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LONDRINA

MARÇO DE 1977

NUMEROi8

UM JORNAL NO DCE

CANCELAMENTO DE TURMAS:

MAIS UMA.DA

$.A. NA PAGINA 19

'o FESTIVAL

DE BESTEIRAS

-CONTINUA NO

MONSTRUARIO! PAGINAS 14 E 15


De forma geral. todos esses setores se entre laçam com maior ou m~ nor intensidade na de fesa do fim dos instrü mentos de exceção e do retorno ao Estado de Direito, onde todas as correntes de opini ão popular possam manI festar-se livremente e decidir soberanamente seu destino.

'O POEIRA NÃO ESTÁ SOZINHO NA C~MINH.~' "OA!

'0~É

PRECISO ~~LlBERDADE E_JUSTiÇA I Sem argumentos que berdade de expressa0 . j~stifica~sem.a apree~Em ~ondrina. os exem .sao do Poelra Esp~ pIos disto nao começa cial" para.os calouros ram agora, apesar de deste ano, os agentes estarem tornando-se ca d~ segurança da. Unive!. da vez mais agudos e sldade de Lon~rlna t.!.frequentes. Por marü' veram que toma-lo .dos f~star "a ~oz"da mai£ estudantes que o dlS - rla. o PO~lra enfre~ tribuiam (o jornal "Ca tou nos ultimosanos poeira", do CCB tambem contínuas dificuldades foi apreendido na oca- impostas ao seu traba sião. Leia matéria nes l~o. Mais recentemente ta edição). ha o aumento de 35\ Ao contrário do que nas anuidades, o des aCQntecera nos"últ~mo? respeito ';losreprese~ t!es ~nos, o PO~lra tantes dlscentes, a nao pode. recepcl0nar tentativa de localizar os calouros durante a "líderes" no Hospital m~trícula, com explic! Uni~ersitario a apr~ çoes sobre o problema ensao. as ameaças de ~o en~ino pago. _Fomos expulsão e o~tros exe~ lmpedldos de faze - lo pIos que est';l0_relatapor um ato de força, o dos ',nesta edlçao. que caracteriza um pr£1 cesso do recr~descime~ to da repressao, tam - 'É SÓ EM LONDRINA bem em Londrina,contra QUE REPRIMEM os estudant!s que procuram soluçoes para os OS ESTUDANTES? problemas que enfren tam, como o ensino P!liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii go, o alto custo de Vl Ainda assim, numa re da,. o baixo nível de cente reunião do Conse enSlno. a falta de li lho Departamental dõ berdade. E que, assim- CCS. o reitor,aos gri buscam uma Universid~ tos,disse: "Chega d~ de' voltada para as diãlogo. _ Daqul. pr~ reais necessidades da frente nao aceltarel maioria da sociedade provocações. Eu agora em todos os seus aspec vou passar a agir". tos. Embora o reitor confunda resistência a um ensino alienante com Quando questionam a "provocações" e embora' nunca Universi~ade - que não ainda o dialogo existir pode ser vista isolada tenha podido das condições mente da estrutura na dentro fraqual se insere - os es ja relacionadas.a tudantes têm como res-= se do reitor' deixa posta o desrespeito. clara a perspectiva de aos seus direitos mais. uma nova investida con elementares, como a li tra os estudãntes. ~

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"Poeira" e nossas e'nti dades representativas: Ora diante de tudo isso.' podemos nos perguntar: ~ só em Londri na que reprim~m os es-= ,tudantes? E so aqui que os estudantes es tão descontentes com a realidade enfrentada na Universidade? são apenas os estudantes que estão descontentes1 Quem não deseja que o nosso contentamento se extravaze e apenas o nosso reitor ou o que e a quem ele representa? Para respondermos a estas questões é preci so l.embrar que amplos setores do país têm ma nifestado suas posI ções frente às ques tões políticas, econõ micas e sociais com muita insistência: os intelectuais, a Igrej~ profissionais liberais, trabalhadores urbanos e do campo,políticos ~ mais recentemente a te parcelas do empresa riado nacional. De suas reivindica ções fazem parte o fim da censura.a volta do habeas corpus, a anis tia ampla e irrestrita aos presos políticos e demais atingidos pelos atos de exceção. o in tegral respeito aos dI reitos humanos. a luta contra a ~ominação do capital externo. melho res salários,condições de trabalho e liberda de de organizaçãÇ> (os 9perarios), a posse da terra (os trabalhado res rurais) e outros.-

Ao mesmo tempo em que se manifestam,as diversas parcelas do povo brasileiro. tem testemunhado tambem os problemas enfrentados pelos estudantes nas mais diversas escolas do país, como está rela tado nesta edição. na página "Quando o Muro' Separa". Não são apenas os es tudantes e, muito me nos ainda, apenas os estudantes de Londrina que enfrentam problemas e que tem demons trado sua insatisfaçãõ, Temos consciência de que os estudantes e sua representação são perseguidos porque não assumimos o papei dó cil que nos querem im por, porque nos nega mos a dizer "amem" aõ vermos nossos direi tos pisoteados. Ao con trario, temos sempre procurado nos somar às vozes que, apesar dasl dificuldades, se levan tam para combater as arbitrariedades. dentro deste con texto, desta união,qu~ o movimento estudantil no Brasil ganha consisl tência, sente ajuste za de suas lutas. --~dentro dele, tam bem, que compreendemos a importância d o Poeira, que não esta sozinho em sua caminha

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da •.

Sabemos que, pela im portância que o Poeira conquistou em LQndrin~ como um instrumento de luta e porta-voz dos anseios dos estudantes da FUEL, ele sera sem pre um dos maiores vI sados da anti-democra cia. Sabemos tambemque uma investidacon tra a imprensa estudan til .no g~~al e , o PoeI ra em particular,repre sehta mais uma das ten tativas de se impedir que o estudante cumpra o seu papel de contribuir com o desenvolvimento da sociedade.

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A NOSSA

, UNIÃO EANOSSA FORCA! _b por tudo isto que nao podemos nos calar quando o nosso -jornal e apreendido. E nestas horas que devemos cres ~er e nos unir cadi vez mais. ; E precisÇ?que tenha mos consciencia de que neste ano teremos não apenas novos problemas para enfrentar.Teremos também os velhos que ~ó se agudizam frente a ~ua inso~vênci~, e mUItos outros que os anti~os vão gerando.Es te nao será (e isto jã estamos sentindo na pe le) um ano fácil: a re pressão aos estudantes tende a aumentar ha mesma proporçao em que os Eroblemas aumentam e nao são solucionados e vice-versa. Dentro disto é funda mental que cada vez mais continuemos lutan do por nossos direitos pela nossa liberdade , Cabe a nós resguardálos. E fundamental que apoiemos cada vez mais o Poeira e demais jor nais estudantis, que ã ~ealidade brasileira seja acompanhada, dis cutida e. dentro dela~ a Universidade. E fun damental que nós, estü dantes, nos lembremossemEre de que a nossa uniao ê a nossa força. Colegas veteranos e calouros, bem vindos à luta: laboratório

, lab.med

m~dlCO

lô~drina

DIR. CIENTIFICA: . Dr. T U OMU

EXAMES

HIGASHI

~rrs

Os formandOs de Ps~co~ogia e Histor~a de 1976 da FUEL, .tiveram como uma de suas homenagens especiais, o jorna~ "POEIRA". Esse fa to para 'n6s tem um significado muito impor-tante, pois representa muito mais que uma homenagem ao jorna~; é uma homenagem a todos os estudantes combativos, que buscam e ~utam por uma universidade ~ivre e Democrática. Cr~mos que. os estudantes de Psico~ogia. e Historia que de'l.:rarama universidade, continuarão ~utando, ~a fora, pe~os mesmos ideais Democráticos.

de ROTINA

e ESPECIALIZADOS rua pernambuéo,651 fone (0432) 22.344londrina. paraná

o

jornal "Levanta, :>acode a POEIRA e Dá Volta por Cima", órgão oficial do Diretório Cen traI dos Estudantes (gestão POEIRA), ê produ zido, composto e diagramado pelo Grupo de Es tudos de Imprens~ Estudantil (GElE), que se reune to~os os sabados, às 16 horas, na sede do DCE, a av.Juscelino Kubitschek 2006 (exR~a ~ntodina 1717), fone 22.4709. Sua impres sao e feita na máquina "Multilith-1850", du= pIo oficio~ nas oficinas do DCE.

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EM OUTUBRO DO ANO PASSADO, O DCE FOI INDICADO PELO ENTÃO PREFEITO JOS~ RICHA PARA PARTICIPAR DA COMISsAo DE CONCORRENCIA POBLICA QUE TERIA A FINALIDADE DE CONCEDER A UMA EMPRESA PRIVADA O MONOPOLIO, POR 20 ANOS, NA EXPLORAÇAO DOS TRANSPORTES COLETIVOS DE LONDRINA.QUA~ DO VENCEU O PRAZO PARA APRESENTAÇAO DE PROPOSTAS, PELAS EMPRESAS INTERESSADAS, ACONTECEU O ESPERADO: sO A VUL CONSEGUIU ATENDER ÀS INOMERAS EXIGENCIAS DO REGULAMENTO' DA CONCORRENCIA E APRESENTAR-SE EM TEMPO. TROCANDO EM MIODOS: A CONCORRENCIA TODA, BEM COMO A LEI QUE EST~ BElECEU O REGIME DE CONCESsAO (VOTADA PELA CAMARA EM JUNHO DE ]6) E A COMISSAO ENCARREGADA DE ENCAMI'NHAR A ANALISE DAS PROPOSTAS, TINHAM O ONICO OBJETIVO DE ASSEGURAR LEGALMENTE,PO,Jl. MAis 20 OS, O MONOPOLIO QUE A VUL DET~M DESDE A DEcADA DE 50. DIANTE DISSO, O CONSELHO DELI'BERATIVO RESOLVEU QUE O DCE DEVERIA ACEITAR A INDICAÇAO DO PREFEITO, DEPOIS RENUNCIAR E rxPLICAR POR QuE. EIS A EXPLlCAÇAO, APRESENTADA NA SEGUNDA REUNIÃO DA COMISsAo, A 29.11.

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~UNC~ONJ\'l "'~s, uma equipe de estudantes de Apquitetupa . da Univepsidade Fedepal do Rio Gpande do Nopte, ficamos con~ecendo o'jopnal "Poeipa" e a pevista "Tep pa Roxa" e gos tqpiamos de recebê-los papa divulgap na escola .•. Quep[amos sabep como é o processo d~ publicação de matépias". ApamiPes, Adalto e René. Cidade Alta Natal.

Amigos, o "Poeira" ]a foi enviado. Com ~~ lação à revista, "nao podemos mandar mais exemplares pois a edi

ção está esgotad~ ..Mas mandaremos os prox1mos números. Quanto ao funcionamento do jornal: todos os estudantes podem co laborar, as reunioes do Conselho Editorial do jornal, (órgão máxi mo do Poeira), .. sãõ abertas a todos os estudantes interessados; assim como se procura fazer com que o maior. número póssivel de estudantes participe de todo o processo de el~ boraxão, desde a dis: cussao de pautas ate a intercalação d~ pã9! nas e distribuiçao. O Conselho se reune logo após o lançamento de cada número para sugerir matérias, discutir as pautas e eleger novos coordenadores para as diferentes comis~ sões de trabalho, em sistema de rodizio eara a próxima ediçao. Neste Conselho é que são lidas, discutidas e votadas todas as matérias que sairão no "Poeira"; e suas reuniões são realizadas em data e 'local pré-fi xado e comunicado (aos 'sábados. :'s 16 horas, no Diretório Central). Todo o estudante quê aparecer pode discutir e votar. E depois participar das comissões de composição, diagramação, montagem, etc. "Se necessitarem de maiores detalhes, voltem a escrever. Abraços.

