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AGRADECIMENTOS Aos profissionais e amigos,

7º congresso EMPREGADOS DA DA CELESC CELESC

Da Comissão Organizadora: Arno Veiga Cugnier – Representante dos Empregados no Conselho de Administração CELESC Daniel Domingos dos Passos – DIEESE Edalício Cruz dos Anjos – APCELESC Henri Machado Claudino – SINTRESC Jair Maurino Fonseca – Exrepresentante dos Empregados no Conselho de Administração CELESC José Marcelo Buchele – SINERGIA Luiz Cézare Vieira – Exrepresentante dos Empregados no Conselho de Administração CELESC Marilise Krueger da Silva – APC Paulo Sá Brito - Ex-representante dos Empregados no Conselho de Administração CELESC Sebastião Aurélio Marcos – SINERGIA Do apoio à coordenação dos grupos de trabalho: José Álvaro Lima Cardoso – DIEESE Júlia Maris Latrônico de Souza – SINERGIA Paulo Roberto da Costa – SINDINORTE


Celesc

Dos sindicatos que compõe a INTERCEL: SINDINORTE SINTRESC SINERGIA SINTEVI STIEEL SAESC STIEEC Das entidades que apoiaram o evento: APC APCELESC CELOS CELESC HOLDING cuja participação resultou realização desse congresso.

na

PÚBLICA

bom para todo mundo

Associação de profissionais da Celesc


GRUPOS DE TRABALHO A GESTÃO DA CELESC E A EMPRESA REFERência: a visão dos empregados Intersindical dos eletricitários de santa catarina

SINTRESC - Sindicato dos Eletricitários do Sul de SC SINERGIA - Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis e Região STIEEL – Sindicato dos Eletricitários de Lages e Região SINTEVI – Sindicato dos Eletricitários do Vale do Itajaí SINDINORTE - Sindicato dos Eletricitários do Norte de SC SAESC - Sindicato dos Administradores de SC


expediente

Projeto gráfico: joão batista da silva e paulo guilherme horn colaboradores: arno veiga cugnier, paulo sá brito, luiz cézare vieira, leandro nunes da silva, daniel passos, dirceu simas, sandro vieira, jair maurino fonseca Fotos: Luiz carlos Felipe e jesana mattos nunes da silva promoção do representante dos empregados no conselho de administração da celesc


ÍNDICE

apresentação grupos de trabalho resoluções do congresso avaliação geral delegações conclusão


APRESENTAÇÃO

A realização do VII Congresso dos Empregados da Celesc, com o tema “A GESTÃO DA CELESC E A EMPRESA DE REFERÊNCIA: A visão dos Empregados” ocorreu em um momento delicado para os trabalhadores, recém saídos de uma paralisação onde reivindicavam uma gestão mais eficiente e com menos interferência política. Esse contexto explica a grande participação de personalidades políticas no evento e a ampla repercussão nos órgãos de imprensa. Também pela primeira vez o Congresso foi realizado fora da Capital, quebrando a tradição dos seis congressos anteriores. O novo modelo do setor elétrico tem exigido das distribuidoras que se balizem pela Empresa de Referência da ANEEL, que nada mais é que uma empresa virtual, na qual o órgão regulador se baseia para avaliar as distribuidoras e nortear os reajustes tarifários. As distribuidoras que não se adequarem, além de não conseguirem reajustar suas tarifas, correm o risco de terem suas concessões canceladas quando da renovação. Conscientes das conseqüências, os empregados se debruçaram nesse Congresso, primeiro procurando compreender profundamente a situação atual da Empresa para, em seguida, apresentar propostas que viabilizem a sua continuidade como empresa pública. É evidente que este é o debate maior, pois não faltam aqueles que apontam na direção de uma gestão privada como a

solução para os nossos problemas. O grande desafio que está posto aos trabalhadores da Celesc é: garantir a manutenção da Celesc como empresa pública num ambiente majoritariamente privado. E buscamos essa meta movidos não por um interesse meramente corporativo, mas pensando no que é melhor para a sociedade catarinense. Não é por acaso que ganhamos vários prêmios de melhor atendimento ao cliente e oferecemos uma das menores tarifas do setor elétrico nacional. Tal sentimento está expresso em nosso lema, que já nos acompanha há mais de vinte anos: “CELESC PÚBLICA – BOM PARA TODO MUNDO”.


APRESENTAÇÃO PROGRAMA Após a abertura do evento, realizada no dia 7, com a realização de atividades culturais e a saudação aos congressistas por diversas autoridades, o 7º Congresso inicou-se na manhã do dia 8 com a apresentação da Consultoria Galeazzi sobre o diagnóstico e as propostas de reorganização da Celesc a partir das premissas da Empresa de Referência. Os congressistas tiveram a oportunidade de fazer questionamentos e esclarecimentos sobre a apresentação da Consultoria e, no dia seguinte, fizeram em grupos uma avaliação sobre a adequação da Celesc a partir do diagnóstico apresentado. Os relatos dos grupos foram os seguintes:


grupos de trabalho Qual a avaliação sobre o processo de adequação da Celesc à Empresa de Referência a partir do diagnóstico da Consultoria GaleaZzi?

