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POST SCRIPTUM

Revista da Escola Secundรกria com 3.ยบ Ciclo D. Dinis - Coimbra

ANO 17 -

N . ยบ 45 - Marรงo 2 0 11

JUNTOS PODEMOS SER


A Abrir A ler neste número: Em Destaque...................pág. 2

Ficha Técnica

Directoras: Alda Marques e Margarida Castro Preparação/Redacção: Alda Marques, Margarida Castro Colaboradores: Vítor Matos, Maria Vieira, Fábio Oliveira, Diana Santos, Augusto Nogueira, Rosa Canelas, Mafalda Teles, Paulo Bastos, Rosário Nisa, Equipa da Biblioteca, Clara Marques, André Figueira, Nuno Freitas, Ivo Rego, Ana Laura, Ângela Coelho, Lia Reis, Cátia Macedo, João Martins, Ana Filipa, Susana Sequeira, Filipe Belchior, Ana Rita Reis, Daniel Amaral, Diogo Valença, Anunciação Pimenta, Ana Beatriz, Jorge Delícias, Nuno Matias, Fátima Barroso, alunos do Curso de Electricistas, Alunos do 2ºEC e 2ºSC, Catarina Martins, João Paulo Mendes, Ana Ressurreição,Ana Andreia, Fábio Fernandes. Impressão: FIG Tiragem: 300 exemplares Depósito Legal nº 145144/99 Projecto Apoiado pelo RNEPS

Ano Europeu do Voluntariado Ano Internacional das Florestas

A Escola que somos Recomeçar.....................................pág. 4 Quem somos nós....................... pág. 6 Natal............................................... pág. 12 Projecto Comenius .................. pág. 14 Concursos..................................... pág. 22 Matemática nas férias......... pág. 23 Biblioteca..................................... pág. 24 Clubes e Projectos.................. pág. 26 Desporto Escolar...................... pág. 31 Reflexão Desportiva................ pág. 34 Área de Projecto...................... pág. 36 Workshop internacional........ pág. 40 Campos Magéticos.................... pág. 44 Visitas de Estudo....................... pág. 47 Filosofia e experiência estética ......................................... pág. 54

A fechar

S. Valentim.................................. pág.56

Editorial

“O Sol quando nasce é para todos” diz o comum dos mortais consciente dos seus direitos e reivindicador de uma justiça universal. No entanto, cientes da realidade que nos circunda, verificamos que ao conceito, porque imperfeito, faltará uma negativa - O Sol quando nasce (não) é para todos – e partindo desta evidência, tornámo-la tema do nosso Projecto Educativo, delineado em 2009. Este ano op eracionalizámos a ideia, abraçando os objectivos do Milénio, e aderindo ao movimento cívico “Juntos Podemos”. Encontrámos o lema do nosso Plano de Actividades: “J un tos p odemos… SE R +”. Mais c on hec edores, Mais saudáveis, Mais humanos, Mais justos, Mais solidários… Mais PESSOAS. E a Post Scriptum torn a-se, assi m, ag en te do le ma, c rian d o esp aç os de re flexã o e divulgação do SER MAIS na D. Dinis.

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Em destaque

A Escola - “escola” de voluntariado Se a escola tem de assumir um papel fundamental no desenvolvimento e formação dos cidadãos no sentido destes exercerem conscientemente, intencionalmente, eficazmente a sua cidadania, não pode deixar de contemplar no seu projecto formativo processos e estratégias que estimulem a acção interventiva na sociedade, no sentido de a tornar um espaço-tempo mais justo e digno para todos, uma acção não remunerada. O voluntariado é uma forma organizada de participação de cidadãos e cidadãs que assumem livremente um triplo compromisso: cooperar na identificação e denúncia de situações injustas, buscar soluções para os problemas que afectam a sociedade no seu conjunto e colaborar activamente na melhoria de actividades culturais, ambientais e sociais. O voluntariado joga um papel importante no bem-estar e no progresso dos povos e é a base da maior parte da actividade de organizações não governamentais, de associações profissionais, sindicatos e serviços descentralizados

dos governos. É ainda o veículo mediante o qual jovens, velhos, deficientes, grupos familiares e outros grupos sociais participam na vida económica, social e cultural das nações. (in UNIVERSIDAD : COMPROMISO SOCIAL Y VOLUNTARIADO / Consensuado por las universidades Españolas, presentado a la CRUE para su aprobación en Junio 2001) Se o trabalho voluntário é inerente ao ser-social, independentemente das condições em que o mundo está, há momentos históricos, políticos e sociais em que este se apresenta como um dever. Um dever de cada pessoa. Um dever das instituições. Se é certo que cada um de nós, num momento qualquer, foi ou se sente um voluntário, hoje é preciso bem mais que sentires e acções individuais. Hoje é necessário que o trabalho voluntário seja exercido de forma séria, organizada, cada vez mais especializada e com o profissionalismo do trabalho remunerado. À escola, como espaço e tempo de formação e de educação, compete criar programas que desenvolvam o traba-

lho cooperativo, que desenvolvam projectos específicos de intervenção na comunidade, mais ou menos próxima, que “ensinem” o voluntariado. Para além da sensibilização, parece pertinente criar estruturas próprias de voluntariado, de acordo com áreas de actuação, com áreas de trabalho voluntário, com idades, com saberes específicos, com programas de outras instituições, com projectos emergentes, urgentes e/ou a longo prazo. Não faltam áreas de actuação. Por exemplo: A nível da assistência - a crianças, a jovens, a idosos e adultos, a deficientes, particulares ou institucionalizados. A nível da educação - ambientalismo, conservação de recursos naturais, protecção de animais, saúde preventiva, cultura, desenvolvimento tecnológico, direitos humanos e cidadania, desporto. A nível da participação em programas externos - associações comunitárias, instituições nacionais e internacionais. É a Hora! Teresa Sá, professora do Departamento de Línguas

Todos juntos podemos SER + Sites Voluntariado http://www.voluntariado.pt/ http://www.juventude.gov.pt/voluntariado/Paginas/default.aspx http://fundacaoeugeniodealmeida.pt/banco-voluntariado/homepage.asp http://www.voluntariosonline.org.br/ http://boinc.berkeley.edu/projects.php http://www.ami.org.pt/default.asp?id=p1p8p59&l=1 http://www.apav.pt/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=89&Itemid=107 Página 4

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Em destaque

2011 - Ano Internacional das Florestas Após 2010 ter sido dedicado à Biodiversiadade, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou 2011 como o Ano Internacional das Florestas, com o tema Floresta para todos (Forests for People). Com esta iniciativa procurase salientar, sobretudo, a contribuição das florestas para atingir o desenvolvimento sustentado e a erradicação da pobreza, incluindo os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. Pretende-se, assim, reunir esforços para reforçar a gestão, a conservação e o desenvolvimento sustentado de todos os tipos de floresta, visando o benefício das gerações presentes e futuras. Deste modo, no passado dia 2 de Fevereiro, Nova Iorque e Proença-a-Nova, estiveram ligadas pelo mesmo acontecimento – o lançamento do Ano Internacional das Florestas (AIF). Nesse dia, decorreu a sessão de abertura portuguesa do Ano Internacional da Floresta no Centro Ciência Viva da Floresta, em Proença-a-Nova. Tendo, também, sido apresentado o site oficial do AIF – www.florestas2011.org.pt A importância da floresta e do sector florestal é inquestioMarço de 2011

nável, pela extensão territorial ocupada, cerca de 38% do território de Portugal continental; pela relevância das funções económicas, ambientais, sociais e culturais que a ela se encontram associadas. Sabe-se que a Floresta é uma valiosa fonte de riqueza natural e que tem um papel chave na manutenção da biodiversidade e na melhoria da qualidade de vida das populações. Pela importância que as florestas têm para o planeta, elas merecem ser mais preservadas e valorizadas; por isso, vamos todos celebrar o Ano Internacional das Florestas. Comecemos por preservar aquela que nos está mais pró-

xima, não poluindo, nem destruindo um bem que é de todos. O Clube “Laboratório da Terra e da Vida” irá, também, celebrar o Ano Internacional da Floresta. Junta-te a ele, pois “A Floresta é de todos, para todos”… Maria do Rosário Nisa Professora do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais

Um homem à procura de si próprio

“Cuidar”

Cuido da casa, do jardim, da terra, das árvores, dos animais, dos filhos, dos livros, dos afectos, com prazer.

O seu estado é o reflexo do meu. Por isso, cuidar-me é também cuidar deles. A minha saúde, o meu bemestar, a qualidade da minha existência, do meu pensamento estão em relação com a saúde, o bem-estar e a qualidade do espaço e dos seres com que me relaciono, com quem e de quem vivo. Vítor Matos, professor do Departamento de Ciências Sociais e Humanas

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A Escola que somos

Ano novo, vida nova!

“É o percurso que nos propomos construir nestes dois dias, os primeiros passos de um ano em que, por diversas vias, continuaremos a caminhar no sentido do SER+. SER + na perspectiva individual, conhecendo – aprendendo - fazendo. SER + no âmbito dos grupos a que, voluntariamente ou aleatoriamente, iremos pertencer, partilhando – respeitando - renovando. SER + como cidadãos do Mundo, intervindo – denunciando – criando.

No dia 13 de Setembro, deu-se início ao novo ano escolar com uma recepção aos alunos, na sua sala de convívio. Após umas breves palavras de boas vindas pelo Director da Escola, os alunos dirigiram-se às salas previamente anunciadas, onde os respectivos Directores de Turma estabeleceram um primeiro contacto com discentes e pais/encarregados de educação acompanhantes, a fim de se conhecerem e se aperceberem das normas essenciais para um melhor funcionamento da nossa escola.

Juntos podemos e queremos que o planeta que habitamos SEJA MAIS: justo, ecológico, sustentável e um macro-espaço condigno para TODOS.” Assim se anunciavam os objectivos das actividades de integração ocorridas nos dias 14 e 15, 16 e 17 de Setembro para os alunos do sétimo e décimo primeiro anos. Através de actividades lúdicas, da partilha de ideias, os alunos visados aprenderam, brincando, a conhecerem e a conhecerem-se, a respeitarem(-se), a estarem no mundo de forma activa. “Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma não é pequena”, já dizia o poeta.

Actividades o ã ç a r g e t n i de

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A Escola que somos

A palavra aos intervenientes Sou nova nesta escola, tudo é novo, as instalações, os colegas e os professores. Para uma mais fácil adaptação, tivemos, durante dois dias, actividades de integração com a participação de várias turmas. Eu gostei, pois, para além de começar a interagir e relacionar-me com novos colegas, ia também aprendendo com cada actividade ou jogo que se ia realizando. Realmente, juntos somos mais, e só com trabalho conseguimos chegar a algum lado. Foi uma óptima experiência de iniciação e estou ansiosa por tudo o mais que venha.

Gostei das actividades, porque clarifiquei melhor que um só não é nada. Precisamos sempre de mais alguma pessoa, para nos apoiar, ajudar, “abrir os olhos” quando algo está errado e nos felicitar, quando fazemos algo de bom.

Gostei especialmente de dois jogos: o dos cumprimentos e o jogo dos três caminhos.

As actividades foram muito dinâmicas, divertidas e cumpriram na totalidade os objectivos (a integração dos alunos, o conhecimento mútuo, a reflexão sobre vários assuntos, tais como o trabalho de grupo, os problemas que afectam o mundo actual, entre outros). Julgo que os alunos não só se integraram, como também adquiriram conhecimentos que os ajudarão a crescer.

Joana Simões, aluna do 10º A

Os professores foram muito simpáticos e isso fez com que os alunos estivessem mais à vontade. Damien Craveiro, aluno do 10º A

Ana Nazaré Rasteiro, aluna do 10º A

Filipa Martins, aluna do 10ºA

As actividades de que gostei mais foram as cantigas, no dia 14, e no dia 15 a pintura do painel; as actividades que não gostei muito de realizar foram aquelas em que tínhamos de nos levantar e falar em público sozinhos. No geral gostei. Andreia Filipa aluna do 10ºB

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João Neves, aluno do 10º B

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A Escola que somos

A Escola que somos

Somos o 7.ºA.

7ºA Página 8

De doze escolas diferentes chegamos e aqui na D. Dinis nos encontramos. Uns são mais calados outros não, uns mais sabichões outros mais cabulões. Temos os nossos dias sim, a maioria deles não, mas a constante preocupação, vai-nos ficar no coração. Beatriz, Catarina, Débora, Diogo Miguel, Diogo Moreira, Inês, Joana, Leandro, Maria Rute, Mafalda, Pedro, Mauro, Martim, Daniela e Marco.

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A Escola que somos

Um texto que apresente o 8ºA? Que podemos dizer?Parece que não somos bons alunos... que podíamos estudar mais... que devíamos brincar menos...pois, nós sabemos! Mas somos fixes! Da Adriana à Raphaela, passando pela Ana Beatriz, pela Ana Isabel, pela Débora, pela Patrícia, pela Sara, pelo David, pela Ana Margarida, pela Beatriz, pelo Bruno, pela Ana Maria, pela Nádia, pelo Ruben, pela Ana Patrícia e pelo Leandro, somos um por todos, todos por um!

8ºA

2ºEI

7ºA

9ºA 2ºEC

2ºCL 2ºCL Uma escol(h)a de vida! Março de 2011

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A Escola que somos

10ºA

10ºB Termo-nos unido é um bom começo, manter a união é um progresso, trabalhar em conjunto é a vitória Pertencer ao 10.º B é pura glória.

10ºD Nós, como turma, somos simpáticos e acolhedores, extrovertidos e participativos nas actividades desportivas da escola. Neste dia, despediu-se da turma o Nuno que, mais que um aluno, é um amigo.

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10ºC

H - Somos historiadores à descoberta do mundo. U - Estamos sempre unidos. M - Somos muito mexidos. A - Somos todos muito amigos. N - Agimos sempre da forma mais natural possível. I - Somos muito imaginativos e criativos. D - Somos determinados e alegres. A - Somos animados. D - Somos dedicados e respeitadores. E - É uma turma espectacular. S - Somos muito simpáticos.

10ºE De totalmente desconhecidos, passámos a uma equipa de amigos, e a nossa mister é a professora Lina. Uns entraram, outros saíram, só os fortes resistiram. Juntos somos capazes!

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A Escola que somos

10ºIG Somos simpáticos. Às vezes ainda com restos de malandrice de quem acabou há pouco tempo o ensino básico. Estamos num curso que não é nada fácil e que nos exige uma coisa que nem sempre temos na quantidade necessária – responsabilidade. É dura esta vida de aluno … sobretudo dum curso profissional. Mas gostamos disto e achamos que também gostam de nós. Uns mais, outros menos. Somos o 10ºIG.

11ºA Dizem que somos preguiçosos, pouco estudiosos, brincalhões... Mas... ...pertencemos ao Clube de Teatro... ...pertencemos às equipas de Desporto Escolar... ...participamos sempre na PostScriptum... ...participamos no Projecto Comenius... ...ganhámos as Olimpíadas do Ambiente... ...ganhámos o Corta-mato...

11ºB Diferentes rostos, diferentes sonhos, ilusões, medos, crenças… Tudo isto nos constitui, tudo isto somos nós! Temos o mundo à nossa espera e mil e uma incógnitas por decifrar, inúmeras metas por alcançar... Não precisamos de asas para voar mas apenas de coragem para caminhar.

