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POST SCRIPTUM Revista da Escola Secundรกria com 3.ยบ Ciclo D. Dinis - Coimbra

ANO 17 -

N . ยบ 46 - Julho 2 0 11

JUNTOS PODEMOS SER


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Julho de 2011


A Abrir A ler neste número Ficha Técnica Directoras: Alda Marques e Margarida Castro Preparação/Redacção: Alda Marques, Margarida Castro

Em Destaque.................

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Dias Culturais

A Escola que somos

Redemat................................................. 12 Comemorações.................................... 14 Colaboradores: Vítor Matos, Célia Costa, PESES......................................................15 Ana Paixão, Cátia Rosinha, Ana Severino, Colóquios..................................................16 Rosa Canelas, Clara Marques, Lina Dinis, Biblioteca............................................... 20 Sofia Freitas, João Lucas, Fábio Lima, Jorge Xambre, Alexandra Santos, Miguel C.Tecnológico de Desporto......... 22 Almeida, João Fernandes, Mafalda Teles, Desporto Escolar.............................. 25 Fábio Fernandes, Catarina Martins, Daniel Academia de Basquete.................. 28 Santos, Inês Salvador, Catarina Martins, Projecto Comenius....................... 30 Ana Carolina, Vanessa Santos, Patrícia Monteiro, Beatriz Duarte, Flávia Morais, Concursos.............................................. 36 Visitas de Estudo...............................48 Ana Raquel Pinheiro, Nuno Martins. Depósito Legal nº 145144/99 Projecto Apoiado pelo RNEPS

A fechar

Baile de Finalistas..............................56

Editorial Porque a rotina é cansativa e se torna cinzenta, optámos pela diferença, relativamente a anos transactos… a Post Scriptum de Julho a aterrar literalmente (ou quase) nas areias escaldantes algarvias ou a mergulhar nas águas mais ou menos frescas do Atlântico. Isto porque estamos em época de crise! Não ousamos, pois, atravessar as fronteiras. Pensamos só, neste momento, em quem faz “férias cá dentro”, apesar do nosso periódico já ter ganho asas e poder, agora, correr mundo. Razões verdadeiras? Logicamente que não. Pura retórica. O tempo (ou a falta dele) ataca todos. Mas as razões que levaram a Post Scriptum a ser divulgada em pleno Agosto na net, em primeira mão, antecipando-se à sua impressão, não interessam para aqui. O que verdadeiramente importa é revivermos com agrado, nestes momentos de calma, o que fizemos e inspirarmo-nos para o próximo ano. Umas óptimas férias! Julho de 2011

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Em destaque

Este ano, a Semana Cultural tradicional “encolheu” para dois dias – Dias Culturais . Com esta opção procurou-se rentabilizar melhor todos os espaços da escola, interiores e exteriores, torná-los igualmente dinâmicos e fazer com que esses dias fossem efectivamente vividos por toda a comunidade escolar e que com a participação de todos, de forma mais activa ou mais passiva, pudéssemos SER + (lema do nosso Plano de Actividades) em várias vertentes. As Áreas de Projecto do 12º ano puderam mostrar o seu produto final e os vários Departamentos presentear toda a Escola com actividades diversas: Temas como “A “im”perfeição da vida”, “Acções comportamentais” , “Acessibilidade à saúde”, “Apoio à mulher com cancro da mama”, “Desporto é saúde”, “Desporto saudável”, “Integração social”, “Limites humanos”, “O futuro da nova geração”, “Pobreza”, “Saúde na adolescência” tratados das formas mais diversificadas – apresentações, exposições, palestras, actividades de expressão corporal, PMA ( Posto Médico Avançado ), almoço, concerto , filmes bancas de venda solidária, de sensibilização e informativas; “Dias da Nutrifit/estilos de vida saudáveis no Gabinete do Aluno; “Conversas sobre…” – “Um dia vou ser voluntári@...É hoje!” , com a presença de Página 4

“Um dia vou ajudar a tornar a nossa vida melhor… É HOJE!” Gabriela Condeço, da LAHUC e Augusto Nogueira, da ACREDITAR ; “A mulher nos finais do século XIX e inícios do século XX”, com a convidada Irene Vaquinhas da FLUC; “Re)Inventar Modos de Vida”, com José Manuel Pureza da FEUC; “Língua Gestual Portuguesa” , com o convidado Telmo Fernandes; “laboratórios abertos” de Biologia / Física e Química / Matemática; Feira dos minerais; Eggand-spoon race, Hot-dogs, crepes e queijos franceses; práticas desportivas com a Academia de Basquete D. Dinis, gincana, fitness; visita da EB 2,3 Rainha Santa e espectáculo musical com a Quantuna (Tuna Mista da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra)… Nada melhor que uma reportagem fotográfica de 18 e 19 de Maio para revelar a Julho de 2011


Em destaque

abertura oficial dos dias culturais

bancas de venda, de sensibilização e informação

exposições

Veste a camisola da tua escola! Julho de 2011

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Em destaque

D. DINIS AOS SALTOS A ACTIVIDADE DESPORTIVA - D. DINIS AOS SALTOS – JUNTOS EM MOVIMENTO foi dinamizada pelo grupo de Educação Física, no dia 19 de Maio (dia cultural). Importa referir que foi uma actividade que teve como principal objectivo envolver toda a comunidade escolar, e este objectivo foi, sem dúvida, conseguido. Estiveram presentes 100 alunos de 11 turmas diferentes, 25 professores e 15 assistentes operacionais/administrativos. No total, participaram nesta actividade desportiva 151 pessoas. Todos os participantes demonstraram um elevado nível de interesse, empenho e motivação na actividade desportiva proposta, o que se reflectiu no sucesso da actividade em si. Julgamos que foi uma actividade bem conseguida e oportuna porque permitiu desenvolver o intercâmbio entre os vários membros que integram a comunidade escolar, através da prática do exercício físico, o que é salutar. Mais uma vez, constatámos que o exercício físico pode funcionar como um elo muito forte de ligação e comprovámos que faz bem não só ao corpo mas também à alma… foi sem dúvida um momento de descontracção para todos. Agradecemos a participação de todos os que nos presentearam com a sua presença e boa disposição. Célia Costa, Coordenadora do Desporto Escolar

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Em destaque Um homem à procura de si próprio

Pergunto-me como nos aproximamos do que somos? Que actos quotidianos nos permitem esse percurso de tal modo que nos possamos rever neles sem remorsos? Agimos submersos num oceano de águas mais ou menos turvas, que nos limitam e perturbam

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a leitura dos reflexos do que somos e fazemos. O cansaço, a velocidade dos dias, o excesso e sobreposição dos actos e pensamentos ensombram a consciência que conseguimos construir do que estamos sendo. Desejo, vontade, sonho, projecto, heranças, acasos, destinos, nós e os outros sobrepõemse, misturam-se, diluem-se nessas águas, agora mais quentes, correntes, agora mais frias, mais estagnadas. Somos o que vamos sendo, no intervalo entre o que podemos, queremos e fazemos, sem nos conhecermos os limites. Importa sabermos quem somos? Todas as interrogações importam. Importa o que queremos e fazemos. Importa também o que não fazemos. Importa que o que fazemos não vá contra o que somos e queremos ser. Víto Matos, professor do Departamento de Ciências Sociais e Humanas,

gincana

visita de alunos da E. Rainha Santa Isabel

crepes e queijos franceses

egg and spoon race

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Em destaque Área de Projecto

iziaccess

Acessibilidade à Saúde Carolina, Daniel, Eliseu, Mafalda e Tânia, do 12.º A Posto Médico Avançado

Limites Humanos Andreia, Ângela, Diana, Lia e David, do 12.º B Sala com Actividades e Palestra

Iluminamos silêncios

Integração Social Mariana, Ana Carol, Ana Mariana e João, do 12.º C Venda de artesanato, Fotografia, Jogos

Sport Crew Desporto é Saúde Thais, Joana, Ana, Sara e Mariah, do 12.º C Apresentação do Projecto

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Em destaque Área de Projecto

Os Soldados da Pobreza Lie to Us

Pobreza Diana, Helena, Mariana, Ana Rita e Daniela, do 12.º C Apresentação do Projecto

Acções Comportamentais Paula, Vanessa, Emanuel e Pedro, do 12.º B Exposição Interactiva

Health Patrol

Olhares Perceptíveis

Saúde na Adolescência Daniela, Mariana, Nádia, João e Pedro, do 12.º A Um Almoço Saudável

A “Im” Perfeição da Vida Bruna, Cláudia, Inês e Vanessa, do 12.º A Diferentes Percepções, Exposição e Palestra

Uma escol(h)a de vida! Julho de 2011

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Em destaque

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Pró-Sport Desporto Saudável David, João, Leonardo e Rafael, do 12.º B Jogos, Vídeo, Fotografia e Palestra

AMCM

Apoio à MUlher com Cancro da Mama Valda, Tânia, Raquel, Esperança e Mariana, do 12.º C Apresentação do Projecto e Actividades de Sensibilização

Geração alpha O Futuro da Nova Geração Carolina, André, João, Miguel e Tiago, do 12.º B Apresentação do Projecto e dos SubTemas, Actividades Lúdicas Página 10

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Porque a solidariedade existe…

Em destaque

Duas crianças na sala... Ana Paixão, Cátia Rosinha, Inês Severino, alunas do 10º B

Em finais do ano passado, a instituição Abraço lançou um desafio: “O que faz com os seus cabos? Vamos construir a casa Ser Criança!” Tratou-se da primeira campanha de recolha e reciclagem de cabos eléctricos. Os alunos do Curso de Educação e Formação de Electricidade, dinamizados pelo seu professor Rui Santos, responderam “Presente!” e procederam à recolha desse material, lançando, também, o desafio a toda a comunidade. Felizes com os resultados, dirigiram-se ao centro de recolha no Dolce Vita onde entregaram cerca de 200 Kg de material.

Um grupo de alunos e professores do 10º B invadiu o Hospital Pediátrico de Coimbra, no dia 14 de Junho, cumprindo, assim, um projecto de turma que visava abrir os portões da sua escola e aproximar-se de crianças cujo sorriso está um pouco apagado. Esse mesmo sorriso, pouco aberto inicialmente, foi surgindo na Valéria, na Micaela, no João e em tantos outros que pouca a pouco viam os seus rostos transformarem-se em borboletas, campos de flores, diabitos à solta ou ouviam no ar os acordes de canções infantis que procuravam despertar o ritmo que cada ser tem em si. Julho de 2011

Choros, risos, lágrimas, tristeza, alegria… foi o que vi no rosto daqueles pequenos adultos. Pensei: “O meu problema, dias atrás, foi o facto de não ter uma camisola cor-de-rosa que combinasse com uns sapatos da mesma cor…” O meu rosto ganhou uma expressão apática. E voltei a pensar: “Sou tão estúpida! Que importância é que isso tem?” O problema daquelas crianças ia muito além daquele meu egocentrismo ridículo e do meu pensamento infantil. Então disse aos meus companheiros: “Vamos lá, força, nós conseguimos!” . E fomos logo conduzidos à sala de tratamento de quimioterapia. Encontravam-se duas crianças na sala, duas meninas – a Micaela e a Valéria, com seis e oito anos de idade, respectivamente. Tirar os pincéis, preparar as tintas e PINTAR, PINTAR SEM PARAR! Transformar aqueles rostos lindos, mas tristes em sonhos de mil cores. E a recompensa ao ver a cara destas lindas meninas, que descobriram que aquela hora para elas era uma eternidade, no simples piscar daqueles olhos brilhantes! E foi assim que tudo começou, naquela tarde. A seguir à Micaela e à Valéria vieram o João , o Pedro e… as horas voaram até ao fim da tarde. Os pincéis já não estavam nas nossas mãos nem as tintas, mas sim nas mãos deles. No início, o material era nosso, leváramo-lo, manuseávamo-lo… à despedida perdêramos o direito de posse. Por lá ficou, na expectativa de tornar outros sonhos em realidades eternas Página 11


A Escola que somos No dia 2 de Março, a nossa escola encheu-se de pessoas ao receber 548 alunos de 8 escolas de Coimbra (Martim de Freitas, Rainha Santa Isabel, Quinta das Flores, Infanta D. Maria, José Falcão, D. Duarte, Avelar Brotero e Colégio S. Teotónio) acompanhados pelos seus professores. Participaram no concurso ainda 100 alunos da nossa escola. A todos foi dado um certificado de participação. Antes e depois do concurso, os alunos podiam distribuir-se pelos vários espaços da escola, onde muitas actividades lhes foram disponibilizadas. (Biblioteca no Bloco A, Atelier de Expressão Dramática nos Blocos E e D, Atelier de Dança na sala E7, Clube de Jornalismo no Bloco B, Desporto Escolar no Pavilhão, Laboratório de Biologia e Geologia, no Bloco D, Laboratório de Física e Química no Bloco E, Oficina de Carpintaria no Bloco B e Gabinete de Psicologia no Bloco E). Todos puderam lanchar antes de ouvirem os nomes dos vencedores e receberem um prémio numa sessão animada pelo grupo de Teatro ensaiado pelas professoras Teresa Sá e Manuela Nogueira. Foram premiados os

