Page 1

N.º

1

outubro › dezembro PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL | GRATUITA

FESTA DE NATAL

E comEmoração dos 36 anos do GrUPo H saÚdE

20

O segredo da Vitamina C 17

Segurança alimentar em nossa casa 26

Os cuidados a ter, na conservação dos alimentos na nossa casa

Como cuidar da sua voz 28

As alterações da voz podem ser sintomas de várias doenças. É preciso estar atento

Animais de Estimação 30

Cuidados básicos de saúde

12

Grande Entrevista

Maria de Lurdes Pedro Presidente da JF da Benedita

1


ÍNDICE N.º

1

outubro › dezembro

PUBLICAÇÃO TRIMESTRAL | GRATUITA

Índice e Ficha Técnica ...................................................................................................................................................................................................................3 Editorial | Bom ano novo para todos | Dr. António José Henriques ............................................................................................................... 4 Opinião | medicina e Belas artes: Leonardo da Vinci e miguel Ângelo | PhD António Delgado ...................................................6 Gestão | a motivação | Henrique Alves Henriques.......................................................................................................................................................8 Saúde Geral | Adesão à terapêutica, o que significa? | Farmácia Alves | Dra. Sofia Lourenço Silva ............................................ 9 Saúde | Fisioterapia | na Prevenção do Bem-Estar | Rita Brito e Alexandre Duarte ........................................................................... 10 Grande Entrevista | Dra. Maria de Lurdes Pedro | Presidente da Junta de Freguesia da Benedita ................................................12 Saúde | a diálise, “ontem” e hoje | Enf. Carlos Antunes .......................................................................................................................................15 Saúde | Medicina Geral e Familiar | o segredo da Vitamina c | Dra. Fátima Lorvão ..................................................................................17 Evento | Festa de natal do Grupo H saúde .............................................................................................................................................................. 20 Gestão | Tempo de balanço e equilíbrio | Dra. Carla Ferreira............................................................................................................................ 25 Gestão | segurança alimentar em nossa casa | Dra. Liliana Ribeiro e Dra. Jessica Louro ..............................................................26 Saúde | Otorrinoraringologia | como cuidar da sua voz | Dr. José Oliveira ...............................................................................................28 Saúde | Urologia | Tratamento minimamente invasivo da litiase renal | Dr. António Oliveira ................................................................29 Medicina Veterinária | cuidados básicos de saúde do seu animal de estimação | Dra. Paula Perista ...................................30 Funcionários | Porque as pessoas importam ........................................................................................................................................................... 32 Especialidades médicas, Terapias e contactos ......................................................................................................................................................33 Todas as imagens são propriedade da Towerelephant | A publicação não respeita as regras do AO90 no entanto cada autor é livre de o respeitar ou não. Errata - Por lapso na edição anterior o nome da Dra Liana Fernandes, Dentista na Clínica das Olhalvas, sofreu um lamentável engano que em muito nos penalizamos. Apresentamos as mais sinceras desculpas por ter ocorrido e escapado aos mais atentos olhares e aprovações.

FICHA TÉCNICA director: António José Rodrigues Henriques nº de registo: 127210 Propriedade: Grupo H Saúde - Policlínica Central da Benedita S.A. NIF- 501348786; Entrecolunas, Unip. NIF-507269543; Presidente do Conselho de Administração: Dr. António José Rodrigues Henriques; Vogal: Dr. Nuno Miguel Alves Henriques; Sede: Avenida Estados Unidos da América, nº72, 8ºDto, 1700-158- Lisboa Tiragem: 5000 exemplares distribuição: Gratuita Impressão: Relgráfica, Artes Gráficas Lda, Benedita, Alcobaça, 2475-011 Algarão

Gabinete de comunicação e relações Públicas: Henrique Alves Henriques colaboradores na edição: Dr. António José Henriques | PhD António Delgado | Henrique Alves Henriques | Dra. Sofia Lourenço Silva | Rita Brito Alexandre Duarte | Dra. Maria de Lurdes Pedro | Enf. Carlos Antunes Dra. Fátima Lorvão | Dra. Carla Ferreira | Dra. Liliana Ribeiro | Dra. Jessica Louro | Dr. José Oliveira | Dr. António Oliveira | Dra. Paula Perista Conteúdos e Fotografia: Towerelephant, Lda e.mail: redaccao.revistasaudehoje@gmail.com Gabinete de Imagem: Dots of Light, Lda Publicidade e marketing: Media Style/ mediastyle.ca@gmail.com Periodicidade:Trimestral

correiodosleitores.saudehoje@gmail.com 3


l a i r o t i Ed

“Há momentos na vida em que o melhor que temos a fazer é ficar calados e observar à nossa volta. o tempo e as atitudes dos outros irão dar-nos as respostas certas” albert Einstein A minha última mensagem de 2018 centrase no poder de realizar, de empreender. No trabalho necessário para conseguir que algo em que acreditamos se realize. Nas lutas que devemos todos à verdade. Nas vitórias que devemos celebrar quando somos capazes de alcançar os nossos objectivos sem contornos e sempre de uma maneira justa, sempre pelas pessoas e para o bem-estar das pessoas.

entre outros. Esforço este, que o Grupo H Saúde leva a cabo porque privilegia antes de qualquer interesse ou ideologia, as pessoas. Não é por acaso que esta publicação tem uma rúbrica intitulada: “Porque as pessoas importam”é porque importam mesmo, sem demagogias, dentro e fora do Grupo, numa postura verdadeiramente holística em que o todo será sempre maior e mais forte do que a soma das suas partes isoladas.

Este tem sido o caminho traçado desde sempre pelo Grupo H Saúde e, como os actos falam mais alto do que as intenções, tal como diz Einstein na frase que humildemente escolhi, no próximo ano iniciaremos uma consulta gratuita: “Consulta Social “ no âmbito da Medicina Geral e Familiar, destinada a todos os que não possuem Médico de Família, para que sejam assim atendidos e acompanhados nas nossas instalações. Apraz-me referir que no inicio este serviço só estará disponível na Policlínica da Benedita.

Todos os departamentos, todas as áreas de actuação, todos os serviços que prestamos, todos os funcionários, todos os utentes, todos os que nos procuram e nos confiam a sua saúde, todos os que interagem connosco, contribuem para a real precepção desta organização a que pertenço.

Pensamos deste modo alargar mais ainda o apoio que já prestamos na região em rúbricas tão distintas como a saúde, em acções no terreno de prevenção e sensibilização, o desporto, a escolaridade, com bolsas de estudo que atribuímos aos melhores estudantes, o patrocínio a várias Associações,

4

www.grupoH.pt

somos todos juntos! É este o meu lema para 2019. Um Bom Ano para todos!

Dr. António José Henriques Director Editorial redaccao.revistasaudehoje@gmail.com


Opinião PhD António Delgado Docente Universitário Investigador no CIEBA- U.Lisboa

Medicina e Belas Artes: Leonardo da Vinci e Miguel Ângelo A relação da Medicina com as Belas Artes tem raízes num passado longínquo, através das práticas ritualísticas, que combinavam o pensamento mágico-religioso e as técnicas de curas. Ambas datadas em centenas de milhares de anos, assim como o instinto de medicar se pode encontrar em muitas espécies de animais para além da humana. Algumas buscam plantas ou minerais com princípios activos capazes de tratar as suas infecções. A título de exemplo, lembramos a corujas e muitas outras aves, que se banham em areia ou terra para afastar piolhos das penas! Lamber as próprias feridas é muito comum nos mamíferos, pois promove assepsias locais, dadas as propriedades germicidas da saliva. Popularmente até é comum ouvir dizer que a língua do “cão é benta” , algumas histórias bíblicas disso nos dão conta. (Lucas 16.21). Mas a beleza corporal grega associada à prática do desporto na ideia “corpo são em mente sã” continua a padronizar a cultura ocidental. Um simples exercício de memória, não permite vislumbrar um Cristo nas Igrejas Católicas, sem ser belo com fisionomia esguia e alta e isento de gordura e flacidez. Conforme a ideia que nos impõe a publicidade com a teologia dos corpos com determinadas marcas de yogurt. Ou políticos a fazerem jogging para as televisões a fim de darem ideia de “saúde e beleza”. O urbanismo e a arquitectura das cidades, também estão impregnados desta relação entre Belas Artes e Medicina. As maiorias delas foram situadas à beira

6

de rios dado a água ser fonte de vida e saúde. Mas o interior das mesmas, com as acessibilidades, prevenções de ares, rejeição de lugares insalubres… as árvores e jardins como meio ecológico purificador Vitrúvio, arquitecto romano do século I A.C. já disso nos deu conta nos seus dez livros de arquitectura. Mais relações se podem verificar centradas no corpo humano. Na passagem de uma cultural teocrática (Idade Média) para uma cultura antropocêntrica, no seculo. XV como Renascimento, dãose mudanças muito significativas na forma de entender o corpo humano e consequentemente a Medicina. A história desta mostra-nos como ao longo do tempo o corpo foi fruto de dois tipos de observação e intervenção, das quais resultaram duas concepções específicas sobre aquilo, que nele se considera perfeito ou imperfeito, normal e patológico: as práticas não-invasivas e as práticas invasivas.

As primeiras predominaram até ao Renascentismo, e o reconhecimento das doenças era feito por diagnósticos clínicos filosóficos. Sendo os seus representantes Hipócrates (460-375 a.C.), Aristóteles (384-322 a.C.), e Galeno (131-200 d.C.). Para estes e de forma resumida os desalinhos do corpo e da alma eram fenómenos indissociáveis, não se podia perceber a doença sem compreender as paixões da alma e as perturbações do espírito (pathos) sem associálas a desequilíbrios e distúrbios mas igualmente a dores e doenças do corpo (patologias). Só no Renascimento, em 1482 com o Papa Sisto IV, se permitiu, com prudência, a


1

2

3

Os estudos de Leonardo da Vinci (Figs. 1,2,3,) são das primeiras imagens concebidas sobre o interior do corpo humano e que a recém imprensa ajudou a divulgar em série.

dissecação de cadáveres humanos, uma novidade, que gerou enorme polémica, porque os procedimentos invasivos do corpo pela dissecação de cadáveres e o seu estudo, era percebido como uma ofensa grave à Religião e entendido como bruxaria e práticas satânicas. Embora esta abertura fosse dirigida para fundamentar os princípios da perfeição e da beleza humana, que se mantinham inalteráveis desde a cultura clássica (greco-romana), convém salientar, que os tratados anatómicos, começaram a ser elaborados na mesma época dos tratados de astronomia, de pintura, escultura e arquitectura.

Só séculos mais tarde com a invenção da fotografia se puderam ver de forma minuciosa e em rigor as realidades, que os dois artistas fixaram pela sensibilidade. Os dois e cada um a seu modo, são imprescindíveis para compreender o estado da Medicina num período em que esta dava o salto da Superstição para Razão, mas acima de tudo são dois excelentes exemplos que estabeleceram uma profícua relação das Belas Artes com a Ciência, até aos dias de hoje, neste campo tão essencial como é o da Medicina n

4

Foi a partir deste esforço de conhecimento geral, que se produziu uma nova ideia de quanto maravilhoso era o Mundo e que muitos dos conhecimentos sobre o corpo humano surgiram e multiplicaramse em novos conhecimentos, sendo os mais recentemente a visualização do interior do corpo humano em tempo real; as clonagens; os transplantes de órgãos humanos ou a possibilidade com órgãos de outros animais… É no século XV que nos vamos focar e recordar dois dos mais importantes artistas que a humanidade conheceu: Leonardo da Vinci e Miguel Ângelo, que com as suas criações e estudos, contribuíram de forma indelével para que a Medicina, evoluísse nos seus propósitos através dos registos visuais das suas observações. Sobretudo quando a forma de reproduzir o real era limitada à habilidade manual pelo desenho mimético.

