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Alimentos Funcionais – Componentes Bioativos e Efeitos Fisiológicos Neuza Maria Brunoro Costa | Carla de Oliveira Barbosa Rosa

Nutrição em Cirurgia Bariátrica Maria Goretti Burgos

Psicobiologia do Comportamento Alimentar

Atendimento Nutricional de Pacientes Hospitalizados

Sebastião de Sousa Almeida | Telma Maria Braga Costa | Maria Fernanda Laus | Gisele Straatmann

Vanessa T. Nozaki | Angela Andréia França Gravena | Isabelle Carvalho Zanquetta | Rose Mari Bennemann

Tratado de Cirurgia Plástica na Obesidade

Intestino Saudável – Orientações e Receitas

José Humberto C. Resende

Lucia Camara Castro Oliveira | Flávia de Alvarenga Netto

Tratado de Nutrição e Metabolismo em Cirurgia

Interpretação de Exames Laboratoriais Aplicados à Nutrição Clínica

Antonio Carlos Ligocki Campos

Larissa Calixto-Lima | Nelzir Trindade Reis

Manual de Avaliação Nutricional do Adulto e do Idoso

Trocas Inteligentes – Transforme Receitas Tradicionais em Delícias Saudáveis e Ganhe Saúde Sonja Salles

Rita de Cássia Garcia Pereira | Daniela Elias Goulart de Andrade Miranda | Luciana Rodrigues Bueno de Camargo | Telma Maria Braga Costa

Saiba mais sobre estes e outros títulos em nosso site: www.rubio.com.br

A Editora e os Autores deste livro não mediram esforços para assegurar dados corretos e informações precisas. Entretanto, por ser a Medicina e a Nutrição saberes em permanente evolução, recomendamos aos nossos leitores recorrer à bula dos medicamentos e dos suplementos e a outras fontes fidedignas – inclusive documentos oficiais –, bem como avaliar cuidadosamente as recomendações contidas no livro em relação às condições clínicas de cada paciente.

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OUTROS TÍTULOS DE INTERESSE

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Vanessa Yuri suzuki Aluna do Mestrado Profissional em Nutrição do Nascimento à Adolescência pelo Centro Universitário São Camilo, SP. Aluna do Curso de Aperfeiçoamento em Pesquisa Científica em Cirurgia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Especialista em Nutrição Clínica e Estética pelo Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde (IPGS), RS. Pós-Graduada em Nutrição Humana Aplicada e Terapia Nutricional pelo Instituto de Metabolismo e Nutrição (IMEN), SP. Professora Orientadora dos cursos de Pós-Graduação no IPGS, RS. Professora Convidada dos cursos de Pós-Graduação do IPGS, RS; Uninovafapi, PI; Centro Universitário São Camilo, SP; Universidade Gama Filho, RJ; e no Instituto Maurício Pupo de Educação e Pesquisa (Ipupo), SP. Atuação em Nutrição Clínica (Consultório particular) e Consultoria em Marketing Nutricional (Material técnico-científico). Membro da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN). Colaboradora do livro Nutrição Aplicada à Estética (editora Rubio). aline Petter schneider Doutora em Medicina e Ciências da Saúde pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Mestre em Agronegócios pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professora Adjunta do Curso de Nutrição da UFRGS. Coordenadora da Empresa Júnior e Incubadora de Empreendimentos em Nutrição da UFRGS. Pioneira na área de Nutrição Estética no Brasil. Sócia-Fundadora do Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde (IPGS), RS. Autora dos livros Nutrição Estética (editora Atheneu) e Manual de Atendimento em Nutrição Estética (editora IPGS).

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OrganizadOras

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Copyright © 2013 Editora Rubio Ltda. ISBN 978-85-64956-60-5 Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução desta obra, no todo ou em parte, sem autorização por escrito da Editora. Produção e Capa Equipe Rubio Editoração Eletrônica Elza Maria da Silveira Ramos

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ S972a

Suzuki, Vanessa Yuri Atendimento nutricional em cirurgia plástica – uma abordagem multidisciplinar / Vanessa Yuri Suzuki, Aline Petter Schneider; organização Vanessa Yuri Suzuki, Aline Petter Schneider. - 1. ed. - Rio de Janeiro: Rubio, 2013. 216 p.: il.; 25 cm Inclui bibliografia e índice ISBN 978-85-64956-60-5 1. Nutrição. 2. Saúde - Aspectos nutricionais. 3. Hábitos alimentares. 4. Cirurgia plástica. I. Schneider, Aline Petter. II. Suzuki, Vanessa Yuri. III. Título. 13-01603 12/04/2013

CDD: 613.2 CDU: 613.2 12/04/2013

Editora Rubio Ltda. Av. Franklin Roosevelt, 194 s/l 204 – Castelo 20021-120 – Rio de Janeiro – RJ Telefax: 55(21) 2262-3779 • 2262-1783 E-mail: rubio@rubio.com.br www.rubio.com.br Impresso no Brasil Printed in Brazil

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Atendimento Nutricional em Cirurgia Plástica – Uma Abordagem Multidisciplinar

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Alessandra do Carmo Souza Coelho Coordenadora da Área de Nutrição Clínica da Clínica Franco e Rizzi e da Clínica Flávio Queiroz, SP. Coordenadora do Encontro Multidisciplinar de Obesidade Mórbida do Hospital São Luiz, SP. Especialista em Nutrição Clínica pelo Grupo de Apoio de Nutrição Enteral e Parenteral (Ganep®). Especialista em Nutrição Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE).

Aperfeiçoamento em Pesquisa Científica em Cirurgia pela Unifesp. Fisioterapeuta formada pela Unicid.

Amparo Hurtado Fernandez Filha Mestranda em Neurologia pelo Centro de Estudos em Envelhecimento Cerebral, do Instituto da Memória, pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Pós-Graduanda em Nutrição Funcional pela Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), SP.

Especialista Associada da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Especialista em Psicopedagogia da Educação pela Universidade Paulista (UNIP), SP.

Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo, SP.

Especialista em Biodisponibilidade de Nutrientes pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Aline Fernanda Perez Machado

Nutricionista formada pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

Assistente de Coordenação do Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia Dermatofuncional da Universidade Cidade de São Paulo (Unicid). Supervisora de estágio em Fisioterapia Dermatofuncional no Centro Universitário São Camilo, SP. Mestranda em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Pós-Graduada em Fisioterapia Dermatofuncional e aprimorada em Fisioterapia Aplicada à Saúde da Mulher pela Unicid.

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Andréa Costa Dias Atuação em consultório particular. Doutora em Saúde Mental pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Especialista em Dependência Química pela Unifesp. Psicóloga formada pela Universidade de São Paulo (USP). Autora do livro Crack: Reflexões para Abordar e Enfrentar o Problema (editora Civilização Brasileira).

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Colaboradores

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Bianca Barrichello

Cirurgião de Cabeça e Pescoço do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

Farmacêutica responsável por suporte técnico, pesquisa e desenvolvimento da Biotec Dermocosméticos, PR.

Doutor em Clínica Cirúrgica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Pós-Graduada em Atenção Farmacêutica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP).

Graduada em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP).

Ângela Cristine Bersch Ferreira Doutoranda em Nutrição em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Ciências da Saúde (Cirurgia Plástica) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Cintia Ernesto Coelho da Cunha Telles Supervisora Técnica Hospitalar do Laboratório Sérgio Franco, SP. Especialista em Hematologia pela Universidade de São Paulo (USP).

Especialista em Nutrição Clínica pela Universidade Gama Filho (UGF), RS.

Graduada em Farmácia e Bioquímica, Modalidade Análises Clínicas e Toxicológicas, pela Universidade de São Paulo (USP).

Nutricionista do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).

Dino Bandiera de Oliveira Santos

Nutricionista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Médico formado pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).

Dith Medeiros de Mesquita Beatriz Pagnanelli Van Sebroeck Professora Orientadora dos cursos de Pós-Graduação no Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde (IPGS), RS. Mestranda em Comunicação Científica pela Faculdade Casper Líbero, SP.

Coordenadora do curso de Pós-Graduação em Nutrição Hospitalar da Universidade Anhembi Morumbi (UAM), SP. Professora da Escola de Ciências e do curso de PósGraduação em Cosmetologia e Estética Avançada da Saúde da UAM, SP.

Especialista em Nutrição Clínica e Estética pelo IPGS, RS.

Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Aperfeiçoamento em Aconselhamento Nutricional na Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, na New York University, EUA.

Especialista em Nutrição Clínica pela Universidade do Sagrado Coração (USC), SP.

Responsável pelo acompanhamento nutricional na Clínica de Retaguarda Premium Care. Coordenadora do projeto de reabilitação metabólica na JVS Fisioterapia.

Especialista em Padrões Gastronômicos pela UAM, SP. Formada em Letras pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), SP. Nutricionista formada pela Unoeste, SP.

Bernardo Hochman

Fabianne Magalhães Girardin Pimentel Furtado

Doutor e Professor Orientador do Programa de PósGraduação em Cirurgia Translacional da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – Sudeste de Minas Gerais – campus Barbacena, MG.

Professor Afiliado da Disciplina de Cirurgia Plástica da Unifesp.

Doutora e Mestre em Cirurgia Plástica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Fisioterapeuta formada pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), MG.

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André Bandiera de Oliveira Santos

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Professora de Pós-Graduação Dermatofuncional do Centro Paulista Reeducação Postural, SP. Gerente da área técnica e fisioterapeuta responsável da Rede Onodera Estética, SP.

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Especialista em Nutrição Clínica Funcional pelo Centro Valéria Paschoal de Ensino, SP.

Especialista em Fisiologia e Biomecânica do Aparelho Locomotor pela Universidade de São Paulo (USP).

Nutricionista formada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Pós-Graduada em Fisioterapia Dermatofuncional pela Universidade Gama Filho (UGF), RJ.

Membro da Sociedade Brasileira de Nutrição Funcional (SBNF).

Aperfeiçoamento em Pesquisa Científica em Cirurgia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Juliana da Silveira Gonçalves

Fisioterapeuta formada pela Universidade São Judas Tadeu, SP.

Professora da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), RS.

Isabella de Carvalho Aguiar

Doutoranda e Mestre em Ciências da Saúde pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul.

Assistente de Coordenação e Professora da Pós-Graduação em Fisioterapia Oncológica no Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho, SP. Fisioterapeuta do Hospital São Luiz (Unidade Morumbi), SP. Mestre em Ciências da Reabilitação pela Universidade Nove de Julho (Uninove), SP. Especialista em Intervenção Fisioterapêutica em Pacientes com Doença Neuromuscular pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Especialista em Pneumofuncional pela Universidade Gama Filho (UGF), RJ. Aperfeiçoamento em Pesquisa Científica em Cirurgia pela Unifesp. Fisioterapeuta formada pela Universidade do Vale do Paraíba (Univap), SP.

Ivan Dunshee de Abranches Oliveira Santos Filho Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Cirurgião Plástico formado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP).

Especialista em Nutrição Clínica pelo Centro Brasileiro de Estudo Sistêmicos (CBES), RS. Especialista em Fitoterapia pela Universidade de León, Espanha. Nutricionista formada pelo Centro Universitário Metodista do Instituto Porto Alegre (IPA), RS. Autora do Manual de Atendimento em Nutrição Estética, 2a ed. (editora IPGS).

Jussara Carnevale de Almeida Doutora em Ciências Médicas (Metabolismo e Nutrição) pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professora Adjunta do Departamento de Medicina Interna da Faculdade de Medicina da UFRGS. Professora Orientadora de Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas: Endocrinologia, área de concentração Metabolismo e Nutrição da UFRGS.

Leandro Medeiros Coordenador e Professor da Pós-Graduação dos núcleos de Nutrição e Farmácia no Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE), PE.

Joyce Gomes de Moraes

Coordenador e Professor da Pós-Graduação em Fitoterapia Clínica no Núcleo de Treinamento e Ensino (Nutre Brasil), RN.

Professora da Pós-Graduação do Núcleo de Nutrição no Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE), PE.

Mestre em Inovação Terapêutica pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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Ingrid Silva Peres

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Professora Orientadora da Universidade do Vale do Sapucaí (Univas), MG.

Farmacêutico formado pela UFPE.

Doutora e Mestre em Ciências pelo Programa de PósGraduação em Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Marcelo Francisco Tiburi Atua como cirurgião geral e do aparelho digestivo.

Especialista em Psicologia Clínica pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).

Diretor do Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde (IPGS), RS.

Psicóloga formada pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), SP.

Doutor em Medicina (Cirurgia) e Mestre em Medicina (Gastroenterologia) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Pedagoga formada pelo Instituto Superior de Educação da Universidade do Minho, Portugal.

Fellow em Surgical Oncology and Endocrinology, pela Universidade Johns Hopkins, EUA.

Natália Bisconti

Especialista em Gestão em Saúde pela UFRGS.

Nutricionista da Clínica Franco e Rizzi e da Clínica Flávio Queiroz, SP.

Médico formado pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), RS.

Especialista em Nutrição nas Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Israelita Albert Einstein, SP.

Maíra Benito Scapolan

Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo, SP.

Médica-Residente de Cirurgia Geral da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Médica formada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP).

Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

Natasha Mendonça Machado Maria Claudia Sanchez Giometti Chefe de Equipe do Hospital dos Defeitos da Face, Cruz Vermelha Brasileira, SP.

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

Especialista em Terapia Nutricional e Nutrição Clínica pelo Grupo de Apoio de Nutrição Enteral e Parenteral (Ganep®).

Especialista em Cirurgia Plástica pelo Hospital dos Defeitos da Face, Cruz Vermelha Brasileira, SP.

Nutricionista formada pelo Centro Universitário do Pará (Cesupa).

Especialista em Cirurgia Geral pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).

Patricia Roberta da Silva

Médica formada pela UFMS.

Sócia Proprietária da Farmácia Dermaflora, SP.

Membro da SBCP.

Diretora técnica da Acqualis Cosméticos e Perfumes LTDA.

Maria José Azevedo de Brito Rocha

Pós-Graduada em Cosmetologia pelas Faculdades Oswaldo Cruz, SP.

Psicóloga do Ambulatório do Transtorno Dismórfico Corporal (Ambulim) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq-HC-FMUSP). Professora Colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

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Aperfeiçoamento em Pesquisa Científica em Cirurgia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Esteticista formada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), SP. Farmacêutica e Bioquímica Generalista formada pela Universidade Camilo Castelo Branco (Unicastelo), SP.

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Especialista em Docência do Ensino Superior pela Universidade Gama Filho (UGF), RJ.

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Tania Valladares Andriolli

Coordenadora e Professora da Pós-Graduação do núcleo de Nutrição no Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE), PE.

Especialista em Ginecologista e Obstetrícia pela Uni-

Especialista em Nutrição Clínica pela residência em Nutrição do Hospital das Clínicas, PE. Especialista em Nutrição Esportiva pela Universidade Gama Filho (UGF), RJ. Nutricionista formada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

versidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ). Especialista em Saúde da Mulher no Climatério pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Especialista em Endocrinologia e Metabologia pelo Instituto de Pesquisa e Ensino Médico (Ipemed), SP. Especialista em Ciência do Antienvelhecimento pela Universidade Paulista (UNIP), SP.

Roberto Rizzi Especialista em Cirurgia Geral pelo Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC).

Médica formada pela Fundação Técnica Educacional Souza Marques (FTESM), RJ. Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e

Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Laparoscópica (Sobracil), SP.

Metabologia (SBEM).

Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

de São Paulo (Sogesp).

Membro da International Federation for the Surgery of Obesity and Metabolic Disorder (IFSO).