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Pelo sexto ano consecutivo, o grupo de matemática organizou o REDEmat.

primeiros classificados: 4º ano – Vicente Faria e Joana Pereira da E. B. 1º, 2º e 3º ciclos de Martim de Freitas 5º ano – Diogo Gouveia e António Porto da E. B. 1º, 2º e 3º ciclos de Martim de Freitas 6º ano – Miguel Teixeira e Artur Carvalho da E. B. 1º, 2º e 3º ciclos de Martim de Freitas 7º ano – Vânia Silva e Madalena Santos da E.Sec. com 3º ciclo Quinta das Flores 8º ano – Henrique Santos e Gustavo Afonso da E. B. 1º, 2º e 3º ciclos de Martim de Freitas 9º ano – Inês Gonçalves e Ana Pereira da E. B. 1º, 2º e 3º ciclos de Martim de Freitas 10º ano – João Janela e João Vieira da E. Sec. Infanta D. Maria 11º ano – Teresa Queirós e Marta Carvalho da E.Sec. com 3º ciclo Quinta das Flores 12º ano – Guilherme Almeida e André Rodrigues da E.Sec. com 3º ciclo Quinta das Flores

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A Escola que somos Agradecemos: · a toda a escola, alunos, professores, funcionários e direção o empenho na colaboração para que o REDEmat 2011 fosse um êxito. · especialmente às colegas de Informática que se desdobraram para que nenhum computador falhasse, à equipa de alunos e professores que prepararam o encerramento e se esforçaram para aguentar o público face à tardia receção dos resultados, à D. Mercês por nos ter feito o arroz doce, seu ex-líbris na nossa escola, a todos os que se desdobraram em atividades para ocupar os alunos que nos visitaram e a empenhadíssima colaboração da Teresa Patrícia nos contactos com a maioria dos patrocinadores e nas ideias que nos foi dando. · a todas as entidades, DanCake, LEYA, TETRI – Equipamentos Electrónicos, Lda., Porto Editora, Caixa Geral de Depósitos, Areal Editores, Lisboa Editora, Delta Cafés, Pastelaria Riviera, Pratas CEE, Probar, Padaria de Souselas, Sumo + Compal, Progelcone, Higimarto, Dalifal, Jesuína, Pastelaria Tamoeiro, Moinho Velho – Pastelaria e Padaria, Olmar, Loja Imaginação e a nossa escola, que colaboraram com o seu patrocínio tornando possível a organização do concurso para mais de 600 alunos. · aos 100 alunos da nossa escola que concorreram e a todos os que colaboraram nas atividades, no apoio ao concurso, na construção dos cartazes e na organização das pastas. A todos o nosso reconhecimento.

Rosa Canelas, pelo grupo de Matemática

Premiámos também, em momento posterior, os primeiros classificados da nossa escola: 7º ano – Inês Silva e Catarina Pereira 8º ano – Beatriz Duarte e Adriana Reis 9º ano – Alexandre Marques e Alexandre Crespo 10º ano – Sofia Freitas e Fábio Duarte 11º ano – Tiago Santos e Catarina Martins 12º ano – Ângela Coelho e Andreia Cardoso Julho de 2011

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A Escola que somos

Biologia e Ambiente

Comemoração do dia Mundial do Ambiente

Comemoração do dia da Árvore

Biologia e Saúde

Centro de Simulação de Práticas Clínicas Escola Superior de Enfermagem de Coimbra em 13 de Maio Página 14

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A Escola que somos

D. Dinis sempre a mexer! As temáticas abordadas ao longo do ano foram diversificadas e neste semestre destacam-se as sessões sobre Bullying, obesidade e substâncias psicoactivas. No dia 4 de Maio os alunos do 7.º, 8.º e 9.º ano participaram numa sessão sobre “Bullying e Cyberbullying” dinamizada pelo Comissário Lobão e pela sua equipa. No dia 6 de Junho, os mesmos alunos assistiram ao filme “Super Size Me” e debateram a problemática da obesidade. Esta actividade foi dinamizada pelas estagiárias Daniela Costa, Daniela Melo e Inês França, no âmbito do seu Estágio do Ensino Clínico na área Opcional de Enfermagem Comunitária em Contexto Escolar. No dia 7 e 14 de Junho, decorreram na Escola duas sessões sobre “Cannabis na adolescência e Esquizofrenia: Qual a relação?”, a que assistiram os alunos do 8.º A, 10.º A, C, E e IG. Estas sessões foram dinamizadas pelas estagiárias Cátia Gonçalves, Inês Santos e Sofia Antunes, no âmbito do seu Estágio do Ensino Clínico na área Opcional de Saúde Mental Comunitária e Reabilitação. No CONTIGO decorreram três iniciativas de modo a dinamizar o Gabinete do Aluno, muito para além dos objectivos a que este espaço se propõe. No dia 1 de Junho Todos juntos em prol de uma D. toda a Comunidade Escolar, que se dirigiu ao gabinete, Dinis com muitos “PESES”! ficou a saber em simultâneo o seu peso, a sua massa gorda e a sua massa muscular. No dia 8 de Junho, durante a Clara Marques, Coordenadora do Projecto manhã, a iniciativa prendeu-se com a sensibilização para a vacina HPV, tendo participado sobretudo as alunas do 7.º A. O apelo à prática de exercício físico foi a última chamada de atenção do gabinete, que na manhã do dia 13 de Junho com a ajuda da Wi Fit Plus, colocou a mexer todos os que visitaram o Contigo. Durante este ano lectivo, o CONTIGO contou com a colaboração da Beatriz, do Danilo, do Gustavo e da Vanessa, todos alunos do 10.º C e no próximo ano eles contam contigo. Nem só os alunos se preocupam com a saúde… no âmbito do Projecto Tu Decides, dez professores participaram na “Oficina de Formação Tu Decides. Promoção da Saúde em contexto escolar” e no dia 25 de Maio apresentaram na ESEnf de Coimbra o projecto da nossa Escola.

PESES

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A Escola que somos

12º Ano de Informática e Gestão com vida

Nível de vida e justiça social

No dia 26 de Abril, a convite dos alunos do 12º IG, esteve presente no auditório da Escola Secundária D. Dinis a Drª. Lina Coelho, professora da Faculdade de Economia de Coimbra e investigadora no Centro de Estudos Sociais (CES), a qual tratou a temática “Nível de vida e justiça social”. O colóquio foi aberto à presença de alunos de outras turmas, tendo todos os presentes tido a possibilidade de colocar questões e de ser esclarecidos, alargando, deste modo, os seus conhecimentos sobre questões actuais e de grande interesse para todos os cidadãos, como foi comprovado no inquérito lançado ao público presente.

A importância da formação dos recursos humanos na competitividade das empresas e do país A convite dos alunos do 12º IG do Curso Profissional Técnico de Informática de Gestão, esteve presente, na Escola Secundária c/ 3º Ciclo D. Dinis, no dia 29 de Abril de 2011, o Dr. José Augusto Silva Tavares, responsável pelos recursos humanos da empresa CELBI/ALTRI, para falar do tema “ A importância da formação dos recursos humanos na competitividade das empresas e do país”. Como seria de esperar, as ideias expostas prenderam o interesse do público não só pela importância da problemática para a formação dos “alunos anfitriões”, mas também pela pertinência da actualidade do tema para o país e para o mundo.

Parabéns a todos os alunos do Curso de Técnico de Informática de Gestão pelo exemplar desempenho no trabalho desenvolvido na sua Formação em Contexto de Trabalho (Estágio). Este desempenho foi reconhecido pelos responsáveis das empresas acolhedoras, abrindo-lhes caminho para a continuação do estágio e eventual colocação futura, bem como para a recepção de futuros estágios naqueles locais. A equipa que convosco trabalhou e toda a escola em geral deseja-vos um futuro de sucesso. Lina Dinis, Coordenadora dos Cursos Profissionais Página 16

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A Escola que somos

Afecto?! O que é isso? No dia 30 de Março A Síntese Frágil e Amar de de 2011, as turmas do Novo. Para além disso, tem 10.º A, D, E e IG, foram escrito muitos artigos, é memassistir a um colóquio bro de várias Sociedades Científicas e Unidades de Invescom o seguinte tema: tigação e tem traduzido obras “Afecto?! O que é isso?”. filosóficas de várias línguas Foi realizado na Escola Secundária com 3.º ciclo D. Dinis no âmbito do PESES (Projecto de Educação para a Saúde e Educação Sexual), numa dimensão ética da sexualidade Humana em parceria global com os Objectivos Do Milénio e teve como convidado o Professor Mário Santiago de Carvalho. O local de encontro o auditório da escola e a duração prevista da actividade foi de duas horas, ocorrendo entre as 11h e as 13h. A Professora Lina Pereira deu início ao colóquio fazendo a apresentação do convidado, destacando que este, actualmente, é Professor Catedrático na FLUC, tem várias obras publicadas, como por exemplo,

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para o português. O Professor agradeceu o convite e de seguida, fez uma breve introdução sobre o tema principal: os afectos, começando por contar uma história, intitulada O Motor Imóvel. A Teoria do Motor Imóvel foi inventada por um filósofo: Aristóteles. Para explicar melhor o fundamento desta teoria, o Professor Mário inventou duas personagens: o Jorge e a Aida. O Jorge era o rapaz mais bonito da escola, aquele por quem todas as raparigas suspiravam e que todos os rapazes desejavam ser. Tal como

todas as raparigas que queriam chamar a atenção de Jorge, Aida não era excepção. Ela sabia que Jorge gostava muito das cores azul e verde, aliás, mais de azul do que de verde. Desta forma, certo dia, Aida decidiu vestir a sua saia azul com o objectivo de fazer com que Jorge reparasse nela. O rapaz estava a conversar com um colega, quando Aida passou à sua frente com a bonita saia vestida. Jorge não reparou nela e continuou a falar com o seu amigo. Tentando novamente, Aida tornou a passar à sua frente várias vezes, acabando por desistir ao reparar que Jorge permanecia imóvel perante a sua presença. Desta forma, ao conversar com uma amiga, a rapariga chegou à conclusão que seria melhor vestir a sua saia verde e usar um perfume cheiroso e chamativo. No dia seguinte, estava o Jorge novamente a conversar e a beber café com o seu amigo, quando Aida voltou a passar à sua frente (desta vez com a sua saia verde e com o seu perfume, tal como tinha pensado). Mais uma vez, o rapaz não se moveu, nem se apercebeu da sua passagem, da saia de cor verde, de que ele tanto gostava, ou até mesmo do agradável perfume, que deixava um doce cheiro no ar. Aida ficou desanimada e triste pois sentia que tinha falhado e que tudo o que tinha feito para

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A Escola que somos chamar a atenção do rapaz não tinha resultado. Chegámos à conclusão que Jorge era o motor imóvel, ou seja, tudo girava à sua volta mas, ao mesmo tempo, ele nada fazia em relação a isso, permanecia imóvel e, simplesmente, ignorava tudo o que acontecia em seu redor. Após terminar de contar a história do Motor Imóvel, o Professor explicou que Aristóteles, segundo a sua teoria, defendia que Deus era o motor imóvel, isto é, era a razão de ser de tudo. Tudo o que se passava em seu redor, devia-se à sua existência. De forma a continuar a mostrar exemplos da presença de afectos nas nossas vidas, o Professor Mário contou uma nova história, tendo como base a que foi contada anteriormente. Desta vez, optou por contar um testemunho verídico, também sobre uma rapariga, a Judite, e um rapaz, o Zé, que, na verdade, eram seus amigos. Tal como na história anterior, Zé era um rapaz muito bonito e popular e Judite fazia de tudo para chamar a sua atenção. Certo dia, o rapaz ficou sozinho em casa pois os seus pais tinham viajado até África e, desta forma, Judite aproveitou esta ocasião e fez um convite ao Zé. Ela propôs que os dois se encontrassem numa tarde em casa do rapaz, uma vez que os seus pais se encontravam ausentes. Neste momento, o Zé, que era o “motor imóvel”, tornou-se “móvel” ao aceitar a sua proposta e ao reagir perante o exterior. Ao receber a notícia positiva, Página 18