5

6

Os desenhos de Miguel Ângelo (figs. 4,5,6) de outra forma, mostram-nos o corpo humano e os seus comportamentos musculares em tensão, dando-nos detalhes, que não se percebiam até então.

7


Henrique Alves Henriques Director Executivo do Grupo H Saúde

A Motivação Esta é a última Revista do Ano de 2018 e como tal está na altura de fazer balanços, sobre como correu o ano e principalmente como gostaríamos que corresse o próximo. O passado e a experiência que retiramos de todas as situações, conjugados com o conhecimento, são as ferramentas necessárias a um bom desempenho mas não é só… Há uma frase que costumo repetir muitas vezes e de que gosto especialmente, pois considero de grande motivação: Nós conseguimos! “Nós conseguimos!” insere vários valores intrínsecos à organização de uma empresa, NÓS – significa que as soluções se atingem partindo da união, de uma força só, de uma só equipa que engloba todos; CONSEGUIMOS- é a certeza de que venceremos juntos os obstáculos que aparecerem. E o fator chave, que quero salientar, fundamental para um melhor desempenho dentro e fora do Grupo H Saúde é a motivação. Fundamental para fazer face, às cada vez maiores exigências do mercado onde estamos inseridos. Não devemos é esquecer que é importante chegarmos ao fim do mês com a consciência tranquila por termos desempenhado com elevado esmero as nossas funções dentro da organização e por termos merecido a nossa remuneração.

Motivem-se!

Quanto mais motivado estiverem, maiores serão as hipóteses de alcançar o sucesso profissional e pessoal.

Se estiverem motivados enquanto trabalham, irão contagiar não só todos os vossos colegas, como todas as pessoas que interagem convosco exteriores à empresa, clientes e utentes. De uma maneira geral todos os aspetos da sua vida, profissional e particular sairão beneficiados. É fundamental sentirem-se parte de um todo, parte de uma equipa e parte fundamental da empresa: Grupo H Saúde somos todos nós! Todos os êxitos alcançados pela empresa também dependem de cada um de nós, nunca se esqueçam. Reconheçam o trabalho dos que trabalham consigo e ajudem-nos a melhorar se for caso disso. Envolvam-nos na definição de uma nova estratégia, ouçam com atenção o que dizem e sentem. Todos devem saber com clareza o significado do trabalho que desempenham e de que maneira contribui para o sucesso da empresa. A motivação é a chave que lhe permite chegar ao fim de um dia árduo de trabalho, orgulhosa/o com o que realizou e consciente do dever cumprido e da sua própria evolução. Não esqueçam: Mais Motivação é sempre sinónimo de Mais Felicidade. Sejam Felizes e Unidos em 2019 ! nós conseguimos! n

Para uma maior motivação destaco: o reconhecimento – é importante vermos o nosso trabalho reconhecido e valorizado, da mesma maneira que é importante reconhecer o trabalho dos membros da nossa equipa. Todos sabemos como cai bem uma palavra de apreço.

www.grupoH.pt

a satisfação Pessoal – Fazer o que se gosta é algo que todos ambicionamos. Quando nos sentimos satisfeitos no desempenho das nossas funções, somos mais positivos, empenhados e produtivos. a Flexibilidade - a rigidez em nada nos ajuda na vida, por ser esta tão volátil e por mudar de direção tantas e imprevistas vezes. Ser flexível numa empresa significa, adaptar-se a novos desafios quando surgem, a novos horários, ser versátil e polivalente. a compensação Financeira - Não foi por acaso que este ficou para o fim, todos dependemos da retribuição do nosso trabalho e esperamos ser recompensados também desta forma. É assim que pagamos as nossas contas, que passamos férias e vivemos.

8


Dra. Sofia Lourenço Silva Farmacêutica

Adesão à terapêutica, o que significa?

Em termos médicos, adesão à terapêutica é o termo utilizado para descrever se o paciente segue as recomendações terapêuticas. Estima-se que a taxa de adesão à terapêutica seja de apenas 50% nos doentes crónicos, ou seja, apenas 50% dos doentes seguem as recomendações. Adesão à terapêutica não é só tomar os medicamentos. Implica respeitar pelo menos 80% das recomendações do médico, incluindo: horários, doses, tempo de tratamento (ou seja, o medicamento certo, na dose certa, à hora certa, da forma correcta) e ainda dietas e alterações do estilo de vida. A não adesão à terapêutica origina entre 11 a 17% dos episódios de urgência, consultas e internamentos. Podemos assim facilmente concluir que a não-adesão à terapêutica é um “problema mundial de magnitude impressionante”, mesmo um flagelo mundial de Saúde Pública (OMS, 2003). A não adesão à terapêutica tende a agravar a situação, dado que se o doente não cumprir o tratamento irá necessitar de mais internamentos, o que significa mais despesas. não tomar a medicação ou não a tomar da forma correta (não-adesão ao

tratamento) tem várias consequências negativas, sendo as mais importantes: • O aumento da morbilidade e mortalidade (aumento de casos da doença e aumento do número de mortes); • Redução da qualidade de vida; • Aumento de complicações médicas e psicológicas da doença; • Probabilidade de desenvolvimento de resistência aos fármacos; • Desperdício de recursos de cuidados de saúde e o desgaste da confiança do público no serviço de saúde. os motivos para a não-adesão são habitualmente: • Dificuldade de acesso à medicação e os seus custos; • Esquemas complicados; • Efeitos secundários; • Tipo de doença (doenças com poucos sintomas ou utentes sem a percepção da gravidade da doença, têm menos adesão); • Crenças do paciente; • Atitude do profissional de saúde. Para otimizar o tratamento e aumentar os ganhos de saúde temos de seguir o máximo de recomendações possíveis, aumentando a taxa de adesão. O benefício total da medicação só será

como podemos aumentar a adesão à terapêutica? • Dicas e truques para evitar esquecimento: lembretes, post-it junto à tv, alarmes no telemóvel, tomar a medicação junto a outra rotina • Esquema mais simples: caso não consiga seguir o seu esquema de medicação, fale com o seu médico ou farmacêutico; • Utilizar uma caixa organizadora, ou optar pelo serviço PIM da sua farmácia (preparação individualizada da medicação); • Optar por um profissional de saúde que seja da sua confiança; • Questionar sempre que tiver alguma dúvida sobre a medicação, especialmente efeitos secundários; • Obter informações sobre a sua doença; • Quando sentir que não tem motivação fale com alguém: médico, farmacêutico, familiar ou amigo. alcançado se aderir totalmente às recomendações médicas. Sempre que sentir necessidade de algum esclarecimento, contacte a sua farmácia n

9


Fisioterapeuta Rita Brito Centro de Fisioterapia da Policlinica da Benedita

Fisioterapeuta Alexandre Duarte Centro de Fisioterapia da Policlinica da Benedita

Na Prevenção do Bem-Estar

A Fisioterapia é o serviço em que profissionais qualificados e especializados trabalham de forma a desenvolver, preservar e recuperar a melhor capacidade funcional possível a cada indivíduo. O Fisioterapeuta tem competências para avaliar, diagnosticar e aplicar o plano de intervenção adequado e personalizado a cada patologia. No entanto, atualmente, a Fisioterapia não é procurada apenas com o objetivo de recuperação de lesões, mas também na prevenção das mesmas, permitindo, deste modo a melhoria da qualidade de vida da população. Esta área da saúde é benéfica para utentes de todas as idades, podendo abranger diversas áreas como a músculo-esquelética, cardiorrespiratória, neurológica, pediátrica, oncológica, geriátrica, entre outras.

Importância da Fisioterapia Geriátrica

Nos dias de hoje deparamo-nos com o aumento da esperança média de vida e consequente envelhecimento da população mundial. Ao longo deste processo de envelhecimento, é notório um declínio progressivo das capacidades do ser humano, tanto a nível cognitivo como físico.

10


Devido a esta perda, os idosos adaptam os seus hábitos e atividades diárias para outras menos exigentes, que não exijam tanto esforço da sua parte. Esta mudança vai provocar consequências negativas, tais como a redução da concentração, coordenação e reação motora, diminuindo gradualmente a sua capacidade funcional. É neste âmbito que a Fisioterapia surge como uma das principais ajudas para combater esse declínio da capacidade funcional. Na maioria dos casos em populações idosas, esta área da saúde não atua apenas na recuperação de determinada lesão, mas sim na prevenção, visando preservar ou ajudar a desenvolver capacidades motoras, sensoriais, cognitivas, psíquicas e sensoriais, melhorando assim a qualidade de vida de quem nos procura n

© Senivpetro - Freepik.com

O Fisioterapeuta tem competências para avaliar, diagnosticar e aplicar o plano de intervenção adequado e personalizado a cada patologia.

Prática de exercício físico A principal causa de lesões desportivas é a prática de exercício físico sem aquecimento muscular prévio e sem acompanhamento personalizado. Assim, recomendamos que quando realiza exercício tenha em atenção os seguintes aspetos, de forma a preservar a sua saúde: • Fazer sempre o aquecimento de forma lenta e gradual, com exercícios suaves que ativem a circulação sanguínea e preparem os músculos para o esforço; • Quando termina o exercício deve fazer o retorno à calma, que lhe permite restabelecer o ritmo cardíaco normal; • Depois do arrefecimento, deve realizar alongamentos musculares. descanse. se a intensidade do exercício é baixa a moderada, como na marcha, pode praticá-lo em dias consecutivos. num treino mais intenso o risco de lesão aumenta e requer uma pausa de 48 horas para recuperação muscular.

11


Grande Entrevista Dra. Maria de Lurdes Pedro | Presidente da Junta de Freguesia da Benedita

Fomos recebidos como se abrisse a porta de casa, com toda a franqueza e modéstia, sem papas na língua, assertiva e crítica, com uma tenacidade e valor humano raros. Trabalha para que a Freguesia seja uma extensão das casas dos seus habitantes. acredita que as pessoas são o bem mais precioso. Que o caminho será melhor se todos se unirem e abraçarem a causa comum. não há tempo para contemplações ou lamentações e quando os obstáculos surgem é preciso apenas ultrapassá-los.

