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Área de interesse Nutrição Clínica Oncologia

Nutrição Clínica, Funcional e Preventiva Aplicada à Oncologia

Escrito por profissionais destacados na área, este livro apresenta informações teóricas e práticas sobre todos os aspectos da alimentação e da nutrição que estão relacionados com a prevenção e o tratamento do câncer, utilizando ilustrações e tabelas, e discutindo casos clínicos.

Teoria e Prá tica Profissional

Com o objetivo de aprimorar o conhecimento dos profissionais que irão atuar na área de Nutrição Oncológica, a obra Nutrição Clínica, Funcional e Preventiva Aplicada à Oncologia aposta na necessidade de uma abordagem preventiva e terapêutica do câncer, que reflita uma visão holística da doença e do paciente, levando em conta os aspectos genéticos, clínicos, fisiológicos, bioquímicos, nutricionais, sociais, psicoemocionais, culturais, de qualidade de vida, de exercício físico e do meio ambiente, entre outros.

Adriana Garófolo

Organizadora

Os

cuidados com a alimentação e a nutrição são importantes para prevenção e tratamento do câncer, doença que representa hoje um grave problema de saúde pública e faz cerca de 500 mil vítimas em nosso país a cada ano. Evidências científicas indicam que uma alimentação adequada pode prevenir até 4 milhões de novos casos de câncer por ano em todo o mundo.

Adriana Garófolo Organizadora

Nutrição Clínica, Funcional e Preventiva

Aplicada à Oncologia Teoria e Prática Profissional

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Adriana Garófolo (org.) Nutricionista. Especialista, Doutora, Mestre e especialista pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Diretora e coordenadora dos cursos profissionalizantes de Aprimoramento em Nutrição Oncológica do Instituto Adriana Garófolo (IAG) de Assistência, Ensino e Pesquisa. Nutricionista colaboradora na disciplina Cirurgia de Cabeça e Pescoço, no Departamento de Otorrinolaringologia da Unifesp. Responsável pela implantação e coordenadora do Serviço de Nutrição Clínica no hospital do Instituto de Oncologia Pediátrica (Grupo e Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer [Graacc] em convenio com a Unifesp). Proprietária e consultora nutricional da empresa Biofuncional, que atua nos segmentos de alimentos artesanais e de programa nutricional personalizado. Professora da disciplina Nutrição Oncológica nos cursos de pós-graduação lato sensu e de especialização do Núcleo de Educação Continuada do Paraná (Necpar), da PUC de Curitiba, da Faculdade Gama Filho de São Paulo, da PUC de Goiás e do Hospital Israelita Albert Einstein.

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Nutrição Clínica, Funcional e Preventiva Aplicada à Oncologia – Teoria e Prática Profissional Copyright © 2012 Editora Rubio Ltda. ISBN: 978-85-64956-30-8 Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução desta obra, no todo ou em parte, sem autorização por escrito da Editora. Produção e Capa Equipe Rubio Editoração Eletrônica EDEL

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Nutrição clínica, funcional e preventiva aplicada à Oncologia : teoria e prática profissional / Adriana Garófolo, (org.). – Rio de Janeiro : Editora Rubio, 2012. Vários colaboradores. Bibliografia. ISBN 978-85-64956-30-8 1. Câncer - Aspectos nutricionais. 2. Câncer – Doentes – Nutrição clínica. 3. Oncologia. I. Garófolo, Adriana.

CDD-613.2084

12-06631

NLM-WB 480 Índices para catálogo sistemático: 1. Câncer : Doentes : Nutrição clínica funcional e preventiva : Ciências médicas 613.2084

Editora Rubio Ltda. Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l 204 – Castelo 20021-120 – Rio de Janeiro – RJ Telefax: 55(21) 2262-3779 • 2262-1783 E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br Impresso no Brasil

Printed in Brazil

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Colaboradores Alessandra Hakin Farmacêutica industrial. Pós-graduada em Gestão Industrial. Responsável pela Garantia da Qualidade e Assuntos Regulatórios de uma importadora, fracionadora e distribuidora de insumos farmacêuticos, cosméticos, aditivos alimentícios e fitoterápicos.

Fabiana Cremaschi Palma Professora do Curso Técnico de Farmácia, na disciplina de Controle de Qualidade e Garantia da Qualidade, do Centro Universitário Senac, SP. Coordenadora da Comissão de Distribuição e Transporte do Conselho Regional de Farmácia (CRF), SP. Membro da Comissão de Excipientes da Farmacopeia Brasileira (Anvisa). Membro da Comissão Técnica da Associação Brasileira dos Distribuidores e Importadores de Insumos Farmacêuticos (Abrifar). Presidente da Comissão de Ética da Abrifar.

Fernanda Rodrigues Alves Nutricionista no Hospital Samaritano, SP. Mestre em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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Especialista em Nutrição Clínica pela Associação Brasileira de Nutrição (Asbran). Especialista em Terapia Nutricional Enteral e Parenteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral Enteral (SBNPE). Professora do Instituto Adriana Garófolo (IAG), nas disciplinas de Gastronomia e Cuidados Paliativos.

Flavia Baria Nutricionista. Doutoranda e Mestre em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo/ Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM).

Larissa Lins Nutricionista no Hospital Samaritano, SP. Especialista em MBA em Gestão de Alimentação. Professora da disciplina de Técnica Dietética do Departamento de Nutrição do Centro Universitário São Camilo, SP.

Maria Ayako Kamimura Nutricionista. Pós-Doutora pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM). Professora do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Unifesp/EPM. Professora Adjunta Visitante da Disciplina de Nefrologia da Unifesp/EPM. Pesquisadora da Fundação Oswaldo Ramos, SP.

Patrícia Claudia Modesto Nutricionista do Hospital Israelita Albert Einstein, SP. Especialista em Nutrição Clínica pela Associação Brasileira de Nutrição (Asbran). Especialista em Nutrição Enteral e Parenteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral Enteral (SBNPE).

Tatiana Oliveira Nutricionista Clínica. Mestre em Ciências, na área de Oncologia, pela Fundação Antônio Prudente, do Hospital do Câncer A. C. Camargo, SP. Especialista em Nutrição Clínica em Oncologia pelo Hospital do Câncer A. C. Camargo. Especialista em Nutrição Clínica pela Associação Brasileira de Nutrição (Asbran).

Weruska Davi Barrios Nutricionista no Hospital Samaritano, SP. Professora convidada da disciplina de Gastronomia Hospitalar do Departamento de Gastronomia do Complexo Educacional Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), SP.

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Dedicat贸ria Dedicamos esta obra a todos que fizeram parte da nossa trajet贸ria: familiares, amigos, colegas de trabalho, nossos queridos pacientes e especialmente a todos os nossos alunos, pessoas queridas que sempre acreditaram em n贸s.

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Apresentação O câncer representa hoje um grave problema de saúde pública, não somente no Brasil, mas em todo o mundo. Cerca de 500 mil pessoas são vítimas de câncer em nosso país a cada ano. Com o envelhecimento da população, as mudanças no estilo de vida ocorridas nas últimas décadas e o progresso tecnológico contribuindo para a sofisticação diagnóstica, há uma perspectiva de aumento do número de casos diagnosticados nas próximas gerações e, portanto, aumento da mortalidade por essa doença. Políticas de prevenção bem estruturadas, bem como os avanços na Medicina, na Genética e na tecnologia, com melhora na qualidade dos tratamentos e no diagnóstico de câncer, são importantes aspectos para aumentar as taxas de sobrevida da população. O aumento do conhecimento e do nível de formação dos profissionais preparados para atuarem nessa área é a base desse processo. A abordagem do câncer, tanto preventiva como terapêutica, deve refletir uma visão holística da doença e do paciente, considerando-se os aspectos genéticos, clínicos, fisiológicos, bioquímicos, nutricionais, sociais, psicoemocionais, culturais, de qualidade de vida, de exercício físico e do meio ambiente, entre outros. A alimentação e os aspectos relacionados à nutrição são fatores importantes, seja para a prevenção, seja para o tratamento do câncer. Acreditando nessa importância, apostamos na necessidade de aprimorar o conhecimento dos profissionais que irão atuar na área de Nutrição Oncológica.

