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POST SCRIPTUM

Revista da Escola Secundรกria com 3.ยบ Ciclo D. Dinis - Coimbra

A N O 1 5 - N . ยบ 40 - F E V E R E I R O 2 0 0 9

Uma Escola de todas as cores!


Ficha Técnica

Directoras:Alda Marques e Margarida Castro Preparação/Redacção: Alda Marques, Margarida Castro, Fernando Sá Colaboradores: Carlos Alves,Ana Filipa Figueiredo,Mariana Sá, Raul Pinto, João Miguel Pinto, Maria Vieira, Rosa Canelas,Ana Rita Reis, Diana Santos,Alunos da turma B do 9º ano, Filipe, Gabriel, Mónica, Romeu Ribeiro, Beatriz Melo, Olívia Lourenço, Susana Pinheiro, Igor, João André, Nuno, Pedro, João Pedro, Carlos, Diana Mendes, Filipa Mortágua, Rita Nogueira, Patrícia Figueiredo, Vanessa Mendes, Ana Carolina, Carolina Eloy, Filipa Cerveira, Rute Gomes, João Cancela, Diogo Gomes, Catarina Vilão, Carlos Santos, Emanuel Sousa, Diogo Gomes, Patrícia Ferreira, Luís Neves, Luis Pinheiro, Bruno Ramos, Barbara Carolina, Ana Rita Marques, Joana Mesquita, João Pedro, Nuno Miguel, João Paulo Mendes, Bruno, Diogo, Pedro, Vítor, Nuno, Clara Marques, Margarida Mouronho, Ana Leitão, Ana Carolina, Alexandra, Carolina Sousa, Andreia Cardoso, Ângela Coelho, Nuno, Pedro, Vítor, Ricardo. Impressão: FIG Tiragem: 250 exemplares Depósito Legal nº 145144/99 Projecto Apoiado pelo RNEPS

Editorial

Abertura

A ler neste número: Em Destaque

Multiculturalidade

pág. 2

Escola em Movimento Acampamento desp. Rota Ibérica 12 de Setembro Actividades integ. Desporto Escolar KAOS L.T. V. Dia da Música Bengala branca Olimpíadas da Mat. Associação Estud. Conselho Geral Tr. Natal Textos críticos Fernando Pessoa English São Valentim C.E.Fs Área de Projecto Visitas de Estudo

A fechar

pág. 6 pág. 8 pág.10 pág.11 pág.12 pág.14 pág.15 pág.16 pág.17 pág.18 pág.19 pág.20 pág.21 pág.24 pág.25 pág.26 pág.27 pág.28 pág.30 pág.33 pág.40

Vivem-se tempos conturbados! Os vírus, uns mais nefastos do que outros, vão atacando em várias frentes. E um Homem não é de ferro! Se até há bem pouco tempo os seres vivos, porque mais frágeis, eram as principais vítimas desses bichinhos, na era moderna (leia-se séc. XXI) não há máquina-computador que lhe escape. Vem este arrazoado a propósito, para explicar a razão da chegada tardia da 1ª Post Scriptum 2008/2009 – seres indesejados invadiram o Clube de Jornalismo (e não só) e impediram-no de apresentar atempadamente a sua primeira revista do ano. Daí a P.S./Fevereiro 2009 estar, ainda tão virada para 2008 e falar tanto de temas e actividades que marcaram o nosso passado recente. Marcaram-no, é certo, mas são certamente intemporais pela sua importância em si, como é o caso da “Multiculturalidade”, que será uma realidade sempre presente neste mundo aberto, ou pela emoção que a recordação de Movimentos da Escola vai reacendendo. Mas se a P.S./Fevereiro 2009 é essencialmente História, ela não deixa de ser Notícia, e bem fresquinha. Tão fresquinha que prendeu as folhas no prelo, como a secção Viagens de Estudo poderá comprovar. Que nos perdoem os nossos fieis leitores, cuja mágoa já vemos estampada no rosto, por este atraso que prometemos compensar! Fevereiro de 2009

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Em Destaque

“Não sei, mas a nossa maneira de viver é diferente da vossa. Só de ver as vossas cidades entristecem-se os olhos do Pele Vermelha. Mas talvez seja porque o Pele Vermelha é um selvagem e não compreende nada.” “Nem mesmo o Homem Branco, cujo Deus passeia e fala como ele de amigo para amigo, fica isento do destino comum. Por fim talvez sejamos irmãos. Veremos isso. Sabemos uma coisa que talvez o Homem Branco descubra um dia: o nosso Deus é o mesmo Deus.” (excertos da resposta do chefe Seattle à proposta de compra das terras índias feita por Washington, em 1854) Página 4

2008 foi o Ano Europeu da Multiculturalidade. Pareceu importante à nossa redacção “puxar” este tema para o nosso destaque, pois basta passear pelos pátios da nossa escola, em hora de intervalo, para nos apercebermos ,quer pela cor de pele quer pelos sotaques ouvidos, como a D. Dinis é exemplo de um diálogo multicultural: angolanos, moçambicanos, timorenses, brasileiros, santomenses, guineenses, franceses, ucranianos, portugueses… aqui convivemos várias horas ao dia tentando crescer juntos, enriquecendo-nos com as nossas diferenças. Já em 2001 a Post Scriptum fez notar a existência desta escola mista, criando um espaço nas revistas desse ano lectivo – Culturas – em que se entrevistaram alunos naturais de Angola, Guiné-Bissau, Brasil, S. Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor, uns anos mais tarde Ucrânia, divulgando o respectivo país e alguns aspectos da sua cultura. Porque esta realidade não mudou, fizemos uma tertúlia com alunos de duas turmas que reúnem em si vários continentes. Diz-nos a realidade que nem sempre é fácil inserirmo-nos num novo espaço. O desconhecido, regra geral, assusta-nos. Sentirmo-nos estranhos e olhados com desconfiança, cria instabilidade e mágoa. Quisemos, pois, saber sobretudo da sua integração no nosso país, das expectativas sentidas e das memórias que ainda guardam do seu país natal ou o de seus pais. Vanessa Genro, 17 anos, nascida na Alemanha; Mantendy Nabuco, 18 anos, nascido na Guiné; Ester Forte, 15 anos, natural do Congo; Jessica Lemos, 16 anos, natural de Timor; Luís Camões, 19 anos, natural de Portugal, filho de pais caboverdianos. Jéssica e Ester deixaram o seu país muito novas - dois anos. A primeira viveu ainda cinco anos em Macau onde a inserção foi dramática. Só falava tétum, por isso não conseguia comunicar com as outras crianças. A mãe teve de a acompanhar durante o primeiro ano à escola portuguesa e manter-se presente na sala de aula para que ela conseguisse viver a nova experiência. Veio depois para Lisboa e seguidamente para Coimbra onde foi acarinhada por todas as crianças. Já adolescente foi até Inglaterra, onde tem um irmão, para estudar teatro, No entanto não conseguiu manter-se por lá. O pouco sol do país e a atitude reservada dos seus naturais Fevereiro de 2009


Em Destaque

desagradaram-lhe. Sentia-se à parte, sozinha. Resolveu, então, continuar os estudos em Portugal. A Ester teve uma integração fácil. O seu pai é português, a sua mãe africana. Se houve problemas familiares de aceitação, como era muita criança não os sentiu. A guerra e a constante ameaça de morte fizeram-nas deixar o seu país e encetar uma nova vida. Mantendy e Vanessa vieram com dez e doze anos, respectivamente. Ambos sentiram uma boa aceitação. O primeiro, inicialmente, viveu em Lisboa com familiares, onde passa as férias, mas cedo veio para Coimbra. Os seus novos colegas sempre foram afáveis. Vanessa é filha de portugueses que decidiram um dia emigrar. A saudade fê-los regressarem. Já falava português em casa, por isso comunicava com facilidade com os outros alunos. O problema sempre foi a nível da escrita e até da leitura. Ainda sente grandes lacunas. O Luís teve um percurso diferente. Nasceu e viveu em Portugal até ao oitavo ano. Nesta altura foi para Cabo Verde com familiares onde Fevereiro de 2009

viveu três, quatro anos. Sentiu muito a diferença sobretudo a nível do ensino. Em Cabo Verde, o primeiro ciclo vai até ao 6º ano. A aprendizagem das línguas é só no sétimo ano. Para comunicar teve de aprender crioulo, o que não foi nada fácil. Quanto às memórias que guardam, Vanessa diz que os alemães são mais fechados, mais frios. Mas tem muita saudade da neve do Inverno e da comida alemã. Já o Mantendy e a Ester falam da grande abertura do povo africano. São alegres, festivos, o que se nota no vestuário – garrido, colorido. A este propósito o Luís lembrou que, devido ao calor, em Cabo Verde predominam, também, as cores claras e o uso de uma túnica comprida, fresca. Uma vez que a nossa conversa ocorreu na altura do Natal, procurámos saber se há grandes diferenças. Tanto quanto se lembram, as diferenças não são marcantes – festeja-se o nascimento de Jesus, há troca de prendas, ceia-se em família. Afinal são países e famílias com tradições católicas. No entanto os nossos Página 5


Em Destaque africanos sublinham uma diferença notória: nos seus países de origem a componente religiosa é mais vivida que a pagã. Desafiados para promoverem turisticamente esses espaços, o Mantendy relembrou as paisagens exóticas da Guiné, o seu calor apetecível, as águas quentes das praias… Luís Camões recordou também as praias caboverdianas com as piscinas naturais, a areia ora vulcânica , ora branca… Jéssica, para além das praias, principalmente uma – Praia de Jacob – com uma água límpida, transparente, falou da beleza das montanhas de Timor onde ficamos mais altos que as próprias nuvens … Vanessa relembrou o quadro que guarda nostalgicamente na sua mente – a neve branca que, no Inverno, convida crianças e adultos a saírem à rua e a construírem um belo Schneemann (boneco de neve). O “cheirinho” foi lançado no ar. O apetite acendeu-se. Partamos à descoberta… quando possível!

Também o 9ºB é uma turma cheia de cores e sotaques...

