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índice

TEMA DE CAPA 3 – A Arte Urbana, por Pedro Falcão 4 – Arte Urbana – O outro Lado, por Valdemar Mendes 5 – O Dentro e o Fora na Arte urbana - Museu, por Valdemar Mendes 7 – Aqui Viveu..., por Maria Helena Dias Loureiro 9 – Arte Humana, Arte Urbana, por João Sá VISITAS DE ESTUDO 10 – Escher na Alfândega do Porto, por Alexandre Santos (10 2A) 11 – Escher na Alfândega do Porto – Turma 10 2A visita exposição, por Maria Correia Santos (10 2A) 12 – Our Study Visit to Aveiro, por Bárbara Baptista et alia (Adriana Neves, David Gonçalves, Marco Lucas - 10 1G) GRUPO DISCIPLINAR DE EDUCAÇÃO FÍSICA 14 - Voleibol ESAB, por António Tendeiro, António Carlos Gomes 14 - Núcleo de Golfe, por António Tendeiro 15 – Campeonato do Mundo de Natação, Desporto Escolar - ISF, por António Tendeiro GRUPO DISCIPLINAR DE MATEMÁTICA 16 – Canguru Matemático, por Fernanda Isabel Duarte Pereira, Maria Teresa Silveira, Piedade da Costa Ferreira, Sandra Tremlet Tremelet 16 – Competições Nacionais de Ciência, por Emília Paredes ATIVIDADES 17 – Parlamento dos Jovens, por Helena G. Gonçalves 18 – Encontro de Clubes de Programação e Robótica, por Carlos Buco, João Sá 19 – Escolíadas 2019, por Manuel Carlos Esteves da Fonseca 20 – Mostra de Teatro Escolar, por Ilda Rodrigues 21 – Brotero Vence Concurso de Cartazes da Mostra de Teatro Escolar, por José Vieira

EDITORIAL

O tema deste jornal é muito atual, dado que a arte urbana interfere no nosso dia a dia, pois é mais agradável viver em espaços urbanos que tenham uma boa apresentação visual. A pintura de murais em zonas degradadas também cria espaços apelativos para o bem-estar pessoal, nomeadamente se desenvolverem temas relacionados com a preservação do ambiente e dos espaços urbanos. A arte pode, assim, traduzir-se, nos espaços verdes, contribuindo, dessa forma, para uma melhor harmonia nas zonas de lazer. Neste sentido, desejo que os nossos alunos de artes que venham a desenvolver parte da sua atividade artística na melhoria da qualidade da vida urbana. Desejo boa sorte aos alunos que vão realizar exames nacionais e umas boas férias para toda a comunidade educativa. Uma despedida especial para os alunos que terminam o seu secundário e que, no próximo ano letivo, vão frequentar o ensino superior ou integrar a vida profissional. Desejo-vos muito sucesso e felicidades. O diretor,

Manuel Carlos Esteves da Fonseca

BIBLIOTECA 22 – Máscaras no Estabelecimento Prisional de Coimbra, por Isabel Monteiro 23 – Programa Cientificamente Provável, por Fernanda Madeira OPINIÃO 24 - #SchoolStrike4Climate, por Matilde Roseiro (10 1A) GRUPO DISCIPLINAR DE ARTES 25 - Fotografias Manipuladas, por José Vieira CULTURA E LAZER 26 – Nunca Deixem de Sonhar, por José Araújo 26 – A ilha sem tempo, por Daniela Ferreira (11 1B) 26 – Vencer os Muros, por Carlos Ferraz (11 1F) 27 – 8 Março, por Manuela Areias

REDAÇÃO ANTÓNIO MARQUES (Coordenador) EMÍLIA MELO FERNANDA MADEIRA ISABEL MONTEIRO VITOR ROQUE JOSÉ VIEIRA (Design)

CAPA: Ana Santos (12º 2A) (A partir de uma imagem de Fin DAC)

NOTA DA REDAÇÃO:

Os textos e as fotografias que os acompanham são da responsabilidade do(s) respetivo(s) autor(es)


TEMA DE CAPA

A ARTE URBANA A arte urbana (street art), por muitos confundida com vandalismo, pois creem ser uma inadmissível invasão do espaço público e desrespeito pelos cidadãos, não é apenas uma arte mural que, expressando-se em paredes e muros das cidades, manifesta criativamente sentimentos, emoções, fantasias e atitudes críticas várias, a nível social e político, por meio de admiráveis desenhos em grafitti. É também a excelente manifestação artística pública da música, estátuas vivas no centro da cidade, malabarismo e palhaços, teatro de rua, mágicos e saltimbancos, pintores e caricaturistas que, com sedutora magia, enfeitam a cidade, tornando-a mais agradável e atraente e, extasiando adultos e crianças pela sintonia de sons, cores, gestos e imagens, cativam embelezam e vivificam as “almas”, apelando à sensibilidade artística que há em todos («O espelho é usado para ver o rosto; a arte para ver a alma» - G. Bernard Shaw). É arte e entretenimento que estes artistas anónimos de rua transmitem, não apenas aos turistas, mas também aos residentes, sendo plausível o pensamento do filósofo grego Pitágoras de Samos, que, de modo assertivo, proclama que o «Homem é o melhor espetáculo do Homem». É sobretudo, um modo gracioso de aceder à cultura e às artes, na medida em que, como arte independente e ao contrário de museus ou monumentos, não cobra preços para ser visitada e contemplada, facilitando assim a muitas famílias de menores recursos económicos, sem possibilidade de pagar para deambular por aqueles espaços culturais, mas interessadas na cultura (neste país, a cultura institucionalizada está ao preço do ouro), a possibilidade de admirar obras de arte autenticamente belas, imaginativas e deslumbrantes. A arte, como esplendorosa e superior atividade humana, tal e qual a filosofia e a religião, expressa o que de espiritual e mais íntimo carateriza o Homem e tenta descobrir o que de

