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JORNAL BROTERO

EDIÇÃO

Nº24

DEZ 17

50C1EDADE

CONSUMISTA


B

EDITORIAL

índice

BREVES 3 - Entrega de Diplomas, por Direção 4 - Pioneirismo na ESAB, por António Joaquim Pereira TEMA DE CAPA 5 - A Cultura Consumista, por Pedro Falcão 6 - Educação, Dignidade e Respeito, por Pedro Falcão 7 - World Consumers Day, por Helena Dias Loureiro 8 - Aula de Inglês, por Maria Helena Dias Loureiro GRUPO DISCIPLINAR DE PORTUGUÊS, FRANCÊS E ESPANHOL 9 - O Poder e o Valor da Imagem, por Carolina Lourenço Simões GRUPO DISCIPLINAR DE FILOSOFIA 10 - O Pensamento que “com-vida” a pensar - Sociedade de Consumo, por Helena G. Gonçalves BIBLIOTECA 13 - Encontro com o escritor Pedro Guilherme Moreira, por Isabel Monteiro 14 - Dia Nacional das Bibliotecas Escolares, por Fernanda Madeira 15 - Velhos Livros, Livros Velhos, por Fernanda Madeira 16 - Concursos, por Fernanda Madeira GABINETE DO ALUNO 16 - Dia Europeu da Alimentação e da Cozinha Saudável, pelo Gabinete do Aluno PROJETOS 18 - Programa de Mobilidade Internacional - Colégio de Campinas / Escola Sec. Avelar Brotero, por Guilherme Bozcon GRUPO DISCIPLNAR DE ARTES 21 - Capas Jornal Brotero, por José Vieira

P

ermitam que me dirija em primeiro lugar aos alunos que frequentam este ano pela primeira vez a Escola Avelar Brotero, desejando em meu nome e de toda a comunidade escolar que se sintam bem na Escola. Podem contar com o nosso apoio. O tema deste jornal, “Sociedade de Consumo”, é muito atual, dado que vivemos numa sociedade muito consumista, em que o primado do ter suplanta, infelizmente, o do ser. De facto, o excesso de consumo é muito fomentado pelas grandes cadeias comerciais, que têm enorme poder económico e muita influência no consumo, em especial nas camadas jovens, e esta época natalícia é muito propícia ao consumo, o que, muitas vezes, se sobrepõe ao verdadeiro espírito da época. Sejam, por isso, solidários, agora e ao longo de todo o ano, pois um colega vosso pode precisar da vossa ajuda. Para terminar, desejo a toda a comunidade educativa um Feliz Natal e um ano de 2018 com muito sucesso.

O Diretor,

CULTURA & LAZER 23 - A Vida Começa a Correr, por Manuela Areias - Até Mais Ver!, por Manuela Areias

Manuel Carlos Esteves da Fonseca

REDAÇÃO ANTÓNIO MARQUES (COORDENADOR) EMÍLIA MELO FERNANDA MADEIRA ISABEL MONTEIRO JOSÉ VIEIRA

CAPA:

NOTA DA REDAÇÃO:

Alexandra Silva (12º 2A)

Os textos e as fotografias que os acompanham são da responsabilidade do(s) respetivo(s) autor(es)


BREVES

ENTREGA DE DIPLOMAS DE: MÉRITO ACADÉMICO E ANTÓNIO AUGUSTO GONÇALVES Realizou-se, no dia 15 de outubro, no auditório, a cerimónia de entrega de diplomas aos alunos que, no ano letivo 2016/2017, se distinguiram quer do ponto de vista académico, quer por valores e atitudes relevantes. A todos estes alunos os nossos parabéns.

A DIREÇÃO

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BREVES

PIONEIRISMO NA ESAB

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o âmbito da PAP (Prova de Aptidão Profissional), obrigatória nos Cursos Profissionais, os alunos do 12º PMA1 estão a ser pioneiros em Portugal, envolvendo-se na competição automóvel. À semelhança de algumas escolas profissionais estrangeiras que “apadrinham” um piloto local, ajudando-o na preparação da viatura e na assistência em prova, também os nossos alunos decidiram responder positivamente ao desafio lançado pelo professor A. J. Pereira, que, ao longo dos anos, tem participado em diversas provas regionais e nacionais. Assim, coordenados e supervisionados pelo professor Pedro Caiano, constituíram-se dois grupos de trabalho para recuperar e melhorar duas viaturas de competição: um VW Golf GTI 16 V, de 1781 cm3 e com 129 cv, que ficou debaixo de água em resultado de uma inundação; um Seat Ibiza GTI 16 V, de 1984 cm3 e com 150 cv, que foi acidentado na Rampa da Penha, do Campeonato Nacional de Montanha de 2009, pelo piloto Martim Pereira. Entusiasmados com o projeto que desejam terminar até fins de Março, pretendem ver os carros na partida de algumas provas, onde assegurarão a assistência técnica e logística.

