Post Scriptum nº 51 julho 2014

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POST SCRIPTUM Escola Secundรกria com 3.ยบ Ciclo D. Dinis - Coimbra

Ano 20 - n.ยบ 51 - julho 2014

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A abrir Editorial

A ler neste número

Era uma vez… um B de Boas vindas, Bom recomeço que rapidamente passou a ser … um B de… Boas Festas, Bom Ano Novo!... E ei-lo “num galopezinho muito seguro e muito a direito” a tornar-se um risonho B de BOAS FÉRIAS!... E mais um ano letivo se concluiu. E entre a azáfama das atividades finais de um ano e o lançamento de um novo, a Post Scriptum foi-se construindo a informar e a recordar as boas comemorações celebradas, as boas viagens que se fizeram, as boas exposições que se realizaram, as boas práticas que se desenvolveram. Enfim, as boas atividades do último trimestre do ano.

Em Destaque

Ficha Técnica Diretoras Preparação/Redação: Alda Marques e Margarida Castro

40.º Aniversário do 25 de Abril

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A Escola que somos Projeto Comenius Sarau de Educ.Física No Gerês: Montanhismo Recordar Torga Visitas de Estudo PIEF Formação em Contexto de Trabalho Unidade de Autismo JAP:”É o meu negócio!” D. Dinis e a comunidade À tua, Adelaide! EFE-ERRE-Á Baile de Finalistas

pág.07 pág.13 pág.14 pág.15 pág.16 pág.21 pág.22 pág.25 pág.26 pág.28 pág.30 pág.31 pág 32

Colaboradores:João Nina, Vítor Matos, Catarina Martins, Beatriz Ferreira, Ana Laura Martins, Nuno Freitas, Rosária Figueiredo, Jorge Delícias, Lina Dinis, Lurdes Santos, Berta Cabete, Maria João Santos, Cristina Fonseca, Teresa Sá, Carla Ribeiro, alunos estagiários dos Cursos Empregado Comercial e Informátiva de Gestão, Ivo Rego, Natividade Morgado, Fernando Sá Depósito Legal nº 145144/99 Projeto Apoiado pelo RNEPS

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Em destaque

25 de Abril - 40 anos Os factos

Surpreendentemente, no dia 22 de abril, ao regressarem renovados das férias de Páscoa, os alunos viram a escola invadida pelas forças da ordem. À entrada, um guarda com megafone alertava quem entrava para a nova realidade – recuáramos cerca de 40 anos, vivíamos sob o domínio da “velha senhora”. Havia que respeitar o novo regime, logo, a deslocação para as salas deveria ser ordeira e o mais rapidamente possível. Aí, o clima de austeridade mantinha-se. Tudo mudara: o posicionamento na sala era, agora, por ordem numérica;

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professores de bata branca e cana na mão, com uma atitude distante e autoritária impunham um clima de silêncio e debitavam conhecimento variado; por cima dos quadros as figuras do poder, atentas, vigiavam; algumas salas eram visitadas pela Inspeção Escolar, inteirandose da serenidade em que decorriam as tarefas escolares. Volvida cerca de meia-hora, começou-se a notar algum burburinho nos pavilhões e a música de Zeca Afonso ou de Paulo de Carvalho soava: a libertação concretizava-se. “Porta-vozes dos capitães de Abril” entraram nas salas e explicaram a alteração para o regime democrático, convidando todos a assistirem à “queima do facho”.

De uma janela, “a velha senhora” e os defensores de um regime ditatorial foram depostos pela queima do facho, cerimónia que se repete ao longo do país nas comemorações da “Revolução dos Cravos”. Após a cerimónia, inaugurou-se a exposição “40 anos com Abril” composta por materiais diversos relacionados com a data e a decoração da escola com cravos, poemas e imagens de figuras ligadas à revolução, antifascistas que durante o governo salazarista e, posteriormente, de Marcelo Caetano, se manifestaram contra o regime. Na sala de convívio dos alunos, procedeuse à inauguração do “rádio da liberdade” que, durante as celebrações. passou música de intervenção nos intervalos das aulas. Até ao final da semana, as comemorações continuaram quer em sala de aula quer no seu exterior, oferecendo-se atividades variadas que muitos professores utilizaram como julho 2014


espaços educativos e de formação. Assim, no dia 23 de Abril, pelas 10.30 h. houve uma sessão debate com um painel de convidados sobre “antes e o depois de Abril”; no dia 24 de Abril oferecia-se o visionamento dos filmes “Capitães de Abril” e “5 dias, 5 noites”, no Auditório. Dos vários trabalhos que foram realizados em sala de aula, destaca-se o trabalho colaborativo da professora bibliotecária, do professor de História do 9º ano e respetivos alunos colocado na página da biblioteca (http://biblioteca esddinis.wordpress.com/). O encerramento das comemorações aconteceu na sala de convívio dos alunos, no dia 24 de Abril, a partir das 16.30, com a apresentação de trabalhos alusivos ao momento histórico celebrado preparados pelas turmas e a partilha de um bolo comemorativo.

professores de bata branca e cana na mão, com uma atitude distante e autoritária impunham um clima de silêncio

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Em destaque

A minha avó dizia – “obrigados a marchar!” Quem manda? Salazar, Salazar, Salazar! Cinquenta anos de silêncio! Anos 60, Ultramar! A independência Salazar quis calar. Jovens foram obrigados a combater, Mais de oito mil morreram, outros viram morrer. Regressavam com metal espetado na carne, Alguns sem vista! Só quem perde é que sabe! Braços cortados, Pernas amputadas e nem uma palavra podíamos dizer! Não havia eleições, não podíamos escolher e quem era contra a guerra era um alvo a abater! Poucos falavam, muitos tinham medo. Ideais eram guardados em segredos, a PIDE o pior pesadelo! Quantos inocentes foram presos em degredo e assassinados em segredo? Lápis azul por cima, Censura em cada esquina. Quem quisesse democracia, adeus família! Heróis são aqueles que escreviam entre linhas, Os que, torturados, lutavam por justiça, Os portugueses que diziam “ Não, nós pensamos diferente! “ Merecemos liberdade, nós também somos gente e não podemos falar do país quando ele está doente! “ Refrão: Ser português é Ter a noção que Gente morreu pela nossa Nação! Lágrimas caíram e Sangue derramou, mas Liberdade a nossa pátria salvou! Então, MFA sempre, sempre, sempre, MFA sempre, sempre, sempre, MFA sempre, até ao fim! A nossa história começa assim! João Pedro Nina, aluno do 11º C (Abril de 2014)

