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ALMANAQUE DA PURE ATIVISM PERIODICIDADE INDEFINIDA Nº 2

KONRAD KENDRICK ENTREVISTA

MAD ABOUT MED EM LOULÉ

PIC NIC

LEVAS O VINHO QUE EU LEVO AS SANDES?

BIKE MY DAY Comédia por uma causa séria DIA MUNDIAL DO RIM


Mais vale tarde do que nunca mais Número dois da Oito publicada no mês onze. E assim ultrapassamos a barreira psicológica do primeiro número das revistas de auto promoção. É caso para dizer “ufa!”, porque, como é fácil, de perceber não é um parto fácil. Manda a responsabilidade que a prioridade seja o trabalho que desenvolvemos para os clientes, que, afinal, é também objeto editorial da Oito. Mas não só. Para quem não nos conhece, enquanto “coletivo de gente simpática que trabalha em relações públicas”, esta revista despe-nos um pouco e partilha os nossos gostos musicais, os nossos amigos, a nossa família Ativism… e não só. Esperamos que gostem. Ela é feita para vocês.


CONTEÚDOS MAD ABOUT MED EM LOULÉ PÁGINA 04

KENDRICK ENTREVISTA PÁGINA 08

KONRAD

LAMY FILHO É MAIS

RÁPIDO DO QUE O PAI STREET SURFING PÁGINA 12 DE ARTE PÁGINA 14 PÁGINA 18 PÁGINA 20

GALERIA

FANTÁSTICO DRIVE-IN NO MARSHOPPING

PORTUGAL POKER SERIES SÓCIO, JOGAS POKER? OPERAÇÃO NARIZ VERMELHO PÁGINA 24

AXE E O “PEQUENO PROBLEMA”

DULCE DANIEL PÁGINA 25 AXE DRY PÁGINA 26

ARTE

PEOPLE WHO INSPIRE PEOPLE ALFAIATE

LISBOETA PÁGINA 30

PLAYLIST PÁGINA 32

8ª PÁGINA PÁGINA 33

COMÉDIA POR UMA CAUSA SÉRIA DIA MUNDIAL DO RIM PÁGINA 34

A TERRINHA ALCOCHETE PÁGINA 36

BIBELÔS PÁGINA 38 PIC NIC PÁGINA 42

OS NOSSOS

BIKE MY DAY SPECIALIZED PÁGINA 40 SMART DAY PÁGINA 46

ARTE MARIANA, A MISERÁVEL PÁGINA 49 DAS OUTRAS UNIDADES PÁGINA 50

QUOTE PÁGINA 48

WE ARE FAMILY ACÇÕES

GLINT SUBLIME YOGURT/ O CORPO

FICA-TE BEM VITAMINAS/ ARRAIAL ALTERNATIVO SUMOL ZERO/ ENERGIA DOURO PALCO A BORDO DE UM BATELÃO


GEORGE CLINTON


é l u o L


AL MOURARIA

Somos doidos pelo MED. Continuamos apaixonados pelo espaço, único e inimitável em festivais, labiririntico, caracteristico, curioso a cada esquina e a cada janela intencionalmente aberta pelos moradores do centro histórico de Loulé. Gostamos da comida, da vegetariana à de fusão, passando pela étnica ou a típica da região, pouco habituais quando falamos de festivais musicais. Admiramos os pais que, amantes de música, levam os seus filhos e os seus pais, transformando o MED num festival ainda mais democrático do que o conceito já o classifica. Do conceito, claro, que junta no mesmo palco nomes da música africana, americana e dos balcãs. Somos fãs dos groupies nas primeiras filas, trajados convenientemente com a t-shirt dos seus ídolos, depois de viajarem de Lisboa, Aveiro, Espanha e Inglaterra, para nomear apenas alguns que encontrámos. Vibrámos com o cartaz da edição de 2011 que trouxe nomes como Balkan Brass Battle, Magnifico e o mestre George Clinton, que se estreou em Portugal com um concerto alucinante, além de consagrar bandas portuguesas como os Batida. Aprovamos a arte, as exposições, artesanato, teatro, animação, que todos os anos atestam que o MED é mais do que um festival de música. Gostamos da Câmara Municipal de Loulé, pela capacidade de manter as tradições, mas sobretudo pela visão na criação de eventos que projetem a região junto de outros públicos. E estamos doidos que chegue a próxima edição.