Onde nasceu e cresceu? Nasci, cresci e continuo a morar na Moita do Gavião na Freguesia da Benedita Quando despertou para a política? Sempre me moveram as causas da nossa terra, a ideia de trabalhar para que a Benedita se tornasse um lugar melhor. Tudo começou com um convite para fazer parte de uma lista, que aceitei, não por me interessar a política, até porque este cargo leva as pessoas a votar mais pela pessoa e menos pelo partido político que a apoia, é o cargo em que se está mais perto da população. No primeiro mandato fiz parte da Assembleia, no segundo do Executivo e quando terminou

12

um pouco inesperadamente, fiquei com a sensação de trabalho inacabado e uma vontade de fazer melhor. Quatro anos depois estávamos de volta para poder trabalhar. O verdadeiro motivo foi este: a Benedita. Considero-me uma pessoa que abraça causas. Quais são as àreas que mais a preocupam como Presidente de uma Junta de Freguesia com cerca de 10.000 habitantes? A Benedita cresceu muito depressa nas décadas de 80/ 90, e como consequência também muito desordenadamente. Portanto há muito para fazer e não é fácil, existem necessidades a nível de infra-estruturas

(saneamento, terminal rodoviário, eliminação de barreiras arquitetónicas etc.) e redes viárias. Costumo, no entanto, dizer que apesar de gostar muito de alcatrão gosto ainda mais de pessoas alcatroadas por dentro. E isto significa que há um imenso trabalho a realizar pelas e para as pessoas. A Benedita pauta-se por ser uma terra de gente muito dinâmica que não baixa os braços e é muito empreendedora. É uma característica muito forte na região. Reage às crises e às dificuldades que surgem. Se as empresas já não sobrevivem com 200 trabalhadores surgem 4 empresas com 60. Ninguém fica à espera que algo aconteça, as pessoas fazem, criam novas soluções, não se resignam. Para muitos dos habitantes


“Todas as pessoas que estão em cargos de responsabilidade, públicos ou privados deviam pôr em primeiro lugar as pessoas e nunca outros interesses à frente das pessoas.” Chamamos as pessoas a dar o seu contributo, a intervir, nestas acções. Outro exemplo, já que estamos na Época Natalícia, os nossos enfeites de Natal foram feitos pela nossa comunidade escolar, pelas nossas crianças, desde a creche ao secundário. É assim que gostamos de ver o nosso trabalho ser reconhecido, não por palavras bonitas e elogios mas pela participação das pessoas, pela maneira como acolhem as ideias e dão de si. a minha função é cuidar da freguesia, ter todas as ruas, estradas e caminhos que conduzem a habitações devidamente limpos, alcatroados, com escoamento de águas, passeios se possível etc. – como é o objectivo de todos os Presidentes de Junta – mas continuo a acreditar que há um longo caminho na formação cívica dos habitantes da freguesia. Mas não estou sozinha, nada do que se faz é mérito de uma só pessoa, tenho comigo uma equipa fantástica, multidisciplinar muito dinâmica e empenhada. Quantas pessoas são? Somos 5: Jorge Boita - Acompanhou-me noutro executivo e é o Tesoureiro; Marina Caetano- Secretária; Daniel Machado – Vogal João Boita - Vogal sim, muitas vezes há uma diferença entre os nossos planos e a realidade... O lema da nossa campanha foi: “Mais Unidade Mais Qualidade Mais Benedita” – e é o nosso lema interno tambem.Trabalhamos pelas pessoas e para as pessoas. Tentamos unir instituições, entidades e forças. Trabalhar para a qualidade não só no alcatrão, como já referi, mas em todas as áreas; sociais, culturais, desportivas, económicas etc. o que pretende dizer quando refere que é fundamental alcatroar as pessoas por dentro? Alcatroar as pessoas por dentro significa investir nelas, dar-lhes mais ferramentas que as ajudem a optar melhor, nas diferentes

áreas desde a cultura, saúde, desporto. Tudo isto contribui para que haja mais civismo, mais educação, mais sensibilidade. Em vez de arranjarmos mais funcionários para limpar, trabalhamos para consciencializar as pessoas a não sujar. Para que percebam que os espaços públicos lhes pertencem, não são para o estado tratar, que o estado é todos nós. Há uns anos atrás existia essa preocupação, toda a gente cuidava dos seus espaços exteriores, passeios, hoje liga-se para a Junta. As situações passam também por ter de despertar esta consciência da responsabilidade que cabe a cada um de nós. Criámos um gabinete de desporto e cultura, que se liga a todas associações e às escolas, para haver uma maior e melhor coordenação entre todos. Uma das atividades já criadas pelo gabinete são os tempos livres, “Férinhas” em que o objectivo número um é brincar – ensinar coisas sérias a brincar, a deixar o smartphone de lado, ensiná-los a respeitar e valorizar a natureza, a floresta, a praia… Ensinar como devem deixar os espaços, sem lixo e sem plásticos. E neste âmbito criámos também o Gabinete do Ambiente e de Prevenção Civil. Já levámos a cabo algumas acções com as empresas da região na área sustentabilidade. A sustentabilidade É competitividade – aqui é importante dizer É em vez de E. Onde foram convidadas empresas a apresentarem as suas práticas de sustentabilidade. Vamos tentando consciencializar a população para a importância da preservação do ambiente desta forma.

durante a sua carreira alguma vez se sentiu discriminada por ser mulher? Não, nunca me senti discriminada. Fiz parte de muitos grupos durante a minha vida …Se calhar tive sorte… Tem hobbies? Como passa o seu tempo livre? Eu divido-me entre a Junta, a minha vida profissional - sou contabilista, pessoal e familiar. Não tenho muitos tempos livres, não quero nem posso tê-los. Passei por momentos difíceis em questões de saúde e aprendi a viver a vida ao minuto, todo o tempo tem que ser ocupado, as práticas desportivas, é aí que ocupo os meus tempos livres (ginásio, bicicleta, caminhadas). Que mensagem deixaria a quem passa pela mesma situação? Acreditar. Contar a nossa história não é importante porque cada um tem a sua. Uma situação exactamente igual à minha pode ter um desfecho muito diferente do meu. Digo que o cancro não tem cura porque o embate em cada pessoa é diferente. O que importa e é decisivo é o que vem depois. Há que aprender a viver de novo, aprender a viver com a doença, com as consequências que ela deixou, com as mutilações que me obrigou a fazer, nunca perguntar, porquê? Mas sim, como? Só assim consigo ganhar a confiança de novo e acreditar, que consigo e sou capaz. O importante é passar a mensagem que é possível ultrapassar isto e para tal é preciso Acreditar.

13


os nossos governantes mais uma vez não colocam os interesses humanos à frente dos económicos e não permitem as convenções para que o Centro possa receber os que precisam de tratamento. É por este motivo que ocorre a descredibilização politica – este é um bom exemplo. Estes doentes que já vivem com o peso da doença, têm de viver com o desconforto da deslocação tendo à porta de casa um Centro daqueles. Isto não é pensar nas pessoas. considera relevante o investimento privado na região e do Grupo H saúde em particular? Considero ser um investimento privado que substitui o público que não temos. O conforto e qualidade de vida aos habitantes, começa na Saúde. Voltando aos tempos livres, é por esta razão que não consigo sentar-me a ver um filme, a não ser que me prenda muito. A minha mente tem que estar sempre ocupada. Qual é para si o melhor filme e livro? O filme q mais me marcou foi O Julgamento de Deus, de Frank Cottrel, passa-se em Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial, os prisioneiros colocam Deus em julgamento por ter abandonado os Judeus. O livro que mais me chocou foi Queimada viva, que lembra que mais do que cinco mil mulheres são assassinadas por não se terem submetido aos limites extremistas da sociedade onde vivem. É a história de uma sobrevivente. Admirei a coragem dela , talvez me identificasse com o sofrimento por que passou e me considerasse privilegiada por ter uma família quando precisei. como olha para a descredibilização política? É um assunto que nos deixa tristes e sentimos cada vez mais isso na pele. Sentimo-nos enganados todos os dias, quando sabemos que quem devia cuidar da nossa vida agiu com interesses individuais. Todas as pessoas que estão em cargos de responsabilidade, públicos ou privados deviam pôr em primeiro lugar as pessoas e nunca outros interesses à frente das pessoas. Não nos podemos esquecer de que o objectivo da corrupção é prejudicar as pessoas – prejudicar a todos nós. Se os políticos puserem sempre o interesse das pessoas em primeiro lugar – chegaremos lá. Trabalhar para as pessoas e atingir interesses económicos é melhor do que começar pelos interesses económicos prejudicando as pessoas.

14

O político deve sair de si e chegar às pessoas. Deve lembrar-se de que foi escolhido com um voto de confiança e não o trair. desde que é o Presidente da Junta de Freguesia qual foi o momento mais marcante que viveu? Destaco a Festa do Pão. Primeira edição no passado mês de Setembro 2018, já usámos cerca de 200 mil euros em alcatrão – o que foi muito significativo para a nossa Junta, estamos também a executar o projeto da mobilidade, (projeto de muito valor para todos, elaborado pelo nosso Daniel Machado) no entanto a Festa do Pão foi algo que me fez sentir muito orgulhosa pela forma como todas as pessoas das padarias se entregaram a este projeto tornando o dia tão especial e tão intenso. A organização da festa M80 em Maio no contexto das festas da vila foi também um sucesso, mas a Festa do Pão mexeu com as nossas raízes, com as nossas tradições, com a nossa história – juntámos pessoas. Penso que é do seu conhecimento que o Grupo H saúde inaugurou no passado mês de Junho um centro de diálise, na Benedita. Em que medida, considera importante a abertura desta Unidade de Saúde? Estive presente na Inauguração com muito gosto e considero que é muito importante por constituir uma mais-valia para a região. Tenho conhecimento de que existem cerca de 140 pessoas que fazem hemodialise e que perdem muita qualidade de vida pelos kms que têm de percorrer até chegarem aos tratamentos. É muito triste saber que temos aqui um Centro de Dialise com a qualidade e com as condições que nos foram apresentadas e o nosso estado,

Foi feita uma petição pública para que o estado conceda sem mais demoras as convenções e que conta com quase 8.000 assinaturas. concorda com mais este esforço para pressionar os órgãos competentes a reconhecerem a pertinência deste grande investimento e do impacto na saúde dos doentes com insuficiência renal? Já a assinou? Tenho falado com muitas pessoas e incentivado a sua assinatura. Concordo e faço questão de assinar a petição. Para terminar, qual seria a palavra que escolheria para a definir? Lutadora “Persistente” (para não dizer teimosa!). Não desisto à primeira n

Primeira edição da Festa do Pão. Setembro de 2018


Enf. Carlos Antunes Enfermeiro

A diálise, “ontem” e hoje O meu primeiro contacto com uma sala de tratamento de hemodiálise aconteceu há trinta anos, estava eu no segundo ano do curso de enfermagem e ocorreu durante um estágio efetuado no hospital Curry e Cabral. Era um serviço muito movimentado, os enfermeiros desdobravam-se no socorro aos doentes, por vómitos, cãibras, hipotensões, … alarmes das máquinas; no entanto aquela técnica de retirar o sangue ao doente “purificálo” numa máquina e voltar a reinfundi-lo no doente, despertou a minha curiosidade de aprofundar conhecimento na área.

após diversos cálculos matemáticos, recorrendo ao uso de formulas pré estabelecidas, contando com diversas variáveis. A ultrafiltração isolada era conseguida com recurso a pequeno dispositivo que apertado manualmente na linha “venosa” criava pressões elevadas no filtro, sendo o liquido recolhido por uma taça plástica. O material era por nós esterilizado em enormes autoclaves, os filtros (rim artificial) eram reutilizados e serviam para várias utilizações, os consumíveis eram escassos a sua gestão era rigorosa.