(Abran).

Membro do International Center of Excellence for Bariatric Surgery.

Tatiana Pizzato Galdino

Médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP).

Membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia Membro da Associação Brasileira de Nutrologia

Coordenadora da Equipe Multiprofissional Gerontológica do Centro de Assistência à Pessoa Idosa com Depressão ou Déficit Cognitivo (CEAPI-2D) no

Rosana Benez Martins Freire Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Metodista de São Paulo. Especialista em Padrões Gastronômicos pela Universidade Anhembi Morumbi, SP. Especialista em Gestão de Negócios em Hotelaria pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), SP. Nutricionista formada pelo Centro Universitário São Camilo, SP.

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Instituto de Geriatria e Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (IGGPUCRS). Professora Orientadora dos cursos de Pós-Graduação no Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde (IPGS), RS. Mestre em Gerontologia Biomédica pelo IGG-PUCRS. Especialista em Nutrição Clínica pela Universidade Gama Filho (UGF), RS.

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Roberta Morgana da Mota Quirino

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Dedicamos este livro a todos os profissionais de saúde especialmente aos nutricionistas que já passaram por nossas vidas e a todos aqueles que se interessam pelo cuidado nutricional do paciente submetido a Cirurgia Plástica.

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Dedicatória

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Agradecemos de modo especial a cada um dos colaboradores responsáveis pela autoria dos capítulos desta obra, cuja participação foi imprescindível para a composição deste compêndio. Agradecemos às nossas famílias e aos amigos, que sempre nos apoiaram, que acreditam no nosso trabalho e na ciência da nutrição. Agradecemos a todos os profissionais de saúde, especialmente aos nutricionistas, que contribuem para o progresso desta profissão e batalham pelo reconhecimento das áreas de atuação do nutricionista.

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Agradecimentos

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É com imensa satisfação que apresentamos às comunidades acadêmica, científica e técnica, e a todos os interessados no assunto, o primeiro livro publicado no Brasil sobre o tema nutrição em cirurgia plástica. Considerando-se o panorama do Brasil quanto à prevalência de cirurgias plásticas realizadas e a incessante procura por tais procedimentos associada à idealização de um corpo perfeito, a elaboração desta obra emergiu da necessidade de oferecer um suporte aos profissionais que estão envolvidos na atenção nutricional aos pacientes submetidos a cirurgia plástica, os quais demandam cuidados específicos quanto às mais diversas abordagens para o cumprimento pleno de seus objetivos e necessidades. O livro Atendimento Nutricional em Cirurgia Plástica – Uma Abordagem Multidisciplinar dedica-se a fornecer subsídios para o suporte nutricional de forma ampla, amparando as expectativas dos pacientes quanto às questões psicológicas, fisioterapêuticas e de qualidade de vida, intimamente ligadas ao cuidado nutricional. Pretende-se assim possibilitar uma abordagem nutricional sob o enfoque multidisciplinar. Além disso, faz-se uma reflexão sobre o corpo em suas diferentes perspectivas, de modo a contextualizar de maneira adequada os profissionais para o tema em questão. A abordagem nutricional, chamada de conduta dietoterápica, possibilita uma visão ampla, porém mais específica, aos profissionais que realizam atendimentos ambulatorial e em consultório. Destacamos os aspectos mais importantes quanto à avaliação nutricional sob os parâmetros clínicos e bioquímicos e, na sequência, apresentamos as bases científicas que dão suporte às condutas dietoterápicas relacionadas a cirurgia plástica, cicatrização, pós-bariátrico, cirurgias reparadoras e de

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Apresentação

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Toda a obra está fundamentada na pesquisa clínica e epidemiológica atualizada e realizada nos principais centros de pesquisa do Brasil e do mundo. Consideramos que as condutas nutricionais mais consistentes são aquelas que estão pautadas nas pesquisas de ponta. E, por acreditarmos nisso, finalizamos a obra com um capítulo dedicado à pesquisa, de modo a despertar e sugerir temas atuais e emergentes no cenário da cirurgia plástica, estética e reparadora para que sejam cada vez mais aprofundados em seus cenários de atuação profissional. Desejamos aos leitores uma ótima leitura e sucesso em seus trabalhos! Vanessa Yuri Suzuki Aline Petter Schneider

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queimados. Adicionalmente, destacamos a abordagem nutricional, para a qual se pretende dar suporte quanto à técnica dietética, à gastronomia e à fitoterapia.

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Desde a Antiguidade o homem procura a perfeição e a beleza, e mesmo nos dias atuais o belo é considerado sinônimo de qualificação e status. Como o homem se compara ao outro, as suas diferenças podem tanto valorá-lo quanto excluí-lo do seu meio social. Para a Medicina, inicialmente a imagem da beleza feminina era confundida com a beleza da maternidade; depois, no contexto da Medicina Sanitarista, o belo representava o puro, o limpo. Somente após cerca de 1950 é que a cirurgia plástica brasileira passou a ser procurada, regulamentada e reconhecida como especialidade médica. O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de procedimentos em cirurgia plástica, que inclui cerca de 1,6 milhão de cirurgias realizadas em todo o mundo no ano de 2010, segundo a International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISASP). Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) mostrou que, em 2011, no Brasil foram realizadas mais de 1.700 cirurgias plásticas por dia no período de novembro de 2009 a março de 2010, sendo a grande maioria com fins estéticos. Atualmente no Brasil esse número ultrapassa 800 mil cirurgias por ano, ficando atrás somente dos EUA, com a diferença de que o Brasil tem uma população menor. São evidentes o respeito e o preparo na profissão e em pesquisa dos cirurgiões plásticos brasileiros, reconhecidos por outros profissionais de outras especialidades no Brasil e no mundo. O cuidado nutricional no pré- e no pós-operatório dos pacientes faz parte da abordagem preventiva e do tratamento dentro da especialidade. Além da preocupação com a manutenção dos resultados operatórios, o processo de cicatrização está intimamente relacionado com a nutrição. A alteração nutricional pode aumentar o risco de infecções, prolongar e/ou dificultar o

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Prefácio

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O estado nutricional do paciente relacionado com procedimentos em cirurgia plástica é tema muito discutido entre os profissionais de saúde e pesquisadores, porém carece de literatura específica. O livro Atendimento Nutricional em Cirurgia Plástica – Uma Abordagem Multidisciplinar, organizado por Vanessa Yuri Suzuki e Aline Petter Schneider, objetiva contribuir de maneira prática e lúdica para a discussão do tema. Este livro aborda os temas específicos e multidisciplinares relacionados com a nutrição nos casos de procedimentos em cirurgia plástica (apresentação do mercado de trabalho e atuação do profissional nutricionista, do cirurgião plástico, do cirurgião do trato digestório; a dietoterapia; a conduta nutricional aplicada; o aconselhamento nutricional; os aspectos psicológicos; a avaliação dos exames bioquímicos e a pesquisa científica) com foco na promoção da saúde, do bem-estar e da qualidade de vida do paciente. Esta obra inédita certamente irá contribuir para o arsenal da literatura sobre Nutrição e beneficiar os demais profissionais da área de Saúde. Dra. Lydia Masako Ferreira Professora Titular da Disciplina de Cirurgia Plástica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) 1B. Coordenadora da área de Medicina III da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Coordenadora do Comitê de Assessoramento de Medicina do CNPq. Pós-Doutora em Cirurgia Plástica pela California University, EUA. Revisora das revistas científicas Journal of Plastic and Reconstructive Surgery, American Journal of Clinical Nutrition, Brazilian Journal of Medical and Biological Research, Clinics, Acta Cirúrgica Brasileira. Coeditora científica da Acta Cirúrgica Brasileira. Presidente da Sociedade Brasileira para o Desenvolvimento da Pesquisa em Cirurgia (SOBRADPEC), Regional São Paulo.

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tempo de cicatrização e, consequentemente, aumentar o número das intercorrências e os custos do tratamento.

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%G

percentual de gordura

BIA

%PEP

percentual de perda do excesso de peso

bioimpedância elétrica (bioelectrical impedance analysis)

BIAQ

%SCQ

percentual de área corporal queimada

Body Image Avoidance Questionnaire

BIS

Body Investment Scale

ADA

American Dietetic Association

BSQ

Body Shape Questionnaire

ADM

amplitude de movimento

CAT

catalase

AG

ácidos graxos

CBC

carcinoma basocelular

AGPI

ácido graxo poli-insaturado

CEC

carcinoma espinocelular

AH

aminas heterocíclicas

CFM

Conselho Federal de Medicina

Anvisa

Agência Nacional de Vigilância Sanitária

CFN

Conselho Federal de Nutricionistas

ASA

American Society of Anesthesiologist

CGRP

peptídio relacionado ao gene da calcitonina (calcitonin gene related peptide)

ATP

trifosfato de adenosina (adenosine triphosphate)

CHCM

concentração de hemoglobina corpuscular média

AVD

atividades da vida diária

CIVD

BAQ

Body Attitudes Questionnaire

coagulação intravascular disseminada

BCQ

Questionário de Checagem do Corpo (Body Checking Questionnaire)

CPK

creatinofosfoquinase

CPT

terapia física complexa (complex physical therapy)

BCRS

Breast Chest Ratings Scale

Cu

cobre

BDDE

Body Dysmorphic Disorder Examination

Cu/Zn-SOD

cobre/zinco-superóxido dismutase

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Abreviaturas

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índice de normatização internacional

iNOS

óxido nítrico sintetase induzível (inducible nitric oxide synthase)

IRC

insuficiência renal crônica

ISL

International Society of Lymphology

KGF

fator de crescimento de queratinócitos (keratinocyte growth factor)

laser

ingestões dietéticas de referência (dietary reference intakes)

amplificação da luz por emissão estimulada de radiação (light amplification by stimulated emission of radiation)

LTF

liberação tecidual funcional

E

eritrócitos

MBSRQ

EEAV

estimulação elétrica de alta voltagem

Multidimensional Body-Self Relations Questionnaire

MC

massa corporal

EQ-5D

EuroQol-5D

MCM

massa corporal magra

EVA

Escala Visual Analógica

MHQ

FAST

Facial Appearance Sorting Test

McMaster Health Index Questionnaire

GEB

gasto energético basal

MIF

GH

hormônio do crescimento (growth hormone)

fator de inibição da migração de macrófagos (macrophage migration inhibitory factor)

GHQ

Questionário de Saúde Geral (General Health Questionnaire)

Mn-SOD

manganês-superóxido dismutase

NaCl

cloreto de sódio

GPx

glutationa peroxidase

NFkb

HADS

Escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar (Hospital Anxiety and Depression Scale)

fator de transcrição nuclear kappa beta (nuclear factor kappa beta)

NHP

Perfil de Saúde de Nottingham (Nottingham Health Survey)

HAQ-20

Stanford Health Assessment Questionnaire 20

NKA

neuroquinina A

NO

óxido nítrico (nitric oxide)

Hb

hemoglobina

NOS

HCM

hemoglobina corpuscular média

óxido nítrico sintetase (nitric oxide synthase)

HIV

vírus da imunodeficiência humana (human immunodeficiency virus)

OMS

Organização Mundial da Saúde

ORAC

capacidade de absorção dos radicais oxigenados (oxygen radical absorbance capacity)

Panfic

Protocolo de Avaliação Fisioterapêutica dos Níveis de Fibrose Cicatricial

Derriford Appearance Scale

DC

dobras cutâneas

DCNT

doença crônica não transmissível

DHEA

desidroepiandrosterona

DHL

desidrogenase láctica

DHT

di-hidrotestosterona

DI

doença inflamatória

DLM

drenagem linfática manual

DM

diabetes melito

DPOC

doença pulmonar obstrutiva crônica

DRI

Ht

hematocrito

Ibope

Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística

IGF-1

fator de crescimento similar à insulina (insulin-like growth factor)

PC-R

proteína C reativa

IL

interleucina

PDF

IL-1beta

interleucina-1 beta

produtos de degradação da fibrina

IMC

índice de massa corporal

PDW

distribuição das plaquetas (platelet distribution width)

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INR

DAS-59

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perda de excesso de peso

PL

prova do laço

PMN

S-DHEA

forma sulfatada da desidroepiandrosterona

leucócitos polimorfonucleares

SRQ-20

Self-Reporting Questionnaire 20

PO

pós-operatório

T3

tri-iodotironina

POI

pós-operatório imediato

T4

tiroxina livre

POT

pós-operatório tardio

TC

tempo de coagulação

PPAR-gama

receptor ativado por proliferadores de peroxissomo gama (peroxisome proliferatoractivated receptors-gama)

TCC

terapia cognitivocomportamental

TDC

transtorno dismórfico corporal

TENS

estimulação elétrica nervosa transcutânea (transcutaneous electrical nerve stimulation)

TEP

tromboembolia pulmonar

TGI

trato gastrintestinal

TGO

transaminase glutâmicooxaloacética

TGP

transaminase glutâmico-pirúvica

TMB

taxa metabólica basal

TNF-alfa

fator de necrose tumoral alfa (tumour necrosis factor alpha)

TP

tempo de protrombina

TPM

tensão pré-menstrual

TS

tempo de sangramento

TTG

teste de tolerância à glicose

TTPA

tempo de tromboplastina parcial ativado

UL

limite de ingestão máxima tolerável (tolerable upper intake levels)

VCM

volume corpuscular médio

VEGF

fator de crescimento vascular endotelial (vascular endothelial growth factor)

VHB

vírus da hepatite B

VIP

peptídio vasoativo intestinal

PSS

Escala de Estresse Percebido (Perceived Stress Scale)

QALY

anos de vida ajustados pela qualidade (quality adjusted lifeyears)

QFA

Questionário de Frequência Alimentar

QV

qualidade de vida

QVRS

qualidade de vida relacionada à saúde

RDA

ingestão dietética recomendada (recomended dietary allowance)

RDW

SATAQ-3 SBCBM

distribuição de largura das células vermelhas (red cell distribution width) Sociocultural Attitudes Towards Appearance Questionnaire-3 Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica

SCQ

superfície corporal queimada

SCTQ

superfície corporal total queimada

SE

selênio

SF-36

Questionário Genérico de Avaliação de Qualidade de Vida (Short-Form Health Survey 36)

SIP

Perfil de Impacto da Doença (Sickness Impact Profile)

VPM

volume plaquetário médio

SP

substância P

WHOQOL-100

SBCP

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

World Health Organization Quality of Life Instrument

Zn

zinco

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PEP

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CAPÍTULO 1

Atuação do Nutricionista em Cirurgia Plástica ..........................................................1

CAPÍTULO 2

O Corpo e a Imagem .............................................................................................11

CAPÍTULO 3

Cirurgia Plástica .....................................................................................................17

CAPÍTULO 4

Alterações Hormonais no Paciente Submetido a Cirurgia Plástica ...........................23

CAPÍTULO 5

Avaliação Clínica e Nutricional em Cirurgia Plástica ................................................33

CAPÍTULO 6

Exames Laboratoriais em Cirurgia Plástica ..............................................................51

CAPÍTULO 7

Conduta Dietoterápica em Cirurgia Plástica ...........................................................63

CAPÍTULO 8

Conduta Dietoterápica na Cicatrização ..................................................................69

CAPÍTULO 9

Conduta Dietoterápica em Cirurgia Plástica Pós-Bariátrica......................................77

CAPÍTULO 10

Conduta Dietoterápica em Cirurgia Reparadora ou de Queimados.........................87

CAPÍTULO 11

Técnica Dietética e Gastronomia Aplicadas à Nutrição ...........................................97

