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BUZZ PÁGINA 2 Ano 1 | Edição 12 | Outubro 2010 BuzzImagens

Carta ao Leitor

12 meses

A eleição de Marco Aurélio.

Após 24 anos, Jacareí elegeu um deputado estadual. O petista Marco Aurélio de Souza foi eleito com 69.485 votos. Sua posse será em 15 de março de 2011.

Comércio.

O superintendente do Jacareí Shopping, Leopoldo Costa (foto ao lado), conclui a revitalização do local e anuncia uma ampliação para 2011. Lojas como Poderoso Timão, Gamaia Esportes e Bravery deverão abrir suas portas na cidade até o final de 2010, diz o superintendente.

Gastronomia.

Aproveite a safra do morango para preparar uma deliciosa torta da fruta que rejuvenesce e elimina o colesterol ruim.

A nossa história está apenas no começo. Foram 12 edições de aprendizado e cuidado redobrado. Desde o início nossa vontade foi fazer um veículo de comunicação de qualidade e credibilidade. Aproveitamos para agradecer aos nossos parceiros: público, colaboradores e anunciantes. A seriedade de nosso trabalho pode ser mensurada nos emails com críticas, elogios e sugestões que não param de alertar o alcance do nosso periódico. Alcançamos, através de nossa distribuição, os moradores dos condomínios de Jacareí, servidores dos mais diversos órgãos públicos e comerciantes. Hoje, Jacareí é a bola da vez na região com a chegada de grandes investimentos e a revista Buzz é o meio de comunicação de representatividade desse novo tempo. Por isso, é com você, leitor, que queremos brindar e celebrar este primeiro aniversário da Revista Buzz. Porque é para você que pensamos com carinho cada pauta, editamos cada artigo, selecionamos cada imagem, planejamos cada edição. Que este seja o primeiro dos muitos aniversários que comemoraremos juntos. Já estamos de olho em 2011, cheios de novidades para fazer uma revista ainda mais útil para você. Quer mandar seu depoimento? Escreva para revistabuzz@gmail. com e sugira o que você gostaria de ler na revista. Siga-nos no twitter - //twitter.com/ revistabuzz. Agradecemos a todos que se envolveram direta ou indiretamente no processo de produção da Buzz. Em especial aos anunciantes que, mesmo com o nosso pouco tempo no mercado, foram os maiores responsáveis por essas primeiras doze edições. Muito obrigado!

Por favor, recicle esta revista A revista Buzz é uma publicação mensal da Voz Ativa Comunicações - Diretora: Silvia Regina Evaristo Teixeira - Conselho Editorial: Silvia Regina Evaristo Teixeira, José Roberto Teixeira, Jefferson Teixeira - Diretora Comercial: Silvia Regina Evaristo Teixeira - Editor-chefe: Mauro San Martín - DRT 24.180/SP - Diretor de Criação: Marcel Esliper - Revisão: Evelyn Pieve - Tiragem: 5 mil exemplares - Impressão: Jac Gráfica e Editora - Email: revistabuzz@gmail.com - Os artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores e não representam necessariamente a opinião da revista ou da editora.


Jacareí Que pensa BuzzImagens

Os pesquisadores Angus Deaton e Daniel Kahneman, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, provaram que, ao contrário do que todos pensam, o dinheiro pode trazer felicidade. Eles, inclusive, calcularam que uma pessoa precisa de R$130 mil por ano para ser feliz. Deaton e Kahneman descobriram que o bem estar emocional é proporcional a renda da pessoa. E você, também acredita que dinheiro traz felicidade?

Quer opinar? Escreva para a revista Buzz que sua opinião será publicada em nossa próxima edição.

Marcos “Avlis”, empresário e ecologista A felicidade está nas coisas mais simples. Essa busca incansável pela felicidade, achando que é o dinheiro que traz, faz com que as pessoas fiquem presas cada vez mais a coisas materiais. Para mim, felicidade é você acordar , saber que está com saúde para tocar aquele dia e servir as pessoas. Ser útil. Ver as coisas belas que Deus fez. Eu sou mais feliz hoje quando me desapeguei das coisas materiais. Todo mundo passa por um momento desses, principalmente os jovens. Um dos momentos de maior felicidade que tive foi o nascimento dos meus filhos. Um momento mágico e que não precisa de dinheiro. Não é o dinheiro que vai garantir a nossa felicidade. A pureza das crianças me traz felicidade.

Simone Barbosa, cabeleireira Não é verdade. Primeiramente, a felicidade é o amor. O dinheiro vem em segundo plano. O dinheiro é útil em vários momentos da vida, pois nos fornece condições de ter uma vida melhor. Mas não adianta ter o dinheiro e não ter felicidade ou não ter uma família unida. Primeiro, uma família unida e, em segundo plano, o dinheiro. Têm muitos ricos que possuem dinheiro e não são felizes. E tem família sem dinheiro, mas realizada sob vários aspectos. Em primeiro lugar, a união, o amor e a família.

