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Revista da Escola Secundรกria com 3.ยบ Ciclo D. Dinis - Coimbra

POST SCRIPTUM

A N O 1 5 - N . ยบ 41 - JunhO 2 0 0 9


Abertura

A ler neste número: Ficha Técnica Directoras:Alda Marques e Margarida Castro Preparação/Redacção: Alda Marques, Margarida Castro, Fernando Sá Colaboradores: Vítor Matos, Natividade Correia, Marisa Santos, Lídia Espírito Santo,Diana Batalha, Carlos Santos, Diogo Gomes, Ana Carolina Pedrosa, Rute Gomes, Filipa Cerveira, Catarina Vilão, Clara Marques, Ana Bela Carvalho, Liliana Gonçalves, Raúl Figueiredo, Fátima Barroso, Manuela Nogueira, Teresa Sá, Rosa Canelas, Isabel Rodrigues, alunos do 9º B, Teatro, Lurdes Marques, Lina Dinis, Clara Marques, Jorge Delícias, alunos do 12º Ano, Área de Projecto, Sílvia Nicolau, Adriana Silva, João Brito, Maria Jorge, Mónica Gonçalves, Mafalda Teles, alunos do 12ºE, Alexandra Lima, João Duarte, Ana Laura, Bruno, Diana, Leonardo Santarino, Tiago Santos, Ângela Coelho, Marco Pinheiro e Tiago Costa Impressão: FIG Tiragem: 250 exemplares Depósito Legal nº 145144/99 Projecto Apoiado pelo RNEPS

Em Destaque Criatividade e Inovação.

pág. 2

Semana Cultural pág 4

Escola em Movimento Navimoro Escolíadas KA-OS Redemat ‘09 25 de Abril Crise Académica Visitas de estudo Geocientistas Área de Projecto Psicologia Colóquios Entre Palavras Tecnológico de Desporto Biblioteca Textos criativos Oferta da Escola

pág.13 pág.14 pág.17 pág.18 pág.20 pág.22 pág.23 pág.29 pág.30 pág.32 pág.33 pág.35 pág.36 pág.43 pág.45 pág.46

A fechar Finalistas

pág.48

Editorial Quem disse que o tempo não voa? Ainda ontem era Setembro... e eis-nos a programar as férias. Mas antes, ou então durante o descanso merecido, propomos uma leitura atenta para relembrarmos/apercebermo-nos das muitas movimentações ocorridas na D. Dinis ou para refectirmos, agora com mais disponibilidade interior, sobre alguns temas merecedores de uma observaçãomais atenta. Boas Férias! Junho de 2009

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Em Destaque

Este Ano Europeu foi lançado oficialmente em Praga, em 7 de Janeiro do corrente ano, com o intuito de “reforçar a capacidade de criação e inovação na Europa em geral e “apoiar os esforços dos Estados-Membros na promoção da criatividade, através da aprendizagem ao longo da vida, enquanto motor de inovação e factor essencial do desenvolvimento das competências pessoais, profissionais, empresariais e sociais e do bem-estar de todos os indivíduos da sociedade”. Em Portugal, a abertura oficial do Ano Europeu da Criatividade e Inovação decorreu no dia 3 de Fevereiro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Na linha do que fizemos na última revista, pareceu-nos interessante desafiar a nossa comunidade escolar para a temática “Criatividade e Inovação” e assim aderirmos de algum modo ao evento. É um tema que está frequentemente presente no dia-a-dia de muitos de nós confrontados com múltiplos desafios os quais só conseguem ser ultrapassadas com imensa imaginação, muita criatividade. Achámolo um tema abrangente, desafiante, bonito, até. Enganámo-nos, infelizmente, pelo “feedback” que tivemos. Um só fiel colaborador respondeu ao tom. No entanto, mantemo-lo como destaque. Criar novos espaços (escolares, citadinos ou mesmo individuais), criar um novo look pessoal (porque não?), criar uma nova forma de se exprimir, de chegar ao interior do outro, criar… é, na realidade, uma reflexão digna de atenção um desafio criativo para umas férias, ainda que pachorrentas. A chamada de atenção para este ano europeu mantém-se. Quem sabe na próxima Post Scriptum a temática não terá o destaque merecido? Página 4

PROCESSO CRIATIVO Desenho o teu corpo; Cubro-o de terra: Espero que a chuva e o vento da Primavera Façam o seu trabalho Esculpindo o teu rosto oval A saliência dos ombros O peito, o contorno do Ventre, os pés... Sobre a tua boca Desenho um beijo prolongado. Os olhos permanecem fechados Porque a partir de agora Todo o processo é interior. Inicia-se o deslumbrante acto da Criação O sopro ardente da vida. Vitor Matos,professor do Departamento de Ciências Sociais e Humanas (texto e imagem)

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Em Destaque

Processo Criativo II Por exemplo: começo por atirar para a folha duas palavras ao acaso – CASA/MOTA Prefiro fazê-lo à mão, com uma esferográfica, numa folha branca. Em seguida deixo correr o que me vem à cabeça a partir delas, por associação, criando uma rede: 1. Da junção das duas “CASA MOTA – a) Casamata – fortificação, ‘bunker’ (clarifico depois esta ideia com uma pesquisa no dicionário: “fortificação geralmente subterrânea; prisão subterrânea; parapeito couraçado do navio, que serve de protecção a um canhão e à sua guarnição)… b) Casa da Mata – infância (havia uma casa na aldeia com este nome) – bosque – aventuras – carvalhos – pinheiros – casa na árvore – “As aventuras d’Os Cinco”, sonhos, contradições… c) Casamansa - Região a Norte da Guiné (no Senegal) que já foi portuguesa – Casa da Guiné – Descobrimentos – Índia – Lisboa – Escravatura – Especiarias – Naufrágios – Tragédias - Contradições…. 2. De “Mota” - Viagem – Aventuras – Acção – Che Guevara – que na juventude viajou da Argentina até ao México de mota – Revolução – Floresta – África – Colónias – Bolívia – Morte – Sangue - Contradições… 3. Porque sobre o O de Mota

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coloquei um A de Mata – fiquei com o símbolo dos Anaquistas – liberdade – revolução – viver a vida intensamente – “carpe diem” – limites – para além dos limites e das fronteiras – contradições… E posso continuar associando imagens, memórias, quase até ao final dos meus dias… (não convêm). Nesta rede criada a partir das associações percebe-se que umas linhas se cruzam sobre as outras pois há palavras que se

repetem e que podem ser o núcleo da narração: – viagem – aventura – África – Revolução – Contradições… Tudo está ainda em aberto, mas apetece-me começar já o esquema de uma narrativa: escolho um personagem – um homem (entre a minha idade (52) e a do Che aquando da sua morte(39) ) que viaja para África, numa mota, seguindo o percurso do Rali Lisboa-Dakar. Na região de Casamansa encontra descen-

dentes de Portugueses do tempo das Descobertas e do tráfico de escravos… uma das descendentes é uma mulher… (todas as narrativas têm um Adão e Eva, onde tudo começa e acaba… claro que algumas não…), o mar será outra personagem inevitável… Pesquisas a fazer de imediato a) – conhecer o percurso do Rali Lisboa\Dakar; b) a região de Casamansa e a sua História. Aprofundar o conhecimento do conflito que ali decorre; c) Aprofundar o conhecimento da situação actual da Guiné-Bissau e do Senegal; d) conhecer melhor uma HarleyDayvidson (a mota dos meus sonhos de juventude); e) estudar algumas povoações, habitações, tradições, vestuário, alimentação, vida quotidiana, imagens, etc…. Tenho já o espaço, o tempo (talvez recorra a uma viagem ao passado – analepse/ flash-back) a sombra de alguns personagens, muitos problemas e contradições, um mundo sem fim de hipóteses e muito trabalho pela frente, claro, o trabalho de escrita, mas o desafio está lançado … a partir de Casa e Mota – duas palavras que vieram ao acaso ter comigo... Para o desenho que junto faço algo parecido, com os movimentos da minha mão sobre o papel branco, associando movimentos e imagens… dançando… sonhando... Vitor Matos, professor do Departamento de Ciências Sociais e Humanas (texto e imagem)

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Semana Cultural

Aprender de outra maneira! Nos dias 25, 26 e 27 de Março, últimos dias do segundo período, a E.S.D.D. viveu a efervescência de uma Semana Cultural recheada de actividades múltiplas.

responsabilidade do Conservatório de Música foram ofertas que ocuparam os momentos lectivos do horário de discentes e docentes. Os alunos previamente inscritos pelos respectivos professores em concordância

com aqueles, sempre que possível, nas actividades que assim o exigiam, puderam ter uma visão global do que se ia concretizando ao longo dos dias. Infelizmente, nem sempre estas oportunidades são compreendidas e aproveitadas por todos como momentos de enriquecimento.

Alunos e professores tiveram a oportunidade de aprender desprendendo-se da tradicional aula circunscrita a quatro paredes. Assim, dentro do espaço escolar (auditório, salas, pavilhão, sala de convívio, biblioteca, pátio) ou fora dele (terrenos circundantes, piscina, Coimbra Monumental) ocorreram actividades da responsabilidade dos diferentes departamentos que compõem a nossa comunidade escolar. Sessões de Esclarecimento, Palestras, Acções de Formação conduzidas por convidados vindos do exterior, Actividades Laboratoriais, Exposições de trabalhos, Ateliers de Arte, apresentação à comunidade do trabalho que os vários grupos de Área de Projecto vinham a desenvolver, Workshops DJ, de dança, filmes ilustrativos de temáticas variadas, Basquete, Triatlo, Kickboxing, Voleibol, BTT, Boccia, andebol, Five o’ clock tea, Ioga do Riso, Peddy Paper, momentos musicais, actividades de “Saudação à Primavera” com mini-concerto da Primavera da Página 6

peddy paper

plantação de árvores

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Semana Cultural

actividades laboratoriais de física e química

atelier arte -terapêutico

actividades desportivas

five o’clock tea divulgação de Kickboxing

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Semana Cultural

Matemática na Semana Cultural Origami No âmbito da semana cultural, o Núcleo de Estágio de Matemática, realizou, na nossa escola, A palestra sobre “ Consnos dias 25, 26 e 27 de Março, uma exposição de trução de Origami” realizouorigami; uma conferência intitulada “Onde fica o se no dia 26 de Março, na LEE1, tendo como centro de Portugal”; uma palestra subordinada à sala orador o aluno do temática “Construção de Origami” e um peddy- Departamento de Matemática da Faculdade de paper denominado “Os Piratas dos Números”. Exposição A exposição “Origami” esteve patente ao público nos três dias acima referidos, nas vitrinas do primeiro piso, do Bloco A. Aí, os visitantes ficaram a conhecer a origem e a história dos origami, os diferentes tipos de origami e respectivas aplicações. Das várias aplicações que os origami têm, no nosso dia-adia, divulgámos a sua utilidade na indústria automóvel e imobiliária, na medicina, no ensino da geometria, na exploração espacial e nas capacidades do cérebro (criatividade, inteligência, visão espacial, controlo manual, satisfação e auto-estima). Exibiram-se, ainda, vários modelos em origami numa extensão, feita em ráfia, fixada diagonalmente no tecto do local da exposição. Toda a comunidade escolar teve acesso a esta exposição, sendo que, quem a visitou “saiu mais rico do que tinha entrado”. Esta foi uma das conclusões que mais ouvimos ao longo do certame e que retirámos do “livro de visitas” do evento. Página 8

Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra – David Mauro Dias. O palestrante concebeu origami mais complexos para os participantes observarem, desafiando-os assim para a construção de diferentes objectos, utilizando a arte de dobrar papel. Inspiradas pela sessão de Origami, as Estagiárias vestiram-se de chinesas, simbolizando o país onde teve origem a invenção do papel. Aproveitamos o ensejo para agradecer ao David que sempre se mostrou receptivo e colaborante com o Núcleo de Estágio.

