boletim da intercel Informativo da Intercel
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22 de maio de 2015
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N05
~ decisao unilateral da celesc ´ forca saida da intercel de gt da , ~ centralizacao do despacho ,
não respeita o debate do GT, ele não tem sentido em ser realizado. Assim, a Intercel esteve reunida com o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, o diretor técnico, James Giacomazzi, e com o chefe da DVCD, José Leo Nesi, nesta quarta-feira, dia 20, para informar que, com o projeto piloto correndo em paralelo ao GT os representantes da Intercel estariam abandonando o grupo. Os sindicatos ainda informaram que qualquer responsabilidade pelo perigo iminente de acidentes é única e exclusiva da empresa, que encaminhou esta experiência sem resolver os problemas listados pelos trabalhadores na reunião de Lages, já encaminhados aos diretores em carta pela Intercel.
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Qualquer responsabilidade pelo perigo iminente de acidentes é de responsabilidade única e exclusiva da empresa, que encaminhou esta experiência sem resolver os problemas listados pelos trabalhadores
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A decisão unilateral da Diretoria da Celesc de realizar um projeto piloto para a centralização dos COD´s foi encarada pelos sindicatos da Intercel como uma traição no processo de debate que estava ocorrendo no Grupo de Trabalho. Enquanto os dirigentes sindicais buscavam através do diálogo com trabalhadores e representantes da empresa as melhores condições de trabalho, saúde e segurança para os Despachantes, a Celesc iniciou um processo de centralização sem acordo com a Intercel, nem consenso com os membros do GT. Pior: novamente escondendo-se e fazendo os trabalhadores acreditarem que a decisão de implementar este projeto havia partido do próprio GT. Durante os debates no Grupo, os representantes da Intercel mantiveram as ações voltadas às reivindicações da categoria, retiradas em reunião estadual, realizada em Lages no início deste ano. Nesta reunião os trabalhadores elencaram as premissas básicas que deveriam ser implementadas pela Celesc para que o trabalho nos COD´s garantisse segurança operacional aos despachantes e a segurança aos eletricistas em campo. A ação intempestiva e unilateral da empresa acabou com este debate. E, por isso, o trabalho do GT foi tornado inútil. Afinal de contas, se há uma ação paralela da empresa que
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O projeto piloto, realizado neste período, onde não há problemas comuns ao verão e ao inverno, onde não é comum acontecerem trovoadas, é apenas uma farsa montada para induzir a aprovação da centralização
O presidente da empresa ainda apelou aos sindicatos para que o Grupo de Trabalho não fosse suspenso, mesmo com o projeto piloto em andamento. A Intercel afirmou que está disposta a continuar com o debate, mas não com um trabalho paralelo em curso. Ou seja, o debate volta se o projeto piloto for suspenso. Mais do que uma simples reação à traição da Celesc, a decisão de não retomar o debate se o projeto piloto continuar em curso é o respeito às reivindicações da categoria. Afinal de contas, o projeto piloto está sendo encaminhado sem que todos os pontos considerados fundamentais para resguardar condições de trabalho, saúde e segurança de despachantes e eletricistas em todo o estado tivessem a devida atenção da empresa. A segurança é o principal
ponto de tensão nesta discussão. A operação transferida e a centralização ou regionalização proposta pela empresa não funcionará se a Celesc não buscar solucionar os problemas que hoje já existem e que já demonstraram na prática que impedem seu funcionamento. Além disso, o projeto piloto realizado neste período, onde não há problemas comuns ao período de verão e ao período de inverno, em que não é comum acontecer trovoadas e intempéries é apenas um engodo, uma farsa, para induzir a aprovação da centralização sem realizar as melhorias e correções necessárias para resguardar a vida dos trabalhadores. Após a reunião, o presidente da Celesc entrou em contato com a coordenação da Intercel, solicitando nova reunião para terça-feira, dia 26.
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´ para quem se expoe ao risco periculosidade e Um tema que vem trazendo várias dúvidas aos trabalhadores é a nova forma de pagamento da periculosidade. Após um intenso trabalho no GT, a diretoria da Celesc afirmou que acataria as orientações do Grupo, acabando tanto com a periculosidade fixa, quanto com a periculosidade convocável. Em seu lugar ficaria somente a rubrica “Periculosidade”, que seria paga conforme a atividade do trabalhador. Mas, afinal de contas, o que isso quer dizer? Na prática, isso quer dizer que aquele trabalhador que se expor à risco tem direito de perceber a periculosidade. Quem não se expõe, não recebe. A periculosidade é uma indenização ao trabalhador que se expõe à situações de risco em sua atividade laboral. Assim, a nova sistemática de pagamento é apenas a forma correta de gerir o benefício. E para quem ela vale? Para todos os trabalhadores. No caso de eletricistas, isso já acontece há muito tempo, pois a atividade deles é exclusivamente realizada em área de risco. Para técnicos e engenheiros, a exclusividade não é verdadeira. Portanto, aquele que não tiver atividade de risco entre suas funções laborais, não receberá o adicional de periculosidade. No caso dos despachantes a situação é igual: aquele que se expor à risco, recebe
o adicional. Na última reunião da CRH esse tema foi pautado pelos sindicatos, que foram categóricos em defender duas questões fundamentais. A primeira é que sobre nenhuma hipótese metas financeiras podem impedir a ida de quem deve ir à campo. O trabalho em área de risco é essencial para o atendimento à sociedade e a busca por economia não pode comprometer isso. A segunda questão é referente aos despachantes e a necessidade de mandá-los à campo operar o sistema, respeitando o atual Plano de Cargos e Salários e contribuindo para que o seu trabalho seja realizado de forma adequada, uma vez que o conhecimento da operação ajuda a dar maior segurança aos companheiros que ficam sobre sua responsabilidade. A empresa não pode orientar as chefias a impedirem a ida de técnicos, engenheiros ou despachantes à campo por questões financeiras, nem tão pouco utilizar esse instrumento como forma de perseguir ou coagir os trabalhadores. A Intercel permanecerá vigilante, denunciando o descumprimento da regra para os “amigos do rei” além de defender os trabalhadores de eventuais assédios, inclusive judicialmente.
expediente
Celesc Pública bom para todo mundo!
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