Ary Rodrigues, sindicalista Eu acho que não. O dinheiro complementa a felicidade. Eu, por exemplo, não preciso de muito para ser feliz. Hoje, eu posso me dar o luxo de parar de trabalhar, com o pouco que eu tenho, e ser feliz. Têm muitas pessoas que confundem dinheiro com felicidade. Dinheiro é tudo, mas não é tudo para você ser feliz. É esse o meu pensamento.


radar

::Morreu Peter Constantinides O comerciante e professor de inglês Peter Constantinides morreu no dia 5 de outubro vitima de câncer. A grande lembrança dele será sua escola de inglês – Peter´s School, onde ensinou seu idioma de origem a milhares de estudantes. No entanto, ele também foi proprietário da Casas Barateiro. Peter nasceu em 1936, na cidade Mount Vernon, Nova York, e foi fuzileiro naval. Ele veio para o Brasil em 1960 e, para Jacareí, em 1972. Foi casado com Ellie e teve três filhos: George, Nickolas e Paul.

:: Minimizando o impacto Após ser rejeitado duas vezes pela Prefeitura de Jacareí, o programa de substituição de sacolas plásticas por sacos de papel ou materiais biodegradáveis nos estabelecimentos comerciais (lei nº 5.513/2010) foi aprovado pelos vereadores. A prefeitura entendia que a cidade não podia legislar sobre questões ambientais. Os autores do programa afirmam que sua finalidade é contribuir para o controle da poluição, a fim de minimizar o impacto ambiental e otimizar a vida útil do aterro sanitário.

:: Facilitando o acesso Vereadores de Jacareí aprovaram o projeto de lei que torna obrigatório a disponibilidade de cadeira de rodas em edifícios comerciais, supermercados, hipermercados, shopping centers e outros estabelecimentos comerciais (lei nº 5.514/2010). O objetivo da nova lei é facilitar o acesso das pessoas portadoras de necessidades especiais, idosos, acidentados e gestantes a esses locais. A multa para quem descumprir é de R$ 1 mil.

:: Biblioteca aos sábados A Biblioteca Municipal Macedo Soares funcionará aos sábados, das 8 às 13 horas, em caráter experimental até dezembro deste ano. As pessoas que trabalham durante a semana e não dispõem de tempo para usufruir do acervo terão mais chances a partir do novo dia e horário de funcionamento. A prefeitura de Jacareí poderá tornar definitivo dependendo da frequência até o final do ano. Divulgação

Mutirão para recolher lixo no Rio Paraíba realizado em setembro. Foram retirados quase 500 quilos de resíduos

:: Jacareí realiza II Audiência sobre Meio Ambiente A Secretaria Municipal de Meio Ambiente apresenta propostas do Plano de Meio Ambiente no dia 21 de outubro, na Secretaria de Educação, a partir das 18 horas. “As propostas que iremos apresentar visam ao crescimento sustentável e com qualidade de vida para toda a população”, afirma o secretário de Meio Ambiente, José Roberto Fernandes da Silva.

:: Programação para o idoso

:: RGA e banheiros vetados O prefeito de Jacareí, Hamilton Ribeiro Mota, vetou os projetos RG Animal e a instalação de banheiros químicos nas feiras livres. Os dois projetos foram aprovados na sessão de Câmara do mês passado, embora seus autores sejam da base de apoio ao prefeito no legislativo jacareiense, eles acabaram sendo vetados.

O mês do idoso (outubro) está sendo comemorado com várias atividades no Centro de Convivência Viva Vida. No dia 19 de outubro, o médico geriatra Armando Gullo falará sobre câncer de próstata, Mama e Colo de Útero; Alzheimer e Parkinson. O Coral da Univap se apresentará no dia 26, às 14h30. No dia 27, acontecerá tarde dançante com o tema “Anos Dourados”, às 15 horas. O telefone do Viva Vida é (12) 3953-2819.

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TORTA de morango BuzzImagem

É época do morango! Nos meses de agosto, setembro e outubro, a oferta da fruta, que além de deliciosa é nutritiva, é abundante nos supermercados e feiras livres devido ser o período de sua safra. Aproveitando a ocasião, Buzz traz uma receita de torta de morango, fácil de preparar e pode ser servido como sobremesa ou ainda como acompanhamento no chá ou café.

Ingredientes - Massa •140 gramas de margarina •8colheres (sopa) de leite condensado (se quiser reduzir as calorias, use o desnatado) •3 gemas •3 xícaras (chá) de farinha de trigo •1 pitada de sal Ingredientes - Recheio

•1 pacote (12 gramas) de gelatina em pó sem sabor •O restante da lata de leite condensado •1/2 copo de requeijão •2 caixas de morangos

Preparo - Massa Misture a margarina com as 8 colheres (sopa) de leite condensado. Junte as gemas, a farinha de trigo e o sal e amasse com as mãos até obter uma massa homogênea. Cubra a massa com um pano ou papel-toalha, para evitar o ressecamento, e deixe descansar na geladeira por 30 minutos. A seguir, forre o fundo e as laterais da forma com fundo removível pouco a pouco, usando pequenas porções da massa. Leve ao forno médio pré-aquecido por 15 minutos, ou até dourar. Preparo - Recheio Coloque a gelatina em pó numa vasilha de vidro, acrescente 3 colheres (sopa) de água fria e espere hidratar. Dissolva em banhomaria, ou no microondas (bastam poucos segundos). No liquidificador, bata o restante do leite condensado, o requeijão, uma caixa de morangos (aproximadamente 40 morangos, ou 400 gramas) e a gelatina dissolvida. Despeje sobre a massa assada. Parta ao meio, no sentido do comprimento, os morangos da segunda caixa, e forre a torta com eles. Leve à geladeira e aguarde 2 horas antes de desenformar. •Rendimento: 16-20 fatias