oculto e essencial há no mundo, procurando revelar a “mão” criadora do inefável divino. Ela é «a autoexpressão, lutando para ser absoluta» (Fernando Pessoa), esforçando-se por dizer o indizível, exprimir o inexprimível (Leonardo da Vinci). Despertando em todos a curiosidade, intensas emoções e sentimentos puros, porque desinteressados, de agrado e prazer, a arte urbana é também a popularização da obra de arte e do espírito inventivo, exteriorizando o imaginário coletivo inerente ao ser humano. A arte de rua é, sem dúvida, um modo de arte contemporânea de qualidade, propagada por artistas efetivamente dotados e que nas pessoas incentiva e educa o juízo estético, permitindo a todos indiferenciadamente que vivam plenamente experiências estéticas. Não só a racionalidade diferencia especificamente a humanidade relativamente aos animais não humanos, mas também a criatividade artística que define o Homo Aestheticus, completando a totalidade do que é ser humano. Mas a arte não se centra apenas na criatividade e no poder fantasioso, sendo também através da criação artística que se incentivam competências cognitivas, visto que o simbolismo de qualquer obra de arte exige interpretação e concetualização, transportando-nos a um mais profundo conhecimento do real e elevando a sabedoria. Talvez por isso, o pintor cubista espanhol, Pablo Picasso, tenha afirmado que «a arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade». Em suma, a arte urbana, que estetiza os locais públicos e que não é enteada da Arte, sendo ela mesma arte autêntica, suscita em nós formas novas de visualizar o mundo e a vida, concebendo-os noutras dimensões para além do que de imediato e rotineiro nos é dado.

PEDRO FALCÃO 03


TEMA DE CAPA

ARTE URBANA De que estamos a falar quando falamos de arte urbana? De graffits ativistas ou de ilustrações gigantes executados em muros e em fachadas? Sejamos claros, uma coisa e outra são o que são, não são arte. O graffit ativista, distinto do graffit dos grafiteiros (Brasil), é uma manifestação que, ao mesmo tempo que acontece em anonimato, é sempre autoral e é uma manifestação egocêntrica. O graffiter acha que tem mais a dizer do que os que não são capazes de se manifestar plasticamente, baseando-se na ideia (e por vezes no equívoco) de que uma imagem vale por mil palavras.

O OUTRO LADO

O praticante de graffit ativista utiliza processos simples e imediatos que apenas se encontram sujeitos à figuração que suporta a ideia crítica. Geralmente, intervém no equipamento privado (sim, porque as fachadas das casas são propriedade privada sujeita a regras instituídas) ou no espaço público cedidos abusivamente pelos responsáveis por esses espaços. Nas ilustrações gigantes, pouco mais encontramos do que manifestações exibicionistas que exploram a possibilidade de serem realizadas em grande - UHAU! Frequentemente, encontramos a representação de figuras de destaque da sociedade, a exibição de situações meramente

Gerhard Richter, September, 2005

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ilustrativas e engraçadas assim como a rentabilização do trompe l´oeil (outro UHAU!). Os grafites dos grafiteiros são apenas decorações egocêntricas que exibem rubricas em espaços públicos, quando os seus autores, julgando que estão a embelezar, se esquecem de que, muitas das vezes, apenas realizam poluição visual. Para não falar de manifestações de que se desconhecem a sua origem e motivação. Já em 1987, os comboios, em Veneza, se encontravam cobertos de grafites. Ambas as manifestações, as do graffit ativista e as ilustrativas, são essencialmente pictóricas, que se encontram longe do que tem sido a evolução da pintura ao longo da história da arte, mesmo quando a pintura tem alargado o seu espectro de atuação e se coloca como pintura em campo expan-

O DENTRO E O FORA NA ARTE URBANA

dido. Quando se reconhece, apenas, a habilidade técnica, o exibicionismo figurativo (crítico ou “meloso”) e o impacto visual como considerações suficientes para o reconhecimento de determinadas representações como obras de arte, então é caso para dizer que o rei vai nu. E que dizer das questões do nosso tempo, como a omnipresença da imagem e do irrepresentável do(s) acontecimento(s)? Os grafites são imagens com uma força presencial específica e, muitas das vezes, autoritária, que aborda os assuntos na sua superficialidade plástica/visual.

VALDEMAR MENDES

MUSEU

Diferente das espalhafatosas e meramente ilustrativas manifestações de artes plásticas nos espaços públicos, em Coimbra, o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra, aquando da primeira edição de Anozero – Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra (2015), construiu um projeto artístico de Francisco Tropa – MUSEU (2001), uma escultura/equipamento que é, por si só, uma obra de arte com um programa de funcionamento determinado pelo artista. Para Francisco Tropa, “MUSEU é uma experiência artística destinada a pôr à prova as nossas ideias preconcebidas sobre o que é um museu, como funciona, quais são os seus objectivos. Fá-lo através da redução da escala de um museu, em termos de arquitetura e de colaboradores, até conseguir que possa ser compreendido num só olhar; expondo o seu funcionamento ao público; e, por último, apelando à participação directa do público nas suas actividades”.

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Na conceção de MUSEU, Francisco Tropa definiu, desde logo, um conjunto de regras para o seu funcionamento. Para além de exigir que a peça fosse construída numa área aberta (um parque, uma praça ou um terreno vazio), com a utilização de diferentes materiais, o artista definiu que o MUSEU deveria ser gerido apenas por três profissionais: um diretor, um curador e um conservador. O programa de exposições obedece, também, ao que foi idealizado por Francisco Tropa e que consiste, inicialmente, na publicitação de um convite à participação das pessoas, consequentemente, à realização de exposições que podem integrar dois objetos ou dois núcleos de objetos propostos por qualquer residente na cidade. No cumprimento de todo este programa, encontra-se a decorrer uma exposição de objetos proposta por dois habitantes da cidade – Memoriae, que se seguiu a uma outra intitulada, O Kremlin de Santa Clara. A fruição das exposições não apresenta qualquer condicionante, pois a visita é livre de encargos, pode acontecer em qualquer momento e é acessível a todas as pessoas.

MUSEU é arte urbana e é arte democrática. É uma peça artística e pública que apela, constantemente, à participação das pessoas, integrando-se, desse modo, como arte com compromisso político (mas não como arte politizada).

VALDEMAR MENDES

MUSEU, Francisco Tropa, Praça das Cortes, Coimbra, 2015

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TEMA DE CAPA

AQUI VIVEU... O número 67 da Folkingestraat, uma rua bem no centro da cidade holandesa de Groningen, a terra onde nasceram e vivem as minhas netas, tem uma porta diferente de todas as outras. Na correria do dia a dia das pessoas que por aqui passam a caminho do trabalho, ou no passear vagaroso e distraído dos turistas, esta porta pode, à primeira vista, parecer mais uma porta de madeira, no meio de muitas, numa rua cheia de vida. Olhando melhor, não é assim. A porta é de bronze e não tem maçaneta ou puxador. Não se consegue abrir, não leva a lado nenhum. É arte de rua, Het Portaal, uma obra de 1997 do artista plástico e músico holandês, Gert Sennema. A Folkingestraat é uma rua a

que volto sempre com o espanto e o prazer da confusão boa: uma rua comprida e estreita, cheia de lojinhas, cafés, bares, esplanadas, muitas bicicletas e muita gente. A Folkingestraat era, em 1942, quando o horror começou, a rua da sinagoga, o centro do bairro judaico de Groningen, a cidade universitária do norte da Holanda, hoje com cerca de 50000 estudantes, numa população de 190000 e, dizem alguns deles, aquela acima da qual não há mais nada: Er Gaat Niets Boven Groningen! Em fevereiro de 1941, quando foi decretado o registo de todas as pessoas judias, havia um total de 3187 habitantes da cidade, que preenchiam os critérios (ter pelo menos um avô judeu) para serem assim consideradas.

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TEMA DE CAPA

A 10 de julho de 1942, cerca de 600 homens judeus foram deportados, por ordem dos ocupantes alemães. Dois meses depois, a 30 de setembro, mais 110 e, no que ficou conhecido como a “razia” da noite de 2 para 3 de outubro, foram arrancadas das suas casas cerca de 650 mulheres e crianças judias. Foram levadas para o campo de concentração de Westerbork, ali perto, e, de seguida, para Auschwitz, Sobibor, Bergen-Belsen ou Theresienstadt. Os judeus que escaparam a esta primeira leva de deportações foram sendo detidos e transportados ao longo do resto de 1942 e, nos primeiros meses de 1943, tendo sido os últimos deportados em dezembro desse ano, num total 2550 judeus (93.6% da população judaica de Groningen). Sobreviveram 10. No final da guerra regressaram 120. Primo Levi, (1919 — 1987), escritor italiano, judeu, sobrevivente ao campo de extermínio de Auschwitz, onde permaneceu 10 meses, até ser libertado pelo Exército Vermelho, dedicou grande parte do resto da sua vida à divulgação da sua própria experiência e da dos 650 judeus italianos que com ele estiveram naquele campo de morte e de que saíram apenas 20. Nessa missão, cunhou a expressão “o dever da memória”. O dever de memória é um imperativo, talvez hoje, depois de 1945, mais urgente do que nunca, para que não nos esqueçamos do horror e para que a história não se repita. A cidade de Groningen contribui para esse dever com a colocação no espaço público de obras de arte como Het Portaal, bem como com as conhecidas Stolpersteine (as pedras onde se tropeça), do artista alemão Gunter Demnig que, a partir de 1992, começou a produzir estas placas de metal de 10 por 10 centímetros, que já são cerca de 70000 e podem ser vistas em 21 países da Europa. Reapropriando-se do dito alemão antissemita proferido quando se dava uma topada numa pedra mais saliente da calçada, «[…] aqui deve estar enterrado algum judeu […]», o artista quis, gravando os seus nomes e as datas de nascimento e assassinato, «HIER WOHNTE... Ein Stein. Ein Name. Ein Mensch» (AQUI VIVEU… Uma pedra, Um nome. Uma pessoa.), que as pessoas que passam tropecem na memória das pessoas

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humilhadas e ofendidas, exterminadas com método e deliberação para que delas não restasse nada.

Enganaram-se os assassinos e os seus cúmplices. Estas pessoas nunca foram, nem serão, esquecidas. Num momento em que a extrema direita, xenófoba, racista, homofóbica, desprovida de qualquer das qualidades que nos torna humanos, cresce eleitoralmente na Europa e noutros pontos do mundo, num momento em que já se instalou no poder em muitos países e que está em curso um processo de “higienização”, “naturalização” e banalização deste período da história da humanidade, cabe também à Escola este “dever de memória” e, com caráter de urgência, lembrar as palavras do poeta Jorge de Sena, escritas a pensar num outro horror e a propósito de um quadro de um grande pintor “chamado Goya, que tinha um coração muito grande, cheio de fúria e de amor”. Termina assim a “Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya”: «[…] quem ressuscita esses milhões, quem restitui não só a vida, mas tudo o que lhes foi tirado? Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes aquele instante que não viveram, aquele objeto que não fruíram, aquele gesto de amor, que fariam “amanhã”. E, por isso, o mesmo mundo que criemos nos cumpre tê-lo com cuidado, como coisa que não é nossa, que nos é cedida para a guardarmos respeitosamente em memória do sangue que nos corre nas veias, da nossa carne que foi outra, do amor que outros não amaram porque lho roubaram».

Saibamos honrar a memória destes mortos.

MARIA helena dias loureiro


arte humana arte urbana Toda a arte é humana, a humanidade é urbana, a cidade são pessoas, a vida são emoções, em tudo ligações. Cidade da aldeia, província da cidade, organizar o caos, baralhar a ordem, lançar a desordem. Arte é urbana, a urbe é humana, a arte é insana, a loucura chama, arte clama e reclama. Arte é solidão, procura de ligação. Medo de se perder, dúvida de encontrar. Vontade de se afastar, necessidade de procurar. Arte é obra, obra que não é arte. Arte de um tempo, tempo que não é parte. Arte que transcende o tangível, que persiste no invisível.

Qual a aparência da arte, terá toda igual essência? Qual a razão da arte, obrigará a conclusão? Perseguição da beleza, concretização da empresa? Arte institucional, do museu e da exposição. Arte informal, da rua e do chão. Arte radical, da maioria e da oposição. Arte é superação, subir sem chegar, caminhar sem passar, superar o insuperável, alcançar o inalcançável. Arte original, elevada fruição, deleite de uma elite, mera imitação, quem faz a avaliação? Barreiras por quebrar, limites da compreensão, janelas da nossa prisão, o que basta para amar, e continuar...

JOÃO SÁ

LINK, Moirika Reker / Gilberto Reis (Bienal AnoZero), Aqueduto S. Sebastião, Coimbra, 2015

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ESCHER

NA ALFÂNDEGA DO PORTO

No passado dia 30 de abril, a turma 10º2A realizou uma visita de estudo à Alfândega, na cidade do Porto, na qual teve a oportunidade de conhecer o mundo fascinante e insólito de Mauritz Cornelis Escher. Esta exposição permitiu-nos ter uma primeira abordagem sobre a genialidade das confusões conceituais, as ambiguidades da incoerência visual e a desagregação do pensamento para que as obras de Escher nos remetem.

A observação das suas gravuras também nos proporcionou um momento de reflexão sobre a relação entre a matemática e a arte. Pessoalmente, gostei muito de poder descobrir as soluções que Escher produziu relativamente à perspetiva cónica. Os comentários do nosso professor da disciplina de Desenho A, Valdemar Mendes, ajudaram-nos a completar as ideias da guia, remetendo-nos para outros sentidos do universo deste artista.

ALEXANDRE SANTOS (10º 2A)

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VISITAS DE ESTUDO

ESCHER

NA ALFÂNDEGA DO PORTO TURMA 10º 2A VISITA EXPOSIÇÃO O Centro de Congressos da Alfândega do Porto apresenta uma grande retrospetiva dedicada ao artista holandês Maurits Cornelis Escher. Nesta exposição, encontramos obras muito conhecidas de Escher, tais como Relativity (1953), que desafia as leis da gravidade. Nesta gravura, as escadas, ao levar as pessoas para cima e para baixo, criam efeitos paradoxais, o que revoluciona as regras tradicionais da pintura, e essa foi uma das razões para o quadro me cativar. Gostei particularmente desta imagem, pois apresenta uma diversidade imensa de características que são impossíveis de criar no mundo real. Talvez esta imagem seja uma metáfora da vida: Para onde vamos? Teremos ou não já o nosso caminho traçado? Onde fica a liberdade pessoal?

Sendo assim, estes homens, que sobem e descem a escada da vida, somos todos nós na encruzilhada da existência humana. Mas que sentido tem este desencontro entre estas figuras que nunca se cruzam? Tudo isto me deixa perplexa, uma vez que “ninguém é uma ilha”, pois parece-me que só com os outros encontramos sentido na vida. Perante o enigma de Escher, cada um de nós terá de encontrar a sua própria resposta.

MARIA CORREIA SANTOS (10º 2A)

Em cima: “Relativity”, Escher, 1953

Ao lado, versão de Hugo Simoês (12º 2A), 2018

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VISITAS DE ESTUDO

our study visit to aveiro Last 24th April our school class went to Aveiro on a school trip. We arrived at school at 8:00 a.m. and left by bus 25 minutes later together with our English, Biology and Physics teachers. As for the weather, the sun wasn’t exactly shining as the sky was full of clouds and the rain was about to fall. But that wouldn’t be a problem because all of us were sharing the same happiness of leaving school behind for a day. So, our bus trip was very funny as we sang all the way. We arrived in Aveiro at scheduled time, more exactly at 9:30 a.m. and our first stop was in Oficina do Doce, right opposite the main canal of this beautiful and attractive city, which is often called the Portuguese Venice. We were welcomed by a lovely lady who explained us how the famous local delicacies called Ovos Moles are made, their ancient history and recipe. We also had the chance to take part in the making process of these traditional sweets and eat one at the end. They’re really yummy! Then, about one hour later, we went to Infante Dom Pedro Park by bus. This is a beautiful park right in the middle of the city which is full of life and games to play and that used to be called Parque da Macaca because for several years it had been the home of a monkey.

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That is why the EduPark mascot is a sweet teddy monkey. There, surrounded by unique big trees, a very big lake and panels of ceramic tiles, we played a game based on a project called EduPark. The biggest goal of this project, which a group of academics from Aveiro University started in 2016, is to promote an original, attractive and effective method of teaching so that students of all levels can spend a lovely afternoon while learning without even noticing it. All we need to do is to install the EduPark app that they created and play a game in which we search for virtual treasures and collect points. So, with this app open, we were able to explore the Augmented Reality (AR) about the botanical and historical richness of this park by pointing the smartphone camera to the AR markers (plaques or tiles). To carry out this activity, we counted on the project coordinator, Lúcia Pombo, and other two members of the team who were always there to help us with any doubt. Therefore, we were divided into groups and were challenged to explore the park while answering an interactive quiz about it. At the


end, the three fastest groups answering that quiz were awarded with prizes. Yet, it really didn’t matter who won because we all had a great time! After finishing the quiz, we walked to Fórum Aveiro, where we had lunch and ate whatever we felt like. Our next stop was in Centro Municipal de Interpretação Ambiental (CMIA) where we watched a documentary film about the fantastic biodiversity of Ria de Aveiro and learned about some interesting curiosities of the animal species that inhabit it. By using binoculars, we also tried to observe some birds from the big terrace on the top of the building but, unfortunately, it was really windy so we weren’t able to see them.

We had planned to make a walk on the so-called Aveiro Via Ecológica Ciclável (VEC). However, the weather didn’t allow it as it started raining heavily the moment we left CMIA. Instead, we went to Costa Nova where we could eat some delicious tripas. Finally, we returned to our school in Coimbra. All of us were really tired and looking forward to going back home. Overall, and despite the weather, we really enjoyed this trip as it gave us the possibility to learn a lot in a different, practical and funny way. Bárbara Baptista et alia (Adriana Neves, David Gonçalves and Marco Lucas), 10.º 1G

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GRUPO DISCIPLINAR DE EDUCAÇÃO FÍSICA

voleibol

ESAB O Desporto Escolar da Escola Secundária de Avelar Brotero (ESAB) está, mais uma vez, de parabéns. Na modalidade de voleibol, escalão juvenil, a equipa feminina participou numa final four, tendo obtido o segundo lugar a nível distrital. A equipa masculina venceu o campeonato distrital, tendo, posteriormente, representado a escola, no campeonato regional, obtendo o quinto lugar. Importa destacar que, mais importante do que as classificações obtidas, é o prazer que os alunos evidenciam ao praticar o voleibol, no âmbito do Desporto Escolar, na Escola Secundária de Avelar Brotero.

ANTÓNIO TENDEIRO ANTÓNIO CARLOS GOMES

NÚCLEO DE

GOLFE

No âmbito do Projeto do Desporto Escolar, o grupo/equipa de Golfe DA Escla Secundária de Avelar Brotero terminou a sua participação no respetivo Circuito Regional, tendo os alunos que o constituem obtido bons resultados, atendendo ao facto de se tratar de um grupo que teve o seu primeiro contacto com a modalidade apenas este ano letivo. No Nível I “Principiantes”, participaram 76 alunos nos quatro Encontros Regionais realizados. Os nossos alunos obtiveram resultados muito positivos, que se refletiram na Classificação Geral Final: João Linhares (10º PMA2), em 3º lugar, e Yuri Pereira (10º PMA2), em 8º lugar. No nível II “Intermédios”, participaram 48 alunos. O Pedro Nogueira (10º 3A) obteve o 10º lugar, o António Martins (10º 3A) o 16º lugar, o Daniel Bogalho (10º PMA2) o 19º lugar, o Francisco Bogalho (10º PMA2) o 34º lugar e o Ricardo Oliveira (10º 3A) o 36º lugar. Outros alunos participaram em apenas alguns encontros, e consequentemente, os seus resultados não foram tão relevantes.

ANTÓNIO TENDEIRO

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cAMPEONATO DO MUNDO DE NATAÇÃO

DESPORTO ESCOLAR - ISF Realizou-se, no dia 7 de março, em Vila Franca de Xira, com a presença de 90 alunos representantes de 34 escolas, pertencentes às 5 Direções Gerais de Educação do país, a fase de apuramento nacional ao Campeonato do Mundo de Natação do Desporto Escolar, cuja prova, organizada pela ISF (International Sport School Federation), se realizou no Rio de Janeiro, de 18 a 23 de maio. A Escola Secundária de Avelar Brotero (ESAB) esteve presente com os alunos Gonçalo Margalho Marques (12º 3B), Bernardo Arzileiro (12º 1F) e Beatriz Tejo (11º 2ª), pertencentes ao Grupo Equipa de Natação do Desporto Escolar. Todos tiveram um excelente desempenho, sendo de destacar os alunos Gonçalo Margalho Marques e Bernardo Arzileiro, que, através das suas prestações, conseguiram ser apurados para representar a seleção nacional no referido Campeonato do Mundo. A ESAB congratula-se pelo desempenho dos seus alunos, destacando naturalmente, o resultado alcançado pelo Gonçalo e pelo Bernardo.

Os alunos Gonçalo Margalho Marques (12º3B) e Bernardo Arzileiro (12º1F) das turmas representaram a seleção nacional no Campeonato do Mundo de Natação do Desporto Escolar, prova organizada pela ISF (International Sport School Federation). A delegação portuguesa alcançou diversos resultados positivos, dos quais se destacam as medalhas de bronze por equipas, tanto masculinas como femininas, tendo sido ainda atribuído o prémio FairPlay à Delegação Portuguesa. Parabéns a todos. Continuem!!

FAUSTO PINTO ÂNGELO

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GRUPO DISCIPLINAR DE MATEMÁTICA

cANGURU

MATEMÁTICO Canguru Matemático Sem Fronteiras é um concurso internacional resultante da evolução de um concurso australiano, inventado pelo professor de Matemática, Peter O’Holloran, no início da década de 80, em Sidney. O seu objetivo principal era o de estimular o estudo e o gosto pela Matemática, atraindo os alunos que receavam esta disciplina e que ainda não haviam experimentado a sua vertente lúdica. No essencial, consiste num questionário de escolha múltipla e realiza-se uma vez por ano, no mesmo dia, em todos os países participantes. O seu pano de fundo é a divulgação da matemática elementar. Portugal participou, pela primeira vez, em 2005. A ESAB, que tem sido presença assídua nas competições anuais, sinalizou a deste ano, ocorrida no dia 21 de Março, com a participação de 32 alunos: 17 do 10º ano; 13 do 11º ano e 2 do 12º ano. Todos participaram com entusiasmo. Acreditamos que se divertiram a resolver as questões matemáticas e esperamos que, no próximo ano, voltem a participar e que tragam consigo novos colegas. A equipa organizadora, na Brotero: Cristina Maria Carvalho Brinca Machado Fernanda Isabel Duarte Pereira Maria Teresa Silveira Piedade da Costa Ferreira Sandra Tremlet Tremelet

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cOMPETIÇÕES NACIONAIS DE CIÊNCIA

CNC

Um grupo de alunos da nossa Escola participou nas Competições Nacionais de Ciência que decorreram na Universidade de Aveiro no dia 29 de abril. Destaca-se o bom comportamento de todos os participantes. Este ano, os melhores classificados da nossa escola foram o João Dias e a Sara Portugal, do 11º 1C, que obtiveram o 13º lugar no Mat1211ºano em 282 equipas e o 77º lugar no Gvida em 253 equipas. O Rafael Filipe David e o Gonçalo Almeida do 11º 1F obtiveram o 19º lugar no Fquest em 241 equipas. Parabéns a todos!

EMÍLIA PAREDES


ATIVIDADES

PARLAMENTO DOS JOVENS Tema 2018/19: + 2º graus centígrados no clima médio do planeta parece pouco, mas pode mudar a vida na Terra. Alterações climáticas. Reverter o aquecimento global. Nos dias 20 e 21 de maio, a Ana Beatriz Rosário (11º 1A), o Martim Costa (12º 3B), na qualidade de deputados do distrito de Coimbra, juntamente com os colegas da Escola Secundária de Soure e da Escola Secundária José Falcão, defenderam, em conjunto, na Assembleia da República, em Lisboa, o projeto de recomendação distrital, projeto esse que teve por base muito do trabalho desenvolvido pela nossa escola. A aluna Carolina Lemos (11º 1A) participou como repórter/jornalista nesta atividade.

A todos os que participaram ativamente neste projeto, com mais ou menos visibilidade (como as turmas do 10º 1ª, 11º 1A, 12º3 B, uma aluna do 11º 2B e alguns alunos dos Cursos Profissionais), nomeadamente os alunos e as alunas que formaram as listas e todos aqueles que enriqueceram a proposta da escola com as suas contribuições e intervenções nos debates realizados, quer com a Srª Deputada Margarida Mano, quer na sessão escolar, aqui fica expresso o reconhecimento da Escola. Um especial e pessoal agradecimento ao Sr. Diretor da Escola Secundária de Avelar Brotero, por todo o empenho, estudo, pesquisa e contributos apresentados ao longo deste processo.

HELENA G. GONÇALVES

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ATIVIDADES

ENCONTRO DE CLUBES DE

PROGRAMAÇÃO E ROBÓTICA Na sequência do convite endereçado pela Direção-Geral da Educação aos Clubes de Programação e Robótica (CPR), o Clube PRODE da Avelar Brotero participou no evento regional, no dia 25 de maio de 2019, através de uma exposição e de uma apresentação pública, que teve lugar no Porto, na Escola Secundária de Rio Tinto. Neste evento regional, a par com o de Lisboa, realizado no dia 1 de junho, foram apurados os melhores CPR, que estarão presentes no evento nacional, no dia 3 de julho de 2019. O Clube PRODE foi selecionado pelo júri para atribuição de prémios e para o evento nacional, entre os três melhores na categoria “veículos robóticos”, representado pelos alunos Samuel Carinhas (12º1F) e Joaquim Milheiro (11º1F).

CARLOS BUCO E JOÃO SÁ CARLOS BUCO E JOÃO SÁ

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ESCOLÍADAS 2019 Depois de um ano de interregno, a Escola Secundária de Avelar Brotero (ESAB) voltou a participar nas Escolíadas, desta vez na edição 2019. Recordamos agora o percurso da Escola até à final: – no dia 5 de maio, a ESAB ficou em segundo lugar, entre sete Escolas, na 1ª sessão do Polo de Coimbra, que se realizou no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz; – no dia 24 de maio, ficou em terceiro lugar na final do mesmo Polo, que se realizou no Teatro Aveirense, na cidade dos moliceiros. Nestas duas sessões, foram apresentadas as seguintes provas: - Teatro, ensaiado pela professora Helena Paula Santiago;

- Música e dança, ensaiada pela professora Ana Elisa Bravo e com a participação da professora Maria Luísa Oliveira; - Artes Plásticas, com a criação da aluna Joana Boavida; - Claque, ensaiada pelas alunas Juliana Gomes, Maria Lourenço e Taísa Paiva. De salientar que a participação nas Escolíadas permitiu que os alunos apresentassem em público as suas capacidades artísticas e, ainda, o convívio com colegas e professores doutras escolas. Às professoras que deram “corpo” a esta participação e, em especial, a todos os alunos e alunas participantes, os nossos parabéns e o nosso agradecimento. O diretor,

MANUEL CARLOS ESTEVES DA FONSECA

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MOSTRA DE TEATRO

ESCOLAR

Numa organização conjunta da Escola Básica e Secundária Quinta das Flores, da Escola Secundária Avelar Brotero, do Nova Ágora – Centro de Formação de Associação de Escolas e do Centro de Formação de Associação de Escolas Minerva, e o acolhimento d’O Teatrão, a XIV Mostra de Teatro Escolar

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de Coimbra decorreu, neste ano letivo de 2018/2019, entre 13 e 17 de Maio de 2019, na Oficina Municipal de Teatro, em Coimbra. Este ano estiveram presentes quinze escolas dos ensinos básico e secundário, com o seguinte calendário:

A todas as Escolas envolvidas apresentamos os nossos agradecimentos. Pela Organização, Ilda Rodrigues


ATIVIDADES

Fotografias da peça da Brotero “O Apela da Selva” de Luis Mourão

BROTERO VENCE CONCURSO DE CARTAZES DA XIV MOSTRA DE TEATRO ESCOLAR DE COIMBRA Os alunos do 11º ano do curso Profissional de Técnico de Multimédia, turma PM1, da Escola Secundária de Avelar Brotero (ESAB), ganharam o primeiro e o terceiro prémios do concurso de cartazes da XIV Mostra de Teatro Escolar de Coimbra, que decorreu entre 13 e 17 maio, na Oficina Municipal do Teatro.

No dia 16 de maio, antes da dramatização da peça da nossa escola, foram entregues os prémios aos alunos vencedores: Máximo Domador obteve o 1º lugar e Inês Pastor e a Eva Santos arrecadaram o 3º lugar ex aequo.

JOSÉ VIEIRA

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ATIVIDADES Cartazes premiados na Mostra de Teatro Escolar

3º Prémio (ex aequo): Beatriz Pastor e Eva Santos 1º Prémio: Máximo Domador

BIBLIOTECA

máscaras

no estabelecimento prisional de coimbra No dia 3 de abril, realizou-se mais uma sessão, no âmbito do projeto Vencer os muros e o silêncio – Ideias com Mérito, no Estabelecimento Prisional de Coimbra. Os poemas elaborados pelos reclusos, numa das sessões anteriores, foram alvo de dramatização. Desta feita, convidámos o ator e encenador, João Janicas, da Bonifrates, para orientar os trabalhos. Desde já, aqui fica o nosso profundo agradecimento pela sua disponibilidade, amabilidade e ótima performance. Os reclusos participaram, empenhadamente, nas diferentes atividades, começando por uma apresentação individual, seguindo-se alguns exercícios de domínio da voz e da

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respiração, passando pelo treino da dicção, com leituras de Mário Henrique Leiria, Bertolt Brecht, José Gomes Ferreira, Miguel Torga, Sebastião da Gama e Eugénio de Andrade, e finalizando com as leituras dos próprios poemas. Um percurso ascendente que os deixou surpresos com as suas próprias prestações. Uma tarde em que as grades pesaram menos e uma réstia de sol penetrou nos seus olhares. Citando Carlos de Oliveira, in Terra de Harmonia: “A noite é a nossa dádiva de sol aos que vivem do outro lado da Terra.”

ISABEL MONTEIRO


BIBLIOTECA

programa

cientificamente provável Desde a sua criação, a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) tem norteado o seu trabalho por uma filosofia em rede, através do desenvolvimento de projetos e parcerias com as mais diversas instituições da sociedade civil, entre as quais instituições de Ensino Superior, Ciência e Tecnologia. Com o objetivo de intensificar esta cooperação e de estabelecer formas de ligação mais estreitas entre o sistema de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o ensino Básico e Secundário, a partir das bibliotecas, lugares favoráveis a este encontro e a esta troca, foi criado o Programa Cientificamente Provável. Pretende-se com este Programa que se estabeleçam parcerias autónomas, flexíveis e que perdurem no tempo. São objetivos mais específicos destas parcerias: contribuir para o enriquecimento dos percursos formativos dos jovens; reforçar a motivação dos jovens para a aquisição de conhecimentos e para o prosseguimento de

estudos superiores; desenvolver nos jovens competências de investigação, de comunicação e de literacia de informação; envolver os jovens em dinâmicas de ciência cidadã e práticas de aprendizagem colaborativa. No âmbito deste Programa, a Biblioteca Escolar da Escola Secundária Avelar Brotero contribuiu, no corrente ano letivo, para o estabelecimento de parcerias entre a Disciplina de Biologia (12.º Ano) e as seguintes instituições do Ensino Superior: a Unidade de Investigação em Ciências da Saúde - Enfermagem (UICISA: E) e o Centro de Investigação em Antropologia e Saúde. Participaram na implementação destas parcerias a professora Margarida Campos e a professora Teresa Fonseca, respetivamente com os alunos das turmas 12.º 1D e 12.º 1C.