Os meios para socorro de emergência eram escassos limitavam-se a uma garrafa de oxigénio e um Ambu. Não existia INEM, em situação de emergência chamavam-se os bombeiros e um elemento de enfermagem acompanhava o doente até ao hospital. Os acessos venosos para tratamento eram religiosamente geridos, os enfermeiros mais experientes assumiam a punção dos acessos mais difíceis; não havia monitores de unipunçao, muitas vezes puncionavamse veias periféricas para fazer “entrada” do sangue. Problemas com os acessos implicava a deslocação do doente a Coimbra ou Lisboa e havia poucos recursos em transportes. O sector dos transportes era de facto problemático, as viaturas de transporte de doentes eram residuais, recorria-se essencialmente ao serviço de táxi. Os centros de diálise eram muito distantes da residências dos doentes, era comum os doentes fazerem percursos que demoravam uma ou duas horas.

Máquina de Diálise Cobe Century de 1980

Quando surgiu o convite para trabalhar numa pequena unidade de diálise do interior aceitei de imediato, era um mundo novo, o conhecimento das técnicas era reduzido, os equipamentos eram elementares, não estávamos ainda na era do digital. A formação baseava-se na leitura de um pequeno manual e a frequência de um estagio de algumas semanas, essencialmente prático. A reduzida informação forçava a procura do conhecimento, era necessário procurar manuais, compêndios , a troca de livros entre colegas era uma constante (ainda longe da era da internet). Não era fácil o acesso ao conhecimento nas pequenas povoações do interior. Os monitores de diálise eram muito rudimentares, só permitiam a hemodiálise convencional, os parâmetros de tratamento eram colocados manualmente de forma analógica. A ultrafiltração era programada

O controlo analítico era básico, exames complementares de diagnóstico só se fosse clinicamente necessário e recorria-se muito ás unidades hospitalares.

Hoje, já noutro século, olhando para trás e observando a evolução que assistimos no tratamento ao doente Insuficiente Renal, constatamos uma evolução que não se verifica noutras áreas da medicina.

Máquina de Diálise Fresenius 5008 da atualidade

Foi realmente grande o salto qualitativo na prestação de cuidados a estes doentes. Os monitores de diálise são de excelência, permitem diversas modalidades de tratamento (hemodiálise convencional, hemodiafiltraçao, hemodiálise de alta eficácia, hemofiltração, hemodiálise de alto fluxo, ) entre outra funcionalidades relevantes para o tratamento. Todo o material é descartável, com benefícios enormes no controlo de infecção. Os doentes são submetidos regularmente a controlo analítico e a diversos exames complementares de diagnóstico. Os profissionais estão mais capacitados a actuar nas diversas ocorrências,

15


além do seu conhecimento e formação académica ter evoluído, também os meios que dispõem são diversificados e adequados a situações de emergência. Os acessos vasculares evoluíram bastante, o recurso a cateteres venosos centrais para tratamento, são residuais. A detecção precoce de problemas com o acesso permite a intervenção atempada e a recuperação do mesmo. Os transportes também melhoraram substancialmente, as corporações de bombeiros fazem um excelente trabalho e estão mais e melhor equipadas com viaturas próprias para o efeito. No entanto verifica-se que muitos doentes ainda necessitam de se deslocar centenas de km para efectuar o seu tratamento; em alguns casos demoram cerca de uma hora até chegarem à clinica (ou da clínica até à sua residência). Este será na minha perspectiva a área em que menos se evoluiu. Transporta-me para tempos da minha infância nos quais para efectuarmos uma simples análise sanguínea era necessário perder uma manhã na deslocação à sede do concelho. Felizmente

16

o SNS tem convenções com diversas instituições que permite hoje ao utente cuidados de proximidade. O que me leva a fazer alguma reflexão: O aumento exponencial de doentes em tratamento de hemodiálise é uma realidade. O estado através das suas instituições hospitalares não tem de momento capacidade para responder a esta necessidade de cuidados de saúde; e por isso mesmo tem acordos de convenção com estabelecimentos capacitados para tal e que são, e muito bem, acompanhados e regulamentados na sua actividade.

Qual será então o motivo para que seja tão difícil a regulamentação e inicio de actividade de novos centros de diálise? Porque não permitir mais centros de diálise facilitando cuidados de qualidade e proximidade, melhorando a qualidade de vida das pessoas. Entendo que o estado deve auditar a qualidade dos cuidados prestados e assim atribuir ou terminar os seus acordos estabelecidos, mas deve ter sempre presente que o aumento da resposta privada em cuidados de saúde muito tem contribuído para a melhoria e evolução na área da saúde e deve ser fomentada, pois o aumento da oferta sempre proporcionou a busca de mais e melhor fazer bem n

“As pessoas querem e precisam de acesso oportuno e continuado a cuidados de saúde de qualidade. O maior desafio dos sistemas de saúde na actualidade consiste em superar as grandes limitações de desempenho que decorrem da sectorização organizacional que caracterizou o seu desenho até ao presente. Esta depende consideravelmente da relação entre a cultura da procura e a organização da oferta numa determinada comunidade.“ SNS+PROXIMIDADE


Dra. Fátima Lorvão Médica de Medicina Geral e Familiar na Policlínica da Benedita

O segredo da Vitamina C plasmáticas de 135 micromol/l de vitamina C, que são duas vezes superiores aos produzidos pelo consumo de 200 a 300mg/ dia a partir da vitamina C dos alimentos. Enquanto que doses superiores a 3g de ácido ascórbico tomados de 4/4h apenas produzem um pico de concentração plasmática de 220micromol/l. A quantidade total de vitamina C no corpo varia de 300mg (situação próxima do escorbuto) a 2 g. Não se encontra igualmente distribuída em todo o corpo. Níveis médios de vitamina C encontram-se nas células e tecidos, mais elevados nos leucócitos, olhos, glândulas supra renais, glândula pituitária e cérebro e relativamente baixos nos fluídos extracelulares, como o plasma, nos glóbulos vermelhos e na saliva.

Fontes de vitamina C

Frutos e vegetais constituem as melhores fontes de vitamina C. Os citrinos, couves e as batatas são as mais frequentes fontes de vitamina C a que recorremos e que abundam nesta altura do ano e fazem parte das tradicionais ementas de Inverno. Destacamse ainda, o pimento principalmente o vermelho, o tomate, a salsa, tomilho.

A vitamina C também conhecida como o L-ácido ascórbico é uma vitamina hidrossolúvel que se encontra em abundância em vegetais, frutos e ervas aromáticas, dos que habitualmente consumimos em todas as estações do ano e em todas regiões no nosso País. A quantidade e a qualidade da vitamina C alteram-se com os efeitos da cozedura, aquecimento, com os processos de conservação e com a exposição ao oxigénio. Por esta razão é muito difícil mantê-la estável. Por outro lado, o corpo humano não tem a capacidade de a sintetizar nem de a armazenar, sendo necessário adquiri-la

através da dieta, a partir de fontes naturais ou de suplementos, e consumi-la diariamente. Cada tecido e cada célula do nosso organismo necessitam deste nutriente para viver saudavelmente e para se regenerar. A absorção da vitamina C é regulada ao nível do intestino por um mecanismo de transporte ativo e só uma pequena dose é absorvida independentemente da dose oral. O ácido ascórbico não metabolizado é excretado pela urina. O que significa que nunca se tem um excesso de vitamina do organismo. Estudos de farmacocinética assim o comprovam. Doses orais de 1,25 g por dia,de ácido ascórbico produzem concentrações

Durante o Inverno para obterem a vitamina C, as populações da Europa Central e de Leste, recorrem aos alimentados fermentados couve, pepino e tomate, enquanto que nos Países nórdicos, para se protegerem das infeções, consomem grande quantidade de bagas, frutos vermelhos, que comem diariamente e tomam sob a forma de tisanas, sendo a mais frequente as bagas de roseira-brava, pela grande concentração em vitamina C (contém 20 vezes mais que uma laranja). Manter um nível ótimo de vitamina C é muito difícil; por razões várias, quer seja porque o organismo sujeito a situação de maior stress, cansaço físico, infeção, despende mais vitamina C, ou porque a alimentação do dia à dia, não contempla a dose adequada, nem sempre se consegue o aporte necessário.

17


Razão pela qual se recomenda a regular ingestão de cinco doses diárias de legumes e fruta, o que pode perfazer 200mg ou mais de vitamina C. Dois componentes vegetais, a dihidroquercetina que se encontra na folha de videira e a piperina presente no grão da pimenta, têm a capacidade por um lado ,de aumentar a utilização e por outro fixar os níveis celulares da vitamina C mantendo-a durante mais tempo no organismo. O potencial impacto desta dualidade de efeitos é prometedor na formulação de novos suplementos que consigam a estabilidade da vitamina C no organismo.

Maximize a sua vitamina C

A vitamina C é necessária para a biossíntese do colagénio (principal proteína estrutural do corpo), da L-carnitina, do metabolismo de certas proteínas e de muitos neurotransmissores. É também um poderoso antioxidante fisiológico e ainda tem a capacidade de regenerar outros antioxidantes do organismo. Por outro lado, facilita a absorção do ferro presente nos alimentos. Tem uma ação preventiva impedindo o desenvolvimento de vários tipos de cancro, de doenças cardio-vasculares e de outras doenças em que o stress oxidativo é uma das causas, conseguindo limitar os efeitos nefastos dos radicais livres, através da atividade antioxidante. O sistema imunitário é profundamente influenciado pelos nutrientes que tomamos. A vitamina C tem um papel fundamental na função imunitária do organismo. A falta de vitamina C reduz a resistência do organismo a várias doenças.

Vitamina C como Anti-oxidante

Actualmente é dada muita importância à suplementação de vitamina C pelo seu potencial na redução do impacto nas doenças crónicas e nas doenças relacionadas com o envelhecimento. Estudos recentes evidenciam que elevadas doses de forma continuada de vitamina C podem reduzir o risco de doenças cardio-vasculares, de cancro, mitigar a diabetes e a obesidade, melhorar o sistema imunitário, a função respiratória, nomeadamente a doença pulmonar crónica obstrutiva e a asma. Também têm efeito protector na massa óssea e da osteoporose. Vários estudos apontam para a ação positiva da vitamina C em relação a vários tipos de cancro. A melhor evidência até agora da

18

suplementação de vitamina C como protetiva de cancro é em relação aos cancros do trato digestivo . Pode ter efeito protetivo na colonização gástrica pela bactéria H.pilory, a principal causa de cancro de estômago e intestino delgado; e em relação aos polipos intestinais e ainda em relação ao cancro do pâncreas. Tem ainda o importante papel de reduzir o stress adrenérgico.