GRUPO VERMELHO Bom pela redução de desperdício. Condicionado à condução da diretoria. Foco na gestão profissional. Qualidade versus Custos. Risco de demissão. Orçamento Base Zero: todos listados como como números; o que será o foco – despesas de pessoal? Diferença na natureza dos custos e no levantamento dos gastos; informações errôneas. Diferença na ação de cada diretoria na aplicação do diagnóstico. Definição de cortes sem critérios; risco da queda na qualidade dos serviços. Dificuldade em vencer as restrições de uma gestão baseada na política. Delegação de responsabilidade de gestão da empresa para a consultoria. Falta de informação sobre a Empresa de Referência. Diagnóstico da consultoria servindo como escudo/bengala para a diretoria. Desconhecimento da realidade da empresa por parte da consultoria. Como haverá o comprometimento dos empregados? Baixa comunicação e transparência com a base. Comissão de Gestão e Resultados/Base não foi ouvida.


Qual

a avaliação a partir da consultoria?

GRUPOS DE TRABALHO

GRUPO AZUL O processo está bem fundamentado. A consultoria e os acionistas não tem uma crítica sobre a Empresa de Referência. A contratação foi importante para verificar como está a “casa”. A Empresa pode ser pública e lucrativa e não existe transparência nas intenções. Falta transparência, as informações não foram repassadas na totalidade. A consultoria não buscou as características da empresa neste processo. Está direcionado para a privatização. O consumidor não foi contemplado na qualidade dos serviços. Apresentou os gastos por Agência. A Empresa de Referência é complexa. A Empresa de Referência é uma realidade e temos que nos adaptar, a mudança de cultura é necessária. Bem apresentado, mas só ficamos sabendo agora. O trabalho foi fundamental, temos que nos adaptar à Empresa de Referência. Percebemos os cortes, não foram apresentados os investimentos.

Objetivo do estudo é o aumento do lucros para acionistas. Muita visão de mercado, não foi considerada a opinião da sociedade, o que ela quer com a empresa pública. Não acrescentou muito do que já conhecemos sobre o processo de reestruturação da empresa. Não houve estudo por Regional, os cortes foram feitos sem conhecimento. Eles aplicaram um método a partir da carta diretriz. Decepção, temos que ficar atentos, foi feito para convencer, nada mudou em um ano. Não se preocuparam com as consequências desse processo no Local de Trabalho. Processo necessário para a saúde da empresa, mas com que padrão? MSO tudo bem, mas na questão pessoal ficou ausente. Percebe-se um problema, não tem informação do que fazer no fator pessoal. Boa apresentação, mas isso foi solicitado pela diretoria da empresa. Não há valorização das Comissões de Gestão. Somente números. Foi criteriosa mas não proporcionou a participação-


grupos de trabalho

Qual

a avaliação a partir da consultoria?

GRUPO AZUL do trabalhador, somente discursos, à carta diretriz poucos tiveram acesso. ANEEL: órgão mais arrecadador do que regulador e fiscalizador. A empresa precisa ser Referência para a sociedade. A questão de pessoal não foi tratada. Quadro de lotação sem proposta. Não foi considerada a realidade de cada regional. Diagnóstico e planejamento, problema na alta gestão. A empresa pública precisa da política para se manter. Querem convencer mas não convencem. Contrataram a consultoria para tirar da gaveta o que estava guardado. A Empresa de Referência foi criada no período neoliberal com o objetivo de uma conjuntura privatista. Precisa investir para ser melhor. Parece que estamos gastando com pessoal, mas o problema é de gerência. Precisamos ficar atentos ao jogo político. Cortou gastos e não apresentou proposta. Porque os cortes não chegam nas empreiteiras? O foco da empresa não está mais no cliente, reduziram gastos sem se preocupar com a qualidade no atendimento. Não há adequação e sim imposição. Falta confiança e o não envolvimento do empregado gera falta de comprometimento, provocando resistência e pânico. Já se sabia o que era necessário fazer na empresa. Não confiamos no que o presidente diz, veio como estratégia política de candidato ao governo. Despreparo gerencial para delegar as demandas no processo de readequação. Apresentação superficial.


Qual

a avaliação a partir da consultoria?

GRUPOS DE TRABALHO

GRUPO AMARELO

GRUPO VERDE

Interesse dos acionistas. Direcionada ao lucro. Lucro a qualquer preço. Reestruturação providencial. Desmotivação (falta material, desconhecimento do futuro da empresa). Sucateamento da Celesc. Falta participação dos empregados (a consultoria não ouviu os empregados). Desconhecimento da Empresa de Referência pelos empregados. Economia em equipamentos de segurança. Patrimônio desguarnecido. Empregado em segundo plano. A reestruturação deve envolver os empregados. O objetivo pode ser diminuir salários. Necessária para evitar a privatização. Os empregados devem ter a oportunidade de se qualificarem.

