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ISSN 2448-1254

Bollettino Informativo e Culturale on-line della Scuola Italiana “Eugenio Montale” N° 11 – Agosto 2017

Montale 35 anos Ainda nesta edição: Lembrando a Sra. Angela Papaiz


Sumário

Editorial

Editorial...................................................................................... 2 Parênteses – Um capítulo por dia...........................……………….. 3

di Victor Vallerini

Palavra da Escola – Alfabetização Bilingue................................ 4 Parênteses – Una Grande Donna………………………...……………..... 5 Acontece – Posmun and Humunited - ONU 2017..................... 8 Acontece – Amarelo de Ouro.................................................... 12 Acontece – Festa Junina e África............................................... 16 Pedagogicamente Falando – Leio, logo penso………………………. 20 Parênteses – Um lápis. Um caderno. Um livro nas mãos.......... 22 Acontece – Evento Nota 10 - Evento Piano-Piano..................... 24 Nossa gente – Léia Santana....................................................... 26 Da sala de aula – Visita ao Museu Afro – Brasil........................ 28 Da sala de aula – Todo dia é dia de índio na Toca da Raposa... 30 Da sala de aula – Progetto Carta Riciclata................................. 32 Pedagogicamente Falando – C’era una volta............................ 34 Pedagogicamente Falando – Importanza dell’Atelier................ 36 Você sabia que – Leggere fa crescere!...................................... 40 Acontece – Rilevare la motivazione........................................... 44 De onde viemos – De um paraíso aqui na terra!....................... 46 De onde viemos – Una nuova vita……………………....................... 48 Meninos de Ouro – Os criadores do Stunt Burger..................... 50 Meninos de Ouro – Sentirsi finalmente a casa ......................... 52 Mural dos pais – A responsabilidade e dificuldade da decisão. 54 Mural dos pais – Tudo o que se aprende na escola.................. 56 Parêntese Artístico – Saper leggere l’arte…………………………….. 58 Parênteses – Progetti futuri....................................................... 61 A última palavra – Montale e il saper leggere la natura………… 64

Bollettino informativo e culturale On-line della Scuola Italiana “Eugenio Montale” N. 11 – Agosto 2017 ISSN 2448-1254 Direzione: Victor Vallerini Revisione dell’italiano: Victor Vallerini Revisione del portoghese: Fabiana Infante Composizione grafica: Fabiana Infante Contatti: victor@montale.com.br / fabiana.infante@montale.com.br Websites: www.girasoleonline.com.br / www.montale.com.br 2 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017

Un libro, una porta aperta sull’eternità Cari Lettori, siamo già arrivati a metà anno scolastico. Il tempo passa rapido! Ma quando ci immergiamo nella lettura, il tempo si ferma. Sì, perché leggere è un’avventura senza tempo, ci fa andare oltre noi stessi e ci immerge nel cuore della Conoscenza. Per questo gli articoli di questo numero saranno dedicati quasi interamente al tema della lettura e della scrittura, poiché sappiamo che si impara a parlare e a scrivere bene solo leggendo molto, infatti, leggere fa crescere! In questo numero abbiamo voluto fare anche un omaggio alla Sig.ra Angela Papaiz, moglie del Sig. Luigi Papaiz e madre di Sandra Papaiz. La famiglia Papaiz ha sempre dato tantissimo alla Montale, ed è sempre stata presente nei momenti difficili che la scuola ha attraversato. Alla Sig.ra Angela e a tutta la Famiglia Papaiz il nostro più profondo e sincero GRAZIE!


Parênteses Copa do mundo

UM CAPÍTULO POR DIA

LER AUMENTA A LONGEVIDADE Pesquisas recentes de universidades americanas indicam que quanto mais ler mais as pessoas terão tempo para ler. Em outras palavras, ler pelo menos 30 minutos por dia faz com que as pessoas vivam mais do que aquelas que não leem. Cientistas que coordenaram a pesquisa concluíram que uma imersão no mundo dos livros permite que o leitor estabeleça uma conexão entre o hábito da leitura e o mundo real que o cerca, aplicando aquilo que os livros nos ensinam. Vários ganhos cognitivos, como melhora da concentração, vocabulário mais rico, condições de ter e manter um pensamento crítico, empatia e muitos outros fatores levam a comportamentos mais saudáveis, tornando a vida menos estressante e, por consequência, aumentando a longevidade. Portanto, as pessoas que possuem condições de comprar livros e aquelas que,

como nós, contam com uma excelente e rica biblioteca, têm toda oportunidade de juntar horas de um lazer barato com uma comprovada melhora da capacidade mental. Nos tempos atuais onde as redes sociais, a televisão, a música, o whatsapp e tantas outras ferramentas que estão surgindo, predominam no interesse demonstrado pelos mais jovens e nos nem tão mais jovens assim, é importante analisar dados de uma pesquisa recente a respeito do gosto pela leitura por parte dos brasileiros. Entre os que sabem ler e escrever quase a metade dos brasileiros não tem o hábito da leitura, quer seja através de livros, jornais ou revistas. Considerando o tempo livre, a grande maioria se dedica a assistir televisão, escutar música ou rádio ou usar a internet e as redes sociais. Do total pesquisado, apenas 24% informaram que dedicam parte do seu tempo livre para ler jornais, revistas, noticias e livros.

Simples e barato: basta um capítulo por dia.

Mas o dado mais interessante da pesquisa 3

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sobre o gosto da leitura pelos brasileiros é o que considera a faixa etária. São as crianças e os pré adolescentes aqueles que demonstram maior interesse pela leitura. Com a entrada na vida adulta o percentual começa a declinar paulatinamente, atingindo o menor índice na faixa dos 30 aos 39 anos. A partir dessa idade o interesse volta a aumentar atingindo maior índice na faixa dos 70 anos e mais. Se gostamos tanto de ler nos primeiros anos de nossas vidas e voltamos a gostar no ocaso de nossas vidas, que fatores seriam esses que nos levam a abandonar o hábito da leitura nas fases mais produtivas de nossas vidas? De qualquer forma, o hábito de ler, como indicam as pesquisas, vem se juntar definitivamente àqueles procedimentos reconhecidos de uma vida saudável como alimentação adequada, prática de exercícios físicos, meditação, etc. Simples e barato: basta um capítulo por dia. Publicado em www1.folha.uol.com.br, junho 2017


Copa dodamundo Palavra Escola

ALFABETIZAÇÃO BILINGUE

por Vanessa Squassoni, Giuliana Colarullo e Marina Perez como a antecipação da consciência metalinguística, antecipação de pensamento cognitivo em cálculos, melhora o raciocínio, a capacidade de concentração, de memorização, ativa as sinapses cerebrais e faz com que a criança passe a usar melhor a língua materna. Na fase da alfabetização a criança passa pelo percurso de aprendizagem dos processos de codificação e decodificação da língua escrita.

O cérebro escolhe o caminho mais fácil para realizar a tarefa que precisa. Se uma criança brasileira que está aprendendo italiano quer falar uma palavra e aquela palavra foi realmente aprendida e internalizada pela criança, o cérebro pode acessar a palavra em italiano de forma mais rápida que a palavra em português. Isso é parte do processo natural de aprendizado.

A escola que alfabetiza nas duas línguas ao mesmo tempo, onde os dois idiomas são ensinados simultaneamente, proporciona aos alunos as competências necessárias para usar as duas em situações sociais. Por isso, ensina por meio das línguas e não apenas as línguas.

O aprendizado de idiomas é a melhor e mais saudável forma de se estimular o cérebro de um ser humano. A infância é a melhor época para se aprender idiomas e é a fase que podemos ensinar o aluno a gostar de aprender línguas.

Isso traz as línguas para a vida do aluno nas formas falada e escrita, assim como acontece no mundo. Quando a criança entende o código da língua, vai fazer uma transposição de som e quanto mais próximas essas duas línguas, mais fácil essa transposição. O ensino se dá por meio da exposição aos idiomas, de maneira lúdica e em um contexto compreensível e que faz sentido à criança. Muitos estudos apontam que crianças bilíngues não apenas não confundem os dois idiomas que aprenderam, como tendem a se focar mais em tarefas e a desenvolver uma atenção melhor do que os monolíngues. Os alunos apresentam vantagens cognitivas

As professoras (da esquerda à direita) Marina, Giuliana e Vanessa

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Una Grande Donna Ricordando Angela Papaiz

Copa do mundo Parênteses

A cura di Giuseppina Russo

Angela Papaiz

Premessa: Questa per me vuole essere più che un articolo, una lettera scritta a cuore aperto ad un'amica carissima, che con la sua straordinaria vita, ricca d'esperienza, mi ha donato tanto. Con te cara Angela, voglio fare un viaggio nei ricordi per non dimenticare la tua forza, il tuo entusiasmo e la tua generosità.

Mi hai raccontato della tua vita, di come giovane e inesperta, ma con tanto coraggio, hai affrontato la tua "Attraversata dell'Oceano“. La tua determinazione ma soprattutto l'amore per l'uomo che sarebbe stato il tuo futuro sposo, ti hanno portato in un nuovo paese. Qui è nata la tua famiglia, di cui ne andavi fiera e orgogliosa. Bravissima cuoca, come posso dimenticare i tuoi pranzi emiliani, le tue ricette, i tuoi tortellini...e la panna cotta! Angela, sei stata una grande donna, una mamma, un'amica.

Ispiratrice, esempio di vita con una grande forza di volontà, hai dato sempre il meglio, hai insegnato che l'amore, il rispetto, l'allegria e l'impegno vanno messi in pratica ogni giorno, in aiuto del prossimo. Questa eri tu! Donna "d'altri tempi", semplice, amorevole, unica che con il tuo amore e la tua semplicità hai conquistato il mondo, San Paolo e hai conquistato anche me. Il tuo sorriso e le tue parole insieme ai consigli e ai sentimenti che mi hanno legato a te, resteranno nel mio cuore per sempre. Mi mancherai, ma questo tu lo sai già. Pina (Giuseppina Russo, mamma di Matteo Russo, IV Liceo)

Ricordo quel giorno, quasi otto anni fa, quando ti ho conosciuta al Patronato Italiano, ti sei presentata con tutta la tua semplicità e da subito mi sono sentita parte di un gruppo, anche se ero l'ultima arrivata. Proprio al Patronato Italiano, ente a cui eri molto legata, ho avuto modo di vedere com'eri partecipe e attiva. Sapevi dare tanto... sempre.

I coniugi Papaiz nella sede dell'Associazione del Friuli Venezia Giulia di San Paolo, nel 1993

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Testimonianza del segno che hai lasciato nelle nostre vite, ognuna di noi ha voluto ricordarti con un pensiero Luigi Papaiz (Sesto al Reghena, 29.09.1924 - Bologna, 18.12.2003) e speciale : Angela Morisi Papaiz (Bologna, 04.05.1928 - San Paolo 04.04.2017). Bologna, 1948.