Judite ficou muito feliz e empolgada. Assim, pode dizerse que começaram a surgir novas emoções e afectos na rapariga. Foi nesta altura que o Professor mencionou que existem algumas diferenças entre afectos e emoções: enquanto que os afectos são algo mais interior e inato, isto é, que se passa no nosso interior, as emoções são manifestações desses mesmos afectos. Por outro lado, as emoções

podem ser estudadas pela neurofisiologia. Ao falar sobre este assunto, o Professor referiu e falou um pouco sobre o trabalho de António Damásio. Falou, também, sobre alguns filósofos italianos que fizeram várias experiências com chimpanzés, nas quais descobriram os chamados “neurónios especulares”. Ele explicou que é através destes neurónios que fazemos interpretações. No caso dos chimpanzés, verificou-se que o “Chimpanzé A”,

através da observação e dos diferentes tipos de emoções de que tem conhecimento, faz uma interpretação acerca do que o “Chimpanzé B” está a pensar. Acabada esta pequena explicação, voltámos à história da Judite e do Zé. O professor Mário explicou que o Zé, sem querer, deixou uma marca na Judite, tal como Jorge, na história anterior, acabaria por fazer com Aida. Essa marca era o amor, um afecto muito forte de que Judite foi vítima, acabando por ser afectada pelo rapaz. Neste momento, deu a conhecer a origem etimológica da palavra afecto que provém de afectio ou affectus que significa marca, registo, mas, vários filósofos têm vindo a atribuir um novo sentido a esta palavra: paixão. De entre estes filósofos, o Professor destacou Descartes, Espinosa, Hume e Thomas Hobbes. De seguida, através de uma pergunta bastante interessante, estabeleceu a diferença entre tempo cronológico e tempo psicológico. A sua pergunta foi: “O que passa mais depressa? 90 minutos a conviver com a/o namorada/o ou 90 minutos a assistir a uma aula de Filosofia?”. A maioria dos alunos optou pela primeira opção. Assim, chegouse à conclusão que o tempo cronológico é o tempo do relógio, é igual para toda gente, enquanto que o tempo psicológico pode variar de pessoa para pessoa, estando intimamente relacionado com as interpretações e afectos de cada um. Retomando, novaJulho de 2011


A Escola que somos mente, a história principal, tal como combinado, Judite foi ter a casa do rapaz de quem gostava. Ao subir as escadas que iam até o seu apartamento, Judite não sabia o que iria acontecer, estava nervosa e ansiosa, o seu batimento cardíaco estava cada vez mais forte… Judite bateu à porta e Zé abriu a porta, também, com um certo nervosismo. O tempo passava, e ambos permaneciam sentados no sofá sem dizer ou fazer nada, até que Judite decidiu confrontar Zé. Neste momento, houve um confronto entre os dois mundos. Uma vez que a rapariga dava muita importância ao beijo, esta perguntou a Zé porque é que, durante aquela tarde, ele não lhe dera um único beijo. Este respondeu que queria que o seu beijo fosse original, especial e único mas que não encontrara nenhuma maneira de o dar dessa forma. Mas, Judite não queria um beijo original, apenas queria ser beijada, de uma maneira ou de outra. Visto que

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Zé estava “terrivelmente apaixonado” e era “radicalmente sensível”, ele decidiu não beijar a rapariga pois todas as maneiras de beijar que ele conhecia não eram únicas nem originais, mas sim aprendidas através dos outros (dos amigos, dos filmes, das peças de

teatro…). Desta forma, embora não tenha um final propriamente feliz, deu-se como terminada a história do Zé e da Judite, com a qual percebemos que o mundo dos afectos coloca-nos em situação de desequilíbrio, sendo ao mesmo tempo o mundo do cuidado, da atenção pelo outro. Ao terminar, o Professor Mário apresentou uma música dos U2 sobre a presença dos afectos nas pessoas. A letra desta música foi traduzida pelo professor à medida que ia passando e, de certa forma, esta conseguiu resumir tudo o que aprendemos e que nos foi transmitido naquele dia.

Foram colocadas várias questões ao convidado, sendo algumas delas: “A Judite ainda continua à espera do beijo?”, “O que será realmente difícil? O mundo dos afectos ou o mundo das interpretações?” e “Como é que funciona o mundo dos afectos nos animais?”. O Professor respondeu a todas as perguntas e, desta forma, por volta das 13h, deu-se como concluído, o colóquio. Na minha opinião, este colóquio foi muito importante pois tivemos a oportunidade de aprender com um grande especialista no assunto. Pudemos aprender o que são, não só os afectos, mas também, as emoções. Compreendemos melhor o que se passa dentro de nós, a razão por que nos sentimos tristes, felizes, entusiasmados, nervosos, apaixonados… Para além disso, achei bastante interessante o método que o professor utilizou para falar sobre este tema: contando uma história e adequando-a a testemunhos reais, isto é, a acontecimentos que, na verdade, ocorreram. Desta forma, pudemos observar que os afectos, na realidade, existem e intervêm de forma concreta na vida das pessoas. Gostei imenso da história do “Motor Imóvel” pois criou um certo entusiasmo e suspense na audiência. A sua apresentação foi bastante cativante e esclarecedora; foi notório que o Professor é um excelente comunicador, tendo a capacidade de transmitir os seus conhecimentos de uma maneira bastante simples e envolvente. Será, certamente, um dia que irá prevalecer na minha memória. Sofia Freitas, aluna do 10ºD

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A Escola que somos

Biblioteca

A Biblioteca da D. Dinis continuou muito dinâmica no segundo semestre do ano: A Semana da Leitura decorreu de 21 a 25 de Março e para além do Bibliopaper, da exposição “José Saramago, de leituras partilhadas e dramatização; “deu-se poesia à escola e a Coimbra” – alunos leram para colegas-alunos, professores , funcionários, nas salas de aula, nos pátios no bar ou na secretaria e saíram os portões em direcção ao Diário de Coimbra, a estabelecimentos das imediações, ao Pão de Açúcar, partilhando com quem por lá deambulava a poesia de Miguel Torga, Eugénio de Andrade, Henrique Leiria, Fernando Pessoa e tantos outros; festejando o bicentenário de Alexandre Herculano, “desafiou-se a criatividade e imaginação dos alunos a partir da leitura de “O Bispo Negro”, trabalho interdisciplinar entre as disciplinas de Língua Portuguesa e de Educação Visual do 7º A, 8º A e 9º A, e concretizou-se uma exposição dos trabalhos de ilustração e daquele autor português; participação na Feira do Livro em Coimbra, no Parque Verde, nos dias 17 (alunos das turmas do 11º C e 11ºD e 18 de Maio leram poesia) e dia 18 de Maio em que Alexandre O’Neil esteve presente através de alunos e professores da D. Dinis e o Clube de Teatro representou uma peça, enquanto Vítor Matos, professor da escola, presenteava o público com a pintura de uma tela subordinada ao tema dos sonhos. Nesta data estiveram presentes a Directora Regional de Educação do Centro, Drª Helena Libório, o presidente da autarquia, Dr. João Paulo Barbosa de Melo e os responsáveis de 19 escolas (do sistema público ou com contrato de associação) e agrupamentos escolares os quais assinaram um documento que estabelece as responsabilidades de cada uma das partes na Rede Concelhia de Bibliotecas de Coimbra.

O dinamismo do espaço aqui destacado está bem visível no blogue “República das Letras” pelo que convidamos o leitor a visitar o site http://bibliotecaesddinis.wordpress.com/ onde encontrará fotos variadas que ilustram estas e outras actividades da D. Dinis. Página 20

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A Escola que somos POEMA PIAL Toda a gente que tem as mãos frias Deve metê-las dentro das pias. Pia número UM Para quem mexe as orelhas em jejum. Pia número DOIS, Para quem bebe bifes de bois. Pia número TRÊS, Para quem espirra só meia vez. Pia número QUATRO, Para quem manda as ventas ao teatro. Pia número CINCO, Para quem come a chave do trinco. Pia número SEIS, Para quem se penteia com bolos-reis Pia número SETE, Para quem canta até que o telhado se derrete. Pia número OITO, Para quem parte nozes quando é afoito. Pia número NOVE, Para quem se parece com uma couve. Pia número DEZ, Para quem cola selos nas unhas dos pés. E, como as mãos já não estão frias, Tampa nas pias!

Fernando Pessoa

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A Escola que somos

Actividade Referente 1 e 2

Acção de Formação de Ténis No segundo período, para cumprirmos o nosso programa, tivemos a necessidade de realizar uma Actividade Referente (AR1) que teve a designação de “Acção de Formação de Ténis”. Esta acção realizou-se nos dias 10 e 17 de Abril durante os períodos da manhã, no Clube de Ténis de Coimbra. A actividade desenvolveu-se no âmbito das disciplinas de PDR e ODD e tinha como destinatários os alunos do 10.º Ano das turmas D e E, dinamizada pelos alunos da turma D. O primeiro dia foi orientado pelo professor Dinis Figueiredo, que nos deu uma primeira parte de aula teórica, na qual nos ensinou alguns gestos técnicos simples mas que não deixam de ser bastante importantes. Depois, passámos para a parte prática onde utilizámos três campos com estações/jogos simples para introdução à modalidade e fundamentais para o segundo dia de formação. O segundo dia foi dirigido pelo professor Rui Palhoto, que nos ofereceu uma primeira parte teórica com regras básicas do Ténis e uma segunda parte onde exercitámos outras acções motoras, nomeadamente remate, serviço e situações simples de jogo um contra um. Esta actividade foi importante para colocarmos em prática os conhecimentos adquiridos nas aulas a nível de organização, dinamização e utilização dos meios audiovisuais e para criar laços entre as duas turmas. Esta acção não era possível sem o apoio dos professores (Mafalda Teles, Sílvia Canelas e Luís Ferreira) e, particularmente, do Clube de Ténis de Coimbra que contribuíram para o sucesso da nossa actividade e permitiram que a mesma se realizasse sem custos adicionais (aluguer do campo). Deixamos também uma palavra de agradecimento aos respectivos prelectores, pelo trabalho desenvolvido, empenho e simpatia demonstrados. João Lucas, Jorge Xantre e Fábio Lima, alunos do 10º D Página 22

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A Escola que somos Acção de Formação de Kitesurf Torneio de voleibol e bitoquerâguebi No passado dia 3 de Junho de 2011 a turma D do 10º ano, do Curso Tecnológico de Desporto, realizou na Praia Cova Gala a sua Actividade Referente 2, no âmbito das disciplinas de PDR e ODD leccionadas pelas professoras Mafalda Teles e Sílvia Canelas, respectivamente. Nesta actividade dinamizaram-se um torneio de voleibol e bitoque-râguebi, bem como uma breve formação de kiteSurf introduzida pelo professor Arménio Nogueira. Participaram ainda os alunos da turma E do 10º ano e alguns professores da escola (Margarida Maurício, Lina Pereira, Célia Costa, Luís Pereira – professor da disciplina de ODD da turma E), tendo havido um intercâmbio das actividades desenvolvidas nesse dia pelas duas turmas. No âmbito do bitoque-râguebi tivemos a colaboração dos prelectores Mário e Leandro, jogadores da Associação Académica de Coimbra e treinadores dos escalões de formação. A actividade decorreu como o planeado, não tendo sido realizado apenas o torneio de voleibol devido às condições climatéricas. No entanto, foram cumpridos os objectivos previamente previstos. Em conclusão, a actividade superou as expectativas previstas pela turma o que se deveu ao empenho dos alunos e dos professores que aderiram às actividades planeadas.

João Fernandes – “Adorei esta actividade, o convívio, as actividades, mas principalmente adorei o Kitesurf”.

Sofia Freitas - “Penso que esta actividade foi fundamental para promover o convívio entre os alunos e professores participantes. Foi possível criarmos relações de amizade fora do recinto escolar. Para além disso, houve um desempenho excepcional de todos os alunos.”

lexandra Santas e Miguel Almeida, alunos do 10º ano de Desporto

Fábio Duarte – “ Acho que esta actividade foi muito importante para a coesão das duas turmas e para fortalecer as relações entre os alunos; também serviu como meio de cooperação e de convivência entre professores e alunos.”

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Estágio 12ºD N.º

Os alunos da turma D, do 12.º Ano, ao longo do segundo período e das primeiras semanas do terceiro, vivenciaram mais um momento importante da sua formação com a realização do estágio, com sucesso, de todos os alunos. No dia 29 de Junho decorreram as apresentações das Provas de Aptidão Tecnológica, ao longo de todo o dia, no auditório da nossa Escola.

Parabéns aos nossos desportistas pelos trabalhos/ projectos desenvolvidos ao longo de todo o ano lectivo (para consolidação/avaliação de matérias) com brio, empenho e responsabilidade. Espero que continuem a trabalhar e a crescer adquirindo os saberes específicos em relação às competências e à formação inerentes a este curso (essencialmente, dinamização /organização/ gestão/ avaliação das actividades físicas desportivas para diferentes populações) e que culminam com uma formação em contexto de trabalho – o estágio – e a realização de uma prova pública – PAT. Que sejam cada vez mais autónomos e desembaraçados nas tarefas propostas pelos professores que vos acompanham! E por falar nestes últimos, a articulação (positiva e activa) entre os professores das Página 24

Nome do aluno

Entidade

1 2 3 4 5

Bruno Lopes David Cunha Diogo Cardoso João Craveiro João Ferreira

ADC Adémia Body-fitness Eirense Pampigym Pampilhosa C S S João

6 8

Patrícia Gomes Rafael Castro

AAC - Voleibol Body-fitness

9 10 12

Ricardo Carvalho Rómulo Fernandes Ruben Oliveira

C S S João C Náutico A C ADC Adémia

13 15

Rui Aleixo Tininha Lopes

G D Mealhada Body-fitness

Lista dos alunos com as diferentes entidades de estágio; os meus agradecimentos a todas as Instituições e Monitores de Estágio, que mais uma vez colaboraram com a nossa escola.

componentes de formação geral, cientifica e especialmente a tecnológica, e de uma forma geral, foi fundamental para estabelecer uma formação/cooperação sólida e progressiva dos alunos. Por isso, quando as equipas

funcionam, a continuidade pedagógica será importante para dar coerência aos métodos e aos processos de ensino e a consistência curricular iniciados. Boas férias! Saudações desportivas!!!

