura, la felicità, diventano quasi fragili e vulnerabili, anche se c’è qualcuno che sembra non dimostrare alcun timore. Ciononostante, questa paura può renderli forti e questa forza viene dall’incentivo e dalla vicinanza dei compagni, degli amici e dei professori. Quindi, in bocca ai lupi ragazzi!

di Alexandre Belatto, III Liceo

Gli esami sono vicini e tu sei troppo lontana dalla mia stanza, tuo padre sembra Dante e tuo fratello Ariosto, stasera al solito posto, la luna sembra strana sarà che non ti vedo da una settimana.” Notte prima degli esami, Antonello Venditti

La classe III della Scuola Secondaria di Primo Grado

La classe V della Scuola Primaria

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Dedicação

Nossa Copa do gente mundo

de Eduar Eduardo, melhor conhecido como Edu ou Dudu, é um colaborador e educador muito querido na escola. Sempre atento e dedicado, se esforça ao máximo para que as nossas crianças estejam seguras e protegidas. Além disso, ele adora se envolver nos jogos e nas brincadeiras mostrando que um educador deve sempre estar pronto a servir, sabendo se colocar a par do outro, sem perder sua responsabilidade de ser um exemplo. Agradecemos o Edu pela amizade e pelo apoio às crianças e a todo o corpo docente da escola!

“Razão do meu viver: minha Família”

“O profissional que encanta é aquele que é apaixonado pelo que faz”

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e proteção

do Souza Olá meus caros, sou o Eduardo Souza, mais conhecido como Edu, pai das gêmeas Sophia e Eduarda Souza que estão cursando aqui na Montale a II Primária. Minha história aqui na escola Eugenio Montale começou em 2014, quando dei início a minha atividade de “Bidello”. Desde então, foram muitas realizações e conquistas: o ingresso das minhas filhas na escola; a satisfação que tenho em vê-las desenvolvendo um aprendizado bilíngue, me faz querer mais. Por isso estou sempre à disposição, zelando e dando o meu máximo. Pra mim, minha principal missão é garantir a segurança das crianças e dos adolescentes “filhos da Montale”. “A escolha dos pais por uma escola é uma entrega em que reconhecem que a instituição é merecedora de compartilhar a formação de seu filho. É um ato de confiança, e a escola deve sentir-se honrada por ter recebido essa missão. Portanto, é importante ressaltar que, a partir do momento da escolha, estamos do mesmo lado e faremos o melhor. Crescendo juntos, escola e família, e temos o dever de sermos bem-sucedidos”. Quero finalizar agradecendo a todos os professores, monitores, auxiliares, diretores, pais e alunos, pela oportunidade de fazer parte desta grande família chamada Eugenio Montale.

Também finalizo exaltando minha felicidade, dizendo que foi uma grande honra poder contar um pouco da minha história, através desta edição de IL GIRASOLE, que guardarei com muito carinho. Grazie mille

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Asante Projeto Áfricas

Copa dodemundo Da sala aula Todos trabalhando no Projeto Áfricas

de Fulvia

No dia 28 de agosto, as professoras da escola da infância junto com a coordenadora Marcella Olivatti receberam em nossa escola Mariana Fischer, fundadora da ONG Hai Africa. Conheci seu trabalho há cerca de 1 ano e considero um projeto ousado, em um país onde a maior parte das escolas são particulares o que mantém grande parte das crianças sem acesso à educação. A sua escola se localiza em uma comunidade extremamente carente de Nairobi (capital do Quênia) e a possibilidade de se ter uma escola gratuita chamou a atenção de todos. Atualmente atendem 30 crianças com projetos futuros de aumentar o número de alunos. Durante nosso encontro Mariana nos contou como

chegou até essa comunidade e como foi todo o processo de criação de sua ONG. Propusemos então de tentar um intercambio entre nossas crianças e as do Hai, através de desenhos, cartas ou até mesmo vídeos, proporcionando assim uma troca de usos e costumes que, no caso das crianças, pode acontecer através de jogos e músicas. Tentamos um contato via skype que infelizmente, por problemas de conexão, não foi possível realizar, mas mostramos algumas fotos e vídeos para as crianças que se mostraram bastante interessadas e felizes com os novos amigos. O que chamou a atenção de todos em particular foi vê-los lavar a louça após o almoço e o lanche assim como limpar a classe após cada atividade, e

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por vários dias pudemos ver nossas crianças limpando suas mesas após o lanche lembrando-se dos amigos do Hai! Preparamos com as crianças alguns jogos com materiais recicláveis e também desenhos, que esperamos conseguir de alguma forma enviar para Kabiria, comunidade carente da capital Nairobi, e assim presentear os novos amigos! Acreditamos que essa troca de vivências é interessante e foi uma oportunidade para que pudéssemos, de alguma forma, participar do projeto Áfricas, com a esperança de que esse contato possa continuar. Podemos concluir agradecendo com uma expressão africana que gosto muito... Asante sana!


e sana s na Infância

a Bianchi

Mariana Fischer, fundadora da ONG Hai Africa

O Hai Centre da ONG Hai Africa

As crianças da Infância no auditório

Desenhos das crianças

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Copa dodemundo Da sala aula

Tornando eternos o

O fim do ano escola vem chegando, para alguns alunos nada mais que o encerramento do ciclo letivo, para outros o momento de intensificar os estudos objetivando boas notas e assim conquistar a tão desejada aprovação com louvor, ou que seja apenas a aprovação, o objetivo de todo aluno. O fim do ano é sempre um período de muito trabalho, muitos são os deveres e compromissos, tudo parece ficar mais intenso, mais corrido e na escola não é diferente... professores e alunos que o A classe V Primaria

digam. Desafios a parte, uma turma em especial – o V ano da escola Primária – teve o privilégio de viver este momento de modo a eternizá-lo. Foi uma lembrança repleta de alegrias e muito afeto. A passagem da escola Primária para a escola Média é um momento importante na vida das crianças, novas relações serão estabelecidas, contatos com novos conhecimentos serão propostos, novos desafios virão... um novo mundo desconhecido para trilhar.

de Luiz Gust Para eternizar este momento, nada mais apropriado que a já tradicional saída para o “Sítio do Carroção”. Foram três dias e duas noites juntos. Isso mesmo, os alunos ficaram três dias e duas noites juntos. Foram 72 horas longe de casa em um sítio com fauna e flora preservadas, repleto de muitas atividades em meio a mata, rios e lagos, sem esquecer as trilhas e cavernas misteriosas.

EXPECTATIVAS DOS ALUNOS

Acho que vai ser muito legal ficar em um acampamento com meus amigos e professores, fazer atividades muito legais como: passeios em cavernas, na piscina, em rios e lagos e muitas outras atividades muito divertidas, isso com meus melhores amigos e os melhores professores da escola, ISSO VAI SER DEMAIS !!!” Miguel

“ “

Eu acho que vai ser muito legal e divertido, porque nós vamos brincar muito, principalmente nas piscinas, rios e cachoeiras.” Leonardo Verdura

Me divertir. Aprender direito a conviver com a natureza. Conhecer novos animais. Dormir em cabanas.” Rafaela

Eu espero que tenha muitas atividades, que o meu time vença as competições e que a gente se divirta muito.” Fausto Eu vou me divertir muito, muito e mais de um bilhão de muitos, principalmente com meus amigos. Eu acho que lá é o melhor e mais divertido lugar pra mim até agora, e eu vou com os meus melhores professores e mais legais do mundo, principalmente o Luiz e a Lyris. Terão brinquedos muito legais, por exemplo: Cavernas, rios, trilhas, baladas...” Sofia

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os bons momentos!

tavo Voltane Um “Resort pedagógico” é como se define o Sítio do Carroção; sua proposta é promover o conhecimento geral e científico através de ações pedagógicas estruturadas, tudo conduzido por uma excelente equipe de educadores – pedagogos, educadores físicos, arteeducadores, biólogos, dentre outros profissionais. A estrutura física do sítio é fantástica e, além da admirável natureza, é possível notar o planejamento e as adaptações físicas realizadas

para atingir os objetivos pedagógicos, os ambientes são como cenários de um filme, em diversos momentos o visitante pode sentir-se confuso e achar que está participando de uma produção cinematográfica em Hollywood, aventuras e mistérios tornam tudo significativo e inesquecível. O que mais desejamos aos alunos é que eles possam ter vivido esta experiência com muita intensidade, que tenham fortalecido as amizades e que tenham percebido e entendido que

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juntos, com muito respeito e admiração, a vida se faz mais benévola, favorável e interessante, afinal, eles terão um longo caminho para trilhar juntos na escola Média. In bocca al Lupo!