Os congressos anteriores foram exitosos. Tem muito chefe e pouco Índio. Acionistas querem lucro a qualquer preço. Tem que enxugar mesmo, tem gente de braço cruzado. Alguns perderam a vergonha de não fazer nada. Decisões baseados apenas na diretoria. O que será feito do excesso de 1000 funcionários? Como fica o consumidor? O papel da Aneel é fundamental ao consumidor. Adequação à qualquer custo à Empresa de Referência. A Empresa de Referência veio num período de hegemonia do pensamento neoliberal. A Empresa de Referência pode ser alterada. Temos que contestar a concepção da Aneel. O problema é de gestão. Conflito de interesses: investidores, consumidores, empregados. Energia elétrica é um bem público. A empresa é a pior do ranking financeiro. Faltou comunicação da direção com os empregados. A reestruturação é oportunidade de reduzir desperdícios, mas não deve afetar qualidade. Periculosidade paga indevidamente pode ser cortada-


grupos de trabalho

Qual

a avaliação a partir da consultoria?

GRUPO VERDE pela empresa. O conceito de empresa pública mudou, a opinião pública não é favoravel à privatização. Direção de gestão é muito fraca. A Celesc já teve vários planos de Gestão, todos causaram incerteza, o atual é o pior. O clima está uma porcaria. Para ter qualidade não precisa privatizar. Os empregados não foram consultados, o que causou muitas dúvidas. O preço do aumento da produtividade pode ser muito alto. A empresa não conhece as especificidades dos locais de trabalho. Os números são muito preocupantes. Será que copiar estratégias é o melhor? É uma reestruturação de curto prazo (2009/10) e unilateral. A reestruturação não leva em conta as diferenças das agências. É necessário uma blindagem política da empresa. Hora extra foi incorporada ao cotidiano do empregado. Na crise atual o setor público está segurando a onda. A Celesc não tem que ser a melhor. A Galeazzi só enxerga números, ignora a história. O corte de custos está comprometendo a segurança. A empresa têm que dar lucro e a Empresa de Referência pode ajudar. As agências tem a vantagem de regular os setores. O processo foi atropelado.


GRUPOS DE TRABALHO

Depois da apresentação da Consultoria, o presidente da Celesc Holding e o representante dos acionistas preferencialistas fizeram uma rápida exposição sobre as visões que tinham a respeito das mudanças preconizadas no diagnóstico da Consultoria Galeazzi. Na sequência os congressitas puderam fazer vários questionamentos estabelecendo um caloroso debate que se estendeu até o final da manhã. Sobre o posicionamento dos acionistas também houve uma avaliação em grupos no dia seguinte, destacando os pontos positivos e negativos das apresentações:

Quais os aspectos positivos e negativos do posicionamento dos acionistas no 7º Congresso?


grupos de trabalho

Aspectos

positivos e negativos

GRUPO VERMELHO Aspectos Positivos (O que pode nos ajudar no debate) Promessa de manter a Celesc pública e eficiente Cobrança da implantação do trabalho da consultoria (acabar com o desperdício). Compromisso de buscar eficiência na Celesc. Fatores aliados na manutenção da empresa, respeito aos empregados. Participação no Congresso. Compromisso em racionalizar os custos da empresa. Acionistas acreditam na empresa. Investimento na Geração. Interação com as demais empresas do setor. Reconhecimento dos baixos salários. Esclarecimentos das intenções.

Aspectos Negativos (O que pode nos atrapalhar no debate) Contradição: Discurso versus Prática Controle do processo de privatização sob o governo. Desconhecimento da realidade das agências regionais. Preocupação com o número dos empregados. Falta de um canal de comunicação eficaz. Manutenção da política de terceirização. Indefinição do papel estratégico da Celesc no governo do Estado. Desconhecimento da realidade das políticas de RH da empresa. Utilização do espaço para promoção política. Descaso do presidente nos casos das alterações das palavras da missão e visão. Falta de meta específica como alvo. O atendimento não ser mais a prioridade. Redução do orçamento para investimento. A influência política na nomeação das chefias ser considerada normal. Falta de clareza das respostas aos questionamentos.