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Em destaque

Volta abril a ser Abril

Comemorações do 25 de Abril 2014, é primavera, e volta abril a ser Abril, a 25, outra vez! É como uma memória que paira à nossa volta e se deixa agarrar de um salto, alegremente, desesperadamente. Como fazia 40 anos já, vamos juntar-nos e fazer outra vez, como se fosse outra vez. Sabíamos que era a fingir, alguns, a maioria não, e, por momentos, tiveram medo, assustados! E se fosse! Quanto tempo era possível suportar, como tanto tempo suportaram os que tiveram que suportar esse tempo corroído até mais não, até se fazer Abril, pela primeira vez. Festejámos 40 anos com Abril. Tentámos saber, sentir, o que isso significa agora. Relemos os poemas, as imagens, os cravos - os professores fabricavam-nos nos intervalos, reunidos à volta da mesa redonda, nos intervalos, quase sem pensar, mas a sentir, as professoras, os professores – os livros, as canções. Convidámos memórias, debatemos sonhos, queríamos, por alguns dias, acreditar, fazer outra vez. Porque havemos de fazer outra vez, quando for preciso, quando tiver que ser, sabemos também isso, sentimos... um raio me parta se não sentimos!

Esta é a madrugada que eu esperava O dia inicial inteiro e limpo Onde emergimos da noite e do silêncio E livres habitamos a substância do tempo Sophia de Mello Breyner Andresen, in ‘O Nome das Coisas’

Vitor Matos, professor do Departamento de Ciências Sociais e Humanas e elemento da Comissão das Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril 6

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Projeto Comenius 31 de março a 4 de abril CROÁCIA

Na madrugada do passado dia 30 de Março começou a nossa jornada. Para mim, a terceira e última desde que estou nesta escola. Éramos apenas quatro: Drª Margarida Castro, Drª Judite Almeida, eu e a aluna Tânia Ferreira. Destino: Croácia. Partimos então do Aeroporto Sá Carneiro rumo a Frankfurt, e daqui para Zagreb. Chegámos e pudémos logo sentir nos nossos corações a boa vontade e disposição do povo croata, através da divertida recepção por parte da coordenadora Daniela. Dirigimo-nos para Oroslavje , a pacata vila onde iríamos permanecer o resto da semana e aí conhecemos – ou no meu caso, reencontrámos – os nossos hosts. Na manhã seguinte, seguimos para a escola de Bedekovèina, local que viria a ser habitual durante o resto da nossa semajulho 2014

na. Fomos saudados com uma cerimónia de abertura, na qual o Diretor da escola fez um discurso de boas-vindas a todos os presentes e onde fomos os espectadores de uma peça de teatro e uma coreografia protagonizadas pelos alunos daquela escola. Foi-nos servido um pequeno-almoço, e através do mesmo tivemos a oportunidade de provar algumas iguarias

cozinhadas pelos alunos, tais como maçã frita, crepes e ovos mexidos. De seguida, conhecemos a escola e as suas instalações específicas que permitiam aos estudantes aprender uma profissão enquanto faziam o ensino secundário. Algo que me surpreendeu, pela positiva. Naquela escola estavam disponíveis os cursos de jardinagem, florista, químico, enfermeiro, fisioterapeuta, entre outros cursos relacionados com a construção civil. Após um almoço na cantina (canja, panados e puré), chegou a hora de participarmos em algumas atividades de integração e nos ficarmos a conhecer todos um pouco melhor, e mais tarde, termos

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o nosso 1º ensaio para a flashmob que iríamos realizar nesse encontro. O dia 2 foi tão cansativo como o primeiro. Só da parte da manhã, para além de termos feito 2 posters de tamanho grande e decorado cerca de 40 camisolas, ainda tivemos de ensaiar mais um pouco a nossa flasmob e um vídeo alusivo aos Role Models. Chegou a tarde, e com ela, uma visita a Krapina em Zagorje (região a Norte de Zagreb), mais propriamente ao museu Hrvatskog Zagorja Krapinskih Neandertelaca, um

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museu de história natural dirigido especialmente aos Neandertais, onde tirámos fotos de “família” com os nossos antepassados e vivemos divertidos momentos devido às estátuas dos mesmos que lá se encontravam. Foi então na quarta-feira que a nossa flashmob foi finalmente gravada: juntámo-nos todos numa conhecida praça perto da escola e contagiámos tudo e todos com a nossa energia positiva ao som de “Happy” de Pharrel Williams. Tenho a certeza que sempre que ouvirem esta música no fu-

turo os membros deste encontro se vão lembrar desta viagem, tal como comigo acontece. O vídeo também ficou pronto nessa manhã, mas só ao fim de alguns takes, claro. Depois de muito movimento e rebuliço, chegou o momento mais esperado: a visita ao centro da cidade! Zagreb, reza a história, recebeu este nome, porque num dia de sol o governador da Croácia ao voltar de uma batalha, cansado e com sede, pediu a uma rapariga, Manda, que lhe desse um pouco de água da fonte (“Zagrabiti”). Passeamos por parques, passando pela icónica fonte acima referida, esta com o nome de Manduševac, subimos até à Cidade Alta ou Gornji Grad, onde se encontravam a Catedral de Zagreb (dedicada à Assunção da Virgem Maria), a praça Ban Josip Jelaèiæ, a Porta da Pedra ( Kamenita Vrata ), o Parlamento e a Igreja de S. Marcos. O jantar foi num Shopping Center dos arredores, e como não era de esperar, as portuguesas mataram saudades de “comida que podiam considerar normal”: fast-food. Feitas as conversões, saía mais barato na Croácia uma refeição daquele tipo em mais de 1 euro. Nada mau. No nosso último dia na Cróacia, cada país apresentou o seu Role Model . O nosso: Claude, do Projeto Escolíadas. Mostrámos como é um dia ao lado do nosso modelo escolhido numa apresentação oral que, como já é hábito para as equipas provenientes da D. Dinis, foi bastante elogiada. Almoçámos na escola de julho 2014