Vitamina C e pele

Desde a antiguidade e em todas as civilizações as mulheres encontraram sempre formas de rejuvenescimento tirando partido das propriedades de plantas e frutos ricos em vitamina C pela ação direta da aplicação na pele. Pelas propriedades antioxidantes e pelo seu papel na síntese do colagénio a vitamina C é crucial para a vitalidade da pele, desde a manutenção de um bom tónus, ao apagamento de pequenas rugas e de manchas e para reduzir os sinais de fotoenvelhecimento. Enquanto que a vitamina C que se ingere é um importante nutriente para todo o organismo, pouca quantidade se fixa na pele. O nível de vitamina na pele declina com a idade, portanto, para que tenha efeitos sobre a formação do colagénio e mitigar os efeitos dos radicais livres, precisa de ser aplicada topicamente. Da investigação dermato-cosmética sabe-se que a aplicação direta sobre a pele é 20 vezes mais efetiva que a ingestão oral. Aplicando vitamina C durante 3 dias consegue-se um nível ótimo de concentração na pele. A aplicação regular de vitamina C combate o fotoenvelhecimento e o preenchimento de rugas, com efeito de rejuvenescimento conseguido em 12 semanas. Por exemplo, uma colher de ácido ascórbico na água do banho neutraliza o efeito nefasto do cloro e tem benefícios para toda a pele.

Suplementação de vitamina C

Os suplementos tipicamente contém vitamina C sob a forma de ácido ascórbico, com uma biodisponibilidade idêntica ao que se encontra nos brócolos ou no sumo de laranja. A dose média necessária para adultos é em média de 75mg por dia para mulheres e de 90 mg por dia para homens não fumadores. Para crianças e adolescentes dos 0 aos 18 anos varia entre 15 a 90 mg por dia. A suplementação é indicada para reforçar o estado imunitário por exemplo, nas constipações. Há evidências de que a vitamina


C encurta o período de gripe e reduz as complicações. Também como forma de prevenir a formação de cataratas, em regimes alimentares com falta de legumes e frutas, em ambientes poluídos, nas situações de grande stress e no stress físico e ainda nas infeções de repetição e no reforço da cicatrização. Também se usa antes e depois de uma intervenção cirúrgica numa dose de 1000 a 2000 mg/d nos cinco dias antes e depois da cirurgia.

Deficiência em vitamina C

A falta desta vitamina manifesta-se por diversos sintomas, tais como, a tendência para nódoas negras, gengivas sensíveis e facilmente sangrantes, infeções de repetição, fragilidade dos tecidos, da pele e do cabelo, irritações cutâneas, cansaço, fraqueza muscular, debilidade. A carência continuada de vitamina C na dieta, leva a uma situação grave - o Escorbuto (Ascorbus). O Escorbuto é um síndroma pré-fatal, não é um sintoma, mas sim um colapso final do organismo por deficiência em vitamina C. Sendo raro em países desenvolvidos, pode ocorrer em pessoas com regimes alimentares deficientes em legumes e fruta e ou dietas muito monótonas. O tempo de carência de vitamina C, necessário ao desenvolvimento da doença é variável. Em média os sintomas manifestos de doença surgem quando o aporte de vitamina C se mantém abaixo de 10mg por dia, por várias semanas.

Sintomas

Os sintomas iniciais incluem cansaço (como resultado da alteração da biossíntese da carnitina) mal-estar geral, inflamação das gengivas. À medida que a deficiência de vitamina progride, a deficiente síntese do colagénio manifestase com a fraqueza do tecido conjuntivo. Surgem petéquias, equimoses, púrpura, dores nas articulações. Como sintomas adicionais surge a depressão, disfagia, sangramento da gengivas e perda de dentes devido à fraqueza do tecido conjuntivo e fragilidade capilar. Pode surgir anemia por falta de absorção de ferro secundária à baixa ingestão de vitamina C. Em crianças é frequente a fraqueza óssea. Deixado sem tratamento, o Escorbuto pode ser fatal. Até final do séc XVIII o Escorbuto era doença comum entre os marinheiros, que durante longos períodos estavam eitos a uma alimentação monótona, comiam do que conservavam em sal, privados de legumes frescos e de frutos. Em meados de 1700 James Lind, um cirurgião da Marinha Britânica, conduziu várias investigações tendo descoberto que esta doença podia ser prevenida com o uso frequente na dieta, de sumo de limão e de couve fermentada. Durante anos os marinheiros passaram a levar em viagem, alimentos ricos em vitamina C, particularmente o limão, cujo sumo consumiam diariamente para prevenir o sangramento das gengivas. Só muito mais tarde, no século XX, o médico-fisiologista Húngaro, Albert SzentGyorgyi desenvolveu importantes trabalhos de investigação, com o isolamento da molécula em citrinos e pimentos, que o levaram à descoberta e caracterização da vitamina C, tendo ganho o prémio nobel em Fisiologia e Medicina em 1937. A ele devemos o reconhecimento desta importante molécula e o posterior uso da sua suplementação n

Grupos de risco de deficiência de vitamina C Fumadores e fumadores passivos - Tanto fumadores como fumadores passivos necessitam pelo menos de um acréscimo de 35 mg de vitamina C por dia do que os não- fumadores. crianças sob aleitamento - Necessitam de suplemento diário de vitamina C. Quem tenha regimes alimentares pouco variados - Frutas e legumes são as melhores fontes de vitamina C. Indivíduos em que o regime alimentar seja deficiente ou de certa forma restrito, incluindo indigentes, quem abuse de álcool ou de drogas, quem pratique jejuns, doentes mentais e idosos e ocasionalmente crianças, podem não conseguir obter a quantidade de vitamina C necessária. Quem sofra de mal- absorção ou de doenças crónicas Algumas situações clínicas podem reduzir a absorção de vitamina C e/ou aumentar a necessidade do organismo, tais como nos síndromas de mal absorção intestinal, caquexia, nalguns tipos de cancro, em estádios avançados de insuficiência renal crónica e hemodiálise

19


Festa de Natal do

O Natal é a altura por excelência para estreitar laços e melhorar o espírito de equipa e a união entre os colaboradores realçando valores de fidelidade, entrega, amizade, interajuda, deixando que estes se conjuguem, com o objectivo comum de pertença à mesma família organizacional. Contas feitas, acabamos por passar uma grande percentagem do tempo das nossas vidas no nosso local de trabalho,

Dra. Manuela Alves; Dr. António José Henriques; Henrique Henriques

20

é por essa razão fundamental que o ambiente seja equilibrado e nos sintamos bem acolhidos, que entre todos os colaboradores se viva e sinta uma enorme complementaridade e ganhe raízes a ideia de que só juntos se torna possível atingir um propósito comum : a continuidade do sucesso do Grupo H Saúde.

O jantar decorreu nas bonitas instalações da Quinta do Pinheiro Hotel Rural, perto do mar da Nazaré e situado no meio do campo. A sala e as mesas apresentaram-se bem decoradas e personalizadas pela mão do Henrique Alves Henriques que não descura pormenores relativos à imagem corporativa da marca do Grupo H Saúde.

Aderiram à iniciativa cerca de 150 convidados, entre colaboradores e amigos.

O opíparo menu que muito agradavelmente surpreendeu os

Suzana Batista; Hélia Militão; Dra. Sofia Silva; Henrique Henriques; Dra. Vânia Alexandra; Dr. António José Henriques; Dra. Manuela Alves; Pedro Rainho; Marcia Lopes; Paula Gaspar

Enf. Marta Duarte; Anabela Azevedo; Rute Sousa


Grupo H Saúde

Cátia Reis; Diana Souto; Tânia Diogo; Dr. António Marques Pereira; Vanessa Passarinho; Catarina Honório; Sara Vicente

Momento de grande animação dos convidados

Entrega do Prémio do Melhor Filme de Boas Festas a Sara Cordeiro e Ana Guerra

Bolo comemorativo do 36º Aniversário do Grupo H Saúde

Dr. António José Henriques; Henrique Henriques; Enf. Rosa Marques; Isabel Monteiro; Eugénia Dionísio; Suzana Batista; Dra. Manuela Alves; Anabela Azevedo

Henrique Henriques; Dr. António José Henriques

21


Cláudio Rodrigues; Francisco Eusébio; Vanessa Passarinho; Dr. António Marques Pereira

Pontuação dos Filmes de Natal.. Dra. Vânia Alexandre; Paula Gaspar

Um dos vídeos a concurso

Henrique Henriques; Ana Martins

Henrique Henriques; José Sanches; José Semião

Dra. Vânia Alexandre

Dr. André Gil

Mariana Santos

Maria Guerra; Tânia Diogo; Cláudio Rodrigues; Vanessa Passarinho; Sara Vicente; Cátia Reis; Diana Souto

Inês Gomes; Eng. Liliana Ribeiro; Eng. Jessica Louro; Eng. Eduardo Santos; Rira Brito; Isabel Monteiro; Alexandre Duarte

Dr. António José Henriques com convidados

Dr. António José Henriques e convidados a brindar

Dr. António José Henriques com convidados

Eugénia Dionísio; Dra. Elisabete Sousa; Enf. Marta Duarte; António José Henriques; Maria Guerra; Rute Sousa; Silvia Silvia; Anabela Azevedo; Nelly Marques; Enf. Sónia Coelho

Convidados

22


Mariana Santos; Dra. Rita Carreira; Dra. Ana União; Henrique Henriques; Dra. Joana Cunha; Rafaela Castelhano; Cláudia Gonçalves; Dr. João Castro

Patrícia Cardoso; Suse Ferreira; Dra. Cláudia Vitorino; Dr. André Gil; Dr. António José Henriques; Sara Martinho; Dra. Mariana Bárbara; Dra. Raquel Balbino

Dra. Rita Carrreira; Dr. João Castro; Rafaela Castelhano; Dra. Joana Cunha

Hugo Soares; Pedro Silva; José Semião; José Sanches; Francisco Eusébio; José Comprido; João Costa

Alguns dos convidados

Vanessa Passarinho; Cláudia Rodrigues; Henrique Henriques

Diana Souto

Vista geral da sala

Quem são?

Dr. António José Henriques

Dra. Ana União

Os animadores Vanessa Passarinho e Cláudio Rodrigues

Dra. Carla Ferreira; Dra. Suzana Henriques

Mais um momento de grande alegria Quem são?

23


convivas, das entradas às sobremesas depressa cativou paladares e conversas, contribuindo para que a boa disposição contagiasse e permanecesse até de madrugada. A animação tomada a cargo por dois colaboradores, Vanessa Passarinho e Cláudio Rodrigues, que souberam criar momentos de excelente humor que a todos agradou, fez com que o tempo passasse depressa, como sempre acontece quando nos sentimos bem.