REVITALIZAÇÃO

do shopping O Jacareí Shopping deverá concluir seu projeto de revitalização até o final de 2010 e já se prepara para uma ampliação no próximo ano. A meta do superintendente Leopoldo Costa é manter o jacareiense fazendo suas compras na cidade e tornar o shopping um ponto de referência da população. Ele pretende inaugurar até o final de 2010 as lojas: Gamaia Esportes, Bravery, Poderoso Timão, Phiton, Essência de Anjo, Cazo Perfumaria, Lê Petite e Tilly. Uma das principais novidades será uma nova fachada que também deverá ficar pronta até o final deste ano. Os banheiros também foram reformados e as escadas rolantes colocadas de maneira que atenda tanto o público que entra pela rua Rui Barbosa como também os da rua Barão de Jacareí. A revitalização intenta atrair público de cidades vizinhas como Santa Branca, Igaratá

Inauguração da nova fachada do shopping deverá realizada até o final deste ano BuzzImagens

Leopoldo Costa: tema do Natal será “Peça de Natal”.

e Guararema. A meta é alcançar um crescimento nas vendas de aproximadamente 40%, diz o superintendente. O tema da decoração de final de 2010 será “Praça de Natal” e a decoração será aberta ao público no dia 15 de novembro. Costa adianta que o Natal do Jacareí Shopping terá iluminação mais potente e eficiente. Ampliação – Segundo Costa, há muitas lojas querendo se instalar no Jacareí Shopping e não há espaço para recebê-las. Para reverter esse quadro, uma ampliação começará no primeiro semestre de 2011, na entrada da Rua Rui Barbosa. A loja âncora dessa nova fase será a C & A. A obra necessita apenas da aprovação da prefeitura para ser iniciada. Junto com a C & A, outros 29 novos estabelecimentos deverão se instalar no Jacareí Shopping no próximo ano. A previsão para as inaugurações é o segundo semestre de 2011. Tanto a revitalização como a ampliação manterá o estilo arquitetônico do prédio, garante o superintendente. O shopping possui atualmente 10 mil metros quadrados destinado às lojas e deverá crescer mais 2.900 metros quadrados em sua ampliação. Desde que começou a revitalização, 150 novos empregos foram criados e a previsão é que outros 100 postos de trabalhos surjam até o final de 2010. A administração estima que mais 250 novas vagas ocorram com a ampliação do próximo ano.


“Eu condeno visceralmente a progressão automática”.

O

professor José Carlos Cruz, de 85 anos, dos quais 36 dedicados ao magistério. Calmo e bem humorado, a receita da longevidade tanto na vida como na educação pode ser explicada por outras de suas ocupações: a pintura, as viagens (possui três passaportes) e a pescaria. Ele herdou o gosto pela educação da mãe, a professora Ottilia Arouca, pois o pai, Clovis Navarro da Cruz, trabalhou como escrivão, embora também gostasse de pintar. O amor pelo ensino ocorreu numa época em que

ser professor era status na sociedade. José Carlos Cruz foi professor de desenho. Ele é casado pela segunda vez com Elsa Filomena de Sousa, possui duas filhas do primeiro casamento, sete netos e sete bisnetos. Fez magistério em Santa Cruz do Rio Pardo. Na educação, se posiciona “visceralmente contra a progressão continuada”, não concorda com dois professores na sala de aula e sugere a pescaria para tirar o estresse dos professores. A seguir entrevista com o professor, pintor e pescador José Carlos Cruz.

Buzz – Por que você quis ser professor? José Carlos da Cruz – Foi influência de minha mãe. Meu pai, Clóvis Navarro da Cruz, pintava e desenhava muito bem. Ele fez escola de Belas Artes, no Rio de Janeiro, que foi fundado pelo Pedro II. O estilo dele era Pedro Américo. Eu lecionei desenho. Hoje, educação artística. Estragaram a matéria. Antes, grande parte era desenho geométrico. Também lecionei elementos de estatística, no Antonio Afonso. Buzz – Quem foram seus mestres na educação? Cruz – Jovita Scavone. Foi com ela que tive os princípios de desenho e pintura. Outro foi Saturnino Gonzalez, em Santa Cruz do Rio Pardo, que me viu desenhar na sala de aula, e me deu aulas. Depois teve outro que se entusiasmou com meu trabalho – Edmundo Nicodemus Migliaccio. Buzz – Como você analisa a educação atualmente? Cruz – Eu acho um desastre. Não precisa de dois professores na sala para melhorar a educação. Um professor domina a classe. Duas professoras na classe vai ocasionar que uma empurra o serviço para outra e a criança não aprende nada. Deus permita que eu esteja enganado, mas eu não acredito nisso. Eu condeno visceralmente a progressão automática. Temos que acabar com isso. O aluno “inteligente” passa de ano, mas quando vai prestar concurso não passa. Ele não tem conhecimento para passar porque não estuda. Eu tenho horror dessa palavra – progressão continuada. Buzz – É justo cobrar somente o professor pela aprendizagem do aluno? Cruz – Eu acho até que os professores poderiam ser bem cobrados, mas tem um detalhe: os governantes falam em educação e se esqueceram do professor. Ele precisa trabalhar em três ou quatro escolas para poder sobreviver, ganhando uma miséria. Não é justo o que o professor recebe. Buzz – Como o senhor imagina a educação no futuro? Cruz – Eu não estarei aqui se Deus quiser (risos). Se for nessa toada, vamos para o brejo. Eu não acredito que o Brasil será o país do futuro como dizem. Buzz – Em 36 anos de magistério, para quem você deu aulas em Jacareí? Cruz – Entre as personalidades que me lembro, tem o Benedicto Sérgio Lencioni, ex-