CAPÍTULO 12

Fitoterapia: Legislação, Riscos e Benefícios ...........................................................107

CAPÍTULO 13

Psicologia Aplicada à Nutrição .............................................................................121

CAPÍTULO 14

Terapia Cognitivo-Comportamental e a Atuação do Nutricionista.........................127

CAPÍTULO 15

Educação Nutricional em Cirurgia Plástica ............................................................137

CAPÍTULO 16

Atuação Fisioterapêutica em Cirurgia Plástica ......................................................145

CAPÍTULO 17

Qualidade de Vida do Paciente Submetido a Cirurgia Plástica ..............................163

CAPÍTULO 18

Pesquisa em Nutrição e Cirurgia Plástica ..............................................................173 Índice Remissivo ..................................................................................................181

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Sumário

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1

Atuação do Nutricionista em Cirurgia Plástica Vanessa Yuri Suzuki  Isabella de Carvalho Aguiar Amparo Hurtado Fernandez Filha  Ingrid Silva Peres

´ Introdução A saúde e a boa forma são preocupações comuns a todos os segmentos da sociedade, principalmente o público feminino. A preocupação com o corpo saudável engloba pessoas de diferentes gêneros, faixas etárias e classes sociais.1 A imagem corporal desenvolve-se, no decorrer da vida, por meio da comparação com outras pessoas. Uma deformidade física coloca o indivíduo na posição de diferente, com conotação de desvantagem diante dos outros. O indivíduo diferente sente-se em uma situação de menos-valia e encontra inúmeras dificuldades em seu dia a dia, qualquer que seja a deformidade física que apresente. Existem soluções sociais e psicológicas, e soluções cirúrgicas para tratar o problema.1 Entre as situações que fazem o indivíduo se ver como diferente encontram-se a obesidade e o sobrepeso. Estas condições podem ser associadas à falta ou ao excesso de nutrientes que geram uma sobrecarga ao organismo, levando a desequilíbrio nutricional. Além de obesidade e sobrepeso, outras doenças, como o diabetes melito (DM), dislipidemias, doenças inflamatórias (DI) e problemas imunológicos, podem surgir em decorrência desse distúrbio, desequilibrando a relação entre a parte estética e a saúde, além de desequilíbrios de ordem emocional. Nesse contexto, tem-se observado um aumento na procura por cirurgias plás-

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CAPÍTULO

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ƒ Substâncias

cáusticas: álcool e mercúrio destroem os tecidos de neoformação.

ƒ Idade: quanto mais jovem, mais rápida a ci-

sários em grandes quantidades, até um amplo espectro de micronutrientes, como vitaminas e minerais, necessários em menor quantidade.34

ƒ Corticosteroides: doses prolongadas e altas

Na Tabela 1.1 verificamos o papel dos macronutrientes na manutenção dos tecidos e na cicatrização.34

ƒ Presença

´ Considerações finais

catrização devido ao metabolismo celular.

retardam o processo mitótico do tecido de granulação e freiam a cicatrização. de infecção: algumas bactérias (Streptococcus beta-hemolítico e as pseudômonas) destroem os tecidos de granulação e retardam a cicatrização.

ƒ Temperatura: aumentos pequenos da temperatura local promovem uma melhor irrigação, e isso facilita a cicatrização pela ação da vasodilatação.

ƒ Hormônios

androgênicos e do crescimento: têm poder anabólico sobre as proteínas, proliferando no tecido conjuntivo.

Após conhecer a importância da cirurgia plástica na recuperação da saúde e na manutenção da autoimagem, avaliar os passos da cicatrização e as necessidades orgânicas que esse processo envolve, observa-se que o atendimento nutricional pode representar um grande diferencial para o paciente submetido a esses procedimentos.

A nutrição tem papel importantíssimo junto à ação fisioterápica, ajudando na facilitação da regeneração tecidual e reabilitação dos pacientes no PO.

Cabe ressaltar que o paciente que se submete à cirurgia plástica pode ser muito favorecido com o atendimento nutricional, pois por meio de uma alimentação equilibrada é possível reverter os efeitos deletérios da inflamação e do estresse oxidativo. Esses dois pontos já melhoram os resultados cirúrgicos, bem como diminuem as possibilidades de complicações.

Para obter o crescimento tecidual e celular dos organismos vivos, é necessária a presença de vários nutrientes essenciais, que por sua vez fazem parte dos macronutrientes produtores de energia carboidratos, gordura e proteína neces-

A alimentação equilibrada deve fornecer todos os nutrientes necessários para o indivíduo. Essas necessidades são individuais e somente o nutricionista tem as ferramentas e o treino adequados para a correta determinação das quan-

´ Tabela 1.1 Papel dos macronutrientes produtores de energia na manutenção dos tecidos e na cicatrização Nutrientes

Papel na manutenção dos tecidos

Papel específico dos tecidos na cicatrização

Carboidrato

ƒ Fonte de energia para crescimento normal e saúde tecidual

ƒ Glicose é a fonte de energia preferida para o reparo de feridas

Gordura (ácidos graxos)

ƒ Fonte de energia ƒ Ácidos graxos são constituintes essenciais das membranas celulares ƒ Síntese de prostaglandinas

ƒ Prostaglandina pode mediar as atividades subjacentes à fase inflamatória (pré-requisito para cicatrização)

Proteína

ƒ Essencial para o crescimento celular e tecidual ƒ Síntese de tecido conjuntivo ƒ Produção de enzimas e hormônios

ƒ Suporta a multiplicação celular (proliferação fibroblástica necessária para cicatrização) ƒ Síntese de colágeno necessário para reparo da ferida

Fonte: adaptada de Gorgia, 2003.34

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8 Atendimento Nutricional em Cirurgia Plástica – Uma Abordagem Multidisciplinar

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tidades a serem oferecidas. A individualização da dieta é de responsabilidade do nutricionista. Em uma análise final, é de suma importância a participação do nutricionista na equipe de atendimento ao paciente cirúrgico por todos os benefícios que a individualização da dieta pode trazer, mas devem ser realizados estudos mais profundos e específicos sobre o assunto.

´ Referências 1. Russo R. Imagem corporal: construção através da cultura do belo. Moviment Percepção. 2005; 6(5):80-90. 2. Poli Neto P, Caponi SNC. The ‘medicalization’ of beauty. Interface Comunic Saúde Educ. 2007; 11(23):569-84. 3. Ferreira MC. Cirurgia plástica estética – avaliação dos resultados. Rev Soc Bras Cir Plast. 2000; 15(1):55-66. 4. Thompson C, Fuhrman MP. Nutrients and wound healing: still searching for the magic bullet. Nutr Clin Pract. 2005; 20(3):331-47. 5. Rodrigues EM, Boog MCF. Problematização como estratégia de educação nutricional com adolescentes obesos. Cad Saude Pub. 2006; 22(5):923-31. 6. Rodrigues EM, Soares FPTP, Boog MCF. Resgate do conceito de aconselhamento no contexto do atendimento nutricional. Rev Nutr. 2005; 18(1):119-28. 7. Liberato SC, Pinheiro HM. Fortification of industrialized foods with vitamins. Rev Nutr. 2006; 19(2):215-31. 8. Souto S, Ferro-Bucher JSN. Práticas indiscriminadas de dietas de emagrecimento e o desenvolvimento de transtornos alimentares. Rev Nutr. 2006; 19(6):693-704. 9. Mota JF, Rinaldi AEM, Pereira AF, Maestá N, Scarpin MM, Bunini RC. Adaptação do índice de alimentação saudável ao guia alimentar da população brasileira. Rev Nutr. 2008; 11(5):545-52. 10. Marcondelli P, Costa THM, Schmitz BAS. Physical activity level and food intake habits of university students from 3 to 5 semester in the health area. Rev Nutr. 2008; 21(1):39-47. 11. Triantafilou M, Triantafilou K. Invited review: The dynamics of LPS recognition: complex orchestration of multiple receptors. J Endotoxin Res. 2005; 11(1):5-11. 12. Campos ACL, Borges-Branco A, Groth AK. Cicatrização de feridas. Arq Bras Cir Dig. 2007; 20(1):51-8. 13. Barbul A, Lazarou AS, Efron DT, Wasserkrug HL, Efron G. Arginine enhances wound healing and limpocyte immune responses in humans. Surgery. 1990; 108:331-7. 14. Rojas AI, Phillips TJ. Patients with chronic leg ulcers show diminished levels of vitamins A and E, carotenes, and zinc. Dermatol Surg. 1999; 25:601-4. 15. Whitney JD, Heitkemper MM. Modifying perfusion, nutrition, and estresse to promote wound healing in pa-

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O Corpo e a Imagem Andréa Costa Dias

´ Introdução A experiência do corpo ganhou, na atualidade, dimensão peculiar. Inserido na ordem do espetáculo na qual a visão é o sentido por excelência, o corpo que hoje se faz presente é o corpo-imagem. A lógica própria à imagem afirma que só é bom e só tem valor o que aparece. Não se trata, contudo, de uma visibilidade conquistada através da ação política, mas da visibilidade do espetáculo cuja condição de realização repousa sobre o corpo como palco performático. A existência se ancora e se afirma a partir da superfície visível da imagem corporal, ou seja, o corpo tornou-se referência para a construção das identidades pessoais.1 A antropóloga Mirian Goldenberg (2010)2 nos conta que, no Brasil, o corpo é considerado uma riqueza, especialmente entre os cidadãos de classe média e de camadas mais pobres. Ele figura como instrumento de ascensão social e importante distintivo profissional, afetivo e sexual. Este corpo-coringa é passe-livre para uma vida pretensamente menos tediosa e sofrida. É no corpo que se deposita e repousa o sentido do viver. Até mesmo as roupas perdem lugar para o corpo. É evidente que não se trata de qualquer corpo, mas:

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[...] o corpo trabalhado, cuidado, sem marcas indesejáveis (rugas, estrias, celulites, manchas) e sem excessos (gordura, flacidez). O único que mesmo sem roupas, está decentemente vestido. [...] É o corpo que entra e sai da moda. A roupa, neste caso, é apenas um acessório para a valorização e a exposição deste corpo da moda.2

O movimento de hipertrofia e estetização do corpo coexiste ao avanço das biotecnologias, as quais oferecem as ferramentas – próteses, membros robóticos, peças de titânio – para a expansão dos limites e potencialidades fisiológicas, anatômicas e funcionais. Os indivíduos alteram suas concepções de corpos de modo a acomodar as possibilidades de fragmentação e remontagem surgidas das mudanças tornadas possíveis nas últimas décadas, como o avanço nas técnicas de transplantes, de cirurgias plásticas e outros campos.3

Este interjogo entre humano e não humano cria uma série de virtualidades corpóreas, instaurando o que até então era apenas tema de filmes de cinema: os corpos biônicos. Entre as técnicas de modificação corporal as cirurgias plásticas ganham destaque. Certamente não se trata de condená-las ou excluí-las do universo de escolhas possíveis para a gestão dos corpos e da vida emocional. Por outro lado, podemos traçar parte dos caminhos e condições que abriram as portas para sua emergência e emprego enquanto prática corrente.

tica) tem múltiplas determinações e uma diversidade de sentidos e motivações. Contudo, pode-se dizer que parte do que presenciamos hoje em relação à valorização da forma e assunção do corpo enquanto patrimônio a ser modelado e arduamente administrado tem um aspecto religioso. Embora muito mais presente na sociedade norte-americana, o discurso puritano deixou também suas marcas na cultura brasileira no que tange ao labor dispensado ao corpo. É esse discurso que, no início do século XIX, reabilita o corpo enquanto campo de investimento. Este corpo redimido torna-se alvo de cuidados e preocupações. No período em questão, pastores norte-americanos reiteravam a importância de os fiéis assumirem a responsabilidade pela vida terrena procurando conduzi-la de forma virtuosa, com vistas a se aproximarem do estado de graça e da perfeição. Essa responsabilização incluía o trato com o corpo, ou melhor, seu aperfeiçoamento a partir de uma série de engenhos, favorecendo por meio desta conversão a salvação da alma. O desenvolvimento corpóreo também estava associado à ideia de progresso e regeneração da nação.4 Em resposta ao crescimento industrial e à urbanização que deixavam suas marcas no modo de vida das pessoas e tornavam o dia a dia mais sedentário, as atividades físicas e novos hábitos de higiene figuravam, nos EUA, como dispositivos de evitação do desregramento e da corrupção dos costumes.

´ O trato com o corpo e a moral religiosa

A virilidade, os músculos e a potência muscular tornaram-se atributos masculinos valorizados já em meados da década de 1840 e na década de 1850, impulsionados pelo desenvolvimento da ginástica, dos exercícios de força e da expressiva comercialização de pesos e halteres. Neste mesmo período as atividades físicas adentraram o sistema escolar e a vida dos adultos de forma permanente. A partir de 1860 inúmeras academias foram construídas, sendo conhecidas como “ilhotas de salubridade regeneradora”.4

Certamente a vontade de modificar e renovar o corpo (incluindo aqui a busca pela cirurgia plás-

No final do século XIX era o corpo atlético signo de beleza, poder e empreendedorismo na

Para tanto, neste capítulo trataremos de alguns dos modos culturalmente construídos de usos do corpo que contribuíram para a formação do terreno em que hoje se assenta soberanamente o que chamamos de indústria do corpo.

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vida. Este ideal foi embalado pelo movimento intitulado Cristandade Muscular, que considerava a figura de Cristo um atleta espiritual. Para os adeptos deste movimento, ser um bom cristão incluía dever e obrigação de um corpo bem torneado. Na verdade, o universo da atividade física, com seus imperativos de ordem e disciplina, contribuía para a educação moral dos adeptos, além de os tornarem aptos e bem dispostos à condução da atividade econômica e do avanço da sociedade industrial. A sedimentação do pensamento esportivo e sua consolidação na cultura norte-americana também contaram com a importante contribuição do discurso médico, o qual concebia o corpo como uma máquina. Este corpo-máquina necessitava remodelar-se para que suas forças fossem mais bem aproveitadas, o que pressupunha o investimento no condicionamento. O condicionamento do corpo logo exigiu toda uma aparelhagem muscular que habitava não só os espaços das academias, mas também escritórios e residências. Qualquer tempo disponível entre uma atividade e outra poderia ser preenchido com séries de exercícios, exorcizando, assim, a desocupação considerada nociva para o engrandecimento espiritual. Segundo Courtine (2005):4 a antiga desconfiança puritana a respeito das distrações assim como as condenações religiosas da ociosidade encontram na prática cotidiana e generalizada de exercícios físicos, a possibilidade de enquadrar o tempo individual num modelo de atividade contínua: o exercício físico passa a ser um lazer às margens do tempo de trabalho e um trabalho instalado no coração do tempo de lazer.

A figura da mulher também tem lugar neste ordenamento do corpo. Para elas era recomendada, por exemplo, a prática da bicicleta, a fim de fortalecer os músculos do útero e torná-las boas parideiras.