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Semana Cultural Peddy-Paper O peddy-paper realizou-se no dia 27 de Março e contou com a participação de alunos de diversos anos. Tratou-se, essencialmente, de uma actividade lúdico-cultural, sem descurar a vertente do trabalho em equipa. Os alunos divertiram-se bastante e estamos convictas de que adquiriram conhecimentos no âmbito da cultura geral e da Matemática - nomes de Matemáticos célebres é que não faltavam! No decorrer desta actividade, fomos congratuladas com a presença do Coordenador de estágio – Professor Doutor Armando Gonçalves –, que acompanhou de perto a actividade com direito a simulacro.

Centro de Portugal A conferência intitulada “Onde fica o centro de Portugal”, proferida pelo Professor Doutor João Filipe Queiró, realizou-se no dia 25 de Março, no Auditório da nossa escola. Este colóquio contou com a presença de vários professores e alunos, sendo estes últimos acompanhados pelos respectivos docentes. A facilidade de comunicação do nosso orador, a enorme flexibilidade e adaptabilidade a situações imprevistas foram a chave do sucesso desta Conferência que, apesar de alguns reveses relativamente ao comportamento de alguns alunos, conseguiu entusiasmar outros discentes e os professores presentes. Aqui fica o nosso agradecimento ao Professor Doutor João Queiró – Professor do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra – que tão gentilmente nos concedeu algum do seu precioso tempo. Junho de 2009

Aproveitamos a circunstância para agradecer a todas as pessoas que fizeram com que a realização destas actividades fosse possível. Natividade Correia, Marisa Santos, Lídia Espírito Santo,Diana Batalha,Núcleo de Estágio de Matemática 2008/2009

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Semana Cultural

História do Cálculo Diferencial até Anastácio da Cunha No dia 27 de Março, pelas 12 horas, realizouse uma conferência com o Professor Jaime Carvalho e Silva, professor do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, O objectivo desta palestra era elucidar-nos mais sobre o cálculo diferencial, o nosso objecto em estudo nesse momento na disciplina de Matemática. Começou por falar de Pierre de Fermat (1601-1665) que se formou em advocacia e mais tarde se debruçou sobre o Cálculo Diferencial. O Cálculo Diferencial pretende resolver essencialmente dois problemas: determinar rectas tangentes a uma curva e determinar máximos e mínimos de funções. De seguida discursou sobre a vida de Isaac Barrow (1630-1677) e de Isaac Newton (16431721). Isaac Newton publicou “Os Princípios Matemáticos da Filosofia Natural”. Apesar de ser conhecido, essencialmente, pelo seu contributo para a Física, este também deu o seu contributo para a Matemática. Teve Barrow como seu professor na Universidade, que foi perseguido politicamente. Também falou de Gottfried Wilhelm von Leibniz ( 1646-1716) que se doutorou em Direito e entre muitas coisas foi diplomata e historiador. Por último, mas não menos importante, falou de Anastácio da Cunha, professor da Universidade de Coimbra. José Anastácio da Cunha

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era um dos poucos que conseguia ler os livros de Newton. Concluímos que cada um destes matemáticos deu um grande contributo para a resolução de problemas relacionados com as rectas tangentes a curvas e para determinar os máximos e mínimos de funções. Através da sua boa disposição, da sua simplicidade e da sua personalidade, conseguiu cativar a atenção de todos os alunos presentes e ensinar algo de útil a todos nós. Carlos Santos, Diogo Gomes, Ana Carolina Pedrosa, Rute Gomes, Filipa Cerveira e Catarina Vilão

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Semana Cultural

allstars game

atelier arte-terapêutico

simulação de vendas

saudação à Primavera

acção primeiros socorros

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Semana Cultural

Jardim Evolutivo... “Nada faz sentido em Biologia sem ser à luz da evolução.” Dobzhansky, 1973

O Departamento de Ciências Naturais, em parceria com o Clube LTV, proporcionou à Comunidade Escolar, uma viagem ao Mundo das Plantas em simultâneo com a comemoração dos 200 anos do nascimento de Charles Darwin. A exposição interactiva que

decorreu durante a Semana Cultural, no Laboratório de Ciências Naturais, permitiu as visitantes relembrar, expe-

rimentar e (re)aprender o Mundo de que fazemos parte. Nos diferentes módulos eram colocados desafios aos visitantes que lhes permitiam perceber o misterioso mundo das plantas. Classificar caules, raízes e folhas, legendar flores e sementes, observar estruturas vegetais ao MOC e à lupa, distinguir plantas de líquenes e algas, revisitar os antigos herbários da escola primária, acreditar na “Evolução” de Charles Darwin, interagir com a planta carnívora, perceber o que faz a Dendocronologia e ...tudo

estava à distância da curiosidade de cada um. Dos vários objectivos formulados para a exposição, o principal foi atingido: “prender” os visitantes ao mundo vegetal. Departamento de Ciências Naturais Clara Marques

“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. Se não houver flores, valeu a sombra das folhas. Se não houver folhas, valeu a intenção das sementes.” Henfil Página 12

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Semana Cultural No dia 27 de Março de 2009, teve lugar, no auditório da Escola, um colóquio subordinado ao tema “Os Jogos Olímpicos”, dinamizado pelo Professor Doutor Delfim Ferreira Leão, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, na área de Estudos Clássicos. Este colóquio foi organizado pelo Núcleo de Estágio de Latim com o objectivo de divulgar a cultura clássica e sua repercussão na actualidade. Estiveram presentes nove professores e quarenta alunos. O “mestre”, sabiamente, transmitiu a origem dos Jogos Olímpicos e a sua evolução até aos nossos dias. Esperando que todos os participantes se tenham “enriquecido” culturalmente, um muito obrigado ao Professor Doutor Delfim Ferreira Leão e à Faculdade de Letras que proporcionaram este momento singular de cultura.

Jogos Olímpicos

Liliano Gonçalves Raúl Figueiredo Ana Bela Carvalho

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Semana Cultural

HIP-HOP Com o intuito de incentivar os nossos jovens a criarem um grupo de hip-hop, o grupo de E.M.R.C. trouxe à D. Dinis, durante a Semana Cultural um grupo de “by boys”. Para além desta iniciativa, nos dias 3, 4 e 5 de Abril alunos e professor - Joaquim José Falcão - participaram em actividades que decorreram em Seia, no âmbito da disciplina, bem como num acantonamento na praia de Mira nos dias 29 e 30 de Maio.

Palestra - evolução humana

exposição de matemática

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jogos

workshop de salsa

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Escola em Movimento

de Saúde ra to o m ro P la o sc E to c je Pro

NAVIMORO

No sentido de promover estilos de vida saudáveis no seio da comunidade escolar, o Projecto EPS realizou um conjunto de actividades que tem por objectivo a prevenção da violência na escola, em especial no namoro. Foi criado o Projecto “NaVimoro” com o qual concorremos ao concurso “A Nossa Escola pela Não Violência”promovido pela Comissão pela Igualdade de Género, em colaboração com a DGDIC. Este pretendeu ser um trabalho alargado a toda a escola envolvendo o Clube de Teatro com a produção da peça “Nós de Amor ou …Talvez Não” , a concurso nas “Escolíadas”; a elaboração de um jogo interactivo, do tipo do Jogo da Glória, pelos alunos do 12ºD, com a colaboração dos professores de Informática; a realização dum vídeo-clip, pelos alunos da turma A do 10º ano “ Amor ou … Talvez Não”; a produção de jogos de mesa do tipo Loto e Jogos de Cartas, do tipo dos jogos de concentração, por alunos do Clube de Saúde com a ajuda da professora Fátima Barroso. Estes trabalhos visam sensibilizar a comunidade escolar para o problema da violência nos relacionamentos que começando no namoro se prolonga quase sempre para o casamento. Pretendemos educar para a igualdade de género e para o respeito nas relações interpessoais de modo a evitar situações de conflito que poderão ter consequências graves. A Prevenção de Comportamentos de Risco e a Promoção de Estilos de Vida Saudáveis são a razão de ser do Projecto Educação par a Saúde e do Clube de Saúde. Fátima Barroso, professora do departamento de Ciências Naturais e coordenadora do Projecto Educação para a Saúde Junho de 2009

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Escola em movimento

Escolíadas 2009... Na 20ª edição das Escolíadas, a Escola Secundária com Terceiro Ciclo D. Dinis - Coimbra completa a sua 18ª presença neste evento, obtendo o 2.º lugar na final. O que nos faz lá estar? O companheirismo, a competição saudável, a adrenalina, a experiência ímpar aí vivenciada....

A Equipa... Alunos Alexandra Palrinhas – 11.º C Ana Filipa Figueiredo – 11.º B Ana Patrícia Santos – 11.ºB Ana Rita Reis – 11.º B Carolina Carvalho – 12º A Daniel Chichorro – 10ºA Diana Santos – 11.ºB Diogo Gomes – 12.º A João André Mendes – 12.ºB Marco Eliseu – 11.º A Mariana Sá – 12.ºA Olívia Lourenço – 12.º A Paulo Bastos – 11.º B Rui Diogo - 10.ºD Professores João Paulo Mendes Fernando Sá Professoras Responsáveis Manuela Nogueira Teresa Sá Apresentadora Ana Lúcia Silva

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A Claque... A claque, utilizando visualmente o branco e o preto, essencialmente assente no conceito de coração, serviu de suporte a toda a acção a nível do exercício dramático proposto, da música cantada e da pintura. A mensagem global foi, sempre: Violência na relação? Não tem de ser assim! Um grupo de alunos, desde o 9º ao 12º ano, Cursos Tecnológicos e Profissionais decidiu responder ao apelo: construir um grupo que aceitou tratar o tema proposto, primeiro a nível da reflexão, depois da construção de uma mensagem, integrada na temática da equipa. O encontro, a paixão, o desencontro, a morte. Não tem de terminar assim!

NÃO TEM DE SER ASSIM O NUNCA TEM DE SER AINDA HOJE! Junho de 2009


Escola em movimento « Se a opressão permanece a quem se deve? A nós. De que depende que ela acabe? Também de nós. O que é esmagado, que se levante! O que está perdido, lute! Quem conhece a situação, por que ficará parado? Porque os vencidos de hoje serão os vencedores de amanhã

Nós de Amor… ou talvez Não… Pediram-me uma notícia sobre as Escolíadas para a Post Scriptum: nada mais fácil, pensarão . E, de facto, escrever umas linhas até é rápido, mas não chegam para expressar tudo o que se vive neste concurso. Mais um ano, pela vigésima vez, a D. Dinis disse “presente” a este evento… Como foi? Todos sabemos: muita alegria, muita adrenalina, muito esforço, alguma desilusão, alguma incompreensão… Valeu a pena? SEMPRE. O segundo lugar é mais que bom, mas a participação é tudo! Só quem nunca vivenciou este evento, bem por dentro, lhe pode ficar indiferente… Mais do que a notícia, mais do que as felicitações à Escola (e bem que as merece) fica o convite a toda a comunidade escolar, professores incluídos: não tenham vergonha, aparecem, vivam as Escolíadas e depois perceberão o nosso discurso… Ficamos à vossa espera!... Manuela Nogueira, professora do Departamento ClássicoRomânico e responsável pelo Grupo de Teatro

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E nunca será: ainda hoje.» B. Brecht

Esperança e Confiança no Ser Humano Na pintura, tentámos exprimir um momento de tentativa de reparação, cuidado entre dois seres humanos. O trabalho tentou veicular esperança e confiança no ser humano e nas potencialidades que este tem, opostas à violência. A violência, talvez seja apenas a acção, mas ainda não o comportamento, na medida que é muito primitiva, muito biológica. Pelo contrário, o amor e o cuidar do outro é algo realmente activo, voluntário, arbitrário, racional/emocional, que se desenvolve com uma intenção e propósito. É nesse - dimensão construtiva e cultural - que nós acreditamos.