prefeito de Jacareí, Tonhão Raad, ex-vereador, Joelzinho, ex-vereador, Osvaldo Arouca, Paulo Graça, e muitos outros que não lembro agora. Buzz – Por que o aluno sai da escola hoje sem saber escrever e fazer cálculos básicos? Cruz – Por causa dessa promoção automática. O nome é pomposo, mas é um crime contra a educação. Por isso, os concursos são do tipo: “mamãe mandou dizer”. Buzz – Qual seria o modelo de uma escola ideal? Cruz – Eu acho que é o curso profissionalizante. Eu acho que esse modelo de escola de somar conhecimento, através dos livros, não combina mais. Buzz – O que significa a frase: “Ontem, hoje e sempre” que você escreveu em cima da porta principal da escola Cene Silva Prado? Cruz – Conhecimento. Aprendizagem. Se refere à educação. O aprendizado é contínuo. Não me lembro quando pintei aquilo e de onde tirei a frase. O que você fez ontem, faça hoje e continue sempre fazendo para você passar pela vida com certo destaque. Buzz – Fale-me do tempo em que você foi diretor do Cene Silva Prado. Cruz – Fui diretor cinco anos. Os piores anos da minha vida foi quando trabalhei como diretor porque todo mundo quer seus direitos, mas deveres ninguém quer. Buzz – Como é essa história de trabalhar 36 anos sem dar uma falta? Cruz – Na realidade, eu faltei oito meses em 36 anos de serviço. Nesses oito meses, saia para pescar. Chegava o mês de setembro, os alunos sabiam. Eles me perguntavam: vai dar a “setembrina” no senhor? Eu tirava licença porque estava a ponto de enforcar aluno dentro da sala de aula. O estresse chegava à flor da pele. Não tenho duvida que indo pescar passa o estresse. Descansa a alma. Buzz – Qual a importância das artes na vida das pessoas? Cruz - Como profissão, muita gente ganha dinheiro com arte. Como conhecimento, a arte traduz o sentimento mais importante da gente – o amor. Aquilo que a gente gosta. Arte na minha vida foi a maneira de viver que escolhi. Cada um tem a sua maneira de expressar artisticamente. Cada um tem que buscar o que sente dentro de si. Buzz – O que a vida lhe ensinou? Cruz – Eu aprendi tantas coisas. Primeiro lugar, aprendi a pescar. A pescaria tira o

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Entrevista / José Carlos Cruz

JOSÉ CARLOS CRUZ: “Eu prefiro ser chamado simpl estresse. Pesquei no Rio Paraíba, no Mato Grosso, etc. Tudo o que traduz em prazer para você é viver. Por exemplo, viajar. Eu conheço o mundo inteiro. Tenho uns três passaportes. Tem passaporte com carimbo de vinte países. Conheci a Europa, a Ásia, África e América do Sul. Buzz – O senhor tem saudade de que? Cruz – Dos meus amigos que foram embora. Wilson Teixeira da Silva, o professor Ciça. Ele foi meu companheiro de pescaria.

“Os piores anos da minha foi qua todo mundo quer seus direito Ele foi professor de educação física. Senti também a perda do professor Mario Moraes, meu auxiliar de aprendizagem. Aprendi muito português com ele. Buzz – O que o senhor mudaria na sua personalidade? Cruz – Eu não tenho mudança. Se pudesse voltar minha vida dos meus vinte anos, talvez menos, faria tudo o que fiz em dobro. Buzz – Se fosse um político, qual seria seu projeto mais importante? Cruz – Acabaria com essa progressão continuada. E tudo que se refere a educa-