A professora Coordenadora do Curso Tecnológico de Desporto, Mafalda Teles. Julho de 2011


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Desporto Escolar

BALANÇO DA DINAMIZAÇÃO DO PROJECTO DO DESPORTO ESCOLAR NA NOSSA ESCOLA ACTIVIDADE INTERNA

No que concerne à actividade interna, foram desenvolvidas as seguintes actividades desportivas no decorrer deste ano lectivo, nas quais participaram alunos do 3º ciclo, secundário e CEFs: 1º Período Torneio de Natal, que se realizou nos dias dois e três de Dezembro de dois mil e dez. O torneio em causa envolveu jogos de diversas modalidades e integrou cem alunos do 3º ciclo, secundário e CEFs. É importante referir que esta actividade desportiva foi da inteira responsabilidade do décimo primeiro ano do Curso Tecnológico de Desporto, dado que faz parte integrante da sua avaliação. No entanto, teve a colaboração e apoio de todos os professores de Educação Física da nossa escola. Importa referir que os alunos que participaram neste evento desportivo demonstraram empenho, interesse e motivação pelas tarefas propostas.

2º Período Corta-Mato Escolar, realizado no dia dezanove de Janeiro do corrente ano. Nesta actividade participaram vinte alunos. O corta-mato escolar teve como principais objectivos promover o gosto pela prática da actividade física, mais propriamente pela modalidade de Atletismo, e apurar alunos para representarem a nossa escola no corta-mato distrital. Este ano lectivo tivemos uma maior adesão dos nossos alunos, os quais demonstraram comportamentos apropriados e grande empenho na actividade desportiva, quer como participantes, quer como juízes de prova. Julgamos, no entanto, que devemos con-

tinuar a motivar e mobilizar os nossos alunos para a prática das actividades desportivas, para que possamos ter mais participantes nos nossos eventos desportivos, pois tal como sabemos, a prática do exercício físico é fundamental para o desenvolvimento global do aluno. Não podemos deixar de destacar a participação e o empenho de alguns alunos problemáticos da escola, em termos comportamentais, os quais tiveram um comportamento exemplar, chegando mesmo a atingir os primeiros lugares do pódio, o que lhes permitiu representar a escola no corta-mato distrital. Importa destacar também a participação de todos os professores do grupo de Educação Física, que auxiliaram o desenvolvimento da actividade em causa, tendo sido, sem dúvida, uma maisvalia. Não podemos esquecer de destacar a colaboração preciosa dos assistentes operacionais do pavilhão, do bar dos alunos/ professores e dos bombeiros de Brasfemes.

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A Escola que somos No Corta-Mato Distrital, realizado no dia oito de Fevereiro, na vila de Góis, participaram quinze alunos da nossa escola. Esta actividade teve como principais objectivos promover o gosto pela prática da actividade física, mais propriamente pela modalidade de Atletismo, proporcionar aos alunos o intercâmbio com outros alunos e com outras realidades desportivas e dar a possibilidade aos nossos alunos de participarem e representarem a nossa escola no corta-mato nacional. Os alunos foram acompanhados pela professora e coordenadora do desporto escolar, Célia Costa, e pelo professor Luís Ferreira. Gostaríamos de realçar que foi um dia muito agradável e gratificante e para tal contribuiu em muito o comportamento manifestado por todos os alunos que participaram neste evento desportivo. Em nenhum momento os alunos demonstraram comportamentos menos adequados, bem pelo contrário, manifestaram sim responsabilidade nos seus actos/atitudes, empenho nas corridas, espírito de sacrifício, coesão de grupo e, acima de tudo, uma boa disposição que contagiou os professores acompanhantes. Acrescenta-se ainda que os alunos que participaram nesta actividade desportiva estão realmente de parabéns, dado que atingiram resultados notáveis, dignificando desta forma o nome da nossa escola. Tal como podemos observar, ao nível da actividade interna foram desenvolvidas na nossa escola três actividades desportivas, nas quais estiveram presentes no total cento e trinta e cinco alunos. Todas as actividades desportivas que integraram a actividade interna obedeceram a uma planificação cuidada e rigorosa. O sucesso das actividades realizadas deve-se não só apenas ao empenho e prestação dos alunos, mas também ao empenho e dedicação dos professores de Educação Física que participaram no desenvolvimento das diversas actividades desportivas, à colaboração de toda a comunidade escolar, nomeadamente dos assistentes operacionais do pavilhão, bar dos alunos/professores e ao apoio incondicional da direcção.

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ACTIVIDADE EXTERNA No total, este ano lectivo estiveram envolvidos na actividade externa (núcleos do desporto escolar) cerca de vinte e cinco alunos (menos cinco do que no ano passado) - um número pouco significativo face ao número total de alunos da nossa escola. Ao longo do tempo, torna-se mais difícil motivar e captar alunos para integrarem o desporto escolar na escola. Constatamos que existem muitas ofertas e, principalmente, os alunos apresentam actualmente muitos interesses divergentes dos escolares e muitas ocupações extra-escola (clubes, explicações, …). Julgamos importante referir que todos os alunos que integraram as diversas modalidades do desporto escolar tiveram uma prestação muito boa, tendo representado o nome da nossa escola com mérito e o melhor que conseguiram, atingindo mesmo resultados notáveis. Estes resultados reflectem, sem dúvida, o correcto, coerente e metodológico trabalho desenvolvido pelos responsáveis dos respectivos gruposequipa. Estão todos (alunos e professores), sem dúvida, de parabéns! Célia Costa, Coordenadora do Desporto Escolar

“Mens sana in corpore sano “ Windsurf/Kitesurf, Escalada, Voleibol e Badminton foram os quatro núcleos do Desporto Escolar oferecidos pelo Desporto Escolar aos alunos, durante o ano lectivo findo. Várias foram as actividades realizadas. Para além do treino semanal, os alunos inscritos em Windsurf/Kitesurf e Escalada deslocaram-se aos espaços naturais inerentes a cada modalidade, onde aliaram a prática desportiva ao prazer do contacto com a natureza. Quanto ao Volei e ao Badminton, treino, jogos de competição e consequente convívio dominaram estas práticas. Julho de 2011


A Escola que somos

Escalada

Badminton

Após o arranque do Grupo/Equipa de Badminton, com alguns torneios internos na escola no presente ano lectivo, e após os dois encontros disputados nas escolas da Pedrulha e D. Dinis, realizou-se, no dia 06 de Abril, a Fase Final distrital em Miranda do Corvo, no escalão de Juvenis. Foram apurados a Sofia Freitas e a Cláudia Paixão, em Femininos, e em Masculinos, foram apurados o Nuno Martins e o André Sequeira. No dia 4 de Maio, deveria decorrer a fase Final/distrital para os Juniores, no entanto, os alunos apurados, por motivos pessoais e escolares, não puderam comparecer em Miranda do Corvo, nessa fase. Os alunos apurados foram, em Juniores Masculinos, o Bruno Carvalho e o Miguel Pinto; em Juniores Femininos, a Mariana Fernandes. Mafalda Teles, Professora Responsável pelo Grupo/ Equipa de Badminton Julho de 2011

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A Escola que somos

Academia de Basquete

Escola Activa Escola Viva: Academia de Basquetebol, a concretização da abertura à comunidade. Fruto da vontade de um grupo de pais e treinadores, apostados em criar condições para um projecto de formação desportiva centrada no Basquetebol, com características diferentes da formação praticada nos clubes da região, a Academia de Basquetebol acaba de ver publicados os seus estatutos. Em actividade desde Setembro do ano passado, atletas e encarregados de Educação ganharam um suplemento de energia e vontade quando a Direcção da Escola reconheceu interesse e abraçou o projecto como parceira. Toda a comunidade de praticantes, dirigentes e pais de atletas basquetebolistas da Cidade percebem e reconhecem a exemplar abertura à comunidade envolvente por parte da Escola Secundária D. Dinis, ao apoiar um projecto desta natureza. Em particular, os membros da Academia sentem uma especial gratidão pelo apoio que encontraram na Escola; Direcção, funcionários e professores do grupo de Educação Física, todos têm colaborado e manifestado simpatia pela Academia, na sua vontade de colocar ao serviço de toda a comunidade juvenil da cidade de Coimbra um conjunto de infra-estruturas e saberes para a prática do Basquetebol. Rapidamente surgiram actividades e começaram a aparecer atletas para praticar Basquetebol; foram realizados, na época que agora termina, três Campus de Treinos e está em projecto uma actividade de promoção e captação de atletas para meados de Setembro. Estão abertas as inscrições (com Página 28

condições especiais para os alunos da Escola) para todos os escalões masculino/feminino, desde sub-8 a Sub-18, para treinar e participar nas competições da época 2011/2012, como pode facilmente consultar em http\\acdemiadebasquetebol.blogspot.com. A Academia é uma associação de direito privado sem fins lucrativos; não se destina a financiar o desporto profissional ou sequer a dar-lhe base social de apoio, embora se reconheça ser crucial para a afirmação do Basquetebol o fortalecimento dos apoios ao trabalho dos clubes que têm equipas nos escalões superiores.A sua missão centra-se na formação de atletas até ao escalão sub-18. A Academia de Basquetebol é um projecto que se afirma a par com os clubes da região enquanto espaço de formação especializada em Minibasquete e Basquetebol, onde os atletas poderão encontrar, mesmo que de forma transitória, um espaço de reformulação da sua vida desportiva, de aperfeiçoamento ou mesmo de recomeço. A Academia tem por finalidade proporcionar uma formação desportiva adequada através da prática do Basquetebol. A formação que se pretende oferecer é uma formação desportiva integral centrada no atleta, valorizando a sua especificidade de ser humano em fase acelerada de desenvolvimento, nos seus aspectos de maturação física, desenvolvimento psico-social e aprendizagem técnica.A formação a ministrar demarca-se de qualquer Julho de 2011


A Escola que somos modelo que privilegie a obtenção de resultados desportivos e a correlativa selecção precoce de jovens talentos, em detrimento dos processos gregários na consolidação de equipas calibradas para a competição entre iguais. A competição e a obtenção de vitórias, estando na génese do jogo, entendida como uma consequência da promoção da educação desportiva no seu todo, do estímulo à procura da excelência e superação dos limites individuais e grupais, e não a causa ou motor das actividades de treino. A formação centrada no atleta significa, também, que ao longo do seu percurso pelos diferentes escalões, o atleta terá oportunidade de maximizar as suas capacidades e habilidades se assim o decidir, avançando para programas de treino de elevada intensidade e especialização, mas sempre sob supervisão tecnicamente qualificada, para a protecção da sua saúde e equilíbrio global. A conquista de cada vez maior autonomia do atleta implica que ele seja o principal ouvido nos processos de decisão que lhe dizem respeito e à sua equipa, em partilha com o seu treinador e pais. O prazer de praticar basquetebol, a vivência alegre e divertida são valores a promover. Caberá ao pais e treinadores vigiar o processo de decisão na vida desportiva, para que esta não se transforme numa obrigação, e muito menos promova o estreitamento da atenção do atleta aos demais aspectos da vida pessoal, da família, da sua formação cívica e académica. Por muito que se enumerem os princípios que norteiam a Academia nunca se consegue transmitir o que ela é realmente , o melhor é aparecer no pavilhão falar com os treinadores e experimentar. É o que fizeram já mais de 30 atletas que vão recomeçar em Setembro, e é o que farão os que hão-de vir.

espaço de formação especializada em Minibasquete e Basquetebol

A Comissão Instaladora. Coimbra, 15/07/2011.

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A Escola que somos

Por terras de Espanha Depois de infindáveis semanas de espera, eis que chega, finalmente, o dia aprazado para, o que iria ser, uma fantástica experiência. Às oito horas da manhã do dia vinte e sete de Março, como combinado, lá estávamos nós à entrada da Rodoviária de Coimbra, para assim nos podermos fazer à estrada até Lisboa. Na camioneta, conversámos e rimos ou, pelo menos, tentámos, com as piadas do professor Amândio (espero que este texto não lhe chegue às mãos). Já em Lisboa, depois de longas horas à espera do avião, descolámos, enfim, por volta das quinze da tarde. Era a primeira vez que andava “pelos ares”, por isso, estava um pouco, ou melhor, estava muitíssimo receoso.