ANTÓNIO JOAQUIM PEREIRA


TEMADE CAPA

A CULTURA

C O N S U M I S TA

A

s sociedades são, na atualidade, mundos de consumismo. O exacerbado consumo de bens insere-se numa conjuntura de certa depreciação de valores que, desde tempos remotos, orientaram os humanos, especialmente valores morais e religiosos. O aviltamento desses valores é correlativo a uma inversão dos valores que estabelece contemporaneamente com novos critérios valorativos e diferentes hierarquias de valores, com predominância dos valores económicos: os valores materiais sobrepõem-se frequentemente aos valores espirituais e a cultura do “possuir cada vez mais” substituiu a do procurar “ser mais”. O individualismo e egoísmo traduzem, na generalidade, “modos de ser” caraterísticos da vida presente, apesar de existirem ondas de solidariedade e numerosos comportamentos altruístas, mais do que no passado, mas o consumismo que se verifica resulta, em parte, do querer ter mais, por vezes, mais do que os outros, manifestando também publicamente abundância e riqueza, sendo assim, é consumindo que muitos se sentem felizes. Muito provavelmente, o retrato psicológico do consumidor compulsivo será o de alguém que vive obcecado com compras e sem controlo sobre o seu comportamento, sem domínio das suas emoções e desejos, sem uma firme vontade própria e com objetivos indefinidos, deixando-se facilmente influenciar pelos constantes apelos ao consumo. Nos últimos anos, houve, nas sociedades, um acréscimo significativo de rendimentos e o consumo, muitas vezes descontrolado e irrefletido, é, em parte, consequência desse aumento do poder económico de muitas famílias. Também a publicidade manipula as mentes de pessoas que, abdicando da sua racionalidade, vivem apenas o momento imediato, segundo desejos, emoções,

vontades e tendências, deixando-se conduzir acriticamente pelo que os anúncios publicitários ardilosamente impõem como formas de vida e seduzindo-se com as modas do momento, sem refletir seriamente acerca da utilidade, vantagens ou desvantagens de certos produtos e consumindo muito para além das necessidades e outras vezes, mesmo acima das possibilidades. As técnicas de marketing, recorrendo a estratégias manipuladoras, persuadem as pessoas a comprar, mais ou menos inconsciente e involuntariamente, os produtos que promovem e, não raras vezes, ludibriando-as deliberadamente com o único intento de aumentar o lucro das empresas, sem preocupação, a maior parte das vezes, com os interesses e necessidades reais dos consumidores. Sendo por vezes agressivas e desonestas, essas técnicas de venda geram necessidades fictícias nos consumidores, persuadindo-os de que certos bens são essenciais ao seu bem-estar e aqueles creem nas qualidades e virtudes anunciadas de modo convidativo. Também, hoje em dia, as promoções em certos produtos, nas grandes superfícies comerciais, tornam esses produtos, de certa forma, irrecusáveis, sendo quase inevitável e inadiável, para o consumidor compulsivo, o tentador ato de compra. Desenvolver o espírito crítico e competências lógico-argumentativas para enfrentar a manipulação, identificar a incorreção das argumentações falaciosas desenvolvidas com o intuito de nos levar a consumir exageradamente, pode ser aprendido na Escola, sendo útil que os alunos, jovens consumidores, sejam alertados para os excessos dos comportamentos consumistas, indevidos em termos da aquisição de determinados bens, muitos deles estritamente necessários, mas outros completamente dispensáveis e, por isso, inúteis e assumam a prática de um consumo equilibrado e sustentável. A reflexão e o debate sobre esta temática com os jovens na sala de aula poderão contribuir para que, no futuro, haja cidadãos mais responsáveis e conscientes do que é realmente útil para o seu bem-estar e necessidades mais prementes e recusem criticamente os argumentos manipuladores e sedutores, encontrando a felicidade no que é essencial na vida e não no que podem ou não comprar.

PEDRO fALCÃO 05


TEMADE CAPA

EDUCAÇÃO DIGNIDADE E RESPEITO I ndependentemente do estatuto social, situação económica, ideologias, crenças, raça ou cultura, todos somos igualmente “pessoas”. No convívio dialogante com os outros, assumimos uma certa forma de ser e de estar no mundo e na vida. Não tem sentido, assim, qualquer discriminação, a maior parte das vezes motivada por sentimentos de superioridade, outras simplesmente por fobia à diferença. Todos temos direito à dignidade e ao respeito, sendo a grosseria e o comportamento desrespeitoso de alguns, consequência de má formação pessoal, moral e cívica. Sem uma sólida formação pessoal e do caráter, há quem instrumentalize os outros, usando-os como meios para unicamente satisfazer interesses próprios, criando-se, desse modo, muitas amizades fictícias porque interesseiras. As outras pessoas com quem nos relacionamos não são robots que possamos manipular, mas humanos como nós, com inteligência, sentimentos, emoções, vontade e ambições. A verdade, a justiça, a honra e uma autêntica amizade, são valores atualmente desprestigiados pelo poder do dinheiro e substituídos pela mentira descarada e o recurso sem escrúpulos à irresponsável e vil calúnia. A integridade de caráter vai cedendo lugar, na atualidade, à desonestidade, à surpreendente facilidade com que se trai um amigo ou ainda ao desavergonhado incumprimento de compromissos assumidos. A corrupção e a violência crescentes são também sinais do presente, contribuindo, de algum modo, para a degradação dos costumes e a subversão da ordem social e da justiça. Certas pessoas são indiferentes aos interesses, necessidades e desejos alheios e quando alcançam uma situação satisfatória em termos económicos e/ou profissionais e estatuto social elevado, julgam-se no direito de humilhar e estigmatizar os outros, tratando-os desumanamente e esquecendo que eles são da mesma natureza humana que a sua. Essas atitudes petulantes, que se revelam cada vez mais nas vivências humanas, resultam de uma errada educação e ineficiente formação, que torna as pessoas arrogantes e insensíveis aos direitos e à humanidade dos outros. Afinal, as atitudes de altruísmo, bondade, honestidade e respeito pelo próximo, podem e devem ser