... mas deles falaremos numa próxima edição

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O FADO DO FADO QUE A GENTE TEM Vêm aos milhares. Arrastam, consigo, pesadelos: uma vida que tiveram e terminou lá longe no país que os viu nascer. Chegaram, muitas vezes, até nós, trazendo apenas como bagagem – com muitos quilos de excesso de peso – o sonho de poder ter uma vida novamente. Vieram de todos os cantos do mundo, desde os PALOP aos novos países surgidos após a fragmentação da União Soviética : Moldávia, Ucrânia…até do Uzbequistão. Uma meta comum os movia nesse tsunami de gente – gente como nós – que “à ocidental costa lusitana” chegou : sobreviver, viver, recuperar a dignidade em muitos casos perdida por força

das circunstâncias vividas. Chegaram. Apesar das dificuldades inicialmente sentidas, ainda que muito lentamente, a integração dá-se: surge o primeiro emprego, o primeiro sinal de luz após a escuridão. Portugal sente novo sangue a pulsar, recebe e aprende também; as diferentes culturas enriquecem-no; esta riqueza partilhada deveria ser o resultado mais visível resultante dos novos caminhos terrestres e aéreos, muitas vezes marítimos – quando alcançado o destino. A troca de saberes, de culturas, de experiências ; uma riqueza que não necessitámos de ir buscar a “Calecu”. Desta vez Portugal dá novos mundos ao mundo, por força do “fado do fado que essa gente tem”.Não com um saber só de experiências feito, mas com dar e receber: a partilha. Para reflectir…. Carlos Alves, professor do Departamento Clássico-Românico

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Em Destaque

Multi... quê? Que a sociedade está em transformação, não oferece grande dúvida. Nós, os mais velhos, se recuarmos na nossa memória, facilmente encontraremos provas que vêm reforçar a ideia expressa. Quantos de nós não ouvimos já (e afirmámos) que “No meu tempo não era assim”? Ora, se “No meu tempo não era assim”, isso significa que as coisas mudaram, que as questões culturais deixaram de ser imutáveis e que a sociedade, em termos latos e em termos restritos, como a escola, sofreu um processo de transformação. Uma nova palavra que entrou no léxico quotidiano é globalização. Por todos os motivos, bons e maus, apresentamos a globalização como explicação para tudo. “Estamos em processo de globalização”, ouve-se; “A globalização é o motor da economia”, lê-se. A verdade, amigos, é que este conceito, também conhecido por “mundialização” não tem conseguido – felizmente! – apagar o fascínio que a diferença exerce em nós. E é aqui, neste campo onde a diferença aparece, que nos confrontamos com o “outro”, o desconhecido, o novo. Ora, é precisamente o “outro” que nos enriquece a existência e nos conduz erroneamente, por vezes, a assimilá-lo à nossa sociedade, com todos os riscos que daí advêm, por vezes a integrá-lo na sociedade, garantindo um equilíbrio social. Deixem-me abrir um parêntesis para vos confessar que desde cedo (15/16 anos) o “outro” me fascina. Lembro-me, sem precisar de fazer grande esforço, de aparecer em casa de meus pais com malta estrangeira que encontrava pela cidade e a quem oferecia guarida: norteamericanos, belgas, japoneses, franceses, entre outros, conheceram a hospitalidade possível e aprenderam a viver numa família portuguesa durante uns dias... O que ganhei com isso? Imenso! Observei outras maneiras de estar, de pensar... Cresci! Na escola, nem sempre é fácil integrar

“ Sabemos que a riqueza da Humanidade reside na sua diversidade e na sua capacidade de sempre reconhecer o lugar do outro.” Claude Lévi-Strauss

elementos provenientes de outras origens, carregados de outras culturas, línguas e hábitos sociais. Não o escondamos: é difícil e exige, da parte de quem acolhe, um grande esforço no sentido de se colocar no lugar do “outro” para melhor compreender a realidade nova que vive. Uma escola, como a nossa, que recebe alunos da África, da América, da Europa e da Ásia é, em potência, uma escola riquíssima e deveria ser esta a perspectiva com que este problema deveria ser encarado porque, se uma escola não é capaz de lidar com este problema, então a escola passa a ser o verdadeiro problema. Significa o que ficou dito que devemos pactuar com tradições outras que vão no sentido contrário à lei e costumes portugueses? Claro que não! Aqui, mais do que nunca, se deve aplicar o velho ditado “Em Roma, sê romano”, o que não significa esquecer as tradições que nos habitam ou renegar as origens. O inferno, ao contrário do que se diz, não é o outro. O Inferno somos nós, fechadinhos na nossa concha e cientes que somos os melhores. Seremos? Fernando Sá ,professor do Departamento Clássico-Românico

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Escola em movimento

Dos dias 4 a 11 de Julho, alunos da Escola Secundária com 3º ciclo D. Dinis dirigiram-se, mais uma vez, até à praia de Mira para outro Acampamento Desportivo. Acompanhados de pais e professores, montámos tendas e partilhámos almoço. Ao longo destes dias podíamos contar com a presença d‘ OS DO COSTUME (Prof. Manuela Nogueira, Prof. Arménio Nogueira, Prof. Teresa Sá, D.Judite) e o estreante Prof. Ricardo. O primeiro dia começou com grande animação. Depois de uma tarde na Barrinha de Mira conhecida por ter lodo bastante peganhento, esperava-nos um banho (pensávamos nós) relaxante. Saiu tiro pela culatra… Os banhos, nesse dia, foram bem frios e (muito) pouco relaxantes. Nem tudo era mau… A papinha das nossas cozinheiras aconchegou-nos e satisfez a nossa “gula”. Por entre jogos de uno, cartas, vídeos e idas ao café as noites eram quase sempre uma comédia… Tirando as idas aos deliciosos Big gelados e Carrinhos de Choque, aí sim… “COMÉDIA TOTALEEEE”!!! As manhãs eram passadas no voley, no kite surf, no basquete e no “trabalhar pró bronze”. Ah os meninos lá se entretinham a tentar “sufocar” o Prof. Raul no jogos de Rugby. Muitas lesões ali se fizeram, mas mais ainda se fizeram a andar de patins, não é meninos?! Sim, as raparigas eram definitivamente mais pacatas e Página 8

mais sensatas fora da tenda, porque dentro dela… Muitas gomas e chocolate para a engorda… a Pimbalhada ajudava :D . Este ano fomos muito perseguidos por pequenos animais irritantes, ao qual se dá o nome de besouros (ficámos a saber que a prof. Teresa Sá contou com a presença dum destes animais durante algum tempo na barriga). Fotografias?! Aos molhos… Ou era porque uns dormiam, ou porque outros tinham poses menos próprias, ou porque, à hora de jantar, gente se divertia a brincar com comida… Para não variar em férias desportivas tem de haver sempre duas coisas essenciais: lavar a loiça (com eventuais acontecimentos posteriores) e frases míticas. Desta vez o caloiro Serjão resolveu deixar a sua marca com a sua célebre frase, aqui traduzida por… “ PIIIIII “. Mira também não é Mira, se não tiver alunos de Coimbra à solta, no meio do pinhal, com o “rabinho entre as pernas”. PISTA NOCTURNA!!! Este ano bastante aguardada e, pelo resultado final, “APROVADA!”. O ano em que até os próprios organizadores andaram com medo a pregar partidas… Depois da pista nocturna as pipocas e o leite-creme das nossas cozinheiras estavam bem à mão de semear. O dia da partida chegara e a maioria pedia “só mais uma semaninha”… Fevereiro de 2009


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Alunos da Escola Secundária com 3º ciclo

O balanço deste ano foi positivo. De realçar o comportamento dos alunos e o progressos dos professores, a quem agradecemos por serem nossos “paizinhos” durante uma semana.

D. Dinis dirigiram-se, mais uma vez, até à praia de Mira para outro Acampamento Desportivo.

Ana Filipa Figueiredo, aluna do 11º B

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Escola em movimento Criei amizades para toda a vida, aprendi a lidar com a saudade, a aceitar diferentes culturas e a viver com o mínimo

Perguntam-me então

O que é/foi a Rota Ibérica? “Aquilo é uma viagem de três semanas, entre Portugal e Espanha! Somos 150 jovens, nascidos em 1991 e 1992, 100 espanhóis e 50 portugueses, 100 raparigas e 50 rapazes. Há monitores e devemos ficar divididos em grupos. Vamos viajar imenso de camioneta! Vamos percorrer os locais mais importantes que façam referência aos três rios ibéricos: Tejo, Douro e Guadiana. Vamos ter caminhadas de 6 e 8 horas por serras, vamos andar de barco, vamos à Expo-Zaragoza, vamos a Madrid e ao Porto, ah! e vamos percorrer mais umas quantas cidades, acampar, dormir em pavilhões…” – Esta era uma possível descrição para aquilo que se chama “Rota Ibérica 2008”. Mas, a partir do dia 5 de Julho tudo mudou. Essa descrição já não voltou a fazer sentido. Perguntam-me então o que é/foi a Rota Ibérica? Não Página 10

se descreve, sente-se e vive-se. Parti de Viseu, sozinha, para Salamanca. Não conhecia ninguém, foi assustador. Parecia que toda a gente tinha levado um amigo ou um conhecido, mas na escola tinham-me dito que eu ia ser a única a ir! E agora? Quatro horas até Salamanca, começaram os primeiros contactos. “Olá! Como te chamas? E vens de onde?” Chego a Salamanca e vejo mais 100 pessoas, mais monitores e ajudantes, éramos duzentos, e eu não conhecia ninguém. A partir do terceiro dia chegámos ao paraíso: já havia amizades, cumplicidades, já conhecíamos muitos e muitas, a confiança e a ligação entre nós era cada vez mais forte e já não fazia sentido pensar que dali a vinte dias esta aventura acabava e cada um ia para seu sítio. Dos monitores, nada a dizer, os melhores! Podíamos

contar sempre com eles, eram cúmplices em brincadeiras, alinhavam nos nossos esquemas, éramos cúmplices. Dos espanhóis? “Yo soy portunhol, portunhol, portunhol!” Todos fantásticos. Ao início foi estranho este cruzamento de culturas, foi estranho conhecer os seus hábitos. Mas nem vale a pena ir tão longe: os alentejanos não tinham nada a ver com os algarvios, que não tinham nada a ver com os das Beiras, que não tinham nada a ver com os transmontanos, e muito menos com os minhotos, e tão pouco com os madeirenses. Grande “ensalganhada”! Mas nunca valeu tanto a pena arriscar numa aventura e seguir, sozinha, três semanas longe, sem pais, sem amigos, sem irmão. Apenas com uma mala, com regras para cumprir, com banhos de água fria quando estavam 10 graus, a subir ao pontos mais altos da península, a Fevereiro de 2009


Escola em movimento Miércoles, 9 de Julio de 2008

Emoções não ter telemóvel durante horas e horas, a andar debaixo de 40 graus, a acampar no meio do nada, sem água, luz e casa-de-banho, a comer batatas fritas ao almoço e ao jantar, e a comer carne e mais carne. Juramentos feitos nos Picos de Urbion, momentos de reflexão no cimo do Gerês, músicas que marcaram toda a viagem, sorrisos, abraços, lágrimas, tardes nas piscinas, sermões, aquelas brincadeiras quando todos iam a dormir nos famosos ‘autobuses’, vozes, brincadeiras, expressões, festas, conversas. Tudo ficou para recordar. Cresci imenso com tudo isto. Criei amizades para toda a vida, aprendi a lidar com a saudade, a aceitar diferentes culturas e a viver com o mínimo. |Mariana

NÃO SE DESCREVE, SENTE-SE E VIVE-SE.