Picasso, mas faremos aquilo que o comum dos indivíduos não sabe fazer. Buzz – Quais sãos suas influências na arte? Cruz – Monet (Oscar-Claude, 18401926). Eu admiro demais a arte impressionista. E outros artistas que ficaram conhecidos depois da guerra. Eu acho bonito, mas não faria igual. Por outro lado, eu acho a arte abstrata um absurdo. Buzz – De onde sai a matéria-prima de seus trabalhos como pintor? Cruz – Hoje, eu acho que sai da fotografia. Antigamente, eu fazia do natural. Ao pintar um céu, por exemplo, olhamos as nuvens, mas ao abaixar a cabeça para passar para a tela, e olharmos novamente, já não é mais como você observou da primeira vez. A fotografia eterniza a imagem. Através da fotografia você pode criar muita coisa na tela. Não é bem imaginação. É memorização. A palavra imaginação é compreendida erroneamente. Não tem como imaginar uma coisa que nunca viu. Só através da memorização você pode pensar alguma coisa. Buzz – O que atrapalha a arte: a televisão, a religião, os políticos ou o dinheiro dos bancos? Cruz – Money. Não sei se é dinheiro dos bancos, mas a cultura de um povo se traduz através da arte. Se o povo não tem cultura, não tem arte. Automático, não tem grana. Ja-

“Você precisa ser ambicioso em termos. Demais, escraviza.”. careí e São José dos Campos não tem arte. Apesar que numa primeira exposição grande que fiz aqui, de 60 quadros, vendi 42, na abertura. Eu farei uma exposição na Sala Mário Lago, em novembro. A minha arte ainda não é aquilo que eu gostaria que fosse. O que atrapalha é o dinheiro. Arte não tem preço. Eu dou preço baseado na dificuldade que tive pelo trabalho, o tamanho do quadro, tudo isso influi naquilo que pedirei pelo quadro.

lesmente de artista”. ção. Eu também acabaria com essa história de chamar professor de tio. Tio é da família consangüinia e professor não deveria ser chamado de tio. Eu gostaria de falar que o aluno perdoa tudo num professor, menos a sua incapacidade na matéria que leciona. È preciso saber o que está fazendo. Buzz – O que significa ser artista plástico? Cruz – Essa palavra está deteriorada. Eu não aceito a palavra plástico. Para mim, plás-

ando trabalhei como diretor porque os, mas deveres ninguém quer”. tico é esse treco que o pessoal faz com o petróleo. Artista é artista. Eu prefiro pintor. Essa terminologia não faz parte do meu metiê. Eu prefiro ser chamado simplesmente de artista. Buzz – O que significa para o senhor ser um artista? Cruz – Entender aquilo que faz. Na música, na pintura, e assim por diante. Buzz – A arte do desenho pode ser aprendida ou é um dom? Cruz – A arte, em princípio, deve ser um dom. Mas como tudo na vida, através da prática, a gente aprende. Poderemos não ser um

Buzz – Você foi bom aluno? Cruz – Médio. Nem mal, nem excelente. As minhas notas variavam de 5 a 10. Na faculdade, passei com 10 em quase todas as matérias. Buzz – O que mais o senhor admira nas pessoas? Cruz – Sinceridade. Buzz – O que menos admira? Cruz – Falsidade. Buzz – A imagem escraviza? Cruz – Depende do conhecimento da pessoa. Se ele fizer somente no toma lá da cá, acho que sim. Tem que fazer aquilo da maneira que você gosta. Eu vejo um quadro e imagino uma modificação. Tocar uma música, depende da pessoa, da ganância, ambição. Você precisa ser ambicioso em termos. Demais, escraviza. Buzz – Como o senhor gostaria de morrer? Cruz – Sem dor. Buzz – O que o senhor gostaria de encontrar depois de morrer? Cruz – Os meus amigos que me deixaram. A saudade “mata” a gente. Buzz – Felicidade é uma idéia velha? Cruz – A felicidade é você quem faz. Precisa de um pouco de sorte. Dinheiro não traz felicidade, mas ajuda. Quando era pequeno, era feliz e não sabia quando vivia com meu

“Eu não acredito que o Brasil será o país do futuro como dizem”. pai e minha mãe. Buzz – O que é a vida? Cruz – Um caminho difícil. Só vencem aqueles que partilham o bem e amam. Buzz – O que é essencial aprender na escola? Cruz – Tudo o que é bom. Buzz – Como está o movimento de artes plásticas em Jacareí? Cruz – Na realidade, eu conheço poucas pessoas. As que conheço são excelentes artistas: Feiz Ahmed e o Mir Cambuzano. Têm muitos. Buzz – A internet te assusta de alguma forma? Cruz – Eu mexo muito pouco com internet. Não que me assusta. Não tenho tempo. Eu dou aula de violão, pintura, trabalho um pouco com computador e ainda sou agente de turismo. Trabalho há 54 anos com uma companhia de São Paulo, a Tranjordânia Turismo. Jacareí me conhece também pelas viagens ao Pantanal. Eu faço também para os Lagos Andinos, Machu Pichu (Peru) e outros lugares. Buzz – Que livros marcaram sua vida? Cruz – Eu nunca esqueci de um livro que li, muito “água com açúcar”, de John Chofer Russo, e outros de Monteiro Lobato, Júlio Verne, Machado de Assis e José de Alencar. Têm as fábulas de Jean de La Fontaine, que fazia críticas a corte francesa utilizando animais. Buzz – Quanto tempo durou uma pescaria? Cruz – Eu posava na beira de rio, muitas vezes no Paraíba e no Jaguari. Saía cedo e chegava de noite. Naquele tempo, a gente não dava aula todo dia. Eu já pesquei Dourado, Pintado, Pacu e toda qualidade de peixe. Buzz – O Rio Paraíba tem peixe ainda? Cruz – Talvez, lá pelo lado de Santa Branca, na barragem. Aqui somente peixinho miúdo, sem valor. O peixe comum do Paraíba era o Piabanha, é um “Dourado Branco”; Ele é brigão e batalhava para sair da água. O maior que eu peguei pesava seis ou sete quilos. Buzz – Quais são seus planos? Cruz – O primeiro plano é morrer sem dor (risos). Tenho que continuar minhas viagens ao Pantanal. Eu amo o Pantanal. O nosso país é o melhor do mundo, mas infelizmente na mão de bandidos, com raras exceções. O melhor para se viver. Pintar algumas telas a mais. Estou com 30 quadros inéditos para uma exposição. O meu tema atual preferido é a Jacareí antiga. Reservo-me no direto de voltar naquela época em que era mais feliz e não sabia.