Obrigado por tudo “Comenius”, por nos terem dado esta viagem e, consequentemente, grandes memórias e recordações que ficarão para a vida. Página 30

Quando chegámos ao aeroporto de Madrid (cinquenta e cinco minutos depois), rapidamente, nos fizemos ao caminho e foi durante essa viagem, em que estávamos na camioneta, que a tensão começou a subir, dado que iríamos conhecer pessoas novas e, especialmente, as nossas famílias de acolhimento. Chegámos ao “Instituto Alonso de Covarrubias” e logo vimos uma multidão de gente que nos aguardava. Não houve tempo para nada, apenas sair da referida camioneta, conhecer as tais famílias e instalarmo-nos em casa das mesmas, enquanto os professores foram para um hotel, na região de Torrijos. E assim foi o primeiro dia em Espanha, bastante cansativo. Os dias seguintes não foram diferentes, pois tivemos de conhecer inúmeras pessoas e, além disso, fartámo-nos de andar durante a visita que fizemos a Toledo, no entanto, esta caminhada, foi positiva, visto que tivemos a oportunidade de deslumbrar o nosso olhar com os fantásticos monumentos, casas e ruas desta incrível cidade. Só este dia valeu a pena, mas o seguinte revelou-se, igualmente, fabuloso, dado que Portugal, ou melhor, a “D. Dinis” dominou na actuação teatral que desempenhou. Não acreditam? Perguntem aos professores que nos acompanharam e que ficaram encantados com a representação dos três Portugueses. Os Espanhóis e os restantes países envolvidos no “Comenius” levaram, assim, uma lição no que diz Julho de 2011


A Escola que somos respeito ao teatro e ao dominio da língua de Shakespeare. Simplesmente, “we were simply the best”. E em relação à comida? Bem, nem me lembrem disso, a gastronomia espanhola é bastante diferente da nossa. O que aqui comemos ao pequeno-almoço e/ou ao lanche é o que eles comem lá ao almoço e/ou ao jantar. Pelo menos foi o que eu, por lá, experenciei. Os dias foram passando rapidamente (contra a nossa vontade) e, por isso, tentámos aproveitar tudo ao máximo e foi o que aconteceu, visto que criámos novas amizades, não só com os Espanhóis, mas também com os Turcos, os Alemães, as Italianas (bem giras), em suma, com todos ou, pelo menos, quase todos os países participantes neste projecto que se deslocaram a Torrijos. Estas amizades são o melhor que o “Comenius” tem para oferecer. E eis que chega a sexta-feira e o momento da despedida para todos nós. “Rios” e “rios” de lágrimas correram pelas nossas faces. Iríamos separar-nos dos amigos que fizemos e das fantásticas famílias que nos acolheram. Todavia, nada podíamos fazer. Novamente na camioneta dirigíamo-nos, agora, depois de concluídas as tais despedidas, para um hotel na capital. Depois de instalados, fomos dar um (GRANDE) passeio pela cidade e aí sim, regalámos os nossos olhares e “tirámos o chapéu” às vistas madrilenas, que se revelaram

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bastante bonitas e acolhedoras e, além de tudo isso, muito solarengas (até apanhei um escaldão). Por volta do meio dia de sábado estávamos, já, no aeroporto para, mais tarde, apanhar o avião de regresso para terras Lusitanas. Outros cinquenta e cinco minutos de viagem. Em Lisboa, não tardámos a instalarmo-nos no comboio com destino a Coimbra.

Os dias foram passando rapidamente (contra a nossa vontade) e, por isso, tentámos aproveitar tudo ao máximo

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A Escola que somos

Quando chegámos, vi o meu pai à minha espera e aí tive a oportunidade de “matar” as saudades que me atormentavam há já uma semana. Os meus dois colegas fizeram o mesmo com os respectivos pais, na estação e, certamente, mais tarde, em casa. Pelo menos, foi o que eu fiz. Este projecto, o “Comenius”, é único, é uma oportunidade de uma vida e, acima de tudo, é uma grande e fantástica experiência, não só pelos países que podemos conhecer, mas também pelas amizades que podemos fazer. Por isso, vos peço, “D. Dinis”, inscrevam-se e façam parte deste “MUNDO” que é o “Comenius Project”. Em suma, as explicações acerca de Espanha estão dadas, no entanto, last but not least, quero agradecer ao professor Augusto

Nogueira e à professora Liliana Ruivo, que nos acompanharam a Madrid e, especialmente, ao professor Amândio Cruz, que possibilitou, não só a mim, mas também à Rita e ao Diogo, esta espectacular jornada ao país “irmão”. Obrigado, mais uma vez, professor Amândio por nos ter concedido esta experiência magnífica e, já agora, espero que este texto seja do seu agrado. THE END! Fábio Fernandes, aluno do 11º C

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Uma aventura na Roménia No dia 15, domingo, pelas nove e trinta da manhã, saímos de Coimbra prontos para uma viagem que se previa ser longa... Mas, o que não esperávamos era que fosse tão cansativa... Resumindo, depois de mais de duas horas de autocarro até Lisboa e mais de três horas de avião até Budapeste, esperavam-nos seis horas de carro num interessante percurso nocturno da Hungria até à Roménia. Entre a dificuldade em acondicionar as malas, um GPS mal configurado que nos guiava pelo caminho errado e um bem-disposto condutor romeno que não percebia inglês, a linguagem gestual foi um recurso precioso que nos ajudou a chegar ao nosso destino final: Cavnic, uma pequena vila da Roménia, situada na zona montanhosa do norte do país. Apesar de ser bastante tarde (ou cedo!) e do cansaço ser muito, trocámos as primeiras impressões com as nossas futuras “famílias”. Eram já perto de quatro horas da manhã de segunda-feira quando, finalmente, o descanso foi possível. Dormimos, à pressa, durante as poucas horas que restavam até ao início das actividades do nosso Projecto.

Nessa manhã de segunda-feira, o sol agradável que tínhamos deixado em Portugal deu lugar a um tempo de chuva e frio, que viria a mudar com o passar dos dias. Devido à mudança da hora e às poucas horas de sono, estávamos todos ainda um pouco adormecidos. No entanto, a ansiedade era tanta que rapidamente vencemos o cansaço e a noite mal passada. O pequeno-almoço foi a altura ideal para conhecermos melhor as famílias.

O sabor a aventura começou quando aceitámos ter a Roménia como destino do Projecto Comenius. Um país do leste da Europa, apenas conhecido por muitos como “a terra de ciganos” ou por alguns como país da Transilvânia e do lendário conde Drácula... Foi, então, crescendo a expectativa do que iríamos encontrar, conhecer e partilhar naqueles cinco dias de Maio. Julho de 2011

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A Escola que somos Dirigimo-nos, então, à escola dos mais pequenos, onde fomos recebidos pelos nossos colegas romenos. Foram-nos apresentados o Presidente da Câmara de Cavnic, o Director da escola e os coordenadores de cada país. Assistimos a um pequeno espectáculo de música e de dança tradicionais e tivemos, ainda, direito a um lanchinho da manhã, onde pudemos conhecer e criar novos laços com pessoas de outros países. As actividades de integração permitiram o convívio e conhecimento entre os alunos: os nomes, as idades, os gostos, os hobbies… Foi, certamente, um momento fundamental para a primeira aproximação entre todos. Na escola secundária, tivemos uma interessante aula de Romeno. A diferença notória entre as várias línguas criou uma certa dificuldade no inicio, mas quando saímos da aula, já passaríamos por verdadeiros romenos (modéstia à parte!…). O almoço com as nossas “famílias” incluía uma ementa típica romena uma apresentação diferente, mas um sabor bastante semelhante ao da nossa alimentação (a

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adaptação não foi, de todo, um problema). À tarde, fomos à descoberta de Cavnic. Mas o dia estava, ainda, longe de terminar! Esperava-nos um belo jantar típico, seguido de umas longas e divertidas horas de dança e música romenas. Mas, se pensam que só aqueles que sabiam dançar, participaram, estão muito enganados! Por mais patetas que pudéssemos parecer, todos dançámos, todos cantámos, todos convivemos e fizemos parte de um momento espectacular. Na verdade, talvez tenha sido uma das melhores noites que passámos juntos… No dia seguinte, durante a manhã, assistimos a algumas aulas e foram apresentados os trabalhos realizados em cada país. E, depois do almoço, ocupámos a tarde numa animada viagem de autocarro até Baia Mare. Aí visitámos uma estação de televisão, um museu mineralógico e a editora do jornal regional que no dia seguinte divulgou o meeting do Projecto Comenius na primeira página (acontecimento

importante!). Foi a partir deste dia que nos começámos a aperceber da “barreira” que separava os alunos romenos de todos os outros. Reparámos que eles apenas conviviam entre aqueles que já conheciam anteriormente e que, de certa forma, evitavam o contacto com os alunos desconhecidos. No entanto, este pequeno afastamento não permitiu que o divertimento se desse como terminado. Chegou quarta-feira, o terceiro dia em terras romenas e a oportunidade de conhecermos Maramures, uma bela cidade onde pudemos visitar vários monumentos e avistar espaços verdes e menos comuns: Igrejas; uma antiga prisão (actualmente museu) de memória às vítimas do Comunismo e da Resistência; um museu da vila; o chamado “Barsana Monastery” (mosteiros típicos); dois cemitérios (um deles encontrava-se num local bastante invulgar semelhante a uma floresta). Estava programado que o Julho de 2011


A Escola que somos almoço seria um piquenique. Mas, foi tão original a escolha do local, que podemos até dizer que não teve jeito nenhum. Saímos do autocarro no “meio do nada”, rodeados por campos verdes e amarelos e almoçámos sentados à beira da estrada, sujeitos à poluição sonora e ambiental das viaturas que por lá passavam. Tinha, então, chegado a oportunidade de visitarmos as típicas lojas de artesanato para fazermos as tão esperadas compras para os nossos familiares e amigos (não nos esquecemos de nós, claro!). Regressando a Cavnic, jantámos com as nossas “famílias” e, tal como já era costume, juntámo-nos no parque da vila. Mais um momento de convívio, mais um momento para não esquecer. Passeámos, conversámos, contámos piadas, rimo-nos dessas mesmas piadas, trocámos informações acerca das tradições e costumes de cada país, fizemos amigos que nunca serão esquecidos… Último dia na Roménia, o que significava que tinha de ser aproveitado ao máximo. E, actividades não faltaram: finalização das apresentações dos trabalhos realizados em cada país participante; criação de grupos para a realização de um artigo de jornal ou de um programa de televisão acerca da viagem à Roménia e, por último, (o mais difícil e intimidador) a apresentação do resultado do trabalho de cada grupo em frente a todos os participantes. Mais tarde, depois de algum tempo livre na pequena vila, tivemos direito a um último jantar com todos presentes. Mais uma vez, pudemos dizer que o jantar foi bastante “original”, se é que me faço entender… Desta vez não almoçámos à beira da estrada, mas pouco faltou! Mais um jantar com comida e música tradicionais e, apesar de a organização do jantar não ser a ideal, conseguimos o essencial: o convívio e o aproveitamento daquele momento ao máximo. Infelizmente, a despedida estava já bastante próxima… Troca de e-mails, troca de abraços, de beijos e de mensagens de

carinho. Tudo isto foi ao encontro das nossas expectativas: fizemos amigos que não iremos esquecer. O dia da partida fez-nos acordar bem cedo. Eram cinco e meia da manhã, estava um frio de rachar e, juntos, esperámos pela chegada do autocarro que nos levaria até à Hungria. Despedimo-nos das “famílias” e de todos os nossos novos amigos e, assim, fizemo-nos à estrada. Mais uma viagem longa, mas ao mesmo tempo, animada - no mesmo autocarro viajaram portugueses, alemães, italianos, ingleses e eslovacos. Demorámos cerca de oito horas até ao aeroporto de Budapeste, onde fizemos as últimas despedidas. Foi o voo de regresso a Lisboa e mais umas horas de comboio até Coimbra. A vontade de chegar ao “lar, doce lar” era tanta que as últimas viagens pareceram ser as mais longas de sempre. Os nossos familiares esperavam-nos e receberam-nos de braços abertos. Como era bom chegar a casa! Finalmente chegámos! Chegámos com mais conhecimentos e mais amizades na bagagem. Chegámos diferentes… porque as vivências e as partilhas nos enriqueceram…Valeu mesmo a pena a aventura na Roménia e hoje podemos dizer que é para nós muito mais do que “terra de ciganos”… Sofia Freitas, aluna do 10ºD

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A Escola que somos

escolíadas 2011 “A CAMPEÃ VOLTOU!” Escolíadas! - Até as paredes da D. Dinis emanavam este cheiro! Na escola respirava-se arte. Desde os membros do clube de teatro, sempre atarefados, aos nossos músicos, cujos instrumentos já choravam de tanto treinar, à menina da pintura, sempre desaparecida, quem sabe a pensar na sua obra e, por fim, mas não menos importante, à claque, que dava voz a cada bater de palmas, que ficava rouca por cada hora de almoço gritada, que enchia os pulmões de companheirismo, empenho e muito trabalho, todos estavam envoltos numa nuvem de vontade, diversão e esperança. Não pensem que é fácil, não o é! Obviamente, só posso falar da claque, pois é a ela que pertenço, mas tenho a certeza que, sempre, em todo o lado, foi assim! É complicado tentarmos levar algo tão grandioso como a “Arte da Juventude”, para a frente, cada passo é uma vitória e a taça, no final, seria a lufada

de ar fresco. Há pessoas que dão o litro, o quilolitro por isto, dão de si tudo o que têm e oferecem também o que já não têm. Há gente, aqui dentro, que se define por este espírito escoliástico que é inspirar esforço e expirar respeito enquanto se luta pela vitória que, ao fim e ao cabo, é só a dignidade de estar presente na nossa melhor forma. Decidimos ser arrojados, inovar, apostar para ganhar e ganhámos!... Ganhámos, sobretudo, momentos, paixões, diversão, amigos, cúmplices... Ganhámos a certeza de que, se quisermos, conseguimos marcar a diferença, tomámos consciência de que pessoas de quem, por vezes, não esperamos nada são as que dão mais de si e, mesmo que esse todo seja menos do que aquilo que os outros deram, continua a ser o “tudo de si”! Obrigada Família Dinis!