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Já todos somos dependentes uns dos outros. Amizade, confiança e cumplicidade são palavras de ordem. Aqueles pensamentos do “quero desistir, isto não era o que eu pensava” já bazaram! Mas embora as amizades sejam cada vez mais cúmplices, há coisas que só tendem a piorar… Como podem acordar alguém com uma buzinazona e com música a altos berros? Vá lá…tenham dó de nós. O que vale é que todos estávamos desejosos de voltar a Portugal – só de pensar que finalmente íamos comer uma boa sopa e algo sem batatas fritas… Chegámos à Guarda: ouve-se falar português (se bem que preferíamos ouvir falar a nossa língua sem ser numa sala com cadeiras apetitosas para dormir aquelas horinhas do nosso sono de beleza que nos roubam desde sábado…). Viagem para a Régua; “siesta”? Não me parece. Talvez os melhores momentos para apanhar uns quantos a dormir e a melhor altura para melhorar as nossas técnicas de maquilhagem, não acham? Para além destas avarias, houve umas um pouco mais sérias, mas conseguimos chegar às famosas adegas de vinho do Porto. Chegados ao fim, a nossa degustação ficou-se pela bela da água no copinho… “C’est la vie”. Embora todos sujos, sonolentos, famintos e seriamente cansados, acreditamos que à medida que o tempo passa esta aventura se torna mais deliciosa e aliciante. Mariana Sá, aluna do 12.º A

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Escola em movimento

12 de Setembro: o ano lectivo vai começar

A recepção aos novos alunos, acompanhados de pais/encarregados de educação...

...e a entrega dos Diplomas aos alunos que terminaram o 12º ano de Escolaridade e os Cursos de Educação e Formação A todos, os nossos parabéns e votos de bom sucesso! Página 12

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Escola em movimento O novo ano lectivo iniciou-se, como já é de tradição, com as “Actividades de Integração” dos alunos do décimo ano e, pela primeira vez, dos novos alunos dos Cursos de Educação e Formação, as quais foram dinamizadas pelas professoras Maria de Fátima Barroso e Teresa Sá. Estas actividades decorreram nos dias 11, 15, 16, 18 e 19 de Setembro no auditório da Escola. “Quebra-Gelo”, “Medos e/ou Riscos”, “Estereótipos”, “Rótulos”, “ (Correio dos) Afectos”, “Cabra-Cega”, “Ídolo”, “Uma história por acabar”, “Cordas” é a designação de alguns jogos e trabalhos de grupo através dos quais os alunos vão discutindo estratégias para atingirem um objectivo comum, construindo histórias de medos e sonhos, prevenindo atitudes de risco, consciencializando a injustiça de situações discriminatórias, desenvolvendo confianças, descobrindo qualidades e defeitos, partilhando afectos. Em grupo (re)descobrem que um caminho é mais fácil de percorrer se houver espírito de equipa, cooperação de todos os elementos do grupo, ou ainda que “sendo fácil ligarmo-nos a uma situação qualquer, nem sempre é fácil sairmos dela”. A (re)descoberta termina com o jogo dos balões os quais representam o mundo actual depois de neles se escrever algo de positivo e algo de negativo. O desafio final será encontrarem uma estratégia que permita “equilibrarem-se sobre este mundo sem o destruírem”. Para além de mostrar aos novos ocupantes desta casa um rosto mais agradável de um espaço que lhes é de todo desconhecido, por isso atemorizador, este encontro inicial procura fazer sentir que esta comunidade escolar forma um todo e que quer trabalhar em conjunto, num ambiente agradável, salutar com vista ao sucesso de todos. Considerando o relatório final elaborado, os rostos alegres e descontraídos dos alunos e professores envolvidos, mostrados ou nos momentos de intervalo, ou na consecução de algumas actividades no exterior, ou até, quando, cuscamente espreitávamos o que se passava no interior, conclui-se que… “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

Actividades de integração

(artigo possível graças ao relatório feito pela professora Coordenadora das Actividades Escolares, Maria de Fátima Barroso)

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Clube de Desporto Escolar

As duas equipas de voleibol feminino e masculino que representaram D. Dinis no ano lectivo 2007/2008

No início do ano lectivo, o Clube de Desporto Escolar, com o apoio dos professores de Educação Física, aplicou aos 380 alunos da escola um questionário no sentido de conhecer que modalidades gostariam de praticar na escola. Os resultados obtidos estão expressos nos quadros seguintes e ilustrados nos respectivos gráficos. Página 14

Aparece, vem praticar desporto!!! Futsal Mas.

Voleibol Mas.

Basquetebol Mas.

Total

Total

Total

43

3

46

3

7

10

6

12

18

Quadro 1: Resultados relativos ao género masculino.

Gráfico 1: Resultados relativos ao género masculino.

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Escola em movimento Nos masculinos, a modalidade mais escolhida foi o Futsal, seguido do Basquetebol e do Voleibol. Futsal Fem.

Voleibol Fem.

Basquetebol Fem.

Nas modalidades mistas, que podem ser praticadas, quer por rapazes, quer por

Total

Total

Total

raparigas, a mais escolhida

15

7

22

30

19

49

16

11

27

foi o Windsurf, seguida do

Quadro 2: Resultados relativos ao género feminino.

Badminton. Era ainda possível indicar outra modalidade caso as preferências incidissem noutra modalidade. As modalidades sugeridas foram o Andebol, a Patinagem, a Dança, o Ténis, a Natação, a Canoagem, o Corfebol e o Rugby. Sendo assim, O Clube de Desporto Escolar incluirá as

Gráfico 2: Resultados relativos ao género feminino.

modalidades de Futsal Masculino com o professor

Nos femininos, a modalidade mais escolhida foi o Voleibol, seguido do Basquetebol e do Futsal. Badminton

Windsurf

Total

2ª Total

6

23

29

17

18

35

Quadro 3: Resultados relativos às modalidades do género misto.

Raul Pinto, de Voleibol Feminino com a professora Mafalda Teles e de Windsurf com o professor Arménio Nogueira. O dia e hora dos treinos estão afixados no pavilhão da escola e poderás inscrever-te junto dos professores responsáveis pelos grupos equipa. Raul Pinto, Coordenador do Desporto Escolar

Gráfico 3: Resultados relativos ao género misto. Fevereiro de 2009

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Escola em movimento

Kaos Mais um ano, mais uma rodada! É uma boa maneira de apresentar o nosso KA-OS. Começou um ano, e com ele veio um convite agarrado: representar a peça “Instantâneos” num encontro de enfermeiros do IDT, no Casino da Figueira. A seguir, impunha-se o desafio de sempre – construir uma peça infantil. Pegámos na História da Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar. Mãos à obra, ensaios a horas e fora delas, horas a fio a trabalhar e eis que surge a nossa “História do Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar”. Este ano, por motivos “grupais” não pudemos responder a todos os convites feitos – fomos à Escola Primária de Figueira do Lorvão, à festa da Escola Primária de Sta. Apolónia e ainda fomos ao Centro Paroquial da Pedrulha, participar na festa dos meninos da catequese. Mas como bons meninos que somos nem nas férias nos deixaram descansar! Fomos convidados a realizar a abertura de uma exposição de pintura na Casa da Cultura, no passado dia 16 de Janeiro. Apresentámos Manuel de Instruções, uma montagem adaptada das provas prestadas pela escola nas Escolíadas 2008. Agora é tempo de agarrar e preparar novos projectos...

E para levantar só um bocadinho o pano, dia 15 de Maio esperam-nos as Escolíadas 2009!

Mariana Sá, aluna do 12º A

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Escola em movimento

L T V Clube Laboratório da Terra e da Vida No dia 9 de Outubro de 2008, pelas 13.30 horas, na GD3, encontraram-se, pela primeira vez, a professora Rosária Nisa e um grupo de alunos, a fim de “abrirem oficialmente” o Clube Laboratório da Terra e da Vida”. Reiniciava-se, assim, o projecto que já tivera existência no acto transacto. Foi nesse dia que começou a minha experiência como pequeno cientista. Pesquisei, estudei e levei propostas para o nosso Clube. Fizemos um levantamento de datas comemorativas para as sinalizarmos com actividades. Deste modo “O Dia Mundial do nãofumador”, o “Dia Mundial da Alimentação” e o “Dia do Coração” foram temas por nós abordados no jornal de parede sempre em renovação à entrada do bloco D. Ali, a comunidade escolar terá um complemento das suas aulas com chamadas de atenção para atitudes a implementar com vista a ter um vida efectivamente mais saudável. Mas não nos limitamos a folhear revistas e/ou jornais e a construir textos temáticos para divulgação. Também temos feito experiências: a fermentação do pão, a extracção do DIVA, a confirmação da existência de vitamina C, o… e mais não digo. Vem descobrir com os teus próprios olhos.

Aparece e torna-te um PEQUENO CIENTISTA Estamos à tua espera. João Miguel Pinto, aluno do 10º D e elemento do Clube L.T.V.