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ACABOU o jejum O petista Marco Aurélio de Souza, 50 anos, pôs fim a um jejum de 24 anos sem um representante jacareiense na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Os últimos a ocupar uma cadeira no parlamento paulista foram Malek Assad, deputado estadual entre 1979 a 1982 e, Luís Máximo, de 1979 a 1990 (três mandatos). Máximo, inclusive, chegou a ser presidente da Alesp. Souza obteve 69.485 votos nas eleições de 3 outubro passado, sendo a maioria dos votos em Jacareí. Ele foi vereador na cidade por dois mandatos (1993-1996 e 1997-2000) e exerceu por igual período o executivo municipal (2001-2004 e 2005-2008). Em entrevista à revista Buzz, ele se apresenta como deputado da região do Vale do Paraíba, pois não conseguiria se eleger somente com os votos de Jacareí e, tampouco, com os votos de outras cidades. Buzz – O

resultado dessas eleições o

surpreendeu ou já esperava ser eleito?

Marco Aurélio de Souza – Uma eleição para deputado é bem diferente que para prefeito. Para prefeito, é possível ter uma idéia da eleição através de pesquisa. Para deputado, não é possível conseguir um medição cientifica. Ao longo da campanha, vendo a aceitação nas ruas, fomos percebendo o número de votos para ser eleito, e isso nos animava. Havia muitas expressões positivas, pessoas acenando e reivindicações “desarmadas”. Depois, nos municípios vizinhos, foi a mesma coisa. Do meio para frente da campanha, a gente já tinha esperança de ter uma votação boa por causa da reação que tínhamos nas ruas. Buzz – Jacareí não elegia um deputado estadual há 24 anos. Como você se sente sendo eleito e qual a importância para a

AssemLegislativa do Estado? Marco Aurélio – Primeiro, qual a função do deputado estadual? Votar as leis do estado e fiscalizar o governo estadual. O deputado é também aquele que coloca na pauta do governo algumas questões da região. Quando você tem um deputado que mora em Jacareí, temos a possibilidade de pautar o governo do estado com questões de Jacareí, Santa Branca, Igaratá, Santa Izabel, ou seja, da nossa região. Já tive experiência ao liderar um órgão de âmbito regional. Portanto, temos uma visão regional que nos permite levar a pauta do Vale do Paraíba para o governador. Eu vejo isso como importante: ter alguém que coloque na pauta do governo do estado os assuntos relativos a nossa região. O Parlamento é um espaço que tende a reequilibrar a força. Nós temos que ser o porta-voz desse outro projeto que não foi vencedor nas urnas. Buzz – Quais serão seus projetos na Assembléia Legislativa? Marco Aurélio – Faremos um planejamento estratégico dos próximos quatro anos. cidade em ter um representante na bléia

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Estudaremos muito bem o regimento interno da Assembléia e a Constituição do Estado de São Paulo. Tínhamos alguma coisa em mente caso eleito. A questão do debate da região metropolitana, a defesa do meio ambiente (Rio do Paraíba e a disposição dos resíduos sólidos) e o desenvolvimento regionalizado. A nossa região é muito rica, mas ela não é integrada. Espero que o governo eleito olhe para nossa região com um projeto próprio de desenvolvimento. Você pode, por exemplo, criar um calendário turístico. Buzz – Você pretende cumprir seu mandato até o final? Marco Aurélio – Sim. A missão é ir até o final do mandato. Porque é um mandato que tem muito trabalho pela frente. Sou representante de uma região porque somente os votos de Jacareí não seriam suficientes para me eleger e vice-versa. Eu diria que não tenho direito de descer por outro caminho. Buzz – Embora a Assembléia Legislativa tenha um histórico governista, a oposição ganhou força nessas eleições. O que você acha disso? Marco Aurélio – A oposição é um instrumento salutar para a democracia desde que exercida com responsabilidade. Isso não significa uma obstrução. Significa pautar a discussão com uma outra visão que deverá contribuir para o governo. Cabe também apresentar alternativa naquilo que é contra. Sou contra isso, não resolve. Eu sou contra isso porque, ao invés disso, poderia ser feito aquilo. Esse é nosso papel. O que não pode é o parlamentar usar dos instrumentos que ele tem na mão para fazer política partidária ou obstruir um projeto útil para a sociedade. Uma oposição qualificada faz bem porque um governo bem intencionado quer que a oposição aponte os erros, as falhas, para ele corrigir e melhorar. Quando o governo é bem intencionado, não há o que temer com uma oposição responsável. A população não aguenta mais desvio de dinheiro e obra superfaturada. Cabe a nós, da oposição, fazer com que itens como corrupção, obra superfaturada, não esteja na pauta dos jornais. Buzz – Como você analisa a renovação de 36% na Assembléia? Marco Aurélio – A renovação é relativamente baixa. O sistema permite que o parlamentar se reeleja quantas vezes ele for candidato. A renovação é importante. Idéias novas. Buzz – O que você acha da transposi-

