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N.º

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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL

INAUGURAÇÃO DO CENTRO DE DIÁLISE

GRUPO H SAÚDE ABRE FINALMENTE O CENTRO DE DIÁLISE NA POLICLÍNICA DA BENEDITA PREPARADO PARA ATENDER 150 UTENTES COM DOENÇA RENAL CRÓNICA

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Saiba viver com o Sol Previna o Cancro Cutâneo 06

Atenção aos sinais que se modificam e feridas que não cicatrizam. Evite expor-se aos raios UV das 12h às 16h

Nefrologia 09

A Doença Renal Crónica em Portugal

Animais de Estimação 28

Cuidados de Emergência para Animais de Estimação

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Grande Entrevista

Dr. Paulo Inácio Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça REVISTA H SAUDE N0_3.indd 1

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ÍNDICE N.º

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PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL

Índice e Ficha Técnica ...................................................................................................................................................................................................................3 Editorial | Pelas pessoas e pela saúde | Dr. António José Henriques ............................................................................................................. 4 Saúde | Dermatologia | Prevenir o Cancro Cutâneo | Dr. César Martins .......................................................................................................6 Gestão | Estratégia e novos projectos | Henrique Alves Henriques.................................................................................................................8 Saúde | Nefrologia | A Doença Renal Crónica em Portugal | Dra. Ana Natário .........................................................................................9 Grande Entrevista | Dr. Paulo Inácio | Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça........................................................................... 10 Opinião | SNS: Um Orçamento com Estratégia | Dr. António Sales ...............................................................................................................13 Evento | Inauguração da Unidade de Diálise | “Do Sonho à Realidade” ........................................................................................................14 Saúde | Estomatologia | A saúde oral em 5 passos | Dra. Liana Ferreira .................................................................................................... 18 Saúde | Gastroenterologia | A enucleação prostática em doente pós-embolização da próstata | Dr. António Oliveira ...........19 Saúde | Otorrinoraringologia | Cancro da Cabeça e do Pescoço | Dr. Tiago Costa .............................................................................20 Saúde Geral | Gripes e Constipações | Farmácia Alves ........................................................................................................................................ 21 Saúde | Psicologia | O luto, numa abordagem integrativa | Dra. Carla Ferreira .................................................................................... 22 Gestão | Segurança e saúde no trabalho | Eng. Eduardo Santos ....................................................................................................................24 Apoio Domiciliário | AmaCare, por si, todos os dias do ano | Dra. Carla Ferreira...................................................................................26 Medicina Veterinária | Cuidados de Emergência para Animais de Estimação | Prof. Dr. Luís Louro .....................................28 Utentes | Porque as pessoas importam....................................................................................................................................................................... 31 Associação Portuguesa de Unidades de Diálise | Hermetismo | Dr. António José Henriques .........................................................32 Especialidades Médicas, Terapias e contactos ......................................................................................................................................................33 Todas as imagens são propriedade da Towerelephant | A publicação não respeita as regras do AO90 no entanto cada autor é livre de o respeitar ou não.

FICHA TÉCNICA Director Editorial Dr. Antonio José Henriques Gabinete de Comunicação e Relações Públicas Henrique Alves Henriques Colaboraram nesta edição: Dra. Ana Natário | Dr. António Oliveira | Dr. António Sales Dra. Carla Ferreira | Dr. César Martins | Eng. Eduardo Santos Felismina Conceição | Dra. Liana Fernandes | Prof. Dr. Luís Louro Dr. Paulo Inácio | Ricardo Trindade | Dr. Tiago Costa

Conteúdos e fotografia: Towerelephant e-mail: redaccao.revistasaudehoje@gmail.com Gabinete de Imagem: Dots of Light, Lda Propriedade: Policlínica Central da Benedita SA Morada: Rua da Policlínica s/n, 2475-151, Benedita Periodicidade:Trimestral Tiragem : 7500 exemplares | Distribuição gratuita Publicidade e Marketing Media Style | mediastyle.ca@gmail.com | 969 230 224

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l a i r ito

Ed

Pelas pessoas e pela saúde Variadas são as metas que cada um de nós quer alcançar na vida. Em diferentes idades e momentos, desejamos ir conquistando diferentes sonhos, pilares, que no fundo constituem pegadas da nossa existência e que a justificam. Sempre privilegiei a solidariedade, o cuidado para com o próximo, consciente de que o próximo somos frequentemente nós. Várias foram as batalhas em que cerrei fileiras em prol da justiça, mesmo que essa justiça não me abrangesse no sentido óbvio de dela tirar parte. Guerras essas em que o privilégio da vitória não me incluía, a não ser por se tratar sempre de um princípio mestre, o de transformar este mundo em que habitamos todos, num lugar melhor, mais justo e mais solidário. O Grupo H Saúde Inaugurou, no passado 16 de Junho, uma Unidade de Diálise, com capacidade para tratar cerca de 150 doentes com Doença Renal Crónica e evitar que para tal precisassem de percorrer muitos quilómetros (em alguns casos mais de 100) para serem atendidos. Além de contribuir para criar mais de duas dezenas de postos de trabalho qualificados.

Agora editamos esta revista , cujo objectivo entre muitos outros, é pôr ao dispor de todos, rúbricas sobre um dos aspectos mais importantes das nossas vidas: a saúde. Este é por excelência um espaço de encontro, que queremos comum, de esclarecimento e conhecimento, sobre a doença, mas sobretudo sobre as soluções para prevenir a doença. Pela mão dos profissionais de saúde serão esclarecidas dúvidas e um rumo para uma vida de maior harmonia e mais qualidade. Haverá sempre um espaço para as vossas questões e será de bom grado que as levaremos em conta. Escrevam-nos com sugestões e dúvidas para: correiodosleitores.saudehoje@gmail.com Sejam bem vindos!

“ Sempre privilegiei a solidariedade, o cuidado para com o próximo, consciente de que o próximo somos frequentemente nós.”

Dr. António José Henriques Director Editorial redaccao.revistasaudehoje@gmail.com

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Dr. César Martins Dermatologista Policlínica da Benedita

Prevenir o cancro da pele Ações preventivas da Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo Quando falamos de Cancro da pele ou cutâneo, pensamos de imediato na praia, onde a exposição ao sol, raios ultra violeta (UV), é maior. Infelizmente estamos em risco sempre que expomos a pele ao sol na praia mas também e seguramente mais vezes quando simplesmente saímos de casa para ir às compras ou mais intensamente a trabalhar no campo, na pesca ou construção civil, ao praticar um desporto ao ar livre, numa caminhada ou mesmo a cuidar do jardim.

No dia 23/7 a campanha de sensibilização organizada pela Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo (APCC) escolheu o Bombarral como cidade alvo para a sua ação sensibilização, atendendo sobretudo ao número elevado de trabalhadores rurais existente. Desta forma a divulgação de informação foi dedicada essencialmente à população que trabalha ao ar livre, na agricultura ou feiras e que está exposta ao sol horas seguidas, a maior parte das vezes sem qualquer proteção. O projeto teve a chancela

Acção preventiva da APCC - Um dos presentes mostra os sinais ao Dr. César Martins

da APCC sendo responsável diretamente pela logística local o dermatologista Dr. César Martins. A iniciativa teve o apoio da Câmara do Bombarral representada pelo seu Presidente Dr. Ricardo Fernandes; do Grupo H Saúde, representado pelo seu Administrador, Dr. António José Henriques e pelo Eng. José Canha, Diretor Executivo do Portugal Fesh n

Dr. César Martins, Dr. Ricardo Fernandes

Algumas notas sobre o cancro de pele mais agressivo – o melanoma.

O melanoma maligno é o mais mortal de todos os tumores de pele, aparecendo nos indivíduos entre os 30 e os 50 anos de idade. Pode aparecer sem qualquer sinal de aviso numa pele em tudo normal ou instalar-se sobre um sinal de longa duração. O melanoma origina-se nos melanócitos, que são as células que produzem a melanina, substância que dá a cor á pele. Deste modo, o tumor é habitualmente escuro: preto, castanho ou constituído por várias cores simultaneamente. As queimaduras solares na infância são o principal factor de risco para o melanoma. No entanto, existe um certo grau de hereditariedade, principalmente se na família alguém teve um melanoma ou sinais atipicos.

As alterações dos sinais que constituem um alerta para a necessidade de consultar o médico dermatologista são: • Assimetria: o sinal é não é simétrico; • Bordo irregular: a periferia do sinal não é bem delimitada; • Cores diferentes: existe mistura de várias cores nomeadamente castanhos, preto e mesmo branco e vermelho; • Diâmetro superior a 7 mm; • Evolução: o sinal mudou de aspeto.

O tratamento do melanoma só é possível quando o tumor é detetado no inicio. Obriga normalmente a intervenções cirúrgicas complexas sob anestesia geral, dando origem a cicatrizes grandes. Quando o tumor já se encontra disseminado a probabilidade de cura é baixa. Desta forma a prevenção é o passo mais importante para que qualquer um destes cancros possa ser evitado. A maneira mais fácil de descobrir alterações da pele é realizar auto-exames periódicos em casa. Esta é a forma mais eficaz de nos familiarizarmos com os nossos sinais e mais facilmente reconhecermos a mudança num deles ou o surgimento de um novo n

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Cuidados a ter na exposição solar • Evite a exposição entre as 12 e as 16 h • Use chapéu, uma camisa ou t.shirt de cor escura, óculos escuros, quando estiver ao sol. De preferência com manga comprida se por razões profissionais for imprescindível estar ao sol. De preferência gradualmente , para que a sua pele se adapte. • 30 minutos antes use protector solar nas zonas expostas com factor protector nunca inferior a 30. Renove a aplicação de 2 em 2 horas. Não esqueça um baton protector para os os lábios. • Esteja atento a qualquer alteração da sua pele. vigie os sinais e o contorno dos mesmos. • Atenção ao reflexo dos raios solares: Neve, 85%; praia, 20%; água e relva, 5%. Estar à sombra de um chapéu de sol ou toldo não é suficiente para evitar escaldões. • O tempo nublado não o protege dos raios UV. • Mantenha os bebés longe do sol. No primeiro ano de vida as crianças não devem ser expostas. Uma queimadura solar na infância duplica o risco de mais tarde se desenvolver um cancro de pele. • Evite os solários, pois os UV aumentam o risco de cancro cutâneo e aceleram o envelhecimento da pele. • Evite queimaduras e escaldões. • As pessoas ruivas, louras e com sardas devem proteger-se com mais rigor. • Consuma frutas e legumes e beba muita água, ajuda a proteger a pele. • Cuidado com os sinais que se modificam e com as feridas que não cicatrizam, consulte um dermatologista. • Lembre-se que cerca de 80% da dose de radiação tolerada pela pele se atinge aos 18 anos. Fonte APCC

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Henrique Alves Henriques Director Executivo do Grupo H Saúde

Estratégia e novos projectos O ano que aí vem, tal como os passados, será desafiante para o Grupo H Saúde. Foram muitos os desafios desde a nossa fundação em 1982 e passo a destacar os mais decisivos no nosso crescimento: 2002 – Farmácia Alves começa a operar na Benedita; 2005 – Aquisição da Policlínica da Benedita pelo Grupo H Saúde; 2006 – Aquisição do Centro Médico de Pataias pelo Grupo H Saúde; 2014 – Inauguração da Clínica das Olhalvas (Leiria); 2014 – Inauguração Amacare – empresa de apoio domiciliário; 2016 – Inauguração novo Centro de Fisioterapia; 2017 – Atingimos e conquistámos a confiança de 100.000 utentes; 2018 – Inauguração da Unidade de Hemodiálise da Benedita; Assumimo-nos como um projeto global de saúde, integrando uma vasta rede de unidades, representadas no centro do país. Numa postura de grande colaboração com a população local: • apoiamos ações sociais de variado âmbito; • contribuímos para a importante criação de novos postos de trabalho; • na implementação de novas técnicas de diagnóstico e tratamento.