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1 de Outubro

Dia Mundial da Música Na passada quarta-feira (1 de Outubro) celebrou-se o Dia Mundial da Música, que tem como objectivo festejar todos os tipos de música, havendo inúmeros concertos para assinalar este dia. A música surgiu, provavelmente, com os primeiros homens, devido à necessidade de se expressarem. Assim se foram construindo instrumentos musicais e explorando sons ao longo do tempo. No início, estes eram usados para assinalar momentos importantes da vida (nascimento, casamento, morte) mas, hoje em dia, a música está muito mais generalizada, e surge sem qualquer razão especial, fazendo parte da nossa rotina. Todos nós temos qualquer tipo de impulso artístico, de necessidade de nos expressarmos sem ser por palavras. Podemos fazê-lo desenhando, dançando ou através da música. Assobiar uma canção ou estalar os dedos enquanto se ouve rádio, mesmo que não nos

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apercebamos, são sinais de que gostamos e precisamos de música, ainda que não saibamos tocar nenhum instrumento. Ouvir ou fazer música permite-nos escapar (e porque não?!) da nossa realidade para entrar noutras, seja esta o ambiente nobre italiano do século XVIII ou um bar de Nova Orleães nos anos 20. A música é, também, uma representação abstracta de sentimentos como o amor, o desespero, a ternura… Mergulhar nessa paleta de sentimentos é uma aventura incrível, e mais ainda é podermos fazer música para nós e para outros. No fundo, cantar uma canção ou tocar uma peça são formas de contar histórias, e assim como quem “conta um conto acrescenta um ponto”, também quem toca partilha a sua versão da música e dos sentimentos nela expressos. Por estas razões aconselho toda a gente a celebrar o Dia da Música, mesmo depois de passada a data oficial, indo a um concerto ou simplesmente ouvindo rádio, ou até, quem sabe, começando a aprender um instrumento musical (nunca é tarde para experimentar!). Quanto a mim, celebrei o dia 1 de Outubro a cantarolar e a tocar piano com os meus amigos numa das salas do bloco D e também com um grupo de alunos de academias de música num espectáculo na Figueira da Foz. Maria Vieira, aluna do 11.º B

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Escola em movimento No dia 15 de Outubro – Dia Internacional da Bengala Branca – realizou-se uma actividade interdisciplinar (Psicologia A, Ensino Especial e P.D.R.) que envolveu as turmas D do décimo e décimo primeiro anos e décimo segundo E. Integrar alunos na comunidade escolar, sensibilizar toda a comunidade para a diferença, problematizar a questão do comportamento na interacção entre o saber e o fazer/agir, proporcionar momentos de convívio e troca de experiências enriquecedoras a nível social, psicológico e humano foram alguns dos objectivos que determinaram a comemoração deste dia. Para abordagem do tema “Deficiência visual – capacidades e limitações na sociedade, na escola e no desporto” acederam a estar presentes a Dr.ª Maria Teresa Maia do Centro de Acolhimento do Loreto, Dr.ª Ana Margarida Fontes, ex-aluna da D. Dinis e vogal da ACAPO e Rui Diogo, aluno do 10º D. Também a Dr.ª Ilda Nunes esteve presente para falar sobre “O invisual e o cão-guia”. Marina Duarte, Ana Colaço, Bruna Cardoso e Karolina Silva, alunas do 11º D, apresentaram o tema “ O desporto e a deficiência visual – goalball” . Para além destas actividades que ocorreram no auditório da escola, no exterior houve a possibilidade de ver e sentir “Experiências de não ver”, dinamizadas pela Drª Maria Helena Neves e os alunos João Marques, Paulo Passeiro, Rui Diogo, Francisco Rocha e Ivo Lopes. No Pavilhão Desportivo Mário Rui da ACAPO dinamizou “Desenvolvimento de habilidades e capacidades motoras – gialball” com o apoio do professor Raul Pinto e dos alunos Ricardo Machado, Rui Diogo, Ana Colaço, Bruna Cardoso, Karolina Silva e Marina Duarte.

Bengala branca

Os meus olhos são uns olhos E é com esses olhos uns Que eu vejo no mundo escolhos Onde outros, com outros olhos, Não vêem escolhos nenhuns. António Gedeão

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Escola em movimento No dia 12 de Novembro de 2008 realizou-se na nossa escola a primeira fase das Olimpíadas da Matemática. Foram seleccionados para a segunda fase que se realizou no dia 14 de Janeiro de 2009, na Escola Secundária Avelar Brotero dois alunos: Adriana Sofia Boiça da Silva do 9º ano e Tiago Daniel Rodrigues do 11º ano. No fim do primeiro período, durante os três últimos dias, a Sala de Estudo de Matemática recebeu uma exposição de trabalhos dos alunos e de materiais do departamento. Esta exposição foi visitada por mais de 100 alunos. Agradou-lhes pelos trabalhos apresentados e pelos jogos que os desafiaram. A par das actividades para os alunos, o departamento providenciou ainda duas sessões de actualização para os professores. Uma sessão prática sobre Grafos, dinamizada pela professora Maria da Conceição Saraiva, da Escola Secundária de Pombal, onde os professores tiveram oportunidade de resolver problemas sobre o tema. Uma sessão sobre Competências Matemáticas na avaliação do 3º ciclo, aberta aos professores de outros departamentos e ainda de outras escolas e dinamizada pela Professora Adosinda Almeida da Escola Básica e Secundária Artur Gonçalves de Torres Novas. Nesta sessão os professores reflectiram sobre formas de tratar os resultados dos alunos de maneira a melhor identificar as suas dificuldades.

Departamento de Ciências Exactas

Olimpíadas da Matemática e outras actividades

Rosa Canelas, professora do Departamento de Ciências Exactas

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Associação de Estudantes No dia 10 de Novembro, pelas 10 horas, o Conselho Executivo deu posse à nova Associação de Estudantes eleita por cerca de sessenta por cento dos alunos votantes. Fazem parte da Direcção da referida Comissão João Cancela e João Pedro, Presidente e Vice-Presidente, respectivamente, Cristiana Abade, Rute Gomes e Carolina Eloy que desempenham as funções de Tesoureira, Secretária e Vogal. Numa breve conversa na sala da Associação de Estudantes, agora com um novo visual, bem agradável, por sinal, graças à nova A.E., a Post Scriptum foi informada da dinâmica da A. E. dinisina. Para além do almoço-convívio para toda a comunidade escolar, ainda em período de campanha, a Associação de Estudantes realizou um convívio na noite de sete de Novembro. No final do primeiro período promoveu um torneio de ping-pong na mesa por eles recuperada. É ainda da sua responsabilidade o funcionamento da Rádio, sempre no ar ao longo do dia. Já se disponibilizaram, junto de colegas do Desporto, para apoiar o torneio de basquetebol a realizar no final do segundo período. Faz parte, ainda, dos seus planos a organização de um fim-de-

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semana radical em intercâmbio com outras escolas da cidade, tendo já estabelecido alguns contactos com as respectivas Associações de Estudantes. Somam-se a estas actividades de carácter lúdico-desportivo, outras que se prendem com interesses “da classe”. Por isso têm participado em reuniões onde se discutem assuntos relacionado com os estudantes, divulgado as decisões e participado em manifestações. Indo a viagem a meio, à P. S. só resta desejar uma “chegada a bom porto”..

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Conselho Geral Transitório No dia 17 de Dezembro, no auditório da Escola Secundária c/ 3º Ciclo D. Dinis, a Presidente da Assembleia de Escola deu posse ao Conselho Geral Transitório, expressão do novo modelo de gestão das escolas. A este órgão compete definir a linha orientadora de toda a vida escolar, nomeadamente a elaboração do Regulamento Interno e a escolha do futuro Director da Escola. Nele estão representados os discentes, docentes, pessoal da acção educativa, representantes dos pais e encarregados de educação representantes da autarquia e da comunidade local. Destes representantes, os docentes, discentes e pessoal de acção educativa foram eleitos em listas pelos seus pares. Os representantes dos Encarregados de Educação foram designados pela Associação de Pais e Encarregados de Educação em reunião marcada para o efeito. Quanto aos representantes da autarquia foram indicados pela Câmara Municipal. Em relação aos membros da Comunidade, estes foram designados em reunião de 14 de Novembro pelos restantes membros do Conselho Geral Transitório, tendo-se concluído da importância da presença de representantes locais do tecido empresarial, da cultura e do desporto, pelo que surgiram os nomes das empresas Marcopolo, S.A., Diário de Coimbra e Eirense Futebol Clube. Todas estas entidades aceitaram o convite. Após a tomada de posse, foi eleito, pelos empossados, o presidente do Conselho Geral Transitório – Dr.ª Teresa Maria Sá. Página 22

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NATAL NA D. DINIS “Natal é quando o homem quiser.” É um facto. Mas demasiado frequentemente o homem esquece-se que o espírito natalício, a ser vivido seriamente, ajudar-nos-ia a ser muito mais felizes. Talvez por isso (porque o homem não quer que seja Natal mais assiduamente), é preciso fazê-lo notado num momento do ano. Surgiram, assim, os trabalhos do 7º ano - presépios e árvore de Natal – construídos na disciplina de Tecnologias, no âmbito da reflexão sobre os 3 R (Recuperação, Reconstrução, Reciclagem), bem como o presépio feito pelo Curso de Serralheiros, exposto na nossa biblioteca. Dentro do mesmo espírito, discentes, docentes, auxiliares de acção educativa e funcionários da Secretaria reuniramse à mesma mesa, numa ceia de Natal dinamizada pelos alunos de Educação Moral e Religiosa Católica. O bacalhau marcou presença, os fritos de Natal não faltaram e os presentes foram um miminho trazido pelo Pai Natal em pessoa. Para dar mais cor e, sobretudo, som, o Grupo “Inquietação” cantou alguns fados de Coimbra.

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primeiro período

Torneio de Natal Raul Pinto, Coordenador do Desporto Escolar

No final do primeiro período, e à semelhança do que se tem feito nos outros anos lectivos, a turma do décimo primeiro ano do Curso Tecnológico de Desporto dinamizou um conjunto de actividades durante o denominado “Torneio de Natal”. No primeiro dia, quarta-feira, 17 de Dezembro, durante a manhã, decorreu um Torneio de PES 2006. Nesta actividade nunca antes realizada, foi posta à prova a perícia dos melhores jogadores da escola. Aqui, o Tiago Silva do 11º D mostrou ser o melhor, levando para casa a nova versão do jogo, prémio atribuído ao vencedor. Simultaneamente, no Pavilhão da escola, desenvolvia-se o Torneio de Badminton, uma modalidade muito do agrado dos alunos e que terminou com a já habitual final feminina entre a Maria Vieira do 11º B e a Ana Galante do 12º E, tendo vencido a aluna do 12º ano. Na vertente masculina a vitória coube ao aluno Luís Baía do 11º B que venceu na final o André Mateus do 10º B. Já no final da manhã mais duas actividades fizeram parte do programa. A primeira, uma palestra sobre uma actividade desportiva direccionada para deficientes motores ainda pouco divulgada, o Boccia. No exterior da escola, o já habitual CortaMato Escolar, actividade obrigatória do programa do Desporto Escolar, obteve este ano um maior número de inscrições. Apesar de se verificarem muitas ausências por parte dos alunos inscritos, quem participou teve oportunidade de se divertir e poder levar para casa uma medalha (para os três primeiros classificados) e um certificado de participação para todos. Página 24

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Escola em movimento Quanto ao segundo dia, quinta-feira, 18 de Dezembro, a manhã iniciou-se com um torneio que conjugava simultaneamente as modalidades de Voleibol (4x4) e Basquetebol (3X3). Estiveram a funcionar em simultâneo dois campos de voleibol e dois campos de basquetebol, envolvendo árbitros, juízes de mesa, organização e jogadores dando ao Pavilhão uma dinâmica contagiante, realmente digna de nota. Na hora de almoço, e após este torneio, acontecia no Auditório uma segunda palestra, desta vez sobre o Goalball, modalidade igualmente direccionada a populações especiais, mas neste caso invisuais. Mais hilariante foi o jogo entre os Professores e os alunos do 10º ano do Curso Tecnológico de Desporto, encerrando a manhã, que veio demonstrar que os professores precisam mesmo de uns treinos extra. Mas venderam cara a derrota! Finalmente, o tão esperado Torneio de Futsal, que vinha encerrar este “Torneio de Natal”. Envolvendo nove equipas masculinas e três femininas, participaram mais de 60 alunos. Aqui o equilíbrio foi constante, assistindo-se a alguns jogos de muito boa qualidade, com intensidade e incerteza quanto ao vencedor até ao final. A equipa “Craveiro Team”, composta exclusivamente por alunos do 11º D, venceu com justiça, não perdendo nenhum dos jogo em que participou. Já na vertente feminina as “Gucci” também venceram todos os jogos, mostrando que o futebol não é só para os rapazes. E assim se passou mais um Torneio de Natal, cheio de actividade, competição e conhecimento. A todos os que participaram obrigado, e não te esqueças de participar nas próximas actividades. Fica atento!

