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Julho de 2012


A Abrir Ficha Técnica

Ler neste número

Directoras: Alda Marques e Margarida Castro Preparação/Redacção: Alda Marques, Margarida Castro

Em Destaque

Colaboradores: Cátia Rosinha, Flávia Morais, Inês Severino, Francisco Nazaré, Andreia Sousa, Rute Gonçalves, Teresa Sá, Catarina Martins, Daniel Amaral, Marina Geraldes, Ana Filipa Baltazar, Beatriz Gomes, Ana Rita Santos, Ana Beatriz Reis, Ana Raquel Pinheiro, Mafalda Teles, Jorge Branco, Mário Barros, Rui Rola, daniel santos, Bárbara Nogueira, Beatriz Carvalho, André Fonseca, João Pereira, Beatriz Duarte, Ana Patrícia Lopes, Alexandre Oliveira, Ruben Bicho, André Fonseca, Beatriz Nogueira, Augusto Nogueira, Vítor Matos, Dídia Pereira, Jorge Delícias, Sara Barata, Cristiana Pereira, João Neves, Maria Jorge, Clara Marques, Daniel Santos, Lurdes Santos, Rosa Canelas, Fernando Sá.. Depósito Legal nº 145144/99 Projecto Apoiado pelo RNEPS

Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações 4 Aniversário da escola

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A Escola que somos Início e fim de ciclo Associação de Estudantes Baile de Finalistas Desporto. Dia D Concursos Escolíadas Projecto Comenius Visitas de Estudo Congressos Conferências Braço Direito Biblioteca

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Educação Especial

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A fechar Crónica

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Editorial Mais uma vez, um ano letivo chega ao seu fim. É tempo de balanço – de refletir sobre este tempo que vivemos, e que é um tempo difícil, complicado, problemático. Mas o balanço que fazemos só pode ser positivo – porque, como se pode ler nestas páginas, apesar de uma crise e de uma economia (de)cadente, impossível é não viver, e por isso vamos, claro, gritar as vozes de maio, por Mafra, por Sintra, pela Serra da Estrela, à conquista dos quatro cantos da Europa , através do Desporto , de Conferências ,

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Congressos ou Concursos, com honestidade, seriedade, clareza, porque queremos uma sociedade em que todos se sintam bem ! Neste ano em que a escola fez 25 anos, lutámos por nós próprios, construímos algo que tinha a ver com as nossas vidas, vestimos a camisola da mesma grande equipa. E saímos ganhadores! Porque passou um ano e nós vivêmo-lo, porque houve festa e nós participámos dela, porque houve vida e fomos nós que a fizemos existir!

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Em destaque

que cada um se consciencialize

Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações

Por uma sociedade em que todos se sintam bem De acordo com o Censos 2011, a população jovem portuguesa tem vindo a reduzir, contrariamente à população mais idosa que tem aumentado. Em 2011, cerca de 15% da população portuguesa tinha ente 0 e 14 anos, enquanto 19% tinha 65 ou mais. No entanto este fenómeno não se circunscreve a Portugal. A queda da natalidade e o aumento da esperança média de vida estende-se a toda a Europa, sendo que com o avanço da medicina, com a melhoria das condições de vida e a mudança de mentalidades, esse envelhecimento se tornou ativo. Se a idade premeia com uma reforma bem merecida, isso não será sinónimo das pessoas mais velhas ficarem inertes e inoperacionais. Quer no seio familiar (apoio a filhos, netos ou mesmo bisnetos), quer na sociedade em que se inserem (através do serviço de voluntariado, por exemplo), os mais velhos têm ainda muito para dar o que será sempre uma mais valia, inclusivamente para Página 4

eles próprios ao sentirem-se seres úteis e atrasando ou mesmo evitando o aparecimento de alguma negatividade que a velhice poderá trazer. Aquelas vivências desenvolvem, logicamente, as suas capacidades e aumentam, no tempo, a sua autonomia. Já há largos anos que sensibilidades locais, na tentativa de evitar o isolamento dos mais velhos e para tornar o seu envelhecimento mais ativo e, consequentemente, mais saudável, criaram centros de convívio onde pessoas mais idosas, para além de conversarem, trocarem ideias, praticam também atividades diversas (pintura, costura, ginástica, visitas

guiadas…) e partilham momentos com gente mais nova. Inserem-se nesta mesma linha as faculdades seniores que foram surgindo aqui e ali. Formas de dar VIDA à vida. Sensível a esta realidade, o Parlamento Europeu escolheu 2012 como o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações. Deste modo, pretende-se chamar a atenção, da população em geral e sobretudo dos governantes dos vários países em particular, para a importância de continuar a facultar às pessoas mais velhas a oportunidade de serem úteis pela partilha, com outras gerações, dos seus saberes adquiridos ao longo de vários anos de existência e a reciclagem desses mesmos conhecimentos, atualizandoos, de acordo com os avanços que as ciências várias foram propiciando. Para que tal seja possível, a ação política não poderá, pois, alhear-se da sua responsabilidade na implementação de medidas sérias de intervenção a nível social e da saúde. Que cada um se consciencialize do papel ativo que poderá ter na construção de uma sociedade em que todos se sintam bem e ninguém pese a ninguém. Julho de 2012


Em destaque

Os velhos da/na minha vida e eu Quando nasci, já tinha sido muito roubada. Não conheci os meus avôs. Apenas vi a avó paterna uma vez, antes de ser roubada, e a avó materna foi roubada tinha eu para aí uns nove anos. Lembro-me dela muito velhinha, muito enrugada, muito cega, muito surda, muito entrevada. Muito, muito tudo! O nosso contacto resumiu-se a visitas mensais, penso, pois não havia carro familiar, os transportes públicos eram caros (na altura já o eram para as bolsas pobres) e raros. Ainda por cima, a carreia não ia até ao lugar, que ficava a cerca de três quilómetros da estrada principal, e era preciso calcorreá-los a pé. As minha pernas franzinas reclamavam sempre, e o colo era impossível – havia que transportar os cestos com as lembranças, os mimos, para e de. Talvez pela falta dos mimos dos avós, sempre nutri, ao longo da minha vida, um carinho muito especial pelos velhos. Durante a adolescência fui pedindo avós emprestados a netos com menos paciência e desconhecedores da riqueza que tinham. Nunca me saí mal. Passava parte das férias grandes em casa de amigos no Alentejo, na Aldeia da Mata. Aí havia a avó Teresa, com quem passava as tardes de canícula na loja, parte da casa mais fresca, enquanto os outros dormiam a sesta ou ouviam música estirados na cama. Íamos descascando ervilhas, feijão, ou o que calhava (havia Julho de 2012

sempre algo a fazer, os alentejanos não são preguiçosos), e a avó Teresa desfiava as suas histórias de vida: bailaricos, namoricos, dureza de trabalho nos campos, perseguição dos senhores das terras, pobreza, fome. Ficava presa nas suas palavras. Foi o meu primeiro contacto com uma realidade

Durante a adolescência fui pedindo avós emprestados a netos com menos paciência e desconhecedores da riqueza que tinham

que, naquele tempo, me era quase ou totalmente desconhecida. Havia uma grande empatia e cumplicidade entre as duas. Quando queríamos sair à noite para algum baile na zona ou ir até ao clube, pedia à avó Teresa que intercedesse por nós. Raramente falhava. O tempo também ma roubou. A

casa já não voltou a ser a mesma nos verões seguintes. Outros velhos foram envelhecendo na minha vida. A casa grande para os acolher a todos nunca se encheu porque, mais uma vez, fui sendo roubada. A residente de mais longa duração nunca foi olhada como “velha” e, diga-se em abono da verdade, nunca o quis ser. Todos a tratavam como elemento precioso. A sua sabedoria de vida, a sua opinião, eram ouvidas e aproveitadas para não cometermos erros, e o seu sentido de humor explorado para ultrapassarmos momentos menos bons. Mulher vanguardista, sempre defensora das “modernices” dos

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Em destaque netos (cabelos masculinos pintados de azul e piercings nas orelhas), encaixou-se perfeitamente nos tempos, mostrando uma espantosa capacidade de adaptação às novas realidades. Manteve-se ativa quase até ao final. Já em cadeira de rodas, havia uma planta para mudar de vaso, meias para dobrar, jornal ou revista para ler, conversar, re-re-recontar as histórias da sua vida, há muito por todos conhecidas. A nível mental manteve-se ativíssima, com espírito crítico e resposta pronta na ponta da língua. Foi roubada em 17 de abril de 2009, aos 91 anos. Este foi o meu último roubo. Marília Loureiro Texto escrito em homenagem à minha doce velhinha,“o meu herói”.

A sociedade atual está de tal maneira obcecada com a criação de riqueza que o ser humano é passado para último plano, o que leva à desumanização acelerada de toda a teia social

Este país não é para velhos (e para novos também não!) Fico chocada quando ouço e/ ou leio na comunicação social notícias sobre velhos que são encontrados mortos nas suas casas sem ninguém dar pela sua falta. Velhos que estão prisioneiros nas suas próprias casas, geralmente nos últimos andares de prédios sem elevador, dependentes da ajuda de grupos voluntários que lhes levam compras, medicamentos, tratam de papéis, ou, simplesmente, conversam. É meritório o trabalho destas pessoas. A maior parte dos voluntários é de meia-idade (Então também há idade inteira?). A sociedade atual está de tal maneira obcecada com a criação de riqueza que o ser humano é passado para último plano, o Página 6

que leva à desumanização acelerada de toda a teia social. Embora, felizmente, já se veja gente mais nova com espírito de intervenção nesta área, ainda há muito a melhorar a nível de posições pessoais, concentradas apenas no conforto material das suas vidas, viradas para o seu umbigo. A preocupação com a sobrevivência, ou antes com a subsistência em tempos de crise, é muito forte entre todos, principalmente entre os jovens que nasceram e foram criados na abundância. Compreende-se. É difícil mudar de vida, voltar atrás. Por outro lado, os velhos acabam também por não fazer muito parte das suas vidas, devido ao afastamento, volun-

tário ou forçado por várias circunstâncias, de muitas famílias, e à concentração em grandes centros urbanos, em que os vizinhos não se conhecem. Tudo isto, numa análise breve, leva ao afastamento geracional. Cada um está metido na sua concha. Por vezes, nem com os seus próprios “velhos”, leia-se pais, se contacta, devido a horários totalmente desfasados. Compreendo tudo isto. Mas, desculpem: continua a incomodar-me ouvir dizer que os velhos são uns chatos (não o seremos todos nós?) e que cheiram mal (também nós cheiramos quando não nos lavamos ou não temos quem nos ajude a lavar em situação de limitação física). Eu gosto muito dos velhos. Eu gosto de mim. Marília Loureiro, Professora de inglês (uma meia-velha chata)

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active ageing

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So, what can we do? 2012 is going to be much more than just 365 days. It has a special meaning. This year, we should pay tribute to our grandfathers and grandmothers because active ageing and intergenerational solidarity are important to our world development. Nowadays, the old generation is getting more and more apart. We always hear on television that old people, who stay on their own, are victims of all the types of psychological and physical attacks by people that pretend to be someone else at their doors. Yes, we keep saying “Poor man” or “Poor woman”, but that is not enough! So what can we do? We should pass this message because old people have the same rights of other generations, and they often are more sensible than their sons and daughters. Please, treat all the human beings equally with respect and love. Make this planet a better place to everyone. Cátia, Flávia, Inês - 11ºB

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Old people have the same rights we have As you know 2012 is the European year of ageing and intergeneration solidarity. In the last few years we have seen what people, in general, tend to do to old people. They neglect them to the point of leaving them on their own with no support or security. Unfortunately, this situation leads to a lot of deaths. But of course, there are a lot of old people that do something about that: they walk, they support themselves, they do a lot of things to occupy their free time, unless they have serious health problems; in these cases their families take care of them or put them in homes for the elderly. We don’t agree with this, because

people need the caring that in those homes they don’t receive, the caring that only families can give them. Old people have the same rights we have. We must respect them. They are the wisdom of our time! Francisco, Andreia and Rute – 11º B

people need the caring that in those homes they don’t receive, the caring that only families can give them

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25 anos No dia 25 de Novembro de 2011, toda a escola D.Dinis, do passado e do presente, foi convidada a participar nas comemorações dos seus 25 anos (1986/2011). A resposta foi pronta e forte. A festividade foi grande, porque muito vivida e partilhada. De manhã até à noite houve música, dança, testemunhos, sorrisos, abraços de reencontros. A FESTA aconteceu.