A Escola que somos novo. Desta vez, um autêntico desafio. Tirando a sopa (que pelos vistos era sempre a mesma), pouco se pôde comer. A refeição consistia em bifes com algo que se assemelhava a massa, mas que não o era. Complicado. Mas enfim, quem viaja já sabe o que esperar, é tipo a “praxe” de vir para um país diferente. Houve tempo ainda para um delicioso gelado (que além de saboroso era barato e isso talvez o tenha tornado ainda melhor). Nessa tarde fomos a Marija Bistrica, uma localidade de Zagorje, situada a 15 Km de Bedekovèina, conhecida pela sua peculiar estátua milagrosa do século XV: uma imagem de Nossa Senhora negra. Embora, como vim a saber, não tenha sido essa a sua cor original, a mesma encontra-se assim devido a um incêndio que ocorreu em 1880. Tivemos, além disso, a oportunidade de participar num workshop, onde cada um de nós pôde fazer um Licitar, um colorido biscoito em forma de coração feito à base de mel. Chegou a noite, que trouxe a Festa de Despedida. Um belo jantar esperava por nós. Vestidos a rigor lá fomos, e logo no início do mesmo foi possível apreciar uma dança tradicional de casamentos, que deixou o público bem disposto. Depois foram servidos inúmeros pratos, e para felicidade de todos – pelo menos para a minha - cada um escolhia o que quisesse, não fosse a sopa do costume aparecer de novo. Animação e música não faltaram, quer para alunos, quer para professores, mas quando chegou a hora da despedida o julho 2014

Sem dúvida que estas deslocações me ajudaram a crescer, a ter uma mente mais aberta, a conhecer novas culturas e a desenvolver o gosto pelo que é diferente. Penso que isso é uma oportunidade única e com um valor incalculável.

caso mudou de figura. Despedimo-nos das pessoas que nos acolheram com tanto carinho, numa esperança de nos voltarmos a ver num futuro próximo, agradecemos todo o trabalho e todo o empenho refletidos numa semana memorável, agarrámos nas malas e partimos diretos ao Aeroporto de Zagreb. A viagem só acabara no dia seguinte, de novo no Porto, mas só depois de

mais duas paragens, em Munique e em Genève. Hvala! Queria agradecer, pessoalmente, ao Projeto Comenius por me ter dado a oportunidade de ao longo destes 3 anos viajar a 3 países diferentes. Sem dúvida que estas deslocações me ajudaram a crescer, a ter uma mente mais aberta, a conhecer novas culturas e a desenvolver o gosto pelo que é diferente. Penso que isso é uma oportunidade única e com um valor incalculável. Mas, além disso, queria agradecer sobretudo a esta escola, por todos os projetos e iniciativas a que me fez chegar. Se tiver sucesso futuramente, devo grande parte à instrução que aqui tive, e acho que isso é um grande motivo de orgulho que levo p’ra vida. Agradeço à minha Dinis por me ter acolhido, não ao longo de 3 mas de 6 anos. Graças a ela, acredito que uma escola além de um local de ensino, é uma 2ª casa. Um muito obrigado a toda a comunidade escolar dinisiana! Catarina Martins, aluna do 12ºA 9


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Projeto Comenius 18 a 24 de maio ROMÉNIA No passado mês de Maio realizou-se em Cavnic, Roménia, o último encontro do Projeto Comenius em que os estudantes da D.D., em conjunto com outros de mais sete países da UE, se propuseram a encontrar verdadeiros modelos e inspirações. A par das descobertas feitas, ficaram diversas experiências, contactos com realidades diferentes e, como não podiam faltar, amizades, quem sabe, para a vida. Tudo começou bem cedo na manhã do dia 18, em Coimbra. Partimos então, ainda meio ensonados, sem contudo, conseguir esconder o entusiasmo. Já no aeroporto, teve lugar um almoço partilhado, do qual se destacam rissóis caseiros, sandes, avelãs e frutos secos, uma constante durante toda a semana. Até porque, segundo consta, “sete amêndoas equivalem a um bife”. Uma vez reabastecidos, foi tempo de rumar à capital húngara, onde estava um motorista para nos levar para a pequena cidade romena. A aventura começou ainda na longa viagem noturna até Cavnic, na companhia de uma compincha de viagem misteriosa e uma banda sonora ininteligível. A fronteira foi passada ainda na escuridão, e horas depois chegávamos ao tão esperado destino, prontos para dormir o pouco tempo que restava até ao início oficial do projeto. 10

A manhã seguinte desenrolou-se lentamente, numa sessão de abertura que envolveu discursos hesitantes e bilingues, danças tradicionais e músicas animadas.

Seguidamente houve o típico “quebra-gelo” sucedido por um lanche repleto de folhados, doces com recheios experimentais, refrigerante de kiwi e bastante água gaseijulho 2014


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ficada, uma outra constante que fez com que “apa plata” (água sem gás) se tornasse numa das expressões mais ouvidas da semana. Durante a tarde tivemos oportunidade de contactar com um artesão local, dedicado à decoração de garrafas da bebida alcoólica mais famosa da região. Nessa noite houve dança, workshops, clássicos do rock e, como não podia faltar, “brasileirada da boa”. Terça-feira regressámos à escola para apresentar o produto das entrevistas realizadas aos modelos locais, incluindo o modelo romeno que já tínhamos visitado no dia anterior. Partimos, então, rumo a Baia Mare, a cidade mais próxima, onde almoçámos em grupo num restaurante. Nas horas seguintes, o grupo dividiu-se: entre visitas a um enorme bazar, cafés “vanguardistas”, e o inevitável centro comercial. A noite ficou também por conta dos anfitriões: divididos em grandes grupos, explorámos a cidade e tivemos a oportunidade de criar laços num dia quase “de folga”. julho 2014

Dizer que quarta-feira foi o verdadeiro dia de trabalho não deixa de fazer sentido. Começou com um workshop de língua romena. Houve espaço para os cumprimentos da praxe, os números e outras trivialidades que, diga-se, são bem mais estranhas do que parecem. Tivemos ainda direito a ouvir um pouco da História do país, ainda que isso tenha ido pouco além do Pós-URSS. Tudo começou com “Assim que nos livrámos dos comunistas”, para que não restassem dúvidas...