Il privilegio più grande è stato avere Angela come amica. La sua dolcezza e la sua generosità sono sempre state parte principale del suo modo di essere. Sento molto la sua mancanza, sempre di lei mi resterà il suo ricordo indelebile.” Diva Credi

Persona meravigliosa. Caritatevole, umile, generosa, grande amica di tutti. Trattava tutti con uguaglianza. Sentiamo molto la sua mancanza.” Terezinha Serra

Terezinha Serra, Pina Russo, Diva Credi, Angela Papaiz e Giovanna Managlia

Cara Angela, un'amica che ha lasciato un grande vuoto... semplicità, modestia, una grande forza, una imperturbabilità serena di fronte agli eventi anche tragici della vita. Un patrimonio inestimabile di ricordi lucidi e vividi della sua lunga vita vissuta anche durante tempi difficili. Sempre generosa, attualizzata, compartecipe della creazione di un impero, ma al tempo stesso capace di restare nell'ombra per lasciare gli altri brillare. Amabile, pacificatrice, di grande buon senso, una grande donna! Ci manchi.” Adriana Casati

La conoscevo da più di cinquant'anni, persona di grande carità e generosità. Con lei ho passato più di venticinque anni al Patronato Italiano. Ricordo i tanti giorni passati in sua compagnia a chiacchierare e a scambiarci ricette. Mi manca moltissimo.” Giovanna Managlia

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Sedute, da sinistra verso destra, Carla Bauducco, Ersilia Comolatti e Angela Papaiz. In piedi, a destra, Sandra Papaiz, figlia di Angela

Angela Papaiz, Diva Refinetti e Cleide Almeida

È difficile descrivere in poche parole la zia, Signora Angela Morisi Papaiz, persona veramente squisita, unica, semplice, elegante, dedicata, coraggiosa, autentica. Angela, sinonimo di altruismo, sempre disponibile ad aiutare. Un carattere unico e impeccabile. La sua sincerità metteva equilibrio laddove passava. Angela Morisi Papaiz, un esempio per tutti. Mi considero fortunata per aver avuto l’opportunità di vivere con una persona così eccezionale. La nostalgia rimane, assieme ai suoi insegnamenti ed al suo esempio di vita.” Claudia Papaiz

Angela e Diva Refinetti

Giovanna Managlia e Angela Papaiz

Eliana Papaiz, Angela Papaiz, Diva Refinetti, Giovanna Managlia, Cleide Almeida e Terezinha Serra

Anche se non ci si frequentava assiduamente, abbiamo sempre saputo di poter contare sulla nostra amicizia che ci ha sempre unite. Manchi a noi tutte.” Carla Bauducco

In questi lunghi anni siamo state sempre unite. Angela è stata un'amica, una sorella, grande compagna di vita. Resterà per sempre nel mio cuore.” Cleide Almeida

Angela! La sua infinita dolcezza... Una donna sempre solare, con immenso cuore!” Mariarosa Bertarini

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Acontece Copa do mundo

POSMUN AND HUMUNITED Simulações da ONU por Claudia Affonso

A nossa escola foi convidada em março e em maio, a participar de duas experiências formativas muito ricas, a primeira no Colégio Porto Seguro e depois no Colégio Humboldt, de São Paulo. Foram simulações de Congressos da ONU desenvolvidas em língua inglesa. Um grupo de alunos das classes II, III e IV da Sc. Sec.

di II Grado, coordenados pela Prof.ª Claudia Affonso, representaram alguns países e participaram de vários debates sobre temas de interesse mundial como a guerra na Síria, os efeitos negativos da globalização e a erradicação da pobreza, o descarte seguro de lixo atômico, e a redução e prevenção de lixo marinho, entre outros.

Os alunos foram divididos em comitês ou conselhos, em que cada aluno representava um país. Ao final dos debates, cada comitê apresentou suas resoluções contendo possíveis soluções aos problemas refletidos. Abaixo, encontram-se as impressões - em inglês, italiano ou espanhol - de alguns dos alunos participantes:

Os alunos do Liceo da Montale, com a prof.ª Claudia Affonso, que participaram dos eventos POSMUN ou HUMUNITED

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Attending the Model United Nations Conference was a very rich experience, which went far beyond the practice of the English language or the knowledge of the subjects dealt with in the councils. Students exercised several interpersonal skills, such as showing respect for other people’s opinions, having to wait for their turn to speak, accepting criticism positively, and learned that listening intently and politely is the basis for a profitable discussion.” Claudia Affonso, teacher of English language and literature

Os alunos Helena Contrera Toro e Matteo Russo da IV Liceo são premiados pela excelência de seus relatórios de posicionamento na Simulação da ONU realizada nos dias 24 a 26 de maio no Colégio Humboldt em São Paulo

Alguns alunos participantes do evento HUMUNITED Os alunos participantes do evento POSMUN

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Breno Pinho I believe the experience of participating at the Porto Seguro no evento HUMUNITED Model United Nations (POSMUN – 2017) and the Colégio Humboldt Model United Nations (HUMUNITED – 2017) was very beneficial to everyone involved as it not only helped us improved our formal and informal English in a different setting, but also our conversational skills in general. It also showed us what it is like to take part in the making of a resolution regarding a specific topic at the UN and why it is often very difficult for many countries with different ideals to agree on a resolution. I would say with much certainty that both POSMUN and HUMUNITED were incredibly fun and extremely rewarding experiences for all its participants, not only for the students, but also for the teachers who could see, in a different environment, how their efforts helped each one of us to develop our ideas and express our thoughts regarding the proposed topics.” Breno Pinho – III Liceo

Gianluca Allodi, evento POSMUN

Taking part in POSMUN and HUMUNITED 2017 was, without a doubt, one of the most amazing experiences in my school years. Exploring vocabulary, meeting new people, researching about other countries so different from my own… During the three days of conference, I worked hard on getting to know more and more about the country I was representing, respectively Malaysia and The United Kingdom of Great Britain and Northern Ireland, at the Economic and Social Council, one of the main committees inside the United Nations. It was a great opportunity to improve my oratory skills and my use of English in formal occasions. I cannot thank enough our own and the hosting schools for the experience.” Gianluca Allodi – IV Liceo

Amanda Tonon, This year I took part in both MUNs held at Colégio evento POSMUN Visconde de Porto Seguro (POSMUN) and Colégio Humboldt (HUMUNITED). A MUN is a simulation of the diplomatic world, in which we, students, take part as delegates, representing countries in committees. Each council has a topic to discuss or a problem to solve and the Chairs, also students, moderate the debate. In the first MUN I represented Switzerland at the Human Rights Committee and we discussed firearms regulations. At HUMUNITED, I represented Venezuela at the Security Council and the problem we had to address was the war in Syria. We learn a lot taking part in events like these. It is a great opportunity to improve your teamwork, public speaking, debating and critical skills and to propose solutions to real life problems.” Amanda Tonon – IV Liceo

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Cuando una profesora de inglés en tu escuela viene y te dice, “vamos a hacer una simulación de la ONU, en otro colegio” - y con otros colegios -, la primera reacción puede ser una afirmación contundente o un simple no. Pero después de que esa profesora te explica el concepto y el proceso de preparación que es necesario realizar hasta los más convencidos pueden dudar. Afortunadamente el grupo y yo tuvimos la oportunidad de que personas con experiencia previa en el evento (1 ocasión) nos explicasen un poco como va la cosa. Nos contaron, entonces, que es necesario prepararse muy bien y que no es un juego en ningún caso, si bien a veces pueden resultar graciosas ciertas ocasiones o personas, pero hay que tomárselo muy en serio. También aclararon lo difícil que era debatir con las otras escuelas, especialmente las alemanas (que son todas menos la nuestra) ya que en estos colegios el nivel de inglés es muy alto. ¿Y qué hacía un colegio italiano en el medio de todos los alemanes? Que se yo, simplemente lo invitaron por casualidad una vez más al inicio del año y, como dio un buen resultado, lo invitaron una segunda vez unos meses después (realmente fuimos invitados a la tercera también pero no se confirmó nuestra presencia). Una vez “dentro” fuimos agregados en un grupo de Whatsapp en el cual fuimos separados en Delegations y Council, la primera se trata de los países (Delegation de China, Delegation de Rusia…) en el cual es dividido por escuelas, la mayor parte de las Delegations son formadas por alumnos (Delegates) de una misma escuela, y el segundo serian los consejos de las Naciones Unidas (Económico y social, Medio ambiente) en los cuales hay un Delegate de cada país, por lo que habrá de 1 a 4 alumnos de cada escuela. Todo empieza cuando te levantas a las 5 de la mañana para ir a tu escuela, desde la cual te llevan a la escuela en la cual se organiza el evento (probablemente alemana), todo siempre muy formalmente vestido. Una vez allá, se hace una presentación de apertura y se separan os alumnos en sus respectivos Councils y se conocen a los Chairs, que son quienes dirigen el debate. Hablando del debate, este se separa generalmente en dos Topics, que son básicamente dos problemas que la sociedad está enfrentando en la actualidad, y durante los tres días de debate se intenta buscar una solución. Lo ideal sería que durante estos debates mantengas la posición que el gobierno de tu país sostiene, pero siempre es necesaria un poco de flexibilidad para que se pueda llegar a algo (en mi Council no se llegó a nada los dos primeros días debido a eso). La experiencia del debate es realmente muy divertida y rica, se aporta mucho conocimiento sobre relaciones internacionales y el tópico en cuestión. La experiencia en general es simplemente genial, se conoce gente nueva, se enriquece el idioma inglés. En resumen, el evento es una experiencia muy positiva para cualquier escuela (se realiza en todo el mundo), y yo totalmente la repetiría.” Marco Rimoldi, III Liceo

Marco Rimoldi (de camisa branca e gravata preta) e Matteo Russo (acima) com os alunos da Montale que participaram ao evento HUMUNITED

La mia esperienza al POSMUN e al HumUnited, è stata emozionante sin dall’invito della scuola comunicato in classe, fino alla cerimonia di chiusura. Questo evento mi ha aperto una nuova visione del mondo, mi ha fatto ricercare più a fondo i problemi contemporanei e mi ha stimolato a formulare una possibile soluzione. Questo, ovviamente, assieme a tutti gli altri delegati delle altre scuole, che tra l’altro erano studenti della mia stessa età. I dibattiti fatti durante le sessioni del consiglio erano intriganti, ognuno presentava le proprie visioni dei paesi che rappresentavano e, col tempo (3 giorni di dibattiti!) e con lunghe discussioni, tutti i delegati raggiungevano un accordo. Tutti questi discorsi, interamente fatti con un inglese ricercato, non solo hanno migliorato la mia fluidità e performance della lingua, ma hanno anche scolpito le mie abilità nei dialoghi e nell’esposizione di possibili idee.” Matteo Russo, IV Liceo 11

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Amarelo

Acontece Copa do mundo

por Beatriz Toro

Durante a semana olímpica de 17 a 20 de maio de 2017, os times da escola Eugenio Montale esforçaram-se para tornarem-se a melhor versão de si mesmos; todos batalharam com igual determinação, mas ao final só poderia haver um vencedor. O time Amarelo, coordenado pelos alunos do IV Liceo Niccolò Zunino, Beatriz Toro, Giulia Brook e Marco Ianovale conseguiu, arduamente, ser esse vencedor. Agora estamos aqui para expressar nosso entusiasmo, compartilhar nossa alegria com nossos colegas e contar um pouco sobre essa experiência gratificante. Primeiro de tudo, gostaríamos de agradecer nossa equipe por todos os jogos, tenham sido vitoriosos ou não, por ajudar na administração e pela participação!

As outras equipes, Verde, Vermelho e Azul, gostaríamos de parabenizar e também agradecer pelo divertimento e pelo espírito de competitividade que proporcionaram. Pessoalmente, nós do IV Liceo devemos dizer que a experiência de liderança foi um pouco mais caótica do que esperávamos, pois lidar com tantas pessoas jovens e cheias de energia ao mesmo tempo é um belo de um desafio, mas nada que não poderíamos contar com a ajuda de nossos colegas para amenizar. Embora nem todos tenham jogado, a torcida também foi essencial para chegarmos a esse resultado, assim como a equipe criadora do hino. Nosso hino, apesar de não ter sido extremamente ligado ao tema africano, cumpriu sua função de animar e homenagear a nossa equipe de maneira vibrante, e esperamos que todos

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tenham se divertido como nós. Houve também a equipe artística, que, com seu grande esforço, chegou à segunda posição no quesito “bandeira”, logo atrás do Verde. Aliás, esse novo conceito artístico introduzido nessa edição das Olimpíadas foi também um desafio bemvindo, mas da criatividade e habilidade de execução. Ao invés de manter o padrão de bandeiras de pano, tivemos a oportunidade de desenvolver algo completamente novo, no caso um grafite representando a junção da tradição com modernidade presente na África do Sul. Uma obra de arte, diga-se de passagem... Em suma, as nossas últimas Olimpíadas, mais uma entre todas, foi muito bem aproveitada, e agradecemos mais uma vez por essa pequena jornada.


de Ouro e Niccolò Zunino

As olimpíadas como em todos os anos são um evento que nos une com muita diversão e companheirismo. O nervosismo também segue um pouco isso. A cada ano você acaba ganhando mais responsabilidades, que variam, pois você pode orientar na criação da bandeira, no hino, na pesquisa e também nos jogos. Eu, como representante no hino e nos jogos femininos da equipe amarela, me senti mais pressionada e mais estressada, pois você sente que cada vez mais a responsabilidade está com você e que as pessoas contam com você. Como ganhadora das olimpíadas de 2017 fiquei feliz comigo mesma, pois senti que não decepcionei ninguém, também me senti feliz e senti que aquela felicidade não era porque eu havia ganhado, mas porque todos fizemos a nossa parte, com alegria e empenho.” Gabriela Scarpi, Equipe Amarela (III Liceo)

Amarelo, campeão!