Confissões inúteis ou Sentir(es) a escola Teresa Sá, professora do departamento de Línguas e Coordenadora do Projeto de Atividades

Acredito que quando sentimos uma coisa como nossa, damos o litro por ela • Se houve segredos para a celebração do aniversário da escola, foi este – acrescentar à palavra ‘escola’ uma outra – ‘nossa’ - nossa escola. E faz toda a diferença. • Desde o primeiro momento em que se pensou realizar coisas Página 8

para festejar a data que a ideia foi lançada: festejar, sim, mas COM as pessoas que SÃO a escola. E não houve obstáculo que parasse a teimosia de quem crê na ideia e luta por ela e pela sua concretização. • A ideia: era preciso tornála num ‘sarampo’ bom, que contagiasse em escalada e fizesse de todos UM corpo ativo, dinâmico, criativo, construtivo e construtor, transformador dos ‘bons’ individuais num ‘excelente’ coletivo. • A ação: era preciso ‘fazer’ fosse o que fosse mas que correspondesse a mais que um momento de explosão, de foguetes, de champanhes e de F.R.A.s. Era preciso uma ação que durasse no tempo e cujos resultados se fossem observando, a olho mais ou menos nu. E tudo começou, boca a boca, grupo a grupo, turma a turma, equipa a equipa e cresceu, foi crescendo até, ao longo do percurso, ir mostrando uns frutos que perduram. • A partida coletiva foi a 25 de novembro de 2011. Ah, pois. Enganou-se quem pensava que esse era o ponto de chegada. Foi o dia da largada dos balões que continham os milhentos projetos por que lutámos até mais não. Eram projetos ‘nossos’. Era a ‘nossa’ equipa. Era a ‘nossa’ escola. Afinal, lutávamos por nós próprios, construíamos algo que tinha a ver com as nossas vidas, vestíamos a camisola da mesma grande equipa. Não é preciso pedir para dar o litro. Qualquer um de nós está disponível para ser mais um, para ser aquele que falta, para ser a pedra que é necessária no momento. Quando sentimos uma coisa como nossa, damos o litro por ela! Julho de 2012


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25 anos Em destaque

Seriedade

Acredito que quando nos perguntam porque querem ouvir a nossa resposta, nós nos empenhamos por responder com seriedade. Aconteceu: perguntaramnos, ao longo de todo o ano, que caminho queríamos trilhar. E o que dissemos serviu sempre para alguma coisa. E mesmo quando duvidámos sermos capazes, um alguém nos fez sempre retomar a fé em nós próprios, individual e coletivamente. Aconteceu: estivemos em muitas frentes. De umas saímos vencedores, de outras saímos vencidos. De todas saímos ganhadores: mostrámos sempre a dignidade que

carateriza quem sabe estar onde está, quem sabe o que está a fazer e o porque está a fazê-lo; respeitámos sempre os adversários, os que pensavam diferente ou eram diferentes. Trabalhámos – que nada se faz sem trabalho, para termos conseguido prestações e desempenhos que nos orgulham. Sentimos que fazíamos parte da construção coletiva e que as nossas ideias eram importantes para o todo.

Acredito, pois! Em tudo isto e muito mais… E o que é que isso atrasa ou adianta? – perguntarão. Não sei. Mas o contrário – não partilhar - não adianta mesmo nada! Grande comunidade, esta! Grande gente, esta! Parabéns Escola !

Clareza Acredito que quando clarificamos o objetivo da nossa proposta de trabalho, multiplicam-se os braços, as cabeças, os pés, as ideias… Objetivo - festejar para recordar, para revitalizar, para construir mais e melhor a partir da história que nos fez chegar aqui. Foi um ano repleto de festa. Cada setor, cada clube, cada projeto, cada equipa, sabia que caminhava para a mesma direção ainda que de maneiras diversas. Chegados ao final do ano letivo sentimo-nos vencedores porque passou um ano e nós vivêmo-lo, porque houve festa e nós participámos dela, porque houve vida e fomos nós que a fizemos existir. Se foi tudo só bom? É claro que coisas deve ter havido que podiam ter sido melhores. Mas não me apetece dar-lhes espaço neste discurso. Ficam para outro…

nada se fez sem trabalho, para termos conseguido prestações e desempenhos que nos orgulham

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25 anos

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D. Dinis - DINIS D.Dinis é uma escola. DINIS o espírito que nela se vive! D. Dinis é um espaço. DINIS é a gente que nele habita! D. Dinis é bom. DINIS é fantástico! Quando optamos por estudar na D. Dinis, não escolhemos só uma escola, escolhemos fazer parte de uma grande família, escolhemos orgulharnos de tudo o que somos juntos, assumimos defendernos sem qualquer condição, decidimos honrar todas as pessoas que foram, são ou virão a ser geração DINIS. Aqui, todos temos o mesmo nome do meio: DINIS!

Quando optamos por estudar na D. Dinis, escolhemos orgulhar-nos de tudo o que somos juntos

Catarina Martins 12ºA Página 10

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Em destaque 25 anos

Uma escola protetora A voz dos adolescentes. O que pensam sobre a escola. A Escola D. Dinis foi criada há 25 anos e desde então as iniciativas em prol da comunidade educativa sucederam-se. Apesar de situada numa zona periférica (zona industrial de Coimbra) o seu ambiente protetor revela-se: - na relação pedagógica entre estudantes e professores e nas relações interpessoais entre todos os agentes educativos; - no olhar holístico e na atenção global à pessoa (ad intra e ad extra); - na criação de projetos, sustentação de clubes e implementação de atividades que propiciem um estar e ser ecológico; - num espaço escolar limpo e seguro; - e num espaço exterior

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protetor pois não permite fácil acesso a shoppings, fast food ou mesmo lojas smart shop. A nossa escola: - reforça as relações interpessoais pois trabalha a autoconfiança e capacita os adolescentes para lidar mais facilmente com a necessidade constante de tomar decisões; - promove o desporto escolar e o espírito de grupo; - promove a criatividade com a participação nas Escolíadas e com o Clube de Teatro; - incentiva-nos a participar em diversos projetos e nós aceitamos os desafios; - é única e inesquecível. Daniel Amaral, Marina Geraldes, Ana Filipa Baltazar, Beatriz Gomes, Ana Rita Santos, Ana Beatriz Reis e Ana Raquel Pinheiro, alunos do 12ºB

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A Escola que Somos Receção & Despedida Setembro, mês do princípio e do fim Já foi quase há um ano, mas não podemos deixar de assinalarna nossa revista o encontro oficial que marcou o início de um novo ano para alguns (receção aos alunos em setembro) e o fim de um ciclo daqueles que nos vão deixando saudades – a entrega de diplomas e de prémios aos melhores alunos, a qual aconteceu em 30 de Setembro de 2011, numa cerimónia singela mas ternurenta. A Post Scriptum espera que o ano findo (2011/2012) não os tenha dececionado.

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A Escola que Somos Associação de Estudantes Que a escola seja mais do que um espaço...

Que seja o NOSSO espaço! O título deste artigo são palavras de Catarina Martins aquando da sua apresentação como líder do PROJECTO D (“Não queremos ser uma lista de campanha, mas sim uma associação de projectos a tempo inteiro!”) à eleição para a Associação de Estudantes.

Apresentou-se, também, na corrida, a lista T, liderada por Maria Gabriella, com os lemas “Um projecto diferente, um programa excepcional” e “Temos união, temos ambição”. Os dois grupos defenderam, durante dois dias, os seus programas de forma entusiástica e esclarecedora, entregando desdobráveis com a sua constituição e ideias que procurariam implementar. No dia 28 de outubro de 2011, a maior parte dos alunos da D. Dinis elegeram o projecto Julho de 2012

D como seu representante. Faziam parte da Direcção Geral da Associação os alunos Catarina Martins, presidente, Tiago Pereira, vice-presidente, David Loureiro, tesoureiro, Paulo Faria, secretário, Beatriz Pais, vogal e como suplentes Filipa Baltazar e Maria Santos; do Conselho Fiscal, Daniel Amaral, presidente, Ana Rita Vaz, secretária, Beatriz Carvalho, secretária e as suplentes Bárbara Nogueira e Vanessa Fachada; da Mesa da Assembleia Geral, os alunos

Diogo Carvalho, presidente, Ana Cardoso, secretária, Ana Pinheiro, secretária e como suplentes Vanessa Fernandes e Ana Beatriz Reis. Ao longo do ano foi notória a intervenção da Associação de Estudante na dinâmica da escola, destacando alguns torneios, a organização de um jantar de natal aberta a comunidade escola, a comemoração do 25 de abril com a entrega simbólica de cravos, a organização do baile de finalistas, com convites personalizados e generalizados a toda a comunidade, a organização de um concurso literário.

Os dois grupos defenderam, durante dois dias, os seus programas de forma entusiástica e esclarecedora Página 13


A Escola que Somos Baile de Finalistas

Vontade incessante de dar mais de mim aos outros e à escola Não é à toa que me candidato a este cargo. Não é de ânimo leve e, muito menos, de forma inconsciente que o faço. A minha candidatura surge em consequência de uma longa e profunda ponderação conjugada com a vontade incessante de dar mais de mim aos outros e à escola. E é com este objectivo que parto em frente. Poder melhorar o ambiente que frequentamos todos os dias, poder dar-vos mais alternativas aos mais variados níveis, poder fazer com que a escola seja mais que um espaço, seja o NOSSO espaço. Está ao alcance de todos mudar a sociedade, fazer dela o melhor que sabemos e contribuir para que o futuro seja composto por cidadãos eruditos, responsáveis e com espírito crítico e acredito que é dando pequenos grandes passos que evoluímos nesse sentido. Pretendo, portanto, que a Associação de Estudantes seja um espaço de todos e para todos, no sentido de consciencializar o todo e cada um para os seus deveres e direitos. Proponho-me estar disponível para todos vocês, ajudarvos no que puder e avanço na certeza de que tenho um órgão suficientemente competente, empenhando-se para que todos os nossos objectivos sejam cumpridos da melhor forma.”

Quem parte leva saudades, quem fica saudades tem... Mas aqueles que passam por nós, não vão sozinhos, nem nos deixam sós: deixam sempre um pouco de si e levam um pouco de nós. Até à vista!

Catarina Martins, Presidente da Associação de Estudantes e aluna do 12º A

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A Escola que Somos Desporto

Dias Desportivos Nos dias 28 e 29 de Novembro de 2011, a turma do 11º D, do Curso Tecnológico de Desporto, realizou um conjunto de atividades para os Dias Desportivos, com o objetivo de cumprir o programa da disciplina de PDR (Práticas Desportivas e Recreativas) sob a responsabilidade da professora, Mafalda Teles Atividade Referente 3. Entre as 9h e as 18h20 de ambos os dias, foram várias as competições nas quais os alunos puderam participar: Gincana (percurso com obstáculos); torneios de Voleibol, Basquetebol, Salto em Altura, Badminton e Futsal; concursos de remates e lances livres. O trabalho desenvolvido pelos alunos começou no início do ano: desde a realização de Ações de Formação de arbitragem para complementar a qualidade da arbitragem dos torneios das modalidades de Voleibol, Futsal, Basqueteboll e Badminton, tendo sido para isso convidados três dinamizadores para as modalidades de basquetebol e de futsal, respectivamente, Miguel Rosário, Luís Silva e Joel Branco, até à venda de rifas para um Cabaz de Natal e de bolos no bar dos professores. Elaborámos cartas, pedidos de autorização, cartazes de divulgação, elaboração de fichas de inscrição de participantes, certificados panfletos, quadros de competição, regulamentos, justificações de faltas, etc.. Para além de todos Julho de 2012

esses materiais indispensáveis às atividades, criámos ainda uma página no facebook para convidar os alunos da escola, bem como realizámos uma reportagem fotográfica. Depois de todo o esforço que tivemos, podemos dizer que a nossa actividade atingiu o sucesso. As inscrições nos torneios superaram todas as expectativas, de forma que fomos obrigados a limitar o número das mesmas. No en-

conjunto. Conseguimos proporcionar o convívio e a criação de relações interpessoais entre os elementos das diferentes turmas e entre professores e alunos. Os participantes revelaram desportivismo e respeito pelos colegas/adversários e materiais, especificando o torneio de futsal que exclui conflitos e rivalidades. Pensamos que todos os intervenientes tenham tido uma boa experiência

tanto, como em todos os eventos desportivos, ocorreram alguns imprevistos, que foram facilmente ultrapassados graças à capacidade de autonomia e união por parte dos dinamizadores. A turma mostrou um grande espírito de colaboração e entreajuda, tentando desempenhar funções fora do seu grupo de trabalho e solucionando problemas em

e dois dias memoráveis. Parabéns rapaziada desportista e empenhada (organizadores/dinamizadores), parabéns a todos os participantes e público, não esquecendo um Obrigada à D. Mercês e Sr. Leonel, bem como aos colegas de Departamento que colaboraram!!! A professora responsável: Mafalda Teles

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A Escola que Somos Desporto Tecnológico de Desporto É com agrado que vejo os nossos desportistas do Curso Tecnológico de Desporto a desenvolverem os seus trabalhos/projectos ao longo do ano lectivo (para consolidação/ avaliação de matérias) com brio, empenho e responsabilidade. Espero que continuem a trabalhar e a crescer adquirindo os saberes específicos em relação às competências e à formação inerentes a este curso (essencialmente, dinamização/organização/gestão/avaliação das actividades físicas desportivas para diferentes populações) e que culminam com uma formação em contexto de trabalho – o estágio – e a realização de uma prova pública – PAT. Que sejam cada vez mais autónomos e desembaraçados nas tarefas propostas pelos professores que vos acompanham! E por falar nestes últimos, a articulação (positiva e activa) entre os professores das componentes de formação geral, científica e especialmente a tecnológica, de uma forma geral, é fundamental para estabelecer uma formação/cooperação sólida e progressiva dos alunos, tal como tem acontecido e, muito concretamente no ano transato. Por isso, quando as equipas funcionam, a continuidade pedagógica será importante para dar coerência aos métodos e aos processos de ensino e a consistência curricular iniciados. Saudações desportivas!!! A professora Coordenadora do Curso Tecnológico de Desporto, Mafalda Teles. Página 16

Estágio Os alunos da turma D do 12.º Ano, ao longo do segundo período e das primeiras semanas do terceiro, vivem mais um momento importante da sua formação (240h) com a realização do estágio, Segue a lista

dos alunos com as diferentes entidades de estágio e os meus agradecimentos a todas as Instituições e Monitores de Estágio, que uma vez mais colaboram com a nossa escola:

Aluno

Entidade de Estágio

1 2 3 4 5 6 9

David Loureiro Diogo Fernandes Gonçalo Pereira Luís Bernardes Miguel Diz Paulo Faria Sara Fiúza

Centro Social S. João ADC Adémia Clube Desportivo Pedrulhense Pampigym União de Coimbra Escolas Academia do Sporting Estúdio StreamDancing

A professora Coordenadora do Curso Tecnológico de Desporto, Mafalda Teles.

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A Escola que Somos Desporto Circuito de Manutenção No âmbito da disciplina de ATI, há dois anos atrás, os alunos do 12º D e a respectiva professora, Mafalda Teles, realizaram um Projeto Tecnológico - a construção de uma parede de escalada, logo colocada, e início da “construção” de um circuito de manutenção para toda a comunidade escolar, aproveitando as ótimas condições do espaço envolvente da Escola. Nestes projectos tiveram a ajuda imprescindível dos professores Armando Cruz, Luís Pais e Carlos Coelho e de empresas da região que ofereceram todo o material necessário, contando-se, para este fim, ainda, com a colaboração do Senhor José Carlos, funcionário da nossa escola, que ajudou a estabelecer os contactos com as ditas empresas. No corrente ano, os alunos do 12º D e o respetivo professor, Nuno Freitas, deram continuidade ao projecto, distribuindo os placards orientadores do circuito nos terrenos da escola e concluindo algumas das estações. No dia 8 de Junho, procedeu-se à inauguração do circuito na presença e com a participação da Direção da Escola, de alunos envolvidos no projecto e de outros elementos da comunidade escolar.

Eurogym... De 15 a 19 de Julho, decorreu em Coimbra o Eurogym 2012, um festival de ginástica no qual participam jovens com doze ou mais anos. Trata-se de um festival organizado pela União Europeia de Ginástica com o país anfitrião. O primeiro Eurogym ocorreu em 1993, em Lisboa. Em vários pontos da cidade de Coimbra, foi possível admirar a performance de vários atletas que, ao ar livre, presentearam o cidadão comum com a sua “cor, movimentação e animação”. Para além destes espetáculos, destacaram-se as Cerimónias de Abertura e Encerramento, a Gala UEG, o Fórum,

os Workshops e a animada parada pelas ruas da cidade que a acordou para o espetáculo que a iluminou durante cinco dias. A Escola Secundária com 3º ciclo D. Dinis deu o seu contributo para este evento (assim como todas as escolas da cidade) acolhendo 250 atletas belgas. Por esse facto, no dia 1 de Junho houve o hastear da bandeira oficial do evento na nossa escola, antecedido de uma breve cerimónia em que dois atletas federados se exibiram, bem como uma aluna do 9º ano da nossa, ex-atleta, Nádia Margarida Fernandes Geraldo.

EUROGYM

Mafalda Teles, professora do Departamento de Expressões

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A Escola que Somos ...Boccia... No dia 28 de maio decorreu na D. Dinis uma actividade desportiva interinstitucional para populações especiais, BOCCIA, dinamizada pelos alunos do 11º D, integrada na disciplina de PDR, e a APCC. A referida actividade teve um momento de acção teórica com a presença de atletas paralímpicos medalhados e outro prático de convívio salutar entre todos os intervenientes.

A mesma turma dinamizou ainda como atividade de crédito, obrigatória - uma prova de BTT que teve lugar no dia 1 de Junho (dia da bicicleta) nos

espaços exteriores da escola e que envolveu a comunidade escolar. Esta actividade teve o patrocínio da Decathlon.

...e Médicos do Mundo Maio, de manhã, e envolveu 65 alunos e os professores Mafalda Teles, Ivo Rego, Júlio Coelho, Salomé Quinteiro, Arménio Nogueira e Armando Cruz. Em simultâneo, no pavilhão da escola decorria o torneio de

futsal e um momento de fitness da responsabilidade de Nuno Freitas e Célia Costa, respetivamente, integrados nas atividades do Dia D – abertura da escola à comunidade.

Dia D

O Grupo de Educação Física organizou uma corrida solidária a favor dos Médicos do Mundo aberta a toda a comunidade escolar. Esta actividade decorreu no Parque Verde da cidade, no dia 18 de

Nas disciplinas de Psicologia A e B, os alunos elaboraram trabalhos subordinados ao tema “Problemas da Psicologia”, que estiveram em exposição/apresentação, desde o Dia D (dezoito de Maio), até ao presente, em vários espaços do Bloco D, especialmente na sala D cinco.

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A Escola que Somos

Conhecer a D. Dinis No dia 18 de maio, a D.Dinis foi invadida por muitos, muitos colegas de outras escolas que vieram conhecer o que por cá se faz, e que é muito mais que aulas e mais aulas. Temos a certeza que os alunos do 9º ano da Escola Rainha Santa Isabel, de S. Silvestre e da Escola de Penela gostaram do que viram...

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Dia D ‘tá-se bem aqui!

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A Escola que Somos

Animados pelo desejo de viajar pela Europa e encorajados por uma claque alegre, entusiasta

Concursos

DN Escolas: Vamos, claro! Tudo começou em Novembro 2011 com a redação de um editorial. Sete grupos das turmas A e B do 11º ano responderam ao desafio lançado pelo Diário de Notícias (DN) no concurso “N@escolas”. As temáticas escolhidas pelos alunos foram variadas, interessantes, integrando as editorias Sociedade e Desporto: “Coimbra é uma lição de sonho e tradição”, grupo As F (Filipa Valença, Joana Simões, Patrícia Timóteo), “Corrupção no Desporto (ou não só), grupo Os Fala-Barato (João Matamouros, Marco Soares, Sérgio Melo), “Crise Consumista”, grupo Pradas (Ana Nazaré Rasteiro, Carolina, Daniela Silva, Sara Barata) do 11º A; “As crianças não são fantoches sexuais”, grupo GAFE (Andreia Sousa, Francisco Nazaré, Ana Rute Gonçalves), “Verdadeiros atores da vida real”, grupo DICA (Daniela Marques, Inês Severino, Cátia Rosinha e Flávia Antónia Morais), “Camaleões” grupo WAZZA

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(André Fonseca, Carlos Santos, João Neves, João Branco, Rodrigo Queirós), “Economia (De)Cadente”, grupo Ecosport ( Jorge Branco, Mário Barros, Rui Rola) do 11º B. Foi graças a este último que o Dr. Camilo Lourenço veio à nossa Escola no dia 20 de março falar sobre o desporto e a economia. Durante cerca de uma hora, o convidado trazido pelo Diário de Notícias respondeu a algumas das muitas perguntas preparadas pela equipa Ecosport que, de imediato, preparou a reportagem “Negócio acima da paixão”. Tiveram, nesta fase do concurso, como “adversárias” as colegas do grupo DICA que redigiram a reportagem “Desporto: um negócio de marca”. Relembrese que três alunas deste grupo foram, o ano passado, concorrentes presentes na prova final.

O grupo Ecosport foi selecionado para a última fase do concurso realizada em Lisboa no Cinema de São Jorge, no dia 23 de maio, onde dominados pelo nervosismo lutaram pela vitória com duas outras equipas. Animados pelo desejo de viajar pela Europa e encorajados por uma claque alegre, entusiasta, a nossa equipa colocou perguntas pertinentes à mesa de convidados para o painel “Desporto - Uma atividade social - Novas Tendências”, tendo cativado o júri com as suas questões o qual lhe deu a vitória da editoria desportiva. Assim, temos, o Jorge, o Mário, o Rui e a Alda, professora dos referidos alunos, a viajarem por Espanha, França, Suíça, Áustria, Eslováquia, Croácia e Itália, de 28 de Julho a 11 de Agosto, com colegas de mais sete escolas.

http://nescolas.dn.pt/index.php?a=viagem&action=routing é o site que deverão visitar, ao longo daqueles dias, para os acompanharem e lerem as reportagens que vão construindo. Boa viagem a todos!

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DN Escolas: Economia (De)Cadente sentido continuar a apostar em contratações milionárias, caso de jogadores rotulados de jovens promessas que custaram milhões aos respectivos clubes, como Javier Balboa, do Benfica, Mário Bolatti do FC Porto, Celsinho do Sporting? Deste modo inteligente, o Sol, um dia, poder-se-á apagar e dificilmente a nossa economia voltará a brilhar. Jorge Branco, Mário Barros, Rui Rola, alunos do 11º B

A Terra gira à volta do Sol, mas na Terra, por vezes, muitas coisas giram à volta do futebol. Quando pensamos em futebol, vem-nos à ideia a euforia dos adeptos, as emoções presentes dentro de campo, as ligações estabelecidas entre simpatizantes e jogadores. Mas algo emerge destes acontecimentos: De onde vem todo o dinheiro que gere o mundo do futebol? A maior parte das competições são sustentadas pelos investimentos de diversas entidades, que visam um único objectivo, que os lucros sejam superiores aos investimentos. Destes destacamos o investimento feito por diversas marcas ao patrocinarem equipas, ligas, estádios. Contudo, muito desse dinheiro privado não tem o sucesso pretendido. E até o investimento público no

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setor, há vários anos, se tem sentido como erradamente aplicado, como por exemplo a construção dos estádios Dr. Magalhães Pessoa em Leiria e o Municipal de Aveiro, para o Euro 2004. Neste momento, estando Portugal com uma economia extremamente degradada, os gastos com estas obras públicas a agravarem ainda mais a nossa condição económica e os clubes a viveram situações financeiras desonrosas, terá algum

A Terra gira à volta do Sol, mas na Terra, por vezes, muitas coisas giram à volta do futebol

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Christmas English Poems No dia 16 de dezembro, pelas dez horas, teve lugar na biblioteca da nossa escola a entrega dos prémios do concurso de poemas de Natal em língua inglesa. Todos os concorrentes receberam um certificado de participação. Os poemas vencedores foram os seguintes: Life Symphony

2.º Prémio

Already the streets cheer with music When snow falls, Cold, lifeless.

Hi Santa, What’s up with you Christmas is coming So I got to talk to you

At the bottom of each There is something that arouses. As automated beings, By distance activated, There is something that turns what is distant In a vibrant proximity! The cold whiteness Gives rise to a sweet tenderness.

I believe you exist But people say you’re an invention That Coca-Cola made you up But we really need your intervention

And random words, Glued together with harmony, Remind us, at Christmas, The joy of our life symphony!

Christmas is a peaceful time Everybody helps one another But when Christmas is over Why is peace over too?

Daniel Santos, nº 12 – 12 ºA

The kids only want presents They don’t have Christmas spirit If you’re the godfather of Xmas Why won’t you change their spirit?

3.º Prémio Christmas is more than giving And receiving Christmas is more than laugh And play Christmas is more Than listening to bells Christmas is the time To share Christmas is the time To love children even more Bárbara Nogueira, nº 4, Beatriz Carvalho, nº 5 – 11º C Página 22

First time I write, Sixteen I am Childish this might sound But a few complaints I have

I only ask for Christmas time To be just another day When peace blows silent And people won’t die in vain This is my wish for Christmas That it can be every day So the only question is, Can you give me this “toy” to play? André Fonseca, nº2, João Pereira, nº11 – 11º B

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Entre Palavras A Poupança, Honestidade e Criatividade foram os temas a apresentados e discutidos no fórum destinado aos alunos do 3º ciclo (7.º, 8.º e 9.º anos de escolaridade) promovido pelo Jornal de Notícias no corrente ano. Já na sua 8ª edição, este concurso apresentou-se com o mesmo objetivo de sempre” formar cidadãos mais esclarecidos e exigentes, capazes de ler o mundo em que vivem, com conhecimentos aprofundados e com capacidades de argumentação”.

A final do Entre Palavras decorreu em Braga, no dia dia 6 de junho, a partir das 10 horas e contou com “uma comissão de honra, mais uma vez apadrinhada pela jornalista Fátima Campos Ferreira e por outras personalidades conhecidas da nossa sociedade”. A Escola Secundária com 3º Ciclo D. Dinis esteve pela

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segunda vez presente nesta final com uma equipa formada pelos alunos do nono ano, Beatriz Lages Duarte, Ana Patrícia Lopes, Alexandre e Ruben Bicho, associados ao Colégio S. Pedro de Coimbra. O texto construído e defendido pela nossa equipa obedecia ao tema “Honestidade” .

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Honestidade

as escassas notícias que vêm a público e que narram situações de protagonistas que se evidenciaram pelo seu caráter honesto são,recorrentemente, alvo de chacota e risos

s. f. Qualidade daquele que é honesto, decoro, modéstia; pudor; castidade, honradez, probidade ou, então, qualidade do que age ou se comporta de acordo com aquilo que é considerado o dever ou a verdade. Desde muito cedo, os responsáveis pela nossa educação, sempre sublinharam a importância da honestidade; no entanto será que este conceito de “ ser honesto, de ser melhor é o ideal? E porque é que as pessoas corruptas aparentam ter mais sucesso que as pessoas honestas? E, afinal, ainda existirá alguém honesto? Ou será uma “espécie em extinção”? Bom, começando pelo princípio, a palavra honestidade é mencionada em vários campos: política, desporto, economia, justiça, religião, educação… etc. A honestidade é um valor Página 24

moral que sempre foi valorizado; porém, hoje em dia, parece estar a cair no esquecimento, com a evolução da sociedade, com a crise financeira, com a mudança de mentalidades em que importa mais “parecer” do que “ser”, juntando-se a esta receita uma pitadinha de ambição e consumismo desmedidos. Poderemos comprovar o facto se recuarmos algumas décadas, pois antigamente um acordo que era selado com um mero aperto de mão, (o que hoje em dia é algo impensável), agora este terá de ser apoiado na assinatura de uma montanha de papéis com um mar de cláusulas, (repito, para validar um mero acordo!...) e o ser que, porventura se envolve num contrato e não utilizar este método anterior, é visto como

alguém pouco esperto!...Ou seja, se nos séculos passados, um homem não quebrava um acordo ou uma promessa, pois estaria a pôr em causa a sua honra; hoje quebrar uma promessa pouco importa e nada significa. A sociedade, inclusive, encoraja as “pequenas mentirinhas”. Por exemplo, imaginemos um aluno, num dia de exame final Julho de 2012


A Escola que Somos para a entrada para a Universidade: este estudante leva escondidos no bolso os tão conhecidos “auxiliares de memória”; ele até é bom aluno, sabe a matéria toda, exceto uma pequena parte, que não conseguiu decorar ou perceber por muito que estude. Deverá ele usar as “cábulas”? Uma jovem mulher com um grave problema de saúde tem de ser operada urgentemente mas, no entanto, a operação só pode ser realizada dali a um ano. Tem uma amiga que trabalha na área administrativa do hospital e que, por simples acaso, lhe deve uns favores; se ela lhe pedisse para a colocar no princípio da lista de espera com certeza que ela não lho negaria… Deverá ela pedir o tal favor à tal amiga? Voltamos a apelar à vossa imaginação: um juiz tem nas mãos um caso mediático, o veredito do mesmo será decidido em breve: o réu, em questão, propõe um acordo: a declaração da sua inocência, em troca de uma quantia volumosa de dinheiro. Assim, o juiz poderia comprar aquela mansão, linda, com piscina, com dez quartos, cinco casas de banho, um jardim invejável ou, então, aquele Mercedes, de pintura metalizada, com uns acentos confortáveis …Deverá ele aceitar? Outro exemplo que, provavelmente, já sucedeu com quase todos nós: dirigimo-nos ao supermercado para fazer as compras semanais e a funcionária que está a trabalhar na caixa de pagamento, engana-se e dá mais troco do que aquilo que deveria. Será que Julho de 2012

muitos de nós devolveríamos o dinheiro em excesso? Em suma: “a desonestidade” será sempre um ato incorreto ou, quando condicionado por razões de sobrevivência ou bem estar pessoal, poderá ser aceite e compreendido? E, se assim for, será aceite porque ocorre esporadicamente? E se se tornar sistemático? Passa a ser novamente uma atitude

incorreta? As situações referidas em cima são apenas exemplos; muitos são os casos subjetivos que vão surgindo ao longo do dia , claro, pois estas situações são bastante comuns; mas, infelizmente, não são as únicas, todos os dias os jornais estão infestados de notícias de corrupção. Aliás, as escassas notícias que vêm a público e que narram situações de protagonistas que se evidenciaram pelo seu caráter honesto são, recorrentemente, alvo de chacota e risos Paralelamente, os casos

vindos a público em que o abuso de poder, o branqueamento de capitais, ( como o recém descoberta Canals) a fraude e a corrupção foram os motores das ações praticadas são vistos, pela sociedade em geral, como atos que permanecem, na sua maioria, impunes ou sem resolução em tempo útil, quer por questões ligadas à tramitação legal, quer por falta de provas, quer por tráfico de

influências. A verdade é que a sociedade comum anseia por ver castigados aqueles que prevaricaram, que enganaram e que roubaram, mas raramente isso acontece.. Na área desportiva e, em particular, no que concerne ao meio futebolístico, o jornal «Público» noticia, a 22 de março de 2012, a opinião da diretora do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP), que fez questão de realçar que “a Lei é boa, mas a prática é má”, acusando governantes e entidades que regulam o futebol pelo “offPágina 25


A Escola que Somos shore judicial” e “certeza de impunidade”. Maria José Morgado considerou que se vive em Portugal “a certeza da impunidade do infrator” e caracterizou as claques de futebol como “gloriosos GOA (grupos organizados de adeptos), autênticos viveiros de criminalidade associados ao crime organizado». Neste momento, e à boa maneira portuguesa, aguardam-se desenvolvimentos. Entretanto, surgiu uma conclusão, enquanto pensávamos na resposta às perguntas que surgiram juntamente com as situações referidas; demos por nós a divagar, pois o conceito de honestidade é algo subjetivo, depende do ponto de vista, da cultura e da educação a que os cidadãos estão sujeitos. A corrupção aparenta ser o caminho mais fácil. Parece que se enveredarmos por ela, afinal, ficamos sempre a ganhar. Ou…não?? Depois de todas estas pensativas e maçadoras palavras, encontramo-nos numa encruzilhada, ser ou não ser honestos… O caminho a seguir há muito que está decidido, e todos nós sabemos qual é, ou seja, o caminho da honestidade. Porquê, perguntarão? Pois bem, o caminho da honestidade é, de longe, o mais acessível; nele vamos encontrar subidas dolorosas, pedras corruptas e uma brisa desistente. Mas como nada na vida é fácil, e o que é menos difícil nem sempre é o mais correto para seguir, este terá de ser o caminho a trilhar… Porém, porque é que haveremos de ser honestos se os outros não o são? Mais uma questão que parePágina 26

ce capaz de tirar o sono a um sobredotado filósofo, mas para a qual todos já sabemos a resposta; como costuma dizer o povo português há vários séculos “ se alguém se quiser atirar para um poço, fazes o mesmo?”, então nós questionamos “ se alguém se quiser atirar para o poço da desonestidade, tu fazes o mesmo?” Será que com toda esta situação, haverá a possibilidade de existência de pessoas totalmente honestas? Como resposta, atrevemonos a afirmar que desde sempre existiram e irão existir pessoas honestas, pessoas com moral, pessoas de respeito Afinal, se um empresário de Favões devolveu o dinheiro que encontrou na estrada, conforme notícia do J N é de supor que existam pessoas honestas. Todavia, nada é perfeito, e a honestidade não é exceção, pois ninguém consegue provar que é 100% honesto, assim como não podemos provar que uma pessoa é corrupta. Temos de reter que a falta de honestidade pode, e vai sempre prejudicar alguém, mesmo que esse alguém não tenha um rosto, uma identidade, um nome….esse alguém existe e será prejudicado pelo simples ato de desonestidade e ,como é óbvio, nos próprios podemos sair prejudicados.. Um mundo onde toda a população é honesta, é uma utopia, assim como o mundo sem fome, sem trabalho infantil e escravatura. Tudo o que podemos fazer é reduzir, encon-

trando o equilíbrio, mudando mentalidades e investindo na educação, pois as pessoas desonestas parecem vingar na vida, mas a “mentira só dura enquanto a verdade não chega”. E como não poderia deixar de ser mencionado, o futuro é nosso, dos jovens, e o nosso país precisa urgentemente de voltar a sonhar e a reaprender a tomar iniciativa, visto que se estivermos à espera que os outros tomem a iniciativa de tentar no mínimo ser um pouco mais honestos, há mais de oitocentos anos um jovem adolescente não teria lutado contra a própria mãe e fundado uma nação, um grupo de homens não teria embarcado

num “lenho velho” e descoberto a India. Se ninguém tomasse iniciativa nós não estaríamos aqui, hoje…Então, não percamos mais tempo!... Para que este Portugal se renove, é necessário trabalharmos todos como um todo, unidos, deixando de pensar tanto em nós e começar a pensar que as nossas atitudes poderão ajudar ou prejudicar alguém. Não será fácil, asseguramos, mas nunca ninguém perdeu nada por tentar…. Grupo do Entre Palavras Beatriz Lages Duarte, Ana Patrícia Ferreira Lopes, Alexandre Manuel Oliveira e Ruben Gustavo Bicho, alunos do 9º A

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Escolíadas 2012 De sessão em sessão, sempre a acreditar, a trabalhar mais e melhor... e na Finalíssima, primeiro lugar!

Vozes de MAIO Numa rua comprida El-rei pastor Vende o soro da vida Que mata a dor Venham ver, Maio nasceu Que a voz não te esmoreça A turba rompeu

EQUIPA Prof. Vitor Matos - Pintura Prof. António Sousa - Cultura Beatriz Nogueira Bárbara Nogueira Vanessa Pinto Inês Severino Cátia Antunes Laura Oliveira Daniel Santos Estrela Gomes Beatriz Ferreira João Neves Rodrigo Queirós João Pereira André Fonseca Gabriela Ventura

Zeca Afonso, Maio Maduro Maio

APRESENTADORA Catarina Martins, Presid. Associação de Estudantes STAFF Professoras: Manuela Nogueira e Teresa Sá Alunos: Tininha Lopes e Mónica Veiga Diretor musical — Mário Ferreira CHEFES DE CLAQUE Ana Gonçalves e Ana Vaz

Claque Manifesto Eles e Nós.Assumimo-nos explicitamente do lado dos que não são os poderosos. Esta a realidade que nos é próxima, familiar, vivida. Nós somos os filhos dos que trabalhando e suando toda a vida, chegam a casa de bolsos vazios. Nós somos os netos dos que acreditaram que eles, por que eram gente de boa fé, iriam Julho de 2012

fazer o melhor para todos e não apenas para eles. Nós somos aqueles que lutamos por um presente que nos faça acreditar que é verdade o futuro justo, solidário, digno para todos. Nós somos o coro dos aflitos, dos enganados, dos desesperados, dos que cruzaram os braços, dos que perderam a voz.

Nós somos a voz de todos os que, calados, às vezes ainda têm forças para tentar, às vezes desistem porque todas as frestas lhes foram fechadas. Nós somos as vozes dos que cada vez menos têm voz para serem livres e dignos. Nós somos as Vozes de Maio. Porque acreditamos que … impossível é não viver! Página 27


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Ó pais, mães tios e avós juntem-se todos precisamos de vós!

Música P’rá RUA!

Catarina Ferreira, Apresentadora

Ai ai ai Temos de ir para a rua Temos de ir para rua Cantar e dançar

não não vou não

Já estou enrascada Parece a 1ª vez que não tenho saldo disponível até ao final do mês

ai ai ai tenho de ir pra rua temos de ir pra rua vamos trabalhar

andei a estudar durante estes anos todos não sei onde isto vai dar mas eu não trabalho com todos

já arranjei solução para o meu problema de não conseguir sobreviver eu vou fazer uma revolução

já andei à procura na net e nos classificados a oferta não é muita são poucos os anunciados

ai ai ai tenho de ir pra rua temos de ir pra rua revolucionar!

vou desistir vou desanimar continuar à procura posso falhar

Prova de Música

Letra e Música: Estrela Gomes Interpretação: Estrela Gomes, João Pereira, André Fonseca, Rodrigo Queirós , João Neves e Beatriz Nogueira. Direcção musical: Mário Ferreira Tema: Numa linguagem jovem, falar da vida do jovem actual. Afugentar o tom de lamúria e incentivar a procura de formas de sair daquilo a que se tem, desde sempre, chamado crise, seja qual for a geração e / ou época de que se fale

ai ai ai quero um emprego eu vou ter um emprego custe o que custar Posso pedir um subsidio ganho mais um beneficio não tenho de trabalhar e não me mato a tentar mas depois estive a pensar o que será do país se toda a gente fizesse aquilo que eu quis

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Teatro MAIO

Prova de Teatro

Projecto de trabalho sobre a condição humana: O mistério da vida, entre o real e o sonho, a perda e a luta pela vitória, o poder autofágico solitário e o poder da solidariedade, a nuvem do presente e a fresta de liberdade que desafia um futuro para construir.

Prova de Cultura

Um tolo, ou talvez não, que, sobretudo, descomplica e resolve aquilo que outros, supostamente menos tolos… Não se pode contar mais. O resto… só vendo mesmo! Fontes de trabalho: Rifão quotidiano, in Contos do Gin-Tonic, Mário Henrique Leiria; Espanto feliz, in A cadeira que queria ser sofá, Clóvis Levi;

Festejos da vitória

Abraço, José Luís Peixoto; Maio Maduro Maio, José Afonso; Pedra filosofal, António Gedeão; As portas que abril abriu, Ary dos Santos. Jornais e revistas da atualidade. Sites e programas televisivos sobre a actualidade políticosocial. Texto 'rap': André Fonseca. Organização e encenação: Professoras Manuela Nogueira e Teresa Sá.

Resultou um exercício dramático a partir de um guião elaborado de forma colaborativa, a partir da discussão de textos de autores, histórias reais e histórias criadas sobre as personagens escolhidas para serem trabalhadas: Um apresentador pretensamente didático. Um qualquer rei de mal com a vida. Um povo dividido entre o cansaço da luta pela sua dignidade e a secreta possibilidade de continuar a sonhar.

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Pintura Crise? Que crise?

Artistas Vitor Matos e Gabriela Ventura

…Ou como corremos o risco de nos perdermos de nós próprios e dos outros, assustados e repentinamente submersos pela dimensão infinita do labirinto onde construímos as nossas casas, só aparentemente sólidas e protetoras, quando a grande nuvem negra cai sobre as nossas cabeças e começam a tombar as folhas, que ainda mal despontaram e já nada está garantido. Então, apenas nos resta a revolta contra um inimigo oculto por toda a nossa ignorância. Então, é necessário estar vivo e aceder à sabedoria acumulada pela humanidade no mais simples gesto solidário. Página 30

A minha experiência no concurso Escolíadas

D

esde o início deste percurso na D. Dinis que vivemos as Escolíadas. Um de nós participou este e o ano passado, o outro teve a sua primeira experiência. Podemos ambos garantir que apesar de cada momento de emoção, de alegria, de ansiedade e nervosismo valeu a pena e isso revelou-se naquelas noites de encanto e magia em que se cantou, atuou, pintou e gritou (apoiando, claro) pela mágica Dinis. Este ano participámos ambos na prova de música (como cantora e guitarrista) e somente um de nós na prova de teatro representando uma nêspera, um rei de mal com a vida e uma apresentadora de um qualquer programa. Sem sombra de dúvida que é um orgulho enorme fazer parte de um concurso como este em que se pretende mostrar que a arte está viva entre os jovens o que é bem visível nos espectáculos que são dados nas diversas provas. A convivência, as amizades novas, a adrenalina de atuar e receber palmas e de representar a nossa escola torna as escolíadas um projecto aliciante. Este ano foi o nosso ano! Trabalhámos em equipa num tema que todos nós estamos a experienciar e apesar de sermos o que menos temos (se fizermos uma análise somente visual), fomos quem venceu pela simplicidade, dedicação

e força de vontade! Foi por isso que tivemos uma evolução de sessão para sessão e aumentámos de 286 pontos para os 301 que nos deram a vitória. Foi graças a todos nós, a cada membro que participou directa ou indirectamente nesta edição das escoliadas, quer tenha sido a atuar, assistir, ou a ajudar com os recursos que usámos que estamos todos de parabéns! E este ano nós fomos a prova viva disso. Muitos parabéns, D. Dinis! André Fonseca, aluno do 11º B, e Maria Beatriz Nogueira, aluna do 11º C

Este ano foi o nosso ano! Trabalhámos em equipa num tema que todos nós estamos a experienciar e apesar de sermos o que menos temos (se fizermos uma análise somente visual), fomos quem venceu pela simplicidade, dedicação e força de vontade! Julho de 2012


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os nossos alunos foram únicos e brilhantes (...)

Tenho a certeza que perceberam que é a grandeza e a nobreza dos nossos comportamentos que vence os “adversários” e as adversidades

Reconhecimento Agradecimento do Diretor Tendo estado presente na “Gala de Entrega de Prémios das Escolíadas Glicínias Plaza 2012”, no Centro Cultural de Ílhavo, na pretérita quarta, dia 1 de junho, não posso deixar de registar a enorme manifestação de educação e civismo dos nossos alunos. Fiquei muito orgulhoso! Contase: Na gala são levadas a cena as provas mais pontuadas em cada um dos pólos, sendo entregues, nos intervalos das mesmas, os diversos prémios. A nossa prova de Teatro foi a segunda a subir ao palco. Aconteceu que parte da plateia, onde se localizava uma da escolas que esteve na Finalíssima, durante a representação da nossa escola, vaiou e apupou, na parte inicial, a nossa atuação. Foi o momento menos agradável de uma noite de festa e de alegria. Se nestes momentos é costume dizer-se que “Quem não se sente não é filho de boa gente” ou “Quem com ferros Julho de 2012

mata com ferros morre”, neste momento e nos seguintes os nossos alunos foram únicos e brilhantes. Não se manifestaram e nem reagiram às “provocações”. Manifestaram-se sim, quando a dita escola subiu ao palco, quer para atuar quer para receber prémios, mas fizeram-no para aplaudir. Levantaram-se, nesses momentos, bateram palmas e fizeram vénias de reconhecimento. Assim, da forma mais elegante, nobre e digna venceram, pela segunda vez, a dita escola. A propósito deste epísódio e após ler no facebook um comentário, transcrevo o que outros escreveram: “Sou professora de música e de expressão dramática do 2º e 3º ciclo do ensino básico... Tive o privilégio de partilhar com todos vós a entrega de prémios que se realizou em Ílhavo. Senti uma forte inveja de esta iniciativa ser abertas apenas ao secundário, … Não gostei de tudo o que vi.

NÃO GOSTEI DE VER JOVENS DE UMA ESCOLA A VAIAR OS COLEGAS QUE GANHARAM UM PRÉMIO! GOSTEI DE VER OS JOVENS VAIADOS A RESPEITAR A APRESENTAÇÃO DA ESCOLA QUE OS VAIOU! deram uma lição de cidadania e de saber estar em grupo - estão de parabéns!...” Sinto-me lisonjeado e sinto uma enorme satisfação por ser o diretor de uma escola onde os alunos se portaram da forma descrita. Parabéns para Vós. Fostes enormes. Tenho a certeza que perceberam que é a grandeza e a nobreza dos nossos comportamentos que vence os “adversários” (e neste concurso não há adversários…) e as adversidades. É a lição daquele outro provérbio: “Os atos ficam com quem os praticam”. Os Vossos atos foram exemplares e, como viram, elogiados. Augusto Nogueira

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Projecto

Notas de viagem de dois encontros Imagina-me um barco e que escrevo na água enquanto viajo. Destino Bilecik via Istambul (Turquia) 17 a 22 de Outubro. Partida: 2 horas da madrugada, 17 de Outubro de 2011 Amândio, Vítor, Catarina, Dídia - Rodoviária de Coimbra – Aeroporto de Lisboa – aeroporto de Madrid – Aeroporto de Istambul – a minha mala não chegou a Istambul – autocarro Istambul/Bilecik – chegada – cerca das 3 horas da madrugada do dia 18 - Cerca de 24 horas de viagem. O que acontece fica registado de uma forma mais intensa quando o esforço é maior – primeiras impressões – povo turco muito comunicativo e hospitaleiro – país em grande desenvolvimento económico, urbanismo aparentemente sem regras preços semelhantes a Portugal. Recepção calorosa, excelente organização do encontro – trabalho de casa bem feito – os estudantes de cada país (Portugal, Espanha, Alemanha, Inglaterra, Polónia, Bulgária, Roménia, Turquia, Itália e Eslováquia) mostram a sua escola, a sua cidade o seu país – trocam lembranças – assisti-

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mos a aulas - visitamos entre outros locais Bilecik, Bursa, Iznik (Niceia) – tomamos chá junto ao lago ao cair da tarde. Comemos kebabs até enjoar. Boa representação portuguesa mais uma vez. Deixamos e colhemos por onde passamos, se me é permitida a imodéstia, uma excelente imagem de Portugal, reforçando a que já existe, dominada pelos heróis do futebol – Quaresma, Cristiano, Mourinho… Sexta-feita, 21, partimos de madrugada para Istambul. Vamos ficar uma noite – visi-

tamos o centro histórico (Basílica de St.ª Sofia, Mesquita Azul, Grande Bazar…) desta histórica e imensa cidade – com uma população superior à de Portugal (mais de 13 milhões), que foi capital do império Romano – Constantinopla, depois Bizâncio, capital do império Bizantino, depois capital do império Otomano – Istambul. Voltamos diretos para Lisboa e de Comboio para a cidade do Mondego no final do sábado, como se tivéssemos dado a volta ao mundo.

Polónia

As experiências deste ano: De 16 a 21 de Out 2011 - Turquia: Amândio Cruz; Vítor Matos; Dídia Pereire; Catarina Martins De 15 a 21 de Janeiro – Alemanha: Amândio Cruz, Margarida Castro, Fátima Mesquita, Daniel Santos, Daniel Amaral e Sofia Freitas De 4 a 9 Março – Eslováquia: Amândio Cruz , Judite Arcanjo, Fábio 12º C; Leandro 12º C. De 13 a 18 de Maio – Polónia: Amândio Cruz, Liliana Ruivo, Dídia Pereira , Catarina Martins e Ana Rita 12º C. Julho de 2012


A Escola que Somos E o barco que escreve volta a partir desta vez em Maio, sábado, 12 - o destino é Rzeszów – perto de Cracóvia (Kraków) na Polónia. 2 horas da manhã, como se tornou hábito, na rodoviária, todos os muitos: Amândio, Fátima, Liliana, Vítor, Dídia, Catarina, Ana Rita. A maior representação portuguesa dos oito encontros realizados. Dois professores participam nas despesas para poderem estar neste encontro final do projeto Comenius, 2009-2012. Aeroporto de Lisboa, já rotina – subimos com a Lufthansa, escala no grande aeroporto de Strasburg – depois Cracóvia. Táxi para estação de caminho-de-ferro; longa e demorada viagem de comboio a parar em todas as estações - até Rzeszów. Alguns desesperam – paisagem verdejante de tílias, abetos, troncos esguios, prateados, negros, muita juventude – primeira prova de resistência superada de estômago quase vazio. Desta vez os estudantes dos dez países vão apresentar os trajes dos seus países nos anos 60, 90, atuais e tradicionais. Como não há nenhum rapaz na representação portuguesa a Dídia empresta o corpo e a criatividade para representar esse género cada vez mais raro (em extinção?). A passagem dos modelos foi filmada para memória futura. Visitámos a escola, assistimos a aulas, (eu numa aula de Física, 33 rapazes disciplinados… um dia escrevo sobre esta aula), a cidade, extensa, muito arborizada, bem urbanizada. Visitámos Cracóvia e aqui Julho de 2012

voltámos no último dia 18, sexta-feira, para ficar uma noite – muita juventude em festa, mascarados – festejam o fim do ano letivo – à noite a entrada nos museus é livre e são muitos os que o querem fazer. Visitámos também, momento mais forte desta viagem - Auschwitz (nome dado pelos alemães ao campo de extermínio situado na cidade polaca

de Oswiecim). Não há espaço aqui para tamanho horror. Em Cracóvia percorremos o que resta do gueto judaico, nomeadamente a fábrica de Oskar Schindler, hoje famosa depois do filme de Spielberg. Voltámos no sábado, 19 de Maio e para o ano há mais – um novo projeto Coménius. Vítor Matos, professor do Departamento de Ciências Sociais e Humanas

Eslováquia

Visitámos a escola, assistimos a aulas, (eu numa aula de Física, 33 rapazes disciplinados… um dia escrevo sobre esta aula), a cidade, extensa, muito arborizada, bem urbanizada. Post Scriptum - é devido, ao professor Amândio Cruz, um merecido reconhecimento pelo modo como lançou, organizou e liderou de forma profissional, grande eficácia e sucesso, a implementação do projeto na nossa escola ao longo dos dois anos letivos.

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Comenius

Munique, Alemanha foi o destino

O Projecto Comenius voltou a sair à rua, e desta vez Munique, na Alemanha foi o destino. Da nossa escola saíram 3 alunos e 3 professores, sendo eles: Sofia Freitas, Daniel Santos e Daniel Amaral, e Amândio Cruz, Fátima Mesquita e Margarida Castro, respectivamente. Recorrendo a todo o engenho e saber, tentaram mostrar um pouco da escola, da cidade e do país a toda uma comunidade europeia reunida. A partida foi no dia 15 de Janeiro de 2012, na Rodoviária de Coimbra, seguido de um A320-100 da Lufthansa. Após chegar ao Aeroporto Franz Josef Strauss, usámos o metro para chegar a Hohenzollernplatz, onde seria a nossa casa na semana que estava a começar. No dia da chegada, a gastronomia tradicional foi o nosso jantar: salsichas grelhadas acompanhadas de batatas “espalmadas” e couve “azeda”. Na segunda-feira, primeiro dia de aulas, o galo cantou bem cedo de modo a acompanhar a tão conhecida pontualidade britânica. O dia de escola começou com um discurso do director da escola, dando as boas vindas a cada um dos países, com a tradicional troca de lembranças entre os países presentes e Página 34

o país anfitrião. As horas até ao almoço foram preenchidas com uma visita guiada pelas instalações da escola e a habitual tímida conversa entre os alunos, que terminou com risos e começos de amizades. De tarde, o metro foi o nosso meio de transporte até ao coração de Munique, Marienplatz. Foi-nos dada a oportunidade conhecer a cidade, que terminou com umas boas-vindas na sala exclusiva da Câmara de Munique, bem como uma visita guiada pela mesma. Na noite do mesmo dia, os alunos puderam aprofundar os laços de amizade que nenhuma barreira linguística pode evitar. No dia de terçafeira fomos presenteados com uma visita pelas áreas de atracção do centro da cidade, com um tour a pé com uns generosos -7ºC, o que foi bastante agradável, como pode ser apreendido pelo leitor. Vistámos: Frauenkirche, Marienplatz, Alte Pinakothek, Asamkirche, Bayerische Staatsoper Opera House, Michaelskirche, Viktualienmarkt, Siegestor, entre outros. Voltámos para a escola, tendo como almoço Goulash. De tarde cada país apresentou os vídeos originais, gravados e editados pelos seus alunos. O humor, inteligência e perspicácia foram dominantes em cada um dos vídeos (com direito a Óscar!). Após esta sessão de trabalho, foi-nos dada a oportunidade de visitar a cidade, de modo a enaltecer as trocas culturais e conver-

sas entre alunos. Esta visita foi feita por alunos e para alunos, pelo que foi bastante descontraída. Os alunos da D. Dinis recorreram ao engenho para entrar no comboio de metro certo (apesar de ser a segunda tentiva), e conseguir a tão desejada fotografia com o Allianz Arena como fundo. O dia terminou com um jantar em grupo de todos os participantes num restaurante típico, conhecendo mais um pouco a realidade gastronómica de Munique. Na quarta- feira o grupo de forasteiros do Comenius jun-

tou-se aos anfitriões e foram conhecer Linderhof, um dos castelos de Luís II da Baviera. O cenário era magnífico: rodeados pelos Alpes, com encostas cheias de neve, um Sol de Inverno que se espelhava no branco infinito. Claro que as fotos não foram poucas, bem como as bolas de neve atiradas. O dia continuou, com um almoço volante, já de viagem para uma visita a uma igreja barroca que merece especial relevo por ser considerada Património da humaJulho de 2012


A Escola que Somos nidade pela UNESCO, se bem que a paisagem adjacente mereça também uma nota de relevo pela sua beleza. Os campos cheios de um branco longínquo com um Sol tardio possibilitaram fotos de todos os tipos: artísticas, de grupo, com caretas, de tudo o que se possa

imaginar. O próximo e último destino foi a o Aldeia Olímpica ou Olympia Park, constituída pelo Estádio Olímpico, e um dos outros principais ex-libris deste parque é a sua Torre Olímpica, com os seus 291,28 metros, bem como de um parque verde, munido do seu lago. Como seria de esperar, os portugueses, destemidos aventureiros subiram os 291.28 metros e marcaram a sua presença com meia dúzia de fotografias nos céus de Munique, com os um turbilhão de luzes atrás de si. De mencionar que o famoso edifício da BMW, com o formato de quatro cilindros dos seus motores estavam mesmo ali ao lado, para deleite de qualquer turista. O jantar foi no centro da cidade, o que rendeu mais fotografias para mostrar aos pais, amigos, colegas e professores. Julho de 2012

O último dia tinha que chegar, e chegou. Neste dia os alunos puderam, mais uma vez, acompanhar as aulas, aproveitar as últimas conversas, trocar um pouco do seu país e da sua cultura. O almoço foi na escola, pois de tarde tivemos a fantástica oportunidade de visitar os estúdios da Bavaria Film Studio (e foi mesmo fantástica!). Estivemos dentro do submarino do “O Barco”, dentro da jaula romana onde Astérix e Óbelix saíram como heróis, visitamos os cenários da gravação de “Vicky, o Pequeno Vicking”, bem como os mais variados cenários de ruas. Foi-nos dada a oportunidade de experiementar o sistema de condução em filme, onde a tela gira, bem como a mais recente tecnologia do ecrã azul, onde o cenário é gerado por computador. Após esta visita, todo o grupo Comenius se reuniu na cantina da escola, para a festa da despedida. Após um jantar com a cozinha típica alemã, com salsichas e pernil de porco, a entrega de prémios foi favorável aos portugueses, com o 1º lugar. A noite tornou-se mais animada com música, onde quem quis dançou ao som de mú-

sica variada, muita gente falou, e se despediram com beijos, abraços e muitos sorrisos. O balanço, após a viagem, é que foi uma troca de experiências e de cultura muito rica, onde nos foi dada a oportunidade de conhecer pessoas, acima de tudo. O povo alemão revelou-se hospitaleiro, apesar de toda a fama que se possa associar. O projecto Comenius tem um sítio na WEB, em (site), onde podem conhecer mais sobre os participantes, ver os trabalhos sobre os mais variados temas e visionar os vídeos que vão sendo feitos. Daniel Amaral, aluno do 12ºB

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Projecto Comenius À conquista dos 4 cantos da Europa A 13 de Maio de 2012, três alunas da Escola Secundaria D. Dinis partiram para mais uma aventura. Destino: Polónia. Esta foi a última viagem das oito proporcionadas pelo Projecto Comenius vigorante nos anos lectivos 2009-2012. 1º Dia – Partida de Coimbra com destino a Rzeszów. Esta etapa começou às 02:15h da manhã e só terminou por volta das 19:30h, depois de termos passado as últimas 5 horas do percurso no “comboio mais lento da Polónia”, que, ao longo de um percurso de sensivelmente 150 km, parava em “todas as estações e apeadeiros”… Quando finalmente chegámos, fomos, pela última vez, distribuídos pelas nossas famílias de acolhimento e encaminhados para as respectivas casas. 2º Dia – O ponto de encontro para todos os alunos e professores do projecto foi a Escola de Rzeszów. Olhamos à nossa volta e vemos dezenas de rostos desconhecidos, rostos esses com uma história e uma cultura diferentes, à espera de serem descobertas. Fizemos uma pequena visita pela escola e, em seguida, partimos rumo ao castelo de Lancut. Depois de o visitarmos, regressámos à escola, onde, à tarde, viria a decorrer Página 36

um desfile de moda protagonizado por nós, alunos do projecto. Terminado o desfile, seguiu-se um lanche com várias iguarias tradicionais de cada país participante. O dia acabou com uma festa no auditório da escola para todos. 3º Dia – Visita ao Campo de Concentração de Auschwitz, local onde morreram milhares de seres humanos. Pudemos visitar algumas alas que se mantiveram intactas até ao dia de hoje (sítio onde os prisioneiros dormiam, onde eram

pessoal e, inclusive, as latas que continham o produto tóxico com o qual muitos eram mortos). Depois de prestado o culto aos milhares de inocentes sacrificados, partimos para Cracóvia, onde passámos o resto do dia. 4º Dia – A nossa primeira atividade foi assistirmos a uma aula naquela escola. Em seguida, tivemos uma série de atividades que promoviam a interação entre todos os alunos do projeto. A partir daí, o grupo de alunos passou a ser mais

enclausurados, onde tratavam da pouca higiene que tinham,…) e alas onde, posteriormente, foram expostos alguns pertences, com vista a serem reaproveitados e fotografias dos muitos prisioneiros que passaram por aquele campo de concentração (cinzas humanas, cabelos humanos, roupas, calçado, objetos de higiene

unido, começaram-se a criar laços e a desenvolver amizades. Depois do almoço, fizemos uma pequena visita pela cidade de Rzeszów. Mais tarde, nós, alunos, juntámo-nos e seguimos para um pub, onde, num clima mais descontraído, nos fomos conhecendo, socializando, rindo… Enfim, fomonos simplesmente divertindo! Julho de 2012


A Escola que Somos 5º Dia – Na manhã deste dia, tivemos oportunidade de estar num salão de jogos a jogar bowling, bilhar, etc… Depois de almoço, tivemos o nosso momento para as tão desejadas compras. Já no fim do dia, tivemos um jantar e uma festa de despedida. Esta foi a última noite em que todo o grupo de alunos esteve junto. Já no fim de tudo, restaram apenas lágrimas, pois aquela seria a última vez que nos íamos ver. É incrível a amizade, a cumplicidade que se cria ao longo de apenas uma semana. Últimos minutos juntos… Trocam-se contactos na esperança de nunca mais nos deixarmos de comunicar. Aos poucos cada um vai partindo… Para muitos aquele foi o último dia da viagem à Polónia, mas para nós, não! No dia seguinte ainda tínhamos mais uma jornada. 6º Dia – Tivemos de nos levantar cedo para, às 7h da manhã, partirmos novamente para Cracóvia. Já em Cracóvia, fizemos um pequeno tour pela cidade, em conjunto com o grupo de espanhóis e, no fim do dia, aproveitámos para fazer as últimas compras. Este, sim, foi o nosso último dia de viagem à Polónia. No dia seguinte já estaríamos de volta a casa, à vida normal… Todas as viagens realizadas foram diferentes (atividades realizadas, experiências, momentos caricatos, …). Mas, numa coisa elas foram iguais: as amizades criadas que jamais se esquecerão, os momenJulho de 2012

tos partilhados… Será que valeu a pena sermos pioneiros na nossa escola neste projecto que nos permitiu abrir fronteiras? Sim, sem dúvida alguma!!! Em nome de todos os alunos do projeto, queria desde já agradecer a todos os envol-

vidos (elementos da direção, professores e funcionários), a oportunidade que deram a cada um de nós. UM MUITO OBRIGADA! Dídia Pereira, aluna do 12º A

foram expostos alguns pertences,com vista a serem reaproveitados e fotografias dos muitos prisioneiros que passaram por aquele campo de concentração (cinzas humanas,cabelos humanos, roupas, calçado, objetos de higiene pessoal e, inclusive, as latas que continham o produto tóxico com o qual muitos eram mortos)

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A Escola que Somos

Visitas de Estudo ...à

Serra da Estrela

Mais uma vez os alunos do 12º ano da disciplina de Geologia foram até à Serra da Estrela para estudarem as formações rochosas desta região bem como os vestígios da última glaciação. Desta forma os alunos puderam observar os vários vales glaciares em forma de U, em especial o Vale de Manteigas e as várias moreias (depósitos de detritos rochosos que os glaciares transportaram) ou mesmo os blocos erráticos como o “Poio do Judeu”, que se podem observar na Nave de S. António. É claro que nem tudo foi trabalho, até porque por volta das 13 horas o estômago começou a “dar horas” e todos participaram num belo pic-nic, com alguns alunos mais

afoitos a “montarem” a mesa em cima de um enorme bloco de granito. Depois de uma passagem pela Torre para comprar lembranças ou um belo naco de presunto, fomos até à Lagoa Comprida, um antigo Lago de Barragem que o Homem aproveitou para edificar um reservatório/barragem que alimenta

as aldeias que se situam a jusante e mesmo a cidade de Seia. Finalmente foi o regresso a Coimbra com uma avaliação muito positiva de todo o trabalho desenvolvido apesar do muito frio que se fazia sentir. Até para o ano. Jorge Delícias, professor do Departamento de Ciências Exatas

...do 11º C ao “Pólo 0 da Universidade”, à Rua da Sofia e à Torre de Almedina No dia 18 de abril de 2012 os alunos da turma C do 11º ano, acompanhados pelos professores Ana Bela Carvalho e Vítor Matos participaram numa visita orientada por uma guia disponibilizada pela Câmara Municipal de Coimbra aos colégios renascentistas da Rua da Sofia, criados a quando da transferência definitiva da Universidade para Coimbra, por decisão de D. João III. Recorde-se que a candidatura da Universidade a Património Mundial, inclui a Rua da Sofia, construída nessa altura e onde se construíram inúmeros colégios de diver-

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sas ordens religiosas para acolherem e prepararem os alunos que pretendiam ingressar na Universidade. Daí a designação

dessa rua como “Pólo 0 da Universidade”. Os alunos participaram com interesse, colocando questões, tendo a guia

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A Escola que Somos elogiado, no final, a sua atitude durante a visita. Tivemos o privilégio de aceder às escavações em curso no Pátio da Inquisição, onde o arqueólogo responsável pelas ditas nos explicou o que estava a ser feito – colocar a descoberto novas celas, até agora soterradas, onde eram enclausurados, interrogados e torturados os desgraçados que caiam nas mãos dos Inquisidores do Santo Ofício que de santo não tinha nada. Terminada essa interessante visita, fomos ainda à Torre da Almedina onde um erudito e excelente comunicador nos recebeu e orientou, levando-nos a fazer uma viagem através da História da cidade de Coimbra, desde os tempos romanos até hoje a partir da observação da evolução do centro histórico, da sua muralha e portas de acesso. Foi uma excelente aula de Cultura e História que nos ocupou a manhã. Coimbra é toda ela um complexo documento da História de Portugal que apela à nossa curiosidade e atenção. Vítor Matos. Professor do Departamento de Ciências Sociais e Humanas

Tivemos o privilégio de aceder às escavações em curso no Pátio da Inquisição, onde o arqueólogo responsável pelas ditas nos explicou o que estava a ser feito

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...à APCC No passado dia 5 de Junho, os alunos do 12º A visitaram, acompanhados pela professora Rosária Figueiredo e pelo professor Jorge Delícias, a Quinta da Conraria, nomeadamente a APPC (Associação Paralisia Cerebral de Coimbra). Esta é uma Associação criada por pais de crianças com paralisia cerebral, em 1975. Começou por se formar um centro de reabilitação para essas crianças, numa perspetiva essencialmente preventiva. Quando, em 1983, sediaram na Quinta da Conraria tinham como objetivo a pré-profissionalização. Mais tarde, em 1989, começou-se com a Formação Profissional, estando hoje a funcionar 18 ações formativas para pessoas com deficiência da Região Centro e jovens e adultos em risco de exclusão social. Em 1992, é criado o Centro de Atividades Ocupacionais que visa a felicidade destas pessoas, pretende mantê-las ocupadas, fazendo algo que gostam e que lhes transmite bemestar.

Ao visitarmos uma Associação como esta, deparamonos de perto com a diferença, não uma diferença má, mas sim uma diferença que implica variedade. No fundo, todos nós somos diferentes, porque uns gostam de rosa, outros de azul, porque uns vestem saias e outros calças, porque há quem prefira sapatos e quem prefira ténis, porque há os que gostam de praia e os que preferem o campo e tudo isto nos confere diferenças relativamente aos que nos rodeiam. Com estas pessoas, nós verificamos isso mesmo. São pessoas que apesar de terem a infelicidade de ter nascido com paralisia cerebral, têm imensos talentos, imensas capacidades. Eu não posso deixar de referir uma das salas que mais nos marcou na visita. A primeira sala que visitámos era a sala de trabalhos manuais. O Marcos, um dos utentes do CAO presente na sala, fez questão de nos mostrar, à sua maneira, o trabalho que todos eles desempenhavam, trabalhos minuciosos, que envolvem perícia, paciência,

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A Escola que Somos gosto e jeito. Pinturas, pequenas construções de objectos de decoração, malhas com sacos de plástico; coisas que a maior parte de nós, alunos, reconhecemos que não seríamos capazes de fazer. Conhecemos outros espaços. Passámos pela sala de informática do CAO, em que pudemos conhecer, para além do trabalho que aí se desempenha, algum equipamento devidamente adaptado que permite àquelas pessoas realizarem tarefas impossíveis num hardware normal. Depois, seguimos para uma outra sala de informática, mas desta vez da área de formação profissional, e espantou-nos perceber que os conteúdos cursados aqui são iguais aos que seriam lecionados numa turma de pessoas ditas normais e mais, aquando do final desta formação, qualquer uma destas pessoas está perfeitamente apta a entrar no mer-

cado de trabalho e a ser competente no que faz. Passámos ainda por uma outra sala em que se fazem pequenas tarefas para empresas que os solicitam. É uma espécie de oficina, as empresas atribuem-lhes tarefas como separar peças por categorias, por exemplo. No final, o material é entregue à empresa. Este serviço cumprido é devidamente remunerado pela mesma, sendo a remuneração distribuída pelas pessoas que desempenharam a tarefa. Por fim, visitámos uma sala onde estão os utentes com deficiências mais profundas. Aqui, o grande objectivo é estimulá-los, estimular-lhes os sentidos; tem-se uma sala munida de luzes suaves, com música ambiente, materiais que possam de alguma forma cumprir o objectivo, como um colchão de água. Demos assim, por terminada a nossa visita à quinta. Aquilo

que poderia ser apenas uma maneira de conhecer o trabalho de um psicólogo numa instituição foi um despertar para a realidade destas pessoas que, por vezes, nos é tão distante. Finalizo salientando o papel fundamental de todas as pessoas que aqui trabalham e que, com tanto amor e carinho, cuidam e defendem os doentes com paralisia cerebral. Seguimos depois, a pé, até perto de Castelo de Viegas a fim de observar os acontecimentos geológicos presentes. Vimos também provas de alguns estudos realizados, perfurações cilíndricas que visam recolher pequenos “tubos” de rocha para que possam ser estudados. Ficam as memórias de um dia bem passado, perto do final do nosso tempo nesta casa. Catarina Martins, aluna do 12º A

De “Os Maias” à Quinta da Regaleira A viagem a Sintra foi bastante produtiva, na medida em que nos permitiu a consolidação de conhecimentos lecionados/ adquiridos nas aulas de Português. Sentir a ação da obra “Os Maias” mais perto, com a realização do percurso queirosiano, foi bastante interessante principalmente graças a João Rocha, nosso guia, bastante comunicativo e bemfalante que, para além de nos explicar de forma sucinta toda a obra, nos permitiu enriquecer o nosso vocabulário. Página 40

Também a visita à Quinta da Regaleira, logo de manhã, foi muito interessante por nos permitir o envolvimento num maravilhoso mundo romântico, bem explorado por Rui Felizardo que orientou a nossa visita. Assim, a descoberta do Palácio Valenças, a caminhada pela ruas de Sintra, à semelhança de Carlos da Maia, a descoberta dos enigmas da Regaleira forma uma maisvalia para o nosso enriquecimento cultural. Sara Barata, aluna do 11º A

Sintra Julho de 2012


A Escola que Somos Visitas de Estudo

A Mafra

À Universidade

Quando? 24 de maio Onde? Mafra O quê? Palácio-Convento de Mafra Quem? Turmas A,B,C e D do 12º ano

No dia 14 de junho de 2012, as turmas do 10º ano do Curso Profissional de Apoio à Gestão Desportiva dirigiram-se coom as respetivas professoras, Teresa Sá e Margarida Castro, à Universidade de Coimbra, mais concreamente à Biblioteca Joanina. Esta visita foi no âmbito da disciplina de Português e teve como objetivo dar a conhecer a Biblioteca mais antiga da Europa, e de um modo geral, conhecer melhor toda a Universidade e alguns dos elementos que a constituem. Começámos pela Biblioteca Joanina,de seguida fomos à Prisão Académica, (onde entre outras coisas vimos as escadas em caracol que eram o acesso às salas de aula para os estudantes a cumprirem pena, e uma exposição sobre os irmãos Grimm); depois de passarmos pela Capela de S. Miguel, continuámos a nossa visita pela Sala Grande dos Actos (Sala dos Capelos), onde tivemos a honra de ver o decorrer de um doutoramento e de perceber como funcionam algumas cerimónias que ali decorrem; fomos ainda à Sala do Exame Privado e percorremoa as varandas, onde desfrutámos de uma belíssima vista sobre a cidade de Coimbra. Terminámos a visita na Via Latina, em pleno Paço das Escolas. Foi uma visita muito agradável, durante a qual ficámos a saber um pouco mais sobre a nossa cidade e os seus monumentos, que pudemos ver de uma forma mais minuciosa.

Como? Porquê? Porque toda a gente sabe que no programa de Português do 12º ano se deve ler “Memorial do Convento” , de José Saramago; e dessa leitura se fica a saber que D. João V fez uma promessa: mandar construir um convento para os frades franciscanos, caso a rainha fosse lhe desse um herdeiro. Esta promessa começou a ser cumprida em 1711, ano em que nasceu a princesa Maria Bárbara, primeira filha deste rei; de notar que Maria Bárbara nunca foi a Mafra e por isso nunca viu este enorme edifício, cujos números impressionam: Ocupa uma imensa área de aproximadamente 40000 m2; + a sua fachada nobre tem 232 metros de comprimento; + tem29 pátios; + 880 salas e quartos; + 4500 portas e janelas; + 110 sinos, que pesam 217 toneladas... Entre as suas inúmeras dependências, destaca-se a Casa da Livraria, uma biblioteca excecional que reúne nos seus dois andares de estantes alguns dos mais notáveis livros impressos - cerca de 40 000 exemplares num espaço marcado pelo equilíbrio, pela monumentalidade e pela clareza . Julho de 2012

Cristiana Pereira, aluna do 10ºGD2

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A Escola que Somos

Com apenas um elenco de quatro atores, quatro cacifos, um banco, um candeeiro, uma máquina de escrever e folhas de papel, mostram que com pouco se pode fazer muito, e, neste caso, um muito de grande qualidade

Shakespeare Pelas Barbas

D. Dinis invade “Teatrão” No dia 18 de Abril, pelas 11 horas a Oficina Municipal do Teatro em Coimbra foi ocupada por alunos da escola D. Dinis, a fim de assistirem à peça Shakespeare pelas Barbas. A peça em cena na OMT até ao dia 29 de Abril, representada pelo grupo Teatrão, é algo de inovador e diferente o que vem confirmar, mais uma vez, a qualidade deste grupo. Com apenas um elenco de quatro atores, quatro cacifos, um banco, um candeeiro, uma máquina de escrever e folhas de papel, mostram que com pouco se pode fazer muito, e, neste caso, um muito de grande qualidade. Apresentando várias personagens de diferentes peças de William Shakespeare, que habilmente se relacionam, e graças a uma rica e imaginativa capacidade de adaptação aos tempos atuais, com histórias do presente, os atores mostram à plateia não só quem foi aquele dramaturgo inglês dos séculos XVI/ XVII como tecem críticas à sociedade do século XXI, aliás como muito bem o faz “O Teatrão”. No final da peça, o “período de conversa” que os atores travam com a plateia revela a preocupação que a companhia tem em levar as pessoas à OMT e em lhes fazer passar claramente a mensagem/mensagens, ou (re)descobrir, quem sabe, uma outra leitura. Divertida, dinâmica e crítica é uma peça a não perder. João Neves, aluno do 11º B

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A Escola que Somos

EMRC em Movimento!

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os dias 16 e 17 de Março, juntamente com o agrupamento de Escolas de Castanheira de Pêra, Escola D. DinisCoimbra, Paróquia de S. Salvador-Miranda do Corvo, em Mira, com os seus professores, realizou-se um acantonamento, na disciplina de EMRC. Como objetivos principais, para este ano letivo, estiveram presentes, entre outros, promover o contacto com diversas realidades que contribuíssem para uma vivência mais rica do presente; aplicar e aprofundar conhecimentos; recolher dados para análise; partilha de experiências novas; reforçar

laços de amizade. Os alunos experienciaram vivências afetivas e pessoais, envolvidas com o sentimento religioso que acompanha a disciplina. No dia 16, procedeu-se ao acolhimento e todos passeamos em Mira, no término do dia. No dia 17, pela manhã, realizou-se um peddy-paper (que é uma prova pedestre de orientação para equipas, que consiste num percurso ao qual estão associadas perguntas ou tarefas correspondentes). Neste caso, foram, todas elas, respeitantes a Mira e ao seu meio envolvente. Da parte da tarde, os alunos realizaram atividades de integração e análise pessoal, com a

criação de cartazes, teatros e muitos jogos. No fim da tarde, já quase finda, realizou-se a celebração da palavra, com a presença de Rui Sá, na capela da Casa da Sagrada Família. Em despedida, os alunos, passearam à beira mar, refletiram sobre o seu contato educativo e religioso. Houve muito convívio e boa disposição. Agradecemos, com todo o reconhecimento e dedicação, à Câmara Municipal de Castanheira de Pera, pela ajuda que nos cedeu no transporte dos alunos. Bem haja! Organização do acantonamento: Conceição Seixas, Rui Sá e Joaquim Falcão

PESES Pais por uma tarde

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o dia dezoito de Maio, a turma A do 12º ano dirigiu-se à Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (Pólo B), em S. Martinho do Bispo, no âmbito do Projeto PESES, para usufruir de uma visita guiada às suas instalações e adquirir novos conhecimentos sobre o curso de enfermagem. A primeira parte da visita foi constituída por uma pequena palestra sobre o curso, realizada por duas professoras e três alunas da escola, seguida de um diálogo sobre a qualidade e o grau de empregabilidade deste curso. Posto isto, iniciou-se a visita ao espaço da escola, tendonos sido, primeiramente, mostradas as salas de reabilitação Julho de 2012

e de relaxamento, a Biblioteca e um apartamento adaptado a pessoas portadoras de deficiências, que as impossibilitem de se movimentarem normalmente. Este apartamento, totalmente equipado, surpreendeu-nos pois descobrimos que há imensos utensílios próprios para estes doentes, de modo a possibilitar-lhes uma vida mais cómoda e autónoma. Por último e mais esperado, observámos a simulação de um parto. Foi engraçado como todos ouvimos atentamente e de “boca aberta” todos os procedimentos associados à realização de um parto e até acompanhámos a Noel, a manequim que está permanentemente grávida, a “dar à luz” o seu bebé. Tivemos também a

oportunidade de cuidar de bebés manequins, a partir do reconhecimento do tipo de choro por eles emitido para, nessa sequência, correspondermos às suas necessidades ou dando-lhes o biberão ou mudando-lhes a fralda. Esta visita correspondeu plenamente às nossas expectativas, tendo sido uma experiência muito útil para o futuro. Por isso, consideramos que todos os alunos deviam poder dela desfrutar. Para este balanço muito positivo contribuíram as “nossas” professoras da escola de enfermagem sempre afáveis, disponíveis e muito claras nas suas explicações. Maria Jorge, 12ºA

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Congressos Jovens “Medicina do Adolescente” Geocientistas

A nossa escola reforça as relações interpessoais pois trabalha a autoconfiança e capacita os adolescentes para lidar mais facilmente com a necessidade constante de tomar decisões Vera Felício. Estiveram presentes também a Escola Secundária D. Duarte e o Colégio da Imaculada Conceição que apresentaram trabalhos sobre os pais e sobre a saúde, respetivamente. Todos os adolescentes presentes, receberam o aplauso dos participantes no congresso, que realçaram a qualidade dos trabalhos apresentados. Do trabalho apresentado pelas alunas salienta-se o resumo enviado para o congresso e que pode ser lido na página 11 desta revista Clara Marques, professora do Departamento de Ciências Exatas e coordenadora do PESES

Daniel Santos, aluno do 12ºA

Jovens Geocientistas

No dia 18 de maio de 2012, as alunas Ana Beatriz Reis e Ana Raquel Pinheiro do 12.º B, representaram a nossa Escola no 6.º Congresso Nacional de Medicina do Adolescente – ”Estratégias em Saúde com Adolescentes”, que decorreu na Quinta das Lágrimas. As alunas participaram na mesa redonda sobre “A voz dos adolescentes – o que pensam sobre... a escola” e apresentaram o trabalho desenvolvido com os colegas Daniel Amaral, Marina Geraldes, Ana Filipa Baltazar, Beatriz Gomes, Ana Rita Santos com a coordenação da docente Clara Marques e da psicóloga

Como, afinal, Geologia não é só calhaus, no passado dia 2 de Março, o 12ºA, acompanhado pelo professor Jorge Delícias, deu a conhecer às escolas participantes no VII Congresso dos Jovens Geocientistas aquilo que noutros tempos originou o nosso país, as suas montanhas e as suas paisagens. Nesta VII edição do congresso, subordinado ao tema Geociências e Sociedade, coube ao Polo II da Universidade de Coimbra, com organização do Departamento de Ciências da Terra, acolher os alunos e professores das diversas escolas participantes, vindas de vários pontos de Portugal. Alguns dos temas abordados foram Geologia de Portugal , Mudanças Climáticas ou até mesmo A Terra e a Saúde, sendo a mensagem principal a de que se a Terra é para nós como uma casa, cabe a cada um preservála para que possa ser herdada pelas gerações vindouras.

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Congressos III Mini Congresso de Ciência para Jovens “Grão a grão enche a galinha o papo” Para uma ECO ESCOLA No dia 18 de Maio, Ana Rita Magro, Bruno Malta Carla Sofia Pinheiro, Ricardo Teles e Rute Simões, alunos do 10º A, estiveram presentes no III Mini Congresso de Ciência para Jovens que se realizou no Exploratório Infante D. Henrique. Os referidos alunos apresentaram um trabalho subordinado ao título “Homoeolico.Joule”. Apesar de o terem desenvolvido essencialmente na aula de Física e Química, foi, no entanto, fundamental o estudo ministrado na aula de Biologia e Geologia para realçarem a importância da adoção das energias renováveis ou “limpas” e o impacto positivo que têm no meio ambiente, o que as tornará o futuro das energias. Com ele puseram em prática a aprendizagem referente ao tema “Terra, um planeta a proteger: intervenção humana nos subsistemas terrestres e desenvolvimento sustentável”. Estes estudantes fizeram um breve resumo dos vários momentos do seu estudo: estudo da energia gasta na escola, através da leitura de contadores elétricos, comparação destes gastos com os

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resultantes de consumos energéticos estimados pela utilização de energias renováveis, apoiando-se numa atividade do manual de Física, mas optando pela energia eólica, questionários lançados à comunidade escolar… Após um enquadramento do seu estudo e identificação das respetivas etapas, os alunos mostram, neste projeto como o uso da energia deverá ser racional,

privilegiando a conservação em oposição ao desperdício e como se controla “a poluição, diminuindo a produção de resíduos que são absorvidos pelo ambiente.” Deste modo os “jovens cientistas” apresentaram a possibilidade de implementar uma pequena eólica na D. Dinis, bem como outras medidas que contribuam para a tornar uma escola ecológica, tais como a pintura das salas com cores claras para reflexão da luz, a troca das lâmpadas existentes por lâmpadas económicas e o isolamento das salas para reduzir a utilização de aquecedores. Assim, o mundo tornar-se-ia mais “limpo” e sustentável “capaz de satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades.”

os alunos mostram, neste projeto como o uso da energia deverá ser racional, privilegiando a conservação em oposição ao desperdício e como se controla “a poluição, diminuindo a produção de resíduos que são absorvidos pelo ambiente

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A Escola que Somos

Conferências Mulheres, Família e Desigualdade em Portugal

A satisfação e envolvimento dos alunos foram notórios através das questões que levantaram sobre o tema, sobretudo na tentativa de encontrar uma causa direta para a crise socioeconómica europeia vivida na actualidade

Lina Coelho doutorou-se em 2010, tratando o tema “Mulheres, Família e Desigualdade em Portugal”. Atualmente, lecciona Economia e Gestão na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e é investigadora do Centro de Estudos Sociais, integrando o Núcleo de Estudos sobre Ciência, Economia e Sociedade (NECES). Economia da Família, Economia da Desigualdade e Economia Feminista são os domínios em que centraliza a sua investigação do presente. “A sobrevivência do estado social” foi o tema da Conferência dinamizada pela Dr.ª Lina Coelho, a qual se deslocou à nossa escola, no dia 27 de Abril do corrente ano, a convite dos alunos do 12º ano do Curso Profissional de Tecnologias de Informática e Gestão, dirigida, também, aos alunos do mesmo curso do 10º e 11º anos. A satisfação e envolvimento dos alunos foram notórios através das questões que levantaram sobre o tema, sobretudo na tentativa de encontrar uma causa direta para a crise socioeconómica europeia vivida na actualidade. De salientar a mensagem-apelo transmitida pela conferencista sobre a importância do trabalho individual de cada um e a necessidade de formação dos jovens para o encontro de um espaço de trabalho que os satisfaça pessoalmente e que contribua para uma sociedade mais rica, mais digna. Os referidos alunos divulgaram a referida conferência através de folhetos construídos para o efeito e de cartazes expostos no 1º andar do bloco A. Lurdes Santos, professora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas

Também os alunos do 12º ano do Curso Profissional de Tecnologias de Informática e Gestão participaram numa Conferência que decorreu na Faculdade de Economia sobre “Inovação e Diferenciação”, tendo como orador Paulo Pereira da Silva, “Chef Executif Office” da Renova. O assunto abordado foi de grande interesse para os nossos alunos, pois ficou bem claro como o aparecimento de produtos diferentes e inovadores se podem tornar um “case study”, graças ao seu sucesso, como foi o caso do papel higiénico preto da Renova, e outros produtos ali referenciados, e serem uma mais valia para a economia nacional. Lurdes Santos, professora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas

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Julho de 2012


A Escola que Somos Júnior Achievement Portugal

Braço Direito A Matemática aderiu este ano a atividades da “Júnior Achievement Portugal” com o objetivo de articular as atividades do grupo disciplinar aos objetivos do milénio, tema escolhido para o Plano de Atividades da Escola. O programa Braço Direito é um dos programas propostos pela JAP, em que os alunos acompanham um profissional durante um dia, no seu ambiente de trabalho. Nesse período, os alunos adquirem conhecimentos sobre a cultura, ética de trabalho e as várias opções de carreiras disponíveis. Ao longo deste dia, um profissional partilha experiências e conhecimentos com um aluno que estará ao seu lado, no seu local de trabalho. O aluno tem contacto e participa nas atividades quotidianas desse voluntário, coloca questões, compreende a aplicação prática das matérias que aprende na escola e conhece a estrutura organizacional de uma empresa. Através desta experiência prática, os jovens descobrem as exigências e oportunidades ligadas a uma área profissional específica. Dois alunos, o Daniel Albuquerque do 12º A e o Daniel Amaral do 12º B fizeram este programa com voluntários da JAP e um, o João Saramago do 12º B fê-lo com um voluntário angariado por ele. No dia 18 de novembro o Daniel Albuquerque do 12ºA passou o dia com o voluntário, Abílio Francisco, Técnico de Julho de 2012

Qualidade da PT cuja função consiste em atividades que se relacionam com a Qualidade de Serviço da Rede Móvel da PT. O Daniel Albuquerque fez uma análise do dia que passou na PT: “Fiquei surpreendido pela positiva com este tipo de trabalho e com o próprio voluntário que prescindiu do seu tempo de trabalho para passar o dia a ensinar-me como se desenrolava o seu tipo de trabalho. Fiquei surpreendido com

mos para o terreno de trabalho, no qual eu fiz os testes ao longo do dia e o Francisco conduziu. Fiquei bastante agradado ao saber por parte do Francisco que já dominava este tipo de programas e também que era Pró-ativo, Flexível e Disponível (as palavras chave de um bom colaborador). Foi um dia muito interessante passado com um colaborador bastante trabalhador e disponível a ensinar-me os seus saberes.” No dia 28 de novembro o Daniel Amaral do 12º B passou

este trabalho porque estava à espera que fosse mais trabalho de escritório do que de “campo”, gostei de fazer variados testes de Qualidade de Serviço de Rede (QSR) 2G/3G com o android, e no portátil com o speedtest.net e com o qos.sapo. Depois do colaborador Abílio Francisco me ter explicado como se funcionava com o android e como era o seu trabalho de escritório parti-

o dia com o voluntário José Maleita Engenheiro / Chefia na PT e que lidera uma equipa de 84 pessoas na zona centro (Coimbra, Leiria, Caldas da Rainha, Torres Novas, Castelo Branco e Covilhã). Também ele fez uma pequena análise do dia: “Foi-me dada a oportunidade de acompanhar um profissional num dia de trabalho. Nesse dia, acompanhei o

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A Escola que Somos Eng. José Maleita, da empresa Portugal Telecomunicações num dia de trabalho na sede da empresa em Coimbra. Começaram por me apresentar a equipa onde o eng. Maleita se integra, e mostraram-me o seu local de trabalho. De seguida, tivemos uma pequena conversa, onde me foi dada uma visão geral do seu trabalho, do propósito do que faziam, das minhas expetativas profissionais, e de outros detalhes da minha vida académica. A manhã foi ainda complementada pela visita das instalações de maquinaria, painéis, ligações, etc. Da parte da tarde, pude verificar o trabalho de escritório e de administração que organiza a empresa desde cada ténico, função, administradores e gerência de líderes de equipa. Pude ainda visitar as instalações que fornecem energia ao edifício, sistemas, ligações, redes, etc e o respectivo processo de arrefecimento, essencial ao funcionamento do edifício. Foi um dia em que ganhei uma nova perspetiva daquilo que uma pessoa na área das telecomunicações, redes, sistemas, eletrotécnica ou informática poderá exercer e onde despertou em mim um elevado interesse pelas redes de sistemas de comunicação.” No dia 5 de janeiro foi a vez de o João Saramago do 12º B ir passar o dia com um voluntário (não voluntário da JAP), escolhido por contactos feitos pelo aluno e depois de um protocolo assinado pela escola e pela Associação Académica de Coimbra – OAF. Da análise que o João fez do dia podemos retirar: Página 48

“Pude, assim, acompanhar um profissional da área que mais tarde quero seguir e fazer dela também uma profissão. No meu caso, era acompanhar um enfermeiro e assistir a todo o trabalho feito por ele no dia-a-dia. Posso, no fim desta experiência, afirmar que foi uma experiência espetacular. Não tendo nada a criticar e só apenas a elogiar, de entre muitas coisas, a forma atenciosa como fui recebido e

tratado, a forma como me adaptaram àquela realidade e todo o trabalho de voluntariado que foi feito em meu redor. Uma experiência que valeu muito a pena, e que me deu cada vez mais certezas de que é essa a profissão por que quero enveredar.” Mais programas estão em vias de se realizarem com outras turmas, mas daremos notícia mais tarde. Rosa Canelas (Coordenadora das atividades com a JAP)

Biblioteca

Se nos dão licença… Só duas palavrinhas acerca da biblioteca. Não para falar do espaço físico, moderno, agradável e convidativo, mas para referir que este ano a biblioteca continuou a desenvolver o seu trabalho tendo em conta os interesses dos seus utentes. Em ano de cortes orçamentais, a biblioteca não ficou imune e daí resultou que o acervo não foi muito enriquecido, mas não se julgue que nada foi feito. Dentro dos limites, a equipa conseguiu realizar o seu trabalho e atingir as metas a que se propusera. Exposições, concursos, realização de marcadores de livros, participações em eventos exteriores à escola, catalogação, orientação de alunos, funcionários e professores, nas suas pesquisas, de tudo se fez um pouco. Chegamos ao final do ano com a noção que se atingiram as metas pretendidas e o que mais apraz à equipa é verificar que este espaço é frequentemente procurado pelos alunos. Verdade que nem sempre o seu objetivo é estudar ou pesquisar, mas sendo o espaço agradável, funciona como ponto de encontro e de convívio salutar. E os que não se sabem comportar em tal espaço são, delicadamente, convidados a abandoná-lo e, se reincidentes, proibidos de nele entrar! Regras são regras, meninos! Esperamos por vocês em 2012/2013. Entretanto, boas férias! Para estarem mais “por dentro” das nossas actividades, visitem-nos no site http://bibliotecaesddinis.wordpress.com/

Julho de 2012


A Escola que Somos Educação Especial

Educação de Alunos com Perturbações do Espetro do Autismo

Unidade de Ensino Estruturado A Unidade de Ensino Estruturado para a Educação de Alunos com Perturbações do Espetro do Autismo foi criada há cerca de um ano na Escola Secundária com 3º Ciclo D. Dinis, tendo-se iniciado em setembro com três alunos integrados em duas turmas do ensino secundário. Pretende-se com esta unidade, para além de outros objetivos, “promover a participação dos alunos com perturbações do espetro do autismo nas atividades curriculares, entrosando com os seus pares de turma”; “aplicar e desenvolver metodologias de intervenção interdisciplinares que, com base no modelo de ensino estruturado, facilitem os processos de aprendizagem, de autonomia e de adaptação ao contexto escolar”; “organizar o processo de transição para a vida pós-escolar”. Julho de 2012

Assim, se um desses alunos ia a algumas aulas com a turma “mãe” (português, inglês, educação física e formação física), os outros dois só tinham aulas com toda a turma à disciplina de formação cívica e em algumas práticas de educação física. Num trabalho individualizado, de acordo com as informações prestadas pelo professor responsável por esta unidade, António Mateus, estes dois alunos tiveram um ensino estruturado em oficinas de natureza tecnológica e de expressão plástica, disciplinas de formação académica com currículo adaptado, activi-

dades utilitárias e de socialização. Privilegiou-se essencialmente, com estes discentes, saberes de natureza prática (plantação em vasos, acompanhamento da germinação, feitura de candeeiros e carros com rolamentos…), ações com etapas claras, rotineiras que dão alguma tranquilidade a quem tem características autistas, para além de atividades utilitárias (separação e arrumação de peças por cores e formas) com vista à sua preparação para realização de atividades futuras de autossubsistência. De salientar que, no início do ano lectivo, o professor de educação especial acima mencionado falou com as turmas onde os referidos alunos foram integrados de modo a informá-los sobre o autismo e o modo de conviverem com os novos colegas. Os alunos foram recetivos e desenvolver uma relação muito salutar com os Nunos e o Zé.

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A Fechar

Sou psoríaco! Pronto, já ficastes a saber que sou psoríaco. Ou seja: sofro de psoríase! E que raio de coisa é esta? Segundo o Dicionário Houaiss é, e cito, “doença cutânea, com componente hereditário, caracterizada pela erupção de placas eritematosas cobertas de escamas esbranquiçadas, mais frequentes nos membros, autoimune”. Para dar uma de intelectual, acrescentarei, sempre apoiado no Houaiss, que a palavra tem etimologia grega, “psóriasís, eós”, øùñßáóç, em grego. Reconhecei agora que sou culto, não vos custa nada! Bom, mas vem este arrazoado todo com um objetivo muito claro. Talvez seja melhor dizer, com objetivos vários: descomplexar-me quando transporto as tais placas erimatosas, dar a conhecer a doença – que não se transmite, logo podem estar ao pé de mim que nem a doença nem eu mordemos – e explicar que certas e determinadas circunstâncias ativam a doença. Sei isto tudo por experiência e não será por isto que pedirei equivalência a dermatologista, descansai! Um dos factores que mais

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contribui para o aparecimento destas placas erimatosas é… o stress! Imaginai um professor sem stress! Onde haverá um? E esse stress, que nos/me acompanha diariamente só pode ser combatido por uma vida calma e tranquila. Estamos perante a esferatura do cubo! Ano praticamente a finarse e que balanço fazer? Mais um ano de luta: alunos problemáticos, pais problemáticos, professores problemáticos (onde me incluo, cela va sans dire), funcionários problemáticos, legislação problemática, avaliação problemática. Como diria o grande Monsieur de la Palisse, vivemos um momento problemático, num país problemático pois se não houvesse problemas o país não seria problemático. Eça diria, então: “Casa onde não há pão, todos ralham e todos têm razão”. Teclando no computador, começo a sentir ganas de me coçar, mas não posso. A um psoríaco o coçar equivale a uma pena de morte! Aguenta-te mais um pouco, sussurra-me a minha consciência que, sentada ao meu lado, vai lendo aquilo com que vou

sujando o écran. Anuo. Mas os fatores de inquietação estão aqui, mesmo ao alcance da minha mão: penso nos colegas que estão na iminência de deixar a escola, pois umas eminências, em gabinete olissiponense, assim o decretaram, troikando-nos a vida!. Deixamos de ser os joões e as marias, com família e vida, e vemo-nos reduzidos a um número! Maldita matemática e estatística e outras linguagens estrangeiras! Penso nos ótimos trabalhos que ali fizeram e vejo-os partir. Revolto-me com esta situação e agora já tenho comichão em outras partes do corpo. Já me movo na cadeira, já a tentação de coçar aumenta. Paro. Releio o que escrevinhei e quero acabar. Asinha! Que lhes posso dizer? Que é injusto? Que voltem depressa? Que ficaram nos nossos corações? Não sei, não sei exprimir o que sinto… Vou acabar. O meu stress aumenta e vou ter mesmo de me coçar. Que se lixe a psoríase que coisas bem mais importantes me atormentam! Fernando Sá – Professor do Departamento de línguas

Julho de 2012


Tรก-se bem...

...aqui!

DINIS

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PostScriptum nº48  

Revista da Escola Secundária com 3º Ciclo D. Dinis

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