É para nós fundamental estabelecer relações de confiança com todos os que nos procuram, tendo como objetivo melhorar a sua qualidade de vida e a sua saúde. O Grupo H Saúde irá continuar a apostar na inovação, na especialização e, acima de tudo nas qualidades humanas da sua equipa de modo a assegurar um serviço de excelência a todos os seus utentes. Trabalhando multidisciplinarmente e com seriedade, toda a equipa se esforça para encontrar as soluções mais adequadas a cada problema, cientes de que o respeito por estes valores são a chave determinante para o sucesso n

“... com seriedade, toda a equipa se esforça para encontrar as soluções mais adequadas a cada problema, cientes de que o respeito por estes valores são a chave determinante para o sucesso”

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Dra. Ana Natário Nefrologista

A Doença Renal Crónica em Portugal

Imagem: © Blausen.com staff. “Blausen gallery 2014”

Os rins são fundamentais para a nossa saúde e bem-estar, uma vez que purificam o nosso sangue 24h por dia. Muitas pessoas têm dificuldades em aceitar que os seus rins não funcionam adequadamente, visto que a doença renal crónica apenas dá sintomas nas fases mais avançadas. É fundamental um seguimento médico periódico com o adequado controlo dos fatores de risco associados à doença renal crónica, nomeadamente o a diabetes mellitus e a hipertensão arterial. Com o envelhecimento da população, a incidência da doença renal configura um verdadeiro problema de saúde pública, apresentando o nosso país a mais elevada taxa de novos casos por ano de toda a Europa. O diagnóstico precoce da doença renal crónica através dos Cuidados de Saúde Primários é fundamental para atrasar a evolução da doença para estádios avançados. Até à data foram diagnosticadas cerca de 20.000 pessoas com doença renal terminal em Portugal. De acordo com os dados do Gabinete de Registo da Sociedade Portuguesa de Nefrologia, no ano de 2017 cerca de 2300 pessoas iniciaram terapêutica substitutiva da doença renal (hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal), com uma idade média de 67 anos e predomínio para o sexo masculino. Uma importante componente da responsabilidade social associada a esta doença, deve ser a prevenção, e a administração do Grupo H Saúde tem bem presente a importância de uma abordagem integrada do doente com doença renal cronica. Neste sentido, desenvolveu a primeira consulta de Nefrologia na área da Benedita que já funciona há cerca de 2 anos, na expetativa de prestar o melhor apoio nesta área, aos utentes que sofram de doença renal.

A Criação de um Centro de Diálise na Benedita O Centro Médico de Diálise da Benedita inaugurado em Junho deste ano, surgiu da necessidade de fornecer assistência ao número crescente de utentes que necessitam de hemodiálise nesta região. Este é um Centro privado, periférico e a sua importância nesta região deve-se ao facto de apresentar uma densidade populacional significativa, com mais de 200.000 habitantes num raio de 15 km de distância da Benedita. Com a criação deste Centro, o Grupo H pretende tratar cerca de 150 pessoas com doença renal em hemodiálise regular . O objetivo principal é melhorar o acesso e a qualidade do tratamento dos doentes renais crónicos. Atualmente os utentes do concelho têm que percorrer vários quilómetros todas as semanas, para poderem fazer o seu tratamento. Espera-se que este Centro possa estar aberto ao público em breve n

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Grande Entrevista Dr. Paulo Inácio | Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça

O Dr. Paulo Inácio, recebeu-nos sorridente , seguro, atento. Com toda a humildade, revelou que está sempre a aprender, que é assim numa incessante sageza que se consegue melhorar. Nunca escondeu a sua maior preocupação, que os habitantes da Região de Alcobaça comecem com iguais oportunidades, que a saúde e a cultura estejam ao alcance de todos. Que o trabalho das Autarquias se meça, não só pelas obras deixadas mas pelo legado não imediatista. E as palavras sucederam-se, tranquilas, como são as de quem nada teme e nada esconde, de quem vê, afinal, mais longe.

Onde nasceu e cresceu? Nasci em Mafra, porque o meu pai se encontrava a trabalhar lá mas cresci em Alcobaça. A minha mãe é natural da freguesia de Alfeizerão e o meu pai da Cela. Quando despertou para a política? Na Escola Secundária, no Associativismo Estundantil. As Juventudes Partidárias acharam que eu tinha jeito. Fui contactado antes, mas esperei pela quase maioridade

para ingressar na JSD. Faz-me ainda confusão ver alguém ingressar com 14, 15 anos. Como podem ter consciência politica, tão novos ? O que estudou ? Paralelamente à sua ocupação académica como ocupava o seu tempo? Estudei Direito mas antes disso tive muitas profissões. Quis sempre ser independente e procurei sempre a minha

autonomia financeira, trabalhei desde novo, aproveitando sobretudo as férias. Fui, recepcionista de um hotel quando estava no Secundário. A mais séria dessas profissões foi ser Oficial de Justiça, no fundo foi depois dessa experiência que escolhi o curso de Direito e mais tarde a profissão de Advogado. Engraçado como nessa altura nunca me passou pela cabeça que estaria a desempenhar as funções que estou hoje a desempenhar. Fui crescendo

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politicamente. Estava presente nos plenários do partido onde comecei a ser respeitado. Fui Deputado da Assembleia da Freguesia de Cela, Deputado Municipal e Presidente da Assembleia Municipal. E, depois, as circunstâncias da vida fizeram com que fosse Presidente da Câmara de Alcobaça. Quais são as suas maiores preocupações como autarca? Preservar uma visão estratégica para o Concelho. Não pensar no imediatismo mas a médio longo prazo. Ter uma Câmara com saúde financeira que me permita abordar políticas sociais relevantes. Não é só a obra física que importa mas sobretudo a imaterial. Orgulho-me por exemplo, de ter sido pioneiro em garantir manuais e materiais escolares gratuitos para todo o 1º ciclo no concelho. Ainda bem que o Governo agora o faz. Um dos princípios Sociais Democratas é a criação, desde a infância, de igualdade de oportunidades. Se não conseguirmos atingir esse patamar para as nossas crianças, então não estamos cá a fazer nada. Depois cada ser humano escolherá o caminho que entender e devemos ser liberais para que o façam com liberdade. A Social Democracia deve afirmar-se com preocupações sociais adaptadas às diferentes fases etárias e às pessoas que, face às vicissitudes da vida, ficaram mais fragilizadas. Quais as suas maiores alegrias/sonhos? Penso que no futuro a análise autárquica não incidirá apenas nas obras realizadas, será muito mais profunda. Será analisada a taxa de desemprego antes e depois, o estado da educação, a cultura, a consciência ambiental. Serão outros os parâmetros. Qualquer Presidente de Câmara tem a obrigação de passar, ao próximo, um testemunho melhor do que o que encontrou. Se todos tivermos essa preocupação vamos evoluir como sociedade. Quando fiz obras na envolvente do Tribunal de Alcobaça, sempre com o objectivo de aumentar os espaços verdes, preservando os jardins, e adquiri os terrenos do futuro Parque Verde, houve um jornalista que me perguntou: “Não são jardins a mais?” Ora, não há jardins a mais! Quando queremos atrair turismo, temos, em primeiro lugar, que tratar de nós. De nada serve fazer coisas de fachada, temos de promover ações que de facto melhorem a vida das pessoas e aproveitar bem os factores de diferenciação. Em termos de Marketing de

Palacete do Pena de finais do Séc. XIX pertencente à Câmara Municipal de Alcobaça - Paços do Concelho

território, a riqueza de cada concelho deve ser aproveitada. Nós temos serra, agricultura, praias e Património da Humanidade. Se tratarmos bem de tudo, a diferenciação está feita e é o melhor cartão de visita para o turismo interno e externo. Voltando à sua pergunta, a minha maior alegria é obviamente sentir que estou a contribuir para melhorar a vida de todos. Sobre os sonhos, nada na vida me daria maior honra do que poder representar o povo de Alcobaça durante estes anos. O meu sonho é este! Tem hobbys? Como passa o seu tempo livre? É público que gosto do meu Sporting, sou um sofredor.... Gosto e ler e de cinema que vejo sobretudo em casa. Perdi o hábito da prática desportiva, o que me tem arredondado a silhueta contra a minha vontade. Qual é para si o melhor filme? E o melhor livro ? Penso que os nossos melhores filmes e livros estão associados a certos momentos da vida. Numa determinada altura elegemos um ou outro dependendo do momento que estamos a viver. Recordo-me por exemplo de ter visto “A Guerra das Rosas”, quando cumpria o serviço militar, num momento em que me sentia particularmente cansado e desmotivado, achei talvez por esse

motivo que o filme tinha um grande sentido de humor, e naquela altura, o seu visionamento foi um momento excelente. Aprecio imenso os clássicos como o BenHur e as Biografias. Uma que me tocou particularmente foi a que se realizou sobre a vida de Gandhi. Nos livros também opto por Biografias, pelo legado histórico que certas pessoas nos deixam na sua passagem. Como olha para a descredibilização politica? Com grande preocupação. Precisamos de jovens na política mas hoje não me sentiria à vontade para aconselhar esse destino. Penso que a sociedade terá forçosamente de aprender a separar o trigo do joio, pois condena-se todos pelo comportamento de alguns. Além da injustiça que se comete está-se a contribuir para que fique apenas na politica quem não tem vergonha e nada tem a perder. No caminho para o trabalho, vinha a ouvir no rádio do carro que, a propósito do Furacão Leslie, o Comandante da Proteção Civil da Figueira da Foz, que não conheço, ter-se-á deitado às 5 da manhã, regressando ao trabalho às 8 – facto que foi amplamente criticado. Ora, eu acho que às 5 da manhã e certamente estourado, ele terá feito muito bem em ir dormir, evitando até tomar alguma decisão errada. A imprensa não pode andar dominada pelas redes sociais onde num minuto se endeusam

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pessoas e se condenam outras. É assim que surgem fenómenos como o Bolsonaro. Há que ter sobretudo bom senso e andar bem informado. Desde que é o Presidente da Câmara de Alcobaça qual foi o pior momento que viveu ? E o melhor? É dificil contabilizar os altos e baixos. Prefiro responder de outra maneira à sua questão. É preciso um certo grau de insatisfação para continuar a ter ideias e continuar a aprender com os exemplos com que nos deparamos. Adaptarmos sempre o nosso plano estratégico às novas realidades. Aproveitar a inspiração que a própria vida nos traz. As principais ideias que tive para o meu concelho tive-as fora do meu concelho. Nunca podemos pôr de parte a análise comparativa. Sabemos que, consciente do benefício para os habitantes da região não poupou esforços para que a abertura do Centro de Diálise, na Benedita, se tornasse uma realidade. Em que medida, considera importante a abertura desta Unidade de Saúde? É efetivamente muito importante. Apesar de não ter esses números quantificados, serão sensivelmente na ordem da centena o número de pessoas afetadas, número que já justifica a abertura desta Unidade pois precisam deste serviço de modo regular e permanente e a proximidade geográfica evita o transtorno e despesa das deslocações. Devemos facilitar a vida a quem sofre desta insuficiência, melhorar a qualidade de vida de quem teve este azar. Considera relevante o Investimento Privado na Região e do Grupo H Saúde em particular? Fico muito satisfeito e deixo aqui os parabéns ao Grupo H Saúde por ser importantíssimo tratar estes doentes perto das suas casas. Depois, voltando ao que já disse antes, temos que tratar bem os nossos cidadãos. Só assim poderemos atrair os de fora. Ficamos ainda com mais capacidade para poder atrair outro tipo de turismo que careça de tratamentos desta natureza. Sem dúvida que a àrea da Saúde é muito importante para o nosso concelho e a contribuição do Grupo H Saúde, que tem a sua sede na Benedita, muito relevante. Reitero os meus parabéns aos proprietários e ao conselho de administração do Grupo.