Ninguém na

Copa do mundo Pedagogicamente

de Solang Um professor molda-se durante sua experiência educacional. Ao longo da sua carreira, passa por constantes mudanças em busca de amadurecimento e aperfeiçoamento do seu modo de ensinar, para assim transmitir, de maneira simples e interessante, tudo que aprendeu sobre cultura, arte, tecnologia etc. Contribuindo assim, para a formação pedagógica e o crescimento de seus alunos através da prática concreta do cotidiano na escola. Assim como tudo que desejamos na vida, é

preciso esforço para conseguir, ser professor não é diferente. Também depende de muito amor e dedicação para que se possa aprender e crescer a cada dia. Com a colaboração e parceria da coordenação pedagógica, os resultados são ainda melhores, pois ajudam os professores em suas atividades, promovendo reuniões e discussões com o sentido de melhorar sempre mais o processo educativo. No dia 13 de setembro tivemos em nossa escola a reunião de Formação de

Professores, uma oportunidade em que pudemos aprender mais sobre outros segmentos da escola. Alguns professores mostraram suas experiências em sala de aula e como envolvem os alunos em sua aprendizagem e projetos. Esta foi mais uma ocasião de aflorar nosso desejo de aprender com a vivência concreta dos colegas e assim, construir juntos conhecimentos que nos levam a um eterno processo de pesquisa e desenvolvimento.

A primeira fase do Saber é amar os nossos professores.” Erasmo de Roterdã

Professores brilhantes ensinam para uma profissão. Professores fascinantes ensinam para a vida.” Augusto Cury

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asce pronto

ge da Costa

A Maestra Solange com os alunos da Infância

Primeiramente, achamos uma excelente oportunidade de rever e avaliar nosso próprio trabalho. Foi uma experiência muito boa para melhorar nossa documentação e um treino para nosso desenvolvimento profissional. Além disso, os outros professores puderam conhecer um pouco melhor do trabalho da Scuola dell'Infanzia e mostramos todo nosso profissionalismo ao lidar com as crianças pequenas.” Cintia e Luciana, Maestre da Escola da Infância

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Copa do mundo Pedagogicamente

Jean Baudrillard (1929-2007), filósofo francês, dizia que o avanço científico que o homem moderno atingiu, para continuar a se manifestar no mundo atual, por exemplo, na medicina, engenharia, economia, etc., exige uma base, uma infraestrutura, substrato analogamente à informática, um "hardware" próprio - que lhe permita sua sobrevivência. Esta base é representada por uma rede globalizada que consegue suportar esta expansão contínua da tecnologia da informação. Diante disso como fica o homem? Através dos tempos ele sempre teve a capacidade de adaptar-se a novas situações, através de uma característica do sistema nervoso a que chamamos plasticidade

O cérebro, o homem constante tra cerebral, que é a capacidade de processar as diversas informações recebidas do ambiente, respondendo a elas de modo satisfatório, para si e para o meio. Nos dias de hoje, nosso cérebro parece não estar dando conta dessa missão, já que a quantidade e velocidade das informações, em um mesmo tempo, são maiores que a capacidade de processamento que ele tem. O homem submetido à tecnologia está percebendo que não é capaz de processar este conteúdo aumentado, e assim torna-se um escravo do sistema. A realidade percebida por nossos sentidos se transforma: os objetos da nossa atenção, que estavam separados, passam agora a

de José Anto estar ligados por esta rede, ocorre a mudança de uma sociedade, dita no passado, “sólida”, para uma "modernidade líquida” (Zygmunt Bauman, 19252017), em que tudo permeia tudo (o estado líquido pode permear tudo a que tem contato), fazendo com que haja a integração dos elementos que antes se encontravam separados, dificultando a capacidade de distingui-los pelo cérebro. A consequência disto é que o homem perde, na sociedade atual, a capacidade de julgamento, já que seu cérebro restrito aos cinco sentidos, passa a ser limitado para esta quantidade de informação a ser processada.

O homem contemporâneo, diante da dificuldade de interpretar o mundo exterior, voltou-se para si mesmo e assim subjetiva tudo. Tudo depende unicamente do sujeito e deve ser apenas registrado e não vivido.”

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e uma sociedade em ansformação

onio Ribeiro* Aliado a isto, sua escala de valores vai ser modificada, e ele passa a não saber mais distinguir entre aquilo que o cérebro registrou nos tempos da sociedade sólida, como certo ou errado, digno ou indigno, justo ou injusto. Os objetos estão ligados de tal forma, que não há mais a percepção das diferenças entre eles. O homem vai perdendo a identidade e se torna um elemento virtual deste sistema. Outra consequência é o aparecimento das doenças psicológicas geradas por este "século da incerteza", como é chamado pelos filósofos da pósmodernidade como Baudrillard. O homem contemporâneo, diante da dificuldade de interpretar o mundo exterior, voltou-se para si mesmo e assim subjetiva tudo. Tudo depende unicamente do sujeito e deve ser apenas registrado e não vivido.

Notamos a mudança da velocidade nos meios de comunicação, e mesmo da linguagem, que em função disso precisa ser mais concisa, abreviada, se tornando assim pobre na sua expressão da realidade. Frente a todos estes desafios, o homem sabe que a máquina mais complexa do Universo está na sua cabeça. Estamos começando a entender melhor como ela funciona, podendo assim descobrir suas incríveis potencialidades, inimagináveis no passado. De alguma forma, o nosso conhecimento sobre o cérebro, sobre a mente, aumentará daqui em diante, mas a capacidade do nosso cérebro depende, antes de tudo, daquilo a que o expomos: do que lemos, vemos, experimentamos e vivemos, ou seja, depende apenas de como cada um de nós enfrenta o desafio que é vivenciar a sociedade moderna.

Dr. José Antonio Ribeiro

Nos dias de hoje, nosso cérebro parece não estar dando conta dessa missão, já que a quantidade e velocidade das informações, num mesmo tempo, são maiores que a capacidade de processamento que ele tem.” 35 IL GIRASOLE ON-LINE DICEMBRE 2017


O nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado: nele se encontram todos os segredos, inclusive o da felicidade.” Charles Chaplin

O Dr. José Antonio com a Sra. Paula, sua esposa. O Dr. Antonio e a Sra. Paula, com os filhos: Gabriel (a esquerda), Rodrigo e Marília.

O nosso cérebro é incrivelmente resiliente; o maravilhoso processo de neuroplasticidade dá-lhe a si a capacidade, nos seus pensamentos, sentimentos e ações, de se desenvolver em qualquer direção à sua escolha.” Deepak Chopra *José Antonio Ribeiro, 64 anos, neurologista, neurocirurgião e escritor. Formado em medicina pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo com residência no Serviço de Neurocirurgia do Hospital São Joaquim da Beneficência Portuguesa de São Paulo, e com título de especialista em Neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, e em Neurologia pela Academia Brasileira de Neurologia, sendo ainda membro da Sociedade Brasileira de Coluna. Trabalhou no Hospital do Servidor Público Municipal e Hospital Municipal Arthur Ribeiro de Sabóia, ambos da Prefeitura Municipal de São Paulo. Atua em clínica privada, operando em diversos hospitais na cidade de São Paulo, como Hospital São Luiz, Hospital Oswaldo Cruz, Hospital Sírio Libanês, entre outros, clinicando em seu consultório, localizado no bairro de Santo Amaro.

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Livro escrito pelo Dr. José Antonio Ribeiro “Procurando Nossas Raízes” (publicado pela Scortecci Editora) “Por que temos esta fascinação pelo que é antigo, pela História, e especialmente pelos nossos antepassados? A resposta a esta perguntas pode estar nas influências arquetípicas, vívidas, que nos seduzem, e o desejo de torná-las conscientes, o que justifica esta busca às nossas raízes, a nossa ascendência.

Este livro conta o que experimentamos através do contato com pessoas e locais onde nasceram nossos antepassados, resgatando traços das suas vivências, que chegaram até a atualidade pela educação que recebemos de nossos pais, e culturais dos povos que nos antecederam. Relato uma série de aventuras pelas quais passamos até culminar com o encontro de parentes na Itália, que nos receberam com muito carinho.