Não me choca a interrupção dos meus sonhos: de tão suaves que são, continuo sonhando-os por detrás de falar, escrever, responder, conversar até. Fernando Pessoa O Livro do Desassossego

Pintura A Árvore dos Sonhos

Catarina Martins, aluna do 11ºA

Através do Mundo dos Sonhos realizados e não realizados a força da Vida e da Natureza irrompe no nosso rosto transfigurado pelo confronto entre o que somos e o que desejámos / desejamos SER. Artistas - Vitor Matos e Vanessa Fachada

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escolíadas 2011 Música PODES SONHAR A capacidade de sonhar tem sido, ao longo dos anos, o motor da superação do homem. Quantas utopias não resultaram em maravilhosas histórias de luta, de abnegação, de superação? Quantos não se refugiaram e encontraram a força nos seus sonhos? Em tempos difíceis, a capacidade de sonhar de um povo é a vela que alumia na escuridão. É por essa razão que esta melodia tem as suas raízes nos sons populares portugueses. Com esta música original do grupo, queremos lançar uma mensagem de luz e alegria e convidar à partilha de sonhos. Porque todos temos o poder de sonhar... Podes sonhar! Podes escrever na janela e deixar o vento ler Que ele levará o poema para aprender.

Sonha, Grita canta uma canção bonita e dança Enche os teus dias de esperança! Vais poder voar! Vive Sente Corre sem medo em frente Salta Sobe à montanha mais alta! Tens um mundo para abraçar! Podes lançar-te nas ondas e na orla descansar,

Podes chegar às estrelas podes roubar o luar Deixar apenas o sonho a iluminar… Transportas, dentro do peito, uma razão para cantar: Tu tens mil sonhos que queres realizar!

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Deixar que a maré te leve ao alto mar. Podes voar pela janela e até às nuvens subir Terás o mundo lá em baixo a aplaudir! Escolhe alguém para partilhar a alegria de sonhar! Letra — Tiago Nogueira Música — Adriano Mendes, Inês Ângelo, João Figueiredo, João Marques e Tiago Nogueira Interpretação —Ana Figueiredo, Adriano, Bárbara, Beatriz, Daniel, Inês Ângelo, Inês Severino, João Figueiredo, João Marques, Tiago e Vanessa Fachada. Direcção musical — Tiago Nogueira

Claque Nós sabemos que o sonho comanda a vida. Nós acreditamos que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança.

Nós lutamos para que o nosso sonho faça parte do futuro de cada um e de todos nós. Sonhar. Construir. … a obra nasce! O futuro é o «já aqui» do nosso sonho! Página 37


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escolíadas 2011 Música

Teatro

QUEM DISSER...

Sobe o escadote, não é?!

Bem podem calar-nos, prender-nos, amordaçar-nos… Bem podem … Agora impedir-nos «por dentro»… não… se nós quisermos... Quem disser que não é verdade o rubro das papoilas Quem disser que não é verdade o azul das auroras Quem disser que não é verdade o verde do musgo primaveril Quem disser que não é verdade o branco do riso infantil Quem disser que não é verdade o amarelo dos sons do vento outonal Como pode acreditar na aguarela incolor desenhada nos beirais com amor pelos pardais?

Ah! Porque te espantas em monólogo transparente com a cegueira da gente que não quer ver? Que morda a cor da solidão Que colha as rosas rosa-murcha Que pinte a tela-vida de negro Tu, vira a página Enxota o marasmo da tua dor Tropeça em memórias deleitosas e continua a crer no sol. O pano cai no palco da vida. Do sonho, não! Letra — Teresa Sá Música — Adriano, Joões, Inês e Tiago Piano — Adriano Mendes Viola — João Figueiredo Voz — Inês Ângelo João Marques Arranjo — Trabalho colectivo Direcção musical — Tiago Nogueira - ex-aluno ( Medicina )

Projecto de trabalho sobre a condição humana: O mistério da vida, entre o real e o sonho. Resultou um exercício dramático a partir de um guião elaborado de forma colaborativa, a partir da discussão de histórias criadas sobre as personagens escolhidas para serem trabalhadas: Uma menina que, sobretudo, protestava. Um porteiro que nunca o foi. Um homem que sonhara ser um fantasma verde. Um homem e uma mulher que supostamente «foram felizes para sempre»...mas. E uns outros tantos egos. Textos e encenação - Manuela Nogueira / Teresa Sá Assistente - Mariana Sá

Agradecimentos Câmara Municipal de Coimbra Mariana Sá Tiago Nogueira João Cancela Direcção da Escola A todos os que apoiaram a equipa com o seu trabalho, compreensão, sugestões e reflexões.

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escolíadas 2011

A Escola que somos

A arte tem várias faces, venha ver a da juventude! A Arte da Fantasia! Podes Sonhar... Queres a Lua? Sobe o escadote, não é?! À semelhança do ano passado, e desde há vinte e dois anos, também este ano a nossa escola participou na 22ª edição das Escolíadas. O veredicto de participação ou não nas Escolíadas’11 foi bastante discutido, como consequência da polémica gerada no ano passado, com a vitória da nossa escola. Porém, o gosto pela arte fez, mais uma vez, vibrar os nossos corações e impulsionou-nos a fazer parte desse fantástico Mundo, que são as Escolíadas! No início, tudo se mostrava muito abstracto quanto ao tema a escolher, até que, finalmente, e depois de muitas tentativas, ele surgiu. Daí em diante, tudo se procurou desenvolver em torno desse tema – Sonho: a condição humana. Inquestionavelmente, não existem limites para a imaginação quando existe dedicação, tudo é passível de realização! Este foi o lema que pretendemos emoldurar, partilhar e deixar que todos gritassem que “o sonho só acaba quando tu desistes”! Julho de 2011

Poderá isso ser possível se nem os próprios “tripulantes” da nossa escola acreditam? Como será possível, se alguns receiam arriscar? Basta o negativismo de um para implicar um afundar do barco em que navegam as nossas almas, sopradas pelo sonho. Acredito que verbalizo o pensamento de todos nesta escola ou, pelo menos da maioria, quando digo que participar nas Escolíadas não é importante pelo que se ganha ou não ganha, mas pelo convívio, pelas amizades, pelo contributo que damos na tentativa de um Mundo melhor, mais alegre e mais colorido, sem limites! É claro que ganhar esta 22ª edição seria a cereja no topo do bolo. Contudo, o importante é acumular boas recordações, guardá-las para sempre connosco, não prémios! As Escolíadas permitem uma expansão dos nossos horizontes, enriquecem a nossa mente e ajudam a divulgar o nosso trabalho, os nossos ideais. Apesar de ter diminuído o rendimento escolar, de ter discutido e de ter pensado em desistir, é com orgulho que digo que faço parte deste fantástico Universo, que fico nervoso, que rio, que choro e que passo bons momentos na companhia das Escolíadas, de todos os que delas fazem parte! Ninguém deve ter medo de arriscar! Assim como eu, todos, crianças ou adultos, têm o direito e o dever de sonhar! Daniel Santos, aluno da E. S. D. Dinis

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A Escola que somos

ENTRE/PALAVRAS

1º tema O que é importante na escolha de um Governo ou de um Presidente? TESE: “O actual sistema político partidário tem afastado os cidadãos da participação política activa!”

Ganhas a 1ª e 2ª fases do concurso “Entre Palavras”, promovido pelo Jornal de Notícias, alunos do 9º ano da Escola Secundária com 3º ciclo D. Dinis, associados, a partir do Campeonato Distrital, à Escola E/B 2,3 do Paião, segundo o estipulado pelo regulamento, estiveram em competição na 3ª fase - Fórum

Nacional – realizado em Santa Maria da Feira, no dia 8 de Junho. Relembre-se que o concurso em questão pretende fomentar o debate e a defesa de ideias com base em argumentos pertinentes e claros, propondo temas de interesse para a comunidade em geral. Este ano os temas propostos foram

2º tema Emprego/Desemprego TESE: “Preparar os jovens para a criação do próprio emprego é a solução !”

3º tema Informação Mobile TESE: “A informação mobile, pela necessidade de síntese que exige, afecta a qualidade de escrita dos respectivos conteúdos!” A D. Dinis aprofundou e debateu a temática “Emprego/ Desemprego”

7º Fórum de Leitura e Debate de Ideias T EM A: Emprego/ Desemprego TESE: Preparar os jovens para a criação do próprio emprego é a solução! O desemprego é, talvez, o maior problema da sociedade actual que afecta a vida de muitos milhões de pessoas em todo o mundo e em particular no nosso país. Basta ligar a televisão ou a rádio para nos apercebermos da extensão deste fenómeno. As classes mais afectadas, pelo menos no nosso país, são os jovens licenciados e os trabalhadores de meia-idade. Página 40

Estes, ao perderem o seu emprego, devido a vários factores, como o encerramento de muitas empresas, por falência, não conseguem encontrar outros postos de trabalho, exactamente por causa da idade. São muito novos para serem reformados e muito “velhos” para as exigências do mercado de trabalho. Por outro lado, os jovens licenciados não conseguem entrar no mundo do trabalho, porque não têm experiências que lhes permitam enriquecer o seu currículo. Paradoxalmente, para a adquirirem, não lhes são

abertas as oportunidades necessárias. Porém, esta situação vivida hoje por tantos milhões de pessoas não é nova. Este problema terá tido origem no século passado, intensificando-se devido à grande crise financeira que teve origem nos Estados Unidos da América e que se alastrou por todo o mundo. Uma outra causa, muitas vezes esquecida, está relacionada com o desenvolvimento tecnológico. A introdução da máquina no mundo do trabalho e, mais tarde, a informática e a robótica contribuíram para Julho de 2011


A Escola que somos As classes mais afectadas, pelo menos no nosso país, são os jovens licenciados e os trabalhadores de meia-idade. Estes, ao perderem o seu emprego, devido a vários factores, como o encerramento de muitas empresas, por falência, não conseguem encontrar outros postos de trabalho, uma enorme diminuição dos postos de trabalho. São realidades históricas e sociais que deram origem a alguma dispensa de mão-de-obra. De referir também a importância que a deslocalização de empresas sobretudo, para a Ásia, teve em todo o processo de crescimento de desemprego. Nos últimos anos, verificouse uma maior facilidade no acesso à Banca, aos empréstimos, com juros relativamente acessíveis. As dívidas cresceram e, hoje, a realidade é que as pessoas não conseguem pagar as dívidas acrescidas dos juros. Se isto aconteceu com os trabalhadores, também aconteceu com os empresários demasiado ambiciosos. Recorrendo à Banca para fazer investimentos, criarem mais postos de trabalho, mas também se endividaram, não conseguindo obter lucros para pagar as suas obrigações fiscais. Vêemse assim obrigados a despedir muitos dos seus trabalhadores Julho de 2011

para equilibrarem as suas finanças. E assim se instalou a crise. A crise financeira que veio acelerar a falência de muitas empresas, empurrando os trabalhadores para o desemprego. Actualmente, esta situação tornou-se extremamente grave, mesmo caótica. É assim que surge a palavra CRISE. Eis a palavra que, ultimamente, anda na boca de todos. Somos bombardeados todos os dias e em todo o lado com esta palavra. O preço da gasolina subiu: é da crise; o vizinho está desempregado: é da crise; está a chover: é da crise… Mas, crise quê? Económica, política? As duas certamente! E, na nossa opinião, é também uma crise de ideais. Não vale de nada ficarmos em casa a olhar para a televisão e chamar mentirosos aos políticos. Eles vão ouvirnos? Vão oferecer-nos dinheiro para conseguirmos sustentar as nossas despesas?