“...serão sensivelmente na ordem da centena o número de pessoas afectadas, número que já justifica a abertura desta Unidade de Diálise, pois precisam deste serviço de modo regular e permanente e a proximidade geográfica evita o transtorno e despesas das deslocações”

A Doença Renal Crónica tem vindo a aumentar e Portugal é o País Europeu com a mais elevada taxa de crescimento por ano. Foi criada uma Associação de Unidades de Diálise - Hermetismo, com o objectivo de ganhar força associativa para fazer face ao mercado e à presença de fortes multinacionais que dominam o sector. Só assim se acredita que é possível melhorar a qualidade de tratamento dos doentes aumentando a proximidade dos centros de tratamento evitando a sobrelotação dos Hospitais Públicos e reduzindo deste modo os custos elevados de transporte. - Tem conhecimento da criação dessa Associação Nacional de Unidades de Diálise e da enorme desporporção na distribuição dos doentes, 90% nas multinacionais e 10% nas restantes ? Sim, tive oficiosamente conhecimento da criação dessa associação. Penso que faz todo o sentido pois não deve, em nenhum setor, existir excessiva centralidade. Torna as coisas mais opacas. Não haver monopólios é importante, a bem da concorrência e sobretudo das pessoas e dos doentes em particular. Não é aceitável que exista a desproporcionalidade que referiu. 13 - Qual é a sua opinião sobre qual deve ser o papel do Estado no sentido de garantir a equidade e as convenções para que estas Unidades de Diálise possam receber os mesmos apoios para poderem deste modo iniciar os tratamentos, objetivo que esteve na génese da sua criação? O Sistema Nacional de Saúde foi criado para efectivamente garantir um acesso gratuito e universal. O modus faciendi é ditado pelas políticas ministeriais e pode passar por instituições privadas e públicas. O que me preocupa como cidadão é que continue gratuito universal e de qualidade. Penso que será esta a estratégia a preservar, sempre, como já referi, com o objectivo de contribuir para melhorar a vida dos cidadãos. 14 - Para terminar, qual seria a palavra que escolheria para o definir? Todo o ser humano é dotado de uma riqueza interior única e irrepetível. Sinto que tenho duas forças contrárias dentro de mim, uma que me impele a mudar, outra a preservar. Talvez escolha duas palavras: a Gratidão e a Insatisfação n

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Opinião Dr. António Sales Ortopedista e Deputado da Assembleia da República

SNS: Um Orçamento com Estratégia Aproxima-se um  novo orçamento para a saúde e com ele um novo ciclo... Dos mais diferentes quadrantes surgirão previsões de números, todos eles suportados em necessidades mais ou menos bem fundamentadas e de acordo com as prioridades que cada um, ou cada grupo de interesses entende ser fundamental. E os portugueses? Quais as suas reais prioridades?

de saúde setor que se revela fundamental para a sustentabilidade da consolidação orçamental e para as legítimas expectativas e necessidades dos cidadãos. Esta planificação tem como base este “contrato de confiança“ entre eleitores e eleitos de forma a ter impacto direto nos índices de qualidade de vida da população e na continuidade dos resultados e dos indicadores de saúde conquistados nas últimas décadas.

O Capital de confiança que este governo estabeleceu com os portugueses de manter a saúde das finanças públicas não abdicando de indicadores macroeconómicos que permitam investir em áreas sociais como a saúde ou a educação, leva a que seja simples de entender a mais elementar das equações: Só com economia forte e finanças públicas saudáveis poderemos ter uma saúde pública mais sustentável e com maior justiça social... Para tal é necessário uma estratégia orçamental também ela sustentável , quer do ponto de vista económico, social ou político. Por isso, este orçamento não será apenas MAIS UM, mas deverá enquadrar objetivos de médio e longo prazo com a definição de políticas de saúde consistentes para o futuro , que permitam atingir esses objetivos refletindo uma trajetória de coesão social e consolidação das contas públicas. A tal desiderato chama- se ESTRATÉGIA ORÇAMENTAL. E só assim independentemente das provocações e pressões , quer à direita quer à esquerda , os portugueses entenderão que o que está em causa é o nosso futuro coletivo.

Esta é a principal razão pela qual despesa em saúde significa investimento... E num setor sub orçamentado à décadas importa não perder a lucidez para perceber e fazer perceber que a decomposição da despesa do Serviço Nacional de Saúde terá que ser prudente evitando a excessiva redução das suas principais rubricas: • Despesas com Pessoal e Consumos Intermédios (bens e serviços), pois elas representam o músculo do sistema, sendo que cerca de 70% destes consumos da Administração Central são realizados na área da saúde. Uma redução drástica nesta área levará garantidamente à diminuição da qualidade do serviço prestado no Serviço Nacional de Saúde. A mesma cautela se exige na reposição das 35 horas e descongelamento de carreiras em relação às despesas com pessoal nesta área. Estas cautelas significam também por isso uma melhor gestão do Serviço Nacional de Saúde obtendo assim ganhos de eficiência e eficácia permitindo prestar melhores serviços com níveis racionalmente optimizados de despesa pública.

Uma estratégia orçamental implica sempre resposta a algumas questões prévias: • Será que as prioridades políticas estabelecidas estão bem quantificadas e é conhecido o seu impacto orçamental não só para o próximo orçamento como também para os anos seguintes?  • Será que essas prioridades atingem os objetivos pretendidos não só em termos de saldos orçamentais mas também do ponto de vista de justiça social? Ao olharmos para o período entre 2011 e 2015 verificamos que os DOZE orçamentos praticados (4 primários e 8 rectificativos) não respondiam a nenhuma destas questões... Conclusão: ausência completa de objetivos estratégicos como pura navegação à vista. Pela nossa parte e do atual governo entendemos que a planificação de médio e longo prazo independentemente da imprevisibilidade do contexto futuro , permite sempre desenhar políticas públicas nesta área da saúde mais estáveis e mais consistentes permitindo por um lado às instituições e às pessoas planificar as suas atividades e por outro proteger e salvaguardar as franjas mais vulneráveis da população . Para responder às questões anteriores o atual governo em abril de 2017 apresentou o seu Programa  de Estabilidade  ( PE ) 2017 - 2021  que estabelece o cumprimento de metas orçamentais , obviamente que reajustáveis ao longo do tempo , em função da conjuntura económica internacional onde se definem as principais prioridades a médio e longo também elas com importante impacto na área

Outra das preocupações deste governo em matéria de estratégia orçamental na área da saúde tem sido e será com certeza , o nível de dívida relacionado com os pagamentos em atraso a fornecedores principalmente os que se relacionam com a aquisição de medicamentos. Os recorrentes aumentos de capital estatutario dos hospitais utilizados à décadas pelos diferentes governos para pagamento de dívida têm-se revelado soluções de curto prazo e pouco efetivas na sustentabilidade evidenciada. Este governo em colaboração com a indústria farmacêutica, tem feito um esforço no sentido de gerir ineficiências que se traduzem por um lado no alargamento da cota de genéricos e por outro na possibilidade de gerir fluxos financeiros que permitem reduzir despesa mantendo o mesmo nível de acesso ao medicamento. Para o tipo de demografia e estrutura etária da população portuguesa é fundamental que se mantenham ou melhorem estes níveis de acesso ao medicamento. Mas estratégia orçamental é também com certeza  olhar para lá das evidências e perceber que o futuro se deve programar em torno da Prevenção da Doença e da Promoção da Saúde, garantindo um maior investimento em determinadas “áreasprogramas“ como o exercício físico, o envelhecimento activo, e patologias como a diabetes, a hipertensão, o sal, o açúcar e outros n

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Leia o QR Code com o seu smartphone e veja o vídeo da Inauguração do Centro Médico de Diálise da Benedita

Inauguração do Centro Médico de Diálise da Benedita

“Do Sonho à Realidade”

Foi inaugurado no passado dia 16 de Junho, contando com a presença das mais representativas individualidades locais e Regionais, o Centro de Diálise da Benedita com uma capacidade para tratar cerca de 150 utentes e criando na região 23 novos postos de trabalho. O empreendedor, António José Henriques, que levou a cabo a abertura do Centro de Diálise, confidenciou aos presentes que da

Dr. António José Henriques terminou o seu discurso citando Fernando Pessoa” Deus quer, o Homem sonha, a Obra nasce” O Centro de Diálise tem capacidade para tratar cerca de 150 doentes e criou na região mais 23 postos de trabalho.

ideia à sua concretização tinham decorrido 10 longos anos. Agradeceu a importante intervenção no processo do Dr. Paulo Inácio, Presidente da Câmara Municipal de Alcobaça, que não poupou esforços para que a abertura do Centro de Diálise acontecesse, convicto de que tal seria importante para a resposta clínica na região a esta patologia. “ As dificuldades que fomos encontrando no caminho foram pedras que usámos para edificar este Centro de Diálise”, disse António José Henriques António Sales, Médico Ortopedista e Deputado na Assembleia da República, também presente na Inauguração, referiu que o sector a Hemodiálise se encontrava controlado pelas grandes Multinacionais sendo de crucial importância que o Estado promova e apoie o investimento privado local, criando deste modo , condições de equidade em razão da desporporção existente. Alicerçando o seu discurso em números, salientou que em 11.000 doentes, 10.000 estavam em Centros de Diálise das Multinacionais – e que por essa razão se tornava imprescindível que os pequenos investidores se associassem e

se defendessem para conseguirem ter representatividade perante as diferentes instâncias governamentais e outras. “Só assim será possivel, continuou, não serem deglutidos, absorvidos, pelas Multinacionais. O Estado não consegue responder a esta necessidade de meios para travar a Doença Renal Crónica, precisa dos privados e de actuar como entidade reguladora e financiadora dos mesmos”.

Dra. Ana Natário: A prevenção é a mais importante medida para travar este flagelo e o Grupo H Saúde, consciente da necessidade de uma abordagem integrada, que incluísse prevenção e tratamento, tem há mais de 2 anos a funcionar uma consulta de Nefrologia na Policlínica da Benedita.

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16. Já identificados nas fotografias anteriores; 17. Já identificados nas fotografias anteriores; 18. Já identificados nas fotografias anteriores; 19. Jovens empresários do concelho 20. Já identificados nas fotografias anteriores; 21. Dr. Paulo Inácio, Henrique Alves Henriques e Dra. Ana Natário; 22. Benção das instalações, pelo Padre Gianfranco Bianco; 23. Já identificados nas fotografias anteriores; 24. Já identificados nas fotografias anteriores; 25. Já identificados nas fotografias anteriores; 26. Presidente da Assembleia Municipal de Alcobaça - Dr. Luís Castelhano (1.º dir.); 27. Administrador do Crédito Agrícola - Dr. Maia Alexandre,Vereador da Câmara Municipal de Alcobaça - Carlos Bonifácio, Membro da Assembleia Municipal de Alcobaça - Arq. Leonel Fadigas, Presidente da Associação Portuguesa de Insuficiência Renal (APIR) - Dr. José Miguel Correia; 28. Henrique Alves Henriques com convidados; 29. Directora Clínica da Unidade de Diálise - Dra. Ana Natário, Director Executivo do Grupo H Saúde - Henrique Alves Henriques, Dra. Cristina Cândido, Director Clínico do Grupo H Saúde - Dr. Machado Cândido. Directora da Farmácia Alves, Dra. Manuela Alves (da esq. para a dir.); 30. já identificados em fotografias anteriores.

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Dr. António Sales: “...torna-se imprescindível que os pequenos investidores se associem e se defendam para conseguirem ter representatividade perante as diferentes instâncias governamentais e outras. Só assim será possivel, continuou, não serem deglutidos, absorvidos, pelas Multinacionais.”