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Esta obra foi escrita por profissionais destacados na área, que contribuem para ampliar e aprofundar o conhecimento dos alunos do curso de Aprimoramento Profissionalizante em Nutrição Clínica, Funcional e Preventiva do Instituto Adriana Garófolo – sendo, portanto, uma extensão desse aprimoramento. O leitor encontrará neste livro um conteúdo extenso de informações teóricas sob todos os aspectos da alimentação e da nutrição preventiva e terapêutica do câncer, bem como informações de ordem prática, por meio de ilustrações, tabelas e discussão de casos clínicos. Esperamos, desse modo, contribuir para o fortalecimento dos cuidados na prevenção e no tratamento do câncer. Docentes do IAG – Assistência, Ensino e Pesquisa

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Sumário Parte I

Aspectos Clínicos e Preventivos, 1

Capítulo 1 Epidemiologia, Carcinogênese e Tratamento, 3 Capítulo 2 Alimentos, Nutrição e Prevenção do Câncer, 9 Capítulo 3 Abordagem Genômica da Nutrição no Câncer, 23

Parte II

Repercussões e Cuidados Nutricionais, 29

Capítulo 4 Distúrbios Nutricionais no Câncer, 31 Capítulo 5 Métodos de Avaliação da Composição Corporal, 37 Capítulo 6 Métodos de Triagem e Avaliação Nutricional Aplicados à Oncologia, 49 Capítulo 7 Resposta Inflamatória e Alterações Metabólicas no Câncer, 63 Capítulo 8 Adaptações Dietéticas para Pacientes com Câncer, 71 Capítulo 9 Gastronomia, 81

Parte III

Condições Especiais, 93

Capítulo 10 Cânceres do Adulto: Abordagem Nutricional, 95 Capítulo 11 Terapia Metabólico-Nutricional para o Paciente com Câncer Criticamente Doente, 123 Capítulo 12 Transplante de Medula Óssea no Paciente com Câncer: Contextos Clínico e Nutricional, 141 Capítulo 13 Abordagem Clínica e Nutricional no Câncer Infanto-Juvenil, 155 Capítulo 14 Abordagem Nutricional nos Cuidados Paliativos, 177

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Parte IV

Terapia Clínicometabólica e Nutricional, 185

Capítulo 15 Terapia Nutricional Enteral e Parenteral no Paciente com Câncer, 187 Capítulo 16 Câncer e Caquexia: Novos Conceitos na Abordagem Terapêutica, 197 Capítulo 17 Imunomodulação e Nutrientes Funcionais no Câncer: Bases para a Suplementação Especializada, 215 Capítulo 18 Adequação de Micronutrientes, Suplementação de Antioxidantes e Produção de Radicais Livres, 235 Capítulo 19 Fitoterápicos no Tratamento do Câncer: Análise Crítica, 245

Parte V

Discussão Prática, 249

Capítulo 20 Apresentação de Casos Clínicos, 251 Índice Remissivo, 267

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Epidemiologia, Carcinogênese e Tratamento Adriana Garófolo

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EE Introdução O termo câncer abrange um conjunto de mais de 100 doenças que apresentam como aspecto comum o crescimento desordenado, ou seja, maligno, de células que invadem os tecidos e órgãos e que podem espalhar-se e invadir outras regiões do corpo, caracterizando as metástases. Essas células dividem-se rapidamente e tendem a ser agressivas e incontroláveis, o que determina a formação de células cancerosas, também chamadas de tumores ou neoplasias malignas. Por outro lado, existem tumores benignos, que consistem simplesmente em uma massa localizada de células que se multiplicam lentamente, à semelhança do seu tecido original. Por não apresentarem característica de invasão e crescimento desordenado, raramente constituem risco de morte.1

EE Epidemiologia do câncer Estima-se que, a cada ano, mais de 10 milhões de pessoas em todo o mundo recebam diagnóstico de câncer - com exceção do câncer de pele, que não é incluído nessa estatística - e aproximadamente 6 a 7 milhões morrem dessa doença, o que representa cerca de 12% de todas as causas de morte no mundo. Projeções para 2030 indicam que essas taxas irão dobrar, pois o câncer parece aumentar mais rapidamente do que o aumento da população do planeta. Embora as taxas de incidência - seja em termos absolutos, seja proporcionalmente a outras doenças - tenham aumentado mais significativamente nos países em desenvolvimento, nos quais 5,5 milhões de novos casos são diagnosticados anualmente, o câncer tem se tornado cada vez mais frequente nos países desenvolvidos, responsáveis hoje em dia pelas maiores taxas de incidência da doença no mundo.1,2 Somente nos EUA, estimativas para 2012 do National Institute of Cancer, dos Centers for Disease Control and Prevention, da North American Association of Central Cancer Registries e do National Center for Health Statistics apontam 1.638.910 novos casos e 577.190 mortes por câncer.3 No Brasil, estimativas para 2012, válidas também para 2013, indicam 518.510 novos casos de câncer, incluindo o câncer de pele não melanoma.3 De acordo com a Organização Mundial de Saúde, os tumores de pulmão, colorretal e de estômago são os mais frequentes, tanto nos países industrializados quanto nos países em desenvolvimento. Em relação à distribuição por sexo, a prevalência de câncer entre homens e mulheres é similar nos países desenvolvidos. Nos países em desenvolvimento, a prevalência em mulheres é 25% maior. Os tumores cuja lo-

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Epidemiologia, Carcinogênese e Tratamento

calização associa-se a pior sobrevida, como em fígado, esôfago e pâncreas, são predominantes em indivíduos do sexo masculino.1,2 O câncer de pulmão é a principal causa de morte por neoplasias malignas em adultos. Sua ocorrência está estreitamente associada ao consumo de tabaco.4 No Brasil, o câncer é a segunda causa de morte por doença, superado apenas pelas enfermidades cardiovasculares. Sua incidência é expressiva quando comparada às taxas internacionais e exibe um perfil próprio, diferentemente do que se observa em outros países. De acordo com os registros recentes de incidência de câncer no Brasil, os tumores mais frequentes entre a população masculina no País são de próstata, de pulmão, colorretal, de estômago, da cavidade oral, de esôfago e da laringe. Em mulheres, predomina o câncer de mama, seguido pelos cânceres de colo uterino, colorretal, de pulmão e de estômago.3 As principais causas de morte por câncer no Brasil estão associadas a tumores de pulmão, próstata, estômago, esôfago, boca e faringe em homens; e a tumores de mama, pulmão, colorretal, colo do útero e estômago em mulheres.