Não, não vão! E é aí que está um dos grandes problemas do nosso país: a tal crise de ideais. Estamos sempre à espera que os outros resolvam os nossos problemas. Falamos agora para os que estão desempregados: Vamos ser sinceros, quantas vezes é que já não pensaram que cabe aos políticos resolver o nosso/ vosso problema? Quantas vezes é que já pensaram que estão a ver a vida a andar para trás? Pois é, este é que é o problema: a vida de muitos anda, de facto, para trás… e nós não corremos atrás dela… ficamos à espera que os outros, os governantes nos comprem umas sapatilhas para corrermos atrás dela. O problema é que as sapatilhas nunca mais chegam!... Temos que ser nós a comprá-las!… Temos de ser nós a resolver os nossos problemas. É aqui que entra a nossa tese, a ideia que nós Página 41


A Escola que somos defendemos e que queremos partilhar convosco: preparar os jovens para a criação do próprio emprego é a solução? Eis a questão! Temos de estar preparados para isso. Mas como fazê-lo? Como criar uma empresa, por mais pequena que ela seja, nos dias de hoje? O primeiro problema que nos ocorre é, sem dúvida, o dinheiro. Gostaríamos de recordar convosco Muhammad Yunus, o criador de uma das nossas soluções! Yunus recebeu em 2006 o Prémio Nobel da Paz, graças à sua luta para erradicar a pobreza. Ele criou o conceito de microcrédito. O microcrédito permite às pessoas contrair pequenos empréstimos que os bancos antes não aceitavam. Então porque não recorrer a ele? Mas, outro problema se coloca: apostar em quê?... Na nossa opinião, uma das áreas que devia ser mais explorada é a agricultura, mais concretamente, a agricultura biológica. Porque não falar com os produtores locais e propor-lhes a formação de sociedades ou cooperativas agrícolas? Há, em nosso entender, que se apostar na agricultura. Temos de ser arrojados e criar riqueza, aproveitando os recursos do nosso país. Não podemos deixar mais que nos impeçam de desenvolver a economia do nosso país da forma que nós entendemos. A agricultura tudo traz. É aí que está uma solução para o nosso país: criar português e consumir português. Mas, para isso, precisamos de ideias. De ideias inovadoras Página 42

que desenvolvam uma atitude generalizada de empreendedorismo. Em nosso entender, para termos a capacidade de criar o nosso próprio emprego precisamos de investir na educação. A escola é um sítio onde nos devemos esforçar para sabermos e para sermos. É certo que a escola não é suficiente para criar cidadãos empreendedores. A nosso ver, o facto de frequentarmos a c t i v i d a d e s extracurriculares, como a música, os escuteiros, a dança, o desporto, vai ajudarnos muito a sermos cidadãos mais responsáveis e criativos. Além disso, consideramos também que a prática de voluntariado nos ensina a encarar o mundo numa perspectiva de mudança. Todos os jovens deviam passar por experiências de voluntariado. Afinal as férias de Verão são grandes… Há muito que podemos fazer, há muito que podemos aprender sobre a vida e sobre a nossa capacidade para termos iniciativa. A isso também se chama empreendedorismo.

Acreditamos que estas experiências nos podem ajudar a nós jovens, a compreender melhor o que é trabalhar e pode ajudar-nos mesmo a decidir o que queremos fazer futuramente. Do mesmo modo, também nos oferece novas experiências que podem ser muito proveitosas no futuro. Todavia, põe-se a questão: será que devemos ser todos empresários? O que aconteceria se todos os licenciados e desempregados começassem a abrir lojas, a criar empresas….o caos total! É por isso que também devemos apostar naquilo que Portugal já tem e ajudar empresas já existentes a desenvolverem-se. Devemos fazer com que o Portugal seja totalmente reconhecido por aquilo que melhor tem, cortiça, vinho, azeite… e não pelos escândalos políticos e económicos. Devemos ser nós a melhorar a nossa situação, devemos ser nós a criar um país melhor. Porque empreendedorismo não é só criar empresas. O empreendedorismo passa por mudarmos

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A Escola que somos a nossa cabeça e ficarmos mais receptivos a novas ideias, passa por ganharmos vontade de sermos autónomos mas também de trabalhar em conjunto. Passa por pararmos de nos queixar e de esperar que resolvam os nossos problemas por nós. Passa por criarmos o nosso futuro e não deixar que sejam os outros a fazê-lo. Para finalizar, uma pequena curiosidade: empreendedorismo não consta do dicionário português. Então, porque não fazer com que esta palavra passe, pelo menos, a fazer parte das nossas vidas?

Alunos: Ana Carolina Catarina Diogo Eduarda Guilherme Inês Luana Vanessa Professoras: Ana Bela Carvalho e Albertina Seco

O Olhar da plateia Na minha opinião, o Concurso “Entre Palavras” foi eemplar para as Escolas e para os adolescentes, porque permitiu ensinar como não ficar desempregado e criar o seu próprio emprego. A nossa escola participou muito bem, teve argumentos razoáveis, mereceu ganhar o distrito de Coimbra, na segunda fase do concurso. Nesta final, em Santa Maria da Feira, poderíamos ter tido mais oportunidades para debater com as outras duas equipas. Porém, o trabalho era um bocadinho fraco para aquele nível de competição. A equipa que ganhou, Aveiro, mereceu, porque os seus elementos foram orga-

nizados, argumentaram bem, respondiam com clareza, tinham bons argumentos. Claro que preferia que a nossa escola tivesse ganho, mas para o próximo ano pode ser que aconteça, porque já será o segundo ano e já sabemos o que nos espera e o que a equipa tem de preparar para participar bem. Numa próxima oportunidade, o nosso trabalho deverá ser mais elaborado, fundamentado em argumentos concretos. A D. Dinis foi bem representada, tanto pelos participantes como pela sua claque. Apoiámos sempre a nossa equipa, gritámos sempre por ela; foi um dia muito engraçado. Patrícia Monteiro, aluna do 8º A

Tudo é contagiante Os gritos, a euforia e a adrenalina ocuparam o meu coração, fazendo-o acelerar a um ritmo extraordinário, sem falar dos meus ouvidos quase à beira de uma falência. Quando me recordo, uma sucessão incrível de imagens aparece, por magia, na minha cabeça: o apresentador, os debates, as cores, os cheiros, tudo aparece… Cada vez que olho para trás, acho que deveríamos ir melhor preparados, mas tudo valeu a Julho de 2011

pena, mesmo cada segundo que passou. Os debates, a chuva de ideias a molhar-nos a mente enriqueceram-nos bastante, tanto a nível crítico, como de conhecimentos. Para o ano tenciono voltar, mas, para isso, temos de trabalhar muito; no fundo não interessa ganhar, mas sim divertirmo-nos. Afinal o que seria dos adolescentes sem uma pitada de diversão? Beatriz Duarte, aluna do 8º A

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A Escola que somos

Concurso n@escolas Superadas as primeira e segunda fases (Redacção de um editorial e construção de uma reportagem, respectivamente) de “N@escolas”, concurso promovido pelo

seis viagens pela Europa.

Diário de Notícias, o grupo

Faziam parte do painel em

FIC da D. Dinis (Flávia, Inês

que foi integrada a equipa

e Cátia) apresentaram-se no FIC os convida-dos Jaime Cinema São Jorge em Lisboa, Ramos - Médico, ex-depuno dia 23 de Maio, onde 18

tado,

escolas, divididas por 6

Civil de Coimbra, Presidente

painéis temáticos compostos da

antigo Governador Fundação

ADFP

por personalidades convi-

(Assistência, Desenvolvi-

dadas do DN, lutaram por

mento, Formação Profis-

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sional); Pedro Magalhães Politólogo Inst. Ciências Sociais Uni-versidade de Lisboa; R ui M a r q u e s Presidente do Movimento Espe-rança Portugal e Zita Seabra – ex- deputada, autora e editora.

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“Homossexualidade, aceitação ou rejeição?” No dia 22 de Março de 2011 a Escola Secundária D. Dinis recebeu o presidente e o vicepresidente e psicólogo clínico da Opus Gay, António Serzedelo e João Cunha, respectivamente, no âmbito do concurso n@escolas. Várias turmas assistiram à entrevista que decorreu no auditório da escola. Após a apresentação dos convidados, conhecidos pela sua luta contra a homofobia e a discriminação, foram abordadas diversas questões, entre elas o casamento homossexual e a adopção por parte de casais do mesmo sexo, clarificando-se que homossexualidade não deverá significar exclusão. António Serzedelo referiu que a Opus Gay contribui para o bem-estar público, preocupando-se com as minorias segregadas por motivos de orientação sexual ou por razões étnicas, e defendendo que todos têm o direito a ser igualmente felizes. João Cunha acrescentou que a Opus Gay oferece apoios diversificados a nível jurídico, psicológico e social, em situações de desemprego e de exclusão, tendo como aliada a tecnologia, facilitadora nos contactos estabelecidos com aquela obra. Falou-se na discriminação existente nos locais de trabalho, frequentemente não ostensiva, e Julho de 2011

da que ocorre no seio familiar, mais grave pois «fere a alma das pessoas». Aquele psicólogo acrescentou que «há uma franja da sociedade de pessoas formatadas que não convivem bem com uma realidade que seja diferente da delas. São pessoas limitadas em termos mentais, têm medo de tudo, principalmente medo da diferença». Terminou-se, sublinhando que num mundo de injustiças e discriminação, em que a sociedade só se preocupa em ser preconceituosa com a orientação sexual de cada um, é importante interiorizar que «quer se seja heterossexual, quer se seja homossexual, é-se um SER HUMANO».

Falsa questão da adopção «O que está na base da adopção não é o direito dos pais adoptarem uma criança, é o direito da criança a ter uma família e pessoas que gostem dela». - disse João da Cunha. A orientação sexual dos pais não influencia directamente a criança. É mais importante uma criança ser «amada, acarinhada e educada por dois pais ou duas mães do que estar numa instituição ou viver com um casal heterossexual onde há negligência, violência, alcoolismo».

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(Quase) A Caminho da Europa

Esta grande iniciativa do “N’@escolas” proporcionou-nos vivências únicas e muito gra-tificantes. Apesar de não temos conquistado o prémio final, a viagem pela Europa, a nossa participação deixou-nos nitidamente orgulhosas, assim como o espírito que a nossa claque demonstrou para com a escola e com a equipa. Já considerámos uma grande vitória o facto de termos sido capazes de atingir um nível tão elevado no qual competimos com as melhores equipas. Por essa razão, foi uma experiência muito instrutiva e inovadora para todos os elementos da equipa. Grupo FIC (Flávia, Inês e Cátia, alunas do 10 º B)

(De novo) A Caminho da D.Dinis

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“O bom filho à casa torna” diz o povo e este ano os bons filhos foram muitos. A vida académica da Universidade de Coimbra mudou um pouco a data de alguns festejos ligados à Queima das Fitas, nomeadamente o dia do cortejo o qual passou a ser ao domingo. No entanto os caloiros, e não só, saídos da D. Dinis mantêm a tradição de vir às terças-feiras dos festejos visitar-nos e comer o tradicional (e delicioso) arroz doce da D. Mercês. Embora, actualmente, não haja a interrupção das aulas extensível ao dia inteiro, como no passado, no dia 10 de Maio o convívio foi de grande festa, tendo o grupo de “caloiros dinisinos” visitado todos os sectores da escola e espalhado a sua alegria. Julho de 2011


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II Mini-Congresso de Ciências por Jovens No dia 8 de Abril, dez alunos do 10º B, dinamizados pela professora de Física e Química A, Cristina Fonseca, e pelo professor de Biologia e Geologia, Jorge Delícias, participaram no II Mini-Congresso de Ciências por Jovens, realizado no Exploratório Infante D. Henrique em Coimbra. Este Mini-Congresso iniciou-se com uma conferência plenária da responsabilidade do Dr. Joel de Almeida, subordinada ao tema “Química combina com Vida” e teve a participação de várias escolas, quer com comunicações (Escolas Secundária Dom Duarte, Secundária Infanta Dona Maria, Secundária de Avelar Brotero, Secundária c/ 3º Ciclo D. Dinis, de Coimbra, Escola Básica e Secundária de Maceira, Escola Secundária Abel Salazar, de S. Mamede de Infesta, Escola Secundária de Ponte de Lima),

quer com apresentação de Posters (Agrupamento de Escolas de Anadia, Colégio Bissaya Barreto, de Coimbra, Agrupamento de escolas de Trancoso, Escola secundária c/ 3º Ciclo Quinta das Flores, de Coimbra, Escola Básica e Secundária de Maceira, Escola 2/ 3Secundária de Penacova). À tarde, após o Debate Plenário “Moléculas, tecnologia e futuro”, dinamizado pelo Dr. João Paiva, os alunos da Escola Secundária com 3º Ciclo D. Dinis apresentaram o trabalho de investigação que desenvolveram, intitulado “H2OMEM”. Neste trabalho, foram recolhidas e estudadas diversas amostras de água do concelho de Coimbra e verificados os constituintes que mais as poluem, bem como as suas causas e consequências, no que diz respeito ao Homem.