TÂMARA

BATIDA

MULATU ASTATKE


Entrevista

Konrad Kendrick


Conheceu Portugal enquanto membro dos Stomp, mas já regressou mais três vezes. Podiamos dizer que fomos entrevistá-lo ao Havai, mas a verdade é que falamos com Konrad Kendrick através do Facebook. A última vez que falamos o Japão tinha sido atingido pelo tsunami e o teu concerto teve que ser cancelado por causa da possibilidade do tsunami chegar também ao Havai. Como é que foi esse dia? Na realidade eu estava num concerto de Jazz quando, entre temas, recebi um sms de um amigo a dizer que o Japão tinha sido atingido por um grande sismo e que o Havai tinha sido colocado sob vigilância de tsunami. Assim que terminamos esse concerto, ia eu a caminho do concerto seguinte, mas nessa altura já todos sabiam as notícias e este concerto era em Waikiki, mesmo do outro lado da estrada, depois da praia. Havia vários membros da banda a viver nas áreas que potencialmente poderiam ser atingidas pelo tsunami e aqui no Havai os avisos são para serem levados a sério. O clube pensou no bem-estar dos músicos por isso cancelou o espetáculo. Toda a gente ficou colada às notícias da televisão sobre o que realmente estava a acontecer e ao que poderia acontecer ao Havai. Como é viver no Havai? Nós não temos o preconceito de que é só surf e “hula dance”, mas se vives nos Alpes tens que esquiar, certo? Viver no Havai é fantastico. Pagamos um pouco mais, mas isso é porque a maioria das coisas têm que ser importadas. O tempo é bastante consistente nas diferentes estações do ano… a temperatura média é 24°. Eu vivo em Honolulu, que é a capital do Estado. É aqui que está a maioria do comércio e é aqui, nesta ilha, que está 80% da população. O nome da Ilha é Oahu (pronuncia-se O-aa- Huu). Para além disso, estamos num local com imensas praias, que tem imensas atividades outdoor, o ar é puro e a comida é boa. O Havai tem bastantes influências de culturas asiáticas, mas tem também influências portuguesas. Gosto particularmente da diversidade cultural e essa é uma das razões


pelas quais gosto do Havai. Como pessoa que viajou bastante, acredito que o mundo é feito de uma mistura de muitas culturas. Eu, pelo menos, faço por isso. Porque é que deixaste os Stomp? Eu integrei os Stomp em outubro de 1998 e ensaiei e atuei com eles durante oito anos. A maior pausa que tive foi de um ou dois meses, por opção, porque há pausas periódicas durante as tours. Quase sempre o planeamento era: viagem à segunda-feira e atuações de terça a domingo. Depois, era a caminho de outra cidade ou país. Oito anos neste ritmo causa um desgaste muito grande no teu corpo. Por isso decidi fazer uma pausa. Na realidade não abandonas porque eles podem chamar-te e se tu quiseres podes sempre voltar, com um pouco de treino, à ação. Eu estive no backstage do CCB convosco e vocês estavam a fazer música com a caixa (metálica) das bolachas. Vocês gostam mesmo de fazer música com tudo o que está à mão? Os Stomp abrem a tua mente criativa e isso permite-te explorar o mundo de diferentes tambores e sons. Se o objeto tem algum tipo de massa, então há hipótese de produzir algum tipo de som. Gostamos de descobrir, explorar e interpretar essa inspiração.