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Mamma mia!

Escola em movimento Pipocas, música, anos 80, paisagens lindas e muita animação parecem, logo à partida, razões para um dia de cinema. “Mamma mia!” conta a história de uma jovem, prestes a caAna Rita Reis, sar, que envia para os Aluna do 11º B seus três possíveis pais convites para o matrimónio, sem que a mãe saiba. A história do filme não nos traz nada de novo, o seu argumento pode ser confundido com o de uma qualquer comédia romântica, e talvez o seja, mas em versão musical. E como qualquer musical, ou se adora ou se odeia, e precisamente o que agrada a uns é o que incomoda a outros. No meu caso, pertenço ao primeiro grupo. O filme vive essencialmente pelas músicas da banda ABBA, contada por um conjunto de personagens carismáticas que vivem a dançar e a cantar, transmitindo uma alegria conta-

giante através do ecrã . “Mamma mia!” conta, ainda, com um cenário grego paradisíaco que, só por si, já merece aplausos, bem como um elenco de luxo liderado por Meryl Streep, a actriz camaleónica que dá provas dos seus dotes artísticos também neste filme. Aplaudo, também, a capacidade dos argumentistas em adaptarem as letras das músicas às falas das personagens o que, em musicais, por vezes, se revela complicado. Creio que em “Mamma mia!” foi bem conseguido. No entanto, julgo que se provou neste filme que nem tudo se faz por actores de renome. Penso que a escolha dos actores recaiu no peso do seu nome no cartaz e não, em alguns casos, nos seus dotes vocais, o que me parece essencial, tratando-se de um musical, empobrecendo as mesmas actuações. É um divertido filme de entretenimento que aconselho a amantes dos anos 80 que queiram entoar grandes clássicos e passar um bom bocado. Quanto a mim, assim que puder, “Mamma mia, here I go again!”

Coimbra, a cidade das mil e uma noites por um dia Diana Santos, Aluna do 11º B

Apenas uma palavra: Extraordinário! Foi no dia 12 de Abril de 2007, no TAGV, que Coimbra teve a oportunidade de vislumbrar o espectáculo “Aladdin Jr.”, apresentado por Ernesto Coelho e AMVP, baseado no filme da Disney e transformado em musical. Uma fusão de teatro, dança e música para jovens e adultos, que encantou toda a gente, com um elenco de actores profissionais e muitos jovens talentos. Cada um desempenhou o seu papel com muita elegância e profissionalismo, provando assim que Portugal pode ir bem longe na arte da representação e que existem vozes maravilhosas espalhadas pelo nosso país. O tema já muito conhecido do filme – “O mundo Ideal” – juntou actores e espectadores num uníssono, um momento raro mas muito belo no mundo dos palcos. Os adereços e cenário eram simples mas os Página 26

necessários para a peça, sem grandes exorbitâncias mas também não empobrecendo. As luzes também foram algo fundamental no espectáculo, proporcionando ao público a sensação de estar presente na história maravilhosa de Aladdin, o “rato de rua” que se apaixonou pela Princesa de Agrabah, Jasmine. E um aspecto fundamental: o fumo de entrada e saída do génio que dava uma visão quase real do momento. Claro que os protagonistas encantaram as crianças, mas não posso deixar de dizer que o Génio da Lâmpada, o grande amigo da Aladdin que o ajuda a conquistar a sua amada, foi o mais hilariante, fazendo rir miúdos e graúdos. Um espectáculo cheio de magia e de amor, cor e ritmo, que muitos se arrependerão de não terem visto! Fevereiro de 2009


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Fernando Pessoa em diálogo O poeta é um fingidor

Bebezinho do O que há em nininho-ninho... mim é sobretudo cansaço... Fevereiro de 2009

No dia 20 de Janeiro, alunos do 12º A, respondendo a um desafio que fora lançado pela professora de Português, no âmbito da Competência Falar, apresentaram, na Biblioteca da Escola uma pequena/grande actividade sobre Fernando Pessoa e os seus heterónimos. “Fernando Pessoa em diálogo”, assim se chamou a conversa de Pessoa com ele próprio (através dos alunos que lhe emprestaram o seu corpo) e dos alunos com os colegasespectadores que os interpelaram no final da dramatização. Os responsáveis pela actividade aperceberam-se mais profundamente das características do poeta, elepróprio, e dos seus outros, graças à pesquisa que tiveram de fazer, bem como da adrenalina que “o ser observado” provoca. O público despertou para esse grande nome da nossa literatura e para a arte de dramatizar, para os aspectos positivos que essa experiência pode trazer, quer na compreensão dos textos, quer no à-vontade que vai criando em cada “eu” que a vive. Foi mais um ponto positivo da nossa prática, construído pela responsabilidade demonstrada pelos “actores” e pela maturidade do público presente. A repetir. Página 27


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Do you speak english? Together in diversity African, Asian, European, American people – we all socialize directly or indirectly. As a consequence, it is very important that we all understand and tolerate each others’ differences. Dialogue between cultures is essential to prevent conflicts and wars, and it is enriching for everyone.

Nowadays, with easy access to the Internet and other resources, it is quite simple to learn about other cultures and even to meet people from those cultures. Travelling is also a great way, probably the best, to embrace cultural diversity. Maria Vieira Rodrigues, nº12, 11th B

“Wie geht´s?” and Bruna, David, Bruno, Cristiana, Rafaela, Carina, Zé Carlos say: “Como estás?”. Sometimes we fight because we are very different from each other. There is a cultural impact. Today we are good friends, have great time together and share our customs. We are completely different but very close! Alunos do 9ºB

North Country I saw the film “North Country” (Terra Fria) by Niki Caro in an English lesson and I found it impressive. The movie illustrates the story of a woman that starts working at the mines in Northern Minnesota, in spite of all prejudices at the time. I think the film represents the opinion of the world about the existence of exclusive jobs for men and women very well. It also shows that we must fight for our rights even when everybody else tells us not to. Although it represents the year of 1989, this situation is still real in some countries, unfortunately... This film can be an inspiration for all of us, for those who have to fight for their rights all over the world. It´s worth seeing!! Filipe, nº8 - 11ºB

Hi, everybody! We are the 9th B, the most multicultural class of this school! We are seven girls and eight boys. In the class there are seven Portuguese, three Brazilian, two Guinean, two Angolan and one Luxembourger. Sometimes there is a mess with the language because we use different words and expressions and speak Portuguese and English with a funny pronunciation. It’s really funny! For example: Mahomed and Omar say: “O stá bom?”, Danielle and Liz say: “Tudo jóia?”, Eunice and Zé Ramos say: “Kiabut kieno?”, Stephane says: Página 28

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L Dia dos Namorados S Com razão de ser ou não, o que é certo é que ele a - o Dia dos Namorados, La Saint Valentin, The Valentine’s day - aí esteve. Na escola ele é, I c h l ie b e d i c h frequentemente, aproveitado para falar sobre a importância da manifestação de sentimentos, para n desenvolver a capacidade criativo-artística dos alunos quer a nível da expressão plástica, quer a nível literário em várias línguas, de preferência. t Assim os profs ensinam aos que estão a dar os primeiros passos nas línguas estrangeiras “I love T h eVa l e n t i n e ’ s d a y you!”, “je t’ aime”, “Ich liebe dich!” (como se não fossem as primeiras frases que eles aprendem fora a das salas!) , “mon petit chat”, “ma chérie”… (porque é importante fazer notar que se há um masculino, l é lógico que haja um feminino, e talvez estas aprendizagens sejam interiorizadas relacionadas I l o ve y o u com estas datas). Daí se explica a mini-exposição dos nossos alunos de Francês em exposição no n primeiro piso do bloco A. Mas a Post Scriptum resolveu ir um pouco mais longe e verificar se efectivamente o dia dos t namorados tem grande impacto entre os alunos J e t ’ a me da D. Dinis. Por isso lançou estas perguntas: i O que pensas do Dia Namorados? (justifica a tua opinião) n Fizeste algo de especial neste dia? O quê? Estejam atentos! Depois divulagaremos os resultados...

Os namorados precisarão de um Dia dos Namorados? Mal vai o mundo!

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Cursos de Educação e Formação Os alunos do Curso de Empregado Comercial, 2º ano, no âmbito da disciplina de Cidadania e Mundo Actual, elaboraram vários trabalhos sobre temas diversos: “Segurança Alimentar, “Água, fonte de vida”, “Tipos de Recursos Alimentares” e “Disponibilidade Regional/Diversidade e Aumento de Consumo”. Consciente da importância da abordagem destas temáticas para a formação de cada discente em particular e para a educação da sociedade em geral, a Post Scriptum regista, aqui, a actividade, fazendo apelo a que outras similares surjam na nossa redacção para divulgação. Aqui se apresenta um dos trabalhos.

Sem água, sem vida….. DICAS PARA POUPAR ÀGUA 1- Cozinhe os legumes ao vapor em vez de os cozer em água. 2- Descongele a comida no frigorífico, e não numa bacia com água ou no balcão, ou na banca.

11-Reforce os cuidados com a poupança de água

12-Feche ligeiramente as torneiras de segurança de sua casa, de modo a diminuir o 3- Prefira os banhos de chuveiro aos banhos de caudal. imersão e feche a torneira enquanto se ensaboa.

13- Em caso de cortes de abastecimento 4- Para lavar os dentes use sempre um copo ou público de água, armazene apenas a quantidade uma caneca e feche a torneira enquanto durar a necessária, utilizando-a só em consumos lavagem. indispensáveis 5– Regue os relvados de manhã cedo ou à noite 14- Não lave a rua em frente à sua casa; deixe esse trabalho para as autoridades competentes 6- Use água reciclada (aquela que sobrou de cozer ovos, chaleiras eléctricas, lavar vegetais, 15- Não encha tanques ou piscinas . desumidificadores, etc.) 7- Cultive plantas típicas da região, mais adaptadas ao clima. 8- Avise a Câmara Municipal se detectar uma fuga de água na via pública (rua ou jardim)

A água é vida!!! A sua sobrevivência depende dela.