O Grupo H Saúde celebrou o 36.º Aniversário. Dra. Manuela Alves; Dr. António José Henriques; Henrique Henriques

O momento mais alto do evento foi a celebração dos 36 anos de actividade do Grupo H Saúde e o corte simbólico de um bolo pelos mais altos responsáveis da Instituição, Dr. António José Henriques, Dra Manuela Alves e Henrique Alves Henriques. Da animação da noite, constou um concurso de filmes com mensagens alusivas à quadra natalícia realizados pelas diferentes equipas de trabalho do Grupo. Todos os presentes puderam votar na Melhor Mensagem de Boas Festas e a Equipa que conquistou o Primeiro Lugar foi a do Centro Médico de Pataias, constituída pela Sara Cordeiro e Ana Guerra. Houve também o momento destinado aos discursos em que se ouviram palavras de encorajamento e força, de rigor e verticalidade, de motivação e empenho necessários para enfrentar as dificuldades que se esperam para 2019, proferidas pelo Administrador, António José Henriques e pelo Director Executivo Henrique Alves Henriques. A celebração conjunta do Natal e do Aniversário do Grupo H Saúde durou até de madrugada e a sala transformouse numa pista de dança para que nada faltasse na manifestação de alegria por estar presente e fazer parte deste encontro entre colegas e amigos n

Balanço de 2018 e grandes desafios para 2019. Mensagem de Boas Festas do Dr. António Henriques

Vanessa Passarinho; Diana Souto

24

Dra. Joana Cunha; Dr. João Castro

Armelim Pimenta; Dr. António José Henriques - amigos de Infância


Carla Ferreira Diretora de Recursos Humanos

Tempo de balanço e equilíbrio menos bons. A todas elas, queremos dar uma palavra muito especial, de apreço e gratidão, por caminharem ao nosso lado, sempre com o mesmo carinho e dedicação. A si, que nos procura nos mais diversos domínios, deixamos uma palavra de esperança. Sabemos que a cada dia surgem novas dificuldades, na mesma medida em que construímos, cientifica e humanamente, novas respostas. Sabemos que sem sempre o trajecto é claro e simples, e fazemos questão de lhe dar sempre a solução mais adequada, ao seu caso, à sua vontade, à sua necessidade. Sentimos que a sua qualidade de vida faz parte da nossa responsabilidade, de cada vez que se dirige a um dos nossos serviços. Queremos que continue a contar connosco no novo ano. Como sempre, por mais trezentos e sessenta e cinco dias. Um número pequeno para se viver tudo de uma vez, mas grande o suficiente para engrandecer a nossa história. O final do ano é sempre uma época de balanço. Nada de novo, os fins justificam novos inícios, os inícios pedem reorganizações, um calendário é sempre um bom pretexto para ordenar o nosso interior, encarar o que manter, encontrar o que alterar, planear 365 dias inteiros com projectos profissionais, pessoais, sociais e de lazer. Porém, não raras vezes, deixamos cair por terra o que tão cuidadosamente definimos. Porque a rotina teima em instalar-se, pesada, ou simplesmente porque a fartura de dias à disposição nos leva ao exagero, e faz com que os projectos e as ambições sejam em escala alargada, que não cabe num ano, um simples e único ano, tão grande e tão pequeno ao mesmo tempo. Pensar com calma e serenidade à luz destes limites que sabemos reais, é um dos grandes objectivos do grupo H Saúde. Esquematizar a organização, tão necessária quanto exigente, é a meta à qual a nossa equipa se propõe,

balizada pelo que já aprendeu e cresceu, motivada pela ambição de fazer a cada dia, mais e melhor. Como responsável de recursos humanos do grupo H Saúde, não posso deixar de vos transmitir para o próximo ano o desejo de crescimento das nossas unidades e das nossas pessoas, aperfeiçoando cada vez mais o que sentimos ser a nossa máxima principal da intervenção: a proximidade com quem nos procura, a resposta adequada e atempada, o serviço pessoal e especial, tão perto de si. Para que isso seja possível contamos com toda a equipa, parte integrante e fundamental de nós, que torna possível a nossa existência, todos os dias. Na pessoa da cuidadora do serviço AmaCare, na pessoa que o acolhe quando entra nos nossos espaços, na pessoa que zela pela manutenção e imagem dos edifícios, na pessoa do profissional de saúde, que o orienta, cura e ampara, nos momentos

Um grande ano, com saúde e paz, são os votos do grupo H saúde n

O crescimento das unidades e do grupo é um orgulho que nos enche de alegria, porque nos consciencializa de que os nossos sonhos vão de encontro às vossas necessidades, e nos indica que conseguimos manter os ritmos exigentes do serviço à população, com os pés assentes na terra, e a mente aberta para o futuro. A saúde é um bem maior, e nós estamos cá pela sua. Caminhar ao seu lado para que continue a encontrar a melhor resposta para as suas necessidades e as da sua família, é o enorme desafio a que nos propomos.

25


Dra. Liliana Ribeiro Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho e Segurança Alimentar

Dra. Jessica Louro Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho e Segurança Alimentar

© Bearfotos - Freepik.com

Segurança alimentar em nossa casa

o primeiro dos cuidados a ter, quando se trata de alimentos é a sua aquisição seguido imediatamente da maneira como os conservamos, de modo a garantir que chegam em boas condições à nossa mesa. É frequente não termos em conta alguns procedimentos que podem colocar a nossa saúde e segurança em risco. A preocupação com a segurança alimentar materializa-se quando, na década de 60, a NASA* concebe um sistema que garante a produção de alimentos seguros, denominado HACCP ( sigla que signifíca Hazard Analysis and Critical Control Point – Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos). Baseia-se na aplicação de príncipios técnicos e científicos na produção e manipulação dos géneros alimentícios desde o “prado até ao prato”.

26

Este conceito foi amplamente aceite, através de legislação adotada por cada país. A nível nacional, a lei impõe às empresas do setor alimentar a obrigatoriedade de implementação de procedimentos de segurança baseados nos princípios do HACCP. É importante realçar o impacto das contaminações no seio familiar, onde estudos efetuados pelo INSA**, demonstram que grande parte dos surtos de doenças transmitidas por alimentos têm como origem a confeção em casas privadas. Neste contexto, assume grande importância a aplicação de regras de segurança alimentar nas nossas cozinhas, por forma a evitar a contaminação dos alimentos que conduzam a toxinfeções alimentares.

Temos então algumas regras básicas que devemos considerar, desde a compra dos alimentos até ao momento do seu consumo, para que os alimentos não representem perigo para a saúde do consumidor. Apesar da aplicação destes cuidados diários, é de considerar que uma boa estratégia de segurança alimentar, inclui não só boas práticas na produção alimentar e o controlo dos perigos, de acordo com a legislação vigente, como também a educação dos consumidores com o objetivo de minimizar o risco de contaminação dos alimentos por microrganismos patogénicos n * NASA - Agência Espacial Americana; ** INSA - Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge


• Durante as compras deve começar sempre pelos alimentos que não precisam de refrigeração e por último, comprar os refrigerados e congelados. • Os rótulos devem estar sempre presentes nos produtos e devem ser lidos porque contêm orientações importantes como o prazo de validade. • Não adquirir produtos que apresentem qualquer sinal de alteração na sua integridade ou na integridade da embalagem. • Consumir primeiro os produtos com data de validade mais curta. • Guardar primeiro os alimentos refrigerados, depois os congelados e por último os que serão armazenados à temperatura ambiente. • Mantenha o frigorífico sempre limpo. • Conserve os alimentos em diferentes compartimentos, sendo importante separar os alimentos crus dos cozinhados, usando sempre recipientes com tampa ou película aderente.

• Não encha o frigorífico ou congelador com muitos alimentos, para permitir que o ar frio circule e a temperatura se mantenha estável em todo o interior do equipamento • Deve evitar abrir demasiadas vezes o frigorífico ou congelador e não deve colocar na porta do frigorífico, alimentos que se deterioram mais facilmente.

No interior do frigorífico a temperatura não é igual em todos os compartimentos, pelo que poderse-á tirar partido das diferentes temperaturas existentes, assegurando assim uma boa conservação dos alimentos: • Na prateleira superior do frigorífico armazene os alimentos prontos a comer, na prateleira intermédia os peixes e carnes crus, os vegetais nas prateleiras inferiores ou gavetas se existirem, e os produtos em fase

© Bearfotos - Freepik.com

Cuidados a ter na aquisição e armazenamento de alimentos

de descongelação na parte inferior. Assim evita que os produtos crus contaminem os alimentos prontos a comer (fonte da imagem: ASAE). • Não lavar os ovos antes de serem armazenados no frigorífico, pois isso retira a proteção natural da casca. • Nunca guardar alimentos nas latas abertas no frigorífico, passando o conteúdo para um outro recipiente com tampa, porque a oxidação da lata pode alterar o sabor do alimento. • Etiquetar (com datas) os alimentos guardados para facilitar o seu controlo.

27


Dr. José Oliveira Otorrinolaringologista na Clínica das Olhalvas

Como cuidar da sua voz De onde vem a sua voz?

A voz é produzida na garganta, mais exactamente na laringe, que é o órgão no qual ficam as cordas vocais. Estas cordas vocais são tecidos musculares que ficam na parede da laringe e o mais correto seria denominá-las “pregas vocais”. Para ocorrer produção de voz, o ar inspirado que entrou pelas narinas ou pela boca e chegou aos pulmões tem que fazer o caminho de volta no sentido ascendente. Quando o ar sai dos pulmões, as pregas vocais aproximam-se e desta forma, o ar ao passar de modo apertado através delas, faz com que elas vibrem e produzam a voz. O som oriundo das pregas vocais seria de intensidade baixa, necessitando de receber amplificação para ser ouvido. Ele é amplificado enquanto passa pela faringe, pela boca e pelo nariz, que são órgãos chamados de cavidade de ressonância. Além de ser amplificado, o som é moldado pelos movimentos da língua e dos lábios para formar as palavras para comunicarmos. Tal como as suas impressões digitais, a sua voz é uma característica que não se repete de forma idêntica em nenhuma outra pessoa. Há vozes parecidas mas absolutamente iguais, nunca. A nossa voz é a nossa marca. Ela pode revelar a idade, sexo, estado emocional e até traços de personalidade. As alterações da voz podem ser sintomas de várias doenças. A presença de rouquidão, cansaço ao falar, voz mais fraca ao final do dia, falhas na voz, dor, ardência ou incómodo na laringe são alguns sintomas de alteração vocal e é preciso estar atento pois podem-se tratar de alertas de alguma doença. Pode ser algo bastante comum e simples como o mau uso das cordas vocais mas também podemos estar na presença de laringites, edema das cordas, paralisias, nódulos, calos (kissing nodes), pólipos, quistos, ou mesmo um tumor. Por exemplo, o cancro da laringe pode manifestar-se desde um distúrbio vocal moderado até a perda total de voz, por uma inflamação na garganta dificuldade em engolir ou mesmo uma tosse persistente.

28

Devemos ter sempre presente que fumar é o principal fator de risco para o cancro de laringe. Se o hábito for associado ao uso habitual de bebidas alcoólicas, o risco aumenta consideravelmente. Não existe nenhum nível seguro de exposição ao tabagismo e mesmo quem se expõe

passivamente corre o risco de desenvolver diversas doenças, especialmente respiratórias e cardiovasculares. O tabagismo está envolvido no cancro do pulmão, laringe, bexiga e muitos outros. Por isso, faça o seu check-up médico, aproveite as próximas sugestões e cuide a sua voz n

Procure um médico quando há mais de 15 dias tiver Rouquidão

Cansaço a falar/perda de voz

Sensação de corpo estranho Dificuldade em engolir

Pigarreio Dores de garganta

Granuloma

Leucoplasia

Tumor

Quisto Intracordal

Paralisia esquerda

Edema de Reincke

Kissing nodes

Fenda glótica * Imagens cedidas pelo autor

7 passos para ter uma voz saudável 1. 1. 1. 1. 1. 1. 1.

não fume – o fumo é extremamente prejudicial ao aparelho respiratório. Está envolvido no edema e inflamação das cordas vocais mas também no cancro da laringe e pulmão. Evite falar em ambientes com fumo; Hidrate-se – a água é importante para o funcionamento do nosso organismo e em especial para a nossa voz. A hidratação facilita a vibração das cordas vocais diminuindo o atrito entre elas e também ajuda na eliminação das secreções da laringe; mantenha a voz normal – evite gritar ou sussurrar e respire de modo correto; Evite tossir ou pigarrear – pode aliviar momentaneamente mas também traumatiza as suas cordas vocais, devido ao atrito entre elas; Engula saliva ou beba água; cuidado com as bebidas – Evite choques térmicos e bebidas alcoólicas; cuidado com os alimentos – Tenha atenção aos alimentos que lhe provocam azia, podem facilitar o refluxo ácido do estomago e afectar as cordas vocais; Evite o ar condicionado – reduz a humidade do ar e seca o aparelho fonatório.