Qual é a melhor coisa nos Stomp? Do que é que sentes mais falta? Da criatividade musical e expressão física. Das viagens e aceitação, da alegria e satisfação que recebia do público. Também tenho saudades dos meus colegas de palco e das relações que criei nas tours… E sinto falta de viajar… sempre gostei de viajar. Quantas vezes estiveste em Portugal? Estive em Portugal duas vezes com os Stomp e três vezes, a nível pessoal. Há alguma coisa especial no País ou nas pessoas? Eu gosto de Portugal. As pessoas são simpáticas e a comida é fantástica… há tanta cultura aí. E o clima também é ótimo. Estás a pensar voltar? Como turista ou em trabalho? Tenho esperança em voltar, mas desta vez não sei quando. Como é o Konrad fora do palco? Wow, essa é uma pergunta difícil de ser respondida sem parecer o meu maior fã. Resumidamente, eu tento ser honesto na abordagem a todas as coisas da vida. Significa ser um homem de palavra, ser verdadeiro na

abordagem à música e às minhas atuações. Tratar as pessoas por igual. Ajudar o próximo, o máximo que posso. Hoje existem alguns grupos em Portugal inspirados nos Stomp. O que é que pensas disso? Os Stomp usam grandes ideias e colocamnas num formato de espetáculo e com isso mostraram ao mundo que, com alguma criatividade, tu podes agarrar em deperdício e coisas de outros mundos que não da música, combiná-las, e levar-te a uma viagem musical e visual. Este é o poder de influência. Partilhar com o mundo. Bateria ou caixote do lixo? Ambos são instrumentos musicais para mim………. hehehe Portugal está a enfrentar problemas económicos. Tens alguma sugestão para nós? O mundo, como um todo, está no mesmo estado… Pessoalmente, penso que todos nós, mas sobretudo aqueles que estão em posição de tomar decisões importantes, devemos dar um pouco do nosso tempo para ajudar quem mais precisa… Isso vai tornar o mundo melhor e os tempos que se avizinham também.


Lamy filho é mais rápido do que o pai Pois é. Fórmula 1 ou 24 Horas de Le Mans, tudo bem. Agora ponhamlhe uma Wave Scooter nas mãos e a coisa muda logo de figura. A verdade é que no evento de lançamento da nova wave da StreetSurfing foram os mais novos que deram algumas voltas de avanço aos respetivos “cotas”. É certo que as wave scooters são desenhadas para a sua dimensão, mas isso é apenas um pormenor. Para a história fica apenas que os filhos de Abel Xavier, Rita Seguro, Pedro Lamy, Mico da Câmara Pereira, entre outros, ganharam aos pais.


ALEXANDRE FARTO aka Vhils


SANTA APOLÓNIA


AMOREIRAS

Durante anos foi perseguida, considerada como uma forma de vandalismo e poluição visual. Hoje, a street art é procurada - até pelas autoridades - para decorar fachadas de edifícios devolutos, nas principais avenidas ou para decorar lojas e casas particulares. É uma espécie de galeria de rua, que evoluiu na clandestinidade e que hoje é reconhecida mundialmente graças a nomes como Bansky ou o nosso Alexandre Farto aka Vhils.


n I e v Dri


Já é uma das iniciativas mais esperadas do verão, a norte. Quem o diz não somos nós, mas o crescente interesse dos meios de comunicação social e sobretudo a lotação esgotada diária do recinto. O Drive-In do MAR Shopping vai na sua terceira edição e combina, de forma inteligente, a preferência do público pelos blockbusters com o apoio ao cinema alternativo ou “de culto”. Depois de na edição passada ter apoiado o Curtas de Vila do Conde, este ano o Drive-In associou-se ao mais importante e consagrado festival de cinema português: o Fantasporto. Mais do que uma oportunidade para relembrar o “Fantas” fora da sua temporada, a inovação foi a oportunidade de ver filmes do cinema fantástico em Drive-In, algo seguramente inédito em Portugal. Entre os títulos mainstream como “O Discurso do Rei”, “Cisne Negro”, “A Rede Social” ou “Rio” para os mais novos, surgiram sessões especiais, depois da meia noite, com títulos como “Frágil – um conto de fadas”, de Juanma Bajo, e “ O último filme de terror”, de Julian Richards.


