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JORNAL DA BROTERO

edição

MAR.18

Nº25


B

EDITORIAL

índice

O tema deste jornal está na ordem do dia, porque vivemos uma época em que a internet domina a nossa atividade diária. De facto, hoje é impensável vivermos sem estarmos online, porque não é possível desenvolver a nossa atividade, quer profissional, quer como estudante, sem essa ligação constante. A geração online, a que vocês pertencem, tem as vantagens que são reconhecidas, mas também tem o reverso da medalha. Qualquer jovem afirma que tem 200 ou 300 amigos nas redes sociais, mas, efetivamente, quantos amigos tem? Cada um deve fazer esta pergunta a si próprio, podendo chegar à conclusão de que são muito poucos, pois o convívio entre os jovens é mais virtual do que real, o que pode originar problemas de relacionamento social. O excesso de publicações sobre a vossa vida pessoal, que nunca desaparecem mesmo depois de apagadas, torna-vos vulneráveis no futuro, com consequências que, neste momento, não são mensuráveis. É, assim, importante que façam uma utilização segura da internet, devendo procurar ajuda quando se sentirem ameaçados e não se deixando enredar por situações menos claras que vos surjam. Para terminar, desejo boa sorte aos alunos que vão realizar estágio e/ou exames nacionais e o maior sucesso pessoal para os discentes, que, este ano letivo, concluirão o ensino secundário.

BREVES 3 - Dia do Perfil do Aluno, por Fernanda Madeira TEMA DE CAPA 4 - A Geração Online, por Pedro Falcão 5 - Humanidades Digitais, por Carolina Lourenço Simões 7 - Paradoxos (s)e(m) linha, por João Sá GRUPO DISCIPLINAR DE PORTUGUÊS, FRANCÊS E ESPANHOL 8 - La Chandeleur, por Isabel Monteiro GRUPO DISCIPLINAR DE EUCAÇÃO FÍSICA 9 - Badminton, por Teresa Silvano VISITAS DE ESTUDO 10 - Visita de Estudo à Assembleia da República, por Isabel Monteiro BIBLIOTECA 11 - Brotero Solidária, por Fernanda Madeira 12 - Concurso Nacional de Leitura, por Fernanda Madeira 13 - Exposição Gil Vicente, por Fernanda Madeira 14 - Exposições na Biblioteca, por José Vieira 15 - Internet + Segura, por Fernanda Madeiira PROJETOS 16 - Robô Smart Patrol, por João Sá 17 - Concurso TECLA 2018, por João Sá CONSELHO GERAL 18 - Conselho Geral 2018-2022, por Helena Dias Loureiro GRUPO DISCIPLNAR DE ARTES 19 - Fotografias Manipuladas, por José Vieira

O Diretor,

Manuel Carlos Esteves da Fonseca

REDAÇÃO ANTÓNIO MARQUES (COORDENADOR) EMÍLIA MELO FERNANDA MADEIRA ISABEL MONTEIRO JOSÉ VIEIRA

CAPA

NOTA DA REDAÇÃO

Sara Duarte (12º 2B)

Os textos e as fotografias que os acompanham são da responsabilidade do(s) respetivo(s) autor(es)


BREVES

DIA DO PERFIL DO ALUNO À SAÍDA DA ESCOLARIDADE OBRIGATÓRIA No dia 15 de janeiro, a escola participou na iniciativa nacional designada por “Dia do Perfil dos Alunos” e proposta pelo Ministério da Educação, em colaboração com a Federação Nacional de Associações de Estudantes dos Ensinos Básico e Secundário. Tratou-se de uma mobilização da sociedade civil e da comunidade educativa, num amplo debate sobre como poderá cada escola organizar-se para concretizar o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. As atividades desenvolvidas na Escola Secundária Avelar Brotero decorreram ao longo da manhã do dia acima referido. O professor João Carlos Lopes criou cartoons para cada uma das dez áreas de competências, que, com a colaboração da professora Ilda Rodrigues, foram legendados pelo texto oficial do Ministério da Educação. Foram assim realizados cinquenta cartazes que foram distribuídos pelas salas de aulas. Entre as 08:30h e as 10:15h, os professores e os alunos da escola debateram, nas respetivas aulas, a pertinência de cada uma das áreas de competências. No auditório da escola, realizaram-se dois workshops dinamizados pelo professor João Carlos Lopes, respetivamente pelas 10:30h e pelas 12:30h, e nos quais participaram as turmas 10.º 1B, 10.º 2A, 10.º 3B, 11.º 1B e 11.º 1F. Os alunos foram convidados a articular os cartoons distribuídos com textos que continham descritores das áreas de competências. A essa primeira tarefa, seguiu-se a projeção dos cartoons e a apresentação das conclusões dos alunos. Por fim, foi projetado um vídeo