11ºC Somos o 11º C - uma turma mista, de 13 alunos de nacionalidades diferentes (Angola, Congo e Portugal), bastante razoável em termos de aprendizagem, com espírito de equipa quando realmente quer. Temos os nossos altos e baixos, mas não nos deixamos abater com qualquer coisa, porque todos nós temos grandes objectivos para vida.

Será que a perfeição existe?

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A Escola que somos

11ºD

11º IG

12ºA

12ºC

12ºD Com a Ana Bela a comandar, toda a gente vai marchar. Com o Bruno a sonhar, toda a gente vai reparar. Com o David a desviar, a todos vai culpar. Com o Diogo a esconder, ninguém vai perceber. Com o Ferreira a corar, toda a gente vai gozar. Com a Patrícia a estudar, toda a gente quererá copiar. Com o Rafael a dormir, toda a gente vai rir. Com o Ricardo a discutir, toda a gente vai curtir. Com o Rómulo a estrebuchar, toda a gente lhe vai “arrochar”. Com o Ronaldo a descontrair, toda a gente vai seguir. Com o Ruben a inventar, toda a gente vai acreditar. Com o Rui a refilar, toda a gente vai chorar. Com a Tininha a falar, toda a gente com ela vai brincar. Com a Rita a chegar, toda a gente vai esperar.

12ºB Página 12

12ºD

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A Escola que somos

HABEMOS ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES!

12ºIG A D. DINIS TEM 24 ANOS DE VIDA E MUITA SAÚDE!

No dia 1 de Outubro de 2010, dos 352 alunos eleitores, 290 exerceram o seu direito de voto para a eleição da Associação de Estudantes da Escola Secundária com 3º ciclo D. Dinis. Após alguns dias (em grande ambiente de festa) de divulgação das listas D e K , no primeiro dia do mês dez, 178 alunos elegeram a lista D como a sua Associação de Estudantes. A lista K teve 107 votos. Da lista ganhadora fazem parte os seguintes elementos: Direcção: Presidente – Ricardo Carvalho; Vice-presidente – João Cancela; Tesoureiro – Adriano Mendes; Secretário – Maria Santos; Vogal Rómulo Fernandes. Conselho Fiscal: Presidente – Ana Rita; 1º Secretário - Diogo Carvalho; 2º Secretário – João Ferreira. Assembleia Geral: Presidente – João Carlos; 1º Secretário – João Afonso; 2º Secretário – Diogo Cardoso.

No dia 23 de Novembro festejou-se, na sala de convívio dos alunos, os 24 anos de existência da D. Dinis. Alunos, funcionários e professores cantaram “Parabéns a você” e comeram uma fatia de bolo comemorativo. Associando-se aos festejos, o Departamento de Línguas distribuiu prémios para os melhores alunos do ano transacto nas disciplinas de Francês, no ensino básico e secundário, e de Literatura Portuguesa e Latim. Assim, a melhor aluna a Francês do Ensino Básico foi Catarina Martins e do Ensino Secundário Daniel Chichorro. Na disciplina de Literatura Portuguesa foi premiado o aluno Fábio Fernandes e a Latim a aluna Elizabete Silva Adão. Março de 2011

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Natal Sempre que o Homem quiser

Nos dias dois e três de Dezembro de 2010, decorreu o Torneio de Natal da Escola, organizado pela turma D do décimo primeiro ano, do Curso Tecnológico de Desporto. Como manda a tradição, mais uma vez, o evento foi realizado para toda a comunidade escolar com o apoio dos professores do Grupo de Educação Física e funcionários do pavilhão. O Torneio iniciou-se com uma sessão de abertura, em que os professores responsáveis pela organização proferiram palavras sobre questões desportivas, como a ética e o espírito de participação, desePágina 14

E este ano foi lembrado na D. Dinis de várias formas. No Departamento de Línguas, o grupo de Inglês promoveu um concurso de poemas de Natal que mereceu uma agradável receptividade da parte dos alunos , o Curso Tecnológico de Desporto organizou o tradicional Torneio de Natal e no dia 17 de Dezembro mamãs natais “invadiram” a nossa escola e organizaram um jantar-convívio caloroso com a colaboração dos alunos Adriano Mendes e João Martins.

jando a todos os participantes boa-sorte nas competições. No que diz respeito às actividades, este ano, houve algumas inovações, tendo-se realizado uma gincana de destrezas motoras e uma prova de salto em altura, e como já vem sendo tradicional, um torneio de Voleibol, Badminton e Futsal. O evento causou um impacto positivo no meio escolar, uma vez que a participação dos alunos foi intensa, tendo havido uma verdadeira festa desportiva durante dois dias, em que os participantes se defrontaram, vivamente, nas várias competições desportivas, promovendo, conjunta-

mente, com o público assistente, um convívio desportivo muito importante para a “saúde” da escola. Nuno Freitas, professor do Departamento de Expressões

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A Escola que somos Is It Christmas? When colour lights dazzle the moonlight, When every trees ring bells, When everybody wears red clothes, And when stores are full… ... It’s Christmas! When children cry of fear, When babies cry of hunger, When parents see their children dying, And when kids are children of the war... … It’s Christmas! So… When we eat a lot, there are people with nothing, When we buy toys, there are people naked, When we sing, there are people that cry for life… ... And it’s Christmas! 1º prémio – Catarina Martins, 11º A

Christmas is there The snow is falling People are happy Santa is coming

Shining Heart That this Christmas is not trivial That at this Christmas a first page, A first page of a better future is written A future where infinite stories will be crossed Stories of Hope, remembrance, love Remembrance of the ones who love us Remembrance of the ones who need to be remembered That at this Christmas everyone has their own chance, Their chance to arrive even farther, To reach the infinite That all the dreams come true, That none is forgotten.

A present given to me A present given to you It makes me happy To celebrate it with you

Time to fight, To fight for the dreams So that they are not just like simple memories, Vanished like smoke.

It’s time to remember those who need It’s time to help them Let’s spread the seed

At Christmas, as in all our life, Everyone should live each moment intensely, And fly, fly freely, As a flaming bird That will never quit shining!

The seeds of harmony The seeds of home With your help Peace will come

2º prémio - Daniel Santos, 11ºA

Family reunion Carols in the air Happy smiles Christmas is there 3º Prémio – 11º D, Curso Tecnológico de Desporto

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A Escola que somos

COMENIUS PROJECT

Nome do Projecto – The Changing face of Europe.

A Escola, através de um grupo de professores, Coordenados pelo Prof. Amândio Cruz, resolveu candidatar-se a este projecto através do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida que tem como principal objectivo contribuir para o desenvolvimento da União Europeia enquanto sociedade baseada no conhecimento, caracterizada por um crescimento económico sustentável, com mais e melhores empregos assim como com uma maior coesão social, actuando em paralelo para uma adequada protecção do ambiente, considerando as gerações futuras.

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Neste projecto, coordenado por uma escola romena, estarão envolvidas 10 escolas de 10 diferentes países. Ao longo de 2 anos, um grupo de alunos (10º e 11º ano) e professores fará algumas visitas de intercâmbio a algumas escolas também envolvidas neste projecto. Estas visitas terão a duração máxima de 5 a 7 dias e envolverão um grupo de 4 alunos e 2 professores, por visita. Nestas visitas de inter-

câmbio, os nossos alunos ficarão instalados em casas de alunos do país anfitrião e não terão qualquer custo a suportar.Foram seleccionados cerca de 15 alunos, tendo como base, entre outros, os seguintes critérios: • Interesse em participar; • Domínio da Língua Inglesa (escrita e falada); • Bom comportamento e aproveitamento escolar. O grupo de professores é constituído por: Amândio Cruz; Victor Matos; Fátima Mesquita, Liliana Ruivo e Maria José Cunha. As verbas envolvidas para este projecto são disponibilizadas pela Agência Nacional. No âmbito do projecto supracitado, estão previstas para este ano lectivo as seguintes viagens de estudo: Reino Unido – Novembro de 2010 Itália – Janeiro de 2011 Espanha – Março de 2011 Roménia – Maio de 2011

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A Escola que somos O Programa Comenius destina-se a promover essencialmente os intercâmbios e a cooperação, assim como a mobilidade entre sistemas de ensino e formação, a nível europeu, no sentido de estes se estabelecerem enquanto referência mundial de qualidade. O Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida tem os seguintes objectivos específicos: a) Contribuir para o desenvolvimento de uma aprendizagem de qualidade ao longo da vida e promover elevados níveis de desempenho; b) Apoiar a criação de um espaço europeu de aprendizagem ao longo da vida; c) Contribuir para melhorar a qualidade das possibilidades de aprendizagem ao longo da vida existentes nos EstadosMembros; d) Reforçar o contributo da aprendizagem ao longo da vida para a coesão social, a cidadania activa, o diálogo intercultural, a igualdade entre homens e mulheres e a realização pessoal; e) Contribuir para a promoção da criatividade, da compe-

titividade e da empregabilidade, bem como para o desenvolvimento do espírito empreendedor; f) Contribuir para aumentar a participação na aprendizagem ao longo da vida de pessoas de todas as idades, incluindo as pessoas com necessidades especiais e grupos desfavorecidos; g) Promover a aprendizagem de línguas e a diversidade linguística; h) Apoiar o desenvolvimento de conteúdos, serviços, pedagogias e práticas inovadoras, baseado nas TIC, no domínio da aprendizagem ao longo da vida; i) Reforçar o papel da apren-

dizagem ao longo da vida na criação de um sentido de cidadania europeia baseada na compreensão e no respeito dos direitos humanos; j) Promover a cooperação em matéria de garantia de qualidade em todos os sectores da educação e da formação na Europa; k) Incentivar a melhor utilização possível dos resultados e dos produtos e processos inovadores e assegurar o intercâmbio de boas práticas nos domínios abrangidos pelo Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida, no intuito de melhorar a qualidade nos sectores da educação e da formação. Amândio Cruz, professor do Depart. de Ciências Sociais e Humanas

“promover essencialmente os intercâmbios e a cooperação, assim como a mobilidade entre sistemas de ensino e formação” Março de 2011

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A Escola que somos

A VIAGEM Era uma vez cinco corajosos membros da Escola Secundária D. Dinis que se aventuraram rumo ao desconhecido. Eram eles os alunos Ana Figueiredo, Daniel Amaral e Daniel Santos e os professores Amândio Cruz e Vítor Matos. Tudo começou com um ambicioso projecto que tem como objectivo esbater as fronteiras existentes entre os diferentes países do Velho Continente. Este projecto, de nome Comenius, visa promover a divulgação das diversas culturas europeias e o contacto entre diferentes realidades. É um projecto que envolve bastante, que requer tempo e muito trabalho, mas que acaba por se tornar um tesouro que irá sobreviver ao desgaste do tempo. Nesta primeira aventura, os cinco corajosos dirigiram-se a terras de Sua Majestade e representaram a sua escola, a sua cidade e o seu país da melhor maneira que puderam. Tanto esforço valeu-lhes um merecido prémio. Página 18

This project has been funded with support from the European Commission. This publication reflects the views of the author only, and the Commission cannot be held responsible for any use which may be made of the information contained therein.

Enquanto uns dormiam, os três alunos portugueses resolveram animar a viagem de regresso a Londres

No dia 6 de Novembro, os cinco puderam, por entre alguma ansiedade, olhar para aquilo que seria a sua última visão de algo a que estavam habituados a chamar casa. Como acordado, encontraram-se às 2h do dia 7 na Rodoviária da Beira Litoral, para partirem rumo ao Aeroporto de Lisboa e subirem a bordo do TAP 343, com destino a Gatwick. Baptismo de voo para alguns, revivências para outros. O certo é que aquele lugar mágico, onde as montanhas são feitas de algodão até onde a vista consegue alcançar, nunca desilude os seus visitantes e tem sempre surpresas à espera de serem descobertas! Eis o tão esperado destino! Mas o compromisso chama e é imperativo que se dirijam a uma pequena cidade, Crediton, localizada a cerca de 300km da mais importante cidade daquela ilha, de modo a puderem cumprir as suas tarefas. Apesar de cansados pelos tempos das viagens, a alegria que sentiam era tanta que os fazia esquecer da fadiga e querer continuar. Já o lado negro e gelado reinava quando chegaram à pequena, mas muito acolhedora cidade onde, no Queen Elizabeth’s Community College , eram esperados pelas suas famílias de acolhimento. Todos se apresentaram e desde logo trocaram impressões entre si, numa tentativa de acalmar o coração face ao desconhecido. Cada um se dirigiu para a sua ‘nova casa’, acertou as horas do seu estômago, conversou mais um pouco, tanta era a curiosidade pela novidade, e, finalmente, descanMarço de 2011


A Escola que somos sou, para estar devidamente preparado para o dia que se seguiria. Chegou o dia. E com o dia, o acordar cedo, o dar-se conta que aquele não era o seu quarto português, o saudar a ‘nova família’, o arranjar-se, o tomar o pequeno-almoço inglês, ainda que não o típico, e o ir para uma escola inglesa com os seus ‘irmãos’ ingleses. Foram dias magníficos que passaram naquela cidadezinha, entre apresentações dos vários países, jornadas pelos lugares típicos e monumentos, aulas, jantares no Pub The Three Little Pigs , visitas a lojas, compras, milhares de fotos tiradas, chocolates quentes tomados no Tesco’s, músicas cantadas, prendas trocadas, actividades realizadas, mas sobretudo amizades criadas. O que é bom acaba depressa e não foi diferente para estes cinco portugueses. Às 7h da manhã do dia 11 chegou o momento em que tiveram de acordar do suposto sonho em que estavam imersos, despedir-se daquela cidade que tão bem os acolhera e dar aquele abraço que perdurará para além dos tempos até que se reencontrem.

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Os seus corações gelaram. Gelaram porque o vazio e a saudade haviam-se apoderado daqueles que outrora batiam de alegria. Mas, apesar de tudo, conseguiram a proeza de colocar as boas memórias a imperar nos seus corações, o que lhes restaurou a alegria momentaneamente perdida. Enquanto uns dormiam, os três alunos portugueses resolveram animar a viagem de regresso a Londres. Cantaram clássicos como Yellow Submarine e entretanto acabaram por acordar quem dormia com as suas cantorias. Entre um vídeo e outro, uma maluquice e outra, puseram praticamente toda a camioneta a cantar We Are The Champions. Entretanto, a aproximadamente metade do longo caminho de regresso, avistaram esse tesouro deixado pelos nossos antepassados neolíticos, que é o Stonehenge. Por cada casa que avista-

vam, uma foto! Afinal, não é todos os dias que se pode ter o prazer de vislumbrar casas britânicas. Chegados ao centro de Londres, a primeira coisa que fizeram, apesar de tantas outras, foi procurar o hotel que havia sido reservado e livrar-se das suas bagagens. A partir daí só faltava o tempo para poderem explorar toda a cidade, conhecer todos os

seus cantos e recantos. Tal não foi possível. No entanto, tiveram a oportunidade de avistar, ao longe, o Hyde Park, viajar no Underground , visitar o Green Park, o Buckingham Palace e o Queen Victoria Memorial, comer o típico Fish&Chips junto ao Palácio, assistir a treinos das forças militares inglesas no The Guards Museum, pedir informações, contemplar o National History Museum, Westminster Abbey, o Big Ben, Houses of Parliament, o rio Thames e o London Eye. Depois de jantarem no KFC em Camden Town, apanharam o Underground para Trafalgar Square. Seguiram o seu caminho, rumo a Picadilly Circus. Entre correrias e sombras, eis Página 19


A Escola que somos que surgem aqueles maravilhosos jogos de luzes! Não queriam acreditar! Mas de facto estavam mesmo ali! Como seria possível que àquela hora da noite aquele lugar fosse tão belo, tão animado? Comprovaram que Londres é, inquestionavelmente, a cidade que não dorme! Fizeram mais uma pequena pausa e dirigiram-se a uma das muitas lojas daquele lugar mágico. À medida que avançavam, iam avistando, presenciando mais e mais coisas, lugares, pessoas, o London Trocadero, o The West End Theatre , ainda e desde sempre com o Mamma Mia! em cartaz, o The Criterion Theatre… Chegaram a Leicester Square. Parecia algo combinado, mas, por acaso dos acasos, tiveram a oportunidade de assistir ao desfile das estrelas de Harry Potter pela Red Carpet. Era a World Premiere do filme Harry Potter and The Deathly Hallows – Part I, no Odeon Cinema! Como se tudo não fosse já um sonho para eles, eis que mais um elemento surpresa fora revelado! Mas o tempo não esperava e continuava a sua impiedosa passagem. Os cinco retomaram então o seu caminho para Trafalgar Square. Nem a chuva, o frio e os pés molhados os impediam de prosseguir! Entre tantos outros lugares, passaram pelos Trafalgar Studios e, entretanto, tinham chegado a Trafalgar Square. Entraram na Livraria Waterstones para se aquecerem. Depois disso foram ‘obrigados’ a regressar ao seu hotel, ia já a noite um pouco avançada. Trocaram de roupa, tomaram um banho e descanPágina 20

saram o mais que puderam, apesar da ansiedade que os incomodava por saberem que iriam partir no dia seguinte e apesar do seu vizinho de quarto ter, digamos, um aroma um pouco desagradável. No dia 12, acordaram. Ou talvez tenham sido acordados. Ou, no fundo, talvez nunca tivessem conseguido realmente dormir.

Tomaram o pequeno-almoço e saíram para dar uma última olhadela à cidade. Conheceram bairros, viram, mais uma vez, a mistura de culturas, os cabelos loiros, os morenos, os ruivos… Aquele enorme burburinho! Seguraram as suas malas, pediram informações, foram num Red Bus para Victoria Coach Station e admiraram tudo o que puderam. Fizeram

Mas o tempo não esperava e continuava a sua impiedosa passagem. Os cinco retomaram então o seu caminho para Trafalgar Square

o check-in no Aeroporto de Gatwick, almoçaram e voaram para Portugal. Chegaram! E sim, estavam contentes por regressar à sua verdadeira casa, mas mais contentes ainda por saber que tinham deixado amigos, famílias, ainda que emprestadas, e casas sempre prontas a acolhê-los num lugar longínquo! Para eles foi um sonho tornado realidade! Apesar destes pequenos parágrafos não chegarem, nem de perto, para relatar as suas peripécias, eles têm uma certeza: QUEREM VOLTAR PARA A ILHA! Daniel Amaral, aluno do 11ºB, Daniel Santos, aluno do 11ºA e Ana Figueiredo, aluna do 12ºC Março de 2011


A Portuguese in GB! Daniel Santos, 11ºA

I JUST WANT TO GO BACK TO THE ISLAND!

We arrived at Gatwick, London, on November 7th. Everything was new, everything needed to be observed, each detail examined! But the duty called and so we went to Crediton. What a wonderful city! And the people always kind and ready to help us! Between tours and lessons, music and chatting, it is certainly complicated to choose! The time I spent there was simply amazing! In the beginning I really wanted to stay in London and not in Crediton, but on November 11th, the day we had to go back to London, I just wanted to stay with my new friends and ‘family’! But I had to go… Oh, I really miss them… But, well, my will to explore Março de 2011

and know all about the places increased as I got closer to the big city! Time was short, but we tried to use it the best way we could - we tried to go everywhere! Impossible! It takes time to visit London. Buckingham Palace, Green Park, Big Ben, London Eye, Trafalgar Square, Piccadilly Circus… are just

some of the many (few for me) places where I’ve been to. I also was with the stars of Harry Potter at the World Premiere of Harry Potter and The Deathly Hallows - Part I, at The Odeon Cinemas! The trip was awesome because of the friends I made and the sightseeing! It was like a dream come true!

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almoçámos na escola, sempre com muito requinte e dedicação por parte dos alunos (estudantes de cozinha, recepção e serviço de mesa). No dia seguinte, foram iniciados os “trabalhos”: de manhã todos os participantes, em grupos, cozinharam sobremesas típicas de cada país envolvido no projecto. Pudemos provar sobremesas de Portugal, Itália, Eslováquia, Bulgária, Roménia, Espanha, Turquia, Inglaterra, Alemanha e Polónia. Depois do almoço, servido com o empenho de que já estávamos à espera, reunimo-nos novamente em grupos diferentes para recolher, em forma de inquérito, dados dos diferentes países acerca de boas manei-

rumo ao desconhecido

Italianos por Seis Dias No dia 16 de Janeiro partíamos nós de Coimbra para Lisboa, com destino a Roma. Chegados ao destino final, Teramo, “distribuídos” pelas nossas “famílias” e acomodados, iniciámos assim a semana que será para sempre recordada como uma das melhores semanas que já vivemos. O primeiro dia, dia 17, foi Página 22

de reconhecimento: primeiras impressões do espaço escolar, das pessoas, dos colegas, da cidade. Houve uma abertura oficial das actividades, onde fomos recebidos no Archivio di Stato di Teramo (um órgão periférico do Ministério do Património e Actividades Culturais). Visitámos locais centrais da cidade em grupo e Março de 2011


A Escola que somos ras. Concluído este trabalho, dirigimo-nos ao ginásio da escola, onde jogámos voleibol e basquetebol. Último dia, e já se sentiam as saudades antecipadas. Deslocámo-nos a Castelli, uma cidade a poucos quilómetros de distância do centro de Teramo, onde visitámos uma escola de artes (Instituto St. D’Arte “Fa. Grue” Castelli, TE) e a localidade (conhecida pela sua antiga tradição da produção de artigos em cerâmica). Logo a seguir, fomos até S. Gabriele, santo padroeiro de Abruzzo (região onde se encontra Teramo), e visitámos o seu santuário (parte nova e parte velha). Neste mesmo dia, à noite, reunimo-nos na escola

para jantar: indumentária elegante, mesas requintadas, comida excelente, animação presente (e melancolia!). O que viria a ser a última refeição dos participantes no meeting de Itália, transformou-se num misto de alegria com saudade e reconhecimento de amizades criadas. Despedidas feitas, o nosso grupo partiu para Roma. Aqui, ficámos confortavelmente hospedados num hotel perto da Praça de Espanha. Debaixo de

uma chuvinha persistente, fomos à descoberta do Coliseu, do Panteão, da Praça de S. Pedro, da Fontana di Trevi e de tantos outros monumentos históricos que a “riquíssima” cidade de Roma tem para nos mostrar (com a compra de alguns souvenirs pelo meio, claro!). Dia 21, o último dia em Itália! Cansados de todas as actividades e sightseeings da semana, mas com um sorriso na cara e a promessa de que nunca esqueceremos esta semana! Ana Mafalda Novais, aluna do 12ºA

Março de 2011

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A Escola que somos

Concursos Olimpíadas

Olimpíadas

“O projecto N@Escolas” é um concurso promovido pelo Diário de Notícias, que procura “estimular o interesse pela leitura, despertar o espírito crítico dos estudantes face aos acontecimentos que o dia 4 de Noo rodeiam, através de acções de reflevembro, decorreram as Olimxão e debate das notícias divulgadas na píadas de Mateimprensa e nos meios de comunicação mática, tendo quatro social em geral”. alunos prestado pro-

N

A nossa escola respondeu de forma positiva ao desafio e quatro grupos de alunos redigiram um Editorial subordinado a temas diversos, apoiando-se em materiais de apoio disponíveis no site www.nescolas.dn.pt: • Homossexualidade: aceitação ou rejeição? (Flávia Morais, Inês Severino, Cátia Rosinha); • Presenciaremos uma nova Guerra Global? (Andreia Sousa, Carlos Santos, João André Neves, João Miguel Pereira, Rodrigo Queirós); • Os relaci onaPágina 24

mentos (Ana Gonçalves, Ana Paixão, André Fonseca , Francisco Nazaré, José Forte); • Redes Sociais (Ana Nazaré, Carolina Santos e Daniela Silva). Passou à segunda fase do concurso – “Dia DN” – o grupo FIC, pelo que no dia 22 de Março teremos, na D. Dinis, a presença do Diário de Notícias que acompanhará uma figura pública a qual será entrevistada preferencialmente pelos grupos ganhadores, a fim de construírem uma reportagem da presença daquele jornal na nossa escola. |

vas na categoria A e nove na categoria B. Pela primeira vez na nossa escola, decorreram as VI Olimpíadas da Biotecnologia no dia 16 de Fevereiro, às quais aderiram 3 alunos (1 do 11.º A e dois do 11.º B). Esta iniciativa é promovida pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e a Sociedade Portuguesa de Biotecnologia procura promover “o conhecimento e o interesse pela temática da Biotecnologia nas suas múltiplas vertentes, a utilização do método científico na resolução de

problemas, o interesse dos alunos em actividades realizadas fora da sua comunidade escolar, o intercâmbio de ideias e a confraternização entre alunos de diferentes comunidades escolares e a interacção professor/aluno em ambiente não lectivo.” A segunda eliminatória decorrerá a 30 de Março No dia 20 de Fevereiro realizaram-se as segundas eliminatórias das Olimpíadas do Ambiente. Três alunos na categoria sénior e um na categoria júnior estiveram presentes. No dia 21 de Março (Dia da Árvore) foram entregues os diplomas aos participantes.|

Março de 2011


A Escola que somos

E que tal Matemática nas férias?!

Matemática nas férias??!! Porque não ?! Quando pensamos em matemática, pensamos em estudar muito … problemas… seca… E se perguntássemos se é possível ir de férias com a matemática e divertirmo-nos, todos responderiam “Não!”, mas nós dizemos: “Sim!”. No início do 3º período do ano passado, a nossa professora, Isabel Pelicano, informou-nos da existência de um acampamento matemático, MatCampus 2010, durante duas semanas de Julho. A primeira seria passada em Braga, e a segunda em Santiago de Compostela. Inscrevemo-nos, e sabíamos que seriam escolhidos 20 alunos portugueses e 20 espanhóis. Aguardámos ansiosamente a resposta e … Finalmente, veio o “Bem-vindas!” tão desejado. A 18 de Julho, lá fomos nós a caminho de Braga, do regimento de cavalaria nº6, o quartel militar onde passaríamos a primeira semana desta experiência. Nos primeiros dias fomos conhecendo todo o grupo, tanto nas visitas à noite ao centro da cidade, como nas casernas onde dormiam 15 pessoas! Todos os dias acordávamos bem cedinho para tomar o pequeno-almoço na companhia dos militares, e, de seguida, encaminhávamo-nos para a universidade do Minho. Lá, assistíamos a Março de 2011

palestras que relacionavam a Matemática com diversas áreas (Música, Arte, Astronomia, Criptografia, …), também fazíamos jogos e resolvíamos problemas em diferentes grupos, sempre em convívio e animação (é claro que quando se tornava cansativo, todos passávamos um bocadinho pelas brasas, até os professores!). Apesar de ter havido alguma matemática, não estivemos sempre “enfiados” numa sala de aula: fizemos um peddypaper nocturno pela cidade de Braga, perdemo-nos na Serra do Gerês numa prova de (des)orientação, molhámos o “rabinho” a fazer canoagem e enchemo-nos de pipocas no cinema. Rapazos y rapazas, dia 25 de Julho, rumo a Santiago de Compostela! Se até este dia a matemática pouco nos aborreceu, na Galiza mal nos apercebemos dela! Acordávamos mais tarde, tínhamos pequenos-almoços, almoços e jantares dignos de reis e rainhas, os quartos eram duplos e arrumados pelas funcionárias todos os dias, fazíamos a tão conhecida siesta espanhola depois de almoço, passeávamos pela cidade, comprávamos produtos tradicionais e, para terminar esta experiência em grande, vimos um espectáculo na Catedral de Santiago e saímos à noite. Matematicamente falando, tudo o que aprendemos esta

semana foi muito mais divertido. Visitámos a Coruña (onde fomos à praia e à Casa das Ciências), estivemos dentro de um supercomputador e, ainda, conhecemos uma fábrica de construção de autocarros que utilizamos todos os dias. Depois de tudo isto, as duas semanas chegaram ao fim. Lágrimas, risos e abraços de despedida foram muitos no dia 31 de Julho… Vivemos uma experiência única onde não só aprendemos imenso como também conhecemos pessoas muito diferentes e interessantes. Se podíamos não ter ido ao MatCampus2010?? Poder, podíamos, mas as nossas férias não eram a mesma coisa. Andreia Cardoso eÂngela Coelho, alunas do 12ºB Página 25


A Escola que somos

Biblioteca De carinha lavada! Acede-se ao espaço subindo a escadaria do Bloco A. No primeiro lanço da escadaria, um Mostrengo saído da inspiração de alunos, e que não representa um professor saído de uma qualquer reunião, observa-nos irado. Subamos mais uns quantos degraus. Chegamos! Primeira constatação: a porta de madeira, velhinha e suja, cedeu o lugar a uma porta transparente. Haja transparência na porta! Passemos a porta. Lá dentro, uma nova decoração: soalho novo, estantes novas, mobiliário novo. A estrear! Dá gosto penetrar, recostar-se nos novos sofás, ver as paredes de cara lavada, ponteadas pelas obras plástiPágina 26

cas que os alunos vão produzindo nas aulas de EV. Haja artistas! Mas não só de exterior vive a BE. Nas novas estantes,

espera-nos um acervo renovado e, pour cause, enriquecido. Herdeira de uma verba interessante, a BE adquiriu mais de cem (100!) DVD e mais

de cem (100!) livros. Desculpem-se agora que não há que ler ou que ver… Aqui e ali, aparece uma exposição. A mulher charmosa e glamourosa do início da Belle Março de 2011


A Escola que somos

Porque celebramos Tolstoi?

Époque, observanos dos cartazes onde repousa. Que pensará a Madame desta actual moda juvenil? A BE, sempre à la page, resolve comemorar os setenta e cinco anos da morte de Fernando Pessoa e, com o material da casa, expõe (A)palavrar Pessoa(s) , que é visitada pelos alunos do décimo segundo ano. Por fim, O Bispo Negro , obra de Alexandre (falo do Herculano, claro), é ilustrada pelos nossos alunos (e não só) e exibida itinerantemente pelas escolas da cidade. Bravo! E, finalmente, as pessoas: as que constituem a equipa e os funcionários desta Unidade Orgânica (que raio de nome

inventaram para uma escola!) que lá labutam, os colegas que a frequentam, os alunos que a demandam. Podia fazer-se melhor? Podia? Não sei, mas não seria a mesma coisa. Faz-se muito ou pouco e avalia-se o trabalho. Acabo aqui e já pois ia escrever que o trabalho era monitorizado… o que me vale é o contacto com livros o que ainda me dá uma certa resistência a estes palavrões! PS – Aos cibernautas, uma sugestão: a BE é de tal maneira moderna e aberta à comunidade que criou um blogue! Assim, quando se quiserem informar, ver, sugerir, aviltar ou encomiar é só ir ao blogue. Fácil, não é? Fernando Sá, professor da Equipa da Biblioteca

Fotos de Tolstoi Jovem, Adulto, Ancião

Com os alunos do 12º C recordámos Tolstoi no centenário da sua morte (1910). Trata-se de um imenso escritor, património da nossa humanidade, para muitos, hoje, desconhecido, cuja obra se mantém, como a de todos os clássicos, tão actual, nesta eterna procura de compreendermos o que somos e o que fazemos. Convidamos-vos a lê-lo. Na Biblioteca da nossa escola podem encontrar a sua obra-prima, o romance Ana Karenina e as novelas A Morte de Ivan Ilitch e A sonata a Kreutzer. Muitas outras podem encontrar na Biblioteca Municipal ou nas livrarias, como Hadji Murat, Ressurreição, Guerra e Paz, Adolescência e outros. Boas leituras! Vítor Matos, professor da Equipa da Biblioteca

Março de 2011

Página 27


A Escola que somos

O que há muito a Escola Secundária D. Dinis colocava em prática foi agora legislado. Mudanças! Para que se cumpra a Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto, todas as turmas elaboraram o seu PESES – Projecto de Educação para a Saúde e Educação Sexual. e foi oficializado o Gabinete do Aluno. Evidências! Nem mesmo com a ajuda de um GPS, percorreríamos todos os espaços sugeridos, destinados, imaginados para o novo Gabinete do Aluno (antigo Contigo) de modo a cumprir o estipulado no Artigo 10.º da referida Lei, no que diz respeito às características do gabinete. Bloco C (sonho fugaz), Bloco A (inimaginável), Bloco E (sem condições), Bloco F (nem pensar), finalmente Bloco D! Estávamos na iminência de não arranjar espaço próprio

para o Gabinete e assim aconteceu! O Gabinete do Aluno partilhou durante parte do ano lectivo o seu espaço com o Departamento de Ciências Sociais e Humanas. Mas mudar para melhor é fundamental. Assim, no dia 14 de Fevereiro, inaugura-se com pompa e circunstância um novo espaço do Contigo que passa a

ser também o Gabinete de Apoio ao Aluno. Colorido, juvenil, alegre, caloroso, convidativo. Andanças! Mudanças! Evidências! Os PESES das turmas estão em implementação e o eco de Escola é bastante positivo. Os alunos estão a trabalhar as temáticas da sexualidade com bastante responsabilidade e das diversas actividades já concluídas destacam-se: a formação por pares em Contracepção e Reprodução Medicamente Assistida; a criação de jogos e representações nas temáticas referidas e sobre gravidez na adolescência e o visionamento de filmes sobre discriminação sexual, bullying, relações interpessoais e reprodução. A par da sexualidade a Escola vai sensibilizando e informando a comunidade escolar sobre temáticas da saúde. O Dia Mundial da Alimentação, o Dia do Não Fumador e o Dia Mundial da Sida foram simbolicamente comemorados: “Elimina o sal, o açúcar e as gorduras”; “Eles não me queimam. E Tu?”; “Eu meço o risco. Uso Preservativo”. Borrachas, cigarros de papel, cartazes, tudo serve para passar a mensagem. Evidências em prol de mudanças comportamentais. Mudanças… andanças… evidências… ou numa perspectiva mais objectiva, complicar o que já se fazia. Aguardo com expectativa o “simplex” da Educação. Clara Marques, Coordenadora da Educação para a Saúde e Educação Sexual

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Março de 2011


A Escola que somos Receita de Educação n.º 1 – PESESn Grau de dificuldade: Fácil Custo aproximado: € 0,00

Confecção Misture todos os ingredientes com alguma paciência. Forre várias formas “Escola” com bastante papel, deite o preparado anterior e polvilhe com mais reuniões. Leve a diferentes hierarquias: Direcção; Conselho Geral; Conselho Pedagógico; Conselho de Directores de Turma e Conselhos de Turma.

Sirva aos alunos com a aprovação dos Encarregados de Educação. Sugestão de acompanhamento: avaliação do produto final. Bom Apetite!

Aguarde o final das reuniões e desenforme:

Ingredientes:

1 coordenador PESES 1 PESES de Escola 1 Equipa Interdisciplinar PESES 1 Gabinete do aluno 1 PESES por turma e respectivo coordenador.

Lei n.º 60/2009 Portaria 196-A/2010 Professores Muitas Reuniões Resmas de papel

Março de 2011

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A Escola que somos

Conhecer mais para intervir melhor

No dia 2 de Fevereiro, pelas 15.30 horas, no auditório da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), foi assinado um protocolo de colaboração entre as instituições IREFREA (Instituto Europeu para o Estudo dos Factores de Risco e Factores de Protecção em Crianças e Adolescentes), a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e seis escolas desta cidade : Agrupa-

mento de Escolas Eugénio de Castro, Agrupamento de Escolas da Pedrulha, Escola Secundária com 3º Ciclo D. Dinis, Escola Secundária José Falcão, Escola Secundária D. Duarte e o Colégio Rainha Santa Isabel. Os diferentes elementos da mesa (Dr. Fernando Mendes, Presidente do IREFREA-Portugal, Professor dr. Manuel Rodrigues, coordenador de uma unidade de investigação da

PEER, Drª. Maria da Conceição Bento, Presidente da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra e Drª. Irma Brito, professora Adjunta na ESEnfC) salientaram a importância da conjugação de esforços de vários sectores, preconizado pelo projecto “Tu decides”, para o aprofundamento do conhecimento no âmbito da saúde e para “o treino de competências sociais e pessoais” que contribuam para uma existência mais saudável, valorizando-se, agora, a formação dos pais e encarregados de educação e não só do jovem ou da escola. Assim, procura-se munir os alunos de capacidades que lhes permitam resistir aos desafios negativos e desenvolver nos pais aptidões que facilitem a comunicação na família acerca de temas como “a sexualidade responsável, o consumo de substâncias psico-activas e dependências não químicas, o equilíbrio energético e os primeiros socorros.” Para um conhecimento mais aprofundado do trabalho desenvolvido pelo referido projecto, consultar o site a seguir transcrito: www.programatudecides.blogspot.com

Sessão IST No âmbito do projecto “Tu decides”, nos dias 31 de Janeiro, 1, 2 e 4 de Fevereiro, Tatiana Miranda , enfermeira em estágio, dinamizou sessões sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis para os alunos dos 10º , 11º, 12º e 2º ano CEF. Página 30

Com o objectivo global de educar os jovens para a sua saúde e para a saúde pública em geral, através de atitudes preventivas, as referidas sessões procuraram aumentar a literacia dos alunos quanto às I.S.T. e formas de prevenção,

bem como praticar a colocação de preservativos femininos e masculinos, recorrendo a modelos anatómicos. Os jovens presentes colaboraram positivamente, tendo colocado perguntas pertinentes. Março de 2011


A Escola que somos

Gabinete de Apoio ao Aluno/CONTIGO

KA-OS

No dia 14 de Fevereiro foi inaugurado o novo espaço do Gabinete do Aluno, o qual passará a funcionar no gabinete do CONTIGO agora remodelado (bloco E, no r/c). Já a funcionar desde o início do ano, o Gabinete de Apoio ao Aluno pretende ser um espaço amigo, onde aquele possa encontrar a atenção desejada, a resposta há tanto procurada. Aberto a toda a comunidade escolar, este espaço será mais um meio para se ter uma vivência saudável e responsável. A equipa responsável está, pois, disponível para te ouvir, esclarecer, orientar, encaminhar para serviços mais especializados, se necessário. Querendo ser um espaço dinâmico e interactivo de partilha de ideias, o gabinete procurará “promover o teu bem estar físico, social e psicológico”. “Não fiques na dúvida! Aparece!”

Contactos: De segunda a sexta-feira das 13.25 às 14.55 horas ou através do mail: gaa.contigo.ddinis@gmail.com Março de 2011

A digressão do grupo KA-OS iniciou-se mesmo antes do ano lectivo ter iniciado. O convite da Associação Recreativa de Vilarinho/Brasfemes levou o grupo àquela povoação a representar “Tempus ou Outra Passagem das Horas”, peça preparada para apresentar no concurso Escolíadas/2010. Já em Dezembro, representaram a peça “Instantâneos” para o Agrupamento de Escolas de Anadia e a 17 de Dezembro, a pedido de um grupo da Área de Projecto do 12º ano, apresentaram-na na Sala de convívio da Escola Secundária D. Dinis para a sua comunidade escolar. Em Fevereiro, deslocaram-se a Ferreira do Zêzere para apresentar esta mesma peça aquando do Congresso de Sexualidade dinamizado pela Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere e pela Cáritas. Página 31


A Escola que somos

L.T.V. Mais uma vez o Clube Laboratório da Terra e da Vida – LTV abriu as suas portas para receber todos os alunos que quisessem colaborar. Assim sendo, os alunos foram informados da sua existência e do horário de funcionamento,

encontrando-se afixado cartaz informativo na porta da sala GD3. É um espaço dedicado a todos aqueles que gostam de pesquisar,, investigar, experimentar, têm curiosidade pelos fenómenos da Natureza e que gostam de aprender fazendo. Destina-se, também, a todos aqueles que gostariam de ser pequenos cientistas. Também serve como local onde existe sempre uma professora de Ciências Naturais/ Biologia/ Geologia disponível para ajudar, apoiar e esclarecer dúvidas. É um espaço criado a pensar em ti. Associado ao Clube “LTV” existe, também, o jornal de parede – Jornal das Ciências-, no qual podem ser colocados os teus trabalhos, as tuas pesquisas, as tuas descobertas, ou mesmo, para alertar/ informar os teus colegas e outros agentes da comunidade escolar.

Assim, o clube, em colaboração com EPS e PES, comemorou o “Dia Mundial da Alimentação”, o “Dia do Não Fumador” e o “Dia Mundial da SIDA”, com exposições de trabalhos realizados, respectivamente pelos alunos do 11º D e do 10º A e notícias no jornal de parede. Também dinamizou e colaborou nas Olimpíadas do Ambiente, cuja 1ª eliminatória se realizou no dia 16 de Dezembro. Nesta, participaram, na categoria Júnior, os alunos: Beatriz Fontes, Daniela Batista, Mafalda Neves e Maria Rute Santos do 7ºA e Débora Cruz e Ana Vilas do 8ºA e na categoria Sénior os alunos: Daniela Silva, Filipa Martins, Joana Simões do 10ºA; João Neves, Jorge Branco, Pedro Melo do 10ºB; André Cruz, Fernando Ferreira, Tiago Santos, Bruno Carvalho, Didia Pereira do 11ºA e Nuno Martins, João Saramago, Tiago Carvalho, José Bugalho, Mohamed Manafá do 11ºB. Muito mais se poderá fazer, ainda, com a tua colaboração e participação. O Clube “Laboratório da Terra e da Vida” continua de porta aberta à tua espera todas as 5ªs feiras das 15:55h às 17:35h no Bloco D, junto ao laboratório. Aparece!... Maria do Rosário Nisa, Professora Responsável pelo Clube “LTV”

Promover a Saúde Contigo Olá! Somos o Gustavo e a Vanessa e encaramos a Escola como um local onde, para além de aprendermos tantas coisas, também podemos dar azo à nossa imaginação, sermos criativos, dinamizar actividades, sentir e pôr a Escola a mexer. Pertencemos à Escola Promotora de Saúde e estamos a recuperar o CON-

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TIGO para criar um espaço de “saúde” aprazível, onde poderás realizar trabalhos de grupo, pesquisar informação sobre saúde, conversar e /ou colaborar connosco na dinamização de actividades. Estamos a trabalhar com a professora Clara Marques e já dinamizámos o Dia Mundial da Alimentação (27 de Outubro), o Dia Mundial do Não Fumador

e o Dia Mundial da SIDA. Precisamos da tua ajuda para que a D. Dinis seja cada vez mais saudável. Vem colaborar connosco! Contamos CONTIGO! Aparece às quartas-feiras pelas 11:50h! Vanessa Fachada e Gustavo Ribeiro, 10.ºC

Março de 2011


A Escola que somos 3ª edição da Escola Electrão

D. Dinis presente!

Desporto Escolar

Corta mato

19 de Janeiro 2011

És um exterminador implacável? Estás convocado! Queremos que os REEE passem à história, por isso participamos mais uma vez no Projecto Escola Electrão. Se tiveres em tua casa: Radius caladus , Maquinum arcaicus, Aquecedoris loucus, Aspiradorus avariadus, Computadoris obsoletus , Televisaurus reex… livra-te deles e ajuda a escola a recolher estes perigosos “espécimes”, que na maioria dos casos só ocupam espaço. Fala aos amigos, à família, aos vizinhos e pede-lhes ajuda para os capturar. A escola está a enclausurá-los na antiga sala de percussão (Bloco F) e livrarse-á deles no dia 10 de Março de 2011, dia em que o ponto electrão visita a nossa escola. Colabora e revela-te um exterminador implacável.

Objectivo da actividade: desenvolver a modalidade de atletismo na escola e apurar os seis primeiros classificados de cada escalão, para representar a nossa escola no corta-mato distrital, que se realizará no próximo dia 8 de fevereiro, em Góis. Aspectos positivos: A actividade na sua globalidade foi bem sucedida; os alunos participantes empenharam-se e demonstraram um bom espírito competitivo. Participaram e envolveram-se na realização da actividade alunos ditos “complicados e problemáticos”, e importa referir que estes alunos atingiram mesmo lugares de

topo (1º e 3º lugar) e não manifestaram quaisquer comportamentos desadequados. O grupo de educação física, na sua totalidade, envolveu-se e participou na realização e desenvolvimento da actividade desportiva, e para além dos docentes, participaram na organização desta actividade desportiva alguns assistentes operacionais, nomeadamente os do pavilhão e bar (são sempre extraordinários e uma mais valia). Aspectos negativos: Pouca adesão dos alunos, devido à existência de actividades paralelas fora da escola.

Cristina Fonseca e Clara Marques, dinamizadoras do projecto na Escola Março de 2011

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A Escola que somos

Corta-mato escolar, em 19 de Janeiro 2011 INICIADOS FEMININOS (96/97) Nº

NOME

ANO

TURMA

D. N.

CLASSIFICAÇÃO

15

NÁDIA GERALDO

8

A

27-01-1996

8

CATARINA MARTINS

9

A

19-12-1996

JUVENIS FEMININOS (94/95) Nº

NOME

ANO

TURMA

D. N.

CLASSIFICAÇÃO

9

VANESSA GERALDO

11

D

01-06-1994

JUNIORES FEMININOS (93 E ANTERIORES) Nº

NOME

ANO

TURMA

D. N.

CLASSIFICAÇÃO

7

DANIELA FERNANDES

11

C

10-11-1993

Iniciados Masculinos (96/97) Nº

NOME

ANO

TURMA

D. N.

CLASSIFICAÇÃO

14

PEDRO FERRÃO

7

A

22-10-1997

9

BRUNO SANTOS

8

A

31-12-1996

7

DIOGO MOREIRA

7

A

20-06-1997

JUVENIS MASCULINOS (94/95) Nº

NOME

ANO

TURMA

D. N.

CLASSIFICAÇÃO

8

DIOGO CARVALHO

11

A

07-02-1994

11

DIOGO RODRIGUES

10

E

22-09-1994

18

NELSON FREIRE

10

E

12-06-1994

19

SÉRGIO MELO

10

A

27-07-1995

18

RUI FERREIRA

10

A

23-10-1995

21

RODRIGO QUEIRÓS

10

B

09-06-1995

23

ANDRÉ CASTRO

10

E

18-05-1995

JUNIORES MASCULINOS (93 E ANTERIORES)

JUÍZES DE PROVA NOME

ANO

TURMA

ANA RITA

11

C

ANDREIA

11

C

LETÍCIA

11

C

ANA MARIA

8

A

ANA BEATRIZ

8

A

Página 34

NOME

ANO

TURMA

D. N.

CLASSIFICAÇÃO

2

BRUNO PINTO

10

IG

14-03-1993

PARTICIPANTES – 15 JUÍZES DE PROVA – 5 Março de 2011


A Escola que somos

8 de Fevereiro, Corta-mato distrital, em Góis. INICIADOS FEMININOS (96/97) Nº

NOME

ANO

TURMA

D. N.

CLASSIFICAÇÃO

8

CATARINA MARTINS

9

A

19-12-1996

94

15

NÁDIA GERALDO

8

A

27-01-1996

120

Nº TOTAL DE PARTICIPANTES -- 188

JUVENIS FEMININOS (94/95) Nº

NOME

ANO

TURMA

D. N.

CLASSIFICAÇÃO

9

VANESSA GERALDO

11

D

01-06-1994

50

Nº TOTAL DE PARTICIPANTES -- 94

JUNIORES FEMININOS (93 E ANTERIORES) Nº

NOME

ANO

TURMA

D. N.

CLASSIFICAÇÃO

7

DANIELA FERNANDES

11

C

10-11-1993

13

Nº TOTAL DE PARTICIPANTES -- 29

Iniciados Masculinos (96/97) Nº

NOME

ANO

TURMA

D. N.

CLASSIFICAÇÃO

9

BRUNO SANTOS

8

A

31-12-1996

124

14

PEDRO FERRÃO

7

A

22-10-1997

205

7

DIOGO MOREIRA

7

A

20-06-1997

225

Nº TOTAL DE PARTICIPANTES -- 239

JUVENIS MASCULINOS (94/95) Nº

NOME

ANO

TURMA

D. N.

CLASSIFICAÇÃO

8

DIOGO CARVALHO

11

A

07-02-1994

10

11

DIOGO RODRIGUES

10

E

22-09-1994

24

19

SÉRGIO MELO

10

A

27-07-1995

79

18

NELSON FREIRE

10

E

12-06-1994

88

18

RUI FERREIRA

10

A

23-10-1995

114

21

RODRIGO QUEIRÓS

10

B

09-06-1995

163

Nº TOTAL DE PARTICIPANTES -- 168

JUNIORES MASCULINOS (93 E ANTERIORES) Nº

NOME

ANO

TURMA

D. N.

CLASSIFICAÇÃO

2

BRUNO PINTO

10

IG

14-03-1993

4

Nº TOTAL DE PARTICIPANTES -- 76

Esta actividade envolveu cerca de 2500 alunos, que integram escolas do distrito de Coimbra. É importante referir que todos os nossos alunos manifestaram comportamentos exemplares e revelaram um elevado nível de empenho, responsabilidade e interesse nas provas disputadas, o que se reflectiu nas classificações alcançadas, as quais foram muito positivas. Os alunos estão sem dúvida de parabéns! Estamos convictos que o balanço desta actividade é muito positivo, e vai muito além das classificações conseguidas pelos alunos. Com a participação nesta actividade foi desenvolvida, nos alunos, a partilha de valores, tais como, responsabilidade, disciplina, fair-play, coesão de grupo, entreajuda, etc... Célia Costa, Coordenadora do desporto escolar

Março de 2011

Página 35


A Escola que somos

Reflexão Desportiva (parte II – 2011)

É com agrado que verifico o crescimento do número de alunos no Curso Tecnológico de Desporto, constituindo uma percentagem muito significativa dos alunos da escola. E desde já, dou as boas-vindas aos alunos das turmas D e E, do 10º Ano. A par do que tem acontecido ao longo destes anos, é uma satisfação verificar o conjunto de actividades e projectos desenvolvidos por estes alunos (sempre orientados pelos seus professores), criando uma grande dinâmica na escola. Nestes projectos, actividades e trabalhos desenvolvidos salientam-se as Actividades Referentes (1, 2 e 3), Actividades de Créditos (11º e 12º Anos), Atlas Desportivo, Dossiê do Técnico Desportivo, Projecto Tecnológico, Estágio e a prova final (PAT – Prova de Aptidão Tecnológica). Mas é com uma satisfação ainda maior que verifico uma melhoria no Página 36

empenho, nas atitudes e comportamentos. Este facto pode-se verificar com uma diminuição significativa do número de participações disciplinares ocorridas. Neste contexto, e face ao momento presente, gostaria de felicitar o trabalho desenvolvido pelos professores do Departamento (Nuno Freitas e Luís Ferreira) que coordenaram/orientaram as actividades do Torneio de Natal (AR2) junto com os seus alunos. Saliento a dinâmica estabelecida entre os dois professores nas disciplinas de PDR e ODD, respectivamente. Para além disso, apesar de haver sempre um ou outro aspecto que possa vir a ser melhorado, uma vez que os alunos estão em constante aprendizagem, destaco a pertinência das actividades realizadas no que diz respeito à evidência das competências essenciais adquiridas desta

especificação – as que dizem respeito à organização de actividades, tanto as de promoção da actividade física como as competitivas formais, bem como, a articulação e cruzamento das matérias onde se acrescenta o planeamento, avaliação e os meios audiovisuais. O tipo de abordagem das actividades apresentadas (algumas novas e criativas), as datas sugeridas pelo departamento, de forma a realizar uma avaliação correcta de todo o processo, por parte dos professores envolvidos, foi importante para o ajuste das actividades face às exigências e aos propósitos das actividades no seio escolar. Assim, o apoio e os esforços entre os alunos com oportunidade, promovendo a entreajuda para favorecer o aperfeiçoamento e a satisfação própria e do(s) outro(s) foi evidente nos dias do torneio. A cooperação nas diversas situações, escolhendo as acções favoráveis ao êxito, à segurança e ao bom ambiente relacional na actividade desenvolvida foi fundamental para o clima existente entre todos os agentes envolvidos (professores do Departamento, alunos dinamizadores, atletas participantes e público). Os compromissos e responsabilidades de organização e preparação das actividades individuais e/ou de grupo, cumprindo com empenho e brio as tarefas inerentes, são funMarço de 2011


A Escola que somos damentais para que a actividade que envolve tantos elementos da comunidade escolar decorra de forma positiva, com espírito desportivo e de grande fair-play. Em nome de todos, agradeço a colaboração dos professores do departamento, de alguns professores que de alguma forma foram levando os seus alunos para o pavilhão para participarem e assistirem às actividades que decorreram no polidesportivo. Continua a ficar, contudo, uma mágoa sentida por todos os alunos do curso e pelos professores do departamento, pelo facto de nem todos os agentes escolares compreenderem a importância destas actividades para a vida da escola, do crescimento físico, social e emocional dos alunos, da dinâmica criada, bem como, da necessidade da mesma, uma vez que constitui um momento de avaliação basilar dos alunos do 11º ano (AR2), do Curso Tecnológico de Desporto. Para as restantes actividades, já planeadas, desejo a todos os alunos do curso, do 10º ao 12º Ano, um empenho e entrega no desenvolvimento das mesmas. Para finalizar, em especial para os que pretendem prosseguir os estudos na área, não esqueçam os exames que têm de realizar no final do 12º Ano, bem como, a realização dos pré-requisitos de acesso à Universidade. Para isso, há que desenvolver um trabalho sistemático e não deixar essa preparação para os últimos dias. Saudações desportivas! Mafalda Teles (Coordenadora do Curso Tecnológico de Desporto) Março de 2011

Estágio

No âmbito do Curso Tecnológico de Desporto, do 12º Ano, os alunos iniciaram o Estágio em Entidades Desportivas da região, de acordo com as horas estipuladas. Alguns dos momentos poderão decorrer, também, ao fim-de-semana e no período de férias. Foi marcado para o dia 22 de Dezembro a assinatura dos protocolos de estágio na presença do Director da Escola (Augusto Nogueira), Directora de Turma (Ana Bela Carvalho), da Coordenadora (Mafalda Teles) e da professora de ATI (Salomé Quinteiro). Devem realizar-se, ainda, reuniões semanais com os formandos para recolher, organizar e fornecer informação, bem como reuniões regulares com os alunos, monitores e a orientadora de estágio. Tem que se promover, com regularidade, encontros entre a escola e as entidades de estágio, o que implica que previamente estejam clarificados e calendarizados as actividades que cada um dos intervenientes deverá ter neste período. Perante todas as exigências, as tarefas e projectos que os alunos irão desenvolver, não esquecendo o facto de irem representar a escola fora de

portas, desejo os melhores sucessos e que cumpram todas as suas actividades com sentido de responsabilidade e respeito. Agradeço, uma vez mais, às Entidades e monitores, que há alguns anos têm colaborado com a nossa escola, bem como às novas Instituições que irão, este ano, cooperar na formação dos nossos alunos, nesta etapa final. “A variedade e a dimensão das várias componentes da ATI e a natureza (e responsabilidade) deste ano final de curso implicam que os processos sejam eficazes no sentido do sucesso dos alunos. A eficácia, neste caso, relaciona-se evidentemente com a qualidade dos processos formativos, mas depende em grande parte da coerência e articulação dos procedimentos de desenvolvimento curricular.” Segue a lista dos alunos com as respectivas entidades de estágio: Bruno Lopes, Ruben Oliveira (ADC Adémia); David Cunha, Rafael Castro, (Tininha Lopes Body-fitness); Diogo Cardoso (Eirense); João Ferreira, Ricardo Carvalho (C S S João); Patrícia Gomes, Ana Simões (AAC - Voleibol); Rómulo Fernandes (C Náutico A C); Ronaldo Mendes (AAC - OAF); Rui Aleixo (GD Mealhada). Página 37


A Escola que somos

Área de Projecto

iziaccess

Health Patrol

Acessibilidade na Saúde

Saúde na adolescência

“Acessibilidades na saúde” é um tema que vai ser tratado por um grupo de 5 alunos da turma A. É pretendido com a exploração deste tema garantir a salvaguarda e a segurança escolar perante uma situação de calamidade. Todo este processo será feito através da responsabilização e consciencialização de toda esta população no cumprimento de normas de segurança. Para este efeito é necessário que conhecimentos gerais e do senso comum sejam aplicados. Assim sendo, serão várias as iniciativas que o nosso grupo irá propor à escola para que, no futuro, todas as condições necessárias a uma boa evacuação e os pedidos de ajuda diferenciada sejam eficazes.

“Saúde na Adolescência” é um tema que pretendemos abordar para ajudar os jovens da nossa escola a entrarem saudavelmente na fase adulta e ganhar hábitos saudáveis. Para isso podem contar com a ajuda da Daniela Paiva, do João Marques, da Mariana Fernandes, da Nádia Varandas e do Pedro Ferreira. Queremos esclarecer todas as vossas dúvidas e tratar de

Grupo Z (Carolina T., Daniel A., E liseu L., Mafalda N., Tânia G.) do 12º A

igualmente planeado algumas actividades e jogos para que os alunos usufruam ao máximo de momentos lúdicos e elucidativos, Grupo H (Daniela, Mariana, Nádia, João, Pedro) do 12º A

Olhares perceptíveis

A “im”perfeição da vida Bruna, Cláudia, Inês e Vanessa, alunas do 12ºA, pertencem ao grupo “Olhares Percep-

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temas que sejam particularmente do vosso agrado, nomeadamente alimentação, distúrbios alimentares, sexualidade, toxicodepen-dência...mas para que isso seja possível precisamos da colaboração de todos vocês! No nosso projecto, temos

tíveis” e escolheram o tema “ (Im) Perfeição da Vida”. O “IM” está entre parênteses para realçar que na vida nada é perfeito. Refere-se ao facto de que qualquer ser humano tem direito à vida e é capaz de fazer coisas excepcionais. Apesar das diferenças que poderão surgir à nossa volta, o importante é que essas diferenças nos façam crescer e pensar para certas situações. É uma perfeição absoluta o saber desfrutar lealmente o Março de 2011


A Escola que somos

Área de Projecto nosso ser. A imperfeição é a causa necessária da variedade nos indivíduos da mesma espécie. O perfeito é sempre idêntico e não admite diferenças por excesso ou por defeito. A função da perfeição é fazer com que cada um de nós conheça a sua imperfeição. Optaram por escolher um tema geral, para que pudessem abranger vários factores. Assim, decidiram trabalhar ao longo deste ano sobre pessoas invisuais e surdas. Com esta escolha, pretendem descobrir de que forma uma “imperfeição” pode levar a uma aprendizagem constante. Grupo P (Bruna, C láudia, Inês, Vanessa) do 12º A

Pró-Sport

Decidimos primordialmente conhecer-nos um pouco primeiro e saber o que tanto nos identificava. Chegámos pois, à conclusão, que era o Desporto. Sentimos desde logo, que faltava algo para complementar este tema, e por fim, num desabafo, ouviu-se a palavra Saúde. E assim ficou Desporto Saudável. Com este tema pretendemos individualizar cada desporto rei, mais especificamente falar acerca dos seus objectivos, da sua história e da sua evolução, não deixando, claro, de falar da sua influên-

Março de 2011

Grupo S (David, João, Leonardo,Rafael) do 12º B

D’ interrogação

(I)limitados – Desporto saudável Limites humanos Após a formação do grupo, prósport, David Teixeira, Joao Costa, Leonardo Santarino e Rafael Pereira, a primeira tentativa para a definição do tema geral não foi bem conseguida. Muitos de nós não nos conhecíamos, e nunca antes tivemos qualquer tipo de contacto, o que dificultou a integração e a partilha de ideias.

cia na saúde, e dos seus benefícios e malefícios (em caso de excesso) que provocava no corpo humano. Ao longo do ano iremos desenvolver diversas actividades como visitas de estudo, posters, vídeos criados por nós, jogos... Ou seja, um leque de ideias com o objectivo de mostrar o nosso empenho e da consciencialização acerca do tema abordado e desenvolvido. Com isto, pretendemos também, servir de base para os grupos que virão e que decidam trabalhar sobre este mesmo tema.

Os Limites do Homem são o tema do grupo • d’interrogação constituído por Andreia Cardoso, Ângela Coelho, David Seco, Diana Marques e Lia Reis do 12ºB. O objectivo do nosso trabalho é não só aprofundar os nossos próprios conhecimentos nos limites físicos, psicológicos e emocionais mas também os da comunidade es-

colar. Para isso, fazemos quinzenalmente um desafio de raciocínio; temos um cartaz à porta do bloco F (bar) com curiosidades e recordes mensais que estão em constante actualização. Durante o ano irão ser realizadas múltiplas actividades para os alunos. Bater um recorde na escola e criar o livro do Guinness da escola D. Dinis são os objectivos finais que pretendemos atingir. Para que tal seja possível pedimos a toda a escola o máximo apoio possível! VEM BATER RECORDES CONNOSCO!! Grupo D (Andreia, Ângela, Diana,Lia,David) do 12º B

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A Escola que somos

Área de Projecto Geração alpha

O Futuro da nova geração Após alguns problemas relativos á escolha do tema, e de algumas conversas estabelecidas entre todos os cinco elementos, André, Carolina, João, Miguel e Tiago, optámos por escolher como tema de trabalho: o “futuro da nova geração”. O tema escolhido foi dividido em 4 subtemas: tecnologia, ecologia, saúde e geração em

Sport Crew questão, ou seja, a história e as evoluções das gerações. Achamos que é um tema capaz de despertar a atenção por ser um tema actual, que engloba vários aspectos que interferem directamente na vida de cada um. Com este trabalho pretendemos não só informar, mas também sensibilizar, obter novos pontos de vista sobre este nosso tema, que marca tanto a nossa geração como as gerações vindouras. Para tal, e como irão ter oportunidade de observar, desenvolvemos uma gama de propostas que constituem o nosso projecto. Com estas pretendemos motivar o envolvimento do público-alvo no nosso trabalho. Carolina, André, João Fig, Miguel, Tiago, do 12ºB

Lie to Us

Acções comportamentais – psicanálise O estranho universo da mente humana vai deixar de Página 40

ser tão complexo, em pelo menos quatro aspectos, tais como, lesões celebrais, transtorno Obsessivo-Compulsivo, psicopatia, psicologia criminal, pois o grupo “Lie to Us”, constituído por Bárbara Vanessa, Paula Morais, Pedro Lopes, Emanuel Ferreira, vai abordar os tópicos que há tantos anos questionam as pessoas.

Desporto é saúde A Ana Costa, a Joana Pereira, a Mariah Khumalo, a Sara Fonseca e a Thais Bernardo alunas do 12ºC, compõem o grupo Sport Crew. Têm como objectivos incentivar à prática desportiva, interagindo com as pessoas, como forma de divulgar mais facilmente o conteúdo do seu projecto. Com este tema, pretendem mostrar como o Desporto é benéfico para a saúde, realizando diversas actividades ao longo do ano. Em vez de oferecer algo material, querem fazer chegar às pessoas algo mais simbólico, mostrando-lhes como combater o sedentarismo, prevenir doenças e melhorar a sua qualidade de vida. Esperemos que o seu projecto exceda as suas expectativas. Grupo C (Thais, Joana, Ana, Sara, Mariah) do 12º C

Grupo L (Paula, Vanessa, Emanuel, Pedro) do 12º B

Março de 2011


A Escola que somos

Área de Projecto IS – Iluminamos silêncios Estamos a trabalhar com idosos (Lar Social Torre de Vilela), sem abrigos e uma comunidade de mulheres toxicodependentes (Instituição AnaJovem). Para proceder a Integração entre estes dois grupos criamos o Projecto "Mão Amiga", onde iremos criar elos de ligação entre eles.

Integração Social Somos alunos do 12º ano da Escola Secundária D.Dinis, da turma de Línguas e Humanidades onde este grupo foi formado no âmbito da disciplina de Área de Projecto e é constituído por: Ana Figueiredo, Carolina Almeida, Mariana Ramos, Mariana Sousa e João Rosa. O nosso tema é Integração Social, sendo este escolhido numa tentativa de dar "luz" e uma nova oportunidade as pessoas que são excluídas pela sociedade. Os nossos objectivos concentram sobretudo nisso mesmo, em mostrar que apesar da exclusão social existir, as pessoas que a enfrentam não são esquecidas por todos, que há alguém sempre disposto a abrir uma janela quando a porta se fecha e a acender uma luz perante um momento de desespero e escuridão, por isso a escolha do nome Is- Iluminamos Silêncios. Março de 2011

Ao longo do ano temos feito diversas coisas, como a festa de Natal, venda de doces, carteiras em feltro, numa tentativa de chegar ao nosso objectivo final: 500€, para distribuir pelas Instituições. Grupo I (PMariana,A na Carol, Ana, Mariana R, João) do 12º C

AMCM

Apoio à mulher com cancro da mama Somos o grupo AMCM, do 12ºano de Línguas e Humanidades. O nosso grupo é formado por cinco elementos, e todas raparigas, Esperança Moniz, Tânia Branco, Valda Duarte, Raquel Albuquerque, e Mariana Abrantes. O nosso tema é o cancro da mama, através deste tema pretendemos alertar e sensibilizar a nossa comunidade escolar acerca deste assunto que é muito importante. O cancro da mama é um problema que afec-

ta principalmente as mulheres no nosso país, é necessárias as pessoas estarem alertas e conscientes sobre este problema. Nos em quanto grupo achamos que quanto maior forem os movimentos que alerta sobre esta doença, melhor as pessoas estarão informadas, e saberão como prevenir-se para que deste modo diminua o elevado numero de mulheres que por terem descoberto este problema tardiamente acabam por morrer ou sofrer muito mais do que uma mulher que faz o diagnostico mais cedo. Grupo A (Valda,Tânia, Raquel, Esperança, Mariana A.) do 12º C

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A Escola que somos

Área de Projecto Os Soldados da Pobreza

Somos o grupo O do 12º ano da turma de humanidades e o nosso texto é: “Quem somos nós? Somos um grupo de área de projecto da turma de huma-

nidades, intitulado Soldados da Pobreza e como o nosso próprio nome indica o nosso tema é exactamente a Pobreza. O que pretendemos? Pretendemos fazer a diferença ajudando quem precisa mais de nós, nem que seja com um simples sorriso. Quem por exemplo? Neste momento estamos a ajudar duas instituições, a “Criadita dos Pobres” e a “Liga Nacional Contra a Fome” com

bens alimentícios. Que mensagem gostaríamos de passar? Junta-te a nós e marca pela diferença. «Podes continuar a tua vida e ignorar este problema ou podes contribuir e fazer alguém feliz. Hoje é ele, amanhã podes ser TU»”

Grupo O (Diana, Helena, Mariana F., Ana Rita,Daniela) do 12º C

Uma escol(h)a de vida! Página 42

Março de 2011


A Escola que somos

Workshop internacional “Auschwitz and the Holocaust in the context of teaching remembrance in Europe”

“Pela primeira vez, então, nos damos conta de que a nossa linguagem não tem palavras para expressar essa ofensa, essa aniquilação do ser humano” (Primo Levi) Março de 2011

Quando em finais de Setembro de 2010 recebi o convite da Organização para participar neste Workshop fiquei radiante. Afinal de contas não é todos os dias que temos a oportunidade de visitar, conhecer e aprender acerca do maior local de extermínio jamais feito pelo homem. O programa contava com a presença dos maiores vultos mundiais sobre o Holocausto, pelo que as minhas expectativas iam aumentando a medida que ia tendo conhecimento sobre quem iria participar. Auschwitz povoa a nossa memória colectiva como um local de extermínio, onde as palavras direitos humanos não faziam parte do léxico nazi. De pequena cidade, nos arredores de Cracóvia, com cerca de 13.000 habitantes nos finais da década de 30, passou a ser mundialmente conhecida no final da 2ª guerra mundial pelos mais tristes motivos. Em finais de 1940 foi construído um campo de prisioneiros para receber cerca de 700 prisioneiros Polacos e que ficou conhecido por Auschwitz I. Á medida que a guerra se ia desenvolvendo, mais pavilhões de “internamento” foram sendo construídos e mais prisioneiros foram sendo “internados” neste campo atingindo-se a soma de 20.000 em finais de 1942. Uma das primeiras ideias pré-concebidas a desfazer-se, é que Auschwitz não é um campo de concentração mas um complexo de campos de concentração, de onde se destacam 3 campos principais. Auschwitz I (o mais conhecido), Auschwitz-Birkenau (o mais aterrador) e Auschwitz-Monowitz (fornecia mão-de-obra escrava para a fábrica I.G. Farben) e mais de 40 sub-campos de passagem, ligados a esta “industria de morte”. Em Auschwitz I, os médicos das SS realizavam experiências “médicas” no hospital localizado no Bloco 10. Eram pesquisas pseudocientíficas em bebés, gémeos e anões, além de fazerem esterilizações forçadas e experiências de hipotermia em adultos. O médico mais conhecido era o infame Capitão das SS, Josef Mengele. Entre o crematório e o bloco de experiências médicas ficava a tristemente célebre “Parede Negra”, frente à qual os guardas das SS executavam milhares de prisioneiros. No portão de entrada para Auschwitz I Página 43


A Escola que somos surge a inscrição “Arbeit Macht Frei” que significa, em alemão «O TRABALHO LIBERTA», o que não deixa de ser verdade: as pessoas efectivamente morriam de excesso de trabalho e nessa perspectiva libertavam-se do sofrimento imposto, em forma de fumo, uma vez cremadas. As refeições eram constituídas por: ao pequeno-almoço meio litro de uma aguada a que os nazis chamavam café, ao almoço uma sopa, sem carne, preparada normalmente com legumes estragados e à noite um pão mal cozido com margarina ou queijo e uma nova tisana. Sendo uma alimentação inadequada levava a que muitos dos detidos fossem parar á enfermaria, conhecida com “antecâmara da morte”, pois normalmente o seu sofrimento era aliviado por uma injecção letal ou por um passeio até á câmara de gás. Em Auschwitz I podem ser

Auschwitz-Birkenau Localizado a 3 Kms do campo I e junto da vila de Brzezinka, fica o mais infame campo deste complexo. A sua construção iniciou-se em 1941 como parte da Solução final ( Endlösung der Judenfrage ). O campo tinha área de 2,5 por 2 km e era dividido em mais de doze

vistas várias exposições permanentes acerca das atrocidades cometidas pelos nazis que nos comovem, entristecem e nos fazem pensar acerca da natureza humana. Mas ninguém nos tinha avisado sobre o que nos esperava no dia seguinte.

secções, separadas por cercas com arame farpado electrificado que, como em Auschwitz I, eram patrulhadas pelos guardas das SS e, após 1942, por guardas com cães polícias. Os campos, como o complexo inteiro, estavam cercados e

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rodeados de arame farpado e cercas eléctricas (alguns prisioneiros utilizaram-nas para cometer suicídio). O objectivo principal do campo não era o de manter prisioneiros como força de trabalho (caso de Auschwitz I e Auschwitz-Monowitz) mas sim de exterminá-los. Com esse objectivo, dotou-se o campo com quatro crematórios e câmaras de gás. Cada câmara de gás podia receber até 2.500 prisioneiros por turno. O extermínio em grande escala começou na Primavera de 1942. Os recém-chegados a Auschwitz-Birkenau passavam por uma triagem, na qual um médico das SS, com um simples movimento do polegar, decidia quem era capaz ou incapaz de realizar trabalhos forçados— a maioria—e enviava-os directamente para câmaras de gás, que pareciam balneários com chuveiros para enganar as vítimas, para que o processo fosse mais rápido. Os pertences (uma mala) dos que iam para as câmaras eram confiscados e enviados para um depósito chamado “Kanada” (Canadá), para posteriormente Março de 2011


A Escola que somos

serem enviados à Alemanha. Para os prisioneiros, a palavra Canadá significava riqueza. Os comboios chegavam constantemente a AuschwitzBirkenau trazendo como carga judeus de praticamente todos os países europeus ocupados pela Alemanha ou a ela aliados. Estes carregamentos foram iniciados em 1942 e terminaram em 1944. No total, aproximadamente 1,1 milhão de judeus foram deportados para Auschwitz. Além deles, as autoridades das SS e das polícias colaboracionistas deportaram cerca de 200.000 pessoas de outras etnias para Auschwitz, incluindo 140.000 a 150.000 polacos não-judeus, 23.000 ciganos, 15.000 prisioneiros de guerra soviéticos, e outros 25.000 civis (cidadãos soviéticos, lituanos, checos, franceses, jugoslavos, alemães, austríacos, italianos, negros e homossexuais). Os pavilhões de prisioneiros foram construídos em barracas semelhantes a cavalariças. Sem nenhum conforto, com beliches de 3 andares, onde supostamente deveriam dormir 9 pessoas, mas que eram ocupados por Março de 2011

12 e mais pessoas. Em cada nível do beliche dormiam 9, 10, 11 ou 12 pessoas, o que só era possível em virtude do peso médio por adulto ser apenas de 30 Kg. Os prisioneiros tinham uma péssima e escassa alimentação, pelo que sofriam de disenteria crónica. O esforço físico a que eram sujeitos todos os dias era enorme: a maior parte deles fazia o percurso de ida e volta a pé, para uma fábrica de borracha (junto a Auschwitz-Monowitz) a cerca de 13 Km, debaixo de temperaturas que atingiam os 30 graus negativos e tinham que trabalhar durante todo o dia. A hora de dormir era a mais esperada. Mas aqueles mais castigados durante o dia não tinham força para subirem para a parte superior dos beliches e passavam a noite a suportar a diarreia proveniente daqueles que estavam por cima. Para se ter ideia de como era sofrida era a vida quem estava em Auschwitz-Birkenau, o melhor trabalho era o de quem limpava as “casas de banho”: um barracão cheio de buracos no chão onde os prisioneiros tinham hora certa para irem, escoltados, e ti-

nham apenas 1 minuto para qualquer necessidade. O trabalho era considerado bom pois passavam o tempo todo cobertos (protegidos do sol e, principalmente da neve e do frio) e o cheiro era tão mau que os oficiais da SS ficavam nem entravam. O dia-a-dia do prisioneiro iniciava-se às 4 horas da manhã, ao som de sirenes, com a “formatura” de todos os prisioneiros (existem relatos que uma formatura chegou a durar, uma vez, mais de 24 horas). A jornada de trabalho durava cerca de 11 horas, com 30 minutos de intervalo para a “refeição”. Á noite, à chegada ao campo, todos os prisioneiros eram revistados. Às 21 horas o recolher era obrigatório, estando todos os prisioneiros proibidos de sair dos seus barracões. Para todos aqueles que vêem na racionalidade e no progresso da tecnologia a esperança de um mundo melhor, a lembrança de Auschwitz, certamente, é paradoxal. A “indústria da morte”, idealizada e organizada com o auxílio da tecnologia e da burocracia mais avançada da época, é incomparável a qualquer barbárie anterior conhecida na história da humanidade. Ao visitar somente o que restou de Auschwitz, 70 anos depois, uma pergunta se impõe: como o ser humano foi capaz de fazer isto? Amândio Cruz