Assim resgatamos a memória dos nossos ascendentes, e como não cultuar e amar aqueles que lutaram por nós, sofreram por nós, choraram por nós e morreram por nós? Quantos santos pensamentos dirigiram em nossa direção? Deixo como mensagem aos meus leitores a seguinte frase:

“Viver no coração dos pósteros é não morrer.” Capa do Livro escrito pelo Dr. José Antonio Ribeiro

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de Luciana Pereira

Copa do mundo Parênteses

Sempre nos resta a Esperança A caixa de Pandora foi então aberta e de lá escaparam a Senilidade, a Insanidade, a Doença, a Inveja, a Paixão, o Vício, a Praga, a Fome e todos os outros males, que se espalharam pelo mundo e tomaram miserável a existência dos homens a partir de então. Epimeteu tentou fechá-la, mas só restou dentro a Esperança, uma criatura alada que estava prestes a voar e é graças a ela que os homens conseguem enfrentar todos os males e não desistem de viver.” Mitologia grega, Mito de Pandora 2017 ‧ Documentário ‧ 1h30m Os desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive a realidade do ensino nas escolas públicas do Brasil. Estudantes, gestores, professores e especialistas discutem uma reflexão fundamental e urgente sobre o valor da educação. Data de lançamento: 6 de agosto de 2017 (Brasil) Direção: Cacau Rhoden

Cena do filme “Nunca me sonharam”

O filme “Nunca me Sonharam” mostra a trajetória de alunos que frequentam escolas públicas com vários aspectos da realidade brasileira. Alunos que estão em fase da adolescência passando por diversos casos como: gravidez precoce, desestrutura familiar, e outros aspectos negativos.

Mas também mostra aspectos positivos, onde profissionais na área da educação proporcionam diferentes atitudes para a melhoria das vidas dos alunos e mostram caminhos de inovação para o desenvolvimento dos adolescentes e jovens. Minha vivência escolar não foi tão diferente, estudei em escola pública que mostrava muita deficiência em relação à educação. Tive colegas que pararam a trajetória escolar por conta de diversos aspectos negativos. Pessoalmente posso dizer que me encontrei em várias situações que foram mostradas nesse documentário. Sinto-me privilegiada por ter conseguido chegar com muito esforço no meu sonho de ser professora, mas também estou triste por ver tantos amigos que pararam no meio do caminho. Espero que em breve a educação brasileira possa chegar a todos, e que seja uma educação de qualidade para o desenvolvimento do nosso País.

O filme foi exibido na Montale, aberto ao público, em setembro

Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. Só assim os jovens terão uma vida melhor, mais digna.” Paulo Freire 38 IL GIRASOLE ON-LINE DICEMBRE 2017


Copa mundo Vocêdo sabia que

Le Metamorfosi in Natura Gli anfibi e la loro metamorfosi di Rafael Santavicca

Il ciclo vitale degli anfibi è molto interessante perché è composto da varie fasi: prima l’uovo viene fecondato, si sviluppa un girino che in questa fase possiede una lunga coda e delle branchie esterne che dopo quattro settimane di vita mutano e diventano branchie interne, verso la nona settimana si sviluppano gli arti, contemporaneamente i polmoni prendono il posto delle branchie e già si sviluppano le zampe posteriori (per aiutare a camminare) dopo il girino prende un’apparenza di un adulto di piccole dimensioni, pero ancora c’è una coda che nelle rane e i rospi sparirà poco tempo dopo. Quando i piccoli sono pienamente formati abbandonano le pozze e gli stagni in cui sono nati per iniziare la loro vita sulla terraferma, e torneranno lì al luogo che sono nati ogni anno durante la fase della riproduzione. Il loro stile di vita è molto interessante: Il loro stile di vita dipende dal fatto che sono animali a sangue freddo e la temperatura del loro corpo dipende da quella dell’ ambiente che li circonda. Per sopravvivere all’ inverno trovano un posto che sia sicuro per loro, rallentando tutte le loro funzione vitali. Buona parte di questi vivono in terra ferma, ma hanno bisogno di acqua per riprodursi.

Girini

Rana adulta

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Gli insetti

di Valentina Manuali e Sophia Gianni Gli insetti sono riusciti ad adattarsi a moltissimi ambienti. Appartengono a questa classe tutti gli invertebrati a sei zampe e sono gli unici invertebrati capaci di volare. Nonostante gli elementi di base che li caratterizzano, gli insetti presentano numerose modificazioni passando da un gruppo all’altro. Tutti, però, hanno il corpo diviso in: testa, con bocca, occhi e antenne, torace (su cui s’inseriscono le zampe) e addome (che contiene gli organi interni). Gli insetti hanno abitudini di vita molto diverse: alcuni, come i bruchi delle farfalle, sono erbivori, altri, come le coccinelle, sono carnivori e altri ancora, come gli scarafaggi, sono onnivori. Comunicano tra loro attraverso l’emissione di sostanze chimiche chiamate feromoni. Tutti gli insetti sono ovipari e quindi depongono le uova. A seconda della specie, i piccoli subiscono una serie di cambiamenti che li trasformano in adulti. Questo processo prende il nome di metamorfosi, che può essere completa o incompleta. Nel primo caso, tipico delle farfalle, dall’uovo fecondato nasce una larva che crescendo si trasforma in pupa, si chiude in un bozzolo. Ne uscirà solo quando sarà un insetto adulto. Nel secondo caso, dall’uovo nasce la ninfa, in tutto simile al genitore, ma di dimensioni più piccole e attraverso la muta, si libera dal vecchio esoscheletro e ne produce un altro di dimensioni maggiori.

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I Celenterati

di Julio Mesquita e Filippo Aloi I celenterati appartengono a una classe di invertebrati che hanno una cavità interna chiamata celenteron. Le meduse e i coralli appartengono a un gruppo importante che si chiama cnidari. I celenterati vivono nei mari, negli oceani, nelle acque dolci dei laghi e dei fiumi. I celenterati possono avere una struttura di medusa che è come un ombrello con i tentacoli verso il basso, o di polipo, allungato e con una estremità fissata alla roccia e la bocca con i tentacoli verso l’alto. Hanno un sistema nervoso primordiale. Le meduse vivono libere, lasciandosi trasportare dalla corrente del mare, o anche si muovono, i polipi invece sono immobili e vivono attaccati alla roccia. Loro sono carnivori e mangiano piccoli invertebrati, e per attaccare usano il loro veleno, ciascun tentacolo contiene numerose cellule urticante, chiamato cnidociti. Loro possono riprodursi di forma sessuata o asessuata. Le meduse si riproducano sessualmente: la femmina produce l’ovo e lo lascia in acqua, mentre il maschio lo feconda. Altri come l’idra e le meduse nascono come piccoli polipi e dopo si trasformano in meduse. Altri celenterati come gli anemoni di mare e i coralli rimangono come polipi e dopo rimangono attaccati a un substrato. I polipi possiedono l’apertura del celeteron e i tentacoli verso l’alto. Vivono in colonie e formano le barriere coralline. I coralli sono polipi che vivono da soli o in gruppo e formano le barriere coralline.

Anemone rosa di mare

Meduse

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Copa mundo Vocêdo sabia que

La Metamorfosi n

Non c’è niente di costant

di Martin

Durante il corso dei secoli, l’uomo è sempre stato soggetto a “metamorfosi” in tutti gli ambiti. Essendo un corpo corruttibile, l’umano è sempre stato esposto ai cambiamenti del mondo: nella storia, nella geografia, e principalmente, nella letteratura. Dall’età augustea, con le “Metamorfosi” di Ovidio, ai giorni d’oggi, con la metamorfosi sessuale “Middlesex” di Jeffrey Eugenides, si è sempre parlato di qualsiasi tipo di cambiamento che rispecchiava la società di un determinato periodo. Si parla spesso, per esempio, di deumanizzazione, dove l’essere umano viene negato dei suoi diritti e della sua dignità. Si passa così all’animalizzazione, dove l’uomo viene rappresentato come un animale feroce in cerca di prede, il quale viene spinto da un’unica forza: l’istinto. E l’istinto lo spinge a fargli fare cose sovrannaturali. Cosa che è accaduta spesso nel corso della storia, e che si è vista anche riflessa nei libri.

La Natura e l’Uomo si fondono in una cosa sola, Ovidio

La Metamorfosi, di F. Kafka

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nella Letteratura

te tranne il cambiamento

na Ferri

In generale, l’uomo veniva rappresentato in varie forme: con Ovidio, per esempio, si trasforma in animali, fiori o piante. Per parlare di letteratura temporanea, con Kafka si vide un uomo trasformarsi in uno scarafaggio; con Gogol, un assessore si sveglia e si ritrova senza naso; e infine con Roth, si tratta della metamorfosi di un professore in un seno femminile. Questi racconti, che possono sembrare “semplici” storie “bizzarre”, nascondono qualcosa di molto più grande dietro agli esempi comici creati dallo scrittore. La morte desolata dello scarafaggio, che nonostante la forma e stato in cui si trovasse, continuava a provare sentimenti come un vero essere umano; la “senificazione” del professore, che deve accettare la sua situazione e imparare a conviverci; e l’assessore, che riesce a ritornare quello di una volta dopo “l’inquietante” trasformazione, spingono tutte il lettore a riflettere, a capire che c’è una morale, che pure nel fantastico c’è sempre qualcosa di vero. Si capisce così, alla fine, che il tema della metamorfosi trattato dalla letteratura accomuna tutti in un solo punto: il nostro corpo è in continua crescita, maturazione, che volente o nolente, è sottoposto a continui episodi che lo intaccano o meno, e la parte più colpita è quella che non si vede, quella nascosta, quella emotiva. Questo tema oscuro che spesso viene esplorato dall’uomo e che è stato al centro dei pensieri umani nel corso dei secoli, può essere riassunto in una sola frase: “non c’è niente di costante tranne il cambiamento”.

