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N.º

3 abril › junho

PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL | GRATUITA

Conte-nos um sonho 32 e habilite-se a um livro de sonho

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Perda Auditiva 12

Causas mais prováveis e respostas

Implantes dentários 26

Da desmitificação à melhoria significativa da qualidade de vida

A inspiração e o sonho 30

A história de dois navegadores. Um Homem e uma Gata

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Grande Entrevista

José Fernando Maia Alexandre Administrador Executivo da Caixa Central do Crédito Agrícola

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ÍNDICE N.º

3 abril › junho

PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL | GRATUITA

Índice e Ficha Técnica ...................................................................................................................................................................................................................3 Editorial | Dr. António José Henriques ................................................................................................................................................................................ 4 Cultura | Medicina e Belas Artes: “A Fonte da Juventude” de Lucas Cranach | PhD António Delgado ..................................6 Gestão | Ir de férias e regressar motivado | Henrique Alves Henriques.......................................................................................................8 Saúde | Farmácia Alves | Benedita em movimento | Dra. Sofia Lourenço Silva ................................................................................... 10 Saúde | Gestão | Perda Auditiva: causas e respostas | Nuno Sarmento .....................................................................................................12 Saúde | Medicina Geral e Familiar | Aproveite as férias. Para bem da sua saúde | Dra. Fátima Lorvão .......................................13 Grande Entrevista | José Fernando Maia Alexandre | Administrador Executivo da Caixa Central do Crédito Agrícola...... 14 Saúde | Psicologia | A terceira idade no nosso século. Avanços e dificuldades | Dra. Carla Ferreira ...................................... 17 Medicina Patológica | As Mulheres e as hormonas. Como viver melhor | Dra. Ivone Mirpuri ..................................................... 19 Saúde | Psicologia | A criança e suas adaptações à sociedade actual. Riscos e adequações fundamentais | Dra. Carla Ferreira .... 22 Saúde | SSTSA | Segurança alimentar em nossa casa | Dra. Liliana Ribeiro e Dra. Jessica Louro ............................................ 24 Saúde | Estomatologia | Desmitificar os Implantes Dentários | Dr. João Cardigos ............................................................................26 Breves ............................................................................................................................................................................................................................................. 28 Pessoas & Animais | A inspiração e o sonho | Ricardo Diniz & Soneca Maria ..........................................................................................30 Especialidades Médicas, Terapias e contactos ......................................................................................................................................................33 Todas as imagens são propriedade da Towerelephant | A publicação não respeita as regras do AO90 no entanto cada autor é livre de o respeitar ou não.

FiCha tÉCniCa Director: António José Rodrigues Henriques Nº de Registo: 127210 Propriedade: Grupo H Saúde - Policlínica Central da Benedita S.A. NIF- 501348786; Entrecolunas, Unip. NIF-507269543 - 86,11%; Presidente do Conselho de Administração: Dr. António José Rodrigues Henriques; Vogal: Dr. Nuno Miguel Alves Henriques; Sede do Editor: Avenida Estados Unidos da América, nº72, 8ºDto, 1700-158- Lisboa Tiragem: 5000 exemplares Distribuição: Gratuita Impressão: Relgráfica, Artes Gráficas Lda, Benedita, Alcobaça, 2475-011 Algarão

Gabinete de Comunicação e Relações Públicas: Henrique Alves Henriques Colaboradores na edição: Dr. António José Henriques | PhD António Delgado | Henrique Alves Henriques | Dra. Sofia Lourenço Silva Nuno Sarmento | Dra. Fátima Lorvão | José Fernando Maia Alexandre Dra. Carla Ferreira | Dra. Ivone Mirpuri | Dra. Jessica Louro | Dr. João Cardigos | Ricardo Diniz Sede da Redacção: Towerelephant, Lda - Rua Palmira Bastos, 7, 7.ºA, 2810-268 Almada e.mail: redaccao.revistasaudehoje@gmail.com Gabinete de Imagem: Dots of Light, Lda Publicidade e Marketing: Media Style/ mediastyle.ca@gmail.com Periodicidade:Trimestral

ESTATUTO EDITORIAL A publicação periódica Grupo H Saúde adopta claramente um estatuto editorial que abordará temas sobre saúde destinados aos utentes e público geral, com o objectivo de informar sobre a temática da saúde/sua prevenção/novas técnicas clínicas e inclui o compromisso de assegurar o respeito pelos princípios deontológicos e pela ética profissional dos jornalistas/médicos/opinion makers, assim como pela boa fé dos leitores.

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l a i r o t i Ed

A sustentabilidade Uma empresa não se define pela sua capacidade de criar receitas ou lucros. Não são estes os números que medem o sucesso de uma organização mas outros valores que representam muito mais do que os resultados financeiros. Quando olhamos para esses valores , para o compromisso e responsabilidade social passamos a falar de sustentabilidade e deixamos de lado a ideia tão pouco compensatória do simples lucro. A preocupação social e o bem estar dos habitantes da nossa região foi desde sempre uma das nossas preocupações e estamos atentos às dificuldades que vão surgindo para procurarmos as soluções mais adequadas.

“Entendemos que existimos para servir as pessoas. Não estamos focados em nós próprios mas na nossa capacidade de sermos úteis aos outros.”

Do lado da solução é onde nos colocamos e trabalhamos para estar. Foram estes os alicerces que estiveram na génese da criação de uma consulta aberta para quem não tinha médico de família. Estamos do lado da solução perante os problemas e carências que vamos detectando. Sob a forma de acções de formação e consciencialização, patrocínios, de incentivos, de bolsas escolares, mantemos um papel atento e activo junto da comunidade. Entendemos que existimos para servir as pessoas . Não estamos focados em nós próprios mas na nossa capacidade de sermos

A sustentabilidade social não atende ao benefício financeiro que ocorre na comercialização e desenvolvimento de um serviço mas ao que está em causa para garantir uma melhor qualidade de vida para todos, diminuir as desigualdades sociais e garantir o acesso fundamentalmente à educação e saúde.

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úteis aos outros. O Grupo H Saúde ao longo destas mais de três décadas e meia tem provado que sabe bem a diferença entre sustentabilidade e ganância. Qualquer negócio se quer sustentável mas não a qualquer preço. Não aceitamos que se atinjam fins a qualquer preço.

As acções e medidas sustentáveis socialmente não são importantes apenas

para as pessoas menos favorecidas mas possuem a capacidade de melhorar a qualidade de vida de toda a população. É aqui, na adopção destas práticas éticas no envolvimento com a comunidade, que se encontra o Grupo H Saúde. Muito me congratulo por contribuir para que o caminho traçado seja de transparência no relacionamento com todos os parceiros, fornecedores e como não podia deixar de ser, com todos os nossos colaboradores n

dr. antónio José henriques director editorial redaccao.revistasaudehoje@gmail.com


Restaura a função intestinal em doentes com SII, com hipersensibilidade intestinal ou após a ingestão de medicamentos1

Ação mecânica2

Destina-se ao alívio e prevenção de diarreia crónica ou recidivante1 Normaliza a permeabilidade intestinal2 Melhora os sintomas de tensão abdominal, dor, inchaço e flatulência1

NOVA

APRESENTAÇÃO

15 cápsulas

60 cápsulas CN: 185221.2

15 cápsulas CN: 192592.3 Indicação. GELSECTAN® destina-se a restaurar a função intestinal naqueles doentes que sofrem alterações, devido ao Síndrome do Intestino Irritável (SII), hipersensibilidade intestinal ou após ingestão de alguns medicamentos para alívio e prevenção de sintomas como diarreia crónica ou recidivante, tensão abdominal, dor, inchaço e flatulência. Apresentação. Blister com quinze ou sessenta cápsulas para uso em adultos. Composição. Xiloglucano, Proteína de Ervilha e Extrato de Grainha de Uva, Xilooligossacarídeos, Estearato de Magnésio (origem vegetal) e Sílica Precipitada Amorfa. Instruções de utilização. Ingerir a cápsula com líquidos. Dose. 1 ou 2 cápsulas, dependendo da gravidade dos sintomas, duas vezes ao dia (de manhã antes do pequeno-almoço e à noite antes do jantar) durante 2 a 4 semanas. O tratamento pode ser mantido se necessário. Advertências. A consulta com um profissional de saúde antes de utilizar o produto não é necessária. No entanto, essa consulta é aconselhável em caso de sintomas graves ou persistentes ou quando há dúvidas sobre o diagnóstico, principalmente em idosos. Este dispositivo médico não é um tratamento farmacológico. Se tal tratamento for recomendado por um profissional de saúde, este dispositivo médico pode ser administrado simultaneamente. Embora não se conheçam efeitos secundários, recomenda-se que o produto não seja utilizado durante a gravidez ou nos primeiros meses de amamentação, salvo indicação em contrário de um profissional de saúde. Não utilize o produto após ultrapassado o prazo de validade impresso na embalagem. Não utilize o produto se o blister estiver aberto ou danificado. Não conservar acima de 25°C. Não congele. Mantenha o produto fora do alcance das crianças. Contraindicações. O GELSECTAN® não deve ser utilizado em doentes com hipersensibilidade conhecida a xiloglucano ou a qualquer outro ingrediente do produto listado na sua composição. Não deite este dispositivo médico na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como deitar fora o que já não utiliza. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

NOVENTURE, S.L. Calle Consejo de Ciento, 333 08007 Barcelona - Spain REF

Gelsectan Cápsulas

DISTRIBUTOR Norgine Portugal Farmacêutica, Unipessoal Lda. Edifício Smart; R. do Pólo Norte e Alameda dos Oceanos; Lote 1.06.1.1 – Escritório 1C Parque das Nações; 1990-235 Lisboa

Rev.04: 02.05.2017

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1. Instruções de utilização do Gelsectan®. 2. Balboa A, Ciriza C, Delgado-Aros S, et al. Documento de actualización de la Guía de Práctica Clínica sobre el síndrome del intestino irritable. Asociación Española de Gastroenterología. IMC International Marketing & Communications 2017:3-4. GELSECTAN® cumpre a legislação em vigor em matéria de produtos de saúde. PT/GEL/1217/0012a. Data de Revisão do material 04/02/2019 GELSECTAN é uma marca comercial da Noventure S.L., utilizada sob licença pelo grupo de empresas Norgine. NORGINE e o respetivo logótipo são marcas registadas do grupo de empresas Norgine. Material destinado a utilização exclusiva por profissionais de saúde.