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Campos Magéticos Quando as campainhas tocam, quebra-se o silêncio e os corredores das escolas

adquirem uma azáfama e colorido festivos. Assim é na D. Dinis, primeiro vozes

isoladas, depois coros de vozes, conversas sobrepostas, rapazes, raparigas, sorrisos, cumprimentos, fala-se mais alto, risinhos, chama-se outros. Na solução de continuidade, aproveitam para o intercâmbio para a troca lúdica pelo puro gozo. Os intervalos, sem desme- cação, pura e simplesmente, com frequência partilha gratirecer as aulas e o trabalho não existe. O que é certo é que ficante. Possuímos, todos nós, dedicado dos professores, nos sintonizamos ou não com o um enorme continente interior constituem o espaço mais sau- mundo e com os outros, em saudável, composto de memódável das escolas. Esses parcos grande medida pelo estado de rias positivas, uma lagoa onde quinze minutos entre cada humor. Podemos, se quisermos se brincava, uma floresta, uma bloco de noventa não são mui- ou desconhecermos outra for- bola e amigos que se formaram to, mas permitem respirar. na infância. E como reverPois é, lá estamos nós no beram energia. Somos dePossuímos, todos nós, velho padrão descoberto tentores de uma fantástica um enorme continente pelo etólogo, John Watson disponibilidade emocional interior saudável, e baptizado por Rita Menpara a partilha. Enquanto des Leal, a análise da continhumanos construímos patricomposto de memórias gência à iniciativa própria, esse extraordinário positivas, uma lagoa onde mónio, para alguns psis, génese do potencial para criar na relase brincava, humano. O apelo para a ção com o outro vínculos comunicação é por assim uma floresta, uma bola construtivos, os quais consdizer, pulsional, e exubetituem o cimento da coesão e amigos que rante nos humanos. Todavia social. De facto, nas relacomo é matizado e complexo se formaram na infância. ções onde predominam, ao encontro e a relação com mor, carinho, confiança, outras pessoas. ma de estar, viver na descon- simpatia, respeito, compaixão, O encontro com o outros fiança, no ódio, na hostilidade. interesse, assertividade, agraocorre de formas bem dife- Outra possibilidade é o tentar decimento, consideração, rentes, por vezes antagónicas, negar o encontro através do franqueza, humor, admiração de tonalidade negativa ou desprezo. O bullying é um e adoração, constrói-se muita positiva, mas citando o inves- exemplo flagrante de uma coisa. Constrói-se capacidade tigador Paul Watzlavikc, “É forma de estar primitiva na de auto-afirmação, firmeza, impossível não comunicar”, ou relação com o outro. Há alunos segurança e independência, seja, mesmo quando recusamos que são excluídos de um grupo capacidade de exigir, de sua comunicação já estamos a por gostarem de ler, ou pelo portar e corresponder à exicomunicar. É por isso possível modo discreto de vestir, por gência. Significa isto dicodizer que não há uma expres- intervir nas aulas. Já pensaram tomizar, os sentimentos em são contrária para comuni- no profundo significado disto? caixas com rótulo, bom e mau? cação, porque a não comuniContudo, a comunicação é Todos estes sentimentos – de

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tonalidade negativa ou positiva – são potencialmente adaptativos, correspondem e resultam da forma como percepcionamos e cartografamos o mapa dos outros, daquele grupo, ou daquela pessoa em particular. É vantajoso estar próximo de pessoas que sorriem perante a vida, que a olham com a elevação do humor. Isto para dizer, é um lugar comum, mas para enfatizar o valor do olhar optimista. Coloca-se também a questão do modo como pontuamos uma sequência de acontecimentos. As pessoas pontuam os factos, ou seja, dão sentido pessoal ao factos, de acordo com o próprio ponto de vista. É muito difícil ser relativista e tentar pontuar da perspectiva do outro. Imaginemos alguém a sentar-se sempre isolado dos colegas. O facto pode ser pontuado diversamente com base em convicções, estados de ânimo, percepções, divergentes, ou seja surgem diferenças assinaláveis entre emissor e receptor.

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Noutros casos os interlocutores discutem o conteúdo, quando pretendiam definir a relação, estando-se perante distorção comunicacional.

Podemos tomar um vazio de palavras, uma desatenção como falta de consideração, negligência, descuido, e ela é polissémica, pode querer dizer muitas outras coisas. Por exemplo a pessoa deprimida anda mergulhada na misantropia, fecha-se mais ao contacto, procura aquele percurso menos visível, que os outros enjeitam, invisibiliza-se. Quando uma pessoa está deprimida, desvitaliza-se, vivenciando um deserto afectivo. À

medida que diminui a alegria e o prazer e se reduz o paladar, o tacto e apetite pela vida, todas as músicas que correm na rádio soam ao mesmo. O ambiente fica baço, triste, e perde-se igualmente a capacidade de apreciar, de demonstrar a simpatia, o agradecimento e a admiração que os outros merecem. O problema é que os outros não sabem. Do mesmo modo, alguém que viva disfórico, permanentemente de mau humor, amargurado, amuado, zangado, agastado, irritado, desconfiado, de má-fé, implicativo, criará várias dificuldades, infelicitando-se a si e aos outros. Aí há que procurar ajuda, porque devemos esforçar-nos por ser felizes e porque, como diz a canção, “são as distracções que levam ao choque frontal”. Mas se há factores sobre os quais nem sempre temos pleno e directo controlo, outros há sobre os quais efectivamente temos e que condicionam os segundos. Na complexidade do humano, e das relações, o estilo de vida, joga um papel preventivo. Se a prática desportiva, é essencial para manter um Página 47


A Escola que somos corpo e mente sãos, rir de tudo e conviver, é a base. Conhecem o mito de Medusa? O que é um facto é que sem o outro ficamos medusados, o mesmo é dizer, petrificados.

O isolamento sensorial é discutido em qualquer manual elementar de psicologia. Foi e provavelmente continua a ser, acidental ou incidentalmente estudado por especialistas de diferentes áreas no alpinista que ficou isolado, no preso foi encarcerado na solitária, no aventureiro que numa expedição ao deserto ou ao ártico se dispersou, e porque não, nas crianças lobo. As reacções ao isolamento e à privação sensorial podem ir da despersonalização, desrealização, alucinação, ilusão, ao delírio. No fundo reacções que se assemelham às das psicoses, induzidas ou não. Num estudo clássico, Eric Bern fala-nos da necessidade de “estímulos” palavra que utiliza para designar “contacto físico íntimo ou qualquer acto que implique o reconhecimento da presença de outra pessoa.” Segundo este autor “qualquer contacto social representa uma vantagem sobra ausência de relacionamento.” Página 48

Isolados tendemos a alucinar o outro. Em última análise, se algum de nós se perder na aridez longínqua de ninguém, é natural que adopte um animal - mesmo que seja um gerbo ou uma serpente - , mas sobretudo, se por tempo razoável, seria inevitável, alucinar o outro, um outro humano que não denega, nem foge. Cada qual alucina um humano que corresponde aos seus motivos, para partilhar consigo as mesmas coisas, ou para se revelarem mutuamente aquilo que não viram. Robinson, numa inexistente ilha comprovadamente despovoada, começa a ver e a falar com Sexta-Feira. Por sua vez, Guliver “inventa” liliputianos e Milo Manara dá forma e vida às suas belle donne. Claro que por subtil e elaborada que seja a alucinação ou delírio, não passa ainda assim de primitivo esboço da realidade. Até o Principezinho de Exupéry não aguentava mais aquilo do planeta solitário, e por tentativa erro, falou primeiro com flores e depois, como não respondiam, ala, partiu para outro lugar. Certo que teve mais dores de cabeça… João Mendes, psicólogo da Escola Sec. c/ 3º ciclo D.Dinis, 1 de Janeiro de 2011,

“E foi então que apareceu a raposa: - Bom dia, disse a raposa. - Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas nao viu nada. (...) - Vem brincar comigo, propos o principezinho. Estou tão triste... - Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Nao me cativaram ainda. - Ah! desculpa, disse o principezinho. - Que quer dizer “cativar”? - E uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços...” - Criar laços? - Exactamente, disse a raposa. Tu nao és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu nao tenho necessidade de ti. E tu nao tens tambem necessidade de mim. Nao passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti unica no mundo... Se tu me cativas, minha vida sera como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que sera diferente dos outros... (...) - Por favor... cativa-me! disse ela.” in “O Principezinho” de Antoine de St. Exupéy

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Exponor FERRÁLIA/ FIMAP acolhe os Carpinteiros de Limpos No dia 22 de 0utubro de 2010, o 2º Ano do Curso de Carpinteiro de Limpos deslocou-se, com o seu professor Armando Cruz, à Exponor - FERRÁLIA/FIMAP. Munidos de um folheto com o itinerário da visita, com mapa, objectivos e instruções sobre os locais a visitar, os alunos tiveram, assim, a possibilidade de aproveitar melhor a sua visita de estudo. O primeiro ponto de paragem foi na MADEICENTRO, uma fábrica situada em Avelãs de Caminho - Anadia que se dedica à Importação, serragem e comercialização de madeiras. Aí, após visita à zona de exposição, seguiu-se todo o caminho percorrido por um toro desde que chega à fábrica até ao produto final, acompanhados por um “guia” o qual facultou uma excelente explicação. Os alunos estiveram atentos e foram oportunos nas questões que colocaram. Ao longo da visita o engenheiro que acompanhou na visita fez uma caracterização dos diversos tipos de madeiras em transformação, produtos e dimensões comerciais obtidas, pormenores de funcionamento de máquinas, abriu estufas, fez

medições de controlo de humidade, explicou o controlo de qualidade nas várias fases, até ao produto acabado. No final, mostrou ainda uma linha de acabamento de produto que apenas funciona um dia por semana e cujo funcionamento apresentou em pormenor. Houve ainda a possibilidade de visitar a Batista Gomes- soluções em ferragens para arquitectura, na zona Industrial de Barrô. Embora a visita a este armazenista de ferragens não estivesse inicialmente prevista, os responsáveis pela empresa não puseram qualquer obstáculo à visita e foi possível mostrar aos alunos uma “infinidade” de ferragens de diversos tipos e destinadas quase em exclusivo às obras de carpintaria. Já na Exponor FERRÁLIA/ FIMAP, os alunos tiveram oportunidade de ver máquinas em funcionamento de demonstração, viram filmes relativos às máquinas em exposição e puderam observar vários materiais que não conheciam. No final da visita, os alunos mostraram-se agradados com esta aula de exterior. Amândio Cruz, prof. do Departamento de Ciências Sociais e Humanas

Vi si ta s de es tu do

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A Escola que somos

Visitas de estudo Museu da Ciência e Museu Mineralógico e Geológico de Coimbra.

No passado dia 9 de Novembro de 2010, as turmas do 10º A, 11º A e 11º B, da Escola Secundária c/ 3º ciclo D. Dinis, participaram numa visita de estudo ao Laboratório Chimico e ao Gabinete de Física, no Museu da Ciência, e ao Museu Mineralógico e Geológico da cidade de Coimbra. Esta visita foi realizada no âmbito das disciplinas de Biologia/Geologia e de Física/ Química A e teve como pessoas responsáveis as professoras Adelaide Silva, Rosário Nisa, Clara Marques e Margarida Mouronho. A saída da escola deu-se por volta das 13 horas e a chegada tinha a hora prevista para as 18 horas. Esta visita de estudo pretendeu fomentar a compreensão do carácter dinâmico da Ciência, fomentar a consolidação de conhecimentos adquiridos no estudo da Espectroscopia em Química. Com esta visita de estudo procurouse, também, motivar os alunos para o estudo de Biologia, Geologia, Física e Química e concretizar alguns objectivos no âmbito das mesmas. Assim, o primeiro local a ser visitado foi o Museu da Ciência, mais propriamente o Laboratório Chimico e o Gabinete de Física. No Laboratório Chimico, os alunos puderam ver a exposição permanente “Segredos da Luz e da Matéria”, de seguida houve a oportunidade de visionar uma exposição temporária sobre o tema “Ver a República”. No Gabinete de Física, datado do século XVIII, havia objectos dos séculos XVIII e XIX que permitiram o estudo da Física naquela altura. A visita terminou no Museu Mineralógico e Geológico onde foi possível observar a Galeria José Bonifácio d’Andrade e Silva onde há minerais de todo o mundo, a Sala Paul Choffat onde existe uma cartografia Geológica do território português e Sala Carlos Ribeiro numa exposição “Portugal de Pedra e Cal”. A visita decorreu com sucesso e interesse por parte dos alunos. Daniela Silva e Carolina Santos, alunas do 10ºA Página 50

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A Escola que somos D. Dinis invadiu a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), no dia 30 de Novembro de 2010! O 12º ano inteiro do curso de Ciências e Tecnologias participou nesta visita de estudo, mas existiram alguns percalços… Supostamente, devíamos ter iniciado a visita às 14h00m, contudo muitas pessoas perderam-se ou não arranjaram lugar para estacionar os veículos, o que atrasou a visita meia hora, demonstrando que somos os típicos portugueses que nunca chegam a horas… Depois dos últimos chegarem, dividimo-nos em dois grupos e fomos visitar as instalações gerais da escola, guiados por duas das mais antigas professoras da mesma. Após as formalidades da visita, começámos a dirigir-nos até às salas das diferentes especialidades de enfermagem… Primeiro vimos uma sala com equipamentos de reabilitação física e de seguida um “mini-apartamento” feito à medida de paraplégicos: os armários eram mais baixos, os talheres tinham formas diferentes das normais, tudo era controlado por um comando remoto ou mesmo pela voz do dono desta casa super tecnológica! Para além destes aspectos gerais, apercebemo-nos ainda que as coisas simples para nós, para eles se tornam difíceis (precisam sempre de um utensílio extra para fazerem as tarefas do dia-a-dia, em que a maioria de nós se desenrasca com uma “perna às costas”).