Sabemos que o poker é um desporto praticado por muitas estrelas internacionais, como o ex-tenista Boris Becker, o rapper Nelly, os futebolistas Teddy Sheringham e Buffon ou os atores Matt Damon, Brad Garrett e Don Cheadle. Portugal não é exceção, sendo o poker jogado por atores, escritores e desportistas, em estágios ou em casa, entre os amigos. Entre eles está Paulo Futre, um dos melhores jogadores portugueses de to-

dos os tempos, que passou por clubes como Sporting, Futebol Clube do Porto, Benfica e Atlético de Madrid. E foi por conhecer essa ligação ao poker que a PokerStars convidou “El Portugués” para o Portugal Poker Series da Figueira da Foz. Antes do torneio, o ex-capitão da seleção nacional teve ainda oportunidade de disputar um frente a frente com o João Nunes,

Team PokerStars Pro e considerado pai do poker português. Na antevisão desse jogo e quando confrontado com o favoritismo de João Nunes, Futre relembrou que, quando foi campeão europeu pelo Futebol Clube do Porto, o Bayern de Munique também o era e perdeu. Afinal, a ambição não é válida só para o futebol…


Paulo Futre


“E a minha alma alegra-se com seu sorriso, um sorriso amplo e humano, como o aplauso de uma multidão” Fernando Pessoa

Para ajudar basta ligar

760 305 505 (custo da chamada €,060+IVA)


Dulce Daniel

www.weloveunicorns.com www.flickr.com/photos/dulcemdd


Já não nos recordamos se foi por nervosismo ou insegurança. Mas foi, de certeza, por um dos dois, ou até por ambos, que, quando recebemos o briefing sobre a nova campanha de AXE DRY, ficámos em completo descontrolo. Houve delírio, gritos, pequenas risadas (apenas femininas…ou não…) e muita pesquisa. Corremos para o Google para investigar a razão do nosso entusiasmo, uma expressão que nunca antes tínhamos ouvido, mas que prometia gerar muita discussão: Transpiração Precoce. Conclusão: “A sua pesquisa não encontrou nenhum documento”. Ok… Aceitámos, mas não desistimos à primeira. Novas tentativas acabaram por dar origem a uma sugestão deste motor de busca, através do célebre “Será que queria dizer…”. Mas não, a sugestão apresentada pelo Google, embora também ela precoce, não era o que queríamos dizer… Começaram a zeros, mas hoje são mais de quatro mil as referências sobre a transpiração precoce que surgiram no ciberespaço, em pouco mais de dois meses. Tudo por que este “pequeno problema”, afinal, existe, só que ninguém falava dele. AXE, sem preconceitos, falou, de forma descontraída e humorística, e com sotaque argentino – não fosse a Puence Buenos Aires, a agência responsável pela campanha –, a fazer lembrar, aos mais atentos telespectadores portugueses, alguns canais da antiga (ou até da actual) grelha da televisão por cabo (podem tentar adivinhar quais…). A campanha acabou mesmo por ser premiada na última edição do Festival de Cannes, com um Leão de Ouro.