Aspectos

GRUPOS DE TRABALHO positivos e negativos

GRUPO AZUL Aspectos Positivos (O que pode nos ajudar no debate) O processo está fundamentado, é lógico e racional. Diagnóstico dos gastos. Ênfase na empresa pública e no acionista - a empresa na bolsa de valores. A empresa mesmo pública pode ser lucrativa. Metas para se tornar uma Empresa de Referência. Presença dos diretores no Congresso. Mostrou que a empresa pode reduzir custos, oportunidades. Acessibilidade. Comprometimento político da empresa pública. Profissionalismo da gestão. Fiscalização e cobrança das ações da diretoria. Preocupação em adequação à Empresa de Referência. Investimento nas áreas deficitárias. Ex.: extensão de redes. Avaliar custos para não perder a capacidade de investimento. Mudança na forma de administração da empresa. Organização. Modernização e sustentabilidade da empresa. Mostraram conhecer os pontos fortes e fracos da empresa. Conhecimento das aplicações financeiras. Investimentos melhores no mercado. Reconhecimento do baixo salário de alguns setores da empresa. Visão comparativa com o mercado de energia, busca de soluções junto a outras companhias. A empresa tem um caminho a seguir, sem a possibilidade de retorno ou rotas alternativas.


grupos de trabalho

Aspectos

positivos e negativos

GRUPO AZUL Aspectos Negativos (O que pode nos atrapalhar no debate) Falta de ênfase do aspecto humano. Apresentou a metodologia da Empresa de Referência, mas não esclareceu muitas coisas. Não acrescentou muito. Falta comunicação entre a diretoria e a consultoria. Problemas na metodología para o trabalho. Ex: time de futebol, cargos comissionados e número de empregados. Falta investimento. Melhores práticas do setor para aplicar na empresa, mas não conhece a realidade da Celesc. Não transparência nas intenções. Direcionando à privatização, direcionado ao lucro. Falta de informacão dos empregados, gerando ansiedade. Cortes sem pesquisa. Desconsidera as qualidades dos trabalhadores e dos serviços. Imediatismo na tomada de decisão. Falta de credibilidade nos processos.

Dizer que retirada da palavra pública e empregado não influencia no cotidiano do trabalho. Eficiência e lucratividade olhando as “boas práticas” de mercado sem olhar para dentro da empresa. Não preparar os empregados para a mudança. Empresa de Referência sem preocupação social. Parâmetro: custo e demanda financeira Acionista majoritário/diretoria não indicou claramente como/quem irá conduzir a continuidade dos trabalhos da consultoria. Falta de valorização pessoal, de informação. Falta de comprometimento real dos direitos dos empregados adquiridos nos Acordos Coletivos. Falta de convicção na fala, parece que estão falando o que a gente quer ouvir. Enrolação nas respostas que não vieram. Lucro a todo custo. Falta de conhecimento da nossa realidade e valores profissionais. Apresentação técnica sem cunho humano.


Aspectos

GRUPOS DE TRABALHO positivos e negativos

GRUPO AMARELO Aspectos Positivos (O que pode nos ajudar no debate) Maior competitividade. Reestruturação providencial. Diminuir os gastos desnecessários. Possível implantação de um Plano de Lotação. Manutenção da Celesc pública (comprometimento). Interatividade entre os sistemas da TI. Inclusão da TI no estudo da consultoria. Evitar desperdícios, gerenciamento comprometido e profissional. Preocupação em se adequar às exigências da ANEEL. A reestruturação muda métodos e comportamentos na gestão. Reestruturação necessária. Redução de despesas. Maior economia. Enxugamento de uma estrutura pesada. Os dados (números) da Celesc foram expostos (custo com materiais, número de computadores, cargos gratificados etc). Crescimento da empresa.

Modicidade tarifária (preço justo ao consumidor). Nova organização. Definição de metas. A empresa superando em desempenho as demais distribuidoras.


grupos de trabalho

Aspectos

positivos e negativos

GRUPO AMARELO Aspectos Negativos (O que pode nos atrapalhar no debate) Direcionada aos acionistas. Lucro a qualquer preço. Priorização do lucro sem a preocupação com o humano. Visão unicamente financeira. Atropelada, atrapalhada pela politicagem. Gerou desmotivação. Falta de participação dos empregados (Intercel) no processo. Falta de participação da base. Não participação da comissão de resultados. Não representatividade dos empregados na classificação do que é limiar e incremento. Precarização, decréscimo na condição de humanização no trabalho. Desumanização do processo. A escolha das chefias continua pelo critério político. Falta de eficiência e critério de segurança. Não está bem definido para quem a reestruturação está sendo feita.

Dificuldade de se adequar à Empresa de Referência. Interferência política. Estrutura capitalista. Empregados acostumados com mordomia dificultam a mudança. Reestruturação sem substituição de diretores Falta de proposta de solução tecnológica para diminuição de custos Os acionistas não consideram a qualidade dos insumos. Receio de possível privatização. Aumento do tempo da execução dos trabalhos. Prejuízo à comunidade e segurança do patrimônio da empresa Ficou a indignação: o que a empresa não fala no discurso?


Aspectos

GRUPOS DE TRABALHO positivos e negativos

GRUPO VERDE Aspectos Positivos (O que pode nos ajudar no debate) Participação dos empregados no processo. Empresa ágil e eficiente. Necessidade de supervisão da condição financeira da empresa. Investimento estrangeiro na Celesc. Profissionalização da gestão. Busca das melhores práticas. Imagem perante a Aneel. Premiação com a gestão da Empresa. Mais organização – desperdício, empresa sustentável, manutenção como pública. Eficiência. Sistemas de informática integrados. Fiscalização dos processos e resultados.