QUERO APRESENTAR AOS UNIVERSITÁRIOS ~ 'LoNDRINA, MI~HA TOTAL SOLIDARIEDADE NESSA LU TA CONTRA A PREPOTÊNCIA E OBSCURANTISMO. CO~ LOCO MINHA TRIBUNA NA ASSEMBLÉIA À DISPOSIçÃO DOS ESTUDANTES DE MINHA CIDADE. CUMPRIMENTO CONSELHO DELIBERATIVO DO DCE PELA LUCIDEZ. COERÊNCIA E CORAGEM.depPSVALDO MACEDO

'liCAROS COLEGAS, ANTES DE MA IS NADA GOSTAR fAMOS DE APRESENTAR-LHES NOSSA SOLIDARIEDADE POR. HOTtVO DA APREENSAo DE UMA EDIÇAO DO JOR N~L PO~IRA. TEMOS CERTEZA DE QUE TAL OBJETI~ ,VIDADE, LONGE DE ATINGIR SUA FINALIDADE DE INTIMIDA-LOS, SERVIRA DE FONTE DE MOTIVAÇAo PARA UMA ATUAÇAO AINDA MAIS DECIDIDA EM DEFE SA DOS LEGTTIMOS INTERESSES ESTUDANTIS E DÕ POVO BRASILEIRO EM GERAL. CONFIAMOS EM QUE O POEIRA SAIRA MAIS 'FORTALECIDO~ POIS ELE E FRUTO DE UMA NECESSIDADE DOS ALUNOS DA UNIVERSIDADE DE LONDRINA E SUAS EXIGENCIAS sAo ,JUSTAS.:... 'OUTRO PONTO IMPORTANTE-PARA A SUA RESISHNC,IA FRENTE "Ao REPRESsAo QUE. ENFRENTOU E AS QUE CERTAMENTE AINDA HA DE ENFRENTAR. E QUE ELE CONTA COM A DECIDIDA SOLIDARIEDADE DOS SEioRES VERDADEIRAMENTE DEMOCRATICOS DO PATs. - Jornal Ecos - ICHF -UFF Niterói - RJ

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, MONOPOLlO DA VUL:

NÃO QUEREMOS SER CÚMPLICES! Assistimos à conces são de um monop~lio pop ppaticamente 20 a nos à iniciativa ppiva da. Este monop~lio con fepipá à emppesa vence dopa, a Viação Upbana Londpinense, como sem ppe ocopp~, um incpi vel podep de bapganha; que em nada beneficiapá a população de nos sa cidade. Exemplo bas tante ppóximo nos é da io pela prõppia VUL que, de há muito des fPutando dos ppivile gios do monopólio, che gou a uma tal estabil7 dade, a uma tão indese jável "segupança", que pode-se dizep hoje,sem incoppep em exagepo, que "nossa cida~e está se esfopçando muito pa ra se adaptap às cond7 ções da VUL". Basta 00 sepvap seus ônibus nos hopápios ditos de "push". N~s, estudantes da Univepsidade Estadual de Londpina, e os mopa dopes do japdim Novõ '3andeipan tes.. Somos talvez as mais pecentes vitimas do poder de bapganha que' o mono ~~lio outoPgou à VUL ~ é públião e notõpio que, apos a conqüista do passe univepsitápio os sepviços da linha Centpo-Novo Bandeirantes (via campus Univer sitápio) se topnaram sensivelmente mais ppe cários, tanto em ter mos de qualidade comõ de quantidade de vetcu los. Este tem sido õ destino dos que ousam, papa conquistar seus dipeitos, desafiar c podep que esta empresa vem acumulando há tan tos anos, às custas dã população de Londpina. Considerando todos estes aspect~s ,e ac~ tando ~ugestoes do seu Conselho Delibepativo, reunido sábado úLtimo, o Diret~pio Central

dos Estudantes resolve appesentar aos senho res membpos desta Co= missão, sua rênúncia em caráter definitivo. Quando aceitamos a indicação do senhor prefeito, consideramos que os estudantes não poderiam se omitip di 2nte de um ~ss~nto tqo importante' para toda a ~omunidade londpine~ sé, como é o tpansporte urbano. Acatar tal indicação epa mais que uma obpigação dos est~ dantes,epa um devep pa ra com a nossa comunI dade- Afinal, ela nu~ ca nos recusou seu a poio nos' momentos e que mais ppecisamos d~ le, como na luta pela conquista do passe uni versitário e, agopa,na luta pela Univepsidade Pedepal do Norte do Pa raná, em regime de en sino gratuito. Entretanto, por essa mesma questão de cons ciência e pop esse mes mo devep que temos pa ra com a comunidade de Londrina, nos sentimos forçadOs a pecusar nos sa participação no pre sente processo de con corpência: não Quepe mos ser cúmplices, nem por omissão, nem por participação, de um ppocesso que quer lega lizap o monopolio pr7 vado na exploração dos transportes urbanos de Londpina. Acontece que por si só, este monop~ lio já é pelo menos 7 moral, na medida em que vai continuar não ~tendendo às necessida .des nem dos estudantes. nem da população em ge ralo Londrina, que hã tanto tempo atura a prepotência da Viação Urbana Londpinense,não merece continuar nessa situação, muito mais Dor 20 anos.


Alguns dias', depois,' ainda sem que nenhuma medida concre ta tivesse sido to~ada, convo 'cou-se outra reunião, destã vez do Conselho de Administra ção. Nela, o reitor impôs aos membros um caráter secreto na reunião, voltando a criticar. novamente os estudantes, ame a çando-os e aos professores com severas punições. ( ler box desta matéria). Mais uma vez nada de mais concreto se decidiu,a nao

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~NTAO ti ~ ~ ÂNP\ ~ t'\At-lro J)'~NDo

~ No dia 11 de março de 1976, os médicos residentes do HU encaminharam aos órgãos comp~ teDtes da FUEL um extenso do cuaento onde analisavam umã série de problemas do hospi tal. solicitando soluções. No último dia 9 de fevereiro,pra ticamente um ano depois, sem que nenhuma medida efetiva t! velse sido tomada e com o a gravamento dos problemas,mais 4e 100 médicos residentes e 1nternos se mobilizaram em ASlembléia Geral, publicando uma carta aberta à comunidad~ onde voltavam a insistir no assunto. Como se vê, mobilização não caiu do céu. Não é de hoje que os estudantes vêm reivindicando soluções para os problemas do HU " No documento do dia 9, ,os .médicos residentes e internos denunciaram que o setor de Raio-X vem funcionando precariamente, atendendo somente pedidos de urgência; nos labo ratórios os aparelhos permane ce quebrados, enquanto que 'nos 'exames feitos ,nõ!iial 'boratórios do hospi tal. fre:; queDtemente ocorreram casos de fornecimento de resultados incorretos. No Centro Cirúrgi co. há frequentes faltas de anestésicos, gase, material es~ri!izado e outros.Há gran

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médico, exigindo o trabalho 'do in terno Ulh ~'unções de en fer gemo Há falta de medicamentos básicos e outros materiais, colocando o médico fre te a dúvidas terapêuticas ~ o doente em risco de vida. Frequentemente, medicamentos prescritos deixam de ser mi nistrados por estarem em falta no hospital. Tudo isto é a gravado pela falta de um dire tor clínico, cargo que se en~ contra vago há mais de um ano A reação da reitoria frente 'ã denúncia foi a de formar úma comissão cujo fim divulga ~o era o de analisar os pro ~

blemas apontados pelos estu dantes. No entanto, o que se seguiu foi uma tentativa de identificar eventuais lideran ças no HU, com 2 claro objet! vo de intimidaçao. Sem demon~ trar interesse em resolver os problemas, o reitor declarou que "é lamentável que os est~ dantes não tivessem seguido os trâmites normais da Univer sidade, dando divulgação". A comissão,formada pelos di retores do CCS, José Luiz de Oliveira Camargo; do CCB,Ivan Giácomo Pizza e pelo coordenador da CAG, Antonio Bacari~ ~onvocou um dirigente da Ass~ ciação dos Médicos Residentes de Londrini,procurando saber nomes dos possíveis "cabeças" ". . .

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ser uma outra reunião, desta vez do reitor com a Assem bléia Geral do HU. Nela. sob ~aias sem convencer ningué~ mesmo tendo falado por longo tempo, o reitor não ofereceu soluções, saindo antes que s~ chega~se a alguma conclu sao. Frente à insistência dos médicos residentes e inter~Qs presentes, uma nov reunIao foi marcada, desta vez com o diretor do CCS e com o dire tor do HU. Realizada numa s e x t a feira, dia 4 de março, com a adesão de mais 40 internos de Bioquímica, mais esta Assém bléia caiu no vazio. sem que houvesse soluções concretas o ferecidas pela administração: . Como se ve, mesmo diante da situação calamitosa do HU, por absoluta falta de in-' f!a - estrutura e organizaçao administrativa, os nossos chamad9s 'órgãos competentes' ao inves de atacarem objetiva ou {organizadores' da Assem mente os problemas, vêm se bléia. Além disso, foram feirestringindo a repetir indefi tas advertências que insinuanidamente inócuas reuniões ~ vam'complicações desagradá - com o claro objetivo de con veis' como uma ameaça velada. temporizar e apenas justifi Os 'internos e médicos resicar os erros que vem sendo co dentes não se intimidaram com metidos no hosp'ital. esta tentativa, reuniram-se Neste pontu, cabe lembrar em nova Assembléia e divulgaaos no~sos colegas do HU que ram um novo documento denun o prosseguimento das reivindi ciando o caráter repressivo cações, renovadas com outrasda comissão. Imediatamente eformas de luta, é imprescindÍ la recuou, dedicando-se ape vel para interromper esse ci~ nas a fazer o que havia sido elo de reuniões que se suce estipulado: apresentar um redem sem que as soluções sejam latório no prazo de 72 horas. assumidas. E hora de nos perVencido o prazo, o conselho g~ntarmos: como falar a quem departamental do CCS foi connao quer ouvir? vocado para analisá-lo, com a presença do reitor. Nessa reu nião, ao invés 'de deter-se no relatório, ele passou novamen te a criticar o comportamento dos estudantes. além de criti car o DCE e a representãçãõ estudantil, chegando a chamar ~ representante discente ~~ '!epr7sentante de araque'. A lem dIsto, alterou-se comple~ tamente, passan-óo a fazer ameaças de que não aceitaria mais críticas passivamente , passando à ação repressiva. "

É HORA DE

PERGUNTAR: COMO FALAR A QUEM NÃO QUER OUVIR?

e


OS INCIDENTES DA

R EUNIAO

CONSELHO

". vezes, no ano taram por tres passado, falar com o reitor. Anfes de concluir, o estu dante foi interrompido pelõ reitor que - exaltado - disse que aquelas afirmações eram mentTrQSã"s, sendo apoiado pe 1o d ir.eto r d o C C S . Diante de duas versões con. traditórias o representante ~studantil afirmou estar em dúvida. O reitor não aceitou que ele tivesse dúvidas e pa~ sou a considerar isso um des respeito, exaltando-se cadã vez mais. Mas o estudante in sistiu: "Sim, tenho mui.tas du vidas. Onde está o desrespeT to?"

"ELES QUEREM ME FAZER PERDER A CABEÇA • . MAS NÃO VÃO

No dia 26 de fevereiro, en quanto toda a comunidade se voltava para as denúncias e reivindicações dos médicos re .sidentes e internos do ~.U., reuniu-se na FUEl o Conselho de Administração. Esta reunião, intensamente divulgada pela imprensa devido aos temas tratados e a sua condução, foi aberta com uma propost~do reitor de que se mantivesse sigilo, não se per mitindo, a nenhum membro dõ CA, passar informações para a imprensa. Para ele, a discu~ são de problemas da Universl dade a nível de imprensa tem propiciado a divulgação de in formações mentirosas, a par tir de interesses pessoais de facções polTticas e de opo~ição à Universidade. A proposta foi reJei tada p!. 10 representante estudantil no CA que argumentou que a co munldade, como legítima p prletária da Universldade,tem o direito de saber tudo qu o corre dentro dela. O reito~ insistindo no 51gi lo, argumentou que a UniversI dade vai deixar de ser tole rante com seus inimigos, que procuram desacreditá-la pera~ te a comunidade. ~alou em pu nir severamente, com base .nQ regimento geral, estudantes e professores que não cumprirem as determinações.