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Olimpíadas, crianças da Infância Olimpíadas, crianças da Primária

Torcida animada!

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As quatro equipes que participaram das Olimpíadas

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Festa junin

Acontece Copa do mundo

"Saravá, jongueiro velho que veio pra ensinar que Deus dê a proteção pra jongueiro novo pro jongo não se acabar..." (Jefinho - Jongo do Tamandaré -SP) A nossa festa junina desse ano foi dedicada a diferentes manifestações da cultura afrobrasileira. Quando escolhemos esse tema para a nossa festa junina, ousei propor que a execução dos cantos, dos batuques e as brincadeiras fossem realizadas pelos alunos, não tendo ideia das trajetórias que iríamos percorrer, muito menos de como seria o resultado do nosso processo.

Assim, começava o jogo de Brincar, o CACURIÁ do Maranhão, o COCO do Pernambuco e da Paraíba, o CONGO CAPIXABA do Espírito Santo e o JONGO paulista. Elegemos essas manifestações pensando no perfil e interesse de cada grupo. Os primeiros contatos, nesse processo, foram com os elementos musicais, apresentando vasto

Momentos de alegria...

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repertório de canções e os ritmos dessas manifestações. E num jogo constante de se dar, investigar, desvendar, experimentar, fomos conhecendo cada manifestação, suas histórias, contexto social em que surgiram e como acontecem. As crianças também tiveram contato com as comunidades que fazem a tradição através de áudios, vídeos e documentários que

p


na e África

por Verlucia Nogueira

.. movimento... .

...ritmo...

ilustraram esse imaginário e demonstraram-se encantadas ao ver os personagens que carregam essas tradições, por suas mãos, seus depoimentos e sua alegria em viver essas tradições. Sem dúvida tivemos uma bela festa, contudo, arrisco dizer que o mais bonito foi o processo que vivenciamos de escuta, coletividade, autonomia e descobertas. Ao fazermos as músicas, ao construirmos nossos instrumentos e adereços, ao escolhermos o repertório, ao estudarmos e conhecermos, ainda que brevemente, cada uma dessas manifestações, nos fortalecemos como grupo. Por fim, o resultado que todos viram foi parte da força e beleza que o empenho de cada um nos presenteou como grupo. 17 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017


Ao fazermos as músicas, ao construirmos nossos instrumentos e adereços, ao escolhermos o repertório, ao estudarmos e conhecermos, ainda que brevemente, cada uma dessas manifestações, nos fortalecemos como grupo. “

...cultura...

Apresentação de Maculelê, sob a coordenação da prof. Elaine Giacomelli 18 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017


Sem dúvida tivemos uma bela festa, contudo, arrisco dizer que o mais bonito foi o processo que vivenciamos de escuta, coletividade, autonomia e descobertas. “

…cor…

…paz e união!

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Leio, log

Copa do mundo Pedagogicamente

Nunca, como hoje, estivemos diante de tão vasta possibilidade de ler. Seja pela presença consolidada de grandes livrarias e bibliotecas itinerantes, seja pela facilidade de encontrar publicações a baixo custo em organizados sebos ou pelo rápido alcance virtual a títulos que podemos obter, literalmente, na palma da mão, a chance de saborear palavras e confrontar pensamentos está o tempo todo disponível para quem a ela quiser se agarrar. Muitos são os benefícios que nos traz a leitura, não importa a idade que tenhamos, e não

nos deteremos aqui, em maiores delongas, a professálos. Gostaríamos, em vez, de usar este espaço para indicar alguns títulos que, acreditamos, possam ser significativos na “carreira de leitor”. Sim, fizemos uma lista! Uma seleção baseada no gosto de quem curte banhar a alma com o precioso bálsamo que sai das páginas de uma boa ficção. Não há aqui pretensões de demonstrar eruditismo, colocando em sujeição quem ainda não teve contato com este ou aquele título. A intenção é pura e simplesmente a de

de Aderli compartilhar sensações, imagens, atmosferas e inspirações. É claro que há um risco nisso tudo e ele é gigantesco: escolher é também deixar de fora tantos outros olhares... Encaremos estas sugestões, então, como a ponta de uma das prateleiras que compõem uma estante, que tem o tamanho do pé de feijão mais alto do qual você já teve notícias e, assim, a nossa seleção se tornará apenas o início da história de quem quer ser feliz para sempre.

Ler para as crianças que ainda não o fazem por si sós, mesmo que muito pequenas, permite a estimulação dos sentidos, tanto necessária para o desenvolvimento do cérebro, além do importante vínculo emocional que estabelecem com seu interlocutor. Mais do que livros que possuem pouquíssimas palavras com a intenção de ensinar o nome das coisas, indicados para quem ainda está aprendendo a se comunicar, a leitura para bebês e crianças pequenas pode e deve ser realizada também através de histórias mais consistentes, afinal, não esperamos que nossos filhos possam entender tudo o que dizemos para podermos começar a falar com eles, não é? A casa sonolenta

O grande rabanete - Tatiana Belinky

O rei bigodeira e sua banheira

Bem brasileirinhos - Lalau / Laurabeatriz

Bruxa Salomé

Aperte aqui - Hervé Tullet

Audrey Wood / Don Wood

A lagarta comilona - Eric Carle

Telefone sem fio

Ghiri ghiri - Leslie Patricelli

Bocejo

Il tondo - Iela Mari

Ilan Brenan / Renato Moriconi

Storie per te - Stefano Bordiglioni

*A maioria dos títulos citados em língua portuguesa são também encontrados em língua italiana. 20 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017


go penso.

i Tringoni Quando se dá a magia de poder decifrar a escrita, a criança tem a sua frente um novo mundo descerrado: tudo posso arriscar a ler, de tudo posso me apropriar, tudo posso descobrir, tudo posso compreender e conquistar... Ou quase tudo. Do momento da grande descoberta até quando a criança adquire fluência, os horizontes são quase infindos. Como deixar de ser criança sem ter tido contato com tanta imaginação? Reinações de Narizinho - Monteiro Lobato Menina bonita do laço de fita - Ana Maria Machado O Menino Maluquinho - Ziraldo A árvore generosa - Shel Silverstein O pote vazio - Demi O caso da borboleta Atíria O escaravelho do diabo - Lúcia M de Almeida O menino no espelho - Fernando Sabino Marcelo, marmelo, martelo - Ruth Rocha

Alice no país das maravilhas - Lewis Carroll Viagem ao centro da terra - Julio Verne A ilha do tesouro - Robert Louis Stevenson As aventuras de Tom Sawyer - Mark Twain Volpino ultimo ladro di galline - Loriz Malaguzzi Fiabe al telefono - Gianni Rodari Il barone rampante - Italo Calvino Le metamorfosi - Roberto Piumino Le avventure di Pinocchio - Carlo Collodi

Quando os interesses se voltam ao próprio eu, ao modo como vivem os homens e às dores e descobertas do amor, os adolescentes e jovens podem encontrar nas páginas dos livros as asas que querem conquistar, os sonhos que desejam perseguir e os martírios que nunca desejariam enfrentar. É então que a leitura acalanta, revolta, constrange, entristece, ouriça, alegra, impele,vicia e liberta. “Tudo acaba, mas o que te escrevo continua. O melhor está nas entrelinhas.” (Clarice Lispector) Diana cupido e il commendatore - Bianca Pitzorno Hamlet - William Shakespeare Lunamoonda - Bruno Tognolini Amor nos tempos do cólera - Gabriel Garcia Marques L’albero delle parole - Donatella Bisutti Histórias de cronópios e de famas - Julio Cortázar Respiro - Beatrice Masella O retrato de Dorian Gray - Oscar Wilde De repente nas profundezas do bosque - Amós Oz Admirável mundo novo - Aldous Huxley O mundo de Sofia - Jostein Gaarder A cor púrpura - Alice Walker Vozes no Parque - Anthony Browne As vinhas da ira - John Steinbeck Dom Casmurro O adolescente - FiódorDostoievski Memórias póstumas de Brás Cubas Siddharta - Herman Hesse Machado de Assis L’isola di Arturo - Elsa Morante Pequenas estórias - Guimarães Rosa Il sentiero dei nidi di ragno - Italo Calvino A hora da estrela - Clarice Lispector Sostiene Pereira - Antonio Tabucchi O livro sobre o nada - Manoel de Barros Ribelli in fuga - Tommaso Percivale Mulheres de cinzas - Mia Couto 21 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017


Um lápis. Um Um livro

Copa do mundo Parênteses

por Helenic

Certa vez, Manoel, que se acostumara a olhar o mundo com os olhos eternamente frescos, disse: Com o tempo descobri que, (nesse mundo) ... podia carregar água na peneira, vi que era capaz de ser noviça, monge ou mendigo ao mesmo tempo¹. Não lhe passava, à época, a ideia de entender este mundo, mas apenas sentilo; ou, no mais, apenas vivê-lo. E que se deixava viver na ousadia pura de quem era capaz de imaginar. Sobretudo, o mundo era um lugar que concedia a ele – e apenas a ele, pensava – a experiência de viver como aventureiro, trespassando as janelas da razão para ver além delas. Manoel conheceu esse mundo, esse lugar, como um pirata conhece o mar – nuvem por nuvem, sopro por sopro, gota por gota. Conheceu-o como um índio, um velho, uma fogueira. E, embora ainda não soubesse, nele viveria como

um doido. Varrido do mapa. Que não tinha casa. Que vivia à solta. Que mordia quem vinha se meter². Afinal, esse era um mundo que se autorizava ser descrito em palavras. Desde pequeno, como era de se prever, ele era dado à poesia, ainda que a escrevesse com torrões de terra e carvão. E, por isso estava sempre com um lápis, um caderno e um livro nas mãos. Precisava deles como o sal, o sol e o cio da terra. Sabia que seriam esses os elementos que lhe ampliariam a vida, donde, de qualquer ponto, se poderia ver o menino carregando a água na peneira, a batina virando a esquina³, o mendigo chafurdando os livros na livraria⁴. Com um lápis, um caderno e um livro nas mãos, Manoel era Marcelino, que já fora certamente Nelson e quiçá Bartolomeu. Seria até mesmo a Fagundes e, de um só fôlego, o Gabriel, o

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Carlos e o Drummond. Vivia coisas avulsas e definitivas, como a agulha perdida no buraco do assoalho,... a história do açúcar” – e da pequena Alice – sumidos durante a guerra... – sem jamais saber por que os soldados tinham tanta coisa a adoçar⁵. Com um livro nas mãos não esquecia, Manoel, que, uma vez, a moça bonita achara um dedo na praia⁶... Um dedo que apontava para uma história de amor e morte, diferente daquela vivida pelos velhos esposos


m caderno. nas mãos

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escaldados pela vida, para lá das armadilhas da paixão, para lá das troças brutais das ilusões e das miragens dos desenganos: para lá do amor⁷. Manoel, sempre com lápis e caderno nas mãos, fazia-se repousar - diariamente e após o almoço - com o livro debaixo da mangueira, nas planícies onde seu pai campeava, campeava⁸... Não fazia conta de toda a informação volumosa que do livro brotava, nem da opinião que o mundo lhe exigiria sobre o que lia. Desejava apenas seguir o

fluxo das histórias, dos fatos, das vontades, dos desejos e até das mazelas das personagens, seguindo livre para abrir, sem pudor ou desespero, as infindáveis janelas do afeto que surgiam sempre escancaradas, folha por folha, página por página; deixando o sol da manhã entrar. Manoel lia, e quanto mais lia, mais ainda escrevia, porque queria reinventar as palavras, usá-las, experimentá-las compulsivamente antes que lhe viesse a morte, antes que a última janela de sua alma se fechasse para a eternidade. Manoel precisava de Marcelino, Nelson, Bartolomeu, Fagundes, Gabriel e Carlos. Manoel precisava das grandes e das pequenas coisas – as coisas que representavam o nada, as inutilidades - e todas no mesmo instante, no mesmo espaço.

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Manoel precisava de suas presenças diárias e quentes – no trem, na sala, debaixo da mangueira, na estante e na cabeceira da cama. Manoel precisava do afeto vagabundo das palavras que saiam das bocas destes amigos, ora para falar de amor e de vida, ora para falar de dor e de morte. Para que no momento de desespero ou êxtase, lhe dessem o melhor vocábulo, seguido de exclamação ou reticências. Manoel precisava dos livros.

Noventa por cento do que escrevo é invenção. Só dez por cento é mentira1. Notas: ¹Manoel de Barros. ²Marcelino Freire. ³Nelson Rodrigues. ⁴Sem autoria: uma história esperando ser escrita. ⁵Bartolomeu C. Queirós. ⁶Lygia Fagundes Teles. ⁷Gabriel Garcia Marques. ⁸Carlos Drummond de Andrade.


Evento N

Acontece Copa do mundo

A ideia Slow chega à Eugenio Eventos Slow–food vieram para ficar e se espalham pelo mundo. Um dos pioneiros dessa prática foi o jornalista italiano Carlo Petrini que, já em 1986 criou um evento com esse conceito na cidade de Bra, na Itália. Desde então, a ideia de apreciar a comida e aproveitar as sensações e os prazeres que o simples ato de se alimentar pode e deve oferecer ao ser humano - vem se desenvolvendo mundialmente. A professora Lyris Degan, dos 4º e 5º anos foi quem trouxe a ideia para a Escola Italiana Eugenio Montale. Segundo ela, “o movimento slow é uma forma de promover a integração das pessoas. A intenção é a de se desligar do mundo, conectando-se consigo mesmo”.

por Francesco Lupi e B A coordenadora do evento Piano Piano completa dizendo que a ideia de trazer uma versão do evento para a escola surgiu quando ela participou “de um slow-day no meio do mato!”. “Imagine muita gente - pais, filhos, professores - ficando juntos pelo puro prazer, sem correria. Ficando o dia inteiro juntos, fazendo apenas as coisas que gostam...” (Paola Capraro, diretora da Escola Italiana Eugenio Montale) Na verdade, o conceito do evento proposto na escola foi ainda mais além, pois fez uma reflexão não somente em relação à alimentação, mas a tudo que envolve o

intercâmbio de sensações humanas. “Para mim, o evento da escola foi maravilhoso, porque várias pessoas de diversas idades trabalharam juntas nas oficinas, criando a verdadeira comunicação”; completa Lyris. “Legal! Participei da oficina mão na massa porque, quando eu crescer, quero ser chefe.” (Rafael, 5º ano) Foi assim que, no dia 8 de abril, a Escola Italiana Eugenio Montale promoveu o encontro Piano Piano, envolvendo alunos, pais, professores, funcionários de toda a escola e convidados. Iniciou-se às 9 horas da manhã e acabou ao meio dia; tempo suficiente para todas as pessoas aproveitarem as oficinas e degustações de pratos que o evento oferecia. “Achei muito legal a Oficina das Cinco Marias, mas também as comidas e receitas que as pessoas traziam eram demais! ” (Federico, 5º ano) Dentre as oficinas oferecidas, destacam-se:

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Nota 10

o Montale como Piano-Piano

Bruno M. Alto 7º ano “Mão na Massa”, com a preparação do próprio alimento. “Artesanato”, com esculturas com caixas. Origamis, arte japonesa e criação de estrelas ninjas. “Vaso com Flores”, para se praticar jardinagem com flores. “Cinco Marias”, uma antiga brincadeira. RESGATAR TRADIÇÕES

Mãos na massa....

A professora Teresa Martino Aloise trabalha na Escola Italiana Eugenio Montale há nove anos. “A cozinha afetiva é um modo de viver pianopiano (em português, “devagar – devagar”) – ressalta a professora Teresa. E continua: “o evento na escola foi importante, pois envolveu pais, professores e alunos. Resgatou as tradições culinárias... Algo que hoje não é fácil por causa da correria do dia a dia”.

...pais e filhos, criando juntos! 25 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017


Quando se tem um

Copa do gente mundo Nossa

de Léia A Léia é uma daquelas pessoas com as quais trabalhar junto é sempre uma delícia! Muito disponível, pró-ativa, criativa e habilidosa, é uma pessoa-chave na escola, trabalhando no dia-a-dia com as crianças e nos bastidores, principalmente dos eventos. O carinho e atenção que dispensa a todos supera sua competência e faz da escola e do ambiente de trabalho, um lugar melhor. Léia, muito obrigada por estar sempre por perto! Grazie!

Léia durante uma saída pedagógica ao parque Burle Marx

Raissa, aluna da I Media, com o pai Josue

Léia com as colegas de trabalho, na escola Montale

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objetivo em comum Santana

Léia e suas filhas Raissa, Thaís e Iara

Fui convidada pela escola para contar um pouco da minha história aqui. Meu nome é Jucileia, mas me chamam de Léia. Sou mãe da Raissa e Iara que aqui estudam. Nossa segunda casa, onde encontramos pessoas que farão parte de nossas vidas. Pessoas que se preocupam em conduzir mentes humanas a serem mais fortes e perseverantes, a construirem novas formas de vida e escolhas. Sou monitora dessa escola há quatro anos. Quando vim para fazer a entrevista, as diretoras me disseram “Jucileia precisamos de uma pessoa que vista a camisa da empresa, você está disposta”? E eu, com um sorriso no rosto, respondi que sim! Vesti honradamente a camisa e procuro dar sempre o melhor de mim. Sou grata pela oportunidade que tenho de trabalhar com pessoas fantásticas. Acredito que o trabalho em equipe é união e amizade em prol de um bem e de um objetivo comum. Aqui encontrei oportunidade e incentivo para me superar. E sabe qual é o verdadeiro trabalho dos sonhos? Muitos certamente responderiam que é o que lhe trás mais dinheiro, outros escolheriam o que exige menos esforços, mas eu escolho acordar todos os dias pela manhã e saber que em cada criança vou encontrar o amor, amizade, o carinho e nos colegas, uma família, porque a escola Montale é uma “família”. Aproveito para agradecer a Ritinha, enfermeira dessa escola e amada por todos, pois foi através dela que cheguei aqui. Agradeço a todos da equipe Montale e aos pais dos alunos, pois me receberam muito bem.

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Visita ao Muse

Copa dodemundo Da sala aula

por Mara

Museu Afro-Brasil, detalhes das salas internas

No dia 5 de maio, os alunos da Sc. Sec. di I Grado visitaram o Museu Afro-Brasil. A visita fez parte do programa da disciplina Arte e Immagine e, de forma geral, foi realizada em vista do projeto cultural da escola, esse ano dedicado ao tema “Áfricas”. O Museu AfroBrasil tem como objetivo registrar, preservar e argumentar, a partir do olhar e da experiência do negro, a formação da identidade brasileira. Antes da visita ao museu, os alunos tiveram contato em sala de aula com a história da África: tentamos mostrar a

importância dos reinos africanos para a produção de arte, evidenciando a riqueza e a variedade das culturas dentro do continente africano. A Prima Media, em particular, estudou o contexto religioso da arte africana e a história do Carnaval, sendo a escola de samba uma manifestação artística da cultura afrobrasileira. Apresentamos, também, a arte do Egito como produto da cultura africana, evitando, assim, o isolamento e a “ocidentalização” da arte egípcia. No Museu, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer

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as máscaras e os instrumentos musicais, e de entrar em contato com os objetos tecnológicos produzidos pelos africanos e pelos afrodescendentes. Eles ficaram encantados e surpreendidos com a variedade dos objetos artísticos presentes no Museu e manifestaram o interesse de realizar mais visitas.

Mara Frangella


eu Afro – Brasil

Frangella

Os alunos da Sc. Sec. di I Grado ao museu Afro-Brasil

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Copa dodemundo Da sala aula

Quando o português chegou Debaixo duma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português. Oswald de Andrade Aprendemos que os indígenas brasileiros são os povos nativos deste país, os habitantes que aqui estavam quando os portugueses chegaram para conquistar o Novo Mundo. Esses povos tinham uma cultura rica e de grande diversidade, antes da chegada dos europeus, que foi sufocada por tantas imposições sofridas ao longo do tempo. Por tanto, conhecer e preservar sua história e sua cultura é essencial para termos consciência dos

Todo dia é dia de índ estragos causados e, principalmente, reconhecêlos como importantes sujeitos históricos, devolvendo-lhes assim sua identidade cultural. Foi pensando nisso que, no dia 4 de maio, os alunos dos quartos e do quinto ano da escola primária, acompanhados das professoras Silvia Bianchi, Vanessa Finardi e eu, juntamente com a monitora Jucileia Santana, estivemos na Toca da Raposa, um espaço de lazer e cultura localizado no município de Juquitiba – SP, para participar de um intercâmbio cultural com um grupo de cerca de cinquenta indígenas de várias idades da etnia Kuikuro. Os Kuikuros são uma das dezesseis etnias que vivem no parque indígena do Xingu e que há muitos anos estão

por Lyri sendo atingidos e atraídos pelos não índios, fazendo com que os mais velhos temam perder aquilo que eles reconhecem como tisuguhutue “o nosso costume” e tisakisú “a nossa palavra”. Por essa razão participaram desse encontro e compartilharam seus conhecimentos e hábitos visando reforçar o valor da cultura indígena para todos os participantes. Para deixar a vivência ainda mais significativa, todas as apresentações de danças, arco e flecha e luta uka uka foram realizadas em uma aldeia cenográfica. Além de assisti-las, também fomos convidados a participar delas. Depois, visitamos o interior das ocas, degustamos peixe com biju, fizemos pintura corporal e

Apresentação dos índios Kuikuro

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dio na Toca da Raposa

is Degam pudemos adquirir os adornos, instrumentos musicais, armas, brinquedos e diversos utensílios que foram produzidos por eles lá na aldeia real. Dar vida aos personagens dos livros de História do Brasil, se transportar para o cenário do Alto Xingu e estar inserido neste contexto, sem dúvida, foi uma experiência que nunca iremos esquecer.

O que você sentiu ao participar da luta? “Achei bem legal, porque a luta deles é diferente da nossa. A nossa é na mão e a deles é no empurraempurra.” - Gustavo Lisboa Ferreira

Este texto foi elaborado com a colaboração dos alunos do 5°ano. Serviço fotográfico por: Vanessa Finardi

O que foi mais marcante na vivência com os indígenas? “Achei magnífico como eles conseguem caçar perfeitamente como faziam antigamente. Eu amei tudo.” - Ana Clara Marcondes

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Copa dodemundo Da sala aula

Progetto Car

di Simone Signorelli, Francesco L Il nostro progetto è iniziato nel 2015, subito dopo aver imparato a fare la carta riciclata con la Prof.ssa Lyris Degam. Dopodiché noi (Francesco e Simone) ci siamo interessati all’argomento. Abbiamo parlato con la Prof.ssa Adriana Affortunati sulla nostra idea, cioè quella di continuare quel “progetto” che in realtà non era un vero e proprio progetto, ma era una forma di svago e di aiuto alla natura, cosa che in questo momento insieme a Bruno Bompan vorremo trasmettere agli alunni della scuola. Quest’anno, grazie alla Prof.ssa Giuliana, finalmente abbiamo potuto realizzare questo progetto con i bambini della Seconda Primaria. Il nostro sogno è portare questo progetto ad altre classi e poi a scuole diverse.