com a canção dos Pink Floyd “Another Brick in the Wall”. Na Biblioteca da escola, realizou-se, pelas 11:15h, uma palestra dinamizada pela Dra. Teresa Pessoa e pelo Dr. Carlos Reis, docentes da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, subordinada ao tema “What’s up? Valores e Vidas Virtuais”, na qual participaram as turmas 11.º 2A, 11.º 3B e 12.º 1E. Pelas 11:30h, no auditório, realizou-se uma conferência dinamizada pelo Eng. Francisco Lavrador Pires, destinada aos delegados e aos subdelegados de turma, na qual participou também a turma 10.º 1F, tendo sido abordada a influência das novas tecnologias no futuro dos jovens. Procedeu-se ainda, pelas 11:30h, nas salas de aulas, através de um link fornecido pelo Ministério, à interligação com a conferência nacional na qual interveio o senhor Ministro da Educação, possibilitando assim que todos os alunos assistissem ao debate nacional realizado em Lisboa. No átrio da escola, expuseram-se trabalhos realizados por alunos do professor Valdemar Mendes, da turma 11.º 2A, que evocavam os valores constantes dos documentos referentes ao Perfil dos Alunos. A todos os alunos, foi distribuído um folheto, elaborado pela professora Ilda Rodrigues e ilustrado pelo professor João Carlos Lopes, no qual constavam as propostas para o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória.

FERNANDA MADEIRA

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TEMADE CAPA

A GERAÇÃO ON LINE Os adolescentes e jovens sobrevivem atualmente escravizados pela tecnologia e não apreciam plenamente a vida, pois vivem em função de ter, ou não, pelo menos um dos meios eletrónicos disponíveis no mercado. Como “eremitas”, refugiam-se em casa horas indefinidas com os computadores e respetivos jogos ou comunicando nas redes sociais e não desfrutam do ambiente ao ar livre nem das sensações e experiências que a natureza e o convívio social in loco proporcionam. No século passado, as crianças e os adolescentes eram felizes, brincando e jogando nas ruas, numa convivência sã, fundamental para o seu desenvolvimento físico e psicológico, cognitivo e emocional, construindo uma personalidade equilibrada e em que se “treinava” a vida social pela relação, por vezes até conflituosa, com os outros. Assim se forjavam autênticas amizades para a vida e se formavam atitudes perante a vida. Atualmente, uma grande parte dos amigos são virtuais com relacionamento à distância. O debate e o confronto de opiniões, em grupos de amigos, o próprio exercício da argumentação “cara a cara”, as vivências, ricas experiencialmente, com os demais, os “pares”, enfim, a descoberta de verdades “absolutas” e do “sentido” das coisas, com a partilha de saberes e experiências, práticas tão salutares, perderam relevância com o progresso da civilização e o avanço das tecnologias. Estas apoderam-se das pessoas e, em grande medida, controlam as suas ações e condicionam atitudes, pensamentos e emoções, alterando mentalidades, padrões culturais e valores. A utilização excessiva dos meios tecnológicos, “indispensáveis” hoje em dia, principalmente e para muitos, os jogos virtuais, conduz a um intermitente e gradual afastamento da realidade física e concreta e a desajustamentos nas relações interpessoais, sendo também, e em parte, responsável por comportamentos sociais desviantes: os adolescentes, vezes sem conta, não se afastam