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Escola em movimento

Requiem Letra – Teresa Sá | Música – Daniel Chichorro

Requiem pretende ser uma homenagem a todas as mulheres e homens que foram, são e serão vítimas de violência relacional. Este texto dirige-se, de forma especial, à memória de uma aluna/colega de escola, assassinada num Maio de há uns anos, pelo ex-namorado.

Já não moro nos limites do meu corpo Teu corpo. Fonte de desejos vezes sem fim. Parti súbito, num mês qualquer, sem beijos Sem tempo de cantar o luar Sem despedir-me de mim. Viajo na memória dos teus dedos Ágeis de sonhos. Leito. Fogo. Água. Arde-me o som do teu amor Ou talvez nunca Sem lugar para o verde senão para o pranto De ter desaguado em ti. Desço o lençol da vida. Corro o pano. Nu. Não demoro o orgasmo do teu punhal. Ali. Singular. Silenciosa. Inerte. Parti súbito, num mês qualquer, sem alma. Um concerto de morte que não quis tocar Sem despedir-me de mim.

O trabalho que apresentámos este ano são facetas dum mesmo projecto que insere-se num mais amplo projecto de escola tomou como personagem central o – o NAVIMORO – Contra a Violência no Amor … ou talvez não… - reflectir sobre o que sentimos, namoro. O Clube de Teatro tomou a seu cargo o tratamento deste tema usando várias formas de expressão para sensibilizar e provocar a discussão da comunidade escolar sobre esta temática. Assim, a nossa participação nas Escolíadas 2009 é mais uma dessas actividades, apresentando-se como óptimo meio para alargarmos o nosso público alvo. Música, pintura, expressão corporal e dramática, exercício de escrita, prática da corresponsabilidade e formação inter-pares

como sentimos, como expressamos o que sentimos, as limitações e as fronteiras dos nossos sentimentos… - questionar aquilo a que aprendemos a chamar indiscriminadamente amor, - agir sobre a violência relacional usando a arma da informação, - denunciar casos, desbravar tabus, trazer para a nossa luta sempre mais e mais pessoas capazes de mobilizarem outras tantas…

09... Escolíadas 20

Tema: Nós de Amor… Ou talvez Não!

Textos retirados do livro de apresentação “Escolíadas 2009” Página 18

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Ka-Os ... teatro da D. Dinis “História da Gaivota e do Gato que a ensinou a voar” As representações mais recentes deste espectáculo foram: * Encontro Nacional de Teatro Escolar, no Centro de Artes e Espectáculos (C.A.E.) da Figueira da Foz * Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico da Pedrulha * Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (A.P.C.C.) Quando uma gaivota é apanhada pela maré negra, antes de morrer, pede a Zorbas, um gato grande, negro e gordo que lhe faça uma jura: tratar da gaivotinha que irá nascer do derradeiro ovo que ela vai pôr. Zorbas acede sem saber o que o espera. Mas para quem tem amigos e tem uma alma grande, não há obstáculos intransponíveis…Gostar de quem é igual a nós é demasiado fácil… Um hino à amizade, ao sonho, à confiança…

Ficha Técnica: Autor: Luís de Sepúlveda | Adaptação/ Encenação: Teresa Sá e Manuela Nogueira | Power point: Teresa Sá | Actores:Zorbas: Diogo Gomes | Kengah: Mariana Sá | Afortunada: Patrícia Santos | Sabe Tudo: Diana Santos/ Ana Filipa Figueiredo | Secretário: Paulo Bastos | Colonello: Carolina Eloy | Barlavento: Ana Carolina Pedrosa/ André Figueira | Bubulina: Alexandra Palrinhas | Poeta: Anthony Leal | Chimpas: Ana Rita Reis | Gatos vadios: João Batanete, Alexandre Crepo, Mariana Sousa, Marco Eliseu | Gatos: Ana Rita Leitão, Olívia Lourenço | Gaivota vigia: Cristiana Abade | Gaivotas: Ângela Coelho, Mariana Silva. João Pinto, Mariana Henriques, Tininha Lopes, Ana Filipa Roque

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REDEMAT ‘09

...na D. Dinis

No dia 4 de Março de 2009, 472 alunos, dos 544 alunos previamente inscritos, do 5º ao 12º ano, oriundos das Escola Secundária com 3º ciclo Quinta das Flores, Escola Secundária Avelar Brotero, Escola Secundária com 3º Ciclo José Falcão, Escola Secundária D. Duarte, Colégio de S. Teotónio, Escola Básica 2,3 Rainha Santa Isabel, Escola Básica 2,3 Professor Mendes Fernão – Côja e Escola Secundária com 3º ciclo D. Dinis participaram na nossa escola no Concurso REDEmat2009. Mais uma vez, a Escola Básica 2,3 Professor Mendes Fernão – Côja, foi a que melhor cumpriu, sem nenhuma falta em relação à inscrição. Para além do Concurso, os alunos envolveram-se nas actividades que os Clubes de Teatro, Jornalismo, Saúde, Pintura, Biblioteca e Desporto Escolar prepararam para eles. No fim da tarde houve lanche e, finalmente, o encerramento com uma actuação do Conservatório de Música de Coimbra. Esta actividade, que envolveu toda a escola, só foi possível graças aos apoios recebidos. Além do apoio da escola hospedeira, a Escola Secundária Quinta das Flores, a Dan Cake, a TETRI – Equipamentos Electrónicos, Lda., a Caixa Geral de Depósitos, a Porto Editora, a ECOFLOAT – Soluções p/ Escritório, L.da, a Beltrão Coelho S.A., a Matobra – Materiais de Construção e Decoração, SA, a DELTA CAFÉS, a Cibal, a Pastelaria Auresa, a Pastelaria Riviera, a Pratas CEE, a Probar, a Padaria de Souselas, Padaria e Pastelaria “Moinho Velho” e a Compal patrocinaram esta iniciativa. O nosso agradecimento vai também para todos quantos

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...os alunos envolveram-se nas actividades que os Clubes de Teatro, Jornalismo, Saúde, Pintura, Biblioteca e Desporto Escolar prepararam para eles. Junho de 2009


O nosso agradecimento vai também para todos quantos na escola nos ajudaram, dos professores aos alunos, passando pelos funcionários. Junho de 2009

Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico da Quinta das Flores. 11º ano - Tiago Neves e Joana L R Gil Domingos, da Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico da Quinta das Flores. 12º ano - Mariana Alves David e Duarte Nuno Fonseca Abreu Miranda, da Escola Secundária de Avelar Brotero. Dos nossos alunos os mais bem classificados (segundo lugar no 10º ano) foram Inês Bernardo Pinto Ângelo e Daniel Chichorro de Carvalho, da turma A, do décimo ano. Rosa canelas, professora do departamento de Ciências Exactas

REDEMAT ‘09

na escola nos ajudaram, dos professores aos alunos, passando pelos funcionários. Agradecemos ainda ao Conservatório de Música, na pessoa da professora Rita Dourado, o brilhantismo que emprestou à sessão de encerramento. Finalmente, o nosso agradecimento vai para todos os alunos que participaram, em especial os vencedores. Ei-los: 5º ano - Pedro Miguel Antunes Brás e Guilherme Dittrich Tavares, do Colégio de S. Teotónio 6º ano - Miguel Eduardo de Vasconcelos Morais Murça e Maria Leonor Lopes Marques de Sá Gonçalves, do Colégio de S. Teotónio 7º ano - Mariana Padrão e Constança Fernandes, do Colégio de S. Teotónio 8º ano - João Francisco Bento Ventura Luís e Joana Maria Vaz Ramos, do Colégio de S. Teotónio 9º ano - Marta Alexandra Martins de Carvalho e Mariana Carvalho, da Escola Secundária com 3.º Ciclo do Ensino Básico da Quinta das Flores 10º ano - Pedro Daniel Mendes Carvalho e Nuno Amaral Picado, da Escola

...na D. Dinis

Escola em movimento

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25 de Abril...

na escola No dia 24 de Abril, pelas 10:00, na Biblioteca, decorreu uma pequena palestra sobre o Estado Novo e a Revolução de Abril. Esta pequena síntese, apresentada pela professora Isabel Rodrigues, teve como fundamento a contextualização da dramatização que os alunos de Teatro dos 9.os anos apresentaram posteriormente. A peça “Tempo de Servidão” foi preparada pelos alunos Bruna, Bruno, Danielle, David, Ricardo, Eunice, Mohamed e Omar, na disciplina de Teatro do 9º Ano, que esteve a cargo da professora Margarida Castro. Este ano, comemoraram-se os 35 anos do fim do “Estado Novo”, iniciado em 1933 e findo com o golpe militar de 1974. A história da revolução de Abril (o acontecimento mais importante da história contemporânea portuguesa) e do regime a que pôs cobro encontra-se ainda muito politizada e mal reconstituída. Para os filhos da liberdade, como eu e todos os alunos desta escola, torna-se difícil entender, na sua plenitude, uma realidade não vivida. Em contrapartida, para aqueles que são testemunhos vivos desse tempo, é difícil olhar para trás sem paixões, nostalgias, ou ódios. O ambiente de medo e opressão vivido pelas populações era generalizado, pois eram muitos os mecanismos utilizados pelo poder central para o seu controlo, nomeadamente a Comissão Nacional de Censura e a PIDE. Mais do que os exemplos utilizados para passar esta mensagem, foi lido um trecho do livro “A vida num sopro”, da autoria de José Rodrigues dos Santos, que retrata de uma forma bastante fiel e simples, o clima vivido. O mote estava dado e os “nossos actores” começaram a representar. Pelo empenho e criatividade estão todos de parabéns, pois foi uma boa forma de comemorar 35 anos de liberdade. Isabel Rodrigues,professora do departamento de Ciências Sociais e Humanas

Pergunto aos rios que levam tanto sonho à flor das águas e os rios não me sossegam levam sonhos deixam mágoas. Levam sonhos deixam mágoas ai rios do meu país minha pátria à flor das águas para onde vais? Ninguém diz. Se o verde trevo desfolhas pede notícias e diz ao trevo de quatro folhas que morro por meu país. Pergunto à gente que passa por que vai de olhos no chão. Silêncio — é tudo o que tem quem vive na servidão. (...) Mas há sempre uma candeia dentro da própria desgraça há sempre alguém que semeia canções no vento que passa. Mesmo na noite mais triste em tempo de servidão há sempre alguém que resiste há sempre alguém que diz não. Manuel Alegre

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Tempo de Servidão Trabalho conjunto dos alunos do 9.º B na disciplina de Teatro, leccionada por Margarida Castro, a partir de textos de Manuel Alegre e Alberto Adelach (“A Marcha”)

A palavra aos actores... Mohamed: “Foi uma experiência inesquecível, senti uma coisa inexplicável, uma sensação incrível que nunca tinha sentido antes.” Omar: “Estava não só nervoso, mas também ansioso por representar a peça de teatro; por outro lado, estava com medo de errar, e com vergonha...” Danielle: “ Na minha opinião, correu muito bem a representação; soubemos lidar com o público, que não ajudou nem um pouco, com piadas e risadinhas. Mas

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acho que gostaram todos, recebemos elogios e aprendemos muito com tudo isto.” Eunice: “Foi muito divertido, mas ao mesmo tempo embaraçoso; foi e será uma experiência inesquecível, que vai ficar para sempre.” Bruno: “ Aprendi muito com tudo o que o teatro me deu; custou a decorar as falas, mas valeu a pena!” Bruna: “Estivemos muito bem! Fiquei bué orgulhosa daquilo que fizemos!”