Realçou ainda no seu discurso que se deve encarar a abertura deste Centro de Diálise, não como um negócio mas como um meio ao serviço dos outros, dos que preenchem as franjas mais vulneráveis da sociedade para quem é mais difícil até economicamente deslocar-se para tratamento. Acrescentando que estará sempre disponível para ajudar esta causa e o Centro de Diálise da Benedita em particular.” A Dra. Ana Natário, Nefrologista e Directora Clínica do Centro,esclareceu os presentes com dados técnicos sobre a Doença Renal Crónica (DRC) dizendo tratar-se de um flagelo, sendo Portugal um dos países de maior incidência a nível Europeu. “Estima-se que cerca de 8% da população sofra de doença renal , 20.000 pessoas já iniciaram tratamento e 750 foram transplantadas”.

Para que se torne claro o aumento desta doença, só em 2017 iniciaram tratamento cerca de 2300 pessoas. Segundo Ana Natário, a prevenção é a mais importante medida para travar este flagelo e o Grupo H Saúde, consciente da necessidade de uma abordagem integrada, que incluísse prevenção e tratamento, tem há mais de 2 anos a funcionar, uma consulta de Nefrologia na Policlínica da Benedita. Referiu também, que o objectivo deste Centro de Diálise e de todos os técnicos envolvidos é melhorar o acesso e a proximidade dos tratamentos aos doentes hemodialisados, estado os Centros mais próximos localizados em Leiria e Óbidos. Antes da visita às instalações, o Presidente da Câmara de Alcobaça que descerrou a placa da nova Unidade de Diálise, encerrou a sessão de discursos congratulando o Grupo H Saúde por ser uma referência no sector da Saúde na Região abrangida pela autarquia. “ Mais de uma centena de pessoas irão utilizar este Centro de Diálise diáriamente. Desta forma, evitarão ter de se deslocar quilómetros para se tratarem , é fundamental por esse motivo apoiarmos os empreendedores locais.” Numa visão mais alargada, declarou ainda que se “tratarmos bem os nossos concidadãos também estaremos a melhorar a nossa qualidade de vida e a atrair turistas, por exemplo para São Martinho do Porto e Nazaré, que assim verão asseguradas as suas necessidades de tratamento, para já não mencionar as familias da Região de Alcobaça/ Benedita que estão certamente muito felizes com

“Dr. Paulo Inácio: “...devemos apoiar de braços abertos os nossos empreendedores locais... Enquanto autarca, sinto-me feliz com a criação de cada vez mais e melhores respostas de saúde no Concelho de Alcobaça quer sejam elas a nível de Serviço Público quer sejam do Sector Privado que em muitos casos substitui o anterior.”

a abertura desta Unidade de Diálise”. Este novo Centro passará a cumprir na opinião de Paulo Inácio, um papel importante em termos de reforço da capacidade de vida dos munícipes e dos visitantes portugueses e estrangeiros. Seguiu-se uma visita guiada às instalações, com explicações técnicas dadas pela Directora Clínica, Drª Ana Nátario da qual fez parte um momento solene de benção das mesmas pelo Padre Gianfranco Bianco da Paróquia da Benedita. Para finalizar o evento teve lugar um excelente cocktail para troca de impressões entre todos os convidados, servido com a excelência com que o Grupo H Saúde habitua todos os amigos e quem o procura n

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Dra. Liliana Ferreira Médica Dentista na Clínica das Olhalvas

Curiosidades Dentárias

A saúde oral em 5 passos

Sabia que: • O Esmalte que se encontra na superfície do seu dente é a parte mais dura de todo o corpo • Os dentes começam a formar-se muito antes do nascimento. Os dentes de leite começam o seu processo de desenvolvimento ainda quando o bebé está no útero da mãe mas só começam a erupcionar em média a partir dos 6-12 meses. • Depois das constipações, as cáries dentárias são a segunda doença mais comum em todo o mundo. • Na pré história, a perda de dentes era uma das maiores causas de morte pois sem dentes, os humanos não conseguiam comer. • Os humanos têm duas dentições completas: a dentição decídua, também chamada dentição de leite ou infantil e a dentição permanente. Por isso é muito importante cuidar bem do nosso sorriso. • A saliva tem várias funções nomeadamente ajudar no processo de digestão e proteger os dentes das bactérias. • Durante toda a vida uma pessoa, em media, produz mais de 30000 litros de saliva que seria suficiente para encher uma piscina. • Se por acidente o seu dente for avulsionado/extraído ponha-o em leite ou mantenha-o dentro da boca pois ajudará na sobrevivência do mesmo e vá o mais rápido possível ter com o seu médico dentista.

1. Manter a boca higienizada

A boa higiene oral é uma condição essencial para manter um sorriso bonito e saudável durante toda a vida adulta. Escove os dentes 2/3 vezes por dia removendo a placa bacteriana de modo a evitar aparecimento de caries e inflamação gengival. Use fio dentário diariamente para que a placa bacteriana que se acumula entre os dentes e por baixo da gengiva também seja retirada evitando o aparecimento de tártaro.

2. Visite regularmente o seu médico dentista

Apostar na prevenção é a melhor forma de não ter problemas com os seus dentes. As doenças orais muitas vezes são difíceis de identificar. Exames dentários e limpezas regulares são a melhor forma de evitar o aparecimento de complicações ou impedir outras mais pequenas de se tornarem maiores.

3. Cuidados com a alimentação

Alimentos açucarados, acidificados, ricos em hidratos de carbono e/ou pegajosos têm uma influencia direta na erosão e carie dentaria. A comida saudável tem um papel fundamental para uma boa saúde oral.

4. Observe regularmente a sua boca

Sangramento gengival, sensibilidade à temperatura, inchaço, feridas que não passam, alteração de cor dos tecidos, aparecimento de lesões, mau hálito entre outros são sinais que não devem ser desvalorizados. Marque uma consulta para avaliação.

5. Não fume, pela sua saúde

Fumar afecta a saúde da boca de diversas formas. Para alem da obvia pigmentação dentária origina mau hálito, inflamação das gengivas, secura das mucosas e aumenta o risco de cancro orla n

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Dr. António Guilherme de Oliveira Urologista – Instituto Avançado de Urologia Parceria com o Grupo H Saúde em todas as clínicas do grupo

A enucleação prostática* em doente pós-embolização da próstata 52615

Actualmente realizam-se cirurgias de ambulatório da próstata a laser em cerca de 120 doentes por ano, sendo o Instituto Avançado de Urologia líder a nível nacional no tratamento minimamente invasivo da próstata . Na realidade, esta técnica pode ser usada mesmo em casos mais complexos.

O procedimento foi um enorme sucesso em termos de resultado terapêutico, sendo que o doente teve alta no dia seguinte sem qualquer complicação. Um mês depois o doente urinava de forma normal, levantando-se uma vez por noite apenas, e não estando a fazer qualquer terapêutica para a próstata. Esta cirurgia serviu para demonstrar não só a eficácia como também a segurança deste procedimento, sendo a primeira vez que foi realizada num doente com embolização prévia da próstata. Mais uma vez o Instituto Avançado de Urologia marca a sua impressão na Urologia nacional e mundial n

*Nota do editor: A enucleação prostática é uma nova técnica minimamente invasiva, com baixo risco de complicações. A hiperplasia (aumento de volume) benigna da próstata afeta cerca de 50% dos homens a partir dos 50 anos, realidade que aumenta com o envelhecimento estimando-se que com 80 anos, 90% apresenta sintomas. Trata-se de um aumento benigno da próstata que pode obstruir a uretra. Os sintomas da patologia traduzem-se por um fluxo urinário fraco e uma maior necessidade de urinar durante o sono. Como efeitos indesejáveis da medicação prescrita para este problema, pode estar a impotência sexual, infecções urinárias e em casos mais raros, insuficiência renal.Procure o seu médico para mais esclarecimentos sobre este recente procedimento cirúrgico.

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Instituto Avançado de Urologia: INSTITUTO AVANÇADO DE UROLOGIA Excelência em cuidados médicos

Foi em 2012 que se iniciou este projeto do Instituto Avançado de Urologia (IAU), tendo um objetivo em mente, a excelência em cuidados médicos de urologia 52615

A cirurgia demorou pouco mais de uma hora e consistiu na 40 | DIÁRIOASBEIRAS // DIRETÓRIO DE SAÚD E PRODUÇÃO/DISTRIBUIÇÃO/BLUEPHARMA destruição da pedra a laser e posterior enucleação da próstata a laser.

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O doente de 60 anos apresentava queixas miccionais severas e obstrutivas após a realização da referida embolização, o que levou a uma degradação da qualidade de vida do doente chegando a urinar 6/7 vezes por noite e com grande dificuldade, apesar da medicação que tomava para a bexiga e próstata. A situação era agravada pela existência de um cálculo (pedra) na bexiga.

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Uma equipa coordenada pelo Dr. António Guilherme de Oliveira do Instituto Avançado de Urologia (IAU), realizou pela primeira vez a nível mundial uma enucleação prostática a laser num doente anteriormente submetido a embolização prostática. 40 | DIÁRIOASBEIRAS // DIRETÓRIO DE SAÚD E PRODUÇÃO/DISTRIBUIÇÃO/BLUEPHARMA

INSTITUTO AVANÇADO DE UROLOGIA SANFIL Av. Emídio Navarro, n.º 11 2.º Andar - Coimbra

IDEALMED Praceta Robalo Cordeiro (Circular Externa de Coimbra) Piso 1 - Coimbra 910 681 515

CliRia Av. do Brasil, 21 3800-009 Aveiro

Instituto Avançado de Urologia: INSTITUTO AVANÇADO DE UROLOGIA Excelência em cuidados médicos 239 092 880

234 400 700

Foi em 2012 que se iniciou este projeto do Instituto Avançado de Urologia (IAU), tendo um Dr. António Guilherme de Oliveira objetivo em mente, a excelência em cuidados médicos de urologia Hoje ao entrar no 6º ano deste projeto verificamos existir já um caminho de sucesso sustentado em SANFIL IDEALMED CliRia qualidade e diferenciação, percursor fundamentado de tudo o que ainda está para vir. Av. Emídio Navarro, n.º 11 Praceta Robalo Cordeiro Av. do Brasil, 21 Em resumo, aqui estão os principais marcos técnicos do IAU: 2.º Andar - Coimbra (Circular Externa de Coimbra) 3800-009 Aveiro - Junho 2013 – realização da primeira prostatectomia radical robótica; Piso 1 - Coimbra - Novembro de 2013- início do programa de enucleação prostática a Laser Greenlight (pioneiros a nível 239 092 880 910 681 515 234 400 700 europeu); -Outubro de 2014 – realização da primeira biópsia prostática de fusão (pioneiros a nível nacional); - Novembro de 2014 – realização da primeira cirurgia SANFIL IDEALMED micro-percutânea renal CliRia (pioneiros a nível nacional); Av. Emídio Navarro, n.º 11 Robalo Cordeiro Av. do Brasil, 21 2015 – Ultrapassadas pela primeira vez as 100Praceta foto-vaporizações anatómicas da próstata num só ano; 2.º Andar - Coimbra (Circular Externa de Coimbra) 3800-009 Aveiro Piso 1 - Coimbra 2015 – Ultrapassadas239 pela primeira vez as 20 enucleações prostáticas a Laser Greenlight num só ano; 092 880 910 681 515 234 400 700 Maio 2016 – Inauguração do centro de estudos urológicos do IAU, que vai permitir a realização de todos os exames urológicos num só espaço; Maio 2017 – Projeto Seven, que permite o diagnóstico, estadiamento, e tratamento do cancro da próstata, em menos de uma semana este projeto é inovado a nível nacional e permite uma alta taxa de cura com rápidoDr. regresso condiçãode anterior; AntónioàGuilherme Oliveira - Setembro de 2017 – realização da 400ª fotovaporização da próstata com Laser Greenlight (centro líder a Hoje ao entrar no 6º ano deste projeto verifinível camos existir já um caminho de sucesso sustentado em nacional) SANFIL IDEALMED CliRia qualidade e diferenciação, fundamentado de tudo o que ainda está para vir. Outubro 2017 – Iníciopercursor do programa de terapia focal do cancro da próstata; Av. Emídio Navarro, n.º 11 Praceta Robalo Cordeiro Av. do Brasil, 21 Em resumo, estão os principais técnicos do IAU: Fevereiro deaqui 2018 – Realizada a 50ªmarcos enucleação prostática 2.º Andar - Coimbra (Circular Externa de Coimbra) 3800-009 Aveiro - Junho 2013 – realização da primeira prostatectomia radical robótica; Piso 1 - Coimbra - Novembro de 2013- início do programa de enucleação prostática a Laser Greenlight (pioneiros a nível 239 092 880 910 681 515 234 400 700 europeu); -Outubro de 2014 – realização da primeira biópsia prostática de fusão (pioneiros a nível nacional); - Novembro de 2014 – realização da primeira cirurgia micro-percutânea renal (pioneiros a nível nacional); 2015 – Ultrapassadas pela primeira vez as 100 foto-vaporizações anatómicas da próstata num só ano; 2015 – Ultrapassadas pela primeira vez as 20 enucleações prostáticas a Laser Greenlight num só ano; Maio 2016 – Inauguração do centro de estudos urológicos do IAU, que vai permitir a realização de todos os exames urológicos num só espaço; 06/11/2018 19:28 Maio 2017 – Projeto Seven, que permite o diagnóstico, estadiamento, e tratamento do cancro da próstata,

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Dr. Tiago Costa Otorrinoraringologia na Clínica de Olhalvas

Cancro da cabeça e pescoço O cancro localizado na cabeça e pescoço é o 5.º cancro mais comum no mundo. Aqui estão incluídos os cancros do lábio, boca, garganta, laringe, nariz, ouvido, tiróide e glândulas salivares. Será que posso ter cancro na cabeça e pescoço? Este tipo de tumores aparece maioritamente em indivíduos com mais de 40 anos, embora cada vez mais, se verifique em pessoas mais jovens. Os sinais/sintomas de alerta que devem motivar a ida ao médico são: • um nódulo/gânglio aumentado no pescoço • uma rouquidão que se mantem por mais de 15 dias • Uma ferida/úlcera no lábio, boca ou língua • Saída de sangue pela boca ou nariz • Dor ou dificuldade a engolir persistente • Aparecimento de novos sinais ou alteração de sinais antigos na pele.

Exemplo de ferida (úlcera) no bordo direito da língua

Reconhecer estes sinais e estar alerta pode ser a diferença entre um diagnostico precoce e um tardio, com todos os impactos que isso tem na mortalidade e cura da doença. No caso de apresentar algum destes sinais e sintomas deverá recorrer ao seu médico otorrinolaringologista, para a realização de um exame completo e esclarecer quaisquer dúvidas que possa ter. O que posso fazer para diminuir o risco? Os principais factores de risco são tabaco, álcool, infecção pelo vírus do papiloma humano, exposição solar excessiva, exposição a produtos industriais como madeiras, níquel e outros metais, má higiene oral e dieta pobre em vegetais e frutas. Para alguns cancros, como são exemplo alguns tumores da tiroide, ter alguém na família com o mesmo diagnostico pode representar igualmente um factor de risco.

Exemplo de ferida por baixo da língua

Desta forma o que está aconselhado fazer é: • Deixar de fumar e de ingerir álcool, • Diminuir a exposição ao sol, particularmente no período entre as 12h e as 16h • Diminuir a exposição a produtos tóxicos • Ser observado em consultas de Otorrinolaringologia no caso de aparecimento de alguns dos sinais de alerta mencionados.

Se tiver cancro o que me vai acontecer? Os cancros que ocorrem na cabeça e no pescoço são curáveis se detectados cedo. Os tratamentos podem passar por cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia consoante o tipo de tumor e gravidade do mesmo n

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Dra. Sofia Lourenço Silva Farmacêutica

Gripes e constipações Com a chegada do frio, chegam as gripes e as constipações. Na maioria dos casos são doenças benignas e de curta duração, entre uma a duas semanas, sendo que em idosos e em doentes crónicos a recuperação pode ser mais demorada. Como podemos distinguir entre gripe e constipação? A constipação está limitada às vias respiratórias superiores, pode causar sintomas nasais como congestão ou corrimento nasal, olhos lacrimejantes, dor de cabeça ou garganta, entre outros. Além destes, a gripe está associada a febres altas, tem início repentino, dores musculares e articulares, náuseas, vómitos ou diarreias. É importante saber distinguir entre as duas, uma vez que a gripe pode ter complicações mais graves e assim aconselha-se a uma maior vigilância, em especial nos grupos de risco. São ambas inflamações das vias respiratórias de origem viral, ou seja, são vírus que causam estas doenças. Os antibióticos não são indicados, uma vez que actuam em bactérias. Em alguns casos surgem complicações e pode ser necessário a toma de antibióticos, no entanto, nunca tome antibiótico sem ser prescrito pelo seu médico. Na gripe, o tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infetada e o aparecimento dos primeiros sintomas (tempo de incubação) é, geralmente, de 2 dias, mas pode variar entre 1 e 5 dias. O período de contágio (período em podemos contagiar outras pessoas) começa logo quando a pessoa é infetada, antes do início dos sintomas, e vai até 7 dias depois, nas crianças este período pode ser maior. A transmissão ocorre por partículas de saliva, expelidas geralmente por tosse ou espirros, mas também por contacto com superfícies contaminadas.

Quando tossir ou espirrar, utilize um lenço de papel ou o antebraço para tapar a zona da boca (não use as mãos). A gripe pode ser evitada por vacinação anual, sendo que esta vacina não protege contra constipações. A vacinação da gripe inicia-se em outubro e deve ser feita preferencialmente até ao fim do ano, uma vez que o pico da gripe tem ocorrido entre dezembro e fevereiro. É de salientar que a vacina não tem um efeito preventivo imediato, a aquisição de protecção demora cerca de duas a três semanas, e a proteção vai diminuindo nos três meses seguintes à vacinação. A vacinação é particularmente indicada (grupos de risco) a pessoas com mais de 65 anos; doentes crónicos e imunocomprometidos; grávidas; profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados. Devido ao processo de fabrico da vacina da gripe, pessoas com alergia à proteína

do ovo não devem ser vacinadas. Em casos de antecedentes de reação grave a uma dose anterior da vacina, esta também não deve ser administrada. Os sintomas tendem a atenuar-se com repouso, ingestão de líquidos (água, sumos, infusões/chá), a não exposição ao frio e a ambientes com fumo; utilização de soro fisiológico para aliviar a obstrução nasal. A toma de paracetamol ajuda a aliviar as dores e/ou a baixar a febre. Deve ainda controlar a febre ao longo do dia. Se viver sozinho peça a alguém para lhe telefonar regularmente para saber como está. E não esqueça: • Não se auto-medique nem use a medicação que correu bem com um familiar ou amigo. • Contacte sempre a sua farmácia, vamos ajudá-lo a avaliar a situação, a reduzir os sintomas e a esclarecer qualquer questão n

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Carla Ferreira Psicóloga, terapeuta do luto

O luto, numa abordagem integrativa Recentemente a psicologia e outras áreas de intervenção na mente humana, debruçamse sobre temas que apesar de serem de sempre, nem sempre obtiveram a atenção que efectivamente merecem. Com a investigação permanente nestes âmbitos, sabemos hoje que ao longo da vida sofremos um conjunto de perdas significativo, por vezes sem que a consciência das mesmas e suas consequências, se faça sentir. Poderemos falar de perdas por morte, eventualmente as mais marcantes, perdas peri-natais, perdas por divórcio, perdas de expectativas de vida, lutos antecipados, todas elas com frequente carácter importante, que podem suscitar dificuldades de gestão de stress, tristeza extrema, solidão, depressão, entre outros sinais de carácter diverso. Muitas vezes, não tão raras como isso, o ser humano, e por necessidade de continuidade, acaba por inibir com mecanismos de defesa estas mesmas manifestações. Mune-se de um conjunto significativo de estratégias que o ajudam a permanecer activo, e só mais tarde, por vezes anos depois, se inicia um conjunto de sintomatologia somática, de irritabilidade ou angústia, que levam à procura de ajuda específica, altura em que o diagnóstico nos transporta para uma realidade que nem sequer era consciente: há um processo de luto inibido, a necessitar de cuidado, pois o decurso normal da vida dessa pessoa já se encontra comprometido. Neste seguimento, e por forma a proceder à identificação dos sintomas e posterior reorganização de personalidade, é importante perceber a dimensão da perda e o seu significado, os sinais de alarme e de defesa extrema, a fim de se poder perceber e reparar reacções de luto considerado normal, patológico, inibido ou prolongado. Numa primeira análise e linha de intervenção, feita normalmente por quem está mais perto,

é preciso tentar perceber a dimensão da perda e a extensão com que atingiu o enlutado; qual a sua capacidade de reorganização da vida diária, a resposta efectiva perante o problema, as acomodações já efectuadas. Há uma tendência forte a utilizar o senso comum como orientador de análise, um erro que pode comprometer a avaliação, pois nos casos de inibição da sintomatologia os sinais são pouco claros, e a aparente normalidade pode ser muito enganadora, até para alguns profissionais de saúde que tomem contacto directo com a situação. Contrariamente ao que muitas pessoas consideram, raramente é adaptativo um percurso excessivamente tranquilo após a morte de alguém, ou outra perda importante. Bastará uma autoanálise para compreendermos que o sofrimento perante uma viuvez (tantas vezes desvalorizada na terceira idade, pelo decurso normal da vida e da morte, mas ainda assim tão avassaladora), uma perda de uma mãe ou, mais tremendo ainda, um luto por um filho, perdas estas que colocam o ser humano num patamar da existência a

“A tristeza, a zanga, a culpa, fazem parte da paleta de cores que mora connosco, e só olhando-as de frente (…) nos poderemos reorganizar e avançar, de forma saudável (…) “

necessitar de profunda reorganização, com uma necessidade de redimensão pessoal muito significativa, a um nível inter, intra e existencial, que jamais poderá ser feita de forma simples e calma. Tal como não será calma a adaptação a uma doença prolongada de uma pessoa próxima, onde o contacto com a dor física e mental, do próprio e do doente, constitui uma constante de sofrimento, tantas vezes inibido pelo cuidador pela necessidade da manutenção do zelo, sem espaço para choros ou outras manifestações que perturbem a manutenção básica da sobrevivência. A expressão do sofrimento nestas perdas faz parte de todo um processo, e necessita de ser permitida, muito embora nem sempre seja bem acolhida pela sociedade. Não é fácil ver sofrer, há uma tendência generalizada a tentar salvar da tristeza. É muito mais fácil “retirar” a pessoa da dor, e consequentemente sair com ela, do que permanecer no processo de quem internamente se encontra num processamento de luto, uma tolerância urgente mas que nem sempre se consegue, dado ser uma direcção totalmente contrária à nossa natureza. Uma educação mais consciente de todos estes mecanismos, é por conseguinte de suma importância para a evolução da sociedade. Tal como é importante compreender toda a dimensão que tantos tipos de luto podem ter na funcionalidade de cada ser humano. Porque as perdas fazem parte da vida, como refiro logo no início do texto, mas repará-las, conhecer as consequências das mesmas no nosso funcionamento, e adequarmos o nosso corpo às exigências a que nos obrigou, fazem parte de um conjunto de recursos que poderão aumentar significativamente a nossa capacidade de restruturação. Há muitos sinais de alerta aos quais poderão estar atentos, como referencial que poderá ser útil na sinalização de casos

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mais complexos. Os mais óbvios, como uma tristeza extrema e incapacitante, durante longos períodos após a perda (seis ou mais meses), bem como outras alterações de realce na vida da pessoa, como total perda de motivação, capacidade de trabalho, entre outras. Porém, e devido à nossa capacidade adaptativa e defensiva, é também muito importante estar atento ao que poderemos chamar de não sinais, como uma aparente ausência de sintomatologia, quando o esperado seria alguma manifestação e expressão emocional, perante a dimensão do que se viveu. Sendo assim e através de uma continuada melhoria da literacia emocional, é importante que cada um procure uma capacidade de análise pessoal e social muito consciente, para que sempre que haja dúvidas, ou que manifestamente se afigure necessário, se procurar a ajuda de um profissional competente, que deverá ser detentor de uma formação específica na área, pois só assim poderá conhecer a especificidade tão importante destes processos. Este profissional, em sintonia com a pessoa, recursos e dificuldades, definirá como objectivo identificar os mecanismos de defesa e perceber a sua função, facilitar a exteriorização emocional e a convergência de incongruências internas, e trabalhar toda a dinâmica de funcionamento, sempre com o intuito de uma progressiva integração da perda, e a uma orientação positiva do seguimento da vida. Viver determinadas tristezas faz parte do percurso da vida e do nosso crescimento, não há como mudar esta nossa natureza. Conseguir senti-las é um caminho muitas vezes negado pelo próprio e pelo meio envolvente, que parece adoptar a felicidade como a única emoção válida, mostrando esquecer que ela jamais poderá assumir um estado permanente. A tristeza, a zanga, a culpa, fazem parte da paleta de cores que mora connosco, e só olhando-as de frente, dissecando-as e analisando os pressupostos, nos poderemos reorganizar e avançar, de forma saudável e adaptativa, agregando em nós o que se perdeu, em memória, respeitando todas as consequências que daí possam advir. A perda tem impacto na vida. Senti-lo, validá-lo e reconhecê-lo, é parte significativa do caminho da integração n

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Eng. Eduardo Santos Coordenador de Departamento

Segurança e saúde no trabalho

A Segurança e Saúde no Trabalho é uma atividade que tem por objetivo, auxiliar as empresas a manter as “suas pessoas” saudáveis, evitando a ocorrência de acidentes de trabalho e doenças profissionais, respetivamente.

empregadores e trabalhadores não assumem a sua responsabilidade na proteção da Segurança e Saúde no Trabalho, o que resulta numa inação relativamente aos riscos presentes nos locais de trabalho e na consequente ocorrência de acidentes de trabalho e doenças profissionais.

De forma a garantir que tem implementado um sistema de Segurança e saúde no Trabalho adequado deve verificar:

Para isso é necessário recorrer a diversas áreas científicas como a medicina ocupacional, a higiene industrial, toxicologia, engenharia da segurança, ergonomia, psicologia, etc. No entanto, mesmo com profissionais especializados, grandes avanços tecnológicos e a grande quantidade de conhecimento atualmente disponível nesta área, a Segurança e Saúde no Trabalho, continua a depender principalmente do envolvimento e participação dos empregadores e dos trabalhadores. No entanto, numa grande parte dos casos os

Aos empregadores cabe a responsabilidade legal e o dever moral, enquanto entidade beneficiária da atividade dos trabalhadores, de garantir a proteção da Segurança e Saúde destes.

2.º

Já aos trabalhadores cabe o dever de cumprir o que estiver estipulado pela entidade empregadora, em matérias de Segurança e Saúde no Trabalho, alertando-a para qualquer situação que possa colocar em causa a sua segurança e/ou a de terceiros.

1.º

3.º 4.º 5.º 6.º

Que a gestão de topo está empenhada em que o sistema funcione (garantindo os meios e liderando pelo exemplo); Está implementada uma forma de identificar e controlar os riscos; É cumprida a Lei de Segurança e Saúde no Trabalho; É dada formação aos trabalhadores acerca das formas de efetuar um trabalho seguro; Existem canais de comunicação que permitem aos trabalhadores fazer chegar as suas preocupações às chefias; Preocupação em melhorar de forma continua.

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Boas práticas de Segurança e Saúde no Trabalho, resultam em benefícios para as empresas: Proteção das pessoas Reduz os acidentes de trabalho e doenças profissionais o que significa uma maior probabilidade de retenção das pessoas competentes e com melhor motivação. Redução do absentismo e baixas médicas Outro benefício das boas práticas em Segurança e Saúde no Trabalho é o facto dos trabalhadores terem menos baixas médicas o que poupa à empresa os custos diretos e indiretos relativos ao absentismo dos trabalhadores. Manter as pessoas Ao reduzir o absentismo dos trabalhadores devido a doença ou acidente, reduz-se os custos com o recrutamento e formação de novos trabalhadores. Reputação Boas práticas de Segurança e Saúde no Trabalho, ajudam a construir uma reputação positiva entre os seus funcionários, clientes e fornecedores, assim como junto dos amigos e associados destes. Isto resulta numa boa imagem junto da sociedade onde se insere, o que pode ajudar a criar mais oportunidades de negócio e a otimizar as vendas.

Produtividade e lucro Boas práticas em matérias de Segurança e Saúde no Trabalho significam que os seus funcionários conseguem efetuar o seu trabalho de forma mais fácil e segura. Isto melhora a moral, aumentando a produtividade e reduzindo os custos.

www.grupoH.pt

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Poupar em seguro e custos legais Boas práticas em matérias de Segurança e Saúde no Trabalho podem reduzir prémios de seguros e os custos com os acidentes de trabalho que não estão abrangidos por estes, como atrasos de produção, reparação de equipamentos, custos com processos legais, coimas, etc. Os custos não abrangidos pelo seguro podem ser maiores que os que se encontram abrangidos e têm de ser pagos pelos valores resultantes do seu negócio, tornando-o menos competitivo.

+trabalhadores 7000

Estes benefícios resultam do investimento em locais de trabalho seguros e saudáveis e originam empresas mais competitivas, mas, e não menos importante, contribuem para termos sociedades mais desenvolvidas e equilibradas. A Segurança e Saúde no Trabalho depende de todos e de cada um n

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Carla Ferreira Diretora Técnica

AmaCare, por si, todos os dias do ano Os paradigmas sociais encontram-se em permanente evolução. Da Era onde a família se centrava maioritariamente em casa, chegamos por ora a um patamar onde as pessoas desempenham profissões e carreiras abrangentes, em resposta às necessidades pessoais e económicas da actualidade. Se em tempos existia sempre alguém disponível para cuidar de algum familiar que necessitasse de auxílio, hoje em dia essa disponibilidade é menor, e as dificuldades continuam a surgir quando menos se espera. Mesmo numa sociedade em permanente evolução, não deixamos de necessitar de cuidados ao longo do processo de vida, dignos e merecedores de um debruce adequado, atento ao público-alvo e em respeito com a sua dignidade. E se na infância é fácil surgirem respostas pertinentes, porque o acolhimento é feito em braços por pais que depositam nos pequenos seres todo o tempo do seu mundo, devidamente alicerçados num sistema que assim o permite, quando falamos do idoso ou da pessoa dependente, nem sempre encontramos as respostas mais fáceis, por inúmeros factores, económicos ou sociais. Foi com base neste pressuposto que a equipa do Grupo H Saúde se focou ao criar o AmaCare, uma alternativa pensada com o detalhe que estas fases da vida merecem, num profundo apreço por todas as pessoas que nos procuram. Para um serviço de excelência atendemos ao pormenor, e por isso sabemos a importância da vinculação segura, a alguém que cuida, todos os dias. Conhecemos a necessidade de alargar este processo ao respeito pela individualidade, fomentando o acolhimento das singularidades de cada pessoa, em consonância com as precisões efectivas nos mais diversos domínios da existência. Isto porque um ser humano é detentor de uma história, por vezes esquecida por quem

apenas repara em rugas que se acentuam com os anos, como se dentro delas não habitasse uma vida, com um percurso de existência importante, como em todas as vidas, de uma qualquer idade. Trabalhamos há alguns anos para o servir neste processo. E trabalhamos no local onde sentimos que a pessoa deve estar, o seu local de residência, o espaço onde construiu a sua identidade. Sabemos que a saúde no limite pode impedir a permanência do idoso no lar, mas o nosso objectivo é permitir que isso seja possível, a todos os que ainda possam escolher essa realidade. E efectivar esta nossa vontade significa levar a casa de quem nos procura os mais diversos tipos de cuidados, sejam eles físicos, de apoio medicamentoso, de higiene e de conforto, médicos e de reabilitação (fisioterapia

e/ou outros), zelo de habitação e acompanhamento diverso, na generalidade das actividades da vida diária. É deslocar os nossos meios para onde eles façam sentido, sempre com um foco extremo na qualidade de vida de cada pessoa e dos seus familiares, pois também eles fazem parte do nosso processo de intervenção, com a confiança no bem-estar dos seus. Para que a nossa direcção vá ainda mais ao encontro de todos, adaptamos os nossos horários a todas as necessidades possíveis, com o serviço de uma hora por dia, ou de um acto de enfermagem elementar, até um serviço de 24 horas, sete dias por semana. Essa análise e avaliação é sempre efectuada entre a coordenação da equipa, o idoso e a família, por forma a estimular a autonomia ainda existente, mas sempre respondendo a toda e qualquer necessidade que de alguma forma já não consiga ser suprida.

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Ao fim de uns anos de intervenção, e pelo processo de análise e avaliação, estamos muito satisfeitos com os objectivos conseguidos, e com o retorno positivo dos nossos utentes e familiares. O nosso trabalho tem sido efectuado com o sentido evolutivo de actuar sempre da forma mais adaptada, mais individualizada e mais pertinente, com uma atenção focada nas teorias de vanguarda que trabalham com o nosso público-alvo, e na formação permanente da nossa equipa, obrigatória, para o nosso grau de exigência. Para mim, enquanto psicóloga e coordenadora do serviço AmaCare, sinto que é muito importante que todo este procedimento de acção seja cumprido, mantido, e eventualmente melhorado. Considero que só desta forma poderemos estar à altura do que realmente a pessoa abrange e merece, enquanto ser humano, rico e com uma história de vida. Não consigo de forma alguma

aceitar os serviços padrão como uma escolha acertada. Considero que cada idoso merece a mesma dedicação e afecto que qualquer um outro ser humano, e os serviços massificados tendem cada vez mais à despersonalização, ao desapego, ao padrão e à norma.

quanto a história do outro idoso, que se senta ao lado no sofá da sala, também ele à espera que à tarde, pelas três, venha a família em traje de visita, espreitar se comeram, se dormiram, se têm uma nódoa na camisola, ou se o vinco das calças ainda se faz ver, tantas lavagens depois.

Para que melhor o possam sentir, convidovos a pensar, num desafio provocatório, no que seria para vós um Domingo igual a todos os Domingos. Em que a hora de levante está estipulada ao rigor de uma regra, e não de uma vontade, onde um pequeno-almoço se rege por uma ementa sempre parecida, e não por um gosto tão doce, de sopas de pão e café. Um Domingo que deixou de ser vivido no mesmo sítio de toda uma vida, para passar a existir num quarto impessoal, com uma campainha que nem sempre toca, e uma cama alta, estreita, dura e igual a todas as outras camas, de todos os quartos do lado. Pior, muito pior, é se pensarem que a vossa história vale tanto

Esta família, que certamente chegará sempre cheia de amor, seria muito mais bem-vinda em traje de todos os dias, no local de sempre, não vos parece? Com um sorriso de orelha a orelha, sem hora marcada, sem o rigor de um padrão, com um cheiro e um conforto que só o nosso lar nos pode dar. A si, aos seus, a nós. Porque na vida, tão importante como viver, é sentir. E não há como tudo o que é nosso, para que em cada recanto, se faça mais um pedaço da nossa história. Conte connosco. Vamos sempre onde morar n

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Prof. Dr. Luís Filipe Louro Médico Veterinário Residente em Anestesia e Analgesia Veterinária, Universidade de Liverpool, Reino Unido

Cuidados de emergência para animais de estimação É maravilhoso ter animais. E quando escrevemos ter, em nada essa palavra se relaciona com posse mas com interagir, tratar , cuidar, amar, em suma. Está mais do que provado que chegar a casa e ter uma cauda a abanar à nossa espera ou um encosto subtil nas pernas, recompõe o dia e apaga da memória momentos menos bons e situações de stress vividas no trânsito ou noutra situação. As pessoas que têm animais de companhia, dizem as estatísticas, tomam menos antidepressivos e outros fármacos. Esta rúbrica irá incluir apenas cães e gatos, por serem os que com mais frequência co-habitam com os seres humanos. Estima-se que o seu número atinja 6,3 milhões de animais registados espalhados por cerca de 58% dos lares portugueses. Em 2016 a prorporção era de 65% com cães e 39% a optarem por um felino. Em média 12% do orçamento familiar é utilizado na alimentação dos animais de companhia – este número atinge anualmente os 200 milhões de euros na compra de produtos petfood. 28 REVISTA H SAUDE N0_3.indd 28

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Todos os anos, centenas de animais em todo o mundo são atropelados, sofrem de golpes de calor ou ingerem substâncias tóxicas. Saber o que fazer em caso de emergência pode salvar a vida do seu animal de estimação.

Como reconhecer uma emergência?

Reconhecer uma emergência é de extrema importância. Existem várias situações em que o seu animal de estimação necessita com urgência de cuidados médico-veterinários. Ligue imediatamente para a sua clinica veterinária, se o seu animal: • Não consegue respirar ou tem sérias dificuldades em fazê-lo; • Tem dificuldade em mover-se ou coordenar os seus movimentos; • Tem vómitos ou diarreia há mais de 24 horas. • Não responde a estímulos externos; • Tem multiplas fraturas visíveis; • Tenta urinar ou defecar mas não o consegue fazer; • Sofreu um ou mais episódios de convulsões ou colapsos; • Parece fraco e debilitado ou não se conseguir levantar; • Ingeriu produtos tóxicos; • Aparenta ou sofreu de uma dor incontrolável.

O que fazer em caso de emergência?

Muitas pessoas desconhecem como devem agir, quando os seus animais de estimação se encontram em situacões graves de emergência. Aqui ficam alguma dicas sobre como proceder: É extremamente importante não entrar em pânico: se o seu animal de estimação estiver gravemente ferido, voçê poderá ser uma grande ajuda se conseguir permanecer calmo e souber lidar com a situação de forma racional e controlada. Ligue para o numero de emergência da sua clínica veterinária (onde o seu animal está registado ou é seguido). Explique o que se passou de forma sucinta e responda às perguntas do seu médico veterinário o mais breve e objectivamente que conseguir. Prepare-se para se

deslocar para a clínica o mais rapidamente possível. Atenção: É importante telefonar para a clínica antes de viajar para a mesma. Dizer ao seu médico-veterinário a que horas vais chegar, para que a equipa clínica esteja preparada para receber o seu animal de estimação, pode salvar-lhe a vida. Nao tente resolver lesões graves sozinho. Muitas das vezes o seu animal de estimação pode estar com muitas dores e reagir de forma totalmente inesperada. Um cão ou um gato que normalmente nao são agressivos podem reagir de forma muito violenta em situacoes de pânico e/ou dor extrema. Não medique o seu cão ou gato de forma alguma, a não ser que tenha sido recomendado pelo seu médico veterinário para a específica situação. Tenha em mente que medicamentos de medicina humana não são adequados para animais de estimacao e podem inclusivamente matar o seu cão ou gato. Não lhe ofereca comida ou água: o seu cão ou gato pode precisar de uma intervenção cirúrgica e isto pode ter efeitos indesejados aquando da administracao de agentes anestésicos ou sedativos.

O que fazer em casos de paragem cardio respiratória?

Ligue rapidamente para o seu médico veterinário, para que ele o informe e auxilie sobre os importantes passos a tomar em caso de paragem cardio respiratória. No caso de não o conseguir contactar aqui fica uma breve descrição do que pode fazer: Coloque o seu animal em decubito lateral com o lado direito em contacto com uma superfice rígida e plana. Confirme se o seu animal não esta efectivamente a respirar. Com muito cuidado abra a boca, puxe a sua lingua para fora e tente visualizar se existe alguma obstrução na garganta (sangue ou algum corpo estranho). Se encontrar algo, tente removê-lo com cuidado para não ser mordido. Se mesmo assim o seu animal não conseguir respirar, estenda o pescoço do seu animal, coloque a sua mão à frente do focinho de forma a simular um tubo e sopre com força, cerca de 15 a 20 vezes por minuto. Se não conseguir encontrar um batimento cardíaco, faça-lhe uma massagem cardíaca. Coloque uma das suas palmas da mão sobre a àrea do coração (sensivelmente por debaixo do cotovelo), coloque a outra palma por cima da sua mão e faça pressão para cima e para baixo entre cerca de 100 a 120 vezes por minuto. Assim que o seu animal voltar a

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de calor podem e devem ser evitados: nunca deixe o seu animal num carro ao sol, mesmo que lhe pareça que não está muito calor ou que vai demorar pouco tempo; certifiquese que deixa o seu animal à sombra e com acesso a àgua. Evite passeá-lo durante as horas de maior calor, entre as 10h e as 15h, o chão pode estar a ferver. Experimente colocar as costas da mão no chão, se não agentar 5 segundos está impróprio.

ter batimento cardíaco ou conseguir respirar transporte–o imediatamente para a sua clínica veterinária. É importante avisar o seu médico veterinário que vai a caminho para que o aguardem e possam iniciar os precedimentos logo que chegue.

O que fazer em caso de atropelamento?

Nesta situação a primeira coisa que deve fazer é contactar ao seu médico veterinário, ou no caso de estar longe da sua clínica habitual procure o telefone da clínica veterinária mais próxima com serviço de urgência. Antes de se aproximar do seu animal, tenha a certeza que é seguro fazê-lo e que não está a colocar em perigo outras pessoas ou animais. Aproxime-se do seu animal de frente, e fale com voz calma, para que ele o possa reconhecer e para que se aperceba que nao lhe vai fazer qualquer mal. Lembre-se que ele pode estar em choque. Não faça movimentos bruscos. Animais com dor extrema podem ser imprevisiveis, morder, arranhar ou mesmo fugir. Tente falar com o animal num tom de voz calmo e chamando-o pelo seu nome. Esteja atento aos sinais que o seu cão ou gato lhe dá (abanar a cauda, rosnar,

tentativa de fuga, etc), estes podem ajudá-lo a prever as futuras reacções. Antes de mover o seu cão, ou gato, fale com o seu médico veterinário pelo telefone. Em casos de lesões de coluna ou fraturas multiplas é fundamental que o paciente seja imobilizado antes de ser transportado. Algumas clínicas têm serviço de urgência ao local – sendo essa a melhor e mais segura das opções. Se o seu animal conseguir andar, encorage-o, preservando a calma, a dirigir-se ao carro para que o possa transportar para a clínica ou hospital veterinário. No caso de ele não conseguir moverse e se o seu médico veterinário o aconselhar a tirá-lo do local, faça-o com uma mão por baixo dos seus membros posteriores e a outra à volta do peito. Se se tratar de um cão de grande porte, use uma manta ou um casaco (a servir de maca) e com a ajuda de outra pessoa transporte-o desta forma. Durante o transporte tenha bastante atenção à sua respiração.

O que fazer no caso de uma exposição a temperaturas muito altas? Os nossos animais de estimação podem desidratar rapidamente em situação de calor extremo. É importante mencionar que golpes

Se achar que o seu animal está a sofrer de um golpe de calor, telefone para o servico de urgências do seu médico-veterinário. É importante baixar a temperatura do seu animal de forma gradual e não rapidamente (não o coloque numa banheira com gelo, por exemplo). Coloque o seu animal á sombra, e deite sobre o seu corpo quantidades pequenas de agua à temeatura natural (não use água fria ou gelada nestas situações). Se puder, enrole o seu animal em toalhas molhadas e coloque-o em frente a um ar coindicionado ou ventoinha. Encorage-o a beber quantidades pequenas de água natural. Tenha atenção à sua frequência respiratória e continue a colocar agua sobre o seu corpo até que a sua frequência respiratória se aproxime de valores normais. Se tiver um termómetro, meç a a temperatura rectal do seu animal (valor normal para cães: 38°C/39.2°C; valor normal para gatos: 37.5°C/39°C). Assim que o seu animal de estimação estivar estabilizado (frequência respiratória mais pausada, temperatura mais baixa, etc) transporte-o para a clínica veterinária.

O que fazer em casos de intoxicação?

A primeira coisa a fazer é tentar identificar o que o seu animal ingeriu. De seguida, contacte a sua clínica veterinária e explique a situação. Identifique a substância, planta, alimento ou objecto que o seu animal ingeriu. É extremante importante não induzir o vómito a não ser que lhe tenha sido recomendado pelo seu médico veterinário via telefone. Não administre qualquer medicamento de medicina humana ao seu animal de estimação. Transporte rapidamente o seu cãoo ou gato para a clínica , levando consigo de preferência parte do que foi ingerido (o rótulo da substância ou fotografe a planta para que seja mais fácil identificá-la, etc). É também importante informar o seu médico veterinário sobre a quantidade de substância tóxica ingerida (por exemplo: duas barras de chocolate, 20g de veneno para roedores, etc). Esteja sempre atento e preparado para ajudar o seu animal de estimação, porque ele estará sempre pronto a ajudá-lo a si n

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Porque as pessoas importam Como se chama, que idade tem e qual a Freguesia onde habita? Felismina Conceição e tenho 85 anos. Confesso-me apaixonada pela vida e no outro dia disseram-me que eu não era velha tinha era a juventude concentrada. Isso da velhice tem só a ver com a atitude perante a vida e sabe uma coisa? É fundamental termos sempre que fazer e estarmos sempre ocupados em mil e uma coisas. Há quanto tempo conhece o Grupo H Saúde? Desde sempre, desde que começou. A Policlínica instalou-se numa primeira habitação nossa, minha e do meu marido, com cinco médicos que se reuniram e a fundaram. As nossas relações foram sempre excelentes e ajudámos sempre no que tal esteve ao nosso alcance. Qual o interesse da mesma, no seu entender, para a região? Foi muito importante. Começaram a aparecer muitos doentes de toda a região, principalmente da Benedita, visto que o posto médico mais perto na altura era o Hospital de Alcobaça. Teve conhecimento da sua existência como utente? A casa, como já disse onde a Policlínica começou foi arrendada por nós há trinta e tal anos e posteriormente doámos o terreno onde está agora construída o Edifício da Sede. Os médicos queriam na altura arrendar ou comprar outro terreno mais distante e nós não quisemos. O meu marido disse-lhes que tinha “uma palavrinha a dizer” e oferecemos o terreno. Começamos, ou melhor continuámos a usar as especialidades médicas e os serviços conforme vamos precisando. Qual a sua opinião dos técnicos e ambiente? São excelentes profissionais e muito simpáticos. Como já referi as

nossas relações foram desde sempre tão boas que já podemos falar numa amizade que prevalece até aos dias de hoje. Ocorreu durante todos estes anos alguma história que gostaria de partilhar com os leitores? Muitas histórias poderia eu contar mas vou apenas deixar umas palavras para a D. Margarida Machado, que para não seja esquecida. Uma senhora que eu arranjei para trabalhar na Policlínica, quando esta ainda funcionava na minha antiga casa, para ajudar os médicos, atender as pessoas, organizar as coisas , limpar, enfim…um pouco de tudo…. e que ainda veio trabalhar para este novo edifício. Foi uma pessoa de grande reconhecimento na terra por causa da sua amabilidade e empenhamento. Aconteceu por vezes chegar a interceder junto dos médicos para que não cobrassem as consultas quando se tratava de doentes muito pobrezinhos n

Como se chama, que idade tem e qual a Freguesia onde habita? Chamo-me Ricardo Trindade, tenho 33 anos, e moro em Évora de Alcobaça Há quanto tempo conhece o Grupo H Saúde? Conheço a Policlínica da Benedita há vários anos mas o usufruo do serviço de fisioterapia há 2. Qual o interesse da mesma, no seu entender, para a região? Ter a Policlínica na região é uma grande maisvalia pois oferece um serviço com várias especialidades, um atendimento personalizado, rápido e eficaz.

