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TRANSPORTE: A LUTA E ~UAS

PREFEITO SE

COMf?ROMETE COM

LIÇÕES:

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"COMO PODE UM POVO LIVRE YIVER

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SEM DEMOCRACIA.

NOSSAS REIVINDICACOES

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ALVALESÓSCAR. FEITOR E A FEITO~JA

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DOS PERNILONGOS UBERDA~E

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DE IMPRENSA,

4 PÁGINAS DE INFORMACÃO. SERViÇO E OPINIÃO '

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EDITORIAL

A NTA A MIOR!DA,CI,DADE ..

Este é o Podra 22: um retrato do nosso tempo. J á dizia Millor Fernandes, que os tempos de maior opressão são também os tempos de maior ironia. E justifica: "um tirano pode evitar uma fotografia mas não pode evitar uma caricatura. A mordaça aumenta a mordacidade".

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Este Poeira uma prova di~so. Podemos ter certeza de que esse período pC!<)I'i:JaJ <'stamos ;Jassando, com (\ arliamclltJ de nossas c)eiçõe's,'as dilkuldadcs impostas aos concorrentes a essas eleições, retenção de nossas verbas, folUdallçasno Regimento do DCE. de

Estatutos da FUEL, extinção de DAS após a fusão dos Centros e tantas outras coisas, vem se co;;stituindo num dos tempos mais negros em perseguição ao Poeira na FUEL. Uma perseguição por baixo de pano, dirigida,

tentando dizimar a nüSs.a.atuação por todos os lados. Podemos afirmar sem dúvida que o "arrocho" que se desencadeia na FUEI. neste último semestre, procurou não deixar pedra sobre pedra, em se tratando do Poeira. Onde a Reitoria pôde fazer a "barra pesar", não tenham dúvida: ela fez. Isso tudo enquánto o Reitor propalava o diálogo por todos os lados. Tudo isso aconteceu porque eles não suportavam mais o Poeira. Afinal, ele é uma das poucas coisas dignas e firmes que se manteve, apesar de todas as dificuldades, empanando o brilho daqueles que. não suportavam ter que aceitar outra vontade que não a sua, Esse Poeira, então, é uma àemonstração do anverso da moeda: Ele mostr:. que continuamos firmes, apesar dos pesares. A gente consegue mais uma \'ez dar a volta por cima porque nestes três anos de trabalho, o Poeira conseguiu contar com ;Jessoas dispostas, dedicadas ao trabalho, que se colocam ao lado da maioria e que sobretudo, não aceitam o peso da opressão sem se revoltar. Se este Poeira 22 . chega à escola, se você o está lendo, é porque acreditamos firmemente que a justiça é como a água represada por um dique frágil que uma hora arrebenta, Por tudo isso, ao nosso tempo de opressãç>nós respondemos com esse jornal. A arbitrariedade respondemos com 7 miljomais. À mediocridade respondemos com humor crítico e ironia. A tentativa de dizimaçãq do Poeira, respondemos com esse Poeira 22. Um Poeira vivo, alegre, irônico, cheio de idéias e muito sério, na base da música popular "o que dá pra rir dá pra chorar, '1uestão só de peso e medida", Não adianta: "A mordaça aumenta a mordacidade",

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SÃo JOSÉ LTOA.

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MEDICAMENTOS E PERFUMARIA

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Rar do Suzuki Av.Parc..:ná"

4.2:

CID, 461

FONE 22-3884 LONDRINA-PR.

o jornal "Levanta, Sacode a POEIRA e Dá Volta por Cima", órgão oficial do Diretório Central dos Estudantes (gestão Poeira), é produzido, composto e diagramado pelo Grupo de Estudos de Imprensa Estudantil (GElE), que se reúne todos os sábados, às 16 horas, na sede do DCE, à avoJuscelino Kubitschek 2006 (ex-Rua Antonina 1777), fone 224709. Sua impressão é feita na máquina "Multilith-18S0), duplo ofício, nas oficinas do DCE.


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REVI VENDO A ESCRA vmÃó; Dom Agostinho Sartori, bispo de Palmas-Pr, em visita a uma fazenda da Copersucar no Município de Porecatu, constatou que a maioria dos trabalhadores daquela usina de açúcar não é registrada; que saem de casa às 5 da manhã e só voltam às 22 horas; que são obrigados a comprar alimentos na Cooperativa da usina a preços mais altos que no comércio da cidade, além de sofrerem um desconto de 5 cruzeiros como 'taxa de recreação'. Ele a~rescentou que crianças 11e 7 a 15 anos trabalham no corte de cana recebendo como pagamento uma ou duas latinhas de leite em pó, 1 quilo de charque e outros alimentos, de pouco valor nutritivo. Gornal Movimento).

UMA MANEIRA DEMOCRÁTICA DE REFORMULAR CURRfCUWS

A regulamentação da profissão de bacharel em Ciências BiológicasModalidade Médica, através do projeto-lei 1.660/75, tem provocado manifestações de estudantes e profissionais em todo o país. De um lado, os farmacêuticosI>ioquímicos protestam, aleglUldo principalmente que a regulamentação invade atividades exclusivas de sua profISSão. De outro, os biomédicos, cujo curso existe desde 1969, aspiram ver sua profissão regulamentada. Há. divergências entre estes últimos sobre omodo como isto deve acontei:er:alguns coftcordam com o atual projeto que pennite ao biomédico a prática laboratorial, outros acham que o biomédico deve se dedicar apenas à docência e à pesquisa. Acrescente~ a isso as escolas particulares que defendem a aprovação do projeto pelo fato dos cursos de Biomédica serem altamente rentáveis. No final,'o que preocupa é o fato do governo federal ter criado dois cursos de fonnação paralela e agora pretender resolver o impasse de fonna-eonflitante. Isto nos dá um excelente motivo para uma reflexão mais profun<la sobre todo o nosso sistema de ensino. Afmal, o caso Bioquímica-Biomédicas não foi criado pelos estudantes e nem pelos professores.

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À diretriz de reestruturação de currículos proposta pela reitoria da Fuel, o Colegiado do Centro de Ciências da Saúde respondeu com o 1.0 Forum de Debates para a refonnulação do currículo de Medicina. Este forum significou a realização de amplos debates entre estudantes e professores. O Diretório Acadêmico do CCS discutiu com quase todas as tunnas do curso, encaminhando as propostas collúdas nas reuniões do Forum. O resultado foi um currículo melhorado, ao contrário do que pretendia a direção da Fuel, que era não ultrapassar 10% do limite de carga horária detenninado pelo MEC, além de enfiar no curso matérias como Português, Método de Estudo, mais EPB, mais Educação Física, etc. Esse currículo será submetido à aprovação da Universidade que se não aceitá-lo estará contrariando uma decisão realmente democrática e coletiva . Para finalizar, há as notícias de que os cursos de Enfennagem e FannáciaBioquímica estão se preparando para realizar seus fomns.

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SEMANA CANCELADA A 3.a Semana de Ciências Socia\li, que ia ser realizada de 12 a 15 de novembro, foi transferida para uma data a ser marCada. Segundo o Diretório Acadêmico Setorial do Centro de Letras e Ciências Humanas e o Departamento de Estudos Sociais e Filosofia isto aconteceu diante da repentina decisão de 3 dos" palestristas de não virem a Londrina. ANISTIA O professor Antonio Cândido, da USP, disse recentemen te que "a Universidade de São,Paulo s6 encontrará nonnalidade :lepois que trouxer de volta os professores cass"ados, apose!ltados e afastados em 1968, pois e.ssa l! uma cicatriz que nunca se fechou na Universidade". Ele se manifestou contra o ensino pago: "por princípio, o Estado deve prove-r a educação do POV(\" ENTIDADES LIVRES I Com eleições diretas realizada~ em toda a escola, terminou na segunda quinzena de outubro o processo de formação do Centro Acadêmico do Curso de Medicina da UFRJ. Organizado de fonna livre e independente pelo estudantes, é o quinto CA fonnado neste ano naquela Universidade. ENTIDADES LIVRES fi Mesmo cercado de perto por tropas da Polícia Militar e agentes à paisana, os estudantes da Universidade Nacional de Brast1ia têm realizado assembléias para encaminhar a formação de entidad!.:s livres como o DCE e Centros Acadêmicos. MERA COINCID~NCIA? Segundo um decreto-lei baixado pelo governo federal é proibido dar nomes de pessoas vivas a ruas, cidades, Vilas, etc; . Respeitando essa nonna, o Governo do Paraná criou, no município 'de Corbélia, o distrito de Braganei. Há muito tempo foi governador do Paraná um cidadão . chamado Nei Braga, hoje ministro dá Educação,

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5ERÁ QU£I: DO ERASMO Em recente declaração à revista 'Isto é', o secretário da$egurança Pública do Estado de São Paulo declarou que "a democracia é um objetivo a ser atingido numa perfeição quase total e pe:feita da sociedade, que só existe na utopia dos comwústas". LIBERDADE DE IMPREl SA I De junho de 75 a setembro de 77 a censura federal impediu a publicação no jornal Movimento de mais de 3 milhõcs de palavras. Isto equivale a mais de 2.500 artigos inteiramente vetados e 15 mil laudas de textos. Além disto, a censura cortou 2.700 ilustrações e vetou totalmente 3 edições. Esse material é suficiente para imprimir mais de 88 números do jornal, o correspondente a I ano e dez meses de trabalho, quase seu tempo de vida. LIBERDADE DE IMPRENSA 11 I O cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, I úria Metropoli ana de São Paulo, i petrou mandado de segurança contra o pres'dt'ote da República, general Ernesto Gei:;t.::l;o ministro da Justiça, Armando Falcão e o Departamento de Polícia Federal. O objetivo do mandado é obter a suspensão da censura prévia a que está submetido o jornal da Cúria, 'O São Paulu '.