Imparare a riciclare la carta: Francesco, Simone e Bruno durante le lezioni teoriche e pratiche con i bambini della Seconda Primaria

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rta Riciclata

Lupi e Bruno Bompan Monte Alto

Da sinistra: Simone, Francesco e Bruno

Il nostro sogno è portare questo progetto ad altre classi e poi a scuole diverse.”

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Copa do mundo Pedagogicamente

C’era un

Progetto “Matti

de Marcel C’era una volta una principessa, o un drago, o un burattino… No, no! C’era una volta una strega, o un dinosauro, o una fata… L’immaginario di un bambino può essere infinito e ascoltare le storie è un’esperienza che contribuisce allo sviluppo, non soltanto dell’immaginazione, ma anche della creatività e del linguaggio. Le storie aiutano i bambini a creare infinite possibilità e a scoprire il piacere per la letteratura.

Anche prima de imparare a leggere, i bambini sono capaci di capire la parola scritta attraverso la voce degli adulti e leggere per loro contribuisce a fargli imparare parole nuove, usarle in modo giusto e capirne il significato, anche prima di scriverle. Il racconto favorisce il dialogo autentico fra adulti e bambini, inoltre permette lo sviluppo della capacità di ascolto e di comprensione. Attraverso la drammatizzazione, i bambini trovano la

possibilità di identificarsi con i personaggi, di superare stati emotivi come la paura e l’ansia e anche di assumere ruoli diversi nel gioco simbolico. Il nostro Progetto: Mattina del Racconto ha l’intenzione di promuovere momenti di lettura o drammatizzazioni di celebri storie ai bambini della Scuola dell’Infanzia e aiutarli a costruire un mondo personale diverso, pieno di emozioni e immaginazione!

Pinocchio, raccontato dalla prof.ssa Susanna Battaglio

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na volta

na del Racconto�

lla Olivati

Racconto della prof.ssa Sara Debenedetti

I bambini attenti ad ascoltare

I tre porcellini

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Importanza

Copa do mundo Pedagogicamente

di Robert

Quando pensiamo a come lavoriamo nella Scuola dell’Infanzia, a come la scuola è vissuta e vista da noi professori e a come i bambini imparano insieme, pensiamo ad un sistema aperto, dove le idee e i pensieri sono in costante relazione tra loro. Procuriamo luoghi, spazi, momenti educativi, progetti, che coltivino la nascita delle idee, che le alimentino, che le mettano in circolazione. Questo modo di apprendere raramente è lineare, non esistono idee fisse che vengono consumate, professori che insegnano e bambini che imparano. Questo è l’approccio educativo ispirato a “Reggio Children”che coltiva la creatività in tutta la nostra scuola. Esiste nella Scuola dell’Infanzia uno “spazio speciale”: l’Atelier. Catalizzatore di tutti i nostri processi formativi, luogo magico dove le idee prendono forma e si trasformano in realtà, dove i bambini possono costruire le loro ipotesi, dove mani e pensieri lavorano insieme per rappresentare la realtà immaginata dai piccoli. L’atelierista è il responsabile di questo “spazio”, il suo ruolo è quello di ascoltare, documentare e interpretare ciò che i bambini dicono, raccontano, e esprimono, e insieme agli altri insegnanti riflettere e interpretare le curiosità dei bambini. Per essere più chiaro adesso racconterò una parte di un progetto che si è sviluppato questo semestre nella Scuola dell’Infanzia. Mentre stanno facendo merenda i bambini della sezione A si accorgono che un uccellino si è posato nella loro veranda, questo fatto si ripete per vari giorni, i bambini danno da mangiare al loro piccolo amico e decidono di costruirgli una casetta. Chiedono aiuto all’atelierista. Riuniti in cerchio chiediamo ai bambini come dovrà essere costruita la casa:

Filippo: Potremmo usare l’argilla. Gustavo: Sì, anche degli stecchi, gli uccellini usano sempre degli stecchi per fare il nido. Maia: Bisogna fare un tetto altrimenti l’uccellino si bagna.

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dell’Atelier

to Nottoli

Fatta la casetta la mettiamo sul muretto della nostra veranda e ascoltiamo nuovamente i bambini. Questo modo di apprendere raramente è lineare, non esistono idee Cristiano: L’uccellino mangia con il becco fisse che vengono consumate, professori che insegnano e bambini Rebecca: Si lava con il becco. che imparano.”

Anna: Per costruire il nido cerca tante cose della natura.

Questo è l’approccio educativo ispirato a “Reggio Children”che coltiva la Pedro: È difficile costruire un nido con il becco. creatività in tutta la nostra scuola.” Gabriella: L’uccellino maschio aiuta la femmina a costruire il nido. Maia: Lui cerca le foglie e i fili di paglia.

L’atelierista e le insegnanti di classe leggono e riflettono sulla documentazione, decidiamo di iniziare un progetto che chiameremo “arte e natura”. Dopo aver preparato vari materiali (foglie, rametti, pietre) mostriamo ai bambini alcuni video di artisti contemporanei che usano solo oggetti che trovano nella natura per fare le proprie opere artistiche, dopo invitiamo i bambini a costruire le loro sculture. Facciamo questa attività per diversi giorni, i bambini sono orgogliosi dei loro risultati e decidono di fare una grande scultura collettiva e lasciarla esposta nel salone.

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A questo punto proponiamo ai bambini di fare una scultura nel giardino della scuola, ma succede un fatto nuovo. Maia: Una galleria !!! Francesco: Guardate ci sono tante formiche. Luis Gustavo: Dove stanno andando? Francesco: Perché portano le foglie? Rebecca: Idea! Perché non costruiamo la casa delle formiche? I bambini si sono interessati alle formiche e hanno lasciato da parte il progetto “arte e natura”. L’atelierista e le insegnanti di classe si riuniscono per capire come devono accogliere questa novità. Decidiamo di far vedere ai bambini la documentazione del progetto e ascoltare la loro reazione. Mostriamo ai bambini tutta la documentazione del progetto, dall’uccellino alle formiche, e alla fine apriamo alla discussione di gruppo.

… incoraggiare i bambini a pensare, a riflettere e rielaborare i loro processi Filippo: Le formiche scavano le gallerie. formativi, ad essere, in sostanza, costruttori attivi della Anna: Loro camminano in fila. propria conoscenza, che è uno dei punti fondamentali di quello Maia: Le formiche vivono sotto la terra. che universalmente è conosciuto come il Maia: Ci sono tante gallerie e tante stanze. ‘Reggio Approach’.” Cristiano: Nel formicaio c’è la formica regina che fa tante uova. Arthur: In giardino abbiamo visto tante formiche.

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Pedro: Le operaie portano il cibo alla regina. Rebecca: La casa delle formiche si chiama formicaio. Cristiano: Potremmo costruire un formicaio. A questo punto non abbiamo più dubbi e cominciamo a costruire il formicaio. Per concludere potremmo dire che, il ruolo dell’atelierista come quello di tutto il corpo docente della Scuola dell’Infanzia è quello di incoraggiare i bambini a pensare, a riflettere e rielaborare i loro processi formativi, ad essere, in sostanza, costruttori attivi della propria conoscenza, che è uno dei punti fondamentali di quello che universalmente è conosciuto come il “Reggio Approach”.

Il maestro Roberto (atelierista) con i bambini della Scuola dell’Infanzia

L’atelierista è il responsabile di questo “spazio”, il suo ruolo è quello di ascoltare, documentare e interpretare ciò che i bambini dicono, raccontano, e esprimono, e insieme agli altri insegnanti riflettere e interpretare le volontà dei bambini.

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Copa mundo Vocêdo sabia que

È importante leggere per essere una persona colta. Se nessuno sapesse leggere non esisterebbe la comunicazione!” Roberto Garupi, II Media

Leggere fa

Testimonianze d

La scuola è il luogo dove si impara a leggere. Devi saper leggere se vuoi seguire un film con i sottotitoli e devi saper Per me leggere è una cosa molto leggere una targa se vuoi sapere piacevole! A casa mia ho un lo Stato da cui proviene armadio pieno di libri un’auto.” interessanti. Molte volte prima Tommaso Verdura, II Media di andare a dormire leggo qualche pagina, così mi rilasso prima di addormentarmi.” L’importanza della lettura Isabela Braga, I Liceo per me è unica! Si deve leggere per non essere estranei a ciò che accade nel mondo e non dover diventare una persona isolata, alienata dal resto dell’umanità!” Maria Marzapane, II Media

Leggere è fondamentale per avere una cultura generale e conoscere come vanno le cose in questo nostro mondo.” Francesco Marzapane, I Liceo

Il mondo senza la lettura praticamente non esisterebbe. Perché senza la lettura non ci sarebbe lo studio e senza lo studio non capisci niente di ciò che ti sta intorno. Senza la lettura non esisterebbero gli edifici, le macchine, la scienza, la grammatica… quasi niente.” Lucas Coelho, II Media 40 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017


a crescere!

dei nostri alunni

La lettura è una maniera di trasmettere le idee al mondo. Da questo, tutto possiamo trarne dei vantaggi.” Danilo Veronesi, I Liceo

Per me la lettura è fondamentale per poter parlare bene, saper scrivere con competenza e diventare un buon professionista. Ci sono molti libri che ho letto e che amo. Ma un grande esempio di lettore per me è stato Ben Carson, uno dei migliori neurochirurghi al mondo, che ha imparato a leggere nonostante i suoi genitori fossero analfabeti.” Filippo Colombo, II Media

La lettura per me è importante perché mi fa conoscere meglio la língua che parlo. Leggere può portare l'amore, la paura, l'immaginazione e la creatività.” Renan Gonçalves, I Liceo

La lettura è una porta aperta su vari universi. Un libro contiene tante emozioni ed è facile identificarsi con il protagonista di ciò che stai leggendo.” Cecilia Chinelatto, I Liceo

Per me leggere è essenziale, perché aiuta a sviluppare il proprio lessico, i propri pensieri. Aiuta ad aumentare ed espandere la propria cultura e conoscenza, ti apre a nuovi orizzonti e a nuovi mondi che, magari, non avresti mai immaginato di esplorare, di accettare e che avrebbero potuto interessarti. Martina Ferri, III Liceo

La lettura ci da la possibilità di scoprire nuovi mondi e di poter fuggire dalla realtà per qualche secondo. In tutti i libri possiamo imparare sempre qualcosa di nuovo.” Valentina Innocente, I Liceo 41 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017


Per me leggere è divertente! Quando leggo libri senza immagini, sono costretta ad usare la mia immaginazione e questo mi piace molto, questa è la parte divertente delle storie che leggo.” Carolina Bianchi, II Media

Per me la lettura è molto L’importanza della lettura sta nel importante per la fatto che essa ti espande formazione dell’individuo, l’immaginazione, ti fa fare viaggi sotto vari aspetti. Oltre che a in luoghi ed epoche sconosciute, sviluppare il lessico ed il senza spendere troppo. La lettura vocabolario del lettore, la arricchisce la tua cultura ed il tuo lettura ti apre la mente, vocabolario.” aumenta la creatività ed Nicola Colombo, III Liceo espande i tuoi confini, la tua conoscenza.” Leticia Santos, III Liceo Anche se non sono abituato a leggere molto, so che la lettura ci aiuterà anche a scrivere meglio. Lettura e scrittura vanno insieme, Leggere è fondamentale, poiché salva l’uomo dal mano nella mano!” mare dell’ignoranza!” Vinícius Santos, III Liceo Alexandre Belatto, III Liceo

La lettura ci aiuta non solo ad espandere il nostro lessico, ma ci è utile anche in ambito personale. Quando abbiamo un problema, per esempio, leggere ci può servire a superarlo, perché tutte le storie, in fondo, hanno un messaggio per ognuno di noi. La lettura può essere anche una fuga dalla realtà e in alcuni momenti è meglio fuggire che stare lì, a pensarci troppo!” Gabriela Scarpi, III liceo 42 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017


Epigrammata sulla Lettura*

*L'epigramma è un’antica iscrizione poetica – derivata dal mondo greco e latino classico - di vario carattere che si contraddistingue per la sua brevità e icasticità (cfr. Letteratura Latina).