Z

o representante estudanti I quis contra-argumentar o rel tor, mas foi impedido. O assunto foi colocado em votação, apesar do represe~ tante discente pedir maiores discussões. E o único que vo tou contra a medida foi ele. Todos os outros membros do CA aprovaram. logo após, por 3 horas e 15 minutos, o reitor procurou r!. bater críticas sobre o HU e a historiai acontecimentos, a lém de afirmar que os estuda~ tes estariam sendo influenci~ dos por outros interesses que nao o bem da FUEl. "AS RElviNDICA.ÇQE_S [LO HU .CONSTITUEM O MíNiMO INDISPENSAVEL

PARA UM

F.NSiNO PELO MENOS RAZOÁVEL

O representante estudanti 1 _.~s~~ a ler as reivindica ~ões dos internos e reside~ tes do HU., comentando-as e en fatlzando que. elas constT tuiam o mTnimo indispensável para se obter ensino e assi~ tência pelo menos razoáveis, no HU. Afirmou também que. o encaminhamento dos estudantes tem sido correto: só no ano passado.eles elaboraram dois relatórios detalhados sobre a situação do HU, mantiveram v~ rias conversas com a adminis tração do Hospita1.Também te~

ÊXECUTAMOS

COM

CONSEGUiR NÃO:'

Cada vez mais nervoso, após novos comentários do represen tante estudanti 1,0 reitor pas sou a criticar as atitude~ dos internos e residentes, e a forma .como foi encaminhada a 1u.ta. Disse ainda que "eles que rem me fazer perder a cabeça: mas não vão conseguir não". E voltou a falar em expulsão dos"inimlgos da Universidade~ O representante dos estudan tes, que havia sido interrom pido,pediu a palavra pa.ra co~ ti.nuar a falar, mas o reitor tentou 1 imi tar seu tempo (o que nunca ocorre na reunião do CA. Um exemplo disso, é que o reitor já havia falado durante 3 horas e 15 minutos, sem interrupções)'. Não aceitando a. Imposição do reitor, o estudante negouse a delimitar seu tempo. Nes sa discussão, o vice-diretordo CCB interve io: "O rapaz está no fim, acho que o se nhor (dirigindo-s~ ao reitorT deveria dar-lhe a oportunidade de concluir". A is.to o es tudante respondeu: "Eu não e~ tou pedindo nenhuma oportunl dade. Eu estou reivindicando um direito. Eu acho que tenho o direito de .falar o tempo que for necessário". Continua

PERFEICAO ,

IMPRESSOS EM UMA OU MAIS CORES

INSCR.

NOVO

6

EST.

N~ 60107159-G

- CGCMF

ENDERECO:RUA MATO GROSSO, 578 . ------FONE:22-6477 22-3073

N~ 75.223511/0001-71

LONDRINA - PR.

na pagina


I

II

p I I I r" t' o ~re'itor,I'batendo" na mesa, -dirlgLu-sé ao1nosso rep'resen tante:,II,O senhor não é presf. 'CIente d'este Conselho, ouvi'u?-, E~ SOUI~ presi~ente e . ~uero saberco"tempolique o senhor! precisa paraqmarcar o prazo Jda' reunião). Cresca e apareça,[ "'menino,'I

I:)

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A~ NOTJC DO

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ministração da FUEL de que se encontra cercada de inimigos por todos os lados; e que tal casa está custando à comunida de universitária inúmeros di~ sabores, já que a administra= ~o-transfere para a~uBles' çao transfere par aqueles que reivindicam a responsabi lidade dos seus próprios er= ros, taxando todos os quedil? cordam de sua orientação pol! tica e administrativa de "me~ tirosos" e "inimigos- da Un7: versidade"; RESOLVEMOS protes tar contra tais atitudes da administração que em nada con tribuem para identificar resolver os problemas da FUE~ e recomendar-lhe serenidade , bom senso e principalmente es ptrito democrático na condü ção dos destinos da institui= ção, tarefa da mais alta res ponsabilidade e que não perm7: te caprichos nem deslises depessoas ou grupos; 6) ,CONSIDERANDO que são'- fre quentes as restrições arbitrã rias do senhor reitor à Earti cipação de representantes dos estudantes nos Conselhos Supe riores da Universidade; e que estes, diante delas, ficam im pedidos de exercer o seu d£ reito à livre manifestação e

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e _ a representaçao efetiva dos interesses estudantis; RESOL VEMOS protestar contra mais este tieo de restrição à par ticipaçao dos estudantea, jã dificultada pelo reduzido nú mero de representantes nos gãos da Universidade, por im posição dela própria, e por outras medidas repressivas co mo: criação da Assessoria Es pecial de Segurança e Informa ções; criação de um batalhãointerno de choque para " defe sa do patrimõnio", segundo a versão oficial; apreensão do boletim "Poeira"'dos calou ros; Decreto-Lei 477; etc: 7) CONSIDERANDO que a forma como o reitor se dirigiu ao representante dos estudantes, na última reunião do Conselho de Administração, representa uma afl'onta aos princtpios de mocráticos, aos direitos dos estudantes e à pessoa de seus representantes, eleitos pelo voto direto da maioria dos estudantes; e que este compor tamento está se tornando sis temático, uma espécie de nor ma de conduta do senhor re7: tor nas reuniões de que part7: cipa com estudantes, como õ correu recentemente numa reu ,nião do Conselho Departamen tal do Centro de Ciências dã Saúde; RESOLVEMOS protestar contra o desrespeito do se nhor rei!op, aos principios de r,moc'ráticos, direitos do's est-;:; dantes e às pessoas da nossa representação.

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que toda atuação na-area de saúde ~ão seja vazia. Na tentaÚv'a" de discutir' ~ 2~opor so~uções ver4~~eiras para estes problemas e que foi criada a SESAC (Semana de Estudos de Saúde Comunitária) da qual Londrina será sede de 4 a 9 de abril ~oximo. Esta ê a 4a vez q~e a SESAf se realiza e esta aberta a participação de estudan~es. e profissionais de qualque área de atuação. A SESAC terá o seguint~'programa: Dia 4, 17 horas, abertura, e às 20 horas, palestra sobre "Saúde Comunitária" com Sérgio Arouca. Dia 5, 20 horas, palestra so bre "Nutrição e Moradia" POri Fausto Cupertino. Dia 6, 20 hs, palestra sobre "'Farmacopéia Rural" pelo Grupo de Estudos da UERJ. Dia 7, 20 hs, palestra sobre o papel da Universidade por Cornelius Von Stralen. Dia 8, 14 hs, plenária geral e conclusão; 20 hs, avaliação e discussão sobre a próxima SESAC. Dia 9, discussões sob~e ABEM e ECEM. Todos os dias haverá debates oa: em grupos, sobre temas relati vos às palestras. No dia 6 e. 7, às 14 horas, serão apresen. tados trabalhos práticos. -' A inscrição custará 25 cru... E EM ABRil, zeiros, e ao fazê-la você rec~ber~ uma revista Que serviA SAÚDE DO POVO. rá_de subsídio par.a discussão "Saúde é o completo bem- es- previa dos temas, que já es tar físico, mental e social". tao sendo levadas nos DAs, em Com esta definição da OMS, f! grupos de estudos. Tais discus ca claro que o estado de sau- s07s tem como objetivo contrT de está diretamente relacion~ bUlr para que, durante a Semã do com o ambiente em que viv~ na,.~xista uma participação e mos. Ao mesmo.tempo, todos os fetlva. detp.rminaritesdeste ambiente Participe dos grupos de estu resultam da ação conjunta dos dos, procure seu D.A ou DCE e indÍvÍduos da sociedade, nos ~e inscreva para a SESAC. Não seus diversos setores. Ou seja, a saúde ê consequência de deix: de participar.Dentro de .toda uma estrutura da .socieda s~a area de atuação, você tam de, que permita a existênci~ bem pode trabalhar pela saúde de nosso povo. de condições mínimas necessáI:>N rias para uma forma digna e ~HUtJA """ ~CM) justa de vida. ~ IRKNIi:>~A Portanto, cada setor especlIWsJot fico da sociedade tem come responsabilidade agir pela m~ lhoria 'dos níveis de saúde, tanto no seu plano físico e psíquico, como social. - ~!E,ffJ-'.-; Lon~e dos enfoques restritos crição receberã um ex~mplar da Revista de Comunicação, que será lançada durante o E~ contro. As inscrições podem ser fei tas no Diretório Central dos Estudantes, durante o'horário comercial, com Ruy; ou no Diretório de Comunicação, no período da manhã. Para informações pode ser utilizado o fone 22-4709. Os debates serão realizados na'Associação Comercial, come çando na sexta-feira à noite: No sábado pela manhã haverá palestra, com debates à tarde e à noite. No'domingo haverá debates durante a manhã, à tarde e à noite.

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LONDJUNA.

18A 20 DE MARÇO

EM MARço, ,O ASSUNTO E IMPRENSA ... O pessoal d~ -Área de Comuni cação vai promover, atraves do seu Diretório Setorial,- o I Encontro de Jornalismo de Londrina, nos próximos dla~ 18,19 e 20 de març~. Foram cõnvidados para participar das mesas de debates destacados nomes da imprensa nacio nal, como Ricardo Kotscho(" O Estado de São Paulo"), Perseu Abramo ("Folha de são Paulo") Georges Bourdokan ("Rede Globo"), Hélio Teixeira ("Veja") Hamilton Ribeiro (4 vezes de tentor do Prêmio Esso), Rai ~ mundo Pereira ("Movimento") e outros. Os temas a serem debatidos são estes: Importância do Sin dicalismo, O Repórter, O Edi~ tOT Fotográfico, Problemas das Escolas de Comunicação, O papel do jornalista no BrAsil de Hoje, Imprensa no Ir.:crLur, Estágios Profissionalizantes e Mercado de Trabalho no Para

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e parClalS, quais serlam as Os estudante que nao moram causas dos altos índices de mortalidade infantil? Que fa- em Londrina ou têm dificulda t.ox~s~tariaT .propiciando' des para fazer suas refeições uma alta incidencia de Esquis procurem o restaurante Univer tossomose, chagas, poliomell= sitário, que está funcionandõ .nlL.. desde o dia 28 de fevereiro. te, etc? . O Encontro será aberto a to Será que uma avalanche de me Todos os dias vocês poderão das as pessoas interessadas~ dicamentos resolveria nosses almoçar (das llh30m às l3h30m) que poderão pa'rticipar sem problemas de saúde? Ou não te e jantar (das l7h43m às 19h qualquer inscrição prévia. So -iam responsabilidades com ã 30m). por Cr$ 6,50 cada refei mente as pessoas interessadas solução destes problemas,além ção. Se quizerem tambem pod; em receber certificados de participação é que deverão se' da área médica, ad lir.istrado- rão comprar um talão com 4W ,res: economistas, sociólogos, refeiiões por Cr$ 220,00, inscrever previamente, pagano enflm, um amplo setor dã s'o- que da Cr$ 5,50 cada. O R.D. do uma taxa de 20 cruzeiros ciedade? (estudantes'de qualquer área fica na Rua Juscelino KubitlE necessário aprofundar, bus chek, 2006 (antiga Antonina. ou nível) e 40 cruzeiros (não estudantes). Q~em fizer ,il'P5.-ca~ ~s causas erimárias parã ~esmo endereço do DCE).

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sen tiam, deciel i rarr ."'rO.IIC ,,,r: '1 debate entre todos Oõ -dunas e J1rofessores_d~cursol ~ Apesar de acharem 'iuc resu tados m~is concretos só ~ode: rio ser sentidos após o reincio das aulas em 77, os estu~ ,lantes de Serviço Social acha .ram a experi&ncia bastante proveitosa, considerando qu atrav~s de partici~ação ativa puderam discutir assuntos did5tico -pedagógicos, demons-' trando dessa forma nue estão conscientes e que é através da união entre alunos e professo r tue conseguirão elevar n1\ ~e ensino do curso. [s. ~rando que este debate ' produza resul tados satisfatór~os, mas certos de que ele • nao representa a solução total Je seus problemas, os estudantes continuam atentos e dispostos a promover novos de bates. -

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DEIXE ,DE -

jOUYIR ~

TAR NCON En Gracias a La Vida,

o gru po Tarancón consegue um de seus objetivos: provocar com o seu canto o "descobrimento" e interesse por uma das mais bonitas formas de manifestação cultural - a músi~á lat! no-americana. E com musicas de Victor Jara, Violeta Parr~ outros bons compositores e folclores, Tarancóm mostra que os problemas, inquie!udes e esperanças populares sao os mesmos nos diferentes paises. Por tudo isto Gracias a La Vida não é um disco que a gen te ouve tocar no rádio. Voc~ dificilmente vai encontrá-lo à exposição em alguma loja de discos (se encontrá-lo à ven ~da.•.). Mas insista, vasculhe peça pra trazerem de são. Pa~ lo. O nome da gravadora e CRA

NO FUN O NO FUNDO, VOCÊ TAMBÉM ~ ATLETA.

CARTEIRINHAS, _. SE VOCE

NÃO FE~, #

EBOMC

ZY.