Le Metamorfosi, di Ovidio

Le Metamorfosi, di Apuleio

Il tema della metamorfosi trattato dalla letteratura accomuna tutti in un solo punto: il nostro corpo è in continua crescita, maturazione, che volente o nolente, è sottoposto a continui episodi che lo intaccano o meno, e la parte più colpita è quella che non si vede, quella nascosta, quella emotiva.” 43 IL GIRASOLE ON-LINE DICEMBRE 2017


Vocêdo sabia que Copa mundo

As transformações de

Alguns relatos dos alu

A IV Primária durante o passeio ao centro de São Paulo, em frente à Igreja Catedral (Praça da Sé)

Eu acho que São Paulo vai crescer mais ainda e vai ser a maior cidade do mundo em número de pessoas e em tamanho também.” Ana Clara Cabezas Vallerini

De uma floresta tropical com índios, São Paulo virou a quinta maior cidade do mundo, com trânsito e arranha-céus. Isso pra mim é uma metamorfose enorme e interessante.” Theo Garbosa Vieira

Eu acho que mudou muita coisa. Agora tem mais barulho e muitas pessoas vem atrás de emprego e estudo.” Leona de Camargo Tognocchi Begnis

Mercado Municipal, em 1944 e hoje

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e uma Grande Cidade

unos da IV Primaria

Eu acho que São Paulo é uma cidade com muitas áreas de vegetação, mas com o passar do tempo elas estão diminuindo, por causa da falta de espaço.” Valentina D. Gianni

“ “

São Paulo, hoje

São Paulo na década de 1930

Eu acho que tudo cresce e a cidade também. Para chegar neste ponto, passou por muitas mudanças que trouxeram problemas como a poluição dos rios e do ar.” Eu acho incrível, a floresta que Barbara Monte Alto era antes se tornar a metrópole que é agora! Aposto que São Paulo vai crescer ainda mais.” Guilherme Vieira

Eu penso que São Paulo é uma cidade desordenada, que sofreu uma metamorfose gigante e evoluiu muito. Mas nem tudo é bom como: trânsito, poluição, pouca vegetação...” Leonardo Ruggiero

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Praça da Sé e Igreja da Sé em 1930 e hoje

Eu penso que São Paulo é uma cidade que tem muitos carros e isso para mim é uma coisa ruim. Mas o lado bom é que a cidade de São Paulo é muito desenvolvida. “ Felipe Colli Mortari

Eu acho bom, porque São Paulo vai crescer e vai ter mais comércios, hospitais. Em compensação vai virar mais barulhenta, vai ter mais trânsito e muito mais lixo.” Alessia Andreoli

Vale do Anhangabaú, centro, 1930

Viaduto do Chá, 1930

Eu penso que antes era uma floresta com vários índios e depois se tornou o que é hoje, com muitos prédios, pouca vegetação, muitas casas, restaurantes, farmácias, fábricas...” Leonardo Contarini Luizetto

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São Paulo tinha muito mais vegetação do que tem agora.” Gianluca De Divitis Gianni

Avenida Paulista, 1935

Avenida Paulista e o MASP

Eu acho legal porque surgiram várias coisas interessantes, como os parques. Mas tem problemas; tem trânsito e sujeira, tem buracos nas ruas e o metrô não leva para todos os lugares.” Lucas Reggiani Sgroia

Antigamente uma vila perto de aldeias, era mais legal. Agora a cidade de São Paulo é muito barulhenta, falta empregos, falta moradia, falta água, tem muita poluição e muitos prédios, carros, aviões, pessoas e pouca vegetação.” Clara Menin Salomon

A IV Primária no centro de São Paulo

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Prima Co

Acontece Copa do mundo

di Cristin I ragazzi della Montale che hanno ricevuto la Prima Comunione, insieme alla Prof.ssa Cristina e a Don Paolo Parise

Trasformazione. Una parola molto in voga attualmente. È vero, tutto cambia e si trasforma sotto i nostri occhi. Anche a scuola, come insegnanti, vediamo come i ragazzi passino velocemente dall’essere bambini, poi ragazzi, adolescenti e poi quasi adulti pronti a spiccare il volo nel mondo! In sociologia si dice che stiamo vivendo un tempo di grande e veloce trasformazione. Io credo che per questo sia necessario ritornare sempre ai fondamenti, cioè ai punti di riferimento essenziali della nostra storia, per non rischiare di trovarci dispersi negli avvicendamenti della vita. Questo anche dal punto di vista religioso, dove esiste un cammino umano e spirituale, segnato da tante

trasformazioni. Molte religioni hanno celebrazioni e rituali che marcano riti di passaggio, cambiamenti da una fase di età infantile a una fase adulta, dove si assumono nuove scelte e responsabilità nel proprio cammino di fede, con una maggiore consapevolezza e conoscenza del significato di quanto professato personalmente e comunitariamente. Come insegnante di religione ho già da quattro anni la gioia e possibilità di poter accompagnare gli alunni della classe Prima della Scuola Secondaria di Primo Grado che, fuori dall’orario scolastico, desiderano una preparazione speciale per ricevere il sacramento della Prima Comunione, nel cammino proposto dalla fede cattolica. 48

IL GIRASOLE ON-LINE DICEMBRE 2017

Anche quest’anno è stata un’esperienza molto bella, con gli otto ragazzi della classi Prima e Seconda e le loro famiglie. Desidero ringraziare tutti, specialmente i ragazzi per esserci stati al cammino proposto, pur con tutte le difficoltà, la stanchezza e la fame del fine giornata, la voglia di ridere e chiacchierare, insieme a qualche discussione animata. Belle sono state le tante domande e curiosità a cui cercare insieme una risposta. Tutto ha fatto parte del cammino e hanno reso l’esperienza del gruppo molto ricca. Soprattutto anche lo starci a momenti di approfondimento, di incontro personale con Dio, nella preghiera, nella lettura della Bibbia e nell’ascolto reciproco, con le varie esperienze e domande di ciascuno. Con il passare dei mesi c’è stato un cammino di maggiore conoscenza, di scambio e di piccole e grandi trasformazioni che ho visto nei ragazzi. Nella scelta religiosa della Prima Comunione, per chi è cattolico, lo stesso segno dell’Eucaristia indica una


omunione

na Nava

La trasformazione personale, nella fede, avviene a patto che non resti qualcosa di parallelo alla vita o solo teoria. È importante la disponibilità a lasciarsi trasformare, a camminare. La trasformazione passa anche attraverso difficoltà e spine che incontriamo nel cammino ma che ci fanno crescere se colte come opportunità.”

trasformazione, un passaggio e cambiamento e così in chi lo riceve deve segnare un momento di crescita umana e spirituale, di trasformazione. Certo non si è trattato e non si tratta di un cammino facile. La trasformazione personale, nella fede, avviene a patto che non resti qualcosa di parallelo alla vita o solo teoria. È importante la disponibilità a lasciarsi trasformare, a camminare. La trasformazione passa anche attraverso difficoltà e spine che incontriamo nel cammino ma che ci fanno crescere se colte come opportunità. Anche la natura ci parla in modo splendido di trasformazione! Basta pensare al processo laborioso di formazione di una perla o di un

diamante! Michelangelo, attraverso tanti piccoli colpi di scalpello, ha dato vita all’opera d’arte della Pietà, passando da un semplice pezzo di marmo a un grande capolavoro! A chi ci stà al paziente lavoro di essere “lavorato”, come il blocco di marmo, può capitare di ritrovarsi alla fine trasformato come un’opera d’arte! Ringrazio ancora i ragazzi della Prima Comunione 2017, insieme alle loro famiglie e a Padre Paolo Parise, per questo pezzo di strada fatto insieme e spero che tutto quello che è stato vissuto rimanga nella vita di ciascuno, come perla preziosa da coltivare e fare crescere, che trasformi la vita. 49

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Momento della Celebrazione dell’Eucarestia I ragazzi che hanno ricevuto la Prima Comunione insieme alla Prof. Cristina

Insieme per un momento unico di Trasformazione!