POUPE ÁGUA!!!

9- Mantenha sempre toda a canalização doméstica em bom estado de funcionamento e exploração; chame uma canalizador se as torneiras não pararem de pingar 10- Feche sempre bem as torneiras e evite perdas em autoclismos, esquentadores ou máquinas de lavar

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Gabriel e Mónica, alunos de Empregados comerciais

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Campeonato das profissões No dia 29 de Outubro, fomos, eu e os meus colegas da turma e mais dois professores, ver o Campeonato Regional de Profissões, no Centro de Formação da Pedrulha. Fui ver várias profissões e os seus representantes. Das várias profissões que vi, a que mais me interessou foi a de Soldador, porque ando a tirar esse curso e também porque lá estava um colega meu a competir.A que menos me interessou foi a de pedreiro… E foi assim a minha visita ao Centro de Formação da Pedrulha onde decorreu o o Campeonato Regional de Profissões. Romeu Ribeiro, aluno do Curso de Soldadores

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O Instituto de Emprego e Formação Profissional promoveu, entre os dias 26 a 30 de Outubro o Campeonato Regional de Profissões, que se destina a jovens dos 17 aos 21 anos. Este Campeonato tem como objectivo apurar os melhores profissionais da Região Centro nos vários domínios de actividade, através de um prova prática que se realiza ao longo de três dias. Nestes encontros os jovens têm oportunidade de competir entre si, pretendendo-se assim, estimular os jovens para a obtenção de uma qualificação profissional e seleccionar os melhores candidatos nas profissões em competição. Os vencedores ficam apurados para competir, em Março de 2009, pelo título de Campeão Nacional, candidatando-se também a representar Portugal, em Setembro de 2009, no Campeonato Internacional das Profissões, que irá decorrer no Canadá, na cidade de Calgary.

A escola esteve lá representada pelo Luís Martins, da turma dos Soldadores!

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Área Projecto 12.º ano Psico-actividades para promoção da saúde mental e prevenção dos comportamentos de risco. Porquê?

Mais do que por interesse pessoal, tencionamos mostrar alternativas terapêuticas para fomentar o bem-estar pessoal e social perante diversas/ adversas situações do dia-adia. Temos projectadas várias iniciativas que envolvem workshops, conferências, exposições, trabalho de campo e pesquisas. É um trabalho complexo, mas que esperamos que corresponda às expectativas. Beatriz Melo, Mariana Sá, Olívia Lourenço, Susana Pinheiro, alunas do 12º

Saúde relativamente às melhorias da qualidade de vida. Nascido no início do ano lectivo 2008/2009, o projecto encontra-se hoje dividido em três subtemas centrais: “A tecnologia ao cuidado da Saúde”, “Cuidados Médicos” e “Terapias com Música”. Muito para além das pesquisas já efectuadas o grupo está a organizar uma visita de estudo à FCTUC para observação e contacto com um robot cirurgião, bem como o planeamento de uma palestra sobre os cuidados de Saúde. Num aspecto mais reservado, destacam-se a realização de inquéritos e afixação de panfletos. Futuramente o grupo pensa em realizar um filme, bem como um programa de rastreio de doenças. Deste modo todo o grupo deseja que toda a comunidade escolar aproveite a nossa divulgação de informação para o crescimento não só formativo como pessoal nesta área. Igor , João André , Nuno e Pedro alunos do 12ºB

Vícios

Projecto “Cuidados de Saúde”

No âmbito da disciplina de Área Projecto o grupo que retrata o tema “Cuidados de Saúde” está a realizar acções com o intuito de esclarecer e promover a importância da Página 32

O tema que vamos tratar é “Os Vícios” do indivíduo e da sociedade em geral. Não é preciso pensar muito para, chegar à conclusão, que este é um tema muito abrangente. Esta foi a nossa principal razão de escolha deste tema. Todas as pessoas têm vícios. Um vício é um hábito repetitivo

que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e/ou aos que com ele convivem e provoca dependência mental e/ou física. Um vício pode ser, por exemplo, fumar, estalar os dedos ou até mesmo o simples roer de unhas. O nosso trabalho visa prevenir a comunidade escolar para os perigos de certos vícios graves como, por exemplo, as drogas e os videojogos, e fazer uma apresentação final do agrado geral dos alunos. Diz-se que: “Para largar um vício tem que se obter outro” João Pedro Batanete, Carlos Saraiva, Anthony Leal , alunos do 12ºA

Redecoração

Ao iniciarmos a disciplina de Área de Projecto, a primeira actividade a realizar foi a constituição dos grupos de trabalho. O nosso grupo é composto por cinco elementos e o tema escolhido foi “ A Redecoração da sala de convívio ideal dos alunos”, pois é um trabalho com uma vertente prática e com a intenção de proporcionar um ambiente mais acolhedor aos alunos. Esperamos que este trabalho agrade a toda a comunidade escolar, e sobretudo, que seja preservado. “Mais importante que renovar, é preservar aquilo que temos”. Diana Mendes, Filipa Mortágua, Mª Rita Nogueira, Patrícia Figueiredo e Vanessa Mendes, alunas do 12ºA

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Área Projecto 12.º ano Deficiência

nosso trabalho seja apreciado por toda a Comunidade Escolar e que nos ajude a compreender melhor a música como um todo. João Cancela, Diogo Gomes, Catarina Vilão e Carlos Santos , alunos do 12ºA

Com o nosso projecto, cujo tema é “Deficiência” pretendemos conhecer e dar a conhecer à comunidade escolar formas de vida e perspectivas de pessoas diferentes; esclarecer possíveis dúvidas e explorar uma das muitas terapias que hoje já existem: a hipoterapia. O nosso grande objectivo é essencialmente sensibilizar e mostrar que, por vezes, há pessoas ditas “normais” que se acham com enormíssimos problemas e no fundo deviam agradecer por serem uns privilegiados. Ana Carolina Pedrosa, Carolina Eloy, Filipa Cerveira e Rute Gomes, alunas do 12ºA

O Nosso Projecto Musical

Arquitectar a Escola Ideal

Olá! Somos alunos da turma do 12ºB da Escola Secundária com 3ºciclo D. Dinis, Coimbra, e constituímos o grupo “Arquitectar a Escola Ideal” no âmbito da disciplina de Área Projecto. Temos como principal objectivo alertar a comunidade escolar para as falhas existentes na nossa escola e tentar fazer com que estas sejam corrigidas, para o bemestar de todos. Para mostrar todo o nosso trabalho até ao momento, iremos fazer sentir a nossa presença na semana cultural. Prometemos não vos desiludir! Emanuel Sousa, Diogo Gomes, Patrícia Ferreira, Luís Neves, alunos do 12ªB

Exploração infantil O nosso grupo é constituído por 4 elementos, e o nosso tema é “Música”. Escolhemos este tema porque todos nós temos um pouco a ver com a música, a música tem algo a ver com o nosso futuro e também sabemos que esta determina a nossa maneira de pensar e de ver o mundo. Esperamos que o Fevereiro de 2009

Com este texto preten-

demos oferecer informação sobre uma dura realidade que paira no nosso mundo: a exploração infantil. A exploração infantil é geralmente feita por nos países menos desenvolvidos, como, por exemplo, Brasil, e em grande parte dos países da Ásia e do Médio Oriente. Grandes marcas mundiais contratam crianças para trabalhar para elas ilegalmente, pois a mão-de-obra é mais barata, e não tem problemas fiscais, pois as crianças trabalham secretamente. Há pais que vendem os próprios filhos à exploração para sustentarem a família devido a grande pobreza sentida nos seus países. Existem medidas para prevenir a exploração do trabalho infantil, sendo que, a mais pesada é a pena de prisão, isto, apesar de esta ser aplicada muito raramente. Um tema subjacente a esta exploração é a exploração sexual: as crianças recebem uma proposta de trabalho, proposta essa, que tem como objectivo explorá-las sexualmente. As propostas mais aliciantes feitas por esses indivíduos são: entrevistas para modelo, estudar para fora do país…grande parte dessas crianças também são usadas como correio no tráfico de droga. Com esta chamada de atenção que transmitimos neste texto, pretendemos informar todas as pessoas e crianças para a gravidade desta situação que afecta a níveis sociais e económicos. Luis Pinheiro e Bruno Ramos, alunos do 12ºB; Barbara Carolina, aluna do 12ºC

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Área Projecto 12.º ano

Visita de estudo à FCTUC Igor , João André , Nuno ePedro alunos do 12ºB

Reinserção Social

Confrontados com a actualidade que nos mostra uma taxa de criminalidade elevada no nosso pais, e apercebendo-nos que a comunicação social referencia esta realidade pela parte mais negativa (constatação de destruição de centros educativos/instituições), escolhemos o tema “Reinserção Social”. Acreditamos que conseguiremos fazer alguma diferença começando por onde tudo começa, a comunidade escolar. Aqui poderemos sensibilizar os mais jovens, informando-os e consciencializando-(n)os dos problemas e da consequência dos seus actos. A preocupação de integrar os mais jovens, consciencializá-los, alertá-los, de modo a evitar a “Exclusão Social” (sub-tema) são as nossas razões e os nossos objectivos para a disciplina de Área de Projecto. Ana Rita Marques, Joana Rafaela Mesquita, João André Pedro, Nuno Miguel Fernandes, alunos do 12ºA

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No passado dia 11 de Fevereiro de 2009, o grupo de alunos da Escola Secundária D. Dinis que trata o tema “Cuidados de Saúde” na disciplina de Área Projecto concretizou uma visita de estudo ao polo II da Faculdade de Ciencias e Tecnologias da Universidade de Coimbra. A visita era aberta a quem estivesse interessado e o convite foi alargado aos vários alunos da disciplina. No entanto, o transporte ficou a cargo de cada um. Já na Departamento de Electrotecnia e Computadores foi-nos possivel, não só ver e interagir com o robot cirurgião que está a ser desenvovido e que foi o principal motivo da nossa visita, mas também ter contacto com outros trabalhos que estão a ser desenvoldidos e que podem vir a estar relacionados com a saúde num futuro próximo. Das diferentes experiências relacionadas com a saúde, destacaram-se, sem dúvida, a cadeira de rodas electrónica

que já está a ser desenvolvida há mais de 8 anos estando ainda por concluir e o braço robótico. É importante des-tacar o elevado custo de aqui-sição deste protótipo, que ainda não se encontra co-mercializado e que é o único a nível mundial. Independentemente da interacção com invenções relacionadas com a saúde, foi-nos possível a observação e o contacto directo com outras áreas da tecnologia, nomeadamente com a área visual, onde tivemos oportunidade de ver e interagir com as últimas novidades no campo da robótica, das quais se destacaram as câmaras “que nos seguiam para onde quer que fôssemos”, o robot que elabora mapas e se auto conduz pelas divisões em tempo real e a captação de movimentos para utilização em aplicações informáticas tridimensionais. Gostávamos, por fim de agradecer a presença das colegas Filipa Mortágua, Patrícia Ferreira e Carolina Murta e do professor Carlos Alves. Fevereiro de 2009