EE Carcinogênese O câncer apresenta um padrão biológico diferente quando ocorre em crianças ou em adultos. Os processos tumorais em adultos envolvem, predominantemente, o tecido epitelial, por ser de alta proliferação e apresentar maior suscetibilidade a mutações. Já em crianças e adolescentes, a maior suscetibilidade para mutações ocorre nos tecidos em crescimento: tecido ósseo, tecido muscular, sistema nervoso, medula óssea e sistema linfocitário. O mecanismo da carcinogênese é resultado de diversas alterações nos genes que atuam direta ou indiretamente no controle do ciclo celular. Atualmente, são conhecidas duas classes desses genes que atuam nos processos de carcino-

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gênese. Uma delas inclui genes que controlam diretamente a proliferação celular – oncogenes - e genes supressores de tumor. A segunda classe é formada por genes que controlam as taxas de mutações – portanto, envolvidos no reparo do DNA. Uma pequena parte das mutações é herdada por linhagem germinativa, e pode ser responsável pelo aparecimento do câncer. No entanto, a grande maioria das mutações que contribuem para o desenvolvimento do câncer é esporádica, acontece em células somáticas e afeta apenas a célula mutada e sua progênie. Três etapas bem definidas, de natureza molecular e biológica, compõem o processo de carcinogênese:

ƒƒIniciação:

é um evento extremamente comum, que muitas vezes ocorre de modo espontâneo, em consequência de alterações genéticas, mais especificamente de mutações simples.

ƒƒPromoção: resulta de alterações na expres-

são do genoma, sendo que muitos agentes promotores medeiam seus efeitos por meio de moléculas receptoras.

ƒƒProgressão:

momento em que aparecem neoplasias malignas acompanhadas de alterações genéticas mais significativas, que envolvem modificações estruturais no cariótipo das células. Nesse último estágio, as células podem apresentar características independentes, como invasão, crescimento metastático, anaplasia e taxa de crescimento.

Entre os fatores epigenéticos ou ambientais que contribuem para a incidência de câncer, podem ser citados a atuação de alguns hormônios e a exposição a poluição, agentes tóxicos, radiação, vírus, bactérias e várias substâncias químicas, como o tabaco. Destacam-se, entre os fatores genéticos, os proto-oncogenes, que controlam a divisão celular durante as fases do ciclo e podem ser convertidos em oncogenes por ação de fatores epigenéticos; e os genes supressores de tumor,

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6 Nutrição Clínica, Funcional e Preventiva Aplicada à Oncologia que são responsáveis por suprimir alterações malignas. Esses genes podem sofrer alterações, passando a falhar nos sistemas de controle de proliferação celular e tornando-se incapazes de  reparar o DNA. Uma das alterações genéticas mais importantes, presente em mais de 50% dos tumores em humanos, ocorre na proteína p53, um gene de reparação do DNA que garante a apoptose celular. A mutação desse gene, por exemplo, leva a perda desse mecanismo e aparecimento de tumor.7,8 Alguns fatores ambientais podem influir no desenvolvimento de determinados tumores malignos em qualquer etapa da carcinogênese, mas geralmente estão mais associados ao processo de iniciação, na fase de dano e reparo do DNA.5,6 É importante destacar que a atividade e a expressão de algumas células do sistema imunológico, que têm função de reconhecimento e destruição de células malignas, como linfócitos, macrófagos e células destruidoras naturais (natural killer), podem ser moduladas por fatores nutricionais, o que torna esse processo um mecanismo de ação importante, também relacionado ao desenvolvimento tumoral.

EE Tratamento As principais formas de tratamento antineoplásico incluem:

ƒƒQuimioterapia. ƒƒRadioterapia. ƒƒCirurgia. ƒƒTransplante de medula óssea. ƒƒHormonioterapia. ƒƒCorticoterapia. ƒƒImunoterapia. Atualmente, as formas mais utilizadas para tratamento da maioria dos tumores são a quimioterapia, a radioterapia e a cirurgia, dependendo do tipo de tumor e do seu estadiamento. A quimioterapia caracteriza-se pela administração de medicamentos, principalmente por via endovenosa ou oral, que percorrem a corrente

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sanguínea com o objetivo de destruir as células malignas, apresentando efeito sistêmico. Por isso, os efeitos adversos associados a esse tratamento podem incluir toxicidades em diversos tecidos, que vão depender do tipo de medicamento e da afinidade deste com órgãos e tecidos específicos. Os agentes quimioterápicos são classificados de acordo com seu mecanismo de ação durante o ciclo celular. Alguns são cicloespecíficos, atuando sobre as células tumorais que se encontram em processo de replicação, ao passo que outros agentes são inespecíficos quanto ao ciclo celular, destruindo as células malignas independentemente de estas atravessarem o ciclo ou estarem em repouso.7,8 Os principais efeitos adversos dos quimioterápicos administrados em altas doses são, além da supressão medular, outras toxicidades orgânicas: renal, hepática, pulmonar, gastrintestinal, entre outras. As toxicidades gastrintestinais mais comuns são náuseas e vômitos, mucosites orais, enterites e esofagites, odinofagia (dor ao deglutir), diarreia, má absorção de nutrientes, intolerância à lactose, constipação intestinal e íleo paralítico, xerostomia, disgeusia, aversão a certos alimentos e anorexia, entre outras.9-11 A radioterapia, no entanto, apresenta efeitos em função do local irradiado. É um tipo de terapia capaz de destruir as células tumorais por meio da emissão de feixes de irradiação ionizante de maneira localizada, ou seja, incidindo diretamente na região do tumor, buscando erradicar todas as células tumorais com o menor dano possível às células normais circunvizinhas. O tipo mais comum de radioterapia é a teleterapia, cujos efeitos dependem do local de incidência da radiação: quando incide no sistema nervoso central, no abdome e na pelve, pode provocar náuseas e vômitos; quando incide na região da cabeça e do pescoço, pode provocar odinofagia, xerostomia, mucosites e alterações do paladar e do olfato; quando incide nas regiões abdominal e pélvica, pode produzir efeitos como diarreia, má absorção, enterites e colites.11-14

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Epidemiologia, Carcinogênese e Tratamento

Outra forma de radioterapia, de maneira geral com irradiação localizada e utilizada para tratamento contra alguns tipos de tumores, é a braquiterapia, por meio da qual são inseridas sementes radioativas no local do tumor ou na região próxima a ele. Esse método apresenta menos efeitos adversos, que dependem do local de inserção dos implantes. As cirurgias de ressecção tumoral podem ser parciais ou totais, dependendo do tipo, da localização e do estadiamento do tumor. Os efeitos adversos também se relacionam com o local do câncer e com o tamanho da ressecção, podendo levar a complicações e sequelas importantes ou não no período pós-operatório. Outros medicamentos utilizados para o tratamento de alguns tumores são corticosteroides, hormônios e imunossupressores. Alguns destes podem acarretar alterações do apetite, edema, aumento de peso, entre outros efeitos. Conclui-se, pois, pela importância da formação de uma equipe multidisciplinar para o tratamento de pacientes com câncer.

EE Referências   1. International Agency for Research on Cancer. Globocan 2008. Disponível em: <http://globocan.iarc.fr/.> Acesso em 19 de agosto de 2010.   2. National Cancer Institute. 5-year relative survival rates, based on follow up of patients through 2005. Surveillance, Epidemiology and End Results Program, 1975-2005. Division of Cancer and Population Sciences. 2008. Disponível em: <http://srab.cancer.gov/ devcan>.