Vale a pena, principalmente se juntarmos a tudo isto a qualidade técnica da gravQvaV e do Grupo Tarancón. GRACIAS A LA VIDA Grupo TARANCON . Cr$ 75,00 - à venda nas boas casas do ramo

PARTICIPE DOS JULs77! Este ano, co~ no ano pass~ do, os JULs serao realizados no mês de abril, durante a Se mana Santa. Como normalmente as Ligas Atléticas dos DAs e~ contram dificuldades para for mar equipes e disputar os JULs, por causa do pequeno nú mero de atletas, seria inte ressante que este pessoal prõ curasse desde já as Ligas A tléticas dos seus Centros. Sõ mente com a colaboração de t£ dos conseguiremos realizar campeonatos com elevada part! cipação,. o que, aliás, ê o jetivo do Jogos Universita rios.

ESTUDANTES E PROFESSORES DEBATEM SERVICO - -- , -- SOCIAL! ._-Na Gltirm semana de aulas do semestr~ passado, alunos e professores do curso de Servi ço Social, se reunira~ par~ debater problemas referentes ao curso. Os estuJantes, preo cupados, principalmente com ~ nível de ensino, após verem' frustradas as tent;tivas isolaJas flue fizeram para tentar suryerar as dificulJades que

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IBRAHIM

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ATÉ COMPRAR

KINDERGARDEN BASIC

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Quem nao fez sua "car~~ir.!.' .nha de estudante" no dia d~1 Idtrfcula, terá a!é o dia 301 de março para faze-Ia: os ca louros no DCE e os veteranos no Diretório do seu Centro. Este prazo foi est.beleci~o em reunião, por todos .)s Dire tórios, visando programar me lhor suas atividades. Fazend; a sua "carteirinha" até o dia 30, você estará colaborando para que o seu DA trabalhe de forma mais organizada e efi caz. Se, apesar de todo o esfor ço possível, você não fizer até esta data, também não fi cará sem a "carteirinha". Sõ que, neste caso, a entrega se rá feita apenas no final de cada mês. Lembre-se, pegue u ma foto 3X4. e vã ao Diretõ~ rio fazer sua "carteirinha"'a té o dia 30. '-

UNIVERSITARlosl

CAPACITADOS

BIBLIOTECA

A SEU DISPOR

• • •

MARTINS 77. R. ALAGOAS

'1002

FONE

23-6154

9


A PARTIR DE NOVEMBRO PASSADO AT£ INfcIO DE JANEIRO DESTE ANO, EMPENHAMO-NOS JUNTO COM A COMUNIDADE, NA JUSTA CAMPANHA PELO CONGELAMENTO DAS 20 TAXAS E ANUIDADES COBRADAS PELA FUEL. MAIS DE 6 MIL COLEGAS, ENTRE UNIVERSITÁRIOS E VESTIBULANDOS, SE MOBILIZARAM ASSINANDO UM ABAIXO-ASSINADO ENTREGUE AO REITOR OSCAR ALVES. DEZENAS DE ASSOCIAÇOES, SINDICATOS ,PROFESSORES E pOLfncos SE MANIFESTARAM EM NOSSO FAVOR. DESTA FORMA, DEMOS PROSSEGUIMENTO ~ LUTA PELO ENSINO GRATUITO, QUE COMEÇOU EM 74, QUANDO ENTREGAMOS, EM MÃOS,UM MÉMORIAL AO PRESIDENTE GEISEL E AO MINISTRO NEY BRAGA, REIVINDICANDO A CRIAÇÃO DA UFNP EM REGIME DE ENSINO GRATUITO:

NÃO TIVEMOS NENHUMA RESPOSTA DAQUELA VEZ, COMO NÃO TIVEMOS RESPOSTA DESTA VEZ. APESAR DAS FORTES MANIFESTAÇOES, O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA FUEL APROVOU 35\ DE AUMENTO NAS ANUIDADES, CONGELANDO 8 DAS 20 TAXAS. MESMO ASSIM, NÃO FOMOS DERROTADOS. O CONGELAMENTO DAS 8 TAXAS JÁ CONSTITUI UM AVANÇO, AS MANIFESTAÇOES DA COMUNIDADE AMPLIARAM A NOSSA LUTA E O PROFUNDO DESGASTE DA REITORIA - AUMENTANDO MAIS UMA VEZ AS ANUIDADES ENFRAQUECERAM AQUELES QUE DEFENDEM O ENSINO PAGO: ASSIM,FORTALECEMO-NOS AINDA MAIS PARA O PROSSEGUIMENTO DA LUTA QUE NÃO PODE PARAR.

~~DEMAGOGIA OU DEM CRACIA? No dia 9 de novembro passado, motivado pelo galopante aumento do custo de vida; pelo cres cente ;ndice de desistência na FUEL, pela preocupação causada pela iminência de mais um au mento nas anuidades e.pelo fato das autoridades permanece rem em silêncio diante dos ape los pela- cri ação da UFNP, õ Conselho Deliberativo do DCE reuniu-se tendo concluido que, como sempre, ê aos estudantes que cabe a tarefa de lutar para modificar a atual rcalida de da Educação, fechada'em si mesma, inacess;vel, descaracte rizada. Por que, como sempre ~ tambem a reivindicação pela UFNP não teve resposta, embora tenhamos entregue~ memoriais ao Presidente Geisel e ao Minis tro da Educação, em mãos. Dinn te disto e para marcar ainda mais a nossa reivindicação de uma universidade com Ensino Gra tuito, decidiu-se que era ne ~ cessãrio e urgente barrar os aumentos das anuidades e taxas para 77.

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Em reuniões posteriores, o No dia 29 de dezembro, duran Conselho Deliberativo redigiu te a formatura de 700 dos.,nos":" um abaixo-assinado onde se co- sos colegas, o Conselho Deli~e locavam todas as razões da ne rativo do DCE distribuiu II cessidade do congelamento. Cer mil manifestos aos presentes, ca de 5 mil colegas se mopili":" exortando todos a se solidarizaram, assinando-o. Uma comis- zarem com a luta pelo congelasão, formada dentro do Conse - mento e estendeu, ~ob aplausos lho Deliberativo, entregou o calorosos, uma faixa de lÕ-'me abaixo-assinado ao reitor Os - tros com o mesmo conteudo. Aio car Alves. Nos dias subsequenda durante a cerimônia, o ex ":" tes o Conselho Deliberativo re reitor Ascêncio Garcia Lopes , digiu uma Carta Aberta ã Popu":" discursando como paraninfo gelação, colocando as mesmas ra- ral, apoiou nossa luta, defenzões e solicitando apoio. Ime- dendo a nossa bandeira pela d ia ta me n te, ma is de 1 mil ves - criação da Universidade Fede tibulandos dos cursinhos de ral do Norte do Paranã, em re Londrina endossaram a Carta A- gime de ensino gratuito. Inter berta. Ao mesmo tempo, dezenas rompeu seu discurso para ler de entidades, associações, sin uma nota oficial do Cónselho dicatos, professores e pol;ti":" Deliberativo, onde novamente cos começaram a remeter cartas exteriorizamos a nossa preocue telegramas de apoio. Toda u- pação com os destinos da Educa ma expectativa se formou' em ção, pedindo solidariedade aoi torno da luta pelo congelamenque lutam pelo direito de estu to. dar. Por uma segunda vez, o ex Ireitor interrompeu seu discur":" NA fORMATURAso para, em nome do DCE, que O APOIO DO EX' REITOR j

z:

Continua

na página-segutnce


Co~tinuaçio da,pag~antBrior

Ql)EM. PERDEU?

~~UMENTOSCOMO ESTE, ~ão'teve acesso aos microfones, ãQradecer ãs 't'urmas dé 'Hlstõ Das 20 taxas para os mais ALÉM DE SEREM ATÉ ' ria e Psicologia que homenageã' diversos fins que são cobradas ram o "Poeira", dizendo que OfENSIVOS, CONSTITUEJYI pela Universidade, 8 foram con "encaramos estas homenagens co geladas nos n;veis do ano pas~ UMA BARREIRA CADA VEZ sad2' Isto jã representa mo um tributo a todos os estu~ uma dantes 10ndrinenses que lutam vitoria da mobilização conjunMAIOR A NÚMERO IMENSO por uma verdadeira Universidata dos estudantes e da comuni~ de, livre e democrática". As- DE PESSOASO.UE QUEREM, dade. E um recuo daqueles que manifestações de apoio nestes assumem e defendem a p01;tica momentos foram inequ;vocas. O PRECISAM E DEVERIAM do Jns ino Pago. ex-reitor teve que parar seu Entretanto, a maior derrota TER ACESSO AO ENSINOu. inf1igida discurs~diversas vezes, sob pelos estudantes e ,intensos aplausos das milhares comunidade ã reitoria não foi de pessoas presentes no Ginã esta., Com ~ mobilização em tor sio de Esportes ,do "Moringã?":. Com mais esta medida restri- no do congelamento das anuida~ ,tiva, a Universidade oassarã a des, ~ necessidade urgente da arrecadar dos est~dantes e cria~ao da Universidade Fede suas fam;lias a fabulosa quan- ra1 do Norte do Paranã, em retia de Cr$ 35.000.000,00,0 que gime de ensino gratuito, ficou representa 27% do orçamento da completamente comprovada. Como Universidade (2)~ ficou comprovado que esta ne No mesmo dia 30, o Conselho cessidade não e exclusiva dos Deliberativo do DCE divulgou estudantes, mas e de toda a co uma nota oficial protestando munidade;que, embora os defen~ contra a medida e denunciando sores do Ensino Pago, em cer que "mais uma vez prevalece _ tos momentos endossem esta neram os interesses de uma mino- cessidade, com a ressalva de ria, contra os interesses de que a UFNP deve vir com Ensino uma maioria". A atitude do Con P~go, não serã de1es,que parti selho de Administração reper ~ ,:,ao' a~ !n~ci~tivas. A_n?ssa m~ cutiu nacionalmente. Orgãos de lor vlto':'la e.o descredlto em peso como 'O Estado de são Pau que a Unlversldade se,enterrou. lo', 'Folha de são Paulo', 'F£~orque quem defende'o Ensino lha de Londrina', 'O Estado do ago e pr2move 128% de a~men Parariã', 'Televisão Tibagi' e t2s em tres a~os na~ anuldades iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii __ 'estações de rádio de Londrina, na? pode ter .lnte~çoes d~ No dia seguinte, 30 de dezem divulgaram amplamente todo o c':'l~ruma Unlversldade democra bro, pela manhã, o Conselho de processo da luta pelo impedi - tlca. Administração da Universidade, mento dos aumentos das anuidacom o protesto solitãrio do re des. A Folha de Londrina, em presentante estudantil, fez a~ editorial do dia 5 de janeiro, ,Duas vozes isoladas a provar os 35% de aumento nas refletiu e representou clara anuidades, perfazendo 128% de mente o sentimento da comunida favor do aumento. aumentos somente nos últimos 3 de contra a medida. O editori~ aros. al afi rmou que ",o que aconte Preferimos As mais de £ mil assinaturas ceu evidenciou um total descao clamor de de colegas e vestibulandos, as so dos responsáveis para com dezenas de telegramas e cartas a jã critica situação de quem .6 mil 'estudantes. da comunidade, a candente mani estuda", lembrando qu~ "mesmo festação da noite anterior,não reconhecendo gue os custos paE embora o reitor Oscar Al foram suficientes para sensibi ra a manutençao de uma Univer1izar a minoria administrativã sidade são elevados, há que ves, mais de 40 dias depois do tenha da Universidade. reiterar uma realidade da qual aumento das anuidades, -----pe-jo contrário. Alem de re ainda não se pode fugir: ensi- feito publicar na Folha de Lon de jeitar a proposta de congela ~ no investi~ento". O artigo drina uma página inteira ã nossa luta, acu mento encaminhada pelo repre _ disse ainda que "aumentos como contestações sentante estudantil, o reitor os 35% promovidos pela Univer- sando-nos de "Criticos e con insinuou que essas manifest! sidade de Londrina, alem de se testadores radicais" e acusand e apo i o d a co m unl.'dade rem ,ate ofensivos aos estudan~ do a comunidade ao contestar os ,çoes de são mera demagogia, além de a- tes, constituem uma barreira editoriais dos dias 5 e 9 . cada vez maior a um numero janeiro da Folha de Londrina, firmar 9ue a cobrança de anui- imen~o de pessoas que querem, ele e sua administração foram dades e indJ.~nsavel para :Jreclsam e deveriam ter acesso a sobrevivencia da Universida-' ao ensino", concluindo que" a os grandes derrotados. -A- sua inutil contestação e de. Num espaço de poucas horas Universidade se fez de surda a do estudante de Direito Caro Conselho de Administração de apesar dos apelos dos es tudan~ los Guimarães (3), que nos monstrou uma completa falta de esplrito demor.rático, além de tes, numa epoca de restrições me$mos termos comumente usados e maiores dificuldades". pelo reitor, acusou-nos de 'Ra promover a curto prazo a expul dicais' em uma carta publicadã são dos universitários e umã pela Folha de Londrina, não e~ maior dificuldade no ingresso contraram nenhum eco entre os ao ensino superior, para que a estudantes ou a comunidade.Por Universidade sobreviva. Agora, que são manifestações isoladas, nós perguntamos: há Universida que tim o repudio de ,todos. de sem alunos? Os membros do TI, com exce':Entre estas manifestações e ção do representante düs estua dos estudantes, preferimos dantes, ficaram com a posição ficar com a dos mais de 6 mil do reitor. Depois de passarem colegas que assinaram o abaixo toda a reunião calados, como assinado e com as dezenas de sempre, na cômoda situação de mani~estações de apoio que rem~ros assistentes dos debates cebemos da comunidade. entre o estudante e o reitor, ~les votaram pelo aumento (1).'