Teve conhecimento da sua existência como utente? Penso que é do conhecimento geral que a Policlínica existe, tal o impacto que tem na saúde da região. Derivado a ter tido uma lesão grave no joelho andei a analisar qual seria a melhor clinica para a minha recuperação e após aconselhamento de médicos e amigos escolhi a Policlínica para melhor recuperação. Qual a sua opinião dos técnicos e ambiente? Todas as pessoas na Policlínica com que me tenho cruzado são bons profissionais, dinâmicas e simpáticas. Tais características acabam sempre por criar um bom ambiente em todos os serviços.

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Associação Portuguesa de Unidades de Diálise Hermetismo No passado dia 31 de Julho foi constituída uma ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE UNIDADES DE DIÁLISE - HERMETISMO cujos objectivos são: • Contribuir para a melhoria da qualidade do tratamento dos doentes hemodialisados com uma maior proximidade no seu acesso aos centros de hemodiálise, permitindo, por um lado, evitar a sobrelotação de doentes em várias outras unidades e por outro, reduzir os custos elevados de transporte; • Dar um contributo significativo para a prevenção da doença renal crónica em Portugal (das mais elevadas da Europa) em colaboração com o Ministério da Saúde e os seus órgãos próprios.

As razões da criação desta Associação: • O processo continuado de concentração das unidades de hemodiálise constituindo o actual oligopólio e a falta de regulamentação dos poderes públicos têm colocado em causa, de uma forma ostensiva, a livre concorrência neste sector. Por este motivo, esta Associação tudo fará, em diálogo com a Administração Pública, nomeadamente o Ministério da Saúde e os mais órgãos de soberania nacional, para alterar esta situação; • A Associação Hermetismo procura uma atitude de diálogo social com as organizações dos trabalhadores do sector e , em especial , irá trabalhar em parceria com as Associações

representativas dos Insuficientes Renais Crónicos ( IRC); • Tendo a noção das dificuldades que o Serviço Nacional de Saúde atravessa, esta Associação de Unidades de Diálise pretende ser um parceiro responsável na procura das melhores soluções , pelo que , se coloca, desde já, à inteira disposição do Ministério da Saúde, para, de imediato, iniciar um diálogo profícuo para a superação da actual crise que vive o sector.

O Presidente da Direcção, António José Henriques

Imagens do Centro Médico de Diálise da Benedita

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Especialidades Médicas e Terapias Dra. Margarida Mendes CO Dra. Mariana Bárbara CO Dra. Noémia Eleutério Silva PCB Dra. Raquel Balbino CO Dra. Raquel Marques CO Dra. Simone Marques PCB Dra. Sónia Rita PCB Dra. Rita Carreira PCB

Fisiatria

Dr. Pedro Graça PCB

Gastroenterologia

Dr. Edgard Panão PCB Dr. João Dinis Silva PCB Dr. Jorge Águas Dias CMP CO Dr. Rui Mesquita CO PCB Dra. Antonieta Santos CO Dra. Helena Vasconcelos CMP CO PCB Dra. Liliana Eliseu PCB Dra. Sandra Barbeiro PCB

Acupunctura

Dra. Fátima Gomes CO Dr. Francisco Fernandes CMP CO Dr. Marco Basso PCB Dr. Pedro Graça PCB Dra. Sylvia Silva CMP Dr. Victor Lopes PCB Dr. Vitor Lopes CMP

Alergologia

Dr. Camilo Leite CMP CO Dra. Manuela Fernandes PCB

Anestesiologia Dr. Rafael Pires PCB

Cirurgia Vascular Dra. Viviana Manuel PCB

Coaching

Dra. Elsa Gonçalves CO PCB

Dermatologia

Hematologia

Educação Especial

Dra. Helena Lameiras CMP PCB

Dra. Adelaide Borges CO

Endocrinologia

Audiologia

Dra. Ana Patrícia Meneses CMP CO PCB

Cardiologia

Estomatologia

Cirurgia

Dr. Amândio Matos CO PCB

Cirurgia do Pé

Dr. Franz Walter Boensch CMP CO PCB

Dr. Gonçalo Moura Ramos CMP CO Dr. Rui Lagarto PCB Dra. Andreia Antunes CO Dra. Isabel Riscado PCB Dra. Joana Faria PCB Dra. Paula Retroz PCB

Dr. César Martins CO PCB Dr. Lima Bastos CO Dra. Martinha Henrique CMP CO

Dr. Bernardino Pinho PCB Dra. Ana Cristina Ribeiro CMP Dra. Carolina Neves PCB

Dra. Carla Teixeira CO Dr. Carlos Andrade PCB Dr. Francisco Soares CO Dr. João Cristovão CMP Dr. Sidarth Pernencar CO

Ginecologia

Dr. André Gil CO Dr. David Ângelo CO PCB Dr. João Castro PCB Dr. Nelson Parreira CO Dra. Adriana Oliveira PCB Dra. Ana União PCB Dra. Ana Vieira PCB Dra. Elisabete Sousa CMP Dra. Fabienne Strahm PCB Dra. Joana Filipa Cunha PCB Dra. Liana Fernandes CO

Dra. Tabita Maia CO PCB

Hipnoterapia Clínica Medicina Desportiva Dr. João Melo CMP Dr. José Cordeiro Gomes PCB

Medicina Geral e Familiar Dr. Adérito Vaz PCB Dr. António Curado PCB Dr. Emanuel Simões CO Dr. Joaquim Antunes Santos PCB Dr. Jorge Araújo PCB Dr. José Cordeiro Gomes PCB Dr. José Gabriel Tomás Silva PCB Dr. José Pimenta PCB Dr. M. João Lameiras Figueiredo CMP Dr. Osvaldo Parreira CMP Dra. Delfina Carvalho CO Dra. Fátima Lorvão Figueiredo PCB Dra. M. Ivone Cruz CO

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Medicina Interna Dra. Adelaide Afonso PCB

Medicina no Trabalho Dr. Élio Vasques PCB Dr. Emanuel Simões CMP CO PCB Dr. Manuel Rafael PCB Dra. Anabela Ribeiro CO Dra. M. Ivone Cruz CMP PCB Dra. Vânia Coelho PCB

Nefrologia

Dra. Cristina Cândido CO PCB

Neurocirurgia

Dr. Eduardo Bernardo PCB Dra. M. Céu Machado CO

Neurologia

Dr. Joaquim Cândido PCB Dr. Peter Grebe CO PCB Dra. Pureza Dias CMP CO

Nutrição

Dr. Henrique Pinto CMP CO PCB Dra. Alexandra Xavier CMP Dra. Ana Cruz Gaião CO

Obstetrícia

Dr. Gonçalo Moura Ramos CMP CO Dr. Rui Lagarto PCB Dra. Andreia Antunes CO Dra. Isabel Riscado PCB Dra. Joana Faria PCB Dra. Paula Retroz PCB

Oftalmologia

Dr. Carlos Aguilar CMP PCB Dr. Luís Miguel Violante CMP CO PCB Dra. Ana Fernandes CO Dra. Paula Castela PCB

Optometria

Ortopedia

Dr. António Lacerda Sales CO Dr. Carlos Cruz PCB Dr. Ciro Costa PCB Dr. José Mouzinho CMP Dr. Sérgio Martins CO PCB Dr. Tiago Paiva Marques PCB

Otorrinolaringologia

Dr. António Marques Pereira PCB Dr. Carlos Nabuco PCB Dr. Daniel Monteiro CO Dr. José Oliveira CO Dr. Mário Santos CMP Dr. Pedro Angelo CMP Dr. Tiago Costa CMP

Pé Diabético PCB

Pediatria

Dr. Vitor Póvoa CMP CO PCB Dra. Arminda Marques CMP Dra. Margarida Santos PCB

Pneumologia

Dr. Camilo Leite CMP CO Dra. Manuela Fernandes PCB

Podologia

Dr. Cristovão Polónio CO PCB Dra. Ana Parente CO PCB Dra. Anabela Vieira CO

Dra. Carla Ferreira PCB Dra. Cláudia Vieira CO PCB Dra. Cláudia Vitorino CO PCB Dra. Filipa Vaz CO Dra. Helena Lameiras CMP PCB Dra. Helena Pedrosa CO Dra. Luísa Morgado CMP Dra. Paula Cardoso CMP Dra. Susana Duarte CO PCB Dra. Susana Henriques CO PCB

Psicomotricidade

Dra. Teresa Cardoso CMP CO PCB

Psiquiatria

Dr. Cláudio Laureano CMP CO PCB Dr. Mário Simões CO Professora Dra. Purificação Horta PCB

Reiki

Dra. Cristina Santos CO

Reumatologia Dr. João Rovisco CO Dr. Jorge Silva PCB Dra. Sara Serra CO

Terapia da Fala

Dra. Carla Gomes PCB Dra. M. João Pedro PCB Dra. Margarida Cunha CMP PCB Dra. Marta Violante CO Dra. Sandra Coelho CMP

Preparação para o Parto

Terapia Ocupacional

Provas Funcionais Respiratórias

Urologia

Dra. Fátima Gomes CO

Dr. Camilo Leite CO Dr. Pedro Custódio PCB

Dra. Sara Nunes Marquês PCB Dr. António Oliveira CO PCB Dr. José Garcia CMP Dr. José Luís Coral PCB Dr. Ricardo Borges CO

Dr. Pedro Ramos PCB

Psicologia

Dra. Ana Catarina Baptista CMP PCB

CMP - Centro Médico de Pataias CO - Clínica das Olhalvas - Leiria PCB - Policlínica Central da Benedita

Centro Médico de Pataias

Clínica das Olhalvas

Policlínica Central da Benedita

Av. da Lagoa, nº 21 2445-202 Pataias t. 244 585 040 · tm. 967 388 689 · f. 244 585 041 e. geral@centromedicopataias.com 2ª a 6ª - 08h00 às 20h00 Sábado - 08h30 às 13h00

Rua das Olhalvas, Olhalvas Park, 1º 2410-198 Leiria t. 244 843 720 · tm. 967 386 480 · f. 244 843 729 e. geral@clinicadasolhalvas.com 2ª a 6ª - 08h00 às 20h00 Sábado - 08h00 às 18h00

Rua da Policlínica s/n, 2475-151 Benedita t. 262 925 610 · tm. 969 655 534 · f. 262 925 619 e. geral@policlinicabenedita.com Horário: 2ª a 6ª - 08h00 às 21h00 Sábado - 08h00 às 13h00 Domingos e Feriados - 09h00 às 12h00

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Profile for Grupo H Saúde

Revista Grupo H Saúde Nº0  

Saiba tudo sobre as unidades do Grupo H Saúde e mantenha-se a par de várias temáticas relacionadas com saúde e bem-estar.

Revista Grupo H Saúde Nº0  

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