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ensinadas e exercitadas e, nesse sentido, é evidente que a educação familiar e escolar, que recebemos desde tenra idade, tem um papel preponderante na formação de cada um de nós como “Pessoa”, incutindo valores fundamentais para o exercício da cidadania e a formação do caráter. Ela deve formar pessoas comprometidas, moral e socialmente, de modo a que realmente se tornem mais humanas, respeitando e dignificando cada um com quem as suas vivências pessoais se entrelaçam continuamente. Efetivamente, ninguém tem de concordar sempre com a opinião de outrem, nem de aceitar sem ajuizar, as ideologias políticas, crenças religiosas, atitudes ou mesmo as preferências clubísticas dos outros, mas temos todos, o dever de respeitar incondicionalmente as posições que o “outro” assume pessoalmente, desde que não nos afetem negativamente e preservem a nossa individualidade, sendo tolerantes e respeitadores das diferenças e da identidade específica de cada um, sendo, ao mesmo tempo, um direito de todos, a livre expressão do pensamento e a possibilidade de se afirmar na sua “Pessoa”.

PEDRO fALCÃO


WORLD CONSUMER RIGHTS DAY World Consumer Rights Day is an annual occasion for celebration and solidarity. More importantly it is a time for promoting the basic rights of all consumers, for demanding that those rights are respected and protected, and for protesting the market abuses and social injustices which undermine them. World Consumer Rights Day was first observed on 15 March 1983, and has since become an important occasion for mobilising citizen action. The eight basic consumer rights are: • The right to satisfaction of basic needs - To have access to basic, essential goods and services: adequate food, clothing, shelter, health care, education, public utilities, water and sanitation. • The right to safety - To be protected against products, production processes and services which are hazardous to health or life.

• The right to be informed - To be given the facts needed to make an informed choice, and to be protected against dishonest or misleading advertising and labelling. • The right to choose - To be able to select from a range of products and services, offered at competitive prices with an assurance of satisfactory quality. • The right to be heard - To have consumer interests represented in the making and execution of government policy, and in the development of products and services. • The right to redress - To receive a fair settlement of just claims, including compensation for misrepresentation, shoddy goods or unsatisfactory services. • The right to consumer education - To acquire knowledge and skills needed to make informed, confident choices about goods and services, while being aware of basic consumer rights and responsibilities and how to act on them. • The right to a healthy environment - To live and work in an environment which is non-threatening to the well-being of present and future generations. ([http://www.consumersinternational.org] Image: Barbara Kruger, Photographic silkscreen on vinyl , 1987)

HELENA DIAS LOUREIRO


TEMADE CAPA

AULA DE INGLÊS E que tal discutirmos o consumismo na aula de Inglês? The only reason a great many American families don’t own an elephant is that they have never been offered an elephant for a dollar down and easy weekly payments.

MAD Magazine

(MAD Magazine)

The poverty of our century is unlike that of any other. It is not, as poverty was before, the result of natural scarcity, but of a set of priorities imposed upon the rest of the world by the rich. Consequently, the modern poor are not pitied... but written off as trash. The twentieth-century consumer economy has produced the first culture for which a beggar is a reminder of nothing.

John Berger

John Berger

Advertising has us chasing cars and clothes, working jobs we hate so we can buy shit we don’t need. From the movie Fight Club (1999), based on the novel by Chuck Palahniuk Our enormously productive economy demands that we make consumption our way of life, that we convert the buying and use of goods into rituals, that we seek our spiritual satisfaction and our ego satisfaction in consumption. We need things consumed, burned up, worn out, replaced and discarded at an ever-increasing rate.

Fight Club

Viktor Lebow

HELENA DIAS LOUREIRO 08

Viktor Lebow


GRUPO DISCIPLINAR DE PORTUGUÊS, FRANCÊS E ESPANHOL

O PODER E O VALOR

DA IMAGEM

N

um mundo cada vez mais gráfico e tecnológico, a imagem surge como um dos principais instrumentos de transmissão de conhecimento, constituindo, cada vez mais, um recurso didático, por excelência, em contexto escolar. Contudo, representará a imagem uma fonte fiel e fidedigna da realidade? Potenciará o pensamento crítico-reflexivo autónomo dos alunos? Será, na verdade, um bom instrumento de transmissão de conhecimentos? Ou é, apenas, o produto de um ludismo emergente que corrói as práticas educativas tradicionais? Em primeiro lugar, importa referir, muito sumaria e sinteticamente, o significado do vocábulo. Uma imagem é uma “representação visual” de algo, de um objeto, pessoa, paisagem, etc. Em contexto didático, a imagem requer uma observação atenta, aspirando-se a uma reflexão crítica sobre o “objeto” representado. Neste sentido, é possível afirmar que, de facto, a imagem incita ao pensamento reflexivo, na medida em que ela nos faz interrogar sobre diversos aspetos nela representados e, em alguns casos, até nos aspetos omissos. Deste modo, a imagem é uma forma de produzir conhecimento, uma vez que nos leva a observar a realidade que nos rodeia de modo diferente. Atente-se na imagem seguidamente apresentada:

Nesta imagem é possível ver dois pintores, Pablo Picasso e Salvador Dalí, a pintarem um quadro inspirando-se no mesmo objeto: um ovo. Não obstante, cada um representa esse mesmo objeto de um modo distinto. Nesta sequência, surge uma questão: Se o objeto visualizado é o mesmo, qual a razão que motiva uma representação tão diferenciada? Esta questão conduz-nos a um pressuposto básico do funcionamento da imagem: a imagem é inequívoca. A imagem, per si, é uma representação plurissignificativa, que gera e produz sentidos, surgindo como um sistema semiótico1 . No entanto, a semiose produzida só pode ser ativada pelo seu recetor. É este que completa o sistema, não o encerrando em si mesmo e abrindo múltiplas possibilidades de leitura. Considerando o recetor o resultado das suas vivências pessoais, culturais e sociais, concluímos que cada sujeito interpreta esses sentidos mediante a sua perceção da realidade, a sua própria perspetiva. Logo, a ativação dos sentidos da imagem está dependente da subjetividade interpretativa do sujeito que a avalia. Tendo em conta estes pressupostos, verificamos que o sujeito não produz os significados, mas é ele quem os ativa. Ainda nesta linha de pensamento, verificamos que a imagem não é uma fonte fiel e fidedigna da realidade, ela é apenas uma representação de parte de uma realidade perspetivada pelo seu criador. Por conseguinte, Picasso representa o ovo consoante a sua perceção cubista daquilo que entende “ser um ovo” e Dali segundo a sua visão surrealista. Outro dos aspetos que importa enfatizar relativamente à imagem é o facto de cada sujeito selecionar determinados sentidos em detrimento de outros. Por outras palavras, a informação que uns consideram central, é considerada por outros periférica e irrelevante. Considerando a subjetividade subjacente a este processo, é lógico concluir que a transmissão de conhecimentos efetuada através da imagem pode resultar insatisfatória e incompleta se não for guiada. Em sala de aula, cabe ao docente orientar os seus alunos, com questões de suma importância, no sentido de estes captarem os significados e efeitos estéticos da imagem que pretende que sejam extraídos. Em suma, e, ao invés do que convencionalmente se afirma, “Uma imagem não vale mais do que mil palavras”, as mil palavras é que constituem a imagem. 1- Considerando que a leitura da imagem se processa de um modo análogo ao da leitura do texto literário, adotei o paradigma semiótico-comunicacional, eximiamente explicitado por Aguiar e Silva. Aguiar e Silva, V. M. de (2011). Teoria da Literatura. Coimbra: Livraria Almedina.

Fonte: http://horacerotam.com/vida-y-cultura/barcelona-reconcilia-dali-y-pablo-picasso/

CAROLINA LOURENÇO SIMÕES Professora estagiária de Português e Espanhol


O Pensamento que “com-vida” a Pensar SOCIEDADE DE CONSUMO

A

s obras de reflexão crítica de Jean Baudrillard, Herbert Marcuse e Gilles Lipovetsky sobre a sociedade de consumo, para só nomear os autores mais popularizados, promovem o prazer da leitura conjugado com a análise crítica. Vou tentar expor alguns aspetos baseados nos autores referidos cuja “família” de pensamento, no domínio das correntes filosóficas, constituem um certo ecletismo entre Psicanálise, Escola de Frankfurt (esta formula a articulação entre aplicação social da psicanálise com o marxismo crítico), e ainda o Estruturalismo. O conceito de reificação da consciência aplica-se ao consumismo e é uma noção próxima do conceito de alienação social, sendo mais extensivo e com menos carga política. Entende-se por consciência reificada o estreitamento, ou afunilamento do campo da subjetividade pessoal de cada

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um, significa perda de liberdade psicológica, por via do excesso de consumo, e passou a constituir uma das categorias sociológicas que ficaram da Escola de Frankfurt. É uma noção que pretende assinalar que, em vez de um alargamento de horizonte de sentido como é próprio de toda a cultura, o consumismo retira essa amplitude, esvazia de sentido, retira ao indivíduo uma mundividência estruturada em valores consolidados por uma tradição cultural, dado o seu imperativo do imediato, da voragem do novo produto, ou marca de consumo, do ciclo incessante de desejo, satisfação e compra. Não é alheio a este conceito de reificação, o de objetivação do homem, pelo qual se assiste à inversão da tábua tradicional de valores, em que a pessoa é objetivada, coisificada – como foi, por exemplo, e largamente, a força de trabalho humana – e os produtos ou mercadorias elevados à categoria do sagrado. O que Erich Fromm traduziu