Cultura

Phd antónio delgado docente universitário investigador no Cieba- u.lisboa

Medicina e Belas Artes

“A Fonte da Juventude” de Lucas Cranach É comum dizer-se, que a água é «fonte de vida»: elemento este que foi desde sempre usado como um medicamento básico de forma natural, para a desidratação, higiene corporal e composto com outros elementos... Numa farmácia é o produto, que mais se usa e vulgarmente encontrase sob a “forma” de “água de rosas” (cosmética), “água de hamamelis” (hemostática), a “tarongina” (sedante), a “agua boricada” (com ácido bórico), a “agua timolada” (com timol), etc, para citar alguns exemplos da água com fins medicinais, não esquecendo que popularmente a «água de malvas» é uma panaceia comum. Nas religiões monoteístas ( que acreditam num só Deus) a água tornou-se símbolo de pureza e fonte de vida e está sempre presente nos três ritos de passagem: baptizado, casamento e morte, onde tem um papel central, sendo factor comum a todas elas a ideia de limpeza e pureza conseguida pela água, no entanto cada religião atribui-lhe particularidades e simbologias próprias. As medicinas mais antigas eram feitas basicamente de água, sobretudo a quente, em infusões, destilações ou simples soluções. Actualmente para preparar qualquer remédio com água, esta tem de ser submetida a tratamentos próprios e complicados para eliminar contaminantes através da sua filtração. Normalmente com rochas vulcânicas e esponjosas e elaboradas instalações em que as águas fluviais e pluviais se tornam potáveis ou pela dessalinização por osmose… O termalismo mostra, que a água foi, há mais de 3000 anos, entendida como uma fonte de saúde, em vários tipos de terapêuticas com águas mineromedicinais e termais, benéficas na cura de doenças ou infecções crónicas, tomada como bebida ou pelo uso de banhos. Ainda hoje as pessoas procuram desfrutar de banhos e tratamentos em complexos termais, já famosos antes da nacionalidade. Topónimos como Aguas Santas, Fontes Santas… recordam memórias de lugares, onde havia águas com características curativas e é ainda frequente verem-se pessoas a encher garrafões em bicas, onde a Tradição fez entender as propriedades curativas daquelas águas Como estamos em época balnear, vamos espreitar um pouco o passado desta prática hoje tão comum dos banhos, pela obra do artista alemão Lucas Cranach, titulada a “ A Fonte da Juventude” fig.1. Este artista da Renascença, teve grande mérito, na execução de retratos da corte saxónica, príncipes alemães e líderes da reforma protestante. Pintou igualmente com êxito, temas religiosos tradicionais e temas míticos. Esta pintura de Cranach, que abordamos, foge um pouco àqueles géneros artísticos e se confrontada com a descrição deixada por um professor de medicina do sobre banhos públicos da localidade alemã de Baden, que continua a ser Importante centro balneário nos nossos dias,

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Fig. 1 - “A Fonte da Juventude” de Lucas Cranach

dizia ele: “ os banhos ao ar livre também chamados públicos, encontramse a céu aberto. Medem 30 pés de comprimento e 24 de largura, pelo que nas suas águas se podem banhar mais de 10 pessoas (…) estão ladeados por Lages de pedra (…) as pessoas acomodam-se dentro em verdadeira ordem”1… Diz a mesma descrição que “ nestas águas podem banhar-se grátis, os forasteiros e os do lugar, (…) nos sábados sobretudo o gentio acode em desordem desde a cidade e o campo, já que homens e mulheres, desejam passar um pouco de tempo a divertir-se e a embelezar-se”. Podemos ver, no lado esquerdo da pintura a descrição feita na primeira parte do texto e no lado direito a referência a que os homens e as mulheres depois de banhos “ desejam passar um pouco de tempo a divertir-se e a embelezar-se” na segunda parte do texto. A imagem que podia ser produto da imaginação de Cranach, acasala-se na perfeição com a descrição. No entanto há algumas incongruências, como ver cavalheiros armados, sendo expressamente proibido nas proximidades dos banhos essa prática: na direita há senhores representados com espadas. Também não se adequa à realidade da época representar só mulheres na água, porque tanto homens como mulheres podiam partilhar a piscina, separados por vezes com tabiques de madeira. As mulheres também não se banhavam nuas (fig.2) e era comum levarem camisolões presos por debaixo dos peitos para cobrir a parte inferior do corpo. 1 - Em Chaves, há meia dúzia de anos foi encontrada uma estrutura idêntica, à da pintura de Cranach, conforme foi noticiado pelo publico https://www.publico.pt/2018/07/26/ local/noticia/museu-das-termas-romanas-vai-ter-obras-para-resolver-problemas-dehumidade-1839236


Fig. 2 - Pormenor “A Fonte da Juventude” de Lucas Cranach

Fig. 3 - Pormenor “A Fonte da Juventude” de Lucas Cranach

Os mananciais curativos frequentaram-se muito durante a Idade Média e nas posturas municipais de então, dedicava-se um número considerável de dias para as pessoas destinarem “às águas” e nalguns casos, era dada ajuda económica aos pobres para estas frequências e os ricos iam por sua conta. No entanto para entender o atraso da Medicina, no Período Medieval e perceptível nesta pintura de Cranach, será necessário compreender uma série de ideias imaginárias e habituais nesse período: a existência de vacas com cinco pernas, peixes com rostos humanos, mãos que emergem das nuvens, fogos celestiais…fantasias que nutriam o imaginário popular de então. Muitos delas foram representados nas pinturas de Bosch... Estas ideias entendiam-se como sinais divinos para as pessoas emendarem as suas vidas levando-as, por outro lado, à crença nos milagres. Pelo que, a fé popular esperava directamente a intervenção das forças sobrenaturais, para resolver os seus problemas, fossem eles quais fossem, mas sobretudo os de caracter patológico, num período onde as doenças mais elementares e as mais inusitadas, eram comuns e para as quais não havia soluções...doenças de olhos e ouvidos, todo o tipo de doenças cutâneas, deslocações e estagnação de membros. Quem não podia utilizar as suas extremidades e órgãos sensoriais, como antes, etc.. Deus ou o Diabo eram os seus impulsionadores…águas, relíquias, mezinhas… tudo fazia parte dos sistemas de crenças para curas. Por outro lado a divisão entre a Ciência e Religião iniciada na «Idade Moderna» desconhecia-se. Apesar da Medicina dar os seus primeiros passos, nesse periodo, a dissecação de cadáveres era rara e nada conhecida. A medicina medieval era tutelada pela doutrina dos «quatro humores»2, como fundamento para todos os métodos de cura. Quando alguém ficava doente era porque os «seus humores» não se encontravam na proporção adequada, e, portanto, tinha que ser sangrado. Por esta razão, não é de estranhar, que os pacientes preferissem pôr nas “mãos de Deus” o destino da sua saúde em vez de a colocarem nas dos médicos. Tinham mais fé na cura por milagre do na medicina. Essa ideia é bem 2 - Ver Marketos, S. G. “Hippocratic Medicine and Philosophy at the Turn of the 20th Century”. Proceedings of the 1st International Medical Olympiad, vol. 1, 1996.

visível na imagem da idosa incapaz de andar que reza enquanto é transportada até à água. (Fig. 3) Pode mesmo afirmar-se que os banhos de águas beneficiaram com o atraso da medicina e pode dizer-se que retardaram a evolução desta. No séc. XVI, Martin Rulandus3 dizia, que: “devido a não se ter inventado nem imaginado até ao momento nenhum remédio para preservar a saúde só nos resta a água e os banhos”. Este médico, louvava as curas das águas e os banhos terapêuticos como panaceia universal, mas impunha restrições: “sempre que fossem necessários”. Entender-se nesta restrição a ideia religiosa da higiene como um ato desonroso e impuro porque a água do banho pode ser insinuante e perturbadora, porque supõe o toque com o corpo, logo um perigoso caminho para a beleza e para os prazeres carnais. Numa cultura de forte domínio religioso qualquer benefício na saúde, tinha de ser «obra» de Deus. No Gerês a lenda de Stª. Eufémia, é disso um bom exemplo e os muito “ex-votos” pendurados pela igrejas de Portugal. No passado, alguns locais de banhos ficaram famosos pelas curas milagrosas que proporcionam, tornando-os muito procurados dado o ”marketing” dos milagres. Mas detrás desta procura, vislumbrou-se a possibilidade de negócio e alguns mananciais foram privatizados. Aconteceu com as Águas Termais das Caldas da Rainha e em Lisboa, na zona de Alfama, onde o Mosteiro de Alcobaça era proprietário de banhos e mananciais de águas curativas. Um escrito revela que no caso do mosteiro: “Estes Banhos foram em 1392 objecto de contenda entre o Abade de Alcobaça e a Câmara Municipal de Lisboa, pouco depois de concluídos os trabalhos de construção da cerca Fernandina, que se centrava numa parede que o primeiro mandou construir sobre o muro da cidade em direito de umas casas suas (do Mosteiro) e que são alcaçarias situadas a par (em frente) da fonte dos cavalos (...)4. Em muitos manuscritos do Mosteiro de Alcobaça, encontram-se frequentes referências a senhoras e a banhos que têm passado despercebidas ao estudo. Para concluir diremos que quadro de Cranach, faz a ponte do passado com a actualidade e mostra certos pontos, que dele esquecemos, como a de luxúria “ entre sexos” após banhos, que contraria a ideia do período medieval ser um tempo cinzento e pouco dado à folia. Mas também nos pode mostrar como debaixo das formas e designações do tempo, que nos cabe viver, os «Os Banhos» de praia e seus iodos, os spas, o termalismo o uso das águas, na pele segundo a sua temperatura (água fria ou quente), a composição química e os tipos de água… são práticas do passado com novas designações. Em termos sociológicos quem procura estes banhos, no presente não o faz debaixo de qualquer ideia de castigo, porque o seu corpo esteja em pecado ou tenha os humores alterados, mas para abraçar a presente cultura de Ócio e Prazer onde o hedonismo individual encontra o clímax pleno, para exprimir a sua liberdade corporal e uma vontade de viver em prazer num casamento perfeito com a indústria do turismo e o Capitalismo Avançado, que é por certo a “maior religião monoteísta” do nosso tempo n Bibliografia Bergey’s Manual: of Systematic Bacteriology: Volume Two. Editado por James T. Staley, Don J. Brenner, Noel R. Krieg. Marketos, S. G. “Hippocratic Medicine and Philosophy at the Turn of the 20th Century”. Proceedings of the 1st International Medical Olympiad, vol. 1, 1996. VIEIRA da SILVA, A. (1987a) – A Cerca Fernandina de Lisboa (1ª edição de 1948). Município de Lisboa, Volume II, 2ª edição. 190p.

3 - Médico e alquimista alemão ( 1569-1611) 4 - VIEIRA da SILVA, A. (1987a) – A Cerca Fernandina de Lisboa (1ª edição de 1948). Município de Lisboa, Volume II, 2.ª edição. 190p

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henrique alves henriques director executivo do Grupo h saúde

Ir de férias e regressar motivado É sempre difícil deixar o trabalho, desligar e ir de férias. Parece até que nos últimos dias o trabalho aumenta, o que se traduz em maior stress, maior correria e cansaço. Encerrar os assuntos e ir de férias requer alguma arte e capacidade de hierarquizar as tarefas.

Dicas para ir descansado

• Termine os trabalhos mais importantes. Não deixe trabalho importante pendente. • Não marque nenhuma reunião, encontro ou contacto para o seu período de férias. • Coloque um aviso automático de ausência no seu e-mail com a data do regresso de férias e um contacto de alguém responsável presente na empresa como alternativa. • Relembre ao seu superior hierárquico o período em que estará ausente para não ser interrompido nas férias. Avise igualmente os clientes, contactos mais frequentes e colegas do período das suas férias. • É importante não se esquecer de passar assuntos pendentes aos colegas que o irão substituir. • Se achar necessário deixe algumas instruções claras sobre os procedimentos e modo de agir para resover alguns problemas. Desta forma não será necessário telefonar-lhe interrompendo as suas férias. • Deixe também indicações do que está pendente e do que é preciso

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fazer com mais urgência. • Deixe documentos importantes acessíveis a outros para que os consultem se necessário. • Organize o seu espaço de trabalho antes de sair de férias. Limpe a secretária e organize os dossiers, vai apreciar isso quando regressar ao trabalho e os seus colegas também irão apreciar o seu cuidado.

Como voltar ao trabalho

Voltar ao trabalho depois das férias sem stress é possível. Evite o cansaço e a tristeza associados ao regresso. Aqui ficam alguns conselhos: • De preferência passe períodos mais curtos, a adaptação ao trabalho será mais fácil. • Termine as férias com um encontro entre amigos , aliviarão o stress da mudança de rotina. • Uns dias antes de terminar as suas férias tente dormir entre 7 a 8 horas por noite para recuperar as energias. • Não regresse na véspera de começar a trabalhar, um ou dois dias farão toda a diferença e organizará também a sua casa além de se preparar mentalmente para a nova fase. • Quando regressar estabeleça prioridades, não queira fazer tudo num só dia. Boas ferias !