Enfermeiros durante umas horas

O ambiente suavizou um bocado quando chegámos à parte da maternidade. Antes de entrarmos na sala vestimo-nos a rigor com umas “batinhas” e, depois, vivemos os momentos mais divertidos de toda a visita pois, por todo o lado, via-se rapazes “grávidos”, a dar de mamar aos seus bebés, a acariciá-los e a ajudarem em partos. Aprendemos também a pegar nos recém-nascidos, a distinguir os seus diferentes choros conforme as necessidades e quais os primeiros cuidados, medições e pesagens feitos imediatamente a seguir ao nascimento de todas as crianças. Quanto aos partos, tínhamos a experiente “Noel” para nos ajudar… Esta é uma boneca utilizada para os alunos treinarem a técnica do parto, algo que também nós experimentámos. A actividade foi bastante dinâmica e verídica, pois todo o corpo da “senhora” estava exposto, havendo feto, cordão umbilical e placenta. Tudo isto, criou o “bichinho da maternidade” em todos nós, sendo que até os rapazes admitiram desejarem, no futuro, desempenhar o papel que experimentaram. Assim, para além de termos gostado bastante desta visita, adquirimos muitos conhecimentos ligados à Biologia, tendo servido também para percebermos melhor o que se faz nesta área da saúde. Fomos bem recebidos na ESEnfC, os professores foram simpáticos e, no final, ainda tivemos direito a um lanchinho! Diana Marques, aluna do 12ºB

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A Escola que somos Conímbriga, em 25 de Novembro 10ºC

De novo em Conímbriga. Peregrinação ritual aos locais da nossa identidade. Hoje Conímbriga, amanhã Aeminium, Almedina, Sta. Cruz, Sta. Clara… as pedras, os carvalhos ancestrais, as oliveiras, culturais, os mosaicos, a organização do espaço (urbanismo), a água, o rio dos Mouros cavando fundo no calcário, o

Visitas de estudo

aqueduto, as termas, @s jovens estudantes do 10º C estusiástic@s admirador@s da sua própria imagem emolduradas pelas pedras milenares. Respirámos de novo o ar de Conímbriga! Verdadeiro, autêntico acto cultural, pedagógico. Vítor Matos, professor do Departamento de Ciências Sociais e HUmanas

Um desassocêgo* Não me lembro da minha mãe. Ella morreu tinha eu um anno. Tudo o que ha de disperso e duro na minha sensibilidade, vem da ausencia d’esse callor e da saudade inutil dos beijos de que me não lembro. Sou postiço. Acordei sempre contra seios outros, accalentado por desvio. No pretérito dia doze de Janeiro, n’uma realisação da Bibliothéca Escholar, um grupo de alúmnos dirigiu-se ao Theátro Accadémico de Gil Vicente para assistir á exhibição da pellicula de João Botelho, Dessassossego. Convidádos para a festa, os alumnos do 12º B recusaram, pois o interesse demonstrado foi nulo, sendo imitados pelos alumnos do 12º C, para quem Bernardo Soares não desperta interesse. Os nossos alumnos de Desporto estavam comprometidos com outras actividades. Sobraram alguns discípulos do 12º A e, claro, o incançavel 12º IG. Amphitheátro completo. Deânte dos espec-

tadores, o realisador, João Botelho, apresenta a sua obra. Contextualiza-a sem phraseados herméticos. As luzes apagam-se. Bernardo Soares e Pessoa surgem no écran. Durante quási duas horas, convivemos com o mundo pessoano e olisiponiano. Uma photographia maravilhosa prende-nos á têla. Uma Lisboa sem céo, de casas sobrepostas surpreende-nos. As personagens evoluem num quanto baste. O texto não esmaga. A musica echoa, leve, melodiosa. A sahida, trocam-se commentarios. A multidão parte em differentes destinos. Nas algibeiras, os mestres guardam o bilhete de ingresso. Assim, se lhes perguntarem se estiveram presentes neste evento, sempre poderão exhibir uma evidencia e responder, sorrindo Claro, está aqui o ingressozinho, a evidenciazinha… Fernando Sá, professor do Departamento de Línguas

*Este texto está escrito segundo o Diccionario da Lingua Portuguesa Etymologico, Prosodico e Orthographico, 14ª Edição, vendido ao preço de 500 réis e impresso na Livraria Aillaud e Bertrand, Paris-Lisboa, 1916. Página 52

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A Escola que somos

Visitas de estudo Porto, em 14 de Dezembro Serralves e Museu da Imprensa 10º Ano (todas as turmas)

Rita Domingos – No Museu da Imprensa vimos uma exposição de caricaturas interessantíssima. André Costa - A melhor parte da viagem ao Porto foi a hora de almoço quando fomos ao Norte Shopping Raquel Paixão -Apesar da duração da viagem, valeu a pena pela companhia dos amigos; além disso, os sítios visitados tornaram o dia maravilhoso. Vanessa Fernandes - Apesar de ter sido um pouco longa, gostei da viagem já que deu para conviver com pessoas de outras turmas. Jorge Xantre-A viagem foi longa mas valeu a pena, foi mais uma oportunidade de visitar uma cidade linda como o Porto João Fernandes – Esta viagem serviu para nos apercebermos da beleza da natureza e também para nós vermos que o que era complicado fazer antigamente é muito mais fácil fazer hoje em dia, ou seja, deu para nós vermos a evolução das tecnologias, a nível da Imprensa Migue Ângelo - Nesta viagem podemo-nos aperceber da união da nossa turma, quem realmente nos é querido em várias cir-cunstâncias da vida.

Impressões de uma visita Alunos do 10ºD

David Lameiras - A viagem foi boa, pudemos interagir com as outras turmas.

Fábio Lima - Gostei muito da viagem porque serviu para nos aproximar uns dos outros e promover o convívio entre os professores e os alunos, que na minha óptica é algo muito bonito de se ver. Sofia Freitas – Ao viajar até ao Porto, tivemos a oportunidade de ver e desfrutar a beleza desta grande cidade, graças ao passeio que fizemos nos jardins da Fundação de Serralves. João Lucas - Acho que esta visita foi importante para aprofundarmos os conhecimentos e as nossas relações de amizade Março de 2011

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A Escola que somos Oficina Municipal do Teatro:“Noite de Reis” 5, 11 e 12 de Janeiro - Todas as turmas

Visitas de estudo

A peça “Noite de Reis”, em cena na Oficina Municipal do Teatro, sendo representada pelo grupo “O Teatrão”, é, sem dúvida, uma peça a não perder. Inspirada no original de Shakpeare, ganha, graças à encenação/adaptação de Marco António Rodrigues e ao trabalho incrível e dedicado levado a cabo pel’ “O Teatrão”, uma nova forma e dinamismo, bem como actualidade ao incluir críticas audaciosas à sociedade dos nossos dias e também à profissão que os actores exercem. “Confuso, mas cómico” há quem diga, e de facto se virmos a peça notamos que a história é já de si um pouco confusa e dotada de um ritmo alucinante, para além das personagens irem, ao longo da peça, “rodando” de papeis, retratando o desejo que as pessoas têm de se metamorfosearem na vida real, no seu quotidiano, e das pressões sociais que muitas vezes se fazem sentir e as obrigam a assumir duas faces, uma dupla personalidade, revelando uma prova irrefutável do talento e dinamismo dos actores d’ “O Teatrão”. A peça possui ainda uma forte componente musical na qual os actores participam activamente, demonstrando uma vez mais o dinamismo, talento, paixão e dedicação a uma profissão que não é devidamente reconhecida pela sociedade. “Noite de Reis é, sem sombra de dúvida, uma peça memorável, diferente e marcante, e uma representação a não perder.

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João Neves, aluno do 10º B

Recriação de uma cena da peça, no decorrer de uma aula de Teatro do 8ºA

Adorei a peça! Gostei não só da forma como os actores interpretaram os seus papeis como também da belíssima interacção com o público, destacando, neste contexto, a personagem bobo. A peça é bastante confusa o que cria alguma dificuldade na sua compreensão. Contudo, do que consegui perceber, penso que o grupo Teatrão quis evidenciar o trabalho dos actores, tal como referiram muitas vezes. Viase nos olhos destes a força, a garra com que estavam a representar, a coragem e a alma a saírem-lhes pelos olhos, pelos poros, pelos corações. Como referi, gostei imensa da peça. Um dia, gostava que todos juntos pudéssemos ter a mesma paixão a fazer as coisas de que gostamos. Obrigada pelo momento proporcionado. Ana Paixão, aluna do 10º B

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No dia 19 de Janeiro decorreu uma Visita de Estudo ao Tribunal Judicial de Coimbra que este ano se inseriu na iniciativa “Tribunal de Porta Aberta”. Foi uma actividade, já programada no PAAE, com cerca de 60 alunos das turmas 10º, 11º e 12º do Curso Profissional de Informática de Gestão e o 12º C de Humanidades. A Visita foi organizada pelas professoras Lurdes Santos e Lina Dinis, com o apoio da professora Ana Cristina Simões devido ao número de alunos envolvido, e a Dra. Juíza Isabel Matos Namora, do Tribunal Judicial de Coimbra. Os alunos foram recebidos pela citada juíza que realizou uma visita guiada ao Tribunal. Fomos recebidos pelo Sr. Juiz Presidente no Salão Nobre do Palácio onde se disponibilizou a responder a questões colo-cadas pelos alunos. Estas foram muito variadas e interessantes nomeadamente sobre o funcionamento do Tribunal. Uma das questões colocadas foi sobre se os Juízes tinham segurança no caso de crimes mais violentos. O Sr Dr Juiz respondeu que numa sociedade de direito não se pode ter medo, muito menos medo de aplicar a lei de forma consciente! Esta sessão teve que acabar pois a audiência a que íamos assistir já estava à nossa espera para começar. A Audiência era sobre um caso de violência doméstica. Os alunos portaram-se de uma forma excelente tendo sido elogiados pelo Sr.Dr. Juiz. No final da audiência houve, ainda, a disponibilidade de um Sr. Dr. Juiz Desembargador e uma Sra Procuradora Geral responder a mais questões colocadas pelos alunos. No questionário realizado aos alunos sobre esta visita 100% considerou que esta visita contribuiu para um melhor conhecimento do funcionamento da Justiça em Portugal e, também, 100% dos alunos consideraram o seu grau de satisfação positivo. Para terminar gostaria de deixar algumas

A Escola que somos Tribunal Judicial de Coimbra

Visitas de estudo frases dos alunos sobre esta visita: “Esta visita serviu para demonstrar que o sistema de justiça não é igual ao que é visto na televisão” “Foi bom saber que não há só crimes violentos, mas o que mais aparece nos tribunais são crimes mais “leves” “O que mais gostei foi ver um julgamento da vida real e não como nos filmes” “Ter falado com os juízes fez-nos sentir importantes e verificar que eles são acessíveis, pois achava que não eram” “ O aspecto mais positivo foi o facto do Juiz ser extraordinariamente directo e a disponibilidade da Procuradora e do Juiz Supremos nos tirar as dúvidas” “Tinha uma ideia errada do funcionamento dos Tribunais e agora sei muito melhor o que se passa lá dentro” Lurdes Santos, professora do Departamento de Ciências Exactas

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A Escola que somos

Filosofia e experiência estética Entre a diagnose e a auto-avaliação das aprendizagens, decorre um caminho aparentemente invisível. Os textos que se seguem iluminam essa zona de penumbra pelas palavras dos próprios aprendentes. Os primeiros textos correspondem à descrição de uma experiência estética vivenciada pelos alunos durante o período de férias de Verão e os segundos expressam a consciência da aprendizagem entretanto realizada, no âmbito dessa mesma problemática. Rosária Figueiredo, professora de Filosofia

Calmante Não havia nada mais calmante que aquele lugar longe do movimento das multidões, sem o ri tmo do stress, sem as b uzi nas de carros de todas as cor es e tamanhos, sem agitação de uma cidade que nunca d or me ! Naquele momento voando ao ritmo do silêncio, os meus pés gelados saboreavam a mares ia d aquele doce mar, meu resto suava de alegria perante u m c air de estrelas seguido com um des pertar da manhã. As minhas mãos deliciavam-se ao tocar naquelas partículas de areia molhada, os meus olhos apreciavam o bater da e s p um a , m i nh a a l m a g r i tava por um momento daqueles à muito tempo. Juntamente com aquele amanhecer, estava uma t ot al s en sa çã o de l i b er dade, uma noção de repleta tranqui lidade, como se o m undo também tivesse par ado par a tal c omo eu, ver aquele nas cer do sol. N unca ti nha sentido a Página 56

Outono natureza tão pura, tão real, tão minha e por isso fechei os olhos par a senti r o vento rodear o meu rosto, a areia aconchegav a o meu corpo, e o sol lançava a sua nua beleza só para mim. Sem contradições, obstáculos, enfim sem a cr ueldade de u m m u nd o q u e e n go l e a s coisas r ealmente mais b onitas como um simples amanhecer para despertar cicios mundanos enchar cados de podridão. Ana Isabel,aluna do 11.º B

Há cerca de uma semana, vi algo que me prendeu a atenção. Curiosamente, foi algo que vemos com regularidade no Outono: um simples cair das folhas das árvores. Mas, por alguma razão, aquele momento foi especial. Era como se fosse o primeiro Outono que presenciava. A quantidade e o movimento suave e aleatório com que as folhas esvoaçavam foram únicos. Esta visão provocou em mim uma súbita calma e paz. Tivera eu registado esse momento de uma forma física, através de uma fotografia, que me aju-daria a não esquecer, no tempo, os mais ínfimos porme no r e s qu e ca pt ar am o meu espírito de tal forma, levando a minha mente a mergulhar nessa beleza indescritível e fazendo-me esquecer a possibilidade de registar tudo o que me deslumbrara através do meu telemóvel, que, por sinal, até tinha comigo. Nuno Martins, aluno do 11ºB

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A Escola que somos A beleza

é um mar de incertezas, é a busca pela essência principal, é a atracção pelo abismo, pelo desconhecido. É um poder que nos despe, que nos envolve com doçura, que nos faz desejar, desesperar por mais. “É uma ferida que dói e não se sente”, mas que nos consome lentamente. Posso comparar estas aulas sobre a experiência estética a uma viagem, desde o rosto cristalino de um irmão e o seu sorriso viciante, ao poder que a lua emana, à sua transpiração natural, tão mágica, tão poderosa, que nos suga o olhar. Nestas aulas, aprendi a não isolar o feio do belo porque o belo pode ser feio, odioso e mortal, e o feio pode ser belo, amoroso e eterno. Simplesmente adorei este combate de contemplar este diamante, o belo.

Mariana Perdigão, aluna do 11ºB

O Poder de A(COR)DAR Uns olham, outros vêem. Uns ouvem, outros escutam. E a grande diferença está na forma como interiorizamos aquilo que analisamos. Somos todos os dias somos chamados a uma relação estreita com o belo, com o sentimento de prazer que este

nos proporciona. No entanto, são tão poucas as vezes em que os tocamos... Estas aulas, e em particular o seu início, o sermos despertos para a beleza de uma forma tão simples, tão banal, como foram aqueles textos, que apesar de serem

construídos de palavras simples, frases curtas se tornaram tão encantadores e tão valiosos, fizeram-me abrir os olhos. A partir daquele dia, vi e escutei tudo com mais atenção, deixei de ter uma atitude de desprezo perante coisas singelas e passei a ter a maior admiração por cada pedaço de cor, cada traço de luz, o nascer de uma flor, o agridoce de uma maçã, o respirar de um sorriso, a melodia de um olhar… Posso dizer que enriqueci, não por ter mais e melhores coisas mas por passar a dar o real valor àquilo com que já antes contactava. Catarina Martins, aluna do 11ºA

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A Fechar

14 de Fevereiro Dia de S. Valentim

No Departamento de Línguas surgiu uma ideia para a comemoração do dia de S. Valentim: um marco de correio colocado na Biblioteca, onde os alunos colocariam a sua correspondência amorosa (quadras e poemas), anonimamente, para colegas da escola. Esta deveria ser colocada no marco até ao dia 11 de Fevereiro e no dia 14 seria entregue aos respectivos destinatários. Só seriam admitidas mensagens escritas em postais e as melhores declarações de amor ou amizade seriam publicadas no jornal da escola... aqui se reproduz o que foi considerado mais singelo, engraçado e original. Parabéns!

1 thing 2 you 3 words 4 you I LOVE YOU!

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Post Scriptum nº 45 - Março 2011  
Post Scriptum nº 45 - Março 2011  

Revista da Escola Secundária com Terceiro Ciclo D. Dinis de Coimbra

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