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I

A

NÓS PERDErvDS?'


COMO DITO

ACREDITAR EDUCATIVO?

NO CRÉ

A oolItica da implan taçã~ do Ensino pago na Educação Brasileira adotada pelo governo ~ara tirar os encargos do ensino de sua res-. ponsabilidade, transfe rindo-os para os om= bros da população, vem produzindo nos últimos anos uma redução ainda maior do contingente de -brasileiros que, com grandes dificulda des, tem algum acesso ã Educação. Segundo Per s.eu Abramo, 80% 'da população brasileira não tem nenhum acesso ã e~cola. A Educação paga.pe~o educando vem agrevar ainda mais a prec~ria condição daqueles que já sofrem os efeitos da generali zada crise econômica.-

!!I!!!I!!I!!!Ir Santa

as

Casa de são Pau Zo; Diretório Acadêmi= co NiZce Marques de Castro da FacuZdade de Medicina do ABC de são PauZo; Centro Acadêmico OsvaZdo Cruz da Fa cuZdade de Medicina dã Universidade de são PauZo; Centro Acadêmico Pereira Barreto da FacuZdade de Medicina PauZista; Centro A~r mico Rocha Lina 'o Pa euZdade de Med~cina de Ribeirão P2'eto; Centro Acadê-- -, JZ de Outubro d ~<le de En' fermagem da Universidã de de são PauZo; Dire= tório Acadêmico. do Cen tro Biomédico da UnI versidade FederaZ de FZorianópoZis; Associa ção dos Professores dõ Ensino Superior de Lon drina; Associação dos Professores Licenciados do Paraná; Profes sor VanoZy Acosta Fe~ nandes; JornaZ BrasiZMuZher; Professor e ex-reitor da Fundação Universidade EstaduaZ de Londrina, Ascêncio

O que faz com que qua~ ,estaremos batendo do o estudante tiver portas da Universidade que começar a pagar te Esperamos q~e quando rã que fazê-lo num'va= este dia tao sonhado lor 108% maior~ chegar, não encontreO Ensino Pago e seus mos o caminho impedido" uma remedios continuam sen por uma roZeta e A alternativa dos do um dos fatores dã ~aixa registradora'. que adotam a política Recebemos cartas e crescente elitização o;'l"ino Pago para re das escolas, alem e de teZegramas de apoio mediar a situação ê das seserem tambem uma das soZidariedade ~ CuLto Educativo. Ese causas do aumento do guintes entidades pessoas: CarZos Lhamas ta tambêm'e a solução egoísmo nos profissiopregada pelo Reitor. Garcia Lopes; Associanais, que suprimem a Ferreira, presidente do Diretório Acadêmico .ção dos Advogados DJr-nte a reunião do mentalidade de serviço de Três de Agosto do Cen Con~elho de Administra ã comunidade. O Ensino tro de Estudos Superiõ r • ç o uue aprovou os au-- Pago cria profissionares de Londrina; Pas= Londr~na; Grupo Teat~o mentos, ele chegou a is, cujo único inte- choaZ de Barros Monte da Gente de Londrina ; -dizer que" estudante resse ê ganhar dinhei zano, presidente dõ Professor Tsutomu Hiem dificuldade que se ro. Diretório CentraZ dos gashi; Professor Ercirecusar a fazer o crê Estudantes da Universi 1io de Andrade; Juven o APOIO DE TODOS dito, para mim ê um to dade FederaZ de Juiz tude Democrática dõ 10" e justificou a ri A Associação dos Mé de Fora; Diretório Aca MDB de Arapongas; AsResidentes de dêmico Antonio Pruden= sociação dos Funcionà duzida procura pelo dicos rios Municipais de Lon Londrina soZidarizo~credito no semestre te da FacuZdade de Me- drina; Sindicato dos passado alegando que se com a Zuta peZo con dicin.a de Mogi das Cru Empregados no Comércio geZamento, enviando um o estudante de Londri zes; Diretório Acadêm? de Londrina; Associamanifesto qnde enfati na tem boas condições co ,ArnaZdo Vieira de ção dos Professores do za um drama vivido financeiras. CarvaZho da FacuZdade Paraná, Ja. Região; An por eZes: fo~am obr~g~ Na verdade, o Creditonio Casemiro BeZinã d~v~ de Medicina de Santos; Educativo não ê uma so dos a contra~rem Centro Acadêmico AdoZti, prefeito de LondrI das antes de sa forma= lução. E os estudantes fo Lutz da FacuZdade na; José Richa, ex-pre financia sabem disso. Assim que rem, fazendo de Medicina de Campi feito de Londrina; De= mentos para pagar seus foi lançado, caiu imeAcadêmicõ putado FederaZ ÁZvaro es tudos, e hoj e es tão nas; Centro diatamente no descredi ArnaZdo Vieira de Car Dias; Senador Leite conseqüên to. Os estudantes i sofrendo as de Chaves; Diretório Muni cias, te~o enormes dI vaZho da FacuZdade suas famílias perceb~ da Univer cipaZ do MDB de LondrI ficuZdades em saZdá- - ReabiZitação ram que o sistema era ,sidade de são PauZo ; na; Professor Domingos mais um daqueles em Zas. O 'Movimento Estu Diretó.-rio Acadêmico E- PeZigrini Jr; e VereadantiZ de Teatro Ama= que as dificuldades em dores Fiopi Luiz. Nedor', Grupo Meta, for m{Zio Ribas da FacuZda pagar os financiamende de Nutriçao da-un?~ phitaZi Trindade, Ca~ mado por secundaristas tos são praticamente versidade de são PauZos Shigueru Kita. Ta= também soZidarizou-se' ilimitados. Seus juros Zo; Centro Acadêmico kushi Maeda, Amador afirmando são cobrados como no com a Zuta, ManoeZ ds Abreu da Fa BortoZetto Jorgiem sua carta, entre ou BNH:juros sobre juros tras coisas ue Z õ cuZdade de Medicina dã .nho' da Farmácia. Cont~nuaçao a pag.anterior do Cent~o de Educação.

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(1) - O~ memb~o~ do Con~efho

de Admini~t~ação que vota~am, mai~ uma vez, a 6avo~ do~ - (2) - A~ anuidade~ e~cofa~e6 pa~4a~am a cu~ -, 35% de aumento na~ anuidade~ ~ão: O~ca~ Afta~ C~$ 450,00 na mat~lcula pa~a o pe ve6, ~eito~; Theobafdo Cioci Navofa~, vice ~lodo pa~ciaf e C~$' 820,00 na mat~lcufa do ~eito~;-Antonio Baca~in, coo~denado~ de Admi-. pe~lodo integ~af. Cada c~idito teó~ico pa~ ni~t~ação Ge~af; Ped~o Va~concefo~, vice-di~e ~ou a cu~ta~ C~$ 125,00 e cada c~êdito p~âti ,to~ do Cent~o de Ciência~ Biofógica~; No~mã co C~$-251,00. Somando tudo cada e4tudante do Sa~aceni, admini4t~ado~a do Cent~o de Comunipe~lodo pa~ciaf te~â que paga~ ce~ca de C~$ cação e A~te~; Jo~i Luiz Ofivei~a Cama~go, di 400,00 po~ mê4 e cada e~tudante dô pe~lodo in .~eto~ do Cent~o de Ciênaia~ da Sa~de; E~ne~l .teg~afte~â. que paga~ ce~ca de C~$ 800,00 po~ Muffe~, admini4tnado~ do Cent~o de Ciência~ mê4, ~ncfu~ive em todo~ o~ me4e~ de 6i~ia4. Ru~ai~; Paufo Robe~to de Ofivei~a, admini~t~a (3) - O e~tudante do Cu~~o de Vi~eito, Ca~fO;: do~ do Cent~o de Tecnofogia; Lau~o da Veiga Guima~ãe~, ao ~ e~ p~e~ o em 6in~ de 75'1 Pe~~oa, di~eto~ do Cent~o de E~tudo~ Sociai~ juntamente com,dive~~o~ fond~inen4e4, em ca~Apficado~; Jo~ge'Ce~nev, di~eto~ do r.ent~o de ta pefa imp~en~a e decfa~açõe~ na TV p~ocu~ou Let~a~ e Ciência~ Humana~; Wif~on de ~~~~jo úe.:l1'ta~a~ auto~idade4 ~e4pon4âveü pefa~ p~i Cfaudino, di~eto~ do Cent~o de Ciênci:a4 ::-F.x.a ~ &M ifegaü. ta~ e He~\}af Fe~nande~ rln AlnP" "íf'O jhJt.i>';fh~

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tulado "Integração Universidade-Empresa", de que para cada 10 mil brasileiros que iniciam o curso primário, 188 concluem o curso médio e apenas 3 éoncluem o curso superior, tende a se agravar. A Universidade brasileira está se tornando cada vez mais inviável. Segundo Perseu Abramo, da "Folha de são Paulo", num artigo publicado no Jornal Movimento de 17 de jane~ro, "cerca de 80% da população bras;!; leira nao tem escola". Os dados mais recentes e confiáveis, indicam que dos 110 milhões de habitantes, pouco mais de 20 milhões es tão'vinculados de alguma forma, ao ensinoins titucionalizado (incluindo Mobral, Rondon,MI nerva, Saci, profissional, supletivo, etc.): Para estes 20 milhões de brasileiros ligados de a~guma forma à educação, existem apenas 1 milhao de vagas nas diversas séries universi tárias. Como resultado disSO, o sistema tem que selecionãi'põuco mais de 0'200mil, entre mais de 1 milhão de estudantes que concluem o curso médio, para ingressar na universidade.

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Seg~do o Conselho Monetário Nacional, a inflaçao registrada no ano passado foi a maS alta desde 1965.,Nossa dívida externa,apenas em 1976, foi de 6,9 bilhões de dólares,fazen do ascender a mais de 30 bilhões de dólares 'no total. O Senador Daniel Krieger, comentan do este quadro, pediu "estado de emergência;;, afirmando que esta é a pior crise econômica da história do Brasil. Efetivamente, a situação é crítica. No fim do ano pass~do as instituições de pesquisa a nunciavam que o aumento do custo de vida ai cançaria 52% antes do fim de janeiro deste ano. Por outro lado, o Ministro do .Planeja mento, Reis Veloso, anunciava que as taxas de reajustamentos salariais em 1977 ficariam 'entre 25 e 30%. Este quadro não deixa dúvidas de que todo o impacto do aumento do cus to de vida e do achatamento salarial cairãõ sobre os ombros dos assalariados. Na Educação a situação não é diferente. Em 1974, enquanto a Costa Rica investia 27% do seu orçamento na Educação, constituindo-se no país latino-americano que .mais investia no setor, o Brasil investia 6%, ficando em último lugar numa escala de 21 países. O quac'. o-c, 1::: 4 não é isolado. Em 10 anos .de 64 a 74, os investimentos do Brasil na E 'ducação caíram 48,4%. Mas não é só a Uniãõ que tem reduzido seus investimentos. O Esta do do Paraná, por 'exemplo, reduziu em 7,8% s.,;us investimentos na Educação de 75 para 77. Apenas para a FUEL sua destinação de verbas caiu de 82,3 milhões para 79,9 milhões neste ano. Observamos claramente, então, que o Estado e a União 'vêm reduzindo cada vez mais a sua participação no Ensino, transferindo-a cada vez mais aos estudantes (só na FUEL houve um aumento de 128% nas anuidades nos. últimos 3 anos) • Desta forma, não é difícil prever que os dados divulqados pela ADESG, num est~~o int!