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devidamente do mundo virtual de ficção que vivem durante horas intermináveis e em certos momentos e situações cruciais da vida quotidiana, não distinguem nitidamente o que é fictício ou real e, consequentemente, nalguns casos específicos, não consciencializam facilmente o que é moralmente correto ou não, nas “reais” relações humanas em sociedade. A Escola, desde o início da escolaridade, e a família têm o dever de educar, sobretudo as crianças e os adolescentes, para um uso moderado e adequado dos instrumentos tecnológicos de comunicação, alertando-os para o perigo, sobretudo na Internet, das manipulações a que frequentemente podem estar sujeitos e consciencializá-los para se defenderem dos abusos à sua privacidade. O problema não se centra nos próprios instrumentos tecnológicos, mas na sua omnipresença nas situações concretas das vivências diárias dos adolescentes e jovens, restringindo o contacto humano e desviando o interesse em muitas outras possíveis atividades que poderiam realizar. Por outro lado, é inegável que os computadores, os smartphones e tablets são, hoje em dia, principalmente por via da Internet, instrumentos fundamentais de acesso direto à cultura e ao conhecimento, permitindo a comunicação imediata com outros e facilitando e agilizando muitas das tarefas a realizar por cada um de nós e essa é uma das vantagens da tecnologia, que proporciona igualmente mais comodidade às nossas vidas, apesar de, por vezes, também redundar em mais stress e numa certa desorientação no viver de cada um. Podemos todos adquirir, em pouco tempo, conhecimentos gerais ou específicos de áreas muito díspares, úteis para a nossa formação pessoal e os alunos de diferentes níveis de ensino poderão desenvolver em pouco tempo, em casa ou na escola, competências e adquirir conhecimentos úteis para a sua formação académica. A Escola deve, por con-


seguinte, adaptar as novas tecnologias às estratégias de ensino-aprendizagem, em vez de proibir o uso de telemóveis e outros aparelhos tecnológicos em sala de aula, podendo assim facultar diferentes ritmos de aprendizagem e reinventar novas formas de ensino que, ao invés da simples transmissão de conhecimentos, consistam em estimular o aluno para a descoberta, por si mesmo, dos saberes e o exercício de capacidades. Este modelo de educação e formação iria provavelmente ao encontro das concretas necessidades dos

alunos, aproveitando a sua experiência neste domínio, despertando-lhes a motivação e a vontade de aprender. Usando, por exemplo, os tablets como ferramenta de trabalho escolar, que substituiriam os manuais de papel e os cadernos de apontamentos, e utilizando eficazmente os quadros interativos, a Escola poderia, com o eficiente e contínuo apoio e a profícua orientação dos professores, incentivar o empenho face ao estudo e à aprendizagem e promover-se como local sério de trabalho e de investigação. Seria a Escola centrada realmente no interesse do aluno e na individualização do ensino.

PEDRO fALCÃO

HUMANIDADES DIGITAIS Fomentadas pelas novas tecnologias e pelas ciências da computação, as humanidades digitais ocorrem num universo digital, abrangendo múltiplas e distintas áreas do conhecimento. O seu surgimento data de 2004, tendo, gradualmente, adquirido uma nova conceptualização até à atualidade. Desta evolução conceptual emergem algumas questões, nomeadamente no que respeita à definição das humanidades digitais, à articulação entre informação e conhecimento e à articulação entre memória e pensamento. As alterações ocorridas ao nível das principais estruturas sistémicas levaram a que as sociedades modernas repensassem e compartimentassem a construção e transmissão do conhecimento (Braga1, 2015). Desta divisão provêm novos domínios científicos autónomos, bem como a especialização dos meios simbólicos que os sustêm, ambos conducentes à expansão das fontes de mediação do conhecimento (ibidem). O recurso a novos meios de transmissão do conhecimento promove o processo de me-