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  3. Instituto Nacional de Câncer. Incidência de câncer no Brasil. Estimativa 2012. Disponível em: <http://www. inca.gov.br/estimativa/2012/index.asp?ID=5>. Acesso em 24 de abril de 2012.   4. Brasil. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Câncer na criança e no adolescente no Brasil. Dados dos registros de base populacional e de mortalidade. Rio de Janeiro: Esdeva, 2008.   5. Pilot HC. The molecular biology of carcinogenesis. Cancer Suppl. 1993; 72(3):962-8.   6. Loureiro APM, Di Mascio P, Medeiros MHG. Formação de adutos exocíclicos com bases de DNA: implicações em mutagênese e carcinogênese. Quim Nova. 2002; 25(5):777-93.   7. Almeida VL, Leitão A, Reina LCB, Montanari CA, Donnici CL. Câncer e agentes antineoplásicos ciclocelular específicos e ciclo-celular não específicos que interagem com o DNA: uma introdução. Quim Nova. 2005; 28(1):118-29.   8. Zitvogel L, Apeto L, Ghiringhelli F, Kroemer G. Immunological aspects of cancer chemotherapy. Nature Reviews. 2008; 8:59-76.   9. Feio M, Sapeta P. Xerostomia em cuidados paliativos. Acta Med Port. 2005; 18(1):459-66. 10. Davison D. Constipation. Clin J Oncol Nurs. 2006a; 10(1):112-3. 11. Davison D. Oral mucositis. Clin J Oncol Nurs. 2006b; 10(2):283-4. 12. Kokal WA. The impact of antitumor therapy on nutrition. Cancer. 1985; 55(1 Suppl):273-8. 13. Backstrom I, Funegard U, Andersson I, Frazén L, Johansson I. Dietary intake in head and neck irradiated patients with permanent dry mouth symptoms. Oral Oncol Eur J Cancer. 1995; 31B(4):253-7. 14. Guebur MI, Rapoport A, Sassi LM, Machado RA, Hepp V. Salivary flow alteration in patients with mouth and oropharynx squamous cell carcinoma submitted to head and neck radiotherapy. Rev Int Estomatol. 2004; 1(2):85-90.

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EE Etiologia e carcinogênese do câncer A comunidade científica já está convencida de que a maioria dos cânceres que ocorrem em adultos tem suas causas relacionadas a fatores ambientais, o que leva a crer, pelo menos em tese, que a maioria pode ser prevenida. Dos fatores que mais contribuem para aumento do risco de se desenvolver câncer, destaca-se o tabaco. Outros fatores também importantes são infecções e radiação solar. No entanto, o comportamento alimentar e a atividade física, outros determinantes importantes, podem auxiliar, e atuam como fatores de proteção contra essa doença. Os fatores ambientais podem exercer influência no desenvolvimento de determinados tumores malignos, em qualquer etapa da carcinogênese. Esses fatores podem desempenhar papel de risco, como também papel protetor contra o desenvolvimento do câncer. A atividade e a expressão de algumas células do sistema imunológico com função de reconhecimento e destruição de células malignas, tais como linfócitos e macrófagos, entre outras, também podem ser moduladas por fatores nutricionais. Existem várias evidências de que a alimentação desempenha papel importante na carcinogênese, destacando-se entre outros fatores. Das mortes por câncer atribuídas a fatores ambientais, a dieta e o tabaco são os fatores que contribuem para o maior percentual, seguidos de outros fatores, como tipo de ocupação, consumo de álcool, poluição e aditivos alimentares. Acredita-se que uma dieta adequada possa prevenir até 4 milhões de novos casos de câncer a cada ano. Atualmente, os dois maiores grupos internacionais que estudam a relação entre fatores nutricionais e risco de câncer são: World Cancer Research Fund/American Institute of Cancer Research (WCRF/AICR), com sede em Washington, e International Agency for Research on Cancer, por meio do European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC). O EPIC envolve aproximadamente 500 mil indivíduos, que começaram a ser recrutados em 1993, em 10 países da Europa: Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Noruega, Holanda, Espanha, Suécia e Reino Unido. A previsão do estudo é de acompanhamento até o ano de 2020, com o objetivo principal de investigar a relação entre ingestão dietética e incidência de cânceres.1 Por meio de vários estudos, esses grupos obtiveram resultados importantes sobre hábitos de vida e sua associação com vários tipos de câncer. A seguir, serão abordadas as principais associações entre cânceres e fatores dietéticos e nutricionais, o que inclui os estudos e as considerações dos grupos citados.

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Alimentos, Nutrição e Prevenção do Câncer

EE Frutas, legumes e hortaliças Na primeira revisão publicada pelo WCRF/AICR (1997),2 uma projeção de estimativa mostrou que o consumo diário de 400 a 500g de frutas, legumes e hortaliças pode proporcionar uma redução média de 23% do risco de se desenvolver câncer, em todo o mundo. Em 2003, Riboli & Norat (2003)3 publicaram uma metanálise sobre as evidências epidemiológicas do efeito protetor de frutas, legumes e hortaliças sobre o risco de desenvolver câncer. Os resultados globais confirmaram um efeito protetor contra vários tipos de câncer. Entretanto, os estudos prospectivos mostraram redução significativa do risco por meio do consumo de frutas apenas para os cânceres de pulmão e vesícula biliar. Em 2004, um estudo do EPIC avaliou 130.544 indivíduos do sexo masculino para desvendar a relação entre o consumo de frutas, legumes e hortaliças e o risco de desenvolver câncer de próstata. A conclusão foi de que os resultados não evidenciaram

associação.4

De acordo com a conclusão do último relatório do WCRF/AICR, de 2007,5 as frutas têm uma relação provável ou possível de proteção

lheres. Em outro estudo realizado pelo mesmo grupo e publicado em 2009, com o objetivo de estudar a proteção contra câncer de pâncreas, nenhuma associação foi observada.7,8 Entretanto, deve-se ter cautela ao interpretar esses dados, pois em alguns estudos foram incluídos todos os tipos de câncer (exceto o de pele não melanoma). Como existem tipos de câncer que sabidamente não têm qualquer relação com fatores dietéticos, o grau de associação entre câncer e esses alimentos vegetais tende a ficar enfraquecido. Em 2010, o EPIC publicou um novo estudo, no qual os pesquisadores acompanharam mais de 400 mil indivíduos, com o intuito de conhecer o impacto de uma dieta rica em vegetais, como hortaliças, legumes e frutas, sobre o desenvolvimento global de câncer. Esses pesquisadores encontraram nível baixo de associação entre alto consumo de vegetais isoladamente e vegetais e frutas combinados com o risco de desenvolvimento de câncer. A associação mais forte foi observada em indivíduos com alto consumo de álcool, sendo essa associação restrita a cânceres causados por tabaco e álcool.10

contra alguns cânceres, entre eles os de boca,

Alguns pontos críticos sobre estudos dessa

faringe, laringe, esôfago, estômago e pulmão

natureza e as discrepâncias entre os resultados

(Tabela 2.1).

poderiam ser os vieses de memória e seleção

As publicações do EPIC têm contribuído

nos estudos de caso-controle: os efeitos de im-

para o conhecimento de algumas associações.

precisão dos inquéritos dietéticos, que levam a

Em 2007, o grupo publicou resultados sobre

subestimar a proteção em estudos prospectivos;

o câncer de pulmão e sua associação com o

a variedade nos tipos de frutas, legumes e hor-

consumo desses alimentos. O estudo mostrou

taliças, com propriedades nutricionais distintas;

que o consumo de frutas reduziu o risco de se

além dos vários tipos de câncer incluídos em vá-

desenvolver  câncer; e o consumo de vegetais,

rias análises do estudo do EPIC, enfraqueceram

excetuando-se legumes e batatas (que não de-

os resultados.

monstraram benefício ou malefício), reduziu o risco em fumantes.6

Apesar de ainda serem necessários estudos para identificação dos efeitos específicos dos

Em 2008, o grupo publicou uma nova análise

diferentes tipos de vegetais, acredita-se no seu

de associação desses alimentos com a incidência

efeito global de proteção contra o câncer. Por-

global de câncer na população da Grécia, o que

tanto, recomenda-se o consumo de aproxima-

mostra que, apesar de fraca, houve uma asso-

damente cinco porções, ou 400g por dia, de

ciação de proteção, principalmente para as mu-

frutas, legumes e hortaliças.5,10

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11

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Prática de amamentação da mãe

Ganho de peso na idade adulta

Gordura abdominal

Gordura corporal

PA

AC LA

LR

LR

AC

AC

CR

LR

PA mulheres

AC homens

PR

LR

AC

AC

LR

PR

LR

PR

Colorretal

Atividade física AC

LR

AC

Fígado

Suplemento de selênio LR

LA

LR

Pâncreas

PR

AC

PA

LA

LR

PR

PR

PR

Estômago

Suplemento de cálcio

Suplemento de betacaroteno

Bebidas alcoólicas

Sal/sódio e alimentos salgados

Leite

Dietas ricas em cálcio

AC

LA

LA

Carnes processadas

Peixes

LR LA

PR

PR

LR

LA

PR

PR

PR

PR

LR

Esôfago Pulmão

Carne vermelha

LR

LR

Nasofaringe

Alimentos ricos em selênio

Alimentos ricos em vitamina C

Alimentos ricos em licopeno

AC

PR

Alimentos ricos em carotenoides

Alimentos ricos em betacaroteno

PR

PR

Boca, faringe e laringe

Frutas

Alho

Vegetais da família do alho e da cebola

Vegetais não amidos

Aflatoxinas

Alimentos ricos em fibras dietéticas

Diagnósticos

CR

PR

LR

AC

Mama prémenopausa

CR

PA

PA

AC

PR

AC

Mama pósmenopausa

LR

LR

Ovário

PA

AC

PR

LA

LR

PR

I

PA

LA

PR

PR

I

AC

I

Endométrio Próstata Rim

EE Tabela 2.1 Resumo das principais conclusões acerca do papel de alimentos e nutrientes, composição corporal e estilo de vida associados ao risco de se desenvolver câncer, segundo o consenso da WCRF

12 Nutrição Clínica, Funcional e Preventiva Aplicada à Oncologia

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LR

LA

LR

Endométrio

Próstata

LR

AC homens

PR

LR CR AC AC

Suplemento de selênio

Atividade física

Gordura corporal

Gordura abdominal

PA

AC

PR

PR

I

PA

LA

PR

AC

I

Rim

AC: aumento convincente de risco; PA: provável aumento de risco; LA: evidência limitada porém indicativa de aumento de risco; CR: convincente redução do risco; PR: provável redução do risco; LR: evidência limitada porém indicativa de redução do risco; I: improvável substancial efeito do risco.

PA CR

Leite materno

PA

AC

PR

Ganho de peso na idade adulta CR

LR

PR

PA mulheres

Suplemento de cálcio

Suplemento de betacaroteno

Bebidas alcoólicas

Sal/sódio e alimentos salgados

Leite

PR

AC

Carnes processadas

Peixes

Dietas ricas em cálcio

AC

Carne vermelha

Alimentos ricos em selênio

Alimentos ricos em vitamina C

I

LR

LR

Ovário

PR

AC

Mama pósmenopausa

Alimentos ricos em licopeno

AC

Mama prémenopausa

Alimentos ricos em betacaroteno

Alimentos ricos em carotenoides

PR

Frutas

LR

PR

Colorretal

Alho

Vegetais da família do alho e da cebola

Vegetais não amidos

Aflatoxinas

Alimentos ricos em fibras dietéticas

Diagnósticos

Alimentos, Nutrição e Prevenção do Câncer

13

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Terapia Metabólico-Nutricional para o Paciente com Câncer Criticamente Doente

123

Capítulo

11

Terapia MetabólicoNutricional para o Paciente com Câncer Criticamente Doente 11.1 Avaliação e Necessidades Nutricionais Adriana Garófolo

11.2 Critérios para Indicação de Terapia Nutricional e Outras Considerações para o Doente Grave Adriana Garófolo

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11.1 Avaliação e Necessidades Nutricionais

EE Resposta metabólica à agressão Os pacientes gravemente doentes desenvolvem uma resposta aguda a uma variedade de estímulos locais e sistêmicos, que se traduz em alterações endocrinometabólicas e imunológicas, caracterizando o estado de estresse. Na resposta inflamatória à injúria, principalmente em caso de sepse, duas fases podem ser identificadas: fase hiperinflamatória, caracterizada pela síndrome da resposta inflamatória sistêmica (SIRS); e fase hipoinflamatória, que se caracteriza pela síndrome da antirresposta compensatória (CARS). A resposta hiperinflamatória que ocorre na SIRS induz a hiperatividade dos leucócitos, com dano orgânico secundário. Já na CARS, há uma resposta hipoinflamatória, que promove redução da capacidade dos leucócitos de destruir microrganismos, devido à exacerbação da resposta anti-inflamatória, o que aumenta o risco de infecção secundária.1 Alguns dos eventos mais importantes associados à resposta inflamatória são liberação de citocinas (IL-1, IL-6 e fator de necrose tumoral [TNF]) e alterações hormonais. Ocorre resistência à insulina e ao hormônio do crescimento e redução na secreção de testosterona e do fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1), responsável pela síntese proteica no fígado e na musculatura esquelética. Contudo, há aumento nas concentrações dos hormônios contrarreguladores, como catecolaminas, glucagon e cortisol. Na fase da resposta compensatória, há produção de citocinas antiinflamatórias (IL-4, IL-10, IL-13 e TGF-beta), induzindo, principalmente, imunoparalisia. Toda essa cascata de eventos metabólicos favorece o catabolismo de proteínas, carboidratos e lipídios endógenos, com a finalidade de prover substratos intermediários essenciais e energia, necessários para gerar combustível para os processos envolvidos na resposta à lesão. Esses fatores, portanto, são responsáveis pelo hipercatabolismo e pelo hipermetabolismo observados nessa situação. As alterações do metabolismo energético no doente em estado crítico estão descritas na Figura 11.1.

EE Complicações da oferta inadequada de nutrientes

A administração inadequada de nutrientes nessa situação tem justificado alguns cuidados específicos, principalmente para se evitar excesso

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Rins

Fígado

↑ da oxidação de glicose ↑ da síntese de proteína visceral ↑ da glicólise ↑ das necessidades de glutamina* ↑ de captação de glicose Oxidação incompleta da glicose

Não dependentes de insulina:

Sistema imunológico

↑ da síntese de proteína visceral ↑ da glicólise ↑ das necessidades de glutamina* Oxidação incompleta da glicose

Tecidos de recuperação

Triglicerídios (reesterificação) ↑ das necessidades de glutamina ↑ da síntese de proteína visceral ↑ Oxidação de aminoácidos (AACR)

Dependentes de insulina: ↓ da atividade da piruvato quinase Oxidação incompleta da glicose ↑ da glicogênese (aminoácidos, lactato, glicerol) ↑ dos ciclos fúteis ↑ da glicogenólise ↑ VLDL e ácidos graxos livres Corpos cetônicos

AACR: aminoácidos de cadeia ramificada; Phe: fenilalanina; Trp: triptofano.

* Precursor da gliconeogênese, substrato para proliferação e/ou reparação celular, síntese de nucleotídios, produção de glutationa, excreção da amônia.

EE Figura 11.1 Alterações no metabolismo energético no doente em estado crítico durante a fase de estresse

↑ da síntese de proteína visceral ↑ das necessidades de glutamina*

Não dependentes de insulina:

Intestino

↑ da captação de glicose ↑ da oxidação de glicose ↑ das necessidades de glutamina* ↑ da excreção de nitrogênio e amônia

Não dependentes de insulina:

Alanina ↑ do catabolismo/degradação proteica ↑ da oxidação de aminoácidos (AACR) ↓ da glutamina

↑ do lactato

Lactato Alanina ↓ da LPL (lipase lipoproteica) ↓ da depuração de VLDL ↓ do AA total ↓ do AACR e ↑ do Phe e Trp ↓ da glutationa (glutamina, glicina e cisteína)

↑ dos ácidos graxos livres (AGL) ↑ dos triglicerídios/VLDL ↑ do glicerol

↓ da utilização da glicose Oxidação de glicose incompleta ↑ da glicólise ↑ da produção do piruvato

Dependentes de insulina:

AGL

↑ glicerol e AGL

Corrente sanguínea

Dependentes de insulina: ↓ da captação de glicose ↑ da oxidação de ácidos graxos

Tecidos periféricos

↑ da utilização de glicose ↓ da atividade da LPL ↑ lipólise

Tecido adiposo

Musculosquelético

Não dependentes de insulina: ↑ da captação de glicose ↑ da oxidação de glicose

Outros tecidos: cérebro, pulmão, coração, eritrócitos etc

Terapia Metabólico-Nutricional para o Paciente com Câncer Criticamente Doente

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Índice Remissivo

267

Índice Remissivo EE A

Alimentos

Acetato de megestrol, caquexia, 206

- consistência, 102

Ácidos

- funcionais, 88

- ascórbico, 18

- higiene, 76-77

- docosa-hexaenoico (DHA), 217

- produção de muco, 102

- eicosapentaenoico (EPA), 217

- sabor, 102

- - caquexia, 211

- temperatura, 102

- graxos ômega 3 na terapia do câncer, 216

- textura, 102

- - perspectivas, 217

Alterações metabólicas no câncer, 63

- - recomendações para uso, 220

Aminoácidos na recuperação de tecidos

- linoleico, 217

lesionados, 222

Aferição das pregas cutâneas, 40

Amputação, principais localizações, 163

Agentes

Análise da bioimpedância elétrica (BIA), 43

- antisserotoninérgicos, caquexia, 207

- desvantagens, 45

- quimioterápicos, 6

- recomendações para aplicação da técnica, 45

Água, necessidade, 132

- vantagens, 45

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268 Nutrição Clínica, Funcional e Preventiva Aplicada à Oncologia Anamnese

Biomarcadores da caquexia, 205

- alimentar de acompanhamento, 126

- genéticos, 206

- geral, 126

- musculares, 205

Anorexia, 32

- plasmáticos, 205

- recomendações nutricionais, 98

Bouquet garni, 85

Anticorpo antimiostatina, caquexia, 209

Bucofaringectomia, protocolo nutricional, 103

Antioxidantes, 18, 247, 235 - condições de risco, 240 - perspectivas para prevenção de efeitos adversos e eficácia do tratamento, 241 Antocianinas, 247 Antropometria, 127 Arginina, 229 Avaliação (ões) - capacidade funcional, 58 - composição corporal, 37-47 - - interpretação, 46 - - métodos, 40 - - - análise da bioimpedância elétrica, 43 - - - infravermelho próximo, 46 - - - pregas cutâneas, aferição, 40 - - modelo, 39 - - níveis, 39 - gasto energético, 129 - laboratorial, 127 - metabólico-nutricional, 126 - nutricional, 51, 97, 124 - - câncer, 56 - - clinicometabólica para risco de complicações, 58 - - global subjetiva gerada pelo paciente, 53 - - metas, 51 - - métodos, 52 - - objetivos, 51

EE B

EE C Cabeça, tumores, 99 - caso clínico, 255 - desnutrição, 100 - epidemiologia, 99 - etiologia, 99 - terapia nutricional, 100 - tratamento, 99 Calorimetria, 130 Câncer, 4, 96 - alterações metabólicas, 63, 67-9 - avaliação nutricional, 56, 97 - cabeça e pescoço, 99 - - caso clínico, 255 - - desnutrição, causas, 100 - - dieta oral, 101 - - disfagia, tratamento, 101 - - epidemiologia, 99 - - etiologia, 99 - - hidratação, 104 - - nutrição enteral, 104 - - terapia nutricional, 100 - - tratamento, 99 - colorretal, 14, 16 - - caso clínico, 257 - distúrbios nutricionais, 31 - - desnutrição, 34, 35 - - endócrinos, 34 - - metabólicos, 33

Balanço nitrogenado, 128

- epidemiologia, 4

Beta-hidroxi-beta-metilbutirato, caquexia, 210

- esôfago, 105

Bioimpedanciometria, 130

- - caso clínico, 253

21-Indice_Nutricao Clinica.indd 268

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Índice Remissivo

- - epidemiologia, 105

- - etiologia, 113

- - etiologia, 105

- - ganho de peso, causas, 115

- - terapia nutricional, 106

- - tratamento, 114

- - tratamento, 105

- necessidades nutricionais, 97

- estádio avançado, sintomas, 179

- pâncreas, 14, 109

- estômago, 106

- - caso clínico, 252

- - caso clínico, 254

- - epidemiologia, 109

- - epidemiologia, 106

- - etiologia, 109

- - etiologia, 106

- - terapia nutricional, 110

- - terapia nutricional, 109

- - tratamento, 110

- - tratamento, 107

- prevenção (nutrição e alimentos), 9

- estresse grave, 135

- - antioxidantes, 17, 18

- etiologia, 10

- - carnes vermelhas e processadas, 16

- fitoterápicos no tratamento, 245

- - fibras dietéticas, 14

- imunomodulação e nutrientes funcionais, 215-234

- - fitoquímicos, 17

- infanto-juvenil, 155-175

- - gordura, 14

- - caso clínico, 259

- - hortaliças, 11

- - desnutrição, 164

- - legumes, 11

- - experiência do Brasil em nutrição, 165

- próstata, 14, 115

- - leucemias, 157

- - epidemiologia, 115

- - linfomas, 157

- - etiologia, 115

- - nutrição

- - terapia nutricional, 116

- - - enteral, 169

- - tratamento, 116

- - - parenteral, 171

- pulmão, 11, 14, 116

- - prescrição de terapia nutricional, 172

- - epidemiologia, 116

- - sarcomas de partes moles, 163

- - etiologia, 116

- - terapia nutricional especializada, 169

- - terapia nutricional, 117

- - tumores

- - tratamento, 117

- - - abdominais, 160

- resposta inflamatória, 63

- - - ósseos, 161

- - condições associadas, 65

- - - sistema nervoso central, 158

- reto, 14

- intestinal, 111

- terapia nutricional (adaptações dietéticas), 72

- - epidemiologia, 111

- - alteração do paladar, 75, 98

- - etiologia, 111

- - anorexia, 98

- - terapia nutricional, 112

- - constipação intestinal, 74, 99

- - tratamento, 112

- - diarreia, 74, 99

- mama, 14, 15, 113

- - disfagia, 75

- - epidemiologia, 113

- - estomatite, 98

21-Indice_Nutricao Clinica.indd 269

269

- - frutas, 11

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270 Nutrição Clínica, Funcional e Preventiva Aplicada à Oncologia - - estratégia, 97

- - corticosteroides, 208

- - fadiga, 98

- - dronabinol, 210

- - inapetência, 75 - - mucosite, 74, 98

- - esteroides anabólicos derivados da testosterona, 209

- - náuseas e vômitos, 73, 98

- - exercício físico, 211

- - odinofagia, 75, 98

- - grelina, 208

- - saciedade precoce, 99

- - multimodal, 212

- - sistema imunológico e contaminação alimentar, 76

- via do sistema ubiquitina-proteossoma, 203

- - xerostomia, 74, 98

- iniciação, 5

- transplante de medula óssea, 141

- progressão, 5

- tratamento, 6

- promoção, 5

- trato gastrintestinal, 105

Cardápio, gastronomia, 83

- vesícula biliar, 11

Carnes

Capacidade funcional, avaliação, 58

- processadas, 16

Caquexia associada ao câncer, 32, 67, 159, 197-214

- vermelhas, 16

- alterações metabólicas, 200

Cebola

- biomarcadores, 205

- brûlée, 85

- - genéticos, 206

- piquée ou especiada, 85

- - musculares, 205

Células destruidoras naturais (natural killer), 6

- - plasmáticos, 205

Choque séptico, 135

- ciclo de Cori, 202

Ciclo de Cori, 67, 202

- citocinas, 201

Ciclo-oxigenase 2 (COX-2), 18

- etiologia, 200

Citocinas, 201

- fatores

Cobre, 133

- - indutor de proteólise, 201

Colecistocinina, 202

- - mobilizador de lipídios, 201

Comfort food: alimento para a alma, 86

- mediadores hormonais, 201

Composição corporal, avaliação, 37-47, 127

- neoplásica, 203

- interpretação, 46

- repercussões clínicas, 198

- métodos, 40

- terapêutica, 206

- - análise da bioimpedância elétrica, 43

- - acetato de megestrol, 206

- - infravermelho próximo, 46

- - ácido eicosapentaenoico (EPA), 210

- - pregas cutâneas, aferição, 40

- - agentes antisserotoninérgicos, 207

- modelo, 39

- - antagonistas do receptor de melanocortina, 209

- níveis, 39

- - anti-inflamatórios, 208 - - anticorpo antimiostatina, 209

Constipação intestinal, terapia nutricional, 74, 99

- - beta-hidroxi-beta-metilbutirato, 210

Cordectomia, protocolo nutricional, 103

21-Indice_Nutricao Clinica.indd 270

Carcinogênese do câncer, 5, 10

Carotenoides, 18

Consistência dos alimentos, 102

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Índice Remissivo

Corticosteroides, caquexia, 208

- mucosite, 74

Craniofangiomas, 158

- náuseas e vômitos, 73

Crianças, câncer, 155-175

- odinofagia, 75

- caso clínico, 259

- sistema imunológico e contaminação

- desnutrição, 164

alimentar, 76

- leucemias, 157

- xerostomia, 74

- linfomas, 157

Dilatação esofagiana, protocolo

- sarcomas de partes moles, 163

271

nutricional, 103

- terapia nutricional especializada, 169

Disfagia, terapia nutricional, 75, 101

- tumores

- caso clínico, 256

- - abdominais, 160

Distúrbios nutricionais no câncer, 31

- - ósseos, 161

- desnutrição, 34

- - sistema nervoso central, 158

- endócrinos, 33

Cromo, 133, 134

- metabólicos, 33

Cuidados paliativos, 177-183

Doxorrubicina, 238

- definição, 178

Dronabinol, caquexia, 210

- estado nutricional, 179

Dumping, 108

- fases, 178 - história, 178 - sintomas dos pacientes com câncer em estádio avançado, 179 - terapia nutricional, 180

EE E Efeito (s) - epigenético, 25 - nutrigenético, 24

EE D Desnutrição, 50 - câncer, 32, 34 - - cabeça e pescoço, 99 - - repercussões no prognóstico, 35 - doenças associadas, 50

- nutrigenômicos, 25 - pós-translacional, 25 Eicosanoides, 208 Eletrólitos, necessidade, 132, 133 Endorfina, 202 Energia, necessidade, 131

- inanição, 50

Epigenética, 89

- criança e no adolescente, 164

Esôfago, tumores, 105

Diarreia, terapia nutricional, 74, 99

- caso clínico, 253

Dieta (terapia nutricional) no câncer, 72

- epidemiologia, 105

- alteração do paladar, 75

- etiologia, 105

- cabeça e pescoço, 99

- terapia nutricional, 106

- constipação intestinal, 74

- tratamento, 105

- diarreia, 74

Espécies reativas de oxigênio no tumor, 239

- disfagia, 75

Estado nutricional do paciente, 82

- inapetência, 75

- cuidados paliativos, 179

21-Indice_Nutricao Clinica.indd 271

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272 Nutrição Clínica, Funcional e Preventiva Aplicada à Oncologia Esteroides anabólicos derivados da testosterona, caquexia, 209

- - situação nutricional do paciente, 82

Estômago, tumor, 106

- funcional, 88

- caso clínico, 254

- - alimentos funcionais, 88

- epidemiologia, 106

- - epigenética, 89, 90

- etiologia, 106

- - nutrigenética, 89

- terapia nutricional, 109

- - nutrigenômica, 89

- tratamento, 107

Gene CIDEA, 66

Estomatite, recomendações nutricionais, 98

Gengibre no tratamento antiemético, 86

Estresse no câncer, 135

Genisteína, 247

- oxidativo, 236

Genômica nutricional no câncer, 24

Exercícios físicos, caquexia, 211

Glossectomias, protocolo nutricional, 103

EE F

Glutamina, efeito imunomodulador no paciente com câncer, 222

Fadiga, recomendações nutricionais, 98

- recomendações para uso, 228

Faringolaringotomia, protocolos nutricionais, 103

- sistema imunológico, 223

Fatores

- tumor, relação, 227

- indutor de proteólise, 201

Glutationa-S transferase, 239

- mobilizador de lipídios, 201

Gordura e obesidade, 14

Fibras dietéticas, 14

Granulocitopenia, 135

Finger food, 86

Grelina, 208

Fitoestrogênios, 17

- caquexia, 208

- - utilização na terapia nutricional, 83

- trato gastrintestinal, benefícios, 225

Fitoquímicos, 17 Fitoterápicos no tratamento do câncer, 245

EE H

- benefícios, 247

Hemilaringectomia, protocolo nutricional, 103

- histórico do uso de plantas, 246 - substâncias protetoras encontradas, 247

Hemimandibulectomia, protocolo nutricional, 103

- toxicidade, 247

Hidratação, 104

- uso, 248

Higiene alimentar, 76

Flavonoides, 247

Hortaliças, 11

Frutas, 11

Hospitais, aplicação da gastronomia, 82

EE G

EE I

Galamina, 202

Idosos, desnutrição, 50

Gasto energético, avaliação, 129 Gastrectomia, consequências, 107

Imunomodulação e nutrientes funcionais no câncer, 215-234

Gastronomia, 81

- ácidos graxos ômega 3, 216

- contexto do tratamento do câncer, 82

- aminoácidos na recuperação de tecidos lesionados, 222

- - aplicação em instituições hospitalares, 82

21-Indice_Nutricao Clinica.indd 272

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Índice Remissivo

- diretrizes para uso, 230

- etiologia, 113

Inapetência, terapia nutricional, 75

- ganho de peso, 115

Índice

- tratamento, 114

- catabolismo, 129

Manganês, 134

- creatinina por altura (ICA), 129

Massa

- risco nutricional, 127

- celular total, 39

Infecção, 135

- tecidual humana, 39

Insulina, 202

Meduloblastoma, 158

Intestinos, tumores, 111

Melanocortina, 202

- epidemiologia, 111

Metástases, 4

- etiologia, 111

Miniavaliação nutricional, 55

- terapia nutricional, 112

- reduzida, 55

- tratamento, 112

Miostatina, 209

Iodo, 133

Mirepoix, 85

Isoflavonas, 247

EE J Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations (JCAHO), 50

273

Muco, produção, 102 Mucosite, terapia nutricional, 74, 98

EE N Náuseas e vômitos, terapia nutricional, 73, 98 Necessidades nutricionais, 59, 97, 124