AXE DRY nas redacções Podia não falar argentino, equatoriano, ou qualquer outra derivação do espanhol, mas provocava ataques de transpiração precoce! Isso é garantido! Não, não estamos a falar de nenhum anjo caído do céu. Desta vez, AXE foi ainda mais longe. As expectativas eram altas, já que, da última vez que AXE esteve nas redacções dos órgãos de comunicação social teve uma representante à altura: um ser angelical, de formosas asas e de longos e loiros fios de cabelo. Depois de um anjo, desta feita, AXE levou até junto dos jornalistas uma médica. A médica AXE levou consigo os Kits do Transpirador Precoce, para ajudar os homens a recuperarem a sua autoconfiança e o seu poder de atracção com as mulheres. A especialista fez mesmo algumas recomendações quanto à utilização de AXE DRY. A verdade é que de todas, aquela que não nos sai da cabeça, diz respeito ao risco de usar o produto, em excesso. É que são conhecidos casos em que os homens acabaram por atrair mais mulheres do que aquelas que desejariam… e a vida deles nunca mais foi a mesma.


http://oalfaiatelisboeta.blogspot.com


it’s all about the details, isn’t it?

As boas ideias são assim, olhamos para elas e pensamos: como é que ninguém nunca se lembrou disto antes? É o que nos ocorre quando abrimos o “The Sartorialist <http:// thesartorialist.blogspot.com/> ”, o mais conhecido fashion blog do mundo, criado por Scott Schuman. Como é que ninguém se lembrou – perguntávamos - de fotografar o bom gosto e a originalidade que desfilam pelas ruas de Nova Iorque? A mesma pergunta feita em varias línguas, noutras partes do mundo, levou à explosão de fashion blogs. Dam Style <http://damstyle.blogspot. com/> (Amesterdão), Rio Etc <http://rioetc. com.br/> (Rio de Janeiro), Face Hunter <http://facehunter.blogspot.com/> (Londres) ou o nosso Alfaiate Lisboeta <http:// oalfaiatelisboeta.blogspot.com/> são apenas alguns exemplos. Aliás, estes blogs inspiraram outro tipo de blogs como o Cycle Chic (sobre o qual escrevemos na última edição da 8 <http://issuu.com/pureativism/docs/ oito> ) ou ego blogs como o My Daily Style <http://www.mydailystyle.es/> (Madrid) ou The Cherry Blossom Girl <http://www.thecherryblossomgirl.com/> (Paris). Se já todos sabemos que a moda está a mudar, o que nos fica deste exemplo é que nem sempre as boas ideias vêm de longos brainstormings, mas da observação de uma realidade simples do dia a dia.


LINDISFARNE 3:53 YOU MAKE ME SMILE 4:14 SOMEONE LIKE YOU 3:37 DREAMING OF THE MOON 4:01

James Blake Aloe Blacc Adele Fingertips

HOT MESS 3:50

Chromeo

CLOCKS COLDPLAY “BUENA VISTA SOCIAL CLUB” 5:54

Coldplay

RIGHT TO BE WRONG 4:11 RUN 3:35 MIDNIGHT CITY 4:04 THE PORTRAIT 4:07 HEY! - PIXIES COVER 4:14

Joss Stone Snow Patrol M83 Dusk at the Mansion Frankie Chavez


“À entrada da auto-estrada, numa paragem numa estação de serviço, África brinda-nos com um dos seus pores-do-sol de que este céu e esta terra guardam o segredo e que nos fazem querer voltar eternamente.”

UKUHAMBA Manhã de África Miguel Sousa Tavares (texto) Martim Sousa Tavares (fotografia) Oficina do Livro 2010 ISBN 978-989-555-553-6


Em 2010 uma iniciativa que visava celebrar o Dia Mundial do Rim surpreendia pela abordagem original. Propunha-se falar de um tema sério através da comédia. Com comediantes como Bruno Nogueira, Salvador Martinha ou Eduardo Madeira, a iniciativa “Comédia por uma causa séria”, levada a cabo pela Pfizer Oncology, enchia o Teatro Tivoli. Com o objetivo de assinalar esta efeméride, alertando não apenas doentes e grupos de risco, mas sobretudo o cidadão comum, menos atento e sensível a estas questões. A tudo isto, somava-se um donativo da Pfizer Oncology à Liga Portuguesa Contra o Cancro, de 10 euros por cada presença.