fernanda madeira

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OPINIÃO

#SCHOOLSTRIKE4CLIMATE A minha vida escolar não se resume a notas. É muito mais do que isso. Às vezes temos de ensinar aos adultos aquilo que eles não são capazes de nos ensinar. A culpa desta greve não é nossa. Nunca foi. Não era necessário chegarmos ao ponto de eu ter de faltar às aulas para me fazer ouvir e tentar ter um futuro saudável. Eu ainda não posso escolher os líderes do meu país, mas tenho de arcar com as consequências dos atos deles. Aliás, com as consequências da falta de ação da parte deles. Saí prejudicada nesta situação toda. Faltei às aulas, tive falta injustificada, por tentar lutar pelo FUTURO DE TODOS, incluído do Sr. Ministro da Educação e dos dirigentes escolares. E para quê? Para tentar abrir os olhos aos representantes do meu

país e fazê-los entender que o combate às mudanças climáticas tem de ser a prioridade? E será que eles nos vão dar ouvidos? É o futuro da MINHA GERAÇÃO que está em jogo. Nós unimo-nos para impedir os decisores políticos e económicos de queimarem o nosso futuro. Não vai ser uma falta injustificada que me vai queimar o futuro. Vão ser vocês, se não tomarem uma ATITUDE já. Não quero ter 35 anos e estar presa numa cama de hospital. Eu tenho o poder de mudar as minhas atitudes e por isso vocês também têm. Esta não é só a minha causa. Esta causa é de todos e tem de ser todos. Eu queria ter um futuro. Será pedir muito?

MATILDE ROSEIRO (10º 1A)

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GRUPO DISCIPLINAR DE ARTES

FOTOGRAFIAS MANIPULADAS

Alguns trabalhos realizados por alunos do 12º 2A em Oficina de Multimédia B

Ana Cristina Ferreira

Beatriz Salgado

Madalena Antunes

Ana Martinez

Sofia Mendes

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NUNCA DEIXEM DE SONHAR ...MAS SEJAM FELIZES Não me perguntem nada, mesmo nada Do que tenho e não tenho para dizer… A minha voz não pode estar calada Enquanto à minha volta eu vir sofrer! Maravilhoso dia será esse Quando os homens, num canto universal Se unirem de mãos dadas no interesse Do Mundo para todos ser igual Este quadro divino da natura, “Pintado” pela mão do professor. De que esta bela escola é moldura Quando as pereiras estão em flor. A nossa Escola é assim, Seus encantos não têm fim… Grande abraço e obrigado à turma do 11.º 3A do ano letivo de 2017/2018

VENCER OS MUROS

JOSÉ ARAÚJO

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Vencer os muros, a solidão Na constante procura do tempo Da mãe natureza, ébria e húmida, Com orvalhos de trovão Batendo compassada no rosto enxuto De um coração de mãos largas Sobre um alzheimer de promessas Ardendo no rosto de Deus… Sobre uma glória distante De silenciosas promessas Por haver um partir de luz Sobre um girassol Fruto do tempo, numa Glória distinta Do silêncio M. P. (Texto produzido por um recluso do Estabelecimento Prisional de Coimbra no decurso da oficina de escrita realizada no âmbito do projeto da biblioteca escolar “Vencer os Muros e o Silêncio”)

A ILHA SEM TEMPO Lá longe mas sob o mesmo céu o suave roçar das teclas preenche a saudade permanente que, quando cessa, logo regressa pelo relógio que se apressa Talvez não seja prudente perante um rivalismo tão evidente desejar um momento, ainda que escasso, em que o oceano não nos separasse Se eles vissem o que perdem a cada ameaça que desferem mas não podem os olhos ver o que a mente tenta combater Deve ser doloroso lutar com todo o fôlego contra a própria razão só para não abrir o coração Então rimos juntos, mas divididos, codificando cada mensagem recusamos tomar partidos e partilhamos mundos sofridos por preconceitos mal concebidos e um ódio sem sentido.

DANIELA FERREIRA(11º 1B) (Poema que alcançou o segundo lugar na fase de escola do concurso “Há Poesia na Escola”. Tema do concurso: “Interculturalidade”. Atividade colaborativa da Biblioteca Escolar e da Disciplina de Português.)


CULTURA & LAZER

NÃO É FÁCIL Nasceu na zona mais tranquila nasceu na zona mais chique a minha mãe é uma portuguesa nascida em Moçambique ela respirava liberdade a cada canto sentia amor pela sua terra mas foi forçada a fugir para Portugal por causa da guerra veio de um país onde tinha tudo para chegar a outro de mãos a abanar um país tão limitado onde os retornados não sabiam se eram retornados por voltar a Portugal ou por voltar ao passado

8 MARÇO

DIA INTERNACIONAL DA MULHER CONTRA A VIOLÊNCIA!

As palavras proibidas São os gritos abafados Que ninguém quer ouvir. Os dedos entrelaçados São as garras de rapina Que me rasgam a vontade de partir. E os braços que me enlaçam São amarras de ferro Que me impedem de voar. Perco a força de mudar. Fico só na solidão.

MANUELA AREIAS

como a minha mãe há hoje muitos que buscam outra realidade porque o real passou a surreal ao serem libertos da sua liberdade viver outra cultura ter que tornar o diferente em igual nem todos têm para-choques para o choque cultural ter que ser um camelo no Ártico um urso polar no deserto só é possível fechar o problema se tivermos pensamento aberto se as culturas forem vistas como as roupas (não podemos pôr cada uma na sua gaveta) pomo-las todas dentro de um armário e criamos a cultura do planeta.

CARLOS FERRAZ (12º 1F) (Poema que alcançou o primeiro lugar no concurso “Há Poesia na Escola”. Tema do concurso: “Interculturalidade”. Atividade colaborativa da Biblioteca Escolar e do Grupo de Português.)

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Profile for Escola Secundária de Avelar Brotero

Jornal da Brotero Nº 29 - maio de 2019  

Arte Urbana

Jornal da Brotero Nº 29 - maio de 2019  

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