Rio Paraíba? Marco Aurélio – A transposição é algo que a gente não aceita porque a proposta apresentada é a economicamente viável. No entanto, um governo não pode ser pautado por algo economicamente melhor, mas socialmente ruim. A região do Vale do Paraíba não pode ter prejuízo no fornecimento de água porque a região é bem vista por causa de sua água. Existe alternativa para escassez de água na grande São Paulo, embora economicamente mais cara, porém socialmente viável. Buzz – E a região metropolitana do Vale? Marco Aurélio – A questão da saúde, por exemplo, pode ser resolvida regionalmente. Buzz – O que você acha da Frente Parlamentar em Defesa do Vale do Paraíba? Marco Aurélio – Não houve nenhum contato ainda. Mas eu creio que depois do dia 31 de outubro essa discussão já começa. A Frente Parlamentar é uma experiência positiva. Você tem assunto que não é questão do partido. Acho que deve dar continuidade. Com isso, a pauta que chegará ao governador não irá com um viés partidário. Chega com mais força. Buzz – Marco, você começou como legislativo, depois passou para o executivo e agora volta ao legislativo. Como fica esse trânsito entre os poderes? Marco Aurélio – Quando você está no legislativo, você pensa que toda pessoa do executivo precisa passar pelo legislativo. Depois que me tornei prefeito, eu penso o contrário. O legislativo é o campo dos sonhos, das idéias, das reivindicações. Você pensa algumas coisas que não tem como ser feito. Ás vezes, cobra agilidade de uma obra que não tem como porque precisa obedecer a lei de licitação. Quando você vai para o legislativo, se torna um fiscal do executivo, mas se você já passou pelo executivo, eu acho que a gente vai com uma qualidade melhor. Eu vou levar essa experiência do executivo para, que como legislativo, eu não faça nenhuma propositura fora da realidade. Buzz – Como você pretende montar sua estrutura de trabalho na cidade? Marco Aurélio – Uma coisa é certa que teremos um escritório em Jacareí. Eu ainda vou até a Assembléia saber qual a estrutura que terei para trabalhar. Com relação às redes sociais, tem que ser usada com ética e responsabilidade. ção das águas do


arrecadação

solidária

BuzzArquivo

O Hospital São Francisco de Assis, uma das referências na região, arrecadou R$ 80 mil durante o primeiro ano da campanha Nota Fiscal Paulista. O dinheiro será uma das fontes na implantação de serviços como radioterapia, hemodinâmica e UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Coronariana. “Queremos agradecer toda população e pedir que continuem doando os cupons fiscais, pois além de ajudar muito o hospital, isto é uma ação de cidadania, de responsabilidade social”, diz a gerente de comunicação, Fernanda Costa. A ampliação do Hospital, iniciada no ano passado, conta com diversas fontes de arrecadação de recursos tais como: BNDES, venda de produtos, doações das empresas e benfeitores, além do Programa Nota Fiscal Paulista. Os R$ 80 mil arrecadados nesse primeiro ano representam 25% da meta destinados a implantação do Cetro (Centro de Tratamento e Referência em Oncologia). A previsão é inaugurar o setor de radioterapia, cujo serviço Jacareí ainda não dispõe já no próximo ano. Ele atenderá pacientes do SUS e de convênios. Em outubro deste ano, o hospital já conseguiu arrecadar R$ 63 mil através do Programa Nota Fiscal Paulista, o que significa que o montante para 2011 será maior que o do primeiro ano. Os locais para depósito dos cupons em prol do hospital podem ser encontrados através do site: www.hospitalsaofrancisco.org.br.