Dr. António Guilherme de Oliveira Urologista – Instituto Avançado de Urologia Parceria com o Grupo H Saúde em todas as clínicas do grupo

Tratamento minimamente invasivo da litiase renal A litíase urinária (cálculos urinários), diz respeito à existência de “pedras” no aparelho urinário (rins, ureteres, bexiga e uretra). A incidência da litíase renal anda à volta dos 3% no nosso país, sendo esta incidência ainda maior em países desenvolvidos. A incidência masculina é quase o dobro da feminina. A composição das “pedras” é normalmente mista e a maior parte delas tem cálcio na sua composição (quase 80%) e/ou ácido úrico (cerca de 15%). As principais causas da litíase renal são metabólicas(hiperparatiroidismo,etc), genéticas, hidratação deficiente e desconhecidas. A cólica renal acontece quando uma pedra sai do rim e desce pelo ureter causando uma dilatação do sistema a montante e consequentemente dor. A dor é consistentemente uma dor extremamente intensa , sendo descrita, pelas senhoras, muitas vezes como sendo pior que a dor do parto. A intensidade da dor não é um critério de gravidade da situação, mas se estiver associada a uma temperatura superior a 38ºC, o doente deve ser visto imediatamente em contexto de urgência.

A melhor forma de tratamento é a prevenção, sendo que uma hidratação correcta deve ser considerada a mais importante forma de prevenção, sendo que, os homens devem beber 2,5L de água/dia e as mulheres 2,0L de água/dia. Em relação ao tratamento da litíase propriamente dita devemos dividi-lo em dois grandes grupos: Tratamento de cólica renal; Tramento de litíase renal; O Tratamento da cólica renal é feito regra geral no contexto de urgência, pode ir desde o tratamento sintomático e terapêutica expulsiva à base de medicação até ao tratamento cirúrgico (o qual é eminentemente endoscópico), passando pela litotrícia extracorpórea à base de ultra-sons (LEOC). Já no tratamento da litiase renal, o qual é feito em contexto de cirurgia programada, ainda não existe consenso internacional sobre o tamanho a partir do qual a litíase assintomática deve ser tratada. O tratamento pode ser feito por alcalinização da urina (em cálculos de ácido úrico), por LEOC ou por

“no caso de ter uma cólica renal, não deve forçar a ingestão de líquidos pois ao fazê-lo apenas irá aumentar a dilatação do rim afectado, levando ao aumento da intensidade da dor.”

cirurgia (via aberta, laparoscópica, endoscópica ou percutânea). Hoje em dia a cirurgia no tratamento da litíase renal é feito na esmagadora maioria por via minimamente invasiva, quer seja endoscópica para cálculos até 3 cms (utilizando um litotritor a laser) ou percutânea para cálculos de maiores dimensões (utilizando um litotritor ultrasónico). Com o avanço da técnica cirúrgica podemos hoje em dia tratar a litíase renal sem deixar cicatriz e faze-lo em ambulatório, diminuindo em muito as complicações bem como o tempo de baixa. É possível hoje em dia fragmentar e eliminar cálculos de 3.0cms por via endoscópica ou percutânea(com uma incisão inferior a 1.0cms), em ambulatório podendo o doente regressar à vida activa em 24 a 48h. Finalmente gostaria de desfazer um mito, no caso de ter uma cólica renal, não deve forçar a ingestão de líquidos pois ao fazê-lo apenas irá aumentar a dilatação do rim afectado, levando ao aumento da intensidade da dor n

29


Dra. Paula Perista Médica Veterinária na Clínica Veterinária Moita do Gavião

Cuidados básicos de saúde do seu animal de estimação

Que alegria e excitação quando, pela primeira vez, um cão ou um gatinho nos entra porta adentro! no entanto, existem alguns cuidados essenciais para que tudo corra da melhor forma, tanto para o animal como para a família que o acolheu. É importante ter em atenção que, para além de todo o afeto que um animal lhe possa dar, este acarreta trabalho, disponibilidade de tempo, cuidados básicos e despesa.

Alimentação

Deve ter o cuidado de se informar sobre a ração que o seu animal estava a comer e mantê-la até à consulta com o seu médico veterinário, que deve ser o mais cedo possível. Este informa-lo-á sobre a melhor ração para a raça em questão e para a respetiva idade. Nunca substitua a ração de forma brusca, pois poderá provocar sérios distúrbios gastrointestinais ao seu novo amigo.

30

O seu animal tem alimentação específica. Não o habitue mal nem o prejudique. Não lhe dê guloseimas ou certos alimentos que lhe podem fazer mal (chocolate, gorduras, cebola, leite, citrinos, comida muito condimentada, etc.). Tenha sempre água à disposição. Os animais devem ser habituados a comer depois dos donos e sozinhos. Deste modo, estabelece-se a correta hierarquia como acontece na “matilha”. O líder (dono) sempre em primeiro lugar.

Vacinação

O objetivo da vacinação é a prevenção de doenças infeciosas comuns e potencialmente graves. A vacinação consiste na inoculação de um agente patogénico (antigénio), morto ou modificado, de modo a que não cause doença, para que o animal produza defesas (anticorpos) contra esse agente. Assim, ficará com mais hipóteses de combatê-la, se for infetado.


Hoje em dia usam-se normalmente vacinas polivalentes que protegem contra mais do que um agente em simultâneo. No cão: Esgana, Hepatite infeciosa, Leptospirose, Parvovirose, Tosse do Canil e Leishmaniose. No gato: Herpes, Calicivirose, Panleucopénia, Felv, entre outras. O tipo de vacinas administrado a cada animal depende do maior ou menor grau de risco de contágio face a uma determinada doença, da sua idade e do número de vacinas que já fez no passado. O plano de vacinação deve iniciar-se a partir das 6 semanas de vida no cão e das 8 às 10 semanas no gato. A primovacinação no cão é composta por 2, 3 ou 4 vacinações e no gato por 2. Depois, é necessário fazer revacinações anuais, de 2 em 2 anos ou de 3 em 3 anos, como é o caso da vacina antirrábica. Por vezes, podem ocorrer reações vacinais, tal como nos humanos, embora sejam muito raras e, regra geral, passageiras. A Leptospirose, a Leishmaniose e a Raiva são zoonoses, isto é, podem ser transmitidas ao Homem. A raiva é mortal tanto para os animais como para o Homem. A vacina antirrábica no cão é a única obrigatória por lei.

Desparasitação

A desparasitação é uma medida profilática sanitária muito importante, que consiste na eliminação dos parasitas do organismo do hospedeiro. Pode ser interna (parasitas intestinais, cardíacas, pulmonares e urinários) ou externa (pulgas, carraças, mosquitos, moscas, ácaros e piolhos). De preferência, os animais devem estar desparasitados antes da primeira vacinação. Ao desparasitar o seu animal está, não só a dar-lhe uma melhor qualidade de vida, mas também evitar um grande número de situações clínicas desagradáveis e a atuar em termos de saúde pública. Alguns dos parasitas intestinais, quer as lombrigas quer as ténias, podem afetar os humanos (zoonoses). O contacto direto com animais parasitados, com as zonas onde habitam ou fazem as suas necessidades fisiológicas, ou com objetos com os quais os animais brincam, pode originar o contágio das pessoas. O risco é maior para crianças, pessoas com problemas a nível do sistema imunitário e pessoas de

idade avançada. Os seres humanos podem sofrer as consequências dessas parasitoses de maneira semelhante aos animais, apresentando dores abdominais, problemas digestivos de pouca gravidade, dermatites e lesões oculares severas. Podem sofrer de anemia, diarreias e/ou vómitos, lesões nervosas graves e, no caso de algumas ténias, podemos assistir à formação de quistos hidáticos, que podem afetar desde o fígado, até aos, pulmões ou o cérebro. É conveniente que a desparasitação seja feita regularmente. Se tiver vários animais, é fundamental que faça as desparasitações em simultâneo a todos eles. Evite zonas onde habitualmente vagueiam animais abandonados. Lembre-se sempre de apanhar os dejetos que o seu amigo faz na via pública. Existem variadas apresentações de desparasitante, desde comprimidos, pastas, coleiras ou pipetas spot-on. Aconselhe-se junto do seu médico veterinário acerca da melhor opção para o seu animal.

Medicamentos

Os medicamentos de uso humano ou de outras espécies não são adequados e podem mesmo ser perigosos para os cães e gatos. Utilize apenas medicamentos

que sejam indicados pelo seu médico veterinário e siga corretamente as prescrições indicadas. Não interrompa o tratamento; na dúvida contacte-o. Guarde todos os medicamentos em lugar seguro e longe da vista ou do alcance de crianças ou animais e nunca retire os rótulos.

Identificação eletrónica/ Microchip

O microchip é um dispositivo eletrónico que é colocado através de uma injeção subcutânea praticamente indolor, no lado esquerdo do pescoço do animal. A cada dispositivo corresponde um número, que é lido por um leitor especial. Ao número estão associados os dados do animal, bem como os dados correspondentes ao seu proprietário. Fica assim estabelecida uma relação inequívoca entre o dono e o animal, de forma a prevenir o abandono de animais, bem como a sua recuperação em caso de roubo ou desaparecimento. Em Julho de 2008, passou a ser obrigatório para todos os cães nascidos depois dessa data. Nunca esquecer que um cão ou um gato, por muito querido que nos seja, é um animal e não um ser humano. Assim, é preciso ser tratado como tal, recebendo amor, carinho e cuidados básicos, mas sem cair em exageros. creio que eles agradecem! n

31


Porque as pessoas importam

Quem é quem no Grupo H Saúde Quais as suas funções? A minha função principal é ser recepcionista, no entanto o CMP é uma unidade inserida num meio ainda rural ao contrário das outras unidades, tendo características muito próprias, o que nos obriga de certa forma a ser polivalentes. Deste modo, a nossa função passa por ter componentes e características diferentes das outras clínicas, garantindo um atendimento mais personalizado. Além de todo o serviço inerente à recepção, fazemos o acolhimento e acompanhamento do utente desde que chega aos nossos serviços, damos apoio ao consultório, caso a especialidade ou as necessidades do utente assim o exijam.