VI Congresso de Jovens Geocientistas Nos dias 17 e 18 de Março de 2011, no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, decorreu o VI Congresso de Jovens Geocientistas subordinado ao tema “Diálogos com o planeta azul”. Cerca de 365 alunos de uma vintena de escolas do Ensino Básico e Secundário de todo o país reuniram-se em Coimbra, aderindo positivamente ao desafio lançado pelo sexto ano consecutivo pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra a qual procura, com este evento, “estimular nos alunos o sentido do trabalho de investigação e validação de resultados, cultivar o trabalho em equipa e motivá-los para a ciência», segundo palavras de Celeste Gomes, docente do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC. À semelhança de anos transactos, alunos do 12º A e B da D. Dinis em Coimbra tiveram uma participação activa no referido Congresso através da apresentação de um trabalho investigado, construído nas aulas de Geologia sob a orientação do seu professor, Jorge Delícias, e sistematizado em posters e num powerpoint ,com a orientação do seu professor de Geologia, Jorge Delícias. Julho de 2011

Olímpiadas de Física No dia 7 de Maio, Daniel José Amaral, aluno do 11º. B, e Zhibek Abdukarimova , aluna do 11º A, participaram nas semi-finais das Olimpíadas de Física realizadas no Departamento de Física da Universidade de Coimbra, acompanhados pelas professoras Cristina Fonseca e Adelaide Silva. De manhã, decorreu a realização das provas teórico-experimentais. À tarde, os alunos tiveram a possibilidade de visitar o Museu de Física, o Museu Nacional Machado de Castro, a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra e o Jardim Botânico, de acordo com o programa da Sociedade Portuguesa de Física da Delegação Regional do Centro. Página 47


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Escola Superior Agrária Visitas de estudo

No dia 14 de Fevereiro deste ano fomos numa visita de estudo à Escola Superior Agrária de Coimbra no âmbito da disciplina de Biologia e Geologia. Foi uma experiência muito enriquecedora tanto a nível pessoal como académico, já que nos alargou e/ou reforçou os nossos conhecimentos. Gostei bastante de ter ido à ESAC, pois foram-nos apresentadas situações com as quais não lidamos; uma delas foi o facto de termos ido a um edifício onde não só pudemos entrar em contacto com a vida vegetal (onde nos foram explicadas a reprodução assexuada e as estratégias de reprodução, entre outras) mas também tivemos em contacto com a reprodução sexuada, isto é, pudemos assistir à recolha de sémen – algo que não veríamos se não nos tivesse sido permitido ir de visita de estudo à ESAC. Particularmente, gostei mais da parte em que pudemos estar em contacto com os animais, ver ao microscópio a recolha feita, realizar experiências (contudo mínimas)... foi algo que me despertou a atenção e curiosidade. Acho que é uma experiência que os alunos devem vivenciar, visto que se trata de algo que os pode ajudar a compreender melhor os conteúdos abordados nas aulas da respectiva disciplina, porém é algo que nem sempre se faz. Admirou-me a mim e estou certa de que poderá admirar outros e levar a que o interesse pela disciplina aumente. Foi uma visita extraordinariamente boa e relevante. Ana Raquel, aluna do 11ºB Página 48

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A Escola que somos No dia 22 de Novembro de 2010, alunos do 12º ano de Português e do 11º ano de Literatura Portuguesa deslocaram-se a Lisboa acompanhados dos respectivos professores, Ana Bela Carvalho, Leonor Teixeira, Fernando Sá e Maria Manuela Nogueira. Apesar da distância temporal que nos separa dessa viagem, não poderíamos deixar de lhe fazer referência pela importância que tem para o enriquecimento cultural de quem a realiza. Foi na Praça Luís de Camões que um grupo de alunos e professores iniciou o Percurso Camoniano, enquanto o outro grupo iniciaria o Percurso Pessoano junto da estátua do poeta, em frente da emblemática Brasileira. Naquela praça, cujo empedrado lembra as descobertas portuguesas, ergue-se um pedestal de 7,5 m rodeado de figuras em pedra representativas da nossa história. Sobre ele, a estátua de Camões coroado, feita em bronze, majestosa, recordando a grandiosidade do poeta. Alguns metros mais abaixo, os restantes alunos e professores lembravam um lugar de convívio de um outro poeta maior – Fernando Pessoa – cerca de quatro séculos mais novo. Partindo em direcções diferentes, os dois grupos puderam descobrir aspectos da vida dos homens/poetas através de lugares que fizeram parte do seu quotidiano e relembrar/conhecer alguma da sua poesia.

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Percurso Pessoano ou Camoniano? Os dois, claro!

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Visitas de estudo

Museu da Imprensa Museu Romântico

No dia 1 de Março, algumas turmas do 11º ano foram visitar, ao Porto, o Museu Romântico e o Museu da Imprensa. Na minha opinião, a visita a ambos os museus foi interessante. A primeira visita foi ao Museu Romântico, onde tivemos oportunidade de ver uma típica casa de alguém rico no século XIX. Foi bastante interessante, porque não tinha ideia do mobiliário usade nessa época histórica nem do modo como se vivia nessa altura. Nesse Museu, gostei, principalmente, de ver a sala de jantar que era muito trabalhada tanto nas por-celanas, como nas cadeiras, como até no próprio tecto. De seguida, e igualmente boa, foi a visita ao Museu da Imprensa, local onde vimos uma antiga gráfica, no andar superior, e muitos jornais antigos e caricaturas tanto antigas como actuais. Estes últimos artigos foram, sem dúvida, o que apreciei mais neste Museu, não destoando, contudo, a sala das máquinas. Resumindo, foi um dia muito bem passado numa cidade belíssima, a visitar museus muito interessantes e, tudo isto, na companhia dos nossos amigos colegas e professores. Nuno Martins, aluno do 11ºB Página 50

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Coimbra Medieval e Renascentista Encontrámo-nos na Praça 8 de Maio em frente à Câmara Municipal. A maioria dos alunos compareceu (faltaram 3). Pontualidade – q.b. para a situação. Começámos por visitar a Igreja de Sta Cruz, aproveitando a sua insinuante proximidade. Subimos à capela-mor para admirar esse local duplamente sacro – pela religião e pela história – o túmulo do fundador – D. Afonso Henriques, à esquerda de quem entra e do seu filho – D. Sancho I – o povoador, à esquerda, Panteão Nacional ignorado ainda por muitos. Contornando a Câmara Municipal, percorremos o chamado Jardim da Manga , de facto antigo e monástico claustro de Sta. Cruz, construção exemplar do Renascimento na sua geometria, racionalidade e simbologias. Seguimos para a porta da cidade – Porta de AlJulho de 2011

medina – antes apreciando a da Barbacã. Entrámos no Pátio do Castilho, para subir à Torre de Almedina, sem sucesso por se encontrar fechada. Subimos a Quebra-Costas até à Sé Velha – monumento maior do Românico Nacional, contemporânea do fundador. À entrada, um imprevisto cobrador de euros desanimou a maioria de entrar. Continuámos a subir, pelo Ateneu até à pequena mas harmoniosa Igreja de S. Salvador, também românica, depois o Museu Machado de Castro, desfru-

tando a panorâmica coimbrã. Deixando a visita para outro dia detivemo-nos analisando a porta com arco de inspiração árabe, recordando a sua presença em Coimbra. Descemos pelas ruas típicas da alta estudantil, passando pela Real República Bota-Abaixo, e logo depois pela casa onde morou Eça de Queiroz até chegarmos à Torre do Anto, numa visão romântica da muralha medieval, seguindo para o Palácio de Sub-Ripas. De novo na Quebra-Costas, sentámo-nos então junto da Tricana para comentar a visita. A maioria estava cansada e feliz. Muito ficou naturalmente por ver. Foi apenas um cheirinho. Para o ano há mais. Vitor Matos, professor do Departamento de Ciências Sociais e Humanas

9 de Maio de 2011 – visita de estudo à Coimbra Medieval e Renascentista – alunos da turma 10º C, conduzida pelo professor Vítor Matos.

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A Escola que somos

Visitas de estudo

No dia 22 de Março, alunos do 8º ano, do 2º EI e 2º CL , acompanhados pelos professores Ana Rodrigues, Clara Marques e Carlos Coelho, fizeram uma visita de estudo ao Centro de Ciência Viva no Exploratório Infante D. Henrique em Coimbra, no âmbito das disciplinas Ciências Físico-Química , Ciências Naturais e Cidadania e Mundo Actual. Esta visita de estudo foi promovida a fim de motivar os alunos para o estudo das Ciências e Tecnologias, para uma melhor compreensão “do carácter dinâmico das ciências”, e exploração do “conhecimento sobre som, luz e matéria” com base na experimentação.

Centro de Ciência Viva no Exploratório Infante D. Henrique Página 52

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A Escola que somos

Visita à Serra da Estrela Actividades relacionadas com montanhismo, geologia, glaciares e filmagens articularam-se no dia 15 de Março no Vale Glaciar de Manteigas, Torre da Serra da Estrela e Seia, onde se deslocaram as turmas do 12º A e B e do 10º D. Praticar o montanhismo em meio natural, consolidar matérias lectivas leccionadas, conhecer as variações climáticas e inter-glaciárias, bem como dos aspectos da morfologia glaciária na Serra da Estrela e promover a socialização de alunos e professores foram os objectivos de Jorge Delícias, Mafalda Teles e Nuno Freitas, professores das disciplinas de Geologia, Educação Física e PDR ao dinamizarem esta visita de estudo.

Visitas de estudo Julho de 2011

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Uma viagem pelos ambientes sedimentares do Jurássico

A Escola que somos

Visitas de estudo “Uma viagem pelos ambientes sedimentares do Jurássico”, assim se chamou a visita de estudo à Serra da Boa Viagem e ao Cabo Mondego, na Figueira da Foz, e às grutas da Moeda e Pedreira da Galinha, em Fátima, realizada no dia 31 de Março pelos alunos do 8º A e do 10 º A e B, acompanhados pelos professores Jorge Delícias, Rosário Nisa e Clara Marques. Com esta visita consolidaram-se os conhecimentos adquiridos no âmbito do estudo de temas de Geologia, nomeadamente as rochas e os fósseis e comprovou-se como as rochas, os minerais e os fósseis são arquivos de informação sobre o passado da Terra.

Um pouco mais de saber As Grutas da Moeda de S. Mamede foram descobertas em 1971 por dois caçadores que perseguiam uma raposa . A curiosidade levouos a explorar um algar descoberto e logo encontraram uma sala, “Sala do Pastor” com belíssimas formações calcárias. A seguir a esta caverna, outras foram sendo encontradas graças à escavação de fendas estreitas levada a cabo por aqueles dois homens. Após o estudo de geólogos e outros técnicos, surgiram Presépio, Cascata, Virgem, Cúpula Vermelha, Marítima, Capela Imperfeita, Bolo da Noiva, Abóbada Vermelha e Fonte das Lágrimas, salas que se oferecem à contemplação do visitante.

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A Escola que somos Vilarinho das Furnas Parque Nacional da Peneda-Gerês

No âmbito das disciplinas de PDR e Educação Física, os alunos do 11º D foram a Vilarinho das Furnas, no Parque Nacional da Peneda-Gerês no dia 5 e 6 de Maio, acompanhados pelos professores Nuno Freitas e Célia Costa, onde concretizaram uma actividade de montanhismo. Foi um fim-de-semana diferente, em que aqueles jovens trocaram a cidade turbulenta e a pressão dos livros e cadernos escolares pelos sons serenos da natureza e o convívio saudável; o conforto de uns lençóis macios e a protecção das suas casas pelo aconchego do saco cama e de um tecto de tenda; a modorra de uma rotina pelo inesperado do exercício aventureiro, por vezes cansativo, mas inebriante pelos obstáculos ultrapassados.

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A Fechar

Baile de Finalistas

No dia 19 de Março aos alunos do 12º ano juntaram-se pais e Encarregados de Educação .no Jantar e Baile de Finalistas no pavilhão da sua escola, a Escola Secundária c/3º Ciclo D. Dinis. O espaço ganhou outro brilho não pelo décor diferente, mas graças ao “glamour” das estrelas da noite. Após o jantar, servido por uma empresa de catering, a animação continuou com a projecção de um vídeo relembrando alguns dos bons momentos passados por estes jovens neste espaço escolar, uma passagem de modelos femininos e masculinos, a entrega de “Óscares” variados ( O/A aluno/a mais simpático/a; aquele(a) que fez mais pela escola…) e a tradicional eleição do Rei e da Rainha da noite: Pedro Ferreira e Liliana Paiva. A todos os finalistas desejamos uma vida feliz e de sucesso.

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‘t á - s e b e m aqui!

PostScriptum nº 46 - Julho 2011  
PostScriptum nº 46 - Julho 2011  

Revista de Escola Secundária com 3º Ciclo D. Dinis de Coimbra

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