Escola em movimento

visitas de estudo

Futurália Feira da Juventude, Qualificação e Emprego

Realizou-se no dia 11/12/ 2008, conforme previsto no Plano de Actividades, a visita de estudo à Futurália – Feira da Juventude, Qualificação e Emprego, com a participação de 70 alunos da nossa escola, 52 dos quais do 12º ano e 18 pertencentes ao 9º ano, acompanhados por 6 professores. A Futurália, o mais relevante certame de divulgação de ofertas de ensino e formação em Portugal, decorreu em dois pavilhões do Parque das Nações e também em amplo espaço ao ar livre. Neste último desenvolviam-se actividades lúdicas e associadas à aventura. Enquanto se era sobrevoado por uma euforia de jovens a fazerem rapel, mais além, outros impulsionavam-se -se com agilidade através de uma parede de escalada. Mãos e olhos ávidos experimentavam os comandos de avião da força aérea, bem como outros veículos e equipamentos militares. O objectivo mais relevante da visita consistia na promoção do Fevereiro de 2009

desenvolvimento, em múltiplas dimensões, nomeadamente ao nível vocacional. Pretendia-se despoletar ou incentivar processos motivacionais, de identificação, análise e síntese de informação, no que respeita a perspectivar percursos possíveis ao nível do ensino secundário (no caso dos 9ºs anos) e ensino superior (no caso dos 12ºs anos). No que respeita a este item, os alunos da escola circularam livremente pelos expositores consultando informação. Palmilharam os expositores, seleccionando informação perguntando, dialogando com interlocutores dos stands. Salienta-se nesse processo de pesquisa e recolha de informação o envolvimento activo dos professores que foi determinante. Durante a visita, professores e alunos relacionaram-se harmoniosamente e de modo mais informal. Durante a viagem de regresso surgiram dúvidas, que colocavam , a propósito de cursos e muitos traziam folhetos

informativos sobre cursos. Esta visita constituiu um momento vivo, onde se cruzaram experiências tendo contribuindo para a clarificação de opções individuais, ajudando a fundamentar processos de tomada de decisão. O certame foi, mais do que uma actividade de pesquisa de informação, uma oportunidade de experienciar. João Paulo Mendes, Psicólogo da Escola Secundária c/ 3º Ciclo D. Dinis

Até poderiam ter feito mergulho com mergulhadores profissionais da marinha... Página 35


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Maldita Matemática

Já por duas vezes as turmas do 3º Ciclo da Escola foram este ano ao teatro, e por coincidência ao mesmo sítio - Teatro da Cerca de S. Bernardo.

“Maldita Matemática” é uma viagem que passa pelo mundo dos números; Maria tem um teste de Matemática e na véspera do teste, depois de muita brincadeira e pouco estudo, deita-se, adormece e começa a sonhar... No sonho, Maria encontra-se num mundo povoado por números; aparece um Sete que está a fazer revisões para o teste de Poesia, e depois…

Da primeira vez, no dia 6 de Novembro, pudemos ver “Maldita Matemática”; depois, já em Fevereiro, vimos “Bonecos e Farelos”.

A verdade é que sentados à volta de um enorme tabuleiro com a forma de um mapa de tesouro, assistimos e divertimo-nos com a aventura da Maria e do seu amigo Sete... E aqui fica um conselho do Matemático Prudente.

Fomos ao Teatro

SOMA Não te fies em balelas nem somes mais do que a conta. Às vezes muitas parcelas dão soma de pouca monta… SUBTRACÇÃO Cuidado com a subtracção! Se subtraíres soma alheia podes ir parar à cadeia! Tenta outra operação… MULTIPLICAÇÃO Multiplica, multiplica, Que é o que faz a gente rica! Peixes por pães é que não: é muita multicomplicação! DIVISÃO A divisão é a arte De ficar com a melhor parte. Se duvidas não dividas! Ou divide só as dívidas!

“Bonecos & Farelos” é um espectáculo em que bonecos e actores se cruzam e recruzam… Foi assim queDo a Pequeno Escola Livro da Noite decidiu de Desmatemática de recriar “Quem tem Farelos”, uma peça de Gil Vicente, sobre qual Pina Manuel aAntónio o próprio disse: ”É o seu argumento que um escudeiro mancebo per nome Aires Rosado tangia viola e a esta causa, ainda que sua moradia era muito fraca, continuadamente era namorado. Trata-se aqui de uns amores seus per cinco figuras: Ordoño, Apariço, Aires Rosado, Isabel e a Velha sua mãe. Foi representada na mui nobre e sempre leal cidade de Lixboa ao muito excelente e nobre rei dom Manoel primeiro deste nome, nos paços da Ribeira. Era do Senhor de 1505 anos.” Página 36

Fevereiro de 2009


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Exposição de Máquinas Ferramentas Exponor | Porto Pinceladas de uma visita

visitámos o Museu Militar e no caminho passámos pelo Hotel “Pallace”. No Museu, a guia contou-nos a história da Serra do Buçaco e das Invasões Francesas. Depois seguimos pela A1 em direcção ao Porto, mas, por sugestão do motorista, pará-

novas técnicas. Devido à grande dimensão dos pavilhões e ao tempo limitado de que dispúnhamos, não conseguimos visitar toda a exposição. Recolhemos informação importante para desenvolver nas aulas da Componente Tecnológica, nomeadamente, catálogos, CD-roms e DVDs. Recebemos algumas ofertas interessantes: bombons, rebuçados e canetas. A chegada à Escola aconteceu por volta das 18 horas. Foi uma visita espectacular, em que se conseguiu concretizar o objectivo da visita, conciliando-o com o convívio saudável entre todos e mudando a rotina do quotidiano na Escola. Gostaríamos que se repetisse mensalmente.

Nós, alunos dos cursos de Soldadores e Serralharia Civil, no dia 12 de Novembro, fizemos uma visita de estudo, à Exposição de Máquinas-Ferramentas na Exponor, no Porto. A partida da Escola estava prevista para as 8:30 mas, devido ao atraso de um colega, saímos apenas às 8 horas e 50 minutos. Fomos até ao Buçaco, onde

mos numa estação de serviço e só depois prosseguimos viagem.

Bruno, Diogo, Pedro, Vítor e Nuno,alunos de Serralharia Civil

Parámos num Centro Comercial, o “Norte Shopping” onde acabámos por almoçar. Pelas 13 horas e 30 minutos dirigimo-nos à Exponor, objectivo principal da visita. Lá vimos muitas máquinas modernas, por exemplo na área de soldadura, com utilização de

(...)

mudando a rotina do quotidiano na Escola Fevereiro de 2009

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Escola Superior Agrária de Coimbra No dia 7 de Janeiro de 2009, no âmbito da disciplina de Biologia e Geologia, os alunos das turmas A e B do 11.º ano, visitaram a Escola Superior Agrária de Coimbra cujo principal objectivo era observar “in locu” algumas técnicas de reprodução animal e vegetal. A visita, que decorreu durante toda a gélida manhã, repartiu-se pelo Laboratório de Reprodução Animal - “Dr. França Martins”, pelas Cavalariças e pelo Laboratório de Micropropagação Vegetativa. No Laboratório de Reprodução Animal foi possível observar a recolha de sémen de um garanhão utilizando uma vagina artificial e todas as etapas seguintes de processamento do mesmo. As referidas etapas consistem na observação da cor e volume do sémen, determinação do pH e observação microscópica da mobilidade e morfologia dos espermatozóides. A Engenheira Sandra Gamboa, que nos acompanhou neste laboratório, explicou ainda as vantagens da inseminação artificial relativamente à monta natural, esclareceu dúvidas sobre o ciclo éstrico das éguas, o período de gestação e a época de cio que depende do fotoperíodo, entre outras dúvidas colocadas pelos alunos. Nas cavalariças, acompanhados por uma Estagiária de Engenharia Agro-pecuária, incansável em explicações, os alunos tiveram contacto com três raças portuguesas de equinos – a Lusitana, a Garrana e a Sorraia, esta última em vias de extinção. Observaram crias em desmame e verificaram que cavalos e éguas se encontram separados uma vez que as feromonas produzidas pelas

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fêmeas podem provocar agitação nos machos. A atenção dos alunos centrou-se no potro que tinha nascido de madrugada e que junto da sua progenitora dava os primeiros passos a céu aberto. Já no Laboratório de Micropropagação Vegetativa, o Dr. José Maia explicou as vantagens e desvantagens das culturas in vitro. Esclareceu todas as dúvidas sobre esterilização do material, meios de cultura, materiais necessários e importância das condições de assepsia para o sucesso da micropropagação. Na opinião dos alunos a Visita foi importante, enriquecedora e didáctica estabelecendo a ponte entre o que se aprende na sala e a sua aplicação prática na comunidade, para além de perspectivar novas saídas profissionais. Em nome da Escola Secundária com 3.º Ciclo D. Dinis, as professoras Margarida Mouronho e Clara Marques agradecem à ESAC e aos elementos que proporcionaram a Visita, toda a disponibilidade para nos receber. Clara Marques e Margarida Mouronho, Professoras do Departamento de Ciências Naturais

“O facto de nos confrontarmos na prática com estes assuntos ajuda-nos a perceber melhor a necessidade de abordarmos estes conteúdos programáticos na disciplina de Biologia.” Ana Leitão, aluna do 11.º B

“Adorámos esta visita à Escola Agrária, não só pelo convívio entre professores e alunos, mas também pela possibilidade de escolher futuramente uma carreira relacionada.” Ana Carolina e Alexandra, alunas do 11ºA Fevereiro de 2009


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Porquê Reduzir a Velocidade? Pinceladas de uma visita

O 9ºA, o 9B e os Electricistas de Instalações foram, no dia 6 de Dezembro, numa visita de estudo integrada no Projecto “ Porquê Reduzir a Velocidade” ao qual a Escola aderiu. Saíram de manhã e dirigiram-se a Mortágua, ao Centro de Condução Defensiva. Aí foram recebidos pela representante da APSI (Associação Portuguesa de Segurança Infantil), que fez uma sensibilização para a necessidade de uma condução responsável, mostrando alguns exemplos marcantes. Seguidamente foram experimentar um simulador de condução de moto e um de capotamento. Perceberam ainda como é importante sermos visíveis enquanto peões. Da parte da tarde, nos HUC, assistiram ao testemunho da vida de um tetraplégico de 30 anos que ficou numa cadeira de rodas aos 16 em virtude de um mergulho de mar mal dado. Para terminar, numa volta pelas instalações, viram os recursos que este hospital possui. Foi um dia enriquecedor, tanto pelas aprendizagens feitas enquanto cidadãos, como pelo convívio que se estabeleceu entre todos. Carolina Sousa, professora do departamento de Ciências e tecnologias Fevereiro de 2009