diação entre o Ser humano e o conhecimento e, consequentemente, novas formas de processamento mental, que se refletem ao nível da memória, do pensamento e da aprendizagem. A palavra, no mundo digital, tem, simultaneamente, a função de signo e de palavra. O signo tem uma função remissiva, remetendo para informação que lhe é implícita e explícita. Neste sentido, é o significante que vai reforçar a sua função face ao significado, deixando de ser um símbolo linguístico para se converter num signo remissivo. Esta dupla função cria novas dinâmicas mentais e novos tipos de associações que se refletem na perceção e assimilação dos conteúdos e, consequentemente, na estruturação do pensamento do indivíduo. A imersão nos meios tecnológicos proporciona, deste modo, uma constante quebra do pensamento linear gerando, consequentemente, a dispersão mental. Ao ser desprovido de barreiras físicas e ao dispensar o registo presencial, o mundo digital desvaloriza aspetos cruciais no processo de ensino-aprendizagem, nomeadamente ao nível da capacidade de processar informação e de produzir novos conhecimentos e da concentração, fundamental para a memorização de conteúdos.

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De facto, a mente humana não consegue processar informação sem as barreiras físicas e sem um registo presencial. A memória vive dentro de uma espécie de superfície temporal e é inscrita na mente humana devido à dimensão espacial, ao passo que, no mundo digital, as barreiras do espaço são abolidas, prevalecendo a noção de tempo. O mundo digital é, assim, por excelência, o mundo do tempo. Neste sentido, as pessoas estão em contacto com dinâmicas que não anteveem a relação presencial e fazem constatações factuais em detrimento de reflexões ou opiniões pessoais. Também no âmbito da Educação, o discurso tecnológico tem ganho forte representatividade. O reforço de unidades curriculares científicas e técnicas com utilidade prática imediata tende a eliminar do currículo as humanidades, fundamentais para a construção e desenvolvimento da Humanidade. De facto, muitos dos adeptos deste discurso defendem que a crise na educação deriva do distanciamento do neófito relativamente às relações dinâmicas da sua realidade. Por conseguinte, a solução mais plausível será a aceitação da rutura com um passado através da implementação de medidas inovadoras de base tecnológica. É neste sentido que

surgem as novas “escolas do futuro”, que intentam recriar o espaço virtual transpondo-o para a realidade do aluno. Esta perspetiva sobre a Educação, além de assustadora, é extremamente preocupante, pois opta pelo lúdico face ao didático, descentralizando a escola da sua finalidade primeira: o desenvolvimento cognitivo e a fomentação do espírito crítico-reflexivo autónomo, gerador de liberdade. Ademais deste problema, as tecnologias preconizam, como anteriormente referido, um estatuto não presencial. O ensino à distância é exemplo disso. Ora, sendo o Homem um ser social, caraterística que o distingue das restantes espécies, não estarão as humanidades digitais a fomentar a desumanização? Não constituirão as tecnologias um meio de aparente socialidade e de aproximação entre o ser humano que vislumbram, perversa e paradoxalmente, o distanciamento daquilo que, de facto, representa o ser social? Braga, J. (2015). “Patologia da sequencialidade. Da interpenetração entre estruturas do pensamento e meios de transmissão do conhecimento”. Revista de Educação e Humanidades, n.º 8. 1

CAROLINA LOURENÇO SIMÕES Professora estagiária de Português e Espanhol

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TEMADE CAPA

S O X O D A PAR (S)E(M) LINHA

Chave de leitura: o carácter |, que se designa pipe, pode ser utilizado no âmbito dos sistemas operativos e da programação/codificação de programas informáticos como um canal de comunicação entre processos, como um operador lógico ou como operador binário OU.