“ “

Perché dovrei sprecare il mio tempo a guardare delle pagine scritte? Beh, la risposta è semplice! Perché a chi piace leggere l’eternità sarà compagna.” Niccolò Zunino, IV Liceo

Un giorno un uomo disse: ‘saggi sono coloro che leggono!’ E lui stesso continuò a non leggere... ma perché è cosí difficile amare la lettura? Saranno davvero beati gli ignoranti?” Marco Ianovale, IV Liceo

La vita è troppo corta per leggere tutto ciò che vorremmo leggere... ma ogni libro letto è una vita in più che può esser vissuta.” Helena Toro, IV Liceo Studiare il mondo attraverso una mappa non ti permette di andare La vita è come la lettura, a oltre ai confini della mente… ma volte ti annoia mentre altre quando leggi, puoi esplorare universi volte ti coinvolge.” sconosciuti ed inesistenti, frutto di un Giulia Brook, IV Liceo viaggio con la tua immaginazione.” Bruna Luglio, IV Liceo

“ “

I grandi lettori sono come degli archeologi. Studiano e analizzano alberi morti, modificati dagli uomini del passato... per poi ridare vita alle loro radici, nel presente” Matteo Russo, IV Liceo

Se ti obbligano a leggere, non La lettura può essere considerata importa se il libro sia interessante come uno sfruttamento della o meno... sarà sempre noioso, poiché cultura. Ma per coloro che non la voglia di leggere nasce dentro ad vogliono leggere, sfruttino pure ognuno di noi!” la loro ignoranza!” Amanda Tonon, IV Liceo Ana Julia Hadba, IV Liceo

Tu leggi a casa, a scuola, al parco, leggi sull’amore, sulla felicita, sul bene e sul male, oppure sull’ozio, sulle virtù e sui vizi, sulla morale, legggi sulla vita... però non dimenticarti di viverla!” Gianluca Allodi, IV Liceo 43 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017


Rilevare la m

Acontece Copa do mundo

di Sara De

Si è svolta a Buenos Aires il 28 aprile 2017, presso l’Istituto Italiano di Cultura, la Giornata di aggiornamento, promossa dalla ADILLI (Asociación de Docentes e Investigadores de Lengua y Literatura Italiana), Insegnare l’italiano agli studenti ispanofoni e lusofoni: una sfida in costante rinnovamento. Si trattava di un aggiornamento rivolto ai docenti delle Scuole bilingui e delle Università di Argentina, Uruguay e Brasile. Lo scopo era quello di condividere esperienze e delineare possibili percorsi, in linea con le recenti esigenze che emergono dall’ambiente socioculturale.

I lavori sono iniziati con la conferenza del prof. Gino Roncaglia, Leggere a scuola nell’era digitale. L’argomento era particolarmente interessante per noi docenti di lingua e letteratura italiana in una scuola bilingue, che quotidianamente affrontiamo la sfida di far leggere gli alunni; sfida importante in qualsiasi contesto, ma soprattutto quando la lettura rappresenta il principale supporto per l’apprendimento della lingua straniera. Gli studi in costante svolgimento, i progetti in corso nelle scuole italiane ma che saranno in breve estesi anche alle scuole italiane

all’estero e di cui siamo venuti a conoscenza durante la conferenza, non solo ci hanno confermato una parte del lavoro che già svolgiamo, ma inducono a proseguire anche su nuovi cammini verso la lettura. La nostra scuola, insieme a quelle di Rosario e Olivos (Argentina), era stata scelta per far parte della Commissione n. 2, che aveva come tema Rilevare e risignificare la motivazione degli studenti. A tale scopo abbiamo presentato il percorso che si era deciso di seguire proprio per rilevare le motivazioni, ossia di lasciare la parola agli alunni, facendo

Prof. Gino Roncaglia

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motivazione

ebenedetti in modo che questo diventasse un momento di riflessione anche per loro ed elaborazione di idee che ci aiutasse a lavorare meglio e con maggior coscienza e disponibilità. In un primo momento era stata proposta l’elaborazione di un tema di ordine generale, offrendo due tracce, una sulla scuola bilingue in generale, l’altra sulla letteratura, che ha un ruolo consistente nella scuola Montale. Si leggono infatti testi di letteratura portoghese e brasiliana, italiana, inglese, latina e spagnola. In un secondo momento si è chiesto agli alunni di dividersi in gruppi a seconda della traccia scelta e di discutere fra di loro le idee esposte negli elaborati;

quindi di esporle a compagni e professore sotto forma di dibattito. Da questi due momenti sono già emersi interessanti dati e spunti di lavoro, ma per permetterci di poter trarre delle conclusioni meno parziali (il lavoro era stato proposto a due classi su quattro del liceo), si è pensato a un terzo momento di sintesi: elaborare un semplice sondaggio a cui potessero partecipare tutti gli alunni del liceo. Si è elaborato sulla base di questioni da loro sollevate, lasciando sempre uno spazio aperto per altre che avrebbero potuto sorgere. I risultati più significativi delle tre tappe sono stati riportati in un power point (che pensiamo di mettere a disposizione degli interessati durante il prossimo evento culturale in ottobre). Essi riassumono le motivazioni che sembrano stare più a cuore per molti alunni: studiare la lingua e la cultura di più paesi per avere

La prof.ssa Sara Debenedetti (a sinistra) con le prof.sse Renata Adriana Bruschi (al centro) ed Elisabetta Santoro (a destra), davanti alla Scuola Italiana “Cristoforo Colombo” di Buenos Aires 45 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017

più opportunità di studio e di lavoro, non solo in Brasile ma anche all’estero; studiare la letteratura per avere contatto con idee e mondi diversi, nello spazio e nel tempo. Durante e alla fine dell’esposizione sono sorte domande e osservazioni interessanti, perché confrontavano le idee dei ragazzi con quelle esposte per esempio dal prof. Roncaglia e dalle colleghe della stessa commissione di lavoro, anche loro operanti nelle scuole italiane paritarie in Argentina. Si è osservato, in generale, in quali casi il nostro lavoro, come istituzione scolastica, già risponde alle motivazioni degli alunni, e in quali invece sarebbe necessario ancora intervenire. Come alunni – e come professori – possiamo affermare che lavoriamo guardando al futuro, … ma con un occhio al passato. La partecipazione a questo tipo di incontri, oltre a permettere uno scambio di informazioni ed idee fra chi opera in realtà simili, favorisce sempre anche una riflessione sul proprio operato.


Copa do viemos mundo De onde

De um paraíso

de Leonard

Meu nome é Leonardo Brotini, tenho 9 anos e estudo na IV B da Escola Eugenio Montale.

Leonardo (o segundo da esquerda) com os amigos da escola

Antes de vir para São Paulo eu morava em Jericoacoara, um vilarejo preservado pelo Ibama. Era muito bom viver lá porque eu fazia Kate todo o dia, jogava futebol, brincava de várias coisas, ia para as dunas fazer esqui-bunda, surfava no mar, ia para a praia com o cachorro e ajudava meus pais a cuidar da nossa pousada.

Detalhes das ruas de Jericoacoara

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aqui na terra!

do Brotini

Lá eu estudava numa escola chamada Escola Barnabé, onde tinha aula extra de marcenaria, surfe e futebol. Eu tinha muitos amigos lá. Em Jericoacoara não há poluição nenhuma, nunca teve trânsito, não tem prédios, o mar é lindo e limpo, tem muita natureza e eu sempre me pendurava nas árvores.

Detalhes das praias de Jericoacoara

Era muito bom viver lá ...”

Eu vim para São Paulo para estudar numa escola italiana porque minha família e eu iremos morar na Itália. Eu gosto mais ou menos de São Paulo, porém prefiro Jericoacoara, mas aqui também fiz muitos amigos.

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Copa do viemos mundo De onde

Una nuo

di Cecilia

Mi chiamo Cecilia, sono nata e cresciuta in Italia, a Milano. La mia era una vita semplicissima di una bambina di 9 anni (scuola, amici, passeggiate in bicicletta, pallavolo...). Cecilia (a sinistra) con la sua compagna di classe della IV Primaria, Valentina

Un giorno, più o meno durante il mese di aprile dello scorso anno, mio padre ricevette un’offerta di lavoro in Brasile. All’inizio ridevamo all’idea, ma dopo la faccenda si fece seria e in un batter d’occhio mio padre accettò l’offerta decidendo di trasferirsi in Brasile.

Passammo tre mesi da soli (io, mia madre e mio fratello Cristiano) prima di raggiungere mio padre definitivamente. Ed ecco che a fine settembre mi trovo su un aereo diretto a San Paolo.

L’idea che avevo di questa città non era di certo quella di trovarmi davanti ad una grande metropoli, ma sono contenta di questa nuova esperienza.”

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ova vita

a Cantera

Piazza Duomo, Milano

Milano notturna

Navigli, Milano

L’idea che avevo di questa città non era di certo quella di trovarmi davanti ad una grande metropoli, ma pensavo che al suo posto avrei trovato un centro abitato nel cuore della foresta amazzonica, piena di insetti e di viscidi serpenti. All’inizio ho fatto fatica ad integrarmi a questa nuova realtà ma dopo, a poco a poco, ho comninciato a fare nuove amicizie e ad abituarmi con i nuovi ritmi e con la nuova scuola. I miei genitori mi hanno aiutato tanto, ma chi mi ha aiutato più di tutti è stata la mia amica a quattro zampe, la mia cagnolina Isotta. Sono contenta di questa nuova esperienza, di aver conosciuto una nuova cultura, una nuova lingua ma non vedo l’ora di tornare in Italia.

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Copa do de mundo Meninos Ouro

O tempo voa... já faz 6 anos, mas ainda me lembro do dia em que recebemos nosso diploma na Scuola Italiana Eugenio Montale. Um dos dias mais felizes da minha vida com certeza, mas também um dos mais tristes por estar saindo da Escola em que estive durante quase toda minha vida e se separando dos amigos que naquele ponto já haviam se tornado uma família. O meu futuro recente já estava decidido, eu iria prestar vestibular para Comunicação Social na ESPM, mas e depois? Para que ramo exatamente eu iria? Agência? Empresa? Nada disso... mas sobre isso falaremos daqui a pouco. Meu irmão, Donato, também formado no Montale, já estava nos Estados Unidos onde fazia Cinema em uma das mais renomadas faculdades do mundo, a Full Sail, mas tenho certeza que ele também não esperava o que estava por vir.