Aspectos Negativos (O que pode nos atrapalhar no debate) Desvalorização humana; objetivar lucros; reestruturação unilateral; surrealidade. Não privatizar? Números mostram a ineficiência da Celesc. Política; Galeazzi só enxerga números, recupera empresas privadas com problemas. Medidas duras geraram insatisfação dos empregados. Descompromisso do Diretor de Gestão. Preocupação com lucros. Segurança e condição de trabalho; dúvida em relação à funcionários. Adequação à Empresa de Referência como condição para permanecer pública. Incerteza; irreal; dúvida; adequação atropelada. Chefes escolhidos políticamente e não por competência. Pouca participação dos empregados no processo. O consumidor vai pagar o preço da adequação com a perda de qualidade. Foco no mercado; lucro acima do marco regulatório. Demora na implantação da tecnologia. Desalinhamento estratégia x ação.


grupos de trabalho

Na parte da tarde os destaques foram as apresentações sobre a pesquisa de clima organizacional e o contrato de gestão e resultados para o triênio 2009/2011. Apesar da ausência da diretoria de gestão, que teria a obrigação de dar respostas a diversos questionamentos dos participantes, foi realizado um debate sobre os resultados da pesquisa de clima, evidenciando a necessidade de ampliar o alcance desse instrumento como método de avaliação interna na Empresa. Em relação ao contrato de gestão os congressistas puderam fazer os esclarecimentos que consideraram pertinentes, em especial naqueles itens que sofreram alterações. Aproveitando o debate sobre o clima organizacional, os participantes discutiram no dia seguinte quais os impactos que as mudanças promovidas pela Empresa têm gerado nos locais de trabalho. Os relatos dos grupos foram os seguintes:

Quais os impactos no ambiente de trabalho em decorrência das mudanças promovidas pela Celesc a partir do diagnóstico da Consultoria Galeazzi?


GRUPO AZUL

GRUPO VERMELHO

Impactos

GRUPOS DE TRABALHO no ambiente de trabalho

Empregados angustiados em face da falta de clareza do processo (desinformação, falta de participação). Falta de material para o trabalho. Insegurança. Impacto negativo na aplicação do Orçamento Base Zero. Sucateamento nos materiais e serviços. Queda da qualidade dos serviços devido a falta de motivação. Desconsideração de reconhecimento do trabalho pré-existente. Falta de limpeza com a sobrecarga dos serviços de limpeza e conservação. Reafirmação do despreparo/inabilidade dos gerentes na questão de gerenciar processos e pessoas. Falta de critérios para a redução de cargos comissionados, gerando insatisfação nos chefes destituídos. Consciência da necessidade da mudança e união dos empregados na defesa da Celesc pública e profissional.

Desvalorização do profissional gerada pelo aumento da terceirização. Redução excesiva do MSO sem análise responsável do impacto causado por estes cortes, nos locais de trabalho. Corte dos terceirizados ocasionando dificuldade no trabalho/atendimento da população. Desconforto e insegurança. Clima organizacional: desmotivação, desconfiança, insegurança resistência e sensação de inutilidade. Persuasão/centralização gerando falta de autonomia nas Regionais. Ansiedade e estresse pela falta de transparência de como será tratado o aspecto humano/pessoal e a qualidade do trabalho. Desmotivação pelo conflito, individualidade entre os empregados, por falta de informação. Revolta, desmotivação e impotência no tratamento com trabalhadores terceirizados e destituição das chefias. Falta de pessoal e corte de horas extras podem atrasar o cumprimento dos processos com as metas da Aneel. Descontrole do acesso de trabalhadores terceirizados na área de risco. A não participação dos envolvidos na mudança dos processos. Imagem da empresa frente a fornecedores e sociedade. Falta investimento. Falta de autonomia dos chefes e gerentes. Desinformação. Evidência da impunidade existente nas ações nocivas da diretoria (falta de política de consequências). Falta de informação gerando transtornos nas atividades do atendimento ao cliente. Conflitos e individualismo.


grupos de trabalho

Impactos

no ambiente de trabalho

GRUPO AMARELO Falta de material (operacional, limpeza, segurança). Desqualificação de serviços. Desmotivação pessoal. Desconfiança. Medo de desoperacionalização. Sentimento de privatização. Ceticismo (descrença). Ingerências (setores sem comando com a destituição dos chefes). Falta de comunicação, informação oficial. Desrespeito ao empregado. Forma errada na busca da eficiência. Não houve impactos positivos. Responsabilidade no que sai errado repassada aos empregados. Vulnerabilidade da empresa. Falta de capacidade de alguns gerentes. Redução de pessoal. Aguardando quadro de lotação.

GRUPO VERDE Reação, mobilização e união dos empregados. Busca por informação. Baixa na qualidade do atendimento ao cliente interno e externo. Precarização dos serviços. Insegurança. Insatisfação. Empregados antigos querem PDVI como fuga e novos ainda não se situaram totalmente. Falta de informação e transparência. A pergunta é: o que realmente mudou? Desconfiança. Incerteza e desmotivação.


RESOLUÇÕES

No dia 09/05, último dia do evento, após as apresentações realizadas ao longo do encontro que serviram de alicerce para as discussões, realizou-se o processo de definição das resoluções do congresso. Após a sistematização preliminar das anotações dos grupos, realizou-se uma plenária no período vespertino com a intenção de definir quais as ações e orientações desenvolvidas pelos empregados e suas representações para a atuação nesse processo de mudanças na Celesc. A plenária propiciou um debate rico nas informações e na qualidade das intervenções, mostrando que os trabalhadores conhecem sim a gestão dessa empresa e que muitas vezes as respostas aos dilemas da Celesc estão mais perto do que se imagina. Dentre as solicitações dos empregados destacamse a cobrança de transparência, comprometimento e participação no processo de reestruturação, a cobrança de ação efetiva na redução de terceirização nas atividades fins da empresa, com a internalização dos serviços, a concretização da eleição para a diretoria comercial, o estudo e implantação de um plano de carreira gerencial, com foco na política de profissionalização e competência para a ocupação desses espaços na busca da motivação do corpo funcional, a inclusão das Comissões de Gestão

e Resultados na participação do processo de avaliação e mudanças decorrentes da reestruturação da Celesc e a manutençaõ da mobilização da categoria através das manifestações dos sindicatos, cobrando ações da diretoria colegiada. Além das resoluções propostas, a plenária deliberou pela criação de duas moções oriundas das discussões do congresso: a primeira solicitando condições isonômicas entre empresas públicas e privadas ao acesso de financiamento através do BNDES (atualmente a Celesc não tem acesso a esse financiamento) E a segunda solicitando o retorno da palavra pública na visão da empresa, e a manutenção da palavra empregados na missão da empresa, que foi alterada para colaboradores. A Intercel reforça a importância desse encontro de idéias e desse fortalecimento do discurso entre os trabalhadores como mais um passo em direção à manutenção da empresa pública e eficiente. A seguir estão listadas todas as resoluções retiradas da plenária como orientações a serem desenvolvidas pelos empregados, pelas associações, representações sindicais e representante dos empregados no Conselho de Administração até o próximo congresso.


RESOLUÇÕES AÇÕES E ORIENTAÇÕES COMUNICAÇÃO PROCESSO DE REESTRUTURAÇÃO 1 - Cobrar transparência, comprometimento e participação dos empregados no processo de reestruturação. 2 - Não se basear exclusivamente na Empresa Referência para a reestruturação. 3 - Aprofundar o conhecimento sobre a metodologia da Empresa de Referência com o objetivo de se contrapor ao processo de adequação que ela exige da Celesc e de seus empregados. 4 - Reuniões periódicas sobre todo o processo de reestruturação, preferêncialmente mensais e através de vídeoconferência. 5 - Cobrar ação efetiva na redução da terceirização das atividades fins da empresa, com a internalização dos serviços. 6 - Normatização das atribuições dos empregados em função das mudanças decorrentes da reestruturação.

7 - Repassar as informações sobre mudanças de forma rápida aos empregados, conscientizando-os sobre a real situação da empresa. 8 - Sugerir ao representante dos empregados no Conselho de Administração a divulgação dos processos e dos diagnósticos que estão sendo realizados e os resultados obtidos. 9 - Uniformizar os meios de comunicação internos da empresa através de normativas.

POLÍTICA 10 - Concretização da eleição na diretoria comercial. 11 - Revisão no número de diretorias no conjunto das empresas Celesc. 12 - Campanha em defesa da empresa pública com o envolvimento da população. 13 - Manter a mobilização da categoria através dos sindicatos, cobrando ações da diretoria colegiada.


RESOLUÇÕES AÇÕES E ORIENTAÇÕES GESTÃO INTERNA 14 - Revisão e implantação de um quadro de lotação com a participação dos empregados. 15 - Estudo e implantação de um plano de carreira gerencial, com foco na política de profissionalização e competência. 16 - Revisão dos valores das gratificações gerenciais, niveladas pelo mercado e condicionadas a um plano gerencial. 17 - Impedir o pagamento de horas extras indevidas, racionalizando os gastos. 18 - Utilização racional e eficiente dos recursos que estão à nossa disposição. 19 - Cobrar quantidade e qualidade de equipamentos de trabalho. 20 - Comprometimento dos empregados com as metas da empresa, condicionado a discussão e conhecimento prévio das mesmas. 21 - Participação efetiva das comissões de gestão e resultados em todos os processos: planejamento, segurança do trabalho, comunicação, treinamento, orçamento e recursos humanos.

22 - Aplicação e divulgação da política de consequências em toda empresa. 23 - Aplicação do código de ética. 24 - Garantir aos empregados o feedback da pesquisa de clima, com palestras motivacionais. 25 - Valorização do empregado, criando e recuperando programas de seu interesse. 26 - Criar uma política de medicina ocupacional, com foco na ergonomia. 27 - Treinamento e capacitação do corpo funcional de modo abrangente, periódico e regular, com fortalecimento do CEFA como espaço de formação corporativo.


RESOLUÇÕES AÇÕES E ORIENTAÇÕES AO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO 28 - Sugerir, através do Conselho de Administração a aplicação das ações apontadas no trabalho da gestão do clima organizacional. 29 - Sugerir através do Conselho de Administração que a Diretoria de Gestão Corporativa dê consequência à pesquisa de clima organizacional. 30 - Sugerir ao Conselho de Administração a identificação e divulgação das ações pertinentes as boas práticas de governança desenvolvidas pela Celesc e a manutenção destas, com o envolvimento de todos os interessados. 31 - Sugerir ao Conselho de Administração a inclusão das Comissões de Gestão e Resultados nas discussões do processo de avaliação e mudanças decorrentes da reestruturação da Celesc. 32 - Constituição de Grupo de Trabalho, com a participação de vários segmentos da empresa, com o objetivo de discutir e propor soluções para o atual momento.

APROVAÇÃO DE MOÇÕES SOBRE A “VISÃO” E “MISSÃO”

Os delegados reunidos no 7º congresso dos empregados da Celesc, realizado em Joinville, de 7 a 9 de maio de 2009, contestam as alterações efetuadas nas redações da “visão” e “missão” da Celesc. Aprovam moção para que as entidades representativas dos empregados se empenhem para que, na redação da “visão” da Celesc seja reincorporada a expressão “empresa pública” e na redação da “missão” seja substituída a palavra “colaboradores” por “empregados”.

SOBRE FINANCIAMENTO DO BNDES Os delegados reunidos no 7º congresso dos empregados da Celesc, realizado em Joinville, de 7 a 9 de maio de 2009, repudiam o tratamento não isonômico entre as empresas públicas e privadas no que tange à obtenção de financiamentos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES. Aprovam moção para que entidades representativas dos empregados se empenhem para que sejam revogadas as resoluções que impossibilitam empresas públicas contratarem empréstimos para financiar suas operações.


avaliação geral 1 – TEMPO DE DURAÇÃO

APRESENTAÇÃO Os participantes avaliaram positivamente o 7º Congresso, sendo que a média do conceito “BOM” atingiu praticamente 90%. A avaliação sobre o local e a organização do evento foi quase unânime entre os que responderam a pesquisa. Além de dar encaminhamento às resoluções do congresso, restou aos empregados da Celesc o desafio de manter o mesmo nível nos próximos congressos.

2 – CONTEÚDO

100%

90%

80%

80% 70%

60%

60%

40%

50%

20%

40% 30%

0% B OM

M ÉDI O

RUI M

20% 10% 0% B OM

Assunto / Conceito

BOM

MÉDIO %

Q

%

Q

%

1 – TEMPO DE DURAÇÃO

60

81%

13

18%

1

1%

2 – CONTEÚDO

58

78%

16

22%

0

0%

3 – METODOLOGIA

67

91%

7

9%

0

0%

4 – COORDENAÇÃO

68

92%

5

7%

0

0%

60%

5 – ORGANIZAÇÃO

71

96%

3

4%

0

0%

40%

6 – LOCAL

73

99%

1

1%

0

0%

20%

7 – ALIMENTAÇÃO

64

86%

9

12%

0

0%

0%

8 – HOSPEDAGEM

68

92%

0

0%

0

0%

89,4%

9,1%

RUI M

3 - METODOLOGIA

Q

MÉDIA GERAL DE CONCEITO

M ÉDI O

RUIM

0,2%

100% 80%

B OM

M ÉDI O

RUI M

1,3% dos participantes não responderam ao questionário.