Em maio de 1975, um estudante da área de Humanidades da USP - o mais barato - gastava em média 35% do seu orçamento em alimentação 25% em moradia, 12% em livros, 11% em condução e 17% em gastos gerais, perfazendo um to 'tal mensal de CR$ 1.250,00, sem consideraras anuidades pois na USP o ensino é gratuito. Quanto deverá gastar um estudante londrinen se? Segundo dados da própria reitoria, que no ano passado pesquisou 4.593 estudantes,69,9% dos estudantes da FUEL trabalham. Destes, 77,9% trabalham de 6 a 8 horás por dia. Dos que possuem renda mensal, 36,2% têm renda in ferior a CR$ 600,00 por mês. Isto é, não con seguem cobrir nem o preço da mensalidade do período integral e nem a metade do mínimo que um estudante da USP gastava para se man ter, sem considerar as anuidades. A conjunção de todas as despesas escolares. agravadas_por outras dificuldades causadas pE:'! la situaçao de crise financeira 'permanente nas famílias, explicam a intensa evasão de estudantes na FUEL. Só no primeiro semestre de 76, 424 estudantes desistiram de estudar. Se acrescentarmos a este número as desistên cias verificadas nos períodcs anteriores, mais as desistências verificadas no segundo semestre do ano pass ado, teremos, sem dúvida, um total assus~ador. Sabendo que os últimos aumentos de 35% deverão provocar um sensível aumento de desistências no primeiro períodO de 1977, corremos o risco de vermos a Univer sidade perfeitamente estruturada administrã tivamente, com o nosso suor, mas vazia de ã lunos. -

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OS AMIGOS DIZEM QUE ELE CAIU COM HONRA. OS INIMIGOS AFIRMAM QUE NAo £ BEM ASSIM. AOS ES TUDANTES sO CHEGAM OS RUMORES, AS HIPOTESES, AS SUPOSIÇOES E APENAS UMA ÚNICA CERTEZA: NELSON SPERANDIO, COORDENADOR PA,CAE Tf O FINAL DE FEVEREIRO, FOI DEMITIDO DA FUEL. PARA O POEIRA, NESTE CASO;, FI A VAU MDO O PROV£RBIO: "NAo IMPORTA COMO UM HOMEM MORREU, MAS SIM COMO ELE VIVEU ... " l ~ ' POR ISSO{ DEDICAMOS, ESTAS pAG'lNAS DO MONST,RUARIO AO EX-COORDENADOR (QUE SERA TRATAD.O O TEMPO TODO DE-COORDENADOR PORQUE' ESTAS NOTAS JA ESTAVAM PRONTAS, INDEPENDENTEMENTE DA DEMISsAO, E ACHAMOS ~~SNECESSARIO ATUALiZA-LAS) NA CERTEZA DE QUE, EM BREVE, OUTROS ASSUMIRAo SEU LUGAR NO POEIRA. AFINAL, NESTA CONFUSAO TODA, A PRINCrPIO, OS ESTUDANTES NEM PERDERAM, NEM GANHARAM: EM ~BRIGA DE TUBARAO, SARDINHA NAo TOMA PARTIDO, ASSISTE DE CAMAROTE E NAVEGA QUANDO DER BRE-

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COORDENADOR DECLARA .•.16 NEM MÁ UiNA: QUE ESTA'VAClNADO I D ,,? CONTRA_O. eOEIRA. , Rea lmen te) o senhor coordena O . dor está, se apresentando comõ S ESTUDANTES DECLARAM ~k.~O NAO TEM DINHEIRO? um forte concorrente ao tro- QUE PROCURAM VACINA TRANCA A MATRíCULA! féu de "'personalidade do anó CONTRA O. COORDENADOR. do Poeira: Começou 77 entre 06 3 mais. Antes dos envelopes de ma(E CÓN-riNUA PAGANDO .' r' Essa. aconteceu quando um a trlculas serem distribuídos , ,SEM ESTUDAR).' ,luno adoecido perdeu a matr~ alguns representantes estudan 1

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'cul.ade seu cur.so. Neste mes~ mo tempo, 'a Universidade aca .bou com uma po~ção de turmas do matutino, juntando com as do_~oturno para formar turmas '''ef?~nômicas''e grandes (leia materia sobre Cancelamento de turmas). Resultado: aluno que adoeceu~ perdeu a vaga, o que atrasara o seu curso em 1 semestre. O aluno argumen tou,argumentou. Era a turmã dele, a vaga dele, tinha sido aprovado, tinha pago a matrt cula, os 150 de multa... Nãõ -!o,',,",, vaga? O senhor Coordenador apenas lamentou mas achou tudo cer 'to. E como o al.uno tentasse -;: nutilmente convencê-lo de que era humano e de que estava su ,jeito a estes imprevistos cõ mo doença,o senhor coordenã dor virou para o rapaz, forne cendo, a partir deste momento; mais uma das péro las do pensa mento educacional da FUEL: "In felizmente, para nós vocêã têm que funcionar come máqui nas" . -

Umrestudante. nao tendo dipheiro para pagar a multa dos retardati~ios (aliis, um estu -~ante que ji era retardatiriõ porque não tinha dinheiro pra fazer a matricula no dia de seu curso). procurou o senhor coordenador de Assuntos Educa ci~nais pra ver se consegui;, ser dispensado do pagamento doloroso dos cr$150,OO a mai~ ,~flnsistiu, insistiu, falou .qu~ estava sem dinheiro e re-cebeu, "por fim. a .resposta, d i£ .riatdo nosso coordenador de Assuntos Educacionàis. objeti, vaje~ireta: "Não tem dinhei~ ro, tranca a matricula". Absurdos ã parte, que diga,-serde passagem já estão vi f.rando rotina, cabe lembrar -ao -senh~r coordenador apena~ um ~igeiro detalhe da ReSOlução 276/76 - art. 39, letra H:Tc n camento de matricula custa mais 150 c~uzeiros alim da própria matricula (no caso a cre cida da multa de mais l5Õ cruz iros) e do pagamento de tod9 o semestre trancado.

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tis se dir~giram à CAE pra cõ l_ocardentro deles o recadõ das caz:teirinhas, mas foram impedidos pelo coordenador da CAE, Nelson Sperandio. ' t que o coordenador discordou de uma, frase do mosquitinho do DCE, onde qualificávamos as taxas da FUEL de absur das e exploratórias. Não teve jeito: embora os estu~antes pr?curassem ~rgum~ntar, aprofUrt6ara questão, o coordenador se negou a discutir. DepOis de muita insistência por parte dos estudantes, ele se irritou e bradou em alto e bom tom para que todo o cam pus fosse testemunha:" Não vou disc~tir. ~ isso e pron~o E se voces quiserem publicar no Poeira, publiquem. Publi quem onde quiserem. Eu estou esterilizado contra vocês, jã ~~tou imuniz~do contra voces. Sem maiores comentãi:-i'õs; -'0 Poeira manda um recado urqente para o H.U.: Pra nós,podem reservar uma boa dose anti-rã bica. Vai que pega;.~ -

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,QUANDO A FUEL PRECiSA' DE AJÜOA ELA .CHAMA SUAT!

Com cace tete e tudo, a FUEL conseguiu seu grande sonho:já tem sua tropa de choque. O "Esquadrão da Morte", ou mais popularmente conhecido por "SUA'fIIdo senhor reitor", tem treinado intensamente lá pelas bandas do setor desportivo sob o olhar incrédulo da queles que não acreditavam nõ que as bocas diziam. A' todos parecia muito estra nho as tropas de choque mar chando em pleno "Templo da Ciência'; que deveria ser a universidade. Alguns menos avi sados chegam a achar ainda hõ je que não 'há motivos pari preocupações. Agora, uma dúvi da atroz todos têm: se a rei~ toria diz que aquilo lá é pra evitar roubo de gravador, pra gu~~acetete (e daquele tamanho:) e treinamento de repres são a manifestações massi~as~ Nisto tudo, sobra outra dúvida: com o dinheiro de quem é paga a SUAT? ContençãQ de gastos, aÍ,'a FUEL não quer né? Iluminar o Campus não pode. Cacete te pode ... Deus, ó Deus, Universidade ê isto, ou onde ela está que não nos responde?

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É QUE LAMENTAMOS, SENHOR MINisTRO ...

Sob o tTtulo "Ministro la menta decadência e exige reação", o ministro da Educação e Cultura, general Ney Braga, se manifestou ao Jornal O Estado de S.Paulo de 25 de feve reiro. A reportagem começavaassim: "Lamentável, lamentá v,el, lamentável ••. "

Mas não se preocupem, colegas, não era da educ~ção que o ministro falava. Nao era d~ la e nem por ela que ele la mentava a decadência, ameaçava tomar providências caso não houvesse reação e dizia ser necessário uma série de medidas moral izadoras. O que preocupava o ministro JUSTiÇA ao ponto dele afirmar que "as sim como está é que não pode~ SEJA F_EITA rã ficar" era a Seleção Bras.!. lelra de Futebol e,como ele Segundo a revista Veja, nQ mesmo disse: "O meio de campo 4~O, esperava-se uma reunião especialmente, onde estavam 4 movimentada e que resultasse jogadores". em sugestões úteis. Afinal, ~ Isso tudo o senhor ministro ram 62 reitores reunidos em lamentou porque a Seleção emFlorianópolis, de 27 a 29 de patou no jogo contra a Colômjaneiro, com a finalidade de bia. Agora Imagine, senhor ml fazer um exame crftico da renistro, o quanto nós lamenta~ forma universitária. Entre es mos (e gostarramos que o se ses reitores, Oscar Alves. nhor também lamentasse) oBra Ao final de três dias em sil estar perdendo pro Haiti; que foram consumidas dezese se posicionando como lanter seis horas em reuniões plenáninha,no campeo~ato latino a~ rias e outras quinze em receE mericano de distribuição de ções e banquetes~ os Ea:ticiverbas para a educação ••. pantes chegaram a laconlca

conclusão de que "a doutrina, e as diretrizes gerais da reforma universitária merecem ser reconhecidas como de boa insEiração e não exigem aite,raçoes". " Mas, se a conclusão foi essa, baseada em uma boa dose de apologia da reforma univer sitária, o encontro não paroü

aí.

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EDF EM MiL E UMA MODALiDADES:' CÂNHAMO, VAGONiTE. -E OUTRAS ... ,

-

No semestre passado, a FUEL deu mais uma de suas magnificas demonstrações do que ê ca paz de fazer por um crédito prático. cujo significado pra ela é bem claro: cr$2S1,OO. Impossibilitada de pratisar EDF, por um problema de saud~ uma de nossas colegas teve que "optar" obrigatoriamente por outra modalidade:bordado. Pra isso ela teve que levar pra FUEL seu farto material esportivo, composto de pano, agulhas, tesoura e dedal. Nem um pouco disposta a con correr ao troféu "Agulhas de Ouro", a estudante tentou inu tilmente se transferir para xadrez (outra boa fonte de ga nhar dinheiro da FUEL, em úl~ timo caso). Não aceitaram. A alegação: xadrez é modalidade do sexo masculino. Por dinheiro, ao que te obrigas heim FUEL ...

Nos cinco animados banque tes dos reitores, entre varia das iguarias como camarões,fI lés, frangos grelhados ã Mary land e peru assado ã Hollywood, foram consumidos 110 mil cruzeiros. O primeiro ban quete, por exemplo, foi regado por SO litros de vinho que provocaram belas enxaquecas e muito sono na reunião inicial Se o reitor Oscar Alves trouxe do encontro propostas de melhorias para a FUEL, 'temos cá nossas dúvidas. Agora, sobre a sua participação pode mos fazer algumas constatações. Dividindo os 110 mil pe los 62 reitores, concluiremos que, nos S banquetes, coube a nosso magnÍf' .0 reitor consumir cr$ 1.774,00. Isso equiva le a 8 meses de refeição (al~ moço e jant~ com exceção dos domingos) de um universitário no R.U. e dando ainda 14 contos de lambuja pro reitor. Portanto, prosseguindo nos cálculos, em cada "pequena re feição' no encontro, o nossorei tor consumiu cerca 'de 3S4 cruzeiros, o que equivale qu~ se que a um~ ~ensalidade dos cursos parcIaIS. E depois disso tudo, o nosso ~agnÍfico~ainda diz gue o ,.enSIno pago e uma questao de justiça social ••• Justiça seja feita .•. ao es tômago de aIguns :..'.