Copa do viemos mundo De onde

L’Italia e

di Michelangelo Del Sono nato a Venezia, però vivo in Brasile fin da piccolo. Il Brasile è molto diverso dall’Italia perché l’Italia è molto più piccola del Brasile, che invece è immenso.

Piazza San Marco, Venezia

Il Leone di San Marco, simbolo di Venezia

Dell’Italia mi mancano la spiaggia, i pesci, la nonna Francesca, il nonno Giusto, lo zio Alan, la zia Serena, Alena, Pietro e i miei cugini. Mi mancano pure la pizza, la pasta, il treno, le giostre e il gelato.

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il Brasile

luca Lamargese, IVB

I gondolieri di Venezia

In Brasile mi sono abituato alla lingua, ma a San Paolo c’è troppo rumore. La scuola è molto diversa qui e lo sono anche i cartoni animati e il cibo che a volte ha dei conservanti che non fanno molto bene. Qui ho fatto molti nuovi amici ed ho conosciuto tante persone. Adoro il Brasile, però so che qui a San Paolo, ogni tanto, c’è molta violenza e inquinamento. Mi piacerebbe tornare in Italia un giorno, ma so che se dovesse succedere avrò sempre tanti bei ricordi del Brasile.

Venezia

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Copa do viemos mundo De onde

La mia

di Alessia An

Ciao, mi chiamo Alessia e sono nata a Bologna. Oggi vivo a San Paolo, in Brasile. Ho vissuto 5 anni in Italia e quello che mi piaceva fare in Italia era: giocare con i pupazzi di neve e osservare gli Appennini imbiancati dalla neve.

Bologna, Piazza Maggiore

Mi piace molto l’Italia perché là c’è la neve, ma amo anche il Brasile, perché qui ho tanto amici. Il mio cuore è metà italiano e metà brasiliano, adoro questi due Paesi.

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a storia

ndreoli, IVA

Bologna, Piazza Maggiore

Bologna, Centro storico

Il mio cuore è metà italiano e metà brasiliano, adoro questi due Paesi”. Le Torri bolognesi

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Copa do viemos mundo De onde

Dagli USA fin

di Tomas T

Sono nato negli USA, a New York, dove ho abitato fino ai 6 anni. Quella era la mia patria, andavo a Scuola là e avevo molti amici. Conoscevo anche l’Italia, perché ci andavamo in vacanza una o due volte all’anno, ma non sapevo niente del Brasile, tranne che è il posto dove è nata mia madre, nient’altro.

La Statua della Libertà, New York

Un giorno, i miei genitori mi dissero che ci saremmo trasferiti in Brasile, a San Paolo, perché mio papà aveva trovato un lavoro lì. Non sapevo cosa aspettarmi da questo cambiamento, da quel paese misterioso e lontano, ma vedendo la gioia di mia madre, rimasi molto curioso all’idea.

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no in Brasile

rancanelli

Central Park, New York

Le strade di New York

Arrivato qui non parlavo portoghese, ma venni accolto con molto calore e affetto dai miei nuovi compagni di scuola e dai bambini del palazzo in cui saremmo andati ad abitare. Tutti volevano parlare con me, forse per praticare un po’ l’inglese, ma alla fine sono stati loro ad insegnarmi il portoghese.

Il ponte di Brooklin, NY

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Copa do de mundo Meninos Ouro

Il 10 agosto ho avuto la conferma che la Montale mi ha dato un’educazione solida, che mi permette di raggiungere tutti gli obbiettivi che mi ero prefissata. Quel giorno, infatti, ho ottenuto una borsa di studio alla FAAP per il corso di Arti Visive, essendo arrivata prima in graduatoria al loro test d’ingresso. E il riconoscimento non era solo mio. Quel giorno non sarebbe stato così speciale se non avessi avuto con me, oltre alla mia famiglia, Paola Brancher e Marcella Olivati, che mi hanno accompagnato durante tutto il percorso scolastico e hanno continuato a sostenermi una volta finito il liceo. Dettaglio: mi sono diplomata alla Montale nel 2012; cinque anni dopo posso ancora dire di

Scuola d’oro, avere una famiglia Montale e soprattutto di riuscire ancora a superare test che richiedono conoscenze apprese al liceo, non perché mi ricordi tutto, ma perché la scuola mi ha insegnato a studiare. Studiare per i test d’ingresso è facile dopo aver studiato 15 anni in una scuola che mi ha insegnato a ragionare e a pensare interdisciplinariamente. Le abilità apprese in Montale sono state essenziali quest’anno per la FAAP, ma anche nel 2013, quando sono stata ammessa alla facoltà di psicologia della USP. Nel 2015 ho inoltre ricevuto una borsa di studio alla FAPESP per sviluppare la mia ricerca di Iniciação Científica in psicologia, che mi ha portato fino Germania a presentare i

di Catalina

miei risultati all’Università di Muenster. Oggi sono al quarto anno di psicologia e al primo quadrimestre di arti visive e i miei progetti per il futuro continuano a crescere. Recentemente ho creato con due amici una casa produttrice chiamata “Macaco Urbano”, per sviluppare progetti personali con una vena artistica. Indipendentemente dai miei progetti per il futuro, so che porterò con me sempre tutto ciò che ho imparato alla Montale.

Martina Bergues, Regina Paternò e Claudia Mazzaferro (ex alunne della Montale)

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ragazzi d’oro

a Bergues

Martina, Regina Paternò (ex alunna della Montale) e i due amici con cui ha creato la casa produttrice Macaco Urbano

Martina con gli amici dell'USP

Studiare per i test d’ingresso è facile dopo aver studiato 15 anni in una scuola che mi ha insegnato a ragionare e a pensare interdisciplinariamente. Le abilità apprese in Montale sono state essenziali quest’anno per la FAAP, ma anche nel 2013, quando sono stata ammessa alla facoltà di psicologia della USP.”

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Come il capitan

Copa do de mundo Meninos Ouro

La vita dopo la Montale è molto diversa da quel che siamo abituati quando usciamo dalla scuola. Nella scuola ci sono i professori che sono sempre li a spingerti davanti, c’è tutta una via chiara di dove si deve andare, e le tue maggiori preoccupazioni sono: andare bene a scuola, divertirsi, svilupparsi e crescere affinché diventi un adulto che sia capace di mettersi nel mondo e nel futuro. Ma questo futuro sembra sempre distante (anche nella IV Liceo, che, pure essendo l’ultimo anno di scuola, ti preoccupi solo dell’Esame di Stato) fino al momento che quel futuro irraggiungibile arriva. E spesso non sai cosa fare con lui. Dove andare? Adesso tutto il mondo

è aperto, però non c’è una strada, una via chiara di dove si debba andare, quale via scegliere, e adesso ti senti davvero perso. Tantissime possibilità e nessuna sicurezza di cosa ti aspetta. Pian piano si capisce che la vita è cosi, che nonostante i progetti che hai, le idee sul futuro, su cosa avverrà, non hai un vero controllo sulla vita, ma solo un controllo su come reagirai alle cose che accadono; come il capitano di una barca che anche se traccia un piano di navigazione (prepara la barca, studia il vento, le correnti marine, la distanza da percorrere, il tempo previsto), alla fine non ha il controllo, non sa se tutto accadrà come si immaginava, l’unico controllo che ha è quello di

di Lucas

come si comporterà davanti alle varie situazioni. Questo è spaventosissimo all`inizio, perché sempre crediamo di essere al controllo di tutto; ma dopo che te ne accorgi ti senti in pace, perché indipendentemente da quel che succede, sarai capace di superarlo, perché dipende solo da te. Pensavo di fare l’economista, ma mi sono appena laureato in arti sceniche (teatro). Non lo so se nei prossimi 5-10 anni continuerò a lavorare come attore, ma so che indipendentemente da quel che la vita mi presenta, e da quel che farò, sarò felice perché starò navigando il mare della vita guidando la mia barca in modo consapevole.

Lucas atuando como “Operário” em uma peça teatral

Lucas na peça “Terror e Miséria no Terceiro Reich” (de Bertolt Brecht) 58 IL GIRASOLE ON-LINE DICEMBRE 2017


no di una nave

s Saraiva

Lucas na peça “A invasão” (de Dias Gomes) Lucas no personagem “Lula”

“ “

Peça “Mahagonny” (de Bertolt Brecht)

Lucas no personagem “Jakob”

Pian piano si capisce che la vita è cosi, che nonostante i progetti che hai, le idee sul futuro, su cosa avverrà, non hai un vero controllo sulla vita, ma solo un controllo su come reagirai alle cose che accadono.”