Radioterapia: um dos serviços que estará disponível no hospital devido campanha da Nota Fiscal Paulista


A coleta seletiva do lixo está deixando de ser um trabalho de formiguinhas, feitos por abnegados defensores do meio ambiente, para tornar-se uma preocupação real. Jacareí implanta gradativamente um programa de redução de seu lixo. O secretário de Meio Ambiente José Roberto Fernandes da Silva diz que a cidade produz 3,7 mil toneladas de lixo por mês. Desse total, apenas 70 toneladas acabam sendo recicladas. Um caminhão da empresa Ambiental, responsável pela coleta do lixo na cidade, percorre de quatro a cinco bairros por dia recolhendo o resíduo reciclável. Na segundafeira, por exemplo, ele circula pelos seguintes bairros: Jardim Santa Maria, Prolongamento do Santa Maria, Parque Brasil e Avareí. O serviço funciona de segunda a sexta-feira. A cidade dispõe ainda de outras duas maneiras de evitar o percurso tradicional do lixo – o Local de Entrega Voluntária (LEV) e a Operação Cata-Treco. A prefeitura de Jacareí deverá implantar outros quatros LEV até o final deste ano e 12, no total, até o término do

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mandato da atual gestão, revela o secretário. Além disso, a prefeitura estuda qual modelo de coleta seletiva será implantado na cidade. Segundo ele, o processo é gradual porque poucas cidades no país realizam esse processo em sua totalidade. “Há motivação para a coleta seletiva através da aprendizagem das crianças nas escolas ou pela mídia”, comemora Silva. A Emei do Jardim Santa Maria é um exemplo do que fala o secretário de Meio Ambiente. Ela fornece saco preto reciclável aos pais dos alunos para colocar todo lixo gerado em casa. O dinheiro obtido com a venda dessa coleta vai para Associação de Pais e Mestres (APM). O presidente do Projeto Beija-Flor, Marcos “Avlis”, possui um filho estudando na Emei e participa dessa coleta seletiva. Segundo ele, com um pouco de boa vontade das pessoas é possível cuidar da natureza. Cooperativa - A Cooperativa Jacareí Recicla, do bairro Cidade Salvador, recolhe lixo nos bairros do Jardim Colônia, Cidade

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O QUE fazer com MEU LIXO

Salvador e Jardim Santa Marina. Ela possui 39 cooperados e, em agosto, retirou 43 toneladas de lixo das ruas. Seus catadores trabalham em média 8 horas por dia e recebem R$500,00 mensais. A presidente da cooperativa, Claudete Cintra de Siqueira, explica que também recebe materiais dos LEV e da operação Cata-Treco. Atualmente, diz, está com catadores trabalhando na região do Mercado Municipal. A Jacareí Recicla trabalha com papel, ferro, alumínio, vidro, plástico e equipamentos eletrônicos como televisor, microcomputador e aparelho de som.


Techfive recicla lixo eletrônico A Techfive, uma empresa nascida em Jacareí há três anos, faz a reciclagem de aparelhos eletrônicos como equipamentos de informática, celulares e pequenos eletrodomésticos. Em nove meses do ano passado, a empresa coletou 3.245.877 quilos de materiais diversos e reciclou 3.208.335 quilos desse total - 98,84%. Um dos proprietários da Techfive, Tiago Urias Lobo, explicou que a empresa promove a reciclagem dos equipamentos eletrônicos e dá uma destinação dos resíduos não recicláveis. Segundo ele, o processo é acompanhado de emissão de relatórios e certificados de destinação, mencionados em nota fiscal de venda do material. A Techfive emprega 30 pessoas na linha de produção e outras 10, na parte administrativa. Tiago conta que a firma surgiu da necessidade de uma empresa que desse uma destinação correta e profissional aos resíduos do setor de telecomunicações, cuja área ele e outro sócio trabalhavam anteriormente. A empresa não recebe lixo eletrônico em sua sede, atualmente em São José dos Campos, mas coloca regularmente postos de coleta em Jacareí. Recentemente, ela deixou uma gaiola no MAV (Museu de Antropologia do Vale do Paraíba) e também durante um mutirão de limpeza no Rio Paraíba para receber o lixo eletrônico. No momento da reportagem da Buzz, a empresa ainda não tinha o endereço de um novo local para coleta. O telefone para informar-se sobre esses locais é o 39587332.

Postos de coleta Locais para deixar seu lixo reciclado

Local de Entrega Voluntária LEV - Jardim Flórida Avenida Pensilvânia, Jardim Florida LEV - Parque Meia-Lua Avenida José Maria Salgado LEV - São Silvestre Rua Paulo Iazetti

Operação Cata-treco Saiba onde os caminhões do programa passarão através do telefone (12) 3961-3040 Òleo de cozinha Disque Óleo 3961-2694 Associação Humanitária Amor e Caridade - Rua Cônego José, 537 Lixo eletrônico - Celulares, informática e pequenos eletrodomésticos - Techfive (12) 3958-7332 - Cartuchos de tinta, toner, pilhas e baterias Avlis- (12) 3961-2295 Rua Dr. Lúcio Malta, 140 - centro - Jacareí

Secretaria Municipal de Meio Ambiente - (12) - 3955-9700

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BUZZ IN Trufa solidária A proprietária da CacauShow do Jacareí Shopping, Maria Ines Tenaglia Bocci Morais (foto ao lado), realiza nos dias 5 e 6 de novembro o Dia da Trufa do Bem, uma ação integrada à participação da empresa no Teleton 2010. A iniciativa conta com o apoio de todas lojas da rede. Parte da renda adquirida com a venda de trufas nesses dias será revertida em benefício da Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).

Thiana, Everaldo e Telma dos Santos, proprietária da Raiz Latina

Rosangela e Geysy Arruda: inauguração da loja Roma Moda Feminina


Revista Buzz # 12  

A revista de informação de Jacareí, São José dos Campos e região

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