Skip to main content

Boletim da Intercel nº 81

Page 1

boletim da intercel Informativo da Intercel

- 14 de setembro de 2019 -

N81

4ª RODADA DE NEGOCIAÇÃO SEM AVANÇOS, CATEGORIA IRÁ PARALISAR ATIVIDADES EM DEFESA DOS DIREITOS DO ACT

Na quarta rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2019/20 a Diretoria da Celesc manteve a lógica de ataques aos direitos dos trabalhadores e à organização da categoria. As cláusulas de maior impacto e que foram atacadas na última rodada, como a Garantia de Emprego, Reajuste Salarial e Auxílio-Alimentação não retornaram ao debate, mantendo até a próxima rodada a proposta de redução de salário, retirada de direitos e demissão de trabalhadores. Debatendo as cláusulas que a Diretoria se

negou a debater na 3ª rodada, os dirigentes sindicais cobraram da empresa respeito com o Acordo Coletivo e com a representação dos celesquianos. Para as cláusulas de impacto financeiro (Auxílio Babá/Creche, Auxílio Empregado Deficiente ou com dependente Deficiente, Auxílio Funeral e Benefício Mínimo Aposentadoria), a Diretoria manteve-se inflexível, reafirmando a proposta de reajuste abaixo da inflação. Além disso, reafirmou a retirada de direitos atacando os benefícios pós-emprego. Para o Plano Celos Saú-

1

de, um dos principais focos da empresa, a proposta de alteração na forma de custeio foi mantida, com a substituição da inflação médica pelo IPCA. Na prática, a Celesc propõe fazer uma tabela com um retrato do custeio em dezembro e, a partir daí, reajustar. Adotando a proposta da empresa, os trabalhadores passam a arcar com a maior parte do reajuste, imputando perdas financeiras e inviabilizando o plano de saúde para a grande maioria dos trabalhadores, principalmente para os companheiros aposentados.


“

“

Além dos vários ataques às conquistas dos trabalhadores, o principal eixo deste Acordo é a tentativa de destruir a organização dos empregados atacando os dirigentes sindicais liberados e o Conselheiro Eleito. A proposta da Diretoria é uma clara tentativa de quebrar a resistência organizada contra a destruição dos direitos e a privatização da Celesc. O Acordo Coletivo dos celesquianos é um dos melhores do setor elétrico e isso é resultado de décadas de negociações e mobilização organizadas pelos sindicatos da Intercel. Trabalhando de forma propositiva, lutando pelo respeito e valorização dos celesquianos e pela manutenção da Celesc Pública, os sindicatos são fundamentais para a organização dos trabalhadores em defesa dos seus direitos. Ao reduzir o número de dirigentes sindicais de 17 para 6, a Diretoria da Celesc dá continuidade à proposta de afastar a representação da categoria da gestão compartilhada, que construiu a Celesc Púbica em um esforço coletivo, impondo uma lógica privatista onde o patrão manda e os trabalhadores obedecem. O Acordo Coletivo de Trabalho é a história de conquistas dos trabalhadores. Nada veio de graça - como a diretoria tenta fazer os trabalhadores acreditarem - tudo foi conquistado através da mobilização e organização. A proposta estruturada de quebrar a organização dos sindicatos é a proposta de facilitar a redução de direitos para preparar a empresa para a privatização. A redução do número de dirigentes sindicais liberados fragiliza a capacidade de mobilização e organização da categoria, deixando caminho aberto para a destruição das conquistas históricas dos celesquianos. Além de tentar dificultar o acesso dos trabalhadores às entidades sindicais, a Celesc ataca os trabalhadores que se dispõem a defender os companheiros. Ao propor a retirada da média de remuneração, a Celesc impõe uma perda financeira aos dirigentes sindicais. Não é justo que aquele trabalhador que defende os direitos dos celesquianos e a Celesc Pública, representando a todos na luta por valorização e respeito seja atacado, perdendo remuneração. A média dá condições para que todos os trabalhadores do operacional também tenham

O Governador do Estado, Carlos Moisés, precisa assumir sua responsabilidade e valorizar os trabalhadores e a Celesc Pública

a condição de contribuir com o debate e com a luta. A mesma proposta de atacar à remuneração como forma de intimidar aqueles que buscam defender os demais trabalhadores, atinge a representação dos empregados no Conselho de Administração. Em uma gestão que trata trabalhadores como vassalos a quem só cabe aceitar sem questionar, o fim da média de remuneração é a pá de cal na possibilidade de um companheiro do operacional estar no mais importante cargo de representação dos celesquianos. Na história da Celesc, as batalhas e conquistas que mantiveram a Celesc pública também derivam de um Conselheiro Eleito que atue em conjunto com os sindicatos, trazendo as informações que ameacem a empresa e os trabalhadores para os sindicatos mobilizarem a categoria. O ataque às representações é o ataque a toda história de conquistas dos trabalhadores. É o retrato do desrespeito com a categoria

2

e da ganância privatista da nova gestão da Celesc. Em quatro rodadas de negociação, a pauta de reivindicações dos trabalhadores foi desrespeitada e atacada, sem nenhum avanço. Com o Acordo muito longe de uma proposta que possa ser aprovada, os trabalhadores começaram a mobilização em defesa de seus direitos. Organizados por uma representação forte e responsável, os celesquianos paralisarão as atividades na próxima terça-feira, dia 17, durante a última rodada de negociação. A Diretoria da empresa tem que ter responsabilidade e respeito com os trabalhadores, verdadeiros responsáveis pela Celesc ser uma das melhores distribuidoras de energia no atendimento à população, papel fundamental de uma empresa pública, ao contrário do que pensa a administração da empresa, que privilegia o lucro à custa dos direitos da categoria. Na segunda-feira, dia 16, a Diretoria Colegiada se reunirá para debater os rumos do ACT. A maioria dos diretores é trabalhador concursado da empresa e tem responsabilidade com a defesa dos direitos da categoria. A postura intransigente da Diretoria levará os trabalhadores à um movimento de greve. O Governador do Estado, Carlos Moisés, precisa assumir sua responsabilidade e valorizar os trabalhadores e a Celesc Pública, motor do desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina. expediente Boletim da Intercel é uma publicação da INTERCEL Jornalista Responsável: Paulo G. Horn (MTE 3489/SC) Rua Max Colin, 2368 - Joinville/SC CEP 89216-000 - Tel: (47) 3028-2161 Email: sindsc@terra.com.br As matérias assinadas não correspondem, necessariamente, à opinião do informativo.


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Boletim da Intercel nº 81 by Paulo Guilherme Horn - Issuu