Actor 1 - Não há ocasião para nada... Actor 2 - Não diga isso. É injusto. Actor 1 - Nem sorte, nem oportunidades. Actor 2 - Não se deve dizer. Actor 3 - Sim, deve-se. Actor 2 - Não se deve pensar. Actor 3 - Sim, pensa-se. Actor 2 - Não se deve nem se pode, nem cabe dar opinião dessa maneira. Actor 3 - Cada um vai andando e pensa. Vai pensando e diz.Vai dizendo e cai.(Soa um tiro, cai)Por pensar… cai-se… (rebola sobre as costas Actor 1 - E não se pensa mais... Actor 2 - Melhor. Assim não se fala. E não se dizem asneiras, nem coisas injustas e inconvenientes. Actor 1 - Eu penso o que quero! E digo o que quero! E se não digo nada é porque não quero! Se quisesse diria! Porque não havia de dizer? (tiro, cai) Actor 2 - Aqui não é preciso dizer nada. Aqui marcha-se. E temos de marchar. Sem perder tempo com outras coisas. Temos que marchar e pronto! (tiro, cai.) (...) Actor 4 - Há que calar-se. Actor 5 - Não se deve falar. Actor 6 - Claro! Actor 4 - Não se deve falar nem para dizer claro... Actor 5 - Não se deve falar nem para dizer que não se deve falar.... Actor 6 - Claro! (tiro, cai.) excertos de “A Marcha””

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Escola em movimento Abril, águas mil, 25 de Abril, Cravos mil vezes mil. Se então ouvisse dizer que malmequeres só de bem-querer, não seria utopia. Eu teria acreditado, subscreveria, com alegria, em euforia. Dia memorável, vivi-o em Coimbra, pela rádio, pela televisão. Emoção. Exaltação. União. Mas… anos volvidos, manto de desilusão: cravos emurchecidos, esmagados, sonhos postergados, espezinhados, por alguns malvados sem contemplação. Que desilusão! Não mais amanhãs que cantam, antes desencantam. Hipocrisia. Iniquidade. Aleivosia. Podridão. Dizem que a esperança é a última a morrer. Será? Oxalá! Maria de Lurdes Marques, professora do departamento Germânico Página 24

A Crise Académica... ...de 1969 através de um Saxofone Tenor Vítor Matos, professor do História

Imaginem-me a escrever este texto com um saxofone tenor. Estou a soprar com força, cada vez com mais força. Produzo sons agudos, cada vez mais agudos, gritos! Depois sons graves, cada vez mais graves, subterrâneos, aprisionados e este sopro rasga-me por dentro e o suor encharca-me o rosto e a camisa (free-jazz). Se este sopro sobre o papel conseguir exprimir esse Maio antes de Abril, em Coimbra, no ano de 1969, (antes de 74), talvez me entendam melhor que se fizer um relato descritivo dos acontecimentos desses dias que podem, e devem, consultar na Internet – por exemplo, em www.academica.pt/ www.youtube.com/ watch?v=IqC6H0Ry17c – etc Os actuais dirigentes da Associação Académica de Coimbra souberam comemorar estes acontecimentos com acções, não apenas com palavras. Quem passa pelas Escadas Monumentais, QuebraCostas, Largo da Portagem. Av. Sá da Bandeira, Praça da República, dá conta disso. Estiveram também na nossa Escola a soprar, com grande poder comunicativo, no

Auditório cheio , e convidaramnos a todos, calorosamente, para que os visitássemos na sua Casa. Não esqueçam o convite. Maio de 69 foi vivido em Coimbra com coragem e com acções concretas. Pergunto-me como podemos dormir tão descansadamente quando todos os dias os gritos nos continuam a cercar, vindos de toda a parte? O que me vale é que já não ouço muito bem e principalmente ocupo-me com tantas coisas que, à noite, cansado, já não penso e durmo como um justo. De outro modo, como seria capaz, no outro dia, de criar os meus filhos? Mas quando penso, tenho de pegar de novo o saxofone e soprar, soprar até ficar sem fôlego, sons violentos de protesto . É preciso soprar as trombetas, até que sejam tantas, que as muralhas tombem com a trepidação da nossa indignação. A começar pelas muralhas dos ouvidos, pelas muralhas da memória e pelas muralhas que aprisionam o coração no quotidiano das pequenas tarefas da sobrevivência e da pequena e muitas vezes mesquinha crónica dos nossos jogos e... Boas Férias! Durmam bem!

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Visita de Estudo...

à CIMPOR

Lina Dinis, professora de Economia

A visita decorreu no dia 26 de Maio, da parte da tarde, no âmbito da política de Portas Abertas da Empresa. Esta visita foi organizada pelo colega Carlos Coelho que convidou outros cursos a participar. Participaram na visita os alunos dos Cursos de Educação e Formação – Serralharia Civil e Empregado Comercial e os alunos do Curso Profissional de Informática de Gestão acompanhados dos seus Directores de Curso respectivamente, Carlos Coelho, Lurdes Santos e Lina Dinis. Este evento teve o formato de visita guiada assistida por dois técnicos especializados e contou ainda com a presença de um grupo de estudantes universitários. Iniciou-se a visita pela visualização de um filme cujo conteúdo abordou a evolução histórica da empresa, as razões da sua localização, relacionadas com a fonte de matérias-primas, o processo de produção neste centro, aspectos e preocupações no impacto ambiental, objectivos, metas e validação ambientais De seguida fez-se um percurso, de autocarro, desde o início do processo produtivo (matéria-prima) até ao fim do mesmo (saco de cimento). Houve, durante o percurso, uma deslocação aos laboratórios tecnológicos e químicos. Toda a envolvência da empresa foi explicada detalhadamente e Junho de 2009

cientificamente pelos guias em presença. No fim, foi oferecido um lanche, muito completo, seguido de entrega de uma prenda simbólica a todos os participantes na visita pela Secretária do Director, Helena Calisto, responsável pela visita. Pensamos que esta visita proporcionou aos alunos um grande contributo para a sua formação pois puderam recordar, in loco, o processo produtivo leccionado nas disciplinas de Actividades Económicas, Economia e OEAG,

assim como reconhecer possíveis tarefas que poderão desempenhar numa empresa, deste tipo, no curto prazo. Um aspecto menos positivo foi o facto de terem estado integrados num grupo alargado e com conhecimentos científicos superiores o que dificultou a sua compreensão em certos aspectos relacionados com Física e Química mas, por outro lado, também puderam sentir a importância dos saberes e a necessidade de continuarem a estudar e a acumular os seus conhecimentos pessoais.

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Visita de Estudo...

a Mafra Fernando Sá, professor de Português

Dispensemos a passarola, meio de transporte pouco utilizado e dependente de vontades e difícil de fazer sair da abegoaria e tomemos um autopulman, palavra não existente no tempo de Nosso Senhor, El-rei D. João, quinto deste nome, transporte mais consentâneo neste nosso século XXI para transporte de damas, cavalheiros e infanções Estamos pois em Mafra. Irrrreconhecível, diria a Senhora D. Maria Ana Josefa, esposa do rei. Sim , concordaria Ludovici, Quem te viu e quem te vê. Estradas macadamizadas substituíram os caminhos fragosos de antanho. Os monarcas ficariam admirados com os passeios, as ruas e os semáforos embora considerassem estes últimos inúteis pois Nós, os Reis, temos sempre prioridade, mesmo nas rotundas! Subimos as escadarias e olhamos, basbaques, a pedra de vinte toneladas imortalizada na obra. É aquilo, interrogamo-nos. É, respondem. Pe-

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netramos no palácio e somos convidados para a representação de um tal Memorial de Convento que há-de ser escrito por um tal Saramago, que ganhará um tal Prémio

de. Intervalo para almoço que o estômago exige alimento e arte é coisa quer não faz puxar carroça! Lá fora não encontramos traça dos quarenta e cinco mil operários arregimentados

Nobel. Um Rei, de salamaleques e trejeitos, divertenos. Aparece uma Blimunda e mais um Sete Sóis e mais um Ludovici e mais um Bartolomeu de Gusmão. Todos contam a suas histórias de amores e desamores, de audácia e receio. O público adere e aplau-

para a construção do palácio… de greve não estariam, que os sindicatos não a pré-avisaram… hora de sesta é coisa espanhola a que estes artífices não estão acostumados… em vez deles, uma população simpática e ciente que o palácio é o seu ganha pão e que é necessário tratar bem os touristes que visitam a urbe. Subamos as escadas e penetremos no templo. Mármores roxos, pretos, brancos vestem as paredes. Entre outros, um São Bruno olha-nos de soslaio… Uma guia explica aos visitantes a história do palácio. A cultura apodera-se de cada espírito e estamos de novo em 1730, no dia 22 de Outubro, dia de aniversário d’El-rei, dia de festa mas para a qual não recebemos convite por sermos Junho de 2009


Escola em movimento muitos e não desempenharmos cargos honoríficos. Condescendentes, permitem os monarcas uma volta pelo palácio. Primeira constatação unânime: os monarcas não habitavam um simples duplex. Sorrisos cúmplices aparecem quando se passa pelo quarto da Rainha, distando só para cima de um quinto de quilómetro do quarto de seu (in)fiel esposo. Falta ali qualquer coisa, talvez uma torneira, talvez um bidé, talvez uma sanita… Que frio, sussurram, Como seria possível a João manter a chama acesa enquanto percorre aquele infindável corredor até descobrir, debaixo do cobertor de penas, uma Maria Ana Josefa desejosa e receosa, acompanhada de outras mulheres que a ajudariam antes e depois da função? Pobres reis, tão poderosos, tão tu cá tu lá com o divino, mas tão acompanhados quando deviam estar sós. Rei sofre! Passamos ainda pelos aposentos dos frades, treze ao princípio do projecto, trezentos no fim (nada de estranho nestas derrapagens), passamos à Biblioteca e conhecemos uns exemplares dos guardiões da dita, uns simpáticos morcegos, inspiradores de um qualquer Batman moderno. Nos sinos do zimbório soaria a hora de sexta, sinal de que a paciência real se esgotara e que estava na hora de regressar à terra que nos viu partir. Dispensamos de novo a passarola, abraçamos Blimunda que de nós desvia os olhos, abraçamos Sete Sóis, inclinamo-nos perante El Rei, Nosso Senhor, e regressamos mais ricos e felizes! Junho de 2009

Subamos as escadas e penetremos no templo. Mármores roxos, pretos, brancos vestem as paredes. Entre outros, um São Bruno olha-nos de soslaio…

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Visita...

à Expo-Salão, Batalha Lina Dinis, professora de Economia

A visita decorreu no dia 7 de Maio, no âmbito do Fórum Qualificação 2009: Escolhas com Futuro correspondendo a uma organização da Agência Nacional para a Qualificação, em parceria com o Instituto do Emprego e Formação Profissional e as Direcções Regionais de Educação. O itinerário de regresso foi feito pelo Litoral – Nazaré, S. Pedro de Moel e Praia de Vieira de Leiria. A proveniência sócio - económica da maioria dos nossos alunos levou a esta escolha. É de salientar que alguns destes desconheciam esta região e nem nunca tinham «tocado» na água do mar. Participaram na visita os alunos dos Cursos de Educação e Formação e do Curso Profissional de Informática de Gestão acompanhados dos seus Directores de Curso, Lurdes Santos, Lina Dinis, Rui Santos, Arménio Nogueira, Carlos Coelho e da Coordenadora destes cursos, Judite Arcanjo, responsável pela dinamização da visita. Também Página 28

acompanhou a visita a professora Ana Cristina Simões e Armando Cruz. Este evento teve o formato de uma “vila das profissões”, composta por praças correspondes a grandes áreas de educação e formação, assinaladas pela cor e por sinalética, e espaços apropriados a actividades de animação. Tinha mais de 100 stands, animados por jovens alunos e/ou formandos de todo o país que demonstraram o que aprendem e como aprendem nos cursos que conferem dupla certificação (escolar e profissional). Os alunos consideraram muito interessantes o que estava nos stands assim como

a animação proporcionada pelos jovens animadores. Consideraram, também, que gostariam de participar, futuramente, neste evento. Pensamos que esta visita proporcionou aos alunos um contributo para a sua formação esperando que tenham conseguido deste modo, certamente mais do que através de qualquer outro, um enriquecimento das suas competências, apelando para valores e atitudes que consideramos pertinentes, tais como: - Reconhecer diversidade de cursos contemplados pelas diferentes modalidades de educação e formação; - Conhecer as ofertas profissionalizantes junto dos jovens que concluíram o 9º ano de escolaridade, das comunidades educativas e formativas e do tecido empresarial e socioeconómico; - Sensibilizar para potencialidades futuras, quer pessoais quer em grupo/turma, centradas no desenvolvimento de competências em detrimento de aprendizagens centradas na transmissão de conteúdos. - Conhecer uma parte do litoral da região centro do país.