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A _PlDEMIA DOS PERNILONGOS A cidade de Londrina está infestada : .' r:emilongos. Em todo lugar que se vá, I o ':-n"pus, em casa ou no trabalho, os pernilongos estão atacando. E tá na hora das autoridades sanitárias explicarem porque está acontecendo isto e tomarem alguma providênc_i_a. _

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Yx 1"--1,/ QUEM ARÇA COM A EDUCAÇÃO? A verba que será destinada à "Educação em 78 é a menor dos últimos anos: 4,17% do orçamento da União. Este ún-ico dado é suficiente para demonstrar a crescente diminuição de participação do Estado no Ensino Superior. Esta tendência tem refletido da seguinte forma: em 58, o ~stado era responsável por 59,1% do ensino superior no Brasil e a iniciativa privada ficava com 40,1%. Em 75, o quadro tinha se invertido: o Estado respondia por apenas 20% e a iniciativa privada por 80%. O catálo~j das Instituições de Ensino Superior do MEC confirma essa situação: das 885 escolas existentes no país, 48 são federais, 68 estaduais, 106 municipais e 663 particulares. Frise-se que escola pública. conforme classificação do MEC não significa escola gratuita. A maior parte das escolas estaduais ou municipais funcionam em regime de 'Fundação', como a Fuel, onde o aluno é obrigado a custear seus estudos.

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COMO SE JÁ NÃO BASTASSEM AS MEDIDAS CASEIRAS ... No relatório de matérias censuradas da edição 123 do jornal "Movimento" uma delas, particularmente, dizia respeito ao movimento estudantil de Londrina. Como sempre, não houve maiores explicações sobre a censura. No relatório de "Movimento", vem a seguinte síntese: "desde 1974 o gmpo "Levanta, Sacode a Poeira e Dá a Volta por Cima" vem sendo escolhido pelos estudantes para a direção e organização do OCE da Universidade Estadual de Londrina-PR. £ desde então, também, que a reitoria tenta barrá-lo. Nas últimas eleições chegou mesmo a apoiar outra chapa, sem resultados. Neste ano, adiou as eleições para novembro (época de provas); "aprimorou" seu regimento interno no que refere à representação e~tudantil, indo muito além do decreto considerados, por uma série de razões, inelegíveis, e o DCE passou a ter funções essencialmente assistenciais, etc.). Apesar disto, os estudantes encontram-se bastante mobilizados, dispostos a a vencer a "concorrência da reitoria., ganhando as eleições" .

- LQ()()QlnR. LONDRINA-PR.

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~111iJ._:>I"1IWl'--111t':IDI';.~Ql"~':I:iI'~ ~ MULTINAUONAL . Segundo o industrial carioca Kurt .Mirow, é de apenas 3% a presença do capital nacional no setor industrial de eletro-eletrônicos no Brasil. O resto (97%) já se encontra em mãos de multinacionais estrangeiras.

E tem mm: o discurso do representante . geral dos fonnandos deve ser encaminhado à reitoria trinta dias antes da fonnatura para "publicação"(? ) e, no dia, precisa ser lido sem por, nem tirar, uma vírgula sequer.

ATe NA FORMATURA, A MÃO DO REITOR .

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,9 \ Na reunião do dia lO deste mês, entre a comissão dos fonnandos,e a reitoria (representada pela sua Relações Públicas), esta última apresentou a seguinte posição: a data da fonnatura será no dia 28 de janeiro e não haverá paraninfo geral. Para justificar a sua posição, a reitoria alega que até o dia 28 de janeiro já poderá entregar os diplomas de todos os fonnandos. Mas a comissão dos fonnandos não aceitou esta data, considerando principalmente vários motivos. Primeiro: quem deve exercer maior influência na marcação da data da fonnatura são os fonnandos. Segundo: naquela data, grande número de fonnandos estarão prestando concursos para estudar e trabalhar. Terceiro: a alegação da reitoria em relação aos diplomas é contraditória, uma vez que, segundo outras infonnações da FUEL, este tipo de trabalho ficará pronto no máximo em maio. Diante disso, a comissão de fonnandos reivindicou a antecipação da fonnatura para no máximo dia 14 de janeiro. Quanto à cassação do paraninfo geral da fonnatura, é bem provável que ela tenha ocorrido para que a administração da reitoria não seja mais lembrada do mesmo modo que ~o ano passado, em dezembro de 76, quando foi paraninfo geral o ex-Reitor Ascêncio Garcia Lopes que denunciou em discurso os abusos da atual administração da reitoria, e apoiou a nossa luta pela criação da Universidade Federal do Norte do Paraná em regime de ensino gratuito.

O MONÓLOGO, Durante a reúnião do Conselho jUniveÍ'sitário que alterou o estatuto da i Universidade de Londrina (e promoveu as I fusões dos centros CCA-CE e CCR.cT) o I reitor Oscar Alves falou 84 vezes, sempre por tempo superior a 3 minutos. Essas ' ,84 vezes não incluem as intervenções para encaminhar os debates, como presidente do Conselho. Isto em 14 horas de reunião. onde grande ri(unero de professores e diretores de centros não . I abriu a boca.

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IABAIXO ASSINADO NA EDF Os colegas do Curso de Educação ,Física estão se mobilizando através de um abaixo-assinado que reivindica a I redução da distância no teste de Coopel. ;0 objetivo é reduzir o teste de 3.400 . !rndros em lQ minutos (para tirar 10)' DEU NO JORNAL: NOSSO MINISTRO QUErMA VA LIVROS para 3.200 metros em 10 minutos. O Ministro da Educação, Ney Braga, SEJA SOLIDÁRIO queestá articulandosua volta ao Paraná Continuamos em (ranc'a campanha da como go\'e~adordo Estado - tendo Carona e de Arrecadação de Verbas para inclusive reconhecido esta vontade publicamente no aeroporto de Londrina - 'o DCE, vendendo a preços simbólicos. plaqueta" indicativas de Carona par.! tem uma história um tanto contraditória serem afixadas no carro. Colabore, com seu cargo. Segundo a edicação 109 comprando à sua no DCE. do jornal "MOVIMENTO", quando foi governador do Paraná nós começos da COMPRE CAMISETA década de 60, ele mandou fazer uma ' fogueira, em frente ao Palácio Iguaçú, para Estão à venda nos diretórios setoriais queimar milhares de exemplares do livro e no DCE as camisetas do 'Poeira', O "História Nova do Brasil", do historiador preço é de apenas 35;00, para . Nelson Werneck Sodré contribuição e financiamento da campanha do 'Poeira' às eleições. Temos camisetas de todos os tamanhos, incl usive para crianças a partir de 10 anos.

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LTDA.

EXECUTAMOS

COM

ELEIÇÕES ESTUDANTlS As eleições gerais ao DCE, DAs e representações discentes da FUEL foram marcadas para o próximo dia 30 de novembro, O horário das votações vai das ; ~ às 22 horas .. Não haverá aulas.

PERFEICAO ,

IMPRESSOS EM UMA OU MAIS CORES RUA MATO GROSSO; 578 FONE: 22-6477 - 22-3073 LONDRINA - PRo

NÓS E VOZES No dia 27 de novmbro, um domingo, o Departamento Cüftural do DASCes toStará p omovendo um show de múc;ica popular brasileira com o Grupo 'Nós e Vozes'. O gmpo vai cantar m6sicas do Chico, Tom Jobim e outros, além de composições pr6prias. O local será o Teatro Universitário e o ingresso custará apenas 15 cruzeiros. ATENÇÃO PARA AS FALTAS Todo início do mês as secretarias de centros afixam as pautas de faltas e , ,notas nos murais. Esteja atento pois vo~ 'só tem 72 horas para requerer qualquer correção, a partir do momento em que ,as pautas forem afixadas.


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XEROX A 2 CRUZEIROS

Vod pode tirar xerox a 2 cruzeiros na secretaria do CLCH ~ no prédio da editom, atrás da reitoria. VIRAÇÃO, OUTRA VEZ O grupo Viração venceu novamente as eleições para o DCE da Univer5i'1ade Federal da Bahia, çom 50,06% dos votos. Dos 34 cursos e .escolas daquela Universidade, Viração teve maioria de votos em 25 delas. A plataforma dos coL~gasda Bahia defende, entre outras cC'isas, o ensino público c gratuito para todos, rnelh"r nível de Ensino e Liberuades Democráticas.

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GRUPOS DE ESTUDOS Com o objetivo de discutir 'assuntos relacionados com suas áreas de estudo, alguns Diretórios Acadêmicos formaram grupos de estudos. São eles: de Ci~ncias Sodais no CCH, 'Saniras .Populi' no crs, Rase ele Literatura no CCA-CCH, de Serviço Social e de Economia no CESA. T:>dos os estudantes inte~ssaJos podem obter ;nelhores informações nos res~iCctivos DAs. De antemão, podemos infonnar que os ~rlJPOSestarão bastante ativos durante as férias e serão uma das f"r:,nas para manter todos monilizados. COINCm£\iCIA? li novo estatuto da ruel foi sU~lrilllidu o nome do ex-govemador Paulo Pimentel. que batizava o nome da Cidade Universitária. A justificativa oferecida pelo reitof Oscar Alves para )ropor tal medida foi o decreto.lei do governo fcJeral que proíbe nome de ,)cssoas vivas a rIJas, vilas, etr.. Acontece 'luC essa lei não tem efeito retroativo. \;ERA '~t)

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FUTEBOL O Diretório Setorial do CESA está lrflrrlOVcndo (I 1.0 Tonteio Poeira.CES:\ :ie futebol de salão. um torneio interclasses e os jogos estão sendo disputados no Centro DeslJortivo .da lhiversidade, todos os sábados às 16 horas e domingos às 9 horas. O tonteio encerra dia 10 de de7..embro.