JOÃO SÁ

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GRUPO DISCIPLINAR DE PORTUGUÊS, FRANCÊS E ESPANHOL

LA

CHANDELEUR La Chandeleur commémore la présentation de Jésus au Temple, quarante jours après sa naissance et sa reconnaissance par Syméon comme “Lumière d’Israël”. C’est en 472 qu’elle a été associée aux “chandelles” (d’où son nom!) par le Pape Gélase Ier qui, le premier, organisa le 2 février des processions aux flambeaux, reprenant au compte de l’Église, les rites païens des “parentalia romaines” et des “lupercales” dédiées au dieu Pan. Il aurait offert, aussi, des “oublies” - ou galettes - aux pèlerins. Ainsi serait née la tradition des crêpes. Le 7 février, on a fêté la Chandeleur à l’école. Les élèves de la classe du 12ème PS, avec leur professeur de Français , ont fait des crèpes et les ont offert aux professeurs qui étaient à la salle des profs, pendant l’intervalle des dix heures quinze minutes. On a mis des nappes rouges sur les tables et on a allumé de petites bougies. Les serviettes avaient les couleurs du drapeau français. Tout le monde a trouvé les crèpes délicieux et ils sont ‘disparus’ dans un clin d’oeil.

ISABEL MONTEIRO

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GRUPO DISCIPLINAR DE EDUCAÇÃO FÍSICA

BADMINTON GRUPO-EQUIPA DE DESPORTO ESCOLAR DA ESAB Nos dias 10 de janeiro, 7 e 28 de fevereiro, a nossa equipa de Badminton disputou 3 torneios para apurar os 3 melhores jogadores “singulares” e a melhor equipa, do género feminino e masculino da série G, composta pelas escolas E. B. S. da Quinta das Flores, D. Duarte, Agrupamento de escolas de Condeixa e, claro, a Escola Secundária Avelar Brotero. O apuramento representa uma participação no Torneio Distrital, competição com todos os alunos apurados das diferentes escolas de todo o distrito de Coimbra, que este ano se vai realizar na Escola de D. Dinis, em Coimbra, no dia 21 de março. Na competição de jogos “singulares” feminino, as alunas Sofia Soares (12º2A) e Beatriz Madeira (12º1B) conseguiram o apuramento, dominando sempre a competição, ficando, respetivamente, em 1º e 2º lugar. A terceira jogadora apurada foi a Filipa Lopes, aluna da Escola Secundária Fernando Namora de Condeixa, já habituada a estas “andanças”. A Sofia e Beatriz, em conjunto com a Catarina Teteto (12º3B) e a Sofia Mendes (11º2A) conseguiram ainda o apuramento para estarem presentes no “Distrital”, para a competição “por equipas”. Parabéns a todas pela excelente prestação e pela união que demonstraram. Na competição masculina, os nossos alunos, apesar de “lutarem” até ao fim, não conseguiram o apuramento, nem na competição de “singulares”, nem para a competição “por equipas”. Estiveram bastante perto, nesta última competição, uma vez que a escola Secundária de D. Duarte, que parecia estar a dominar, ganhou apenas no último de 5 jogos (que inclui 2 jogos de pares e 3 de “singulares”). Parabéns à determinação de todos e ao apoio incondicional das “meninas”, que os acompanharam até ao fim. Desejamos a melhor sorte às alunas que irão tentar estar presentes no Torneio Regional de Badminton de Juvenis, a acontecer no dia 21 de abril, em Albergaria-a-Velha.

Sofia Mendes, Catarina Teteto, Sofia Soares e Beatriz Madeira

António Cardoso (12º1A), Vitor Figueiredo (10º1G), João Tortas (12º2A), Hugo Santos (12º1E) e Daniel Seiça (11º1B)

TERESA SILVANO 09


VISITAS DE ESTUDO

VISITA DE ESTUDO À

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA As docentes Telma Martinho, Maria João Correia e Isabel Monteiro, professoras das áreas curriculares de Área de Integração e de Português, respetivamente, deslocaram-se, com os seus alunos das turmas do 11.º PSI e 11.º PMI, à Assembleia da República, numa visita de estudo, no dia 6 de dezembro. Esta visita inseriu-se no âmbito curricular da disciplina de Área de Integração, subordinada ao tema “A construção da Democracia”, e da disciplina de Português, no respeitante ao Texto Argumentativo e ao Discurso Político. Durante a manhã, houve a visita guiada ao Palácio de S. Bento e, à tarde, os alunos tiveram a oportunidade de assistir a um debate parlamentar, com a presença do Primeiro Ministro, Dr. António Costa. É de louvar o bom comportamento das turmas e o interesse demonstrado, quer na visita guiada, quer no debate parlamentar.