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Visita de Estudo...

ao Mineralógico

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Uma Aula no Museu A visita ao Museu Mineralógico da FCT da Universidade de Coimbra, decorreu na manhã do dia 11 de Março e foi intitulada “Uma Aula no Museu”. Foi uma aula diferente com a possibilidade de observar muitos espécimes de minerais de todo o mundo (Galeria José Bonifácio dAndrade e Silva), observar representações cartográficas do território nacional (Sala Paul Choffat), visualizar as principais rochas que existem no país e a sua utilização em objectos de uso quotidiano

(Sala Carlos Ribeiro) e ainda analisar através do registo fóssil, as principais etapas da Vida na Terra nos últimos 600 milhões de anos (Corredor de acesso à Galeria Ultramarina). Por último foi dado ênfase às actuais ameaças à biodiversidade do planeta. O tempo foi escasso para tudo o que era necessário aprender. Decerto cada um vai agendar uma nova visita para concretizar “Uma Aula no Museu II”. Clara Marques, professora do Departamento de Ciências Naturais

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Visita de Estudo...

à Figueira da Foz, Grutas da Moeda e às Pegadas dos Dinossauros

No dia 28 de Abril realizouse uma visita de estudo à Figueira da Foz (Serra da Boa Viagem e Cabo Mondego), Grutas da Moeda e Pegadas de Dinossauros da Pedreira do Galinha. Apesar de inicialmente o tempo não querer ajudar, pois na Serra da Boa Viagem apanhámos muito vento e chuva miudinha, as coisas compuseram-se quando fomos para a Fábrica de Cal Hidráulica no Cabo Mondego, onde tivemos a oportunidade de efectuar recolha de fósseis, observar uma pegada de dinossauro e ainda depósitos de carvão. Depois de, até ter dado para apanhar um pouco de sol, pois as nuvens resolveram dar umas abertas, encaminhámonos para Fátima onde confraternizámos à volta de Página 30

um repasto volante. Entretanto houve um pequeno percalço no 2º autocarro devido a ter rebentado um pneu. Como os nossos condutores eram muito despachados, rapidamente foram a uma oficina de pesados onde, enquanto almoçávamos, efectuaram a reparação. Seguimos depois para a Pedreira do Galinha onde tivemos a oportunidade de passear pela “laje” onde se encontram alguns trilhos de pegadas de saurópodes (grandes dinossauros herbívoros). De referir que dois desses trilhos são os

maiores da Europa com cerca de 150 metros de extensão. Também pudemos observar uma coluna de tempo

geológico em tamanho gigante que nos informava dos principais acontecimentos da História da Terra. Daqui fomos para a última etapa da nossa visita, as Grutas da Moeda. Trata-se de uma gruta com um conjunto de “salas” de pequena dimensão mas com estruturas (estalactites e estalagmites) muito bonitas. Depois das explicações do nosso guia e das observações das magníficas “salas” estivemos a lanchar no Bar das Grutas onde tivemos também a oportunidade de comprar algumas recordações. Partimos, com muita pena de todos, para a nossa cidade onde chegámos por volta das 19 horas depois de mais uma “excelente aventura”. Jorge Delícias Lemos, professor do Departamento de Ciências Naturais

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Congresso de Jovens Geocientistas

“Água, Terra, Fogo e Ar” Realizou-se, no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra e no Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia, nos dias 12 e 13 de Março, o IV Congresso de Jovens Geocientistas evento que juntou cerca de 500 alunos de escolas de todo o país. A sessão solene de abertura do Congresso contou com a presença de notáveis professores da Universidade de Coimbra, como o caso do senhor ViceReitor, Prof. Dr. Avelãs Nunes, do Presidente do Departamento de Ciências da Terra, Prof. Dr. Gama Pereira, do Presidente do Congresso, Prof. Dr. Alcides Pereira e das organizadores principais deste evento, Profas Dras Celeste Gomes e Manuela da Vinha. A nossa escola esteve representada pelos alunos da disciplina de Geologia do 12º ano, tendo a sua participação/desempenho sido bastante apreciados por colegas e organizadores. Para esta participação os alunos dividiram-se em 4 grupos tendo cada um deles ficado encarregue de trabalhar sobre uma Era da História Geológica (PréCâmbrico, Paleozóico, Mesozóico e Cenozóico). Depois de terem efectuado uma pesquisa exaustiva sobre os temas, os alunos realizaram 4 posters (um por grupo), nos quais se Junho de 2009

fazia um breve historial sobre os principais acontecimentos da História da Terra nas respectivas Eras Geológicas apresentando-se também uma coluna Cronoestratigráfica. De referir que neste congresso foram apresentados cerca de uma centena de posters alguns deles de excelente qualidade e nos quais, modéstia à parte, os nossos se englobam. Para a

Departamento de Ciências da Terra, em vários eventos científicos, “Radioactividade das rochas” e “Observação microscópica de rochas”, os quais foram orientados por professores deste departamento. No final deste dia, os senhores Presidentes do Departamento e do Congresso, bem como as organizadores deste evento e alguns dos participantes tomaram parte na sessão de encerramento e num

apresentação oral do trabalho de pesquisa, os quatro grupos efectuaram um Powerpoint que 4 alunos (um representante por grupo) apresentaram com excelente desempenho e assim deixado uma marca muito positiva da nossa escola neste evento. No 2º dia os alunos participaram, no

beberete de confraternização. Foi uma actividade muito positiva na qual a nossa escola esteve muito bem representada. Jorge Delícias Lemos, professor do Departamento de Ciências Naturais

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Escola em movimento sobre alguns dos nossos subtemas e as várias opiniões, em relação à música, de pessoas que entrevistámos. Os nossos produtos foram muito apreciados pela comunidade escolar e esperamos que o nosso trabalho tenha marcado à diferença.

“Tráfico Humano” “Tráfico Humano” foi o tema do nosso trabalho. Aprendemos… responsabilizámonos… crescemos, inclusive no que diz respeito ao cumprimento de prazos. O momento da apresentação do produto final é muito gratificante, quando os alunos trabalhem e se esforçam ao longo do ano. Contámos com a preciosa colaboração do ”Ninho” de Lisboa. Estivemos no bloco D com o nosso produto final, tendo o público que nos visitou aderido ao nosso trabalho e revelado bastante interesse.

Cuidados de Saúde Ao longo do ano, fomos aprendendo que a Área de Projecto é uma disciplina importante pois desenvolve capacidades de trabalho individual e em grupo. Aqui trabalha-se o espírito de equipa e de inter-ajuda. Com o aprofundamento da temática “Cuidados de Saúde”, desenvolvemos competências que poderão ser úteis futuramente. João Mendes e Pedro, alunos do 12º B

Ana Saraiva, Cláudia, Lúcia Oliveira, Mafalda e Nadine Gomes, alunas do 12º C

Música

Barreiras Gostámos bastante da fase final do nosso projecto, pois trabalhámos em conjunto e progredimos bastante. Foi a melhor etapa do ano. Foi uma experiência nova e inovadora. “Barreiras Arquitectónicas” – o nosso trabalho, o nosso espaço – mereceu o apreço de quem nos viu. Ana Santos, Ana Varelas, Carolina Murta, Luís Fonte e Sílvia, 12ºC Página 32

“Música” sempre nos acompanhou ao longo das nossas vidas, por isso a escolhemos como tema a aprofundar em Área Projecto. O nosso grupo desenvolveu vários produtos intermédios e um produto final, este exposto na sala E7 nos dias 2 e 3 de Junho: um labirinto era a porta para a exposição de todo o trabalho que desenvolvemos ao longo do ano. A tarefa que mais gostámos de concretizar foi a do primeiro período: fizemos um filme

Catarina, Diogo, João Cancela, Carlos Santos , alunos do 12º A

Escravidão infantil Nesta disciplina, que se apresentou como uma novidade, aprendemos não só a trabalhar em grupo como a desenvolver novas ideias. Contribuiu para a nossa Formação Cívica. Foi positiva. Quanto à divulgação do produto final sobre “Escravidão Infantil”, lamentavelmente não foi tão positiva quanto inicialmente desejaríamos, não tendo a comunidade tido a possibilidade de se aperceber do que desenvolvêramos ao longo do ano. Carolina Murta, Luís Pinheiro e Bruno Ramos (do 12ºB); Bárbara Carolino (12º C)

Reinserção Social A propósito do nosso tema “Reinserção Social”, investigámos sobre Criminalidade Juvenil, Exclusão Social e Instituições. Como objectivos gerais visámos a construção de uma sociedade mais segura e mais feliz, a abolição de preconceitos e o crescimento humano, o nosso e o dos outros. E chegámos ao final do ano Junho de 2009


Escola em movimento - momento de apresentação à comunidade escolar do projecto concretizado e de reflexão sobre o trabalho desenvolvido. Estivemos numa sala do bloco B onde partilhámos com a comunidade escolar e com quem nos visitou (caso dos alunos da Escola Rainha Santa Isabel, no dia 12) o nosso percurso e muito do que aprendêramos de uma maneira acessível, sintetizada e visualmente atractiva. Sentimos orgulho pelo trabalho apresentado. Sentimos que aprendemos, que nos esforçámos, que procurámos a qualidade.

Enquanto grupo, superámos as nossas expectativas e o resultado final foi fantástico e gratificante. Beatriz Melo, Mariana Sá, Olívia Lourenço, Susana Pinheiro, alunos do 12º A

Vícios Álcool, drogas, videojogos, jogo, tabaco foram os principais vícios aprofundados por este grupo. Através de um PowerPoint e de cartazes, apresentaram à comunidade escolar o tema que aprofundaram. Anthony Leal, Carlos Paiva, João Batanete e Carlos Paiva, alunos do 12º A.

A Área de Projecto revelou-se, afinal, uma disciplina acessível e “construtora” de saber desde que haja empenho e vontade de aprender mais de forma mais autónoma e realizar um óptimo trabalho. Porque temos consciência de que o nosso produto resultou também da paciência e colaboração de pessoas que estão para além dos elementos do grupo o nosso obrigado a professores, psicólogo, colegas, funcionários e pais. Aos próximos alunos da Área de Projecto um conselho: escolham um tema agradável, interessante, sobre o qual queira saber mais; aprofundem-no ao máximo e, assim crescerão como pessoas. Ana Rita Marques, Joana Mesquita, João Pedro e Nuno Fernandes, alunos do 12º A Junho de 2009

Escola Ideal

Foi positivo o trabalho que desenvolvemos a propósito da temática “Arquitectar a Escola Ideal”. Divertimo-nos e formámos um grupo agradável. Na apresentação do produto final, tivemos grande àvontade perante um público diversificado. Emanuel Louro, João Diogo, Luís Neves e Patrícia Ferreira, alunos do 12º B

Psico-actividades Procurar recursos a comportamentos de risco e um combate ao stress foi o mote do nosso trabalho: psicoactividades para promoção da saúde mental e prevenção de comportamentos de risco. Ao longo do ano, de inquéritos e exposições, passando por workshops e trabalho de campo, explorámos o nosso tema, procurando sempre, de uma forma atractiva, esclarecer as pessoas. Finalizámos o nosso trabalho este ano com uma sessão de Musicoterapia outra de Reiki e uma exposição sobre os vários terapias abordadas ao longo do ano.