FUEL PODE AUMENTAR Ai UIDADES

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EXPOSIÇÃO DE ARTES Os estudantes de Artes, reunidos em torno do Diretório Acadêmico do CCA, promoveram no início rleste mês uma Esposição de Artes Plásticas no pátio cio CClI. A iniciativa foi mito boa por ter permitido uma maior ivulgação e debate das obras que estão sendo feitas na e$cola.

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ROLO NOCCA: VEM LIBERA AS VERBAS DO DASCCA? A diretoria do DASCCA simplesmente não sabe mais o que fazer para conseguir a aprovação do seu regimento e de seu balancete referente a este ano. Segmtdo o estatuto da FUEL, é da competência do Conselho Departamental de cada Centro fazer as tais aprovações. Só que, o Conselho . Departamental do CCA foi extinto pelo reitor há mais de um ano. Passado um mês da entrega do balancete, a administradora do CCA, Nonna Saraeeni, declarou que o balancete só pode ser aprovado em Conselho Departamental (que não existe.), e que a administração do CCA não tem poderes para isso e muito menos sabe a quem compete a sua aprovação. A mesma informação foi prestada pelo Sr. Antonio Raearin, Coordenador de Administmção Geral da Fuel. . Estranho nessa história toda é que no ano passado, a administmdora do CCA, mesmo sem o Conselho Departamental, aprovou o balancete do DASCCA sem nenhuma objeção. Diante disso, cabe a nós questionar: isso é mais um exemplo de "organização" ou mais uma manobra eontra as entidades estudantis?

O Conselho Federal da Educação fixou em 35% o índice de aumento das anuidades escolares para 1978. Sabendo do comportamento da Fuel nos últimos anos podemos prever que ela vai tentar executar esse aumento. Com isto () crédito teórico passará a custar Cr 168,00 e o crédito prático Cr$ 338,00. Considerando os novos custos o estudante de período parcial tert. que p;gar cerca de Cr$ 550,00 mensais e o estudante de período integral, Cr$ 1.050,00. Caso o aumento das anuidades em Londrina seja mesmo de 35%, teremos um índice de 207% de aumentos nas anuidades em apenas 4 anos. Para evitar que isto realmente aconteça, toma.se cada vez mais necessário o recrudescimento da nossa luta pela criação da Universidade Federal do Norte do Paraná, em regime de ensino gratuito.


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PROMETE •• 1) MOLHAR DIARIAMENTE E APLAINAR NOS FINAIS, DE S~~ANA O ATUAL ACESS PARA O CAMPUS ATUALMENTE 2) CONCLUIR EM 30 DIAS O ACESSO PELA AVENIDA FARIA LIMA EM OBRAS 3) AUMENTAR A QUANTIDADE DE ONIBUS PARA O CAMPUS NOS HoRARIoS DE "RUSH" 4) MUDAR TODO O REGULAMENTO DO PASSE. PARA ACABAR COM A ENRoLAÇ~o NA ENTREGA DAS CARTEIRAS Estas foram as principais promessas feitas pelo prefeito Antônio Belinatti a um grupo de , estudantes do DASCESA, DCE e demai9D~s; que estiveram com ele no último dia 9 de novembro para reivindicar melhores condições de ,. transportes. A idéia inicial dos estudantes do DASCESA era convidar o prefeito para um debate público no campus, mas isto não foi possivel porque ele está com problemas de saúde. De qualquer forma, a 'reunião, foi suficiente para encaminhar soluções de emergência para os nossos principais problemas de transporte do momento. Na discussão com o prefeito e seus secretários, o assunto que acabou merecendo maior atenção foi a questão do passe. Denunciamos que a VUL se recusou a entregar, neste semestre, carteiras IP,araquase 300 colegas, que se viram privados do passe. O prefeito concordou que o problema é sério e recomendou que encaminhemos ã Câmara de Vereadores nossas sugestões para uma nova . regulamentação, capaz de acabar com o problema e com a insatisfação geral dentro da Universidarf •• ,Nesse se'ntido, ele chegou a cogitar a idéia da prefeitura assumir a responsabilidade pelo fornecimento das carteiras e controle da emissão dos passes, Em relação ã questão do acesso para o campus, nossos colegas do DASCESA sugeriram, e o prefeito acatou, a idéia de molhar diariamente a estrada para evitar o poeirão, bem como arrumar o chão nos finais de semana, para evitar os buracos, Além disso, o secretário de Obras, Romeu Dematté, relatou os planos da prefeitura em relação ao campus, afirmando que no começo do ano que vem teremos mais d CinCOacessos asfaltados,. O mais importante desses acessos, da avenida Faria Lima, que se acha em obras atualmente, ficará 'pr(>n~o antes do final do ano, segundo Dematté. Por fim, o prefeito encarregou seu secretário de Serviços Públicos, José Maria Vazzi, de conseguir junto ã VUL mais e me!.,(,res ônibus nos horários de "rush", especialmente à noite. Garantiu, em principio, que o número de ônibus especiais para o campus dobraria (de3 para 6) naqueles horários. Com essa reunião e as promessas do prefeito, concluimos positivamente mais uma etapa da luta por melhores condições de transportes.

PEÇACA O A! A campanha de transportes teve início com a carOlla, que ainda não era uma prática efetiva dos colegas do noturno. Placas de pontos de carona foram afixadas, oficializando os locais e fortalecendo a idéi-ft de dar e pedir carona. O DCE tentou também a colo 'ação de placas no campus, mas o se. prefeito Qsmar Alves não nos autorizou, dizendo ser de sua competêllcia tal tarefa. Ele prometeu as placas para o último d13 7 e não cwnpriu. Tentamos novamente uma !ice •. 'a para colocação das nossas placas c não foi dada. Est~ {- ,'us uma da~ promessas duvidosas ... Mas nem por 'l:.' .:. campanha d.:ixa de continuar firme. Para o campus' - Casarão - Av. Hic

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PINOTI: UM SUBSTITUTO À ALTURA

Em meio a tantos acontecimentos estonteantes, muita coisa vem ã luz. Entre elas, um destaque todo especial à atitude do Coordenador de Assuntos Educ~cionais, José Carlos Pinoti, que mostrou-se uma pessoa totalmente descontrolada quando a coisa aperta. Este monstruário conta a atitude do coordenador, além, é claro, daquelas mesmas personalidades que sempre se destacam em termos de monstruosidade. Destaque ainda jJara as declarações do Reitor a respeito da fusão dos Centros.

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Na ocasião da queda do ex-coordenador da CAE, previ'amos que, cedo ou tarde, surgiria algum outro coordenador de assuntos educacionais, que o substituiria nas páginas do nosso monstruário. Muito mais cedo do que se esperava essa lacuna foi preenchida. Trata-se de José Carlos Pinoti que, na Assembléia Geral realizada pelos estudantes de Engenharia, Veterinária. Comunicação, Artes e lliblioteconomia, num incontrolável e tresloucado acesso, partiu para cima de um estudante, agredindo-o ffsicamente. Teria levado o troco do estudante (ql\'~ luta Karatê) se não fosse a imediata intervenção dos colegas. Pessoal. guardem bem o nome dele: José Carlos Pinoti. E "muito carinho" com ele.

DISSE O REITOR SOBRE A

FUSÃO

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I QUEM MAi~DA AQUI ~ O REITOR E DEPOIS DELE SOU EU. Dando prosseguimento à campmlha da da carona, o DCE procurou o prefeito do Campus Universitário, Sr. Osmar Alves, irmão do reitor, para pedir licença para colocar placas de carona no cmnpus. Ele afirmou que a própria Univer.;idade faria as placas, de acordo com seus padrões, e as colocaria dentro de um determinado prazo. Vencido o prazo, a FUEL não tinha colocado as placas. Voltmnos lá, sugerindo que o . DCE colocasse placas provisórias, que serimn substitufdas assim que as outras ficassem prontas. Resposta do prefeito: "Nada disso, vocês não vão colocar nada no Cmnpus, porque quem milllda aqui é o reitor e depois dele sou eu". Vejam só, e a gente pensillldo que as oligarquias eram coisas do passado... .

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DE

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1) Os estudantes não sabem de nada. Numa ocasião, quando proferia palestra para os calouros, o reitor foi indagado pelos alunos do CCH, CCA e CT que perguntavam por que os estudantes não foram consultados sobre a fusão dos Centros. No que o MagniTIco respondeu: "0 que é que os estudantes podem ente lder de administração? Vocês não sabem distinguir o que é bom ou é ruim para vocês. " Um detalhe, a resposta foi dada com a maior naturalidade. 2) Intão nóis mesmo faiz. Na reunião em que foi votada a fusão dos centros o reitor fez a seguinte declaração: "I: quase in útil discutir esta questão em niveis inferiores, pois mesmo nos superiores não se entende muito do assunto." Sem comentário. 3) O Amém do reitor. Ainda com relação a fusão, o reitor disse:"Estadecisão não é a que eu queria, mas eu me curvei perante a vontade da maioria." Mais de 600 estudantes de três centros atingidos protestarmn e o magniTIco nem. deu ouvidos. Que estranha concepção de maioria.

O ESCÀi~DALO DO COQUETEL FECHADO No 11 Encontro Londrinense de Biblioteconomia e Do;::umentação, promovido pelo DASCCA e pelo Departanlento de Biblioteconomia, aconteceu um fato que mereceu uma atenção especial: Estavam sendo di~tribúi'dos convites para um coquetel, qu~ se •. alizaria no Nóbile Hotel, muito sigilosmner.te, sem a mi'nima satisfação ao co-promotor do Encontro, Diretório. Seria um coquetel fechadissimo, com cerc, de 50 convite~1es no máximo, distribui'dos para personalidades mais distintas e palestristas. A ordem para a distribuição dos convites era a de não deixar que os estudantes soubessem. Por uma grande infelicidade deles, a trama foi descoberta. A administração do Centro Nonna . Sarraceni, qumldo prensada p~los membros do DASCCA, tentou cobrir a f !ta grave oferecendo dois convites dirigidos aos representantes do Diretório. Os convites foram prontmnente recu~ados, por motivos óbvios e pelo segumte: o que é que dois mi'seros e coitados estudantes irimn fazer no meio de cinquenta pessoas tão distintas que I não podem se misturar com eles?


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f'l!ANiA

OS CONSELHEIROS

ABREM A BOCA

CHEGA DE DEMOCRACIA. ESTAMOS CANSADOS DE T ANT A LffiERDADE. Não é de hoje que o magnffico reitor inverte a ordem das coisas. Num depoimen to concedido à Folha de Londrina (2/ll/77) ele afirmou () seguinte: "Eles nos acusam d6' estarmos criando obstáculos à representação estudantil quando fazemos exatamente o contrário." E na tentativa de provar que está realmente "facilitando" as coisas, diz ainda, referindo-se ao fato de ter estabelecido que o aluno que tiver sofrido suspensão igual ou superior a 10 dias ou for reincidente em punições menores éinelegi'vel:'se antes qualquer punição tomava o aluno inelegivcl, o que houve foi um abrandamento". O senhor reitor s6 !;e "c!:queceu" de uma "pequenina c,:isa": todas as outras inovações que foram feitas. Esqueceu de citar, por exemplo, que antes, o aIu o, para ser elegivel, bastava não ter reprovação por falta no semestre anterior ao da eleição c estar cursando pelo menos o 2.0 periodo, enquanto que agora ele não pode ter reprovação, por nenhum motivo, nos dois penodos anteriores sob pena de ser impugnado, e nem nos dois 'subsequentes, nem pormotivo de morte, porqu~ se reprovar é cassado. Isto sem contar uma série de outras" pequenas " modificações. Realmente, houve um "abrandamento" considerável...

Uh1 '\)erAL.H€~

UMA

A coo tar como certo o boato d~ que o atual vice-reitor será o próximo reitor, estaremos definitivamente num barco sem leme, sem vela, sem água, sem comida, furado e principalmente, sem mmo, Os exemplos que essa deslizante figura nos tem 'brindado ultimamente _ s:10 simplesmente apavorantes. Sempre que é procurddo para resolver m problema, ele sai pela tangente. Com uma oz muito cândi<la, ele tem respondido: "nossa, eu não sabia di.••~o . olha, estou chegando agora de via!,'em . pode deixar que -vou mandar ,:erifica i so ... " Nossas conclll~õe/;: I. O querido vic-e. reitor anda viajando demais. . 2. Ele nllo sabe de nada (sensação muito reforçada depois que soubemos que de é o presidente da comissão que estudoU as mudanças do Estatuto da _ . Universidade (que estabeleceu a flisão dos centros). Durante a reunião do Conselho Universitário, que discutiu , essas mudanças, el~ simplesment~ n50 s. ••••. justificar as alterações, passando a bóIa para frente toda vez que era s licitado a fazer isto. Tá decidido, a se con:innar o boato, já temos um "slogan" para a próxima administração: "gestão não sabia, vou mandar verificar". '

'iI'\-".-=- .---; \~ i

FARMÁCIA SANTA

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GAlo FOLHA DE LOND~rNA

• LOJA

12

PERFUMES PARA PRESENTES DE NATAL

• FONE 23.9852 Alo MIGUEL •

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!>O NO ~

SEM RUMO E SEM MOVrMENTO

Já um outro profe< :lr (também de EPB, pro\'a\'elmente colega do primeiro), penetra nas profundezas do filosófico-religioso, ten tando incutir nas cabeças dos a1illlOS,o seguinte: ''Quando nascemos ficamos ligados ao criador por algo como o cordão umbilical, e quando erramos na vida, cometemos algum disparate, o Criador corta esse cordão e ficamos perdidos, perdidos, sem saber o que fazer ..."

CALÇADOS E BOLSAS

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p..fj,. VAIA.

DELE FOI CORTADO.

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p. ~c.f.e>Gt.'

QUE RAIVA!

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Um dos professores de EPB, tentando explklr o surgimento da burguesia na Europa, disse: O Burgués é um cidadão fomlado à base de contradições. ~ um ci<ia<Lionervoso, que na~ce com raiva do senhor feudal." Sem dúvida alguma, o conhecimen~o histórico desse pNfes~or é digno de inveja a qualquer dos grandes historiadores.

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ATRÂv'£~4,.J 1)0, C') A A SSE.t--\ & \..tlt\ '" OA fIJSAO.

Quem adentrasse ao recinto onde se realizava reunião do CEPE, no dia 28, durante as mobilizações estudantis, certamente ficaria espantado com o alto niVel de debate existente na reunião. Conselheiros, que normalrnen te não abrem a boca, se desancavanl a falar, não poupando palavras, se exaltando. Existia, dentro do recIllto, um bafo quente de um fervoroso debate. Parecia are que a Umversidade estava çaindo. Discutia-se uma questão de fundamental importância para a Universidade e, especialmente, para o aluno: a inudança de um hilem para dois pontos, num , trecho do juramento geral para solenidade de formatura. Pois é, em questões tão "relevantes" como essa os nossos conselheiros não se poupam. E quando se trata de fusão de Centros, por exemplo, ninguém abre a boca a não não ser o reitor. AI

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I'€ORO " :SCO",t£ L o>

E~TLJ.f)AtJí€5

~,EMGel?Ae'A~

-.~ .... _-_.-

100 metros da Rodoviária) LONDRINA

- PARANÁ


\0

FUEL O QUE A EDUCAÇÃO E A FUEL

PODEM TE~

A VER COM O QUE SE PASSA

ENTRE

As eleições estudantis foram adiadas, centros foram fundidos, as verbas do DCE são ;}oicota:!as, o Estatuto da FUEL e o regimento do DCE foram desfigurados, amarrando os diretórios e alija:YJr. das disputas eleitorais mé'is de 50% dos estudantes. ')e outro lado, fala-se na conclusão do campus para breve e na compra do Cine Ouro Verde pela '.l.1ivef5idade. O curso de Agronomia foi criado às pressas e com alarde, a reitoria fôz circular o seu jornal, o reitor posa de calção em animada pernada esportiva, e até uma velha bandeira do POEIRA, a federalização da FUEL, volta ã baila. . A primeira vista, pode parecer que há, nesses dois tipos de acontecimentos, alguma diferença. Mas não há. Por trás de todos esses fatos aparentemente diferentes existe um único objetivo: a manutenção do poder. Para começo de conversa, é r>reciso não esquecer que quem deténi o mando político no Paraná é o . ,ninistro Ney Braga, da Educação. Não se ,Jode esquecer, também, que Londrina é 'rma cidade politicamente muito importante e está fora dos domínios de ~~ey Braga. Pelo contrário, é aqui o reduto mais importante da oposição panmaense. E não se pode esquecer, ainda, que dentro de Londrina' o único reduto de Ney Braga é a Universidade. Temos aqui um bom caminho andado.' Depois, é preciso entender que o ano que vem é wn ano muito . importante. De alto a baixo, teremos em 1978 um completo rearranjo em todos os escalões do governo. Vai mudar o reitor, novos deputados e senadores rleverão ser ~leitos e antes que o ano tc~rmine, os novos governadores e )residente da República já estarão defIDidos. Andamos, aqui, mais um bom pedaço, Procuremos, agora, juntar as coisas.

Ney Braga confessou, em sua última visita a Londrina, que gostaria muito de voltar ao governo do Paraná. Recentemente, comentou-se que ele pode até ser o novo vice-presidente da Rt:pública. Oscar Alves, de sua parte, genro de Ney e reitor da FUEL, sempre teve pretensões políticas e não deve encerrar agora sua carreira iniciada na reitoria. . Para as pretensões de ambos, de conservar e ampliar seus horizontes de poder, o ano que vem é um ano vital. Também para o partido que integram, que tem preocupações mais amplas, 1978 é ano dc:cisivo. E para todos eles. partido, sogro e genro, a FUEL tem importância capital no Paraná. Como foi visto, é o único reduto de Ney Braga e de seu partido dentro de Londrina, que é a maior cidade do sul do país com eleições diretas. Esta condição' da nossa universidade, de instmmp.nto essencial à estratégia política de Ney Braga e seu genro, é que explica em boa parte o que vem , acontecendo ultimamente:

DE A

UM

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OS QUE

MANDO POLfTIC'O

r'ARANÁ?

LTER..L\ÇtjES ESTATUTÁRIAS QUE CONCENTRAM AINDA MAIS O ~ ~ODER NAS MÃOS DO REITOR OSCAR ALVES E LIMITAM AO , "XTREMO A PARTICIPAÇÃO ~\ÃO

E f\ FUEL

ESTUDANTIL

CALA

I

O ESTUDANTE

DEMAGOGIA

I. Depois de ter administrado a Universidade sob intensa contenção de despesas, alegando falta de v~rbas e criticando o ex-reitor Ascêncio Garcia Lopes de ter sido perdulário e de ter deixado dívidas, o reitor Oscar Alves, contraditoriamente, anunciou com alarde a compra do Cine Ouro Verde por 10 milhões de cruzeiros e a breve conclusão do campus por mais de 90 milhões. Tudo isso depois de manter, durante quatro anos, salários de professores e funciQnários em níveis baixos, destinando poucos recursos à pesquisa, deixando de instalar, em diversos centros, bibliotecas e laboratórios, mantendo precariamente as demais instalações. . Não é preciso entrar em reflexões muito profundas para entender qual o verdadeiro interesse de tanlanho alarde.

Não será de estranhar, inclusive, se ainda neste período MEC e reitoria anunciarem a federalização da Universidade de Londrina. Vivemos meses de importantes definições político-eleitorais e, pelo visto, os que detêm o poder parecem acreditar na eficiência de tais medidas. Mas elas de nada adiantam. As referências que as autoridades fazem à federalização nunca consideram a necessidade de que ela venha, mas sob regime de ensino gratuito. O próprio Oscar Alves já disse, reiteradas vezes, que considera o ensino gratuito uma . "injustiça social". De' nada adiantaf!i a federalização da FUEL se os estudantes continuarem sendo obrigados a arcar . com o ônus de sua man!ltenção (e 0_

,MOSTRAM QUE A EDUCA

OBJETIVO:

porque persistem qs problemas. Os que disputam, no entantn, o poder ,oão toleraIJl a insatisfação e, muito menos, as oposições organizadas. Também nesse sentido, o tratamento dispensado à FUEL tem sido muito especial, digno da importância de nossa .universidade enquanto instrumento político .. Não é de agora que o reitor Oscar Alves trabalha no sentido de eliminar a crítica e a discordância dentro da escola. Já em 1974 ele tentou aprovar o código disciplinar 169, altamente cerceado r da participação dos estudantes. Demitiu injustamente professores que discordavam dele. Acabou com as eleições diretas para a grande maio~a dos órgãos da FUEL, assegurando para si poderes de nomear quase todos os membros dos conselhos. , superiores e, por conseguinte, até mesmo o seu sucessor na reitoria.

ELEITORAIS

E AS RECENTES

Para se ter um exemplo bem

TÊH :'1UITO /\. VEH COH O QUE SE PASSA;

LADO

OBJETIVO: ILUDIR, SEM RESOLVER OS VELHOS PROBLEMAS

O SEU USO PARA FINS'

Dentro de sua estratégia de poder, dentro de sua escalada centralizadora, quem ofereceu sempre a maior . resistência foram os estudantes, reumdos em tomo do POEIRA, do DCE e dos setoriais. A princípio, diante do fracasso do 169, a reitoria chegou a tentar a via eleitoral para desalojar o POEIRA dos diretóllos, apoiando a chapa "Vassoura", no ano passado. Novo fracasso. As investidas se tomaram mais constantes e mais duras neste ano, antevéspera do rearranjo em todos os escalões do poder. Agora, quando as cartadas decisivas do jogo pelo poder estão sendo articuladas, é indispensável silenciar os inimigos: f aí que se enquadram o adiamento arbitrário das eleições estudantis, o boicote às verbas do DCE e as últimas mudanças no regimento do DCE e estatuto da FUEL. entre outras coisas. São m~didas que têm a finalidade imediata de dizimar o DCE, os diretórios setoriais e principalmente o POEIRA, esfacelando o movimento estudantil.

0477

próximo, as-disposições atuais do estatuto da FUEL e regimento do DCE j~'são tão' ou mais eficazes, em termos <Terepressão, que o decreto lei. Além do • mais,paraca,çosdeemergência,comoo 3.0 Encontro Nacional de Estudantes, sempre existe a :l1ternativa de se acionar a Lei de Segurançll Nacional. E!>S2 ,'t .lçâu, aliás, tem deb..ad a é ex.militares de alta patente à vontade para rei . Idicar u fim do 477. Comn f:lc t:almente ja 5 faz faI a, illttu lue uão oi uso d J ::anda enh..urna vez lIi) t ual :;OV'nl ,n.,~ e . (cil que ~.~ 'J ministro da Educação venha a ~ngro~sar o éordão ~o" ql e rei ;0 lC: ,o fim do odia o decreto iei, com o (ili procuraria obter saldo >olítico.

ELIMINAR AS OPOSICÕES DO

BA.NQUETE DO pàDER Um outro interesse por trás das mud:.'l1Ç3S,sem dúvida, é manter sob controle o movimento estudantil em todo o país, especialmente no ano que vem. Da mesma forma que no Paraná, nos demais estados o poder estará sendo .sDutado, todos estarão atentos para a sucessão presidencial, de governador, deputado e senador. Nessas épocas de partilha do poder, como já se observa em Londrina, at; oposições precisam estar quietas para não atrapalhar ~ festa dos lJoderosos.

ESTAM03

• DISPOSTOS

A RESISTrR. A LUTA CONTINUA!

Mas não nos conformamos com esta :0 reh'''c!;C,lmos .:lf)!O.i. lIOlleações, lao reivin 'camos um lUg:lr Mas esta finalidade imediata não é a no banquete do poder. Reivindicamos única. Existem, principalmente por trás uma mesa de decisões aberta a todo~ os das últimas mudanças estatutárias e estudantes e a todos os brasileiros, regimentais da FUEL, outros interesses reivJ!!dicamos o direito de participar. mais amplos, que não são apenas . Sabemos que as dificuld:-Ides são eleitorais. ou apenas de Londrina ou enormes, que dentro da atual estratégia d, , mesmo do Paraná. São interesses que repressão e)~ tendem a aUll1ent:l.~. orientam a estratégia nacional de Mas estamos dispostos a resistir. substituição dos instrumentos de Boicotam nossas verbas, a comunidade . repressão ao movimento estudantil. Com nos auxilia. Vetam um representante estas mudanças estatutárias e regimentais estudantil, dois novos surgem em seu que estão acontecendo em todas as lugar. Reprimem nossas atividades, universidades brasileiras, pretende-6e realizamos outrm;. Atrelam nossas criar estruturas de repressão dentro de entidades, do meio dos estudantes outr~ cada escola, capazes de dispensar entidades nascerão, mais fortes, mais mecanisÍnos como o decreto lei 477, independentes e mais representativas. que tanto desgaste traz ao governo .. Continuamos na luta._ . . _ ._ _

SUBSTITUIR

.,it113:in

I


AS VER AS DO DCE ESTÃO RETIDAS NA REITORIA HXll MESES.

P

QUE O BOICOTE?

Desae janeiro d&Ste ano o DCE vem atendendo tudo quanto á exigência da reitol'Ía para ter suas verbas (pagas pelos estudantes) li~lradas. De setembro p<:ra cá, como as exigências não acabavam mais e as vp.rbas não eram liberadas, o POE IRA passou a denunciar que a. reitoria está boicetanrlo as verba~ do DCE, com o objetivo de acabar com o trabalho das nossas entidades e centralizar poderes absolutos nas mãos do reitor (para conseguir isso o reitor já liquidou boa parte das oposições a F EL, demitindo professores sem justa causa, ~abando com eleições dIretas para todos os órgãos, etc.) A r~itoria sempre refutou estas denúncias, dizendo que não libera as verbas porque o DCE não cumpre exigências legais. Esta é a versão

PreoclIl,ados com o fim de nossas verbas (uma antecipação de 25 mil r feita pela reitoria num momento especial (2) já se esgotara) e com.a demora provocada pelas sucessivas e vagarosas exigências, procuramos o coordenador da CAG, Antonio Bacarin, no dia 13 de agosto, para saber de wna vez por todas o que estava faltando. Ele nos pediu um relatório das atividades do DCE, lUTI plano de apliéaÇão para os 25 mil adiantados em abril e os extratos bancários comprovando a centralização das contas no Banestado, MandanlOs tudo no dia 17 de agosto. De quebra, mandamos ainda o balanço do trimestre abril-maio-junho, que com a demora também tinJla vencido. Isso •. garantiu Bacarin - nos deixaria em condições de pleitear não apenas as verbas do primeiro, mas também do segundo semestre.

4

fida\.

lnformtlm~n ~, a coisa já muda de figura. O coordenador de ,J.dr.linistr~çào Geral da FUEL, Antonio Bacarim, por exemplo, em conversa com dois moradores da Casa do Estudante, deu uma p-xplicação bem diferente para a não liberação. Segundo ele, "esse essoal do DCE \/ivc xingando, acaba irritando a reitoria e então a .nte cumpre alei".

5

Com base nesta orientação, mandamos uma carta à reitoria, no mesmo dia J 7 . explicand.o as dificuldades financeiras '.10 DCE POl causa do atraso e solicitando duas coisas: A liberação do restan te da verba do primeiro semestre (ljJ~ já tin;;" sido aprovada em maio) e a convocação do Conselho de Administração para liberar a do segundo semestre. Nenhuma resposta.

=sra colocação do coordenador da CAG caracteriza, no m(nimo, grande má vontade da reitoria em Imerar nossas verbas e um aitério bastante curioso e parcial de cumprir leis. Mas a coisa não fica \ó nisso. Os f<.lt05 dp.ll1onstram que há um boicote contra o DCE e :tue este boicote, da mesma forma que as mudanças no Estatuto da FUEL e nos r~ºimentt)s eleitoral e do DCE, objetiva limitar ou acabar com ü atuação co F OE IRA e das entidades estudantis. •3

Vamos, ~ntiío, a

UITI

rápido resumo dos fatos mais importantes:

6

ICOTE EM 12 ATOS o DCE aprcsentou

o halanço de 11976 em janeiro de 77 e este balanço, I depois de tramitar na reito ria, foi :iIJrO"ádo pelo C.mselhu de AJmini:;tração nu dia 9 de maio. Só que a liberação das verbas do primeilO semestre ficou CO" Jicionada à '1presentação de balanços trimc~.tra.ise à cen traJização elas con tas bancári<LSdo DCE, Casa do Estudante (' Liga Atlérr.::alllo Banco do Est:ldo do Paran:! (exigências àa resolUl;ão 289/75 ( 1).

a.reitoria nunca ha\'ia exigidú da tal resolução e . como o DCE nunca tinha feito' baJanços trimestrais, tivemos uma série de dificuldades, mas conseguimos entregar os balaoços lios dois primeiros trimestres (outubro a dezembro de 76 e janeiro a abril de 77) no dia 4 de juUlO. Por esta .m~rna época~béma questão das cont~ bancánas já estava resolvida. O plano de aplicação das verbas a serem recebi~, que também foi t'Xigido,j~ inlla SIdo apresentado em 25 de maIO. Tudo em ordem, pedimos a liberação das verh3.~.N:Jda de verhas.

'NbO

C:>CIJ I

t;o

N DoU ~ NÃO DOU'.

bsistimos no pedido em 25 de agosto. Nenhuma resposta. Quinze dias depois, em 9 de setembro, enviamos um terceiro pedido, desta vez veemente, solicitando que a reitori& pelo menos nos desse uma resposta em 24 horas. Caso isto não ocorresse, interpretaríamos "o silência dessa reitoria como atitude hostil aos superiores interesses dos estudantes de Ln l~r.iaa". Mais uma vez a resposta não veio.

/

>~:tnoite do dia la de setcmbro, ~ncerramento da 3.a Semana de Atualidades, denunciamos pela primeira vez publicamente o boicote às nossas verbas e conclamamos estudantes c comunidade a ajudar o DCE (3).

7

A resposta da reitoria chegou apenas . no dia 22 de setembro, para dizer que "a inobservância da resolução 289/75 (I), ;>orparte desse Diretório, é a causa imediata de todas as dificuldades de que se queixam e ainda de transtornos sérios à ordem administrativa". Mais nada.

8

~Como

.J;J o cwnDrimento

9

3.

Novas exigências em fins de julho. Q~er.iam os termos de conferência do C81xa.

Os termos foram apresentados no dia 25 de julho.

iNOdia seguinte, o reitor expedia ordem de serviço nOn'l.eando uma comissão de membros do Conselho de Administração para examinar as contas do DCE. Oú seja, instituiu-se uma comissão para examinar o que já fora examinado e reexaminado diversas vezes, em quase 10 meses de tramitação.


4

(4) - £ a seguinte a íntegra da carta cí1Viadã a Jorge Cernc.v:

ve qualquer forma, e embora já sem esperanças de receber as verbas pagas ~I()s estudantes, encaminhamos três cartas à tal coinissão, para que nos a;H'Cscntasse uma perspectiva de prazo para o término do seu trabalho. Mais uma. vez, nenhuma resposta.

1O

.

lI/TODO ESSE BOICOTE ,

E

A comissão s6 se muni/estou no dia 3 de out,óro, para fazer novas exigências. Desta vez, como a famigerada resolução 289/75 já tinha sido atendida há muito tempo, a comissão, sob a presidência do diretor do CCH, . org Cemev, partiu para inventar exigências nunca feitas anterionnente. Mais curioso ainda é que o Sr. Bacarin, o mesmo que dissera em agosto que não faltava mais nenhum documento ao nosso processo, faz. parte da tal comissão, que agora exigt' novos ,hC'!f11{' '1 tos ( ...)

ll

Já não CtlutaJl.JO~!l:UScom as nossas verbas, pagas pelos estudantes em janeiro e julho de 77, e enfrentando lima situação fmanceira !,rrav{ssima(nosso telefone foi desligado duas vezes, funcionário e contador estão com vencimentos atrasados), tratamos dl' reforçar n~sa campaJúla de arrecadação de flUldos, l1lvorando cada vez mais o espírito solidário e democrático da comwlidade. Paralelamente, encaminhamos ao sr. Jorge Cenl~v uma carta (4) colocando a nossa posição fren te :"o ..• boicote e informando que, "apesar ~'essa verg,;mhos.aperseguição, estamos prnVl~enClando, sem a pressa e a esperança antenor, as respostas às solicitações de 3 de outubro", Os documentos exigidos começar.Tm a ser encaminhados em 14 ..Ie lIovemnro,

12

"F.m resposta ao ofício d~ 27 de outub no qual y.Sa. alega 'estranheza' diante do 'inexplicável' silêncio' frente às suas últin solicitações concernentes à nossa presta": de contas, temos a dizer o seguinte: "I. Que à medida que -o tempo p. 5a, toma-se cada vez mais clara a verd~..~Ira intenção dessa administração'cm ~ iação do OCE, legítimo representante dc~ estudantes da FUEL. Essas intenções são, Ci)!;)\! têm sido sempre as atitudes da reitori:., perseguir e vitimar sistematicamente, por meios indiretos c incessantes, as atividades legais e demorrátleas dcsta entidade. O único t1:n da interminável fieira de solicitaçõe~ úe documentos c. ,providências par~ ,,iC sejam liberadas as verbas u que temos direi! ,lpeonte .tável é o de.cercear, c se possíwl di:::,] "r com ~ organização do movimentl) estudantil de Londrina. Assim, quem mar ~~,ta :estranheza', e d,,- mais profundas. 1rente a es bui o e indigno c vergonhoso. somos nós, d~ .Jiretoria executiva f)

do DCE.

O.l - .A resolução 289/75, aprovada pela reltona em 11.10.75, regulamenta a prestação de contas do DCE, impondo fonnas rig~ros íssim as d,' con trole da atuação das entidades estudantis. Ela possibilita boicotes como o atual, de natureza essencialmente política, (2) - Estll adiantament~ de 25 mil cruzeiros foi feito pela reitoria ao DCE, em abril dcste ano, num momento em que havia a perspectiva de u!Ua apr?xim.açã.o entre ambos, em tomo do Festival Umversltano de Teatro, A perspectiva acabou frustrada pela atuação altament'. cerceadora da Diretoria de Ação Cult da FU~L (DAC), na comissão organizadora do festival. (3) - Na verdade, esta conclamação foi apenas f<,'nnal. Desde que c. O m e ç O U a e,!frentar. dlficul.dades financcllas, por causa do boicote às suas verbas, o DCE sempre recorreu aos estudant~s e à comunidadc, A pr6pria Semana de ~tualldades, pro.movida ~elo DCE e diversas entidades de Lond~na e reglão, foi inteirament~ custeada por contnbuições da comunidade,já .q~e n~m o ~E nem os cO-Eromotores tinham dmhelro para tal. Da mesma foma todas as dívidas do DCE têm sido pagas co~ dinheiro'. conseguido por uma comissão dc verbas responsável por promoções como o recital "Revivendo Ernesto Nazareth", no último 18.11.

"2. A fonnação dessa comissão não passa dc mais uma medida que visa protelar a liberação das nossas verbas. Não nos iludimos mais e estamos conscientes de que a essa comissão poderão suceder outras comissões, outras

jornal . Movimento

Jornal da Opc»ição

LEIA

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INUTIL"

:.,)licitaçâes, O1Jtrasprotelaçi)çs. Assim, '. lnfonnamos que, se COIII 'esi':t, medidas pretl'ndru V. Sas. quebrar"b fulimo dos estudantes, impor a iInobilização das nossas atividades, ol>staculizar a luta em defesa das nossas justas necessidades, estão n;dondarttente c~ganados. Leinbramos-lhes que urna lei Clentíficl!..afinna que a toda ação corresponc1l' uma reaçao. Desta fonna, todo esse boicotd'á, inÍltil porque pennanecer.:mos onde estamos, firnles, persistentes, :utimados e contando sempre mais ap~na.~com as nossas próprias forças. "3. Não contamos mai ,óm as verbas. devidas por essa administração ao DCE, para saldar os no sos comprom!sso~ financeiros e sup.erar nossa grave sltuaçao. Contamos ~ ;. maiS, c temos obtido esplêndidas respost".....com a consciência e a solidanédade dos estu~re ~ da comwl..idade, coisa inexistente nos' • labirintosda FUEL. "4.1'0r ti":l,.infonnamos q,u.:embora . ; tenhamos deCidido esta posiçao em resposta li essa ~ergo~hosa perseguição, estamos provt~ienclando, sem a pressa e a esperança antenor, as respostas às solicitações de 3 de outubro",

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o NATAL

ESTÁAí

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•I TEM TUDO

ARTIGOS NACIONAIS EESTRANGEIROS

ASSINE PRAÇA GABRIEL MARTINS, 77 FONES 22'()485 e 22-5124

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ACOTE DE OUTUBRO AS PRINCIPAIS MUDANÇAS PROMOVIDA~ PELA REITORIA NO ESTUTO DA FUEL TEM UM ~NICO OBJETIVO: ACABAR COM O MOVIMENTO ESTUDANTIL 1 - A partir de mudanças no Estatuto o reitor passa a nomear as pessoas para a . maioria dos cargos existentes na Universidade, antes preenchidas através de eleições democráticas. I! o caso, por exemplo, lios chefes de departamentos" coordenadores de colegiados, diretores de unidades, etc ... 2 - Nenhum estudante que esteja reprovado nos dois semestres anteriores ao da eleição poderá ocupar cargi>eletivo. Antes, a restrição era apenas para o semestre anterior e em caso de reprovação, por falta (o que já era incorreto). Com isto, centros de estudos como o CCE ficaram praticamente impossibilitados de terem chapas formadas, frente aos índices . e reprovação. ~.~- Além disso não poderão ocupar 'cargos eletivos os estudantes dos dois '.:.primeiros períodos de todos os cursos. E, nem os estudantes dos dois últimos períodos, porque se fonnam durante o mandato. 4 - A reitoria vetará sumariamente os candidatos a diretórios ou representações que tenham anteriormente participado de diretórios cuja situação o reitor julgar irregular. .

9 - Para se inscrever a chapa - o prazo fatal foi o dia 18 às 18 horas - ela deverá estar com todos os cargos preenchidos e ser endossada por trinta estudantes elegíveis. Para os órgãos superiores esses 30 deverão ser de todos os centros da Fuel. 10 - A reitoria terá até o dia 25 de novembro para aprovar ou impugnar chapas e candidatos:

POSSE DIA -3 DE DEZEMB~O! 11.- Em vez de UJ1l 'Uês, a posse dos eleItos será feita três dias depois da apuração dos votos .

O ENDEREÇO: DERRUBAR O O EIRA. 12 - Está claro que todas essas restrições têm apenáS um endereço: derrubar os estudantes. Mas nós estamos de pé e, apesar de todas as limitações impostas, a nossa chapa está pronta e vai concorrer mais lima vez às eleições. 13 - Para finalizar, todas as mudanças no Estatuto foram promovidas unilateralmen. te, a portas fechadas na reitoria. Um exemplo disto: o próprio estatuto obriga o reitor a entregar a pauta das rewliões nos conselhos superiores com um prazo mínimo de 72 horas. Isto não aconteceu. Alguns membros do Conselho Universitário receberam o material algwlS minutos antes do início da reunião e nenhum com antecedência mínima de 72 11 raso

,

. EPROVOU, ECASSADO. 5 - E mais: se durante o mandato o estudante reprovar em qualquer disciplina do seu curso ou sofrer uma punição de 10 dias ou reincidir em penas inferiores, ele será cassado inapelavelmente. 6 - Considerando essas restrições, chegamos às segiúntes conclusões: a Fuel cassou 25% dos estudantes da Universidade ao impedir a elegibilidade dos que estejam nos dois primeiros períodos. Cassou mais 25% ao manter inelegível o dois 6ltimos períodos. Considerando que, entre os estudantes resgrntes, o índice de reprovação esteja, otimisticamente. em tomo de 30%, a elegibilidade na Fuel ficou reduzida a quase nada. A isto se dá o nome de democracia? 7.- Um exemplo bem concreto: no curso de Biblioteconomia, apenas cerca de 10 estudantes são elegíveis, porque os dois primeiros penodos e os dois últi~os não podem concorrer, porque não eXIste o 3.0 período de Bib e no 4.0 penodo, com 27 alunos, apenas cerca de 10 não foram reprovados.

:.A REITORIA "SELECIONA' . iOS CANDIDATOS' 8 - A reitoria terá controle total da inscrição das chapas e "relação" de candidatos.

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u cul~ntQs

Não são poucos os casos de demissão injusta de professores da FUEL. Em todos os casos um ponto comum: nenhum dos demitidos concordavam com a polItica do Reitor. De todos, a demissão do professor Vanoly Acosta Fernandes foi a mais truculenta (ver POEIRA 11).

Dino denunciou publicamente os atos é interesses de Oscar Alves, desafiando-o para um debate público. A denúncia-desafio, que foi veiculada pelo Jornal "O Estado do Paraná" em sua edição do dia 31 de outubro deste ano, não foi respondida até hoje pelo reitor. Eis o desafio: "

Mais recentemente temos o caso do professor Dino Zambenedetti. Meses antes de sua demissão, Dino havia vencido o. candidato do reitor' nas. nas eleições diretas para a presidência da APPROL . Associação dos Professores Profissionais de Londrina -. Por isso, segundo denúncia publicada na imprensa, ele perdeu todas as suas aulas. embora fosse dos professores mais qualificados do Departamento de Matemática - e acabou demitido porque esteve ocioso (.)

"Desafio o Sr. REitor a discutir a minha demissão da Fuel na Assembléia da APPROL, onde podemos usar a mesma • una, num duelo de igual para igual, onde, argos e parentescos (Oscar Alves é genro de Ney Braga) não pesam. Desça do pedestal de sua magnificência e o desafio também perante uma Assembléia de meus ex-alunos."


MUDANÇAS

autoridades federãis competentes. isto vai ser bastante difíCil, pois todas as entidades que representavam os estudantes no Estado e no País foram fechadas por essas mesmas 1utoridades competentes.' ' .. _ _ E, para garantir que os,~studantes nao vão se meter a alterar o regimento, elaborado com tanto "carinho" pela FUEL toda e qualquer mudança, mesmo depoiS' de aprovada pela grande maioria dos estudantes em Assembléia Geral. s6 'entrará em vigor depois de aprovado pelo Conselho de Administração e homologada pejo ConselhO: Universitário. E, para esclarecer qualquer dúvida ou resolver os casos omissos no Regimento. os . estudantes devem recorrer ao-..conselho dt Administraç~o. Essas interferê'nCias diretas da reitoria ao definir as funções dos diretórios, seus direitos, devere. e obrigações,.fazem parte de toda umu política ofidal do governo, no ,en lidl) J" manter "amarradas" todas as eJllidade~ representativas dos mais diver~os set01t:~ da sociedade (sindicatos, associaçõ.:s de cate,$orias, te.).

NO REGIMENTO DO D'CE:

UM NÓ CEGO PRA AMARRAR

.NOSSAS ENTIDADES

Do esquema de reformas e mais reformas que aconteceram na FUEL nos últimos tempos, o regimento do OCE não poderia escapar. a anterior, elaborado em 1973 pela diretoria do DCE e assessoria jurídica da FUEL, foi essencialmente mudado. De agora em diante, não é mais objetivo do DCE, segundo a Reitoria, promover e participar de campanhas que visem a elevação do padrão de vida do povo brasileiro; a ~onciliação de nossa independência '101 (lica e a efetivação da nossa indepenl._ lcia econômica ou propugnar pelo disposto na Constituição da República. Essas atribuições a Reitoria considerou muito "prolixas".

Pelo Regimento aprovado, todas as verbas, mesmo as que forem doadas por membros da comunidade. devem ser encaminhadas a Reitoria, que s6 fará a sua liberação mediante um minucioso plano de aplicação, a ser aprovado pelo Conselho de Administração. Assim, ela poderá segurar inde.finidamente as nossas verbas, só as liberando quando melhor lhe convier. Em termos de unidade nacional do movimento estudantil. o OCE, pelo regimento aprovado, só poderá se filiar a entidades estaduais e' nacionais que forem reconhecidas e tenham seu funcionamento autorizado pelas

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E assim que eles acreditam poder 'con ter a nossa organização e mobilização. Os estudantes de Londrina, no entanto, vêm dando (demonstrações contrárias a isso: em reunião geral no Campus, um voto de repúdio a esse regimento foi aprovado por unanimidade, Al':m disso, réafirmainos mais uma vez que, com regimento imposto pela reitoria ou não, o que sempre vai reger o )CE.gestão Poeira será a prática junto à naioria dos estudantes. Para o que der e . vier.

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DEPARTAMENTOS:

REITORIA .MUDA TUDO A REVELIA AGORA, OS PROFESSORES DO CCS VÃO RECORRER AO CONSELHO

FEDERAL CONTRA AS MUDANÇAS

Com as modificações, uns departamentos foram agregados, outros separados. Mas qual seria o motivo destas modificações? Porque a reitoria teme tanto a ampliação e o debate? A alegação oficial diz que a questão é meramente administrativa. Mas na verdade, o que ocorre é que tudo isto faz parte da ascenção da centralização do poder dentro da universidade. Os departamentos foram alterados segundo as vontades polfticas do reitor, que procura anular toda atitude que não seja subserviente.' O CCS RECORRE AO CFE

o Conselho Universitário aprovou em sua última reunião, como parte do "pacote de outubro" (as alterações do regimento do DCE, estatuto da FUEL, Fusão dos centros) uma nova estmtura departamental para a universidade. A chamada redepartamentalização, consiste em junções e desagregações de depar&mentos, que segundo a universidade "visam dinamizar sua estmtura". Esta mudança, feita sem nenhuma consulta aos departamentos, foi realizada quase que secretamente. Nesta reunião do Conselho Universitário, representantes do CCS (centro mais afetadol pelas medidas) propuseram que se retirasse de pauta a questão da redepartamentalização, e se desse o

tempo necessáno para que os departamentos tomassem conhecimento do assunto e participassem das modificações. A proposta foi rejeitada e o Reitor chegou a insinuar na reunião, que um dos grandes problemas da universidade está no CCS, onde os professores de Medicina têm manias de consulta, debate, etc, e nunca trazem nada de concreto, atrasando sempre as coisas. O reitor disse ainda que ele era o responsável pelas modificações do CCS. . . As modificações nos departamentos. foram aprovadas, tendo votado contra somente os representantes estudantis, o 'professor João Amorim Filho e o prof~ssor Benedito Ledo Guizzo, do CCs.

GALERIA MARCHESINI

Contudo, o Conselho Departamental do CCS não se acomodou com a decisão tomada pelo Conselho Universitário. Em sua-última reunião decidiu entrar com um recurso no Conselho Federal de Educação, contra a forma como foram encaminhadas as modificações departamentais. Este recurso está baseado no Regimento Geral da Universidade que, segundo os professores do CCS, prevê que qualquer modificação a nível departamental deve ser feita com a participação dos chefes de departamentos e do Conselho Dep'artamental. Nesta mesma reunião foram dirigidas severas críticas ao diretor do centro, . professor Aldo HilIe, por sua omissão no Conselho Universitário, onde deveria defender a posição tirada em consenso durante a reunião extraordinária do Conselho Departamental anterior à aprovação da redepartamentalização. Está evidente para os docentes do CCS as reais intenções das alterações nos departamentos. O recurso está sendo encaminhado. Esta medida é um não à subserviência, um não às atitudes pe!;Soais, individualistas e autoritárias.

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Música de Chico Buarque e Letra dos est~dantes da FUEL. .

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o que será que será . que andam combinando na reitoria prá separar os cursos à reve.lia e dissolver os centros sem democracia com jeito de bandido e sem pedido me faz de trapo velho me taca fogo e diz que quer mudança, algo de novo, mudança só se faz se quer o povo la, la, la, la, la, la, .

que ser~ que será que andam nas idéias desses reitores que pensam que os estudantes são malfeitores e podem ser tratados como detentos e podem ser usados como instrumentos qual é a solução? que será que será democraticamente ele irá aceitar? isso nós duvidamos, vamos perguntar prá sair deste impasse e a c(li a melhorar. la, la, la, la, la, la, .

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.éstudaltes em Assembléill. A Rei1oria, nio dando que cantavam nos-õuvidÕs ouvidos aos apelos e da ~eunião do CEPEI. A protestos dos estudantes, reivindica.:ão não foi fundiu os Centros de estudos, e isso foi muito atendida mas oS,estudantes ruim. Não deram o'uvidos 'I não foram derrotados. "Como pOdeser iss~i"" . à voz da consciência e muito menos à voz da podem perguntar alguns. persistência (a dos 600 Nós res~onde':'1os:

I

"COMO PODE, UM POVO LIVRE VIVER SEM,

DEMOCRA CIA..." "O QUE SERÁ QUE "O LE LÊ,O LA LÁ SERÁ QUE ANDA QUEM UNE NAS IDÉIAS DESSESIO QUENÃO DEVE REITORES~.." NAO PERDE Embora possamos POR ESPERAR" supor muitas coisas, até ,J

hoje não se tem uma resposta convincente de porque o reitor pretendia fundir os Centros. A única coisa que se tem claro é que os estudantes não poderiam saber de nada. O que ele queria'na verdade, ora mexer e desmexer, ju'ntar'Ceô'trosle fazer o que bem lhe convinha sem pensar que os estudantes pudessem tomar conhecimento do assunto a 'tempo e se mobilizar. O Réitor pen50U i simplesmente que mais', uma vez ele faria das duas e sairia, mesmo que um .pouco desgastado, livre para em próxima oportunidade re::>etlra [fase sem que os estudantes respondessem, como responderam, à sua investida. Nunca o reitor e mesmo JTluitos estudantes e professores, esperavam quel . fos:;e armado o ",=,ndéu" que se armou.

I.

Os estudantes reagiram e marcaram posição e, nisso tudo, viraram mais uma página na história da FUEL.

Nesta história toda quem não sabia ficou s3!bendo, quem já sabia, passou a ter certeza, de que o diálogo que o reitor fala é o "monólogo do Eu sozinho". N6s aprendemos principalmente que: arbit.rário e ~ ' antidemocrático~ não são palavras vazias mas sim que representam ~ 'claramente a reunião do CEPE decidindo a fusão; meia dúzia de elementO!l nervosos, impacientes, abalados com a voz da Assembléia dós estudantes, discutjndo no vazio er .hegal1do a decisões frias e sem representatividade. Nesta hist6ria nós aprendemos qual é o "esprrito democrático" da reitoria e o seu incentivo à participação: a ameaça de

chamar a pol(cia se os estudantes não calassem a boca. E a demonstração de que a nossa força é a fraqueza da Reitoria: não sarmos, e eles não puderam chamar a polrcia porque naquele momento nós éramos os mais fortes (o que não implica qL~eeles não sejam mesmo dispostos a fazer isso em último casol.

liA NOSSA

FORÇA IRÁ AVANTE SEO REITOR CONTINUAR COMESSE AGRAVANTE" Nós aprendemos também que se a ' capacidade de um é limitada, a de todos nós juntos não é: se um sozinho não conseguiria fazer uma letra de música satirizando a fusão e seus ,projenitores, somando-se às idéias dos outros conseguimos mais de 1Q músicas em menos de uma hora. (As letras, veja na página do lado). Nestas mobilizações todas, a gente aprendeu na

carne a importância da união, aprendemos que os estudantes não s~o agentes passivos da arbitrariedade da reitoria. AgorR, o principal dtl tudo, apren ido por todos nós, foi a imagem de um reitor mudo, frio e d..Jrl), cheio de mec!o ou de ódio, calado, escol':ado por seus funcionários, atravessando surdo uma Assembléia e o coro de mais de 600 estudantes aos gritos de "Queremos solução, Abaixo a fusão". A fusão não caiu, mas veio abaixo uma boa dose da segurança que o reitor tinha, de poder soprar a vela do barco para o lado que melhor lhe convém. Mais que isso, Ve10abaixo a célebre e vaiada afirmativa "manifestação de minoria". Hoje convém ao reitor pensar pensar duas vezes porque uma coisa ele levou prá casa e de noite deve ter pesado em seu sono: O desabafo de mais de 600 estudantes e a Iição de que a sua situação, daqui prá frente está beirando a de um jogador de pega varetas. ~ mexer os pauzinhos da forma errada e correr-se o risco de perder o jogo. Os estudantes o CCR, CT e CCA deram o exemplo.


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um reino não muito distante nas terras de Logo AIi viveu um feitor galante ~ que outro igual nunca vi.

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•••• /(JfbJO .,. ~~. .0.---ó. A1valesóscar era um pobre moço • 0t)0 .!!.-""'Q ., cheio de ideais. No seu tempo de Além dessas façanhas, mantinha ele terras de Logó AI{, para ilão . estudante, participava de confrarias . hospedada em seus domínios uma bruxa incornodarem a magnífica ascenção do reivindicatórias. Um pouco paranóico, chamada Repressilda, que soltava quando magmínimo fe;itor. um pouco inr-erto e sem idéias bilhantes, Mas como também em fábula valem mas comprovadamente ele participou das ha"1a qualquer manifestação de descontentamento. Repressilda era as leis da histÓrill, vale lembrz.r o ~~ueo confrarias. Conseguindo alguma projeçãu rscoltada por uma legião de cavaleiros povo de Logo AI{ sempre esyalha:~ nas altas esferas da nobrt:za, foi tentar ú;") a carreira pol ítica, e com a ajuda do Rey, -narrons chamada SUATlS SANCIAS candidatou-se. Para frustração da triste :'Ie ~inha a ordem de manter ... a ordem, figura, o povo negou-lhe o sufrágio. .~claro. Mas com os bafo~ da .:orte (não Enquanto isso, os discípulos de Logo ada que Vl:lmé.- prá Sf.mpre ) diremos bafejos pois, corpo veremos \li não suportavam mais os tribut(ls que poi~ o progresso 'Se faz presente adiante, :ti atitudes deste r3jJaz nunca ~ubiam 35% todo ano, o nível de a verdade se fortalece cheiraram bem), com (! filha do Rey l'nsino indo pro fundo do poço (não se contra quem nos faz descontentes Minthas se casou e de presente de ~ ~squeçam que além de tudo, nossa casamento, lima beh feitoria ganhou. :listória se passa num tempo de 1Hnto com ela, de dote herdou também obscurantismo medieval), e sua liberdade Assim foi que, ~ mt;:dida que tempo uma mágiC<1 poção que o dom lhe tulhida a cada passo do Magmínimo (tratamento adequado para se dirigir a foi passando e Illuita coisa acontcncendo, con feria de . uc, em tudo quan to no homem desses). Alvalesóscar foi ficando peá trás. Até tocava, por fora reluzia e por dentro A1valesóscar foi pondo a mão onde .1ue um dia, olhando ..se no espelho, apodrecia. podia. Com ar de moço bom, tapinhas espantou~e com o que viu. Tocou~e !\. feitoria de Alvalesóscar era uma .las costas, vãs promessas e transações beleza. Toda construída em módulos da e tudo reluzia por fura, mas tudo por ,)bscuras , foi implantando seu domínio ! laiS modem:! engenharia. E quando ilentro apodreceu. la terra de Logo Al(. Paira ainda no ar e havia um visitante ilustre, os gramados E como sem moral não há fábul:.l que 'Iói mais. ainda no peito a história de um surgiam ela 11Iiitepara o dia. Não consh se preze, aí vai. tal estatuctus e uma tal fusão de na hisftíria, é dan, a devastação dos Por mais que os bobos da cortc ,csmarias da sua feitoria., que o feitor pe:>segueiroslIatlvos do lugar, onde hoje rezem :nandara implantar. Na4a se sabia ao só soblevive \e em rettato) aquele do qm: em terra de Logo Ali não há ) ('erto, às vésperas da décisão e os catálogus da feitoria, e um pergaminho mal !Uchichos corriam soltos por todos os peri6dico cujo nome perpetua a. o que AlvaJesóscar aprontou recantos da feitoria. a lemhrança do equilíhrio ecológico ~ssesueiraJ não foi lá nada perdido: "O Pessegueiral". normal Agora feitor, o pobre moço não era mais tão pobre. Deixou de vez qualquer de um dia para o outro dever com a maioria, a luta pe:a democracia, ;Jélrapreparar sua ascenção a fusão foi anunciada política no reino e sua projeção pessoal. como uma benção para a nação Muito eSl'crto, tratou ele de facilitar sua uma medida de economia atuação. din,inar.do seus opositores com em tempos de inflação. atitudes que se compatibilizavam com o fascismo (um regime que só pintou muHo depois, mas como homem de visão que era, antecipava a hisfória no que lhe Foi tal a indignação, que os discípulos convinha). em maioria, assaltaram com as anuas ri,! razão, sua belafeitoriá.

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E assim prosseguiu Alvalesóscar: calando uns, expulsando outros, até que. . d se VIU rodea o apenas pelos~ bobos . - da corte,I que assessoravam e reforçavam aque a mente ausente de toda lu~.

os bobos da corte então espalhados pelo salão davam "pinotis" no povo mostrando sua verdadeira função

E lh .d . o conse o reum o aprovou um es t a tu c tos Que d e res t o, s ó f:'""18 iII prOl°b.ir \os dis e (ul p os d e con tinO uarem 'frequentando o "Templo do Saber" das

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