A consciencialização dos alunos para a importância da participação cívica e democrática, bem como o conhecimento de alguns aspetos da cultura portuguesa são essenciais para o seu crescimento cívico e intelectual. Saliente-se que o nosso Parlamento está instalado no Palácio de S. Bento da Saúde, em Lisboa, sendo que as suas origens remontam ao ano de 1598, ano em que a Ordem de S. Bento deu início à construção de um mosteiro que viria a acolher os monges negros de Tibães. De estilo neoclássico, este Palácio é a sede do nosso Parlamento desde 1834, após a extinção das ordens religiosas, ano que marca, através da Convenção de Évora Monte, o fim da guerra civil entre miguelistas (absolutistas) e os liberais, vitoriosos, liderados por D. Pedro I do Brasil.

ISABEL MONTEIRO

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BIBLIOTECA

BROTERO SOLIDÁRIA (SEMPRE)

Com os objetivos de promover o desenvolvimento de valores e atitudes, nomeadamente da cooperação e da solidariedade, apoiando assim a educação para a cidadania, a equipa da Biblioteca Escolar apelou à participação das turmas da escola na compra de um enxoval a entregar à Liga dos Amigos dos Hospitais da Universidade de Coimbra (LAHUC), destinado a uma criança recém-nascida numa das maternidades da cidade e cuja família estivesse a vivenciar carências económicas.

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Inicialmente dirigida às turmas, esta atividade do PAA da Biblioteca veio a ter também a colaboração individual de professoras e de funcionárias. Desde finais do mês de novembro até ao início do mês de janeiro, foram sendo entregues na Biblioteca ofertas coletivas e ofertas individuais. No dia 24 de janeiro, alunos representantes das turmas envolvidas nesta atividade, a professora bibliotecária, a assistente operacional da biblioteca, Alice Morais, e a Dra. Isabel Garcia, Presidente da LAHUC, dirigiram-se à Maternidade Bissaya Barreto para entregar o enxoval à Dra. Dulce Agostinho, Coordenadora do Serviço Social do CHUC.

A professora bibliotecária agradece a colaboração das turmas 10.º 1B, 10.º 1D, 10.º PSI1, 11.º 1B, 11.º 1F, 11.º 2A, 11.º PSI2, 12.º 1B, 12.º 1D e 12.º 3B, o apoio dos respetivos Diretores de Turma e da Subdiretora e a participação das professoras e das assistentes operacionais que colaboraram individualmente para que esta iniciativa se concretizasse.

FERNANDA MADEIRA

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA Está em curso a 12.ª Edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL), que tem como objetivos estimular hábitos de leitura e promover o desenvolvimento das competências de expressão escrita e oral. Tal como em edições anteriores, a organização geral deste concurso cabe ao Plano Nacional de Leitura 2027 (PNL2027), que se articula com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), com a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), com o Camões - Instituto da Cooperação e da Língua (Camões, IP), promotor da versão internacional desta iniciativa (CIL), com a DGAE / DSEEPE, versão lusófona, e com a RTP. O desenvolvimento do CNL ocorre ao longo de duas fases consecutivas: a fase regional, que engloba as provas nas escolas, nos municípios e nos territórios das comunidades

intermunicipais/áreas metropolitanas/associações de municípios, nas quais intervêm, de forma significativa, as Bibliotecas Escolares e as Bibliotecas Públicas; e a fase nacional, que é constituída por uma prova dirigida a todos os vencedores da fase regional e das Escolas portuguesas com ensino de português no estrangeiro. O primeiro momento do CNL, o das provas nas escolas, decorreu entre 8 de dezembro e 28 de fevereiro. Nesta etapa, o júri da escola Secundária Avelar Brotero procedeu à seleção da obra a concurso, organizou a prova e apurou a vencedora da escola. A obra selecionada foi o romance As velas ardem até ao fim, de Sándor Márai, e a aluna vencedora foi a Inês Lopes Rodrigues, da turma 12.º 1E. Os nossos parabéns à Inês e o desejo de que continue vencedora nas etapas seguintes!