Deficiências No início custou um pouco a habituarmo-nos a uma disciplina completamente nova que exigia muito de nós, mas com muita força de vontade, empenho e espírito de grupo foi fácil construir um trabalho bonito e com muitos princípios. DEFICIÊNCIAS foi o tema que aprofundámos em Área de Projecto. Tentámos sempre transmitir a satisfação com que nos entregámos a esta causa: olhar Página 33


Escola em movimento para além do preconceito. Sabemos que há probabilidades de não termos tocado o interior de muita gente. Temos consciência que somos apenas quatro a querer mudar muita coisa. Mas sabemos que apesar de um mais ser maior que um menos, fomos/somos um menos melhor que milhões de mais. Ana Carolina, Carolina, Rute e Filipa Cerveira, alunas do 12º A

Sala de Convívio

Somos o grupo E da disciplina de área Projecto que desenvolveu o tema “A Redecoração da Sala de Convívio”. O nosso projecto compreendeu várias fases: realização de um inquérito a alguns alunos da escola para conhecer as suas preferências; elaboração de uma maqueta alusiva ao nosso projecto; angariação de fundos através da realização de duas banquinhas de doces; construção de algum material necessário à Sala de Convívio (desde já agradecemos ao Professor Pais a sua colaboração); compra ou suporte mobiliário para a nossa sala e, por fim, de pois de todo o nosso esforço e dedicação, pudemos oferecer um espaço mais reconfortante a toda a comunidade escolar. Referimos também que sem a ajuda do professor Joaquim Delícias, todo esse trabalho seria infinitamente mais difícil. O nosso obrigado a todos os que colaboraram connosco. Diana Mendes, Filipa Mortágua, Maria Rita Nogueira, Patrícia Figueiredo e Vanessa Mendes, alunas do 12º A Página 34

O Ardina da Psicologia Na disciplina de Psicologia B, as turmas A, B e C do 12º ano decidiram publicar um jornal da Psicologia. Neste jornal seriam apresentados vários textos e notícias sobre assuntos relacionados com a matéria do programa desta disciplina. Para isto, os alunos foram recolhendo e organizando material e planeando o projecto, com a ajuda da professora Rosária Figueiredo. Passaram, então, à execução do projecto e, numa aula, nasceu “O Ardina da Psicologia”. Com a ajuda de vários alunos: uns aperfeiçoaram a herança de outros colegas que anteriormente frequentaram esta disciplina, recortando a figura do ardina já existente e embelezando-a, uns recolheram informação, outros trataram-na de modo a que esta fosse apelativa, outros ‘partiram’ para o recorte de imagens e outros para a colagem, e o nosso Ardina ficou pronto para ser mostrado à Escola. Sempre que possível, “O Ardina da Psicologia” será renovado com novas notícias e novidades para que toda a comunidade escolar possa estar a par de algumas curiosidades da Psicologia. Sílvia Nicolau, aluna do 12ºB

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Colóquio

“Latini sumus, latine loquimur” No dia 25 de Maio de 2009, teve lugar, na Biblioteca da Escola, um colóquio subordinado ao tema “Latini Sumus”, dinamizado pela Doutora Paula Barata Dias, professora na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, na área de Estudos Clássicos. Esta actividade foi organizada pelo Núcleo de Estágio de Latim, com o objectivo de divulgar a actualidade do Latim, na língua e na cultura portuguesas. Assim, foram dados variados exemplos de vocábulos e expressões latinas que ainda hoje utilizamos em diversas áreas, desde a informática à comunicação social, da matemática à política e muitas outras situações do nosso quotidiano. Por exemplo, sabias que o @, em Inglês “at”, vem da preposição latina ad que significa “para”? E que não devemos pronunciar “Mídia”, mas sim “Média”, porque este vocábulo deriva da palavra latina medium, que significa “meio”? Ou que agenda é uma palavra latina que significa “as coisas que devem ser feitas” e legenda “as coisas que devem ser lidas”? No final, esperamos que todos tenham saído com a ideia de que “o Latim é, para a língua portuguesa, o que os tijolos são para as casas. Nem sempre estes estão à vista, mas é com eles que as paredes se constroem e se tornam sólidas…” Liliana Gonçalves, Raúl Figueiredo e Ana Bela Carvalho,Núcleo de Estágio de Latim

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Colóquio

Português - Património Comum No dia 15 de Abril decorreu na Biblioteca da nossa escola um encontro subordinado ao tema “ Português – Património Comum” com a presença da Mestre Regina Rocha, que exerce as funções de docente na Escola Secundária José Falcão. O encontro, promovido pelo Departamento Clássico-Românico, foi aberto a toda a comunidade escolar, contando com a presença de colegas daquele departamento, bem como dos departamentos de Ciências Exactas, Ciências da Natureza, Económico-Social, Expressões e Artes e Tecnologias. Todos os presentes sublinharam o interesse do encontro que se caracterizou por um excelente momento de partilha de saber e de empatia com a assembleia presente.

Com a palavra autorizada de Regina Rocha, “metemos uma lança em África” e não “deixámos ningém a ver navios” numa tarde sem “amigos de Peniche”. Regina Rocha deu uma verdadeira lição sobre a Língua Portuguesa e os encantos que ela contém. Página 36

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Entre Palavras... Economia e a Crise Financeira Estes são excertos do trabalho que levaram alunos do 9º A a serem admitidos à fase distrital do concurso “Entre Palavras”, promovido pelo Jornal de Notícias, que decorreu no I.P.J. em Coimbra no dia 4 de Maio. A equipa - Adriana Silva, João Brito, Maria Jorge e Mónica Gonçalves, tendo como professora responsável Manuela Nogueira - reflectiu sobre aspectos ligados à Economia, nomeadamente sobre a crise financeira em curso, as suas causas e consequências, bem como as possíveis soluções para a mesma. Os restantes elementos da turma constituiram a claque, acompanhada

pela professora de Educação Física, Carolina Ratola. Pelo caminho ficaram duas equipas do sétimo ano que abordaram os temas “Casamento homossexual” e “Insegurança” numa primeira fase deste concurso, a nível de escola. A equipa da D. Dinis, bem como a sua claque, defendeu honrosamente a sua escola e trouxe livros e medalhas para “mais tarde recordar”.

Um dos maiores problemas que afecta a população mundial, nos dias de hoje, é a crise financeira, que se torna visível em problemas como o desemprego, a fome e a insegurança. Nesta aldeia cada vez mais global, o nosso mundo, é um facto que há certas nações que desempenham um papel fundamental e que submetem as outras. Os Estados Unidos, o Japão e a União Europeia são as grandes potências mundiais; mas também,

quando há problemas, são responsáveis pela sua propagação nos restantes países, afectando muito mais os países menos desenvolvidos. (...) Mas, afinal, o que se entende por crise financeira? Uma crise financeira acontece quando instituições ou activos se desvalorizam repentinamente, ocasionando desemprego, falta de dinheiro e o consecutivo endividamento das famílias.

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As pessoas estão desempregadas e, por isso, não têm dinheiro. Há mais fome e também há mais criminalidade, porque as pessoas para conseguirem viver, muitas vezes, começam a roubar. (...) a crise económica tem que ser combatida. Como? É necessário tomar medidas para ajudar os mais pobres que necessitam; não interessa ajudar os ricos que não precisam. Outra medida a ter em conta, segundo defendemos, tem a ver com o abaixamento dos impostos aos mais pobres e subi-los um pouco mais aos ricos; porque não nivelar um pouco mais os grandes salários, para permitir a subida do salário mínimo nacional que não dá para uma família com o mínimo de necessidades?… Defendemos o aumento do investimento e a descida de impostos. Ao reduzir os impostos, isso significa estar a dar mais dinheiro às pessoas, mas não quer dizer que elas o vão gastar. A prioridade das prioridades de qualquer Governo responsável é estabilizar o sistema financeiro em defesa do programa de avales do Estado (...). O Estado não deve continuar a entregar (...) ao privado sectores económicos públicos, nomeadamente na área da energia. É preciso reforçar os poderes reguladores e interventores do Estado e garantir que eles são exercidos com independência, em prol do interesse público. Devem ser definidas “políticas públicas para as cidades e zonas urbanas, que incluam o transporte, a habitação, o património, a cultura, o ambiente, o espaço público e a participação cívica”. (...)

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Tecnológico de Desporto 2008-2009

Área Tecnológica Integrada – 12.º E

A turma E do 12.º Ano, do Curso Tecnológico de Desporto, a par do que tem acontecido nos anos anteriores, tem participado, dinamizado e organizado diversas actividades, indo plenamente ao encontro do programa curricular do curso. Assim, foram propostas/desenvolvidas algumas actividades que passo a enumerar de forma resumida: 15 – 10- 08 - Dinamização do Dia da Bengala Branca, promovido pela professora Elda Calado e em interdisciplinaridade com as disciplinas de ATI e Psicologia. 27-11-08 – Visita à Creche e Infantário de S. Miguel. Os alunos puderam assistir a Página 38

várias aulas de expressão motora, leccionadas pelo professor Ricardo Vieira, com crianças de diferentes idades e compreender o papel da Psicologia em termos da sua importância na sociedade contemporânea. 04-12-08 - Visita à Casa de Saúde Rainha Santa Isabel – Condeixa-a-Nova. Aqui os alunos puderam conhecer uma população com características muito próprias, conhecer de perto o bom trabalho desenvolvido pela Instituição e assistiram, por fim, a uma aula de actividades físicas, muito específica para a população em causa, leccionada pelo professor Joaquim Falcão. Ambas as actividades fo-

ram organizadas pelas professoras Elda Calado e Mafalda Teles, em interdisciplinaridade com as disciplinas de Psicologia e Práticas de Dinamização Desportiva. Os alunos tiveram uma participação activa e empenhada, tendo elaborado, para o desenvolvimento desta actividade, um projecto de acordo com as populações em causa. 14-05- 09 – Descida de Rio. Os alunos participaram na actividade organizada pelos professores Mafalda Teles e Ricardo Machado e dinamizados pelos mesmos que lhes permitiu vivenciar uma modalidade diferente para além das que são abordadas na disciplina de Educação Física. Nesta actividade os alunos desenvolveram um projecto, elaboraram cartazes, fichas de autorização, fichas de inscrição e desdobrável de divulgação. Participaram, ainda, 26 alunos dos Cursos de Educação e Formação. Apesar das ameaças, a chuva acabou por não cair. 13 e 20-05-09 - Acção de Formação de Suporte Básico de Vida com Certificado de Formação Profissional. Esta acção teve a componente de 6h, com avaliação prática, positiva, feita pela formadora (Dr.a Ana Teresa Gomes, da Cruz Vermelha Portuguesa) e teve um custo de 27€s. PretenJunho de 2009


Escola em movimento deu-se, ir ao encontro, uma vez mais, do programa da disciplina e preparar os alunos para situações de doença e/ou acidentes súbitos, nomeadamente na aprendizagem do algoritmo do Suporte Básico de Vida e Desfibrilhação, que fazem a diferença em casos de gravidade leve e tem um valor incalculável em casos graves, podendo salvar vidas humanas. Os alunos elaboraram cartas, cartazes e desdobráveis de divulgação. 12-08 e 20-05-08 – Organização e dinamização do Encontro de Voleibol Feminino no âmbito da disciplina de ATI. No primeiro encontro esteve presente a equipa da Escola Secundária José Falcão e uma equipa constituída por um grupo de alunos da nossa escola. Esta actividade serviu também como momento de avaliação dos alunos, bem como o convívio e treino das equipas para o Campeonato Distrital de Desporto Escolar. No segundo encontro esteve presente a equipa da Escola Secundária D. Duarte. As nossas meninas puderam terminar mais uma época com uma revitalizante vitória. Destaca-se o convívio e fair-play demonstrado pelas equipas. 20-05-08 – Organização e dinamização do Encontro de Futsal Feminino no âmbito da disciplina de ATI. A par dos encontros de Voleibol, a actividade constituiu um momento de avaliação dos alunos. Esta actividade surgiu do convite feito pelo professor da Escola Secundária D. Duarte, e sabendo da existência de algumas jogadoras interessadas, foi prontamente Junho de 2009

aceite. Foi significativo o resultado final do jogo, com a vitória das nossas atletas. Os treinadores, requisitados à última da hora, para a nossa equipa, conseguiram orientar as alunas e o jogo foi acompanhado por uma claque muito organizada. Mafalda Teles, Professora da disciplina de ATI