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Copa do de mundo Meninos Ouro

Me lo ricordo come se fosse stato proprio adesso, l’esame di maturità e le parole che mi disse la prof. Dorsa quando fui promossa, “adesso finalmente puoi andare a fare quello che ti piace, senza la matematica o la chimica”. Mia mamma mi aspettava dall’altra parte della porta, ascoltò tutta la mia presentazione e mi abbracciò felice, oggi so che era più che altro sollevata, la sua figlia più piccola aveva finalmente finito la Montale. A scuola non sono mai stata un’alunna brillante, non mi piaceva stare ore a studiare diversamente da mia sorella Veronica, quattro anni più vecchia. Senza accorgermene, ho costruito questa idea di me stessa durante le scuole medie e il liceo, non ero fatta per essere brava, volevo disegnare e non essere mai più valutata da voti e prove. Fu cosi che scelsi il corso di moda e finì per sorprendere me stessa e miei genitori prendendo tutti nove e dieci in assolutamente tutte le materie fino all'ultimo anno! Scoprì che ero più che capace di essere brava, bastava volere ed interessarmi. Un bel giorno, mio padre mentre mi dava un passaggio mi consegnò il mio conto del cellulare e disse, da ora in poi ti paghi tutte le tue spese, non

So, che alla fine possiamo più aiutarti. Ho pianto, strillato, detto che non era giusto, che nessuno dei miei amici doveva pagarmi niente. Non c’era altro da fare, mi asciugai le lacrime e andai a cercare lavoro. Ho iniziato così il percorso che mi trasformò in quella che sono oggi. All'epoca sia io che mio papà non lo sapevamo, ma questa decisione mi insegnò a mai più dipendere da nessuno che da me stessa e questa sensazione non me la scordai mai più. Ho subito scoperto che mi piaceva tantissimo lavorare, essere utile, realizzare progetti, fare parte di un team, essere riconosciuta per il mio sforzo e disciplina e pian piano sono cresciuta. Ho fatto delle belle e delle brutte esperienze in diversi lavori dove ho capito cosa volevo e che tipo di essere umano volevo essere. Il mondo della moda può essere meraviglioso ma anche molto furioso e se non sei forte, ti spacchi. La matematica l’ho dovuta affrontare al lavoro più presto di quanto pensavo, i calcoli, i prezzi, le quantità, le divisioni e ora devo ammettere, mi piace, assieme alla creatività e i colori dei vestiti. Il dover lavorare,

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di Victor

Victoria Deviá


e, me la caverò!

ria Devià

Victoria insieme ai suoi genitori

Victoria (la seconda a sinistra) insieme ad alcune ex alunne della Montale

l’essere responsabile di me stessa, assumere le mie scelte e i miei sbagli sono stati tutta um altra scuola che non ti prepara nessuno, impari da solo. Oggi so che non è l’università che fai, le persone che frequenti, i soldi che hanno i tuoi o i posti che vai a visitare che ti faranno qualcuno. Siamo piuttosto noi stessi che con il nostro sforzo e disciplina, acquistiamo tutto quello che vogliamo e ne abbiamo bisogno. Ho anche imparato che la vita cambia e può spaventare, che non avremo per sempre la mamma e il papà che ci aspettano dall’altro lato della porta mentre affrontiamo le nostre paure, ma che anche loro soffrono per farci crescere. Crescere fa un po´ male ma può anche essere una buona sorpresa, come lo fu per me. Guardo indietro e vedo quante cose sono successe, come Victoria, all’epoca del Liceo, il prof. Vallerini e Martina Bergues

Ho fatto delle belle e delle brutte esperienze in diversi lavori dove ho capito cosa volevo e che tipo di essere umano volevo essere. Il mondo della moda può essere meraviglioso ma anche molto furioso. ”

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sono diversa dalla piccola me che pensava di saper qualcosa della vita dieci anni fa. Guardo avanti e vedo un enorme scorciatoia con infinite strade da seguire, scelgo io e vado. Ho la coscienza che nello stesso modo, tra dieci anni guarderò indientro e penserò, madonna non sapevi niente, guarda dove sei adesso ! Ho l'ambizione di diventare una grande professionista nel mondo del lusso per un giorno aiutare le bambine brasiliane che, diversamente da me, non hanno avuto la fortuna di avere così tanto amore e opportunità. Sono ormai una giovane donna che lotta per i suoi sogni e che conquista, attraverso molto sforzo, il suo spazio nel mercato del lavoro. Grazie alla mamma, al papà, alle sorelle e ai cari amici che mi danno forza, anche se invisibile, sono sicura che dove vuoi che vada, se ho me stessa, me la caverò.


La nostra esperi

Copa dodos mundo Mural Pais

Famiglia M

L’idea di venire in Brasile non c’era piaciuta molto, perché non volevamo allontanarci dai parenti e dagli amici. Arrivati in Brasile volevamo subito tornare in Italia, ma dopo aver appreso il portoghese, a conoscere la cultura locale ed aver conosciuto vari luoghi bellissimi, ci siamo trovati molto bene. Non solo per questi motivi ci siamo trovati bene ma anche perché abbiamo conosciuto persone molto simpatiche e molto amichevoli. Un aspetto positivo del Brasile è che le persone sono molto amichevoli e molto aperte e sono disponibili ad aiutare. Grazie a queste qualità ci mancherà molto il Brasile.

Maria, Francesco e Pablo

Un aspetto positivo del Brasile è che le persone sono molto amichevoli e molto aperte e sono disponibili ad aiutare.”

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ienza in Brasile

Marzapane

La famiglia Marzapane

Grazie a queste qualità ci mancherà molto il Brasile.”

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Copa dodos mundo Mural Pais

Il ricordo di una bellissima

di Daniela

Sono passati tre anni e mezzo da quando ci siamo trasferiti a San Paolo dall’Italia, ma sembra ieri che eravamo a Malpensa con mille valigie e due cani, spaventati ed emozionati allo stesso tempo di iniziare questa avventura. Ricordo quando a Natale abbiamo annunciato ai nostri familiari e alle nostre figlie che mio marito sarebbe stato trasferito per tre o quattro anni in Brasile. Le reazioni sono state le più diverse, i miei genitori contenti che potessimo fare un’esperienza simile, i miei suoceri disperati, le nostre figlie hanno minacciato di trasferirsi a vivere con i nonni e di non venire con noi. Per non parlare degli amici, alcuni increduli che noi potessimo fare un cambiamento simile, altri un pochino invidiosi. Bene ora siamo arrivati al termine di questa bellissima esperienza, a dicembre finita la scuola torneremo in Italia nella nostra città, Torino, ed è ora di bilanci. Prima di tutto siamo felici di aver trovato nuovi amici italiani, brasiliani e di altre parti del mondo con cui

speriamo di rimanere in contatto. Vivere in un paese straniero lontano da tutti i propri affetti fa sì che si crei un legame molto forte con gli amici che si frequentano, diventa una seconda famiglia sempre pronta ad aiutare in tutto, dalle cose più banali ad altre più importanti. Abbiamo poi avuto la fortuna di trovare casa in un condominio dove questo legame tra italiani è davvero forte, quando una nuova famiglia arriva c’è quasi una gara per aiutarli ad inserirsi. Abbiamo poi potuto fare viaggi incredibili per conoscere la meravigliosa natura brasiliana e del sud americana, viaggi che sono stati resi ancora più belli ed emozionanti perché li abbiamo condivisi noi quattro insieme e ci hanno fatto capire ancora una volta come sia bello e importante avere una famiglia unita. Rimarrà per sempre nei nostri cuori il ricordo di questa grande città che è San Paolo; una volta un’amica brasiliana mi ha detto che San Paolo ti dà e ti toglie tanto, per me è più

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quello che ci ha dato che quello che ci ha tolto, seppur con tutti i suoi lati negativi, la violenza, il traffico e le distanze. Ci ha dato la possibilità di confrontarci con varie realtà diverse dalla nostra, alcune davvero tristi e povere, che ci hanno fatto capire che molto spesso non ci rendiamo conto di quanto siamo fortunati. Infine abbiamo apprezzato l’ottimismo e la calma dei brasiliani e speriamo di riuscire a portarne un pezzetto in Italia, dove la vita è frenetica e le persone quasi sempre negative, “Olá, tudo bem? Joia” ci mancherà!


a esperienza sudamericana

a Vaccari

Rimarrà per sempre nei nostri cuori il ricordo di questa grande città che è San Paolo; una volta un’amica brasiliana mi ha detto che San Paolo ti dà e ti toglie tanto, per me è più quello che ci ha dato che quello che ci ha tolto.”

I cani Stan e Fanny (della razza Golden Retriever)

Famiglia Vaccari

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Parêntese Artística Copa do mundo

La storia della Piet

di Alexand La Pietà di Michelangelo, Basilica di San Pietro in Vaticano

Questa “Pietà” è stata realizzata dal celebre scultore poco più che ventenne, grazie alla commissione di Jacopo Galli, un ricco banchiere con cui il Buonarroti aveva stretto amicizia. Terminati i precedenti incarichi, nel 1498, dopo aver selezionato il materiale da utilizzare per questa Pietà, venne formalizzato il contratto per realizzare quello che sarebbe diventato un indiscusso capolavoro. Secondo il progetto iniziale, la scultura doveva essere destinata a Santa Petronilla, ed appena terminata già veniva ammirata e lodata da moltissimi; i contemporanei di Michelangelo, non conoscendo ancora l’abilità del ragazzo, attribuivano questa impresa allo scultore Cristoforo Solari, ed è per evitare ulteriori fraintendimenti Michelangelo scelse di firmare il lavoro in una parte del manto della Vergine. Nel 1517, la scultura di Michelangelo venne spostata nella basilica di San Pietro in Vaticano e raggiunse la collocazione attuale solo nel 1749. Tra le opere di Michelangelo a Roma , questa è senza dubbio una delle più conosciute in assoluto; ora passeremo alla descrizione della “Pietà”. Questa è stata una scultura rivoluzionaria, poiché fino a quel momento le “Pietà” che vennero realizzate dai precedenti artisti erano realizzate su un piccolo supporto di legno ed il rapporto tra la figura di Maria e Gesù era reso in modo semplicistico.

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tà di Michelangelo

dre Belatto Michelangelo rinnovò completamente lo schema tradizionale dell’opera, scolpendo le due figure in modo estremamente realistico: la Vergine è seduta su una piccola roccia, che simboleggia il monte Calvario, sul quale Cristo venne crocifisso; lo stesso Gesù, invece di essere realizzato in modo completamente rigido ed in posizione orizzontale, Michelangelo lo immagina accasciato sul corpo della propria madre, con il suo corpo privo di vita. Tra gli eccezionali dettagli di questa Pietà sono da tenere ben presenti: la mano sinistra della Vergine, rivolta verso l’alto come in una dolorosa rassegnazione intensificata anche dal suo sguardo abbassato; Maria, inoltre, viene raffigurata come una fanciulla, dando la sensazione che Michelangelo volesse alludere alla bellezza spirituale della Vergine, o secondo altre teorie, la scultura potrebbe essere una semplice rappresentazione di una visione di Maria riguardante il nefasto destino di Gesù neonato che dorme protetto tra le sue braccia. L’impostazione dell’opera è piramidale ed è anche una tipica caratteristica della pittura del Cinquecento fiammingo, questa composizione geometrica è incentivata anche dal panneggio della veste di Maria, che permette di ammirare un eccezionale effetto di chiaroscuro.

Il più grande pericolo per molti di noi non sta nel fatto che i nostri obiettivi siano troppo elevati e quindi non riusciamo a raggiungerli, ma nel fatto che siano troppo bassi e che li si raggiunga.” Michelangelo Buonarroti

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Il non finito di

di Marco Il non finito di Michelangelo, Galleria degli Uffizi, Firenze

Michelangelo Buonarroti, pittore, architetto, poeta e scultore, intuì come la scultura, più di qualsiasi altra forma artistica, abbia la capacità di restituire visivamente una intensa tensione emotiva tramite la materia senza alterare la forza poetica. Michelangelo considerava la scultura come l’arte del togliere per svelare tutto ciò che nella materia, la pietra, già di per sé vi è contenuto. Il “Non-Finito” potremmo definirlo come la condizione interiore, la presa di coscienza destinata a svilupparsi nella mente dell’artista man mano che il suo pensiero matura in consapevolezza su quanto l’esperienza umana sia frammentaria, abbia un termine. Un percorso concettuale seppur irripetibile nel quale sia impossibile indicare un punto di arrivo preciso. Dentro ai blocchi di marmo Michelangelo sente la vita e quindi la morte. È nel “Non-Finito” che Michelangelo stabilisce il suo punto di contatto con l’assoluto. Il suo percorso stilistico raggiunge e supera tanti artisti del Novecento che pensavano di aver segnato un’avanguardia spostando lo sguardo dal reale e dal modello tipicamente classico alla più personale e articolata ricerca psicologica. Il Non-Finito è la profonda suggestione tra forma, soggetto e proiezione psicologica dell’artista A seguito della scultura del Mosè, Michelangelo cominciò a togliere materia ai grezzi blocchi di pietra senza riuscire però in alcuni casi a concludere le forme come era solito fare ovvero levigando le superfici in modo comprensibile e dettagliato. Questo è il periodo nel quale l’artista inserisce parallelamente alle sue produzioni più classiche

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i Michelangelo

o Rimoldi – sia pittoriche che scultoree -quelle definite appunto del Non-Finito. Sono da esempio la figura dello Schiavo raffigurato nel tentativo di liberarsi simbolicamente dalla restrizione della prigionia, verso la libertà o il San Matteo dove ogni parte del gigantesco corpo del Santo si contrae in una torsione in grado di emergere con decisione dalla pietra grezza. Caratteristica comune è sempre quella della figura che cerca di liberarsi dal masso per aprirsi alla vita. Questi due esempi di scultura del Non-Finito di Michelangelo sottolineano come l’incompiutezza anziché un limite appare come una significativa anticipazione di modernità dell’arte e della scultura dove la forma diventa simbolo di libertà espressiva dell’animo dell’artista al di là delle convinzioni più classiche e dell’estetica accademica. È la titanica lotta dell’uomo per la propria libertà espressiva. Per concludere, è doveroso segnalare che l’incompiutezza di alcune opere scultoree di Michelangelo va a motivarsi in alcuni casi dai vari abbandoni dell’opera da parte dell’artista a causa dei suoi spostamenti da una città all’altra che non gli consentirono di terminare le opere. In questi casi, l’opera incompiuta, è comunque preziosa e densa di significati ed inoltre, ci consente di vedere il metodo di lavorazione dell’artista, il suo operare attraverso il levare, il sottrarre svuotando la materia permettendo alle forme di emergere. Forme che appaiono come schiacciate dal peso della pietra che ancora le trattiene e dalla quale in modo vano cercano di liberarsi.

Non ha l’ottimo artista alcun concetto c’un marmo solo in sé non circonscriva col suo superchio, e solo a quello arriva la man che ubbidisce all’intelletto.” Michelangelo Buonarroti, Rime

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Copa do mundo Parênteses

Testimonianze d

I miei genitori, fin dall’inizio, volevano mandarmi a studiare in’Italia, per questo frequentavo una scuola italiana nel mio paese. Questa idea è nata fin dall’anno scorso mentre parlavo con la mamma di un mio compagno. L’idea iniziale era andare ad Assisi, dopo abbiamo cambiato idea e io ho deciso di andare con altri amici a Parma. Ho iniziato a rendermi conto, a fine giugno, di quello che stavo per fare, e ho iniziato a fare lezioni extra per prepararmi di più. Ho passato tute le vacanze di luglio a pensare a questo, perché è stata una decisione molto difficile, lasciare tutto quello che avevo, gli amici, la famiglia, la scuola che frequentavo da più di 10 anni, per venire in un altro paese, conoscere cose nuove, ed iniziare una vita completamente diversa, vivendo da solo, con responsabilità. Ad agosto ho preso la mia decisione, molto incuriosito. Ho fatto l’ultimo mese di scuola, e all’inizio di settembre ero già preparato, ho salutato tutti quanti, riempito la mia valigia e sono salito sull’aereo insieme a mia mamma e la mia nonna, il 14 settembre. Siamo arrivati a Parma il venerdì 15 settembre, siamo rimasti il primo fine settimana insieme, e dopo sono andato in convitto domenica notte perché lunedì sarebbe stato il primo giorno di scuola. La prima settimana di scuola è stata uno shock, anche perché l’Eugenio Montale è una scuola piccola, e invece questa dove sono ora è una scuola grande, ha più di 2000 alunni; il metodo di insegnamento europeo è completamente diverso da quello brasiliano. Mia mamma e la mia nonna sono rimaste qui per 3 settimane ad aiutarmi, e quindi abbiamo passato i primi 2 fine settimane insieme. Dopo il primo mese avevo già gli amici, e mi stavo abituando alla routine, quindi ero più tranquillo. Adesso sono passati già 2 mesi da quando sono arrivato, e sta migliorando sempre di più, sto conoscendo e imparando cose nuove tutti i giorni, facendo nuovi amici, responsabilizzandomi e maturando sempre di più, ed è questo il motivo per il quale sono venuto in Italia. Devo ancora decidere se tornerò a casa a giugno o se resterò qui più di un anno, ma probabilmente tornerò a casa. Mi trovo bene, e non mi pento della decisione che ho fatto.” Luca Ruggiero