Os criadores d

Depois de 2 anos de faculdade, o amor do meu pai por gastronomia fez ele reviver um antigo sonho que tinha com a minha idade, o de abrir uma hamburgueria. Foi assim, que juntando nossos conhecimentos em cada uma das nossas áreas de atuação começamos a desenvolver a ideia do nosso negócio. Ele pesquisava e desenvolvia todo nosso cardápio e a estrutura do nosso restaurante, eu criava a identidade da nossa marca e começava a trabalhar nossas redes sociais que viriam a ser futuramente uma das nossas principais forças de divulgação. Mas o time não estava completo, ainda faltava uma peça chave para cuidar da operação da loja no dia a dia e fazer o contato direto com os clientes, e foi aí que o meu irmão voltou dos EUA formado e entrou nessa aventura com a gente. Depois de aproximadamente 1 ano de desenvolvimento

Donato (pai), Donato (filho) e Nicholas

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por Nicholas Ac abrimos as portas do Stunt Burger no Morumbi, próximo de onde morávamos. Era um tiro no escuro, pois éramos os únicos na região e isso poderia dar muito certo, ou muito errado. Felizmente a primeira opção reinou e cada mês nossa pequena porta crescia mais, tanto em volume de vendas e clientes quanto fisicamente e como marca. A pequena loja que tinha 24 lugares para acomodar os visitantes hoje tem seu delivery próprio e suporta mais de 70 clientes sentados. A marca caiu na boca do povo, começamos a entrar nos maiores rankings brasileiros de hambúrguer e hoje ocupamos a terceira colocação em um e a primeira em outro por voto popular. Os influencers começaram a vir cada vez mais, e nesse mundo das mídias sociais que vivemos hoje, nossa força de divulgação ficou cada vez maior e nossas páginas hoje já contam com dezenas de milhares de seguidores. Com 2 anos de funcionamento recebemos um convite inesperado, e foi assim, que há pouco mais de 1 mês, abrimos nossa segunda unidade no Shopping Iguatemi, um dos mais renomados da América Latina.


o Stunt Burger

cquaviva Galvez

Detalhes da hamburgueria ‘Stunt Burger’ no Morumbi

Com certeza não esperávamos tudo isso quando abrimos, e definitivamente esse crescimento veio muito rápido. Mas uma coisa posso dizer que sempre tive certeza, que a formação que tive na Montale, não só culturalmente mas como pessoa, me preparou completamente para os desafios que a vida dos negócios iriam me trazer. Além disso, quem sabe um dia não aparece um Stunt Burger lá pela Italia ?

Alguns lanches produzidos no Stunt Burger

Era um tiro no escuro, pois éramos os únicos na região e isso poderia dar muito certo, ou muito errado.” 51

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Sentirsi finalm

Copa do de mundo Meninos Ouro

di Ana M

Dopo aver cambiato Paese quattro volte, ed essermi abituata a convivere con innumerevoli culture e stili di vita, la frase ‘sentirsi a casa’ era diventata una cosa completamente sconosciuta per me. Invece questo è il significato che la Montale ha portato alla mia vita. Anche se il mio tempo lì è stato breve, è stato molto significativo e alla Montale mi sono sempre sentita davvero a casa. Tutti quelli che passano per questa scuola diventano parte di una grande famiglia di “montaleiros” – una famiglia internazionale, con una cultura

propria, con una lingua propria ed una cosa in comune: la voglia di crescere e scoprire nuovi mondi insieme! Avendo sempre avuto una passione per l’Italia, appena finito il liceo, mi sono trasferita a Milano per proseguire gli studi all’Università Bocconi dove ho frequentato tre anni di International Finance. Un mese fa, mi sono laureata e chi c’era presente condividendo questo momento così speciale con me? Ecco, i miei cari “montaleiros” che sono sempre stati un grande supporto per me. Tra i miei anni alla Montale e gli anni

Ana Malheiro, laureata alla Bocconi di Milano

Università Bocconi di Milano 52

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passati a Milano, sento di aver creato un legame molto forte con l’Italia, ma alla Montale mi hanno sempre spinto a non fermarmi mai e andare sempre avanti con coraggio, per affrontare nuove sfide. Per questo, nonostante sia stata una scelta difficile, ho deciso di andare in Germania a settembre per iniziare il mio Masters in Finance. Non so dove la vita mi porterà, e nemmeno dove finirò, ma saprò sempre dove trovare la mia ‘casa’ e la mia ‘famiglia’ e so che tutto ciò che la Montale ha aggiunto alla mia vita, resterà sempre con me.


mente a casa

Malheiro

Ana con alcune amiche, ex alunne della Montale, a Milano

Tutti quelli che passano da questa Scuola diventano parte di una grande famiglia, di “montaleiros” – una famiglia internazionale, con una cultura propria, con una lingua propria ed una cosa in comune: la voglia di crescere e scoprire nuovi mondi insieme!” Ana Malheiro 53

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Copa dodos mundo Mural Pais

A RESPONSABILIDA DE DECIDIRMOS PO

Cabe aos pais decisões difíceis em relação a vida futura dos filhos. Começa com a escolha do nome, escola que frequentarão, atividades extras curriculares, e assim por diante. Mas seguramente a escola que iremos proporcionar a eles, é um dos itens que nos preocupa mais. Seja pelo tempo que eles lá permanecerão, pelas companhias, pelos conceitos morais da entidade de ensino, qualidade de seu corpo docente, pelo espaço físico a disposição, localização geográfica, custo, em que país gostaríamos que eles vivessem, entre outros pontos.

A somar a estes pontos, talvez o principal: NOSSOS FILHOS – qual a personalidade deles, quais as tendências para carreiras, aptidões, etc.. Ao colocarmos todos estes pontos numa matriz de decisão, notamos que o problema não é fácil, mas temos de assumi-lo. Para tanto, temos que procurar analisar de forma objetiva e conjunta PAI, MÃE E FILHO, e uma vez tomada a decisão procurar sempre verificar se ela está correta. Um dos pontos fáceis desta verificação é o comportamento dos nossos filhos, se eles chegam em casa com um sorriso após o longo dia de

...percebemos que nossos filhos ERAM PARTE DO TODO, e não apenas marionetes sem vida própria.”

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por Gerson e Ro

aula, se estão integrados com seus colegas, se estão motivados a contar o que está acontecendo no dia a dia, se sempre estão esperando as próximas atividades, e assim por diante. Da nossa parte como PAIS, qual o retorno que a ESCOLA nos dá sobre nossos filhos, como os estão seguindo em suas atividades escolares e comportamentais. Ao perguntarmos aos nossos filhos o que a EUGENIO MONTALE oferece de melhor em relação a escola anterior (uma escola também de origem europeia, com


ADE E DIFICULDADE OR NOSSOS FILHOS

oberta Fioratti

disponibilidade de piscina semi olímpica, campo de futebol oficial, teatro, tecnologia de informática de ponta, 30 alunos por classe e rigidez espartana), a resposta que ouvimos foi “TUDO – a qualidade dos professores, método de avaliação, integração com os novos colegas, estudos do meio, e logicamente a hora do recreio.” Houve uma apresentação no teatro da EUGENIO MONTALE, onde as crianças montavam o cenário, abriam a cortina, corrigiam as falhas na hora (completamente diferente das apresentações no “Opera House” da escola anterior, com staff e tecnologia disponíveis para uma apresentação “perfeita”). Foi neste exato momento que percebemos que nossos filhos ERAM PARTE DO TODO, e não apenas marionetes sem vida própria. Podemos afirmar que acertamos em tomar a decisão de matricularmos nossos filhos na ESCOLA EUGENIO MONTALE.

Arthur (II Liceo) e Fausto (V Primaria)

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Copa dodos mundo Mural Pais

Tudo o que se aprende muitas g

Alguns anos atrás, com meu 1º filho ainda pequeno, busquei em São Paulo uma escola com uma pedagogia moderna, atualizada e que ensinasse a língua italiana, não como matéria e sim como língua principal. Assim, desde 2008 fazemos parte da “Família” Eugenio Montale. Escolha realizada buscando não só conteúdo para um bom vestibular, mas muito mais, busquei por uma escola que formasse meu filho com conhecimento em todos as áreas, e com bases fundamentais de educação e respeito, conhecimento para uma vida inteira e com objetivo único, formar pessoas humanizadas e capacitadas. Logo nos primeiros dias a escola me deixou muito satisfeita. Uma visão pedagógica ampla, de forma humanizada, e com um conteúdo mais abrangente do que a maior parte das escolas que conheci. Assim, meu filho começou a se divertir com a nova língua e com sua metodologia.

Mesmo vindo de outra escola e sem nenhum conhecimento da língua italiana. Na escola da Infância, Luca teve seu primeiro contato com a Montale. Achei muito interessante o fato de terem classes “na Materna” com alunos de diferentes idades. Assim, os maiores trabalham limites e paciência com os menores, e os menores aprendem com os mais velhos. Uma troca de aprendizado interessante nesta época da vida. Como muitas vezes acontece em casa de famílias com mais de um filho. Os brinquedos são sempre elaborados de forma artesanal, pelos próprios alunos incentivando a imaginação na educação das crianças, enquanto o mercado americano de brinquedos ganha território. Luigi foi mais cedo para Escola devido ao interesse grande e facilidade de adaptação, e pela “forcinha” dada por seu irmão, acrescido também pela pedagogia escolar da Eugenio Montale. 56

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por Eliane

Na minha terceira gravidez, a escola recepcionou também com muito carinho meu terceiro filho Leonardo. A escola nos ajudou muito na adaptação dos meninos com o novo irmão. No decorrer dos anos me matriculei no curso de Italiano para ajudar as crianças a fazerem as lições de casa. Foi uma experiência muito interessante para mim na volta aos estudos com língua estrangeira. Dividindo com meus filhos as mesmas dificuldades que eles tinham. Hoje, tudo que falamos em português querem saber se eu sei em Italiano... rsrs. Os encontros festivos realizados durante todo o ano em datas comemorativas, sempre mostraram um alto grau de preparação dos Temas, a dedicação e conhecimento, visivelmente notado por um trabalho em equipe. Tenho em mente que tudo que você aprende na escola é trabalho de muitas gerações.


na escola é trabalho de gerações

e Ruggiero

Recebi essa herança Montale de braços abertos e a cada ano que se passa, mais uma lição aprendida. Acho que mesmo como mãe “de anos” na escola, continuo me surpreendendo com os trabalhos apresentados a cada dia. Claramente pela escola, o que não está bom, se cria condições para melhorar e o que está bom se torna

perfeito ... Tudo fruto do trabalho de bons profissionais e de uma equipe incansável.... atrás dos objetivos determinados lá atrás com a fundação da Escola no Bairro do Morumbi. Com imenso prazer coloco aqui minhas observações, como uma mãe satisfeita pela escolha realizada e pelo trabalho sempre em

andamento da escola... Agora passo por um período de colheita de todo o trabalho realizado pela Escola, e a facilidade de adaptação com o Currículo Europeu nos abre novos horizontes... Agradeço a Scuola Eugenio Montale toda a atenção, carinho e compreensão dispensados aos meus filhos.

“ Gustavo e Eliane com seus filhos Luca (II Liceo), Luigi (III Media) e Leonardo (IV Primaria)

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Uma visão pedagógica ampla, de forma humanizada, e com um conteúdo mais abrangente do que a maior parte das escolas que conheci.”


Parêntese Artística Copa do mundo

Saper legg Alcune testimonianze dei ragazzi del Liceo A cura di Anna

La realtà è fatta di Mostri Di Niccolò Zunino

Durante l’epoca di Goya (seconda metà del settecento e inizio ottocento) il popolo spagnolo viveva fra ingiustizie, rivolte e sanguinose repressioni mentre i violenti avvenimenti della Francia rivoluzionaria scuotevano gli animi di tutta Europa. Se ci facciamo caso, la situazione mondiale del XXI secolo non è così diversa dall´epoca di Goya: guerre violente in quasi tutto il mondo, la soppressione da parte degli Stati Uniti e il terrorismo che scuote gli animi di tutti.