GRUPO DISCIPLINAR DE FILOSOFIA na sua singela expressão do primado do ”ter” em detrimento do “ser”, sendo o ser identificado com o ter, e este nivelamento e reducionismo é responsável pela crise de valores anunciada por Nietzsche, quando anunciava o perigo do niilismo, perigo proporcional ao desenvolvimento tecnológico. A reificação ou afunilamento dos valores carateriza uma sociedade moderna que se autorrepresenta como sujeito soberano que domina e controla a Natureza. Consciência reificada é fruto da modernidade cuja racionalidade instrumentaliza tudo (Horkheimer), abandona os valores de contemplação pela Natureza, pelos valores do domínio, eficácia e manipulação. A sociedade técnica e industrializada produz objetos, bens necessários e também prescindíveis, descartáveis, mas que se impõem como necessários, daí que reificação da consciência está acompanhada pelo “fétiche da mercadoria”, conceito de Marx, constituindo uma das categorias sociológicas que resistiram ao tempo. Outro conceito relevante é o de” homem unidimensional” de Herbert Marcuse, assinalando a inversão da pirâmide dos valores, isto é, onde antes estava o domínio espiritual a culminar a hierarquia de valores da tradição, passa a estar o prazer, o corpo, os bens materiais que definem o hedonismo da sociedade moderna, o culto do material sem limites e sem pudor. Porém, Marcuse irá assumir uma crítica não só ética, defende um entendimento emancipatório desta cultura do prazer, retomando o princípio do Eros de Freud, mas também formula uma interpretação sociológica que acentua a libertação criativa provinda do Princípio do Eros, desde que este se desenvolva fora dos quadros de repressão do modelo capitalista, sustentáculo da sociedade de consumo. Um nome de referência nesta temática é o filósofo Jean Baudrillard, que nos presenteou com uma análise demonstrativa de como o consumismo empobrece a dimensão simbólica da consciência, em virtude do seu investimento se centrar no presente e no prazer imediato, sendo que este consumismo alimenta e expande o homem na sua dimensão narcísica, apostada no imaginário, distanciada de referências reais. Este primado do imaginário, em termos culturais, infantiliza o modo de estar, esvazia de historicidade e de conhecimento (consumimos, com ignorância histórica de como surgiu, em que condições e como se fabricam os produtos), o que se traduz no

comportamento do consumidor como um sujeito alheio a todo um processo industrial que apenas se limita a fruir sem conhecer, um sujeito passivo, que, no limite pode levar à compulsão do consumo. Baudrillard equaciona este processo crescente da vertente imaginária, na sociedade moderna, como uma dimensão que ganha espaço em detrimento da vertente simbólica da cultura e também em detrimento do sentido crítico, consciente da realidade. O poder do simbólico, como a Psicanálise mostra, é o poder das leis, dos valores norteadores de uma cultura, que são intrinsecamente repressivos, uma vez que a socialização passa pela interiorização dos padrões culturais e só se realiza à custa da disciplina e renúncia dos impulsos do indivíduo, ao longo do seu crescimento. Ora, como o consumismo investe no gozo imediato, no instantâneo, no homem enquanto desejo e inconsciente, este fenómeno em larga escala traduz-se num fenómeno cultural, em que o primado é dado ao imaginário, roubando espaço ao simbólico. Resumindo, uma sociedade que promove a fuga e o bem-estar em vez dos compromissos social, ético e político, que põe em crise a sua própria racionalidade porque tudo é um meio para obter a eficácia económica. Baudrillard irá mais longe, radicaliza a sua análise. Não se trata apenas do ciclo imparável industrial que cria ”falsas necessidades” para sobreviver como regime económico, trata-se de uma cultura da simulação e do simulacro, o artificial ganha um universo próprio. Constitui um espaço de signos com autonomia relativa, um universo que perde referências reais, tem défice de simbólico - valores, ideais, horizonte de sentido – e perda de sentido da realidade (na aceção freudiana), perda da noção dos limites como são por exemplo, a doença, a morte, os obstáculos e tudo o que oferece resistência à omnipotência do desejo infantil. Na linha dos contributos da semiologia, a sociedade de consumo não é apenas um sistema económico, é um sistema cultural associado aos mass media e, por isso, trata-se de um espaço de comunicação, com discurso, linguagem, códigos e imagens muito próprios. Os objetos da mercadoria transformam-se em signos. Por isso a afirmação de Baudrillard: “já não se consomem produtos, mas signos”, sem deixar de ser o consumismo entendido como uma estratégia de poder e elemento de distinção social.

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GRUPO DISCIPLINAR DE FILOSOFIA Finalmente Gille Lipovetsky, filósofo mais próximo de nós, atualmente vivo, cuja reflexão sobre o consumismo não é linear, irá também mostrar, como Marcuse, que há algo de libertador na cultura hedonista, sem deixar de formular críticas contundentes à sociedade de consumo. Este filósofo irá também reincidir no vazio emocional que o consumismo desenfreado gera, vazio criado exatamente pelo excesso de tudo, tal como o excesso de informação gera, por si, desinformação, assim a quantidade excessiva, pela sua banalização, pode ser geradora de apatia. No entanto, Lipovetsky debruça-se sobre este fenómeno, perspetivando a sua ambiguidade e complexidade. Na obra A era do vazio refere que os mesmos mass media que promovem a publicidade de produtos, são também os mesmos que promovem a solidariedade mediática, com as suas imagens. Nas suas últimas obras, cria o conceito de “cultura-mundo” e explora esta linha de análise. Em vez do consumo, como elemento de ostentação e diferenciador de classes, quer dizer de reprodução social, Lipovetsky reflete o consumo com uma instância cultural de partilha, não só de reconhecimento social, na aceção elitista, mas antes de sentimento de pertença a uma cultura, e que possibilita, simultaneamente, a necessidade individual de expressão. Segundo o autor de A era do vazio, do Império do Efémero, encontramo-nos numa fase pós do pós-moderno, tomando por adquirido que o pensamento pós-moderno consiste numa cultura que desacredita das doutrinas religiosas e éticas, que é cético relativamente às grandes ideologias do século XX, descrédito fundado no fracasso histórico das mesmas. Assim sendo, o pós-moderno

é o pensamento do frágil, de uma cultura que assume o relativismo e o individualismo a um grau exacerbado. Ora o consumismo, no séc. XXI, acompanha este movimento e, em torno da moda e das marcas, é implementada uma “galáxia do universo democrático”. Estamos perante o implemento da “cultura-mundo”, de um dispositivo geral planetário, em que uma marca de produtos é mais do que um produto, é uma cultura. Trata-se da cultura de massas, promotora do estilo, mas também uma cultura inclusiva, do sentimento partilhado, da inovação, do estético e do individual, valores presentes, inclusive, nas culturas hostis ao Ocidente, já que as mulheres muçulmanas, com poder de compra, partilham este universo de consumo, em que as marcas têm uma conotação social, como Zara (democratização do design), Benetton (sensibilização social dos Direitos Humanos), etc. Com o conceito de cultura-mundo, Lipovetsky designa o momento atual da sociedade, como hipermoderna: abandonamos a modernidade e suas referências estáveis, por uma sociedade hipermoderna, que tal como as novas tecnologias do hipertexto, está num movimento do hiperconsumo, corolário do hipermercado e de um tempo volátil. Afirma-se esta cultura hipermoderna por ser uma cultura descentrada, de unificação planetária; possibilita uma grande liberdade individual, em que a diversificação e o modo de ser heterogéneo (a título de exemplo, as múltiplas terapias na moda), é o espaço para a expressão individual. O corpo e o psicológico, para a pluralização dos gostos, que são como que mais um imperativo ético de cuidado pessoal e expressão individual. Esta interpretação de Lipovetsky suscitou imensas polémicas em França.

HELENA G. GONÇALVES

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BIBLIOTECA

ENCONTRO PEDRO GUILHERME MOREIRA

COM O ESCRITOR

Pedro Guilherme-Moreira nasceu no Porto, no Verão de 1969. Chegou, com sete anos, às mãos da professora Laura, sem saber fazer contas de dividir. Ela ensinou-o e ele pagou-lhe com uma fábula. Licenciou-se em Direito, na Universidade de Coimbra, e foi dos primeiros advogados a ganhar o Prémio Lopes Cardoso, com um artigo publicado, primeiro, na prestigiada Revista da Ordem dos Advogados, e depois, em livro. Aos vinte e cinco anos, decidiu publicar apenas aos quarenta, porque queria saber e escrever mais. Em 2012, foi agraciado com o prémio de poesia do Museu Nacional da Imprensa. A Manhã do Mundo aparece a meio do seu «dia», sendo o seu primeiro romance. Publicou, em fevereiro de 2014, o seu segundo romance Livro Sem Ninguém, obra finalista do Prémio LeYa em 2012. Lançou, em setembro do corrente ano, o seu terceiro romance, sob o título Saramaguíada. Esteve, pela terceira vez, na nossa escola, no passado dia 14 de novembro. Encontrou-se com alunos e professores, na biblioteca escolar, para falar da magia da escrita. Foram duas horas e meia a conversar sobre a vida e os livros, com os alunos que, entusiasmados, não arredarem pé até ao final. No seu último romance, Saramaguíada, Saramago recebe uma missão do próprio D. Quixote e vai precisar de um escudeiro (Charles) e de um rocim (Shadow). Fica, aqui, o aperitivo para quem tiver a curiosidade de o ler.

ISABEL MONTEIRO


BIBLIOTECA

DIA NACIONAL

DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES

N

o âmbito da comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares (MIBE), cujo tema para 2017 foi “Ligando Comunidades e Culturas”, realizou-se na Biblioteca da Escola, no dia 23 de outubro (Dia Nacional das Bibliotecas Escolares), um “Encontro de Culturas”. Para a Biblioteca, confluem produções culturais dos mais diversos lugares do mundo. Nas cadeiras da nossa escola, sentam-se alunos de diferentes nacionalidades. Esta multiculturalidade esteve em destaque no encontro acima referido, no qual participaram alguns dos nossos alunos oriundos de outros países ou com ascendência de outras comunidades, para partilharem aspetos culturais relacionados com as suas origens. Estiveram também presentes alunos da comunidade surda. Participou ainda deste encontro Diogo Bhovan, ex-aluno desta escola, cofundador e Presidente da Promundo, para nos falar da sua mediática viagem de descoberta de diferentes comunidades e culturas, “com apenas 1€/dia no bolso”. Complementando este evento, esteve patente na Biblioteca uma exposição alusiva aos países representados pelos participantes neste encontro.

FERNANDA MADEIRA

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LIVROS VELHOS LIVROSVELHOS

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ivros novos e velhos livros coabitam fraternalmente nas estantes lá de casa. A fruição da leitura de um novo livro associa-se ao prazer de reler, integral ou parcialmente, um velho livro. Basta que os meus olhos pousem num desses velhos companheiros para que logo me afaguem as boas lembranças do nosso primeiro encontro! Porém, aquele livro de capas desfeitas, número de páginas incompletas e amarelecidas pelo tempo era de um tempo que não deve voltar. Durante décadas, mantive-o numa estante como testemunho de uma visão da mulher “doméstica”, da “dona de casa”, quando ela de mais nada era verdadeiramente dona. Nem de si própria. Na mais recente reorganização das estantes, a presença daquele livro velho (nas diversas aceções negativas deste adjetivo) irritou-me. Rabugices que a idade traz? Talvez. A verdade é que se tornou presença indesejável e ofensiva. Destino a dar-lhe: papelão, para reciclagem. Afinal, os livros também se abatem. Mas antes… aproveitei algumas das suas folhas para concretizar uma ideia (alheia) de decoração natalícia. Será uma outra forma de reciclagem. Alterei o objetivo da existência dessas páginas para uma demonstração minimalista do desejo de Boas Festas à comunidade escolar. Boas despedidas do ano velho! Ótimo início do novo ano!

FERNANDA MADEIRA

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BIBLIOTECA

CONCURSOS O Concurso de Ideias “Ligando Comunidades e Culturas” – Prémio Teresa Calçada foi uma iniciativa com que a Rede de Bibliotecas Escolares comemorou, em 2017, o Mês Internacional da Biblioteca Escolar (MIBE), promovido anualmente pela International Association os School Librarianship (IASL). O desafio consistia na criação de um jogo original que permitisse aos utilizadores da Biblioteca abordar a temática proposta para o MIBE, de uma forma aliciante e lúdica. Aceitaram esse desafio, concebendo e realizando um videojogo, os alunos Samuel Carinhas, José Lopes, Vítor Simões, Carlos Ferraz e Carlos Roxo, do 11.º 1F, e os alunos Rodrigo Monteiro, Miguel Tobback e José Cruz, do 12.º PM1.

“Vamos Viver o Natal” é um desafio de ilustração, associado a uma obra literária, para um postal de Natal. Trata-se de uma atividade dinamizada em parceria com a Biblioteca Municipal e com as restantes Bibliotecas Escolares de Coimbra. Aceitaram este desafio duas alunas do Clube de Leitura, a Maria Inês Fonseca e a Patrícia Nunes, da turma 11.º 2A, que ilustraram o conto “Natal” de Miguel Torga.

FERNANDA MADEIRA GABINETE DO ALUNO

DIA

EUROPEU DA ALIMENTAÇÃO

E DA COZINHA SAUDÁVEIS

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semelhança do que, de alguma forma, aconteceu nos estados membros da União Europeia, o Dia Europeu da Alimentação e da Cozinha Saudáveis

foi celebrado no passado dia 8 de Novembro, na ESAB. A data foi lançada pela Comissão Europeia e pretende encorajar uma alimentação saudável nas crianças e jovens, a fim de travar o atual crescimento da obesidade infantil na Europa. O Dia Europeu da Alimentação e da Cozinha Saudáveis insere-se no âmbito de uma campanha mais vasta da Comissão para combater a obesidade, incentivando os cidadãos da UE a optarem por um regime alimentar equilibrado e a fazerem mais exercício físico. É na infância que se formam muitos dos nossos padrões de estilo de vida.


GABINETE DO ALUNO

Na União Europeia, metade da população adulta e um quarto das crianças em idade escolar tem excesso de peso. Os jovens com excesso de peso tendem a conservá-lo na idade adulta e têm mais probabilidades de se tornarem obesos. Para alertar para a necessidade de se manterem hábitos saudáveis na alimentação, a equipa do Gabinete do Aluno, em colaboração com o grupo da Educação Especial e a Biblioteca Escolar, assinalou o dia com a seguintes atividades: - distribuição de fruta e iogurtes pela comunidade escolar; - colocação de “individuais” na cantina com mensagens alusivas ao dia; - escrita e divulgação de provérbios sobre a alimentação; - construção de uma “Roda de Alimentos Solidária” com alimentos reais, oferecidos por todos aqueles que, na comunidade escolar, quiseram estar solidários com as vítimas dos fogos florestais, a quem foram posteriormente distribuídos. Esta atividade foi articulada com o “Magusto”, dinamizado pelo grupo da Educação Especial. Os dinamizadores congratulam-se com a adesão verificada, esperando ter contribuído para o cumprimento dos objetivos da comemoração deste dia.

GABINETE DO ALUNO

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PROGRAMA DE MOBILIDADE COLÉGIO TÉCNICO DE CAMPINAS - BRASIL / ESCOLA SECUNDÁRIA

N

o período de 9 a 19 de outubro de 2017, a Escola Secundária Avelar Brotero recebeu um grupo de estudantes composto por 6 alunos do Colégio Técnico de Campinas - COTUCA, Brasil - e o Professor Guilherme Bezzon, acompanhando os alunos. São alunos do 11º período de Mecatrônica e vieram pelo Programa de Mobilidade Internacional da Universidade de Campinas – UNICAMP, à qual o COTUCA pertence. O programa teve como objetivo realizar um conjunto de atividades no intuito de promover a cooperação acadêmico-científica internacio-

Durante o período do programa, os alunos participaram de diversas aulas em conjunto com os alunos da ESAB e também de encontros com professores de diversas áreas de ensino, como português, matemática, multimídia, automação, biologia e física:

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nal entre o COTUCA e a ESAB. Durante esse período, houve a integração dos alunos das duas escolas nas aulas teóricas, práticas, na oficina mecânica, no laboratório de sistemas automotivos, laboratório de automação, física e biologia. Os alunos do COTUCA também realizaram apresentações sobre as metodologias de ensino utilizadas na escola no Brasil e participaram de encontros com professores responsáveis pelas áreas pedagógicas da ESAB. A seguir, alguns momentos dos alunos em atividades práticas nas oficinas da ESAB:


PROJETOS

INTERNACIONAL AVELAR BROTERO - COIMBRA - PORTUGAL

Os alunos do COTUCA também participaram de um encontro com os alunos do Clube Prode de Robótica, coordenado pelo prof. João Sá, que apresentou alguns kits didáticos desenvolvidos pela equipe e utilizados para o ensino de robótica educacional e também diversos tipos de robôs projetados e construídos pela equipe como robô de sumô, robô contra

incêndio, robô que percorre labirinto transpondo obstáculos, além de projetos realizados na área de acessibilidade, como um colete e um cinto automatizado com sensores e atuadores para auxílio de pessoas surdas e cegas. Os alunos demonstraram o funcionamento de alguns robôs desenvolvidos pela equipe.

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PROJETOS

Destaca-se que, em uma aula do 11º ano de Automação e Comandos, os alunos do COTUCA apresentaram os projetos realizados na escola como: programação em rede de placas microcontroladas gogo real, programação de robôs e desenvolvimento de protótipos de kits didáticos automatizados para apresentação na Mostra de Trabalhos do COTUCA, projetos de monitoria, entre outros. Os alunos do Curso de Automação e Comandos da ESAB apresentaram os projetos em automação realizados, como programação de autômatos, CLPs e interfaces homem-máquina, utilizando kits didáticos desenvolvidos pela própria ESAB.

As atividades desenvolvidas proporcionaram a integração dos alunos do COTUCA com alunos e professores da Escola Secundária Avelar Brotero, permitindo que fossem vivenciadas experiências didáticas relacionadas às metodologias de ensino em disciplinas do ensino secundário comum e também do ensino profissionalizante. Com o desenvolvimento das atividades descritas, possibilitou-se aos alunos do COTUCA e da ESAB o contato com

metodologias de ensino em áreas de conhecimento básico e profissionalizante do ensino secundário, proporcionando um diferencial formativo, principalmente por estarem em contato com uma cultura diferente da sua, o que resulta em um estímulo do processo de aprendizagem no ambiente escolar, estimulando-se a capacidade de buscar novas perspectivas para os problemas de sua futura vida profissional.

GUILHERME BOZCON Prof. do Colégio Técnico de Campinas COTUCA - UNICAMP

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GRUPO DISCIPLINAR DE ARTES

CAPAS JORNAL DA BROTERO

PROPOSTAS PELOS ALUNOS DE OFICINA MULTIMÉDIA B DO 12º ANO Anualmente, é proposto aos alunos de Oficina Multimédia do 12º ano um trabalho de criação das capas do Jornal da Brotero inserido na Unidade Temática “Design Multimédia”. É proposto aos alunos um trabalho em torno das temáticas sugeridas pela equipa do jornal (este ano as próprias temáticas foram sugeridas pelos alunos). Partindo de uma maquete base (desenhada por um aluno em 2015), os alunos escolhem uma das temáticas, que depois trabalham ao nível do tema, escolhem/ produzem imagens, e dispôem os vários

elementos, selecionando fontes e cores e compondo a página final. Das capas realizadas, são produzidas cópias em pdf, que depois são entregues à equipa do jornal que as seleciona - uma por cada número a publicar. Este ano letivo serão apresentadas algumas dessas propostas para cada número, tal como uma exposição na Biblioteca no 2º período.

JOSÉ VIEIRA

EDIÇÃO

DEZ 17

50C1EDADE

O consumismo tornou-se a virtude da humanidade!

24

Sociedade

Consumista

CONSUMISTA

Rua Dom Manuel I, Coimbra 3030-320

DEZ 17

Jornal da Brotero

JORNAL BROTERO

Escola Secundária Avelar Brotero

edição

Nº24

Escola Secundária Avelar Brotero

Não te deixes aprisionar ao que te consome

Rua Dom Manuel I, Coimbra 3030-320

http://www.brotero.pt | http://issuu.com/esab125 http://jornaisescolares.dge.mec.pt/2013/06/19/jornal-da-brotero

http://www.brotero.pt | http://issuu.com/esab125 http://jornaisescolares.dge.mec.pt/2013/06/19/jornal-da-brotero

Alexandra Silva, 12 2A

Andreia Fonseca, 12 2A

Angela Fonseca, 12 2B

Priscilla Correia, 12 2B

Selecionada Edição nº 24

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GRUPO DISCIPLINAR DE ARTES

Sara Duarte, 12 2B

Inês Pereira, 12 2A

Diogo Ribeiro, 12 2B

Júlia Silva, 12 2B

Selecionada Edição nº 25

Catarina Ferreira, 12 2B Selecionada Edição nº 26

22

Alexandre Matias, 12 2B


CULTURA & LAZER

A VIDA PASSA A CORRER Mais, mais, mais, Depressa, depressa, Que o tempo voa. Na manhã que acorda Não olho o céu ou o sol, Apenas sigo as horas. Do frio ao calor Mudo a roupa E o andar. Não oiço os pássaros, Não sinto o mar. O tempo passa, Tanto para fazer E os dias a contar. Mais, mais, mais, Depressa, depressa. E a vida por viver. novembro /2017 Manuela Areias

MANUELA AREIAS

ATÉ MAIS VER! Não gosto da palavra adeus. É partida sem chegada, Sem esperança nem futuro. Também não gosto da palavra ausência. É física e definitiva. Não tem riso nem cheiro. É a não-presença Que dói e destrói. Gosto mais de dizer: Até breve, até um dia qualquer! NOVEMBRO / 2017 Manuela Areias

MANUELA AREIAS

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Escola Secundรกria Avelar Brotero

Rua Dom Manuel I, Coimbra 3030-320

http://www.brotero.pt | http://issuu.com/esab125 http://jornaisescolares.dge.mec.pt/2013/06/19/jornal-da-brotero

Jornal da Brotero Nº 24 - dezembro 2017  

Sociedade Consumista

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