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Serra da Estrela

Quinta-feira, 12 de Fevereiro: cerca de 30 alunos encontravamse na escola às 8h da manhã... Todos entraram para a camioneta (uns com o dobro do tamanho de tanta roupa que levavam, e outros que desconheciam que na Serra da Estrela estava um frio de rachar) numa algazarra ainda maior que a normal de todas as visitas de estudo, apesar do sono que seria costume terem se estivessem nas aulas. Depois da habitual espera pelos mais atrasados, finalmente a partida para os “Himalaias” de Portugal. A viagem, embora animada, com as canções préfeitas que se adaptam a toda e qualquer situação ou pessoa, passou lentamente ou por causa do

sono matinal ou pela vontade de chegar para poder fazer ski (ou sku!). A saída da camioneta, já na dita cuja serra, foi logo acompanhada por uma pequena batalha de bolas de neve, pois lá não havia falta dela. Quanto ao frio, pouco se fez sentir naquela altura e durante o resto do dia, vindo o calor superálo. Encaminhámo-nos para a estação de ski, agarrámos o nosso material, calçámos as botas que de confortáveis nada tinham, gorro na cabeça, óculos de sol para os menos esquecidos, luvas e estávamos finalmente prontos para a grande experiência.E que valentes figuras fizemos!

“Mas quem é que vai para a escola meia hora antes de começarem as aulas?”, e nós respondemos “Aqueles que não vão às aulas mas sim à Serra da Estrela!!!” Página 40

A melhor altura chegou finalmente às 13:30 para aqueles que pouco jeito tiveram com os skis e que apenas sku praticaram, e que serviu não só para levantar o ânimo como também para recarregar as energias. A tarde rapidamente passou. Todos, excepto aqueles que perceberam que era mais provável serem campeões mundiais de sku do que ski, foram para as pistas maiores, com os professores onde fizeram (ou não) umas boas acrobacias e quedas também. Alguns apenas ouviram falar, mas os mais habilidosos e corajosos, ou simplesmente os menos cautelosos atreveram-se a embarcar nos teleféricos, onde o silêncio que se “ouvia” era aterrador, provocando arrepios na espinha, e cujas repentinas paragens fizeram com que os mais medrosos dessem uns berros, pensando que iriam ficar presos naquela imensidão no meio do nada, para o resto das suas vidas. Aqueles que eram especialistas em sku, acabaram por se dedicar a tentar construir bonecos de neve e a fazer o que melhor sabiam, escorregar pela neve abaixo. Entretanto, as 16h chegaram trazendo com elas o, não querido, adeus. Desequipámo-nos, tiraramse as últimas fotos na neve, mandaram-se as últimas bolas, deram-se conta das queimaduras solares e fomos para a camioneta. A viagem de regresso serviu para, enquanto os mais estafados dormiam, os que ainda tinham alguma energia contassem as suas histórias, entre elas as quedas que valeram apenas umas pequenas dores e umas boas de umas risadas. Apesar do cansaço e de alguns não terem conseguido esquiar devidamente, todos estávamos contentes pela viagem, tendo sido uma experiência única com muitas quedas, mas muito mais gargalhadas.

Andreia Cardoso e Ângela Coelho, alunas do 10ºB Fevereiro de 2009


Escola em movimento “Partio elRey de Cojmbra pera o Porto, como tinha hordenado, que eram dhij dezoito legoas...” In Crónica de D. João I, de Fernão Lopes. Actualize-se o texto: “partiram os alunos da D. Dinis para o Porto, como tinham planificado, que eram dali dezoito léguas...” Dado o mote, avancemos na crónica/ reportagem! Três camionetas modernaças, cento e trinta e um alunos, onze professores e ala que se faz tarde! Divididos em dois grupos, não fossem as boas gentes da invicta julgar que de uma invasão se tratasse, eis-nos chegados ao Palácio da Bolsa. Primeira surpresa: vamos passear pelas ruas sinuosas e históricas da cidade, admirando a arquitectura dos edifícios, escalando ruelas íngremes, ouvindo as explicações da nossa simpática guia. Paramos aqui e acolá, olhamos a arquitectura do ferro, admiramos os azulejos das casas, atravessamos ruas e ruelas. “Por aqui passeou Camilo Castelo Branco! Ali se desenrola a história que Garrett escreveu, “O Arco de Santana. Admirem a obra de Nasoni!” Alguém nos interpela, fardado: “Os senhores não trouxeram as raquetes e os coletes? Isso dá multa de seiscentos euros: Seiscen-tos eu-ros!” O quê? julgamos que o senhor fardado está a mangar connosco, mas depressa somos elucidados que “É lei, os senhores receberam formação e informação e blá, blá, blá” Pedimos desculpa, invocamos a nossa (verdadeira) ignorância sobre a lei e escapulimos. Tiram-se fotografias (muitas, muitas), alguns ouvem as explicações da guia, outros deixam-se guiar pelo sol que nos acolhe. E já passámos a Sé, já descemos e já estamos na Igreja dos Grilos, com os seus estuques inigualáveis, o Marquês de Pombal a meter-se com os Távoras e os Jesuítas, inimigozinhos de estimação do senhor Sebastião José de Carvalho e Melo. Desta vez o Senhor Marquês perdeu contra a força Fevereiro de 2009

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A D. Dinis abraça o Porto impenetrável das toneladas de granito do túmulo. Bem feito! Umas, mais afoitas, aceitam o convite de uma tripeira hospitaleira, curiosa acerca da origem da algazarra que lhe invade o sossego para visitarem a casa reconstruída e aí vão elas, galhofeiras, pela domus dentro, com o intuito -confessem lá- de arranjarem uma casa de banho onde pudessem “desanuviar”... G’anda Porto! Depois, bem, depois é o Palácio da Bolsa. Que dizer? Que ficámos boquiabertos com a beleza do local? É pouco, é nada. Tudo, mas tudo naquele edifício é sumptuoso e, se ele foi construído de maneira a “épater le bourgeois”, afiançovos que continua a “épater tout le monde”. Deslumbrante, arrasador e mais vinte adjectivos eufóricos que ficam por conta de quem me lê! Segue-se o momento do repasto e cultural para uns tantos: invadimos o Dolce Vita (passe a publicidade), trincámos umas coisas, engolimos outras e admirámos, de fora, o belíssimo Estádio de Dragão, que tantas alegrias e (poucas) dores de estômago me dá... Soariam nos sinos da Sé as catorze e trinta e arrancámos para o Museu da Imprensa. Primeiro, a exposição sobre Obama (Do you know him?). Obama em

português, em galego, em catalão, em castelhano, em francês, inglês, alemão, húngaro, russo, ucraniano, holandês, japonês, sueco, finlandês, chinês, tetum, coreano, checo, sérvio, dinamarquês, italiano e outras (muitas) línguas de que não me recordo. Está comprovado mundialmente: o Obama ganhou as eleições dos States! Yes he could! Depois da obamamania, a visita ao museu. Percorremos, sem dar por isso, cinco séculos de história: de Guttemberg à actualidade, ali passou a história da imprensa. E pudemos experimentar as máquinas e imprimir e conhecer a origem da expressão “título de caixa alta” e aprender a origem da expressão “estar chanfrado” e e e... e tudo isto sob o olhar atento dos alunos, num clima de boa educação que dignificou não só a escola, mas os participantes sobretudo. E agora, que já escrevi este texto, recordo as palavras da guia: “Um ano para imprimir uma Bíblia antes de Guttemberg.” Olho para o relógio e apercebo-me que demorei vinte e cinco minutos a escrever este texto e uns segundos a imprimi-lo e mais uns segundos a enviá-lo à Dr.ª Alda. Viva o progresso! Viva a Imprensa Livre! Viva o Porto! Viva a D. Dinis! Fernando Sá, professor do Departamento Clássico-Românico Página 41


A fechar

E o que é a felicidade? Felicidade é não magoar as pessoas. Felicidade é não enganar. Felicidade é perdoar acima de tudo. Felicidade é perdoar as pessoas amigas. NUNO

Felicidade é gritar por amor. Felicidade é deixarmo-nos levar pelas emoções dos outros. Felicidade é falar com os olhos. Felicidade é viver. PEDRO

Felicidade é ajudar os mais pobres. Felicidade é ser solidário. Felicidade é ser amigo de alguém. Felicidade é amar. VITOR

Felicidade é saber ouvir os outros Felicidade é gostar de nós próprios Felicidade é saber sermos nós e sentirmos as nuvens como algodão Felicidade é sentir a alegria e conseguirmos tocar-lhe Felicidade é lutar pela vida Felicidade é definir os outros como nossos melhores amigos Felicidade é sabermos falar com amor Felicidade é sentirmos o solo da terra como relva Felicidade é jogar com os nossos sentimentos Felicidade é um mundo cheio de amor e não cheio de rancor Felicidade é pensarmos nos outros Felicidade é pensarmos porque é que sentimos o nosso coração quando se ama alguém Felicidade é fazer do impossível os possíveis Felicidade é ignorar os que nos querem mal Felicidade é dormir Felicidade é sabermos como a vida pode ser perfeita e não imperfeita, aproveitando os melhores momentos. RICARDO

Felicidade é também ver reconhecido o nosso trabalho... Tendo em atenção o protocolo estabelecido entre o Rotary Club de Coimbra e a Escola D. Dinis, Jorge Miguel Almeida, aluno dos Cursos de Educação e Formação, e Pedro Domingos , aluno do 11º D, no ano lectivo 20072008, foram premiados

por aquele movimento em

Outubro de 2008, numa cerimónia que decorreu no Hotel D. Luis, uma vez que foram os melhores alunos do Ensino Básico e do décimo primeiro ano, respectivamente. Aos alunos premiados os nossos parabéns. O Rotary Club de Coimbra, pertencente ao Movimento Rotário Internacional, assenta no princípio “dar de si antes de pensar em si”. É composto por pessoas ligadas a negócios e profissões diversificadas, as quais se definem como um “clube de serviços à comunidade local e mundial sem fins lucrativos”. Página 42

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Post Scriptum nº40 - Fevereiro 2009  
Post Scriptum nº40 - Fevereiro 2009  

Revista da Escola Secundária com Terceiro Ciclo D. Dinis de Coimbra

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