FERNANDA MADEIRA

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BIBLIOTECA

EXPOSIÇÃO

GIL VICENTE

Está patente na Biblioteca, durante o corrente mês, uma exposição evocativa da vida e da obra de Gil Vicente, com especial destaque para a sua Farsa de Inês Pereira, por se tratar de uma obra que consta do domínio da Leitura Literária do Programa de Português do 10.º ano. O guarda-roupa e alguns dos adereços utilizados para a caracterização das personagens Inês Pereira, Escudeiro e Pero Marques foram gentilmente cedidos pela companhia de teatro Escola da Noite. Gil Vicente, que não se limitou a escrever peças de teatro, tendo sido também poeta, músico, ator e encenador, é considerado por muitos estudiosos o nosso primeiro grande dramaturgo, pelo que é frequentemente apelidado de “pai do teatro português”.

FERNANDA MADEIRA

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BIBLIOTECA

exposições na biblioteca OFICINA MULTIMÉDIA B DO 12º ANO

Foram apresentadas na Biblioteca da escola duas exposições que consistiram na seleção de trabalhos realizados por alunos de Artes do 12º ano: a primeira com uma seleção de propostas de capas para o Jornal da Brotero (em janeiro/fevereiro) e a segunda com fotografias manipuladas em Photoshop (em março). Ambas as exposições pretendem apresentar o que de melhor é realizado na disciplina de Oficina Multimédia, contribuindo, desta forma, para a promoção da autoestima dos alunos e para a divulgação à comunidade educativa do trabalho aí desenvolvido.

JOSÉ VIEIRA

Capas Jornal Brotero

Fotografia Manipulada

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INTERNET

SEGURA

Na semana de cinco a nove de fevereiro, prestou-se uma especial atenção à segurança na utilização da Internet. As escolas e diversas instituições promoveram atividades com o objetivo de alertar, sensibilizar e contribuir para a utilização adequada das tecnologias da informação, promovendo, assim, uma cidadania digital consciente, segura e responsável. Na manhã do dia nove de fevereiro, o professor João Leal dinamizou uma palestra na Biblioteca da ESAB, durante a qual transmitiu aos alunos presentes preciosos ensinamentos e advertências para que comuniquem com segurança e responsabilidade. Apelou a uma utilização adequada das redes sociais, alertando para os riscos decorrentes de uma utilização menos atenta e preocupada.

FERNANDA MADEIRA

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robô

PROJETOS

SMART

O projeto smartpatrol, que envolve os alunos José Lopes e Samuel Carinhas, do 11º 1F da Escola Secundária Avelar Brotero, no âmbito do clube PRODE, recebeu o prémio de desenvolvimento ao 15º Ciência na Escola, atribuído pela Fundação Ilídio Pinho, em cerimónia realizada na Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra. O clube PRODE participa, pelo terceiro ano consecutivo, no prémio Ciência na Escola, com projetos tecnológicos inovadores. Em todas as participações, os projetos apresentados foram selecionados entre os melhores para a mostra nacional. A criação do robô smartpatrol teve início este ano letivo e o seu desenvolvimento é agora reconhecido e apoiado por este prémio, devendo o protótipo estar concluído até ao final do ano. Consiste num robô móvel autónomo para monitorização e deteção de anomalias em ambiente doméstico, que contará com um conjunto de sensores para auxiliar na deteção de alterações no ambiente e identificar situações de alarme.