EE K

- água, 132

Karnofsky, escore, 58

- energia, 131

Ketchup, 19

- proteína, 131

- eletrólitos, 132

- vitaminas e elementos-traço, 132

EE L Laringectomia, protocolos nutricionais, 103 Legumes, 11 Leptina, 202 Leucemias, 157 Licopeno, 18 Linfomas, 157 5-Lipoxigenase (5-LOX), 18 Líquidos extracelulares, 39

EE M

Neoplasias malignas, 4 Neuropeptídio Y, 202 Nutrição - enteral, 104, 136, 187-195 - - criança, 169 - - - contraindicações, 136 - - eficácia, 136 - - indicação, 190 - - início, 136 - - necessidades nutricionais, 189 - - pacientes graves, cuidados, 137 - - planejamento nutricional, 190

Mama, tumor, 113

- - riscos, 137

- epidemiologia, 113

- - sonda, indicações para uso, 136

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274 Nutrição Clínica, Funcional e Preventiva Aplicada à Oncologia - - sonda, uso, 191

Pescoço, tumores, 99

- parenteral, 137

- caso clínico, 255

- - crianças, 171

- desnutrição, 100

- - quimioterapia, 193

- dieta oral, 101

- - radioterapia, 193

- epidemiologia, 99

- - total, 194

- etiologia, 99

- - tratamentos cirúrgicos, 192

- hidratação, 104

Nutricionistas, atuação nos cuidados paliativos, 181

- nutrição enteral, 104

Nutrientes

- tratamento, 99

- imunomoduladores e funcionais no câncer, 215-234 - - ácidos graxos ômega 3, 18, 216 - - aminoácidos na recuperação de tecidos lesionados, 222 - - arginina, 229 - - diretrizes para uso, 230 - - glutamina, 222 - oferta inadequada, 124

- terapia nutricional, 100 Polimorfismos e resposta nutricional, 25 Pregas cutâneas, aferição, 40 - bicipital, 41 - somatório, 42 - subescapular, 41 - suprailíaca, 42 - tricipital, 41 Próstata, tumor, 115

Nutrigenética, 24, 89

- epidemiologia, 115

Nutrigenômica, 24, 89

- etiologia, 115 - terapia nutricional, 116

EE O Obesidade, 14 Odinofagia, terapia nutricional, 75, 98 Ômega 3, ver Ácidos graxos ômega 3 Osteopenia, 148 Osteoporose, 148 Osteossarcomas, 161

EE P Paladar (alterações), terapia nutricional, 75, 98 Pâncreas, tumor, 109 - caso clínico, 252 - epidemiologia, 109 - etiologia, 109 - terapia nutricional, 110

- tratamento, 116 Proteínas, necessidades, 131 Pulmão, tumor, 116 - epidemiologia, 116 - etiologia, 116 - terapia nutricional, 117 - tratamento, 117

EE Q Quimioprevenção, 17 Quimioterapia, 6 - nutrição parenteral, 192 - - quimioterapia, 192 - - radioterapia, 192

- tratamento, 110

EE R

Pelveglossectomia, protocolo nutricional, 103

Rabdomiossarcoma, 157, 163

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Índice Remissivo

Radicais livres, 236, 237

- - fadiga, 98

Radioterapia, 6

- - inapetência, 75

- nutrição parenteral, 192

- - mucosite, 74, 98

Respostas no câncer

- - náuseas e vômitos, 73, 98

- inflamatória, 63

- - odinofagia, 75, 98

- metabólica à agressão, 124

- - saciedade precoce, 99

Ressecção tumoral, 7

- - sistema imunológico e contaminação alimentar, 76

EE S

- - xerostomia, 74, 98

Sabor dos alimentos, 102 Sachet d’épices, 85 Sarcomas - de Ewing, 162 - de partes moles, 163 Selênio, 134 Sepse, 135 Síndrome - anorexia-caquexia (SAC), 66, 202 - metabólica pós-transplante de medula óssea, 150 - de Russell, 160 Sistema imunológico - contaminação alimentar, 76 - glutamina, 223 Sólidos extracelulares, 39 Suplementação nutricional no transplante de medula óssea, 146

EE

T

- crianças, 169, 172 - cuidados paliativos, 181 - gastronomia, 83 - indicação, 134 - pacientes graves, 138 - transplante de medula óssea, 143 - tumores - - cabeça e pescoço, 99 - - esôfago, 105 - - estômago, 106 - - intestinos, 111 - - pâncreas, 109 - - próstata, 115 - - pulmão, 116 Textura dos alimentos, 102 Tireoidectomia, protocolo nutricional, 103 Tocoferóis, 18 Transplante de medula óssea no paciente com câncer, 141-153 - complicações, 143, 148 - - osteopenia, 148

Temperatura dos alimentos, 102

- - osteoporose, 148

Terapia nutricional, 72, 97

- - síndrome metabólica pós-transplante, 150

- conduta frente aos efeitos colaterais do tratamento do câncer, 73

- suplementação nutricional, 146

- - alteração do paladar, 75, 98 - - anorexia, 98

Tratamento antineoplásico, condutas dietoterápicas frente aos efeitos colaterais, 73

- - constipação intestinal, 74, 99

Trato gastrintestinal, tumores, 105

- - diarreia, 74, 99

Triagem nutricional, 50

- - disfagia, 75

- métodos, 52

- - estomatite, 98

- risco nutricional, 54

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275

- terapia nutricional, 143, 147

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276 Nutrição Clínica, Funcional e Preventiva Aplicada à Oncologia Tromboxanos, 217

- ósseos na infância, 161

Tumores

- pâncreas, 109

- abdominais na infância, 160

- - epidemiologia, 109

- benignos, 4

- - etiologia, 109

- cabeça e pescoço, 99

- - terapia nutricional, 110

- - desnutrição, causas, 100

- - tratamento, 110

- - dieta oral, 101

- próstata, 115

- - disfagia, 101

- - epidemiologia, 115

- - epidemiologia, 99

- - etiologia, 115

- - etiologia, 99

- - terapia nutricional, 116

- - hidratação, 104

- - tratamento, 116

- - nutrição enteral, 104

- pulmão, 116

- - terapia nutricional, 100

- - epidemiologia, 116

- - tratamento, 99

- - etiologia, 116

- cerebrais em crianças, 158

- - terapia nutricional, 117

- esôfago, 105

- - tratamento, 117

- - epidemiologia, 105

- sistema nervoso central na infância, 158

- - etiologia, 105

- sólidos, 32

- - terapia nutricional, 106

- trato gastrintestinal, 105

- - tratamento, 105 - estômago, 106

EE U

- - epidemiologia, 106

Útero, câncer, 5

- - etiologia, 106 - - terapia nutricional, 109 - - tratamento, 107 - intestinais, 111 - - epidemiologia, 111

EE V Vitaminas, necessidades, 132

- - etiologia, 111

EE X

- - terapia nutricional, 112

Xerostomia, terapia nutricional, 74, 98

- - tratamento, 112 - maligno, 65 - mama, 113 - - epidemiologia, 113 - - etiologia, 113

EE Y Y, neuropeptídio, 66

- - ganho de peso, causas, 115

EE Z

- - tratamento, 114

Zinco, 134

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Nutrição clínica, funcional e preventiva aplicada à Oncologia : teoria e prática profissional