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No início do século XX a fraqueza era não apenas desencorajada, como também considerada sinal de fragilidade moral. Já o músculo inspirava vigor, vitalidade e qualificava positivamente seu portador. Mas entre as décadas de 1920 e 1930, principalmente no seio da classe média, o corpo atlético foi praticamente dessacralizado, deixando necessariamente de sinalizar a virtude do caráter (honradez, decência) e da alma. Atrelouse com mais força à ideia de sucesso. Beleza e corpo tornaram-se atributos fundamentais no imaginário coletivo para a promoção e o reconhecimento individuais. Neste período, na relação com o corpo e com as práticas esportivas, entrou em jogo a busca pelo prazer pessoal, até então ausente do pensamento religioso. Segundo Courtine (2005)4 não houve propriamente, a partir deste momento, o desaparecimento das prescrições e dos deveres relativos ao corpo, mas uma repaginação das coações. O que antes era demandado em nome da qualificação moral e religiosa, agora se reveste da roupagem da saúde e do bemestar (o que, aliás, se verifica até hoje). Neste sentido, embora o tratamento ao corpo tenha ganhado maior liberdade e um amplo horizonte de possibilidades ante o referencial do prazer próprio, ele não deixou o cativo lugar do labor. Para desfrutar da alegria dos resultados corporais continuaram sendo demandados intenso esforço e dedicação. A aparência e o “invólucro corporal” em muitos casos se tornaram alvo de controle e vigília cada vez mais acentuada. Pode-se perguntar se o que verificamos atualmente no manejo do corpo não seria em parte uma repuritanização dos comportamentos agora em nome da salvação do próprio corpo? Corpo alçado a valor absoluto, endeusado, sacralizado e, ao mesmo tempo, negado, judiado e maltratado. Corpo este que, a fim de expurgar suas imperfeições e purificar seus excessos, é colocado no altar (mesa de cirurgia!) dos sacrifícios.

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Avaliação Clínica e Nutricional em Cirurgia Plástica Beatriz Pagnanelli Van Sebroeck

Vanessa Yuri Suzuki

´ Introdução Avaliação nutricional corresponde ao conjunto de métodos investigativos que permite identificar o estado nutricional de um indivíduo. Por meio da correlação entre as informações de “estudos físicos, bioquímicos, clínicos e dietéticos” é possível obter a real “condição de saúde influenciada pelo consumo de nutrientes” nos seres humanos.1 Nas mãos de um nutricionista, a avaliação nutricional se consagra como uma ferramenta valiosa capaz de materializar as características do paciente, bem como seus objetivos e expectativas frente ao tratamento que se segue. Conhecer o perfil do indivíduo é fundamental para traçar a conduta dietética e indispensável para conquistar a confiança do paciente, que se percebe “compreendido”. A elaboração de uma anamnese detalhada e específica, que abarque as informações essenciais para o atendimento de modo preciso e bem orientado, é o ponto de partida para o aconselhamento nutricional em estética, especialidade que busca o “ajuste fino” e demanda, portanto, maior atenção e cuidado do avaliador. No presente capítulo, sob o enfoque da cirurgia plástica, busco lançar luz sobre aspectos relevantes na avaliação nutricional, na humilde tentativa de engrossar a escassa literatura a respeito.

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Distribuição da gordura corporal Nem todo corpo feminino segue o mesmo padrão de distribuição. As variantes de idade e etnia são fortemente relacionadas com esta distribuição e, por vezes, são estas formas que incomodam mais as mulheres do que o próprio acúmulo de gordura (Figura 5.2). A genética familiar é também de grande influência neste padrão.

Gordura localizada A gordura localizada, não difícil de ser notada, tem forte correlação com as formas do corpo. Sobrepeso exacerba esta percepção, mas mesmo em indivíduo eutróficos é possível notar. Utilizar um esquema com figuras corporais e atentar aos pontos de maior acúmulo é um modo prático e eficaz durante a anamnese.

Celulite A celulite pode ser avaliada através do pinch test, que consiste em apertar de leve a região do corpo com a mão em formato de pinça (com

A

B

o polegar), de modo a pressionar a área. O indivíduo deve estar em pé, sem contrair a musculatura. Diversos autores propõem tabelas que esquematizem o grau de celulite, auxiliando na terminação pessoal e do examinador (Tabela 5.2).16

´ Tabela 5.2 Graus de classificação da celulite Grau

Classificação

Grau 1

Nenhuma presença de celulite mínima baseada na observação: em repouso ou na contração muscular voluntária

Grau 2

Irregularidade na topografia da pele. Celulite quando da contração muscular

Grau 3

Aparecimento da clássica pele “casca de laranja” em repouso. Presença de pequenos nódulos subcutâneos

Grau 4

Além das características do Grau 3, são encontrados nódulos evidentes e severos, e depressões cutâneas

Fonte: adaptada de Rao et al., 2005.16

C

D

´ Figura 5.2 (A a D) Exemplos de padrão de distribuição do corpo feminino: retângulo (A), triângulo invertido (B), pera (C) e ampulheta (D)

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junto. Não se pode desconsiderar o ambiente em uma imagem que é formada de acordo com suas interações sociais e culturais.18 Por assim dizer, no momento em que um indivíduo é questionado quanto à sua imagem corporal, é preciso que o avaliador tenha a consciência de que o corpo em questão não é um objeto inerte e tampouco pode ser percebido isoladamente. A história e as emoções de cada um são determinantes na construção da imagem corporal, sendo que o julgamento próprio é uma maneira subjetiva de avaliar o indivíduo aos seus olhos, contribuindo de modo diferenciado às informações mais objetivas comuns à anamnese nutricional. São muitos os autores que se propuseram a formular esquemas e escalas iconográficas para analisar a imagem corporal, e a aplicabilidade clínica destas ferramentas mostra-se bastante

eficaz dada a facilidade e rapidez da dinâmica. A validação destas escalas e sua reprodutibilidade, no entanto, são elementos à parte que ainda requerem mais estudos devido à série de fragilidades que apresentam. Na prática do nutricionista em estética, a escala proposta por Stunkard e seus colaboradores em 1983 é uma ferramenta já validada de 18 silhuetas divididas em homens e mulheres que representam um continuum de ícones de magreza (silhueta 1) até obesidade grave (silhueta 9) (Figura 5.3). Este esquema de figuras pode ser utilizado para três finalidades: 1. Identificar as características do indivíduo a fim de que este reconheça seu posicionamento na escala. 2. Avaliar a percepção da imagem corporal real. 3. Avaliar o grau de satisfação corporal.

A 1

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B

´ Figura 5.3 (A e B) Esquema de silhuetas para avaliação da imagem corporal proposta por Stunkard, Sorenson e Schlusinger. Silhuetas masculinas (A) e femininas (B)

Fonte: adaptada de Stunkard et al., 1983.19

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´ Tabela 5.6 Exemplos de referências para avaliação da composição corporal a partir de dobras cutâneas (DC) Referência de avaliação Somatória de três dobras cutâneas: referência de densidade corporal segundo Guedes (1994)28

Base de cálculo ƒ Densidade corporal para homens: 1,17136 − 0,06706 log (tricipital + suprailíaca + abdominal) ƒ Densidade corporal para mulheres: 1,16650 – 0,07063 log (coxa + suprailíaca + subescapular) %G = [(4,95/densidade corporal) - 4,50] × 100

Somatória de quatro dobras cutâneas: densidade corporal com constante fixada por Faulkner (1968) para praticantes de atividade física27

G% × peso corporal ƒ Peso gordo = __________________ 100 ƒ Massa magra (kg) = peso corporal - peso gordo ƒ Peso ideal (kg) = massa magra × constante ƒ %G = [(somatória das 4 DC) × 0,153 + 5,783] Fixado pelo autor: ƒ Nadadores: 1,09 ƒ Futebolistas: 1,12 ƒ Demais esportes e mulheres: 1,14

Somatória de cinco dobras cutâneas: referência de densidade corporal segundo Pollock et al. (1993)29

ƒ Densidade corporal para mulheres (18 a 55 anos): 1,0994921 – 0,0009929 × (tríceps + suprailíaca + coxa) + 5 DC ƒ Densidade corporal para homens (18 a 61 anos): 1,1093800 – 0,0008267 × (peitoral + abdome + coxa)² + 0,0000016 × (peitoral + abdome + coxa)² - 0,0002574 × idade ƒ %G = [(4,95/densidade corporal) - 4,50] × 100

%G: percentual de gordura; DC: dobras cutâneas.

Fonte: adaptada de Faulkner, 1968; Guedes, 1994; Pollock & Wilmore, 1993.27-29

Cintura Cintura Quadril

Quadril

Maiores quantidades de gordura visceral

A

B

´ Figura 5.5 (A e B) Diferenças entre a regionalização da gordura corporal: androide (A) e ginoide (B)

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Diante da cirurgia plástica, de acordo com as características do procedimento, alterações importantes ocorrerão na composição corporal, sendo de grande importância a manutenção de um mesmo método avaliativo para que não some o viés da avaliação à alteração de valores obtidos na composição corporal. Apesar de sua inegável facilidade de execução, a BIA requer certos cuidados relacionados na Tabela 5.7 que, no caso do acompanhamento para cirurgia plástica, requerem maior atenção.

´ Considerações finais A nutrição atua como coadjuvante no tratamento em cirurgia plástica, ao passo que a harmonia orgânica se consagra determinante na evolução do procedimento e nos seus resultados. A anamnese nutricional adequada, capaz de coletar in-

formações suficientes para que o nutricionista “conheça” seu paciente, é o primeiro passo para uma orientação bem-sucedida. A maleabilidade do seu instrumento de entrevista confere ao profissional a autonomia para fazer ajustes de acordo com seu públicoalvo, e atender às necessidades de cada caso clínico. O objetivo deste capítulo foi ressaltar aspectos importantes no aconselhamento nutricional em cirurgia estética, uma especialidade promissora na área. A Medicina da Beleza, cada vez mais forte, mais exposta e mais presente na contemporaneidade, é enriquecida e valorizada com a atenção multiprofissional. No caso da nutrição, ciência que perpassa todos os momentos da vida, o cuidado com enfoque específico em estética e, mais ainda, na cirurgia plástica agrega benefícios pontuais com a pretensão de serem eternos.

´ Tabela 5.7 Variantes que interferem no resultado da BIA Variantes

Observações

Desidratação

Como a avaliação da BIA se dá através da passagem da corrente elétrica, quanto menor for a quantidade de água no organismo, menor será a “percepção” da máquina da quantidade de massa magra. Subestima a quantidade de massa magra

Edema

Quanto maior a quantidade de água no corpo, maior a “noção” de massa magra. Retenção hídrica superestima a massa magra, indicando um sujeito “mais magro” do que realmente é

Consumo de bebida alcoólica

Promove desidratação

Atividade física

Mesmo com o consumo de água durante o treino, há de se considerar a desidratação

Uso de diuréticos

Se os diuréticos forem naturais, como em formulações de fitoterápicos e/ou consumo de chás de ervas, é interessante que sejam eliminados antes da avaliação. No entanto, se forem medicamentos diuréticos, prescritos para controle de pressão, não deve ser feita a retirada do medicamento, mas apenas somar a nota do seu uso ao prontuário do paciente

Consumo de alimentos

Alguns equipamentos de BIA são capazes de calcular a taxa metabólica basal, e para isso é interessante que se mantenha o jejum de ao menos 4h

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Exames Laboratoriais em Cirurgia Plástica Patricia Roberta da Silva

Cintia Ernesto Coelho da Cunha Telles

Bianca Barrichello

´ Introdução O sonho do corpo perfeito tem se materializado para milhares de pessoas por meio da cirurgia plástica. O procedimento que faz a felicidade de tantos é delicado e exige cuidados no pré- e no pós-operatório (PO), embora sempre com grandes chances de êxito. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), tem aumentado a cada ano o número destas intervenções. Em 2011 foram realizadas 905.124 cirurgias e estima-se que a cada três anos sejam realizadas mais de um milhão. Atualmente o Brasil ocupa o segundo lugar em número de cirurgias plásticas, perdendo apenas para os EUA.1,2 Entre os três tipos de intervenções – lipoaspiração, dermatolipectomia e abdominoplastia –, o cirurgião relata a lipoaspiração como o procedimento com maiores índices de complicações. Nove complicações foram relatadas entre os três tipos de procedimento: (1) morte, (2) infarto do miocárdio, (3) acidente vascular encefálico; (4) ataque isquêmico transitório; (5) tromboembolia por anestesia; (6) embolia gordurosa; (7) perda grave de pele; (8) complicações de transfusão e (9) trombose venosa profunda, além de outros riscos inerentes como hemorragias, anemias, infecções, reações alérgicas anafiláticas, edemas, hematomas e perfurações.3-7

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ƒ Números reduzidos de receptores de insulina. ƒ Deficiência da absorção intestinal de glicose. ƒ Incapacidade de o fígado metabolizar glico-

gênio ou níveis alterados de hormônios que desempenham uma função nesse metabolismo.

O teste de glicemia é útil no diagnóstico das hiperglicemias e hipoglicemias.14,15 Valores de glicemia compreendidos entre 100mg/dL e 125mg/dL são considerados inapropriados ou até mesmo como pré-diabetes. Quando excedidos, sugere-se realizar o teste oral de tolerância à glicose com medidas no jejum e 2h após a sobrecarga. O diagnóstico de DM é confirmado por resultados de glicemia de jejum iguais ou superiores a 126mg/dL em duas ocasiões, ou por valores iguais ou superiores a 200mg/dL após 2h no teste oral de sobrecarga, ou ainda por níveis de glicose iguais ou superiores a 200mg/dL em exames colhidos em qualquer horário, desde que haja sintomas de diabetes.14,15 Para valores de referência, ver Tabela 6.5.

Proteínas totais e albumina O teste de dosagem de proteínas plasmáticas é útil na avaliação da hipoproteinemia, que pode ocorrer por defeito de síntese proteica, como nas hepatopatias e na desnutrição, ou por perda proteica na síndrome nefrótica e nas enteropatias com perda proteica. As globulinas podem estar elevadas à custa de suas frações alfa-1, alfa-2, beta- ou gamaglobulina, o que é possível identificar pela eletroforese de proteínas.

A avaliação da albumina é um exame útil para avaliar o estado nutricional, a capacidade de síntese hepática e a perda renal de proteínas. Nos líquidos cavitários, ajuda a estabelecer o diagnóstico diferencial entre transudatos e exsudatos. Parece ser útil no pré-operatório de cirurgia plástica: se apresentar valores aumentados o paciente está com quadro de desidratação; se diminuídos, os quadros são: edema; doença hepática; má absorção; diarreia; queimadura; eclâmpsia; insuficiência renal crônica (IRC); desnutrição; estresse; hiper-hidratação; câncer; gestação; envelhecimento; síndrome nefrótica. Valores de referência para albumina: ƒ De 1 dia de vida a 1 ano de idade: 2,9 a 5,5g/dL ƒ De 2 anos de idade em diante: 3,5 a 5,5g/dL

Fonte: adaptada de Albert Einstein Medicina Diagnóstica.30

Colesterol e triglicerídios Em pacientes com dislipidemia, por exemplo, acrescenta-se a dosagem de colesterol e triglicerídios. A avaliação do colesterol determina o risco de aterosclerose, de oclusões miocárdicas e de artérias coronárias. O colesterol relaciona-se com a doença cardíaca coronária daí ser triagem importante para fatores de risco: faz parte do estudo de lipídios. Os triglicerídios são responsáveis por mais de 90% da ingestão alimentar e compreendem 95% das gorduras armazenadas no tecido. A mensuração de triglicerídios avalia a suspeita de aterosclerose e mede a capacidade de o corpo metabolizar gordura.29 Valores de referência para colesterol total:

´

Tabela 6.5 Valores de referência para glicemia

Interpretação

Intervalo de resultados

ƒ Desejável ou normal: inferior a 200mg/dL ƒ Limítrofe: 200 a 239mg/dL ƒ Elevado: superior a 239mg/dL

Jejum

75 a 99mg/dL

Inapropriado

100 a 125mg/dL

Valores de referência para triglicerídios:

Resistência à insulina

>140mg/dL

Diagnóstico de diabetes melito

≥126mg/dL

>200mg/dL*

ƒ Desejável ou normal: inferior a 150mg/dL ƒ Limítrofe: 50 a 199mg/dL ƒ Elevado: 200 a 499mg/dL ƒ Muito elevado: superior a 499mg/dL

*24h após a sobrecarga com teste oral de tolerância à glicose.