Guilherme, Eduarda, Maria Julia e Luca al Convitto di Parma

Parma, Piazza Duomo e Battistero

Maria Luigia, imperatrice

dei francesi e moglie di Napoleone. Ritratto di François Gérard. (1810)

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di un intercambio Convitto, Sala dei Giganti

Trasferirsi in un altro paese per studiare può essere la miglior esperienza della tua vita, poiché puoi conoscere persone diverse, convivere con una nuova cultura e sopprattuto imparare una nuova lingua. E facendo questo intercambio scolastico, impari tutto in un modo diverso perché i professori insegnano le materie in un modo diverso da quello a cui sei abituato. Ho scelto di andare a studiare in Italia, perché ho studiato alla Montale e perché ho sempre voluto fare quest’esperienza all’estero. Ora vivo nel Convitto Maria Luigia di Parma che è stato costruito dalla moglie di Napoleone tanto tempo fa. Qui c’è il Convitto e la scuola, che è molto difficile, poiché i professori danno degli argomenti nuovi tutti i giorni e interrogano sempre. Ogni settimana c’è almeno una verifica. Quindi, passo le mie giornate a studiare! “ Maria Julia Volpato

Convitto Nazionale Maria Luigia (Parma) Corridoio del Convitto Stemma del Convitto Nazionale Maria Luigia

Andare a studiare in un altro paese è una cosa unica. È il modo migliore di imparare una nuova lingua oltre ad essere l’opportunità perfetta per conoscere una nuova cultura e nuove persone. Io ho deciso di partire per l’Italia. Ho trovato grande accoglienza a Parma, dove mi sono trasferita ormai da due mesi. Mi trovo al Convitto Maria Luigia. È un posto molto accogliente e qui sono tutti gentili e molto simpatici. Ho deciso di non affrontare questa esperienza da sola, con me ci sono: Maria Julia, Luca e Guilherme. Nonostante ci siano tante ragazze qui al Convitto, ho deciso di stare in camera con Majú con la quale avevo già un rapporto di amicizia. Qui la scuola é difficile ed ho notato che devo studiare molto di più per stare al passo degli altri ragazzi. Le materie qui sono molto approfondite e i professori interrogano quasi tutti i giorni. I miei compagni di classe sono molto simpatici, amichevoli e divertenti, ci hanno accolti con molto entusiasmo. Delle compagne che sono in classe con me vivono al Convitto Francesca e Altea che, quando ho qualche difficoltà, sono sempre pronte ad aiutarmi. Sono felice di quest’esperienza, ho già imparato moltissimo e sono pronta ad imparare molto di più. “ Eduarda Silveira 71 IL GIRASOLE ON-LINE DICEMBRE 2017


Il mito di Clizia

A última palavra Copa do mundo

A cura di Victor Vallerini

L.W. Hawkins, Clizia

Il Girasole è uno dei fiori più affascinanti ed ha un'affinità unica, essenziale con la solarità. L’origine del mito del girasole si trova in Ovidio, nelle Metamorfosi. Qui si racconta la storia della ninfa Clizia, che si era perdutamente innamorata del dio Apollo. A un certo punto però il dio, innamoratosi della mortale Leucotoe, l’abbandonò e, per riuscire a conquistare la donna amata, si trasformò nella madre di lei. Entrato nella stanza dove stava tessendo con le ancelle, riuscì a rimanere solo con la fanciulla e a sedurla. Clizia, gelosissima, per vendicarsi rivelò il segreto al padre della giovane, che la punì seppellendola viva. Apollo tentò di farla resuscitare, ma il Destino si oppose, facendo nascere una pianta d'incenso sulla sua tomba. A questo punto Apollo, perduta l'amata Leucotoe, non volle più vedere Clizia che cominciò a deperire, rifiutando di nutrirsi. Trascorse il resto dei suoi giorni seduta a terra, immobile, a osservare il dio che conduceva il carro del Sole in cielo: “Per nove giorni, senza toccare né acqua né cibo, digiuna, si nutrì solo di rugiada e di lacrime e mai si staccò da quel posto: non faceva che fissare il volto del dio che passava, seguendone il giro con lo sguardo”, racconta Ovidio. Tutto questo finché Apollo, impietosito, la trasformò in un fiore, in grado di cambiare inclinazione durante il giorno secondo lo spostamento del Sole nel cielo: il girasole appunto. Clizia, anche se aveva perso le sue sembianze umane, continuò ad amare Apollo come aveva fatto fino a quel momento, anzi forse di più: scrive Ovidio che “benché trattenuta dalla radice, essa si volge sempre verso il suo Sole, e anche così trasformata gli serba amore”. “Clizia, per nove giorni, senza toccare né acqua né cibo, digiuna, si nutrì solo di rugiada e di lacrime e mai si staccò da quel posto: non faceva che fissare il volto del dio che passava, seguendone il giro con lo sguardo”

Charles de la Fosse, Clizia e Apollo

Evelyn Morgan, Clytie

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Autorità, Fondatori, Direzione e Rappresentanti COMITATO GESTORE (2016-2018) • Giuseppe d´Anna Presidente • Nelio Bizzo Vice-presidente • Augusto Bellon Dirigente presso l'Ufficio Scolastico territoriale

CONSIGLIERI

• Adriana Corsari • Elio Colombo Junior • Flávia Angelico • Paulo Funari • Renato Terzi

Sandra Papaiz - Associada benemérita Giuseppe d’Anna – Popait Participações Nildo Masini - Grupo Masini Marzio Arcari - Instituto Cultural Italo-Brasileiro Renato Poma - Instituto Italiano de Cultura Sandro Isidori Benedetti - Associação Umbri

DIREZIONE DIDATTICA Paola Capraro – Direttrice Scolastica Italiana Silvia Maria de Freitas Adrião – Direttrice Scolastica Brasiliana

DIRETTORE AMMINISTRATIVO Lorenzo Gemma

Elenco Rappresentanti di Classe - a.s. 2017 Scuola dell’Infanzia – sez. A-B-C-D-E ...................................................SANDRA OLIVA Scuola Primaria – classe 1ª ....................................................... DIEGO TRANCANELLI Scuola Primaria – classe 4ª A ........................... MARCOS VINICIUS PINTO SALOMON Scuola Primaria – classe 5ª ...........................................................BARBARA FERRARA Sc. Sec. I Grado – classe 1ª ....................................................... DIEGO TRANCANELLI Sc. Sec. I Grado – classe 2ª ................................ DONATA LUIZA OLIVEIRA CARDOSO Sc. Sec. II Grado (Liceo) – classe 3ª ................VINICIUS SANTOS PINHEIRO OLIVEIRA Sc. Sec. II Grado (Liceo) – classe 4ª ...........................AMANDA MAGALHÃES TONON

ASSOCIATI FONDATORI

ASSOCIATI BENEMERITI •AEDA •Alitalia •Angelo Vecchi •Anna Maria Barrucci •Banco Bradesco •Benedetti Sandro Isidori •Campari do Brasil •Circolo Italiano •Conde Raffaele Leonetti

•Patronato Assist. Imigrantes Italianos (PAII) •Pirelli S.A. •Saipem do Brasil •Sandra Papaiz •Scac S.A. •Sergio Comolatti •Udinese ind e com •Unicredito Italiano •Unilever •Zanemp Empreendimentos

•Fabio Perini S.A. •Fiat Automóveis •Generali do Brasil •Grupo Masini •Impregilo SpA •Instituto Cultural ItaloBrasileiro (ICIB) •Luigi Bauducco •Nelson Castro •Papaiz ind e com

CONSOLATO GENERALE D'ITALIA A SAN PAOLO Michele Pala - Console Generale 73 IL GIRASOLE ON-LINE DICEMBRE 2017

• BERTOLINI RICCARDO

• BERTOLINI ALFONSA • CROSO EDGARDO • GENTILINI PALMIRO • GHERSI LORENZO • MATTOLI SOCRATE • ROBERTO ALBERTO • ROBERTO PAOLA


“Os jovens aprenderão sozinhos se na escola tiverem aprendido a pensar” Eugenio Montale Nobel de Literatura, 1975

Filosofia da Escola Um dos valores mais importantes do nosso projeto pedagógico é a formação integral do educando. Interessanos que o aluno construa, ao longo da sua escolaridade, um lastro cultural e intelectual que lhe permita atuar de forma responsável, competente, crítica e autônoma ante as exigências impostas pela sociedade.

Rua Dr. José Gustavo Bush, 75 Morumbi / SP Tel.: (11) 3759-5959 www.montale.com.br

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IL GIRASOLE Dicembre 2017  

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