JOÃO SÁ Coordenador do Projeto

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PATROL


TECLA 2018

CONCURSO DE PROGRAMAÇÃO

BROTERO CONQUISTOU PRÉMIO PARA MELHOR EQUIPA DO 10º ANO À semelhança do que tem acontecido em edições anteriores, a Brotero participou este ano no concurso de programação TECLA - Torneio Estudantil de Computação multiLinguagem de Aveiro (http://tecla.estga.ua.pt/). O TECLA é uma competição organizada pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda, da Universidade de Aveiro, com o intuito de sensibilizar os alunos do ensino secundário ou equivalente para a área da programação de computadores. Segue as regras do International Collegiate Programming Contest (ICPC) e realiza-se em duas fases, cada uma com a duração de duas horas, em que os alunos terão de resolver até seis problemas com uma das linguagens de programação admitidas (C, C++, C#, Java, Pascal, Python, VB.NET), submetidos e validados em tempo real por um júri automático, designado mooshak. A fase preliminar realiza-se nas escolas de origem dos alunos participantes, e permite escolher as equipas que irão disputar a fase final. Este ano, na sua 10º edição, a fase preliminar decorreu no dia 7 de fevereiro, em 33 escolas do país, tendo a Brotero participado com 17 equipas, constituídas por 34 alunos do 10º ao 12º ano, de cursos profissionais e cursos científico-humanísticos, entre um total nacional de 243 equipas (486 alunos).

Das 17 equipas participantes na Brotero, 4 recorreram à linguagem de programação Java e as restantes à linguagem C#. A fase final contou com a participação das 25 melhores equipas selecionadas na fase preliminar, limitadas a três equipas por escola. A Brotero esteve representada pela equipa PRODE_Bot, constituída pelos alunos José Lopes e Samuel Carinhas, do 11º1F, classificada em 4º lugar na final. Como novidade na edição de 2018 do TECLA, para além das 25 equipas gerais, a organização decidiu apurar ainda as primeiras 5 equipas do 10º ano que não estivessem no grupo das 25, limitando esse apuramento a uma equipa por escola. Assim, a equipa LMAO da Brotero, também do clube PRODE, constituída pelos alunos Joaquim Milheiro e Paulo Garcia, do 10º1F, foi apurada entre outras 4 equipas nacionais do 10º ano, tendo obtido na final o 1º lugar para equipas do 10º ano. Os professores dinamizadores, Carla Neves da Costa Clara Marto Joao Leal João Sá Nuno Simões Pascoal Albuquerque

JOÃO SÁ 17


CONSELHO GERAL

CONSELHO GERAL Realizou-se, no passado dia 8 de fevereiro, a eleição dos/as representantes do pessoal docente e não docente, ao conselho geral, para o período 2018-2022. A eleição decorreu na sala de professores, das 8:30 às 18:15, tendo havido uma significativa participação. Foram eleitos 7 membros do corpo docente e dois do não docente, que se vêm juntar aos representantes dos/as alunos/as, dos

2018 2022

pais e encarregados de educação, entretanto já eleitos. A autarquia designou, a 27 de fevereiro, a sua representação, pelo que estão reunidas as condições para a tomada de posse dos membros eleitos e designados a fim de que possam escolher os membros representantes da comunidade. A reunião referida anteriormente ocorrerá no dia 19 de março, pelas 18 horas e 15 minutos, na sala A41.

HELENA DIAS LOUREIRO

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GRUPO DISCIPLINAR DE ARTES

FOTOGRAFIA MANIPULADA

OFICINA MULTIMÉDIA B 12º ANO

SELEÇÃO DE JOSÉ VIEIRA

Júlia Romualdo, 12 2B

Marta Simões, 12 2A

Samanta Mateus, 12 2B

Francisca Carvalho, 12 2A

Gabriel Figueiredo, 12 2A

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Rua Dom Manuel I, Coimbra 3030-320

Escola Secundรกria Avelar Brotero http://www.brotero.pt | http://issuu.com/esab125

Rua Dom Manuel I, Coimbra 3030-320 http://jornaisescolares.dge.mec.pt/2013/06/19/jornal-da-brotero http://www.brotero.pt | http://issuu.com/esab125 http://jornaisescolares.dge.mec.pt/2013/06/19/jornal-da-brotero

Jornal da Brotero Nº 25 - março 2018  
Jornal da Brotero Nº 25 - março 2018  
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