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Fonte: adaptada de SBC, 2001.31

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metabolismo energético. É produzida em uma velocidade constante dependendo da massa muscular da pessoa e é excretada pelos rins. Um distúrbio da função renal reduz a excreção da creatinina, resultando em níveis de creatinina sanguíneos elevados.29 Esse exame é útil na avaliação da função renal. A creatinina aumenta à medida que diminui o ritmo de filtração glomerular e diminui com o aumento da filtração. Clinicamente falando, pode-se imaginar que reduções de filtração glomerular de 50% correspondem a uma duplicação do nível sérico de creatinina. Como o aumento demanda certo tempo, esse raciocínio não pode ser aplicado a reduções agudas da filtração glomerular. Por sofrer menos influência da dieta do que a ureia, a creatinina, nesse aspecto, é um melhor índice de função renal.14,15 Valores de referência para creatinina (acima de 12 anos de idade): ƒ Em homens: 0,7 a 1,3mg/dL ƒ Em mulheres: 0,6 a 1,1mg/dL

Sorologias para HIV, hepatites B e C Os vírus produzem anticorpos que podem ser detectados por exames do soro sanguíneo. Anticorpos a muitos antígenos virais permanecem por meses ou anos após uma infecção aguda. Um aumento significativo no título do anticorpo indica diagnóstico de infecção viral recente, cujos valores normais são considerados negativos; não reativo para tipos 1 e 2 de HIV pelos métodos de ensaio imunossorvente ligado a enzima (ELISA), teste Western blot e anticorpo fluorescente indireto.29,32 O vírus da hepatite B (VHB) é um dos principais agentes etiológicos das hepatites agudas e crônicas e está também relacionado com o desenvolvimento de cirrose e carcinoma hepático.15 As sorologias para doenças infectocontagiosas representam dados importantes pelos riscos apresentados no ato da cirurgia para o paciente e para a equipe que conduzirá a operação.

´ Considerações finais

Ureia sérica

É importante ressaltar que a interpretação dos

O uso clássico deste exame como parâmetro de avaliação da função renal vem sendo substituído pela dosagem de creatinina. A ureia sofre, mais que a creatinina, influência do catabolismo proteico, aumentando com as dietas hiperproteicas, com o uso de esteroides e com a presença de infecções, trauma e hemorragias digestivas. Sua depuração renal também apresenta, mais que a creatinina, variações com o fluxo urinário, diminuindo nos estados de oligúria. No entanto, o encontro de níveis séricos elevados de ureia ainda levanta, em primeiro lugar, a hipótese de insuficiência renal e, portanto, implica a necessidade de investigação do paciente nesse sentido. A relação entre ureia e creatinina no soro pode ser um bom indicador do ritmo de catabolismo proteico.14,15

resultados laboratoriais deve ser feita exclusiva-

Valor de referência para a ureia:

cicatrização de feridas, principalmente em lesões

ƒ 10 a 50mg/dL

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mente pelo médico, impedindo situações nas quais o paciente pode preocupar-se com resultados que podem não ser relevantes. Os valores de referência são adequados a cada laboratório, de acordo com as metodologias adotadas. Sugere-se que os exames sejam realizados no mesmo laboratório e pelos mesmos métodos. Sabe-se que a qualidade da cicatrização é uma variável que depende de alguns fatores, como nutricionais, genéticos e ambientais, e também o estresse e a qualidade de vida. Além dos exames citados anteriormente sugere-se avaliar o status inflamatório através de proteína C reativa (PC-R), pois durante qualquer processo inflamatório essa proteína surge. Também tem lugar na monitoração do processo de internas, queimaduras e transplantes de órgãos.

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Conduta Dietoterápica em Cirurgia Plástica Ângela Cristine Bersch Ferreira

´ Introdução Segundo informações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), entre setembro de 2007 e agosto de 2008 foram realizadas aproximadamente 629 mil cirurgias plásticas, sendo 73% do tipo estética e 27% do tipo reparadora ou reconstrutora. É uma média de 178 cirurgias por ano por cirurgião plástico.1 No ano de 2010, pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) revelou um número ainda maior. Com mais de 645 mil cirurgias no ano de 2009, o Brasil passou a ocupar o segundo lugar no ranking mundial das plásticas.2 Não apenas esses números em realização de cirurgia plástica vêm crescendo, mas também a pesquisa e ciência por trás dos seus benefícios psíquicos e estéticos. Hoje a cirurgia plástica é vista como uma ciência multiprofissional. Os estudos nesta área ultrapassam o binômio médico-paciente e baseiam-se numa abordagem multi- ou pluriprofissional. E é neste contexto que o profissional nutricionista está iniciando sua inserção. Se realizarmos uma busca pelo portal PubMed à procura de trabalhos em cirurgia plástica, encontraremos aproximadamente 70 mil estudos. Entretanto, se selecionarmos apenas aqueles que abordam a nutrição, nos restariam pouco mais de 300 estudos. São, em sua maioria, estudos abordando a influência da ciência da nutrição nos

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seu término), o tempo de preparo da pele pode ser pequeno. Entretanto, não se deve substituir a dietoterapia pela suplementação de megadoses de nutrientes a fim de suprir as necessidades e deficiências nutricionais. Este tipo de conduta deve ser evitado. O ideal é manter a conduta e entrar em contato com o cirurgião, explicando cada caso, mostrando ao médico-cirurgião a associação entre o maior tempo de tratamento nutricional pré-cirúrgico com o melhor prognóstico da cicatriz. Após a cirurgia, não é necessário que o paciente passe em consulta sempre que vier à clínica para realização de drenagem ou retorno com o cirurgião. Mas o ideal é que o cirurgião mantenha contato com o paciente e os outros profissionais para acompanhamento da evolução da cicatriz. Caso seja evidenciada uma cicatriz inflamada, início de formação de cicatrizes hipertróficas, queloide ou deiscência na cicatriz, a conduta correta deverá ser tomada imediatamente.

´ Atuação do nutricionista no pós-operatório Ressaltamos agora o fato de que após os procedimentos cirúrgicos os pacientes encontram-se em um processo inflamatório intenso. O simples fato de em poucas horas ser retirada parte do tecido adiposo que foi elaborado pelo organismo por muitos anos ou ser implantado um objeto estranho, como o silicone, já gera um grande estresse ao corpo. Para tanto, sugerimos que no pós-operatório (PO) sejam trabalhados com os pacientes dietas e alimentos anti-inflamatórios. Ainda não foram realizados ensaios clínicos evidenciando o benefício desta conduta, entretanto, uma vez que já está comprovado o benefício e a ação destes elementos dietéticos, sugere-se que possam trazer benefícios também a estes pacientes.

Alimentos pró- e anti-inflamatórios Em 2009 foi criado por Cavicchia et al. o índice inflamatório dos alimentos.4 A partir de uma re-

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visão de artigos originais os autores avaliaram o efeito de diferentes nutrientes sobre marcadores inflamatórios como interleucina 1 beta (IL1beta), interleucina 4 (IL-4), interleucina 6 (IL-6), interleucina 10 (IL-10), fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa – tumour necrosis factor alpha) e proteína C reativa (PC-R), sugerindo que a dieta pode influenciar positiva ou negativamente a produção destes fatores inflamatórios. Para a criação do índice foi estipulado que a pontuação de -1 seria dada aos elementos com efeito próinflamatório, +1 àqueles com efeitos anti-inflamatórios, e 0 para aqueles que não produziram mudanças nos marcadores inflamatórios. Segundo o índice,4 os alimentos que apresentaram uma pontuação próxima a -1 são mais pró-inflamatórios e os alimentos anti-inflamatórios são aqueles com pontuação próxima de +1. Esses alimentos e suas pontuações são:

ƒ Alimentos mais pró-inflamatórios: • Carboidratos: -0,346. • Lipídios: -0,323. • Gordura saturada: -0,25. • Colesterol: -0,21. • Vitamina B12: -0,09. • Ácidos graxos monoinsaturados: -0,05. • Ácidos graxos ômega-6: -0,016. ƒ Alimentos anti-inflamatórios: • Magnésio: 0,905. • Açafrão-da-índia: 0,774. • Betacaroteno: 0,725. • Genisteína (uma isoflavona): 0,68. • Vitamina A: 0,58. • Chás: 0,552. • Fibras alimentares: 0,52, • Vinhos: 0,48. • Quercetina (tipo de flavonoide): 0,49. • Luteolina (tipo de flavonoide): 0,43. • Vitamina E: 0,401. • Ácidos graxos ômega-3: 0,384. • Vitamina C: 0,367. • Vitamina D: 0,342. • Zinco: 0,316.

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Conduta Dietoterápica em Cirurgia Plástica

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e com baixas concentrações de carboidratos. Quanto aos reguladores do apetite, o hormônio grelina é diminuído significantemente, a adiponectina não é alterada e os níveis de leptina aumentam após o procedimento cirúrgico.8

´ Considerações finais Atualmente a pesquisa em nutrição e em saúde tende a avançar na área da nutrigenômica, que no futuro poderá fornecer maior conhecimento e precisão sobre as diferenças individuais nas respostas a determinadas intervenções dietoterápicas sob determinados procedimentos e tratamentos. Até o momento, na área de cirurgia plástica e nutrição pouco tem sido publicado, muito menos na nutrigenômica, mas certamente os estudos tendem a avançar neste sentido. Ressaltamos que a maior gama dos estudos está voltada para a área de cirurgia plástica reparadora, sendo os setores de cicatrização, queimaduras e úlceras por pressão os que mais publicam. Desta forma, enfatizamos que pouco se sabe sobre os benefícios científicos e comprovados da intervenção do nutricionista na área, de modo que o profissional deve atuar com cautela, procurar sempre agir com ética e respeito com o paciente e os outros colegas de trabalho.

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´ Referências 1. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Pesquisa do Instituto Datafolha sobre a cirurgia plástica no Brasil. São Paulo: SBCP; 2009. Disponível em: http://www2.cirurgiaplastica.org.br/wp-content/uploads/2012/11/pesquisa2009.pdf. Acesso em 10 de julho de 2011. 2. Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) [site da Internet]. Nos EUA, procura por cirurgia plástica cai 9% em um ano. Disponível em http://www. ibope.com.br. Acesso em 10 de julho de 2011. 3. Broughton G 2nd, Janis JE, Attinger CE. Wound healing: an overview. Plast Reconstr Surg. 2006; 117(7 Suppl):1e-S-32e-S. 4. Cavicchia PP, Steck SE, Hurley TG, Hussey JR, Ma Y, Ockene IS, Hébert JR. A new dietary inflammatory index predicts interval chances in serum high-sensitivity C-reative protein. J Nutr. 2009; 139(12):2365-72. 5. Bueno AA, Habitante CA, Oyama LM, Estadella D, Ribeiro EB, Oller do Nascimento CM. White adipose tissue re-growth after partial lipectomy in high fat diet induced obese wistar rats. J Physiol Sci. 2011; 61(1):55-63. 6. Habitante CA, Oyama LM, Bueno AA, Ribeiro EB, Estadella D, Dâmaso AR, Nascimento CM. Exercise training in rats impairs the replenishment of white adipose tissue after partial lipectomy. Eur J Appl Physiol. 2010; 109(3):371-7. 7. Coelho DF, Gualano B, Artioli GG, Roschel H, Amano M, Benatti FB, Fernandes T, Bueno CR Jr, Câmara NO, Lancha AH Jr. Exercise training attenuates lipectomy-induced impaired glucose tolerance in rats. Endocr Regul. 2009; 43(3):107-16. 8. Schreiber JE, Singh NK, Shermak MA. The effect of liposuction and diet on ghrelin, adiponectin, and leptin levels in obese Zucker rats. Plast Reconstr Surg. 2006; 117(6):1.829-35.

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Conduta Dietoterápica na Cicatrização Ângela Cristine Bersch Ferreira

Jussara Carnevale de Almeida

Bernardo Hochman

´ Introdução A cicatrização ocorre de forma semelhante na maioria dos tecidos corporais, com exceção dos tecidos óptico, hepático e ósseo, nos quais o processo de cicatrização tem características próprias. Didaticamente, é dividida em seis fases: coagulação, inflamação neurogênica, inflamação tecidual, proliferativa, contração e remodelação. A interrupção ou prolongamento de qualquer uma dessas fases pode dificultar a obtenção de um reparo tecidual adequado:1,2 1. Coagulação: a primeira fase da cicatrização, dita como de coagulação, apresenta mecanismos regulatórios que envolvem a liberação de substâncias vasoconstritoras (neuropeptídios, como o neuropeptídio Y, que potencializa os efeitos da adrenalina e noradrenalina), de eicosanoides (tromboxanos, prostaglandinas e leucotrienos provenientes do ácido araquidônico) e da ativação da cascata de coagulação.2 O coágulo é formado por colágeno, plaquetas, trombina e fibronectina e participa da quimiotaxia celular por meio de fatores de crescimentos e citocinas.3 Além disso limita a perda de constituintes circulatórios para o interstício celular e fornece uma matriz preliminar que alicerçará a migração das células responsáveis pelo reparo tecidual.

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Conduta Dietoterápica na Cicatrização

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Conduta Dietoterápica em Cirurgia Plástica Pós-Bariátrica Alessandra do Carmo Souza Coelho

Natália Bisconti

Roberto Rizzi

´ Introdução A obesidade é considerada uma doença crônica não transmissível (DCNT), caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal que acarreta diversos prejuízos à saúde dos indivíduos. Tornou-se epidemia e problema de saúde pública, sem distinção de sexo e idade.1,2 No mundo estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas estão com sobrepeso ou obesidade, sendo que a projeção feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para 2015 é de 2,3 bilhões de pessoas com sobrepeso e 700 milhões de obesos, o que indica um aumento de 75% nos casos de obesidade em 10 anos.3,4 No Brasil, dados do Ministério da Saúde, de 2009, apontam 43,3% da população com sobrepeso. Esse aumento ocorreu principalmente em homens, 47,3%, contra 39,5% em mulheres. Já a obesidade de grau 3 triplicou nas últimas quatro décadas, com prevalência de 8% para os adultos.4-6

´ Tratamento da obesidade O Ministério da Saúde do Brasil recomenda que o tratamento da obesidade deve ser iniciado com medidas clínicas, que incluem dieta, psicoterapia, medicamentos e atividade física, acompanhadas por equipe multidisciplinar por, no mínimo, dois anos.7

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Entretanto, estudos demonstram que este tipo de tratamento em obesos apresenta resultados limitados em relação tanto à perda de peso, quanto à manutenção do peso alcançado. Aproximadamente 30% a 35% da perda de peso é recuperada após um ano do início do tratamento em até 50% dos pacientes. Caso não se obtenha sucesso por meio dessas medidas, é indicado o tratamento cirúrgico, que vem se tornando a intervenção mais eficaz no tratamento da obesidade grave, para alcançar perda de peso adequada e sustentável.7-12 O tratamento cirúrgico para a obesidade começou em meados do século XX, sendo os critérios para a realização das cirurgias bariátricas definidos em março de 1991, pelo US National Institute of Health Consensus Development Conference Panel. As diretrizes brasileiras surgiram em 2006, no primeiro Consenso Brasileiro Multissocietário em Cirurgia da Obesidade, co-

ordenado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).2,13-15 De acordo com a SBCBM, as cirurgias bariátricas ou cirurgias da obesidade são: Conjunto de técnicas cirúrgicas, com respaldo científico (com ou sem uso de órteses), destinadas à promoção da redução de peso e ao tratamento de doenças associadas e/ou agravadas pela obesidade.14

Indicação da cirurgia bariátrica Na Tabela 9.1 encontram-se os critérios de seleção para cirurgia bariátrica. Atualmente, não há dados suficientes para recomendar a cirurgia bariátrica para pacientes com índice da massa corporal (IMC) menor a 35kg/altura²(m) e ainda não existe evidência suficiente para recomendar cirurgia bariátrica para controle glicêmico, independente do critério de IMC.16

´ Tabela 9.1 Critérios de seleção para cirurgia bariátrica Critérios

Indicação 40kg/altura2(m):

Índice de massa corporal (IMC)

ƒ sem comorbidades ƒ 35kg/altura2(m): com comorbidades associadas a obesidade

Idade (anos)

ƒ <16: casos de Prader-Wille ou outras síndromes genéticas similares ƒ 16 a 18: consenso entre a família e a equipe multidisciplinar ƒ 18 a 65: não há restrição ƒ >65: avaliação individual pela equipe multidisciplinar, considerando risco cirúrgico, presença de comorbidades, expectativa de vida, benefícios do emagrecimento

Perda de peso (história)

ƒ Fracasso de tentativas anteriores não cirúrgicas de redução de peso

Exclusão

ƒ Risco cirúrgico extremamente alto (como angina instável ou insuficiência cardíaca congestiva grave) ƒ Risco anestésico classificado como ASA IV ƒ Hipertensão portal com varizes esofagogástricas ƒ Transtorno psiquiátrico atual não controlado ƒ Abuso de substâncias ou uma psicopatologia considerável ƒ Atual uso de drogas ilícitas ou álcool ƒ Doença psiquiátrica grave ƒ Falta de compreensão dos riscos, benefícios esperados, resultados, alternativas e mudanças de estilo de vida necessárias em decorrência de cirurgia bariátrica

ASA: American Society of Anesthesiologist.

Fonte: adaptada de Buchwald & Williams, 2004; NHI, 1999; Mechanick et al., 2008; Soares & Falcão, 2007; SBCBM et al., 2006; CFM., 2010; Godoy-Matos et al, 2009.13,15-20

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exame com dosagem de ferro, cálcio, vitamina A, vitamina D, tiamina e zinco.37-39,51 As deficiências nutricionais observadas no pré-operatório da cirurgia plástica estão diretamente relacionadas aos processos de cicatrização, imunidade e metabolismo de nutrientes e hormônios, podendo atuar como geradores de complicações, aumentando índices de seromas, queloides, deiscência de sutura e risco de problemas vasculares.44 É frequente a ocorrência de desnutrição calórico-proteica nos pacientes submetidos a cirurgia bariátrica, especialmente nas técnicas que têm componente disabsortivo, como a derivação biliopancreática e, em menor escala, no bypass gástrico. A deficiência de proteína no perioperatório da cirurgia plástica pode ter influência direta na cicatrização, dada a sua importância na reparação tecidual, síntese e deposição de colágeno, além de outros problemas como a diminuição da resistência à tração na incisão e diminuição da função imunológica (linfócitos T, função fagocítica e anticorpos totais), fazendo com que seja mais fácil a instalação de infecções. Por essas razões, tem sido estudada a suplementação de aminoácidos ligados aos processos de cicatrização como a arginina (importante na manutenção do balanço nitrogenado, além de ter sido ligada à melhora na síntese de colágeno em associação com glutamina e betahidroxi-beta-metilbutirato) e a glutamina (aminoácido mais abundante no corpo humano, ligado à síntese de nucleotídios em fibroblastos e macrófagos, além de ser essencial para a proliferação dos linfócitos e estimulação da resposta inflamatória). Os carboidratos também têm papel importante no processo de cicatrização por serem a principal fonte de energia do organismo. São essenciais em processos de síntese proteica, como no caso da produção de colágeno, quando há consumo de trifosfato de adenosina (ATP). Além disso, o consumo de carboidratos é importante para evitar o catabolismo proteico, usado pelo organismo como forma de obtenção de energia, que pode prejudicar a cicatrização, levar

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à depleção de massa muscular e proteína visceral e ainda afetar outros processos metabólicos (funções do intestino, fígado, coração etc.).43,47 Os lipídios também têm funções importantes no processo de cicatrização por serem constituintes da membrana celular e participarem do processo inflamatório. Sendo assim, após a cirurgia plástica há um aumento na necessidade do consumo dos ácidos graxos (AG) essenciais ômega-3 e ômega-6, como os ácidos linolênico, linoleico e araquidônico, permitindo assim a síntese das prostaglandinas e fosfolipídios.47,52 Os micronutrientes também estão associados com uma melhor evolução pós-operatória das cirurgias plásticas. Entre as vitaminas, as que possuem maior ligação com os processos de cicatrização são as vitaminas C e A.47,52 A deficiência de vitamina C tem sido associada a dificuldades de cicatrização, diminuição da síntese e deposição de colágeno, angiogênese prejudicada, hemorragias e depressão da função imunológica. Por seu papel na restauração tecidual, é de extrema importância a avaliação nutricional do candidato à cirurgia plástica quanto a este nutriente. Não há, no entanto, evidências sugerindo que a ingestão de doses além do limite de ingestão máxima tolerável (UL) (2g/dia) possa ser benéfica.47,52 Assim como com a vitamina C, a deficiência de vitamina A causa imunodepressão, elevando o risco de infecção e problemas de cicatrização. A vitamina A tem importante papel na proliferação e diferenciação celular, além de modular a expressão de diversos genes essenciais à cicatrização, entre eles os relacionados à produção de colágeno, colagenase, ceratina, fator de crescimento de epiderme, entre outros.47,52 Outros micronutrientes têm papel fundamental na cicatrização. Minerais como zinco, magnésio e cobre têm profunda relação com a replicação e proliferação celular (especialmente a fibroblástica) e estão envolvidos em mais de uma centena de processos enzimáticos, além de estarem ligados à síntese de colágeno. A deficiência em zinco, implica a redução da taxa de

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Conduta Dietoterápica em Cirurgia Plástica Pós-Bariátrica

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Conduta Dietoterápica em Cirurgia Reparadora ou de Queimados Natasha Mendonça Machado

´ Introdução Anualmente, cerca de 300 mil pessoas morrem em decorrência de lesões provocadas por queimadura. As consequências físicas, deficiências e desfigurações observadas nos sobreviventes os levam a exclusão social, inabilidade profissional e prejuízos econômicos, fatores que interferem na qualidade de vida (QV).1 No Brasil, aproximadamente 50% dos casos de queimadura ocorrem na população infantil, sobretudo até os 4 anos de idade.2 As causas mais frequentes das queimaduras são o contato direto com chamas, líquidos ou objetos superaquecidos. As queimaduras provocadas por corrente elétrica e produtos químicos são menos comuns.3 Muitos avanços têm sido feitos na compreensão e no tratamento de queimaduras. Os avanços em cirurgia e os cuidados intensivos favoreceram uma diminuição importante na mortalidade e morbidade. Entretanto, muitos casos de óbito ainda são observados na prática clínica.4 A queimadura figura como um grande problema de saúde pública e é classificada como o estresse metabólico mais grave da terapia intensiva.5

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Atuação Fisioterapêutica em Cirurgia Plástica Aline Farnanda Perez Machado

´ Introdução A fisioterapia “é uma ciência da saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano”, a qual foi regulamentada como profissão em 1969.1 Desde então, a fisioterapia vem evoluindo com o surgimento de especialidades que foram responsáveis por especificar e aprimorar as condutas fisioterapêuticas, tornando o atendimento mais personalizado. Recentemente, o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito)1 reconheceu a fisioterapia dermatofuncional como uma especialidade fisioterapêutica que “aborda o tratamento das disfunções físico-estético-funcionais decorrentes de patologias, procedimentos cirúrgicos ou sequelas que afetam direta ou indiretamente a integridade do sistema tegumentar”.2

´ Fisioterapia dermatofuncional No âmbito da cirurgia plástica, a fisioterapia dermatofuncional tem tido grande destaque por incluir o atendimento fisioterapêutico nas cirurgias plásticas estéticas e reparadoras. Nas últimas décadas, houve um aumento progressivo na procura por cirurgias plásticas, bem como a preocupação nos momentos pré-

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de cabeça e pescoço, o qual é constituído por 11 medidas padronizadas para quantificar a região da face e do pescoço, conforme ilustrado na Figura 16.1.8 Já para a mensuração corporal, não existe um protocolo específico, sugere-se utilizar um ponto anatômico fixo e determinar intervalos entre as medidas, para que os protocolos sejam sempre seguidos ao longo de todo o tratamento. A avaliação da fibrose é manual e dependente do avaliador, porém existe um instrumento validado que determina de forma precisa os níveis de fibrose cicatricial no PO de lipoaspiração ou lipoabdominoplastia, chamado de Protocolo de Avaliação Fisioterapêutica dos Níveis de Fibrose Cicatricial (Panfic). A fibrose é analisada de acordo com critérios de Lisboa et al. (2003),9 os quais a quantificam em quatro níveis (Figura 16.2):

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ƒ Nível zero (N0): não foi identificada a pre-

sença de fibrose nas avaliações visual e palpável, nas posições de ortostatismo e decúbitos dorsal e ventral.

ƒ Nível 1 (N1): a fibrose é detectada somente à palpação em decúbito dorsal e ventral.

ƒ Nível 2 (N2): a fibrose é observada após avaliação visual na posição de ortostatismo, mas nos decúbitos dorsal e ventral somente após a palpação.

ƒ Nível 3 (N3): a fibrose é detectada visualmente em qualquer uma das posições.

A presença de aderência será detectada por meio da realização de manobras de massagem que promovam o descolamento tecidual sobre o local, porém tais manobras devem ser evitadas no PO imediato.10

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2 4

6 10

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´ Figura 16.1 Protocolo de avaliação de linfoedema de cabeça e pescoço 1: ângulo da mandíbula até o canto externo do olho; 2: ângulo da mandíbula até o canto interno do olho; 3: ângulos mandibulares por zona interlabial; 4: implantações inferiores dos pavilhões auriculares por região supralabial; 5: implantação inferior do pavilhão auricular até o mento; 6: implantação inferior do pavilhão auricular até o ângulo da boca; 7: implantações inferiores dos pavilhões auriculares por região submentoniana; 8: mento até o canto externo do olho; 9: mento até o ângulo da mandíbula; 10: mento até a asa do nariz; 11: circunferência do pescoço, 8cm abaixo da implantação inferior do pavilhão auricular. Fonte: adaptada de Tacani et al., 2010.8

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Atuação Fisioterapêutica em Cirurgia Plástica

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´ Figura 16.2 Protocolo de Avaliação Fisioterapêutica dos Níveis de Fibrose Cicatricial Fonte: adaptada de Lisboa et al., 2003.9

A sensibilidade superficial pode ficar comprometida em casos de cirurgias estéticas e reparadoras, o que pode ser um grande problema para a realização de atividades, fazendo com que o paciente fique mais propenso a lesão ou queimaduras na região. Ela pode ser avaliada e quantificada por meio do estesiômetro de SemmesWeinstein. O estesiômetro é um instrumento composto por um conjunto com seis tubos plásticos, sendo cada um ligado a um par de monofilamentos de náilon com espessuras que aumentam gradativamente, denominado por cores, as quais correspondem ao resultado do teste.11,12 A presença de dor pode ser questionada pela Escala Visual Analógica (EVA), na qual o paciente quantifica sua dor de acordo com a intensidade da sensação, variando de 0 a 10, sendo que a nota zero representa ausência de dor; e a nota 10, o máximo de dor já vivenciada ou imaginável. Outras informações importantes se referem à avaliação postural e à mensuração da amplitude de movimento (ADM) e força muscular global ou segmentada de acordo com o local operado.

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É imprescindível o acompanhamento do peso corporal, oferecendo para o paciente o feedback juntamente com a evolução do delineamento corporal. O fisioterapeuta deve reavaliar os principais pontos do exame físico, sabendo identificar as evoluções obtidas pelo paciente a cada sessão e consequentemente adequando o tratamento às necessidades da fase operatória. O PO de uma cirurgia plástica corporal promove diminuição da função respiratória, tendendo à normalidade apenas no 15o dia.13 Sendo assim, sugere-se a realização de uma minuciosa avaliação respiratória e espirométrica, com o objetivo de prevenir complicações respiratórias neste período. A documentação fotográfica é um método de avaliação facial e corporal de extrema importância, pois permite acompanhar a evolução clínica do paciente e comparar o resultado final de uma cirurgia plástica, a qual visa a melhora da forma e obtenção da simetria corporal. Não é incomum que o paciente se esqueça de sua condição anterior, e mudanças sutis podem ficar

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A Abdominoplastia, 81 - clássica, 81 - em âncora, 82 Ácido(s), 81 - ascórbico, 72 - fólico, 81 - graxos, 8, 90 - - essenciais, 70 Aconselhamento nutricional, o papel do nutricionista, 138 Adipogênese, 174 Agentes eletrofísicos, 154 - alta frequência, 155 - corrente(s), 154 - - excitomotoras, 154 - - galvânica, 154 - eletrolipólise, 155 - estimulação elétrica, 154 - - de alta voltagem, 154 - - nervosa transcutânea, 154 - microcorrentes, 155 - terapia a laser de baixa intensidade, 156

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- ultrassom terapêutico, 155 Água, conteúdo de, nas frutas, 99 Albumina, 58 - proteínas totais e, 58 - valores de referência para, 58 Alginato de sódio, 101 Alergias alimentares, 35 Alfabetalactoalbumina, 36 Alimentação, aspectos psicológicos da, 122 Alimentos, 101 - biodisponibilidade de, 101 - com maior potencial alergênico, 36 - consumo de, 45 - - com alegação de propriedade funcional, 44 - - segundo o índice ORAC, 45 - mais anti-inflamatórios, 65 - mais pró-inflamatórios, 65 - preparo dos, 97 - - cozimento, 98 - - temperatura, 98 Allium sativum, 114 Ascorbato de sódio, 101 Alterações, 64

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Índice Remissivo

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- hormonais, 23-32 - - modulação hormonal e cirurgia estética, 23 - - - benefícios da desidroepiandrosterona, 25 - - - estradiol e progesterona, 24 - - - hormônio do crescimento humano, 27 - - - o papel da melatonina, 25 - - - os andrógenos no processo cicatricial, 26 - - - relações do estresse e do cortisol com a cicatrização, 27 - metabólicas, 64 - - e do próprio padrão antropométrico, 40 - - sistêmicas, 64 Ambiente, atendimento nutricional em, 4 - domiciliar, no pós-operatório imediato, 7 - hospitalar, 4 Ambulatório, atendimento nutricional em, e consultório, 5 Aminoácidos, proteínas e, 70 Anamnese em cirurgia plástica, 34 - aspectos específicos da, clínica em estética, 38 - - alterações metabólicas e do próprio padrão antropométrico, 40 - - avaliação subjetiva da cicatrização, 40 - - celulite, 39 - - distribuição da gordura corporal, 39 - - estrias, 40 - - flacidez tecidual e envelhecimento da pele, 40 - - gordura localizada, 39 - - hábito relacionado com a estética, 40 - - marcas e manchas na pele, 40 - - processos de cicatrização anteriores, 40 - - uso de cosméticos e a higienização da pele, 40 - - variação de peso constante, 40 - hábitos de vida, 37 - - consumo de bebidas alcoólicas, 38 - - funcionamento intestinal, 37 - - hábito urinário, 37 - - hidratação, 37 - - prática de atividade física, 37 - - tabagismo, 37 - nutricional, 34 - - endereço e contatos, 34 - - história clínica, 35 - - - acompanhamento clínico já realizado, 36 - - - alergias alimentares, 35 - - - cirurgias anteriores, 36 - - - familiar, 36 - - - gestações, 35 - - - medicamentos de uso diário, 35

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- - - padrão menstrual, 35 - - - presença de patologias, 35 - - idade, 34 - - informações de identificação, 34 - - motivo da consulta, 34 - - profissão, 34 Andrógenos no processo cicatricial, 26 Anemia, 53 - causas e fatores de risco para, 53 - - classificação usual, 53 - - eritrograma, 54 - - leucograma, 54 - - plaquetograma, 55 - principais classes de, 54 Anti-inflamatórios, alimentos mais, 65 Antropometria, 45 - dobras cutâneas, 46 - por bioimpedância, 46 - peso e estatura, 46 Arginina, 70, 90 Atendimento nutricional, 141 - centralizado no paciente, 139 - para grupos, 141 Atividade física, prática de, 37 (v.t. Exercícios físicos e dieta) Atuação fisioterapêutica em cirurgia plástica, 145-162 - agentes eletrofísicos, 154 - cinesioterapia, 156 - dermatofuncional, 145 - no paciente com câncer de mama, 158 - no paciente queimado, 157 - no pós-operatório, 150 - no pré-operatório, 149 - recursos terapêuticos, 153 - - manuais, 152 - - mecânicos, 153 - - térmicos, 154 Avaliação, 148 - clínica e nutricional em cirurgia plástica, 33-50 - - anamnese, 34 - - - aspectos específicos da, clínica em estética, 38 - - - hábitos de vida, 37 - - - nutricional, 34 - - antropométrica, 45 - - - dobras cutâneas, 46 - - - por bioimpedância, 46 - - - peso e estatura, 46 - - considerações, 34

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- - consumo alimentar, 42 - - imagem corporal, 40 - fisioterapêutica, protocolo de, dos níveis de fibrose cicatricial, 148 B BAQ (v. Body Attitudes Questionnaire) BCQ (v. Body Checking Questionnaire) BDDE (v. Body Dysmorphic Disorder Examination) Bebidas alcoólicas, consumo de, 38 Benzoato de sódio, 101 Betalactoalbumina, 36 BIAQ (v. Body Image Avoidance Questionnaire) Bicarbonato de sódio, 101 Biodisponibilidade de alimentos, 101 Bioimpedância, 48 - avaliação antropométrica por, 46 - variantes que interferem no resultado da, 48 Bioquímica de nutrientes, 88 - carboidratos, 89 - lipídios, 89 - proteínas, 89 BIS (v. Body Investment Scale) Body Attitudes Questionnaire, 168 Body Checking Questionnaire, 169 Body Dysmorphic Disorder Examination, 168 Body Image Avoidance Questionnaire, 169 Body Investment Scale, 169 Body Shape Questionnaire, 168 Bodylift, 81 Boro, 70 Braquioplastia, 81 Bristol, escala, 38 BSQ (v. Body Shape Questionnaire) C Cabeça e pescoço, protocolo de avaliação de linfoedema de, 147 Cálcio, citrato de, com vitamina D, 81 Câncer de mama, atuação fisioterapêutica em pacientes com, 158 Caquexia e cicatrização de feridas, incluindo queloide, 174 Carboidratos, 8, 71, 89 Caseína, 36 Caseinato de sódio, 101 Castanha-da-índia, 116 Celulite, 39 - graus de classificação da, 139

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Centella asiatica, 116 Cicatrização, 64 - avaliação subjetiva da, 40 - conduta dietoterápica na, 69-76 - - nutrição e queloide, um novo enfoque, 74 - - participação dos nutrientes na cicatrização, 70 - - - ácido ascórbico, 72 - - - carboidratos, 71 - - - cobre, 72 - - - ferro, 72 - - - lipídios, 72 - - - proteínas e aminoácidos, 70 - - - silício, 72 - - - zinco, 72 - de feridas, caquexia e, incluindo queloide, 174 - papel dos macronutrientes produtores de energia na manutenção dos tecidos e na, 8 - patologias da, 20 - processo dos, 3 - - anteriores, 40 - - andrógenos, 26 - relações do estresse e do cortisol com a, 27 Ciclamato de sódio, 101 Ciclo menstrual, 35 Ciência da nutrição, a arte da cirurgia plástica e o papel da, 2 Cinesioterapia, 156 Cirurgia(s), 23 - bariátrica, 79 - - critérios de seleção para, 78 - - procedimentos aceitos para, 79 - - suplementação nutricional de rotina após, 81 - - técnicas de, 80 - conduta dietoterápica, 63-68 - - atuação do nutricionista no pós-operatório, 65 - - cicatrização, 64 - - consulta nutricional, 64 - educação nutricional, 137- estética ou cosmética, 2, 20 - - lipoaspiração, 20 - - mamoplastia, 20 - - - de aumento, 20 - - - redutora, 20 - - modulação hormonal e, 23 - - rinoplastia, 20 - - ritidoplastia, 20 - ética e legislação, 112 - pós-bariátrica, conduta dietoterápica em, 77-86 - - deficiências nutricionais, 82

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- - tratamento da obesidade, 77 - reparadora ou reconstrutiva, 2, 18 - - conduta dietoterápica em, ou de queimados, 87-95 - - - aspectos relevantes, 91 - - - avaliação nutricional e estratégia terapêutica, 90 - - - bioquímica de nutrientes, 88 - - - fisiopatologia, 88 - - - nutrientes imunomoduladores, 89 - - craniofacial, 18 - - feridas e úlceras de pressão, 19 - - microcirurgia, 19 - - ortognática, 18 - - patologias da cicatrização, 20 - - queimados, 18 - - reconstrução mamária, 19 - - segmento oncológico, 18 Cisteína, 70, 90 Citocinas, 70 Citrato, 81 - de cálcio com vitamina D, 81 - de sódio, 101 Clínica de estética, atendimento nutricional em, 6 Coagulação, 69 - tempo de, 56 Coagulograma, 56 - prova do laço, 56 - tempo, 57 - - de coagulação, 56 - - de protrombina, 56 - - de sangramento, 56 - - de tromboplastina parcial ativado, 57 Cobre, 70, 72 Colesterol, 58 Complacência, adesão e motivação, e educação nutricional, 142 Complemento nutricional, 109 Complexo B, vitaminas do, 70 Comportamento alimentar, mudanças no, 124 Composição corporal, referências para avaliação da, a partir de dobras cutâneas, 47 Conduta dietoterápica em cirurgia plástica, 63-68 - atuação do nutricionista no pós-operatório, 65 - - alimentos, 65 - - - mais anti-inflamatórios, 65 - - - mais pró-inflamatórios, 65 - - perda de peso prévia e manutenção, 66 - - - exercícios físicos e dieta, 66 - consulta nutricional, 64

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- na cicatrização, 64, 69-76 - - nutrição e queloide, um novo enfoque, 74 - - participação dos nutrientes, 70 - - - ácido ascórbico, 72 - - - carboidratos, 71 - - - cobre, 72 - - - ferro, 72 - - - lipídios, 72 - - - proteínas e aminoácidos, 70 - - - silício, 72 - - - zinco, 72 - pós-bariátrica, 77-86 - - deficiências nutricionais, 82 - - tratamento da obesidade, 77 - - - deficiências nutricionais acarretadas pela cirurgia bariátrica, 79 - - - indicações para cirurgia bariátrica, 78 - - - tipos de cirurgia bariátrica, 79 - reparadora(s) ou de queimados, 87-95 - - aspectos relevantes, 91 - - avaliação nutricional e estratégia terapêutica, 90 - - bioquímica de nutrientes, 88 - - - carboidratos, 89 - - - lipídios, 89 - - - proteínas, 89 - - fisiopatologia, 88 - - nutrientes imunomoduladores, 89 Consulta, 64 - motivo da, 34 - nutricional, 64 Consultório, atendimento nutricional em, 5 Consumo alimentar, avaliação do, 42 - métodos comuns, 42 - questionário de frequência alimentar, 43 Contorno corporal, cirurgias de, 176 Corpo, 39 - e a imagem, 11-16 - - esquema de silhuetas para avaliação, proposta por Stunkard et al., 41 - - o corpo formatado pelo discurso da saúde e do imperativo do gozo, 14 - - o trato com o corpo e a moral religiosa, 12 - feminino, padrão de distribuição do, 39 Corrente(s), 154 - excitomotoras, 154 - galvânica, 154 Corticosteroides, 8 Cortisol, relações do estresse e do, com a cicatrização, 27

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Cosméticos, uso de, e a higienização da pele, 40 Creatinina, 59 - valores de referência para, 60 Crescimento, hormônio do, 8, 27 Crioterapia, 154 D Deficiência de vitamina C, 7 Dermolipectomia crural, 82 Desidroepiandrosterona, benefícios da, 25 Diet, produtos, 101 Dieta, exercícios físicos e, 66 Dietoterapia (v. Conduta dietoterápica) Dobras cutâneas, 46 - referências para avaliação da composição corporal a partir de, 47 Doenças sistêmicas, 176 Drenagem linfática manual, 152 E Educação nutricional em cirurgia plástica, 137-144 - aconselhamento nutricional, o papel do nutricionista, 138 - atendimento nutricional, 141 - - centralizado no paciente, 139 - - para grupos, 141 - complacência, adesão e motivação, 142 - o nutricionista como educador, 138 Educador, nutricionista como, 138 Eletrolipólise, 155 Emagrecimento versus reestruturação cognitiva, 132 Energia, papel dos macronutrientes produtores de, na manutenção dos tecidos e na cicatrização, 8 Ensaios clínicos, 112 Envelhecimento da pele, flacidez tecidual e, 40 Eritrograma, 54 - valores de referência para, 55 Eritropoese deficiente, 54 Erva-de-são-joão, 115 Escala, 168 - Bristol, 38 - de silhuetas de Stunkard, 168 Esporte, nutrição em, 110 Estatura, peso e, 46 Estética, 40 - aspectos específicos da anamnese clínica em, 38 - - alterações metabólicas e do próprio padrão antropométrico, 40 - - avaliação subjetiva da cicatrização, 40

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- - celulite, 39 - - distribuição da gordura corporal, 39 - - estrias, 40 - - flacidez tecidual e envelhecimento da pele, 40 - - gordura localizada, 39 - - hábito relacionado com a estética, 40 - - marcas e manchas na pele, 40 - - processos de cicatrização anteriores, 40 - - uso de cosméticos e a higienização da pele, 40 - - variação de peso constante, 40 - clínica de, atendimento nutricional em, 6 Estimulação elétrica, 154 - de alta voltagem, 154 - nervosa transcutânea, 154 Estradiol, 24 Estresse, relações do, e do cortisol com a cicatrização, 27 Estrias, 40 Etanol, 38 Ética e legislação, 107 - legislação em fitoterapia, 111 - legislação ético-profissional, 108 - - Lei no 8.234/1991, 108 - - Resoluções, 108 - - - CFN no 334/2004, 108 - - - CFN no 306/2003, 108 - - - CFN no 417/2008, 109 - - - CFN no 380/2005, 109 - - - CNE/CES no 5/2001, 108 - legislação sobre suplementação nutricional, 110 - - Resolução CFN no 390/2006, 110 Exames laboratoriais em cirurgia plástica, 51-62 - bioquímicos, 57 - - colesterol e triglicerídios, 58 - - ferro sérico, 59 - - glicemia de jejum, 57 - - proteínas totais e albumina, 58 - função, 60 - - hepática, 59 - - renal, 59 - - - creatinina, 59 - - - ureia sérica, 60 - hematológicos, 53 - - causas e fatores de risco para anemia, 53 - - - classificação usual, 53 - - - eritrograma, 54 - - - leucograma, 54 - - - plaquetograma, 55 - - coagulograma, 56

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- - - prova do laço, 56 - - - tempo de coagulação, 56 - - - tempo de protrombina, 56 - - - tempo de sangramento, 56 - - - tempo de tromboplastina parcial ativado, 57 - - hemograma completo, 53 - solicitações dos, 52 - sorologia para HIV, hepatites B e C, 60 Exercícios físicos e dieta, 66 (v.t. Atividade física) Exposição a raios X, 7 F Feridas, 19 - cicatrização de, caquexia e, incluindo queloide, 174 - crônicas, 177 - e úlceras de pressão, 19 Fermento em pó, 101 Ferro, 70, 72 - elementar, 81 - sérico, 59 - valores de referência do, 59 Fezes, representação dos tipos de, 38 Fibrose cicatricial, protocolo de avaliação fisioterapêutica dos níveis de, 148 Fisioterapia (v. Atuação fisioterapêutica) Fitoterapia, legislação, riscos e benefícios, 107-120 - e cirurgia plástica, 112 - - a fitoterapia e o pensamento terapêutico moderno, 112 - - - Allium sativum, 114 - - - castanha-da-índia, 116 - - - Centella asiatica, 116 - - - Echinacea sp., 113 - - - erva-de-são-joão, 115 - - - gengibre, 114 - - - gingo biloba, 114 - - - ginseng, 114 - - - kava-kava, 115 - - - tanaceto, 115 - - - valeriana, 115 - ética e legislação, 107 - - legislação em fitoterapia, 111 - - legislação ético-profissional, 108 - - - Lei nº 8.234/1991, 108 - - - Resolução CFN no 334/2004, 108 - - - Resolução CFN no 306/2003, 108 - - - Resolução CFN no 417/2008, 109 - - - Resolução CFN no 380/2005, 109 - - - Resolução CNE/CES no 5/2001, 108

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- - legislação sobre suplementação nutricional, 110 - - - Resolução CFN no 390/2006, 110 Fitoterápicos, que devem ser evitados duas semanas antes de cirurgias, 117 Flacidez tecidual e envelhecimento da pele, 40 Fosfato dissódico, 101 Frequência alimentar, questionário de, 43 - consumo de alimentos, 45 - - com alegação de propriedade funcional, 44 - - segundo o índice ORAC, 45 Frutas, 99 - conteúdo de água nas, 99 - e vegetais, consumo de, 177 Função, exame da, 60 - hepática, 59 - renal, 59 - - creatinina, 59 - - ureia sérica, 60 Funcionamento intestinal, 37 G Gastronomia, técnica dietética e, aplicadas à nutrição, 97-105 - biodisponibilidade de alimentos, 101 - consumo de sódio, 100 - ingestão de líquidos, 99 - no preparo dos alimentos, 97 - - cozimento, 98 - - temperatura, 98 - receitas e preparações, 103 - utensílio adequado para o preparo de uma alimentação saudável, 102 - utilização de produtos diet e light na alimentação, 101 Gengibre, 114 Gestações, 35 Ginkgo biloba, 114 Ginseng, 114 Glicemia, 58 - de jejum, 57 - valores de referência para, 58 Glóbulos vermelhos, 54 Glutamato monossódico, 101 Glutamina, 70 Gordura, 8 - corporal, diferenças entre a regionalização da, 47 - localizada, 39 Grupos, atendimento nutricional para, 141

C o p y r i g h t ©2 0 1 4E d i t o r aR u b i oL t d a . S u z u k i / S c h n e i d e r . At e n d i me n t oNu t r i c i o n a l e mC i r u r g i aP l á s t i c a–u maAb o r d a g e mMu l t i d i s c i p l i n a r . Al g u ma sp á g i n a s , n ã os e q u e n c i a i s , ee mb a i x ar e s o l u ç ã o .

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H Hábito(s), 64 - de vida, 37, 64 - - consumo de bebidas alcoólicas, 38 - - funcionamento intestinal, 37 - - hidratação, 37 - - prática de atividade física, 37 - - tabagismo, 37 - - urinário, 37 - intestinal, 37 - urinário, 37 Hemograma completo, 53 Hepatites B e C, 60 Hidratação, 37 Hidróxido de sódio, 101 Higienização da pele, uso de cosméticos e a, 40 HIV, sorologia para, 60 Hormônio(s), 8 - androgênicos, 8 - do crescimento, 8, 27 Hospital (v. Ambiente hospitalar) I Idade, 8 Imagem corporal, 11-16, 40, 166 - avaliação da, e qualidade de vida, 167 - esquema de silhuetas para avaliação da, proposta por Stunkard et al., 41 - o corpo formatado pelo discurso da saúde e do imperativo do gozo, 14 - o trato com o corpo e a moral religiosa, 12 IMC, 78 - esquema numérico referente à silhuetas com seu correspondente no valor do, 42 Imunonutrientes utilizados na prática clínica, principais, 90 Índice, 45 - de massa corpora (v.IMC) - ORAC, consumo de alimentos segundo o, 45 Infecção(ões), 177 - e nutrição nos pacientes queimados, 177 - presença de, 8 Inflamação, 70 - neurogênica, 70 - tecidual, 70 Ingestão de líquidos, 99 J Jejum, glicemia de, 57

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K Kava-kava, 115 L Laser, terapia com, de baixa intensidade, 156 Legislação, fitoterapia, riscos e benefícios, 107-120 - e cirurgia plástica, 112 - - a fitoterapia e o pensamento terapêutico moderno, 112 - - - Allium sativum, 114 - - - castanha-da-índia, 116 - - - centella asiatica, 116 - - - Echinacea sp., 113 - - - erva-de-são-joão, 115 - - - gengibre, 114 - - - ginkgo biloba, 114 - - - ginseng, 114 - - - kava-kava, 115 - - - tanaceto, 115 - - - valeriana, 115 - ética e legislação, 107 - - legislação em fitoterapia, 111 - - legislação ético-profissional, 108 - - - Lei no 8.234/1991, 108 - - - Resolução CFN no 334/2004, 108 - - - Resolução CFN no 306/2003, 108 - - - Resolução CFN no 417/2008, 109 - - - Resolução CFN no 380/2005, 109 - - - Resolução CNE/CES no 5/2001, 108 - - legislação sobre suplementação nutricional, 110 - - - Resolução CFN no 390/2006, 110 Leucograma, 54 - valores de referência para, 55 Liberação tecidual funcional, 153 Light, produto, 101 Linfoedema de cabeça e pescoço, protocolo de avaliação de, 147 Lipídios, 72, 89 Lipoaspiração, 20 Líquidos, ingestão de, 99 M Macronutrientes, papel dos, produtores de energia na manutenção dos tecidos e na cicatriação, 8 Magnésio, 70 Mama, câncer de, atuação fisioterapêutica em pacientes com, 158 Mamoplastia, 81 - de aumento, 20

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- redutora, 20 Manchas na pele, marcas e, 40 Manganês, 70 Marcas e manchas na pele, 40 Massa corporal, índice de (v.IMC) Massoterapia, 152 Medicamentos, uso de, 64 - contínuo, 64 - de uso diário, 35 Melatonina, o papel da, 25 Menstruação, 35 Microcirurgia, 19 Microcorrentes, 155 Minerais, suplementos vitamínicos e/ou, 109 Modulação hormonal e cirurgia estética, 23 - benefícios da desidroepiandrosterona, 25 - estradiol e progesterona, 24 - hormônio do crescimento humano, 27 - o papel da melatonina, 25 - os andrógenos no processo cicatricial, 26 - relações do estresse e do cortisol com a cicatrização, 27 Moral religiosa, o trato com o corpo e a, 12 Motivação, complacência, adesão e, e educação nutricional, 142 Multivitamínico, 81 N Necessidades nutricionais específicas, 109 Nitrato de sódio, 101 Nitrito de sódio, 101 Nutrição, 2 - ciência da, a arte da cirurgia plástica e o papel da, 2 - clínica, 110 - e queloide, um novo enfoque, 74 - em esporte, 110 - pesquisa em, e cirurgia plástica, 173-180 - - tipos de, 174 - - - cirurgias de contorno corporal, 176 - - - clínica, 175 - - - complicações infecciosas e, nos pacientes com queimaduras, 177 - - - consumo de frutas e vegetais, 177 - - - de qualidade de vida, 179 - - - de satisfação, 179 - - - doenças sistêmicas, 176 - - - econômica, 178 - - - experimental, 174 - - - feridas crônicas, 177

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- - - sobre serviços de saúde, 179 - - - suplementação nutricional, 176 Psicologia aplicada à, 121-126 - - aspectos psicológicos da alimentação, 122 - - comportamento alimentar no adulto, 122 - técnica dietética e gastronomia aplicadas à, 97-105 - - biodisponibilidade de alimentos, 101 - - consumo de sódio, 100 - - ingestão de líquidos, 99 - - no preparo dos alimentos, 97 - - receitas e preparações, 103 - - utensílio adequado para o preparo de uma alimentação saudável, 102 - - utilização de produtos diet e light na alimentação, 101 Nutricionista, 138 - aconselhamento nutricional e o papel do, 138 - atuação do, em cirurgia plástica, 1-10 - - a arte da cirurgia plástica e o papel da ciência da nutrição, 2 - - - o processo de cicatrização, 3 - - domiciliar no pós-operatório imediato, 7 - - em ambiente hospitalar, 4 - - em ambulatório e consultório, 5 - - em clínica de estética, 6 - - no pós-operatório, 65 - - - alimentos mais anti-inflamatórios, 65 - - - alimentos mais pró-inflamatórios, 65 - - - perda de peso prévia e manutenção, 66 - como educador, 138 - terapia cognitivo-comportamental e a atuação do, 127-135 - - abordagem, 127 - - - técnicas comportamentais, 129 - - emagrecimento versus reestruturação cognitiva, 132 - - prevenção de recaída, 133 - - solução de problemas, 132 Nutrientes, 70 - bioquímica de, 88 - - carboidratos, 89 - - lipídios, 89 - - proteínas, 89 - imunomoduladores, 89 - participação dos, na cicatrização, 70 - - ácido ascórbico, 72 - - carboidratos, 71 - - cobre, 72 - - ferro, 72

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- - lipídios, 72 - - proteínas e aminoácidos, 70 - - silício, 72 - - zinco, 72 O Orientações nutricionais, estratégias para promover adesão às, 142 P Paciente(s), 139 - atendimento nutricional centralizado no, 139 - queimados (v. Queimados) Pele, 40 - envelhecimento da, flacidez tecidual e, 40 - higienização da, uso de cosméticos e a, 40 - marcas e manchas na, 40 Perda de peso, 78 - prévia e manutenção, exercícios físicos e dieta, 66 Pescoço, cabeça e, protocolo de avaliação de linfoedema de, 147 Peso, 66 - e estatura, 46 - perda de, 78 - - prévia e manutenção, 66 - variação de, constante, 40 Pesquisa em nutrição e cirurgia plástica, 173-180 - cirurgias de contorno corporal, 176 - clínica, 175 - complicações infecciosas e nutrição nos pacientes com queimaduras, 177 - consumo de frutas e vegetais, 177 - de qualidade de vida, 179 - de satisfação, 179 - doenças sistêmicas, 176 - econômica, 178 - experimental, 174 - feridas crônicas, 177 - sobre serviços de saúde, 179 - suplementação nutricional, 176 Plaquetas, valores de referência para contagem de, 56 Plaquetograma, 55 Pós-operatório, 158 - atendimento nutricional em ambiente domiciliar no, imediato, 7 - atuação do nutricionista no, 65 - - alimentos, 65 - - - mais anti-inflamatórios, 65

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- - - mais pró-inflamatórios, 65 - - perda de peso prévia e manutenção, 66 - - - exercícios físicos e dieta, 66 - atuação fisioterapêutica no, 150, 158 Prática de atividade física, 37 (v.t. Exercícios físicos) Pré-operatório, atuação fisioterapêutica no, 149 Preparo de alimentos, 97 - cozimento, 98 - temperatura, 98 - utensílios adequados para o, saudável, 102 Pressão, úlceras de, feridas e, 19 Processo de cicatrização, 3 - anteriores, 40 - os andrógenos no, 26 Produtos diet e light na alimentação, utilização de, 101 Progesterona, 24 Pró-inflamatórios, alimentos mais, 65 Propionato de sódio, 101 Proteína(s), 8, 89 - e aminoácidos, 70 - totais e albumina, 58 Protocolo de avaliação, 148 - de linfoedema de cabeça e pescoço, 147 - fisioterapêutica dos níveis de fibrose cicatricial, 148 Protrombina, tempo de, 56 - valores de referência para, 57 Prova do laço, 56 Psicologia aplicada à nutrição, 121-126 - aspectos psicológicos da alimentação, 122 - comportamento alimentar no adulto, 122 Q Qualidade de vida, 179 - no paciente submetido a cirurgia plástica, 163-172 - - imagem corporal, 166 - - - avaliação da, 167 - - instrumentos, 164 - - - disponíveis no Brasil, 165 - - - específicos, 164 - - - genéricos, 164 - - medidas de utilidade, 165 - pesquisa de, 179 Queimado(s), 18 - atuação fisioterapêutica no, 157 - conduta dietoterápica em cirurgia reparadora ou de, 87-95 - - aspectos relevantes, 91 - - avaliação nutricional e estratégia terapêutica, 90

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- - bioquímica de nutrientes, 88 - - - carboidratos, 89 - - - lipídios, 89 - - - proteínas, 89 - - fisiopatologia, 88 - - nutrientes imunomoduladores, 89 - infecções e nutrição, 177 - particularidades de, que devem ser constantemente monitorados, 92 Queloide(s), 174 - nutrição e, um novo enfoque, 74 Questionário de frequência alimentar, 43 - consumo de alimentos, 45 - - com alegação de propriedade funcional, 44 - - segundo o índice ORAC, 45 R Raios X, exposição a, 7 Receitas e preparações, 103 Reconstrução mamária, 19 Recordatório alimentar de 24 horas, 42 Recursos terapêuticos, 153 - manuais, 152 - mecânicos, 153 - térmicos, 154 Reeducação alimentar, técnicas para, 130 Referência, valores de (v. Valores de referência) Registro alimentar, 42 Reparo tecidual adequado, 69 Resoluções, 109 - CFN no 306/2003, 108 - CFN no 334/2004, 108 - CFN no 380/2005, 109 - CFN no 390/2006, 110 - CFN no 417/2008, 109 - CNE/CES no 5/2001, 108 Rinoplastia, 20 Ritidoplastia, 20, 81 Rótulos, termos encontrados nos, que indicam presença de sódio, 101 S Sacarina sódica, 101 Sangramento, tempo de, 56 Saúde, 14 - coletiva, 110 - o corpo formatado pelo discurso da, e do imperativo do gozo, 14 - serviços de, pesquisa sobre, 179

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Schlusinger, 41 Segmento oncológico, 18 Selênio, 70 Serviços de saúde, pesquisa sobre, 179 Silhuetas, 168 - escala de, de Stunkard, 168 - esquema numérico referente às, com seu correspondente no valor do IMC, 42 - masculinas e femininas, 41 Silício, 72 Sódio, 101 - alginato de, 101 - ascorbato de, 101 - benzoato de, 101 - bicarbonato de, 101 - caseinato de, 101 - ciclamato de, 101 - citrato de, 101 - consumo de, 100 - hidróxido de, 101 - nitrato de, 101 - nitrito de, 101 - propionato de, 101 - sulfito de, 101 - termos encontrados nos rótulos que indicam presença de, 101 Sorologia para HIV, 60 Stunkard, 41 - escala de silhuetas de, 168 Substâncias cáusticas, 8 Sulfito de sódio, 101 Suplementação nutricional, 176 - de rotina após cirurgia bariátrica, 81 - legislação sobre, 110 Suplementos alimentares, 90 - nutricionais, 109 - vitamínicos e/ou minerais, 109 T Tabagismo, 37 Tanaceto, 115 Taurina, 70 Tecidos, papel dos macronutrientes produtores de energia na manutenção dos, e na cicatrização, 8 Técnica(s), 129 - comportamentais aplicadas à atuação do nutricionista, 129 - dietética e gastronomia aplicadas à nutrição, 97105

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- - biodisponibilidade de alimentos, 101 - - consumo de sódio, 100 - - ingestão de líquidos, 99 - - no preparo dos alimentos, 97 - - - cozimento, 98 - - - temperatura, 98 - - receitas e preparações, 103 - - utensílio adequado para o preparo de uma alimentação saudável, 102 - - utilização de produtos diet e light na alimentação, 101 - para reeducação alimentar, 130 Temperatura, 8 Tempo de coagulação, 56 Tempo de protrombina, 56 - valores de referência para, 57 Tempo de sangramento, 56 Tempo de tromboplastina parcial ativado, 57 - valores de referência para, 57 Terapia, 133 - cognitivo-comportamental e a atuação do nutricionista, 127-135 - - abordagem cognitivo-comportamental, 127 - - - técnicas comportamentais aplicadas à atuação do nutricionista, 129 - - - técnicas para reeducação alimentar, 130 - - emagrecimento versus reestruturação cognitiva, 132 - - prevenção de recaída, 133 - - solução de problemas, 132 - com laser de baixa intensidade, 156 Termoterapia, 154 Torsoplastia ou bodylift, 81 Transaminase, 59 - glutâmico-oxaloacética, valores de referência da, 59 - glutâmico-pirúvica, valores de referência para, 59 Triglicerídios, 58 Tromboplastina, tempo de, parcial ativado, 57

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U Úlceras de pressão, feridas e, 19 Ultrassom terapêutico, 155 Ureia, 60 - sérica, 60 - valores de referência para a, 60 Utensílio adequado para o preparo de uma alimentação saudável, 102 V Vacuoterapia, 153 Valeriana, 115 Valores de referência, 55 - albumina, 58 - colesterol total, 58 - creatinina, 60 - eritrograma, 55 - ferro, 59 - glicemia, 58 - leucograma, 55 - para transaminase glutâmico-pirúvica, 59 - plaquetas, 55 - tempo de protrombina, 57 - tempo de tromboplastina parcial ativado, 57 - transaminase glutâmico-oxaloacética, 59 - triglicerídios, 58 - ureia, 60 Vegetais, frutas e, consumo de, 177 Vírus da imunodeficiência humana (v. HIV) Vitamina(s), 81 - A, 70, 90 - B12, 81 - C, 70, 72, 90 - - deficiência de, 7 - D, citrato de cálcio com, 81 - do complexo B, 70 - E, 90 Z Zinco, 70, 72, 90

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Atendimento Nutricional em Cirurgia Plástica  

Considerando-se o panorama do Brasil quanto à prevalência de cirurgias plásticas realizadas e a incessante procura por tais procedimentos as...

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