Esiste una pittura di Goya che trasmette questa sensazione di oppressione:``La fucilazione della montagna del Principe Pio´´ che raffigura la fucilazione dei patrioti spagnoli sconfitti dalle truppe di Napoleone. Ossia, la sconfitta della speranza di una nazione migliore (portato ai giorni nostri, il mondo) dinanzi a un impero oppressore (in questo caso, i conflitti che stanno succedendo). Goya diceva che la realtà è fatta di mostri, se lui fosse ancora vivo scoprirebbe che la sua frase si è avverata. 58 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017


gere l’arte su come osservare, leggere e criticare l’arte Dorsa Zamagna

La sinceritá di Goya Di Carolina Bugelli Dalle 14 opere nere fatte da Goya nella “Quinta del Sordo”, si fanno sentire la crudeltà e la parte più orribile del mondo che è in noi stessi. Goya ci presenta la realtà come ci appare, e non ha paura di dire come il mondo è orribile e brutto. Riusciamo a guardare la realtà in tutte le sue opere. Per esempio, quelle che rappresentano la borghesia spagnola, usando ironia per satirizzare i costumi dell’epoca. La stessa cosa succede oggigiorno con tutti gli individui che vogliono mostrare una falsa felicità attraverso internet. Un altro esempio di rappresentare la realtà e verità è nel dipinto la “Maja desnuda”, la prima volta in cui viene dipinto una figura femminile senza pudore. Nell’affresco è rappresentata una donna vera, nuda, sdraiata con le braccia incrociate dietro la nuca che fissa lo spettatore. Oppure in altri dipinti che mostra la guerra e fa una denuncia sociale di come il popolo si senta. Appunto, per queste opere che mostrano la realtà è difficile classificare in che periodo artistico Goya si trova, è sempre attuale. È romantico ed espressionista perché mostra la realtà attraverso i propri sentimenti. E mostra la crudeltà del mondo che avviene tutti i giorni.

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Leonardo e la misteriosa Gioconda Di Vinicius Santos Il ritratto di Monna Lisa del Giocondo, meglio conosciuta come la Gioconda, è in assoluto l’opera più celebre di Leonardo in tutto il mondo. Noto è soprattutto il suo sorriso enigmatico, che ha fatto scrivere fiumi di parole e mille interpretazioni. Le analisi raggi X, a cui è stato sottoposto il dipinto nel corso dei suoi restauri, mostrano che ci sono tre versioni della Monna Lisa, nascoste sotto quella attuale. L’opera è infatti frutto di una lunga elaborazione in cui l’artista la ritocca più volte nel corso degli anni, portandosela anche in Francia. Da un punto di vista pittorico la figura è quasi priva di contorni grazie alla tecnica dello sfumato. Marcel Duchamp, nel 1919, espone una riproduzione della Gioconda a cui ha aggiunto barba e baffi. In questo modo l’artista ha voluto compiere una dissacrazione nei confronti di un’opera diventata ormai un mito, ma ha voluto anche dire qualcosa in più, ha voluto fare un’allusione ermetica. E se Leonardo avesse voluto raffigurarsi nei panni della Gioconda?

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Parênteses Copa do mundo

Progetti futuri

Orientamento professionale di Bruna Luglio

In questa fase della nostra vita, alunni della quarta liceo che stiamo quasi per finire la scuola, è normale che ci sorgano dei dubbi su ciò che faremo nel futuro. Visto che questo momento è molto importante e delicato, la scuola ci da le possibilità di osservare e conoscere più da vicino

alcune importanti università come per esempio: l’Università Cattolica del Sacro Cuore di Milano. In modo tale che noi potessimo conoscere quest’università è venuta una rappresentante dall’Italia che ci ha esposto come funzionano i corsi all’interno della struttura. La rappresentante ci ha

Bruna Luglio

mostrato quali fossero le procedure d’iscrizione, i costi e i vantaggi di studiare lì essendo studenti stranieri. Secondo noi alunni, queste possibilità che la scuola ci offre sono molto importanti ed essenziali per orientarci alle migliori scelte del futuro.

Università Sacro Cuore di Milano

…queste possibilità che la scuola ci offre sono molto importanti ed essenziali per orientarci alle migliori scelte del futuro.” 61

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Progetti

Cosa fare dop

di Carolin

Durante la conferenza del Politecnico di Torino, ci hanno presentato i corsi, gli alloggi e la città e mi sono messa a guardare intorno. Quando mi sono girata, la prima cosa che ho visto, sono stati i volti dei miei amici: facce ansiose, desiderose, felici e con le loro speranze e nuove aspettative. Però, la maggior parte dimostrava una certa paura del futuro, dello sconosciuto e delle scelte. Infatti, selezionare un’università è una delle scelte più importanti su cui dobbiamo decidere con maturità, responsabilità e consapevolezza. In una scuola come la nostra non solo abbiamo la possibilità di prendere un

corso a scelta, ma l’opportunità di scegliere uno o più paesi dove studiare. Per questo motivo la scuola ci offre varie presentazioni di diverse università di tutte le parti del mondo, per esempio dall’Italia, Portogallo, Brasile e Stati Uniti. Così, attraverso queste conferenze, la scuola ci mostra tutte le possibilità, i diversi percorsi e come scegliere le migliori opzioni per il nostro futuro. . 62

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La classe IV Liceo, con la prof.ssa Susanna Battaglio

Politecnico di Milano


i futuri

po la scuola?

na Bugelli

           

Siamo lieti di comunicare che la Montale, sarà sede per la realizzazione dei test di accesso ai corsi di laurea di primo ciclo per l’Università di Bologna e altri 42 atenei italiani:                   

Politecnico di Bari Politecnico di Milano Università degli studi Università degli studi Università degli studi Università degli studi Università degli studi Università degli studi Università degli studi Università degli studi Università di Cagliari Università degli studi Università degli studi Università degli studi Università degli studi Università degli studi Università degli studi Università degli studi Università degli studi

Università degli studi di Palermo Università degli studi di Parma Università degli studi di Pavia Università degli studi di Perugia Università degli studi di Salerno Università degli studi di Siena Università degli studi di Trieste Università degli studi di Udine Università degli studi Napoli Federico II Università degli studi Napoli Parthenope Università degli studi di Trento Università degli studi di Cassino e del Lazio Meridionale

63 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017

          

della Campania “Luigi Vanvitelli” d’Annunzio Chieti-Pescara del Molise della Basilicata dell’Aquila di Bergamo di Bologna di Brescia di di di di di di di di

Catania Ferrara Firenze Genova Messina Milano Bicocca Modena e Reggio Emilia Padova

Università del Salento Università degli studi del Sannio Università della Calabria Università di Pisa Università di Roma Tor Vergata Università Cà Foscari di Venezia Sapienza Università di Roma – Facoltà di Scienze matematiche, fisiche e naturali Università Mediterranea di Reggio Calabria Università Politecnica delle Marche Università degli Studi di Verona Università degli Studi di Sassari


A última palavra Copa do mundo

Montale e il saper leggere la natura

Non può passare inosservato il fatto che la poesia di Montale sia ricchissima di elementi o riferimenti alla natura d’ogni genere. Montale stesso ammette la sua passione per le piante, come in questo verso seguente: “So poco di botanica e di zoologia, eppure le mie poesie sono piene di animali e di piante.” La natura, per Montale, doveva essere contemplata e letta, proprio come un libro aperto che ci spiega i suoi preziosi segreti, come si può notare dalla sua famosa poesia “I limoni” (dalla raccolta “Ossi di seppia”). di Victor Vallerini

I limoni (Eugenio Montale)

Eugenio Montale

"La natura mi dice Ascoltami, i poeti laureati qualcosa quando è si muovono soltanto fra le piante incolta e negletta dai nomi poco usati: bossi ligustri o acanti. [...] A un campo di Io, per me, amo le strade che riescono agli erbosi spighe dorate fossi dove in pozzanghere preferisco un prato mezzo seccate agguantano i ragazzi pieno di gramigna e qualche sparuta anguilla: spine. [...] Preferisco le viuzze che seguono i ciglioni, l‘orto al podere, il discendono tra i ciuffi delle canne bosco al seminato.” e mettono negli orti, tra gli alberi dei limoni. Eugenio Montale

Ad memoriam

Nosso agradecimento por toda contribuição e carinho que a nossa querida Dayse Allodi dedicou à escola. “Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata....” (Carlos Drummond de Andrade) Scuola Italiana Eugenio Montale 64 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017


Autorità, Fondatori, Direzione e Rappresentanti COMITATO GESTORE (2016-2018) • Giuseppe d´Anna Presidente • Nelio Bizzo Vice-presidente • Augusto Bellon Dirigente presso l'Ufficio Scolastico territoriale

CONSIGLIERI

• Adriana Corsari • Elio Colombo Junior • Flávia Angelico • Manuela Fialdini • Renato Terzi

Sandra Papaiz - Associada benemérita Giuseppe d’Anna – Popait Participações Nildo Masini - Grupo Masini Marzio Arcari - Instituto Cultural Italo-Brasileiro Renato Poma - Instituto Italiano de Cultura Sandro Isidori Benedetti - Associação Umbri

DIREZIONE DIDATTICA Paola Capraro – Direttrice Scolastica Italiana Silvia Maria de Freitas Adrião – Direttrice Scolastica Brasiliana

DIRETTORE AMMINISTRATIVO Lorenzo Gemma

Elenco Rappresentanti di Classe - a.s. 2017 Scuola dell’Infanzia – sez. A-B-C-D-E ...................................................SANDRA OLIVA Scuola Primaria – classe 1ª ....................................................... DIEGO TRANCANELLI Scuola Primaria – classe 2ª ................................................... CLAUDIA TORIKACHVILI Scuola Primaria – classe 3ª ................................................... CLAUDIA TORIKACHVILI Scuola Primaria – classe 4ª A ........................... MARCOS VINICIUS PINTO SALOMON Scuola Primaria – classe 5ª .....................................................ALESSIA DELL’AGNELLO Sc. Sec. I Grado – classe 1ª ....................................................... DIEGO TRANCANELLI Sc. Sec. I Grado – classe 2ª ................................ DONATA LUIZA OLIVEIRA CARDOSO Sc. Sec. II Grado (Liceo) – classe 3ª ................VINICIUS SANTOS PINHEIRO OLIVEIRA Sc. Sec. II Grado (Liceo) – classe 4ª ...........................AMANDA MAGALHÃES TONON

ASSOCIATI FONDATORI

ASSOCIATI BENEMERITI •AEDA •Alitalia •Angelo Vecchi •Anna Maria Barrucci •Banco Bradesco •Benedetti Sandro Isidori •Campari do Brasil •Circolo Italiano •Conde Raffaele Leonetti

•Patronato Assist. Imigrantes Italianos (PAII) •Pirelli S.A. •Saipem do Brasil •Sandra Papaiz •Scac S.A. •Sergio Comolatti •Udinese ind e com •Unicredito Italiano •Unilever •Zanemp Empreendimentos

•Fabio Perini S.A. •Fiat Automóveis •Generali do Brasil •Grupo Masini •Impregilo SpA •Instituto Cultural ItaloBrasileiro (ICIB) •Luigi Bauducco •Nelson Castro •Papaiz ind e com

CONSOLATO GENERALE D'ITALIA A SAN PAOLO Michele Pala - Console Generale 65 IL GIRASOLE ON-LINE AGOSTO 2017

• BERTOLINI RICCARDO

• BERTOLINI ALFONSA • CROSO EDGARDO • GENTILINI PALMIRO • GHERSI LORENZO • MATTOLI SOCRATE • ROBERTO ALBERTO • ROBERTO PAOLA


“Os jovens aprenderão sozinhos se na escola tiverem aprendido a pensar” Eugenio Montale Nobel de Literatura, 1975

Filosofia da Escola Um dos valores mais importantes do nosso projeto pedagógico é a formação integral do educando. Interessanos que o aluno construa, ao longo da sua escolaridade, um lastro cultural e intelectual que lhe permita atuar de forma responsável, competente, crítica e autônoma ante as exigências impostas pela sociedade.

Rua Dr. José Gustavo Bush, 75 Morumbi / SP Tel.: (11) 3759-5959 www.montale.com.br

Profile for scuola italiana eugenio montale

IL GIRASOLE agosto2017  

IL GIRASOLE agosto2017  

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