Como se chama? Anabela Azevedo Quando começou a trabalhar no Grupo H Saúde? Comecei a trabalhar no Grupo H Saúde mais propriamente no Centro Médico de Pataias (CMP) em Dezembro de 2006

Como se chama? Eugénia Dionísio. Quando começou a trabalhar no Grupo H Saúde? Desde a sua constituição no ano de 2006. Fui, no entanto, funcionária do Centro Médico de Pataias desde 1985. Em 2006, o Centro Médico de Pataias foi adquirido pelo Dr. António José Henriques e integrou o Grupo H Saúde. Trabalhei no Centro Médico de Pataias, “Grupo H. Saúde”, até me ter aposentado em Fevereiro de 2018. Actualmente e já sem vínculo laboral com o Centro Médico de Pataias, fiquei muito sensibilizada por se terem lembrado de mim. Agradeço a amabilidade e o reconhecimento da gerência do Grupo H. Saúde, pelo convite a estar presente nesta rúbrica.

32

onde estava antes e o que a levou a candidatar-se? Na altura já tinha alguns anos de experiencia na área, como surgiu a necessidade de mais uma pessoa para o CMP, foi o Dr. António José Henriques que me convidou a fazer parte da sua equipa de trabalho ao que eu logo acedi com muito agrado.

Qual a sua maior preocupação e qual a sua maior alegria? A nível pessoal a minha preocupação e alegria principal é, sem dúvida alguma, sempre o sucesso e o bem estar dos meus filhos. Depois, logicamente, passará pela minha realização tanto a nível pessoal e familiar como profissional, pois daí decorre a minha estabilidade emocional e financeira, o que é bastante importante Tem passatempos? Gosto imenso de fazer caminhadas, socializar, adoro ir à praia e neste momento posso dizer que o que mais prazer me dá é conseguir usufruir de ter a minha família toda reunida. É uma situação que já não é muito comum visto ter filhos já em idade adulta. Quais os seus desejos para 2019? Desejo que seja um ano cheio de coisas boas como saúde, sucesso e tudo o que possa reunir as condições necessárias para sermos pessoas felizes. Estando inserida neste grupo de trabalho é obvio que desejo o maior sucesso para o Grupo H Saúde e o seu continuo crescimento n

Quais as funções que exercia? Exercia funções de rececionista, apoio logístico aos consultórios, esterilização de materiais e diversas limpezas associadas. Qual a sua maior preocupação e qual a sua maior alegria? A minha maior preocupação a nível pessoal será a manifestação de uma doença grave e incapacitante e a minha maior alegria é viver o dia-a-dia com saúde e sorte junto da minha família e amigos. Tem passatempos? Sim, regularmente, tenho cuidado com o meu desenvolvimento físico e mental, praticando caminhadas e “Yoga”. É muito importante que estejamos ocupados quando deixamos de trabalhar.

Quais os seus desejos para 2019 ? Muita saúde e harmonia para todos. Ao Grupo H. Saúde em especial, faço votos de boa ventura empresarial e aos seus administradores desejo saúde e sorte e a continuação de sucesso e prosperidade n


Especialidades Médicas e Terapias Dra. Margarida Mendes CO Dra. Mariana Bárbara CO Dra. Noémia Eleutério Silva PCB Dra. Raquel Balbino CO Dra. Raquel Marques CO Dra. Simone Marques PCB Dra. Sónia Rita PCB Dra. Rita Carreira PCB

Fisiatria

Dr. Pedro Graça PCB

Gastroenterologia

Dr. Edgard Panão PCB Dr. João Dinis Silva PCB Dr. Jorge Águas Dias CMP CO Dr. Rui Mesquita CO PCB Dra. Antonieta Santos CO Dra. Helena Vasconcelos CMP CO PCB Dra. Liliana Eliseu PCB Dra. Sandra Barbeiro PCB

Acupunctura

Dra. Fátima Gomes CO Dr. Francisco Fernandes CMP CO Dr. Marco Basso PCB Dr. Pedro Graça PCB Dra. Sylvia Silva CMP Dr. Victor Lopes PCB Dr. Vitor Lopes CMP

Alergologia

Dr. Camilo Leite CMP CO Dra. Manuela Fernandes PCB

Anestesiologia Dr. Rafael Pires PCB

Cirurgia Vascular Dra. Viviana Manuel PCB

Coaching

Dra. Elsa Gonçalves CO PCB

Dermatologia

Hematologia

Educação Especial

Dra. Helena Lameiras CMP PCB

Dra. Adelaide Borges CO

Endocrinologia

Audiologia

Dra. Ana Patrícia Meneses CMP CO PCB

Cardiologia

Estomatologia

Cirurgia

Dr. Amândio Matos CO PCB

Cirurgia do Pé

Dr. Franz Walter Boensch CMP CO PCB

Dr. Gonçalo Moura Ramos CMP CO Dr. Rui Lagarto PCB Dra. Andreia Antunes CO Dra. Isabel Riscado PCB Dra. Joana Faria PCB Dra. Paula Retroz PCB

Dr. César Martins CO PCB Dr. Lima Bastos CO Dra. Martinha Henrique CMP CO

Dr. Bernardino Pinho PCB Dra. Ana Cristina Ribeiro CMP Dra. Carolina Neves PCB

Dra. Carla Teixeira CO Dr. Carlos Andrade PCB Dr. Francisco Soares CO Dr. João Cristovão CMP Dr. Sidarth Pernencar CO

Ginecologia

Dr. André Gil CO Dr. David Ângelo CO PCB Dr. João Castro PCB Dr. Nelson Parreira CO Dra. Adriana Oliveira PCB Dra. Ana União PCB Dra. Ana Vieira PCB Dra. Elisabete Sousa CMP Dra. Fabienne Strahm PCB Dra. Joana Filipa Cunha PCB Dra. Liana Fernandes CO

Dra. Tabita Maia CO PCB

Hipnoterapia Clínica Medicina Desportiva Dr. João Melo CMP Dr. José Cordeiro Gomes PCB

Medicina Geral e Familiar Dr. Adérito Vaz PCB Dr. António Curado PCB Dr. Emanuel Simões CO Dr. Joaquim Antunes Santos PCB Dr. Jorge Araújo PCB Dr. José Cordeiro Gomes PCB Dr. José Gabriel Tomás Silva PCB Dr. José Pimenta PCB Dr. M. João Lameiras Figueiredo CMP Dr. Osvaldo Parreira CMP Dra. Delfina Carvalho CO Dra. Fátima Lorvão Figueiredo PCB Dra. M. Ivone Cruz CO

33


Medicina Interna Dra. Adelaide Afonso PCB

Medicina no Trabalho Dr. Élio Vasques PCB Dr. Emanuel Simões CMP CO PCB Dr. Manuel Rafael PCB Dra. Anabela Ribeiro CO Dra. M. Ivone Cruz CMP PCB Dra. Vânia Coelho PCB

Nefrologia

Dra. Cristina Cândido CO PCB

Neurocirurgia

Dr. Eduardo Bernardo PCB Dra. M. Céu Machado CO

Neurologia

Dr. Joaquim Cândido PCB Dr. Peter Grebe CO PCB Dra. Pureza Dias CMP CO

Nutrição

Dr. Henrique Pinto CMP CO PCB Dra. Alexandra Xavier CMP Dra. Ana Cruz Gaião CO

Obstetrícia

Dr. Gonçalo Moura Ramos CMP CO Dr. Rui Lagarto PCB Dra. Andreia Antunes CO Dra. Isabel Riscado PCB Dra. Joana Faria PCB Dra. Paula Retroz PCB

Oftalmologia

Dr. Carlos Aguilar CMP PCB Dr. Luís Miguel Violante CMP CO PCB Dra. Ana Fernandes CO Dra. Paula Castela PCB

Optometria

Ortopedia

Dr. António Lacerda Sales CO Dr. Carlos Cruz PCB Dr. Ciro Costa PCB Dr. José Mouzinho CMP Dr. Sérgio Martins CO PCB Dr. Tiago Paiva Marques PCB

Otorrinolaringologia

Dr. António Marques Pereira PCB Dr. Carlos Nabuco PCB Dr. Daniel Monteiro CO Dr. José Oliveira CO Dr. Mário Santos CMP Dr. Pedro Angelo CMP Dr. Tiago Costa CMP

Pé Diabético PCB

Pediatria

Dr. Vitor Póvoa CMP CO PCB Dra. Arminda Marques CMP Dra. Margarida Santos PCB

Pneumologia

Dr. Camilo Leite CMP CO Dra. Manuela Fernandes PCB

Podologia

Dr. Cristovão Polónio CO PCB Dra. Ana Parente CO PCB Dra. Anabela Vieira CO

Dra. Carla Ferreira PCB Dra. Cláudia Vieira CO PCB Dra. Cláudia Vitorino CO PCB Dra. Filipa Vaz CO Dra. Helena Lameiras CMP PCB Dra. Helena Pedrosa CO Dra. Luísa Morgado CMP Dra. Paula Cardoso CMP Dra. Susana Duarte CO PCB Dra. Susana Henriques CO PCB

Psicomotricidade

Dra. Teresa Cardoso CMP CO PCB

Psiquiatria

Dr. Cláudio Laureano CMP CO PCB Dr. Mário Simões CO Professora Dra. Purificação Horta PCB

Reiki

Dra. Cristina Santos CO

Reumatologia Dr. João Rovisco CO Dr. Jorge Silva PCB Dra. Sara Serra CO

Terapia da Fala

Dra. Carla Gomes PCB Dra. M. João Pedro PCB Dra. Margarida Cunha CMP PCB Dra. Marta Violante CO Dra. Sandra Coelho CMP

Preparação para o Parto

Terapia Ocupacional

Provas Funcionais Respiratórias

Urologia

Dra. Fátima Gomes CO

Dr. Camilo Leite CO Dr. Pedro Custódio PCB

Dra. Sara Nunes Marquês PCB Dr. António Oliveira CO PCB Dr. José Garcia CMP Dr. José Luís Coral PCB Dr. Ricardo Borges CO

Dr. Pedro Ramos PCB

Psicologia

Dra. Ana Catarina Baptista CMP PCB

CMP - Centro Médico de Pataias CO - Clínica das Olhalvas - Leiria PCB - Policlínica Central da Benedita

Centro Médico de Pataias

Clínica das Olhalvas

Policlínica Central da Benedita

Av. da Lagoa, nº 21 2445-202 Pataias t. 244 585 040 · tm. 967 388 689 · f. 244 585 041 e. geral@centromedicopataias.com 2ª a 6ª - 08h00 às 20h00 Sábado - 08h30 às 13h00

34

Rua das Olhalvas, Olhalvas Park, 1º 2410-198 Leiria t. 244 843 720 · tm. 967 386 480 · f. 244 843 729 e. geral@clinicadasolhalvas.com 2ª a 6ª - 08h00 às 20h00 Sábado - 08h00 às 18h00

Rua da Policlínica s/n, 2475-151 Benedita t. 262 925 610 · tm. 969 655 534 · f. 262 925 619 e. geral@policlinicabenedita.com Horário: 2ª a 6ª - 08h00 às 21h00 Sábado - 08h00 às 13h00 Domingos e Feriados - 09h00 às 12h00


Profile for Grupo H Saúde

Revista Grupo H Saúde Nº1  

Fique a conhecer todas as nossas novidades e informe-se sobre diversos temas ligados à saúde, qualidade de vida e bem-estar.

Revista Grupo H Saúde Nº1  

Fique a conhecer todas as nossas novidades e informe-se sobre diversos temas ligados à saúde, qualidade de vida e bem-estar.

Advertisement

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded