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DIVERSIFICAÇÃO EM UM ANO, PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E GERENCIAL (ATEG) PISCICULTURA AJUDOU A AUMENTAR A PRODUÇÃO DE PEIXES EM 48,5% EM LAGUNA CARAPÃ

Produção da piscicultura em Laguna Carapã deve crescer 48,5%, o valor bruto da atividade 49,60%, chegando a R$ 1,069 milhão

O Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Piscicultura, do Senar/MS, foi implantado há pouco mais de um ano em Laguna Carapã e tem ajudado, desde então, os produtores do município a obterem bons resultados com a atividade. Segundo o coordenador do programa, Pedro Décio Bigaton, entre as temporadas de 2016/2017 e a de 2017/2018, ocorreu um aumento de 28,6% na área de lâmina de água, que passou de 138,7 mil metros quadrados para 178,3 mil metros quadrados; e de 50,3% no número de peixes, que saltou de 174 mil para 261,5 mil unidades.

Com isso, a produção deve aumentar 48,5%, de 129,5 toneladas para 192,4 toneladas, refletindo no crescimento do valor bruto 49,60%, de R$ 714,8 mil para R$ 1,069 milhão. O grupo é atendido pelo técnico Andre Nunes. “Muitos já tinham os tanques, porém, desenvolviam a atividade sem acompanhamento técnico e gerencial. O serviço do técnico é levar essas informações, além dos custos, despesas, lucros e receitas, para calcular o custo de produção e definir um preço competitivo”, diz. O ATeG ajuda a modificar a história de produtores como Edemar de Souza, que trabalha há quatro anos com a atividade. A estimativa de produção neste ciclo é de 50 toneladas de peixe, desempenho que tem transformado a lavoura em atividade secundária. “Eu vendia bem, mas não tinha controle das receitas e despesas. Hoje tenho noção do que é controle e gerenciamento”. Das 20 propriedades assistidas pelo programa em Laguna Carapã, em sete a piscicultura já se tornou a principal fonte de renda. No município são produzidos a tilápia e os chamados peixes redondos como o pacu, o tambacu e a patinga. A implantação do programa no município ocorreu em razão da mobilização do Sindicato Rural. “A parceria vem impulsionar a atividade e fazer com que aconteça e que todos saiam ganhando. A assistência mudou a cabeça dos produtores, que fortaleceram a renda com a piscicultura”, comenta o presidente da entidade, João Firmino Neto.

HISTÓRIA TRABALHAR PELA PROFISSIONALIZAÇÃO DO PRODUTOR FOI DESAFIO DA FAMASUL ENTRE 1994 E 2006 Com uma economia cada vez mais globalizada, uma tendência que já vinha sendo praticada em Mato Grosso do Sul ganhou ainda mais importância entre 1994 e 2006, nas gestões de José Armando Cerqueira Amado e de Leôncio de Souza Brito Filho na Federação de Agricultura e Pecuária do estado (Famasul): a de profissionalizar o produtor para a atividade Livro deverá ser lançado em outubro deste ano agropecuária. Esse processo está descrito em detalhes no livro sobre a história da Famasul, que a jornalista Juliana Feliz escreve em homenagem aos 40 anos da instituição, e que deverá ser lançado em outubro deste ano. A escritora aponta que José Armando Cerqueira Amado detectou essa necessidade a par tir de uma viagem em 1996 a Europa, que fez a convite da Organização Internacional do Trabalho (OIT), onde ele teve contato com a produção rural em países como a Itália, a França e a Espanha e constatou que os produtores locais tinham altíssimo grau de profissionalismo, atingido por meio de cursos e capacitações. Isso

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permitia que eles tivessem acesso a mais informações e reduzissem os riscos da atividade. José Armando Cerqueira Amado teve atuação ímpar na história da Famasul. Esteve presente, ainda garoto, na reunião de constituição da federação em 1977, e depois na gestão de Eduardo Machado Metello, atuou como diretor-secretário. O aprendizado possibilitou que aos 32 anos assumisse a presidência da federação. Em sua gestão foi construída a nova sede da entidade, com espaço para abrigar o Senar/MS e o Funar/MS. Já na gestão de Leôncio de Souza Brito Filho, que assumiu a presidência em 2000, o novo milênio apresentava um cenário em que as novas tecnologias de produção estariam em evidência, o que levou a Famasul a continuar investindo na capacitação dos produtores e trabalhadores rurais por meio da parceria com o Senar/MS. Em sua administração, Mato Grosso do Sul conquistou uma grande representatividade no cenário econômico nacional, tornando-se o maior produtor pecuário do país, com um rebanho, na época, de 23 milhões de cabeças, e atingindo a quinta posição no ranking nacional de produção de soja. Como resultado desse crescimento, a agropecuária dinamizou o comércio, a arrecadação de impostos e a qualidade de vida da população do estado.

Informativo Sistema Famasul - Edição 15 / 2017  
Informativo Sistema Famasul - Edição 15 / 2017  
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