Começámos depois, finalmente, a preparar as apresentações da tarde. Um pouco à semelhança do que se havia feito em Portugal, foi tempo de encarnarmos personagens, referências, modelos. Os trabalhos terminaram com uma homenagem latina, cantada em espanhol e a uma só voz. Um verdadeiro hino à dedicação e à determinação, “Hasta siempre comandante, Claudia Stoica”. Essa noite foi também de festa. Entre grupos que se reuniram na rua, acompanhados de guitarras e festas mais caseiras, fizeram-se memórias, escreveram-se histórias. O dia seguinte foi passado em viagem: partimos à descoberta da região de Maramures, cheia de paisagens bucólicas onde os rios eram uma constante. Visitámos uma igreja ortodoxa, onde encontrámos a

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armadura de um antigo herói local, passeámos num mosteiro que vendia bonecas de trapos e tapetes feitos à mão, e conhecemos um artesão que construía fachadas em madeira. O almoço chegou de seguida, uma refeição que a todos pareceu ter queijo a mais. Para a tarde ficou guardada a visita ao Cemitério Feliz, onde as campas são pintadas de azul e decoradas com poemas caricaturais como forma de honrar a vida dos que lá ficam. Regressámos a Cavnic, para mais uma festa, desta vez com todos os membros do projeto, que se juntaram ao professores no hotel para ver algumas fotos das atividades realizadas ao longo da semana e celebrar o fim oficial do projeto. Para alguns, incluindo o nosso grupo, a viagem ainda não tinha aca12

bado. Este penúltimo dia, o primeiro de dois extra sendo que já só por lá ficámos nós e os croatas, foi passado ao ar livre. Entre jogos de futebol, passeios pelos bosques locais, encontros no parque da cidade, passámos um dia normal naquela cidade que é, na verdade, uma rua enorme. Contactámos com a população local, fizemos amizades com pessoas de fora do projeto que acabaram por tornar-se parte da experiência, das nossas memórias e ficámos ainda mais ambientados com a realidade e os costumes dos nossos anfitriões.

chegámos após algumas peripécias peculiares: a última grande aventura antes do regresso à pátria.

Chegávamos, então, ao último dia. O autocarro partiu às cinco da manhã: mais uma vez embarcávamos ensonados, desta vez com muito menos entusiasmo. Restava-nos, porém, uma última aventura: meio dia, passado na cidade de Budapeste. Vimos a cidade através do banco de trás de um carro, acompanhados por alguns dos alunos húngaros do projeto; de um lado, os monumentos e as ruas, do outro lado a paisagem urbana. Ao almoço, quase todos os pratos incluíam pimento, e experimentámos até uma sopa de fruta cor-de-rosa. Seguimos para a autoestrada rumo ao aeroporto onde

Uma certeza? Mudou as nossas vidas!!!

Um balanço? Deveras positivo. Uma lição? Tudo pode levar iogurte, até a sopa ou o pão. Uma diferença? As facas quase não entram no quotidiano romeno. Gostávamos de repetir? Hum... Pode ser já? Uma palavra? “Multumesc” (obrigada). Havia muitas outras que, por razões óbvias, não cabem na nossa revista. Uma frase? Keep calm and be a role model.

Beatriz Ferreira e Laura Martins, alunas do 12.º B

This project has been funded with support from the European Commission. This communication reflects the views of the author only, and the Commission cannot be held responsible for any use which may be made of the information contained therein.

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II Sarau de Educação Física Dia 4 de Abril, o fim do 2º período chegou e com ele a festa – II Sarau de Educação Física. Novamente este ano, os alunos do Curso Profissional de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva e os docentes do grupo disciplinar de Educação Física organizaram o evento que reuniu toda a comunidade educativa de dentro e fora do espaço escolar. Foram cerca de 350 os espetadores presentes: Presidente da Junta de Freguesia de Eiras, representantes do Desporto Escolar (Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares do Centro), Vereador do Pelouro da Educação da Câmara Municipal de Coimbra, pais e outros familiares dos alunos, professores, funcionários e alunos. Foi mais uma oportunidade de extrema importância na formação em contexto de trabalho para os alunos do Curso Profissional de TAGD, mas também um momento de verdadeiro talento e expressão corporal dos alunos do D. Dinis que participaram no espetáculo. Parabéns pela realização.

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Montanhismo A turma B, do décimo primeiro ano, nos dias 28 e 29 de junho, realizou uma atividade de montanhismo na Serra do Gerês, com a duração de dois dias e uma noite. O Campo do Gerês foi a zona selecionada para o grupo levar a cabo o seu programa de atividades que incluía campismo, orientação noturna, escalada e rapel. Participaram, nesta iniciativa, oito alunos, sete encarregados de educação e dois professores (de Educação Física e a Diretora de Turma). O grupo concretizou a atividade prevista, tendo todos colaborado, quer na logística de preparação, quer na sua própria realização, com entusiasmo e boa disposição ficando a deixa de, no próximo ano, se realizar um evento idêntico a este. Nuno Freitas Professor do Departamento de Expressões e Rosária Figueiredo Professora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas

Montanhismo no Gerês, 11.º B 14

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No Gerês recordar Torga Para além dos vários momentos de poesia ofertados pela paisagem natural, os viajantes da D. Dinis criaram outros momentos, relembrando a palavra de Miguel Torga, poeta transmontano nascido em S. Martinho de Anta, aldeia que o marcou e da qual nunca se desligou. Recorde-se que este poeta,

também conimbricense, uma vez que estudou em Coimbra e aí se fixou, exercendo a sua profissão de médico, guardou no pseudónimo que escolheu para a sua obra literária essas raízes da terra natal. Torga é o nome dado à urze que teima em viver por entre as fragas da montanha, graças às suas fortes raízes. Por sua vez, “Miguel” é a

homenagem de Adolfo Correia da Rocha aos poetas espanhóis Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno.

Fiança Entra-me o sol a rir pela janela. Traz notícias bem vindas lá de fora. Diz que não há sombra agora No mundo que me espera e que receio. Que posso, confiado, Num Pégaso sem freio, Ir cumprir mais um dia do meu fado.

Perfil Não. Não tenho limites. Quero de tudo Tudo. O ramo que sacudo Fica varejado. Já nascido em pecado, Todos os meus pecados são mortais. Todos são naturais À minha condição, Que quando, por exceção, Os não pratico É que me mortifico. Alma perdida Antes de se perder, Sou uma fome incontida De viver. E o que redime a vida É ela não caber Em nenhuma medida. julho 2014

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Visita de Estudo

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Serra da Estrela

Geologia do 12º Ano (2013-2014) Decorreram, mais uma vez, neste ano letivo, dois eventos que são dinamizados pelo Departamento de Matemática e Ciências Experimentais, mais propriamente pela disciplina de Geologia e que envolveram a turma A do 12º ano. No dia 7 de março, realizou-se o IX Congresso de Jovens Geocientístas e, como não podia deixar de ser, os nossos alunos estiveram presentes levando 5 posters, 5 resumos e uma apresentação oral com

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apoio de um Powerpoint. Mais uma vez, pudemo-nos orgulhar da sua presença, a qual se destacou entre as muitas outras que foram sendo apresentadas ao longo de todo o dia. O tema que este ano os

alunos trabalharam foi a “Geologia de Coimbra e Arredores”, destacando-se três subtemas: “O Maciço Antigo e o Grupo de Silves”, que englobou o estudo das regiões da Portela do Mondego, Ceira, Castelo Viegas e Marco do Pereiros; “As Formações de Coimbra e Vale das Fontes”, para as quais os alunos tiveram de estudar as regiões da Cidade de Coimbra, Bairro de S. Miguel e Loreto; “As Formações de Lemede e S. Gião”, tendo estado em estudo as regiões da Pedrulha, Adémia e Eiras. Pensamos que se realizou um bom trabalho, do agrado de todos, e que mais uma vez dignificou a nossa escola “fora de portas”. O 2º evento realizado foi a Saída de Campo à Serra da Estrela, para estudarmos as Formações Geológicas daquela serra e, acima de tudo, os vestígios dos glaciares que até há cerca de 12.000 anos ocuparam grande parte do Maciço Central. Apesar do frio que se fazia sentir, todos se mostrajulho 2014


ram empenhados e claro não faltou um pouco de brincadeira, pois a neve assim o proporciona, em especial a quem raramente tem oportunidade dela desfrutar . Não podemos acabar sem fazer uma referência muito especial às duas turmas do 11º ano que nos acompanharam. Primeiro, porque sem a sua presença não seria possível a realização desta atividade, uma vez que o número de alunos do 12º ano não dava para encher um autocarro e, por isso, monetariamente a visita tornar-se-ia incomportável. Em segundo lugar, queria deixar aqui o meu agrado pela forma ordeira, amiga e de grande civismo que estes alunos das turmas A e B do 11º ano demonstraram ao longo de toda a atividade. O nosso

Visita de Estudo

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CIMPOR “A empresa encontra-se no centro das sociedades atuais e à sua volta gira uma multiplicidade de “coisas” importantes.”

Portas Abertas na CIMPOR A convite da CIMPOR, no âmbito da atividade “Portas Abertas”, a escola D. Dinis deslocou-se ao Centro de Produção de Souselas com os alunos do 10º IG e 1º SC a fim destes contactarem com os

meios humanos e os materiais de uma unidade produtiva e consciencializarem que o desenvolvimento não se pode medir, apenas, em termos económicos. Esta atividade decorreu no dia três de Junho e surgiu na sequência de outra ocorrida no dia 24 de Abril. Neste dia, esteve presente na nossa escola uma delegação de técnicos da CIMPOR para apresentar uma sessão sobre «empreendedorismo». Faziam parte dessa delegação o diretor nacional da Cimpor e a diretora do centro de produção de Souselas, entre outros. Lina Dinis, professora do Departamento de Ciências Sociais e Humanas e Diretora do Curso TIG

Mais uma vez, podemo-nos orgulhar da presença da D. Dinis, a qual se destacou entre as muitas outras que foram sendo apresentadas ao longo de todo o dia. (Congresso de Jovens Geocientistas) julho 2014

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Visita de Estudo

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Continente Uma outra visão

Os Alunos do Curso Empregado Comercial tipo 3 visitaram o Continente no Fórum Coimbra, no dia 30 de Abril, a fim de ampliarem os conhecimento adquiridos em sala de aula nas disciplinas de Serviço pós venda, Técnicas de Atendimento, Processo Administrativo e Stocks e Merchandising, relacionando-os com as múltiplas atividades desenvolvidas no hipermercado e respetivo armazém. Ali tiveram a oportunidade de contactar com profissionais presentes relacionados com o seu curso e aperceber-se da filosofia subjacente a esta forma de organização comercial. Durante a visita, os alunos preencheram um guião o qual foi posteriormente discutido em sala de aula. O feedback dos alunos foi muito positivo, pois não imaginavam o quanto era complexo o foram prontamente respondidas pela funcionamento de todos os departamentos profissional que nos acompanhou. desta empresa. Colocaram muitas questões que Lurdes Santos e Berta Cabete, professoras da componente tecnológica do curso

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Visita de Estudo

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Tribunal Judicial

“O Homem vê-se integrado numa ordem social que lhe preexiste, que determina padrões de comportamento e de conduta e regula a estrutura da sociedade onde convive com os outros… É uma realidade ordenada pelo Direito, quer quanto às regras de conduta e padrões de comportamento que nos impõe quer quanto à definição do sistema organizativo em que se estrutura. O Direito é, pois, o domínio normativo da ordem social que mais atinge o homem no dia a dia da sua existência.”

resolução dos diferentes conflitos sociais, os alunos do 1º EC, 10º IG e 12º B visitaram o Tribunal Judicial de Coimbra, no dia 23 de Maio, no âmbito das disciplinas Serviço Pós Venda, Práticas Administrativas e Sociologia. Os alunos foram recebidos pelo Sr. Dr. Juiz João Ferreira que se disponibilizou para conversar com os alunos antes do julgamento se iniciar, quer para lhes dar a conhecer o

teor da acusação, bem como para responder às questões que lhe foram sendo colocadas. De seguida assistiram a um julgamento sobre extorsão de dinheiro em situação de compra de casas em condomínios de gama alta. As três turmas efetuaram debates após o julgamento, tendo os alunos revelado as suas impressões sobre o mesmo. Estes consideraram muito importante esta visita pois não tinham a menor ideia de como funcionava um tribunal. Todo o formalismo que lhe está inerente os impressionou assim como a forma como os assuntos são abordados pelos juízes e pelos advogados. Mais uma vez as professoras consideram interessante a assistência a julgamentos, pois o desconhecimento por parte dos alunos de como funciona esta instituição é total. Maria de Lurdes Santos e Lina Dinis, professoras do Departamento de Ciências Sociais e Humanas e Diretoras dos Cursos EC e TIG

Jorge Miranda

A fim de compreenderem a necessidade do Direito como regulador da vida social, refletirem sobre situações onde se verifica a existência de violação das normas jurídicas e conhecerem o papel do tribunais e as suas intervenções na julho 2014

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Visita de Estudo

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Exploratório

Os Alunos do Curso Carpinteiros de Limpo do 2º ano desloca-ramse ao Exploratório Infante D . Henrique em Coimbra. Aconteceu no dia 22 de Maio, no âmbito da disciplina de Matemática Aplicada e Tecnologia, tendo os alunos sido acompanhados pela sua professora da disciplina e pelo Diretor de turma,

Armando Cruz. Ao longo da visita, os alunos mostraram-se muito curiosos,

tendo interagido responsavelmente com o monitor que nos acompanhou. Maria João Santos, professora do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais

D. Dinis H S A nas Olimpíadas L F de Física Duas alunas do 11º ano B, Ana Beatriz Madeira e Carla Queirós, participaram nas provas regionais das Olimpíadas de Física na Universidade de Coimbra, no dia 3 de Maio. A professora acompanhante, Cristina Fonseca, testemunhou o empenho e o entusiasmo com que as referidas alunas participaram, bem como a mais-valia no que diz respeito à motivação e abertura para novas experiências no âmbito da Física. Cristina Fonseca, professora do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais 20

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A Escola que somos

PIEF Programa Integrado de Educação e Formação Final de ano letivo … altura de balanço do nosso grupo turma PIEF da Escola Secundária com 3º Ciclo D. Dinis. Mais um ano, mais histórias difíceis mas muito reais. Mais um período das nossas vidas dedicadas aos nossos jovens rebeldes mas deveras interessantes pelas suas caraterísticas tão próprias e cativantes. 2013/2014 passou rápido. Marcas? Muitas. . . POSITIVAS! Balanço final: 1 certificação de 2º ciclo no final do 1º período letivo; 1 certificação de 2º ciclo e 3 certificações de 3º ciclo no final do ano letivo. BOM!!! Apesar de tudo… contratempos, alegrias e tristezas, avanços e recuos, algumas lágrimas e… MUITOS SORRISOS. Conseguimos (ETP, alunos e, claro, com o apoio incansável de toda a comunidade escolar) que os objetivos traçados inicialmente para o ano letivo e para a realidade dos nossos jovens fossem alcançados quase na sua plenitude. Visitas de estudo, atividades de formação vocacional fora do contexto escolar com muito sucesso, participação ativa nas Escolíadas e no grupo de teatro. Enfim… até a notícia de um bebé a caminho nos encheu o coração… O que é importante realçar é que os alunos piefianos são dotados de grandes competências escondidas. Bem trajulho 2014

balhados e chamados à participação, revelam ser jovens dotados de valores que, quando e se quiserem, fazem deles cidadãos plenos. Com a colaboração de todos, contribuímos para o sucesso e realização pessoal dos jovens que passaram por este Programa. Afinal, todo o trabalho, por vezes desgastante mas também muito gratificante, dá-nos a sensação de dever cumprido e cá estaremos sempre que eles precisem de nós. Assim continuem a lutar, por sua conta e risco, por um futuro estável e promissor. Como alguém disse “Eles são o que nós/vós não vemos”, ou « eles são mais do que aquilo que vemos». Trabalhamos nos bastidores de cada uma das suas peças de teatro que representam no seu palco chamado VIDA.

Em nome da ETP e dos alunos do grupo turma, o nosso muito obrigado a toda a comunidade escolar e em especial à

direção da Escola que sempre colaboraram, participaram e nos aturaram com a paciência e sensibilidade que lhes são caraterísticas. Bem hajam! E até já!!! Para o ano há mais … Teresa Sá (diretora da turma) e Carla Ribeiro (técnica de intervenção local (TIL))

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A Escola que somos Apoiar a coordenação de departamentos de informática e proceder ao desenvolvimento, instalação e utilização de aplicações informáticas e de gestão ou atender clientes, processar a venda de produtos e/ou serviços, participar no controlo quantitativo e qualitativo de produtos do estabelecimento comercial, arquivar a documentação utilizada, arrumar o estabelecimento comercial, foram algumas das práticas que os nossos alunos do Curso Profissional de Técnico de Informática de Gestão e do Curso Empregado Comercial puderam sentir nas múltiplas empresas que os receberam como estagiários (FNAC; Barata e Marcelino; Women Secret; MACOBEGO; Centro torneiras; Acessorigas; Climabitus; Notriva; Kmóveis; Macoimbra; Mobiipeople; Alucentrex), durante cerca de um mês.

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Formação em Contexto de Trabalho Empregado Comercial “O que nós gostamos mesmo é de atender gente da idade dos professores, porque sabem ouvir, respeitam o nosso trabalho e são atenciosos para connosco. Os piores de todos são a “malta “ da nossa idade. Têm a mania que sabem tudo, não nos ouvem nem nos respeitam minimamente. Querem tudo e não querem nada, depois de nos pedirem quase tudo. E são

muito barulhentos.” Hugo Marques e Dânia Abreu.

“As tarefas que mais exigiram de mim a nível de concentração foram a verificação e o registo dos “stocks” trazidos pelos camiões para serem armazenados em cofres e armazém propriamente dito. Confirmei que as chamadas de atenção que os professores nos fizeram em sala de aula tinham razão de ser. Raul Pereira

Técnico de Informática de Gestão

“Gostei muito deste mês em que estive na empresa, pois tem um ótimo ambiente de trabalho. Destaco a simpatia, apoio e a receção agradável de todos com quem trabalhei, apesar dos seus muitos afazeres. Contudo, tarefas como a feitura informática de obras para as câmaras municipais e da eletricidade dos Açores

exigiram uma concentração absoluta.” Diana Leitão

“Saber desempenhar os saberes teóricos em contexto real foi a parte que mais contribuiu para um conhecimento mais abrangente e com responsabilidade acrescida pois, lançar depósitos julho 2014


A Escola que somos quando os clientes ou os fornecedores apareciam e queriam coisas específicas (informáticas) o meu coração batia, batia, mas com o decorrer do tempo fiquei mais calma.” Rute Seabra

bancários diários, executar conciliação bancária; organizar e corrigir documentação contabilística, construir mapas no departamento comercial e de televendas para comparação de dados, tendo por base as ferramentas informáticas aprendidas, foram algumas das muitas tarefas executadas. “ Luís Coimbra

“Para além das tarefas normalmente executadas, tais como a atualização de informações na base de dados e a criação de folhetos promocionais para as lojas da empresa, desenvolvi um software que faz a gestão das quebras de stock de frutas de duas das lojas. Saber como as pessoas lidam com situações delicadas e até mesmo como elas lidam com os próprios colegas de trabalho foram algumas das aprendizagens mais acentuadas, para além das restantes.” Erick Branco

cultura organizacional.” Renato Santos

“Penso que estou mais «à vontade» em relação ao que será trabalhar numa empresa pois adquiri conhecimentos de «como fazer» o que tinha aprendido em termos teóricos focando a utilização das ferramentas informáticas como parte integrante dessa minha aprendizagem. Aprendi, sobretudo, que não devo ser apressado e a não estar sempre a olhar para o relógio para ver se são horas de ir embora” Marco Soares

“No final deste período de formação, penso estar mais consciente do que me espera no «mundo do trabalho», tendo como referência as vivências experienciadas neste período, pois, afinal, sei como trabalhar noutro programa informático (PHC) para além dos experimentados em contexto de sala de aula.” Daniela Dinis

“Aprendi a conviver com outras pessoas em contexto real de trabalho, a sentir as diferenças existentes, a não ser egoísta e a pensar nas finalidades da empresa e trabalhar de acordo com a sua julho 2014

“A minha formação em contexto de trabalho (FCT) deu-me muito mais segurança enquanto pessoa. Deixei de ser tão tímida, pois o Sr. Eng. estava sempre a «puxar» por mim e

“No princípio estive um pouco baralhada e estava sempre a interromper a tutora para me esclarecer. Até pensava que era como nas aulas, era só colocar o dedo no ar. Afinal, aprendi que no «mundo do trabalho» devemos aguardar para tirar as nossas dúvidas, sabendo o «timing» nas quais as mesmas podem ser esclarecidas, pois há muitas tarefas a decorrer ao mesmo tempo e muitas pessoas envolvidas. Agora já sei melhor.” Margarida Gonçalves

“Duas semanas de «aflição». A tutora esteve de atestado médico e o responsável da empresa disse para eu continuar todas as tarefas inerentes ao funcionamento administrativo. Pensar, executar, concentração, verificação, concentração, verificação… afinal era mesmo muito dinheiro, dinheiro a sério, muitos mapas a serem preenchidos, os Bancos metidos ao barulho, os funcionários também, os clientes, os fornecedores, os computadores a assinalarem coisas (que nem sempre funcionam como nós queremos e temos de dar solução)… enfim, consegui cumprir com o pedido. Acho que vou fazer as férias da tutora em agosto”. Bruna Ferreira

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Formação

em Contexto de Trabalho

Técnico de Apoio à Gestão Desportiva Vários são os desafios que surgem no percurso do estudante do Curso Profissional de Técnico de Apoio à Gestão Desportiva: uns no espaço fechado de uma sala de aula, por ventura os menos atrativos para os alunos mas essenciais para a sua formação, outros mais práticos, mostrando-lhes de forma clara o que poderá vir a ser a sua vida profissional. Enquadram-se nestes últimos as várias atividades que os alunos apoiaram no âmbito do Desporto Escolar, a organização do Campeonato Distrital de Natação de Infantis, a dinamização do Campeonato Distrital de Atletismo e do II Encontro Nacional do Desporto Escolar 1º Ciclo, que envolveu cerca de 800 alunos do 1º ciclo de todo

o país, o Dia Desportivo do 1º Ciclo para as turmas do 3º e 4º ano das Escolas Básicas de Eiras e Pedrulha ou ainda aquelas que surgem durante o seu estágio como, por exemplo, o campo de treino em Penela entre os dias 6 e 12 de Julho, onde seis alunos

foram responsáveis por preparar e monitorizar as atividades desportivas, durante o dia, e as atividades de animação, durante a noite. Ivo Rego, professor do Departamento de Expressões e Diretor do C.P.T.A.G.D.

KAOS

H S A L F no aniversário do SPRC A convite do Sindicato dos Professores da Região Centro (FENPROF), o grupo de Teatro “KAOS” participou nas comemorações dos 32 anos desta organização sindical com um espectáculo de animação composto por dramatização, poesia e música subordinado ao tema “A Felicidade” ??????

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Unidade de Autismo

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Plantar uma árvore Bruno Amado, Fábio Almeida, João David Loureiro, José Luis Rosado,Nuno pereira e Nuno Simões assinalaram o dia da árvore e a chegada da primavera . No dia 21 de Março, mobilizaram a direção da escola e ei-los a aumentar o verde do nosso planeta.

Simbologia: Porquê o laço e azul? Investigando, encontrámos que o laço, ou uma fita formando um A, foi adotado por muitos grupos defensores de causas, Ativistas. Muitos optam por uma fita resultante da junção de peças de um puzzle com várias cores, simbolizando a complexidade da doença. No entanto, há quem opte pelo azul, representando a “maioria masculina dentro do espectro autista.”

“…, todos por uns” No dia 2 de Abril, a escola vestiu-se de azul e toda comunidade unida desenhou

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o laço azul, símbolo da consciencialização em relação ao autismo. A unidade de autismo

fez, ainda, uns biscoitos em forma de laço que distribuiu por todos.

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JAP “É o meu negócio” A turma do 10º A participou no programa “É o meu negócio”, no âmbito do protocolo estabelecido entre a nossa escola e a Junior Achievement Portugal (JAP). Contámos com a colaboração do Engº Alberto Gomes da Costa da empresa Portugal Telecom. Esta atividade ajudou os alunos a compreenderem conceitos de empreendedorismo, com forte ênfase nos estudos sociais, leitura e escrita. Através das sessões interativas, os alunos foram incentivados a explorar as suas aspirações de carreira e a apreender conceitos de negócio. De um modo geral, os alunos do 10º A empenharam-se nos trabalhos, sendo que alguns discentes tiveram participa-

ções/intervenções muito positivas, surpreendendo quer o colaborador da JAP quer as professoras envolvidas.

Natividade Morgado, professora do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais e coordenadora do projeto

“Economia para o Sucesso” As turmas do 9ºA, 10ºIG e 11ºIG também estiveram envolvidas em atividades no âmbito da JAP, mas desta feita no programa “Economia para o Sucesso”. Este programa forneceu informação prática sobre finanças pessoais e sobre a importância de identificar objetivos de educação e carreira baseados em interesses, valores e qualidades dos alunos, e desenvolveu-se nas disciplinas de OPC (9ºA), Matemática e 26

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Educação Física (10ºA) e Economia (10ºIG e 11ºIG), graças à colaboração das professoras Ana Cristina Simões, Mafalda Teles e Lina Dinis. As turmas acima referidas tiveram o apoio de diferentes colaboradores: o Engº Fabrice Santos, da empresa EDP, acompanhou a turma do 9ºA; o Dr. Abílio Francisco, da empresa PT, trabalhou com os alunos da turma do 10ºIG e o Engº Fernando Paulo, da empresa EDP, com os alunos do 11ºIG. De um modo geral, os alunos foram recetivos a estas atividades tendo colocado questões muito pertinentes. Natividade Morgado, professora do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais e coordenadora do projeto

Concurso de Ideias

Hernâni Lousada, Pedro Borges e Rui Dias, alunos do 11º GD, formaram uma equipa, tiveram uma ideia e formalizaram o seu projeto - “Apito eletrónico”. Resultado final? Apuramento para a final municipal do concurso de ideias de empreendedorismo na escola, prova que se realizou na Escola Secundária Quinta das Flores, em Coimbra. Estes alunos estão de parabéns pelo seu excelente desempenho. Maria João Santos, professora do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais

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D. Dinis nas “Tendinhas Vale do Fojo” Decorreu nos dias 31 de Maio e 1 de Junho o evento “Tendinhas Vale do Fojo” dinamizado pela associação União Clube Eirense. O acontecimento procurava “a envolvência de toda a freguesia”, o que foi conseguido não só graças à presença diversificada de algumas instituições de Eiras, mas também aos vários visitantes que acorreram ao local. A Escola Secundária com 3º Ciclo D. Dinis, também presente, concretizou, segundo as palavras do seu Diretor, Augusto Nogueira, os objetivos a que se propusera: reforço da presença da escola na comunidade; reconhecimento por parte desta do papel e função da escola; fortalecimento dos seus laços com as instituições comunitárias, sendo que a maior parte delas são parceiras de projetos da D. Dinis; consolidação da imagem da escola como pólo gerador do conhecimento, da cultura, da arte e do desporto; divulgação do que melhor se faz na D. Dinis. Na tendinha desta escola, os visitantes puderam informar-se sobre as suas ofertas a nível dos cursos e das atividades extracurriculares, bem como do dinamismo da Unidade de Autismo/Ensino Especial existente naquela instituição escolar. O produto das vendas de artigos produzidos naquele núcleo reverteu para a unidade, 28

“estando já canalizado para a compra de um puf para a unidade e visando em particular uma aluna que vem para a escola no próximo ano”, de acordo com a informação prestada pelo Sr. Diretor. No domingo à tarde, alunos da D. Dinis, brilharam no palco improvisado da “feira”, mostrando os seus talentos: no

canto e na música estiveram Beatriz Fonseca e Maria Estrela Gomes, alunas do 12º B; na dança, Cassandra Barbosa, Dânia Abreu e Umo Baldé, alunas do Curso Empregados Comerciais e, por último, mas não menos espetaculares, num momento de yoga, Rui Tavares, Isa Reis e Wilson Henriques, alunos do 11º B.

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Olha a sardinha fresquinha! Graças à iniciativa da Associação de Pais da Escola Secundária com 3º Ciclo D. Dinis, toda a comunidade festejou os santos populares, em especial o Santo António, no dia 13 de Junho. A sardinha não deixou de brilhar nas brasas, graças ao sr. João Monteiro e outros colaboradores prontos a ajudar, e o sr. Fernando Marques fez com que as fêveras não faltassem nos pratos. Os mais gulosos consolaram-se com as várias sobremesas que foram circulando pelas mesas. Foi um bom momento gastronómico, mas , sem dúvida, marcou mais os comensais o convívio salutar.

Parabéns a você… Respeitando o plano da turma do Curso de Eletricistas, a equipa pedagógica reuniu-se com os alunos, ao longo do ano, sempre que a data o determinava, a fim de comemorar o nascimento de Bruno Silva, David de Jesus, Diogo Moreira, Diogo Pinho, Fábio Almeida, Helder Manim, João Mendes, Miguel Teixeira, Kostyantyn Zakharuk, Renato Oliveira, Ruben Nascimento e Tiago Gonçalves. A foto documenta a celebração dos dezassete anos do Renato Oliveira, no dia 28 de maio p.p.. julho 2014

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À tua, Adelaide! Entrava na sala de professores afogueada, apressada e sorridente. Havia sempre um sorriso, uma laracha, mesmo quando as dores lhe dilaceravam os músculos e a alma. A Adelaide era assim, uma força viva que não se deixava ficar a ser minada pela doença. A Adelaide, a mulher que, primeiro, só queria ver o filho a completar a 4ª classe, depois o primeiro ciclo, depois o secundário e, finalmente, a universidade… Mulher de fibra, de coragem, a Adelaide.

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Um dia, com as vicissitudes da vida, a Adelaide reformouse. Até para isso teve de lutar, de mostrar que não estava a fazer ronha, que a maldita doença estava mesmo a chateá-la. E a escola encheu-se de brios e fez-lhe um jantar de homenagem. E, como era lógico, a Adelaide apareceu exuberante, sorridente. Era a rainha da festa e todos – e foram quase todos – os que estiveram presentes lá estavam por ela, pela Adelaide, como que a dizer-lhe que

Entrava na sala de professores afogueada,apressada e sorridente. Havia sempre um sorriso, uma laracha, mesmo quando as dores lhe dilaceravam os músculos e a alma.

contasse com eles para o que desse e viesse. A Adelaide já não vai voltar a entrar pela sala de professores com uma garrafita do seu Porto escondida num naperon bordado, nem vai voltar a trazer os produtos que a terra lhe oferecia. A Adelaide está agora a descansar de dezenas de anos de luta.

Fica, porém, uma certeza: muitos de nós, ao abrirmos determinadas garrafas de Porto, lembrar-nos-emos da Adelaide e interiormente ergueremos o nosso copo à memória de uma colega que nos marcou e de quem sempre fomos amigos! À tua, Adelaide! Fernando Sá, professor do Departamento de Línguas julho 2014


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EFE-ERRE-Á! Os alunos da D. Dinis que frequentaram esta escola pela primeira vez este ano estranharam a mancha negra das capas e batinas à entrada da escola, na manhã de 6 de Maio. Apesar da “noite (quase) em branco”, dos olhos amortecidos pelo cansaço, o grito estudantil universitário percorreu as salas, desestabilizou saudavelmente as aulas em curso, espalhando a alegria própria das festividades da Queima das Fitas. Os nossos ex-estudantes reviveram outros tempos e partilharam essas recordações pelos vários espaços que foram revisitando. Respondendo a esta tradição, no pavilhão gimnodesportiva o arroz doce da D. Mercês esperava-os. julho 2014

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Baile de Finalistas

A fechar

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Estrelas por uma noite

Entre o dia-a-dia da azáfama escolar e a pressão dos exames, um interregno para o desfilar de “estrelas por uma noite” . E houve reis e rainhas, príncipes e princesas, cavaleiros e damas de honor… Foi o baile dos finalistas da D.Dinis. Aconteceu na Quinta do Outeiro, no dia 6 de Junho. Os finalistas do 12º ano tiveram a sua noite. Ana Carolina Marques e Bruno Malta foram eleitos pelos colegas rainha e rei da festa, respetivamente. E toda a corte real (colegas, pais e professores) lhes prestaram a homenagem da ocasião. A Post Scriptum saúda-vos e deseja-vos um futuro feliz.

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Tรก-se bem, aqui!

SEMPRE!

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