Equipa de Futsal Feminino da Escola Secundária D. Dinis, presente no dia 2005-09 :Isa Fontes, Cláudia Lobo, Bruno Cardoso, Carolina Simões, Vera Gomes, Ana Colaço, Carolina Antunes, Cláudia Antunes, Bruna Gomes, Inês Ângelo

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Dia Mundial da Criança No passado dia 1 de Junho, os alunos do Curso Tecnológico de Desporto, do 12.º Ano, organizaram/dinamizaram mais uma actividade na Escola Secundária com 3.º Ciclo D. Dinis, no âmbito das disciplinas de ATI e Psicologia A, sob a responsabilidade das professoras Mafalda Teles e Elda Calado, respectivamente. Refira-se a propósito, que esta aconteceu na sequência de uma outra realizada no 1.º período. Esta actividade pressupôs toda uma organização conducente ao sucesso escolar e pessoal. A turma responsável em conjunto com as professoras, convidaram as crianças da Creche e Infantário de S. Miguel, para que pudessem ter um dia diferente, ao comemorar o seu dia, o Dia Mundial da Criança. Foi feito um convite ao Conservatório de Música de Coimbra, na pessoa do professor Manuel Vaz, que se disponibilizou de imediato. Para a realização desta actividade, foram feitos cartazes, que se colocaram à entrada dos blocos da escola. Foram elaborados também desdobráveis, e outros documentos enviados e/ou entregues às instituições envolvidas. O planeamento do momento desportivo, foi previamente feito com estudos relevantes no que diz respeito à expressão motora na infância. No próprio dia, começou-se por decorar a entrada do pavilhão com cartazes alusivos a alguns dos direitos da criança que tinham sido também, previamente, elaborados. EnPágina 40

quanto um grupo enchia os balões para oferecer às crianças, outro grupo distribuía os vários materiais de Educação Física presentes no pavilhão pelo espaço da actividade, para deles se fazer posterior apresentação às crianças. Refira-se a colaboração, sempre simpática e eficaz dos funcionários do pavilhão – D. Mercês e Sr. Jaime. Às 10h, como estava agendado, os alunos e professoras responsáveis deslocaram-se à Creche para que o percurso Creche/D. Dinis fosse realizado em conjunto, proporcionado desde logo o intercâmbio saudável. O caminho foi feito a pé até à escola,

dirigindo-nos directamente ao pavilhão. Aí, o professor Manuel Rocha, com a colaboração de três alunos do Conservatório, mostraram às crianças um pouco do mundo da música. A actividade lúdica e a musical deram as mãos a contento de todos. Momento agradável e gratificante. Seguiram-se as actividades desportivas, em que as 74 crianças foram orientadas pelos alunos dinamizadores com a preciosa ajuda dada pelas suas educadoras. A Comemoração do Dia Mundial da Criança terminou com a distribuição dos balões pelas crianças, que foram novamente

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Tecn. Desporto - Estágio 2006 / 2009 acompanhadas por todo o grupo dinamizador da actividade, até ao seu estabelecimento de ensino. De salientar a alegria das crianças, que foi uma constante, ao longo de toda a manhã. É de extrema importância constatar a grande satisfação das crianças, que o demonstraram com os seus sorrisos e interesse o que nos deixou extremamente deliciados e orgulhosos pelo nosso árduo e relevante trabalho. Esta visita, para além de tudo o que já foi referido, constitui também, um momento de promoção da nossa escola no meio envolvente. Em nota de despedida referimos os 3 anos de trabalhos e actividades realizadas com o nosso esforço, que apesar de algumas contrariedades nos deram imenso gosto de executar e nos fizeram sentir queridos e realizados. Grupo de trabalho: Ana Santos, João Pedro, Paulo Patrício e Ulisses Monteiro

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Ao longo do segundo período e da primeira semana do terceiro, os alunos da turma E, do 12.º Ano, vivenciaram mais um momento importante da sua formação com a realização, com sucesso, do estágio. Uma vez concluído este processo, com empenho e dedicação não podia deixar de agradecer a disponibilidade que as Entidades/Monitores tiveram com os alunos. É com estas experiências de cooperação que se consegue incutir nos nossos jovens valores que lhes vão possibilitar uma melhor preparação para a vida activa, o sentido de responsabilidade e do respeito para com os outros. Segue a lista dos alunos com as diferentes entidades de estágio: Nome do Aluno/Entidade de Estágio Ana Inês Santos/Associação Académica de Coimbra - Pav. 3 do Estádio Universitário Bruno Filipe Cardoso/Secção de Culturismo (AAC) - Estádio Universitário Daniel C. Jaria/União Clube Eirense - Campo João C. Carvalho/Secção de Culturismo (AAC) - Estádio Universitário João P. Simões/União Clube Eirense - Campo

Paulo Patrício /Associação Académica de Coimbra/OAF – Campo do Bulão Pedro Domingos/Associação Académica de Coimbra/OAF – Campo do Bulão Pedro J. Fonseca/União Clube Eirense - Campo Pedro Alves /União Clube Eirense - Campo Ulisses Monteiro/Secção de Culturismo (AAC) - Estádio Universitário Mafalda Teles Professora de Estágio

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Tecnológico de Desporto

Acção de Formação de Canoagem No dia 26 de Maio de 2009, os alunos da turma E do 12.º Ano, participaram numa Acção de Formação de Canoagem, no âmbito da disciplina de ATI, leccionada pela professora Mafalda Teles. O professor Ricardo Machado foi o prelector e fez uma apresentação teórica acerca da história da Canoagem, caracterização da modalidade, as suas variantes competitivas e de recreio. Esta apresentação teve também como objectivo a preparação dos alunos para uma actividade de prática de canoagem, a nível da técnica, das regras de segurança e progressões pedagógicas que teve lugar no Rio Mondego, na zona do Choupalinho, no dia 28 de Maio de 2009. No referido dia, ao chegarmos ao Clube Fluvial de Coimbra, o professor Ricardo Machado mostrou-nos os diversos tipos de Kayak, de pagaias e acessórios que podem ser utilizados nas mais diversas disciplinas da canoagem. Seguidamente, foram-nos emprestados três Kayaks que transporPágina 42

támos para o rio, onde iniciámos o treino de algumas técnicas úteis durante a actividade.

kayak . Seguidamente, já dentro do mesmo realizámos exercícios de treino de equilíbrio com a ajuda dos

Como não havia kayaks em número suficiente para que todos pudessem praticar ao mesmo tempo, os alunos foram dando a vez uns aos outros. Como regra de segurança (entre muitas outras), foram-nos dados coletes salva-vidas que eram vestidos antes de entrarmos no kayak. Assim, começámos por vestir o colete e, com a ajuda dos professores Ricardo Machado e Mafalda Teles, treinámos a entrada no

professores. Após isto, estávamos prontos para a actividade propriamente dita. A actividade de canoagem decorreu sem grandes dificuldades, visto que antes de a iniciarmos com pagaia, treinámos, dando uma volta no kayak (K1), junto à margem, fazendo a propulsão com as mãos, em barcos de pré-competição. A maioria dos alunos não teve dificuldades em manter o equilíbrio e, por isso, Junho de 2009


Escola em movimento foram colocados nos kayaks bancos, para que o ponto de equilíbrio ficasse mais elevado e a dificuldade em manter-se equilibrado no mesmo fosse maior. Para que o desequilíbrio sentido pelos atletas fosse maior, um kayak de competição foi trazido para o rio. Neste, as dificuldades sentidas pelos alunos em manter a estabilidade foram expressivamente maiores, devido às características do mesmo, de tal modo que a maioria não conseguiu sequer começar a pagaiar, tendo que tomar uns banhos refrescantes no rio, uma vez que os alunos viravam no K1 (competição). Ao longo da actividade, sempre que alguém perdia o equilíbrio e se virava do kayak tinha, imediatamente, o cuidado de repor a posição

do mesmo, para que a quantidade de água a entrar não fosse muito abundante, para que a sua expulsão se reali-

zasse mais facilmente. Cada vez que uma situação destas acontecia, o aluno dirigia-se a nado para a plataforma, fora de água, e retirava a água utilizando uma técnica previamente ensinada. No final, procedemos à arrumação do material utilizado no respectivo local, finalizando, assim, esta experiência inovadora e muito positiva para os alunos do Curso Tecnológico de Desporto, do 12.ºE. Grupo de trabalho: Bruno Cardoso, Daniel Jaria, Pedro Domingos, Pedro Alves e Pedro Fonseca.

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Compal Air No âmbito das Actividades do Compal Air 3x3, as alunas Inês Santos, Susana Sequeira, Ester Fortes e Letícia Fortes, no escalão de Juvenis Femininos, ficaram em 2.º lugar no Encontro Local realizado no dia 20 de Abril, após uma primeira fase de apuramento disputada no dia 23 de Março. Estes encontros decorreram no Pavilhão Multi-Usos, em Coimbra. Desta forma, as alunas foram apuradas para as Finais Regionais, em Pombal (na Cidade Desportiva), no dia 29 de Abril. Contudo, face a lesões e aos testes de avaliação, a Escola não participou nas referidas Finais Regionais. Uma vez mais, relembro que o mesmo grupo, no ano lectivo transacto ficou em 3.º Lugar do Nacional, que decorreu em Lisboa. Assim, as expectativas para este ano eram elevadas e foi com alguma pena que não se deu continuidade à actividade. A equipa de Juniores Masculinos, constituída pelos alunos Pedro Domingos, Paulo Patrício e Carlos Gonçalves que também participou na respectiva actividade, não conseguiu o apuramento para a Fase Local. Porém, salienta-se o bom comportamento de ambas as equipas e dos árbitros Pedro Alves (no primeiro encontro), Adriano Mendes e Pedro Domingos (no segundo encontro). Destaca-se que as duas equipas foram apuradas para esta fase uma vez que ficaram em 1.º lugar no Torneio de Basquetebol, realizado na nossa escola, durante as actividades do Torneio de Natal, no 1.º período.

Voleibol Juniores Femininos – 2008-2009 A equipa de Voleibol Feminino ficou em 3.º Lugar na 2.ª Fase do Campeonato Distrital de Desporto Escolar. Realço o empenho, o esforço, o compromisso e o espírito demonstrado pela maioria das atletas que contribuíram, a par da alegria e da boa disposição, para os resultados alcançados. É gratificante assistir à evolução demonstrada pelas alunas, à entrega para superar contrariedades, apesar de nem sempre a prestação ser equivalente às capacidades das atletas. Assim, sem inferiorizar o trabalho desenvolvido pelas equipas classificadas nos dois primeiros lugares, fica a sentimento de dever cumprido e que até era possível uma classificação melhor. Tal como nos anos anteriores, está a decorrer uma votação, simbólica (dentro da equipa), para premiar o empenho de todas as jogadoras. As vencedoras do ano passado foram a Cláudia Ramos, como melhor jogadora e a Ana Reis, uma vez mais, como atleta com maior pontuação no total dos itens: melhor jogadora, espírito de equipa, empenho, responsabilidade, assiduidade e pontualidade. Para este ano, a grande vencedora, em todos os parâmetros, foi a Cláudia Ramos. Um agradecimento a todas as atletas, aos variadíssimos colaboradores, aos jogadores “emprestados” assíduos e empenhados que permitiram também a melhoria do desempenho das alunas, à D. Mercês e ao Sr. Jaime e ao excelente trabalho da capitã, Cláudia Ramos, nas suas diferentes tarefas. Saudações voleibolísticas…

Mafalda Teles, acompanhante e também responsável pela equipa de voleibol feminino Página 44

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Notícias da Biblioteca... Banda Desenhada 900 Anos de D. Afonso Henriques Inserido nas comemorações dos novecentos anos de D. Afonso Henriques, o 9º ano desenvolveu um projecto que abarcou as disciplinas de Língua Portuguesa, História e Educação Visual, integrado no Plano de Actividades da BE/CRE. A Banda Desenhada seleccionada foi exposta na Biblioteca Municipal.

Na Semana da Leitura No dia 5 de Março, alunos do 10º B, dirigiram-se, nos últimos 5 minutos da aula (por volta das 11:30), a 4 turmas e leram poemas relacionados com as disciplinas que estão a ter. “Lágrima de Preta”, de António Gedeão, “Aula de Matemática”, de Tom Jobim, “Verbo Ser”, de Carlos Drummond de Andrade, e “Poema da malta das naus”, António Gedeão Também no dia 5 de Março, alunos do

Semana da Leitura

11º A, dirigiram-se, nos últimos 5 minutos

De 2 a 6 de Março celebrou-se a Semana da Leitura na Biblioteca da nossa escola. Neste período foi apresentada a peça teatral concorrente às Escolíadas 2008. Outra actividade que mereceu a adesão dos alunos foi a leitura interpretativa de textos poéticos de autores portugueses. Alguns dos nossos alunos deram a conhecer textos da sua autoria. Realizou-se ainda um Bibliopaper, que contou com a participação dos alunos do 7º ano.

e leram poemas: “José”, de Carlos

Alexandra Lima, coordenadora da Biblioteca

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da aula (por volta das 16:30), a 2 turmas Drummond de Andrade, e “ Actuação Escrita”, de Pedro Oom, bem como “Geografia”, de José Fanha.

Na Aula de Matemática, lendo Tom Jobin Página 45


Escola em movimento

Aula de Matemática

Geografia

Pra que dividir sem raciocinar Na vida é sempre bom multiplicar E por A mais B Eu quero demonstrar Que gosto imensamente de você

Do meu lugar não há registos nem mapas nem retratos. Para falar dele terei de mencionar um raio de sol manso a nascer na transversal das tábuas do soalho. O meu lugar é a pura geografia. Sem o sítio. Mais o sítio. Continente doce onde se inscreve o pão de cada dia e a mecânica dos ossos a ranger. No meu lugar a primavera nasce suave e rumorosa suspensa sobre pétalas de luz. Cada pequeno animal sai da pedra que o protege e corre pelo seu mundo que é também o meu mundo e leva os meus olhos e regressa com perguntas. O meu lugar existe porque existe uma andorinha a dançar em seu redor e tudo se torna verde e depois maduro e há um sumo de laranja que escorre dos lábios por volta do meio-dia. No meu lugar há círculos abertos e todas as poções intentam misturar-se para que a voz do coração se torne num ofício de ventos e de cravos. O meu lugar é tão belo. É tão belo e tão breve o meu lugar.

Por uma fracção infinitesimal, Você criou um caso de cálculo integral E para resolver este problema Eu tenho um teorema banal Quando dois meios se encontram [desaparece a fracção E se achamos a unidade Está resolvida a questão Pra finalizar, vamos recordar Que menos por menos dá mais amor Se vão as paralelas Ao infinito se encontrar Por que demoram tanto os corações [a se integrar? Se infinitamente, incomensuravelmente, Eu estou perdidamente apaixonado por você. Tom Jobim

Verbo Ser Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usaroutro nome, corpo e jeito? Ou a gente só principia a ser quando cresce? É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? Ser; pronunciado tão depressa, [e cabetantas coisas?

José Fanha

Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? Não dá para entender. Não vou ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser Esquecer. Carlos Drummond de Andrade

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Poetas, Agora...

são os Alunos

As palavras

Olhar

Palavras são gestos, são sentimentos, marcam todos os momentos.

Olhar de cão de furão de camaleão, É olhar de bicho;

Palavras são como a vida são como o amor, podem provocar um grande ardor.

Olhar de homem de mulher de criança, É olhar de gente;

Palavras são gostos São contos, São os nossos confortos.

Tudo o mesmo olhar Embora possa mudar.

A palavra certa faz maravilhas. Mas a errada?? Ups…deixa-te zangada!

Gostar de olhar é gostar de sonhar de pensar de lutar. Olhar é gostar de amar.

Se não houvesse palavras não sei como comunicaríamos! Seríamos talvez infelizes… Talvez nem nos amaríamos.

O olhar mostra tristeza mostra beleza mostra dor mostra amor. O olhar mostra o sentir.

João Duarte, 10º B

Olhar não é ver não é escrever não é dizer. Olhar é viver. Ângela Coelho, João Duarte, Marco Pinheiro e Tiago Costa, 10º B

Ana Laura, Bruno, Diana,

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Leonardo e Tiago Santos

, 10º B.

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Escola em Movimento

Oferta da escola 2009/10... A nossa escola tem muito para oferecer!

Ensino Secundário

Cursos Tecnológicos

Clube de Pintura Clube de Saúde Clube de Jornalismo Clube de Teatro Pense Indústria Clube Laboratório da Terra e da Vida

Desporto

Salas de Estudo Acompanhado:

Cursos Profissionais

Matemática, Físico-Química, Inglês e Genérica

Cursos Científico-Humanísticos

Ensino Básico 3º Ciclo do Ensino Básico, com a disciplina de Teatro como oferta da escola, a nível da Educação Artística

Cursos de Educação e Formação Empregado Comercial [Tipo2] Carpinteiro de Limpos [Tipo 2] Serralharia Civil [Tipo 2] Electricista de Instalações [Tipo 2 ou 3]

O que são Cursos Científico-humanísticos ? Os cursos Científico-humanísticos destinam-se aos alunos que, tendo concluído o 9º Ano de escolaridade ou equivalente, pretendem obter uma formação de nível secundário. Estão vocacionados para o prosseguimento de estudos de nível superior, de carácter universitário ou politécnico, e têm a duração de 3 anos lectivos correspondentes aos 10º,11º e 12º anos de escolaridade. Estes cursos conferem um diploma de conclusão do Ensino Secundário, o que possibilita ao aluno candidatar-se ao ensino superior.

O que é o Curso Tecnológico de Desporto? O Curso Tecnológico de Desporto tem por objectivo a formação de profissionais capazes de realizar tarefas de dinamização desportiva, nomeadamente em campos de férias e em actividades Página 48

CLUBES E PROJECTOS

Ciências e Tecnologias Línguas e Humanidades

Técnico de Informática e Gestão Técnico de Gestão do Ambiente Temos ainda CLUBES e PROJECTOS em várias áreas.

Protocolo com Centro de Saúde de Eiras Acesso às Piscinas Rui Abreu, no âmbito da disciplina de Educação Física

de desporto-aventura, bem como tarefas de organização e gestão das actividades físicas e desportivas, nomeadamente ao nível dos respectivos equipamentos e estruturas de enquadramento. Com este curso, o aluno poderá trabalhar em sectores como os do desporto, do lazer e do turismo, e exercer as seguintes profissões - técnico de organização desportiva ou técnico de dinamização desportiva.

O Serralheiro Civil é o profissional que, utilizando as técnicas, meios manuais e mecanizados apropriados e documentação técnica, executa, de forma autónoma e precisa, a construção, montagem e reparação de estruturas metálicas em perfis, tubos e chapas.

O que é um/a carpinteiro/a de limpos?

O que é um/a empregado/a comercial?

O Carpinteiro de Limpos é o profissional capaz de, a partir de desenhos técnicos e no respeito pelas normas de Segurança e Higiene, executar, montar e assentar, no local, todos os tipos de portas, janelas, caixilhos e outras estruturas em madeira ou afins, utilizando ferramentas manuais ou máquinas – ferramentas adequadas. Como tal, no final do curso, o aluno deverá ser capaz de desempenhar as tarefas inerentes à profissão de Carpinteiro.

O/A empregado/a Comercial é o/a profissional que, no respeito pelas normas do ambiente, higiene e segurança, procede ao acolhimento e atendimento de clientes na compra do produto ou serviço que melhor satisfaça as suas necessidades e encaminha as reclamações no âmbito do serviço pós-venda.

O que é um/a serralheiro/a civil?

O que é um técnico de Informática e Gestão? Este Curso tem por objectivo a formação de profissionais capaJunho de 2009


Escola em Movimento zes de desempenhar variadas funções em áreas como os equipamentos (hardware fundamental e periféricos), as aplicações informáticas, a Internet, o processamento e arquivo de informação, a programação em diferentes linguagens e a utilização de diferentes sistemas operativos.

O que é um Electricista de Instalações É o profissional que de forma autónoma e no respeito das

normas de segurança e higiene, executa instalações eléctricas de edificações, bem como o controlo, a colocação em serviço e a manutenção dos dispositivos dos aparelhos eléctricos, electrónicos e de telecomunicações. Executar instalações eléctricas de iluminação e climatização; Executar instalações eléctricas de força motriz; Executar instalações de sinalização, intercomunicação e protecção contra descargas atmosféricas; Realizar instalações de infra-estruturas de

telecomunicações em edifícios; Elaborar projectos de infraestruturas de telecomunicações em edifícios.

O que é um técnico de gestão do ambiente? O técnico de gestão do ambiente é o profissional qualificado apto a, respeitando as normas de qualidade, segurança e saúde no trabalho, intervir activamente no domínio da gestão da qualidade do ambiente e do desenvolvimento sustentável.

D. Dinis, a futura escola! o dia 2 de Junho, alunos do décimo ano da nossa escola com os respectivos Directores de Turma receberam alunos do 9º ano da Escola Básica Rainha Santa Isabel e professores acompanhantes, tendo-lhes mostrado todo o espaço físico da D. Dinis, bem como tudo o que existe à disposição dos discentes de modo a que cresçam em sabedoria e humanidade. Após as boas-vindas dadas pelo Presidente do Conselho Executivo, Dr. Augusto Nogueira e primeira apresentação através de um power-point do espaço escolar e serviços, no Auditório da nossa escola, os visitantes subdividiram-se em pequenos grupos para conhecerem in loco o que lhes fora mostrado virtualmente. Assim, após assistirem à representação da peça apresentada nas Escolíadas pelo grupo de teatro KA-OS, na Sala de Convívio, visitaram os vários blocos onde professores responsáveis pelos Laboratórios de Físico-Química e Biologia, pelo Desporto, pela Biblioteca, pelas Salas de Estudo e pelos vários clubes existentes lhes mostraram o que de bom se vai fazendo nos nossos espaços. Aos nossos futuros “inquilinos”, bem-vindos, mas antes, renovem energias com umas óptimas férias.

N

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A Fechar

Finalistas... Ei-los que partem... É com saudade e, simultaneamente, orgulho que a D. Dinis os vê partir.

No dia 27 de Fevereiro decorreu nos “Três Pinheiros” o jantar e baile dos Finalistas da D. Dinis. Os nossos meninos e meninas todos glamourosos e elegantes mostraram que estão crescidinhos, ainda que nem eles próprios, por vezes, se dêem conta disso. A acompanhá-los os pais e família babados , os professores e funcionários enternecidos. Afinal sempre foram três, ou mesmo, em alguns casos, seis anos de convívio quase diário a vê-los CRESCER. É com saudade e, simultaneamente, orgulho que a D. Dinis os vê partir. A todos um feliz voo! Página 50

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Post Scriptum nº 41 - Junho 2009  
Post Scriptum nº 41 - Junho 2009  

Revista da Escola Secundária com Terceiro Ciclo D. Dinis de Coimbra

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