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Desde a implantação da Edu cação Flsica obrigatória na FUEL, em 1974, a grande maio ria dos estudantes atingidos pela medida vem. lutando pela sua revogação, principalmente' os do CeA, do CCS e do CCB , que enfrentam sérios proble mas de horário. Ainda em 1974, o "Poeira" constatou, através de ,pesqui sa, que grande número de est~ dantes estavam matriculados e pagavam a EDF, mas não podiam frequentá-la, reprovando por faltas. Houve man~fe5tações'l mas a FUEL respondeu: "A EDF obrigatória é lei federal e não pode ser alterada". Em 1975, o Diretório do Cen tro de Comunicáção e Artes ~ltouia _d~monstrar, ~r~vªs de amp a pesquisa, que a EDFera um dos principais proble, mas do Centro (apesar de estu darem pela manhã, os estuda~ tes daquele Centro, em sua grande maioria,trabalham mais' de 6 horas por dia). Questio nada, a FUEL insistiu:"t: im :: posslvel mudar", No ano passado, os estudan tes voltaram à carga: uma Co ,missão de estudantes do CCS e CCB procurou a CAE, cobrando os estudos necessários para a, redução da EDF. Meses depois, 700 estudantes do Centro de Ciências da Saúde encaminharam um abaixo-assinado ao Con selho de Ensino,Pesquisa e ~x tensão, pedindo a revogãçãõ da obrigatoriedade. A FUEL, que não concordava, teve que ceder: a partir de agora, a E ducação Flsica só é obrigato ria para a metade de cada cur so. Ou seja: a FUEL mudou ã lei apesar dela ser "imutá vel", após muita luta dos es tudantes. Apesar disto,depois da redução da EDF, o ex-coordenador Nelson Sperandio ain da afirmava:"Vê se vocês nãõ vão sair por aI, dizendo que foi uma conquista do Poeira". t: interessante ressaltar , que os estudantes e sua repre sentação nunca se manifesta-ram contra a prática da Educa ção Flsica, mas contra o seu caráter obrigatório, conside rando que não são todos que ,podem arcar com mais esta des pesa e não são todos que tem tempo disponlvel.

A"LUTA NÃO TERMINOU

Agora, os estudantes_p~~guptam: 'se a lei era imutavel, porque atendia disposição fe .deral, como ela mudou agora sem que nada tenha mudado na esfera federal? . -----._--- .

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A _LUTA CONTINUA! Tudo leva a crer que a obri diz o ditado popular: a FUEL gatoriedade da prática de EDF tem o olho maior do que a bar é mantida apenas por ser uma (a:-iga. Assim, apesar dos estudan boa fonte de renda para a tes terem obtido mais uma con FUEL. um claro exemplo disso quis ta, a luta não terminou.Õ é que as pessoas impossibili que, por exemplo, acontecerá tadas "de praticar esportes~ com aqueles que não cumprirem são obrigadas a pagar crédito prático, para "praticar" xa todos os créditos práticos e xigidos em EDF? Terão que fI drez ou bordado. car mais tempo na FUEL só prã Ao mesmo tempo que obriga ticando esportes? os estudantes, a FUEL piora as co~dições. £ o'caso do ca~ .. Até agora, nem a FUEL sabe o que vai acontecer nestes ca ~o de futebol: a Universidade sos. t:preciso considerar aift abriu matrIculas para a práti problemã ca de futebol de campo e em da que permanece o seguida transformou o campo dos que estudam durante o dia e trabalham à tarde e à noi dos estudantes num estaciona te, como no Centro de Comuni= mento de carros. cação e Artes; permanece o Além da permanente mobiliza podem ção dos estudantes, uma das problema dos que não coisas que contribuiu para praticar esportes mas são o que a Universidade reduzisse brigados a pagar por el~s; e o perlodo:de prática de EDF outros. foi a falta de instalações pa Enfim, unidos, conseguimos ra abrigar todos os estudan dar mais um passo. Mas faltam tes de uma só yez. O~, CoIDÕ.

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p.1644


l' l'I)III~I~NSli()I)(), POEIRA

ge Soriano:"Capitão,nós No dia 27 de janeiro, temos que recolher o durante matrícula dos resto dos jornais. Eles calouros, ocorreu a continuam distribuindo apreensão do Boletim Es lá fora". O capi tão aupecial 'Levanta, Sacode torizou a apreensão. Os a Poeira e Dá a Volta por Cima' do DCE e do' estudantes tentaram sajornal 'Capoeira, Uma ir da sala mas foram barrados pelo oficial , Rasteira no Tudo Bem' , do DASCCB. que queria continuar discutindo. Os estudanComo fazemos há quase tes reagiram:"Assim não 3 anos instalávamos nos sãs mesas de trabalho ã há condições de discu saída do setor esportitiro Porque contra a OlllG.Ao vo, fazendo as carteiri --_ ... força do arbítrio não nhas estudantís, reco = há razão que chegue:".E SER UNlVERSIT.()uo ••• lhendo os formulários sairam, no'momento em do passe e distribuindo que os agentes, assisti os boletins, quando tudos por grande -numerd do começou. Fomos avisa de calouros, consumavam dos de que o então Coor ~ ~egunda a~reensão. denador de Assuntos Edu cacionais, Nelson Spe = • randio, dirigia-se aos calouros em altos bra REAFIRMAMOS' , dos, tentando rebater l, NOSSO PROPÓSITO nossos argumentos de gue o crédito educativo DE ~ÃÓ ABDICAR e mais uma tentativa na DOS NOSSOS escalada para a consoli 00 CAlOlJlO.pg Z dação do ensino pago. DiREITOS, voc6 estAI dllntro. Ao mesmo tempo apare",. • brtge nIo ecebou. PG 11 MESMO AMEACADOS ciam dois dos diversos lEVANTA. SACOOE A .PELA. FORÇA agentes de ~egurança da 'poeIrW' E Dj( \O.TA POR CItlAI • pg 7 Reitoria, intimando:"Vo cês estão proibidos de distribuir esses jor Ãs 12 horas do mesmo nais e se não obedece zão que justificasse a . dia, o Conselho Deliberem vamos recolher to - medida, que desobedecia cretlno não dá valor ao rativo do DCE, reuniu dos eles". todos os precei tos. le- crégi to educativo. se e elaborou uma nota Os estudantes contes- gal's. Ao mesm o tempo ,co Voces- com esta. nota que ." C d" - oficial, publicada por taram. o~ que. lrel~o eçavam a chegar ao 10= rem: confundlr o calou toda a imprensa nacio pr:te~d~m?lmpe~lr a d~~ cal outros membros do ro! Jog~ndo-o contra. a nal, protestando veemen trlbulçao. Quals sao Conselho Deliberativo UnlverSldade. E po: lS- temente contra esta me= os argumentos?" Sem do DCE J'unto com 'orna- to que estamos aqul! p~ dida de força. Entre o~ obter respo~tas.o~ arg~ listas. J ra ~or ordem nas COlsa~ tras coisas, a nota a mentos que Justlflcas - Procurando camufiar o.E flquem calmos~ara fa firmava que o Conselho sem a a~eaç~, c;:óntin':lato de força, o capitão lar comigo~'" _ - Deliberati'vo, apesar de ram a dlstrlbulr os Jor izia: " Eu não estou Os estudantes lembra- ter sido impedido' de nais. - roibindo a distribui - vam: "Isto ê mais um a - chegar aos calouros du ão, eu só quero que tentado ã liberdade de rante as matrículas,nãõ istribuam lá dentro do expressão. E impgssível capitularia. 'Q CAPITÃO: seu diretório". esconder de alguem que Por volta das lS ho-, ((EU NÃO ESTOU "Mas e claro que es- isto se~a_uma proibiçãO' ras, antes mesmo de ser tão proibindo" - argu O caplta? exaltou-se, publicada a nota ofi PROIBINDO entavam os estudantes mesmodepols de ter pe- cial,.a Reitoria devolA DISTRIBUICÃO. afirmando que "a atua : dido ca!ma: "Você é bU,r-veu os boletins apreenção dos Diretórios ê ao ro? Esta estudando para didos ao DCE, junto com SÓ QUERO à.UE lado dos estudantes e que? Nem parece estudan um ofício, onde se_aleDISTRIBUAM não entre quatro pare - te:" - dirigindo-se ã' gava que a apreensao se des como o senhor quer" um dos que ~ebat~a~ com dera porque a distribui LÁ DENTRO DO Seguiram-se ml'lÍs_ 40 e~e. A"rea~a~ f01 lme - ção estava atrapalhando SEU DIRETÓRIO'.' minutos de discussao , dlata: Capltao,o senhor a matrícula . ••••••..•••.••••••••••••••• tempo em que outros co-onos pede calma e depois Esse argumento não Eram cerca de 9 horas legas continuaram a di~ se exalta •..quem perde corresponde ã verdade suando! !ob ~ c~mando ~ribuir uma outra_~arte a calma, perde a_razão:: pois a distribuição'es~ o .capl ta~ Aparecldo R~ dos jornais que nao haComo a discussao esta tava sendo fei'tana saí drlgues, lntegrante da viam sido apreendidos. va sendo observada pela da, depois que os calo~ PM do Estado,membro da Mais estudantes chega - janela, por calouros, o ros tinham feitd a ma A~SI(Assessoria Espe - ram, exigindo explic~ - capitão levou nossos re trícula. Slal d~ Seguranç~ e In- ções sobre a apreensao.'presentantes para -umã Iniciado o período .le rormaçao) e tambem proO capitao continuava outra sala. Nem bem fe- tivo deste semestre, no fessor de EPB, os agen- afirmando: "Isto não chou a porta e ela foi último dia 24, todas as t~s consumaram a ~pree~ foi proibição. Sõ um aberta pelo agente Jor- turmas de calouros fo sao de parte dos Jor todos nais. ~----~-- l'ramvisitadas receberam os eboletins Inconformados e sem OS, ESTUDANTES. : "IC'T:. É MAIS UM apreendidos. Com isto se intimidar, os estu ~I reafirmamos os nosso~ dantes foram a trás dos ÃTENTADO '~fLlBERDADE- DE EXPRESSÃO. propósitos de não abdiagentes, tentando resga É IMPOssíVEL'ESGONDER A PROIBICÃ6." car dos nossos direi tar os exemplares apre:: '/ ' Itos, mesmo ameaçados pe endidos. Não havia ra la força. . ",,'

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A INVASÃO DO DCE EM RECIFE No dia 16 do mês passado,di rigentes do DCE da Universidã. de Federal de Pernambuco, noRecife, foram arbritariamente expulsos de sua própria sede, pela Reitoria e Policia Federa I. Em sinal de protesto, eles e demais estudantes permanece ram em assembléia em frente ao DCE durante toda a noite, acompanhados pelo deputado e~ tadual Roberto Freire. Através de um manifesto, 6 diretórios do Recife denuncia ram ~ inv~são e expulsão comõ sendo "uma tentativa de cer cear as atividades reivindica tórias dos estudantes". Denun claram também que "a reitoriã usou como pretexto supostas irregularidades denunciadas pelo Serviço de Identificação dos Estudantes Universitários de Pernambuco (S IEU/PE) e pe'!' 10 Departamento de Autenticação de Fiscalização das Car teiras de Estudantes (DACIFE) Estes ó~gãos 'querem acabar com a autonomia dos estudan tes, conquistada através de luta, para confeccionar; cont~ trolar e distribuir suas próprias carteirinhas". O Manifesto afirma ainda que "a agressão ao DC'E-UFPE ê uma extensão da violência que vem atingindo a todos os est~ dantes de Pernambuco e do PaTs". (O Estado de S.Paolo e Folha de Londrina - 17 e 26/2/77)

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No dia 16 de fevereiro,a re pressão atingiu também cole= gas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. onde fo ram sequestrados enquanto dis tribuiam uma convocação par~ uma reunião do MDB Jovem de Porto Alegre. Nesta reunino seria discutida a situaç- ~~ cional e as cassações do_ Mar vereadores Glênio Peres por cos Klassmann. eleito cerca de 25.000 pes.oas. o Em consequência d' -to, principal assunto discutido pelas 300 pessoas que onpare ceram ã reunião, foi o ques tro. que por não'se tratar de um fato isólado da onda de re pressão que vem ocorrendo,prõ vocou a criação de uma comis~ BOICOTE são de núcleo permanente, "~n' carregada de mobilizar ent Já AO"PALÁCIO des como a Ordem dos Advoga ~ A FOME" dos do Brasil. CNBB, A~ ociaDia 24 de janeiro deste ano ções de Classe e Sindicatos , "38 colegas da UNB'foram pre~ e pressionar os próprios ôr sos nas imediações da escola, 'gãos do sistema. cont avio .numa atitude d,espótica da Polação dos Direitos HI~ ;.licia de Segurança do DistriDevido a rapida mobilização to Federal que chegou de came tomada de posição contra os burões e armada de metralhado sequestros, os estudantes foras engatilhadas. ram soltos no dia seguinte. 4 A Reitoria da UNB descartou deles pela manhã e o outro a -se da responsabilidade deste tarde. fato ocorrido às portas da UO dirigente José Carlos de niversidade. Olive!ra esclareceu que não As prisões aconceceram quan havera nota oficial do MDB J do os estudantes real izavamvem, porque as radios e tele~ um pedágio nas imediações do visões que seriam capazes de Campus para manter o "Bandeji leva-las ao povo, estão censu nha"{restaurante improvisadoradas. no Diretório Universitárlo).A (O Estado de S.Paulo e Folha ~ação do "Bandejinha" nas de Londrina - 17 e 18/2/77)

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férias com o apoio da popula~ ção. foi uma das formas de' boicotar o "Bandejão"{restaurante oficial da universidade), também conhecido como "Palácio' da Fome", que aumentou os preços das refeições de 5,00 para 8,00. . Este movimento de resistência dos estudantes continuará mesmo com o Inicio das aulas, quando o boicote será promovi do uma vez por semana." (da Nota Oficial do Diretório Univer~itárlo da UNB divulgada amplamente a toda popula ção)

S ESTUDANTE CONTRA A

EXPLORACÃO A discussão entre os estudantes e a Reitoria da Pontificia Universidade Católica de são Paulo (PUC) durou quase um mês e, no final os cole gas conseguiram reduzir o au~ mento das anuidades de 45% pa ra 35%. Durante a luta os es~ tudantes realizaram uma assem bléla onde foi aprovado o boI cote ao pagamento da taxa de matrIculas, até que a Reitori a cedesse à pressão que fizer ramo Desta reunião tiraram um documento ressaltando: "devemos, colegas, colocar um ponto . final a esta exploração~ que torna-se cada vez mais clara, e que o lucrismo e o empresarialismo não conseguem mais esconder". E os estudantes, firmes em suas posições, mostraram a Reitoria que so mente com as subvenções do Mi nistério da Educação e Cultu~ ra seria possivel solucionar os problemas financeiros que a Universidade enfrenta. Os dirigentes da escola prometeram diminuir também os créditos excedentes, pagos separadamente das anuidades, além de adiar o prazo da matrIcula .até encontrar solução para o caso. E num comunicado ~os es tudantes a PUC reconheceu que "se preocupa com as perspecti vas de urnauniversidade cató~ lica acessIvel apenas às clas ses de poder aquisitivo maiselevado". No final fixou, o aumento d~s anuidades em 35%, conforme reivindicavam os estudan teso (Jornal Movimento - 7/2/77)


CANCELAMENTO DE TURMAS~ MAIS UMA

DAFUEL$.A

Neste semestre, ao retirar o envelope de matricula, muitos estudantes chegaram mesmo a duvidar da eficácia do serviço de impressão da FUEL,pen sando: " I::squeceramde impri=mir o horário de nossa turma" ...Mas, qual o que, antes todo o mal do mundo fosse este. Na verdade, as turmas que não. constavam no horário simplesmente foram extintas pela Uni versidade. Os estudantes, do 79 per iodo Matutino de Letras Anglo e o 89 período Vesperti no assim que compreenderam p,ravidade do fato, passaram a tomar providências, entre~ando, ao coordenador de assun tos estudantis, um oficio solicitando reunião urgente para resolver o problema. De nãda adiantaram as justi ficativas, as razões dos estu dantes: a Universidade não Essas medidas adotadas pela respeitou seUs direitos man Universidade são consequencia tendo sua decisão. de resoluções que vem sendo Sequer uma explicação foi sancionadas pelo reitor desde dada pela FUEL aos estudantes 1975. A primeira foi a de n9 'ue tomavam conhecimento da 293/75 que estipulava um teto medida quando deparavam com u minimo de 20 inscrições nos ma relação_afixada nas pare= vestibulares, por curso, para des. Ela so quis "conter desque este se efetivasse. No fi pesas". O resto, é resto ... nal do ano passado, este teto E essa cassação de turmas mini~o foi ampliado para 30 não parou ai. No inicio das inscrições. Depois disto, foi aulas, mesmo aqueles que fize rápida a aprovação no CEPE de ram matriculas normalmente,tI um projeto de resolução que, veram a grata surpresa de en= desobriga a universidade de o contrar a sala vazia, sem neferecer disciplinas quando o nhum professor e sem saber co número de matriculas for infe mo e porque. Ao tentar saber rior a 20 alunos e a mesma es o que se passava, eram infor~ tiver sendo oferecida em ou = mados pelas secretarias de tro curso ou turno. centros: "Essa iurma não e~is E foi com base nesta resolu !e mais. Você deve dirip,ir-se a CAE para ver se se encaixa ção - que teve o voto contrá= em outro horário essa sua dis rio apenas do representante ciplina, ou então você substI estudantil - que a FUEL ca~ce tui ela por outra ..." Nada i;;;-lou 61 turmas, juntou 12 e re portava! nem o direito de es= manejou 13 periodos para ou = tudar, nem o fato da matéria tros turnos, aproximadamente. ser pré-requisito. Nada. O clima que se criou na uni ~ nessa confusão toda,tinha versidage com estas medidas : ate professor dando aula, sem todos nos pudemos sentir: uma saber que a turma deixou de e total apreensão entre os estu xistir. Coisas da FUEL... dantes que vêem cada vez mais No dia 3 o coordenador inte seus direitos fugir de suas rino da CAE distribuiu um ofI mãos. Ninguém tem ~egurança cio(datado do dia 19), dandode que no próximo per iodo poso um prazo final e fatal pra se sa cursar a disciplina que ne mudar de turma. Em resumo: ecessita. ra marcado um prazo pro estuEsta inseguranca, por outro d~nte matar o serviço e ir alado, atinp,etambém os profes te a CAE pra consertar os ersores que vêem de uma hora pa ros da FUEL. Um belo detalhe: ra outra a sua carp,ahoráriao prazo marcado foi dia 5, ou reduzida, ocorrendo até mesmo seja, o estudante teve só um dispensa de alp,unse sobrecar dia pra ver o oficio, que em ga de outros, que acabam fi = alguns centros só foi afixado cando com várias ementas. Enn!s secretarias. OU,seja:quem quanto ~ as turmas aumennao passou na frente da secre tam, reduzindo o renrlimento

a

.taria,

adeus...

~

,1prendizado. I:ssa sitUdr;clO influirá diretamente na quali dade do nivel de ensino. 11CJ

AONDE VAMO,,~ PARAR?! Isso ocorre porque, distar.= ciada dos estudantes, distorcendo o seu verdadeiro papel, a FUEL vem se preocupando exclusivamente com as questões econômicas e administrativas, em detrimento das reais neces sidades de nosso ensino, dã nossa realidade. Muito menos ainda, preocupa à FUEL, as di ficuldades que os estudantesenfrentam tendo que estudar e trabalhar e não podendo ficar ao sabor de mudanças e cancelamentos de turmas. Porém,é importante que sempre que os nosso direitos sejam feridos, nos preocupemos .em defendê-los. Já enfrentamos problemas maiores e a união sempre provou ser a nossa melhor e maior arma. Acomodar e ver as coisas co mo naturais é o mesmo que per mitir que novas medidas absur das como estas continuem sen= do impostas aos estudantes.

MATERIAL

LIVRARIA AV.

ESCOLAR?

E

PARANÁ 41 LONDRINA

PAPELARIA FONE 22-1180 PARANÁ

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PASSE: FIM DO IM A partir des~a s~m2. carteirinhas custarão na, o passe unlverslta 15 cruzeiros, com vali rio ja podera ser com dade anu&l. Esta red~ prado. A VUL assumiu o ção de 25 cruzeiros, a compromisso de iniciar lêm de representar u~ a entrega das cartei S~us bem menor para rinhas, a 15 cruzeiro~ nos, tem um si~nificado na medida em que ficas mais importante: consem prontas. - quistamos o direito de As carteirinhas deve participar diretamente rão ser entregues pelo da fixação dos preços DCE e, para que todos das carteirinhas, nor tomem conhecimento, se malmente impostos. se~ ra divulgada amplamen= p~ te a data em gue cada maiores discussões curso recebera seu co la VUL. O preço das carteiri cumento. não Essa foi a solu~=~ a nhas, no entanto. foi o ~nico problema que se chego L. • .;>ô.. o prolongado "impasse uo enfrentado até que os passe", motivado pelo formulários do passe na preço que a empresa fossem entregues VUL, dia 14 de marco. queria cobrar pcias Os problemas com~çacarteirinhas: 20 cru zeiros por semestre(4TI ram no momento em que a Comissão responsável por ano:) Não concordando com pelo passe,formada por qualquer tipo de co um representante da em brança ue taxas, por presa, um ua prefeitu= que elas vêm influir ra, um do DCE e o pro diretamente em nossa fessor Nilton,dã Asses conquista dos 50\ de soria de Assuntos Estu discutiu que~ desconto, o DCR não a dantis, responsabilizaria ceitou a exigência da se pela impressão dos for empresa, reivindicando a interferência da pre mulários do passe. a pe feitura municipal nes serem preenchidos ta decisão, ja que o los estudantes. Todos: a FUEL, regulamento do passe é principalmente omisso quanto à cobran tiraram o corpo fora . A Universidade, inclu ça de taxas'. Ap&s -varias discus sive, negou-se a repar tir as despesas com o sões. chegou-se a um a DCE, que no fim teve ~ordo provis5rio: as que assumir a impre~

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SSE •

são, já que legalmente njnguem tinha esta obrigação. Depois disto, a FUEL não quis fornecer a re lação dos alunos matrI culados e nem os ende= reços dos estudantes , para que os trabalhos da Comissão se agilizassem e o passe ficasse pronto com maior rapidez. A FUEL.na pes soa do seu representan te, que é o presidente da Comissão,ainda "con tribuiu" muito paro o andamento do trabalho. com sua excessiva moro sidade na convocaçãoda comissão com a pre feitura, por exemplo, que acabou sendo canse guida pelo DCE. Nas, enquanto o DCE procurava agilizar os trabalhos, enfrentando duas recusas da VUL em receber os 'formularias o que fazia o presiden te da comissão, profes sor Nilton, represen= tante da FUEL para assuntos do passe? Ele e o reitor Oscar Alves passavam nas salas de aula, culpando o DCE, que não concordou em pagar os 40 cruzeiros anuais exigidos pela VUL, pelo atraso no re cebimento das carteirI nhas, com o claro obje tivo de dividir e en= fraquecer os estudan-

tes, desacreuitando sUa r.epresentação.

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E mais:propunham que os estudantes interessados em adquirir o passe,que concordassem em pagar o preço da VUL, procurassem diretamente a reitoria,que providenciaria as carteiras em pouco tempo. Eis um exemplo grosseiro - e fracassadode como a administração da.FUEL anda preocupada em nos dividir. mesmo que para isso te nha que recorrer a mé= todos nada recomendáveis, como jogar infor mações enganosas e il~ sórias para os calou= ros. que entraram agora e não sentiram todos os problemas. Agora nós estamos bem cientes de quem é que esta com a razão.e ainda mais convencidos de como a união e o companheirismo são fun damentais nas lutas pe los nossos direitos. Fara o professor Nil ton e outros que com-partilhem de suas opiniões, vai aqui um recado: os estudantes não estão dispostos a vender seus .diréitos por 25 mop.das.

Jornal Poeira (18ª Edição - Março/77)  
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