AVALIAÇÃO GERAL 8 – HOSPEDAGEM

5 – ORGANIZAÇÃO

4 – COORDENAÇÃO

100%

120%

100%

80%

100%

80%

80%

60%

60%

40%

40%

60% 40% 20%

20%

20%

0% B OM

0% B OM

M ÉDI O

M ÉDI O

0%

RUI M

B OM

RUI M

M ÉDI O

RUI M

EVENTO (AVALIAÇÃO GERAL) 7 – ALIMENTAÇÃO

6 – LOCAL

80%

100%

120% 100%

80%

80%

60%

60%

60% 40%

40%

40%

20%

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M ÉDI O

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B OM

M ÉDI O

RUI M

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MÉDIO

RUIM


Comentários Gerais

avaliação geral

A seguir estão mostrados pequenos comentários retirados da avaliações individuais: Em função da falta de representante da empresa para posicionar-se sobre a pesquisa de clima, o tema não evoluiu e houve uma apresentação mais focada na metodologia. O evento foi cuidadosamente planejado e creio ter superado as expectativas, senão de todos, da grande maioria. Parabéns pelo sucesso. Excelente evento. Rico em informação, metodologia prática, local excelente. Parabéns pelo sucesso. Devido ao conteúdo do congresso, o tempo ficou prejudicado. O auditório deveria ser mais amplo, e com layout mais definido à apresentações, pois o público da parte de trás do auditório ficou um pouco prejudicado. Explanação sobre gestão de clima não traduziu a riqueza das necessidades e solicitações que surgiram nas oficinas. É o primeiro congresso que participo. Espero que esse seja o primeiro de vários. Independente de cor partidária, devemos continuar lutando por todos os direitos. É preciso entender e concordar, porém, que mudanças são necessárias. Geralmente somos resistentes a elas, mas normalmente nos trazem melhoras, e não devem ser impostas. Devemos e queremos participar. Próximo congresso terminar média 12h. Primeiro congresso que participo e muito me agradou tudo o que aconteceu. Quero dar os parabéns aos coordenadores e torcer para que todas as discussões aqui tenham sucesso também em seus


AVALIAÇÃO GERAL

Comentários Gerais

encaminhamentos. Vamos manter nossa Celesc pública. O Sindinorte se superou, pois teve a felicidade de acertar na escolha do hotel, que por sua vez tem uma excelente hospedagem e alimentação. Parabenizo não só os diretores do Sindinorte, mas todos os empregados do sindicato. Construir coletivamente é como sonhar com a realidade, difícil, mas plenamente possível. Já construímos muito e cada vez mais descobrimos que temos um longo caminho pela frente. Vamos seguir caminhando firme e com o olhar na direção do futuro que almejamos. Excelente em todos os aspectos. Parabéns aos organizadores. Fazer com que os próximos congressos comecem mais cedo para que no sábado ao meio dia já possamos ir, por que é mais complicado para quem mora longe descansar pouco no final de semana. Mas o congresso foi show, nota 10. Palestras focadas. Para os próximos congressos evitar trazer apresentações da empresa que já conhecemos todo o processo. Inserir algum diferencial em tal conteúdo para provocar mais. Um dos encontros que mais foi tirado proveito, devido a complexidade dos assuntos, onde nos foram passados dados que não tínhamos para possíveis conclusões, que nos deparamos com a grande falta de comunicação que existe na Celesc. Chamou atenção a participação efetiva dos congressistas, com questionamentos coerentes e colocações objetivas.


Delegações

Jaraguá do Sul


Delegações

BLUMENAU


Delegações

CHAPECÓ


Delegaテァテオes

Sテグ MIGUEL DO OESTE


Delegações

florianópolis


Delegações

LAGES


Delegações

TUBARÃO E CRICIÚMA


Delegações

joinville


Delegaテァテオes

MAFRA E Sテグ BENTO DO SUL


Delegações

RIO DO SUL


Delegações

CONCÓRDIA


CONCLUSÃO

Ao encerrarmos o 7º Congresso dos Empregados da Celesc ficamos com a certeza de que muito ainda terá que ser feito para alcançarmos nossos objetivos rumo a uma empresa pública eficiente, democrática e com controle social. Esses dois dias de trabalho permitiram uma aproximação dos trabalhadores com os grandes problemas da Celesc, dando uma visão macro da realidade empresarial. A participação de três ex-conselheiros trouxe uma compreensão histórica da evolução dos congressos e dos diversos enfrentamentos que já foram encetados na defesa da empresa pública. Sabemos que um congresso tem apenas a função de refletir e apontar caminhos possíveis. A efetividade das propostas aprovadas dependerá muito da nossa capacidade de resistência, organização e luta. Nem por isso devemos nos orgulhar menos com o resultado. A gestão da Celesc esteve presente nas mídias durante o evento. Nesses dois dias não houve rádio, jornal ou emissora de televisão que não dedicasse algum espaço ao tema. Durante a realização do Congresso, várias personalidades políticas participaram diretamente ou emitiram opinião. Chamamos a atenção da sociedade para um problema que até então estava restrito à diretoria e aos empregados. Esperamos com isto estabelecer o debate com a sociedade a respeito da gestão pública da Celesc. Acreditamos que a sociedade catarinense tem o direito de

saber antecipadamente o futuro de sua maior empresa estatal num setor fundamental para o desenvolvimento do Estado, como é o caso da energia elétrica. E as pesquisas demonstram que as pessoas aprovam o trabalho da Celesc, principalmente quando comparam com outros serviços públicos que foram privatizados. Esta constatação reveste a nossa luta pela empresa pública de um caráter que vai além do corporativo e sindical. Alcança o modelo de desenvolvimento que almejamos para todos os catarinenses, onde a Celesc não deve ser vista apenas na ótica do lucro, mas também como promotora do crescimento econômico com responsabilidade social.


7 congresso