Com o sucesso da edição 2010, a edição 2011 trazia dois imperativos: corresponder ou superar as expectativas geradas pelo sucesso da primeira edição e ser capaz de mostrar que o conceito poderia viver através de outras formas de comédia. A opção do Rouxinol Faduncho confirmou a adesão a este formato, registando nova lotação esgotada. De registar ainda o donativo de 15.000 euros à Liga Portuguesa contra o Cancro. O que será que nos trará o ano de 2012?


Alcochete


“alca xête” Não é à toa que apelidaram a região de deserto. Em tempos idos, dizia quem já não pode contar, que Alcochete, como se conhece aos dias de hoje, significava campo deserto onde pastavam ovelhas. Vista da maior travessia suspensa do Tejo, parece desinteressante e sem muito para oferecer. No entanto, esta terra, conhecida pelos fanáticos das lides como o berço de alguns dos melhores cavaleiros e origem dos touros mais desafiadores, dá-se a bons petiscos, longos passeios e a um pôr-do-sol que quase consegue ouvir-se entre os esvoaçar dos melros e dos flamingos. Tal como D. Manuel I (rei nascido nesta terra) confiou a Vasco da Gama o descobrimento da Índia, a “sua” ponte trouxe Alcochete para o mapa dos arredores da Capital. Aquela que era uma “terriola” desinteressante passou a sítio da moda onde, aos dias de hoje e depois de já ter passado o deslumbre da descoberta, não é difícil esbarrar com uma câmara ou cara conhecida que filmam uma qualquer cena para uma qualquer novela que enche os televisores em horário nobre. Outrora, aqui vivia-se da extracção de sal e da seca de bacalhau. Hoje é entretenimento. Das tasquinhas à Igreja Matriz, passando pela reserva natural e pelos inúmeros turismos rurais que devolveram os cavalos ao comum dos mortais inexperientes na arte do trote, Alcochete respira um misto de ruralidade urbana de aldeia visitada como se fora um museu. Há quem diga que não é possível comer mal nesta terra. Da Tasca do Vítor (onde a carta embriaga pela tradição), aos Petiscos do António (onde um Português que se fartou das Américas brinca com massas e mariscos com uma mestria inquestionável), em todos se encontra o sabor e cheiro a mar (que não está sequer por perto!). A trote ou de charrete, a pedal, mais ou menos radical, ou até de asa estendida (ou não seja porto de partida para o kitesurf), Alcochete é terra a explorar. E, depois de ver o sol esconder-se em Lisboa, momento em que o estuário se pinta de prateado e laranja torrado, há toda uma noite, no mínimo curiosa, para descobrir.


“Curiosity killed the cat.”


Quero uma bicicleta para ir para a Serra da Estrela, para andar na ciclovia, para conhecer gente gira, porque me sinto a engordar, para poupar dinheiro, para poder passear com os miúdos, para ir ao Chiado em grande estilo, para competir, para personalizar, porque me preocupo com o ambiente, para fazer um backflip no skate park, para competir, para poder descer as escadas do Bom Jesus, para demorar menos a chegar ao escritório, para poder estar comigo, porque experimentei em Amesterdão, para levar o pão no cestinho, porque o Obama tem uma… E tu, queres uma?

Speci


ialized www.specialized.com


Levas o vinho, que eu levo as sand Basta aterrarmos noutro país e a nossa predisposição para fazer piqueniques aparece logo. Que fashion que é fazer um picnic no Vondelpark em Amesterdão ou no Berliner Prater Garten, em Berlim, mas em Belém com o Tejo como paisagem é que nem pensar. Nós, que continuamos a pensar no equilibrio entra as vossas finanças e boa disposição, damos três dicas de espaços para um almoço diferente, barato e divertido. Bom apetite! Monsanto (Lisboa) – Este é para os heavy lovers. Quem fez piqueniques com os pais na década de 80 pelos pinhais desse Portugal,

pode encontrar aqui espaço para algum revivalismo. O acesso menos fácil (só de carro) é compensado pelo enquadramento único do “Central Park lisboeta” Parque da Cidade (Porto) – Em plena avenida da Boavista está um dos ex libris paisagísticos do Porto. O Parque da cidade é palco de joggings, caminhadas, mas tem muito mais para oferecer. De certeza que nos seus 83 hectares vão encontrar espaço suficiente para estar com os amigos, sem as cotoveladas dos vizinhos.

Belém (Lisboa) – Por vezes vemos piqueniques em Belém, mas os cabelos loiros e o excesso de “erres” na fala dão logo para adivinhar que se tratam de estrangeiros. Vejamos se vos conseguimos convencer: é servido por uma ciclovia, tem estações de comboio, o tejo ali ao lado e zonas verdes bem tratadas. Ainda aí estão?


PARQUE DA CIDADE (PORTO)

des...


smart people in a...


O que nos liga a uma marca? O que nos faz escolhe-la e sobretudo que valores partilhamos com essa marca, a ponto de passarmos um dia “juntos”? Esta pergunta pode ser respondida pelos donos, familiares e amigos de 250 smarts que se reuniram em Lisboa para a maior concentração deste original e já mítico automóvel urbano. Mais do que uma ação, que incluia uma série de provas, jogos e quizz e o maior logotipo feito com smarts, este evento provou que as marcas são mais do que a função para a qual são criadas. Todos nós “somos” a soma de um conjunto de marcas que gostamos, confiamos e usamos no nosso dia a dia.


Oscar Wilde


Mariana, a miserรกvel

www.marianaamiseravel.blogspot.com www.flickr.com/photos/marianaamiseravel


Sublime Yogurt A Mola Ativism desenvolveu a identidade e o packaging da nova marca de iogurtes premium Glint, da Gelgurte. Como princípios de construção da identidade visual, a Mola Ativism apostou num naming facilmente lido noutras línguas e uma marca que combinasse requinte e glamour, que transmitisse uma perceção de alta qualidade e de

prazer, e, ao mesmo tempo, fosse simples e impactante, para chegar a todos os públicos e não se posicionar apenas como produto gourmet. O resultado é o recurso às cores sóbrias e aos elementos gráficos com contornos redondos e elegantes, que apelam ao toque e à experimentação.


“Com Vitaminas o teu corpo fica-te bem”, é o claim da campanha desenvolvida pela Lowe Ativism para a Vitaminas. A campanha pretende demonstrar a autoconfiança e o orgulho no corpo que as

pessoas sentem quando escolhem uma alimentação saudável como a do Vitaminas. Recorrendo ao body-painting, os anúncios publicitários revelam que um corpo em forma é a nossa melhor roupa.


NA BICA

A Action4 Ativism foi a agência responsável pelo desenvolvimento da ação “Arraial Sumol Zero desce à Bica”, que encheu por completo a “apertadamente acolhedora” Rua da Bica de Duarte Belo, no Bairro Alto. Esta ativação teve como objetivo dar continuidade ao conceito da marca Sumol Zero, implementado em anos anteriores, que pretende juntar uma festa alternativa ao programa das festas de Lisboa.


Palco a bordo de um batelão

O rio Douro transformou-se em palco, a bordo de um batelão, com o mais belo cenário para um concerto. edp Energia Douro, o espetáculo produzido pela Desafio Global, tinha as duas margens (Porto e Gaia) como pano de fundo e uma plateia que se dividiu em barcos e nas margens. O alinhamento musical, de luxo, dividiu-se entre a intensidade de Rodrigo Leão, o vigor dos The Gift e a magia de Rui Veloso. Aliás, o pai do rock português foi protagonista de um dos momentos da noite, através da interpretação de “Porto Sentido”, a letra de Carlos Tê que Rui Veloso imortalizou, interpretada num local onde dificilmente voltará a ser ouvida. Memorável.


ALMANAQUE DA PURE ATIVISM NOVEMBRO . 2011


Oito