Dra. Sofia Lourenço Silva Farmacêutica

Benedita em movimento

Sabia que algumas destas doenças são preveníveis?

Mais de 80 por cento dos casos de ocorrência de doenças cardíacas coronárias; 90 por cento dos casos de diabetes tipo 2; Um terço das ocorrências de cancro; Podem ser evitados através da alteração dos hábitos alimentares, do aumento de atividade física, do abandono do tabagismo, da regulação dos alimentos, etc…

Hábitos Alimentares

O consumo de alimentos com baixo teor de gordura, com destaque para a ingestão de frutas, legumes e vegetais, fibras solúveis, grãos e proteínas de origem vegetal, reduz significativamente a Pressão Arterial. O consumo de sal (sódio) deve ser menos de 2.3mg/dia . A ingestão excessiva de sódio tem sido relacionado com o aumento da Pressão Arterial. A alimentação resulta em 30 a 35% dos cancros nos países industrializados. O consumo de legumes reduz em 50% o risco de cancro na bexiga. Os vegetais crucíferos, como os brócolos e a rúcula, podem diminuir em 40% o risco de cancro no pulmão. O chá verde poderá reduzir em 57% o risco de cancro colorrectal. O consumo de legumes verdes, como as couves e os espinafre, está associado a uma redução de risco de cerca de 30% do cancro da mama.

Excesso de peso e Actividade Física

Nos últimos anos temos assistido a um aumento das doenças crónicas em Portugal, não só devido ao aumento da esperança de vida, mas também ao aumento dos factores de risco. Os factores de risco são situações que aumentam a probabilidade de vir a desenvolver uma doença, como exemplo o tabagismo, o excesso de peso, etc... Nos homens, as doenças crónicas mais frequentes são hipertensão (25,1%), colesterol elevado (23,7%), alergia (11,4%) e diabetes (10,4%). Já nas mulheres são hipertensão (26,1%), colesterol elevado (25,7%), artrose (20,6%) e alergias (18,1%). 10

O relatório de saúde da OCDE de 2014 aponta Portugal como o país da Europa com a mais alta taxa de prevalência da Diabetes. A prevenção da Diabetes é um processo difícil e complexo, mas não impossível. A redução do sobrepeso é determinantes para prevenir a diabetes tipo 2, uma vez que quanto maior a quantidade de tecido adiposo, que é a gordura, mais resistentes as células se tornam à insulina. Estudos comprovam que a actividade física reduz a pressão arterial, a frequência cardíaca e o IMC (índice de massa corporal). Logo é muito importante para a prevenção da Hipertensão, Diabetes e Colesterol elevado.


A mortalidade e o risco de doença cardiovascular são duas vezes maiores nas pessoas sedentárias; Uma dieta saudável, um peso adequado e o hábito de fazer exercício físico moderado podem reduzir a incidência de cancro entre 30 a 40%.

Ingestão de Álcool

O consumo de álcool aumenta a pressão arterial Por isso, recomenda-se como limites de consumo aceitáveis, para os homens, aproximadamente 720 ml de cerveja ou 60 ml de bebida destilada ou 240 ml de vinho por dia. O álcool provoca cerca 3% das mortes por cancro nos países desenvolvidos, está demonstrado que o seu consumo excessivo aumenta o risco de cancro oral, faringe, laringe, fígado ou mama.

Tabagismo

Através da nicotina, aumenta a pressão arterial e leva a uma maior deposição de colesterol nos vasos sanguíneos. Responsável por 30% da mortalidade produzida por cancro; Pessoas entre os 35 e os 69 anos que fumam têm três vezes mais probabilidades de falecer por cancro que os não fumadores. É responsável por cerca de 45% das mortes nos homens com menos de 65 anos de idade.

Rastreios

Os rastreios médicos consistem na realização de testes em indivíduos saudáveis, com o objetivo de identificar aqueles que se encontram em maior risco de desenvolver uma determinada doença. É de extrema importância, uma vez que permite detectar as doenças de forma precoce e o seu tratamento adequado. Possibilitando uma melhor resposta ao tratamento e conduzindo à diminuição dos efeitos negativos da doença. O rastreio oncológico do cancro do colo do útero, da mama e do cólon e reto conduziu a uma diminuição das taxas de mortalidade na ordem dos 80%, 30% e 20%, respectivamente n

O Grupo H Saúde participou na Benedita em Movimento, com a realização de rastreios gratuitos, com os seguintes resultados: • média de idade: 54 anos; • apenas 5 eram do sexo masculino; • 9 tinham a glicémia superior a 126 mg/ml; • 10 tinham a pressão arterial superior a 140/10 mmh; • 5 pessoas tinham a glicémia e pressão arterial acima dos valores referidos. • 4 tinham colesterol, glicémia e pressão arterial acima dos valores tabelados. os rastreios não foram efectuados em jejum e desta forma os utentes foram aconselhados a repetir o rastreio.

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nuno sarmento Gestor de negócio (20 anos de experiência na área da reabilitação auditiva)

Perda Auditiva: causas e respostas

A Perda Auditiva é ainda hoje encarada como uma diminuição secundária de um dos nossos sentidos e as respostas à mesma, embora com uma evolução muito positiva nos últimos anos, olhadas com alguma desconfiança.

Existem ainda outros factores que contribuem para a perda auditiva: algumas doenças e infecções, certos tipos de síndromes, medicamentos e fármacos, malformações congénitas do ouvido, entupimento no ouvido, colesterol, etc.

As causas mais comuns de perda auditiva são os ruídos e o envelhecimento, sendo que na maioria dos casos a perda auditiva não pode ser curada e a resposta passa pela utilização de aparelhos auditivos ou implantes.

A maioria dos casos de perda auditiva desenvolve-se gradualmente e os sintomas são frequentemente difíceis de serem reconhecidos, mas caso tenha a sensação de não estar a ouvir bem - não perceber as conversas em família, aumentar o volume de som da televisão, não ouvir a campainha da porta ou o toque do telefone - deve consultar um médico Otorrinolaringologista para que seja feito um teste auditivo e diagnosticado o grau da dificuldade auditiva.

Perder a audição com a idade é uma consequência natural. A nossa capacidade auditiva piora a partir dos 40 anos de idade e daí para frente. Mais de metade das pessoas, ao atingir 70 anos de idade, sofre de deficiência auditiva significativa, conhecida como perda auditiva relacionada com a idade denominada presbiacusia. Outro motivo comum de deficiência auditiva é, como referi, a exposição a ruídos, sendo uma consequência directa dos nossos hábitos ou estilos de vida: centros urbanos ruidosos, trabalhos fabris, som alto nos headphones, concertos de música, são alguns dos exemplos frequentes que nos expõem a intensidades de som nocivas.

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A deficiência auditiva pode ser tratada, mas a audição não pode ser restaurada. Na maioria dos casos a perda auditiva é atenuada com o uso de um aparelho auditivo, algumas perdas auditivas são tratadas com diferentes tipos de implantes e há ainda casos em que são efectuadas cirurgias de correcção. Os aparelhos auditivos, são hoje uma ferramenta de apoio que permitem mitigar a perda auditiva e a sua complexidade

tecnológica permite registos de audição cada vez mais perto da audição “normal”. Os aparelhos têm hoje características e funções, que possibilitam às pessoas efectuar a sua vida quotidiana sem qualquer dificuldade, muitas vezes retomando rotinas que estavam abandonadas por motivo de isolamento social a que a surdez ou dificuldade auditiva podem conduzir – uma vez que se torna penoso não ouvir o que nos dizem, quer na reuniões familiares, quer em grupos de amigos. Aliada a esta revolução tecnológica, deu-se igualmente a revolução estética, para que o estigma de usar aparelho auditivo se fosse dissipando. Hoje, para quase todas as perdas auditivas, há a possibilidade de ter próteses auditivas cada vez mais discretas e invisíveis e assim contribuir para o bem estar e conforto da pessoa que padece de perda auditiva. O mito de que todos os aparelhos são grandes e apitam está a desaparecer, isto porque em termos tecnológicos e estéticos existem soluções muito eficazes e cada vez mais imperceptíveis, contudo não se esqueçam de consultar um médico antes e de experimentar antes de adquirir n


dra. Fátima lorvão médica de medicina Geral e Familiar na Policlínica da benedita

Revitalize a forma como se alimenta, como se move, como vive o seu dia-a-dia, para o seu bem estar.

Aproveite as férias Para bem da sua saúde Mantenha o seu corpo ao melhor nível e sempre bem hidratado

As células do corpo humano contêm entre 65 e 90% de água, para um bom funcionamento é necessário manter-se bem hidratado. Quando não se bebe água suficiente as células ressentem-se. O resultado é sentirse mal, com a sensação de aumento de volume e facilmente inchado. A falta de água pode torná-lo irritadiço ou deprimido e com dificuldade em dormir bem. Precisa de beber pelo menos 8 copos de água por dia. Evite tudo o que tenha açúcar adicionado (refrigerantes), a frutose em demasia nos sumos e gelados. Evite ao máximo o café. A água é sempre a melhor opção.

Retire da sua dieta os alimentos processados

Entenda-se por processados os alimentos pré-cozinhados, preparados embalados ou congelados, que se encontram frequentemente à venda em supermercados. Podem ser mais práticos e mais baratos, mas têm muito menos valor nutritivo e contêm

muita quantidade de sódio. O sódio em excesso é muito prejudicial para o coração, circulação e rins e provoca grande retenção de líquidos, o que o torna mais volumoso, mais pesado e com menos energia. Em contrapartida aumente a ingestão de potássio principalmente nos dias quentes ou quando faz atividade física. Encontrase nos legumes, frutas e frutos secos.

Coma fibra

Os alimentos ricos em fibra são necessários para que não haja acumulação de toxinas, equilibram o corpo retirando a sensação de flatulência, o que faz com que se sinta mais leve e mais ágil. Contribuem em muito para a manutenção de um peso equilibrado. Nesta altura do ano, tire partido do que a natureza nos dá e dê preferência às saladas com legumes crus e frutas da época.

Aproveite ao máximo a vida ao ar livre e mexa-se O Verão, o tempo livre que as férias proporcionam são ótimos para que possa usufruir da beleza e dos bens naturais desde o amanhecer até noite dentro.

Privilegie e reforce a atividade física, nadar, caminhar, fazer jardinagem, bicicleta. Mantenha-se em movimento pelo menos entre 20 a 30 minutos por dia. Os benefícios da prática regular de exercício físico conjugados com boas opções alimentares sentem-se de imediato e resultam numa sensação de grande bem estar geral. Se caminhar descalço na praia ou no campo terá a sensação de tranquilidade, ao mesmo tempo que revigora e equilibra o corpo e a mente. Tenha consciência da sua respiração e acompanhe os seus movimentos de inspiração e de expiração ampliando os movimentos torácicos. Experimente e faça 4 tempos de inspiração pelo nariz, sustenha a respiração durante 7 tempos e expire pela boca em 8 tempos. Repita várias vezes ao dia, vários dias e sinta a diferença em si. Aproveite para apanhar um pouco de sol nas primeiras horas do dia. Evite o sol entre as 11 e as 16h, na praia ou campo. O sol é muito revigorante para o corpo e mente. Muito benéfico para a pele, ossos e os olhos. Durma 7 a 8 horas e meia.

E a saúde da sua mente? Tal como o corpo é alimentado por nutrientes a mente vive das suas experiências intelectuais e emocionais. Ao longo da sua vida guarda experiências que nem sempre são positivas e o marcam. Aprenda a valorizar o que de bom acontece, assim pode criar mudanças neuroplásticas na sua mente. Não se deixe marcar pelos males do passado e faça de cada dia uma nova mudança positiva. Trabalhe a sua mente para a serenidade e positividade.

Saúde social

Todos estes aconselhamentos têm em vista melhorar o comportamento com vista a alcançar um estado mais saudável, mas mais do que tudo, para o seu bem estar, passar tempo com quem se dá bem, amigos e familiares, é a melhor coisa que pode fazer pela sua Saúde, de acordo com os mais recentes estudos .O círculo de amigos, a atividade social, é no mundo atual e acima de todos os outros , o mais decisivo fator de bem estar n

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Grande Entrevista José Fernando Maia Alexandre | Administrador Executivo na Caixa Central do Crédito Agrícola

José Fernando Maia Alexandre nasceu e viveu parte da sua vida em Alcobaça. Tinha o sonho de ser piloto aviador mas a vida levou-o a outros voos. Depois de cumprir o serviço militar na Força Aérea concorreu ao Crédito Agrícola e hoje é Administrador Executivo na Caixa Central e tem sob a sua responsabilidade áreas tão sensíveis como a comercial, marketing e tecnologia.

Qual a sua idade e onde nasceu? Tenho 56 anos e tenho Alcobaça como terra de nascimento e vivência permanente na fase adulta. Na minha infância e na adolescência morei vários anos na Nazaré, onde acabei por fazer todo o ensino secundário. Depois de fazer o serviço militar obrigatório concorri ao Crédito Agrícola (CA). Moro actualmente em Lisboa, à cerca de dois anos, devido ao facto de estar ligado à Caixa Central, evitando o percurso diário entre Lisboa e Alcobaça que fiz durante dez anos. Estou desde 1986 no CA, ou seja já tenho mais de 30 anos de serviço ocupando funções muito diferentes. Comecei como colaborador em Alcobaça , passei a gerente da Agência de Valado dos Frades e fui subindo na hierarquia do Banco. Fui Director Executivo da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Alcobaça, de 1992 até 2007, altura em que assumi funções no Conselho de Administração Executivo da Caixa Central, como Administrador Executivo e tenho sob a minha responsabilidade toda as componentes Comerciais, Marketing e Informáticas do Banco.

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Como veio parar à Banca? Um bocado por acaso. Estava a cumprir o serviço militar na Força Aérea e o meu sonho era ser piloto. A paixão pela aviação ainda permanece , no entanto concorri ao Crédito Agrícola onde acabei por entrar e ficar. A vida acaba por ser assim. Podemos ter uma ideia mas é só uma ideia. Nunca tive a ambição de chegar a um lugar de topo dentro do Banco, nem pensei que tal pudesse acontecer, até talvez por não ser licenciado. Recentes acontecimentos abalaram a credibilidade da Banca. Felizmente sobre o Crédito Agrícola nada se ouve. Como está o Crédito Agrícola, no meio desta descrença? O Crédito Agrícola está muito bem! Tem dos melhores rácios do sistema financeiro nacional. A Banca depara-se hoje com alguns desafios que precisa de vencer rapidamente, como a credibilidade, a rentabilidade e a transformação digital. É um desafio constante trabalhar na Banco, que nos obriga a avançar sempre, todos os dias, um pouco mais. A regras regulatórias e toda a legislação resultante dos muitos escândalos que acontecer não só em Portugal,

são hoje muito fortes e temos, felizmente, uma supervisão intrusiva com presença permanente nas Instituições de Crédito. O Crédito Agrícola é uma instituição diferente de todas as outras que operam em Portugal. É uma organização horizontal, constituído por 80 bancos regionais que são coordenados pela Caixa Central, mas que cada banco regional, tem os seus Órgãos Sociais e o seu Conselho de Administração, a sua estrutura local de apoio e de proximidade, com os seus associados e clientes, o que permite estabelecer uma relação diferente. Não é por acaso que durante esta década, um bocado perdida, em todo este período crítico de crise soberana e bancária, o CA ultrapassou toda esta turbulência, sem qualquer tipo de apoio público, vendo a sua quota de mercado aumentar constantemente e permanecer como um banco sem queixas ou conflitos. A razão é exactamente a maneira como está organizado, como está presente no território, próximo dos seus clientes que também são associados, assumindo riscos mais reduzidos que outros e mantendo níveis de confiança elevados, o que nos levou ao crescimento que


outras instituições não experimentaram, neste período. Somos hoje considerados um Banco de refúgio porque o nível de confiança é muito elevado. O Crédito Agrícola (CA) até pelo seu nome é associado à agricultura mas o vulgar cidadão que precisa de fazer um crédito à habitação ou depositar o seu ordenado pode recorrer ao CA ? Claro que sim, absolutamente, temos disponível toda a oferta, como qualquer outra Instituição de Crédito. No entanto não negamos a nossa origem e continuamos a ser a principal instituição a apoiar a actividade primária. Continuamos a prestar especial atenção à actividade a agrícola e agro-industrial… E há muitas actividades e empresas por esse País que se não fosse o CA, teriam desaparecido. Houve um determinado momento, em que a banca não quis apoiar este sector, mas nós continuámos a apoiar porque acreditávamos nos nossos clientes. Apoiámos os descendentes, as novas gerações, os novos agricultores, os filhos que continuaram e modernizaram os negócios familiares. E isto porque nos regemo-nos por um conjunto de valores que derivam dos nossos princípios cooperativos, pois somos uma Instituição de Crédito cooperativa, que ao contrário das outras Instituições, que são sociedades anónimas e capitalistas, não temos como objectivo a geração de lucros nem a distribuição de dividendos pelos accionistas. Temos como objectivo promover o bem estar dos nossos associados e clientes e encontrar as soluções mais económicas para lhe prestarmos um melhor serviço bancário de excelência. Estamos focados na satisfação dos nossos clientes e associados. Todos os bancos dizem isto não é? Mas nós somos diferentes, reinvestimos nas comunidades locais, apoiando as associações recreativas, desportivas e culturais locais. Como não temos como objectivo o lucro e por isso também somos mais moderados nas comissões que praticamos. Somos a entidade bancária que em Portugal reúne menos reclamações dos clientes, também por esta relação de proximidade. Quando há um problema por exemplo em Alcobaça ou em Vila Real tudo é resolvido no local, a questão não tem que transitar para decisão em Lisboa, é resolvido por alguém que conhece as pessoas e as pode aconselhar e ajudar melhor. Nós mantemos relações fortes e duradouras com os nosso clientes, pois estamos no local, somos de lá. Por isso não fechámos agências, mantemos a proximidade e isto faz toda a diferença. Não temos conflitualidades com os nossos clientes.

Às vezes quando há problemas, na outra Banca, muda-se o rosto, os clientes perdem o vínculo e a ligação com a Agência e o Banco. Não é assim que funcionamos, a nossa política é estar no local, temos rosto e interlocutores. O Crédito Agrícola talvez por causa da sua história e nome é associado a uma certa falta de modernidade e pensa-se que se trata de um Banco mais pequeno do que os outros. É assim? Somos a entidade bancária em Portugal com mais Agências. São coisas que não são muito conhecidas. Neste momento temos mais de 650 agências por todo o território nacional. Onde temos menos agências é em Lisboa e no Porto, porque nascemos na ruralidade do nosso território, o que neste momento pode até ser uma vantagem competitiva, pois não temos o peso do legacy dos espaços físicos de outras e a banca digital está aí, eminente. Temos planos para trabalhar estas áreas e as novas plataformas electrónicas poderão cobrir algumas dessas necessidades e ajudar-nos na expansão nos grandes centros urbanos de Lisboa e Porto. É interessante que o vosso crescimento tenha sido tão sustentado nunca descurando a vossa história e os vossos valores mas também atento aos novos avanços tecnológicos. De facto fomos mantendo agências por vezes em contra ciclo com o mercado, enquanto outros fechavam, porque o importante para nós são as pessoas, fazendo por vezes uma “banca social”. Mas temos projectos inovadores na área digital que serão lançados muito em breve. Estamos na linha da frente do avanço tecnológico, do melhor que é a possível fazer na oferta bancária, mas como privilegiamos a comunicação local, onde estamos mais presentes, esta informação não é do domínio publico. Para ter uma ideia. Por exemplo em Beja temos uma quota de mercado de 36%, em Trás-os-Montes de 32% e poderia citar-lhe mais, quotas que outros bancos não têm, nem de perto. Qual é a diferença entre Caixa Central e Crédito Agrícola ? A Caixa Central é uma entidade bancária como qualquer outra, mas é um banco com mais responsabilidade do que os outros que operam no País, pois tem de orientar, fiscalizar e acompanhar as 80 instituições que fazem parte do Grupo Crédito Agrícola, que são por sua vez bancos locais com uma actividade bancária com algumas limitações, mas com capacidade de responder às necessidades dos seus clientes. A Caixa Central é a cabeça de Grupo e que

Sede da Caixa Central de Alcobaça inaugurada em 2003 pelo então Presidente da República Dr. Jorge Sampaio.

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consolida com as Caixas e outras empresas do universo Crédito Agrícola. É uma espécie de holding. Todas as Caixas Agrícolas associadas da Caixa Central recebem dela, as funções e competências técnicas, ao nível dos produtos e dos serviços necessários à sua operação, bem como suporte regulamentar, não dispensando a supervisão das Caixas pelo Banco de Portugal. Temos ainda empresas de Seguros Vida e Não Vida. Também temos duas empresas de

tecnologia, a CA Serviços ACE e CA Informática SA, de que sou Presidente dos Conselhos de Administração e que desenvolvem as soluções tecnológicas para todas as 80 Caixas Agrícolas associadas da Caixa Central. E por sua vez essas Caixas Agrícolas têm as suas Agências? Exactamente. Eu sou também Presidente do Conselho de Administração (não executivo)

da Caixa de Alcobaça, Cartaxo, Nazaré, Rio Maior e Santarém, CRL que tem dezassete agências, em cinco concelhos. As Caixas têm uma determinada área social em que podem operar e que pode abranger um ou mais concelhos. A Caixa de Alcobaça começou ter o concelho de Alcobaça, depois também da Nazaré, mais tarde, em 2005 incorporou a ex-Caixa do Ribatejo Centro, que existia nos concelhos de Rio Maior de Santarém e mais recentemente, em 2017, incorporou a Caixa do Cartaxo. Mudou também o seu nome identificando todos os concelhos onde tem actividade directa. Somos uma entidade única e isso transforma uma entidade bancária completamente, pois tem responsabilidades locais, tem administradores locais, um rosto em cada localidade. Por isso é natural que como Grupo Bancário e Segurador que somos, recebamos muito prémios, relativos à qualidade e satisfação dos nossos clientes. E a razão é sempre a mesma - não temos o lucro como objectivo, estamos focados no serviço, na qualidade e na satisfação dos nossos clientes. n

Breve e curiosa história do Crédito Agrícola • A origem histórica das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo está associada às Santas Casas da Misericórdia fundadas em 1498 sob a égide da Rainha D. Leonor e de rei Miguel Contreiras bem como nos Celeiros, criados em 1576 por D. Sebastião. • Em 1778, a Misericórdia de Lisboa foi a primeira a conceder empréstimos aos agricultores. m exemplo seguido por outras Misericórdias, gerando uma din mica que justificou a decisão do Ministro das Obras Públicas, Andrade Corvo, de publicar, em 1866 e 1867, leis orientadas para a transformação das Confrarias e Misericórdias em instituições de crédito agrícola e industrial (Bancos Agrícolas ou Misericórdias-Bancos). • Os Celeiros Comuns, fundados por iniciativa particular ou por intervenção dos Reis, dos municípios ou das paróquias, constituíam, desde o século VI, estabelecimentos de crédito destinados a socorrer os agricultores em anos de escassa produção, através de um adiantamento em género (sementes) mediante o pagamento de um determinado juro, também liquidado em géneros. • Este tipo de instituição foi pioneira, na medida em que apenas nos séculos seguintes surgiram congéneres na Escócia (1649) e na Alemanha (1765). • A import ncia dos Celeiros Comuns foi diminuindo com o

aumento das taxas de juro, pelo que, em 1862, avançou-se

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para a sua reforma, no sentido de substituir gradualmente a forma de pagamento de géneros para monetária para um funcionamento pleno como instituições de crédito. O verdadeiro Crédito Agrícola nasceu escassos meses depois da implantação da República a 1 de Março de 1911 e em 1919 ficaram definidas as actividades das Caixas de Crédito Agrícola Mútuo. A transformação do sistema político português, a partir de Abril de 1974, contribuiu para o aparecimento de um movimento das Caixas existentes no sentido de se autonomizarem, expandirem a respectiva implantação e alargarem a actividade, à luz do modelo de desenvolvimento do Crédito Agrícola Mútuo em muitos países europeus. Esta comunhão entre o passado e o presente, projectando o futuro, viabilizou um posicionamento competitivo, que se traduz numa Imagem de modernidade, credibilidade e solidez. O Crédito Agrícola apostou numa nova Imagem corporativa e numa nova comunicação, reafirmando a sua mensagemchave actual: m Grupo Nacional com Pronúncia Local Com mais de 100 anos de existência o Grupo reflecte o posicionamento da marca CA, em que se sublinham os valores de ajuda mútua e solidariedade que estão na essência da instituição e se materializam numa palavra: Cooperativismo.


Carla Ferreira diretora de recursos humanos

A terceira idade no nosso século Avanços e dificuldades No século XXI encontramos a evolução da longevidade ao seu expoente máximo, de acordo com os dados existentes. A ciência abre-nos um leque significativo de oportunidades, e os paradigmas sociais elevam o ser humano a uma ambição real no que toca à qualidade de vida, outrora uma impossibilidade declarada pela simplicidade da natureza. Mas se este presente desafio nos possibilita a continuidade da evolução enquanto pessoas, não deixa de encetar outros problemas, políticos, sociais e familiares, no que toca à manutenção do bem-estar, hoje tão ambicionada e tão merecida. Porque prolongar a vida não é só aumentar anos de longevidade. Porque descobrir curas

para as doenças não é tão simples quanto acrescentar mais um número ao bolo de aniversário, significa a mobilização global de todos, para que o bem-estar continue a ser uma realidade, sob pena de nos depararmos com uma existência solitária e triste, de quem já de alguma forma, depende de outro. Mas será isto possível, numa sociedade em que a produção assume a ordem do dia e em que valores como a família, parecem ficar esquecidos? Encontramos hoje pela frente um repto digno de uma luta emergente e necessária: por um lado a conciliação entre as carreiras e o sucesso, próprios do capitalismo, por outro a manutenção dos valores base para a continuação da existência, próprios da condição humana. Ficamos perante uma

realidade de difícil conciliação, no caminho da redução da solidão e da mera existência física. No limite, e na impossibilidade de efectivarmos esta junção, ficaremos defronte a um capricho inconsequente: de pouco nos valerá existir, se o objectivo não condensar a realização pessoal, familiar, emocional e social. Criar as condições para que o idoso viva em conformidade com o que lhe é devido e merecido, exige uma readequação abrangente e necessária. Encontrar alternativas adequadas ao melhor trajecto para estas pessoas urge e colocar a incidência do foco global também na terceira idade, olhando-os como membros que o merecem como qualquer outra faixa etária, terá de ser um início do caminho.

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O perfil do cuidador é delicado, no que toca às competências necessárias para o trabalho com esta população. Não adianta romantizar a figura do idoso com excessiva leveza, pois daí só conseguiremos protelar uma fantasia incongruente e danosa, para quem trabalha e para quem recebe o cuidado. O idoso é uma vida, é uma personalidade, é uma rocha forte, é um posto e uma vontade, difícil de moldar. Saber respeitar esse temperamento, subordinado a um corpo por vezes doente, é um sacrifício para ambos os lados da barricada: de um lado, quem perde as faculdades, mas pode manter a consciência e a intelectualidade; do outro quem ajuda e quer fazê-lo da sua forma, que nunca é a única forma, que pode não ser a melhor forma. A consequência mais rápida e prática, é muitas vezes a desenraização da pessoa e o afastamento do meio familiar, com o internamento, tantas vezes forçado, em estruturas de apoio. Umas mais adequadas, outras mais desadequadas, mas todas, quase sem excepção, violam o direito à individualidade muito mais do que o desejável e transformam o utente num número, que vence num segundo o nome de uma vida. Uma violência, uma retirada de identidade, que só quem vive de perto, conseguirá eventualmente dimensionar. Felizmente existem algumas outras medidas, que parecem começar a olhar mais de perto esta altura da vida, tão bonita quanto exigente. O reconhecimento recente do estatuto do cuidador, por exemplo, avança um pequeno passo, na possibilidade de alguma qualidade de vida para quem permanece na sua residência, o melhor lugar onde deve ser possível estar.

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Está na hora, chegamos ao patamar onde será necessário encarar os desafios presentes. Como passar aos nossos filhos a importância do idoso, cansado e imperfeito, na era da perfeição? Como transformar a maravilha da ciência em índices que traduzam bem-estar, e não em anos de calendário, pesados e tortuosos? Como possibilitar que estes avanços se reflitam em reais benefícios, para quem deles possa usufruir? Como contrariar a tendência à desumanização do sofrimento? Diria que o caminho começa na reflecção sobre estas questões. Na tomada de consciência do impacto do sofrimento e da solidão, na nossa própria projecção no futuro. Começa na reeducação e na recuperação do valor do respeito. Começa ainda na atenção às necessidade do outro, e no regresso da identidade. A globalização é um risco crescente que ataca até os mais fortes. Proteger os mais frágeis talvez seja um dos grandes desafios do momento presente. Que revelará se continuaremos pessoas, ou se entraremos definitivamente na era da modernidade desumanizada n


dra. ivone mirpuri Médica Patologista Clínica especialista em Modulação Hormonal | Certificação em Medicina Anti-Envelhecimento pelo CENEGENICS, Las Vegas | Especialista em Medicina Anti-Envelhecimento e Modulação Hormonal pela WOSAAM e International Hormone Society

As Mulheres e as hormonas Como viver melhor

ansiolíticos e antidepressivos (alguns com mais 6 vezes risco de cancro da mama, como a paroxetina), quando na realidade o que ela precisava era mesmo de uma reposição hormonal equilibrada. Muitas vezes as mulheres nem se apercebem de que as queixas que têm podem já ser derivadas da baixa das suas hormonas. A menstruação ainda pode ser regular, ou ter ciclos irregulares mas mensais, e o único sinal ser a maior irritabilidade e dificuldade no sono que a mulher sente e associa a problemas do seu dia-a-dia que todos temos.

Primeiro de tudo, penso que todos temos de compreender a diferença entre a reposição hormonal e a modulação hormonal. A modulação hormonal é o conjunto de todas as medidas que podemos utilizar para optimizar todo o processo hormonal, desde a formação, libertação, transporte, ligação a receptores hormonais, acção, metabolização e detoxificação hormonal. Estamos a fazer modulação hormonal, quando comemos bem, nos exercitamos conveniente e adequadamente, temos em conta a necessidade de vitaminas, minerais, controlo de inflamação, stress oxidativo, eliminação de radiações electromagnéticas e toxinas por exemplo. Muitos médicos assim, fazem reposição hormonal, sem modulação hormonal, pois não se dá importância à alimentação, ao exercício físico, à suplementação essencial por vezes, e à mudança dos hábitos de vida do utente, para que tudo corra bem com a reposição hormonal. Daí que é bastante diferente efectuarmos a reposição hormonal isolada ou associada à modulação hormonal o que fará decerto, com que tudo decerto corra melhor.

Quando o médico tem 20 doentes para atender e ainda trabalho administrativo durante o tempo de consulta, além dos mais 10 doentes que apareceram sem marcação e que lhe causam stress, tem de trabalhar e aceitar protocolos, pois não há tempo para estudar ou sequer raciocinar. Mas que por ignorância se diga ao utente que as hormonas “são um perigo”… aí já tenho de argumentar. Pois tudo depende do tipo de hormonas, da dose, da forma química e de administração e da relação com as outras hormonas. E sim, não saber interrelacionar hormonas, é um perigo. Quase tão grande quanto não as fazer. E sim, repor hormonas sem alterar toda uma série de outros factores, ou seja, sem modulação hormonal, é também menos benéfico para o utente, que tem de ser responsabilizado pela sua saúde, percebendo a importância disto. E compete ao médico elucida-lo. É triste o quadro que observamos na menopausa na grande maioria das vezes, pois a mulher é nova para a reforma, mas já “velha” para o que tem ainda pela frente. Pessoalmente acho quase “criminoso” não se tratar uma mulher neste período, tentando colmatar os seus problemas com

E como ainda tem menstruação, e não está na menopausa, não se ligam aos sintomas e começam a fazer ansiolíticos e antidepressivos para tentar solucionar um problema que facilmente tem correcção e que é benéfico para a nossa saúde corrigir. Não estarei longe da verdade se disser que 60-70% das mulheres que acorrem à minha consulta fazem ansiolíticos/ antidepressivos. É a forma mais fácil de “tratar” de imediato. Eu nada teria contra isto, se não fossem os problemas tardios que daqui advêm, como a falta de memória, um maior número de doença neurológica e degenerativa, uma pior qualidade de vida no futuro. Prolongarmos a vida à custa de prolongarmos a morbilidade do utente e a doença…não é o que advogo. Temos de viver o melhor que possamos, com boa qualidade e felizes, não constituindo um peso à sociedade nem à família no futuro. Queixas frequentes da mulher com desequilíbrio hormonal são a irritabilidade, falta de libido, secura vaginal, incontinência urinária, falta de sono, tendência para engordar, flacidez maior da pele com perturbações do sistema musculo esquelético e num futuro próximo osteoporose, um gravíssimo problema

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Mas persiste o eterno problema das hormonas e do cancro, como se esta fosse a única causa, esquecendo que o Stress é um dos maiores causadores, e só o equilíbrio hormonal conduz à harmonia e à paz. Claro que há tumores estrogeneo dependentes, são eles os do cérebro, pescoço, cólon, mama e útero. Se já tivermos algum tumor em desenvolvimento, óbvio que vamos estimular o seu crescimento. Por isso fazemos exames prévios de imagem e analíticos, à parte o exame global inicial da saúde do utente com uma historia clínica e exame objectivo exaustivo na primeira

de saúde pública para o qual devíamos estar alertas, pois todas as terapêuticas de que dispomos são anti reabsortivas não formando osso “de novo”, pelo que há que prevenir. E se o nível de estrogénio de uma mulher não estiver em cerca de 90 ng/ mL não conseguiremos nunca combater a osteoporose com as terapêuticas de que dispomos habitualmente. E tudo isto para não falar de que à parte os problemas físicos que advêm da falta da reposição hormonal, estão inevitavelmente associados os problemas psicológicos e emocionais. “Cabeça vazia”, “falta de concentração e memória”, “calores” incomodativos a ponto de causarem clausura de algumas mulheres, tendência depressiva e agressividade são sintomas frequentes. Mas os problemas das mulheres e das hormonas, não são só na menopausa, embora este artigo se foque mais neste tema. São sinais de desequilíbrio hormonal o aparecimento de acne, a tensão premenstrual, as dores de cabeça muitas vezes, a tendência para engordar, os nódulos e quistos nas mamas e úteros, a endometriose, a síndroma dos ovários poliquísticos, etc. Por volta da idade da menopausa (um ano sem menstruação pela definição clássica, e esta idade cada vez é mais cedo, havendo muitas mulheres com perturbações na década dos 40 e até antes), previamente na verdade, a libido começa a baixar numa mulher. Muitos casais arranjam problemas nesta altura, pois a mulher, por deficiência hormonal não tratada, não tem vontade de

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sexo, e os homens por esta idade, embora com menos frequência de erecção e menos potência e força de erecção estão mais excitáveis, pois o estradiol (hormona tida como feminina, mas superimportante no homem) aumenta e torna o homem mais excitável. Costumo dizer, um pouco na brincadeira mas com muito fundamento de verdade, que muitos divórcios se evitariam se os conjugues estivessem equilibrados hormonalmente. Sexo não é tudo mas é importante. As glândulas têm um “ritmo fisiológico de produção” e quando começam a diminuir a sua produção, a partir dos 35 anos, há que repor para ajudar esta glândula a não adoecer. O nosso organismo é eficaz, e enquanto pode, trava uma luta interna para atingir o equilíbrio. É uma forma figurativa de se imaginar o que sucede: as glândulas endócrinas (que produzem hormonas) ao não conseguirem fornecer o que o nosso corpo precisa, começam a trabalhar “em esforço” e “enquistam”. Assim vemos quistos e nódulos na tiróide, mamas, útero, etc. Fazer a reposição hormonal é apenas ajudar o nosso corpo, com pequenas quantidades infra fisiológicas de hormonas (eu só trabalho com hormonas bioidenticas) de forma à glândula se “tranquilizar” e poder trabalhar sem ser na exaustão. Se dermos quantidades grandes de hormona, vamos inibir a sua função e não é o que se pretende. Se damos de mais, o corpo não precisa de produzir. É o que se faz com a pilula anticonceptiva, a toma de hormonas exogenamente, faz com que o corpo iniba e não ovule, prevenindo a fecundação.

As hormonas bioidenticas são utilizadas fora de Portugal há mais de 40 anos, e algumas há mais de 70 anos como a T4+T3 dissecada de porco e só o facto de as denominar bioidenticas levanta logo suspeitas ”isso é coisa nova, não estudada”, quando são usadas por essas mesmas pessoas sem saberem que são bioidenticas, caso da progesterona micronizada para a sustentação da gravidez. Para uma verdade ser instituída num terreno à partida hostil, leva anos, décadas, e requer estudo e espírito cientifico.

Porque é importante efectuar a terapêutica na menopausa: Se só 30% apresentam os “calores”, TODAS, 100% pois, sem reposição hormonal têm ou terão: Secura vaginal, atrofia das mucosas, diminuição da libido, incontinência urinária, maior flacidez da pele do corpo e face.

A nível emocional: sensação de cabeça “vazia”, “perdida”, falta de concentração, falta de memória, mau sono, irritabilidade. A mulher não tratada aumenta o colesterol, vai ter necessidade de estatinas, eventualmente hipertensão e tomar anti-hipertensores, dores ósseas e tomará anti-inflamatórios. Andará na maioria das vezes mais nervosa, irritada, de “mal com a vida”, criando menos felicidade na família. Não dorme e grande parte inicia a toma de ansiolíticos e antidepressivos .Mais falta de memória a longo prazo, mais flacidez do corpo, mais doença neurológica, mais falta de sono, mais cancro da mama…mais apatia e infelicidade. Mais doenças degenerativas como tumores, D. Alzheimer (estudos referem menos 40% de Doença de Alzheimer nas mulheres que efectuaram terapêutica hormonal na menopausa), Parkinson,


doenças cardiovasculares. Mais stress, e enfraquecimento do sistema imunitário, logo maior risco de cancro. Durante a juventude grande parte dos problemas como acne, dismenorreia, amenorreia, tensão pré-menstrual, foram resolvidos com hormonas, a “pilula anticoncepcional”. Nesta altura ninguém se questionou do mal que estava a causar ao corpo jovem ou se havia alternativa. E poderíamos ter resolvido todos estes problemas de outra forma. Agora que de facto precisamos de hormonas pois estamos a perde-las…faz mal? Faz cancro???!!! Entrar num programa hormonal implica toda uma mudança de “estilos de vida” e é isso que espero transmitir de forma clara ao meu colega médico e a todas as mulheres e população.

Efectuar a terapêutica hormonal é dar saúde às mulheres e felicidade às famílias. Sabemos que a doença cardiovascular, osteoporose e demência são mais frequentes na menopausa, quando há baixa de estradiol, bem como o cancro da mama (falta de progesterona e dominância estrogénica, dado que a mulher na menopausa perde toda a sua progesterona, mas não o seu estradiol). Sabemos também que a remoção dos ovários na pré-menopausa, aumenta o risco cardiovascular, de osteoporose e demência. Podemos pois perceber que as hormonas são protectoras destas doenças. Receamos as hormonas mas existem outras causas que aumentam o risco de cancro da mama mais do que as hormonas não bioidenticas.

Diminuem o risco de cancro da mama: actividade física mantendo uma boa composição corporal, alimentação correcta com boa proporção de vegetais crucíferos (couves, couve Bruxelas, couve flor, bróculos, linhaça), não utilizar leite de vaca e derivados, (além de alimentos inflamatórios, cheios de hormonas de vaca ou seja estaremos a efectuar uma terapêutica hormonal não bioidentica), boa E ADEQUADA suplementação alimentar (levedura de selénio, magnésio, vitamina D3 essenciais), e correcto equilíbrio hormonal. Ao fim e ao cabo, os pilares onde assenta a medecina anti-envelhecimento e a modulação hormonal n

Em vez de recearmos tanto as hormonas é melhor conhecermos os verdadeiros riscos • • • • • • •

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O Risco de Cancro da Mama e outros : Carne vermelha aumenta o risco de cancro da mama 97% Tratamento com antibióticos (51 a 100 dias) 53% - (501-1000 dias) 114% Ganhar peso com a menopausa 8% tabagismo 6% obesidade, síndroma metabólico, resistência à insulina e vida sedentária +50%. A Genisteína, componente das isoflavonas, que tantas mulheres tomam com medo das hormonas, estão relacionadas a maior agressividade no tipo histológico. O açúcar duplica o risco, e o café, tabaco e álcool estão relacionados com tipos histológicos “piores”. uso de alguns ansiolíticos e antidepressivos aumenta entre 3 a 6 vezes o risco de cancro da mama quando comparado à utilização das HNBI! os bloqueadores dos canais de cálcio (terapêutica utilizada na hipertensão arterial) parecem interferir com a apoptose celular (destruição da célula boa…e má) e o risco de cancro nas utilizadoras é cerca de 13% maior os inibidores dos enzimas de conversão (outra terapêutica para a hipertensão) também foram relacionados com o aumento das recorrências no cancro da mama 156% outras terapêuticas associadas ao aumento do risco: digoxina 139%, pílula anti-concepcional (ACO) 210% de aumento do risco se inicio antes dos 20 anos e por mais de 10 anos a puberdade precoce está relacionada a um risco aumentado, assim como um desequilíbrio nos ácidos gordos com mais omega 6 , onde o risco aumenta mais de 100%. Interessante verificar estudos onde se relaciona o risco com o tempo de utilização diária de soutien. (estudo em 5 cidades norte americanas): Mulheres que usam soutien 24 horas ao dia (3 em cada 4 têm cancro mama!); Mulheres que usam 12 horas mas não dormem (1 em cada 7); Mulheres que usam raramente ou não usam (1 em cada 168)

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Carla Ferreira diretora de recursos humanos

A criança e suas adaptações à sociedade actual Riscos e adequações fundamentais A sociedade acompanha os tempos desde que conhecemos a História. A criança, outrora encarada como pouco importante, foi ganhando ao longo da evolução humana um estatuto crescente, associado ao desenvolvimento profundo da emoção e do amor, e ainda ao conhecimento de que a educação reflecte consequências na idade adulta, pelo que o que aprendemos a ser em pequenos, continua nosso permanentemente. Porém, e apesar deste avanço, parecemos esquecer de que enquanto cresce, se trata “apenas” de uma criança. A sociedade exige que se corra muito, todos os dias. Os pais acompanham, sob pena de não cumprirem com os seus objectivos

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laborais e financeiros e a criança, tantas vezes sem suporte familiar lateral, é obrigada a desenvolver desde cedo competências próprias da adolescência ou da adultez, quando a sua única “responsabilidade” deveria ser aprender a crescer e a conhecerse, devagar, brincando e socializando saudavelmente. Precocemente, precisa de cumprir horários em casa. Necessita de acordar cedo, na hora da preguiça e de deitar cedo, na hora do mimo. Horas essas que serão substituídas por um jardim-de-infância, onde o objectivo primordial é ensinar a viver em sociedade, na regra e nos processos de aprendizagem, que desde tenra idade se parametrizam em listas de verificação massudas e inconsequentes.

Quantas cores sabe distinguir, quantos dedos sabe contar, quantas palavras sabe dizer, quantos puzzles sabe montar. Mas o que eu nunca encontrei nestas listas, pronúncio de um olho mais atento, foram indicadores de satisfação pessoal. Não que se meçam de forma clara essas grandezas, mas talvez nos deixassem na mira de uma qualquer evolução, no que toca a avaliar as reais necessidades. As que verdadeiramente importam. Porque à noite, quanto finalmente talvez haja tempo para a história e para o aconchego, já o sono vence a vontade… Não existem soluções cabais, é um facto, mas há pequenas estratégias que deveríamos ter em conta, na hora de ajudar as crianças a crescer. Se o mundo nos obriga a comparar


e a parametrizar, nós, pais e educadores, deveremos ensinar a pensar e a descobrir. Se a sociedade nos quer fazer melhores produtores, nós, pais e educadores, deveremos também ensinar a ser melhores pessoas. Se o avanço nos empurra para a razão e a globalidade, nós, pais e educadores, deveremos segurar no nosso colo, a emoção e a individualidade. E como fazer isso nos dias que correm, no instante em que já se chega, demasiado depressa, à hora do cansaço? A repensar com muita seriedade o que conseguiremos melhorar para ajudarmos a que os futuros adultos da nossa sociedade, aprendam a ser felizes e próprios, e a bloquear no que nos for possível, o crescente anseio da perfeição global. A reservar o pouco tempo que nos possa sobrar para amar e não para exigir. Poderemos concretizar estas acções em pequenas mudanças no nosso quotidiano,

que incentivam a emoção e o sentir. “ Aprende muito, com alegria”, por exemplo, pode substituir o “vê lá se estudas”, tão frequente como inútil, nas bocas e nos ouvidos de toda a gente. “Olha ali aquele colega com notas tão boas”, seria muito mais produtivo transformado em “se para ti é importante fazer melhor, vamos trabalhar em conjunto para o conseguires, vais ver que consegues!”. Cabe às gerações que educam criar condições para que o ser humano cresça saudável, num mundo governado pela ânsia do perfeccionismo. Os padrões da cooperação, da partilha, da solidariedade, não devem nem podem ficar esquecidos, sob pena de incentivarmos uma formatação arriscada para quem é dotado não só de capacidades funcionais, mas também de necessidades humanas e relacionais, a base de qualquer pessoa saudável.

Os bebés necessitam de colo, de família, de apego, de tempo e de mimo. As crianças necessitam de espaço, de regras qb, de muito tempo de brincadeira, de outras crianças e outros crescidos, de muito amor e de muita expressão emocional. Os adolescentes necessitam de mais espaço ainda, de confiança, de responsabilidade, de olhos atentos mas soltos, que só quem os ama, lhes consegue dar. Se em cada etapa e em cada criança, conseguirmos estar atentos ao essencial, poderemos acreditar que o resto nasce com o tempo e o crescimento. Se pelo contrário alicerçarmos os modelos educacionais na rigidez da educação mensurável, iremos reduzir as nossas crianças à globalidade. E nestes casos, o que realmente importa, não nascerá com o tempo. Irá antes diminuir aos mínimos, ainda antes da maioridade. Uma tremenda inversão; uma criança não progride com o rigor da norma, mas com o amor da admiração e da individualidade n

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dra. liliana ribeiro Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho e Segurança Alimentar

dra. Jessica louro Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho e Segurança Alimentar

Segurança alimentar em nossa casa

O controlo inadequado da temperatura dos alimentos é uma das causas mais frequentes de doenças transmitidas pelos produtos alimentares ou da deterioração destes, pelo que é imprescindível que os alimentos sejam mantidos a temperaturas seguras.

O frigorífico e o congelador permitem uma conservação correta dos alimentos que se estragam rapidamente, seja em refrigeração, quando a temperatura é mantida inferior a 5º C, ou congelação, caracterizada pela temperatura inferior ou igual a -18º C, respetivamente. A rápida deterioração dos alimentos deve-se ao seu alto teor em água, o que cria condições favoráveis para o desenvolvimento dos microrganismos. Guardar no frigorífico os alimentos que se estragam facilmente (alimentos perecíveis), arrefecer rapidamente os alimentos cozinhados e congelar/descongelar corretamente, são boas práticas essenciais para conservação segura dos alimentos. A manutenção a temperaturas baixas é um método de conservação seguro, de forma

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a que o consumo do alimento não possa provocar riscos para a saúde e não ocorram alterações indesejáveis (características organoléticas e nutricionais).

Formas corretas de congelar/descongelar alimentos O tempo de vida (prazo de validade) dos alimentos congelados é recomendado pelos produtores e vem indicado na embalagem.

Mantenha os equipamentos sempre em bom funcionamento, descongelando e fazendo as manutenções quando necessário. Não encha muito o congelador para possibilitar a circulação de ar frio e evite deixar a porta aberta desnecessariamente.


Deve congelar alimentos imediatamente após a compra, receção, preparação ou confeção para evitar a multiplicação de bactérias patogénicas. Nunca se deve voltar a congelar um alimento que já foi descongelado. Para congelar alimentos em casa, verifique se o seu congelador tem as características que permitem uma congelação adequada dos alimentos. O número de estrelas define o prazo máximo de conservação dos alimentos nos congeladores, de acordo com as temperaturas atingidas no interior dos mesmos. Tipos de congelador presentes no mercado: • uma estrela (*) - temperatura até –6ºC. Conserva congelados até 1 semana. • duas estrelas (**) - temperatura até –12ºC. Conserva congelados até 1 mês. • três estrelas (***) - temperatura até –18ºC. Permite conservar alimentos previamente congelados até 1 ano. • quatro estrelas (****) - temperatura entre –18º e –24ºC. Os únicos que permitem congelar alimentos. Certifique-se de que os alimentos que pretende congelar se encontram em boas condições. Separe os alimentos por tipo/natureza e em pequenas porções, embalandoos adequadamente de modo a evitar a transmissão de cheiros e a própria desidratação desses alimentos, em recipientes ou sacos próprios para o efeito. Retire o máximo de ar possível do interior das embalagens. Coloque uma etiqueta na embalagem dos alimentos que congela com a indicação do nome do alimento e data de congelação. Nunca introduza alimentos quentes diretamente no congelador. Deixe-os arrefecer antes de os guardar, mas não à temperatura ambiente. Se estiverem muito quentes, coloque-os, por exemplo, numa caixa de plástico e, de seguida, ponha-a dentro de um alguidar com água fria. Se não, coloque-os no frigorífico antes de os passar

para o congelador. No caso de cozinhados líquidos, não encha o recipiente até ao cimo. Os alimentos dilatam com a congelação, podendo acabar por abrir a tampa. Os alimentos devem ser completamente descongelados antes da sua preparação ou confeção (a não ser que as instruções do fabricante indiquem que o alimento deve ser confecionado congelado). A descongelação deve ser feita no frigorífico ou no micro-ondas de modo a minimizar o risco de os microrganismos se multiplicarem e as toxinas se formarem nos alimentos durante a descongelação. Após descongelação, o produto deve ser guardado em refrigeração até ao momento da confeção.

O líquido proveniente da descongelação, por exemplo de carne crua, deve ser escoado adequadamente porque pode representar um risco para a saúde se contactar com alimentos prontos a comer. Devemos assim compreender que a segurança alimentar em nossa casa depende, em primeiro lugar, dos cuidados a ter quando fazemos a compra dos alimentos, seguido imediatamente pela maneira como os confecionamos e por último, mas não menos importante a forma como os conservamos até serem consumidos. O esclarecimento acerca da forma adequada de preparar os alimentos que servimos em nossa casa, contribui para uma alimentação de qualidade n.

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dr. João Cardigos médico dentista na Policlinica da benedita

Desmitificar os Implantes Dentários Implantes dentários são estruturas de titânio de pequenas dimensões que visam substituir as raizes naturais dos dentes que se encontrem perdidos seja por cárie, doença periodontal, traumatismo ou por outro motivo. O paciente, pode assim, repor de maneira fixa a ausência de um ou mais dentes. Os implantes, por norma, são colocados recorrendo a anestesia local, razão pela qual não há dor durante o procedimento cirúrgico.

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A reabilitação fixa com recurso a implantes dentários, permite aos pacientes uma melhoria significativa da sua qualidade de vida, melhorando, assim, a função mastigatória bem como a estética. Permite, também, devolver a qualidade de vida social, pois confere aos pacientes um conforto e bem estar muito superior relativamente às próteses removíveis,

parciais ou totais, que muitas vezes pela sua fraca capacidade de adaptação causam problemas gengivais levando à dor e desconforto bem alterações do paladar e da sensação gustativa. Os implantes dentários, ao permitirem aos pacientes uma melhoria significativa da mastigação, permitem uma melhoria da nutrição, o que se reflecte na melhoria da saude geral.


Foto 1 - Reabilitação de 2 dentes com recurso a 2 implantes. Caso de substituição de prótese removível acrílica. Foto do Antes e Depois.

A reabilitação fixa com recurso a implantes dentários, permite aos pacientes uma melhoria significativa da sua qualidade de vida

Nos dias de hoje e dado o grande avanço da medicina dentária, são raras as contra-indicações para a colocação de implantes. No entanto, deverá ser feito sempre um correcto planeamento do caso, que varia de pessoa para pessoa. Deverá, também, ser feito um minucioso levantamento da historia clinica do paciente, bem com da sua medicação, caso a faça de modo a não surgirem complicações durante ou após a colocação dos implantes. Em casos mais específicos, pode-se recorrer à cirurgia de carga imediata, que como o próprio nome indica, consiste numa cirurgia

Foto 2 - Reabilitação total do maxilar superior com recurso à técnica de all on 4. Foto do Antes e Depois.

onde são colocados os implantes dentários juntamente com uma ou mais coroas provisórias em carga aparafusadas aos implantes. Volvidos cerca de 3 meses para a mandíbula e 4 meses para o maxilar superior após a colocação dos implantes, o paciente poderá colocar a coroa fixa definitiva sobre os implantes devidamente osteointegrados/ cicatrizados. Em casos de pacientes desdentados parciais e totais, são várias as vantagens da colocação de implantes: • Evita a natural reabsorção de osso aquando da perda de um ou mais dentes. • Ausencia de ganchos metálicos • Ausencia de acrilico a tapar todo o ceu da boca • Recuperação da estética e saude gengival Assim, é possível afirmar que actualmente, os implantes dentários são a melhor alternativa para repor dentes ausentes e que se trata de um tratamento altamente previsível desde que o planeamento seja feito de modo correcto.

Foto 3 - Reabilitação de Maxilar Superior com recurso à técnica de All on 4 para substituição de prótese parcial removível. Foto do Antes e imediatamente depois da cirurgia.

Vantagens dos Implantes Dentários: aumento qualidade de vida aumento de bem estar social melhoria da estética Melhoria da mastigação Possibilidade de repor dentes perdidos sem desgastar dentes vizinhos • Procedimento minimamente invasivo • Possibilidade de reposição imediata de um ou mais dentes • • • • •

Se ao correcto planeamento juntarmos materiais de qualidade e se os pacientes seguirem todos os conselhos pré e pós cirúrgicos, o tratamento terá uma elevada taxa de sucesso, devolvendo aos pacientes o seu bem estar geral, uma vez que lhe devolve a capacidade de mastigação dos seus dentes naturais bem como a estética n

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Breves GRuPO H SAúDE NAS ESCOLAS! O Grupo H tem abraçado e dinamizado todas as iniciativas cujo principal objectivo é sensibilizar a Comunidade. Desta vez, a Enf.ª Andreia Pedro, esteve na Escola EB2 do Agrupamento de Escolas da Benedita, promovendo os Primeiros Socorros, às turmas de 6.º ano. Esta actividade apresentou como principal finalidade dotar os alunos de conhecimentos e atitudes que os ajudem a fazer opções e tomar decisões adequadas à preservação e manutenção da saúde n “Esta parceria, tem sido bastante enriquecedora; as sessões, que constam de uma parte teórica e outra prática, decorreram de forma motivadora e entusiasta, os alunos mostram-se muito interessados, colocando frequentemente questões.” Testemunho das professoras coordenadoras

POLICLíNICA E FARMáCIA ALvES PME LíDER 19

É com agrado que informamos que o IAPMEI Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação ), renovou à Policlínica Central da Benedita e à Farmácia Alves o Estatuto de PME Líder, na sequência da qualidade dos seus desempenhos. Reconhecendo publicamente o sucesso da estratégia empresarial das duas empresas do Grupo H Saúde e a importância do seu contributo para a economia nacional, citando o próprio diploma. Agradecemos a todos os colaboradores e utentes do Grupo H Saúde, pois sem eles este reconhecimento não seria possível n

ESTá GRávIDA? O dia mais especial da sua vida está a chegar. Sabia que a Policlínica dispõe, agora, de um Curso de Preparação para o Parto e Parentalidade para todas as grávidas e futuros pais? Este curso abrange tudo o que precisa de saber para receber o seu / vosso bebé. A preparação física da futura mamã é um dos assuntos abordados, além de toda a informação sobre o trabalho de parto, cuidados com o bebé, amamentação, etc. Venha preparar-se para que esse inesquecível momento corra o melhor possível n

CLáuDIA vICENTE NA POLICLíNICA DA BENEDITA Os grandes atletas continuam a confiar nos nossos serviços. Desta vez recebemos a visita da Cláudia Vicente, guarda-redes da Seleção Nacional de Hóquei em Patins Na foto com a Dra Fátima Lorvão Figueiredo, Medicina Geral e Familiar n

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CENTRO DE DIáLISE RECEBE CONvENçãO O Ministério da Saúde decidiu finalmente aprovar a convenção que permitirá a abertura do Centro de Diálise da Benedita, A unidade de diálise da Benedita está pronta a funcionar desde Junho de 2018. O investimento do Grupo H Saúde tem, assim, caminho livre para servir mais de uma centena de doentes da região, que deixarão de se deslocar a outros centros para realizar os tratamentos com todos os encargos físicos, morais e financeiros que tal acarretava. Queremos agradecer a todos os muitos que acreditaram e apoiaram esta causa, solidários com a dor e com a doença de quem padece e merece sempre melhores condições para a suportar n

NOvA CONSuLTA DE PROCTOLOGIA DO GRuPO H SAúDE A consulta de proctologia está direccionada para a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças do recto e do ânus. No âmbito da consulta poderão ser realizados diversos procedimentos como anuscopias, tratamentos instrumentais de hemorróidas, terapêutica com árgon plasma, esclerose e tratamento de fissuras com toxina botulínica, entre outros n

Disponível na Policlínica da Benedita Informe-se connosco acerca desta especialidade e marque a sua consulta em www.grupoh.pt

A CONFRATERNIzAçãO FAz EQuIPAS COESAS Desta vez por convite do grande amigo Dr. António Marques Pereira, Otorrinolaringologista Médico da Policlínica e Ex. Director de Serviço do Hospital de Santa Maria n

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Pessoas & Animais Ricardo Diniz Soneca Maria

O Ricardo Diniz é uma daquelas pessoas raras que nos inspiram e nos desafiam a querermos ser melhores. É também a prova viva de que, se acreditarmos e nos esforçarmos, conseguimos!

A inspiração e o sonho Aos 8 anos, quando com o seu pai visitou o Greenwich Maritime Museum, ficou deslumbrado com o Gypsy Moth IV de Sir Francis Chichester (1901-1972) - aviador e velejador inglês, famoso por ter sido o único velejador solitário que completou a volta ao mundo parando apenas uma vez. Disse então ao pai que iria dar a volta ao mundo num barco e o pai a rir respondeu-lhe que até iria dar duas. Estes momentos tornam-se história quando o futuro encerra a sua concretização.

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Era o tempo do surf na Caparica e dos bolos da avó vendidos na praia para trocar de prancha. O tempo de entrar no Mar como na sua casa, de o deixar ser a sua natureza e extensão.

Apresentá-lo então como Um Navegador Solitário que viaja com uma gata, apesar de só por si despertar a nossa curiosidade, é tão pouco que depressa nos mereceu o convite para esta rubrica.

Claro que não basta desejar, nada nos aparece no colo como bem sabemos. Mas arriscar tudo, trabalhar com um objectivo claro e não esmorecer com as contrariedades que surgem. Esta é a única receita para atingirmos o que idealizamos, acreditar sempre e não sair do rumo traçado.

Imediatamente o Ricardo aceitou e com a bondade que o caracteriza, direi mais, a propensão para o bem, ofereceu um exemplar do livro que testemunha uma das suas expedições - Expedição Mare Nostrum. O privilegiado que receberá a maravilhosa oferta será o leitor que nos


Os gatos reúnem características inestimáveis, olfacto apurado, visão noturna, audição cerca de catorze vezes superior à humana, além da capacidade de nos entenderem e apaziguarem os nossos estados de alma.

descrever seu melhor o sonho que quis concretizar depois de acordar. Se o futuro de Portugal passa pelo Mar, Ricardo Diniz é o Embaixador por excelência, porque além da sua coragem destemida, da noção de justiça e equidade, ele continua a ter aquela alegria de menino cheio de convicções que acabam por acontecer por isso mesmo. Acredita que Portugal é tão grande que não cabe dentro de um território

com pouco mais de 92 mil quilómetros quadrados e que por isso extravasa do coração obviamente para o Mar. E tem por Portugal um tal amor que nos contagia quando o ouvimos e renasce em nós um orgulho que pensávamos ter esquecido. Explica o Ricardo quando lhe perguntamos por receios, que respeita o Mar, como se respeita o que se ama, que para além dos seus conhecimentos, treino e determinação, continua consciente de que está dentro de uma casquinha

de noz no meio de uma imensidão, à mercê de ventos e tempestades e de um Deus em que acredita, sem precisar de intermediários. A aventura começou em França quando deparou com um veleiro que conhecera outrora em Rhode Island, 11 anos antes, com duas voltas ao mundo no currículo. Entristeceu-o vê-lo encostado numa marina em La Rochelle, abandonado, a caminho de ser destruído. Decidiu não o deixar acabar assim, resgatando-o ao

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infortúnio esperado e tornando-o seu companheiro e a sua ligação à vida. Em Março de 2012 o barco chegou a Peniche para uma intervenção que lhe renovou a alma. 100 dias de trabalho com 312 incansáveis técnicos das mais variadas áreas puseram-no de novo no Mar. E aqui interrompemos esta saga de marinheiros para falarmos da gata que o acompanhou. Eleita para esses dias sem terra à vista e possíveis tormentas e ainda sem nome, a gatinha de pelagem tartaruga, tal como as suas antepassadas que viajavam nas caravelas, habituou-se ao ambiente e ao barco desde os três meses de idade para poder acompanhar o Ricardo. Para espanto deste comportou-se como uma verdadeira tripulante. Bom humor e boa energia, a ajudar mais do que os radares na presença de um grande navio de carga ou de baleias durante a noite, ficando irrequieta e tensa, curiosa e divertida com os cheiros de terra antes desta se pressentir. Os gatos reúnem características inestimáveis, olfacto apurado, visão noturna, audição cerca de 14 vezes superior à humana, além da capacidade de nos entenderem e apaziguarem os nossos estados de alma.

Para se habilitar a um exemplar do incrível livro do ricardo diniz , mare nostrum, escreva-nos a contar um sonho que quis tornar realidade para correiodosleitores.revistasaudehoje@gmail.com O melhor sonho será contemplado!

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O Mar acolhe-nos, escreve Ricardo, numa grande harmonia, junta-nos reféns do mesmo destino. Escreve no plural, refere-se a ele, à gata e ao barco, no seu diário de bordo. O convívio trouxe o baptismo, Soneca Maria foi o nome que deu à sua gatinha marinheira e este texto é-lhe também dedicado n


Especialidades Médicas e Terapias Hematologia

Dra. Tabita Maia CO PCB

Massagens

Dra. Ana Pereira CO Dra. Carla Paulino PCB

Medicina Dentária

Dr. André Gil CO Dra. Ana União PCB Dra. Elisabete Sousa CMP Dra. Joana Filipa Cunha PCB Dr. João Cardigos PCB Dr. João Castro PCB Dra. Liana Fernandes CO Dra. Margarida Mendes CO Dra. Mariana Bárbara CO Dra. Marta Oliveira CO Dra. Patrícia Carvalho CO Dra. Raquel Balbino CO Dra. Sónia Rita PCB Dra. Rita Carreira PCB

Medicina Geral e Familiar

Dr. David Angelo CO

Dr. Adérito Vaz PCB Dr. Emanuel Simões CO Dra. Joana Cebola CO Dr. Joaquim Antunes Santos PCB Dr. José Cordeiro Gomes PCB Dr. José Gabriel Tomás Silva PCB Dr. M. João Lameiras Figueiredo CMP Dr. Osvaldo Parreira CMP Dra. Fátima Lorvão Figueiredo PCB Dra. M. Ivone Cruz CO CMP

Dr. Davide Severino PCB Dr. Lourenço Coelho PCB Dr. Sidarth Pernencar CO

Estudo do Sono

Nefrologia

Cirurgia

Gastroenterologia

Dra. Helena Vasconcelos CMP Dr. Pedro Russo PCB CO Dr. Sanuel Fernandes PCB

Neurocirurgia

Acupunctura

Dr. Francisco Fernandes CO Dra. Sylvia Silva CMP

Alergologia

Dr. Camilo Leite CO Dra. Manuela Fernandes PCB

Cardiologia

Dr. Franz Walter Boensch CMP CO

Dermatologia

Dr. César Martins PCB Dr. Lima Bastos CO Dra. Martinha Henrique CMP

Electromiografia Dr. Pedro Velho PCB

Endocrinologia

Dra. Ana Cristina Ribeiro CMP Dr. Bernardino Pinho PCB Dr. Nuno Rodrigues CO Dr. Nuno Vicente PCB

Estética Facial

Dr. José Carlos Boavida PCB

Ginecologia

Dr. Gonçalo Moura Ramos CMP CO Dr. Rui Lagarto PCB Dra. Andreia Antunes CO Dra. Paula Retroz PCB

Dra. Cristina Cândido CO PCB Dr. Eduardo Bernardo CMP CO PCB

Neurologia

Dr. Joaquim Cândido PCB CO Dra. Marlene Carvalho CO Dr. Peter Grebe PCB Dra. Pureza Dias CMP

Nutricionismo Dra. Ana Bogalho CO

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Obstetrícia

Dr. Gonçalo Moura Ramos CMP CO Dr. Rui Lagarto PCB Dra. Andreia Antunes CO Dra. Paula Retroz PCB

Pediatria

Psiquiatria

Dr. Camilo Leite CO

Dr. Cláudio Laureano CMP PCB Dr. Mário Simões CO Dr. Pedro Henriques Santos CO Professora Dra. Purificação Horta PCB Dr. Sérgio Martinho PCB

Dr. Carlos Aguilar CMP PCB Dr. Luís Miguel Violante PCB Dra. Ana Fernandes CO Dra. Paula Castela PCB

Podologia

Reumatologia

Provas Funcionais Respiratórias

Terapia da Fala

Ortopedia

Dr. Pedro Custódio PCB

Oftalmologia

Dr. António Lacerda Sales CO Dr. Carlos Cruz PCB Dr. Ciro Costa PCB Dr. José Mouzinho CMP Dr. Sérgio Martins PCB

Otorrinolaringologia

Dr. António Marques Pereira PCB Dr. José Oliveira CO Dr. Mário Santos CMP Dr. Tiago Costa CMP

Centro Médico de Pataias

Av. da Lagoa, nº 21, 2445-202 Pataias t. 244 585 040 · tm. 967 388 689 · f. 244 585 041 e. geral@centromedicopataias.com 2ª a 6ª - 08h00 às 20h00 Sábado - 08h30 às 13h00

Dra. Luísa Bernardino PCB Dra. Margarida Santos PCB

Pneumologia

Dr. Cristovão Polónio CMP CO PCB

Psicologia

Dr. Jorge Silva PCB Dra. Sara Serra CO

Dra. Margarida Cunha PCB Dra. Sandra Coelho CMP

Dra. Carla Ferreira PCB Dra. Cláudia Vitorino CO Dra. Filipa Vaz CO Dra. Helena Pedrosa CO Dra. Luísa Morgado CMP Dra. Paula Cardoso CMP Dra. Susana Henriques CO PCB

Urologia

Clínica das Olhalvas

Policlínica Central da Benedita

Rua das Olhalvas, Olhalvas Park, 1º, 2410-198 Leiria t. 244 843 720 · tm. 967 386 480 · f. 244 843 729 e. geral@clinicadasolhalvas.com 2ª a 6ª - 08h00 às 20h00 Sábado - 08h00 às 18h00

Dr. António Oliveira PCB Dr. Ricardo Borges CO CMP - Centro Médico de Pataias CO - Clínica das Olhalvas - Leiria PCB - Policlínica Central da Benedita

Rua da Policlínica s/n, 2475-151 Benedita t. 262 925 610 · tm. 969 655 534 · f. 262 925 619 e. geral@policlinicabenedita.com Horário: 2ª a 6ª - 08h00 às 21h00 Sábado - 08h00 às 13h00 Domingos e Feriados - 09h00 às 12h00

Farmácia Alves

Rua Rei da Memória, Bloco A, 134 Lj E, R/C Dto - 2475-147 Benedita t. 262 925 510 · tm Whatsapp. 967 449 750 · Linha Azul 808 201 352 e. geral@farmacia-alves.com · Todos os dias – 8h30 às 23h00 (inclusive domingos e feriados)

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Encontre todas as novidades das nossas unidades e saiba mais sobre vários temas relacionados com a saúde e bem-estar.

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